Lenha na fogueira – Ucrânia na Otan provoca a Rússia. Guerra pode ampliar ações na Europa
10/07/2024
Estados Unidos é contra. Sabe o que virá com Ucrânia na Otan
“Seguiremos apoiando (a Ucrânia) em seu caminho irreversível rumo à plena integração euro-atlântica, incluindo a adesão à Otan”, afirmaram os 32 países em uma declaração final que ainda não foi formalmente adotada pelos líderes do tratado, disseram as fontes. A Ucrânia quer receber um convite formal para ingressar na Otan, mas terá que esperar diante da oposição de vários países, incluindo os Estados Unidos.
Senhores da guerra
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que se houver um novo cessar-fogo na Ucrânia, o país deverá aderir à Aliança Atlântica para evitar novas agressões da Rússia....
Estados Unidos é contra. Sabe o que virá com Ucrânia na Otan
“Seguiremos apoiando (a Ucrânia) em seu caminho irreversível rumo à plena integração euro-atlântica, incluindo a adesão à Otan”, afirmaram os 32 países em uma declaração final que ainda não foi formalmente adotada pelos líderes do tratado, disseram as fontes. A Ucrânia quer receber um convite formal para ingressar na Otan, mas terá que esperar diante da oposição de vários países, incluindo os Estados Unidos.
Senhores da guerra
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que se houver um novo cessar-fogo na Ucrânia, o país deverá aderir à Aliança Atlântica para evitar novas agressões da Rússia. “Se houver agora um novo cessar-fogo, um novo acordo, temos de ter 100% de certeza de que (a Rússia) para aí, independentemente de onde esteja essa linha”, disse ele durante o Fórum Público realizado paralelamente à cúpula da Otan.
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Eleições 2026: O prazo para tirar o Título de Eleitor vai até 6 de maio
15/01/2026
Idade e pré-requisito
No Brasil, jovens a partir dos 15 anos já podem solicitar o título, embora o voto só seja permitido a partir dos 16 anos. Nessa faixa etária, assim como para pessoas com mais de 70 anos e cidadãos não alfabetizados, o voto é facultativo. O título eleitoral é pré-requisito para eleger os novos representantes, mas, além disso, é solicitado para: tomar posse em cargos públicos; inscrever-se em concursos públicos; obter passaporte ou carteira de identidade; realizar ou renovar matrícula em instituições públicas de ensino (universidades e escolas técnicas); re...
Cidadãos, é importante se atentar às datas para regularizar ou fazer a primeira solicitação do título de eleitor. O prazo final para tirar o título eleitoral, regularizar pendências ou transferir o domicílio eleitoral termina em 06/05, conforme o calendário da Justiça Eleitoral. O cadastro é encerrado 150 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Idade e pré-requisito
No Brasil, jovens a partir dos 15 anos já podem solicitar o título, embora o voto só seja permitido a partir dos 16 anos. Nessa faixa etária, assim como para pessoas com mais de 70 anos e cidadãos não alfabetizados, o voto é facultativo. O título eleitoral é pré-requisito para eleger os novos representantes, mas, além disso, é solicitado para: tomar posse em cargos públicos; inscrever-se em concursos públicos; obter passaporte ou carteira de identidade; realizar ou renovar matrícula em instituições públicas de ensino (universidades e escolas técnicas); receber salários, proventos ou benefícios de cargo público; participar de licitações públicas; regularizar o CPF junto à Receita Federal (quando há pendências eleitorais); assinar contratos com órgãos do poder público; e realizar alguns atos em cartório, quando exigida a quitação eleitoral.
Os documentos necessários e como tirar o Título de Eleitor
Separe os documentos necessários, você vai precisar de: documento oficial com foto (RG ou CNH), CPF, comprovante de residência recente e certificado de quitação do serviço militar (no caso de homens maiores de 18 anos); Acesse o site do TSE e clique em Autoatendimento Eleitoral, na aba Serviços; Selecione a opção: Título Eleitoral; Em seguida, clique em: Tire seu título eleitoral; Envie a documentação solicitada; Serão solicitados, também, dados como: endereço, local de votação desejado, contatos, etc.; Envie a solicitação, você poderá acompanhá-la em Acompanhe uma Solicitação, também na aba de Autoatendimento.

A biometria
Depende do TSE liberar o título sem biometria, ou convocar posteriormente para a coleta biométrica, quando o atendimento presencial estiver normalizado na sua cidade. Importante: quem não tem biometria ainda consegue votar, desde que o título esteja regular.

Nobel da Paz chega à Casa Branca para encontro com Trump
15/01/2026
Nobel da Paz e Trump
María Corina já havia dedicado o Nobel da Paz a Trump, porém, afirmou que gostaria de entregar o troféu a ele, o que o presidente norte-americano afirmou que "seria uma grande honra". Em resposta, o Comitê do Nobel afirmou que o prêmio é intransferível. Em uma entrevista neste mês à "Fox News", a opositora afirmou que não conversava com Trump desde que o prêmio foi anunciado. Trump queria vencer o Nobel da Paz e criticou o Comitê norueguês do Nobel por nã...
María Corina Machado, a oposicionista venezuelana, chegou à Casa Branca, em Washington, nos EUA, hoje, quinta-feira, 15/01. A vencedora do Prêmio Nobel da Paz se reunirá com o presidente Trump a portas fechadas. A reunião ocorre após Corina Machado ter sido preterida por Trump para assumir o governo venezuelano depois de Maduro ser deposto. A Casa Branca escolheu apoiar a vice-presidente de Maduro, Delcy Rodriguez, que se tornou presidente interina da Venezuela.

