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Eleições 2024 - Carreata ocupa as ruas de Caruaru em apoio à eleição de Zé Queiroz

30/09/2024 - Jornal O Poder

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Em apoio à eleição de Zé Queiroz (PDT), o povo ocupou as ruas de Caruaru numa carreata que circulou pela cidade neste domingo (29). Ao todo, o ato percorreu mais de 16 quilômetros de percurso, passando por mais de vinte bairros.


Se emocionou

Logo na concentração, ao lado do Grande Hotel, Zé Queiroz se emocionou com a multidão de pessoas gritando "Volta, Zé". A quantidade de carros era tanta que, uma hora e meia depois, a carreata ainda estava passando no Riachão, um dos trechos iniciais do roteiro.

Momento

Um dos momentos mais emocionantes foi a passagem pela ponte Irmã Jerônima, um marco da gestão de Zé Queiroz. Antes disso, no trajeto pelo Salgado, um belo pôr do sol coloriu de um laranja natural o céu da cidade. Por volta das 20h30, na Rua Macaparana, no bairro Boa Vista, aconteceu o ponto alto da carreata, com a via lotada de moradores, em festa pela passagem de Zé Queiroz.


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Em apoio à eleição de Zé Queiroz (PDT), o povo ocupou as ruas de Caruaru numa carreata que circulou pela cidade neste domingo (29). Ao todo, o ato percorreu mais de 16 quilômetros de percurso, passando por mais de vinte bairros.


Se emocionou

Logo na concentração, ao lado do Grande Hotel, Zé Queiroz se emocionou com a multidão de pessoas gritando "Volta, Zé". A quantidade de carros era tanta que, uma hora e meia depois, a carreata ainda estava passando no Riachão, um dos trechos iniciais do roteiro.

Momento

Um dos momentos mais emocionantes foi a passagem pela ponte Irmã Jerônima, um marco da gestão de Zé Queiroz. Antes disso, no trajeto pelo Salgado, um belo pôr do sol coloriu de um laranja natural o céu da cidade. Por volta das 20h30, na Rua Macaparana, no bairro Boa Vista, aconteceu o ponto alto da carreata, com a via lotada de moradores, em festa pela passagem de Zé Queiroz.


O ministro


Acompanhado do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do secretário executivo do ministério da Previdência Social, Wolney Queiroz, da deputada estadual Rosa Amorim, do superintendente da Sudene, Danilo Cabral, do ex-prefeito Tony Gel e do exército de candidatos e candidatas à Câmara de Vereadores, Zé Queiroz recebeu vários apoios.


Afirmou

O ministro Silvio Costa Filho afirmou não ter dúvida de que, no próximo domingo, Caruaru vai votar 12. “O sentimento de mudança tomou as ruas de Caruaru hoje. Zé Queiroz foi um grande prefeito e vai voltar a governar esta cidade junto com Tonynho. Ao lado do presidente Lula, vamos trazer muitos investimentos para gerar emprego e renda, transformando a vida do caruaruense”, declarou

Leia outras informações

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Prates apresenta energia renovável como vetor de desenvolvimento econômico para o RN

22/10/2026

O ex-senador Jean Paul Prates, consultor do Instituto Brasileiro de Transicao Energética- INTÉ destacou em evento no CREA do Rio Grande do Norte, realizado esta semana, oportunidades para ampliar o aproveitamento da energia renovável na economia potiguar.

A participação de Jean Paul Prates

Ampliou o debate para as perspectivas econômicas e industriais associadas à expansão das fontes renováveis no Rio Grande do Norte. O ex-senador destacou que o estado reúne condições estratégicas para avançar de sua posição de produtor e exportador de eletricidade para um modelo de desenvolvimento capaz de atrair investimentos, agregar valor à produção energética e estimular novas atividades industriais.

Entre as oportunidades apontadas

Estão a instalação de data centers, a expansão da eletrificação dos transportes, o desenvolvimento de projetos de hidrogênio verde e a atração de indústrias eletrointensivas, atividades que pod...

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O ex-senador Jean Paul Prates, consultor do Instituto Brasileiro de Transicao Energética- INTÉ destacou em evento no CREA do Rio Grande do Norte, realizado esta semana, oportunidades para ampliar o aproveitamento da energia renovável na economia potiguar.

A participação de Jean Paul Prates

Ampliou o debate para as perspectivas econômicas e industriais associadas à expansão das fontes renováveis no Rio Grande do Norte. O ex-senador destacou que o estado reúne condições estratégicas para avançar de sua posição de produtor e exportador de eletricidade para um modelo de desenvolvimento capaz de atrair investimentos, agregar valor à produção energética e estimular novas atividades industriais.

Entre as oportunidades apontadas

Estão a instalação de data centers, a expansão da eletrificação dos transportes, o desenvolvimento de projetos de hidrogênio verde e a atração de indústrias eletrointensivas, atividades que podem ampliar o consumo local de energia e diversificar a economia regional.

Prates também ressaltou a importância da articulação entre os estados do Nordeste para fortalecer a infraestrutura energética e criar condições para que uma parcela maior da eletricidade produzida na região seja utilizada em atividades econômicas locais.

