Fugindo da guerra - Cerca de 3 mil brasileiros querem sair do Líbano, diz Itamaraty
02/10/2024
Procuraram
Este é o número de pessoas que procuraram a Embaixada em Beirute com pedido de repatriação. A maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio atualmente está justamente no Líbano. Ao todo, 21 mil brasileiros vivem no país.
Os ataques
Os ataques aéreos israelenses a várias regiões do Líbano provocaram, desde o último dia 17, a morte de mais de 1 mil pessoas, incluindo dois adolescentes brasileiros e seus pais, assim como um saldo de milhares de feridos. A situação em Beirute, a capital do país, é descrita como "tensa e terrível" por brasileiros que estão na região, com risco de guerra total.
O processo
O processo de repatriação dos brasileiros começará nesta quarta-feira (2). Na a...
Procuraram
Este é o número de pessoas que procuraram a Embaixada em Beirute com pedido de repatriação. A maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio atualmente está justamente no Líbano. Ao todo, 21 mil brasileiros vivem no país.
Os ataques
Os ataques aéreos israelenses a várias regiões do Líbano provocaram, desde o último dia 17, a morte de mais de 1 mil pessoas, incluindo dois adolescentes brasileiros e seus pais, assim como um saldo de milhares de feridos. A situação em Beirute, a capital do país, é descrita como "tensa e terrível" por brasileiros que estão na região, com risco de guerra total.
O processo
O processo de repatriação dos brasileiros começará nesta quarta-feira (2). Na ação batizada de Operação Raízes do Cedro, a Força Aérea Brasileira (FAB) utilizará uma aeronave KC-30, com a previsão inicial de repatriar 220 brasileiros que estão em solo libanês, a partir do aeroporto de Beirute, que ainda permanece aberto.
O voo
O voo fará escala para reabastecimento em Lisboa, tanto na ida quanto na volta. Outros voos ainda não foram confirmados, mas devem ocorrer ao longo dos próximos dias.
Autorização
A autorização para a operação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o Brasil fará a repatriação de brasileiros do exterior “em todo lugar que for preciso” e lamentou o comportamento do governo de Israel ao atacar o Líbano.
Leia outras informações
Escandaloso e imoral - Auditoria do Ministério da Saúde aponta que hospital do marido de Priscila forjou hemodiálises e tratamentos de câncer - Confira
13/08/2026
A notícia
Esta no UOL. Uma auditoria do Ministério da Saúde encontrou irregularidades nas informações apresentadas ao SUS pela Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. O hospital, pertencente a Jorge Branco, marido da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause Branco, recebeu recurs...
Inacreditável. Escândalo ja repercute nacionalmente. Confira. O DenaSUS encontrou procedimentos sem comprovação nos prontuários, calculou prejuízo de cerca de R$ 1 milhão e apontou falhas da Secretaria de Saúde na fiscalização da unidade de Jorge Branco, marido de Priscila Krause Branco, vice governadora de Pernambuco. É o segundo grande escândalo envolvendo a unidade. No primeiro, a vice, nas vezes em que assumiu o governo remanejou mais de 100 milhões de recursos da saúde e efetuou transferências milionários para o hospital do marido. Raquel Teixeira Lyra foi avisada, inclusive pela imprensa, mas não tomou nenhuma providência.
A notícia
Esta no UOL. Uma auditoria do Ministério da Saúde encontrou irregularidades nas informações apresentadas ao SUS pela Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. O hospital, pertencente a Jorge Branco, marido da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause Branco, recebeu recursos federais por sessões de hemodiálise, cirurgias e tratamentos contra o câncer cuja realização não foram comprovados nos prontuários.
Procedimentos cobrados irregularmente
O Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) encontrou 90 sessões de hemodiálise pagas sem documentação suficiente para demonstrar que os procedimentos ocorreram da forma informada pelo hospital. Os auditores localizaram registros ausentes e incompletos nas folhas de frequência dos pacientes, nas prescrições e nas anotações feitas por médicos e enfermeiros. Na oncologia, 33 internações apresentaram cobranças incompatíveis com as cirurgias e os diagnósticos registrados.
