Eleições 2024 - Veneziano fortalece campanha de candidaturas do MDB no Sertão da Paraíba
02/09/2024
Primeira cidade
Na maratona de visitas, o Senador esteve na cidade de Joca Claudino, onde participou de uma carreata pelas ruas da cidade, seguida da inauguração do Comitê de Campanha do prefeito e candidato à reeleição, Rinaldo Cipriano (MDB), que tem como vice-prefeito o também emedebista Otávio Neto.
Uiraúna
O Senador também esteve na cidade de Uiraúna, onde ocorreu a inauguração do Comitê de Campanha da prefeita e candidata à reeleição Leninha Aragão, seguida de um comício em frente ao comitê. Leninha tem como candidato a vice-prefeito Dr. Marlo...

Primeira cidade
Na maratona de visitas, o Senador esteve na cidade de Joca Claudino, onde participou de uma carreata pelas ruas da cidade, seguida da inauguração do Comitê de Campanha do prefeito e candidato à reeleição, Rinaldo Cipriano (MDB), que tem como vice-prefeito o também emedebista Otávio Neto.
Uiraúna
O Senador também esteve na cidade de Uiraúna, onde ocorreu a inauguração do Comitê de Campanha da prefeita e candidata à reeleição Leninha Aragão, seguida de um comício em frente ao comitê. Leninha tem como candidato a vice-prefeito Dr. Marlon Arthur.
“Reafirmamos o nosso compromisso de continuar sendo o Senador de Uiraúna”, declarou o emedebista. Participaram também dos eventos os deputados estaduais Wilson Filho e Aírton Pires, além do ex-deputado estadual Trocolli Júnior.
Mais eventos
O senador tem dedicado os finais de semana para visitar cidades e manifestar publicamente o seu apoio aos candidatos e candidatas do MDB.

Leia outras informações
Crônica de domingo, 9 de agosto de 2026: Comemoração Dupla - Por Antônio Campos
09/08/2026
Hoje é dia dos pais, amanhã meu paizinho fará 114 anos, onde quer que ele esteja. Meu presente foi especial este ano, valeu por muitos. Levei à Fundação Casa de Jorge Amado, no último dia da Flipelô, seu amigo querido, o poeta Carlos Pena Filho. Vieram do Recife trazendo a poesia, o amigo e sua trágica morte aos 31 anos Antônio Campos e Mário Hélio Gomes. Na nossa Festa do Livro, que na sua décima edição teve Myriam Fraga como homenageada, foi a poesia baiana, com seus braços abertos, recebendo a poesia pernambucana, dizendo: Você é de paz, pode entrar.
Foi lindo, nem sei como contar. Aliás, não conto, o deslumbramento ficou para quem assistiu, plateia cheia. Não posso, no entan...
Sempre foi assim. Quando o dia não coincidia, a distância entre o dia dos pais e o aniversário de papai era de no máximo dois dias. “Quero dois presentes, nada de dar um só melhorzinho”, ele dizia rindo e a gente, criança ainda, corria para fazer um desenho, escrever uns versinhos.
Hoje é dia dos pais, amanhã meu paizinho fará 114 anos, onde quer que ele esteja. Meu presente foi especial este ano, valeu por muitos. Levei à Fundação Casa de Jorge Amado, no último dia da Flipelô, seu amigo querido, o poeta Carlos Pena Filho. Vieram do Recife trazendo a poesia, o amigo e sua trágica morte aos 31 anos Antônio Campos e Mário Hélio Gomes. Na nossa Festa do Livro, que na sua décima edição teve Myriam Fraga como homenageada, foi a poesia baiana, com seus braços abertos, recebendo a poesia pernambucana, dizendo: Você é de paz, pode entrar.
Foi lindo, nem sei como contar. Aliás, não conto, o deslumbramento ficou para quem assistiu, plateia cheia. Não posso, no entanto, deixar de repetir aqui que Carlos foi meu amigo pessoal, eu menina de 8 anos, ele o grande e jovem poeta. Para ele fiz meu primeiro e único poema da vida – Para Carlos Pena uma pluma, para uma pomba uma pena –, em resposta aos belíssimos versos que recebi dele – Só para Paloma esse verso é feito, pois só ela entende um verso desfeito – honra e orgulho.
Homenageio meu paizinho transcrevendo o trecho, escolhido por Antônio Campos, do que escreveu ao saber da morte de seu amigo Carlinhos.
“Porque eras simples como o pão e profundo como a água do rio, estavas plantado no chão de tua gente como certas plantas trepadeiras aparentemente frágeis, porém mais resistentes e permanentes que as grandes árvores. Eras a rosa e o musgo, a fruta sumarenta e o cacto de espinhos. Tua flor tinha riso e sangue, levavas nos ombros de toda fragilidade a dor e esperança de teu povo, sua solidão, o cangaço e a multidão no frevo. Foste tão tua gente que muito tempo vai passar antes que surja outro poeta assim, para ser tão amado por seu povo.
Eras frágil de carne e osso, tão leve na balança, um vento mais forte podia te arrastar como uma folha de árvore ou um pedaço roto de poema. Por isso, talvez, sempre me deste a ideia de um anjo por amor perdido nas ruas do Recife. mas como eras denso de vida por dentro, como eras tão homem e tão povo, tão pernambucano e universal!”
Meu pai querido, eu te amo. Carlinhos entrou na nossa casa, Ângela Fraga o trouxe com Antônio e Mário Hélio. O presente que posso dar a você, não dois, mas um imenso, é cuidar do seu legado que dá sentido à minha vida.
