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Recife - A voz da esquerda da esquerda procura ser ouvida sem tempo de TV e sem fundo eleitoral

03/09/2024

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Por Natanael Sarmento*

A Unidade Popular pelo Socialismo - UP, é um partido de trabalhadores e pobres que defende o poder popular e o socialismo. É radicalmente contrário a lógica política dos partidos que defendem os interesses da burguesia e dos que se aliam e conciliam com a burguesia com fins oportunistas e eleitorais. Nosso compromisso de luta é com a maioria do povo brasileiro pobre e explorada. Buscamos alianças com os movimentos sociais que travam a luta de classes nos sindicatos autênticos, nos movimentos por moradia e reforma agrária, nas lutas dos jovens, das mulheres, dos negros, indígenas e LGBTQI+ por igualdade e dignidade.

Nova sociedade

Defendemos uma nova sociedade com os trabalhadores no controle do poder dos meios de produção e do Estado, a democracia popular e material que vai além do arremedo formal e retórica dos liberais com as abissais desigualdades econômicas sociais cada vez maiores entre ricos e po...

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Por Natanael Sarmento*

A Unidade Popular pelo Socialismo - UP, é um partido de trabalhadores e pobres que defende o poder popular e o socialismo. É radicalmente contrário a lógica política dos partidos que defendem os interesses da burguesia e dos que se aliam e conciliam com a burguesia com fins oportunistas e eleitorais. Nosso compromisso de luta é com a maioria do povo brasileiro pobre e explorada. Buscamos alianças com os movimentos sociais que travam a luta de classes nos sindicatos autênticos, nos movimentos por moradia e reforma agrária, nas lutas dos jovens, das mulheres, dos negros, indígenas e LGBTQI+ por igualdade e dignidade.

Nova sociedade

Defendemos uma nova sociedade com os trabalhadores no controle do poder dos meios de produção e do Estado, a democracia popular e material que vai além do arremedo formal e retórica dos liberais com as abissais desigualdades econômicas sociais cada vez maiores entre ricos e pobres. Retirando o poder econômico dos banqueiros e dos monopólios capitalistas, a burguesia exploradora e o seu estado opressor perde o seu poder político e definha.

O Recife

A prefeitura do Recife não governa para a maioria pobre dos 94 bairros da cidades-sede. É governança de ricos para os ricos. Com um déficit habitacional de 70 mil moradias e tempo média de espera de hospital público de 1 ano, gasta dinheiro caiando praças e em festejos na típica política do circo sem pão. Pagou milhões da dívida pública municipal, segundo o Portal da transparência.

A opção

A Prefeita Ludmila Outtes, candidata da UP, aplicaria esse dinheiro em habitação, educação, saúde e saneamento básico. O Prefeito da dinastia Campos anistiou dívidas de IPTU dos casarões do centro do Recife. De imóveis abandonados e destinados à especulação. A UP desapropriaria os imóveis para abrigar as famílias e pessoas em situação de rua na cidade. A lógica capitalista é perversa: quem pode pagar, recebe perdão – grandes proprietários, banqueiros, agronegócio, etc. Quem tem pouco ou quase nada paga a conta. Os trabalhadores pobres, os moradores da periferia pagam o IPTU. O trabalhador de entregas paga os impostos, os juros da alienação fiduciária ao banco ou perde a sua moto ou veículo instrumento de trabalho. Já os donos de iates e de helicópteros estão isentos de do IPVA.

Luta permanente

A UP trabalha todos os dias do ano e não apenas durante a eleição para denunciar essa lógica criminosa e organizar a população que ainda não tem consciência de seu poder. Mas é capaz de assumir as rédeas do seu destino sem precisar de patrões exploradores. O dono da fábrica pode morar noutro país e a fábrica produz riquezas, porque os verdadeiros produtores são os trabalhadores e trabalhadoras. Se estes param meia hora, as fábricas deixam de produzir.

Alianças

Nossas alianças são estratégicas, não fazemos alianças espúrias ou a qualquer preço. Escolhemos o campo da esquerda autêntica, e isso passa por compromissos programáticos definidos. Em bases republicanas de baixo para cima, como fazemos com os sindicalistas do Movimento Luta de Classes; do Movimento de luta por moradia digna, MLB; da organização de Mulheres Olga Benário; da juventude estudantil rebelião e vários combatentes sociais da luta contra a Ditadura e o fascismo em nosso país.

Estatização

No contraponto das privatizações do neoliberalismo hegemônico defendemos o patrimônio público do povo e a reestatização de empresas “entregues aos amigos do rei”, em detrimento da maioria. Os serviços das empresas privatizadas são mais caros e piores. Caso da energia da Celpe, vide exemplo da Vale do Rio Doce, no Recife e em todo Brasil. O burguês visa o lucro e não a servir à população. Obviamente, aplicaremos mais investimentos e melhoraremos os serviços públicos de habitação, saúde, educação, transporte, energia e água, colocando o dinheiro do povo a serviço do povo. Dinheiro que virá da suspensão imediata do pagamento da dívida pública, essa sangria contra o povo brasileiro. Mais de 50% do PIB é para pagar os agiotas da banca internacional.

