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'Rupturas, Outsiders e, Oposição' – por Jarbas Beltrão*

30/09/2024 - Jornal O Poder

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Rupturas

Collor, Lula, Bolsonaro, Enéas, foram exemplos de "outsiders" que se apresentaram como candidatos ao mais alto cargo da República do Brasil; os três primeiros conseguiram provocar o rompimento dos círculos de decisões de poder, cada uma em sua época, venceram eleitoralmente máquinas controladoras do Estado e de partidos dominantes.






Collor

Collor, governador do pequeno Alagoas, apareceu na Mídia, como o "caçador de Marajás", com seu discurso anti-sistema rasgou a cortina que protegia os que se apoiavam na corrupção, dos que participavam do clube dos decisores do poder federal, e de todos os beneficiados que se alojavam na máquina do Estado. Começou em Alagoas, a mídia lhe deu espaço e fez aquele combate que lembrou um pouco a agenda da "vassourada" de um outro histórico candidato a presidente, Jânio Quadros, lá pelas décadas de 1960.





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Rupturas

Collor, Lula, Bolsonaro, Enéas, foram exemplos de "outsiders" que se apresentaram como candidatos ao mais alto cargo da República do Brasil; os três primeiros conseguiram provocar o rompimento dos círculos de decisões de poder, cada uma em sua época, venceram eleitoralmente máquinas controladoras do Estado e de partidos dominantes.

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Collor

Collor, governador do pequeno Alagoas, apareceu na Mídia, como o "caçador de Marajás", com seu discurso anti-sistema rasgou a cortina que protegia os que se apoiavam na corrupção, dos que participavam do clube dos decisores do poder federal, e de todos os beneficiados que se alojavam na máquina do Estado. Começou em Alagoas, a mídia lhe deu espaço e fez aquele combate que lembrou um pouco a agenda da "vassourada" de um outro histórico candidato a presidente, Jânio Quadros, lá pelas décadas de 1960.

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Lula

Luis Inácio "Lula" da Silva, originário do movimento sindicalista paulista, carregava uma história de migrante nordestino, tendo passado fome; o Sindicato dos Metalúrgicos foi a escada que proporcionou oportunidades para saltos mais altos. Participou de Campanhas - foram três -, só na quarta conseguiu a vitória, seus discursos foram baseados no combate às "elites"; entendido como anti-sistema, hoje, não consegue mais manter o crédito para seus discursos, claro, os anteriores que lhe trouxeram o saldo de dois mandatos já no segundo mostrava-se sem credibilidade, embora a "vermelhidão mectref" ainda acredite no mesmo, agora com seu desempenho de campanha e terceiro mandato.

Enéas Carneiro

Ao contrário dos dois anteriores que me referi, Enéias foi um "outsider", mas distanciado por completo dos círculos políticos tradicionais, enquanto Collor e Lula estavam, distanciados do Clube dos decisores de poder, mas detinham biografias politicas. O mesmo não acontecia com Enéias Carneiro, que eleitoralmente, nunca alcançara expressão eleitoral e nunca chegou a desenvolver uma vida política.

Jair Bolsonaro

Deputado por vários mandatos, fazia uma oposição aos poderosos do "Clube de Brasília", parlamentar do chamado "baixo clero" onde se abriga o "centrão", não teve ação parlamentar destacada, era um anticomunista das antigas, que lhe conferiu a identificação de "conservador". O deputado viu um nicho de oportunidades na incompetência administrativa das esquerdas e nas ilusões da sociedade quanto ao "papel moralizador das forças armadas", Exército especialmente, aí entrou por essas brechas.

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Conservador e Capitão

Bolsonaro entrou no vazio deixado pela incompetência das esquerdas nas fracassadas experiências administrativas - em especial os mandatos de Dilma Rousseff - surfou e vendeu a imagem de "Capitão" posto militar do Exército, que já havia trocado há mais de vinte pela Política de Estado, mas, era uma marca que o ajudaria, surfando nas ondas dos mares das ilusões políticas de frações das massas, sequiosa de moralidade social e de "moralização" político-administrativa. Resultado, deu certo, furou o cerco do poder e deu prosseguimento ao seu "projeto" e formou uma equipe de governo apolítica, anti-sistema com destaque para seu ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

A esquerda e Bolsonaro

Inconformado com a perda do poder, a esquerda desenvolveu a mais agressiva campanha que se tem notícia, contra um opositor. Tudo foi feito, para o ataque a reputação do eleito, mas mesmo assim, o eleito conseguiu bons resultados administrativos, em especial na economia mesmo enfrentando a pandemia da Covid-19.
Acusado de demora da compra de vacina foi alcunhado, como "genocida", para massas de desinformados, em parte pegou. Mas, saiu como uma liderança do "conservadorismo-liberal, mesmo às vezes com um discurso parecido com o desenvolvimentismo econômico estatista e, um anticomunismo às antigas, referentes ao plano interno. Liberal, só por conta do seguidor da "Escola Austríaca de Economia", o seu ministro da economia, Paulo Guedes, um Chicago boy experimentado, quanto ao conservadorismo, apenas no discurso religioso, embora tenha revelado ser defensor dos hábitos sociais tradicionais, algo que a esquerda historicamente despreza, isso desde o Século XIX, o esquerdo marxismo.