Bom domingo a todos. E viva Myriam Fraga! Viva Carlos Pena Filho! Viva a Poesia! E viva meu pai, que escreveu poesia em prosa por toda a sua vida!
*Antônio Campos, é Advogado e empreendedor cultural. Da Academia Pernambucana de Letras. Filho do grande escritor Maximiano Campos. @antoniocampos.adv

Trinta e Três - Crônica - Por Romero Falcão*
09/08/2026
Tosse de Cachorro
Durante a manhã, ela disfarça. Dissimulada, faz-me acreditar na melhora. Levo as costas da mão ao pescoço: nada de quentura. Fico animado. Vai passar. Mas, à tardinha, prepara a fogueira e as chicotadas. Joga-me no caldeirão, impiedosa. À noite, ataca por outros flancos. Uma tosse de cachorro não me deixa dormir. A febre demora a ir embora.
Delírio
Lembro da infância, menino de uns sete anos. Febre nas alturas. Minha saudosa mãe me cobria com tudo quanto era pano. O pequeno se perdia no meio daquela trouxa. O fogo do corpo saía no suor — era a cultura da época. Molhado, eu pingava feito roupa no varal.
Recordo um delírio:
— Mamãe tem um navio dentro do quarto. Preciso pegar o navio.
...
Quatro dias sem escrever uma mísera linha. O corpo, surrado pela gripe, só pede cama. Fazia tempo que a danada não me atacava com tanto ódio. Em época de eleição, até o vírus vira bicho.
Tosse de Cachorro
Durante a manhã, ela disfarça. Dissimulada, faz-me acreditar na melhora. Levo as costas da mão ao pescoço: nada de quentura. Fico animado. Vai passar. Mas, à tardinha, prepara a fogueira e as chicotadas. Joga-me no caldeirão, impiedosa. À noite, ataca por outros flancos. Uma tosse de cachorro não me deixa dormir. A febre demora a ir embora.
Delírio
Lembro da infância, menino de uns sete anos. Febre nas alturas. Minha saudosa mãe me cobria com tudo quanto era pano. O pequeno se perdia no meio daquela trouxa. O fogo do corpo saía no suor — era a cultura da época. Molhado, eu pingava feito roupa no varal.
Recordo um delírio:
— Mamãe tem um navio dentro do quarto. Preciso pegar o navio.

Máscara Respeitada
Pego um carro de aplicativo e sigo para a emergência. Afinal, gripe em ancião é perigosa.
Gosto de puxar conversa com os motoristas. Este é calado. Pelo retrovisor, não tira os olhos da minha máscara 9920H, da 3M. Aquela que tem duas hastes de metal e protegeu médicos na linha de frente da Covid-19. É uma máscara respeitada.
Prioridade
Chego ao pronto atendimento. Todo orgulhoso, pego a ficha de prioridade para idoso. Olha aí uma vantagem dos sessenta e tantos: tenho prioridade.
Bato à porta do consultório 3.
Do outro lado da mesa, um médico muito jovem observa minha máscara.
— Em que posso ajudá-lo?
Relato meu estado. E vou logo avisando:
— Estou em dia com as vacinas da gripe e da Covid. Esta, para quem atravessou a casa dos sessenta, é de seis em seis meses, né isso?
— Fuma? Já fumou?
— Não. Nunca.
Ele apanha o estetoscópio sobre a mesa e vem auscultar meus pulmões.

Pneumotórax
Gostava de um médico coroa que, numa consulta em 2023, mandou-me dizer “trinta e três”, respire, enquanto auscultava meu pulmão. Achei o máximo, porque me veio à lembrança o poema “Pneumotórax”, de Manuel Bandeira. O encontro da medicina com a poesia.
Desta vez, provoquei o médico novinho:
— Digo trinta e três, doutor?
— Fique em silêncio.
Voltou pra mesa. Fui medicado. Que pena. Nunca mais encontrei um médico dos trinta e três.
O motorista da volta era mais falante. Já bem à vontade no papo, disse na bucha:
— Essa máscara não adianta de nada.
Adiantaria gastar o meu latim?
Faço o Pix da corrida. Desço. Cadê o navio?
Olho Moribundo
Cai a noite. De repente, meu olho direito começa a remelar e lacrimejar.
Pronto. A maldita da gripe, achando pouco, dá de quebra uma conjuntivite?
Na madrugada, acordo sem conseguir abrir o olho moribundo, que parece costurado. Na pia do banheiro, jogo água na cara. Uma pasta se aloja no olho doente.
Bom de Prosa
Vejo o dia amanhecer. E lá vou eu novamente pra emergência — emergência oftálmica.
A oftalmologista confirmou a conjuntivite da gripe — muito contagiosa.
Deixo a clínica e peço o carro de aplicativo. O motorista é bom de prosa. Com muito tato, entro na política.
Ele me questiona:
— O senhor vai votar em quem pra presidente?
— No trinta e três.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

Da Série, Mistérios do Aquém: quando a moralidade da família morava na “Casa da Morte” – Por Natanael Sarmento*
09/08/2026
Lá fora
O direito internacional aplicado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos relativo a atos praticados por agentes do Estado tipifica-se crime contra a humanidade. Nesta qualidade são imprescritíveis. E não passíveis de anistia.
