imagem noticia

Internacional - Lula defende formação de bloco forte na América Latina

10/07/2024

imagem noticia
Em sua primeira visita à Bolívia desde que assumiu o terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a formação de um bloco forte na América Latina. Para o presidente brasileiro, “não existe saída individual na América do Sul”.


Um dia depois

Lula visitou a Bolívia um dia depois do país vizinho formalizar o ingresso como membro pleno do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Lula esteve reunido com o presidente Luís Arce e sua equipe de ministros na cidade de Santa Cruz de La Sierra, principal centro econômico e financeiro boliviano.

Reunião

Ao final da reunião bilateral, os dois líderes fizeram uma declaração à imprensa. Lula disse que o encontro é a inauguração de uma "nova era" na relação Brasil-Bolívia e destacou a necessidade incontornável de integração regional entre os países do continente sul-americano.

"Não existe saída individual para nenhum país na América do...

imagem noticia
Em sua primeira visita à Bolívia desde que assumiu o terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a formação de um bloco forte na América Latina. Para o presidente brasileiro, “não existe saída individual na América do Sul”.


Um dia depois

Lula visitou a Bolívia um dia depois do país vizinho formalizar o ingresso como membro pleno do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Lula esteve reunido com o presidente Luís Arce e sua equipe de ministros na cidade de Santa Cruz de La Sierra, principal centro econômico e financeiro boliviano.

Reunião

Ao final da reunião bilateral, os dois líderes fizeram uma declaração à imprensa. Lula disse que o encontro é a inauguração de uma "nova era" na relação Brasil-Bolívia e destacou a necessidade incontornável de integração regional entre os países do continente sul-americano.

"Não existe saída individual para nenhum país na América do Sul. Ou nós nos juntamos, formamos um bloco, tomamos decisões conjuntas e executamos as decisões, ou vamos continuar mais um século sendo países em vias de desenvolvimento", afirmou Lula. O presidente também listou uma série de acordos assinados, incluindo os de acesso à saúde e combate ao crime organizado.

Primeira vez

Esta é a primeira vez que Lula visita o país vizinho em seu terceiro mandato. Já o presidente da Bolívia esteve no Brasil quatro vezes ao longo do último ano. Lula também citou os projetos de instalação de uma fábrica de fertilizantes na fronteira seca entre os dois países, entre Corumbá, Mato Grosso do Sul, e Porto Quijaro, e a construção de uma ponte binacional sobre o Rio Mamoré, entre Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, na Bolívia.

O tema

Sobre o tema da integração, Luís Arce afirmou que é preciso avançar nas conexões rodoviárias e ferroviárias entre os países, para encurtar as distâncias entre as saídas para os oceanos Pacífico e Atlântico.

Leia outras informações

imagem noticia

CPI do INSS: noves fora, nada. Acabou em pizza, Por Hylda Cavalcanti*

28/03/2026

A expressão “virou pizza” é tão comum em Brasília que perdeu a graça no Congresso Nacional, mas foi a mais usada para marcar o final dos trabalhos, na madrugada deste sábado (28/03), da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura retiradas indevidas nas contas de beneficiários do INSS - a famosa CPMI do INSS.

Sem conseguir a renovação dos trabalhos por mais 60 dias, com prazo para encerramento hoje, os deputados e senadores apresentaram, depois de mais de 15 horas de sessão com direito a bate-bocas e discussões, um relatório que chamaram de “preliminar” e mesmo assim não foi aprovado pelo colegiado da comissão.

O tal relatório “preliminar” tinha nada menos que cerca de 4.400 páginas e apresentava sugestão, no início da manhã, de indiciamento para 226 pessoas.

Negociação para retirada de 10 nomes

Isso, entre parlamentares, empresários, agentes públicos, ex-ministros, representantes de instituição financeir...

imagem noticia

A expressão “virou pizza” é tão comum em Brasília que perdeu a graça no Congresso Nacional, mas foi a mais usada para marcar o final dos trabalhos, na madrugada deste sábado (28/03), da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura retiradas indevidas nas contas de beneficiários do INSS - a famosa CPMI do INSS.

Sem conseguir a renovação dos trabalhos por mais 60 dias, com prazo para encerramento hoje, os deputados e senadores apresentaram, depois de mais de 15 horas de sessão com direito a bate-bocas e discussões, um relatório que chamaram de “preliminar” e mesmo assim não foi aprovado pelo colegiado da comissão.

O tal relatório “preliminar” tinha nada menos que cerca de 4.400 páginas e apresentava sugestão, no início da manhã, de indiciamento para 226 pessoas.

Negociação para retirada de 10 nomes

Isso, entre parlamentares, empresários, agentes públicos, ex-ministros, representantes de instituição financeira, representantes do INSS e do Dataprev, dirigentes de entidades de servidores, advogados, consultores e vários outros profissionais. Incluindo, claro, o nome que está no epicentro de todo o escândalo: Antônio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “o careca do INSS”.

