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Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta

14/09/2024

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Por Josemir Camilo de Melo*

Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.

Deserta

“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...

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Por Josemir Camilo de Melo*

Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.

Deserta

“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.

Duas casas

“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.

Topografia ignorada

“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

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Ilusão

“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.

Caráter contemporizador

“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.

Retaguarda da força

“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

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Dia seguinte

“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.

Presos políticos

Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.

Itinerário

Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.

*Josemir Camilo de Melo é historiador

Leia outras informações

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É Findi - A Praça do Sebo Faz 45 Anos - Crônica - Por Romero Falcão*

04/09/2026

Pequeno, de calça curta, eu via meu irmão mais velho chegar em casa com sacolas de livros usados, comprados de um homem cujo nome eu só conseguia pronunciar: Melqueque.

Na adolescência, descobri que o homem era o lendário livreiro Melquisedec.

Mais taludo, meu irmão me apresentou a Pedroamérico — outra fera no ramo dos livros de segunda mão.

Pois bem: em 29 de agosto de 1981, nascia a Praça do Sebo — nome de fantasia. O oficial é Praça Liêdo Maranhão.

Reduto de Cultura

Naquela época, era um importante reduto de cultura, onde se reuniam escritores, poetas e intelectuais. Pedroamérico e o velho Melque se estabeleceram em um dos boxes, sortidos de raros exemplares. Não lembro se os dois estiveram ali ao mesmo tempo ou se um sucedeu o outro.



A Praça da Roda, como alguns a chamavam, localizada no bairro de Santo Antônio, por trás da Avenida Guararapes, logo se notabilizou por ser...

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Pequeno, de calça curta, eu via meu irmão mais velho chegar em casa com sacolas de livros usados, comprados de um homem cujo nome eu só conseguia pronunciar: Melqueque.

Na adolescência, descobri que o homem era o lendário livreiro Melquisedec.

Mais taludo, meu irmão me apresentou a Pedroamérico — outra fera no ramo dos livros de segunda mão.

Pois bem: em 29 de agosto de 1981, nascia a Praça do Sebo — nome de fantasia. O oficial é Praça Liêdo Maranhão.

Reduto de Cultura

Naquela época, era um importante reduto de cultura, onde se reuniam escritores, poetas e intelectuais. Pedroamérico e o velho Melque se estabeleceram em um dos boxes, sortidos de raros exemplares. Não lembro se os dois estiveram ali ao mesmo tempo ou se um sucedeu o outro.



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A Praça da Roda, como alguns a chamavam, localizada no bairro de Santo Antônio, por trás da Avenida Guararapes, logo se notabilizou por ser um espaço único no país: uma praça dedicada à comercialização de livros usados.

Aos 18 anos, descobri que aquele homem de pedra, sentado na praça, lendo, era o poeta Mauro Mota.

Voltando a Melquisedeque

Tive a honra de tomar um banho de cultura com aquele sebista autodidata. Quando estava de bom humor, o velho Melqui falava dos clássicos como se fossem amigos íntimos, tamanha a preciosidade dos detalhes. E contava as odisseias para conseguir uma raridade.

Salvo engano, chegou a ser entrevistado por Jô Soares. Era uma figura fantástica. Sabia com precisão a origem dos habitantes de cada prateleira.

Pilhas de Livros

Perto de partir para as páginas de outro mundo, ficava calado, sentado entre pilhas de livros. Talvez a paciência já estivesse esgotada diante da curiosidade dos clientes.



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Decadência

A Praça do Sebo teve seu auge nos anos 80. Com o esvaziamento do centro do Recife, perdeu freguesia, entrou em decadência e sobreviveu, por algum tempo, sobretudo com a venda de livros didáticos.

Mas, no aniversário de 45 anos, parece escrever uma nova página: a do renascimento do centro da cidade.

Comemoração

Soube que, na comemoração, agora em agosto, houve atrações culturais e a presença de artistas, poetas e escritores celebrando aquele espaço mítico. Soube também que a praça está se reinventando: além dos livros literários e didáticos, há discos de vinil, mangás e gibis.

Que as novas gerações descubram o afeto pelo centro do Recife.







