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MPF pede condenação de Lupércio Carlos e do ex vereador André Avelar, em R$ 2.1 milhões

03/09/2024

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Ação civil pública

tramita perante a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Olinda, sobre o período que André Avelar foi presidente da Câmara Municipal. A ação pede uma restituição de R$ 1.2 milhão, a preços de 2016. O processo é de n° 0004826-19.2016.8.17.2990. Tal processo está concluso para decisão.

As acusações

Vejamos as condutas de André Avelar citadas na inicial: "O vereador Carlos André desconsiderou o limite da despesa total da Câmara, pois os gastos totais realizados pelo Legislativo Municipal alcançaram o percentual de 6,61% do somatório das receitas Municipais, situação agravada com o reconhecimento das contribuições previdenciárias, o que elevou o percentual para 7,64%, estando fora dos 6% estabelecido constitucionalmente, sendo pertinente frisar que o referido demandado é contumaz em violar o art. 29-A da Constituição, constando no Relatório da Auditoria sua
reincidência nos dois exercícios anteriores (...

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Ação civil pública

tramita perante a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Olinda, sobre o período que André Avelar foi presidente da Câmara Municipal. A ação pede uma restituição de R$ 1.2 milhão, a preços de 2016. O processo é de n° 0004826-19.2016.8.17.2990. Tal processo está concluso para decisão.

As acusações

Vejamos as condutas de André Avelar citadas na inicial: "O vereador Carlos André desconsiderou o limite da despesa total da Câmara, pois os gastos totais realizados pelo Legislativo Municipal alcançaram o percentual de 6,61% do somatório das receitas Municipais, situação agravada com o reconhecimento das contribuições previdenciárias, o que elevou o percentual para 7,64%, estando fora dos 6% estabelecido constitucionalmente, sendo pertinente frisar que o referido demandado é contumaz em violar o art. 29-A da Constituição, constando no Relatório da Auditoria sua
reincidência nos dois exercícios anteriores (2006 e 2007), tendo, inclusive, tal prática sido alvo de recomendações do Tribunal de Contas, o que demonstra que agiu dolosamente".

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Verbas de gabinete

Segundo o Ministério Público,
foi constatado a utilização irregular, ilegal e inconstitucional das verbas de gabinete de responsabilidade de diversos vereadores, entre eles o atual prefeito de Olinda Lupércio Carlos do Nascimento, considerado o pior administrador da cidade desde que Duarte Coelho desembarcou na Marim dos Caetés.
As contas do vereador Carlos Andre Avelar de Freitas foram juldas irregulares em R$1.204.414, 43.

Contumaz

Nesse mesmo processo, há pedido de condenação do então vereador Lupércio Carlos.
Se não bastasse,
Lupércio já foi condenado pelo Tribunal de Contas, pelo uso de notas frias em seu gabinete.

Leia outras informações

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Kassio reúne campanhas de Flávio e Lula após decisões conflitantes no TSE

13/10/2026

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, recebe hoje, terça-feira (13/10) advogados das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro foi convocado após uma sequência de decisões da Corte, algumas contraditórias entre si, tomadas a pedido dos dois lados.

A reunião

A reunião abre a segunda semana de campanha para o segundo turno, marcada por nova onda de pedidos à Justiça Eleitoral.
O novo foco de desgaste na Corte Eleitoral é o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A campanha de Flávio questiona no Tribunal, em diferentes ações, a existência do canal e o conteúdo divulgado nele.

O caso

O caso opôs Kassio e o corregedor da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, no fim de semana. No sábado (10), Cueva pediu mais informações antes de decidir sobre a suspensão, por considerar que a ca...

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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, recebe hoje, terça-feira (13/10) advogados das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro foi convocado após uma sequência de decisões da Corte, algumas contraditórias entre si, tomadas a pedido dos dois lados.

A reunião

A reunião abre a segunda semana de campanha para o segundo turno, marcada por nova onda de pedidos à Justiça Eleitoral.
O novo foco de desgaste na Corte Eleitoral é o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A campanha de Flávio questiona no Tribunal, em diferentes ações, a existência do canal e o conteúdo divulgado nele.

O caso

O caso opôs Kassio e o corregedor da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, no fim de semana. No sábado (10), Cueva pediu mais informações antes de decidir sobre a suspensão, por considerar que a campanha de Flávio não havia instruído bem o pedido.

Tirou do ar

Já no domingo (11/10), em processo administrativo, Kassio mandou o WhatsApp tirar o canal do ar. Poucas horas depois, Cueva suspendeu a ordem do presidente e determinou o retorno imediato e provisório do canal. Agora, a palavra final caberá ao plenário.

A decisão

Ao justificar a decisão, o corregedor afirmou que a suspensão integral foi determinada antes da conclusão das diligências para regularizar a instrução do processo. Por isso, disse ser necessário restabelecer o funcionamento “até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia”.
A atitude de Kassio provocou desconforto entre integrantes do Tribunal.

Um grupo na Justiça Eleitoral também tem criticado a postura de Nunes Marques no segundo turno. A avaliação é de que ele tem beneficiado Flavio.

