Leitura de Domingo — A prosperidade mora ao lado, por Marcelo S. Tognozzi*
14/09/2024
A Marcha Verde
Em novembro de 1975, quando o ditador espanhol Francisco Franco dava seu último suspiro, o rei Hassan 2º do Marrocos tomava fôlego para liderar a Marcha Verde, movimento que reuniu 350 mil marroquinos rumo ao Saara Ocidental. Ao liderar a marcha, Hassan II realizou o sonho do seu pai, o rei Mohamed 5º, de unificar o Marrocos. Mohamed negociou a independência em 1956, conseguiu que os franceses deixassem o território, mas não...
A Marcha Verde
Em novembro de 1975, quando o ditador espanhol Francisco Franco dava seu último suspiro, o rei Hassan 2º do Marrocos tomava fôlego para liderar a Marcha Verde, movimento que reuniu 350 mil marroquinos rumo ao Saara Ocidental. Ao liderar a marcha, Hassan II realizou o sonho do seu pai, o rei Mohamed 5º, de unificar o Marrocos. Mohamed negociou a independência em 1956, conseguiu que os franceses deixassem o território, mas não obteve êxito em relação às terras colonizadas pelos espanhóis.
Vila Cisneros
Ali, onde o mar abraça o deserto, os espanhóis fundaram em 1884 a Vila Cisneros, homenagem ao cardeal comandante dos exércitos dos reis católicos na retomada da Andaluzia, antes ocupada pelos árabes, boa parte deles de origem marroquina. Basta uma simples consulta ao Google e as fotos da Marcha Verde dão uma noção do tamanho deste movimento pacífico.
Transformações
Passados 49 anos, o governo marroquino operou profundas transformações na região, que segue sendo alvo de disputas. O Saara Ocidental é reivindicado por um movimento guerrilheiro chamado Frente Popular de Libertação de Saguia El Hamra e Rio do Ouro ou simplesmente Frente Polisario. A frente foi criada em 1973 por El-Ouali Mustafa Sayed.
Militância
Nascido no deserto de família nômade, seu pai era pastor de cabras e ele foi para a escola aos 13 anos, graças a uma bolsa do governo marroquino. Chegou à universidade, formou em Direito e decidiu pegar em armas para criar um governo autônomo na região. Morreu aos 27 anos durante uma batalha contra tropas da Mauritânia depois de uma tentativa frustrada de explodir o sistema de abastecimento de água da capital Nouakchott. Até hoje ninguém sabe onde seu corpo está enterrado e Sayed virou uma espécie de Che Guevara do Saara.
Trajetória da Polisário
A Polisario segue com mais de 50 anos de vida, apoiada pelo governo da Argélia, país aliado do Irã simpático ao Hamas e Hesbolah, ambos em guerra contra Israel. Uma comunidade com cerca de 150 mil sarauís vive na Argelia em acampamentos em Tindouf e hoje, de acordo com a ONU, suas condições são precárias e sofrem com a falta de alimentos. Relatório da Human Rights Watch (2014) mencionou situações de escravidão entre os sarauís e pediu proviências. A Polisario tem protagonizado conflitos sangrentos com o Marrocos, como o que aconteceu em novembro do ano passado, matando civis e gerando protestos.
Guerra da comunicação
Existe o braço armado do movimento, a Polisario, e a República Árabe Saurauí Democrática (RASD), o braço diplomático. É fato que a Polisario, liderada por Brahim Ghali, tem levado a melhor até aqui na guerra da comunicação, disseminando uma narrativa muito semelhante àquela do Hamas contra Israel. Uma narrativa que, como todas focadas na desconstrução do adversário, acaba atropelando a verdade dos fatos. Numa época em que as pessoas são seduzidas pela instantaneidade das redes sociais, o efeito é imediato, mas nem sempre duradouro.
Registro histórico
No livro “O Saara Marroquino’ do jurista francês Hubert Seillan, há um bom registro histórico sobre esta disputa. Sellan mostra com fatos e argumentos jurídicos que a Polisario construiu uma narrativa, conseguiu o apoio de boa parte da esquerda mundial e carimbou a pecha de colonialista no Marrocos. O argumento não para de pé, já que o próprio Marrocos passou dezenas de anos sob domínio colonial francês e espanhol. Até hoje as cidades de Ceuta e Melilla, no Mediterrâneo, são posseções espanholas.
Contraste
Há um imenso contraste entre a população marroquina, de um lado da fronteira, e a sarauí, do lado Argelino. Na parte administrada pelo Reino do Marrocos, a prosperidade é evidente. Na última terça-feira, uma mulher vestida à moda muçulmana caminhou até uma pilha de blocos de concreto. Com um celular nas mãos, conectada a uma rede social, conversando em árabe enquanto esperava o ônibus que a levaria até Dakhla. A figura da mulher sintetiza a combinação entre a tradição e a inovação. Do outro lado da fronteira, morando em barracas, os sarauís vivem como há 50 anos. Pouca coisa mudou.
Trabalhadoras
A mulher do celular trabalha no canteiro de obras do porto Dakhla Atlântico junto com outros 1.700 trabalhadores. Ali estão operários, engenheiros, arquitetos, médicos, profissionais de todo tipo dedicados a erguer uma obra de 1,2 bilhão de euros. São muitas as mulheres empregadas, inclusive engenheiras como Nisrine Iouzzi, diretora de Construção. Ali são produzidos os blocos de concreto e pilares usados na construção do porto. O Sol fornece 60% da energia consumida pela obra. O porto, na visão de Iouzzi, conectará o comercio mundial com a África Ocidental, o Oriente Médio, Europa, Américas e Ilhas Canárias. Ao todo são 1.650 hectares.
Posição chave
Em 2028, quando o porto estiver funcionando com seus terminais pesqueiro e de carga geral, serão movimentadas 35 milhões de toneladas anuais. As mercadorias transitarão por uma ponte de 7 quilômetros, que conectará os terminais de carga à rodovia. É uma posição geográfica chave tanto para os países mais ao sul quanto para as Ilhas Canárias. Não é por acaso que entre os grandes investidores do projeto estão os Emirados Árabes.
