Recife - A voz da esquerda da esquerda procura ser ouvida sem tempo de TV e sem fundo eleitoral
03/09/2024
A Unidade Popular pelo Socialismo - UP, é um partido de trabalhadores e pobres que defende o poder popular e o socialismo. É radicalmente contrário a lógica política dos partidos que defendem os interesses da burguesia e dos que se aliam e conciliam com a burguesia com fins oportunistas e eleitorais. Nosso compromisso de luta é com a maioria do povo brasileiro pobre e explorada. Buscamos alianças com os movimentos sociais que travam a luta de classes nos sindicatos autênticos, nos movimentos por moradia e reforma agrária, nas lutas dos jovens, das mulheres, dos negros, indígenas e LGBTQI+ por igualdade e dignidade.
Nova sociedade
Defendemos uma nova sociedade com os trabalhadores no controle do poder dos meios de produção e do Estado, a democracia popular e material que vai além do arremedo formal e retórica dos liberais com as abissais desigualdades econômicas sociais cada vez maiores entre ricos e po...
A Unidade Popular pelo Socialismo - UP, é um partido de trabalhadores e pobres que defende o poder popular e o socialismo. É radicalmente contrário a lógica política dos partidos que defendem os interesses da burguesia e dos que se aliam e conciliam com a burguesia com fins oportunistas e eleitorais. Nosso compromisso de luta é com a maioria do povo brasileiro pobre e explorada. Buscamos alianças com os movimentos sociais que travam a luta de classes nos sindicatos autênticos, nos movimentos por moradia e reforma agrária, nas lutas dos jovens, das mulheres, dos negros, indígenas e LGBTQI+ por igualdade e dignidade.
Nova sociedade
Defendemos uma nova sociedade com os trabalhadores no controle do poder dos meios de produção e do Estado, a democracia popular e material que vai além do arremedo formal e retórica dos liberais com as abissais desigualdades econômicas sociais cada vez maiores entre ricos e pobres. Retirando o poder econômico dos banqueiros e dos monopólios capitalistas, a burguesia exploradora e o seu estado opressor perde o seu poder político e definha.
O Recife
A prefeitura do Recife não governa para a maioria pobre dos 94 bairros da cidades-sede. É governança de ricos para os ricos. Com um déficit habitacional de 70 mil moradias e tempo média de espera de hospital público de 1 ano, gasta dinheiro caiando praças e em festejos na típica política do circo sem pão. Pagou milhões da dívida pública municipal, segundo o Portal da transparência.
A opção
A Prefeita Ludmila Outtes, candidata da UP, aplicaria esse dinheiro em habitação, educação, saúde e saneamento básico. O Prefeito da dinastia Campos anistiou dívidas de IPTU dos casarões do centro do Recife. De imóveis abandonados e destinados à especulação. A UP desapropriaria os imóveis para abrigar as famílias e pessoas em situação de rua na cidade. A lógica capitalista é perversa: quem pode pagar, recebe perdão – grandes proprietários, banqueiros, agronegócio, etc. Quem tem pouco ou quase nada paga a conta. Os trabalhadores pobres, os moradores da periferia pagam o IPTU. O trabalhador de entregas paga os impostos, os juros da alienação fiduciária ao banco ou perde a sua moto ou veículo instrumento de trabalho. Já os donos de iates e de helicópteros estão isentos de do IPVA.
Luta permanente
A UP trabalha todos os dias do ano e não apenas durante a eleição para denunciar essa lógica criminosa e organizar a população que ainda não tem consciência de seu poder. Mas é capaz de assumir as rédeas do seu destino sem precisar de patrões exploradores. O dono da fábrica pode morar noutro país e a fábrica produz riquezas, porque os verdadeiros produtores são os trabalhadores e trabalhadoras. Se estes param meia hora, as fábricas deixam de produzir.
