PARA REBECA ANDRADE, PARA AS MENINAS OLÍMPICAS
30/07/2024
esbelta
peteca no ar
potente Rebeca
luz negra a brilhar
Rebeca, astro menina
foge da sina
solo da exclusão
Rebeca, estrela "Severina"
Reluz ouro na mão
Rebeca
rebento
suor de pedra
Rebeca
semente do talento
flor negra que medra
Rebeca
escola
história de vida
Rebeca
és glória
orgulho
dessa gente ferida
Rebeca
és rosa mais bela
mistura da cor
Rebeca
singela aquarela
pintura de amor
Rebeca
supera
espera
espaço, esperança
Rebeca
esfera
pantera
doçura
fera criança
Rebeca
Diamante negro, não da bola
Rebeca
nascer da aurora
do alegre Brasil
Rebeca é ouro, bronze, é Jade
Flávia, Lorr...
esbelta
peteca no ar
potente Rebeca
luz negra a brilhar
Rebeca, astro menina
foge da sina
solo da exclusão
Rebeca, estrela "Severina"
Reluz ouro na mão
Rebeca
rebento
suor de pedra
Rebeca
semente do talento
flor negra que medra
Rebeca
escola
história de vida
Rebeca
és glória
orgulho
dessa gente ferida
Rebeca
és rosa mais bela
mistura da cor
Rebeca
singela aquarela
pintura de amor
Rebeca
supera
espera
espaço, esperança
Rebeca
esfera
pantera
doçura
fera criança
Rebeca
Diamante negro, não da bola
Rebeca
nascer da aurora
do alegre Brasil
Rebeca é ouro, bronze, é Jade
Flávia, Lorrane e Júlia
Rebeca é horizonte
pra milhões de meninas
Romero Falcão
Leia outras informações
Na velhice ou sofrimento, vale a pena insistir em viver, por Paulo André Leitão*
10/09/2026
"Poesia, Humor, Doença, Velhice e Morte - Pandemia e mais", o novo livro de Marcelo é uma bem-humorada reflexão sobre os limites do corpo, as dores da velhice, a luta contra o câncer e, sobretudo, o apego à vida. Coordenada por amigos - são muitos os amigos de Marcelo -, a pré-venda do livro tem ajudado a custear as despesas do seu tratamento. O "idoso canceroso", como se define, opta pelo riso e contornos poéticos da existência para prolongar a7 permanência no que chama de "corredor da morte".
"Luciana, a comerciária" parecia ter sido condenada ao tal cor...
Que conexões podem ser feitas entre o livro escrito por uma pessoa de 82 anos doente de câncer e o filme que será apresentado ao público mais de 50 anos depois de ter sido exibido para pouquíssimas pessoas? A nova edição da Revista Araçá sugere respostas para esta pergunta no artigo do jornalista e cineasta Paulo Cunha sobre "Luciana, a comerciária" e na entrevista com o escritor Marcelo Mário de Melo.
"Poesia, Humor, Doença, Velhice e Morte - Pandemia e mais", o novo livro de Marcelo é uma bem-humorada reflexão sobre os limites do corpo, as dores da velhice, a luta contra o câncer e, sobretudo, o apego à vida. Coordenada por amigos - são muitos os amigos de Marcelo -, a pré-venda do livro tem ajudado a custear as despesas do seu tratamento. O "idoso canceroso", como se define, opta pelo riso e contornos poéticos da existência para prolongar a7 permanência no que chama de "corredor da morte".
"Luciana, a comerciária" parecia ter sido condenada ao tal corredor, mas, felizmente, era só um sono profundo e prolongado. O sonho do diretor Mozart Cintra tornou-se real com o renascimento da película de 35 milímetros nova em folha. A Cinemateca Brasileira salvou o longa-metragem, que será exibido no próximo dia 20, no Cinema da Fundação.
A resposta que encontrei é esta: livro e filme proclamam que vale a pena insistir em viver.
A Revista Araçá tem mais, muito mais. Tem a apresentação do primeiro romance de João Câmara, "Rondó da Lagoa dos Irerês", pelo escritor Sidney Rocha. A programação de shows deste fim de semana e a estreia do AFROPUNK no Recife dão o molho musical. A foto que Gustavo Bettini nunca esquece e a exposição de Gabriel Wickbold no Museu do Estado proporcionam o prazer visual indispensável a uma revista de arte e cultura.
A coluna de crítica literária Corte&Costura, do escritor Cristiano Santiago Ramos, nos leva a conversar com Carlos Drummond, Adélia Prado e Guimarães Rosa.
A insistência de viver retratada no livro de Marcelo e no ressurgimento de "Luciana, a comerciária" encontra ressonância no dia a dia da Revista Araçá. Jornalismo cultural em Pernambuco tem sido o nosso trabalho, semanalmente ininterrupto, há 20 edições.
Acesse www.aracarevista.com.br e divida com a gente o prazer da leitura sobre arte e cultura pernambucanas.
*Jornalista, intelectual, cara do bem, diretor-geral da Revista Araçá.

Deu na imprensa: Teto desaba na Restauração e deixa uma pessoa ferida
10/09/2026
Observação do Poder
Pela pouco que se percebe da aparência dos trajes do ferido em atendimento, não se trata de paciente e sim de acompanhante, ou mais provavelmente, trabalhador. Esperamos que seja liberado em breve.
Em vídeo
O nosso diretor Zé Nivaldo Junior analisa, com muita seriedade, até onde vai e porque a responsabilidade direta é da governadora Raquel Teixeira Lyra.
Exclusivo.
Leia e compartilhe.
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Captamos no blog do Magno: O blog foi informado, há pouco, de que parte do teto do Hospital da Restauração (HR), no Recife, desabou nesta quinta-feira (10/09) e deixou uma pessoa ferida. O vídeo obtido pelo blog não mostra o momento da queda, mas registra a vítima sendo levada para atendimento após o ocorrido. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da pessoa atingida nem detalhes sobre as circunstâncias do desabamento. Em breve, traremos mais informações.
