Série comparativa Prefeitos do Recife - João Campos X Manuel Moreira
14/05/2024
Quinto comparativo –Manuel Moreira X João Campos
Manuel dos Santos Moreira assumiu a Prefeitura ainda no século XIX. Sua administração foi responsável pela instalação do dispensário Otávio de Freitas, do asilo Magalhães Bastos e do monumento à Imaculada Conceição no morro do mesmo nome. Exerceu o cargo de prefeito do Recife de 16 de dezembro de 1899 a 1 de janeiro de 1905. Durante seu mandato, também instalou a Cooperativa dos Funcionários Públicos.
João Campos

Quinto comparativo –Manuel Moreira X João Campos
Manuel dos Santos Moreira assumiu a Prefeitura ainda no século XIX. Sua administração foi responsável pela instalação do dispensário Otávio de Freitas, do asilo Magalhães Bastos e do monumento à Imaculada Conceição no morro do mesmo nome. Exerceu o cargo de prefeito do Recife de 16 de dezembro de 1899 a 1 de janeiro de 1905. Durante seu mandato, também instalou a Cooperativa dos Funcionários Públicos.

João Campos
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Não ampliou nenhum hospital, não fez qualquer monumento religioso e muito menos inovou na gestão pública. Acompanhando a nossa série, pode saber o que é uma boa gestao para nao ficar espalhando fake news por ai, propagando ter ótima gestão. Você acredita no que assiste na televisão ou no que vê nas ruas?
Placar de momento
Bons prefeitos 5 X Namorado de Tábata 0.
Leia outras informações
Excesso de vigilância virou algoz do livre arbítrio, analisa Marcelo S. Tognozzi*
15/08/2026
A escassez de papel-moeda significa que a vida de cada cidadão é controlada pelo Estado de forma nunca vista. Você recebe a declaração de renda pré-preenchida pela Receita Federal e ali estão gastos que passaram despercebidos, como o pagamento do professor particular do seu filho ou a aquela acupuntura que curou sua dor nas costas. O Estado conhece muito sobre seus hábitos, costumes, preferências, doenças, momentos de dor ou prazer.
Não é só no Brasil
Isso não acontece apenas no Brasil, mas na China, Noruega, Reino Unido e Suécia. Uma tendência mundial. O Estado não concentra mais apenas a força, o poder de punir ou sancionar. Agora tem, a...
Você já se deu conta: se for até a padaria da esquina não conseguirá comprar pão, leite e manteiga se tiver apenas uma nota de R$ 100 no bolso. A mocinha do caixa dirá que não tem troco, sugerirá um Pix ou pagamento com cartão. Se não puder pagar eletronicamente, voltará para casa de mãos abanando.
A escassez de papel-moeda significa que a vida de cada cidadão é controlada pelo Estado de forma nunca vista. Você recebe a declaração de renda pré-preenchida pela Receita Federal e ali estão gastos que passaram despercebidos, como o pagamento do professor particular do seu filho ou a aquela acupuntura que curou sua dor nas costas. O Estado conhece muito sobre seus hábitos, costumes, preferências, doenças, momentos de dor ou prazer.
Não é só no Brasil
Isso não acontece apenas no Brasil, mas na China, Noruega, Reino Unido e Suécia. Uma tendência mundial. O Estado não concentra mais apenas a força, o poder de punir ou sancionar. Agora tem, além da força, uma quantidade incalculável de informação, impossível a qualquer governante do passado, seja rei absolutista, democrata ou ditador.
Assistimos passivamente à consolidação no Brasil de uma espécie de Leviatã tupiniquim, concentrando no Estado o poder de saber tudo em tempo real sobre qualquer cidadão. O Pix e os pagamentos eletrônicos com cartão ou celular, permitem o combate às fraudes e uma arrecadação de impostos mais eficiente, porém informam instantaneamente renda, patrimônio, deslocamentos, relações econômicas, hábitos de consumo ou preferência política. Antigamente, investigar alguém exigia homens, tempo, informantes e documentos. A partir do ano que vem, a parte do Leão sairá direto cada vez que a empresa emitir nota fiscal.
