Eleições 2024 - Veneziano fortalece campanha de candidaturas do MDB no Sertão da Paraíba
02/09/2024
Primeira cidade
Na maratona de visitas, o Senador esteve na cidade de Joca Claudino, onde participou de uma carreata pelas ruas da cidade, seguida da inauguração do Comitê de Campanha do prefeito e candidato à reeleição, Rinaldo Cipriano (MDB), que tem como vice-prefeito o também emedebista Otávio Neto.
Uiraúna
O Senador também esteve na cidade de Uiraúna, onde ocorreu a inauguração do Comitê de Campanha da prefeita e candidata à reeleição Leninha Aragão, seguida de um comício em frente ao comitê. Leninha tem como candidato a vice-prefeito Dr. Marlo...

Primeira cidade
Na maratona de visitas, o Senador esteve na cidade de Joca Claudino, onde participou de uma carreata pelas ruas da cidade, seguida da inauguração do Comitê de Campanha do prefeito e candidato à reeleição, Rinaldo Cipriano (MDB), que tem como vice-prefeito o também emedebista Otávio Neto.
Uiraúna
O Senador também esteve na cidade de Uiraúna, onde ocorreu a inauguração do Comitê de Campanha da prefeita e candidata à reeleição Leninha Aragão, seguida de um comício em frente ao comitê. Leninha tem como candidato a vice-prefeito Dr. Marlon Arthur.
“Reafirmamos o nosso compromisso de continuar sendo o Senador de Uiraúna”, declarou o emedebista. Participaram também dos eventos os deputados estaduais Wilson Filho e Aírton Pires, além do ex-deputado estadual Trocolli Júnior.
Mais eventos
O senador tem dedicado os finais de semana para visitar cidades e manifestar publicamente o seu apoio aos candidatos e candidatas do MDB.

Leia outras informações
TSE atualiza resolução e cria novos critérios para regulamentar propaganda eleitoral principalmente, no WhatsApp
17/10/2026
Como regra principal, estabelece que canais de WhatsApp precisam ser registrados oficialmente pelos candidatos, desde que tenham sido utilizados recursos de campanha. O acréscimo foi formalizado por meio de Instrução e acrescenta os artigos 33-E, 33-F e 33-G ao Capítulo IV da Resolução, “Dos Conteúdos Político-Eleitorais e da Propaganda Eleitoral na Internet”.
As regras foram atualizadas por dois motivos. Primeiro, a polêmica sobre liminares envolvendo a retirada e retomada do grupo intitulado “Exército de Lula” nos últimos dias. Em segundo lugar, o grande número de representações apresentadas junto ao TSE com pedidos e questionamentos sobre se esse tipo de propaga...
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram, nesta sexta-feira (16/10), por unanimidade, uma atualização da resolução da Corte que regulamenta a propaganda eleitoral. O texto foi elaborado, em conjunto, pelos ministros durante reunião realizada na sede do Tribunal, em Brasília.
Como regra principal, estabelece que canais de WhatsApp precisam ser registrados oficialmente pelos candidatos, desde que tenham sido utilizados recursos de campanha. O acréscimo foi formalizado por meio de Instrução e acrescenta os artigos 33-E, 33-F e 33-G ao Capítulo IV da Resolução, “Dos Conteúdos Político-Eleitorais e da Propaganda Eleitoral na Internet”.
As regras foram atualizadas por dois motivos. Primeiro, a polêmica sobre liminares envolvendo a retirada e retomada do grupo intitulado “Exército de Lula” nos últimos dias. Em segundo lugar, o grande número de representações apresentadas junto ao TSE com pedidos e questionamentos sobre se esse tipo de propaganda é ou não considerada válida pela Justiça Eleitoral.
Critérios de vinculação
A primeira regra para vinculação de um canal a determinada campanha, segundo as novas normas, alcança canais de mensageria instantânea com difusão pública, fóruns online e outras plataformas de terceiros.
Para que haja vinculação, conforme a atualização, basta a ocorrência de um dos critérios a seguir. Eles não são cumulativos e funcionam como indícios de recomendação, colaboração ou controle por parte da campanha. O primeiro critério é “quando o canal é estruturado, mantido ou operado com recursos da campanha, do partido ou da federação, inclusive bens e serviços estimáveis em dinheiro”.
O segundo é quando “utiliza estrutura ou pessoal da campanha, inclusive por meio do intercâmbio habitual de áudios, vídeos, imagens ou roteiros produzidos ou cedidos por ela”. Neste item, o TSE deixa claro que “a mera circulação de conteúdos já difundidos no âmbito da campanha não configura vinculação”.
Outras exigências
Além desses itens também passam a existir os critérios técnico, de divulgação, direcionamento e orientação. Ou seja, é preciso ser observado se o canal se vale de suporte técnico ou tecnológico da campanha; se o link de convite ou o endereço do canal é divulgado nos perfis ou canais oficiais da campanha, para que os usuários adiram ao canal ou recebam seus conteúdos.
E, também, se os seguidores do canal são encaminhados de forma sistemática aos perfis ou canais oficiais da campanha, mediante atuação coordenada; e se a campanha define ou orienta o conteúdo, a frequência de publicação ou as metas do canal.
