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Internacional - Lula defende formação de bloco forte na América Latina

10/07/2024

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Em sua primeira visita à Bolívia desde que assumiu o terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a formação de um bloco forte na América Latina. Para o presidente brasileiro, “não existe saída individual na América do Sul”.


Um dia depois

Lula visitou a Bolívia um dia depois do país vizinho formalizar o ingresso como membro pleno do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Lula esteve reunido com o presidente Luís Arce e sua equipe de ministros na cidade de Santa Cruz de La Sierra, principal centro econômico e financeiro boliviano.

Reunião

Ao final da reunião bilateral, os dois líderes fizeram uma declaração à imprensa. Lula disse que o encontro é a inauguração de uma "nova era" na relação Brasil-Bolívia e destacou a necessidade incontornável de integração regional entre os países do continente sul-americano.

"Não existe saída individual para nenhum país na América do...

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Em sua primeira visita à Bolívia desde que assumiu o terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a formação de um bloco forte na América Latina. Para o presidente brasileiro, “não existe saída individual na América do Sul”.


Um dia depois

Lula visitou a Bolívia um dia depois do país vizinho formalizar o ingresso como membro pleno do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Lula esteve reunido com o presidente Luís Arce e sua equipe de ministros na cidade de Santa Cruz de La Sierra, principal centro econômico e financeiro boliviano.

Reunião

Ao final da reunião bilateral, os dois líderes fizeram uma declaração à imprensa. Lula disse que o encontro é a inauguração de uma "nova era" na relação Brasil-Bolívia e destacou a necessidade incontornável de integração regional entre os países do continente sul-americano.

"Não existe saída individual para nenhum país na América do Sul. Ou nós nos juntamos, formamos um bloco, tomamos decisões conjuntas e executamos as decisões, ou vamos continuar mais um século sendo países em vias de desenvolvimento", afirmou Lula. O presidente também listou uma série de acordos assinados, incluindo os de acesso à saúde e combate ao crime organizado.

Primeira vez

Esta é a primeira vez que Lula visita o país vizinho em seu terceiro mandato. Já o presidente da Bolívia esteve no Brasil quatro vezes ao longo do último ano. Lula também citou os projetos de instalação de uma fábrica de fertilizantes na fronteira seca entre os dois países, entre Corumbá, Mato Grosso do Sul, e Porto Quijaro, e a construção de uma ponte binacional sobre o Rio Mamoré, entre Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, na Bolívia.

O tema

Sobre o tema da integração, Luís Arce afirmou que é preciso avançar nas conexões rodoviárias e ferroviárias entre os países, para encurtar as distâncias entre as saídas para os oceanos Pacífico e Atlântico.

Leia outras informações

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CNJ lança novo aplicativo para ajudar a acelerar encontros de crianças e adolescentes com famílias interessadas em adotá-los

23/05/2026

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lança na próxima segunda-feira (25/05) — data considerada Dia Nacional da Adoção — o aplicativo A.DOT SNA em âmbito nacional. A ferramenta integra a busca ativa do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) em uma plataforma digital segura e acessível, com o objetivo de aproximar pretendentes habilitados de crianças e adolescentes que enfrentam maiores dificuldades de conseguir uma família — como crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e pessoas com deficiência ou necessidades específicas de saúde.

Atualmente, conforme dados de técnicos do CNJ que atuam na operação desse sistema, 1.799 crianças e adolescentes no Brasil estão aptos para a busca ativa e poderão ser encontrados por meio do aplicativo. O A.DOT é o primeiro aplicativo de adoção do Brasil e foi originalmente desenvolvido em 2018 pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) em parceria com o Instituto A.DOT.

Com o apoio do Programa Justiça 4....

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lança na próxima segunda-feira (25/05) — data considerada Dia Nacional da Adoção — o aplicativo A.DOT SNA em âmbito nacional. A ferramenta integra a busca ativa do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) em uma plataforma digital segura e acessível, com o objetivo de aproximar pretendentes habilitados de crianças e adolescentes que enfrentam maiores dificuldades de conseguir uma família — como crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e pessoas com deficiência ou necessidades específicas de saúde.

Atualmente, conforme dados de técnicos do CNJ que atuam na operação desse sistema, 1.799 crianças e adolescentes no Brasil estão aptos para a busca ativa e poderão ser encontrados por meio do aplicativo. O A.DOT é o primeiro aplicativo de adoção do Brasil e foi originalmente desenvolvido em 2018 pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) em parceria com o Instituto A.DOT.

Com o apoio do Programa Justiça 4.0 — iniciativa do CNJ em cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) —, a ferramenta foi repensada e aprimorada para contemplar crianças e adolescentes de todo o país. O lançamento nacional representa a expansão de uma iniciativa que já vinha funcionando de forma regional e que agora ganha escala e alcance nacionais.



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Busca em ambiente seguro e restrito

A busca ativa do SNA foi instituída pelo CNJ em 2022 para os casos em que todas as tentativas de encontrar famílias compatíveis nos cadastros nacionais e internacionais foram esgotadas. Nesses casos, os perfis das crianças e adolescentes passam a ser apresentados, em ambiente seguro e restrito, a pretendentes habilitados de qualquer parte do país. Com o A.DOT SNA, essa busca chega agora ao formato de aplicativo, ampliando a visibilidade desses perfis e tornando o processo mais acessível e transparente para quem deseja adotar.

O acesso ao aplicativo é feito por meio da plataforma gov.br. Interessados em adoção podem iniciar o pré-cadastro e acompanhar o processo de habilitação diretamente pelo app. Já a funcionalidade de busca ativa é restrita a pretendentes já habilitados no SNA e a perfis institucionais autorizados do Poder Judiciário e de órgãos competentes. A inclusão de crianças e adolescentes na plataforma depende de autorização judicial, fundamentada em relatório psicossocial, e ocorre apenas após o esgotamento das tentativas de localização de famílias compatíveis.