Propostas

Defendemos a taxação das grandes fortunas e as reformas urbana e agrária. Os serviços públicos do Recife privatizados são caros e de má qualidade. O prefeito atual privatiza o bairro histórico e beneficia os mais ricos. O abastecimento de água, fornecimento de luz, esgotamento sanitário, os transporte coletivo nos 94 bairros da cidade são precários, serviços caros e de péssima qualidade. Defendemos a gratuidade da tarifa de transporte para estudantes, hipossuficientes e idosos. A ampliação de linhas de ônibus e do metrô e a climatização desses transportes públicos. A paridade do dos salários servidores públicos, sem privilégios, inclusive para Prefeitos, Secretários e Vereadores.

Voto útil

É mais uma manobra ideológica da burguesia para se perpetuar no poder, ademais da legislação eleitoral que trata os partidos de forma desigual. A UP não dispõe de tempo de TV, nem do fundo eleitoral. A “democracia” abre espaço aos palhaços e estelionatários – Tiriricas e falsos padres a iludirem o povo e cerceiam tempo no horário eleitoral a um partido orgânico, anticapitalista e antifascista. Tal política não serve à maioria do povo e lutamos para transformá-la.

*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do diretório nacional da UP.

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Leia outras informações

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‘Juventude e Clima: Vozes do Futuro’, novo livro do pernambucano Elimar Nascimento, será lançado quarta-feira (23) no Recife

19/09/2026

Da Redação

O sociólogo, pesquisador e professor pernambucano Elimar Pinheiro do Nascimento, que leciona na Universidade de Brasília (unB) e na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), lança na próxima quarta-feira (23/09) no Recife o livro "Juventude e Clima: Vozes do Futuro”, organizado por ele juntamente com o pesquisador da Alfredo Pena-Vega, da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris.

O lançamento será no Centro Josué de Castro, localizado no bairro da Boa Vista, a partir das 17 horas. Na ocasião, haverá palestra do autor. Publicada pela editora Cortez, a obra ficou entre os cinco finalistas do Prêmio Jabuti na área de ciências ambientais. Ressalta que a crise climática é uma consequência direta do atual sistema de produção, consumo e valores da sociedade, exigindo protagonismo urgente das novas gerações.

Pacto pela juventude e pelo clima

Dividido em quatro partes, o livro conta com colaboração de ci...

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Da Redação

O sociólogo, pesquisador e professor pernambucano Elimar Pinheiro do Nascimento, que leciona na Universidade de Brasília (unB) e na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), lança na próxima quarta-feira (23/09) no Recife o livro "Juventude e Clima: Vozes do Futuro”, organizado por ele juntamente com o pesquisador da Alfredo Pena-Vega, da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris.

O lançamento será no Centro Josué de Castro, localizado no bairro da Boa Vista, a partir das 17 horas. Na ocasião, haverá palestra do autor. Publicada pela editora Cortez, a obra ficou entre os cinco finalistas do Prêmio Jabuti na área de ciências ambientais. Ressalta que a crise climática é uma consequência direta do atual sistema de produção, consumo e valores da sociedade, exigindo protagonismo urgente das novas gerações.

Pacto pela juventude e pelo clima

Dividido em quatro partes, o livro conta com colaboração de cientistas e jovens que pertencem ao movimento internacional Pacto da Juventude Juventude pelo Clima (GICP), com propostas que foram encaminhadas à COP 30 em Belém, realizada em novembro passado.

Dentre os principais pontos abordados estão a defesa de que a juventude é a principal herdeira das consequências ecológicas e a crítica feita à lentidão dos líderes políticos frente à emergência ambiental. Além disso, a obra também funciona como um espaço de diálogo entre jovens cientistas e pesquisadores, valorizando os saberes locais e os processos coletivos de aprendizagem.

Outro item importante é o fato de reunir artigos e propostas práticas voltadas para o debate na COP 30, buscando inspirar políticas públicas inclusivas e ação intergeracional. E mostrar que o colapso ambiental não é apenas técnico ou econômico, mas um reflexo de uma profunda crise ética e civilizatória na forma como a humanidade habita o planeta.



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Trajetória ampla e destacada

Elimar Pinheiro do Nascimento é amplamente reconhecido por suas contribuições acadêmicas nas áreas de desenvolvimento sustentável, políticas públicas, conflitos socioambientais e turismo. Atualmente, ele atua como professor permanente nos programas de pós-graduação do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB e do Centro de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade da Amazônia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Além da sólida carreira na academia, Nascimento também possui histórico de atuação na gestão pública, em várias unidades da Federação. Tem uma produção intelectual que inclui dezenas de livros publicados e mais de uma centena de artigos científicos, sendo os trabalhos mais recentes destacados pelas reflexões profundas e críticas que apresentam sobre a urgência climática. O evento é promovido pelo Centro Josué de Castro.



