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Guerra na Europa – Lula não vai à Cúpula da Paz na Ucrânia sem a presença da Rússia

16/05/2024 - Jornal O Poder

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O presidente Lula decidiu não comparecer à Cúpula da Paz na Ucrânia, que será realizada nos dias 15 e 16 de junho, na Suíça. O governo suíço fez questão de convidar Lula durante um encontro presencial entre o chanceler do país, Ignacio Cassis, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no dia 30 de abril. Cerca de 50 países já confirmaram a presença.

Sul Global

Tanto suíços como ucranianos desejam muito a presença no evento de importantes líderes do chamado Sul Global, as grandes nações em desenvolvimento. Isso porque esse grupo de países vê com reservas as sanções aplicadas pelo ocidente contra a Rússia por causa da guerra.

Zelensky busca apoio da América Latina

Zelensky, em particular, tem tentado se aproximar de presidentes da América Latina, África e Ásia. O principal apoio dado à Ucrânia, no entanto, continua vindo dos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e outras nações ricas. Como um dos pr...

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O presidente Lula decidiu não comparecer à Cúpula da Paz na Ucrânia, que será realizada nos dias 15 e 16 de junho, na Suíça. O governo suíço fez questão de convidar Lula durante um encontro presencial entre o chanceler do país, Ignacio Cassis, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no dia 30 de abril. Cerca de 50 países já confirmaram a presença.

Sul Global

Tanto suíços como ucranianos desejam muito a presença no evento de importantes líderes do chamado Sul Global, as grandes nações em desenvolvimento. Isso porque esse grupo de países vê com reservas as sanções aplicadas pelo ocidente contra a Rússia por causa da guerra.

Zelensky busca apoio da América Latina

Zelensky, em particular, tem tentado se aproximar de presidentes da América Latina, África e Ásia. O principal apoio dado à Ucrânia, no entanto, continua vindo dos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e outras nações ricas. Como um dos principais líderes do Sul Global, Lula foi fortemente cortejado pelos suíços.

Convidados

Entre os convidados também estão a China, a África do Sul e outras dezenas de nações. A Rússia, no entanto, foi excluída do evento. Na avaliação de Lula e do Itamaraty, não faz sentido a participação do líder brasileiro em uma cúpula que não envolve os dois lados em conflito. A diplomacia brasileira sempre insistiu na necessidade de negociações para a paz, mas não vê sentido em um encontro que deixa de fora os russos.

Controvérsias

O Brasil votou em várias oportunidades na Assembleia Geral da ONU condenando a invasão russa e defendendo a integridade territorial da Ucrânia. Mas o país não endossou as sanções contra o Kremlin. Lula também deu várias declarações controversas sobre o conflito, inclusive uma na qual disse que o governo de Kiev, vítima da invasão, também era responsável pela guerra. Em outra ocasião, disse que o apoio ocidental aos ucranianos estava apenas prolongando o conflito.

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Leia outras informações

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"Nicolás Maduro, Cilia Flores e o enigmático bolivarianismo - socialismo do Século XXI" - Por Jarbas Beltrão*

19/01/2026

'Chegando nos hostes bolivarianas'

Nicolás Maduro chegou nas fileiras do bolivarianismo quando ainda a Venezuela estava sob a liderança do comandante Hugo Chavez, mas teriam sido amigos desde a juventude.

Maduro ascendeu dentro da esquerda chavista rapidamente, ajudado pelo clima populista, reinante, na Venezuela chavista, e por traços de uma personalidade que muito se aproximava de chefe do bolivarianismo.

Ignorante, como o Chefe, Maduro nunca abriu um livro, para se assenhorar dos princípios mais elementares do socialismo marxista-leninista-maoísta, embora tanto um como o outro falavam sobre de "um tal e enigmático socialismo do século XXI", que se diz marxista-leninista-maoísta.

Maduro assim como Chavez, nos traz à recordações de lideranças como: Peron, Mao Tse Tung e Brizola, todos chegados a bravatas contra as "forças imperialistas do Ocidente", e rompantes, típicos de um líder populista terceiro mundista.
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'Chegando nos hostes bolivarianas'

Nicolás Maduro chegou nas fileiras do bolivarianismo quando ainda a Venezuela estava sob a liderança do comandante Hugo Chavez, mas teriam sido amigos desde a juventude.

Maduro ascendeu dentro da esquerda chavista rapidamente, ajudado pelo clima populista, reinante, na Venezuela chavista, e por traços de uma personalidade que muito se aproximava de chefe do bolivarianismo.

Ignorante, como o Chefe, Maduro nunca abriu um livro, para se assenhorar dos princípios mais elementares do socialismo marxista-leninista-maoísta, embora tanto um como o outro falavam sobre de "um tal e enigmático socialismo do século XXI", que se diz marxista-leninista-maoísta.

Maduro assim como Chavez, nos traz à recordações de lideranças como: Peron, Mao Tse Tung e Brizola, todos chegados a bravatas contra as "forças imperialistas do Ocidente", e rompantes, típicos de um líder populista terceiro mundista.

O tal bolivarianismo, apenas, ancorou-se no "mito histórico" e usa a lembrança de Simon Bolivar, considerado como herói da Independência da América Latina.

Os que acompanharam a ascensão de Maduro se referem a ele como alguém que conquistara a confiança do líder bolivariano maior, Hugo Chavez, que em 2014, partira para a "vida em outra dimensão" - não se sabe se bem mais baixa, àquela ainda da camada de calor muito intenso, ou seja, inferno dos infernos - Chavez partiu depois de tentar uma cura contra um câncer que lhe atormentava.

Maduro revelou uma admiração tão grande ao "paizão caudilho" chegando a afirmar que o mesmo tinha mais importância na sua vida que sua mãe, que o colocou no mundo.

Maduro numa ocasião chegou a afirmar que o Chavez depois de morto revelara-se pra ele "um passarinho que cantava e dava conselhos aos seus ouvidos".

Na enfermidade, - câncer - Chavez seguiu algumas vezes para Cuba para tentar cura; lá foi acolhido pelo camarada Fidel que lhe dispensou toda a cobertura. Mas, a cura não foi obtida, o comandante, então, não pôde ficar mais um pouquinho na terra dos mortais.

Tomou tanto medicamento, ficou inchado, irreconhecível, as bochechas róseas escondia os olhos.