Cá dentro
No Brasil varonil das dualidades dos estupros jurídicos –com Leis de Anistia que coloca no mesmo plano vítimas e algozes, torturadores e torturados - o martelo do juiz varia muito. A Justiça Federal baseada nos tratados internacionais condena. Mas o “Pretório Excelso” STF mantém decisão da ADPF 153 e aplica a Lei de Anistia brasileira de 1979.
Quem espera quase nunca alcança
Antônio Waneir Pinheiro Lima, codinome "Camarão", ex-sargento do Exército, é condenado pela Justiça Federal a 15 anos e 8 meses de reclusão, pelos crimes de sequestro, tortura e estupro em 1971, contra a militante Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da "Casa da Morte".
Lá fora
O direito internacional aplicado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos relativo a atos praticados por agentes do Estado tipifica-se crime contra a humanidade. Nesta qualidade são imprescritíveis. E não passíveis de anistia.
Cá dentro
No Brasil varonil das dualidades dos estupros jurídicos –com Leis de Anistia que coloca no mesmo plano vítimas e algozes, torturadores e torturados - o martelo do juiz varia muito. A Justiça Federal baseada nos tratados internacionais condena. Mas o “Pretório Excelso” STF mantém decisão da ADPF 153 e aplica a Lei de Anistia brasileira de 1979.
Quem espera quase nunca alcança
Há mais mistérios do aquém nos recursos jurídicos e entre a decisão judicial e a efetiva execução legal no Brasil do que Shakespeare poderia imaginar na dramaturgia e na vã filosofia de mistérios entre o Céu e a Terra.
Inês é morta
Inês Etienne, vítima da sevícia, faleceu em 2015. Morreu sem ver a sentença condenatória do degenerado algoz que a torturou e estuprou, o “agente de segurança do Estado” vulgo Camarão.
Camarão vivo
Camarão está vivo. Sem cumprir cadeia pelos seus crimes hediondos. Tem mais de 80 anos e respondeu todo processo em liberdade. Chance de cumprir a pena em regime fechado, quase nula. Haja recursos - TRF-2, STJ e STF. A idade avançada do “velhinho”, ele soluça e pode morrer se for pra prisão.
Insegurança jurídica
Há divergências no STF sobre a Lei de Anistia quanto a execuções de prisão de agentes da ditadura. Tudo medido e sopesado, como dizem, aposto o meu 13º do INSS que a nota de falecimento do condenado chega antes que a intimação para cumprimento da pena.
Efeito moral?
Tenho amigos juristas do campo da esquerda chá de camomila comemorando a condenação do Camarão. Eles aduzem que tem efeito moral. É pedagógico. De minha parte vislumbro o efeito imoral de uma justiça tardia, falha, inócua. Da natureza frágil dessa democracia burguesa tão violentada por golpistas e rábulas pagos a preço de ouro quanto as vítimas da ditadura. A tese de aplicação da Lei de anistia é uma desculpa de amarelo para proteger bandidos da repressão.
Convenção de Viena
O princípio da prevalência dos tratados internacionais estabelece que nos conflitos de uma norma jurídica interna e uma norma de Tratado Internacional assinado pelo país, a norma internacional deve prevalecer. O Artigo 27 da Convenção de (1969) determina que um Estado não pode invocar as disposições de seu direito interno para justificar o descumprimento de um tratado. Mas com Ministros da Jurisprudência da Terra Plana só teremos condenação dos fascistas quando a galinha criar dentes.
Carpideiras da ditadura
Saudosistas e apologistas da ditadura militar criam jurisprudências, não encontram provas. Criam mitos e lendas de oásis de virtudes e "respeito à família tradicional". Fantasiam e manipulam a história dos tempos do “cidadão de bem” dormindo com portas abertas em “segurança”. Bazófias!
Terror de Estado
Nos porões e masmorras clandestinas da ditadura, a Casa da Morte de Petrópolis é icônica, mas não a única, os pervertidos da repressão militar - frequentemente ovacionados como "patriotas" pelos nostálgicos do AI-5 -exerciam o civismo nas torturas e abusos sexuais dos opositores que ousavam denunciar os crimes do regime.
Lembrar para não esquecer
Apologia de crime também é crime e punível. È crime atentar contra a democracia, organizar células nazistas, grupos terroristas de fascistas da "intervenção militar", apologistas de torturadores, planejar explosões de prédios, assassinatos de autoridades. Essa laia fascista tem o cinismo fala em pacificação e anistia para os golpistas do 8 de janeiro. Sem anistia para torturadores e golpistas! Ditadura nunca mais!
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.
A greia da semana - Raquel estilou com zoação do pix. Espia só
09/08/2026
A manda-chuva de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra, gosta de mangar dos outros. Só para citar uma, entre um balaio de tirações de onda da governadora, lembramos o caso do cachorro Magno. A governadora acolheu um vira-latas e caçoou do jornalista Magno Martins, que constantemente arenga com o seu governo. Deu ao bicho o nome do jornalista. Magno, o humano, levou de boa e até zona com isso.
O patrimônio
Raquel Teixeira Lyra é de família estribada há pelo menos três gerações. Além disso, conquistou com seu próprio suor, empregos massa. Como procuradora, desde 2005 ganha um salário arretado, superior R$ 40 mil por mês. Uma baba. Esta semana, a gov apresentou sua declaração de renda à Justiça Eleitoral. Ato obrigatório para qualquer candidato. Documento de livre acesso para todo mundo. A governadora declarou um patrimônio um pouco menor que R$ 360 mil, equivalente aproximadam...