Nesse contexto

A modernização dos processos de licenciamento, a capacitação técnica e a construção de marcos regulatórios específicos para novas tecnologias tornam-se elementos relevantes para o planejamento da expansão energética e industrial.

Qualificação do debate

A participação do INTÉ no seminário integra sua atuação voltada à qualificação do debate público sobre os marcos legais e regulatórios do setor energético brasileiro. Por meio da interlocução entre especialistas, indústria, instituições públicas e formuladores de políticas, o Instituto busca contribuir para a construção de soluções que conciliem segurança energética, competitividade econômica, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento regional.




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Eleições 2026 - Globo não consegue viabilizar checagem em debate entre Lula e Flávio

22/10/2026

Mesmo após apelo do público nas redes sociais, a Globo não fará uma checagem ao vivo na TV durante o último debate entre Lula, PT, e Flávio Bolsonaro, PL, na próxima sexta-feira, 23/10. Uma reunião chegou a acontecer para discutir o assunto ontem, 21/10, mas a emissora não encontrou um método viável de esclarecer informações ditas pelos candidatos sem atrapalhar o formato.



"Fato ou Fake"

Uma das sugestões dadas foi a de que um candidato que contasse uma inverdade flagrante perderia tempo de fala em alguns dos blocos. A sugestão foi considerada dura demais e poderia quebrar o ritmo da discussão de ideia. Para atender, de alguma forma, à demanda do público, a empresa promete que irá fazer o trabalho em suas plataformas digitais. A Globo diz que haverá uma força-tarefa para se desmentir mentiras. "A checagem das declarações dos candidatos vai acontecer com a publicação das verificações na página do "Fato ou Fake", diz a emissora em nota...

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Mesmo após apelo do público nas redes sociais, a Globo não fará uma checagem ao vivo na TV durante o último debate entre Lula, PT, e Flávio Bolsonaro, PL, na próxima sexta-feira, 23/10. Uma reunião chegou a acontecer para discutir o assunto ontem, 21/10, mas a emissora não encontrou um método viável de esclarecer informações ditas pelos candidatos sem atrapalhar o formato.



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"Fato ou Fake"

Uma das sugestões dadas foi a de que um candidato que contasse uma inverdade flagrante perderia tempo de fala em alguns dos blocos. A sugestão foi considerada dura demais e poderia quebrar o ritmo da discussão de ideia. Para atender, de alguma forma, à demanda do público, a empresa promete que irá fazer o trabalho em suas plataformas digitais. A Globo diz que haverá uma força-tarefa para se desmentir mentiras. "A checagem das declarações dos candidatos vai acontecer com a publicação das verificações na página do "Fato ou Fake", diz a emissora em nota. César Tralli mediará o encontro, que começa às 21h20, após o Jornal Nacional.

Sociedade Civil

Nos últimos dias, diversos membros da sociedade civil solicitaram que a Globo criasse uma forma de esclarecer falas ditas pelos candidatos. As reclamações aconteceram após o encontro entre Lula e Flávio na Band no domingo, 18/10. A Agência Lupa, pioneira na checagem de fatos no Brasil, procurou a Globo e a Abert, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, para propor uma força-tarefa de verificação de informações. A Globo não respondeu à agência. Petições públicas também endossam a proposta de checagem defendida especialmente pela campanha do PT. Até as 13h00 de hoje, um abaixo-assinado criado por Rafael Brito na plataforma Change.org reunia mais de 1,3 milhão de assinaturas. Outra iniciativa, organizada por professores, alunos e ex-alunos da Escola de Comunicações e Artes, ECA, da USP, reunia mais de 20 mil assinaturas. O texto sugere que o mediador advirta os candidatos que apresentem informações inverídicas e, em caso de reincidência, percam tempo de fala.



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Regra do debate

A Globo diz que, durante os três primeiros blocos do debate, o candidato que não tiver a palavra não poderá se movimentar livremente pelo cenário. Flávio Bolsonaro foi criticado por ter se posicionado atrás de Lula por diversas vezes na Band em busca de recortes para suas redes sociais. (Com a Folha de S.Paulo)




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Eleições 2026 - Advogada diz que após analisar dados de Lula, entregará sigilo de Flávio Bolsonaro

22/10/2026

A equipe jurídica do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, PL, quer analisar os papéis referentes a quebras de sigilo entregues pela campanha do adversário e presidente, Lula, PT, antes de entregar também em definitivo a própria documentação relativa a Flávio. A intenção é verificar se a campanha de Lula está entregando todos os documentos conforme o acordado em desafios públicos ao longo dos últimos dias. Para a análise, por parte de Flávio, os advogados da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet, além do senador eleito e ex-procurador da República, Deltan Dallagnol. O senador e ex-juiz federal, Sergio Moro, também é cotado para ajudar à distância.

Jurídico de Flávio

A equipe jurídica informou à reportagem que está já levando também à Corte os documentos solicitados por Lula para entregá-los de imediato, desde que todo o restante por parte dos petistas a satisfaça.

