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Eleições 2024 - Programa de Zé Queiroz prevê intercâmbio para estudantes das escolas municipais de Caruaru

03/09/2024

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Candidato à prefeitura de Caruaru pelo PDT, Zé Queiroz garantiu em entrevista, que, se eleito, vai implantar na cidade um programa de intercâmbio para os estudantes das escolas municipais estudarem inglês, espanhol e linguagem de programação no estrangeiro.

“Pela primeira vez, na história de Caruaru, nossos alunos terão oportunidade de estudar no exterior com apoio da prefeitura. Com isso, a gente garante que oportunidades antes vistas como algo impossível se tornem realidade e mudem a vida das pessoas para melhor”, disse Zé Queiroz.

O guia

O guia eleitoral de Queiroz, veiculado ontem à noite, segunda-feira (02/09), apresentou aos eleitores de Caruaru propostas para a educação, entre elas dobrar a quantidade de vagas nas creches, colocar 100% das crianças de quatro a cinco anos na escola e implantar o programa Pequeno Leitor para garantir a alfabetização no tempo certo.

Revisão

Zé Queiroz propô...

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Candidato à prefeitura de Caruaru pelo PDT, Zé Queiroz garantiu em entrevista, que, se eleito, vai implantar na cidade um programa de intercâmbio para os estudantes das escolas municipais estudarem inglês, espanhol e linguagem de programação no estrangeiro.

“Pela primeira vez, na história de Caruaru, nossos alunos terão oportunidade de estudar no exterior com apoio da prefeitura. Com isso, a gente garante que oportunidades antes vistas como algo impossível se tornem realidade e mudem a vida das pessoas para melhor”, disse Zé Queiroz.

O guia

O guia eleitoral de Queiroz, veiculado ontem à noite, segunda-feira (02/09), apresentou aos eleitores de Caruaru propostas para a educação, entre elas dobrar a quantidade de vagas nas creches, colocar 100% das crianças de quatro a cinco anos na escola e implantar o programa Pequeno Leitor para garantir a alfabetização no tempo certo.

Revisão

Zé Queiroz propôs ainda a revisão do currículo escolar para o ensino fundamental, além de um programa de formação continuada para os profissionais de educação. “A educação é a base de tudo e isso é um pouco do que nós vamos fazer para conectar os nossos estudantes com o futuro e tornar as escolas espaços de oportunidades”, assegurou Zé Queiroz, o prefeito pioneiro na construção de creches e escolas em tempo integral para Caruaru.

Leia outras informações

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"Sempre" se resolvem, diz Benjamin Netanyahu e minimiza desentendimento com Trump

03/06/2026

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje, quarta-feira, 03/06, que ele e o presidente dos EUA, Donald Trump, às vezes têm "divergências táticas", mas concordam nas principais questões relativas ao Irã, minimizando possíveis desentendimentos. “Às vezes temos, como nas melhores famílias, essas divergências táticas”, disse ele. Mas “sempre encontramos uma maneira de resolvê-los e fazemos isso como grandes amigos”, disse Netanyahu. “Podemos discordar pela manhã e encontrar um terreno comum à tarde”, continuou ele. Ainda durante a entrevista com a CNBC, o líder israelense afirmou que não "entraria em detalhes" ao ser questionado sobre o xingamento de Trump. Ele também informou que conversa com o presidente americano "a cada dois dias".

Trump: "Louco"

A declaração ocorre após Trump admitir ter chamado o premiê de louco em uma troca de telefonemas sobre os combates no Líbano, enquanto Washington tenta negociar o fim das hostilidades...

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje, quarta-feira, 03/06, que ele e o presidente dos EUA, Donald Trump, às vezes têm "divergências táticas", mas concordam nas principais questões relativas ao Irã, minimizando possíveis desentendimentos. “Às vezes temos, como nas melhores famílias, essas divergências táticas”, disse ele. Mas “sempre encontramos uma maneira de resolvê-los e fazemos isso como grandes amigos”, disse Netanyahu. “Podemos discordar pela manhã e encontrar um terreno comum à tarde”, continuou ele. Ainda durante a entrevista com a CNBC, o líder israelense afirmou que não "entraria em detalhes" ao ser questionado sobre o xingamento de Trump. Ele também informou que conversa com o presidente americano "a cada dois dias".

Trump: "Louco"

A declaração ocorre após Trump admitir ter chamado o premiê de louco em uma troca de telefonemas sobre os combates no Líbano, enquanto Washington tenta negociar o fim das hostilidades com o Irã. Em uma entrevista transmitida hoje, quarta-feira, 03/06, Trump foi questionado se havia chamado o líder israelense de "completamente louco" e o acusou de ingratidão, parafraseando uma reportagem do Axios. "Sim, chamei", disse Trump ao podcast "Pod Force One". "Não diria que fiquei com raiva. Fiquei um pouco incomodado com as constantes brigas dele com o Líbano, sabe?". Trump prosseguiu dizendo que ele e Netanyahu se dão muito bem.



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Israel x Líbano

Representantes dos dois países retomam as negociações mediadas pelos Estados Unidos em Washington, D.C., hoje, quarta-feira, 03/06. A primeira rodada de conversas aconteceu na terça-feira, 02/06. O Departamento de Estado dos EUA confirmou que as conversas continuarão nesta quarta, após os dois lados terem realizado progressos. As discussões ocorrem em meio a contínuos ataques entre Israel e o Hezbollah e à ameaça de escalada por parte do governo Netanyahu.




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CTTU - 24 dispositivos foram instalados para conter furtos em semáforos do Recife

03/06/2026

A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano, CTTU, instalou 24 dispositivos antifurtos na área central da capital pernambucana. Devido aos constantes casos de furtos em semáforos das principais vias do Recife.