E que a Praça do Sebo, aos 45 anos, volte a ser um círculo de um novo centro de gravidade.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi - O Novo Livro De M.M.M. - Por Marcelo Mário de Melo*

04/09/2026

Nessa publicação, Marcelo Mário de Melo trata de doença, velhice e morte, entrelaçando três fios poético-humorísticos: humórbido, geronthumor e humortuário. Foi escrito a partir da sua experiência de “idoso canceroso”, como se autodenomina, passando por cirurgia, internamentos, atendimentos de emergência, quimioterapia e transfusão de sangue. Esta parte é retratada no capítulo “A Família Hospitalar”, onde despontam, entre outros, os personagens Hospitalino, Enfermeirosa, Doentílio, Edemário, Dr. Especialino, Cancerino e Eutanásio.

Que “boa idade” que nada

O capítulo que trata do envelhecimento denuncia o que se considera a cretinice de se chamar velhice de “boa idade”, que, na verdade, é o ingresso no “corredor da morte”, a ser encarado com naturalidade, tomando-se a metáfora da folha verde (juventude), que amarela (maturidade), resseca (velhice) e cai na morte.

Prazeres da vida

Mas essa consciência não é trata...

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Nessa publicação, Marcelo Mário de Melo trata de doença, velhice e morte, entrelaçando três fios poético-humorísticos: humórbido, geronthumor e humortuário. Foi escrito a partir da sua experiência de “idoso canceroso”, como se autodenomina, passando por cirurgia, internamentos, atendimentos de emergência, quimioterapia e transfusão de sangue. Esta parte é retratada no capítulo “A Família Hospitalar”, onde despontam, entre outros, os personagens Hospitalino, Enfermeirosa, Doentílio, Edemário, Dr. Especialino, Cancerino e Eutanásio.

Que “boa idade” que nada

O capítulo que trata do envelhecimento denuncia o que se considera a cretinice de se chamar velhice de “boa idade”, que, na verdade, é o ingresso no “corredor da morte”, a ser encarado com naturalidade, tomando-se a metáfora da folha verde (juventude), que amarela (maturidade), resseca (velhice) e cai na morte.

Prazeres da vida

Mas essa consciência não é tratada por Marcelo com tintas acinzentadas e depressivas. Pelo contrário. Com 82 anos, colocando-se no estágio da folha seca, e cavalgando na pulsão de vida, ele se empenha e estimula os “companheiros velhinhos”, a fazerem tudo o que podem para alongar o “corredor”, desfrutando ao máximo dos prazeres da vida, segundo as suas forças. Um capítulo é composto de poemas estimulantes a “amigos na doença” e em memória de outros que se foram.

Gravidade e denúncia

Em Mazelas da Pandemia, os poemas assumem um tom de gravidade e denúncia, quando se referem aos sacrifícios e à mortandade resultantes do descaso do governo Bolsonaro. Mas retomam o fio humorístico ao desenhar situações cômicas geradas pelos exageros da hipocondria.

Depressão e resistência

Em ‘Pirologia” são tratados a depressão, o TDAH, a psicanálise e a função psicoterapêutica da poesia, enfatizada no poema Pronto Socorro Poético. Em “AtraVersando, os poemas são marcados pela exaltação à vida, à resistência e ao prazer de viver, incluindo-se a criação de uma vacina:



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Humoril


É vacina autogerada
imune e renovada
a cada respiração.

O seu efeito marcante
é ser muralha diante
do vírus da depressão.

Vamos pois nos vacinar
o humoril injetar
na treva pôr o clarão.

O humor na nossa vida
é uma boa medida
ao alcance da mão.


Uma curiosidade do livro é ter o prefácio escrito por um médico-escritor, José Rubem de Alcântara Bonfim, e três posfácios da lavra de médicos: Djalma Agripino, médico-escritor, Abel Menezes e Wilsom Freire, médicos-poetas.



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O Acaso


Aos ventos acasuinos
estamos todos entregues
sem meteorologia.

Nas nuvens em que se escondem
eles são donos do tempo
e nunca se anunciam.

Irrompem e alteram rotas
gratificam e aniquilam
em lavras de mel e sangue.

Quem rega em religião
chama-os pelo batismo
de Providência Divina.

Os ateus nos seus recantos
abrem e fecham os braços
jogando o jogo da sorte.


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm



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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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Hugo Motta e Nabor entre os três mais rejeitados

04/09/2026

A pesquisa Atlas/Intel publicada na noite de ontem, quinta-feira 03/09/26, revela os melhores e também os piores políticos da Paraíba considerando a imagem positiva X negativa. No Z 3, expressão do futebol para indicar os piores times, aparece uma combinação rara: pai e filho entre os três mais rejeitados.

