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Senado aprova projeto que expande produção e uso de biodiesel no país

04/09/2024

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Por ampla maioria, o plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (04/09), o Projeto de Lei (PL) que assegura a expansão da produção e do uso de biodiesel no país. O mesmo irá ocorrer com outros biocombustíveis, a exemplo do etanol, do diesel verde e do biometano. Agora, o texto retornará à Câmara dos Deputados, já que sofreu modificações durante sua tramitação no Senado.

Celeridade

O presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel do Congresso Nacioal (FPBio), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), informou que já manteve conversas com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), sobre o retorno da pauta à Casa e está confiante que a nova votação deverá ser ágil para que o texto possa ir rapidamente à sanção da Presidência da República. Segundo ele, o projeto consolida o trabalho político conduzido pela FPBio nos últimos anos para dar maior segurança jurídica e previsibilidade ao setor de biodiesel.

Metas do merc...

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Por ampla maioria, o plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (04/09), o Projeto de Lei (PL) que assegura a expansão da produção e do uso de biodiesel no país. O mesmo irá ocorrer com outros biocombustíveis, a exemplo do etanol, do diesel verde e do biometano. Agora, o texto retornará à Câmara dos Deputados, já que sofreu modificações durante sua tramitação no Senado.

Celeridade

O presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel do Congresso Nacioal (FPBio), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), informou que já manteve conversas com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), sobre o retorno da pauta à Casa e está confiante que a nova votação deverá ser ágil para que o texto possa ir rapidamente à sanção da Presidência da República. Segundo ele, o projeto consolida o trabalho político conduzido pela FPBio nos últimos anos para dar maior segurança jurídica e previsibilidade ao setor de biodiesel.

Metas do mercado

Alceu Moreira estima que as novas regras vão proporcionar entre R$ 200 bilhões e R$ 250 bilhões de investimentos no país no curto e médio prazo. E ressaltou que, em meio à tramitação do projeto, o mercado já trabalha com a perspectiva de melhora no ambiente de negócios, uma vez que montadoras de caminhões, como Scania, Volvo, e empresas de grupos geradores, como BRG, já vendem seus veículos e equipamentos movidos 100% a biodiesel.

Redução de poluentes

Empresas de outros setores também pretendem usar mais biodiesel misturado ao óleo diesel para reduzir a emissão de poluentes, como a mineradora Vale, que tem projetos de uso de biodiesel na área de metais básicos e em caminhões, afirmou o presidente da FPBio. Outras grandes companhias, como JBS e Amaggi, já operam frotas de caminhões movidos 100% a biodiesel, das marcas Volkswagen, DAF, entre outras. “O mercado já mostrou que confia na qualidade e nos benefícios do biodiesel brasileiro”, frisou Moreira.

Proteção

Segundo ele, o projeto também protege o consumidor de diesel B, que é o combustível vendido nos postos e que contém percentual de biodiesel. “Embora estudos científicos reconhecidos atestem a alta qualidade do biodiesel nacional e que ele não causa danos aos motores a diesel, o projeto de lei prevê um sistema de monitoramento e rastreamento da qualidade do diesel B. Ou seja, tanto o biodiesel quanto o óleo diesel serão intensamente fiscalizados”, enfatizou.

Leia outras informações

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Além de determinar que PF investigue polícia civil pernambucana, ministro pediu entrada do MPF no caso e acionou o Conselho do MP

01/02/2026

Da Redação de O Poder


Na decisão em que determinou à Polícia Federal a investigação de denúncias sobre o uso da polícia civil de Pernambuco para espionar servidores da Prefeitura do Recife — divulgada na noite deste sábado (31/01) pelo jornal O Poder com exclusividade, — o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), argumentou que o caso precisa ser apurado no âmbito federal por ter se tratado de sério “desvio de finalidade” por parte da polícia civil pernambucana, caso venha a ser comprovada.

O magistrado, que atualmente é o decano do colegiado do STF, determinou que seja encerrado o procedimento investigatório criminal conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) — vinculado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Afirmou que concluiu ter havido “falta de definição clara do objeto da investigação e violação ao princípio da neutralidade estatal estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal”...

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Da Redação de O Poder


Na decisão em que determinou à Polícia Federal a investigação de denúncias sobre o uso da polícia civil de Pernambuco para espionar servidores da Prefeitura do Recife — divulgada na noite deste sábado (31/01) pelo jornal O Poder com exclusividade, — o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), argumentou que o caso precisa ser apurado no âmbito federal por ter se tratado de sério “desvio de finalidade” por parte da polícia civil pernambucana, caso venha a ser comprovada.

O magistrado, que atualmente é o decano do colegiado do STF, determinou que seja encerrado o procedimento investigatório criminal conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) — vinculado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Afirmou que concluiu ter havido “falta de definição clara do objeto da investigação e violação ao princípio da neutralidade estatal estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal”.

Gaeco na mira do Conselho do MP

Gilmar Mendes também determinou que o Gaeco seja intimado para ciência da decisão, com a advertência de que “deve se abster de realizar qualquer ato investigativo sem respaldo mínimo de provas e de divulgar, direta ou indiretamente, informações ou documentos de procedimentos sigilosos, sob risco de responsabilização funcional, administrativa e penal”.

O ministro ainda comunicou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) — órgão de controle do Ministério Público — sobre o caso, garantindo a preservação do sigilo, para que o órgão avalie a situação e adote eventuais medidas dentro de suas atribuições institucionais contra os membros do MP envolvidos, devido à gravidade dos fatos.

Violação ilegal de direitos

O despacho de Gilmar Mendes foi uma resposta a pedido feito formalmente pelo PSB, partido do prefeito do Recife, João Campos, denunciando todo o episódio.

Trechos do documento, que tramita sob sigilo judicial, obtidos na noite de ontem por O Poder junto a fontes ligadas ao STF, enfatizam que a decisão do decano do Tribunal foi tomada no final da sexta-feira (31/01), embora só tenha sido descoberta – ou divulgada — neste sábado.

Nela, o magistrado afirma que o pedido não se trata “de apuração dirigida e fundamentada, mas de requisição massiva e horizontal de dados que, por sua abrangência e falta de delimitação, evidencia a prática típica, como dito, de 'fishing expedition'”. O termo é usado no Judiciário quando uma ação viola direitos fundamentais por ser feita “de forma especulativa e ilegal”, popularmente conhecida nos tribunais e órgãos do MP como “pesca predatória de provas”.

Entenda o caso

A prefeitura do Recife acusou os agentes da Polícia Civil de Pernambuco de terem acompanhado, como se realizassem serviço de espionagem (ou arapongagem) sem a devida autorização judicial formal para isso, a rotina do secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, e do irmão dele, Eduardo Monteiro, que é assessor da prefeitura.

O caso foi denunciado amplamente, por meio de fotos e acesso a mensagens trocadas entre policiais via Whatsapp, chegando a ter repercussão nacional. Ao governo estadual, coube confirmar que foi feita, de fato, uma investigação, mas o Executivo de Pernambuco negou que se tratasse de caso de espionagem

Investigação inicial de propina

O governo estadual confirmou que uma investigação foi realizada, mas argumentou que tudo consistiu em uma apuração inicial de denúncia de recebimento de propina feita por um funcionário público da prefeitura contra Gustavo Monteiro.

O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, chegou a afirmar na época que a investigação foi feita apenas no acompanhamento do carro do secretário.

Acrescentou que não foram quebrados sigilos ne instaurado inquérito nem cometidas ilegalidades, uma vez que o caso ainda estava insípido e consistia ainda numa “mera checagem” de informações. Disse, depois, que tudo terminou sendo arquivado.



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Mas não foi bem assim

No seu documento, Gilmar Mendes enfatiza que as apurações se iniciaram a partir da investigação de três secretárias municipais da prefeitura do Recife, para apurar irregularidades em consórcios.

