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Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta

14/09/2024

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Por Josemir Camilo de Melo*

Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.

Deserta

“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...

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Por Josemir Camilo de Melo*

Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.

Deserta

“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.

Duas casas

“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.

Topografia ignorada

“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

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Ilusão

“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.

Caráter contemporizador

“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.

Retaguarda da força

“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

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Dia seguinte

“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.

Presos políticos

Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.

Itinerário

Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.

*Josemir Camilo de Melo é historiador

Leia outras informações

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Veneziano denuncia tentativa de compra de mandato de Senador na Paraíba

08/10/2026

O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ocupou a tribuna do Senado Federal para agradecer os 974.550 votos recebidos dos paraibanos no último domingo, que garantiram a sua reeleição.

O pleito

Ele disse que o pleito na Paraíba foi marcado por um fenômeno nunca antes visto no estado: a tentativa escancarada de compra de um mandato de Senador da República.

“Em 31 anos de vida pública eu não assisti nada que pudesse se parecer com os absurdos que nós vimos nas eleições de 2026 na Paraíba. Simplesmente se instalou na Paraíba um grupo que disse: ‘eu quero saber quanto é que custa um mandato de senador. O valor que for necessário para que nós tenhamos esse mandato será o valor que nós colocaremos à disposição’, tratando o estado da Paraíba, o eleitorado da Paraíba, as lideranças paraibanas como se fossem verdadeiras mercadorias, objetos de consumo com precificado valor. Foi isso o que aconteceu”.

Relatos<...

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O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ocupou a tribuna do Senado Federal para agradecer os 974.550 votos recebidos dos paraibanos no último domingo, que garantiram a sua reeleição.

O pleito

Ele disse que o pleito na Paraíba foi marcado por um fenômeno nunca antes visto no estado: a tentativa escancarada de compra de um mandato de Senador da República.

“Em 31 anos de vida pública eu não assisti nada que pudesse se parecer com os absurdos que nós vimos nas eleições de 2026 na Paraíba. Simplesmente se instalou na Paraíba um grupo que disse: ‘eu quero saber quanto é que custa um mandato de senador. O valor que for necessário para que nós tenhamos esse mandato será o valor que nós colocaremos à disposição’, tratando o estado da Paraíba, o eleitorado da Paraíba, as lideranças paraibanas como se fossem verdadeiras mercadorias, objetos de consumo com precificado valor. Foi isso o que aconteceu”.

Relatos

Veneziano disse que recebeu relatos de aliados que se negaram a aceitar a proposta com detalhes estarrecedores.

“Pessoas que não comediam na abordagem, que se lançavam a perguntar ‘o que é que você quer? quanto é que você deseja para deixar de votar em Veneziano e votar no seu oponente?’ Eu não sei quais foram as realidades de cada um dos estados, mas, particularmente, na Paraíba nós tivermos algo impressionante, indecoroso, indecente, excrescente”, disse.

Compromisso

Veneziano finalizou renovando seu compromisso com o estado e com a reeleição do presidente Lula, neste 2º turno.

“À Paraíba, meu mais profundo agradecimento. A todos os paraibanos. Quero poder fazer ainda mais e melhor no próximo mandato. Que Deus nos abençoe, com a responsabilidade que brasileiros e brasileiras tem, neste instante, que é resguardar, pelo bem do nosso país, a vitória do nosso presidente Lula”, disse.




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Terceiro incêndio na UFPE em uma semana causa prejuízo de R$ 100 milhões, diz reitor

08/10/2026

O terceiro incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em uma semana causou um prejuízo de R$ 100 milhões em equipamentos e causou a perda de 20 anos de pesquisas científicas.

O reitor

A estimativa foi repassada pelo reitor, Alfredo Gomes, horas após as chamas destruírem o prédio que abriga laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.

O prédio

O prédio atingido pelo fogo é o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que fica na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. O incêndio não deixou feridos, de acordo com a UFPE e com o Corpo de Bombeiros, que enviou cinco viaturas ao local para combater as chamas, trabalho que foi finalizado às 5h desta quinta-feira (8).

Nota

Em nota, a UFPE informou que, por conta dos tipos de produtos armazenados no prédio, o fogo se alastrou...

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O terceiro incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em uma semana causou um prejuízo de R$ 100 milhões em equipamentos e causou a perda de 20 anos de pesquisas científicas.

O reitor

A estimativa foi repassada pelo reitor, Alfredo Gomes, horas após as chamas destruírem o prédio que abriga laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.

O prédio

O prédio atingido pelo fogo é o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que fica na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. O incêndio não deixou feridos, de acordo com a UFPE e com o Corpo de Bombeiros, que enviou cinco viaturas ao local para combater as chamas, trabalho que foi finalizado às 5h desta quinta-feira (8).

Nota

Em nota, a UFPE informou que, por conta dos tipos de produtos armazenados no prédio, o fogo se alastrou rapidamente. A reitoria da universidade contou que ainda não identificou a causa inicial do fogo, mas acionou a Polícia Federal (PF) para investigar o caso.




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Brasil: 30 milhões de crianças estão expostas aos riscos climáticos

08/10/2026

Uma nova análise do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alerta que crianças e adolescentes podem sofrer uma desproporcionalmente os impactos do El Niño 2026–2027. O fenômeno chega ao Brasil onde mais de 30 milhões de crianças e adolescentes, seis em cada dez, já estão expostos a dois ou mais riscos climáticos.

Convivem

Desses, 16 milhões convivem com três ou mais riscos. Segundo o Unicef, eventos recentes mostram como extremos podem interromper direitos: em 2024, as enchentes no Rio Grande do Sul afetaram a educação de 741 mil estudantes, enquanto a seca extrema na Amazônia atingiu outros 436 mil. No total, 1,17 milhão de crianças e adolescentes tiveram as aulas interrompidas.

El Niño

O El Niño é parte de um ciclo natural nas temperaturas do Oceano Pacífico equatorial, caracterizado por temperaturas mais altas do oceano que influenciam padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta....

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Uma nova análise do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alerta que crianças e adolescentes podem sofrer uma desproporcionalmente os impactos do El Niño 2026–2027. O fenômeno chega ao Brasil onde mais de 30 milhões de crianças e adolescentes, seis em cada dez, já estão expostos a dois ou mais riscos climáticos.

Convivem

Desses, 16 milhões convivem com três ou mais riscos. Segundo o Unicef, eventos recentes mostram como extremos podem interromper direitos: em 2024, as enchentes no Rio Grande do Sul afetaram a educação de 741 mil estudantes, enquanto a seca extrema na Amazônia atingiu outros 436 mil. No total, 1,17 milhão de crianças e adolescentes tiveram as aulas interrompidas.

El Niño

O El Niño é parte de um ciclo natural nas temperaturas do Oceano Pacífico equatorial, caracterizado por temperaturas mais altas do oceano que influenciam padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.

Mudanças

Com as mudanças climáticas e a degradação ambiental causadas pela ação humana, as consequências do El Niño têm se agravado a cada novo ciclo. Esses impactos estão relacionados com outros fenômenos meteorológicos, as condições ambientais, as vulnerabilidades existentes e a capacidade dos serviços públicos de se preparar e responder. Ocorre em média a cada dois a sete anos.

Alerta

No Brasil, o alerta ganha urgência diante das previsões mais recentes. Boletim divulgado em 1º de setembro por órgãos oficiais aponta mais de 90% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte no trimestre setembro-outubro-novembro.

Crianças

Para crianças, há uma vulnerabilidade adicional. Por estarem em desenvolvimento, são particularmente sensíveis ao calor extremo, à desidratação, à fumaça, à má nutrição e a doenças favorecidas por mudanças de temperatura e nos padrões de chuva. Ao mesmo tempo, dependem de adultos e de serviços públicos para ter acesso à água, alimentação, escola, saúde e proteção.
Com Agência Brasil




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Galo da Madrugada homenageia caboclo de lança do maracatu rural no carnaval de 2027

08/10/2026

O desfile do Galo da Madrugada no carnaval de 2027 vai homenagear o caboclo de lança do maracatu rural. Com o tema “Ao canto do Galo, a espora é a lança”, o maior bloco do mundo vai reverenciar a cultura popular da Zona da Mata Norte de Pernambuco. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7), na sede da agremiação, no bairro de São José, no Centro do Recife.

Desfile

O bloco desfila no Sábado de Zé Pereira que, em 2027, será no dia 6 de fevereiro. Para o criador e presidente do Galo da Madrugada, Rômulo Menezes, o tema escolhido reconhece a importância cultural das regiões dos canaviais e do trabalho exercido pelos canavieiros do interior pernambucano.

Reconhecido

Desde 2014, o caboclo de lança é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Conhecido como Mestre Barachinha, Manoel Carlos é líder do Maracatu Estrela Dourada, do municípi...

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O desfile do Galo da Madrugada no carnaval de 2027 vai homenagear o caboclo de lança do maracatu rural. Com o tema “Ao canto do Galo, a espora é a lança”, o maior bloco do mundo vai reverenciar a cultura popular da Zona da Mata Norte de Pernambuco. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7), na sede da agremiação, no bairro de São José, no Centro do Recife.

Desfile

O bloco desfila no Sábado de Zé Pereira que, em 2027, será no dia 6 de fevereiro. Para o criador e presidente do Galo da Madrugada, Rômulo Menezes, o tema escolhido reconhece a importância cultural das regiões dos canaviais e do trabalho exercido pelos canavieiros do interior pernambucano.

Reconhecido

Desde 2014, o caboclo de lança é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Conhecido como Mestre Barachinha, Manoel Carlos é líder do Maracatu Estrela Dourada, do município de Buenos Aires, na Zona da Mata Norte de Pernambuco , e ficou grato com a homenagem do Galo da Madrugada.


O tema

Segundo Tatyana Veríssimo, diretora de projetos do Galo da Madrugada, o tema escolhido busca preservar as histórias, os artistas e as manifestações do maracatu rural, também chamado de maracatu de baque solto.

Programação de prévias
As prévias do Galo da Madrugada começam no dia 22 de outubro, com a tradicional “Quinta no Galo”. As apresentações seguem até o mês de janeiro de 2027.



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Primeira pesquisa: poderdata/aya × digital

08/10/2026

A primeira foto do momento, no segundo turno, mostra, nos votos válidos, Flávio com 53% e Lula com 47%. A notícia é um recorte: está publicada no Radar Digital, assinado por Alek Maracajá, que O Poder publicou agora há pouco.

Vantagem de Flávio

Na pesquisa poderdata/aya × digital, divulgada hoje, quinta-feira, 08/10, Flávio mantém a vantagem conquistada no primeiro turno, amplia e larga na frente.
Nos votos totais, Flávio 49% × Lula 44%, com 5% de brancos e nulos e 2% que não souberam responder. Nos válidos, 53% × 47%. A diferença de 5 pontos nos totais está fora da margem de erro de 1,8 ponto.

No 1o turno

No confronto direto entre os dois mais votados, placar oficial dos votos cálidos,
Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03%, o que corresponde a 56.104.503 votos.
Já Lula (PT), alcançou 45,16% (53.879.538 votos).

O mesmo instituto

Na rodada anterior, divu...

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A primeira foto do momento, no segundo turno, mostra, nos votos válidos, Flávio com 53% e Lula com 47%. A notícia é um recorte: está publicada no Radar Digital, assinado por Alek Maracajá, que O Poder publicou agora há pouco.

Vantagem de Flávio

Na pesquisa poderdata/aya × digital, divulgada hoje, quinta-feira, 08/10, Flávio mantém a vantagem conquistada no primeiro turno, amplia e larga na frente.
Nos votos totais, Flávio 49% × Lula 44%, com 5% de brancos e nulos e 2% que não souberam responder. Nos válidos, 53% × 47%. A diferença de 5 pontos nos totais está fora da margem de erro de 1,8 ponto.

No 1o turno

No confronto direto entre os dois mais votados, placar oficial dos votos cálidos,
Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03%, o que corresponde a 56.104.503 votos.
Já Lula (PT), alcançou 45,16% (53.879.538 votos).

O mesmo instituto

Na rodada anterior, divulgada em 03 de outubro, antes do 1º turno, o placar era 46% × 46% nos totais.

Metodologia

Foram 3.000 entrevistas por telefone, de 5 a 7 de outubro. Para 54%, Flávio será eleito; para 37%, Lula.A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-08134/2026.

Leitura:

É uma fotografia, não o filme. O Datafolha, previsto para hoje, dirá se outros institutos veem a mesma cena.

Repercussão imediata

A pesquisa nem esfriou e os dois lados já estão printando. Uns com a legenda "tendência", outros com "margem de erro"




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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quinta-feira Por Alek Maracajá

08/10/2026

Brasília, 8 de outubro de 2026

Pega o Café ai…. Já acabou … faltam 17 dias para o 2º turno e a campanha começa de verdade agora. Lula acordou cedo para gravar selfie, Flávio acordou cedo para receber partido. Em Brasília, o café da manhã já vem com pesquisa e contador de seguidores

Na primeira pesquisa do 2º turno, o PoderData/Aya traz Flávio 53% × Lula 47% nos votos válidos. No digital, Lula tem a maior plateia, com 16,32 milhões de seguidores, mas Flávio enche a dele mais rápido: +1,40 milhão contra +691,8 mil.

Lula trocou o palanque pela câmera do celular, Flávio juntou União, PP, Novo e Republicanos, o TSE decide hoje os casos de Deltan e Garotinho, e o STF empurrou a revisão da condenação de Bolsonaro para depois do dia 25.

Resumo da manhã: uma pesquisa, dois ritmos digitais e uma campanha que acabou de ligar o motor.


Termômetro eleitoral: poderdata/aya × digital

Flá...

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Brasília, 8 de outubro de 2026

Pega o Café ai…. Já acabou … faltam 17 dias para o 2º turno e a campanha começa de verdade agora. Lula acordou cedo para gravar selfie, Flávio acordou cedo para receber partido. Em Brasília, o café da manhã já vem com pesquisa e contador de seguidores

Na primeira pesquisa do 2º turno, o PoderData/Aya traz Flávio 53% × Lula 47% nos votos válidos. No digital, Lula tem a maior plateia, com 16,32 milhões de seguidores, mas Flávio enche a dele mais rápido: +1,40 milhão contra +691,8 mil.

Lula trocou o palanque pela câmera do celular, Flávio juntou União, PP, Novo e Republicanos, o TSE decide hoje os casos de Deltan e Garotinho, e o STF empurrou a revisão da condenação de Bolsonaro para depois do dia 25.

Resumo da manhã: uma pesquisa, dois ritmos digitais e uma campanha que acabou de ligar o motor.


Termômetro eleitoral: poderdata/aya × digital

Flávio 53% × Lula 47%: a primeira foto do 2º turno

Nos votos totais, Flávio 49% × Lula 44%, com 5% de brancos e nulos e 2% que não souberam responder. Nos válidos, 53% × 47%. A diferença de 5 pontos nos totais está fora da margem de erro de 1,8 ponto.

Na rodada anterior do mesmo instituto, divulgada em 3 de outubro, antes do 1º turno, o placar era 46% × 46% nos totais. Foram 3.000 entrevistas por telefone, de 5 a 7 de outubro. Para 54%, Flávio será eleito; para 37%, Lula.

Leitura: é uma fotografia, não o filme. O Datafolha, previsto para hoje, dirá se outros institutos veem a mesma cena.

A pesquisa nem esfriou e os dois lados já estão printando. Uns com a legenda "tendência", outros com "margem de erro"

Termômetro digital — Ativaweb Datalab
Instagram, janela de monitoramento do Termômetro Eleitoral 2026


Flávio: +1,40 milhão de novos seguidores (+11,55%)
Lula: +691,8 mil novos seguidores (+4,43%)

Soma: cerca de 2,09 milhões de novos seguidores na janela.


Lula tem a maior arquibancada. Flávio tem a fila mais rápida
Audiência total: Lula 16,32 milhões × Flávio 13,56 milhões, uma vantagem de 2,76 milhões para o presidente. Mas Flávio ganhou cerca de 710 mil seguidores a mais no período, praticamente o dobro de Lula.

Leitura: Lula lidera em tamanho, Flávio em velocidade. Proporcionalmente, Flávio cresce quase 2,6 vezes mais rápido.

"Lula mantém a maior audiência digital, mas Flávio acelera em velocidade superior. O desafio agora é transformar crescimento em mobilização e seguidores em participação efetiva."

Lula tem o estádio maior. Flávio tem a catraca girando mais rápido. E o Instagram segue vendendo pipoca para as duas torcidas


Principais movimentos

Lula descobre a selfie e promete vídeo todo dia

Segundo o Metrópoles, aliados convenceram Lula a gravar vídeos diários no formato selfie, que ele resistia a usar. Ele brincou que vai acordar cedo para "falar com celular". Só na quarta (7), foram nove vídeos no perfil oficial, seis deles com deputados eleitos, como Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos. O foco declarado é juventude e universidades.
A campanha do maior perfil do país passa a disputar não só alcance, mas formato.
Depois de 16 milhões de seguidores, Lula finalmente entendeu o algoritmo: ninguém resiste a um vídeo vertical com cara de "gente, olha só"

Flávio sai do isolamento e enche a sala de espera

União Brasil, PP, Novo e Republicanos anunciaram apoio a Flávio no 2º turno, informou o Metrópoles. No Republicanos, a decisão não obriga os filiados, e Hugo Motta (Republicanos-PB) deve seguir com Lula. Hoje, Flávio reúne-se com o Podemos e com governadores eleitos em Brasília. Augusto Cury segue sem declarar posição.
Apoio de partido amplia palanque, mas não transfere voto automaticamente.
Flávio está montando aliança no ritmo do Instagram: segue, curte e já manda convite pro grupo

TSE decide hoje o final do 1º turno no paraná e no rio

O plenário do TSE julga nesta quinta o registro de Deltan Dallagnol (Novo-PR), eleito senador com cerca de 2,9 milhões de votos e contestado pela federação do PT. Também decide sobre a desistência de Anthony Garotinho (Republicanos-RJ), que teve 274,4 mil votos. Se os votos dele forem anulados, Douglas Ruas (PL), com 49,2%, pode ser declarado eleito governador sem 2º turno.
No Rio, a Justiça pode decidir se há ou não 2º turno estadual.
O eleitor votou no domingo. Em alguns estados, o resultado ainda está em revisão de VAR

STF deixa Bolsonaro para depois do apito final

O pedido de revisão da condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão só será julgado depois do 2º turno. Em nota, o gabinete do relator, Kassio Nunes Marques, disse que "o caso não será julgado antes do término do pleito". O caso ainda aguarda parecer da PGR; a defesa não se manifestou na reportagem.
O tema sai do calendário do tribunal, mas não sai do discurso das campanhas.
O STF olhou o calendário e decidiu: esse episódio fica para depois do intervalo comercial

Leitura estratégica Ativaweb Datalab

Eleitoral: PoderData abre o 2º turno com Flávio 49% × Lula 44% nos totais, fora da margem. O Datafolha é o próximo teste.
Digital: Lula tem 2,76 milhões de seguidores a mais; Flávio cresce praticamente o dobro em números absolutos.
Narrativo: Lula aposta em proximidade e juventude; Flávio, em aliança e no clima de "já ganhou", que 54% dos entrevistados compartilham.
Institucional: TSE redefine resultados estaduais hoje, e o STF tira Bolsonaro da pauta até o dia 25.
Alianças: quatro partidos com Flávio, Cury em silêncio e Hugo Motta com Lula. O centro escolheu lado, mas não em bloco.

O 2º turno começou com pesquisa, selfie, aliança e julgamento no mesmo dia. Brasília não tem agenda, tem maratona

Alerta Ativaweb

1,40 milhão de novos seguidores não é 1,40 milhão de votos, e 5 pontos na pesquisa não são resultado de urna. A pesquisa veio na mesma direção do crescimento digital de Flávio, mas correlação não é conclusão.

Pesquisa mede intenção.
Digital mede atenção e interação.
Urna mede voto.

E o maior bloco ainda está fora das três curvas: 33,4 milhões de eleitores não votaram no 1º turno. Quem tirar esse povo do sofá muda a fotografia.

Fechamento

A história desta quinta é tamanho contra velocidade.

O PoderData abre o 2º turno com Flávio à frente, e o digital mostra o mesmo embalo. Lula ainda tem a maior audiência e agora tenta transformá-la em conversa, uma selfie por dia.

Enquanto isso, Flávio soma partidos, o TSE fecha contas do 1º turno e o STF guarda Bolsonaro para depois da urna.

Faltam 17 dias para o 2º turno.

A pesquisa fotografa. O digital acelera. A urna espera o dia 25

Alek Maracajá
CEO da Ativaweb DataLab | Cientista de Dados e Pesquisador




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Incêndio de grandes proporções atinge prédio da UFPE

08/10/2026

Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite de ontem, quarta-feira (07/10). O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado e enviou para o local cinco viaturas. De acordo com a corporação, não houve registro de vítimas.

O fogo

Segundo testemunhas, o fogo começou por volta das 20h. No fim da noite, o Corpo de Bombeiros informou que o incêndio foi controlado e que as equipes realizam trabalho de rescaldo.

O prédio

O prédio atingido pelo fogo é o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine). Atualmente, o local abriga laboratórios diversos de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. A unidade fica dentro da Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife.

Nota

A instituição informou, por meio de nota, que acionou o Corpo de Bombeiros, mas, em função do t...

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Um incêndio de grandes proporções atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite de ontem, quarta-feira (07/10). O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado e enviou para o local cinco viaturas. De acordo com a corporação, não houve registro de vítimas.

O fogo

Segundo testemunhas, o fogo começou por volta das 20h. No fim da noite, o Corpo de Bombeiros informou que o incêndio foi controlado e que as equipes realizam trabalho de rescaldo.

O prédio

O prédio atingido pelo fogo é o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine). Atualmente, o local abriga laboratórios diversos de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. A unidade fica dentro da Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife.

Nota

A instituição informou, por meio de nota, que acionou o Corpo de Bombeiros, mas, em função do tipo de produtos armazenados, o fogo se alastrou rapidamente e provocou grandes danos no prédio.




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Oposição tenta adiar votação da 6x1 no Senado; governo tenta acelerar

08/10/2026

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 virou o centro de um embate no Senado a menos de três semanas do segundo turno da eleição presidencial. De um lado, a oposição, liderada pelo PL, busca empurrar a votação para depois do pleito. Do outro, o governo tenta encurtar o rito para aprovar o texto antes de 25 de outubro.

Sessão

Ontem, quarta-feira (07/10), o Senado realizou a segunda sessão deliberativa de discussão da PEC. Novamente, com maioria de senadores governistas e baixa presença da oposição. Haverá uma terceira sessão nesta quinta-feira (8) e outras duas na próxima semana. A expectativa é que a proposta seja votada em primeiro turno em 15 de outubro.

Adiar

Os senadores de oposição querem adiar a votação para depois do segundo turno. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse que não faz bem ao paí...

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A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 virou o centro de um embate no Senado a menos de três semanas do segundo turno da eleição presidencial. De um lado, a oposição, liderada pelo PL, busca empurrar a votação para depois do pleito. Do outro, o governo tenta encurtar o rito para aprovar o texto antes de 25 de outubro.

Sessão

Ontem, quarta-feira (07/10), o Senado realizou a segunda sessão deliberativa de discussão da PEC. Novamente, com maioria de senadores governistas e baixa presença da oposição. Haverá uma terceira sessão nesta quinta-feira (8) e outras duas na próxima semana. A expectativa é que a proposta seja votada em primeiro turno em 15 de outubro.

Adiar

Os senadores de oposição querem adiar a votação para depois do segundo turno. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse que não faz bem ao país votar um tema dessa gravidade em pleno período eleitoral. Ele classificou a discussão neste momento como oportunista e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.

Estratégia

A oposição ainda não definiu qual estratégia adotará, mas o objetivo é travar a votação pelo maior tempo possível. Os parlamentares, principalmente do PL, se apegam ao rito do Congresso e cobram que Alcolumbre respeite o regimento, sem atropelos.

Receio

Há um receio entre a oposição de que a medida beneficie Lula e, ao mesmo tempo, há um entendimento de que votar contra a proposta pode atrapalhar a campanha de Flávio no segundo turno. O candidato à Presidência disse na quarta-feira (7) ter uma alternativa melhor do que o fim da 6x1. Marinho também sinalizou contrariedade ao texto e defendeu uma proposta própria, que já tramita no Senado.

O projeto

O projeto flexibiliza a escala de trabalho e permite que o trabalhador seja remunerado por hora trabalhada e abre brecha para redução salarial. Para o senador, não pode haver uma determinação de cima para baixo sobre a escala de trabalho.

Calendário especial do governo
Do lado do governo, a ideia é apresentar um calendário especial para que a PEC seja votada antes do segundo turno das eleições. A ideia foi apresentada pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que tem reunido assinaturas para acelerar a tramitação da proposta.

Objetivo

O objetivo do Palácio do Planalto é cortar o intervalo que o regimento prevê entre os dois turnos de votação de uma PEC. Sem esse atalho, não haveria tempo hábil para concluir a análise antes do segundo turno.

O regimento

O regimento do Senado estabelece cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e três antes do segundo, com prazo de cinco dias úteis entre as duas votações. Esse prazo é o interstício. O próprio regimento, porém, permite quebrá-lo, de modo que os dois turnos sejam realizados na mesma sessão. É essa brecha que o governo pretende usar.

Com CNN




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BR Partners dispara na B3 na aposta de volta do M&A e dos IPOs

07/10/2026

Enquanto o mercado reprecifica o Brasil após a liderança surpreendente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, uma ação discreta do Novo Mercado está roubando a cena entre as small caps: a BRBI11, da BR Partners. A unit acumula alta de cerca de 19% só em outubro, parte de uma escalada que já leva mais de 50% desde agosto — um desempenho que coloca o banco de investimento independente no mesmo pelotão de BTG Pactual e B3, as grandes vencedoras do pregão que se seguiu ao resultado das urnas. Não é força bruta de bancão: é fome de mercado de capitais voltando a circular pelo sistema financeiro brasileiro, e a BR Partners está posicionada exatamente onde esse dinheiro precisa passar.

O motivo é simples de explicar e difícil de replicar: diferente de Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil, que vivem de margem de crédito, a BR Partners fatura taxa sobre volume — M&A, emissão de dívida e ações, estruturação para tesouraria corporativa. Com menos prêmio de risco embutido nos juros lon...

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Enquanto o mercado reprecifica o Brasil após a liderança surpreendente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, uma ação discreta do Novo Mercado está roubando a cena entre as small caps: a BRBI11, da BR Partners. A unit acumula alta de cerca de 19% só em outubro, parte de uma escalada que já leva mais de 50% desde agosto — um desempenho que coloca o banco de investimento independente no mesmo pelotão de BTG Pactual e B3, as grandes vencedoras do pregão que se seguiu ao resultado das urnas. Não é força bruta de bancão: é fome de mercado de capitais voltando a circular pelo sistema financeiro brasileiro, e a BR Partners está posicionada exatamente onde esse dinheiro precisa passar.

O motivo é simples de explicar e difícil de replicar: diferente de Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil, que vivem de margem de crédito, a BR Partners fatura taxa sobre volume — M&A, emissão de dívida e ações, estruturação para tesouraria corporativa. Com menos prêmio de risco embutido nos juros longos, a janela para follow-ons, fusões e, eventualmente, uma nova onda de IPOs volta a se abrir — e cada operação fechada cai direto na linha de receita do banco. A própria XP já via esse gatilho antes da eleição, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 26 por unit, apontando a ação negociada a 9,5 vezes o lucro projetado para 2026 — desconto frente aos pares BTG (~11x) e B3 (~16x). O diretor da casa, Vinicius Carmona, havia sido quase premonitório ao afirmar, ainda em fevereiro, que bastaria "um candidato com discurso claro de compromisso fiscal" para reduzir os prêmios de risco e reabrir o segundo semestre para novas ofertas.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, o mercado ainda negocia expectativa, não certeza — mas a mensagem que a BRBI11 está mandando é clara: entre os ativos ligados à bolsa brasileira, poucos têm tanto a ganhar com a volta do apetite por M&A e emissões quanto um banco de investimento puro, enxuto e já testado em ciclos anteriores de queda de juros. Se a aposta se confirmar no segundo turno, o banco que viveu os últimos dois anos lutando contra a Selic alta pode estar só começando a colher a virada de ciclo.




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Soberania Digital e Estratégia Nacional: O Imperativo da Proteção aos Cabos Submarinos no Brasil

07/10/2026

Por Amadeu Robalinho*

No cenário contemporâneo de interdependência tecnológica e fluxos contínuos de informação, a noção de soberania estatal transcende os limites tradicionais do território físico, abrangendo a tutela das infraestruturas estratégicas digitais. No Brasil, quase toda a comunicação internacional, cerca de 99% do tráfego de dados, depende dos cabos submarinos, elementos invisíveis porém cruciais que formam a espinha dorsal da conectividade global e, por consequência, do funcionamento pleno do Estado, da economia e da sociedade.

A questão central não reside na mera propriedade desses cabos, mas na capacidade soberana do Estado em garantir a continuidade das funções essenciais que eles sustentam. O conceito de soberania funcional impõe que, mesmo diante da degradação da infraestrutura física, de crises cibernéticas, falhas técnicas ou interferências hostis, os serviços fundamentais para a segurança, governança e desenvolvimento do país s...

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Por Amadeu Robalinho*

No cenário contemporâneo de interdependência tecnológica e fluxos contínuos de informação, a noção de soberania estatal transcende os limites tradicionais do território físico, abrangendo a tutela das infraestruturas estratégicas digitais. No Brasil, quase toda a comunicação internacional, cerca de 99% do tráfego de dados, depende dos cabos submarinos, elementos invisíveis porém cruciais que formam a espinha dorsal da conectividade global e, por consequência, do funcionamento pleno do Estado, da economia e da sociedade.

A questão central não reside na mera propriedade desses cabos, mas na capacidade soberana do Estado em garantir a continuidade das funções essenciais que eles sustentam. O conceito de soberania funcional impõe que, mesmo diante da degradação da infraestrutura física, de crises cibernéticas, falhas técnicas ou interferências hostis, os serviços fundamentais para a segurança, governança e desenvolvimento do país sejam preservados.

A recente inclusão do tema dos cabos submarinos na agenda regulatória da Anatel em 2026, com foco na segurança física, cibernética, governança interinstitucional e mitigação dos riscos derivados da concentração geográfica desses ativos estratégicos, demonstra uma evolução perceptível no reconhecimento de sua relevância para a resiliência nacional. Esse avanço regulatório é imprescindível para assegurar redundância, capacidade ágil de reparo e mecanismos eficientes de monitoramento e resposta.

A responsabilidade das Forças Armadas e dos órgãos de Defesa sobre essa infraestrutura crítica amplia-se, exigindo uma atuação multifacetada que supera a vigilância tradicional, incorporando cooperação público-privada articulada, a identificação precisa das vulnerabilidades tecnológicas e a formulação de planos operacionais capazes de assegurar a continuidade funcional diante de adversidades. Para salvaguardar a soberania nacional, torna-se necessário investir em tecnologias de monitoramento, capacitação de especialistas multidisciplinares e no desenvolvimento de protocolos de governança integrados.

No plano geopolítico, as rotas submarinas de comunicação são variáveis estratégicas fundamentais nas dinâmicas globais de poder, estando sujeitas a disputas e influências externas que afetam diretamente a autonomia brasileira. Nações como Estados Unidos, China e União Europeia já implementam estratégias vigilantes para a proteção e diversificação dessas rotas, investindo em infraestrutura própria, parcerias internacionais e capacidades rápidas de resposta a incidentes. Essas experiências fornecem lições valiosas para a formulação de uma política nacional robusta, alinhada com os interesses estratégicos do Brasil.

Além disso, a complexidade do ambiente cibernético associado aos cabos submarinos reforça a necessidade de estreita coordenação entre Defesa, agências de inteligência, reguladores e o setor privado. A integração de sistemas de vigilância cibernética com capacidades de resposta física cria um escudo multidimensional essencial para enfrentar ameaças híbridas, que vão desde sabotagens físicas até ataques digitais sofisticados.

Os cabos submarinos de fibra óptica são responsáveis por aproximadamente 99% do tráfego internacional de dados e no Brasil conectam o continente à Europa, América do Norte e África, com pontos de aterragem estratégicos especialmente no Nordeste, como em Fortaleza, Ceará, que concentra uma das maiores redes de cabos do Atlântico Sul. Eles são vitais para a internet, serviços de nuvem, energia digital e telecomunicações, demandando manutenção constante e proteção contra sabotagens ou danos naturais. Sua instalação envolve estudos oceanográficos, mapeamento do terreno submarino e emprego de embarcações especializadas, veículos controlados remotamente e tecnologias de posicionamento preciso. Com vida útil média de 25 anos, esses cabos requerem inspeção periódica e manutenção especializada, sob fiscalização de órgãos como a Anatel.

Em âmbito internacional, a vulnerabilidade estratégica desses cabos cresce diante de relatos de ataques e sabotagens em regiões críticas como o Mar Vermelho, o Mar do Norte e proximidades de Taiwan, envolvendo atores como Rússia e China. A segurança cibernética e a defesa passam a incluir, obrigatoriamente, a proteção dos cabos submarinos, essenciais para o funcionamento da economia e da infraestrutura crítica global.

Como especialista em engenharia de soberania estratégica e defesa, analiso em minha obra a influência direta dessa infraestrutura crítica na soberania nacional e na segurança tecnológica do Brasil. Discuto o desafio da inserção do país na geopolítica digital e da comunicação, ressaltando que o controle estrangeiro de ativos estratégicos, como cabos e centros de processamento, pode ampliar vulnerabilidades frente a pressões internacionais. Destaco o impacto geopolítico e econômico da presença de grandes corporações e investimentos internacionais, especialmente no Nordeste brasileiro, que desempenha papel chave na conectividade global.

Assim, cabos submarinos representam infraestrutura crítica para o Brasil e o mundo, sendo pilares da comunicação, economia digital e segurança nacional. A formulação de políticas nacionais que preservem a autonomia, proteção, manutenção e expansão segura desses ativos, sobretudo em regiões estratégicas, é fundamental para que o Brasil assegure sua soberania funcional em um ambiente tecnológico e geopolítico cada vez mais complexo.

*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho

NR - Os textos assinados expressam a opinião de seus autores. O Poder estimula opiniões diversas e o livre contraditório.




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