Bairro do Cordeiro – por Carlos Bezerra Cavalcanti *
03/09/2024
Na área existiu o Forte do Arraial Novo do Bom Jesus, símbolo da resistência e epicentro das tropas vitoriosas nas memoráveis Batalhas de 1648 e 1649, nos Montes dos Guararapes, Por ocasião da Insurreição Pernambucana, que culminou com a rendição dos invasores, em 27 de Janeiro de 1654.
No local do Forte o Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) mandou erguer um monumento com uma cruz, em homenagem a esse reduto e seus heróis, ficando o local conhecido como Cruzeiro do Forte.
“Arredores do Recife”
Segundo Pereira da Costa no seu “Arredores do Recife”, em 20 de Agosto de 1616 houve a nomeação régia do Coronel Ambrósio Machado possuidor de um grande trato de terra situado no extremo sul da ilha de Antônio Vaz, ou Santo Antônio, nas vizinhanças da Campina do Taborda, em frente ao Forte das Cinco Pontas e onde havia uns poços de que se...
Na área existiu o Forte do Arraial Novo do Bom Jesus, símbolo da resistência e epicentro das tropas vitoriosas nas memoráveis Batalhas de 1648 e 1649, nos Montes dos Guararapes, Por ocasião da Insurreição Pernambucana, que culminou com a rendição dos invasores, em 27 de Janeiro de 1654.
No local do Forte o Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) mandou erguer um monumento com uma cruz, em homenagem a esse reduto e seus heróis, ficando o local conhecido como Cruzeiro do Forte.

“Arredores do Recife”
Segundo Pereira da Costa no seu “Arredores do Recife”, em 20 de Agosto de 1616 houve a nomeação régia do Coronel Ambrósio Machado possuidor de um grande trato de terra situado no extremo sul da ilha de Antônio Vaz, ou Santo Antônio, nas vizinhanças da Campina do Taborda, em frente ao Forte das Cinco Pontas e onde havia uns poços de que se proviam d’água moradores do povoado, chamados cacimbas do Ambrósio e que existiram até nossos dias, no sítio chamado de Bairro Baixo e que desapareceram com a construção do grande prédio da antiga Fábrica Caxias, fronteira ao citado forte. Se fazia a travessia do rio de um lado, sendo por passagem de Ambrósio Machado.
Confiscado o engenho de Ambrósio Machado pelos holandeses e vendido a um particular da sua gente; dada a restauração de Pernambuco, em 1654, foi incorporado aos bens da Coroa, pela Fazenda Real e de fogo morto como ficou o Engenho, foi uma parte de suas terras adquirida pelo Capitão João Cordeiro Mendanha, que militou na Guerra da Restauração, desde seu início, como ajudante de ordens do Chefe João Fernandes Vieira e no qual fundou ele um grande partido de cana.
Tempos depois, foi a propriedade arrematada em hasta pública pelo Capitão José Camelo Pessoa, Senhor do Engenho Monteiro e a qual constava então, não só do aludido partido de cana, como de mais dois sítios, que em outros tempos pertenceram a Dona Isabel Cardoso e ao Capitão João Nunes Vitória, que militava na Guerra contra os holandeses o que tudo consta da respectiva escritura lavrada a 16 de Novembro de 1707, ficando assim essas terras do extinto Engenho Ambrósio Machado incorporadas às do Monteiro, até que em fins do século XVII, obtendo-as Sotero de Castro, por compra feita aos proprietários do referido engenho, fundou um outro a que deu o nome de Cordeiro em homenagem ao citado Capitão e também agricultor João Cordeiro Mendanha , e como já então era conhecida a localidade. Decorre também daí o nome de passagem do Cordeiro, a que primitivamente tinha o do originário proprietário “Ambrósio Machado”. A localidade, que constitui hoje um Bairro bastante aprazível, mantém o tradicional nome de “Cordeiro’. Possuindo os limites que se vê na planta:
A Igreja da paróquia atualmente Matriz do Cordeiro, invoca São Sebastião e foi fundada em 1900. Está localizada próxima ao início da Av. General San Martin, às margens da Av. Caxangá (maior reta urbana do Brasil), onde também encontramos a: Exposição de Animais. Toda a área desse parque e adjacências pertenceu ao empresário Cláudio Brotherwood, homenageado com o nome da rua que liga o Cordeiro aos Torrões. O nome oficial do Parque é Professor Antônio Coelho, ficou conhecido como Parque de Exposição de Animais, Por sediar, durante mais de 50 anos, a tradicional Festa de Exposição de Animais e Produtos Derivados, conhecida, popularmente, como Exposição do Cordeiro. Nela são expostos os melhores exemplares de gado da região nordestina, além de máquinas e implementos agrícolas.

Exposição de Animais
A festa se prolonga por quase 10 dias no final de Novembro, dispondo de shows artísticos, com músicas regionais, comidas típicas, bebidas, vaquejada e outras atrações do folclore da Região. Na imensa área ocupada pelo Parque com aproximadamente 12 hectares, funciona a sede da Secretaria de Agricultura. Durante os meses do ano são realizadas outras festas no recinto, como a Feira dos Municípios, Exposições de Cavalos Manga Larga e Campolina, além de outros eventos invariavelmente ligados à bucólica vida sertaneja.