Em meio às brigas, conseguiram negociar a retirada de 10 dos nomes da lista de sugestão de indiciamento. Dentre eles os de alguns ex-ministros e o do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Para completar, diante da rejeição do relatório, mesmo após as indas e vindas na negociação para aprová-lo, parlamentares da base do governo apresentaram um relatório paralelo, que também não foi aceito e sequer aceito pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), para ser submetido à votação.

Sete meses em vão?

Com isso, foram sete meses de atividade. Trabalhos de apuração a órgãos de controle, de pedidos de documentos, elaboração de vários relatórios setoriais, colocação de servidores à disposição da comissão em paralelo ao trabalho que já realizam mediante o pagamento de horas extras, gastos com energia, transportes para as oitivas etc.

Os parlamentares da cúpula da comissão criticaram o Judiciário e disseram que diversas decisões judiciais atrapalharam as investigações, atrasaram o rito dos trabalhos e livraram personagens importantes no esquema de fraudes de depor.

Os representantes do Judiciário ao lado de outro grupo de parlamentares, disseram que tudo terminou dessa forma porque tentaram dar “desvio de finalidade” à CPMI, de forma a transformá-la num palanque eleitoral e aproveitar as reuniões para ouvir pessoas sobre outros assuntos que pouco tinham a ver com as fraudes no INSS em si



imagem 2




Rejeitado por 19 votos a 12

Resultado: o parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), foi rejeitado por 19 votos a 12. Logo após a apuração do resultado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana decidiu pelo encerramento dos trabalhos sem votar o relatório alternativo produzido pela base governista.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apresentou uma questão de ordem para a apreciação desse segundo relatório. Viana não acatou o pedido e tampouco indicou um relator para ler o texto da base governista.

Irritadíssimo com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que não renovou os trabalhos da comissão e com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitaram o pedido de liminar da CPMI para prorrogá-la judicialmente, Viana anunciou que a investigação continuará mesmo assim.

Disse que encaminhará cópias do relatório rejeitado para diversas instituições, dentre as quais o Ministério Público Federal (MPF) e o STF. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), por sua vez, afirmou que o relatório alternativo elaborado será levado à Polícia Federal.

Respeito a aposentados e pensionistas

Como ocorreu em outros momentos da CPMI, Viana citou um versículo da Bíblia para destacar a importância dos direitos dos órfãos e das viúvas. Afirmou que o dia de encerramento dos trabalhos da comissão foi “uma demonstração de respeito aos aposentados e pensionistas”.

“Esta investigação poderia ter ido além, mas não permitiram avançar como deveríamos. Saio daqui de cabeça erguida e com a sensação de dever cumprido. Estamos todos juntos porque a causa é maior que o medo”, frisou.

Estrutura criminosa

A reunião começou pouco antes das 10h de sexta-feira (27/03) e terminou depois da 1h da madrugada de hoje.

O relator, Alfredo Gaspar explicou que os indiciamentos pedidos pela CPMI fundamentaram-se “na identificação de uma vasta e sofisticada estrutura criminosa voltada para fraudes sistêmicas contra aposentados e pensionistas, por meio da implementação de descontos associativos não autorizados e fraudulentos”.

Ao fim de mais de oito horas de leitura do seu relatório, Gaspar defendeu o trabalho da comissão. “Nosso trabalho alcançou os Três Poderes da República. Ninguém nos dobrou. Foram muitos meses e luta aguerrida, dias e noites debruçados sobre documentos. Foi cansativo e exaustivo, mas sobretudo recompensador. Esta comissão ousou devolver a esperança ao povo brasileiro”, ressaltou.

Embates fortes

Mas ao longo da sessão as discussões não pararam. O senador Rogério Marinho (PL-RN) definiu o relatório como “brilhante”, fez acusações ao governo Lula e ao PT e defendeu o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por sua vez, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) se levantou várias vezes para rebater os colegas da oposição e afirmou que “quem pratica corrupção deve ser investigado, independentemente de questões políticas”.



imagem 3




Diferenças entre os dois relatórios

O capítulo final do relatório de Alfredo Gaspar determinava o compartilhamento das provas colhidas com diversos órgãos para continuidade das investigações. Além disso, sugeria desdobramentos específicos para ação das autoridades competentes.

Pedia também, dentre outros itens, o sequestro de bens dos nomes apontados para indiciamento, por indícios de origem ilícita; prisão preventiva para vários dos indiciados em liberdade; sugestão de indiciamento e prisão preventiva para Lulinha pelo fato de estar na Espanha no dia em que a operação foi deflagrada, onde reside hoje (argumentou no documento que a mudança foi uma “tentativa de fuga”, sem dar muitas explicações).



imagem 4




Nomes diferentes

No relatório alternativo, os parlamentares também sugeriram o indiciamento de 130 pessoas, mas com nomes totalmente diferentes. Um deles é o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo governo foi apontado como responsável pelas fraudes no sistema de descontos associativos em aposentadorias.