(Matéria escrita em pernambuquês pela equipe O Poder)
A manda-chuva de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra, gosta de mangar dos outros. Só para citar uma, entre um balaio de tirações de onda da governadora, lembramos o caso do cachorro Magno. A governadora acolheu um vira-latas e caçoou do jornalista Magno Martins, que constantemente arenga com o seu governo. Deu ao bicho o nome do jornalista. Magno, o humano, levou de boa e até zona com isso.
O patrimônio
Raquel Teixeira Lyra é de família estribada há pelo menos três gerações. Além disso, conquistou com seu próprio suor, empregos massa. Como procuradora, desde 2005 ganha um salário arretado, superior R$ 40 mil por mês. Uma baba. Esta semana, a gov apresentou sua declaração de renda à Justiça Eleitoral. Ato obrigatório para qualquer candidato. Documento de livre acesso para todo mundo. A governadora declarou um patrimônio um pouco menor que R$ 360 mil, equivalente aproximadamente ao que ganha em 10 meses. Vixe maria. Causou espanto. A gov não é pirangueira, e daí? Mas, para a maioria, pareceu pantim de Raquel. As falações nas redes sociais palpitam que, nos últimos quatro anos, as contas de Raquel são pagas pelo Estado, ou seja, pelo povo. Até aí, nada de mais. Cada qual gasta sua grana como quer e ninguém tem porra nenhuma a ver com isso. Mesmo assim, a gov comeu brocha. Ninguém imaginava que ela estivesse em tamanha pindaíba. O exotismo da mercadoria levou alguns gaiatos a peiticar e proporem trocar o seu próprio patrimônio, bem maior no IR, pelo da governadora, no caso bem menor. E outras brincadeiras semelhantes.
O pix
A grande gréia, no entanto, foi provocada pelo saldo bancário da governadora. R$ 1,00. Como ninguem podia imaginar que ela estivesse tão lisa. Foi uma festa. Que virou uma das zoações mais da gota serena de todos os tempos. Gozações de todos os tipos se multiplicaram. Formou-se um mutirão de "ajuda" à governadora. Uma ruma de pix de R$ 1,00 começou a pingar na sua conta.
A governadora
Repetindo. Como quase todos que gostam de ser o cão chupando manga e gozar os outros, torou de banda. Azuretada, foi às redes sociais e em fala absolutamente sem noção, atribuiu a gréia a um suposto "gabinete do ódio" dos adversários. Vôte, mulher. No caso, seria melhor denominar "gabinete da gréia". Esse, está instalado há séculos em Pernambuco, é um patrimônio cultural do Estado, gerido e administrado pela criatividade do povo pernambucano.
Confira
O vídeo da governadora virada num moi de coentro postado em suas redes sociais e repassado pela imprensa.
Continua repercutindo programa de governo apresentado pela chapa Lula-Alckmin ao TSE
08/08/2026
Intitulado “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo”, o documento reúne 13 eixos distribuídos em 84 páginas e foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) perto da meia noite de ontem.
Entre as diretrizes que mais se destacam estão a defesa da soberania nacional e a ampliação do protagonismo internacional do Brasil, pauta que tem sido defendida com mais afinco nos últimos meses pelo presidente, devido às tarifas aplicadas pelo governo americano ao Brasil.
Segurança pública e combate à desigualdade
Além delas, destaca-se também o forta...
Continua repercutindo o programa de governo apresentado na noite desta sexta-feira (07/08) pela chapa consolidada entre o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para disputar a reeleição à Presidência da República. A aliança é formada por PT, PSB, PCdoB, PSOL, PDT, Rede e PV.
Intitulado “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil: um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo”, o documento reúne 13 eixos distribuídos em 84 páginas e foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) perto da meia noite de ontem.
Entre as diretrizes que mais se destacam estão a defesa da soberania nacional e a ampliação do protagonismo internacional do Brasil, pauta que tem sido defendida com mais afinco nos últimos meses pelo presidente, devido às tarifas aplicadas pelo governo americano ao Brasil.
Segurança pública e combate à desigualdade
Além delas, destaca-se também o fortalecimento da segurança pública, com uma atuação mais eficiente e integrada. O documento prevê, ainda, a valorização de diferentes formas de trabalho, o combate à desigualdade e a defesa dos direitos e da vida das mulheres.
Outros temas são propostas voltadas à modernização do Estado, à proteção da vida e do bem-estar animal e ao fortalecimento de áreas como segurança, educação e saúde, bem como a defesa do fim da escala de trabalho 6×1.
A elaboração do plano contou com a coordenação do ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli. E teve a participação de integrantes do governo e do PT, dentre eles os ministros Miriam Belchior (Casa Civil_, Dario Durigan (Fazenda) , Bruno Moretti (Planejamento), Edinho Silva (presidente nacional do PT) e Aloizio Mercadante (presidente do BNDES).
— Com Agências de Notícias
“Trump tem agido com Lula como um toureiro”, afirma o analista político Marcelo S. Tognozzi*
08/08/2026
Tourear é uma arte. Não é força; é jeito. Não basta coragem, mas acima de tudo astúcia. Ele conseguia dominar um touro de 600 quilos, aos poucos, a cada passada. Muitas vezes parecia que o animal iria atropelar El Cordobés, mas ele esquivava, quase bailando como num tablado flamenco.
Correlação de forças
As touradas vieram dos tempos em que os árabes dominavam a Andaluzia, ainda no século 12. A lida foi sofisticand...
