Eleições 2024 - Veneziano fortalece campanha de candidaturas do MDB no Sertão da Paraíba
02/09/2024
Primeira cidade
Na maratona de visitas, o Senador esteve na cidade de Joca Claudino, onde participou de uma carreata pelas ruas da cidade, seguida da inauguração do Comitê de Campanha do prefeito e candidato à reeleição, Rinaldo Cipriano (MDB), que tem como vice-prefeito o também emedebista Otávio Neto.
Uiraúna
O Senador também esteve na cidade de Uiraúna, onde ocorreu a inauguração do Comitê de Campanha da prefeita e candidata à reeleição Leninha Aragão, seguida de um comício em frente ao comitê. Leninha tem como candidato a vice-prefeito Dr. Marlo...

Primeira cidade
Na maratona de visitas, o Senador esteve na cidade de Joca Claudino, onde participou de uma carreata pelas ruas da cidade, seguida da inauguração do Comitê de Campanha do prefeito e candidato à reeleição, Rinaldo Cipriano (MDB), que tem como vice-prefeito o também emedebista Otávio Neto.
Uiraúna
O Senador também esteve na cidade de Uiraúna, onde ocorreu a inauguração do Comitê de Campanha da prefeita e candidata à reeleição Leninha Aragão, seguida de um comício em frente ao comitê. Leninha tem como candidato a vice-prefeito Dr. Marlon Arthur.
“Reafirmamos o nosso compromisso de continuar sendo o Senador de Uiraúna”, declarou o emedebista. Participaram também dos eventos os deputados estaduais Wilson Filho e Aírton Pires, além do ex-deputado estadual Trocolli Júnior.
Mais eventos
O senador tem dedicado os finais de semana para visitar cidades e manifestar publicamente o seu apoio aos candidatos e candidatas do MDB.

Leia outras informações
Pacheco abre o jogo sobre o futuro, desfaz especulações e avisa: “estou encerrando minha trajetória política”
30/05/2026
A declaração foi feita durante um encontro em São Paulo em que o senador esclareceu seus planos. “Eu vou deixar o ciclo da política”, afirmou., acrescentando que considera concluído o período da sua vida iniciado há 12 anos, em que exerceu os cargos de deputado federal, senador e presidente do Senado e do Congresso Nacional.
Retorno à advocacia
Pacheco é advogado renomado e nunca escondeu que entre suas ambições, está a de voltar a advogar, ampliar a atuação do seu escritório e, quem sabe, ser indicado um dia para o colegiado de algum tribunal superior, sobr...
Depois de muitas especulações e lembranças do seu nome em articulações políticas diversas para as eleições de outubro, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) finalmente abriu o jogo para colegas, adversários e eleitores. Ele anunciou nesta sexta-feira (29/5) que não disputará o governo de Minas Gerais e que pretende encerrar sua trajetória política ao término do mandato, em dezembro.
A declaração foi feita durante um encontro em São Paulo em que o senador esclareceu seus planos. “Eu vou deixar o ciclo da política”, afirmou., acrescentando que considera concluído o período da sua vida iniciado há 12 anos, em que exerceu os cargos de deputado federal, senador e presidente do Senado e do Congresso Nacional.
Retorno à advocacia
Pacheco é advogado renomado e nunca escondeu que entre suas ambições, está a de voltar a advogar, ampliar a atuação do seu escritório e, quem sabe, ser indicado um dia para o colegiado de algum tribunal superior, sobretudo o Supremo Tribunal Federal (STF). Ressaltou que a escolha foi amadurecida após deixar o comando da Casa Legislativa, em fevereiro passado. E enfatizou estar tranquilo com a decisão.
Sem declarar apoio formal a qualquer pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o parlamentar citou o empresário Josué Gomes e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares como bons nomes. Afirmou que “Minas Gerais terá pessoas qualificadas para disputar o governo estadual e para representar o estado no Congresso”.