Perfis com fotos, vídeos e acompanhamento

Ao navegar pelo A.DOT SNA, os pretendentes habilitados podem conhecer os perfis das crianças e adolescentes disponíveis para busca ativa, que incluem fotos, vídeos curtos e informações essenciais sobre cada um. O aplicativo também permite acompanhar manifestações de interesse com atualizações enviadas por e-mail, notificações no próprio app e, em alguns casos, contato telefônico.

Todas as informações são protegidas por compromisso formal com a preservação da identidade, da imagem, da intimidade e do sigilo dos dados das crianças e adolescentes cadastrados.

Dados do Conselho apontam que, desde a criação do SNA em 2019, mais de 33 mil adoções foram viabilizadas em todo o país por meio do sistema. Dessas, 1.802 foram realizadas especificamente pela modalidade de busca ativa — justamente aquela voltada para os perfis com menor compatibilidade nos cadastros tradicionais.

A expectativa do CNJ é que o lançamento do aplicativo amplie ainda mais esses números, ao tornar os perfis mais visíveis e o processo mais dinâmico para os pretendentes.

— Com informações do CNJ e do HJur



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Aldo Rebelo reafirma pré-candidatura à presidência e diz estar disposto a disputar votos com Joaquim Barbosa na convenção do DC

23/05/2026

O ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo afirmou neste sábado (23/05), durante realização do chamado “Fórum Esfera”, em São Paulo, que vai recorrer da decisão do partido Democracia Cristã (DC) de expulsá-lo da legenda. Apesar de informações dos últimos dias de que ele próprio estaria sem interesse em ser candidato à presidência da República, Rebelo confirmou que pretende disputar o pleito pela sigla na convenção partidária.

Ele afirmou que, como há uma pretensão por parte de vários integrantes da legenda pela candidatura do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, ele pretende disputar a convenção da sigla tete a tete com Barbosa.

O ex-parlamentar classificou como “arbitrária” a decisão da direção nacional do partido de já ter começado a falar no nome de Barbosa sabendo que vinha sendo cogitada a sua candidatura e reiterou a disposição de manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Crise intern...

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O ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo afirmou neste sábado (23/05), durante realização do chamado “Fórum Esfera”, em São Paulo, que vai recorrer da decisão do partido Democracia Cristã (DC) de expulsá-lo da legenda. Apesar de informações dos últimos dias de que ele próprio estaria sem interesse em ser candidato à presidência da República, Rebelo confirmou que pretende disputar o pleito pela sigla na convenção partidária.

Ele afirmou que, como há uma pretensão por parte de vários integrantes da legenda pela candidatura do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, ele pretende disputar a convenção da sigla tete a tete com Barbosa.

O ex-parlamentar classificou como “arbitrária” a decisão da direção nacional do partido de já ter começado a falar no nome de Barbosa sabendo que vinha sendo cogitada a sua candidatura e reiterou a disposição de manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Crise interna

O movimento amplia a crise interna na sigla, aberta depois que o presidente do Democracia Cristã, João Caldas, anunciou Joaquim Barbosa como novo nome do partido para a corrida presidencial de 2026.

Rebelo vem defendendo uma plataforma baseada na retomada de projetos de desenvolvimento econômico que, segundo ele, ”estariam sendo bloqueados por restrições ambientais excessivas e por pressões internacionais”. Destacou, durante sua fala no fórum, que “parte significativa das barreiras impostas ao Brasil atende a interesses externos contrários ao crescimento do país”.

Investimentos estratégicos

Dentre suas metas de governo estão a atuação para acelerar investimentos estratégicos na Margem Equatorial — considerada hoje uma das principais apostas da Petrobras para expansão da produção de petróleo —, além da exploração de riquezas minerais na Amazônia, “incluindo reservas de terras raras consideradas essenciais para a indústria de alta tecnologia e para a transição energética global”, acrescentou.

O pré-candidato disse, ainda, que pretende associar desenvolvimento econômico, soberania nacional e exploração de recursos naturais como motores de crescimento do país.

— Com Agências de Notícias




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Vacina contra o Ebola pode ficar pronta para testes até agosto, afirmam cientistas de Oxford

23/05/2026

Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma nova vacina contra o vírus Ebola que deve ficar pronta para testes clínicos em dois a três meses e pode ajudar a enfrentar a atual emergência sanitária. O surto em curso, concentrado na República Democrática do Congo, já registrou 750 casos suspeitos e 177 mortes.

Responsável pelo atual avanço dos casos, a variante Bundibugyo do Ebola é rara e ainda não possui vacinas validadas em testes. Ela mata cerca de um terço das pessoas infectadas. Mesmo assim, os cientistas de Oxford afirmam trabalhar em ritmo acelerado caso o surto saia de controle e a vacina experimental precise ser utilizada.



Testes clínicos

Não há confirmação de que o imunizante funcione. Ainda serão necessários testes em animais e testes clínicos em humanos para confirmar a sua eficácia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o risco do atual surto de Ebola de "alto" para "m...

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Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma nova vacina contra o vírus Ebola que deve ficar pronta para testes clínicos em dois a três meses e pode ajudar a enfrentar a atual emergência sanitária. O surto em curso, concentrado na República Democrática do Congo, já registrou 750 casos suspeitos e 177 mortes.

Responsável pelo atual avanço dos casos, a variante Bundibugyo do Ebola é rara e ainda não possui vacinas validadas em testes. Ela mata cerca de um terço das pessoas infectadas. Mesmo assim, os cientistas de Oxford afirmam trabalhar em ritmo acelerado caso o surto saia de controle e a vacina experimental precise ser utilizada.



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Testes clínicos

Não há confirmação de que o imunizante funcione. Ainda serão necessários testes em animais e testes clínicos em humanos para confirmar a sua eficácia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o risco do atual surto de Ebola de "alto" para "muito alto" na República Democrática do Congo.

Segundo a OMS, o risco também passou a ser considerado alto na região afetada pelo surto, embora permaneça baixo em nível internacional. A atualização do status do surto ocorreu depois de a entidade declarar, no último domingo (17/05), emergência de saúde pública de interesse internacional, ressaltando que o surto não configura uma pandemia (situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente, como ocorreu com a Covid-19).