"Morte de Chavez"

Com a morte de Chavez, ascende Maduro, nas hostes dos revolucionários socialistas do Século XXI, Maduro ficou conhecido por sua arrogância e tratamento nada cortês com seus companheiros de viagem ideológica, chegado à violência maior ainda contra seus inimigos e adversários opositores

'Partido Socialista Unido da Venezuela e Milícias Bolivarianas'

A morte de Chavez, fez Maduro tornar-se líder do Partido Socialista Unido da Venezuela, dividindo com Cilia Flores, Deosdado Cabello e Padrino Lopez Maduro nunca nem desfrutou de liderança, mas desafiava e impunha com violência o seu comando. Estimulou o crescimento do que já tinha sido iniciado por Chaves, as "Milícias Bolivarianas", um exército paralelo de fanáticos, dispostos a tudo para defender o tal enigmático "Bolivarianismo".

As Milícias são cópias fiéis das "SA nazistas" do Partido Nazista Alemão ou dos "guardas vermelhos" do comunista Mao Tse Tung da China, que arrebanhava jovens estudantes fanáticos para a defesa da ditadura maoista, os guardas empunhavam em suas manifestações o livreto das "Citações do Presidente Mao tse Tung".

Embora, os grupos alemães e chineses, teriam muitos jovens e eram mais organizadas, o que não acontece com as milícias bolivarianas.

As SA foram praticamente eliminadas, após a famosa "Noite das facas longas" promovida pelos chefões do nazismo. As tropas dos guardas chinesas saíram de cena, sob repressão do Exército de Libertação Nacional, vinculado ainda hoje ao PCCh. Isto depois que Mao entendeu não haver mais necessidades de fazer uso da rapaziada, tropas de inocentes úteis

Maduro não entendia de "p***a" nenhuma de política, economia, gestão de Estado, enfim horizonte "zero, zero". Aí surge em cena Cília Flores.

Cilia e Maduro'

Com o vazio intelectual de Maduro Cilia Flores surge na vida de Maduro, namoram e casam-se. A União preenche a vida do "grandalhão" e "folclórico désposta".



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Para Cília chegava a oportunidade de preencher seus interesses por mais poder, mais influência e mais grana migrarem à conta bancária

'Ascensão de Cília Flores'

A companheira de Maduro, ex-assessora jurídica do Governo de Hugo Chavez depois primeira dama com Maduro.

Advogada, carregava uma "medalha" no peito, era a "responsável pela soltura do golpista", mais tarde Presidente, Hugo Chavez.

Cília ganhando prestígio nas fileiras chavistas do socialismo bolivarianista, tornou-se poderosa no ambiente do Palácio Miraflores, em Caracas.

Influente e teórica do bolivarianismo - praticamente ninguém consegue explicar "que danado é isso", um enigma, afinal, ora, não tem muita necessidade de transparência, basta promessas de auxílios sociais; igualdade social e combate às classes médias e a "burguesia exploradora". Tudo junto e a equação fixa resolvida

'Cilia Flores e as drogas'

Cilia Flores, em 2018, teve dois sobrinhos presos por tráfico de drogas pela DEA americana.
Os meliantes delataram a tia de participação naquele e em outros delitos, sempre envolvendo tráfico de drogas.

Cília Flores, com acusação por tráfico de drogas sofreu sanções de vistos de entrada nos Estados Unidos, e sempre nos seus discursos não deixava de acusar os Estados Unidos de o "satã do mundo", mas o delito das drogas alimentava e alimenta o maior mercado de drogas sob controle dos Cartéis venezuelanos e latino-americanos.

Então, o bolivarianismo associado a grupos socialistas tem em consideração o tráfico de drogas como estratégia importante para destruição do "capitalismo imperialista".

O derrame de drogas naquele país do norte, além de destruir o capitalismo norte-americano por dentro, trazia e traz muitos recursos para financiar as tropas socialistas acampadas no Foro de São Paulo (Farc, Eln, esquerda continental e global e cartéis de drogas do continente).

Ocupando lugar importante, no tráfico de drogas, ela é bem mais velha que o grandalhão Maduro, Cilia teve sua ascensão em vista de sua esperteza e condição de líder de grupos de jovens traficantes. Dona de grande inteligência e sagacidade.

Cilia Flores, espertíssima, inteligente, ambiciosa, foi conquistando a confiança do "bossal" ex-motorista de ônibus. Fala-se que ela seria a grande mentora do pernóstico Nicolás e inseriu o "grandalhão" nas fileiras do Narcotráfico continental e depois internacional.

Nenhuma ação de Maduro teria sido expressão de sua autonomia intelectual de QI reduzidíssimo, basta ver seus discursos.

Cília era a arquiteta das ações, falas e pensamentos do Ditador.

Chegado à extravagância dignas das "festas orgíacas promovidas por Mao e Peron" .

Cília, testemunhava, mas tolerava as extravagâncias do "cumpanhero". Era o jeito, para se equilibrar no poder, depois de sua passagem pelas camadas inferiores no Cartel de drogas - Trem de Arágua.

'Maduro narcotraficante capturado'

Maduro ante sua participação no tráfico de drogas, agora a DEA, admite que o mesmo era apenas facilitador mas não chefe, teve sua trajetória interrompida neste início janeiro de 2026.

O Comando Delta do DEA, numa ação rápida mas eficiente planejada com rigor, entrou no Palácio de Miraflores e recolheu o "brutamontes" e sua companheira.

Madura Ciliaque nunca pensaram em soberania nacional, como agora. Não era do interesse do casal, mas projetos pessoais.



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Ação de resgaste do ditador foi cinematográfica, acompanhada por um apagão na região e corte da Internet.

O grupo policial do Comando Delta americano, encontrou pela frente fazendo a segurança do Palácio os " agentes cubanos" Avispis negras" considerado elite imbatível do regime cubano, treinados desde a ex-Alemanha Oriental por sua temível agência estatal chamada Stasi, um mix de ex-KGB Soviética, SS e Gestapo nazistas. Era mais uma fonte de renda para a ditadura caribenha.

A tropa cubana recebeu disparos às centenas levando-os à morte, junto a outros trezentos membros da segurança palaciana.

Os membros da segurança palaciana usavam armas chinesas, que falharam na hora, e comprometeu a tão badalada avançada tecnologia chinesa, apresentada no célebre desfile em Pequim (julho de 2025), quando o PCCh lembrava o fim da guerra do Pacífico com o Japão.

A partir daí teremos o silêncio sepulcral dos defensores da Ditadura Chinesa.

'Maduro na prisão e no Tribunal'

Maduro chegando na prisão, é obrigado a raspar a cabeça e tirar o bigode, o orgulho do Ditador desaparece.



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Nos tribunais americanos Maduro amarga condenações e humilhações.

Tribunal de Miami condenou o "figurão esquerdista" à morte.
Em Nova Yorque é preparada sua condenação à prisão perpétua, além de todos os bens e depósitos bancários confiscados.