Vida realizada
“Tenho uma vida plenamente realizada, acho que cumpri minha missão na política e é sempre o momento de avaliar ciclos”, frisou.
O nome de Pacheco chegou a constar na mesa de Lula como sugestão para ser indicado como novo ministro do STF, na vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, mas Lula preferiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi rejeitado pelo Senado Federal.
— Com Agências de Notícias
Novo relatório que fala em assassinato de JK pode mudar o atestado de óbito do ex-presidente e ampliar investigações sobre outros casos
30/05/2026
O relatório foi aprovado por seis votos favoráveis e uma abstenção. JK faleceu em agosto de 1976, aos 73 anos, num acidente na Via Dutra, Rio de Janeiro, em um opala dirigido por seu motorista, Geraldo Ribeiro. A versão mais conhecida é de que, ao ter sido atingido por um ônibus, Geraldo aparentemente perdeu o controle do carro e colidiu com um caminhão. O opala ficou totalmente destruído e os dois faleceram no local.
Muitas investigações
Vários especialistas já tinham...
Uma dúvida de quase 50 anos, com muitas versões, parece que finalmente vai ter um ponto final, embora sempre aparente que pode surgir outro fato novo que a conteste. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, aprovou na tarde desta sexta-feira (29/05) relatório que concluiu que o presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado por agentes da ditadura militar, em 1973.
O relatório foi aprovado por seis votos favoráveis e uma abstenção. JK faleceu em agosto de 1976, aos 73 anos, num acidente na Via Dutra, Rio de Janeiro, em um opala dirigido por seu motorista, Geraldo Ribeiro. A versão mais conhecida é de que, ao ter sido atingido por um ônibus, Geraldo aparentemente perdeu o controle do carro e colidiu com um caminhão. O opala ficou totalmente destruído e os dois faleceram no local.

Muitas investigações
Vários especialistas já tinham investigado por, pelo menos, três vezes os fatos e produziram relatórios considerados contraditórios.Mas o atual, apresenta avaliações com novas informações que não existiam na época das perícias anteriores. A conclusão deste relatório mais recente é de que o carro onde estava o ex-presidente foi preparado e o motorista dopado.
O novo parecer, elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, tomou como base um vasto conjunto documental, incluindo inquéritos do Ministério Público Federal (MPF), laudos periciais e estudos produzidos por diferentes comissões da verdade.
A nova investigação, porém, questionou alguns dos elementos encontrados em tais documentos e uniu os pontos de outras informações. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a principal premissa utilizada para explicar a tragédia — a suposta colisão de um ônibus na traseira do carro — nunca teria ocorrido.
Encontro com emissários de Geisel
De acordo com a relatora do parecer, um encontro com emissários do então presidente Ernesto Geisel em um hotel teria sido o motivo para JK viajar ao Rio de Janeiro de carro. Essa reunião teria sido a isca para atrair o ex-presidente. Além disso, Geraldo pode ter sido sedado, sem contar que o Opala em que viajavam também teria sido sabotado nesse hotel.
Há ainda o testemunho de um caminhoneiro que estava atrás do caminhão no qual o carro de JK colidiu. Ele disse ter visto Geraldo debruçado, parecendo desacordado, antes da batida. "O acidente não ocorreu como foi relatado. Se consideramos a situação política, as falhas, a notícia da morte dias antes, ocultação e destruição de provas, podemos dizer que o assassinato foi ocultado", relatou ele a Maria Cecília.

JK continuava sendo um nome forte
As dúvidas sobre as circunstâncias da morte de JK não são recentes. Cassado pelo regime militar e impedido de disputar eleições, o ex-presidente permanecia como uma das figuras políticas mais influentes do país. Ao lado de João Goulart e Carlos Lacerda — ambos adversários políticos e ideológicos, mas igualmente perseguidos pela ditadura — integrou a Frente Ampla, movimento que defendia a restauração da democracia. Tornou-se, então, um dos principais alvos da repressão do regime dos generais.