Infraestrutura
A aposta do Marrocos em infraestrutura tem gerado resultados positivos. O país vem rapidamente se transformando no maior polo portuário da África. Além do porto de Dakhla em construção, possui os portos de Casablanca e Tânger no Maditerrâneo. Ao lado de Tânger Med está prevista a construção de um novo porto, o Med 2. Os portos marroquinos têm grande potencial de competitividade, porque reduzem em muito o tempo de transporte de cargas. Do Brasil até Tânger, por exemplo, a viagem é encurtada em 6 dias em relação a Roterdã na Holanda.
Em desenvolvimento
Marrocos é um país em desenvolvimento, tem 38 milhões de habitantes, renda per capita de US$ 8,8 mil anuais e PIB de US$ 337,48 bilhões em 2023. O governo investe em educação e inovação, fazendo com que todos os projetos de infraestrutura sejam complementados com escolas de formação de mão-de-obra. O resultado é um grande canteiro de obras. Há previsão de ampliar a linha do trem bala, que hoje liga Casablanca a Tânger, indo até Marraquexe e Agadir. A ideia é concluir estes trechos até a Copa de 2030, que terá como sede Portugal, Espanha e Marrocos.
Espaços
Claro que ainda há muito o que fazer, especialmente em relação à melhoria da qualidade de vida e erradicação da pobreza, que é visível na periferia de Casablanca, uma cidade do tamanho do Rio de Janeiro com quase 5 milhões de habitantes, e também no interior. Ainda há um percentual de cerca de 20 a 25% de analfabetos. Mas as mulheres estão conquistando espaços importantes. Elas ocupam 5 ministérios, entre eles o da Economia e Finanças dirigido por Nadia Fettah. Na fábrica da Renault em Casablanca, 12% dos empregados são mulheres.
Oportunidade
Latifa Rabi é formada em biotecnologia e chefia a seção de pintura da fábrica. Simpática, ela segue a tradição muçulmana de usar o hijab e explica como é feita cada fase da pintura dos modelos Logan, Sandero e Express produzidos naquele chão de fábrica. Muito jovem, Latifa ainda não casou. Diz que preferiu focar no trabalho, agarrar a oportunidade de ser a primeira mulher a chefiar uma seção da linha de montagem da indústria que produziu 382 mil carros em 2023, 90% deles exportados para 68 países, movimentando 5,7 bilhões de euros ou 3% do PIB marroquino.
Teimosia
No deserto do Saara, na parte mais próxima do mar, a pouca umidade faz nascer um pequenino arbusto muito resistente chamado larad, cujas raizes se agarram na terra com uma força impressionante. Quem vê a transformação do deserto em civilização, inevitavelmente acaba comparando a teimosia do larad, resistente a tudo e todos, com a obsessão pela prosperidade daqueles que marcharam para Dakhla. Nós, brasileiros, conhecemos muito bem esta energia. É a mesma que Juscelino Kubitschek moveu rumo ao Centro-Oeste para construir Brasília.
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista, consultor e profissional de Relações Inter-Governamentais - RIG
NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos pela edição de O Poder
Leia outras informações
Gilmar Mendes e Luiz Fux discutem sobre afastamento de diretor da PF: 'Vexame' e 'PF paralela'
15/09/2026
Criticou
Gilmar criticou o fato de ter pedido vista do processo às 10h01 do dia em que a sessão virtual foi aberta e que, em menos de cinco minutos depois, os ministros Fux e Kassio Nunes Marques já haviam postos seus votos a favor do afastamento. O ministro frisou que havia um documento.
Declarou
Em meio à sessão extraordinária desta terça-feira, 15, o decano do STF declarou que houve 'evidente condução político-eleitoral' de André Mendonça ao determinar a investigação de Alexandre de Moraes, e associou a ação ao feriado da Independência, em 7 de setembro. Mendonça rebateu, exigindo que Gilmar Mendes não lhe apontasse o dedo e dizendo que 'não é qualquer um', cobrando r...
Os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, ambos da Segunda Turma do STF, discutiram calorosamente ao defenderem seus pontos de vista sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a pedido do ministro André Mendonça.
Criticou
Gilmar criticou o fato de ter pedido vista do processo às 10h01 do dia em que a sessão virtual foi aberta e que, em menos de cinco minutos depois, os ministros Fux e Kassio Nunes Marques já haviam postos seus votos a favor do afastamento. O ministro frisou que havia um documento.
Declarou
Em meio à sessão extraordinária desta terça-feira, 15, o decano do STF declarou que houve 'evidente condução político-eleitoral' de André Mendonça ao determinar a investigação de Alexandre de Moraes, e associou a ação ao feriado da Independência, em 7 de setembro. Mendonça rebateu, exigindo que Gilmar Mendes não lhe apontasse o dedo e dizendo que 'não é qualquer um', cobrando respeito.
Moraes diz ter provas de pressão por delação; Mendonça rebate
15/09/2026
Alexandre de Moraes: "Não há como julgar hoje, sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal?
Abertura
Fachin abre sessão lembrando que momento é histórico no STF e pede aos ministros ‘serenidade e responsabilidade institucional’
Em meio a um clima de seriedade e expectativa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu a sessão da Corte desta terça-feira (15/09) passando vários recados para os integrantes do colegiado pedindo a todos “serenidade e responsabilidade institucional”.
Fachin lembrou que os ministros têm diante de si “o...
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou hoje, terça-feira (15/09) ter provas e testemunhas de que o ministro André Mendonça tentou influenciar colaborações premiadas para incluir o nome de Moraes entre os delatados. Em resposta, Mendonça disse se tratar de uma "mentira".
Alexandre de Moraes: "Não há como julgar hoje, sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal?