Não é surpresa

Hugo Motta, filho de Nabor, atual presidente da Câmara dos Deputados, é considerado em pesquisas o segundo político mais odiado do Brasil. Só perde para Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Na Paraíba,

Não tem para ninguém: Hugo Motta é quem tem a imagem mais deficitária. Positiva, 11%. Negativa, 78%. Saldo negativo de 67%. Em seguida vêm Renan Santos, também com 11 de positiva, 64 de negativa, saldo negativo de 53 pontos. Nabor completa o pódio dos piores com 15% de imagem Positiva e 58% de negativa, saldo negativo de 43%.



Metodologia

A pe...

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A pesquisa Atlas/Intel publicada na noite de ontem, quinta-feira 03/09/26, revela os melhores e também os piores políticos da Paraíba considerando a imagem positiva X negativa. No Z 3, expressão do futebol para indicar os piores times, aparece uma combinação rara: pai e filho entre os três mais rejeitados.

Não é surpresa

Hugo Motta, filho de Nabor, atual presidente da Câmara dos Deputados, é considerado em pesquisas o segundo político mais odiado do Brasil. Só perde para Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Na Paraíba,

Não tem para ninguém: Hugo Motta é quem tem a imagem mais deficitária. Positiva, 11%. Negativa, 78%. Saldo negativo de 67%. Em seguida vêm Renan Santos, também com 11 de positiva, 64 de negativa, saldo negativo de 53 pontos. Nabor completa o pódio dos piores com 15% de imagem Positiva e 58% de negativa, saldo negativo de 43%.



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Metodologia

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.207 eleitores na Paraíba entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04083/2026.



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King Crimson - O marco zero do caos progressivo, por Zé da Flauta*

04/09/2026

Existem capas de disco que decoram a prateleira e existem imagens que cravam as garras na nossa retina para nunca mais sair. Aquele rosto vermelho, disforme e sufocado, com olhos arregalados de puro pavor e uma boca escancarada num grito silencioso, não é apenas a embalagem de In the Court of the Crimson King, é a fotografia da mente humana no exato instante em que percebe a insanidade do próprio mundo.

Quando o álbum chegou às lojas em 1969, sem o nome da banda ou título gravados na capa, ele não pedia licença para entrar na sala. Ele arrombava a porta.

Experimentação e fúria

O choque visual do artista Barry Godber preparava o ouvinte para a tempestade técnica que viria pela frente. Para quem vive de música, ouvir a abertura com "21st Century Schizoid Man" é uma experiência quase física: a distorção vocal rasgada, os metais agressivos e aquela seção de jazz-fusion onde guitarra, saxofone e bateria correm em um uníssono vertiginoso,...

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Existem capas de disco que decoram a prateleira e existem imagens que cravam as garras na nossa retina para nunca mais sair. Aquele rosto vermelho, disforme e sufocado, com olhos arregalados de puro pavor e uma boca escancarada num grito silencioso, não é apenas a embalagem de In the Court of the Crimson King, é a fotografia da mente humana no exato instante em que percebe a insanidade do próprio mundo.

Quando o álbum chegou às lojas em 1969, sem o nome da banda ou título gravados na capa, ele não pedia licença para entrar na sala. Ele arrombava a porta.

Experimentação e fúria

O choque visual do artista Barry Godber preparava o ouvinte para a tempestade técnica que viria pela frente. Para quem vive de música, ouvir a abertura com "21st Century Schizoid Man" é uma experiência quase física: a distorção vocal rasgada, os metais agressivos e aquela seção de jazz-fusion onde guitarra, saxofone e bateria correm em um uníssono vertiginoso, como se estivessem prestes a despencar de um penhasco.

Era o rock rasgando o próprio peito para dar lugar à erudição, à experimentação e à fúria de uma geração assombrada pela Guerra do Vietnã e pelo medo da bomba atômica.

Fim da inocência

No entanto, o verdadeiro gênio do King Crimson residia no contraste. Do caos mais ensurdecedor, a agulha desliza para a doçura pastoral de "I Talk to the Wind", com suas flautas serenas e vocais quase sussurrados, apenas para em seguida erguer o monumento trágico de "Epitaph".

O Mellotron, com suas camadas orquestrais melancólicas e imperfeitas, desenhava o cenário perfeito para uma poesia que não envelhece um único dia: "Confusion will be my epitaph" (A confusão será o meu epitáfio). Ali, a banda declarava o fim da inocência dos anos sessenta e inaugurava o rock progressivo sem nenhuma pretensão vazia, mas com uma densidade dramática avassaladora.