O que não caracteriza vinculação
Conforme o texto, não configuram vinculação por si só o canal criado por pessoa natural que manifeste apoio político espontâneo, inclusive reproduzindo conteúdos publicamente difundidos pela campanha; menção ou recomendação isolada do canal por candidato.E, ainda, o canal que divulgue participação eventual de candidato em conteúdo produzido a convite do administrador, sem contrapartida ou habitualidade.
Segundo a resolução, o canal enquadrado como vinculado deve ser comunicado à Justiça Eleitoral para registro. Tal enquadramento demanda demonstração por elemento objetivamente verificável e submete o canal às mesmas regras da legislação e da resolução, observadas as particularidades do serviço.
Higidez das informações
Já o último artigo impõe aos responsáveis pelo canal e às campanhas vinculadas o dever de zelar pela licitude dos conteúdos e pela higidez das informações. O canal não pode ser usado para transmitir conteúdo fabricado ou manipulado para difundir fatos inverídicos ou descontextualizados.
Em caso de condutas reiteradas, poderá ser indisponibilizado, sem prejuízo da apuração das responsabilidades.
— Com informações do TSE

A batalha digital: Lula ganha em seguidores, Flávio em engajamento, por Alek Maracajá*
17/10/2026
Sem pesquisa nova nesta manhã, a referência segue o Datafolha de 15/10, com Flávio 51% × Lula 49% nos válidos, empate técnico. No Instagram, Lula chega a 17.565.308 seguidores e abre 3.303.380 de vantagem sobre Flávio, a maior da série.
O estudo traz quatro recados
-Lula ampliou a vantagem desde o 1º turno;
-A sabatina dele rendeu o dobro da de Flávio;
-A escala 6x1 virou o tema mais visto da eleição; e
-As duas campanhas jogam com lógicas opostas, volume contra intensidade.
Termômetro Eleitoral no Instagram
Lula: conquistou 934.640novos seguidores em 7 dias (+5,6%*)
Flávio obteve 568.310 novos seguidores em 7 dias (+4,2%).
Desde o 1o turno
Lula ganhou 1.734.200 e Flávio 1.505.216 novos seguidores. Hoje são 17.565.308 de Lula contra 14.261.928 de Flávio. A vantagem de Lula subiu...
Radar Estratégico, Edição especial - Brasília, 17 de outubro de 2026
Sem pesquisa nova nesta manhã, a referência segue o Datafolha de 15/10, com Flávio 51% × Lula 49% nos válidos, empate técnico. No Instagram, Lula chega a 17.565.308 seguidores e abre 3.303.380 de vantagem sobre Flávio, a maior da série.
O estudo traz quatro recados
-Lula ampliou a vantagem desde o 1º turno;
-A sabatina dele rendeu o dobro da de Flávio;
-A escala 6x1 virou o tema mais visto da eleição; e
-As duas campanhas jogam com lógicas opostas, volume contra intensidade.
Termômetro Eleitoral no Instagram
Lula: conquistou 934.640novos seguidores em 7 dias (+5,6%*)
Flávio obteve 568.310 novos seguidores em 7 dias (+4,2%).
Desde o 1o turno
Lula ganhou 1.734.200 e Flávio 1.505.216 novos seguidores. Hoje são 17.565.308 de Lula contra 14.261.928 de Flávio. A vantagem de Lula subiu de 3.074.396 para 3.303.380.
Engajamento
Flávio volta a liderar, com 7,50% e mais de 1 milhão de curtidas médias por post, contra 4,09% e 616 mil de Lula. Nos comentários, Lula lidera: 102 mil por post contra 66 mil.
Aceleração
No dia da sabatina de Lula, quinta, ele ganhou 139.845 seguidores. No dia da sabatina de Flávio, sexta, Flávio ganhou 55.821 e Lula, 115.750.
Leitura
Em gente, quem mais cresceu foi Lula (228.984 a mais desde o 1º turno). Em proporção, Flávio cresceu um pouco mais, 11,80% contra 10,95%, porque parte de uma base menor.
"A eleição digital teve largada de Flávio e reta de Lula. Nas redes, quem tem fôlego vence a corrida longa. Lula acumula seguidor, Flávio acumula curtida. Se like fosse voto, o TSE já teria pedido recontagem de coração" - Alek Maracajá.
Principais movimentos
Desde o primeiro turno, o estudo mostra duas fases. Entre 04 e 07 de outubro, a vantagem de Lula caiu para 2.585.584, com Flávio crescendo até quatro vezes mais rápido. A partir de 7/10, Lula retomou o ritmo e ampliou a diferença em 717.796 seguidores em dez dias, chegando ao recorde de 3.303.380. A onda pós-urna de Flávio foi forte e curta; a de Lula, mais lenta e mais longa.
E nas sabatinas?
Por milhão de seguidores, Lula ganhou cerca de 8,1 mil no dia da sua sabatina e Flávio, 3,9 mil no dele. Os três cortes de Lula somam 28,3 milhões de visualizações, puxados por segurança pública (10,6 milhões). Os de Flávio, 12,6 milhões.
