Eleições 2024 - Programa de Zé Queiroz prevê intercâmbio para estudantes das escolas municipais de Caruaru
03/09/2024
“Pela primeira vez, na história de Caruaru, nossos alunos terão oportunidade de estudar no exterior com apoio da prefeitura. Com isso, a gente garante que oportunidades antes vistas como algo impossível se tornem realidade e mudem a vida das pessoas para melhor”, disse Zé Queiroz.
O guia
O guia eleitoral de Queiroz, veiculado ontem à noite, segunda-feira (02/09), apresentou aos eleitores de Caruaru propostas para a educação, entre elas dobrar a quantidade de vagas nas creches, colocar 100% das crianças de quatro a cinco anos na escola e implantar o programa Pequeno Leitor para garantir a alfabetização no tempo certo.
Revisão
Zé Queiroz propô...
“Pela primeira vez, na história de Caruaru, nossos alunos terão oportunidade de estudar no exterior com apoio da prefeitura. Com isso, a gente garante que oportunidades antes vistas como algo impossível se tornem realidade e mudem a vida das pessoas para melhor”, disse Zé Queiroz.
O guia
O guia eleitoral de Queiroz, veiculado ontem à noite, segunda-feira (02/09), apresentou aos eleitores de Caruaru propostas para a educação, entre elas dobrar a quantidade de vagas nas creches, colocar 100% das crianças de quatro a cinco anos na escola e implantar o programa Pequeno Leitor para garantir a alfabetização no tempo certo.
Revisão
Zé Queiroz propôs ainda a revisão do currículo escolar para o ensino fundamental, além de um programa de formação continuada para os profissionais de educação. “A educação é a base de tudo e isso é um pouco do que nós vamos fazer para conectar os nossos estudantes com o futuro e tornar as escolas espaços de oportunidades”, assegurou Zé Queiroz, o prefeito pioneiro na construção de creches e escolas em tempo integral para Caruaru.
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Mangaratiba (P73): A Presença do Estado na Foz do Amazonas e a Importância da Construção Naval para a Soberania Marítima brasileira - Por Amadeu Robalinho*
04/11/2026
A Soberania de uma nação não se estabelece exclusivamente pela delimitação de suas fronteiras ou pela existência de dispositivos constitucionais que assegurem a integridade territorial. Ela exige capacidade efetiva de presença, vigilância, proteção e resposta. No domínio marítimo, essa realidade assume proporções ainda mais relevantes, especialmente para o Brasil, cuja dimensão territorial, posição geográfica, riqueza energética e dependência das comunicações marítimas impõem desafios permanentes à Defesa Nacional.
Nesse contexto, a incorporação do Navio-Patrulha Mangaratiba (P73), realizada em 30 de outubro de 2026, no Arsenal de Marinha do...
A Incorporação de um novo navio-patrulha à Marinha do Brasil representa mais do que o aumento da capacidade operacional da Força Naval. É um passo na direção da autonomia tecnológica, do fortalecimento da Base Industrial de Defesa e da consolidação da presença estratégica brasileira na Margem Equatorial.
A Soberania de uma nação não se estabelece exclusivamente pela delimitação de suas fronteiras ou pela existência de dispositivos constitucionais que assegurem a integridade territorial. Ela exige capacidade efetiva de presença, vigilância, proteção e resposta. No domínio marítimo, essa realidade assume proporções ainda mais relevantes, especialmente para o Brasil, cuja dimensão territorial, posição geográfica, riqueza energética e dependência das comunicações marítimas impõem desafios permanentes à Defesa Nacional.
Nesse contexto, a incorporação do Navio-Patrulha Mangaratiba (P73), realizada em 30 de outubro de 2026, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, representa um acontecimento de interesse estratégico para o Poder Naval brasileiro. A embarcação, quarta unidade da Classe Macaé, possui aproximadamente 54,2 metros de comprimento e deslocamento de 500 toneladas, tendo sido construída no Brasil e equipada com sistemas nacionais de comando, controle e comunicação.
Sua futura atuação na área de responsabilidade do 4º Distrito Naval, sediado em Belém, coloca em evidência uma região de importância crescente para os interesses nacionais: a foz do Rio Amazonas e a Margem Equatorial brasileira.
Não se trata apenas de incorporar mais um meio naval à Armada. Trata-se de ampliar a capacidade do Estado de exercer autoridade sobre espaços marítimos que concentram recursos naturais, interesses econômicos, infraestruturas estratégicas e desafios geopolíticos.
A Margem Equatorial e a geopolítica dos interesses nacionais
A Margem Equatorial brasileira vem adquirindo crescente relevância no planejamento energético, econômico e estratégico do País. Suas perspectivas de exploração de petróleo e gás natural, associadas à localização geográfica e à proximidade com importantes rotas marítimas do Atlântico, colocam essa região entre os espaços que exigem atenção permanente do Estado brasileiro.
A foz do Amazonas, por sua vez, constitui uma área de elevada complexidade geográfica, ambiental, econômica e operacional. A presença de grandes sistemas fluviais, áreas costeiras, comunidades isoladas e intensa dinâmica marítima exige capacidades específicas de fiscalização, monitoramento e resposta.
Nesse cenário, a presença da Marinha do Brasil não deve ser compreendida apenas sob a perspectiva do patrulhamento convencional. Ela integra uma arquitetura mais ampla de proteção dos interesses nacionais.
A capacidade de fiscalizar o tráfego aquaviário, combater ilícitos transnacionais, proteger recursos naturais, realizar operações de busca e salvamento e acompanhar atividades econômicas em áreas marítimas sensíveis constitui uma dimensão concreta do exercício da soberania.
É importante compreender que a soberania marítima não se materializa apenas pela existência de uma frota. Ela depende da combinação entre meios navais, recursos humanos qualificados, inteligência, consciência situacional marítima, infraestrutura logística, comunicações seguras e capacidade de sustentação operacional.