Desde os anos 1970, parentes, pesquisadores e setores da sociedade civil levantam a hipótese de que a morte teria sido resultado de uma trama política. As suspeitas levantaram, ao longo de cinco décadas, teorias sobre sabotagem do veículo e possíveis ações coordenadas de órgãos de segurança ligados à ditadura.
Avaliação da CNV em 2014
Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) analisou o episódio e concluiu que não havia elementos suficientes para caracterizar assassinato, mantendo a tese de acidente. O entendimento, entretanto, passou a ser contestado por comissões estaduais e municipais da verdade, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, que apontaram indícios compatíveis com uma ação deliberada contra o ex-presidente.
O relatório agora aprovado pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos (CEMDP) reúne mais de 5 mil páginas e aponta inconsistências em laudos produzidos na época, divergências em registros oficiais e falhas em documentos que sustentaram a investigação original. A análise também questiona a dinâmica do acidente e sustenta a existência de interferência externa que teria provocado a saída do automóvel da pista.
Com isso, o colegiado deverá adotar medidas para alterar a certidão de óbito de JK, adequando-o às conclusões do documento, conforme prevê a Resolução nº 601/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

É Findi - Sintonia de Valores - Conto - Por Maria Inês Machado*
29/05/2026
Na manhã da partida, a terra rachada parecia prolongar a dor dos que ficavam. O açude reduzira-se a espelho de lama, os mandacarus resistiam em silêncio, e o vento quente carregava a poeira das estradas. Antes de subir no caminhão que a levaria para longe, Laura voltou os olhos para a casa simples onde crescera. Viu a mãe à porta, contendo as lágrima, e o pai com o olhar perdido no horizonte. Não houve promessas grandiosas. Apenas aceno demorado, desses que permanecem na memória por toda a vida.
A cidade que a recebeu não lhe ofereceu acolhimento. Os primeiros anos foram marcados por salários insuficientes, jornadas intermináveis e pela indiferença de quem enxergava no trabalhador apenas uma peça substituível. Muitas vezes retornava ao quarto alugado com os pés doloridos e as mãos marcadas pelo esforço. Ainda assim, recusava-se a alimentar ressentimentos. Aprendera cedo que a adversidade podia endurecer o coração ou fortalec...
Ainda jovem, Laura deixou o sertão.
Na manhã da partida, a terra rachada parecia prolongar a dor dos que ficavam. O açude reduzira-se a espelho de lama, os mandacarus resistiam em silêncio, e o vento quente carregava a poeira das estradas. Antes de subir no caminhão que a levaria para longe, Laura voltou os olhos para a casa simples onde crescera. Viu a mãe à porta, contendo as lágrima, e o pai com o olhar perdido no horizonte. Não houve promessas grandiosas. Apenas aceno demorado, desses que permanecem na memória por toda a vida.
A cidade que a recebeu não lhe ofereceu acolhimento. Os primeiros anos foram marcados por salários insuficientes, jornadas intermináveis e pela indiferença de quem enxergava no trabalhador apenas uma peça substituível. Muitas vezes retornava ao quarto alugado com os pés doloridos e as mãos marcadas pelo esforço. Ainda assim, recusava-se a alimentar ressentimentos. Aprendera cedo que a adversidade podia endurecer o coração ou fortalecer o espírito. Escolheu o segundo caminho.
Nas horas roubadas ao descanso, estudava.
Enquanto a cidade adormecia sob o brilho dos postes, Laura permanecia inclinada sobre livros gastos, fazendo anotações à luz de uma luminária modesta. O cansaço era um adversário constante, mas havia dentro dela uma determinação silenciosa que não se deixava vencer. Cada página lida parecia aproximá-la de um futuro que, durante a infância, lhe parecera inalcançável.