Nestes anos 2020 do século 21, a tecnologia permite ao Estado entrar na vida do cidadão sem cerimônia, reunir e cruzar quantidade extraordinária de informações. O poder público fez acordo tácito com a população, que entrega seus dados e sua intimidade em troca da eficiência e conveniência. Não há nada de ilegítimo nisso.
Novo normal da sociedade
Mas há algo que merece reflexão e remete ao livro ‘Vigiar e Punir’ de Michel Foucault. A sociedade moderna vem substituindo progressivamente formas ostensivas de coerção por mecanismos de disciplina e a China é o maior exemplo. Se o cidadão sabe que é vigiado, começa a autocensurar seu comportamento. Virou o novo normal na nossa sociedade digital, num mundo de intimidades já devassadas pelas redes sociais.
Os algoritmos mostram as inconsistências e excepcionalidades e a repressão é cirúrgica: informação, cruzamento, anomalia, suspeita. Ao contrário da sociedade analógica, agora as investigações nascem sem que o cidadão tenha dado razão para tal.
Um pouco do que Alexis de Tocqueville chamou de despotismo suave. O Estado não proíbe, age por você. Preenche sua declaração de Imposto de Renda (a maioria detesta fazer declaração), incentiva pagamentos instantâneos, os documentos estão digitalizados, os comprovantes no sistema do governo e quando alguém precisa assinar qualquer coisa, faz isso digitalmente usando o gov.br.
Vida privada longe do Estado
Veja a mudança. Durante séculos pessoas compravam livros, pagavam almoço, davam dinheiro aos filhos ou ajudavam alguém sem produzir registro permanente. Não faziam nada de errado, apenas viviam num tempo em que grande parte da vida privada simplesmente não dizia respeito ao Estado.
Uma nota de R$ 100 é uma tecnologia rudimentar, mas possui propriedades políticas extraordinárias. Não conhece o CPF de seu proprietário. Não registra onde esteve. Não pergunta o que está sendo comprado. Não depende de internet, eletricidade, banco ou servidor. Não precisa da autorização de algoritmo para mudar de mãos.
O Brasil não precisou decretar a morte do papel-moeda. Ele está morrendo silenciosa e espontaneamente. A nota de R$ 100 continua existindo, mas muitas vezes a padaria não tem troco, o taxista pede Pix e o restaurante idem. A conveniência dita o fim do dinheiro e, em troca, participamos voluntariamente da produção dos dados que nos tornam transparentes.
Leviatã tupiniquim
Carregamos celulares, utilizamos GPS, fazemos pagamentos eletrônicos, entregamos informações a aplicativos e aceitamos sistemas de identificação, porque tudo isso facilita a vida. O Leviatã tupiniquim não é bruto, mas sutil e conveniente. O poder do Estado é pura informação.
O problema começa quando a mesma infraestrutura capaz de identificar lavagem de dinheiro pode identificar adversários, críticos do regime ou jornalistas inconvenientes. A mesma integração de dados capaz de descobrir fraudes, mostra a vida econômica de qualquer pessoa. O algoritmo capaz de bloquear recursos de criminosos pode, se os controles institucionais falharem, bloquear recursos de dissidentes. O banco tem até 3 dias para liberar saques de R$ 50 mil.
A tecnologia não determina o uso político que será feito dela. Mas cria a possibilidade, que somente poderá ser evitada se o sistema de pesos e contrapesos funcionar plenamente entre os 3 poderes. A separação entre eles existe para prevenir abusos. Está funcionando?
Risco de interferência indevida
Para o bem ou para o mal, até onde podemos chegar é uma incógnita. Há o risco permanente da interferência indevida do poder público na vida do cidadão, a não ser que optemos pelo caminho da União Europeia, distinto do chinês e, até aqui, do brasileiro. O projeto do euro digital prevê proteção ao dinheiro vivo. Em 19 de dezembro de 2025, o Conselho da União Europeia decidiu pela convivência entre o dinheiro digital e o papel-moeda como garantia das liberdades individuais.
O Banco Central Europeu deixa claro que moeda digital deve complementar o dinheiro físico, não o substituir. E as normas para os pagamentos online devem ter privacidade equivalente ao dinheiro físico. Não há debate público sobre isso no Brasil, mas deveria, porque existe risco da digitalização e vigilância andarem de mãos dadas.
