imagem noticia

Internacional - Lula defende formação de bloco forte na América Latina

10/07/2024

imagem noticia
Em sua primeira visita à Bolívia desde que assumiu o terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a formação de um bloco forte na América Latina. Para o presidente brasileiro, “não existe saída individual na América do Sul”.


Um dia depois

Lula visitou a Bolívia um dia depois do país vizinho formalizar o ingresso como membro pleno do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Lula esteve reunido com o presidente Luís Arce e sua equipe de ministros na cidade de Santa Cruz de La Sierra, principal centro econômico e financeiro boliviano.

Reunião

Ao final da reunião bilateral, os dois líderes fizeram uma declaração à imprensa. Lula disse que o encontro é a inauguração de uma "nova era" na relação Brasil-Bolívia e destacou a necessidade incontornável de integração regional entre os países do continente sul-americano.

"Não existe saída individual para nenhum país na América do...

imagem noticia
Em sua primeira visita à Bolívia desde que assumiu o terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a formação de um bloco forte na América Latina. Para o presidente brasileiro, “não existe saída individual na América do Sul”.


Um dia depois

Lula visitou a Bolívia um dia depois do país vizinho formalizar o ingresso como membro pleno do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Lula esteve reunido com o presidente Luís Arce e sua equipe de ministros na cidade de Santa Cruz de La Sierra, principal centro econômico e financeiro boliviano.

Reunião

Ao final da reunião bilateral, os dois líderes fizeram uma declaração à imprensa. Lula disse que o encontro é a inauguração de uma "nova era" na relação Brasil-Bolívia e destacou a necessidade incontornável de integração regional entre os países do continente sul-americano.

"Não existe saída individual para nenhum país na América do Sul. Ou nós nos juntamos, formamos um bloco, tomamos decisões conjuntas e executamos as decisões, ou vamos continuar mais um século sendo países em vias de desenvolvimento", afirmou Lula. O presidente também listou uma série de acordos assinados, incluindo os de acesso à saúde e combate ao crime organizado.

Primeira vez

Esta é a primeira vez que Lula visita o país vizinho em seu terceiro mandato. Já o presidente da Bolívia esteve no Brasil quatro vezes ao longo do último ano. Lula também citou os projetos de instalação de uma fábrica de fertilizantes na fronteira seca entre os dois países, entre Corumbá, Mato Grosso do Sul, e Porto Quijaro, e a construção de uma ponte binacional sobre o Rio Mamoré, entre Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, na Bolívia.

O tema

Sobre o tema da integração, Luís Arce afirmou que é preciso avançar nas conexões rodoviárias e ferroviárias entre os países, para encurtar as distâncias entre as saídas para os oceanos Pacífico e Atlântico.

Leia outras informações

imagem noticia

Trump: caso ataque navios dos EUA, Irã será "varrido" da face da Terra

04/05/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã e disse que o país "será varrido da face da Terra" caso ataque navios dos EUA que estão escoltando outras embarcações pelo Estreito de Ormuz. A declaração foi dada em entrevista à emissora de TV americana Fox News, hoje, segunda-feira, 04/05. A declaração foi divulgada na rede social X pelo repórter Trey Yingst, que afirmou que conversou por 20 minutos com o presidente republicano.



"Projeto Liberdade"

Nesta segunda, os EUA iniciaram uma operação nomeada de "Projeto Liberdade" para escoltar embarcações que estão presas no Golfo Pérsico para fora da área de Ormuz. Trump diz que Irã atacou embarcação sul-coreana e que EUA atacaram navios iranianos. Também nesta segunda-feira, Trump publicou na Truth Social que o Irã atacou embarcações de países “não relacionados” à operação militar liderada pelos EUA no estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro sul-coreano. “Talvez...

imagem noticia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças ao Irã e disse que o país "será varrido da face da Terra" caso ataque navios dos EUA que estão escoltando outras embarcações pelo Estreito de Ormuz. A declaração foi dada em entrevista à emissora de TV americana Fox News, hoje, segunda-feira, 04/05. A declaração foi divulgada na rede social X pelo repórter Trey Yingst, que afirmou que conversou por 20 minutos com o presidente republicano.



imagem 2




"Projeto Liberdade"