Tem 91 anos um dos maiores toureiros de todos os tempos. Se chama Manuel Benitez, mais conhecido como El Cordobés, e ganhou fama impondo um estilo diferente de tudo o que já tinha sido visto nas arenas espanholas. Seu espetáculo começava quando quebrava as banderilhas, deixando-as pouco maiores que um lápis e, depois de um drible de corpo, as cravava atrás do chifre esquerdo. Normalmente são fincadas no lombo do animal, mas El Cordobés mudou a regra, levando o público ao delírio nos anos 1960 e 1970, quando esteve no auge.
Tourear é uma arte. Não é força; é jeito. Não basta coragem, mas acima de tudo astúcia. Ele conseguia dominar um touro de 600 quilos, aos poucos, a cada passada. Muitas vezes parecia que o animal iria atropelar El Cordobés, mas ele esquivava, quase bailando como num tablado flamenco.
Correlação de forças
As touradas vieram dos tempos em que os árabes dominavam a Andaluzia, ainda no século 12. A lida foi sofisticando e evoluindo, O filósofo José Ortega y Gasset (1883-1955), adorava touradas e entendia a correlação de forças entre o toureiro e o touro como um reflexo da política cotidiana. No seu livro ‘A caça e os touros’, o filósofo escreve que o grande toureiro não vence pela força física, mas pela capacidade de antecipar movimentos, entender claramente a situação e estar no lugar certo e na hora certa. Ou seja: alguém proativo, ao invés de reativo, que enxerga antes dos outros, domina a circunstância e age com precisão, não por impulso.
Trump tem agido com Lula como o toureiro de Ortega y Gasset. A lida dos dois presidentes começa em junho de 2024, quando Lula apoiou Joe Biden e criticou Trump. Depois, em novembro, pouco antes da eleição, disse para a imprensa francesa que torcia por Kamala Harris, porque Trump era o fascismo e o nazismo com outra cara. Trump venceu e Lula baixou a bola. Desde então, Trump começou a tourear Lula no estilo de El Cordobés.
A tática parece estar fazendo efeito. Bailaram, entre tapas e beijos, trocaram elogios, voltaram a se estranhar. A estratégia de Trump é claríssima: quer derrotar Lula pelo cansaço. O presidente americano não tem a ansiedade da reeleição, sabe que não ficará. Não parece estar tão preocupado assim com sua popularidade. Foca no seu programa de governo. Quer recuperar o protagonismo econômico dos Estados Unidos. É como a família numa casa em reforma. O incômodo é grande, a demora maior ainda, mas quando a reforma acaba a vida fica melhor do que antes.
Discurso da soberania
Lula está amarrado ao discurso da soberania como o touro se fixa no pano vermelho. Tem sido reativo ao invés de proativo. Vai para cima, enquanto Trump o surpreende a cada momento. Foi assim com o cancelamento do visto da embaixadora em Washington Maria Luiza Viotti, que virou ilegal do dia para a noite. Se sair dos Estados Unidos, não voltará. Está na mesma situação dos ilegais perseguidos pela polícia, uma humilhação. Algo terrível, jamais visto em 200 anos de diplomacia.
Lula caiu no jogo de Trump e age exatamente como ele quer. É previsível, quando deveria surpreender. Enfrenta o presidente americano, ao mesmo tempo em que dá sinais de aproximação maior com a China, que já domina grande parte do mercado brasileiro, e a Rússia, em guerra com a Ucrânia. Tem falado em armas nucleares. Outro dia disse que se arrependia de ter votado a favor do artigo 21 da Constituição, que restringe a tecnologia nuclear para fins pacíficos.
Enquanto isso, Trump segue estressando o touro. Lula ficou cercado por governos de direita na nossa América do Sul. Ao invés de diplomacia racional, técnica, optou por desprezar os presidentes eleitos. Não foi à posse de Kast, Milei, Keiko Fujimori, Noboa e não irá à Colômbia para a posse de Abelardo de La Espriella. Lula só deu o ar da graça na posse do paraguaio Santiago Peña. Em compensação, enviou seu vice Geraldo Alkmin para a investidura do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, e ele acabou aparecendo ao lado dos líderes do Hammas.
Tourada a todo vapor
Enquanto Lula e o embaixador Celso Amorim contaminam a diplomacia brasileira com ideologia, recusando a indicação da diplomata Vivian Aisen para o consulado de Israel em São Paulo (ela será embaixadora na Colômbia), e fazendo corpo mole para aceitar Daniel Perez, indicado por Trump para a embaixada do Brasil, a tourada segue a todo vapor.
Lula quer passar ao respeitável público a sensação de que é capaz de escapar do isolamento imposto pelo fato de termos vizinhos que pensam diferente e da pressão de Trump. Tratou de aparecer com coreanos e japoneses falando de acordos comerciais. O problema é que o Japão negocia com o Brasil US$ 10 bilhões por ano e a Coréia US$ 11 bilhões. Com os Estados Unidos os coreanos negociam US$ 241 bilhões e os japoneses US$ 319 bilhões. Eles trocarão e parceiro facilmente? A China aprendeu a produzir frango com o Brasil e hoje é a terceira maior exportadora. Virou nossa concorrente.