Houve um tempo em que as pessoas acreditavam que o preço da liberdade era a eterna vigilância. Mas o excesso de vigilância virou o algoz do livre arbítrio. Numa sociedade verdadeiramente livre, privacidade é direito sagrado e existem coisas que, dentro da lei, o Estado não precisa saber.
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Referência da imprensa brasileira contemporânea.
NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.
Perfil de Nikolas Ferreira no Instagram continua sem funcionar; equipe usa fanpage não oficial para questionar o que está acontecendo
15/08/2026
Por volta de 10h15, o perfil nikolassferreirass 3, considerado uma fanpage não oficial, publicou postagem informando sobre a falta de funcionamento, dizendo que está aguardando respostas e pedindo para as pessoas tentarem acessar este caminho.
A assessoria do deputado, entretanto, limitou-se a detalhar informações sobre sua trajetória política, o fato de ter sido bem votado nas eleições de 2022 e trouxe a seguinte pergunta: “Perseguição? Instagram derrubou perfil oficial de Nikolas Ferreira? Maldade, não vamos nos calar”.
Ainda não explicado
O episódio...
Continua apresentando instabilidade o perfil do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no Instagram, o que tem chamado a atenção dos internautas desde a noite desta sexta-feira (14/08) e manhã deste sábado (15/08). O portal fica indisponível para usuários, sem notícias ou publicações novas. Aparece sem post algum, como se tivesse sofrido um bloqueio.
Por volta de 10h15, o perfil nikolassferreirass 3, considerado uma fanpage não oficial, publicou postagem informando sobre a falta de funcionamento, dizendo que está aguardando respostas e pedindo para as pessoas tentarem acessar este caminho.
A assessoria do deputado, entretanto, limitou-se a detalhar informações sobre sua trajetória política, o fato de ter sido bem votado nas eleições de 2022 e trouxe a seguinte pergunta: “Perseguição? Instagram derrubou perfil oficial de Nikolas Ferreira? Maldade, não vamos nos calar”.

Ainda não explicado
O episódio suscitou repercussão nas redes sociais e ainda não foi explicado pela equipe do parlamentar e nem pela área técnica da Meta, responsável pelo Instagram. Além disso, diferente de episódios anteriores ocorridos em 2022, quando houve bloqueios determinados por ordem judicial, não há indicação concreta de censura ou queda definitiva da conta do parlamentar.
Nikolas Ferreira está entre os políticos brasileiros com maior alcance digital: tem cerca de 22 milhões de seguidores. Até o momento, não há confirmação pública sobre a causa da instabilidade ou sobre eventual decisão que tenha sido adotada por parte da plataforma relacionada à conta.
Levantamento da Zeeng
Já foram mencionadas, além de uma possível suspensão ou pane, até mesmo a possibilidade de alguma alteração estratégica na equipe de mídias sociais do deputado.
Em julho passado, levantamento realizado pela empresa Zeeng o apontou como o político mais influente do Brasil no Instagram, com média de 1,47 milhão de interações por publicação.. O estudo analisou 546 mil publicações de 3,1 mil políticos entre janeiro e junho de 2026.
O Poder continua acompanhando a situação do perfil do parlamentar ao longo do dia para atualizar o público.
Saco de gatos - membro da coligação de Lucas Ribeiro pede impugnação da mãe do governador
15/08/2026
Como se diz lá pelas bandas do Sertão, o clima na coligação governista está de vaca desconhecer bezerro — e com boi, com tudo!
Entendimento não é a linguagem dos partidos que apoiam a reeleição de Lucas Ribeiro e ninguém por lá esconde suas insatisfações com quebras de acordo, vetos e puxadas de tapete que, como fogo de monturo, hão de explodir em algum momento — não agora, porque ser governo tem lá suas vantagens em eleições.
A última que veio a público foi o pedido de impugnação da mãe de Lucas Ribeiro, Daniella Ribeiro, cuja candidatura à suplência de Nabor Wanderley ao Senado foi anunciada algumas horas antes da convenção do Progressistas.
O pedido de impugnação partiu de um candidato a deputado estadual do PSOL, Ulisses Aparecido Barbosa, e expõe uma nova fratura. Vindo de um suposto "aliado", o pedido é um tiro de misericórdia em qualquer pretensão de candidatura de Daniella Ribeiro. Mãe do gover...
Por Flávio Lúcio*
Como se diz lá pelas bandas do Sertão, o clima na coligação governista está de vaca desconhecer bezerro — e com boi, com tudo!
Entendimento não é a linguagem dos partidos que apoiam a reeleição de Lucas Ribeiro e ninguém por lá esconde suas insatisfações com quebras de acordo, vetos e puxadas de tapete que, como fogo de monturo, hão de explodir em algum momento — não agora, porque ser governo tem lá suas vantagens em eleições.
A última que veio a público foi o pedido de impugnação da mãe de Lucas Ribeiro, Daniella Ribeiro, cuja candidatura à suplência de Nabor Wanderley ao Senado foi anunciada algumas horas antes da convenção do Progressistas.
O pedido de impugnação partiu de um candidato a deputado estadual do PSOL, Ulisses Aparecido Barbosa, e expõe uma nova fratura. Vindo de um suposto "aliado", o pedido é um tiro de misericórdia em qualquer pretensão de candidatura de Daniella Ribeiro. Mãe do governador candidato à reeleição, Daniella só poderia disputar a eleição de 2026 para o mesmo cargo que ocupa hoje no Senado. Como ela se registrou como suplente, fica evidente que não se trata do mesmo cargo, cujo postulante é outro, Nabor Wanderley. A Constituição proíbe que parentes consanguíneos em primeiro grau de prefeitos, governadores e presidente da República sejam candidatos, salvo aos cargos eletivos que já ocupam — o tio, Aguinaldo, está liberado, inclusive para suceder o sobrinho, caso Lucas se reeleja governador — Daniella Ribeiro não pode ser candidata à suplência.
*Flávio Lúcio é cientista social. Professor da UFPB. Historiador e doutor em Sociologia.
Radar Estratégico Ativaweb DataLab - Nikolas amanhece fora do ar neste sábado digital
15/08/2026
Brasília, 15 de agosto de 2026
Sábado normalmente é dia de Brasília reduzir o ritmo. A internet aparentemente não recebeu o memorando.
Depois de uma semana em que Flávio Bolsonaro enfrentou uma filiação partidária que afirma não ter realizado, o sábado amanheceu com outro personagem da direita no centro das atenções: Nikolas Ferreira, dono de uma das maiores audiências políticas do Brasil, apareceu com seu principal perfil no Instagram sem foto e sem publicações visíveis.
Pode ser problema técnico?
Pode. Pode ser ação do próprio perfil? Também. Pode ser alguma medida da plataforma? Ainda não sabemos. Mas existe uma certeza: quando faltam informações no digital, a narrativa trabalha em hora extra.
O perfil de Nikolas Ferreira
Reúne aproximadamente 22 milhões de seguidores, apareceu neste sábado sem foto e sem publicações visíveis. Até o...
Por Alek Maracajá*
Brasília, 15 de agosto de 2026
Sábado normalmente é dia de Brasília reduzir o ritmo. A internet aparentemente não recebeu o memorando.
Depois de uma semana em que Flávio Bolsonaro enfrentou uma filiação partidária que afirma não ter realizado, o sábado amanheceu com outro personagem da direita no centro das atenções: Nikolas Ferreira, dono de uma das maiores audiências políticas do Brasil, apareceu com seu principal perfil no Instagram sem foto e sem publicações visíveis.
Pode ser problema técnico?
Pode. Pode ser ação do próprio perfil? Também. Pode ser alguma medida da plataforma? Ainda não sabemos. Mas existe uma certeza: quando faltam informações no digital, a narrativa trabalha em hora extra.
O perfil de Nikolas Ferreira
Reúne aproximadamente 22 milhões de seguidores, apareceu neste sábado sem foto e sem publicações visíveis. Até o momento desta edição, não há uma explicação pública conclusiva que permita determinar tecnicamente a origem do problema.
Detalhe fundamental
Perfis podem apresentar esse comportamento por diferentes razões: instabilidade da plataforma, alteração voluntária do usuário, processos internos de revisão, problemas de sincronização, comprometimento da conta ou outras ocorrências operacionais. Sem manifestação da Meta ou do próprio parlamentar, qualquer diagnóstico definitivo seria especulação.
