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Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta

14/09/2024

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Por Josemir Camilo de Melo*

Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.

Deserta

“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...

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Por Josemir Camilo de Melo*

Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.

Deserta

“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.

Duas casas

“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.

Topografia ignorada

“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

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Ilusão

“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.

Caráter contemporizador

“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.

Retaguarda da força

“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

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Dia seguinte

“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.

Presos políticos

Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.

Itinerário

Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.

*Josemir Camilo de Melo é historiador

Leia outras informações

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É Findi - Prédios Ícones de Pernambuco: Primeiro Santuário de Nossa Senhora de Fátima no Mundo - Alberto Salazar*

30/10/2026

Igreja do Colégio Nóbrega


As ordens religiosas católicas surgiram a partir do século VI, sendo considerada a primeira, a dos Beneditinos. Quase todas as ordens que foram sendo constituídas, além de formarem seus religiosos, abriram-se, depois, à formação religiosa e educacional áqueles que não se identificavam para o sacerdócio e/ou a vida monacal.

No Brasil, várias dessas ordens vieram ainda no século XVI. Em Pernambuco, foram os Carmelitas, Franciscanos, Oratorianos (recoletos de São Felipe Néri), Dominicanos, Beneditinos e Jesuítas. Essas ordens muito contribuíram para a evangelização do nativo, na formação sacerdotal e na educação de leigos.

Das ordens citadas, a dos Jesuítas, Companhia de Jesus, criada por Inácio de Loyola, um militar espanhol, foi uma das mais ativas. Eles atuavam em quase todos os rincões do Brasil. Fundaram grandes missões e aldeamentos, onde uma igreja, capela ou oratório era o centro social e religio...

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Igreja do Colégio Nóbrega


As ordens religiosas católicas surgiram a partir do século VI, sendo considerada a primeira, a dos Beneditinos. Quase todas as ordens que foram sendo constituídas, além de formarem seus religiosos, abriram-se, depois, à formação religiosa e educacional áqueles que não se identificavam para o sacerdócio e/ou a vida monacal.

No Brasil, várias dessas ordens vieram ainda no século XVI. Em Pernambuco, foram os Carmelitas, Franciscanos, Oratorianos (recoletos de São Felipe Néri), Dominicanos, Beneditinos e Jesuítas. Essas ordens muito contribuíram para a evangelização do nativo, na formação sacerdotal e na educação de leigos.

Das ordens citadas, a dos Jesuítas, Companhia de Jesus, criada por Inácio de Loyola, um militar espanhol, foi uma das mais ativas. Eles atuavam em quase todos os rincões do Brasil. Fundaram grandes missões e aldeamentos, onde uma igreja, capela ou oratório era o centro social e religioso da comunidade. Destacaram-se entre os primeiros jesuítas, Padre Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e Padre Antônio Vieira.

Em meados do século XVIII, o Marquês de Pombal expulsou a Ordem de Portugal e de suas colônias. No século XIX a ordem volta ao Brasil, mas a questão religiosa do segundo reinado fez com que os Jesuítas, mais uma vez, deixassem o Brasil. Já no século XX, com o fim da monarquia em Portugal, muitos Jesuítas migraram para o Brasil e aqui, em Pernambuco, fundaram o colégio Nóbrega.

Em 13 de maio de 1917, no povoado de Fátima, na Leiria, três crianças, Lúcia Santos, 10 anos e seus primos, Francisco Marto, 9 anos e Jacinta Marto, 6 anos, estavam pastorando seu rebanho quando viram um clarão sobre uma árvore na entrada da cova da Iria e ali avistaram um brilho intenso e se depararam com uma moça que dizia se chamar Maria, e convida-os a rezarem juntos. Antes de ir embora, pediu que as crianças transmitissem uma mensagem ao povo, pedindo orações, penitências e conversão à fé católica. Essas aparições sucederam-se por mais seis vezes, sendo a última em 13 de outubro de 1917.

A devoção à Santa atraiu milhares de pessoas para visitarem o local das aparições,a cova da Iria. Só após investigações canônicas ocorridas em 1935 foi que se permitiu, oficialmente, o culto de Nossa Senhora de Fátima.

Os Jesuítas portugueses que aqui encontravam-se deram início a construção do Santuário em 1932, e foi concluído e inaugurado em 8 de setembro de 1935.

O arquiteto francês Georges Munier projetou a obra em estilo neogótico, em formato de cruz latina, utilizando na sua volumetria arcos ogivais góticos, também conhecidos como “parábolas” canônicas. Dada a magnitude do templo, o prazo de execução foi curto, sendo possível graças ao advento da tecnologia do concreto armado, tanto para moldagem dos arcos quanto para execução das marquises que contornam o templo externamente, da metade da nave e passando por trás do altar.

Destacam-se ainda a verticalidade acentuada da fachada, com torre única e o uso de vazados em concreto, numa similitude com o cobogó, elemento construtivo criado por engenheiros pernambucanos. A imagem da santa, medindo três metros de altura, foi criação do artista português Antônio da Paz.

Quando da inauguração, muito foi a repercussão positiva ne imprensa, que destacava “merece especial registro a recente inauguração do majestoso templo de Nossa Senhora de Fátima...., julgamos ser essa a primeira igreja que se ergue no mundo sob invocação da Virgem, com o título Nossa Senhora do Rosário de Fátima como se apresentou aos pastorinhos.... seus construtores.... foram de rara perícia em modelar em cimento armado uma obra moderníssima... de cunho artístico e consoante às leis litúrgicas e aspirações da igreja. A nossa capital vê assim, enriquecido seu patrimônio com tamanho monumento religioso, erguido pelos beneméritos padres jesuítas que se podem considerar introdutores da moderna arquitetura religiosa no Brasil.”

A colônia portuguesa local muito contribuiu financeiramente para o custeio da obra. A imprensa, à época, assim exaltou: “os portugueses foram decisivos.... conseguiram levantar recursos e ajudar os Jesuítas. Levaram a ideia adiante por isso essa igreja deve muito à colônia portuguesa em relação a tudo que foi feito.”

Neste templo está sepultado o Padre José Aparício da Silva, jesuíta português confessor da Irmã Lúcia, uma das pastorinhas, nascido em Aljustrel, na Beira em Portugal, em 14 de fevereiro de 1879 e falecido nesta cidade em 21 de maio de 1966.

Em 15 de março de 2010 o governador Eduardo Campos assinou o decreto de tombamento do templo, tendo sido inscrito como bem do Patrimônio Cultural Imaterial e Material dos Pernambucanos, e em 14 de outubro de 2026 o prefeito do Recife, Vitor Marques, sancionou a lei que institui o dia de Nossa Senhora de Fátima no calendário oficial de eventos do Recife.

Minha relação com o Santuário é hereditária e devocional, pois meu pai e seus irmãos foram alunos do Nóbrega, e mais, o meu pai, já dentista, teve muitos padres ou irmãos da Ordem como pacientes, tendo, inclusive, na sua missa de 7º dia, em 14 de fevereiro de 1995, realizada na igreja, a concelebração da mesma pelo bispo e mais de vinte padres, muitos deles jesuítas e ex pacientes.

Meu pai contava lembrar-se da construção do templo e de sua inauguração. Meus irmãos mais velhos também foram alunos do Nóbrega, e eu e meu irmão mais novo fomos alunos do Colégio Padre Abranches, também da ordem Jesuíta.

No nosso lar rezava-se o mês de maio, em todas as noites o terço e a ladainha, bem como na casa da minha sogra. No dia 13 de maio dos anos 1960 e início dos anos 1970, minha mãe organizava uma pequena procissão que saía da nossa casa na rua Gervásio Pires e contornava o quadrilátero formado pela rua dos Palmares, Sossego ou 13 de maio, Suassuna e fechando novamente na Gervásio Pires. A procissão era acompanhada por vizinhos, tias e primos, que vinham de outros bairros. Com o progresso, o centro da cidade se expandiu e as casas antes residenciais passaram a receber escritórios e consultórios.

Minha devoção à Nossa Senhora de Fátima permanece até hoje, e continuamos rezando o mês de maio.


*Alberto Salazar, é Engenheiro Civil, Membro do IAHGP.



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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi - Esquinas - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

30/10/2026

Em cada esquina,
o que me fascina,
qual será a sina,
caminho, o destino.

O futuro é incerto,
sabe-se isso é certo,
sem dúvidas decerto,
é realidade concreta.



Por isso não me apresso,
meu passo tal o faço,
é assim, é assado.

Em ritmo de compasso,
a cada esquina dada,
ei-lo, o único espaço.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Em cada esquina,
o que me fascina,
qual será a sina,
caminho, o destino.

O futuro é incerto,
sabe-se isso é certo,
sem dúvidas decerto,
é realidade concreta.



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Por isso não me apresso,
meu passo tal o faço,
é assim, é assado.

Em ritmo de compasso,
a cada esquina dada,
ei-lo, o único espaço.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - A Lenda - Poema - Por Felipe Bezerra*

30/10/2026

Louvo a língua de quem diz,
cuspindo a verdade real,
que não somos mais um país,
mas apenas um esgoto moral,
após o pleito presidencial.


Recife, 29 de outubro de 2026.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


NR - Os poemas assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


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Louvo a língua de quem diz,
cuspindo a verdade real,
que não somos mais um país,
mas apenas um esgoto moral,
após o pleito presidencial.


Recife, 29 de outubro de 2026.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


NR - Os poemas assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


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É Findi - "José" - Por Josué Sena*

30/10/2026

Do poema de Drummond, "José”,
O que, em glosa, há de se dizer,
Diante da densidade com que ele é,
Ao encarar a decadência do ser?

Alguém Sentiu angústia igual?
Alguém assim, tão José, de fato existe,
Alguém assim descreveu em que consiste
A situação de perplexidade tal?

Tudo perder, o futuro, a mulher, ter chaves,
No entanto, não possuir casas?
Diante desses e outros existenciais entraves,

Que acicatam ao modo de brasas,
Como fazer poesia com longas asas,
E veementes tons agudos e graves?


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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Do poema de Drummond, "José”,
O que, em glosa, há de se dizer,
Diante da densidade com que ele é,
Ao encarar a decadência do ser?

Alguém Sentiu angústia igual?
Alguém assim, tão José, de fato existe,
Alguém assim descreveu em que consiste
A situação de perplexidade tal?

Tudo perder, o futuro, a mulher, ter chaves,
No entanto, não possuir casas?
Diante desses e outros existenciais entraves,

Que acicatam ao modo de brasas,
Como fazer poesia com longas asas,
E veementes tons agudos e graves?


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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É Findi - Lançamento do ‘Contraponto’ - Livro dos nossos AJ Fontes* e Ana Pottes*

30/10/2026

Um diálogo entre a crônica e a poesia


Desde antes da primeira troca de olhares, a escrita já fazia parte de nossas vidas. Em algum momento passou a ser uma atividade compartilhada que preenche boa parte dos dias. Lemos, ouvimos e falamos ao outro sobre os textos produzidos.

Coluna ‘É FINDI’

O JORNAL O PODER chegou ao nosso conhecimento, há três anos em meio às conversas com amigos trazidos pelas atividades literárias que nos apresentavam. Carinhosamente acolhidos por Vida e Zé Nivaldo vimos a oportunidade de publicar periodicamente. Decidimos apresentar, um a cada semana, crônicas, contos e poemas na coluna ‘É FINDI’.

‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e ho...

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Um diálogo entre a crônica e a poesia


Desde antes da primeira troca de olhares, a escrita já fazia parte de nossas vidas. Em algum momento passou a ser uma atividade compartilhada que preenche boa parte dos dias. Lemos, ouvimos e falamos ao outro sobre os textos produzidos.

Coluna ‘É FINDI’

O JORNAL O PODER chegou ao nosso conhecimento, há três anos em meio às conversas com amigos trazidos pelas atividades literárias que nos apresentavam. Carinhosamente acolhidos por Vida e Zé Nivaldo vimos a oportunidade de publicar periodicamente. Decidimos apresentar, um a cada semana, crônicas, contos e poemas na coluna ‘É FINDI’.

‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e hoje apresentamos o nosso ‘Contraponto’. Ele é a nossa visão de uma conversa entre a crônica e o poema.