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Aposentados que votarem nestas eleições ficarão liberados de fazer prova de vida do INSS

19/09/2026

O Executivo Federal anunciou uma novidade, nesta sexta-feira (18/09), para os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem para votar nas eleições de outubro. Eles não precisarão fazer a verificação da chamada “Prova de Vida” neste ano, conforme ficou estabelecido pelo Ministério da Previdência Social.

A novidade é não apenas uma forma de estimular os idosos a voltarem, como também estimular a democracia e a participação das pessoas nas urnas e, ao mesmo tempo, beneficiar essas pessoas, que muitas vezes têm dificuldades de irem até as seções onde votam. E que não são obrigadas a votar.



Cruzamento de informações

De acordo com o Ministério da Previdência Social, a verificação vai ocorrer de forma automática a partir do cruzamento das informações da Justiça Eleitoral com a base de dados do INSS.

A Prova de Vida é um procedimento anual cujo objetivo é identificar...

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O Executivo Federal anunciou uma novidade, nesta sexta-feira (18/09), para os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem para votar nas eleições de outubro. Eles não precisarão fazer a verificação da chamada “Prova de Vida” neste ano, conforme ficou estabelecido pelo Ministério da Previdência Social.

A novidade é não apenas uma forma de estimular os idosos a voltarem, como também estimular a democracia e a participação das pessoas nas urnas e, ao mesmo tempo, beneficiar essas pessoas, que muitas vezes têm dificuldades de irem até as seções onde votam. E que não são obrigadas a votar.



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Cruzamento de informações

De acordo com o Ministério da Previdência Social, a verificação vai ocorrer de forma automática a partir do cruzamento das informações da Justiça Eleitoral com a base de dados do INSS.

A Prova de Vida é um procedimento anual cujo objetivo é identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos. Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, a medida facilita a vida dos pensionistas.



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Dados automaticamente computados

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou.

De acordo com a pasta, o procedimento abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

Além disso, desde 2019, como forma de reduzir filas e custos para processo de Prova de Vida, o comparecimento presencial deixou de ser regra, estabelecendo que o INSS busque, de forma proativa, dados que confirmem a condição de vida do cidadão.

— Com Ministério da Previdência Social e Agência Brasil




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Candidatos não podem ser presos a partir deste sábado (15), a não ser em flagrante delito

19/09/2026

A partir deste sábado (19/09) nenhum candidato nestas eleições pode ser preso ou detido por qualquer autoridade, com exceção dos que sejam presos em flagrante delito. A regra se estende até 6 de outubro, 48 horas após o encerramento do pleito. Começa a valer hoje porque faltam exatamente 15 dias para o primeiro turno da votação, conforme estabelece o artigo 236 do Código Eleitoral.

O objetivo disso, conforme explicam técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é assegurar o equilíbrio da disputa, impedindo que prisões e constrangimentos políticos afastem concorrentes da campanha. A proteção legal também se aplica a integrantes das chamadas mesas receptoras de votos e aos fiscais de partidos políticos durante o exercício de suas funções no mesmo período.

Regras também para eleitoras e eleitores

Segundo o artigo 302 do Código de Processo Penal, considera-se em flagrante delito quem for encontrado cometendo uma infração ou logo após c...

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A partir deste sábado (19/09) nenhum candidato nestas eleições pode ser preso ou detido por qualquer autoridade, com exceção dos que sejam presos em flagrante delito. A regra se estende até 6 de outubro, 48 horas após o encerramento do pleito. Começa a valer hoje porque faltam exatamente 15 dias para o primeiro turno da votação, conforme estabelece o artigo 236 do Código Eleitoral.

O objetivo disso, conforme explicam técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é assegurar o equilíbrio da disputa, impedindo que prisões e constrangimentos políticos afastem concorrentes da campanha. A proteção legal também se aplica a integrantes das chamadas mesas receptoras de votos e aos fiscais de partidos políticos durante o exercício de suas funções no mesmo período.

Regras também para eleitoras e eleitores

Segundo o artigo 302 do Código de Processo Penal, considera-se em flagrante delito quem for encontrado cometendo uma infração ou logo após cometê-la. A norma inclui quem for perseguido após a situação ou localizado com instrumentos, como armas, que indiquem a prática do crime.

As normas também estabelecem que eleitoras e eleitores não poderão ser presos ou detidos, mas no caso deles, a partir do dia 29 de setembro, cinco dias antes do pleito. Para o eleitorado, as únicas exceções são o flagrante delito ou uma sentença criminal condenatória por crime inafiançável. A detenção também pode ocorrer por desrespeito a salvo-conduto, conforme o artigo 236 do Código Eleitoral.