Nobel da Paz e Trump
María Corina já havia dedicado o Nobel da Paz a Trump, porém, afirmou que gostaria de entregar o troféu a ele, o que o presidente norte-americano afirmou que "seria uma grande honra". Em resposta, o Comitê do Nobel afirmou que o prêmio é intransferível. Em uma entrevista neste mês à "Fox News", a opositora afirmou que não conversava com Trump desde que o prêmio foi anunciado. Trump queria vencer o Nobel da Paz e criticou o Comitê norueguês do Nobel por não ter sido escolhido. Trump tem se mostrado frustrado com a decisão que deu o Prêmio Nobel da Paz à opositora venezuelana no ano passado, após ele fazer "campanha" para recebê-lo por meses.
Em 2026 os Eleitores vão às Urnas. Saiba mais sobre o Processo Eleitoral
15/01/2026
Ordem de votação
Deputado federal; Deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal); Senador (primeira vaga); Senador (segunda vaga); Governador e vice-governador; Presidente e vice-presidente da República.
Serão 513 vagas para o cargo de deputado federal, 1.035 de deputado estadual e 24 de deputado distrital. No Senado, 54 cadeiras serão renovadas, o que representa dois terços do total de 81 senadores.
No Executivo, uma chapa é escolhida em cada estado e no Distrito Federal para governador e vice-governador e uma chapa é eleita para presidente e vice-presidente da República.
Nas eleições de 2026, 150 milhões de brasileiros vão às urnas para a escolha de 6 candidatos para o Executivo e Legislativo ao nível estadual e nacional, segundo o TSE, Tribunal Superior Eleitoral. O primeiro turno das eleições acontece no dia 4 de outubro e um eventual segundo turno pode acontecer no dia 25 do mesmo mês.
Ordem de votação
Deputado federal; Deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal); Senador (primeira vaga); Senador (segunda vaga); Governador e vice-governador; Presidente e vice-presidente da República.
Serão 513 vagas para o cargo de deputado federal, 1.035 de deputado estadual e 24 de deputado distrital. No Senado, 54 cadeiras serão renovadas, o que representa dois terços do total de 81 senadores.
No Executivo, uma chapa é escolhida em cada estado e no Distrito Federal para governador e vice-governador e uma chapa é eleita para presidente e vice-presidente da República.

Idade mínima para cada cargo
Segundo a Constituição Federal, a idade mínima para concorrer aos cargos de uma eleição é condição de elegibilidade. Saiba: Presidente da República, vice-presidente da República e senador: 35 anos;
Governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal: 30 anos; Deputado federal e deputado estadual ou distrital: 21 anos.
Sistema eleitoral
Em uma eleição geral existem 2 sistemas eleitorais: proporcional e majoritário. Os deputados são eleitos pelo sistema proporcional, enquanto os senadores, os governadores e o presidente são escolhidos por meio do sistema majoritário.
No sistema proporcional: as vagas são distribuídas entre os partidos e as federações. As cadeiras são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro das legendas, segundo o cálculo dos quocientes eleitoral e partidário. Ou seja, nem sempre os candidatos que tiveram mais votos assumem os cargos políticos. A conta de quantas vagas cada partido terá é feita com base no cálculo do quociente eleitoral. O TSE calcula quantos foram os votos válidos, excluindo os nulos e os votos em branco, e divide pelo número de vagas disponíveis.
No sistema majoritário: é simples e baseado na quantidade de votos. Nessas disputas, o candidato com a maior quantidade de votos ganha. No caso de governadores e presidente, a chapa precisa de mais de 50% dos votos válidos para vencer em primeiro turno. Caso contrário, a eleição será decidida em segundo turno entre os 2 candidatos mais votados.

Aqui, Leitor, Você Exerce o Contraditório - Crônica, por Romero Falcão*
15/01/2026
Pilar da Democracia
Mais do que liberar opiniões de rodapé, esta mídia digital na qual escrevo oferece um dos pilares robustos da democracia: o contraditório. Aqui, o leitor, a leitora, pode se expressar, produzir seu próprio texto com argumentos, embasamento e dados, refutando o artigo em questão — e não com o fígado das redes sociais.
Voz e Vez
Um exemplo clássico dos últimos dias foi o artigo “O Cruel e Desumano Tratamento a Jair Bolsonaro”, da médica Cristiana Altino, prontamente rebatido pelo texto “Ética Médica de Conveniência”, de autoria do professor Natanael Sarmento. É extremamente importante o debate, o embate no campo das ideias, o...
Quando escrevi os primeiros textos para o jornal O Poder, um colega questionou: por que não havia espaço para comentários dos leitores? Na ocasião, respondi que se tratava do formato da publicação. No entanto, hoje explico ao tal colega — que certamente lerá esta crônica.
Pilar da Democracia
Mais do que liberar opiniões de rodapé, esta mídia digital na qual escrevo oferece um dos pilares robustos da democracia: o contraditório. Aqui, o leitor, a leitora, pode se expressar, produzir seu próprio texto com argumentos, embasamento e dados, refutando o artigo em questão — e não com o fígado das redes sociais.
Voz e Vez
Um exemplo clássico dos últimos dias foi o artigo “O Cruel e Desumano Tratamento a Jair Bolsonaro”, da médica Cristiana Altino, prontamente rebatido pelo texto “Ética Médica de Conveniência”, de autoria do professor Natanael Sarmento. É extremamente importante o debate, o embate no campo das ideias, o que este jornal preza, dando voz e vez aos seus leitores para que se manifestem de acordo com sua visão de mundo, desde que de maneira civilizatória.
Ringue Armado
Vivemos num Brasil em que problemas complexos são tratados com a lógica das redes sociais. A sociedade não discute com firmeza e clareza as crises do país; pelo contrário, opta pelo ringue armado, no qual quem grita mais alto e sabe bater leva a melhor. Quando não há como refutar o argumento contrário, ataca-se o argumentador.
Inteligência Natural
Mas aqui, O Poder dá a liberdade, leitor, leitora, de discordar destas minhas linhas, pois a diferença de perspectivas, quando acompanhada de respeito e urbanidade, é o que faz a inteligência natural subir um degrau na escada da humanidade.
*Romero Falcão é um cronista que se arrisca a fazer poema torto.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.