O documento alternativo destacou que “as fraudes se intensificaram durante o governo Bolsonaro, por meio de alterações normativas que removeram barreiras de controle”. No texto, Bolsonaro é acusado, ainda, de furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa.

Também recomendou o indiciamento do ex-ministro do Trabalho e Previdência Onyx Lorenzoni e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela ligação com Letícia Caetano dos Reis,
administradora do escritório de advocacia do senador e ligada ao “careca do INSS”.



imagem 5




Balanço final

Instalada em 20 de agosto, a CPMI foi integrada por 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes. Realizou 38 reuniões e determinou mais de mil quebras de sigilo.
Também foi responsável por decretação de prisões em flagrante de quatro pessoas, depois revertidas. Um show de gastos, discursos, brigas públicas e vazamento de deputados que terminou praticamente da mesma forma como foi iniciado.

Em tempo: As fraudes do INSS continuam sendo objeto de investigações, por parte das várias fases da Operação Sem Desconto, que apura o tema, da Polícia Federal, mediante pedido do STF.

— Com informações do Senado Federal
*Hylda Cavalcanti é repórter do Portal Hora Jurídica (HJur) e editora aos sábados do jornal O Poder



imagem 6





imagem noticia

Nilda Gondim, 80 anos - Biografia que inspira e honra a Paraíba e o Brasil

28/03/2026

Não se falava em libertação feminina e ela já lutava. Muito nova, conviveu com a glória e enfrentou perseguições. Na ditadura, conheceu o ostracismo. Como se diz, o capim cresceu na sua porta. Nunca se rendeu. Nunca desistiu. Tornou-se eixo e lastro de uma família vitoriosa, carregando o nome do pai e do marido, sempre com altivez e galhardia. Construiu seu próprio caminho. Chegou à Camara e ao Senado. Os filhos, seguindo o ditado de que "quem sai aos seus não degenera" tornaram-se referência na política nacional. Os netos, continuadores da linhagem, só têm motivo de orgulho da herança que carregam. Hoje, Nilda Gondim completa 80 anos. Cheia de vitalidade, plena de luz. Plena de exemplos motivadores. Vamos conhecer um pouco mais da vida e obra dessa grande mulher.

No Palácio

Ozanilda Gondim Vital do Rego nasceu em
30 de março de 1946, em
João Pessoa, Paraíba. Filha de Ozanete Duarte Gondim e Pedro Moreno Gondim. Quando tinha 16...

imagem noticia

Não se falava em libertação feminina e ela já lutava. Muito nova, conviveu com a glória e enfrentou perseguições. Na ditadura, conheceu o ostracismo. Como se diz, o capim cresceu na sua porta. Nunca se rendeu. Nunca desistiu. Tornou-se eixo e lastro de uma família vitoriosa, carregando o nome do pai e do marido, sempre com altivez e galhardia. Construiu seu próprio caminho. Chegou à Camara e ao Senado. Os filhos, seguindo o ditado de que "quem sai aos seus não degenera" tornaram-se referência na política nacional. Os netos, continuadores da linhagem, só têm motivo de orgulho da herança que carregam. Hoje, Nilda Gondim completa 80 anos. Cheia de vitalidade, plena de luz. Plena de exemplos motivadores. Vamos conhecer um pouco mais da vida e obra dessa grande mulher.

No Palácio

Ozanilda Gondim Vital do Rego nasceu em
30 de março de 1946, em
João Pessoa, Paraíba. Filha de Ozanete Duarte Gondim e Pedro Moreno Gondim. Quando tinha 16 anos, o pai foi eleito governador da Paraíba, depois de uma campanha épica, popular, cujo bordão é repetido até hoje nas rodas de conversa Nordeste afora: "Tá com medo ou tá com Pedro?"



imagem 2




Pedro Gondim

Governou a Paraíba entre 1961 e 1966. Assumiu o cargo de governador do estado no momento de grande efervescência política e social, que antecedeu o golpe civil-militar de 1964 no Brasil.
Apesar de aliado a forças conservadoras, seu governo seguiu os compromissos de campanha, defendendo as bandeiras do povo e desafiando as elites. Pedro Gondim foi um dos maiores governadores da PB em todos os tempos, figura política importante no país durante essa fase de conturbação política. O seu alinhamento com as causas populares custaria caro: após o AI5, teve seu mandato de deputado cassado e direitos políticos suspensos em 1969. Acusado pelos militares de alinhar-se a ideias comunistas. O ato dizimou o "gondinismo" na Paraíba, levando ao isolamento de Pedro Gondim e família e à cassação de aliados políticos. Nilda, na época, tinha perto de 23 anos. Pedro Gondim faleceu em 2005, aos 91 anos, já afastado da política mas acompanhando a trajetória ascendende da filha e dos netos.



