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Direitos Humanos - Comissão reconhece Clarice Herzog como anistiada política

04/04/2024 - Jornal O Poder

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A Comissão de Anistia aprovou ontem, quarta-feira (03/04), em votação unânime, o reconhecimento da condição de anistiada política da publicitária Clarice Herzog, viúva do jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto pela ditadura militar em 1975.

A decisão

A decisão admite que o Estado brasileiro perseguiu, durante o regime militar, Clarice e sua família, em razão do movimento liderado pela publicitária para esclarecer o assassinato do marido.

Desculpas

Além de declarar Clarice anistiada política e pedir desculpas em nome do Estado brasileiro pela perseguição estatal que a jornalista e publicitária sofreu por anos, por contestar a versão oficial de que seu marido havia se enforcado em uma sala do Doi-Codi enquanto aguardava para prestar depoimento, a Comissão de Anistia aprovou o pagamento de uma indenização equivalente a 390 salários mínimos (cerca de R$ 550 mil), mas, com o teto legal, a viúva receberá R$ 100...

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A Comissão de Anistia aprovou ontem, quarta-feira (03/04), em votação unânime, o reconhecimento da condição de anistiada política da publicitária Clarice Herzog, viúva do jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto pela ditadura militar em 1975.

A decisão

A decisão admite que o Estado brasileiro perseguiu, durante o regime militar, Clarice e sua família, em razão do movimento liderado pela publicitária para esclarecer o assassinato do marido.

Desculpas

Além de declarar Clarice anistiada política e pedir desculpas em nome do Estado brasileiro pela perseguição estatal que a jornalista e publicitária sofreu por anos, por contestar a versão oficial de que seu marido havia se enforcado em uma sala do Doi-Codi enquanto aguardava para prestar depoimento, a Comissão de Anistia aprovou o pagamento de uma indenização equivalente a 390 salários mínimos (cerca de R$ 550 mil), mas, com o teto legal, a viúva receberá R$ 100 mil.

A indenização

A indenização corresponderá ao período entre 25 de outubro de 1975, data da morte de Vladimir Herzog, e 5 de outubro de 1988. E não ultrapassará o teto de R$ 100 mil.

Doença

Aos 82 anos, Clarice enfrenta a doença de Alzheimer, que a impediu de participar do julgamento. Segundo Ivo, a reparação financeira ajudará no tratamento da mãe.

Hostilizado

Segundo as informações apresentadas pelos representantes legais de Clarice, após assumir a direção de jornalismo da TV Cultura, Vladimir Herzog passou a ser “hostilizado por integrar o Partido Comunista”. Na manhã de 25 de outubro, ele se apresentou voluntariamente no DOI-Codi a fim de prestar esclarecimentos sobre sua atuação política e profissional. Horas mais tarde, Clarice recebeu a informação de que o marido tinha se matado.

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Leia outras informações

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Balanço divulgado por PF e ANP aponta principais irregularidades encontradas em postos de combustíveis

28/03/2026

Da Redação

Balanço divulgado neste sábado (29/03), com os primeiros resultados da Operação ‘Vem Diesel’, deflagrada nesta sexta-feira (27/03) pela Polícia Federal (PF) e Agência Nacional do Petróleo (ANP) com o objetivo de investigar possíveis irregularidades no mercado de combustíveis já identificou vários problemas nos postos fiscalizados pelo país.

O documento apontou, entre as principais falhas encontradas: postos com defeito no termodensímetro (equipamento usado para verificar a qualidade do etanol); falta de atualização cadastral dos estabelecimentos; falhas na válvula de segurança das mangueiras de abastecimento e também abastecimento em recipientes não permitidos.

11 estados e o DF

As primeiras fiscalizações foram feitas nas capitais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul,
Ceará, Tocantins, Goiás e no Distrito Federal.

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Da Redação

Balanço divulgado neste sábado (29/03), com os primeiros resultados da Operação ‘Vem Diesel’, deflagrada nesta sexta-feira (27/03) pela Polícia Federal (PF) e Agência Nacional do Petróleo (ANP) com o objetivo de investigar possíveis irregularidades no mercado de combustíveis já identificou vários problemas nos postos fiscalizados pelo país.

O documento apontou, entre as principais falhas encontradas: postos com defeito no termodensímetro (equipamento usado para verificar a qualidade do etanol); falta de atualização cadastral dos estabelecimentos; falhas na válvula de segurança das mangueiras de abastecimento e também abastecimento em recipientes não permitidos.

11 estados e o DF

As primeiras fiscalizações foram feitas nas capitais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul,
Ceará, Tocantins, Goiás e no Distrito Federal.

De acordo com os dados deste primeiro dia, 32 postos de combustíveis foram autuados e lavrados cinco autos de infração.

Diesel, etanol e gasolina

Apesar do nome aparentar um foco principal no diesel (que teve aumento recentemente para as distribuidoras, mas mediante acordo com órgãos reguladores esse aumento não pode ser repassado agora para os consumidores), a operação também foca na venda de gasolina e etanol.

O objetivo, de acordo com informações da PF, é identificar práticas abusivas na formação de preços e possíveis irregularidades na comercialização de combustíveis.

As investigações continuarão sendo realizadas em conjunto com uma força-tarefa formada por integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgãos estaduais de proteção e defesa do consumidor (Procons) e ANP.

Verificação coordenada

A força-tarefa atua de forma coordenada para verificar desde a qualidade dos combustíveis até a transparência na composição dos preços cobrados ao consumidor final.