Tecnologia usada na pandemia

Uma outra vacina experimental contra a Bundibugyo também está em desenvolvimento, mas a previsão é que leve entre seis e nove meses para ficar pronta para testes. A vacina que está sendo desenvolvida em Oxford usa a mesma tecnologia trabalhada pela equipe durante a pandemia de Covid-19.

Trata-se de uma tecnologia altamente adaptável, conhecida como ChAdOx1, que pode ser rapidamente ajustada para combater diferentes infecções. Durante a pandemia, ela foi carregada com código genético do coronavírus. Desta vez, os cientistas utilizaram material genético da variante Bundibugyo do Ebola.

A tecnologia emprega um vírus de resfriado comum que normalmente infecta chimpanzés, mas que foi modificado geneticamente para se tornar seguro para humanos. Os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da vacina usam esse vírus da gripe modificado para transportar e entregar às células informações genéticas importantes sobre o vírus Ebola Bundibugyo. Com isso, o organismo aprende a reconhecer e a combater a doença real.



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Proteção ao sistema imunológico

A vacina não provoca infecção nem sintomas de Ebola, mas prepara o sistema imunológico para oferecer proteção. Os testes em animais já estão em andamento, conforme relataram pesquisadores. Assim que a Universidade de Oxford disponibilizar o material em padrão farmacêutico, o Serum Institute da Índia deve iniciar a produção em larga escala da vacina contra o Ebola.

"Assim que entregarmos o material inicial, eles poderão produzir rapidamente e em grande escala", afirmou à BBC News a professora Teresa Lambe, diretora de imunologia de vacinas do Oxford Vaccine Group. Por sua vez, representantes da OMS informaram que a vacina poderá estar disponível para uso em testes clínicos dentro de dois a três meses.

Intenção é agir rapidamente


De acordo com Lambe, do Oxford Vaccine Group, agir rapidamente é uma prioridade. "As pessoas estão preocupadas com esse surto. Em geral, é preciso se preparar para o pior cenário possível. Esperamos que o rastreamento de contatos e quarentena sejam suficientes, mas não podemos desacelerar", afirmou.

Existem seis espécies do vírus Ebola, mas apenas três provocam grandes surtos em humanos. O vírus Bundibugyo causou apenas dois surtos anteriores — em Uganda, em 2007, e na República Democrática do Congo, em 2012 — e não era detectado havia mais de uma década.

Já existe uma vacina contra a variante Zaire, mais comum, mas ainda não há uma vacina comprovadamente eficaz para a Bundibugyo. A equipe de pesquisadores de Oxford já vinha trabalhando em vacinas semelhantes para a variante Sudão do vírus Ebola e para o vírus de Marburg.

— Com BBC Brasil



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Fernando Guerra e a pelagem do Boi Surubim, por José Nivaldo Junior*

23/05/2026

A esquina mais importante do mundo não fica em nenhuma grande metrópole do exterior. Nem mesmo é a emblemática Time Square, em Nova York. O principal cruzamento do planeta fica em São Paulo, em local de alta visibilidade. Entrelaça a rua Surubim com a avenida Nações Unidas. Não tem pra ninguém.



Eu mesmo

Nasci no Recife mas minha vida já tinha cruzado com Surubim. Foi lá que fui concebido, lá minha mãe atravessou a gestação. Vim nascer no Recife, em pleno julho de 1951, mês de inverno, na época estradas intransitáveis. Assim que estiou um pouco, lá fui eu conhecer minha verdadeira terra natal. Digo que tenho dupla 'nacionalidade'. Sou recifense e 100% surubinense.



O boi Surubim

Tudo na Surubim da minha infância respirava gado, vaqueiros, vaquejada. A minha casa mesmo era vizinha do curral de "seu" Antônio Medeiros, fazendeiro boa praça, pai de muitos amigos e amigas. Da janela da...

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A esquina mais importante do mundo não fica em nenhuma grande metrópole do exterior. Nem mesmo é a emblemática Time Square, em Nova York. O principal cruzamento do planeta fica em São Paulo, em local de alta visibilidade. Entrelaça a rua Surubim com a avenida Nações Unidas. Não tem pra ninguém.



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Eu mesmo

Nasci no Recife mas minha vida já tinha cruzado com Surubim. Foi lá que fui concebido, lá minha mãe atravessou a gestação. Vim nascer no Recife, em pleno julho de 1951, mês de inverno, na época estradas intransitáveis. Assim que estiou um pouco, lá fui eu conhecer minha verdadeira terra natal. Digo que tenho dupla 'nacionalidade'. Sou recifense e 100% surubinense.



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O boi Surubim

Tudo na Surubim da minha infância respirava gado, vaqueiros, vaquejada. A minha casa mesmo era vizinha do curral de "seu" Antônio Medeiros, fazendeiro boa praça, pai de muitos amigos e amigas. Da janela da cozinha, acompanhava o movimento do curral. O tirar o leite. O tanger as vacas e bezerros para o pasto. O recolher, no fim do dia. Foi dessa visão privilegiada que conheci a pelagem 'surubim'.

História

Ai por volta dos 15, 16 anos, recebi o honroso convite do Dr. Herodoto Pinheiro Ramos (i.m.) para escrever um resumo da História de Surubim para uma revista que apresentava a programação de um evento médico, um congresso, algo assim, que se realizaria na cidade. Como não existiam fontes escritas, mergulhei, sem conhecer ainda esse termo, na historia oral. Conversei com antigos moradores, como o fazendeiro e grande comerciante José Galdino. Foi ele que me passou a historia: o boi, Surubim porque pintado, como algumas reses de "seu" Antônio Medeiros, morreu atolado durante estiagem na lagoa que existia onde hoje se situa a casa paroquial e a igreja matriz. Atolado, o boi teria sido alvo de predadores, uma onça, segundo a versão popular. O local passou a ser chamado Lagoa do Boi Surubim, depois Fazenda do Boi Surubim. A povoação que veio em seguida virou Surubim, que hoje, conforme dito, cruza com as Nações Unidas. De potência para potência.