Observação do Poder
Pela pouco que se percebe da aparência dos trajes do ferido em atendimento, não se trata de paciente e sim de acompanhante, ou mais provavelmente, trabalhador. Esperamos que seja liberado em breve.
Em vídeo
O nosso diretor Zé Nivaldo Junior analisa, com muita seriedade, até onde vai e porque a responsabilidade direta é da governadora Raquel Teixeira Lyra.
Exclusivo.
Leia e compartilhe.
Debate Sinpol-PE hoje - João Campos apresentou propostas para segurança pública, mesmo com ausência de Raquel Teixeira Lyra
10/09/2026
O presidente do Sinpol falou sobre a ausência de Raquel Teixeira Lyra
"A gente gostaria de ter feito o debate. A governadora não veio. Isso, infelizmente, diminui muito o debate. Mas a proposta do Sinpol é uma proposta de diálogo, debate por uma segurança pública melhor para o povo pernambucano. E nada melhor do que discutir segurança pública com os p...
Mesmo com o não comparecimento de Raquel Teixeira Lyra ao importante debate, João Campos, PSB, participou, hoje, quinta-feira, 10/09, do debate promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Sinpol-PE, na sede da entidade, na área central do Recife, acompanhado do seu candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos). Na abertura do evento, o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, confirmou formalmente a ausência da gestora, momento em que parte do público presente reagiu com vaias. Aos jornalistas, Cisneiros falou sobre o não comparecimento da candidata à reeleição.

O presidente do Sinpol falou sobre a ausência de Raquel Teixeira Lyra
"A gente gostaria de ter feito o debate. A governadora não veio. Isso, infelizmente, diminui muito o debate. Mas a proposta do Sinpol é uma proposta de diálogo, debate por uma segurança pública melhor para o povo pernambucano. E nada melhor do que discutir segurança pública com os policiais. E os policiais civis. Mesmo assim, fizemos a sabatina com os temas centrais a serem resolvidos pelos candidatos e colocamos para o candidato João Campos nossos temas e a nossa valorização também."
João e a saúde mental e o bem-estar dos profissionais de segurança
João Campos apresentou propostas voltadas para a segurança pública, valorização profissional e reestruturação da categoria. O encontro também foi marcado por cobranças dos policiais civis do estado sobre déficit de efetivo, condições de trabalho e demandas salariais históricas. Um dos temas defendidos pelo candidato da Frente Popular foi a criação de uma estrutura voltada para o cuidado com a saúde mental e o bem-estar dos profissionais de segurança. Na ocasião, Campos fez um paralelo com iniciativas adotadas durante a sua gestão na Prefeitura do Recife, afirmando que o governo estadual precisa priorizar o atendimento psicológico, psiquiátrico e médico para a polícia. "Os estudos apontam que esse grande desafio do cuidado com a saúde mental tem indicadores muito mais graves quando tratamos de profissionais de segurança, que lidam o dia todo com questões de vida ou morte, muito delicadas e de alto risco", pontuou.

João e a defasagem de efetivo
Sobre a defasagem de efetivo apontada pela categoria, o candidato do PSB propôs a criação de uma esteira permanente de contratações associada a um plano de remuneração de 4 anos. Segundo ele, a gestão estadual não pode tratar as pautas de recomposição de pessoal e de reajuste salarial como excludentes. "O que a gente precisa é combinar o jogo. Se um governo diz que, se contratar mais gente, não pode aumentar salário, e vice-versa, isso é uma tática clara de quem não quer resolver. Vamos primeiro recompor e, em seguida, ajustar a remuneração, dialogando sem litígio."
João e o comando da SDS
Questionado sobre a escolha do comando da Secretaria de Defesa Social (SDS) na sua gestão, caso seja eleito governador, e sobre demandas judiciais dos policiais, como o pleito referente à carga horária e reajustes, João Campos reforçou que a escolha do responsável pela pasta priorizará critérios técnicos e a capacidade de diálogo. Ademais, ele se comprometeu a discutir a Lei Orgânica da Polícia Civil logo no primeiro ano de governo, buscando construir um pacto de cooperação de longo prazo com os servidores. "A polícia fica e os servidores vão ficar na ativa por muitos anos, muito mais tempo do que vários mandatos de governador. Se construirmos uma lei orgânica bem feita e equilibrarmos o planejamento de quatro anos, garantiremos um ambiente de harmonia e ânimo para trabalhar."
participantes
Sobre a lista de participantes, o sindicato esclareceu que o candidato Ivan Moraes não foi convidado para o confronto de propostas. De acordo com a direção do Sinpol, o critério adotado para o envio dos convites restringiu a participação apenas a postulantes que atingiram a marca de 5% ou mais nas pesquisas de intenção de voto.
Banco Master e crise no STF - Moraes preparou defesa pública, mas adiou fala após conselhos de aliados
10/09/2026
Texto rebatendo Mendonça
Moraes leria um texto com explicações a respeito da sua atuação e traria argumentos para rebater o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e seu principal antagonista no STF. Um ministro próximo a Moraes, contudo, ponder...
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, preparou uma defesa pública a respeito das suspeitas que o colocaram como um dos vértices da crise institucional da corte, mas adiou o pronunciamento após ser aconselhado por magistrados aliados. Os colegas recomendaram que Moraes aproveitasse as atenções voltadas à operação da PF sobre o filme "Dark Horse", autorizada pelo ministro Flávio Dino hoje, quinta-feira, 10/09, e aguardasse mais um tempo para se manifestar. A assessoria de imprensa do STF informou às 7h40 que Moraes faria um pronunciamento às 11h00. Às 8h45, no entanto, um novo comunicado foi divulgado, apontando para o cancelamento da fala, com remarcação "para data oportuna".