São elas: Luciana Caroline Albuquerque D’Angelo, da Saúde; Maíra Fischer, de Administração; e Adynara Maria Queiroz Melo Gonçalves, executiva de Articulação e Fortalecimento dos Conselhos da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude.

Somente depois disso é que as investigações foram estendidas para o secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, quando vieram a ser descobertas. Em outras palavras, foram quatro os secretários municipais investigados supostamente de forma irregular pelo governo pernambucano e não apenas um.



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Investigação aprofundada sobre polícia de PE

Mas o caso, chegando agora no âmbito do Supremo, levará a uma investigação profunda sobre as atividades da polícia civil e da área de segurança pública como um todo na gestão da governadora Raquel Teixeira Lyra.




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Partiu o segundo mosqueteiro. Antônio Carlos Heliodoro levou para o túmulo o melhor dos nossos sonhos juvenis, por José Nivaldo Junior*

01/02/2026

Precisei esperar mais de 24 horas para me recompor. A notícia, muito gentil e cuidadosamente enviada pelo amigo familiar Eduardo Adrião, me pegou em cheio. Não pela morte em si do médico Antônio Carlos Leal Heliodoro, aos 79 anos, em João Alfredo, PE, sua terra de adoção. Tratou-se, voz geral, de um descanso depois de longa e sofrida enfermidade. Mas pelo que de simbólico ela carrega. Para nossas vidas. Para nossos sonhos. Para nossas frustrações geracionais. Para a dura realidade que enfrentamos. País que sonhamos juntos salvar e que deu nisso que está aí. Carcomido. Degradado. Com valores contaminados. Uma lástima sobre a qual tenho dificuldade em dialogar com os meus netos mais velhos. Mas, voltando no tempo.



1968 - O ano que nunca acabou

Eu olho o que a gente fazia na Surubim daquela época e, sinceramente, fico impando de orgulho. Região, o jornal, que as vezes era A Região, é um desses fenômenos históricos difíceis de entender....

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Precisei esperar mais de 24 horas para me recompor. A notícia, muito gentil e cuidadosamente enviada pelo amigo familiar Eduardo Adrião, me pegou em cheio. Não pela morte em si do médico Antônio Carlos Leal Heliodoro, aos 79 anos, em João Alfredo, PE, sua terra de adoção. Tratou-se, voz geral, de um descanso depois de longa e sofrida enfermidade. Mas pelo que de simbólico ela carrega. Para nossas vidas. Para nossos sonhos. Para nossas frustrações geracionais. Para a dura realidade que enfrentamos. País que sonhamos juntos salvar e que deu nisso que está aí. Carcomido. Degradado. Com valores contaminados. Uma lástima sobre a qual tenho dificuldade em dialogar com os meus netos mais velhos. Mas, voltando no tempo.



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1968 - O ano que nunca acabou

Eu olho o que a gente fazia na Surubim daquela época e, sinceramente, fico impando de orgulho. Região, o jornal, que as vezes era A Região, é um desses fenômenos históricos difíceis de entender. Foi um projeto construído a muitas mãos. Não fui fundador. Embarquei no percurso. Aprendi com os pioneiros o suficiente para viver de comunicação até hoje. Agora, caros leitores, vejam só a qualidade do produto que a gente fazia nos anos 1960. De Surubim para o mundo. Ainda hoje seria moderno. Reza a lenda que o The New York Post ou o Washington Post, não há unanimidade sobre isso, "copiou" nossa manchete 32 anos depois, cravando: "Em quem você aposta, Bush ou Gore". Sorry periferia, como diria o grande Ibrahim Sued. Jovens, consultem o Google, vale a pena saber quem foi Ibrahim.



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Tergiversando

Estou comendo a papa pelas beiradas para não enfrentar o miolo quente: ao partir, Antônio Carlos levou junto um pedaço das nossas vidas e dos nossos sonhos. Um pedaço da nossa história. Fazia décadas que não sorvia de sua sabedoria irônica, de sua inteligência, domada para construir uma vida pessoal feliz e vitoriosa. Admirei Petrônio, seu extraordinário pai. Homem de inteligência primorosa. Fui amigo de alguns dos seus irmãos. A vida nos distanciou, nos perdeu de vista e abraços. Dos mosqueteiros, ainda vejo Flávio, de vez em quando, afeto imenso para tão pequena convivência. De Álvaro, tinha notícias do grande sucesso profissional no Sul do País, até a triste partida. Foi o primeiro a se ausentar do planeta. Era o mais sonhador, de alma impoluta. Engraçado, pensando agora neste momento: dos mosqueteiros, três viraram médicos. Eu fui puxado para a mesma trincheira da comunicação que na juventude nos uniu para sempre. Realmente, Alexandre Dumas tem razão: os três mosqueteiros são quatro. Foram, até anteontem.



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Adeus, amigo


Descansa em paz, pela eternidade. Os sonhos, dizem, não morrem jamais.

*José Nivaldo Junior é publicitário, especializado em marketing político. Historiador. Ex-professor da UFPE. da Academia Pernambucana de Letras. Diretor de O Poder.



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João Belmiro, o comunista boêmio que entrou para a história de Caruaru, por Tavares Neto*

01/02/2026

Hoje vamos relembrar a história de João Belmiro, conhecido como João Belmiroff, uma figura folclórica e marcante da vida política e boêmia de Caruaru.

Boêmio incorrigível, João Belmiro era presença constante nos bares da cidade. Bebia bastante, tinha a vodka como sua bebida preferida — em referência à Rússia — e fumava com elegância, sempre com o cigarro entre os dedos e seu jeito peculiar de cruzar as pernas nas cadeiras das mesas. Virava noites, principalmente nos bares do antigo Cabaré da Rua Almirante Barroso e no Clube Night. Uma vez por mês, apreciava também um charuto cubano.

Admirador

Admirador declarado de líderes e pensadores da esquerda mundial, elogiava figuras como Lênin, Stálin, Gregório Bezerra, Luiz Carlos Prestes, Francisco Julião, Fidel Castro e Che Guevara. Suas opiniões eram fortes e, muitas vezes, polêmicas para a época. Defendia o direito ao divórcio, o uso de anticoncepcionais e era favorável à legalização do ab...

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Hoje vamos relembrar a história de João Belmiro, conhecido como João Belmiroff, uma figura folclórica e marcante da vida política e boêmia de Caruaru.

Boêmio incorrigível, João Belmiro era presença constante nos bares da cidade. Bebia bastante, tinha a vodka como sua bebida preferida — em referência à Rússia — e fumava com elegância, sempre com o cigarro entre os dedos e seu jeito peculiar de cruzar as pernas nas cadeiras das mesas. Virava noites, principalmente nos bares do antigo Cabaré da Rua Almirante Barroso e no Clube Night. Uma vez por mês, apreciava também um charuto cubano.

Admirador

Admirador declarado de líderes e pensadores da esquerda mundial, elogiava figuras como Lênin, Stálin, Gregório Bezerra, Luiz Carlos Prestes, Francisco Julião, Fidel Castro e Che Guevara. Suas opiniões eram fortes e, muitas vezes, polêmicas para a época. Defendia o direito ao divórcio, o uso de anticoncepcionais e era favorável à legalização do aborto — posições consideradas ousadas e provocativas na conservadora Caruaru de então.



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Hábito da leitura

João Belmiro costumava criticar os comerciantes locais, dizendo que muitos não tinham o hábito da leitura e preferiam apenas os gibis vendidos na porta do Cine Teatro Caruaru. Em contrapartida, elogiava Abdias Lé, comerciante e presidente do Partido Comunista na cidade, a quem admirava pelo interesse na literatura comunista.
Também não poupava críticas à sociedade conservadora caruaruense e ao primeiro bispo diocesano de Caruaru, Dom Paulo Hipólito de Souza Libório, que mantinha um programa na Rádio Difusora de Caruaru no qual frequentemente se posicionava contra o comunismo.