Alianças
Nossas alianças são estratégicas, não fazemos alianças espúrias ou a qualquer preço. Escolhemos o campo da esquerda autêntica, e isso passa por compromissos programáticos definidos. Em bases republicanas de baixo para cima, como fazemos com os sindicalistas do Movimento Luta de Classes; do Movimento de luta por moradia digna, MLB; da organização de Mulheres Olga Benário; da juventude estudantil rebelião e vários combatentes sociais da luta contra a Ditadura e o fascismo em nosso país.
Estatização
No contraponto das privatizações do neoliberalismo hegemônico defendemos o patrimônio público do povo e a reestatização de empresas “entregues aos amigos do rei”, em detrimento da maioria. Os serviços das empresas privatizadas são mais caros e piores. Caso da energia da Celpe, vide exemplo da Vale do Rio Doce, no Recife e em todo Brasil. O burguês visa o lucro e não a servir à população. Obviamente, aplicaremos mais investimentos e melhoraremos os serviços públicos de habitação, saúde, educação, transporte, energia e água, colocando o dinheiro do povo a serviço do povo. Dinheiro que virá da suspensão imediata do pagamento da dívida pública, essa sangria contra o povo brasileiro. Mais de 50% do PIB é para pagar os agiotas da banca internacional.
Propostas
Defendemos a taxação das grandes fortunas e as reformas urbana e agrária. Os serviços públicos do Recife privatizados são caros e de má qualidade. O prefeito atual privatiza o bairro histórico e beneficia os mais ricos. O abastecimento de água, fornecimento de luz, esgotamento sanitário, os transporte coletivo nos 94 bairros da cidade são precários, serviços caros e de péssima qualidade. Defendemos a gratuidade da tarifa de transporte para estudantes, hipossuficientes e idosos. A ampliação de linhas de ônibus e do metrô e a climatização desses transportes públicos. A paridade do dos salários servidores públicos, sem privilégios, inclusive para Prefeitos, Secretários e Vereadores.
Voto útil
É mais uma manobra ideológica da burguesia para se perpetuar no poder, ademais da legislação eleitoral que trata os partidos de forma desigual. A UP não dispõe de tempo de TV, nem do fundo eleitoral. A “democracia” abre espaço aos palhaços e estelionatários – Tiriricas e falsos padres a iludirem o povo e cerceiam tempo no horário eleitoral a um partido orgânico, anticapitalista e antifascista. Tal política não serve à maioria do povo e lutamos para transformá-la.
*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do diretório nacional da UP.

Leia outras informações
Ministério Público/PB pede bloqueio de bens da secretária de Lucas por desvios no caso Hospital Padre Zé
12/06/2026
Quem é
Pollyanna é veterinária, gestora pública e política. Foi auxiliar de confiança de João Azevêdo. Atualmente, exerce a função de secretária de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH) da Paraíba, no governo Lucas Ribeiro.
Na petição inicial
O Ministério Público afirma que Poliana Dutra integrou o chamado núcleo político-administrativo do esquema investigado. Segundo a acusação, a ex-secretária teria anuído com a continuidade das irregul...
Uma personagem da confiança de João Azevedo, ex, e Lucas Ribeiro, atual governador. Um rolo antigo, o escândalo do Hospital Padre Zé. O Ministério Público da Paraíba pediu à Justiça o bloqueio de bens de Poliana Dutra no âmbito de uma nova ação civil de improbidade administrativa que apura supostos desvios de recursos públicos ligados ao Hospital Padre Zé e ao Instituto São José. A ação tem valor de causa de R$ 31.174.100,00 e tramita na 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital.
Quem é
Pollyanna é veterinária, gestora pública e política. Foi auxiliar de confiança de João Azevêdo. Atualmente, exerce a função de secretária de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH) da Paraíba, no governo Lucas Ribeiro.
Na petição inicial
O Ministério Público afirma que Poliana Dutra integrou o chamado núcleo político-administrativo do esquema investigado. Segundo a acusação, a ex-secretária teria anuído com a continuidade das irregularidades e ajustado o recebimento de propinas que, conforme o MP, teriam chegado a R$ 70 mil em espécie.