Entre a tutela e a liberdade: a metamorfose do autoritarismo no Brasil, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
15/01/2026
“A liberdade nasce quando o indivíduo desperta; a civilização, quando ele sabe por que desperta.”
I. Preâmbulo — Da corrente viral ao problema real
De tempos em tempos, surgem textos inflamados contra a esquerda que misturam alertas legítimos com exageros, frases apócrifas e romantização de abusos do regime militar.
Esses textos acertam na indignação diante da hegemonia cultural da esquerda e da corrosão institucional promovida pelo lulopetismo, mas erram quando trocam rigor por panfletos.
A crítica verdadeira e justa não precisa ser caricata. E o problema do Brasil é mais profundo do que opor “ditadura militar” a “ditadura vermelha”.
O que nos marca, desde o período colonial, é uma cultura de tutela permanente, a dificuldade de formar indivíduos verdadeiramente livres e a tentação de buscar redenção política sem trabalho interior.
Enquanto isso não for enfrentado, cont...
“A liberdade nasce quando o indivíduo desperta; a civilização, quando ele sabe por que desperta.”
I. Preâmbulo — Da corrente viral ao problema real
De tempos em tempos, surgem textos inflamados contra a esquerda que misturam alertas legítimos com exageros, frases apócrifas e romantização de abusos do regime militar.
Esses textos acertam na indignação diante da hegemonia cultural da esquerda e da corrosão institucional promovida pelo lulopetismo, mas erram quando trocam rigor por panfletos.
A crítica verdadeira e justa não precisa ser caricata. E o problema do Brasil é mais profundo do que opor “ditadura militar” a “ditadura vermelha”.
O que nos marca, desde o período colonial, é uma cultura de tutela permanente, a dificuldade de formar indivíduos verdadeiramente livres e a tentação de buscar redenção política sem trabalho interior.
Enquanto isso não for enfrentado, continuaremos oscilando entre absolutismos de sinais invertidos, alternando fardas, bandeiras e togas sem tocar na raiz do problema: a maturidade moral do cidadão.
II. Um povo conservador sem pensamento conservador
A maioria dos brasileiros é conservadora na vida: na família, na fé, no senso de justiça intuitiva, na moral prática.
Entretanto, esse conservadorismo vivido raramente se transforma em pensamento conservador. Falta a ponte: educação sólida, filosofia clássica, lógica, erudição mínima. Falta o que forma consciência.
Temos um povo com valores corretos, mas intelectualmente desarmado. E um conservadorismo sem ferramentas de pensamento é presa fácil para quem controla universidades, linguagens, categorias e metáforas.
A vida brasileira é conservadora, mas o imaginário cultural é de esquerda — porque a formação do espírito foi deixada para quem tinha projeto de poder.
Em alguns oásis, como a Nova Acrópole, certos setores da Maçonaria, comunidades cristãs católicas e protestantes, e pensadores que dialogam com a tradição — de Aristóteles, Cícero e Sêneca a autores contemporâneos como Otávio de Carvalho, Roger Scruton, Pondé, entre outros — floresceu aquilo que deveria ser missão nacional: ensinar o indivíduo a pensar por si, conhecer-se, integrar caráter e razão, assumir responsabilidade moral.
São tradições distintas, não homogêneas, mas convergem na defesa de um conservadorismo civilizacional que não é dogma, e sim uma pedagogia da liberdade.
Mas essa formação nunca se tornou política de Estado nem cultura das elites brasileiras. E hoje pagamos o preço.
III. A sedução do marxismo e a infantilização moral
Nesse terreno, o marxismo opera como religião secular. Promete igualdade sem esforço, justiça sem virtude, redenção coletiva sem autoconhecimento.
Dá ao ressentimento um discurso moral, transforma inveja em programa político, canaliza frustrações para uma luta sem interioridade.