Aposentado

Com o Golpe Militar de 1964, João Belmiro foi aposentado precocemente da Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco, em razão de suas posições políticas.
Seu jeito irreverente de falar e de se comportar nos bares acabou virando marca registrada, sendo imitado com perfeição pelo advogado Arsênio Martins Gomes e pelo autor teatral e compositor Carlos Fernando.

Espaço na literatura

A figura de João Belmiro também ganhou espaço na literatura. O jornalista Sebastião Nery, em seu livro Folclore Político, registrou episódios curiosos sobre ele. O advogado Fernando Monteiro, em suas memórias sobre Caruaru, relembra várias de suas histórias. Já o médico Luiz Carlos Lins escreveu o livro “Belmiroff: um certo sonhador de Caruaru”, dedicado à sua trajetória.

O jornal Diário da Noite, do Recife, frequentemente destacava suas tiradas políticas. Quando o cosmonauta Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem a viajar pelo espaço, João Belmiro comemorava em alto e bom som, afirmando que a União Soviética havia superado os Estados Unidos. Conta-se que, certa vez, ao ser perguntado por uma amiga sobre que nome dar ao filho recém-nascido, respondeu prontamente: “Yuri Gagarin, que esse nome vai entrar para a história.”

Lembrado

João Belmiro também era lembrado pelo ex-governador Miguel Arraes de Alencar sempre que visitava Caruaru. Após sua morte, recebeu homenagem do jornalista Souza Pepeu na Rádio Cultura do Nordeste, em reconhecimento à sua personalidade marcante e ao papel que desempenhou no imaginário político e cultural da cidade.

Figura irreverente, provocadora e ao mesmo tempo carismática, João Belmiro permanece na memória de Caruaru como um símbolo de resistência, boemia e paixão pela política.

*Tavares Neto é jornalista e radialista




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Mistérios e enigmas da Pedra do Ingá: arqueólogo defende preservação e aponta pistas para origem de inscrições

01/02/2026

A Pedra do Ingá, também conhecida como Itacoatiara, é um dos mais intrigantes monumentos arqueológicos do Brasil. O sítio arqueológico famoso em todo o país por suas enigmáticas inscrições, esconde segredos milenares e se transformou em um dos nossos tesouros arqueológicos. Conhecido internacionalmente, o sítio figura entre os cinco maiores do país e, consequentemente, atrai turistas, pesquisadores e entusiastas do mistério em busca de respostas sobre suas inscrições rupestres.

A localização

Localizada no município de Ingá, no Agreste da Paraíba, a cerca de 109 km de João Pessoa e 38 km de Campina Grande, esta formação rochosa em gnaisse cobre uma área de aproximadamente 24 metros quadrados de largura, coberto por símbolos que desafiam o tempo. Seu principal painel vertical mede cerca de 46 metros de comprimento por 3,8 metros de altura e está repleto de inscrições rupestres em baixo-relevo, cujos significados permanecem desconhecidos até hoje. <...

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A Pedra do Ingá, também conhecida como Itacoatiara, é um dos mais intrigantes monumentos arqueológicos do Brasil. O sítio arqueológico famoso em todo o país por suas enigmáticas inscrições, esconde segredos milenares e se transformou em um dos nossos tesouros arqueológicos. Conhecido internacionalmente, o sítio figura entre os cinco maiores do país e, consequentemente, atrai turistas, pesquisadores e entusiastas do mistério em busca de respostas sobre suas inscrições rupestres.

A localização

Localizada no município de Ingá, no Agreste da Paraíba, a cerca de 109 km de João Pessoa e 38 km de Campina Grande, esta formação rochosa em gnaisse cobre uma área de aproximadamente 24 metros quadrados de largura, coberto por símbolos que desafiam o tempo. Seu principal painel vertical mede cerca de 46 metros de comprimento por 3,8 metros de altura e está repleto de inscrições rupestres em baixo-relevo, cujos significados permanecem desconhecidos até hoje.

Símbolos

São milhares de símbolos complexos. Figuras humanas. Animais estranhos e constelações perfeitamente desenhadas que impressionam.

Maior mistério

O maior mistério, está na origem e quem deixou essas marcas. Os registros, esculpidos há milhares de anos, continuam sendo objeto de estudo e debate entre cientistas, arqueólogos, astrônomos e até ufólogos, que, por sua vez, tentam decifrar seu significado do enorme paredão de pedra. Estimativas apontam que os desenhos foram gravados há pelo menos 6 mil anos direto na pedra.

Conversa do arqueólogo com O Poder

Esta semana, O Poder conversou por telefone com o paleontólogo e arqueólogo Juvandi de Souza Santos, que há anos realiza pesquisa nas Itacoatiara, tendo inclusive livro escrito como fruto de sua pesquisa sobre o sítio. Direto de Santiago de Compostela na Espanha, onde se encontra em viagem, Juvandi de Souza Santos destacou a importância do sítio, defendeu a sua preservação e deu algumas pistas para a provável origem das descrições enigmáticas.

O sítio protegido por Lei

Enfático, ele garantiu que se trata de um dos sítios mais importantes do mundo daquela tipologia, justamente, por ser um sítio arqueológico, ele recebe um tombamento nacional. E, desde muito tempo, não só Itacoatiara do Ingá, mas outros sítios próximos, conforme observou o arqueólogo, tem sido motivo de preocupação com a sua preservação do monumento que pertence à humanidade.

“Então, durante muito tempo, nós desenvolvemos atividades de educação patrimonial na área polarizada pelo Ingá E mais recentemente, eu participei da reunião promovida pelo governo do estado. O monumento vem sendo transformado em patrimônio natural e arqueológico do Brasil. Um monumento natural. É o coreto, já que se trata de um dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil conhecido mundialmente ", destacou o cientista.

Provável origem

Sobre a provável origem das inscrições rupestres, Juvandi enfatizou que existem muitas teorias. Algumas com fundamento científico. Outras, difíceis de serem compreendidas.
“Tem a teoria dos fenício. Essa teoria aponta que os fenícios tiveram por aqui em tempos e memoriais, e teriam deixado, gravado nas rochas da Paraíba, o seu legado, a sua história. Tem uma teoria, uma tese levantada de extraterrestre, mas enfim, é só teoria ", observou.

Gravação

A Itacoatiara do Ingá, conforme enfatizou Juvandi de Souza, é uma pedra que recebeu gravação nas rochas, e foi confeccionada por volta de 5.000, 6.000, 7.000 anos atrás, pelos antigos habitantes que viviam nessa região do que hoje nós chamamos de interior da Paraíba.

E o processo de gravação, claro que para a gente hoje é bem simples é considerado até hoje um mistério. “O processo de gravação estava de que forma? O que eles usavam para gravar aquilo? Usavam uma rocha mais dura. Então, ali é um guinás, de grau que dura em torno de 4, 4 e pouco. Eles usavam três formas diferentes para gravar aqueles sulcos nas rochas”, contou o cientista.



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Três técnicas

O arqueólogo destacou que os autores das inscrições da Itacoatiara, usaram três técnicas diferentes para fazer as inscrições no paredão rochoso, principalmente nos painéis maiores, sendo elas, o picoteamento, o raspamento e o riscamento.

E as teorias

Algumas teorias, conforme enfatizou Juvandi de Souza, apontam para uma representação astronômica, enquanto outras sugerem que os símbolos tenham origem em culturas indígenas pré-históricas.