Nesta segunda, os EUA iniciaram uma operação nomeada de "Projeto Liberdade" para escoltar embarcações que estão presas no Golfo Pérsico para fora da área de Ormuz. Trump diz que Irã atacou embarcação sul-coreana e que EUA atacaram navios iranianos. Também nesta segunda-feira, Trump publicou na Truth Social que o Irã atacou embarcações de países “não relacionados” à operação militar liderada pelos EUA no estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro sul-coreano. “Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão”, escreveu Trump ao comentar o episódio. Segundo o presidente, além do navio sul-coreano, não houve danos a outras embarcações que atravessaram o estreito até o momento. O presidente dos EUA também afirmou hoje, 04/05, que forças americanas derrubaram 7 pequenas embarcações iranianas, descritas por ele como barcos “rápidos”. O Irã negou a informação, segundo a TV estatal. (Com G1)




imagem noticia

Renegociação de Dívidas: tem como público-alvo pessoas com salário de até R$ 8.105

04/05/2026

Hoje, dia 04/05, segunda-feira, foi lançado o programa de renegociações de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola Brasil, que tem como público-alvo pessoas que ganham até 5 salários mínimos, ou seja, R$ 8.105. Serão renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, CDC. Para entrarem no programa, as pessoas devem procurar os canais oficiais dos bancos.



Dividido em 4 categorias

O programa foi dividido em 4 categorias voltadas para: famílias, Fies, empresas, e agricultores rurais. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o "Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos vai ter acesso franqueado, seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro.

Uso do FGTS

O programa também...

imagem noticia

Hoje, dia 04/05, segunda-feira, foi lançado o programa de renegociações de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola Brasil, que tem como público-alvo pessoas que ganham até 5 salários mínimos, ou seja, R$ 8.105. Serão renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, CDC. Para entrarem no programa, as pessoas devem procurar os canais oficiais dos bancos.



imagem 2




Dividido em 4 categorias

O programa foi dividido em 4 categorias voltadas para: famílias, Fies, empresas, e agricultores rurais. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o "Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos vai ter acesso franqueado, seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco", afirmou o ministro.

Uso do FGTS

O programa também prevê a liberação de recursos do FGTS para que trabalhadores possam quitar suas dívidas. Será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos. A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores.



imagem 3




Antecipou a semana passada o presidente

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil, Fies, adiantou, na última semana, o presidente Lula. O pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população foi anunciado anteriormente. Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto. O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. O governo também fará um novo aporte de até R$ 5 bilhões.

Bets bloqueadas

Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online. "Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente.

Programa também prevê que os bancos perdoem dívidas de até R$ 100.

No fim de 2024, segundo o Banco Central, BC, 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.




imagem noticia

Trump chama Lula para conversar na próxima quinta-feira

04/05/2026

O assunto parecia ter esfriado. Eis que de repente, nao mais que de repente, de hoje, segunda-feira, 04/05, pela manhã, para hoje mesmo neste início de tarde, o encontro Trump Lula foi milagrosamente ressuscitado. Os contextos que vão junto: o principal, o agravamento da crise no Irã. Hoje, o país dos Aiatolás anunciou ter bombardeado um navio americano que se atreveu a fazer escolta de cargueiro no estreito de Hormuz. Trump ladra muito mas parece pouco disposto a morder. Está cada dia mais encalacrado no Irã.

Lula

Subiu o tom contra Trump, semana passada, pela Europa. Bateu pesado. Em se tratando de Trump, não sabemos o que ele achou. A primeira leitura, em momento de acentuada perda de popularidade, é de que não quer Lula insultando ele em tom que nem os inimigos adotam ao redor do planeta.

Para Lula

Em tese, se oferece uma oportunidade de ouro de posar de super-heroi que não tem medo de Trump e fala grosso...

imagem noticia

O assunto parecia ter esfriado. Eis que de repente, nao mais que de repente, de hoje, segunda-feira, 04/05, pela manhã, para hoje mesmo neste início de tarde, o encontro Trump Lula foi milagrosamente ressuscitado. Os contextos que vão junto: o principal, o agravamento da crise no Irã. Hoje, o país dos Aiatolás anunciou ter bombardeado um navio americano que se atreveu a fazer escolta de cargueiro no estreito de Hormuz. Trump ladra muito mas parece pouco disposto a morder. Está cada dia mais encalacrado no Irã.

Lula

Subiu o tom contra Trump, semana passada, pela Europa. Bateu pesado. Em se tratando de Trump, não sabemos o que ele achou. A primeira leitura, em momento de acentuada perda de popularidade, é de que não quer Lula insultando ele em tom que nem os inimigos adotam ao redor do planeta.