Tentou fazer discurso no Tribunal de Nova York, foi Interrompido pelo magistrado, que lhe daria um sermão: "Aqui não é palanque político, é um Tribunal"

A indicação para Maduro, se não for condenação à morte, deverá apodrecer na prisão.

Para reduzir as penas, Maduro deverá oferecer delação premiada como seu ex-companheiro Hugo "Pollo" Carvajal. Então a esquerda continental treme nas bases.


Fica dito


*Jarbas Beltrão é Historiador, professor de História da UPE. Mestre em Educação pela UFPB. MBA em Política Estratégia Defesa e Segurança pela Adesg e Faculdade Metropolitana São Carlos/SP. Vinculado ao MBA em Geopolítica e Novas Fronteiras, Cibernética e Inteligência Artificial pela Adesg (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) e Instituto Venturo. Membro associado Academy Venturo de Política e Estratégia.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Escândalo da Caruaruense leva a pedido de impeachment de Raquel Lyra

19/01/2026

O deputado estadual Romero Albuquerque protocolou na Assembleia Legislativa de Pernambuco um pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD). A petição foi apresentada hoje segunda-feira (19/01), e ja repercute na mídia nacional. Após denúncias de que a empresa de ônibus dos pais da governadora operava de forma irregular há pelo menos três anos em Pernambuco, o pedido foi um desdobramento natural.



O impeachement

Assinado pelo deputado Romero Albuquerque (União Brasil) ainda precisa ser analisado pelo presidente da Alepe, o deputado Álvaro Porto (PSDB). Caso o presidente da Casa julgue o caso procedente, ele poderá constituir uma Comissão Especial para dar andamento ao processo.

Após a grave denúncia

A empresa Caruaruenses, da qual a governadora já foi sócia e é dirigida pelo pai de Raquel Lyra, fechou as portas de forma desastrada e melancólica. A
empresa que operava sem fis...

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O deputado estadual Romero Albuquerque protocolou na Assembleia Legislativa de Pernambuco um pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD). A petição foi apresentada hoje segunda-feira (19/01), e ja repercute na mídia nacional. Após denúncias de que a empresa de ônibus dos pais da governadora operava de forma irregular há pelo menos três anos em Pernambuco, o pedido foi um desdobramento natural.



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O impeachement

Assinado pelo deputado Romero Albuquerque (União Brasil) ainda precisa ser analisado pelo presidente da Alepe, o deputado Álvaro Porto (PSDB). Caso o presidente da Casa julgue o caso procedente, ele poderá constituir uma Comissão Especial para dar andamento ao processo.

Após a grave denúncia

A empresa Caruaruenses, da qual a governadora já foi sócia e é dirigida pelo pai de Raquel Lyra, fechou as portas de forma desastrada e melancólica. A
empresa que operava sem fiscalização e sem oferecer as mais elementares condições de segurança, preferiu encerrar as atividades. Antes, a Caruaruense recebeu recursos públicos do próprio governo da filha e ex-sócia. A própria ex governadora foi a porta-voz do fechamento, misturando de forma nunca antes vista o público e o privado. Uma trapalhada inédita na politica nacional. Só o anúncio, justificaria uma investigação severa do Poder Legislativo.



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Na petição

O deputado Romero Albuquerque argumentou que Raquel Lyra cometeu crimes de responsabilidade pois a governadora “utilizou das suas funções e prerrogativas para permitir que os seus interesses pessoais fossem sobrepostos ao rigor da lei e ao interesse público”.



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Entenda o caso

A Logo Caruaruense encerrou as atividades em 16 de janeiro de 2026, após a informação revelada pelo portal brasiliense Metrópoles de que os ônibus rodavam no estado com vistorias vencidas desde 2022 e sem pagar a taxa exigida para a atividades.
Mesmo irregular, entre 2023 e 2025, a Logo Caruaruense recebeu R$ 105 mil em recursos públicos referentes a auxílio-transporte de servidores. Os repasses teriam sido feitos sem licitação.
A empresa é gerida pelos pais da governadora. Raquel Lyra integrou o quadro societário da empresa até 2018.
A Logo Caruaruense é do pai da governadora, o ex-governador João Lyra Neto. A empresa possui 50 ônibus cadastrados que fazem o transporte intermunicipal.



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Relatório técnico

Elaborado a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) afirma que os veículos da empresa tiveram a última inspeção realizada em 2022, ano em que Raquel Lyra foi eleita. Desde então, os ônibus não passaram por nova avaliação técnica exigida anualmente.



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Todos os ônibus da Logo Caruaruense

Têm mais de 10 anos, idade em que o veículo não pode mais operar. O Decreto nº 40.559/2014 determina que será feito o cancelamento do registro dos ônibus que ultrapassarem uma década. A idade média da frota também estaria quase três vezes acima do exigido por lei, saltando de 5 anos para cerca de 14,5 anos.

Em 16 de janeiro

Raquel Lyra anunciou o fechamento da Logo Caruaruense e disse que “a empresa entregou as suas linhas à Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI)”. “A EPTI vai trabalhar para que a gente não tenha prejuízo à população, para que o sistema continue funcionando e a gente permita à população ter o direito de ir e vir”, declarou.


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Jaboatão já caiu no Frevo - Crianças participam de oficina de frevo na Policlínica Manoel Calheiros

19/01/2026

Na manhã de hoje, 19/01, a Secretaria Municipal de Saúde do Jaboatão dos Guararapes, em parceria com o Grupo de Dança Popular Destramelar, promoveu uma oficina gratuita de frevo voltada ao público infantil na Policlínica Manoel Calheiros, localizada no bairro do Curado IV.

Integrou cultura, lazer e promoção do bem-estar

A atividade foi conduzida por educadores do Destramelar, grupo de dança popular que atua na valorização e difusão das manifestações culturais do Nordeste. A ação contou com o apoio do núcleo de pediatria da unidade de saúde e integrou cultura, lazer e promoção do bem-estar.

Atividades físicas de forma lúdica

O principal objetivo da iniciativa foi estimular a prática de atividades físicas de forma lúdica, além de apresentar às crianças a história e os passos básicos do frevo, ritmo tradicional pernambucano que ganha ainda mais destaque no período que antecede o Carnaval, no mês de fevereiro.
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Na manhã de hoje, 19/01, a Secretaria Municipal de Saúde do Jaboatão dos Guararapes, em parceria com o Grupo de Dança Popular Destramelar, promoveu uma oficina gratuita de frevo voltada ao público infantil na Policlínica Manoel Calheiros, localizada no bairro do Curado IV.

Integrou cultura, lazer e promoção do bem-estar

A atividade foi conduzida por educadores do Destramelar, grupo de dança popular que atua na valorização e difusão das manifestações culturais do Nordeste. A ação contou com o apoio do núcleo de pediatria da unidade de saúde e integrou cultura, lazer e promoção do bem-estar.

Atividades físicas de forma lúdica

O principal objetivo da iniciativa foi estimular a prática de atividades físicas de forma lúdica, além de apresentar às crianças a história e os passos básicos do frevo, ritmo tradicional pernambucano que ganha ainda mais destaque no período que antecede o Carnaval, no mês de fevereiro.

Falou a Secretária de Saúde

A secretária municipal de Saúde, Zelma Pessôa, destacou a importância de ações que incentivem hábitos saudáveis durante as férias escolares. “Estamos em um período em que as crianças precisam ser estimuladas a sair um pouco das telas e da tecnologia, ocupando o tempo com atividades que promovam saúde e qualidade de vida. Esta oficina vai além da dança, pois apresenta a cultura do nosso estado, um legado que atravessa gerações”, afirmou.



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Falou a mãe da pequena Ester

Para a dona de casa Olivia Damasceno, mãe da pequena Ester Rodrigues, de 8 anos, a experiência foi positiva e enriquecedora. “Fomos surpreendidas com essa oficina maravilhosa. Além de ser culturalmente linda, a dança ajuda muito no desenvolvimento da coordenação motora das crianças”, ressaltou.

Mais atividades ao longo de Fevereiro

Ao longo do mês de fevereiro, outras unidades de saúde do município, em diferentes regionais, receberão atividades lúdicas semelhantes. As ações têm como objetivo fortalecer a integração entre saúde, cuidados primários e cultura, levando conhecimento e bem-estar às crianças jaboatonenses.



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A história se repete: o fim da Princesa do Agreste ontem, a falência da Caruaruense hoje - Por, Emanuel Silva*

19/01/2026

Caruaru não virou polo regional por acaso. Desde a primeira metade do século XX, a cidade se consolidou como centro comercial do Agreste, articulando feira, produção agrícola, comércio atacadista e circulação de pessoas. Nesse contexto, a estrada era mais do que infraestrutura: era política de desenvolvimento, ainda que exercida pela iniciativa privada.



Foi nesse ambiente que, em 1948, Lourival José da Silva fundou a Auto Viação Princesa do Agreste. O Brasil ainda tinha uma malha rodoviária incipiente; muitas estradas eram de barro, a manutenção era artesanal, o acesso a crédito era restrito e a regulação praticamente inexistente. Criar uma viação interestadual significava assumir risco operacional, financeiro e pessoal.

Em 1963, os registros mostram que a Princesa do Agreste já operava uma malha robusta, partindo de Caruaru e Recife, com destinos como:

Brasília, capital inaugurada em 1960, símbolo da interiorização do poder;...

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Caruaru não virou polo regional por acaso. Desde a primeira metade do século XX, a cidade se consolidou como centro comercial do Agreste, articulando feira, produção agrícola, comércio atacadista e circulação de pessoas. Nesse contexto, a estrada era mais do que infraestrutura: era política de desenvolvimento, ainda que exercida pela iniciativa privada.



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Foi nesse ambiente que, em 1948, Lourival José da Silva fundou a Auto Viação Princesa do Agreste. O Brasil ainda tinha uma malha rodoviária incipiente; muitas estradas eram de barro, a manutenção era artesanal, o acesso a crédito era restrito e a regulação praticamente inexistente. Criar uma viação interestadual significava assumir risco operacional, financeiro e pessoal.

Em 1963, os registros mostram que a Princesa do Agreste já operava uma malha robusta, partindo de Caruaru e Recife, com destinos como:

Brasília, capital inaugurada em 1960, símbolo da interiorização do poder;
Guanabara (Rio de Janeiro), então centro político, econômico e cultural;
Teresina, Petrolina, Salgueiro, Cabrobó, Patos, Buíque, Crato, Afogados da Ingazeira e Sertânia.

Algumas linhas eram diárias, outras em dias alternados, o que demonstra planejamento operacional e escala. Em 1963, viajar de ônibus de Caruaru para Brasília ou Guanabara não era trivial: exigia frota confiável, motoristas experientes, logística de manutenção e uma empresa capaz de suportar atrasos, quebras e imprevistos constantes.



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O auge: quando o Brasil se movia de ônibus (1960–1980)

Entre os anos 1960 e início dos 1970, mais de 90% do transporte interestadual de passageiros no Brasil era rodoviário. O ônibus era a espinha dorsal da mobilidade nacional. Nesse período, a Princesa do Agreste viveu seu ápice, figurando entre as empresas relevantes do país em volume de passageiros transportados.

Caruaru se fortalecia como polo regional, e suas viações transportavam trabalhadores, estudantes, comerciantes e famílias inteiras — economia viva em movimento.

Em 1973, com o falecimento de Lourival José da Silva, encerra-se o ciclo fundador e inicia-se o desafio mais sensível das empresas familiares: a sucessão.

A família continuou a tocar o negócio e em 1983, conforme noticiado no Diário de Pernambuco, a Princesa ampliou e renovou sua frota, adquirindo ônibus Scania K-112, então entre os mais modernos do país.

Mas inovação no transporte rodoviário é capital intensiva: frota cara, manutenção constante, peças custosas e dependência de escala. Os custos passaram a crescer mais rápido que as tarifas.

Quando a história encontra a vida

Foi nesse contexto que vivi minha primeira viagem do interior do Ceará para Recife, pela Princesa do Agreste, nos anos 1970. Ônibus lotado. Eu, criança pequena, espremido na cadeira entre minha avó e tia e minha avó, comecei a experimentar a primeira noite de viagem interestadual. E minha avó, prevenida, levava uma panela de farofa com galinha — cuidadosamente embalada para se alimentar durante a viagem da estrada. E quando abria a lata no meio da noite, o cheiro se espalhava pelo ônibus. E assim era também com outros passageiros.

Em outra viagem, o ônibus da Princesa parou em uma cidade, que não lembro qual, e o passageiro ao entrar colocou logo a vitrola Philips de pilha no meio do ônibus. Disco falhando, pilha acabando, gente rindo e reclamando. Não era desordem: era convivência. Era o Brasil real, comprimido num corredor.

Essas empresas não transportaram apenas passageiros. Transportaram biografias. E assim, muitas memórias de crianças foram construídas.

A sucessão, ambiente hostil e o fim sem comoção (1990–2015)

Nos anos 1990, o setor rodoviário entra em uma fase crítica, com elevação constante do preço do diesel; aumento da carga tributária; judicialização crescente das relações de trabalho; exigência de renovação de frota sem política pública consistente e crédito caro e instável.

Some-se a isso a sucessão familiar, quase sempre tratada como detalhe, mas que é central.

No caso da Princesa do Agreste, tive a oportunidade de ter como aluna uma das filhos do fundador, sua história e os bastidores da sucessão. Ele falava com emoção do auge e do declínio. Não havia ressentimento, apenas lucidez histórica: empresas não atravessam gerações apenas com memória e esforço. E ainda contava que todos os familiares passavam por apertos financeiros em função do passivo.

Como desfecho a Princesa do Agreste encerrou suas atividades em 2015. E aqui está um ponto crucial: não houve comoção pública. Nenhuma campanha, nenhum tribunal moral, nenhuma indignação coletiva. A empresa fechou em silêncio, como tantas outras, apesar de sua relevância histórica.

A história se repetiu: Caruaruense, Itapemirim, São Geraldo

Em 2026, a história se repetiu — novamente em Caruaru — com a empresa Caruaruense, agora sob forte exposição e julgamento imediato.

E não foi caso isolado. Esquecem de lembrar que ficaram pelo caminho gigantes nacionais como a Itapemirim, a São Geraldo e inúmeras empresas pernambucanas como a Cental, Xavier, Bonjardinense, Realeza e outras tantas, vítimas de um ambiente que exige escala, capital, inovação permanente e oferece juros altos, regulação pesada e baixa previsibilidade.

As empresas endividadas e as famílias negativadas: o julgamento seletivo

Hoje, o Brasil tem entre 77 e 80,6 milhões de pessoas inadimplentes, cerca de 50% da população adulta. Aproximadamente 79% das famílias estão endividadas, e cerca de 30% têm contas em atraso — e ninguém as chama de perdulárias.

No campo empresarial, entre 7,1 e 8,4 milhões de empresas estão inadimplentes, algo próximo de um terço dos CNPJs ativos, majoritariamente micro e pequenas.

Ainda assim, quando uma empresa fecha, o empresário vira vilão automático. Especialmente quando tem um furacão político no meio.

Interessante que o empresário que está em dificuldade e atrasou imposto é tratado como um salafrário, grita uma turba. Mas não enxergam que muitas vezes este empregador se deparou com um dilema: optar entre pagar o salário ou pagar o imposto, já que faltava caixa. Já quando uma pessoa física deixa de pagar o cartão de crédito ou a conta de energia por dificuldade financeira... isso é aceitável.



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A provocação final

Antes de criticar esta ou outra falência, especialmente em empresas de pequeno e médio porte, seria interessante se colocar no lugar do empresário e da família. Conhecer as realidades. E ponderar com moderação os fatos, coisa que está em falta hoje.

Ante ao diesel caro, juros elevados, frota envelhecendo, passivos herdados, margem de lucros estreitas, uma carga tributária brutal, inovação constante e julgamento permanente...

O que você faria?

A história se repete não porque os empresários sejam iguais, mas porque o ambiente empresarial brasileiro insiste em produzir os mesmos desfechos. Inclusive valorizando muito pouco as empresas familiares. Vale mais um emprego público, sustentado com os impostos da empresas, que empreender e gerar riquezas.

A estrada pode parar. A memória — e a reflexão — continuam rodando.

No mais, vale aprender com a história de quem fez a história.


*Emanuel Silva, é Professor e Cronista


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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O Último Adeus aos Orelhões - Crônica, por Romero Falcão*

19/01/2026

Eles nasceram nas ruas — em 1972 — nos centros das cidades e nas localidades mais remotas do país. Os orelhões deram ouvido e voz a milhões de brasileiros que nem sonhavam com um telefone em casa. Na minha rua, na década de 70, dois ou três lares tinham o privilégio de um pretão sobre o móvel da sala. Então, a grande orelha azul fez o Brasil se comunicar do Oiapoque ao Chuí. Ficou tão popular que até entrou em letra da MPB, na canção Bye Bye Brasil, de Chico Buarque:

“Eu acho que vou desligar
As fichas já vão terminar
A última ficha caiu”.

Namoros alimentados

As fichas — moedas entalhadas, cobertas por papel, formando tirinhas — enchiam os bolsos das calças. Qual cinquentão não se lembra da gravação: “Após o sinal, diga o seu nome e a cidade de onde está falando”? Quantos namoros não foram alimentados — e acabados — na esquina de casa, sob um orelhão? Formava-se fila, havia discussão por conta da demora.

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Eles nasceram nas ruas — em 1972 — nos centros das cidades e nas localidades mais remotas do país. Os orelhões deram ouvido e voz a milhões de brasileiros que nem sonhavam com um telefone em casa. Na minha rua, na década de 70, dois ou três lares tinham o privilégio de um pretão sobre o móvel da sala. Então, a grande orelha azul fez o Brasil se comunicar do Oiapoque ao Chuí. Ficou tão popular que até entrou em letra da MPB, na canção Bye Bye Brasil, de Chico Buarque:

“Eu acho que vou desligar
As fichas já vão terminar
A última ficha caiu”.

Namoros alimentados

As fichas — moedas entalhadas, cobertas por papel, formando tirinhas — enchiam os bolsos das calças. Qual cinquentão não se lembra da gravação: “Após o sinal, diga o seu nome e a cidade de onde está falando”? Quantos namoros não foram alimentados — e acabados — na esquina de casa, sob um orelhão? Formava-se fila, havia discussão por conta da demora.



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Tirar Vantagem

Havia gente, sem noção, que fazia do bem público um telefone privado. Cansei de dizer: “Minha senhora, esse telefone é público; quer falar durante uma hora, compre um”. É o cidadão altruísta: primeiro ele, segundo ele, terceiro… Mas não parava por aí. Somava-se ao talento para burlar regras, tirar vantagem, telefonar sem precisar comprar fichas.

Por sua vez, o orelhão ia à forra, engolia fichas.

Geração Z

Com a chegada do celular, o orelhão perdeu a finalidade. Sob a lei do uso e do desuso, ficou esquecido no canto da praça, enferrujado no beco escuro. Virou peça de museu a céu aberto, chamando a atenção dos olhos da geração Z — nascidos no início do século XXI.



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Ligação Saudosista

Hoje, 19/01/2026, soube do recolhimento definitivo de todos os orelhões que ainda resistiam de pé, em cada pedaço de chão espalhado pelo vasto Brasil. Aqui vai o meu último adeus, em formato de crônica, numa ligação saudosista.


*Romero Falcão é um cronista que se arrisca a fazer poema torto.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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O frevo e outros deuses inquietos - A vida pediu ritmo, por Zé da Flauta

19/01/2026

Os deuses do Mediterrâneo não nasciam em berços limpos nem em silêncio respeitoso, nasciam quando a vida ficava grande demais para caber dentro da explicação, um trovão fora de hora, um mar que não obedecia, um amor que doía mais do que devia. O homem antigo olhava aquilo tudo e pensava rindo de nervoso, isso não pode ser só acaso, alguém está tocando essa música. Foi assim que o mundo ganhou rosto, nome e história, não por fé tranquila, mas por espanto, humor trágico e medo misturado com beleza.

Acordo frágil

Antes do templo houve o corpo, antes da lei houve o ritmo. A música veio primeiro porque o silêncio não explicava nada. O deus chegava quando o pé batia no chão, quando a mão marcava o tempo, quando o canto repetido fazia o caos obedecer por alguns instantes. Era ali que o sagrado aparecia, não para ensinar moral, mas para dizer, estou aqui, aguentem mais um pouco. A arte nasceu desse acordo frágil entre o homem e o abismo, eu danço, você não...

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Os deuses do Mediterrâneo não nasciam em berços limpos nem em silêncio respeitoso, nasciam quando a vida ficava grande demais para caber dentro da explicação, um trovão fora de hora, um mar que não obedecia, um amor que doía mais do que devia. O homem antigo olhava aquilo tudo e pensava rindo de nervoso, isso não pode ser só acaso, alguém está tocando essa música. Foi assim que o mundo ganhou rosto, nome e história, não por fé tranquila, mas por espanto, humor trágico e medo misturado com beleza.

Acordo frágil

Antes do templo houve o corpo, antes da lei houve o ritmo. A música veio primeiro porque o silêncio não explicava nada. O deus chegava quando o pé batia no chão, quando a mão marcava o tempo, quando o canto repetido fazia o caos obedecer por alguns instantes. Era ali que o sagrado aparecia, não para ensinar moral, mas para dizer, estou aqui, aguentem mais um pouco. A arte nasceu desse acordo frágil entre o homem e o abismo, eu danço, você não me engole hoje.

Filosofia e suor

O frevo nasce exatamente desse mesmo lugar antigo, só que com calor demais e pouco juízo. Ele não pede licença ao corpo, ele invade. O peito abre, a perna dispara, o chão vira trampolim e o tempo normal se perde. O frevo é um deus que não aceita ficar parado, se parar ele morre, por isso corre, gira, tropeça e ri. É filosofia em estado de suor, é humor desesperado dizendo, a vida é dura, mas hoje não vai me vencer.

Deuses do Mediterrâneo

Talvez por isso o frevo faça chorar quem entende sem saber explicar. Porque ali está a mesma pergunta antiga vestida de música, como continuar vivendo quando tudo aperta. Os deuses do Mediterrâneo não foram embora, eles aprenderam a tocar metal, a soprar mais alto e a nascer no meio da rua. Toda vez que o frevo começa, alguma coisa antiga acorda no peito do mundo e diz baixinho, ainda dá, ainda dá pra dançar mais um pouco antes do silêncio voltar.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista



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Eleições para Presidente de Portugal, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

19/01/2026

Quando a memória se torna arma: a democracia portuguesa refém do passado

A memória que deixa de buscar a verdade e passa a exigir obediência já não protege a democracia; apenas a imobiliza.

1. Introdução: quando o passado deixa de iluminar e passa a interditar

A memória histórica é uma das mais altas conquistas civilizacionais. Ela permite reconhecer erros e evitar recaídas autoritárias.

O problema surge quando deixa de operar como consciência crítica e passa a funcionar como instrumento de vigilância moral.

Nesse ponto, o que deveria iluminar o presente converte-se em mecanismo de bloqueio do futuro.

Em Portugal, essa mutação ocorreu de forma silenciosa. O passado autoritário anterior ao 25 de Abril deixou de ser referência histórica para tornar-se critério absoluto de legitimação política.

Já não se discute prioritariamente o mérito das ideias, mas a suposta filiação simbólica...

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Quando a memória se torna arma: a democracia portuguesa refém do passado

A memória que deixa de buscar a verdade e passa a exigir obediência já não protege a democracia; apenas a imobiliza.

1. Introdução: quando o passado deixa de iluminar e passa a interditar

A memória histórica é uma das mais altas conquistas civilizacionais. Ela permite reconhecer erros e evitar recaídas autoritárias.

O problema surge quando deixa de operar como consciência crítica e passa a funcionar como instrumento de vigilância moral.

Nesse ponto, o que deveria iluminar o presente converte-se em mecanismo de bloqueio do futuro.

Em Portugal, essa mutação ocorreu de forma silenciosa. O passado autoritário anterior ao 25 de Abril deixou de ser referência histórica para tornar-se critério absoluto de legitimação política.

Já não se discute prioritariamente o mérito das ideias, mas a suposta filiação simbólica do adversário a um passado que se pretende eternamente presente. O debate desloca-se do campo político para um tribunal moral da memória.

Esse uso abusivo da história não protege a democracia; atrofia-a. Ao confundir prudência com medo e crítica com demonização, cria-se um ambiente em que a alternância política passa a ser vista como ameaça.

O resultado é uma democracia formalmente preservada, mas empobrecida em pluralismo e receosa do dissenso.

Este ensaio parte de uma premissa simples: democracias não avançam quando vivem aterrorizadas pela própria memória.

Avançam quando honram o passado sem se tornarem reféns dele.

2. O silogismo fraudulento: direita, fascismo e Salazar

O primeiro grande estratagema de bloqueio político em Portugal opera por meio de um silogismo falsificado: se alguém se afirma de direita, aproxima-se do fascismo; se se aproxima do fascismo, aproxima-se inevitavelmente de António de Oliveira Salazar.

Trata-se de uma construção retórica eficaz, mas intelectualmente indefensável, baseada em falácias reiteradas pela imprensa até se converterem em condicionamento mental.

O rótulo substitui a análise, a repetição suplanta o argumento e a percepção do leitor é moldada antes mesmo que o debate comece.

Fascismo não é insulto genérico, mas conceito histórico preciso, ligado a partido único, supressão de liberdades e culto totalizante do Estado.

Nada disso descreve a direita democrática contemporânea, que opera dentro do constitucionalismo, do pluralismo e da alternância de poder.

Confundir essas realidades não é erro inocente; é apagamento conceitual.

O Estado Novo português foi autoritário, corporativista e antiparlamentar, incompatível com a direita constitucional moderna.

Associar automaticamente a direita atual a Salazar equivale a afirmar que toda a esquerda contemporânea seria herdeira direta do estalinismo.

Trata-se, portanto, de uma equivalência que só se sustenta quando a história deixa de ser ciência e passa a ser instrumento.

O efeito prático desse silogismo é deslocar o debate do presente para o passado.

Em vez de discutir impostos, custo de vida ou eficiência do Estado, convoca-se o fantasma do autoritarismo como encerramento moral da conversa.

A política deixa de ser confronto de projetos e torna-se exorcismo simbólico.

3. O 25 de Abril como capital moral exclusivo

O segundo pilar do bloqueio simbólico está na apropriação política do 25 de Abril como patrimônio moral exclusivo de um campo ideológico.

O que foi um ato de libertação nacional converteu-se em credencial permanente de virtude exclusiva do viés progressista.

O problema não está na celebração da data, mas na sua transformação em filtro de pertença política.

A democracia deixa de ser entendida como método de regras e alternância para tornar-se herança moral administrada por supostos guardiões do passado, com cores e identidade de esquerda.

Nesse contexto, qualquer discordância relevante é rapidamente enquadrada como ameaça ao legado revolucionário.

Criticar o Estado ou discutir limites do intervencionismo passa a ser lido como desvio histórico.

Paradoxalmente, o 25 de Abril, que deveria ampliar o espaço democrático, passa a reduzi-lo.

Democracia não é programa fechado de uma ideologia revolucionária, mas método sustentado pela legitimidade do dissenso.

Assim, todas as vezes em que uma data histórica vira dogma, o método democrático cede lugar à liturgia da dominação ideológica de esquerda.

4. A anatomia dos estratagemas de bloqueio

Com o crescimento do Chega e a liderança de André Ventura, parte do sistema político-midiático passou a substituir o debate por contenção simbólica. Não se refutam ideias; constrangem-se atores.

O primeiro estratagema é a rotulagem inflacionada. “Populista” e “extrema-direita” passam a funcionar como sentenças morais.

O segundo é a culpa por associação, que contamina o presente com analogias históricas forçadas.

O terceiro é a deslegitimação do eleitor, tratado não como cidadão, mas como sintoma moral "sequestrado" pela Direita.

Há ainda o silenciamento seletivo de temas sensíveis e a excepcionalização permanente, pela qual o adversário é apresentado como ameaça sistêmica.

Esses métodos não eliminam o descontentamento; apenas o empurram para a radicalização ou para a abstenção.

5. O custo democrático da interdição simbólica

O primeiro custo é o empobrecimento do debate público, pela tentativa de rotulagem e silenciamento da direita.

O segundo é a normalização da abstenção, fruto do cansaço cívico de quem percebe que certas posições já chegam deslegitimadas.

O terceiro é a radicalização simbólica do próprio sistema, que empurra o dissenso para fora do espaço aceitável.

Há ainda a erosão da confiança institucional e a perda da capacidade de renovação política.

Democracias que não absorvem críticas internas envelhecem mal.

A democracia portuguesa não sofre por excesso de debate, mas por falta de debate verdadeiro.

6. A reação global e o retorno da consciência política

O que se observa hoje em várias democracias não é recaída autoritária, mas reação ao esgotamento de modelos que substituíram problemas reais por narrativas morais.

Custo de vida, insegurança econômica e perda de poder aquisitivo voltaram ao centro da experiência cotidiana.

Essa reação não nasce de ideologias fechadas, mas de um sentimento de desalinhamento entre governantes e governados.

Portugal não está isolado desse movimento. Quando a memória deixa de explicar o presente, a consciência desperta.

7. Por que Portugal reage mais lentamente

Portugal reage mais lentamente por causa da sacralização do passado, da estrutura de um Estado pesado e do papel moralizador da mediação cultural.

O resultado é uma crítica inicialmente silenciosa, expressa pela abstenção antes da contestação aberta.

Essa lentidão não indica imobilidade, mas acúmulo de tensão. Nenhum freio simbólico resiste indefinidamente à realidade.

8. Conclusão: quando a memória deixa de servir à verdade

A memória histórica orienta quando permanece ligada à verdade. Quando se transforma em atalho moral, passa a administrar o medo.

O que se vê em Portugal não é ausência de compromisso democrático, mas a substituição do debate por interdição simbólica.

A reação emergente não pede ruptura, mas normalidade democrática: alternância, pluralidade e debate sem chantagem histórica.

Honrar o 25 de Abril é garantir que a liberdade ali conquistada continue a permitir crítica e renovação.

Reconciliar a memória com a verdade é libertar a democracia do uso defensivo do passado e devolvê-la ao futuro.

9. Epílogo – Quando um povo começa a reconhecer a sua própria voz

Portugal é conservador nos costumes, católico na sensibilidade moral e trabalhador na relação com a vida.

Esses traços não desapareceram; foram relegados ao espaço privado. Criou-se um fosso entre o país real e o país governado.

É nesse vazio que o Chega e André Ventura passam a ressoar. Não por nostalgia autoritária, mas por cansaço de uma política que fala sobre o povo sem falar com o povo.

O apoio que recebem não nasce da rejeição da democracia, mas da percepção de que ela foi capturada por um consenso que já não reflete a vida comum.

Governar não é educar moralmente a sociedade; é responder a ela. Um país só se sustenta quando há coerência entre quem governa e quem é governado.

10. Pós-escrito – Um retrato fiel do país real

Nas eleições presidenciais portuguesas no Consulado de Portugal em Manaus, 633 eleitores compareceram às urnas entre 2.443 inscritos, numa votação não obrigatória fora do continente. O índice revela pertencimento e consciência cívica.

O resultado foi possível graças ao trabalho sério do Consulado Honorário de Portugal em Manaus, sob a condução do Cônsul Honorário Humberto Figueiredo, com destaque às funcionárias Conceição e Isabelle. Quando o Estado funciona bem, ele convida, não impõe.

Longe do ruído midiático, o voto em Manaus confirmou o que este ensaio sustenta: quando livre de intimidação simbólica, o povo português revela uma inclinação conservadora, ordeira e coerente com seus valores históricos.

O que falta não é identidade. Falta, muitas vezes, coragem para reconhecê-la politicamente.

(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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UTIs do Barão de Lucena têm 20 leitos requalificados

19/01/2026

A governadora Raquel Lyra entregou, hoje. segunda-feira (19/01), a requalificação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatais 1 e 2 do Hospital Barão de Lucena (HBL), no Recife.



O espaço

O espaço, que conta com 20 leitos, recebeu investimento de R$ 9,2 milhões do contrato de manutenção do Governo de Pernambuco e fortalece a assistência aos recém-nascidos em situação de risco em uma das principais maternidades públicas do Estado, que completou 68 anos de atividade.

Voltadas

As unidades são voltadas ao atendimento de recém-nascidos prematuros, com baixo peso ao nascer ou que necessitam de monitoramento intensivo.


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A governadora Raquel Lyra entregou, hoje. segunda-feira (19/01), a requalificação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatais 1 e 2 do Hospital Barão de Lucena (HBL), no Recife.