Texto rebatendo Mendonça
Moraes leria um texto com explicações a respeito da sua atuação e traria argumentos para rebater o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e seu principal antagonista no STF. Um ministro próximo a Moraes, contudo, ponderou que tudo o que ele eventualmente deixasse sem explicação poderia assombrá-lo até a sessão da próxima terça-feira, 15/09, quando o plenário vai se reunir para discutir a crise pela primeira vez. Também foi considerada a possibilidade de que as falas de Moraes pudessem agravar as tensões com Mendonça. (Folha de S.Paulo)
Em meio à crise no STF, Fachin volta a cancelar sessão plenária de hoje
10/09/2026
Julgamento terça
Ao cancelar as sessões plenárias desta semana, Fachin evita um encontro público entre os ministros do Supremo antes do julgamento que marcou para a próxima terça-feira, 15/09, sobre um relatório da Polícia Federal, PF, que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Desde a semana passada, Mendonça e Moraes protagoni...
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, STF, cancelou a sessão plenária de hoje, quinta-feira, 10/09, em meio ao agravamento de uma crise entre ministros da própria Corte. Fachin já havia cancelado a sessão de ontem, horas depois de o ministro Flávio Dino ter determinado a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF, revertendo decisão do dia anterior do ministro André Mendonça, que havia afastado o delegado de suas funções. A guerra de liminares é o episódio mais recente de um embate público entre duas alas do Supremo, uma aliada a Mendonça e outra ao ministro Alexandre de Moraes.
Julgamento terça
Ao cancelar as sessões plenárias desta semana, Fachin evita um encontro público entre os ministros do Supremo antes do julgamento que marcou para a próxima terça-feira, 15/09, sobre um relatório da Polícia Federal, PF, que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Desde a semana passada, Mendonça e Moraes protagonizaram um embate público sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.
Plutocracia, acesso à Justiça e custas judiciais: Para Onde Caminha o STF? - Por Rosa Freitas*
10/09/2026
No julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 80, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu novos parâmetros objetivos para a concessão da gratuidade de justiça em quase todo o Poder Judiciário brasileiro. Afastando o critério anterior da Reforma Trabalhista (que limitava o benefício a 40% do teto do RGPS), a Corte fixou que pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil possuem presunção relativa de hipossuficiência, garantindo o direito automático ao benefício sem burocracia excessiva inicial. Por outro lado, para aqueles que recebem acima desse patamar, a concessão deixou de ser automática, exigindo comprovação concreta e detalhada da insuficiência financeira. A decisão também conferiu ao magistrado ampla autonomia para exigir documentos adicionais e indeferir o pedido caso identifique patrimônio ou renda familiar incompatíveis, aplicando-se a todos os ramos da Justiça, com exceção dos Juizados Especiais.
1. A C...
Resumo da ADC 80
No julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 80, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu novos parâmetros objetivos para a concessão da gratuidade de justiça em quase todo o Poder Judiciário brasileiro. Afastando o critério anterior da Reforma Trabalhista (que limitava o benefício a 40% do teto do RGPS), a Corte fixou que pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil possuem presunção relativa de hipossuficiência, garantindo o direito automático ao benefício sem burocracia excessiva inicial. Por outro lado, para aqueles que recebem acima desse patamar, a concessão deixou de ser automática, exigindo comprovação concreta e detalhada da insuficiência financeira. A decisão também conferiu ao magistrado ampla autonomia para exigir documentos adicionais e indeferir o pedido caso identifique patrimônio ou renda familiar incompatíveis, aplicando-se a todos os ramos da Justiça, com exceção dos Juizados Especiais.
1. A Conceituação de Plutocracia: O Direito dos Ricos
Em sua essência, a plutocracia caracteriza-se pelo governo ou domínio dos ricos, um sistema onde o poder político, institucional e econômico concentra-se nas mãos daqueles que detêm o capital.
Quando aplicada ao sistema de justiça, a plutocracia se manifesta no momento em que o custo para movimentar a máquina estatal torna-se um filtro econômico. Em vez de um serviço público essencial garantido pela Constituição, a jurisdição passa a operar sob a lógica de mercado: tem acesso quem pode pagar. Ao impor barreiras financeiras e comprovações excessivas a quem ganha mais de um salário relativamente baixo (R$ 5 mil), o Estado empurra o ônus da cidadania para o bolso do jurisdicionado, transformando direitos fundamentais em mercadorias de alto valor.
2. Acesso à Justiça sob a Ótica de Cappelletti e Garth
Para compreender a gravidade do cenário, é fundamental recorrer aos juristas Mauro Cappelletti e Bryant Garth que, em sua obra clássica de 1978, definiram o Acesso à Justiça não como um mero acesso formal aos tribunais, mas como um direito social fundamental que exige igualdade efetiva de resultados.
Os autores estruturaram a teoria das Ondas Renovatórias, sendo a 1ª Onda exatamente a Assistência Judiciária para os Pobres, voltada a remover os obstáculos econômicos que impedem o cidadão vulnerável de litigar.
Quando o STF impõe barreiras financeiras e exige comprovações probatórias complexas da classe média baixa e de trabalhadores que ganham pouco acima do teto estipulado, o modelo estatal ataca diretamente a essência da primeira onda renovatória. O sistema retorna perigosamente a um padrão excludente, onde a barreira econômica silencia o hipossuficiente e desvirtua o papel garantidor do Estado democrático de direito.
3. Litigantes Habituais: Os Maiores Beneficiários do Sistema
Enquanto o cidadão comum e o trabalhador enfrentam um rigor probatório severo para demonstrar que custear um processo inviabiliza seu sustento, os litigantes habituais (grandes corporações, bancos, seguradoras e o próprio Estado) saem fortalecidos.