Para Lula

Em tese, se oferece uma oportunidade de ouro de posar de super-heroi que não tem medo de Trump e fala grosso com o metido a dono do mundo. Depois de sofrer duas derrotas políticas avassaladoras semana passada, ganha de bandeja a chance de dar a volta por cima logo em cima de Trump, o que lhe rendeu bons pontos de popularidade em ocasiões recentes.

(O Poder com Agência Brasil)




imagem noticia

A Loba e a Princesinha do Mar: Show de Shakira - Crônica - Por Romero Falcão*

04/05/2026

Uma amiga diz que não sou deste mundo. Descobri Pose do Rodo semana passada, desconheço as músicas de Shakira, nunca pedi comida por aplicativo e, para completar o alienígena, nunca tapei os ouvidos com fones. É uma vergonha.Ela afirma.



Mas no sábado, entre o cochilo e a tela grande, assisti ao show da colombiana. Rio de Janeiro: um mar paralelo de gente. A “Princesinha do Mar”- Copacabana- de Braguinha e Alberto Ribeiro, recebia a Loba.

Antes de subir ao palco, aprendi que Shakira significa “aquela que é grata”, palavra de origem árabe. Enquanto a guerra insiste nas terras de Alá, ali, na areia de Iemanjá, milhões se reuniam sob a lua de São Jorge. Sob os astros da paz.



Antes da cantora, vieram os drones: no céu escuro, uma loba se formava em luz. Os olhos acesos disputavam brilho com a lua.

Deitado no sofá, bêbado de sono, vi Shakira surgir. Num piscar, o figurino desaparecia. Trocava de roupa...

imagem noticia

Uma amiga diz que não sou deste mundo. Descobri Pose do Rodo semana passada, desconheço as músicas de Shakira, nunca pedi comida por aplicativo e, para completar o alienígena, nunca tapei os ouvidos com fones. É uma vergonha.Ela afirma.



imagem 2




Mas no sábado, entre o cochilo e a tela grande, assisti ao show da colombiana. Rio de Janeiro: um mar paralelo de gente. A “Princesinha do Mar”- Copacabana- de Braguinha e Alberto Ribeiro, recebia a Loba.

Antes de subir ao palco, aprendi que Shakira significa “aquela que é grata”, palavra de origem árabe. Enquanto a guerra insiste nas terras de Alá, ali, na areia de Iemanjá, milhões se reuniam sob a lua de São Jorge. Sob os astros da paz.



imagem 3




Antes da cantora, vieram os drones: no céu escuro, uma loba se formava em luz. Os olhos acesos disputavam brilho com a lua.

Deitado no sofá, bêbado de sono, vi Shakira surgir. Num piscar, o figurino desaparecia. Trocava de roupa como quem troca de pensamento. No palco, canta, dança, toca e reverencia: “No Brasil há milhões de mulheres que criam sozinhas seus filhos, que saem todos os dias para lutar”.

Nos quadris, história do mundo árabe: dança do ventre, corpo que obedece à música como se fosse voz.

Entre os brasileiros, dividiram o palco com a diva: Anitta, Ivete, Bethânia e Caetano. Fiquei com o baiano. “Leãozinho”. Ela disse: “Sou sua fã”. Cantava para o filho antes de dormir. Eu, quase dormindo, vi Caetano de branco — mais velho, mais bonito.

Adormeci antes do fim.
Acordei com o sol na janela. "O corpo cheio de estrelas.
Sou louco por ti, América".


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.



imagem 4





imagem noticia

Reforma Tributária: Mudanças Legais e Desafios do Setor Fotovoltaico - Por Rosa Freitas*

04/05/2026

1. Introdução

O setor de energia solar fotovoltaica no Brasil passou por profundas transformações regulatórias nos últimos anos. Desde a edição da Resolução Normativa nº 482/2012, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), até a promulgação da Lei nº 14.300/2022, o modelo de geração distribuída foi significativamente alterado, trazendo novos desafios jurídicos, regulatórios e tributários.

Entre as mudanças mais relevantes, destaca-se a introdução da cobrança pelo uso da rede de distribuição (TUSD), especialmente para os consumidores que passaram a utilizar os sistemas de compensação após 5 de janeiro de 2023. Para esses, a cobrança será progressiva até 2030, quando se atingirá a integralidade da tarifa referente ao chamado “Fio B”(baixa tensão, administrado pela concessionária).