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Do Sertão para o mar

Surubim é peixe do rio São Francisco. Também conhecido como pintado, nos grandes sertões, veredas. O nome foi aplicado ao boi. E fez o percurso inverso ao do povoamento. Partiu do Sertão do São Francisco em direção ao litoral. No boi, Surubim não é raça nem tipo. É pelagem.



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Fernando Guerra

Nasceu em Surubim no ano de 1948. Exerceu ao longo de sua vida diversas atividades, predominando as artes plásticas, com exposições e premiações no Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. Depois de ter residido em Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Olinda, retornou à sua terra em 1985, vindo a se dedicar ao jornalismo interiorano, fundando os jornais A Voz de Surubim e Correio do Agreste. Em seguida enveredou pelas pesquisas históricas e escreveu Memória das Vaquejadas de Surubim que foi publicado em 2017, tendo sido elaborado num período de 10 anos, aproximadamente. Ao observar o desconhecimento generalizado dos poderes públicos sobre a história de sua terra, procurou corrigir esse descaso recorrendo às documentações primárias, sobretudo aos registros sesmariais e de Terras Públicas. Aí, encontrou datações incompatíveis com as que são utilizadas para descrever a história do município. Por consequência resolveu escrever Uma Nova História de Surubim, sendo este livreto, certamente, seu primeiro capítulo. Aqui, também, ordena e elucida questões ligadas ao símbolo mais significativo do município de Surubim que é o touro que pertencera ao fazendeiro Lourenço Ramos da Costa, talvez em meados ou na segunda metade do século XIX. Hoje, sábado, 23/05/26, Fernando Guerra lança hoje, a partir das 19h30, no Centro Cultural que leva o nome de José Nivaldo, o pai, o livro 'O Boi Surubim'. O primeiro da série que reescreve a história do município.

No prefácio

O historiador Yony Sampaio registra que
o boi surubim, de tão famoso em sua época, deu nome ao local, que permanece ainda ligado ao ciclo do gado pelas vaquejadas, por um espírito de vaqueirice com suas representações físicas e memoriais. É este universo particular que Fernando Guerra está a desvendar. Unindo a pesquisa documental ao folclore, à representação e memória de um povo, em uma imensa riqueza por destacar a alma de uma gente que viveu e vive uma época passada, apesar das muitas voltas que tem tornado Surubim cada vez mais urbana e industrial. Mas como nas melhores cidades medievais da Europa, sem perder o charme e o espírito das suas origens, muitas envolvidas em sonhos e lendas do passado remoto. Fernando Guerra recorda com base em sólidos registros históricos, com lembrança das lendas e reprodução de produções artísticas atuais este mundo do boi surubim, sua origem e sua importância para o povo da sua cidade. Que continue nesta seara fecunda, a buscar a espacialidade das primitivas fazendas e os primórdios da aglomeração urbana, em um retornar ao passado: das vaquejadas do século XX e depois às fazendas do século XVIII. Espero ansioso, junto com todos os seus leitores, por mais obras, como essa que se recomenda a todos: arregace as calças e adentre a lagoa encantada e quem sabe descubra os restos do boi surubim, ainda esperando a volta da onça.

O Surubim

Como não tem fotografia do boi original, o pintado pode ser assim ou assado. Desde que seja pintado. O "meu" Surubim, da minha memória afetiva, é esse que vai em seguida. Mas, sendo pintado, é surubim. Parabéns amigo Fernando Guerra. Muito sucesso, que é marca de tudo o que você escreve.



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*José Nivaldo Junior é publicitário e historiador. Da Academia Pernambucana de Letras. Diretor de O Poder.




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China reúne equipes para resgatar vítimas de explosão de gás em mina de carvão; balanço aponta 90 mortes, 120 feridos e vários desaparecidos

23/05/2026

A China foi surpreendida, neste sábado (23/05) com uma explosão de gás de grandes proporções na mina de carvão de Liushenyu, no condado de Qinyuan. Um total de 247 trabalhadores estava no subsolo quando o acidente ocorreu. Destes, 90 morreram, 120 foram encaminhadas para hospitais próximos e 37 estão sendo procurados entre os destroços por policiais, corpos de bombeiros e a população local.

Em nota, o presidente chinês Xi Jinping pediu investigação sobre o acidente e ressaltou a necessidade de “responsabilizar os culpados”. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, província enviou ao local 755 pessoas, incluindo equipes de resgate e profissionais da área de saúde.

Operação reforçada

De acordo ainda com a agência, o presidente Xi Jinping pediu uma operação de resgate reforçada. Ele “enfatizou a necessidade de fazer todos os esforços para tratar os feridos, organizar operações de busca e resgate de forma científica e lidar adequad...

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A China foi surpreendida, neste sábado (23/05) com uma explosão de gás de grandes proporções na mina de carvão de Liushenyu, no condado de Qinyuan. Um total de 247 trabalhadores estava no subsolo quando o acidente ocorreu. Destes, 90 morreram, 120 foram encaminhadas para hospitais próximos e 37 estão sendo procurados entre os destroços por policiais, corpos de bombeiros e a população local.

Em nota, o presidente chinês Xi Jinping pediu investigação sobre o acidente e ressaltou a necessidade de “responsabilizar os culpados”. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, província enviou ao local 755 pessoas, incluindo equipes de resgate e profissionais da área de saúde.

Operação reforçada

De acordo ainda com a agência, o presidente Xi Jinping pediu uma operação de resgate reforçada. Ele “enfatizou a necessidade de fazer todos os esforços para tratar os feridos, organizar operações de busca e resgate de forma científica e lidar adequadamente com as consequências”.

A causa da explosão era desconhecida até o fechamento desta edição. Segundo informou a agência Xinhua, as autoridades locais foram alertadas na noite de sexta-feira feira (22/05) sobre um alarme disparado por um sensor subterrâneo de monóxido de carbono na mina de carvão de Liushenyu, indicando que os níveis haviam ultrapassado os limites de segurança.

Risco à segurança

Operada pelo Shanxi Tongzhou Coal Group, a mina foi incluída em 2024 pela Administração Nacional de Segurança de Minas da China em uma lista de minas que apresentavam “graves riscos à segurança”.