* Efeito Deterrente: O risco financeiro de arcar com custas judiciais e honorários de sucumbência funciona como um desestímulo implacável para que trabalhadores e consumidores busquem seus direitos na Justiça.
* Assimetria de Poder: Grandes empresas possuem departamentos jurídicos estruturados e capacidade financeira para absorver custos processuais, utilizando o litígio de massa como estratégia. Para elas, a nova barreira imposta pelo STF reduz o volume de ações e protege seus caixas, sufocando reclamações legítimas antes mesmo de chegarem ao judiciário.
4. Acesso Limitado para os Pobres e a "Classe Média Vulnerável"
Embora a decisão mantenha a gratuidade automática para quem ganha até R$ 5 mil, a fixação de um patamar rígido cria um abismo para a imensa parcela da população brasileira que sobrevive com rendas ligeiramente superiores, mas vive em total vulnerabilidade financeira nas metrópoles.
* O Ônus da Prova Impossível: Para quem ganha acima de R$ 5 mil, a exigência de demonstrar "insuficiência de recursos" de forma complexa e com documentação adicional cria um escrutínio burocrático desproporcional.
* Exclusão Silenciosa: O trabalhador que ganha um pouco acima do limite, mas possui alto endividamento familiar, despesas médicas crônicas ou vive em regiões de altíssimo custo de vida, é penalizado por um critério cego à realidade socioeconômica do país. O resultado é a inibição do direito constitucional de ação, consagrando a justiça não como um direito de todos, mas como um privilégio para quem consegue comprovar a miséria absoluta ou para quem tem recursos de sobra para pagar as custas.
Conclusões Principais
1. Fragilização do Acesso à Justiça: A fixação de um teto rígido de R$ 5 mil e a exigência de comprovação complexa criam barreiras financeiras que desestimulam o litígio por parte de trabalhadores e consumidores de baixa e média renda, agredindo os postulados da primeira onda renovatória de Cappelletti e Garth.
2. Assimetria Processual e Vitória dos Litigantes Habituais: Grandes corporações e instituições financeiras beneficiam-se da redução do fluxo de ações, utilizando o fator financeiro como escudo contra responsabilizações em massa.
3. Viés Plutocrático: A transição de um modelo de assistência jurídica integral amparado na autodeclaração para um modelo de restrição econômica institucionaliza uma justiça censitária, onde a tutela jurisdicional passa a ser proporcional ao capital do litigante.
Referências
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 80. Relator: Min. Gilmar Mendes. Julgado em: 03 set. 2026.
CAPPELLETTI, Mauro; GARTH, Bryant. Acesso à Justiça. Tradução de Mauro Barbosa de Almeida. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, 1988.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). STF fixa renda de até R$ 5 mil como critério para concessão da justiça gratuita. Brasília, 4 set. 2026. Disponível em: https://www.tjrj.jus.br/web/portal-conhecimento/noticias/noticia/-/visualizar-conteudo/5736540/406715750. Acesso em: 8 set. 2026.
MIGALHAS. STF fixa renda de R$ 5 mil para Justiça gratuita trabalhista. São Paulo, 3 set. 2026. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/quentes/463873/stf-fixa-renda-de-r-5-mil-para-justica-gratuita-trabalhista. Acesso em: 8 set. 2026.
CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO (CBIC). Radar Trabalhista: STF define critérios para concessão da justiça gratuita em todo o Judiciário. Brasília, 8 set. 2026. Disponível em: https://cbic.org.br/radar-trabalhista-stf-define-criterios-para-concessao-da-justica-gratuita-em-todo-o-judiciario/. Acesso em: 8 set. 2026.
*Profa. Rosa Freitas, é Advogada – Direito Tributário e Direito de Energia - Consultoria Jurídica e Regulatória. @profa.dra.rosafreitas e Advrosafreitas@gmail.com

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.
Errar É Humano: Quando a Inteligência Artificial Começa a Esconder o Erro Humano - Por Amadeu Robalinho*
10/09/2026
Errar é humano. O problema começa quando passamos a utilizar a tecnologia para eliminar não o erro, mas os vestígios que permitem identificá-lo.
Estamos diante de uma questão que ultrapassa a tecnologia. Trata-se de uma questão científica, educacional, cultural e, sobretudo, estratégica.
A Inteligência Artificial generativa pode representar uma das maiores ferramentas de ampliação da capacidade humana já desenvolvidas. Entretanto, ela não transforma automaticamente informação em conhecimento, nem conhecimento em...
Há uma contradição silenciosa no modo como a sociedade contemporânea começa a utilizar a Inteligência Artificial. Criamos máquinas capazes de produzir textos, imagens, análises, códigos, sínteses e respostas em poucos segundos, mas, ao mesmo tempo, começamos a utilizá-las não apenas para ampliar o conhecimento humano, mas para esconder as limitações, os erros e, em alguns casos, a própria ausência de conhecimento de quem as utiliza.
Errar é humano. O problema começa quando passamos a utilizar a tecnologia para eliminar não o erro, mas os vestígios que permitem identificá-lo.
Estamos diante de uma questão que ultrapassa a tecnologia. Trata-se de uma questão científica, educacional, cultural e, sobretudo, estratégica.
A Inteligência Artificial generativa pode representar uma das maiores ferramentas de ampliação da capacidade humana já desenvolvidas. Entretanto, ela não transforma automaticamente informação em conhecimento, nem conhecimento em ciência. Uma resposta bem escrita não significa necessariamente uma resposta verdadeira. Uma argumentação elegante não é sinônimo de profundidade. Uma linguagem sofisticada não comprova domínio intelectual.
