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Tragédia climática - Mais de 253 mil pontos estão sem luz no Rio Grande do Sul

15/05/2024

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Mais de 253.830 residências e pontos comerciais estão sem energia elétrica no Rio Grande do Sul, de acordo com boletim de infraestrutura divulgado pelo governo estadual na manhã de hoje, quarta-feira (15/05). São 126,8 mil clientes da distribuidora Equatorial Energia (CEEE Equatorial) e 127 mil da Rio Grande Energia (RGE).

Boletim

O boletim aponta que 136.382 clientes estão sem abastecimento de água tratada fornecido pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), devido às fortes chuvas que caíram no estado desde o fim de abril.

Fora de suas residências

Já o boletim da Defesa Civil estadual sobre as enchentes, mostra que mais de 614 mil pessoas ainda estão fora de suas residências, sendo 76.580 em abrigos e outras 538.245 desalojadas.

Mortes

Foram confirmadas 149 mortes, 108 pessoas desaparecidas e 806 feridas. As inundações e enxurradas impactam 446 municípios do esta...

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Mais de 253.830 residências e pontos comerciais estão sem energia elétrica no Rio Grande do Sul, de acordo com boletim de infraestrutura divulgado pelo governo estadual na manhã de hoje, quarta-feira (15/05). São 126,8 mil clientes da distribuidora Equatorial Energia (CEEE Equatorial) e 127 mil da Rio Grande Energia (RGE).

Boletim

O boletim aponta que 136.382 clientes estão sem abastecimento de água tratada fornecido pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), devido às fortes chuvas que caíram no estado desde o fim de abril.

Fora de suas residências

Já o boletim da Defesa Civil estadual sobre as enchentes, mostra que mais de 614 mil pessoas ainda estão fora de suas residências, sendo 76.580 em abrigos e outras 538.245 desalojadas.

Mortes

Foram confirmadas 149 mortes, 108 pessoas desaparecidas e 806 feridas. As inundações e enxurradas impactam 446 municípios do estado e afetaram de maneira direta ou indireta 2.124.553 moradores das cidades gaúchas, o que representa 19,51% do total da população do estado, de 10,88 milhões de habitantes.

Leia outras informações

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Desfile de Lula e filme de Bolsonaro concorrem à pior ideia de todos os tempos. Saiba quem ganha

16/05/2026

Pesquisa e redação equipe O Poder.

Nem vamos criar suspense. Nessa, os Bolsonaro levam o Oscar disparado. Sem tapete vermelho, só verde/amarelo, verde de doença, amarelo de vergonha.

Ideia ruim existe

Costuma-se dizer, principalmente para contemplar aliados sinceros porém amadores, em campanhas eleitorais, que não existem ideias ruins. Existem as que são mais ou menos adequadas às circunstâncias. No geral, é isso mesmo. Porém existem as exceções. Ideias que são ruins na essência. Nascem ruins, prosperam pior, transformam-se em desastre e, as piores das piores, as campeãs de ruindade, transformam-se em tragédias. Exemplo dos dois casos: o desfile de Lula no Carnaval do Rio/2026. Foi péssimo mas acabou escapando rastejando na lama. Mas esse filme Dark sobre Bolsonaro supera tudo. Esse é realmente tragédioso. Nada se aproveita, tudo é negativo.

Por onde começar?

A ideia é ruim, o títu...

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Pesquisa e redação equipe O Poder.

Nem vamos criar suspense. Nessa, os Bolsonaro levam o Oscar disparado. Sem tapete vermelho, só verde/amarelo, verde de doença, amarelo de vergonha.

Ideia ruim existe

Costuma-se dizer, principalmente para contemplar aliados sinceros porém amadores, em campanhas eleitorais, que não existem ideias ruins. Existem as que são mais ou menos adequadas às circunstâncias. No geral, é isso mesmo. Porém existem as exceções. Ideias que são ruins na essência. Nascem ruins, prosperam pior, transformam-se em desastre e, as piores das piores, as campeãs de ruindade, transformam-se em tragédias. Exemplo dos dois casos: o desfile de Lula no Carnaval do Rio/2026. Foi péssimo mas acabou escapando rastejando na lama. Mas esse filme Dark sobre Bolsonaro supera tudo. Esse é realmente tragédioso. Nada se aproveita, tudo é negativo.

Por onde começar?

A ideia é ruim, o título, 'Dark Horse', péssimo. É preciso intimidade com o inglês para entender a expressão. Não é "cavalo sombrio" como seria uma tradução literal. Significa, no jargão das corridas de cavalo , "O Azarão". Até em português é ruim.
A produção, nos Estados Unidos, é totalmente sem noção. O roteiro, entre a ficção e o drama, não diz nada. A direção é de Cyrus Nowrasteh (Quem?), que provavelmente nunca botou os pés em Jacarepaguá ou no Lago Sul. O roteiro é de Mário Frias, deputado do PL e da área cultural. Segundo se informa, estreia como roteirista e acumula a produção executiva da obra. Que conta com o surpreendente ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal.

