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Eleições 2024 - Carreatas movimentam reta final da campanha eleitoral em Campina Grande

30/09/2024

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A oito dia das eleições e reta final da corrida pela conquista da Prefeitura Municipal de Campina Grande, a campanha “pega fogo” na segunda maior cidade da Paraíba, especialmente, neste final de semana com os prefeitáveis intensificando as atividades em busca do voto. As duas principais candidaturas apontadas pelas pesquisas eleitorais mediram forças nas ruas, com a realização de duas grandes carreatas.


Bruno nas ruas

No sábado (28/09), o prefeito e candidato à reeleição Bruno Cunha Lima (União Brasil) promoveu a sua carreata na reta final da campanha. Segundo estimativa da Superintendência de Trânsito e Transportes de Campina Grande (STTP) mais de 4 mil veículos participaram do encontro, formando uma fila de carros e motos de, aproximadamente, 7 km.

Percorreu

O trajeto da carreata passou por mais de 20 bairros de Campina, percorrendo ao todo 28 km, levando a mensagem de Bruno para quem estava nas ruas,...

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A oito dia das eleições e reta final da corrida pela conquista da Prefeitura Municipal de Campina Grande, a campanha “pega fogo” na segunda maior cidade da Paraíba, especialmente, neste final de semana com os prefeitáveis intensificando as atividades em busca do voto. As duas principais candidaturas apontadas pelas pesquisas eleitorais mediram forças nas ruas, com a realização de duas grandes carreatas.


Bruno nas ruas

No sábado (28/09), o prefeito e candidato à reeleição Bruno Cunha Lima (União Brasil) promoveu a sua carreata na reta final da campanha. Segundo estimativa da Superintendência de Trânsito e Transportes de Campina Grande (STTP) mais de 4 mil veículos participaram do encontro, formando uma fila de carros e motos de, aproximadamente, 7 km.

Percorreu

O trajeto da carreata passou por mais de 20 bairros de Campina, percorrendo ao todo 28 km, levando a mensagem de Bruno para quem estava nas ruas, em casa e nos comércios esperando a passagem da comitiva.

Acompanhado

Bruno esteve ao lado do Deputado Federal Romero Rodrigues (Podemos), do Deputado Estadual Tovar Correia Lima (PSDB), dos senadores Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Efraim Filho (União Brasil), além do ex-deputado Pedro Cunha Lima, o ex-senador Cássio Cunha Lima, o candidato a vice-prefeito Alcindor Villarim e diversos candidatos a vereador da Coligação “Por Amor a Campina).

Jhony Bezerra

Ontem, domingo (29/09), foi a vez da coligação do candidato Jhony Bezerra (PSB) e o seu vice Marinaldo Cardoso (Republicanos), realizar a sua carreata marcada. As principais lideranças políticas que apoiam a candidatura de Jhony estiveram presentes na carreata, a exemplo do vice-governador Lucas Ribeiro (PP), senadora Daniella Ribeiro (PSD), deputados federais Aguinaldo Ribeiro (PP), Hugo Motta (Rep) e Murilo Galdino (Rep), e Adriano Galdino (Rep), presidente da Assembleia Legislativa; além de mais de 100 candidatos a vereador.


Percorreu

A carreta percorreu mais de 20 bairros da cidade, começando por volta das 11h e só encerrando à noite. O percurso envolveu os bairros das quatro zonas de Campina Grande. A estimativa é que mais de 4 mil veículos tenham participado da carreata. Com o evento deste domingo, os organizadores esperavam consolidar a força da candidatura de Dr Jhony e Marinaldo, movimentando a cidade e fortalecendo a mensagem de mudança.


Estratégias

Na reta final da disputa eleitoral, as estratégias focam no convencimento dos indecisos e dos eleitores que não votam em ninguém. A Polícia Militar reforçou a segurança nos dois dias. O objetivo foi evitar possíveis confrontos, em função do acirramento por conta da proximidade do pleito. (O Poder)

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Leia outras informações

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Entrevista - Antonio Lavareda diz que a abstenção vai definir domingo

20/10/2026

O Poder - O senhor cita o estrategista Dan Schrn: "No sistema solar das campanhas, os profissionais são de Marte, os acadêmicos de
Vênus.” O senhor é de qual pleneta?(Risos)


Lavareda - A frase do estrategista Dan Schnur distingue não apenas duas categorias, mas
dois olhares sobre as eleições. Devo ser de Mercúrio, pois pertenço a um grupo
minoritário de “híbridos”. Talvez eu seja hoje, quem estude eleições e partidos há mais tempo, tendo publicado meu primeiro artigo em 1979. Nessa área escrevi dissertação de mestrado, tese de doutorado e 12 livros, sozinho ou em parceria. De outro lado, antes de me dedicar aos comentários na TV, participei de pelo menos 91 campanhas majoritárias, dentro e fora do país, sendo cinco presidenciais. Atuei como coordenador de pesquisas,
consultor de estratégia e, em mais de uma dezena, coordenador do marketing. Tive a honra
de trabalhar para muitos dos melhores políticos da Nova República...

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O Poder - O senhor cita o estrategista Dan Schrn: "No sistema solar das campanhas, os profissionais são de Marte, os acadêmicos de
Vênus.” O senhor é de qual pleneta?(Risos)


Lavareda - A frase do estrategista Dan Schnur distingue não apenas duas categorias, mas
dois olhares sobre as eleições. Devo ser de Mercúrio, pois pertenço a um grupo
minoritário de “híbridos”. Talvez eu seja hoje, quem estude eleições e partidos há mais tempo, tendo publicado meu primeiro artigo em 1979. Nessa área escrevi dissertação de mestrado, tese de doutorado e 12 livros, sozinho ou em parceria. De outro lado, antes de me dedicar aos comentários na TV, participei de pelo menos 91 campanhas majoritárias, dentro e fora do país, sendo cinco presidenciais. Atuei como coordenador de pesquisas,
consultor de estratégia e, em mais de uma dezena, coordenador do marketing. Tive a honra
de trabalhar para muitos dos melhores políticos da Nova República. Nesse número não
estão computadas as centenas de campanhas em que o Ipespe forneceu pesquisas.

O Poder - Realmente, sua fama e seu conceito têm um lastro factual impressionante...

Lavareda - Faço esse disclaimer apenas para dizer que, desde as primeiras eleições pósredemocratização, acompanho o problema do diferencial de comparecimento. Quando os
clientes tinham condições de vencer no primeiro turno preocupava-me assegurar uma margem de alguns pontos acima dos 50%, pois a experiência mostrava que parte dessa vantagem não se concretizaria. Na quinta-feira anterior ao primeiro turno antecipei em entrevista ao NeoFeed que “Lula perderia milhões de votos para a abstenção” e que “não ficaria surpreso se ele nas urnas fosse ultrapassado por Flávio”.

O Poder - A abstenção é seletiva ou democrática?

Lavareda - A princípio, todos os candidatos perdem votos para a ausência às urnas. Quem não conhece amigos ou parentes que deixaram de votar pelos mais variados motivos? O voto
obrigatório certamente impede que o comparecimento seja menor, mas não evitou que os ausentes superassem um quinto do eleitorado. A questão com repercussão concreta é
outra: quem perde mais? Ou o prejuízo é simétrico?

O Poder - Historicamente...

Lavareda - FHC perdeu votos. Lula e Dilma também. Perdem mais os candidatos, de esquerda ou
direita, com grande penetração na base da pirâmide social. Em 1989, nenhum dos
principais concorrentes tinha essa característica e, com abstenção baixa, as urnas
praticamente reproduziram as pesquisas para os três líderes. De 2002 para cá, em média, os candidatos do PT recuaram oito pontos em relação aos levantamentos da véspera. Os principais adversários declinaram quatro vezes menos: apenas dois pontos. Os terceiros colocados perderam três, mesma redução média do agregado das demais candidaturas.

O Poder - Como o senhor conseguiu inferir isso?

Lavareda - Pelo menos desde a eleição passada, estabeleceu-se relativo
consenso entre os participantes do COP/Abep e da Abrapel em torno de duas premissas.
A primeira: pesquisas não são prognósticos (o que tenho afirmado publicamente desde
2014). Medem “atitudes” ex ante, dentro de margens de erro conhecidas, sem pretender
prever o “comportamento” na urna. Diferentemente de quem tenta fazê-lo recorrendo aos
modelos de likely voter inspirados em George Gallup ou a outras técnicas projetivas.
Somente no caso de previsões cabe falar em “acerto ou erro”. A segunda: a comparação
correta entre levantamentos e resultados exige cotejar os respectivos totais. Como
sintetiza o veterano pesquisador João Francisco Meira: “Amostras são desenhadas para
representar o total do eleitorado. Estimar comparecimento é apenas uma adivinhação
educada”.

O Poder - Professor, as pesquisas erraram feio inclusive na eleição passada...

Lavareda - Em artigo publicada na Folha de São Paulo, em 15/10/2022, rebati críticas às pesquisas na
eleição passada explicando as discrepâncias com base nos totais divulgados por DataFolha, Ipespe, MDA, Ipec e Quaest.
Mostreu as últimas pesquisas anteriores ao primeiro turno das dez eleições
presidenciais da Sexta República, ao lado dos resultados do TSE, ambos calculados sobre o eleitorado total. Os levantamentos são do Datafolha, único instituto presente em todo o período, permitindo acompanhar uma série metodologicamente consistente.

O Poder - Conhecemos o seu estudo. Por que o senhor tratou seus números como referentes ao universo dos eleitores, e não apenas aos
votantes?


Lavareda - O Datafolha aplicou um filtro, excluindo quem declarava não
pretender votar. Primeiro, porque sua metodologia define o universo
como “eleitores com 16 anos ou mais”. Segundo, porque a pergunta sobre
comparecimento é em grande medida inócua. A ausência, embora sujeita a multa baixa, é
socialmente ilegítima e pouco confessada, enquanto o TSE promove intensas campanhas
de estímulo ao voto, inclusive dos desobrigados. Na última pesquisa Nexus, próxima à
do Datafolha, nada menos que 96% declaravam intenção de comparecer. Terceiro, pela
evidência empírica: os percentuais da pesquisa da véspera praticamente repetiram os de
três dias antes, sem filtro.

O Poder - E no primeiro turno de 2026, como se explica o erro?

Lavareda - Lula permaneceu estável. Flávio avançou dois pontos, dentro
da margem de erro, possivelmente pelo voto útil. E os demais oscilaram de onze para dez
pontos.
No primeiro turno de 2026, todos os candidatos tiveram eleitores que não compareceram.
Lula perdeu oito pontos, Flávio cinco, Cury apenas um, e os demais,
somados, quatro. Brancos e nulos representaram 4% do eleitorado, enquanto a abstenção
superou ligeiramente 21%. Foi isso que mudou a ordem de colocação.

O Poder - Por que Lula perdeu mais?

Lavareda - Em razão do peso da baixa renda, menor escolaridade e idosos na
composição de sua base. Na véspera, alcançava 56% entre os de ensino fundamental, 51%
entre os não economicamente ativos e 50% na faixa de até dois salários mínimos. Nesta última estavam cerca de seis em cada dez eleitores dele, contra pouco mais de um terço dos de Flávio. Como mostra a tabela, FHC também sofreu perdas expressivas em 1994 e 1998, quando tinha grande força entre os mais pobres.
Há quem discorde, argumentando que a ausência não prejudicou Lula porque permaneceu relativamente estável no país e até diminuiu no Nordeste, sua principal base eleitoral.

O Poder - Que interpretação estranha, com todo o respeito...

Lavareda - Realmente. Essa interpretação ignora, primeiro, que o fenômeno já havia subtraído votos potenciais
do presidente em 2022, como demonstrei no artigo mencionado. Naquela ocasião, o
prejuízo pode ter sido ainda maior, pois sua intenção de voto era seis pontos superior, com
concentração mais acentuada na base da pirâmide. Segundo, mesmo que tenha perdido proporcionalmente menos no Nordeste, isso não exclui a possibilidade de muitos de seus apoiadores terem ficado em casa nas demais regiões, especialmente no Sudeste. Nas cinco maiores cidades — São Paulo, Rio de Janeiro,
Belo Horizonte, Guarulhos e Campinas —, a abstenção superou a média nacional.
Ressalvando possíveis problemas cadastrais, quase 30% dos ausentes não
tinham obrigação de votar. Nesse contingente estavam nada menos que 4,5 milhões de mulheres idosas de baixa escolaridade que não compareceram.

O Poder- Da para comparar com 2022?

Lavareda - A taxa geral de
abstenção de 2022, no primeiro turno, diferiu da registrada nesta eleição em apenas 0,13 ponto percentual. O que revela
uma relação ordinal quase perfeitamente inversa entre escolaridade e abstenção nas oito categorias analisadas . A taxa alcança 52,1% entre os eleitores analfabetos, contra 12,4% entre aqueles com ensino superior completo: no primeiro
grupo, portanto, a abstenção é 4,2 vezes maior. Como o número de categorias é pequeno,
o coeficiente deve ser entendido como estritamente descritivo. Além disso, por se basear em dados agregados, não autoriza inferências sobre comportamentos individuais, o que
incorreria em “falácia ecológica”.

O Poder - O perfil de comparecimento dos mais pobres no Brasil diferente de outros países?

Lavareda - A maior ausência dos mais pobres não é singularidade brasileira. Há décadas sabe-se que
a participação eleitoral é socialmente seletiva, favorecendo grupos com maiores recursos
econômicos, educacionais e políticos. A ausência atinge especialmente pessoas de baixa
renda, trabalhadores em ocupações precárias e mulheres pobres chefes de família, que no
Brasil enfrentam dificuldades adicionais com o fechamento das creches públicas aos
domingos eleitorais. A tese clássica de Lijphart sobre a desigualdade
socioeconômica refletida na presença às urnas, confirma-se a cada ciclo.
Embora a abstenção varie entre países por múltiplos fatores , a maioria
dos estudos encontra associação positiva entre renda, escolaridade e participação. Os mais
educados, além de disporem de mais informação e recursos, têm maior familiaridade com
temas políticos e atribuem maior importância ao voto. A educação reduz, portanto, os
custos cognitivos da participação e aumenta a probabilidade de comparecimento.

O Poder - E quanto à renda?

Lavareda - Essa
exerce efeito menos direto e não linear. Votar, em princípio, não exige grandes
despesas, mas custos aparentemente modestos, como transporte até a seção eleitoral, podem representar obstáculos relevantes para cidadãos pobres, sobretudo quando residem longe do local de votação.
A idade também constitui recurso político importante. Em geral, os mais velhos
comparecem mais que os jovens, tanto nas democracias desenvolvidas quanto nos países em desenvolvimento. Exemplo clássico foi o Brexit. A maioria da opinião pública optava pelo remain. Mas os jovens votaram menos e os mais velhos deram vitória ao leave.

O Poder - Mas lá o comparecimento nao é obrigatório...

Lavareda - Claro. Porém no Brasil, há uma particularidade decisiva: a desobrigação do voto a partir dos 70 anos altera essa trajetória.
Consideradas 22 faixas etárias, a correlação entre idade e abstenção é positiva, mas a relação é não linear. A taxa começa relativamente baixa aos 16 anos 3
(16,22%), cresce até os 21–24 (23,50%) e depois declina até atingir o mínimo entre 55 e 59 anos (11,93%). A partir daí volta a subir, alcançando 38,98% entre 70 e 74 anos e ultrapassando amplamente 50% nas idades seguintes.

O Poder - Esse é um padrão latino-americano?

Lavareda - Aqui na América Latina, Carreras e Castañeda-Angarita analisaram o comparecimento em 18 países a partir de três perspectivas: recursos individuais,
motivações políticas e redes de mobilização. Concluíram que, embora votar demande menos tempo e dinheiro do que outras modalidades de participação, exige habilidades e recursos mínimos para compreender o que está em disputa e desenvolver interesse pelo resultado.
Para os autores, a idade aproxima a experiência política acumulada pelo contato com questões concretas — emprego, habitação, impostos, saúde e benefícios sociais —, além das conversas e do aprendizado sobre política. Seus resultados não atribuem a nenhuma das três perspectivas capacidade isolada de explicar o comparecimento. Identificam,
porém, dois preditores particularmente fortes: escolaridade e idade, esta última como indicador de experiência.
Esses recursos objetivos explicam a participação bem mais que motivações subjetivas, como confiança nas eleições, sentimento de eficácia e até interesse pela política, que frequentemente pressupõe algum patamar educacional. Os autores contestam, assim,
interpretações segundo as quais variáveis socioeconômicas, decisivas em outras democracias ocidentais, teriam pouca relevância na região. Ao contrário, demonstram que escolaridade, idade e situação ocupacional são preditores fundamentais do ato de votar.

O Poder - Concluindo que a conversa tá boa mas tá comprida (risos), e domingo?

Lavareda -O que eu já havia constatado empiricamente muito tempo atrás no marketing eleitoral deve se repetir.
Quando apuradas as urnas vão faltar votos que as pesquisas nos tinham feito aguardar. Para que lado, a abstenção vai dizer.

NR - Lavareda será o entrevistado de hoje do Poadcast Direto de Brasília, com Magno Martins em parceria com a Folha de Pernambuco. Rede Nordeste de Rádio, 18h.




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Energia, Soberania Estratégica e Defesa Nacional - Artigo de Opinião - Por Amadeu Robalinho*

20/10/2026

Diversificação energética: quando a demanda cresce, a soberania exige todas as fontes


A história da energia é, em essência, a história da expansão do poder humano, da transformação econômica e da capacidade de organização dos Estados. Desde a utilização da biomassa nas sociedades pré-industriais até a atual expansão da inteligência artificial, dos centros de processamento de dados e das infraestruturas digitais, cada salto tecnológico ampliou a necessidade de energia e modificou as relações de poder entre as nações. A energia nunca foi apenas um insumo econômico. É um elemento estruturante da soberania, da defesa nacional, da autonomia industrial e da capacidade de um país determinar o próprio futuro.

A evolução histórica do consumo energético dos Estados Unidos, representada no gráfico dos 250 anos de transição energética entre 1775 e 2025, ilustra uma realidade frequentemente negligenciada nos debates contemporâneos: a diversificação das f...

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Diversificação energética: quando a demanda cresce, a soberania exige todas as fontes


A história da energia é, em essência, a história da expansão do poder humano, da transformação econômica e da capacidade de organização dos Estados. Desde a utilização da biomassa nas sociedades pré-industriais até a atual expansão da inteligência artificial, dos centros de processamento de dados e das infraestruturas digitais, cada salto tecnológico ampliou a necessidade de energia e modificou as relações de poder entre as nações. A energia nunca foi apenas um insumo econômico. É um elemento estruturante da soberania, da defesa nacional, da autonomia industrial e da capacidade de um país determinar o próprio futuro.

A evolução histórica do consumo energético dos Estados Unidos, representada no gráfico dos 250 anos de transição energética entre 1775 e 2025, ilustra uma realidade frequentemente negligenciada nos debates contemporâneos: a diversificação das fontes de energia não significa, necessariamente, a substituição absoluta de uma fonte por outra. Em períodos de expansão econômica e tecnológica, diferentes fontes podem crescer simultaneamente, porque a demanda total aumenta e as necessidades dos sistemas produtivos se tornam mais complexas.

Da biomassa ao carvão, do carvão ao petróleo, da eletricidade à energia nuclear, do gás natural às fontes renováveis, a trajetória energética moderna foi marcada pela incorporação de novas capacidades, pela transformação das tecnologias de conversão e pela ampliação da infraestrutura. Em diferentes momentos, determinadas fontes perderam participação relativa, enquanto outras ganharam importância. Isso, entretanto, não significa que todas tenham desaparecido ou que a transição tenha ocorrido de maneira linear.

A interpretação estratégica desse processo exige distinguir duas variáveis: o crescimento absoluto do consumo de uma fonte e sua participação percentual na matriz energética. Uma fonte pode perder participação relativa e, ainda assim, continuar fornecendo grandes volumes de energia. Da mesma forma, uma fonte emergente pode crescer rapidamente sem conseguir, isoladamente, atender ao incremento da demanda nacional.

Essa distinção é fundamental para compreender a realidade energética do século XXI. A questão não consiste em escolher uma fonte considerada ideal para todas as circunstâncias, mas em construir uma matriz diversificada, resiliente, economicamente competitiva e tecnologicamente segura, capaz de sustentar o desenvolvimento nacional mesmo diante de crises internacionais, conflitos, interrupções logísticas ou mudanças abruptas no mercado de energia.

Da Revolução Industrial à inteligência artificial: a energia como infraestrutura do poder

A Revolução Industrial consolidou o carvão como um dos principais fundamentos da capacidade produtiva das economias modernas. A expansão das ferrovias, da siderurgia, da mineração e da indústria pesada exigiu volumes crescentes de energia, transformando a disponibilidade de recursos minerais em vantagem econômica e estratégica.

Posteriormente, o petróleo adquiriu posição central na mobilidade, na mecanização agrícola, na indústria química e, sobretudo, na capacidade militar. O desenvolvimento dos motores de combustão interna transformou a logística terrestre, a aviação e o poder naval. No século XX, a disponibilidade de combustíveis líquidos passou a influenciar diretamente a autonomia operacional das Forças Armadas, a segurança das rotas marítimas e a capacidade de sustentação de operações prolongadas.

O gás natural ampliou as possibilidades de geração elétrica, aquecimento e utilização industrial, enquanto a energia nuclear introduziu uma forma de produção de eletricidade de elevada densidade energética, com capacidade de operação contínua e baixa emissão operacional de carbono. Paralelamente, a energia hidrelétrica consolidou-se como componente relevante dos sistemas elétricos, e as tecnologias eólica e solar expandiram as alternativas de geração.

O desenvolvimento dessas fontes não ocorreu em um ambiente de demanda estática. Ao contrário, cada nova tecnologia ampliou atividades econômicas, criou mercados e estimulou a construção de infraestruturas adicionais. A eletrificação permitiu o surgimento de novas cadeias industriais; a expansão do transporte motorizado elevou o consumo de combustíveis; e a digitalização criou uma infraestrutura de processamento e transmissão de informações que depende continuamente de energia elétrica.

O princípio histórico permanece válido: quando a população cresce, a renda aumenta, a indústria se expande e novas tecnologias são incorporadas à economia, a demanda energética pode crescer em ritmo suficiente para justificar a expansão simultânea de diferentes fontes.

Isso não significa que toda fonte necessariamente aumentará em todos os países ou em todos os períodos. Políticas públicas, eficiência energética, preços, disponibilidade de recursos, condições ambientais e características dos sistemas elétricos determinam os resultados concretos. O ponto central é que a transição energética precisa responder à evolução da demanda real, e não apenas a objetivos isolados de substituição tecnológica.

A nova fronteira energética: inteligência artificial, data centers e competitividade nacional

A expansão dos centros de processamento de dados representa uma mudança estrutural na relação entre energia e tecnologia. A inteligência artificial, a computação em nuvem, os sistemas de defesa digital, as telecomunicações e as plataformas de análise de grandes volumes de dados dependem de infraestrutura elétrica confiável, sistemas de refrigeração, redes de transmissão e capacidade computacional disponível continuamente.

Os data centers deixaram de ser apenas instalações de tecnologia da informação. São infraestruturas estratégicas que sustentam serviços financeiros, cadeias industriais, pesquisas científicas, sistemas governamentais, operações militares e atividades essenciais à sociedade contemporânea.

Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o consumo mundial de eletricidade dos data centers deverá aproximadamente dobrar entre 2025 e 2030, passando de 485 TWh para cerca de 950 TWh, conforme sua projeção central mais recente. A organização também destaca que os centros de dados dedicados à inteligência artificial apresentam crescimento particularmente acelerado.

Esse cenário demonstra que a transformação digital possui uma dimensão física incontornável. Por trás de cada modelo de inteligência artificial, de cada operação de computação em nuvem e de cada sistema de comando e controle existe uma cadeia de equipamentos, instalações, cabos, redes elétricas e fontes de energia.

Não existe soberania digital sem infraestrutura material. E não existe infraestrutura computacional de grande escala sem energia disponível em quantidade, qualidade, estabilidade e custo compatível com a atividade econômica.

O crescimento populacional também amplia a demanda por eletricidade, mobilidade, abastecimento de água, climatização, saneamento, produção de alimentos e serviços públicos. Quando acompanhado pelo aumento da renda, da industrialização e do produto interno bruto (PIB), esse processo tende a intensificar a necessidade de energia. A eletrificação de transportes e processos industriais acrescenta outra dimensão: atividades antes dependentes diretamente de combustíveis passam a exigir mais capacidade de geração e distribuição elétrica.

É nesse contexto que a diversificação energética adquire importância estratégica. A energia solar pode ampliar rapidamente a capacidade de geração em determinadas condições; a energia eólica oferece potencial relevante em regiões de bons recursos naturais; a hidreletricidade contribui para a geração e, conforme as características dos reservatórios e do sistema, para a flexibilidade operacional; a energia nuclear pode fornecer eletricidade firme de baixa emissão de carbono; e o gás natural pode desempenhar funções de geração controlável e suporte ao sistema, embora envolva emissões e riscos de dependência de combustível.

Essas fontes apresentam características técnicas distintas. Não são perfeitamente intercambiáveis, nem possuem os mesmos custos, prazos de implantação, necessidades de armazenamento, impactos ambientais ou requisitos de infraestrutura. A política energética precisa reconhecer essas diferenças e combiná-las segundo as necessidades efetivas do país.

O relatório Electricity 2025, da IEA, identificou o crescimento da indústria, da climatização, da eletrificação e dos data centers como fatores relevantes para a expansão mundial da demanda elétrica. Suas projeções também apontaram contribuições importantes das fontes renováveis, do gás natural e da energia nuclear para atender ao consumo adicional.

O desafio não é apenas produzir mais energia. É assegurar que a oferta acompanhe a demanda com confiabilidade, que as redes suportem novos grandes consumidores, que os investimentos sejam economicamente sustentáveis e que o sistema resista a falhas técnicas, eventos climáticos extremos e ameaças deliberadas.

Diversificação energética como instrumento de soberania nacional

Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, a energia deve ser compreendida como uma capacidade estruturante do Estado. A autonomia nacional não decorre simplesmente da existência de recursos naturais, mas da capacidade de transformá-los em energia útil, infraestrutura operacional, conhecimento científico, produtos industriais e poder de decisão.

Um país pode possuir grandes reservas de petróleo, potencial hidrelétrico, excelentes condições para geração eólica e solar e, ainda assim, apresentar vulnerabilidades se depender excessivamente de equipamentos importados, tecnologias críticas estrangeiras, cadeias logísticas concentradas ou combustíveis sujeitos a interrupções externas.

A soberania energética, portanto, exige uma abordagem sistêmica, que considere pelo menos cinco dimensões.

A primeira é a segurança do abastecimento. O Estado precisa reduzir a exposição a choques internacionais, restrições comerciais, conflitos geopolíticos e interrupções de infraestrutura. A diversificação de fontes, fornecedores, rotas de transporte e tecnologias pode reduzir vulnerabilidades, desde que acompanhada de planejamento e capacidade operacional.

A segunda é a autonomia tecnológica. Não basta instalar equipamentos. É necessário desenvolver competências em engenharia, fabricação, manutenção, automação, materiais, armazenamento, sistemas de potência e gestão de redes. A dependência externa de componentes essenciais pode comprometer a continuidade de serviços estratégicos mesmo quando existe energia primária disponível no território nacional.

A terceira é a resiliência da infraestrutura crítica. Usinas, subestações, linhas de transmissão, sistemas de controle, instalações de armazenamento, terminais de combustíveis e redes de comunicação precisam ser projetados e operados para suportar falhas, ataques cibernéticos e perturbações físicas. A redundância, a segmentação de redes, a proteção de instalações e a capacidade de recuperação são tão relevantes quanto a expansão da geração.

A quarta é a competitividade industrial. Energia confiável e economicamente acessível influencia a instalação de fábricas, centros de pesquisa, data centers, unidades de processamento mineral e empreendimentos de alta tecnologia. A disponibilidade energética pode converter recursos naturais em valor agregado, empregos qualificados e capacidade de exportação.

A quinta é a liberdade de decisão estratégica. Um Estado com alternativas energéticas, domínio técnico e infraestrutura resiliente dispõe de maior margem de manobra diante de crises externas. A dependência excessiva de uma única fonte, de uma única rota logística ou de um fornecedor dominante pode transformar uma vulnerabilidade econômica em instrumento de pressão geopolítica.

Diversificar, nesse sentido, não significa multiplicar indiscriminadamente empreendimentos energéticos. Significa organizar um portfólio de capacidades que reduza riscos sistêmicos e responda às características territoriais, industriais, ambientais e estratégicas da nação.

Energia e Defesa Nacional: a sustentação material do poder militar

A relação entre energia e defesa ultrapassa o abastecimento convencional de viaturas, aeronaves e embarcações. As Forças Armadas modernas dependem de eletricidade e combustíveis para operar radares, centros de comando, sistemas de vigilância, comunicações seguras, sensores, instalações de manutenção, bases militares e estruturas logísticas.

A crescente digitalização dos conflitos amplia essa dependência. A inteligência artificial aplicada à análise de informações, à manutenção preditiva, ao planejamento operacional e à fusão de dados exige capacidade computacional. Sistemas de vigilância espacial, operações cibernéticas e redes de comando e controle também dependem de infraestrutura energética e digital disponível mesmo em condições adversas.

A energia constitui, assim, um componente da capacidade de combate e da continuidade operacional do Estado.

Uma interrupção prolongada no fornecimento elétrico de uma instalação crítica pode afetar simultaneamente comunicações, logística, processamento de informações e serviços essenciais. Por isso, instalações de defesa e outras infraestruturas estratégicas devem considerar redundância de alimentação, geração de emergência, armazenamento, micro-redes quando tecnicamente justificadas, proteção cibernética e planos de recuperação.

A diversificação também tem implicações para o poder marítimo. A segurança energética depende de portos, terminais, rotas de navegação, refinarias, instalações offshore e sistemas de comunicação submarina. Em um país de dimensões continentais e extensa costa como o Brasil, a proteção dessas estruturas demanda integração entre engenharia, inteligência, planejamento logístico e capacidades de defesa.

A discussão energética não pode, portanto, ficar restrita à geração de eletricidade ou às metas ambientais. Deve integrar a política industrial, a proteção de infraestruturas críticas, a segurança marítima, a pesquisa científica e o planejamento de defesa.

O Brasil diante de uma oportunidade estratégica

O Brasil reúne condições relevantes para construir uma matriz energética diversificada. Sua base hidrelétrica, o potencial eólico, a expansão da energia solar, a cadeia de petróleo e gás, a produção de biocombustíveis e a experiência acumulada na área nuclear oferecem possibilidades complementares.

Entretanto, a existência desses recursos não elimina desafios. A expansão de fontes variáveis exige investimentos em transmissão, flexibilidade operacional, armazenamento quando necessário, previsão meteorológica, gestão da demanda e integração entre regiões. A geração hidrelétrica está sujeita às condições hidrológicas, enquanto o petróleo e o gás envolvem questões de mercado, logística, emissões e segurança de abastecimento. A energia nuclear requer elevados padrões de segurança, qualificação profissional, planejamento de longo prazo e capacidade tecnológica especializada.

O planejamento nacional precisa considerar também a localização dos novos grandes consumidores. Um data center não demanda apenas eletricidade: exige conectividade, refrigeração, segurança física, disponibilidade hídrica conforme a tecnologia adotada e acesso a uma rede capaz de fornecer potência com elevado grau de confiabilidade.

Instalar infraestrutura computacional em território brasileiro pode ampliar a capacidade nacional de processamento de dados e reduzir determinadas dependências externas. Porém, o benefício estratégico depende de fatores como domínio tecnológico, formação de profissionais, segurança da informação, integração com a indústria nacional e sustentabilidade do fornecimento energético.

O País precisa evitar que uma eventual expansão da economia digital resulte em novas dependências estruturais, nas quais a energia seja produzida nacionalmente, mas os equipamentos essenciais, as plataformas tecnológicas e o conhecimento crítico permaneçam concentrados no exterior.

A mesma lógica se aplica à indústria de defesa. A disponibilidade de energia e o domínio de tecnologias associadas podem fortalecer a construção naval, a indústria aeronáutica, a fabricação de materiais avançados, a pesquisa nuclear, a automação industrial e os sistemas de comando e controle.

O objetivo estratégico deve ser transformar vantagens naturais em capacidades nacionais permanentes.

A transição energética exige engenharia, planejamento e pragmatismo

Um dos equívocos mais frequentes no debate energético consiste em apresentar a transição como uma disputa simplificada entre fontes antigas e novas. A história demonstra que a incorporação de novas tecnologias ocorre dentro de sistemas econômicos que continuam demandando energia de diferentes formas.

Isso não significa defender a expansão ilimitada de todas as fontes, nem ignorar a eficiência energética, os impactos ambientais ou a necessidade de reduzir emissões. Significa reconhecer que as decisões precisam considerar a demanda futura, a confiabilidade, o custo total do sistema, o tempo de implantação, a disponibilidade de recursos e as vulnerabilidades estratégicas.

A eficiência energética deve ser tratada como capacidade adicional: reduzir desperdícios permite atender a uma parcela da demanda com menor necessidade de geração. A gestão inteligente do consumo pode deslocar cargas para períodos mais favoráveis, enquanto o armazenamento e a modernização das redes podem contribuir para a integração de fontes variáveis.

Da mesma forma, a pesquisa e o desenvolvimento em reatores avançados, combustíveis sustentáveis, redes inteligentes, baterias, hidrogênio de baixa emissão e sistemas de controle podem ampliar as opções disponíveis no futuro. Essas tecnologias, entretanto, devem ser avaliadas conforme seu estágio de maturidade, seus custos e suas aplicações reais, sem confundir potencial científico com capacidade comercial já consolidada.

A engenharia tem papel central nesse processo porque transforma objetivos políticos em sistemas concretos. É ela que dimensiona a geração, projeta redes, estabelece critérios de confiabilidade, integra equipamentos, avalia riscos e determina se uma solução é tecnicamente viável e economicamente sustentável.

A estratégia nacional precisa, por sua vez, estabelecer prioridades, articular instituições, fomentar a indústria, garantir estabilidade regulatória e proteger os interesses permanentes do Estado.

Conclusão: energia é capacidade de decidir o próprio destino

Os 250 anos da evolução energética norte-americana ilustram uma lição de alcance universal: as sociedades modificam suas matrizes à medida que mudam suas necessidades, suas tecnologias e suas estruturas produtivas. A expansão de novas fontes não elimina automaticamente as anteriores, e o crescimento econômico pode ampliar simultaneamente diferentes demandas energéticas.

No século XXI, essa dinâmica assume uma nova dimensão. Além da população, da indústria, dos transportes e da urbanização, a inteligência artificial, os data centers e a digitalização de serviços estratégicos acrescentam pressões sobre os sistemas elétricos e sobre as cadeias globais de tecnologia.

Para o Brasil, a resposta não deve ser a adesão irrefletida a uma fonte específica, tampouco a manutenção passiva de estruturas existentes. Deve ser a construção de uma política energética de Estado, sustentada por ciência, engenharia, diversificação, autonomia tecnológica, proteção de infraestruturas críticas e planejamento de longo prazo.

Na perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, a energia ocupa uma posição fundamental porque sustenta os demais instrumentos do poder nacional. Sem abastecimento confiável, a indústria perde competitividade; sem infraestrutura resiliente, a tecnologia fica vulnerável; sem capacidade industrial e científica, a defesa amplia sua dependência externa; e sem autonomia decisória, os recursos naturais não se convertem plenamente em soberania.

A questão estratégica não é escolher entre desenvolver novas fontes e preservar as capacidades existentes. É construir um sistema energético capaz de sustentar o crescimento, absorver novas tecnologias e resistir às incertezas de um mundo marcado pela competição econômica e geopolítica.

Uma nação que pretende ocupar posição relevante no sistema internacional precisa planejar sua energia com a mesma seriedade com que planeja sua defesa, sua infraestrutura e sua base industrial. Afinal, a soberania não se limita ao controle territorial ou à posse de recursos naturais. Ela se materializa na capacidade de produzir, transformar, proteger e utilizar esses recursos em benefício dos interesses nacionais.


Referências para fundamentação


* U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION (EIA). The 250-year history of U.S. energy consumption. 30 jun. 2026. [Consultar a análise histórica da EIA](https://www.eia.gov/todayinenergy/detail.php?id=67824&utm_source=chatgpt.com).

* INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Energy and AI. Paris: IEA, 2025. [Consultar o relatório sobre energia e inteligência artificial](https://www.iea.org/reports/energy-and-ai?utm_source=chatgpt.com).

* INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Electricity 2025: Executive Summary. Paris: IEA, 2025. [Consultar as projeções de demanda elétrica](https://www.iea.org/reports/electricity-2025/executive-summary?utm_source=chatgpt.com).

* INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Key Questions on Energy and AI: Executive Summary.


*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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A Bandeira dos EUA Enfiada na Nossa Terra - Crônica - Por Walmir Chagas*

20/10/2026

Há uma velha doença brasileira que não mora no atraso, mora no orgulho do atraso. É aquela mentalidade que olha para o passado e chama de “ordem”; que olha para o preconceito e chama de “tradição”; que olha para a democracia e chama de “bagunça”. É a gente que quer país grande, mas odeia povo grande. Quer bandeira, mas não quer pão. Quer nação, mas tem medo de nação quando a nação começa a falar alto, votar, reclamar e existir.

O bolsonarismo, quando se apresenta como dono dos destinos do Brasil, não é só conservadorismo. Conservador existe em todo lugar, discute, negocia, às vezes até aprende. O perigo maior é o entreguismo disfarçado de patriotismo: aquele que bate no peito com a bandeira numa mão e, na outra, entrega o mapa, a mina, o porto, a floresta e a palavra final ao estrangeiro. Chama isso de alinhamento. O povo chama pelo nome: rendição.

Nos próximos quatro anos, se essa turma assumir o comando, o Brasil pode voltar a ser tratado como quintal. N...

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Há uma velha doença brasileira que não mora no atraso, mora no orgulho do atraso. É aquela mentalidade que olha para o passado e chama de “ordem”; que olha para o preconceito e chama de “tradição”; que olha para a democracia e chama de “bagunça”. É a gente que quer país grande, mas odeia povo grande. Quer bandeira, mas não quer pão. Quer nação, mas tem medo de nação quando a nação começa a falar alto, votar, reclamar e existir.

O bolsonarismo, quando se apresenta como dono dos destinos do Brasil, não é só conservadorismo. Conservador existe em todo lugar, discute, negocia, às vezes até aprende. O perigo maior é o entreguismo disfarçado de patriotismo: aquele que bate no peito com a bandeira numa mão e, na outra, entrega o mapa, a mina, o porto, a floresta e a palavra final ao estrangeiro. Chama isso de alinhamento. O povo chama pelo nome: rendição.

Nos próximos quatro anos, se essa turma assumir o comando, o Brasil pode voltar a ser tratado como quintal. Não como país, mas como fornecedor. Entregam minerais críticos como se fosse troco; aceitam tarifas, ameaças e chantagens como se fosse bênção; transformam a Amazônia em vitrine para interesses alheios e a política externa de Washington. Não é soberania: é servidão com discurso de festa.

E os Estados Unidos de Trump não precisam invadir ninguém para fazer miséria na soberania de um país. Basta apertar o comércio, impor tarifas, condicionar acordos, pressionar por recursos estratégicos e esperar que algum governo local se curve e diga “sim, senhor”. Já houve tarifaço contra produtos brasileiros, com motivações políticas declaradas, e a disputa envolveu acesso a minerais, comércio e segurança regional. Quando o país tem autonomia, negocia; quando tem covardia no comando, assina embaixo.

A soberania não é ufanismo de estádio. É poder decidir o que fazer com o próprio café, o próprio petróleo, as próprias terras raras, a própria saúde, a própria escola e a própria democracia. É não aceitar que uma potência estrangeira determine com quem o Brasil conversa, o que o Brasil exporta e até quem o Brasil julga. O tarifaço imposto por Trump foi acompanhado de ameaças e pressões políticas, e o Brasil precisou reagir com crédito, proteção ao exportador e busca de novos mercados. Isso é o mínimo: um país que se defende.

O retrógrado diz que o Brasil nunca foi respeitado. Mentira. O Brasil foi respeitado quando teve projeto, Lula quando negociou de igual para igual, quando não confundiu humildade com joelho no chão. O preconceituoso diz que povo pobre não sabe votar. Mentira. Povo pobre sabe muito bem quem lhe tirou o emprego, encareceu o arroz, fechou a escola e colocou a pátria em leilão.

E o entreguista é o pior de todos, porque não admite que entrega. Diz que é pragmático. Diz que é realista. Mas realismo de gente grande é saber que não se constrói país beijando a mão de quem cobra pedágio na nossa porta. O Brasil não precisa de dono. Precisa de governo com espinha dorsal, povo organizado, instituições firmes e a coragem de dizer não quando o “não” é necessário.

Que venham os quatro anos — mas que não venham de joelhos. Porque país que se entrega não perde só território ou riqueza: perde a língua, a dignidade e a capacidade de sonhar com o próprio futuro. E uma nação que deixa outro decidir por ela acaba, mais cedo ou mais tarde, tendo de reaprender a coisa mais simples e mais difícil do mundo: ser dona de si.

Neste momento só temos uma saída, e ela é digitar 13 Lula Presidente.


*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.


NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.



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Análise - a cinco dias do voto as chances de Flávio e Lula

20/10/2026

Os dois lados fazem propaganda de suas possibilidades.
A cinco dias do 2º turno, circulam dois números que não conversam entre si. Em vídeo que corre as redes sociais, um "simulador eleitoral" dá a Flávio Bolsonaro 99,2% de chance de vencer. Do outro lado, supostos estudos internos projetam Lula vencendo por dois a quatro pontos. Tudo isso é propaganda. O que existe de real, hoje, é outra coisa: Flávio tem perto de três chances em quatro. Pelas pesquisas e pelas bolsas de aposta, mundo afora.

O simulador X o apostador

O Global Election Simulator é um site de simulação eleitoral. A Agência Lupa testou a ferramenta e mostrou que o próprio usuário consegue alterar os percentuais. o site avisa que seus números não são previsão. Na segunda-feira, ele projetou Flávio com 53,5% dos válidos. Dois pontos e meio acima da média das pesquisas, primeiro erro. Para transformar isso em 99%, é preciso supor que a urna não se afaste mais de três pontos da p...

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Os dois lados fazem propaganda de suas possibilidades.
A cinco dias do 2º turno, circulam dois números que não conversam entre si. Em vídeo que corre as redes sociais, um "simulador eleitoral" dá a Flávio Bolsonaro 99,2% de chance de vencer. Do outro lado, supostos estudos internos projetam Lula vencendo por dois a quatro pontos. Tudo isso é propaganda. O que existe de real, hoje, é outra coisa: Flávio tem perto de três chances em quatro. Pelas pesquisas e pelas bolsas de aposta, mundo afora.

O simulador X o apostador

O Global Election Simulator é um site de simulação eleitoral. A Agência Lupa testou a ferramenta e mostrou que o próprio usuário consegue alterar os percentuais. o site avisa que seus números não são previsão. Na segunda-feira, ele projetou Flávio com 53,5% dos válidos. Dois pontos e meio acima da média das pesquisas, primeiro erro. Para transformar isso em 99%, é preciso supor que a urna não se afaste mais de três pontos da projeção. As pesquisas brasileiras já erraram mais do que isso. Segundo erro.
O mercado não compra o 99%.

Na bolsa de apostas

Na Polymarket, onde quase 190 milhões de dólares já foram apostados, Lula tem uma em quatro chances de vencer.

O que significa uma em quatro

Dadas as condições atuais, repetindo-se teoricamente o quadro, Lula venceria 26 a cada 100 eleiçoes, com a reta final em condicoes semelhantes. Ou seja, uma a cada quatro eleições. A de Lula pode ser esta. Ou não. Flávio, venceria três em quatro. Pode não ser dessa vez.

Cada qual com sua certeza

Um lado vende a certeza da vitória; o outro, a certeza da virada. A matemática não vende certeza. Ela diz que Flávio é o favorito, com perto de 75% de chance, e que Lula é o azarão, com perto de 25%.

Quem vai ganhar?

A pergunta do momento tem duas respostas que não se confundem. Uma é a resposta da intenção de voto: quantos por cento cada um tem. Flávio tem, em média, dois a três pontos de vantagem. A outra é a resposta da chance: qual a probabilidade de cada um vencer. Flávio tem três em quatro.

Ninguém desiste

Favorito não é vencedor. Quem tem 75% não conquistou o direito de dormir tranquilo. Para quem tem 25% de chances, inexistem razões para jogar a toalha. Nas urnas, como na vida, a probabilidade é um indicativo, não uma sentença. Eleição, como o 1o turno mostrou mais uma vez, se decide no dia. Os cem por cento só vão existir no domingo à noite.

Equipe O Poder, com assessoria de Claude de Tal e Qual, pseudônimo de leitor que trabalha com dados e IA e não quer se identificar








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Meta nega favorecer candidatos e diz ao TSE ter cumprido determinações

20/10/2026

A Meta negou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) hoje, terça-feira (20/10) que esteja descumprindo ordens da Corte durante a eleição ou favorecendo candidaturas em suas redes sociais.


Apresentada

A manifestação foi apresentada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar a acionar o TSE, na segunda-feira (19), sob a alegação de que a plataforma continua favorecendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).


Segundo a campanha petista, a empresa segue produzindo e distribuindo conteúdos favoráveis a Flávio por meio de sua ferramenta de inteligência artificial, o que, na avaliação do grupo, compromete a isonomia entre os candidatos.

Documento


No documento enviado ao TSE, porém, a empresa rebate as acusações, detalha as medidas adotadas para cumprir as diretrizes eleitorais e solicita uma reunião com o ministro Marco Aurélio Belizze, ainda nesta t...

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A Meta negou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) hoje, terça-feira (20/10) que esteja descumprindo ordens da Corte durante a eleição ou favorecendo candidaturas em suas redes sociais.


Apresentada

A manifestação foi apresentada após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar a acionar o TSE, na segunda-feira (19), sob a alegação de que a plataforma continua favorecendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).


Segundo a campanha petista, a empresa segue produzindo e distribuindo conteúdos favoráveis a Flávio por meio de sua ferramenta de inteligência artificial, o que, na avaliação do grupo, compromete a isonomia entre os candidatos.

Documento


No documento enviado ao TSE, porém, a empresa rebate as acusações, detalha as medidas adotadas para cumprir as diretrizes eleitorais e solicita uma reunião com o ministro Marco Aurélio Belizze, ainda nesta terça-feira. Ele é o relator do caso na Corte Eleitoral.

Regras

Segundo a Meta, as plataformas sob sua gestão (Facebook, Instagram e WhatsApp) aplicam as mesmas regras de distribuição de conteúdo para todos os candidatos e têm adotado uma série de medidas para evitar abusos.

Entre elas, a empresa cita a criação de uma lista de permissões para anúncios, que restringe a veiculação de propaganda eleitoral paga a candidatos, partidos, coligações e federações oficialmente cadastrados no TSE.


Afirma

A empresa também afirma que, caso o sistema automatizado limite ou bloqueie alguma conta de anúncios dos candidatos do segundo turno, uma equipe humana revisa a decisão em até duas horas.
Outra medida mencionada pela Meta é a fiscalização de conteúdos produzidos com inteligência artificial. Segundo a empresa, foram analisadas 1.204 publicações, das quais 720 foram suspensas por não informarem o uso de inteligência artificial ou de conteúdo sintético, conforme exigido pela regulamentação eleitoral.

Meta e eleições

Na semana passada, depois de a equipe de Lula acionar o tribunal alegando interferência da empresa nas campanhas e de a Meta se reunir com o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, para apresentar explicações, o TSE determinou que ela não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral. A ordem vale até o fim do segundo turno, em 25 de outubro, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

A decisão


Pela decisão, a Meta não pode reduzir a distribuição, excluir da recomendação, restringir a busca ou ajustar métricas de conteúdo político-eleitoral de nenhuma das duas candidaturas. Há três exceções: políticas da plataforma divulgadas previamente e aplicadas de forma idêntica a Lula e a Flávio; a regra do TSE que retira os perfis oficiais dos candidatos dos sistemas de recomendação; e ordens judiciais.




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Meta derruba vídeo de Flávio José em apoio à reeleição de Lula; ato levanta polêmica nas redes

20/10/2026

A Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook, derrubou um vídeo envolvendo o cantor e sanfoneiro Flávio José, um dos principais nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano. No vídeo, Flávio José declarava apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A exclusão

A exclusão da postagem foi efetuada pela Meta, empresa detentora das plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp. Flávio José é um dos principais nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano.


Revelada

A derrubada do conteúdo foi revelada pela cantora Lara Amélia, filha do artista. Em suas redes virtuais, Lara divulgou uma captura de tela mostrando a notificação oficial enviada pela plataforma informando sobre a retirada do material do ar.

Justificativa da plataforma

De acordo com o comunicado emitido pelo Instagram, a publicação foi...

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A Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook, derrubou um vídeo envolvendo o cantor e sanfoneiro Flávio José, um dos principais nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano. No vídeo, Flávio José declarava apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A exclusão

A exclusão da postagem foi efetuada pela Meta, empresa detentora das plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp. Flávio José é um dos principais nomes da música nordestina e natural de Monteiro, no Cariri paraibano.


Revelada

A derrubada do conteúdo foi revelada pela cantora Lara Amélia, filha do artista. Em suas redes virtuais, Lara divulgou uma captura de tela mostrando a notificação oficial enviada pela plataforma informando sobre a retirada do material do ar.

Justificativa da plataforma

De acordo com o comunicado emitido pelo Instagram, a publicação foi moderada sob a justificativa de descumprimento dos termos de uso da empresa.
“Removemos este vídeo porque ele infringe nossas Políticas da empresa sobre conteúdo que incita violência, ódio, desinformação ou outro conteúdo que não é permitido no Instagram”, informou a plataforma.


Não especificou

A Meta não especificou publicamente qual trecho do vídeo ou qual elemento visual provocou a sanção, tampouco detalhou se a regra aplicada referia-se a direitos autorais, imagens do 8 de janeiro ou diretrizes eleitorais. Além do aviso automatizado disponibilizado na conta do artista, a empresa não emitiu pronunciamentos adicionais sobre o caso.

O Poder



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TRE-PE orienta eleitores de Pernambuco a consultarem locais de seções no 2° turno

20/10/2026

Algumas seções eleitorais terão mudanças em Pernambuco para o 2º turno das eleições 2026, que está marcado para o próximo domingo (25/10). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, os locais que tiveram alterações ficam em Buíque e Tacaimbó, no Agreste, e em Floresta, no Sertão.


As transferências

As transferências são definidas pelo TRE, por meio dos seus cartórios eleitorais. Segundo o órgão, as mudanças "observam as necessidades de acessibilidade, conforto e locomoção dos eleitores, além da melhor estrutura para os trabalhos que envolvem a votação". Inicialmente, o tribunal divulgou somente as mudanças em Buíque e Floresta. Porém, na tarde de ontem segunda-feira (19/10), o órgão informou as mudanças de Tacaimbó.

Buíque

De acordo com o TRE-PE, em Buíque, as seções 005 e 006 foram realocadas provisoriamente. Antes localizadas na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Jonas Cam...

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Algumas seções eleitorais terão mudanças em Pernambuco para o 2º turno das eleições 2026, que está marcado para o próximo domingo (25/10). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, os locais que tiveram alterações ficam em Buíque e Tacaimbó, no Agreste, e em Floresta, no Sertão.


As transferências

As transferências são definidas pelo TRE, por meio dos seus cartórios eleitorais. Segundo o órgão, as mudanças "observam as necessidades de acessibilidade, conforto e locomoção dos eleitores, além da melhor estrutura para os trabalhos que envolvem a votação". Inicialmente, o tribunal divulgou somente as mudanças em Buíque e Floresta. Porém, na tarde de ontem segunda-feira (19/10), o órgão informou as mudanças de Tacaimbó.

Buíque

De acordo com o TRE-PE, em Buíque, as seções 005 e 006 foram realocadas provisoriamente. Antes localizadas na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Jonas Campelo de Almeida, nº 40, agora funcionarão na Câmara Municipal de Buíque, na Rua Doutor João Hiecênio Alves Maciel, nº 111.

Floresta

Em Floresta, as seções 68, 91, 121 e 123 estavam localizadas na Unidade Básica de Saúde Dr. Cantidiano Valgueiro de Carvalho, na Avenida Antônio de Souza Jota, nº 01, e agora foram transferidas para a Creche Municipal Professora Nair Diniz Ferraz, na Rua Adalberto Emílio Novaes, sem número.


Tacaimbó

Em Tacaimbó, as seções eleitorais de número 107 e 112, que estavam lotadas na Escola Manoel Martins de Lima, localizada na Vila Igrejinha, zona rural do município, funcionarão na Escola Maria Luíza Pereira, localizada na Rua Velha, nº 13, Centro.

Dúvidas

O eleitor que tiver dúvidas sobre seu local de votação pode consultar a seção eleitoral pelo Disque-Eleitor, no número (81) 3194-9400, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O mesmo número atende pelo WhatsApp por meio da assistente virtual Júlia.

Como consultar local de votação

Quem vai votar no segundo turno das eleições de 2026 pode consultar o local de votação pela internet. A consulta é gratuita e pode ser feita pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral, sem necessidade de comparecer ao cartório eleitoral.


Os dados

Os dados estão disponíveis no Autoatendimento Eleitoral (Título Net) e no aplicativo e-Título (disponível na App Store e na Google Play).

Pelo sistema, o eleitor pode descobrir onde vai votar nas eleições de 2026. Na opção "Onde votar", basta preencher os dados solicitados para visualizar

Como descobrir o número do título de eleitor

Quem esqueceu o número do título pode recuperá-lo pelo Autoatendimento Eleitoral, serviço disponível no portal da Justiça Eleitoral.

O Poder




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Polícia Civil investiga causas de incêndio que deixou ônibus escolar destruído na Zona da Mata Norte de Pernambuco

20/10/2026

A Polícia Civil investiga as causas de um incêndio que deixou um ônibus escolar destruído na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O ônibus escolar pegou fogo no Centro de Nazaré da Mata.


Transportava

Segundo testemunhas, o veículo transportava estudantes de comunidades rurais e saiu de Lagoa do Ramos, na zona rural do município. Ninguém ficou ferido.


Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros enviou duas viaturas para o controle das chamas. O incêndio aconteceu no bairro do Juá, quando o veículo estava na Rua Coelho Neto, que ficou bloqueada enquanto os bombeiros apagavam o fogo. 


Nota

A prefeitura de Nazaré da Mata informou, por meio de nota, que o ônibus escolar havia sido substituído pela empresa responsável no sábado (16/10) e entrou em operação ontem, segunda-feira (19/10). A gestão municipal também afirmou que vai prestar a assistência necessária aos...

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A Polícia Civil investiga as causas de um incêndio que deixou um ônibus escolar destruído na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O ônibus escolar pegou fogo no Centro de Nazaré da Mata.


Transportava

Segundo testemunhas, o veículo transportava estudantes de comunidades rurais e saiu de Lagoa do Ramos, na zona rural do município. Ninguém ficou ferido.


Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros enviou duas viaturas para o controle das chamas. O incêndio aconteceu no bairro do Juá, quando o veículo estava na Rua Coelho Neto, que ficou bloqueada enquanto os bombeiros apagavam o fogo. 


Nota

A prefeitura de Nazaré da Mata informou, por meio de nota, que o ônibus escolar havia sido substituído pela empresa responsável no sábado (16/10) e entrou em operação ontem, segunda-feira (19/10). A gestão municipal também afirmou que vai prestar a assistência necessária aos moradores e às residências afetadas pela fumaça do incêndio.

O Poder




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Lula visita São Luiz e Pernambuco; Flávio tem atividades em São Paulo e Goiânia

20/10/2026

A 5 dias do 2º turno das eleições presidenciais, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, hoje, terça-feira (20/10), compromissos de campanha em São Luiz, Pernambuco, São Paulo e Goiânia.


Confira:


Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

São Luís 
10h – caminhada em São Luís
Petrolina e Juazeiro (PE) 
16h – caminhada Petrolina-Juazeiro (PE)


Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio fará gravações para a propaganda eleitoral em São Paulo (SP) e Goiânia (GO).
Sem agendas públicas – gravações para a campanha


O Poder

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A 5 dias do 2º turno das eleições presidenciais, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, hoje, terça-feira (20/10), compromissos de campanha em São Luiz, Pernambuco, São Paulo e Goiânia.


Confira:


Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

São Luís 
10h – caminhada em São Luís
Petrolina e Juazeiro (PE) 
16h – caminhada Petrolina-Juazeiro (PE)


Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio fará gravações para a propaganda eleitoral em São Paulo (SP) e Goiânia (GO).
Sem agendas públicas – gravações para a campanha


O Poder




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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta terça-feira Por Alek Maracajá

20/10/2026

Brasília, 20 de outubro de 2026

vamos lá… terça-feira, faltam 5 dias para o 2º turno, e antes do café vai um conselho de amigo: na dúvida, não compartilhe. Notícia sem fonte é como pesquisa sem registro no TSE: pode até parecer séria, mas não vale nada.

Quatro pesquisas recentes colocam Flávio numericamente à frente, de 50,3% a 52% dos válidos, duas delas em empate técnico. No digital, Lula passou de 18 milhões de seguidores no Instagram e ganhou 245 mil nas 24 horas do debate, contra 194 mil de Flávio.

O dia traz R$ 20,3 milhões em doações privadas para Flávio, a campanha de Lula partindo para cima da Meta no TSE, o MPE cobrando aviso aos eleitores que mudaram de seção e as maiores Assembleias de Deus fechando com o candidato do PL.

Resumo da manhã: a pesquisa aponta, o feed amplifica, e quem não confere a fonte acaba trabalhando de graça para o boato


Termômetro Eleitoral: pesquisas × digita...

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Brasília, 20 de outubro de 2026

vamos lá… terça-feira, faltam 5 dias para o 2º turno, e antes do café vai um conselho de amigo: na dúvida, não compartilhe. Notícia sem fonte é como pesquisa sem registro no TSE: pode até parecer séria, mas não vale nada.

Quatro pesquisas recentes colocam Flávio numericamente à frente, de 50,3% a 52% dos válidos, duas delas em empate técnico. No digital, Lula passou de 18 milhões de seguidores no Instagram e ganhou 245 mil nas 24 horas do debate, contra 194 mil de Flávio.

O dia traz R$ 20,3 milhões em doações privadas para Flávio, a campanha de Lula partindo para cima da Meta no TSE, o MPE cobrando aviso aos eleitores que mudaram de seção e as maiores Assembleias de Deus fechando com o candidato do PL.

Resumo da manhã: a pesquisa aponta, o feed amplifica, e quem não confere a fonte acaba trabalhando de graça para o boato


Termômetro Eleitoral: pesquisas × digital

Flávio à frente nas quatro, mas em duas é empate técnico


Votos válidos no 2º turno:
BTG/Nexus: Flávio 50,3% × Lula 49,7%, margem de 2 pontos: empate técnico.
Real Time Big Data: Flávio 52% × Lula 48%. Nos totais, 48% × 45%, margem de 2 pontos: empate técnico.

AtlasIntel: Flávio 51,1% × Lula 48,9%. Nos totais, 49,8% × 47,6%, margem de 1 ponto: Flávio à frente fora da margem.

PoderData/Aya: Flávio 52% × Lula 48%, margem de 1,8 ponto: Flávio à frente fora da margem.

São métodos, amostras e margens diferentes, com campos entre 13 e 19 de outubro. Cada uma é uma fotografia, não uma previsão.

Leitura: a direção é a mesma em todos os institutos; a distância é que muda conforme a régua.

Quatro institutos, quatro fotos e uma só certeza: ninguém no comitê vai dormir antes de domingo



Termômetro Digital — Ativaweb Datalab


Termômetro Eleitoral 2026 · 24 horas que incluíram o debate da Band

Lula: +245 mil novos seguidores, base acima de 18 milhões
Flávio: +194 mil novos seguidores

Soma: cerca de 439 mil novos seguidores em um dia, 55,8% para Lula.


Cortes do debate: 71,2 milhões × 17,9 milhões

Os vídeos de Lula somaram 71,2 milhões de visualizações; os de Flávio, 17,9 milhões. São cerca de 80% do alcance em vídeo desse recorte para o petista.

Leitura: Lula tem a maior audiência e, no pós-debate, também ganhou mais seguidores em números absolutos. Alcance, porém, mede quem viu, não quem vai votar.

"Seguidor novo é porta aberta, não voto garantido. Na última semana, a disputa é para transformar audiência em confiança, e confiança não se constrói com conteúdo sem fonte." — Alek Maracajá

Setenta milhões de visualizações e nenhuma delas tem título de eleitor. O algoritmo assiste, mas quem vota é você

Principais movimentos

R$ 20,3 milhões: o segundo turno virou caixa alta

Prestações de contas parciais entregues à Justiça Eleitoral mostram R$ 20,3 milhões em doações privadas para Flávio no 2º turno, cerca de 76% de pessoas físicas. Lula registrou R$ 709,1 mil em doações privadas, 29 vezes menos, e se apoia em R$ 20 milhões do Fundo Eleitoral repassados pelo PT. O agronegócio responde por pelo menos R$ 7,8 milhões das doações a Flávio.
No 2º turno, os caixas estão na mesma faixa (R$ 26,8 milhões × R$ 20,7 milhões); o que muda é a origem: uma vem do empresariado, a outra do fundo público.
Um lado passou o chapéu no agro, o outro passou no fundo partidário. No fim, a conta de luz do comitê é igual para os dois


Meta no banco dos réus digitais

A campanha de Lula anunciou na noite de segunda que vai pedir ao TSE uma ação de investigação contra a Meta. Alega que a empresa descumpre a ordem de não restringir alcance, citando mensagens de funcionários reveladas pela Folha e respostas da Meta AI que negariam imagens de Lula. É alegação: a Meta tem negado viés e atribui episódios anteriores a falhas técnicas. A ordem do TSE vale até domingo, com multa de R$ 500 mil por dia.
A disputa pelo algoritmo virou tão estratégica quanto a disputa pelo voto.
Pela primeira vez, uma campanha quer que o algoritmo preste depoimento. Só falta ele pedir para falar só em juízo

Eção nova, endereço novo, susto velho


O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE que avise por WhatsApp ou SMS os eleitores que tiveram o local de votação alterado para o 2º turno. O ofício também pede avisos nos locais antigos no dia 25 e revisão do transporte público. Os TREs atribuem as mudanças a eventos climáticos, infraestrutura e segurança, e prometem divulgar a lista completa.

Em eleição apertada, eleitor perdido no endereço errado é abstenção que ninguém planejou.
Confira no e-Título ou no site do TSE. O grupo da família, por mais carinhoso que seja, não é cartório eleitoral
Assembleias fecham com Flávio, universal fica no banco


Lideranças das maiores Assembleias de Deus explicitaram apoio a Flávio, entre elas a Convenção Fraternal de São Paulo, ligada ao pastor José Wellington, e Samuel Ferreira, de Madureira. A Igreja Universal orientou seus pastores a não apoiar publicamente nenhum candidato, mesmo com o Republicanos aliado a Flávio. Apoio de dirigente, vale lembrar, não é ordem de voto para o fiel.

Flávio ganha capilaridade nas redes religiosas, justamente onde o WhatsApp corre mais rápido.
Na reta final, até a Universal resolveu praticar o mandamento mais difícil da eleição: ficar em silêncio


Leitura estratégica Ativaweb Datalab

Eleitoral: quatro pesquisas com Flávio numericamente à frente; BTG/Nexus e Real Time Big Data em empate técnico, AtlasIntel e PoderData fora da margem.

Digital: Lula com 55,8% dos novos seguidores do dia e cerca de 80% das visualizações dos cortes do debate.

Narrativo: Lula transformou o sigilo bancário em bandeira e diz que autorizará a quebra do próprio sigilo; Flávio reforça nas redes que não vai acabar com o Bolsa Família.

Institucional: TSE no centro de tudo, da Meta aos locais de votação; no Rio, Zanin deu cinco dias ao TSE para explicar a anulação dos votos de Garotinho, sem liminar.

Mobilização: para o CEO da Nexus, a abstenção ameaça mais Lula, já que 21 estados, com 92% do eleitorado, não terão 2º turno para governador.

Dinheiro, algoritmo, púlpito e endereço de seção: a última semana tem mais frentes do que debate tem réplica




Alerta Ativaweb

Na reta final, o boato corre mais que o fato. Corte fora de contexto, print sem data e "pesquisa" sem registro aparecem justamente quando a diferença é pequena.

Antes de repassar, três perguntas: quem publicou, quando e onde dá para conferir. Pesquisa séria tem número de registro no TSE; notícia séria tem veículo, data e autor.

E lembre que os termômetros medem coisas diferentes. Lula lidera o alcance digital e Flávio lidera as pesquisas, e isso não é contradição. Correlação não é conclusão.

Pesquisa mede intenção.
Digital mede atenção e interação.
Urna mede voto.


Fechamento

A história desta terça é caixa, algoritmo e endereço.

Flávio segue à frente nas pesquisas, com duas delas em empate técnico, e soma R$ 20,3 milhões em doações privadas. Lula lidera a audiência digital, com 245 mil novos seguidores e 71,2 milhões de visualizações nos cortes.

No meio do caminho, a Meta vai ao TSE, eleitores mudam de seção e as igrejas escolhem lado. Antes de compartilhar qualquer uma dessas histórias, confira a fonte.

Faltam 5 dias para o 2º turno

A pesquisa fotografa. O digital acelera. A fonte confirma. A urna espera

Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab




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