O pedido é pesado
O Ministério Público quer a decretação da indisponibilidade de bens, contas bancárias, veículos e demais ativos financeiros dos acionados, de forma solidária, até o limite necessário para garantir o ressarcimento ao erário. O valor provisório apontado para bloqueio é de R$ 11.174.100,00, montante que, segundo a peça, corresponde ao dano material consolidado pelo Tribunal de Contas da Paraíba.
A ação
Também pede a condenação dos envolvidos ao pagamento de R$ 20 milhões por dano moral coletivo, sob o argumento de que os supostos desvios atingiram não apenas os cofres públicos, mas a confiança da sociedade na destinação de recursos voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade.
O caso
Tem como figura central o padre Egídio, apontado pelo Ministério Público como principal beneficiário de um esquema de desvio e apropriação de recursos públicos e privados destinados a ações sociais, alimentação e atendimento de pessoas carentes. A acusação sustenta que verbas públicas repassadas por meio de convênios eram desviadas por meio de triangulações bancárias, pagamentos simulados, notas fiscais suspeitas e repasses em espécie.
Em relação a Poliana Dutra
O Ministério Público afirma que sua conduta não teria sido mera falha administrativa, mas participação dolosa em um esquema que dependia de blindagem política e administrativa para seguir operando. A peça sustenta que agentes públicos teriam atuado para permitir a liberação e a manutenção de repasses milionários sem o devido controle sobre a execução dos convênios.
O MP também pede
A perda de eventual função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil, proibição de contratar com o poder público e ressarcimento integral dos valores apontados como desviados.
Direito de defesa
A ação ainda será analisada pela Justiça. Poliana Dutra e padre Egídio poderão apresentar defesa no processo.
NR - Todos os citados terão o mais amplo espaço para suas manifestações, caso queiram.
É Findi - Crônica de um Dia Frio - Por Ana Pottes*
12/06/2026
Chove. Gosto de ouvir o som dos pingos nas janelas desse apartamento do sétimo andar. O barulho desperta o desejo de me aquietar entre o macio e o morno das cobertas, com o pensamento a despencar no vazio.
Nesses tempos os dias amanhecem mais tarde e me deixo invadir pela letargia da preguiça, enquanto as noites antecipam o entardecer embalando os meus sonos, juntamente com o das galinhas – as de antigamente.
Não há TV ou qualquer outro eletrônico que me abra os olhos. Aliás, eles têm um efeito sonífero sobre mim. Cochilo enrolada em um cantinho do sofá enquanto o som da TV invade meus sonhos, inventando história...
O mês de maio findou há tão poucas luas e se foi meio chorado, entregando um junho torrencial. Manhãs cinzentas e horas que escoam tal qual as águas das chuvas. Os dias seguem seu ritmo, quando me dou conta de que já se foram sete deles. Em tempos de ventos fortes e frios, a alma pede refúgio nos sonhos de verão, para se aquecer.
Chove. Gosto de ouvir o som dos pingos nas janelas desse apartamento do sétimo andar. O barulho desperta o desejo de me aquietar entre o macio e o morno das cobertas, com o pensamento a despencar no vazio.
Nesses tempos os dias amanhecem mais tarde e me deixo invadir pela letargia da preguiça, enquanto as noites antecipam o entardecer embalando os meus sonos, juntamente com o das galinhas – as de antigamente.
Não há TV ou qualquer outro eletrônico que me abra os olhos. Aliás, eles têm um efeito sonífero sobre mim. Cochilo enrolada em um cantinho do sofá enquanto o som da TV invade meus sonhos, inventando histórias mirabolantes. Quando desperto, com o livro da vez nas mãos, entre uma linha e outra, vou empurrando o tempo frio para a frente. Agora releio Cora Coralina, cujo poemar me aquece o coração, enquanto escuto os risos e gritos da euforia infantil no parquinho do prédio vizinho. Penso que as mães descansam os ouvidos e o juízo e seguem implorando que a segunda-feira chegue mais rápido.
