MPF pede condenação de Lupércio Carlos e do ex vereador André Avelar, em R$ 2.1 milhões
03/09/2024
tramita perante a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Olinda, sobre o período que André Avelar foi presidente da Câmara Municipal. A ação pede uma restituição de R$ 1.2 milhão, a preços de 2016. O processo é de n° 0004826-19.2016.8.17.2990. Tal processo está concluso para decisão.
As acusações
Vejamos as condutas de André Avelar citadas na inicial: "O vereador Carlos André desconsiderou o limite da despesa total da Câmara, pois os gastos totais realizados pelo Legislativo Municipal alcançaram o percentual de 6,61% do somatório das receitas Municipais, situação agravada com o reconhecimento das contribuições previdenciárias, o que elevou o percentual para 7,64%, estando fora dos 6% estabelecido constitucionalmente, sendo pertinente frisar que o referido demandado é contumaz em violar o art. 29-A da Constituição, constando no Relatório da Auditoria sua
reincidência nos dois exercícios anteriores (...
tramita perante a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Olinda, sobre o período que André Avelar foi presidente da Câmara Municipal. A ação pede uma restituição de R$ 1.2 milhão, a preços de 2016. O processo é de n° 0004826-19.2016.8.17.2990. Tal processo está concluso para decisão.
As acusações
Vejamos as condutas de André Avelar citadas na inicial: "O vereador Carlos André desconsiderou o limite da despesa total da Câmara, pois os gastos totais realizados pelo Legislativo Municipal alcançaram o percentual de 6,61% do somatório das receitas Municipais, situação agravada com o reconhecimento das contribuições previdenciárias, o que elevou o percentual para 7,64%, estando fora dos 6% estabelecido constitucionalmente, sendo pertinente frisar que o referido demandado é contumaz em violar o art. 29-A da Constituição, constando no Relatório da Auditoria sua
reincidência nos dois exercícios anteriores (2006 e 2007), tendo, inclusive, tal prática sido alvo de recomendações do Tribunal de Contas, o que demonstra que agiu dolosamente".

Verbas de gabinete
Segundo o Ministério Público,
foi constatado a utilização irregular, ilegal e inconstitucional das verbas de gabinete de responsabilidade de diversos vereadores, entre eles o atual prefeito de Olinda Lupércio Carlos do Nascimento, considerado o pior administrador da cidade desde que Duarte Coelho desembarcou na Marim dos Caetés.
As contas do vereador Carlos Andre Avelar de Freitas foram juldas irregulares em R$1.204.414, 43.
Contumaz
Nesse mesmo processo, há pedido de condenação do então vereador Lupércio Carlos.
Se não bastasse,
Lupércio já foi condenado pelo Tribunal de Contas, pelo uso de notas frias em seu gabinete.
Leia outras informações
A Disputa Silenciosa pelo Nordeste Brasileiro: Geoeconomia Chinesa, Soberania Nacional e os Novos Vetores do Poder Estratégico - Por Amadeu Robalinho*
03/08/2026
É precisamente nesse contexto que o Nordeste brasileiro passou a ocupar posição central na estratégia global da República Popular da China.
Enquanto boa parte do debate nacional permanece restrita às disputas político-eleitorais, consolida-se silenciosamente uma profunda transformação geoeconômica. Não se trata apenas da instalação de fábricas ou da ampliação do comércio bilateral. Observa-se uma crescente presença chinesa em setores estruturantes da economia regional, muitos deles diretamente relacionados ao conceito moderno de Poder Nacional.
Os investimentos anunciados ou executados na r...
Já faz um tempo, que a Soberania deixou de ser medida exclusivamente pela capacidade militar ou pelo controle físico do território. As grandes potências compreenderam que dominar cadeias produtivas, infraestrutura crítica, energia, tecnologia, logística e comunicações produz efeitos estratégicos muito mais duradouros do que qualquer ocupação convencional.
É precisamente nesse contexto que o Nordeste brasileiro passou a ocupar posição central na estratégia global da República Popular da China.
Enquanto boa parte do debate nacional permanece restrita às disputas político-eleitorais, consolida-se silenciosamente uma profunda transformação geoeconômica. Não se trata apenas da instalação de fábricas ou da ampliação do comércio bilateral. Observa-se uma crescente presença chinesa em setores estruturantes da economia regional, muitos deles diretamente relacionados ao conceito moderno de Poder Nacional.
Os investimentos anunciados ou executados na região já ultrapassam R$ 245 bilhões, distribuídos entre infraestrutura energética, indústria automobilística, mineração, tecnologia da informação, logística portuária, transmissão de energia, energias renováveis e economia digital.
Na Bahia, a BYD implantou aquele que tende a ser seu maior complexo industrial fora da Ásia, transformando Camaçari em um novo polo mundial de veículos elétricos, baterias e sistemas de armazenamento energético.