Estado: o indutor das soluções necessárias

Com um certo sucesso na economia, apesar do enfrentamento de todas dificuldades, Jair Bolsonaro passou a reinar como o "pajé da "Direita" "nacionalista, como a "esquerda" e "direita" nunca tiveram uma clara apresentação do que seria, esses rótulos afinal, esse negócio de "Direita" ou "Esquerda", entre nós, está resumido, ao entendimento do papel ou não do Estado, como indutor das mudanças sócio-econômicas do país. Diga-se de passagem apresentam até semelhanças, ao acreditarem que no Estado e suas instituições encontra-se a fórmula da superação dos problemas nacionais.

Chega um agitador

Pois é, chega as eleições municipais de 2024, e a maior cidade do país, vive uma experiência em Campanha, que transformou-se numa "verdadeira Campanha Presidencial".
Eis, que um candidato, sem favoritismo em poucos dias da corrida eleitoral, passa a brilhar, com um discurso anti-sistema, misto de libertarianismo, Liberalismo econômico e individuação, é ele o empresário, Pablo Henrique Marçal.

Efeito Marçal

Jovem, eclético, vida pessoal de sucesso, mesmo tendo origem humilde, tornou-se rico numa trajetória de um verdadeiro míssil, propaga princípios de um Liberalismo econômico libertário como forma de superação, para muitos casos de situação de pobreza. Libertário, possuidor de uma fortuna patrimonial, chegou chegando, destacando-se como um homem de uma inteligência ágil e brilhante, um anticomunismo moderno que apresenta o comunismo como aquela fórmula que impede o crescimento nacional e pessoal, como um regime de engenharia social comprovadamente fracassado. Apresenta um apelo para trazer ao país, uma Educação amparada num tripé: é de esportes, tecnologia, empreendimento pessoal, numa clara oposição a fórmula ‘Freiriana’ (Paulo Freire) de uma pedagogia de Libertação social contra os exploradores, em direção à criação de uma ordem de explorados.

Novo rumo do liberal-conservadorismo nacional

Marçal, sim, chegou chegando, corte rápido, tem desmontado o velho jornalismo político, a "esquerda" coletivista estatista barulhenta e, a "direita" "conservadora" estatista, que afinal é parte do sistema atacada pelo candidato Marçal.

A ascensão de Marçal

Marçal tem arrancado reação de todo lado "esquerda" e "direita", mas muita admiração de grande parte da massa de eleitores da cidade de São Paulo e de todo Brasil. O Clube Bolsonarista tá sendo levado à real, e tem mostrado o que estava escondido, isto é, a outra face da mesma moeda.
Marçal tem desarmado e deixado em paralisia a"direita" e "esquerda" "mectrefs" . Mecheu ate com o Clube dos donos das Igrejas neopentecostais, muitos deles beneficiados pelo "sistema". Desmontou a invenção esquerdista, de que existe um besteirol, chamado Bolsonarismo - nem Jair Bolsonaro, sabe o que é isso, mas se beneficia - Marçal, ja é vitorioso, chegando, atirando com sua metralhadora verbal, certeira contra o sistema congelado que sobrevive mesmo já sofrendo estragos.


Do meu ‘buncker’ de Gravatá.

Tenho dito.


*Jarbas Beltrão, Ms., é professor de História da UPE

Leia outras informações

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Para governo brasileiro vice-presidente Delcy Rodríguez é a nova governante da Venezuela, afirma Itamaraty

03/01/2026

Hylda Cavalcanti/Por HJur

Terminou no início da noite deste sábado (03/01) a segunda reunião do dia no Itamaraty, realizada entre o presidente Lula e representantes do Governo Federal para discutir a crise que envolve os EUA e a Venezuela. O governo brasileiro disse que oficialmente, considera a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, nova governante da Venezuela — após a prisão, pelo governo norte-americano, do presidente Nicolás Maduro.

A informação foi transmitida, ao final da reunião, pela ministra interina de Relações Internacionais, a diplomata Maria Laura da Rocha, que está à frente da pasta enquanto o ministro Mauro Vieira, se encontra em trânsito, retornando a Brasília.

"Nossa posição é a do presidente Lula desde a manhã. Ele já reiterou que o Brasil é a favor do direito internacional, contra qualquer tipo de invasão territorial, pela soberania dos países”, enfatizou a ministra.

Reuniões da CELAC e...

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Hylda Cavalcanti/Por HJur

Terminou no início da noite deste sábado (03/01) a segunda reunião do dia no Itamaraty, realizada entre o presidente Lula e representantes do Governo Federal para discutir a crise que envolve os EUA e a Venezuela. O governo brasileiro disse que oficialmente, considera a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, nova governante da Venezuela — após a prisão, pelo governo norte-americano, do presidente Nicolás Maduro.

A informação foi transmitida, ao final da reunião, pela ministra interina de Relações Internacionais, a diplomata Maria Laura da Rocha, que está à frente da pasta enquanto o ministro Mauro Vieira, se encontra em trânsito, retornando a Brasília.

"Nossa posição é a do presidente Lula desde a manhã. Ele já reiterou que o Brasil é a favor do direito internacional, contra qualquer tipo de invasão territorial, pela soberania dos países”, enfatizou a ministra.

Reuniões da CELAC e da ONU

De acordo com Maria Laura, duas reuniões estão programadas para tratar a questão da crise entre Estados Unidos e Venezuela nos próximos dias. Neste domingo (04/01), está sendo organizada uma reunião entre representantes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para tratar a questão — mas o evento ainda não foi confirmado..

E na segunda-feira (05/01) será realizada reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O Brasil participará das duas reuniões e, de acordo com a ministra, o presidente Lula pretende aproveitar o encontro para reiterar a posição do Brasil a favor da soberania da Venezuela.