Os Bovinos e os Eqüinos são lembrados, através de esculturas em alguns pontos do Parque, um belo monumento ao Zebu e outro ao cavalo “Mossoró” (o primeiro campeão do Grande Prêmio Brasil, oriundo do Haras Maranguape, em Paulista.)

No Bairro do Cordeiro, em frente ao Pátio do Mercado (feira livre), foi edificado o: Hospital Getúlio Vargas
Conhecido inicialmente como hospital do IAPTEC, está localizado no início da Av. General San Martín. Funciona atualmente como um dos Hospitais de Emergência do Recife. Sua construção foi iniciada no Governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra e concluída no seguinte, ou seja, na segunda gestão de Getulio Vargas de quem herdou o nome.
Vivenciamos, nesse Bairro, boa parte da nossa inesquecível juventude, motivos pelo qual, os tempos pretéritos nos deixam muitas saudades. Os cinemas “Cordeiro”, próximo ao antigo Beco do Correio e o “Brasil”, quase defronte à Exposição de Animais, ambos na Av. Caxangá.
No calçamento da Rua D. José Pereira Alves, “Rua da Pracinha” (a única calçada do Bairro, nos idos de 1962), Por isso mesmo apelidada de “Rua Calçada” existiam as peladas de futebol com bolas de borracha “arranca unha”, no trecho entre as casas de dois Lucianos, Gaguinho e Tarzan coincidentemente, residências de dois Desembargadores, Drs. Artur e Adauto. Nessas partidas de futebol sobre os paralelepípedos da rua, os carros, ao transitarem naquele trecho, tinham o efeito de uma máquina fotográfica, pois nas suas passagens, os peladeiros, como eram de praxe, tinham que ficar imóveis, nas mesmas posições em que se encontravam, como nas brincadeiras de “Mandrack”, pois, não sendo assim, alguns se beneficiavam com a situação, avançando, matreiramente, para o gol, (pena esses tempos também não terem parado).
Na Pracinha da Rua “Calçada”, também se jogava futebol, com um detalhe, que a barra não ficava de frente para o goleiro, que nesse caso nem existia, porém de lado, entre o poste e uma árvore, já na beira da rua. No centro do improvisado campo, existe ainda hoje, como testemunha tangível, uma palmeira, muitas vezes, involuntariamente, trombada pelos peladeiros menos atentos.
Nessa rua e na sua paralela, (Francisco Vita) moravam conhecidos jornalistas e célebres intelectuais como: Cláudio Tavares, Mauro Mota, Reinaldo Câmara pai de dois desses peladeiros (Ricardo e Roberto); Paulo França Pereira, (genitor de Sílvio e Saulo); Vanildo Bezerra Cavalcanti, do qual descendo, juntamente com meus irmãos Antônio, Alice, Marilda, Aroldo e Vanildinho, os dois últimos, também. peladeiros. Na Travessa Firmino de Barros, onde, naquele tempo, terminava a Rua Pais Cabral, residia o seu “Xando”, funcionário do Departamento de Produção Animal, pai do Dr. José Muniz Tavares, atual Procurador Geral da Justiça e de Ednaldo Tavares o (moçada dos bastidores da Rede Globo).
Em Dezembro, anualmente, no Bar de Vado, na Av. Caxangá, esses cordeirenses promovem uma reunião de confraternização com outros companheiros daquela época como: Hélio Coutinho (bolinha), os irmãos Júnior, Marcelo (banana) e Carlos Lago, Canhoto, ex-craque do Santa Cruz, Zé Batista, (Peru) , Chico Negromonte (palavrada) e seus irmãos João e Mário (chorão), Deputado Federal pela Bahia, Enilson, Carlos (oncinha), João do Osso, Jayme, Anderson, Wilhams, Balila, Catedrático da UFPe e Edinilton Vasconcelos , consagrado técnico de voleibol feminino e muitos outros, jovens cinquentões. O grupo é chamado de “Turma da Pracinha”, cujo lema é: eu era feliz e sabia.
* Carlos Bezerra Cavalcanti, sócio efetivo e benemérito do IAHGP
Leia outras informações
Dança das Cadeiras para as Eleições 2026: Lula anuncia a saída de 18 ministros
31/03/2026
As saídas anunciadas hoje
Ministério dos Transportes
Sai: Renan Filho - Entra: George Santoro.
Ministério de Portos e Aeroportos
Sai: Silvio Costa Filho - Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca.
Ministério do Planejamento e Orçamento
Sai: Simone Tebet - Entra: Bruno Moretti.
Ministério do Meio Ambiente
Sai: Marina Silva - Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco.
Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania
Sai: Macaé Evaristo - Entra: Janine Mello dos Santos.
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Sai: Paulo Teixeira - Entra: Fernanda Machiaveli.
Casa Civil
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O presidente Lula anunciou a saída de ao menos 18 ministros do governo a partir de hoje, terça-feira, 31/03, para disputar as eleições em outubro. O prazo para desincompatibilização eleitoral se encerra no próximo sábado, 04/04.

As saídas anunciadas hoje
Ministério dos Transportes
Sai: Renan Filho - Entra: George Santoro.
Ministério de Portos e Aeroportos
Sai: Silvio Costa Filho - Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca.
Ministério do Planejamento e Orçamento
Sai: Simone Tebet - Entra: Bruno Moretti.
Ministério do Meio Ambiente
Sai: Marina Silva - Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco.
Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania
Sai: Macaé Evaristo - Entra: Janine Mello dos Santos.