Expectativa

A expectativa é que o ministro use o encontro desta terça para explicar a derrubada do canal e reafirmar a imparcialidade da Corte. Lula e Flávio reclamam, ao longo da campanha, de interferência do Judiciário na disputa.

Com CNN




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Lula reage e vai a 49% contra 51% de Flávio, diz PoderData/Aya...

13/10/2026

Pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta 3ª feira (13.out.2026), mostra que as intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o 2º turno avançaram em 5 dias. Agora, o petista tem 49% dos votos válidos ante 51% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os 2 estão empatados dentro da margem de erro do levantamento, de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos...

Votos totais:

Flávio Bolsonaro (PL): 51,1%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 45,7%
Branco/nulo/não sei: 3,2%… -


A pesquisa


A pesquisa foi realizada de 10 a 12 de outubro. Mostra uma mudança no cenário em relação à rodada anterior. Em 5 dias, a taxa de intenções de voto em Lula avançou 2 pontos percentuais, enquanto a de Flávio recuou na mesma proporção. A diferença, que era 6 pontos percentuais, passou a ser de 2 pontos percentuais....

1º turno

No 1º turno das eleições, Flávio...

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Pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta 3ª feira (13.out.2026), mostra que as intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o 2º turno avançaram em 5 dias. Agora, o petista tem 49% dos votos válidos ante 51% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os 2 estão empatados dentro da margem de erro do levantamento, de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos...

Votos totais:

Flávio Bolsonaro (PL): 51,1%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 45,7%
Branco/nulo/não sei: 3,2%… -


A pesquisa


A pesquisa foi realizada de 10 a 12 de outubro. Mostra uma mudança no cenário em relação à rodada anterior. Em 5 dias, a taxa de intenções de voto em Lula avançou 2 pontos percentuais, enquanto a de Flávio recuou na mesma proporção. A diferença, que era 6 pontos percentuais, passou a ser de 2 pontos percentuais....

1º turno

No 1º turno das eleições, Flávio teve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%. A vantagem do senador sobre o petista havia sido de 1,87 ponto percentual nas urnas. Agora, essa é quase a mesma diferença entre os 2 finalistas na pesquisa PoderData/Aya....

Análise

O resultado do 1º turno havia deixado a campanha de Lula numa UTI eleitoral. Flávio Bolsonaro passou a ditar o ritmo da disputa, formalizou apoios partidários e começou a negociar espaços num eventual governo.

Brasília

Em Brasília, havia quem tratasse o 2º turno como mera formalidade para confirmar a vitória do senador. Uma equipe de resgate formada por jovens deputados eleitos no 1º turno e por uma onda de artistas que passaram a declarar apoio a Lula nas redes –e a cobrar que outros façam o mesmo– entrou em ação. Lula intensificou a presença digital e adotou uma comunicação menos convencionl.
A nova estratégia desagrada a petistas tradicionais, mas coincide com os primeiros sinais de recuperação....


DEMOGRAFIA NO 2º TURNO Lula preserva a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado. Entre as mulheres, o presidente registra 53% das intenções de voto, contra 39% do senador do PL.  Flávio vai melhor no Centro-Oeste (55%) e no Sul (61%) e entre os que cursaram o ensino médio (52%)....


Com Poder 360




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Pesquisa Quaest no DF esquenta disputa - Flávio lidera. Lula diminui distância

13/10/2026

O resultado da pesquisa Quaest para presidente, no DF, divulgada ontem, segunda-feira 12/10, permite várias Leituras. Os bolsonaristas comemoram: Flávio Bolsonaro aparece com 50% das intenções de votos, Lula tem 40%. Os Lulistas soltam fogos: a distância entre ambos diminui, em todos os critérios utilizados. É mais combustível na disputa.

Nem nem

Aqueles que manifestaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 6%. Outros 4% não souberam responder ao levantamento. Observação: a pesquisa não mede abstenção.



Válidos

Quando vamos aos votos válidos, Flávio tem 55,5%, Lula 44,5%. Diferença de 11 pontos percentuais. Este foi o primeiro levantamento de opinião para o DF divulgado no segundo turno.

Em relação às urnas

Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado para a Presidência da República no Distrito Federal no primeiro turno das eleições d...

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O resultado da pesquisa Quaest para presidente, no DF, divulgada ontem, segunda-feira 12/10, permite várias Leituras. Os bolsonaristas comemoram: Flávio Bolsonaro aparece com 50% das intenções de votos, Lula tem 40%. Os Lulistas soltam fogos: a distância entre ambos diminui, em todos os critérios utilizados. É mais combustível na disputa.

Nem nem

Aqueles que manifestaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 6%. Outros 4% não souberam responder ao levantamento. Observação: a pesquisa não mede abstenção.



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Válidos

Quando vamos aos votos válidos, Flávio tem 55,5%, Lula 44,5%. Diferença de 11 pontos percentuais. Este foi o primeiro levantamento de opinião para o DF divulgado no segundo turno.

Em relação às urnas

Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado para a Presidência da República no Distrito Federal no primeiro turno das eleições deste ano. O candidato recebeu 909.616 votos, o equivalente a 51,31% dos votos válidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou em segundo lugar, com 675.627 votos, correspondentes a 38,11% dos votos válidos. Diferença um pouco superior a 13 pontos percentuais. Segundo o levantamento, a distância entre os dois cai de 13 para 11 pontos percentuais em um dos mais emblemáticos redutos bolsonaristas.

E a reprovação?

A pesquisa também mediu a avaliação do governo Lula no DF. A aprovação subiu 5 pontos percentuais, chegando a 42%, enquanto a desaprovação caiu 5 pontos, ficando em 54%. Continua desaprovado, mas menos desaprovado. Faz todo o sentido.



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Comparando mais

A última pesquisa anterior ao primeiro turno, divulgada no dia 29 de setembro, registrou as intenções de voto no DF para o segundo turno em 48% para o candidato do PL e 33% para o petista. Ou seja, a distância entre ambos aparecia como 15 pontos. Agora, são 11.

Projetando no país

Em termos nacionais, Flávio terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% (56,1 milhões de votos) contra 45,16% de Lula (53,8 milhões milhões de votos). Em percentuais, a diferença foi inferior a 2% no país inteiro. Nas principais pesquisas divulgadas até agora, Flávio mantém uma vantagem que oscila entre 4 e 6 pontos sobre o adversário.

O tamanho da virada necessária

A região Nordeste reúne 27,42% do eleitorado do país. O Norte, 8,26%. As duas, juntas, respondem por 35.68%. Para virar o jogo nas urnas no dia 25, Lula tem que manter a vantagem obtida no Norte/Nordeste e recuperar, no geral, cerca de 5 pontos nas demais regiões. Tarefa fácil, não é. Impossível, também não. A guerra está acirrada, em todas as frentes.



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O resultado do DF

Anima a tropa de Lula e sugere que a nova estratégia da campanha pode estar dando os primeiros resultados.

Avaliação

É um levantamento localizado. O resultado pode representar, apenas, fotografia do momento no DF. Mas, esperam os torcedores lulistas, pode ser a captura do início de uma tendência. Os dois lados têm que aguardar, respiracao presa, os próximos levantamentos de opinião.

Metodologia

A Quaest ouviu 1.104 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06799/2026.

Equipe O Poder com informações do G1 e do TSE.




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TRE-RJ confirma vitória de Douglas Ruas no 1º turno após retotalização dos votos

10/10/2026

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10/10), a vitória de Douglas Ruas (PL) na eleição para o governo do estado, após a retotalização dos votos dos fluminenses no 1º turno.

Com a anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos e teve a vitória da eleição reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Candidato mais votado

O procedimento foi conduzido pelo presidente da Corte, desembargador Claudio de Mello Tavares, com a presença dos sete integrantes do tribunal, além de representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de partidos políticos.

"O candidato mais votado para o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro foi o candidato Douglas Ruas, alcançando mais da metade dos votos válidos, o suficiente para vence...

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10/10), a vitória de Douglas Ruas (PL) na eleição para o governo do estado, após a retotalização dos votos dos fluminenses no 1º turno.

Com a anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos e teve a vitória da eleição reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Candidato mais votado

O procedimento foi conduzido pelo presidente da Corte, desembargador Claudio de Mello Tavares, com a presença dos sete integrantes do tribunal, além de representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de partidos políticos.

"O candidato mais votado para o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro foi o candidato Douglas Ruas, alcançando mais da metade dos votos válidos, o suficiente para vencer no primeiro turno das eleições", afirmou o presidente do TRE-RJ Claudio de Mello Tavares.

Antes havia dúvida

Antes da anulação dos votos de Garotinho, o resultado no Rio de Janeiro tinha apontado para a realização de um 2º turno entre Ruas e o segundo candidato mais votado, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD)

A retotalização foi determinada após o TSE manter o indeferimento do registro de candidatura de Garotinho e decidir, por cinco votos a dois, pela anulação dos votos recebidos por ele no último domingo (04/10).

Aumento dos percentuais

Sem esses votos no cálculo dos votos válidos, Ruas passou de 49,27% para cerca de 50,88% e superou a maioria absoluta exigida para vencer no 1º turno.

A cerimônia foi realizada na sede do TRE-RJ, no Palácio da Democracia. O resultado recalculado foi anunciado após o procedimento, mas a proclamação formal do governador eleito depende das etapas previstas pela Justiça Eleitoral.

— Com Agências de Notícias




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Flávio cita maioridade penal e fortalecimento da segurança; Lula destaca medidas para redução de impostos e subsídios para combustíveis

10/10/2026

O dia de eleição foi agitado para os dois candidatos que disputam a Presidência da República neste sábado (10/10). No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) falou em redução da maioridade penal, endurecimento de penas para roubos como algumas das propostas do seu governo e pediu aos apoiadores que “não abaixem a guarda”. Em Natal (RN), o presidente Lula (PT) destacou a redução de impostos federais sobre a gasolina e a renovação do subsídio ao etanol como medidas positivas da sua gestão.

Segundo o presidente, as duas medidas, adotadas recentemente pelo Executivo Federal, têm como objetivo “conter os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os preços no Brasil”.O presidente passou o dia na capital potiguar ao lado de políticos de todo o Nordeste que compõem a sua base de apoio.

Trocas de farpas

No quesito troca de farpas, os dois candidatos se igualaram. Lula questionou, durante ato, a proposta de Flávio Bolsonaro (PL)...