Como a vida

Mais de cinco décadas depois, a obra de Robert Fripp e seus companheiros continua soando como uma profecia que se cumpre todas as manhãs. O homem esquizofrênico do século XXI não é mais uma caricatura pintada em aquarela; ele somos nós, tentando equilibrar a sanidade entre a velocidade das máquinas e o ruído do cotidiano. In the Court of the Crimson King permanece como o marco zero de um novo som porque teve a coragem de ser tudo ao mesmo tempo: erudito e selvagem, poético e aterrorizante, exatamente como a própria vida.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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Wolney Queiroz anuncia fim da fila do INSS e destaca esforço do governo para garantir benefícios aos brasileiros

04/09/2026

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que o Governo Federal conseguiu zerar a fila de pedidos por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), alcançando uma das principais metas estabelecidas para a pasta desde que assumiu o ministério, em maio de 2025.



Presente

Ao tomar posse, Wolney recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a missão de recuperar a credibilidade da Previdência Social e do INSS. Entre os principais desafios estava justamente reduzir o tempo de espera dos brasileiros que aguardavam a análise de seus requerimentos.

Resultado

Para alcançar o resultado, o Ministério da Previdência e o INSS adotaram uma série de medidas, entre elas a nomeação de novos servidores, a implementação do teleatendimento para perícias médicas, a ampliação da perícia médica documental, o pagamento de bônus por produtividade aos servidores e a realização de mutirões...

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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que o Governo Federal conseguiu zerar a fila de pedidos por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), alcançando uma das principais metas estabelecidas para a pasta desde que assumiu o ministério, em maio de 2025.



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Presente

Ao tomar posse, Wolney recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a missão de recuperar a credibilidade da Previdência Social e do INSS. Entre os principais desafios estava justamente reduzir o tempo de espera dos brasileiros que aguardavam a análise de seus requerimentos.

Resultado

Para alcançar o resultado, o Ministério da Previdência e o INSS adotaram uma série de medidas, entre elas a nomeação de novos servidores, a implementação do teleatendimento para perícias médicas, a ampliação da perícia médica documental, o pagamento de bônus por produtividade aos servidores e a realização de mutirões aos fins de semana para acelerar a análise dos pedidos.

Ações


O conjunto de ações permitiu ampliar a capacidade de atendimento e dar maior agilidade à concessão dos benefícios, especialmente para cidadãos que aguardavam uma resposta do INSS.



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Lembrou

Emocionado ao comentar o resultado, Wolney lembrou que chegou ao ministério sem ser um especialista na área previdenciária, mas afirmou que a experiência à frente da pasta transformou sua relação com a Previdência Social.



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“Eu era um deputado federal. Mas, quando conheci a grandiosidade da Previdência Social, eu me tornei um ativista, um apaixonado, um defensor desse gigante gentil que é a Previdência Social. Porque me fez ver que, quando nós acertamos, milhões de pessoas se beneficiam. Quando nós avançamos, milhões de pessoas mudam suas vidas. Quando a Previdência Social ganha, ganha o povo brasileiro”, ressaltou o ministro.



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Veneziano é o politico mais admirado da Paraíba, revela pesquisa

04/09/2026

A pesquisa Atlas/Intel divulgada na noite de ontem, 03/09/26, traz a relação dos políticos com melhor imagem na PB. O campeão é o presidente Lula. 54% dos entrevistados consideram sua imagem positiva. Logo em seguida, aparece Veneziano, atual candidato à reeleição ao Senado, tem 53% de imagem positiva. Em terceiro, João Azevêdo, que também disputa o Senado, tem 50%. Lucas Ribeiro, que disputa a reeleicao como governador, aparece com 48%. Ricardo Coutinho, com 41%. Efraim Filho (40%) Cícero Lucena (36%) e Jair Bolsonaro (34%) completam o G 8 dos mais admirados.



Saldo

Veneziano é o campeoníssimo quando se compara a imagem positiva com a negativa. O saldo de Veneziano é de 19 pontos. O de Lula, 13 pontos percentuais. E o de João Azevêdo, 11 pontos percentuais. Lucas Ribeiro também apresenta 11 pontos de saldo entre imagem positiva e negativa.



Daí por diante

Nenhum político ava...