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Sai: Paulo Teixeira - Entra: Fernanda Machiaveli.
Casa Civil
Sai: Rui Costa - Entra: Miriam Belchior.
Ministério da Educação
Sai: Camilo Santana - Entra: Leonardo Barchini.
Ministério dos Esportes
Sai: André Fufuca - Entra: Paulo Henrique Cordeiro.
Ministério das Cidades
Sai: Jader Filho - Entra: Antônio Vladimir Lima.
Ministério da Igualdade Racial
Sai: Anielle Franco - Entra: Rachel Barros de Oliveira.
Ministério dos Povos Indígenas
Sai: Sonia Guajajara - Entra: Eloy Terena.
Ministério da Aquicultura e Pesca
Sai: André de Paula - Entra: Rivetla Edipo Araujo Cruz.
Ministério da Agricultura e Pecuária
Sai: Carlos Fávaro - Entra: André de Paula.
Itália tem jogo decisivo para não ficar fora de terceira Copa seguida; confira jogos
31/03/2026
As últimas vagas
As últimas seis vagas disponíveis para a Copa do Mundo de 2026 serão definidas nesta terça-feira. Quatro jogos da repescagem europeia e duas partidas da repescagem mundial encerram as eliminatórias.
Confira abaixo todas as partidas, chaveamentos, horários e transmissões dos confrontos decisivos.
Bósnia x Itália
Local: Estádio Bilino Polje, Zenica.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: sportv | ge acompanha em Tempo Real.
Suécia x Polônia
Local: Strawberry Arena...
Chegou a hora da verdade para a Itália. Tentando evitar um fiasco histórico com uma terceira ausência consecutiva em Copas, a equipe faz o jogo de vida ou morte contra a Bósnia, fora de casa. Quem vencer retorna ao Mundial após 12 anos — a última presença das duas seleções foi na edição de 2014, no Brasil — e entra no Grupo B da Copa do Mundo, ao lado de Canadá, Suíça e Catar.
As últimas vagas
As últimas seis vagas disponíveis para a Copa do Mundo de 2026 serão definidas nesta terça-feira. Quatro jogos da repescagem europeia e duas partidas da repescagem mundial encerram as eliminatórias.
Confira abaixo todas as partidas, chaveamentos, horários e transmissões dos confrontos decisivos.
Bósnia x Itália
Local: Estádio Bilino Polje, Zenica.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: sportv | ge acompanha em Tempo Real.
Suécia x Polônia
Local: Strawberry Arena, Solna.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: ESPN e Disney+ | ge acompanha em Tempo Real.
Kosovo x Turquia
Local: Estádio Fadil Vokrri, Pristina.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: ESPN e Disney+ | ge acompanha em Tempo Real.
República Tcheca x Dinamarca
Local: Estádio Letná, Praga.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: Disney+ | ge acompanha em Tempo Real.
RD Congo x Jamaica
Local: Estádio Akron, Guadalajara.
Horário: 18h (de Brasília).
Onde assistir: sportv e CazéTV | ge acompanha em Tempo Real.
Iraque x Bolívia
Local: Gigante de Acero, Monterrey.
Horário: meia-noite de terça para quarta (de Brasília).
Onde assistir: sportv e CazéTV | ge acompanha em Tempo Real.
O Poder
Entre a Consciência e a Estrutura: o ponto de partida esquecido de toda transformação, por Jorge Henrique de Freitas Pinho
31/03/2026
Muda quando o homem deixa de aceitar aquilo que antes tolerava.
I. Preâmbulo — o erro de começar pelo fim
Há uma inversão silenciosa no pensamento contemporâneo que, por sua aparência de sofisticação, passa despercebida.
Passou-se a acreditar que a transformação da sociedade precede a transformação do homem, como se a reorganização das estruturas externas pudesse, por si só, produzir um novo tipo humano.
Reformam-se leis, redefinem-se conceitos, alteram-se categorias e multiplicam-se discursos como se daí pudesse emergir, naturalmente, uma nova ordem.
A experiência, contudo, resiste — e não apenas no plano abstrato. No Brasil recente, por exemplo, sucessivas mudanças normativas e institucionais foram acompanhadas por expectativas de transformação imediata da realidade, sem que, no entanto, se verificasse alteração proporcional no comportamento...
O mundo não muda quando as estruturas se reorganizam.
Muda quando o homem deixa de aceitar aquilo que antes tolerava.
I. Preâmbulo — o erro de começar pelo fim
Há uma inversão silenciosa no pensamento contemporâneo que, por sua aparência de sofisticação, passa despercebida.
Passou-se a acreditar que a transformação da sociedade precede a transformação do homem, como se a reorganização das estruturas externas pudesse, por si só, produzir um novo tipo humano.
Reformam-se leis, redefinem-se conceitos, alteram-se categorias e multiplicam-se discursos como se daí pudesse emergir, naturalmente, uma nova ordem.
A experiência, contudo, resiste — e não apenas no plano abstrato. No Brasil recente, por exemplo, sucessivas mudanças normativas e institucionais foram acompanhadas por expectativas de transformação imediata da realidade, sem que, no entanto, se verificasse alteração proporcional no comportamento concreto que essas estruturas pretendiam regular.
Quando o homem permanece o mesmo, as estruturas apenas se reorganizam para acomodar a sua permanência interior.
Muda-se a forma, preserva-se o conteúdo, e aquilo que se proclama como avanço revela-se, com frequência, mero deslocamento.
II. O fundamento esquecido — a consciência como origem
Nenhuma ação humana nasce no vazio. Toda ação é precedida por uma forma de ver o mundo, e é essa forma de ver que delimita aquilo que se aceita, aquilo que se recusa e aquilo que se transforma.
Antes da lei, há a percepção; antes da ruptura, há o incômodo; antes da mudança, há a recusa interior.
A escravidão não se tornou injusta por força da lei: foi reconhecida como tal antes que a lei a proibisse, sendo esta apenas a formalização de uma consciência que já não tolerava aquilo que antes aceitava — como se observou no movimento abolicionista britânico do século XIX, em que a pressão moral da sociedade tornou politicamente insustentável uma prática que, por muito tempo, fora economicamente conveniente.
O mesmo padrão se repete em toda transformação autêntica, pois o mundo exterior não inaugura a mudança; apenas acompanha aquilo que, previamente, se reorganizou no interior do homem.
III. A ilusão estrutural — quando se tenta mudar o mundo sem mudar o homem
Quando essa ordem é invertida, instala-se uma ilusão persistente, sustentada pela crença de que a modificação das estruturas externas basta.
Redefinem-se conceitos, reorganizam-se sistemas, criam-se novos códigos de linguagem, mas o resultado revela algo distinto do prometido, pois, sem alteração interior, a estrutura torna-se apenas um novo cenário para os mesmos comportamentos.
A dominação muda de linguagem, o abuso muda de justificativa, a desigualdade muda de forma, mas permanece, porque aquilo que a sustenta — o homem ainda não transformado — não foi tocado.
A história, quando observada sem ilusões, não descreve superações, mas recorrências que apenas trocam de vestes. No Brasil contemporâneo, por exemplo, a atuação do Supremo Tribunal Federal tem evidenciado como a alteração na composição de uma mesma estrutura pode produzir inflexões perceptíveis na orientação de decisões, revelando que a forma institucional, por si, não garante estabilidade de critérios quando não está ancorada em um ethos compartilhado.
IV. A teoria que se autonomiza — quando a crítica se afasta da realidade
Simone de Beauvoir percebeu, com acuidade, que diferenças naturais podem ser convertidas em desigualdades sociais, e sua crítica buscava desmontar os mecanismos que transformavam a condição feminina em destino imposto.
Contudo, parte desse pensamento foi progressivamente radicalizada em correntes que passaram a operar um deslocamento mais profundo, não apenas questionando a interpretação da diferença, mas colocando em dúvida a própria realidade da diferença.
É nesse ponto que emergem vertentes da chamada ideologia de gênero, nas quais o sexo deixa de ser compreendido como dado para ser tratado como construção integralmente maleável, e, ao fazê-lo, rompe-se não apenas com a tradição, mas com a própria experiência ordinária da realidade.
Essa ruptura não permanece no plano teórico. Em diversos contextos institucionais — como em diretrizes educacionais, normativas administrativas e decisões judiciais — passam a ser adotados critérios nos quais a autodeclaração identitária prevalece sobre referências biológicas, exigindo que linguagem, espaços e condutas sociais se reorganizem em torno dessa nova premissa.
A investigação permanece legítima; o problema surge quando a teoria se autonomiza e se afasta da realidade concreta — biológica, psicológica e existencial —, deixando de iluminar para passar a desorientar, substituindo a verdade pela coerência interna de narrativas que já não se submetem ao teste da experiência e que, ao se afastarem do real, passam a exigir adesão em lugar de compreensão.
V. O feminismo que perde seu fundamento
Há um feminismo histórico, enraizado em experiências concretas de injustiça, que desempenhou papel relevante na correção de assimetrias reais e na ampliação de direitos.
Esse feminismo partia de fatos verificáveis e se dirigia a problemas objetivos, preservando vínculo com a realidade que lhe conferia legitimidade.
Contudo, parte de sua evolução recente revela uma inflexão distinta, na qual a análise cede lugar ao slogan, a complexidade é substituída por antagonismos simplificados e a crítica se converte em identidade.
Essa inflexão torna-se visível no cotidiano, quando a linguagem passa a ser tratada como campo de disputa permanente, relações ordinárias são reinterpretadas a partir de categorias rígidas de conflito e a avaliação concreta das situações cede espaço a enquadramentos prévios, nos quais a posição do indivíduo já se encontra, de antemão, definida.
Quando isso ocorre, o movimento deixa de operar como instrumento de correção e passa a funcionar como instrumento de disputa simbólica, reduzindo o indivíduo à categoria que deveria ser apenas ponto de partida.
O resultado é paradoxal: em nome da libertação, produz-se nova forma de aprisionamento, agora sustentada por construções discursivas que reproduzem, sob outra forma, a mesma lógica de redução do humano que pretendiam superar.
VI. O ponto cego — a recusa da responsabilidade individual
O aspecto mais crítico desse deslocamento reside na recusa, ainda que implícita, da responsabilidade individual.
Ao atribuir a origem dos problemas quase exclusivamente a estruturas abstratas, enfraquece-se a noção de que o comportamento humano é o agente concreto da injustiça.
Essa diluição não se manifesta apenas no plano teórico, mas no cotidiano, quando falhas pessoais são sistematicamente reinterpretadas como produto exclusivo de circunstâncias, decisões são justificadas por contextos e não por escolhas, e o erro deixa de ser assumido para ser explicado.
Se tudo é produto do sistema, ninguém é plenamente responsável; se ninguém é responsável, a transformação deixa de ser exigência e passa a ser expectativa difusa.
A realidade, contudo, resiste a essa diluição: injustiças não são cometidas por estruturas, mas por pessoas que, inseridas em contextos específicos, escolhem agir de determinada forma.
Aquilo que não é assumido não pode ser corrigido, e nenhuma teoria que contorne essa evidência consegue produzir transformação real.
VII. O ponto de partida — a transformação interior como condição necessária
A tese se impõe com clareza: sem mudança interior, não há transformação real.
Pode haver adaptação, imposição ou aparência de progresso, mas não mudança efetiva, porque o homem permanece o mesmo e, sendo o mesmo, recria sob novas formas aquilo que não superou.
Essa permanência se revela no cotidiano, nos pequenos gestos em que se reconhece o erro, mas se opta por mantê-lo; no instante em que se percebe a injustiça, mas se escolhe o silêncio; ou ainda quando se identifica aquilo que deveria ser corrigido, mas se adia a decisão sob justificativas que apenas preservam o estado anterior.
A ruptura autêntica não ocorre quando se altera o mundo externo, mas quando o indivíduo deixa de aceitar, em si, aquilo que antes justificava ou tolerava.
É nesse ponto silencioso, anterior a qualquer manifestação visível, que a transformação verdadeiramente se inicia.
VIII. Consciência, coragem e ação — entre o palco e o ator
A consciência, por si só, não se basta. Entre perceber e agir existe um intervalo — e é nele que muitos permanecem.
Por isso, o movimento completo da transformação exige três momentos inseparáveis: perceber, assumir e agir. A consciência inaugura, a coragem sustenta e a ação realiza. Sem consciência, nada começa; sem coragem, tudo recua; sem ação, nada se realiza.
Essa dinâmica não se manifesta apenas em grandes decisões, mas no cotidiano, no instante em que alguém percebe que agiu de forma injusta e, ainda assim, precisa escolher entre justificar-se ou corrigir-se; entre preservar a própria imagem ou assumir o erro; entre permanecer como estava ou romper consigo mesmo.
É nesse intervalo — breve, silencioso e muitas vezes invisível — que a transformação se decide.
A oposição entre estrutura e indivíduo, nesse ponto, revela-se insuficiente. O palco influencia, mas o ator decide; o contexto condiciona, mas não determina; a estrutura inclina, mas não absolve.
Ignorar o ambiente é ingenuidade; ignorar a responsabilidade é fuga.
A análise que pretende ser fiel à realidade deve reconhecer essa tensão sem dissolvê-la, pois é nela — entre aquilo que nos influencia e aquilo que escolhemos fazer — que se constitui a experiência humana.
IX. Epílogo — o lugar onde tudo começa
O mundo não é um mecanismo autônomo, mas um reflexo ampliado das escolhas humanas.
Toda tentativa de transformação que ignore o interior está
condenada à superficialidade, assim como toda crítica que se limite à estrutura, sem exigir elevação moral, tende a substituir um erro por outro.
Reformas podem reorganizar o exterior, mas apenas a consciência sustenta aquilo que se pretende construir.
A verdadeira mudança não começa na lei, nem na linguagem, nem na teoria — nem se esgota na mera reorganização da consciência, pois há um nível mais profundo, no qual não se trata apenas de ver melhor, mas de ser diferente.
É naquele instante silencioso em que o homem percebe, assume e decide não ser mais o mesmo que a transformação se inicia. Mas é quando essa decisão se converte em permanência — quando resiste às pressões, às conveniências e às recaídas — que ela deixa de ser apenas intenção e passa a configurar uma nova forma de ser.
Essa permanência não se prova nos momentos fáceis, mas no ponto exato em que os instintos procuram emergir e, ainda assim, são contidos por uma força que não nega a sua existência, mas os ordena. É aí que se exerce aquilo que se poderia chamar de resistência espiritual: não a supressão do impulso, mas a sua transfiguração.
É nesse instante — breve, silencioso e decisivo — que algo se desloca no interior do homem. O que antes reagia, agora escolhe. O que antes cedia, agora sustenta. E, ao sustentar, permite que aquilo que não nasce do impulso, mas da consciência, se manifeste.
Pois é nesse ponto, invisível e decisivo, que o mundo, antes de mudar fora, já começou, em silêncio, a mudar dentro — e é aí que todo o resto se decide.
X. Pós-escrito — quando a crítica dissolve o critério
No debate público contemporâneo, tornou-se recorrente a acusação dirigida a posições conservadoras de que seriam expressão de “moralismo” ou de “hipocrisia”.
A crítica, à primeira vista, parece legítima, pois nenhuma moral se sustenta sem coerência. Contudo, o modo como essa acusação é frequentemente mobilizada revela um deslocamento mais profundo e decisivo: ela deixa de operar como exame de conduta para funcionar como estratégia de desqualificação.
O foco já não recai sobre o conteúdo do argumento, mas sobre a suposta falha de quem o formula, como se a imperfeição humana fosse suficiente para invalidar o princípio defendido. O resultado é uma inversão silenciosa. Ao invés de avaliar a validade do critério, expõe-se a fragilidade do indivíduo e, ao fazê-lo, evita-se enfrentar aquilo que foi afirmado.
Esse movimento produz um efeito mais amplo do que aparenta. Quando toda norma pode ser descartada em razão da incoerência de quem a enuncia, nenhuma norma permanece. O que se apresenta como denúncia de hipocrisia converte-se, assim, em mecanismo de dissolução da própria ideia de moral. Não se corrige o comportamento; neutraliza-se o critério que permitiria corrigi-lo.
É nesse ambiente que se torna visível outro deslocamento silencioso. A preocupação com o ter passa a orientar o ser. A necessidade, legítima em si, deixa de funcionar como limite e passa a operar como justificativa. E, a partir daí, a moral deixa de ser critério para tornar-se variável ajustável.
O processo não se impõe de forma abrupta. Ele se instala gradualmente, numa escala que vai de pequenos desvios tolerados a condutas cada vez mais graves, todas elas progressivamente normalizadas por narrativas que as tornam aceitáveis.
O problema, contudo, não reside apenas na pressão das circunstâncias, mas na disposição interior de reinterpretá-las de modo a acomodar aquilo que já se decidiu fazer. Quando o ser se submete ao ter, a consciência não desaparece. Ela se reorganiza para justificar.
Nesse ponto, a transgressão deixa de ser exceção e passa a ser método.
Retorna-se, assim, ao ponto de partida do ensaio. Sem critério, não há orientação; sem orientação, não há transformação. O mundo pode até mudar de linguagem, mas permanece prisioneiro da mesma ausência de medida, pois aquilo que não é reconhecido como válido não pode ser exigido, e aquilo que não pode ser exigido jamais se realiza.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

Natanael Sarmento* contesta Jarbas Beltrão: 1964 foi golpe, retrocesso, repressão e terror
31/03/2026
Retrocesso
O golpe antinacional e antipopular de 64 interrompeu o progresso da governança nacionalista-reformista do Presidente João Goulart. O não alinhamento automático aos ditames do Tio Sam não era tolerado pelo Império do Norte “dono do mundo”.
Fatos
O desenvolvimento nacional do Brasil, com preservação da soberania contrariava a Casa Branca. O Programa de Metas de Goulart expressava uma autonomia inaceitável para os americanos e a burguesia entreguista. A lei de limitação da remessa de lucros das empresas estrangeiras obrigando-as a aplicar parte dos dividendos no Brasil...
Para começo de conversa não foi revolução o golpe militar do dia da mentira, 1º de abril de 1964. Golpe pensado e patrocinado na geopolítica dos EUA na esteira da Guerra Fria, para manter o quintal submisso na vassalagem mais servil aos grandes monopólios capitalistas e interesses do Império Norte-Americano.

Retrocesso
O golpe antinacional e antipopular de 64 interrompeu o progresso da governança nacionalista-reformista do Presidente João Goulart. O não alinhamento automático aos ditames do Tio Sam não era tolerado pelo Império do Norte “dono do mundo”.

Fatos
O desenvolvimento nacional do Brasil, com preservação da soberania contrariava a Casa Branca. O Programa de Metas de Goulart expressava uma autonomia inaceitável para os americanos e a burguesia entreguista. A lei de limitação da remessa de lucros das empresas estrangeiras obrigando-as a aplicar parte dos dividendos no Brasil, a Reforma Agrária e o projeto de erradicação do analfabetismo, da pedagogia cidadã de Paulo Freire contrariavam os imperialistas e também as oligarquias latifundiárias, industriais, bancárias associados e cúpula militares entreguistas.

Pretexto
A Cia, a central de terrorismo, sabotagens mundo afora, com intervenção direta da embaixada dos Eua a central ou Alto Comando do Golpe açulava o clima de desconfiança, espalhava o pânico do “perigo comunista” forrando o caminho para o golpe traiçoeiro. Os militares, ideologicamente amerecanófilos e anticomunistas da lavagem cerebral na Esg criada a imagem e semelhança da Escola de Guerra dos EUA – com instrutores de lá, inclusive, nos primórdios - pretextaram o perigo comunista para usar as armas confiadas para defesa da nação no golpe antinacional e sanguinário de 1964.
Ditadura
A vassalagem dos traidores do povo brasileiro expressada na ação anticonstitucional e golpista de militares fascistas levou a mais de 20 anos de cruel regime ditatorial. Os militares se prestaram aos papéis mais desprezíveis e abjetos. Institucionalizam e banalizam delações, sequestros, torturas, exílios e assassinatos. Saquearam a Nação, dilapidavam e entregam riquezas nacionais. Aumentavam a dependência econômica aos centros capitalistas, inflando a dívida externa; alienam a preço de banana patrimônios nacionais, aviltam a nossa soberania.
Alienação e butim
Sob a propaganda do Brasil “grande potência” e de falso nacionalismo ocultavam os crimes contra a humanidade, o saque das riquezas naturais e crimes ecológicos, a corrupção.

Obscuridade
Naqueles tempos obscuros de ataques à ciência, às artes e à culturas, o Brasil plantou a miséria social e cultural da qual hoje somes herdeiros e pagamos caro. Promoveram as interventores nos estados, municípios; colocaram espiões por toda parte, nas escolas, fábricas, sindicatos. Criminalizaram e perseguiram movimentos sociais.
Resistência
Contra a tirania dos ditadores, insurgiram-se o melhor do povo brasileiro. Os combatentes que tombaram na luta ou nos porões da ditadura fascista. Tempos de truculência. De bocas amordaçadas. De músicas, teatro, cinema, cultura censurados. De manipulações. De falsificações e desfalques. De trapaças e perseguições e abusos de métodos nazistas de repressão e propaganda.
Quem apoiou?
Grandes empresários nacionais e estrangeiros que se beneficiavam e por isso financiavam os aparatos repressivos das operações sujas. Do terrorismo de Estado e da OBAN, e outros apoiados ou permitidos pelas autoridades quais CCC, Esquadrão da Morte e outras súcias.

Mortos e desaparecidos
Segundo relatório da Comissão Nacional da Verdade reconheceu oficialmente 434 mortos e desparecidos durante a Ditadura 1964-1985. A data fatídica deve ser lembrada para não esquecida. Ditadura nunca mais.
*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do diretório nacional do partido Unidade Popular Pelo Socialismo - UP.
NR - Os textos assinados refletem a opinião dos seus autores. O Poder estimula e acolhe o debate e o livre confronto de ideias.

Semana abençoada - Vinícius Labanca entrega cesta básica, peixe e leite de coco para mais de 4.500 famílias
31/03/2026
A distribuição
Aconteceu de forma simultânea na zona urbana e na zona rural da cidade. Na área rural, a entrega foi coordenada pelo vice-prefeito Lucca Labanca, assegurando que todas as localidades fossem atendidas.
Compromisso
De acordo com o prefeito Vinícius Labanca, a iniciativa reforça o compromisso da gestão co...
A Páscoa é um momento muito especial para os cristãos. E a gastronomia da época é um direito de todos. O prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca, realizou hoje, terça-feira (31/03) a entrega mensal do Programa Municipal de Cesta Básica, beneficiando mais de 4.500 famílias em situação de vulnerabilidade social no município. Sensível às tradições, no período que antecede a Páscoa, Vinícius também inclui peixe e leite de coco na distribuição. Assim, além dos itens da cesta básica, os beneficiários receberam esses alimentos extras, garantindo uma mesa mais farta e adequada ao almoço pascal.
A distribuição
Aconteceu de forma simultânea na zona urbana e na zona rural da cidade. Na área rural, a entrega foi coordenada pelo vice-prefeito Lucca Labanca, assegurando que todas as localidades fossem atendidas.
Compromisso
De acordo com o prefeito Vinícius Labanca, a iniciativa reforça o compromisso da gestão com as famílias que mais precisam. "Nosso objetivo é garantir dignidade e segurança alimentar, especialmente em um período tão significativo como a Páscoa”, destacou o prefeito.
E
São projetos como esse que fazem de Labanca um dos prefeitos mais bem avaliados de Pernambuco.
Aprovado Projeto relatado por Veneziano que garante ajuda de custo para paciente SUS fora de seu município
31/03/2026
Representa
Segundo Veneziano, a aprovação representa uma garantia de continuidade da política, que já existia no SUS, mas por meio de portarias. O TFD prevê a cobertura de gastos com alimentação, transporte e hospedagem do paciente e um acompanhante, se for preciso.
Indicação
Será necessária a indicação, por médico do SUS, para o tratamento em outra cidade e a autorização do gestor municipal ou estadual de saúde, além da garantia de...
O Senado aprovou Projeto que torna lei o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), programa do SUS que oferece ajuda de custo a pacientes que precisam de atendimento médico em outra cidade por falta de disponibilidade no seu município de origem. Antes de passar pelo Plenário, a matéria foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde também foi aprovada na forma do Relatório do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O PL 4.293/2025 segue agora para sanção presidencial.
Representa
Segundo Veneziano, a aprovação representa uma garantia de continuidade da política, que já existia no SUS, mas por meio de portarias. O TFD prevê a cobertura de gastos com alimentação, transporte e hospedagem do paciente e um acompanhante, se for preciso.
Indicação
Será necessária a indicação, por médico do SUS, para o tratamento em outra cidade e a autorização do gestor municipal ou estadual de saúde, além da garantia de atendimento no outro município. A ajuda de custo não será concedida para deslocamentos inferiores a 50 km ou entre localidades da mesma região metropolitana.
Recomendou
Ao ser analisado na CAS, o relator Veneziano recomendou a aprovação do texto. “Há a necessidade de tornar o Tratamento Fora de Domicílio uma política de Estado perene, que não pode ser retirada da população, razão pela qual merece estar em lei”, disse o Senador paraibano, ao defender o seu Relatório.
João Azevêdo reúne 21 deputados em despedida antes de deixar o governo e disputar o Senado
31/03/2026
O encontro
O encontro, segundo integrantes da bancada governista, tem caráter simbólico e funciona como uma despedida do governador, que encerra seu mandato após oito anos à frente do Executivo estadual.
Preparativos
O governo já iniciou os preparativos para a posse do vice-governador Lucas Ribeiro (PP), que assumirá o cargo de governador a partir do dia 2 de abril. João Azevêdo deixará o cargo para disputar as Eleições de outubro como candidato ao Senado.
A transição
A programação da transição começa às 16h, com a posse oficial de Lucas Ribeiro na Praça João Pessoa, conhecida como Praça dos Três Poderes...
O clima já é de despedida. Prestes a renunciar ao cargo para disputar o Senado, o governador João Azevêdo (PSB), se reuniu na manhã de hoje, terça-feira (31/03) com parlamentares da base aliada para um café da manhã em um hotel localizado no bairro de Manaíra, em João Pessoa.
O encontro
O encontro, segundo integrantes da bancada governista, tem caráter simbólico e funciona como uma despedida do governador, que encerra seu mandato após oito anos à frente do Executivo estadual.
Preparativos
O governo já iniciou os preparativos para a posse do vice-governador Lucas Ribeiro (PP), que assumirá o cargo de governador a partir do dia 2 de abril. João Azevêdo deixará o cargo para disputar as Eleições de outubro como candidato ao Senado.
A transição
A programação da transição começa às 16h, com a posse oficial de Lucas Ribeiro na Praça João Pessoa, conhecida como Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Em seguida, às 17h, ocorrerá a transmissão do cargo em frente ao Palácio da Redenção, antiga sede do Poder Executivo, onde Azevêdo deve entregar a faixa de governador ao sucessor.
Severino Lopes
O Poder

Recife ganha novo espaço para atendimento a mulheres em situação de violência
31/03/2026
Participa
O prefeito João Campos (PSB), participa da inauguração deste equipamento que passa a integrar a Rede Clarice, estratégia municipal de enfrentamento à violência, que desde 2021 foi ampliada em oito vezes, consolidando um avanço significativo na oferta de serviços especializados na cidade.
Local
A solenidade aconteceu às 14h30, na Rua Padre Lemos, 675, Casa Amarela – Recife/PE.
O Poder
A Prefeitura do Recife inaugura hoje, terça-feira (31/03), o novo SER Clarice na Zona Norte para ampliar o atendimento a mulheres em situação de violência.
Participa
O prefeito João Campos (PSB), participa da inauguração deste equipamento que passa a integrar a Rede Clarice, estratégia municipal de enfrentamento à violência, que desde 2021 foi ampliada em oito vezes, consolidando um avanço significativo na oferta de serviços especializados na cidade.
Local
A solenidade aconteceu às 14h30, na Rua Padre Lemos, 675, Casa Amarela – Recife/PE.
O Poder
Lula confirma Alckmin como pré-candidato a vice-presidente
31/03/2026
Antes do prazo
O petista anunciou a reedição da chapa na última reunião ministerial antes do prazo de desincompatibilização, que termina no sábado (04/04). 14 ministros vão deixar as pastas para disputar cargos no pleito deste ano ou para atuar na campanha de Lula à reeleição.
O encontro
Participam do encontro os ministros que permanecem no governo, os que estão de saída e os que chegam para comandar as pastas no período eleitoral. Ao menos 20 ministérios devem sofrer mudanças.
Regras
Segundo os analistas políticos, o petista optou por escalar os secretários-executivos para os comandos de ministérios estratégi...
Decisão tomada e anunciada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em reunião ministerial hoje, terça-feira (31/03), que o ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, deixará o governo para disputar o posto de vice-presidente na chapa do petista.
Antes do prazo
O petista anunciou a reedição da chapa na última reunião ministerial antes do prazo de desincompatibilização, que termina no sábado (04/04). 14 ministros vão deixar as pastas para disputar cargos no pleito deste ano ou para atuar na campanha de Lula à reeleição.
O encontro
Participam do encontro os ministros que permanecem no governo, os que estão de saída e os que chegam para comandar as pastas no período eleitoral. Ao menos 20 ministérios devem sofrer mudanças.
Regras
Segundo os analistas políticos, o petista optou por escalar os secretários-executivos para os comandos de ministérios estratégicos. Os substitutos foram escolhidos sob o argumento de tentar dar continuidade, reduzindo impacto de mudanças no que foi desenvolvido até agora. O movimento acontece em ministérios como Fazenda - com a troca de Fernando Haddad por Dario Durigan - e Educação - com a saída de Camilo Santana e chegada de Leonardo Barchini.
O Poder

Polícia Civil prende homem suspeito de roubar 18 carros no Recife
31/03/2026
Dez bairros
Ao menos, em dez bairros da capital há 14 inquéritos policiais que viraram processos criminais, além de quatro investigações em aberto contra a quadrilha.
Lágrimas
O homem identificado pela Polícia Civil apenas como Matheus, é conhecido pelo apelido Lágrimas – por ter tatuagens de lágrimas vermelhas no rosto. Entre os bairros onde a quadrilha atuava, estão Guabiraba, Encruzilhada, Casa Amarela, Iputinga, Macaxeira, Santana, Casa Forte, Espinheiro, Cordeiro e Dois Unidos.
O Poder
A Polícia Civil prendeu um homem de 27 anos suspeito de envolvimento no roubo de, ao menos, 18 carros. Ele integra uma organização criminosa especializada no roubo de veículos para desmanche na Zona Norte do Recife.
Dez bairros
Ao menos, em dez bairros da capital há 14 inquéritos policiais que viraram processos criminais, além de quatro investigações em aberto contra a quadrilha.
Lágrimas
O homem identificado pela Polícia Civil apenas como Matheus, é conhecido pelo apelido Lágrimas – por ter tatuagens de lágrimas vermelhas no rosto. Entre os bairros onde a quadrilha atuava, estão Guabiraba, Encruzilhada, Casa Amarela, Iputinga, Macaxeira, Santana, Casa Forte, Espinheiro, Cordeiro e Dois Unidos.
O Poder