No Maranhão, a State Grid, maior empresa de transmissão de energia do planeta, expandiu significativamente sua presença na infraestrutura elétrica brasileira, participando de linhas estratégicas que integram a produção energética do Nordeste ao Sistema Interligado Nacional.
No Ceará, a ByteDance, controladora do TikTok, anunciou investimentos em infraestrutura digital e centros de dados, aproveitando uma das maiores concentrações de cabos submarinos do Atlântico Sul, que conectam diretamente o Brasil à Europa, à América do Norte e à África.
A presença chinesa também alcança Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte por meio de projetos relacionados à geração eólica, energia solar, hidrogênio verde, mineração, parques industriais, transmissão elétrica e infraestrutura logística.
Sob a ótica geopolítica, essa distribuição territorial não é aleatória.
O Nordeste reúne praticamente todos os ativos considerados estratégicos para as disputas econômicas do século XXI:
posição geográfica privilegiada entre os mercados europeu, africano e americano;
aproximadamente 57 milhões de habitantes;
alguns dos maiores índices mundiais de incidência solar;
regime de ventos excepcional para geração eólica;
principais projetos brasileiros de hidrogênio verde;
grandes reservas de minerais estratégicos;
importantes polos petroquímicos e industriais;
portos de águas profundas, como Suape, Pecém, Itaqui, Salvador e Aratu;
concentração dos principais cabos submarinos internacionais na costa cearense.
Na lógica contemporânea das Relações Internacionais, infraestrutura é poder.
Energia é poder.
Dados são poder.
Logística é poder.
Tecnologia é poder.
Quem participa da construção desses sistemas adquire influência econômica, política e estratégica sobre eles.
É justamente essa realidade que desperta preocupação em diversos centros internacionais de estudos estratégicos. Relatórios produzidos por instituições de defesa em diferentes países têm acompanhado a expansão global da infraestrutura chinesa, sobretudo em áreas ligadas à energia, telecomunicações, inteligência artificial, cadeias logísticas e tecnologias de dupla utilização, isto é, passíveis de emprego tanto civil quanto militar.
Não se afirma que exista uma perda automática de soberania. Entretanto, a concentração de ativos estratégicos sob influência predominante de um único parceiro internacional pode reduzir a margem de autonomia decisória do Estado ao longo do tempo.
Essa discussão ultrapassa a economia.
Trata-se de Defesa Nacional.
O conceito contemporâneo de Defesa compreende a proteção das infraestruturas críticas, da segurança energética, da autonomia tecnológica, da soberania digital, da capacidade industrial de defesa e da resiliência logística.
Um país pode preservar suas fronteiras militares e, ainda assim, tornar-se vulnerável caso setores essenciais passem a depender excessivamente de capitais, tecnologias, equipamentos e cadeias de suprimento controlados por interesses externos.
É nesse ponto que emerge um dos maiores desafios estratégicos brasileiros.
Os investimentos estrangeiros são fundamentais para o crescimento econômico e para a modernização da infraestrutura. Contudo, sua recepção deve estar inserida em uma política nacional de desenvolvimento que preserve o controle sobre ativos críticos, estimule a transferência de tecnologia, fortaleça a indústria nacional e diversifique parcerias internacionais.
A verdadeira questão não é escolher entre receber ou rejeitar investimentos chineses. A questão estratégica consiste em definir se o Brasil continuará sendo apenas receptor de capitais ou se construirá uma política de Estado capaz de converter esses investimentos em fortalecimento permanente de sua capacidade industrial, científica, tecnológica e militar.
A história demonstra que grandes potências não constroem sua influência apenas por meios militares. Elas consolidam sua presença controlando infraestrutura, financiando cadeias produtivas, dominando tecnologias críticas e tornando-se indispensáveis ao funcionamento cotidiano de outras economias.
O Nordeste brasileiro, por sua posição geográfica singular, abundância energética, importância logística e potencial industrial, tornou-se um dos principais tabuleiros da competição geopolítica do século XXI. A resposta brasileira a esse processo determinará não apenas o futuro econômico da região, mas também o grau de soberania estratégica que o país será capaz de preservar nas próximas décadas.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Na falta do Data Liba... - Crônica - Por Emanuel Silva*
03/08/2026
Liberato Costa Júnior não precisava de computadores poderosos, painéis coloridos ou contratos milionários. Calculava a força das chapas, estimava o número de vagas e indicava quem estava verdadeiramente na disputa.
Alguns o chamavam de bruxo, mago ou vidente.
Nada disso.
Era pesquisa qualitativa e quantitativa em ação: números, memória, conversas, circulação pelos bairros e uma extraordinária capacidade de compreender as pessoas. O Data Liba tornou-se conhecido especialmente por suas previsões para as eleições proporcionais, terreno muito mais complexo do que simplesmente apontar o favorito para prefeito ou governador.