Alguns arqueólogos sugerem que o lugar seja um mapa astronômico, uma conexão direta com o céu antigo. Algumas figuras se alinham de forma assustadora com a constelação e a via lactea. A perfeição técnica com que as pedras foram talhadas, parece impossível para povos e civilizações antigas, que usavam apenas pedras e ossos, alimentando teorias de que poderiam ser marcas deixadas por uma civilização esquecida.

A pedra é um enigma silencioso

Um enigma silencioso. Que atravessa o tempo. Desperta curiosidade. E motiva pesquisas. As inscrições na Pedra do Ingá apresentam uma variedade de figuras que sugerem representações de animais, frutas, seres humanos e constelações, como a de Órion. Os sulcos são largos, com até 5 cm de largura e 8 mm de profundidade, e demonstram um polimento cuidadoso, indicando um trabalho meticuloso e intencional.

Além do painel principal, há outras áreas com inscrições, como o Painel Inferior, que cobre 2,5 metros quadrados no piso do lajedo, e o Painel Superior, localizado acima do painel vertical, com sinais dispersos e menos profundos.

Hipóteses indígenas

Alguns arqueólogos sugerem que as inscrições foram feitas por comunidades indígenas que habitavam a região há cerca de 6.000 anos. Essas comunidades teriam utilizado cinzéis de pedra para esculpir os sinais na rocha, possivelmente como parte de rituais ou registros simbólicos.



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Teorias exógenas

Já outros pesquisadores propuseram origens exógenas para as inscrições. O catedrático Padre Inácio Rolim, no século XIX, foi um dos primeiros a sugerir uma origem fenícia, comparando os símbolos da Pedra do Ingá com caracteres da escrita fenícia. No início do século XX, a pesquisadora Fernanda Palmeira associou as inscrições tanto aos fenícios quanto à escrita demótica egípcia. Mais recentemente, o italiano Gabriele D’Annunzio Baraldi identificou 497 sinais na pedra e propôs que eles pertenciam à língua hitita, sugerindo que povos proto-hititas teriam vivido no Brasil entre 1374 e 1322 a.C.

Hipóteses extraterrestres

Teorias mais controversas envolvem a possibilidade de intervenção extraterrestre. Isso porque as inscrições contêm fórmulas de produção de energia quântica e combinações matemáticas relacionadas à distância entre a Terra e a Lua.



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Preservação e reconhecimento

A Pedra do Ingá foi tombada como Monumento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 30 de novembro de 1944, sendo o primeiro sítio arqueológico brasileiro a receber essa proteção. Apesar disso, o local já sofreu com vandalismo e destruição de pedras vizinhas na década de 1950 para pavimentação de ruas. Atualmente, o sítio conta com um prédio de apoio aos visitantes e um museu de História Natural, que abriga fósseis e utensílios líticos encontrados na região.

Enigmas

A Pedra permanece como um dos maiores enigmas arqueológicos do Brasil, desafiando pesquisadores e entusiastas a decifrar suas inscrições milenares. Seja como registro astronômico, expressão artística indígena ou vestígio de civilizações antigas, o monumento continua a fascinar e inspirar estudos multidisciplinares, mantendo viva a busca por respostas sobre nosso passado remoto.

Por Severino Lopes, de O Poder


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O recurso semiconfláutico do futuro ministro, por Natanael Sarmento*

01/02/2026

O repertório do anedotário em exames de escolas e universidade é vasto. Imagine para quem passou meio século em sala de aula. Ouvi de certo professor de faculdade. Ressabiado com as espertezas de aluno afamado pelas suas malandragens, filas, justificativas para novas oportunidades, enganar os professores.

Na prova oral de direito processual, chegou a vez do tal aluno. Soberbo, no terceiro ano da faculdade em mil novecentos e deixa para lá, o tipo social se apresentou impecável, no terno e gravata, quiçá um futuro próximo no STF ou no STJ pelo menos...

O velho lente, de mangas-curtas, pergunta:
- “Por favor, diga quais são os fundamentos doutrinais dos recursos e a que serve o recurso “semiconfáustico”?

O aluno respondeu:

- “Douto professor... recursos são meios jurídicos processuais com escopo e intento de reformação, anulação ou esclarecimento de decisões judiciais. Eles estão estribados nos princípios da am...

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O repertório do anedotário em exames de escolas e universidade é vasto. Imagine para quem passou meio século em sala de aula. Ouvi de certo professor de faculdade. Ressabiado com as espertezas de aluno afamado pelas suas malandragens, filas, justificativas para novas oportunidades, enganar os professores.

Na prova oral de direito processual, chegou a vez do tal aluno. Soberbo, no terceiro ano da faculdade em mil novecentos e deixa para lá, o tipo social se apresentou impecável, no terno e gravata, quiçá um futuro próximo no STF ou no STJ pelo menos...

O velho lente, de mangas-curtas, pergunta:
- “Por favor, diga quais são os fundamentos doutrinais dos recursos e a que serve o recurso “semiconfáustico”?

O aluno respondeu:

- “Douto professor... recursos são meios jurídicos processuais com escopo e intento de reformação, anulação ou esclarecimento de decisões judiciais. Eles estão estribados nos princípios da ampla defesa, contraditório, na probabilidade legal, revisional, do duplo grau jurisdicional” ... Mas quanto ao recurso especificado, sabia-o até bem pouco. Mas por algum lapso memorial, talvez, debitado a recente partida da minha mãe, não consigo me lembrar da sua finalidade específica...”

Professor:

- “Vejam, senhores... a vida pode ser impiedosa. Este jovem com amnésia traumática pela morte da senhora genitora esqueceu que somente este semestre a pobre senhora morreu pela terceira vez. Ademais, apesar dos estribos, ele deixa órfão o mundo jurídico! Não fosse o súbito lapso de memória e o mundo jurídico tomaria conhecimento da serventia de recurso que jamais existiu em qualquer parte do planeta!”

*Natanael Sarmento é escritor e professor. Do Diretório Nacional da Unidade Popular Pelo Socialismo – UP.




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Porque os bancos estão irritados com Daniel Vorcaro que obrigará FGC a pagar um terço das garantias acumuladas durante décadas, por Fernando Castilho*

01/02/2026

No vasto noticiário sobre o Banco Máster, uma das informações mais importantes é de que aproximadamente 1,6 milhão de correntistas devem receber o seguro do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para quem colocou seu dinheiro em algum produto bancário, podendo o valor passar de R$ 50 bilhões.

Até esta quinta-feira (29) o FGC já realizou pagamentos de R$ 32,5 bilhões a 580 mil credores do Banco Máster numa estimativa que corresponde a 80,05% do valor total previsto para desembolso, alcançando 75% dos investidores com direito à garantia.

R$ 50 bilhões

Se chegar aos R$ 50 bilhões, o saque no fundo será o maior em toda a história do FGC que em setembro de 2025 tinha ativos de R$ 161,13 bilhões amealhados desde que foi criado em 1995 e após a crise bancária, após a implantação do Plano Real e que especialmente desde 2020 vem melhorando sua governança com convênios internacionais.

Confirmadas as estimativas, FGC sofrerá uma perda...

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No vasto noticiário sobre o Banco Máster, uma das informações mais importantes é de que aproximadamente 1,6 milhão de correntistas devem receber o seguro do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para quem colocou seu dinheiro em algum produto bancário, podendo o valor passar de R$ 50 bilhões.

Até esta quinta-feira (29) o FGC já realizou pagamentos de R$ 32,5 bilhões a 580 mil credores do Banco Máster numa estimativa que corresponde a 80,05% do valor total previsto para desembolso, alcançando 75% dos investidores com direito à garantia.

R$ 50 bilhões

Se chegar aos R$ 50 bilhões, o saque no fundo será o maior em toda a história do FGC que em setembro de 2025 tinha ativos de R$ 161,13 bilhões amealhados desde que foi criado em 1995 e após a crise bancária, após a implantação do Plano Real e que especialmente desde 2020 vem melhorando sua governança com convênios internacionais.