O alerta
O vídeo mais visto de Flávio na semana, com 7,1 milhões, usa o trecho "O senhor não sabia? Eu não sabia", da sabatina de Lula.
Ou seja, no digital, Lula ganhou a sabatina. Flávio ganhou o corte da sabatina de Lula.
Na eleição hiperconectada
A entrevista acaba às 22h e o corte trabalha até o dia 25, sem hora extra.
O mais visto
O post "Fim da escala 6x1, vitória do povo brasileiro" teve 40,5 milhões de visualizações, o mais visto dos dois candidatos. Os quatro posts de Lula sobre o tema somam 61,1 milhões, e os 9 vídeos mais vistos dele na semana, 126,4 milhões, contra 46,0 milhões de Flávio, 2,7 vezes mais. Flávio também tratou do tema na sabatina e teve 6,9 milhões.
Quando o adversário precisa falar do seu tema, a pauta da eleição já tem dono.
A 6x1 acabou na Constituição, mas segue trabalhando seis dias por semana no feed.
Volume X intensidade
Lula publicou 107 vezes na semana, cerca de 8,7 mil novos seguidores por post. Flávio publicou 16, cerca de 35,5 mil por post, quatro vezes mais. Flávio se apoia em aliados com audiência própria, como Nikolas Ferreira e Cleitinho; Lula, em agenda diária, rua e contraste.
Lula ocupa o feed, Flávio ocupa o momento, e os dois disputam os mesmos três campos: 6x1, segurança e cortes.
E
É emoção até a urna.
*Alek Maracajá é
cientista de Dados. CEO da Ativaweb DataLab.
https://www.instagram.com/datalab_ativaweb
As missões deste fim de semana do ‘Exército de Lula’ e da ‘Tropa de Flávio' nas redes sociais
17/10/2026
Entre os eleitores do atual presidente, o objetivo é retomar o “verde e amarelo”, cores associadas ao bolsonarismo com o maior número possível de pessoas vestindo roupas em verde e amarelo e fazendo o “L” de Lula. Já a campanha de Flávio quer uma onda de postagens feitas em supermercados com reclamações sobre os preços dos produtos.
Convocação de Janones
A convocação da campanha lulista foi feita pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criador do canal. Segundo ele, a “missão” é a mais difícil do Exército do Lula até o momento, pois tenta coordenar “4 a 5 milhões de pessoas”. A estratégia, conforme explicou o parlamentar, tem como objetivo ret...
Este sábado (17/10) é dia de, além de carreatas e forte mobilização nas ruas, articulações das campanhas dos presidenciáveis nas redes sociais. Os canais Exército de Lula e a Tropa do Flávio, convocaram seus apoiadores para disputar espaço nas redes e, em especial, no WhatsApp.
Entre os eleitores do atual presidente, o objetivo é retomar o “verde e amarelo”, cores associadas ao bolsonarismo com o maior número possível de pessoas vestindo roupas em verde e amarelo e fazendo o “L” de Lula. Já a campanha de Flávio quer uma onda de postagens feitas em supermercados com reclamações sobre os preços dos produtos.
Convocação de Janones
A convocação da campanha lulista foi feita pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criador do canal. Segundo ele, a “missão” é a mais difícil do Exército do Lula até o momento, pois tenta coordenar “4 a 5 milhões de pessoas”. A estratégia, conforme explicou o parlamentar, tem como objetivo retirar as cores da bandeira brasileira da associação com a direita.
“Isso traz quem não é do nosso campo. Isso traz aquele eleitor que está ali, indeciso, que está no meio”, declarou Janones. Ele insiste, ainda, para que artistas do campo da esquerda também incentivem seus seguidores a participar.
Nota fiscal e foto de produtos
Já na Tropa do Flávio, a chamada foi feita pelo deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), em áudio publicado no canal. “Começou um movimento hoje, para que, no final de semana, você vá ao supermercado, tire uma fotinha da sua nota fiscal, da sua compra, e coloque no seu Instagram: ‘está tudo caro’”, orientou o parlamentar.
“Conto com vocês para poder mostrar a realidade que, durante todo esse tempo, o Lula prometeu picanha e, além de não ter chegado, deixou tudo mais caro”, anunciou Nikolas.
Reclamações de preços
Pouco antes da chamada, o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), também em áudio, comentou que o período de maior desgaste para o presidente Lula nas redes foi quando ocorreu uma enxurrada de postagens reclamando dos preços.
“Lembrem-se, o povo comum, aqueles que não são antenados na política, eles só querem viver, eles só querem ir ao supermercado comprar comida para suas famílias, e esse povo não está conseguindo fazer isso”, afirmou.
Carreatas
Além das redes, em várias capitais como Brasília, Recife, João Pessoa, Curitiba e Porto Alegre estão sendo organizadas carreatas espontâneas entre os eleitores dos dois presidenciáveis ao longo do dia pelos centros de tais cidades.
Eventos, reuniões internas e preparação para o debate deste domingo (18): as agendas dos presidenciáveis
17/10/2026
O presidente Lula programou o dia para reuniões em reservado com coordenadores de campanhas, políticos e apoiadores, sem compromissos públicos. Já o senador Flávio, participará de atos em Vitória (ES) e Salvador (BA).