Experiência política vinda de longe
A capacidade de leitura de Liberato não nasceu por acaso. A sua experiência políti...
Antes dessa multidão de institutos que, quase diariamente, tasca um novo diagnóstico eleitoral, o Recife já tinha o seu mais respeitado instituto de pesquisas: o Data Liba.
Liberato Costa Júnior não precisava de computadores poderosos, painéis coloridos ou contratos milionários. Calculava a força das chapas, estimava o número de vagas e indicava quem estava verdadeiramente na disputa.
Alguns o chamavam de bruxo, mago ou vidente.
Nada disso.
Era pesquisa qualitativa e quantitativa em ação: números, memória, conversas, circulação pelos bairros e uma extraordinária capacidade de compreender as pessoas. O Data Liba tornou-se conhecido especialmente por suas previsões para as eleições proporcionais, terreno muito mais complexo do que simplesmente apontar o favorito para prefeito ou governador.
Experiência política vinda de longe
A capacidade de leitura de Liberato não nasceu por acaso. A sua experiência política vinha de muito longe. Sua trajetória cruzou com a de grandes nomes como Pelópidas da Silveira, Egídio Ferreira Lima e Andrade Lima Filho, entre tantos outros que marcaram a história política pernambucana.
Liberato era simples, mas nunca submisso. Era inteligente, sagaz, direto e permanentemente combativo. Dizia o que pensava, inclusive aos próprios aliados, mas costumava explicar suas razões e apontar caminhos. Virtudes raras no mundo atual. Liberato foi vereador por dez mandatos, deputado estadual, presidente da Câmara e prefeito interino do Recife.
Em 29 de abril de 1969, teve o mandato de deputado estadual cassado pela ditadura, sem processo regular ou direito de defesa. Ficou dez anos impedido de disputar eleições e chegou a permanecer preso por três dias. Mesmo cassado, não abandonou a política: continuou acompanhando comícios e atuando nos bastidores da oposição, algumas vezes disfarçado para escapar da repressão.
Alô, Recife!
Liberato era o primeiro a chegar e o último a sair da Câmara. Um abnegado e altruísta. Qualidades também raras no mundo político atual. Políticos de diversos partidos frequentavam sua casa simples em Campo Grande (recife) para ouvir conselhos, conhecer tendências e tentar enxergar aquilo que Liberato já havia percebido.
Na época da campanha eleitoral aparecia na televisão, com um sorriso sem dentes, repleto de felicidade, simplicidade e sabedoria, dizendo:
— Alô, Recife!
Era o suficiente para saber que Liberato estava "ligado" e "antenado", na gíria atual.
Seu verdadeiro banco de dados estava nas ruas, nos bairros, nas conversas e em décadas de observação da cidade.
E na falta dele...restou quem?
Bom, na falta do Data Liba, resolvi perguntar ao Grok, ao ChatGPT, ao Claude e outro punhado de inteligência artificial quais seriam os deputados eleitos. Bastou escrever um prompt e logo aparecem previsões para governador, senador, deputado federal, estadual e até o síndico do prédio.
Mas, quando se espreme a resposta vem um apanhado das pesquisas efetuadas (cuja metodologia está mais furada que queijo de coalho não pasteurizado) com um "enrolando o lero": Pode ser, Pode não ser. Neste quesito, tanto as análises da IA como dos palpiteiros de plantão (que por sinal tem demais) falta o essencial: a caminhada pausada pelas ruas, a leitura dos silêncios, a percepção de que uma chapa que tem números, mas não tem liga, e a capacidade de distinguir simpatia, entusiasmo e voto.
A máquina calcula probabilidades. Liberato compreendia pessoas.
E gostava de repetir, não como slogan comprovado de uma campanha específica, mas como princípio de vida:
“Gratidão é dívida que não prescreve.”
*Emanuel Silva, é Professor e Cronista.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder respeita a diversidade de ideias e a liberdade de pensamento e publica textos mesmo discordando do seu conteúdo e da sua forma.
Da Série, Mistérios do Aquém: a revogação da lei da gravidade no “suicídio” de Herzog - Por Natanael Sarmento*
03/08/2026
A cena da física dobrada
Obra-prima dessa pantomima trágica entra em cartaz em outubro de 1975, sob o título “Suicídio do Jornalista Vladimir Herzog" divulgado na imprensa.". A ditadura que revogou diversas leis, suprimiu liberdade de– imprensa, de greve, pluripartidarismo, censurou. Mas a porca torceu o rabo na revogação da lei da gravidade e da anatomia humana na pantomima do suicídio de Herzog.
Desafio
A versão oficial sustentava que o respeitado diretor de jornalismo da TV Cultura Vladmir Herzog havia dado fim à própria vida utilizando um cinto de pano pendurado numa grade de janela a metro e meio do chão.