O Próprio ²NIST, ao tratar dos riscos da IA generativa, identifica o fenômeno denominado “confabulação”, quando sistemas produzem informações falsas ou incorretas apresentadas com elevado grau de confiança. O problema torna-se ainda mais grave quando o usuário passa a confiar na aparência de precisão produzida pela máquina.
É nesse ponto que surge uma nova prática que merece atenção: utilizar uma ferramenta de Inteligência Artificial para produzir determinado conteúdo e, posteriormente, utilizar outra ferramenta de IA para “humanizar” o texto.
A pergunta estratégica é inevitável: estamos humanizando a máquina ou artificializando o ser humano?
A diferença não é meramente semântica.
Quando um indivíduo pesquisa, interpreta, confronta fontes, formula hipóteses, erra, corrige, escreve e reescreve, existe um processo intelectual. O resultado final é consequência de uma trajetória cognitiva. O erro, nesse contexto, não é apenas uma falha. Ele pode ser parte do próprio processo de aprendizagem.
Quando, entretanto, alguém delega à máquina a pesquisa, a estruturação das ideias, a redação, a revisão, a correção gramatical, a adequação estilística e, finalmente, utiliza outra máquina para retirar do texto os sinais de que ele foi produzido artificialmente, corre-se o risco de criar uma espécie de circuito fechado.
A máquina produz.
Outra máquina aperfeiçoa.
Uma terceira pode verificar.
E o ser humano apenas publica.
É possível que estejamos construindo uma fábrica de perpetuação da produção de ninguém.
Esse talvez seja um dos paradoxos mais importantes da era da Inteligência Artificial. Quanto mais sofisticadas forem as ferramentas utilizadas para produzir textos aparentemente humanos, maior poderá ser a dificuldade de identificar onde termina o pensamento original e onde começa a reprodução estatística de padrões existentes.
A consequência pode ser uma produção intelectual de enorme volume, mas de reduzida originalidade.
Muita superfície e pouca profundidade.
Muito conteúdo e pouco conhecimento.
Muita publicação e pouca descoberta.
Muita informação e pouca inteligência.
O problema assume proporções ainda maiores quando essa dinâmica alcança a produção científica.
A ciência não evolui simplesmente porque produz mais textos. Ela evolui quando produz novas perguntas, novas hipóteses, novos métodos, novas evidências e novas explicações para fenômenos ainda não suficientemente compreendidos.
Se milhões de pesquisadores passarem a utilizar sistemas semelhantes, treinados sobre conjuntos de dados semelhantes, orientados por padrões semelhantes e solicitados a escrever de maneira semelhante, poderemos enfrentar um fenômeno paradoxal: uma tecnologia criada para ampliar a diversidade intelectual poderá contribuir, se utilizada de maneira inadequada, para a padronização do pensamento.
A questão não é afirmar que isso necessariamente ocorrerá, mas reconhecer que o risco existe e merece investigação.
A própria ¹ UNESCO chama atenção para os impactos da IA sobre o pensamento humano, a educação, as ciências, a cultura e a comunicação, defendendo princípios como diversidade, supervisão humana, responsabilidade, transparência e preservação da diversidade cultural.
E aqui chegamos a uma questão ainda mais profunda: o que acontecerá com a cultura clássica?
O conhecimento humano não nasceu dos algoritmos.
A ciência moderna foi construída sobre séculos de leitura, debate, experimentação, discordância, observação e transmissão de conhecimento. Filosofia, matemática, literatura, história, engenharia, física, química, direito e medicina foram desenvolvidos por homens e mulheres que precisaram pensar antes de perguntar às máquinas.
A leitura de um livro não era apenas uma forma de obter informação. Era um exercício de concentração.
A escrita não era apenas uma forma de comunicar. Era um exercício de organização do pensamento.
A pesquisa não era apenas uma busca por respostas. Era um exercício de formulação de perguntas.
O risco contemporâneo está em transformar essas três atividades em simples comandos.
Perguntar à máquina pode ser extremamente eficiente. Pensar antes de perguntar continua sendo indispensável.
Essa diferença é fundamental para a soberania de uma nação.
Uma sociedade que perde a capacidade de produzir conhecimento próprio torna-se progressivamente dependente daqueles que controlam as plataformas, os modelos, os dados, a infraestrutura computacional, os semicondutores, os centros de processamento, os sistemas de comunicação e os mecanismos de treinamento da inteligência artificial.
Portanto, a discussão sobre IA não pode ficar restrita à produtividade.
Ela precisa ser incorporada à agenda de soberania nacional.
Quem controla a infraestrutura de inteligência controla uma parcela crescente da capacidade de produzir, interpretar e distribuir conhecimento. Quem controla os dados possui uma vantagem estratégica. Quem controla os modelos possui capacidade de influenciar processos cognitivos. E quem depende integralmente de sistemas externos para produzir conhecimento estratégico corre o risco de terceirizar parte de sua própria autonomia intelectual.
Isso é Defesa.
Isso é Estratégia.
Isso é Soberania.
Uma nação tecnologicamente dependente pode possuir território, população, recursos naturais e forças militares, mas continuar vulnerável se não possuir capacidade própria de produzir conhecimento, tecnologia e inteligência.
Por isso, a questão não deve ser “usar ou não usar Inteligência Artificial”.
Essa é uma falsa escolha.
A pergunta correta é: como utilizar a Inteligência Artificial sem entregar a ela aquilo que constitui a essência da capacidade humana de pensar?
A resposta passa por educação, cultura científica, formação crítica, domínio tecnológico e responsabilidade intelectual.
A IA deve ser instrumento de ampliação da inteligência humana, não substituta da inteligência humana.
Deve acelerar cálculos, comparar grandes volumes de dados, auxiliar pesquisas, identificar padrões, apoiar simulações, contribuir para engenharia, medicina, defesa, indústria e planejamento estratégico.
Mas a responsabilidade pela hipótese, pela decisão, pela interpretação e pela consequência precisa continuar sendo humana.