A luta continua grande por parte dos dois lados para conquistar votos para o próximo dia 25, principalmente, pelo grande número de abstenções observado no primeiro turno do pleito — mais de 3 milhões de pessoas que optaram por não ir às urnas e, se mudarem de ideia agora, farão a diferença no resultado.
Debate neste domingo
Os dois candidatos confirmaram presença no primeiro debate organizado para eles, pela TV Bandeirantes, programado para se realizar neste domingo (18/10), às 20h.
Aguardado com expectativa, pelo fato de ambos te...
Faltando oito dias para o segundo turno das eleições presidenciais, os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) seguem com suas agendas neste sábado (17/10).
O presidente Lula programou o dia para reuniões em reservado com coordenadores de campanhas, políticos e apoiadores, sem compromissos públicos. Já o senador Flávio, participará de atos em Vitória (ES) e Salvador (BA).
A luta continua grande por parte dos dois lados para conquistar votos para o próximo dia 25, principalmente, pelo grande número de abstenções observado no primeiro turno do pleito — mais de 3 milhões de pessoas que optaram por não ir às urnas e, se mudarem de ideia agora, farão a diferença no resultado.
Debate neste domingo
Os dois candidatos confirmaram presença no primeiro debate organizado para eles, pela TV Bandeirantes, programado para se realizar neste domingo (18/10), às 20h.
Aguardado com expectativa, pelo fato de ambos terem se recusado a participar de debates durante o primeiro turno, o da Band debate já recebeu pedido de emissoras para ser transmitido em outros países, dentre os quais Portugal e na Venezuela.
Sabatinas
Na última quinta-feira (15/10) o presidente Lula foi sabatinado pela TV Globo, durante entrevista para a jornalista Renata Lo Prete. Nesta sexta-feira (16/10), foi a vez do senador Flávio Bolsonaro ser entrevistado por Lo Prete.
O debate entre os dois candidatos pela Globo será na próxima sexta-feira, dia 23 de outubro (dois dias antes da população ir às urnas).
Flávio massacrou Renata Lo Prete na Globo. Até que...
17/10/2026
Flávio
Seguiu estratégia diferente. Partiu para o ataque como melhor defesa. E encurralou a entrevistadora. A cada ataque, um contra-ataque fulminante. Exemplo maior: confrontado com acusações já admitidas por ele do financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida do pai Jair Bolsonaro, pelo banco Master, de Daniel Vorcaro, Flávio contra-atacou veloz. Citou patrocínios milionários do Master à própria Globo, a Luciano Huck, além das relações promíscuas de Vorcar...
A Rede Globo tem uma tradição de fazer perguntas inconvenientes e encurralar candidatos nas tradicionais sabatinas dos candidatos, notadamente nas campanhas presidenciais. Anteontem, quinta-feira foi a vez de Lula. O presidente saiu-se bem. A entrevistadora não trouxe nenhuma novidade, Lula escapou bem das perguntas menos fáceis, evitou o confronto. Manteve a disputa no centro do ringue, ninguém foi para as cordas. Resultado: empate por pontos. 9 X 9 no placar, segundo o escore de O Poder.
Flávio
Seguiu estratégia diferente. Partiu para o ataque como melhor defesa. E encurralou a entrevistadora. A cada ataque, um contra-ataque fulminante. Exemplo maior: confrontado com acusações já admitidas por ele do financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida do pai Jair Bolsonaro, pelo banco Master, de Daniel Vorcaro, Flávio contra-atacou veloz. Citou patrocínios milionários do Master à própria Globo, a Luciano Huck, além das relações promíscuas de Vorcaro com um diretor global. Sem chance de defesa: a própria Globo havia demitido o diretor no dia anterior. Por esse motivo.
Renata
Ainda na linguagem do boxe, foi à lona. A contagem foi aberta duas vezes. A apresentadora interrompeu a entrevista para apresentar duas notas consecutivas da emissora, tentando se explicar. Momento nunca visto na história das entrevistas televisivas no Brasil. Caso superado na trajetória dos confrontos políticos globais apenas uma vez. Quando, lá atrás, Cid Moreira, então voz e cara do JN, teve que ler uma extensa nota de Leonel Brizola determinada pela justiça para reparar mentiras da emissora. Corrigir fake news, na linguagem de hoje em dia.
O troco
A disputa seguia com ampla vantagem de Flávio, algo como 10 X 4 na contagem de pontos de O Poder. Foi aí que Renata encaixou o golpe que fez Flávio beijar a lona. A pergunta foi sobre o apoio de Flávio à mudança na lei do desarmamento. O Senador propõe que os códigos de rastreabilidade de munições, hoje obrigatório, sejam suprimidos. Renata perguntou porque ele defende isso. O candidato foi lá, veio cá, tentou fugir, nada. Lona. Levantou grogue. Acabou dizendo que trata-se de "um detalhezinho". Não convenceu a seu ninguém. Ficou a impressão de sintonia com facções criminosas.
E
Flávio foi visivelmente pego de surpresa. Falha gritante na preparação para a entrevista. E uma resposta satisfatória nem é tão difícil assim. Aliás, bastava dar um Google com a pergunta certa.