— Com Agências Internacionais de Notícias




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Magno Martins, guerreiro do Pajeú e pioneiro do jornalismo, por Marcelo Tognozzi*

23/05/2026

Pajeú em língua tupi é o rio dos pajés. São 353 km desde a nascente na Serra da Balança até a barragem de Itaparica, onde se entrega ao São Francisco num eterno abraço. Irmãos de águas. Os gregos diziam que em cada rio vivia um deus. Com o Pajeú e o São Francisco não é diferente, cada qual com sua alma, filhos do mesmo sertão.

Águas que forjam espíritos, têm poder de morte e vida, escassez e abundância, pouca ou nenhuma tolerância com gente sem substância. Não é uma questão de ser forte ou fraco, mas de existir sertanejo, uma essência à flor da pele. O impulso de seguir em frente fez o menino desafiar a música de Luiz Gonzaga e José Dantas.

Não fez como o peixe que nadou do mar para o Riacho do Navio, cruzando o Pajeú. Escolheu o caminho inverso e nunca abriu mão do rádio e das notícias das terras civilizadas. Primeiro, mandava notícias do sertão para o Recife desde Afogados da Ingazeira, sua terra, que, sem qualquer exagero, poderia ser a capital do vale...

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Pajeú em língua tupi é o rio dos pajés. São 353 km desde a nascente na Serra da Balança até a barragem de Itaparica, onde se entrega ao São Francisco num eterno abraço. Irmãos de águas. Os gregos diziam que em cada rio vivia um deus. Com o Pajeú e o São Francisco não é diferente, cada qual com sua alma, filhos do mesmo sertão.

Águas que forjam espíritos, têm poder de morte e vida, escassez e abundância, pouca ou nenhuma tolerância com gente sem substância. Não é uma questão de ser forte ou fraco, mas de existir sertanejo, uma essência à flor da pele. O impulso de seguir em frente fez o menino desafiar a música de Luiz Gonzaga e José Dantas.

Não fez como o peixe que nadou do mar para o Riacho do Navio, cruzando o Pajeú. Escolheu o caminho inverso e nunca abriu mão do rádio e das notícias das terras civilizadas. Primeiro, mandava notícias do sertão para o Recife desde Afogados da Ingazeira, sua terra, que, sem qualquer exagero, poderia ser a capital do vale do rio dos pajés. Era o fim dos anos 1970, início dos 1980, sem google, sem internet nem o celular da civilização moderna. O equipamento mais avançado era o telefone público da Telpe (Telecomunicações de Pernambuco) movido a fichas. O repórter ditava a notícia aos gritos para uma boa alma na redação do Diário de Pernambuco, distante duas centenas de quilômetros. Depois veio o telex e a vida melhorou um pouco.

Epopeia do Pajeú a Brasília

Assim começou a epopeia de Magno Martins, o sexto dos nove filhos de seu Gastão e dona Margarida, que conheci em Brasília no ano da graça de 1986, quando o Brasil recém inaugurara a Nova República. Naquele ano foi eleita a Assembleia Nacional Constituinte e o Congresso Nacional passou a ser um rico ecossistema de jornalistas vindos de todos os cantos do país.

Tinha Orlando Brito das lentes mágicas, Fernando Rodrigues, Laerte Rimoli, Jorge Bastos Moreno, Teresa Cruvinel, Vanda Célia, Tânia Fusco, Renato Riella, Leda Flora, Cristiana Lobo, Monica Waldvogel, Gisele Artur, Sonia Carneiro, Expedito Filho, Irineu Tamanini, Zé Maria Trindade, Bartolomeu Rodrigues, Ana Terra, Marcio Chaer, Joca, Jarrão, Chico Mendonça, Luiz Lanzetta, Ricardo Noblat, Helena Chagas, Etevaldo Dias, Armando Rollemberg, Ricardo Amaral, tanta gente que veio e foi, uns casaram, outros se abandonaram, apareceram e desapareceram, há os que estão aí firmes até hoje, resistentes ou, quem sabe, imprudentes.

Neste sopro constituinte de liberdade e ousadia, depois de passarmos pela Anistia, Diretas-Já e a morte de Tancredo Neves, assistimos de camarote o Brasil sair da ditadura para a democracia. Assunto nunca faltava, tinha de tudo. O deputado que acordou nu no gramado do Congresso depois de uma noite de amor com sua musa, a secretária que virou capa da Playboy, o cacique Mário Juruna e seu gravador, o centrão nascendo pelas mãos do parteiro Roberto Cardoso Alves, amamentado por seu lema “é dando que se recebe”.

Política de Magno é notícia, não partido

Veio a eleição de Fernando Collor em 1989 e, no ano seguinte, lá estava Magno como um dos coordenadores da campanha vitoriosa de Joaquim Francisco ao governo de Pernambuco, derrotando Jarbas Vasconcelos, lenda viva da política, um dos autênticos do velho MDB. A política está no sangue da família. Seu Gastão foi vereador e vice-prefeito de Afogados, mas a política de Magno é notícia, não partido. Fundou a Agência Nordeste, a primeira focada exclusivamente na região. Escreveu 15 livros. Um deles sobre Marco Maciel, de quem foi assessor e amigo. Outro, Os Leões do Norte, sobre os governadores de Pernambuco. Tem foco e energia invejáveis, sempre 220 volts.

Este sertanejo invocado, baixinho e ousado não foge de briga e nem leva desaforo para casa. O ex-senador Ney Maranhão (1927-2016) certa vez o recebeu para uma entrevista no gabinete. Maranhão, sertanejo raiz, gostava de terno branco de linho 120 e usava alpargatas de couro. Trancou a porta, tirou o revólver da cintura, pousou sobre a mesa, e iniciou sermão. Foi duro criticando reportagem de Magno, que dominou o medo e acabou revertendo a situação com tamanha habilidade, apaziguando o homem e o convertendo em sua fonte. O senador acabou se tornando um dos líderes do governo Collor no Congresso.