Só depois dessa reunião deverá acontecer algum contato entre representantes do governo brasileiro e o governo norte-americano.

Pedido da Colômbia

Além do conselho de segurança, a Colômbia pediu uma reunião aberta e mais ampla na ONU, com o apoio da Rússia e da China. Nesta segunda reunião o presidente Lula voltou a participar por videoconferência, uma vez que ainda está no Rio de Janeiro.

Participaram presencialmente do encontro, no Itamaraty, além de Lula e da ministra Maria Laura da Rocha, a ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior; o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; e o secretário de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira. A embaixadora do Brasil em Caracas também participou pela internet.

— Com informações do Itamaraty e da Agência Brasil




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Ministérios da Justiça e da Saúde estão preparando estruturas para aumento do fluxo migratório de venezuelanos

03/01/2026

Hylda Cavalcanti/ Por HJur

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou, por meio de nota, que está monitorando “de forma permanente” um eventual crescimento do fluxo migratório na fronteira entre Brasil e Venezuela, no estado de Roraima.

Isto porque, conforme fontes do ministério, o cenário de instabilidade política, econômica e social no país vizinho tem potencial para ampliar a chegada de migrantes ao Brasil, sobretudo pelo estado de Roraima, principal porta de entrada desses deslocamentos.

Refugiados e imigrantes

A Venezuela vive uma crise prolongada que já provocou um dos maiores deslocamentos humanos da história recente da América Latina. Segundo dados da Plataforma Regional de Coordenação Interagencial R4V, o Brasil é o terceiro país da região que mais recebeu refugiados e migrantes venezuelanos, atrás apenas da Colômbia e do Peru.

Roraima concentra a maior parte dessas entradas,...

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Hylda Cavalcanti/ Por HJur

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou, por meio de nota, que está monitorando “de forma permanente” um eventual crescimento do fluxo migratório na fronteira entre Brasil e Venezuela, no estado de Roraima.

Isto porque, conforme fontes do ministério, o cenário de instabilidade política, econômica e social no país vizinho tem potencial para ampliar a chegada de migrantes ao Brasil, sobretudo pelo estado de Roraima, principal porta de entrada desses deslocamentos.

Refugiados e imigrantes

A Venezuela vive uma crise prolongada que já provocou um dos maiores deslocamentos humanos da história recente da América Latina. Segundo dados da Plataforma Regional de Coordenação Interagencial R4V, o Brasil é o terceiro país da região que mais recebeu refugiados e migrantes venezuelanos, atrás apenas da Colômbia e do Peru.

Roraima concentra a maior parte dessas entradas, tornando-se um ponto estratégico para ações de acolhimento e assistência humanitária. Além dos efeitos migratórios, o governo brasileiro também avalia impactos diretos na área da saúde e já está se preparando para ampliação de demandas no setor.

Medidas preventivas

Durante postagem numa rede social neste sábado (03/01), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que medidas preventivas já foram adotadas.

“Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, acrescentou.

— Com Agências de Notícias




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Vice-presidente da Venezuela diz que país não será “colônia dos EUA” e que presidente “continua sendo Maduro”

03/01/2026

Hylda Cavalcanti/ Por HJur

Durante pronunciamento feito na tarde deste sábado (03/01), pela rede pública de televisão e rádio, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, conclamou toda a população venezuelana a resistir a uma intervenção dos Estados Unidos.

Ela pediu calma a todos, disse que Nicolás Maduro continua sendo “o único presidente do país”, chamou a captura dele pelo governo dos EUA de “sequestro” e enfatizou que “a Venezuela nunca será colônia de nenhuma nação”.

O pronunciamento de Delcy foi feito em Caracas, ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez (que é seu irmão), do ministro do Interior, Diosdado Cabello, e dos titulares das pastas das Relações Exteriores e da Defesa.

Prontos para defender o país

Delcy reiterou como “gravíssima” a agressão militar dos Estados Unidos, depois que foram registradas explosões e o sobrevoo de aeronaves em Caracas e em outras...

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Hylda Cavalcanti/ Por HJur

Durante pronunciamento feito na tarde deste sábado (03/01), pela rede pública de televisão e rádio, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, conclamou toda a população venezuelana a resistir a uma intervenção dos Estados Unidos.

Ela pediu calma a todos, disse que Nicolás Maduro continua sendo “o único presidente do país”, chamou a captura dele pelo governo dos EUA de “sequestro” e enfatizou que “a Venezuela nunca será colônia de nenhuma nação”.

O pronunciamento de Delcy foi feito em Caracas, ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez (que é seu irmão), do ministro do Interior, Diosdado Cabello, e dos titulares das pastas das Relações Exteriores e da Defesa.

Prontos para defender o país

Delcy reiterou como “gravíssima” a agressão militar dos Estados Unidos, depois que foram registradas explosões e o sobrevoo de aeronaves em Caracas e em outras partes do país.
E frisou que o governo está “pronto para defender a Venezuela”.

“Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, afirmou. O pronunciamento aconteceu poucas horas depois da fala de Donald Trump na qual ele anunciou que os EUA iriam comandar provisoriamente a Venezuelana e criar um grupo de transição para o país.

Trump chegou a dizer que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, vem dialogando com Delcy sobre a transição e que ela estaria “disposta a fazer o que for preciso”, mas a informação não foi mencionada pela vice-presidente venezuelana.

Posse secreta?

