Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta
14/09/2024
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.
Duas casas
“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.
Topografia ignorada
“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

Ilusão
“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.
Caráter contemporizador
“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.
Retaguarda da força
“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

Dia seguinte
“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.
Presos políticos
Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.
Itinerário
Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.
*Josemir Camilo de Melo é historiador
Leia outras informações
A uma semana do 2º turno, Veneziano e Ricardo Coutinho comandam carreata de Lula pelas ruas de Campina Grande
19/10/2026
Concentração
A concentração da carreata foi no bairro das Malvinas, em frente ao Mercado Público. O percurso começou depois das 10h da manhã e a carreata percorreu todo o bairro das Malvinas, passando por outros bairros do setor oeste da cidade, finalizando no bairro da Liberdade, depois das 13h.
Ato político
No sábado (17/10), Veneziano participou de uma passeata realizada por movimentos culturais de Campina Grande, em favor da reeleição de Lula. Com a presença de artistas e educadores, o Cortejo percorreu algumas ruas da cidade. Ao término, Veneziano discursou e destacou a importância da reeleição de Lula e o legado do atual presidente.
O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e o deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT) comandaram ontem, domingo (18/10uma grande carreata em favor da reeleição do presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT) em Campina Grande.
Concentração
A concentração da carreata foi no bairro das Malvinas, em frente ao Mercado Público. O percurso começou depois das 10h da manhã e a carreata percorreu todo o bairro das Malvinas, passando por outros bairros do setor oeste da cidade, finalizando no bairro da Liberdade, depois das 13h.
Ato político
No sábado (17/10), Veneziano participou de uma passeata realizada por movimentos culturais de Campina Grande, em favor da reeleição de Lula. Com a presença de artistas e educadores, o Cortejo percorreu algumas ruas da cidade. Ao término, Veneziano discursou e destacou a importância da reeleição de Lula e o legado do atual presidente.
Brasil se despede de Benito Di Paula aos 84 anos
19/10/2026
Cantor e compositor
Cantor, compositor e músico fluminense, Benito Di Paula nasceu Uday Velloso (28 de novembro de 1941 – 18 de outubro de 2026) na cidade de Nova Friburgo (RJ) e foi criado no Rio de Janeiro (RJ). Mas o Brasil já o conheceu como Benito Di Paula a partir dos anos 1970, década em que o artista fez sucesso nacional com um samba diferente, esquema novo.
Sambista
Benito Di Paula jamais se considerou um sambista da dinastia de Martinho da Vila e Paulinho da Viola, cantores e compositores que t...
Uma perda para a música brasileira. Um dos cantores e compositores mais populares do Brasil nos anos 1970, Benito Di Paula morreu na noite deste domingo, 18 de outubro, aos 84 anos. O artista faleceu no Hospital 9 de julho, em São Paulo (SP), em decorrência de complicações de um câncer de próstata. O artista lutava contra a doença há cerca de um ano. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro do cantor.
Cantor e compositor
Cantor, compositor e músico fluminense, Benito Di Paula nasceu Uday Velloso (28 de novembro de 1941 – 18 de outubro de 2026) na cidade de Nova Friburgo (RJ) e foi criado no Rio de Janeiro (RJ). Mas o Brasil já o conheceu como Benito Di Paula a partir dos anos 1970, década em que o artista fez sucesso nacional com um samba diferente, esquema novo.
Sambista
Benito Di Paula jamais se considerou um sambista da dinastia de Martinho da Vila e Paulinho da Viola, cantores e compositores que também obtiveram grande sucesso na década de 1970 no segmento do samba. Benito sempre se rotulou publicamente como sambeiro e como pianeiro.
Marcou época
Benito Di Paula marcou época nos palcos dos auditórios dos programas de TV com o informal visual de gala composto por anéis, casacas, colares, gravatas borboletas, pulseiras e, claro, os cabelos longos e outrora cacheados. Quem viveu no Brasil ao longo dos anos 1970 lembra da figura de Benito.
Mercado fonográfico
O cantor debutou no mercado fonográfico em 1967 e lançou em 1971 o primeiro álbum, “Benito Di Paula” (1971), ao qual se sucedeu o segundo, “Ela” (1972), apresentado um ano depois com o primeiro sucesso do artista, “Violão não se empresta a ninguém” (1972).