Caviezel

É um bom ator, mas azarado. No momento carrega sua cruz, injustiçado e amaldiçoado em Hollywood. Inclusive discriminado pelos magnatas judeus da área, após sua magnífica interpretação de Jesus em 'A Paixão de Cristo', de Mel Gibson. De lá para cá, só cacete no lombo do ator. O filme sobre Bolsonaro iria quebrar a ziquizira. Não deu. Agravou o momento 'dark' do ator.

Patrocínio ou investimento?

Há uma diferença, é verdade. Patrocínio é alguém, pessoa jurídica, geralmente, pagar para associar seu nome ou marca a uma obra ou evento. Investimento, é alguém botar dinheiro com o objetivo de lucrar com a bilheteria. Flávio Bolsonaro tem tentado explicar que Vorcaro, ou o Master, ou outra empresa subsidiária da rede criminosa, eram investidores. Que como não estavam cumprindo o contrato, ele cobrou. Formalmente, tudo certo. O fato do cara cobrado estar prestes a ser preso até justifica a pressa e a ternura da cobrança. Os problemas começam nos detalhes, sempre eles.

O investidor

Não interessa se o interlocutor era inocente ou não das falcatruas de Daniel Vorcaro. Qualquer negócio com o magnata soa, hoje, estranho e suspeito. Principalmente quando é realmente estranho ou suspeito.

O valor

O filme mais assistido no Brasil, sobre Edir Macedo, custou R$ 12 milhões e rendeu de bilheteria R$ 16 milhões. Foi visto por 12,1 milhões de espectadores. O segundo mais visto de todos os tempos foi a comédia 'Minha Mãe é uma peça', 11,6 milhões de espectadores. 'Os 10 Mandamentos, o filme, vem a seguir com 11,3 milhões. Em quarto, 'Tropa de Elite 2', com 10,8 milhões de espectadores. O filme 'Lula, o Filho do Brasil' custou 12 milhões, valor captado junto a empresas e investidores da iniciativa privada. O modelo foi quase o mesmo. A diferença foi o custo. Sim. E o filme "Ainda estou aqui", que ganhou o Oscar ano passado, custou R$ 45 milhões.

Caro até para Hollywood

O filme sobre Bolsonaro custou algo em torno de U$ 26 milhões. Em reais, algo como R$ 130 milhões. Ou seja, mais caro do que a soma dos filmes mais tops produzidos no Brasil em todos os tempos, incluindo o recente sucesso internacional 'O Agente Secreto', que conquistou o mundo custando cerca de 20% que o filme 'Dark Horse'.

Vorcaro

Devia se considerar um Midas para achar que lucraria com investimento tão exótico. Caso o público recorde de 20 milhões de patriotas fosse ao cinema pagando inteira, para contribuir, ainda assim o filme ficaria no vermelho. Logo no vermelho, que ironia.




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Reflexão que vale a pena: Quem não recebeu do Master?

16/05/2026

Por Emanuel Silva*

A rede alcançou todos os lados. E
a lista é grande. Daniel Vorcaro, o banqueiro do Banco Master, distribuiu patrocínios, contratos, consultorias, cartões "presente", viagens de jatinho, festas e repasses que, para muitos, eram apenas “apoio” ou “parceria estratégica”. Dinheiro não cresce em árvore, como sabe qualquer pessoa com QI acima de 50. E quando jorra assim, generoso e sem pudor, o mau cheiro costuma ser forte.

Direta ou indiretamente

Teve meio mundo da terra Brasilis que tirou sua casquinha. Foi muito democrático abrandando ao cordão encarnado ao cordão azul. Ahh, a grande imprensa, inclusive veículos que hoje posam de indignados, não escapou ilesa. Receberam generosos apoio de um banqueiro sem tradição e que cresceu de forma "esplêndida". Padrão "campeão" nacional como já vimos outras vezes. Muitos integrantes do Executivo, do Legislativo e, pasmem, figuras do Judiciário também apareceram...

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Por Emanuel Silva*

A rede alcançou todos os lados. E
a lista é grande. Daniel Vorcaro, o banqueiro do Banco Master, distribuiu patrocínios, contratos, consultorias, cartões "presente", viagens de jatinho, festas e repasses que, para muitos, eram apenas “apoio” ou “parceria estratégica”. Dinheiro não cresce em árvore, como sabe qualquer pessoa com QI acima de 50. E quando jorra assim, generoso e sem pudor, o mau cheiro costuma ser forte.