Apesar de o jornal “The New York Times” ter informado numa reportagem que fontes teriam confirmado que Delcy tomou posse como presidente interina da Venezuela numa cerimônia secreta, ela reforçou de forma veemente: “O presidente deste país continua sendo Nicolás Maduro”.

Delcy, apesar de ter o cargo de vice-presidente, integra, ao lado do ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino López, e do ministro do Interior, Diosdado Cabello, um trio que é considerado o mais influente dentro do chavismo (movimento liderado pelo ex-presidente já falecido Hugo Chaves, antecessor de Nicolás Maduro).

Há mais de uma década, os três ocupam cargos-chave no governo não como simples representantes, mas como figuras com peso próprio no processo de tomada de decisões.
Conforme informações de analistas políticos, são também os nomes que agora aparecem com mais força para assumir o poder na Venezuela, caso os Estados Unidos se deem por satisfeitos com a detenção de Maduro e não pressionem ainda mais por uma mudança total de regime.

— Com Agências de Notícias




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Clima é de preocupação em Pacaraima, município de RR que faz fronteira com a Venezuela

03/01/2026

Hylda Cavalcanti/ Por HJur

Apesar das informações divulgadas no início da tarde pelo Governo Federal de que não foram identificados brasileiros entre as vítimas dos ataques feitos pelos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (03/01) o ambiente no Executivo, sobretudo no Itamaraty, continua sendo de preocupação, principalmente no município de Pacaraima, em Roraima, que faz fronteira com a Venezuela.

Brasil e Venezuela compartilham uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros de extensão, mas conforme afirmou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a região "está tranquila, monitorada e aberta".

Nota do governo de Roraima

O governo de Roraima, por sua vez, informou em nota que “acompanha com atenção os acontecimentos recentes e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense”.

De acordo com o...

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Hylda Cavalcanti/ Por HJur

Apesar das informações divulgadas no início da tarde pelo Governo Federal de que não foram identificados brasileiros entre as vítimas dos ataques feitos pelos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (03/01) o ambiente no Executivo, sobretudo no Itamaraty, continua sendo de preocupação, principalmente no município de Pacaraima, em Roraima, que faz fronteira com a Venezuela.

Brasil e Venezuela compartilham uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros de extensão, mas conforme afirmou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a região "está tranquila, monitorada e aberta".

Nota do governo de Roraima

O governo de Roraima, por sua vez, informou em nota que “acompanha com atenção os acontecimentos recentes e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense”.

De acordo com o texto, em razão da localização geográfica, Roraima mantém historicamente relações de cooperação com os países vizinhos, incluindo Venezuela e Guiana. “As autoridades estaduais permanecem em permanente contato com os órgãos competentes da União para monitorar possíveis desdobramentos que possam impactar a rotina da população”, esclareceu o texto

Pacaraima monitora situação

Já o prefeito de Pacaraima, Waldery D’avila, município brasileiro que faz fronteira com a Venezuela, manifestou "profunda preocupação com os ataques ocorridos em Caracas" e informou que estava "monitorando a situação e trabalhando em conjunto com as forças de segurança para garantir a estabilidade e a paz na região fronteiriça".

O servidor público federal Jean Oliveira, de 54 anos, que estava na Venezuela na cidade fronteiriça de Santa Elena de Uiarén, relatou, durante entrevista à Agência Brasil, que conseguiu sair de lá por uma rota clandestina, porque a fronteira estava fechada no início da manhã. "Tivemos que passar por uma rota alternativa", contou

Passagem na fronteira

Segundo ele, após conseguir chegar ao lado brasileiro, autoridades venezuelanas passaram a permitir apenas que brasileiros pudessem sair pela fronteira, mas não cidadãos venezuelanos.

A passagem do Brasil para a Venezuela, por parte do governo vizinho, também seguia fechada. Apesar de alguma apreensão, o servidor contou que a situação na região aparentava uma certa normalidade.

— Com Agências de Notícias




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Trump: EUA vão governar provisoriamente Venezuela e “ampliar domínio” no hemisfério ocidental da AL

03/01/2026

Hylda Cavalcanti/Por HJur

Durante seu pronunciamento oficial seguido de entrevista coletiva, para a qual convidou oficiais a também se manifestarem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ataque do seu país contra a Venezuela foi “extremamente bem sucedido” e realizado pelas forças militares por terra, pelo espaço aéreo e pelo mar. Ele deixou claro que os EUA vão administrar a Venezuela por um período interino, até que seja feita uma transição “adequada, justa e legal”.

Trump enfatizou, ainda, que o governo norte-americano está preparado para novas ofensivas, mas que diante do êxito da operação observada nesta madrugada, não acha que será necessário mais nenhum outro ataque.

O presidente não escondeu também o interesse de que empresas dos EUA entrem na exploração de petróleo venezuelano. Durante todo o tempo, ele se referiu a Nicolás Maduro como “chefe de um grupo narcotraficante” e disse que esse grupo, além de...

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Hylda Cavalcanti/Por HJur

Durante seu pronunciamento oficial seguido de entrevista coletiva, para a qual convidou oficiais a também se manifestarem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ataque do seu país contra a Venezuela foi “extremamente bem sucedido” e realizado pelas forças militares por terra, pelo espaço aéreo e pelo mar. Ele deixou claro que os EUA vão administrar a Venezuela por um período interino, até que seja feita uma transição “adequada, justa e legal”.

Trump enfatizou, ainda, que o governo norte-americano está preparado para novas ofensivas, mas que diante do êxito da operação observada nesta madrugada, não acha que será necessário mais nenhum outro ataque.