Politicamente, o vazio já produz efeito.
"No Instagram, desaparecer pode levar alguns segundos. Na política, explicar o desaparecimento pode levar o dia inteiro".
Aqui começa a pimenta do sábado.
Nesta semana, Flávio Bolsonaro enfrentou o episódio da filiação indevida ao partido Missão, situação que chegou a criar um impedimento temporário para o registro de sua candidatura pelo PL.
Sem invasão
O TSE afirmou oficialmente que não houve invasão hacker ao sistema de filiação partidária. Segundo o Tribunal, o registro foi realizado mediante uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais da legenda. O caso será investigado.
Agora
Aparece Nikolas, um dos maiores ativos digitais da direita, com seu Instagram aparentemente esvaziado. Não existe evidência, até agora, ligando os dois acontecimentos.Mas redes sociais raramente esperam a conclusão do inquérito para começar a escrever o roteiro.
"Coincidência é uma palavra técnica. Na política digital, às vezes ela vira narrativa antes do café".
O efeito já é político
Esse talvez seja o ponto mais importante deste Radar.
Precisamos separar causa técnica de consequência comunicacional.
Mesmo que se descubra nas próximas horas que o episódio de Nikolas decorreu de uma falha simples da plataforma, isso não elimina o potencial político do acontecimento.
Comunicação política
Funciona sobre três camadas: fato / interpretação / narrativa.
O fato é o perfil estar sem conteúdo visível.
A interpretação dependerá da explicação que surgir. A narrativa dependerá, principalmente, de quem conseguir ocupar primeiro esse espaço de informação.
"Quando uma conta com 22 milhões de seguidores apresenta um problema, deixa de ser apenas suporte técnico e passa a ser assunto político"
Flávio Bolsonaro: como um incidente virou discurso
O episódio envolvendo Flávio Bolsonaro oferece um precedente interessante para compreender o risco narrativo. Após aparecer filiado ao Missão, Flávio reagiu publicamente afirmando ser vítima de uma “armação”. O TSE posteriormente informou que não ocorreu hackeamento da Justiça Eleitoral e determinou investigação sobre o uso indevido das credenciais partidárias.
A controvérsia
Cresceu justamente porque extrapolou a discussão administrativa sobre filiação e passou a tocar em um assunto muito mais sensível: a confiança no sistema eleitoral.
Neste sábado
Novos desdobramentos continuam aparecendo. O partido Missão informou ter localizado dados relativos ao IP utilizado no episódio e encaminhado informações às autoridades.
Ou seja
Tecnicamente, estamos falando de episódios distintos.
Narrativamente, porém, existe espaço para que parte da audiência faça uma associação simples:
“Primeiro mexeram com Flávio. Agora aconteceu alguma coisa com Nikolas.”
Não é necessário que essa conclusão seja verdadeira para que ela circule.
"A internet não exige perícia para construir uma narrativa. Às vezes basta uma sequência de acontecimentos".
Leitura técnica
O episódio de Nikolas merece atenção por quatro razões.
Escala
Estamos falando de um dos maiores ecossistemas políticos individuais do país. Qualquer anomalia em um perfil dessa dimensão possui capacidade natural de gerar repercussão.
Identidade política
Nikolas possui uma audiência altamente conectada à militância conservadora. Isso aumenta a possibilidade de o episódio ser rapidamente interpretado dentro de narrativas políticas preexistentes.
Timing
O problema ocorre poucos dias depois do episódio envolvendo Flávio Bolsonaro e justamente na largada oficial da disputa eleitoral.
Ausência inicial de informação
Quanto maior o intervalo entre o acontecimento e uma explicação verificável, maior tende a ser o espaço para hipóteses, interpretações, memes, vídeos e teorias.
Essa dinâmica é conhecida na análise de redes:
o vácuo informacional não permanece vazio por muito tempo.
A pergunta do sábado
O Instagram de Nikolas sofreu apenas um problema técnico ou acabou de entregar, involuntariamente, um dos maiores combustíveis narrativos da direita na largada eleitoral?
Ainda é cedo para responder.
Mas certamente não é cedo para acompanhar.
*Alek Maracajá é
CEO da AtivaWeb DataLab | Cientista de Dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB.