Direta ou indiretamente

Teve meio mundo da terra Brasilis que tirou sua casquinha. Foi muito democrático abrandando ao cordão encarnado ao cordão azul. Ahh, a grande imprensa, inclusive veículos que hoje posam de indignados, não escapou ilesa. Receberam generosos apoio de um banqueiro sem tradição e que cresceu de forma "esplêndida". Padrão "campeão" nacional como já vimos outras vezes. Muitos integrantes do Executivo, do Legislativo e, pasmem, figuras do Judiciário também apareceram nas planilhas. Era patrocínio, era consultoria, era “defesa de interesses”. Palavras bonitas para o que, no fundo, cheira a graxa. Para ser muito polido

O celular do “Epstein tupiniquim”

Quem tem acesso ao celular do homem vaza seletivamente. Obedecendo a alguém? Com quais interesses? Mensagens, áudios, contatos — tudo vai aparecendo aos poucos, na medida certa, sempre beneficiando um lado ou criando constrangimento seletivo. A lava jato (que tinha na mira a "zelite" nacional) foi implodido pela....lava toga. Seria cômico se não fosse trágico. Melhor parar por aqui para não receber processo, mas o fato é que o método é sempre o mesmo. O material não vem todo de uma vez, nem de forma transparente. Escolhem o que mostrar e quando mostrar. Neste caso, do banqueiro apelidado de “Epstein tupiniquim” nos bastidores de Brasília — pelas festas, pela rede de contatos com poderosos e pelo que pode (ou não) estar guardado naquele aparelho — só pode ser vazado o que interessa, convenientemente, segue em sigilo.

O exemplo que ninguém segue

Certa vez, um grupo de pessoas foi apresentar uma proposta a um gestor de um grande grupo brasileiro que ao menos nunca se ouviu terem se metido em escândalo. O homem era conhecido pela vida ascética e pelo rigor com análise de projetos. Esse era e ainda continua a ser o padrão do grupo. Ouviu calado, olhou os números e fez a pergunta que ninguém esperava: “Vocês sabem realmente quanto isso custa?” E tascou a real: "No Brasil essa proposta é muito difícil de evoluir". No Brasil do “jeitinho”, a forma franca e honesta de tratar negócios deveria ser regra.

Quando o caixa está muito aberto

Poucos param para calcular o que está nos bastidores. O padrão moral, ético, republicano...isso nem pensar.
A realidade é que Vorcaro, um cristão que se deixou seduzir pelo lado obscuro da força, passou a seduzir com facilidade porque encontrou terreno fértil: um país acostumado a misturar o público com o privado, o favor com o negócio. Desafio alguma destas figuras ilustres a arrancar um centavo de Warren Buffett (até mesmo para publicidade) ou de um fundo de investimento internacional sério, apenas com um sorriso, uma promessa e um tapinha nas costas. O resultado costuma ser silêncio ou uma porta fechada na cara. No Master, a porta parecia sempre aberta. E muito aberta.

O Intercept e seus mistérios seletivos

Ah, o Intercept... que só aparece de tempos em tempos, sempre beneficiando um lado. É uma associação sem fins lucrativos, cujo presidente é um americano cujo passado e presente mereciam um filme. Pesquisem o CNPJ e as suas fontes. Se alguém for vasculhar quem financia essa associação, é vespeiro na certa. O Intercept, o mesmo que publicou a vaza toga e depois "sumiu", publicou com destaque as conversas sobre o suposto financiamento milionário do filme sobre ex-presidente via Vorcaro. Material importante, sem dúvida. Mas a mesma lupa não parece tão afiada quando o esquema atravessa outros governos, partidos e poderes. Dúvida? Peça a uma ferramenta na web para fazer a análise de imparcialidade e tendência da referida associação. Parece que a seletividade, mais uma vez, é a marca registrada. Escândalos do INSS... Intercept caladinho ?

O abafamento brasileiro

O que impressiona não é apenas a quantidade de gente envolvida, mas a naturalidade com que se falava em “patrocínio privado para projeto privado”. Apoio a conferências de negócios? Filmes? Contrato para escritório familiar de excelências ? Apoio a campanhas ou a veículos de comunicação da grande mídia? Tudo embalado como coisa normal. A grande imprensa — o Grupo Globo inclusive — e figuras como Luciano Huck entraram no radar e os eventos do Valor Econômico. Metade do Executivo, boa parte do Legislativo e até excelências graudas. Uns receberam mais, outros menos. Alguns juram que era tudo lícito. Outros preferem o silêncio. O fato é que o esquema atravessou governos, partidos e poderes. Corrupção, quando sistêmica, não escolhe bandeira. Ela apenas flui para onde o poder está.
Seria saudável uma mea culpa coletiva. Um “erramos” sincero, sem firula.

Mas no Brasil

Quando o problema fica grande demais vem o abafa, abafa. Tudo vira moeda de troca, e a vida segue. Amanhã outro escândalo ocupa a manchete e o Master vira apenas mais um capítulo na longa novela da impunidade.

Enquanto isso

O cidadão comum, que paga a conta da farra alheia via imposto (quanto mesmo é o imposto da combustível do Uber, do Ônibus ou do Caminhão que transporta o arroz e o feijão ?), a tarifa bancária ou do carnê e inflação disfarçada (quantas gramas diminuiu o pacote de macarrão?), assiste ao espetáculo com a resignação de sempre.

Quem não recebeu do Master?

Eu não recebi, você não recebeu e a grande maioria dos brasileiros não receberam. E há também uma parcela dos integrantes dos três poderes que tiveram o caráter suficiente para dizer não. No fim, na lista dos limpos, os cidadãos comuns, as pessoas de bem são em maior número. Mas somos nós que pagaremos a conta.