Abertura
Fachin abre sessão lembrando que momento é histórico no STF e pede aos ministros ‘serenidade e responsabilidade institucional’
Em meio a um clima de seriedade e expectativa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu a sessão da Corte desta terça-feira (15/09) passando vários recados para os integrantes do colegiado pedindo a todos “serenidade e responsabilidade institucional”.
Fachin lembrou que os ministros têm diante de si “o dever de conduzir este Tribunal por um período difícil de sua história, preservando aquilo que lhe é essencial: sua independência, sua colegialidade, sua autoridade e sua fidelidade à Constituição”. E, dentro desse espírito, pediu que não se julguem pessoas, mas fatos e questões jurídicas, não se antecipe o mérito antes de resolvida a validade processual.
“A divergência é legítima; o confronto pessoal não. E precisamos lembrar que a decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente”, destacou o magistrado.
Lembrança à trajetória dos ministros
Fachin também ressaltou que apesar destas serem premissas simples, em momentos de tensão institucional, é necessário serem lembradas para que orientem a atuação do Tribunal. O presidente do STF aproveitou para elogiar e citar a trajetória de cada um dos ministros e os magistrados a quem eles substituíram na Corte.
Acentuou também que todos são seres humanos. “Podemos errar. Podemos divergir. Podemos mudar de entendimento.
Podemos ter percepções distintas sobre os mesmos fatos e sobre o Direito”, afirmou.
“O momento exige de nós aquilo que se espera de quem exerce a jurisdição constitucional: sensatez, decoro e serenidade. A divergência faz parte da jurisdição. O que não pode fazer parte dela é a perda da medida institucional”, acrescentou.
Lugar de me memória
O presidente do STF fez questão de destacar que o plenário do STF deve ser também um lugar de memória, pelo fato de nas cadeiras ocupadas pelo atual colegiado terem passado ministros que conheceram a violência do arbítrio e conseguiram superar muitos percalços.
“Por estas cadeiras passaram ministros que conheceram a violência do arbítrio, durante alguns períodos da história do país. Recebemos um Tribunal que atravessou crises, autoritarismos, ameaças e incompreensões. Em determinados momentos, esta instituição pagou um preço por permanecer fiel à sua missão constitucional”, enfatizou.
Por fim, Fachin disse que o colegiado do STF “não tem o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebeu. E isso não significa ausência de divergência”.
“Ao contrário. O Supremo existe para que posições jurídicas diferentes possam ser apresentadas, debatidas e submetidas ao julgamento do colegiado. Há respeito institucional mesmo quando há discordância. Há consideração pelo colega mesmo quando não há convergência. Há limites que não decorrem da amizade ou da afinidade pessoal, mas da própria função que exercemos.
“História olhará para este momento”
E concluiu destacando que, por esses motivos, a presidência da Corte não pode escolher o caminho mais fácil, uma vez que tem a missão de assegurar o funcionamento da Corte e fazer com que o Supremo permaneça sendo um tribunal.
“A História olhará para este momento. Hoje, não prestamos contas apenas aos nossos contemporâneos, prestamos contas àqueles que nos antecederam e às gerações que nos sucederão.Esta instituição não nos pertence. Nós a recebemos do passado, temos o dever de preservá-la no presente e haveremos de entregá-la ao futuro. A instituição permanecerá se soubermos, nesse momento, estar à altura da responsabilidade que recebemos”, acentuou.
Hylda Cavalcanti
O Poder
Candidatos ao governo de Pernambuco gastam mais de R$ 12,7 milhões na campanha
15/09/2026
Os gastos
No período mencionado, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra declarou R$ 7,6 milhões em gastos de campanha. O ex-prefeito do Recife João Campos registrou gastos de R$ 4,5 milhões. As informações estão disponíveis na plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outros candidatos
Os gastos dos candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), Professora Camila (UP) e Renan Hallais (Missão) somam, juntos, cerca de R$ 600 mil. Victor Assis (PCO) não declarou nenh...
O custo da campanha eleitoral. Os sete candidatos ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026 gastaram mais de R$ 12,7 milhões desde o início da campanha, em 16 de agosto. Os dados fazem parte da primeira prestação de contas oficial enviada até o dia 13 de setembro à Justiça Eleitoral. Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) foram os que mais declararam gastos, concentrando 96% do total.
Os gastos
No período mencionado, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra declarou R$ 7,6 milhões em gastos de campanha. O ex-prefeito do Recife João Campos registrou gastos de R$ 4,5 milhões. As informações estão disponíveis na plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outros candidatos
Os gastos dos candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), Professora Camila (UP) e Renan Hallais (Missão) somam, juntos, cerca de R$ 600 mil. Victor Assis (PCO) não declarou nenhum gasto e nenhuma receita, como mostra a tabela a seguir.
Inapta
Professor Jeremias do Banco (Democrata) também não registrou nenhum gasto no período, mas não aparece na lista a seguir porque teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral e não concorre mais ao pleito deste ano. Como a defesa do candidato não se manifestou no prazo de cinco dias, foi declarado trânsito em julgado, e a candidatura dele passou a constar como inapta.
Maior parte
A maior parte dos gastos é relacionada à contratação de agências de publicidade e de produtoras de audiovisual, à produção de jingles e vinhetas, à impressão de materiais em gráficas e ao pagamento de serviços advocatícios.
As informações
As informações sobre receitas e despesas da campanha eleitoral são enviadas pelo Conta+JE, sistema da Justiça Eleitoral que centraliza a prestação de contas e é uma novidade do TSE no pleito deste ano.
O teto
A cada eleição, o TSE fixa um teto de gastos para cada cargo em disputa. Para os candidatos ao governo de Pernambuco, no pleito de 2026, o limite máximo de gastos definido é de R$ 11,5 milhões no primeiro turno e de mais R$ 5,7 milhões no caso de segundo turno. Ou seja, o político que participar dos dois turnos da eleição para o governo do estado pode gastar até R$ 17,3 milhões.