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A pesquisa Atlas/Intel divulgada na noite de ontem, 03/09/26, traz a relação dos políticos com melhor imagem na PB. O campeão é o presidente Lula. 54% dos entrevistados consideram sua imagem positiva. Logo em seguida, aparece Veneziano, atual candidato à reeleição ao Senado, tem 53% de imagem positiva. Em terceiro, João Azevêdo, que também disputa o Senado, tem 50%. Lucas Ribeiro, que disputa a reeleicao como governador, aparece com 48%. Ricardo Coutinho, com 41%. Efraim Filho (40%) Cícero Lucena (36%) e Jair Bolsonaro (34%) completam o G 8 dos mais admirados.



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Saldo

Veneziano é o campeoníssimo quando se compara a imagem positiva com a negativa. O saldo de Veneziano é de 19 pontos. O de Lula, 13 pontos percentuais. E o de João Azevêdo, 11 pontos percentuais. Lucas Ribeiro também apresenta 11 pontos de saldo entre imagem positiva e negativa.



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Daí por diante

Nenhum político avaliado apresenta saldo positivo todos os demais ficam no vermelho, uns mais, outros menos. Alguns, apresentam imagem negativa avassaladora. Jair Bolsonaro, que tem 34% de imagem azul, aparece com 63% de reprovação, com saldo negativo de 29 pontos.

Os mais rejeitados

Vamos comentar na próxima matéria.

Metodologia

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.207 eleitores na Paraíba entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04083/2026.




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Parabéns Paulista - Cidade das Chaminés - Por José Ricardo de Souza*

04/09/2026

E assim chegamos aos 91 anos de emancipação política da cidade do Paulista, região metropolitanas do Recife, que entrou para a História como a Cidade das Chaminés e dos Eucaliptos, que infelizmente não fazem mais parte da paisagem local, degradada por anos de desmatamentos e aterros. Do antigo Engenho de Gonçalo Mendes Leitão construído por volta de 1550 onde hoje é o bairro de Paratibe aos grandes empreendimentos imobiliários da ACLF em 2026, passando período têxtil fabril da família Lundgren e da Companhia de Tecidos Paulista, sem esquecer é claro do passado colonial da cidade, que foi o cenário da morte e sepultamento do padre João Ribeiro de Melo Pessoa Montenegro em maio de 1817, Paulista tem muita História para Contar.

Paulista, cujo nome remete a Manoel de Moraes Alves Navarro, um bandeirante paulista caçador de índigenas que veio para o nordeste com Bartolomeu Bueno para combater o Quilombo dos Palmares, e que aqui se estabeleceu comprando dos herdeiros o Engenho...

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E assim chegamos aos 91 anos de emancipação política da cidade do Paulista, região metropolitanas do Recife, que entrou para a História como a Cidade das Chaminés e dos Eucaliptos, que infelizmente não fazem mais parte da paisagem local, degradada por anos de desmatamentos e aterros. Do antigo Engenho de Gonçalo Mendes Leitão construído por volta de 1550 onde hoje é o bairro de Paratibe aos grandes empreendimentos imobiliários da ACLF em 2026, passando período têxtil fabril da família Lundgren e da Companhia de Tecidos Paulista, sem esquecer é claro do passado colonial da cidade, que foi o cenário da morte e sepultamento do padre João Ribeiro de Melo Pessoa Montenegro em maio de 1817, Paulista tem muita História para Contar.

Paulista, cujo nome remete a Manoel de Moraes Alves Navarro, um bandeirante paulista caçador de índigenas que veio para o nordeste com Bartolomeu Bueno para combater o Quilombo dos Palmares, e que aqui se estabeleceu comprando dos herdeiros o Engenho Paratibe de Baixo e parte das terras de Maranguape, e que acabou sendo a referência espacial quando se dizia: "vou para o engenho do paulista" ou "vim do engenho só paulista".



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Impossível não mencionar a mudança ocorrida na cidade nos primeiros anos do século XX com a chegada da família Lundgren e a construção das três fábricas - Velha, Aurora, Arthur - que formaram o maior complexo têxtil da história econômica de Pernambuco, chegando a empregar mais de 40000 pessoas, mudando a geografia da cidade com as vilas operárias: Nobre, Aurora, Roseira, Corte Largo, Catolé, Alto do Sumaré (onde moravam os funcionários mais graduados da C.T.P., em sua maioria estrangeiros, predominantemente alemães).

Até hoje a paisagem local guarda patrimônios históricos do passado recente fabril como o conjunto do casario da família Lundgren (Casa Grande e Jardim do Coronel), a Igreja de Santa Isabel Rainha de Portugal (que chegou a ser escolhida em votação como sendo o principal cartão postal da cidade), o antigo prédio do Chalé Ii (atual delagacia de polícia da cidade), o prédio do Sindicato dos Tecelões e a Policlínica Torres Galvão.



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Da Paulista do passado a Paulista do presente vemos muitos desafios para a Paulista do futuro, que aliás completará seu centenário em 2035. A cidade cresce, ou melhor, "incha" a olhos vistos com a acelerada especulação imobiliária com seus edifícios e Torres verticalizadas no centro, na Aurora, na Roseira, e mais recentemente na Mata do Frio, com mega empreendimentos previstos para a próxima década.

Aumento da demanda por serviços públicos, como saneamento, abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica, fora a questão da mobilidade urbana, serão pendências de um modelo de desenvolvimento urbano que, no momento, ainda não dialoga com sustentabilidade, equilíbrio ambiental e bem-estar social da maioria da população. Serão os próximos problemas que entrarão na pauta dos paulistenses nos próximos anos, seja pelo poder público ou pela sociedade civil organizada.



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A Paulista de 91 anos completos hoje, dia 4 de setembro de 2026, carece de projetos concretos e de ações imediatas para prover seus habitantes, e quiçá futuros habitantes, de condições habitáveis compatíveis com uma cidade que cresce aceleradamente e vem despontando como um dos maiores centros urbanos de Pernambuco nos próximos anos.

Independente de partidarismos ou preferências eleitorais (ou eleitoreiras), a cidade precisa melhorar a qualidade de seus representantes nos poderes públicos, quer seja na Casa de Torres Galvão, que é a nossa Câmara Municipal, quer seja no executivo local. E isso é um dever que deve estar na agenda política dos eleitores paulistenses.

Viva Paulista. Salve salve a cidade das Chaminés que me acolheu ainda adolescente com 12 anos nos primórdios de Maranguape I, que me viu crescer, se tornar professor e historiador, e que hoje lança sobre minha pessoa laços de pertencimento, memória afetiva e sobretudo vontade de defender seu riquíssimo patrimônio histórico, artístico e cultural.


*José Ricardo de Souza, é professor da rede pública estadual de ensino, historiador e escritor. Membro da ALAP, IAHGP, IHGAAP e UBE-Paulista. Criador do Projeto Muita História pra Contar. @josericardope01



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Da Série Mistérios do Aquém: A Mineração Ecológica – Por Natanael Sarmento*

04/09/2026

Nesta primeira semana de setembro de 2026, o Congresso nacional aprovou em regime de urgência o Projeto de Lei 2.780/2024 sobre “Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos”. Traz normas sobre a cadeia produtiva das terras raras, lítio, níquel, cobalto e outros insumos de alta tecnologia. O mistério disso, é rapidez, o açodamento, da aprovação. Não vamos falar do silêncio da mídia e escassez de debates, do quase desconhecimento do “respeitável público”, para não gastar vela com defunto ruim.

Lobby

Os capital – extrativo, financeiro, industrial, comercial e agronegócio – ordinariamente, controla os governos sejam as pastoras do cordão azul ou encarnado, ou do punhal verde-amarelo. A burguesia define as urgências e os “interesses nacionais”. Decide os esquecimentos. O que deve ser enterrado.

Passando na cara

Lembramos que faz 38 anos da promulgada a Constituição Federal/88.Até hoje o CN não votou a taxaç...

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Nesta primeira semana de setembro de 2026, o Congresso nacional aprovou em regime de urgência o Projeto de Lei 2.780/2024 sobre “Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos”. Traz normas sobre a cadeia produtiva das terras raras, lítio, níquel, cobalto e outros insumos de alta tecnologia. O mistério disso, é rapidez, o açodamento, da aprovação. Não vamos falar do silêncio da mídia e escassez de debates, do quase desconhecimento do “respeitável público”, para não gastar vela com defunto ruim.

Lobby

Os capital – extrativo, financeiro, industrial, comercial e agronegócio – ordinariamente, controla os governos sejam as pastoras do cordão azul ou encarnado, ou do punhal verde-amarelo. A burguesia define as urgências e os “interesses nacionais”. Decide os esquecimentos. O que deve ser enterrado.

Passando na cara

Lembramos que faz 38 anos da promulgada a Constituição Federal/88.Até hoje o CN não votou a taxação das grandes fortunas (Art.153 VII); tampouco votou a Proteção do Trabalhador por Despedida Arbitrária (Art. 7, I), a Proteção do desempregado face à Automação, (Art. 7, XXVIII) dentre outras “caveiras de burro” engavetadas.

