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Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta

14/09/2024

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Por Josemir Camilo de Melo*

Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.

Deserta

“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...

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Por Josemir Camilo de Melo*

Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.

Deserta

“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.

Duas casas

“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.

Topografia ignorada

“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

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Ilusão

“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.

Caráter contemporizador

“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.

Retaguarda da força

“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

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Dia seguinte

“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.

Presos políticos

Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.

Itinerário

Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.

*Josemir Camilo de Melo é historiador

Leia outras informações

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Dólar, Metal e o Frevo do Cassino Americano, por Zé da Flauta*

19/10/2026

Naqueles primeiros anos da década de quarenta, o Recife foi arrancado do seu torpor açucareiro e atirado de cabeça num caldeirão de dólares, motores e arranjos de metais. A chegada maciça dos yankees na "Capital do Atlântico Sul" transformou a quietude do Capibaribe num alvoroço cosmopolita.

O céu do Ibura virou um formigueiro de asas prateadas, o porto foi rasgado para dar passagem a cruzadores de guerra, e a cidade descobriu que a modernidade vinha embrulhada em papel de chiclete, garrafas de Coca-Cola, maços de Chesterfield, Camel e Philip Morris, e uma inflação de arrastar o preço do feijão para as nuvens.

Choque cultural

O epicentro desse delírio tropical batia com mais força no Cassino Americano, fincado nas areias do Pina. Ali, enquanto a brisa do mar trazia o cheiro de maresia e de gasolina de aviação, a elite recifense e os oficiais americanos dividiam a mesma roleta e a mesma pista de dança. Mas para além das apostas, o ver...

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Naqueles primeiros anos da década de quarenta, o Recife foi arrancado do seu torpor açucareiro e atirado de cabeça num caldeirão de dólares, motores e arranjos de metais. A chegada maciça dos yankees na "Capital do Atlântico Sul" transformou a quietude do Capibaribe num alvoroço cosmopolita.

O céu do Ibura virou um formigueiro de asas prateadas, o porto foi rasgado para dar passagem a cruzadores de guerra, e a cidade descobriu que a modernidade vinha embrulhada em papel de chiclete, garrafas de Coca-Cola, maços de Chesterfield, Camel e Philip Morris, e uma inflação de arrastar o preço do feijão para as nuvens.

Choque cultural

O epicentro desse delírio tropical batia com mais força no Cassino Americano, fincado nas areias do Pina. Ali, enquanto a brisa do mar trazia o cheiro de maresia e de gasolina de aviação, a elite recifense e os oficiais americanos dividiam a mesma roleta e a mesma pista de dança. Mas para além das apostas, o verdadeiro choque de civilizações aconteceu na música.

O ouvido do pernambucano, acostumado ao terno de sopros das marchas e ao frevo de rua mais primitivo, viu-se subitamente inundado pela sofisticação das big bands. O swing de Glenn Miller, as harmonias arrojadas do bebop de Dizzy Gillespie e a virtuosidade do jazz americano invadiram os salões do Pina e os inferninhos do Recife Antigo, redefinindo o padrão de exigência dos nossos arranjadores e instrumentistas.

Refino

Para os músicos da terra, aquela presença foi uma escola acelerada de alta regência e instrumentação. O frevo, que até então mantinha uma estrutura puramente marcha-ranchista e de banda de música de interior, absorveu o impacto como uma esponja.

As orquestras locais, formadas por maestros visionários e sopros de ouro, passaram a incorporar as síncopas do jazz, as aberturas de vozes dos naipes de saxofones e os riffs agressivos dos trombones e trompetes americanos. O embate entre o swing gringo e o frevo de rua refinou a linguagem da música pernambucana: a pau-e-corda deu lugar à imponência dos metais pesados, criando a base harmoniosa e vertiginosa das grandes orquestras de frevo de abafo que hoje conhecemos.

Revolução escrita

Quando os jipes finalmente foram embora em 1945 e a base militar silenciou, o Recife acordou numa ressaca monumental. Sobraram os maços de cigarro esmagados na areia do Pina e o olhar perdido de quem viu o espetáculo acabar. O Cassino apagou suas luzes, mas nas pautas dos nossos maestros a revolução já estava escrita. Os americanos recolheram suas bandeiras, mas deixaram para trás o veneno do jazz injetado nas veias do frevo, provando que, quando o metal nordestino encontra a síncopa universal, a música da gente fica eterna.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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Adeus, Benito di Paula! - Poema Por Eduardo Albuquerque*

19/10/2026

Não há mais tua doce companhia,
calou-se para sempre tua melodia,
tua voz, o som do piano, brios
fez-se silencioso o palco, vazio

“Mulher Brasileira”, “Tudo Está no seu Lugar”,
“Retalhos de Cetim”, “Não Precisa me Perdoar”,
“Do Jeito que a Vida Quer”, “Vai Ficar na Saudade”,
“Charles Brown”, “Se Não For por Amor”.



A si dizia ser “sambeiro”, “pianeiro”.
Suave era o teu cantar, intenso, inteiro...
Ah! Come eu curti, como eu amei...

Emudeceu o romântico do samba,
a icônica voz, tua voz de bamba.
Enfim “meu caçula, meu André, cheguei”!



*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Não há mais tua doce companhia,
calou-se para sempre tua melodia,
tua voz, o som do piano, brios
fez-se silencioso o palco, vazio

“Mulher Brasileira”, “Tudo Está no seu Lugar”,
“Retalhos de Cetim”, “Não Precisa me Perdoar”,
“Do Jeito que a Vida Quer”, “Vai Ficar na Saudade”,
“Charles Brown”, “Se Não For por Amor”.



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A si dizia ser “sambeiro”, “pianeiro”.
Suave era o teu cantar, intenso, inteiro...
Ah! Come eu curti, como eu amei...

Emudeceu o romântico do samba,
a icônica voz, tua voz de bamba.
Enfim “meu caçula, meu André, cheguei”!



*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Seleção Brasileira de Médicos, por Roberto Vieira*

19/10/2026

Domingo foi o Dia do Médico, o profissional responsável pela saúde. O Brasil sempre foi celeiro de médicos espetaculares desde a chegada do primeiro deles, Guilherme Piso, em Pernambuco, com a frota do Conde Maurício de Nassau. Fazer uma seleção de tantos craques é tarefa ingrata, mas vale pela homenagem.

Defesa

São Lucas, goleiro de homens e de almas, simplesmente é milagroso. Santo e intelectual, Lucas conheceu Jesus através de Maria. Titular sem reserva. A defesa, com o genial Ivo Pitanguy na direita, tem na zaga dois mitos pernambucanos: Jorge Lobo e Clóvis Paiva. Jogariam em qualquer seleção brasileira. Amaury na esquerda organiza o time como organizou a medicina da sua época.

Meio-campo

Figueira é um volante nível Beckenbauer. Grande mastologista, grande alma, salvou a vida de minha mãe. Do seu lado, o memorialista Pedro Nava tabela com o deus da Oftalmologia nacional, Hilton Rocha. Jogam por música.
...

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Domingo foi o Dia do Médico, o profissional responsável pela saúde. O Brasil sempre foi celeiro de médicos espetaculares desde a chegada do primeiro deles, Guilherme Piso, em Pernambuco, com a frota do Conde Maurício de Nassau. Fazer uma seleção de tantos craques é tarefa ingrata, mas vale pela homenagem.

Defesa

São Lucas, goleiro de homens e de almas, simplesmente é milagroso. Santo e intelectual, Lucas conheceu Jesus através de Maria. Titular sem reserva. A defesa, com o genial Ivo Pitanguy na direita, tem na zaga dois mitos pernambucanos: Jorge Lobo e Clóvis Paiva. Jogariam em qualquer seleção brasileira. Amaury na esquerda organiza o time como organizou a medicina da sua época.

Meio-campo

Figueira é um volante nível Beckenbauer. Grande mastologista, grande alma, salvou a vida de minha mãe. Do seu lado, o memorialista Pedro Nava tabela com o deus da Oftalmologia nacional, Hilton Rocha. Jogam por música.

Ataque

Zerbini transformou a cardiologia brasileira nos anos 1960. Taco a taco nos transplantes com Barnard. O presidente JK concluiu seu curso com muito esforço, especializou-se na França, lutou nas guerras brasileiras dos anos 1930 e construiu Brasília. Tá bom? Se não estiver, converse com o multilinguista Guimarães Rosa.

Medicina

A medicina brasileira sofreu ataques medievais nas últimas décadas. Com suas faculdades sucateadas, assistiu a profissionais trazidos do exterior em regime escravagista para compensar a falta de organização dos nossos governantes. Sobreviveu a dezenas de escolas inauguradas sem as mínimas condições para a formação adequada dos médicos. Porém, o bom médico continua trazendo consigo o sentimento mais próximo de Jesus na humanidade: amar ao próximo como a si mesmo.

*Roberto Vieira é médico e cronista



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Lula e Veneziano: a lealdade que virou voto e conquistas para os trabalhadores, por Flávio Lúcio*

19/10/2026

Reeleito senador pela Paraíba no dia 4, Veneziano Vital chega ao segundo turno da eleição presidencial com um capital político que poucos, individualmente, conseguiram acumular antes e depois da eleição.


Aliado histórico

Aliado histórico, Veneziano foi premiado duplamente por sua lealdade ao projeto político que hoje governa o Brasil: pelo próprio Lula, que, na reta final campanha, gravou em vídeo em reconhecimento e pediu a recondução de Veneziano ao Senado. Fez isso com poucos ou, dito de maneira direta, aos que tinham sua confiança e eram necessários para o futuro governo.

Ressaltou

Lula ressaltou que poucas vezes teve um senador com relação tão honesta e comprometida, e que a continuação Veneziano no Senado lhe daria mais tranquilidade para governar. Um gesto de reconhecimento a quem, nos últimos quatro anos, foi um dos principais defensores das pautas de Lula no Congresso.

O prêmio<...

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Reeleito senador pela Paraíba no dia 4, Veneziano Vital chega ao segundo turno da eleição presidencial com um capital político que poucos, individualmente, conseguiram acumular antes e depois da eleição.


Aliado histórico

Aliado histórico, Veneziano foi premiado duplamente por sua lealdade ao projeto político que hoje governa o Brasil: pelo próprio Lula, que, na reta final campanha, gravou em vídeo em reconhecimento e pediu a recondução de Veneziano ao Senado. Fez isso com poucos ou, dito de maneira direta, aos que tinham sua confiança e eram necessários para o futuro governo.

Ressaltou

Lula ressaltou que poucas vezes teve um senador com relação tão honesta e comprometida, e que a continuação Veneziano no Senado lhe daria mais tranquilidade para governar. Um gesto de reconhecimento a quem, nos últimos quatro anos, foi um dos principais defensores das pautas de Lula no Congresso.

O prêmio

O prêmio mais importante, porém, veio do povo paraibano, que resistiu às seduções de uma das mais poderosas articulações reunidas em torno de um candidato, algo jamais visto na história das eleições na Paraíba. O Davi venceu o Golias.

Retribuiu

Veneziano retribuiu nas duas semanas seguintes a Lula e ao povo paraibano e brasileiro se colocando no centro de uma das votações mais simbólicas do Senado nos últimos anos. No debate que levou à aprovação da escala 5×2 e da jornada de trabalho de 40 horas, mudança de alcance histórico num mundo marcado por retrocessos civiliztórios, a firmeza de Veneziano na defesa das propostas deu razão à opção de Lula. E do povo paraibano.

Como integrante da CCJ, Veneziano votaria pela troca da escala 6×1 pela 5×2, posição que, segundo disse não era de ocasião, mas parte de sua trajetória como político. E defendeu que o Senado aprovasse o texto como veio da Câmara, ao lado da mudança na jornada de trabalho de 44 para 40 horas, cuja transição vai durar em 14 meses.

CCJ

Na CCJ, 36 emendas foram rejeitadas para que o texto não voltasse à Câmara. Sem mudanças no mérito, a PEC seguia direto ao Plenário. No último dia 14, o Plenário aprovou a PEC 221/2019 em dois turnos, com 75 votos a favor e apenas um contra. Em seguida, foi sancionada e começa a valer a partir do próximo ano.

Alerta

Veneziano fez outro alerta aos trabalhadores: a proposta só ficaria de pé caso Lula fosse reeleito, pois num eventual governo de Flávio Bolsonaro o modelo que deve prevalecer é da remuneração por hora trabalhada, bem como a flexibilização de todos os direitos trabalhistas.

Tinham razão

Lula e o povo tinham razão em escolherem Veneziano. Na hora do vamos ver, ambos sabiam que podiam contar com com um defensor de uma agenda cara aos trabalhadores e à nação brasileira.

*Flavio Lúcio é cientista político, doutor em sociologia, historiador, professor da UFPB.



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Os diagnósticos e projeções de Lavareda no podcast de amanhã

19/10/2026

No podcast Direto de Brasília de amanhã, faltando quatro dias para o confronto final entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o cientista político Antônio Lavareda fará prognósticos e avaliações sobre a eleição presidencial em segundo turno. Um dos melhores e mais conhecidos especialistas em pesquisas eleitorais, Lavareda também fará uma análise dos levantamentos realizados pelos mais variados institutos nacionais.

Mestre em Sociologia

Sociólogo, jornalista e advogado, Lavareda é mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), é professor colaborador da pós-graduação em Ciência Política da UFPE e presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).

Experiência

Com e...

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No podcast Direto de Brasília de amanhã, faltando quatro dias para o confronto final entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o cientista político Antônio Lavareda fará prognósticos e avaliações sobre a eleição presidencial em segundo turno. Um dos melhores e mais conhecidos especialistas em pesquisas eleitorais, Lavareda também fará uma análise dos levantamentos realizados pelos mais variados institutos nacionais.

Mestre em Sociologia

Sociólogo, jornalista e advogado, Lavareda é mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), é professor colaborador da pós-graduação em Ciência Política da UFPE e presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).

Experiência

Com experiência na análise de cenários políticos e no planejamento de campanhas eleitorais, Lavareda também se dedica ao estudo do comportamento do eleitor e da influência das emoções nas decisões de voto. É autor de obras como Democracia nas Urnas e Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais, além de pioneiro no Brasil na aplicação de estudos de neuropolítica às campanhas eleitorais.

Vai ao ar

O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.

Parceiros

Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.

Blog do Magno




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Benito de Paula, por Josué Sena*

19/10/2026

Ponha Euterpe veste de cetim,
Bordada de negros retalhos,
Por quem de face de fios grisalhos,
Da longa vida e carreira teve fim.

Soe em cadência lenta o tamborim.
E assim lento o talentoso piano,
Por na musica popular esse dano,
E os fãs digam: ai de mim!

Pois faleceu o artista Benito,
Que também é de Paula.
Compositor de melodioso rito,

Que muito de amor, saudade e ilusão fala.
A missão na terra termina. Paciência!
O céu requer sua ilustre presença.



*Josué Sena é desembargador do TJPE e poeta



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Ponha Euterpe veste de cetim,
Bordada de negros retalhos,
Por quem de face de fios grisalhos,
Da longa vida e carreira teve fim.

Soe em cadência lenta o tamborim.
E assim lento o talentoso piano,
Por na musica popular esse dano,
E os fãs digam: ai de mim!

Pois faleceu o artista Benito,
Que também é de Paula.
Compositor de melodioso rito,

Que muito de amor, saudade e ilusão fala.
A missão na terra termina. Paciência!
O céu requer sua ilustre presença.



*Josué Sena é desembargador do TJPE e poeta



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Depois de João Gomes, Flávio José se declara a Lula nas redes sociais

19/10/2026

“O filho do dono”. O cantor Flávio José, um dos grandes nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano, começou a demonstrar publicamente sua admiração e apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (18), a uma semana da eleição.

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Conhecido por seu perfil discreto, o artista passou a compartilhar publicações nas redes sociais que indicam sua preferência política. Além de repostar conteúdos de campanha de Lula e de apoiadores do presidente, Flávio José compartilhou neste domingo uma publicação com uma música conhecida em sua voz, acompanhada de imagens de Lula balançando a bandeira do Brasil e de cenas dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Inclinação política

Mesmo não tendo feito uma declaração direta, as publicações do cantor nesta reta final do segundo turno deixam evidente sua incli...

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“O filho do dono”. O cantor Flávio José, um dos grandes nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano, começou a demonstrar publicamente sua admiração e apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (18), a uma semana da eleição.

Compartilhar

Conhecido por seu perfil discreto, o artista passou a compartilhar publicações nas redes sociais que indicam sua preferência política. Além de repostar conteúdos de campanha de Lula e de apoiadores do presidente, Flávio José compartilhou neste domingo uma publicação com uma música conhecida em sua voz, acompanhada de imagens de Lula balançando a bandeira do Brasil e de cenas dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Inclinação política

Mesmo não tendo feito uma declaração direta, as publicações do cantor nesta reta final do segundo turno deixam evidente sua inclinação política em favor de Lula.
Sua filha, Lara Amélia, já havia declarado apoio ao presidente desde o início da campanha e mantém uma atuação ativa nas redes sociais em defesa do atual presidente.

João Gomes
O cantor João Gomes declarou ser “a favor da democracia” durante um show realizado no sábado (17.out.2026) em Londrina, no Paraná. Apesar de não citar nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), o público reagiu fazendo o gesto do “L”, associado ao petista.

Pressão

A manifestação veio em um momento de pressão nas redes sociais para que o artista revelasse seu posicionamento político no 2º turno das eleições presidenciais de 2026, a ser realizado em 25 de outubro.

O Poder



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Abrava participa de discussão internacional sobre caminhos para a transição de energia rumo a uma economia de baixo carbono

19/10/2026

A discussão de caminhos práticos para a transição de energia rumo a uma economia de baixo carbono foi o principal tema do Climate Week NYC, realizado em Nova York, que teve como uma das entidades brasileiras participantes a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), por meio do presidente do seu conselho de administração, Leonardo Cozac.

O evento, este ano foi organizado pelo Climate Group e realizado de forma paralela à Assembleia Geral da ONU. Teve como foco a discussão de caminhos práticos para a transição rumo a uma economia de baixo carbono.

Os pontos de destaque abordados foram o tema Healthy indoor air in schools (qualidade do ar interno Saudável nas escolas), seguida de reunião sobre o lançamento da Comissão Global para Ação, que se propõe a ser um comitê, grupo de trabalho ou organização internacional composto por líderes e especialistas de vários países.



Quadro de...

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A discussão de caminhos práticos para a transição de energia rumo a uma economia de baixo carbono foi o principal tema do Climate Week NYC, realizado em Nova York, que teve como uma das entidades brasileiras participantes a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), por meio do presidente do seu conselho de administração, Leonardo Cozac.

O evento, este ano foi organizado pelo Climate Group e realizado de forma paralela à Assembleia Geral da ONU. Teve como foco a discussão de caminhos práticos para a transição rumo a uma economia de baixo carbono.

Os pontos de destaque abordados foram o tema Healthy indoor air in schools (qualidade do ar interno Saudável nas escolas), seguida de reunião sobre o lançamento da Comissão Global para Ação, que se propõe a ser um comitê, grupo de trabalho ou organização internacional composto por líderes e especialistas de vários países.



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Quadro de ação global

Durante a reunião da comissão, foi lançado oficialmente o Global Framework for Action ou “Quadro de Ação Global”, que descreve um guia estratégico internacional com diretrizes, metas e pilares para que governos, empresas e a sociedade civil do mundo inteiro trabalhem juntos em prol de objetivos como: a qualidade do ar interno (Saúde Pública) (1); e a questão da biodiversidade e alimentação (2).

No tocante à qualidade do ar interno, o documento estabelece nove pilares principais para transformar as políticas públicas e os mercados de construção, visando tornar a circulação de ar limpo em ambientes fechados uma norma mundial.



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Painéis e debates do Climate Week

Os painéis e debates do Climate Week foram divididos em eixos cruciais como finanças sustentáveis, tecnologia e inteligência artificial aplicadas ao clima, transporte, eletrificação e a valorização da natureza nas políticas públicas.

Foram realizados mais de mil encontros e palestras espalhados por toda a cidade, reunindo líderes empresariais, políticos, investidores e ativistas. Dentre os quais, por parte de instituições do Brasil, além da Abrava, também representantes do Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Energia renovável

Uma das prioridades observada entre os painelistas foi o alerta para que seja acelerada a eletrificação limpa, de forma a triplicar a capacidade global de produção de energia renovável até 2030. O que, conforme destacaram participantes e líderes mundiais presentes ao evento, precisa estar dentro das estratégias de governos e empresas.

Os participantes também defenderam a necessidade de construir sistemas energéticos mais seguros, resilientes e acessíveis, assentes no aumento da produção de eletricidade renovável e no reforço das redes elétricas.

Foram ressaltadas, ainda, questões como as condições necessárias para aumentar o investimento em novas indústrias, incluindo políticas públicas, reformas dos mercados, expansão das redes elétricas, armazenamento de energia e processos de licenciamento. A Climate Week NYC 2026 teve como lema: “Energia. Impacto. Ação”.




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O detalhe que vai decidir a eleição domingo

19/10/2026

Fácil identificar: a abstenção. Os analistas do debate de ontem na Band, pelo menos os que assisti, estão se apegando ao suposto convencimento por parte dos candidatos de uma figura inexistente no mercado eleitoral: o eleitor indeciso. Essa figura, simplesmente, não existe. É só olhar as pesquisas, de todos os institutos.

Indeciso decidido

Os números das pesquisas, somando indecisos, não sabe, não opinou, sequer alcançam uma média de 8%. Matematicamente falando, nenhum deles vai comparecer. Todos já decidiram. No 1o turno,
a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado. Também foram registrados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de nulos, quase 6 milhões no total. Brancos e nulos, como se sabe, não entram na contagem dos votos válidos e não beneficiam nenhum candidato. São eleitores obrigados a comparecer e que permanecem "indecisos" mesmo depois de votar.

Em 2022

Tomando como referência o segundo...

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Fácil identificar: a abstenção. Os analistas do debate de ontem na Band, pelo menos os que assisti, estão se apegando ao suposto convencimento por parte dos candidatos de uma figura inexistente no mercado eleitoral: o eleitor indeciso. Essa figura, simplesmente, não existe. É só olhar as pesquisas, de todos os institutos.

Indeciso decidido

Os números das pesquisas, somando indecisos, não sabe, não opinou, sequer alcançam uma média de 8%. Matematicamente falando, nenhum deles vai comparecer. Todos já decidiram. No 1o turno,
a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado. Também foram registrados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de nulos, quase 6 milhões no total. Brancos e nulos, como se sabe, não entram na contagem dos votos válidos e não beneficiam nenhum candidato. São eleitores obrigados a comparecer e que permanecem "indecisos" mesmo depois de votar.

Em 2022

Tomando como referência o segundo turno de quatro anos atrás, a abstenção caiu para 20,59%. A diferença de comparecimento foi de apenas 0,36 ponto percentual para menos. Se movimento semelhante ocorrer em 2026, a abstenção no segundo turno cairia dos atuais 21,07% para aproximadamente 20,71%. Ou seja, somando-se ausentes, brancos e nulos, deixariam de votar três vezes a quantidade de eleitores tidos como "indecisos" pelos analistas de plantão. Isso nao é análise, é enchimento de linguiça e exercício de ficção eleitoral.

Quem vai ganhar?

Quer saber a resposta? Localize de onde vai sair a abstenção. Geograficamente. Por perfil do eleitor. Por intenção declarada de votos nas pesquisas eleitorais. Difícil? Sem dúvida. Alô, institutos de levantamento de opinião.

A seguir

Confira a opinião do nosso diretor José Nivaldo Junior, profissional de marketing politico desde 1978.

Foto: Flávio e Lula de gravatas trocadas, agência Brasil)

(José Nivaldo Junior e equipe O Poder, com dados do TSE)








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Pesquisa DataTrends - Flávio três pontos à frente. Nordeste segura Lula

19/10/2026

Mais um instituto pernambucano começa a marcar presença no cenário nacional. Pesquisa DataTrends, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, aponta vantagem de três pontos percentuais para Flávio Bolsonaro. A desaprovação ao governo Lula chega a 52%.

A notícia

A nova pesquisa nacional do Instituto DataTrends, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, aponta o candidato Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. Considerando os votos válidos, Flávio aparece com 51,5% das intenções de voto, enquanto Lula registra 48,5%. A diferença é de três pontos percentuais. No cenário que considera o conjunto dos entrevistados, Flávio Bolsonaro tem 49%, contra 46% de Lula. Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

A vantagem

Está dentro da margem de erro de 2,19 pontos percentuais, para ma...

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Mais um instituto pernambucano começa a marcar presença no cenário nacional. Pesquisa DataTrends, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, aponta vantagem de três pontos percentuais para Flávio Bolsonaro. A desaprovação ao governo Lula chega a 52%.

A notícia

A nova pesquisa nacional do Instituto DataTrends, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, aponta o candidato Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. Considerando os votos válidos, Flávio aparece com 51,5% das intenções de voto, enquanto Lula registra 48,5%. A diferença é de três pontos percentuais. No cenário que considera o conjunto dos entrevistados, Flávio Bolsonaro tem 49%, contra 46% de Lula. Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

A vantagem

Está dentro da margem de erro de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos, indicando um cenário de disputa acirrada na reta final da campanha.

Disparidades regionais

O levantamento
revela diferenças expressivas no comportamento eleitoral das cinco regiões brasileiras. O Nordeste permanece como principal reduto de Lula, que alcança 68% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro. Nas demais regiões, entretanto, o candidato da oposição aparece à frente. No Sudeste, Flávio registra 55%, contra 39% de Lula. No Sul, a vantagem é de 59% a 35%, enquanto no Centro-Oeste o placar chega a 63% a 27%. Na região Norte, Flávio Bolsonaro aparece com 50%, diante de 42% do presidente. Os números demonstram que a expressiva vantagem de Lula no Nordeste é contraposta pelo desempenho do adversário nas outras quatro regiões do país, especialmente no Sul e no Centro-Oeste.

Segmentos sociais

A pesquisa também identifica diferenças relevantes entre os segmentos sociais. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Flávio Bolsonaro registra 59% das intenções de voto, contra 34% de Lula. Já entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o presidente lidera com 54%, diante de 42% do adversário. No eleitorado masculino, Flávio aparece com 52%, contra 43% de Lula, enquanto entre as mulheres o presidente registra 48%, ante 46% do candidato da oposição.

A escolaridade

Também influencia o comportamento eleitoral: entre os entrevistados com ensino superior, Flávio alcança 60%, enquanto Lula soma 32%. Por outro lado, entre aqueles com ensino fundamental, o presidente lidera por 52% a 44%. Os resultados apontam para uma divisão do eleitorado marcada por diferenças geracionais, educacionais e regionais.

Governo desaprovado

Outro indicador importante do levantamento é a avaliação do governo federal. Segundo o DataTrends, 52% dos brasileiros desaprovam a administração do presidente Lula, enquanto 46% aprovam e 2% não souberam responder. Na avaliação qualitativa, 13% classificam a gestão como ótima, 19% como boa, 30% como regular, 20% como ruim e 17% como péssima. A desaprovação é especialmente elevada entre os eleitores de 16 a 24 anos, atingindo 62%, e entre aqueles com ensino superior, chegando a 64%. Regionalmente, o Nordeste apresenta o melhor desempenho do governo, com 72% de aprovação, enquanto no Centro-Oeste a desaprovação alcança 66%, no Sul 65% e no Sudeste 60%. Os indicadores mostram que a disputa presidencial acontece em um ambiente de forte polarização e avaliação predominantemente negativa da administração federal.

Metodologia

A pesquisa DataTrends foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro de 2026, com 2.000 eleitores de todas as 27 unidades da Federação, por meio de entrevistas telefônicas automatizadas. O levantamento apresenta margem de erro estimada de 2,19 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04454/2026, com divulgação prevista para 19 de outubro.




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