2. Marco Regulatório da Geração Distribuída

A Resolução Normativa nº 482/2012 estabeleceu o marco inicial da geração distribuída n...

imagem noticia

1. Introdução

O setor de energia solar fotovoltaica no Brasil passou por profundas transformações regulatórias nos últimos anos. Desde a edição da Resolução Normativa nº 482/2012, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), até a promulgação da Lei nº 14.300/2022, o modelo de geração distribuída foi significativamente alterado, trazendo novos desafios jurídicos, regulatórios e tributários.

Entre as mudanças mais relevantes, destaca-se a introdução da cobrança pelo uso da rede de distribuição (TUSD), especialmente para os consumidores que passaram a utilizar os sistemas de compensação após 5 de janeiro de 2023. Para esses, a cobrança será progressiva até 2030, quando se atingirá a integralidade da tarifa referente ao chamado “Fio B”(baixa tensão, administrado pela concessionária).

2. Marco Regulatório da Geração Distribuída

A Resolução Normativa nº 482/2012 estabeleceu o marco inicial da geração distribuída no Brasil, sendo amplamente favorável à expansão da energia fotovoltaica. Seus principais pilares foram:

Criação da microgeração (até 75 kW); instituição do sistema de compensação de energia elétrica; e possibilidade de acúmulo de créditos por até 60 meses. Porém, a tarifa tem o prazo prescricional de 10 anos.

Esse modelo incentivou fortemente a adoção da energia solar, promovendo redução de custos e expansão da matriz energética limpa.

Posteriormente, a Resolução Normativa nº 687/2015, da Agência Nacional de Energia Elétrica, aprimorou o sistema ao introduzir: ampliação dos limites de potência; criação da geração compartilhada; e implementação do autoconsumo remoto.

3. Alterações Introduzidas pela Lei nº 14.300/2022

A Lei nº 14.300/2022 instituiu o marco legal da geração distribuída, trazendo maior segurança jurídica, mas também novos custos aos usuários do sistema.

Os principais pontos são:

A) Criação de regime de transição;
B) Cobrança gradual pelo uso da rede (TUSD – Fio B); e
C) Diferenciação entre consumidores antigos e novos.

Embora tenha promovido estabilidade regulatória, a norma também elevou os custos operacionais, impactando a atratividade econômica do setor e pressionando os pequenos produtores.

4. Expansão do Setor e Limitações Estruturais

A expansão da energia solar no Brasil ocorre em paralelo a desafios estruturais relevantes, especialmente relacionados à infraestrutura de distribuição. O sistema elétrico, em grande parte, ainda opera com limitações técnicas que dificultam a absorção de maior carga energética. A malha de fios é da década de 80, quando se tinha no máximo uma televisão, um geladeira e um ventilador em casa. Aí os apagões não são eventos aleatórios, mas a parte mais previsível de um sistema que já deveria ser substituído, cuidado e empolado, mas prefere distribuir lucro aos acionistas.

Além disso, há relatos de restrições operacionais, inclusive com redução da transmissão da geração em momentos de excedente energético de fontes eólicas, o que evidencia a necessidade de modernização da rede e troca de cabo que já deveria ter sido feitas em mais de 20 anos de privatização. No mais, a circulação de energia limpa fotovoltaica e eolica invjetada no sistema baixa o valor da energia comercializadas pelas concessionárias. Resumindo: os cabos de transmissão, postes, transformadores etc foram comprados com o dinheiro do povo que hoje paga aluguel a uma multinacional ou conglomerados pelos mesmos equipamentos.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) desempenha papel central na coordenação desse sistema interligado de dimensão continental. Mas agora resolver "restringir" o fluxo de energia da energia limpa das fontes eólicas e solares, apesar da crise hídrica que se mantém em baixa reservatórios e por tal razão cria custos extras aos consumidores como as bandeiras amarelas e vermelhas.

Muitos não sabem, mas cada concessionária compra energia em leilões promovidos pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). O governo precisa vender e os preços tendem a ser maiores se a oferta do mercado livre de energia for menor. Além do uso de energia térmica, que é uma foto suja de produção.

5. Desafios Jurídicos e Tributários: IBS e CBS

Para fins da LC n.° 214/2025 a energia é bem material, conforma art. 3° que regulamenta parte da Emenda Constitucional nº 132/2023, e instituiu-se o novo modelo de tributação sobre o consumo, com a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

Nesse contexto, surgiram importantes desafios para a economia e em especial para o setor fotovoltaico: (a) Incidência tributária sobre a comercialização de energia; (b) a possível equiparação de custos entre energia solar e convencional; e (c) impacto sobre contratos de geração compartilhada e locação de usinas.