A mente esmaga
Nos anais dos mistérios do aquém da ditadura militar do Brasil, a arte cênica de forjar mortes dos dramaturgos do verde-oliva se superava nos bastidores do DOI-CODI. Em São Paulo o teatro dos horrores daqueles porões ficava longe dos refletores e do público.
A cena da física dobrada
Obra-prima dessa pantomima trágica entra em cartaz em outubro de 1975, sob o título “Suicídio do Jornalista Vladimir Herzog" divulgado na imprensa.". A ditadura que revogou diversas leis, suprimiu liberdade de– imprensa, de greve, pluripartidarismo, censurou. Mas a porca torceu o rabo na revogação da lei da gravidade e da anatomia humana na pantomima do suicídio de Herzog.
Desafio
A versão oficial sustentava que o respeitado diretor de jornalismo da TV Cultura Vladmir Herzog havia dado fim à própria vida utilizando um cinto de pano pendurado numa grade de janela a metro e meio do chão.
A mente esmaga
Na genialidade da armação, o "enforcado" aparecia com os dois pés firmemente apoiados no chão, joelhos dobrados, numa postura de quase contrição involuntária. A física é uma ciência chata: insiste em nos manter vivos. Na física do DOI-CODI e da Nota Oficial o jornalista teria vencido e revogado a gravidade, mantendo-se, voluntariamente, "dobrado" até morrer por “asfixia”.
A Arte de forjar
No figurino da farsa montada os pés no chão. Nada de corpos suspensos no ar. Corda ajustável: o cinto aparece miraculosamente amarrado depois de o detido ter sido submetido ao ritual padrão de "boas-vindas", ritual este que o mais pateta da Terra Plana sabe que retira até os cadarços dos sapatos para evitar acidentes. Maquiagem merecia o Oscar tão visíveis as marcas do corpo que o Cego Aderaldo podia notar das últimas cadeiras.
Não convenceu
A peça grotesca não agradou, nem convenceu o grande público, a sociedade brasileira, jornalistas e juristas, gente acostumada com os dissabores desses teatros montados de fantoches da ditadura.
Efeito contrário
A farsa do enforcamento de joelhos foi tão descarada que a opinião pública repudiou a versão oficial e escancarou a tramoia dos porões do regime. O "caso encerrado" com a divulgação da foto no jornal foi tiro pela culatra. Escancarava a brutalidade e a inacreditável estupidez burocrática dos agentes do terror do Estado brasileiro.
Finalmente
Anos mais tarde, a Justiça reconhece o que todos já sabiam. Em 1975: Herzog foi assassinado sob tortura. A tese do suicídio era mais um lixo da história sanguinária da ditadura militar. A fotografia é eterna. A ditadura, não. Ditadura nunca mais!
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.
O figurante de luxo da república - O aluguel da nossa soberania, por Zé da Flauta*
03/08/2026
O poder até pode emanar do povo, mas faz isso com tanta pressa de ir embora que, quando a frase termina de ser lida, ele já subiu a rampa, vestiu terno sob medida, contratou motorista e trancou a porta pelo lado de dentro.
Algoritmos
A verdade é que o poder real não mora no voto que a gente deposita na urna a cada dois anos, mas nas engrenagens invisíveis que giram nos bastidores. Ele está nos algoritmos que decidem o que você vai desejar no almoço, nas canetadas do mercado financeiro que definem se o quilo do feijão vai subir na segunda-feira e nos acordos de gabinete cost...
A sabedoria popular garante, com pompa e carimbo no parágrafo único do Artigo 1º da Constituição, que "todo o poder emana do povo". O sujeito, na sua santa ingenuidade, lê aquilo e estufa o peito no ônibus lotado. Imagina-se uma espécie de acionista majoritário da Nação. Afinal, se o poder emana dele, a lógica diz que ele manda no pedaço. Pura comédia de costumes.
O poder até pode emanar do povo, mas faz isso com tanta pressa de ir embora que, quando a frase termina de ser lida, ele já subiu a rampa, vestiu terno sob medida, contratou motorista e trancou a porta pelo lado de dentro.
Algoritmos
A verdade é que o poder real não mora no voto que a gente deposita na urna a cada dois anos, mas nas engrenagens invisíveis que giram nos bastidores. Ele está nos algoritmos que decidem o que você vai desejar no almoço, nas canetadas do mercado financeiro que definem se o quilo do feijão vai subir na segunda-feira e nos acordos de gabinete costurados onde o povo não entra nem para passar o pano no chão.
A gente passa a vida acreditando que tem o rédea da carroça, mas quando olha para trás, percebe que até a direção do vento foi contratada por uma multinacional. O cidadão comum é esse figurante de luxo do grande teatro: paga o ingresso caro, assiste à peça da primeira fila e ainda é obrigado a bater palma quando o vilão entra em cena.
Nó cego
Existe, porém, um nó cego nessa história que emociona e desconcerta. Esse mesmo poder, tão pesado, distante e arrogante, só existe porque a gente concorda em sustentar a ilusão. O império do homem sobre o homem só dura até o momento em que a multidão percebe a própria força. O dia em que o povo resolve não aceitar o cabresto, a estrutura balança de alto a baixo.
É na marmita dividida na obra, no abraço que apoia o vizinho que desempregou, na resistência silenciosa de quem acorda às quatro da manhã com a dignidade intacta que mora a verdadeira semente da soberania. O sistema faz de tudo para a gente esquecer que tem força, porque sabe que o dia em que o povo se lembrar disso, o trono vira poeira.
Audácia
Da próxima vez que você der de cara com os mandões do momento decidindo a sua vida, não se diminua. O poder que hoje nos amassa e nos molda é o mesmo que um dia inventamos para nos proteger.
Ele pode até ter trocado de mãos e virado as costas para a sua origem, mas a raiz continua fincada no nosso chão. Entender quem manda de verdade não é para alimentar o desânimo, mas para lembrar que a história não é um roteiro pronto gravado em pedra, é uma folha em branco esperando pela coragem de quem tem a audácia de não se curvar.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

O Futebol dos Governadores (1905/1926) • Série Especial • Jornal O Poder. A Era de Manuel Borba e os Primeiros Campeões, por Roberto Vieira*
03/08/2026
Gestão
Enquanto a gestão estadual prioriza a construção de infraestrutura, estradas e pontes — além de marcar sua administração pela criação da Imprensa Oficial e rigor na instrução primária —, os gramados do Recife testemunham o surgimento de rivalidades históricas e dos primeiros vencedores do Campeonato Pernambucano.
Manuel
No tabuleiro político da Primeira República, Borba consolida-se como um líder de pulso firme e forte penetração no interior, rejeitando tutelas e mantendo autonomia frente a figuras tradicionais da oligarquia estadual como Rosa e Silva, embora traçasse alianças pragmáticas quando necessário. Seu grande antagonista histórico foi o General Emídio Dantas Barreto, c...
Manuel Borba assume a presidência de Pernambuco em 18 de dezembro de 1915, exatamente seis meses depois da fundação da Liga Sportiva Pernambucana, criadora da nossa primeira competição oficial: o campeonato pernambucano de futebol.
Gestão
Enquanto a gestão estadual prioriza a construção de infraestrutura, estradas e pontes — além de marcar sua administração pela criação da Imprensa Oficial e rigor na instrução primária —, os gramados do Recife testemunham o surgimento de rivalidades históricas e dos primeiros vencedores do Campeonato Pernambucano.
Manuel
No tabuleiro político da Primeira República, Borba consolida-se como um líder de pulso firme e forte penetração no interior, rejeitando tutelas e mantendo autonomia frente a figuras tradicionais da oligarquia estadual como Rosa e Silva, embora traçasse alianças pragmáticas quando necessário. Seu grande antagonista histórico foi o General Emídio Dantas Barreto, com quem travou combates políticos memoráveis pelo controle do poder pernambucano.
Aristheu
Comandados pelo João de Barros Futebol Clube, o qual muito em breve mudaria seu nome para América, as equipes do Peres, Flamengo, Santa Cruz e Agros lá de Jaboatão participam da reunião inaugural da Liga. Por proposta de Eduardo Lemos, o sr. Aristheu Accioly Lins assume a presidência, conforme jornais da época e o clássico livro 85 ANOS DE BOLA ROLANDO, do Mestre Givanildo Alves.
1915
O pontapé inicial do futebol oficial acontece em 1915 com o título invicto do extinto Flamengo do Recife. Nos dois anos seguintes, coincidindo com o meio do mandato de Manuel Borba, o Sport Club do Recife impôs sua força e conquistou o seu primeiro bicampeonato estadual.
Títulos
1915: Início da gestão de Manuel Borba e título invicto do Flamengo do Recife.
1916 e 1917: O Sport Club do Recife fatura o seu primeiro bicampeonato estadual consecutivo.
1918 e 1919: O América Futebol Clube conquista o bicampeonato que coroa o final do mandato.
América
A reta final do governo de Manuel Borba, que se encerra em 18 de dezembro de 1919, foi amplamente dominada pelo América Futebol Clube. O Alviverde da Estrada dos Remédios fatura os títulos de 1918 e 1919, fechando com chave de ouro o cenário esportivo daquela histórica gestão política.
Ciclo
O ciclo governamental de Manuel Borba se encerra deixando um marco indelével na infraestrutura viária do estado e na estruturação administrativa. Nos campos, eternizaram-se clubes pioneiros, moldando os alicerces da identidade competitiva e oficial do futebol pernambucano, enquanto o mundo explode na Primeira Guerra Mundial e na Gripe Espanhola.
Roberto Vieira é médico e cronista*

Carreta tomba na BR-101 e bloqueia trânsito em Paulista, no Grande Recife
03/08/2026
Desviado
Por causa desse bloqueio, o fluxo de veículos precisou ser desviado pelo distrito industrial de Abreu e Lima, outro município do Grande Recife. O trânsito no local ficou lento, ocasionando um engarrafamento de cerca de dois quilômetros, até o quilômetro 54 da rodovia, de acordo com a PRF.
Orientar
Equipes da Polícia Rodoviária Federal foram até o local para orientar os motoristas até a carreta ser removida da pista e a via ser liberada.
O Poder
Foto: Divulgação/PRF
Por pouco não foi uma tragédia. Uma carreta tombou hoje, segunda-feira (03/08), no quilômetro 52 da BR-101, no bairro de Paratibe, na cidade de Paulista, no Grande Recife. O acidente não deixou feridos, mas bloqueou a via no sentido Igarassu.
Desviado
Por causa desse bloqueio, o fluxo de veículos precisou ser desviado pelo distrito industrial de Abreu e Lima, outro município do Grande Recife. O trânsito no local ficou lento, ocasionando um engarrafamento de cerca de dois quilômetros, até o quilômetro 54 da rodovia, de acordo com a PRF.
Orientar
Equipes da Polícia Rodoviária Federal foram até o local para orientar os motoristas até a carreta ser removida da pista e a via ser liberada.
O Poder
Foto: Divulgação/PRF
Pela 1ª vez desde março, mercado reduz expectativa para Selic em 2026
03/08/2026
As projeções
As projeções para a economia (PIB, Produto Interno Bruto) e o câmbio (dólar) neste ano vêm se mantendo estáveis há pelo menos cinco semanas, em 1,99% e R$ 5,20, respectivamente.
Alteração
Nos dois índices, houve alteração das expectativas projetadas para 2027. Ambas para baixo, com as projeções de crescimento econômico, ao final do ano, tendo variado de 1,60% para 1,57% nesta semana; e da cotação da moeda dos Estados Unidos cotada a R$ 5,28, ante os R$ 5,29 projetados na semana passada.
Taxa Selic
Na semana passada, as expectativas do mercado eram de que a Selic terminaria o ano em 14%, projeção 0,25 ponto perc...
O mercado financeiro reduziu as expectativas para os índices de inflação e, pela primeira vez desde março, da taxa básica de juros. Segundo o Boletim Focus, divulgado hoje, segunda-feira (03/08) pelo Banco Central (BC), a Selic deve fechar 2026 em 13,75%.
As projeções
As projeções para a economia (PIB, Produto Interno Bruto) e o câmbio (dólar) neste ano vêm se mantendo estáveis há pelo menos cinco semanas, em 1,99% e R$ 5,20, respectivamente.
Alteração
Nos dois índices, houve alteração das expectativas projetadas para 2027. Ambas para baixo, com as projeções de crescimento econômico, ao final do ano, tendo variado de 1,60% para 1,57% nesta semana; e da cotação da moeda dos Estados Unidos cotada a R$ 5,28, ante os R$ 5,29 projetados na semana passada.
Taxa Selic
Na semana passada, as expectativas do mercado eram de que a Selic terminaria o ano em 14%, projeção 0,25 ponto percentual acima da apresentada hoje pela autoridade monetária. A última vez em que as projeções do boletim indicaram queda foi em março de 2026, quando a mediana caiu de 12,13% para 12%.
Taxa atual
A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%. Com isso, há expectativa de, pelo menos, uma redução na atual taxa até o final de 2026. A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.
As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.
Meta
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa a Selic como principal instrumento.
Aumenta
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Taxa Selic
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Inflação
Pela quinta semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu as expectativas de inflação para 2026. De acordo com o documento divulgado pelo BC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país, deve fechar o ano em 5,03%.
O mercado
Na semana passada, o mercado trabalhava com um horizonte inflacionário de 5,12% em 2026. Há quatro semanas, as expectativas eram de 5,30%. Para os anos subsequentes, as projeções para a inflação permanecem estáveis, com o IPCA em 4,22% em 2027; e em 3,80% em 2028.
TSE faz semana de ações para mostrar funcionamento da urna eletrônica
03/08/2026
Primeira edição
A primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação contará com demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações de combate à desinformação contra o sistema eletrônico de votação.
Live
Hoje, segunda-feira (03/08), às 17h30, o TSE vai realizar uma live nas redes sociais para demonstrar o funcionamento de cada componente da urna. Durante a transmissão, o equipamento será aberto pelos técnicos do tribunal.
Campanha
Também será lançada a campanha "Fato ou Boato – Viralizou" para esclarecer dúvidas sobre a veracidade de conteúdos que são publicados na internet.
A mobilização será encerrada no próximo domingo (9) na Corrida Pela Democracia, que será realizada em Brasília....
