Paris 2024 - Ginástica e surfe são favoritos no 4º dia das Olimpíadas
30/07/2024
A medalha inédita
A equipe feminina de ginástica artística do Brasil busca uma medalha inédita na final por equipes nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e já sabe qual será o caminho a percorrer, até o tão sonhado pódio.
Começa
O Brasil começa a rotação na final pelas barras assimétricas, seguindo para a trave, depois para o solo, e por fim, irá ao salto, aparelho em que Rebeca Andrade é a atual campeã Olímpica e mundial.
Final
Na final, apenas três gin...
A medalha inédita
A equipe feminina de ginástica artística do Brasil busca uma medalha inédita na final por equipes nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e já sabe qual será o caminho a percorrer, até o tão sonhado pódio.
Começa
O Brasil começa a rotação na final pelas barras assimétricas, seguindo para a trave, depois para o solo, e por fim, irá ao salto, aparelho em que Rebeca Andrade é a atual campeã Olímpica e mundial.
Final
Na final, apenas três ginastas competem em cada aparelho, e todas as notas são consideradas para o resultado final, sem descarte. A comissão técnica da Seleção Brasileira decidiu que apenas Rebeca Andrade e Flávia Saraiva vão disputar todos os aparelhos.
O surfe
O surfe está previsto para acabar nesta terça-feira, mas tudo depende das ondas do Taiti. Se o calendário for mantido, Gabriel Medina é favorito para a medalha de ouro, pelo histórico de bons resultados no local e também pelo que tem surfado nas primeiras rodadas. Ele enfrenta nas quartas de final João Chianca, o Chumbinho. (O Poder)

Leia outras informações
Adesão Master: Ivonete Ludgério desiste da suplência de André após assédio eleitoral de Hugo Motta
18/09/2026
A traição
Ocorre após o candidato André Gadelha denunciar, seguidas vezes, o uso espúrio do dinheiro oriundo da corrupção do banco Master na compra de votos por parte da dupla pai e filho.
O vídeo
Foi originalmente publicado por Eron Cid no MaisPB.
<'video'>
O vídeo, é auto explicativo: a candidata a suplente de André Gadelha ao Senado, vereadora Ivonete Ludgério, desistiu de ser candidata. E aderiu ao adversário, Nabor Wanderley. O marido, o conhecido deputado Manuel Ludgério, fez o anúncio, ao lado de, pasmem Hugo Motta, presidente da Câmara Federal e filho de Nabor. Ivonete estava ao lado, evidentemente constrangida, como você pode conferir.
A traição
Ocorre após o candidato André Gadelha denunciar, seguidas vezes, o uso espúrio do dinheiro oriundo da corrupção do banco Master na compra de votos por parte da dupla pai e filho.
O vídeo
Foi originalmente publicado por Eron Cid no MaisPB.
É Findi - Contrastes - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
18/09/2026
que o agricultor, humilde, trilha;
do Brasil, o Brasil real,
terra abençoada, ideal.
Com certeza, bem diferente
da do burocrata, o indolente;
do Brasil, o Brasil oficial,
que aos filhos trata desigual.
O primeiro se sustenta, produz;
luta de sol a sol, semeia;
alimenta, fortalece a Nação.
O segundo se consome, aduz,
só sabe usufruir da mordomia;
defenestra os recursos do irmão.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
Que exemplar é a vida
que o agricultor, humilde, trilha;
do Brasil, o Brasil real,
terra abençoada, ideal.
Com certeza, bem diferente
da do burocrata, o indolente;
do Brasil, o Brasil oficial,
que aos filhos trata desigual.

O primeiro se sustenta, produz;
luta de sol a sol, semeia;
alimenta, fortalece a Nação.
O segundo se consome, aduz,
só sabe usufruir da mordomia;
defenestra os recursos do irmão.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - PRA 8 - Radio Clube de Pernambuco - Por Chistina e Ricardo Pinto*
18/09/2026
A Lei Municipal nº 16.159/1996 identifica “Av. Cruz Cabugá, nº 394 (Rádio Clube)”.