Entrevistas, reuniões, comícios e panfletagens movimentam agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira
15/09/2026
Confira:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Brasília (DF)
11h: Sanção do PL nº 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata)
Local: Palácio do Planalto
Flávio Bolsonaro (PL)
Fortaleza (CE)
19h: Bloco do 22 com candidatos da região
Local: Praça da Caixa Econômica (cruzamento da Avenida A com a Avenida H), bairro Conjunto Ceará)
Romeu Zema (Novo)
Brasília (DF)
8h30: Manifestação para pressionar julgamento de Alexandre de Moraes
Local: Alameda dos Estados, em f...
A busca pelo voto a menos de 20 dias para as eleições. Os candidatos à Presidência da República têm compromissos eleitorais previstos para hoje, terça-feira (15/09). As atividades ocorrem em diferentes pontos do país e incluem entrevistas, reuniões políticas, encontros com apoiadores e participação em eventos.
Confira:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Brasília (DF)
11h: Sanção do PL nº 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata)
Local: Palácio do Planalto
Flávio Bolsonaro (PL)
Fortaleza (CE)
19h: Bloco do 22 com candidatos da região
Local: Praça da Caixa Econômica (cruzamento da Avenida A com a Avenida H), bairro Conjunto Ceará)
Romeu Zema (Novo)
Brasília (DF)
8h30: Manifestação para pressionar julgamento de Alexandre de Moraes
Local: Alameda dos Estados, em frente ao Congresso Nacional
Renan Santos (Missão)
O candidato não divulgou agenda para esta terça-feira (15/9).
Ronaldo Caiado (PSD)
Goiânia (GO)
17h: Coletiva de Imprensa
Local: Av. Barão do Rio Branco esquina com a Av. São João, Jardim Nova Era abaixo do CAIS Nova Era – APARECIDA DE GOIÂNIA/GO
17h30: Grande Encontro do “Dia 15”
Local: Av. Barão do Rio Branco esquina com a Av. São João, Jardim Nova Era abaixo do CAIS Nova Era – APARECIDA DE GOIÂNIA/GO
Augusto Cury (Avante)
São Paulo (SP)
10h – 19h: Ação “Cury Fala, Brasil Escuta”
Local: Avenida Paulista – em frente ao MASP
Wilson Grassi (Democrata)
9h: Reunião com equipe de comunicação da campanha.
16h: Reunião com a equipe de marketing da campanha.
Hertz Dias (PSTU)
São Luís (MA)
10h: Visita à greve dos bancários da Caixa Econômica Federal
16h30: Reunião com apoiadores no Rio dos Cachorros, comunidade localizada na zona rural de São Luís
Edmilson Costa (PCB)
Não há previsão de agenda pública.
Samara Martins (UP)
Porto Alegre e Gravataí (RS)
10h – Café da manhã na Ocupação Sepé Tiaraju
Local: Av. Farrapos, 285
12h – Panfletagem no RU UFRGS Centro
Local: Av. João Pessoa, 60
14h – Participação no ato Justiça por Herick Vargas, em frente ao Ministério Público
Local: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80
17h – Comício no Centro de Gravataí
Rui Costa Pimenta (PCO)
Não há previsão de agenda pública.
Clariana Barão (DC)
Não há previsão de agenda pública.
O Poder
Vira vira na Pesqisa Real Time Big Data: João Campo, 44% X Raquel Teixeira Lyra 43
15/09/2026
A notícia
Uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, publicada hoje, 15/09, aponta uma mudança na dianteira da disputa pelo Governo de Pernambuco. No cenário estimulado, João Campos (PSB) aparece com 44% das intenções de voto, contra 43% da governadora Raquel Lyra (PSD). Apesar da vantagem numérica de um ponto percentual, os dois permanecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, os dois postulantes apareceram empatados, 43%.
Na sequência
Aparecem Renan Hallais (Missão), com 4%, e Ivan Moraes (PSOL), com 1%. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 4%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Já na pesquisa espontâ...
Fato novo no ar: João Campos numericamente na frente, embora persista o empate técnico. O resultado reafirma a recuperação de João Campos, que vinha crescendo em todas as pesquisas que merecem credibilidade.
A notícia
Uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, publicada hoje, 15/09, aponta uma mudança na dianteira da disputa pelo Governo de Pernambuco. No cenário estimulado, João Campos (PSB) aparece com 44% das intenções de voto, contra 43% da governadora Raquel Lyra (PSD). Apesar da vantagem numérica de um ponto percentual, os dois permanecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, os dois postulantes apareceram empatados, 43%.
Na sequência
Aparecem Renan Hallais (Missão), com 4%, e Ivan Moraes (PSOL), com 1%. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 4%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Já na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, João e Raquel aparecem empatados, com 25% cada.
Os recortes da pesquisa
Revelam uma vantagem expressiva de João entre os eleitores mais jovens. Na faixa de 16 a 34 anos, o candidato do PSB chega a 50%, contra 37% de Raquel, uma diferença de 13 pontos. Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, que representam 66% da amostra, João também lidera: 49% a 39%, vantagem de dez pontos.
Rejeição
Outro dado do levantamento é a rejeição. Raquel aparece como a candidata com maior índice no quesito: 40% afirmam que não votariam nela, enquanto João registra 38%.
Metodologia
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores de Pernambuco entre os dias 10 e 14 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob o número PE-07953/2026.
Cármen, Kassio e Toffoli serão "fiéis da balança" em sessão sobre Moraes
15/09/2026
Analisar
Hoje, terça-feira (15/09), o Supremo vai analisar um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A sessão
A sessão foi marcada após dias de tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações, até então sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A guerra de ofícios teve continuidade no fim de semana, quando o presidente do STF, Edson Fachin, tomou...