Na mina

O lobby das mineradoras assegura a exploração das riquezas naturais do país. Garante incentivos de R$ 7 bilhões, legalmente, “para projetos de pesquisa, processamento e refino de minerais”. Nesse Toré bilionário índios vão dançar a dança dos rios poluídos e floresta devastada.

Órgão Regulador

Os conciliadores sustentam que a lei criou o “Conselho Nacional de Mineração Crítico e Estratégico”, órgão regulatório de “fiscalização” e “controle”. Mais um biombo que não faz bem uma coisa, nem outra, como ANS e CFE nos quais as raposas privadas tomam conta do galinheiro público. Nada de novo. No século XIX, Karl Marx já afirmava que no capitalismo o “Estado é o comitê dos interesses e negócios da burguesia”.

Retórica oficial

Na narrativa oficial não existe farra das mineradoras no Brasil, mas avanço à "transição ecológica verde". A política de "flexibilidade sustentável” garimpa o terreno do progresso social" e da soberania do Brasil, é o salto do futuro. O neodímio virou a panaceia energética da salvação da pátria! Calhava um jingle de campanha: "extrair minérios radioativos sem poluir, o futuro do mundo é aqui!".

Na real

Historicamente, a atividade mineral brasileira é predadora. Nas peneiradas das terras raras passarão cascalhos e também o tório e o urânio. Minérios radioativos tóxicos. Causadores de doenças graves nas regiões de exploração por toda parte do mundo onde ocorre a extração.

Salto para o nada

Chamar de "nacionalização" das terras é piada, esquizofrenia, ou manipulação ideológica. Nacionalizar patrimônio público não é carimbar na lei a entrega de bandeja ao capital privado dos recursos minerais estratégicos para exploradores daqui e de alhures que visam obtenção de lucros fabulosos, e poucos brasileiros se locupletam enquanto a maioria... deixo à imaginação do fino leitor completar a ideia.

Nacionalização é outra coisa

O partido Unidade Popular pelo Socialismo - UP defende a nacionalização das riquezas minerais, o poder popular e socialista. Significa o domínio integral sobre as riquezas nacionais do solo e subsolo, com a gestão e extração estatal dirigida pela classe trabalhadora. Os bens comuns de todo povo, devem ser, estratégica e planejadamente, utilizados para financiar serviços públicos de saúde, educação, habitação, obras de infraestrutura, industrialização e elevação das condições materiais e culturais de todo povo e não privilégio de mia dúzia de bilionários.

Teatro da política

No grande palco da política burguesa, dos bailes de máscaras, uns se trajam de anjo e santos, outros de guardiões, outros de salvadores da pátria, em vestes e fantasias baratas. Mas o preço alto da peça da vida é altíssimo. Quem sempre paga o preço é o povo pobre e trabalhador. Como dizem os combatentes sociais do MLB – Movimento de Luta de Bairros e Favelas - das ocupações urbanas por moradia digna: “só o povo, salva o povo”.


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael



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Cesar Almeida, do UFC, chega na capital pernambucana com Agenda Cheia - Por Daniel Cipó*

04/09/2026

O lutador paulista, Cesar Almeida, de 38 anos, já está em Recife. O atleta está hospedado em Boa Viagem, no Dublê Hotel, e terá uma agenda movimentada na capital pernambucana, com seminários e presença VIP no evento de lutas Mamute Fight, de propriedade do lutador profissional de MMA, Micon Mamute.

Seminário

O lutador profissional de Kickboxing e MMA ministrará um seminário aberto ao público hoje, sexta-feira, 04/09, no Ginásio de Esportes Pereirão, em São Lourenço da Mata, a partir das 20h00.

O acesso será garantido por meio do link https://mamute13.web.app/. A entrada será mediante a doação de 5 kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados pela organização a uma entidade de assistência social.

Programação

Sábado – 05/09

- 10h às 17h00 - Jiu-Jitsu
- 19h00 - MMA

Domingo – 06/09

- 10h00 - K1
- 14h00 - Boxe

As atividad...

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O lutador paulista, Cesar Almeida, de 38 anos, já está em Recife. O atleta está hospedado em Boa Viagem, no Dublê Hotel, e terá uma agenda movimentada na capital pernambucana, com seminários e presença VIP no evento de lutas Mamute Fight, de propriedade do lutador profissional de MMA, Micon Mamute.

Seminário

O lutador profissional de Kickboxing e MMA ministrará um seminário aberto ao público hoje, sexta-feira, 04/09, no Ginásio de Esportes Pereirão, em São Lourenço da Mata, a partir das 20h00.

O acesso será garantido por meio do link https://mamute13.web.app/. A entrada será mediante a doação de 5 kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados pela organização a uma entidade de assistência social.

Programação

Sábado – 05/09

- 10h às 17h00 - Jiu-Jitsu
- 19h00 - MMA

Domingo – 06/09

- 10h00 - K1
- 14h00 - Boxe

As atividades serão realizadas no Ginásio de Esportes Pereirão, em São Lourenço da Mata, RMR.

Presença VIP

Cesar Almeida, que mantém contrato com o UFC desde 2024, estará presente amanhã, sábado, 05/09, no mesmo local, a partir das 20h00, para interagir com o público presente ao Mamute Fight, responder perguntas e tirar fotos.

Para ter acesso ao evento de lutas, basta acessar o link https://www.evenyx.com/mamute-fight-champions-13o-edicao e escolher a opção desejada, com ingressos a partir de R$ 60 por pessoa, além de mesas VIP no valor de R$ 500 para quatro pessoas.

Trajetória

Cesinha, como é conhecido, possui uma extensa trajetória no Kickboxing e já enfrentou o também brasileiro Alex Poatan por três vezes. O atleta também construiu uma sólida carreira no GLORY Kickboxing, considerado atualmente o maiores evento de Kickboxing do mundo.


*Daniel Cipó, é professor de artes marciais e colaborador de O Poder. Comanda o Cipó Studio, um espaço focado em treinamento de alta performance para lutas como Muay Thai, Kickboxing, Boxe e MMA.



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Fachin dá 5 dias para Mendonça e Gonet responderem acusação de Moraes

04/09/2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou hoje, sexta-feira (04/09) cinco dias de prazo para que o ministro André Mendonça, também da Corte, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestem-se sobre supostas irregularidades na condução do caso Master.

Irregularidades

Tais irregularidades foram apontadas pelo também ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. Para embasar suas afirmações, ele apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF), embora o documento não traga o cabeçalho da instituição ou a assinatura de algum delegado, como é de praxe para esse tipo de documento.

Apontou

Moraes apontou atos que considera improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça, a quem acusa de ter direcionado a investigação do caso Master para atingi-lo.

Relatório

No relatório apresen...

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou hoje, sexta-feira (04/09) cinco dias de prazo para que o ministro André Mendonça, também da Corte, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestem-se sobre supostas irregularidades na condução do caso Master.

Irregularidades

Tais irregularidades foram apontadas pelo também ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. Para embasar suas afirmações, ele apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF), embora o documento não traga o cabeçalho da instituição ou a assinatura de algum delegado, como é de praxe para esse tipo de documento.

Apontou

Moraes apontou atos que considera improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça, a quem acusa de ter direcionado a investigação do caso Master para atingi-lo.

Relatório

No relatório apresentado por Moraes consta a sugestão de que Mendonça pudesse estar direcionando as investigações do caso Master para atingir desafetos políticos, incluindo o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O mesmo documento, contudo, diz que as afirmações são uma "análise de cenário" e também "sem valor probatório". O relatório apócrifo foi tornado público pelo Supremo.

Mensagens

A crise entre ministros do Supremo emergiu nesta semana, após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que traz mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do banco Master, a Moraes, segundo o documento.

As conversas


As conversas mostram citações aos nomes de Moraes e Gonet. As mensagens foram recuperadas do celular de Vorcaro, alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master. O caso é relatado por Mendonça.

Sugerem

As dezenas de mensagens sugerem, por exemplo, que Moraes editou um contrato de mais de R$ 130 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Fachin

Na quinta-feira (3), Fachin já havia cobrado que Gonet, Moraes e Mendonça se manifestassem sobre as informações constantes no relatório da PF sobre as conversas de Vorcaro.

O presidente do STF escreveu que levará ao plenário, no momento oportuno, um pedido do PGR para que as investigações supervisionadas por Mendonça sejam anuladas.

“Cabe à Presidência do tribunal zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”, escreveu.

O despacho de hoje

Ainda no despacho de hoje, Fachin determinou que o documento apresentado por Moraes para fazer as acusações contra Mendonça seja retirado do inquérito das Fake News, relatado pelo próprio Moraes, e anexado a uma petição separada, relatada pelo presidente do Supremo.




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