Placar
Venceu Renata por nocaute técnico.
(Análise exclusiva equipe Jornal O Poder)
É Findi - Tributo a Jomard - Carlos Eduardo Amaral*
16/10/2026
Na mesma época, viria a deparar com ele no hall da agência do Banco do Brasil da Sete de Setembro, na Boa Vista, às voltas com os caixas eletrônicos: “Minha mãezinha do céu”, exclamava, perdido com não sei o quê. Também me vem à mente — na mesma agência, mas em outra ocasião — a imagem do professor Esman Dias, falecido em 2015.
A partir do ano 2000, quando eu estava com 19 para 20 anos de idade, passei a frequentar a casa-ateliê do artista plástico Raul Córdula e sua esposa Maria Amélia, na ladeira da Prefeitura de Olinda (R. Quinze de Novembro). Tal convívio nasceu por conta da minha recém-amizade com C...
Vi Jomard Muniz de Britto pela primeira ao adentrar aleatoriamente o auditório Evaldo Coutinho, no segundo andar do Centro de Comunicação e Artes da UFPE, em algum evento sobre Fernando Pessoa. Isso foi em 1998 ou 1999, não recordo mais. Fiquei impressionado pela declamação performática de um poema, com timbre de voz sério, dicção perfeita e entrega total.
Na mesma época, viria a deparar com ele no hall da agência do Banco do Brasil da Sete de Setembro, na Boa Vista, às voltas com os caixas eletrônicos: “Minha mãezinha do céu”, exclamava, perdido com não sei o quê. Também me vem à mente — na mesma agência, mas em outra ocasião — a imagem do professor Esman Dias, falecido em 2015.
A partir do ano 2000, quando eu estava com 19 para 20 anos de idade, passei a frequentar a casa-ateliê do artista plástico Raul Córdula e sua esposa Maria Amélia, na ladeira da Prefeitura de Olinda (R. Quinze de Novembro). Tal convívio nasceu por conta da minha recém-amizade com Cláudio, filho do casal.
Dentre outras tantas personalidades que frequentavam a casa, especialmente no período de Carnaval, e que conheci de relance, reencontrei aquela figura e lhe relatei que assistira à performance no CAC. Foi quando Jomard me disse que se tratava de um “atentado poético” e Raul me mostrou o CD Pop filosofia.
Em eventos diversos por aí, desde então, travei novamente contato com Jomard. Devo ter em meus arquivos dois ou três de seus “atentados poéticos” impressos, que agora passam a ser relíquia. Jomard até fez parte da plateia de uma palestra que dei em no Teatro Apolo, há mais de uma década e meia e cujo tema não recordo.
Lembro apenas que comentei algo sobre música armorial e ele fez uma pergunta, ao final das falas minhas e dos demais convidados. Respondi de forma natural e percebi que ele ficou pensativo, processando. Não sabia das querelas dele com Ariano e Gilberto. Hoje sei que algo o incomodava nessa propaganda construída em torno do Movimento Armorial, porém Jomard deve ter percebido que eu me preocupava, em primeiro lugar, com o objeto artístico, não com o discurso institucional.
Na segunda metade da década passada, causou frisson sua aparição no Instagram, embora eu duvidasse que fosse ele mesmo a gerenciar o perfil. Eu e um amigo jornalista, hoje residente em São Paulo, o encontramos na antiga Livraria Cultura do Recife Antigo e lhe lançamos a dúvida: eu apostando no “não” e Josias, meu amigo, no “sim”. Indagamos: “É você?”.
“Claro”, ele respondeu, para felicidade de Josias (“Olha aí!”). Não esbocei esgar de derrota e me voltei para Jomard, que retomou a palavra: “Claro que não!”. Ri por último e Jomard explicou que isso era coisa de Luci Alcântara, grande amiga dele e diretora do documentário JMB, o famigerado.
Hoje admiro Gilberto, Ariano e Jomard: um pela vivacidade da escrita; o segundo, pela competência literária; o último, pelo espírito anárquico autêntico. Cheguei a escrever meu próprio “atentado poético” em 2015, em homenagem a ele. Mantenho-o até o momento impublicado, porque destoa das minhas vozes líricas, por emular a dele, tão díspar das influências outras que recebi.
Finalizo meu tributo com um poema de Esman Dias, a quem mencionei mais acima, intitulado Acta est fabula:

Morre o poeta.
Morre, com ele, toda a luz do mundo:
o espaço do seu rosto, o mar profundo,
a aurora e um pôr-do-sol escandaloso.
Morre o poeta e morre o Ocidente.
E o Oriente. E os pontos cardeais.
Morrem as estrelas. Morre o firmamento.
Morrem as sombras do pântano e o arvoredo.
Todos os santos, todos os escribas,
os dias da semana, a quarta-feira.
E o próprio tempo, imóvel, que agoniza:
foi-se o olhar que no relógio via
a marcha, alegre e triste, dos ponteiros.
Morre o poeta.
Morre a alegria.
Morre tudo que flui: morre a poesia.
Morre o poeta.
E morre o mundo inteiro.
