Eleições 2024 - Carreata ocupa as ruas de Caruaru em apoio à eleição de Zé Queiroz
30/09/2024 - Jornal O Poder
Se emocionou
Logo na concentração, ao lado do Grande Hotel, Zé Queiroz se emocionou com a multidão de pessoas gritando "Volta, Zé". A quantidade de carros era tanta que, uma hora e meia depois, a carreata ainda estava passando no Riachão, um dos trechos iniciais do roteiro.
Momento
Um dos momentos mais emocionantes foi a passagem pela ponte Irmã Jerônima, um marco da gestão de Zé Queiroz. Antes disso, no trajeto pelo Salgado, um belo pôr do sol coloriu de um laranja natural o céu da cidade. Por volta das 20h30, na Rua Macaparana, no bairro Boa Vista, aconteceu o ponto alto da carreata, com a via lotada de moradores, em festa pela passagem de Zé Queiroz.
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Se emocionou
Logo na concentração, ao lado do Grande Hotel, Zé Queiroz se emocionou com a multidão de pessoas gritando "Volta, Zé". A quantidade de carros era tanta que, uma hora e meia depois, a carreata ainda estava passando no Riachão, um dos trechos iniciais do roteiro.
Momento
Um dos momentos mais emocionantes foi a passagem pela ponte Irmã Jerônima, um marco da gestão de Zé Queiroz. Antes disso, no trajeto pelo Salgado, um belo pôr do sol coloriu de um laranja natural o céu da cidade. Por volta das 20h30, na Rua Macaparana, no bairro Boa Vista, aconteceu o ponto alto da carreata, com a via lotada de moradores, em festa pela passagem de Zé Queiroz.
O ministro
Acompanhado do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do secretário executivo do ministério da Previdência Social, Wolney Queiroz, da deputada estadual Rosa Amorim, do superintendente da Sudene, Danilo Cabral, do ex-prefeito Tony Gel e do exército de candidatos e candidatas à Câmara de Vereadores, Zé Queiroz recebeu vários apoios.
Afirmou
O ministro Silvio Costa Filho afirmou não ter dúvida de que, no próximo domingo, Caruaru vai votar 12. “O sentimento de mudança tomou as ruas de Caruaru hoje. Zé Queiroz foi um grande prefeito e vai voltar a governar esta cidade junto com Tonynho. Ao lado do presidente Lula, vamos trazer muitos investimentos para gerar emprego e renda, transformando a vida do caruaruense”, declarou
Leia outras informações
Centro da disputa eleitoral entre Lula e Flávio - Senado abre sessão que vai analisar fim da 6x1
14/10/2026
Articulação
O governo vinha buscando as assinaturas desde a semana passada, quando o Congresso retomou as atividades. Na terça-feira, 13/10, informações já indicavam que o número necessário havia sido alcançado, e o anúncio oficial foi feito hoje, 14/10. Para a aprovação da PEC em si, são necessários ao menos 49 votos, por se tratar de uma PEC. O governo avalia que já tem votos suficientes para aprovar a matéria nos dois turnos. Caso a...
O Senado vota nesta tarde de quarta-feira, 14/10, em dois turnos, a PEC, Proposta de Emenda à Constituição, que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta encerra a etapa de debates no plenário e pode avançar ainda nesta quarta para a análise dos senadores. Para que a votação em dois turnos ocorra na mesma data, é necessário reunir ao menos 54 assinaturas para encurtar o intervalo entre as votações. Segundo a CNN, o governo diz que conseguiu superar essa marca, reunindo 57 apoios, mais do que o mínimo exigido.
Articulação
O governo vinha buscando as assinaturas desde a semana passada, quando o Congresso retomou as atividades. Na terça-feira, 13/10, informações já indicavam que o número necessário havia sido alcançado, e o anúncio oficial foi feito hoje, 14/10. Para a aprovação da PEC em si, são necessários ao menos 49 votos, por se tratar de uma PEC. O governo avalia que já tem votos suficientes para aprovar a matéria nos dois turnos. Caso a votação seja concluída ainda hoje, o governo pretende aproveitar o embalo para votar também a PEC da Segurança Pública e trabalhar com a ideia de promulgação o quanto antes, podendo ocorrer ainda nesta semana ou na semana seguinte.
Ato simbólico e oposição
A perspectiva é de realizar um ato simbólico próximo ao segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25/10. Paralelamente, o governo monitora estratégias da oposição para tentar obstruir a votação, e senadores governistas se reuniram no final da manhã para elaborar contramedidas.
STF x Bolsonaro - Cármen e Fachin negam Habeas Corpus para libertar Jair Bolsonaro
14/10/2026
Cármen Lúcia
Cármen Lúcia negou um pedido para libertar Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar enquanto executa a pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar a trama golpista. A ministra destacou que o autor do habeas corpus não apresentou documentação que sustentasse as alegações e que a solicitação não atendia aos requisitos processuais necessários. O pedido alegava que o ex-presidente estaria submetido a constrangimento ilegal em razão de decisões do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou à condenação. Cármen Lúcia, no entanto, ressa...
Os ministros do Supremo Tribunal Federal, STF, Cármen Lúcia e Edson Fachin rejeitaram dois pedidos de habeas corpus que buscavam a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. As decisões apontaram problemas processuais nas solicitações, apresentadas por pessoas que não fazem parte das defesas dos réus.

Cármen Lúcia
Cármen Lúcia negou um pedido para libertar Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar enquanto executa a pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar a trama golpista. A ministra destacou que o autor do habeas corpus não apresentou documentação que sustentasse as alegações e que a solicitação não atendia aos requisitos processuais necessários. O pedido alegava que o ex-presidente estaria submetido a constrangimento ilegal em razão de decisões do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou à condenação. Cármen Lúcia, no entanto, ressaltou que não cabe utilizar habeas corpus para contestar decisões individuais de ministros do Supremo. “A prática de ato judicial constitui desempenho de atribuição judicial obrigatória”, escreveu a ministra. Ela também observou que a decisão questionada havia sido proferida em um processo que tramitou regularmente no STF. Na decisão, Cármen Lúcia ressaltou a ausência de elementos probatórios que sustentassem os argumentos do autor.

Edson Fachin
Em outra decisão, o presidente do STF, Edson Fachin, rejeitou um habeas corpus coletivo que pretendia libertar Bolsonaro, o general Walter Braga Netto e os ex-ministros Anderson Torres e Augusto Heleno, além de outros condenados pela tentativa de golpe de Estado. O autor alegava constrangimento ilegal durante a investigação e pedia o reconhecimento da nulidade das condenações. Assim como no caso analisado por Cármen Lúcia, ele não integrava a defesa dos réus.
Caso Master - Em carta, Daniel Vorcaro diz querer falar com "transparência sobre todos os assuntos"
14/10/2026
Carta
Na carta, Vorcaro declarou: "Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações. Sei da importância desses esclarecimentos e quero prestá-los com responsabilidade pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal". No último parágrafo do documento, ele reforçou sua posição: "Manifesto de forma clara toda a minha disposição para colaborar com as investigações para que todos conheçam a verdade por inteiro".
Rede de prostituição
A carta foi divulgada após uma reportag...
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso desde março no Complexo da Papuda, em Brasília, DF, divulgou uma carta por meio de seu advogado reforçando sua disposição para colaborar com as investigações em curso. No documento, ele afirma querer falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e sobre todas as suas relações.
Carta
Na carta, Vorcaro declarou: "Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações. Sei da importância desses esclarecimentos e quero prestá-los com responsabilidade pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal". No último parágrafo do documento, ele reforçou sua posição: "Manifesto de forma clara toda a minha disposição para colaborar com as investigações para que todos conheçam a verdade por inteiro".

Rede de prostituição
A carta foi divulgada após uma reportagem citar que Vorcaro seria sócio de uma rede de prostituição e exploração de mulheres internacionais no Brasil. Segundo a CNN, Vorcaro nega a autenticidade de uma mensagem a ele atribuída e aproveita o documento para reafirmar que deseja falar sobre todos os seus contatos e relações com transparência e objetividade. Esta é a primeira vez que ele se manifesta publicamente à imprensa desde sua prisão. Vorcaro já havia tentado formalizar propostas de delação premiada por duas vezes. No entanto, tanto a PF quanto a PGR rejeitaram formalmente os acordos, sob o argumento de que ele não estava colaborando de maneira efetiva. O ex-banqueiro prestará novo depoimento à PF amanhã, quinta-feira, 15/10, por videoconferência. (Com a CNN)
Eleições 2026 - Decisão de Nunes Marques no TSE volta a tirar ‘Exército do Lula’ do ar por 48 horas
14/10/2026
Nunes Marques
Apesar de reconhecer o cumprimento da exigência formal, Nunes Marques estabeleceu que o envio de novas atualizações e a entrada de novos seguidores deverão cumprir o prazo de carência antes da liberação total. O ministro argumenta que a regularização do cadastro, por si só, não autoriza o restabelecimento imediato de todas as ativi...
O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne mais de 4 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones, Rede, voltou a ser suspenso após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A ferramenta, que havia sido liberada pelo TSE ontem, 13/10, após a campanha do PT cumprir uma decisão do ministro e registrar o canal no portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, DivulgaCand, foi novamente retirada do ar ainda na noite de terça-feira e só poderá voltar às atividades após o prazo de 48 horas estabelecido pela Corte.
Nunes Marques
Apesar de reconhecer o cumprimento da exigência formal, Nunes Marques estabeleceu que o envio de novas atualizações e a entrada de novos seguidores deverão cumprir o prazo de carência antes da liberação total. O ministro argumenta que a regularização do cadastro, por si só, não autoriza o restabelecimento imediato de todas as atividades do canal. A suspensão foi determinada em um processo movido pela campanha do senador Flávio Bolsonaro, PL, que questionou a regularidade do canal e seu funcionamento durante o período eleitoral. O espaço é utilizado para distribuir áudios, vídeos e orientações a apoiadores do presidente Lula, PT.

Solicitação de reativação
André Janones solicitou hoje, quarta-feira, 14/10, ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, a reativação imediata do canal de WhatsApp “Exército do Lula” e o envio do caso à análise do plenário. (Com O Estadão)
Parte do Teto de Túnel da Câmara dos Deputados desabou hoje, não há feridos
14/10/2026
Tem sessão hoje
Equipes de engenharia da casa legislativa estão no local para reparar o dano. Não foram detectados danos à estrutura do prédio da Câmara, que tem sessão deliberativa marcada para às 13h55 para debater projetos de lei e decreto legislativo. (Com a Agência Brasil).
Uma parte do reboco do teto do chamado “túnel do tempo” da Câmara dos Deputados desabou hoje, quarta-feira, 14/10. Não houve feridos e a passagem para funcionários e/ou visitantes pelo corredor foi fechada. O túnel forma um corredor que liga o Anexo II da Câmara, onde ficam as comissões permanentes, até o Salão Verde, que é o espaço que dá acesso ao plenário.

Tem sessão hoje
Equipes de engenharia da casa legislativa estão no local para reparar o dano. Não foram detectados danos à estrutura do prédio da Câmara, que tem sessão deliberativa marcada para às 13h55 para debater projetos de lei e decreto legislativo. (Com a Agência Brasil).
CNEN, 70 Anos de Ciência e Tecnologia: um patrimônio estratégico para a soberania nacional brasileira - Por Amadeu Robalinho*
14/10/2026
Criada em 1956, em um período marcado pela reorganização da ordem internacional no pós-guerra e pela crescente importância estratégica da tecnologia nuclear, a CNEN consolidou-se como uma das instituições fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro. Sua trajetória está vinculada à formação de pesquisadores, à estruturação de competências nacionais e ao desenvolvimento de aplicações nucleares voltadas à saúde, à indústria, à agricultura, à proteção radiológica e à pesquisa científica. Em 1962, a instituição foi formalizada como autarquia fe...
A celebração dos 70 anos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) representa muito mais do que a passagem de sete décadas de existência de uma instituição pública. Constitui uma oportunidade para refletir sobre o papel da ciência, da pesquisa, da inovação tecnológica e do domínio do conhecimento nuclear na construção de um Brasil soberano, seguro e preparado para os desafios estratégicos do século XXI.
Criada em 1956, em um período marcado pela reorganização da ordem internacional no pós-guerra e pela crescente importância estratégica da tecnologia nuclear, a CNEN consolidou-se como uma das instituições fundamentais para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro. Sua trajetória está vinculada à formação de pesquisadores, à estruturação de competências nacionais e ao desenvolvimento de aplicações nucleares voltadas à saúde, à indústria, à agricultura, à proteção radiológica e à pesquisa científica. Em 1962, a instituição foi formalizada como autarquia federal, fortalecendo sua posição na estrutura estatal brasileira.
A tecnologia nuclear ocupa posição singular nesse contexto. Trata-se de um campo multidisciplinar que integra física, química, engenharia, ciência dos materiais, instrumentação, computação, proteção radiológica e sistemas de segurança de elevada complexidade. O conhecimento produzido nessa área repercute sobre setores essenciais da economia e da infraestrutura nacional, contribuindo para ampliar a capacidade científica do País e reduzir vulnerabilidades decorrentes da dependência externa.

Energia nuclear, pesquisa e desenvolvimento nacional.
A contribuição da CNEN para o Brasil pode ser observada em aplicações que alcançam diretamente a vida da população. Na medicina nuclear, os radioisótopos e os radiofármacos são fundamentais para diferentes procedimentos diagnósticos e terapêuticos. Na indústria, as técnicas nucleares permitem inspecionar materiais, avaliar processos e aprimorar produtos. Na agricultura e no meio ambiente, a tecnologia das radiações e os métodos nucleares oferecem recursos para pesquisa, controle e desenvolvimento de soluções especializadas.
Essas atividades demonstram que a energia nuclear não deve ser compreendida exclusivamente pela perspectiva da geração de eletricidade ou de suas aplicações estratégicas mais conhecidas. Seu alcance é consideravelmente mais amplo, abrangendo conhecimentos e tecnologias que sustentam serviços de saúde, processos industriais, formação acadêmica e inovação científica. A própria missão institucional da CNEN contempla o uso seguro e pacífico da energia nuclear e o desenvolvimento de tecnologias em benefício da sociedade.
Entretanto, nenhuma política de desenvolvimento tecnológico alcança resultados duradouros sem investimentos contínuos em pesquisa, infraestrutura laboratorial, formação de recursos humanos e valorização dos profissionais responsáveis pela produção do conhecimento. Uma instituição científica não se fortalece apenas por sua história, mas pela capacidade de renovar suas equipes, preservar competências acumuladas e transformar descobertas científicas em soluções concretas para o País.
Nesse sentido, os 70 anos da CNEN devem servir também como compromisso com o futuro. É necessário assegurar condições para a continuidade dos projetos estruturantes, a modernização das instalações, a formação de novas gerações de pesquisadores e a integração entre universidades, centros de pesquisa, empresas nacionais e instituições governamentais.
A iniciativa comemorativa de concessão de bolsas de mestrado e doutorado anunciada pela CNEN em 2026, contemplando pesquisas em áreas estratégicas do setor nuclear e radiológico, ilustra a importância da formação especializada para a continuidade desse esforço nacional.
Soberania tecnológica e defesa nacional.
No campo da Defesa Nacional, a tecnologia nuclear possui relevância estratégica que ultrapassa os limites da pesquisa científica convencional. O domínio de conhecimentos relacionados à física nuclear, aos materiais avançados, à instrumentação, à segurança e à engenharia de sistemas complexos integra o conjunto de competências que podem ampliar a autonomia tecnológica de um Estado.
O Brasil, detentor de território continental, recursos naturais estratégicos, uma extensa área marítima e responsabilidades proporcionais à sua dimensão geopolítica, precisa compreender a ciência e a tecnologia como componentes estruturantes de seu poder nacional. A capacidade de desenvolver conhecimentos próprios, preservar infraestrutura científica e formar especialistas constitui um elemento indispensável para reduzir vulnerabilidades e ampliar a liberdade de ação do Estado brasileiro.
Nesse horizonte, a tecnologia nuclear também se relaciona com a segurança energética, a proteção de infraestruturas críticas, a segurança radiológica e a capacidade de resposta a emergências. O desenvolvimento de tecnologias nacionais, conduzido sob rigorosos padrões de segurança, controle e utilização pacífica, contribui para fortalecer a resiliência do País diante de desafios tecnológicos, econômicos e geopolíticos.
É importante, contudo, distinguir as atribuições institucionais. A CNEN possui responsabilidades relacionadas à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à promoção das aplicações nucleares e à segurança do setor, dentro do marco legal vigente. A política nuclear brasileira envolve, por sua vez, diferentes instituições e competências estatais. A articulação entre esses atores é essencial para que o conhecimento científico se converta em capacidade efetiva de desenvolvimento e proteção dos interesses nacionais.
O futuro exige continuidade, planejamento e visão estratégica
Entre os desafios que merecem atenção estão a ampliação da capacidade nacional de produção de radioisótopos, o fortalecimento da pesquisa em reatores, o desenvolvimento de materiais avançados, a modernização dos laboratórios e a formação de especialistas em áreas de elevada complexidade tecnológica.
Projetos como o Reator Multipropósito Brasileiro, voltado à ampliação das capacidades nacionais de pesquisa e à produção de radioisótopos, evidenciam a conexão entre ciência, saúde pública, engenharia e autonomia tecnológica. Também merecem atenção as pesquisas relacionadas a reatores avançados, fusão nuclear, inteligência artificial aplicada a sistemas complexos e tecnologias de segurança nuclear. Essas iniciativas exigem planejamento de longo prazo, financiamento previsível, governança eficiente e cooperação entre instituições científicas e setores produtivos.
A questão central, portanto, não é apenas quanto o Brasil investe em ciência nuclear, mas como transforma esses investimentos em conhecimento acumulado, capacidade industrial, inovação, qualificação profissional e independência tecnológica.
Uma política estratégica consistente precisa assegurar que os resultados da pesquisa não permaneçam restritos aos laboratórios. É necessário criar condições para que o conhecimento produzido nas instituições públicas alcance a indústria nacional, estimule a inovação, fortaleça as cadeias produtivas e contribua para a solução de problemas concretos da sociedade brasileira.
Essa é uma perspectiva particularmente relevante para a engenharia, cuja função não se limita à aplicação de conhecimentos científicos já disponíveis. A engenharia também constitui instrumento de transformação de recursos, conhecimento e capacidade institucional em sistemas, produtos e soluções que ampliam o poder de realização de uma nação.
Uma homenagem à instituição e aos profissionais da ciência nuclear.
Como associado da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), considero os 70 anos da CNEN uma ocasião especialmente significativa para reconhecer o trabalho dos pesquisadores, engenheiros, físicos, químicos, técnicos, professores e demais profissionais que contribuíram para a consolidação da área nuclear brasileira.
A atuação dessas pessoas representa um patrimônio intelectual que precisa ser preservado e continuamente ampliado. Por trás de cada avanço científico, de cada procedimento de segurança e de cada aplicação tecnológica, existe uma estrutura de conhecimento construída ao longo de décadas, sustentada pela experiência, pela formação especializada e pelo compromisso com o interesse público.
A valorização desse patrimônio exige o reconhecimento de que ciência e tecnologia não podem depender exclusivamente de ciclos políticos ou de prioridades administrativas de curto prazo. Projetos científicos complexos demandam continuidade, estabilidade institucional e planejamento compatível com o tempo necessário à formação de especialistas e à maturação de tecnologias estratégicas.
Celebrar a CNEN é, portanto, reconhecer a importância de uma instituição que participa da construção das capacidades científicas e tecnológicas brasileiras e reafirmar a necessidade de garantir condições para que essa contribuição prossiga nas próximas décadas.
Setenta anos de história, um compromisso com a soberania
Aos 70 anos, a Comissão Nacional de Energia Nuclear simboliza uma dimensão essencial do projeto de desenvolvimento brasileiro: a compreensão de que o conhecimento científico constitui um recurso estratégico e de que sua transformação em capacidade tecnológica exige instituições sólidas, profissionais qualificados e visão de Estado.
Na perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, o desenvolvimento nacional depende da articulação entre recursos, infraestrutura, ciência, tecnologia e capacidade institucional. A energia nuclear integra esse sistema por reunir conhecimentos de elevada complexidade, aplicações civis essenciais e competências que exigem planejamento, responsabilidade e domínio técnico.
O Brasil possui condições para ampliar sua participação no cenário científico e tecnológico internacional, mas essa possibilidade depende de decisões concretas: investir em pesquisa, preservar competências, formar novas gerações de especialistas, fortalecer a indústria nacional e garantir continuidade aos projetos estratégicos.
Uma nação que pretende ser soberana precisa ser capaz de produzir conhecimento, dominar tecnologias essenciais e transformar sua capacidade científica em desenvolvimento, segurança e autonomia de decisão.
Que os 70 anos da CNEN sejam não apenas uma celebração de seu legado, mas também um marco de renovação do compromisso brasileiro com a pesquisa científica, a inovação tecnológica, a segurança nuclear e a construção de um futuro no qual o conhecimento produzido no País seja cada vez mais um instrumento de desenvolvimento e soberania nacional.
Vida longa à CNEN. Que a ciência nuclear brasileira continue a serviço do desenvolvimento, da segurança e da soberania do Brasil.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
O Dia em que Conheci Chico Xavier e Apresentei meus Trabalhos Autorais - Por Ricardo Andrade*
14/10/2026
Chico Xavier
Chico perguntou de onde éramos, e quando respondemos que era de Recife, ele falou logo, das pontes do Capibaribe. Em seguida pediu que parassem a reunião, para que pudesse cantar a música, "*Chico, irmão na fé" uma das 3 músicas que fizemos em sua homenagem. Ele ouviu atentamente e agradeceu ao final. No ano seguinte, em 2000, retorna...
Trabalhos autorais, de cunho religioso. Os 2 CD's que cantei músicas em sua homenagem, e entreguei ao saudoso Chico Xavier(1999/2000), e o DVD a Elias Sobreira(In memorian) com uma música dedicada a ele, o fundador da Campanha do Quilo. Ter o prazer de ter conhecido, tanto o Elias Alverne Sobreira, quanto ao Chico Xavier foi marcante e único em nossas vidas. Cantei ainda em vida, as músicas que fiz pros dois, ícones da caridade e do movimento espírita. Cantei a música,."Irã Sobreira na casa dele, em Casa Forte no Hopital da Aeronáutica, ele se emcionou muito. Frequntávamo as reuniões no C.E Irmã Sobreira.
Chico Xavier
Chico perguntou de onde éramos, e quando respondemos que era de Recife, ele falou logo, das pontes do Capibaribe. Em seguida pediu que parassem a reunião, para que pudesse cantar a música, "*Chico, irmão na fé" uma das 3 músicas que fizemos em sua homenagem. Ele ouviu atentamente e agradeceu ao final. No ano seguinte, em 2000, retornamos já com o CD em mãos, e o entregamos. Naquele ambiente de amor e de luz, irradiado por energias salutares, era impossível não beber daquela paz imorredoura. Em 2002 no dia em que o Brasil de sagrou penta campeão mundial de futebol, como Chico havia previsto (que iria desencarnar num dia de extrema alegria do povo brasileiro), ele fez sua viagem a vida maior.
*Ricardo Andrade, é Historiador, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Eleições na República Macunaímica, por Sérgio Alves*
14/10/2026
O pânico, inteiramente infundado, só arrefeceu com a Carta ao Povo Brasileiro e o endosso de capitalistas como Jorge Gerdau e Antônio Ermírio de Moraes.
Campanha do medo
Em 2014, o vetor se inverteu. Para reeleger Dilma Rousseff, o PT valeu-se do mesmo expediente: Marina Silva (PSB) foi transformada em “a candidata dos banqueiros que acabaria com o Bolsa Família”.
A campanha do medo funcionou. O lulopetismo mostrou que dominava a tecnologia da desqualificação do adversário.
A facada
Em 2018, uma facada decidiu a eleição. O atentado contra Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, interrompeu a campanha nas ruas e criou a figura do mártir. Sem debates, elegeu-se no grito.
O juiz joga
Em 2022, o árbitro entrou em campo...
A primeira eleição de Lula, em 2002, foi precedida de histeria midiática. Profetizava-se a estatização da economia e a socialização da propriedade privada.
O pânico, inteiramente infundado, só arrefeceu com a Carta ao Povo Brasileiro e o endosso de capitalistas como Jorge Gerdau e Antônio Ermírio de Moraes.
Campanha do medo
Em 2014, o vetor se inverteu. Para reeleger Dilma Rousseff, o PT valeu-se do mesmo expediente: Marina Silva (PSB) foi transformada em “a candidata dos banqueiros que acabaria com o Bolsa Família”.
A campanha do medo funcionou. O lulopetismo mostrou que dominava a tecnologia da desqualificação do adversário.
A facada
Em 2018, uma facada decidiu a eleição. O atentado contra Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, interrompeu a campanha nas ruas e criou a figura do mártir. Sem debates, elegeu-se no grito.
O juiz joga
Em 2022, o árbitro entrou em campo. Ao celebrar a vitória eleitoral em um congresso da UNE, em 2023, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, sintetizou o espírito do momento: “Nós derrotamos o bolsonarismo”.
A frase, somada ao desdenhoso “perdeu, mané”, dirigido a um cidadão na rua, revelou a República macunaímica: o guardião da Constituição comportava-se como torcedor de arquibancada.
Marketing do terror
Chegamos a 2026, e o roteiro se repete; só muda o alvo. O marketing que explora o medo da ruptura democrática e da perda de direitos sociais com a eleição de Flávio Bolsonaro reedita, com sinal trocado, o mesmo pânico fabricado de outrora.
Eleição de narrativas
De 2002 a 2026, o Brasil não elege apenas presidentes. Elege narrativas. Ora o medo do mercado, ora a faca, ora a toga. O eleitor muda. O roteirista permanece. Assim caminha a combalida democracia brasileira.
*Sérgio Alves é autor do livro O Estado do Líder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
O Brasil na banguela - Como transformaram o país num circo sem lona e com ingresso caro, por Zé da Flauta*
14/10/2026
A gente olha para o painel, a luz do óleo já acendeu há dez anos, o freio de mão virou enfeite e o cobrador ainda passa cobrando pedágio a cada três quilômetros. Se isso não é surrealismo puro, Dali que me desculpe, mas nem o relógio derretido dele explicava essa bagunça!
Falência moral
O problema da nossa falência moral é que a malandragem virou o único esporte nacional com patrocínio estatal. Antigamente, o sujeito tinha vergonha de ser pego com a mão na botija; hoje ele abre uma live, manda beijo para a torcida e ainda acusa a botija de ser antidemocrática.
Criamos um país onde a ética é tipo r...
Ciprestes, filósofos e grandes teorias são bonitos no livro, mas a realidade nua e crua da rua é outra: o brasileiro acorda todo dia e sente que está pilotando um Fusca 73 desgovernado, na banguela, descendo a Serra do Mar, enquanto no banco de trás os passageiros de terno e gravata brigam para ver quem vai escolher a rádio.
A gente olha para o painel, a luz do óleo já acendeu há dez anos, o freio de mão virou enfeite e o cobrador ainda passa cobrando pedágio a cada três quilômetros. Se isso não é surrealismo puro, Dali que me desculpe, mas nem o relógio derretido dele explicava essa bagunça!
Falência moral
O problema da nossa falência moral é que a malandragem virou o único esporte nacional com patrocínio estatal. Antigamente, o sujeito tinha vergonha de ser pego com a mão na botija; hoje ele abre uma live, manda beijo para a torcida e ainda acusa a botija de ser antidemocrática.
Criamos um país onde a ética é tipo regra de trânsito na madrugada de domingo: só serve para o tonto que para no sinal vermelho enquanto o esperto passa a cem por hora e ainda buzina xingando. Se o pilantra é do nosso partido, a gente chama de "guerreiro do povo"; se é do outro lado, a gente pede prisão perpétua com direito a confisco do chiclete. A honestidade do coitado que acorda às quatro da manhã para pegar três conduções virou motivo de piada nos corredores do poder, como se ser correto fosse uma deficiência intelectual leve.
Prazo de validade
Aí você olha para as instituições e o negócio vira comédia pastelão de quinta categoria. As leis brasileiras viraram chiclete: cada um estica até onde a conveniência mandar. O juiz de hoje acorda de humor mudado, resolve jogar o regulamento no lixo e inventa uma regra nova no meio do segundo tempo.
O juiz vira o atacante, o bandeirinha cobra o escanteio e, se a arquibancada vaiar, o tribunal manda prender o pipoqueiro por "atentado contra a segurança do espetáculo". O resultado? Ninguém sabe o que é proibido ou permitido amanhã. É a única democracia do mundo onde a lei tem prazo de validade menor que o da caixinha de leite na geladeira!
Estado obeso
E onde deságua toda essa palhaçada? Exatamente onde mais dói: no bolso do brasileiro. A gente trabalha cinco meses por ano só para pagar imposto para sustentáculo de mafras, lagostas parlamentares e auxílio-paletó de quem nunca pregou um prego na vida. O sujeito rala o mês inteiro, vai no supermercado, olha o preço do quilo do café e descobre que está sustentando uma máquina pública que consome mais que opala seis cilindros e entrega menos que carrinho de rolimã sem rodinha. É um Estado obeso, guloso e inútil, que cobra preço de Suíça e devolve serviço de terra abandonada.
No fim das contas, a gente rir para não surtar. Mas lá no fundo, a pergunta que fica martelando na cabeça do povo entre um boleto e outro é bem simples:
Para Refletir
Até quando o brasileiro vai continuar aceitando pagar o ingresso mais caro do mundo para assistir, de pé e com fome, ao espetáculo do seu próprio desastre?
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista*

Lula e o Nordeste Independente, parte 2: Senado vs. STF, por Roberto Vieira*
14/10/2026
Senado
Com 27 senadores compondo a Casa (três por estado), a oposição conquistou a maioria dos assentos em jogo. A Direita e Centro-Direita dominaram a eleição, impulsionadas pelo voto das capitais e das regiões de agronegócio exportador. Partidos como PL, PP, União Brasil e Republicanos formaram um bloco de 16 senadores com perfil abertamente oposicionista e fiscalista, prontos para travar a agenda de gastos do governo central e as indicações para tribunais superiores.
Lula
Para o presidente Luiz Inácio Lula da S...
A apuração do pleito de outubro de 2026 para o Senado da jovem República do Nordeste foi o segundo grande choque para o regime do Partido dos Trabalhadores (PT), após 23 anos de hegemonia ininterrupta. Enquanto os governadores se dividiam na sua fidelidade ao Executivo centra, o eleitorado enviou para a sede do Senado uma bancada composta majoritariamente por perfis fiscalistas, liberais e de oposição.
Senado
Com 27 senadores compondo a Casa (três por estado), a oposição conquistou a maioria dos assentos em jogo. A Direita e Centro-Direita dominaram a eleição, impulsionadas pelo voto das capitais e das regiões de agronegócio exportador. Partidos como PL, PP, União Brasil e Republicanos formaram um bloco de 16 senadores com perfil abertamente oposicionista e fiscalista, prontos para travar a agenda de gastos do governo central e as indicações para tribunais superiores.
Lula
Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito pelo PT, o Senado de 2026 desenhou um cenário de paralisia legislativa inédito na história do Nordeste Independente. Sem controle das pautas orçamentárias e com a oposição majoritária, o Palácio Lindu viu suas propostas de alinhamento geopolítico e reformas estatizantes serem barradas na Casa Alta. A oposição, agora com voz e força parlamentar, prometeu usar o Senado como "um escudo contra as aventuras ideológicas" do Executivo.
STF
Diante do cerco legislativo no Senado e na Câmara (onde a esquerda também se tornou minoria), o governo do Nordeste Independente agarrou-se à sua última e mais poderosa trincheira: o Supremo Tribunal Federal (STF).Composto por 11 ministros nomeados ao longo dos 23 anos de hegemonia petista, o STF, carinhosamente apelidado de "A Corte dos Guardiões", transformou-se no verdadeiro guardião não da Constituição, mas do regime. Blindada pela Corte, a hegemonia ideológica seguiu intacta, apesar das derrotas nas urnas. Através de decisões monocráticas e interpretações controversas, os ministros passaram a arbitrar diretamente os conflitos entre os Poderes, anulando pautas oposicionistas e validando decretos presidenciais.
Censura
Paralelamente, o governo avançou em sua estratégia de blindagem. O Palácio Lindu implementou o sistema de "Vigilância Soberana", restringindo o acesso a redes sociais do "Brasil Restante" e a veículos de imprensa ocidentais, sob o argumento de combate à "desinformação e sabotagem". Nas palavras do presidente, tratava-se de "proteger a democracia popular das forças reacionárias externas".
Paradoxo
O paradoxo do Nordeste Independente de 2026 estava completo: uma população que votou majoritariamente em pautas liberais e de oposição no Legislativo, mas que permanecia refém de uma estrutura judicial e geopolítica blindada. O Senado Inesperado de 2026 foi uma primavera de esperança na canção popular de Ivanildo Vilanova, sendo sufocada pelos donos do Poder.
NOTA: Todas as informações e projeções deste capítulo baseiam-se nos dados reais do pleito de outubro de
Roberto Viera é médico e cronista
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