O finado governador Eduardo Campos, também brigou, mas fez as pazes. A atual governadora Raquel Lira, bateu de frente com ele. Arrumou um cachorro vira-las e o batizou com o nome do desafeto. Longe de ser homenagem, foi a única forma de Raquel conseguir botar coleira no Magno que, graças ao xará humano, da noite para o dia ganhou fama e notoriedade de cachorro mais famoso de Pernambuco. Raquel, diferente do tio Fernando (1938-2013), ex-ministro, ex-deputado e amigo querido, anda com o fígado a tiracolo. Mas aos 47 anos ela ainda terá tempo suficiente para adoçar o temperamento e voar mais alto na política.

Reinvenção de si mesmo

O filho do sertão do Pajeú tem na reinvenção de si mesmo uma marca. Quando o jornalismo impresso agonizava, foi um dos pioneiros dos novos caminhos digitais, criando o Blog do Magno em 2006. Dia 19 de maio este seu “filho” completou 20 anos. Foi uma festa linda, abençoada por Eduardo Monteiro, presidente da Folha de Pernambuco, um apaixonado pelo bom jornalismo. Seu jornal está na internet, mas ainda circula impresso, saindo da rotativa offset Rockwell, joia rara e singela a matar de saudades aqueles com o privilégio de visitar suas oficinas e sentir o cheiro do papel ainda úmido de tinta.

Mesmo onipresente no Nordeste com seus programas de rádio, o podcast Direto de Brasília e o blog campeão de audiência, Magno está longe de ser unanimidade. Criticado pela esquerda, direita, centro, recebe pedrada e elogio de todo lado. São inúmeros os calos por ele pisados ao longo da sua rica trajetória profissional. A dor de uns acaba sendo elixir de muitos leitores e ouvintes.

Já enfrentou processos, ameaças e juras de morte. Pajeú é terra que mistura poesia com valentia. Realidade acima da rima rica. Quem vem de lá, como ensinou Luiz Gonzaga, enfrenta batalhão, amansa burro brabo, pega cobra com a mão, trabalha de sol a sol e tem devoção. Quem bebeu daquelas águas tem a benção dos pajés. Nunca perde o encantamento.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.
NR - Autorizada a postagem do artigo. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.




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Justiça condena Marinha por atribuir em documentos, termos pejorativos a João Cândido e à Revolta da Chibata; entenda o motivo

23/05/2026

A 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro condenou a União a se abster de utilizar linguagem estigmatizante ou pejorativa em manifestações oficiais sobre João Cândido Felisberto e os participantes da Revolta da Chibata. Além da proibição, a sentença fixou indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo, valor que deverá ser destinado a projetos de valorização e preservação da memória do líder negro e do movimento de 1910. A decisão foi proferida pelo juiz federal substituto Mario Victor Braga Pereira Francisco de Souza, nos autos de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF).

O caso teve origem em manifestações institucionais da Marinha do Brasil encaminhadas à Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados no contexto do Projeto de Lei nº 4.046/2021, que propõe a inscrição de João Cândido no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. Segundo o MPF, em ofício enviado ao parlamento, a instituição militar teria classificado a Revolta da Chibata como “deplorável...

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A 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro condenou a União a se abster de utilizar linguagem estigmatizante ou pejorativa em manifestações oficiais sobre João Cândido Felisberto e os participantes da Revolta da Chibata. Além da proibição, a sentença fixou indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo, valor que deverá ser destinado a projetos de valorização e preservação da memória do líder negro e do movimento de 1910. A decisão foi proferida pelo juiz federal substituto Mario Victor Braga Pereira Francisco de Souza, nos autos de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF).

O caso teve origem em manifestações institucionais da Marinha do Brasil encaminhadas à Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados no contexto do Projeto de Lei nº 4.046/2021, que propõe a inscrição de João Cândido no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. Segundo o MPF, em ofício enviado ao parlamento, a instituição militar teria classificado a Revolta da Chibata como “deplorável página da história nacional” e usado expressões como “abjetos” e “reprovável exemplo” para se referir aos marinheiros envolvidos no movimento. Essas manifestações foram o estopim para o ajuizamento da ação civil pública.

Marinha pode opinar, mas não “ofender”

Na sentença, o magistrado reconheceu que a Marinha do Brasil tem plena legitimidade para apresentar ao Parlamento sua interpretação técnico-histórica sobre os fatos de 1910, inclusive posicionando-se contrariamente à concessão da honraria a João Cândido. O direito de manifestação institucional, porém, encontra limites nos princípios constitucionais. Para o juiz, expressões de cunho pejorativo extrapolam os limites do debate institucional legítimo e afrontam valores fundamentais, especialmente diante do contexto histórico e racial do movimento.

A Revolta da Chibata foi protagonizada majoritariamente por marinheiros negros que se rebelaram em novembro de 1910 contra os castigos físicos — como a chibatada — ainda aplicados na Marinha brasileira, práticas herdadas diretamente do período escravocrata. O movimento, liderado por João Cândido, resultou na abolição formal desse tipo de punição, mas seus participantes foram perseguidos e, muitos, mortos ou deportados. O magistrado considerou que esse contexto racial e histórico impõe à Administração Pública um dever redobrado de cuidado com a linguagem utilizada ao se referir ao episódio e aos seus protagonistas.

Anistia de 2008 impõe dever de linguagem

A decisão também se apoiou na Lei nº 11.756/2008, que concedeu anistia post mortem a João Cândido e aos demais participantes da revolta, reconhecendo formalmente os valores de justiça e igualdade defendidos pelos revoltosos. Para o juiz, esse reconhecimento legislativo não é apenas simbólico — ele impõe à Administração Pública o dever de observar linguagem compatível com os princípios da dignidade humana e da impessoalidade ao tratar do tema. “O Estado não pode, por um lado, anistiar e reconhecer os valores do movimento e, por outro, permitir que seus órgãos o qualifiquem com termos depreciativos em documentos oficiais”, afirmou, na decisão.

O magistrado foi cuidadoso ao delimitar o alcance da decisão: a condenação não impede a Marinha de sustentar sua interpretação histórica sobre a quebra de hierarquia e disciplina ocorrida em 1910, nem de se opor à concessão de honrarias a João Cândido. O que está vedado é o uso de linguagem ofensiva ou discriminatória nessas manifestações. A distinção é relevante porque preserva o debate institucional legítimo ao mesmo tempo em que impõe um padrão mínimo de respeito à memória de quem a própria lei reconheceu como defensor de valores de justiça.