No dia 5 de agosto, o principal assessor de Vladimir Putin para defesa, Nicolai Patruchev, veio para um encontro com o embaixador Celso Amorim. Ninguém sabe direito o que foi tratado e, estranhamente, o ministro da Defesa José Múcio não participou do encontro, apenas o comandante da Marinha Marcos Sampaio Olsen. Lula tem agido mais com o fígado do que com a cabeça, deixando de lado as ferramentas que o tornaram negociador de primeira linha. O Brasil já teve embaixadores capazes de tourear os americanos, como Oswaldo Aranha e Paulo Tarso Flecha de Lima. Mas isso passou. O presidente precisa colocar o fígado na geladeira e agir com a cabeça. Do contrário, corre o risco de terminar cansado, esgotado, como os touros que enfrentaram El Cordobés. Ele era tão ousado e destemido, que diante daquela fera de 600 quilos completamente exausta, ante de meter a espada na escápula e dar-lhe uma morte rápida, beijava o touro entre os chifres.
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Referência na imprensa brasileira contemporânea.
NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.

Dom Limacêdo: Quando um bispo é atacado ao pedir por democracia, isso diz muito mais sobre o país do que sobre ele
08/08/2026
Que o Brasil vive uma polarização entre esquerda e direita há mais de 10 anos todos nós sabemos. Mas quando um bispo conhecido por suas ações de apoio aos pobres e elogiado por todas as paróquias por onde passou — pelo seu jeito de integrar os anseios da sociedade com o que diz a igreja e buscar o bem da população — começa a ser alvo de ataques por defender, acreditem, valores como a democracia, aí complicou.
Isso diz muito mais sobre a sociedade do que sobre a conduta do religioso em questão.
Escrevo isso em referência ao episódio de críticas e ataques digitais feitos nos últimos dias a Dom Limacêdo Antônio da Silva, atual bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, localizada no Sertão do Pajeú, em Pernambuco. Ele foi nomeado para o cargo pelo Papa Francisco em outubro de 2023. Tomou posse em dezembro do mesmo ano e eu o entrevisto desde meus 20 anos, motivo pelo qual posso resumir um pouco do seu perfil.
...
Por Hylda Cavalcanti*
Que o Brasil vive uma polarização entre esquerda e direita há mais de 10 anos todos nós sabemos. Mas quando um bispo conhecido por suas ações de apoio aos pobres e elogiado por todas as paróquias por onde passou — pelo seu jeito de integrar os anseios da sociedade com o que diz a igreja e buscar o bem da população — começa a ser alvo de ataques por defender, acreditem, valores como a democracia, aí complicou.
Isso diz muito mais sobre a sociedade do que sobre a conduta do religioso em questão.
Escrevo isso em referência ao episódio de críticas e ataques digitais feitos nos últimos dias a Dom Limacêdo Antônio da Silva, atual bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, localizada no Sertão do Pajeú, em Pernambuco. Ele foi nomeado para o cargo pelo Papa Francisco em outubro de 2023. Tomou posse em dezembro do mesmo ano e eu o entrevisto desde meus 20 anos, motivo pelo qual posso resumir um pouco do seu perfil.
Quem é Limacêdo
De origem humilde, muito educado, com personalidade forte (típica dos que possuem consciência social) e ao mesmo tempo cordial, sempre foi amigo das comunidades onde atuou e uma pessoa simples no pensar e no agir. Além disso, não se trata de um religioso despreparado, muito pelo contrário.
Iniciou sua trajetória em 1986, quando tornou-se padre em Limoeiro. Na área acadêmica, cursou Filosofia em Nova Iguaçu (RJ) e Teologia na Escola Teológica São Bento de Olinda (PE), além de possuir pós-graduação em Dogmática pela Universidade Pontifícia Gregoriana, em Roma.
Bispo auxiliar do Recife
Limacêdo, ao longo desse período, atuou na paróquia de Vertentes e, depois, na diocese de Nazaré, com histórico de forte ligação à defesa das causas sociais, como a situação de agricultores em períodos de seca, catadores de recicláveis e outros trabalhadores em situação de vulnerabilidade.
No período entre 2018 a 2023 foi bispo auxiliar do hoje arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido.
Ele não é do tipo que somente realiza missas, ora, acolhe e orienta as pessoas. Mas um religioso que junta-se a elas nas reivindicações e nas defesas das suas questões mais urgentes. Segue caminhos que foram igualmente percorridos por bispos como Dom Hélder, Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Raimundo Damasceno, somente para ficar nesses três.
Opção pelos pobres
Quem o conhece e atesta sua integridade sabe que a organização de uma caravana pela democracia não é novidade para alguém que tem praticado e participado de gestos semelhantes desde os anos 1990.
Sei de muitas pessoas que o presenciaram com os pés calejados após tantas horas de caminhada e poderia escrever muito mais sobre sua trajetória. Mas não é isso que está em questão aqui.
O que está em questão é: quando um religioso da igreja católica se torna alvo de ataques de uma ala também católica mais ligada à direita por ter realizado, no fim de semana passado, uma caravana pela democracia no sertão de Pernambuco, é preciso perguntar que tipo de democracia essas pessoas querem.
Queremos uma democracia?
Ou melhor: será que essas pessoas querem mesmo que o Brasil continue sendo um país democrático? tenho minhas dúvidas. O ato inter-religioso de Dom Limacêdo, para além da Igreja Católica, reuniu diversas entidades civis e movimentos populares e contou com centenas de participantes.
Nas redes sociais da diocese, muitas pessoas reclamaram do que classificaram como desvirtuamento do propósito eclesial e chamaram o bispo de “militante de esquerda”.