André Gadelha inova de novo: meia noite vai falar
15/08/2026
Hoje
André veicula nas redes sociais uma chamada para sua fala a meia-noite de hoje, hora da largada da campanha eleitoral propriamente dita.
Confira a chamada
Perceba que esse cara é diferente e vai dar o que falar. E meia-noite preste atenção no que ele tem a dizer.
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Ele foi o último a entrar na corrida pelo Senado. Encontrou o terreno ocupado. Mas nem por isso se abateu. Passo a passo, está construindo uma trajetória que pode surpreender. Com jogadas ousadas, um discurso firme e um carisma marcante, vai avançando. Devagar e sempre. Aclamado na convenção do MDB, teve presença marcante.
Hoje
André veicula nas redes sociais uma chamada para sua fala a meia-noite de hoje, hora da largada da campanha eleitoral propriamente dita.
Confira a chamada
Perceba que esse cara é diferente e vai dar o que falar. E meia-noite preste atenção no que ele tem a dizer.
É Findi - Flúvias Efêmeras - Por Poeta Tony Antunes de Palmares*
15/08/2026
Tengo no dengo dobrado,
Tungo no tango de ontem,
Toda tontura entorta-nus.
Vagos vagões da solidão,
Visgos sem adesão,
Vastos vieses de vista,
Vísceras expostas ao leu,
Vírus a decompor as vidas.
Fótons a clarear-se frio,
Fístulas fustigam brechas,
Fossas fissuram lajes,
Febre é fíbula de ossos.
Jaz na mente o vazio do nada,
Joga o destino demente(mente),
Jorge matou o dragão,
Mas não salvou ninguém.
*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras. @poetaprosador_tony_antunes
Tinhas dos bagos bociais,
Tengo no dengo dobrado,
Tungo no tango de ontem,
Toda tontura entorta-nus.
Vagos vagões da solidão,
Visgos sem adesão,
Vastos vieses de vista,
Vísceras expostas ao leu,
Vírus a decompor as vidas.
Fótons a clarear-se frio,
Fístulas fustigam brechas,
Fossas fissuram lajes,
Febre é fíbula de ossos.
Jaz na mente o vazio do nada,
Joga o destino demente(mente),
Jorge matou o dragão,
Mas não salvou ninguém.
*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras. @poetaprosador_tony_antunes

É Findi - Saudades! - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
14/08/2026
das priscas noites de outrora, ao luar!
Quando o alado vento trazia a brisa,
soprando das serras, adormecidos sorrisos!
Saudades do alegre cantar dos ventos,
seu sopro doce e leve e acariciante,
resvalando, sutil, em meu corpo insone,
atiçando a fogueira de meus sonhos!
Se negra a noite, brilhavam as estrelas;
o Cruzeiro do Sul era minha aquarela,
e o firmamento, a minha janela.
Os alvos luares do meu Sertão,
deles mais não usufruo — doce ilusão!
Restos de memórias, asilo, paixão!
Recife, 13/08/2026
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
Oh! Como sinto saudades do meu lar,
das priscas noites de outrora, ao luar!
Quando o alado vento trazia a brisa,
soprando das serras, adormecidos sorrisos!
Saudades do alegre cantar dos ventos,
seu sopro doce e leve e acariciante,
resvalando, sutil, em meu corpo insone,
atiçando a fogueira de meus sonhos!

Se negra a noite, brilhavam as estrelas;
o Cruzeiro do Sul era minha aquarela,
e o firmamento, a minha janela.
Os alvos luares do meu Sertão,
deles mais não usufruo — doce ilusão!
Restos de memórias, asilo, paixão!
