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É Findi – Cultura e Lazer - O pesquisador Carlos Bezerra Cavalcanti, sócio benemérito do IAHGP, em suas andanças pelo Recife fala hoje da rica história do bairro de Afogados, na zona oeste da Capital – Segunda Parte

20/06/2024

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Continuando as considerações sobre o Bairro de Afogados, lembro que ao lado da ponte rodoviária existiu a ponte ferroviária, por onde passavam os trens da Linha Férrea Central, essa ponte era chamada de Ponte Phoenix.

Por falar em ponte, em Afogados existe outra muito mais famosa chamada de MOTOCOLOMBÓ, ligando Afogados ao Bairro da Imbiribeira. Ali tinha uma antiga passagem dos tocos. O nome dessa ponte, segundo informações verbais e a criatividade popular, se deve ao fato de se vender no local mocotó e lombo, modificado depois para MOTOCOLOMBÓ.
No entanto, por volta de 1696, essa ponte, é bom frisar, já era chamada de “Botô Colombo”, nome da pessoa que construiu a ponte, ainda em madeira, contratado em 6 de agosto de 1696 que só veio a ser concretada em 1921, e alargada em 1968, pelo Prefeito Augusto Lucena.

A Igreja de N. S. da Paz tem em sua frente um aprazível Largo que representa a área mais concorrida do Bairro, nela, ou próximo a ela,...

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Continuando as considerações sobre o Bairro de Afogados, lembro que ao lado da ponte rodoviária existiu a ponte ferroviária, por onde passavam os trens da Linha Férrea Central, essa ponte era chamada de Ponte Phoenix.

Por falar em ponte, em Afogados existe outra muito mais famosa chamada de MOTOCOLOMBÓ, ligando Afogados ao Bairro da Imbiribeira. Ali tinha uma antiga passagem dos tocos. O nome dessa ponte, segundo informações verbais e a criatividade popular, se deve ao fato de se vender no local mocotó e lombo, modificado depois para MOTOCOLOMBÓ.
No entanto, por volta de 1696, essa ponte, é bom frisar, já era chamada de “Botô Colombo”, nome da pessoa que construiu a ponte, ainda em madeira, contratado em 6 de agosto de 1696 que só veio a ser concretada em 1921, e alargada em 1968, pelo Prefeito Augusto Lucena.

A Igreja de N. S. da Paz tem em sua frente um aprazível Largo que representa a área mais concorrida do Bairro, nela, ou próximo a ela, até a década de 60, podíamos assistir as sessões dos cinemas Eldorado, Central, Capricho, São Jorge e Pathé, sem contar com o extinto cinema do Padre Lira que funcionou entre 1927 e 1930, onde se situa hoje a casa paroquial da Matriz de Afogados.

O famoso “Bola Sete”, com cerca de dez mesas de sinuca e uma de bilhar, é ainda hoje, uma presença concreta observando o movimento comercial e diversional da área que atraia pessoas de outros bairros, e que contava, ainda, com alguns clubes sociais e esportivos: O Motocolombó Esporte Clube, o Atlético Clube de Amadores, o Yolanda Futebol Clube, da Fábrica Yolanda e a famosa gafieira “Pedra no Sapato”.

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Duas localidades desse Bairro já foram famosas, em tempos passados:

O Ypiranga
A Estação Férrea do Ypiranga, da Linha Central, surgiu em 1935, através da “Great Western” onde, posteriormente, Agamenon Magalhães mandou construir a Vila do Ypiranga, surgindo assim, o time de futebol “Great Western” conhecido como Ferroviário ou Tricolor (verde, grená e branco) do Ypiranga.
Conforme Pereira da Costa, em ‘Arredores do Recife’, na pag. 123, “Piranga era um lugarejo encravado na Povoação dos Afogados, e situado após o pontilhão da Linha de Ferro Central, à esquerda da Estrada dos Remédios, a povoação espalhava-se pela Praça da Paz, muito próximo à situação em que se via o antigo Forte, à margem direita do rio, junto a ponte, até onde chegavam as terras da propriedade de Sebastião de Carvalho”.