O presidente não escondeu também o interesse de que empresas dos EUA entrem na exploração de petróleo venezuelano. Durante todo o tempo, ele se referiu a Nicolás Maduro como “chefe de um grupo narcotraficante” e disse que esse grupo, além de ser responsável por várias gangues e ter estimulado a violência nos Estados Unidos, resultou em milhares de mortes. Acentuou que existem evidências concretas de várias dessas atividades, que serão apresentadas no momento correto, junto à Justiça.

“Ampliação do domínio americano”

O presidente norte-americano anunciou a entrada de petroleiras do seu país em solo venezuelano e disse que ampliará "o domínio americano no Hemisfério Ocidental". Conforme explicou Donald Trump, sem dar muitos detalhes, “os Estados Unidos assumirão o governo da Venezuela através de um ‘grupo’ que está sendo designado até que haja a transição de poder”.

Só que o presidente não informou nem como nem quando isso ocorrerá. Disse apenas que divulgará em breve os integrantes dessa equipe. “Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela", frisou, ao falar sobre esse período de transição.

Invocação da Doutrina Monroe

Em sua fala, Trump invocou a chamada Doutrina Monroe, política que os EUA estabeleceram em 1823 para ampliar influência na América Latina e reivindicar a soberania de Washington sobre o Ocidente.

E afirmou que “sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”. Acrescentou, logo depois que os EUA, sob sua gestão, estão “reafirmando o poder americano de uma forma muito poderosa em nossa região”.

Petrolíferas norte-americanas

Sobre o petróleo, Trump deixou claro que petroleiras norte-americanas começarão a atuar na indústria petrolífera da Venezuela e que essas áreas, segundo ele antes explorada por indústrias dos EUA, teriam sido “roubadas, décadas atrás, pelo governo venezuelano”.

“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país", afirmou.

“Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós (...). Uma enorme infraestrutura petrolífera foi tomada como se fôssemos crianças”, acrescentou.

Congresso só foi informado depois

Questionado sobre se o Congresso norte-americano havia sido previamente informado sobre a operação — conforme prevê a Constituição dos EUA —, Trump respondeu que o secretário de Estado informou membros do Congresso após a ação porque, caso contrário, "eles a vazariam”, mas também evitou em entrar em detalhes sobre mais essa questão.

Já em relação ao destino de Nicolás Maduro, ele falou que, como Maduro foi denunciado por vários crimes na Justiça de Nova York, caberá à Justiça decidir onde ficará preso até a realização do julgamento.

Ataque seria no dia 31

Ele contou que assistiu à prisão de Maduro ao vivo, porque foi tudo filmado pelos militares que o ataque à Venezuela estava previsto para acontecer na última quarta-feira (31/12), ainda em 2025. Mas foi adiado em função de condições climáticas.

E admitiu que chegou a falar com Maduro uma semana atrás. De acordo com sua versão, Maduro tentou negociar uma saída pacífica do poder, mas ele [Trump] não aceitou. “Depois de todo esse tempo eles quiseram negociar, mas eu não quis”, disse.

— Com informações de Agências de Notícias




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Líder opositora María Corina conclama venezuelanos à mobilização após captura de Maduro

03/01/2026

Por HJur

Neste sábado (3), a líder opositora María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, publicou uma carta aberta dirigida ao povo da Venezuela na qual celebra a queda do governo de Nicolás Maduro e convoca a população a garantir a transição democrática no país. No documento, ela afirma que “chegou a hora da liberdade” e pede a imediata posse de Edmundo González Urrutia como presidente legítimo da Venezuela.

A mensagem foi divulgada horas após a circulação de imagens que mostram Maduro sob custódia de agentes da DEA, após uma operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano. A ação, que teria incluído bombardeios em pontos estratégicos do governo chavista, ainda repercute internacionalmente.

O fim de uma era e o início de outra

“Maduro enfrenta hoje a justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de outras nações”, diz María Corina...

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Por HJur

Neste sábado (3), a líder opositora María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, publicou uma carta aberta dirigida ao povo da Venezuela na qual celebra a queda do governo de Nicolás Maduro e convoca a população a garantir a transição democrática no país. No documento, ela afirma que “chegou a hora da liberdade” e pede a imediata posse de Edmundo González Urrutia como presidente legítimo da Venezuela.

A mensagem foi divulgada horas após a circulação de imagens que mostram Maduro sob custódia de agentes da DEA, após uma operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano. A ação, que teria incluído bombardeios em pontos estratégicos do governo chavista, ainda repercute internacionalmente.

O fim de uma era e o início de outra

“Maduro enfrenta hoje a justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de outras nações”, diz María Corina, ao justificar a operação dos EUA. Para ela, trata-se do cumprimento da promessa americana de “fazer valer a lei” diante da recusa de Maduro em aceitar uma saída negociada.

A opositora celebra o momento como o ponto de virada após anos de repressão e sofrimento. “Lutamos por anos, entregamos tudo. E valeu a pena”, afirma.

Convocação para a transição democrática

María Corina defende a nomeação imediata de Edmundo González como presidente constitucional, afirmando que ele é o líder eleito pelo povo em julho do ano anterior. “É a hora dos cidadãos”, escreve. A líder pede mobilização nacional para apoiar a nova gestão e afirma que a oposição está pronta para assumir o poder.

Ela ainda pede que militares e soldados da Força Armada Nacional reconheçam a autoridade do novo comando civil.