Reunião das campanhas

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A equipe jurídica do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, PL, quer analisar os papéis referentes a quebras de sigilo entregues pela campanha do adversário e presidente, Lula, PT, antes de entregar também em definitivo a própria documentação relativa a Flávio. A intenção é verificar se a campanha de Lula está entregando todos os documentos conforme o acordado em desafios públicos ao longo dos últimos dias. Para a análise, por parte de Flávio, os advogados da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet, além do senador eleito e ex-procurador da República, Deltan Dallagnol. O senador e ex-juiz federal, Sergio Moro, também é cotado para ajudar à distância.

Jurídico de Flávio

A equipe jurídica informou à reportagem que está já levando também à Corte os documentos solicitados por Lula para entregá-los de imediato, desde que todo o restante por parte dos petistas a satisfaça.

Reunião das campanhas

Após a reunião das duas campanhas no TSE nesta manhã, as equipes de Flávio e Lula acordaram a "abertura total e simultânea" dos respectivos sigilos com a divulgação em site de acesso público.

Os sigilos

A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio e Lula. Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo, 18/10. Na terça-feira, 20/10, apresentou ao TSE e ao STF uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.



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TSE - Mendonça

As devidas liberações devem ser enviadas ao TSE até às 23h59 de hoje, quinta-feira, 22/10, segundo o acordo. O documento será entregue ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, responsável pelo caso na Corte. Ele ainda precisa dar o aval à abertura dos sigilos e requisitar os dados a operadoras de telefonia e ao Banco Central do Brasil.




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Empate Técnico no Indexa - Flávio Bolsonaro tem 45,2% e Lula tem 44,1% no 2º turno

22/10/2026

O senador Flávio Bolsonaro, PL, tem 45,2% das intenções de voto, ante 44,1% do presidente Lula, PT, em uma simulação estimulada de segundo turno da pesquisa Indexa divulgada hoje, quinta-feira, 22/10. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente. Dos entrevistados, 4,8% afirmam que não iriam votar, 4,3% dizem que votarão nulo ou em branco e outros 1,6% não sabem. Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 50,6% do total contra 49,4% de Lula.

Pesquisa anterior

Na comparação com a rodada anterior da pesquisa Indexa de 15/10, o senador oscilou 1,6 ponto porcentual para cima nos votos totais ante 43,6% da pesquisa anterior, enquanto o presidente Lula oscilou 2 pontos porcentuais para cima em uma simulação de segundo turno contra 42,1% registrados na rodada anterior. O porcentual de entrevistados que declaram que não iriam votar caiu de 8% para 4,8%. Na edição de hoje, a Indexa traz os...

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O senador Flávio Bolsonaro, PL, tem 45,2% das intenções de voto, ante 44,1% do presidente Lula, PT, em uma simulação estimulada de segundo turno da pesquisa Indexa divulgada hoje, quinta-feira, 22/10. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente. Dos entrevistados, 4,8% afirmam que não iriam votar, 4,3% dizem que votarão nulo ou em branco e outros 1,6% não sabem. Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 50,6% do total contra 49,4% de Lula.

Pesquisa anterior

Na comparação com a rodada anterior da pesquisa Indexa de 15/10, o senador oscilou 1,6 ponto porcentual para cima nos votos totais ante 43,6% da pesquisa anterior, enquanto o presidente Lula oscilou 2 pontos porcentuais para cima em uma simulação de segundo turno contra 42,1% registrados na rodada anterior. O porcentual de entrevistados que declaram que não iriam votar caiu de 8% para 4,8%. Na edição de hoje, a Indexa traz os números com abertura da casa decimal em virtude de a disputa estar acirrada.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, Flávio Bolsonaro tem 41,9% das intenções de votos ante 41,1% de Lula. Outros 4,5% afirmam que não iriam votar, 4,8% declararam voto nulo ou branco e 7,8% não sabem.

Levantamento

Esse é o quinto levantamento fruto da parceria firmada entre Broadcast/Estadão e Indexa Pesquisas para a divulgação de sondagens eleitorais qualitativas e quantitativas exclusivas sobre a corrida à Presidência da República.




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A Crise da Liderança Política e a Democracia em Risco: Do Carisma à Demagogia - Por Rosa Freitas*

22/10/2026

1. Domínio, Mito e a Herança Social do Brasil

Max Weber nos ensinou que a obediência ou a autoridade sobre a vontade de alguém decorre de três fontes básicas: a racional-legal (ou burocrática), a tradicional (exercida por instituições como a família e a religião) e a carismática. A força desse carisma explica fenômenos como Antônio Conselheiro e a resistência de Canudos nos confins do sertão, bem como a mística da marcha realizada pela Coluna Prestes.

Na fase republicana, o Brasil experimentou diversos líderes e presidentes cujos nomes habitam o inconsciente coletivo: Getúlio Vargas, carlos Prestes Juscelino Kubitschek (JK), João Goulart, Leonel Brizola, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso (uma exceção marcante por ser um acadêmico de profissão e um excepcionalpolítico), Enéas Carneiro e, finalmente, Lula.

Flávio Bolsonaro poderia até ser comparado a Collor pela pouca idade e pela projeção na tela, mas está muito longe da cultura, da...