A origem do prédio
A Rádio Clube foi fundada em 6 de abril de 1919, inicialmente como uma associação de interessados em radiotelegrafia, fundado por Oscar Moreira Pinto na Rua da Aurora .
Posteriormente a Rádio Clube adquiriu terreno na Avenida Cruz Cabugá, nº 394, em Santo Amaro, construiu ali seu edifício e instalou o equipamento transmissor. As transmissões dessas instalações foram inauguradas em 8 de novembro de 1924.
O “Palácio do Rádio”
Com o crescimento da emissora, o imóvel da Cruz Cabugá foi ampliado e reformado, tornando-se conhecido como Palácio do Rádio. Uma fotografia histórica dos anos 1930 mostra a sede antes dessa grande transformação, registrada...
O prédio histórico da Rádio Clube de Pernambuco, na Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro, tem papel central na história do rádio e da televisão pernambucana.
A Lei Municipal nº 16.159/1996 identifica “Av. Cruz Cabugá, nº 394 (Rádio Clube)”.
A origem do prédio
A Rádio Clube foi fundada em 6 de abril de 1919, inicialmente como uma associação de interessados em radiotelegrafia, fundado por Oscar Moreira Pinto na Rua da Aurora .
Posteriormente a Rádio Clube adquiriu terreno na Avenida Cruz Cabugá, nº 394, em Santo Amaro, construiu ali seu edifício e instalou o equipamento transmissor. As transmissões dessas instalações foram inauguradas em 8 de novembro de 1924.
O “Palácio do Rádio”
Com o crescimento da emissora, o imóvel da Cruz Cabugá foi ampliado e reformado, tornando-se conhecido como Palácio do Rádio. Uma fotografia histórica dos anos 1930 mostra a sede antes dessa grande transformação, registrada na ilustração em bico de pena acima.
Nas décadas de 1940 e 1950, o Palácio do Rádio viveu sua fase mais célebre. Seus estúdios e auditórios receberam músicos, maestros, cantores, radio atores, jornalistas e locutores.
Documento da Câmara dos Deputados descreve esse período como o auge da Rádio Clube e menciona expressamente os estúdios da Avenida Cruz Cabugá e o “famoso Palácio do Rádio”.
A Rádio Clube teve papel especialmente importante na divulgação do frevo e da música pernambucana, levando esses gêneros para além de Pernambuco.
Rádio e televisão no mesmo edifício
A importância do imóvel aumentou ainda mais com a chegada da televisão. Em 1960, começou a operar a TV Rádio Clube de Pernambuco, Canal 6, ligada aos Diários Associados e à Rede Tupi. O prédio passou, portanto, a fazer parte simultaneamente da história do rádio e da televisão no Nordeste.
A TV Rádio Clube encerrou suas atividades em 1980, após a cassação das concessões de emissoras da Rede Tupi, sendo eu seu último diretor, que como fênix lá fiz nascer a primeira Rádio FM ao vivo no Recife a Caetés FM , hoje Clube FM em 99,1.
Posteriormente implantou as 100 kwats na Rádio Clube AM ampliando muito a sua cobertura!
Hoje lá funciona a instalação do Diário de Pernambuco , a TV Guararapes e a Clube FM, que em 99,1 que é o novo nome da Caetés FM.
Portanto, o imóvel da Cruz Cabugá, 394, não é apenas uma antiga sede empresarial: ele está diretamente ligado aos primórdios da radiodifusão brasileira, à era de ouro do rádio pernambucano e ao nascimento da primeira televisão no estado.
*Chistina e Ricardo Pinto, Radiodifusores.