A chuva deu uma trégua. Hoje é um dia cinza e frio. Os gatos dormem enroscados nas suas caminhas. Em algum momento eles acordam, se espreguiçam feito elástico e, vagarosamente, vão até o potinho da ração. Comem. Depois andam até o bebedouro, saciam a sede e ficam olhando o tempo. Às vezes acredito que enxergam os segundos, minutos e as horas deslizando por sobre o piso e as paredes desse nosso espaço de convivência. Creio que esse é o estopim para as brincadeiras, pois do nada desatam em corridas desenfreadas pelo corredor, quartos e outros lugares da casa. Um é o perseguidor e, quando retornam, a perseguição se inverteu. O revezamento prossegue até que, depois de um tempo, como se concluíssem um ritual felino, se acomodam buscando cantinhos para dormitar e ronronar. Às vezes separados, mas quase sempre enovelados, buscando o calor do aconchego.
Hoje é domingo. Uma tarde de junho. Um dia frio.
Em dias assim gosto de seguir o conselho de Djavan...
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes

É Findi - Minha Ninfa - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
12/06/2026
em versos descrever,
tua beleza, minha paixão,
as carícias de tuas meigas mãos.
A sutileza dos beijos teus,
meus lábios acariciando;
lindas palavras murmurando,
como se eu fora disfarçado Zeus.
Teus seios, meu regaço,
minha fonte de prazer;
me deleito, é completo o êxtase.
Do Olimpo te abduzi:
jamais posso te perder;
és meu amor, meu desiderato.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
Um poeta quisera ser,
em versos descrever,
tua beleza, minha paixão,
as carícias de tuas meigas mãos.
A sutileza dos beijos teus,
meus lábios acariciando;
lindas palavras murmurando,
como se eu fora disfarçado Zeus.

Teus seios, meu regaço,
minha fonte de prazer;
me deleito, é completo o êxtase.
Do Olimpo te abduzi:
jamais posso te perder;
és meu amor, meu desiderato.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

É Findi - A beleza das Cartas de Amor… - Por Ina Melo*
12/06/2026
“Eu te beijo as mãos, minha amiga, tu que me proporcionas prazeres tão elevados e tão ardentes. Perto de ti, minha alma se torna forte e poderosa e apesar dessa fúria amorosa, te respeito mais que tudo na vida. Respeito o teu caráter, Camille querida. És a razão da minha paixão. Não me trates com tanta impiedade, eu te peço tão pouco.”()
Com essas belas palavras de um grande amante, escrevo essas divagações para que levem a esperança e a fé, aquelas pessoas tristes que não acreditam no amor. Parem e olhem, ele estar à nossa volta no riso puro e inocente das crianças, no toque gelado dos idosos abandonados, no brilho do sol, nas nuances coloridas das ondas do mar, na face iluminada da lua e na imensidão do céu estrelado. O amor é vida, é música, é uma flor brotando da terra em plena Primavera. Assim, nunca digam que ele não existe, pois é o Amor de Deus que nos mantém vivos nesse mundo.
...
Carta de Rodin a Camille Claudel
“Eu te beijo as mãos, minha amiga, tu que me proporcionas prazeres tão elevados e tão ardentes. Perto de ti, minha alma se torna forte e poderosa e apesar dessa fúria amorosa, te respeito mais que tudo na vida. Respeito o teu caráter, Camille querida. És a razão da minha paixão. Não me trates com tanta impiedade, eu te peço tão pouco.”()
Com essas belas palavras de um grande amante, escrevo essas divagações para que levem a esperança e a fé, aquelas pessoas tristes que não acreditam no amor. Parem e olhem, ele estar à nossa volta no riso puro e inocente das crianças, no toque gelado dos idosos abandonados, no brilho do sol, nas nuances coloridas das ondas do mar, na face iluminada da lua e na imensidão do céu estrelado. O amor é vida, é música, é uma flor brotando da terra em plena Primavera. Assim, nunca digam que ele não existe, pois é o Amor de Deus que nos mantém vivos nesse mundo.