Não se trata de combater a tecnologia.
Trata-se de impedir que a tecnologia combata silenciosamente a capacidade humana de pensar.
Existe ainda uma pergunta provocativa: essa cobra vai engolir o próprio robô?
Se os sistemas de Inteligência Artificial passarem a ser treinados cada vez mais sobre conteúdos produzidos por outras Inteligências Artificiais, poderemos entrar em um ciclo de retroalimentação no qual a máquina começa a aprender progressivamente com aquilo que ela mesma, ou sistemas semelhantes, produziram.
A consequência pode ser uma espécie de erosão da diversidade informacional.
Se o conhecimento original diminui e a reprodução sintética aumenta, o sistema pode produzir cada vez mais conteúdo e, simultaneamente, reduzir a proporção de novidade existente nesse conteúdo.
É a multiplicação da cópia com aparência de criação.
É a industrialização da repetição.
É a possibilidade de termos uma gigantesca biblioteca digital repleta de textos, mas progressivamente contaminada por uma pergunta fundamental: quem realmente pensou tudo isso?
Essa pergunta não é uma ameaça à Inteligência Artificial.
É uma exigência de maturidade diante dela.
A verdadeira revolução da IA não estará em produzir milhões de textos indistinguíveis entre si. Estará em permitir que seres humanos capazes façam aquilo que antes era impossível: compreender sistemas complexos, formular hipóteses mais sofisticadas, desenvolver tecnologias, antecipar riscos, proteger sociedades e ampliar as fronteiras do conhecimento.
O verdadeiro salto tecnológico não será substituir o pesquisador.
Será aumentar a capacidade do pesquisador.
Não será eliminar o erro.
Será permitir que o erro seja identificado mais rapidamente.
Não será retirar o ser humano do processo.
Será tornar o ser humano mais capaz dentro dele.
Porque uma sociedade que não aceita mais errar pode também deixar de experimentar.
E uma sociedade que deixa de experimentar pode deixar de descobrir.
O erro humano, quando reconhecido, analisado e corrigido, é uma das engrenagens do progresso científico. O perigo está em utilizar a tecnologia para mascará-lo, escondê-lo e transformá-lo em uma produção aparentemente perfeita.
A perfeição artificial pode ser intelectualmente estéril.
A imperfeição humana pode ser cientificamente fértil.
É nesse equilíbrio que estará uma das grandes disputas estratégicas do século XXI.
Não entre homem e máquina, mas entre conhecimento autêntico e reprodução automatizada.
Entre pensamento e padrão.
Entre ciência e aparência de ciência.
Entre soberania intelectual e dependência tecnológica.
A Inteligência Artificial poderá ser uma das maiores ferramentas de emancipação intelectual da humanidade.
Mas também poderá se transformar em uma máquina extraordinariamente eficiente de produzir respostas sem necessariamente produzir conhecimento.
A escolha não será feita pelos algoritmos.
Será feita por nós.
E talvez a maior demonstração de inteligência humana, diante da Inteligência Artificial, seja continuar tendo coragem para fazer aquilo que nenhuma máquina pode fazer em nosso lugar: pensar, duvidar, questionar, discordar, experimentar, errar, corrigir e, finalmente, descobrir algo que ainda não existia.
Porque, no final, a questão não é saber se a máquina consegue escrever como um ser humano.
A questão realmente estratégica é saber se o ser humano continuará sendo capaz de pensar como um ser humano.
Notas:
¹ UNESCO— Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. É uma agência especializada da ONU, criada em 1945. Atua em educação, ciência, cultura, comunicação e patrimônio. Na área de IA, trabalha especialmente com ética, educação, direitos humanos, diversidade cultural e impactos sociais da tecnologia.
² NIST— National Institute of Standards and Technology (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia). É uma instituição científica e tecnológica do governo dos Estados Unidos, vinculada ao Departamento de Comércio. Desenvolve padrões, métodos e orientações técnicas para áreas como cibersegurança, inteligência artificial, engenharia, metrologia e gestão de riscos.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
"Modelo estatista e a economia brasileira" - Por Jarbas Beltrão*
10/09/2026
A compreensão de que, só o Estado é o impulsionador do nosso crescimento econômico, dominou nossa política e economia desde os anos 1930, a nossa mentalidade, seja "direita", seja "esquerda", desconsidera o empreendedorismo como importante saída para nossa decolagem econômica".
"O planejamento estatal"
A chegada dos revolucionários tenentistas a partir de 1930, com a "revolução de outubro", inicia o traçado de um novo rumo para economia e política brasileira.
O novo traçado lança seu vôo a partir do "Estado Novo" (1937) de Getúlio Vargas, inaugurando uma nova era econômica e política
Quanto a nova era econômica, passou a depositar no Estado as responsabilidades (exclusivas) de indução do crescimento econômico.
Até neste ano de 2026, continuamos patinando num modelo econômico gerido pelo "Estado" que transforma/transformou em servos desde elites, classes médias e até os...
"Preâmbulo"
A compreensão de que, só o Estado é o impulsionador do nosso crescimento econômico, dominou nossa política e economia desde os anos 1930, a nossa mentalidade, seja "direita", seja "esquerda", desconsidera o empreendedorismo como importante saída para nossa decolagem econômica".
"O planejamento estatal"
A chegada dos revolucionários tenentistas a partir de 1930, com a "revolução de outubro", inicia o traçado de um novo rumo para economia e política brasileira.
O novo traçado lança seu vôo a partir do "Estado Novo" (1937) de Getúlio Vargas, inaugurando uma nova era econômica e política
Quanto a nova era econômica, passou a depositar no Estado as responsabilidades (exclusivas) de indução do crescimento econômico.
Até neste ano de 2026, continuamos patinando num modelo econômico gerido pelo "Estado" que transforma/transformou em servos desde elites, classes médias e até os trabalhadores.