*Carlos Eduardo Amaral é jornalista, escritor e crítico musical
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi - Ah! Os brinquedos... - Poema homenageando o Dia da Criança - Por Eduardo Albuquerque*
16/10/2026
sem brinquedos e tão ausente;
não me são, porém, indiferentes...
Ó tempos deveras imprevidentes!
Cadê os brinquedos da gente?
nunca os tivemos presentes;
apenas viviam na mente,
na criatividade, recorrentes.
O tempo se esvai, não sentes?
A vida é tal qual rio corrente,
sequer deixa singela semente.
Pobre menino, pingo de gente,
da Humanidade, indigente;
é-me tua dor assaz pungente.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
Pobre menino, menino diferente,
sem brinquedos e tão ausente;
não me são, porém, indiferentes...
Ó tempos deveras imprevidentes!
Cadê os brinquedos da gente?
nunca os tivemos presentes;
apenas viviam na mente,
na criatividade, recorrentes.

O tempo se esvai, não sentes?
A vida é tal qual rio corrente,
sequer deixa singela semente.
Pobre menino, pingo de gente,
da Humanidade, indigente;
é-me tua dor assaz pungente.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi - Série História de Pernambuco - Quando a vitória não bastava - Por Alfredo Cabral de Melo*
16/10/2026
Recife continuava fortificado, abastecido pelo mar e protegido por uma estrutura militar que não poderia ser vencida apenas com novas vitórias em campo aberto. Os restauradores haviam demonstrado sua capacidade de combater e vencer, mas ainda precisavam encontrar uma maneira de transformar essas vitórias em domínio efetivo sobre a praça que sustentava a presença neerlandesa.
A guerra começava, assim, a exigir outros recursos. Em março daquele mesmo ano, foi criada a Companhia Geral do Comércio do Brasil, sob o governo de D. J...
A segunda batalha dos Guararapes, em fevereiro de 1649, deixou uma imagem difícil de ignorar. Pela segunda vez, as forças da Restauração haviam derrotado um grande contingente neerlandês. O domínio holandês sobre boa parte do interior de Pernambuco estava cada vez mais limitado, enquanto Recife permanecia como o principal núcleo de sua presença. Seria razoável imaginar que a guerra estivesse terminando. Mas não foi isso que aconteceu.
Recife continuava fortificado, abastecido pelo mar e protegido por uma estrutura militar que não poderia ser vencida apenas com novas vitórias em campo aberto. Os restauradores haviam demonstrado sua capacidade de combater e vencer, mas ainda precisavam encontrar uma maneira de transformar essas vitórias em domínio efetivo sobre a praça que sustentava a presença neerlandesa.
A guerra começava, assim, a exigir outros recursos. Em março daquele mesmo ano, foi criada a Companhia Geral do Comércio do Brasil, sob o governo de D. João IV. A nova companhia tinha interesses comerciais, mas também nasceu em uma conjuntura de guerra e de disputa pelo controle das rotas atlânticas. A organização do transporte e a proteção da navegação passaram a ter importância cada vez maior para a sustentação da luta.
Não era uma questão meramente econômica. Homens, armas, munições, alimentos e mercadorias precisavam circular, e a capacidade de manter essa circulação podia decidir o destino de uma praça sitiada. Recife ainda possuía uma vantagem fundamental: o mar. Enquanto os neerlandeses conseguissem manter comunicação com o exterior, a cidade continuaria tendo condições de resistir.
Por isso, depois de Guararapes, a guerra não se resumiu a uma sucessão de grandes batalhas. Continuaram as operações militares, as dificuldades de abastecimento e as disputas pelo controle das comunicações. O conflito permanecia vivo, mas começava a depender cada vez mais de fatores que não apareciam necessariamente no campo de batalha.
Evaldo Cabral de Mello ajuda a compreender essa mudança. Ao tratar da produção, do comércio e da navegação entre 1645 e 1654, ele mostra como a guerra afetou a circulação entre Pernambuco e o Reino e como a capacidade neerlandesa de receber socorro dependia das condições do Atlântico. A partir de 1652, a Primeira Guerra Anglo-Neerlandesa passou a dificultar as comunicações marítimas das Províncias Unidas, criando circunstâncias mais favoráveis aos restauradores.
Isso ajuda a explicar por que a Restauração não pode ser entendida apenas a partir de Pernambuco. A reconquista de Luanda, em 1648, havia mostrado que portugueses e neerlandeses disputavam posições em diferentes pontos do Atlântico. Não se tratava de uma única campanha militar, conduzida de maneira uniforme em todos esses lugares, mas de conflitos que se relacionavam dentro de um espaço marítimo muito mais amplo.
Pernambuco estava inserido nesse mundo. O açúcar continuava sendo produzido e comercializado, os navios continuavam sendo necessários e os caminhos marítimos permaneciam fundamentais. A própria criação da Companhia Geral do Comércio revela a preocupação da Coroa em reorganizar o tráfego com o Brasil e protegê-lo em uma conjuntura marcada pela guerra e pelos riscos à navegação. Estudos posteriores mostram que, a partir de 1649, o sistema de comboios passou a ganhar importância na carreira do Brasil.