Em tom diplomático, ele minimizou as críticas e disse em entrevista ao Portal UOL que tais críticas “fazem parte da mesma democracia que defendo”. Ao mesmo tempo, afirmou que a igreja precisa atuar como “formadora de consciência” e que “a ignorância só interessa aos ditadores”.
“Jesus não falava só do céu. Jesus falava das questões terrenas, da fome, da justiça, da maldade. Muitas vezes querem colocar uma religião somente do céu. Religião é aqui, é o religar, aproximar as pessoas”, enfatizou.
Pregação do evangelho
De acordo com o relato dele, a ideia da caravana nasceu de um gesto de solidariedade de amigos e de movimentos sociais que o acompanham. Mas apesar de dizer que as hostilidades ficaram restritas apenas ao ambiente virtual, ao mesmo tempo Limacêdo passou seu recado sobre o que significa exatamente, pregar o evangelho.
“A defesa do sistema democrático está diretamente ligada à palavra de Deus”. “A democracia supõe a participação. Deus quer dialogar com seu filho”, explicou, citando ainda o Papa João Paulo 2º para acentuar que “Deus não é solidão, Deus é família”.
Diretrizes da CNBB
Aos críticos que se preocuparam com a grande repercussão do episódio, podem ficar tranquilos. Sobre as eleições deste ano, Dom Limacêdo já afirmou que sua atuação não será baseada em opiniões pessoais e que seguirá as diretrizes institucionais da Igreja Católica a serem definidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
“A tarefa da igreja é formar consciências. A igreja aponta critérios, eu não vou apresentar um critério meu, um pensamento só meu. Vou apresentar o pensamento colegiado dos bispos dessa grande nação, os critérios apresentados pela CNBB”, destacou.
Em resumo, não estamos falando de um medíocre que tomou alguma iniciativa desastrada ou irresponsável. E sim, de um religioso bem preparado social e academicamente, cumpridor dos seus deveres, afinado com o que prega a CNBB e mais do que isso: um personagem conhecedor das desigualdades do país.
Características que faltam, com todo o respeito, a muitos líderes de outras religiões e a muitos políticos.
— Com informações do UOL
*Hylda Cavalcanti é editora de O Poder aos sábados e o texto acima expressa sua própria opinião.
NR - O Poder estimula o livre debate de ideias e acolhe pensamentos divergentes da sua linha editorial. Pessoas e instituições citadas, direta ou indiretamente, têm assegurado espaço para suas manifestações.

As aventuras de Cacimba 53 — O voto da liberdade, por Zé da Flauta*
08/08/2026
O atual prefeito, desesperado para segurar a cadeira e a chave do cofre, mandou pintar o nome em cada muro e distribuir santinho até para os jumentos da praça. Mas o povo, vacinado contra conversas fiadas, só tinha um nome na boca: Cacimba.
A ideia de ter o mestre do pífano na prefeitura virou febre, e isso fez o prefeito perder o sono e começar uma perseguição descarada, mandando a polícia fiscalizar até o fumo de rolo do velho sob o pretexto de subversão. O que o prefeito e sua cambada não entendiam é que a política passava a léguas dos pensamentos de Cacimba.
Ele nunca pediu um voto, nunca disse uma palavra sobre o cargo e achava uma doidice sem tamanho essa ideia de virar autoridade. No alpendre, a dúvida do povo virou debate entre seus dois conselheiros.
Sebastião, a emoção pura, dava pulo...
A época de eleição chegou a Carnaúba Seca e, com ela, a quentura de uma disputa que fez a vila ferver mais do que sol do meio-dia.
O atual prefeito, desesperado para segurar a cadeira e a chave do cofre, mandou pintar o nome em cada muro e distribuir santinho até para os jumentos da praça. Mas o povo, vacinado contra conversas fiadas, só tinha um nome na boca: Cacimba.
A ideia de ter o mestre do pífano na prefeitura virou febre, e isso fez o prefeito perder o sono e começar uma perseguição descarada, mandando a polícia fiscalizar até o fumo de rolo do velho sob o pretexto de subversão. O que o prefeito e sua cambada não entendiam é que a política passava a léguas dos pensamentos de Cacimba.
Ele nunca pediu um voto, nunca disse uma palavra sobre o cargo e achava uma doidice sem tamanho essa ideia de virar autoridade. No alpendre, a dúvida do povo virou debate entre seus dois conselheiros.
Sebastião, a emoção pura, dava pulos de alegria na cabeça do mestre, implorando para ele aceitar: "Aceita, Cacimba! Tu já tá eleito, o povo te ama, a gente ajeita a vida de todo mundo e bota festa na praça todo domingo!".
Mas Simão, a razão implacável, ajeitou os óculos na ponta do nariz, sacou a caderneta e desaconselhou com peso: "Não caia nessa armadilha, mestre. Assinar o papel da prefeitura é assinar a venda da própria alma para a burocracia, para os conchavos e para a vaidade que corrompe o homem."
A pressão aumentava de todos os lados, com o povo pedindo um salvador e o prefeito ameaçando botar fogo no coreto. Prudentíssimo como ele só, Cacimba esperou o sol baixar, pegou seu pífano e caminhou até a praça cheia. Subiu no mesmo palanque que os políticos usavam para mentir e fez um discurso de tirar o fôlego da multidão.

Olhando nos olhos de cada morador, do mais rico ao mais miserável, o velho falou com o peito aberto: "Vocês estão me oferecendo uma faixa e uma cadeira macia, mas para me sentar nela eu teria que deixar de ser o Cacimba de vocês. A política divide o que o amor une. Se eu virar prefeito hoje, amanhã metade da vila me olha feio porque não ganhou um favor, e a outra metade me bajula esperando alguma vantagem."