E quem recebeu?

Ficará com cara de paisagem, inclusive na grande mídia, posando de fariseu.

E no fim?

Vorcaro sairá e vai terminar em Pizza. Assim como terminou na Lava Jato. Todos livres, leves e soltos.
Infelizmente, casos como esse não surpreendem a mais ninguém.

*Emanuel Silva é professor e articulista.

Nota da Redação - os artigos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o contraditório e acolhe o livre debate de ideias. Todos os citados, pessoas físicas ou jurídicas, têm espaço irrestrito para suas manifestações.



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Diagnóstico de linfoma afasta Zé Dirceu da eleição? Confira

15/05/2026

Ele tem uma historia de vida cinematográfica. E não disputa eleição desde 2002. Internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliações, foi diagnosticado hoje, 15/05, com linfoma.

A notícia

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) foi diagnosticado com um linfoma, segundo informou boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta sexta-feira (15).

Dirceu foi internado no Sírio, no dia 10 de maio, para a realização de exames gerais, que revelaram o diagnóstico de linfoma.

Segundo o hospital, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico. Depois de ter o mandato cassado por envolvimento no mensalão e enfrentar outros problemas jurídicos, Dirceu afastou-se da via eleitoral. Mas continuou como um articulador de proa e uma das figuras mais importantes do PT. Este ano, com mais de 80 anos, anunciou que voltaria a disputar um...

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Ele tem uma historia de vida cinematográfica. E não disputa eleição desde 2002. Internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliações, foi diagnosticado hoje, 15/05, com linfoma.

A notícia

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) foi diagnosticado com um linfoma, segundo informou boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta sexta-feira (15).

Dirceu foi internado no Sírio, no dia 10 de maio, para a realização de exames gerais, que revelaram o diagnóstico de linfoma.

Segundo o hospital, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico. Depois de ter o mandato cassado por envolvimento no mensalão e enfrentar outros problemas jurídicos, Dirceu afastou-se da via eleitoral. Mas continuou como um articulador de proa e uma das figuras mais importantes do PT. Este ano, com mais de 80 anos, anunciou que voltaria a disputar um mandato de deputado federal.

O que são linfomas

São um tipo de câncer do sistema linfático — uma rede de vasos e gânglios que integra o sistema imunológico e tem conexão com o sistema circulatório. O tratamento do linfoma não exige repouso absoluto ou afastamento permanente. Durante as sessões de quimioterapia ou radioterapia (que duram em média seis meses), a fadiga é comum, exigindo pausas para descanso, mas manter atividades físicas leves orientadas pela equipe médica e seguir a rotina de trabalho são práticas recomendadas e possíveis.

O acompanhamento

E as adaptações devem seguir algumas diretrizes. O cansaço é um dos efeitos colaterais mais frequentes. A orientação médica é descansar antes de atingir a exaustão, priorizando pequenas pausas ao longo do dia ao invés de longos períodos de repouso no leito Contrariando a ideia de repouso total, exercícios leves (como caminhadas) são frequentemente indicados pelos especialistas para reduzir a fadiga e melhorar os níveis de energia.

Rotina profissional

Pacientes em tratamento geralmente conseguem continuar trabalhando, embora ajustes de jornada ou de função possam ser necessários dependendo do grau de exaustão e do risco de infecção. Em fases onde a imunidade está mais baixa, o repouso é importante para a recuperação. O médico pode recomendar evitar aglomerações e locais com risco de contágio. Ao término das terapias, o foco muda para a remissão e o acompanhamento médico com check-ups regulares (geralmente a cada 3 a 6 meses nos primeiros anos). A expectativa é o retorno gradual a uma vida normal e ativa, sem a necessidade de repouso contínuo.

A candidatura

É até possível mas não é mais provável.

(O Poder com o G1 e a IA Google).




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É Findi - Cactos - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

15/05/2026

Em viver, insisto:
no pedregulho,
entre lajedos.

Sou persistente:
sempre transmuto,
jamais me anulo.

Sou resiliente:
qual o vaqueiro,
caatingueiros.



Estou presente:
mandacaru,
xique-xique.

Secas enfrento:
sou dos sertões,
me chamo cactos.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99Eu



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Em viver, insisto:
no pedregulho,
entre lajedos.

Sou persistente:
sempre transmuto,
jamais me anulo.

Sou resiliente:
qual o vaqueiro,
caatingueiros.



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Estou presente:
mandacaru,
xique-xique.

Secas enfrento:
sou dos sertões,
me chamo cactos.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99Eu



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É Findi - Conversa de Calçada - Crônica - Por Ana Pottes*

15/05/2026

Cheguei há pouco de um passeio pela Encruzilhada do jeito que fazia há tempos. Sem hora nem pressa de buscar comida nas mercearias, barracas, mercado ou supermercados. Olhei a reforma daquele prédio de esquina com a Av. Norte. De tanto descuido, pedia socorro. No térreo, lojas — duas delas guardam muitas décadas. Os andares superiores foram bonitas residências. Parei. Pensei no tanto de vida que já foi vivida entre aquelas paredes. Agora pintadas, recuperadas, prontas a abrigar outros sonhos.