imagem 3




O marido

Antônio Vital do Rêgo nasceu em 21 de maio de 1935 e faleceu em 2010 aos 74 anos. Advogado e professor, cumpriu três mandatos como deputado e foi conselheiro vitalício da OAB-PB. Na política, ficou conhecido como um dos maiores oradores do país. Também cassado em 1969, recuperou o mandato após a redemocratização do país. O valor da liberdade era tema constante dos seus inflamados discursos. Do casamento com Nilda, nasceram três filhos: os também políticos Vital do Rêgo Filho e Veneziano Vital do Rêgo e a médica Rachel Gondim. Vital do Rêgo foi advogado e professor, deputado federal por três mandatos e conselheiro da OAB Paraíba, onde foi condecorado com as maiores comendas da entidade.



imagem 4




Família e carreira de Nilda

Nos anos de chumbo, pai e marido cassados e perseguidos pela ditadura, Nilda Gondim foi o grande esteio que manteve a família e principalmente os filhos no rumo do compromisso com o povo e da integridade. Nilda Gondim casou-se ainda jovem com o jurista e ex-deputado federal, Vital do Rêgo, com quem conviveu durante muitos anos de sua vida e teve três filhos, como referido acima: o ex-deputado estadual, federal, ex-senador e atual ministro do TCU Vital do Rêgo Filho; o ex-vereador, prefeito de Campina Grande, deputado federal e atual senador Veneziano Vital do Rêgo, uma das referências do Congresso Nacional. E a médica Rachel Gondim.



imagem 5




Carreira política

Filhos criados e encaminhados, Nilda Gondim atendeu ao chamado do sangue e da História. Em 2009,
filiou-se ao PMDB e nas eleições do ano seguinte iniciou sua carreira candidatando-se a deputada federal pela Paraíba, sendo eleita com 79.412 sufrágios (4,07% dos votos válidos). Nas eleições de 2014 foi eleita primeira-suplente na chapa do senador José Maranhão. Em 12 de janeiro de 2021 assumiu cargo de senadora pela Paraíba.



imagem 6




Atuação no Senado

Nilda Gondim viveu mais um capítulo raro na vida brasileira: mãe e filho compartilhando o Congresso como senadores, com um detalhe importante. Ambos chegaram lá por seus próprios méritos. Batalhando por caminhos harmônicos, mas nada que lembre práticas oligárquicas, ainda presentes na política brasileira. Trilhando todos a vereda de alinhamento com o povo, do respeito aos valores democráticos. Nilda teve atuação destacada em defesa do seu estado e da causa das mulheres. Foi agraciada pelo Senado com a primeira Comenda Ceci Cunha, em fevereiro de 2026.
A Honraria é uma distinção concedida a mulheres que se destacaram na política brasileira, com foco na defesa da democracia e na ampliação da participação feminina.

Firme na luta e na vida

Nilda Gondim segue atuante na defesa dos valores e compromissos do marido e do pai, Pedro Gondim. Que, orgulhoso da descendência, hoje só tem motivos para cantar parabéns para a filha querida e certamente estará ao seu lado, com a família e amigos próximos, apagando as primeiras 80 velinhas de uma vida inspiradora para todas as gerações. Sem perder a doçura, jamais.

(Por José Nivaldo Junior e equipe O Poder)



imagem 7





imagem noticia

É Findi - A Mãos-cheias - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*

28/03/2026

Novas leituras
Na literatura
Nela maturo
Derrubo muros



A aberturas
Sem agruras
Aventuras
Sem censuras



Saia da clausura
Veja a conjuntura
Espelhe cultura



Com desenvoltura
Um pouco de doçura
Curta sutis leituras!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.



imagem noticia

Novas leituras
Na literatura
Nela maturo
Derrubo muros



imagem 2




A aberturas
Sem agruras
Aventuras
Sem censuras



imagem 3




Saia da clausura
Veja a conjuntura
Espelhe cultura



imagem 4




Com desenvoltura
Um pouco de doçura
Curta sutis leituras!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.