A emoção tomou conta do terreiro e fez até o prefeito, que espiava escondido atrás da porta da farmácia, engolir seco de vergonha.
Sebastião, vendo as lágrimas nós olhos do povo, abraçou o pescoço do mestre em silêncio, enquanto Simão guardava a caderneta com um aceno de cabeça satisfeito. Cacimba continuou, com a voz embargada, mas firme como aroeira:
"Eu prefiro continuar sendo o que sempre fui e mais nada. Sem faixa, sem gabinete e sem poder sobre a vida de ninguém. Porque é desse jeito, no chão da praça e no sopro do meu pífano, que eu posso continuar sendo amigo de todos vocês, sem precisar escolher lado na hora em que o sol se põe."
O silêncio que se fez na praça valia mais do que qualquer salva de palmas. O povo entendeu que a maior liderança de Cacimba era justamente a sua recusa ao poder.
Ao entardecer, de volta ao seu alpendre enquanto a vila votava em paz, o mestre tirou umas notas suave do instrumento e deixou a lição para a posteridade:
"O homem que busca o poder para ser respeitado já nasceu escravo do orgulho, mas aquele que sabe o valor da sua liberdade não troca o seu sossego por coroa nenhuma no mundo.
A verdadeira autoridade não se vota numa urna e nem se compra com promessas; ela mora no respeito que a gente cultiva andando de cabeça erguida, sem dever nada a ninguém."
E assim, Carnaúba Seca aprendeu que o melhor prefeito da cidade era aquele que preferia continuar sendo apenas o seu poeta.
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

Sem poder pedir voto, Lula aproveita evento em SP para exaltar Haddad, Marina e Tebet
08/08/2026
Lula está impedido de pedir votos. Segundo o calendário eleitoral deste ano, candidatos só podem exibir números e pedir votos a partir do dia 16 de agosto. Às 19h do dia 15, encerra-se o prazo para registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Multa do TRE-SP
Além disso, no final de julho, o presidente foi multado por propaganda eleitoral antecipada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que o condenou Lula a pagar multa de R$ 15 mil por ter pedido votos para Simone e Marina durante um evento do governo, em 19 de maio. Ainda cabe recurso da decisão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste sábado (08/08) do encontro do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) no município de Taboão da Serra (SP) e exaltou os seus ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Os três são candidatos, respectivamente, a governador e senadoras por São Paulo.
Lula está impedido de pedir votos. Segundo o calendário eleitoral deste ano, candidatos só podem exibir números e pedir votos a partir do dia 16 de agosto. Às 19h do dia 15, encerra-se o prazo para registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Multa do TRE-SP
Além disso, no final de julho, o presidente foi multado por propaganda eleitoral antecipada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que o condenou Lula a pagar multa de R$ 15 mil por ter pedido votos para Simone e Marina durante um evento do governo, em 19 de maio. Ainda cabe recurso da decisão.
No evento de hoje, o presidente saudou as presenças de Haddad, Tebet e Marina e afirmou que foi graças a eles que conseguiu aprovar projetos nesse seu governo.
— Com Agências de Notícias
Primeiro evento de Flávio Bolsonaro como candidato oficial foi em Itapetininga (SP) neste sábado (08)
08/08/2026
Foi anunciado como um ato com o objetivo de “discutir políticas públicas para as mulheres, com as mulheres”, apesar de ter muitos homens entre os presentes. O evento consistiu no primeiro comício de fim-de-semana em que o senador compareceu desde que anunciou o candidato a vice-presidente em sua chapa, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).
Desafio do voto feminino
O voto feminino tem sido um desafio para Flávio Bolsonaro nas pesquisas, especialmente depois de Michele Bolsonaro (PL-DF), sua madrasta, tê-lo criticado em um vídeo. A ex-primeira-dama selou as pazes com o candidato de maneira protocolar depois d...
O senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo partido Liberal (PL), participou de um comício em Itapetininga, no interior de São Paulo, voltado ao eleitorado feminino, na manhã deste sábado (08/08). O encontro, intitulado ‘ Café Entre Elas’ foi promovido pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ex-prefeita da cidade.
Foi anunciado como um ato com o objetivo de “discutir políticas públicas para as mulheres, com as mulheres”, apesar de ter muitos homens entre os presentes. O evento consistiu no primeiro comício de fim-de-semana em que o senador compareceu desde que anunciou o candidato a vice-presidente em sua chapa, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).
Desafio do voto feminino
O voto feminino tem sido um desafio para Flávio Bolsonaro nas pesquisas, especialmente depois de Michele Bolsonaro (PL-DF), sua madrasta, tê-lo criticado em um vídeo. A ex-primeira-dama selou as pazes com o candidato de maneira protocolar depois do episódio, mas tem evitado aparecer em público ao seu lado.
Com dificuldade de articular eventos com o PL Mulher, programa do partido liderado por Michele para atrair candidaturas femininas, Flávio fez seu primeiro evento voltado a mulheres com o PP, que tem sua própria iniciativa de gênero, o Mulheres Progressistas, do qual Simone Marquetto faz parte.
O partido da deputada, que não fechou aliança com o PL para palanques nacionais, também não tem mulheres concorrendo a cargos majoritários em São Paulo. O evento em Itapetininga contou com políticos e prefeitos do sudoeste de São Paulo.
— Com Agências de Notícias