O Mangaratiba insere-se nessa equação.
Engenharia, tecnologia e autonomia: o valor estratégico do Mangaratiba
Um dos aspectos mais relevantes do P73 está na incorporação de tecnologias desenvolvidas no próprio País. Entre elas, destaca-se o Sistema de Comando e Controle Georreferenciado (SisC2Geo), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM).
O sistema permite integrar informações provenientes de radares, sensores, equipamentos de navegação e sistemas de armamento, proporcionando à tripulação uma representação mais integrada do ambiente operacional.
Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania Estratégica, esse componente merece atenção especial.
A capacidade de desenvolver, integrar, atualizar e manter sistemas de comando e controle representa um ativo estratégico. Não basta adquirir plataformas navais modernas se o conhecimento tecnológico indispensável ao seu funcionamento permanecer concentrado em fornecedores estrangeiros.
A autonomia tecnológica exige domínio progressivo sobre os sistemas embarcados, arquitetura de comunicação, integração de sensores, processamento de informações e manutenção dos equipamentos.
Outro diferencial é o sistema de comunicação por satélite em Banda X, destinado a estabelecer comunicações seguras e de maior alcance com os escalões superiores da Marinha.
Em regiões de grandes distâncias geográficas, como a Amazônia e a Margem Equatorial, a continuidade das comunicações constitui requisito operacional fundamental. A capacidade de transmitir informações, receber orientações e compartilhar dados de interesse operacional contribui diretamente para a coordenação das atividades navais.
É nesse ponto que a engenharia deixa de ser apenas uma atividade de construção e manutenção de equipamentos e passa a representar um instrumento de poder nacional.
O desenvolvimento de soluções próprias, a formação de engenheiros especializados e a preservação de competências industriais reduzem vulnerabilidades externas e ampliam a liberdade de ação do Estado brasileiro.
Uma nação que não domina as tecnologias essenciais à sua Defesa permanece condicionada às capacidades, aos interesses e às decisões de terceiros.
Construção naval: infraestrutura industrial também é Defesa Nacional
A construção do Mangaratiba no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) possui significado que ultrapassa a entrega de uma embarcação.
O Arsenal representa um patrimônio tecnológico e industrial da União, cuja capacidade de construir, reparar, modernizar e integrar sistemas navais constitui um componente relevante da autonomia estratégica brasileira.
A recuperação e a preservação dessa capacidade são fundamentais para que o Brasil não se transforme em mero comprador de plataformas militares produzidas no exterior.
Segundo informações divulgadas pela Marinha, as obras do Mangaratiba e do Navio-Patrulha Miramar (P74) mobilizam aproximadamente 250 profissionais, entre militares e trabalhadores de empresas contratadas.
Esse contingente representa conhecimento técnico, mão de obra especializada, experiência industrial e continuidade de processos produtivos.
A construção naval militar movimenta uma cadeia produtiva que envolve engenharia mecânica, engenharia naval, metalurgia, soldagem, sistemas elétricos, eletrônica, automação, sensores, integração de armamentos, logística e manutenção industrial.
Cada embarcação construída nacionalmente oferece oportunidades de retenção e desenvolvimento de competências que poderão ser empregadas em projetos posteriores, inclusive em plataformas de maior complexidade.
É necessário compreender que um estaleiro militar não é apenas uma instalação industrial. É uma infraestrutura estratégica de Defesa Nacional.
A capacidade de construir e manter navios no território nacional reduz a dependência logística externa, contribui para a continuidade das operações e fortalece a Base Industrial de Defesa (BID).
O Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (PRONAPA), que prevê 11 embarcações, representa uma iniciativa importante nesse sentido. Além da continuidade da Classe Macaé, o programa contempla o desenvolvimento e a obtenção de outros meios, incluindo o projeto NPa 500BR.
Entretanto, a dimensão estratégica desse programa dependerá da regularidade orçamentária, da continuidade contratual, da previsibilidade industrial e da preservação das equipes técnicas.
Não existe autonomia industrial sustentável sem planejamento de longo prazo.
Estratégia marítima: presença, vigilância e capacidade de resposta
A incorporação do Mangaratiba também permite uma reflexão sobre a necessidade de adequação dos meios navais às dimensões e características do território marítimo brasileiro.
O Brasil possui uma extensa área marítima sob jurisdição nacional, além de importantes sistemas fluviais e corredores de circulação econômica. Proteger esses espaços exige uma estrutura naval distribuída, com capacidade de atuação compatível com as diferentes realidades operacionais.
O Navio-Patrulha Mangaratiba foi concebido para desempenhar missões de patrulhamento, fiscalização, proteção de instalações estratégicas, busca e salvamento e apoio a populações em regiões isoladas.
Com raio de ação informado de aproximadamente 2.500 milhas náuticas, sua configuração permite operações em ambientes marítimos e fluviais, dentro dos limites de suas características técnicas e operacionais.
É importante, contudo, estabelecer uma distinção: a incorporação de um navio não significa, automaticamente, vigilância permanente de toda a região sob responsabilidade do 4º Distrito Naval.
A efetividade da presença depende da disponibilidade dos meios, da manutenção, da logística, da qualificação das tripulações, da inteligência operacional e da coordenação com outras instituições do Estado.
A estratégia marítima exige continuidade.
Um navio representa capacidade de atuação, mas uma estrutura naval integrada representa capacidade de controle e proteção.
Por essa razão, o emprego do Mangaratiba deve ser compreendido como parte de uma arquitetura mais ampla de consciência situacional marítima, integrada aos recursos de monitoramento, inteligência e comando e controle disponíveis à Marinha.
A proteção da Margem Equatorial também exige coordenação institucional com órgãos de fiscalização ambiental, autoridades portuárias, estruturas de segurança pública e demais organizações responsáveis pela proteção dos interesses nacionais.