Confirmadas as estimativas, FGC sofrerá uma perda de recursos de aproximadamente um terço de seus recursos decorrente de uma instituição e que representava apenas 0,57% do total do volume de crédito ofertado no Sistema Financeiro Nacional que somadas às suas contribuições desde que passou a fazer parte do grupo de 168 instituições associadas ao fundo chegará a menos de R$ 1 bilhão sobre suas operações.

Sete vezes

Para se ter uma ideia do que isso representa para o histórico de pagamento de seguros até R$ 250 mil garantidos por CPF e CNPJ, basta dizer que tudo o que o FGC pagou até o ano passado somava R$ 7,09 bilhões desde 1996 com a liquidação do Banco Dracma, passando pelos bancos Banorte, Banfort, Crefsul, Santos, BVA, Rural, Azteca Brasil até o BRK liquidado em 2023.

Será, portanto, um grande golpe nos ativos do FGC que comemorou em 2024 o crescimento de 11,96% no patrimônio total, ao fechar o ano com R$ 140,4 bilhões, contra R$ 125,4 no ano de 2023. Ou seja: Daniel Vorcaro terá com o seu banco e sua fábrica de certificados de depósitos fraudulentos levado ao FGC recuar para o ano de 2021 em termos de patrimônio.

Risco do milhão

O problema desses números é que eles estiveram muito mais ameaçados de praticamente ficarem no negativo se duas iniciativas, uma do deputado Felipe Barros (PL-PR), em 2024, e outra do senador Ciro Nogueira (PP-PI) em 2025 tentando elevar a garantia dos atuais R$ 250 para R$ 1 milhão, tivessem sucesso já que propostas no período em que Daniel Vorcaro tentava vender seu banco ao Regional de Brasília, o BRB.

Uma coisa que chama a atenção dos desembolsos dos recursos de garantia do Máster é o volume de papéis com valores acima de R$ 20 mil e até mesmo R$ 1 milhão, resultado da agressividade das vendas do Máster em capturar recursos oferecendo taxas de remuneração de 140% das taxas do CDI quando o mercado paga, em média, apenas 80%.

Garantia do FGC

Na verdade, isso decorreu da própria estratégia do Máster em vender seus títulos no mercado afirmando que eles eram garantidos pelo FGC. O que não era raro levava os clientes a aplicarem em títulos em nome de parentes de modo a ampliar a garantia.

Isso quer dizer que uma família que tenha, por exemplo, R$ 1 milhão e tenha feito a aplicação no nome da esposa e de dois filhos, por exemplo, fazendo com que o valor de R$ 1 milhão fosse assegurado. Uma garantia se tivesse feito a mesma aplicação apenas no nome do pai que teria prejuízo de R$ 750 mil.

*Fernando Castilho é jornalista. Assina a coluna econômica do Jornal do Comércio e o blog de economia JC negócios.




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Gilmar Mendes determina investigação da PF sobre "Gestapo" de Raquel Teixeira Lyra. Polícia Civil de PE em pânico

31/01/2026

As ações ilegais e imorais da estrutura paralela montada pela governadora Raquel Teixeira Lyra para investigar adversários políticos, empresários e autoridades transformou-se em uma potente bomba, chiando, prestes a explodir. A Polícia Federal está na iminência de entrar no caso. A ordem foi dada na noite desse sabado, 31/91/26 pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Uma senhora bronca que pode custar o mandato já agora, em pouco tempo, da desastrada governadora Raquel Teixeira Lyra.

A investigação

Se puxar o fio da meada, muita gente vai se desmoralizar, alguns vão cair e outros tantos poderão perder suas carreiras. Há notícias de que pelo menos quatro equipes formadas por integrantes da Polícia Civil com três delegados e sete agentes cada, vinham agindo clandestinamente em Pernambuco, há muitos meses.

Em agosto

Em agosto, O Poder denunciou com exclusividade, em um furo jornalístico sensacional, as interferência...

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As ações ilegais e imorais da estrutura paralela montada pela governadora Raquel Teixeira Lyra para investigar adversários políticos, empresários e autoridades transformou-se em uma potente bomba, chiando, prestes a explodir. A Polícia Federal está na iminência de entrar no caso. A ordem foi dada na noite desse sabado, 31/91/26 pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Uma senhora bronca que pode custar o mandato já agora, em pouco tempo, da desastrada governadora Raquel Teixeira Lyra.

A investigação

Se puxar o fio da meada, muita gente vai se desmoralizar, alguns vão cair e outros tantos poderão perder suas carreiras. Há notícias de que pelo menos quatro equipes formadas por integrantes da Polícia Civil com três delegados e sete agentes cada, vinham agindo clandestinamente em Pernambuco, há muitos meses.


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Em agosto

Em agosto, O Poder denunciou com exclusividade, em um furo jornalístico sensacional, as interferências de Raquel Teixeira Lyra para instrumentalizar a polícia e submetê-la aos seus interesses.
Confiram as manchetes e as datas.


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Não adiantou

Ao invés de se tocar, a governadora trocou o comando da polícia e fez tudo à sua imagem e semelhança. A polícia caiu em campo na ilegalidade total. Flagrada espionando um secretário do prefeito do Recife, João Henrique Andrade Lima Campos, ao invés de reconhecer o erro, partiu para justificar o injustificável. Se uma autoridade pode ser grampeada, seguida, com relatórios detalhados de suas mínimas atividades privadas, imaginem o anônimo cidadão comum.

Escândalo Nacional

O caso repercutiu nacionalmente. Pegou mal. A Polícia Federal, tudo indica, entra no caso a qualquer momento para investigar os desvios de finalidade da Polícia Civil. E aí...


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Qual o medo

Primeiro, virão à tona muitas operações ilegais realizadas pelas quatro equipes na surdina. Depois, os policiais envolvidos não podem alegar que "cumpriam ordens". Qualquer recruta sabe que "comando errado não se executa". Os policiais, delegados e agentes, que se envolveram em arapongagem certamente hoje não vão cumprir o sono dos justos.

E a repercussão

Antes mesmo de começar, já está ale. Fronteiras. Vai ser difícil Raquel Teixeira Lyra corrigir as arbitrariedades que já praticou e o que é pior: até hoje, sábado, 31/01/26, dava todos os sinais de querer insistir no tresloucado caminho. Vai dar m...., governadora.



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Estados Unidos, amigos “pero no mucho”, por Dennis Mocock*

31/01/2026

O Brasil e os Estados Unidos da América possuem muitas semelhanças, históricas e geográficas, que resultaram em uma proximidade entre seus povos, ao longo do tempo, foram descobertos pelos exploradores europeus no mesmo período, espanhóis por lá e portugueses por cá, conquistaram suas independências com um intervalo de 46 anos (1776 – EUA e 1822 – Brasil), aboliram a escravidão em períodos também muito próximos (1865 – EUA e 1888 – Brasil) e ambas as nações escolheram por progredir no vasto campo da democracia.

Em vários momentos históricos, os comportamentos das populações desses países gigantes procederam de modo totalmente diferente em situações semelhantes, a começar pela independência, pois, enquanto que, no Brasil, ocorreu uma relativa aceitação por parte dos ex-colonizadores, a coroa portuguesa, onde ocorreram combates esparsos em algumas regiões, nos Estados Unidos a libertação foi obtida com muito derramamento de sangue pois os colonizadores ingleses não aceita...

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O Brasil e os Estados Unidos da América possuem muitas semelhanças, históricas e geográficas, que resultaram em uma proximidade entre seus povos, ao longo do tempo, foram descobertos pelos exploradores europeus no mesmo período, espanhóis por lá e portugueses por cá, conquistaram suas independências com um intervalo de 46 anos (1776 – EUA e 1822 – Brasil), aboliram a escravidão em períodos também muito próximos (1865 – EUA e 1888 – Brasil) e ambas as nações escolheram por progredir no vasto campo da democracia.

