Eleições 2024 - Carreatas movimentam reta final da campanha eleitoral em Campina Grande
30/09/2024
Bruno nas ruas
No sábado (28/09), o prefeito e candidato à reeleição Bruno Cunha Lima (União Brasil) promoveu a sua carreata na reta final da campanha. Segundo estimativa da Superintendência de Trânsito e Transportes de Campina Grande (STTP) mais de 4 mil veículos participaram do encontro, formando uma fila de carros e motos de, aproximadamente, 7 km.
Percorreu
O trajeto da carreata passou por mais de 20 bairros de Campina, percorrendo ao todo 28 km, levando a mensagem de Bruno para quem estava nas ruas,...
Bruno nas ruas
No sábado (28/09), o prefeito e candidato à reeleição Bruno Cunha Lima (União Brasil) promoveu a sua carreata na reta final da campanha. Segundo estimativa da Superintendência de Trânsito e Transportes de Campina Grande (STTP) mais de 4 mil veículos participaram do encontro, formando uma fila de carros e motos de, aproximadamente, 7 km.
Percorreu
O trajeto da carreata passou por mais de 20 bairros de Campina, percorrendo ao todo 28 km, levando a mensagem de Bruno para quem estava nas ruas, em casa e nos comércios esperando a passagem da comitiva.
Acompanhado
Bruno esteve ao lado do Deputado Federal Romero Rodrigues (Podemos), do Deputado Estadual Tovar Correia Lima (PSDB), dos senadores Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Efraim Filho (União Brasil), além do ex-deputado Pedro Cunha Lima, o ex-senador Cássio Cunha Lima, o candidato a vice-prefeito Alcindor Villarim e diversos candidatos a vereador da Coligação “Por Amor a Campina).
Jhony Bezerra
Ontem, domingo (29/09), foi a vez da coligação do candidato Jhony Bezerra (PSB) e o seu vice Marinaldo Cardoso (Republicanos), realizar a sua carreata marcada. As principais lideranças políticas que apoiam a candidatura de Jhony estiveram presentes na carreata, a exemplo do vice-governador Lucas Ribeiro (PP), senadora Daniella Ribeiro (PSD), deputados federais Aguinaldo Ribeiro (PP), Hugo Motta (Rep) e Murilo Galdino (Rep), e Adriano Galdino (Rep), presidente da Assembleia Legislativa; além de mais de 100 candidatos a vereador.
Percorreu
A carreta percorreu mais de 20 bairros da cidade, começando por volta das 11h e só encerrando à noite. O percurso envolveu os bairros das quatro zonas de Campina Grande. A estimativa é que mais de 4 mil veículos tenham participado da carreata. Com o evento deste domingo, os organizadores esperavam consolidar a força da candidatura de Dr Jhony e Marinaldo, movimentando a cidade e fortalecendo a mensagem de mudança.
Estratégias
Na reta final da disputa eleitoral, as estratégias focam no convencimento dos indecisos e dos eleitores que não votam em ninguém. A Polícia Militar reforçou a segurança nos dois dias. O objetivo foi evitar possíveis confrontos, em função do acirramento por conta da proximidade do pleito. (O Poder)

Leia outras informações
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta segunda-feira Por Alek Maracajá
21/09/2026
O principal movimento deste domingo é a transformação da crise institucional em matéria-prima permanente da campanha presidencial.
O vídeo amplia a pressão reputacional sobre Moraes porque aparece depois de declarações anteriores negando viagens em aeronaves de Vorcaro. Juridicamente, existem explicações e versões a serem apuradas. Digitalmente, porém, a imagem já embarcou — e o algoritmo não costuma esperar autorização para decolar.
Paralelamente, a campanha de Lula pediu ao TSE a apuração de publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro no Instagram, sob a alegação de propaganda eleitoral irregular. É a campanha de 2026 confirmando sua vocação: um pé na rua, outro na rede e os dois advogados de prontidão.
Resumo da manhã: a eleição entrou no STF, o STF entrou na eleição e o Instagram já está perguntando se precisa levar documento para votar.
Termômetro Digital do...
Brasília, 21 de setembro de 2026
O principal movimento deste domingo é a transformação da crise institucional em matéria-prima permanente da campanha presidencial.
O vídeo amplia a pressão reputacional sobre Moraes porque aparece depois de declarações anteriores negando viagens em aeronaves de Vorcaro. Juridicamente, existem explicações e versões a serem apuradas. Digitalmente, porém, a imagem já embarcou — e o algoritmo não costuma esperar autorização para decolar.
Paralelamente, a campanha de Lula pediu ao TSE a apuração de publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro no Instagram, sob a alegação de propaganda eleitoral irregular. É a campanha de 2026 confirmando sua vocação: um pé na rua, outro na rede e os dois advogados de prontidão.
Resumo da manhã: a eleição entrou no STF, o STF entrou na eleição e o Instagram já está perguntando se precisa levar documento para votar.
Termômetro Digital do dia
Em alta: o vídeo do jatinho imagem simples, entendimento imediato e enorme capacidade de circulação.
Em queda: Alexandre de Moraes, pressionado pelo contraste entre as imagens divulgadas e suas declarações anteriores. O ministro nega irregularidades.
Assunto dominante: Moraes + Vorcaro + Banco Master + crise do STF.
Maior velocidade: cortes do vídeo acompanhados de comparações com falas anteriores.
Potencial de explosão: surgimento de novos registros, mensagens, encontros ou viagens ainda desconhecidos.
Disputa narrativa: explicação jurídica × impacto visual.
Clima digital: documento precisa de interpretação. Vídeo precisa apenas de Wi-Fi e alguém com vontade de compartilhar.
Os principais movimentos do dia
O jatinho pousou, mas a crise continua voando
O vídeo mostra Moraes e Viviane Barci desembarcando, em agosto de 2025, de um Legacy 650 operado pela Prime Aviation, empresa então associada a Vorcaro. O escritório de Viviane afirma que havia contratado regularmente o serviço de táxi aéreo, nega relação pessoal com o banqueiro e sustenta que a definição da aeronave era responsabilidade da empresa contratada.
O problema político não está apenas na existência do voo, mas no choque entre a força da imagem, as explicações anteriores e o conjunto de relações já reveladas. Reportagem da Folha também cita encontros, mensagens e o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane. Moraes nega irregularidades e afirma não ter julgado processos relacionados ao banco ou a Vorcaro.
Brasília passou semanas procurando uma prova de difícil compreensão. Encontrou oito segundos de vídeo e deixou o resto por conta do algoritmo.
STF ativa o modo sobrevivência — mas esquece de desligar as notificações
A crise já reúne questionamentos sobre condutas, procedimentos, relações pessoais e comerciais e, principalmente, sobre a capacidade do Supremo de investigar situações envolvendo seus próprios integrantes.
O desafio deixou de ser apenas processual. O STF precisa recuperar previsibilidade, confiança e capacidade de oferecer respostas antes que o próximo episódio domine completamente a conversa pública.
Cada demora institucional abre espaço para que vídeos, prints, mensagens e versões preencham o silêncio. Na política digital, espaço vazio nunca permanece vazio por muito tempo.
O Supremo procura uma saída jurídica. O algoritmo já localizou a saída de emergência.
Lula tenta despachar o STF em uma mala separada
A campanha governista trabalha para impedir que o desgaste do Supremo seja transferido diretamente para Lula. A preocupação aumentou depois de o presidente afirmar que cinco ministros aparecem relacionados, de formas distintas, ao caso Master e defender mudanças no Judiciário.
O risco para Lula é Flávio Bolsonaro conseguir transformar “STF” em sinônimo eleitoral de “governo”. O objetivo governista é separar essas duas imagens antes que elas sejam coladas definitivamente pela oposição.
Ainda não existe base suficiente para afirmar que a crise mudou decisivamente a intenção de voto. Mas já existe material suficiente para movimentar narrativas, discursos e estratégias de campanha.
No álbum da campanha, Lula está tentando colocar a foto do Supremo em outra página — de preferência depois dos termos de uso.
Campanha de Lula leva Flávio ao TSE — por causa do instagram
A campanha de Lula pediu ao Tribunal Superior Eleitoral uma apuração sobre publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro no Instagram, sob a alegação de propaganda irregular.
O episódio confirma que a disputa presidencial acontece simultaneamente em três ambientes: nas ruas, nas redes e nos tribunais. Em breve, talvez seja necessário incluir também os grupos de família.
O ponto central será saber se a Justiça Eleitoral identificará alguma irregularidade. Até uma decisão, a acusação deve ser tratada como alegação da campanha, e não como fato comprovado.
Antigamente, campanha precisava de palanque, bandeira e marqueteiro. Em 2026, é recomendável incluir advogado, social media e carregador portátil.
Gilmar abre outra janela — e a segurança jurídica sente a corrente de ar
O jurista Marco Aurélio Mello criticou a reabertura, por decisão de Gilmar Mendes, de uma ação envolvendo Deltan Dallagnol e afirmou enxergar risco à segurança jurídica. Trata-se de uma avaliação atribuída ao ex-ministro, não de uma conclusão institucional do STF.
O episódio alimenta uma discussão que ultrapassa o caso Master: a previsibilidade das decisões da Corte. Em um momento de forte desgaste reputacional, qualquer nova controvérsia passa a ser incorporada à narrativa mais ampla sobre o funcionamento do Tribunal.
Quando a reputação entra em crise, até processo antigo atualiza o aplicativo e volta para a tela inicial.
Bastidores de Brasília
O Planalto acompanha duas ameaças diferentes.
Moraes representa um desgaste já consolidado e facilmente reconhecido pelas redes.
Flávio Dino preocupa por outra razão: sua ligação histórica com Lula facilita a estratégia da oposição de associar suas decisões diretamente ao campo governista.
Para Flávio Bolsonaro, o incentivo eleitoral é construir uma mesma fotografia com Lula, Dino, Moraes e STF. Para Lula, a tarefa é recortar essa imagem antes que ela vire figurinha repetida no WhatsApp.
Isso não significa que a associação convencerá automaticamente o eleitor. O impacto real ainda precisará aparecer nas pesquisas. Mas, no ambiente digital, a tentativa de colagem já começou.
Humor de bastidor: Brasília entrou naquela fase em que ninguém quer sair na mesma foto, mas todo mundo continua no mesmo grupo.
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
O principal movimento observado é a eleitoralização definitiva da crise do Supremo.
Até algumas semanas atrás, o caso Master era principalmente uma investigação financeira com consequências institucionais. Agora, produz três disputas simultâneas:
Institucional: como o STF investigará situações envolvendo seus próprios integrantes?
Reputacional: como Moraes e outros ministros responderão às sucessivas revelações?
Eleitoral: quem conseguirá colocar o desgaste da crise na conta do adversário?
O vídeo possui alto potencial narrativo porque a imagem circula com mais facilidade do que qualquer explicação jurídica. Isso não transforma o registro, isoladamente, em prova de irregularidade. Mas aumenta a pressão por respostas claras, coerentes e verificáveis.
A crise já possui força digital e impacto reputacional. A confirmação de seu efeito sobre o voto dependerá das próximas pesquisas.
No digital, a imagem produz percepção em segundos. A explicação jurídica chega depois, pede licença e ainda precisa enfrentar os comentários.
Alerta Ativawev
O principal risco agora é cada nova revelação substituir a discussão anterior antes que as instituições consigam esclarecê-la.
Forma-se, assim, uma sequência de episódios sem conclusão: surge um vídeo, aparece uma mensagem, chega uma nova versão e o assunto anterior permanece sem resposta definitiva.
Nesse ambiente, acumula-se percepção antes de acumular conclusão.
A Justiça trabalha com conjunto probatório. O digital trabalha com conjunto de prints — geralmente enviados fora de contexto e acompanhados de “olha isso”.
Fechamento
A história política deste 21 de setembro é a consolidação de algo que vinha se desenhando há semanas:
A crise do STF deixou de ser apenas assunto do Judiciário e virou variável da eleição presidencial.
Moraes enfrenta uma nova onda de desgaste após a divulgação do vídeo. O Planalto tenta evitar que a crise seja transferida eleitoralmente para Lula. Flávio Bolsonaro trabalha para produzir exatamente essa associação. E a campanha governista responde levando outra frente da disputa ao TSE.
A partir daqui, será necessário observar duas velocidades.
A Justiça precisará descobrir o que efetivamente aconteceu.
A campanha tentará convencer o eleitor sobre o significado de tudo isso antes que a Justiça termine a primeira frase.
Brasília começa mais uma semana com STF, Banco Master, eleição presidencial, jatinho e Instagram ocupando o mesmo Radar.
Se aparecer um grupo de WhatsApp conectando todo mundo, fechamos o bingo e encerramos a rodada.
Informação séria. Análise estratégica. E uma pitada de humor — porque Brasília continua fornecendo matéria-prima em escala industrial.
Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab
Destaque nos noticiários de todo o país - João reage a vídeo de Raquel Teixeira sobre laqueadura: "É violência. É crime"*
21/09/2026
João: proteger, “jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física”
Ao comentar o episódio, João recorreu à legislação que regulamenta o planejamento familiar no país para endurecer as críticas à adversária. Segundo ele, autoridades e gestores públicos têm o dever de proteger a população e g...
A repercussão nacional do vídeo em que Raquel Teixeira Lyra, PSD, sugere a realização de uma laqueadura “sem ela saber” chegou ao confronto direto da campanha pelo Governo de Pernambuco. Principal adversário da governadora na disputa, João Campos, PSB, afirmou, na noite de ontem, 20/09, ter assistido às imagens com “indignação” e classificou a fala como “violência”. “‘Faz sem ela saber’. Assisti com indignação ao vídeo em que a candidata usa essa frase pra sugerir a laqueadura de uma gestante, sem ela saber. A lei é clara: esterilização exige manifestação expressa da vontade da mulher”, escreveu João Campos nas redes sociais.

João: proteger, “jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física”
Ao comentar o episódio, João recorreu à legislação que regulamenta o planejamento familiar no país para endurecer as críticas à adversária. Segundo ele, autoridades e gestores públicos têm o dever de proteger a população e garantir direitos, “jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física”. “Fazer ‘sem ela saber’ não é cuidado. É violência. É crime previsto em lei”, completou. A Lei nº 9.263/1996 condiciona a esterilização voluntária à manifestação expressa da vontade da pessoa que será submetida ao procedimento. O texto também estabelece como crime realizar esterilização cirúrgica em desacordo com as condições previstas na legislação.
Em pleno exercício da sua função
A fala data de 2025, durante inauguração da ala pediátrica no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste. Raquel Teixeira Lyra, a governadora pernambucana, em pleno exercício da sua função, escuta de uma mulher o relato de que uma paciente grávida já teria sete filhos e diz: “A gente tem que fazer laqueadura. A gente bota na fila da laqueadura, isso eu posso fazer […] Faz sem ela saber”.
O caso passou a ser destaque nos noticiários de todo o país ontem, domingo, 20/09, e na Folha de S.Paulo, tornou-se a notícia mais lida da editoria de Política.
Em meio à crise do STF, Congresso acumula 84 propostas de mudanças na Corte
21/09/2026
Voltou à tona
O assunto voltou à tona depois dos vazamentos de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Após a relação vir à tona, a oposição aumentou o número de pedidos de impeachment contra magistrados e retomou a ideia de propor uma reforma no Judiciário brasileiro.
A proposta
A proposta mais recente é a PEC apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Protocolada em 2 de setembro, o texto propõe que os ministros se tornem inelegíveis para qualquer cargo eletivo, por cinco anos depois de deixarem a cadeira de magistrado.
PEC
Entre todas as propostas...
O Congresso Nacional tem, ao menos, 84 PECs (Propostas de Emenda à Constituição) em tramitação que propõem mudanças no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo levantamento da CNN. Dessas, 64 estão na Câmara dos Deputados e 20 estão no Senado.
Voltou à tona
O assunto voltou à tona depois dos vazamentos de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Após a relação vir à tona, a oposição aumentou o número de pedidos de impeachment contra magistrados e retomou a ideia de propor uma reforma no Judiciário brasileiro.
A proposta
A proposta mais recente é a PEC apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Protocolada em 2 de setembro, o texto propõe que os ministros se tornem inelegíveis para qualquer cargo eletivo, por cinco anos depois de deixarem a cadeira de magistrado.
PEC
Entre todas as propostas que estão em tramitação, a mais antiga é uma PEC de 2005, apresentada por João Campos (Republicanos-GO). O texto propõe que a escolha dos ministros seja feita pelo Congresso. Eles também não poderiam exercer o cargo de ministro de Estado ou de presidente de partido político por um período de quatro anos após o afastamento do STF.
Outra PEC
A PEC também propõe que eles se tornariam inelegíveis por quatro anos após a saída do Supremo.
A maioria das propostas apresentadas tratam de alterações na estrutura, funcionamento, composição e controle externo do Poder Judiciário, assim como de órgãos diretamente relacionados, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas.
Idade
Parte delas falam de uma idade mínima para ocupar a cadeira do Supremo. Outros textos tratam de mudanças nas indicações para o Supremo, qualificação dos indicados, tempo de mandato e atribuições da Corte.
Oposição pressiona por reforma
A pressão sobre o STF aumentou na última semana e a oposição passou a se movimentar pela criação de um grupo de trabalho para discutir mudanças no Judiciário.
Mudanças pelo próprio STF
Mobiliza
A pressão sobre o STF também mobiliza os magistrados desde o início das investigações sobre as fraudes no Banco Master. Os desdobramentos do caso respingaram primeiro no ministro Dias Toffoli e, mais tarde, sobre Alexandre de Moraes. Isso ligou o sinal de alerta dentro da Corte. Nos últimos dias, Nunes Marques e Luiz Fux também tiveram o nome relacionado ao de Daniel Vorcaro após a divulgação de mensagens obtidas no celular do ex-banqueiro.
Com CNN
Escritório confirma voos de Moraes em avião de empresa ligada a Vorcaro
21/09/2026
Nota
Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que contrata serviços de táxi aéreo e que a Prime Aviation está entre as empresas utilizadas. "Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório", afirma.
Negou
Antes, no fim de março, o gabinete de Moraes divulgou nota negando que o ministro tivesse utilizado aeronaves de empresas ligadas ao ex-dono do Banco Master. O posicionamento foi divulgado após reportagem do jornal Folha de S. Paulo registar que o ministros esteve em ao menos oito voos de a...
O escritório de advocacia Barci de Moraes confirmou ontem, domingo (20/09) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), esteve voos de jatinho operados por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O escritório tem como sócia a esposa do magistrado, Viviane de Moraes.
Nota
Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que contrata serviços de táxi aéreo e que a Prime Aviation está entre as empresas utilizadas. "Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório", afirma.
Negou
Antes, no fim de março, o gabinete de Moraes divulgou nota negando que o ministro tivesse utilizado aeronaves de empresas ligadas ao ex-dono do Banco Master. O posicionamento foi divulgado após reportagem do jornal Folha de S. Paulo registar que o ministros esteve em ao menos oito voos de aviões ligados a Vorcaro.
Divulgou
Ontem, domingo (20/09)(, o jornal O Globo divulgou vídeo que mostra Moraes e Viviane desembarcando, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, após um voo de jatinho. O registro foi feito em 22 de agosto de 2025.
A aeronave
A aeronave utilizada, um Legacy 650 de matrícula PP-NLR, pertencia a uma empresa de Vorcaro, segundo o jornal. O escritório de advocacia informou que "a contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos".
O voo
O voo foi realizado após negociações do escritório de Viviane para um segundo contrato com empresas de Vorcaro, no valor de R$ 50 milhões. O escritório nega a existência desse segundo contrato.
O contrato
De acordo com a PF (Polícia Federal), o contrato teria sido assinado pelo escritório e a Viking Participações, empresa representada Vorcaro, em 12 de maio de 2025 e previa três anos de prestação de serviços.
Com CNN
Raquel Teixeira Lyra Confessa Crime - No caso foi uma ordem de uma Governadora em pleno exercício da sua função
20/09/2026
A Lei 9.263/1996 diz no art. 12:
“É vedada a indução ou instigamento individual ou coletivo à prática da esterilização cirúrgica.”
O mais importante
E, mais importante, o art. 17 transforma isso em crime: “induzir ou instigar dolosamente a prática de esterilização cirúrgica”, com pena de reclusão de 1 a 2 anos.
No caso
Realizar ou induzir uma laqueadura sem o consentimento livre e esclarecido da mulher é crime no Brasil. A autonomia reprodutiva é protegida por leis rígidas. Caso uma terceira pessoa dê uma "opinião" ou oriente o médico a fazer a cirurgia sem que a paciente saiba, ela pode ser considerada cúmplice de uma ilegalidade grave. Se o médico realizar o procedimento nessas condições, ambos respondem perante a justiça.
A Lei 9.263/1996 diz no art. 12:
“É vedada a indução ou instigamento individual ou coletivo à prática da esterilização cirúrgica.”
O mais importante
E, mais importante, o art. 17 transforma isso em crime: “induzir ou instigar dolosamente a prática de esterilização cirúrgica”, com pena de reclusão de 1 a 2 anos.
No caso
O maior escândalo de todos os tempos - Raquel Teixeira Lyra manda fazer laqueadura sem a paciente saber: “Faz sem ela saber”.
20/09/2026
Raquel Teixeira Lyra: “Mas faz sem ela saber! Vai!”
“Mas faz sem ela saber! Vai!”, diz Raquel Teixeira Lyra, após ouvir de uma mulher que aparenta ser funcionária do hospital o relato sobre uma paciente que estaria novamente grávida e já teria 07 (sete) filhos. A gravação, de cerca de 13 segundos, foi feita durante a inauguração da ala pediátrica do Dom Moura, em maio de 2025. Raquel aparece em pé dentro de uma sala do hospital, de blusa verde-clara, conversando com funcionários e integrantes de sua comitiva pouco antes de posar para uma foto. Ao redor da governadora estão pelo menos 03 (três) pessoas: duas mulheres e um homem de óculos. Uma da...
Um vídeo gravado em 2025 durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, Pernambuco, mostra a governadora e candidata à reeleição Raquel Teixeira Lyra, PSD, sugerindo que uma paciente seja submetida a uma laqueadura sem saber do procedimento. A coluna Metrópoles.

Raquel Teixeira Lyra: “Mas faz sem ela saber! Vai!”
“Mas faz sem ela saber! Vai!”, diz Raquel Teixeira Lyra, após ouvir de uma mulher que aparenta ser funcionária do hospital o relato sobre uma paciente que estaria novamente grávida e já teria 07 (sete) filhos. A gravação, de cerca de 13 segundos, foi feita durante a inauguração da ala pediátrica do Dom Moura, em maio de 2025. Raquel aparece em pé dentro de uma sala do hospital, de blusa verde-clara, conversando com funcionários e integrantes de sua comitiva pouco antes de posar para uma foto. Ao redor da governadora estão pelo menos 03 (três) pessoas: duas mulheres e um homem de óculos. Uma das mulheres gesticula com as mãos ao falar sobre o tamanho da barriga da paciente. A gestante mencionada na conversa não aparece nas imagens. Procurada, Raquel Teixeira Lyra admite ter feito o comentário.
— Chega assim, ó, gestante, desse tamanho, com 7 “menino” na barriga.
Raquel Teixeira Lyra reage:
— Ai, meu Deus…
Em seguida, Raquel Teixeira Lyra, a governadora de PE, diz:
— Aí, a gente tem que fazer laqueadura, visse? Aí, a gente bota na fila da laqueadura.
A mulher responde algo que não é possível compreender na gravação. Raquel, então, afirma:
— Mas faz sem ela saber! Vai!
Raquel Teixeira Lyra admite fala em Garanhuns
“A governadora Raquel Lyra reconhece que a fala feita em Garanhuns foi infeliz e reafirma seu respeito às mulheres. Raquel defende que toda mulher tenha acesso, pela rede pública, a planejamento familiar com informação e escolha, compromisso que orientou sua gestão em Pernambuco. Raquel Lyra segue focada no que interessa aos pernambucanos: saúde, escola e emprego na vida de quem mais precisa. A eleição deve ser decidida na apresentação de propostas, não na fabricação de ataques. Trata-se de mais uma tentativa de desviar o foco do que realmente importa, que é Pernambuco”.
A Laqueadura
A legislação brasileira estabelece que a esterilização deve ser voluntária. A Lei nº 9.263/1996, que trata do planejamento familiar, determina que a realização da laqueadura depende da manifestação expressa da vontade da paciente, registrada em documento escrito e assinado. A mulher também deve ser informada previamente sobre os riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de reversão e métodos contraceptivos reversíveis disponíveis. O artigo 15 da mesma lei estabelece como crime realizar esterilização cirúrgica em desacordo com essas exigências. A pena prevista é de 2 a 8 anos de reclusão e multa, caso a conduta não constitua crime mais grave. A laqueadura é um método contraceptivo de esterilização feminina considerado definitivo e de difícil reversão. E realizá-la sem o consentimento da mulher é crime, de acordo com a Lei 9.263/1996 (Lei do Planejamento Familiar).
Veneziano: Voto não tem preço. Mas tem consequências.
20/09/2026
Segundo Veneziano
Quem compra o voto hoje não conquista confiança — compra silêncio e dependência. E quem chega ao poder dessa forma pode começar o mandato devendo explicações não à população, mas aos interesses que financiaram essa velha prática.
O poder do voto livre
"O voto deve ser livre, consciente e secreto. Ninguém deveria precisar vender sua escolha para ter acesso a algo que muitas vezes já deveria ser garantido como direito", afirma Veneziano.
E prossegue:
"Além de ferir a liberdade do eleitor, a compra de votos é tratada pela legislação brasileira como ilícito eleitoral e pode também co...
A compra de votos é uma das práticas mais perversas de uma eleição. Quando alguém oferece dinheiro, emprego, favor, combustível, material de construção ou qualquer vantagem em troca do voto, não está ajudando o eleitor: está tentando transformar um direito de cidadania em mercadoria.
Segundo Veneziano
Quem compra o voto hoje não conquista confiança — compra silêncio e dependência. E quem chega ao poder dessa forma pode começar o mandato devendo explicações não à população, mas aos interesses que financiaram essa velha prática.
O poder do voto livre
"O voto deve ser livre, consciente e secreto. Ninguém deveria precisar vender sua escolha para ter acesso a algo que muitas vezes já deveria ser garantido como direito", afirma Veneziano.
E prossegue:
"Além de ferir a liberdade do eleitor, a compra de votos é tratada pela legislação brasileira como ilícito eleitoral e pode também configurar crime de corrupção eleitoral".

A boa política
Segundo Veneziano, que disputa a reeleição para o Senado, com o número 155, política se faz com propostas, trabalho, respeito e confiança.
Voto se conquista. Voto não se compra.
A chapa
Vené, 155, disputa o Senado na chapa de Cícero, 15, governador e André Gadelha, 151, na outra vaga para o Senado. Este ano, o eleitor pode votar em dois senadores.
O Submarino Alemão UC-30 - Por Amadeu Robalinho*
20/09/2026
Em algum momento as Guerras findam nos campos de batalha, mas deixam seus efeitos tecnológicos, ambientais e estratégicos por gerações.
O caso do submarino alemão UC-30, localizado no Mar do Norte, nas proximidades de Rømø, na Dinamarca, é uma demonstração concreta dessa realidade.
Afundado em 19 de abril de 1917 após atingir uma mina britânica, o UC-30 carregava 18 minas e seis torpedos. Os 27 tripulantes morreram e o submarino permaneceu no fundo do mar durante quase um século, até ser localizado em 2016. Mais de cem anos depois, aquilo que era originalmente uma plataforma militar transformou-se em uma fonte potencial de contaminação ambiental e em um problema de engenharia, segurança e gestão estratégica.
O ponto central dessa questão não está apenas na existência de explosivos antigos no fundo...
Explosivos que atravessaram um século: Um caso prático para ser estudado através da Engenharia de Soberania e Estratégia.
Em algum momento as Guerras findam nos campos de batalha, mas deixam seus efeitos tecnológicos, ambientais e estratégicos por gerações.
O caso do submarino alemão UC-30, localizado no Mar do Norte, nas proximidades de Rømø, na Dinamarca, é uma demonstração concreta dessa realidade.
Afundado em 19 de abril de 1917 após atingir uma mina britânica, o UC-30 carregava 18 minas e seis torpedos. Os 27 tripulantes morreram e o submarino permaneceu no fundo do mar durante quase um século, até ser localizado em 2016. Mais de cem anos depois, aquilo que era originalmente uma plataforma militar transformou-se em uma fonte potencial de contaminação ambiental e em um problema de engenharia, segurança e gestão estratégica.
O ponto central dessa questão não está apenas na existência de explosivos antigos no fundo do mar. Está na necessidade de decidir, com base científica e tecnológica, o que fazer com eles.
A corrosão progressiva do casco e dos invólucros das munições permite que compostos químicos associados aos explosivos sejam liberados no ambiente marinho. Pesquisas recentes identificaram TNT - Trinitrotolueno na água e sedimentos e observaram respostas biológicas em organismos expostos próximos a naufrágios de guerra. Isso significa que a ameaça não precisa necessariamente assumir a forma de uma explosão para produzir consequências. A degradação química silenciosa pode transformar uma antiga capacidade militar em um problema ambiental de longa duração.
É precisamente nesse ponto que Defesa, Engenharia e Estratégia passam a convergir.
A retirada de munições e explosivos submersos não pode ser tratada como uma simples operação de salvamento de um objeto histórico. Trata-se de uma operação complexa de engenharia submarina e oceânica, gerenciamento de risco, identificação de artefatos explosivos, proteção ambiental, arqueologia marítima e segurança operacional.
Retirar o explosivo pode representar uma solução para o problema de longo prazo, mas a própria operação de remoção cria riscos que precisam ser previamente dimensionados. Uma intervenção inadequada pode provocar movimentação do artefato, ruptura de estruturas corroídas, dispersão de contaminantes ou, em determinadas circunstâncias, uma explosão não controlada.
Por outro lado, simplesmente deixar a munição no fundo do mar também não constitui necessariamente uma solução definitiva. O processo de corrosão continuará submetido à ação da água salgada, das correntes, dos sedimentos e das condições ambientais. O que hoje está parcialmente confinado poderá, no futuro, tornar-se mais exposto.
Surge, portanto, um problema clássico de decisão estratégica: intervir ou monitorar, remover ou estabilizar, neutralizar ou manter sob controle?
A resposta não pode ser padronizada para todos os naufrágios.
Cada caso possui características próprias. Profundidade, integridade estrutural, tipo de munição, quantidade de explosivos, composição dos sedimentos, correntes marítimas, proximidade de áreas de pesca, rotas marítimas, infraestrutura submarina e sensibilidade ambiental precisam integrar uma matriz de risco.
Essa lógica já está presente no projeto europeu REMARCO, dedicado ao monitoramento, avaliação de riscos e desenvolvimento de estratégias de remediação para munições submersas no Mar do Norte.
O projeto trabalha justamente com a combinação entre ciência, indústria, autoridades públicas, tecnologias remotas e cooperação internacional.
A tecnologia passa a ocupar posição central.
Veículos submarinos operados remotamente, sensores, sonares de alta resolução, sistemas de mapeamento tridimensional, coleta automatizada de amostras, inteligência artificial, plataformas autônomas e robôs submarinos podem permitir que grande parte da avaliação seja realizada sem exposição direta de operadores humanos.
Experimentos do próprio REMARCO já empregaram sistemas subaquáticos capazes de realizar amostragem de água, sedimentos e organismos, além de testar técnicas de monitoramento remoto e semiautônomo.
Isso representa uma mudança importante na concepção de segurança marítima.
O princípio deixa de ser simplesmente localizar o artefato e destruí-lo. Passa a ser necessário conhecer o sistema inteiro: o naufrágio, a munição, o ambiente, a dinâmica de dispersão, a cadeia alimentar, as atividades econômicas existentes na região e os riscos associados a cada alternativa de intervenção.
É Engenharia aplicada em conjunto com a estratégia mantendo a segurança e gerindo atividades sensíveis e críticas. Para sanar os riscos e minimizar os efeitos colaterais.
Soberania não significa apenas possuir território, águas jurisdicionais ou capacidade militar. Significa possuir conhecimento, tecnologia, capacidade institucional e autonomia para identificar ameaças, compreender seus efeitos e decidir como enfrentá-las.
Nesse sentido, um naufrágio militar centenário pode constituir um problema contemporâneo de soberania tecnológica.
Quem possui capacidade de localizar, identificar, monitorar, modelar, remover ou neutralizar uma ameaça submersa possui uma capacidade estratégica. Quem depende integralmente de tecnologias externas para realizar essas tarefas possui menor autonomia operacional.
A questão ganha ainda maior importância quando observamos que o problema não está restrito ao UC-30.
O REMARCO destaca que munições provenientes das guerras mundiais continuam presentes em diferentes estágios de degradação no fundo do Mar do Norte e que seus efeitos podem ultrapassar fronteiras nacionais. O próprio projeto trabalha com a necessidade de uma abordagem transnacional, justamente porque contaminantes e riscos marítimos não respeitam os limites políticos estabelecidos no mapa.
Essa característica transforma a questão ambiental em questão estratégica.
O mar é um espaço de circulação de energia, alimentos, dados, comércio, recursos minerais e infraestrutura crítica. Um ambiente marinho contaminado ou uma área com munições instáveis pode afetar pesca, navegação, exploração econômica, obras de infraestrutura e segurança de comunidades costeiras.
Consequentemente, a gestão de munições submersas deve ser incorporada à arquitetura contemporânea de segurança marítima.
Para países com extensa costa e elevada dependência econômica do oceano, essa realidade merece atenção especial.
O Brasil possui uma das maiores áreas marítimas sob sua jurisdição e uma infraestrutura econômica cada vez mais dependente do ambiente oceânico. Plataformas offshore, cabos submarinos, portos, terminais, rotas comerciais, recursos pesqueiros e projetos de exploração energética formam uma complexa infraestrutura marítima nacional.
Nesse contexto, a experiência europeia oferece uma importante oportunidade de reflexão: não esperar que o problema se manifeste para então desenvolver a capacidade de resposta.
É necessário construir conhecimento antes da crise.
Mapear. Classificar. Monitorar. Modelar. Priorizar. Desenvolver tecnologia. Treinar pessoal. Estabelecer protocolos. E somente então decidir pela intervenção.
Essa sequência representa uma mudança de paradigma.
A Defesa do século XXI não pode limitar-se à capacidade de destruir uma ameaça. Precisa também desenvolver capacidade para compreender, controlar e remover riscos que permanecerão no ambiente por décadas.
O UC-30 é, nesse sentido, muito mais que um submarino alemão afundado em 1917.
É um laboratório histórico de engenharia, segurança marítima e estratégia.
Um artefato criado para a guerra transformou-se, cem anos depois, em desafio para a ciência e para a proteção ambiental. A munição concebida para produzir efeito imediato no campo de batalha pode continuar produzindo efeitos indiretos muito depois do desaparecimento daqueles que a empregaram.
A grande lição estratégica talvez esteja justamente aí.
A soberania tecnológica não se demonstra apenas quando uma nação consegue construir um submarino, uma aeronave ou um sistema de armas. Ela também se demonstra quando possui conhecimento e capacidade para administrar o legado tecnológico de seus próprios conflitos, proteger seu território, preservar seus recursos naturais e controlar riscos que atravessam gerações.
No século XXI, Defesa, Engenharia e Meio Ambiente deixaram definitivamente de ser compartimentos isolados.
O fundo do mar também é território estratégico.
E aquilo que permanece oculto sob suas águas pode, décadas ou séculos depois, voltar a exigir conhecimento, tecnologia, decisão e capacidade nacional.
O explosivo pode permanecer no fundo do oceano por cem anos.
A responsabilidade estratégica e a negligência, não.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Banco Master: rombo à sombra do FGC - Por Emilio Carazzai*
20/09/2026
Os ativos do conglomerado saltaram de cerca de R$ 3,7 bilhões em 2019 para aproximadamente R$ 82 bilhões em 2024, um crescimento que nenhuma instituição de médio porte costuma sustentar organicamente em cinco anos. O motor desse salto foi a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas muito acima da média de mercado, chegando a 140% do CDI, um tipo de retorno que, em condições normais, deveria soar como um alerta de risco para qualquer investidor.
Só que não soou. Os CDBs eram cobertos pela garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) at...
Quando o Banco Central decretou, em 18 de novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master, a operação expôs mais do que a insolvência de uma instituição. Expôs uma falha de desenho na arquitetura regulatória do sistema financeiro que, por anos, permitiu que um mecanismo criado para conter corridas bancárias funcionasse também como subsídio implícito à captação de um banco de risco crescente.
Os ativos do conglomerado saltaram de cerca de R$ 3,7 bilhões em 2019 para aproximadamente R$ 82 bilhões em 2024, um crescimento que nenhuma instituição de médio porte costuma sustentar organicamente em cinco anos. O motor desse salto foi a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas muito acima da média de mercado, chegando a 140% do CDI, um tipo de retorno que, em condições normais, deveria soar como um alerta de risco para qualquer investidor.
Só que não soou. Os CDBs eram cobertos pela garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF. O FGC é uma associação civil de natureza privada, e seu próprio estatuto afirma que não exerce função pública, nem por delegação, mas sua garantia está institucionalizada na arquitetura regulatória do Sistema Financeiro Nacional, sob regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional. Na prática, para o investidor comum, isso produzia um efeito econômico equivalente à neutralização de boa parte do risco de crédito até aquele teto, dispensando qualquer análise mais cuidadosa da saúde financeira do emissor. O próprio controlador, em depoimento à Polícia Federal, resumiu o modelo de negócio sem meias palavras: o plano do Banco Master era "100% baseado no FGC".
Essa frase, mais do que uma confissão, é um diagnóstico. Ela descreve o fenômeno que a literatura de regulação bancária chama de risco moral (moral hazard): uma instituição assume riscos crescentes porque sabe que parte relevante das consequências de um fracasso será absorvida por um mecanismo coletivo de garantia, e não integralmente pelos próprios credores. Essa garantia reduz a disciplina de mercado justamente no momento em que uma remuneração muito acima da média deveria fazê-la aumentar.
A engenharia por trás do esquema aprofunda o problema. Os recursos captados via CDB eram direcionados a ativos de baixíssima liquidez, tais como precatórios, direitos creditórios, participações em empresas em recuperação judicial e, segundo apurações e documentos ainda sujeitos a contraditório no processo em curso, teriam sido recirculados por meio de fundos e estruturas societárias que inflavam artificialmente a liquidez aparente do banco.
Uma falha mais específica do que "ausência de limites"
Seria impreciso afirmar que não havia nenhum mecanismo de contenção. Já existiam instrumentos voltados a mitigar o risco moral: uma contribuição adicional ao FGC incidia sobre instituições excessivamente dependentes de captação garantida, e a Resolução CMN nº 5.114, de dezembro de 2023, passou a exigir, a partir de julho de 2024, alocação em títulos públicos quando a exposição de uma instituição ao FGC ultrapassasse determinados limites em relação ao patrimônio e às captações.
A deficiência revelada pelo caso Master é mais específica, e por isso mais grave: esses mecanismos incidiam essencialmente sobre o passivo‚ volume de captação, alavancagem, dependência da garantia‚ sem incorporar de forma adequada a qualidade, a liquidez, a diversificação e a transparência dos ativos financiados por aquela captação. Um banco podia, na prática, ampliar continuamente sua captação garantida sem que isso acionasse, na mesma velocidade, uma exigência proporcional quanto à qualidade do que o dinheiro captado estava sendo aplicado.
Não por acaso, foi exatamente essa lacuna que a reforma regulatória de abril de 2026 tentou corrigir, ao criar o chamado Ativo de Referência (AR), um indicador que passa a considerar a composição e a qualidade dos ativos do banco, e não apenas o volume de captação garantida, como parâmetro para conter o risco moral. O próprio Banco Central reconhece essa finalidade ao apresentar a mudança. Trata-se de evidência forte de que havia uma deficiência de desenho‚ embora não por si só prova de culpa individual de nenhum agente específico.
O que o FGC sabia, e o que fez a respeito
É preciso também evitar uma simplificação na direção oposta: colocar o FGC, institucionalmente, no banco dos réus ao lado do Banco Central. O quadro é mais sofisticado. Há evidências de que o FGC vinha alertando o Banco Central sobre os riscos associados ao crescimento e ao perfil do Master ao longo dos anos anteriores à liquidação; o Banco Central, contudo, ao ser formalmente questionado, invocou sigilo para não revelar publicamente o número e o teor dessas comunicações, fato que impede de precisar, hoje, a extensão exata desses alertas.
Mais revelador ainda é um episódio pouco lembrado: em maio de 2025, o próprio FGC realizou uma operação de suporte financeiro ao conglomerado Master para viabilizar o pagamento de passivos elegíveis à garantia, enquanto o Banco Central analisava a operação de venda de participação ao BRB. Ao final de 2025, havia cerca de R$ 5,7 bilhões em letras financeiras dessa operação em poder do FGC, e o contrato impôs, como condição, que novos produtos elegíveis à garantia não pagassem mais de 100% do CDI. Ou seja: o FGC já demonstrava, naquele momento, consciência do risco represado e tentava conter exatamente o mecanismo dos CDBs superremunerados. A liquidação, seis meses depois, sugere que a medida chegou tarde, mas não que o Fundo tenha sido conivente ou omisso.
O custo da crise, de todo modo, foi extraordinário. O FGC provisionou R$ 40,6 bilhões em garantias estimadas para cerca de 800 mil credores do Banco Master, do Master de Investimentos e do Letsbank; em abril de 2026, o Fundo já havia efetivamente pago cerca de R$ 39,3 bilhões a aproximadamente 669 mil beneficiários, o maior pagamento de sua história. Vale registrar que o pagamento de garantia não equivale, necessariamente, à perda econômica definitiva do mesmo valor: ao pagar, o FGC se sub-roga nos direitos dos credores contra a massa em liquidação e pode recuperar parte dos recursos ao longo do processo. Ainda assim, a dimensão do episódio levou o Fundo a antecipar, em março de 2026, cerca de R$ 32 bilhões em contribuições das instituições associadas para recompor sua liquidez, fechando 2025 com patrimônio líquido de R$ 123,2 bilhões. Não houve, até onde se sabe, qualquer transferência automática de prejuízo ao Tesouro ou ao contribuinte; o que houve foi a externalização do custo de uma estratégia individual para o mecanismo coletivo de garantia do sistema bancário‚e, por essa via, para as demais instituições associadas, que jamais adotaram práticas semelhantes às do Master.
A pergunta que realmente importa
É tentador, passado o choque inicial, tratar o caso Master como uma anomalia pessoal: a história de um controlador especialmente arrojado, cercado por conexões políticas e jurídicas exploradas à exaustão pela imprensa. Mas reduzir o episódio a uma questão de caráter individual é subestimar o problema estrutural que o tornou possível.
A pergunta contrafactual mais interessante não é se algum banco teria existido sem o FGC, pois, naturalmente, existiria. A pergunta é outra: o Banco Master teria alcançado R$ 82 bilhões em ativos e dezenas de bilhões de reais em captação, pagando prêmios tão acima do mercado, se seus depositantes tivessem de assumir integralmente o risco de crédito da instituição? A evidência disponível permite responder com razoável segurança que, provavelmente, não naquela escala e naquela velocidade. Os ativos multiplicaram-se por mais de vinte vezes em cinco anos; os CDBs remuneravam até 140% do CDI; e o próprio controlador declarou publicamente que seu plano de negócios era "100% baseado no FGC".
Não se trata de afirmar que o FGC "causou" o Master. Trata-se de reconhecer que uma garantia concebida para impedir corridas bancárias e proteger pequenos poupadores acabou funcionando, nesse caso específico, como subsídio implícito à captação de uma instituição de risco crescente‚ e que os mecanismos de contenção existentes, concentrados no passivo e não na qualidade dos ativos, não foram suficientes para impedir que isso acontecesse em escala tão grande antes de o modelo se tornar insustentável. O fato do próprio regulador ter, na sequência, alterado a regra para incorporar a qualidade dos ativos ao mecanismo de contenção é evidência bastante poderosa de que havia, sim, uma deficiência de desenho a ser corrigida. Enquanto o processo em curso no Judiciário, no Banco Central e no Tribunal de Contas da União não esclarecer integralmente quem teve acesso a quais informações e em que momento, o caso Master permanecerá menos como uma anomalia e mais como um aviso sobre os limites de um sistema de garantias que, para funcionar bem, precisa impedir que seja usado como argumento de venda.
Mas, ao fim e ao cabo, ainda resta outra pergunta incômoda: quem, dentro do FGC, do Banco Central e da CMN, acompanhava a concentração crescente da exposição do Fundo a um único conglomerado — e em que momento essa exposição se tornou suficientemente grande para representar risco material ao próprio mecanismo de garantia?
*Emilio Carazzai, é Administrador e Conselheiro de empresas. Foi presidente da Caixa Econômica Federal no governo Fernando Henrique Cardoso (de 1999 a 2002).

Labanca desmoraliza mentiras do discurso de Raquel
20/09/2026
Ontem
Em São Lourenço da Mata, ontem, sábado 19/09, como costuma fazer em todo lugar, a governadora tratou de, com toda a convicção do mundo, despejar mentiras em série para a multidão.
Labanca
O prefeito Vinicius Labanca, um dos políticos jovens com maior credibilidade no Estado, tranquilamente, educadamente, sem sequer chamar a governadora de mentirosa, mostrou a fieira de inverdades ditas por ela.
Confira a seguir
<'video'>
A governadora Raquel Teixeira Lyra é useira e vezeira em "prestar contas" de obras que só existem na imaginação dela ou em mentiras de assessores. Os discursos, entrevistas, debates, declarações da governadora, já dissemos aqui muitas vezes, não têm compromisso com a verdade.

Ontem
Em São Lourenço da Mata, ontem, sábado 19/09, como costuma fazer em todo lugar, a governadora tratou de, com toda a convicção do mundo, despejar mentiras em série para a multidão.

Labanca
O prefeito Vinicius Labanca, um dos políticos jovens com maior credibilidade no Estado, tranquilamente, educadamente, sem sequer chamar a governadora de mentirosa, mostrou a fieira de inverdades ditas por ela.
Confira a seguir