— Com informações da Justiça Eleitoral




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Presidenciáveis ampliam campanhas e se dividem entre SC, SP, RJ e MG neste sábado (19)

19/09/2026

Hylda Cavalcanti*

Os candidatos à presidência da República, como era de se esperar, intensificam suas agendas de campanha neste sábado (19/09). Mas o curioso do dia é que três dos presidenciáveis estão no estado de Santa Catarina, ao longo do dia, em cidades diferentes. Os demais estarão divididos entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

O presidente Lula (PT) concentra a passagem por Florianópolis, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) divide o dia entre Joinville e Chapecó. Renan Santos (Missão), por sua vez, retorna ao estado com a caravana de campanha e tem compromissos previstos em Criciúma e também na capital.

‘Brasil Pronto para Mais’

No caso de Lula, o presidente participa pela manhã do ato “O Brasil Pronto para Mais”, na Praça Tancredo Neves, centro de Florianópolis. Ele estará acompanhado de Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, além de outros nomes da chapa estadual.

A p...

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Hylda Cavalcanti*

Os candidatos à presidência da República, como era de se esperar, intensificam suas agendas de campanha neste sábado (19/09). Mas o curioso do dia é que três dos presidenciáveis estão no estado de Santa Catarina, ao longo do dia, em cidades diferentes. Os demais estarão divididos entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

O presidente Lula (PT) concentra a passagem por Florianópolis, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) divide o dia entre Joinville e Chapecó. Renan Santos (Missão), por sua vez, retorna ao estado com a caravana de campanha e tem compromissos previstos em Criciúma e também na capital.

‘Brasil Pronto para Mais’

No caso de Lula, o presidente participa pela manhã do ato “O Brasil Pronto para Mais”, na Praça Tancredo Neves, centro de Florianópolis. Ele estará acompanhado de Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, além de outros nomes da chapa estadual.

A passagem de Lula pela capital catarinense havia sido marcada inicialmente para 13 de setembro, mas acabou transferida para este sábado. A ida ao estado ocorre em uma região na qual o bolsonarismo tem presença eleitoral relevante e que, por isso, recebe atenção da campanha petista nesta reta final.

Centro de convenções e aliados

Por sua vez, Flávio Bolsonaro terá dois compromissos em Santa Catarina. Pela manhã, participa de um ato no Centro de Convenções e Exposições Expoville, em Joinville. Mais tarde, segue para Chapecó, onde a programação prevê um novo encontro de campanha no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes.

O candidato do PL será acompanhado pelo governador licenciado e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL) e pelo candidato a vice-governador Adriano Silva (Novo). Também são esperados os candidatos ao Senado Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL, além de postulantes às assembleias legislativas, à Câmara dos Deputados e de lideranças das siglas que compõem a aliança estadual.

Caravana nacional

Renan Santos, o terceiro presidenciável a percorrer Santa Catarina neste sábado, está em viagem pelo país com a caravana “Futuro Glorioso Tour”, realizada em um ônibus e estruturada em paradas sucessivas por diferentes municípios. Renan já havia passado por Chapecó na quinta-feira (17/09), antes de seguir para compromissos no Rio Grande do Sul. De volta a Santa Catarina, a programação prevê uma passagem por Criciúma e, depois, por Florianópolis, onde está marcado um encontro com apoiadores no Parque da Luz, às 18h30.

Contagem, Osasco e capital paulista

Tirando eles, com exceção de Romeu Zema (Novo), que está em Minas Gerais, os demais candidatos se dividem entre São Paulo e Rio de Janeiro. Zema passa o dia em Contagem (MG). Ele participa durante a manhã de uma caminhada na Feira do Eldorado, em Contagem, e depois almoça e com apoiadores e empresários, no restaurante Tradição da Roça, localizado no bairro Jardim Riacho das Pedras, no mesmo município.

Ronaldo Caiado (PSD) está em Osasco (SP). Caiado faz durante a manhã uma visita ao
Comércio do Centro de Osasco (com início do Calçadão do Hot-Dog) e depois segue para a capital paulista, onde participa, às 19h40, de sabatina, ao vivo, para o SBT Brasil.

Augusto Cury (Avante), que também está em São Paulo, participa no período entre 18h30 e 20h30 de sabatina no Jornal da Record. Wilson Grassi (Democrata), participa do evento ‘Rocky Mountain Games’, localizado no Pico do Jaraguá (SP). Às 15h, ele tem reunião com conselheiros da sua campanha.

Candidatos no Rio de Janeiro

Hertz Dias (PSTU) está no Rio de Janeiro e fará panfletagem no calçadão de Madureira durante toda a manhã. Às 13h ele participa da Festa da campanha na Portelinha. Samara Martins (UP), que também está no Rio de Janeiro (RJ), participa durante a manhã de caminhada em Madureira, estará a partir das 14h em panfletagem no Mercadão de Madureira e às 18h participará da disputa de samba enredo da escola de samba Império Serrano.