Os anos passaram.
Vieram as renúncias, os sacrifícios e as incertezas. Chegaram também as pequenas conquistas, aquelas que quase ninguém percebe, mas que sustentam os grandes sonhos. Quando recebeu o diploma de Direito, recordou a paisagem seca que deixara para trás. Não enxergou naquele momento apenas vitória pessoal. Viu o rosto dos pais, o esforço acumulado de tantas madrugadas e a dignidade de quem jamais desistira.
Tornou-se advogada.
No exercício da profissão, adquiriu reputação pela firmeza e pela honestidade. Não cultivava discursos inflamados nem buscava aplausos fáceis. Preferia a discrição dos resultados. Em seu escritório chegavam homens e mulheres carregando histórias de injustiça, exaustão e desalento. Laura os recebia com atenção genuína, pois reconhecia em muitos deles fragmentos da própria trajetória.
Nas audiências, mantinha a serenidade mesmo diante de adversários influentes. Argumentava com firmeza, sem agressividade. Recusava atalhos, favores obscuros ou vantagens incompatíveis com sua consciência. Em tempos de convicções frágeis e interesses mutáveis, a integridade tornara-se sua marca mais valiosa.
Paralelamente à advocacia, escrevia.
Crônicas, artigos e reflexões encontravam espaço em jornais de diversas regiões do país. Seus textos não buscavam agradar grupos ou correntes ideológicas. Procuravam compreender a condição humana em suas contradições, virtudes e fragilidades. Acreditava que a verdadeira transformação social nascia menos dos slogans e mais da responsabilidade individual associada ao respeito mútuo.
Alguns anos depois, Mariana, sua irmã mais nova, percorreu caminho semelhante. Trabalhou durante o dia, estudou à noite e concluiu a graduação em Física. Tornou-se professora da rede particular de ensino. Encontrou na educação uma forma de contribuir para a construção de um futuro melhor.
Naquele ano, o ambiente escolar vivia dias de tensão.
Uma assembleia definiria a adesão a greve que prometia paralisar as atividades. Nos corredores, os debates multiplicavam-se. Alguns professores defendiam a paralisação como instrumento legítimo de reivindicação; outros manifestavam dúvidas quanto à sua eficácia. Mariana acompanhava as discussões com atenção e respeito.
Desde a infância, aprendera com os pais que a dignidade humana floresce onde existem responsabilidade e liberdade. Também observara, ao longo dos anos, a atuação da irmã, sempre pautada pela defesa dos direitos sem renunciar ao respeito pelas diferenças.
Após longa reflexão, decidiu não aderir ao movimento.
A escolha, entretanto, não foi recebida com a mesma tolerância que ela dedicava aos colegas. Comentários irônicos surgiram nos corredores. Houve críticas, insinuações e palavras ditas com o propósito de constranger. Mariana ouviu tudo sem alterar o tom de voz ou o comportamento.
Não se considerava melhor nem pior do que aqueles que pensavam de forma diferente. Apenas compreendia que a consciência não pode ser terceirizada. Permanecer fiel às próprias convicções era, para ela, uma questão de coerência.
As duas irmãs seguiam caminhos distintos, mas guiados pelos mesmos princípios.
Sabiam que os direitos dos trabalhadores representam conquistas valiosas, construídas ao longo de gerações de esforço e sacrifício. Sabiam também que nenhuma causa se fortalece quando o respeito desaparece.
A convivência humana torna-se mais difícil quando as pessoas deixam de enxergar indivíduos e passam a enxergar rótulos. Quando isso acontece, o diálogo cede lugar à hostilidade, e a liberdade transforma-se em mera palavra.
Talvez o verdadeiro progresso não esteja apenas nas leis, nos discursos ou nas instituições.
É possível que comece no instante em que alguém reconhece, no pensamento divergente, não um inimigo a ser combatido, mas um ser humano digno de respeito.