A tendência é de redução das vantagens econômicas da geração distribuída, especialmente para modelos baseados em terceiros investidores que ganham.com as concessionárias negociadas em bolsas de valores:
A) Sul/Sudeste: CPFL (Paulista, Piratininga), Enel (SP/RJ), Neoenergia (Elektro), EDP, Cemig, Copel.
B) Nordeste: Equatorial, Neoenergia.
C) Centro-Oeste/Norte/Sudeste: Energisa (diversos estados), Equatorial (Goiás).

6. Impactos da Reforma Tributária no Setor Fotovoltaico

Os principais impactos da reforma incluem:
A). Aumento da carga tributária sobre serviços energéticos;
B) Redefinição de modelos de negócio, especialmente na geração compartilhada;
C) Redução da competitividade de usinas remotas;
D) Crescimento do autoconsumo como alternativa mais viável.

Observa-se, ainda, a expansão do mercado livre de energia para grandes players, enquanto pequenos produtores tendem a enfrentar maiores restrições.

7. Tendências do Setor

As principais tendências identificadas são:
A) Redução do crescimento da geração distribuída tradicional;
E) Consolidação do consumo e autoconsumo remoto como estratégia dominante;
C) Expansão do mercado livre para grandes empresas;
F) Maior complexidade regulatória e tributária.

8. Conclusão

O setor de energia solar fotovoltaica permanece em expansão, porém inserido em um ambiente jurídico e regulatório cada vez mais complexo e negativo. A combinação entre mudanças regulatórias e tributárias tende a reduzir margens e exigir maior planejamento estratégico.

Nesse cenário, a segurança jurídica e a adequada estruturação contratual e tributária passam a ser elementos essenciais para a sustentabilidade dos investimentos no setor. A atuação preventiva, aliada a uma análise integrada entre regulação e tributação, será o principal diferencial competitivo nos próximos anos.

Somente a conta de água e luz de pessoas de baixa renda terão benefícios da CBS na lLC n.° 214.

O Brasil poderia ter uma grande oferta de energia limpa, renovável e barata.. mas não temos por causa do capital improdutivo, como diria Ladislau Dowbor. Pior, pagamos aluguel pelo sistema pago com o investimento do povo. Bem vindo ao bom e velho "capitalismo liberal".

9. REFERÊNCIAS (ABNT)

BRASIL. Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Resolução Normativa nº 482, de 17 de abril de 2012. Estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2012.

BRASIL. Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Resolução Normativa nº 687, de 24 de novembro de 2015. Altera a Resolução Normativa nº 482/2012. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2015.

BRASIL. Lei nº 14.300, de 6 de janeiro de 2022. Institui o marco legal da microgeração e minigeração distribuída. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2022.

BRASIL. Emenda Constitucional nº 132/2023. Reforma do sistema tributário nacional. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2023.

BRASIL. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Estrutura e funcionamento do sistema interligado nacional. Disponível em: https://www.ons.org.br. Acesso em: 2026.

DOWBOR, Ladislau. Capital improdutivo: a nova arquitetura do poder – dominação financeira, sequestro da democracia e destruição do planeta. São Paulo: Autonomia Literária, 2017.



*Profa. Rosa Freitas, é Advogada – Direito Tributário e Direito de Energia - Consultoria Jurídica e Regulatória - @profa.dra.rosafreitas


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 2





imagem noticia

Imagens impressionantes. Avião bate em prédio em Belo Horizonte. Confira.

04/05/2026

Dois mortos confirmados até agora. Outros três passageiros estavam na aeronave de pequeno porte que se chocou hoje, segunda-feira 04/05, contra edifícios residenciais em Belo zhorizonte. Não há noticia de vítimas entre os moradores.

Resumo

Um avião de pequeno porte caiu e atingiu um prédio em Belo Horizonte, na tarde de hoje, matando duas pessoas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Nenhum morador do edifício se feriu.

O que aconteceu

A aeronave bateu contra um prédio no bairro Silveira, a cerca de 6 km do aeroporto da Pampulha. O edifício fica em frente a um supermercado na rua Ilacir Pereira Lima, altura do nº 667. Os bombeiros foram acionados às 12h21.

Mortes

Cinco pessoas estavam no avião no momento da queda, segundo os bombeiros. Até o momento (14h20) foram confirmadas as mortes do piloto e do copiloto, que morreram no local.

(O Poder com notícias da UOL,...

imagem noticia

Dois mortos confirmados até agora. Outros três passageiros estavam na aeronave de pequeno porte que se chocou hoje, segunda-feira 04/05, contra edifícios residenciais em Belo zhorizonte. Não há noticia de vítimas entre os moradores.