As falhas
Alcançaram outras modalidades de tratamento contra o câncer. Os fiscais identificaram inconsistências em 113 autorizações de procedimentos sequenciais de oncologia, além de ciclos de quimioterapia e hormonioterapia cuja realização carecia de anotações e documentos adequados.
A conta das irregularidades
Chegou a cerca de R$ 1 milhão. O DenaSUS cobrou a devolução do dinheiro ao Fundo Nacional de Saúde, com correção monetária. A fiscalização foi aberta depois de uma demanda da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Os auditores examinaram a aplicação de recursos federais repassados entre janeiro de 2023 e julho de 2025.
Nesse período
O hospital recebeu R$ 55,89 milhões do SUS para prestar serviços de oncologia, hemodiálise, diálise peritoneal e UTI adulta, além de verbas destinadas ao pagamento do Piso Nacional da Enfermagem.
O que foi investigado
Para verificar se os atendimentos apresentados ao SUS realmente haviam ocorrido, os auditores compararam as cobranças do hospital com prontuários, folhas de frequência, prescrições e registros feitos por médicos e enfermeiros.
O cruzamento
Revelou informações desencontradas, documentos incompletos e procedimentos sem comprovação adequada. Em 90 sessões de hemodiálise pagas com dinheiro público, os registros examinados foram insuficientes para confirmar os atendimentos da forma declarada pela unidade.
As falhas
Atingiam desde as folhas que deveriam registrar a presença dos pacientes até as prescrições e anotações das equipes de saúde. A ausência desse conjunto de informações impediu os fiscais de atestarem que as sessões cobradas ocorreram nos termos apresentados ao SUS.
Cirurgias e tratamentos de câncer sob suspeita
Na oncologia, a situação também chamou a atenção dos fiscais. Das 60 Autorizações de Internação Hospitalar analisadas, 33 apresentaram cobranças consideradas incompatíveis com as técnicas cirúrgicas e com os diagnósticos encontrados nos prontuários.
O DenaSUS
Localizou ainda inconsistências em 113 autorizações referentes a procedimentos sequenciais. Também foram identificados ciclos de quimioterapia e hormonioterapia cuja documentação era insuficiente para sustentar as informações encaminhadas para pagamento.
Governo de Raquel falhou na fiscalização
A auditoria mostrou que o Governo de Pernambuco falhou na fiscalização do uso do dinheiro público destinado à unidade. A Secretaria de Saúde de Pernambuco mantinha seis termos de credenciamento diferentes com o mesmo hospital. Para o DenaSUS, essa divisão atrapalhava o controle dos recursos e impedia que o Estado tivesse uma visão completa dos serviços prestados.
Também
Faltavam instrumentos básicos de fiscalização. A auditoria constatou a ausência de Plano Operativo Local, Documento Descritivo completo e metas de resolutividade, segurança do paciente e desempenho clínico.
Na prática
O hospital recebia principalmente de acordo com a quantidade de procedimentos declarados. Quanto maior a produção informada, maior poderia ser o pagamento. A Secretaria de Saúde, entretanto, carecia de uma estrutura adequada para conferir os registros, avaliar a qualidade dos atendimentos e verificar a execução dos serviços cobrados.
Raquel Teixeira omissa
O Governo de Pernambuco também deixou de estabelecer metas qualitativas e de realizar uma avaliação organizada do desempenho da unidade. Com isso, a fiscalização ficava concentrada nos números apresentados pelo próprio hospital, sem uma medição adequada dos resultados dos tratamentos, da segurança dos pacientes e da qualidade da assistência.
Para os auditores
Pagar apenas pela produção declarada é insuficiente. O Estado precisa confirmar que o paciente recebeu o atendimento registrado, que o serviço ocorreu nas condições informadas e que o procedimento cumpriu os padrões exigidos pelo SUS.
Relação com vice-governadora entra no relatório
O vínculo familiar entre o dono do hospital e a vice-governadora também apareceu no documento. Jorge Branco é marido de Priscila Krause Branco e proprietário da unidade beneficiada pelos repasses.
Segundo o DenaSUS
Essa relação, somada à falta de estudos técnicos, metas e mecanismos rigorosos de controle, aumentou os riscos de desrespeito aos princípios da impessoalidade, moralidade e transparência. Os auditores afirmaram que o vínculo jurídico realizado pelo Estado era de uma “contratação direcionada de fato, ainda que não formalmente”.
A investigação
Ganhou ainda mais peso diante dos seis credenciamentos simultâneos mantidos com a unidade e da fragilidade das ferramentas usadas para acompanhar os serviços e fiscalizar a aplicação das verbas federais.
Cadastro tinha profissionais sem vínculo
A fiscalização também identificou divergências no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Cinco profissionais apareciam sem vínculo registrado, enquanto 41 cadastros apresentavam inconsistências nas cargas horárias. Outros três trabalhadores estavam sem comprovação de inscrição nos respectivos conselhos de classe. Também havia informações desatualizadas sobre os equipamentos usados na hemodiálise.
Números da UTI não batiam
Na Unidade de Terapia Intensiva, os dados registrados nos sistemas oficiais divergiam da estrutura encontrada durante a inspeção. O hospital aparecia cadastrado com 31 leitos de UTI adulta, sendo 11 destinados ao SUS. No local, porém, os auditores encontraram oito leitos de UTI adulta Tipo II e dez voltados ao atendimento de pacientes com síndrome respiratória aguda grave.
O relatório
Registrou ainda 12 médicos e oito enfermeiros sem comprovação da especialização exigida. A unidade também deixou de apresentar as escalas de médicos e fisioterapeutas. Na hemodiálise, as salas atendiam apenas parcialmente às exigências de dimensionamento, e havia falhas na formação da equipe. O sistema de tratamento da água, por outro lado, foi considerado adequado. Já no setor de câncer, a quantidade de sessões de quimioterapia ficou abaixo do mínimo exigido para a manutenção da habilitação do serviço.
DenaSUS cobra devolução de cerca de R$ 1 milhão
Ao concluir a fiscalização, o DenaSUS calculou um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão e recomendou que o hospital devolva o valor ao Fundo Nacional de Saúde, com atualização monetária. O órgão também cobrou uma mudança na forma como a Secretaria de Saúde de Pernambuco contrata e fiscaliza a unidade. Entre as medidas recomendadas estão a unificação dos seis credenciamentos, a criação de metas de qualidade, a formação de uma comissão de acompanhamento, a implantação do Núcleo Interno de Regulação e a correção dos cadastros.
Relevante, porém...
O DenaSUS reconhece a importância do hospital para o atendimento da população de Garanhuns e dos municípios vizinhos. Essa relevância, porém, mantém intacta a obrigação do Governo de Pernambuco de fiscalizar cada real gasto e exigir a comprovação de todos os procedimentos bancados com dinheiro público.
Cantora e baronesa, Filha de Pinto do Acordeon revela que calote milionário foi de João Azevêdo
13/08/2026
A polêmica
Começou na semana passada. O vídeo foi gravado dentro de um avião durante viagem com destino à Bélgica, onde Priscila mora. Consta que é casada com um barão europeu, legítimo e multimilionário.
Na gravação, a cantora declarou que estaria sendo perseguida na Paraíba. O vídeo foi apagado pouco depois da publicação.
Hoje
Priscila, que afirma possuir provas e documentos relacionados ao empréstimo e chegou a estabelecer prazo para que o suposto devedor quitasse a dívida, so...
A cantora Priscila Baronesa vinha afirmando ter feito empréstimo a um político paraibano. E levou um calote. Esse político, segundo afirmava Priscila, disputa a eleição majoritária na Paraíba. ganhou um novo capítulo. Em vídeo publicado na terça-feira (11/08) e posteriormente apagado das redes sociais, ela insinuou que o ex-governador e candidato ao Senado João Azevêdo (PSB) teria sido o político que pegou o dinheiro emprestado.