Em vários momentos históricos, os comportamentos das populações desses países gigantes procederam de modo totalmente diferente em situações semelhantes, a começar pela independência, pois, enquanto que, no Brasil, ocorreu uma relativa aceitação por parte dos ex-colonizadores, a coroa portuguesa, onde ocorreram combates esparsos em algumas regiões, nos Estados Unidos a libertação foi obtida com muito derramamento de sangue pois os colonizadores ingleses não aceitavam perder pacificamente o domínio de um território tão promissor.

Também na questão da abolição da escravatura, no Brasil, mesmo com a reação inicial dos escravagistas, houve uma aceitação e acomodação da situação, inserindo, aos poucos, mas de forma definitiva, os afrodescendentes na sociedade livre, porém na América do Norte a coisa foi bem diferente, com os “proprietários” de escravos, particularmente no sul, não aceitando perder sua mão de obra

Fato este que, pouco tempo depois, desencadeou na longa e sangrenta guerra civil, do sul contra o norte, restando até os dias atuais, particularmente nos estados do sul, resquícios de preconceitos e discriminação da população negra, mesmo que sejam 10% cidadãos americanos, sendo estes episódios belicosos o fator principal de desenvolver nos americanos (do Norte), uma característica guerreira e, até certo ponto, agressiva, o que não vemos na grande maioria da população brasileira, de característica predominantemente pacífica.

Relação de amizade

Ao longo dos anos o Brasil sempre procurou manter uma relação de amizade com os Estados Unidos da América, nos campos comercial, militar, cultural, dentre outros, se autodenominando como “povos irmãos”, que, em algumas vezes seriam Rômulo e Remo e em outras, Caim e Abel.

Embora sejam países contemporâneos, desde a criação até a independência, o desenvolvimento de ambos foi bem diferentes, enquanto os Estados Unidos se tornaram uma rica nação industrial, o Brasil se manteve com uma nação agrícola, e essa diferença foi fator decisivo para que os americanos, em algumas oportunidades, tomassem atitudes de coação ou ameaça, mesmo contra seus “irmãos” do Sul.

Período entre guerras

No período entre guerras, décadas de 20 e 30, ventos sinistros chegavam na Europa, fruto de questões mal resolvidas, ódio entre nações e necessidades expansionistas, concomitantemente com o surgimento de lideranças incendiárias e totalitárias, o que causava grande instabilidade, não somente na velha Europa, mas também com reflexos nas frias estepes russas, no distante oriente e, pasmem, também nas américas. O Brasil, mundialmente, sempre procurou se apresentar como sendo uma nação pacifista e neutra, muito embora tivesse participado da primeira guerra mundial com o envio de pilotos e pessoal de saúde, atuando do lado de França e Inglaterra, mas agora era diferente, a nova onda vinha mais forte.

A riqueza existente no solo brasileiro, nação, na época, tipicamente extrativista, era cobiçada pelas nações ou lados que prenunciavam uma nova guerra, portanto mantinha acordos comerciais com os futuros atores beligerantes, países do eixo e países aliados, sobretudo Alemanha e Estados Unidos.

Devido o Brasil se localizar no continente americano, os EUA acreditavam ter a hegemonia, portanto, a prioridade nas parcerias e acordos, mas isso não era uma situação fácil de se resolver em uma simples conversa e os americanos, cientes dessa condição, entendiam que, em último recurso, poderiam se utilizar de pressão, coação e de até força militar para conseguir seu intento.

Menor distância entre América e África

A partir de 1939, com o início da guerra na Europa, a Inglaterra, principal aliado dos americanos dependia da sua antiga colônia para sobreviver, literalmente, pois, mesmo ainda não estando participando da guerra, os EUA fornecia, por meio de navios mercantes, todo tipo de insumos: combustível, armamento, munição, alimentos, equipamentos, etc., mas a atuação dos UBoats (submarinos) alemães, praticamente estavam inviabilizando a navegação pelo atlântico norte, restando a alternativa do Atlântico Sul.

E aí aparece o Brasil, com o seu saliente nordestino sendo, geograficamente, a menor distância entre a América e a África, portanto, um ponto de altíssimo valor estratégico para atacar ou defender eficazmente o continente, incluindo o arquipélago de Fernando de Noronha, com posição privilegiada, ideal para a implantação de base aérea e naval.

Então se iniciaram as pressões diplomáticas, de ambos os lados pois, naquele momento, o Brasil ainda era um país declaradamente neutro.

Pelo lado alemão, a pressão se deu muito mais pela consequente interrupção do movimentado comércio de insumos, maquinários e armamentos, visto que o Brasil estava adquirindo equipamentos militares, principalmente canhões Krupp, já pelo lado americano, a coisa foi um pouco mais complicada.

Mesmo antes de 1939, os EUA já previam um grande conflito internacional, temiam o avanço da Alemanha nazista no Atlântico, portanto, queriam impedir que potências do Eixo tivessem bases próximas às Américas, e tinham plena convicção de que, se uma potência europeia controlasse o Nordeste brasileiro, isso seria um pesadelo estratégico para eles, os americanos do Norte.

“América dos americanos”, tese dos EUA

Desde o século XIX, os EUA defendiam a ideia de que “A América deve ser dos americanos”, o que, na prática, significava: Evitar a presença militar europeia no continente e expandir sua própria influência política e militar, e o Brasil, especialmente o Nordeste, era a peça-chave dessa lógica. O Brasil era (e é) rico em recursos estratégicos, borracha, minérios e produtos agrícolas, insumos imprescindíveis durante uma guerra, portanto, garantir acesso preferencial a essas matérias-primas era essencial para a indústria de guerra americana.

Nos anos 1930, o governo Vargas mantinha boas relações comerciais com a Alemanha, tinha comunidades germânicas fortes no Sul e flertava com modelos autoritários europeus, tendo essas condições alertado Washington, pois os EUA temiam que o Brasil pudesse se alinhar ao Eixo ou permitir presença alemã em seu território.

Para evitar isso, os EUA investiram pesado no Brasil: ajudaram a criar a Companhia Siderúrgica Nacional, construíram e usaram bases e instalações militares de apoio no Nordeste (Recife, Natal, Fortaleza, Salvador, Fernando de Noronha), e em troca, o Brasil alinhou-se aos aliados, entrando oficialmente na guerra em 1942.

Nada de tranquilo e amigável

Mas o alinhamento do Brasil com os aliados, particularmente com os americanos não se deu de forma tranquila e amigável, muito pelo contrário. Antes mesmo de entrar diretamente na guerra, em maio de 1941 o governo dos EUA já estavam articulados com a Inglaterra a criação da “Ponte do Atlântico Sul”.

Tratava-se de um projeto de rota de abastecimento, que previa a partida mensal de até duzentos bombardeiros americanos, em direção ao continente africano partindo do território brasileiro, mais precisamente do cotovelo do Nordeste, mas sem, até aquele momento, ter sido autorizado pelo governo do Brasil, que insistia na sua posição de neutralidade propagada desde 1939, porém, caso permitisse o uso do seu território para tal ponte aérea, essa neutralidade viraria fumaça, colocando o país dentro de um conflito que não era seu.

Mas os “irmãos americanos do Norte” não estavam dispostos em abrir mão de tão cobiçada posição estratégica, o Saliente Nordestino, e passou a adotar artimanhas diversas para vencer (e conquistar).