imagem 5





imagem noticia

É Findi - E Agora, Brasil! - Poema, por Maria Inês Machado*

28/03/2026

Brasil, sinto a dor invadir teu seio varonil.
Vejo a esperança de novo país esvaziar-se
em quimeras forjadas pela ambição desmedida.
Nós, teus filhos, ainda sonhamos
hastear a tua linda bandeira
e cantar o hino da liberdade tão desejada...
Mas as cores das matas, do ouro e da prata
foram manchadas pelo luto,
e vejo as lágrimas brotarem em tua face
diante da dor provocada por teus filhos.
Assisto à indiferença triunfar.
A ciência é amordaçada,
a corrupção avança,
e corpos tombam
em covas rasas de cemitérios improvisados.
Vejo tuas florestas devastadas
clamarem por socorro;
mas a ambição desenfreada
cega o bom senso, e a imoralidade persiste.
Ah, meu Brasil, meu Brasil brasileiro!
Até quando serás estrangeiro
nas mãos inescrupulosas dos teus algozes?
Percebo o poder em seu jogo subliminar:
“as crias” são blindadas,
e o vel...

imagem noticia

Brasil, sinto a dor invadir teu seio varonil.
Vejo a esperança de novo país esvaziar-se
em quimeras forjadas pela ambição desmedida.
Nós, teus filhos, ainda sonhamos
hastear a tua linda bandeira
e cantar o hino da liberdade tão desejada...
Mas as cores das matas, do ouro e da prata
foram manchadas pelo luto,
e vejo as lágrimas brotarem em tua face
diante da dor provocada por teus filhos.
Assisto à indiferença triunfar.
A ciência é amordaçada,
a corrupção avança,
e corpos tombam
em covas rasas de cemitérios improvisados.
Vejo tuas florestas devastadas
clamarem por socorro;
mas a ambição desenfreada
cega o bom senso, e a imoralidade persiste.
Ah, meu Brasil, meu Brasil brasileiro!
Até quando serás estrangeiro
nas mãos inescrupulosas dos teus algozes?
Percebo o poder em seu jogo subliminar:
“as crias” são blindadas,
e o velho “toma lá, dá cá” se perpetua
como marca indelével.
Já não importam os meios,
pois dizem que os fins tudo justificam.
Brasil, pátria amada,
negam-te os respiradores da esperança e da liberdade,
e te vejo, na UTI, perecer, asfixiado,
pela ausência do oxigênio da ética.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 2





imagem noticia

É Findi - Bom dia, Crônica, por AJ Fontes*

28/03/2026

Ouço o cumprimento de meu vizinho que segue pela estrada levando um saco de capim nas costas para alimentar suas vaquinhas.

Eu fico aqui, na varanda, arrumando minhas tarefas na cabeça. O cheiro do café me arrasta para a primeira.

Na mesa, entre colheradas de mamão, rolo a telinha do celular e respondo a alguns bons dias.

A saudação marca o início de um ciclo. Só isso? O melhor é que não. Desde o primeiro bocejo na cama dizendo que começou, tenho consciência da minha presença, mas o que entendo ser o mais importante é o reconhecimento da minha participação nesse molho de acontecimentos. Eu e os amigos físicos, virtuais, físico-virtuais; meus irmãos, de sangue e de coração; minha mulher; filhos biológicos e de coração e mais tantos outros seres invisíveis para mim, mas também participantes.

Cada célula do corpo e da alma (se ela as tem) se inunda de felicidade. Não importa a grandeza da interação participativa. Pode ser um fio...

imagem noticia

Ouço o cumprimento de meu vizinho que segue pela estrada levando um saco de capim nas costas para alimentar suas vaquinhas.

Eu fico aqui, na varanda, arrumando minhas tarefas na cabeça. O cheiro do café me arrasta para a primeira.

Na mesa, entre colheradas de mamão, rolo a telinha do celular e respondo a alguns bons dias.

A saudação marca o início de um ciclo. Só isso? O melhor é que não. Desde o primeiro bocejo na cama dizendo que começou, tenho consciência da minha presença, mas o que entendo ser o mais importante é o reconhecimento da minha participação nesse molho de acontecimentos. Eu e os amigos físicos, virtuais, físico-virtuais; meus irmãos, de sangue e de coração; minha mulher; filhos biológicos e de coração e mais tantos outros seres invisíveis para mim, mas também participantes.

Cada célula do corpo e da alma (se ela as tem) se inunda de felicidade. Não importa a grandeza da interação participativa. Pode ser um fio de linha fiado em um único encontro, físico ou virtual, desses em que há interesse em ganhos e perdas; pode ser uma grossa corda fiada ao longo de aniversários, seguidos de agrados e desagrados quando acontecem afagos e safanões. A tecitura acontece em bons ou nem tão bons dias.

Isso é a riqueza da construção, quando reconhecemos as diferenças nas cores a evidenciar a alegria pelo nascimento e a tristeza pelo luto; nos cruzamentos distintos da trama com a urdidura nos ensinando diferentes maneiras de montar o tecido. Aqui e acolá existem nós dissonantes, falhas a nos mostrar outros encaminhamentos.