E, também, para apurar denúncias de aumentos considerados injustificados em diferentes regiões do país e possíveis práticas irregulares, como cartelização, adulteração de combustíveis e descumprimento de normas de informação ao público.

Segundo as autoridades, caso sejam confirmadas irregularidades mais graves, os responsáveis poderão responder por crimes contra a ordem econômica, tributária e as relações de consumo.



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Paixão de Cristo de Nova Jerusalém completa 57 anos e inicia temporada 2026

28/03/2026

Por Severino Lopes

Um espetáculo que emociona. Tecnicamente perfeito para retratar uma história de fé e amor que atravessa mais de dois mil anos de história. Por trás das muralhas erguidas bem no agreste de Pernambuco,
sobre os 8 palcos monumentais, cenas épicas. Que transcendem o tempo. Conhecida mundialmente como o maior espetáculo ao ar livre do mundo, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém completa 57 anos. A encenação retrata os últimos momentos de Jesus Cristo, do Sermão da Montanha, passando pelos milagres, a crucificação, morte e ressurreição até à ascensão.



O início

Realizada anualmente durante a Semana Santa em Brejo da Madre de Deus (PE), a encenação teve início na década de 1960. O objetivo inicial era impulsionar o turismo local e gerar renda para a população da região. Com o tempo, o espetáculo passou a contar com artistas de diferentes partes do país e se tornou um dos eventos culturais m...

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Por Severino Lopes

Um espetáculo que emociona. Tecnicamente perfeito para retratar uma história de fé e amor que atravessa mais de dois mil anos de história. Por trás das muralhas erguidas bem no agreste de Pernambuco,
sobre os 8 palcos monumentais, cenas épicas. Que transcendem o tempo. Conhecida mundialmente como o maior espetáculo ao ar livre do mundo, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém completa 57 anos. A encenação retrata os últimos momentos de Jesus Cristo, do Sermão da Montanha, passando pelos milagres, a crucificação, morte e ressurreição até à ascensão.



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O início

Realizada anualmente durante a Semana Santa em Brejo da Madre de Deus (PE), a encenação teve início na década de 1960. O objetivo inicial era impulsionar o turismo local e gerar renda para a população da região. Com o tempo, o espetáculo passou a contar com artistas de diferentes partes do país e se tornou um dos eventos culturais mais conhecidos do período.

Turistas

Milhares de turistas visitam o distrito de Fazenda Nova, em Brejo da Madre de Deus, no interior de Pernambuco, para assistir à encenação da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A data exata

Segundo a organização do evento, a Paixão de Cristo teve origem nas apresentações do "Drama do Calvário", realizadas nas ruas de Fazenda Nova entre 1951 e 1962. A iniciativa foi do comerciante e líder político local Epaminondas Mendonça, com o objetivo de atrair turistas e movimentar a economia local.

Na época, as encenações conseguiram atrair atores e técnicos do Recife, fazendo com que o evento ganhasse notoriedade em Pernambuco.


O idealizador

A idealização da cidade-teatro é de Plínio Pacheco, jornalista e genro de Epaminondas Mendonça. Ele chegou ao distrito de Fazenda Nova em 1956 com o objetivo de construir um teatro que fosse uma réplica da cidade de Jerusalém.

A concretização

O plano se concretizou em 1968, quando foi realizado o primeiro espetáculo no novo espaço. A cidade-teatro conta com muralhas de quatro metros de altura e 70 torres de sete metros. No interior o espaço conta ainda com nove palcos-plateias que reproduzem cenários que vão de ambientes naturais a palácios, como o Templo de Jerusalém. As obras monumentais foram concebidas por vários arquitetos e cenógrafos nordestinos.


O primeiro ator

O primeiro ator a interpretar Jesus na cidade-teatro foi Luiz Mendonça. De 1969 a 1977, o papel foi de Carlos Reis, atual diretor do espetáculo. Em seguida, José Pimentel assumiu o personagem até 1996, e Fábio Assunção foi o intérprete nos dois anos seguintes.

Reconhecida

Reconhecida por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, a Paixão de Cristo projeta o nome de Pernambuco internacionalmente há 57 anos.
Para Pernambuco, o evento vai além da celebração religiosa; consolidou-se como um dos principais motores do turismo brasileiro durante a Semana Santa, sendo um pilar estratégico para a geração de emprego e renda na região do Agreste.



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Simbolismo histórico

A edição de 2026 carrega um simbolismo histórico especial: a homenagem ao centenário de nascimento de Plínio Pacheco. Idealizador e líder da construção da cidade-teatro, Plínio deixou como legado o texto da peça “Jesus” e uma estrutura monumental erguida com anos de sacrifício pessoal e familiar. Sua visão transformou o cenário árido em um palco de magnitude global, cujo impacto justifica o apoio contínuo do poder público estadual.

57ª temporada

A 57ª temporada do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém celebrará o centenário de nascimento de Plínio Pacheco, o idealizador e construtor do maior teatro ao ar livre do mundo. Dudu Azevedo dará vida a Jesus entre os dias 28 de março a 4 de abril.

Os atores

Entre os atores que integram o elenco este ano, estão Dudu Azevedo, que interpretará Jesus, Beth Goulart no papel de Maria, Marcelo Serrado como Pilatos e Carlo Porto interpretando Herodes.

Os protagonistas

Muitos já foram os atores que interpretaram Jesus na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. A participação de Dudu Azevedo amplia a lista de intérpretes do personagem ao longo das edições anteriores, que inclui nomes como José Loreto, Thiago Lacerda, Murilo Rosa, Eriberto Leão, Klebber Toledo, Juliano Cazarré e Fábio Assunção.