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Minha Eterna Companheira - Crônica - Por Ana Pottes*
18/09/2026
O domingo segue seu ritmo, meio morno, meio frio, com os ventos zumbindo e fazendo pano de fundo para o musical do Senhor deles. Lá da varanda, ele segue pintando o dia com as cores da preguiça. Gosto tanto das conversas que tenho dois, em interações tilintantes.
Gato Freud e Gato Félix procuram bolinhas nervosas de uma pulseira vermelha que se partiu. Um desastre transformado em farra perfeita para corridas e pulos graciosos e desafiadores da gravidade.
Enquanto tudo se emoldura em uma cena dominical, uma silhueta se esgueira discretamente pela casa. Percorre o corredor com leveza e se esparrama no sofá, ao...
Por aqui, sentada no sofá, em meio a livros de amigos, celular no silencioso e meu pequeno-grande bloco de anotar ideias viajeiras. Aquelas rápidas que cruzam a mente tal clarão de um raio e iluminam reentrâncias cerebrais em segundos, mas que, se não forem derramadas sobre papéis, caem no precipício do esquecimento, carregada por vendavais.
O domingo segue seu ritmo, meio morno, meio frio, com os ventos zumbindo e fazendo pano de fundo para o musical do Senhor deles. Lá da varanda, ele segue pintando o dia com as cores da preguiça. Gosto tanto das conversas que tenho dois, em interações tilintantes.
Gato Freud e Gato Félix procuram bolinhas nervosas de uma pulseira vermelha que se partiu. Um desastre transformado em farra perfeita para corridas e pulos graciosos e desafiadores da gravidade.
Enquanto tudo se emoldura em uma cena dominical, uma silhueta se esgueira discretamente pela casa. Percorre o corredor com leveza e se esparrama no sofá, ao meu lado. Trocamos olhares e ficamos largadas ali, companheiras olhando o peso das horas. Em torno de nós, tudo é silêncio e repouso. Observando seus movimentos, penso em nossa agilidade de tempos atrás, assim como a beleza da forma que já fomos. Rio para ela que me devolve em um sorriso largo, reflexos repletos de lembranças compartilhadas na poeira do passado. Já pulamos corda, jogamos o jogo das cinco-marias no áspero chão das calçadas, juntas brincamos de academia, desenhando o mundo em riscos de giz. Fomos impegáveis nos jogos de pega–pega, barra–bandeira e queimado. Giramos em bambolês e tantas outras peripécias de tempos atrás. Éramos ágeis. O dia não findava. Ninguém nos segurava, parecíamos um toco de vento em busca de ventanias.
Suspiro ao rever os filmes de ontem e anteontem. Sorrio para ela que, seguindo o balanço das cortinas, me puxa pelo braço em um convite irresistível para mais uma dança no meio da sala. Giramos devagar ao som dos cantos e balanços do Senhor dos Ventos. Os passos já não têm a mesma leveza de anos atrás e, naqueles momentos em que o equilíbrio me falta pela tonteira do tempo, é seu braço que me ampara.

De tempos em tempos, quando o sol se esconde ou o breu se expande sobre nós, ela desaparece, mas basta uma réstia de luz, para seu pleno ressurgir ao meu lado. Sinto a presença, não me sinto só. Percebo sua energia, vejo que conserva e guarda o frescor juvenil e o derrama sobre minha alma para me envolver, inteira.
O espaço nos reparte, mas somos um só elemento.
Eu e minha sombra.
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Série História de Pernambuco - De Revolta a Guerra: o Monte das Tabocas - Por Alfredo Cabral de Melo*
18/09/2026
Foi no Monte das Tabocas que essa resistência encontrou seu primeiro grande teste.
O local não foi escolhido por acaso. O Monte das Tabocas era uma elevação cercada por vegetação fechada, com grande quantidade de tabocas, e apresentava um terreno em declive. Para quem conhecia a região, essas características poderiam ser transformadas em vantagem. Para quem chegava de fora, avançar por aquele terreno significava atravessar a vegetação e seguir por um caminho que dificultava a identificação das posições dos homens que aguardavam mais acima.