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1. Domínio, Mito e a Herança Social do Brasil

Max Weber nos ensinou que a obediência ou a autoridade sobre a vontade de alguém decorre de três fontes básicas: a racional-legal (ou burocrática), a tradicional (exercida por instituições como a família e a religião) e a carismática. A força desse carisma explica fenômenos como Antônio Conselheiro e a resistência de Canudos nos confins do sertão, bem como a mística da marcha realizada pela Coluna Prestes.

Na fase republicana, o Brasil experimentou diversos líderes e presidentes cujos nomes habitam o inconsciente coletivo: Getúlio Vargas, carlos Prestes Juscelino Kubitschek (JK), João Goulart, Leonel Brizola, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso (uma exceção marcante por ser um acadêmico de profissão e um excepcionalpolítico), Enéas Carneiro e, finalmente, Lula.

Flávio Bolsonaro poderia até ser comparado a Collor pela pouca idade e pela projeção na tela, mas está muito longe da cultura, da eloquência e do poder de sedução deste. Não possui grandes atributos, a não ser a capacidade de canalizar o ódio coletivo contra as minorias e expor a pior face do brasileiro. Para se aprofundar no tema, pode-se consultar Jessé Souza ou Roberto DaMatta, pois eles expõem essa cicatriz presente no "jeitinho", na milícia, no "carteiraço" no trânsito, no emblemático "Você sabe com quem está falando?", na misoginia, no escárnio e na falta de educação doméstica e cultural.

2. A Degradação da Democracia e o Vazio das Instituições

Por que um candidato tão inferior aos grandes líderes brasileiros pode vencer uma eleição presidencial, além do "ódio ao pobre", como diria Jessé Souza? Atribuo uma parte desse fenômeno ao afastamento da Igreja Católica das camadas mais populares — com o esvaziamento das pastorais de base e da Teologia da Libertação — e à sua substituição por igrejas neopentecostais, que criam líderes milionários às custas da pobreza e de falsas promessas.

Aristóteles classificou as formas de governo em três tipos bons: Monarquia, Aristocracia e Democracia, opondo a elas, respectivamente, as formas corruptas: Tirania, Oligarquia e Demagogia. O problema mais grave reside na Democracia, pois ela frequentemente se aproxima tanto da demagogia que já não sabemos em que terreno pisamos. Este é o nosso caso hoje: o sistema não garante uma boa escolha; garante apenas que se escolha entre A ou B.

Assim, Lula — esse gênio nordestino, migrante, salvo da seca, da violência e da extrema pobreza, sem educação formal, mas detentor de habilidades impressionantes — corre o risco de perder para um fanfarrão sem compromisso com a nação. Quem assistiu aos debates desde a primeira candidatura de Lula, em 1989, ao lado de Brizola, Enéas Carneiro e Collor, e depois o viu confrontar figuras de peso como o "príncipe dos sociólogos" Fernando Henrique Cardoso ou José Serra, sente-se vilipendiado com a pobreza do cenário atual, como já nos sentimos nos últimos anos.

3. O Fim de uma Era e o Deserto de Sucessores

Essa angústia não é exclusiva do Brasil. Os Estados Unidos, a Itália, a Alemanha e outras democracias consolidadas também enfrentam crises semelhantes. O horizonte nos reserva um Congresso ainda mais conservador e perigoso, o enfraquecimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e o desmantelamento de instituições e direitos fundamentais.

Qual é o grande problema? Lula é insubstituível. Ele não conseguiu formar um sucessor, nem abriu espaço suficiente para que nomes como Simone Tebet, Marina Silva, Camilo Santana ou Jaques Wagner crescessem. Sua aposta em Fernando Haddad não se consolidou como o esperado, afinal, não é todo dia que surge um Fernando Henrique Cardoso, capaz de conciliar densidade acadêmica e carisma pessoal.

Ganhar ou perder no próximo domingo significa, para Lula e para o país, o encerramento de uma era que poderá se esgotar no final desta década. Seja qual for o resultado das urnas, o Brasil encontra-se empobrecido de representantes à altura e com as habilidades daqueles que pudemos ver debater e discutir na década de 1990.

Conclusão

A crise da representatividade política no Brasil reflete um colapso que ultrapassa as fronteiras nacionais e atinge o próprio coração do sistema democrático moderno. A transição da liderança carismática construtiva para a exploração demagógica do ressentimento expõe as feridas estruturais da sociedade brasileira — o autoritarismo velado, a desigualdade e a erosão das instituições mediadoras. A ausência de novas lideranças consolidadas deixa o futuro do país à mercê de escolhas polarizadas e empobrecidas. Contudo, a história nos demonstra que a democracia, mesmo quando escolhe caminhar à beira do abismo, carrega em sua essência a semente da resistência e a inevitabilidade de seu próprio recomeço.


Sugestão: assista a uma entrevista de Enéas e entenda que muito mais do que direita ou esquerda estamos falando de um futuro incerto e perigoso.

Referências (ABNT)


ARISTÓTELES. A Política. Tradução de Mário da Gama Kury. 3. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1997.
DAMATTA, Roberto. Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro. 6. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão a Bolsonaro. 1. ed. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2019.
WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Tradução de Regis Barbosa e Karen Elsabe Barbosa. 4. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2004. v. 1.