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O dia de eleição foi agitado para os dois candidatos que disputam a Presidência da República neste sábado (10/10). No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) falou em redução da maioridade penal, endurecimento de penas para roubos como algumas das propostas do seu governo e pediu aos apoiadores que “não abaixem a guarda”. Em Natal (RN), o presidente Lula (PT) destacou a redução de impostos federais sobre a gasolina e a renovação do subsídio ao etanol como medidas positivas da sua gestão.

Segundo o presidente, as duas medidas, adotadas recentemente pelo Executivo Federal, têm como objetivo “conter os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os preços no Brasil”.O presidente passou o dia na capital potiguar ao lado de políticos de todo o Nordeste que compõem a sua base de apoio.

Trocas de farpas

No quesito troca de farpas, os dois candidatos se igualaram. Lula questionou, durante ato, a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de cortar R$ 250 bilhões em despesas públicas e sugeriu que a iniciativa poderia atingir programas sociais, mas não apresentou comprovação de que esses benefícios seriam eliminados.

Flávio também disse considerar esta eleição “o fim da era Lula”, criticou índices do atual governo e pediu aos apoiadores que continuem se esforçando em busca de mais votos para o dia 25. “Apesar do resultado das pesquisas, precisamos seguir alertas”, frisou.

Apoios e encontros

No caso do atual presidente, a ida a Natal também teve como objetivo apoiar Cadu de Lula (PT) no segundo turno para o governo potiguar. Cadu recebeu 36,16% dos votos válidos na primeira etapa, contra 36,94% de Allyson Bezerra (União Brasil).

Flávio Bolsonaro passou o dia acompanhado de aliados e, em especial, de Douglas Ruas (PL) que deve ter seu nome chancelado ainda hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) como governador eleito do estado, depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter anulado, na última quinta-feira (08/10), os votos dados ao candidato ao governo fluminense Anthony Garotinho.

"Escala 6x1, verdades e mentiras"

O presidente Lula questionou as propostas de campanha do seu adversário, falou sobre a importância de ser votado o fim da escala de trabalho 6x1 pelo Congresso já na próxima semana, disse que Flávio Bolsonaro “não vai investir no Nordeste” e que o 2º turno destas eleições representa “a escolha entre a verdade e a mentira” no país.

Por sua vez, Flávio afirmou que aqueles que tentaram “calar” Jair Bolsonaro seriam responsáveis por sua eventual vitória na eleição presidencial. E voltou a dizer que o pai, atualmente condenado e em prisão domiciliar, é quem lhe entregará a faixa presidencial.

— Com Agências de Notícias




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As aventuras de Cacimba 63 — A caçada à fera do boqueirão encantado, por Zé da Flauta*

10/10/2026

Uma sombra de espanto baixou sobre as grotas e grotões de Carnaúba Seca. Há três semanas, o gado aparecia espantado, e um urro grave, diferente de tudo que qualquer caçador antigo já tinha ouvido, ecoava na calada da noite vindo da Serra do Boqueirão.

Dizia-se na feira que uma fera sobrenatural, o Pé-de-Garrafa ou um lobisomem das grotas, tinha feito morada nas ruínas da Velha Carnaúba, devorando criações e afugentando os moradores das terras altas.

Em pânico, o povo cobrava providências do delegado, que já falava em armar um grupo para incendiar a mata e caçar a fera a tiro e facão. Antes que a tragédia fosse feita, uma comissão de sertanejos procurou Mestre Cacimba.

— Mestre, o bicho não é de Deus. O mato tá assombrado e a bala não pega! disse um velho sertanejo, tremendo as mãos.

Cacimba ajeitou o chapéu de couro, bafejou o pífano de leve e olhou para a dupla ao seu lado.

— O medo faz o rastro de um gato par...

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Uma sombra de espanto baixou sobre as grotas e grotões de Carnaúba Seca. Há três semanas, o gado aparecia espantado, e um urro grave, diferente de tudo que qualquer caçador antigo já tinha ouvido, ecoava na calada da noite vindo da Serra do Boqueirão.

Dizia-se na feira que uma fera sobrenatural, o Pé-de-Garrafa ou um lobisomem das grotas, tinha feito morada nas ruínas da Velha Carnaúba, devorando criações e afugentando os moradores das terras altas.

Em pânico, o povo cobrava providências do delegado, que já falava em armar um grupo para incendiar a mata e caçar a fera a tiro e facão. Antes que a tragédia fosse feita, uma comissão de sertanejos procurou Mestre Cacimba.

— Mestre, o bicho não é de Deus. O mato tá assombrado e a bala não pega! disse um velho sertanejo, tremendo as mãos.

Cacimba ajeitou o chapéu de couro, bafejou o pífano de leve e olhou para a dupla ao seu lado.

— O medo faz o rastro de um gato parecer de leão. Ninguém vai pôr fogo no mato. Nós vamos lá ver o que é.

Na alvorada seguinte, Mestre Cacimba, Simão e Sebastião deixaram a segurança da vila e cruzaram a porteira de pau-a-pique que dava acesso à caatinga fechada. O ar foi ficando denso, os caminhos viraram frestas no espinho, e o silêncio da mata só era quebrado pelo estalar dos galhos secos.

Simão, a razão, caminhava atento, de óculos no focinho e caderneta aberta. Não olhava para os bicos das árvores, mas para o chão. Anotava o formato do relevo, a profundidade das marcas na terra batida e a altura dos galhos quebrados.

Sebastião, a emoção e os sentidos, ia no topo dos ombros de Cacimba, orelhas em pé. A cada estalo na vegetação, ele arrepiava o pelo, captando a direção do vento e o tremor do solo antes de qualquer um.

O sol do meio-dia castigava a terra quando Simão deu dois pulos e bateu o lápis no papel, chamando Mestre Cacimba.

No chão de barro seco perto de um riacho sangrado, havia pegadas profundas, mas Simão notou algo intrigante: o peso do "monstro" estava mal distribuído. As marcas da esquerda eram fundas, enquanto as da direita mal tocavam o chão. Mais adiante, preso num espinho de macambira, o macaquinho encontrou um fiapo de couro curtido e vestígios de óleo queimado.

— Não é garra de Fera, Mestre, parecia dizer Simão, mostrando o desenho perfeito na caderneta. — É sola de sapato reforçada e ferro!

De repente, o urro assustador ecoou pela grota, fazendo as pedras tremerem. Sebastião deu um salto de pavor, mas logo inclinou a cabeça, ouvindo com atenção refinada de músico. Ele percebeu o eco: o som não vinha de uma garganta viva, mas de um sopro forte passando por um cano oco dentro de uma caverna!

Guiados pelo ouvido de Sebastião e pelos rastros medidos por Simão, o grupo chegou à entrada do Boqueirão Encantado, uma gruta escura sob as ruínas do antigo casarão.

Entrando na penumbra da caverna, Cacimba manteve a calma. No fundo da gruta, cercado por correntes, engrenagens velhas e uma corneta de gramofone acoplada a um fole de fogueira, estava o "monstro".

Não havia fera alguma. O responsável pelo terror era um antigo coronel arruinado da região junto a dois capangas. Usando o fole e a corneta para reproduzir o urro medonho e sapatos de madeira com cravos para simular pegadas gigantescas, eles assustavam os posseiros para fazer o povo abandonar as terras valorizadas da serra, onde haviam descoberto uma mina de água cristalina.



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Pegos no pulo, os capangas partiram para cima de Cacimba com porretes. Mas Sebastião foi mais rápido: subiu nas vigas da gruta e deu uma batida ensurdecedora e ritmada no seu triângulo, fazendo o som ecoar nas paredes de pedra feito um trovão! Desorientados pelo barulho, os capangas tropeçaram nas próprias correntes. Simão, agilmente, puxou a alavanca do fole, desmontando a engrenagem do "urro" que caiu sobre eles.

Mestre Cacimba apenas caminhou até o velho coronel, recolheu a farsa e disse com voz serena e firme:

— O verdadeiro monstro do sertão não tem garra nem chifre, coronel. É a ganância de quem tira o pão e a terra do humilde usando o medo como chicote.

Ao entardecer, a comitiva regressou a Carnaúba Seca. O povo, que aguardava com enxadas e tochas na praça, viu Cacimba chegar trazendo os artefatos da farsa. A verdade desfez o pavor, as terras do Boqueirão foram salvas para os agricultores, e o delegado não teve outra escolha a não ser prestar contas à lei.

Naquela noite, sob a lua cheia, a praça celebrou. Simão terminava de desenhar a farsa na caderneta para registrar o causo no jornal, enquanto Sebastião puxava o baião no triângulo e Mestre Cacimba soprava no pífano a Toada do Boqueirão, lembrando a todos que a ignorância cria fantasmas, mas a verdade e a coragem sempre libertam o povo.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.



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Festas religiosas — Aparecida tem previsão de receber 3,05 milhões de fiéis; Círio de Nazaré espera 2,5 milhões

10/10/2026

Apesar de o período ser de agitação com as eleições no país, os brasileiros tendem a parar por alguns dias para fazer suas homenagens em duas festas religiosas tradicionais. Tratam-se do Círio de Nazaré, em Belém do Pará (PA), e do dia de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Para se ter ideia, a programação no Santuário de Aparecida, interior de São Paulo, tem previsão de receber, este ano, 3, 05 milhões de pessoas desde o início de outubro até o final do mês. Sendo que aproximadamente 500 mil pessoas devem passar pela basílica somente nesta segunda-feira (12/10).



Romarias e visitas

Em Belém, a previsão é de que 2,5 milhões de pessoas passem pela cidade para participar de todos os eventos relacionados ao Círio, desde o início até o fim do mês, uma vez que são realizadas, ao longo do período, 14 procissões. Lá, o sábado (10/10) está sendo marcado pela chegada de várias romarias na capital paraense, provenientes de estados div...

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Apesar de o período ser de agitação com as eleições no país, os brasileiros tendem a parar por alguns dias para fazer suas homenagens em duas festas religiosas tradicionais. Tratam-se do Círio de Nazaré, em Belém do Pará (PA), e do dia de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Para se ter ideia, a programação no Santuário de Aparecida, interior de São Paulo, tem previsão de receber, este ano, 3, 05 milhões de pessoas desde o início de outubro até o final do mês. Sendo que aproximadamente 500 mil pessoas devem passar pela basílica somente nesta segunda-feira (12/10).