*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016

É Findi - Travessia - Poema - Por Felipe Bezerra*
12/06/2026
nesse exato instante
é absolutamente insignificante
da eternidade diante
Exceto para ti, teus familiares
e para a humanidade,
que, a partir do teu ato,
não serão como antes
A vida exige coragem,
o amor a única chave,
a mentira não supera a verdade,
e o caminho é ser caminhante.
*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza
O que tu fazes
nesse exato instante
é absolutamente insignificante
da eternidade diante
Exceto para ti, teus familiares
e para a humanidade,
que, a partir do teu ato,
não serão como antes
A vida exige coragem,
o amor a única chave,
a mentira não supera a verdade,
e o caminho é ser caminhante.
*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza
É Findi - Falando de Namoro e da Copa, Romero Falcão* e suas Crônicas em Dose Dupla
12/06/2026
Namoro
Namorido
Namoro pra todas as tribos
Namoro cabeludo
Namoro compartilhado, assumido
Namoro não mais escondido
Namoro mais humano, divertido
Namoro irreverente, diferente,
quando foge da forma da gente
Casado com tesão de namoro
Namoro papai com mamãe decente
Namoro bagunçado,
mas selvagem como deve ser
Cavalo disparado,
galopando a lua ao amanhecer
Namoro comportado,
predestinado como antigamente
Cobra sem veneno,
suave ao dente
Namoro para o Dia dos Namorados
Namorados mais amados,
seja com quem for
O dia é só calendário
no amor que faz do pântano
um escândalo de flor
39 Copos de Copa - Crônica
A bola rolou
E a bala parou de matar?
Para o Dia dos Namorados - Crônica Poética
Namoro
Namorido
Namoro pra todas as tribos
Namoro cabeludo
Namoro compartilhado, assumido
Namoro não mais escondido
Namoro mais humano, divertido
Namoro irreverente, diferente,
quando foge da forma da gente
Casado com tesão de namoro
Namoro papai com mamãe decente
Namoro bagunçado,
mas selvagem como deve ser
Cavalo disparado,
galopando a lua ao amanhecer
Namoro comportado,
predestinado como antigamente
Cobra sem veneno,
suave ao dente
Namoro para o Dia dos Namorados
Namorados mais amados,
seja com quem for
O dia é só calendário
no amor que faz do pântano
um escândalo de flor

39 Copos de Copa - Crônica
A bola rolou
E a bala parou de matar?
Confesso, leitor, já fui torcedor
daquele irracional , infantil
que até pede a Deus pela seleção do Brasil
Na Copa do Mundo o santo é forte
futebol e religião viram norte
Não sei qual opinião do Papa
Só sei que não sou cronista esportivo
e trago este alívio de poder escrever besteira
Mas prometo me programar
Entrar no modo Copa do Mundo
Comprar uma TV 75 polegadas
em doze prestações
Sofrer
testar o músculo cardíaco
Assistir ao mundial
com ufana euforia
Cultuar o sagrado verde e amarelo
Coração patriota
A bola o botão da camisa
tudo enfeitado numa combinação precisa
E durante os 39 dias de torcedor feliz
serei fábrica de sorrisos
um exemplar cidadão do mundo
Não lerei um único livro
Nem política no jornal
Não quero saber de guerra
Nem das maldades dos podres poderosos
Não irei ao cinema
Não tomarei vinho
Só 39 copos de Copa
e depois da ressaca, tudo que fica
é a lembrança da marca que o mercado glorifica
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

É Findi – A Maior Invenção de Deus – Croni-poema, por Xico Bizerra*
12/06/2026
Neto é a maior invenção de Deus. Acho até que, impossível, eles deveriam vir antes dos filhos para nos pegar mais jovem, possibilitando melhor curtição dos risos, corre-corres e guerra de almofadas que promovem. Na segunda, Quando a casa retoma o tamanho antigo, a gente abraça a saudade rezando para que o outro fim-de-semana seja amanhã e que eles estejam de volta.