Engenharia de Soberania Estratégica: transformar recursos em capacidade nacional
A incorporação do P73 oferece uma oportunidade concreta de aplicação dos fundamentos da Engenharia de Soberania Estratégica.
Essa perspectiva parte de uma premissa: os recursos de uma nação somente se convertem em soberania efetiva quando são organizados, desenvolvidos e empregados para produzir capacidades autônomas e sustentáveis.
Nesse entendimento, podemos identificar cinco dimensões fundamentais relacionadas ao Mangaratiba:
1. Dimensão industrial: capacidade nacional de construção naval, integração de sistemas, manutenção e modernização de plataformas militares.
2. Dimensão tecnológica: domínio de sistemas de comando e controle, sensores, comunicações, navegação e processamento de informações.
3. Dimensão operacional: disponibilidade de meios navais, tripulações qualificadas, logística e capacidade de resposta em áreas estratégicas.
4. Dimensão energética e econômica: proteção dos recursos naturais, das atividades de exploração de petróleo e gás e das infraestruturas essenciais ao desenvolvimento nacional.
5. Dimensão político-estratégica: exercício da autoridade estatal, proteção dos interesses brasileiros e preservação da liberdade de decisão diante de pressões externas.
Essas dimensões não funcionam isoladamente. Elas se complementam e produzem um resultado maior: a capacidade do Estado de proteger seus interesses sem depender integralmente de recursos, tecnologias ou decisões de outros países.
Sob essa perspectiva, o Mangaratiba não deve ser avaliado apenas pelo seu deslocamento, armamento ou alcance operacional. Seu valor estratégico também está no conhecimento incorporado, na tecnologia nacional embarcada e na capacidade industrial mobilizada para sua construção.
É a transformação da engenharia em instrumento de soberania.
O desafio: transformar incorporação em capacidade permanente
Apesar da importância da incorporação, é necessário reconhecer que o fortalecimento do Poder Naval brasileiro não pode depender de iniciativas isoladas.
O País precisa estabelecer uma política consistente de renovação e ampliação de sua frota de patrulha, com previsibilidade orçamentária, continuidade dos programas de construção e fortalecimento dos arsenais e estaleiros nacionais.
Também é necessário avançar na integração entre plataformas navais, sistemas de vigilância, inteligência, comunicações por satélite e recursos de monitoramento marítimo.
A utilização de tecnologias nacionais deve ser acompanhada de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, especialmente nas áreas de inteligência artificial, automação, sistemas autônomos, guerra eletrônica, sensores e segurança cibernética.
O desafio não consiste somente em construir navios, mas em desenvolver um ecossistema nacional de engenharia, ciência e tecnologia capaz de sustentar o Poder Naval durante todo o ciclo de vida de seus meios.
Outro aspecto fundamental é a disponibilidade operacional. Uma frota numericamente expressiva, mas com baixa disponibilidade, não representa necessariamente uma capacidade estratégica proporcional ao investimento realizado.
A Soberania exige meios disponíveis, tripulações preparadas, manutenção estruturada e capacidade logística para operar em regiões distantes dos principais centros industriais e administrativos do País.
O Mangaratiba representa um avanço, mas também evidencia a dimensão dos investimentos que ainda precisam ser realizados.
Considerações finais: o mar como dimensão do poder nacional
A Incorporação do Navio-Patrulha Mangaratiba (P73) deve ser interpretada como um acontecimento relevante para a Defesa Nacional e para a recuperação das competências industriais e tecnológicas brasileiras.
Sua futura atuação na foz do Amazonas e na Margem Equatorial reforça a necessidade de presença efetiva do Estado em uma região que reúne interesses energéticos, ambientais, econômicos, geográficos e geopolíticos.
Entretanto, a verdadeira importância desse acontecimento não está apenas nas 500 toneladas de deslocamento ou nos 54,2 metros de comprimento da embarcação.
Está na capacidade de o Brasil construir, integrar, operar e manter seus próprios meios navais, desenvolvendo conhecimento, tecnologia e competências industriais indispensáveis à autonomia nacional.
A construção naval militar precisa ser tratada como política de Estado, e não como iniciativa circunstancial de governo. A continuidade dos programas, a preservação da engenharia nacional e o fortalecimento da Base Industrial de Defesa são condições indispensáveis para a consolidação de um Poder Naval compatível com as responsabilidades geopolíticas brasileiras.
O Atlântico Sul, a Amazônia Azul e a Margem Equatorial não podem ser considerados apenas espaços geográficos ou reservas de recursos naturais. São dimensões estratégicas do território nacional, cuja proteção exige planejamento, investimentos, tecnologia e presença permanente.
A Engenharia de Soberania Estratégica propõe justamente essa compreensão: transformar recursos naturais, conhecimento científico, infraestrutura industrial e capacidade tecnológica em instrumentos concretos de autonomia e poder nacional.
O Mangaratiba é mais um passo nessa direção.
Mas é preciso avançar. O Brasil necessita de uma indústria naval militar capaz de produzir em escala, de uma cadeia tecnológica que preserve o conhecimento nacional e de uma Marinha dotada dos meios necessários para proteger seus interesses em toda a extensão de sua área marítima de responsabilidade.
A Soberania não se proclama apenas, exerce-se. E, no domínio marítimo, exercer a soberania significa possuir capacidade tecnológica, industrial, logística e militar para proteger aquilo que pertence à Nação.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Para o 'Lula 4', Presidente do PT se reúne com MDB e União Brasil para montar base
04/11/2026
Lula com os presidentes de partidos
Segundo relatos, Edinho afirmou que, para o novo mandato, Lula decidiu priorizar a negociação com os presidentes de partidos, e não com os líderes das bancadas na Câmara e no Senado, como fez anteriormente. Na conversa, o presidente do PT também indicou que Lula será mais rigoroso nas tratativas. A ideia seria condicionar a distribuição de ministérios ao total de votos que cada partido prometer entregar no Congresso.