José Antônio Gonsalves de Mello e Evaldo Cabral de Mello permitem acompanhar essa transformação por perspectivas complementares. A documentação reunida por José Antônio revela a dimensão militar, administrativa e econômica do conflito. Evaldo amplia o campo de observação e mostra que a guerra não pode ser explicada apenas pela sucessão dos combates. Havia interesses econômicos, decisões tomadas em Lisboa, dificuldades de navegação e uma disputa internacional que continuava interferindo no destino de Pernambuco.
Isso também ajuda a entender por que a segunda vitória de Guararapes não produziu imediatamente a expulsão dos neerlandeses. Vencer um exército em campo aberto era uma coisa. Tomar uma cidade fortificada, cortar suas comunicações e impedir que recebesse auxílio era outra, muito mais complexa.
Aos poucos, portanto, as condições começaram a mudar. A guerra continuava, mas o equilíbrio já não era o mesmo de alguns anos antes. Os neerlandeses permaneciam no Recife, porém dependiam cada vez mais da capacidade de manter aberta uma ligação marítima com o exterior. Para os restauradores, a questão passou a ser como transformar a pressão acumulada durante anos em um cerco capaz de levar a cidade à rendição.
A Restauração havia chegado a um momento em que a vitória militar, sozinha, já não bastava. Era preciso controlar os caminhos por onde chegavam os recursos, limitar a capacidade de resistência do Recife e fazer com que o tempo passasse a trabalhar contra aqueles que ainda ocupavam a cidade.
A guerra, que começara nos engenhos e se espalhara pelos campos de Pernambuco, aproximava-se finalmente do lugar onde a presença neerlandesa ainda encontrava sua maior força: o Recife.
Bibliografia utilizada
FREITAS, Gustavo de. A Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649-1720). Revista de História, São Paulo, v. 2, n. 6, p. 307-328, 1951. DOI: 10.11606/issn.2316-9141.v2i6p307-328. Portal de Revistas da USP
MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda restaurada: guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. 3. ed. São Paulo: Editora 34, 2007.
MELLO, Evaldo Cabral de. O negócio do Brasil: Portugal, os Países Baixos e o Nordeste, 1641-1669. Rio de Janeiro: Topbooks, 1998.
MELLO, José Antônio Gonsalves de (org.). Fontes para a história do Brasil holandês. Recife: Parque Histórico Nacional dos Guararapes; MEC/SPHAN/Fundação Pró-Memória, 1981-1985. 2 v.
SILVA, José Justino de Andrade e. Collecção chronologica da legislação portugueza. Lisboa: Imprensa de F. X. de Souza, [s.d.], v. 7. A documentação relativa à instituição e ao decreto de aprovação da Companhia Geral do Comércio do Brasil é referenciada pela historiografia a partir desse conjunto legislativo.
BRASIL. Fundação Biblioteca Nacional. Países Baixos: fontes para a história do Brasil holandês nos arquivos neerlandeses (1623-1655). Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, [s.d.].
COSTA, Leonor Freire. O transporte no Atlântico e a Companhia Geral do Comércio do Brasil (1580-1663). Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 2002. 2 v. A obra é indicada na bibliografia especializada sobre a Companhia e o transporte atlântico. SciELO
*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

É Findi – Quem USA - Por Iraquitan Palmares*
16/10/2026
USA às Américas
USA o mundo
Como quintal
USA do mundo
O capital
Capital
Humano
Intelectual
USA sobretudo
O vil metal
USA governos
USA sociedades
USA guerras
Como brincadeiras
Jogos de xadrez
USA
E como USA
Rasga do peito
A porra dessa blusa
Arranca esse troço
D'alma!
Não vá
Na onda
Da mídia e tal
Sugiro-te
Com amor
Te lambuza
E dê um foda-se
Para tudo que
For te USA
Agora use
Tua inteligência
Tua raça
Tua crença
Teu pertencimento
Mira no
Teu futuro
E acredite:
Juntos somos
Mais que
Massa de manobra
Do contrário
Pede a benção
A quem te USA
*...
USA a África
USA às Américas
USA o mundo
Como quintal
USA do mundo
O capital
Capital
Humano
Intelectual
USA sobretudo
O vil metal
USA governos
USA sociedades
USA guerras
Como brincadeiras
Jogos de xadrez
USA
E como USA
Rasga do peito
A porra dessa blusa
Arranca esse troço
D'alma!
Não vá
Na onda
Da mídia e tal
Sugiro-te
Com amor
Te lambuza
E dê um foda-se
Para tudo que
For te USA
Agora use
Tua inteligência
Tua raça
Tua crença
Teu pertencimento
Mira no
Teu futuro
E acredite:
Juntos somos
Mais que
Massa de manobra
Do contrário
Pede a benção
A quem te USA
*Iraquitan Palmares, pernambucano de Palmares radicado na região metropolitana de Brasília-DF há 21 anos, poeta, teatrólogo atuando como ator e professor de teatro no Grupo Cultural Obará no DF, com oito livros publicados e com três no prelo para publicação. @iraquitanoliveirada
NR - Os poemas assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
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É Findi - Recados das Urnas - Crônica - Por Malude Maciel*
16/10/2026
Há pouco tempo atrás e atualmente
Antes, eram os votos de cabresto, em troca de dentaduras ou favores; uma vergonha! Agora, está havendo conscientização, apesar de que ainda fica muito a desejar para se ter uma verdadeira Democracia.