Diálogo com o exílio e pedido de união

Na parte final do texto, María Corina se dirige aos venezuelanos que estão fora do país. Ela pede que ajam junto a governos estrangeiros e cidadãos do mundo para apoiar a reconstrução nacional. “Precisamos de todos”, diz. O comunicado encerra com uma promessa firme: “Venezuela será livre. Vamos de mãos dadas com Deus, até o final.”




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Vladimir assume poder de fato na Venezuela. Não o Puttin, o Padrino Lopes

03/01/2026

Não existe vazio de poder em lugar algum. Tão logo a Venezeula admitiu que o "comandante" Maduro foi mesmo capturado, uma figura emergiu como o novo manda chuvas na Venezuela. Vladimir Padrino López, um general de quatro estrelas e o atual Ministro da Defesa das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas da Venezuela. Ele é era figura proeminente no governo de Nicolás Maduro e considerado um de seus principais aliados e "braço direito".

Como apareceu

Em gravação montada e editada para simular normalidade, Vladimir convocou 3 milhões de Venezuelanos armados a resistir. Vociferou frases patrióticos e reafirmou a disposição ilimitada para defender o solo, a pátria, o povo, a história e o projeto "bolivariano". De prátido, botou tanques nas ruas desertas para mostrar ao mundo que o ataque, injustificável e criminoso, segundo disse, não tinha alterado o quadro militar do país.

Perfil

Nome completo: Vladimir Padrino Lópe...

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Não existe vazio de poder em lugar algum. Tão logo a Venezeula admitiu que o "comandante" Maduro foi mesmo capturado, uma figura emergiu como o novo manda chuvas na Venezuela. Vladimir Padrino López, um general de quatro estrelas e o atual Ministro da Defesa das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas da Venezuela. Ele é era figura proeminente no governo de Nicolás Maduro e considerado um de seus principais aliados e "braço direito".

Como apareceu

Em gravação montada e editada para simular normalidade, Vladimir convocou 3 milhões de Venezuelanos armados a resistir. Vociferou frases patrióticos e reafirmou a disposição ilimitada para defender o solo, a pátria, o povo, a história e o projeto "bolivariano". De prátido, botou tanques nas ruas desertas para mostrar ao mundo que o ataque, injustificável e criminoso, segundo disse, não tinha alterado o quadro militar do país.

Perfil

Nome completo: Vladimir Padrino López.
Nacionalidade: Venezuelano.
Cargo atual: Ministro da Defesa da Venezuela.
Posição política: Figura-chave e leal ao governo de Nicolás Maduro.
Devido à sua posição, ele frequentemente aparece nas notícias relacionadas à política e defesa da Venezuela, especialmente em questões envolvendo relações internacionais com países como os Estados Unidos.




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CIA rastreou Maduro com drones e informantes dentro do governo Maduro, diz NYT

03/01/2026

Por HJur

A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, anunciada pelo presidente Donald Trump após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra Caracas, foi resultado de meses de planejamento e espionagem sofisticada coordenada pela CIA, segundo fontes familiarizadas com a operação. A informação é do jornal The New York Times.

A agência de inteligência americana monitorou os movimentos de Maduro por dias antes da intervenção, com ajuda de drones furtivos e um informante infiltrado no alto escalão do governo venezuelano.

De acordo com pessoas informadas sobre os bastidores da missão, a operação combinou coleta intensiva de informações e ações encobertas, num trabalho conjunto entre a CIA e forças de operações especiais americanas.

Espionagem aérea e infiltrado no governo venezuelano

A CIA utilizou uma frota de drones de vigilância com tecnologia furtiva, que sobrevoaram o território venezuela...

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Por HJur

A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, anunciada pelo presidente Donald Trump após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra Caracas, foi resultado de meses de planejamento e espionagem sofisticada coordenada pela CIA, segundo fontes familiarizadas com a operação. A informação é do jornal The New York Times.

A agência de inteligência americana monitorou os movimentos de Maduro por dias antes da intervenção, com ajuda de drones furtivos e um informante infiltrado no alto escalão do governo venezuelano.

De acordo com pessoas informadas sobre os bastidores da missão, a operação combinou coleta intensiva de informações e ações encobertas, num trabalho conjunto entre a CIA e forças de operações especiais americanas.

Espionagem aérea e infiltrado no governo venezuelano

A CIA utilizou uma frota de drones de vigilância com tecnologia furtiva, que sobrevoaram o território venezuelano de forma quase constante, gerando inteligência em tempo real. Paralelamente, um informante infiltrado na estrutura do governo Maduro forneceu a localização exata do presidente nos momentos que antecederam sua detenção.

Ainda não está claro como a agência americana recrutou essa fonte dentro do círculo de poder de Caracas. No entanto, especialistas apontam que o processo pode ter sido facilitado pelo incentivo financeiro: o governo dos EUA havia oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Planejamento meticuloso e operação militar precisa

Segundo um oficial sênior do governo norte-americano, a captura foi o resultado de uma parceria estreita entre a CIA e as Forças Armadas, com meses de planejamento estratégico. Analistas da inteligência e de operações especiais teriam “conectado Maduro” — ou seja, localizado com precisão — desde os estágios iniciais da operação.

A missão, embora fortemente apoiada pela inteligência da CIA, foi classificada como uma ação de aplicação da lei realizada pelas forças de operações especiais dos EUA, e não como uma operação direta da agência.

Nova diretriz para operações agressivas da CIA

A atuação da CIA na Venezuela ocorreu sob uma autorização presidencial dada por Donald Trump, que em novembro do ano passado aprovou o planejamento de ações secretas no país sul-americano. O então diretor da CIA, John Ratcliffe, havia declarado durante sua sabatina no Congresso que pretendia liderar uma agência mais agressiva, focada em operações encobertas para proteger interesses americanos.

Ainda em dezembro, a CIA realizou um ataque com drone armado a um porto utilizado por uma suposta quadrilha de narcotráfico na costa venezuelana — uma das diversas ações que antecederam o ataque de maior escala, que terminou com a captura de Maduro.



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2026: Parque de diversões Mundo Bita em Itamaracá, por Inácio Feitosa*

03/01/2026

Li a matéria da competente jornalista Patrícia Raposo, da Folha de Pernambuco, sobre o edital lançado pelo Governo do Estado para transformar cerca de 1.200 hectares da Ilha de Itamaracá em um polo de turismo, entretenimento e conservação ambiental. A iniciativa revela mais do que um projeto urbanístico: aponta para uma decisão estratégica sobre o futuro econômico de Pernambuco e sobre como o Estado pretende diversificar suas fontes de desenvolvimento.



O edital

Não se limita a propor resorts ou ocupações imobiliárias convencionais. Ele abre espaço para projetos estruturantes, capazes de gerar fluxo permanente de visitantes, emprego, renda e identidade. Itamaracá, historicamente associada ao isolamento e a usos institucionais restritivos, pode ser ressignificada como território de convivência, educação, cultura e turismo familiar.



Idéia

É nesse contexto que apresento, em primeira mã...

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Li a matéria da competente jornalista Patrícia Raposo, da Folha de Pernambuco, sobre o edital lançado pelo Governo do Estado para transformar cerca de 1.200 hectares da Ilha de Itamaracá em um polo de turismo, entretenimento e conservação ambiental. A iniciativa revela mais do que um projeto urbanístico: aponta para uma decisão estratégica sobre o futuro econômico de Pernambuco e sobre como o Estado pretende diversificar suas fontes de desenvolvimento.



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O edital

Não se limita a propor resorts ou ocupações imobiliárias convencionais. Ele abre espaço para projetos estruturantes, capazes de gerar fluxo permanente de visitantes, emprego, renda e identidade. Itamaracá, historicamente associada ao isolamento e a usos institucionais restritivos, pode ser ressignificada como território de convivência, educação, cultura e turismo familiar.



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Idéia

É nesse contexto que apresento, em primeira mão, a ideia de um Parque de Diversões Mundo Bita em Itamaracá, como proposta concreta de desenvolvimento baseada na economia criativa pernambucana. A iniciativa nasce da observação prática de quem empreende, planeja projetos e acredita que soluções estruturantes surgem quando se unem criatividade, articulação institucional e visão de longo prazo.



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Há anos

Acompanho e admiro o trabalho do Mundo Bita, um projeto que nasceu nas ruas do Recife Antigo, no ambiente criativo que transformou cultura em inovação. O que começou como uma proposta simples de animação musical infantil tornou-se um dos maiores fenômenos brasileiros da primeira infância, presente em plataformas digitais, escolas, shows, produtos licenciados e no cotidiano de milhões de famílias. O Mundo Bita é a prova concreta de que Pernambuco sabe criar conteúdo com identidade, qualidade e escala.
É importante dizer, com responsabilidade, que os idealizadores do Mundo Bita, sozinhos, não teriam condições de tocar um empreendimento dessa dimensão.



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Um parque temático

É uma operação complexa, que exige capital intensivo, governança sólida, planejamento urbano, licenciamento ambiental, logística, segurança e integração com políticas públicas de turismo e desenvolvimento. Por isso, essa proposta não é, nem pode ser, um projeto isolado de seus criadores. Ela exige uma mobilização maior, envolvendo Estado, empresários, investidores, setor turístico, universidades e sociedade civil.
Esse é o verdadeiro sentido da economia criativa como indústria: a transformação de talento cultural em cadeia produtiva estruturada. A indústria do entretenimento educativo, da infância e da experiência familiar gera empregos diretos e indiretos, movimenta serviços, fortalece o turismo e cria ativos duradouros para o território. Pernambuco já demonstrou, em outros setores, que sabe fazer isso. Falta consolidar esse movimento no turismo criativo.
Um Parque Mundo Bita em Itamaracá, concebido com baixo impacto ambiental, arquitetura integrada à paisagem, forte componente educativo e alinhamento ao Plano de Manejo da CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente), dialoga diretamente com o espírito do edital. Não se trata de um parque de excessos, mas de um equipamento de significado, capaz de unir lazer, educação e cultura.



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O papel do Estado

Nesse processo, não é operar o parque, mas induzir, articular e criar segurança institucional. A realização depende da mobilização do empresariado pernambucano, do setor turístico, da economia criativa, das lideranças políticas, das escolas, das universidades e da própria população. Grandes projetos só se tornam realidade quando são assumidos coletivamente e incorporados pelo povo.



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Potencial

O Brasil já conhece, na prática, a força econômica de projetos baseados em personagens e narrativas próprias. A Turma da Mônica consolidou-se como um dos maiores ativos culturais do país, movimentando editoras, audiovisual, licenciamento, educação e turismo. O Beto Carrero World, em Santa Catarina, transformou uma cidade inteira, gera milhares de empregos diretos e indiretos e atrai milhões de visitantes todos os anos. Esses exemplos demonstram que parques temáticos são indústrias permanentes, capazes de alterar a economia regional de forma consistente.
Pernambuco reúne todos os elementos necessários para construir um projeto dessa natureza: talento criativo, identidade cultural forte, reconhecimento nacional e vocação turística.