Dano atinge especialmente a população negra

Ao fixar a indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo, o juízo considerou que o uso reiterado de termos depreciativos por órgãos estatais produziu lesão ao patrimônio imaterial da coletividade — em especial da população negra, que identifica João Cândido como símbolo histórico de resistência contra a opressão. O dano moral coletivo é um instituto jurídico que reconhece que determinadas condutas lesam não apenas indivíduos, mas grupos sociais inteiros, afetando sua identidade, sua dignidade e sua memória compartilhada.

O valor da indenização não irá para cofres genéricos do governo, mas deverá ser aplicado diretamente em iniciativas de valorização e preservação da memória de João Cândido e da Revolta da Chibata. A determinação reforça o caráter pedagógico e reparatório da decisão, que vai além da simples proibição de condutas e busca contribuir ativamente para o reconhecimento histórico de um movimento que, mais de um século depois, ainda divide opiniões dentro das próprias instituições do Estado brasileiro. A ação civil pública de nº 5138220-44.2025.4.02.5101 está disponível para consulta no site do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

— Com HJur



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Para cumprir meta fiscal, Governo Federal bloqueia mais R$ 22 bi do orçamento deste ano

23/05/2026

O Governo Federal anunciou o segundo bloqueio adicional no Orçamento de 2026, de R$ 22,1 bilhões. Somado ao anterior, de R$ 1,6 bilhão, o ajuste soma R$ 23,7 bilhões bloqueados este ano pelo Executivo. A informação foi repassada em entrevista coletiva concedida pelos ministros do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e da Fazenda, Dario Durigan, nesta sexta-feira (22/5).

Segundo eles, a medida foi decorrente do aumento de despesas obrigatórias sujeitas ao limite imposto para o cumprimento da meta fiscal que, neste ano, prevê um superavit primário de R$ 34,3 bilhões.

Aumento maior que o esperado

Ao apresentarem o relatório de avaliação de receitas e despesas do segundo bimestre, os dois ministros explicaram que o aumento de despesas foi maior do que o esperado no bimestre anterior, principalmente, por causa do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que apresentou incremento de R$ 14,1 bilhões em relação à estimativa anterior, pas...

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O Governo Federal anunciou o segundo bloqueio adicional no Orçamento de 2026, de R$ 22,1 bilhões. Somado ao anterior, de R$ 1,6 bilhão, o ajuste soma R$ 23,7 bilhões bloqueados este ano pelo Executivo. A informação foi repassada em entrevista coletiva concedida pelos ministros do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e da Fazenda, Dario Durigan, nesta sexta-feira (22/5).

Segundo eles, a medida foi decorrente do aumento de despesas obrigatórias sujeitas ao limite imposto para o cumprimento da meta fiscal que, neste ano, prevê um superavit primário de R$ 34,3 bilhões.

Aumento maior que o esperado

Ao apresentarem o relatório de avaliação de receitas e despesas do segundo bimestre, os dois ministros explicaram que o aumento de despesas foi maior do que o esperado no bimestre anterior, principalmente, por causa do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que apresentou incremento de R$ 14,1 bilhões em relação à estimativa anterior, passando para R$ 148 bilhões na projeção para o ano dos gastos previdenciários.

O governo ainda retirou da previsão de receita a arrecadação de R$ 31 bilhões com o um novo leilão de petróleo que estava previsto para este ano (leia abaixo). De acordo com o relatório, a receita líquida para o ano aumentou R$ 4,4 bilhões em relação ao relatório anterior, somando R$ 2,581 trilhões, enquanto a despesa primária avançou R$ 4,9 bilhões, para R$ 2,642 bilhões.

No entanto, a previsão do relatório para os gastos obrigatórios cresceu R$ 30,1 bilhões, na mesma base de comparação, totalizando R$ 2,422 trilhões. Enquanto isso, os benefícios previdenciários, que representam praticamente a metade das despesas primárias, aumentaram R$ 11,8 bilhões, para R$ 1,136 trilhão.

Resultado primário também piorou

O resultado primário também piorou com a nova projeção do relatório, passando de um deficit de R$ 58,9 bilhões para um saldo negativo de R$ 60,3 bilhões. A meta fiscal deste ano prevista na regra do arcabouço prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões.

Logo, mesmo com esse novo bloqueio, o governo segue com as contas no vermelho e só conseguirá cumprir a meta fiscal com os descontos previstos em lei, como o abatimento dos precatórios. Esse desconto aumentou na comparação com o relatório anterior, passando de R$ 63,4 bilhões para R$ 64,4 bilhões.

Com os abatimentos, o resultado primário acaba sendo positivo em R$ 4,1 bilhões, acima da previsão anterior, de R$ 3,5 bilhões, e, portanto, levemente acima do piso da meta.

Apesar disso, “economia vai bem”, diz ministro

Dario Durigan disse que, apesar de mais um ajuste nas despesas, a economia brasileira vai bem. "A situação da economia brasileira é, sem dúvida nenhuma, uma das melhores do mundo, tanto do ponto de vista do resultado fiscal, quanto do ponto de vista de como a gente está enfrentando este momento da economia global", frisou.

"Sem dúvida nenhuma, caminhamos em uma boa direção para entregar uma gestão orçamentária cada vez mais sólida, cada vez mais transparente e uma execução orçamentária também bastante rigorosa e com transparência", complementou.

Detalhamento sairá no fim do mês

O detalhamento do bloqueio será feito no anexo do decreto de programação orçamentária, que será publicado no fim do mês. "A gente deve fazer algo proporcional, considerando a dotação dos órgãos, sem haver um peso excessivo em qualquer órgão", afirmou Moretti, na apresentação do relatório.

No entanto, apesar do cumprimento da meta, de forma contábil, o resultado primário negativo segue impactando na dívida pública bruta, que ultrapassou 80% do PIB — patamar preocupante para uma economia com uma taxa básica de juros (Selic) de 14,50% ao ano.