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Romarias e visitas

Em Belém, a previsão é de que 2,5 milhões de pessoas passem pela cidade para participar de todos os eventos relacionados ao Círio, desde o início até o fim do mês, uma vez que são realizadas, ao longo do período, 14 procissões. Lá, o sábado (10/10) está sendo marcado pela chegada de várias romarias na capital paraense, provenientes de estados diversos, cujos integrantes são conduzidos até a Basílica Santuário de Nazaré.

Para garantir que as celebrações ocorram com tranquilidade, nas duas cidades um esquema de segurança foi montado reunindo diversos órgãos nos dois estados, como polícias Rodoviária Federal, Militar, Corpo de Bombeiros, Guardas Municipais, Guardas Civis e forças estaduais de segurança.

Foco é “Nossa Senhora”

Em Aparecida em especial, o arcebispo, dom Mário Antônio afirmou que o foco da celebração deve ser Nossa Senhora, passando uma espécie de recado aos políticos que sempre aparecem nas missas e demais eventos.

"Que ninguém venha a Aparecida para alimentar divisões ou animosidades, mas para renovar a fé, fortalecer a esperança e aprender com Maria a construir um Brasil mais fraterno, justo e solidário", declarou ele, numa forma de relembrar que a Igreja católica não pretende rever a polêmica envolvendo fake news divulgadas durante o 1º turno das eleições — de que a santa, a depender de quem ganhasse o pleito, poderia deixar de ser padroeira do país.

“Meta é aproximar as pessoas”

Questionado se a disputa eleitoral pode ser levada junto às romarias ao Santuário Nacional, dom Mário lembrou que, a cada quatro anos, a novena e a festa de Nossa Senhora coincidem com o período das eleições presidenciais, mas que isso não deve desviar o foco das celebrações. "Ano após ano, a Mãe continua sendo o centro das nossas celebrações", frisou.

Segundo dom Mário, o objetivo das duas festas católicas é “aproximar pessoas com diferentes posições, e não alimentar animosidades”. Ele também recomenda evitar ofensas e discursos de ódio em casa, nas comunidades e nas redes sociais.

— Com Agências de Notícias



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Analistas alertam: Com quatro MPs que perderam a validade na última semana, Congresso precisa voltar ao funcionamento normal

10/10/2026

O 2º turno das eleições exige empenho dos políticos, mas os parlamentares do Congresso Nacional precisam se esforçar para retomar à normalidade dos trabalhos nos próximos dias. O alerta não é feito por representante de nenhum poder da República e sim, pela área legislativa da própria Câmara dos Deputados e do Senado. Uma vez que quatro medidas provisórias (MPs) relacionadas à concessão de créditos e subsídios perderam a validade entre setembro e outubro por não terem sido apreciadas em tempo hábil.

Conforme informações das duas Casas legislativas, das quatro MPs, três delas abriram créditos extraordinários de aproximadamente R$ 31,05 bilhões no Orçamento de 2026 para ações de apoio ao setor aéreo, financiamento de veículos e atendimento a famílias atingidas por enchentes. A quarta autorizava subsídios à produção e à importação de óleo diesel.

Situação de excepcionalidade

Os recursos utilizados enquanto as MPs estavam em vigor não pre...

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O 2º turno das eleições exige empenho dos políticos, mas os parlamentares do Congresso Nacional precisam se esforçar para retomar à normalidade dos trabalhos nos próximos dias. O alerta não é feito por representante de nenhum poder da República e sim, pela área legislativa da própria Câmara dos Deputados e do Senado. Uma vez que quatro medidas provisórias (MPs) relacionadas à concessão de créditos e subsídios perderam a validade entre setembro e outubro por não terem sido apreciadas em tempo hábil.

Conforme informações das duas Casas legislativas, das quatro MPs, três delas abriram créditos extraordinários de aproximadamente R$ 31,05 bilhões no Orçamento de 2026 para ações de apoio ao setor aéreo, financiamento de veículos e atendimento a famílias atingidas por enchentes. A quarta autorizava subsídios à produção e à importação de óleo diesel.

Situação de excepcionalidade

Os recursos utilizados enquanto as MPs estavam em vigor não precisam ser devolvidos e as relações jurídicas decorrentes dos atos praticados durante sua vigência poderão ser disciplinadas pelo Congresso Nacional por meio de decreto legislativo. Mas este tipo de situação acontece, apenas, em casos de excepcionalidade.

Perderam a validade as seguintes MPs: a que abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para o Programa Move Brasil, destinado à aquisição de veículos sustentáveis de até R$ 150 mil e produzidos por montadoras habilitadas no Programa Mover (1);e a que autorizava subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel rodoviário comercializado por produtores e importadores (2).

Além da que abriu crédito extraordinário de R$ 49,2 milhões para ações de segurança alimentar e de inclusão produtiva de famílias afetadas pelas chuvas e enchentes de maio em Pernambuco e na Paraíba (3) e, por fim, a que abriu crédito extraordinário de R$ 1 bilhão para financiar o capital de giro de empresas aéreas que prestam serviços regulares no país.

Efeito imediato e chancela do Congresso

Medidas Provisórias são editadas pelo Governo Federal e passam a ter efeito imediatamente, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para continuarem em vigor. Se não forem votadas nesse período, perdem a eficácia (ou “caducam”, como se diz no jargão parlamentar).

Todas as que perderam a validade tratam de temas considerados de extrema importância para a população e abrangem segmentos diferentes da economia. Desde o financiamento da compra de veículos por motoristas de aplicativo e cooperativas de táxi, passando por subsídios ao diesel, apoio aos agricultores familiares em função das enchentes e apoio às atividades das companhias aéreas.

Risco de prejuízo para vários setores

Conforme um assessor legislativo,após os 15 dias que faltam para o 2º Turno das eleições, deputados e senadores precisam se debruçar sobre esses temas.

“Caso contrário, o Congresso corre o risco de ter um dos anos de mais baixa produção legislativa da década e ainda prejudicar a previsão das contas públicas com vistas aos próximos anos”, destacou esse profissional — que pediu para não se identificar.

— Com informações da Agência Câmara




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Balanço aponta que mais de R$ 1 bilhão de saldos em bets foram devolvidos a apostadores

10/10/2026

Balanço divulgado por órgãos do Poder Executivo informou que, depois da Medida Provisória que proibiu o uso de bets no país, mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores foram devolvidos aos usuários dessas plataformas. Com isso, o saldo atual, que ainda precisa ser transferido até o próximo dia 14, caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões.

Os dados foram compilados a partir do envio de informações pelas empresas ao Governo Federal. Os R$ 159 milhões restantes pertencem a apostadores que não retiraram os valores até o fim do prazo para saque voluntário, encerrado em 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.

Bloqueio de 16,6 mil bets ilegais

Conforme as informações desse mesmo balanço, a maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.

Tais devoluções es...

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Balanço divulgado por órgãos do Poder Executivo informou que, depois da Medida Provisória que proibiu o uso de bets no país, mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores foram devolvidos aos usuários dessas plataformas. Com isso, o saldo atual, que ainda precisa ser transferido até o próximo dia 14, caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões.

Os dados foram compilados a partir do envio de informações pelas empresas ao Governo Federal. Os R$ 159 milhões restantes pertencem a apostadores que não retiraram os valores até o fim do prazo para saque voluntário, encerrado em 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.

Bloqueio de 16,6 mil bets ilegais

Conforme as informações desse mesmo balanço, a maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.

Tais devoluções estão sendo feitas porque entre 25 de setembro e 9 de outubro, o governo encaminhou para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas. Também foi solicitada a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais.

18,9 milhões de usuários alcançados

Só no Telegram foram identificados 1.027 grupos com cerca de 18,5 milhões de membros. No TikTok, 115 perfis somavam aproximadamente 459 mil seguidores.

No total, os conteúdos ligados a apostas ilegais alcançavam 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores. Já em vigor, como é de praxe, a MP terá, entretanto, de ser chancelada pelo Congresso Nacional.

— Com Agências de Notícias




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O espírito da alternância de poder veio forte e não parou, diz o analista político Marcelo S. Tognozzi*

10/10/2026

A grande novidade desta eleição foi a renovação. Gente jovem governando estados, outros chegando ao Parlamento, alguns voltando ou mudando de casa, como Marcel van Haten, que trocou a Câmara pelo Senado. Teremos a esquerda mínima, com 123 deputados, e a direita máxima a mandar em ambas as casas.

O espírito da alternância de poder veio forte e não parou no 2º turno. Alguns institutos de pesquisa, especialmente o popular Datafolha, saíram mais uma vez com a credibilidade aos pandarecos. No dia 3 de outubro, cravou Lula com 45% e Flávio com 42%. O resultado foi inverso. Flávio terminando com 47,3% e Lula 45,16%. O Datafolha acertou o percentual de Lula, mas passou longe do de Flávio.

Lula pode virar o jogo?

Lula pode virar o jogo? Pode, mas será difícil. A pesquisa Atlas Intel indicou o tamanho da dificuldade ao mostrar Flávio e Lula empatados no quesito mais preparado para administrar o país. O eleitor considera Flávio mais competente...

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A grande novidade desta eleição foi a renovação. Gente jovem governando estados, outros chegando ao Parlamento, alguns voltando ou mudando de casa, como Marcel van Haten, que trocou a Câmara pelo Senado. Teremos a esquerda mínima, com 123 deputados, e a direita máxima a mandar em ambas as casas.

O espírito da alternância de poder veio forte e não parou no 2º turno. Alguns institutos de pesquisa, especialmente o popular Datafolha, saíram mais uma vez com a credibilidade aos pandarecos. No dia 3 de outubro, cravou Lula com 45% e Flávio com 42%. O resultado foi inverso. Flávio terminando com 47,3% e Lula 45,16%. O Datafolha acertou o percentual de Lula, mas passou longe do de Flávio.

Lula pode virar o jogo?

Lula pode virar o jogo? Pode, mas será difícil. A pesquisa Atlas Intel indicou o tamanho da dificuldade ao mostrar Flávio e Lula empatados no quesito mais preparado para administrar o país. O eleitor considera Flávio mais competente para lidar com a criminalidade, a economia e a geração de empregos. Resumo da ópera: a maioria confia mais no desafiante que no incumbente.

Flávio tem conversado com as pessoas com proximidade, aparece no supermercado, mostra os preços subindo, a vida ficando mais cara. Fala da realidade com firmeza e simplicidade. Não tem gritaria do Bolsonarismo raiz, muito menos a truculência.

Lula usa a caneta e o poder de interferir na economia. Tirou os impostos da gasolina, aumentou o Bolsa Família e faz pressão gigante pela aprovação do fim da escala 6 x 1, num país com cada vez menos jovens querendo carteira assinada e CLT. A gastança será sua herança maldita, seja para ele mesmo ou seu sucessor. A vida ficará ainda mais difícil para quem paga imposto.

Campanha diferente das outras

Às vezes é difícil entender mudanças. A campanha de Lula tem sido muito diferente das outras. Primeiro, porque será a última. Segundo, porque ele, sempre muito centralizador, perdeu o controle. E, terceiro, porque achou que seria imbatível para sempre. No início do ano passado, escrevi um artigo mostrando que Lula estava perdendo seu principal ativo: o encanto. Foi descendo a ladeira e, do alto da sua soberba, talvez não tenha se dado conta.

Perdeu a retórica inteligente e eficiente, o silêncio calculado e a malícia do jogador de poker. Quis ser o que não é: vigoroso, atleta, imbroxável como diria o velho Jair de guerra. Conseguiu fazer sua campanha ser a pior de todas. Não adianta culpar o marqueteiro, os aliados, os Estados Unidos, o Congresso, a abstenção. A campanha, como sempre aconteceu, foi uma escolha de Lula.

Ele escolheu disputar o 4º mandato imaginando ser eterno e que o país não se cansaria dele. Mas ninguém é eterno e o país está cansado de Lula. Isso ficou claro no dia 4 de outubro, não apenas com a vitória de Flávio no 1º turno, mas com a maioria esmagadora da direita e centro-direita no parlamento.

Muito a ser lido nas pesquisas

Havia muita coisa a ser lida nas pesquisas que chegaram mais perto do resultado do 1º turno. Como, por exemplo, o fato de as mulheres serem maioria entre os indecisos. Mas se a maioria das mulheres estava com Lula, como poderia haver maioria de mulheres entre os 17% ou 18% de indecisos? Simples: elas não queriam dizer que votariam em Flávio. Seja por medo ou vergonha, preferiram o voto silencioso. Agora, há o risco de Lula ter menos votos no 2º turno do que no 1º, como Alckmin em 2006.

O PT acabou naquela situação do ditado: “em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. Faltou voto e sobrou desavença. A ex-senadora Kátia Abreu (PT) foi a única com coragem de dar um freio de arrumação e dizer com todas as letras o que ninguém teve coragem: “menos Janja e mais Alckmin”.

A primeira-dama tropeçou no bom sendo inúmeras vezes, especialmente quando xingou o deputado Nikolas Ferreira (PL) de piá de bosta. Com 3,1 milhões de votos, o deputado e o governador eleito Cleitinho (Republicanos) ajudaram a derrotar Lula em Minas. Janja foi uma espécie de Carla Zambelli de Lula, a aloprada deputada bolsonarista que perseguiu de arma na mão o eleitor que a provocou.

Supremo ajudou a desidratar Lula

O Supremo também ajudou a desidratar Lula com aquela sessão histórica de 15 de setembro, os ministros se digladiando num barraco jurídico. O eleitor, mostraram as urnas, acha que Lula e o STF andam abraçados. Agora, o ministro Alexandre de Moraes piorou as coisas mandando prender o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e a porteira Nailze Aparecida Ribeiro da Silva, 54 anos, condenada a 14 anos por participar do 8 de janeiro. Se esperasse o fim do 2º turno, não daria combustível à oposição. Lembrei do ex-deputado Roberto Jefferson enfrentando a polícia no melhor estilo sangue, tiro e porrada.

Flávio deve estar olhando toda esta movimentação e lembrando daquela máxima de Napoleão: nunca atrapalhe seu inimigo quando ele estiver cometendo um erro.

O tempo corre contra Lula. E está a favor de Flávio neste momento. A ansiedade aumenta, a adrenalina também. Uma derrota para Flávio vai doer fundo em Lula, porque ele sempre desprezou o adversário e não imaginava perder no 1º turno.Poderia sair do governo como o presidente defensor da democracia, sua narrativa preferida nestes últimos 4 anos. Se quisesse, viraria orixá, se transformaria num oráculo com poder e influência, a exemplo dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e José Sarney. Souberam sair da política sem uma derrota final.

Na Roma de 2 mil anos atrás, o escravo público (sim, o poder público tinha escravos) caminhava atrás do imperador, ou dos generais triunfantes, repetindo memento mori (lembre da morte). Era a forma de manter a conexão dos poderosos com a realidade, porque muitos se achavam semideuses e até imortais. Nesta campanha faltou a Lula alguém que cumprisse este papel.

*Marcelo Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder 360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.




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