*Profa. Rosa Freitas, é Doutora em Direito e pelo PPGD/UFPE, servidora pública, com 20 anos de experiência nas áreas pública e privada, Pós-Graduada em Transição Energética e novos Negócios pela PUC-PR, autora de livros e artigos jurídicos, dentre "A nova dogmáticada da tributação de serviçosno Brasil" pela Editora Ponto a Ponto. @profa.dra.rosafreitas e Advrosafreitas@gmail.com




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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.




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LULA, A DEMOCRACIA E O FUTURO DO BRASIL: O VOTO QUE DEFENDE A SOBERANIA E A DIGNIDADE DO POVO

22/10/2026

O voto, a democracia e o futuro do Brasil, por Geovani Oliveira*

O Brasil chega a mais uma decisão eleitoral diante de uma escolha que vai além de nomes e partidos. Está em discussão o país que queremos construir, o valor da democracia, a soberania nacional e a oportunidade de milhões de brasileiros viverem com mais dignidade. A defesa da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva representa, para seus apoiadores, a continuidade de um projeto que coloca a inclusão social, a educação e o combate à fome no centro das prioridades nacionais.

Um país soberano, um povo respeitado

O Brasil não pode abrir mão de sua independência para atender aos interesses de outras nações ou de grupos econômicos. Soberania significa decidir os próprios caminhos, defender nossas riquezas e construir relações internacionais com respeito e autonomia. Nenhum país se torna verdadeiramente forte quando sua população passa fome, quando o filho do trabalhador não conse...

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O voto, a democracia e o futuro do Brasil, por Geovani Oliveira*

O Brasil chega a mais uma decisão eleitoral diante de uma escolha que vai além de nomes e partidos. Está em discussão o país que queremos construir, o valor da democracia, a soberania nacional e a oportunidade de milhões de brasileiros viverem com mais dignidade. A defesa da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva representa, para seus apoiadores, a continuidade de um projeto que coloca a inclusão social, a educação e o combate à fome no centro das prioridades nacionais.

Um país soberano, um povo respeitado

O Brasil não pode abrir mão de sua independência para atender aos interesses de outras nações ou de grupos econômicos. Soberania significa decidir os próprios caminhos, defender nossas riquezas e construir relações internacionais com respeito e autonomia. Nenhum país se torna verdadeiramente forte quando sua população passa fome, quando o filho do trabalhador não consegue estudar ou quando a pobreza impede milhões de pessoas de realizar seus sonhos.

Programas sociais

Como o Bolsa Família, e políticas de segurança alimentar têm papel importante nessa luta. Dados oficiais do IBGE mostram que a insegurança alimentar grave caiu de 4,1% dos domicílios, em 2023, para 3,2%, em 2024. É um avanço significativo, embora a fome ainda permaneça como um problema que exige atenção permanente.

Educação não pode ser privilégio de quem tem dinheiro

Uma das maiores injustiças históricas do Brasil foi transformar o acesso ao ensino superior em uma oportunidade muito mais fácil para quem nasce em famílias de maior renda. Políticas como o ProUni, o Fies, a expansão das universidades federais e a Lei de Cotas ampliaram caminhos para que jovens de famílias pobres, estudantes da rede pública e grupos historicamente excluídos chegassem à universidade. E aqui está uma questão fundamental: o filho do trabalhador também pode ser médico, advogado, engenheiro, professor ou pesquisador. A capacidade de uma pessoa não é determinada pelo saldo bancário de seus pais.

Em um curso de Medicina

O estudante pobre deve ter a mesma oportunidade de aprender, desenvolver suas habilidades e exercer a profissão com excelência que o estudante rico. Isso não significa abrir mão do mérito ou da qualidade. Significa garantir que o talento não seja desperdiçado pela falta de dinheiro. Investir em educação é investir no futuro do Brasil. E defender a continuidade das políticas de inclusão é defender um país em que o nascimento não determine o destino de ninguém.

O Nordeste é uma potência de inteligência e talento

O Nordeste brasileiro precisa ser reconhecido não pela caricatura da pobreza, mas pela grandeza de seu povo. Nossa região é berço de artistas extraordinários, escritores, cientistas, pensadores, médicos, juristas, professores, empreendedores e profissionais de alto gabarito. De Pernambuco saíram nomes que marcaram a cultura, a ciência e o pensamento brasileiro. Nossas universidades produzem conhecimento, formam profissionais e contribuem para o desenvolvimento do país. O nordestino não precisa de favor nem de piedade. Precisa de oportunidade, investimento, respeito e políticas públicas capazes de transformar talento em realização.

O centro do debate

É por isso que a educação, a proteção social e o desenvolvimento regional devem permanecer no centro do debate político. O Brasil não será plenamente desenvolvido enquanto parte de sua população continuar sem acesso às condições básicas para prosperar.

Democracia: o direito de pensar, escolher e viver em liberdade

Defender a democracia é respeitar a Constituição, as eleições livres, a liberdade de expressão e o direito de cada cidadão escolher seus representantes sem ameaças ou intimidação. O Brasil não precisa de uma sociedade dividida pelo ódio, na qual adversários políticos sejam tratados como inimigos. Precisamos de firmeza nas convicções, mas também de respeito às diferenças.

O radicalismo

Enfraquece o diálogo e transforma divergências legítimas em conflitos permanentes. Podemos discordar de governos, criticar decisões e exigir resultados sem abandonar o respeito às instituições democráticas. A liberdade de um cidadão não pode depender de sua posição política, de sua condição financeira ou de sua origem social. Em um Estado Democrático de Direito, todos devem estar protegidos pela Constituição.

Pernambuco e a escolha do futuro

Em Pernambuco, a discussão sobre a reeleição de Lula também envolve as expectativas de quem deseja mais oportunidades, fortalecimento das políticas sociais, desenvolvimento econômico e ampliação do acesso à educação. O eleitor pernambucano tem o direito de avaliar propostas, comparar trajetórias e decidir de maneira consciente. Para quem defende a continuidade desse projeto, Lula representa a possibilidade de manter políticas que procuram reduzir desigualdades e ampliar oportunidades para os brasileiros mais pobres.

Existem desafios

Não se trata de afirmar que todos os problemas foram resolvidos. A saúde pública ainda enfrenta desafios, a educação precisa avançar e o emprego digno continua sendo uma necessidade para muitas famílias. Reconhecer os avanços não significa ignorar as dificuldades; significa discutir o que deve ser preservado, corrigido e melhorado.

25 de outubro: democracia e futuro

No próximo dia 25 de outubro, os brasileiros voltarão às urnas para o segundo turno das eleições presidenciais. Será um momento de responsabilidade e de decisão sobre os rumos do país. Aos que acreditam na soberania nacional, na inclusão social, na educação como instrumento de transformação e na preservação do Estado Democrático de Direito, fica o chamado à participação consciente.

Defender Lula

É, para seus apoiadores, defender a continuidade de um caminho político que busca combinar desenvolvimento, proteção social e oportunidades para quem historicamente teve menos acesso a elas. No dia 25 de outubro, vote com consciência. Vote pensando no Brasil, na democracia, na dignidade do povo e no futuro das próximas gerações. Porque o futuro de uma nação não deve ser construído pelo ódio, pelo preconceito ou pela exclusão, mas pela liberdade, pela justiça social e pela esperança de que todo brasileiro possa viver com dignidade.

*Advogado.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre debate e acolhe opiniões eleitorais de qualquer tendência, desde que colocadas em termos respeitosos e democráticos.




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Veneziano convida para a Live com Lula hoje, 19h

22/10/2026

O Senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) está convidando seus apoiadores e os paraibanos em geral para a Live do ‘Exército de Lula’, na noite desta quinta-feira (22/10), com a participação do presidente e candidato à reeleição Luís Inácio Lula da Silva (PT). A live começará às 19h.

Veneziano

Utilizou suas redes sociais para mobilizar o “time de Lula” na Paraíba e “o time dos que querem e defendem a democracia plena” para que participem da live e estejam em mobilização constante até o domingo, dia da eleição.

Apoiadores

O deputado federal reeleito André Janones (REDE-MG) e outras lideranças que apoiam a reeleição de Lula em todo o Brasil também irão participar.

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O Senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) está convidando seus apoiadores e os paraibanos em geral para a Live do ‘Exército de Lula’, na noite desta quinta-feira (22/10), com a participação do presidente e candidato à reeleição Luís Inácio Lula da Silva (PT). A live começará às 19h.

Veneziano

Utilizou suas redes sociais para mobilizar o “time de Lula” na Paraíba e “o time dos que querem e defendem a democracia plena” para que participem da live e estejam em mobilização constante até o domingo, dia da eleição.

Apoiadores

O deputado federal reeleito André Janones (REDE-MG) e outras lideranças que apoiam a reeleição de Lula em todo o Brasil também irão participar.




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Ditadura Nunca Mais! - Artigo - Por Ubirajara Ramos*

22/10/2026

Era uma vez três adolescentes que moravam em Santo Amaro, frequentavam as missas de Frei Félix e cruzavam diariamente os corredores do Colégio Estadual de Pernambuco, o tradicional Ginásio Pernambucano, no Recife. Eu era um deles. Os outros eram Jonas e Augusto, irmãos de Marisa.

Líder, amigo e ‘namorada’

Jonas, líder do nosso grêmio estudantil, estava sempre por perto e disposto a ajudar todo mundo. Augusto era amigo de estudos, bate-papos e peladas. E Marisa, sem que ela soubesse, era a minha ‘namorada’ daquele tempo de paz.

A voz firme de mãe

Mas a calmaria reinante entre missas, peladas e os corredores da escola, logo iria acabar. No início da tarde de 1º de abril de 1964, Jonas apareceu na casa vizinha; estava convocando os estudantes para uma passeata contra o golpe militar e na defesa da legalidade do governo Arraes. E me convidou para ir junto. Pensei em acompanhá-lo. Mas a voz firme de minha mãe não deix...

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Era uma vez três adolescentes que moravam em Santo Amaro, frequentavam as missas de Frei Félix e cruzavam diariamente os corredores do Colégio Estadual de Pernambuco, o tradicional Ginásio Pernambucano, no Recife. Eu era um deles. Os outros eram Jonas e Augusto, irmãos de Marisa.