Julgamento histórico. Com a percepção de que se formaram duas alas opostas no STF (Supremo Tribunal Federal), os ministros Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli são vistos como determinantes para o desfecho de uma sessão histórica que expõe a divisão entre os integrantes da mais alta Corte do país
Analisar
Hoje, terça-feira (15/09), o Supremo vai analisar um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A sessão
A sessão foi marcada após dias de tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações, até então sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A guerra de ofícios teve continuidade no fim de semana, quando o presidente do STF, Edson Fachin, tomou para si a relatoria do caso envolvendo Moraes.
Expectativa
A expectativa é que os ministros decidam sobre uma possível abertura de investigação contra Moraes. Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de um processo contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.
Determinou
A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.
Avaliam
Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.
Tende
Segundo apuração de bastidores, Fachin também tende a propor que, caso o pedido de abertura de investigação seja aprovado, Moraes seja afastado da Corte enquanto durarem as investigações sobre as relações do ministro com Daniel Vorcaro.
A dúvida
A dúvida recai sobre os votos de Cármen Lúcia, Nunes Marques e Toffoli – este último pode se declarar suspeito e deixar de participar do julgamento, a exemplo do que fez em decisões envolvendo o caso Master.
O próximo
Já Nunes Marques, que é próximo de Mendonça e acompanhou o ministro na decisão que afastou o diretor-geral da PF, tem um perfil mais garantista, o que torna incerto seu posicionamento durante a sessão.
No último fim de semana, a ministra Cármen Lúcia se dedicou a conversar com assessores de seu gabinete para preparar o voto desta terça. A interlocutores, ela tem ressaltado seu histórico de independência e afirmado que não se submeterá a pressões dos colegas.
Com CNN
Sabatinas e encontros movimentam a agenda dos candidatos ao governo de Pernambuco nesta terça-feira
15/09/2026
encontros movimentam a agenda dos postulantes ao Palácio Campo das Princesas, hoje, terça-feira (15/09).
Confira:
João Campos
A agenda de João Campos começa às 13h30, com uma sabatina remota transmitida pela CNN. Na sequência, às 15h, o candidato realiza uma caminhada no estilo porta a porta na Comunidade do Bem. Mais tarde, às 18h, João Campos lidera uma mini carreata no município de Jaboatão dos Guararapes.
O encerramento dos compromissos do dia ocorre às 21h, em um encontro com representantes da Cultura no Comitê João Campos 40, localizado na Rua do Chacon, 365, no bairro do Poço da Panela.
Raquel Teixeira Lyra
A candidata inicia suas atividades do dia logo cedo,...
A menos de 20 dias para as eleições, os candidatos ao governo de Pernambuco intensificam as atividades de campanha em busca dos eleitores e, consequentemente dos votos. Sabatinas e
encontros movimentam a agenda dos postulantes ao Palácio Campo das Princesas, hoje, terça-feira (15/09).
Confira:
João Campos
A agenda de João Campos começa às 13h30, com uma sabatina remota transmitida pela CNN. Na sequência, às 15h, o candidato realiza uma caminhada no estilo porta a porta na Comunidade do Bem. Mais tarde, às 18h, João Campos lidera uma mini carreata no município de Jaboatão dos Guararapes.
O encerramento dos compromissos do dia ocorre às 21h, em um encontro com representantes da Cultura no Comitê João Campos 40, localizado na Rua do Chacon, 365, no bairro do Poço da Panela.
Raquel Teixeira Lyra
A candidata inicia suas atividades do dia logo cedo, às 7h30, participando de uma sabatina ao vivo na Rádio Nova Brasil. Em seguida, às 11h45, a candidata concede mais uma entrevista ao vivo, desta vez na sabatina da TV Globo. À noite, a partir das 19h, Raquel Lyra realiza um porta a porta no bairro do Ibura.
Ivan Morais
Ivan Moraes começa o dia às 10h, participando de uma sabatina promovida pela Associação Pernambucana de Cegos, no bairro do Cordeiro, Recife. Às 15h, o candidato marca presença em outra sabatina, realizada pela Fecomercio em parceria com a rádio CBN, no bairro de Santo Amaro, Recife. Por fim, às 19h30, Ivan Moraes participa do evento Política de Bar em Bar ao lado de Yasmim Alves, onde debate sobre futebol e opressões no Bar Super 08, localizado na Rua Mamede Simões, 144, Loja 11, também em Santo Amaro, Recife.
A agenda de ontem
Os candidatos ao governo de Pernambuco cumpriram agendas de campanha com entrevistas, sabatinas, carreatas e panfletagens ontem, segunda-feira (14/09).
Professor Jeremias
O professor e bancário Jeremias Cosmo, conhecido como Professor Jeremias do Banco (Democrata), teve sua candidatura ao governo de Pernambuco indeferida pela Justiça Eleitoral. O indeferimento foi confirmado nesta segunda após o fim do prazo para a defesa recorrer da decisão publicada na semana passada por irregularidades na composição do diretório estadual do partido.
Guilherme Fonseca (PSTU)
De acordo com a agenda do candidato, Guilherme Fonseca participou, na tarde desta segunda-feira, de uma assembleia dos trabalhadores dos Correios, no Recife. Em seguida, realizou uma panfletagem com funcionários da empresa pública na área central da capital.
Ivan Moraes (PSOL)
Segundo a agenda do partido, pela manhã e durante parte da tarde, Ivan Moraes gravou vídeos de campanha. Depois, gravou entrevista com a TV Globo, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. Em seguida, participou da sabatina promovida pelo podcast Recife Ordinário. Todos os compromissos de campanha ocorreram na capital.
João Campos (PSB)
Pela manhã, João Campos participou da sabatina promovida pela TV Globo, no Centro do Recife. Durante a entrevista, afirmou que pretende construir quatro novos hospitais em Pernambuco e executar 94 grandes obras para ampliar o abastecimento de água no estado.