O marxismo induz à falsa ideia de que vai poupar o indivíduo da dor de mudar a si mesmo — e por isso seduz. Ele substitui a ética do esforço pela fé na revolução. Ele dissolve responsabilidade pessoal na “estrutura” e eleva a massa à condição de entidade sagrada. E toda massa sacralizada pede um tirano.
Por isso, regimes inspirados em leituras totalitárias do marxismo não raramente desembocam com tanta previsibilidade em censura, repressão e violência. Não é acidente; é consequência filosófica.
IV. O regime de 64: vitória material, derrota filosófica
Para ser honesto, o regime militar teve dois lados. No concreto, modernizou o país: Zona Franca, Itaipu, Embrapa, malha rodoviária, infraestrutura de energia, integração territorial, fortalecimento bancário, mecanismos trabalhistas. Esse legado existe e sustenta o Brasil até hoje.
Mas no plano filosófico, repetiu o vício nacional: venceu a guerrilha, mas não venceu a tutela. Construiu ordem, mas não construiu autonomia. Contendeu o caos, mas não formou cidadãos livres.
Apostou no desenvolvimento econômico como alavanca de maturidade política, na expectativa de que prosperidade geraria consciência.
O erro não foi exclusivo do Brasil. Os Estados Unidos cometeram a mesma aposta ao integrar a China à economia global: imaginaram que o enriquecimento derrubaria o regime e produziria uma sociedade civil vibrante.
O resultado foi o oposto. Criaram a mais sofisticada forma contemporânea de capitalismo de Estado, no qual prosperidade material convive com controle político absoluto.
A lição é clara: crescimento não substitui educação moral; riqueza não produz liberdade; desenvolvimento sem consciência apenas fortalece tiranos.
O regime militar acertou no concreto, mas deixou o espírito nacional vulnerável. Enquanto asfaltava estradas, a esquerda pavimentava o imaginário.
Enquanto construía pontes físicas, a ideologia construía pontes simbólicas. O Estado apostou na ordem exterior e negligenciou a formação interior.
Respiramos no concreto, mas permanecemos asfixiados no abstrato.
O regime venceu batalhas importantes, mas perdeu a guerra decisiva: a guerra pela formação do indivíduo livre.
V. A derrota no campo das ideias e a hegemonia cultural da esquerda
Quando veio a abertura, a esquerda estava organizada: tinha professores, artistas, intelectuais, jornalistas, narrativas, editoras, vocabulário moral.
A direita tinha obras, mas não tinha pensamento. Tinha Estado, mas não tinha cultura. Tinha ordem, mas não tinha filosofia.
Quem perde o abstrato perde o futuro. E o campo das ideias foi entregue quase sem resistência.
Foi assim que o lulopetismo emergiu não como simples partido, mas como síntese de décadas de tutela. Seu poder não se explica apenas por corrupção e escândalos — gravíssimos em si — mas por hegemonia cultural, clientelismo estatal e domínio semântico.
A esquerda sequestrou palavras como “democracia”, “justiça social”, “tolerância”, “povo”. Transformou-as em escudo ideológico. Criticá-la virou sinônimo de autoritarismo.
Por outro lado, defender a ordem virou “fascismo”. Criou-se uma blindagem moral que protege o projeto de poder mesmo diante da realidade.
O lulopetismo é a culminância da tutela, não sua origem.
VI. A verdadeira saída: formar indivíduos, não massas
Se o problema é a tutela, a solução não é política antes de ser filosófica. O Brasil só será livre quando cada brasileiro pensar por si.
No entanto, isso exige restaurar a pedagogia clássica: caráter, virtude, disciplina interior, coragem moral e consciência crítica — tarefa que hoje começa a ser retomada, ainda que de modo fragmentado, por instituições que ousam nadar contra a hegemonia cultural.
Plataformas como a Brasil Paralelo recuperam narrativas históricas e filosóficas esquecidas; veículos e colunas independentes que abrem espaço ao pensamento de direita ajudam a reequilibrar o debate público; comunidades civis como o Círculo Monárquico, escolas de liderança intelectual, grupos de estudo tradicionais e círculos cristãos de formação moral preservam valores civilizacionais; autores e articulistas conservadores que escrevem em portais nacionais devolvem densidade ao discurso público.
Todos esse são núcleos distintos, mas convergentes no essencial: reacender a formação do espírito, restaurar a coragem de pensar e devolver ao Brasil uma consciência capaz de se proteger da tutela ideológica.
Indivíduos que recusam ser massa. Indivíduos que reconhecem manipulação em discursos de ódio ou promessas mirabolantes de igualdade.
Indivíduos que não delegam sua consciência a nenhum líder — nem ao partido, nem ao general, nem ao juiz, nem ao influencer.
Sem isso, qualquer direita corre o risco de virar tutela de outro tipo.
VII. Os três sebastianismos: Lula, Bolsonaro e o Centro
O Brasil revive, em sua política, o velho mito português de D. Sebastião: a esperança do salvador que retorna para restaurar a ordem perdida.
O sebastianismo assumiu aqui três formas distintas, mas movidas pelo mesmo impulso psicológico: a recusa em assumir a liberdade adulta.
Lula encarna o pai redentor, o ungido da narrativa, aquele que promete proteção e dá ao eleitor a sensação infantil de que o Estado pode amparar tudo.
Bolsonaro tornou-se o guerreiro antipolítico, o herói solitário que enfrenta inimigos invisíveis e promete uma redenção pela força moral e pela coragem.
Já o Centro cultiva o perfil do gestor providencial, o técnico equilibrado, o pacificador que acende vela para os dois lados e promete estabilidade sem enfrentar as raízes da instabilidade.
Esses três arquétipos, embora distintos, convergem no mesmo equívoco: oferecer ao país uma saída emocional, não civilizacional. O lulopetismo capturou cultura, universidades, linguagem e aparelhos estatais.
Autoritarismo brasileiro
Convém lembrar que o autoritarismo brasileiro já teve rosto de direita, mas hoje se exerce pela esquerda. Mudou de farda para toga ideológica, trocou o AI-5 pelo controle da linguagem, da cultura, das universidades e das instituições.
A direção política mudou, mas o vício permaneceu: a tutela sobre a consciência nacional.
A direita, com todos os seus defeitos, ainda representa a única barreira real à hegemonia cultural progressista. Entre ambos, o centro só tem utilidade quando serve como ponte pragmática, não como destino.
Se o Brasil precisar, em cenário adverso, de um nome transitório de centro ou de direita moderada para impedir a continuidade de um projeto de poder destrutivo, isso é prudência — não concessão.
Mas nenhum desses sebastianismos entregará o que promete. Não é um pai que salvará o país. Não é um guerreiro.
Não é um gestor.
O único caminho real de emancipação é a maturidade do eleitor, a aceitação da responsabilidade moral e a recusa de permanecer criança política. O Brasil só se tornará adulto quando parar de desejar messias — e desejar, enfim, liberdade.
VIII. A síntese conservadora
A travessia brasileira exige indivíduos livres, mas exige algo mais profundo: indivíduos conscientemente conservadores. Não no sentido partidário, mas civilizacional.
Guardiões da família, da fé, do trabalho, da responsabilidade moral, da hierarquia justa, da continuidade histórica e da comunidade como fundamento da vida social.
O Brasil foi conservador na prática, mas tímido na defesa de seus valores; viveu a tradição, mas cedeu a linguagem à esquerda. Essa timidez custou caro: permitiu que o progressismo definisse o vocabulário moral do país.
Romper esse ciclo exige que o conservador brasileiro deixe de ter vergonha intelectual, assuma o que é e compreenda por que pensa como pensa.
Só será livre quando sua moral for consciente, não instinto; só será forte quando sua maioria silenciosa for protagonista, não espectadora.
O futuro do Brasil depende disso: transformar sua intuição conservadora em convicção consciente — e fazer da tradição uma força ativa de reconstrução nacional.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Marechal Castelo Branco, primo inter pares de 64, por Natanael Sarmento*
15/01/2026
Trajetória
Humberto de Alencar Castelo Branco nasceu em Fortaleza (CE) em 1827. A carreira militar de Castelo Branco começou em 1918, aspirante a oficial. Na Guerra, com as Forças Expedicionárias na Itália, tinha patente de Capitão do Exército. Cursou escolas militares no Brasil e no exterior - França e Eua.
Dirigiu escolas militares. Comandou Exércitos nas regiões Norte e Nordeste. Com patente de General foi Chefe do Estado Maior das Forças Armadas – EMFA, em 1963, nomeado pelo Presidente Jango contra quem conspirou e ajudar a depor em 1º de abril de 1964. Comandava o 4º Exército/NE no golpe. É promovido a Marechal em 1964, pouco antes de assumir a Presidência.
Influências ideológicas
Na década de 1930 foi atraído pelo proselitismo fascista da Ação Integralista Brasileira - AIB –do Plínio Salgado, copia nativa do nazifascista Estado nacional forte militarismo e anticomunis...
Trajetória
Humberto de Alencar Castelo Branco nasceu em Fortaleza (CE) em 1827. A carreira militar de Castelo Branco começou em 1918, aspirante a oficial. Na Guerra, com as Forças Expedicionárias na Itália, tinha patente de Capitão do Exército. Cursou escolas militares no Brasil e no exterior - França e Eua.
Dirigiu escolas militares. Comandou Exércitos nas regiões Norte e Nordeste. Com patente de General foi Chefe do Estado Maior das Forças Armadas – EMFA, em 1963, nomeado pelo Presidente Jango contra quem conspirou e ajudar a depor em 1º de abril de 1964. Comandava o 4º Exército/NE no golpe. É promovido a Marechal em 1964, pouco antes de assumir a Presidência.

Influências ideológicas
Na década de 1930 foi atraído pelo proselitismo fascista da Ação Integralista Brasileira - AIB –do Plínio Salgado, copia nativa do nazifascista Estado nacional forte militarismo e anticomunismo no Estado “integral”. Na École Supérieure de Guerre da França estudou táticas e técnicas sociopolíticas, propaganda e métodos de censura. No Fort Leavenworth War School dos Eua aprimorou táticas e estratégias militares da doutrinação anticomunista estadunidense.
“Eleição” presidencial
Na farsa eleitoral da votação indireta foi eleito Presidente com 361 votos do Congresso Nacional equilibrado na ponta das baionetas.
“Caça às bruxas”
Inicia imediatamente a “caça às bruxas” dos aliados do governo deposto visando destruir qualquer força de oposição e ao mesmo tempo sedimentar o projeto autoritário do golpe militar-empresarial.

Repressão
A nova ordem suprime liberdades públicas e privadas; persegue opositores; cassa mandatos eletivos; fecha o Congresso Nacional assim como a Central Geral dos Trabalhadores Cgt , a União Nacional dos Estudantes - Une; extingue os Partidos e promove a devassa contra funcionários públicos nos Inquéritos Policiais Militares -IPMs; impõe a censura; restringe a liberdade de imprensa e expressão na Lei 5.250/67; proíbe as greves - Lei 4.330/64; banaliza sequestros, torturas, assassinatos e exílios.
Institucionalização
Com o Congresso em “recesso”, Castelo decreta os primeiros Atos Institucionais visando institucionalizar a ordem do novo regime.
Ministério
A “staff” ministerial escolhida a dedo entre os entreguistas, militares e civis, todos, alinhados com as ordens da Casa Branca. Entre outros, os Generais Costa e Silva, Cordeiro de Farias, Juracy Magalhães, Juarez Távora, Ernesto Geisel, Brigadeiro Eduardo Gomes e os paisanos Roberto Campos, Magalhães Pinto, Otávio Bulhões.
Antinacional
São revogadas leis nacionalistas de proteção do sistema financeiro e da exploração do solo e subsolo. Abre-se a porteira para a boiada do capital estrangeiro e das multinacionais. Os empréstimos externos aumentam exponencialmente a dívida saindo de 4 bilhões de dólares em 1960 para 64 bilhões, em 1980. Hipoteca-se nos bancos a soberania e aumenta-se a dependência econômica. Favorece-se megaprojetos de exploração mineral, 90% das mineradoras estrangeiras, em áreas maiores que muitos países, leiloam-se as riquezas estratégicas do país.

“Ouro de tolo”
A burguesia internacional e nacional, setores das camadas médias abastadas se beneficiavam do acessos aos créditos e ao bens de consumo, estas faziam festa por “ganharem 4 mil cruzeiros por mês e conseguir comprar um corcel 73”” como ironizava Raul Seixas.
Mão-de-ferro
Para garantir os lucros elevados da burguesia a ditadura usou mão-de-ferro contra os trabalhadores. Promoveu brutal arrocho salarial, retirou direitos. Suprimiu a “estabilidade” e aumentou a rotatividade e o “exército de reserva”. No andar de cima, lucros fabulosos, no de baixo, salários aviltados. Acentuava-se a concentração de renda e as desigualdades sociais. Sindicatos amordaçados, líderes cassados, intervenção dos “pelegos” nomeados. Criminalização das greves e dos movimentos sociais. Censura da imprensa e banalização da espionagens, sequestros, torturas e assassinatos.
Sni et alli
Em 1964 foi criado o Serviço Nacional de Informações – Sni, com instrutores, equipamentos e financiamento da Cia. Órgão estatal de “monitoramento e segurança interna”, a compor a gigantesca rede de espionagem - Centro de Informações do Exército (Cie); Marinha (Cenimar); Aeronáutica (Cenimar), Departamentos de Operações Policiais Estratégicas (Dops); Departamentos de Operações e Informações (Doi); Centro de Operações de Defesa Interna (Codi) ademais dos grupos clandestinos quais Comando de Caça aos Comunistas (Ccc) e Esquadrões da Morte, na confusão de criminalidade com segurança pública sob o terrorismo de Estado existente.
Desnacionalização
O golpe soterrou o projeto nacionalista desenvolvimentista do país. A política liberal da “abertura ao capital estrangeiro”, todavia, desenvolvia contradições. Embora mantivesse controle estatal de setores estratégicos – Petrobrás, Eletrobrás – estava sempre ameaçado e a economia nacional foi hegemonizada pelas grandes multinacionais, a política econômica ditada pelo FMI, BM a custa dos empréstimos externos – alienação crescente da soberania e da dependência.
Concentração
Os números falam por si na concentração de renda do Brasil do período: 10% da população rica detinha 39% do PIB em 1960 e elevou para 51% em 1980. Os mais pobres 40% do PIB em 1960 reduzem a fatia para 21% em 1976. Delfim Neto falava em “fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo”, virava a ponta do prego batida pelo Ministro anterior, Bob Field do governo Castelo, de governar para a burguesia e o imperialismo em detrimento dos trabalhadores e da maioria do povo brasileiro, dos pobres.
Reformas
Roberto Campos, o popularmente conhecido Bob Field, promoveu as reformas tributária e financeira visando “modernização e eficiência”. Com centralização fiscal e mudanças no sistema bancário para facilitar créditos e entradas de capitais externos.
“Justiça tributária”
Na narrativa do Bob Field era “melhor arrecadar menos de mais, que mais de menos”. Ampliando-se a base de arrecadação e reduzindo-se a tributação, na escola do Bob significava a justiça social: “imposto mais justo não é o que mais distribui rendas”, ele dizia com todas as letras. Nessa “justiça tributária” os mais ricos, proporcionalmente, pagavam menos impostos, que trabalhadores e camadas médias, proporcionalmente.
Reforma bancária
A festa dos banqueiros ganha suporte na burocracia estatal com a criação do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional, do Banco Nacional de Habitação (Bnh) e do Sistema Financeiro de Habitação. Sistema que avalizavam e intermediavam os empréstimos internos e externos. O Fmi monitorava a política de juros do Bacem, fixava as metas de crescimento, da inflação, o valor aquisitivo salarial a forçava novos pedidos de empréstimos. Os bancos expandem, não obstante, a crise inflacionária e a instabilidade macroeconômica, aumentam 78% em 1970 a 1980; em 110% de 1980 a 1990.
Centralização
Unificou os diversos institutos de previdência - Iapi, Iapc, Iaptec no regime geral unificado do Instituto Nacional de Previdência Social - Inps, atual Inss.
Atos institucionais
Castelo decretou os quatro primeiros Atos Institucionais (AI) dos 17 da “base jurídica da ditadura”: AI-1 cassa mandatos e suspende direitos políticos; AI-2 extingue os partidos e cria o bipartidarismo - Arena e Mdb; AIº 3 estabelece eleições indiretas nacionais, estaduais e municipais; AI 4º convoca o Congresso para o simulacro de voto da Constituição (1967).
Caráter do regime
O regime antidemocrático imposto pelo golpe militar de 64 caracteriza-se pela natureza autoritária, antinacional, antipopular e militarista fascista.
Ensaísta
Escreveu ensaios de doutrina política de organização, táticas e estratégias militares. No ensaio sobre Guerra (1962) diz que o “imperialismo nazi-comunista da guerra fria foi concebida por Lenin objetivando a conquista revolucionária do mundo”. E que a doutrina comunista “ameaça regimes fracos” e as “democracias”, em suma, aula de estupidez e manipulação ideológica.
O perigo comunista
As organizações militares são doutrinadas ideologicamente no anticomunismo gestado na Guerra fria pelos Eua. Na justificativa “legitimadora” da ditadura Castelo oculta o caráter entreguista e faz confusão, pois foi ele e não os comunistas que traiu as armas que lhe foram confiadas com um golpe contra a Constituição e implantou uma ditadura, aduzindo: “As Forças Armadas não podem atraiçoar o Brasil. Defender privilégios de classes ricas está na mesma linha antidemocrática de servir a ditaduras fascistas ou síndico-comunistas”. O ditador fascista não diz a quem servia, e servia a ditadura do capital.
Moderado?
Nas palavras do General General Newton Cruz o cearense Castelo Branco representava a “linha moderada” das Forças Armadas, enquanto Costa e Silva e ele próprio, a linha “mais autêntica da revolução”, leia-se “dura”. Castelo não apoiava Costa e Silva à sucessão. Estava propenso à devolver o governo civil, sob vigilância dos militares. Essa narrativa não corresponde a prática da governança de Castelo de 1964 a 1967. Sua governança foi de autêntico ditador “linha-dura”.
Morte
Logo depois de passar a presidência a Costa e Silva, Castelo morreu num acidente aéreo, em 1967, aos 69 anos. As lacunas dos inquéritos sobre tal acidente levantam suspeitas. Castelo viajava num bimotor que foi atingido “acidentalmente” por outro avião, caça da FAB. O caça prosseguiu o voo, com avarias, pousa na Base Aérea de Fortaleza. Do bimotor só os destroços no solo. Para uns, tem boi na linha do acidente, para outros, isso é a velha “teoria da conspiração” à gosto dos intrigantes. No popular, praga do urubu não mata cavalo gordo, contudo, onde tem carniça, urubu festeja.
Natanael Sarmento é professor e escritor. Do Diretório Nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo/UP.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Ator que participou do Agente Secreto garante que filme já entrou para a história e está cotado para o Oscar 2026 Por Severino Lopes
15/01/2026
Vencedor de dois Globo de Ouro nas categorias "Melhor Filme em Língua Não-Inglesa" e "Melhor Ator em Filme de Drama", com Wagner Moura, além de ter sido premiado no concorrido Festival de Cinema de Cannes, o Agente Secreto está cotado para conquistar o Óscar 2026. As chances do filme brasileiro dirigido pelo pernambucano Kléber Mendonça Filho, entrar na disputa pela famosa estatueta, aumentaram depois do Globo de Ouro, que é considerado um termômetro para a premiação máxima do cinema mundial.
Conversa com O Poder
Em meio a expectativa para o anúncio dos filmes que vão concorrer ao Óscar, o ator paraibano Ronald Lira de Souza, de nome artístico Buda Lira, que interpretou Anísio no filme, conversou com o jornal O Poder e revelou que o Agente Secreto já fez história pelo sucesso de bilheteria, principalmente pela recepção do público. Para ele, vencer o Globo de Ouro não tem “ nada igual”, e aguarda a consagração no Óscar.
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Vencedor de dois Globo de Ouro nas categorias "Melhor Filme em Língua Não-Inglesa" e "Melhor Ator em Filme de Drama", com Wagner Moura, além de ter sido premiado no concorrido Festival de Cinema de Cannes, o Agente Secreto está cotado para conquistar o Óscar 2026. As chances do filme brasileiro dirigido pelo pernambucano Kléber Mendonça Filho, entrar na disputa pela famosa estatueta, aumentaram depois do Globo de Ouro, que é considerado um termômetro para a premiação máxima do cinema mundial.
Conversa com O Poder
Em meio a expectativa para o anúncio dos filmes que vão concorrer ao Óscar, o ator paraibano Ronald Lira de Souza, de nome artístico Buda Lira, que interpretou Anísio no filme, conversou com o jornal O Poder e revelou que o Agente Secreto já fez história pelo sucesso de bilheteria, principalmente pela recepção do público. Para ele, vencer o Globo de Ouro não tem “ nada igual”, e aguarda a consagração no Óscar.
Um feito
Para ele, ver o filme gravado no Nordeste, em vários festivais, mas principalmente também pelo público que vem conquistando aqui e fora do Brasil, já é um feito. Aclamado pela critica, o filme segundo ele, representa mais uma oportunidade de celebrar e valorizar o cinema brasileiro que no ano passado já havia brilhado com "Ainda Estou Aqui"?que venceu o Óscar de melhor filme internacional.
“Esse eu acho que é o maior prêmio, sem desconsiderar, é claro, a importância de um Globo de Ouro", Uma premiação como essa, no caso do Agente Secreto, já segue um roteiro de diversas premiações, de uma receptividade muito grande, tanto da parte do público aqui no Brasil, como nos países em que o filme foi lançado” destacou.
Motivo de alegria
Para ele a conquista é motivo de muita alegria, de muita celebração. No entanto ele ressaltou que mesmo ainda são poucos os filmes nacionais que chegam aos grandes festivais.
"Então, é motivo de muita alegria, de muita celebração, mas a gente não pode esquecer que são poucos os filmes, e é natural que sejam poucos os filmes que chegam aos grandes festivais” observou.
Produção expressiva
O Brasil, conforme observou o ator, tem tido uma produção expressiva que chega aos grandes festivais, mas tem esses casos excepcionais, como o Agente Secreto e Ainda Estou Aqui.
“Então, assim, sem dúvida isso repercute na luta que se tem aqui, na elaboração, a formulação de propostas para que, de fato, se estruture a produção do audiovisual no Brasil”.

Expectativa para o Oscar
Em relação ao Oscar, as expectativas crescem a cada dia. Buda Lira, a exemplo de muitos brasileiros, está confiante que o longa será indicado pelo desempenho que já tem obtido em importantes festivais.
“Em relação ao Oscar, o filme vem cumprindo o roteiro à risca, porque não basta ser um excelente filme como, de fato, é o Agente Secreto. Um prêmio como o Oscar tem todo um roteiro de disputa muito forte. Felizmente, o filme engatou aí com uma distribuição nos Estados Unidos, bem feita, muito bem planejada. Eu pelo menos acompanho o noticiário aqui no Brasil da repercussão que tem tido o filme rumo ao Oscar. Vamos aguardar o anúncio dos prêmios, que deve acontecer no 22 de janeiro, mas a expectativa é a melhor possível” afirmou.
Melhor Filme Estrangeiro
Além de já estar cotado para categorias clássicas como Melhor Filme Internacional, Melhor Filme e Melhor Ator para Wagner Moura, a produção brasileira foi apontada na novidade de 2026, que premia o?Diretor de Elenco?pelo seu trabalho.
Oito artistas paraibanos
Ao todo, oito artistas paraibanos participaram do Longa e celebraram a conquista histórica. Além de Buda Lira, participaram do elenco do Agente Secreto, os atores paraibanos Flávio Melo, que que interpretou um pastor no longa, Fafá Dantas, Joalisson Cunha, a atriz Cely Farias, o ator Beto Quirino e Suzy Lopes. Todos destadaram a honra de participar do filme e de ter trabalhado com Wanger Moura e com o diretor Kleber Mendonça.
Ambientado na década de 1970, durante o período da Ditadura Militar, o filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), que retorna a Recife, em Pernambuco, na tentativa de fugir de um passado sombrio e violento. Nesse percurso, ele recebe ajuda de Elza (Maria Fernanda Cândido), integrante de uma rede conspiratória que auxilia refugiados políticos a deixarem o País.
A produção é estrelada por Wagner Moura (“Tropa de Elite”), Maria Fernanda Cândido (“Terra Nostra”), Gabriel Leone (“Dom”), Isabél Zuaa (“O Nó do Diabo”), Alice Carvalho (“Cangaço Novo”) e mais.

Resgata
A vitória de O Agente Secreto no Globo de Ouro, resgata uma tradição brasileira na premiação: Central do Brasil venceu a mesma categoria em 1999, e, no ano passado, Fernanda Torres conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama.
Os troféus
Desde que estreou em Cannes, o filme de Kleber Mendonça Filho vem acumulando reconhecimento de importantes associações de críticos norte-americanos, como o New York Film Critics Circle, a Los Angeles Film Critics Association e o National Board of Review.
O longa-metragem já conquistou 56 troféus em 36 premiações, incluindo Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival de Cannes, e chegou a à premiação americana com uma campanha numericamente mais robusta do que a de Ainda Estou Aqui no ano passado.
O Poder

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag
15/01/2026
Fundos
Fundos administrados pela Reag Trust estruturaram operações fraudulentas com o Banco Master entre julho de 2023 e julho de 2024, segundo informações repassadas pelo Banco Central ao TCU (Tribunal de Contas da União). No relatório encaminhado à Corte, a autoridade monetária informou que as operações estavam em desacordo com normas do Sistema Financeiro Nacional, apresentando falhas graves de gestão de risco, crédito e liquidez.
A empresa
A empresa também?já foi alvo de investigação por suspeitas de ligação com esquemas de lavagem de dinheiro apurados na operação Carbono Oculto, que apura a relação entre o setor de combustíveis, o PCC e empresas financeiras.
N...
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos Valores Mobiliários S.A hoje, quinta-feira (15/01). A decisão foi motivada por graves violações às normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional).
Fundos
Fundos administrados pela Reag Trust estruturaram operações fraudulentas com o Banco Master entre julho de 2023 e julho de 2024, segundo informações repassadas pelo Banco Central ao TCU (Tribunal de Contas da União). No relatório encaminhado à Corte, a autoridade monetária informou que as operações estavam em desacordo com normas do Sistema Financeiro Nacional, apresentando falhas graves de gestão de risco, crédito e liquidez.
A empresa
A empresa também?já foi alvo de investigação por suspeitas de ligação com esquemas de lavagem de dinheiro apurados na operação Carbono Oculto, que apura a relação entre o setor de combustíveis, o PCC e empresas financeiras.
Nota
Em nota, a autoridade monetária informou que continuará tomando todas as medidas cabíveis em relação a Reag Trust para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais.
Prefeitura do Recife entrega Ponte do Arruda, obra estratégica para a mobilidade urbana
15/01/2026
A ponte
Com investimento de R$ 17 milhões, a ponte cruza o Canal do Arruda e fortalece a circulação de veículos, ciclistas e pedestres, contribuindo para a reorganização urbana da região e a melhoria do fluxo viário.
Localizada
A estrutura está localizada na confluência do Canal do Arruda com o Rio Beberibe e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Beberibe, que reúne ações de urbanização e infraestrutura na região. A ponte tem 36 metros de comprimento e 14 metros de largura,...
A Prefeitura do Recife entrega, hoje, quinta-feira (15/01), às 11h, a Ponte do Arruda, obra estratégica para a mobilidade da Zona Norte da cidade. O novo equipamento cria novas conexões viárias entre bairros como Campo Grande, Peixinhos, Arruda e Campina do Barreto e integra o conjunto de intervenções para a implantação da via radial que ligará a BR-101 à Avenida Agamenon Magalhães. O prefeito João Campos participa da entrega.
A ponte
Com investimento de R$ 17 milhões, a ponte cruza o Canal do Arruda e fortalece a circulação de veículos, ciclistas e pedestres, contribuindo para a reorganização urbana da região e a melhoria do fluxo viário.
Localizada
A estrutura está localizada na confluência do Canal do Arruda com o Rio Beberibe e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Beberibe, que reúne ações de urbanização e infraestrutura na região. A ponte tem 36 metros de comprimento e 14 metros de largura, com duas faixas de rolamento, ciclovia e calçadas.
O Poder
Foto: Ivison Gambarra/PCR)
Mano Medeiros de olho nas oportunidades de Suape
15/01/2026
O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, um dos mais dinâmicos políticos da nova safra de gestores, Mano Medeiros, recebeu, ontem, quarta-feira, 14/01, o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando de Queiroz Monteiro Bisneto. O presidente visitou o Complexo Administrativo da Prefeitura, em Jardim Jordão, onde foi recebido pelo prefeito.
A pauta do encontro
Reforçou o diálogo estratégico sobre as oportunidades geradas pela zona de influência do Porto de Suape e o papel de Jaboatão dos Guararapes no fortalecimento da logística, da indústria e do desenvolvimento econômico de Pernambuco.
Destacou
O prefeito Mano Medeiros destacou que, pela sua posição estratégica, Jaboatão dos Guararapes se consolidou como o maior polo logístico do Estado, e também passou a abrigar importantes indústrias que reconheceram as vantagens competitivas de estar instalado no melhor endereço de...
O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, um dos mais dinâmicos políticos da nova safra de gestores, Mano Medeiros, recebeu, ontem, quarta-feira, 14/01, o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando de Queiroz Monteiro Bisneto. O presidente visitou o Complexo Administrativo da Prefeitura, em Jardim Jordão, onde foi recebido pelo prefeito.

A pauta do encontro
Reforçou o diálogo estratégico sobre as oportunidades geradas pela zona de influência do Porto de Suape e o papel de Jaboatão dos Guararapes no fortalecimento da logística, da indústria e do desenvolvimento econômico de Pernambuco.

Destacou
O prefeito Mano Medeiros destacou que, pela sua posição estratégica, Jaboatão dos Guararapes se consolidou como o maior polo logístico do Estado, e também passou a abrigar importantes indústrias que reconheceram as vantagens competitivas de estar instalado no melhor endereço de Pernambuco. “Jaboatão reúne localização privilegiada, infraestrutura e uma política permanente de diálogo com o setor produtivo”, disse Mano Medeiros.

Armando Monteiro Bisneto
Armando Monteiro Bisneto elogiou a disposição do prefeito em identificar novas oportunidades de desenvolvimento e ressaltou a importância de uma gestão aberta ao diálogo e à construção de parcerias. Para o presidente de Suape, a atuação integrada entre o porto, os municípios da região metropolitana e os demais parceiros institucionais gera ganhos mútuos e contribui diretamente para o estímulo à economia do Estado.

Jaboatão dos Guararapes
Jaboatão dos Guararapes destaca-se como o principal hub logístico de Pernambuco por estar estrategicamente localizado entre dois portos, próximo ao Aeroporto Internacional do Recife, além de contar com conexão direta às principais rodovias federais e estaduais. Esse conjunto de fatores, aliado a uma política de diálogo e entrosamento com o setor produtivo, reforça o protagonismo do município no cenário econômico estadual.