Enquanto olhava e me deixava levar pelo fio das ideias, fui acordada pelo bom dia de um senhor que saía. Falei da minha satisfação em ver o prédio recuperado. Sorrindo, disse que outros proprietários, animados com o resultado, vão iniciar trabalhos de benfeitoria nos seus edifícios. Gostei do que ouvi.

Conversamos um pouco sobre o abandono dos prédios e do esvaziamento de um comércio que já foi palpitante: movelarias, a Lobrás, lojas de variedades, uma padaria que f...

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Cheguei há pouco de um passeio pela Encruzilhada do jeito que fazia há tempos. Sem hora nem pressa de buscar comida nas mercearias, barracas, mercado ou supermercados. Olhei a reforma daquele prédio de esquina com a Av. Norte. De tanto descuido, pedia socorro. No térreo, lojas — duas delas guardam muitas décadas. Os andares superiores foram bonitas residências. Parei. Pensei no tanto de vida que já foi vivida entre aquelas paredes. Agora pintadas, recuperadas, prontas a abrigar outros sonhos.

Enquanto olhava e me deixava levar pelo fio das ideias, fui acordada pelo bom dia de um senhor que saía. Falei da minha satisfação em ver o prédio recuperado. Sorrindo, disse que outros proprietários, animados com o resultado, vão iniciar trabalhos de benfeitoria nos seus edifícios. Gostei do que ouvi.

Conversamos um pouco sobre o abandono dos prédios e do esvaziamento de um comércio que já foi palpitante: movelarias, a Lobrás, lojas de variedades, uma padaria que fazia bolos e pães saborosos e, no período junino, nos brindava com um delicioso pé-de-moleque. Um mercado imenso, transformado em Balaio e que agora é igreja, e uma sorveteria a fazer a festa dos adolescentes, crianças e casais enamorados.
Alguns estabelecimentos resistiram ao tempo, como a Lavanderia e Tinturaria Brasileira, fundada em 1938, e o restaurante Tepan, que acolheu muitas farras de universitários nos anos 80.

Impossível deixar de recordar tempos áureos das ruas do Recife: Nova, Imperatriz, Duque de Caxias. Ou do bairro da minha infância e adolescência, com os cinemas Albatroz e Rivoli, sempre um convite para as matinês dominicais. Das lojas Pernambucanas e Casas José Araújo com seus comerciais envolventes. Quem não lembra de Dalvanira? Da Senhora da Conceição? Só quem é do tempo da Xuxa, creio.

Retorno das minhas lembranças e aporto no bairro de hoje que carrega, na história passada, o posto de um comércio de peso. Ali, próximo à parada dos ônibus, fincada bem na praça, diante de um mercado nascido em 1924 e recentemente ressuscitado após um doloroso incêndio, ainda se avista a Banca do Poeta. E pensar que ali pertinho havia um monumento ao Jahú, desmontado e destruído para dar passagem aos automóveis. Ainda bem que o Museu da Cidade do Recife guardou um pouco dessa lembrança.

Meu companheiro de conversa já segue para o Mercado e me despeço com um suspiro. Sigo meu caminho. A gente merece um espaço cuidado para viver. Sim.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – No Embalo do Sonho - Por Poeta Pica-Pau*

15/05/2026

A tardezinha
Quando o sol pede descanso
Os reflexos dos raios beijam o chão
Na varanda
A cabocla apaixonada comada
E a passarada
Entoando uma canção

Na varanda a cabocla apaixonada e a passarada
Entoando uma canção

A lua chega
Com ela a calmaria
No ar da brisa
Paixão que rodopia
E a morena
Sempre respirando amor
Aquecedor
Para uma noite fria

E a morena sempre respirando amor aquecedor para uma noite fria

Uma casinha
Singela ao pé da serra
O vento sopra
Formando a ventania
E lá do bosque
Vem a cantiga das Águas
Onde deságua
O deus da harmonia

E lá do bosque vem a cantiga das águas onde deságua o Deus da harmonia

O grilo trina
Pela fresta da parede
E numa rede
Vendo o tempo embalar
A madrugada
Anuncia um novo dia...