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promove nesta semana uma série de ações para informar os eleitores sobre segurança e transparência da urna eletrônica.
Primeira edição
A primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação contará com demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações de combate à desinformação contra o sistema eletrônico de votação.
Live
Hoje, segunda-feira (03/08), às 17h30, o TSE vai realizar uma live nas redes sociais para demonstrar o funcionamento de cada componente da urna. Durante a transmissão, o equipamento será aberto pelos técnicos do tribunal.
Campanha
Também será lançada a campanha "Fato ou Boato – Viralizou" para esclarecer dúvidas sobre a veracidade de conteúdos que são publicados na internet.
A mobilização será encerrada no próximo domingo (9) na Corrida Pela Democracia, que será realizada em Brasília. A atividade esportiva pretende estimular a participação popular no processo eleitoral.
Eleições
O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando vão ser eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
Segundo turno
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
O Poder
Boletim aponta El Niño "muito forte" e maior risco de desastres no Brasil
03/08/2026
Avaliação
A avaliação consta no Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) em conjunto com outros órgãos federais, que alerta para possíveis impactos sobre o regime de chuvas, temperaturas, recursos hídricos, agricultura e risco de desastres naturais.
O documento
O documento é resultado de uma ação conjunta entre Inmet, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB), Secretaria Nacional de Prot...
Chuvas fortes em algumas regiões. Seca em outras. E aumento das queimadas. O fenômeno El Niño deve se intensificar ao longo do segundo semestre de 2026 e alcançar intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão, aumentando a probabilidade de eventos extremos em diferentes regiões do Brasil.
Avaliação
A avaliação consta no Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) em conjunto com outros órgãos federais, que alerta para possíveis impactos sobre o regime de chuvas, temperaturas, recursos hídricos, agricultura e risco de desastres naturais.
O documento
O documento é resultado de uma ação conjunta entre Inmet, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB), Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Probabilidade
Segundo o boletim, há 100% de probabilidade de o El Niño permanecer ativo pelo menos até o início de 2027, com possibilidade elevada de atingir a categoria de muito forte, quando o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial supera 2°C.
Oceano Pacífico
Embora o fenômeno ocorra no Oceano Pacífico, a milhares de quilômetros do Brasil, seus efeitos alteram a circulação atmosférica em escala global. Na prática, isso modifica o comportamento dos ventos, o transporte de umidade e a formação de sistemas de chuva, favorecendo extremos climáticos, como enchentes, estiagens prolongadas, ondas de calor, queimadas e temporais.
Ressaltam
Os especialistas ressaltam, porém, que o El Niño não determina sozinho as condições do tempo. Cada episódio possui características próprias e seus efeitos podem ser intensificados ou amenizados pela atuação de outros sistemas meteorológicos.
Sul deve concentrar os maiores impactos das chuvas
Historicamente, a região Sul é a que mais sente os efeitos do El Niño, principalmente durante a primavera e o verão. A previsão indica maior frequência de chuvas acima da média, temporais, cheias de rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. Segundo a Climatempo, os grandes acumulados registrados no Rio Grande do Sul durante julho, que provocaram enchentes em diferentes municípios, já representam os primeiros impactos do fenômeno neste ano.
Norte pode enfrentar seca prolongada e rios mais baixos
Na região Norte, especialmente na Amazônia, o cenário esperado é praticamente o oposto.
A tendência é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e atraso no estabelecimento da estação chuvosa em parte da Amazônia Legal. O boletim destaca que esse padrão favorece a persistência da estiagem, reduz a disponibilidade hídrica, aumenta o ressecamento da vegetação e amplia significativamente o risco de incêndios florestais.
Nordeste deve ter menos chuva e maior pressão sobre reservatórios
No Nordeste, os principais impactos tendem a ocorrer durante o verão e o outono, especialmente na porção norte da região. A expectativa é de redução da duração da estação chuvosa, prolongamento da estiagem, temperaturas acima da média e menor disponibilidade de água em rios e reservatórios.
Centro-Oeste pode registrar calor intenso e aumento das queimadas
No Centro-Oeste, o El Niño costuma atrasar o início da estação chuvosa, prolongando o período seco. O cenário previsto inclui temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e maior risco de queimadas e incêndios florestais.
Sudeste deve enfrentar calor acima da média
Na região Sudeste, os efeitos mais frequentes envolvem temperaturas elevadas, ondas de calor mais duradouras e irregularidade das chuvas, sobretudo no início da estação chuvosa.
Recomendam
Diante da possibilidade de um episódio muito forte, os órgãos que integram o Painel El Niño recomendam acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas, hidrológicas e geológicas, além da atenção aos avisos e alertas oficiais.
Orientação
À população, a orientação é manter atualizado o cadastro para recebimento de alertas da Defesa Civil, conhecer as áreas de risco e as rotas de fuga da própria região e adotar medidas de autoproteção sempre que houver previsão de eventos extremos. As instituições informaram que continuarão divulgando boletins periódicos para subsidiar ações de prevenção, preparação e gestão de riscos ao longo da evolução do fenômeno.
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03/08/2026
Vamos lá
Brasília resolveu inovar: o Congresso entrou em “modo férias prolongadas”, mas ninguém percebeu. O STF, o STJ, Lula, Flávio Bolsonaro, Michelle, Milei e até Trump decidiram trabalhar por ele. Agosto começou oficialmente em clima de eleição, com pesquisas, convenções e julgamentos disputando espaço com o algoritmo. A partir de hoje, a campanha deixa de ser expectativa e passa a ser rotina, aí vem ficha limpa e o STF mantém indefinições e gera insegurança jurídica
O Brasil entrou oficialmente em modo campanha
O fim de semana marcou a largada definitiva da eleição de 2026. Lula oficializou sua candidatura, o PL confirmou Michelle Bolsonaro ao Senado, Flávio Bolsonaro assumiu protagonismo nacional e as convenções passaram a dominar completamente a agenda política. O Congresso praticamente saiu do radar e, pelos próximos meses, a disputa deixa de ser apenas inst...
Brasília, 3 de agosto de 2026
Vamos lá
Brasília resolveu inovar: o Congresso entrou em “modo férias prolongadas”, mas ninguém percebeu. O STF, o STJ, Lula, Flávio Bolsonaro, Michelle, Milei e até Trump decidiram trabalhar por ele. Agosto começou oficialmente em clima de eleição, com pesquisas, convenções e julgamentos disputando espaço com o algoritmo. A partir de hoje, a campanha deixa de ser expectativa e passa a ser rotina, aí vem ficha limpa e o STF mantém indefinições e gera insegurança jurídica
O Brasil entrou oficialmente em modo campanha
O fim de semana marcou a largada definitiva da eleição de 2026. Lula oficializou sua candidatura, o PL confirmou Michelle Bolsonaro ao Senado, Flávio Bolsonaro assumiu protagonismo nacional e as convenções passaram a dominar completamente a agenda política. O Congresso praticamente saiu do radar e, pelos próximos meses, a disputa deixa de ser apenas institucional para virar uma guerra diária de narrativas.
“Agora não existe mais pré-campanha. Existe campanha disfarçada de segunda-feira.”
A primeira batalha será digital… e Lula mostrou isso primeiro
A convenção petista revelou que a campanha aposta pesado em mobilização digital. Brigadas de militância, produção descentralizada de conteúdo, fortalecimento de porta-vozes e organização de comitês mostram que o PT pretende disputar cada espaço das redes sociais. Mais do que um evento político, foi uma demonstração de estrutura digital.
“Em 2026, quem controla a narrativa controla boa parte da agenda.”
Flávio muda o discurso e joga para o centro
Depois de anos de questionamentos sobre o processo eleitoral, Flávio Bolsonaro afirmou que aceitará o resultado das urnas e declarou esperar imparcialidade do TSE. O movimento reduz o espaço para críticas de adversários e ajuda a construir uma imagem de maior moderação para o principal nome da direita na disputa presidencial.
“Na política, às vezes a notícia é justamente mudar o discurso.”
Pesquisa BTG mostra que ninguém ganhou… mas ninguém pode errar
A nova pesquisa BTG/Nexus mostra Lula empatando com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado em cenários de segundo turno. O levantamento reforça que a eleição continua extremamente competitiva e aumenta a importância das campanhas digitais, da comunicação regional e da mobilização das bases.
“Empate nas pesquisas significa guerra total nas redes.”
Congresso saiu de cena… STF e STJ agradeceram
Com o Congresso adiando a volta dos trabalhos para o dia 10, o Judiciário assume completamente o protagonismo institucional da semana. O STF retoma julgamentos importantes envolvendo Banco Master, INSS e emendas parlamentares, enquanto o STJ deverá analisar o caso envolvendo o ministro Marco Buzzi.
“Se o plenário esvazia, os tribunais lotam o noticiário.”
Michelle continua sendo um dos maiores ativos da direita
Mesmo internada para exames médicos antes da convenção, Michelle Bolsonaro foi confirmada candidata ao Senado e manteve elevada atenção pública. Sua capacidade de mobilização continua sendo um dos principais patrimônios políticos do PL.
“Algumas lideranças fazem campanha. Outras simplesmente movimentam a campanha.”
Milei e Trump lembram que eleição brasileira também passa pela geopolítica
Milei voltou a atacar Lula, enquanto Trump anunciou nova rodada de negociações envolvendo o Irã. Os dois episódios reforçam que política internacional continuará influenciando economia, combustíveis e narrativas eleitorais brasileiras durante toda a campanha.
“Hoje, um discurso em Washington pode virar debate em Brasília antes do almoço.”