Observando os erros e acertos, continuamos tecendo em conjunto, entrelaçando as mãos, sentindo a suavidades e asperezas, fugacidades e longevidades, firmezas e fraquezas. Aquelas que estão por um fio de se irem e as que com um fio se chegam.

Já não vejo o início da empreitada, apenas tenho ciência através das marcas mostradas: multicoloridas, primaveris, festivas; monocromáticas em tons de terra, branco de neve, negro da morte e, bastante, vermelho da guerra.

Vê-se que o tecido é infindável. Somos nós que temos participação mais ou menos longa. Eu, por exemplo, conto que estarei nessa lida por mais outro tanto do tempo que tenho aqui. Pretendo estar junto com boa parte daqueles que falei: minha mulher, meus filhos, irmãos e amigos.

Tomara que lembre bem deles e desse escrito.
Então.

Bom dia!


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.



imagem 2





imagem noticia

É Findi – Colheitas do Bem – Croniqueta, por Xico Bizerra*

28/03/2026

Toda semente plantada por um Poeta há de se transformar em frondosa árvore que frutifica sabores diversos, doces e saudáveis. Nem importa o tempo da gestação pela certeza da colheita num tempo de luz e paz.

Os versos se dependurarão na sombra dos sonetos, se juntarão às rimas, enfeitando pomares da ventura e alegrando o paladar dos homens de bem. Estrofes de um vento feliz se espalharão pelos ares.



Que passe o mal, que a cura não se demore, que os ventos sejam de felicidade plena. Os abraços reclamam e o sorrir precisa libertar-se de máscaras. O bem há de prevalecer. A gente merece ser feliz.

Que o vinho amargo seja derramado e a Paz vencedora vença o canhão, como digo no meu samba Léos, Vinas e Bernardos.

Plantemos o Bem!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem noticia

Toda semente plantada por um Poeta há de se transformar em frondosa árvore que frutifica sabores diversos, doces e saudáveis. Nem importa o tempo da gestação pela certeza da colheita num tempo de luz e paz.

Os versos se dependurarão na sombra dos sonetos, se juntarão às rimas, enfeitando pomares da ventura e alegrando o paladar dos homens de bem. Estrofes de um vento feliz se espalharão pelos ares.



imagem 2




Que passe o mal, que a cura não se demore, que os ventos sejam de felicidade plena. Os abraços reclamam e o sorrir precisa libertar-se de máscaras. O bem há de prevalecer. A gente merece ser feliz.

Que o vinho amargo seja derramado e a Paz vencedora vença o canhão, como digo no meu samba Léos, Vinas e Bernardos.

Plantemos o Bem!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 3





imagem noticia

É Findi - O Bote do Tigre - Crônica - Por, Romero Falcão*

28/03/2026

Lambuzo a face de protetor solar. Dirijo-me à parada de ônibus. Encontro duas mulheres aguardando a onça dura, quente. Passo a vista. Varro o ambiente. Pressinto desgraça. Dois elementos numa moto se aproximam; a velocidade diminui. Busco abrigo, posição, como manda a boa técnica. O cronista com cara de alesado agora é sangue no olho. Felizmente, não foi dessa vez. Alarme falso.

Brutalidade e Beleza

Dentro do ônibus, com a cara na janela, torço para encontrar, nos sebos do centro do Recife, a obra do peso pesado da literatura brasileira, Raimundo Carrero — escritor potente, de personagens áridos, densos, ambivalentes. Só um artista da envergadura de Carrero é capaz de jogar o leitor no ringue da vida, no meio de tensão, contradição, brutalidade e beleza. Estilo e linguagem 'gracilianos'. Texto enxuto, econômico. Diz o que precisa ser dito. Resolve numa pancada. Não espere um Carrero linear. Os grandes escritores não escrevem com a lógica que o homem...

imagem noticia

Lambuzo a face de protetor solar. Dirijo-me à parada de ônibus. Encontro duas mulheres aguardando a onça dura, quente. Passo a vista. Varro o ambiente. Pressinto desgraça. Dois elementos numa moto se aproximam; a velocidade diminui. Busco abrigo, posição, como manda a boa técnica. O cronista com cara de alesado agora é sangue no olho. Felizmente, não foi dessa vez. Alarme falso.

Brutalidade e Beleza

Dentro do ônibus, com a cara na janela, torço para encontrar, nos sebos do centro do Recife, a obra do peso pesado da literatura brasileira, Raimundo Carrero — escritor potente, de personagens áridos, densos, ambivalentes. Só um artista da envergadura de Carrero é capaz de jogar o leitor no ringue da vida, no meio de tensão, contradição, brutalidade e beleza. Estilo e linguagem 'gracilianos'. Texto enxuto, econômico. Diz o que precisa ser dito. Resolve numa pancada. Não espere um Carrero linear. Os grandes escritores não escrevem com a lógica que o homem de bem pede e aprova.