Propostas diversas

Chegaram a propor participar com tropas de manobras militares conjuntas com o Exército Brasileiro, com a inserção de quase dez mil soldados armados nas principais capitais do nordeste, o que foi de pronto negado pelo Estado–Maior do Exército; também se cogitou o envio de “observadores militares”, opção que também não foi autorizada, sendo essas tentativas negadas, fator que contribuiu para o estremecimento das relações entra o Brasil e os aliados, EUA e Inglaterra, culminando com o apresamento, por parte de patrulhas navais inglesas, de dois mercantes que traziam para portos brasileiros, armamentos, equipamentos e munição que havia sido comprado de indústrias alemãs.

Ainda antes do início da guerra, um dos incidentes ocorreu entre os dias 18 e 19 de dezembro, quando chegaram nos campos de pouso de Recife, Natal e Belém, aeronaves americanas conduzindo cerca de cinquenta “técnicos” para cada capital, com o intuito de ajudar nas obras de ampliação das pistas de pouso, mas que na verdade se tratavam de fuzileiros navais, os conhecidos “Mariners”, armados, com a missão sorrateira de assumir de forma definitiva, o controle daquelas instalações, mas foram impedidos de desembarcarem das aeronaves e, após demoradas e tensas negociações, quando foram liberados para desembarcarem, o fizeram totalmente desarmados.

Rubber-Plan

Mas os nossos “irmãos” do Norte não desistiram de suas intenções, sendo então criado o “Rubber Plan” (até a década de 60 esse plano era secreto), que nada mais era do que um plano militar de invasão, conquista e ocupação do Norte e Nordeste brasileiro, incluindo a ilha de Fernando de Noronha. O plano era tão minucioso que previa a quantidade de baixas americanas, o tempo exato para o êxito, informava a quantidade e distribuição dos efetivos brasileiros na região, suas condições de preparo, motivação e até a quantidade de fuzis disponíveis, demonstrando a alta capacidade de espionagem. Os “irmãos” do Norte já haviam decidido: estariam no Brasil ativando a “Ponte do Atlântico Sul”, por bem ou por mal (bem atual esse tipo de posicionamento...).

Mas os ventos da guerra começaram a soprar em direção ao Brasil, com a profusão de torpedeamentos de nossos navios mercantes, ocasionando perdas de vidas e prejuízos financeiros, tendo seu ápice em agosto de 1942, quando vários navios foram afundados no litoral de Bahia pelo UBoat alemão U-507, ocasionando centenas de mortes, fato este que fez com que o Brasil declarasse guerra contra o Eixo.

Com essa decisão, as “portas do país” finalmente se abriram para os americanos, que se instalaram de vez em nosso território, construíram instalações militares, armaram e equiparam nossas tropas e entraram de vez no nosso cotidiano.

Em Recife e Natal se estabeleceram de modo mais volumoso, com Natal sediando a base aérea Parnamirim field, a segunda maior base aérea da USAAF fora do território americano, além de uma base naval de apoio e em Recife, que foi a sede da IV US Navy Fleet, foi implantada a base naval Camp Ingram, a base aérea Ibura Field, além de muitas instalações de apoio como ao Pina Radio Station, USN Hospital, depósitos de munição e parque de manutenção, além das estruturas de lazer como os USOs, que geravam muitas discordâncias entre a população masculina devido serem clubes onde somente podiam ser frequentados pelos americanos, mas que permitia o acesso por parte das mulheres brasileiras, sobretudo as mais jovens.

Noronha,Salvador, Fortaleza e Belém

No arquipélago de Fernando de Noronha, devido sua posição estratégica, se prestando como o primeiro ponto de detecção e combate contra possíveis ataques inimigos, foi instalada uma base militar com pista de pouso que operava aeronaves de patrulha e também os dirigíveis de observação, conhecidos como Blimps. Durante o período da guerra, o Exército Brasileiro manteve na ilha uma guarnição reforçada, destinada, além de proteger a ilha contra um possível desembarque inimigo, também com baterias de defesa antiaérea. Na ilha principal, foram implantadas instalações de apoio, prédios, alojamentos, geradores de energia e uma estação para tratamento de água (dessalinização), imprescindíveis para o funcionamento da base, mas que também serviam os ilhéus.

Além desses locais principais, os americanos mantiveram em operação instalações militares em Salvador, Fortaleza e Belém, montando um cinturão de defesa (ou de ocupação?) territorial, que permaneceram em atividade até meados de 1945, com algumas exceções, por exemplo a Pina Rádio Station, em Recife, que permaneceu operada pelos militares americanos até 1948, quando foi entregue, em pleno funcionamento, para a Marinha do Brasil.

Quando Getúlio Vargas reassume o governo após as eleições já encontrou um país bem diferente daquele no qual esteve no poder na década anterior, o Brasil voltara a manter boas relações com os EUA que, por sua vez, demonstravam “boa vontade” em oferecer vantagens por meio de acordos, com o intuito de ajudar no nosso desenvolvimento. Em 1952 os governos, brasileiro e norte-americano, assinaram um acordo que permitia a eles, de forma controlada, o uso do nosso território para fins bélicos, tendo esse acordo sido criticado, sendo o governo Vargas chamado de “entreguista”.

Nova dinâmica

Após a morte de Getúlio Vargas, a relação entre os dois países ganhou uma nova dinâmica, com a efetiva participação da Escola Superior de Guerra propagando em seus estudos a noção de defesa e segurança nacional em uma época fértil de conspirações, com a política em verdadeira ebulição.

Em 1956, com a posse do novo Presidente, Juscelino Kubitschek, se reiniciou a barganha com os EUA, principalmente por meio da recém-criada OPA, Operação Pan-Americana, que visava estreitar ainda mais os laços em uma quase subserviência, ao mesmo tempo em que o mundo assistia temeroso o crescimento da guerra fria, o que nos fazia rememorar o período da Segunda Guerra Mundial, conflito onde o Brasil fora levado a participar, em nome da união dos povos americanos.

Com a Permissão do governo JK, os “irmãos” americanos voltariam a ocupar território brasileiro, dessa vez com bem menos pressão (na verdade, a pressão nunca deixou de existir), o arquipélago de Fernando de Noronha, com a instalação, em 1957, de uma base de observação de mísseis teleguiados, que fazia parte de um cinturão de defesa nas Américas, mais precisamente América do Norte. A instalação dessa base de observação era, de certa forma, um reconhecimento, pelos próprios americanos da importância estratégica do Nordeste Brasileiro.

A construção da base americana demandou muito movimento de embarcações e aeronaves para o arquipélago, devido os equipamentos e maquinário de ponta que ali seriam instalados, tendo a sua conclusão e início de funcionamento ocorrido em tempo record, se comparado com as construções brasileiras, criando, após seu término, uma área territorial dos EUA dentro do solo brasileiro, pois seu acesso era totalmente vedado aos ilhéus, inclusive pelas vias de circulação, estradas pré-existentes no local.

Litígios dissipados e abafados

Esse fato chegou a gerar casos de litígio, rapidamente dissipados e abafados. O funcionamento da base americana durou até 1965, quando a mesma foi desativada.

A relação histórica entre o Brasil e os Estados Unidos da América, ao longo dos tempos. Os EUA diziam “América para os americanos”, mas queriam afetar a influência europeia e ao mesmo tempo aumentar a própria influência, e o Brasil via isso com muita cautela, porque, o que parecia proteção se mostrava também controle político.

Durante a Segunda Guerra Mundial os EUA temiam que o Brasil virasse nazista e durante a Guerra Fria, que se tornasse comunista, ou seja, precisavam impor controle para não perderem a hegemonia, tendo essa relação conflituosa perdurado até as décadas de 70, quando impuseram embargo ao programa nuclear brasileiro, o que indica e confirma a característica dominadora dos Estados Unidos da América.

*Dennis Mocock é historiador e militar. Usou para a elaboração deste artigo, várias referências bibliográficas e fontes de consulta.

NR - Os intertítulos foram inseridos ao texto à revelia do autor para se adequarem ao padrão gráfico de O Poder, sem comprometimento do conteúdo do material.

NR- Os artigos assinados expressam a opinião dos seus autores e não refletem necessariamente a linha editorial de O Poder




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Recife vive clima de pré-carnaval com programação de troças, afoxés, maracatus, passistas e blocos diversos

31/01/2026

O Brasil inteiro está em ritmo de pré-carnaval e a despedida do mês de janeiro tem uma programação repleta de prévias gratuitas no centro do Recife. Conforme informações dos órgãos oficiais de Recife e Pernambuco (prefeitura e governo estadual), estão programados somente neste fim de semana, cerca de dez eventos gratuitos. Os cortejos, que têm concentração no Cais da Alfândega, foram iniciados nesta sexta-feira (30/01) e seguem neste sábado (31/01) e domingo (1º), reunindo mais de 20 agremiações de maracatus de baque virado e baque solto, afoxés, bois, ursos, caboclinhos, blocos líricos, clubes de frevo, orquestras, passistas e grupos de dança.

No fim de semana, o Circuito Leda Alves terá como destaques os cortejos da Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos e das Sambadeiras, que desfilarão, respectivamente, neste sábado (31/01) e domingo (1º/02).

Encontro de grupos de frevo canção

Também neste sábado e domingo, a Rua da Auror...

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O Brasil inteiro está em ritmo de pré-carnaval e a despedida do mês de janeiro tem uma programação repleta de prévias gratuitas no centro do Recife. Conforme informações dos órgãos oficiais de Recife e Pernambuco (prefeitura e governo estadual), estão programados somente neste fim de semana, cerca de dez eventos gratuitos. Os cortejos, que têm concentração no Cais da Alfândega, foram iniciados nesta sexta-feira (30/01) e seguem neste sábado (31/01) e domingo (1º), reunindo mais de 20 agremiações de maracatus de baque virado e baque solto, afoxés, bois, ursos, caboclinhos, blocos líricos, clubes de frevo, orquestras, passistas e grupos de dança.

No fim de semana, o Circuito Leda Alves terá como destaques os cortejos da Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos e das Sambadeiras, que desfilarão, respectivamente, neste sábado (31/01) e domingo (1º/02).

Encontro de grupos de frevo canção

Também neste sábado e domingo, a Rua da Aurora, na área central da cidade, é palco do encontro de frevo canção, com a 27ª edição do Aurora dos Carnavais. A concentração será próxima ao monumento Tortura Nunca Mais. Ao todo, 28 blocos líricos fazem parte do encontro que há quase três décadas é tradição do Carnaval do Recife. Este ano, o flabelo do Aurora será carregado pela flabelista do Bloco Lírico Compositores e Foliões, neste sábado (31), e pela flabelista do Bloco Lírico Folguedos de Surubim, no domingo (1º).

Durante o percurso, os flabelistas encontrarão com os foliões ao som da Orquestra Aurora dos Carnavais, que é composta por instrumentos como Banjo, bandolim, flauta, violão, cavaquinho, pandeiro e clarinete.



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Ensaio Ubuntu - Encontro de Afoxés

Neste domingo, o Pátio de São Pedro recebe o Ensaio Ubuntu - Encontro de Afoxés. A prévia carnavalesca reúne música, dança, núcleos e o axé das tradições afro-brasileiras para reviver a alegria dos terreiros nas ruas. A programação do Ensaio reúne mais de 30 afoxés pernambucanos em quatro momentos diferentes (Ensaio Ubuntu, Cerimônia Ubuntu e dois Encontros de Afoxés), ocupando o Pátio de São Pedro, o Boulevard da Avenida Rio Branco e o Pátio do Terço, durante as prévias e o Carnaval do Recife, promovidos pela Prefeitura do Recife.

O Ensaio Ubuntu integra a preparação para a Cerimônia Ubuntu – Deixando Legados e Pensando no Futuro, realizada no Boulevard da Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife.

Lavagem simbólica

Este ano, a cerimônia acontecerá na quarta-feira (11/02) e contará com a participação especial de Dona Carmen Virgínia, fundadora do Ubuntu e homenageada do Carnaval do Recife 2026, além de Marcos Silva, Zezé Motta e Altay Veloso. O ritual é marcado por uma lavagem simbólica realizada por diversos afoxés, com o propósito de pedir proteção, paz e evocar vitórias para o período carnavalesco.Os Encontros de Afoxés acontecem em dois domingos distintos e são momentos dedicados à apresentação pública das tradições dos povos de terreiro, por meio da dança, do canto e dos ritmos ancestrais.

O primeiro encontro será realizado no próximo domingo (08/02), a partir das 16h, no Pátio de São Pedro, reunindo 16 afoxés. O segundo acontece durante o Carnaval, no domingo (15/02), também a partir das 16h, no Pátio do Terço, com a participação de 17 grupos tradicionais.

— Com informações da Prefeitura do Recife e do Governo de Pernambuco



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Presidente interina da Venezuela afirma que serão libertados todos os presos políticos do país

31/01/2026

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou uma anistia geral no país, poucos dias antes de se completar um mês desde que ela assumiu o poder, após a derrubada do então presidente, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos Estados Unidos. "Decidimos colocar em marcha uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até o presente", informou Rodríguez durante discurso no Supremo Tribunal.

A presidente também comunicou o fechamento da prisão Helicoide, localizada em Caracas (capital venezuelana) e alvo de denúncias, por parte de ativistas, de funcionar como um centro de tortura dos opositores do chavismo.

Pedidos de familiares dos presos

Segundo ela, o local será transformado em um centro social, esportivo, cultural e comercial para a família policial e para as comunidades vizinhas. Nas últimas semanas, familiares de presos nesse presídio realizaram vigílias e acamparam durante a noite...

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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou uma anistia geral no país, poucos dias antes de se completar um mês desde que ela assumiu o poder, após a derrubada do então presidente, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos Estados Unidos. "Decidimos colocar em marcha uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até o presente", informou Rodríguez durante discurso no Supremo Tribunal.

A presidente também comunicou o fechamento da prisão Helicoide, localizada em Caracas (capital venezuelana) e alvo de denúncias, por parte de ativistas, de funcionar como um centro de tortura dos opositores do chavismo.

Pedidos de familiares dos presos

Segundo ela, o local será transformado em um centro social, esportivo, cultural e comercial para a família policial e para as comunidades vizinhas. Nas últimas semanas, familiares de presos nesse presídio realizaram vigílias e acamparam durante a noite em frente ao prédio, exigindo a libertação de seus parentes.Famílias e defensores dos direitos humanos há muito tempo exigem a anulação das acusações e condenações contra detentos considerados presos políticos.

Contradições de números

O grupo de direitos humanos Foro Penal afirma ter verificado 303 libertações de presos políticos desde que o governo anunciou uma nova série de solturas em 8 de janeiro.

Autoridades governamentais – que negam manter presos políticos e afirmam que os encarcerados cometeram crimes – divulgaram um número muito maior de libertações, superior a 600, mas não foram claras quanto ao cronograma.

Famílias de presos dizem que as libertações têm ocorrido muito lentamente, e o Foro Penal afirma que 711 presos políticos permanecem encarcerados.

Toda a sociedade civil

"Uma anistia geral é bem-vinda, desde que seus termos e condições incluam toda a sociedade civil, sem discriminação, que não se torne um pretexto para a impunidade e que contribua para o desmantelamento do aparato repressivo da perseguição política", disse Alfredo Romero, diretor do Foro Penal.

Entre os defensores de longa data das libertações e da anistia está a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz e líder da oposição, Maria Corina Machado, que tem vários aliados próximos presos.

— Com Agências Internacionais de Notícias




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