*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'. @mariainesmachadopsi
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Dom e Tom - Por Marcelo Mário de Melo*
29/05/2026
É tom de todos.
Em alguns tom alargado
em outros tom aflorado
no geral tom desmatado.
Serra de deseducação
ceifando a criação.
Mas no campo de batalha
com rebeldia e alegria
os tons da vida podem plantar
sementes de poesia.
*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm
A poesia não é dom de donos.
É tom de todos.
Em alguns tom alargado
em outros tom aflorado
no geral tom desmatado.
Serra de deseducação
ceifando a criação.
Mas no campo de batalha
com rebeldia e alegria
os tons da vida podem plantar
sementes de poesia.
*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm
É Findi - Mantra - Poema - Por Ana Pottes*
29/05/2026
Na pele, no pelo,
a história se mostra.
Liberta.
Não trava.
Respira.
Ajusta.
Anda sem pressa.
Se quiser...acelera.
Mas não esquece:
Destrava,
Respira.
Vê,
há poesia:
no olhar,
no suspiro.
Sorve e absorve o lirismo.
Arrepia.
Toma fôlego.
Vive.
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes
Escuta.
Na pele, no pelo,
a história se mostra.
Liberta.
Não trava.
Respira.
Ajusta.
Anda sem pressa.
Se quiser...acelera.
Mas não esquece:
Destrava,
Respira.
Vê,
há poesia:
no olhar,
no suspiro.
Sorve e absorve o lirismo.
Arrepia.
Toma fôlego.
Vive.
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes

É Findi - O Poeta, Universo - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
29/05/2026
devagar o Sol declina;
sim, cumpriu sua sina,
e nos deseja boa-noite!
E a Lua, bem devagarinho,
vem cumprir seu destino:
traz-nos, suavemente,
sua doçura, adolescente.
E o poeta se faz presente,
olha o horizonte, contente:
sonha o sonho da gente;
E, se sofre, disfarça a dor,
transforma-a numa flor...
deveras, acredite, é ator!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
Na boquinha da noite,
devagar o Sol declina;
sim, cumpriu sua sina,
e nos deseja boa-noite!
E a Lua, bem devagarinho,
vem cumprir seu destino:
traz-nos, suavemente,
sua doçura, adolescente.

E o poeta se faz presente,
olha o horizonte, contente:
sonha o sonho da gente;
E, se sofre, disfarça a dor,
transforma-a numa flor...
deveras, acredite, é ator!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

É Findi – Pra Complicar - Por Poeta Pica-Pau*
29/05/2026
Escutei um zum zum zum
Que 22 deputados
Votaram para manter
A jornada 6 por 1
Isso todo o mundo viu
E quem tava lá assistiu
É muita coincidência
22 sem consciência
Que no voto insistiu
E o 22 tá aí
Pra complicar e destruir
As benesses pro Brasil
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Se o espírito não me engana
Escutei um zum zum zum
Que 22 deputados
Votaram para manter
A jornada 6 por 1
Isso todo o mundo viu
E quem tava lá assistiu
É muita coincidência
22 sem consciência
Que no voto insistiu
E o 22 tá aí
Pra complicar e destruir
As benesses pro Brasil
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Misteriosa Geometria - Crônica - Por Romero Falcão*
29/05/2026
A escritora Clarice Lispector ia fundo: “Eu não humanizo os bichos, acho que é uma ofensa, há de respeitar-lhes a natureza. Eu é que me animalizo”. Clarice subiu aos céus em 1977. Se estivesse viva na terceira década do século 21, talvez escrevesse: A Hora da Estrela de um Cão.
Chega de filosofia chinfrim. Irei seduzir meus cinco seguidores com esse blá-blá-blá?
Mas quero continuar nessa toada — sei que não é bom. E por acaso você escreve para agradar? Não, não, claro que não. Ah, sim.
Por esses dias, pintaram, perto do meu muquifo, uma faixa de pedestr...