Antônio Dias Cardoso c...
Até aquele momento, a revolta iniciada em 1645 ainda precisava provar que poderia transformar-se em uma guerra. Havia homens dispostos a lutar, alianças começavam a se formar e o movimento já havia deixado de ser apenas uma insatisfação contra o domínio neerlandês. Mas uma coisa era levantar-se contra o ocupante; outra, muito diferente, era enfrentar suas tropas e conseguir resistir.
Foi no Monte das Tabocas que essa resistência encontrou seu primeiro grande teste.
O local não foi escolhido por acaso. O Monte das Tabocas era uma elevação cercada por vegetação fechada, com grande quantidade de tabocas, e apresentava um terreno em declive. Para quem conhecia a região, essas características poderiam ser transformadas em vantagem. Para quem chegava de fora, avançar por aquele terreno significava atravessar a vegetação e seguir por um caminho que dificultava a identificação das posições dos homens que aguardavam mais acima.
Antônio Dias Cardoso conhecia bem esse tipo de combate. Experiente na utilização de emboscadas, estudou previamente o terreno e distribuiu os homens entre os tabocais, aproveitando as características do lugar para dificultar o avanço do adversário. A batalha seria travada, portanto, não apenas entre dois grupos de homens, mas também entre duas maneiras diferentes de conhecer e utilizar aquele espaço.
Na tarde de 3 de agosto de 1645, as tropas neerlandesas, comandadas por Hendrick van Haus, aproximaram-se do monte. Depois de atravessar o terreno mais baixo e as primeiras linhas de tabocais, encontraram sucessivas emboscadas. À medida que avançavam, a vegetação e o relevo dificultavam a movimentação e permitiam aos insurgentes atacar de posições que não eram facilmente percebidas. O combate se prolongou e, ao final do dia, as tropas neerlandesas se retiraram.
João Fernandes Vieira era uma das principais lideranças da insurreição, mas a condução militar daquele combate coube a Antônio Dias Cardoso. A diferença entre essas funções ajuda a compreender como o movimento começava a se organizar. Vieira exercia papel central na liderança política da revolta, enquanto Dias Cardoso trazia a experiência militar necessária para transformar homens reunidos em torno de uma causa em uma força capaz de enfrentar tropas regulares.
Para os insurgentes, a vitória significava muito mais do que a conquista de um ponto do interior. Pela primeira vez naquele novo conflito, havia uma demonstração concreta de que as forças reunidas pela insurreição poderiam enfrentar uma tropa da Companhia das Índias Ocidentais. A batalha também proporcionou armas e munições, recursos importantes para quem pretendia continuar lutando.
E havia outro detalhe que merece atenção. A vitória de Tabocas foi obtida principalmente pela chamada “infantaria natural”, formada pelos homens da terra, antes da chegada das tropas que André Vidal de Negreiros e Martim Soares Moreno conduziriam da Bahia. Vidal, entretanto, já estava ligado às articulações da restauração e sua chegada a Pernambuco acrescentaria novas forças à campanha.
É preciso, entretanto, olhar para Tabocas sem antecipar o desfecho da guerra. Recife continuava sob domínio neerlandês, assim como importantes fortificações e posições estratégicas. A vitória não expulsou os ocupantes e tampouco encerrou o conflito. O que ela fez foi mudar a perspectiva dos próprios insurretos, que agora havia uma experiência concreta de combate e a certeza de que era possível vencer.
Essa mudança teria consequências. Uma revolta que consegue vencer uma batalha passa a contar com algo que antes não possuía: a experiência da vitória. A partir dali, seria necessário manter homens em campanha, conseguir armas e alimentos, estabelecer alianças e avançar pouco a pouco sobre um território ainda controlado pelos neerlandeses. A guerra, que começara com a insurreição, ganhava assim uma dimensão cada vez mais militar.