Para eles eu fiz LÉOS, VINAS e BERNARDOS, também no repertório de nosso disco de Samba, em gestação, MEU SAMBA É ASSIM. Eu digo:
o amanhã é de vocês: Léo, Vinícius e Bernardo,
voem livres, soltos, sem cordas ou cadeados
que cresçam felizes, sem medos, temores,
cantando amores, a...
A casa toda arrumada, aquela coisa chata de cada coisa em seu lugar. É sexta e eles só chegam amanhã. O riso de alegria já começa no canto do olho: sei o que é isso quando me olho no espelho, nas minhas manhãs do sábado, à espera de LEONARDO, VINÍCIUS e BERNARDO.
Neto é a maior invenção de Deus. Acho até que, impossível, eles deveriam vir antes dos filhos para nos pegar mais jovem, possibilitando melhor curtição dos risos, corre-corres e guerra de almofadas que promovem. Na segunda, Quando a casa retoma o tamanho antigo, a gente abraça a saudade rezando para que o outro fim-de-semana seja amanhã e que eles estejam de volta.
Para eles eu fiz LÉOS, VINAS e BERNARDOS, também no repertório de nosso disco de Samba, em gestação, MEU SAMBA É ASSIM. Eu digo:
o amanhã é de vocês: Léo, Vinícius e Bernardo,
voem livres, soltos, sem cordas ou cadeados
que cresçam felizes, sem medos, temores,
cantando amores, andando e sorrindo,
falando de flores, seguindo a canção,
a paz ganhadora vencendo o canhão
o vinho amargo será derramado,
presente abraçado, futuro porvir,
sabendo que o céu se escuro se vê
é um dia mais claro que está por nascer
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico

É Findi – No Dia dos Namorados, Iraquitan Palmares* chega em Dose Dupla
12/06/2026
Queria
Escrever-te
Um poema hoje
Falando do
Meu amor por ti
Como não
Encontrei
Palavras
Suficientemente
Adequadas
Decidi
Entregar-te
Minh'alma
Com teu nome
Tatuado
Palmares 147 anos, Parabéns!
É da tua natureza
Ser resistência
É da tua natureza
Ser bravura!
E da tua natureza
Ser o amor que aplaca
À alma da gente
Como tatuagem que
Marca nossa existência...
É da tua natureza
Resistir e sobreviver
Às intempéries do tempo
E aos governantes vís
Tudo passa!
Todos passam!
E tu, imponente!
Com garbo completas hoje
147 anos de pura lealdade
A tua natureza!
Natureza de ser
Terra de Cultur...
Tatuagem
Queria
Escrever-te
Um poema hoje
Falando do
Meu amor por ti
Como não
Encontrei
Palavras
Suficientemente
Adequadas
Decidi
Entregar-te
Minh'alma
Com teu nome
Tatuado

Palmares 147 anos, Parabéns!
É da tua natureza
Ser resistência
É da tua natureza
Ser bravura!
E da tua natureza
Ser o amor que aplaca
À alma da gente
Como tatuagem que
Marca nossa existência...
É da tua natureza
Resistir e sobreviver
Às intempéries do tempo
E aos governantes vís
Tudo passa!
Todos passam!
E tu, imponente!
Com garbo completas hoje
147 anos de pura lealdade
A tua natureza!
Natureza de ser
Terra de Cultura
E de grandeza!
*Iraquitan Palmares, pernambucano de Palmares erradicado na região metropolitana de Brasília-DF há 21 anos, poeta, teatrólogo atuando como ator e professor de teatro no Grupo Cultural Obará no DF, com oito livros publicados e com três no prelo para publicação. @iraquitanoliveirada

É Findi - Malude Maciel* chega hoje em Dose Dupla com Homenagem aos Namorado
12/06/2026
O amor aparece
Oh! Quanta alegria!
Chegou o grande dia
Da maior ventura
Promete que dura
Toda a eternidade
Parece verdade
Essa coisa pura.
É luz,
Estrela,
Toda claridade,
Sonho benfazejo,
Felicidade.
Primeiro beijo
Hoje lhe dei
Um beijo
Como meu primeiro:
Meio tímido
Meio apressado
Desajeitado
Meio suado
Meio adoçado
Deslumbrado
Meio louco
Meio culpado
Apaixonado
Para sempre
Relembrado.
Histórias Verídicas - Crônica
As histórias que a vida nos conta são interessantes e memoráveis, o inconsciente grava para sempre os pormenores e, de vez em quando, chega aquela memória como se tivesse acontecido naquele instante, pois...
Primeiro amor - Poema pelo Dia dos namorados
O amor aparece
Oh! Quanta alegria!
Chegou o grande dia
Da maior ventura
Promete que dura
Toda a eternidade
Parece verdade
Essa coisa pura.
É luz,
Estrela,
Toda claridade,
Sonho benfazejo,
Felicidade.
Primeiro beijo
Hoje lhe dei
Um beijo
Como meu primeiro:
Meio tímido
Meio apressado
Desajeitado
Meio suado
Meio adoçado
Deslumbrado
Meio louco
Meio culpado
Apaixonado
Para sempre
Relembrado.

Histórias Verídicas - Crônica
As histórias que a vida nos conta são interessantes e memoráveis, o inconsciente grava para sempre os pormenores e, de vez em quando, chega aquela memória como se tivesse acontecido naquele instante, pois o subconsciente está no presente o tempo todo. Há lembranças de fatos que vivenciamos ou ouvimos dizer que carregamos por toda a existência.
Comigo essas coisas foram marcantes porque meus pais costumavam contar ocorrências de suas próprias vidas, nas conversas cotidianas, principalmente meu pai. Ele, às vezes, repetia tais depoimentos, e nós, com mentes férteis, assimilávamos, com detalhes, tais relatos.
Registros fiéis
Ainda hoje, depois de tantos anos, sou capaz de relembrar de alguns fatos que me foram contados com fidelidade por quem exercia uma autoridade paternal e constituía a figura mais emblemática no meu psiquismo infantil. São muitas narrativas guardadas, mas irei me deter numa simples recordação que hoje me veio à baila.
Fatos expostos
Na época, o jovem casal (papai e mamãe), recém-casados, tendo apenas a primogênita, que era eu, residíamos na rua Dr. José Mariano, em Caruaru, e ali pertinho havia a rua Júlio de Melo onde era localizado o Grupo Escolar Prof. Vicente Monteiro (onde depois vim a estudar o curso primário), com um enorme terreno em frente, onde atualmente existe a Praça das crianças, tendo ao lado a Fábrica de caroá, hoje Espaço Cultural Tancredo Neves. Era o local escolhido e propício para a armação de companhias circenses que visitavam a cidade.
Contaram-me que numa certa vez a família foi ver um tal Circo (daqueles feitos de lona), que teria se instalado no determinado local, tendo antes percorrido as artérias adjacentes na sua propaganda chamativa de público com palhaços dançando e cantando: "hoje tem espetáculo? Tem sim, senhor" e isso havia despertado o interesse dos meus genitores que me levaram no colo, como bebê que eu era.
Mascotes do circo
À época ainda eram utilizados vários animais nas apresentações circenses e, como tal, alguns deles figuravam em suas jaulas e correntes, bem à vista dos curiosos. O mais destacado era um casal de elefantes e nesse pormenor fica o suspense do fato curioso.
Não sei o porquê do domador inventar de separar o macho da fêmea naquela ocasião, mas um estava a alguns metros de distância, cada qual acorrentado supondo-se segurança.