O filósofo Arthur Schopenhauer — batizado de pessimista — tinha fascínio pelos cães: “Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães”. Também os reverenciava pela companhia verdadeira e pela ausência de vaidade. Ausência de vaidade? É porque não conheceu o guarda-roupa de Antônio Lúcio, o pet da minha amiga. Com todo respeito ao demasiadamente humano animal.

A escritora Clarice Lispector ia fundo: “Eu não humanizo os bichos, acho que é uma ofensa, há de respeitar-lhes a natureza. Eu é que me animalizo”. Clarice subiu aos céus em 1977. Se estivesse viva na terceira década do século 21, talvez escrevesse: A Hora da Estrela de um Cão.
Chega de filosofia chinfrim. Irei seduzir meus cinco seguidores com esse blá-blá-blá?
Mas quero continuar nessa toada — sei que não é bom. E por acaso você escreve para agradar? Não, não, claro que não. Ah, sim.
Por esses dias, pintaram, perto do meu muquifo, uma faixa de pedestre. Até o capim que cobre a calçada sabe que quase ninguém respeita tal sinalização. Se o pedestre confiar naquelas tiras do chão para atravessar a avenida, acaba na pedra do necrotério.
Pois bem. Fiquei esperando na beira do caminho, com um pé na faixa. Carro pra lá, carro pra cá e nada. Ninguém parava. Eu apontava para as linhas brancas, erguia os braços, fazia mugangas. Os motoristas ignoravam a misteriosa geometria do asfalto. Todas as vezes que eu tentava atravessar era assim.

Passeando com minha cadela vira-lata, Frida — da qual sou curador, já que é maior de idade —, bastou a cachorra tocar a faixa de pedestre para os carros frearem obedientemente. Foi incrível o súbito cumprimento da lei de trânsito quando se tratou de um pet.
Um amigo dará entrada na aposentadoria. Vou recomendar a companhia de Frida. Quem sabe o processo corra na velocidade de um galgo.
Viva os pets!
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Vaqueiro, Leão Do Norte - Poema - Por Poeta Tony Antunes de Palmares
29/05/2026
Vaqueiro risca o destino com a espora e o coração.
Sob o couro castigado pelo sol do meio-dia,
Leva a raça pernambucana como estrela e valentia.
Tem poeira nos seus passos, mas no peito há claridão,
É guerreiro das estradas, filho do sertão chão.
Quando a sanfona soluça nos alpendres do luar,
O baião chama o xaxado pra poeira levantar.
Tem maracatu na veia, frevo aceso no olhar,
Ciranda rodando o povo feito onda sobre o mar.
Caboclinho abre caminho com seu canto ancestral,
E o coco bate forte como um grito tribal.
Lampião virou legenda nas veredas do sertão,
Fez da luta um clarim vivo ecoando na amplidão.
Ascenso fez da palavra um aboio de emoção,
Manuel bordou estrelas nos cadernos da canção.
Capina trouxe a beleza das imagens do luar,
E Alceu fez o Nordeste pelo mundo caminhar.
O cavalo c...
No terreiro da caatinga nasce o canto do trovão,
Vaqueiro risca o destino com a espora e o coração.
Sob o couro castigado pelo sol do meio-dia,
Leva a raça pernambucana como estrela e valentia.
Tem poeira nos seus passos, mas no peito há claridão,
É guerreiro das estradas, filho do sertão chão.
Quando a sanfona soluça nos alpendres do luar,
O baião chama o xaxado pra poeira levantar.
Tem maracatu na veia, frevo aceso no olhar,
Ciranda rodando o povo feito onda sobre o mar.
Caboclinho abre caminho com seu canto ancestral,
E o coco bate forte como um grito tribal.
Lampião virou legenda nas veredas do sertão,
Fez da luta um clarim vivo ecoando na amplidão.