O Monte das Tabocas, por isso, não deve ser visto como o fim de alguma coisa, mas como o momento em que a revolta começou a adquirir outra dimensão. Até então, era preciso acreditar que seria possível lutar. Depois daquela tarde de agosto, havia uma vitória para sustentar essa esperança.
Mas ainda havia um obstáculo muito maior. Enquanto os insurgentes avançavam pelo interior, Recife permanecia como o centro do poder neerlandês. A questão que se colocava, portanto, era como transformar as vitórias obtidas longe da capital em uma pressão capaz de chegar até suas portas.
Fontes consultadas:
Evaldo Cabral de Mello, Olinda Restaurada: guerra e açúcar no Nordeste, 1630–1654.
José Antônio Gonsalves de Mello, estudos e trabalhos documentais sobre a Insurreição Pernambucana e a Guerra da Restauração.
Diogo Lopes Santiago, História da Guerra de Pernambuco, relato contemporâneo dos acontecimentos.
Hermes Leôneo Menna Barreto Laranja Gonçalves, “Monte das Tabocas: o começo da derrota dos holandeses no Brasil”, Bellum – Revista do Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército, 2024.
Fundação Joaquim Nabuco, verbete “André Vidal de Negreiros”, com referências à trajetória do militar e às fontes bibliográficas utilizadas.
*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Ponte Maurício de Nassau e o “Boi Voador” - Por Josué Sena*
18/09/2026
Dizia Frei Calado, Um boi voou.
Voou o boi mesmo, afinal?
Creio não. Ingênuo não sou!
Pois a história é meio real,
Era de palha o boi que se elevou
E, no ar, pendurado num varal,
O Capibaribe atravessou.
Hoje a ponte é deveras diferente.
Era de madeira. É de concreto.
Passam carros. Antes só cavalos e gente.
Tinha arco de religiosidade repleto.
E quem diz do boi? Quem sabe, de repente,
Ele ressurja, em forma de espectro.
Conforme depoimento de frei Manuel Calado, a fim de arrecadar um maior importe de pedágio na ponte, no dia da sua inauguração, Nassau, então governador de Pernambuco anunciou que um boi manso, pertencente Melchior Álvares, iria voar.
Para a festa, mandou esfolar um boi e encher-lhe a pele de erva seca, escondendo-o em lugar alto no seu jardim. Pediu a Melchior Álvares emprest...
Na ponte feita por Maurício de Nassau,
Dizia Frei Calado, Um boi voou.
Voou o boi mesmo, afinal?
Creio não. Ingênuo não sou!
Pois a história é meio real,
Era de palha o boi que se elevou
E, no ar, pendurado num varal,
O Capibaribe atravessou.
Hoje a ponte é deveras diferente.
Era de madeira. É de concreto.
Passam carros. Antes só cavalos e gente.
Tinha arco de religiosidade repleto.
E quem diz do boi? Quem sabe, de repente,
Ele ressurja, em forma de espectro.
Conforme depoimento de frei Manuel Calado, a fim de arrecadar um maior importe de pedágio na ponte, no dia da sua inauguração, Nassau, então governador de Pernambuco anunciou que um boi manso, pertencente Melchior Álvares, iria voar.
Para a festa, mandou esfolar um boi e encher-lhe a pele de erva seca, escondendo-o em lugar alto no seu jardim. Pediu a Melchior Álvares emprestado um boi muito manso que aquele tinha, e o fez subir ao alto em que se encontrava o esfolado, substituindo um pelo outro, sem que o povo presente percebesse. Depois, fez seguir voando por umas cordas com um engenho, o boi empalhado, para grande admiração de todos. O estratagema, despertou a curiosidade do público, que acorreu, pela ponte para acompanhar o boi voador e rendeu mil e oitocentos florins de pedágio.
O fato é referido numa canção de Chico Buarque, "Boi Voador Não Pode". “Boi Voador” também é nome ainda de um conceituado grupo teatral.