Convite

Nessa terça-feira, dia 03/11, no Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira), esperamos os amigos à partir das 18h00, para a chegada do nosso ‘Contraponto’.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



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É Findi - Malude Maciel* Chegando em Dose Dupla

30/10/2026

Trovas


Viver não é só trabalhar
É saber qual é sua paixão
Sendo bom o tempo gastar
Com coisas do coração

Sabemos como é bom amar
Ter a alma leve e pura
Esquecer e perdoar
Desafetos com ternura

No mundo onde falta amor
Temos a luz da criança
Sua pureza e valor
É da paz a esperança.



Perdas e Ganhos


A palavra "perder" é verbo
Difícil de conjugar
Mesmo querendo ser forte
Custa muito assimilar
Aceitar uma derrota
Não é bom de degustar

Em qualquer competição
Sempre um perde e outro ganha
O perdedor sai chorando
Noutro há alegria tamanha

Em todo jogo há risco
Isto é muito natural
Tem que se estar preparado
Para o resultado final

Porém, existem outras perdas
De...

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Trovas


Viver não é só trabalhar
É saber qual é sua paixão
Sendo bom o tempo gastar
Com coisas do coração

Sabemos como é bom amar
Ter a alma leve e pura
Esquecer e perdoar
Desafetos com ternura

No mundo onde falta amor
Temos a luz da criança
Sua pureza e valor
É da paz a esperança.



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Perdas e Ganhos


A palavra "perder" é verbo
Difícil de conjugar
Mesmo querendo ser forte
Custa muito assimilar
Aceitar uma derrota
Não é bom de degustar

Em qualquer competição
Sempre um perde e outro ganha
O perdedor sai chorando
Noutro há alegria tamanha

Em todo jogo há risco
Isto é muito natural
Tem que se estar preparado
Para o resultado final

Porém, existem outras perdas
De cunho particular
Perdem-se: pessoas, coisas, afetos
Nem tudo dá pra guardar

Que nunca se perca a esperança
A vergonha e a coragem de viver
Com o restante a gente vence
No que tem que acontecer.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel



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É Findi – Alguns Fatos Relevantes Acontecidos no Recife - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

30/10/2026

30 Março de 1595 - O Pirata e Comerciante Inglês James de Lancaster invade o Recife e por aqui permanece por algumas semanas saqueando e cometendo outras arbitrariedades.

13 de agosto de 1636 - Criação do Primeiro Serviço de Extinção de Incêndios das Américas - Cia. dos Brandtmeester. No mesmo ano, no período holandês no Brasil, tivemos: A Primeira Assembleia Legislativa na América Latina, e o Primeiro Farol do Litoral Brasileiro.


28 de outubro de 1811 – Terremoto no Recife.

3 de março de 1895 - Assassinato do Dr. José Maria – Jornalista da Oposição.

17 de janeiro de1910 - Morte de José Maria.

8 de junho de 1912 - Morte do líder popular Dr. José Mariano.

11 de Agosto de 1913 - Assassinato do Jornalista da Oposição Trajano Chacon.



5 de junho de1922 – Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

22 de março de 193...

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30 Março de 1595 - O Pirata e Comerciante Inglês James de Lancaster invade o Recife e por aqui permanece por algumas semanas saqueando e cometendo outras arbitrariedades.

13 de agosto de 1636 - Criação do Primeiro Serviço de Extinção de Incêndios das Américas - Cia. dos Brandtmeester. No mesmo ano, no período holandês no Brasil, tivemos: A Primeira Assembleia Legislativa na América Latina, e o Primeiro Farol do Litoral Brasileiro.


28 de outubro de 1811 – Terremoto no Recife.

3 de março de 1895 - Assassinato do Dr. José Maria – Jornalista da Oposição.

17 de janeiro de1910 - Morte de José Maria.

8 de junho de 1912 - Morte do líder popular Dr. José Mariano.

11 de Agosto de 1913 - Assassinato do Jornalista da Oposição Trajano Chacon.



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5 de junho de1922 – Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

22 de março de 1930 – 1º Pouso do Dirigível Zeppelin no Continente Americano.

26 de julho de1930 – Assassinato de João Pessoa - Estopim da Revolução de Trinta.

3 de março de 1945 - Assassinato de Democrinho, líder estudantil.

17 de julho de 1956 - Desabamento do prédio da Loja 4 e 400.

25 de janeiro de 1961 – Capitão Galvão, opositor de Salazar, Sequestra o Navio Santa Maria, trazendo-o para o Recife.

20 de julho de1975 – Boato do Tapacurá.

12 de maio de 1985 – Incêndio no Navio Jatobá - Participação Heroica do Prático Nelcy da Silva Campos.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras e Sócio Benemérito do IAHGP.



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É Findi - Quase um Poema - Por Romero Falcão*

30/10/2026

o que é um poema?
hoje, é qualquer coisa?

um esconde-esconde
entre o visível e o invisível?

em que estado
o poema alcança o poeta?
quando está despido
das vestes bestiais:
comer, beber, dormir,
transar?

o poema tem força,
faísca, fascínio?
encara a escuridão,
o raio, o rio, o riso?

o poema apodrece
na primeira esquina
ou é imperecível ao tempo?

onde habita o poema?
o que ele come?
mora no pássaro tão leve
que explode
e se alimenta do ódio do homem?

o que fica
depois de ler um poema?
ele persiste, pesa, fere
ou vira anúncio de jornal?

o que seria um poema?
a beleza do estorvo,
ternura vigarista
de paletó e gravata?

isto aqui seria quase um poema
se não fosse
uma cabeça de cobra e imaginação pequena

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o que é um poema?
hoje, é qualquer coisa?

um esconde-esconde
entre o visível e o invisível?

em que estado
o poema alcança o poeta?
quando está despido
das vestes bestiais:
comer, beber, dormir,
transar?

o poema tem força,
faísca, fascínio?
encara a escuridão,
o raio, o rio, o riso?

o poema apodrece
na primeira esquina
ou é imperecível ao tempo?

onde habita o poema?
o que ele come?
mora no pássaro tão leve
que explode
e se alimenta do ódio do homem?

o que fica
depois de ler um poema?
ele persiste, pesa, fere
ou vira anúncio de jornal?

o que seria um poema?
a beleza do estorvo,
ternura vigarista
de paletó e gravata?

isto aqui seria quase um poema
se não fosse
uma cabeça de cobra e imaginação pequena


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.


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É Findi – A Nobre Missão de Escrever para Gente Miúda - Crônica - Por Xico Bizerra*

30/10/2026

É bom escrever. Para criança, melhor ainda. Dá-me a sensação de estar contribuindo, de alguma forma, para a formação intelectual e moral de um pequeno ser que tem algum escrito meu nas mãos. Na verdade, isto mais aumenta a responsabilidade de quem escreve para esse nicho do mercado. Disso, tenho consciência.

Vai além

Mas para mim, que brinco com letras e palavras, gratifica sobremaneira saber que a relevância de um livro infantil transcende os limites da simples contemplação de um bonito trabalho gráfico de capa ou de belas ilustrações internas. Ela não se exaure aí. Vai muito além e se expande em importância quando o adulto faz a leitura para seus filhos, netos ou alunos, fazendo das histórias contadas algo permanente pelo resto da vida, na cabecinha de quem as escutou. Quem de nós não lembra das histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho ou Joãozinho e o Pé de Feijão ouvidas quando éramos pequeninos? Como esquecer Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Jo...

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É bom escrever. Para criança, melhor ainda. Dá-me a sensação de estar contribuindo, de alguma forma, para a formação intelectual e moral de um pequeno ser que tem algum escrito meu nas mãos. Na verdade, isto mais aumenta a responsabilidade de quem escreve para esse nicho do mercado. Disso, tenho consciência.

Vai além

Mas para mim, que brinco com letras e palavras, gratifica sobremaneira saber que a relevância de um livro infantil transcende os limites da simples contemplação de um bonito trabalho gráfico de capa ou de belas ilustrações internas. Ela não se exaure aí. Vai muito além e se expande em importância quando o adulto faz a leitura para seus filhos, netos ou alunos, fazendo das histórias contadas algo permanente pelo resto da vida, na cabecinha de quem as escutou. Quem de nós não lembra das histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho ou Joãozinho e o Pé de Feijão ouvidas quando éramos pequeninos? Como esquecer Monteiro Lobato, Ruth Rocha, José Mauro de Vasconcelos e Maria Clara Machado, precursores de todos aqueles que hoje desenvolvem a nobre missão de usar letras e palavras para encantar inocentes juízos.

Atividade enfraquecida

Uma pena que o acesso a esse tipo de leitura enfrente tantos entraves, impedindo que bons livros dedicados ao público infantil cheguem às mãos de potenciais leitores. O próprio sistema que habita nosso mundo moderno de hoje, com seus computadores, internets e estímulos a outros tipos de atividades que não a leitura, contribuem para que a atividade seja enfraquecida, no dia a dia.

Problemas

O que falta para a expansão da Literatura Infantil? O que desincentiva autores e editoras a investir neste mercado? Várias respostas podem ser oferecidas, de problemas de distribuição a pouco acesso aos editais de aquisição pública, do elevado custo de publicação ao desestímulo de bons autores em decorrência dos problemas a que nos aludimos. Além da falta de uma política pública com objetivos mais amplos, que tenha por tema e fim a formação de leitores, a disseminação da leitura entre as crianças.

É pouco

Seria injustiça, por outro lado, não reconhecer o esforço federal em contribuir com a difusão e a viabilidade econômica dos produtores de livros infantis, a exemplo do Programa Nacional do Livro e do Material Didático PNLD. Talvez precise apenas de alguns ajustes, aperfeiçoamentos, de uma desburocratização que permita às pequenas editoras participarem efetivamente do Programa. É pouco.

Dra. Eliane Maria Fernandes

Há iniciativas isoladas, louváveis, mas pouco representativas do ponto de vista conjuntural e efetividade prática. Conheço uma amiga aqui no Recife, Psicóloga infantil, Dra. Eliane Maria Fernandes Campos, que mantém em seu consultório uma espécie de biblioteca, onde disponibiliza, por empréstimo, livros infantis para seus pacientes mirins.

Louve-se, também, a iniciativa de algumas pequenas editoras regionais, a exemplo da Pó de Estrelas, a IMPEH e a Vacatussa, que, nadando contra a correnteza, continuam na boa batalha de cuidar de publicações para os pequenos, inobstante todas as dificuldades.

Xico para os miúdos

De minhas parte, que além de escrever para gente grande em Blogs e Jornais diversos e em mídias sociais, também me insiro no rol de escritores para os miúdos, já tendo registrado a publicação de alguns títulos da espécie, 12 no total, continuarei a missão de ‘formiguinha’, pelo simples prazer de ver meus netos, ao terem acesso a um livro meu, se contagiarem de alegria, floreando sorrisos no meu olhar de avô. Tomara que outras crianças também desfrutem desse sentimento. Para mim, isso basta.
(Texto escrito para a REVISTA ARAÇÁ, Edição nº 18, de 27.08.26)



*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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Comitê de Cultura em Pernambuco promove oficina para artesãos e artistas de Lagoa do Carro

30/10/2026

Uma oficina gratuita de construção de portfólio artístico será oferecida no próximo domingo, (01/11), no município de Lagoa do Carro, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A formação disponibiliza 50 vagas para artesãs, artesãos, artistas, coletivos, grupos, instituições culturais, Pontos de Cultura e Patrimônios Vivos da cidade e região.

A atividade

A atividade acontece durante a 17ª Feira do Tapete e Artesanato de Lagoa do Carro (Fetalc). Os interessados em participar da capacitação devem se inscrever pelo www.instagram.com/comitecultura_pe.

A iniciativa

A iniciativa é do Comitê de Cultura em Pernambuco, com incentivo do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil, por meio da Política Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).

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Uma oficina gratuita de construção de portfólio artístico será oferecida no próximo domingo, (01/11), no município de Lagoa do Carro, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A formação disponibiliza 50 vagas para artesãs, artesãos, artistas, coletivos, grupos, instituições culturais, Pontos de Cultura e Patrimônios Vivos da cidade e região.

A atividade

A atividade acontece durante a 17ª Feira do Tapete e Artesanato de Lagoa do Carro (Fetalc). Os interessados em participar da capacitação devem se inscrever pelo www.instagram.com/comitecultura_pe.

A iniciativa

A iniciativa é do Comitê de Cultura em Pernambuco, com incentivo do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil, por meio da Política Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).




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