Urnas eletrônicas
Nesse último pleito vimos a olho nu, recado não impresso, mas teclado, como manda o figurino das urnas. Ou seja, o povo mostrou escancaradamente que não aceita certos tipos de candidatos nem partidos sem qualificação. Aliás, o número de siglas no Brasil é impressionante: partidos de mais, desnecessariamente; servem mais pra confundir do que para esclarecer o eleitor. Talvez por interesse na verba que cada um recebe, às nossas custas, para a campanha...
Basta sensibilidade e atenção políticas para compreender os recados das urnas eleitorais. Sim; os cidadãos estão fazendo o dever de casa exemplarmente, dando seu parecer da melhor forma, quando sabem que disso depende seu futuro.
Há pouco tempo atrás e atualmente
Antes, eram os votos de cabresto, em troca de dentaduras ou favores; uma vergonha! Agora, está havendo conscientização, apesar de que ainda fica muito a desejar para se ter uma verdadeira Democracia.
Urnas eletrônicas
Nesse último pleito vimos a olho nu, recado não impresso, mas teclado, como manda o figurino das urnas. Ou seja, o povo mostrou escancaradamente que não aceita certos tipos de candidatos nem partidos sem qualificação. Aliás, o número de siglas no Brasil é impressionante: partidos de mais, desnecessariamente; servem mais pra confundir do que para esclarecer o eleitor. Talvez por interesse na verba que cada um recebe, às nossas custas, para a campanha as filiações crescem assustadoramente e alguém está ganhando com isso, menos o eleitorado. Duas vertentes é o suficiente pra um pleito legítimo e consciente.
Tribunal eleitoral
A Legislação bem que poderia ajustar alguns pontos desatualizados e prejudiciais ao longo do tempo, porém essas providências são tão remotas que: "morrem os burros e quem os tangem". Nem por isso poderemos deixar de cobrar dos representantes do povo na Câmara e no Senado, pressões ao STF a fazer mudanças cabíveis, como a impressão dos votos para conferência, como manda nossa Constituição.
Dever cívico
O voto no Brasil é obrigatório por lei, mas na prática tornou-se facultativo pela facilidade de justificar a ausência do cidadão aos pontos de votação e uma multa insignificante quando não comparece. Mesmo com um resultado expressivo, muita gente se absteve dessa obrigação por inconformismo com os postulantes, desconfiança das urnas eletrônicas ou das apurações e do sistema ultrapassado. Assim, ainda houve grande registro de abstenção e isto constitui um sinal bem claro de que algo está precisando de ser ajustado, à maneira satisfatória do eleitor atento.
O povo cansou da mesmice, das mesmas caras e dos mesmos discursos e principalmente de promessas vãs.
Se o número de votos nulos ou brancos for maior do que os válidos, há necessidade de nova eleição, outras chapas e a Legislação vigente dando respaldo à essas possibilidades. Isto é importante pois, ninguém quer simplesmente eleger o menos ruim.
Outro questionamento
É o fato de que não existe critério para alguém postular um cargo eletivo, especialmente os mais relevantes do país, coisa que para se assumir quaisquer vagas em outras áreas é necessária triagem: provas de títulos, alfabetização, moral ilibada e até concurso. Se o candidato estiver com ficha suja, respondendo na Justiça, será logo descartado. Muito bem. Imagine para o Executivo e Legislativo, que conduzirão os destinos de toda uma Nação... No Judiciário também deveria ser apenas por concurso.
Mas, para que essas coisas aconteçam primeiramente haveria uma Lei especificando cada caso e, infelizmente não há interesse dos legisladores nem vontade política.
Também o caso de reeleição é outro ponto a ser considerado e tomadas posições. Da maneira que está, muitos se perpetuam nos cargos como se fossem seu dono, algo vitalício.
São muitas as sugestões
É isso. Surgem inúmeras opiniões de quem se preocupa com o aperfeiçoamento do sistema político e dos cargos políticos, pois a Política vive intrínseca ao nosso cotidiano. Não podemos simplesmente fechar os olhos em confirmação ou reclamar sobre o leite derramado, porque mesmo o que estiver bom poderá ficar melhor para nossa qualidade de vida.
Cada indivíduo deve opinar, criticar quando necessário, e dar seu palpite para que as coisas sejam melhoradas sempre. Isto se chama engajamento social próprio do nosso sistema de governo.
E votação outra vez
Melhor seria se tudo tivesse se resolvido no primeiro turno, todavia surge outro escrutínio no segundo turno e vamos nós, exercer nosso direito de votar , escolhendo nosso presidente da República, cargo máximo da federação.
O povo irá às urnas a fim de realizar sua vontade, como de direito.
Que sejamos abençoados por Deus para que tudo seja decidido dentro de um processo honesto e sério, como merecemos.
Cabe às autoridades constituídas primar pela correção deste sufrágio eleitoral.
Nessas particularidades, são conhecidos os grandes estadistas ou apenas os poderosos da vez.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel
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