Vila dos Remédios

A Vila dos Remédios só veio a ser ocupada em 1943, já a Estrada dos Remédios (Pereira da Costa IBIDEM pag. 125) “Foi construída em 1857. Nela, antigamente, havia, de certa altura por diante, um caminho estreito, sem regular alinhamento e de difícil trânsito, porquanto só dava passagem com a maré vazia, quando secavam os alagadiços e isto mesmo com algumas dificuldades. A sua extensão é de 2.423 metros tem três pontes, sendo uma de ferro com lastro de madeira e três bombas (bueiros). Essa estrada liga dois importantes centros de população, Madalena e Afogados...”
A denominação de Remédios, dada a Estrada, vem da primitiva Capela sob a invocação de N. S. dos Remédios, que existia na localidade. Foi justamente nessa Estrada que funcionou a famosa:

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Fábrica de Discos Rozemblit

Precisamente em 11 de junho de 1954, era fundada pelo empresário José Rozemblit estabelecido com a famosa “Casa de Discos Bom Gosto” , na Rua da Aurora, ao lado da Sorveteria Gemba, a primeira fábrica de discos e gravadora fora do eixo Rio-São Paulo, suas instalações foram os amplos galpões às margens da Estrada dos Remédios, em Afogados e chegou a dominar 22% do mercado fonográfico nacional.

Segundo o grande entusiasta da música e do “folk-lore” pernambucano Renato Phaelante: “Em 1953, Rosemblit convidou o Maestro Nelson Ferreira, pedindo-lhe para selecionar dois frevos dos melhores naipes de compositores locais, para gravá-los e assim, tornaram-se destaque do carnaval do ano seguinte quando foram gravadas as composições “Come e Dorme” (Hino do Náutico) frevo de rua do próprio Nelson Ferreira e o frevo-canção Boneca, do maestro José Menezes e do jornalista Aldemar Paiva. Este último na voz de Claudionor Germano” foi pioneira na fabricação de discos, pela “Etiqueta Mocambo”, dedicava-se aos gêneros tradicionais como samba-enredo, ciranda, maracatus e, principalmente, FREVO como vimos, e aos nossos compositores, intérpretes e arranjadores, além de Nelson e José Menezes como: Capiba, Irmãos Valença, Duda e Claudionor Germano, entre outros e até cantores nacionais, entre eles, Nora Ney e Jorge Goulart que gravou a “ Cabeleira do Zezé”, sucesso do carnaval de 1964. Embora de origem russa, Rozemblit (rosa de sangue), nasceu no Recife e aqui foi o grande empreendedor cultural, sempre acreditando na música pernambucana e com toda a força e a pujança, a ele, tão peculiares, resistiu, até onde pode (1983), à cheia de 1975 e à invasão das águas da enchente.

Clube Sargento Wolf

Uma das mais importantes entidades recreativas de nossos bairros é o simpático Clube Sargento Wolff, com desempenho marcante na vida social do Recife, uma vez que congrega, em seu quadro social, Subtenentes e Sargentos, da Ativa e da Reserva do Exército, lotados no Grande Recife.
O nome dessa Instituição é uma justa homenagem ao Sargento Max Wolff Filho, paranaense da Força Expedicionária Brasileira, nascido em 29 de julho de 1911 e morto em Montese, na Itália, em 14 de fevereiro de 1945. O Clube dispõe de sede própria, localizada desde 1957 no Bairro dos Afogados, ocupando um quarteirão circundado pelas Ruas Sargento Wolff, Cel. Alfredo Duarte, Joinville e Pistóia.
Segundo Carlos Eduardo Carvalho, o primeiro ônibus a circular em Afogados foi uma “sopa”, da Empresa Arnaud Nogueira, comerciante de Goiana. “O transporte público possuía bagageiro em cima do teto, com escada externa, sendo dotado de porta de veio manual, apresentando cabine retraída e pneu de suporte fixado na lataria externa”

Atlético Clube de Amadores

Uma das mais tradicionais entidades sociais do bairro de Afogados, é o Atlético Clube de Amadores, localizado na Estrada dos Remédios. Era nesse Clube que no domingo de Carnaval acontecia o concorrido “Baile dos Casados”, que depois funcionou como Manhã de Sol. Nessa festa a cobertura jornalística não era bem vinda, fotos, então, nem pensar...o motivo?...Precisa explicar? ...

Leia outras informações

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PERNAMBUCANO JOSÉ DELANO PRONTO PARA ESTREAR NO UFC NESTE SÁBADO

03/04/2026

O prospecto José Delano, de 29 anos, bateu o peso de 66kg hoje e está totalmente preparado para entrar em combate amanhã no UFC Fight Night: Moicano vs. Duncan, transmitido pelo streaming da Paramount a partir das 18:00 no Brasil.

O COMEÇO

Delano inicou sua carreira com objetivo de perder peso, pegou gosto pelo esporte de combate e começou a lutar MMA em 2014, no Estadl de Pernambuco. Com 16 vitórias e 3 derrotas na carreira, vem de grandes eventos como o brasileiro Shooto e o americano LFA. Treina a alguns anos no Rio de Janeiro sob orientação do ex-campeão do UFC Murilo Bustamente, na Brazilian Top Team.

O ADVERSÁRIO

O polonês Robert Ruchala , de 27 anos tem 11 vitórias de 2 derrotas e construiu sua carreira no grande evento KSW. Estreou no UFC em 2025 com derrota por pontos e está na pressão de mostrar resultado na organização americana.

PERNAMBUCANA TAMBÉM LUTA NO CARD

A judoca Dione Barbosa,...

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O prospecto José Delano, de 29 anos, bateu o peso de 66kg hoje e está totalmente preparado para entrar em combate amanhã no UFC Fight Night: Moicano vs. Duncan, transmitido pelo streaming da Paramount a partir das 18:00 no Brasil.

O COMEÇO

Delano inicou sua carreira com objetivo de perder peso, pegou gosto pelo esporte de combate e começou a lutar MMA em 2014, no Estadl de Pernambuco. Com 16 vitórias e 3 derrotas na carreira, vem de grandes eventos como o brasileiro Shooto e o americano LFA. Treina a alguns anos no Rio de Janeiro sob orientação do ex-campeão do UFC Murilo Bustamente, na Brazilian Top Team.

O ADVERSÁRIO

O polonês Robert Ruchala , de 27 anos tem 11 vitórias de 2 derrotas e construiu sua carreira no grande evento KSW. Estreou no UFC em 2025 com derrota por pontos e está na pressão de mostrar resultado na organização americana.

PERNAMBUCANA TAMBÉM LUTA NO CARD

A judoca Dione Barbosa, radicada nos EUA, fará a segunda luta do evento contra a brasileira Melissa Gatto, 29 anos, com cartel de 9 vitórias, 2 derrotas e 2 empates.

TRANSMISSÃO

O evento será transmitido no Brasil pelo aplicativo da Paramout a partir das 18:00.




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É Findi - Recordes do País de Caruaru - Artigo, por Valéria Barbalho*

03/04/2026

Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de mol...

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Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



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Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de moleque (15 metros), maior bolo de milho (250kg), maior bolo de macaxeira (160kg), maior cozido de espigas de milho (2.200 unidades), maior quentão (300 litros), maior chocolate quente (450 litros de leite e 100 quilos de chocolate), maior pipoca (12.300 saquinhos), maior festival de tareco e mariola (100kg de biscoito e 2.000 docinhos), maior arroz doce (360kg) e a maior tapioca doce (100kg). Fora essas calorias, temos a maior fogueira do Nordeste (madeira de reflorestamento) e as maiores “drilhas” (grupos de danças juninas modernas), que, juntas, somam 20 mil componentes.

Em 2011, durante o Festival de Fogueteiros, os participantes, mostrando seus trabalhos, pipocaram, durante duas horas, a maior girândola do mundo. No dia 24 de junho, a maior concentração de bacamarteiros do mundo desfila pela cidade. Cerca de 700 homens, vestidos a caráter, portando seus bacamartes, festejam o seu dia. Dispomos, ainda, do maior número de bandas de pífanos, sendo, atualmente, a de maior evidência a do Mestre João do Pife, que já se apresentou em mais de 30 países.



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Todos esses recordes, junto com a multidão que lota nosso mega pátio de forró Luiz Gonzaga, fazem o maior São João do mundo. Além desses inusitados e divertidos recordes, lembrei de outros não juninos: a maior feira ao ar livre do mundo, a Feira de Caruaru, patrimônio imaterial do Brasil, famosa também pela música do compositor caruaruense Onildo Almeida, gravada pelo Rei do Baião. Somos a cidade do interior mais cantada do país, segundo pesquisa feita, em 2010, pelo Dr. Emanuel Leite, que identificou 1.020 músicas que citam Caruaru em suas letras. O Alto do Moura, lugar de Vitalino, o Mestre do Barro, é considerado o mais importante centro de arte figurativa do Brasil. Temos o jornal mais antigo do interior do Brasil, que circula, sem interrupção, desde 1º de maio de 1932: Vanguarda, fundado pelo jornalista caruaruense José Carlos Florêncio.



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Sem bairrismos, mas lembrando dos inúmeros filhos talentosos da Capital do Forró, conhecidos nacional e internacionalmente, acho que, como cidade do interior, também somos recorde. Mas, isso é assunto para outro artigo. Vixe! Em se tratando de bater recordes, o País de Caruaru parece até uma Olimpíada. Inté!


*Valéria Barbalho é filha do escritor e historiador Nelson Barbalho. É médica pediatra, cronista.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Viva O Meu País - Crônica, por AJ Fontes*

03/04/2026

Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pint...

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Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pintura que representa o meu Estado e foi a bandeira cravada no chão de uma nação.

Trouxemos o sentimento de pátria para todos, responsáveis pela formação desse povo: originários e europeus, africanos, asiáticos chegados nesse canto do novo mundo, nas mais distintas condições. Construímos uma gente nova, diferente, capaz de inventar palavras, habitações, comidas, músicas, danças e sentimentos. Há quem chame de brasilidade.

Somos brasileiros de várias estaturas, cores e sotaques. Amamos, sentimos e arengamos, cada qual com seu jeito. Somos pernambucanos: brancos, galegos, negros ou de olhos puxados, mas inseridos em nossa pátria e dispomos, aos irmãos, nossos altos coqueiros para defesa que se faça necessária ou para, tomando as palavras de um baiano famoso, o refrigério de nossas praias.

Isso tudo é nada, apenas alguns ditos de um sujeito do povo mais bairrista em linha reta do mundo.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Chuvas no Sertão! - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*

03/04/2026

Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



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A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



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Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



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A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Florescer - Poema, por Maria Inês Machado*

03/04/2026

A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.

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A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.


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É Findi - Ocaso - Crônica em Prosa Poética - Por, Ana Pottes*

03/04/2026

Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas segu...

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Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas seguem amainando: sombras despertam, se espreguiçam, resmungam em outros passos; aromas e essências envolventes emanam das janelas das casas. O belo e o encantado ocupam espaços comuns em lusco-fusco.

Um segue se esvaindo e o outro renasce em brilhos suaves, iluminando o ocaso.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


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É Findi – Casamento Matuto – Contículo, por Xico Bizerra*

03/04/2026

O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padr...

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O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



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O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento. Francisquim arretou-se, levantou a venta, e de dedo em riste dentro do bucho da buchuda, cutucou o umbigo de Ceiça, a mãe menininha do Crato, e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: 'tem não, seu Pade, e se avexe, acabe logo esse babado' que eu ‘tô querendo descansar um tiquim'. Descansou por mais quatro meses, e, sonolento e preguiçoso, desembuchou. Faz quase 20 anos e hoje está aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota serena e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E até hoje Bigodim e Ceiça são felizes que só a mulesta! Seu Bené, bisavô igual nunca se viu!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Lolita - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*

03/04/2026

Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, tem...

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Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, temos as seguintes informações:

Veio ainda adolescente para o Recife, onde passou a trabalhar como servente e cozinheiro. Por sua irreverência, e dotes, passou a participar de alguns programas de calouro na Rádio local, porém, adquiriu sua verdadeira popularidade quando caiu nas graças da estudantada.



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Homossexual assumido, era a estrela das meretrizes

Viveu vários anos cantando e dando pequenos shows pelas ruas do Recife, aglomerando curiosos e fãs, motivo normalmente da presença de truculentos policiais que subiam as escadas das pensões que funcionavam, geralmente, nos andares superiores aos bares, chamados para contê-lo.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


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É Findi - Fui Condenado a Comprar um Terno - Crônica - Por, Romero Falcão*

03/04/2026

Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa —...

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Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



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Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa — como se fôssemos alguma coisa importante. “Uma gravata bem atada é o primeiro passo sério na vida”, disse Oscar Wilde.

High Society

Fui condenado a comprar um terno e entrar numa igreja para um casamento de família high society. Não posso recusar a solene encomenda. A noiva, grande amiga, contou-me a história dos pombinhos — como se conheceram, os altos e baixos do relacionamento e, por fim, as alturas, decidiram voar juntos, felizes.



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Sem Paletó

Daí me pediu que colocasse no papel uma síntese com doses de lirismo, romantismo e pitadas de irreverência — é aí que mora o perigo. Que Deus me ajude na empreitada e, um dia, me receba sem paletó.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Colheita de Esperança - Por, Poeta Pica-Pau*

03/04/2026

Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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