Resumo

Um avião de pequeno porte caiu e atingiu um prédio em Belo Horizonte, na tarde de hoje, matando duas pessoas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Nenhum morador do edifício se feriu.

O que aconteceu

A aeronave bateu contra um prédio no bairro Silveira, a cerca de 6 km do aeroporto da Pampulha. O edifício fica em frente a um supermercado na rua Ilacir Pereira Lima, altura do nº 667. Os bombeiros foram acionados às 12h21.

Mortes

Cinco pessoas estavam no avião no momento da queda, segundo os bombeiros. Até o momento (14h20) foram confirmadas as mortes do piloto e do copiloto, que morreram no local.

(O Poder com notícias da UOL, G1 e imagens Globocop).








imagem noticia

O alerta continua. Cuidados a adotar no temporal previsto para o litoral do NE amanhã, terça-feira

04/05/2026

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta laranja para o litoral nordestino, uma faixa que se estende do interior do Ceará até Alagoas, passando pelo litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Alerta laranja

Para esta terça-feira, 05 de maio de 2026, o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém um alerta de perigo para chuvas intensas e acumulados significativos no litoral e outras áreas do Nordeste.O alerta prevê continuidade das instabilidades após os temporais do último fim de semana, com risco elevado em áreas da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Alagoas e até outros Estados menos atingidos.

Cidades e Regiões em Alerta

-Rio Grande do Norte - O alerta atinge Natal e outros 110 municípios do estado.
-Paraíba - O estado segue em alerta, com alto risco em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Mamanguape, Guarabira, Sapé, Rio Tinto, Alhandra, Areia e Bananeiras. A situaçã...

imagem noticia

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta laranja para o litoral nordestino, uma faixa que se estende do interior do Ceará até Alagoas, passando pelo litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Alerta laranja

Para esta terça-feira, 05 de maio de 2026, o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém um alerta de perigo para chuvas intensas e acumulados significativos no litoral e outras áreas do Nordeste.O alerta prevê continuidade das instabilidades após os temporais do último fim de semana, com risco elevado em áreas da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Alagoas e até outros Estados menos atingidos.

Cidades e Regiões em Alerta

-Rio Grande do Norte - O alerta atinge Natal e outros 110 municípios do estado.
-Paraíba - O estado segue em alerta, com alto risco em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux, Conde, Mamanguape, Guarabira, Sapé, Rio Tinto, Alhandra, Areia e Bananeiras. A situação de emergência foi decretada em diversos municípios.
-Pernambuco - O alerta de chuvas persiste, especialmente na Região Metropolitana do Recife, Mata Norte e Zona da Mata. As cidades mais sujeitas a aguaceiros são o Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Iagarassu, São Lourenço da Mata, Moreno, Carpina, Goiana, Palmares, Barreiros e Gravatá.

-Ceará - Cidades no noroeste e sertões cearenses, incluindo a Região Metropolitana de Fortaleza, estão sob alerta de perigo potencial até quarta-feira (06/04).
-Piauí e Maranhão - Áreas do norte do Piauí e leste/norte do Maranhão também possuem previsão de chuvas.

Recomendações de Segurança

As autoridades da Defesa Civil (199) e do Corpo de Bombeiros (193) orientam as pessoas evitar enfrentar o mau tempo. Observar alterações no solo e encostas. Desconectar aparelhos eletrônicos das tomadas. E, em nenhuma hipótese, se abrigar debaixo de árvores.




imagem noticia

A República do Manguezal, por Zé da Flauta

04/05/2026

Em 1817, o Recife não era para amadores, e Afogados era a prova de que a geografia de Pernambuco tem um senso de humor afiado. Enquanto a Coroa mandava tropas com fardas que custavam o PIB de uma província, nossos revolucionários respondiam com a estratégia da lama: sabiam que o melhor jeito de travar um exército arrogante era deixá-lo atolado até os joelhos no visgo do manguezal. É a eterna filosofia do caranguejo: quem vive no lodo aprende que, para andar para frente, às vezes é preciso saber pinçar o calcanhar do opressor com a precisão de um cirurgião de feira.