No novo relatório, o governo reduziu a previsão de crescimento do PIB em 0,04 ponto percentual, passando de 2,33% para 2,29%, dado ainda acima das estimativas do mercado, cuja mediana das estimativas está em 1,85%.

Parâmetros macroeconômicos mais otimistas

Os parâmetros macroeconômicos do relatório seguiram mais otimistas do que as projeções do mercado, pois, apesar de a equipe econômica reduzir de 2,33% para 2,29% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa ainda está acima da mediana das projeções do mercado coletadas pelo Banco Central no boletim Focus, de 1,85%.

A estimativa do governo para a inflação deste ano passou de 3,74% para 4,49%, dado também mais otimista do que o do mercado, que já prevê o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,92% no acumulado deste ano, acima do teto da meta, de 4,50%.

O governo também elevou de US$ 71,09 para US$ 91,25 o valor médio do barril do petróleo neste ano, o que deve incrementar a receita não apenas na exportação do óleo como também de royalties. E, apesar de os ministros não revelarem os valores de quanto essa receita vem crescendo, os ministros contaram que essa receita extra que vem vindo do petróleo tem ajudado o governo nas medidas recentes para evitar aumento dos combustíveis, como o subsídio de 44 centavos para a gasolina.

— Com Correio Braziliense, Ministério da Fazenda e Agências de Notícias




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Prazo para declaração de IR está perto de acabar, mas 44 milhões de brasileiros ainda não acessaram a Receita Federal

23/05/2026

O brasileiro continua mantendo o velho hábito de entregar as coisas no último instante. Conforme informações divulgadas às 17h40 desta sexta-feira (22/05) pela Receita Federal, faltando apenas uma semana para o fim do prazo de declaração de imposto de renda, pouco mais de 30 milhões de contribuintes já fizeram suas declarações. Parece um número imenso, mas representa apenas 68,2% do total a ser feito.

Este ano, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo. Conforme estimativas da receita, das declarações entregues até agora, 62,6% terão direito a receber restituição. Enquanto 20,8% terão que pagar Imposto de Renda e 16,6% não têm imposto a pagar nem a receber.

Via programa ou online

A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (77,1%), mas 15,8% dos contribuintes recorrem ao preenchimento online, que deixa o rascunho da declar...

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O brasileiro continua mantendo o velho hábito de entregar as coisas no último instante. Conforme informações divulgadas às 17h40 desta sexta-feira (22/05) pela Receita Federal, faltando apenas uma semana para o fim do prazo de declaração de imposto de renda, pouco mais de 30 milhões de contribuintes já fizeram suas declarações. Parece um número imenso, mas representa apenas 68,2% do total a ser feito.

Este ano, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo. Conforme estimativas da receita, das declarações entregues até agora, 62,6% terão direito a receber restituição. Enquanto 20,8% terão que pagar Imposto de Renda e 16,6% não têm imposto a pagar nem a receber.

Via programa ou online

A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (77,1%), mas 15,8% dos contribuintes recorrem ao preenchimento online, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 7,1% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 59,4% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,5% dos envios.

Multa por atraso

O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. Por sua vez, as pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

— Com Agência Brasil




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André Gadelha diz que João Azevedo não fez 10% do que diz. Saiba porquê

23/05/2026

Com a palavra o deputado André Gadelha, pré-candidato ao Senado pela Paraíba, na chapa de Cicero Lucena, governador e Veneziano Vital, senador. Ele deu entrevista ao vivo no 'Pode Conversar Poadcast'. Afirmou, entre outros temas importantes:
"Esta semana estive em Brasília e tenho em mãos documentos que mostram a verdade que tentaram esconder do povo paraibano: o ex-governador João Azevêdo não realizou nem 10% das obras que propaga com recursos próprios do Estado. A grande maioria das realizações que ele alega serem dele, veio através do Governo Federal. Enquanto a população era levada a acreditar em uma realidade muito diferente", diz André.

Segundo ele

A Paraíba viveu um governo burocrático, distante das necessidades do povo e que não trouxe as melhorias que o estado merece. "E agora eu pergunto: o que querem fazer em Brasília, se não conseguiram transformar de verdade a vida dos paraibanos em nossa terra?"

Convocação<...

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Com a palavra o deputado André Gadelha, pré-candidato ao Senado pela Paraíba, na chapa de Cicero Lucena, governador e Veneziano Vital, senador. Ele deu entrevista ao vivo no 'Pode Conversar Poadcast'. Afirmou, entre outros temas importantes:
"Esta semana estive em Brasília e tenho em mãos documentos que mostram a verdade que tentaram esconder do povo paraibano: o ex-governador João Azevêdo não realizou nem 10% das obras que propaga com recursos próprios do Estado. A grande maioria das realizações que ele alega serem dele, veio através do Governo Federal. Enquanto a população era levada a acreditar em uma realidade muito diferente", diz André.

Segundo ele

A Paraíba viveu um governo burocrático, distante das necessidades do povo e que não trouxe as melhorias que o estado merece. "E agora eu pergunto: o que querem fazer em Brasília, se não conseguiram transformar de verdade a vida dos paraibanos em nossa terra?"

Convocação

André Gadelha se propõe a colocar o seu mandato a serviço do combate à corrupção de maus políticos, que assola o País. Também na defesa da juventude, contra o crescimento desenfreado do tráfico de drogas e, ainda, com uma pauta que leve para o Senado os verdadeiros problemas das pessoas e das famílias, tanto das Regiões metropolitanas quanto do interior.
"As periferias, as famílias do interior, com seus problemas da vida real, estão ausentes do debate no Senado. Essa será uma das nossas principais bandeiras. Precisamos mudar a nossa realidade. Precisamos de uma nova Paraíba, com gestão eficiente, transparência, coragem e compromisso verdadeiro com quem mais precisa. O povo não precisa de propaganda, precisa e quer resultados. No Executivo e no Legislativo. O povo precisa de senadores, como Veneziano, verdadeiramente comprometidos com as suas causas e os seus problemas. Eu me disponho a ser parceiro de Veneziano nessa sua luta", assinala o pré-candidato.








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