Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta
14/09/2024
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.
Duas casas
“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.
Topografia ignorada
“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

Ilusão
“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.
Caráter contemporizador
“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.
Retaguarda da força
“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

Dia seguinte
“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.
Presos políticos
Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.
Itinerário
Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.
*Josemir Camilo de Melo é historiador
Leia outras informações
Sabatinas e encontros movimentam a agenda dos candidatos ao governo de Pernambuco nesta terça-feira
15/09/2026
encontros movimentam a agenda dos postulantes ao Palácio Campo das Princesas, hoje, terça-feira (15/09).
Confira:
João Campos
A agenda de João Campos começa às 13h30, com uma sabatina remota transmitida pela CNN. Na sequência, às 15h, o candidato realiza uma caminhada no estilo porta a porta na Comunidade do Bem. Mais tarde, às 18h, João Campos lidera uma mini carreata no município de Jaboatão dos Guararapes.
O encerramento dos compromissos do dia ocorre às 21h, em um encontro com representantes da Cultura no Comitê João Campos 40, localizado na Rua do Chacon, 365, no bairro do Poço da Panela.
Raquel Teixeira Lyra
A candidata inicia suas atividades do dia logo cedo,...
A menos de 20 dias para as eleições, os candidatos ao governo de Pernambuco intensificam as atividades de campanha em busca dos eleitores e, consequentemente dos votos. Sabatinas e
encontros movimentam a agenda dos postulantes ao Palácio Campo das Princesas, hoje, terça-feira (15/09).
Confira:
João Campos
A agenda de João Campos começa às 13h30, com uma sabatina remota transmitida pela CNN. Na sequência, às 15h, o candidato realiza uma caminhada no estilo porta a porta na Comunidade do Bem. Mais tarde, às 18h, João Campos lidera uma mini carreata no município de Jaboatão dos Guararapes.
O encerramento dos compromissos do dia ocorre às 21h, em um encontro com representantes da Cultura no Comitê João Campos 40, localizado na Rua do Chacon, 365, no bairro do Poço da Panela.
Raquel Teixeira Lyra
A candidata inicia suas atividades do dia logo cedo, às 7h30, participando de uma sabatina ao vivo na Rádio Nova Brasil. Em seguida, às 11h45, a candidata concede mais uma entrevista ao vivo, desta vez na sabatina da TV Globo. À noite, a partir das 19h, Raquel Lyra realiza um porta a porta no bairro do Ibura.
Ivan Morais
Ivan Moraes começa o dia às 10h, participando de uma sabatina promovida pela Associação Pernambucana de Cegos, no bairro do Cordeiro, Recife. Às 15h, o candidato marca presença em outra sabatina, realizada pela Fecomercio em parceria com a rádio CBN, no bairro de Santo Amaro, Recife. Por fim, às 19h30, Ivan Moraes participa do evento Política de Bar em Bar ao lado de Yasmim Alves, onde debate sobre futebol e opressões no Bar Super 08, localizado na Rua Mamede Simões, 144, Loja 11, também em Santo Amaro, Recife.
A agenda de ontem
Os candidatos ao governo de Pernambuco cumpriram agendas de campanha com entrevistas, sabatinas, carreatas e panfletagens ontem, segunda-feira (14/09).
Professor Jeremias
O professor e bancário Jeremias Cosmo, conhecido como Professor Jeremias do Banco (Democrata), teve sua candidatura ao governo de Pernambuco indeferida pela Justiça Eleitoral. O indeferimento foi confirmado nesta segunda após o fim do prazo para a defesa recorrer da decisão publicada na semana passada por irregularidades na composição do diretório estadual do partido.
Guilherme Fonseca (PSTU)
De acordo com a agenda do candidato, Guilherme Fonseca participou, na tarde desta segunda-feira, de uma assembleia dos trabalhadores dos Correios, no Recife. Em seguida, realizou uma panfletagem com funcionários da empresa pública na área central da capital.
Ivan Moraes (PSOL)
Segundo a agenda do partido, pela manhã e durante parte da tarde, Ivan Moraes gravou vídeos de campanha. Depois, gravou entrevista com a TV Globo, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. Em seguida, participou da sabatina promovida pelo podcast Recife Ordinário. Todos os compromissos de campanha ocorreram na capital.
João Campos (PSB)
Pela manhã, João Campos participou da sabatina promovida pela TV Globo, no Centro do Recife. Durante a entrevista, afirmou que pretende construir quatro novos hospitais em Pernambuco e executar 94 grandes obras para ampliar o abastecimento de água no estado.
Professora Camila (UP)
Pela manhã, a candidata concedeu entrevista à Rádio Lagoa Grande FM, no Sertão de Pernambuco. Segundo a agenda do partido, à tarde, participou de uma entrevista ao Podcast da Virada e, à noite, esteve em um diálogo com integrantes do terreiro da Mestra Cigana Salomé, no bairro de Bonsucesso, em Olinda.
Raquel Teixeira Lyra (PSD)
A candidata do PSD participou, à tarde, de uma sabatina promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio), em parceria com a CBN Recife, no bairro de Santo Amaro, área central da capital. Durante o encontro, prometeu ampliar o crédito e reduzir a burocracia para empresas no estado.
À noite, a candidata realizou uma panfletagem no Córrego do Jenipapo, na Zona Norte do Recife.
Renan Hallais (Missão)
Segundo a agenda do candidato, os compromissos começaram à tarde, com uma entrevista à TV Globo, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. À noite, Renan Hallais participou de um encontro com a militância do Missão, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.
O Poder
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta terça-feira Por Alek Maracajá
15/09/2026
A semana começa com duas temperaturas subindo ao mesmo tempo. Na eleição, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 36% e Augusto Cury com 7%. No STF, a discussão envolve julgamento, quórum, guerra de ofícios, dados do celular de Daniel Vorcaro e até a participação de Alexandre de Moraes e André Mendonça na sessão de terça-feira.
Brasília entrou naquela fase em que ninguém sabe se abre primeiro a pesquisa, o processo ou o grupo de WhatsApp dos ministros.
A eleição apertou nas urnas pesquisadas, enquanto o STF continua ampliando a própria crise nas redes.
Brasília, 15 de setembro de 2026
Vamos lá
Em 15 dias de análise sobre a crise do STF, a Ativaweb DataLab já coletou mais de 97 milhões de menções, ocorrências e interações digitais nas principais redes sociais. Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master formam o núcleo mais citado de uma crise que...
Brasília, 14 de setembro de 2026
A semana começa com duas temperaturas subindo ao mesmo tempo. Na eleição, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 36% e Augusto Cury com 7%. No STF, a discussão envolve julgamento, quórum, guerra de ofícios, dados do celular de Daniel Vorcaro e até a participação de Alexandre de Moraes e André Mendonça na sessão de terça-feira.
Brasília entrou naquela fase em que ninguém sabe se abre primeiro a pesquisa, o processo ou o grupo de WhatsApp dos ministros.
A eleição apertou nas urnas pesquisadas, enquanto o STF continua ampliando a própria crise nas redes.
Brasília, 15 de setembro de 2026
Vamos lá
Em 15 dias de análise sobre a crise do STF, a Ativaweb DataLab já coletou mais de 97 milhões de menções, ocorrências e interações digitais nas principais redes sociais. Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e Banco Master formam o núcleo mais citado de uma crise que deixou de ser apenas reputacional: tornou-se institucional, política e, agora, definitivamente eleitoral.
Mas o algoritmo brasileiro também tem suas prioridades: no domingo e ontem, a roupa de Virginia Fonseca na Fórmula 1 conseguiu ser mais comentada do que o STF Moraes, Mendonça e Vorcaro dominaram Brasília mas, por algumas horas, perderam a pole position digital para o figurino da Virginia.
Enquanto isso, o STF realiza hoje uma das sessões mais delicadas de sua história e decide se abre investigação contra Alexandre de Moraes. No ambiente eleitoral, o novo estudo da Ativaweb DataLab mostra outra movimentação importante: Lula recuperou intensidade digital e a polarização com Flávio Bolsonaro começa a se consolidar também nas redes.
Em Brasília, o STF disputa o futuro institucional do país. Nas redes, disputa atenção até com a roupa da Virginia e nem sempre larga na frente.
Os 8 principais movimentos do dia
Lula recupera força digital e a polarização ganha forma
O novo Termômetro Eleitoral Ativaweb DataLab/Amado Mundo mostra Lula com o maior patrimônio digital entre os presidenciáveis: 15,07 milhões de seguidores, ganho de 38,9 mil em sete dias e crescimento de 38,24% na variação do engajamento. Flávio Bolsonaro alcançou 11,58 milhões, ganhou 56,1 mil seguidores, mas registrou retração de 7,35% na variação do engajamento.
O diagnóstico é importante: Flávio apresentou maior expansão numérica, enquanto Lula recuperou intensidade, reação e capacidade de mobilização. Na Quaest, Flávio aparece com 42% e Lula com 40% em eventual segundo turno — empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos. A disputa digital e a eleitoral começam a apontar para a mesma direção: uma polarização cada vez mais concentrada nos dois nomes.
Flávio acelerou no tamanho; Lula reagiu na intensidade. A eleição começa a descobrir seus dois polos.
O STF julga Moraes — e também julga a própria credibilidade
A sessão extraordinária começa às 10h e decidirá se será aberta investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens apontadas em relatório da Polícia Federal. O caso é inédito porque envolve suspeitas relacionadas a um integrante da própria Corte e abre dúvidas sobre quórum, impedimentos, preliminares e quem poderá efetivamente votar. O rito será aberto por Edson Fachin e poderá incluir manifestação da PGR antes dos votos??.
O processo tem um nome, mas o julgamento envolve a reputação de onze cadeiras.
Moraes e mendonça levam a queda de braço para o plenário
Alexandre de Moraes classificou a apuração como “inconstitucional e ilegal”, negou favorecimento a Vorcaro e atribuiu o movimento de André Mendonça a uma “vingança” e a interesses político-eleitorais. Também contestou a interpretação do material da PF e chamou de fantasiosos os diálogos atribuídos a ele.
Mendonça, por sua vez, afirma que solicitou diligências por cautela diante da rede de influência de Vorcaro. O que começou como divergência processual virou confronto público e, em Brasília, quando ministros passam a trocar adjetivos, os substantivos normalmente já não dão conta da crise.
A toga continua preta, mas o clima entre os ministros está em vermelho.
52 mensagens, duas versões e milhões de interpretações
O relatório da PF aponta 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes, sem indicar quais teriam sido as respostas do ministro. Moraes sustenta que parte do material teria sido interpretada de maneira equivocada — inclusive um bloco de notas do iPhone que teria sido tratado como mensagem de WhatsApp — e questiona a eventual participação de um “órgão estrangeiro” na produção das informações.
A discussão técnica será decisiva, mas o ambiente digital já simplificou o assunto: de um lado, “há mensagens”; do outro, “não há prova”. Entre a perícia e o compartilhamento existe uma distância enorme — e o algoritmo costuma percorrê-la em segundos.
No processo, cada detalhe precisa de prova. Nas redes, muitas vezes basta uma captura de tela.
Fachin assume o papel de árbitro da crise
Edson Fachin abrirá a sessão, apresentará o relatório e dará o primeiro voto. Depois, os ministros votarão conforme a ordem regimental, embora ainda existam dúvidas sobre a participação de Moraes, Mendonça e Toffoli. A sessão será transmitida ao vivo pela TV Justiça e poderá ter questões preliminares ou até pedido de vista. Nunca antes a Corte havia analisado um caso dessa natureza envolvendo um de seus próprios integrantes??.
Fachin entra como relator, presidente e bombeiro — só falta Brasília entregar a mangueira.
Cármen, Kassio e Toffoli viram os “fiéis da balança”
Nos bastidores, Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli são tratados como votos capazes de definir o resultado. Toffoli ainda enfrenta questionamentos sobre eventual impedimento, enquanto Cármen e Kassio deverão receber pressão política e digital durante toda a sessão. A composição efetiva do plenário poderá ser tão importante quanto o mérito analisado??.
Quando o placar está aberto, até o silêncio de um ministro começa a ser interpretado como voto.
Drones, grades e uma esplanada em modo de alerta
O entorno do Supremo amanheceu com segurança reforçada, bloqueios, cercas e monitoramento por drones. O aparato revela que o julgamento ultrapassou os limites institucionais: há expectativa de manifestações, vigílias e mobilização política. O esquema de segurança foi ampliado diante do risco de protestos durante a sessão??.
Quando o julgamento precisa de drone com câmera térmica, o termômetro político já passou do normal.
Crise do STF entra definitivamente na eleição
A campanha de Lula tenta separar o presidente da figura de Moraes e preservar uma posição institucional. Flávio Bolsonaro endurece o discurso contra o STF nas ruas, mas busca moderação ao falar com o mercado. Zema, pressionado nas pesquisas, tenta recuperar espaço na direita intensificando críticas a Moraes.
A crise oferece oportunidades distintas: Lula pode defender estabilidade e investigação sem blindagem; Flávio pode transformar o sentimento anti-STF em mobilização; e os demais candidatos tentam evitar que a polarização os transforme em figurantes.
O STF ainda não decidiu o processo, mas a eleição já começou a disputar politicamente o resultado.
Bastidores de Brasília
No Supremo, a preocupação central não é apenas quem vence a votação, mas como a Corte sairá do plenário. Um resultado apertado poderá aprofundar a divisão interna; um pedido de vista prolongará a crise; e qualquer fala mais dura produzirá novos cortes para as redes.
No Congresso, oposição, Centrão e setores governistas observam a possibilidade de rediscutir regras para investigações, impeachment de ministros e uma reforma do Judiciário. Cada grupo tem uma motivação diferente, mas todos perceberam que a crise abriu uma janela política.
Nas campanhas, Lula e Flávio já trabalham para enquadrar o julgamento dentro de suas próprias narrativas. Lula busca estabilidade institucional; Flávio, indignação e mobilização. O restante dos presidenciáveis tenta descobrir como entrar numa conversa que está ficando cada vez mais fechada entre dois polos.
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
O principal movimento do dia é a fusão entre crise institucional e disputa eleitoral. Moraes, Mendonça, Vorcaro e o Banco Master continuam concentrando atenção, mas Lula e Flávio passam a capturar eleitoralmente os efeitos dessa narrativa.
O estudo da Ativaweb revela uma mudança importante: Lula não apenas preserva o maior estoque de audiência, como voltou a acelerar no engajamento. Flávio continua crescendo mais em seguidores, porém com perda de intensidade na resposta da comunidade. Isso significa que a vantagem digital não está consolidada para nenhum dos dois.
Atenção digital, porém, não é intenção de voto. O que os dados mostram é capacidade de ocupar o debate, formar narrativa e mobilizar audiência. A conversão eleitoral dependerá de confiança, rejeição, território, campanha e capacidade de transformar exposição em apoio.
Tamanho explica o patrimônio acumulado; velocidade mostra para onde a atenção está indo.
Alerta Ativaweb
Tema com maior potencial de explosão: qualquer divergência pública entre Moraes e Mendonça durante a sessão.
Personagem que mais pode ganhar visibilidade: Edson Fachin, pelo voto inicial e pela condução do julgamento.
Risco digital: trechos isolados de votos ou documentos circularem sem contexto, transformando argumentos jurídicos complexos em slogans eleitorais.
Oportunidade
eleitoral: Lula consolidar a recuperação digital com uma mensagem de estabilidade; Flávio ampliar a mobilização anti-STF sem afastar o eleitor moderado.
Brasília vive hoje um daqueles dias que entram para a história antes mesmo de terminar. O STF decidirá se investiga Moraes, mas o resultado também poderá redefinir a relação entre a Corte, o Congresso, as ruas, as redes e a eleição presidencial.
No Brasil hiperconectado, os fatos importam. Mas a velocidade da narrativa costuma importar ainda mais.
Alek Maracajá é Ceo da Ativaweb DataLab. Cientista de dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB
Fachin será o primeiro a votar em sessão histórica do STF
15/09/2026
A discussão
A discussão ocorre em meio a questionamentos sobre a validade do relatório, a participação de ministros no julgamento e a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes.
Após a abertura da sessão, os ministros farão a leitura e a aprovação da ata do encontro anterior. Na sequência, Fachin apresentará o relatório do processo e delimitará o objeto do julgamento, ou seja, indicará quais questões deverão ser analisadas pelos ministros.
A Procuradoria-Geral
O STF (Supremo Tribunal Federal) realiza hoje terça-feira (15/09), a partir das 10h, a sessão que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente da Corte, Edson Fachin, que assumiu a relatoria do caso, será responsável por conduzir a sessão e delimitar quais questões serão analisadas pelo plenário.
A discussão
A discussão ocorre em meio a questionamentos sobre a validade do relatório, a participação de ministros no julgamento e a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes.
Após a abertura da sessão, os ministros farão a leitura e a aprovação da ata do encontro anterior. Na sequência, Fachin apresentará o relatório do processo e delimitará o objeto do julgamento, ou seja, indicará quais questões deverão ser analisadas pelos ministros.
A Procuradoria-Geral
Depois, a PGR (Procuradoria-Geral da República) poderá se manifestar. O órgão será representado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Também haverá espaço para eventuais sustentações orais.
O voto
Encerradas as manifestações, Fachin apresentará seu voto. Os demais ministros votarão em seguida, de acordo com a ordem prevista pelo regimento do Supremo. Ao final, o presidente da Corte proclamará o resultado.
O que pode ser decidido
Uma das primeiras questões que podem ser analisadas é o pedido da PGR para anular o relatório produzido pela Polícia Federal.
A Procuradoria sustenta que a elaboração do documento teve vícios de origem porque foi determinada pelo então relator André Mendonça sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submissão anterior ao plenário.
A tese
Se a tese de nulidade for acolhida, a Corte poderá encerrar a discussão sem entrar no mérito das mensagens.
Também há a possibilidade de os ministros avaliarem se os elementos reunidos pela PF são suficientes para justificar a abertura de uma investigação contra Moraes ou se o caso deve ser arquivado.
STF realiza hoje sessão histórica para decidir futuro de Moraes
15/09/2026
A sessão
A sessão está marcada para as 10h e ocorre após duas semanas de tensão na Corte, marcadas por trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações pelo ministro André Mendonça.
O plenário
O plenário deverá decidir, primeiro, se o relatório da PF é válido. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a anulação do documento por entender que sua produção teve vícios de origem. Segundo a Procuradoria, Mendonça determinou a apuração sobre um integrante do próprio Supremo sem pedido prévio do Ministério Público ou da Polícia Federal e sem submeter a medida à Presidência ou ao plenário da Corte.
...
O STF (Supremo Tribunal Federal) analisa hoje, terça-feira (15/09), em uma sessão histórica, o relatório da Polícia Federal que reuniu mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A sessão
A sessão está marcada para as 10h e ocorre após duas semanas de tensão na Corte, marcadas por trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações pelo ministro André Mendonça.
O plenário
O plenário deverá decidir, primeiro, se o relatório da PF é válido. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a anulação do documento por entender que sua produção teve vícios de origem. Segundo a Procuradoria, Mendonça determinou a apuração sobre um integrante do próprio Supremo sem pedido prévio do Ministério Público ou da Polícia Federal e sem submeter a medida à Presidência ou ao plenário da Corte.
A tese
Se a tese de nulidade for acolhida, o STF poderá encerrar a discussão sem avançar sobre o conteúdo das mensagens. Ministros avaliam, porém, que mesmo nesse cenário o plenário poderá discutir se os elementos reunidos pela PF justificam a abertura de uma nova investigação sobre Moraes.
O relatório
O relatório reúne mensagens localizadas pela PF entre dezembro de 2023 e novembro de 2025. Segundo a investigação, Vorcaro procurou Moraes em diferentes ocasiões e pediu ajuda diante de medidas que atingiam o Banco Master.
O documento também menciona a atuação do ministro na análise de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do magistrado. O contrato previa o pagamento de 36 parcelas mensais e sucessivas no valor de R$ 3,6 milhões cada. O valor líquido, descontando os impostos, ficaria em R$ 108 milhões.
Disputa pelas provas
A preparação para a sessão foi marcada por uma disputa interna sobre quais documentos deveriam estar disponíveis aos ministros antes do julgamento.
Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Moraes cobraram acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro. Eles argumentaram que o colegiado não poderia decidir com base apenas em recortes ou sínteses do material.
Afirmou
Mendonça afirmou inicialmente que mantinha em seu gabinete apenas uma cópia de segurança lacrada e criptografada e que a disponibilização integral dos dados poderia prejudicar investigações em andamento e “tumultuar” o julgamento.
A Polícia Federal informou depois que poderia fornecer cópias idênticas do material aos ministros sem comprometer a cadeia de custódia. Moraes, Zanin e Gilmar receberam os dados antes da sessão.
Parecer
Ontem, segunda-feira (14/09), após pedido de Moraes e parecer favorável da PGR, Mendonça também retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.
Como será a sessão
Edson Fachin, presidente do STF, assumiu a relatoria do caso e será responsável por conduzir a sessão.
Após a abertura dos trabalhos, Fachin deverá apresentar seu relatório e delimitar exatamente quais questões serão submetidas ao plenário. Na sequência, haverá espaço para manifestação da PGR e eventuais sustentações orais. Depois, Fachin apresentará seu voto. Os demais ministros votarão na ordem prevista pelo regimento da Corte.
A composição
Ainda há dúvidas sobre a composição do plenário. Como Moraes é o alvo do relatório, não está claro se ele participará da sessão nem se poderá votar. Também há ministros que discutem um eventual impedimento de André Mendonça, diante dos questionamentos sobre sua atuação na produção do documento.
Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso Master no início do ano e tem se declarado suspeito em desdobramentos da investigação, também pode ficar fora da votação.
A sessão será pública e terá transmissão ao vivo pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.
Com CNN
Corrente da moralidade - Sindicato dos Professores critica salário de R$ 60 mil de Raquel Teixeira Lyra
14/09/2026
Agora
Foi o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Cobrou, hoje, segunda-feira (14/09), em nota divulgada nas redes sociais, que Raquel Teixeira Lyra (PSD) prorrogue os contratos de milhares de professores temporários da rede estadual de ensino encerrados em 2 de setembro. A medida, tomada às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foi criticada em paralelo às denúncias de que a governadora recebe um salário de R$ 60 mil mensais como procuradora do Estado, três vezes mais do que teria direito como chefe do Poder Executivo estadual.
À luz da Constituição Federal
Raquel não teria como optar entre o salário de governadora ou de procuradora, mas vem fazendo isso com base em uma le...
A corrente pela moralidade e legalidade continua crescendo. Depois que juristas de renome nacional indicaram a "ilegalidade e imoralidade" do salário que fura o teto, as manifestacoes se multiplicam.
Agora
Foi o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Cobrou, hoje, segunda-feira (14/09), em nota divulgada nas redes sociais, que Raquel Teixeira Lyra (PSD) prorrogue os contratos de milhares de professores temporários da rede estadual de ensino encerrados em 2 de setembro. A medida, tomada às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foi criticada em paralelo às denúncias de que a governadora recebe um salário de R$ 60 mil mensais como procuradora do Estado, três vezes mais do que teria direito como chefe do Poder Executivo estadual.
À luz da Constituição Federal
Raquel não teria como optar entre o salário de governadora ou de procuradora, mas vem fazendo isso com base em uma lei que ela mesma sancionou em janeiro de 2023, nos primeiros dias de seu governo. A denúncia sobre os supersalários de Raquel, que já teriam provocado um ônus de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos, está na mira da Justiça após ação apresentada pelo advogado Pedro Josephi.
O caso
Vêm gerando desgaste à candidata em meio ao processo eleitoral. No caso do Sintepe, a crítica ocorre porque, diferentemente dela, os professores demitidos não têm alternativa. “A direção do sindicato também se preocupa com a situação econômica desses profissionais, que deixam de receber seu salário sem ter nenhuma opção, diferentemente da governadora Raquel Lyra, que optou por receber a remuneração vinculada ao seu cargo de origem, de procuradora do Estado (cerca de R$ 60 mil, segundo a imprensa), em vez do subsídio correspondente ao exercício do mandato de governadora, de cerca de R$ 22 mil), afirmou a entidade.

Confira
Crise no STF - Mendonça vê tentativa de intimidação em operação autorizada por Dino contra seu aliado. Confira as novidades para o seu Papo da Noite
14/09/2026
- Ação da PF cumpri...
O ministro do STF, André Mendonça, viu a operação deflagrada hoje, segunda-feira, 14/09, pela PF contra um deputado como mais uma tentativa de intimidá-lo diante da crise sem precedentes em que vive a corte. A aliados, o ministro diz que a ação foi mais uma forma de tentar constrangê-lo. Isso porque o alvo foi o deputado Cezinha de Madureira, PL, próximo dele. Cezinha foi um dos principais cabos eleitorais da nomeação do ministro ao STF. A operação desta segunda foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, aliado de Alexandre de Moraes dentro do STF. Os investigadores citam "comercialização de influência" do deputado junto aos tribunais superiores. A avaliação de Mendonça é que o grupo de Moraes tem tentado de todas as formas desgastar o ministro, que é relator do caso Master no STF. O ministro tem dito, nos bastidores, que as sucessivas tentativas aumentaram após o presidente do STF, ministro Edson Fachin, marcar o julgamento que pode afastar Moraes.
- Ação da PF cumpriu buscas contra deputado Cezinha de Madureira, PL, aliado do ministro do STF, André Mendonça. Flávio Dino diz que Cezinha se utilizava da função parlamentar para venda de suposta influência sobre ministros de tribunais superiores
- Julgamento será público: A sessão está prevista para, amanhã, terça-feira, 15/09, às 10h00. O julgamento será público, mas ainda há dúvidas sobre quem vota. Além disso, ministros já discutem pedir vistas do processo para adiar uma definição.
- Julgamento no STF amanhã: STF terá raio X e celulares lacrados em sessão sobre mensagens para Moraes. Jornalistas não terão acesso ao plenário. Profissionais de imprensa credenciados poderão ficar apenas na marquise da Corte para repercussão.
- Jornal britânico Financial Times: A crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça ganhou repercussão internacional e passou a ser apontada como um dos elementos capazes de influenciar a corrida presidencial brasileira.
- Caso Master: PF diz que entregou dados do celular de Vorcaro a Moraes, Zanin e Gilmar.

- Crise no STF - Fachin pede para Mendonça levantar sigilo sobre pagamentos do Master, pedido atende solicitação de Moraes
O presidente do STF, Edson Fachin, pediu hoje, 14/09, que o ministro André Mendonça levante o sigilo da investigação sobre a rede de pagamentos do Banco Master antes do julgamento marcado para amanhã, 15/09. O pedido atende a uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes e da Procuradoria Geral da República, PGR. Ontem, 13/09, Moraes afirmou que o processo contém “elementos essenciais” para a sessão extraordinária que vai analisar sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Também pediu que os autos sejam liberados a todos os integrantes do colegiado antes da análise do caso. Hoje, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, defendeu o levantamento do sigilo da investigação sobre a rede de pagamentos do Banco Master. Desde que a sessão foi marcada, uma série de embates tem sido travada entre a ala de ministros mais próximos de Moraes, como Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, sobre a possível falta de acesso às provas do Master. Mendonça, por sua vez, já declarou que levantou o sigilo de todas as informações. A PGR também tem se queixado da falta de disponibilização integral dos autos do caso Master.
- Eleições 2026: Lula, PT, visita o interior de MG pela primeira vez durante a campanha presidencial deste ano. Na quinta-feira, 17/09, ele vai passar a tarde em Teófilo Otoni, na região do Vale do Mucuri, e depois, já no período da noite, seguirá para Montes Claros, no Norte.
- Eleições 2026: Flávio, PL, busca grandes líderes e Lula, PT, vai atrás de igrejas menores para atrair voto de evangélicos. Os dois adotam estratégias que se distinguem também pelo espaço em que procuram o eleitor. O candidato do PL vai até onde os fiéis estão, enquanto o presidente, que busca a reeleição, leva pastores, músicos gospel e referências cristãs para eventos.
- Eleições 2026: Eleitores com deficiência podem pedir transporte grátis até esta hoje, segunda-feira, 14/09. Benefício é assegurado pelo Programa Seu Voto Importa, do TSE.

- Julgamento no STF amanhã: STF divulga rito da sessão que vai analisar relatório da PF que mostra suposta relação de Vorcaro e Moraes
O Supremo Tribunal Federal, STF, divulgou hoje, segunda-feira, 14/09, o rito da sessão de julgamento marcada para amanhã, terça-feira, 15/09, para analisar o relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens trocadas entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. Veja os detalhes da sessão marcada para as 10h: Após a abertura dos trabalhos, será feita a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior, seguida da saudação de praxe aos ministros; Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, que é o relator do caso, fará a leitura do seu parecer e a delimitação do objeto do julgamento; Depois, a PGR poderá se manifestar. Estará aberto também o espaço para "eventuais sustentações orais"; Encerradas as manifestações, o relator apresentará seu voto. Em seguida, votarão os demais ministros, na ordem regimental; Ao final do julgamento, o presidente proclamará o resultado. A discussão é considerada inédita no STF porque o plenário analisará um relatório da PF que levanta suspeitas envolvendo um integrante da própria Corte. A sessão será presidida pelo ministro Edson Fachin, que assumiu a relatoria do processo após uma série de decisões conflitantes e trocas de ofícios entre os gabinetes nos últimos dias.
Em julgamento - STF vai decidir se abre investigação contra Moraes: O relatório da PF. O documento foi elaborado por determinação do ministro André Mendonça no âmbito das investigações do caso Master. A PF aponta que Vorcaro se encontrou 8 vezes com Moraes e pediu ajuda para conter ações contra o banco. O relatório também cita a atuação do ministro na análise de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
O pedido de anulação da PGR: A PGR manifestou-se oficialmente pelo arquivamento e anulação do relatório.
- Eleições 2026: Candidatos a presidente gastam R$ 150 milhões em menos de um mês. Contratações de marqueteiros e propaganda lideram gastos.
- Governo Lula prorroga crédito de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativo e inclui vans escolares. Linha terminaria nesta semana, mas fica prorrogada a partir da sanção. Até agora foram financiados 48 mil automóveis e 19 mil motos.

- Eleições 2026 em PE: Campanhas de Raquel Teixeira e Marília lideram entre as mais caras para cargos majoritários em Pernambuco
As campanhas de Raquel Teixeira Lyra, PSD, e Marília Arraes, PDT, que concorrem, respectivamente, ao governo de Pernambuco e ao Senado, figuram como as mais caras para cargos majoritários, após quase um mês de campanha eleitoral, de acordo com as declarações prestadas até o ontem à Justiça Eleitoral. A governadora e candidata à reeleição tem à disposição R$ 11,9 milhões. Desse total, R$ 11,6 milhões vêm do Fundo Especial, recurso público destinado ao financiamento das campanhas eleitorais, R$ 100 mil do Fundo Partidário e R$ 70 mil provenientes de doações. Ao todo, a candidata da Coligação Pernambuco de Coração possui 7,6 milhões de despesas, sendo cerca de R$ 3,6 milhões já pagas. Enquanto a postulante ao Senado, Marília Arraes, acumula o montante de R$ 4,05 milhões de recursos recebidos, sendo a maior parte do Fundo Especial; R$ 4 milhões, R$ 40 mil provenientes de doação e R$ 12 mil correspondem ao Fundo Partidário. A ex-deputada possui despesas no valor de R$ 2,6 milhões. Desse total, R$ 1,8 milhão já foi pago.
- Sistema Prisional PE: MPPE e Defensoria recomendam que nova prisão de Araçoiaba receba presos de Igarassu. Órgãos querem critérios objetivos para transferências e prioridade para detentos condenados sem outros processos; recomendação prevê fluxo por um ano e fiscalização mensal.

- Eleições 2026 em PE: João Campos confirma agenda de campanha de Lula em Pernambuco. Candidato divulgará data ainda esta semana.

- Eleições 2026 em PE: João Campos acusa Jair Bolsonaro de tirar Transnordestina de PE e promete retomá-la com Lula
O candidato ao governo de Pernambuco João Campos, PSB, acusou hoje, segunda-feira, 14/09, o ex-presidente Jair Bolsonaro, PL, de retirar o trecho pernambucano da Transnordestina da concessão federal e dar um "golpe em Pernambuco". O ex-prefeito do Recife prometeu, caso seja eleito, pedir ao presidente Lula, PT, que transfira ao Estado a responsabilidade pela obra e afirmou que pretende inaugurá-la em 4 anos. "No dia 28 de dezembro (de 2022), o ex-presidente Jair Bolsonaro tirou a Transnordestina de Pernambuco da concessão. Então, literalmente, no apagar das luzes, ele tirou a Transnordestina de Pernambuco, dando esse golpe em Pernambuco", declarou João durante sabatina do NE1, da TV Globo. Em dezembro de 2022, um aditivo ao contrato da Transnordestina Logística excluiu da concessão o trecho Salgueiro-Suape, em Pernambuco, que retornou à responsabilidade do governo federal. João afirmou que Lula se comprometeu a executar o ramal, mas acusou o governo de Raquel Teixeira Lyra, PSD, de não assumir o protagonismo necessário para tirar a obra do papel. "O presidente Lula voltou e garantiu que ia fazer, mas falta o Estado chamar para si. Eu não vou ficar dizendo de quem é a culpa. Como governador, eu quero assumir porque, se é importante para Pernambuco, eu vou fazer", disse. "Como governador, pedirei ao presidente Lula que passe a Transnordestina para Pernambuco, porque nós vamos fazer a obra sair do papel para que, em quatro anos, ela seja inaugurada", afirmou.
- Eleições 2026 em PE: João Campos comenta acusação de "fura-fila". "A Justiça vai decidir".
- Eleições 2026 em PE: Em entrevista ao NE1 hoje, João Campos, candidato do PSB ao governo, afirmou que vai construir 4 novos hospitais em Pernambuco, além de promover 94 grandes obras para ampliar o abastecimento de água no estado.

- Dólar hoje sobe quase 0,5% e se aproxima dos R$ 5,15, mas fecha longe das máximas. Investidores iniciam a semana digerindo novas pesquisas eleitorais e os mais recentes desdobramentos no STF, enquanto se preparam para decisões de política monetária no Brasil e nos EUA.

- Guerra na Ucrânia: Rússia diz que Xi Jinping e Modi estão dispostos a ajudar a encerrar guerra
A Rússia informou hoje, segunda-feira, 14/09, que os líderes da China e da Índia haviam comunicado ao presidente Vladimir Putin que estão dispostos a ajudar a pôr fim à guerra na Ucrânia. De acordo com o Kremlin, o chefe de Estado russo reagiu de forma muito positiva à sugestão. O porta-voz Dmitry Peskov disse que a conversa ocorreu à margem da cúpula do Brics em Nova Délhi e que a Rússia estava aberta a que qualquer país use sua influência para incentivar o governo da Ucrânia a demonstrar “maior flexibilidade”. A Rússia afirma estar pronta para retomar as negociações de paz, mas deixou claro que deseja assumir o controle total do restante da região de Donetsk, no leste da Ucrânia.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeita conceder território aos russos.
- Trump diz que há uma "conspiração doentia" contra IA e data centers. Presidente dos EUA comparou os críticos da inteligência artificial a "forças muito negativas".
- Papa Leão XIV revoga cortes de salários no Vaticano adotados por Francisco. Medida foi imposta em 2021 por conta da pandemia da Covid-19, que impactou as fontes de receita da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

- "O tempo de Westminster acabou" - Líderes de Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales se unem para reivindicar independência do Reino Unido
Os primeiros-ministros do País de Gales, da Escócia e da Irlanda do Norte declararam que "o tempo de Westminster está chegando ao fim" e que o governo do Reino Unido deve "se preparar" para uma mudança constitucional. As três nações formam, junto com a Inglaterra, o Reino Unido, cuja sede do parlamento fica no Palácio de Westminster, em Londres. Os líderes nacionalistas do Plaid Cymru, Partido do País de Gales, do Sinn Féin, partido da Irlanda do Norte, e do SNP, Partido Nacional Escocês, que desejam a saída de seus países do Reino Unido, assinaram um acordo hoje, segunda-feira, 14/09, que afirma que nenhum governo do Reino Unido tem o direito de "bloquear a democracia". Mas enquanto o escocês John Swinney e a norte-irlandesa Michelle O'Neill defenderam a realização de referendos, o galês Rhun ap Iorwerth se recusou a apresentar um calendário para um referendo em seu país.
- O Partido Trabalhista e o Partido Reformista, ambos do Reino Unido, acusaram o Plaid Cymru de querer desmembrar o reino. A expectativa é que um acordo sobre a "futura colaboração em áreas de interesse comum" seja assinado ainda hoje entre o País de Gales e a Escócia. Pela 1a vez desde o início da descentralização de poderes, no fim da década de 1990, o País de Gales, a Escócia e a Irlanda do Norte têm primeiros-ministros que desejam deixar o Reino Unido.
Reforço de peso: direita de Santa Cruz do Capibaribe declara apoio à reeleição de Edson Vieira
14/09/2026
O apoio reforça o crescimento da campanha de Edson, que vem ampliando alianças por onde passa. Com trabalho prestado, presença nas cidades e diálogo direto com a população, o deputado consolida seu nome como uma das principais forças políticas do Agreste.
“Recebo esse apoio com muita alegria e responsabilidade. É a certeza de que nosso trabalho tem credibilidade e de que Santa Cruz reconhece quem defende de verdade as suas pautas. Vou continuar perto do povo, lutando pelo Polo de Confecções, pelas estradas e pelas demandas de Pernambuco”, afirmou Edson Vieira.
A campanha de reeleição do deputado estadual Edson Vieira (Podemos) ganha mais força em Santa Cruz do Capibaribe. O grupo da direita no município, coordenado pelo vereador Adilson, Wilson, Wagner, Véi da Palestina, Décio e outros integrantes, declarou apoio ao projeto político do parlamentar, reconhecendo sua atuação na defesa das pautas da região e do Polo de Confecções.
O apoio reforça o crescimento da campanha de Edson, que vem ampliando alianças por onde passa. Com trabalho prestado, presença nas cidades e diálogo direto com a população, o deputado consolida seu nome como uma das principais forças políticas do Agreste.
“Recebo esse apoio com muita alegria e responsabilidade. É a certeza de que nosso trabalho tem credibilidade e de que Santa Cruz reconhece quem defende de verdade as suas pautas. Vou continuar perto do povo, lutando pelo Polo de Confecções, pelas estradas e pelas demandas de Pernambuco”, afirmou Edson Vieira.
Confira a proposta de Samara Martins, candidata à presidência pela UP, sem verba e sem TV
14/09/2026
Perfil
Samara Martins
é cirurgiã-dentista, ativista social e a candidata à Presidência da República pelo partido Unidade Popular (UP) nas eleições de 2026.
Ela tem 39 anos, nasceu em Belo Horizonte (MG) e vive em Natal (RN). Trabalha como cirurgiã-dentista no Sistema Único de Saúde (SUS).
História de lutas
Samara começou a vida politica no movimento estudantil aos 16 anos. Passou pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e na Frente Negra de Mulheres. Foi candidata a vereado...
Ela pertence à Unidade Popular - UP, um partido recente, sem representação no Congresso. De matriz socialista, apoiada em princípios que emergem da concepção marxista-leninista, a UP está presente em todos os Estados. E lança candidaturas para divulgar seu programa junto às bases trabalhadoras da população. Confira no final da matéria as propostas de Samara. UP. 80.
Perfil
Samara Martins
é cirurgiã-dentista, ativista social e a candidata à Presidência da República pelo partido Unidade Popular (UP) nas eleições de 2026.
Ela tem 39 anos, nasceu em Belo Horizonte (MG) e vive em Natal (RN). Trabalha como cirurgiã-dentista no Sistema Único de Saúde (SUS).
História de lutas
Samara começou a vida politica no movimento estudantil aos 16 anos. Passou pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e na Frente Negra de Mulheres. Foi candidata a vereadora de Natal em 2020 e candidata a vice-presidente do Brasil em 2022, na chapa de Léo Péricles.
Em 2026
Concorre à Presidência ao lado da sindicalista Raquel Brício, formando uma chapa inteira feminina.
Principais propostas
Defende o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada diária.
Pede a nacionalização do sistema bancário e o controle popular dos bancos. Quer o fortalecimento do SUS e o atendimento público obrigatório para políticos.
Entre outras propostas.
Confira
Samara, de cabeleira inteira, explica porque é diferente.
Viva o Dia Nacional do Frevo - Por Ricardo Andrade*
14/09/2026
O Frevo precisa ser ressignificado, se modernizar sem perder sua tradição, suas origens, não abdicar do passado, mas ter outros olhares, dialogando com as novas gerações, de músicos, compositores, intérpretes, arranhadores, produtores etc. Uma das tarefas mas instigantes é sua interface com as novas tecnologias, no campo das inovação, não falo aqui apenas da IA, mas de toda cadeia produtiva, dos streaming, do processo de produção, divulgação, distribuição, nas redes sociais, e não mais apenas das rádios, onde já não se escuta, nem no período pré-carnavalesco. Comerciais e publicidade, MKT, design, moda e estética, tudo tem relação com o universo do Frevo, como instrumento de uma memória afetiva e coletiva, do nosso pertencimento, de nossa pernambucanidade. Música, dança etc o Frevo é bem mais que isso e será eterno, mas precisa ser repensado. Um desses mecanismos será o retorno do Festival de Frevo do Recife, que deve ser retomado pela Prefeitura em 2027, num clamor dos artistas. O Frevo VIVE, e continuará pulsando, frevendo, mexendo com nossas mentes e corações, pernas e braços. Viva o Frevo!
*Cantor, compositor, Presidente do Bloco Flabelo Encantado.
*Ricardo Andrade, é Historiador, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370

STF Um Órgão Importante - Por Luciano Carvalho Júnior*
14/09/2026
Golpe cívico militar de 1964
É importante ressaltar que no início do golpe cívico militar de 1964, foi o Supremo Tri...
A crise do Supremo Tribunal Federal já vem de algum tempo, uma vez que ele vem se dissociando das origens, da criação de um poder judiciário. Para lembrar que o tipo de organização política que nós temos hoje, inclusive organização judiciaria, tem a sua raiz nas lutas contra o absolutismo e uma das razões fundamentais de ter lutado contra o despotismo era a necessidade de pôr controle sobre o exercício do poder. Historicamente, o direito e as leis, passar a existir com a finalidade de garantir aos súditos, ao povo, espaços para o exercício de liberdades. Tinham por meta, limitação dos poderes do monarca e/ou da elite dirigente, de modo que eles não pudessem oprimir, permitindo vida digna e humana aos excluídos. Concebeu se então, o Judiciário como instrumento para fazer aqueles diretos, de modo que não se tornassem promessas vazias.
Golpe cívico militar de 1964
É importante ressaltar que no início do golpe cívico militar de 1964, foi o Supremo Tribunal que garantiu direitos individuais e políticos. Porém, nos últimos anos, a Corte tem se afastado de ser a salvaguarda da sociedade, realiza julgamento sem cumprir o devido processo legal, umas vezes em prol do tesouro público, outras em nome da Democracia, que a fere ao não seguir o rito processual. Contudo o STF mergulhou numa briga entre ministros, comprometendo os seus julgados. Fora as denúncias de desvios praticados por alguns deles. Há ministro com comportamento de líder do governo, não largou a política partidária. Isto é degradante para o Tribunal, não podemos ter juízes que ajam como líder da situação ou da oposição. A corrupção não só no sentido da corrupção econômica financeira de se apropriar de dinheiro público, é também, corrupção dos costumes e da vida social. Cabe lembrar, os ministros estão subordinados a superioridades da lei e da ciência jurídica, cuja a função é seguir a verdade e os sinais da lei e da justiça. O STF também, está subordinado à constituição Federal. O Poder judiciário brasileiro é um poder igual aos poderes Executivo e o Legislativo. Precisamos passar a limpo o Supremo enfrentar as denúncias de ilícitos, de apadrinhamentos entre ministros ou destes com outros terceiros. Mas temos de fazer na obediência a norma legal, sem ferir a independência do STF, pois nas horas difíceis é com ele que se há de contar. É preciso encontrar uma formula que ajude o Supremo a sair de suas dificuldades presentes e não a estabelecer solução casuística contrária à estrutura e as funções específicas de um órgão integrante do Poder judiciário.
Código de conduta
Apurado as responsabilidades dos possíveis desvios, com a posse do novo Congresso que vai ser eleito em breve, devemos pensar numa reforma do STF, e não é com um código de conduta como deseja o ministro Edson Fachin. Pois, neste ponto, é só os ministros seguirem o Estatuto da Magistratura, o que por ventura não esteja presente ali, é só eles usarem o bom senso com honestidade. Se algum ministro não possuir, não pode pertencer aos quadros de componentes do Tribunal. Porque ele regula a disciplina de todos os juízes e tribunais. A mudança na forma das escolhas de ministros também, não é solução, pois, não evita possíveis problemas de condutas no futuro. O Presidente da República tem que ter responsabilidade nas indicações. O Senado tem a obrigação de examina os nomes indicados para os tribunais superiores, com a profundidade necessária, sem partidarismo. Se não o faz, não é culpa do Poder Judiciário, nem do Presidente que indicou o pretendente, mas do próprio Senado Federal. Porém, uma questão teve ser enfrentada: reexaminar as competências de originarias e derivadas e igualmente as competências de matéria, no STF. Seria, conveniente, que se suprimisse a concentração de poderes nas Cortes Superiores, impedindo que os atos da Administração Pública, sobretudo da Federal, sejam julgados por ministros por ela nomeados. Porém, tem que ter serenidade no Congresso Nacional para apreciar este assunto, sem revanchismo. O que não pode admitir é que tudo se modifique para que continue como está. O Judiciário precisa ser reformado com finalidades éticas e não subalternas. Temos de ressaltar que qualquer mudança de se cogite deve obedecer a essa exigência de preservar-lhe a soberania e independência dos seus julgados.
O Supremo Tribunal Federal deve funcionar para servir a sociedade, resolvendo litígios, prestando harmonia, aplicando decisões reconhecidas pela mesma sociedade. É assim, estaremos fortalecendo o estado democrático de direito.
*Luciano Caldas Pereira de Carvalho Júnior, é Advogado. @carvalhojuniorluciano