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Cidade teatro

A cidade-teatro de Nova Jerusalém é composta por nove palcos que reproduzem cenários citados na bíblia como o Horto da Oliveiras, o Palácio de Herodes e o Monte Gólgota, local da crucificação de Cristo.

Cenas

Entre as cenas, destaques para o Sermão da Montanha, a tentação de Jesus, os milagres, a Última Ceia, a prisão, o julgamento, condenação e morte de Jesus e a ressurreição.

Área

Segundo os organizadores, a área que abriga os cenários possui 100 mil metros quadrados, o que equivale a um terço da área murada da Jerusalém original.

Atrai

Realizada desde 1968, a apresentação atrai, durante a Semana Santa, cerca de 70 mil pessoas, entre brasileiros e estrangeiros.

O Poder



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Lançamento do Livro do NE II homenageia Os 200 anos do DP

28/03/2026

Organizada por André Heráclio do Rêgo e Múcio Aguiar, a publicação foi lançada anteontem, quinta-feira 26/03,
na Associação de Imprensa de Pernambuco (AIP).

O Diária de Pernambuco

Completou 100 anos em novembro de 1925. Durante as comemorações, o sociólogo Gilberto Freyre organizou o Livro da Nordeste para marcar a data com uma obra inédita e referencial. O intuito era discutir histórica, antropológica e sociologicamente a cultura, geografia e economia da região.

Marco do regionalismo

Com textos feitos especialmente para o livro, como a Evocação do Recife, de Manuel Bandeira, a publicação passou a ser apontada por jornalistas e escritores, a exemplo de Mauro Mota, como um marco que funcionaria como um "manifesto a priori do Movimento Regionalista".

Continuidade

Ideia tão boa quanto a primeira, foi essa, agora, de retomar e atualizar o projeto. Se a obra coordenad...

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Organizada por André Heráclio do Rêgo e Múcio Aguiar, a publicação foi lançada anteontem, quinta-feira 26/03,
na Associação de Imprensa de Pernambuco (AIP).

O Diária de Pernambuco

Completou 100 anos em novembro de 1925. Durante as comemorações, o sociólogo Gilberto Freyre organizou o Livro da Nordeste para marcar a data com uma obra inédita e referencial. O intuito era discutir histórica, antropológica e sociologicamente a cultura, geografia e economia da região.

Marco do regionalismo

Com textos feitos especialmente para o livro, como a Evocação do Recife, de Manuel Bandeira, a publicação passou a ser apontada por jornalistas e escritores, a exemplo de Mauro Mota, como um marco que funcionaria como um "manifesto a priori do Movimento Regionalista".

Continuidade

Ideia tão boa quanto a primeira, foi essa, agora, de retomar e atualizar o projeto. Se a obra coordenada por Gilberto Freire oferecia uma retrospectiva dos primeiros cem anos do DP e plantou as sementes do futuro, agora esse titulo inspira o lançamento do Livro do Nordeste II, organizado pelo diplomata e historiador André Heráclio do Rêgo e pelo jornalista e arqueólogo Múcio Aguiar. Desta vez, o volume busca reconstituir a trajetória do Diário de Pernambuco nos seus 200 anos, transcorridos no último dia 7 de novembro, passado.

A nova obra

Busca atualizar o histórico Livro do Nordeste, organizado por Gilberto Freyre,
passando pelos 100 anos tratados no primeiro Livro, mas focando, especialmente, no período que vai de 1925 a 2025. Para isso, foram convidados intelectuais renomados não só de Pernambuco, mas também de outros estados do Brasil e de Portugal.



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Capítulos

O trabalho se inicia com o artigo 'O centenário de um diário americano', de Manuel de Oliveira Lima, publicado no
jornal argentino La Prensa, em
28 fevereiro de 1926. Trata-se da resenha do próprio Livro, na forma de artigo laudatório, escrito pelo grande intelectual Oliveira Lima, comentando o livro. O restante dos textos são todos inéditos, assinados pelos próprios co-autores e por intelectuais renomados da atualidade da lusofonia. São eles Margarida Cantarelli e Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, respectivamente presidente e vice da Academia Pernambucana de Letras (APL), Gilberto Freyre Neto, Marcos Galindo, Mario Helio Gomes (integrante da APL) Marcus Prado, Lincoln de Abreu Penna, João Palmeiro, Carlos André Silva de Moura, Gustavo Maia Gomes, Bernardo Peixoto, Padre Marcelo Arruda Firmo, Paulo Roberto de Almeida, Paulo Henrique Fontes Cadena, José Nivaldo Junior (também da APL), Thales Castro e Maria Vitória Claudino, além dos próprios organizadores.

Para mais detalhes dos capítulos

Acesse através do link
https://www.jornalopoder.com.br/noticias/30417/homenagem-dupla-livro-do-nordeste-ii-a-ser-lancado-quinta-feira-26-homenageia-200-anos-do-diario-de-pernambuco-e-os-100-anos-da-publicacao-de-gilberto-freyre



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Campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28)

28/03/2026

Tem início em quatro regiões do país neste sábado (28/03) o Início da Campanha Nacional de Vacinação contra o vírus da Influenza, prevista para ir até 30 de maio. O foco principal, segundo o Ministério da Saúde, será as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, que concentram maior quantidade de pessoas já acometidas pelos sintomas da gripe.

