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Eleições 2024 - Carreata ocupa as ruas de Caruaru em apoio à eleição de Zé Queiroz

30/09/2024 - Jornal O Poder

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Em apoio à eleição de Zé Queiroz (PDT), o povo ocupou as ruas de Caruaru numa carreata que circulou pela cidade neste domingo (29). Ao todo, o ato percorreu mais de 16 quilômetros de percurso, passando por mais de vinte bairros.


Se emocionou

Logo na concentração, ao lado do Grande Hotel, Zé Queiroz se emocionou com a multidão de pessoas gritando "Volta, Zé". A quantidade de carros era tanta que, uma hora e meia depois, a carreata ainda estava passando no Riachão, um dos trechos iniciais do roteiro.

Momento

Um dos momentos mais emocionantes foi a passagem pela ponte Irmã Jerônima, um marco da gestão de Zé Queiroz. Antes disso, no trajeto pelo Salgado, um belo pôr do sol coloriu de um laranja natural o céu da cidade. Por volta das 20h30, na Rua Macaparana, no bairro Boa Vista, aconteceu o ponto alto da carreata, com a via lotada de moradores, em festa pela passagem de Zé Queiroz.


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Em apoio à eleição de Zé Queiroz (PDT), o povo ocupou as ruas de Caruaru numa carreata que circulou pela cidade neste domingo (29). Ao todo, o ato percorreu mais de 16 quilômetros de percurso, passando por mais de vinte bairros.


Se emocionou

Logo na concentração, ao lado do Grande Hotel, Zé Queiroz se emocionou com a multidão de pessoas gritando "Volta, Zé". A quantidade de carros era tanta que, uma hora e meia depois, a carreata ainda estava passando no Riachão, um dos trechos iniciais do roteiro.

Momento

Um dos momentos mais emocionantes foi a passagem pela ponte Irmã Jerônima, um marco da gestão de Zé Queiroz. Antes disso, no trajeto pelo Salgado, um belo pôr do sol coloriu de um laranja natural o céu da cidade. Por volta das 20h30, na Rua Macaparana, no bairro Boa Vista, aconteceu o ponto alto da carreata, com a via lotada de moradores, em festa pela passagem de Zé Queiroz.


O ministro


Acompanhado do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do secretário executivo do ministério da Previdência Social, Wolney Queiroz, da deputada estadual Rosa Amorim, do superintendente da Sudene, Danilo Cabral, do ex-prefeito Tony Gel e do exército de candidatos e candidatas à Câmara de Vereadores, Zé Queiroz recebeu vários apoios.


Afirmou

O ministro Silvio Costa Filho afirmou não ter dúvida de que, no próximo domingo, Caruaru vai votar 12. “O sentimento de mudança tomou as ruas de Caruaru hoje. Zé Queiroz foi um grande prefeito e vai voltar a governar esta cidade junto com Tonynho. Ao lado do presidente Lula, vamos trazer muitos investimentos para gerar emprego e renda, transformando a vida do caruaruense”, declarou

Leia outras informações

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Ministério da Saúde - Interdição na Ypê envolveu aliados de Bolsonaro na Anvisa

11/05/2026

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje, 11/05, que vídeos irresponsáveis tentam transformar a suspensão de lotes de produtos de limpeza da Ypê em "disputa política". Ele disse que a Anvisa não tem "lado partidário" e que está ao lado da saúde das famílias.

Padilha: Aliados de Bolsonaro

Padilha afirmou que a interdição envolveu análises do setor de vigilância do estado de SP, que é governado por Tarcísio de Freitas, aliado de Bolsonaro. Ainda afirmou que o diretor da Anvisa Daniel Meirelles, responsável pelo setor que suspendeu os produtos, foi indicado à agência durante o governo Bolsonaro. "O diretor que é responsável por essa área na Anvisa foi indicado por Bolsonaro, foi assessor e secretário-executivo do ministro do governo Bolsonaro e está na Anvisa cumprindo o cargo e tendo a responsabilidade de cumprir papel técnico", disse à imprensa.

Ministro: "vídeos irresponsáveis"

"Tivemos no fim de semana...

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje, 11/05, que vídeos irresponsáveis tentam transformar a suspensão de lotes de produtos de limpeza da Ypê em "disputa política". Ele disse que a Anvisa não tem "lado partidário" e que está ao lado da saúde das famílias.

Padilha: Aliados de Bolsonaro

Padilha afirmou que a interdição envolveu análises do setor de vigilância do estado de SP, que é governado por Tarcísio de Freitas, aliado de Bolsonaro. Ainda afirmou que o diretor da Anvisa Daniel Meirelles, responsável pelo setor que suspendeu os produtos, foi indicado à agência durante o governo Bolsonaro. "O diretor que é responsável por essa área na Anvisa foi indicado por Bolsonaro, foi assessor e secretário-executivo do ministro do governo Bolsonaro e está na Anvisa cumprindo o cargo e tendo a responsabilidade de cumprir papel técnico", disse à imprensa.

Ministro: "vídeos irresponsáveis"

"Tivemos no fim de semana uma enxurrada de vídeos irresponsáveis que desinformam a população, que tentam transformar algo técnico, a preocupação com a saúde das pessoas, em disputa política porque essa empresa financiou campanhas do ex-presidente da República e do seu time", disse Padilha.

Ministro: "colocando em risco a vida das pessoas."

O ministro ainda recomendou que as pessoas não bebam detergente de qualquer marca. "Muito menos sair fazendo 'videozinho' sobre isso. É uma desinformação, colocando em risco a vida das pessoas." "Não sejam irresponsáveis com a saúde das pessoas, como vários de vocês foram durante a pandemia", disse o ministro. Ele ainda recomendou que a população guarde em local seguro os produtos interditados enquanto a empresa não fizer o recolhimento.



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Campanha de apoiadores de Bolsonaro

Apoiadores de Jair Bolsonaro iniciaram uma campanha a favor da empresa nas redes sociais e acusaram a Anvisa de perseguição política. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma foto com detergente da marca no sábado, 09/05, enquanto o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, PL, defendeu a marca.



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Anvisa

No último dia 07/05, a Anvisa determinou o recolhimento de detergente, sabão líquido para roupas e desinfetante de todos os lotes da Ypê com a numeração final 1 fabricados em Amparo, no interior de SP. A agência também suspendeu a produção dos produtos. Imagens da inspeção sanitária realizada no final de abril na fábrica da Ypê em Amparo, no interior de São Paulo, mostram os equipamentos usados na fabricação de detergente e lava-roupas com marcas de corrosão. Detalhes do relatório foram revelados na noite deste domingo (10) pelo Fantástico.



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Ypê

Em nota, a Ypê afirma que a inspeção não encontrou contaminação nos produtos. Informou também que possui controle de qualidade capaz de identificar e descartar itens que não seguem o padrão de qualidade exigido pela empresa. Segundo a nota, as fotos que aparecem no relatório mostram áreas em que não há nenhum tipo de contato com os produtos e fazem parte de "um plano robusto de melhorias na fábrica", com mais da metade das ações já realizadas. (Com a Folha de S.Paulo)




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Para destravar visita, Lula falou com Trump pelo celular de Joesley Batista, dono da JBS

11/05/2026

O presidente Lula conversou Trump, antes da viagem aos EUA, pelo telefone celular do empresário Joesley Batista, dono da JBS. Durante a visita de Joesley ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, Lula relatou a dificuldade que o governo brasileiro estava tendo para marcar uma agenda com Trump. Lula chegou a dizer que o encontro deveria ocorrer em março, mas a agenda não se concretizou em meio à eclosão da guerra do Irã, embora as equipes dos dois governos mantivessem contato permanente.

Telefonema

A promessa de uma visita de Lula à Casa Branca para discutir tarifas, questões comerciais e uma parceria no combate ao crime organizado foi tratada em um telefonema entre o petista e o presidente americano em dezembro de 2025. Ao ouvir Lula relatar a dificuldade de acertar o compromisso, Joesley perguntou se poderia naquele momento ligar para Trump. O presidente não tem um telefone próprio, ele é avesso a celular. Diante da autorização, o...

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O presidente Lula conversou Trump, antes da viagem aos EUA, pelo telefone celular do empresário Joesley Batista, dono da JBS. Durante a visita de Joesley ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, Lula relatou a dificuldade que o governo brasileiro estava tendo para marcar uma agenda com Trump. Lula chegou a dizer que o encontro deveria ocorrer em março, mas a agenda não se concretizou em meio à eclosão da guerra do Irã, embora as equipes dos dois governos mantivessem contato permanente.

Telefonema

A promessa de uma visita de Lula à Casa Branca para discutir tarifas, questões comerciais e uma parceria no combate ao crime organizado foi tratada em um telefonema entre o petista e o presidente americano em dezembro de 2025. Ao ouvir Lula relatar a dificuldade de acertar o compromisso, Joesley perguntou se poderia naquele momento ligar para Trump. O presidente não tem um telefone próprio, ele é avesso a celular. Diante da autorização, o empresário mandou buscar o próprio celular, que estava em outro ambiente, e, na frente de Lula, ligou para Trump. De acordo com relatos de Joesley a interlocutores, Trump atendeu à chamada no 3o toque. Foi nessa ligação, longe das formalidades da diplomacia tradicional, que Trump desbloqueou sua agenda para a visita de Lula, que ocorreu na quinta-feira, 07/05, na Casa Branca.



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Trump: "I love you"

Em um clima de informalidade, Trump encerrou a conversa dizendo a Lula: "I love you".

Telefonema não foi registrado pelo governo

O contato telefônico entre Lula e Trump não foi registrado nas agendas dos dois chefes de Estado. Procurados, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não se pronunciaram. (Com a CNN)




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A reforma do judiciário e a Democracia no Brasil

11/05/2026

Por Antônio Campos*

O debate sobre a reforma do Judiciário no Brasil voltou ao centro das discussões nacionais. Trata-se de um tema essencial para o fortalecimento das instituições democráticas e para a consolidação do Estado de Direito. Não se deve fulanizar o debate, transformando-o em disputas pessoais ou políticas, mas tratá-lo de forma técnica, equilibrada e imparcial, buscando um Judiciário mais célere, eficiente e harmônico.

O Poder Judiciário brasileiro

Exerce papel fundamental na garantia da Constituição, na proteção dos direitos fundamentais e na estabilidade institucional do país. Entretanto, a morosidade processual, a excessiva judicialização e a concentração de decisões relevantes em poucos atores têm provocado críticas de diversos setores da sociedade.
O Poder Legislativo, por sua vez, frequentemente critica o Judiciário, sobretudo o Supremo Tribunal Federal. Contudo, muitas dessas críticas não têm sido aco...

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Por Antônio Campos*

O debate sobre a reforma do Judiciário no Brasil voltou ao centro das discussões nacionais. Trata-se de um tema essencial para o fortalecimento das instituições democráticas e para a consolidação do Estado de Direito. Não se deve fulanizar o debate, transformando-o em disputas pessoais ou políticas, mas tratá-lo de forma técnica, equilibrada e imparcial, buscando um Judiciário mais célere, eficiente e harmônico.

O Poder Judiciário brasileiro

Exerce papel fundamental na garantia da Constituição, na proteção dos direitos fundamentais e na estabilidade institucional do país. Entretanto, a morosidade processual, a excessiva judicialização e a concentração de decisões relevantes em poucos atores têm provocado críticas de diversos setores da sociedade.
O Poder Legislativo, por sua vez, frequentemente critica o Judiciário, sobretudo o Supremo Tribunal Federal. Contudo, muitas dessas críticas não têm sido acompanhadas de iniciativas legislativas consistentes voltadas à modernização estrutural do sistema judicial brasileiro.

Reformar o Judiciário

Exige responsabilidade institucional, estudo técnico e amplo debate democrático.
Historicamente, importantes mudanças ocorreram por meio de Propostas de Emenda Constitucional. A PEC 45, que resultou na Reforma do Judiciário de 2004, teve como uma de suas principais inspirações o jurista e parlamentar Hélio Bicudo. Essa reforma criou o Conselho Nacional de Justiça, ampliou mecanismos de controle e fortaleceu instrumentos de eficiência administrativa.


Outro exemplo relevante

Foi a chamada PEC da Bengala, iniciativa associada ao senador Pedro Simon, que ampliou a idade da aposentadoria compulsória dos ministros dos Tribunais Superiores. A medida alterou significativamente a dinâmica institucional do Judiciário brasileiro.
Esses exemplos demonstram que a iniciativa de reformas estruturais no Judiciário brasileiro geralmente nasce no Poder Legislativo, por meio de Propostas de Emenda Constitucional. O processo exige discussão em comissões temáticas, votação em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, além da promulgação pelo Congresso Nacional.

STF

Qualquer mudança estrutural relacionada ao Supremo Tribunal Federal também depende de emenda constitucional. Por isso, o debate deve ser conduzido com serenidade, equilíbrio e respeito às instituições republicanas.
Uma das propostas atualmente discutidas é a limitação temporal das decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal. Pela sugestão, decisões individuais dos ministros teriam validade de apenas quinze dias, devendo ser apreciadas pelo colegiado nesse prazo, sob pena de perderem eficácia. A medida busca fortalecer a colegialidade, evitar insegurança jurídica e promover maior harmonia nas decisões da Suprema Corte.
O objetivo não seria enfraquecer o STF, mas aperfeiçoar seus mecanismos internos, garantindo maior previsibilidade institucional e reduzindo a excessiva concentração decisória em medidas individuais.

Experiências internacionais

Podem servir como referência para o Brasil. O Tribunal Constitucional Alemão é frequentemente citado como modelo de independência, equilíbrio e respeito institucional. A Corte atua como verdadeira guardiã da Constituição alemã, julgando a compatibilidade das leis e protegendo direitos fundamentais.
Na Alemanha, cidadãos, partidos políticos e instituições podem apresentar petições diretas ao Tribunal Constitucional. Suas decisões possuem força normativa relevante e exercem forte influência sobre a organização do Estado e da sociedade. A credibilidade da Corte decorre da estabilidade institucional, da previsibilidade jurídica e do elevado respeito ao colegiado.

Objetivo: aperfeiçoar

O Brasil precisa amadurecer esse debate de forma democrática. Reformar o Judiciário não significa atacar instituições, mas aperfeiçoá-las. A construção de um sistema judicial mais eficiente, técnico e equilibrado interessa a toda a sociedade brasileira.
É necessário um projeto consistente, baseado no diálogo entre os Poderes, na participação da sociedade civil, da academia, da advocacia e das entidades representativas do sistema de Justiça. O fortalecimento institucional do país depende de reformas sérias, responsáveis e comprometidas com a Constituição.
O desafio brasileiro não está em enfraquecer o Judiciário, mas em torná-lo mais rápido, transparente, previsível e harmonioso, preservando sempre sua independência e sua função essencial na democracia, ou seja, fortalecer o seu poder institucional.

*Antônio Campos.
Advogado e escritor.



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Alta da Cesta Básica - O Salário Mínimo ideal para as famílias seria de R$ 7.612,49, diz Dieese

11/05/2026

O preço da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras em abril e, com base neste aumento, o Dieese apontou que o salário mínimo ideal para uma família brasileira deveria ser de R$ 7.612,49. Este valor é 4,7 vezes superior ao salário mínimo atual de R$ 1.621,00. No acumulado de 12 meses, pelo menos 18 capitais apresentam alta no custo de vida, Cuiabá foi a cidade com a maior variação anual (9,99%), o que impacta a vida das famílias.

Hoje nas capitais

Hoje, segunda-feira, 11/05, o Dieese apontou que mais uma vez o custo dos alimentos básicos aumentou em todas as 27 capitais brasileiras no período entre março e abril. Segundo o levantamento, esta é a 2a alta consecutiva registrada pela pesquisa. As elevações mais expressivas no último mês foram observadas em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%) e Cuiabá (4,97%). No topo do ranking das cestas mais caras, São Paulo lidera com um custo médio de R$ 906,14, seguida por Cuiabá (R$ 880,06) e Rio...

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O preço da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras em abril e, com base neste aumento, o Dieese apontou que o salário mínimo ideal para uma família brasileira deveria ser de R$ 7.612,49. Este valor é 4,7 vezes superior ao salário mínimo atual de R$ 1.621,00. No acumulado de 12 meses, pelo menos 18 capitais apresentam alta no custo de vida, Cuiabá foi a cidade com a maior variação anual (9,99%), o que impacta a vida das famílias.

Hoje nas capitais

Hoje, segunda-feira, 11/05, o Dieese apontou que mais uma vez o custo dos alimentos básicos aumentou em todas as 27 capitais brasileiras no período entre março e abril. Segundo o levantamento, esta é a 2a alta consecutiva registrada pela pesquisa. As elevações mais expressivas no último mês foram observadas em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%) e Cuiabá (4,97%). No topo do ranking das cestas mais caras, São Paulo lidera com um custo médio de R$ 906,14, seguida por Cuiabá (R$ 880,06) e Rio de Janeiro (R$ 879,03). Na outra ponta, os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 619,32) e São Luís (R$ 639,24).



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Quem são os 'vilões'

Leite Integral: Foi o único produto a registrar alta em todas as 27 capitais. Em Teresina, o aumento chegou a 15,70%. O motivo, segundo o Dieese, é o período de entressafra que reduziu a oferta no campo; Feijão: O grão subiu em 26 cidades. O tipo carioca disparou 17,86% em Palmas, enquanto o feijão preto subiu 6,87% em Florianópolis. A alta demanda sustentou os preços elevados; Tomate: Com a transição entre as safras de verão e inverno, o fruto subiu em 25 capitais, com destaque para Fortaleza, onde a alta foi de 25,58%; Carne Bovina: O preço do quilo aumentou em 22 cidades, impulsionado pela oferta restrita de animais para abate e pelo aquecimento das exportações; Pão Francês: Também ficou mais caro em 22 capitais, reflexo da valorização do trigo no mercado internacional; Por outro lado, o café em pó trouxe um leve alívio, com queda de preço em 22 das 27 cidades pesquisadas, devido à proximidade da nova safra.




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Solidariedade à Colunista - Crônica - Por Romero Falcão*

11/05/2026

Não precisa folhear Freud, Lacan, nem consultar o manual de psicologia feito nas coxas das redes sociais, para constatar o quanto a sociedade anda adoecida.

Selva Digital

Há poucos dias, uma mulher meteu a faca no cabeleireiro, por não gostar do corte. Uma passageira de carro de aplicativo leva uma bala mortal de outro motorista, após a manobra numa rua da cidade maravilhosa. O sangue derramado alimenta a mídia, os olhos fixos na telona e os leões da selva digital. Pronto, chegaram ao ponto, essas feras.

"Leitor Tóxico"

Futucando os jornais, bati com a vista no desabafo da colunista Mariliz Pereira Jorge, da Folha de São Paulo. Segue um trecho do artigo "Leitor Tóxico":

"Escrever uma coluna num jornal de grande circulação é um exercício diário de paciência e, acima de tudo, de antropologia reversa. Não importa se o tema é a geopolítica complexa da Venezuela, a tragédia da violência doméstica, o al...

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Não precisa folhear Freud, Lacan, nem consultar o manual de psicologia feito nas coxas das redes sociais, para constatar o quanto a sociedade anda adoecida.

Selva Digital

Há poucos dias, uma mulher meteu a faca no cabeleireiro, por não gostar do corte. Uma passageira de carro de aplicativo leva uma bala mortal de outro motorista, após a manobra numa rua da cidade maravilhosa. O sangue derramado alimenta a mídia, os olhos fixos na telona e os leões da selva digital. Pronto, chegaram ao ponto, essas feras.

"Leitor Tóxico"

Futucando os jornais, bati com a vista no desabafo da colunista Mariliz Pereira Jorge, da Folha de São Paulo. Segue um trecho do artigo "Leitor Tóxico":

"Escrever uma coluna num jornal de grande circulação é um exercício diário de paciência e, acima de tudo, de antropologia reversa. Não importa se o tema é a geopolítica complexa da Venezuela, a tragédia da violência doméstica, o alcoolismo, o mercado imobiliário ou uma receita de pudim.

Continua a Jornalista

A criatividade desse povo é fascinante. Num dia sou acusada de 'apoiar' um genocídio e de 'desejar' a morte de mulheres e crianças. Sério, as pessoas enlouqueceram. No outro, sou uma 'feminista radical' ou, dependendo da conveniência do parágrafo, 'não sou feminista o suficiente'. Já fui chamada de 'velha', criticada por não ter filhos e, o meu favorito, acusada de ter 'inveja do pênis' porque eu 'defendo mulheres'. Sim, leram bem. Freud explicaria, mas o meu psicanalista prefere rir comigo a analisar a loucura alheia."



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Vômito Ressentido

Passei a vista por duzentas crônicas do mestre Rubem Braga, tem de tudo, menos uma linha sequer sobre ataques dos leitores. Nem para remédio um texto do velho Braga se queixando de comentários furiosos. Será que a tal liberdade de expressão da era das avançadas tecnologias deu vazão ao vômito ressentido, bile brilhando de ódio?

Mínimo Critério Ético

Além da loucura a qual se refere a escritora, há também a diarreia cognitiva que não sustenta dois parágrafos sem soltar gases podres. Claro que é saudável ir à caixa de comentários de um jornal, criticar o tema, discordar do autor, porém, com civilidade e um mínimo critério ético, e não com golpes abaixo da linha de cintura.



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Espelho Trincado

Como um povo pode discutir, debater suas chagas, se nem num rodapé de jornal é possível se expressar com urbanidade, decência, humanidade. As redes refletem bem o espelho trincado da sociedade que não consegue trocar meia dúzia de palavras sem dar coices. Sim, somos bestas boçais.

O Melhor é dar Risada

Toda minha solidariedade à colunista da Folha. E, pegando carona no conselho do psicanalista dela: o melhor é dar risada.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Lula Arraes lança dois novos livros na quinta-feira

11/05/2026

Reserve a noite da próxima quinta-feira para um encontro com Luiz Arraes - médico, professor, pesquisador e escritor refinado.

A dose (de livros) é dupla. 'A minúscula morada do espírito humano' reúne 25 contos curtos. Notas, citações, memória e esquecimento compõem o outro livro: 'Bloco de notas - Escrita, a de dentro e a de fora'.

Agora é você quem anota

Data: Quinta-feira, 14 de maio
Horário: 18h
Local: Mocó Bistrô - Rua das Graças, 178 - Graças. Recife - PE.



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Reserve a noite da próxima quinta-feira para um encontro com Luiz Arraes - médico, professor, pesquisador e escritor refinado.

A dose (de livros) é dupla. 'A minúscula morada do espírito humano' reúne 25 contos curtos. Notas, citações, memória e esquecimento compõem o outro livro: 'Bloco de notas - Escrita, a de dentro e a de fora'.

Agora é você quem anota

Data: Quinta-feira, 14 de maio
Horário: 18h
Local: Mocó Bistrô - Rua das Graças, 178 - Graças. Recife - PE.



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A revolução orgânica contra a doutrinação de luxo, por Zé da Flauta

11/05/2026

É quase uma comédia de costumes ver antigos "donos das ruas" agora encastelados em gabinetes, tentando decifrar o povo por planilhas de Excel. Enquanto um lado gasta fortunas para fabricar uma espontaneidade com cheiro de estúdio fechado, o outro borbulha de forma orgânica. O celular no bolso virou uma usina de comunicação mais potente que qualquer diretório partidário.

Cartilhas e manuais

A diferença reside na origem da força, o peso que empurra contra o desejo que puxa. A estratégia que vem de cima chega com a pressão de quem se acha guardião de uma verdade superior. Já o movimento que brota do chão, sem pedir licença aos doutores, possui a leveza do imprevisível. É o Brasil real recusando-se a ser domesticado por cartilhas e manuais.

Susto

É emocionante ver a mordaça da doutrinação cair, revelando que a conexão humana não se faz com ordem unida, mas com autenticidade. Enquanto burocratas tentam conter a água c...

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É quase uma comédia de costumes ver antigos "donos das ruas" agora encastelados em gabinetes, tentando decifrar o povo por planilhas de Excel. Enquanto um lado gasta fortunas para fabricar uma espontaneidade com cheiro de estúdio fechado, o outro borbulha de forma orgânica. O celular no bolso virou uma usina de comunicação mais potente que qualquer diretório partidário.

Cartilhas e manuais

A diferença reside na origem da força, o peso que empurra contra o desejo que puxa. A estratégia que vem de cima chega com a pressão de quem se acha guardião de uma verdade superior. Já o movimento que brota do chão, sem pedir licença aos doutores, possui a leveza do imprevisível. É o Brasil real recusando-se a ser domesticado por cartilhas e manuais.

Susto

É emocionante ver a mordaça da doutrinação cair, revelando que a conexão humana não se faz com ordem unida, mas com autenticidade. Enquanto burocratas tentam conter a água com as mãos, as redes e esquinas tornam-se trincheiras de uma identidade que se reconhece no vizinho. Essa espontaneidade assusta quem sempre viveu de controlar o fluxo das ideias alheias.

Humildade

A lição de 2026 é que a tirania da estrutura sempre perde para a fluidez da vida quando esta decide despertar. Se a estratégia é pressão, ela gera resistência; se é espontânea, gera revolução. A política que sobrevive não é a que planeja a "massa" entre quatro paredes, mas a que tem o cheiro da rua e a humildade de entender que o poder real sobe o degrau.

Até a próxima!

Zé da Flauta é compositor e cronista



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A Segunda Morte de JK, por Roberto Vieira

11/05/2026

A morte de Juscelino Kubitschek, ocorrida em um trágico acidente na Rodovia Presidente Dutra em 1976, sempre foi envolta em desconfiança. Durante décadas, a versão oficial de acidente automobilístico foi contestada por amigos, familiares e historiadores que viam no episódio uma peça do tabuleiro da Operação Condor. Após quase 50 anos, a Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, presidida pelo vereador Gilberto Natalini, mergulhou em um oceano de documentos e testemunhos para confrontar a narrativa estabelecida pelo regime militar.

Relatório

O relatório final consumiu cerca de 5 mil páginas de investigação técnica e histórica. O documento apresenta 90 pontos de evidência que sustentam a tese de assassinato, refutando a perícia da época e todas as biografias já escritas sobre JK.

Geisel

No dia 21 de agosto de 1976, véspera da morte de JK, o presidente Geisel começou o dia em Carpina ao lado do governador Moura C...

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A morte de Juscelino Kubitschek, ocorrida em um trágico acidente na Rodovia Presidente Dutra em 1976, sempre foi envolta em desconfiança. Durante décadas, a versão oficial de acidente automobilístico foi contestada por amigos, familiares e historiadores que viam no episódio uma peça do tabuleiro da Operação Condor. Após quase 50 anos, a Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, presidida pelo vereador Gilberto Natalini, mergulhou em um oceano de documentos e testemunhos para confrontar a narrativa estabelecida pelo regime militar.

Relatório

O relatório final consumiu cerca de 5 mil páginas de investigação técnica e histórica. O documento apresenta 90 pontos de evidência que sustentam a tese de assassinato, refutando a perícia da época e todas as biografias já escritas sobre JK.

Geisel

No dia 21 de agosto de 1976, véspera da morte de JK, o presidente Geisel começou o dia em Carpina ao lado do governador Moura Cavalcante. Geisel estava inspecionando as barragens que cumpririam sua promessa de controlar de uma vez por todas as enchentes do Rio Capibaribe. Na volta ao Recife, Geisel foi saudado por uma multidão defronte ao Palácio do Campo das Princesas confraternizando com o povo tal qual Miguel Arraes.

Maria

No domingo, JK estava na estrada indo ao encontro do grande amor de sua vida: Maria Lúcia Pedroso. Ela era uma figura constante na vida do ex-presidente, sendo considerada sua companheira de verdade de longa data. Maria Lúcia, inclusive, foi uma das vozes mais contundentes ao longo das décadas a sustentar que o desastre na Via Dutra não havia sido um simples acidente, mas sim um atentado planejado para eliminar JK.

Luto

A decisão pelos três dias de luto oficial após a morte de Juscelino Kubitschek foi tomada sob forte hesitação política no Palácio do Planalto. O presidente Ernesto Geisel se reuniu com figuras centrais do regime, como os generais Golbery do Couto e Silva, João Batista Figueiredo e Hugo Abreu, além do ministro Armando Falcão. Apenas após horas de deliberação estratégica e pressão popular, o assessor Humberto Barreto anunciou o decreto oficial. Antes da decisão, eles cantaram parabéns pra você pro Golbery.

Coincidência

A morte de Juscelino Kubitschek em 1976 inaugurou um ciclo trágico para a oposição. JK teve como causa oficial um acidente automobilístico na Dutra. João Goulart faleceu por suposto ataque cardíaco no exílio. Já Carlos Lacerda sucumbiu a uma parada cardiorrespiratória em uma clínica carioca, após internação breve por suposta gripe, gerando suspeitas de eliminação clínica. Sob a Operação Condor, essas perdas facilitaram a transição controlada por Geisel.

Confissão

A confirmação de uma política de "execuções sumárias" de oponentes políticos veio à tona com a publicação do livro "A Ditadura Acabada" (2016), do jornalista Elio Gaspari. O autor teve acesso a gravações e anotações de conversas de Ernesto Geisel com o general Dale Coutinho, seu então ministro do Exército, ocorridas em 1974. Além disso, em uma entrevista concedida em 1993 aos pesquisadores Maria Celina D'Araujo e Celso Castro (publicada no livro "Ernesto Geisel"), o ex-presidente tratou a questão com um pragmatismo frio. Ele afirmou que, em certos momentos da história, a "violência" e a "eliminação" eram consideradas necessárias pelo Estado para combater o que classificava como terrorismo.

JK

Infelizmente, para a ditadura militar, a memória do sorriso democrático de JK fez o feitiço virar contra o feiticeiro. O Brasil inteiro chorou a morte do mais querido dos presidentes brasileiros. Justamente aquele médico mineiro que sonhou um Brasil grande, justo e de bom humor. O povo passou por cima da ditadura e cantou nas ruas seu presidente Bossa Nova.

Roberto Vieira é médico e cronista



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Primo do governador Agamenon Magalhães se tornou um dos maiores comerciantes de Caruaru; por Tavares Neto*

11/05/2026

O comerciante Severino Pereira Magalhães, conhecido em Caruaru apenas como “Magalhães” ou “Biu do Ouro”, construiu uma trajetória marcada pelo trabalho, empreendedorismo e tradição familiar. Nascido em 19 de janeiro de 1945, em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco, ele se tornou um dos nomes mais conhecidos do comércio caruaruense.



Decidiu

Seu pai, Antônio Vieira Magalhães, decidiu se mudar com a família para Caruaru a convite do primo Luiz Mariano de Lima, também natural de Santa Cruz da Baixa Verde. Luiz Mariano havia se estabelecido na cidade e prosperado com a loja “A Pequena de Ouro”.

O patriarca

O patriarca da família Magalhães era ourives e abriu uma joalheria em Caruaru. Desde cedo, Severino começou a trabalhar no comércio da cidade. Na loja “A Pequena de Ouro”, limpava vitrines, atendia clientes e auxiliava na venda de joias e relógios.



Espí...

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O comerciante Severino Pereira Magalhães, conhecido em Caruaru apenas como “Magalhães” ou “Biu do Ouro”, construiu uma trajetória marcada pelo trabalho, empreendedorismo e tradição familiar. Nascido em 19 de janeiro de 1945, em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco, ele se tornou um dos nomes mais conhecidos do comércio caruaruense.



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Decidiu

Seu pai, Antônio Vieira Magalhães, decidiu se mudar com a família para Caruaru a convite do primo Luiz Mariano de Lima, também natural de Santa Cruz da Baixa Verde. Luiz Mariano havia se estabelecido na cidade e prosperado com a loja “A Pequena de Ouro”.

O patriarca

O patriarca da família Magalhães era ourives e abriu uma joalheria em Caruaru. Desde cedo, Severino começou a trabalhar no comércio da cidade. Na loja “A Pequena de Ouro”, limpava vitrines, atendia clientes e auxiliava na venda de joias e relógios.



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Espírito empreendedor

Demonstrando espírito empreendedor, ainda jovem, montou em casa uma pequena fábrica artesanal de apitos de lata. O produto fez sucesso durante o período carnavalesco e passou a ser vendido na Feira de Caruaru, atraindo compradores de várias cidades de Pernambuco e também de outros estados.


Pequena de Ouro

Foi trabalhando na Pequena de Ouro que Magalhães aprendeu o ofício de consertar relógios. Com experiência adquirida no comércio, decidiu deixar o emprego e abrir uma loja em sociedade com Antônio Sales. O empreendimento funcionava na Travessa Rio Branco, no centro da cidade, com o nome “Rainha das Joias”.



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Sociedade

Algum tempo depois, a sociedade foi desfeita. Antônio Sales abriu a “Rainha dos Relógios”, no térreo do Jardim Siqueira Campos, enquanto Magalhães seguiu ampliando seus próprios negócios.
Muito dedicado ao trabalho, ele investiu também na agropecuária, adquirindo uma fazenda às margens da BR-232, na entrada de Caruaru para quem vem de Bezerros. Mais tarde, foi convidado pelo primo Luiz Mariano de Lima para integrar a sociedade de um loteamento chamado “A Pequena de Ouro”.

Setor imobiliário

Após deixar a sociedade, passou a investir fortemente no setor imobiliário, comprando terrenos, reformando imóveis e realizando vendas, principalmente no bairro Maurício de Nassau, considerado um dos mais valorizados da cidade.

Seriedade nos negócios

Reconhecido pela seriedade nos negócios, Magalhães conquistou respeito e admiração em Caruaru. A família possui origem tradicional em Serra Talhada, e Antônio Vieira Magalhães tinha orgulho de ser primo do ex-governador de Pernambuco Agamenon Magalhães, que também ocupou os cargos de ministro da Justiça e ministro do Trabalho durante o governo de Getúlio Vargas.
Severino recorda que Agamenon Magalhães, sempre que passava por Caruaru, fazia questão de visitar seu pai, o ourives Antônio Vieira Magalhães, demonstrando carinho e atenção especial à família.



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Lembra

Ele também lembra que, durante a eleição para o Governo de Pernambuco em que Roberto Magalhães derrotou Marcos Freire, a família Magalhães apoiou o sobrinho de Agamenon Magalhães.

É casado

Magalhães é casado com Maria Iolanda de Freitas Magalhães, natural de São José do Egito. Do matrimônio nasceram três filhos: Sandro, Sérgio e Sílvio. Ele também tem 8 netos. Recentemente, a família enfrentou a perda de Sílvio Magalhães, que faleceu em decorrência de problemas cardíacos.
Atualmente, Magalhães continua atuando no ramo imobiliário além de manter fazendas, consolidando seu nome como um dos comerciantes mais respeitados da cidade.

*Tavares Neto é jornalista e radialista em Caruaru.



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O Espelho do Totalitarismo, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

11/05/2026

Lula, Trump e a velha estratégia de acusar nos outros aquilo que existe dentro de si


Os projetos mais perigosos da história raramente se apresentam como tirania. Quase sempre chegam vestidos de virtude, proteção e justiça social.

Uma das formas mais sofisticadas de poder talvez resida precisamente na capacidade de produzir cegueira moral coletiva, levando sociedades inteiras a enxergar no adversário os impulsos que silenciosamente já existem dentro delas próprias.


Projeção política

Talvez por isso a projeção política tenha se tornado um dos mecanismos psicológicos mais eficientes da história humana. O homem raramente reconhece os próprios fantasmas. Prefere quase sempre identificá-los refletidos no rosto do inimigo.

Talvez nenhuma dinâmica contemporânea revele isso com tanta nitidez quanto a relação entre o lulopetismo e a acusação quase ritualística de “fascismo” lançada contra Donald Trump, Jai...

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Lula, Trump e a velha estratégia de acusar nos outros aquilo que existe dentro de si


Os projetos mais perigosos da história raramente se apresentam como tirania. Quase sempre chegam vestidos de virtude, proteção e justiça social.

Uma das formas mais sofisticadas de poder talvez resida precisamente na capacidade de produzir cegueira moral coletiva, levando sociedades inteiras a enxergar no adversário os impulsos que silenciosamente já existem dentro delas próprias.


Projeção política

Talvez por isso a projeção política tenha se tornado um dos mecanismos psicológicos mais eficientes da história humana. O homem raramente reconhece os próprios fantasmas. Prefere quase sempre identificá-los refletidos no rosto do inimigo.

Talvez nenhuma dinâmica contemporânea revele isso com tanta nitidez quanto a relação entre o lulopetismo e a acusação quase ritualística de “fascismo” lançada contra Donald Trump, Jair Bolsonaro, conservadores e movimentos de direita ao redor do mundo.

A ironia talvez seja maior — e mais perturbadora — do que muitos percebem.

Porque, guardadas as proporções históricas absolutamente distintas, os traços estruturais mais perigosos do totalitarismo moderno frequentemente parecem hoje mais próximos da lógica cultural da esquerda contemporânea do que dos populismos nacionalistas que ela insiste em denunciar como “nazifascistas”.

O problema não está em comparar personagens históricos de maneira infantil. Hitler pertence a uma experiência singularmente monstruosa da civilização ocidental. Mas ignorar os mecanismos estruturais do poder de massas também produz outra forma de cegueira.

Regimes totalizantes raramente começam pelos campos de concentração. O horror explícito costuma ser apenas a fase final da doença.

Tudo começa de maneira muito mais silenciosa, quando o Estado passa gradualmente a ocupar regiões cada vez mais íntimas da experiência humana e a política abandona lentamente sua função de administrar tensões sociais para assumir a pretensão mais ambiciosa de reorganizar a própria consciência coletiva.

Nesse estágio, o poder já não se satisfaz em regular comportamentos externos. Passa a desejar algo mais profundo: definir moralmente os próprios critérios pelos quais a realidade será percebida, interpretada e julgada.

Talvez por isso o lulopetismo tenha desenvolvido relação tão profunda com hegemonia cultural, expansão estatal, captura institucional e moralização crescente da linguagem pública.

Universidades transformaram-se progressivamente em ambientes onde determinadas posições passaram a circular com naturalidade automática, enquanto outras começaram a exigir autocensura preventiva para evitar cancelamento moral ou exclusão simbólica. Plataformas digitais passaram a sofrer pressão crescente para moderar conteúdos considerados “antidemocráticos” ou “desinformativos”, quase sempre segundo critérios profundamente assimétricos.

O problema não está apenas na existência de regulação ou responsabilidade jurídica. Toda sociedade minimamente organizada possui limites normativos.

O dilema civilizacional começa quando tais mecanismos passam a operar sob uma lógica moral seletiva, na qual determinadas correntes ideológicas desfrutam do monopólio informal da legitimidade ética enquanto outras passam a existir sob permanente suspeita moral.

Talvez por isso a esquerda contemporânea demonstre relação tão profunda com conceitos como “discurso de ódio”, “proteção institucional”, “regulação democrática” e “controle da desinformação”. Em tese, muitos desses conceitos podem nascer de preocupações legítimas. O problema surge quando passam a funcionar como instrumentos flexíveis de expansão contínua do controle discursivo.

E aqui emerge uma das grandes ironias do nosso tempo.

A esquerda acusa constantemente a direita de autoritarismo enquanto expande mecanismos de controle narrativo, normaliza censura indireta, moraliza dissidência e transforma discordância em suspeita ética.

Tudo isso enquanto continua profundamente convencida de representar o campo automático do bem histórico.

Talvez porque o totalitarismo moderno mais perigoso já não se apresente com botas militares ou discursos explicitamente violentos.

O novo totalitarismo frequentemente chega vestido de compaixão.

Fala em inclusão, proteção, responsabilidade coletiva, segurança democrática e justiça social. Seu poder inicial não nasce do medo físico. Nasce da ocupação moral da linguagem.
Trump certamente possui traços fortes de personalismo, impulsividade e brutalidade retórica. Bolsonaro frequentemente demonstrou simplificações perigosas e enorme deficiência de refinamento institucional.

Mas existe uma diferença estrutural importante que parte significativa da elite intelectual contemporânea parece incapaz — ou talvez indisposta — de reconhecer.

O trumpismo e os populismos nacionalistas frequentemente desejam concentração de poder político.

Já a esquerda contemporânea frequentemente deseja algo muito maior: reorganizar os próprios critérios culturais, linguísticos, educacionais e morais pelos quais a sociedade interpreta a realidade.

E isso muda tudo.

Porque o perigo mais profundo para uma civilização não nasce apenas do líder agressivo ou histriônico. O perigo maior frequentemente surge dos projetos políticos que expandem progressivamente dependência, infantilização social, captura institucional e transferência crescente da autonomia humana para estruturas tuteladoras de poder.

Talvez por isso alguns dos regimes mais destrutivos da história tenham surgido precisamente prometendo igualdade, redenção coletiva, proteção social e libertação humana.

Toda engenharia de controle começa prometendo cuidado.

E talvez seja exatamente esse o fenômeno mais profundo do nosso tempo: a dificuldade crescente das democracias contemporâneas em distinguir a diferença entre proteger a liberdade e administrar moralmente a consciência coletiva.

Porque o estágio mais sofisticado do poder não é quando ele domina pela força.
É quando consegue convencer a própria sociedade de que a perda gradual da liberdade constitui, na verdade, uma forma superior de proteção moral.

Pós-escrito — o retorno silencioso da transcendência

Talvez exista, porém, um fenômeno ainda mais profundo acontecendo sob a superfície desse embate político contemporâneo: o lento retorno da busca humana por transcendência.

Durante décadas, parte significativa da modernidade acreditou que religião, tradição, filosofia clássica, família e pertencimento espiritual poderiam ceder lugar à engenharia social, ao consumo, à tecnologia e à burocracia estatal.

O problema é que o ser humano não suporta viver muito tempo dentro do vazio.

E talvez uma das maiores tragédias da modernidade tenha sido acreditar que prosperidade material, avanço científico e expansão tecnológica seriam suficientes para preencher aquilo que durante milênios foi ocupado pela espiritualidade, pela filosofia e pela busca de sentido.

Não foram.

Porque existe uma fome humana que não se resolve com consumo, algoritmo, entretenimento ou administração estatal.

Talvez por isso jovens voltem lentamente a frequentar igrejas em busca de pertencimento, transcendência, ordem moral e sentido existencial. Muitos já não procuram militância política travestida de espiritualidade, mas algo muito mais antigo: reencontrar Deus, responsabilidade moral e esperança.

O crescimento do evangelicalismo também revela parte desse fenômeno. Apesar de excessos frequentemente legítimos de crítica, milhões de pessoas continuam encontrando nas igrejas algo que o mundo moderno progressivamente deixou de oferecer: comunidade, disciplina moral, estrutura familiar e fidelidade à palavra de Cristo.

E talvez seja exatamente esse vazio espiritual que ajude a explicar também o ressurgimento contemporâneo do conservadorismo.

Não porque figuras como , ou representem modelos perfeitos de refinamento intelectual ou equilíbrio moral. Frequentemente não representam.

Mas a história raramente escolhe mensageiros perfeitos para anunciar mudanças civilizacionais.

Talvez o fenômeno mais importante não esteja propriamente nos homens, mas naquilo que passaram simbolicamente a representar para milhões de pessoas exaustas do vazio moral contemporâneo: família, tradição, transcendência, responsabilidade individual e continuidade histórica.

No fundo, talvez parte significativa da sociedade esteja começando lentamente a perceber algo que a filosofia clássica já compreendia há muito tempo: civilizações não sobrevivem apenas de eficiência material.

Sobrevivem de sentido.


(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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