Farejou o Lucro do Dia

Na primeira loja, recebo a negativa; na segunda, também um não. Persisto, de porta em porta. Até que um único exemplar me esperava. Dizem que os livros aguardam pacientemente pelo leitor. Cheguei com muita sede ao pote. O vendedor farejou o lucro do dia, cravou a dentada. Nem pechinchei, fiz o pix. Ele enfiou Carrero no saco plástico. Botei debaixo do braço.



imagem 2




Fina Feito Hóstia

Dei uma pernada até a tradicional padaria Santa Cruz. Ao passar pelo Pátio de Santa Cruz, contemplo Reginaldo Rossi em pedra, sob o sol de março. Nunca apreciei o brega, mas a alegria que o “Garçom” levou ao povo merece aplausos e respeito. Na padaria, peço a torrada mais gostosa da Veneza Brasileira, fina feito hóstia. No balcão, a vitrine de doces. Um cliente comenta:



imagem 3




— Não posso comer doce.
Outro diz:
— Tudo tem açúcar.
Eu arremato:
— Até mulher tem açúcar.
Os dois caem na risada.

Escreve Meu Mestre

De volta à minha toca, no sacolejo do ônibus, abro as páginas de História de Bernarda Soledade — A Tigre do Sertão. O Tigre dá o bote. Escreve meu mestre: “Na verdade, eu estava querendo escrever sobre o poder — o poder supremo, o poder absoluto. Um livro político e armorial, ao mesmo tempo. Mas não queria usar generais e coronéis, queria metáforas. Por isso fui buscar personagens femininas.” De cara, fui mordido pela Tigre do Sertão.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 4





imagem noticia

É Findi – Iluminação Pública - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*

28/03/2026

Antes, muito antes da criação da Companhia de Eletricidade de Pernambuco (CELPE), no ano da Independência do Brasil (1822), os lampiões de azeite de carrapateira começaram a iluminar as noites recifenses, cabendo ao Inspetor de Obras Públicas a incumbência desse serviço que, até então, se limitava às freguesias centrais.

Dezessete anos depois (1839), surgiu a proposta para se implantar o novo sistema de iluminação a gás carbônico, como, de certo, já existia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Vem dessa época a figura do Acendedor do Lampião de Gás protagonizada por escravos. O poeta Jorge de Lima, vendo-o tantas e tantas vezes, na sua faina crepuscular, nele inspirou-se e fez o seu célebre Alexandrino:

Lá vai o acendedor de lampiões de rua!
Este mesmo que vem, imperturbavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua.
Quando a sombra da noite enegrece o presente.

Um, dois, três lampiões acende e continua
...

imagem noticia

Antes, muito antes da criação da Companhia de Eletricidade de Pernambuco (CELPE), no ano da Independência do Brasil (1822), os lampiões de azeite de carrapateira começaram a iluminar as noites recifenses, cabendo ao Inspetor de Obras Públicas a incumbência desse serviço que, até então, se limitava às freguesias centrais.

Dezessete anos depois (1839), surgiu a proposta para se implantar o novo sistema de iluminação a gás carbônico, como, de certo, já existia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Vem dessa época a figura do Acendedor do Lampião de Gás protagonizada por escravos. O poeta Jorge de Lima, vendo-o tantas e tantas vezes, na sua faina crepuscular, nele inspirou-se e fez o seu célebre Alexandrino:

Lá vai o acendedor de lampiões de rua!
Este mesmo que vem, imperturbavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua.
Quando a sombra da noite enegrece o presente.

Um, dois, três lampiões acende e continua
Ou mais a acender ininterruptamente
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente

Triste ironia, atroz que senso humano irrita
Ele que doira a noite e ilumina a cidade
Talvez não tenha luz na choupana em que habita

Tanta gente, também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade
Como o acendedor de lampiões de rua.

Em 26 de abril de 1858 foi finalmente inaugurada a iluminação a gás do Recife abastecida pelo Gasômetro, instalado nas proximidades da atual Casa da Cultura.

Em 1914, muitos progressos chegaram à capital de Pernambuco, as obras de modernização do porto, e do Bairro do Recife estavam bem adiantadas. Assim, neste mesmo ano, receberia o Recife a sua iluminação à luz elétrica, com as lâmpadas de filamento que, posteriormente, foram substituídas pelas de vapor de mercúrio implantadas em 1965, pelo então prefeito Augusto Lucena. Nessa época, o Recife, de tão iluminado, era chamado de “Cidade Luz”, (a Paris brasileira).