As assessorias dos candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e
Edmilson Costa (PCB) não informaram as agendas de campanha.

*Hylda Cavalcanti é editora de O Poder aos sábados
— Com Agências de Notícias




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Adesão Master: Ivonete Ludgério desiste da suplência de André após assédio eleitoral de Hugo Motta

18/09/2026

O vídeo, é auto explicativo: a candidata a suplente de André Gadelha ao Senado, vereadora Ivonete Ludgério, desistiu de ser candidata. E aderiu ao adversário, Nabor Wanderley. O marido, o conhecido deputado Manuel Ludgério, fez o anúncio, ao lado de, pasmem Hugo Motta, presidente da Câmara Federal e filho de Nabor. Ivonete estava ao lado, evidentemente constrangida, como você pode conferir.

A traição

Ocorre após o candidato André Gadelha denunciar, seguidas vezes, o uso espúrio do dinheiro oriundo da corrupção do banco Master na compra de votos por parte da dupla pai e filho.

O vídeo

Foi originalmente publicado por Eron Cid no MaisPB.

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O vídeo, é auto explicativo: a candidata a suplente de André Gadelha ao Senado, vereadora Ivonete Ludgério, desistiu de ser candidata. E aderiu ao adversário, Nabor Wanderley. O marido, o conhecido deputado Manuel Ludgério, fez o anúncio, ao lado de, pasmem Hugo Motta, presidente da Câmara Federal e filho de Nabor. Ivonete estava ao lado, evidentemente constrangida, como você pode conferir.

A traição

Ocorre após o candidato André Gadelha denunciar, seguidas vezes, o uso espúrio do dinheiro oriundo da corrupção do banco Master na compra de votos por parte da dupla pai e filho.

O vídeo

Foi originalmente publicado por Eron Cid no MaisPB.








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É Findi - Contrastes - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

18/09/2026

Que exemplar é a vida
que o agricultor, humilde, trilha;
do Brasil, o Brasil real,
terra abençoada, ideal.

Com certeza, bem diferente
da do burocrata, o indolente;
do Brasil, o Brasil oficial,
que aos filhos trata desigual.



O primeiro se sustenta, produz;
luta de sol a sol, semeia;
alimenta, fortalece a Nação.

O segundo se consome, aduz,
só sabe usufruir da mordomia;
defenestra os recursos do irmão.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

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Que exemplar é a vida
que o agricultor, humilde, trilha;
do Brasil, o Brasil real,
terra abençoada, ideal.

Com certeza, bem diferente
da do burocrata, o indolente;
do Brasil, o Brasil oficial,
que aos filhos trata desigual.



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O primeiro se sustenta, produz;
luta de sol a sol, semeia;
alimenta, fortalece a Nação.

O segundo se consome, aduz,
só sabe usufruir da mordomia;
defenestra os recursos do irmão.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - PRA 8 - Radio Clube de Pernambuco - Por Chistina e Ricardo Pinto*

18/09/2026

O prédio histórico da Rádio Clube de Pernambuco, na Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro, tem papel central na história do rádio e da televisão pernambucana.

A Lei Municipal nº 16.159/1996 identifica “Av. Cruz Cabugá, nº 394 (Rádio Clube)”.

A origem do prédio

A Rádio Clube foi fundada em 6 de abril de 1919, inicialmente como uma associação de interessados em radiotelegrafia, fundado por Oscar Moreira Pinto na Rua da Aurora .

Posteriormente a Rádio Clube adquiriu terreno na Avenida Cruz Cabugá, nº 394, em Santo Amaro, construiu ali seu edifício e instalou o equipamento transmissor. As transmissões dessas instalações foram inauguradas em 8 de novembro de 1924.

O “Palácio do Rádio”

Com o crescimento da emissora, o imóvel da Cruz Cabugá foi ampliado e reformado, tornando-se conhecido como Palácio do Rádio. Uma fotografia histórica dos anos 1930 mostra a sede antes dessa grande transformação, registrada...

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O prédio histórico da Rádio Clube de Pernambuco, na Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro, tem papel central na história do rádio e da televisão pernambucana.

A Lei Municipal nº 16.159/1996 identifica “Av. Cruz Cabugá, nº 394 (Rádio Clube)”.

A origem do prédio

A Rádio Clube foi fundada em 6 de abril de 1919, inicialmente como uma associação de interessados em radiotelegrafia, fundado por Oscar Moreira Pinto na Rua da Aurora .

Posteriormente a Rádio Clube adquiriu terreno na Avenida Cruz Cabugá, nº 394, em Santo Amaro, construiu ali seu edifício e instalou o equipamento transmissor. As transmissões dessas instalações foram inauguradas em 8 de novembro de 1924.