*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi – Chaplin Colorido - Croniqueta - Por Xico Bizerra*
18/09/2026
Sou muito mais as cores e a simplicidade de um Carlitos em preto e branco do que o tecnicolor espalhafatoso e desbotado de uma Guerra nas Estrelas. Aprecio mais o bolerão de Altemar Dutra, o chorinho carinhoso de um Nazareth e o baião Gonzagueano do que o heavy metal do Black Sabbath. Fazer o quê? Eu sou assim, assumidamente nostálgico, cafona, talvez. Mas é meu jeito. Não que eu seja contra os tempos modernos, mas sou daqueles que comungam com Suassuna, que dizia ser mais o nosso ôxente que o okay desse povo todo metido a besta. Ora, se não. Mas respeito o gosto musical e cinéfilo de quem quer que seja. Apenas não compartilho. Não ouço, não vejo, apenas me assusto. Isto talvez nos conduza a uma reflexão mais profunda sobre a tão decantada IA de nossos dias. Na verdade, sinto saudades dos tempos em que a inteligência do ser humano era a maior inteligência do universo. Mas o homem, espantosamente, foi capaz de criar uma mais sabida, superior a todas as outras. Menos mal sabermos que a inteligência que superou a humana foi criada pelo próprio homem, numa revitalização do fenômeno de a criatura superando o criador. Felizmente há a certeza de que, muito além de qualquer máquina, a consciência humana, a alma e o sentimento nos distinguem de qualquer outra criação humana. Inclusive a IA. E viva Chaplin e a inteligência humana!
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Missivas E Dicionários - Por Malude Maciel*
18/09/2026
Também procuro no Instagram acompanhar os acontecimentos divulgados nos grupos e nos blogs, a fim de ficar inteirada dos ocorridos locais, regionais e mundiais.
Há pouco tempo era diferente, os jornais circulavam assiduamente e todos queriam ler as notícias no jornal impresso, ou seja: o Diário, logo cedinho era entregue nas portas pelos gazeteiros ou comprados nas bancas diversas.
Cartas e telegramas
O serviço de correspondência pertencia unicamente aos Correios e Telégrafos, sendo a função do carteiro muito solicitada para distribuir as missivas nos endereços dos destinatários.
Ah! Como era prazeroso receber cartas e telegramas! Podiam ser manuscritas ou dactilografadas e constavam nos seus envelopes os dados de quem enviava no verso e a...
Cada amanhã, tenho por obrigação olhar no celular as mensagens recebidas pelo whatsapp pois, é através desse dispositivo que fico sabendo das notícias, na minha rede social.
Também procuro no Instagram acompanhar os acontecimentos divulgados nos grupos e nos blogs, a fim de ficar inteirada dos ocorridos locais, regionais e mundiais.
Há pouco tempo era diferente, os jornais circulavam assiduamente e todos queriam ler as notícias no jornal impresso, ou seja: o Diário, logo cedinho era entregue nas portas pelos gazeteiros ou comprados nas bancas diversas.
Cartas e telegramas
O serviço de correspondência pertencia unicamente aos Correios e Telégrafos, sendo a função do carteiro muito solicitada para distribuir as missivas nos endereços dos destinatários.
Ah! Como era prazeroso receber cartas e telegramas! Podiam ser manuscritas ou dactilografadas e constavam nos seus envelopes os dados de quem enviava no verso e a quem eram destinadas, na frente do mesmo.
Relíquias
Por muitos anos mantive correspondência constante com minhas tias, amigas e parentes, inclusive houve um vai e vem de cartas com o saudoso historiador caruaruense, Nelson Barbalho, quando quando ele me incentivava a publicar um livro, até seu falecimento e ainda guardo algumas dessas relíquias.
É muito gostoso encontrar aquela "cartinha" no baú, reconhecer a caligrafia, relê-la e recordar tantos acontecimentos passados.
Lembrança
Minha mãe cantarolava uma canção interpretada pela cantora Isaurinha Garcia, cujo título é: Mensagem, que traduz o que uma carta pode trazer em seu conteúdo.
As cartas não são coisas vãs, elas têm valor e poder documental e servem como prova até nos tribunais, podendo esclarecer fatos e casos judiciais. Elas se assemelham às fotografias que mostram, através da imagem, situações passadas, retratadas e registradas com fidelidade. Atualmente, com a novidade da IA fica difícil a segurança de fotos.
Os cartões, da mesma forma, eram enviados e recebidos na maior expectativa. Cartões de cortesia, pêsames, aniversários e principalmente na época de Natal, quando as árvores natalinas ficavam repletas dos mais diversos tipos, cada qual mais caprichado , constituindo-se verdadeiras obras de arte.
O tempo é implacável
Porém o tempo passa e os costumes vão com ele, muitas vezes modificando-se com rapidez.
Atualmente todos acessam os e-mails e, dificilmente, alguém mais conservador, utiliza mensagens expressa via Correios. Até os jornais são on-line.
É natural que se sinta falta daquele método arcáico mas, que marcou época e deixou saudades pois, era mais singular; observava-se até a caligrafia tão peculiar ali exist XDente. Uns envelopes traziam desenhos e cheiro de flores. Uma maneira mais humanista e única; no entanto, havia uma demora na comunicação, o que foi totalmente superada. Como tudo nesse mundo tem um lado bom e também algo a desejar, mas uma coisa é certa: a mudança veio pra ficar e quem não se adaptar fica à beira do caminho, não adianta reclamação.

Dicionários
A mesma mudança aconteceu com os dicionários. Em toda casa tinha dois ou três exemplares e era chamado de: "Pai dos burros", sendo consultado várias vezes ao dia. Hoje existe o "Google", muito mais eficiente e prático. Estamos satisfeitos com essa nova forma de tirar as dúvidas.
Por tudo isso
Apoiamos tantas boas evoluções e inovações que tornou o cotidiano mais moderno, embora saibamos que toda mudança é passível de controversas e existam perigos iminentes de fraudes. Mas, aproveitemos bem os grandes inventos! Eles são necessários e benéficos.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Abatimento 'Supremo' - Crônica Poética - Por Romero Falcão*
18/09/2026
quanta suprema tristeza
neste quinze de setembro.
Não, não foi surpresa,
mas tua toga, proba
declara a vergonha brasileira.
A literatura se instala
feito pedra na garganta.
A eminente ministra mineira invoca Clarice Lispector:
“Eu bebi na lição de Clarice Lispector”:
“Eu não me perdi,
mas experimentei a perdição.”
Eu, leitor, bebi
no abatimento da ministra
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
Ministra Cármen Lúcia,
quanta suprema tristeza
neste quinze de setembro.
Não, não foi surpresa,
mas tua toga, proba
declara a vergonha brasileira.
A literatura se instala
feito pedra na garganta.
A eminente ministra mineira invoca Clarice Lispector:

“Eu bebi na lição de Clarice Lispector”:
“Eu não me perdi,
mas experimentei a perdição.”
Eu, leitor, bebi
no abatimento da ministra
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi – Superação - Por Pica-Pau*
18/09/2026
Enfrentou os espinhos xique xique
Levou uma vida pau a pique
E pelo sistema agredido
Porém a vida tinha um sentido
E isso estava no seu plano
De lutar dia a dia mês e ano
E esse plano veio a emergir
Tu acha que ele agora vai abrir
Pra um diabo doido americano?
Nem amarraaado papaaai...
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
Quem nasceu num cazébre chão batido
Enfrentou os espinhos xique xique
Levou uma vida pau a pique
E pelo sistema agredido
Porém a vida tinha um sentido
E isso estava no seu plano
De lutar dia a dia mês e ano
E esse plano veio a emergir
Tu acha que ele agora vai abrir
Pra um diabo doido americano?
Nem amarraaado papaaai...
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.