Professora Camila (UP)
Pela manhã, a candidata concedeu entrevista à Rádio Lagoa Grande FM, no Sertão de Pernambuco. Segundo a agenda do partido, à tarde, participou de uma entrevista ao Podcast da Virada e, à noite, esteve em um diálogo com integrantes do terreiro da Mestra Cigana Salomé, no bairro de Bonsucesso, em Olinda.
Raquel Teixeira Lyra (PSD)
A candidata do PSD participou, à tarde, de uma sabatina promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio), em parceria com a CBN Recife, no bairro de Santo Amaro, área central da capital. Durante o encontro, prometeu ampliar o crédito e reduzir a burocracia para empresas no estado.
À noite, a candidata realizou uma panfletagem no Córrego do Jenipapo, na Zona Norte do Recife.
Renan Hallais (Missão)
Segundo a agenda do candidato, os compromissos começaram à tarde, com uma entrevista à TV Globo, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. À noite, Renan Hallais participou de um encontro com a militância do Missão, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.
O Poder
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta terça-feira Por Alek Maracajá
15/09/2026
A semana começa com duas temperaturas subindo ao mesmo tempo. Na eleição, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 36% e Augusto Cury com 7%. No STF, a discussão envolve julgamento, quórum, guerra de ofícios, dados do celular de Daniel Vorcaro e até a participação de Alexandre de Moraes e André Mendonça na sessão de terça-feira.
Brasília entrou naquela fase em que ninguém sabe se abre primeiro a pesquisa, o processo ou o grupo de WhatsApp dos ministros.
A eleição apertou nas urnas pesquisadas, enquanto o STF continua ampliando a própria crise nas redes.
Brasília, 15 de setembro de 2026
Vamos lá
Em 15 dias de análise sobre a crise do STF, a Ativaweb DataLab já coletou mais de 97 milhões de menções, ocorrências e interações digitais nas principais redes sociais. Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master formam o núcleo mais citado de uma crise que...
Brasília, 14 de setembro de 2026
A semana começa com duas temperaturas subindo ao mesmo tempo. Na eleição, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 36% e Augusto Cury com 7%. No STF, a discussão envolve julgamento, quórum, guerra de ofícios, dados do celular de Daniel Vorcaro e até a participação de Alexandre de Moraes e André Mendonça na sessão de terça-feira.
Brasília entrou naquela fase em que ninguém sabe se abre primeiro a pesquisa, o processo ou o grupo de WhatsApp dos ministros.
A eleição apertou nas urnas pesquisadas, enquanto o STF continua ampliando a própria crise nas redes.
Brasília, 15 de setembro de 2026
Vamos lá
Em 15 dias de análise sobre a crise do STF, a Ativaweb DataLab já coletou mais de 97 milhões de menções, ocorrências e interações digitais nas principais redes sociais. Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master formam o núcleo mais citado de uma crise que deixou de ser apenas reputacional: tornou-se institucional, política e, agora, definitivamente eleitoral.
Mas o algoritmo brasileiro também tem suas prioridades: no domingo e ontem, a roupa de Virginia Fonseca na Fórmula 1 conseguiu ser mais comentada do que o STF Moraes, Mendonça e Vorcaro dominaram Brasília mas, por algumas horas, perderam a pole position digital para o figurino da Virginia.
Enquanto isso, o STF realiza hoje uma das sessões mais delicadas de sua história e decide se abre investigação contra Alexandre de Moraes. No ambiente eleitoral, o novo estudo da Ativaweb DataLab mostra outra movimentação importante: Lula recuperou intensidade digital e a polarização com Flávio Bolsonaro começa a se consolidar também nas redes.
Em Brasília, o STF disputa o futuro institucional do país. Nas redes, disputa atenção até com a roupa da Virginia e nem sempre larga na frente.
Os 8 principais movimentos do dia
Lula recupera força digital e a polarização ganha forma
O novo Termômetro Eleitoral Ativaweb DataLab/Amado Mundo mostra Lula com o maior patrimônio digital entre os presidenciáveis: 15,07 milhões de seguidores, ganho de 38,9 mil em sete dias e crescimento de 38,24% na variação do engajamento. Flávio Bolsonaro alcançou 11,58 milhões, ganhou 56,1 mil seguidores, mas registrou retração de 7,35% na variação do engajamento.
O diagnóstico é importante: Flávio apresentou maior expansão numérica, enquanto Lula recuperou intensidade, reação e capacidade de mobilização. Na Quaest, Flávio aparece com 42% e Lula com 40% em eventual segundo turno — empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos. A disputa digital e a eleitoral começam a apontar para a mesma direção: uma polarização cada vez mais concentrada nos dois nomes.
Flávio acelerou no tamanho; Lula reagiu na intensidade. A eleição começa a descobrir seus dois polos.
O STF julga Moraes — e também julga a própria credibilidade
A sessão extraordinária começa às 10h e decidirá se será aberta investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens apontadas em relatório da Polícia Federal. O caso é inédito porque envolve suspeitas relacionadas a um integrante da própria Corte e abre dúvidas sobre quórum, impedimentos, preliminares e quem poderá efetivamente votar. O rito será aberto por Edson Fachin e poderá incluir manifestação da PGR antes dos votos??.
O processo tem um nome, mas o julgamento envolve a reputação de onze cadeiras.
Moraes e mendonça levam a queda de braço para o plenário
Alexandre de Moraes classificou a apuração como “inconstitucional e ilegal”, negou favorecimento a Vorcaro e atribuiu o movimento de André Mendonça a uma “vingança” e a interesses político-eleitorais. Também contestou a interpretação do material da PF e chamou de fantasiosos os diálogos atribuídos a ele.
Mendonça, por sua vez, afirma que solicitou diligências por cautela diante da rede de influência de Vorcaro. O que começou como divergência processual virou confronto público e, em Brasília, quando ministros passam a trocar adjetivos, os substantivos normalmente já não dão conta da crise.
A toga continua preta, mas o clima entre os ministros está em vermelho.