Visão

Há uma beleza trágica e visceral em imaginar pescadores e artesãos transformando o passo de Afogados em uma muralha de dignidade. Ali, o "progresso" que vinha de Portugal, carregado de impostos e censura, batia de frente com a soberania de quem não tinha nada a perder além das correntes. O drama humano não estava nos mapas dos generais, mas no peito de cada homem que olhava para a p...

imagem noticia

Em 1817, o Recife não era para amadores, e Afogados era a prova de que a geografia de Pernambuco tem um senso de humor afiado. Enquanto a Coroa mandava tropas com fardas que custavam o PIB de uma província, nossos revolucionários respondiam com a estratégia da lama: sabiam que o melhor jeito de travar um exército arrogante era deixá-lo atolado até os joelhos no visgo do manguezal. É a eterna filosofia do caranguejo: quem vive no lodo aprende que, para andar para frente, às vezes é preciso saber pinçar o calcanhar do opressor com a precisão de um cirurgião de feira.

Visão

Há uma beleza trágica e visceral em imaginar pescadores e artesãos transformando o passo de Afogados em uma muralha de dignidade. Ali, o "progresso" que vinha de Portugal, carregado de impostos e censura, batia de frente com a soberania de quem não tinha nada a perder além das correntes. O drama humano não estava nos mapas dos generais, mas no peito de cada homem que olhava para a ponte e via nela o cordão umbilical de uma liberdade que insistia em nascer prematura, regada a sangue e suor de quem entende que o chão onde se pisa é sagrado, mesmo quando ele é feito de barro e água salgada.

Medo

É impossível não sentir um aperto no peito ao pensar que essa voz, tão alta e clara no Largo da Paz, foi silenciada por baionetas que não entendiam a língua da revolta. A história de Pernambuco é um disco de vinil que risca sempre no mesmo ponto: a gente grita, eles tentam calar, mas o eco da resistência fica impregnado nas paredes dos sobrados. Passar a adolescência lutando contra a mordaça, nos ensina que a censura é apenas o medo que o poder tem da verdade que brota do povo; em Afogados, a verdade tinha cheiro de maré e barulho de mosquete.

Rugido

Pois que essa mesma história de luta sangre agora nas urnas, porque Pernambuco não nasceu para ser plateia de tirano. Diante dessa ditadura que assola o país e nos persegue com ameaças, prisões e a volta daquela velha censura que pensávamos ter enterrado, a resposta precisa ser dada com o peso da nossa tradição libertária. Nas próximas eleições, é preciso que o rugido de 1817 ecoe novamente, mostrando que nenhum poder, por mais arrogante que se sinta, é capaz de calar um povo que aprendeu a fazer do mangue sua trincheira e da liberdade sua única religião.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista



imagem 2





imagem noticia

O presidente Dom Helder, por Roberto Vieira

04/05/2026

Há exatos 60 anos, os bastidores de Brasília fervilhavam com uma hipótese que unia fé e política: o lançamento da candidatura de Dom Helder Câmara à Presidência da República pelo MDB. Naquele maio de 1966, o Brasil vivia o endurecimento do regime sob o governo de Castelo Branco, e a oposição buscava um nome capaz de simbolizar a resistência moral e social. Dom Helder, então Arcebispo de Olinda e Recife, era a figura central das lutas pelos direitos humanos e o porta-voz dos desvalidos no Nordeste.

Indireto

Naquela época, a política partidária era campo minado. Enquanto o MDB de Minas Gerais articulava o nome do "Dom da Paz", o diretório nacional enfrentava o dilema da eleição indireta. Caso o pleito fosse direto, estimava-se que o carisma de Helder Câmara poderia aglutinar não apenas a esquerda católica, mas grande parte das massas urbanas e rurais castigadas pela crise econômica. Pelo menos virava manchete como o iê iê iê.

Repress...

imagem noticia

Há exatos 60 anos, os bastidores de Brasília fervilhavam com uma hipótese que unia fé e política: o lançamento da candidatura de Dom Helder Câmara à Presidência da República pelo MDB. Naquele maio de 1966, o Brasil vivia o endurecimento do regime sob o governo de Castelo Branco, e a oposição buscava um nome capaz de simbolizar a resistência moral e social. Dom Helder, então Arcebispo de Olinda e Recife, era a figura central das lutas pelos direitos humanos e o porta-voz dos desvalidos no Nordeste.

Indireto

Naquela época, a política partidária era campo minado. Enquanto o MDB de Minas Gerais articulava o nome do "Dom da Paz", o diretório nacional enfrentava o dilema da eleição indireta. Caso o pleito fosse direto, estimava-se que o carisma de Helder Câmara poderia aglutinar não apenas a esquerda católica, mas grande parte das massas urbanas e rurais castigadas pela crise econômica. Pelo menos virava manchete como o iê iê iê.