Contudo, o reinado de Benito Di Paula começou de fato em 1973 com dolente samba-canção, “Retalhos de cetim”, apresentado em single blockbuster naquele ano de 1973.
O grande sucesso
“Retalhos de cetim” foi o ponto de partida para o sucesso de obra que – calcada no mix do piano tocado pelo artista com instrumentos de percussão – rendeu sucessivos hits até 1984, mas sobretudo no período que foi de 1973 a 1977.
Nesse período, foi impossível ignorar “Charlie Brown” (1974), “Beleza que é você mulher” (1974), “Bandeira do samba” (1975), “Como dizia o mestre” (1975), “Vai ficar na saudade” (1975), “Tudo está no seu lugar” (1976), “Do jeito que a vida quer” (1976, grande samba dos versos confessionais “...É que meu samba me ajuda na vida / Minha dor vai passando esquecida”), “Assobiar e chupar cana” (1977) e “Proteção às borboletas” (1977).
Obra inovadora
Nos últimos anos, a obra inovadora de Benito Di Paula passou por processo de reavaliação e gerou tributos na área fonográfica e também no Carnaval. Em 2025, o artista foi enredo da escola de samba Águia de Ouro, uma das mais importantes do Carnaval paulistano. A agremiação desfilou com o enredo “Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do jeito que a vida quer” e com a presença do próprio Benito, emocionado, em um dos carros alegóricos.
Nome gravado
No entanto, o aval mais importante, o do público, sempre foi dado de imediato a esse cantor, compositor e instrumentista que deixa o nome gravado na história da música popular do Brasil ao morrer a um mês de completar 85 anos.
Homenagens
Artistas, amigos e fãs, prestaram homenagem ao artista que deixou um legado para a música brasileira.
Lula X Flávio, na Band: Zero a Zero no placar
19/10/2026
Na forma
Se um chinês ou lituano estivesse assistindo ao debate, sem som, acharia que Flávio ganhou fácil. Bem mais tranquilo e seguro. Apesar dos exageros nos trejeitos e ironia. O jogo de cena pode ter passado desrespeito. Aos espectadores e ao adversário, mais idoso. Só considerando o gestual, Lula pareceu menos preparado, mais irritadiço e pouco à vontade.
No conteúdo
Ouvindo apenas no rádio, a ideia que passou foi que Flávio não respondeu a rigorosamente nenhuma pergunta do adversário. O filme 'Dark Horse', a pior ideia de marketing da dé...
Debate presidencial na televisão, em qualquer lugar do mundo, não mostra quem está melhor preparado para governar. Muito menos quem tem as melhores propostas. Debate mostra, no máximo, quem está melhor preparado para debater. Ontem, no evento da Band, nenhum dos dois, o senador Flávio ou o presidente Lula mostrou que pode fazer um governo melhor que o outro. Ou pior.
Na forma
Se um chinês ou lituano estivesse assistindo ao debate, sem som, acharia que Flávio ganhou fácil. Bem mais tranquilo e seguro. Apesar dos exageros nos trejeitos e ironia. O jogo de cena pode ter passado desrespeito. Aos espectadores e ao adversário, mais idoso. Só considerando o gestual, Lula pareceu menos preparado, mais irritadiço e pouco à vontade.
No conteúdo
Ouvindo apenas no rádio, a ideia que passou foi que Flávio não respondeu a rigorosamente nenhuma pergunta do adversário. O filme 'Dark Horse', a pior ideia de marketing da década, continua botando Vorcaro no enredo da campanha. Apesar do tom de voz mais tranquilo, Bolsonaro transmitiu a ideia de fugir dos temas inconvenientes. De não ter como esclarecer. As respostas de Lula podem não ter sido convincentes, mas foram respostas. E no final, Flávio ainda teve que engolir, sem responder, o desafio pirotécnico de Lula. Que propôs a ambos abrirem as contas bancárias e os sigilos telefônicos, perante a justiça para"provar quem é corrupto neste país". Seria hilariante, ideia de jerico de marqueteiro. Chance para um contra-ataque fulminante, definidor. Mas Flávio pisou na bola, não aproveitou e deixou a oportunidade passar.