Os dispositivos

Em localidades como Av. Cruz Cabugá, Av. Agamenon Magalhães e Av. Norte, é possível ver alguns desses dispositivos antifurtos, que são acessórios compostos por tiras metálicas perfurantes voltadas para baixo, dispostas em um formato de pétalas de flor. Esse equipamento visa impedir a subida de vândalos e ladrões nos postes. Além da instalação desses dispositivos antifurtos, a CTTU informou que estão sendo feitas a substituição de cabos de cobre por alumínio, colocação de materiais que possuem menor valor comercial e utilização de cordoalhas de aço para reforçar a proteção da rede elétrica dos semáforos. Todas essas medidas, que começaram a ser implementadas em setembro do ano passado, visam desestimular novas ocorrências de fu...

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A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano, CTTU, instalou 24 dispositivos antifurtos na área central da capital pernambucana. Devido aos constantes casos de furtos em semáforos das principais vias do Recife.

Os dispositivos

Em localidades como Av. Cruz Cabugá, Av. Agamenon Magalhães e Av. Norte, é possível ver alguns desses dispositivos antifurtos, que são acessórios compostos por tiras metálicas perfurantes voltadas para baixo, dispostas em um formato de pétalas de flor. Esse equipamento visa impedir a subida de vândalos e ladrões nos postes. Além da instalação desses dispositivos antifurtos, a CTTU informou que estão sendo feitas a substituição de cabos de cobre por alumínio, colocação de materiais que possuem menor valor comercial e utilização de cordoalhas de aço para reforçar a proteção da rede elétrica dos semáforos. Todas essas medidas, que começaram a ser implementadas em setembro do ano passado, visam desestimular novas ocorrências de furtos desses equipamentos.

Ocorrências

Segundo a CTTU, os prejuízos com furtos em semáforos, contabilizados entre os meses de setembro de 2025 e maio deste ano, já ultrapassam R$ 685 mil. Ainda dentro desse recorte temporal, foram registrados, de acordo com a autarquia, mais de 100 boletins de ocorrência relacionados a esse tipo de crime. As ocorrências mais frequentes acontecem em importantes corredores de circulação da cidade, como a Av. Cruz Cabugá, Av. Norte e Av. Agamenon Magalhães, o que impacta diretamente a operação dos equipamentos e a segurança viária da população.



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Equipamentos como esse não são novidade no Brasil

A instalação dessa “barreira de proteção de postes” já acontece em outras cidades do Brasil. Em São Paulo, por exemplo, os conhecidos "chapéus chineses" começaram a ser implantados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) desde 2024. Ambos os dispositivos, tanto o do Recife quanto o de São Paulo, visam impedir que vândalos e ladrões tenham acesso aos equipamentos de trânsito.




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Após identificação de Bactéria, Anvisa determina recolhimento de lote da Água Mineral Crystal

03/06/2026

A Anvisa determinou hoje, quarta-feira, 03/06, o recolhimento e a suspensão da comercialização, da distribuição e do uso de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal após a identificação da bactéria "Pseudomonas aeruginosa" em amostras do produto. O recolhimento envolve o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126.

Anvisa

Segundo a agência, o produto está em desacordo com a legislação sanitária vigente, incluindo normas que estabelecem os padrões microbiológicos para alimentos e águas envasadas. De acordo com as informações disponíveis até o momento, o problema está restrito ao lote específico objeto do recolhimento. A investigação continua em andamento e segue sendo acompanhada pela Anvisa e pelos órgãos de vigilância sanitária envolvidos.



Ypê

A bactéria é a mesma presente em produtos da marca Ypê, que teve a venda e o uso proibidos em abril após a agência identificar um risco bi...

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A Anvisa determinou hoje, quarta-feira, 03/06, o recolhimento e a suspensão da comercialização, da distribuição e do uso de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal após a identificação da bactéria "Pseudomonas aeruginosa" em amostras do produto. O recolhimento envolve o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126.

Anvisa

Segundo a agência, o produto está em desacordo com a legislação sanitária vigente, incluindo normas que estabelecem os padrões microbiológicos para alimentos e águas envasadas. De acordo com as informações disponíveis até o momento, o problema está restrito ao lote específico objeto do recolhimento. A investigação continua em andamento e segue sendo acompanhada pela Anvisa e pelos órgãos de vigilância sanitária envolvidos.



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Ypê

A bactéria é a mesma presente em produtos da marca Ypê, que teve a venda e o uso proibidos em abril após a agência identificar um risco biológico.



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Saiba sobre a Bactéria encontrada na Água Mineral Crystal

A bactéria Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no solo, na água e em ambientes úmidos, como pias, sanitários, piscinas mal tratadas e superfícies, segundo informações do Manual MSD. Em indivíduos saudáveis, ela pode estar presente sem apresentar sintomas. O grupo de maior risco são os portadores de diabetes, fibrose cística, quem tem baixa imunidade ou que utilizam medicamentos imunossupressores. Outro motivo de atenção é que algumas cepas do agente biológico são mais resistentes ao tratamento com antibióticos. As infecções provocadas pela Pseudomonas aeruginosa podem atingir válvulas cardíacas, correntes sanguíneas, ouvidos, pulmões, olhos, ossos, articulações e trato urinário. Quando atinge a corrente sanguínea, pode haver risco de choque infeccioso. Se não tratada corretamente, a infecção pode causar a morte. Em quadros externos leves, os sintomas podem incluir coceira, dor, irritações na pele e secreção. Já os quadros graves podem evoluir pneumonia hospitalar, especialmente em pacientes internados que utilizam respiradores mecânicos. (Com Globo News e CNN)




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Caso Master - Defesa de Daniel Vorcaro apresenta nova versão de delação a PF e PGR

03/06/2026

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apresentou à Polícia Federal e à PGR, Procuradoria-Geral da República, uma nova versão da sua proposta de delação premiada. Na segunda-feira, 01/06, a defesa teve reunião com investigadores e apresentou uma nova proposta, e adendos foram acrescentados ao texto ontem, terça-feira, 02/06.