O período antecede, de acordo com informações técnicas, em função de ser quando há maior circulação do vírus nestas localidades. Somente na região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, por conta da sazonalidade da doença.



Aumento na circulação de vírus

A vacinação é importante porque dados preliminares do Executivo Federal referentes a 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos grav...

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Tem início em quatro regiões do país neste sábado (28/03) o Início da Campanha Nacional de Vacinação contra o vírus da Influenza, prevista para ir até 30 de maio. O foco principal, segundo o Ministério da Saúde, será as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, que concentram maior quantidade de pessoas já acometidas pelos sintomas da gripe.

O período antecede, de acordo com informações técnicas, em função de ser quando há maior circulação do vírus nestas localidades. Somente na região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, por conta da sazonalidade da doença.



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Aumento na circulação de vírus

A vacinação é importante porque dados preliminares do Executivo Federal referentes a 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

O Governo Federal destacou que a imunização contra a influenza é gratuita nas unidades básicas de saúde (UBS). E a mobilização é promovida anualmente pelo Governo Federal, com apoio de estados e municípios. A cada campanha, são disponibilizadas vacinas atualizadas para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação no Brasil.

15,7 milhões de doses

Para 2026, conforme os dados divulgados, foram distribuídas 15,7 milhões de doses da vacina trivalente contra a influenza. Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde da rede pública mais próxima.

A mobilização anual contra a gripe tem como público alvo crianças menores de 6 anos – de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias de idade – além de gestantes, idosos com 60 anos e mais. Também são classificados como grupos prioritários as pessoas mais vulneráveis a formas graves da doença.



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Variação conforme histórico

No caso de crianças de 6 meses a 8 anos, o Ministério da Saúde esclarece que o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já imunizadas anteriormente receberão apenas uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

Crianças indígenas a partir de 6 meses de idade devem seguir orientações de faixa etária e histórico vacinal. Pessoas com comorbidades e crianças de até 8 anos na mesma condição, e que ainda não foram vacinadas, também devem receber duas doses.

A vacina influenza trivalente já integra o Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes.

— Com informações da Agência Brasil



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Conflito EUA-Israel X Irã chega a quatro semanas marcado por ataques e sem avanços para a paz

28/03/2026

Da Redação

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã completou quatro semanas nesta sexta-feira (27/03), marcado por ataques, declarações indiretas e contradições, sem avanço nas negociações de paz. Conforme balanço divulgado pela Unicef, o confronto já deixou ao menos 370 mil crianças deslocadas no Líbano, além de 121 mortas e 399 feridas. Isto sem falar nos adultos mortos, desabrigados e feridos, entre civis e militares.

Além disso, desde o início da guerra, 120 museus e edifícios históricos foram danificados em Teerã, capital do Irã, de acordo com o chefe do comitê de cultura e patrimônio da câmara municipal da capital iraniana.

Dúvidas sobre a paz

Nos Estados Unidos, permanecem posicionamentos contraditórios a respeito de um esforço para o fim da guerra.

O jornal Wall Street Journal divulgou nesta sábado que fontes do Pentágono planejam enviar mais 10 mil militares para o Oriente Médio, q...

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Da Redação

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã completou quatro semanas nesta sexta-feira (27/03), marcado por ataques, declarações indiretas e contradições, sem avanço nas negociações de paz. Conforme balanço divulgado pela Unicef, o confronto já deixou ao menos 370 mil crianças deslocadas no Líbano, além de 121 mortas e 399 feridas. Isto sem falar nos adultos mortos, desabrigados e feridos, entre civis e militares.

Além disso, desde o início da guerra, 120 museus e edifícios históricos foram danificados em Teerã, capital do Irã, de acordo com o chefe do comitê de cultura e patrimônio da câmara municipal da capital iraniana.

Dúvidas sobre a paz

Nos Estados Unidos, permanecem posicionamentos contraditórios a respeito de um esforço para o fim da guerra.

O jornal Wall Street Journal divulgou nesta sábado que fontes do Pentágono planejam enviar mais 10 mil militares para o Oriente Médio, que seriam posicionados próximos ao Irã. Por outro lado, o país teria sinalizado a aliados que não pretende fazer ataque por terra neste momento.

Por outro lado, fontes ouvidas pela Agência Reuters afirmam que Washington só pode confirmar que um terço dos mísseis do Irã foi destruído — informação que contraria o discurso do presidente norte-americano, Donald Trump, que vem dizendo que o poderio militar do Irã foi “completamente aniquilado”.



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Negociações chamadas de “intoleráveis”

A declaração mais importante de uma autoridade americana nesta sexta foi a do enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que disse que “Trump acredita na paz por meio da força”. Ele exemplificou que o acordo na Faixa de Gaza não teria sido possível sem essa postura.

Uma autoridade sênior do Irã afirmou, segundo a mesma reportagem da Reuters, que os ataques dos EUA ao país, ao mesmo tempo em que Washington pede negociações, são “intoleráveis”. E acrescentou que a resposta esperada sobre um acordo ainda não havia sido decidida.

Estreito de Ormuz

O país persa também se posicionou novamente sobre o Estreito de Ormuz, reiterando que ele permanece fechado para navios ligados aos EUA e a Israel. Alguns países teriam passagem livre, mas navios chineses desistiram de atravessar o estreito mesmo com a garantia de segurança do Irã.

O Ministério dos Esportes do Irã ainda proibiu suas equipes esportivas de viajarem para países que considera “hostis”. A decisão pode afetar a Copa do Mundo de Futebol em junho, uma vez que os persas estão classificados, mas o torneio tem os Estados Unidos como uma das sedes.