Todos de uma forma ou de outra, aguardam os acenos dos controladores do Estado para o que lhes será oferecido como benefícios.
A era Varguista, colocou com a criação de uma indústria de base, a exclusividade do único caminho de crescimento econômico - o Estado.
'Economia brasileira e os ciclos econômicos globalistas"
A indústria de base, surgida na era varguista, estimulou a chegada dos investimentos estrangeiros; essa chegada também foi fruto de uma expansão dos "ciclos econômicos globalistas".
O Plano de Metas (1956/1961) governo JK e Governos Militares (1970/1984), foram momentos que o capital internacional trouxe completa mudança no desenho econômico brasileiro. Mas esses ciclos não tiveram continuidade quanto à adoção por nossas plataformas econômicas.
O último dos ciclos globalistas - governos militares - foi interrompido e as atenções do capital Ocidental voltou-se para a República Popular da China.
'O Brasil e o mercado global'
Durante os governos militares a entrada de capitais ocidentais, pressionou transformações no nosso desenho econômico; passamos do além 40° lugar para o 7° e com a formação de um complexo conjunto industrial, científico e tecnológico.
O Brasil tornou-se importante referência na economia de mercado sob liderança dos Estados Unidos e compartilhado pela Europa Ocidental.
Estados Unidos tinha uma clara opção pela economia de livre trocas no mercado, que fez inclusive seu "soft power" sobre outras nações do globo.
Europa Ocidental, reconstruida pelo Plano Marshal, teve uma economia de mercado, porém com as cores de um modelo distributivista - Social democracia - que nos dias atuais, já é dado por esgotado.
O modelo da social-democracia, do "Estado de bem-estar social europeu, hoje, existe apenas nas mentes dos desinformados, ou com aqueles que desconectam produção da distribuição de riquezas, e até mesmo os que encaram a "economia não como ciência, mas como ideologia".
'O descolamento do Brasil do bloco de livre mercado'
O descolamento do Brasil de membro importante da economia de mercado ocidental, para aproximação com o bloco estatista anti-ocidental, teve início com o primeiro mandato do Partido dos Trabalhadores (2001/ 2004); "surfamos" na onda das "comodittes" de ferro para a República Popular da China.
'Comodittes do minério de ferro e a China'
O primeiro mandato petista, foi o inicio da relação do Brasil com o "dragão asiático" geradora do afastamento do Brasil com o mercado Ocidental.
Naquela altura o próprio Ocidente, também já sofria o impacto que ajudava a desmoronar um mercado de unidade duvidosa.
A viagem, do Brasil, para essa nova plataforma, não foi interrompido, teve um maior ou menor grau nos últimos 25 anos; a viagem prosseguiu/prossegue seu destino; que seria uma confirmação de nosso país como exportador de comodittes agrícolas e minerais.
Brasil, torna-se refém de um planejamento para tornar-se território de investimentos do capitalismo de Estado da China - comunocapitalismo - no tocante a investimentos de empresas estatais chinesas, compra de empresas estatais ou mistas brasileiras pelo capital estatal chinês.
Não fica só por aí, o capital chinês é grande comprador de nossos projetos do agro-negócio, e de terras promissoras de nosso território.
Estrutura de transportes, comunicações, estruturas de saneamento, capitais financeiros são outras áreas de investimentos da China.
Investimento em empresas de bens de consumo duráveis tecnologia e automobilista, são os novos filões do comunocapitalismo vermelho-amarelo.

Esses investimentos importam em muitas vantagens, para distenssionar as pressões da falta de ocupação no mercado chinês, exporta-se trabalhadores; esses altamente "disciplinados" e sem preocupações de direitos trabalhistas ou mesmo com jornadas de trabalho: 6 por 1 ou 5 por 2.
O namoro Brasil/China, foi se tornando mais íntimo com o desprezo que os capitais norte-americanos dispensaram ao sub-continente latino-americano, voltando seus olhares para quem oferecia mais vantagens: República Popular da China e República Popular Democrática do Vietnã.
"Governo anterior"
O governo que antecedeu ao atual governo petista (2018/ 2021), declarou-se anti-comunista, mas não anti- China.
Afinal, não dava prá se declarar anti-China, já naquela altura nosso maior parceiro comercial; o mandatário, "anti-comunista" de "verniz guerra fria" afirmava: "queremos que a China, continue comprando produtos do Brasil, mas não deixaremos que compre o Brasil"; só que avançaram na compra do Brasil.
'Brasil no eixo anti-ocidental'
O Brasil com a retomada do governo pelo Partido dos Trabalhadores, foi se consolidando como membro do eixo liderado pela China; com a China chega os aliados, "a tira colo" de seu bloco - Rússia, Iran.
O eixo sob comando do PCCh, é, até agora uma espécie de "aliança islamocomunista; Islamo da República Islâmica do Iran, comunista de uma Rússia e China, que não estão inspirados na velha moldura da tal Revolução Proletária de 1917 (golpe bolchevique), mas, sim, anti-ocidental, anti-mercado livre - segundo o próprio dirigente chinês Xi Jiping (Secretario geral do PCCh, Presidente da República Popular da China, Presidente do Birô Político da República Comunista e Chefe do Estado Maior das Forcas Armadas e do Exército Nacional de Libertação; ganhou até de Gobi - Joseh Stalin - o seminarista georgiano.
Pois é, e essa a moldura parcial do xadrez geopolítico e o lugar do Brasil dentro dele.
Praticamente, todas eleições presidenciais brasileiras ocorreram dentro deste tabuleiro.
Em outubro de 2026, teremos mais uma eleição, mas os presidenciáveis, não avançaram muito na compreensão desse cenário.
Pretendo nos nossos próximos encontro trazer uma fotografia das eleições de 2018, 2022, 2026. Parcial e limitada, claro, não sou nenhum "mago" do conhecimento da nossa história contemporânea.