A Companhia de Eletricidade de Pernambuco (CELPE) foi criada justamente nessa época, 10 de fevereiro de 1965, com sede na esquina das ruas da Aurora e Princesa Isabel, (atual Polícia Civil) vindo ocupar o seu atual prédio na Av. João de Barros nº 111, dez anos depois.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras



imagem 2





imagem noticia

É Findi – Meu Mundo é a Roça - Por, Poeta Pica-Pau*

28/03/2026

Sou filho da roça, caboclo pacato
Conheço a terra que é do plantio
Sei da semente, do sol e do frio
Planto o roçado, limpando o mato
Meus pés calejados, nunca usaram sapato
Meu transporte, é um burro de sela
Minha TV, é a paisagem tão bela
Vivo assim ,e sou satisfeito
Meu mundo é bonito, mais que perfeito
E da vida não tenho, o que reclamar dela.



Sou filho da roça, vivo contente
No cantar do galo, começa o meu dia
O sol me acorda,trazendo alegria
Na lida da terra, eu sigo em frente
A fé em Deus, é quem guia a gente
No céu vejo, a nuvem singela
O vento balança, a rama amarela
A vida é simples , mais tem seu valor
Quem mora na roça, tem mais amor
É só alegria, pra quem mora nela


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



imagem noticia

Sou filho da roça, caboclo pacato
Conheço a terra que é do plantio
Sei da semente, do sol e do frio
Planto o roçado, limpando o mato
Meus pés calejados, nunca usaram sapato
Meu transporte, é um burro de sela
Minha TV, é a paisagem tão bela
Vivo assim ,e sou satisfeito
Meu mundo é bonito, mais que perfeito
E da vida não tenho, o que reclamar dela.



imagem 2




Sou filho da roça, vivo contente
No cantar do galo, começa o meu dia
O sol me acorda,trazendo alegria
Na lida da terra, eu sigo em frente
A fé em Deus, é quem guia a gente
No céu vejo, a nuvem singela
O vento balança, a rama amarela
A vida é simples , mais tem seu valor
Quem mora na roça, tem mais amor
É só alegria, pra quem mora nela


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



imagem 3





imagem noticia

É Findi - Malude Maciel* Chegando Em Dose Tripla Mais Uma Vez

28/03/2026

Abraço - Ainda pelo Dia Internacional da Poesia


Abraço é coisa tão boa
Imensamente capaz
De destruir as arestas
Na vida, com muita paz

O abraço é poderoso
Transmite grande energia
Importante e prazeroso
Cura e dá alegria

Eleva a alma carente
Acaba com a melancolia
Dá fim às desavenças
Promove a harmonia.


Omissão - Um poemeto da Aprendiz


Não deixe o carinhoso beijo
Sem dar,
Nem a boa palavra
Sem pronunciar,
Se há um abraço
Por que não abraçar?
E que o sorriso gostoso
Pra tudo iluminar...
Venha brilhar.
A gente se omite,
Se oprime,
Se acovarda,
E o tempo passa
Sem nenhum retorno
Nem favor.
Aproveitemos, pois
Cada instante,
Fazendo de cada gesto,
Ato de amor.

<...

imagem noticia

Abraço - Ainda pelo Dia Internacional da Poesia


Abraço é coisa tão boa
Imensamente capaz
De destruir as arestas
Na vida, com muita paz

O abraço é poderoso
Transmite grande energia
Importante e prazeroso
Cura e dá alegria

Eleva a alma carente
Acaba com a melancolia
Dá fim às desavenças
Promove a harmonia.


Omissão - Um poemeto da Aprendiz


Não deixe o carinhoso beijo
Sem dar,
Nem a boa palavra
Sem pronunciar,
Se há um abraço
Por que não abraçar?
E que o sorriso gostoso
Pra tudo iluminar...
Venha brilhar.
A gente se omite,
Se oprime,
Se acovarda,
E o tempo passa
Sem nenhum retorno
Nem favor.
Aproveitemos, pois
Cada instante,
Fazendo de cada gesto,
Ato de amor.



imagem 2




O outono da Vida - Poema


Vinte de março
Chegada do outono
Oficialmente

Como no ano
A vida tem suas estações
Passamos delicadas transições
Quase imperceptível mente
Dá primavera
Ao verão
Depois o outono
E o inverno, finalmente.

Aos poucos
Compreendemos
Que o tempo
Faz-nos amadurecer
Mudar não é fracassar,
Não é perder,
É prosseguir
E transformar

No outono da vida,
Safra colhida,
A alma recorda-se
Da partida,
Do passado bem vivido.
Com gratidão,
No silêncio,
Tudo tem novo sentido.

Um sábio coração
Entende a necessária
E intransferível
Modificação.

O mistério profundo
Dá existência
É aceitar com maturidade
O declínio da idade
E favorecer o nascimento
De outras maneiras de crescimento.

Há quatro estações
Na vida,
Semelhante às dos anos
Se em algumas há flores,
Em outras há desenganos.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 3





Confira mais

a

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar