Especial — Confederação do Equador: A Angústia de Frei Caneca numa Goiana deserta
14/09/2024
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 182...
Há 200 anos, a vila de Goiana vivenciou uma cena inédita e angustiante. Ninguém saberia disto se não houvesse um relato escrito (CANECA, 2001, p.573-575). Frei Caneca e alguns confederados, fugindo dos ataques da tropa imperial, que bombardeava com canhoneios a partir da frota no porto, chegou a Goiana, depois de atravessar de Olinda a Igaraçu. Vinha camuflado, se escondendo pelo mato com três ou quatro companheiros paisanos e alguns soldados. Chegou tarde da noite e a vila dormia no seu remanso ainda colonial, pois não havia nenhum sinal físico da Independência no arruado urbano. Apenas o novo era a igreja da Conceição, consagrada por volta do começo daquele século. Por onde teria vindo o frade, como atravessara o Tracunhaém, principalmente à noite? Falta ainda um mapa físico e mental de Goiana destes dias. Vamos ao que o frade relatou.
Deserta
“Chegamos a esta vila (Goiana, em 18 de setembro de 1824) à meia-noite, e não foi pequeno o nosso espanto, quando sem esperarmos a achamos deserta inteiramente. O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror, e nos julgarmos nos maiores perigos. Corremos várias ruas em busca das pessoas do nosso conhecimento, mas tudo foi baldado; porque a ninguém achamos”.
Duas casas
“Nesta circunstância deparamos com duas casas, em que por estarem com luz acesa nos falaram; mas foi para maior embaraço nosso. Em uma, um soldado cheio de maior terror por ver-nos, e talvez supor-nos inimigos, balbuciava, e nada dizia que fosse coerente; e ainda assim nos informou que toda a tropa já se havia retirado pela estrada da Conceição. Mas outro, que em outra rua nos falou, traiu-nos dizendo-nos que a tropa tomara a estrada de Goiana Grande: era o mesmo que entregar-nos aos ceroulas [provavelmente, ironia popular que queria dizer gente de Milícias e Ordenanças, que lutavam sem farda] de João Baptista Rego, que já haviam tomado o ponto de Pitimbu, e era natural estarem naquelas fronteiras”.
Topografia ignorada
“Os nossos companheiros, que ignoravam a topografia da vila e não sabiam e nem podiam conhecer o laço que nos armava o segundo informante, desconfiados do modo trepidante do primeiro, fiaram-se na segurança com que falou o segundo; e assim assentaram que tomássemos o caminho de Goiana Grande (devia ser a estrada para a Paraíba). Ponderamos-lhes o que sabíamos, dirigindo-nos a mostrar-lhes que jamais podia a força de Goiana seguir aquele destino; mas foi em vão: teimaram os nossos amigos no seu entendimento, e nós por contemporizar seguimo-los; e, ao passar pela frente do Convento do Carmo, nos dirigimos a ele, para que lá tomássemos informação do estado das coisas; mas tudo foi sem fruto”.

Ilusão
“O convento estava aberto e às escuras, ainda assim pelo tino, que nos fazia lembrar dos seus arranjos, por termos por anos habitado aquela casa, nos arriscamos a entrar e subir até o seu antecoro; e por mais que gritamos a chamar quem lá estivesse, ninguém nos respondeu”.
Caráter contemporizador
“Aqui os nossos amigos, que haviam ficado fora, nos chamaram e fizeram-nos acompanhá-los pra Goiana Grande. Sempre tivemos um caráter de contemporizador com os nossos amigos; e, fazendo reflexão sobre os trabalhos porque havíamos passado em nossos dias, conhecemos que tudo devíamos a conselhos alheios; e por este motivo, depois de haverem chegado aos lameirões de Goiana Grande, tomamos a resolução de não nos sacrificar a conselhos sem fundamento algum e inteiramente opostos à nossa salvação. Por isso, fazendo notar aos amigos que eles por não saberem as direções das estradas se iludiram com a aparente segurança do segundo soldado, e que até aquele momento mesmo nós sempre havíamos padecido por sermos escravos da vontade dos nossos amigos, declaramos que fazíamos ponto ali, e começávamos a usar do nosso entendimento; pelo que os não acompanhávamos”.
Retaguarda da força
“Esta nossa resolução salvou a todos, porque eles, dando peso ao nosso juízo, voltaram conosco pela estrada da Soledade; e depois de havermos andado o resto da noite, fomos encontrar com a retaguarda da força duas léguas acima da vila. Aqui já cansados dos trabalhos antecedentes e fatigados do espírito, descansamos em uma casa muito velha; pelo que havia dentro supusemos ser de ladrões; por este fundamento não houve maneira de conciliarmos sono, e passamos no campo, ora assentados, ora deitados, ora passeando até o romper da aurora. Raiando esta, nos pusemos em marcha para chegarmos a Goianinha, onde havia dormido o presidente temporário da Paraíba. A poucos passos fomos encontrando por toda a estrada muitas pessoas do nosso conhecimento, entre as quais foi o tenente-coronel Manuel Inácio de Melo, que no dia antecedente fora aclamado em Goiana comandante-geral daquela força. Da prática que tivemos com ele, não fizemos bom conceito daquela força, e não julgamos segurança alguma no meio dela, por nos ser descrita com uma multidão confusa, sem ordem, sem subordinação e inteiramente anárquica”.

Dia seguinte
“Chegamos afinal a Goianinha, e ali achamos o grosso da divisão e um povo numeroso com algumas famílias honestas; cumprimentamos o presidente (temporário da Paraíba, Felix Antônio Ferreira de Albuquerque, aclamado por cinco das nove vilas paraibanas): desde logo fomos agregados à sua família, e tomamos quartel na mesma morada”. Caneca termina o relato desta noite de medo, narrando o dia seguinte, quando chegou à povoação de Goianinha “que é uma povoação não pequena, e representa ter algum comércio dos gêneros de lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou de nenhuma arquitetura; à exceção de mui poucas, as outras são de palhas”.
Presos políticos
Ainda registraria o frade jornalista a sua passagem de volta, na caravana dos presos políticos da Confederação do Equador vindos do sertão do Ceará, em 15 de dezembro de 1824. A guarnição evitou a vila, pernoitando no engenho Bujari. Ia preso, para ser submetido a uma corte marcial, pois seu destino já estava traçado numa portaria imperial de julho daquele ano.
Itinerário
Frei Caneca relatou este momento em seu Itinerário: “(...) fomos chegar a Goiana pelas onze horas da manhã, onde querendo o major Pastorinha (da Paraíba) ficar, resolveu-se, afinal a irmos aquartelar no engenho de Bujari, a meia légua da vila, cuja propriedade pertence ao padre João Álvares de Souza, que nos acolheu muito bem. Aqui fomos visitados por muitos homens liberais de Goiana, que de propósito nos foram abraçar, e oferecer-nos os seus serviços, e nos presentearam com bom peixe e para cearmos, vinho, queijos, frutas e doces. Aí pernoitamos e, sobre a madrugada querendo-nos aprontar para seguirmos a viagem, demos por falta de alguns companheiros nossos. Ao depois de alguma diligência, não se podendo descobrir os fugitivos, saímos ao amanhecer do dia 16 (...)” (CANECA, 2001, p.602/3). Apesar de sua contundente defesa, seu destino já estava traçado pelo português D. Pedro I. Foi fuzilado, no Recife, em 13 de janeiro de 1825.
*Josemir Camilo de Melo é historiador
Leia outras informações
A misteriosa “venda ao contrário” da Ligth - Da Série: Mistérios do aquém – Por Natanael Sarmento*
01/07/2026
Crimes da ditadura
A ditadura que sangrou o Brasil durante 21 anos, cedeu anéis e conservou os dedos. Negociou por cima uma “abertura lenta, gradual”, segura para os torturadores e sicários do regime. Carrascos beneficiado com “anistia” como se fossem vítimas. Mistério do aquém!
Corrupção
Tampouco responderam criminalmente os corrutos dos desfalques bilionários da Nação. Livres e lépidos, permanecem impunes, ou morreram de causas naturais.
Jabá da Light
No apagar das luzes do governo do ditador Ernesto Geisel o Brasil pagou à vista US$ 380 milhões em valores de 1979 num negócio obscuro. A estatal Eletrobrás adquiria 83% das ações da empresa canadense Brancon – anti...
Quando os nazistas perderam a guerra, vários figurões do 3º Reich foram julgados no Tribunal de Nuremberg. Mas seriam os juízes que sentariam nos bancos do réus se por infelicidade Hitler tivesse vencido a guerra.
Crimes da ditadura
A ditadura que sangrou o Brasil durante 21 anos, cedeu anéis e conservou os dedos. Negociou por cima uma “abertura lenta, gradual”, segura para os torturadores e sicários do regime. Carrascos beneficiado com “anistia” como se fossem vítimas. Mistério do aquém!
Corrupção
Tampouco responderam criminalmente os corrutos dos desfalques bilionários da Nação. Livres e lépidos, permanecem impunes, ou morreram de causas naturais.
Jabá da Light
No apagar das luzes do governo do ditador Ernesto Geisel o Brasil pagou à vista US$ 380 milhões em valores de 1979 num negócio obscuro. A estatal Eletrobrás adquiria 83% das ações da empresa canadense Brancon – antiga Light - Brazilian Traction, Light and Power.
Mistério
Nem todos os geradores da Light em ação esclarecem por que o governo brasileiro pagava 170 milhões de dólares a mais que o capital da Brascon declarado no Banco Central do Brasil.
Detalhe histórico
Tratava-se de empresa estrangeira concessionária de serviço público de eletrificação em atuação no Brasil desde o século XIX.
Herança
Com a “compra” o governo brasileiro herdava a dívida de US$ 780 milhões dos passivos da empresa. E abdicava de cobrar a dívida de US$ 56,4 milhões de impostos devidos pela Brascon. Tudo sopesado e medido, ativos, passivos, tretas tributárias, um rombo no Tesouro Nacional em torno de US$ 1,3 bilhão.
Para além desses mistérios...
O governo adquiria a empresa concessionária que no final do contrato seria incorporada a custo zero. Não fossem os “prementes e relevantes interesses nacionais” envolvidos na negociata escandalosa. Isso mesmo, não custaria um centavo aos cofres públicos!
Cláusula de reversão
No direito brasileiro, há a cláusula de reversão contratual das concessões. Os entes federativos concedentes – União, Estados, Municípios – incorporam, sem indenizações, os ativos (patrimônio)- das empresas concessionários, ao término do contrato. Justificável pelo equilíbrio contratual. O montante dos valores investidos pelos concessionários são compensados pelos anos de exploração do serviço e pelos lucros atrativos das taxas cobradas em serviços monopolizados.
Secular
O contrato da “Light”, depois de 90 anos de serviços precários e taxas altas, faltava 10 anos para expirar e todo patrimônio da empresa passar graciosamente ao governo do Brasil.
Muita pressa
A negociata bilionária foi coisa de cachorro grande, coturno alto, costas largas. Em tempo recorde se acertam as tratativas dirigidas por Shigeaki Ueki, Ministro das Minas e Energia defensor dos termos da Brascan, o presidente Ernesto Geisel avalista do negócio e o presidente da Eletrobrás, Antônio Carlos Magalhães. O–ACM aliás, logo depois do “negócio” assume a governança da Bahia nomeado, biônico da “eleição indireta”.
Ensina a sabedoria popular que a “pressa é inimiga da perfeição”. No caso da “venda ao contrário” da Light, tudo indica que a “pressa é amiga da corrupção”.
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.
PSD de Raquel lança Kassab para vice de Caiado
01/07/2026
O anúncio
O anúncio da chapa Caiado-Kassab acontece 20 dias antes do início das convenções partidárias, marcado para o próximo dia 20.
O Poder
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) anunciou, hoje. quarta-feira (01/06) em Brasília, o presidente nacional de seu partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente em sua chapa que disputará o Palácio do Planalto em outubro.
O anúncio
O anúncio da chapa Caiado-Kassab acontece 20 dias antes do início das convenções partidárias, marcado para o próximo dia 20.
O Poder
Faz escuro O mas eu canto, por Carlos Alberto Marinho*
01/07/2026
Entretanto
Apesar da escuridão a que ainda me vejo submetido, continuo a cantar. Canto não apenas pela casa e por sua memória, mas também pelo reconhecimento que recebo daqueles que me cercam, observam e admiram a dedicação, a perseverança e o compromisso com a preservação. Se o reconhecimento oficial tarda, permanece vivo o reconhecimento humano, cotidiano e sincero — e é nele que encontro a força para seguir cantando.<...
Como disse o poeta Thiago de Melo, “faz escuro, mas eu canto”. Foi sob esse espírito que evoquei a minha casa, adquirida há cerca de 46 anos no SHO, aprimorada, preservada e cuidadosamente conservada ao longo de toda essa trajetória. Escrevi textos sofridos sobre suas fechaduras, suas portas e suas janelas, em um canto triste e, ao mesmo tempo, resistente, diante da ausência de reconhecimento, pelos órgãos de preservação, do esforço exemplar empreendido para manter a salvo esse patrimônio e a história que ele abriga.

Entretanto
Apesar da escuridão a que ainda me vejo submetido, continuo a cantar. Canto não apenas pela casa e por sua memória, mas também pelo reconhecimento que recebo daqueles que me cercam, observam e admiram a dedicação, a perseverança e o compromisso com a preservação. Se o reconhecimento oficial tarda, permanece vivo o reconhecimento humano, cotidiano e sincero — e é nele que encontro a força para seguir cantando.

*Carlos Marinho é médico e morador de Olinda desde sempre.
NR - Carlos comprou uma casa em ruínas, há muitas décadas, restaurou com esmero. O imóvel foi elogiado nacionalmente e apontado pelo Iphan como referência para cidades históricas. Agora, coincidentemente após criticar as gestões Lupércio/ Mirella, que estão devastando a cidade histórica, vem enfrentando a má vontade absurda do órgão municipal que controla o patrimônio histórico. Uma pena que, enquanto casarões desabam por descuido, quem zela seja alvo de perseguições. Ao médico, a solidariedade de O Poder.

Manoel Messias: o caruaruense que viveu o golpe militar no Chile e enfrentou três ditaduras na América do Sul, por Tavares Neto*
01/07/2026
Fixou residência
Depois de deixar o Brasil, Manoel Messias fixou residência no Chile, onde participou de movimentos de esquerda durante o governo do presidente Salvador Allende. Nesse período, atuou ao lado do padre canadense Eduardo, ligado à Igreja Católica, que também desenvolvia atividades políticas e sociais no país.
Democraticamente
Em 11 de setembro de 1973, o governo democraticamente eleito de Salvador Allende foi derrubado por um golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet. A partir daquele momento, teve início uma intensa perseguição aos militantes de esquerda, sindicalistas e apoiadores do governo deposto.
Diant...
O economista caruaruense Manoel Messias é uma das figuras mais marcantes da história da esquerda política em Pernambuco. Assessor do então governador Miguel Arraes, foi perseguido após o golpe militar de 1964 no Brasil, preso pela ditadura e, posteriormente, exilado no exterior.
Fixou residência
Depois de deixar o Brasil, Manoel Messias fixou residência no Chile, onde participou de movimentos de esquerda durante o governo do presidente Salvador Allende. Nesse período, atuou ao lado do padre canadense Eduardo, ligado à Igreja Católica, que também desenvolvia atividades políticas e sociais no país.
Democraticamente
Em 11 de setembro de 1973, o governo democraticamente eleito de Salvador Allende foi derrubado por um golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet. A partir daquele momento, teve início uma intensa perseguição aos militantes de esquerda, sindicalistas e apoiadores do governo deposto.
Diante da repressão, Manoel Messias e o padre Eduardo buscaram refúgio na Embaixada do Canadá, onde permaneceram por cerca de um mês sob proteção diplomática. Posteriormente, conseguiram asilo político e seguiram para o Canadá.
Anos seguintes
Ao longo dos anos seguintes, Manoel Messias também passou pela Argentina e pelo Uruguai, países que igualmente viveram golpes militares e regimes autoritários durante a década de 1970. Mais tarde, estabeleceu-se na Europa, onde permaneceu até a aprovação da Lei da Anistia no Brasil.
Em 1979, retornou ao país no mesmo período em que Miguel Arraes também regressou do exílio, retomando sua vida em Pernambuco.
Reside
Nascido em Caruaru, em 1940, Manoel Messias reside atualmente em Olinda e completa 85 anos de idade em 2025.
Ele é irmão do compositor caruaruense Carlos Fernando, que também foi perseguido pela Ditadura Militar brasileira, sendo preso e submetido a sessões de tortura em razão de sua atuação política.
Manoel Messias mantinha forte amizade com o comerciante Abdias Bastos Lé, então presidente do Partido Comunista em Caruaru. Assim como muitos militantes da época, Abdias também foi preso durante a ditadura.

Proprietário
Abdias era proprietário da Banca de Revistas Yuri Gagarin, localizada na Rua da Matriz, em Caruaru. O estabelecimento comercializava livros de literatura de esquerda, jornais de circulação nacional e outras publicações consideradas subversivas pelos grupos anticomunistas da época.
Na madrugada de 1963, antes mesmo do golpe militar de 1964, a banca foi incendiada por criminosos.
O episódio
O episódio é considerado por pesquisadores e memorialistas um dos primeiros ataques contra um estabelecimento identificado com a esquerda política no Brasil, antecipando o clima de violência e perseguição que se intensificaria nos anos seguintes.
Abertura política
Vale lembrar que, anos depois, durante o processo de abertura política iniciado no governo do presidente Ernesto Geisel e consolidado com a Lei da Anistia, sancionada no governo de João Figueiredo, também ocorreram atentados contra bancas de jornais e livrarias em diversas cidades brasileiras, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Antiga Banca
A antiga Banca Yuri Gagarin recebeu esse nome em homenagem ao cosmonauta soviético Yuri Gagarin, o primeiro ser humano a viajar ao espaço, em 1961, símbolo que, na época, era frequentemente associado aos ideais socialistas.
*Tavares Neto é jornalista e radialista em Caruaru.

Polícia de Raquel tenta retomar operação ilegal para espionar e investigar adversários
01/07/2026
Repercussão nacional
O caso chocou a imprensa nacional. Articulistas como Natuza Nery, Reinaldo Azevedo e Otávio Guedes chegaram a mencionar que a Secretaria de Defesa Social...
Passados seis meses, novos casos de arapongagem do governo Raquel Teixeira Lyra podem vir à tona, novamente. A resposta sobre o emblemático caso da arapongagem, à pergunta feita pelo UOL/Folha de S.Paulo para a governadora, por esses dias, só mostrou o quanto o tema incomoda. Revelado com exclusividade aqui, pelo Jornal O Poder, o caso trouxe à tona o uso sem precedente da polícia com objetivo de vigiar adversários, parlamentares da oposicão e até pessoas da sociedade. Configurando um impensavel abuso de autoridade. Comprovado por prints de um grupo de WhatsApp, com a presença da alta cúpula da inteligência da polícia. No caso concreto constatado, a polícia perseguia um auxiliar do prefeito João Campos sem nenhum Boletim de Ocorrência ou registro formal.

Repercussão nacional
O caso chocou a imprensa nacional. Articulistas como Natuza Nery, Reinaldo Azevedo e Otávio Guedes chegaram a mencionar que a Secretaria de Defesa Social estaria abusando da inteligência dos pernambucanos ao afirmar que só estavam ali para investigar, mesmo sem qualquer autorização judicial. Seis meses depois do caso, com a Polícia Federal investigando, ainda fica a dúvida sobre quem deu a ordem para a 'arapongagem', incluindo o uso de rastreadores, que foram alvo de reportagem nacional no Domingo Espetacular, da Rede Record.

O que se comenta
Nos bastidores da Secretaria de Defesa Social, segundo informações confiáveis obtidas por O Poder, é que, depois do esfriamento do caso, as máquinas da espionagem estariam novamente ligadas. Segundo uma parede com ouvidos afiados, um alto membro da corporação disse alto e bom som: “Como não houve ainda a punição da PF, vamos voltar com tudo”.

Fato
Apenas um dia depois da entrevista da Governadora Raquel Teixeira Lyra, uma investigação que envolvia contratos com as prefeituras de Caruaru, Altinho e até com o próprio Governo de Pernambuco, tem apenas a Prefeitura do Recife como alvo da Polícia Civil, que voltou supostamente a ser acionada para ações com objetivos políticos. O movimento, às vésperas da eleição, parece indicar que a polícia pode não ter dono, mas que o passado lembra os indícios reais de ingerência. Os corredores policiais já falam que novas investidas estariam sendo cogitadas, sempre buscando atacar adversários políticos da Governadora, que tem experiência de delegada da Polícia Federal e parece ter incorporado as piores práticas do muito minoritário lado podre da PF.
Defesa da Democracia
A questão está muito acima de política partidária. Envolve valores pétreos da democracia. A defesa da liberdade. A isenção da polícia.
A postura, tão combatida pela imprensa nacional, pode seguir como prática reiterada, caso não haja intervenção da PF ou do STF. Cabe aos políticos, à imprensa, à sociedade civil e às autoridades aumentarem a vigilância sobre quem deveria vigiar mas age no sentido contrário.
Assista ao vídeo a seguir
Indignado, nosso diretor, o publicitário, historiador e acadêmico José Nivaldo Junior, ex-preso político na ditadura, dá a sua opinião sobre o caso.
A exaustão do materialismo, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
01/07/2026
Sempre que uma civilização transforma seus meios em deuses, cedo ou tarde começa a sacrificar o homem a quem esses meios deveriam servir.
O mundo atual está cansado. Não apenas pelo peso dos músculos, pelas horas mal dormidas ou pela pressão cotidiana das contas, dos compromissos e das obrigações.
Há um cansaço mais fundo, que parece atravessar o corpo e alcançar a própria estrutura do espírito.
Trabalha-se muito, corre-se muito, paga-se muito, produz-se muito. Respondem-se mensagens, acumulam-se responsabilidades, consomem-se distrações sem cessar.
Cresce a sensação
Ainda assim, cresce a sensação de que o tempo de viver escapa entre os dedos, como areia que se recusa a permanecer na mão que a aperta.
Não se trata da exaustão da matéria, mas do materialismo como princípio organizador da existência. A ma...
Quando o homem trabalha para pagar uma vida que já não consegue viver
Sempre que uma civilização transforma seus meios em deuses, cedo ou tarde começa a sacrificar o homem a quem esses meios deveriam servir.
O mundo atual está cansado. Não apenas pelo peso dos músculos, pelas horas mal dormidas ou pela pressão cotidiana das contas, dos compromissos e das obrigações.
Há um cansaço mais fundo, que parece atravessar o corpo e alcançar a própria estrutura do espírito.
Trabalha-se muito, corre-se muito, paga-se muito, produz-se muito. Respondem-se mensagens, acumulam-se responsabilidades, consomem-se distrações sem cessar.
Cresce a sensação
Ainda assim, cresce a sensação de que o tempo de viver escapa entre os dedos, como areia que se recusa a permanecer na mão que a aperta.
Não se trata da exaustão da matéria, mas do materialismo como princípio organizador da existência. A matéria continua necessária; o dinheiro, útil; o trabalho, digno; a técnica, importante; o conforto, desejável.
O desvio começa quando esses meios deixam de servir à vida e passam a exigir dela uma devoção total, como se tudo devesse ser sacrificado à produtividade, ao consumo, à eficiência, à aparência e ao desempenho.
O materialismo contemporâneo não fracassou por falta de eficiência. Talvez nunca tenha sido tão eficiente. Multiplicou instrumentos, acelerou processos, ampliou recursos, encurtou distâncias, conectou pessoas e criou possibilidades inimagináveis para as gerações anteriores.
Fracasso
Seu fracasso está em outro lugar: transformou a eficiência em finalidade. Esqueceu que todo meio carrega em si a vocação de servir a algo que o transcende. Separada da sabedoria, a técnica começa a conduzir em vez de servir; desligado da vocação, o trabalho se converte em desgaste; arrancado de sua condição de instrumento, o dinheiro assume a forma de senhor; e a política, quando ultrapassa seu limite diante da alma, passa a tratar a pessoa como peça de um projeto abstrato.
Nesse ponto, o homem já não habita o mundo como presença livre e responsável: funciona dentro dele como engrenagem.
Essa inversão não nasceu ontem. Desde a Revolução Industrial, a modernidade revelou sua extraordinária capacidade de transformar instrumentos legítimos em poderes quase sagrados.
A fábrica
A fábrica, a produção, o lucro, a disciplina do tempo e a organização racional do trabalho trouxeram progresso material inegável.
Ao mesmo tempo, mostraram como o ser humano pode ser reduzido a peça de uma máquina quando a economia perde de vista a dignidade da pessoa.
Não por acaso, Karl Marx percebeu nesse modelo uma ferida real: o trabalhador alienado, separado do fruto de seu trabalho, de sua interioridade e, em última instância, de sua própria humanidade.
O drama é que a resposta marxista, permanecendo prisioneira do mesmo horizonte materialista que pretendia superar, terminou por agravar a doença que denunciava. Ao trocar o mercado pelo Estado, o lucro pela revolução, a pessoa pela classe e a consciência pela estrutura, não devolveu o homem ao espírito; apenas mudou o nome do altar diante do qual ele seria sacrificado.
Convertido
Convertido em poder histórico, esse método produziu experiências ainda mais catastróficas: campos de trabalho forçado, coletivizações que esmagaram camponeses em nome da planificação, a fome chinesa provocada pela coerção produtiva e pela industrialização revolucionária, além do delírio agrário do Khmer Vermelho, que tentou recriar o homem pela violência absoluta. A promessa de libertação, em todos esses casos, terminou convertida em nova servidão.
O ponto central, portanto, não é demonizar a matéria, o dinheiro, o trabalho ou a técnica. Todos ocupam lugar legítimo na arquitetura da existência humana. O problema está na inversão silenciosa pela qual aquilo que deveria servir ao homem passou, pouco a pouco, a governá-lo.
O dinheiro
O dinheiro, que deveria ser instrumento de dignidade, transformou-se em medida de valor pessoal. O trabalho, quando perde sua dimensão de vocação ou serviço, converte-se em combustão da alma. O consumo deixa de responder a necessidades reais e passa a anestesiar vazios que nenhuma mercadoria consegue preencher.
A técnica, por sua vez, já não apenas amplia a vida: administra seus ritmos, seus impulsos e suas urgências.
Basta olhar para o drama concreto do homem comum. Ele acorda cansado, trabalha pressionado, enfrenta trânsito, metas, mensagens, boletos, cobranças, comparação social, redes, medo de envelhecer e medo de perder a renda que sustenta sua aparente estabilidade.
Mesmo quando melhora de vida, nem sempre melhora de existência. Ganha mais e deve mais; compra mais e descansa menos; conecta-se mais e se sente mais só; acumula recursos e perde presença.
Em muitos casos, já não trabalha apenas para viver, mas para financiar uma vida que não tem tempo, silêncio nem alma para experimentar.
Nova pobreza
Surge daí uma nova pobreza. A pobreza material continua existindo e deve ser levada a sério por qualquer reflexão honesta sobre a condição humana.
Mas, ao lado dela, aparece outra, menos visível e por isso mais insidiosa: a pobreza de finalidade. É possível ter casa, salário, telefone, internet, plano de saúde, viagens e entretenimento, e ainda assim sentir que algo essencial permanece ausente. Trata-se da pobreza do “para quê?”. Para que tanta pressa, tanta exposição, tanta comparação, tanto acúmulo, se a alma continua vazia?
O homem suporta muitos sofrimentos quando encontra sentido, mas suporta muito pouco conforto quando perdeu a razão de viver. Quem possui um porquê capaz de sustentar a existência atravessa dores, privações e perdas sem se quebrar por completo, porque o sentido funciona como a coluna invisível que mantém de pé o edifício inteiro da vida. Sem esse eixo, nenhum conforto consola, por mais refinado que seja, justamente porque o conforto não foi feito para responder à pergunta que atormenta a alma.
Sintomas
Por isso, tantos sintomas do nosso tempo não podem ser compreendidos apenas como problemas individuais isolados, embora exijam cuidado clínico, respeito e prudência. Ansiedade, pânico, depressão, exaustão, irritabilidade, compulsões, vícios e insônia também revelam uma desordem mais ampla. O corpo começa a falar quando a alma foi silenciada por demasiado tempo.
A ansiedade pode expressar excesso de futuro; a depressão, colapso de sentido; o pânico, grito do organismo diante de uma vida que ultrapassou os limites da presença; a compulsão, tentativa de preencher pela repetição aquilo que somente o sentido poderia ordenar.
A matéria, em si, não é inimiga do espírito. O pão, a casa, o corpo, o trabalho, o dinheiro, a propriedade, a família, a mesa e a memória pertencem à ordem legítima da vida. O problema jamais esteve na matéria, mas na matéria separada do sentido que a justifica.
Quando se afasta do Logos, tudo aquilo que deveria servir à vida começa a pesar sobre ela. O trabalho perde sua dimensão de vocação e se converte em opressão; o dinheiro deixa de ser instrumento e assume a forma de senhor; o prazer, privado de medida, já não repousa a alma, apenas a cansa; a liberdade, desligada da verdade, transforma-se em dispersão; até a abundância, divorciada do sentido, termina por produzir vazio.
A matéria
A matéria, então, deixa de ser templo e se converte em cárcere. Não porque seja má em si mesma, mas porque a luz que nela habitava foi soterrada pela perda de finalidade. É essa transformação silenciosa — a passagem da matéria iluminada pelo sentido para a matéria reduzida a objeto de uso — que explica grande parte do mal-estar contemporâneo.
Também a liberdade foi atingida por essa inversão. O mundo atual fala muito em liberdade, mas frequentemente entrega dependência sob esse mesmo nome: dependência de aprovação, consumo, telas, performance, crédito, status e estímulos rápidos que se sucedem sem permitir repouso à atenção.
O homem se imagina livre porque pode escolher entre inúmeros produtos, opiniões, distrações e identidades, mas perdeu, no meio dessa abundância de opções, a liberdade mais profunda: governar a si mesmo. Livre não é quem faz tudo o que deseja, mas quem não se torna escravo daquilo que o domina.
A primeira resistência a esse processo não é ideológica. É doméstica. Começa na casa, na mesa, na conversa, na escuta, na presença, na memória familiar, no cuidado com os filhos, no respeito aos pais, no amor conjugal e na amizade verdadeira.
O materialismo desorganiza o tempo humano, fragmentando-o em tarefas e urgências; a família, quando preservada em sua dignidade, reorganiza esse tempo em torno do que verdadeiramente importa.
O mundo exige produção; a casa devolve pertencimento. O mercado impõe comparação; a família recorda o nome. A técnica acelera; a presença ensina a permanecer.
Reordenar a vida
Não se trata, portanto, de abandonar o mundo nem de negar os bens legítimos que ele oferece. Trata-se de reordenar a vida segundo uma hierarquia que o materialismo havia invertido: ganhar dinheiro sem vender a alma, trabalhar sem sacrificar tudo ao trabalho, consumir sem fazer do consumo uma religião, progredir sem perder a interioridade, usar a técnica sem ser usado por ela, descansar sem transformar o descanso em simples estratégia para render mais depois.
Contemplar, estudar, amar e agradecer são modos de recuperar algo que pertence ao homem por direito de nascença.
Estamos diante de uma encruzilhada.
A civilização pode transformar esse cansaço em anestesia, oferecendo distrações mais refinadas, estímulos mais rápidos, entretenimentos mais imersivos, algoritmos mais íntimos e técnicas cada vez mais sofisticadas para administrar o vazio. Nesse caminho, a engrenagem não será superada; apenas se tornará mais confortável, mais invisível e mais difícil de contestar.
O mesmo cansaço, contudo, pode tornar-se conversão. Pode obrigar o homem a interromper a marcha automática e perguntar novamente
pelo fim de seus esforços. Pode ensiná-lo a distinguir necessidade de idolatria, conforto de sentido, liberdade de dispersão, progresso de sabedoria. Pode reconduzi-lo ao essencial: à casa, à família, ao silêncio, à oração, à cultura, à amizade, ao trabalho com vocação, ao limite aceito com humildade e à presença vivida como forma de amor.
A exaustão
A exaustão do materialismo não significa que a matéria tenha perdido seu valor. Significa apenas que ela já não consegue justificar sozinha a existência. A matéria pede sentido. O trabalho pede alma. O dinheiro pede medida. A liberdade pede verdade. E o homem, depois de tanta pressa, tanto ruído e tanta distração, começa a pedir significado.
A esperança, por isso, nem sempre começa quando tudo melhora por fora. Muitas vezes nasce de uma reorganização interior quase silenciosa.
Descobre
O homem descobre que ainda pode dizer não ao excesso; a mulher percebe que sua alma não precisa pedir licença para existir; o pai compreende que sua presença vale mais do que sua performance; a mãe recorda que não é apenas sustentação invisível de todos, mas também pessoa, mistério e dignidade; o jovem deixa de transformar a própria vida em vitrine; o idoso volta a ser reconhecido como memória viva, e não como sobra do mundo produtivo.
Nasceu
O homem não nasceu apenas para funcionar. Não veio ao mundo para atravessar os dias como peça útil de uma engrenagem invisível, administrando a própria sobrevivência como se isso bastasse. Há nele uma profundidade que nenhuma planilha alcança, uma sede que nenhum consumo sacia, uma dor que nenhuma distração resolve e uma grandeza que nenhum sistema consegue medir.
No fim, é exatamente isso que o materialismo jamais conseguiu compreender: o homem não nasceu apenas para durar. Nasceu para significar — isto é, para transformar a própria vida em presença, sentido e amor, cultivando valores, virtudes e sabedoria.
O autor é advogado e ensaísta.

Valdemar Costa descarta nomear substituta de Michelle Bolsonaro na presidência do PL Mulher
01/07/2026
Justificou
O dirigente justificou a decisão destacando o papel desempenhado por Michelle à frente do movimento feminino da legenda.
"Não vamos conseguir uma substituta como Michelle", afirmou Costa Neto.
Optou
Segundo o presidente do PL, o partido optou por reformular a estrutura do PL Mulher, fragmentando o movimento por regiões e distribuindo o comando entre lideranças estaduais. Com a mudança, a vice-presidente do PL Mulher, a deputada federal Priscila Costa (PL-CE), não assumirá a presidência da organização.
A saída
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou na noite de onte, terça-feira (30/06) que decidiu deixar a pr...
O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou hoje, quarta-feira (01/07), que o partido não pretende nomear uma substituta para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na coordenação nacional do PL Mulher.
Justificou
O dirigente justificou a decisão destacando o papel desempenhado por Michelle à frente do movimento feminino da legenda.
"Não vamos conseguir uma substituta como Michelle", afirmou Costa Neto.
Optou
Segundo o presidente do PL, o partido optou por reformular a estrutura do PL Mulher, fragmentando o movimento por regiões e distribuindo o comando entre lideranças estaduais. Com a mudança, a vice-presidente do PL Mulher, a deputada federal Priscila Costa (PL-CE), não assumirá a presidência da organização.
A saída
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou na noite de onte, terça-feira (30/06) que decidiu deixar a presidência do PL Mulher.
Crise
A saída ocorre em meio à crise entre ela e Flávio Bolsonaro, seu enteado e pré-candidato à Presidência da República pelo PL. Até a última atualização desta reportagem, o senador não havia se manifestado sobre a decisão da ex-primeira-dama.
A renúncia
A renúncia foi acertada durante uma reunião entre Michelle e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na sede do PL Mulher, em Brasília.
Após o encontro, Michelle divulgou uma nota em que disse que dedicará seu tempo a cuidar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado.
O Poder
Inglaterra e Congo; Bélgica e Senegal; EUA e Bósnia jogam nesta quarta
01/07/2026
Os vencedores
Os vencedores avançam às oitavas de final, enquanto os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.
Inglaterra x RD do Congo
A Inglaterra busca, na partida de hoje diante da RD do Congo, confirmar seu favoritismo após ter conquistado a primeira colocação em sua chave na fase de grupos.
A campeã da Copa de 1966 terá, à sua frente, a RD do Congo, u...
Três confrontos definirão as três seleções que garantirão, hoje, quarta-feira (01/07), vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo Fifa 2026. A primeira partida será entre Inglaterra e RD do Congo. As equipes se enfrentam em Atlanta, às 13h. Mais tarde, às 17h, é a vez de Bélgica e Senegal entrarem em campo, em Seattle, para ver quem avançará à etapa seguinte. A última partida do dia será entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, em São Francisco, às 21h.
Os vencedores
Os vencedores avançam às oitavas de final, enquanto os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.
Inglaterra x RD do Congo
A Inglaterra busca, na partida de hoje diante da RD do Congo, confirmar seu favoritismo após ter conquistado a primeira colocação em sua chave na fase de grupos.
A campeã da Copa de 1966 terá, à sua frente, a RD do Congo, uma das seleções classificadas entre os melhores terceiros colocados do torneio. Quem avançar, na partida de hoje, enfrentará nas oitavas de final o vencedor do confronto entre México e Equador.
Expectativa
Para a partida de hoje, a expectativa é que a Inglaterra tente controlar o jogo por meio do posse de bola. Com um meio de campo bem postado, bons passes e atacantes eficientes, o time inglês costuma pressionar os adversários para recuperar rapidamente a bola.
A RD do Congo chega ao mata-mata com algumas características que podem dificultar esse modelo de jogo inglês. A equipe africana tende a atuar em bloco mais compacto, reduzindo espaços entre as linhas e apostando na velocidade dos contra-ataques.
Intensidade física
A intensidade física de seus jogadores e a capacidade de aceleração nos corredores podem representar risco à Inglaterra, caso a equipe inglesa exagere na pressão no campo adversário.
Com isso, o confronto tende a ficar centrado na capacidade tática da Inglaterra para desmontar uma defesa fechada, sem se expor excessivamente aos contra-ataques.
Bélgica x Senegal
Com dois empates e uma vitória na fase de grupos, a Bélgica, líder de sua chave na fase de grupos, tem a seu favor a experiência de jogadores que fizeram boas campanhas nas últimas Copas do Mundo.
Na partida de hoje, ela encara o Senegal, uma das equipes que se classificaram entre os melhores terceiros colocados na fase de grupos. Quem sair vitorioso avança às oitavas de final – e terá, como adversário o vencedor do confronto entre EUA ou Bósnia e Herzegovina.
Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina
Com a vantagem de jogar em casa, os EUA buscam, no apoio de sua torcida, forças para superar a Bósnia e Herzegovina, que avançou para a segunda fase graças à campanha que a colocou entre as melhores terceiras colocadas da competição.
Enfrentará
Quem vencer o confronto enfrentará o vencedor da partida entre Bélgica e Senegal.
Com uma equipe de forte intensidade física, os EUA costumam pressionar os adversários para, na sequência, buscar transições ofensivas com velocidade. Já a Bósnia e Herzegovina costuma jogar com organização tática, valorizando a posse de bola.
O meio de campo da equipe balcânica tende a evitar jogadas verticais muito longas. A qualidade no passe de seus jogadores faz com que a equipe busque trabalhar jogadas de triangulação e os lançamentos costumam ser de média distância.
Confira horários e onde assistir aos jogos desta quarta-feira:
13h - Inglaterra x RD Congo
Onde assistir: CazéTV
17h - Bélgica x Senegal
Onde assistir: TV Globo, sportv, ge tv, Globoplay, ge.globo, SBT, NSports e CazéTV
21h - Estados Unidos x Bósnia
Onde assistir: CazéTV
O Poder
Encontro debate comunicação, economia e política no Recife
01/07/2026
Reunirá
O encontro reunirá o comunicador Phelipe Siani; os presidentes Bruno Veloso (FIEPE), Eduardo Loyo (Empetur) e Guilherme Cavalcanti (Copergás); o cientista político Fernando Schuler (Estadão e Band); e os jornalistas Ana Dubeux (Correio Brasiliense), Igor Gadelha (Metrópoles) e Wilson Lima (O Antagonista), além do deputado federal Luciano Bivar que vai falar sobre reforma tributária. Depois de cada painel haverá um espaço para perguntas e debate com os presentes.
Inscrições
As inscrições são gratuitas e limitadas, e podem ser feitas pelo e-mail seminario.factocomunicacao@gmail.com e pelo...
Recife sediará sexta-feira (03/07), a 5ª edição do "Seminários Facto", no Beach Class Convention By Mai, em Boa Viagemm O evento reunirá importantes nomes do jornalismo nacional, especialistas e lideranças políticas para debater comunicação, economia pernambucana e as tendências de mercado para o segundo semestre de 2026.
Reunirá
O encontro reunirá o comunicador Phelipe Siani; os presidentes Bruno Veloso (FIEPE), Eduardo Loyo (Empetur) e Guilherme Cavalcanti (Copergás); o cientista político Fernando Schuler (Estadão e Band); e os jornalistas Ana Dubeux (Correio Brasiliense), Igor Gadelha (Metrópoles) e Wilson Lima (O Antagonista), além do deputado federal Luciano Bivar que vai falar sobre reforma tributária. Depois de cada painel haverá um espaço para perguntas e debate com os presentes.
Inscrições
As inscrições são gratuitas e limitadas, e podem ser feitas pelo e-mail seminario.factocomunicacao@gmail.com e pelo Whatsapp (81) 99870.9345 .
O Poder

Programa de Residência em Gestão Pública forma 14 na primeira turma
01/07/2026
Conclusão
Durante o evento de conclusão, na sede da Seplag-PE, na área central do Recife, os formandos apresentaram a contribuição estratégica dos projetos que desenvolveram ao longo do programa. Com duração de 24 meses e uma carga horária de 2.760 horas, a formação proporcionou uma conexão real e produtiva entre a academia e a prática governamental.
A experiência
Resultou na produção de 204 microprojetos de intervenção e 19 Produtos. O programa reforça a relação do Governo de Pernambuco com a universidade, como ressaltou o vice-reitor da UPE, José Roberto de Souza Cavalcanti. “Essa residência é um treinamento em serviço, tanto de residentes como os co...
A primeira turma do Programa de Residência em Gestão Pública, realizado pela Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag-PE), em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE), foi encerrada ontem, terça-feira (30/06).
Conclusão
Durante o evento de conclusão, na sede da Seplag-PE, na área central do Recife, os formandos apresentaram a contribuição estratégica dos projetos que desenvolveram ao longo do programa. Com duração de 24 meses e uma carga horária de 2.760 horas, a formação proporcionou uma conexão real e produtiva entre a academia e a prática governamental.
A experiência
Resultou na produção de 204 microprojetos de intervenção e 19 Produtos. O programa reforça a relação do Governo de Pernambuco com a universidade, como ressaltou o vice-reitor da UPE, José Roberto de Souza Cavalcanti. “Essa residência é um treinamento em serviço, tanto de residentes como os colaboradores das instituições e isso vem trazendo uma repercussão muito boa e um resultado também muito bom e está aproximando a Universidade da sociedade, a sociedade junto às empresas do nosso Estado e colaborando, que é a missão da Universidade para o desenvolvimento de Pernambuco”, disse o vice-reitor.
Foram 14
Os pós-graduados em Gestão Pública que se formaram nesta primeira turma da residência.