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O espaço

O espaço, que conta com 20 leitos, recebeu investimento de R$ 9,2 milhões do contrato de manutenção do Governo de Pernambuco e fortalece a assistência aos recém-nascidos em situação de risco em uma das principais maternidades públicas do Estado, que completou 68 anos de atividade.

Voltadas

As unidades são voltadas ao atendimento de recém-nascidos prematuros, com baixo peso ao nascer ou que necessitam de monitoramento intensivo.


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Prefeitos e lideranças de Araçagi e Lagoa de Dentro, reafirmam apoio à reeleição de Veneziano

19/01/2026

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), recebeu novos apoios ao seu projeto de reeleição. Veneziano participou, na noite de ontem, domingo (18/01), da Festa de São Sebastião em Araçagi e Lagoa de Dentro.

Recebido

Ele foi recebido pelos prefeitos dos dois municípios, além de prefeitos, vereadores e lideranças de outras cidades da região, que reafirmaram apoio à sua reeleição ao Senado.

A prefeita

Em Araçagi Veneziano foi recebido pela prefeita Josilda Macena e seu esposo Val Leite; pelo vice-Prefeito Eduardo Casquinha, vereadores e lideranças locais e de cidades da região; e em Lagoa de Dentro, pelo prefeito Camaf Douglas e por Leomar Maia, prefeito de Belém de Brejo do Cruz, no sertão do estado, além de lideranças locais.

“Nós estamos numa região em que a nossa jornada se sente muito confortável, no sentido dos apoios que estão sendo registrados e reservados. É importantíssimo poder contar...

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O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), recebeu novos apoios ao seu projeto de reeleição. Veneziano participou, na noite de ontem, domingo (18/01), da Festa de São Sebastião em Araçagi e Lagoa de Dentro.

Recebido

Ele foi recebido pelos prefeitos dos dois municípios, além de prefeitos, vereadores e lideranças de outras cidades da região, que reafirmaram apoio à sua reeleição ao Senado.

A prefeita

Em Araçagi Veneziano foi recebido pela prefeita Josilda Macena e seu esposo Val Leite; pelo vice-Prefeito Eduardo Casquinha, vereadores e lideranças locais e de cidades da região; e em Lagoa de Dentro, pelo prefeito Camaf Douglas e por Leomar Maia, prefeito de Belém de Brejo do Cruz, no sertão do estado, além de lideranças locais.

“Nós estamos numa região em que a nossa jornada se sente muito confortável, no sentido dos apoios que estão sendo registrados e reservados. É importantíssimo poder contar com Josilda, em Araçagi; com Batista, em Itapororoca; com Camaf, em Lagoa de Dentro, nossa Léa, em Guarabira; Marcelo, em Pilõezinhos; Myllena, em Duas Estradas, São companheiros e companheiras que, de forma muito espontânea e confiável, tem nos reservado esse apoio, que é fundamental, num processo que é duro, de grande disputa, mas que falará, acima de tudo, à vontade de um público que reconhecerá o trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo desses últimos sete anos à frente do mandato no Senado Federal”, afirmou Veneziano

Apoios

De acordo com o Senador, os apoios que ele vem recebendo à sua pré-candidatura à reeleição representam muito na caminhada.

“Na política a gente vê algumas situações não desejáveis, mas também vivenciamos situações que nos são muito caras. São relações que se dão, cultivando amizades e constituindo laços que sejam feitos de maneira duradoura, não apenas uma relação político-partidária, mas uma relação pessoal de quem se gosta e de quem se confia”, disse.

Vários apoios

Com um mandato voltado para os anseios dos paraibanos, Veneziano tem recebido apoios significativos em todas as regiões do Estado. Muitas lideranças políticas, tem agradecido aos recursos conquistados pelo senador e manifestado o apoio a sua reeleição.




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Antônio Campos protocola quatro pedidos de Impeachment contra Mirella

19/01/2026

A iniciativa aconteceu hoje, segunda-feira, 19/01, forma digital e física, no gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Olinda. São quatro pedidos de impeachment e um pedido de informação.

Fundamento

Os pedidos de impeachment têm como fundamento os seguintes fatos:
1. Falta de resposta a pedidos de informações formalmente apresentados por vereadores da Câmara Municipal, que constitui crime de responsabilidade;
2. Pagamento seletivo de fornecedores, com quebra da ordem cronológica de empenhos, que constitui crime de responsabilidade;
3. Prestação de contas fictícia do Carnaval de 2025, caracterizando falsidade documental e ideológica, com inadimplência estimada em cerca de 65% dos fornecedores, que constitui crime de responsabilidade;
4. Coleta de lixo irregular, transformando Olinda em um verdadeiro lixão, com falta de transparência no contrato de coleta, em seus aditivos e outras irregularidades relacionadas ao ser...

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A iniciativa aconteceu hoje, segunda-feira, 19/01, forma digital e física, no gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Olinda. São quatro pedidos de impeachment e um pedido de informação.

Fundamento

Os pedidos de impeachment têm como fundamento os seguintes fatos:
1. Falta de resposta a pedidos de informações formalmente apresentados por vereadores da Câmara Municipal, que constitui crime de responsabilidade;
2. Pagamento seletivo de fornecedores, com quebra da ordem cronológica de empenhos, que constitui crime de responsabilidade;
3. Prestação de contas fictícia do Carnaval de 2025, caracterizando falsidade documental e ideológica, com inadimplência estimada em cerca de 65% dos fornecedores, que constitui crime de responsabilidade;
4. Coleta de lixo irregular, transformando Olinda em um verdadeiro lixão, com falta de transparência no contrato de coleta, em seus aditivos e outras irregularidades relacionadas ao serviço, que constitui crime de responsabilidade.


Além disso

Foi protocolado pedido de informação para que a Câmara Municipal forneça, de forma circunstanciada, a relação dos pedidos de informações não respondidos, indicando a autoria, a data do requerimento e o respectivo protocolo no livro da Câmara.
Os fatos narrados configuram crimes de responsabilidade, nos termos do art. 4º do Decreto-Lei nº 201/1967.
O denunciante requereu, ainda, o afastamento cautelar da denunciada e vice, a ser deliberado pela Câmara Municipal, até a completa apuração dos fatos.

E os vereadores

Vão ter que se manifestar. Ou engavetar os pedidos e se tornam cúmplices dos supostos descalabros ou apuram devidamente, julgam e salvam a cidade do caos absoluto em que se encontra mergulhada.
“Fiz o meu dever. Agora, cabe à Câmara Municipal de Olinda cumprir o seu dever legal”, afirmou o advogado Antônio Campos.


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