O “Palácio do Rádio”

Com o crescimento da emissora, o imóvel da Cruz Cabugá foi ampliado e reformado, tornando-se conhecido como Palácio do Rádio. Uma fotografia histórica dos anos 1930 mostra a sede antes dessa grande transformação, registrada na ilustração em bico de pena acima.
Nas décadas de 1940 e 1950, o Palácio do Rádio viveu sua fase mais célebre. Seus estúdios e auditórios receberam músicos, maestros, cantores, radio atores, jornalistas e locutores.

Documento da Câmara dos Deputados descreve esse período como o auge da Rádio Clube e menciona expressamente os estúdios da Avenida Cruz Cabugá e o “famoso Palácio do Rádio”.

A Rádio Clube teve papel especialmente importante na divulgação do frevo e da música pernambucana, levando esses gêneros para além de Pernambuco.

Rádio e televisão no mesmo edifício

A importância do imóvel aumentou ainda mais com a chegada da televisão. Em 1960, começou a operar a TV Rádio Clube de Pernambuco, Canal 6, ligada aos Diários Associados e à Rede Tupi. O prédio passou, portanto, a fazer parte simultaneamente da história do rádio e da televisão no Nordeste.

A TV Rádio Clube encerrou suas atividades em 1980, após a cassação das concessões de emissoras da Rede Tupi, sendo eu seu último diretor, que como fênix lá fiz nascer a primeira Rádio FM ao vivo no Recife a Caetés FM , hoje Clube FM em 99,1.
Posteriormente implantou as 100 kwats na Rádio Clube AM ampliando muito a sua cobertura!

Hoje lá funciona a instalação do Diário de Pernambuco , a TV Guararapes e a Clube FM, que em 99,1 que é o novo nome da Caetés FM.

Portanto, o imóvel da Cruz Cabugá, 394, não é apenas uma antiga sede empresarial: ele está diretamente ligado aos primórdios da radiodifusão brasileira, à era de ouro do rádio pernambucano e ao nascimento da primeira televisão no estado.


*Chistina e Ricardo Pinto, Radiodifusores.



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É Findi - Minha Eterna Companheira - Crônica - Por Ana Pottes*

18/09/2026

Por aqui, sentada no sofá, em meio a livros de amigos, celular no silencioso e meu pequeno-grande bloco de anotar ideias viajeiras. Aquelas rápidas que cruzam a mente tal clarão de um raio e iluminam reentrâncias cerebrais em segundos, mas que, se não forem derramadas sobre papéis, caem no precipício do esquecimento, carregada por vendavais.

O domingo segue seu ritmo, meio morno, meio frio, com os ventos zumbindo e fazendo pano de fundo para o musical do Senhor deles. Lá da varanda, ele segue pintando o dia com as cores da preguiça. Gosto tanto das conversas que tenho dois, em interações tilintantes.
Gato Freud e Gato Félix procuram bolinhas nervosas de uma pulseira vermelha que se partiu. Um desastre transformado em farra perfeita para corridas e pulos graciosos e desafiadores da gravidade.

Enquanto tudo se emoldura em uma cena dominical, uma silhueta se esgueira discretamente pela casa. Percorre o corredor com leveza e se esparrama no sofá, ao...

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Por aqui, sentada no sofá, em meio a livros de amigos, celular no silencioso e meu pequeno-grande bloco de anotar ideias viajeiras. Aquelas rápidas que cruzam a mente tal clarão de um raio e iluminam reentrâncias cerebrais em segundos, mas que, se não forem derramadas sobre papéis, caem no precipício do esquecimento, carregada por vendavais.

O domingo segue seu ritmo, meio morno, meio frio, com os ventos zumbindo e fazendo pano de fundo para o musical do Senhor deles. Lá da varanda, ele segue pintando o dia com as cores da preguiça. Gosto tanto das conversas que tenho dois, em interações tilintantes.
Gato Freud e Gato Félix procuram bolinhas nervosas de uma pulseira vermelha que se partiu. Um desastre transformado em farra perfeita para corridas e pulos graciosos e desafiadores da gravidade.

Enquanto tudo se emoldura em uma cena dominical, uma silhueta se esgueira discretamente pela casa. Percorre o corredor com leveza e se esparrama no sofá, ao meu lado. Trocamos olhares e ficamos largadas ali, companheiras olhando o peso das horas. Em torno de nós, tudo é silêncio e repouso. Observando seus movimentos, penso em nossa agilidade de tempos atrás, assim como a beleza da forma que já fomos. Rio para ela que me devolve em um sorriso largo, reflexos repletos de lembranças compartilhadas na poeira do passado. Já pulamos corda, jogamos o jogo das cinco-marias no áspero chão das calçadas, juntas brincamos de academia, desenhando o mundo em riscos de giz. Fomos impegáveis nos jogos de pega–pega, barra–bandeira e queimado. Giramos em bambolês e tantas outras peripécias de tempos atrás. Éramos ágeis. O dia não findava. Ninguém nos segurava, parecíamos um toco de vento em busca de ventanias.

Suspiro ao rever os filmes de ontem e anteontem. Sorrio para ela que, seguindo o balanço das cortinas, me puxa pelo braço em um convite irresistível para mais uma dança no meio da sala. Giramos devagar ao som dos cantos e balanços do Senhor dos Ventos. Os passos já não têm a mesma leveza de anos atrás e, naqueles momentos em que o equilíbrio me falta pela tonteira do tempo, é seu braço que me ampara.



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De tempos em tempos, quando o sol se esconde ou o breu se expande sobre nós, ela desaparece, mas basta uma réstia de luz, para seu pleno ressurgir ao meu lado. Sinto a presença, não me sinto só. Percebo sua energia, vejo que conserva e guarda o frescor juvenil e o derrama sobre minha alma para me envolver, inteira.

O espaço nos reparte, mas somos um só elemento.

Eu e minha sombra.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



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É Findi - Série História de Pernambuco - De Revolta a Guerra: o Monte das Tabocas - Por Alfredo Cabral de Melo*

18/09/2026

Até aquele momento, a revolta iniciada em 1645 ainda precisava provar que poderia transformar-se em uma guerra. Havia homens dispostos a lutar, alianças começavam a se formar e o movimento já havia deixado de ser apenas uma insatisfação contra o domínio neerlandês. Mas uma coisa era levantar-se contra o ocupante; outra, muito diferente, era enfrentar suas tropas e conseguir resistir.

Foi no Monte das Tabocas que essa resistência encontrou seu primeiro grande teste.

O local não foi escolhido por acaso. O Monte das Tabocas era uma elevação cercada por vegetação fechada, com grande quantidade de tabocas, e apresentava um terreno em declive. Para quem conhecia a região, essas características poderiam ser transformadas em vantagem. Para quem chegava de fora, avançar por aquele terreno significava atravessar a vegetação e seguir por um caminho que dificultava a identificação das posições dos homens que aguardavam mais acima.

Antônio Dias Cardoso c...

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Até aquele momento, a revolta iniciada em 1645 ainda precisava provar que poderia transformar-se em uma guerra. Havia homens dispostos a lutar, alianças começavam a se formar e o movimento já havia deixado de ser apenas uma insatisfação contra o domínio neerlandês. Mas uma coisa era levantar-se contra o ocupante; outra, muito diferente, era enfrentar suas tropas e conseguir resistir.

Foi no Monte das Tabocas que essa resistência encontrou seu primeiro grande teste.

O local não foi escolhido por acaso. O Monte das Tabocas era uma elevação cercada por vegetação fechada, com grande quantidade de tabocas, e apresentava um terreno em declive. Para quem conhecia a região, essas características poderiam ser transformadas em vantagem. Para quem chegava de fora, avançar por aquele terreno significava atravessar a vegetação e seguir por um caminho que dificultava a identificação das posições dos homens que aguardavam mais acima.

Antônio Dias Cardoso conhecia bem esse tipo de combate. Experiente na utilização de emboscadas, estudou previamente o terreno e distribuiu os homens entre os tabocais, aproveitando as características do lugar para dificultar o avanço do adversário. A batalha seria travada, portanto, não apenas entre dois grupos de homens, mas também entre duas maneiras diferentes de conhecer e utilizar aquele espaço.

Na tarde de 3 de agosto de 1645, as tropas neerlandesas, comandadas por Hendrick van Haus, aproximaram-se do monte. Depois de atravessar o terreno mais baixo e as primeiras linhas de tabocais, encontraram sucessivas emboscadas. À medida que avançavam, a vegetação e o relevo dificultavam a movimentação e permitiam aos insurgentes atacar de posições que não eram facilmente percebidas. O combate se prolongou e, ao final do dia, as tropas neerlandesas se retiraram.

João Fernandes Vieira era uma das principais lideranças da insurreição, mas a condução militar daquele combate coube a Antônio Dias Cardoso. A diferença entre essas funções ajuda a compreender como o movimento começava a se organizar. Vieira exercia papel central na liderança política da revolta, enquanto Dias Cardoso trazia a experiência militar necessária para transformar homens reunidos em torno de uma causa em uma força capaz de enfrentar tropas regulares.

Para os insurgentes, a vitória significava muito mais do que a conquista de um ponto do interior. Pela primeira vez naquele novo conflito, havia uma demonstração concreta de que as forças reunidas pela insurreição poderiam enfrentar uma tropa da Companhia das Índias Ocidentais. A batalha também proporcionou armas e munições, recursos importantes para quem pretendia continuar lutando.

E havia outro detalhe que merece atenção. A vitória de Tabocas foi obtida principalmente pela chamada “infantaria natural”, formada pelos homens da terra, antes da chegada das tropas que André Vidal de Negreiros e Martim Soares Moreno conduziriam da Bahia. Vidal, entretanto, já estava ligado às articulações da restauração e sua chegada a Pernambuco acrescentaria novas forças à campanha.

É preciso, entretanto, olhar para Tabocas sem antecipar o desfecho da guerra. Recife continuava sob domínio neerlandês, assim como importantes fortificações e posições estratégicas. A vitória não expulsou os ocupantes e tampouco encerrou o conflito. O que ela fez foi mudar a perspectiva dos próprios insurretos, que agora havia uma experiência concreta de combate e a certeza de que era possível vencer.

Essa mudança teria consequências. Uma revolta que consegue vencer uma batalha passa a contar com algo que antes não possuía: a experiência da vitória. A partir dali, seria necessário manter homens em campanha, conseguir armas e alimentos, estabelecer alianças e avançar pouco a pouco sobre um território ainda controlado pelos neerlandeses. A guerra, que começara com a insurreição, ganhava assim uma dimensão cada vez mais militar.

O Monte das Tabocas, por isso, não deve ser visto como o fim de alguma coisa, mas como o momento em que a revolta começou a adquirir outra dimensão. Até então, era preciso acreditar que seria possível lutar. Depois daquela tarde de agosto, havia uma vitória para sustentar essa esperança.

Mas ainda havia um obstáculo muito maior. Enquanto os insurgentes avançavam pelo interior, Recife permanecia como o centro do poder neerlandês. A questão que se colocava, portanto, era como transformar as vitórias obtidas longe da capital em uma pressão capaz de chegar até suas portas.


Fontes consultadas:


Evaldo Cabral de Mello, Olinda Restaurada: guerra e açúcar no Nordeste, 1630–1654.

José Antônio Gonsalves de Mello, estudos e trabalhos documentais sobre a Insurreição Pernambucana e a Guerra da Restauração.

Diogo Lopes Santiago, História da Guerra de Pernambuco, relato contemporâneo dos acontecimentos.

Hermes Leôneo Menna Barreto Laranja Gonçalves, “Monte das Tabocas: o começo da derrota dos holandeses no Brasil”, Bellum – Revista do Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército, 2024.

Fundação Joaquim Nabuco, verbete “André Vidal de Negreiros”, com referências à trajetória do militar e às fontes bibliográficas utilizadas.


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo



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É Findi - Ponte Maurício de Nassau e o “Boi Voador” - Por Josué Sena*

18/09/2026

Na ponte feita por Maurício de Nassau,
Dizia Frei Calado, Um boi voou.
Voou o boi mesmo, afinal?
Creio não. Ingênuo não sou!

Pois a história é meio real,
Era de palha o boi que se elevou
E, no ar, pendurado num varal,
O Capibaribe atravessou.

Hoje a ponte é deveras diferente.
Era de madeira. É de concreto.
Passam carros. Antes só cavalos e gente.

Tinha arco de religiosidade repleto.
E quem diz do boi? Quem sabe, de repente,
Ele ressurja, em forma de espectro.


Conforme depoimento de frei Manuel Calado, a fim de arrecadar um maior importe de pedágio na ponte, no dia da sua inauguração, Nassau, então governador de Pernambuco anunciou que um boi manso, pertencente Melchior Álvares, iria voar.

Para a festa, mandou esfolar um boi e encher-lhe a pele de erva seca, escondendo-o em lugar alto no seu jardim. Pediu a Melchior Álvares emprest...

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Na ponte feita por Maurício de Nassau,
Dizia Frei Calado, Um boi voou.
Voou o boi mesmo, afinal?
Creio não. Ingênuo não sou!

Pois a história é meio real,
Era de palha o boi que se elevou
E, no ar, pendurado num varal,
O Capibaribe atravessou.

Hoje a ponte é deveras diferente.
Era de madeira. É de concreto.
Passam carros. Antes só cavalos e gente.

Tinha arco de religiosidade repleto.
E quem diz do boi? Quem sabe, de repente,
Ele ressurja, em forma de espectro.


Conforme depoimento de frei Manuel Calado, a fim de arrecadar um maior importe de pedágio na ponte, no dia da sua inauguração, Nassau, então governador de Pernambuco anunciou que um boi manso, pertencente Melchior Álvares, iria voar.

Para a festa, mandou esfolar um boi e encher-lhe a pele de erva seca, escondendo-o em lugar alto no seu jardim. Pediu a Melchior Álvares emprestado um boi muito manso que aquele tinha, e o fez subir ao alto em que se encontrava o esfolado, substituindo um pelo outro, sem que o povo presente percebesse. Depois, fez seguir voando por umas cordas com um engenho, o boi empalhado, para grande admiração de todos. O estratagema, despertou a curiosidade do público, que acorreu, pela ponte para acompanhar o boi voador e rendeu mil e oitocentos florins de pedágio.

O fato é referido numa canção de Chico Buarque, "Boi Voador Não Pode". “Boi Voador” também é nome ainda de um conceituado grupo teatral.


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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