Baleia Rossi, MDB
O chefão do MDB, respondeu que a sigla tem convergências...
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, iniciou as conversas com partidos do Centrão, com objetivo de tentar montar uma base para o governo Lula no Congresso Nacional, no 'Lula 4'. Uma das primeiras conversas aconteceu no início da tarde de hoje, quarta-feira, 04/11, quando Edinho recebeu o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. A reunião aconteceu na sede nacional do PT, em Brasília.
Lula com os presidentes de partidos
Segundo relatos, Edinho afirmou que, para o novo mandato, Lula decidiu priorizar a negociação com os presidentes de partidos, e não com os líderes das bancadas na Câmara e no Senado, como fez anteriormente. Na conversa, o presidente do PT também indicou que Lula será mais rigoroso nas tratativas. A ideia seria condicionar a distribuição de ministérios ao total de votos que cada partido prometer entregar no Congresso.
Baleia Rossi, MDB
O chefão do MDB, respondeu que a sigla tem convergências de agenda com Lula e lembrou que o partido apoiou pautas prioritárias ao governo na atual legislatura, que se encerra em dezembro. Baleia Rossi afirmou ainda que buscaria os líderes do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões, e no Senado, Eduardo Braga, para conversar sobre esse apoio. Tanto Isnaldo quanto Braga possuem boa relação com o governo Lula.

Antônio Rueda, União Brasil
Edinho conversou por telefone com Antônio Rueda, presidente nacional tanto do União Brasil quanto da federação União Progressista. A previsão é de que os dois conversem pessoalmente nos próximos dias.
Polêmica das bets: Veneziano é contra retorno. Saúde melhorou após proibição
04/11/2026
Ele alertou para “forças que não foram citadas nominalmente, mas nós sabemos que atuam de maneira muito forte no Congresso Nacional para impedir que uma decisão que, ao nosso sentir, foi muito feliz, e acima de tudo corajosa do governo do presidente Lula, simplesmente seja posta de lado”. O Senador paraibano propôs a realização de uma Audiência Pública na CAE para debater o tema.
Veneziano considerou como “algo não compreensivo” a atitude dos que desejam a volta das bets, sobretudo os dirigentes de clubes de futebol; e falou que o tema é uma questão de saúde públi...
O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) reafirmou nesta quarta-feira (04), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos – CAE do Senado, sua posição contrária ao retorno das bets. Segundo Veneziano, a defesa de que as plataformas de apostas online, que foram proibidas de atuar no Brasil por decisão do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), retomem suas atividades, não se justifica.
Ele alertou para “forças que não foram citadas nominalmente, mas nós sabemos que atuam de maneira muito forte no Congresso Nacional para impedir que uma decisão que, ao nosso sentir, foi muito feliz, e acima de tudo corajosa do governo do presidente Lula, simplesmente seja posta de lado”. O Senador paraibano propôs a realização de uma Audiência Pública na CAE para debater o tema.
Veneziano considerou como “algo não compreensivo” a atitude dos que desejam a volta das bets, sobretudo os dirigentes de clubes de futebol; e falou que o tema é uma questão de saúde pública, que é ainda mais relevante do que o aspecto econômico, segundo ele, ao lembrar pesquisa que atesta um aumento de 7% na aquisição de alimentos nos supermercados, após a proibição dos jogos online.
Veja mais detalhes no vídeo: https://www.instagram.com/reel/DfU3aj7gry7
O amor mutilado da Bandeira (ou como esqueceram o mais importante), por Zé da Flauta*
04/11/2026
A frase original era um tripé perfeito, quase uma partitura para a vida em sociedade: “O Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim.” Era uma ideia bonita, completa. O amor como ponto de partida, a organização como meio e o crescimento como horizonte.
Resumo
Aí veio a Proclamação da República em 1889. Os nossos fundadores, homens ilustres, militares solenes, positivistas de paletó e gravata no calor dos trópicos, resolveram resumir o lema para caber na faixa branca sobre a esfera azul. Olharam para o triângulo filosófico e pensaram: “O Amor? Não...
Há quem diga que o brasileiro é um povo essencialmente poético, movido pelo afeto, pela música e pela capacidade quase mística de rir da própria desgraça. Mas basta olhar para o centro do nosso maior símbolo nacional para notar um mistério existencial: onde diabos deixamos o Amor? Quando Auguste Comte formulou a máxima do Positivismo no século XIX, ele não economizou na alma.
A frase original era um tripé perfeito, quase uma partitura para a vida em sociedade: “O Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim.” Era uma ideia bonita, completa. O amor como ponto de partida, a organização como meio e o crescimento como horizonte.
Resumo
Aí veio a Proclamação da República em 1889. Os nossos fundadores, homens ilustres, militares solenes, positivistas de paletó e gravata no calor dos trópicos, resolveram resumir o lema para caber na faixa branca sobre a esfera azul. Olharam para o triângulo filosófico e pensaram: “O Amor? Não, isso é muito subjetivo. Amor não paga conta, não organiza quartel e não constrói ferrovia. Corta o Amor!” E assim, com uma tesourada burocrática, fomos batizados sob a égide da Ordem e do Progresso.
Drama
Filosoficamente falando, retirar o princípio de uma equação é um perigo. Quando você tira o "Amor" e tenta aplicar apenas a "Ordem", o que sobra? Sobra o rigor seco, a burocracia desalmada, a regra pela regra. A Ordem sem Amor deixa de ser harmonia e vira repressão; vira o carimbo que falta na folha do cartório, a fila sem fim, a exigência fria que não olha nos olhos de quem pede ajuda.
E o que acontece com o "Progresso" quando ele não nasce do afeto pela humanidade? Vira a corrida desenfreada pelo lucro, o concreto cobrindo as árvores, o relógio ditando a vida e a tecnologia que nos conecta com o mundo, mas nos afasta da mesa de jantar. É o progresso que esquece a gente pelo caminho. Esquecer o Amor no nascimento da República foi o nosso primeiro grande "tropeço de junta". Queríamos ser modernos, mas esquecemos de ser humanos.
Resgate
Mas o Brasil tem uma peculiaridade fascinante: o país oficial nem sempre conversa com o país real. A faixa da bandeira pode ter esquecido o Amor, mas o povo, na sua sabedoria teimosa e informal, nunca aceitou esse corte. O brasileiro intuiu, no peito, que sem afeto não há ordem que pare em pé. É por isso que a gente transforma o caos urbano em solidariedade, é por isso que o vizinho acode o outro na hora do aperreio, é por isso que a nossa música,, do chorinho ao frevo, da bossa nova às incelências do sertão, é um hino contínuo ao afeto, à saudade e ao acolhimento. A Ordem oficial tenta impor o ritmo, mas o povo responde com harmonia. O Progresso oficial cobra a produtividade, mas a gente responde lembrando que a vida só vale a pena quando celebrada a quatro mãos.
Proposta
Talvez esteja na hora de fazermos uma revisão histórica, não na lei ou no pano da bandeira, mas no nosso mapa moral de cada dia. Se a vida anda pesada, se os prazos sufocam e se a política e a economia às vezes parecem um labirinto sem saída, vale a pena lembrar da máxima completa de Comte. Antes de cobrar a Ordem do mundo ou de se desesperar pelo Progresso que parece não chegar, que tal resgatar o que foi cortado? Colocar o Amor.
Na conversa da esquina, na criação da arte, no cuidado com quem está ao lado, no respeito ao tempo das coisas. A bandeira ficou com duas palavras, mas a história quem escreve somos nós. E uma nação só progride de verdade quando descobre que a única Ordem que resiste ao tempo é aquela construída sobre a base sólida do afeto.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

André Lara Resende: o piloto dos juros, por Roberto Vieira*
04/11/2026
Gentleman
Longe dos gabinetes e da literatura acadêmica, André Lara Resende construiu nas décadas de 1990 e 2000 uma respeitada carreira paralela como piloto de endurance. Competindo na categoria gentleman driver — apaixonado por velocidade e colecionador de Porsches —, dividiu garagens e pistas com lendas do automobilismo nacional e internacional.
Vitórias
S...
O economista André Lara Resende voltou ao centro do debate nacional. Ele trouxe uma proposta ao governo Lula para limitar a taxa Selic e criar um conselho com metas para a redução gradual dos juros no Brasil. Para o formulador do Plano Real, PhD pelo MIT e ex-presidente do BNDES, o Banco Central sustenta, em nome de uma "teoria anacrônica", a taxa de juros que é a principal responsável pelo desequilíbrio fiscal que afirma combater. O que poucos sabem, no entanto, é que a dívida pública não é a única pista em que André Lara Resende aprendeu a andar no limite.
Gentleman
Longe dos gabinetes e da literatura acadêmica, André Lara Resende construiu nas décadas de 1990 e 2000 uma respeitada carreira paralela como piloto de endurance. Competindo na categoria gentleman driver — apaixonado por velocidade e colecionador de Porsches —, dividiu garagens e pistas com lendas do automobilismo nacional e internacional.
Vitórias
Seus resultados nas pistas revelam um piloto técnico e calculista. Foi bicampeão das Mil Milhas Brasileiras em 1996 (com Porsche clássico, em trio com Roberto Keller e Roberto Aranha) e em 2001 pela Stuttgart Motorsport (em Porsche 911 GT3 RS com Regis Schuch, Max Wilson e Flávio Trindade), além de garantir o vice-campeonato em 1997. Venceu também os 500 km de Interlagos em 1997 em dupla com Antônio de Azevedo Hermann, também economista.
Desafios
Representou o Brasil nas lendárias 24 Horas de Le Mans em 1997 (pela equipe Larbre Compétition) e disputou por três vezes as 24 Horas de Daytona, alcançando o 4º lugar na categoria GT2 em 1998. Nas reportagens da época de provas como as Mil Milhas, o nome do "banqueiro e piloto André Lara Resende" figurava em posições de destaque dividindo o grid com ícones como Wilson e Christian Fittipaldi, Nelson Piquet e Ingo Hoffmann.
Selic
Em seu contundente libelo — resumido na famosa provocação "Acuso o Banco Central de sustentar a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal" —, o economista argumenta que o custo da dívida gerado pela Selic em patamares elevados consome trilhões do Orçamento e impede qualquer estabilização das contas públicas.
Zola
Ao sugerir ao presidente Lula um novo modelo de coordenação monetária, com meta de redução gradual dos juros para 7,5% em 12 meses e atuação nas reservas cambiais, Lara Resende volta a pisar no acelerador. Seja no cockpit de um Porsche 911 nas retas de Interlagos ou nos artigos que sacodem o mercado financeiro, o ex-formulador do Real demonstra que não tem medo de curvas fechadas. Curiosamente, Resende evoca o grande escritor francês Émile Zola no uso do termo "acuso". Zola imortalizou essa expressão no histórico manifesto "J'Accuse...!" ("Eu Acuso...!"), publicado em 1898 em defesa do capitão Alfred Dreyfus, injustamente condenado por traição no exército francês.
Roberto Vieira é médico e cronista

Escândalo - Vereadores de Olinda dão sinal verde para depredação do patrimônio histórico
04/11/2026
Com a decisão da Câmara estaria legalizado e abriria caminho para farra e folia no sítio histórico.
Mudança absurda
Em votação realizada na manhã de ontem terça-feira (03/11), a maioria dos vereadores de Olinda aprovou, por 11 votos contra dois, o Projeto de Lei Ordinária (PLO) que redefine as regras de uso e ocupação do solo no Sítio Histórico. A aprovação relâmpago foi realizada sem a apresentação de pareceres téc...
As coisas por lá até que melhoraram. A cidade está mais limpa e melhor policiada. "Efeito da eleição", dizem moradores mais cautelosos. Mas o fato é que a aparência de degradação, diminuiu. Aí, quando tudo parecia melhorar, deu um apagão na Câmara Municipal da cidade Patrimônio da Humanidade. E o pior: segundo moradores e entidades, a nova lei poderia ser chamada de 'Lei Matuta', nome de um estabelecimento comercial que descumpre leis, causa transtornos e vem atormentando moradores da rua do Bonfim e vizinhanças.
Com a decisão da Câmara estaria legalizado e abriria caminho para farra e folia no sítio histórico.

Mudança absurda
Em votação realizada na manhã de ontem terça-feira (03/11), a maioria dos vereadores de Olinda aprovou, por 11 votos contra dois, o Projeto de Lei Ordinária (PLO) que redefine as regras de uso e ocupação do solo no Sítio Histórico. A aprovação relâmpago foi realizada sem a apresentação de pareceres técnicos conclusivos ou consulta pública prévia.
Rapidez suspeita
A velocidade da Câmara de Olinda em aprovar uma matéria tão imortante para o municício contrasta com a delicadeza necessária à preservação do Patrimônio Cultural da Humanidade. A aprovação relâmpago levanta muitas, mas muitas suspeitas sobre a própria lisura dos vereadores.
Degradação escancarada
A proposta foi de autoria da Presidência da Câmara. Na prática, abre portas para o avanço sem limites de bares, estabelecimentos comerciais e casas de eventos em trechos com vocação residencial. O novo perímetro afeta vias vitais da Cidade Alta, estendendo-se do eixo Praça do Carmo – Rua do Bonfim – Rua João Alfredo até a Praça Dantas Barreto, além de abranger a Rua do Sol e o entorno do Fortim de São Francisco.
Moradores protestam
Alertada pela Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (Sodeca), a população ocupou a galeria da Câmara em protesto. O apelo dos moradores não foi suficiente para mudar a articulação política já estabelecida na Casa.
Não foi unânime
Uma das poucas vozes dissonantes, a vereadora Eugênia Lima (PT) criticou a falta de responsabilidade urbanística e a ausência de diálogo com a sociedade civil.
“Não é possível admitir que uma alteração com este alcance avance sem estudos técnicos, sem diagnóstico de impacto e sem ouvir as pessoas que vivem e constroem o dia a dia da Cidade Alta”, destacou Eugênia Lima (PT), que se colocou contra a proposta, juntamente com o vereador Vlademir Labanca (PV)
Favorecimento privado ostensivo
Do lado de fora e nas galerias, o sentimento entre as entidades comunitárias era de atropelo e favorecimento privado. Em manifesto divulgado antes da votação, a Sodeca já sinalizava os riscos do texto. “Não vamos mais nos calar! Essa mudança da forma como está sendo proposta fortalece empreendimentos privados e coloca em risco direto a proteção do patrimônio histórico, a organização urbana e a nossa qualidade de vida”, disse o comunicado da Sodeca.
Risco para o Sítio Histórico
A permissão para novas atividades comerciais em áreas estritamente residenciais reabre um debate sobre a mercantilização do Sítio Histórico de Olinda. Moradores relatam receio de ampliação de velhos problemas da região, como a poluição sonora, o acúmulo de lixo, a sobrecarga no trânsito em vias tombadas e a expulsão gradual dos moradores do local.
Salva o patrimônio, Mirella
O Poder é crítico severo da gestão Mirella Almeida. No entanto, sempre cabe redenção.
Com a votação concluída no Legislativo, o texto segue para o Poder Executivo. Cabe agora à gestão municipal a decisão de sancionar a proposta ou acolher o apelo da comunidade aplicável via veto integral. Faz um gesto com a história, prefeita. Quem sabe sua imagem não começa a melhorar?
Nós
Temos mais detalhes e estamos apurando.
Voltaremos ao assunto.
O Poder com informações de Márcio Didier e Ricardo Dantas Barreto.
O enfraquecimento político de Trump é bom para o Brasil?
04/11/2026
Manteve
A legenda manteve suas cadeiras no Senado e avançou sobre vagas historicamente ocupadas por Republicanos. Os democratas elegeram 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização
Câmara
Na Câmara, os democratas conseguiram "virar" 25 cadeiras que estavam sob o controle dos republicanos em distritos de mais de 10 estados.
As eleições devem alterar drasticamente o equilíbrio de poder em Washington, já que o partido de Donald Trump perdeu o controle que tinha nas duas Casas.
Capitalizam
O Partido Democrata conquistou na madrugada de hoje, quarta-feira (04/11) a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. O resultado configura uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump em meio às eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, realizadas ontem, terça-feira (03/11).
Manteve
A legenda manteve suas cadeiras no Senado e avançou sobre vagas historicamente ocupadas por Republicanos. Os democratas elegeram 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização
Câmara
Na Câmara, os democratas conseguiram "virar" 25 cadeiras que estavam sob o controle dos republicanos em distritos de mais de 10 estados.
As eleições devem alterar drasticamente o equilíbrio de poder em Washington, já que o partido de Donald Trump perdeu o controle que tinha nas duas Casas.
Capitalizam
Os democratas capitalizaram a impopularidade histórica do presidente Donald Trump para obter uma vitória expressiva, garantindo um poder significativo para conter ações do presidente e sua administração durante os dois anos finais de seu mandato.
Avançaram
Para conquistar a maioria, os democratas avançaram em estados republicanos, vencendo disputas em locais que não elegiam um democrata há décadas.
Conquista
Isso incluiu a conquista de uma cadeira no Senado na Carolina do Sul, estado vencido por Trump com uma margem de 18 pontos percentuais em 2024, e outra no Texas, que não elegia um democrata para o senado desde 1988.
Além disso, obtiveram uma vitória no Kansas, estado que não elegia um senador democrata desde 1932.
Vitória histórica
Apenas duas vezes nos últimos 50 anos o controle de ambas as casas legislativas mudou no mesmo ciclo eleitoral.
A mudança no controle do Congresso coroa um período turbulento de 22 meses.
Ciclo
O início desse ciclo foi marcado pela chegada de Trump ao poder com uma postura agressiva, expandindo o controle do Executivo com a anuência de um Congresso dominado pelos republicanos e de diversas instituições. O desfecho é uma derrota contundente para os republicanos nas eleições de meio de mandato.
Principais fatores
Os principais fatores parecem ser a inflação, as tarifas impostas por Trump, a guerra no Irã e a preocupação dos eleitores com a conduta de Trump e seu enriquecimento pessoal.
Esperada
A vitória dos democratas na Câmara era amplamente esperada, visto que precisavam conquistar apenas três cadeiras a mais para alcançar a maioria — e, historicamente, o partido do presidente tende a perder assentos nas eleições de meio de mandato.
Balanço
A derrota significa um considerável enfraquecimento no poder imperial que Trump vinha exercendo. O presidente ianque vai ter mais dificuldades para manter sua politica belicosa e sustentar ações imperialistas. Ruim para quem surfava na onda trumpista. Bom para quem valoriza o humanismo, a autodeterminação dos povos e a manutencão das boas práticas da democracia.
EUA têm marcos históricos de representatividade nas eleições; confira
04/11/2026
Renovação
Com a renovação de cargos no Congresso e em governos estaduais, as eleições também levaram novos representantes a posições até então não ocupadas por determinados grupos. Negros, indígenas, mulheres e integrantes da comunidade LGBTQ+ estão entre os protagonistas dos resultados.
Primeira governadora negra dos EUA
Keisha Lance Bottoms está projetada para se tornar a primeira governadora negra da Geórgia e a primeira mulher negra a governar um estado na história dos Estados Unidos.
Ex-prefeita de Atlanta, cargo que ocupou entre 2018 e 2022, Bottoms derrotou Rick Jackson, candidato apoiado pelo...
As Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos, realizadas ontem, terça-feira (03/11), foram marcadas por vitórias inéditas em diferentes disputas estaduais e nacionais. Entre os resultados estão a eleição da primeira governadora negra da história do país e do primeiro senador americano abertamente gay.
Renovação
Com a renovação de cargos no Congresso e em governos estaduais, as eleições também levaram novos representantes a posições até então não ocupadas por determinados grupos. Negros, indígenas, mulheres e integrantes da comunidade LGBTQ+ estão entre os protagonistas dos resultados.
Primeira governadora negra dos EUA
Keisha Lance Bottoms está projetada para se tornar a primeira governadora negra da Geórgia e a primeira mulher negra a governar um estado na história dos Estados Unidos.
Ex-prefeita de Atlanta, cargo que ocupou entre 2018 e 2022, Bottoms derrotou Rick Jackson, candidato apoiado pelo presidente Donald Trump.
Durante a campanha, apresentou como prioridades a ampliação da cobertura do Medicaid, programa público de saúde, a redução de impostos para proprietários de imóveis e o aumento do financiamento da educação.
Primeiro senador americano assumidamente gay
Chris Pappas deverá se tornar o primeiro senador abertamente gay da história dos Estados Unidos, após vencer a disputa pelo Senado em New Hampshire.
Deputado federal por quatro mandatos, ele representa o sudeste do estado na Câmara dos Representantes. Sua vitória também garante aos democratas a manutenção de uma cadeira considerada importante na composição do Senado.

Primeiro governador negro da Flórida
Byron Donalds está projetado para se tornar o primeiro governador negro da Flórida. O republicano recebeu apoio de Donald Trump durante a campanha e defendeu propostas relacionadas a reformas tributárias, regulamentação de centros de dados e à agenda do presidente.
Com a posse de Donalds e a vitória de Keisha Lance Bottoms, os Estados Unidos deverão ter três governadores negros em exercício. O terceiro é o democrata Wes Moore, de Maryland, que também teve a reeleição projetada.

Primeira mulher eleita senadora pela Carolina do Sul
Annie Andrews deverá se tornar a primeira mulher eleita senadora dos Estados Unidos pela Carolina do Sul. Ela venceu a disputa contra Darline Graham, senadora que havia sido nomeada para ocupar a cadeira após a morte de seu irmão, o então senador Lindsey Graham, em julho.
Nomeação
A nomeação de Graham teve participação de Trump e gerou controvérsia no estado, tradicionalmente republicano.
Durante a campanha, Andrews se apresentou como uma candidata moderada e independente, com propostas relacionadas ao custo de vida, à qualidade de vida e ao combate à corrupção.
Primeira governadora latina do Texas

Projetada
Gina Hinojosa está projetada para se tornar a primeira governadora hispânica do Texas. Ela derrotou o republicano Greg Abbott, que ocupava o cargo havia quase 12 anos.
Legisladora estadual e advogada de 52 anos, Hinojosa também será a primeira democrata eleita para governar o Texas desde Ann Richards, em 1990, e a terceira mulher a ocupar o posto.
Primeira mulher negra do Colorado no Congresso
Melat Kiros deverá se tornar a primeira mulher negra a representar o Colorado no Congresso dos Estados Unidos, após vencer a disputa pelo 1º Distrito do estado.
Advogada de 29 anos e integrante do movimento socialista democrático, Kiros também fará parte da Geração Z na Câmara dos Representantes. Ela está entre as parlamentares mais jovens a ocupar uma cadeira na Casa.
Primeiro congressista muçulmano de Nova Jersey
Adam Hamawy deverá se tornar o primeiro muçulmano eleito para representar Nova Jersey no Congresso dos Estados Unidos. Ele venceu a disputa pelo 12º Distrito Congressional.
Cirurgião aposentado do Exército americano, Hamawy integra a ala progressista do Partido Democrata. Entre suas propostas estão a criação de um sistema de saúde pública universal, conhecido como Medicare for All, e o cancelamento de dívidas médicas e estudantis.
Primeira congressista indígena de Nova York
Claire Valdez deverá se tornar a primeira mulher indígena a representar Nova York no Congresso dos Estados Unidos. Ela venceu a disputa pelo 7º Distrito Congressional.
Primeira mulher eleita governadora de Ohio
Amy Acton está projetada para se tornar a primeira mulher eleita governadora de Ohio. Médica, ela também deverá ser a primeira democrata a vencer uma eleição para o governo estadual desde 2006.
Acton derrotou o republicano Vivek Ramaswamy em uma disputa que teve repercussão nacional.
Entre suas propostas estavam a redução de impostos sobre propriedades para moradores de classe média e idosos e uma moratória para novos centros de dados, a menos que as empresas responsáveis arcassem com os custos de energia.
Primeiro governador latino eleito na Califórnia
Xavier Becerra deverá se tornar o primeiro latino eleito governador da Califórnia. Ex-deputado federal, ex-procurador-geral do estado e ex-secretário de Saúde e Serviços Humanos durante o governo Biden, ele venceu a disputa para suceder Gavin Newsom.
Durante a campanha, Becerra associou seu adversário republicano, Steve Hilton, ao presidente Donald Trump e pediu aos eleitores democratas que se posicionassem contra o governo federal.
Primeira governadora indígena dos EUA
Deb Haaland foi eleita governadora do Novo México e deverá se tornar a primeira pessoa indígena a ocupar o cargo de governadora nos Estados Unidos.
Ex-deputada federal e ex-secretária do Interior durante o governo Joe Biden, Haaland tem uma trajetória marcada por pioneirismos na política americana.
Entre 2021 e 2025, foi a primeira pessoa indígena a ocupar um cargo de secretariado no governo federal dos Estados Unidos, à frente do Departamento do Interior.
Superaram
A onda azul prevista pelas pesquisas anteriores às Eleições de Meio de Mandato nos Estados Unidos superaram até mesmo as expectativas mais otimistas do Partido Democrata: candidatos do partido de oposição a Donald Trump conseguiram manter o domínio nos estados mais disputados e viraram mais cadeiras do que o necessário para garantir o controle da Câmara e do Senado.
Conquistou
O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira (4) a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. O resultado configura uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump em meio às eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, realizadas na terça-feira (03/11).
Manteve
A legenda manteve suas cadeiras no Senado e avançou sobre vagas historicamente ocupadas por Republicanos. Os democratas elegeram 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização
Fotos: CNN Newsource
Brasileiro de Duque de Caxias (RJ) é eleito deputado estadual na Flórida
04/11/2026
Primeiro imigrante
Com a eleição, ele também se torna o primeiro imigrante abertamente gay a conquistar uma vaga na legislatura estadual.
A vitória
Felipe Sousa-Lazaballet venceu a republicana Bonnie Jackson nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, chamadas de midterms, cuja votação se encerrou na última terça-feira (3).
Depois de viver cerca de 15 anos em situação migratória irregular nos Estados Unidos, Lazaballet se naturalizou americano em 2021.
Duque de Caxias
Natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, e filho de mãe solo, uma empregad...
O brasileiro Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, foi eleito deputado estadual em um distrito da Flórida, nos Estados Unidos, pelo Partido Democrata. Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ele será o primeiro brasileiro a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado.
Primeiro imigrante
Com a eleição, ele também se torna o primeiro imigrante abertamente gay a conquistar uma vaga na legislatura estadual.
A vitória
Felipe Sousa-Lazaballet venceu a republicana Bonnie Jackson nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, chamadas de midterms, cuja votação se encerrou na última terça-feira (3).
Depois de viver cerca de 15 anos em situação migratória irregular nos Estados Unidos, Lazaballet se naturalizou americano em 2021.
Duque de Caxias
Natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, e filho de mãe solo, uma empregada doméstica natural do Ceará, o brasileiro chegou ao país aos 14 anos e, aos 26 anos, por meio do DACA, recebeu permissão para trabalhar.
Prefeito do Recife cancela show de Jorge e Mateus no Réveillon após críticas nas redes sociais
04/11/2026
O show
O show estava previsto para a noite de 27 de dezembro. Até a última atualização desta reportagem, a gestão municipal não confirmou se haverá a uma nova atração no lugar da dupla sertaneja.
A programação
A programação do evento foi divulgada na quinta-feira (29/10) durante uma coletiva de imprensa no bairro do Pina, principal polo da festa da virada, e, desde então, vinha recebendo críticas na internet.
Fortaleza
Também nesta terça, os artistas tiveram uma apresentação cancelada no Ano-Novo de...
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), anunciou, na noite de ontem, terça-feira (03/11), que a dupla Jorge e Mateus não vai mais se apresentar no Réveillon da cidade. O cancelamento foi anunciado após críticas nas redes sociais contra a apresentação dos artistas, que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado no 2º turno da disputa pela Presidência da República.
O show
O show estava previsto para a noite de 27 de dezembro. Até a última atualização desta reportagem, a gestão municipal não confirmou se haverá a uma nova atração no lugar da dupla sertaneja.
A programação
A programação do evento foi divulgada na quinta-feira (29/10) durante uma coletiva de imprensa no bairro do Pina, principal polo da festa da virada, e, desde então, vinha recebendo críticas na internet.
Fortaleza
Também nesta terça, os artistas tiveram uma apresentação cancelada no Ano-Novo de Fortaleza. O prefeito da capital cearense, Evandro Leitão (PT), citou "questões que geraram polêmicas".