Repressão

A repressão em Pernambuco era intensa; a polícia política de Recife monitorava cada passo do bispo, que já havia intercedido diversas vezes em favor de estudantes presos. Mas nas entrevistas, Dom Helder negava as perseguições. Sabiamente.

Balão

O que aconteceria em um embate direto entre Dom Helder e a linha dura representada por Costa e Silva? Seria o confronto definitivo entre o "Socialismo Cristão" e a "Segurança Nacional". Na prática, a candidatura foi um balão de ensaio que revelou o temor da ditadura frente ao poder da Igreja progressista. Dom Helder escolheu o caminho do sacerdócio, declarando que os homens nada de essencial poderiam lhe acrescentar e que sua vida pertencia a Deus e aos pobres.

Pasárgada

O legado desse "não" foi a manutenção de uma voz profética que, sem a faixa presidencial, tornou-se a consciência crítica do Brasil durante os anos mais sombrios que se seguiram. A política para Dom Helder não era novidade. Ele foi integralista na juventude. A própria Igreja era política. Dom Helder disse não ao MDB e ficou observando o poeta Manoel Bandeira sendo condecorado pelo cearense Castelo Branco. O também cearense Dom Helder percebeu que Pernambuco tinha virado Pasárgada e que tudo mais estava indo pro inferno. Como já dizia outro cearense no exílio: Miguel Arraes.

Roberto Vieira é médico e cronista



imagem 2





imagem noticia

Herança digital: um velho problema com novos contornos, por Alfredo Cabral de Melo*

04/05/2026

A evolução tecnológica trouxe à tona um tema antigo sob nova perspectiva: a herança. Se antes o debate sucessório se concentrava em bens materiais, hoje inclui ativos digitais como milhas aéreas, criptomoedas, contas de e-mail e perfis em redes sociais. Esse cenário evidencia a tensão entre categorias clássicas do Direito e a complexidade dos bens digitais.

A herança digital

Reúne dimensões patrimoniais, existenciais e mistas, o que impede tratamento uniforme. De um lado, há bens com valor econômico, passíveis de partilha; de outro, dados e conteúdo que envolvem direitos da personalidade, como privacidade, imagem e honra.
A ausência de legislação específica agrava o problema, levando à aplicação de analogias, decisões judiciais e regras das próprias plataformas, gerando insegurança jurídica.

Um dos principais desafios

Está na colisão entre o direito à privacidade, que pode subsistir após a morte, e o dire...

imagem noticia

A evolução tecnológica trouxe à tona um tema antigo sob nova perspectiva: a herança. Se antes o debate sucessório se concentrava em bens materiais, hoje inclui ativos digitais como milhas aéreas, criptomoedas, contas de e-mail e perfis em redes sociais. Esse cenário evidencia a tensão entre categorias clássicas do Direito e a complexidade dos bens digitais.

A herança digital

Reúne dimensões patrimoniais, existenciais e mistas, o que impede tratamento uniforme. De um lado, há bens com valor econômico, passíveis de partilha; de outro, dados e conteúdo que envolvem direitos da personalidade, como privacidade, imagem e honra.
A ausência de legislação específica agrava o problema, levando à aplicação de analogias, decisões judiciais e regras das próprias plataformas, gerando insegurança jurídica.

Um dos principais desafios

Está na colisão entre o direito à privacidade, que pode subsistir após a morte, e o direito dos herdeiros à sucessão. Além disso, a relevância econômica dos ativos digitais desafia os mecanismos tradicionais de identificação e partilha, muitas vezes dificultando o inventário.
Nesse contexto, surgem instrumentos como o testamento digital e a figura do inventariante digital, responsável por gerir o legado virtual. Embora promissoras, essas soluções ainda carecem de maior definição jurídica e podem gerar novos conflitos.

O cenário revela

Um Direito em adaptação, marcado por lacunas normativas e soluções fragmentadas.
Mais do que respostas definitivas, o tema exige reflexão contínua e debate interdisciplinar. Permanecem questões centrais: até que ponto os direitos da personalidade persistem após a morte? Como conciliar regras das plataformas com o direito sucessório? Quais são os limites da autonomia sobre o patrimônio digital?

A herança digital

Longe de estar resolvida, consolida-se como um dos grandes desafios contemporâneos do Direito das Sucessões.

*Alfredo Cabral de Melo é advogado.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




Confira mais

a

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar