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Eleições 2024 - Carreata ocupa as ruas de Caruaru em apoio à eleição de Zé Queiroz

30/09/2024 - Jornal O Poder

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Em apoio à eleição de Zé Queiroz (PDT), o povo ocupou as ruas de Caruaru numa carreata que circulou pela cidade neste domingo (29). Ao todo, o ato percorreu mais de 16 quilômetros de percurso, passando por mais de vinte bairros.


Se emocionou

Logo na concentração, ao lado do Grande Hotel, Zé Queiroz se emocionou com a multidão de pessoas gritando "Volta, Zé". A quantidade de carros era tanta que, uma hora e meia depois, a carreata ainda estava passando no Riachão, um dos trechos iniciais do roteiro.

Momento

Um dos momentos mais emocionantes foi a passagem pela ponte Irmã Jerônima, um marco da gestão de Zé Queiroz. Antes disso, no trajeto pelo Salgado, um belo pôr do sol coloriu de um laranja natural o céu da cidade. Por volta das 20h30, na Rua Macaparana, no bairro Boa Vista, aconteceu o ponto alto da carreata, com a via lotada de moradores, em festa pela passagem de Zé Queiroz.


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Em apoio à eleição de Zé Queiroz (PDT), o povo ocupou as ruas de Caruaru numa carreata que circulou pela cidade neste domingo (29). Ao todo, o ato percorreu mais de 16 quilômetros de percurso, passando por mais de vinte bairros.


Se emocionou

Logo na concentração, ao lado do Grande Hotel, Zé Queiroz se emocionou com a multidão de pessoas gritando "Volta, Zé". A quantidade de carros era tanta que, uma hora e meia depois, a carreata ainda estava passando no Riachão, um dos trechos iniciais do roteiro.

Momento

Um dos momentos mais emocionantes foi a passagem pela ponte Irmã Jerônima, um marco da gestão de Zé Queiroz. Antes disso, no trajeto pelo Salgado, um belo pôr do sol coloriu de um laranja natural o céu da cidade. Por volta das 20h30, na Rua Macaparana, no bairro Boa Vista, aconteceu o ponto alto da carreata, com a via lotada de moradores, em festa pela passagem de Zé Queiroz.


O ministro


Acompanhado do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do secretário executivo do ministério da Previdência Social, Wolney Queiroz, da deputada estadual Rosa Amorim, do superintendente da Sudene, Danilo Cabral, do ex-prefeito Tony Gel e do exército de candidatos e candidatas à Câmara de Vereadores, Zé Queiroz recebeu vários apoios.


Afirmou

O ministro Silvio Costa Filho afirmou não ter dúvida de que, no próximo domingo, Caruaru vai votar 12. “O sentimento de mudança tomou as ruas de Caruaru hoje. Zé Queiroz foi um grande prefeito e vai voltar a governar esta cidade junto com Tonynho. Ao lado do presidente Lula, vamos trazer muitos investimentos para gerar emprego e renda, transformando a vida do caruaruense”, declarou

Leia outras informações

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Adeus, Waldemar Borges! Por Eduardo Ambuquerque*

12/07/2026

N'algum lugar,
em Gravatá,
aves não gorjeiam,
flores escasseiam.

N'outro lugar,
onde foi seu lar,
o Recife,
se desvive.

Na Política, foi ás,
da Ética, exemplar,
Lealdade, seu ideal.

Seu legado, ímpar;
e se foi em Paz,
encantou-se Wal!

*Eduardo Albuquerque é cronista e poeta.

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N'algum lugar,
em Gravatá,
aves não gorjeiam,
flores escasseiam.

N'outro lugar,
onde foi seu lar,
o Recife,
se desvive.

Na Política, foi ás,
da Ética, exemplar,
Lealdade, seu ideal.

Seu legado, ímpar;
e se foi em Paz,
encantou-se Wal!

*Eduardo Albuquerque é cronista e poeta.




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Isensibilidade e inoperância do Governo/PE causam dias de fúria e caos no Recife, por Natanael Sarmento

12/07/2026

Nos anos 90 fez sucesso nas telonas “Um dia de Fúria”, estrelado por Michel Douglas. O homem comum tem crise nervosa e surta no engarrafamento, abandona o carro e desencadeia enorme confusão na cidade. O caos do engarrafamento em Los Angeles é pinto perto do trânsito do Recife.

Recife

A proverbial mania de grandeza dos Pernambucanos (justificada, diga-se) baseia-se nos recordes e nas grandiloquências. Recife ganhou selo internacional da TomTom Traffic Index da capital de pior mobilidade do país. Deixamos para trás trânsitos caóticos em urbes como Porto Alegre, Belo Horizonte e São Paulo. Não é pouco

Piora do ruim

Nesta semana, de quarta a sexta feira trânsito caótico do recifense conseguiu piorar.

Barricadas

Importantes artérias da Região Metropolitana do Recife, foram bloqueadas com barricadas, pneus incendiados. Nas avenidas Abdias de Carvalho e Mascarenhas de Morais, BR-1...

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Nos anos 90 fez sucesso nas telonas “Um dia de Fúria”, estrelado por Michel Douglas. O homem comum tem crise nervosa e surta no engarrafamento, abandona o carro e desencadeia enorme confusão na cidade. O caos do engarrafamento em Los Angeles é pinto perto do trânsito do Recife.

Recife

A proverbial mania de grandeza dos Pernambucanos (justificada, diga-se) baseia-se nos recordes e nas grandiloquências. Recife ganhou selo internacional da TomTom Traffic Index da capital de pior mobilidade do país. Deixamos para trás trânsitos caóticos em urbes como Porto Alegre, Belo Horizonte e São Paulo. Não é pouco

Piora do ruim

Nesta semana, de quarta a sexta feira trânsito caótico do recifense conseguiu piorar.

Barricadas

Importantes artérias da Região Metropolitana do Recife, foram bloqueadas com barricadas, pneus incendiados. Nas avenidas Abdias de Carvalho e Mascarenhas de Morais, BR-101 e Estrada dos Remédios. Protestos dos desabrigados das “chuvas”. Como se a questão fosse responsabilidade da “natureza” e não política.

Nem budistas

Horas num engarrafamentos quilométrico tira a paciência e do sério até os monges budistas. Os prejudicados a dizer e “eu com isso” culpavam a falta de policiamento, sem dever a tradição coronelística de solução de conflitos sociais - greves e protestos – tratados como “caso de polícia”. Criminaliza-se os efeitos sem investigar as causas.



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Nos outros é refresco

Tem motivo a impaciência do condutor de veículo de saco cheio no engarrafamento. Não tem razão de protestar os pobres “desabrigados das chuvas” sem receber o auxílio de 2.500,00 prometido pelo governo de Pernambuco, para inglês ver?

Desabrigados

Homens, mulheres, crianças, idosos, com tão pouco, perderam tudo e não tem onde morar. Sobram imóveis desocupados à especulação imobiliária, em maior número que o dos desabrigados.

Pagamos

A resposta do governo não surpreende: "Nós já pagamos a todas as 3.500 famílias cadastradas que cumprem os critérios" (Secretaria de Assistência Social). E as multidões de desabrigados, nos protestos, estavam agradecendo a governadora, pelo pagamento?

Dança dos números

A Prefeitura do Recife jura de pés juntos que enviou lista com mais de 9 mil famílias afetadas. Mas a matemática da mágica do governo estadual não é exata, não bate. Quase 6 mil famílias evaporaram. Nos critérios de corte? Os critérios e decretos da governadora revogam a realidade dos desabrigados nas barricadas da semana passada?



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Falta política

A cidade tem mais imóveis desocupados nas áreas centrais, mofando pacientemente, à especulação. Os piratas das privatizações já içam as velas com as facas dos leilões dos negócios bilionários nos dentes. É questão de tempo e quem viver, verá. A cortina de fumaça da burguesia não se compara a dos desabrigados sem teto.

Faz sentido

O transtorno dessa “mobilidade” sob fumaças de pneus queimados atinge os recifenses de formas diferenciada, uns mais, outros menos. O grande problema é se colocar no lugar do outro, coisa que parece impossível para certos narcisismos egoístas que sequer enxergam os pobres, os invisíveis.

Voando Alto

Enquanto motoristas tentam se mover, no caos, os sem-auxílio tentam furar o bloqueio da burocracia da governadora, a Raquel Lyra plaina no ar como se estivesse acima do bem e do mal, em avião do Estado, na urgência da sua campanha de reeleição. Melhor se cuidar. Onde há fumaça tem fogo.

*Natanael Sarmento é professor e escritor.
Integrante do diretório nacional do partido Unidade Popular Pelo Socialismo -UP.




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Prefeita de Pitimbu, Professora Adelma reafirma apoio à reeleição de Veneziano para o Senado

12/07/2026

A prefeita da cidade de Pitimbu, Professora Adelma, reafirmou apoio ao projeto de reeleição do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ao Senado Federal. A reafirmação ocorreu durante encontro que contou com a presença do vice-prefeito, José Cláudio da Silva, conhecido como Cal Olho Verde, além de outros membros do grupo político liderado pela prefeita.

“Hoje foi dia de reencontrar o nosso amigo, senador Veneziano, ao lado do nosso vice-prefeito Cal Olho Verde. Uma conversa boa, reforçando uma parceria que já trouxe muitas conquistas para a nossa cidade e que, com fé em Deus, ainda vai render muitos frutos. Seguimos trabalhando por quem mais importa: o nosso povo”, afirmou a Prefeita.

Veneziano agradeceu as palavras da prefeita e reafirmou sem compromisso, no Senado, com Pitimbu e com a gestão da Professora Adelma. “Conte sempre com nosso mandato, prefeita. Estaremos, no Senado da República, em permanente atuação em favor de sua gestão e da melhoria da...

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A prefeita da cidade de Pitimbu, Professora Adelma, reafirmou apoio ao projeto de reeleição do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ao Senado Federal. A reafirmação ocorreu durante encontro que contou com a presença do vice-prefeito, José Cláudio da Silva, conhecido como Cal Olho Verde, além de outros membros do grupo político liderado pela prefeita.

“Hoje foi dia de reencontrar o nosso amigo, senador Veneziano, ao lado do nosso vice-prefeito Cal Olho Verde. Uma conversa boa, reforçando uma parceria que já trouxe muitas conquistas para a nossa cidade e que, com fé em Deus, ainda vai render muitos frutos. Seguimos trabalhando por quem mais importa: o nosso povo”, afirmou a Prefeita.

Veneziano agradeceu as palavras da prefeita e reafirmou sem compromisso, no Senado, com Pitimbu e com a gestão da Professora Adelma. “Conte sempre com nosso mandato, prefeita. Estaremos, no Senado da República, em permanente atuação em favor de sua gestão e da melhoria da qualidade de vida dos moradores de Pitimbu e dos paraibanos em geral”.

Veja mais detalhes:
https://www.instagram.com/p/Daqlzb7KiCn

Assessoria de Imprensa
Senador Veneziano Vital do Rêgo – MDB-PB
Pré-candidato à reeleição ao Senado Federal




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Escândalo das emendas - Aguinaldo Ribeiro, tio e mentor de Lucas Ribeiro, de novo no olho do furacão

11/07/2026

Novo caso aparente de corrupção aparece na chapa que apoia Lucas Ribeiro, João Azevêdo e Nabor Wanderley. Agora, no centro das investigações, aparece o tio e mentor político do governador, o deputado Aguinaldo Ribeiro, assíduo frequentador de escândalos que envolvem supostas tenebrosas transações. Dessa vez, aparece em celular apreendido pela Polícia Federal no âmbito das investigações de desvios de emendas parlamentares.

A notícia

Está no blog Poder PB. O nome do deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP), tio e mentor político do vice governador Lucas Ribeiro, candidato à reeleição, é citado em novo escândalo com potencial bem escandaloso. Agora, aparece em anotações encontradas no celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, assessora da Câmara dos Deputados que atuava diretamente na articulação e operacionalização de emendas parlamentares. A PF desconfia e identificou suspeitas gritantes de pesadas irregularidades.

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Novo caso aparente de corrupção aparece na chapa que apoia Lucas Ribeiro, João Azevêdo e Nabor Wanderley. Agora, no centro das investigações, aparece o tio e mentor político do governador, o deputado Aguinaldo Ribeiro, assíduo frequentador de escândalos que envolvem supostas tenebrosas transações. Dessa vez, aparece em celular apreendido pela Polícia Federal no âmbito das investigações de desvios de emendas parlamentares.

A notícia

Está no blog Poder PB. O nome do deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP), tio e mentor político do vice governador Lucas Ribeiro, candidato à reeleição, é citado em novo escândalo com potencial bem escandaloso. Agora, aparece em anotações encontradas no celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, assessora da Câmara dos Deputados que atuava diretamente na articulação e operacionalização de emendas parlamentares. A PF desconfia e identificou suspeitas gritantes de pesadas irregularidades.



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O aparelho

Foi apreendido pela Polícia Federal durante uma investigação que tramita sob sigilo e busca esclarecer como funcionava a distribuição de bilhões de reais em emendas de comissão dentro da Câmara. Entre os nomes que aparecem no material analisado pelos investigadores estão figuras poderosas da política nacional, como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, o ex-deputado Eduardo Cunha e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Aguinaldo Ribeiro vice campeão de emendas

A presença de Aguinaldo nas anotações ganha ainda mais relevância diante do volume de recursos controlados pelo parlamentar paraibano. Em 2024, ele foi o segundo deputado federal que mais recebeu recursos de emendas de comissão em todo o país, com R$ 102 milhões, ficando atrás apenas de Arthur Lira, então presidente da Câmara, que concentrou R$ 255,3 milhões.

Some-se a isso

Os R$ 102 milhões são apenas de emendas de comissão e não incluem emendas individuais ou recursos da bancada estadual destinados pelo parlamentar. Aguinaldo recebeu o montante após atuar como relator da reforma tributária, uma das principais matérias aprovadas pelo Congresso nos últimos anos.

A investigação

Ganhou força após a PF acessar mensagens, planilhas e anotações armazenadas no telefone de Tuca. Os investigadores apuram a existência de um núcleo informal de decisões que teria influenciado a indicação e o direcionamento das emendas, inclusive com a participação de pessoas que não exerciam mandato parlamentar.

PL no topo

Um relatório da Polícia Federal atribuiu, por exemplo, a Valdemar Costa Neto a indicação de R$ 111,8 milhões em emendas de comissão em 2024. O valor supera o destinado por 512 dos 513 deputados federais, embora Valdemar não ocupasse cadeira no Congresso. Apenas Arthur Lira controlou uma quantia maior.

Até o momento

A simples presença do nome de Aguinaldo Ribeiro nas anotações não significa que o deputado tenha cometido alguma irregularidade. O conteúdo integral do celular e o contexto exato das referências permanecem sob sigilo. A descoberta, no entanto, coloca o parlamentar paraibano no centro de uma investigação que tenta revelar quem realmente comandava e como eram distribuídas as milionárias emendas de comissão na Câmara Federal.

(Com o blog PoderPB)

Nota da Redação - Emendas Individuais são propostas por cada deputado ou senador. São emendas impositivas e permitem que a sociedade e os órgãos de controle identifiquem exatamente qual parlamentar solicitou a verba e para qual município ou instituição ela foi destinada. Já as Emendas em Comissão são apresentadas pelas comissões temáticas da Câmara e do Senado. Não possuem o caráter de obrigatoriedade de execução. São mais difíceis de identificar a destinação. O STF exige e a PF investiga desvios dos recursos, praticados por parlamentares e líderes partidários.



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Noruega rema pra casa. VAR ladrão decide jogo a favor do país das apostas

11/07/2026

O VAR, criado para tirar dúvidas nos jogos, nesta copa do mundo está realmente criando certezas. O VAR esta validando decisões absolutamente absurdas, os tradicionais 'roubos' de arbitragem. O Brasil também foi vítima lá atrás, com Vini Jr, todo mundo lembra. Os casos se multiplicam. No jogo da Inglaterra contra a Noruega, a arbitragem anulou um gol norueguês 100% legal.

Como foi

Escanteio contra a Inglaterra. Antes da cobrança o artilheiro Haaland foi empurrado e empurrou. Derrubou um zagueiro inglês. Infração, mas não falta de jogo. O infrator poderia até receber cartão, mas falta sem bola em jogo, não existe. Qualquer pessoa que acompanhe futebol, sabe muito bem disso.



Suspeita

Mais uma. De direcionamento de resultados a partir do interesse das apostas esportivas. Aliás, a Inglaterra é o berço das apostas. Aliás, a galera perdeu a vergonha de vez. Com a imprensa que cobre a maior copa de...

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O VAR, criado para tirar dúvidas nos jogos, nesta copa do mundo está realmente criando certezas. O VAR esta validando decisões absolutamente absurdas, os tradicionais 'roubos' de arbitragem. O Brasil também foi vítima lá atrás, com Vini Jr, todo mundo lembra. Os casos se multiplicam. No jogo da Inglaterra contra a Noruega, a arbitragem anulou um gol norueguês 100% legal.

Como foi

Escanteio contra a Inglaterra. Antes da cobrança o artilheiro Haaland foi empurrado e empurrou. Derrubou um zagueiro inglês. Infração, mas não falta de jogo. O infrator poderia até receber cartão, mas falta sem bola em jogo, não existe. Qualquer pessoa que acompanhe futebol, sabe muito bem disso.



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Suspeita

Mais uma. De direcionamento de resultados a partir do interesse das apostas esportivas. Aliás, a Inglaterra é o berço das apostas. Aliás, a galera perdeu a vergonha de vez. Com a imprensa que cobre a maior copa de todos os tempos, toda patrocinada por Bets, a imparcialidade das transmissões e comentários, foi para o espaço. Por omissão. Os 'roubos' mais absurdos acontecem e ninguém diz nada. O episódio sequer foi mencionado nos principais noticiários da TV.

Virou piada

A situação lembra a piada da mulher flagrada pelo marido nos braços de outro homem. Cobrada pelo esposo, foi tão cara de pau como narradores e comentaristas da Cazé TV foram omissos. "Você não me ama. Acredita mais no que seus olhos veem do que no que eu digo". No caso, se você viu e eu não falei, foi ilusão de ótica.

Fica a festa

Pelas imagens, tá tudo dominado.



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180°: Hugo Motta agora defende Valdemar do PL e critica Flávio Dino, por Flávio Lúcio*

11/07/2026

Depois de pautar a PEC que reduz a maioridade penal, Hugo Motta faz mais um aceno ao bolsonarismo. Hoje, em nota assinada como presidente da Câmara, Motta criticou a decisão do ministro Flávio Dino, que mandou bloquear R$ 119 milhões das contas pessoais de Valdemar Costa Neto.

Indevida intervenção

Segundo o deputado paraibano, trata-se de uma "indevida intervenção judicial". O presidente nacional do PL é investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter indicado emendas parlamentares mesmo sem ter mandato parlamentar federal. Presidentes de partidos não têm essa atribuição, que é exclusiva de deputados federais e senadores. A PF investiga se os deputados sabiam do uso de seus nomes pelo presidente do PL. E o presidente da Câmara se meter em decisões do Judiciário, por acaso, seria intervenção devida?

Hugo Motta tem lado

Ao tomar essa atitude, Hugo Motta se junta aos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, que tamb...

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Depois de pautar a PEC que reduz a maioridade penal, Hugo Motta faz mais um aceno ao bolsonarismo. Hoje, em nota assinada como presidente da Câmara, Motta criticou a decisão do ministro Flávio Dino, que mandou bloquear R$ 119 milhões das contas pessoais de Valdemar Costa Neto.

Indevida intervenção

Segundo o deputado paraibano, trata-se de uma "indevida intervenção judicial". O presidente nacional do PL é investigado pela Polícia Federal por suspeita de ter indicado emendas parlamentares mesmo sem ter mandato parlamentar federal. Presidentes de partidos não têm essa atribuição, que é exclusiva de deputados federais e senadores. A PF investiga se os deputados sabiam do uso de seus nomes pelo presidente do PL. E o presidente da Câmara se meter em decisões do Judiciário, por acaso, seria intervenção devida?

Hugo Motta tem lado

Ao tomar essa atitude, Hugo Motta se junta aos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, que também criticaram duramente Flávio Dino. Portanto, não causa estranheza a disposição do presidente da Câmara de sair em defesa de Valdemar Costa Neto, que, como já mencionado, sequer é deputado federal. Porém, embora com um currículo nada edificante, Valdemar é presidente do PL. E o PL vai decidir quem será o segundo voto a senador na Paraíba.

Hugo e Nabor com Bolsonaro

Depois de tentar uma aproximação com Lula em busca de apoio para a candidatura a senador do pai, Nabor Wanderley, e após o insucesso — Lula confirmou seu apoio a Veneziano Vital —, Hugo Motta faz um giro de 180° para buscar o apoio do bolsonarismo.

Pergunta

Lula e os petistas sabem quem é Hugo Motta. E os bolsonaristas? Vão cair nessa?

*Flávio Lúcio é professor de História na UFPB e doutor em Sociologia.



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Herói brasileiro — Sancionada lei que inclui Ayrton Senna no Panteão da Pátria, em Brasília

11/07/2026

O piloto Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1 e um dos maiores nomes da história do automobilismo, foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria. Sancionada pelo presidente Lula, a Lei nº 15.447/2026 determina a inscrição do nome do ex-piloto no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, mantido no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Senna, que nasceu em São Paulo, conquistou três títulos mundiais de Fórmula 1, em 1988, 1990 e 1991, além de 41 vitórias em Grandes Prêmios. O piloto morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, após sofrer um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, na Itália.

Personalidades fundamentais

A homenagem foi proposta pelo senador Marcos Pontes (PL-SP), por meio de um projeto de lei apresentado em 2024. O texto recebeu parecer favorável do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Esporte do Senado, sem necessidade de votação no pl...

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O piloto Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1 e um dos maiores nomes da história do automobilismo, foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria. Sancionada pelo presidente Lula, a Lei nº 15.447/2026 determina a inscrição do nome do ex-piloto no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, mantido no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Senna, que nasceu em São Paulo, conquistou três títulos mundiais de Fórmula 1, em 1988, 1990 e 1991, além de 41 vitórias em Grandes Prêmios. O piloto morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, após sofrer um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, na Itália.

Personalidades fundamentais

A homenagem foi proposta pelo senador Marcos Pontes (PL-SP), por meio de um projeto de lei apresentado em 2024. O texto recebeu parecer favorável do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Esporte do Senado, sem necessidade de votação no plenário.

Criado em 1992, o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria reúne personalidades consideradas fundamentais para a construção e a defesa do país. Os nomes são registrados em um livro de aço que fica em exposição permanente no Panteão da Pátria.

Além das conquistas no Esporte

Ao defender a aprovação da proposta, Kajuru afirmou que o reconhecimento vai além das conquistas esportivas e contempla também o legado social deixado pelo piloto por meio do Instituto Ayrton Senna, criado após sua morte. Segundo o senador, a instituição contribui para ampliar oportunidades educacionais e reduzir desigualdades, beneficiando milhões de crianças e jovens.

Em publicação nas redes sociais, o Instituto Ayrton Senna afirmou ter recebido "com honra e profunda gratidão" a oficialização do reconhecimento. Segundo a instituição, a homenagem "reforça o impacto duradouro de um legado que transcende as pistas". Em 2023, Ayrton Senna já havia sido declarado Patrono do Esporte Brasileiro por meio de uma lei federal.

— Com Agências de Notícias



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Uma conspiração pelo fracasso - Filme mostra o porque dos ataques ao governo Temer, por Marcelo S. Togozzi*

11/07/2026

Na estante de madeira instalada no corredor entre a cozinha e a sala de jantar do apartamento da minha família em Ipanema, um livro com 2 volumes me chamava atenção: A Thousand Days (Os Mil Dias), de Arthur Schlesinger Jr. Ficava imaginando o que tinha ali de tão importante, por que meu pai guardou na última prateleira, inalcançável para mim e minhas irmãs. Até que um dia, já adolescente me agarrei com aquele livro. Schlesinger fora assessor de John Kennedy na Casa Branca e seu relato sobre o governo do presidente mais famoso me fascinou.

No dia 26 de junho tive o privilégio de assistir a 1ª exibição do filme ‘963 dias’, dirigido por Bruno Barreto e produzido por Elsinho Mouco. É um documentário com aquele padrão de qualidade que ao longo de décadas nos acostumamos a ver nos filmes da família Barreto. O filme traz a História revisitada, contando o dia a dia do último presidente deste século 20 focado em unir ao invés de dividir o Brasil.

Momentos bons...

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Na estante de madeira instalada no corredor entre a cozinha e a sala de jantar do apartamento da minha família em Ipanema, um livro com 2 volumes me chamava atenção: A Thousand Days (Os Mil Dias), de Arthur Schlesinger Jr. Ficava imaginando o que tinha ali de tão importante, por que meu pai guardou na última prateleira, inalcançável para mim e minhas irmãs. Até que um dia, já adolescente me agarrei com aquele livro. Schlesinger fora assessor de John Kennedy na Casa Branca e seu relato sobre o governo do presidente mais famoso me fascinou.

No dia 26 de junho tive o privilégio de assistir a 1ª exibição do filme ‘963 dias’, dirigido por Bruno Barreto e produzido por Elsinho Mouco. É um documentário com aquele padrão de qualidade que ao longo de décadas nos acostumamos a ver nos filmes da família Barreto. O filme traz a História revisitada, contando o dia a dia do último presidente deste século 20 focado em unir ao invés de dividir o Brasil.

Momentos bons e ruins

Assim como Schlesinger, Elsinho acompanhou Temer no dia a dia do governo como uma sombra, registrando os momentos bons e ruins de um presidente levado ao poder pela mão do destino, como aconteceu com Itamar. Dos cinco presidentes a chegarem ao poder nos últimos 70 anos por via oblíqua, na democracia, o único a não governar foi Café Filho, o vice de Getúlio Vargas, içado ao poder em 1954 após o presidente ter escolhido o suicídio como porta de saída do poder.

João Goulart foi deposto pelo golpe de 1964. Sarney se viu presidente do dia para noite, mas soube fazer a travessia para a democracia com a Constituinte, embora tenha passado a maior parte do governo apanhando. Itamar Franco chegou desacreditado e nos deixou de herança o Plano Real. Temer também assumiu desacreditado, fustigado pela imprensa e pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, desequilibrado, nefasto, cujas atitudes da época indicam as piores intenções a lastrearem uma fome pantagruélica pelo poder.

Não foi Temer quem entrou

Temer não foi um presidente fraco, como quis fazer crer a narrativa dos seus detratores depostos pelos próprios erros e incoerências. Não foi ele quem entrou. Foi Dilma quem saiu, abandonada pela base no Congresso, sem diálogo com a classe política, os empresários e até uma ala do seu partido. Temer foi mais perseguido pelos seus acertos do que por seus erros, mostram as entrevistas com políticos, juristas, jornalistas e empresários como Henrique Meirelles, Paulo Skaf, Rodrigo Maia, Moreira Franco, Marcio de Freitas, Raquel Landim, Ascânio Seleme, Rodrigo Pacheco, Tarcísio de Freitas, além dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

O presidente tinha enorme vontade de acertar quando propôs a reforma da previdência, os ajustes na legislação trabalhista e o teto de gastos, este último derrubado na volta do PT ao poder. Ele chegou com uma proposta debaixo do braço, “A Ponte para o futuro”, programa antes apresentado à Dilma como contribuição do PMDB, mas rechaçada como “coisa da oposição”.

Ele agiu para colocar em prática as ideias contidas naquele plano de ação governamental, mas foi duramente bombardeado pela mídia, especialmente o Grupo Globo, e o procurador-geral da República, tão obcecado por derrubar o presidente que mandou o empresário Joesley Batista gravá-lo e, em seguida, vazou a conversa para a imprensa, liberando apenas a transcrição, sem o áudio.

Ódio desenfreado

O que veio depois foi uma campanha pela renúncia de Temer, um ódio desenfreado a ganhar as redes sociais: “fora Temer”. Chamavam Temer de golpista sem se dar conta de que o procurador Rodrigo Janot agia para sacar do poder o presidente levado ao cargo pelas vias constitucionais.

A campanha contra Temer fez sua rejeição bater 70%. Era mais efeito manada do que sentimento racional, semelhante ao vivido pelo ex-presidente Sarney. Todo governo focado em fazer aquilo que acredita ser o certo, nunca agrada a todos, muitas vezes desagrada a maioria. Foi assim com o John Kennedy de Schlesinger e foi assim com o Michel Temer de Elsinho e Bruno Barreto.

Kennedy penou nas mãos da oposição depois do fracasso na Baía dos Porcos, em 1961, e a crise dos mísseis em Cuba, em 1962. Também enfrentou forte insatisfação interna com o uso da Guarda Nacional para garantir os direitos civis dos negros, tanto quanto o confronto com as siderúrgicas em 1962, quando tentaram subir os preços do aço após negociação salarial com os trabalhadores.

Tentativa de entender

Temer passou sufoco com as denúncias de Janot contra ele, ambas rejeitadas pelo Congresso, o teto de gastos que impôs limites aos gastos públicos, as mudanças nas leis trabalhistas, a reforma da Previdência que não passou e a greve dos caminhoneiros em 2018 parando o país.

Não é uma comparação entre governos com mais de 60 anos de distância um do outro, mas uma tentativa de entender a História a partir da narrativa de personagens presentes nos bastidores. Nesse sentido, comparações com memórias de outros políticos são instrutivas: assim como os livros de Moreira Franco e Amaral Peixoto, produzidos por Aspásia Camargo, são simultaneamente fonte histórica e projeto de autoimagem, ‘Os Mil Dias’ e ‘963 Dias’ podem ser vistos tanto como reveladores de fatos, quanto narrativas sobre projetos interrompidos pela brutalidade. Cada qual no seu tempo e momento, ambos foram impedidos de chegar aonde pretendiam.

Na tela é sempre deleite

Foi de Bruno Barreto a iniciativa de propor o documentário, nos idos de 2023. Depois de idas e vindas e muitas conversas, chegaram até a versão final. O cinema foi o 1º passo. Agora, o filme vai virar série em streaming, via Netflix ou Prime. Novas histórias serão contadas, aprofundando os registros do filme.

A comparação do documentário de Bruno Barreto com o livro de Arthur Schlesinger Jr não é por acaso. São complementares. Os 1000 dias de Kennedy, na realidade foram 1037. E esta “sobra” é justamente o tempo que faltou para Temer completar seus 1000 dias. História na tela é sempre um deleite: “Os que o defendem, continuarão a defender. Os que desgostam, talvez ganhem mais motivos para tal”.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista, consultor de Relações Inter-governamentais e analista político.

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.
NR2 - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores




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Recife terá lançamento simultâneo de duas obras que propõem reflexões sobre desafios do Brasil na economia e no Judiciário

11/07/2026

Na próxima terça-feira (14/07), a partir das 18h, serão lançadas duas obras que colocam em debate temas centrais para o futuro do Brasil: o desenvolvimento econômico e o papel das instituições democráticas. Tratam-se dos livros ‘O grande fracasso: O porquê do Brasil não ter se desenvolvido nos últimos 75 anos’, do economista Alexandre Rands Barros, e ‘O STF entre a relevância e a disfuncionalidade’, de autoria dos advogados Maurício Rands e João Maurício Adeodato (in memoriam).

Os dois lançamentos estão programados para se realizar de forma simultânea no Boteco Porto Ferreiro, localizado no bairro das Graças, no Recife. Embora abordem temas distintos, os livros convergem ao propor uma análise aprofundada sobre instituições, desenvolvimento e os desafios enfrentados pelo país nas últimas décadas.

Nível de desenvolvimento esperado

Em ‘O Grande Fracasso’, Alexandre Rands Barros busca responder a uma questão que acompanha a história econ...

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Na próxima terça-feira (14/07), a partir das 18h, serão lançadas duas obras que colocam em debate temas centrais para o futuro do Brasil: o desenvolvimento econômico e o papel das instituições democráticas. Tratam-se dos livros ‘O grande fracasso: O porquê do Brasil não ter se desenvolvido nos últimos 75 anos’, do economista Alexandre Rands Barros, e ‘O STF entre a relevância e a disfuncionalidade’, de autoria dos advogados Maurício Rands e João Maurício Adeodato (in memoriam).

Os dois lançamentos estão programados para se realizar de forma simultânea no Boteco Porto Ferreiro, localizado no bairro das Graças, no Recife. Embora abordem temas distintos, os livros convergem ao propor uma análise aprofundada sobre instituições, desenvolvimento e os desafios enfrentados pelo país nas últimas décadas.

Nível de desenvolvimento esperado

Em ‘O Grande Fracasso’, Alexandre Rands Barros busca responder a uma questão que acompanha a história econômica brasileira: por que o Brasil não conseguiu alcançar o nível de desenvolvimento esperado nos últimos 75 anos?

A obra examina fatores como a formação de capital humano, a qualidade das instituições, a produtividade, a inovação e aspectos históricos e culturais que influenciaram a trajetória econômica nacional.

Ao longo da análise, o autor defende que o baixo crescimento do país resulta da estrutura social conflituosa, com poder de uma elite que mantém a maioria da população às margens dos potenciais progressos sociais.

Isso decorre, conforme sua avaliação, de uma formação histórica que levou a distorções institucionais, limitações na formação educacional da população e incentivos insuficientes ao aumento da produtividade.

STF em contexto de protagonismo

Já ‘O STF Entre a Relevância e a Disfuncionalidade’ analisa a atuação do Supremo Tribunal Federal em um contexto de crescente protagonismo da Corte na vida política e institucional brasileira.

Escrito por Maurício Rands e João Maurício Adeodato (in memoriam), o livro propõe uma reflexão crítica e aprofundada sobre o papel desempenhado pelo STF, afastando-se de leituras ideológicas ou de julgamentos simplificados.

A obra examina como, diante da intensificação da polarização política, o Supremo passou a concentrar maior atenção da sociedade, despertando apoio e críticas conforme suas decisões em temas relacionados a costumes, meio ambiente, economia e política.

Presente e futuro

O lançamento conjunto reúne duas contribuições que dialogam com questões fundamentais para o presente e o futuro do Brasil.

O evento contará com sessão de autógrafos e será uma oportunidade para que leitores, pesquisadores, profissionais do Direito, economistas e demais interessados conversem com os autores sobre os temas abordados nas publicações.

Serviço
Lançamento dos livros

-O Grande Fracasso: O porquê do Brasil não ter se desenvolvido nos últimos 75 anos – Alexandre Rands Barros

- O STF Entre a Relevância e a Disfuncionalidade – Maurício Rands e João Maurício Adeodato (in memoriam)

Data: 14 de julho de 2026 (terça-feira)
Horário: 18h
Local: Boteco Porto Ferreiro
Endereço: Avenida Rui Barbosa, 458, Graças – Recife (PE)




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As aventuras de Cacimba 49 — O achado da feira

11/07/2026

Zé da Flauta*

O Mercado de Carnaúba Seca estava aquele inferno de cesteiros, gritaria de feirantes e cheiro de coentro com fumo de rolo quando o choro de uma menina de cinco anos cortou o barulho das barganhas.

A coitada tinha se soltado da saia da mãe e estava ali, ilhada entre um saco de farinha e uma banca de rapadura. Cacimba avistou o pranto, botou o chapéu de lado e correu para acudir, mas quem resolveu tomar a frente na diplomacia foi a macacada.

Simão, achando que era o próprio delegado da vila, botou os óculos na ponta do nariz e subiu numa saca de milho para tentar avistar a mãe da garota com um canudo de papelão feito luneta.

Enquanto isso, Sebastião, com o coração mole que só ele, começou a fazer palhaçada, plantar bananeira e oferecer pedaços de banana frita para a menina, chorando junto com ela para ver se dividia a dor do aperreio, transformando o desespero da feira numa comédia de circo.

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Zé da Flauta*

O Mercado de Carnaúba Seca estava aquele inferno de cesteiros, gritaria de feirantes e cheiro de coentro com fumo de rolo quando o choro de uma menina de cinco anos cortou o barulho das barganhas.

A coitada tinha se soltado da saia da mãe e estava ali, ilhada entre um saco de farinha e uma banca de rapadura. Cacimba avistou o pranto, botou o chapéu de lado e correu para acudir, mas quem resolveu tomar a frente na diplomacia foi a macacada.

Simão, achando que era o próprio delegado da vila, botou os óculos na ponta do nariz e subiu numa saca de milho para tentar avistar a mãe da garota com um canudo de papelão feito luneta.

Enquanto isso, Sebastião, com o coração mole que só ele, começou a fazer palhaçada, plantar bananeira e oferecer pedaços de banana frita para a menina, chorando junto com ela para ver se dividia a dor do aperreio, transformando o desespero da feira numa comédia de circo.

Com a menina segura no colo, Cacimba começou a romper o mar de gente, subindo a rua dos sapateiros e descendo a dos cereais.

O velho caminhava com paciência de monge, mostrando para a pequena os mistérios das bancas para distrair o medo. Olhando para aquele formigueiro humano onde todo mundo compra, vende e se esbarra sem se enxergar, Cacimba soltou sua filosofia de feirante:



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"Olhe, minha filha, a vida da gente é igualzinha a essa feira de sábado. É uma confusão danada, um grito acolá, um empurrão aqui, e se a gente soltar a mão de quem ama por um segundo, parece que o mundo engole a gente. Mas não se avexe não, que na feira de Deus ninguém fica perdido para sempre; a gente sempre acha o rumo quando tem alguém de bom coração segurando a nossa mão."

A agonia só teve fim perto da banca de ervas medicinais de Seu Zé Nivaldo. Uma mulher aflita, com os olhos vermelhos de desespero e a cesta de vime caída no chão, corria de um lado para o outro gritando o nome da filha. Quando a menina avistou a mãe, deu um grito que ecoou no teto do mercado e escorregou do colo de Cacimba como uma enguia.

O abraço das duas no meio da poeira da feira foi de chorar o restabelecido: a mãe de joelhos no chão, cheirando a cabeça da menina, e a garota enterrando o rosto no pescoço dela como se o mundo tivesse voltado para o eixo.

Sebastião, comovido com a cena, pulou do ombro de Cacimba direto para o chão, chorando de soluçar e abraçando a perna de um feirante desconhecido de tanta emoção que sentia.

Depois que o susto passou e a mãe agradeceu a Cacimba com as bênçãos de todos os santos, o velho se encostou num esteio de madeira para ver as duas sumirem na multidão, agora de mãos bem atadas.

Olhando para Simão, que já guardava a luneta de papelão na caderneta, Cacimba deixou a última reflexão do dia:

"O maior perigo do mundo, meus bichos, não é a feira grande e nem o tamanho da multidão. O perigo é a gente se perder por dentro, esquecer quem está procurando e deixar de estender a mão para quem ficou para trás."

Com a alma lavada e o dever cumprido, o mestre ajeitou o chapéu de couro e seguiu seu caminho, sabendo que Carnaúba Seca tinha ganhado mais um retalho de vida salva no dia de hoje.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor



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