Líder, amigo e ‘namorada’

Jonas, líder do nosso grêmio estudantil, estava sempre por perto e disposto a ajudar todo mundo. Augusto era amigo de estudos, bate-papos e peladas. E Marisa, sem que ela soubesse, era a minha ‘namorada’ daquele tempo de paz.

A voz firme de mãe

Mas a calmaria reinante entre missas, peladas e os corredores da escola, logo iria acabar. No início da tarde de 1º de abril de 1964, Jonas apareceu na casa vizinha; estava convocando os estudantes para uma passeata contra o golpe militar e na defesa da legalidade do governo Arraes. E me convidou para ir junto. Pensei em acompanhá-lo. Mas a voz firme de minha mãe não deixou. Disse que o clima nas ruas estava perigoso e que eu ainda era muito novo. Afinal, eu tinha apenas 14 anos.



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Um tiro na boca!

Enquanto minha mãe me manteve em segurança, no centro da cidade imperava o terror: na Av. Dantas Barreto, a passeata foi recebida pelo Exército à bala. Jonas foi fuzilado com um tiro na boca! Ivan Rocha, estudante de engenharia, foi fuzilado ao seu lado. Eles foram os primeiros mártires da ditadura em Pernambuco. O massacre ecoou como uma bomba; o choque foi devastador. Se não fosse minha mãe, eu também poderia ter sido fuzilado...

Flertes com o retrocesso

Hoje, seis décadas depois, percebemos com profunda preocupação que o distanciamento dos fatos não eliminou o perigo. As nuvens da ditadura, com discursos autoritários e flertes com o retrocesso, voltam a nos assombrar e ameaçar as liberdades democráticas e as conquistas sociais que tantas vidas custaram. Lembrar o destino brutal de Jonas José de Albuquerque Barros, não é apenas um exercício de saudade; é um dever de alerta contra a extrema-direita bolsonarista que, incessantemente, tenta cravar as garras de uma ‘águia fascista’ sobre nós.

Alegria e Esperança

Contudo, é com imensa alegria e esperança que vemos as jovens Ana Elisa – estudante de direito e futura deputada federal por Minas Gerais – e Bianca Borges – advogada, estudante de letras e presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) – coordenando as mobilizações de rua e de redes sociais ao lado de outras entidades estudantis e movimentos sociais contra uma candidatura golpista e entreguista, em prol da reeleição do presidente Lula. Então, conclamamos todos a se juntarem a essa luta. O sacrifício de nossos mártires não pode ter sido em vão.


Jonas, presente!


*Ubirajara Ramos, é Auditor fiscal aposentado, pesquisador independente, ativista pró-legalização da Cannabis, autor do livro 'Tá Todo O Mundo Enganado!' - Sobre a Maconha e a Política de Guerra às Drogas Mundial, ex-diretor das associações Aliança e AMME Medicinal, é membro da Comissão Especial de Políticas sobre Drogas da OAB-PE e palestrante internacional.


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.



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Da Série Mistérios do Aquém: Avarezas, Mentiras e devoções santíficas – Por Natanael Sarmento*

22/10/2026

A “Comédia da Panela ou do Potinho” de Plauto, dramaturgo A.C, inspirou o “Avarento” de Molière e “O Santo e a Porca” de Ariano Suassuna. Clássicas obsessões e conflitos das tragicomédias cotidianas.

No Teatro da vida

Charlie Chaplin comparou a vida a um espetáculo teatral no qual não realizamos ensaios. Neste mesmo sentido, Millôr comparava a vida a desenhar sem borracha. Não desenho o significado das frases, respeito a inteligência do leitor.

Quem imita quem?

Na filosofia da arte se discutia se a arte imitava a vida ou se “A vida imitava a arte muito mais do que a arte imita a vida”, como ensinava Oscar Wilde no ensaio A Decadência da Mentira. Nessa era “virtual” de redes digitais e IA a questão volta à ribalta. Preferimos o entendimento dialético. Da retroalimentação de imitações (influências) recíprocas. Da superação do formalismo binário do quem imita quem.

Sociedade do Espetáculo
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A “Comédia da Panela ou do Potinho” de Plauto, dramaturgo A.C, inspirou o “Avarento” de Molière e “O Santo e a Porca” de Ariano Suassuna. Clássicas obsessões e conflitos das tragicomédias cotidianas.

No Teatro da vida

Charlie Chaplin comparou a vida a um espetáculo teatral no qual não realizamos ensaios. Neste mesmo sentido, Millôr comparava a vida a desenhar sem borracha. Não desenho o significado das frases, respeito a inteligência do leitor.

Quem imita quem?

Na filosofia da arte se discutia se a arte imitava a vida ou se “A vida imitava a arte muito mais do que a arte imita a vida”, como ensinava Oscar Wilde no ensaio A Decadência da Mentira. Nessa era “virtual” de redes digitais e IA a questão volta à ribalta. Preferimos o entendimento dialético. Da retroalimentação de imitações (influências) recíprocas. Da superação do formalismo binário do quem imita quem.

Sociedade do Espetáculo

Na obra Sociedade do Espetáculo (1967) Guy Debord sustenta que as sociedades modernas capitalistas são movidas pelo consumo. Elas retiram a essência e autenticidade da vida social humana na produção das representações do "espetáculo". Não se refere apenas à mídia, televisão ou cinema. Refere-se as relações sociais intermediadas por imagens.

Em nome de Deus

Três Henriques pretendiam o trono francês: Henrique III - da dinastia Valois e Henrique de Guise do clero católico e Henrique de Navarra, dos protestantes.

A espada divina

Católicos e protestantes se matavam uns aos outros. Massacres em Paris e nas províncias do reino. No final ocorre o milagre do aquém: o líder protestante Henrique de Navarra, o IV, se converte ao catolicismo - “quem morreu, morreu, antes eles do que eu”. Foi entronado Rei de França. Popularizou o dito: “Paris vale uma missa”

No Brasil

Victorio Galli, o deputado da “bancada evangélica” bolsonarista deu provas de sua fé inabalável. Apresento no Congresso Nacional projeto de Lei que retira o título de Padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida.

“Vale tudo eleitoral”

Na corrida presidencial de 2026, o candidato da extrema direita é preferencial da maioria dos evangélicos. Na contraprestação o filho do Bolsonaro prometeu Decretar "O Brasil é do Senhor Jesus Cristo", se eleito.

Reação católica

Católicos de todo Brasil criticaram tal intenção. Inclusive eleitores do fascista. Consideram absurdo inaceitável cassar o título de N. S. Aparecida. Desde os romanos, a nova lei revogava a antiga, expressa ou tacitamente.

Bombeiro

Diante da repercussão negativa, o Flavio correu à Matriz de Aparecida e pousou para ensaio fotográfico erguendo Nossa Senhora Aparecida com mais ardor católico que o próprio papa.

Baudolino

Nome de romance Umberto Eco, no qual o filósofo aprofunda questões semióticas. O protagonista Baudolino é mitômano contumaz. Eco trata da força criativa da mentira. O mentiroso Baudolino se depara com o guardião dos fatos, um sério bizantino Nicetas, aferrado à verdade.

Goebbels

O chefe da propagada nazista Joseph Goebbels controlava e censura os meios de comunicação da Alemanha hitlerista. Seu lema manipulador: “repetir uma mentira mil vezes até se tornar verdade”.

Debate presidencial

A principais agencias de checagem de fatos (Aos Fatos, Lupa, UOL Confere e Estadão Confere) registraram diversas mentiras, distorções e falta de comprovação nas falas do Flávio no debate presidencial do 2º turno, ao vivo na televisão aberta para todo Brasil.

A prática é o critério da verdade

Lula foi por ele acusado de corrução. Respondeu com o desafiou prático: os dois abrirem os sigilos bancários e telefônicos, para saber quem é corruto.

Disse e fez

No dia seguinte, Lula apresentou formalmente a autorização de abertura dos seus sigilos, ao Tribunal Eleitoral.

O acusador amarelou

Já se disse que não deve não teme, mas o difamador que aponta com dedo sujo inventou uma lista enorme de exigências para abrir o seu sigilo. Na prática, assinou o atestado de corrupto.

Minto, não nego

Enquanto Lula formaliza pedido à TV Globo para implementar o sistema de checagem de fatos em tempo real, o candidato fascista manifesta-se contra e afirma que não participa nem assina compromisso com a emissora caso o sistema de verificação seja adotado.

Virtual real

Na urna eletrônica o resultado é real. Duas propostas estão em disputa. Se há, ou não semelhanças entre as mentiras de Baudolino e a seriedade de Niceas, decida o fino leitor.

Declaração

Não escondo o que penso e o que faço. Votei em Samara Martins no 1º Turno. Votarei no Lula 13 no 2º Turno, pela democracia, pela verdade e contra o fascismo. E podem trazer o aparelho de checagem em tempo, assim como autorizo a abertura dos sigilos bancários e telefônicos, sem lista de feira.


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.



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Veneziano convida para a Live às 19h desta quinta com o ‘Exército de Lula’

22/10/2026

O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) está convidando seus apoiadores e os paraibanos em geral para a Live do ‘Exército de Lula’, na noite desta quinta-feira (22/10), com a participação do presidente e candidato à reeleição Luíz Inácio Lula da Silva (PT). A live começará às 19h.

Redes sociais

Veneziano utilizou suas redes sociais para mobilizar o “time de Lula” na Paraíba e “o time dos que querem e defendem a democracia plena” para que participem da live e estejam em mobilização constante até o domingo, dia da eleição.

Janones


O deputado federal reeleito André Janones (REDE-MG) e outras lideranças que apoiam a reeleição de Lula em todo o Brasil também irão participar.

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O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) está convidando seus apoiadores e os paraibanos em geral para a Live do ‘Exército de Lula’, na noite desta quinta-feira (22/10), com a participação do presidente e candidato à reeleição Luíz Inácio Lula da Silva (PT). A live começará às 19h.

Redes sociais

Veneziano utilizou suas redes sociais para mobilizar o “time de Lula” na Paraíba e “o time dos que querem e defendem a democracia plena” para que participem da live e estejam em mobilização constante até o domingo, dia da eleição.

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O deputado federal reeleito André Janones (REDE-MG) e outras lideranças que apoiam a reeleição de Lula em todo o Brasil também irão participar.




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