Recife, 13/08/2026
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

É Findi - Amor de Guerrilheira - Por Ina Melo*
14/08/2026
Aos dezoito anos, cursando Direito, Suzana decidiu entrar no grupo de Teatro da Facudade, o qual tinha por finalidade, ensinar a arte de viver com personagens e mundos diferentes. Foi daí que nasceram as duas mulheres que a acompanharam pela vida inteira! Vindo de uma tradicional e abastada família, desde cedo começou a lidar com tintas e pincéis, fazendo disso o seu “hobby”. Para surpresa de todos, escolheu fazer direito em vez de Artes Plásticas. Foi uma das primeiras alunas a se interessar pelo grupo teatral da Faculdade. Mas em vez de historinhas de Príncipes e Princesas, as peças eram tiradas dos Mestres da literatura mundial. Foi assim que nasceu a Guerrilheira Perfumada. Ela entregou-se de corpo e alma as lides políticas, fazendo parte dos movimentos contra a Ditadura Militar. Foi aí que teve a sua primeira e louca paixão, das muita viveu na sua longa vida. Rodolfo, com alguns anos a mais, era silencioso e o cabeça do Diretório. Nunca aceitou cargos, mas estava sempre presente. Aquele era o seu último ano. Um dia qualquer, chovia a cântaros e Susana, como sempre, depois das reuniões ia para o Bar dos Artistas, ao lado da Faculdade e lá se juntava aos homens e mulheres, essas consideradas “além do tempo” pois fumavam e bebiam e assim diferiam das moças bem comportadas. Eram quatro mulheres entre os homens. Ali todos se irmanavam, principalmente na subversividade! A tempestade caia forte com raios e trovões. Aos poucos as meninas foram se esgueirando, pois apesar da liberdade, tinham hora para chegar em casa. Susana aproveitou um grande estrondo e fugiu. Quando chegou no ponto do ônibus, as colegas tinham partido e ela toda molhada, esperava que passasse um táxi. Foi aí que ouviu o seu nome.
Reconheceu logo a voz forte e sensual de Rodolfo. Correu e entrou no carro tremendo de frio, pois estava molhada da cabeça aos pés. Sentiu que mãos fortes passavam suavemente pela sua face e cabelos. Foi assim que tiveram a primeira intimidade. Ainda com o carro parado, ele perguntou pra onde ela queria ir, se para sua casa ou para o Paraíso! Então ela o fitou com força e disse: claro, que prefiro o segundo. Saíram pela rua afora, até que chegaram as margens do rio. Quando ele desceu na garagem e abriu a porta como se fosse um cavalheiro de antigamente, foi que ela se deu conta que estava com a blusa de seda em cima da pele dourada. Desceu e caiu nos braços que lhe estavam abertos. Ali mesmo começaram as preliminares do que seria a mais longa noite das suas vidas. Subiram colados no elevador e no último andar entraram no apartamento escuro, iluminado apenas pelos relâmpagos! Depressa, tomaram uma dose de conhaque e foram sentar no grande sofá. Assim nasceu um amor que atravessou o tempo e o oceano. Quando o AI-5 foi promulgado e o Diretório desfeito e os seus membros presos, ela foi posta num avião junto com alguns amigos! Eram andarilhos procurados pelos militares. Passaram mais de um ano vivendo clandestinamente nas grandes Capitais europeias. Claro que ela e Rodolfo ficaram juntos, dessa vez, para conhecimento de todos. Aqueles dez anos foram vivenciados entre o medo e a paixão. Um dia, Rodolfo partiu para a Rússia para conhecer o Comunismo de perto. Assim, entre lágrimas e beijos, puseram a ideologia acima do amor. Quando Susana voltou, era uma mulher segura das suas ações e uma grande pintora! Um ano em Paris dedicado somente as artes plásticas, lhe valeu por uma vida inteira. Continuou firme na sua ideologia, mas dedicou-se inteiramente ao teatro! Foi assim que conheceu
um grande músico e apaixonaram-se. Ela então passou a ser a outra mulher que sempre manteve dentro de si.
Casou, teve filhos e manteve uma vida delicada a pintura, considerada forte e quase sempre “subversiva”. A família e os amigos sempre a questionavam como seria possível viver em mundos tão diferentes. Ela rindo respondia:
- o amor tem várias faces!
Depois de quase três décadas, voltou a ficar só, sendo que dessa vez foi aquela rival tão temida. A morte! Passando do meio século, caminhava para o entardecer da vida. Retomou suas atividades no Teatro e voltou a militar na política, essa a sua verdadeira paixão que, por amor deixara de lado. Numa das apresentações, eis que vê no palco, um velho conhecido da Faculdade. Recebeu-o emocionada e aceitou o convite para um reencontro com a turma, hoje todos sessentões. O ano era de eleições gerais e o País continuava dividido entre a Direita e a esquerda. Os tempos passaram mais tudo continuava como antes. Feliz por reencontrar os amigos, quando os abraçou sentiu que nada mudara, uns com alguns fios prateados e outros levemente calvos. Das mulheres, só ela seguiu rumo diferente. As outras três continuavam firmes e seguras lutando por um mundo melhor. Nessa noite todos entraram no túnel do tempo e encheram a cara de caipirinha e cerveja. Ainda bem, pensou. Nada mudara. Era quase madrugada quando Rodolfo chegou. A cabeça de Susana deu uma reviravolta ao vê-lo quase o mesmo homem do passado. Apenas a calvice estava mais acentuada e os cabelos prateados. Os olhares se cruzaram e ela sentiu as pernas tremerem como naquela noite de chuvas! Todo o álcool ingerido sumiu como num passe de mágica! As mãos se apertaram e o calor que lhe percorreu o corpo foi como se ontem voltasse depois de algumas décadas. As faces vermelhas de ambos, os denunciaram. A turma então, batendo palmas disse: beija! beija! beija! E foi assim que o amor e a paixão tomaram conta dos dois para sempre! Quem vai primeiro ninguém sabe, mas juntos eles vivem um novo Shangri-la! 08/2026
*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016

É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Igreja dos Santos Cosme e Damião - Por Severino Ninho*
14/08/2026
Localizada no outeiro do Largo dos Santos Cosme e Damião, de estilo maneirista, a singela capela, atual Matriz dos Santos Cosme e Damião, foi erguida por ordem do militar português Capitão Afonso Gonçalves, em agradecimento a sucessos militares no confronto com os Caetés. Objeto de várias reformas, a capela dos Santos Cosme e Damião só viria a adquirir sua característica atual no século XVIII.
Arquitetura
Com influência barroca em seu interior, a igreja tem fachada simples, com torre e nave únicas, dois altares laterais e o altar-mor, sendo palco...
A povoação de Igarassu, com início em 1535, surgiu no alto das colinas, seguindo o modelo português de planejamento urbano, com foco no relevo acidentado e lógica na defesa militar. Dentre as primeiras construções do povoamento, destaca-se a igreja dos Santos Cosme e Damião, prestes a completar cinco séculos, sendo considerada o templo religioso mais antigo ainda em funcionamento no Brasil.
Localizada no outeiro do Largo dos Santos Cosme e Damião, de estilo maneirista, a singela capela, atual Matriz dos Santos Cosme e Damião, foi erguida por ordem do militar português Capitão Afonso Gonçalves, em agradecimento a sucessos militares no confronto com os Caetés. Objeto de várias reformas, a capela dos Santos Cosme e Damião só viria a adquirir sua característica atual no século XVIII.
Arquitetura
Com influência barroca em seu interior, a igreja tem fachada simples, com torre e nave únicas, dois altares laterais e o altar-mor, sendo palco anualmente no mês de setembro da festa dos padroeiros da cidade, os Santos Mártires Cosme e Damião.
É patrimônio nacional e estadual, protegido, respectivamente, pelo Decreto-lei 25/37 e pela Lei 7.970/1979.
*Severino Ninho de Souza Silva é advogado, formado pela Faculdade de Direito do Recife. Foi prefeito de Igarassu, secretário de Estado, vereador e deputado federal. Atualmente é Controlador-geral do Município de Igarassu. É membro da Academia de Cultura e Letras de Igarassu.

É Findi - Ingredientes - Por Marcelo Mário de Melo*
14/08/2026
arte de raposa
casco de tartaruga
pulo de gato.
Caldo de crítica
sumo de humor
pó de poesia.
Sal
pimenta
bolinhas de gude
fura-pneu
coquetel-molotov
pedra de David.
Olho na estrela
sinal à esquerda
bandeira vermelha
canto e ciranda.
*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm
Voo de águia
arte de raposa
casco de tartaruga
pulo de gato.
Caldo de crítica
sumo de humor
pó de poesia.
Sal
pimenta
bolinhas de gude
fura-pneu
coquetel-molotov
pedra de David.
Olho na estrela
sinal à esquerda
bandeira vermelha
canto e ciranda.
*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm
