Argentina se arma – Milei compra 24 aviões de caça F-16 americanos e armamentos
16/05/2024 - Jornal O Poder
Buscar o avião na Dinamarca
Com trajes de piloto de caça, o ministro da Defesa da Argentina, Luis Petri, assinou a compra dos aviões de guerra e concretizou o maior investimento argentino no setor de Defesa desde a redemocratização.
Jornal diz que gasto total é de 650 milhões de dólares
Segundo o governo Milei, a Argentina vai gastar 300 milhões dólares com a compra dos F-16, mas de acordo o jornal portenho La Nación as cifras devem chegar a 650 milhões de dólares, por causa do pacote de armas que entrou na negociação. O primeiro caça deve chegar até o final do ano a Buenos Aires.
Buscar o avião na Dinamarca
Com trajes de piloto de caça, o ministro da Defesa da Argentina, Luis Petri, assinou a compra dos aviões de guerra e concretizou o maior investimento argentino no setor de Defesa desde a redemocratização.
Jornal diz que gasto total é de 650 milhões de dólares
Segundo o governo Milei, a Argentina vai gastar 300 milhões dólares com a compra dos F-16, mas de acordo o jornal portenho La Nación as cifras devem chegar a 650 milhões de dólares, por causa do pacote de armas que entrou na negociação. O primeiro caça deve chegar até o final do ano a Buenos Aires.
Leia outras informações
Mais um homem detido pela polícia de imigração dos EUA foi baleado e faleceu neste sábado (24); manifestantes protestam
24/01/2026
Segundo testemunhas ouvidas pelo jornal, o homem foi cercado por pelo menos sete agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e atingido várias vezes na região do peito após ser imobilizado no chão. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Na sexta-feira (23/1), uma menina de dois anos que havia sido detida por agentes federais conseguiu se reencontrar com a mãe. Em outro caso, testemunhas contestaram a versão oficial de que um menino de cinco anos, preso pelo ICE, teria sido “abandonado” pelo pai antes de ambos serem detidos em Columbia Heights.
Declaração do governador
Um homem morreu neste sábado (24) após ser baleado por agentes federais durante uma operação de imigração no sul de Minneapolis, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo chefe de polícia da cidade, Brian O’Hara, ao jornal local The Minnesota Star Tribune.
Segundo testemunhas ouvidas pelo jornal, o homem foi cercado por pelo menos sete agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e atingido várias vezes na região do peito após ser imobilizado no chão. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Na sexta-feira (23/1), uma menina de dois anos que havia sido detida por agentes federais conseguiu se reencontrar com a mãe. Em outro caso, testemunhas contestaram a versão oficial de que um menino de cinco anos, preso pelo ICE, teria sido “abandonado” pelo pai antes de ambos serem detidos em Columbia Heights.
Declaração do governador
Além disso, duas mulheres que passaram pela custódia do ICE relataram que ajudaram um agente que sofreu uma convulsão durante o transporte para o edifício federal Whipple. Segundo o comandante da Patrulha da Fronteira, Greg Bovino, e o diretor assistente do ICE, Marcos Charles, as autoridades federais enfrentam o que classificam como uma “narrativa falsa” sobre as ações, o perfil dos agentes e das pessoas detidas.
Nas redes sociais, o governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou ter conversado com a Casa Branca após o ocorrido e classificou o episódio como "mais um ataque a tiros atroz feito por agentes federais". "Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante", escreveu.
Atividades suspensas no estado
Nesta sexta-feira (23), centenas de empresas em todo o estado fecharam as portas e moradores suspenderam atividades cotidianas como parte de uma greve geral convocada pelos organizadores do “Dia da Verdade e da Liberdade”. A mobilização incluiu um apagão econômico, momentos de oração e manifestações públicas, em resposta ao clima de medo provocado pelo aumento das ações do ICE.
Os protestos se intensificaram após a morte de Renee Good, morta a tiros por um agente federal no início do mês em Minneapolis, e a detenção de um menino de cinco anos durante uma operação contra imigrantes nesta semana.
Mesmo sob um alerta de frio extremo emitido pelo Serviço Nacional de Meteorologia, manifestantes foram às ruas na área central da cidade e também nas proximidades do Aeroporto Internacional de Minneapolis–St. Paul, com manifestantes vindos de outros estados, como Nova York.
— Com Agências Internacionais
GSI reforça segurança ao redor do Planalto por conta de evento bolsonarista programado para este domingo (25), em Brasília
24/01/2026
A determinação das grades partiu do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que afirmou, por meio de uma nota, que a medida faz parte dos protocolos de segurança e foi adotada pela possibilidade de manifestações programadas em locais próximos ao Palácio do Planalto.
Caminhada por Bolsonaro
Nikolas promove a caminhada desde a última segunda-feira (19/01) em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi transferido da s...
O entorno do Palácio do Planalto teve a segurança reforçada com grades e aumento do efetivo da guarda presidencial a partir deste sábado (24/01), como forma de reforçar a segurança da área, na véspera da chegada da caminhada promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a Brasília. A caminhada tem previsão de se transformar em uma manifestação, neste domingo (25/01), com a participação de bolsonaristas. E está sendo organizada pela deputada federal de oposição ao Governo, Bia Kicis (PL-DF)
A determinação das grades partiu do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que afirmou, por meio de uma nota, que a medida faz parte dos protocolos de segurança e foi adotada pela possibilidade de manifestações programadas em locais próximos ao Palácio do Planalto.

Caminhada por Bolsonaro
Nikolas promove a caminhada desde a última segunda-feira (19/01) em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi transferido da superintendência da Polícia Federal em Brasília para uma cela na área intitulada “Papudinha”, localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.
A unidade consiste em uma ala especial localizada dentro do Complexo, em Brasília, destinada à custódia de policiais militares e outros detentos que possuem direito a prisão especial ou sala de Estado-Maior — nela já ficaram presos vários políticos. O deputado saiu de Paracatu (MG) com destino a Brasília para protestar contra a prisão de Bolsonaro. Bia Kicis (PL-DF) declarou que está acertando os últimos detalhes sobre quem vai discursar e contou que alguns integrantes da família do ex-presidente confirmaram participação.
Moraes proíbe acampamentos
Nessa última semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou aos órgãos de segurança pública do Distrito Federal a retirada de acampamentos instalados perto da Papuda por aliados do ex-presidente. Em sua decisão, Moraes argumentou que o local ocupado pelos manifestantes fica nas proximidades de uma penitenciária federal de segurança máxima.
O ministro relembrou a instalação de acampamentos ilegais próximos aos quartéis do Exército após as eleições de 2022. E afirmou que “a tentativa de golpe do dia 8/1/2023 teve como um dos fatores principais a omissão de diversas autoridades públicas, que permitiram os ilegais acampamentos golpistas em frente aos quartéis”. A decisão do magistrado se deu após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) neste sentido. Segundo a procuradoria, após a transferência de Bolsonaro para o local, um grupo de pessoas instalou uma barraca em frente ao complexo prisional e colocou faixas em que pede “anistia” e “liberdade para o ex-presidente”.
— Com Agências de Notícias

Repente não mais que de repente, por Edson Mendes*
24/01/2026
ninguém há de me dizer
que um dia, por querer,
disse alguma impropriedade.
Porém é pura verdade
o jornal que só quer ser
precisa reconhecer
a santíssima trindade:
há prosa e verso e ruindade
nos poemas dO Poder.
Mas o certo é que viver
exige serenidade
poeta da minha idade
já devia se esconder
mas que se pode fazer
contra o gosto e a vontade?
Resta um pouco de saudade
dos debates, de bater
sobre um saldo a se colher
de mentiras de verdade!
----------------------------
Sobra um soldo, resta um saldo:
quem se assina, sem respaldo,
não sou eu, é Zé Nivaldo.
*Edson Mendes é cronista, analista, cientista social, empreendedor, pós-poeta, e torcedor do Bahia.
NR -
Os poemas assinados/
Refletem a inspiração/
De quem assina as estrofes/
De...
Não procuro inimizade
ninguém há de me dizer
que um dia, por querer,
disse alguma impropriedade.
Porém é pura verdade
o jornal que só quer ser
precisa reconhecer
a santíssima trindade:
há prosa e verso e ruindade
nos poemas dO Poder.
Mas o certo é que viver
exige serenidade
poeta da minha idade
já devia se esconder
mas que se pode fazer
contra o gosto e a vontade?
Resta um pouco de saudade
dos debates, de bater
sobre um saldo a se colher
de mentiras de verdade!
----------------------------
Sobra um soldo, resta um saldo:
quem se assina, sem respaldo,
não sou eu, é Zé Nivaldo.
*Edson Mendes é cronista, analista, cientista social, empreendedor, pós-poeta, e torcedor do Bahia.
NR -
Os poemas assinados/
Refletem a inspiração/
De quem assina as estrofes/
De quem tem opinião.
O Poder como é de regra/
Acolhe o contraditório/
O terreno aqui é livre/
Não precisa de cartório.
Lembram de Turilândia, a cidade sem governante? TJMA determina nomeação urgente de um interventor para lá
24/01/2026
O município de Turilândia, no Maranhão, que foi destaque em reportagem publicada por O Poder por ter a sua administração acéfala desde o final de dezembro, passará a ter finalmente um interventor. A cidade encontra-se nessa situação e com a população sem a prestação de serviços essenciais básicos porque as principais autoridades de lá foram presas em 26 de dezembro passado. Praticamente todas. Isso mesmo!
Num caso digno da cidade de Sucupira, criação fictícia governada pelo prefeito Odorico Paraguassu — protagonista da novela O Bem Amado, do dramaturgo Dias Gomes — em Turilândia desde o prefeito, passando pela vice-prefeita, a primeira-dama, secretários e vereadores (todos os membros da Câmara Municipal, inclusive, sem exceção) estão sendo investigados como integrantes de um esquema de improbidade administrativa.
Por conta disso, a prefeitura vinha sendo administrada há quase um mês, de longe, pelo presidente da Câmara Mun...
Da Redação
O município de Turilândia, no Maranhão, que foi destaque em reportagem publicada por O Poder por ter a sua administração acéfala desde o final de dezembro, passará a ter finalmente um interventor. A cidade encontra-se nessa situação e com a população sem a prestação de serviços essenciais básicos porque as principais autoridades de lá foram presas em 26 de dezembro passado. Praticamente todas. Isso mesmo!
Num caso digno da cidade de Sucupira, criação fictícia governada pelo prefeito Odorico Paraguassu — protagonista da novela O Bem Amado, do dramaturgo Dias Gomes — em Turilândia desde o prefeito, passando pela vice-prefeita, a primeira-dama, secretários e vereadores (todos os membros da Câmara Municipal, inclusive, sem exceção) estão sendo investigados como integrantes de um esquema de improbidade administrativa.
Por conta disso, a prefeitura vinha sendo administrada há quase um mês, de longe, pelo presidente da Câmara Municipal, que também está em prisão pelo mesmo motivo. Mas, no caso dele, a prisão era domiciliar — para poder ter como governar a cidade, diante da falta de outras autoridades.
Intervenção estadual
Nesta sexta-feira (23/01) o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) aprovou, por unanimidade, o pedido de intervenção estadual no município. As autoridades que estão presas, 11 pessoas no total, são suspeitas de desviar R$ 56 milhões de recursos públicos de programas das áreas de saúde e assistência social.
Na prática, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), vai nomear um interventor para gerir o município no período de 180 dias, podendo o prazo ser prorrogado.
No julgamento dessa sexta, o TJMA analisou a representação pela intervenção feita pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), o qual apontou que há provas de irregularidades graves e contínuas na administração municipal desde 2021.
Ficou determinado pelos desembargadores que o governador edite decreto de intervenção no prazo de até 15 dias, contendo: o período de intervenção; a extensão dos atos administrativos alcançados e a nomeação de um interventor de reputação ilibada e notório saber em gestão pública.
Relatório circunstanciado pelo interventor
A Corte estadual destacou, ainda, que: a intervenção se restringe ao Poder Executivo municipal; as funções legislativas permanecem com a Câmara Municipal e o interventor deverá apresentar relatório circunstanciado em até 90 dias, com diagnóstico da gestão e providências adotadas.
A finalidade, da decisão, conforme enfatizaram os magistrados, é garantir a prestação dos serviços públicos essenciais e assegurar o cumprimento das decisões judiciais. Mas a intervenção ainda não é definitiva. O decreto a ser publicado pelo Executivo do Maranhão, também precisa ser enviado à Assembleia Legislativa para aprovação dos parlamentares. A Casa deve convocar sessão extraordinária em até 24 horas após o recebimento da peça jurídica.
Durante a sessão, o procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira, afirmou que o pedido de intervenção apresentado pelo Ministério Público não se baseia em falhas administrativas comuns, mas em “um cenário extremo de ruptura institucional”.
Medida que altera o sistema democrático
“Nós não estamos diante de um desajuste contábil ou de um problema administrativo que pudesse ser corrigido pelas vias normais de controle. Trata-se de uma medida excepcionalíssima, porque altera, por completo, o sistema democrático de direito”, declarou.
Segundo Danilo Ferreira, a administração pública de Turilândia — incluindo o Executivo e o Legislativo — foi capturada por uma organização criminosa que atua no município desde 2021. O procurador-geral ressaltou que, mesmo com operações policiais e decisões judiciais, as irregularidades continuaram e houve repetido descumprimento de ordens do Judiciário.
Ele citou ainda manobras para fraudar determinações judiciais. “O prefeito chegou ao cúmulo de registrar novas empresas para fugir das decisões judiciais, mantendo atividades criminosas”, acusou. “Além disso, a Câmara de Vereadores fazia de conta que fiscalizava e vendia o seu poder fiscalizatório por mesadas e dinheiro em espécie, traindo completamente o sistema de representatividade e os votos recebidos da população”, acrescentou.
Sistema representativo esvaziado
De acordo com Danilo Ferreira, todos os vereadores participaram do esquema e foram denunciados por crimes contra a administração pública. “O sistema representativo foi totalmente esvaziado”, disse.
Na avaliação do procurador-geral, a intervenção tem respaldo constitucional, já que houve violação de princípios fundamentais, como a forma republicana, o regime democrático, a dignidade da pessoa humana e o dever de prestar contas. “Não se trata de gestão ineficiente, mas de gestão criminosa. Houve desvio de, pelo menos, R$ 56 milhões, dinheiro que fez muita falta a um município pobre, carente de saneamento, saúde e educação”, destacou.
Prefeito foi reeleito
O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), apontando como principal chefe do esquema em investigação, foi eleito pela primeira vez em 2020 e reeleito em 2024. Curió, a primeira-dama, Eva Dantas, a vice-prefeita, secretários municipais, empresários da cidade e servidores da prefeitura seguem presos e caso seja aceita a denúncia do Ministério Público serão réus em ação penal pelos crimes de organização criminosa; desvio de rendas e valores públicos; fraude a licitações; corrupção passiva; e lavagem de dinheiro.
Na denúncia, o MPMA pede: o ressarcimento integral dos R$ 56,3 milhões desviados; a perda de bens e valores ligados ao esquema, mesmo quando registrados em nome de terceiros; e a perda de cargos públicos quando houver abuso de poder.
Pede, também, a manutenção das medidas cautelares, como bloqueio de bens, afastamentos e restrições de acesso e contato entre os investigados. O órgão também pede a fixação de valor mínimo para reparação dos danos e a conversão definitiva das medidas de bloqueio já autorizadas.
As aventuras de Cacimba 26 — Cacimba em São José do Egito , o desafio em sextilhas, por Zé da Flauta*
24/01/2026
A cidade ainda vibrava. O Festival de Repentes tinha acabado de coroar o vencedor. O povo comentava verso por verso, rindo, aplaudindo, discordando, porque ali, a poesia não se engole fácil.
Cacimba parou no meio da praça, escutou um pouco, sentiu o cheiro da rima no ar e falou alto, sem gritar:
— Cadê o campeão?
Quando Cacimba chamou o vencedor do Festival, a praça ferveu.
Mas antes de qualquer verso sair torto, um velho da roda gritou:
— Aqui é terra séria! Se é desafio, tem regra!
O repentista campeão concordou na hora:
— Então que seja sextilha, sete sílabas bem contadas, rima no segundo, quarto e sexto.
...
Cacimba chegou a São José do Egito num fim de tarde quente, quando o sol já vinha cansado e a lua ensaiava rima com a serra. Chegou sem alarde, chapéu baixo, camisa vermelha suada e os dois macaquinhos nos ombros, cochichando coisas que ninguém mais ouvia.
A cidade ainda vibrava. O Festival de Repentes tinha acabado de coroar o vencedor. O povo comentava verso por verso, rindo, aplaudindo, discordando, porque ali, a poesia não se engole fácil.
Cacimba parou no meio da praça, escutou um pouco, sentiu o cheiro da rima no ar e falou alto, sem gritar:
— Cadê o campeão?
Quando Cacimba chamou o vencedor do Festival, a praça ferveu.
Mas antes de qualquer verso sair torto, um velho da roda gritou:
— Aqui é terra séria! Se é desafio, tem regra!
O repentista campeão concordou na hora:
— Então que seja sextilha, sete sílabas bem contadas, rima no segundo, quarto e sexto.
Quem errar, paga mico.
Cacimba ajeitou o chapéu. Os dois macaquinhos se inclinaram para frente.
— Sextilha é chão firme, disse Cacimba. É onde a mentira tropeça.
O primeiro verso veio do campeão, viola estalando, voz segura:
Não me assusta cantador
Que vem de longe falar,
Minha viola conhece
O peso deste lugar,
Aqui verso nasce pronto
Antes da boca cantar.
A praça respondeu em peso.

O macaquinho da direita cochichou no ouvido de Cacimba:
— Ele veio forte. Pisa leve.
O da esquerda retrucou:
— Pisa nada. Responde com a cabeça.
Cacimba pegou viola, fez um lindo ponteio e improvisou de peito aberto:
Quem canta só pra vencer
Cansa sem nem terminar,
Verso bom não faz carreira
Ligeiro pra se mostrar,
Ele chega de mansinho
E fica sem precisar.
Um “ôôô” atravessou a roda.
O campeão apertou a viola, sentiu o golpe e devolveu:
Meu verso tem fundamento,
Não nasceu pra se esconder,
Quem tem medo de disputa
Costuma se proteger,
Cantoria é faca nua
Pra quem sabe defender.
O povo já não piscava.
Os macaquinhos agora falavam juntos, cada um num ouvido:
— Leva pro pensamento. — Leva pro silêncio.
Cacimba respirou fundo e soltou a última sextilha, sem pressa, olhando a praça inteira:
Quem ganha grito é fôlego,
O tempo, quem tem razão,
Verso não é um troféu
Nem disputa de paixão
É somente brincadeira
Pra florir o coração.
A praça emudeceu.
Não foi silêncio de derrota. Foi silêncio de quem entendeu.
O repentista baixou a viola, caminhou até Cacimba e disse:
— Hoje eu cantei… mas aprendi mais do que bati verso.
Cacimba sorriu. Os macaquinhos bateram as mãos, satisfeitos. E ali ficou decidido, sem juiz nem troféu:
ninguém perdeu, mas todo mundo saiu maior.
Desde então, quando uma cantoria esquenta demais em São José do Egito, alguém sempre lembra:
— Cuidado… Tem sextilha que não vence a noite, mas vence o tempo.
E ninguém discorda
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

Governo de PE inicia segunda-feira (26) cadastramento do Programa Chapéu de Palha 2026 para trabalhadores do Sertão
24/01/2026
No primeiro segmento, o valor do benefício é de R$ 373,08 contemplando oito municípios. No segundo, os beneficiários receberão R$ 387,94, atingindo 17 cidades, apenas na região sertaneja.
Locais de cadastramento
Em Petrolina, os polos de cadastramento do segmento da fruticultura funcionarão, das 8h às 17h, na Escola Estadual Antônio Nunes dos Santos, Escola Estadual Poeta Carlos Drummond de Andrade, Escola Municipal João Nunes e Escola de Referência de Ensino Fundamental e Médio Nossa Senhora Aparecida, além da Escola de Referência em Ensino Fundamental Moysés Barbosa, que também será um polo do segmento da pesca.
O cadast...
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag-PE), iniciará na próxima segunda-feira (26/01), no município de Petrolina, o cadastramento no Programa Chapéu de Palha 2026 para os trabalhadores da fruticultura irrigada e da pesca artesanal do Sertão.
No primeiro segmento, o valor do benefício é de R$ 373,08 contemplando oito municípios. No segundo, os beneficiários receberão R$ 387,94, atingindo 17 cidades, apenas na região sertaneja.
Locais de cadastramento
Em Petrolina, os polos de cadastramento do segmento da fruticultura funcionarão, das 8h às 17h, na Escola Estadual Antônio Nunes dos Santos, Escola Estadual Poeta Carlos Drummond de Andrade, Escola Municipal João Nunes e Escola de Referência de Ensino Fundamental e Médio Nossa Senhora Aparecida, além da Escola de Referência em Ensino Fundamental Moysés Barbosa, que também será um polo do segmento da pesca.
O cadastramento dos dois segmentos seguirá até o dia 6 de fevereiro, passando ainda pelos municípios de Belém de São Francisco, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Orocó, Cabrobó, Ibimirim, Petrolândia, Araripina, Parnamirim, Serrita, Floresta, Itacuruba, Serra Talhada, Iguaraci, Afogados da Ingazeira, Custódia e Jatobá. Confira o cronograma completo no link seplag.pe.gov.br.
Requisitos e documentação
“É muito importante que as trabalhadoras e os trabalhadores da fruticultura irrigada e da pesca artesanal do Sertão do Estado fiquem atentos aos requisitos e à documentação exigida para o cadastramento do Programa Chapéu de Palha, além do cronograma e locais dos pólos mais próximos deles”, afirmou o coordenador do programa, Marcos Alves.
De acordo com ele, para se tornar beneficiário do segmento da fruticultura irrigada do Chapéu de Palha, o trabalhador precisa ter acima de 18 anos, ser morador dos municípios pernambucanos contemplados por esse segmento do programa, possuir no último contrato na Carteira de Trabalho Digital a comprovação de atuação na atividade — que inclui a função de auxiliar de câmara fria e de casa de embalagem, embalador e tratorista — e não estar recebendo seguro-desemprego ou pensão pelo INSS.
Outras normas
No caso da pesca artesanal, para ter direito ao benefício é necessário comprovar o exercício exclusivo da atividade nos últimos 12 meses com o Registro Geral da Pesca (RGP) e demais documentos.
Os profissionais desempregados por conta da entressafra da fruta ou do período do defeso e com idade entre 18 e 29 anos que possuem outro beneficiário residindo no mesmo domicílio, também podem realizar o cadastramento. Mas contanto que atendam aos demais requisitos do programa.
Cadastro e critérios
Para realizar o cadastro, é necessário apresentar o comprovante do PIS ou NIS, RG, CPF, comprovante de residência, Carteira Trabalho Digital expedida até 30 dias anteriores ao cadastro e Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) atualizado.
O programa atende todos os trabalhadores rurais da fruticultura e da pesca, sejam filiados ou não a sindicatos, associações e colônias, seguindo o cadastramento conforme o cronograma de cada cidade. Mais informações segundo a coordenação do programa, podem ser obtidas por meio dos seguintes telefones: 0800.282.5158 ou (83) 99108-0333. O atendimento funciona das 8h às 12h e das 13h às 17h.
— Com informações da Seplag-PE
Garrastazu Médici, “milagres” e horrores, por Natanael Sarmento*
24/01/2026
Comandou o CPOR em Porto Alegre em 1953 e chefiou o EM em 1957. Em 1961 foi promovido a General-de-brigada. No golpe de 1964, dirigia a AMAN e bloqueou a rodovia Dutra com os alunos daquela Academia Militar. Após a vitória, ocupou cargos de Ministro da Guerra, Adido Militar em Washington e delegado na Junta Interamericana de Defesa e Comissão Mista de Defesa Brasil-Estados Unidos. Antes de exercer a Presidência de 1969 a 1974, chefiava o SNI. <...
Emílio Garrastazu Médici nasceu numa família de fazendeiros e comerciantes do RS,em 1905. Iniciou carreira como aspirante ao oficialato em 1927 na Escola Militar do Realengo. Tenente da Cavalaria em Bagé em 1930, apoiou o golpe contra Washington Luís. Foi contra a “revolução paulista” de 1932. No golpe do Estado Novo (1937) estava no Rio, como Capitão, secretário da Escola de Estado-Maior. Promovido a Major em 1943, apoiou o golpe de deposição de Vargas, em 1945. Promovido Tenente-coronel, chefiou a 2ª seção-informações-do Estado-Maior.
Comandou o CPOR em Porto Alegre em 1953 e chefiou o EM em 1957. Em 1961 foi promovido a General-de-brigada. No golpe de 1964, dirigia a AMAN e bloqueou a rodovia Dutra com os alunos daquela Academia Militar. Após a vitória, ocupou cargos de Ministro da Guerra, Adido Militar em Washington e delegado na Junta Interamericana de Defesa e Comissão Mista de Defesa Brasil-Estados Unidos. Antes de exercer a Presidência de 1969 a 1974, chefiava o SNI.
“Eleição”
Candidato único do Alto Comando das Forças Armadas,recebeu 293 votos do Congresso Nacional reaberto, especificamente na para a tal “eleição” presidencial.
Economia
O PIB dava saltos de crescimentos de 9,8% em 1969 para 14% em 1973, no chamado “milagre brasileiro”. Êxitos debitados aos grandes projetos de infraestrutura realizados com empréstimos externos crescentes, entre outros: Transamazônica, Ponte Rio-Niterói, hidrelétricas. A dívida externa aumentava 11 vezes no período. As bolsas de valores do RJ e de SP batiam recordes seguidos, que movimentavam milhões por dia. Os investidores em festa na ciranda financeira dos juros e lucros.

O bolo
A tecnocracia liderada por Delfim Neto vendia a narrativa do “milagre econômico” da teoria do “crescimento do bolo”. Primeiro, calhava aumentar a riqueza nacional, depois, repartir os benefícios. O bolo cresceu, mas poucos o comeram. O povo ficou a ver navios. Mostrou-se uma arapuca ideológica da ditadura que ampliou as desigualdades sociais. A burguesia estrangeira e local se banqueteavam com créditos especiais, concessões, benefícios fiscais, terras e riquezas naturais e minerais exploráveis. O povo, amordaçado pela censura e reprimido pelos agentes de segurança, apertava o cinto, pagava a conta com arrocho salarial mais exploração. Dados da concentração de renda: os mais ricos aumentam a mordida no bolo de 17% para 30%.
Endividamento/dependência
As potências imperialistas utilizam instrumentos financeiros e econômicos - Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM) - para exploração dos países da periferia do capitalismo. Na pressão financeira do neocolonialismo da dependência através dos empréstimos, os imperialistas exportam capitais excedentes e impõem regras de agiotagem e pilhagem de recursos nas “políticas de ajustes” exigidas dos devedores. O Brasil tornou-se o maior devedor da América Latina, de 3,4 bilhões de dólares em 1964 para 12,5 bilhões de dólares em 1974.
Ideologia
A governança Médici expressa fielmente o projeto do “reich” militar implantado em 1964. Do “Brasil Grande Potência”, pautado pela ideologia desenvolvimentista de modernização conservadora, nacionalismo anticomunista, desprezo pelas liberdades democráticas e direitos civis típicos do fascismo.
Propaganda
Cria-se a Assessoria Especial de Relações Públicas da Presidência (AERP). Utilizam-se símbolos nacionais e estimula-se ufanismos nacionalistas, criminalizam-se opositores, tratados como “inimigos internos”, traidores. Seguem a cartilha do nazista Goebbels: “a repetição das mentiras as tornam verdadeiras”. Slogans oficiais massificados, “Brasil, ame-o ou deixe-o”, “Prá frente, Brasil!”, manipulavam emoções. O tricampeonato mundial da seleção em 1970 foi usado à exaustão na propaganda diversionista. O governo decidia o que publicar e como publicar. Divulgou a prisão de 320 subversivos e o estouro de 66 aparelhos clandestinos, pelo II Exército. Promoveu o espetáculo de degradação humana “dos arrependidos”, das “cartas” divulgadas na imprensa e televisão, de prisioneiros que, sob torturas, escreviam e/ou liam publicamente, na estratégia de desmoralização da luta armada.

Corrupção e genocídio
O terrorismo de Estado, repressão policialesca militar; a corrupção e a desnacionalização da economia; a entrega das riquezas nacionais; a alienação da soberania nos empréstimos externos tiveram dimensões transamazônicas. Porém a sociedade amordaçada pelo regime de terror, censurada, vigiada, punida, não apontava publicamente o rei nu. Nas bocas miúdas, falava-se do Coronel Andreazza Ministro dos Transportes, apelidado de André 15% Asa. Em comissões contratuais ilegais e contas bancárias na Suíça. Nas vendas de terras irregulares para estrangeiros, 20 milhões de hectares na Bahia e Amazônia. No genocídio indígena da “integração da Amazônia”, estimado em 8.350 nativos mortos (Cnv,2014). Nos desvios de verbas dos créditos especiais para o “desenvolvimento” da Sudene, Sudam, etc., empresas de fachada e desvios dos valores recebidos em aplicações do mercado financeiro de altos rendimentos. Eis o “milagre” brasileiro da concentração de riqueza à custa do Estado do “mal-estar social”.
Manipulações
Manipulação das taxas de inflação, mantidas artificialmente, nos limites dos 12%, foram aprovadas pelo DIEESE no estudo dos índices de correção salarial. Além da queda do arrocho salarial, o coice da manipulação de dados.
Repressão e resistência
No ápice da repressão banalizam-se os sequestros, torturas e assassinatos. No campo de oposição os defensores da democracia e as vanguardas revolucionárias que combatiam a ditadura, o imperialismo e o capitalismo no Brasil. Houve resistência pacífica, do primado da tática política eleitoral e da autodefesa armada, dos movimentos guerrilheiros, estes divididos em urbanos e rurais. A guerrilha do Araguaia resistiu aos cercos militares de 1972 a 1975. Acabou com 120 mortos e 20 presos. As baixas dos militares jamais foram reveladas, segredo de Estado. Estimam-se centenas. Na era Médici foram assassinados pela repressão líderes guerrilheiros e figuras públicas - Carlos Marighella, Carlos Lamarca e Manoel Lisboa, jornalista Mário Alves e Rubens Paiva, deputado cassado.
Oban e Doi-Codi
A Oban – Operação Bandeirantes –contava com financiamento de empresários, às operações clandestinas dirigidas pelo delegado Sérgio Fleury. Mas uma circular secreta - “Instruções sobre segurança interna” - oficializou o operativo com nome de Centro de Operações para a Defesa Interna – CODI, em todos os exércitos. Para “coordenar as atividades dos vários órgãos” policiais e da repressão estatal, subordinados à 2ª Seção do EM. O Codi coordenava as ações operativas dos Departamento de Operações Internas (Doi), dos sequestradores, torturadores e sicários dos porões da Ditadura. Com articulação conjunta dos centros de informação das forças armadas — Centro de Informações da Marinha (Cenimar), Exército (Ciex) e CISA, Aeronáutica e todos os organismos repressivos do Estado.

Disque delação
Na caça dos opositores, milhares de cartazes com retratos dos “terroristas” procurados e o número do telefone para a delação foram afixados nos aeroportos, terminais rodoviários, bancos, etc.
Mortes simuladas
A Ditadura falsificou atestados de óbitos e simulou situações de mortes com o escopo de não revelar os crimes sucedidos no porões do Doi-Codi ou ações terroristas dos agentes de segurança do Estado. A imprensa publicava as versões do comando militar. Jornais estampam “Tiroteio em confronto armado” sobre a chacina da Granja de São Bento, em Paulista. Seis pessoas fuziladas, traiçoeiramente, sem reação, à causa da traição do Cabo Anselmo. A morte de Manoel Lisboa, o suicídio de Herzog...
Casuísmos
Decretavam-se leis sobre inelegibilidades. O SNI aprovava ou não candidatos. O presidente reafirma o uso dos poderes absolutos do AI-5. Escolhia pessoalmente os governadores, à revelia dos partidos. Cria a Divisão de Censura de Diversões Públicas da Polícia Federal ampliando a censura de periódicos.
Apoios
Se o jabuti está no telhado, alguém o colocou lá. Não apenas o EMFA, mas principalmente o poder econômico e político dos EUS, dos banqueiros e investidores, empresários e latifundiários. Ministério militarizado com 9 da caserna. Com apoio parlamentar de conservadores e fascistas quais Filinto Müller, líder do governo no Senado e Presidente da Arena. O deputado arenista Plínio Salgado, fundador da Ação Integralista, defendia na Câmara a censura de livros de sociologia, história, filosofia, antropologia e psicologia.
Céu de brigadeiro?
No Cisa da III Zona Aérea, comandado pelo Brigadeiro João Paulo Burnier, Stuart Angel foi assassinado. Burnier foi acusado de elaborar um plano para matar e jogar opositores no mar, pelos aviões. O Brigadeiro Itamar Rocha faz a denúncia desse plano terrorista que envolvia o Brigadeiro Eduardo Gomes. Plano e denúncia deram com os burros n’água.
Igreja
A cúpula da igreja apoiou o golpe de 1964. Ativamente, inclusive, com padres da CIA infiltrados. Os ventos mudam e as violações de direitos humanos passam a ser criticadas pelo clero. Teve papel fundamental na democratização, pelas denúncias dos crimes do regime. As tensões Igreja/Estado chegam ao auge. Vários religiosos foram presos, acusados de subversão, Frei Beto, Frei Albânio, irmã Maurina. Dom Hélder Câmara (PE), Dom Paulo Evaristo Arns (SP) e outros exerceram papéis relevantes. Mas eram contestados. Marcante o episódio dos 150 padres excomungados pelo arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Bernardo Bueno, porque assinaram nota de solidariedade aos padres presos.
“Este mar é meu”
A modinha fazia sucesso no Brasil ... “Leva este barco para lá desse mar que este mar é meu/ vá jogar a sua rede para lá das 200”. Garrastazu decretou, unilateralmente a ampliação de 12 para 200 milhas a extensão do mar territorial brasileiro. Inflou nacionalismos exaltados.
Patuscada
A começar dos EUA, o rompante nacionalista foi levado na chacota, internacionalmente. Os EUA apelam para o protocolo do dedo na ferida: ficam suspensos créditos do BID a países que aprisionassem barcos pesqueiros norte-americanos em águas que eles não reconhecessem. A maré encolheu aos marcos anteriores. O vexame não foi maior pela censura e desinformação impostas.
“Alinhamento automático”
Política externa de submissão às ordens da Casa Branca. Nessa vassalagem os representantes do Brasil votaram contra a admissão da China na ONU, em 1971 à reintegração de Cuba na OEA. Foi reconhecido o governo de Pinochet do golpe chileno patrocinado pela CIA que derrubou e assassinou Salvador Allende. Apresentado o projeto de “convenção contra crimes políticos e combate ao terrorismo nas Américas”, inspirador da Operação Condor da Cia e ditaduras terroristas do Cone Sul.
Imprensa internacional
O Brasil ocupou páginas de jornais no exterior, sobretudo nos atos de repercussão incontidas, quais sequestros de embaixadores estrangeiros. Juntos com as notícias surgiam matérias críticas do regime, entre outros jornais: New York Times, Washington Post, Times, londrino, Le Monde e Le Figaro, de Paris, Osservatore Romano...
Sucessão
As eleições do presidente e do vice, previstas para 15 de janeiro de 1974, pelo colégio eleitoral. O senador Filinto Müller, escalado, desautoriza os debates sucessórios dos parlamentares, afirmando ser “grave desserviço ao país abrir a questão política”. Em 15 de março 1975, Médici transmite a Presidência ao general Ernesto Geisel.
Papel
A tirania fascista de Médici et caterva representa as forças econômicas e políticas vitoriosas no golpe de 1964: antidemocráticas, antinacionais, antipopulares, vassalas do capital e do imperialismo. Literal e simbolicamente, a saúde de Médici definha e ele é sepultado no fim da ditadura, em 1985. Consta que houve dobrados militares e de sinos de igrejas. Se me perguntam, por quem? respondo: pelas muitas vítimas da ditadura.
*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do Diretório Nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo/UP.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.

Lula não disse se integrará conselho da paz formado por Trump, mas adiantou que não aceita a criação de “uma nova ONU”
24/01/2026
A declaração de Lula foi dada na noite desta sexta-feira (23/01) durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador. O presidente afirmou que a carta da ONU está sendo rasgada e criticou a proposta de Trump, de criação de um Conselho de Paz.
“Está prevalecendo a lei do mais forte, a carta da ONU está sendo rasgada e, em vez de a gente corrigir a ONU, o que a gente reivindica desde que fui presidente em 2003, com entrada de novos países [como membros permanentes no Conselho de Segurança da entidade como Brasil, México e países africanos] está acontecendo é essa proposta em sentido inverso.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a política mundial atravessa um momento crítico, “com o multilateralismo sendo jogado fora pelo unilateralismo” e que o presidente norte-americano Donald Trump, “está querendo criar uma nova Organização das Nações Unidas (ONU) para ser dono”.
A declaração de Lula foi dada na noite desta sexta-feira (23/01) durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador. O presidente afirmou que a carta da ONU está sendo rasgada e criticou a proposta de Trump, de criação de um Conselho de Paz.
“Está prevalecendo a lei do mais forte, a carta da ONU está sendo rasgada e, em vez de a gente corrigir a ONU, o que a gente reivindica desde que fui presidente em 2003, com entrada de novos países [como membros permanentes no Conselho de Segurança da entidade como Brasil, México e países africanos] está acontecendo é essa proposta em sentido inverso.
Conversa com outros presidentes
Sobre o convite que recebeu de Trump para compor o conselho da Paz que será criado para supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês), o presidente do Brasil disse que ainda está telefonando para vários líderes mundiais com o objetivo de discutir o tema.
Entre eles os presidentes da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narenda Modio; e a presidente do México, Claudia Sheinbaum. “Estou conversando para fazer com que seja possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado para o chão. Para impedirmos que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo”, frisou.
Situação da Venezuela
Ele voltou a criticar a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama, deputada Cilia Flores.
“Eu fico toda a noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no mar do Caribe, ele sabia que todo dia tinha ameaça”, enfatizou.
“Os caras entraram na Venezuela, entraram no forte e levaram o Maduro, embora e ninguém estivesse sabendo que o Maduro estava sendo mandado embora. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América no Sul. A América do sul é um território de paz, a gente não tem bomba atômica”, acrescentou.
Não ao colonialismo
Citando os Estados Unidos, Cuba, Rússia e China, como exemplos, o governante brasileiro disse ainda que o Brasil não tem preferência de relação com qualquer país, mas que não vai aceitar “voltar a ser colônia para alguém mandar na gente”.
“Eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos, não quero fazer guerra armada com a Rússia, nem com o Uruguai, nem com a Bolívia. Quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativas, mostrando que a democracia é imbatível; que a gente não quer se impor aos outros, mas compartilhar aquilo que a gente tem de bom”, defendeu. “Não queremos mais Guerra Fria, não queremos mais Gaza”, completou.
— Com Agências de Notícias
O Recife vira principal cenário na estratégia de Raquel Teixeira Lyra
24/01/2026
Embora Raquel tenha penetração no interior do estado, especialmente no Agreste, onde foi prefeita de Caruaru por duas vezes, a capital detém 17% da massa eleitoral pernambucana, representando uma fatia importante dos votos. E estende sua influência sobre toda a Região Metropolitana do Recife (RMR).
Em nenhum município metropolitano, segundo as pesquisas de opinião já divulgadas, a governadora parte na frente do provável adversário.
Olhar ampliado sobre a capital
Em 2022, Raquel Teixeira Lyra foi eleita governadora com 632.450 votos no Recife no segundo turno, quase 300 mil a mais que a...
A governadora Raquel Teixeira Lyra (PSD) sabe que um dos principais desafios para se reeleger em 2026 será conquistar o eleitorado recifense, dominado pelo prefeito João Campos (PSB), possível adversário dela na eleição de novembro. O socialista foi reeleito na capital em 2024 com 78,11% dos votos, um recorde na cidade.
Embora Raquel tenha penetração no interior do estado, especialmente no Agreste, onde foi prefeita de Caruaru por duas vezes, a capital detém 17% da massa eleitoral pernambucana, representando uma fatia importante dos votos. E estende sua influência sobre toda a Região Metropolitana do Recife (RMR).
Em nenhum município metropolitano, segundo as pesquisas de opinião já divulgadas, a governadora parte na frente do provável adversário.

Olhar ampliado sobre a capital
Em 2022, Raquel Teixeira Lyra foi eleita governadora com 632.450 votos no Recife no segundo turno, quase 300 mil a mais que a segunda colocada, Marília Arraes (Solidariedade). Na época, o PSB de João Campos, representado por Danilo Cabral, não significou ameaça a nenhuma delas.
Como governadora, ela obviamente não poderia — nem deveria — deixar a capital do estado de lado. Mas a proximidade das eleições de 2026 está fazendo com que a gestora amplie o seu olhar para o Recife.

Títulos de terra, energia, Liceu e Porto Digital
Nos últimos meses de 2025, ela anunciou a entrega de mil títulos de propriedades para famílias da cidade e fez um esforço para ligar sua imagem ao embutimento subterrâneo da fiação elétrica do bairro do Recife — peleja antiga da parte histórica da cidade. Se isso vai alem do anúncio, até agora não há sinal. A Neoenergia também gosta de prometer e não cumprir.
Mais atrás, a governadora anunciou a recuperação do Liceu de Artes e Ofício e do Colégio Americano Batista para transformá-los em instituições de ensino. Os tapumes são bonitos, sem dúvida.
Ainda dentro do esforço para ligar sua imagem a obras positivas, a governadora participou da cerimônia do início das obras do Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital (NERD), do Porto Digital. Informações oficiais são de que o governo do estado aportou R$ 4,7 milhões e cedeu o imóvel que receberá o equipamento, no Bairro do Recife.
Cabeça fora d'água
Bombardeada pela oposição e pela opinião pública, em função de escândalos e de lerdeza na entrega de obras prometidas, a governadora mostra um sorriso, simula que não está acontecendo nada e com grande esforço mantém a cabeça fora d'água.
Após o mega escândalo que envolveu a empresa rodoviária da sua família, as primeiras pesquisas internas revelam que a resistência a Raquel Teixeira Lyra aumentou na RMR e a recuperação lenta, porém constante, que vinha ocorrendo no interio, foi bruscamente interrompida.
Outra retomada, se acontecer, ainda demora. Por hora, Pernambuco está entrando em ritmo de Carnaval. E deixa as águas rolarem, para ver como é que fica.
-O Poder com informações do JC e da Secom/PE.

“O próximo governador de Pernambuco tem nome e sobrenome: João Campos”, diz Felipe Carreras
24/01/2026
O parlamentar falou sobre a relação de longa data que possui com a família do prefeito do Recife. “Conheço João desde criança e sei da capacidade de trabalho dele”, afirmou. Carreras foi além ao classificar João Campos como referência nacional na gestão pública. “É o melhor prefeito de capital do Brasil. É o prefeito que, tudo o que prometeu, entregou. E digo mais: fez mais do que prometeu”, declarou, durante entrevista à Rede Pernambuco de Rádios.
Bisneto de Arraes e filho de Eduardo
Felipe Carreras também ressaltou o simbolismo político que envolve a possível candidatura de João Campos ao Palácio do Campo das Pri...
O deputado federal Felipe Carreras (PSB) fez uma defesa enfática do nome do prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos. Ao lado do prefeito de Lajedo Erivaldo Chagas, Carreras destacou a trajetória, a capacidade de trabalho e o desempenho administrativo de João à frente da capital pernambucana.
O parlamentar falou sobre a relação de longa data que possui com a família do prefeito do Recife. “Conheço João desde criança e sei da capacidade de trabalho dele”, afirmou. Carreras foi além ao classificar João Campos como referência nacional na gestão pública. “É o melhor prefeito de capital do Brasil. É o prefeito que, tudo o que prometeu, entregou. E digo mais: fez mais do que prometeu”, declarou, durante entrevista à Rede Pernambuco de Rádios.
Bisneto de Arraes e filho de Eduardo
Felipe Carreras também ressaltou o simbolismo político que envolve a possível candidatura de João Campos ao Palácio do Campo das Princesas. Segundo ele, existe um sentimento crescente no estado em torno desse projeto.
“A chama da esperança está acesa no povo de Pernambuco, querendo o bisneto de Miguel Arraes, o filho de Eduardo Campos e aquele que tem sentimento no coração. O próximo governador de Pernambuco tem nome e sobrenome: João Campos”, declarou, sendo bastante aplaudido pelos presentes.
Emendas parlamentares
Além das declarações políticas, o deputado federal aproveitou a ocasião para reforçar seu compromisso com Lajedo. Carreras lembrou que, por meio dele em conjunto com o deputado estadual Álvaro Porto, foram destinados mais de R$ 30 milhões em emendas parlamentares para o município —— recursos que têm contribuído para investimentos em áreas estratégicas e para o fortalecimento da gestão do prefeito Erivaldo Chagas.
A fala de Felipe Carreras em Lajedo reforça o alinhamento de importantes lideranças do PSB em torno do nome de João Campos e evidencia a consolidação de apoios no interior do estado, em um movimento que já projeta o cenário da disputa pelo Governo de Pernambuco neste 2026.