52 mensagens, duas versões e milhões de interpretações
O relatório da PF aponta 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes, sem indicar quais teriam sido as respostas do ministro. Moraes sustenta que parte do material teria sido interpretada de maneira equivocada — inclusive um bloco de notas do iPhone que teria sido tratado como mensagem de WhatsApp — e questiona a eventual participação de um “órgão estrangeiro” na produção das informações.
A discussão técnica será decisiva, mas o ambiente digital já simplificou o assunto: de um lado, “há mensagens”; do outro, “não há prova”. Entre a perícia e o compartilhamento existe uma distância enorme — e o algoritmo costuma percorrê-la em segundos.
No processo, cada detalhe precisa de prova. Nas redes, muitas vezes basta uma captura de tela.
Fachin assume o papel de árbitro da crise
Edson Fachin abrirá a sessão, apresentará o relatório e dará o primeiro voto. Depois, os ministros votarão conforme a ordem regimental, embora ainda existam dúvidas sobre a participação de Moraes, Mendonça e Toffoli. A sessão será transmitida ao vivo pela TV Justiça e poderá ter questões preliminares ou até pedido de vista. Nunca antes a Corte havia analisado um caso dessa natureza envolvendo um de seus próprios integrantes??.
Fachin entra como relator, presidente e bombeiro — só falta Brasília entregar a mangueira.
Cármen, Kassio e Toffoli viram os “fiéis da balança”
Nos bastidores, Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli são tratados como votos capazes de definir o resultado. Toffoli ainda enfrenta questionamentos sobre eventual impedimento, enquanto Cármen e Kassio deverão receber pressão política e digital durante toda a sessão. A composição efetiva do plenário poderá ser tão importante quanto o mérito analisado??.
Quando o placar está aberto, até o silêncio de um ministro começa a ser interpretado como voto.
Drones, grades e uma esplanada em modo de alerta
O entorno do Supremo amanheceu com segurança reforçada, bloqueios, cercas e monitoramento por drones. O aparato revela que o julgamento ultrapassou os limites institucionais: há expectativa de manifestações, vigílias e mobilização política. O esquema de segurança foi ampliado diante do risco de protestos durante a sessão??.
Quando o julgamento precisa de drone com câmera térmica, o termômetro político já passou do normal.
Crise do STF entra definitivamente na eleição
A campanha de Lula tenta separar o presidente da figura de Moraes e preservar uma posição institucional. Flávio Bolsonaro endurece o discurso contra o STF nas ruas, mas busca moderação ao falar com o mercado. Zema, pressionado nas pesquisas, tenta recuperar espaço na direita intensificando críticas a Moraes.
A crise oferece oportunidades distintas: Lula pode defender estabilidade e investigação sem blindagem; Flávio pode transformar o sentimento anti-STF em mobilização; e os demais candidatos tentam evitar que a polarização os transforme em figurantes.
O STF ainda não decidiu o processo, mas a eleição já começou a disputar politicamente o resultado.
Bastidores de Brasília
No Supremo, a preocupação central não é apenas quem vence a votação, mas como a Corte sairá do plenário. Um resultado apertado poderá aprofundar a divisão interna; um pedido de vista prolongará a crise; e qualquer fala mais dura produzirá novos cortes para as redes.
No Congresso, oposição, Centrão e setores governistas observam a possibilidade de rediscutir regras para investigações, impeachment de ministros e uma reforma do Judiciário. Cada grupo tem uma motivação diferente, mas todos perceberam que a crise abriu uma janela política.
Nas campanhas, Lula e Flávio já trabalham para enquadrar o julgamento dentro de suas próprias narrativas. Lula busca estabilidade institucional; Flávio, indignação e mobilização. O restante dos presidenciáveis tenta descobrir como entrar numa conversa que está ficando cada vez mais fechada entre dois polos.
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
O principal movimento do dia é a fusão entre crise institucional e disputa eleitoral. Moraes, Mendonça, Vorcaro e o Banco Master continuam concentrando atenção, mas Lula e Flávio passam a capturar eleitoralmente os efeitos dessa narrativa.
O estudo da Ativaweb revela uma mudança importante: Lula não apenas preserva o maior estoque de audiência, como voltou a acelerar no engajamento. Flávio continua crescendo mais em seguidores, porém com perda de intensidade na resposta da comunidade. Isso significa que a vantagem digital não está consolidada para nenhum dos dois.
Atenção digital, porém, não é intenção de voto. O que os dados mostram é capacidade de ocupar o debate, formar narrativa e mobilizar audiência. A conversão eleitoral dependerá de confiança, rejeição, território, campanha e capacidade de transformar exposição em apoio.
Tamanho explica o patrimônio acumulado; velocidade mostra para onde a atenção está indo.
Alerta Ativaweb
Tema com maior potencial de explosão: qualquer divergência pública entre Moraes e Mendonça durante a sessão.
Personagem que mais pode ganhar visibilidade: Edson Fachin, pelo voto inicial e pela condução do julgamento.
Risco digital: trechos isolados de votos ou documentos circularem sem contexto, transformando argumentos jurídicos complexos em slogans eleitorais.
Oportunidade
eleitoral: Lula consolidar a recuperação digital com uma mensagem de estabilidade; Flávio ampliar a mobilização anti-STF sem afastar o eleitor moderado.
Brasília vive hoje um daqueles dias que entram para a história antes mesmo de terminar. O STF decidirá se investiga Moraes, mas o resultado também poderá redefinir a relação entre a Corte, o Congresso, as ruas, as redes e a eleição presidencial.
No Brasil hiperconectado, os fatos importam. Mas a velocidade da narrativa costuma importar ainda mais.
Alek Maracajá é Ceo da Ativaweb DataLab. Cientista de dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB
Fachin será o primeiro a votar em sessão histórica do STF
15/09/2026
A discussão
A discussão ocorre em meio a questionamentos sobre a validade do relatório, a participação de ministros no julgamento e a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes.