Enquanto os Estados Unidos insistem em falar sobre negociações para o fim da guerra, Israel, aliado dos americanos no conflito, não parece estar pronto para encerrar ou mesmo diminuir os ataques. Ontem (27/03), Israel atacou Teerã, capital iraniana, incluindo centros de energia nuclear. E também Beirute, capital do Líbano, que vem sendo alvo recorrente dos ataques israelenses.

— Com agências internacionais de notícias



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CPI do INSS: noves fora, nada. Acabou em pizza, Por Hylda Cavalcanti*

28/03/2026

A expressão “virou pizza” é tão comum em Brasília que perdeu a graça no Congresso Nacional, mas foi a mais usada para marcar o final dos trabalhos, na madrugada deste sábado (28/03), da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura retiradas indevidas nas contas de beneficiários do INSS - a famosa CPMI do INSS.

Sem conseguir a renovação dos trabalhos por mais 60 dias, com prazo para encerramento hoje, os deputados e senadores apresentaram, depois de mais de 15 horas de sessão com direito a bate-bocas e discussões, um relatório que chamaram de “preliminar” e mesmo assim não foi aprovado pelo colegiado da comissão.

O tal relatório “preliminar” tinha nada menos que cerca de 4.400 páginas e apresentava sugestão, no início da manhã, de indiciamento para 226 pessoas.

Negociação para retirada de 10 nomes

Isso, entre parlamentares, empresários, agentes públicos, ex-ministros, representantes de instituição financeir...

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A expressão “virou pizza” é tão comum em Brasília que perdeu a graça no Congresso Nacional, mas foi a mais usada para marcar o final dos trabalhos, na madrugada deste sábado (28/03), da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura retiradas indevidas nas contas de beneficiários do INSS - a famosa CPMI do INSS.

Sem conseguir a renovação dos trabalhos por mais 60 dias, com prazo para encerramento hoje, os deputados e senadores apresentaram, depois de mais de 15 horas de sessão com direito a bate-bocas e discussões, um relatório que chamaram de “preliminar” e mesmo assim não foi aprovado pelo colegiado da comissão.

O tal relatório “preliminar” tinha nada menos que cerca de 4.400 páginas e apresentava sugestão, no início da manhã, de indiciamento para 226 pessoas.

Negociação para retirada de 10 nomes

Isso, entre parlamentares, empresários, agentes públicos, ex-ministros, representantes de instituição financeira, representantes do INSS e do Dataprev, dirigentes de entidades de servidores, advogados, consultores e vários outros profissionais. Incluindo, claro, o nome que está no epicentro de todo o escândalo: Antônio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “o careca do INSS”.

Em meio às brigas, conseguiram negociar a retirada de 10 dos nomes da lista de sugestão de indiciamento. Dentre eles os de alguns ex-ministros e o do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Para completar, diante da rejeição do relatório, mesmo após as indas e vindas na negociação para aprová-lo, parlamentares da base do governo apresentaram um relatório paralelo, que também não foi aceito e sequer aceito pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), para ser submetido à votação.

Sete meses em vão?

Com isso, foram sete meses de atividade. Trabalhos de apuração a órgãos de controle, de pedidos de documentos, elaboração de vários relatórios setoriais, colocação de servidores à disposição da comissão em paralelo ao trabalho que já realizam mediante o pagamento de horas extras, gastos com energia, transportes para as oitivas etc.

Os parlamentares da cúpula da comissão criticaram o Judiciário e disseram que diversas decisões judiciais atrapalharam as investigações, atrasaram o rito dos trabalhos e livraram personagens importantes no esquema de fraudes de depor.

Os representantes do Judiciário ao lado de outro grupo de parlamentares, disseram que tudo terminou dessa forma porque tentaram dar “desvio de finalidade” à CPMI, de forma a transformá-la num palanque eleitoral e aproveitar as reuniões para ouvir pessoas sobre outros assuntos que pouco tinham a ver com as fraudes no INSS em si



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Rejeitado por 19 votos a 12

Resultado: o parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), foi rejeitado por 19 votos a 12. Logo após a apuração do resultado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana decidiu pelo encerramento dos trabalhos sem votar o relatório alternativo produzido pela base governista.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apresentou uma questão de ordem para a apreciação desse segundo relatório. Viana não acatou o pedido e tampouco indicou um relator para ler o texto da base governista.

Irritadíssimo com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que não renovou os trabalhos da comissão e com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitaram o pedido de liminar da CPMI para prorrogá-la judicialmente, Viana anunciou que a investigação continuará mesmo assim.

Disse que encaminhará cópias do relatório rejeitado para diversas instituições, dentre as quais o Ministério Público Federal (MPF) e o STF. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), por sua vez, afirmou que o relatório alternativo elaborado será levado à Polícia Federal.

Respeito a aposentados e pensionistas

Como ocorreu em outros momentos da CPMI, Viana citou um versículo da Bíblia para destacar a importância dos direitos dos órfãos e das viúvas. Afirmou que o dia de encerramento dos trabalhos da comissão foi “uma demonstração de respeito aos aposentados e pensionistas”.

“Esta investigação poderia ter ido além, mas não permitiram avançar como deveríamos. Saio daqui de cabeça erguida e com a sensação de dever cumprido. Estamos todos juntos porque a causa é maior que o medo”, frisou.

Estrutura criminosa

A reunião começou pouco antes das 10h de sexta-feira (27/03) e terminou depois da 1h da madrugada de hoje.

