MPF pede condenação de Lupércio Carlos e do ex vereador André Avelar, em R$ 2.1 milhões
03/09/2024
tramita perante a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Olinda, sobre o período que André Avelar foi presidente da Câmara Municipal. A ação pede uma restituição de R$ 1.2 milhão, a preços de 2016. O processo é de n° 0004826-19.2016.8.17.2990. Tal processo está concluso para decisão.
As acusações
Vejamos as condutas de André Avelar citadas na inicial: "O vereador Carlos André desconsiderou o limite da despesa total da Câmara, pois os gastos totais realizados pelo Legislativo Municipal alcançaram o percentual de 6,61% do somatório das receitas Municipais, situação agravada com o reconhecimento das contribuições previdenciárias, o que elevou o percentual para 7,64%, estando fora dos 6% estabelecido constitucionalmente, sendo pertinente frisar que o referido demandado é contumaz em violar o art. 29-A da Constituição, constando no Relatório da Auditoria sua
reincidência nos dois exercícios anteriores (...
tramita perante a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Olinda, sobre o período que André Avelar foi presidente da Câmara Municipal. A ação pede uma restituição de R$ 1.2 milhão, a preços de 2016. O processo é de n° 0004826-19.2016.8.17.2990. Tal processo está concluso para decisão.
As acusações
Vejamos as condutas de André Avelar citadas na inicial: "O vereador Carlos André desconsiderou o limite da despesa total da Câmara, pois os gastos totais realizados pelo Legislativo Municipal alcançaram o percentual de 6,61% do somatório das receitas Municipais, situação agravada com o reconhecimento das contribuições previdenciárias, o que elevou o percentual para 7,64%, estando fora dos 6% estabelecido constitucionalmente, sendo pertinente frisar que o referido demandado é contumaz em violar o art. 29-A da Constituição, constando no Relatório da Auditoria sua
reincidência nos dois exercícios anteriores (2006 e 2007), tendo, inclusive, tal prática sido alvo de recomendações do Tribunal de Contas, o que demonstra que agiu dolosamente".

Verbas de gabinete
Segundo o Ministério Público,
foi constatado a utilização irregular, ilegal e inconstitucional das verbas de gabinete de responsabilidade de diversos vereadores, entre eles o atual prefeito de Olinda Lupércio Carlos do Nascimento, considerado o pior administrador da cidade desde que Duarte Coelho desembarcou na Marim dos Caetés.
As contas do vereador Carlos Andre Avelar de Freitas foram juldas irregulares em R$1.204.414, 43.
Contumaz
Nesse mesmo processo, há pedido de condenação do então vereador Lupércio Carlos.
Se não bastasse,
Lupércio já foi condenado pelo Tribunal de Contas, pelo uso de notas frias em seu gabinete.
Leia outras informações
Defesa Nacional, Orçamento e Soberania Tecnológica - Por Amadeu Robalinho*
28/10/2026
O Ciclo governamental de 2027 a 2030 colocará à prova a capacidade do Brasil de converter planejamento orçamentário, encomendas públicas e desenvolvimento tecnológico em autonomia estratégica, fortalecimento da Base Industrial de Defesa e prontidão operacional das Forças Armadas.
A continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva, conforme o resultado eleitoral, recoloca no centro do debate nacional uma questão que ultrapassa as disputas partidárias: qual será a capacidade efetiva do Estado brasileiro de financiar, desenvolver e sustentar os meios necessários à defesa de seu território, de suas infraestruturas críticas e de seus interesses estratégicos?
Para responder a essa pergunta, é necessário compreender que a Defesa Nacional não se resume à aquisição de equipamentos militares, à realização de exercícios operacionais ou à divulgação d...
O Desafio de Transformar Investimentos em Capacidade Industrial e Poder Militar
O Ciclo governamental de 2027 a 2030 colocará à prova a capacidade do Brasil de converter planejamento orçamentário, encomendas públicas e desenvolvimento tecnológico em autonomia estratégica, fortalecimento da Base Industrial de Defesa e prontidão operacional das Forças Armadas.
A continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva, conforme o resultado eleitoral, recoloca no centro do debate nacional uma questão que ultrapassa as disputas partidárias: qual será a capacidade efetiva do Estado brasileiro de financiar, desenvolver e sustentar os meios necessários à defesa de seu território, de suas infraestruturas críticas e de seus interesses estratégicos?
Para responder a essa pergunta, é necessário compreender que a Defesa Nacional não se resume à aquisição de equipamentos militares, à realização de exercícios operacionais ou à divulgação de investimentos anunciados. Ela depende de uma arquitetura permanente de capacidades, sustentada por orçamento previsível, engenharia, ciência, tecnologia, infraestrutura industrial, recursos humanos especializados e continuidade administrativa.
Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, o problema central consiste em transformar recursos econômicos e institucionais em capacidades nacionais duradouras. Isso significa estabelecer uma relação funcional entre a base material do Estado, sua infraestrutura, o domínio tecnológico, a capacidade de dissuasão e a preservação de sua liberdade de decisão.
Nesse contexto, o período de 2027 a 2030 será decisivo para avaliar se os instrumentos de planejamento e financiamento disponíveis conseguirão sustentar os programas estratégicos das Forças Armadas e ampliar a participação da indústria brasileira no desenvolvimento de sistemas complexos. A resposta não estará apenas nos discursos oficiais, mas nos números aprovados pelo Congresso Nacional, nos contratos firmados, nos desembolsos realizados, nas entregas industriais e nas capacidades efetivamente incorporadas.
O orçamento de Defesa como instrumento de soberania
O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027, encaminhado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional, prevê aproximadamente R$ 7,4 trilhões em despesas federais totais, incluindo o refinanciamento da dívida pública. Para o conjunto das despesas primárias, a proposta estabelece um limite de aproximadamente R$ 2,576 trilhões. Trata-se, contudo, de uma proposta orçamentária sujeita à tramitação legislativa, e não de uma autorização definitiva de execução de todas as despesas previstas. "https://www.gov.br/planejamento/pt-br/assuntos/orcamento/orcamentos-anuais/2027/ploa-2027" (https://www.gov.br/planejamento/pt-br/assuntos/orcamento/orcamentos-anuais/2027/ploa-2027)
A dimensão global do orçamento não deve obscurecer a questão fundamental: quanto será destinado à formação de capacidades estratégicas e em que condições os recursos estarão disponíveis ao longo do exercício financeiro?
A estrutura das contas públicas impõe uma competição permanente por espaço fiscal. Despesas obrigatórias, encargos financeiros, políticas sociais, infraestrutura e demais responsabilidades do Estado condicionam a margem de decisão sobre novos investimentos. Por isso, a Defesa Nacional necessita de planejamento compatível com a duração de seus programas, evitando que projetos de longo prazo dependam exclusivamente da disponibilidade financeira de cada exercício.
Segundo dados divulgados sobre o PLOA 2027, a proposta contempla aproximadamente R$ 12,7 bilhões em investimentos para a área de Defesa, crescimento expressivo em relação aos R$ 7,95 bilhões previstos para 2026. Esse montante constitui uma referência relevante para a análise da política de reaparelhamento militar, mas precisa ser acompanhado durante a tramitação orçamentária e a execução financeira. "https://www.revistabid.com.br/noticias/orcamento-de-2027-preve-salto-nos-investimentos-em-defesa-e-amplia-espaco-para-a-industria-nacional"
A diferença entre o orçamento total da Defesa e os recursos destinados a investimentos é essencial. A manutenção de pessoal, os encargos, o funcionamento das organizações militares e as despesas operacionais consomem parcela significativa dos recursos disponíveis. Já os investimentos em equipamentos, instalações e desenvolvimento de capacidades precisam financiar não apenas a aquisição inicial, mas também a infraestrutura de apoio e a sustentação dos sistemas durante sua vida útil.
Um orçamento militar robusto não pode ser medido somente pelo valor nominal anunciado. É necessário examinar sua composição, a evolução dos valores reais, o cronograma de desembolsos, os compromissos plurianuais e a proporção efetivamente aplicada em programas estratégicos. Também é indispensável distinguir dotação autorizada, empenho, liquidação e pagamento, etapas diferentes do processo de execução da despesa pública.
Para a indústria de Defesa, essa distinção tem consequências concretas. A ausência de regularidade nos pagamentos pode comprometer o fluxo de caixa das empresas, interromper a aquisição de componentes, desorganizar a cadeia de fornecedores e provocar a perda de profissionais altamente especializados. Em projetos de elevada complexidade tecnológica, a descontinuidade pode resultar em custos adicionais que ultrapassam a economia fiscal momentânea.
O planejamento orçamentário, portanto, precisa ser tratado como parte da infraestrutura de soberania. Sem previsibilidade financeira, não há segurança suficiente para investimentos industriais de longo prazo, expansão da capacidade produtiva ou formação continuada de engenheiros, pesquisadores e técnicos.
Os R$ 5 bilhões e os limites do mecanismo fiscal para a Defesa
A Lei Complementar nº 221, de 18 de novembro de 2025, instituiu um mecanismo específico para determinadas despesas de capital relacionadas a projetos estratégicos de Defesa Nacional. A legislação estabeleceu limites para a exclusão dessas despesas do cálculo da meta de resultado primário e do limite de despesas aplicável, considerando o menor valor entre a dotação pertinente do Novo PAC no Ministério da Defesa e R$ 5 bilhões por exercício, observadas as regras legais e os dispositivos específicos de cada ano. "https://www2.camara.leg.br/legin/fed/leicom/2025/leicomplementar-221-18-novembro-2025-798304-publicacaooriginal-177037-pl.html"
O instrumento representa uma possibilidade de ampliar o espaço fiscal para investimentos estratégicos, mas não deve ser interpretado como uma transferência automática de R$ 5 bilhões para as Forças Armadas ou para as empresas da Base Industrial de Defesa.
A efetivação dos recursos depende das dotações orçamentárias, do enquadramento dos projetos, dos procedimentos administrativos, da disponibilidade financeira e do cumprimento das exigências legais. O valor máximo previsto na norma não se confunde com o montante efetivamente autorizado, empenhado, pago ou incorporado aos programas militares.
A legislação também estabelece que os projetos contemplados devem contribuir para o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa. Esse requisito é estrategicamente relevante porque vincula o instrumento fiscal à geração de capacidade produtiva e tecnológica nacional, em vez de restringi-lo à simples aquisição de equipamentos acabados.
Entretanto, a eficácia do mecanismo dependerá de sua aplicação prática. Será necessário verificar quais projetos serão ?beneficiados, quanto será efetivamente executado, quais empresas participarão e quais resultados industriais serão alcançados. A análise deverá considerar a evolução dos contratos, a nacionalização de componentes críticos, a participação de fornecedores brasileiros e o desenvolvimento de competências tecnológicas.
O desafio do próximo ciclo governamental será transformar a possibilidade jurídica de investimento em um fluxo financeiro previsível, capaz de sustentar projetos sem criar dependência de liberações episódicas ou decisões administrativas tardias.
Base Industrial de Defesa: muito além da compra de equipamentos
A Base Industrial de Defesa constitui um componente estruturante da capacidade do Estado de desenvolver, produzir, integrar, manter e modernizar os sistemas empregados na proteção dos interesses nacionais. Sua importância não se limita ao fornecimento de armamentos às Forças Armadas.
Ela envolve empresas de engenharia, estaleiros, fabricantes de aeronaves, integradores de sistemas eletrônicos, desenvolvedores de software, centros de pesquisa, universidades, laboratórios, fornecedores de materiais especiais e organizações responsáveis por ensaios, certificação e manutenção.
Essa rede industrial contribui para a formação de capital humano, a geração de empregos qualificados, a difusão de tecnologias e a ampliação da capacidade de inovação. Também pode produzir efeitos sobre setores civis, especialmente em áreas como materiais avançados, automação, inteligência artificial, comunicações, sensores, energia, robótica e sistemas de controle.
Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que as autorizações brasileiras de exportação de produtos de Defesa superaram US$ 3,4 bilhões em 2025, com crescimento de 91,3% em relação a 2024. O resultado demonstra a dimensão comercial alcançada pelo setor, mas deve ser interpretado com precisão: autorizações de exportação não correspondem necessariamente a vendas integralmente entregues, receitas recebidas ou contratos concluídos. "https://www.gov.br/mdic/pt-br/composicao/sdic/dial/aeroespacial-defesa-e-nuclear/setor-de-defesa"
O dado reforça a importância de uma política industrial capaz de combinar demanda doméstica, financiamento à inovação e acesso a mercados externos. Entretanto, exportar mais não elimina a necessidade de assegurar o atendimento às próprias necessidades militares brasileiras.
Uma indústria orientada exclusivamente por encomendas descontínuas corre o risco de perder escala produtiva, reduzir investimentos em pesquisa e depender de contratos externos para preservar suas atividades. Por outro lado, encomendas nacionais sem critérios de desempenho, competição, produtividade e transferência efetiva de tecnologia podem gerar custos elevados sem produzir autonomia proporcional.
A solução exige planejamento integrado entre o Ministério da Defesa, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, as agências de fomento, as empresas públicas e privadas e as instituições científicas.
Nesse sentido, a chamada pública do Programa Mais Inovação, conduzida pela Finep, disponibilizou R$ 300 milhões para projetos de inovação relacionados à Base Industrial de Defesa. O instrumento pode contribuir para o desenvolvimento de produtos e processos, mas seus resultados devem ser medidos pela seleção efetiva dos projetos, contratação, liberação dos recursos, conclusão das etapas de pesquisa e incorporação das tecnologias desenvolvidas. "https://www.finep.gov.br/w/finep-analisa-propostas-de-inova%C3%A7%C3%A3o-para-a-defesa-nacional-com-alto-potencial-de-aplica%C3%A7%C3%A3o-civil"
A questão central é fazer com que o investimento público produza conhecimento acumulado, propriedade intelectual, fornecedores nacionais competitivos e capacidade de evolução tecnológica. O objetivo não deve ser apenas fabricar mais, mas ampliar o domínio sobre as tecnologias que determinam o desempenho, a disponibilidade e a independência operacional dos sistemas militares.
Embraer, Gripen e KC-390: engenharia, transferência tecnológica e escala industrial
O setor aeroespacial brasileiro demonstra como a continuidade dos programas pode sustentar competências industriais de elevada complexidade. A participação nacional no programa F-39 Gripen envolve atividades de engenharia, produção, integração e formação de profissionais, enquanto o KC-390 Millennium representa uma capacidade brasileira de desenvolver e fabricar uma aeronave militar de transporte com potencial de emprego internacional.
O valor estratégico desses programas não pode ser reduzido ao número de aeronaves adquiridas. É necessário avaliar a participação da engenharia nacional, o acesso ao conhecimento técnico, a capacidade de manutenção, a disponibilidade de componentes, a autonomia para modernizações e a sustentabilidade da cadeia de fornecedores.
No caso do Gripen, a produção realizada no Brasil constitui uma oportunidade de ampliar competências industriais e de engenharia. Entretanto, a produção local, por si só, não significa domínio integral de todas as tecnologias, componentes e sistemas envolvidos. A autonomia precisa ser avaliada de maneira desagregada, identificando quais conhecimentos foram transferidos, quais atividades são executadas no país e quais dependem de fornecedores externos.
O mesmo raciocínio se aplica ao KC-390. A continuidade de encomendas, a abertura de mercados de exportação e o desenvolvimento de fornecedores nacionais podem fortalecer a escala produtiva e a capacidade de inovação. Ao mesmo tempo, a disponibilidade operacional exige recursos para treinamento, peças de reposição, manutenção, infraestrutura e atualização dos sistemas.
A política de Defesa deve, portanto, considerar a relação entre aquisição, capacidade produtiva, evolução tecnológica e sustentação. Contratos previsíveis podem favorecer investimentos industriais, desde que acompanhados de metas verificáveis, compromissos financeiros compatíveis e mecanismos de avaliação dos resultados.
Avibras e SIATT: a importância de preservar competências críticas
O desenvolvimento de sistemas de mísseis, foguetes, guiagem, controle, sensores e integração eletrônica representa uma dimensão sensível da autonomia tecnológica. Nesses segmentos, a dependência externa pode limitar a capacidade de manutenção, atualização e reposição em situações de restrição comercial ou de crise internacional.
A situação da Avibras ilustra a importância de distinguir reconhecimento institucional, retomada industrial e sustentabilidade econômica. O credenciamento como Empresa Estratégica de Defesa, conforme informado na matéria de referência, é relevante para a posição institucional da companhia, mas não comprova, isoladamente, recuperação financeira definitiva ou estabilidade de suas operações.
A avaliação deve considerar contratos efetivos, capacidade de produção, regularidade dos pagamentos, situação dos trabalhadores, acesso a financiamento, cumprimento dos cronogramas e preservação do conhecimento técnico. Uma empresa estratégica somente poderá contribuir de maneira sustentável para a Defesa Nacional se dispuser de condições para transformar suas competências em produtos confiáveis, entregáveis e passíveis de manutenção.
Empresas como a SIATT também integram o ecossistema de desenvolvimento de sistemas estratégicos. O fortalecimento desse segmento exige investimentos em eletrônica, software embarcado, sensores, navegação, processamento de sinais, integração de plataformas e ensaios de validação.
A preservação de competências críticas deve ser tratada como questão de interesse nacional, sem dispensar critérios de viabilidade econômica, governança, transparência e controle público quando houver recursos estatais envolvidos. O Estado precisa avaliar não apenas o custo imediato de uma encomenda, mas também os efeitos de longo prazo sobre a capacidade tecnológica e industrial brasileira.
Marinha do Brasil: construção naval, submarinos e domínio tecnológico
A dimensão marítima da soberania brasileira exige capacidade de monitorar, proteger e defender espaços marítimos de interesse estratégico, rotas comerciais, instalações portuárias, recursos energéticos e infraestruturas submarinas. Essa missão depende de meios navais, aeronaves, sistemas de vigilância, comunicações seguras, logística e integração entre diferentes sensores e centros de comando.
A construção das fragatas da Classe Tamandaré representa uma oportunidade de fortalecer a engenharia naval, a integração de sistemas e a participação de fornecedores brasileiros em um programa militar de elevada complexidade. A incorporação da primeira fragata, a F200, em abril de 2026, constitui um marco do programa, mas a continuidade das demais embarcações e a sustentação dos navios exigem recursos adicionais ao longo do ciclo de vida.
Um navio de guerra não se resume ao casco. Sua capacidade operacional depende da integração de propulsão, geração e distribuição de energia, sensores, comunicações, sistemas de combate, armamentos, controle de avarias e logística de manutenção. O domínio dessas interfaces é parte essencial da competência industrial e da autonomia operacional.
O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o Programa Nuclear da Marinha possuem relevância ainda maior pela complexidade e duração de suas atividades. A construção de submarinos, a formação de equipes especializadas e o desenvolvimento de competências associadas à propulsão nuclear demandam continuidade institucional, infraestrutura industrial, rigor técnico e investimentos plurianuais.
O objetivo estratégico não é apenas concluir plataformas. É preservar a capacidade nacional de projetar, construir, operar, manter e modernizar sistemas navais, dentro dos limites tecnológicos, industriais e financeiros de cada programa.
A interrupção de investimentos em determinadas fases pode comprometer cadeias de fornecimento, elevar custos de retomada e dispersar profissionais cuja formação exige anos de experiência. Por isso, o planejamento deve abranger todo o ciclo de vida, desde a concepção e a construção até a operação, a modernização e o descarte seguro dos meios.
Exército Brasileiro: fronteiras, mobilidade e sistemas integrados
A modernização terrestre envolve capacidades que vão além da aquisição de blindados e sistemas de artilharia. A proteção das fronteiras, a mobilidade das tropas e a capacidade de resposta dependem de uma rede integrada de sensores, comunicações, centros de comando, processamento de informações e apoio logístico.
O SISFRON, o sistema ASTROS e os programas de modernização das forças blindadas exemplificam diferentes necessidades tecnológicas do Exército Brasileiro. O monitoramento de fronteiras exige integração de dados e disponibilidade de equipamentos em áreas extensas; os sistemas de artilharia demandam precisão, manutenção e integração operacional; e as viaturas blindadas dependem de motores, transmissões, eletrônica embarcada, proteção, peças de reposição e suporte técnico.
A aquisição de um equipamento representa apenas uma etapa da geração de capacidade militar. Sua contribuição efetiva depende de treinamento, doutrina, infraestrutura, disponibilidade logística e integração com os demais meios da Força.
O SISFRON, por exemplo, deve ser avaliado pela capacidade de ampliar a consciência situacional e apoiar decisões operacionais, e não somente pela quantidade de sensores ou trechos implantados. Da mesma forma, a modernização das forças blindadas precisa ser acompanhada por indicadores de disponibilidade, manutenção, mobilidade e custo de sustentação.
A participação da indústria nacional nesses programas pode ampliar a autonomia de manutenção e modernização, desde que os contratos contemplem efetiva transferência de conhecimento, acesso a informações técnicas necessárias e capacidade de produção de componentes críticos.
Tecnologia, inteligência artificial e infraestrutura crítica
A soberania tecnológica do século XXI depende da capacidade de controlar ou sustentar tecnologias essenciais ao funcionamento do Estado. Isso inclui semicondutores, sensores, sistemas de comunicação, criptografia, inteligência artificial, computação de alto desempenho, cibersegurança, materiais avançados e sistemas de navegação.
A dependência de fornecedores estrangeiros não é, por si só, incompatível com a soberania. Nenhuma economia domina isoladamente todas as tecnologias contemporâneas. O problema surge quando uma dependência crítica compromete a manutenção, a atualização, a disponibilidade ou o emprego de um sistema essencial.
A política industrial de Defesa precisa identificar essas vulnerabilidades e estabelecer prioridades de nacionalização seletiva, cooperação internacional, diversificação de fornecedores e desenvolvimento próprio. O critério deve ser a relevância estratégica da tecnologia, seu impacto operacional, o custo de domínio nacional e o risco associado à interrupção do fornecimento.
A inteligência artificial pode contribuir para análise de dados, manutenção preditiva, planejamento logístico, vigilância, apoio à decisão e integração de informações. Entretanto, sua adoção exige infraestrutura computacional, dados confiáveis, profissionais qualificados, segurança cibernética e mecanismos de validação. A simples aquisição de software não assegura independência tecnológica nem confiabilidade operacional.
Também merece atenção a proteção das infraestruturas críticas, incluindo cabos submarinos de telecomunicações, redes elétricas, instalações portuárias, sistemas de abastecimento, centros de dados e estruturas energéticas. A resiliência desses ativos depende de engenharia, monitoramento, redundância, planos de contingência e coordenação entre agentes públicos e privados.
Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, a infraestrutura crítica deve ser compreendida como parte da base material do poder nacional. Sua interrupção pode produzir efeitos econômicos, operacionais e institucionais que ultrapassam o setor diretamente atingido.
A integração entre Defesa, indústria, ciência, energia e infraestrutura constitui, portanto, uma condição para reduzir vulnerabilidades e ampliar a capacidade de decisão do Estado em cenários de crise.
Previsibilidade contratual e planejamento plurianual
Os programas estratégicos de Defesa possuem horizontes temporais que frequentemente ultrapassam um mandato presidencial. Por essa razão, sua continuidade não pode depender exclusivamente das prioridades conjunturais de cada governo.
A previsibilidade contratual é importante para que as empresas dimensionem suas instalações, contratem profissionais, adquiram equipamentos e desenvolvam fornecedores. Para o Estado, permite organizar os desembolsos, acompanhar os riscos e estabelecer metas de entrega compatíveis com as necessidades operacionais.
Isso não significa eliminar a fiscalização ou assegurar contratos independentemente de desempenho. Ao contrário, a continuidade deve estar associada à governança, à transparência possível, ao cumprimento das obrigações, à avaliação de custos e à demonstração de resultados.
É necessário distinguir contratos anunciados de contratos assinados, valores contratados de pagamentos realizados e equipamentos entregues de sistemas plenamente disponíveis. Essa disciplina analítica é indispensável para que a sociedade avalie a efetividade dos investimentos.
Também se deve evitar que a previsibilidade se transforme em dependência de um único fornecedor ou em proteção permanente a empresas sem capacidade de cumprir suas obrigações. A política pública precisa conciliar estabilidade da demanda, competição adequada, segurança tecnológica e responsabilidade na aplicação dos recursos.
A construção de capacidades nacionais exige continuidade, mas também avaliação permanente de resultados e correção de rumos quando necessário.
O que deverá ser acompanhado entre 2027 e 2030
O acompanhamento da política de Defesa deverá começar pela tramitação do orçamento de 2027 e pela identificação dos recursos efetivamente destinados aos programas estratégicos. Em seguida, será necessário verificar a execução financeira, os contratos celebrados, a regularidade dos pagamentos e o cumprimento dos cronogramas industriais.
Outro indicador será a participação da indústria nacional nos programas, considerando não apenas a montagem local, mas o desenvolvimento de engenharia, a produção de componentes, o domínio de processos críticos e a capacidade de manutenção e modernização.
No campo tecnológico, merecem atenção os recursos aplicados em pesquisa e desenvolvimento, os projetos concluídos, a formação de profissionais, a propriedade intelectual gerada e a capacidade de converter resultados científicos em sistemas operacionais.
Na dimensão militar, os indicadores devem contemplar disponibilidade de equipamentos, treinamento, logística, integração de sistemas e prontidão operacional. No campo econômico, devem ser examinados a evolução das exportações efetivamente realizadas, a sustentabilidade das empresas, a diversificação dos mercados e o fortalecimento das cadeias de fornecedores.
Finalmente, o mecanismo fiscal estabelecido pela Lei Complementar nº 221/2025 deve ser avaliado pela execução concreta dos investimentos enquadrados, e não apenas pelo limite nominal previsto na legislação.
Esses indicadores permitirão distinguir intenção política, autorização orçamentária, execução industrial e resultado estratégico. São dimensões relacionadas, mas não equivalentes.
Engenharia de Soberania e Estratégia: a conversão de recursos em poder nacional
A Defesa Nacional precisa ser compreendida como um sistema integrado de capacidades. O orçamento financia os programas; a indústria transforma recursos em produtos e serviços; a ciência e a engenharia desenvolvem conhecimentos e soluções; a infraestrutura sustenta a produção e a operação; e as Forças Armadas convertem esses meios em capacidade de dissuasão e defesa.
Quando esses elementos não funcionam de maneira coordenada, o Estado corre o risco de gastar sem acumular competências proporcionais, adquirir sistemas sem assegurar sua sustentação ou manter programas cuja execução financeira não acompanha suas necessidades técnicas.
A Engenharia de Soberania e Estratégia propõe justamente analisar essa relação entre recursos, infraestrutura, tecnologia, defesa e autonomia decisória. Nessa abordagem, o investimento público deve ser examinado não apenas pelo valor aplicado, mas pela capacidade nacional que deixa como resultado.
A pergunta fundamental não é somente quanto o Brasil destinará à Defesa, mas quais competências serão desenvolvidas, quais vulnerabilidades serão reduzidas, quais cadeias produtivas serão preservadas e quais capacidades estarão disponíveis para responder a situações reais de interesse nacional.
O desenvolvimento de uma Base Industrial de Defesa competitiva exige demanda previsível, financiamento adequado, pesquisa científica, formação profissional e integração entre os setores público e privado. Exige, igualmente, responsabilidade fiscal, fiscalização, metas verificáveis e avaliação permanente dos resultados.
O Brasil dispõe de empresas, instituições de pesquisa, profissionais e programas capazes de contribuir para essa transformação. O desafio está em articular esses ativos dentro de uma política de Estado que sobreviva aos ciclos eleitorais e seja orientada por prioridades estratégicas claramente definidas.
A continuidade governamental poderá favorecer a execução de programas já iniciados, mas não substitui a necessidade de decisões orçamentárias, contratos sustentáveis e resultados mensuráveis. Da mesma forma, a existência de instrumentos legais de financiamento não garante, isoladamente, a geração de autonomia tecnológica.
Entre 2027 e 2030, a medida concreta do avanço brasileiro estará na capacidade de transformar previsão orçamentária em investimento executado, investimento em engenharia e produção, produção em disponibilidade operacional e conhecimento em autonomia estratégica.
A Soberania não se estabelece apenas pela declaração de objetivos. Ela se constrói pela capacidade de projetar, produzir, manter, proteger e aperfeiçoar os sistemas dos quais dependem a segurança e o desenvolvimento nacional.
Em última análise, a Base Industrial de Defesa não deve ser tratada somente como um setor fornecedor das Forças Armadas, mas como parte da infraestrutura tecnológica e produtiva do Estado. Sua consolidação representa um instrumento de desenvolvimento, de resiliência econômica e de liberdade de decisão.
É nesse ponto que orçamento, engenharia, tecnologia e estratégia se encontram. A capacidade de financiar e sustentar os meios de Defesa ao longo do tempo será um dos indicadores mais relevantes para avaliar se o Brasil está convertendo seus recursos e conhecimentos em poder nacional efetivo.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
O Arquiteto do Império e a Aposta que Redesenhou o Recife, por Zé da Flauta
28/10/2026
Diplomacia
Quando assumiu a Regência Única do Império em 1837, o cenário era desolador. O Brasil fervilhava sob o fogo das revoltas provinciais, e a autoridade central corria o risco de virar mera ficção jurídica. Foi sob a bandeira do "Regresso" conservador que Araújo Lima desenhou o modelo que pacificaria a nação. Ele criou o Colégio Pedro II, fundou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e, mais tarde, presidi...
Há homens que parecem esculpidos para os momentos em que a história treme nas bases. Na conturbada formação do Brasil Império, nenhum nome encarnou com tanta lucidez a ideia de Estado quanto o pernambucano Pedro de Araújo Lima, o Marquês de Olinda. Nascido no chão dos engenhos da terra dos altos coqueiros, ele foi muito mais do que um político influente: tornou-se o grande fiador da estabilidade nacional, o mestre da conciliação nos bastidores e o homem de pulso firme que impediu o país de se despedaçar em repúblicas caóticas.
Diplomacia
Quando assumiu a Regência Única do Império em 1837, o cenário era desolador. O Brasil fervilhava sob o fogo das revoltas provinciais, e a autoridade central corria o risco de virar mera ficção jurídica. Foi sob a bandeira do "Regresso" conservador que Araújo Lima desenhou o modelo que pacificaria a nação. Ele criou o Colégio Pedro II, fundou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e, mais tarde, presidiu o Conselho de Ministros por quatro vezes ao longo do Segundo Reinado.
Diante das tempestades diplomáticas com a Inglaterra ou da eclosão da Guerra do Paraguai, a presença solene do Marquês de Olinda bastava para impor a ordem e manter a altivez da soberania brasileira.
Nomeação
Mas o olhar do estrategista nunca deixou de se voltar para a sua terra natal. Consciente de que controlar Pernambuco era vital para o equilíbrio do Império, Araújo Lima fez, em 1837, uma de suas jogadas políticas mais brilhantes e certeiras: nomeou o jovem militar e aristocrata Francisco do Rego Barros, o futuro Conde da Boa Vista, para a presidência da Província. Não se tratava de um mero arranjo de gabinete entre grandes famílias, mas da escolha cirúrgica do homem certo para o momento exato.
Revolução
O resultado dessa aposta ecoa até hoje nas calçadas do Recife. Respaldado pelo poder e pelo orçamento do Regente no Rio de Janeiro, Rego Barros governou de 1837 a 1844 e promoveu uma verdadeira revolução urbanística na capital pernambucana. Trouxe engenheiros franceses do porte de Louis Léger Vauthier, aterrou pântanos, rasgou caminhos e ergueu monumentos fundamentais como o Teatro de Santa Isabel, a Ponte da Boa Vista e o Palácio do Governo.
A visão de Estado do Marquês de Olinda na Corte deu o suporte institucional necessário para que a ousadia do Conde da Boa Vista vestisse o Recife com a elegância das capitais europeias.
Visão
Pedro de Araújo Lima provou que a verdadeira política não se faz com bravatas efêmeras, mas com a capacidade de enxergar longe e apostar nas pessoas certas. Ao unir a frieza do cálculo institucional no Rio de Janeiro ao sopro de modernidade no Recife, o Marquês de Olinda legou ao país a sua própria unidade e à sua terra a alma de uma metrópole monumental.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

Flávio Bolsonaro e Nadine Heredia por Roberto Vieira
28/10/2026
Debate
No debate da Rede Globo, o presidente Lula falou abertamente, como de costume, sobre os processos que aguardavam Flávio no cenário de uma possível derrota eleitoral. Lula foi profético.
Nadine
Nadine Heredia é esposa do ex-presidente peruano Ollanta Humala. Em abril de 2025, ela solicitou e obteve asilo diplomático na embaixada do Brasil em Lima, sendo trazida para Brasília em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanhada de seu filho. A ex-primeira-dama enfrentava acusações e julgamentos na Justiça peruana por lavagem de dinheiro e caixa dois em esquemas ligados à empreiteira Odebrecht. Sua defesa alegou pe...
Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos. Tudo porque, apenas sete minutos após a declaração de vitória do presidente Lula no domingo, o ministro Alexandre de Moraes ordenou que a Polícia Federal apreendesse os seus passaportes. A ameaça de prisão no horizonte acendeu o sinal de alerta.
Debate
No debate da Rede Globo, o presidente Lula falou abertamente, como de costume, sobre os processos que aguardavam Flávio no cenário de uma possível derrota eleitoral. Lula foi profético.
Nadine
Nadine Heredia é esposa do ex-presidente peruano Ollanta Humala. Em abril de 2025, ela solicitou e obteve asilo diplomático na embaixada do Brasil em Lima, sendo trazida para Brasília em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) acompanhada de seu filho. A ex-primeira-dama enfrentava acusações e julgamentos na Justiça peruana por lavagem de dinheiro e caixa dois em esquemas ligados à empreiteira Odebrecht. Sua defesa alegou perseguição política e questões de saúde.
Reciprocidade
Não cabe discutir se Flávio Bolsonaro agiu certo ou errado ao se exilar com a esposa e as filhas. Cabe, sim, questionar por que o Brasil — que concede asilo de forma tão célere a seus aliados — reage com surpresa quando outros países, como os Estados Unidos, adotam a mesma postura. Afinal, nas relações internacionais vigora a máxima secular do do ut des ("dou para que me dês"), a base do princípio da reciprocidade de que tanto fala o próprio presidente Lula.
Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

Flávio entrou na Argentina com passaporte italiano, antes de chegar aos EUA, confira detalhes da rota de fuga
28/10/2026
Condição de anonimato
À CNN Brasil, uma fonte policial afirmou sob condição de anonimato que o documento utilizado pelo senador para entrar no país pela cidade argentina de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz, foi o passaporte italiano do ex-candidato.
A esposa dele, Fernanda, e uma das filhas, utilizaram passaportes brasileiros. E outra das filhas do senador usou RG.
Cruzaram a fronteira
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cr...
Após uma operação secreta e quase cinematográfica, o senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa e as filhas do casal chegaram aos Estados Unidos na manhã de hoje, quarta-feira (28/10). O avião que o senador utilizou para fugir do Brasil aterrissou em um aeroporto de Miami nesta manhã. O senador Flávio Bolsonaro (PL) entrou na noite desta terça-feira (27/10) em território argentino com passaporte italiano.
Condição de anonimato
À CNN Brasil, uma fonte policial afirmou sob condição de anonimato que o documento utilizado pelo senador para entrar no país pela cidade argentina de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz, foi o passaporte italiano do ex-candidato.
A esposa dele, Fernanda, e uma das filhas, utilizaram passaportes brasileiros. E outra das filhas do senador usou RG.

Cruzaram a fronteira
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta de 22h50. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas.
Embarque
Às 23h30, a família embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. As informações foram confirmadas pela Direção Nacional de Migrações da Argentina.

A Migração
A Migração afirmou que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.
Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.
A chegada nos EUA
Após embarcar em um avião particular, contornar o espaço aéreo brasileiro e fazer escala no Equador, Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos.

Aterrizou
O avião que transportou a família é um jatinho particular Gulfstream G400, aterrissou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami. Ainda não havia informações até o momento sobre o proprietário da aeronave.
Viagem durou quatro horas
De acordo com o site de monitoramento de voos em tempo real Flight Aware, a viagem durou cerca de quatro horas.
O Poder
Sem dúvida: Flávio Bolsonaro está em Miami
28/10/2026
O enigma
Ontem, já pela manhã, O Poder noticiava a suposta presença de Flavio e família em Puerto Iguazú, na Argentina. Ao longo do dia, sabia-se que Flavio estava a caminho dos Estados Unidos. Muitas informações desencontradas foram espalhadas ao longo do dia, exatamente para dificultar qualquer tentativa de interceptação por parte de autoridades brasileiras.
A versão de Flávio
Deverá ser apresentada à imprensa em coletiva que prevista para acontecer entre hoje e amanhã.
As imagens confirmam. Flavio Bolsonaro, esposa e filhas desembarcaram em Miami. Trump já anunciou que sua situacão no país será regularizada.
O enigma
Ontem, já pela manhã, O Poder noticiava a suposta presença de Flavio e família em Puerto Iguazú, na Argentina. Ao longo do dia, sabia-se que Flavio estava a caminho dos Estados Unidos. Muitas informações desencontradas foram espalhadas ao longo do dia, exatamente para dificultar qualquer tentativa de interceptação por parte de autoridades brasileiras.

A versão de Flávio
Deverá ser apresentada à imprensa em coletiva que prevista para acontecer entre hoje e amanhã.
Festival Love Noronha celebra diversidade com festas e ações ambientais na ilha
28/10/2026
Boas vindas
A programação começa com a festa de boas-vindas no Restaurante Varanda. O evento terá apresentação de voz e violão de Breno Cavalcante e sets de DJs.
Amanhã, quinta-feira (29/10), a festa oficial Rave Alien será realizada das 17h às 23h, no bar Mavi, no Porto de Santo Antônio.
Novidade
Na sexta-feira (30/10), o festival terá uma novidade: a estreia da Tokka, festa criada em São Paulo e conhecida na cena da música eletrônica comercial. O evento será realizado das 17h às 23h, no Mirante do Boldró, em formato sunset, com música comandada...
Música e a diversidade cultural. O festival LGBTQIA+ Love Noronha começa hoje, quarta-feira (28/10) e segue até 2 de novembro, em Fernando de Noronha. A programação inclui festas, música, gastronomia e ações de sustentabilidade. A idealizadora do evento, Maria do Céu, também destacou os avanços na receptividade na ilha e a importância do turismo e da diversidade.
Boas vindas
A programação começa com a festa de boas-vindas no Restaurante Varanda. O evento terá apresentação de voz e violão de Breno Cavalcante e sets de DJs.
Amanhã, quinta-feira (29/10), a festa oficial Rave Alien será realizada das 17h às 23h, no bar Mavi, no Porto de Santo Antônio.
Novidade
Na sexta-feira (30/10), o festival terá uma novidade: a estreia da Tokka, festa criada em São Paulo e conhecida na cena da música eletrônica comercial. O evento será realizado das 17h às 23h, no Mirante do Boldró, em formato sunset, com música comandada pelos DJs Bruno Moutinho e Mari Carrilho, residentes do selo paulista.

Festa flutuante e Halloween
No sábado (31), a programação começa às 13h com a tradicional Festa Flutuante. O evento será realizado a bordo de uma embarcação, com capacidade para até 150 participantes e música dos DJs Bruno Moutinho e Emílio Vega.
Sustentabilidade
Na segunda-feira (02/10), último dia do festival, será realizada uma ação de plantio de espécies nativas, às 8h, na área da cimenteira, próxima à entrada da Praia do Sancho. A iniciativa é uma parceria com a EcoNoronha, concessionária dos serviços turísticos do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.
Passa de 64 o número de mortos em colisão de trens na Espanha
28/10/2026
Explicação
Falha humana. Um dos trens parou no trilho. Não houve alerta e outro tgv que vinha em sentido contrário colidiu após diminuir briscamente a velocidade.
Não é o primeiro
Em Janeiro deste ano outro acidente ferroviário de grandes proporções ocorreu em território espanhol.
Exige investigação e explicação.
São pelo menos mais 170 feridos, hospitalizados, muitos em estado grave. Dois trens de alta velocidade colidiram na Espanha, no trecho entre Madrid e a região da Andaluzia. O acidente ocorreu por volta das 5h, horário de Brasil. Mais de 500 passageiros estavam nos veículos, que pertencem a empresas diferentes.
Explicação
Falha humana. Um dos trens parou no trilho. Não houve alerta e outro tgv que vinha em sentido contrário colidiu após diminuir briscamente a velocidade.
Não é o primeiro
Em Janeiro deste ano outro acidente ferroviário de grandes proporções ocorreu em território espanhol.
Exige investigação e explicação.
Fuga de Flávio Bolsonaro abre disputa por liderança da direita no Brasil
28/10/2026
Tarcísio
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto por aliados da família Bolsonaro e pelo Centrão como o nome mais bem posicionado para ocupar esse espaço.
Aliados
Alguns aliados, porém, ponderam que, mesmo que Tarcísio se consolide como principal líder da oposição, o protagonismo no dia a dia deverá ser dividido com deputados e senadores.
Avaliação
Na avaliação desse grupo, é no Congresso que a oposição terá os instrumentos mais imediatos para enfrentar o governo Lula, seja na votação de projetos, na instalação de CPIs ou na pressão sobre a agenda econômica.
Atuação
Para esse grupo, por gove...
A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, dois dias depois de perder o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abriu uma disputa pela liderança da oposição e da direita no Brasil.
Tarcísio
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto por aliados da família Bolsonaro e pelo Centrão como o nome mais bem posicionado para ocupar esse espaço.
Aliados
Alguns aliados, porém, ponderam que, mesmo que Tarcísio se consolide como principal líder da oposição, o protagonismo no dia a dia deverá ser dividido com deputados e senadores.
Avaliação
Na avaliação desse grupo, é no Congresso que a oposição terá os instrumentos mais imediatos para enfrentar o governo Lula, seja na votação de projetos, na instalação de CPIs ou na pressão sobre a agenda econômica.
Atuação
Para esse grupo, por governar São Paulo, Tarcísio teria uma atuação mais voltada ao debate nacional e à articulação política, enquanto as bancadas da direita na Câmara e no Senado ficariam com o embate direto com o Planalto.
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira Por Alek Maracajá
28/10/2026
ATENÇÃO BRASIL … A eleição terminou no domingo, o prazo para Flávio Bolsonaro entregar o passaporte venceu na terça às 11h e, à tarde, ele já estava a caminho dos Estados Unidos. Em 48 horas, o Brasil saiu da apuração e entrou na alfândega.
Enquanto a direita discute quem assume a oposição, Lula tenta evitar uma crise com Washington, o STF abre e fecha frentes de investigação e os partidos reorganizam as peças. A temporada eleitoral acabou; a série política ganhou episódios extras.
Resumo da manhã: Flávio embarcou, Tarcísio se candidatou a líder e Brasília ganhou mais um capítulo para maratonar
Principais movimentos do dia
Flávio nos EUA: o passaporte ficou, o senador foi
O ministro Alexandre de Moraes deu a Flávio até as 11h de terça para entregar os passaportes, a pedido da PF, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ev...
Brasília, quarta-feira, 28 de outubro de 2026
ATENÇÃO BRASIL … A eleição terminou no domingo, o prazo para Flávio Bolsonaro entregar o passaporte venceu na terça às 11h e, à tarde, ele já estava a caminho dos Estados Unidos. Em 48 horas, o Brasil saiu da apuração e entrou na alfândega.
Enquanto a direita discute quem assume a oposição, Lula tenta evitar uma crise com Washington, o STF abre e fecha frentes de investigação e os partidos reorganizam as peças. A temporada eleitoral acabou; a série política ganhou episódios extras.
Resumo da manhã: Flávio embarcou, Tarcísio se candidatou a líder e Brasília ganhou mais um capítulo para maratonar
Principais movimentos do dia
Flávio nos EUA: o passaporte ficou, o senador foi
O ministro Alexandre de Moraes deu a Flávio até as 11h de terça para entregar os passaportes, a pedido da PF, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele não entregou, a PF cancelou o passaporte comum e o diplomático, e aliados confirmaram que ele deixou o país com a esposa e as duas filhas. Segundo aliados, ele já se encontrou com Eduardo Bolsonaro na Flórida e avalia dar entrevista hoje para explicar a saída.
O outro lado: Flávio nega irregularidades. Na segunda, chamou a ordem de "aberração" e "clara tentativa de me intimidar", e disse que não pretendia deixar o Brasil. Até agora, não há pedido formal de asilo confirmado; o Departamento de Estado disse que vai emitir vistos para ele e a família.
Quem deixa o país dois dias depois de perder a eleição deixa também a cadeira de líder da oposição vaga.
Na segunda, "vou entregar os passaportes". Na terça, a única coisa entregue foi o check-in
Planalto teme turbulência com Washington
A área internacional do Planalto avalia que o episódio pode tensionar ainda mais a relação com o governo Trump, que na terça voltou a dizer, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada. Aliados de Flávio dizem que a gestão Trump sinalizou permanência e até asilo, mas nenhum nome oficial dos EUA confirmou isso publicamente.
No entorno de Lula, parte dos assessores criticou Moraes, avaliando que a apreensão do passaporte foi prematura e alimentou a tese de perseguição.
O governo quer preservar os canais diplomáticos e comerciais, mas o caso Flávio virou assunto de Estado.
Washington não deu asilo oficial, mas já deu visto. Na diplomacia, isso se chama "tô só olhando"
Tarcísio mira a liderança da oposição
Segundo aliados ouvidos pela CNN, Tarcísio sinaliza desde domingo que quer liderar a oposição de olho em 2030, e diz que a candidatura depende dos resultados em São Paulo. Em vídeo, reconheceu a vitória de Lula, mas disse que "reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos". Ele também estava entre os que aconselharam Flávio a não contestar o resultado e a não sair do país.
Michelle Bolsonaro, senadora eleita pelo DF, tem o apoio de Valdemar Costa Neto, mas enfrenta resistência dos filhos de Jair Bolsonaro.
A direita começou a discutir 2030 antes de terminar a digestão de 2026.
No 2º turno, Tarcísio queria ser visto. Agora quer ser seguido
Perseguição ou fuga? a Câmara escolheu o seu lado
A oposição trata a ordem de Moraes como perseguição política. O ministro José Guimarães (Relações Institucionais) disse que a saída contradiz a promessa de Flávio de respeitar o resultado e o chamou de covarde. Governistas e deputados do PT pediram a Moraes a prisão preventiva e, se houver ordem de prisão, a inclusão na difusão vermelha da Interpol.
São leituras políticas opostas; a análise jurídica depende das provas e das decisões do STF.
Para a oposição, foi exílio. Para o governo, foi fuga. Para a companhia aérea, foi só mais um passageiro com pressa
Dino manda a PF apurar interferência estrangeira
Flávio Dino determinou que a PF investigue suspeitas de interferência estrangeira na eleição: se Meta e X favoreceram Flávio com alcance de posts ou ferramentas de IA, e se a organização americana Rockbridge Network negociou apoio financeiro à campanha. "Não se admite a interferência, direta ou indireta, de Estado estrangeiro", escreveu.
O outro lado: abrir inquérito não prova nada. Em 12 de outubro, a Meta já havia chamado a acusação de interferência de "falsa" e dito que não opera seus sistemas para favorecer candidaturas. X e Rockbridge não se manifestaram nas reportagens consultadas.
O algoritmo agora vai ter de prestar depoimento, e o resultado do inquérito pesa na relação com as big techs.
Pela primeira vez, o alcance orgânico pode virar caso de polícia
Fachin arquiva inquérito sobre Eduardo Bolsonaro
O presidente do STF, Edson Fachin, arquivou o inquérito sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA, aberto em maio de 2025, por entender que ele cumpriu sua finalidade ao virar ação penal. Eduardo foi condenado pela Primeira Turma por coação no curso do processo a 4 anos e 2 meses, em regime inicial semiaberto, com trânsito em julgado em 3 de outubro.
O arquivamento encerra a investigação, não a condenação.
Arquivar inquérito de quem já foi condenado é como encerrar o VAR depois do gol validado
PT quer Janones, Boulos e Erika Hilton
O PT avalia atrair André Janones (Rede-MG), Guilherme Boulos e Erika Hilton depois que PSOL e Rede, federados, não superaram a cláusula de desempenho e perderam fundo partidário e tempo de TV. Para mudar sem risco de perder o mandato, cada um precisa da liberação do partido atual. Nenhum dos três comentou.
A esquerda também se reorganiza, e o PT mira quem tem voto e rede social.
Na esquerda, a janela partidária virou porta giratória: entra quem tem engajamento
Bastidores de Brasília
* Sucessão na oposição: Tarcísio surge como alternativa, mas o PL e a família Bolsonaro ainda têm voto e militância.
* Duas frentes para o governo: responder à crise política sem contaminar as negociações diplomáticas e comerciais com os EUA.
* Esquerda em reforma: o PT tenta ampliar a bancada e atrair quadros com projeção eleitoral.
* Judiciário no centro: investigações, arquivamentos e críticas vão continuar alimentando a disputa de narrativas.
Leitura estratégica Ativaweb
A saída de Flávio enfraquece sua liderança interna e acelera a disputa por espaço na direita. Tarcísio tem a vantagem de governar São Paulo, mas transformar visibilidade em liderança nacional vai exigir partido e resultado de gestão.
Para Lula, o desafio é impedir que o conflito político contamine a relação com Washington. No digital, as narrativas de perseguição e de interferência estrangeira têm grande potencial de circulação, mas alcance não é comprovação.
"Nas redes, quem some do mapa perde o centro da conversa. A oposição sem líder presente vira audiência à procura de um rosto." — Alek Maracajá
Alerta Ativaweb
Monitorar com prioridade:
1. Brasil–EUA: notas oficiais, medidas diplomáticas e impacto nas negociações comerciais.
2. Flávio Bolsonaro: situação migratória, eventual pedido de asilo e próximos passos no STF.
3. Direita em reorganização: os movimentos de Tarcísio, Michelle e Valdemar.
4. Inquérito da PF: provas concretas, ou a falta delas, sobre a interferência estrangeira.
5. Disputa digital: separar alegação, fato verificado e decisão oficial nas acusações de fraude e perseguição.
6. Troca de partidos: Janones, Boulos e Erika Hilton.
Pesquisa mede intenção. Digital mede atenção. Urna mede voto. E, nesta semana, a PF mede passaporte.
Fechamento
A história desta quarta é passaporte, sucessão e diplomacia.
Flávio atravessou a fronteira, Tarcísio entrou no radar de 2030 e Brasília já monta o próximo tabuleiro. A eleição acabou, mas a disputa por poder continua.
Faltam 69 dias para a posse, em 5 de janeiro de 2027.
A urna decidiu. O passaporte venceu. A oposição procura um líder com endereço fixo
Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab
Avião em que estaria Flávio Bolsonaro está a caminho de Miami, mostra site
28/10/2026
O avião
O mesmo avião decolou horas depois com destino a Miami. A previsão de pouso é de 10h39, no horário de Brasília, no aeroporto Miami-Opa Locka Executive Airport (OPF), como mostra o site Flightaware.
Segundo apuração da TN (Todo Noticias), afiliada da CNN na Argentina, é a aeronave que transportou Flávio Bolsonaro e sua família até o Equador.
Donald Trump
Na noite de ontem, terça-feira (27/10), o presidente Donald Trump disse que havia sido informado de que Flávio estaria na Argentina, mas sem saber seu real paradeiro. Ao ser perguntado por jornalistas sobre a ida do candidato derrotado aos EUA, ele disse que "aprovaria" a entrada...
O candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entrou na Argentina pela fronteira com o Brasil às 22h50 de ontem, terça-feira (27/10). Quarenta minutos depois, embarcou em um voo privado para Guayaquil, no Equador, onde pousou na manhã desta quarta-feira (28).
O avião
O mesmo avião decolou horas depois com destino a Miami. A previsão de pouso é de 10h39, no horário de Brasília, no aeroporto Miami-Opa Locka Executive Airport (OPF), como mostra o site Flightaware.
Segundo apuração da TN (Todo Noticias), afiliada da CNN na Argentina, é a aeronave que transportou Flávio Bolsonaro e sua família até o Equador.
Donald Trump
Na noite de ontem, terça-feira (27/10), o presidente Donald Trump disse que havia sido informado de que Flávio estaria na Argentina, mas sem saber seu real paradeiro. Ao ser perguntado por jornalistas sobre a ida do candidato derrotado aos EUA, ele disse que "aprovaria" a entrada da família no país.
Dois funcionários
Dois funcionários do governo dos EUA afirmaram à CNN que vistos estão sendo emitidos para o senador, esposa e duas filhas. Um funcionário americano chegou a indicar a Flórida como destino.
Flávio passou a fronteira na noite de terça
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta de 22h50. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas.
A Migrações afirma que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.
Comitiva
Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.
Negou
O governo de Javier Milei negou, na manhã de terça-feira que Flávio havia entrado na Argentina.
O ministério da Segurança, pasta responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou que o senador, derrotado nas eleições presidenciais de domingo (25), não entrou no país.
Passaportes cancelados
A viagem ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir Flávio de deixar o país. A decisão foi tomada no domingo (25), dia do segundo turno, em que o senador foi derrotado pelo presidente Lula (PT).
A medida
A medida foi adotada no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
Determinou
Moraes determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, incluindo o diplomático, e a entrega de eventuais documentos estrangeiros em até 24 horas. Também proibiu o contato entre os dois investigados.
Na segunda-feira (26), Flávio disse em vídeo que havia sido abordado por agentes da Polícia Federal ao deixar a casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, os agentes o informaram de que estava proibido de sair do Brasil.
Pedido de investigação na Argentina
A deputada argentina Marcela Pagano apresentou uma denúncia à Justiça Federal de Puerto Iguazú questionando a entrada do senador no país. Ela pediu a preservação das imagens das câmeras da ponte e do aeroporto, dos planos de voo, da lista de passageiros e do contrato do voo fretado.
Pagano pediu que sejam apurados possível tráfico de pessoas em trânsito e descumprimento de deveres por funcionários públicos.
Com CNN