Após a abertura da sessão, os ministros farão a leitura e a aprovação da ata do encontro anterior. Na sequência, Fachin apresentará o relatório do processo e delimitará o objeto do julgamento, ou seja, indicará quais questões deverão ser analisadas pelos ministros.
A Procuradoria-Geral
O STF (Supremo Tribunal Federal) realiza hoje terça-feira (15/09), a partir das 10h, a sessão que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente da Corte, Edson Fachin, que assumiu a relatoria do caso, será responsável por conduzir a sessão e delimitar quais questões serão analisadas pelo plenário.
A discussão
A discussão ocorre em meio a questionamentos sobre a validade do relatório, a participação de ministros no julgamento e a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes.
Após a abertura da sessão, os ministros farão a leitura e a aprovação da ata do encontro anterior. Na sequência, Fachin apresentará o relatório do processo e delimitará o objeto do julgamento, ou seja, indicará quais questões deverão ser analisadas pelos ministros.
A Procuradoria-Geral
Depois, a PGR (Procuradoria-Geral da República) poderá se manifestar. O órgão será representado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Também haverá espaço para eventuais sustentações orais.
O voto
Encerradas as manifestações, Fachin apresentará seu voto. Os demais ministros votarão em seguida, de acordo com a ordem prevista pelo regimento do Supremo. Ao final, o presidente da Corte proclamará o resultado.
O que pode ser decidido
Uma das primeiras questões que podem ser analisadas é o pedido da PGR para anular o relatório produzido pela Polícia Federal.
A Procuradoria sustenta que a elaboração do documento teve vícios de origem porque foi determinada pelo então relator André Mendonça sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submissão anterior ao plenário.
A tese
Se a tese de nulidade for acolhida, a Corte poderá encerrar a discussão sem entrar no mérito das mensagens.
Também há a possibilidade de os ministros avaliarem se os elementos reunidos pela PF são suficientes para justificar a abertura de uma investigação contra Moraes ou se o caso deve ser arquivado.
STF realiza hoje sessão histórica para decidir futuro de Moraes
15/09/2026
A sessão
A sessão está marcada para as 10h e ocorre após duas semanas de tensão na Corte, marcadas por trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações pelo ministro André Mendonça.
O plenário
O plenário deverá decidir, primeiro, se o relatório da PF é válido. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a anulação do documento por entender que sua produção teve vícios de origem. Segundo a Procuradoria, Mendonça determinou a apuração sobre um integrante do próprio Supremo sem pedido prévio do Ministério Público ou da Polícia Federal e sem submeter a medida à Presidência ou ao plenário da Corte.
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O STF (Supremo Tribunal Federal) analisa hoje, terça-feira (15/09), em uma sessão histórica, o relatório da Polícia Federal que reuniu mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A sessão
A sessão está marcada para as 10h e ocorre após duas semanas de tensão na Corte, marcadas por trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações pelo ministro André Mendonça.
O plenário
O plenário deverá decidir, primeiro, se o relatório da PF é válido. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a anulação do documento por entender que sua produção teve vícios de origem. Segundo a Procuradoria, Mendonça determinou a apuração sobre um integrante do próprio Supremo sem pedido prévio do Ministério Público ou da Polícia Federal e sem submeter a medida à Presidência ou ao plenário da Corte.
A tese
Se a tese de nulidade for acolhida, o STF poderá encerrar a discussão sem avançar sobre o conteúdo das mensagens. Ministros avaliam, porém, que mesmo nesse cenário o plenário poderá discutir se os elementos reunidos pela PF justificam a abertura de uma nova investigação sobre Moraes.
O relatório
O relatório reúne mensagens localizadas pela PF entre dezembro de 2023 e novembro de 2025. Segundo a investigação, Vorcaro procurou Moraes em diferentes ocasiões e pediu ajuda diante de medidas que atingiam o Banco Master.
O documento também menciona a atuação do ministro na análise de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do magistrado. O contrato previa o pagamento de 36 parcelas mensais e sucessivas no valor de R$ 3,6 milhões cada. O valor líquido, descontando os impostos, ficaria em R$ 108 milhões.
Disputa pelas provas
A preparação para a sessão foi marcada por uma disputa interna sobre quais documentos deveriam estar disponíveis aos ministros antes do julgamento.
Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Moraes cobraram acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro. Eles argumentaram que o colegiado não poderia decidir com base apenas em recortes ou sínteses do material.
Afirmou
Mendonça afirmou inicialmente que mantinha em seu gabinete apenas uma cópia de segurança lacrada e criptografada e que a disponibilização integral dos dados poderia prejudicar investigações em andamento e “tumultuar” o julgamento.
A Polícia Federal informou depois que poderia fornecer cópias idênticas do material aos ministros sem comprometer a cadeia de custódia. Moraes, Zanin e Gilmar receberam os dados antes da sessão.
Parecer
Ontem, segunda-feira (14/09), após pedido de Moraes e parecer favorável da PGR, Mendonça também retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.
Como será a sessão
Edson Fachin, presidente do STF, assumiu a relatoria do caso e será responsável por conduzir a sessão.
Após a abertura dos trabalhos, Fachin deverá apresentar seu relatório e delimitar exatamente quais questões serão submetidas ao plenário. Na sequência, haverá espaço para manifestação da PGR e eventuais sustentações orais. Depois, Fachin apresentará seu voto. Os demais ministros votarão na ordem prevista pelo regimento da Corte.
A composição
Ainda há dúvidas sobre a composição do plenário. Como Moraes é o alvo do relatório, não está claro se ele participará da sessão nem se poderá votar. Também há ministros que discutem um eventual impedimento de André Mendonça, diante dos questionamentos sobre sua atuação na produção do documento.
Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso Master no início do ano e tem se declarado suspeito em desdobramentos da investigação, também pode ficar fora da votação.
A sessão será pública e terá transmissão ao vivo pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.
Com CNN