O relator, Alfredo Gaspar explicou que os indiciamentos pedidos pela CPMI fundamentaram-se “na identificação de uma vasta e sofisticada estrutura criminosa voltada para fraudes sistêmicas contra aposentados e pensionistas, por meio da implementação de descontos associativos não autorizados e fraudulentos”.

Ao fim de mais de oito horas de leitura do seu relatório, Gaspar defendeu o trabalho da comissão. “Nosso trabalho alcançou os Três Poderes da República. Ninguém nos dobrou. Foram muitos meses e luta aguerrida, dias e noites debruçados sobre documentos. Foi cansativo e exaustivo, mas sobretudo recompensador. Esta comissão ousou devolver a esperança ao povo brasileiro”, ressaltou.

Embates fortes

Mas ao longo da sessão as discussões não pararam. O senador Rogério Marinho (PL-RN) definiu o relatório como “brilhante”, fez acusações ao governo Lula e ao PT e defendeu o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por sua vez, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) se levantou várias vezes para rebater os colegas da oposição e afirmou que “quem pratica corrupção deve ser investigado, independentemente de questões políticas”.



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Diferenças entre os dois relatórios

O capítulo final do relatório de Alfredo Gaspar determinava o compartilhamento das provas colhidas com diversos órgãos para continuidade das investigações. Além disso, sugeria desdobramentos específicos para ação das autoridades competentes.

Pedia também, dentre outros itens, o sequestro de bens dos nomes apontados para indiciamento, por indícios de origem ilícita; prisão preventiva para vários dos indiciados em liberdade; sugestão de indiciamento e prisão preventiva para Lulinha pelo fato de estar na Espanha no dia em que a operação foi deflagrada, onde reside hoje (argumentou no documento que a mudança foi uma “tentativa de fuga”, sem dar muitas explicações).



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Nomes diferentes

No relatório alternativo, os parlamentares também sugeriram o indiciamento de 130 pessoas, mas com nomes totalmente diferentes. Um deles é o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo governo foi apontado como responsável pelas fraudes no sistema de descontos associativos em aposentadorias.

O documento alternativo destacou que “as fraudes se intensificaram durante o governo Bolsonaro, por meio de alterações normativas que removeram barreiras de controle”. No texto, Bolsonaro é acusado, ainda, de furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa.

Também recomendou o indiciamento do ex-ministro do Trabalho e Previdência Onyx Lorenzoni e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela ligação com Letícia Caetano dos Reis,
administradora do escritório de advocacia do senador e ligada ao “careca do INSS”.



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Balanço final

Instalada em 20 de agosto, a CPMI foi integrada por 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes. Realizou 38 reuniões e determinou mais de mil quebras de sigilo.
Também foi responsável por decretação de prisões em flagrante de quatro pessoas, depois revertidas. Um show de gastos, discursos, brigas públicas e vazamento de deputados que terminou praticamente da mesma forma como foi iniciado.

Em tempo: As fraudes do INSS continuam sendo objeto de investigações, por parte das várias fases da Operação Sem Desconto, que apura o tema, da Polícia Federal, mediante pedido do STF.

— Com informações do Senado Federal
*Hylda Cavalcanti é repórter do Portal Hora Jurídica (HJur) e editora aos sábados do jornal O Poder



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Nilda Gondim, 80 anos - Biografia que inspira e honra a Paraíba e o Brasil

28/03/2026

Não se falava em libertação feminina e ela já lutava. Muito nova, conviveu com a glória e enfrentou perseguições. Na ditadura, conheceu o ostracismo. Como se diz, o capim cresceu na sua porta. Nunca se rendeu. Nunca desistiu. Tornou-se eixo e lastro de uma família vitoriosa, carregando o nome do pai e do marido, sempre com altivez e galhardia. Construiu seu próprio caminho. Chegou à Camara e ao Senado. Os filhos, seguindo o ditado de que "quem sai aos seus não degenera" tornaram-se referência na política nacional. Os netos, continuadores da linhagem, só têm motivo de orgulho da herança que carregam. Hoje, Nilda Gondim completa 80 anos. Cheia de vitalidade, plena de luz. Plena de exemplos motivadores. Vamos conhecer um pouco mais da vida e obra dessa grande mulher.

No Palácio

Ozanilda Gondim Vital do Rego nasceu em
30 de março de 1946, em
João Pessoa, Paraíba. Filha de Ozanete Duarte Gondim e Pedro Moreno Gondim. Quando tinha 16...

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Não se falava em libertação feminina e ela já lutava. Muito nova, conviveu com a glória e enfrentou perseguições. Na ditadura, conheceu o ostracismo. Como se diz, o capim cresceu na sua porta. Nunca se rendeu. Nunca desistiu. Tornou-se eixo e lastro de uma família vitoriosa, carregando o nome do pai e do marido, sempre com altivez e galhardia. Construiu seu próprio caminho. Chegou à Camara e ao Senado. Os filhos, seguindo o ditado de que "quem sai aos seus não degenera" tornaram-se referência na política nacional. Os netos, continuadores da linhagem, só têm motivo de orgulho da herança que carregam. Hoje, Nilda Gondim completa 80 anos. Cheia de vitalidade, plena de luz. Plena de exemplos motivadores. Vamos conhecer um pouco mais da vida e obra dessa grande mulher.

No Palácio

Ozanilda Gondim Vital do Rego nasceu em
30 de março de 1946, em
João Pessoa, Paraíba. Filha de Ozanete Duarte Gondim e Pedro Moreno Gondim. Quando tinha 16 anos, o pai foi eleito governador da Paraíba, depois de uma campanha épica, popular, cujo bordão é repetido até hoje nas rodas de conversa Nordeste afora: "Tá com medo ou tá com Pedro?"



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Pedro Gondim

Governou a Paraíba entre 1961 e 1966. Assumiu o cargo de governador do estado no momento de grande efervescência política e social, que antecedeu o golpe civil-militar de 1964 no Brasil.
Apesar de aliado a forças conservadoras, seu governo seguiu os compromissos de campanha, defendendo as bandeiras do povo e desafiando as elites. Pedro Gondim foi um dos maiores governadores da PB em todos os tempos, figura política importante no país durante essa fase de conturbação política. O seu alinhamento com as causas populares custaria caro: após o AI5, teve seu mandato de deputado cassado e direitos políticos suspensos em 1969. Acusado pelos militares de alinhar-se a ideias comunistas. O ato dizimou o "gondinismo" na Paraíba, levando ao isolamento de Pedro Gondim e família e à cassação de aliados políticos. Nilda, na época, tinha perto de 23 anos. Pedro Gondim faleceu em 2005, aos 91 anos, já afastado da política mas acompanhando a trajetória ascendende da filha e dos netos.



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O marido

Antônio Vital do Rêgo nasceu em 21 de maio de 1935 e faleceu em 2010 aos 74 anos. Advogado e professor, cumpriu três mandatos como deputado e foi conselheiro vitalício da OAB-PB. Na política, ficou conhecido como um dos maiores oradores do país. Também cassado em 1969, recuperou o mandato após a redemocratização do país. O valor da liberdade era tema constante dos seus inflamados discursos. Do casamento com Nilda, nasceram três filhos: os também políticos Vital do Rêgo Filho e Veneziano Vital do Rêgo e a médica Rachel Gondim. Vital do Rêgo foi advogado e professor, deputado federal por três mandatos e conselheiro da OAB Paraíba, onde foi condecorado com as maiores comendas da entidade.



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Família e carreira de Nilda

Nos anos de chumbo, pai e marido cassados e perseguidos pela ditadura, Nilda Gondim foi o grande esteio que manteve a família e principalmente os filhos no rumo do compromisso com o povo e da integridade. Nilda Gondim casou-se ainda jovem com o jurista e ex-deputado federal, Vital do Rêgo, com quem conviveu durante muitos anos de sua vida e teve três filhos, como referido acima: o ex-deputado estadual, federal, ex-senador e atual ministro do TCU Vital do Rêgo Filho; o ex-vereador, prefeito de Campina Grande, deputado federal e atual senador Veneziano Vital do Rêgo, uma das referências do Congresso Nacional. E a médica Rachel Gondim.



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Carreira política

Filhos criados e encaminhados, Nilda Gondim atendeu ao chamado do sangue e da História. Em 2009,
filiou-se ao PMDB e nas eleições do ano seguinte iniciou sua carreira candidatando-se a deputada federal pela Paraíba, sendo eleita com 79.412 sufrágios (4,07% dos votos válidos). Nas eleições de 2014 foi eleita primeira-suplente na chapa do senador José Maranhão. Em 12 de janeiro de 2021 assumiu cargo de senadora pela Paraíba.



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Atuação no Senado

Nilda Gondim viveu mais um capítulo raro na vida brasileira: mãe e filho compartilhando o Congresso como senadores, com um detalhe importante. Ambos chegaram lá por seus próprios méritos. Batalhando por caminhos harmônicos, mas nada que lembre práticas oligárquicas, ainda presentes na política brasileira. Trilhando todos a vereda de alinhamento com o povo, do respeito aos valores democráticos. Nilda teve atuação destacada em defesa do seu estado e da causa das mulheres. Foi agraciada pelo Senado com a primeira Comenda Ceci Cunha, em fevereiro de 2026.
A Honraria é uma distinção concedida a mulheres que se destacaram na política brasileira, com foco na defesa da democracia e na ampliação da participação feminina.

Firme na luta e na vida

Nilda Gondim segue atuante na defesa dos valores e compromissos do marido e do pai, Pedro Gondim. Que, orgulhoso da descendência, hoje só tem motivos para cantar parabéns para a filha querida e certamente estará ao seu lado, com a família e amigos próximos, apagando as primeiras 80 velinhas de uma vida inspiradora para todas as gerações. Sem perder a doçura, jamais.

(Por José Nivaldo Junior e equipe O Poder)



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É Findi - A Mãos-cheias - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*

28/03/2026

Novas leituras
Na literatura
Nela maturo
Derrubo muros



A aberturas
Sem agruras
Aventuras
Sem censuras



Saia da clausura
Veja a conjuntura
Espelhe cultura



Com desenvoltura
Um pouco de doçura
Curta sutis leituras!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.



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Novas leituras
Na literatura
Nela maturo
Derrubo muros



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A aberturas
Sem agruras
Aventuras
Sem censuras



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Saia da clausura
Veja a conjuntura
Espelhe cultura



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Com desenvoltura
Um pouco de doçura
Curta sutis leituras!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.