Tenho dito
Já com livro no "forno", Editora Amanhecer.
"Desconstrução de narrativas - textos de história contemporânea".
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Duas Lendas no Rock in Rio - Crônica - Por Romero Falcão*
10/09/2026
O primeiro Rock in Rio, em janeiro de 1985, foi espetacular. As incríveis bandas internacionais — Queen, Scorpions, Iron Maiden — botaram para ferver a Cidade do Rock.
E o nosso rock dos anos 80 trouxe Barão Vermelho, Paralamas, Kid Abelha. Cazuza declamou: “Pro dia nascer feliz”. Não tão feliz quanto na atualíssima “Brasil”. “Mostra a tua cara”, composta três anos depois.
Gilberto Gil, um mágico que tira da cartola todo tipo de gênero musical, empunhou a guitarra em “Extra II — O Rock do Segurança” e “Pessoa Nefasta”. Duas maravilhas lançadas na época do recente álbum Raça Humana.
Por falar em Gil, no Rock in Rio deste ano, deste mês, duas lendas da música mundial se encontram no camarim do Pal...
O rock bateu à minha porta pela bateria de Ringo e pelos acordes de John, Paul e George — os quatro fabulosos. Mas nunca fui tiete do rock pauleira, daqueles que quebram guitarras e metem os dentes em morcegos no palco.
O primeiro Rock in Rio, em janeiro de 1985, foi espetacular. As incríveis bandas internacionais — Queen, Scorpions, Iron Maiden — botaram para ferver a Cidade do Rock.

E o nosso rock dos anos 80 trouxe Barão Vermelho, Paralamas, Kid Abelha. Cazuza declamou: “Pro dia nascer feliz”. Não tão feliz quanto na atualíssima “Brasil”. “Mostra a tua cara”, composta três anos depois.
Gilberto Gil, um mágico que tira da cartola todo tipo de gênero musical, empunhou a guitarra em “Extra II — O Rock do Segurança” e “Pessoa Nefasta”. Duas maravilhas lançadas na época do recente álbum Raça Humana.
Por falar em Gil, no Rock in Rio deste ano, deste mês, duas lendas da música mundial se encontram no camarim do Palco Mundo: Gil e Elton John. 84 e 79 anos, respectivamente.
Os dois dão as últimas voltas na grande pista das artes. Elton sente o peso do tempo: tratamento contra o câncer de próstata, infecção ocular, próteses. No entanto, quando se senta ao piano, o gênio se manifesta.
Gil, apesar das perdas e danos, também rutila o gênio quando sobe ao palco e "cheira a talco como Bum-bum de bebê".

O britânico, ao abraçar o baiano, disse:
“Você é uma lenda e um homem brilhante. É tão lindo conhecê-lo. Seja abençoado por toda sua música maravilhosa.”
Oh! "Tempo Rei"
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

André Gadelha entra com AIJE para investigar emendas de Hugo Motta
10/09/2026
O que está sendo pedido é uma investigação para saber se o dinheiro do povo da Paraíba está sendo usado para fazer troca de apoio político. A prática vem de longe mas se intensificou nesta temporada eleitoral.
As emendas parlamentares
Não são dinheiro do deputado. Esse dinheiro é do povo paraibano, é dinheiro público, que deveria ser usado para atender as necessidades de todos os municípios e de todas as pessoas do Estado.
O que está sendo questionado
É que o deputado Hugo Motta estaria destinando grandes valores em emendas para municípios onde os prefeitos apoiam o p...
O deputado André Gadelha, candidato ao Senado pela Paraíba, entrou com uma Acao de Investigacão Judicial Eleitoral - AIJE, Órgão. junto ao Colegiado do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, visando a inelegibilidade por Abuso do Poder Econômico ou Político, do deputado Hugo Motta e o seu pai, Nabor Vanderley, que também disputa o Senado.
O que está sendo pedido é uma investigação para saber se o dinheiro do povo da Paraíba está sendo usado para fazer troca de apoio político. A prática vem de longe mas se intensificou nesta temporada eleitoral.
As emendas parlamentares
Não são dinheiro do deputado. Esse dinheiro é do povo paraibano, é dinheiro público, que deveria ser usado para atender as necessidades de todos os municípios e de todas as pessoas do Estado.
O que está sendo questionado
É que o deputado Hugo Motta estaria destinando grandes valores em emendas para municípios onde os prefeitos apoiam o projeto político dele e do pai dele, Nabor Wanderley.
Só para Patos
São mais de R$ 6 milhões em recursos. A pergunta que precisa ser respondida é: por que alguns municípios recebem tantos recursos enquanto outros municípios que também precisam ficam de fora?
Distorção
Ninguém é contra as emendas parlamentares. Pelo contrário: elas são importantes para levar investimentos para a população. O problema é usar o dinheiro público como se fosse uma moeda de troca para conseguir apoio político.
Uso indevido
O dinheiro é de todos os paraibanos, não pertence a um deputado, a um prefeito ou a um grupo político. Ele não pode ser usado para beneficiar apenas quem apoia determinado candidato.
A suspeita
É que esteja acontecendo uma troca: apoio político em troca de liberação de recursos públicos. E isso pode configurar crime eleitoral, porque o dinheiro do povo não pode ser usado para favorecer uma candidatura ou um grupo político.
Por isso
O caso já está sendo questionado e investigado pelo Ministério Público Federal e agora também foi pedido que a Justiça Eleitoral investigue se houve abuso de poder econômico, compra de apoio político ou uso indevido de dinheiro público para influenciar uma eleição.
A pergunta é simples
O dinheiro que pertence a todos os paraibanos está sendo usado para atender a população ou para comprar apoio político? É isso que precisa ser esclarecido pela Justiça.