Ascenso fez da palavra um aboio de emoção,
Manuel bordou estrelas nos cadernos da canção.
Capina trouxe a beleza das imagens do luar,
E Alceu fez o Nordeste pelo mundo caminhar.
O cavalo corta a mata como flecha do destino,
Cada vaqueiro carrega Deus no peito nordestino.
Tem suor virando rio sobre a pele castigada,
Mas jamais se curva o homem dessa terra abençoada.
Porque o povo de Pernambuco nasce forte por raiz,
Feito pedra no caminho que o tempo nunca desfiz.
Quando a festa da vaquejada ilumina o tabuleiro,
A sanfona vira chama no compasso do pandeiro.
O sertão inteiro canta numa voz de resistência,
Misturando fé e luta, tradição e permanência.
E o Brasil escuta ao longe esse brado varonil:
— Pernambuco é poesia galopando no Brasil!
Ôôô… Pernambuco é chão valente!
Leão do Norte ruge forte no coração da gente!
Êêê… segura o boi ligeiro!
Que o povo canta a glória do vaqueiro brasileiro!
Ôôô… bate o couro e a zabumba!
No galope da coragem ninguém nunca nos derruba!
*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – O Pet e Seu Tutor – Croniqueta, por Xico Bizerra*
29/05/2026
A propósito, me disseram - e só soube porque me contaram, não vou atrás dessa praga hoje existente - que um 'influencer' publicou em suas redes que ações como a minha, interpretada como desrespeito aos animais, pode vir a se constituir crime se delatadas ao Gabinete de Defesa e Proteção dos Animais. Ser processado por desrespeito a um inofensivo cachorro é minha última aspiração. Ante o risco, pedi desculpas ao vizinho, alisei carinhosamente a ‘cabecinha’ de seu dog e passei a ter mais cuidado com as calçadas em que piso.
Por falar em 'influencers', são tantos hoje em dia, tratando de banalid...
O 'tutor' do Pet que mora no 23° Andar do meu prédio se indispôs comigo apenas por que reclamei que o seu animalzinho - um Pitbull de corpanzil aproximado ao de um jumento, fez seu 'cocozinho' bem na calçada em frente à entrada do Edifício e ele, seu guardião, o tal vizinho, deixou lá a titica produzida por seu tutorado, grave ameaça aos sapatos de algum desprevenido.
A propósito, me disseram - e só soube porque me contaram, não vou atrás dessa praga hoje existente - que um 'influencer' publicou em suas redes que ações como a minha, interpretada como desrespeito aos animais, pode vir a se constituir crime se delatadas ao Gabinete de Defesa e Proteção dos Animais. Ser processado por desrespeito a um inofensivo cachorro é minha última aspiração. Ante o risco, pedi desculpas ao vizinho, alisei carinhosamente a ‘cabecinha’ de seu dog e passei a ter mais cuidado com as calçadas em que piso.
Por falar em 'influencers', são tantos hoje em dia, tratando de banalidades diversas e com milhões de seguidores, que fico tonto. Eles influenciam o quê? No meu tempo, meu pai e meu avô eram meus fiéis influenciadores, estes sim, me ensinando o caminho do bem, de ser bom, do respeito e outras virtudes que guardo até hoje. Os atuais vão de propaganda de cosméticos à venda de imóveis ou automóveis. Alguns até ‘trabalham’ em lavanderias financeiras para ‘masterizar’ suas riquezas.
Pois é: eu sou do tempo em que professoras eram mestras e não simplesmente 'tias'; do tempo em que treinadores de futebol eram técnicos e não 'professores' ou, vejam só, 'mister'. Do tempo em que cachorros e gatos eram apenas cachorros e gatos. Triste ter que reconhecer que meu tempo passou... Melhor cuidar da publicação do livro que estou pensando. Acho que um e-book. Os influenciadores, certamente, não o lerão. E não me farão nenhuma falta.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico
