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Atentado nos EUA — Trump diz estar bem e conta que sentiu “bala rasgando a pele”

13/07/2024

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O ex-presidente norte-americano Donald Trump postou nas suas redes sociais nota sobre o seu estado de saúde, explica como tidp aconteceu e agradece pelos apoios recebidos em função do episódio. Trump foi alvo de um atentado contra ele, durante um comício na Pensilvania, no início da noite deste sábado (13/07) — horário de Brasília.

Zumbido e tiros

"Eu levei um tiro que atingiu o pedaço superior da minha orelha direita. Eu soube imediatamente que algo estava errado quando ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele. Sangrou muito, e aí me dei conta do que estava acontecendo", escreveu em sua rede social, intitulada a "Truth Social".

Condolências às outras vítimas

Trump também agradeceu "ao serviço secreto americano e à polícia, pelo que chamou de “rápida reação no tiroteio". Ele mandou "condolências para a família da pessoa que foi morta no comício e também à família da outra pessoa que f...

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O ex-presidente norte-americano Donald Trump postou nas suas redes sociais nota sobre o seu estado de saúde, explica como tidp aconteceu e agradece pelos apoios recebidos em função do episódio. Trump foi alvo de um atentado contra ele, durante um comício na Pensilvania, no início da noite deste sábado (13/07) — horário de Brasília.

Zumbido e tiros

"Eu levei um tiro que atingiu o pedaço superior da minha orelha direita. Eu soube imediatamente que algo estava errado quando ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele. Sangrou muito, e aí me dei conta do que estava acontecendo", escreveu em sua rede social, intitulada a "Truth Social".

Condolências às outras vítimas

Trump também agradeceu "ao serviço secreto americano e à polícia, pelo que chamou de “rápida reação no tiroteio". Ele mandou "condolências para a família da pessoa que foi morta no comício e também à família da outra pessoa que ficou gravemente ferida”. "É inacreditavel que algo assim possa acontecer no nosso país. Até agora nada se sabe sobre o atirador, que está morto”, destacou, ainda, o ex-presidente.

Leia outras informações

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Fogo no Trânsito - Crônica - Por Romero Falcão*

03/09/2026

Não bastasse o Recife ganhar o título do trânsito mais congestionado do país. Não bastasse boa parte dos motoqueiros feito cavalos loucos coiceando as leis das pistas, agora há uma febre queimando as faces da cidade: protesto.

Quase todos os dias o pesadelo se repete para os motoristas: artérias interditadas por pneu, sofá, pedaço de madeira, palha de coco, tudo que possa virar uma barreira de fogo.



Quando o ônibus se arrasta palmo a palmo, os passageiros deduzem: é protesto.

Eu vinha dirigindo meu carro, ouvindo

"Janaina", de Biquini Cavadão, no rádio.

"Janaina é passageira
Passa as horas do seu dia em trens lotados
Que repartem sua vida
Mas ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia há de ser feliz
Janaina acorda todo dia às quatro e meia
E já na hora de ir para cama, Janaina pensa
Que o dia não passou
Que n...

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Não bastasse o Recife ganhar o título do trânsito mais congestionado do país. Não bastasse boa parte dos motoqueiros feito cavalos loucos coiceando as leis das pistas, agora há uma febre queimando as faces da cidade: protesto.

Quase todos os dias o pesadelo se repete para os motoristas: artérias interditadas por pneu, sofá, pedaço de madeira, palha de coco, tudo que possa virar uma barreira de fogo.



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Quando o ônibus se arrasta palmo a palmo, os passageiros deduzem: é protesto.

Eu vinha dirigindo meu carro, ouvindo

"Janaina", de Biquini Cavadão, no rádio.

"Janaina é passageira
Passa as horas do seu dia em trens lotados
Que repartem sua vida
Mas ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia há de ser feliz
Janaina acorda todo dia às quatro e meia
E já na hora de ir para cama, Janaina pensa
Que o dia não passou
Que nada aconteceu"

Eu estava divagando na letra e já escrevendo mentalmente uma crônica sobre o enterro da escala 6x1, inspirado em Janaina.



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Mas de repente, a serpente de aço fica imóvel, piso no freio, largo Janaina e a crônica que ganhava corpo. Vinte minutos sem as quatro rodas dar um único giro. Fogo na pista. Fogo no trânsito. Protesto.

Os carros começam a se deslocar lentamente. Até que vejo saindo de um beco criaturas de aparência miserável tentando ressuscitar as chamas. O que elas protestam? Basta a condição delas — abaixo da linha da pobreza — para incendiar o mundo?

Há um duelo entre o meu lado racional, da ordem, do código, do caput, que pede os agentes do Estado para trazer a normalidade, e o outro lado, o humano, social, cristão.

E se eu fosse um deles, pensaria no compromisso que não tem nada a ver comigo, dentro do ar-condicionado, depois de arrotar um café da manhã reforçado?

Penso em Janaina e nas Marias sem dignidade de vida. A crônica nasce dentro do carro, com toda a pressa.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Reforma do Código Civil: duas mudanças que merecem atenção - Por Alfredo Cabral de Melo*

03/09/2026

A reforma do Código Civil, proposta pelo Projeto de Lei nº 4/2025, pretende atualizar o Código, seja suprimindo ou acrescendo artigos que disciplinam as relações privadas brasileiras, incluindo questões importantes do Direito de Família e das Sucessões. Como o projeto ainda está em tramitação no Senado Federal, suas propostas não podem ser confundidas com normas já em vigor. A cada semana, vamos destacar dois temas da reforma, procurando explicar de forma objetiva o que está em discussão.

No Direito de Família, um dos pontos que merece atenção é a possibilidade de divórcio unilateral, também chamado de impositivo, realizado diretamente no Cartório de Registro Civil. Pela proposta, um dos cônjuges poderá requerer a dissolução do casamento independentemente da concordância do outro, observados os requisitos estabelecidos no projeto. A medida procura conferir maior agilidade ao encerramento do vínculo conjugal, partindo de uma realidade já reconhecida pelo Direito brasileir...

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A reforma do Código Civil, proposta pelo Projeto de Lei nº 4/2025, pretende atualizar o Código, seja suprimindo ou acrescendo artigos que disciplinam as relações privadas brasileiras, incluindo questões importantes do Direito de Família e das Sucessões. Como o projeto ainda está em tramitação no Senado Federal, suas propostas não podem ser confundidas com normas já em vigor. A cada semana, vamos destacar dois temas da reforma, procurando explicar de forma objetiva o que está em discussão.

No Direito de Família, um dos pontos que merece atenção é a possibilidade de divórcio unilateral, também chamado de impositivo, realizado diretamente no Cartório de Registro Civil. Pela proposta, um dos cônjuges poderá requerer a dissolução do casamento independentemente da concordância do outro, observados os requisitos estabelecidos no projeto. A medida procura conferir maior agilidade ao encerramento do vínculo conjugal, partindo de uma realidade já reconhecida pelo Direito brasileiro: ninguém pode ser obrigado a permanecer casado contra a própria vontade (direito potestativo). Questões como guarda, alimentos e partilha de bens, entretanto, não seriam automaticamente resolvidas por esse procedimento.

Se a dissolução do casamento reorganiza a vida familiar e patrimonial, é justamente no patrimônio que encontramos outro desafio trazido pelas transformações do nosso tempo. Hoje, quando uma pessoa morre, sua herança pode incluir não apenas imóveis, veículos, investimentos e outros bens tradicionais, mas também ativos e conteúdos existentes no ambiente digital. Como identificar aquilo que efetivamente possui valor econômico e pode ser transmitido aos herdeiros?

A questão chegou ao Superior Tribunal de Justiça no REsp 2.124.424/SP. Em seu voto, a ministra Nancy Andrighi chamou atenção para a dificuldade de lidar com esse patrimônio e sugeriu a instauração de um incidente processual ou procedimento específico para identificar, classificar e avaliar os bens digitais deixados pelo falecido.

Nesse contexto surgiu a expressão “inventariante digital”, utilizada para designar o profissional com conhecimento técnico que poderia auxiliar o juízo na localização e avaliação desse patrimônio. A proposta não criou uma figura jurídica prevista em lei, mas apontou uma possível solução para um problema que o legislador de 2002 evidentemente não poderia ter previsto nos contornos atuais. A Terceira Turma do STJ acolheu a solução proposta no julgamento.

Os dois temas mostram, por caminhos diferentes, o desafio colocado à reforma: adaptar o Código Civil às transformações da sociedade sem perder a segurança jurídica. Enquanto as relações familiares passaram a exigir procedimentos mais compatíveis com a autonomia das pessoas, as Sucessões precisam enfrentar uma realidade patrimonial que ultrapassou os limites dos bens físicos.

A reforma ainda está em construção e poderá sofrer alterações durante sua tramitação. Por isso, acompanhar o debate é tão importante quanto conhecer suas propostas.

Na próxima semana, outros dois temas — um de Família e outro de Sucessões — para acompanhar os caminhos da reforma do Código Civil.


*Alfredo Cabral de Melo, Advogado, Membro da ISFL - International Society of Family Law, Membro da Comissão Nacional de Direito Sucessório do CFOAB, Criador e apresentador do Podcast Jurídico - "Cláusula Aberta" pelo YouTube (Link: http://www.youtube.com/@clausulaaberta).



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Análise Técnico-Estratégica: A Nova Era da Soberania Tecnológica Nacional - Por Amadeu Robalinho*

03/09/2026

Resumo Executivo da Portaria GM-MD Nº 4360/2026


A publicação da Portaria GM-MD nº 4360, assinada em 24 de agosto de 2026 pelo Ministro de Estado da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, consolida um dos passos mais significativos da história recente da geopolítica de defesa brasileira: a instituição formal da Política de Inteligência Artificial de Defesa (PIAD).

Alinhada ao arcabouço normativo da AED-41 da Estratégia Nacional de Defesa (Decreto nº 12.725/2025), a nova diretriz estabelece que a soberania estatal no século XXI é indissociável da autonomia algorítmica, da superioridade informacional e da capacidade de processamento de dados em ambientes contestados de multidomínio.

Os Principais Eixos da Análise Técnica

Aceleração do Ciclo OODA e Superioridade Decisória

A norma compreende a inteligência artificial não apenas como ferramenta administrativa, mas como o sistema nervoso central do Ci...

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Resumo Executivo da Portaria GM-MD Nº 4360/2026


A publicação da Portaria GM-MD nº 4360, assinada em 24 de agosto de 2026 pelo Ministro de Estado da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, consolida um dos passos mais significativos da história recente da geopolítica de defesa brasileira: a instituição formal da Política de Inteligência Artificial de Defesa (PIAD).

Alinhada ao arcabouço normativo da AED-41 da Estratégia Nacional de Defesa (Decreto nº 12.725/2025), a nova diretriz estabelece que a soberania estatal no século XXI é indissociável da autonomia algorítmica, da superioridade informacional e da capacidade de processamento de dados em ambientes contestados de multidomínio.

Os Principais Eixos da Análise Técnica

Aceleração do Ciclo OODA e Superioridade Decisória

A norma compreende a inteligência artificial não apenas como ferramenta administrativa, mas como o sistema nervoso central do Ciclo de Comando e Controle (Observação, Orientação, Decisão e Ação). O texto estabelece o imperativo de que o ciclo completo de inteligência artificial supere o tempo de resposta do potencial adversário, garantindo vantagem tática e estratégica incontestável.

Autonomia Tecnológica e Base Industrial de Defesa (BID)

Em consonância com as premissas clássicas da estratégia nacional, a portaria prioriza a obtenção de capacidades autóctones. Isso significa reduzir drasticamente a dependência de fornecedores externos e mitigar vulnerabilidades tecnológicas críticas, blindando o Estado brasileiro contra embargos ou pressões geopolíticas no fornecimento de infraestrutura digital e sistemas críticos de IA.

Governança, Ética e Explicabilidade

Diferente de abordagens comerciais desreguladas, a PIAD impõe rigor absoluto quanto à auditabilidade, explicabilidade, rastreabilidade e mitigação de riscos. Os sistemas devem submeter-se a testes rigorosos de resiliência e tolerância a falhas, garantindo operação segura mesmo sob ataques cibernéticos ou condições operacionais adversas.

Arquitetura Institucional e Abordagem Conjunta

A implementação do programa será conduzida sob uma estrita abordagem conjunta, integrando Marinha, Exército e Aeronáutica sob a coordenação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), que instituirá o Comitê Técnico Conjunto de Inteligência Artificial de Defesa para delinear o futuro Programa Estratégico da Inteligência Artificial de Defesa.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


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O Navio De Platão No Brasil - Crônica Poética - Por Walmir Chagas*

03/09/2026

Platão era um homem danado de inteligente. Pensava tanto que, se tivesse vivido no Brasil de hoje, talvez passasse o dia inteiro discutindo com o pessoal da internet.

Ele olhava para a democracia e ficava desconfiado.

Dizia mais ou menos assim:

— Governar um país não é como escolher o sabor do picolé. Não basta votar em quem fala bonito, promete muito ou grita mais alto.

Para Platão, governar era parecido com pilotar um navio. Quem dirige um navio precisa conhecer o mar. Não adianta ser corajoso, ter peito estufado ou falar grosso. É preciso saber ler o tempo, entender as ondas e descobrir para onde o barco está indo.

Mas Platão olhava para a democracia e via uma coisa complicada: muita gente querendo mandar, muita gente querendo aparecer e pouca gente querendo estudar o mapa.

Se ele desembarcasse hoje no Brasil, talvez encontrasse o nosso navio no meio de uma tempestade.

De um lado...

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Platão era um homem danado de inteligente. Pensava tanto que, se tivesse vivido no Brasil de hoje, talvez passasse o dia inteiro discutindo com o pessoal da internet.

Ele olhava para a democracia e ficava desconfiado.

Dizia mais ou menos assim:

— Governar um país não é como escolher o sabor do picolé. Não basta votar em quem fala bonito, promete muito ou grita mais alto.

Para Platão, governar era parecido com pilotar um navio. Quem dirige um navio precisa conhecer o mar. Não adianta ser corajoso, ter peito estufado ou falar grosso. É preciso saber ler o tempo, entender as ondas e descobrir para onde o barco está indo.

Mas Platão olhava para a democracia e via uma coisa complicada: muita gente querendo mandar, muita gente querendo aparecer e pouca gente querendo estudar o mapa.

Se ele desembarcasse hoje no Brasil, talvez encontrasse o nosso navio no meio de uma tempestade.

De um lado, um passageiro gritava:

— O caminho certo é esse!

Do outro, alguém respondia:

— É nada! É o outro!

Mais adiante, um homem vendia bonés, camisas e bandeiras.

— Comprem logo! Quem usar esta camisa vai salvar o Brasil!

Platão olharia para ele e perguntaria:

— Mas o senhor sabe navegar?

E o homem responderia:

— Sei gritar.
— Não foi isso que perguntei.
— Também sei xingar.
— Ainda não foi isso.
— E tenho muitos seguidores.

Platão talvez suspirasse.

No Brasil, muitas vezes, parece que a política virou uma grande feira. Tem gente vendendo medo, raiva e promessa. Tem político vendendo uma solução mágica para um problema antigo. Tem gente dizendo que vai resolver tudo em poucos dias, como se governar fosse consertar uma torneira.

— Eu boto ordem nisso aqui! — diz o sujeito.

Aí a pessoa pergunta:

— Como?
— Com autoridade!
— Mas qual projeto?
— Projeto? Isso é conversa de fraco!

E pronto. O homem não apresenta plano, não explica nada, mas sai aplaudido. Porque, em tempos de confusão, muita gente gosta de quem fala com certeza, mesmo quando a certeza não tem nada dentro.

Platão tinha medo disso. Tinha medo de o povo escolher o mais simpático, o mais valente, o mais famoso ou o que melhor soubesse fazer discurso. Para ele, o povo podia acabar colocando no comando alguém que não entendesse nada do navio.

E, se o navio afundasse, o sujeito ainda poderia dizer:

— A culpa foi da tripulação.

Essa história parece antiga, mas também parece escrita ontem.

A democracia brasileira é uma coisa muito delicada. Ela não nasceu em berço macio. Passou por sustos, ameaças, golpes, censura, perseguições e anos em que muita gente não podia falar o que pensava.

Quando a democracia voltou a respirar, o povo ainda estava cansado. Era como alguém que passou muito tempo preso e, de repente, ganhou uma janela.

A janela não resolve todos os problemas, mas deixa entrar ar.

A democracia é essa janela.

Por ela entra a liberdade de votar, reclamar, protestar, escrever, cantar, fazer teatro, falar mal do governo e também defender o governo. Entra a possibilidade de trocar o governante sem precisar trocar tiro. Entra o direito de pensar diferente sem ser tratado como inimigo.

Mas tem gente querendo fechar essa janela.

E o extremismo de direita trabalha muito com isso. Ele vive dizendo que o país está perdido, que tudo virou bagunça, que o povo precisa de um homem forte para salvar a pátria.

A conversa é sempre parecida:

— O Brasil precisa de ordem!

Ninguém é contra a ordem. Até minha gaveta de meias precisa de ordem. O problema é quando a pessoa usa a palavra “ordem” para dizer que ninguém pode reclamar, perguntar ou discordar.

Aí vem outra frase:

— O povo não sabe votar!

Essa frase parece uma crítica ao povo, mas muitas vezes é apenas uma desculpa para defender que só alguns tenham direito de mandar.

Platão também achava que o povo não tinha preparo suficiente. Para ele, não bastava escolher. Era preciso aprender a escolher.

Nesse ponto, ele tocou num problema verdadeiro.

Um povo sem educação política fica mais fácil de enganar. Quem não tem acesso à informação pode acreditar na primeira mensagem que chega no celular. Quem não conhece a história pode aceitar como novidade uma mentira velha. Quem vive com medo pode seguir qualquer pessoa que prometa proteção.

O problema é que o extremismo sabe usar o medo como quem usa gasolina.

Ele pega uma preocupação real e aumenta até virar incêndio.

A pessoa está com medo da violência? O extremista diz que todos são inimigos.

A pessoa está revoltada com a corrupção? Ele diz que só um homem puro pode salvar tudo.

A pessoa está cansada da política? Ele diz que política nenhuma presta, mas pede voto para entrar na política.

É uma conversa enrolada, mas vem com voz firme, bandeira grande e muita palavra de ordem.

E tem sempre alguém acreditando.

— Mas ele fala com coragem!

Falar com coragem não é a mesma coisa que falar a verdade.

Um papagaio também fala alto. Nem por isso deve pilotar um navio.

O extremismo de direita gosta de dividir as pessoas. Para ele, o país não é formado por cidadãos diferentes, com problemas diferentes. É formado por “nós” e “eles”.

“Nós somos os bons.”
“Eles são os inimigos.”
“Nós amamos o Brasil.”
“Eles querem acabar com o Brasil.”

Essa história é perigosa porque transforma qualquer discordância em traição.

Se você critica, é inimigo.
Se pergunta, é inimigo.
Se pede prova, é inimigo.
Se não repete a frase do grupo, é inimigo.

Daqui a pouco, o vizinho que escuta outra música passa a ser considerado uma ameaça nacional.

O Brasil já tem problemas demais para ainda precisar transformar a sala de casa num campo de batalha. Tem gente que não consegue mais almoçar em família sem discutir eleição. O peru de Natal fica em silêncio, mas os parentes não.

Platão talvez perguntasse:

— Por que vocês brigam tanto?

E alguém responderia:

— Porque o Brasil está em perigo!

Platão olharia para a mesa e diria:

— Mas vocês estão destruindo a conversa.

E isso também é destruir o país.

A democracia não exige que todo mundo pense igual. Ela exige que as pessoas consigam conviver com a diferença.

É claro que não devemos aceitar mentira, violência, preconceito ou tentativa de acabar com as eleições. Democracia não é aceitar tudo de braços cruzados. Democracia também é defender as regras do jogo contra quem quer quebrar o tabuleiro.

Mas defender a democracia não significa achar que um lado é perfeito. Nenhum partido é santo. Nenhum político merece adoração. Nenhum líder deve ser tratado como dono da verdade.

Quando alguém diz:

— Só eu posso salvar o Brasil!

É bom esconder a carteira, conferir as portas e perguntar onde está o plano.

Porque o salvador da pátria costuma chegar prometendo resolver tudo e termina pedindo cada vez mais poder.

Foi isso que Platão percebeu quando falou da democracia e da tirania. Ele achava que, no meio da confusão, o povo poderia entregar o poder a um líder que prometesse segurança. Depois, esse líder começaria a calar os outros, perseguir os adversários e mandar sozinho.

No começo, ele parece um homem forte.

Depois, vira dono do navio.

Mais tarde, manda jogar no mar quem discordar.

E, quando todos percebem, já não existe democracia. Existe apenas um comandante cercado de gente com medo.

Mas também precisamos discordar de Platão.

Ele desconfiava tanto do povo que queria colocar os filósofos no poder. Só que filósofo também é gente. Pode errar, pode se achar melhor que os outros e pode gostar demais do próprio poder.

Não basta ter estudo para ser justo.
Há gente estudada que mente.
Há gente simples que enxerga longe.
Há professor que ensina liberdade e político que aprende a censura.

Por isso, talvez a solução não seja entregar o navio a um pequeno grupo de sábios. Talvez seja preparar melhor todos os passageiros.

O povo precisa aprender a ler as notícias, desconfiar de mensagens falsas, conhecer a história e perguntar antes de compartilhar. Precisa entender que uma frase com muitas letras maiúsculas não vira verdade por causa do tamanho.

Precisa lembrar que vídeo emocionante não é prova.
Que grito não é argumento.
Que patriotismo não é colocar a bandeira na janela e esquecer o povo que passa fome na calçada.
Amar o Brasil não é odiar brasileiro.
Amar o Brasil é querer escola boa, hospital funcionando, trabalho digno, cultura viva, salário justo e liberdade para o cidadão não ter medo de falar.
Amar o Brasil é cuidar do povo, não apenas falar o nome da pátria em discurso.
O nosso navio continua no mar.
O motor faz barulho.
A vela está rasgada.
Tem água entrando pelo lado.
E ainda há gente brigando para saber quem fica com o melhor lugar no convés.
Enquanto isso, alguém precisa pegar um balde.
Alguém precisa consertar o motor.
Alguém precisa olhar o mapa.
E alguém precisa mandar o extremista parar de furar o casco só porque não gostou do rumo da viagem.
A democracia não é perfeita. Nunca foi. Ela dá trabalho. Precisa de cuidado, paciência e atenção. Às vezes, demora. Às vezes, decepciona. Às vezes, escolhe mal.
Mas a alternativa pode ser pior: entregar tudo nas mãos de alguém que promete acabar com a bagunça acabando também com a nossa liberdade.
Platão dizia que o povo precisava estar preparado para escolher.
Talvez ele tenha razão.
Mas os governantes também precisam estar preparados para perder.
Esse é o ponto que muitos esquecem.
Democracia não é ganhar sempre.
É aceitar o resultado, respeitar as regras e continuar lutando dentro delas.
É poder dizer “não gostei” sem dizer “vou destruir tudo”.
É poder trocar o comandante sem incendiar o navio.

No fim das contas, Platão não estava completamente errado ao desconfiar da política feita só de gritos. Mas também não estava completamente certo ao desconfiar do povo.

O povo pode errar, claro.

Político também.

A diferença é que, numa democracia, o povo tem o direito de corrigir o erro.
Por isso, não podemos entregar o leme ao primeiro homem que aparecer prometendo salvação, vingança e ordem.
É preciso prestar atenção.
Perguntar.
Ler.
Conversar.
Desconfiar de quem tem resposta para tudo.
E lembrar que nenhum brasileiro nasceu dono do navio.

O Brasil é uma embarcação grande, velha, barulhenta e cheia de gente diferente. Tem sertanejo, sambista, roqueiro, evangélico, ateu, católico, artista, trabalhador, estudante, aposentado, gente da favela, gente do campo, gente da cidade e gente que só quer chegar em casa antes da chuva.

Todos estão no mesmo barco.
Se o casco afunda, não pergunta em quem você votou.
A água entra para todo mundo.
Por isso, talvez seja hora de parar de brigar pelo direito de mandar sozinho e começar a trabalhar pelo direito de navegar juntos.
Platão continua na beira do cais, olhando o nosso navio.
Ele ainda parece preocupado.
Eu também.

Mas vejo uma coisa que talvez ele não tenha visto: há muita gente simples segurando o leme, puxando corda, tapando buraco e impedindo que o barco seja tomado pelos fanáticos.

E enquanto houver alguém dizendo “calma, vamos conversar”, alguém perguntando “isso é verdade?” e alguém defendendo a liberdade do outro, o navio ainda poderá seguir.

Talvez não siga em linha reta.
Talvez balance.
Talvez demore.
Mas seguirá.
Porque democracia dá trabalho.

E, no Brasil, até o trabalho difícil a gente enfrenta conversando, reclamando e, quando é preciso, fazendo uma boa piada.

Afinal, se Platão tivesse conhecido o Brasil, talvez descobrisse que o nosso povo não sabe apenas escolher o comandante.

Também sabe avisar quando o navio está indo para o caminho errado.

E sabe fazer isso em alto e bom som:

— Ei, capitão! Baixe essa velocidade! Tem pedra pela frente!


*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.



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Senado endurece combate ao furto e roubo de combustíveis

03/09/2026

O PL 1.482/2019 reforça proteção à cadeia de abastecimento, ao mercado regular e aos consumidores e segue para sanção presidencial. O legislativo, no caso, cumpriu o seu papel da melhor forma. Agora, é com Lula.

A notícia

O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (02/09), o Projeto de Lei nº 1482/2019, que endurece as penas para crimes de furto, roubo e receptação envolvendo petróleo, gás natural, combustíveis, biocombustíveis e óleos lubrificantes. Com a conclusão da análise pelo Congresso Nacional, a matéria segue para sanção presidencial.

A votação

Conclui uma agenda legislativa debatida há anos no Congresso para ampliar o enfrentamento ao mercado ilegal de combustíveis e proteger a infraestrutura responsável pelo abastecimento do país. Além dos prejuízos econômicos, esses crimes podem provocar acidentes, vazamentos, incêndios, danos ambientais e interrupções no fornecimento de produtos essencia...

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O PL 1.482/2019 reforça proteção à cadeia de abastecimento, ao mercado regular e aos consumidores e segue para sanção presidencial. O legislativo, no caso, cumpriu o seu papel da melhor forma. Agora, é com Lula.

A notícia

O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (02/09), o Projeto de Lei nº 1482/2019, que endurece as penas para crimes de furto, roubo e receptação envolvendo petróleo, gás natural, combustíveis, biocombustíveis e óleos lubrificantes. Com a conclusão da análise pelo Congresso Nacional, a matéria segue para sanção presidencial.

A votação

Conclui uma agenda legislativa debatida há anos no Congresso para ampliar o enfrentamento ao mercado ilegal de combustíveis e proteger a infraestrutura responsável pelo abastecimento do país. Além dos prejuízos econômicos, esses crimes podem provocar acidentes, vazamentos, incêndios, danos ambientais e interrupções no fornecimento de produtos essenciais.



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A matéria

Recebeu parecer favorável, nesta quarta-feira (02/09), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), sob relatoria do senador Randolfe Rodrigues (PT/AP), membro da Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia. A Comissão também aprovou requerimento de urgência para a proposta, que foi incluída extrapauta e apreciada pelo Plenário no mesmo dia.

A tramitação no Senado

Contou ainda com atuação do senador Jaime Bagattoli (PL/RO), relator da proposta na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). Em junho, Bagattoli apresentou parecer favorável ao projeto, com emendas de redação, posteriormente aprovado pela Comissão. Na ocasião, o senador chamou atenção para o crescimento dos crimes envolvendo cargas de combustíveis e para os impactos dessas ocorrências sobre a segurança e a operação do setor.



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O Projeto de Lei

Altera o Código Penal e estabelece tratamento específico para crimes praticados contra produtos retirados de estabelecimentos de produção, instalações de armazenamento e estruturas de transporte, incluindo dutos e unidades utilizadas nos diferentes modais. Entre os principais pontos, o texto estabelece pena de quatro a dez anos de reclusão, além de multa, para o furto desses produtos. A punição poderá ser aumentada diante de circunstâncias agravantes e também quando o crime provocar consequências como desabastecimento, incêndio, poluição, lesão corporal grave ou morte.

A proposta

Também alcança a receptação e a circulação de produtos de origem criminosa, reforçando a responsabilização de quem recebe, transporta, armazena, comercializa, distribui ou utiliza combustíveis ilegais.




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Entrevista: Dom Pedro II, especial para o jornal O Poder, por Roberto Vieira

03/09/2026

RV: Bom dia, Dom Pedro! Tudo tranquilo no exílio?
DP: Tudo dentro do possível, obrigado.

RV: Caso não tivesse sido Imperador, o que gostaria de ser?
DP: Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.

RV: Alguma leitura favorita entre tantas?
DP: Há uma afeição profunda pela Bíblia, lida diariamente com crescente apreciação pela sua simplicidade e reiterações da verdade, cuja compreensão e apego transcendem o entendimento daqueles que não compartilham do mesmo apreço.

RV: A política brasileira vai bem com a República?
DP: É preciso trabalhar e a observação cotidiana revela que a política muitas vezes se reduz a um conflito entre interesses individuais.

RV: Andam brincando com a Constituição…
DP: A Constituição deveria ser tratada com tal reverência que, mesmo se não houvesse juramen...

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RV: Bom dia, Dom Pedro! Tudo tranquilo no exílio?
DP: Tudo dentro do possível, obrigado.

RV: Caso não tivesse sido Imperador, o que gostaria de ser?
DP: Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.

RV: Alguma leitura favorita entre tantas?
DP: Há uma afeição profunda pela Bíblia, lida diariamente com crescente apreciação pela sua simplicidade e reiterações da verdade, cuja compreensão e apego transcendem o entendimento daqueles que não compartilham do mesmo apreço.

RV: A política brasileira vai bem com a República?
DP: É preciso trabalhar e a observação cotidiana revela que a política muitas vezes se reduz a um conflito entre interesses individuais.

RV: Andam brincando com a Constituição…
DP: A Constituição deveria ser tratada com tal reverência que, mesmo se não houvesse juramento oficial, funcionaria como uma espécie de segunda religião. Mas não parece ser o caso.

RV: Existe justiça no Brasil?
DP: O senso de justiça orienta uma escala de afeto que prioriza Deus, seguida pela humanidade, pela pátria, pela família e, por fim, pelo indivíduo. Existe isso na República? Você me responda.

RV: O senhor está a par do déficit orçamentário?
DP: Há o princípio de não acumular dívidas e de manter as contas sempre transparentes e abertas a qualquer exame, sem a prática de amealhar dinheiro. Defende-se que, enquanto for possível reduzir despesas, não há legitimidade para criar novos impostos. Toda despesa desnecessária é vista como uma forma de furto contra a nação.

RV: Hoje se fala muito mal da imprensa.
DP: O confronto à imprensa deve ser feito utilizando os mesmos meios da imprensa.

RV: E o recente escândalo do STF?
DP: Sustenta-se que a magistratura exige responsabilidade efetiva, sendo indispensável a punição rigorosa de eventuais prevaricadores para alcançar esse objetivo.

RV: Alguma mensagem ao Brasil?
DP: Apenas essa saudade que me machuca mais do que a diabetes e a idade. Será que alguém no Brasil ainda lembra de mim?

Despedida

Assim nos despedimos do antigo monarca naquela tarde fria em Paris.

Dom Pedro II faleceu no Hotel Bedford, localizado na Rue de l'Arcade, em Paris.

Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.




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O insta de O Poder está fora do ar

03/09/2026

Atualizando às 13h30

Ontem à noite, o Instagram de O Poder - líder absoluto de visualizações, com média bem superior a 100 mil acessos reais, por vídeo, e com picos de quase 1 milhão - sumiu do ar. Registre-se que são números reais e auditáveis, sem robô nem nenhum truque fora das regras.

As explicações

Foram as mais absurdas e incongruentes. Tanto que não levamos nenhuma, sequer, em consideração.
Nossa equipe e consultoria especializada contratada, caíram em campo.

Perto da meia noite

Veio algo que fez sentido. Uma suposta mexida no cartão de crédito credenciado junto à Meta.


Entretanto

No final da manha surgiram fatos novos de acoes impetradas pela coligação governista que, como está no âmbito da justiça eleitoral, mesmo sem ser segredo de justiça, vamos nos abster de comentar. Direito se discute nos autos.

Mas<...

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Atualizando às 13h30

Ontem à noite, o Instagram de O Poder - líder absoluto de visualizações, com média bem superior a 100 mil acessos reais, por vídeo, e com picos de quase 1 milhão - sumiu do ar. Registre-se que são números reais e auditáveis, sem robô nem nenhum truque fora das regras.

As explicações

Foram as mais absurdas e incongruentes. Tanto que não levamos nenhuma, sequer, em consideração.
Nossa equipe e consultoria especializada contratada, caíram em campo.

Perto da meia noite

Veio algo que fez sentido. Uma suposta mexida no cartão de crédito credenciado junto à Meta.


Entretanto

No final da manha surgiram fatos novos de acoes impetradas pela coligação governista que, como está no âmbito da justiça eleitoral, mesmo sem ser segredo de justiça, vamos nos abster de comentar. Direito se discute nos autos.

Mas

Fazemos questão de registrar que, até o momento, não fomos citados sob nenhuma decisão para interromper postagem no ar a respeito da campanha da governadora Raquel Teixeira Lyra.

Estamos trabalhando

As equipes técnicas não dormiram, tentando restabelecer a normalidade. Nem temos ideia de como nem precisão de quando vai voltar. Mas estamos atentos e temos opções para retomar. Inclusive, equipe jurídica de alto nível ja foi mobilizada para acompanhar o caso.

Agora

Que nosso insta estava com a corda toda, estava. Que volte com tudo.








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Cientista pernambucana vence concurso internacional com imagem de bactéria de cárie dentária

03/09/2026

A pesquisadora pernambucana Maria Clara Müller virou destaque mundial ao vencer o concurso de imagens científicas captadas por microscópio do Congresso Internacional de Microscopia, em Liverpool, na Inglaterra. Doutora em química pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ela ganhou o prêmio com a foto de uma bactéria de uma cárie de dente.

O anúncio

O anúncio da premiação foi feito durante a programação da Assembleia de Jovens Cientistas, um dos eventos paralelos do congresso. A premiação foi entregue por Richard Hendersen, um dos vencedores do Nobel de Química 2017, responsáveis pela criação de técnicas que permitiram a visualização de estruturas de biomoléculas, como o zika vírus.

A imagem

A imagem foi produzida durante os estudos de um grupo que desenvolve uma tecnologia para tratar cáries sem o uso de uma broca e será a capa da revista científica Journal of Microscopy.

A Assembleia...

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A pesquisadora pernambucana Maria Clara Müller virou destaque mundial ao vencer o concurso de imagens científicas captadas por microscópio do Congresso Internacional de Microscopia, em Liverpool, na Inglaterra. Doutora em química pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ela ganhou o prêmio com a foto de uma bactéria de uma cárie de dente.

O anúncio

O anúncio da premiação foi feito durante a programação da Assembleia de Jovens Cientistas, um dos eventos paralelos do congresso. A premiação foi entregue por Richard Hendersen, um dos vencedores do Nobel de Química 2017, responsáveis pela criação de técnicas que permitiram a visualização de estruturas de biomoléculas, como o zika vírus.

A imagem

A imagem foi produzida durante os estudos de um grupo que desenvolve uma tecnologia para tratar cáries sem o uso de uma broca e será a capa da revista científica Journal of Microscopy.

A Assembleia

A Assembleia de Jovens Cientistas é realizada a cada quatro anos pela Federação Internacional de Sociedades de Microscopia (IFSM) e reúne pesquisadores em início de carreira de diferentes países, selecionados por suas realizações científicas e pela qualidade dos trabalhos apresentados no congresso.

Produzida

Maria Clara disse que a imagem premiada foi produzida durante o doutorado utilizando o microscópio eletrônico disponível no Laboratório do Departamento de Química Fundamental da UFPE.

Ciência no cotidiano

Formada em Engenharia Química, com mestrado e doutorado pela UFPE, Maria Clara disse que muitos estudos científicos parecem distantes da realidade, mas destacou que a pesquisa desenvolvida por ela, assim como outras apresentadas no evento, tem aplicação direta em um problema comum à população.




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Operação apura desvios em contratos da saúde de prefeitura do Grande Recife

03/09/2026

A Polícia Civil deflagrou na manhã de hoje, quinta-feira (03/09) uma operação para investigar desvios fraudes em contratos da saúde em Araçoiaba, no Grande Recife. Segundo a corporação, parte do grupo suspeito também é alvo de outra investigação, sobre desvios de cerca de R$ 5,2 milhões em contratos semelhantes em Condado, na Zona da Mata de Pernambuco.

Expedidos

Na Operação Anamnese, foram expedidos nove mandados de busca e apreensão. Eles são cumpridos no Recife e em Amaraji e Catende, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Também foram expedidas ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, todos expedidos pela Comarca de Igarassu.

Os contratos

Segundo a Polícia Civil, os contratos eram entre a prefeitura de Araçoiaba e o Instituto Reviver Brasil (IRB), que é uma organização social (OS) contratada para prestação de serviços complementares de saúde.

Os crimes

Entre os crim...

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A Polícia Civil deflagrou na manhã de hoje, quinta-feira (03/09) uma operação para investigar desvios fraudes em contratos da saúde em Araçoiaba, no Grande Recife. Segundo a corporação, parte do grupo suspeito também é alvo de outra investigação, sobre desvios de cerca de R$ 5,2 milhões em contratos semelhantes em Condado, na Zona da Mata de Pernambuco.

Expedidos

Na Operação Anamnese, foram expedidos nove mandados de busca e apreensão. Eles são cumpridos no Recife e em Amaraji e Catende, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Também foram expedidas ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, todos expedidos pela Comarca de Igarassu.

Os contratos

Segundo a Polícia Civil, os contratos eram entre a prefeitura de Araçoiaba e o Instituto Reviver Brasil (IRB), que é uma organização social (OS) contratada para prestação de serviços complementares de saúde.

Os crimes

Entre os crimes investigados estão peculato (quando funcionário público se apropria ou desvia dinheiro), corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação começou em dezembro de 2025, após um relatório expedido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).




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Dark Horse: PGR fecha delação com empresário ligado a fundo nos EUA

03/09/2026

A PGR (Procuradoria-Geral da República) fechou um acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações.

A empresa

A empresa de Freixo seria utilizada para repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os pagamentos

Os pagamentos eram feitos ao Havengate Development Fund, um fundo americano que administrava o dinheiro para o “Dark Horse” e encaminhava os recursos para a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.

O fundo

O fundo, sediado no Texas, teria como um dos administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Assinatura

Após a assinatura do acordo com a PGR, o próximo passo é o envio da proposta de colaboração para o ministro André Mendonça, relato...

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A PGR (Procuradoria-Geral da República) fechou um acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações.

A empresa

A empresa de Freixo seria utilizada para repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os pagamentos

Os pagamentos eram feitos ao Havengate Development Fund, um fundo americano que administrava o dinheiro para o “Dark Horse” e encaminhava os recursos para a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.

O fundo

O fundo, sediado no Texas, teria como um dos administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Assinatura

Após a assinatura do acordo com a PGR, o próximo passo é o envio da proposta de colaboração para o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal) e do inquérito sobre o financiamento do "Dark Horse". O ministro deve avaliar a possível homologação do acordo.

As investigações

As investigações do caso “Dark Horse” apuram se houve irregularidades no financiamento do filme e se todo o dinheiro repassado por Vorcaro foi direcionado para a produção. Uma das suspeita é que parte dos recursos possam ter sido direcionados para Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. O ex-deputado nega ter recebido repasses.

As parcelas

As parcelas pagas por Vorcaro para a produção do "Dark Horse" foram negociada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.




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