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É Findi - E Agora, Brasil! - Poema, por Maria Inês Machado*

28/03/2026

Brasil, sinto a dor invadir teu seio varonil.
Vejo a esperança de novo país esvaziar-se
em quimeras forjadas pela ambição desmedida.
Nós, teus filhos, ainda sonhamos
hastear a tua linda bandeira
e cantar o hino da liberdade tão desejada...
Mas as cores das matas, do ouro e da prata
foram manchadas pelo luto,
e vejo as lágrimas brotarem em tua face
diante da dor provocada por teus filhos.
Assisto à indiferença triunfar.
A ciência é amordaçada,
a corrupção avança,
e corpos tombam
em covas rasas de cemitérios improvisados.
Vejo tuas florestas devastadas
clamarem por socorro;
mas a ambição desenfreada
cega o bom senso, e a imoralidade persiste.
Ah, meu Brasil, meu Brasil brasileiro!
Até quando serás estrangeiro
nas mãos inescrupulosas dos teus algozes?
Percebo o poder em seu jogo subliminar:
“as crias” são blindadas,
e o vel...

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Brasil, sinto a dor invadir teu seio varonil.
Vejo a esperança de novo país esvaziar-se
em quimeras forjadas pela ambição desmedida.
Nós, teus filhos, ainda sonhamos
hastear a tua linda bandeira
e cantar o hino da liberdade tão desejada...
Mas as cores das matas, do ouro e da prata
foram manchadas pelo luto,
e vejo as lágrimas brotarem em tua face
diante da dor provocada por teus filhos.
Assisto à indiferença triunfar.
A ciência é amordaçada,
a corrupção avança,
e corpos tombam
em covas rasas de cemitérios improvisados.
Vejo tuas florestas devastadas
clamarem por socorro;
mas a ambição desenfreada
cega o bom senso, e a imoralidade persiste.
Ah, meu Brasil, meu Brasil brasileiro!
Até quando serás estrangeiro
nas mãos inescrupulosas dos teus algozes?
Percebo o poder em seu jogo subliminar:
“as crias” são blindadas,
e o velho “toma lá, dá cá” se perpetua
como marca indelével.
Já não importam os meios,
pois dizem que os fins tudo justificam.
Brasil, pátria amada,
negam-te os respiradores da esperança e da liberdade,
e te vejo, na UTI, perecer, asfixiado,
pela ausência do oxigênio da ética.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Bom dia, Crônica, por AJ Fontes*

28/03/2026

Ouço o cumprimento de meu vizinho que segue pela estrada levando um saco de capim nas costas para alimentar suas vaquinhas.

Eu fico aqui, na varanda, arrumando minhas tarefas na cabeça. O cheiro do café me arrasta para a primeira.

Na mesa, entre colheradas de mamão, rolo a telinha do celular e respondo a alguns bons dias.

A saudação marca o início de um ciclo. Só isso? O melhor é que não. Desde o primeiro bocejo na cama dizendo que começou, tenho consciência da minha presença, mas o que entendo ser o mais importante é o reconhecimento da minha participação nesse molho de acontecimentos. Eu e os amigos físicos, virtuais, físico-virtuais; meus irmãos, de sangue e de coração; minha mulher; filhos biológicos e de coração e mais tantos outros seres invisíveis para mim, mas também participantes.

Cada célula do corpo e da alma (se ela as tem) se inunda de felicidade. Não importa a grandeza da interação participativa. Pode ser um fio...

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Ouço o cumprimento de meu vizinho que segue pela estrada levando um saco de capim nas costas para alimentar suas vaquinhas.

Eu fico aqui, na varanda, arrumando minhas tarefas na cabeça. O cheiro do café me arrasta para a primeira.

Na mesa, entre colheradas de mamão, rolo a telinha do celular e respondo a alguns bons dias.

A saudação marca o início de um ciclo. Só isso? O melhor é que não. Desde o primeiro bocejo na cama dizendo que começou, tenho consciência da minha presença, mas o que entendo ser o mais importante é o reconhecimento da minha participação nesse molho de acontecimentos. Eu e os amigos físicos, virtuais, físico-virtuais; meus irmãos, de sangue e de coração; minha mulher; filhos biológicos e de coração e mais tantos outros seres invisíveis para mim, mas também participantes.

Cada célula do corpo e da alma (se ela as tem) se inunda de felicidade. Não importa a grandeza da interação participativa. Pode ser um fio de linha fiado em um único encontro, físico ou virtual, desses em que há interesse em ganhos e perdas; pode ser uma grossa corda fiada ao longo de aniversários, seguidos de agrados e desagrados quando acontecem afagos e safanões. A tecitura acontece em bons ou nem tão bons dias.

Isso é a riqueza da construção, quando reconhecemos as diferenças nas cores a evidenciar a alegria pelo nascimento e a tristeza pelo luto; nos cruzamentos distintos da trama com a urdidura nos ensinando diferentes maneiras de montar o tecido. Aqui e acolá existem nós dissonantes, falhas a nos mostrar outros encaminhamentos.

Observando os erros e acertos, continuamos tecendo em conjunto, entrelaçando as mãos, sentindo a suavidades e asperezas, fugacidades e longevidades, firmezas e fraquezas. Aquelas que estão por um fio de se irem e as que com um fio se chegam.

Já não vejo o início da empreitada, apenas tenho ciência através das marcas mostradas: multicoloridas, primaveris, festivas; monocromáticas em tons de terra, branco de neve, negro da morte e, bastante, vermelho da guerra.

Vê-se que o tecido é infindável. Somos nós que temos participação mais ou menos longa. Eu, por exemplo, conto que estarei nessa lida por mais outro tanto do tempo que tenho aqui. Pretendo estar junto com boa parte daqueles que falei: minha mulher, meus filhos, irmãos e amigos.

Tomara que lembre bem deles e desse escrito.
Então.

Bom dia!


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.



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