As primeiras versões dos anexos da colaboração foram entregues pela defesa de Vorcaro no dia 06/05, mas investigadores da PF e da PGR consideraram fracas as informações que o ex-banqueiro pretendia fornecer. A Polícia Federal chegou a rejeitar essa versão inicial da delação, mas voltou à mesa de negociação uma semana depois de ter rejeitado. (Com a Folha de S.Paulo)

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O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apresentou à Polícia Federal e à PGR, Procuradoria-Geral da República, uma nova versão da sua proposta de delação premiada. Na segunda-feira, 01/06, a defesa teve reunião com investigadores e apresentou uma nova proposta, e adendos foram acrescentados ao texto ontem, terça-feira, 02/06.

As primeiras versões dos anexos da colaboração foram entregues pela defesa de Vorcaro no dia 06/05, mas investigadores da PF e da PGR consideraram fracas as informações que o ex-banqueiro pretendia fornecer. A Polícia Federal chegou a rejeitar essa versão inicial da delação, mas voltou à mesa de negociação uma semana depois de ter rejeitado. (Com a Folha de S.Paulo)




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Lula diz que vai mandar carta a Trump e ameaça procurar outros parceiros: "Eu nem ia ao G7, mas agora vou"

03/06/2026

O presidente Lula voltou a criticar hoje, quarta-feira, 03/06, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após o anúncio de novas tarifas a produtos brasileiros. Em reunião com ministros no Palácio do Planalto, Lula disse que recorrerá a Trump e que pode procurar outros parceiros comerciais caso os americanos não estejam dispostos a negociar. "Nós somos grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil esta semana, não é possível", afirmou Lula. "Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil, ele é um latino-americano frustrado".

"O Pix é do Brasil"

Durante a reunião no Planalto, uma tela ao fundo exibia os dizeres "o Pix é do Brasil", em referência à acusação feita pelo Escritório do Comércio americano (USTR) para sobretaxar o Brasil, de que o país adota práticas desleais de comércio por meio do sistema de pagamentos instantâneo usado por milhões de brasileiros. A defesa da soberania...

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O presidente Lula voltou a criticar hoje, quarta-feira, 03/06, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após o anúncio de novas tarifas a produtos brasileiros. Em reunião com ministros no Palácio do Planalto, Lula disse que recorrerá a Trump e que pode procurar outros parceiros comerciais caso os americanos não estejam dispostos a negociar. "Nós somos grandes, temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil esta semana, não é possível", afirmou Lula. "Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil, ele é um latino-americano frustrado".

"O Pix é do Brasil"

Durante a reunião no Planalto, uma tela ao fundo exibia os dizeres "o Pix é do Brasil", em referência à acusação feita pelo Escritório do Comércio americano (USTR) para sobretaxar o Brasil, de que o país adota práticas desleais de comércio por meio do sistema de pagamentos instantâneo usado por milhões de brasileiros. A defesa da soberania e do Pix se tornou o ponto central da reação brasileira às medidas anunciadas pelos EUA e trunfo eleitoral de Lula, que acusa a família Bolsonaro, em especial o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, de ter articulado as sanções junto a Trump.



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Carta a Trump

O presidente também anunciou que pretende mandar uma nova carta a Trump para tentar derrubar as novas tarifas impostas ao Brasil pelo governo americano. Segundo Lula, a ideia é mostrar que os EUA "estão equivocados" ."Vou mandar outra carta ao presidente Trump, vou escrever quantos artigos forem necessários na imprensa americana e mundial para mostrar que eles estão errados, equivocados e que eles estão induzindo o mundo a uma violência desnecessária", disse Lula.



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"A gente vai vender para quem quiser comprar", e G7

Lula ainda disse que, caso os EUA não aceitarem negociar, não vai "ficar chorando" e buscará novos parceiros comerciais. "Eles têm o direito de não querer (negociar). Agora, nós não vamos ficar chorando, vamos procurar outros parceiros, se ele não quer comprar a gente vai vender para quem quiser comprar, não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui vamos procurar outros. O que tem que saber é que o Brasil é dono do seu nariz. Por conta da soberania, faremos tudo o que for necessário, não cederemos." O presidente disse que inicialmente não planejava ir à Cúpula do G7, entre os dias 15 a 17/06, em Paris, mas que após a nova decisão dos EUA, resolveu que irá ao encontro. A previsão é que Trump também participe. Ele defendeu acordos multilaterais, entre vários países, como saída para evitar ações unilaterais como as adotadas pelos EUA ao tarifar os países.

EUA x Brasil

Nos últimos dois dias, o governo Trump concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e recomendou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Hoje, quarta-feira, 03/06, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) deu mais um passo e propôs uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre importações brasileiras no âmbito de uma investigação sobre trabalho forçado. Paralelamente, os EUA também classificaram o PCC e o CV como organizações terroristas.




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Ensaio inspirador - O Homem Que Se Recusou a Morrer, por Gustavo Carvalho*

03/06/2026

Existe uma noite, em algum lugar da Holanda, no ano de 2012, em que duas panquecas esfriaram numa frigideira.
Não fazem parte dessa história por acidente.
Quem está na cozinha é uma mulher chamada Karen. Quem deveria estar ali, mas subiu rápido até o escritório para "dar uma olhada" e "nunca mais desceu", é um holandês de trinta e poucos anos, magro, atento, chamado Sytse Sijbrandij. O mundo um dia vai aprender a chamá-lo de Sid. E vai aprender a pronunciar seu sobrenome como uma bebida cara: see-brandy.
Mas isso é depois.
Naquela noite, Sid está olhando para a tela do computador como quem viu o mar aberto pela primeira vez.



O Garoto que Montava Submarinos

Para entender o que Sid está vendo, é preciso voltar nove anos.
Em 2003, recém-formado em física de engenharia e ciências da gestão pela Universidade de Twente, Sid foi trabalhar numa empresa pequena, esquisita e improvável. Chamava-se U-Boat Worx...

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Existe uma noite, em algum lugar da Holanda, no ano de 2012, em que duas panquecas esfriaram numa frigideira.
Não fazem parte dessa história por acidente.
Quem está na cozinha é uma mulher chamada Karen. Quem deveria estar ali, mas subiu rápido até o escritório para "dar uma olhada" e "nunca mais desceu", é um holandês de trinta e poucos anos, magro, atento, chamado Sytse Sijbrandij. O mundo um dia vai aprender a chamá-lo de Sid. E vai aprender a pronunciar seu sobrenome como uma bebida cara: see-brandy.
Mas isso é depois.
Naquela noite, Sid está olhando para a tela do computador como quem viu o mar aberto pela primeira vez.



