Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta
14/09/2024
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.
Duas casas
“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.
Topografia ignorada
“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

Ilusão
“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.
Caráter contemporizador
“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.
Retaguarda da força
“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

Dia seguinte
“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.
Presos políticos
Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.
Itinerário
Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.
*Josemir Camilo de Melo é historiador
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Errar É Humano: Quando a Inteligência Artificial Começa a Esconder o Erro Humano - Por Amadeu Robalinho*
10/09/2026
Errar é humano. O problema começa quando passamos a utilizar a tecnologia para eliminar não o erro, mas os vestígios que permitem identificá-lo.
Estamos diante de uma questão que ultrapassa a tecnologia. Trata-se de uma questão científica, educacional, cultural e, sobretudo, estratégica.
A Inteligência Artificial generativa pode representar uma das maiores ferramentas de ampliação da capacidade humana já desenvolvidas. Entretanto, ela não transforma automaticamente informação em conhecimento, nem conhecimento em...
Há uma contradição silenciosa no modo como a sociedade contemporânea começa a utilizar a Inteligência Artificial. Criamos máquinas capazes de produzir textos, imagens, análises, códigos, sínteses e respostas em poucos segundos, mas, ao mesmo tempo, começamos a utilizá-las não apenas para ampliar o conhecimento humano, mas para esconder as limitações, os erros e, em alguns casos, a própria ausência de conhecimento de quem as utiliza.
Errar é humano. O problema começa quando passamos a utilizar a tecnologia para eliminar não o erro, mas os vestígios que permitem identificá-lo.
Estamos diante de uma questão que ultrapassa a tecnologia. Trata-se de uma questão científica, educacional, cultural e, sobretudo, estratégica.
A Inteligência Artificial generativa pode representar uma das maiores ferramentas de ampliação da capacidade humana já desenvolvidas. Entretanto, ela não transforma automaticamente informação em conhecimento, nem conhecimento em ciência. Uma resposta bem escrita não significa necessariamente uma resposta verdadeira. Uma argumentação elegante não é sinônimo de profundidade. Uma linguagem sofisticada não comprova domínio intelectual.
O Próprio ²NIST, ao tratar dos riscos da IA generativa, identifica o fenômeno denominado “confabulação”, quando sistemas produzem informações falsas ou incorretas apresentadas com elevado grau de confiança. O problema torna-se ainda mais grave quando o usuário passa a confiar na aparência de precisão produzida pela máquina.
É nesse ponto que surge uma nova prática que merece atenção: utilizar uma ferramenta de Inteligência Artificial para produzir determinado conteúdo e, posteriormente, utilizar outra ferramenta de IA para “humanizar” o texto.
A pergunta estratégica é inevitável: estamos humanizando a máquina ou artificializando o ser humano?
A diferença não é meramente semântica.
Quando um indivíduo pesquisa, interpreta, confronta fontes, formula hipóteses, erra, corrige, escreve e reescreve, existe um processo intelectual. O resultado final é consequência de uma trajetória cognitiva. O erro, nesse contexto, não é apenas uma falha. Ele pode ser parte do próprio processo de aprendizagem.
Quando, entretanto, alguém delega à máquina a pesquisa, a estruturação das ideias, a redação, a revisão, a correção gramatical, a adequação estilística e, finalmente, utiliza outra máquina para retirar do texto os sinais de que ele foi produzido artificialmente, corre-se o risco de criar uma espécie de circuito fechado.
A máquina produz.
Outra máquina aperfeiçoa.
Uma terceira pode verificar.
E o ser humano apenas publica.
É possível que estejamos construindo uma fábrica de perpetuação da produção de ninguém.
Esse talvez seja um dos paradoxos mais importantes da era da Inteligência Artificial. Quanto mais sofisticadas forem as ferramentas utilizadas para produzir textos aparentemente humanos, maior poderá ser a dificuldade de identificar onde termina o pensamento original e onde começa a reprodução estatística de padrões existentes.
A consequência pode ser uma produção intelectual de enorme volume, mas de reduzida originalidade.
Muita superfície e pouca profundidade.
Muito conteúdo e pouco conhecimento.
Muita publicação e pouca descoberta.
Muita informação e pouca inteligência.
O problema assume proporções ainda maiores quando essa dinâmica alcança a produção científica.
A ciência não evolui simplesmente porque produz mais textos. Ela evolui quando produz novas perguntas, novas hipóteses, novos métodos, novas evidências e novas explicações para fenômenos ainda não suficientemente compreendidos.
Se milhões de pesquisadores passarem a utilizar sistemas semelhantes, treinados sobre conjuntos de dados semelhantes, orientados por padrões semelhantes e solicitados a escrever de maneira semelhante, poderemos enfrentar um fenômeno paradoxal: uma tecnologia criada para ampliar a diversidade intelectual poderá contribuir, se utilizada de maneira inadequada, para a padronização do pensamento.
A questão não é afirmar que isso necessariamente ocorrerá, mas reconhecer que o risco existe e merece investigação.
A própria ¹ UNESCO chama atenção para os impactos da IA sobre o pensamento humano, a educação, as ciências, a cultura e a comunicação, defendendo princípios como diversidade, supervisão humana, responsabilidade, transparência e preservação da diversidade cultural.
E aqui chegamos a uma questão ainda mais profunda: o que acontecerá com a cultura clássica?
O conhecimento humano não nasceu dos algoritmos.
A ciência moderna foi construída sobre séculos de leitura, debate, experimentação, discordância, observação e transmissão de conhecimento. Filosofia, matemática, literatura, história, engenharia, física, química, direito e medicina foram desenvolvidos por homens e mulheres que precisaram pensar antes de perguntar às máquinas.
A leitura de um livro não era apenas uma forma de obter informação. Era um exercício de concentração.
A escrita não era apenas uma forma de comunicar. Era um exercício de organização do pensamento.
A pesquisa não era apenas uma busca por respostas. Era um exercício de formulação de perguntas.
O risco contemporâneo está em transformar essas três atividades em simples comandos.
Perguntar à máquina pode ser extremamente eficiente. Pensar antes de perguntar continua sendo indispensável.
Essa diferença é fundamental para a soberania de uma nação.
Uma sociedade que perde a capacidade de produzir conhecimento próprio torna-se progressivamente dependente daqueles que controlam as plataformas, os modelos, os dados, a infraestrutura computacional, os semicondutores, os centros de processamento, os sistemas de comunicação e os mecanismos de treinamento da inteligência artificial.
Portanto, a discussão sobre IA não pode ficar restrita à produtividade.
Ela precisa ser incorporada à agenda de soberania nacional.
Quem controla a infraestrutura de inteligência controla uma parcela crescente da capacidade de produzir, interpretar e distribuir conhecimento. Quem controla os dados possui uma vantagem estratégica. Quem controla os modelos possui capacidade de influenciar processos cognitivos. E quem depende integralmente de sistemas externos para produzir conhecimento estratégico corre o risco de terceirizar parte de sua própria autonomia intelectual.
Isso é Defesa.
Isso é Estratégia.
Isso é Soberania.
Uma nação tecnologicamente dependente pode possuir território, população, recursos naturais e forças militares, mas continuar vulnerável se não possuir capacidade própria de produzir conhecimento, tecnologia e inteligência.
Por isso, a questão não deve ser “usar ou não usar Inteligência Artificial”.
Essa é uma falsa escolha.
A pergunta correta é: como utilizar a Inteligência Artificial sem entregar a ela aquilo que constitui a essência da capacidade humana de pensar?
A resposta passa por educação, cultura científica, formação crítica, domínio tecnológico e responsabilidade intelectual.
A IA deve ser instrumento de ampliação da inteligência humana, não substituta da inteligência humana.
Deve acelerar cálculos, comparar grandes volumes de dados, auxiliar pesquisas, identificar padrões, apoiar simulações, contribuir para engenharia, medicina, defesa, indústria e planejamento estratégico.
Mas a responsabilidade pela hipótese, pela decisão, pela interpretação e pela consequência precisa continuar sendo humana.
Não se trata de combater a tecnologia.
Trata-se de impedir que a tecnologia combata silenciosamente a capacidade humana de pensar.
Existe ainda uma pergunta provocativa: essa cobra vai engolir o próprio robô?
Se os sistemas de Inteligência Artificial passarem a ser treinados cada vez mais sobre conteúdos produzidos por outras Inteligências Artificiais, poderemos entrar em um ciclo de retroalimentação no qual a máquina começa a aprender progressivamente com aquilo que ela mesma, ou sistemas semelhantes, produziram.
A consequência pode ser uma espécie de erosão da diversidade informacional.
Se o conhecimento original diminui e a reprodução sintética aumenta, o sistema pode produzir cada vez mais conteúdo e, simultaneamente, reduzir a proporção de novidade existente nesse conteúdo.
É a multiplicação da cópia com aparência de criação.
É a industrialização da repetição.
É a possibilidade de termos uma gigantesca biblioteca digital repleta de textos, mas progressivamente contaminada por uma pergunta fundamental: quem realmente pensou tudo isso?
Essa pergunta não é uma ameaça à Inteligência Artificial.
É uma exigência de maturidade diante dela.
A verdadeira revolução da IA não estará em produzir milhões de textos indistinguíveis entre si. Estará em permitir que seres humanos capazes façam aquilo que antes era impossível: compreender sistemas complexos, formular hipóteses mais sofisticadas, desenvolver tecnologias, antecipar riscos, proteger sociedades e ampliar as fronteiras do conhecimento.
O verdadeiro salto tecnológico não será substituir o pesquisador.
Será aumentar a capacidade do pesquisador.
Não será eliminar o erro.
Será permitir que o erro seja identificado mais rapidamente.
Não será retirar o ser humano do processo.
Será tornar o ser humano mais capaz dentro dele.
Porque uma sociedade que não aceita mais errar pode também deixar de experimentar.
E uma sociedade que deixa de experimentar pode deixar de descobrir.
O erro humano, quando reconhecido, analisado e corrigido, é uma das engrenagens do progresso científico. O perigo está em utilizar a tecnologia para mascará-lo, escondê-lo e transformá-lo em uma produção aparentemente perfeita.
A perfeição artificial pode ser intelectualmente estéril.
A imperfeição humana pode ser cientificamente fértil.
É nesse equilíbrio que estará uma das grandes disputas estratégicas do século XXI.
Não entre homem e máquina, mas entre conhecimento autêntico e reprodução automatizada.
Entre pensamento e padrão.
Entre ciência e aparência de ciência.
Entre soberania intelectual e dependência tecnológica.
A Inteligência Artificial poderá ser uma das maiores ferramentas de emancipação intelectual da humanidade.
Mas também poderá se transformar em uma máquina extraordinariamente eficiente de produzir respostas sem necessariamente produzir conhecimento.
A escolha não será feita pelos algoritmos.
Será feita por nós.
E talvez a maior demonstração de inteligência humana, diante da Inteligência Artificial, seja continuar tendo coragem para fazer aquilo que nenhuma máquina pode fazer em nosso lugar: pensar, duvidar, questionar, discordar, experimentar, errar, corrigir e, finalmente, descobrir algo que ainda não existia.
Porque, no final, a questão não é saber se a máquina consegue escrever como um ser humano.
A questão realmente estratégica é saber se o ser humano continuará sendo capaz de pensar como um ser humano.
Notas:
¹ UNESCO— Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. É uma agência especializada da ONU, criada em 1945. Atua em educação, ciência, cultura, comunicação e patrimônio. Na área de IA, trabalha especialmente com ética, educação, direitos humanos, diversidade cultural e impactos sociais da tecnologia.
² NIST— National Institute of Standards and Technology (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia). É uma instituição científica e tecnológica do governo dos Estados Unidos, vinculada ao Departamento de Comércio. Desenvolve padrões, métodos e orientações técnicas para áreas como cibersegurança, inteligência artificial, engenharia, metrologia e gestão de riscos.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
"Modelo estatista e a economia brasileira" - Por Jarbas Beltrão*
10/09/2026
A compreensão de que, só o Estado é o impulsionador do nosso crescimento econômico, dominou nossa política e economia desde os anos 1930, a nossa mentalidade, seja "direita", seja "esquerda", desconsidera o empreendedorismo como importante saída para nossa decolagem econômica".
"O planejamento estatal"
A chegada dos revolucionários tenentistas a partir de 1930, com a "revolução de outubro", inicia o traçado de um novo rumo para economia e política brasileira.
O novo traçado lança seu vôo a partir do "Estado Novo" (1937) de Getúlio Vargas, inaugurando uma nova era econômica e política
Quanto a nova era econômica, passou a depositar no Estado as responsabilidades (exclusivas) de indução do crescimento econômico.
Até neste ano de 2026, continuamos patinando num modelo econômico gerido pelo "Estado" que transforma/transformou em servos desde elites, classes médias e até os...
"Preâmbulo"
A compreensão de que, só o Estado é o impulsionador do nosso crescimento econômico, dominou nossa política e economia desde os anos 1930, a nossa mentalidade, seja "direita", seja "esquerda", desconsidera o empreendedorismo como importante saída para nossa decolagem econômica".
"O planejamento estatal"
A chegada dos revolucionários tenentistas a partir de 1930, com a "revolução de outubro", inicia o traçado de um novo rumo para economia e política brasileira.
O novo traçado lança seu vôo a partir do "Estado Novo" (1937) de Getúlio Vargas, inaugurando uma nova era econômica e política
Quanto a nova era econômica, passou a depositar no Estado as responsabilidades (exclusivas) de indução do crescimento econômico.
Até neste ano de 2026, continuamos patinando num modelo econômico gerido pelo "Estado" que transforma/transformou em servos desde elites, classes médias e até os trabalhadores.
Todos de uma forma ou de outra, aguardam os acenos dos controladores do Estado para o que lhes será oferecido como benefícios.
A era Varguista, colocou com a criação de uma indústria de base, a exclusividade do único caminho de crescimento econômico - o Estado.
'Economia brasileira e os ciclos econômicos globalistas"
A indústria de base, surgida na era varguista, estimulou a chegada dos investimentos estrangeiros; essa chegada também foi fruto de uma expansão dos "ciclos econômicos globalistas".
O Plano de Metas (1956/1961) governo JK e Governos Militares (1970/1984), foram momentos que o capital internacional trouxe completa mudança no desenho econômico brasileiro. Mas esses ciclos não tiveram continuidade quanto à adoção por nossas plataformas econômicas.
O último dos ciclos globalistas - governos militares - foi interrompido e as atenções do capital Ocidental voltou-se para a República Popular da China.
'O Brasil e o mercado global'
Durante os governos militares a entrada de capitais ocidentais, pressionou transformações no nosso desenho econômico; passamos do além 40° lugar para o 7° e com a formação de um complexo conjunto industrial, científico e tecnológico.
O Brasil tornou-se importante referência na economia de mercado sob liderança dos Estados Unidos e compartilhado pela Europa Ocidental.
Estados Unidos tinha uma clara opção pela economia de livre trocas no mercado, que fez inclusive seu "soft power" sobre outras nações do globo.
Europa Ocidental, reconstruida pelo Plano Marshal, teve uma economia de mercado, porém com as cores de um modelo distributivista - Social democracia - que nos dias atuais, já é dado por esgotado.
O modelo da social-democracia, do "Estado de bem-estar social europeu, hoje, existe apenas nas mentes dos desinformados, ou com aqueles que desconectam produção da distribuição de riquezas, e até mesmo os que encaram a "economia não como ciência, mas como ideologia".
'O descolamento do Brasil do bloco de livre mercado'
O descolamento do Brasil de membro importante da economia de mercado ocidental, para aproximação com o bloco estatista anti-ocidental, teve início com o primeiro mandato do Partido dos Trabalhadores (2001/ 2004); "surfamos" na onda das "comodittes" de ferro para a República Popular da China.
'Comodittes do minério de ferro e a China'
O primeiro mandato petista, foi o inicio da relação do Brasil com o "dragão asiático" geradora do afastamento do Brasil com o mercado Ocidental.
Naquela altura o próprio Ocidente, também já sofria o impacto que ajudava a desmoronar um mercado de unidade duvidosa.
A viagem, do Brasil, para essa nova plataforma, não foi interrompido, teve um maior ou menor grau nos últimos 25 anos; a viagem prosseguiu/prossegue seu destino; que seria uma confirmação de nosso país como exportador de comodittes agrícolas e minerais.
Brasil, torna-se refém de um planejamento para tornar-se território de investimentos do capitalismo de Estado da China - comunocapitalismo - no tocante a investimentos de empresas estatais chinesas, compra de empresas estatais ou mistas brasileiras pelo capital estatal chinês.
Não fica só por aí, o capital chinês é grande comprador de nossos projetos do agro-negócio, e de terras promissoras de nosso território.
Estrutura de transportes, comunicações, estruturas de saneamento, capitais financeiros são outras áreas de investimentos da China.
Investimento em empresas de bens de consumo duráveis tecnologia e automobilista, são os novos filões do comunocapitalismo vermelho-amarelo.

Esses investimentos importam em muitas vantagens, para distenssionar as pressões da falta de ocupação no mercado chinês, exporta-se trabalhadores; esses altamente "disciplinados" e sem preocupações de direitos trabalhistas ou mesmo com jornadas de trabalho: 6 por 1 ou 5 por 2.
O namoro Brasil/China, foi se tornando mais íntimo com o desprezo que os capitais norte-americanos dispensaram ao sub-continente latino-americano, voltando seus olhares para quem oferecia mais vantagens: República Popular da China e República Popular Democrática do Vietnã.
"Governo anterior"
O governo que antecedeu ao atual governo petista (2018/ 2021), declarou-se anti-comunista, mas não anti- China.
Afinal, não dava prá se declarar anti-China, já naquela altura nosso maior parceiro comercial; o mandatário, "anti-comunista" de "verniz guerra fria" afirmava: "queremos que a China, continue comprando produtos do Brasil, mas não deixaremos que compre o Brasil"; só que avançaram na compra do Brasil.
'Brasil no eixo anti-ocidental'
O Brasil com a retomada do governo pelo Partido dos Trabalhadores, foi se consolidando como membro do eixo liderado pela China; com a China chega os aliados, "a tira colo" de seu bloco - Rússia, Iran.
O eixo sob comando do PCCh, é, até agora uma espécie de "aliança islamocomunista; Islamo da República Islâmica do Iran, comunista de uma Rússia e China, que não estão inspirados na velha moldura da tal Revolução Proletária de 1917 (golpe bolchevique), mas, sim, anti-ocidental, anti-mercado livre - segundo o próprio dirigente chinês Xi Jiping (Secretario geral do PCCh, Presidente da República Popular da China, Presidente do Birô Político da República Comunista e Chefe do Estado Maior das Forcas Armadas e do Exército Nacional de Libertação; ganhou até de Gobi - Joseh Stalin - o seminarista georgiano.
Pois é, e essa a moldura parcial do xadrez geopolítico e o lugar do Brasil dentro dele.
Praticamente, todas eleições presidenciais brasileiras ocorreram dentro deste tabuleiro.
Em outubro de 2026, teremos mais uma eleição, mas os presidenciáveis, não avançaram muito na compreensão desse cenário.
Pretendo nos nossos próximos encontro trazer uma fotografia das eleições de 2018, 2022, 2026. Parcial e limitada, claro, não sou nenhum "mago" do conhecimento da nossa história contemporânea.
Tenho dito
Já com livro no "forno", Editora Amanhecer.
"Desconstrução de narrativas - textos de história contemporânea".
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Duas Lendas no Rock in Rio - Crônica - Por Romero Falcão*
10/09/2026
O primeiro Rock in Rio, em janeiro de 1985, foi espetacular. As incríveis bandas internacionais — Queen, Scorpions, Iron Maiden — botaram para ferver a Cidade do Rock.
E o nosso rock dos anos 80 trouxe Barão Vermelho, Paralamas, Kid Abelha. Cazuza declamou: “Pro dia nascer feliz”. Não tão feliz quanto na atualíssima “Brasil”. “Mostra a tua cara”, composta três anos depois.
Gilberto Gil, um mágico que tira da cartola todo tipo de gênero musical, empunhou a guitarra em “Extra II — O Rock do Segurança” e “Pessoa Nefasta”. Duas maravilhas lançadas na época do recente álbum Raça Humana.
Por falar em Gil, no Rock in Rio deste ano, deste mês, duas lendas da música mundial se encontram no camarim do Pal...
O rock bateu à minha porta pela bateria de Ringo e pelos acordes de John, Paul e George — os quatro fabulosos. Mas nunca fui tiete do rock pauleira, daqueles que quebram guitarras e metem os dentes em morcegos no palco.
O primeiro Rock in Rio, em janeiro de 1985, foi espetacular. As incríveis bandas internacionais — Queen, Scorpions, Iron Maiden — botaram para ferver a Cidade do Rock.

E o nosso rock dos anos 80 trouxe Barão Vermelho, Paralamas, Kid Abelha. Cazuza declamou: “Pro dia nascer feliz”. Não tão feliz quanto na atualíssima “Brasil”. “Mostra a tua cara”, composta três anos depois.
Gilberto Gil, um mágico que tira da cartola todo tipo de gênero musical, empunhou a guitarra em “Extra II — O Rock do Segurança” e “Pessoa Nefasta”. Duas maravilhas lançadas na época do recente álbum Raça Humana.
Por falar em Gil, no Rock in Rio deste ano, deste mês, duas lendas da música mundial se encontram no camarim do Palco Mundo: Gil e Elton John. 84 e 79 anos, respectivamente.
Os dois dão as últimas voltas na grande pista das artes. Elton sente o peso do tempo: tratamento contra o câncer de próstata, infecção ocular, próteses. No entanto, quando se senta ao piano, o gênio se manifesta.
Gil, apesar das perdas e danos, também rutila o gênio quando sobe ao palco e "cheira a talco como Bum-bum de bebê".

O britânico, ao abraçar o baiano, disse:
“Você é uma lenda e um homem brilhante. É tão lindo conhecê-lo. Seja abençoado por toda sua música maravilhosa.”
Oh! "Tempo Rei"
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

André Gadelha entra com AIJE para investigar emendas de Hugo Motta
10/09/2026
O que está sendo pedido é uma investigação para saber se o dinheiro do povo da Paraíba está sendo usado para fazer troca de apoio político. A prática vem de longe mas se intensificou nesta temporada eleitoral.
As emendas parlamentares
Não são dinheiro do deputado. Esse dinheiro é do povo paraibano, é dinheiro público, que deveria ser usado para atender as necessidades de todos os municípios e de todas as pessoas do Estado.
O que está sendo questionado
É que o deputado Hugo Motta estaria destinando grandes valores em emendas para municípios onde os prefeitos apoiam o p...
O deputado André Gadelha, candidato ao Senado pela Paraíba, entrou com uma Acao de Investigacão Judicial Eleitoral - AIJE, Órgão. junto ao Colegiado do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, visando a inelegibilidade por Abuso do Poder Econômico ou Político, do deputado Hugo Motta e o seu pai, Nabor Vanderley, que também disputa o Senado.
O que está sendo pedido é uma investigação para saber se o dinheiro do povo da Paraíba está sendo usado para fazer troca de apoio político. A prática vem de longe mas se intensificou nesta temporada eleitoral.
As emendas parlamentares
Não são dinheiro do deputado. Esse dinheiro é do povo paraibano, é dinheiro público, que deveria ser usado para atender as necessidades de todos os municípios e de todas as pessoas do Estado.
O que está sendo questionado
É que o deputado Hugo Motta estaria destinando grandes valores em emendas para municípios onde os prefeitos apoiam o projeto político dele e do pai dele, Nabor Wanderley.
Só para Patos
São mais de R$ 6 milhões em recursos. A pergunta que precisa ser respondida é: por que alguns municípios recebem tantos recursos enquanto outros municípios que também precisam ficam de fora?
Distorção
Ninguém é contra as emendas parlamentares. Pelo contrário: elas são importantes para levar investimentos para a população. O problema é usar o dinheiro público como se fosse uma moeda de troca para conseguir apoio político.
Uso indevido
O dinheiro é de todos os paraibanos, não pertence a um deputado, a um prefeito ou a um grupo político. Ele não pode ser usado para beneficiar apenas quem apoia determinado candidato.
A suspeita
É que esteja acontecendo uma troca: apoio político em troca de liberação de recursos públicos. E isso pode configurar crime eleitoral, porque o dinheiro do povo não pode ser usado para favorecer uma candidatura ou um grupo político.
Por isso
O caso já está sendo questionado e investigado pelo Ministério Público Federal e agora também foi pedido que a Justiça Eleitoral investigue se houve abuso de poder econômico, compra de apoio político ou uso indevido de dinheiro público para influenciar uma eleição.
A pergunta é simples
O dinheiro que pertence a todos os paraibanos está sendo usado para atender a população ou para comprar apoio político? É isso que precisa ser esclarecido pela Justiça.
Saúde avança - Labanca amplia acesso a cirurgias e atendimentos oftalmológicos
10/09/2026
Durante o anúncio
Labanca destacou que o programa é mais uma ação da gestão municipal para reduzir filas e garantir atendimento a quem espera há muito tempo por procedimentos oftalmológicos.
Fala o prefeito
“Em parceria com o Governo Federal, vamos fazer o que o Estado não fez: chegar junto das pessoas que aguardavam há muito tempo na fila por uma cirurgia de catarata. É mais um compromisso com o cidadão são-lourencense que estamos cumprindo”, afirmou o prefeito.
Os procedimentos
Serão realizados em um hospital especializado no Recife. A Prefeitura de São Lourenço da Mata ficará responsável pelo...
O prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca (PSB), anunciou o lançamento do Programa Olhar com Esperança, iniciativa que vai ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias oftalmológicas, com atenção especial aos pacientes que aguardam por cirurgia de catarata.
Durante o anúncio
Labanca destacou que o programa é mais uma ação da gestão municipal para reduzir filas e garantir atendimento a quem espera há muito tempo por procedimentos oftalmológicos.
Fala o prefeito
“Em parceria com o Governo Federal, vamos fazer o que o Estado não fez: chegar junto das pessoas que aguardavam há muito tempo na fila por uma cirurgia de catarata. É mais um compromisso com o cidadão são-lourencense que estamos cumprindo”, afirmou o prefeito.
Os procedimentos
Serão realizados em um hospital especializado no Recife. A Prefeitura de São Lourenço da Mata ficará responsável pelo transporte dos pacientes e por todo o suporte necessário durante o processo de atendimento.
Com o Olhar com Esperança
A gestão municipal reforça a ampliação da assistência especializada em saúde e o compromisso de levar atendimento a quem mais precisa.
Cadeira vazia - Raquel Lyra falta ao primeiro debate das eleições em Pernambuco
10/09/2026
Diferentemente de outros estados do Nordeste, como Bahia e Ceará, que já tiveram mais de um debate, Pernambuco só começou a contar com momentos de confronto entre os principais candidatos ao governo hoje, quinta-feira (10/09). Mas a expectativa pelo primeiro debate, promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), acabou frustrada devido à ausência da governadora Raquel Lyra (PSD), que preferiu participar de uma sabatina com empresários em Caruaru, seu reduto eleitoral.
O debate do Sinpol
Teria como pano de fundo a segurança pública, tema sobre o qual tanto a oposição como a situação têm argumentos. João Campos (PSB), o único presente no evento, falou do compromisso de endurecer o combate à violência e acenou com propostas de valorização para os profissionais da Polícia Civil e das demais operativas de segurança. Membros da própria classe fizeram paralelos entre uma possível eleição do candidato e...
Ja era esperado, ja estava anunciado.
Diferentemente de outros estados do Nordeste, como Bahia e Ceará, que já tiveram mais de um debate, Pernambuco só começou a contar com momentos de confronto entre os principais candidatos ao governo hoje, quinta-feira (10/09). Mas a expectativa pelo primeiro debate, promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), acabou frustrada devido à ausência da governadora Raquel Lyra (PSD), que preferiu participar de uma sabatina com empresários em Caruaru, seu reduto eleitoral.
O debate do Sinpol
Teria como pano de fundo a segurança pública, tema sobre o qual tanto a oposição como a situação têm argumentos. João Campos (PSB), o único presente no evento, falou do compromisso de endurecer o combate à violência e acenou com propostas de valorização para os profissionais da Polícia Civil e das demais operativas de segurança. Membros da própria classe fizeram paralelos entre uma possível eleição do candidato e os governos do seu pai, Eduardo Campos.
Já Raquel
Se não tivesse faltado, certamente falaria sobre números que ela julga positivos no programa Juntos pela Segurança, de forma similar ao conteúdo apresentado em seu guia eleitoral na véspera do debate. A relação com os policiais civis, porém, foi marcada por desgastes nos últimos quatro anos. Durante a sabatina, representantes do sindicato lamentaram não terem sido recebidos pela governadora para negociar reivindicações.
Vídeo
Nosso diretor José Nivaldo Junior explicou em vídeo as razões profundas que levaram a governadora a fugir do debate.
Caixa entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial a partir desta quinta-feira
10/09/2026
Aprovada
A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional.
Nova Convenção Coletiva
No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades. Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.
Nota
Em...
Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entraram em greve por tempo indeterminado a partir de hoje, quinta-feira (10/09). Na Caixa, a paralisação é nacional e acontece após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, a greve é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria.
Aprovada
A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional.
Nova Convenção Coletiva
No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades. Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.
Nota
Em nota, o Banco do Brasil afirmou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que reúne os bancos para discutir questões gerais da categoria, incluindo o índice de reajuste.
O banco também mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar de questões relacionadas aos funcionários do BB.
Informou
A Caixa Econômica Federal informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento que contemple os interesses das partes.
O Poder
Candidato ao Senado pela Paraíba, André Gadelha apresenta propostas para saúde, política e economia
10/09/2026
Percorrido
André afirmou que tem percorrido diferentes regiões do estado para conhecer as principais demandas da população. Segundo ele, existe um distanciamento entre os eleitores e a política, e a aproximação com a sociedade deve ser ampliada.
Ideias
Entre as ideias apresentadas, o candidato defendeu mudanças na destinação das emendas parlamentares, com prioridade para setores considerados estratégicos para o desenvolvimento da Paraíba. Ele também sugeriu uma participação maior do Poder Executivo na definição e aplicação desses recursos.
Necessidade
O emedebista ainda falou sobre a necessidade de promover uma “moralização” na política paraibana e aproximar os represen...
O candidato ao Senado pela Paraíba, André Gadelha (MDB), apresentou durante sabatina, realizada recentemente pelo Sistema Pop de Comunicação, em João Pessoa, propostas relacionadas à política, economia e saúde.
Percorrido
André afirmou que tem percorrido diferentes regiões do estado para conhecer as principais demandas da população. Segundo ele, existe um distanciamento entre os eleitores e a política, e a aproximação com a sociedade deve ser ampliada.
Ideias
Entre as ideias apresentadas, o candidato defendeu mudanças na destinação das emendas parlamentares, com prioridade para setores considerados estratégicos para o desenvolvimento da Paraíba. Ele também sugeriu uma participação maior do Poder Executivo na definição e aplicação desses recursos.
Necessidade
O emedebista ainda falou sobre a necessidade de promover uma “moralização” na política paraibana e aproximar os representantes da população. Outra proposta apresentada foi a redução do mandato dos senadores, atualmente estabelecido em oito anos.
Economia
Na área econômica, André Gadelha destacou o comércio como um dos setores que pretende priorizar. Ele mencionou o crescimento das vendas pela internet e defendeu incentivos para empresas que mantêm estabelecimentos físicos.
Saúde
Para a saúde, André defendeu o fortalecimento da estrutura de atendimento nos municípios, principalmente nas cidades de menor porte.
Descentralização dos serviços
Na avaliação do candidato, a descentralização dos serviços pode diminuir a necessidade de deslocamento de moradores para os grandes centros em busca de atendimento.
“É importante fortalecer as pequenas cidades para que as pessoas não precisem ir às grandes cidades para sobreviver”, afirmou.
O Poder
Agendas dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira, incluem podcasts, sabatinas, palestras e panfletagem
10/09/2026
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Brasília (DF)
11h — Sanção do PLV 13/2026, que derruba a “taxa das blusinhas”
Local: Palácio do Planalto
Rui Costa Pimenta (PCO)
Concede entrevista ao podcast Bruno Aiub Show.
Wilson Grassi (Democrata)
Concede entrevista ao Kritikê Podcast.
Augusto Cury (Avante)
Visita a instituição Genial Investimentos, em São Paulo (SP).
• São Paulo (SP)
09h — Visita à Genial Investimentos
Local: Av. Brigadeiro Faria Lima, 3400
Clariana Barão (DC)
Concede entrevista à rádio Metró...
A agenda dos candidatos à Presidência da República hoje, quinta-feira (10/09) inclui entrevistas em rádios e podcasts, sabatinas, palestras e panfletagem. Também estão previstas motocarreata e comício, além de visitas a instituições, espaços públicos, projetos sociais e pontos turísticos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Brasília (DF)
11h — Sanção do PLV 13/2026, que derruba a “taxa das blusinhas”
Local: Palácio do Planalto
Rui Costa Pimenta (PCO)
Concede entrevista ao podcast Bruno Aiub Show.
Wilson Grassi (Democrata)
Concede entrevista ao Kritikê Podcast.
Augusto Cury (Avante)
Visita a instituição Genial Investimentos, em São Paulo (SP).
• São Paulo (SP)
09h — Visita à Genial Investimentos
Local: Av. Brigadeiro Faria Lima, 3400
Clariana Barão (DC)
Concede entrevista à rádio Metrópole FM de Cuiabá.
Edmilson Costa (PCB)
Em Santos (SP), participa de sabatina na Associação Comercial de Santos e Jornal A Tribuna. À tarde, concede entrevista ao Podcast Deixa em Off e faz palestra no Sindaport.
Flávio Bolsonaro (PL)
Participa de motocarreata em Boa Vista (RR), com percurso do aeroporto até a Praça Germano Sampaio. À tarde, participa de comício em trio elétrico.
Boa Vista (RR)
9h (hora local) | 10h (hora de Brasília) — Chegada em Boa Vista
Local: Aeroporto Internacional de Boa Vista
9h30 (hora local) | 10h30 (hora de Brasília): Reunião com empresários do agronegócio
Local: Aipana Plaza Hotel – Praça do Centro Cívico, 974 – Centro, Boa Vista (RR)
11h (hora local) | 12h (hora de Brasília) — Início da motocarreata
Trajeto: Da Avenida Mário Homem de Melo até a Praça do Centro Cívico
12h30 (hora local) | 13h30 (hora de Brasília) — Comício em trio elétrico
Local: Praça do Centro Cívico
19h (hora de Brasília): Direto de Manaus, “Tradicional Live de Quinta” com transmissão pelo canal oficial de Flávio Bolsonaro no YouTube
Hertz Dias (PSTU)
Em Recife (PE), faz panfletagem no restaurante universitário da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Renan Santos (Missão)
Pela manhã, participa do evento Diálogo com Presidenciáveis, na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo (SP).
Romeu Zema (Novo)
Pela manhã, concede entrevista na rádio O Povo CBN. Visita o Santuário do Padre Cícero em Juazeiro do Norte (CE) e o projeto Ecos da Esperança, em Crato (CE). Após almoço no Instituto Primeira Infância, em Fortaleza (CE), visita o Mercado Central da cidade.
7h20 – Entrevista de Zema e Girão na rádio O Povo CBN, de Juazeiro do Norte. (Entrevista gravada e será transmitida às 09h30).
09h20 – Zema conhece o projeto Ecos da Esperança em Cratos no Ceará.
Local: Rua Plínio Cavalcante, 235 – Alto da Penha.
10h10 – Zema conhece a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Local: Rua I, nº 1 – Barro Branco – Crato/CE.
13h30 – Zema e Girão almoçam no Instituto Primeira Infância (IPREDE), Em Fortaleza.
Local: Rua Professor Carlos Lobo, 15 Rua Professor Carlos Lobo, 15 – Parque Manibura.
15h00 – Zema e Girão vão ao Mercado Central de Fortaleza
Local: Av. Alberto Nepomuceno, 199 – Centro, Fortaleza.
Ronaldo Caiado (PSD)
Participa de sabatina à noite para o podcast Inteligência LTDA, em São Paulo (SP).
São Paulo (SP)
10h — Visita ao Centro de Inteligência, Comunicação e Monitoramento da Guarda Civil Municipal – CICOM do município de Vinhedo
Local: Rua Engenheiro Aurélio José Frediani n° 155, Jardim Alves Nogueira – VINHEDO/SP
19h: Sabatina Inteligência LTDA
Não tem agenda
Samara Martins (UP) não têm agenda pública de campanha nesta quinta-feira
O Poder
Operação da PF apura desvios de dinheiro de emendas parlamentares
10/09/2026
O filme
A operação está relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) são alvos da ação. Duas entidades de propriedade de Karina também têm buscas de agentes da PF: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
As investigações
Segundo a PF, as investigações feitas até o momento apontam a existência de organização criminosa que usou recursos públicos de maneira irregula...
A Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) realizam na manhã de hoje, quinta-feira (10/09), a Operação Make Up, para apurar desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares repassadas a empresa privada. São 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
O filme
A operação está relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) são alvos da ação. Duas entidades de propriedade de Karina também têm buscas de agentes da PF: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
As investigações
Segundo a PF, as investigações feitas até o momento apontam a existência de organização criminosa que usou recursos públicos de maneira irregular e sem prestação de contas. As irregularidades ocorreram até o mês de julho deste ano.
Os desvios
De acordo com as autoridades, os desvios são da ordem de centenas de milhões de reais. A Polícia Federal investiga a existência de crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.