Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta
14/09/2024
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.
Duas casas
“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.
Topografia ignorada
“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

Ilusão
“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.
Caráter contemporizador
“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.
Retaguarda da força
“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

Dia seguinte
“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.
Presos políticos
Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.
Itinerário
Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.
*Josemir Camilo de Melo é historiador
Leia outras informações
Pesquisas de hoje: O que explica Flávio largar na frente?
08/10/2026
Primeiro, ele ganhou por quase 2% no primeiro turno. Fechou a primeiro tempo na frente do placar.
Rola a bola
Nas primeiras 72 horas de campanha, Flávio se dedicou a conquistar apoios de concorrentes, ampliar alianças, aumentar a capacidade operacional da campanha. Enquanto isso, Lula lavava a roupa suja em público, criticava a campanha ("A pior da minha vida") e agregava quem já votou nele.
O resto
É perfumaria.
Pode reverter?
Claro. Eleição e mineração, só depois da apuração, diziam os antigos e sábios políticos mineiros.
O relógio esta correndo
"O tempo não para!", como dizia o bordão criado e imortalizado pelo icônico narrador esportivo Ayrton Rebello.
Equipe O Poder.
Simples, bem simples.
Primeiro, ele ganhou por quase 2% no primeiro turno. Fechou a primeiro tempo na frente do placar.
Rola a bola
Nas primeiras 72 horas de campanha, Flávio se dedicou a conquistar apoios de concorrentes, ampliar alianças, aumentar a capacidade operacional da campanha. Enquanto isso, Lula lavava a roupa suja em público, criticava a campanha ("A pior da minha vida") e agregava quem já votou nele.
O resto
É perfumaria.
Pode reverter?
Claro. Eleição e mineração, só depois da apuração, diziam os antigos e sábios políticos mineiros.
O relógio esta correndo
"O tempo não para!", como dizia o bordão criado e imortalizado pelo icônico narrador esportivo Ayrton Rebello.
Equipe O Poder.
Datafolha confirma PoderData: Flávio amplia vantagem na largada
08/10/2026
Amplia
Essa é a primeira pesquisa realizada pelo instituto após o 1º turno, em 4 de outubro, quando Flávio Bolsonaro (PL) saiu na frente, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do candidato petista. O levantamento serve como um termômetro para as campanhas no início do 2º turno.
Metodologia
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre de 6 a 8 de outubro. A pesquisa, contratada pela Folha da Manhã, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no tribunal Superior El...
Pesquisa Datafolha divulgada hoje, quinta-feira (08/10), mostra Flavio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição presidencial. Na intenção de voto total, Flávio Bolsonaro tem 49%, ante 45% de Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Amplia
Essa é a primeira pesquisa realizada pelo instituto após o 1º turno, em 4 de outubro, quando Flávio Bolsonaro (PL) saiu na frente, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do candidato petista. O levantamento serve como um termômetro para as campanhas no início do 2º turno.
Metodologia
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre de 6 a 8 de outubro. A pesquisa, contratada pela Folha da Manhã, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02949/2026.
Reflexão política Lulista, por Ubirajara Ramos*
08/10/2026
Dito isto, vamos ao texto de Ubirajara Ramos.
Repense
Se você faz parte dos 33,4 milhões de brasileiros que não votaram; dos 9,3 milhões que votaram nos candidatos da ‘terceira via’; dos 3,6 milhões que anularam o voto; dos 2,2 milhões que votaram em branco; ou dos que, simplesmente, votaram em Flávio por ódio a Lula ou ao PT; abaixo, alguns tópicos para sua reflexão.
Rachadinhas e chocolates
Estudante e residente no Rio de Janeiro, Flávio iniciou sua vida profissional como funcionário f...
Vamos começar, desta feita, com nossa tradicional NR (Nota da Redação). Os textos assinados refletem a opiniao dos seis autores. O Poder estimula o livre confronto de pensamento e o contraditório. Evitamos textos de militância explicita e doutrinação, seja política, religiosa, esportiva ou de qualquer setor. Acolhemos qualquer texto que defenda a candidatura de Lula, Flávio ou de quem quer que seja, no nível das ideias.
Dito isto, vamos ao texto de Ubirajara Ramos.
Repense
Se você faz parte dos 33,4 milhões de brasileiros que não votaram; dos 9,3 milhões que votaram nos candidatos da ‘terceira via’; dos 3,6 milhões que anularam o voto; dos 2,2 milhões que votaram em branco; ou dos que, simplesmente, votaram em Flávio por ódio a Lula ou ao PT; abaixo, alguns tópicos para sua reflexão.
Rachadinhas e chocolates
Estudante e residente no Rio de Janeiro, Flávio iniciou sua vida profissional como funcionário fantasma da Câmara dos Deputados na liderança do PPB, em Brasília. Alguns anos depois, deputado estadual, levou essa prática para o seu gabinete na Alerj, contratando assessores fantasmas e ficando com parte dos seus salários, as famosas ‘rachadinhas’. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a lavagem do dinheiro era operada por Fabrício Queiroz, que fez 1.512 depósitos na loja de chocolates de Flávio, totalizando cerca de R$ 1,6 milhão!
Vorcaro, Brazão&Cia
O deputado Rodrigo Bacellar e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, estão presos por crimes ligados ao Comando Vermelho; o miliciano Ronnie Lessa e os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão estão presos, respectivamente, como executor e mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes; e Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel estão presos por fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master num rombo de mais de R$ 86 bilhões!
O que têm em comum?
Assim como Adriano da Nóbrega, o miliciano chefe do ‘Escritório do Crime’, morto em confronto com policiais na Bahia, que Flávio homenageou na prisão e empregou a esposa e a mãe dele no seu gabinete na Alerj, todos integram o grupo político bolsonarista. Então, se Flávio chegar ao poder, essas facções criminosas chegarão ao poder junto com ele, mormente no Rio de Janeiro.
Mentiroso contumaz
Flávio negou qualquer relação ou contato com Vorcaro, negou que tivesse pedido dinheiro e negou que tivesse laços e encontros com ele. Contudo, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no escândalo do Banco Master, descobriu-se registros de dezenas de mensagens, ligações telefônicas e encontros presenciais com Vorcaro, que transferiu R$ 61 milhões para o fundo Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Flávio diz que foi pro filme Dark Horse... Nele, não dá pra confiar!
O 'Tesouraço'
Se nada disso te incomoda, saiba que as propostas de Flávio são inspiradas no corte radical dos gastos públicos e no desmonte da estrutura estatal da ‘Motosserra’ do presidente Javier Milei, que levou a economia da Argentina a uma forte recessão econômica, com 31.342 empresas fechadas e a perda de mais de 245.000 empregos formais, deixando 32,3% da população na pobreza e 7,5% na miséria! Flávio prevê um corte de até R$ 300 bilhões, com a desvinculação das aposentadorias, pensões e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) do salário mínimo; a redução de Direitos Trabalhistas; das Políticas Sociais e do Orçamento da Saúde e da Educação.
Neocolonialismo ou soberania
Como se tudo isso fosse pouco, nossa economia, nosso petróleo e nossas terras raras serão explorados contra nossa soberania segundo os interesses econômicos dos Estados Unidos, transformando o Brasil numa neocolônia desindustrializada e extrativista. Não foi pra isso que, há mais de 200 anos, heróis como Tiradentes e Frei Caneca foram enforcados e fuzilados.
Repense!
*Ubirajara Ramos é auditor fiscal aposentado, pesquisador independente, ativista pró-legalização da Cannabis. Autor do livro 'Tá todo o mundo enganado', sobre a maconha e a política de guerra às drogas mundial.

Veneziano denuncia tentativas de comprar mandato de Senador na PB
08/10/2026
Quanto custa?
“Em 31 anos de vida pública eu não assisti nada que pudesse se parecer com os absurdos que nós vimos nas eleições de 2026 na Paraíba. Simplesmente se instalou na Paraíba um grupo que disse: ‘eu quero saber quanto é que custa um mandato de senador. O valor que for necessário para que nós tenhamos esse mandato será o valor que nós colocaremos à disposição’, tratando o estado da Paraíba, o eleitorado da Paraíba, as lideranças paraibanas como se fossem verdadeiras mercadorias, objetos de consumo com precificado valor. Foi isso o que aconteceu”.
Detalhes estarrecedores...
O Senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ocupou a tribuna do Senado Federal para agradecer os 974.550 votos recebidos dos paraibanos no último domingo, que garantiram a sua reeleição. Ele disse que o pleito na Paraíba foi marcado por um fenômeno nunca antes visto no estado: a tentativa escancarada de compra de um mandato de Senador da República.
Quanto custa?
“Em 31 anos de vida pública eu não assisti nada que pudesse se parecer com os absurdos que nós vimos nas eleições de 2026 na Paraíba. Simplesmente se instalou na Paraíba um grupo que disse: ‘eu quero saber quanto é que custa um mandato de senador. O valor que for necessário para que nós tenhamos esse mandato será o valor que nós colocaremos à disposição’, tratando o estado da Paraíba, o eleitorado da Paraíba, as lideranças paraibanas como se fossem verdadeiras mercadorias, objetos de consumo com precificado valor. Foi isso o que aconteceu”.
Detalhes estarrecedores
Veneziano disse que recebeu relatos de aliados que se negaram a aceitar a proposta com detalhes estarrecedores. “Pessoas que não comediam na abordagem, que se lançavam a perguntar ‘o que é que você quer? quanto é que você deseja para deixar de votar em Veneziano e votar no seu oponente?’ Eu não sei quais foram as realidades de cada um dos estados, mas, particularmente, na Paraíba nós tivermos algo impressionante, indecoroso, indecente, excrescente”, disse.
Reeleição de Lula
Veneziano finalizou renovando seu compromisso com o estado e com a reeleição do presidente Lula, neste 2º turno. “À Paraíba, meu mais profundo agradecimento. A todos os paraibanos. Quero poder fazer ainda mais e melhor no próximo mandato. Que Deus nos abençoe, com a responsabilidade que brasileiros e brasileiras tem, neste instante, que é resguardar, pelo bem do nosso país, a vitória do nosso presidente Lula”.
O Poder
Embora não tenha conversado com o senador desde domingo, O Poder supõe que Veneziano estava se referindo ao candidato Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta, o atual presidente da Câmara dos Deputados. Durante a campanha, Motta foi alvo de inúmeras acusações de negociatas, favorecimentos mútuos, desvio da finalidade legislativa e promiscuidade financeira com Daniel Vorcaro, o megaempresário bandido, dono do Banco Master.
Por que o Nordeste ainda vota em Lula?
08/10/2026
Pela mesma razão que o Norte também vota. Lula, nordestino, entendeu que há um povo sofrido, esmagado, explorado. E lhe estendeu a mão, desde 2003. Além disso, tirou do papel uma obra emblemática, secularmente enraizada no imaginário da região. E fez outras politicas que atingiram em cheio as pessoas desprivilegiadas, de todas as idades. Na verdade, apenas dois políticos nacionais entenderam o Nordeste. Lula e JK. Com visões sociais diferentes. Collor, presidente Nordestino, teve votos mas nunca entendeu. Só para citar um exemplo.
Bolsonaro
Prosseguiu com a transposição, importante, até desprendido, mas obra de Lula. Adotou medidas sociais importantes na época da pandemia. Os benefícios dos recursos que distribuiu entraram na conta dos prefeitos. Jair perdeu a batalha da comunicação na pandemia. Frases inadequadas viraram memes e bordões. Morreu, no Nordeste, pela boca, feito peixe. Os adve...
Por José Nivaldo Junior*
Pela mesma razão que o Norte também vota. Lula, nordestino, entendeu que há um povo sofrido, esmagado, explorado. E lhe estendeu a mão, desde 2003. Além disso, tirou do papel uma obra emblemática, secularmente enraizada no imaginário da região. E fez outras politicas que atingiram em cheio as pessoas desprivilegiadas, de todas as idades. Na verdade, apenas dois políticos nacionais entenderam o Nordeste. Lula e JK. Com visões sociais diferentes. Collor, presidente Nordestino, teve votos mas nunca entendeu. Só para citar um exemplo.
Bolsonaro
Prosseguiu com a transposição, importante, até desprendido, mas obra de Lula. Adotou medidas sociais importantes na época da pandemia. Os benefícios dos recursos que distribuiu entraram na conta dos prefeitos. Jair perdeu a batalha da comunicação na pandemia. Frases inadequadas viraram memes e bordões. Morreu, no Nordeste, pela boca, feito peixe. Os adversários não perdoaram. E ele, apesar da amizade inquestionável com Gilson Machado e outros apoiadores importantes, não conseguiu uma comunicação eficaz e deixou o território na mão do adversário.

Este segundo turno
Será definido na mancha vermelha do mapa. Uma agoniada corrida das duas campanhas para recuperar o tempo perdido. Os dois lados erraram no marketing para a região. Eles mesmo reconhecem. Mesmo co. O PT errando na política, com articulacoes equivocadas em diversos Estados, por inércia, Lula levou vantagem. Agora, segundo turno. como todo mundo sabe, é outra eleição.
Para o nordestino
Difícil Lula trazer novidades. Difícil Flávio aprender o nordestinês. Mas, pode avançar na região. Agora, o ve to esta a seu favor. E o povo, do Nordeste como nunca mundo inteiro, é pragmático. Vai prevalecer quem oferecer melhor perspectiva para o amanhã.
Confira
A análise do nosso diretor José Nivaldo Junior. Em defesa do respeito ao voto nordestino. Da sua autonomia e legitimidade, a partir de uma perspectiva de dentro para fora. Sou, vida afora, contra todo tipo de preconceito. Todo preconceito é, com todo o respeito, obtuso.
*José Nivaldo é historiador e publicitário. Diretor de O Poder.
Alek Maracajá integra comissão do TSE de resposta rápida a riscos digitais nas Eleições 2026
08/10/2026
A comissão foi criada para identificar, analisar e encaminhar com rapidez casos de desinformação que ameacem a integridade das eleições ou que possam suprimir ou dificultar o voto. Ela faz a ponte entre o TSE, as plataformas digitais e outros atores relevantes. É coordenada pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), sob supervisão da Presidência do Tribunal. Reúne representantes da Justiça Eleitoral, das plataformas digitais, de organizações de verificação de...
Brasília, 8 de outubro de 2026. O cientista de dados Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab e vice presidente da Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi), foi nomeado membro da Comissão de Articulação de Respostas Rápidas a Riscos Digitais do Tribunal Superior Eleitoral. A nomeação está na Portaria TSE nº 668, de 3 de outubro de 2026. A portaria foi assinada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e publicada no Diário da Justiça Eletrônico do TSE em 8 de outubro.
A comissão foi criada para identificar, analisar e encaminhar com rapidez casos de desinformação que ameacem a integridade das eleições ou que possam suprimir ou dificultar o voto. Ela faz a ponte entre o TSE, as plataformas digitais e outros atores relevantes. É coordenada pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), sob supervisão da Presidência do Tribunal. Reúne representantes da Justiça Eleitoral, das plataformas digitais, de organizações de verificação de fatos, de instituições acadêmicas, de observatórios e de centros de pesquisa sobre temas digitais.
"Ser convocado pelo TSE para essa missão reconhece o trabalho que a ciência de dados brasileira vem fazendo no monitoramento do ambiente digital. Nosso compromisso é contribuir com evidência técnica e rigor metodológico para que cada eleitor possa votar com informação de qualidade e sem obstáculos", afirma Alek Maracajá.
Alek Maracajá tem mais de duas décadas de atuação em tecnologia, ciência de dados e comportamento de plataformas digitais. É autor do livro "Brasil Digital" e professor em programas de MBA e especialização nas áreas de Business Intelligence, Inovação e Empreendedorismo. Também é pós Graduado em Filosofia pela UFPB, onde pesquisa a mediação epistêmica algorítmica e Inteligência artificial.
*Sobre a Ativaweb DataLab*
A Ativaweb DataLab é uma organização de inteligência digital e análise estratégica dedicada ao estudo do comportamento das plataformas e da repercussão de grandes eventos no ambiente online.
Confusão política na UFCG termina com pessoas detidas pela PM
08/10/2026
Cartazes
A discussão começou após homens retirarem cartazes políticos que haviam sido colocados por estudantes no campus.
Injúria
Durante a confusão, uma estudante idosa teria sofrido injúria racial por um dos homens que retiravam os cartazes, segundo relatos de pessoas que estavam no local. Outros estudantes que presenciaram a situação também afirmaram que houve discussão e tumulto.
Os homens
O professor da UFCG João Lima Neto também estava no local e disse que os homens teriam se identificado como fiscais eleitorais e da universidade. Segundo ele, um deles afirmou que já havia retirado um cartaz e que faria novament...
Confusão, protesto e detenções. Um protesto realizado na manhã de hoje, quinta-feira (08/10), no campus da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no Agreste da Paraíba, terminou em discussão, intervenção policial e pelo menos três pessoas foram detidas.
Cartazes
A discussão começou após homens retirarem cartazes políticos que haviam sido colocados por estudantes no campus.
Injúria
Durante a confusão, uma estudante idosa teria sofrido injúria racial por um dos homens que retiravam os cartazes, segundo relatos de pessoas que estavam no local. Outros estudantes que presenciaram a situação também afirmaram que houve discussão e tumulto.
Os homens
O professor da UFCG João Lima Neto também estava no local e disse que os homens teriam se identificado como fiscais eleitorais e da universidade. Segundo ele, um deles afirmou que já havia retirado um cartaz e que faria novamente. Quando o professor tentou impedir a ação, houve empurrões.
Conduzido
Um estudante também foi conduzido pela PM após, segundo um policial, ter cuspido e atingido um agente durante a confusão. Pessoas que presenciaram a situação informaram que estudantes envolvidos na discussão foram orientados a registrar boletim de ocorrência sobre a suposta injúria racial.
Outro protesto
Um outro protesto está previsto para acontecer na tarde desta quinta-feira.
O Poder

Terror Vermelho, por Roberto Vieira*
08/10/2026
"oie galeraa, passando pra dizer que, caso alguém tenha votado branco/nulo, no Caiado, no Cury, até em Renan ou Samara no primeiro turno das eleições, eu me encontro à total disposição para conversar e tentar mostrar o porquê de ser tão importante pra vocês que o Flávio Bolsonaro não ganhe as eleições. Nós somos estudantes de uma das maiores faculdades deste país, devemos defender ela e o direito de todo jovem de entrar nela, então vamos criar consciência política e não desperdiçar votos nesse segundo turno! "
Fandons
O termo fandom (abreviação de fan domain, ou reino dos fãs) designa originalmente a subcultura formada por fãs de determinado livro, série, artista, banda ou personalidade. No entanto, o fenômeno migrou de forma...
O segundo turno das eleições presidenciais se aproxima no Brasil. O clima é de novela Vale Tudo no governo e seus apoiadores. Tanto que mensagens assim circulam nos grupos de WhatsApp dos estudantes brasileiros:
"oie galeraa, passando pra dizer que, caso alguém tenha votado branco/nulo, no Caiado, no Cury, até em Renan ou Samara no primeiro turno das eleições, eu me encontro à total disposição para conversar e tentar mostrar o porquê de ser tão importante pra vocês que o Flávio Bolsonaro não ganhe as eleições. Nós somos estudantes de uma das maiores faculdades deste país, devemos defender ela e o direito de todo jovem de entrar nela, então vamos criar consciência política e não desperdiçar votos nesse segundo turno! "
Fandons
O termo fandom (abreviação de fan domain, ou reino dos fãs) designa originalmente a subcultura formada por fãs de determinado livro, série, artista, banda ou personalidade. No entanto, o fenômeno migrou de forma intensa para o ambiente político e digital contemporâneo. Grupos organizados sob hashtags como #FandonsComLula ou #STAYsComLULA operam a política com a mesma lógica de engajamento, fervor e devoção dedicados a ídolos pop, mobilizando bases de jovens na internet por meio de narrativas emocionais, campanhas coordenadas e chamadas à ação em segundo turno.
Rio de Janeiro
Estudantes ocuparam as ruas do Centro do Rio em ato nesta quarta-feira (7) em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra a extrema-direita. A mobilização estudantil faz parte de uma onda com mais de 20 atos previstos em dez estados, em uma tentativa de transformar a juventude em uma frente de mobilização contra Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Exército
O deputado federal André Luis Gasperini Janones comanda impunemente a guerra de fake news e violência ao lado do deputado federal Luiz Lindbergh Farias Filho. As ações e posturas de ambos tornaram-se alvo formal na Justiça, fundamentando uma Notitia Criminis apresentada à Procuradoria-Geral da República pelo advogado Jeffrey Chiquini da Costa, que aponta abusos e crimes perpetrados por parlamentares na condução de narrativas digitais e confrontos políticos.
Unicap
A Universidade Católica de Pernambuco vira palco de intensa polarização. Enquanto grupos de alunos articulam assembleias e convocações políticas nas salas e chats com apelos como "pessoal, não sei se todo mundo ficou sabendo mas amanhã tem assembleia na unicap!!!!!!! importantíssimo comparecer!", nas redes sociais a retórica atinge níveis extremos. Perfis e publicações associadas a militâncias comparam a oposição brasileira com o nazismo, chegando a difundir a tese de que nordestinos seriam levados a campos de concentração caso a direita vença o pleito.
Incêndio na UFPE
A escalada do terror eleitoral encontrou solo fértil na exploração leviana do incêndio ocorrido no prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da UFPE. O fato passou a ser instrumentalizado em redes sociais e páginas de grande alcance para alimentar teorias conspiratórias e narrativas de ódio.
Atribuir o sinistro a opositores políticos ou figuras públicas sem qualquer base factual ilustra perfeitamente o modus operandi da desinformação contemporânea: transformar tragédias ou acidentes em armas de pânico moral para manipular o eleitorado no calor da disputa.
1968
A democracia exige no mínimo dois lados se alternando no poder e a possibilidade de o poder ser conquistado no voto pelo adversário. O uso da máquina pública, do Judiciário, da Polícia Federal, do Ministério Público, do Congresso e da violência política contra os opositores configura uma ditadura. Infelizmente, estudantes, manipuladores inescrupulosos da utopia juvenil e políticos apavorados com a possível derrota nas urnas buscam semear o terror para colher uma virada eleitoral. Ironicamente, acusam os outros pelo que eles mesmos fazem.
Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

A memória que arranhava a praia - A primeira história do Brasil, por Zé da Flauta*
08/10/2026
O país que saía de suas linhas não era o cenário idílico dos relatórios oficiais enviados a Lisboa, mas uma terra viva, pulsante e contraditória. Ao olhar para os seus contemporâneos, o frade não hesitou em lançar a metáfora dolorosa que atravessaria os séculos, a de que os portugueses arranhavam a terra pela costa como caranguejos, com medo do gigante desconhecido que rugia no sertão.
Decretos e sesmarias
Escrever a história a partir do litoral de onde nunca se saía exigia uma coragem silenciosa. Frei Vicente escutava os estalos das matas, o clamor sufocado dos povos originá...
Há homens que nascem para registrar o mundo e outros que nascem para fundá-lo na palavra. Quando o frei baiano Vicente do Salvador molhava a pena de ave na tinta escura, no recesso de um convento no século XVII, ele não estava apenas anotando datas ou nomes de governadores; estava dando ao Brasil a sua primeira certidão de nascimento contada de dentro para fora.
O país que saía de suas linhas não era o cenário idílico dos relatórios oficiais enviados a Lisboa, mas uma terra viva, pulsante e contraditória. Ao olhar para os seus contemporâneos, o frade não hesitou em lançar a metáfora dolorosa que atravessaria os séculos, a de que os portugueses arranhavam a terra pela costa como caranguejos, com medo do gigante desconhecido que rugia no sertão.
Decretos e sesmarias
Escrever a história a partir do litoral de onde nunca se saía exigia uma coragem silenciosa. Frei Vicente escutava os estalos das matas, o clamor sufocado dos povos originários e o ranger dos engenhos que começavam a moer a carne e o suor da terra. A sua prosa não tinha a farsa do latim solene dos tribunais, mas o ritmo das conversas de alpendre, das anedotas populares e do vento quente que soprava do Atlântico.
Ele percebeu, muito antes de qualquer tratado, que uma nação não se constrói apenas com decretos e sesmarias, mas com as dores cotidianas, os tropeços da ambição e o espanto de quem pisa num solo onde tudo ainda estava por ser nomeado.
Silêncio
No entanto, o destino reserva caprichos cruéis aos pioneiros do pensamento. Concluído o manuscrito em 1627, a obra-prima que guardava a alma de um século inteiro não encontrou prensas nem leitores de sua época. O texto foi trancado no silêncio dos baús e na poeira dos arquivos, como uma garrafa atirada ao oceano do tempo, esperando por mãos que soubessem decifrar a sua mensagem. Por mais de duzentos anos, a primeira grande crônica do Brasil permaneceu adormecida na escuridão, enquanto a terra que ela descrevia continuava a crescer, a mudar e a esquecer as próprias raízes.
Resgate
Foi só no final do século XIX que o historiador Capistrano de Abreu resgatou da sombra as folhas amareladas, devolvendo ao país o espelho da sua infância. Ao abrir o manuscrito esquecido, o leitor brasileiro pôde finalmente ouvir a voz límpida do franciscano ecoando através dos séculos, lembrando de onde viemos e como começamos.
A história de Frei Vicente do Salvador é a prova poética de que a verdade pode até ser soterrada pelo tempo, mas nunca morre, ela espera com a paciência dos sábios o momento exato em que a nação, madura e nostálgica, decide finalmente se reencontrar com o seu primeiro relato.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

Veneziano denuncia tentativa de compra de mandato de Senador na Paraíba
08/10/2026
O pleito
Ele disse que o pleito na Paraíba foi marcado por um fenômeno nunca antes visto no estado: a tentativa escancarada de compra de um mandato de Senador da República.
“Em 31 anos de vida pública eu não assisti nada que pudesse se parecer com os absurdos que nós vimos nas eleições de 2026 na Paraíba. Simplesmente se instalou na Paraíba um grupo que disse: ‘eu quero saber quanto é que custa um mandato de senador. O valor que for necessário para que nós tenhamos esse mandato será o valor que nós colocaremos à disposição’, tratando o estado da Paraíba, o eleitorado da Paraíba, as lideranças paraibanas como se fossem verdadeiras mercadorias, objetos de consumo com precificado valor. Foi isso o que aconteceu”.
Relatos<...
O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ocupou a tribuna do Senado Federal para agradecer os 974.550 votos recebidos dos paraibanos no último domingo, que garantiram a sua reeleição.
O pleito
Ele disse que o pleito na Paraíba foi marcado por um fenômeno nunca antes visto no estado: a tentativa escancarada de compra de um mandato de Senador da República.
“Em 31 anos de vida pública eu não assisti nada que pudesse se parecer com os absurdos que nós vimos nas eleições de 2026 na Paraíba. Simplesmente se instalou na Paraíba um grupo que disse: ‘eu quero saber quanto é que custa um mandato de senador. O valor que for necessário para que nós tenhamos esse mandato será o valor que nós colocaremos à disposição’, tratando o estado da Paraíba, o eleitorado da Paraíba, as lideranças paraibanas como se fossem verdadeiras mercadorias, objetos de consumo com precificado valor. Foi isso o que aconteceu”.
Relatos
Veneziano disse que recebeu relatos de aliados que se negaram a aceitar a proposta com detalhes estarrecedores.
“Pessoas que não comediam na abordagem, que se lançavam a perguntar ‘o que é que você quer? quanto é que você deseja para deixar de votar em Veneziano e votar no seu oponente?’ Eu não sei quais foram as realidades de cada um dos estados, mas, particularmente, na Paraíba nós tivermos algo impressionante, indecoroso, indecente, excrescente”, disse.
Compromisso
Veneziano finalizou renovando seu compromisso com o estado e com a reeleição do presidente Lula, neste 2º turno.
“À Paraíba, meu mais profundo agradecimento. A todos os paraibanos. Quero poder fazer ainda mais e melhor no próximo mandato. Que Deus nos abençoe, com a responsabilidade que brasileiros e brasileiras tem, neste instante, que é resguardar, pelo bem do nosso país, a vitória do nosso presidente Lula”, disse.