Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta
14/09/2024
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.
Duas casas
“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.
Topografia ignorada
“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

Ilusão
“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.
Caráter contemporizador
“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.
Retaguarda da força
“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

Dia seguinte
“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.
Presos políticos
Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.
Itinerário
Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.
*Josemir Camilo de Melo é historiador
Leia outras informações
Série Nós, o Povo (10). O Custo da Inércia ou O Fim da Omissão, por Edson Mendes
15/07/2026
A inércia física
Diferente da unificação alemã de von Bismarck, nossa urgência não demanda “sangue e ferro”, mas o fim da inércia cívica. A batalha contemporânea exige o uso da voz e da ação coordenada para estancar essa hemorragia financeira e social. Cruzar os braços diante da falência do Estado e da corrosão dos valores não é um ato de neutralidade, mas de cumplicidade. No estágio atual de nossa desintegração, quem se exime de participar e prefere o conforto do silêncio abdica da pró...
O Brasil assiste, entre a apatia e o espanto, a uma metástase institucional que corrói as bases da República. Não se trata apenas de um soluço econômico ou de uma gestão fiscal errática; o que enfrentamos é um descalabro sistêmico que sangra o país em frentes múltiplas. Da burocracia que asfixia o empreendedorismo à anemia cultural que desertifica nossa identidade, passando pela degradação da educação e do capital humano, o cenário é de uma capitulação civilizatória.
A inércia física
Diferente da unificação alemã de von Bismarck, nossa urgência não demanda “sangue e ferro”, mas o fim da inércia cívica. A batalha contemporânea exige o uso da voz e da ação coordenada para estancar essa hemorragia financeira e social. Cruzar os braços diante da falência do Estado e da corrosão dos valores não é um ato de neutralidade, mas de cumplicidade. No estágio atual de nossa desintegração, quem se exime de participar e prefere o conforto do silêncio abdica da própria dignidade. A omissão, hoje, é o refúgio dos fracos e a marca indelével dos inúteis.
No campo econômico, a sangria é técnica e moral. O descalabro fiscal não é um conceito abstrato; ele se traduz na asfixia do investimento e no imposto inflacionário que castiga os mais pobres. Vivemos sob uma burocracia bizantina que não apenas tributa o consumo, mas pune a inovação e recompensa o rentismo político. É um sistema criado para manter o privilégio de poucos sobre a paralisia de muitos.
No lado cultural
No flanco artístico e cultural, a tragédia é outra: a substituição do talento pela militância e da estética pelo panfleto. A cultura, que deveria ser o pulmão da nação, tornou-se, em muitos casos, um balcão de negócios ideológicos ou um deserto de criatividade financiado pelo erário. Quando a arte deixa de questionar para apenas adular o poder, o espírito humano definha.
O descalabro social e humano se manifesta na falência da segurança e na erosão do ensino. Não formamos cidadãos, mas sobreviventes de um sistema educacional anacrônico. Ignorar essa realidade, sob o pretexto de uma “neutralidade” higiênica, é o ápice da covardia. A omissão é o combustível que alimenta a fornalha onde incineramos nosso futuro.
A passividade não é prudência
A passividade brasileira diante desse cenário não é prudência; é suicídio cívico. Enquanto o país sangra em suas finanças e definha em sua alma cultural, a classe média e a elite intelectual se refugiam em um silêncio que beira a cumplicidade. A história não perdoa nações que assistem ao próprio desmonte com a docilidade de um rebanho. Não portamos os sabres de Bismarck, portamos a palavra, o voto e a capacidade de interrupção do caos através da pressão incessante sobre as instituições.
Quem hoje se cala
Quem hoje se cala, sob o pretexto de que “nada mudará” ou de que a política é um pântano indigno, assume o papel de figurante do próprio desastre. Diante da urgência de estancar essa hemorragia burocrática, social e humana, a neutralidade é uma ficção perversa. Omitir-se agora não é um direito; é uma declaração pública de irrelevância. Meu primo Tonho disse que, no tribunal do futuro, aquele que nada fez para deter o descalabro terá de se declarar o que de fato é: um beócio alienado, um idiota moral ou, na melhor das hipóteses, um covarde.
*Edson Mendes é poeta, professor e filósofo
Ei, olha só. Hoje é o dia do homem, por Romero Falcão*
15/07/2026
Hoje é dia do homem,
não do homem abjeto,
que faz da vida
viril rocha sem nexo.
Hoje é dia do homem
que chora e ri de si mesmo,
que faz da criança um verso
e do rouxinol, realejo.
Hoje é dia do homem,
arquiteto de outra dimensão,
luminoso e solitário astro,
cintilante cauda de pavão.
Hoje é dia do homem
que faz do banco da feira
estrela de carne, esperança e pão;
e de todas as mulheres,
clareira na escuridão.
*Romero Falcão, poeta e cronista.
Dia do Homem
Hoje é dia do homem,
não do homem abjeto,
que faz da vida
viril rocha sem nexo.
Hoje é dia do homem
que chora e ri de si mesmo,
que faz da criança um verso
e do rouxinol, realejo.
Hoje é dia do homem,
arquiteto de outra dimensão,
luminoso e solitário astro,
cintilante cauda de pavão.
Hoje é dia do homem
que faz do banco da feira
estrela de carne, esperança e pão;
e de todas as mulheres,
clareira na escuridão.
*Romero Falcão, poeta e cronista.
O modelo administrativo de São Paulo vai ser julgado pelo eleitor - Por Virginia Pignot*
15/07/2026
Para alimentar o debate vamos utilizar trechos de pronunciamentos públicos dos dois pré-candidatos, dados econômicos do IBGE, opiniões na imprensa, desmentidos que corrigem informações falsas. A disputa se dará provavelmente, entre o atual governador, Tarcísio de Freitas, e o ex prefeito de S. Paulo Fernando Haddad. E que o eleitor seja bem informado para fazer sua escolha.<...
São Paulo já teve governadores, prefeitos e prefeitas progressistas, mas o governo do estado está nas mãos de conservadores há varias décadas. Persistem problemas como o baixo crescimento econômico, a precarização dos serviços públicos, as desigualdades, a insegurança, o custo de vida. A eleição de 2026 é a oportunidade de decidir se o estado continuará seguindo um modelo baseado na privatização do patrimonio publico e na redução do papel do estado, ou se buscará um projeto voltado para o investimento publico, a reindustrialização, a valorização dos serviços essenciais, a redução das desigualdades.
Para alimentar o debate vamos utilizar trechos de pronunciamentos públicos dos dois pré-candidatos, dados econômicos do IBGE, opiniões na imprensa, desmentidos que corrigem informações falsas. A disputa se dará provavelmente, entre o atual governador, Tarcísio de Freitas, e o ex prefeito de S. Paulo Fernando Haddad. E que o eleitor seja bem informado para fazer sua escolha.
Propostas de Haddad para a Segurança publica
Cuidar da violência doméstica, do feminicídio, da violência a idosos, do abuso de menor, criando uma rede de proteção, numa integração dos serviços públicos de saúde, de educação e de segurança, para acompanhar a queixa da criança que falou de abuso, de violência doméstica na escola, para transmitir a suspeita de maltrato da mulher que chegou com traços de violência no posto de saúde, para poder prevenir o crime.
Recuperar o espaço publico, a ocupação do território- Instalar câmaras não é suficiente, não funciona, mas a formação e utilização do banco de dados nacional de boletins de ocorrência é muito útil. Alguém que cometera feminicídio em um estado e se refugiara em outro estado onde não era procurado, pode ser capturado com o compartilhamento de dados.
Cuidar do andar de cima, e alfinetada nos métodos retrógados da Segurança Publica de S. Paulo.
Cuidar do andar de cima, seguir o dinheiro dos chefes da organização criminosa, da droga, da utilização ilícita de postos de gasolina como fazia o Fundo REAG e o PCC, para asfixiar financeiramente a organização, instituindo uma parceria federativa, um gabinete permanente presidido pelo governador com as forças de segurança publica, e com participação dos órgãos federais como Policia Federal, receita federal, COAF, e mesmo MPF, no mesmo modelo da Operação Carbono Oculto.
Na entrevista dada nas redes ao “Barão de Itararé” Haddad alfineta a gestão de Tarcísio: “Apesar de ser o estado mais rico, S. Paulo usa métodos da Idade da Pedra em termos de Segurança Publica.” Haddad critica também Derrite, o secretario de Segurança Publica escolhido por Tarcísio, que retirou o crime de colarinho branco da lei antifacção.
O projeto da direita, o projeto dos des.
O ano passado, antes da indicação de Flávio por Bolsonaro para a eleição presidencial, Tarcísio era pressentido como pré candidato bolsonarista à presidência da Republica e foi falar a operadores do mercado financeiro.
Ele disse: “Paulo Guedes falava muito dos ‘des’ : desregular, desvincular, desindexar… Segundo Tarcísio esta é a formula do sucesso de um projeto de governo:... O jornalista Reinaldo de Azevedo faz uma critica desta proposta na Bandnewstv:
“D do desinvestimento, da venda de patrimonio publico?
Desregulação, do mercado de trabalho, mais ainda? Desregular a proteção do meio ambiente?
Desvinculação, diminuir verba de saúde e educação?
Desindexação, desindexar salario mínimo da inflação, aposentadoria do salario mínimo, depauperar os pobres?” Ele conclui: “D da desinstitucionalização, da desordem, de ‘Darcísio’.”
São Paulo esta ficando para traz
Em entrevista recente à Jovem Pan o pré-candidato Fernando Haddad traz dados e criticas à gestão de Tarcísio de Freitas: a taxa de crescimento de um estado nordestino como o Piauí, bem mais pobre que S. Paulo, esta maior que a de S. Paulo. O PIB do Piaui em 2025 cresceu 7% em relação ao ano anterior, enquanto em S.Paulo a expectativa da SEADE em agosto de 2025 era de um crescimento do PIB entre 2 e 2,5% em relação ao ano anterior.
A economia nacional vai melhor que a economia paulista: em 2025 o PIB Nacional cresceu 2,3%, em relação ao ano anterior, mais que o PIB paulista, que teve crescimento de 1,6% no mesmo período segundo dados do SEADE e do IBGE.
Propaganda Enganosa
Uma postagem do deputado Bruno Zambelli em junho 2024, reproduzida pela sua irma Carla Zambelli falava de Pibão do governo de Tarcísio em S. Paulo, e de Pibinho Nacional, do governo Lula.
Reportagem do Estadão de 07/06/2024 verifica que a informação é enganosa: “Pib do Brasil cresceu mais que o de S.Paulo; postagem engana ao comparar dados diferentes”. Quando a comparação é feita entre percentagens que têm o mesmo referencial descobre-se o oposto.
Contra ou à favor das privatizações?
A água de S. Paulo foi colocada nas mãos de um Fundo especulativo, o Equatorial, que ganhou a licitação feita sob medida pelo governo Tarcisio para ela. O governador disse que a conta da água ia baixar, ela aumentou. Disse que o Serviço ia melhorar, ele piorou. Realizando trabalhos na rede de águas sem a prudência necessária, a empresa foi responsável por um vazamento e explosão de gás que causou morte em S. Paulo, destruiu habitações e deixou mais de cem pessoas desabrigadas. A pesquisa não foi feita, mas é possível que a maioria da população de direita e de esquerda seja contra a privatização, que Tarcísio apresentou como uma vitoria.
Rebatendo criticas e trecho da introdução para concluir
Na entrevista à Jovem Pan, jornalista transmite criticas feitas ao governo Lula, e ao ex ministro da Fazenda F. Haddad de aumento da carga tributaria, nas redes ele foi batizado de “Taxad”. Haddad esclarece: existe uma emenda constitucional apoiada por todos os partidos determinando ao Ministério da Fazenda de rever benefícios fiscais. Cobrar imposto de BETS, de casas de aposta que ganham milhões espoliando o povo trabalhador, não é aumentar imposto, cobrar 10% de imposto de bilionário que paga 2% de imposto enquanto o professor paga 27,7%, é homogenizar as regras, reduzindo privilégios injustos. Quanto à taxa das blusinhas, foi os governadores que decidiram cobrá-la, e os deputados apoiaram a medida por unanimidade. Ele alfineta: nenhum juornalista pergunta à Tarcísio por que ele cobra até hoje a taxa das blusinhas, preferem criticar Haddad.
A eleição de 2026 é a oportunidade de decidir se o estado continuará seguindo um modelo baseado na privatização do patrimonio publico e na redução do papel do estado, ou se buscará um projeto voltado para o investimento publico, a reindustrialização, a valorização dos serviços essenciais.
*Virgínia Pignot é médica e articulista. Brasileira de Surubim e mora em Toulouse, França, desde os anos 1980.
As duas margens do mesmo rio, por Zé da Flauta*
15/07/2026
O mundo celebrava o fim do tráfico transatlântico como a alvorada de uma era de homens livres, mas a necessidade econômica dos grandes impérios agrícolas recusava-se a abrir mão da submissão absoluta da mão de obra.
Sob o verniz de contratos assinados e falsas promessas de prosperidade, desenhou-se o sistema dos trabalhadores coolies, uma armadilha onde o indivíduo trocava a liberdade jurídica por uma servidão por dívidas intransponíveis.
A ilusão de cidadania ruía no primeiro porto, onde o trabalhador descobria que o direito ao próprio suor havia sido confiscado por uma contabilidade circular, na qual ele já nasci...
Quem observava o movimento portuário de Cuba e do Peru no século dezenove estava, na verdade, testemunhando o nascimento de um disfarce sofisticado para uma engrenagem muito antiga.
O mundo celebrava o fim do tráfico transatlântico como a alvorada de uma era de homens livres, mas a necessidade econômica dos grandes impérios agrícolas recusava-se a abrir mão da submissão absoluta da mão de obra.
Sob o verniz de contratos assinados e falsas promessas de prosperidade, desenhou-se o sistema dos trabalhadores coolies, uma armadilha onde o indivíduo trocava a liberdade jurídica por uma servidão por dívidas intransponíveis.
A ilusão de cidadania ruía no primeiro porto, onde o trabalhador descobria que o direito ao próprio suor havia sido confiscado por uma contabilidade circular, na qual ele já nascia, trabalhava e morria devendo ao mesmo senhor.
Mesma lógica
Essa engenharia do cerco pelo estômago deságua em um controle social absoluto, uma fôrma que o século vinte viu se repetir com fidelidade assustadora quando o poder mudou de mãos e vestiu a farda dos comitês centrais comunistas.
O modelo que a revolução impôs ao povo de Cuba operou sob a mesmíssima lógica dos antigos barões do açúcar: o Estado transformou-se no patrão único, no distribuidor exclusivo das cotas de subsistência e no dono do teto de cada cidadão.
A promessa de segurança social e do prato garantido passou a ser cobrada na moeda da obediência cega. Nesses regimes, perder a simpatia do partido significa ter a caderneta de racionamento recolhida e perder o direito ao trabalho, revelando que a centralização econômica total consegue ser tão eficiente no confinamento dos homens quanto as velhas correntes de ferro.
Pretexto de proteger
Esse enredo de sujeição vigiada projeta sua sombra muito além das páginas do passado, alcançando os debates que moldam o asfalto e as telas do Brasil contemporâneo.
No cenário atual, os receios direcionados às políticas do governo Lula caminham justamente nessa linha de fratura, onde o inchaço da máquina pública, o aumento sufocante de impostos e o avanço de regulamentações sobre a iniciativa privada ameaçam asfixiar a autonomia individual.
O temor latente de grande parte da sociedade é que, sob o pretexto de proteger os mais vulneráveis através de auxílios estatais e subsídios centralizados, crie-se uma engrenagem de dependência crônica.
Quando o cidadão perde a capacidade de empreender, produzir e prosperar pelas próprias pernas, ele deixa de ser o dono do seu destino para se tornar refém do assistencialismo de turno.
Dependência
A pergunta que ecoa nas esquinas da realidade atual é se já não estamos nos transformando nos coolies modernos, operando sob um sistema que confisca a riqueza através de tributos para depois devolvê-la em forma de concessões burocráticas.
Compreender o passado da servidão contratada e dos regimes totalitários é perceber que as correntes mais eficientes da atualidade não machucam os tornozelos, mas cercam o direito ao pensamento e à escolha através da dependência absoluta do bolso.
A história dessas experiências autoritárias fica como um marco de aviso na paisagem: quando a sobrevivência diária de um povo passa a depender inteiramente da autorização ou do auxílio de um único painel de controle estatal, a liberdade deixa de ser um chão seguro para virar apenas um adorno esquecido nos discursos de ocasião.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

"A Deusa da Razão volta a atacar" por Jarbas Beltrão*
15/07/2026
Muitos Conselhos tutelares desenvolvem trabalhos elogiáveis de recuperação de crianças, muitas em situações perigosas de desencaminhamentos civis.
As crianças, na abertura do evento, cantaram hinos evangélicos, e rezaram orações como forma de agradecimento.
A religião tem sido utilizada como ferramenta de um alinhamento, e bússola moral no processo educacional infantil, diríamos até de uma educação geral.
É saudável que no processo educacional, haja presença de princípios de valorização, princípios de obediência, disciplina, moral, família,, respeito geral... e por aí segue. Daí a manifestação salutar com nobre inspiração religiosa do grupo infantil.
Durante evento de Conselheiros Tutelares no Estado do Rio de Janeiro, crianças que são o foco do trabalho daquele Conselho, organizaram uma manifestação religiosa de agradecimento a Deus, depois aos " conselheiros" pelo trabalho executado em favor do grupo infantil.
Muitos Conselhos tutelares desenvolvem trabalhos elogiáveis de recuperação de crianças, muitas em situações perigosas de desencaminhamentos civis.
As crianças, na abertura do evento, cantaram hinos evangélicos, e rezaram orações como forma de agradecimento.
A religião tem sido utilizada como ferramenta de um alinhamento, e bússola moral no processo educacional infantil, diríamos até de uma educação geral.
É saudável que no processo educacional, haja presença de princípios de valorização, princípios de obediência, disciplina, moral, família,, respeito geral... e por aí segue. Daí a manifestação salutar com nobre inspiração religiosa do grupo infantil.
Então, uma "promotora de justiça" presente no evento, tomou a palavra e se dizendo "assolapada" com o que viu, resolveu tornar público seu "assolapamento".
A servidora pública soltou os diabos contra os organizadores do evento, afirmando que a manifestação religiosa era um desrespeito à nossa Constituição.
A "assolapada" fechou os olhos ao tornar público seu desconhecimento à"Carta Magna", que no seu Preâmbulo faz a seguinte abertura " Sob a proteção de Deus,,,".
A " assolapada" chamou a atenção dos presentes, em vista de ninguém ter levantado a voz contra o que ela "assolapada" considerou "ataque" à cidadania e a Constituição. Pior arrancou aplausos dos presentes ao "encontro".
Não jogaria pedras na jovem promotora "assolapada", ela é um produto perfeito e acabado de uma educação - vivi dentro do processo - onde se teve como bússola/princípios/ valores, de uma duvidosa e enigmática "razão", vista como um fim em si mesmo.
Repetiu nossa "assolapada", aquilo que os crentes da "deusa Razão" fizeram na República Jacobina francesa executara. Os soviéticos, chineses fizeram o mesmo, nos dias posteriores às suas revoluções de "Salvação Nacional do Povo Oprimido".
A "Deusa da Razão", na verdade usa de duas táticas para atingir sua estratégia.
A estratégia ( única) é a eliminação da presença de "Deus" na História.
As duas táticas, são:
1.A negação da existência de Deus, com argumentos "mectrefes" debochando do "Criador"e dos "crentes".
São aqueles ateus que cobram o respeito ao seu ateísmo vazio, mas não dispensam nenhum respeito aos que possuem fé religiosa. Há, aqueles que substituem a crença no "Criador" por uma pobre Deusa Razão".
2.Aqueles que acreditam na existência de um Deus, mas declaram ódio e querem sua derrota ante os homens. Deus é o "atrapalho" ao projeto histórico pessoal. "Religião é o ópio do povo" ( Marx), que afirmaria em poema que sua "mente teria sido tomada por sentimentos infernais".
Na mesma postura temos o revolucionário americano, Saul Alinsck, nas sua "Regras para radicais", dedicou seu livro a Lúcifer, primeiro revolucionário do mundo, segundo ele, que se voltou contra o "Criador"
"Vade retro Satanás"
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da UPE.
Mestre em Educação e especialista em
Política Estratégia Defesa e Segurança Pública.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder é um jornal laico que defende a pluralidade de ideias e visões do mundo. Respeita a pluralidade mesmo quando os textos contrariam a nossa linha editorial.
Dino intima presidentes de 21 partidos para explicar destinação de emendas
15/07/2026
As legendas
A decisão atinge legendas, como PT e PL. Entre outros nomes, vão precisar se explicar os presidentes do PT, Edinho Silva; do PL, Valdemar Costa Neto; do União Brasil, Ciro Nogueira; do PSD, Gilberto Kassab.
"Prestem informações acerca da eventual definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares, por parte da Presidência dos partidos políticos", escreveu Dino.
O Poder
Foto: Fellipe Sampaio/STF
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicou uma decisão hoje, quarta-feira (15/07) em que intima todos os 21 partidos com representação no Congresso Nacional para explicarem destinação de emendas.
As legendas
A decisão atinge legendas, como PT e PL. Entre outros nomes, vão precisar se explicar os presidentes do PT, Edinho Silva; do PL, Valdemar Costa Neto; do União Brasil, Ciro Nogueira; do PSD, Gilberto Kassab.
"Prestem informações acerca da eventual definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares, por parte da Presidência dos partidos políticos", escreveu Dino.
O Poder
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Argentina e Inglaterra se enfrentam na semifinal da Copa do Mundo 2026 e duelo marcado por rivalidade
15/07/2026
O duelo
O duelo, carregado de capítulos históricos e polêmicos, coloca frente a frente os atuais campeões mundiais e uma talentosa geração inglesa em busca de um título que não vem há seis décadas. É uma rivalidade no futebol que remonta a gerações.
6° na história
O confronto entre ingleses e argentinos é o 6° na história das Copas e reedita duelos memoráveis como o de 1986, com a genialidade de Diego Maradona, e o de 1998, decidido nos pênaltis. O histórico de duelos entre as duas equipes inclui partidas inesquecíveis em Mundiais.
Quarta semifinal
É a quarta semifinal da história da Inglaterra (a última...
Ingleses e argentinos frente a frente, em mais um duelo marcado por rivalidades históricas. Rivais históricos, Argentina e Inglaterra decidem hoje, quarta-feira (15/07), às 16h em Atlanta, Estados Unidos, quem enfrentará a Espanha na grande final da Copa do Mundo 2026.
O duelo
O duelo, carregado de capítulos históricos e polêmicos, coloca frente a frente os atuais campeões mundiais e uma talentosa geração inglesa em busca de um título que não vem há seis décadas. É uma rivalidade no futebol que remonta a gerações.
6° na história
O confronto entre ingleses e argentinos é o 6° na história das Copas e reedita duelos memoráveis como o de 1986, com a genialidade de Diego Maradona, e o de 1998, decidido nos pênaltis. O histórico de duelos entre as duas equipes inclui partidas inesquecíveis em Mundiais.
Quarta semifinal
É a quarta semifinal da história da Inglaterra (a última em 2018, na Rússia). O país foi campeão em 1966 e nunca mais chegou a uma decisão. Na Copa do Catar, parou nas quartas de final. Até chegar ao confronto da semifinal, os ingleses fizeram sete pontos na primeira fase (vitórias sobre Croácia e Panamá, além de empate com Gana). Nas fase de mata-mata, passaram por RD Congo, México e Noruega.
Atual campeã
Atual campeã, a Argentina está na quinta fase semifinal da história e nunca foi eliminada. Esteve em 1930 (6 a 1 sobre os Estados Unidos), 1986 (2 a 0 na Bélgica), 1990 (vitória nos pênaltis contra a Itália por 4 a 3), 2014 (triunfo por 4 a 2 diante da Holanda, nos pênaltis, após empate sem gols) e no 3 a 0 contra a Croácia em 2022. Em 1978, quando sediou a edição e foi campeã, não teve fase semifinal. Na atual campanha, venceu Argélia, Áustria e Jordânia na fase de grupos. No mata-mata, passou por Cabo Verde, Egito e Suíça.
Os confrontos
Na história, as seleções duelaram pela fase de grupos de 1962 (3 a 1 para a Inglaterra), pelas quartas de final em 1966 (Inglaterra passou com vitória de 1 a 0) e 1986 (Argentina avançou com 2 a 1), além das oitavas de final de 1998 (Argentina avançou nos pênaltis por 4 a 3, após 2 a 2 com bola rolando). O último confronto foi pela fase de grupos de 2002, no Japão, com vitória inglesa por 1 a 0.
Enfrentará
Quem vencer o confronto inédito nas semifinais vai enfrentar a Espanha no próximo domingo, às 16h, no estádio de Nova Jersey/Nova York, nos Estados Unidos. A Espanha eliminou a França por 2 x 0. O perdedor disputa o terceiro lugar contra a França, sábado, às 18h, no Estádio de Miami, nos Estados Unidos.
A Copa
A Copa do Mundo de 2026 é a primeira da história disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá. Ao todo, 16 cidades recebem partidas do torneio, a grande maioria nos EUA.
O Poder

Subiu o tom nas Princesas. Raquel foi chamada de " traidora" cara a cara por Fernando Filho
15/07/2026
A essas alturas
O primo e atual faz (quase) tudo da governadora, André Teixeira, interveio e tentou botar panos quentes na conversa. O tom baixou, mas o conteúdo, não. Os irmãos saíram soltando fumaça pelas ventas e prometendo dar o troco...
As paredes do Palácio do Campo das Princesas ficaram ruborizadas, ontem. Depois de receber o deputado Eduardo da Fonte, no sábado, e cravar a candidatura dele ao Senado, conforme O Poder noticiou com exclusividade, ontem, terça-feira 14/07 foi a vez da governadora Raquel Teixeira Lyra receber os irmãos Miguel e Fernando Coelho Filho. Para dar a notícia e passar manteiga na venta dos gatos. Miguel, como se sabe, foi atraído pela governadora com o compromisso firme de uma vaga para o Senado. Raquel foi informar que a vaga de Miguel iria para Dudu. Prestou não. O clima pesou, os irmãos mostraram toda a sua irritação. Fernando, geralmente o mais contido, se exaltou. Chamou Raquel de "traidora" e de não ter palavra.
A essas alturas
O primo e atual faz (quase) tudo da governadora, André Teixeira, interveio e tentou botar panos quentes na conversa. O tom baixou, mas o conteúdo, não. Os irmãos saíram soltando fumaça pelas ventas e prometendo dar o troco, caso a governadora não cumpra o que acertou com a família.
Raquel
Como dissemos ontem, quis ser mais sabida que todo mundo. Tem duas vagas para senador e prometeu a quatro postulantes, a saber Fernando Dueire (MDB), Túlio Gadelha (PSD), este apadrinhado por Kassab, Eduardo (Dudu) da Fonte, do PP e Miguel Coelho, do UB. PP e UB formam uma federação para este próximo pleito. Com duas vagas prometidas para quatro, a matemática não fecha e a politica anuncia tempestades.
Repercussão
O Poder esta aberto para as versões de todos os citados na matéria acima. Só que as paredes das Princesas têm ouvidos afiados, são fontes leais de O Poder e , até hoje, nenhuma informação delas foi sequer desmentida.
Governo prepara três cenários para reagir à decisão dos EUA sobre tarifa contra produtos brasileiros
15/07/2026
Negociações
Segundo os analistas políticos, caso as tarifas entrem em vigor, o governo pretende manter as negociações diplomáticas com Washington, buscar novos mercados para as exportações brasileiras e elaborar medidas de apoio aos setores que poderão ser mais impactados.
Adiamento
Uma segunda possibilidade considerada pelo Planalto é o adiamento da decisão por razões políticas. Nesse cenário, o governo deve reforçar o discurso em defesa da soberania nacional e atribuir o agravamento da crise comercial à atuação de aliados do ex-presidente Jair...
O governo federal trabalha com três possíveis cenários diante da expectativa sobre a decisão dos Estados Unidos, que deve ser anunciada hoje, quarta-feira (15/07, sobre a possível imposição de tarifas de 25% contra produtos brasileiros. Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação predominante é de que a medida deverá ser confirmada. A apuração é de Pedro Teixeira.
Negociações
Segundo os analistas políticos, caso as tarifas entrem em vigor, o governo pretende manter as negociações diplomáticas com Washington, buscar novos mercados para as exportações brasileiras e elaborar medidas de apoio aos setores que poderão ser mais impactados.
Adiamento
Uma segunda possibilidade considerada pelo Planalto é o adiamento da decisão por razões políticas. Nesse cenário, o governo deve reforçar o discurso em defesa da soberania nacional e atribuir o agravamento da crise comercial à atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo norte-americano.
Motivos técnicos
Há ainda a hipótese de um adiamento por motivos técnicos. Se isso ocorrer, a estratégia será aproveitar o prazo adicional para intensificar as negociações e buscar uma solução que impeça a implementação das tarifas.
2º país do mundo mais tarifado pelos EUA
O governo dos Estados Unidos deve anunciar até hoje, quarta-feira (15/07) se vai aplicar novas tarifas contra o Brasil como parte de uma grande investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pela Casa Branca — incluindo ataques ao Pix.
Maiores tarifas
Caso as retaliações sugeridas pelo USTR sejam de fato adotadas, o Brasil passará a ser o segundo país com maiores tarifas aplicadas a seus produtos pelos EUA — apenas os produtos chineses importados pelos americanos teriam taxações superiores.
Os dados
Os dados são de uma iniciativa chamada Global Trade Alert (GTA), em que dados de comércio global são compilados pelo St. Gallen Endowment, um centro de estudos independente baseado na Suíça. Atualmente, o Brasil é o 13º país com maiores tarifas impostas pelos EUA, segundo os cálculos do GTA.
Atrás
Com tarifa média efetiva de 11,73%, o país está atrás de China, Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália.
O Poder

Rota cultural do Brejo paraibano Caminhos do Frio chega a Matinhas nesta quarta
15/07/2026
Abertura
A abertura oficial do evento em Matinhas será na Praça Pública, com a apresentação da Orquestra Sanfônica Flor de Tangerina e do Grupo Chorata. A programação segue na cidade até 19 de julho com shows, oficinas, trilhas, atividades literárias e exposições.
Em Matinhas nomes como Fabiano Guimarães e o Grupo Chorata estão confirmados em shows na cidade.
O circuito
O circuito vai passar por vários municípios do Brejo paraibano até o mês de setembro. A Rota Cultural Caminhos do Frio completa 20 anos em 2026 e conta com uma programação cultural que oferece aos visitantes música, artes cênicas, gastronomia, trilhas e experiências nos engenhos.
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Shows, oficinas, trilhas, atividades literárias e exposições e visitas a casarões históricos. Agora na terra da laranja. Após passar por Areia e Pilões, a Rota Cultural Caminhos do Frio 2026 chega a cidade Matinhas hoje, quarta-feira (15/07).
Abertura
A abertura oficial do evento em Matinhas será na Praça Pública, com a apresentação da Orquestra Sanfônica Flor de Tangerina e do Grupo Chorata. A programação segue na cidade até 19 de julho com shows, oficinas, trilhas, atividades literárias e exposições.
Em Matinhas nomes como Fabiano Guimarães e o Grupo Chorata estão confirmados em shows na cidade.
O circuito
O circuito vai passar por vários municípios do Brejo paraibano até o mês de setembro. A Rota Cultural Caminhos do Frio completa 20 anos em 2026 e conta com uma programação cultural que oferece aos visitantes música, artes cênicas, gastronomia, trilhas e experiências nos engenhos.
As cidades
Fazem parte da rota cultural as cidades de Areia, Pilões, Matinhas, Solânea, Serraria, Borborema, Remígio, Bananeiras, Alagoa Grande e Alagoa Nova. O evento conta com uma programação cultural que oferece aos visitantes música, artes cênicas, gastronomia, trilhas e experiências nos engenhos.
Severino Lopes
O Poder