Placar de O Poder
A equipe do nosso Jornal O Poder atribuiu aos dois a mesma nota. Zero. Ou nove, tanto faz. Igualdade estampada no placar.
Logo
Como diria uma certa politica brasileira,
ninguém ganhou, ninguém perdeu. Cada qual jogou para agradar a própria torcida. Mas, ao contrário do futebol, o apito final não encerra a disputa. Tem o terceiro tempo nas redes sociais.
O resultado real
Daqui a pouco O Poder publica o Radar Estratégico, assinado por Alek Maracajá. Vai mostrar, em primeira mão, o resultado imediato do debate no mundo digital.
O resultado final
Será decidido no campo da Internet, ao longo da semana.
Pesquisa Datafolha aponta: eleitores de Flávio buscam mudança no Executivo, eleitores de Lula querem maior proteção social no país
17/10/2026
Segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (17/10), 41% dos apoiadores do senador desejam uma mudança no comando do país, enquanto 48% daqueles que pretendem reeleger o presidente apontam a proteção social e os interesses de classe como motivos para a escolha.
Lista de motivos para votar
O instituto apresentou aos entrevistados uma lista de possíveis razões para votar em cada candidato, permitindo que os participantes selecionassem mais de uma alternativa. O levantamento foi realizado a menos de duas semanas da votação, marcada para 25 de outubro, em um cenário de disputa acirrada. Na pesquisa mais recente de intenções de voto do Datafolha, Flávio aparece com 51% dos v...
A busca por alternância de poder e a defesa de políticas sociais são os principais fatores que influenciam os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respectivamente, no segundo turno da eleição presidencial.
Segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (17/10), 41% dos apoiadores do senador desejam uma mudança no comando do país, enquanto 48% daqueles que pretendem reeleger o presidente apontam a proteção social e os interesses de classe como motivos para a escolha.
Lista de motivos para votar
O instituto apresentou aos entrevistados uma lista de possíveis razões para votar em cada candidato, permitindo que os participantes selecionassem mais de uma alternativa. O levantamento foi realizado a menos de duas semanas da votação, marcada para 25 de outubro, em um cenário de disputa acirrada. Na pesquisa mais recente de intenções de voto do Datafolha, Flávio aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula.
A manutenção de políticas sociais é a principal preocupação dos brasileiros que pretendem votar no atual presidente. O motivo foi mencionado por 48% dos entrevistados desse grupo, com percentuais ainda maiores entre pessoas com ensino fundamental (52%) e evangélicos (59%).
Na reta final da campanha, Lula tem concentrado parte de seu discurso na defesa dos benefícios sociais e da valorização do salário mínimo e das aposentadorias. A estratégia também envolve críticas ao adversário, diante da possibilidade, levantada pela campanha petista, de que um eventual governo Flávio Bolsonaro promova cortes nesses programas e interrompa os reajustes acima da inflação.
Outra medida explorada pelo presidente é o fim da escala de trabalho 6x1, aprovado por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Durante a cerimônia de promulgação da medida, realizada na sexta-feira (16/10), Lula criticou a resistência de determinados setores a mudanças na legislação trabalhista.
Mudança no Executivo
Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, a insatisfação com o atual governo tem peso significativo na decisão eleitoral. Além dos 41% que desejam uma mudança no comando do Executivo, 31% afirmam que pretendem votar no senador por rejeição a Lula e ao Partido dos Trabalhadores.
A economia e o custo de vida aparecem como motivação para 16% dos entrevistados, enquanto 15% mencionam as propostas e as qualidades pessoais do candidato. Outros 14% consideram seu desempenho e legado político.
A valorização da alternância de poder também está presente na campanha de Flávio, que tem procurado conquistar o eleitorado insatisfeito com o governo petista, especialmente por meio de críticas à condução da economia.
Segundo o Datafolha, valores, ideologia e democracia motivam 13% dos apoiadores do candidato do PL. Já as questões relacionadas à integridade e à corrupção, assim como aquelas referentes aos serviços públicos e à segurança, são mencionadas por 10% dos entrevistados.
Rejeição aos candidatos motiva votos brancos e nulos
A insatisfação com as duas candidaturas é a principal justificativa apresentada pelos brasileiros que pretendem votar em branco ou anular o voto no segundo turno. Esse grupo representa 6% do eleitorado, conforme o levantamento mais recente de intenções de voto do Datafolha.
Entre esses eleitores, 37% afirmam que não pretendem escolher nenhum dos presidenciáveis por rejeitarem tanto Lula quanto Flávio. A descrença na política e o desinteresse pela eleição aparecem em segundo lugar, com 19% das respostas.
A desconfiança em relação aos políticos, às promessas de campanha e à corrupção é mencionada por 18% dos entrevistados. Outros 12% atribuem a decisão à falta de alternativas e à polarização da disputa. Há ainda uma parcela de 16% que declara não possuir uma razão específica para votar em branco ou nulo.
Dados técnicos
A pesquisa do Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00466/2026. Foram entrevistadas 2.500 pessoas em 153 municípios brasileiros, entre terça-feira (13/10) e quarta-feira (14/10).
O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
— Com Correio Braziliense e Agências de Notícias
Lula reforça para aliados vitória da EC que derrubou a escala 6x1 e importância de se governar com responsabilidade fiscal
17/10/2026
Luta de quatro décadas
Segundo parlamentares que estiveram nesses encontros, o presidente destacou a luta dos sindicatos, políticos e trabalhadores brasileiros para que isso viesse a acontecer durante mais de quatro décadas.
E reforçou a declaração de que “ninguém quer que nenhuma empresa quebre”, feita por ele no Congresso durante o ato de promulgação da emenda. Deixando claro, portanto, que no seu entendimento haverá espaço para dar suporte e capacitação a empresas eventualmente afetadas.
Responsabilidade fiscal
Lula defendeu a responsabilidade fis...
Sem cumprir agendas públicas neste sábado (17/10), o presidente Lula continuou ressaltando, para seus interlocutores e coordenadores de campanha que participaram de várias reuniões internas com ele, a vitória que representou a promulgação da Emenda Constitucional que acabou com a escala de trabalho 6x1 no país, oficializada nesta sexta-feira (16/10).
Luta de quatro décadas
Segundo parlamentares que estiveram nesses encontros, o presidente destacou a luta dos sindicatos, políticos e trabalhadores brasileiros para que isso viesse a acontecer durante mais de quatro décadas.
E reforçou a declaração de que “ninguém quer que nenhuma empresa quebre”, feita por ele no Congresso durante o ato de promulgação da emenda. Deixando claro, portanto, que no seu entendimento haverá espaço para dar suporte e capacitação a empresas eventualmente afetadas.
Responsabilidade fiscal
Lula defendeu a responsabilidade fiscal, afirmou que a dívida pública pode ser aceitável se for usada para construir ativos para o país e reforçou a defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a criação do futuro Ministério da Segurança Pública, caso seja eleito.
Lula também agradeceu ao reforço à sua campanha que tem sido feito pelas manifestações populares e pelas redes sociais e afirmou que assume a responsabilidade “pelos ônus e bônus de seu governo”.
Flávio diz que, se eleito, governará para “todos os Brasileiros”, lutará por internet livre e pelo fim da reeleição
17/10/2026
A regulação da internet segue como um tema ainda não tratado efetivamente pelo Congresso Nacional, mesmo diante de um cenário de proliferação de informações falsas, especialmente durante períodos eleitorais.
Passeata no ES
O candidato fez a declaração durante uma passeata em Vitória (ES), na qual ressaltou, também, que pretende governar para “todos os brasileiros”. “Eu vou governar para todo mundo, até para aquelas pessoas que estavam na varanda ‘fazendo o L'”, disse.
Ele reiterou a fala de que pretende mudar a Constituição por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição e frisou que esta é uma das suas prioridades de governo.
Defendeu que as mudanças deveriam ser feitas de imediato, j...
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (17/10) que o Brasil continuará “com a internet livre” em caso de vitória sua nas eleições.
A regulação da internet segue como um tema ainda não tratado efetivamente pelo Congresso Nacional, mesmo diante de um cenário de proliferação de informações falsas, especialmente durante períodos eleitorais.
Passeata no ES
O candidato fez a declaração durante uma passeata em Vitória (ES), na qual ressaltou, também, que pretende governar para “todos os brasileiros”. “Eu vou governar para todo mundo, até para aquelas pessoas que estavam na varanda ‘fazendo o L'”, disse.
Ele reiterou a fala de que pretende mudar a Constituição por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição e frisou que esta é uma das suas prioridades de governo.
Defendeu que as mudanças deveriam ser feitas de imediato, já em 2030. “Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato. Se aumentará os mandatos de presidente, governadores e prefeitos de quatro para cinco anos ou não, isso o processo legislativo é que vai definir”, enfatizou.
As aventuras de Cacimba 64 —A toada da justiça, a renúncia negada e o abraço do Sertão, por Zé da Flauta*
17/10/2026
O povo se amontoou na calçada e, na frente de todos, o porta-voz da comitiva leu o anúncio que fez o sertão tremer: Mestre Cacimba, o pacificador das pelejas, o homem que desarmou o ódio com o pífano e a sabedoria, estava oficialmente indicado ao Prêmio Nobel da Paz.
A notícia caiu como um raio. O povo chorou de orgulho, mas, no casarão da prefeitura, a novidade causou uma ciumeira de arrancar os cabelos. O prefeito, o coronel e os poderosos da região sentiram o estômago revirar. Como pod...
A segunda-feira amanheceu com um alvoroço que Carnaúba Seca nunca tinha visto. De longe, o pórtico de poeira na estrada anunciava a chegada de três automóveis pretos e lustrosos, de onde desceu uma comitiva de respeito, políticos da capital, de paletó escuro e fala mansa, ao lado de clérigos com batinas pesadas e cruzes no peito. Não vinham para cobrar impostos, nem para pedir votos. Vinham com um papel timbrado de terras estrangeiras, procurando a casa de Mestre Cacimba.
O povo se amontoou na calçada e, na frente de todos, o porta-voz da comitiva leu o anúncio que fez o sertão tremer: Mestre Cacimba, o pacificador das pelejas, o homem que desarmou o ódio com o pífano e a sabedoria, estava oficialmente indicado ao Prêmio Nobel da Paz.
A notícia caiu como um raio. O povo chorou de orgulho, mas, no casarão da prefeitura, a novidade causou uma ciumeira de arrancar os cabelos. O prefeito, o coronel e os poderosos da região sentiram o estômago revirar. Como podia um velho de pé no chão, que morava numa casa de adobe, receber honraria que nenhum doutor dali jamais sonharia ter? O prestígio de Cacimba era a ruína da soberba deles.
Desesperados, os poderosos começaram a agir. O prefeito foi até a casa de Cacimba com promessas e ameaças veladas:
— Cacimba, homem de Deus, o senhor não tem idade para essas presepadas de estrangeiro. Esse prêmio é coisa de política grande, vai trazer confusão, gente de fora futricando a nossa vida. Desista disso, assine essa renúncia que eu lhe garanto uma aposentadoria gorda, uma casa de tijolo e sossego até o fim dos seus dias. Se não... o senhor sabe como a corda sempre arrebenta pro lado mais fraco.
O Mestre, cansado da perseguição e querendo apenas a paz da sua gente, olhou para o chão, pensativo. A pressão era enorme, e o medo de ver o povo sofrer retaliações dos poderosos pesava em seus ombros calejados. Ele chegou a pegar a caneta para assinar a desistência.
Foi aí que os dois macaquinhos entraram em cena, desesperados. Simão (a Razão) pulou em cima da mesa, bateu com o lápis na caderneta e, com gestos frenéticos, apontava para os nomes de todos os injustiçados que Cacimba já tinha defendido. Simão mostrava, na sua lógica muda, que o prêmio não era dele, Cacimba, mas de cada sertanejo sofrido que finalmente seria visto pelo mundo. Desistir era apagar a história de todos eles.

Logo em seguida, Sebastião (a Emoção) agarrou-se ao braço do Mestre. Com os olhos cheios de lágrimas, ele não tocou o triângulo; em vez disso, usou as patinhas para tapar a caneta e depois apontou para a multidão que do lado de fora, na praça, esperava em silêncio. Sebastião batia no próprio peito, mostrando que o coração do sertão estava depositado naquela resistência. Se Cacimba desistisse, a esperança de Carnaúba Seca morreria ali.
Mestre Cacimba olhou para os seus fiéis companheiros, sentiu o calor daquelas almas pequenas e, com os olhos marejados, empurrou o papel de volta para o prefeito. — O senhor desculpe, prefeito, disse o Mestre, com a voz mansa, mas que parecia um trovão de tão firme.
— Mas eu não posso assinar. Eu não pedi esse prêmio, mas se ele veio, é porque o sofrimento do meu povo viajou o mundo. E a voz deles eu não calo por preço nenhum.
O prefeito e os poderosos saíram bufando, derrotados pela força daquele velho.
No final da tarde, Mestre Cacimba saiu à porta da igreja. O povo de Carnaúba Seca estava todo ali, espremido na praça, esperando. Quando viram o velho de chapéu de couro, as palmas começaram, mas logo deram lugar a um silêncio emocionado.
Mestre Cacimba não discursou. Ele apenas tirou o pífano do bolso. Seus dedos, trêmulos pela idade e pela emoção, começaram a tocar uma toada que ninguém nunca tinha ouvido. Era uma música que chorava as dores da seca, mas que subia forte, celebrando a dignidade daquela gente que nunca teve nada, mas que agora, através dele, era coroada diante do mundo.
Simão, no seu ombro, guardou a caderneta e, pela primeira vez, apenas observou, enquanto Sebastião, chorando de soluçar, batia o triângulo bem baixinho, acompanhando o sopro do Mestre. Na praça, homens calejados da enxada e mulheres de fibra desabaram em lágrimas, abraçando-se uns aos outros. Ali, no abraço coletivo daquela gente humilde, todos sabiam que o Nobel já era deles, e que a paz de Cacimba tinha vencido para sempre.
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

Na marcha da insensatez, Flávio perdeu tração, por Marcelo Tognozzi*
17/10/2026
O Congresso deu aos brasileiros um cavalo de Tróia novinho em folha ao votar, com maioria esmagadora de 75 a 1, o fim da escala 6 x 1. O presidente candidato jogou gasolina na fogueira da insensatez ao anunciar o perdão para dívidas dos MEI e um pix de R$ 5 mil na conta de cada microempreendedor. Total da fatura: R$ 5 bilhões.
A gastança e a mobilização da militância deram a Lula a virada registrada na última pesquisa PoderData, na qual aparece empatado com Flávio, ambos com 50%. O importante nesta pesquisa é a curva descendente de Flávio cruzando com a curva ascendente de Lula. Se o filho de Bols...
Insensatez, define Antônio Houaiss, é imprudência, loucura, falta de juízo mesmo. A eleição virou vale tudo. A insensatez é mãe da ruína. O Brasil e a insensatez convivem faz tempo. Talvez a última coisa sensata feita no país nas décadas recentes tenha sido o Plano Real. Depois dele, o festival de insensatez foi retomado com a PEC da reeleição. E não parou mais.
O Congresso deu aos brasileiros um cavalo de Tróia novinho em folha ao votar, com maioria esmagadora de 75 a 1, o fim da escala 6 x 1. O presidente candidato jogou gasolina na fogueira da insensatez ao anunciar o perdão para dívidas dos MEI e um pix de R$ 5 mil na conta de cada microempreendedor. Total da fatura: R$ 5 bilhões.
A gastança e a mobilização da militância deram a Lula a virada registrada na última pesquisa PoderData, na qual aparece empatado com Flávio, ambos com 50%. O importante nesta pesquisa é a curva descendente de Flávio cruzando com a curva ascendente de Lula. Se o filho de Bolsonaro conseguirá revirar, ou não, é outra história. Mas é fato que ele perdeu tração.
Compra de votos por atacado
Governo é igual cobra. Mete medo até quando está morto, diz um velho ditado nordestino. Lula soube usar a máquina a seu favor como ela nunca foi usada por ninguém. Inaugurou a era da compra de votos por atacado e se deu bem. Já foram torrados mais de R$ 350 bilhões. As consequências, dizia o conselheiro Acácio, vêm depois.
Lula tirou o urso para dançar e a Justiça entrou no baile. O presidente aumentou o Bolsa Família por decreto no dia 17 de setembro. O Supremo validou. Em 2024, a Corte declarou inconstitucional a PEC do ex-presidente Bolsonaro que reajustou o benefício em 2022. Agora, considera que o decreto de Lula nada tem de errado, dando um nó na cabeça do eleitor incapaz de entender como a emenda constitucional pode ser defenestrada pelo Supremo e valer menos que um simples decreto.
A falta de bom senso, aliada à uma pitada de soberba, mencionada por jornalistas e analistas críticos da gastança de Lula, está debulhada no livro da historiadora americana Barbara Tuchman, lançado em 1984: A Marcha da Insensatez.
O livro mostra a ambição do poder como a maior das forças da insensatez política. O governo é sempre seu alvo favorito, porque só sua conquista satisfaz essa ambição. Thomas Jefferson, doutor em poder, concluiu de que pelo simples fato de alguém querer muito o cargo, sua conduta começa a se deteriorar. Não do ponto de vista da competência, mas da moral.
Moralidade virou dinossauro
Mas quem sou eu para falar de moral no Brasil de 2026? A moralidade virou dinossauro, peça daquele museu de grandes novidades da música de Cazuza. Assistimos o presente ser pior que o passado, seguimos sobrevivendo da caridade de quem nos detesta e alguns ainda têm o desplante de sonhar com uma praia chamada futuro.
O que teremos pela frente depois da eleição? A terra arrasada. Se Lula vencer, fica o governo engolidor voraz de impostos. Se Flávio ganhar, as dificuldades serão gigantes e o remédio amargo. O cenário internacional conturbado, somado à possibilidade de a guerra se alastrar no Oriente Médio, vai piorar ainda mais a situação.
Já falta dinheiro para o básico. O Brasil quebrou no cheque especial, no cartão de crédito, no consignado e no plano de saúde. O governo Lula contingenciou R$ 23,7 bilhões do orçamento deste ano, atingindo em cheio os ministérios da Educação, Saúde, Transportes, Cidades, Defesa e Fazenda. Falta dinheiro para o custeio da máquina. Há o risco de não sobrar nada para investir no ano que vem, muito menos pagar emendas parlamentares. Vai ser um deus-nos-acuda. E haja Deus e haja acuda.
Existem 6.341 empresas em recuperação judicial, uma alta de 66% nos últimos 3 anos. São quase 9 milhões de empresas inadimplentes, todas na beira do precipício e boa parte delas irá cair, empurradas pelo arrocho que vem por aí. Teremos crédito caro, a dívida pública disparada, mais custos com o fim da escala 6 x 1 e as novidades da reforma tributária, como o tal do split payment que engole o imposto antes do dinheiro chegar na mão do empresário. Quem prometeu prosperidade entregará menos do mesmo. Nem o mais do mesmo será possível.
Caminho tortuoso para parlamentares
Não será apenas o próximo presidente a cair numa sinuca de bico. Os parlamentares que chegarão ao Congresso em fevereiro, ávidos por cortar a cabeça de ministros do Supremo, também cairão na real. Verão que o caminho é tortuoso demais. Se a via Crúcis tem 14 estações, a via de cassação de ministro do Supremo terá muito mais.
Será jogo para profissionais e, no fim, restará para ambos os lados a única possibilidade de acordo para evitar o pior. Os prazos e os ritos legais dificilmente impedirão o ministro Alexandre de Moraes de presidir a corte em setembro de 2027.
Lideranças empresariais
A eleição deste ano mostrou muitas coisas importantes. A primeira delas, é que na briga pelo poder vale tudo, especialmente se o incumbente tem a caneta e está sentado na cadeira. Se a renovação política trouxe sangue novo para o Congresso, precisa chegar às lideranças empresariais. Elas continuam fazendo política como há 20, 30 anos atrás. Foram engolidas pela própria ineficiência analógica. Não conseguiram traduzir para a sociedade as consequências práticas da redução da jornada de trabalho, pela inação nas redes sociais e falta de debate. Precisam urgentemente rever seus conceitos.
Feia, suja e insossa, a eleição inaugurou a era da compra de votos no atacado, às claras, com pix. O ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães dizia que “eleição se ganha com o saco de dinheiro numa mão e o chicote na outra”. Lula, aperfeiçoou. Numa mão segura o exército digital da militância e, na outra, o microfone para perguntar em alto e bom som ao eleitor: quem quer dinheiro?
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.
NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.
Atenção eleitores: TSE alerta que mais de 4,3 mil seções serão instaladas em outros lugares no próximo dia 25
17/10/2026
Conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as alterações foram feitas por motivos como fortes chuvas, reformas de última hora, problemas na acessibilidade dos prédios e falta de energia elétrica.
Em algumas situações, locais danificados tiveram as seções transferidas preventivamente para prédios próximos considerados mais seguros. Por isso, a Justiça eleitoral tem feito alertas aos eleitores para que, mesmo quem votou normalmente no primeiro turno, confira no site do TSE ou no aplicativo e-Título se sua seção mudou de endereço.
Principais mudanças em SP, MG, RJ e BA
Segundo o tribunal, mudanças feitas pelos cartórios eleitorais aparecem imediatamente nesses canais. Dados divulgados p...
A Justiça Eleitoral mudou o local de votação de 4.352 seções eleitorais para o segundo turno das eleições, programado para acontecer no dia 25 de outubro. O número corresponde a 0,87% das 499.248 seções instaladas no país.
Conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as alterações foram feitas por motivos como fortes chuvas, reformas de última hora, problemas na acessibilidade dos prédios e falta de energia elétrica.
Em algumas situações, locais danificados tiveram as seções transferidas preventivamente para prédios próximos considerados mais seguros. Por isso, a Justiça eleitoral tem feito alertas aos eleitores para que, mesmo quem votou normalmente no primeiro turno, confira no site do TSE ou no aplicativo e-Título se sua seção mudou de endereço.
Principais mudanças em SP, MG, RJ e BA
Segundo o tribunal, mudanças feitas pelos cartórios eleitorais aparecem imediatamente nesses canais. Dados divulgados pelo TSE nesta sexta-feira (16/10) mostraram que as alterações se concentraram em alguns dos estados com os maiores eleitorados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Mas isto não significa quenão tenham sido feitas mudanças em outras unidades da Federação
Técnicos do TSE explicaram, também, que a troca de endereço não significa que houve redução no número de seções eleitorais nem prejuízo aos eleitores.
Monitoramento do clima
Neste ano, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, criou a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026, destinada a acompanhar possíveis impactos de fenômenos climáticos na realização da votação.
O monitoramento é feito em conjunto com órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Defesa Civil e as Forças Armadas. A rede acompanha situações como tempestades, secas e desastres naturais que possam afetar locais de votação ou rotas de transporte.
Segundo turno das eleições terá mais de 314 mil pessoas votando em trânsito, longe dos seus domicílios eleitorais
17/10/2026
Na mesma data, também ocorrerá a votação em segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins.
Entenda as regras
Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador). Já para quem estiver fora do estado do registro eleitoral, o voto será apenas para presidente da República.?
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, 52.206 pessoas solicitaram voto em trânsito no dia 25. Na Bahia, foram 30.841 solicitações; em Minas Gerais, 29.593; e, no Rio de Janeiro, 24.736. Quem menos comunicou qu...
Para o segundo turno das eleições, um total de 314.519 eleitores brasileiros votarão em trânsito, no dia 25. Ou seja: fora dos seus domicílios eleitorais. São pessoas que se cadastraram e receberam orientações dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para procederem dessa forma.
Na mesma data, também ocorrerá a votação em segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins.
Entenda as regras
Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador). Já para quem estiver fora do estado do registro eleitoral, o voto será apenas para presidente da República.?
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, 52.206 pessoas solicitaram voto em trânsito no dia 25. Na Bahia, foram 30.841 solicitações; em Minas Gerais, 29.593; e, no Rio de Janeiro, 24.736. Quem menos comunicou que votaria fora do domicílio eleitoral foi o eleitorado de Roraima (1.194), do Acre (1.339) e do Amapá (1.477).
Cidades com mais de 100 mil eleitores
A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas, em seções destinadas para esse fim. ?A consulta ao local de votação deve ser feita pelo aplicativo e-Título u pela internet, via autoatendimento eleitoral.
No caso dos eleitores que estão no exterior, eles têm direito a votar apenas para presidente da República. Mas o prazo para essa modalidade de votação foi encerrado no dia 20 de agosto. Quem não se inscreveu a tempo e se encontra fora do seu domicílio eleitoral, não terá mais o direito de votar.