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O Garoto que Montava Submarinos

Para entender o que Sid está vendo, é preciso voltar nove anos.
Em 2003, recém-formado em física de engenharia e ciências da gestão pela Universidade de Twente, Sid foi trabalhar numa empresa pequena, esquisita e improvável. Chamava-se U-Boat Worx. Fabricava submarinos recreativos — sim, submarinos de passeio, para gente muito rica que queria descer ao fundo do mar em vez de subir a montanha de avião. Ele ficou ali quase cinco anos. Era o primeiro funcionário.
Pode parecer detalhe biográfico. Não é.
Montar submarinos te ensina coisas que nenhuma faculdade ensina. Te ensina que cada peça precisa funcionar — uma falha, e alguém morre afogado a duzentos metros de profundidade. Te ensina precisão obsessiva, documentação rigorosa, colaboração entre especialistas espalhados pelo mundo. Te ensina que engenharia é uma forma de cuidado.
Sid amava o desafio técnico. Mas era inteligente o bastante para enxergar que o mercado de submarinos para magnatas não ia mudar o mundo. Nas horas vagas, começou a ensinar a si mesmo a programar em Ruby. E começou a vasculhar um fórum chamado Hacker News, onde o futuro da tecnologia estava sendo discutido do outro lado do Atlântico, em tempo real, todos os dias.
Sem saber, ele estava afiando as ferramentas que mudariam sua vida.
O Ucraniano da Casa Sem Água
Em 2011, do outro lado da Europa, um programador ucraniano chamado Dmitriy Zaporozhets estava criando, por conta própria, uma ferramenta para programadores colaborarem entre si. Ele a chamou de GitLab.
Aqui é onde a história fica boa de contar.
Dmitriy escrevia código em uma casa muito simples, sem água encanada. Todo dia ele caminhava até um poço comunitário para buscar água. Mas o que mais o incomodava no dia a dia não era a caminhada até o poço — era a falta de uma boa ferramenta para colaborar com outros programadores. Achou que devia existir. Como não existia, fez ele mesmo. Distribuiu de graça, em código aberto, para qualquer um melhorar.
Um ano depois, Sid descobriu o projeto. Era 2012.
E teve uma ideia muito simples: o GitLab era ótimo, mas era preciso instalar. Se alguém oferecesse o GitLab como um site, onde qualquer pessoa pudesse usar sem instalar nada, isso seria revolucionário.
Naquela noite, Sid e Karen iam jantar panquecas.



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A Noite das Panquecas

Ela começou a assar a massa.
Ele subiu ao escritório, postou um link no Hacker News convidando para um beta do GitLab hospedado, e desceu para ajudar.
Comeu uma panqueca. Subiu rápido. "Só vou ver se rendeu."
Não tinha rendido. O post estava parado, esquecido entre dezenas de outros. Voltou para a cozinha. Comeu mais uma.
Subiu de novo. Dessa vez não desceu.
Karen terminou de fritar as panquecas sozinha, na cozinha vazia. Quando subiu ao escritório com o prato na mão, encontrou Sid hipnotizado pela tela. O post tinha chegado à primeira página do Hacker News. Em três horas, mais de 150 pessoas se inscreveram.
Era o primeiro brilho fraco de algo que ainda nem tinha nome.
Sid mandou um e-mail para Dmitriy: "Vou transformar isso em produto."
A resposta do ucraniano, fiel ao espírito do código aberto, foi mais ou menos: "Ótimo. Obrigado por fazer isso!"
Com o pouco dinheiro que tinha, Sid contratou Dmitriy em tempo integral. O programador da casa sem água encanada virou co-fundador e diretor de tecnologia.
A dupla estava formada.



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O Império Sem Endereço

O GitLab cresceu rápido. Em 2015, entrou no Y Combinator — a aceleradora mais prestigiada do mundo. Em 2016, já tinha milhões de usuários, levantou US$ 20 milhões em investimentos, e contava com clientes como IBM, NASA, Macy's, ING e VMware.
Mas a parte mais radical não era o produto.
O Vale do Silício jurava que startup só vingava com todo mundo no mesmo prédio, almoçando junto, fazendo brainstorm na lousa. Sid discordou com argumento simples: ele queria os melhores. E os melhores não estavam todos na Califórnia. O próprio sócio dele morava numa vila na Ucrânia.
Então fez algo que ninguém fazia: construiu uma empresa inteiramente remota. Zero escritórios. Funcionários em dezenas de países, fusos horários diferentes, todos colaborando online, o tempo inteiro.
E mais: implementou uma cultura que ele chamava de "transparência radical." O manual interno do GitLab — o Handbook — passou de três mil páginas, todas disponíveis publicamente na internet, para qualquer concorrente, qualquer jornalista, qualquer curioso ler. Reuniões internas eram gravadas e publicadas no YouTube. Milhares de vídeos.
Era esquisito. Era contraintuitivo. Era diferente de tudo.
E funcionou.
Quando a pandemia, em 2020, forçou o planeta inteiro a trabalhar de casa, o jeito esquisito do GitLab virou objeto de fascínio mundial. Estudos de caso de Harvard. Entrevistas. Podcasts. Sid foi nomeado pela revista Forbes como uma das "mentes de negócios da pandemia" por espalhar o evangelho do trabalho remoto.



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O Dia em Que Tudo Ia Bem

14 de outubro de 2021.
O GitLab — nascido em um escritório no andar de cima da casa de Sid — abriu o capital na bolsa de Nova York. O menino que montava submarinos tinha construído uma empresa avaliada em bilhões.
Sid virou bilionário num único dia.
E Karen — a mulher das panquecas — agora era, havia tempos, sua esposa.
Em 2022, ele era CEO de uma empresa pública em alta, casado havia mais de duas décadas, admirado, no topo absoluto do mundo da tecnologia.
Tudo ia muito bem.
Foi exatamente nesse momento que veio a dor no peito.