A multidão
O povo, na curiosidade e confiando nos cuidados do pessoal do circo, ficava o mais próximo possível, admirando não somente os elefantes, mas também os leões, as zebras, os cavalos, etc. Meus pais se achavam numa calçada aproximada, observando o movimento.
Eis que de repente, houve um alvoroço total e as pessoas corriam, desencontradas, como num: "salve-se quem puder", deixando uma interrogação no ar e algumas afirmativas apavorantes, dando conta de que o elefante macho estava solto, quebrara as amarras e seguia livremente sem controle. A grita foi geral!
Correria
Meu pai, apavorado, tomando conta da esposa e da filha pequena, correu em busca de abrigo numa residência próxima, até que os ânimos esfriaram e se pôde saber, na verdade, o que se passou.
Constatação
Após o grande susto, constataram que o elefante não gostando da separação imposta à sua parceira, simplesmente cortou a frágil atadura e saiu, tranquilo, para o lado da companheira. Talvez uma coisa banal, no entanto, quem poderia saber o que aquele gigantesco animal seria capaz de aprontar, diante de uma multidão de estranhos?
Pernas, pra que lhes quero?
Vamos em frente que atrás vem gente.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel

É Findi – Lírica Ascensiana - Por Poeta Pica-Pau*
12/06/2026
Qui o sinhô na força da lua cheia você vai despachar um catimbó?
Oxente Ome! pois num é
Mestre Carlos, mestre Carlos, vá mas num vá só,se eu pudesse tava lá, já que não da
leva Nana Nanana, e a mulata sarará, pode deixar, pode deixar
oh mestre Carlos, se eu pudesse também ia
É despacho de amor? Não, não, não sinhô
É pra Oropa, França e Bahia
é qui tem uma flor fenecida Qui no turno noturno nós ressuscita,
E com a história pátria que vivi na minha escola negramente
Caboclamente, portuguesamente, nós ia pra roça, e na magia do toré a safra era boa
E lá nós sirria, sirria, das bordaduras da saia das morenas dos cabelos Csacheados
Bate a inxada ome limpa o mato
É q'eu tô na filosofia arretada de boa, só pernas pru ar, já sei, qué vadiar
Oxente! Tem coisa...
Mestre Carlos, Mestre Carlos, um passarinho verde me contou
Qui o sinhô na força da lua cheia você vai despachar um catimbó?
Oxente Ome! pois num é
Mestre Carlos, mestre Carlos, vá mas num vá só,se eu pudesse tava lá, já que não da
leva Nana Nanana, e a mulata sarará, pode deixar, pode deixar
oh mestre Carlos, se eu pudesse também ia
É despacho de amor? Não, não, não sinhô
É pra Oropa, França e Bahia
é qui tem uma flor fenecida Qui no turno noturno nós ressuscita,
E com a história pátria que vivi na minha escola negramente
Caboclamente, portuguesamente, nós ia pra roça, e na magia do toré a safra era boa
E lá nós sirria, sirria, das bordaduras da saia das morenas dos cabelos Csacheados
Bate a inxada ome limpa o mato
É q'eu tô na filosofia arretada de boa, só pernas pru ar, já sei, qué vadiar
Oxente! Tem coisa mió tem?, sei não
Vamos pra sucessão de São Pedro? já tá pra chegar, tô sabendo, tô sabendo
Vai ter pega de boi, maracatu, xenheeem, e cavalhada
A festa é grande a farra é boa, bora cambada. taca perfume qui a farra é boa
A final nossa predestinação é forrozar, Deus te ouça
Oxente ome visse assombração, seu sacana?
Vi Ascenso num partido de cana caiana correndo atrás do trem de alagoas
Vixe Maria, meu deus! Nós num tamo só
Tem um trem carregado de poemas, saudades e lembranças
De Ascenso Ferreira, o poeta maior. que disse
Adeus, eu voltarei, ao sol da primavera.
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau