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A tardezinha
Quando o sol pede descanso
Os reflexos dos raios beijam o chão
Na varanda
A cabocla apaixonada comada
E a passarada
Entoando uma canção

Na varanda a cabocla apaixonada e a passarada
Entoando uma canção

A lua chega
Com ela a calmaria
No ar da brisa
Paixão que rodopia
E a morena
Sempre respirando amor
Aquecedor
Para uma noite fria

E a morena sempre respirando amor aquecedor para uma noite fria

Uma casinha
Singela ao pé da serra
O vento sopra
Formando a ventania
E lá do bosque
Vem a cantiga das Águas
Onde deságua
O deus da harmonia

E lá do bosque vem a cantiga das águas onde deságua o Deus da harmonia

O grilo trina
Pela fresta da parede
E numa rede
Vendo o tempo embalar
A madrugada
Anuncia um novo dia
É mais um dia
Pra gente poder sonhar

A madrugada anuncia um novo dia é mais um dia pra gente poder sonhar


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Minha Alma é Brisa Eterna – Croniqueta, por Xico Bizerra*

15/05/2026

Ante tudo de ruim que se nos apresenta na música e na literatura, sempre é tempo de se ouvir ou de se informar com o que presta. Tenho mania de bem selecionar o que escuto e o que leio, respeitando, claro, gostos diversos do meu. Esta semana reli, pela enésima vez, MINHA ALMA ESTÁ EM BRISA, texto atribuído a Mário de Andrade, mas referido por alguns como de autoria de Ricardo Gondim. Pouco importa quem escreveu, tão bela a reflexão que o autor - seja ele quem for, faz sobre maturidade, a eterna busca pela essência da vida e o tempo cada vez menor a nossa frente, a cada girar rápido dos ponteiros.

O tempo é inexorável, implacável e nos iguala uns aos outros. Como o Autor, convenci-me que tenho menos tempo para viver a partir daqui do que o que eu vivi até agora. Metaforicamente, e parafraseando o Escritor, eu me sinto como aquela criança que ganhou um pacote de doces: o primeiro devorei-o com prazer, mas quando percebi que havia poucos, comecei a saboreá-los lentamente....

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Ante tudo de ruim que se nos apresenta na música e na literatura, sempre é tempo de se ouvir ou de se informar com o que presta. Tenho mania de bem selecionar o que escuto e o que leio, respeitando, claro, gostos diversos do meu. Esta semana reli, pela enésima vez, MINHA ALMA ESTÁ EM BRISA, texto atribuído a Mário de Andrade, mas referido por alguns como de autoria de Ricardo Gondim. Pouco importa quem escreveu, tão bela a reflexão que o autor - seja ele quem for, faz sobre maturidade, a eterna busca pela essência da vida e o tempo cada vez menor a nossa frente, a cada girar rápido dos ponteiros.

O tempo é inexorável, implacável e nos iguala uns aos outros. Como o Autor, convenci-me que tenho menos tempo para viver a partir daqui do que o que eu vivi até agora. Metaforicamente, e parafraseando o Escritor, eu me sinto como aquela criança que ganhou um pacote de doces: o primeiro devorei-o com prazer, mas quando percebi que havia poucos, comecei a saboreá-los lentamente. Hoje, meus doces, como-os de forma regrada pois sei perto estarem de acabar: aproveito-os, um a um, como se os últimos fossem. E são. Com eles, delicio-me, sem choros ou lamentos, por deles não precisar: prefiro o sorriso, de canto a canto, de orelha a orelha, ao invés do pranto.

No mais, agradecer ao pernilongo por me fazer lembrar que, apesar das rugas e dos embranquecidos cabelos, meu corpo ainda é desejado (ainda que por aquele inseto tão mal recebido em nossas casas). Aliás, com o tempo, aprendi a não me achar feio ao acordar, de manhã, cedo: hoje, acordo depois do meio dia, em paz e certo do dever cumprido e da vida bem vivida. E salve os pernilongos!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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É Findi - Marcelo Mário de Melo* chega esta semana em Duas Doses

15/05/2026

É Assim


O lavrador falou
que para aumentar a colheita
teria de construir mais canteiros
ampliar o terreno
o chão
a base.

Se apenas plantasse mais
no mesmo espaço
iria saturar
amofinar
e colher menos que antes.

O militante perguntou
se isto se aplicaria à política
na luta pelos direitos do povo.
Ele respondeu que não sabia
mas na agricultura era assim.


Laços


Laço de pegar o boi
laço de vestido novo
laço de enfeitar cabelo
laço de enganar o povo.

Laço de amor nascendo
laço que mais nada inova
laço que se está testando
laço que passou na prova.

Laço de trilha comum
laço de festa e de dança
laço de fel e desdita
laço nó cego na trança.

Laço de andar na linha
laço...

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É Assim


O lavrador falou
que para aumentar a colheita
teria de construir mais canteiros
ampliar o terreno
o chão
a base.

Se apenas plantasse mais
no mesmo espaço
iria saturar
amofinar
e colher menos que antes.

O militante perguntou
se isto se aplicaria à política
na luta pelos direitos do povo.
Ele respondeu que não sabia
mas na agricultura era assim.


Laços


Laço de pegar o boi
laço de vestido novo
laço de enfeitar cabelo
laço de enganar o povo.

Laço de amor nascendo
laço que mais nada inova
laço que se está testando
laço que passou na prova.

Laço de trilha comum
laço de festa e de dança
laço de fel e desdita
laço nó cego na trança.

Laço de andar na linha
laço de sair da raia
laço de barba e bigode
laço de baton e saia.

Laço curto laço longo
laço certo laço errado
laço doce laço azedo
laço de agressão e agrado.

Laço abismo laço ponte
laço não e laço sim
laço de ódio e inveja
laço de Abel e Cain.

Laço leve de envolver
laço de castrar o gado
laço de gravata nova
e laço de enforcado.

Há muitos laços na vida
é preciso divisar:
um é laço de florir
outro é de desmatar.

Há laços fantasiados
que escondem seus intentos
brilho pluma e purpurina
no cinza dos sofrimentos.

Laços a subtrair
laços a multiplicar
laços que a gente deseja
laços a se evitar.

Laços laçadas enlaces
todo tempo a laçarar.
Enlace e desenlace
é ciência a estudar.


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm


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É Findi – Faculdade de Direito - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

15/05/2026

O primeiro Curso Jurídico do Brasil, juntamente com o de São Paulo, foi a Escola de Direito de Olinda, que funcionou no Mosteiro de São Bento da antiga capital de Pernambuco.

Posteriormente, o Curso passou a funcionar no Bairro da Boa Vista, mais precisamente na Praça Adolpho Cirne, onde o prédio foi edificado, a partir de 1889 (pedra fundamental) o majestoso edifício da Faculdade de Direito que ocupa uma área de três mil e seiscentos metros quadrados, no centro de um belo jardim, segundo o Engenheiro Civil e Bacharel em Direito, Antônio de Almeida Pernambuco, construtor da obra, já o arquiteto Andreo de Pietro, em sua trabalho “O Palácio da Faculdade”, assim se reporta a esse prédio:

“ Tudo aqui é no estilo clássico, nobre, dignificado e completo nas proporções as mais harmoniosas, obedece esse edifício ao estilo palladio...”



O projeto do prédio é do arquiteto francês Gustave Varin.

O Curso de Direito, ao...

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O primeiro Curso Jurídico do Brasil, juntamente com o de São Paulo, foi a Escola de Direito de Olinda, que funcionou no Mosteiro de São Bento da antiga capital de Pernambuco.

Posteriormente, o Curso passou a funcionar no Bairro da Boa Vista, mais precisamente na Praça Adolpho Cirne, onde o prédio foi edificado, a partir de 1889 (pedra fundamental) o majestoso edifício da Faculdade de Direito que ocupa uma área de três mil e seiscentos metros quadrados, no centro de um belo jardim, segundo o Engenheiro Civil e Bacharel em Direito, Antônio de Almeida Pernambuco, construtor da obra, já o arquiteto Andreo de Pietro, em sua trabalho “O Palácio da Faculdade”, assim se reporta a esse prédio:

“ Tudo aqui é no estilo clássico, nobre, dignificado e completo nas proporções as mais harmoniosas, obedece esse edifício ao estilo palladio...”



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O projeto do prédio é do arquiteto francês Gustave Varin.

O Curso de Direito, ao se transferir para o Recife, em 1854, se instalou no casarão particular da Rua do Hospício, esquina com a Rua do Príncipe, onde hoje se acha o prédio que serve de “hall” de entrada para o Hospital Geral do Exército. Daí passou para o antigo Colégio dos Jesuítas, no ano de 1882, para, em 1911, se instalar na atual sede.

Foi nessa Faculdade que floresceu em 1860/80 o movimento intelectual, poético crítico, conhecido como Escola do Recife, liderado pelo sergipano Tobias Barreto de Menezes. Dela fizeram parte outras relevantes figuras do mundo intelectual da época como: Sílvio Romero, Artur Orlando, Clóvis Beviláqua, Capistrano de Abreu, Graça Aranha, Martins Júnior, Phaelante da Câmara, Urbano Santos, Abelardo Lobo, Vitoriano Palhares, José Higino, Araripe Júnior e Gumercino Bessa.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras



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É Findi - Quarenta e Quatro Anos - Crônica - Por Malude Maciel*

15/05/2026

No próximo dia 18 de maio a cidade de Caruaru estará completando 169 anos. Eu era criança no seu centenário e lembro da imensa festa do comércio local em sua homenagem, com palco ao lado da igreja da Conceição, onde a cantora Ângela Maria fez o maior sucesso. Foi um estrondosa comemoração. Na mesma data, também a Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras - ACACCIL, estará aniversariando, serão seus quarenta e quatro anos de fundação.

Uma data célebre

Relativamente jovem, a ACACCIL funciona na Rua XV de novembro, 215, no centro de Caruaru e tem como presidente o acadêmico Paulo Muniz Lopes, já reeleito para seu terceiro mandato. Porém, em 1982, quando iniciou suas atividades literárias, culturais e artísticas, funcionou numa sede provisória no Centro de Cultura "Luísa Maciel" na BR 232-Km 131 depois de longo período de reuniões e decisões de cinco pessoas altamente capazes, determinadas e abnegadas que muito batalharam pra ver o grande sonho...

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No próximo dia 18 de maio a cidade de Caruaru estará completando 169 anos. Eu era criança no seu centenário e lembro da imensa festa do comércio local em sua homenagem, com palco ao lado da igreja da Conceição, onde a cantora Ângela Maria fez o maior sucesso. Foi um estrondosa comemoração. Na mesma data, também a Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras - ACACCIL, estará aniversariando, serão seus quarenta e quatro anos de fundação.

Uma data célebre

Relativamente jovem, a ACACCIL funciona na Rua XV de novembro, 215, no centro de Caruaru e tem como presidente o acadêmico Paulo Muniz Lopes, já reeleito para seu terceiro mandato. Porém, em 1982, quando iniciou suas atividades literárias, culturais e artísticas, funcionou numa sede provisória no Centro de Cultura "Luísa Maciel" na BR 232-Km 131 depois de longo período de reuniões e decisões de cinco pessoas altamente capazes, determinadas e abnegadas que muito batalharam pra ver o grande sonho realizado.
Essas personalidades marcaram época e foram pioneiras naquele empreendimento de sucesso. Foram chamadas de visionárias, porque viram um futuro antes do tempo, tiveram uma visão privilegiada de algo além e porque não só sonharam alto e grande, mas trabalharam arduamente pela sua realização quando muitos não acreditaram.

Uma cidade que se presa tem uma Academia de Letras

O grupo era seleto e formado por dois professores, um advogado, um odontólogo e uma artista plástica: Amaro Matias Silva, Mário Menezes, Walter Augusto de Andrade, Emmanuel Leite e Luísa Cavalcanti Maciel.
É certo que a ideia inicial havia sido lançada anos antes, pelo professor folclorista, Aleixo Leite Filho e, naquele momento estava tomando forma, concretizando-se a ferro e fogo nas mãos do quinteto incontestável dos sócios-fundadores, fiéis escudeiros que lutaram bravamente pelo objetivo principal e conseguiram êxito.

Histórico

Não foi fácil aquela tarefa extraordinária; reuniões e mais reuniões, sempre na residência da única mulher daquele grupo de fundadores: a pintora Luísa Maciel, que não media esforços em prol de tal empreendimento de real importância para a Capital do Agreste que deveria crescer mais e, que dera ao mundo cultural e literário as figuras eminentes dos seus filhos ilustres: Austregésilo de Athayde, Álvaro Lins e José Condé que há época participavam da Academia Brasileira de Letras e brilhavam no cenário intelectual de todo o país e do exterior para orgulho de seus conterrâneos especialmente daqueles expoentes que se inspiravam em tais exemplos de bravura, inteligência e capacidade. O árduo trabalho daquele grupo, coeso e decidido, chegava à exaustão, examinando as inúmeras dificuldades que deveriam ser superadas para que, numa cidade do interior pernambucano existisse uma réplica da Academia maior do país, com suas quarenta Cadeiras e Patronos.
Até parecia impossível mas o tempo, a garra e a vitória mostraram que valeu muito a pena não vacilar e lutar por aquele ideal de toda uma comunidade, ansiosa pelo seu desenvolvimento nas áreas das Letras, Artes e da Ciência.

Primeiro presidente

Após todos os acertos, a primeira presidência coube ao Prof. Mário Menezes (também advogado), tendo como Secretária a tão vibrante colaboradora, pintora de renome, Luísa Cavalcanti Maciel e, naquela mesma data (18.5.82), foi aprovado o Estatuto que ainda hoje, rege os destinos da nossa querida ACACCIL, cuja trajetória sempre foi eminente até os dias atuais e, já em 25 de fevereiro de 1983, quando foi realizada a sua terceira Assembleia Geral, foi deliberada a solicitação de uma sede, um local próprio e permanente, aberto ao público, para reuniões e demais eventos que se fizessem necessários, ao Sr. Prefeito Municipal, Dr. José Queiroz de Lima, o que veio a se concretizar em 18 de maio de 1988 com a inauguração da atual sede, que recebeu o nome de: "Casa Geminiano Campos" na gestão do acadêmico Ivan Brandão.
Ademais, no dia 13 de abril de 1983, a quarta Assembleia Geral aprovou os seguintes nomes, como titulares das Cadeiras instituídas: Hermógenes Dias; Monsenhor Bernardino de Carvalho (que dá nome à biblioteca); Demóstenes Veras; Azael Leitão; Aguinaldo Fagundes; Onildo Almeida; Nelson Barbalho; Janduhy Filizola, Aureliano Alves; Carlos Toscano de Carvalho; Luiz Garcia da Silva; Ivan Brandão; Agostinho Batista; Arary Marrocos Pascoal e Artur Tabosa.

Atualidade

A Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras - ACACCIL vive uma fase maravilhosa de envolvimento social com a sociedade e os estudantes, tendo assinado parceria com a ASCES, intensificando seus trabalhos e permanecendo de portas abertas para receber, tantos os visitantes como os habitantes de nossa "terrinha santa" para juntos compartilharmos as programações anuais e tantos valores de nossa gente, nosso torrão natal que devemos amar e respeitar com muito fervor, preservando sua História.
Sabe-se que um povo sem memória histórica, sem culto aí passado, não tem futuro. Assim, temos uma linda história de conquista, talento e perseverança pois, a esperança não é somente sonho, é uma maneira de transformar sonhos em realidade.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel


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