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A Dor Que Não Passava

Foi durante um treino na academia. Sid estava no supino, sentiu uma fisgada esquisita, achou que era músculo. Iria passar.
Não passou.
Duas semanas depois, às quatro da manhã, sem conseguir dormir, ele foi para a emergência.
Os médicos primeiro temeram um aneurisma de aorta — a parede da artéria principal do peito enfraquecida, prestes a romper. Pediram uma tomografia urgente.
Não era aneurisma.
Era pior.
Havia uma massa de seis centímetros crescendo a partir da vértebra T5, no alto da coluna dele, encostando na medula, próxima do coração. O diagnóstico veio devastador: osteossarcoma. Câncer ósseo. Raro. Agressivo. Do tipo que normalmente aparece em adolescentes. Não em homens saudáveis de 45 anos.
Era novembro de 2022.
Em uma única consulta, a vida de Sid passou a caber numa palavra.



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O Ano Que Quase o Destruiu

Veio a guerra contra o próprio corpo.
Cirurgiões removeram a vértebra doente e reconstruíram a coluna com titânio. Depois, radioterapia de precisão. Depois, feixe de prótons. Depois, quimioterapia tão brutal que exigiu quatro transfusões de sangue apenas para mantê-lo vivo.
Ele perdeu o cabelo. Passou semanas sem força para levantar da cama. A esposa, Karen, dormia no quarto ao lado para não acordá-lo. Os amigos visitavam em silêncio. O CEO da empresa pública que ele tinha construído mal conseguia abrir o computador.
"Isso me destruiu", ele diria depois.
E ainda assim, completou todos os ciclos. Sobreviveu. Voltou ao trabalho lentamente. Os exames mostravam o tumor controlado. A vida começava a se reorganizar.
Até que, em 2024, veio a frase que ninguém quer ouvir duas vezes.
O câncer voltou.
"Virou meu próprio trabalho me manter vivo."
Os médicos foram honestos.
Não havia mais tratamento padrão disponível. Sid tinha completado todos os protocolos existentes para osteossarcoma recidivado. E, devido à raridade do seu caso — adulto, com câncer pediátrico, recidiva específica — ele não se qualificava para nenhum ensaio clínico em andamento.
Os critérios de inclusão dos estudos foram desenhados para outras pessoas. Não para ele.
A mensagem dos médicos, em essência, foi: "Sentimos muito. Talvez exista um ensaio em algum lugar. Boa sorte."
Para qualquer paciente comum, era o fim da linha.
Para Sid, foi o início de outra coisa.
"Virou meu próprio trabalho me manter vivo. Ninguém mais ia fazer isso por mim."
No fim de 2024, ele deixou o cargo de CEO do GitLab — empresa que ele tinha construído do zero — para ser apenas presidente do conselho. Pela primeira vez em quinze anos, ele ia dedicar tempo integral a uma única coisa.
Sobreviver.



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Mode Contra a Morte

Sid olhou para o próprio câncer como olharia para um problema de engenharia. Como olharia para um submarino com um vazamento. Como olharia para um software com um bug crítico em produção.
Decompôs o problema em primeiros princípios.
E definiu três regras:

Primeira regra: diagnósticos máximos. Fazer todo exame que existisse, o mais frequentemente possível. Nenhuma informação era pequena demais para ser registrada. Sequenciamento genético completo do tumor. Sequenciamento de RNA. Análise célula a célula. Cultivo de organoides — pequenos modelos do tumor em laboratório, para testar drogas antes de testá-las nele mesmo.

Segunda regra: dez ou mais tratamentos personalizados. Já que não havia mais opções disponíveis, ele iria criá-las. Contratou pesquisadores. Investiu em empresas que desenvolviam drogas experimentais. Encomendou tratamentos sob medida — incluindo uma vacina de mRNA personalizada, desenhada especificamente contra as mutações encontradas no tumor dele.

Terceira regra: testar em paralelo, não em sequência. A medicina tradicional testa uma droga por vez. Se não funciona, troca. Mês a mês. Sid não tinha tempo para isso. Ele decidiu testar várias estratégias simultaneamente, medindo a resposta de cada uma com diagnósticos rigorosos.
Era a filosofia do Vale do Silício — iterar rápido, medir tudo, falhar barato — aplicada ao próprio corpo.

E aí veio a pista.
A Brecha Escondida no Código da Vida
No meio de uma montanha de dados — terabytes e terabytes de informação molecular sobre o tumor — surgiu uma anomalia.
O sequenciamento célula a célula mostrou que as células do câncer de Sid tinham um truque: se disfarçavam de tecido cicatricial. Superexpressavam uma proteína chamada FAP — fibroblast activation protein — uma molécula que o corpo normalmente usa para reparar feridas. O tumor era como uma ferida que se recusava a fechar, escondida atrás de uma máscara biológica que enganava o sistema imune.
A FAP era a brecha.
Se existia uma maneira de mirar especificamente nessa proteína, seria possível atacar o tumor sem atacar o resto do corpo.
E existia.
Na Alemanha, um centro de pesquisa estava desenvolvendo uma terapia experimental que mirava exatamente a FAP. Não era padrão. Não era aprovada. Era frontier — pesquisa de fronteira.
"Falo com qualquer um, vou a qualquer lugar, posso estar lá a qualquer hora", disse Sid.
E foi.

O Míssil Microscópico

O tratamento parecia ficção científica.
Uma molécula desenhada por humanos — pequena o bastante para circular pelo sangue — era programada para reconhecer especificamente a proteína FAP. Quando encontrava uma célula cancerígena disfarçada, se grudava nela. E carregava na cauda um átomo radioativo: Lutécio-177.
Era uma bomba microscópica entregue diretamente no alvo.
Primeiro, fizeram um teste com uma versão "fria" — não-radioativa — para confirmar se a molécula estava encontrando o tumor de Sid. Fizeram a imagem.
O tumor se acendeu na tela. Brilhou. A molécula tinha encontrado seu alvo com precisão milimétrica.
Confirmado o caminho, vieram as cargas reais. Sid passou dois dias em quarentena médica, com um detector de radiação na mão — porque o próprio corpo dele estava emitindo radiação por dentro, como uma usina em miniatura combatendo o câncer de dentro para fora.
E depois veio a espera.
O Número Que Mudou Tudo
Funcionou.
O tumor encolheu. Encolheu o suficiente para poder ser operado novamente. E na cirurgia que retirou o que tinha sobrado, os patologistas encontraram um dado que mudaria a história.
Quando o câncer havia voltado em 2024, apenas 19% das células dentro do tumor eram linfócitos T — as células de defesa do corpo. O exército humano tinha sido sufocado, expulso, neutralizado pelo disfarce molecular do câncer.
Depois do tratamento combinado — radioterapia, imunoterapia, Lutécio-177 dirigido contra a FAP — esse número saltou para 89%.
Oitenta e nove por cento.
O sistema imune de Sid tinha acordado. Tinha reconhecido o inimigo. Tinha partido para o ataque em massa, recuperado terreno, retomado o controle do tecido.
Hoje, em maio de 2026, seu câncer está em remissão. Sem evidência de doença detectável pelos métodos mais sensíveis disponíveis.
"O futuro já chegou. Só não está distribuído por igual."

O Que Sid Faz Agora

Sid não parou para descansar.
Parou para construir.
Fundou uma nova empresa de programação com inteligência artificial, chamada Kilo Code. Toca um fundo de venture capital. Toca a Sijbrandij Foundation, dedicada à pesquisa do câncer e à reinvenção do tratamento oncológico. Voltou a viajar com Karen — a mulher das panquecas, ainda casados, completaram 25 anos juntos em 2025.
Mas talvez o mais importante seja isto:
Ele abriu tudo.
Vinte e cinco terabytes de dados médicos pessoais — sequenciamentos, imagens, resultados de tratamentos, biópsias, exames de sangue — disponibilizados publicamente, em servidores abertos, para qualquer pesquisador do mundo baixar e estudar.
Porque Sid acredita numa coisa simples: ele teve a sorte rara de poder transformar dinheiro em tempo de vida. Bilionário, conseguiu pagar por diagnósticos que ninguém mais consegue pagar, encomendar tratamentos que ninguém mais consegue encomendar, viajar para a Alemanha sem precisar pedir autorização para o convênio.
Não é justo.
Então ele decidiu transformar o privilégio dele em estrada para os outros. Cada exame que pagou, cada alvo molecular que descobriu, cada protocolo que funcionou no corpo dele — tudo público. Tudo aberto. Para que outros pacientes possam um dia trilhar o mesmo caminho sem precisar ser bilionários.

A Lição Que Cabe na Mão

Essa não é uma história sobre dinheiro.
Também não é uma história sobre sorte.
É uma história sobre um garoto holandês que aprendeu a montar submarinos numa empresa pequena e esquisita. Que ensinou a si mesmo a programar nas horas vagas. Que lançou um império numa noite em que as panquecas esfriaram. Que construiu uma empresa de bilhões de dólares sem nenhum escritório físico. E que, quando o pior diagnóstico do mundo chegou, se recusou a aceitar o "não" dos médicos.
É uma história sobre tratar a esperança como um problema de engenharia. Sobre encarar a doença como um sistema a ser depurado. Sobre transformar a morte iminente em uma série de hipóteses testáveis, medidas, refinadas, iteradas.
É uma história sobre o que acontece quando alguém se recusa, com tudo o que tem, a morrer antes da hora.
E sobre o que acontece, depois, quando essa pessoa decide que o caminho que abriu para si mesma vai ficar aberto para todos os outros que vierem depois.
O homem que se recusou a morrer continua trabalhando, viajando, construindo, amando a mulher das panquecas, doando seus dados ao mundo. Está vivo. Está em remissão. Está, talvez, no melhor momento da própria vida.

E há um detalhe importante nesta história: os médicos, lá em 2024, disseram que era o fim da linha.
Não era.

*Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc, PhD
Cirurgião Geral | Professor Adjunto – UPE
Consultor de IA – Amigo Tech

História real, baseada em fontes públicas verificadas: sytse.com/cancer, osteosarc.com, Century of Biology (Elliot Hershberg), OpenAI Forum, GitLab Handbook.

NR - O texto acima tem caráter informativo e literário. Não constitui aconselhamento médico.



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O Mais Completo de Todos - Crônica - Por Romero Falcão*

03/06/2026

Li que "Caetano Veloso realizou apresentações em Portugal na turnê de encerramento de sua carreira internacional. Passou pela Super Bock Arena, no Porto, e abriu o Coala Festival, em Cascais, onde foi ovacionado ao som de grandes clássicos".

Os portugueses correram para garantir o ingresso, haja vista a forte possibilidade do baiano pisar pela última vez nos palcos de Camões.

Conheço bem essa sensação. Me culpo até hoje por não ter ido à última turnê de Milton Nascimento. Logo Milton, um raro diamante musical, que faz a Terra tremer e chorar diante da poderosa voz.

Nossos heróis da MPB não morreram de overdose: envelheceram. Chegaram à casa dos oitenta, Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso e Djavan — este com 77 anos. Queiram ou não queiram os juízes, onde quer que se apresentem, do Teatro do Parque ao Carnegie Hall, lotam as cadeiras e inundam a plateia de emoção, palmas e gritos de “Bravooooo!...

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Li que "Caetano Veloso realizou apresentações em Portugal na turnê de encerramento de sua carreira internacional. Passou pela Super Bock Arena, no Porto, e abriu o Coala Festival, em Cascais, onde foi ovacionado ao som de grandes clássicos".

Os portugueses correram para garantir o ingresso, haja vista a forte possibilidade do baiano pisar pela última vez nos palcos de Camões.

Conheço bem essa sensação. Me culpo até hoje por não ter ido à última turnê de Milton Nascimento. Logo Milton, um raro diamante musical, que faz a Terra tremer e chorar diante da poderosa voz.

Nossos heróis da MPB não morreram de overdose: envelheceram. Chegaram à casa dos oitenta, Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso e Djavan — este com 77 anos. Queiram ou não queiram os juízes, onde quer que se apresentem, do Teatro do Parque ao Carnegie Hall, lotam as cadeiras e inundam a plateia de emoção, palmas e gritos de “Bravooooo!”.



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Fui à despedida de Gilberto Gil — Tempo Rei —, para mim o mais completo de todos. A deusa música lhe deu tudo: um belíssimo bordado de inteligência e espiritualidade, compositor genial, instrumentista refinado e dono de uma voz que passeava onde queria nos tempos de Realce e Se Eu Quiser Falar com Deus.

Saí emocionado do Classic Hall. Tomado por um estado de euforia que só a arte mais profunda é capaz de produzir. Ao mesmo tempo, pensativo — feito os fãs portugueses de Caetano: foi o último? Nunca mais? Um banzo se instala no peito. Orfandade absurda.

A despedida tem o adeus da música.

Saio desse palco, minha alma cheira a talco, como o som de uma geração de ouro. Me diga, leitor: quem fará uma letra na altura de "Construção" e "Super-Homem" (A Canção) nesta era em que a fórmula do sucesso milionário é o entretenimento medíocre, sem espaço nem tempo para introspecção, reflexão e silêncio.

"Quem dera pudesse todo homem compreender, oh, mãe, quem dera"- Super-homem(a canção) Gilberto Gil.



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Na terra de Fernando Pessoa, Caetano disse:

"Talvez seja a última vez que eu viajo do Brasil até aqui e é central na história da minha vida"

Talvez nunca mais vejamos uma safra de artistas dessa grandeza.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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“Áfricas: Arte, Ancestralidade e Decolonização” propõe reflexão sobre memória e heranças africanas no MEPE

03/06/2026

O Museu do Estado de Pernambuco prepara uma das mais importantes exposições voltadas à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras no cenário cultural pernambucano. Com o título “ÁFRICAS: Arte, Ancestralidade e Decolonização”, a mostra propõe um mergulho histórico, artístico e educativo nas contribuições dos povos africanos para a formação cultural, religiosa, estética e social do Brasil e do mundo. O evento de abertura acontece no sábado 06 de junho próximo às 15 horas.



A exposição

A exposição foi construída sob uma perspectiva decolonial, buscando ampliar o debate sobre memória, ancestralidade, resistência e reparação histórica. O projeto também pretende provocar reflexões sobre os impactos da colonização e da escravidão, ao mesmo tempo em que evidencia a potência das matrizes africanas presentes na identidade brasileira contemporânea.



Falou o diretor do MEPE

Diz o dire...

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O Museu do Estado de Pernambuco prepara uma das mais importantes exposições voltadas à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras no cenário cultural pernambucano. Com o título “ÁFRICAS: Arte, Ancestralidade e Decolonização”, a mostra propõe um mergulho histórico, artístico e educativo nas contribuições dos povos africanos para a formação cultural, religiosa, estética e social do Brasil e do mundo. O evento de abertura acontece no sábado 06 de junho próximo às 15 horas.



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A exposição

A exposição foi construída sob uma perspectiva decolonial, buscando ampliar o debate sobre memória, ancestralidade, resistência e reparação histórica. O projeto também pretende provocar reflexões sobre os impactos da colonização e da escravidão, ao mesmo tempo em que evidencia a potência das matrizes africanas presentes na identidade brasileira contemporânea.



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Falou o diretor do MEPE

Diz o diretor do Museu do Estado, Rinaldo Carvalho que dos grandes destaques da mostra será a coleção de máscaras e esculturas africanas doadas ao museu pela família do colecionador Ernesto Margolis. O acervo reúne 114 peças de grande relevância histórica, antropológica e artística, que passarão a integrar o diálogo expositivo como símbolos de espiritualidade, ancestralidade e expressão estética africana.



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Organização em núcleos

A exposição foi organizada em núcleos temáticos que abordarão desde a África como berço das civilizações passando pelas rotas da escravização, religiões de matrizes africanas, arte ritualística até a influência africana sobre os movimentos modernistas europeus e brasileiros. O percurso conta com espaço para a produção contemporânea de artistas negros e obras ligadas às discussões sobre identidade, corpo, pertencimento e resistência.

Além da experiência expositiva, o projeto tem ampla programação educativa, incluindo visitas mediadas, rodas de diálogo, formação para professores e atividades pós-visitação voltadas para o público em geral.



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A curadoria

A curadoria é coletiva e multidisciplinar, reunindo historiadores, antropólogos, museólogos, representantes culturais e lideranças ligadas às matrizes africanas. Entre os participantes estão o Consulado Honorário da Costa do Marfim, a historiadora doutora Aline de Biase, da UFPE, o antropólogo e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade - NEPE (UFPE), Renato Athias, Francisco Neto (Chico Bantu), produtor cultural e pesquisador das culturas Bantu e as equipes da Reserva Técnica, do Educativo e de Comunicação do museu.



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“Áfricas: Arte, Memória e Decolonização”

Com “Áfricas: Arte, Memória e Decolonização”, o Museu do Estado de Pernambuco reafirma seu compromisso com práticas museológicas inclusivas, educativas e voltadas à valorização da diversidade cultural, ampliando o acesso do público ao patrimônio africano preservado pela instituição e fortalecendo o debate sobre as heranças africanas na formação da sociedade brasileira.



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Serviço

Museu do Estado de Pernambuco: Av. Rui Barbosa, 960 - Graças

Exposição:"Áfricas: Arte, Ancestralidade e Decolonização"

Quando: 06/06 - Sábado

Durante a semana o museu abre: de 3a a 6a feira de 9h às 17h.

Sábados e domingos:  de 14 às 17h.

Entrada gratuita



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O imposto da leniência e o tabuleiro dos mascates, por Zé da Flauta*

03/06/2026

A história adora rir da nossa cara quando insistimos em terceirizar a culpa pelos nossos próprios tombos. Brasília hoje ferve num teatro de indignação hipócrita porque os Estados Unidos tascaram um tarifaço de 25% no nosso lombo, mas a verdade nua e crua é que o império da vez está apenas protegendo o seu quadrado. O governante chora soberania e a imprensa se descabela, mas esquecem de dizer que se o vizinho fecha a porta e aumenta o preço, a culpa é nossa. Deixamos a nossa casa virar um terreno baldio dominado pelo crime organizado e pelo terror nas ruas, e agora queremos achar ruim que o resto do mundo reaja à nossa bagunça.

Palanque estéril

Essa quizumba rima direto com a velha Guerra dos Mascates, quando a elite de Olinda faliu por pura incompetência e soberba, assistindo de braços cruzados o eixo do dinheiro descer para os comerciantes de Recife. O conflito real nunca foi sobre o vilão externo, mas sobre quem perdeu a capacidade de governar o p...

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A história adora rir da nossa cara quando insistimos em terceirizar a culpa pelos nossos próprios tombos. Brasília hoje ferve num teatro de indignação hipócrita porque os Estados Unidos tascaram um tarifaço de 25% no nosso lombo, mas a verdade nua e crua é que o império da vez está apenas protegendo o seu quadrado. O governante chora soberania e a imprensa se descabela, mas esquecem de dizer que se o vizinho fecha a porta e aumenta o preço, a culpa é nossa. Deixamos a nossa casa virar um terreno baldio dominado pelo crime organizado e pelo terror nas ruas, e agora queremos achar ruim que o resto do mundo reaja à nossa bagunça.

Palanque estéril

Essa quizumba rima direto com a velha Guerra dos Mascates, quando a elite de Olinda faliu por pura incompetência e soberba, assistindo de braços cruzados o eixo do dinheiro descer para os comerciantes de Recife. O conflito real nunca foi sobre o vilão externo, mas sobre quem perdeu a capacidade de governar o próprio chão. A política de agora só modernizou o cenário: em vez de reagir ao crime e arrumar a economia, nossos governantes preferem o palanque estéril. A história mostra que ninguém respeita quem não impõe a ordem dentro de casa; se nos tornamos um risco para os outros, o tarifaço é só a conta que chega.

Vexame

Atrás das notas oficiais de repúdio, o que se esconde é o vexame de uma liderança e de uma mídia que abandonaram seus papéis fundamentais de proteger o cidadão e cobrar o cumprimento das leis. Ver os representantes do povo choramingando pelos cantos porque o Trump resolveu blindar o mercado dele dá um nó na garganta de quem trabalha e sofre com o medo diário nas ruas brasileiras. O cidadão comum descobre, da pior forma, que virou refém de um Estado que não garante o básico, a segurança e a ordem, mas que é primeiríssimo lugar na hora de reclamar quando a fatura da negligência bate à porta.

Isolamento

Não se constrói uma nação forte vivendo de pires na mão ou fingindo que o caos na segurança pública é um detalhe de rodapé. Enquanto o debate nacional preferir a maquiagem ideológica à coragem de extirpar o crime organizado, continuaremos à mercê de sermos isolados pelas grandes potências econômicas. A força de um povo e a sua verdadeira soberania começam na limpeza do próprio quintal e no brio de manter as ruas seguras. Quem se recusa a botar ordem na própria casa acaba fatalmente punido pelo bolso e pela indiferença alheia.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opiniões dos seus autores. Pessoas ou instituições
Intuições citadas tem espaço garantido para suas versões.



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O STF torna ilegal emenda imoral de Hugo Motta para beneficiar família Vorcaro

03/06/2026

Lá atrás, o treloso presidente da Câmara dos Deputados, o paraíbano Hugo Motta, aprovou uma emenda na Câmara com endereço certo: beneficiar o grupo do Banco Mater e a família de Daniel Vorcaro. A emenda tornava obrigatória a destinação de um percentual de todas as empresas de seguros para créditos em carbono. Daria uma fortuna por ano. Acontece que o pai (que está preso) e a filha de Vorcaro são titulares de grandes áreas que operam crédito de carbono. Por isso, a geringonça ficou conhecida como " Emenda Master". Mas a farra acabou.

A notícia

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou por unanimidade um dispositivo que obrigava seguradoras, resseguradoras, entidades de previdência complementar aberta e sociedades de capitalização a investir parte de seus recursos em créditos de carbono. A decisão foi tomada no julgamento de uma ação apresentada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg) e representa um revés para uma das medidas mais c...

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Lá atrás, o treloso presidente da Câmara dos Deputados, o paraíbano Hugo Motta, aprovou uma emenda na Câmara com endereço certo: beneficiar o grupo do Banco Mater e a família de Daniel Vorcaro. A emenda tornava obrigatória a destinação de um percentual de todas as empresas de seguros para créditos em carbono. Daria uma fortuna por ano. Acontece que o pai (que está preso) e a filha de Vorcaro são titulares de grandes áreas que operam crédito de carbono. Por isso, a geringonça ficou conhecida como " Emenda Master". Mas a farra acabou.

A notícia

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou por unanimidade um dispositivo que obrigava seguradoras, resseguradoras, entidades de previdência complementar aberta e sociedades de capitalização a investir parte de seus recursos em créditos de carbono. A decisão foi tomada no julgamento de uma ação apresentada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg) e representa um revés para uma das medidas mais controversas incluídas durante a tramitação do marco regulatório do mercado de carbono no Congresso.

A regra inventada por Hugo

Determinava que as instituições destinassem ao menos 0,5% de suas reservas técnicas e provisões à compra de créditos de carbono ou de cotas de fundos vinculados a esses ativos. O dispositivo havia sido incorporado ao texto por meio de uma emenda apresentada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Família Vorcaro

Entre os negócios citados durante as discussões está a Alliance Participações, empresa que detém créditos de carbono gerados por uma propriedade rural na Amazônia. A companhia tem participação de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e de Natália Vorcaro.

Renan

A decisão é também uma vitória para o senador Renan Calheiros, que vinha denunciando, vigorosamente, a manobrei imoral de Hugo Motta.




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