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Oportunidade

Um Parque Mundo Bita em Itamaracá representa a chance de unir governo, empresários, sociedade e população em torno de uma ideia com impacto econômico, educacional e simbólico. Não se trata de sonho distante, mas de oportunidade concreta. Cabe agora às lideranças públicas e privadas decidirem se o Estado dará esse passo histórico ou se continuará apenas observando outros transformarem criatividade em desenvolvimento.

*Inácio Feitosa
Advogado, empreendedor e fundador do Instituto IGEDUC (projetos@igeduc.org.br)


NR - Texto publicado na página Opinião da Folha de Pernambuco, edição de 3/4 de janeiro de 2025.



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Trump mandou recado para a América Latina ao capturar Maduro

03/01/2026

Por Luiz Machado*

Para quem acompanha o cenário estabelecido dentro da geopolítica internacional, a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, por forças da elite militar dos Estados Unidos, na madrugada deste sábado (03/01) não se constitui novidade.

Protestos convencionais ou ilegítimos

Agora é observar os desdobramentos da crise e a repercussão política já aparece da parte de líderes mundiais, sendo algumas respeitáveis e outras nem um pouco. Exemplo disso é o fato de que países alinhados com o regime de Maduro já esboçaram inconformismo, o que era de se esperar. Mas uma pergunta fica no ar: que moral teria o presidente Vladimir Putin, da Rússia – por exemplo – para criticar a intromissão dos EUA em assuntos internos da Venezuela, a ponto de pedir explicações acerca da prova de que o ditador está vivo?

Logo ele

Que há quase quatro anos invadiu a Ucrânia, país igualmente soberano, cuja...

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Por Luiz Machado*

Para quem acompanha o cenário estabelecido dentro da geopolítica internacional, a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, por forças da elite militar dos Estados Unidos, na madrugada deste sábado (03/01) não se constitui novidade.

Protestos convencionais ou ilegítimos

Agora é observar os desdobramentos da crise e a repercussão política já aparece da parte de líderes mundiais, sendo algumas respeitáveis e outras nem um pouco. Exemplo disso é o fato de que países alinhados com o regime de Maduro já esboçaram inconformismo, o que era de se esperar. Mas uma pergunta fica no ar: que moral teria o presidente Vladimir Putin, da Rússia – por exemplo – para criticar a intromissão dos EUA em assuntos internos da Venezuela, a ponto de pedir explicações acerca da prova de que o ditador está vivo?

Logo ele

Que há quase quatro anos invadiu a Ucrânia, país igualmente soberano, cuja guerra por lá não dá sinais de acabar? Falar em direito internacional? Que direito internacional, se a nova ordem mundial redesenhada prova que a força do mais forte está acima de preceitos e conceitos?

Repúdio

Obviamente que não se está aqui dizendo ter sido correta a invasão ao soberano Estado venezuelano. Isso não. Mas também se está dizendo não ser correto fazer “vista grossa” às atrocidades cometidas por Maduro, contra seu próprio povo, expurgando opositores ao regime dele. Quanto a isso, os defensores de Maduro praticamente silenciaram, durante todo esse tempo, bem ao modo de quem é conivente com os crimes praticados por ditadores, ao redor do Planeta.

Há conjecturas para todo gosto

Já que o cenário ainda se nos apresenta como incerto, em relação ao que vai acontecer, naquele país sul americano, agora com Maduro fora do poder? E quanto ao Brasil, maior potência do continente, haverá posturas do governo brasileiro além de notas e reuniões? Pelo que disse o presidente Lula, na manhã deste sábado, não é novidade que tenha condenado os ataques e captura do seu alinhado ideológico, Nicolás Maduro, a exemplo do que disse seu colega colombiano. Lula e o presidente da Colômbia condenaram os ataques, mas foram extremamente fracos, em condenar as ações do citado ditador.

E agora?

Uma coisa é certa: à luz das justificativas de Donald Trump – de que Maduro seria chefe de organização criminosa do narcotráfico – se considerarmos que tanto PCC como Comando Vermelho há muito tempo se constituíram em inegável poder paralelo no Brasil e América Latina – o recado foi dado e mais claro do que isso, só desenhando.

Donald Trump

Pode até estar blefando, quando justifica suas ações na Venezuela, sob alegação de que o narcotráfico ameaça os Estados Unidos. Mas é extremamente difícil contestar a realidade de que, ou se destrói o crime organizado ou este destruirá a todos. É claro que não se é assim tão ingênuo, para acreditar que tudo estaria acontecendo apenas por conta do narcotráfico, na Venezuela, há interesses outros tão ou até mais poderosos. Estamos falando das jazidas venezuelanas de petróleo. Estamos falando também da influência expansionista chinesa, no continente sul americano, especialmente dos países alinhados com Pequim, dentre os quais o Brasil, no atual governo do petista presidente Lula.

Menos bravatas

Agora, mais do que nunca, precisamos de mais discernimento e menos bravatas, para fazermos o ponto de equilíbrio, por motivos óbvios. Em suma, se como diz o ditado popular – para um bom entendedor, meia palavra basta – não há mais dúvida de que, Maduro capturado é recado enviado. “Quem tenha ouvidos para ouvir, que ouça!”

*Luiz Machado é advogado e jornalista. Titular do blog que leva o seu nome.




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