A polêmica
Começou na semana passada. O vídeo foi gravado dentro de um avião durante viagem com destino à Bélgica, onde Priscila mora. Consta que é casada com um barão europeu, legítimo e multimilionário.
Na gravação, a cantora declarou que estaria sendo perseguida na Paraíba. O vídeo foi apagado pouco depois da publicação.
Hoje
Priscila, que afirma possuir provas e documentos relacionados ao empréstimo e chegou a estabelecer prazo para que o suposto devedor quitasse a dívida, sob pena de ter seu nome revelado, abriu o jogo de vez. Em vídeo postado nas redes sociais, e até agora no ar, disse com todas as letras o nome do suposto caloteiro: João Azevêdo, ex-governador e candidato ao senado pela Paraíba.
Confira A seguir.
(O Poder com PoderPB)
Resolvido. Flávio é do PL. Nunes Marques usou a caneta e o bom senso
13/08/2026
E
Caso especial encerrado antes que virasse novela. .as ainda rende. PGE entra no caso e o Missao agora diz que fez credenciamento do senador. Só que errado. Que trapalhada.
A inteligência humana não pode ficar submissa a procedimentos ditados por sistemas e plataformas digitais. Flávio Bolsonaro é do PL e pode registrar a candidatura. A decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, acabou com o alvoroço e restabeleceu o bom senso e a normalidade. Agora, resta à Polícia Federal identificar o sabotador. Que usou informações restritas e de confiança. E fez, sem autorização claro, a migração do PL para outro partido. O Missão, que até já tem candidato à Presidência.
E
Caso especial encerrado antes que virasse novela. .as ainda rende. PGE entra no caso e o Missao agora diz que fez credenciamento do senador. Só que errado. Que trapalhada.
Se não há divisão na chapa do governo, não sei mais o que divisão é, por Flávio Lúcio*
13/08/2026
O único argumento, muito mal construído, está centrado na indecisão do prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra, que ainda não anunciou quem apoiará para a segunda vaga ao Senado, já que o primeira é de Veneziano Vital.
Ora, essa turma esquece que a chapa de Cícero Lucena está fechada há alguns meses e que, entre as lideranças que o apoiam, nenhuma divergência foi manifestada. Pelo contrário.
A aliança de Cícero não é personalista. Diego Cunha Lima, seu candidato a vice, representa uma unidade incomum na Rainha da Borborema. Ele próprio pertence a um grupo de tradição e força política amplamente reconhecidas na Paraíba do qual faz parte Romero Rodrigues, Pedro Cunha Lima, em aliança com Veneziano Vital e Johnny Bezerra....
Hoje, a mídia governista resolveu criar uma equivalência com o intuito de nivelar a divisão na base governista, revelada no impasse que durou dez dias nas negociações para a escolha da candidata a vice na chapa de Lucas Ribeiro.
O único argumento, muito mal construído, está centrado na indecisão do prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra, que ainda não anunciou quem apoiará para a segunda vaga ao Senado, já que o primeira é de Veneziano Vital.
Ora, essa turma esquece que a chapa de Cícero Lucena está fechada há alguns meses e que, entre as lideranças que o apoiam, nenhuma divergência foi manifestada. Pelo contrário.
A aliança de Cícero não é personalista. Diego Cunha Lima, seu candidato a vice, representa uma unidade incomum na Rainha da Borborema. Ele próprio pertence a um grupo de tradição e força política amplamente reconhecidas na Paraíba do qual faz parte Romero Rodrigues, Pedro Cunha Lima, em aliança com Veneziano Vital e Johnny Bezerra. Mesmo assim, não se observa qualquer ruído entre essas lideranças.
No caso do prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra, não há a menor dúvida a respeito de seu apoio a Cícero Lucena e a Veneziano Vital para o Senado, manifestação que vem sendo feita em todas as ocasiões desde que assumiu a Prefeitura de João Pessoa. A única dúvida que resta diz respeito à segunda vaga para o Senado.
E a torcida de jornalistas ligados ao governo é para que Bezerra anuncie seu apoio a Nabor Wanderley, embora Cícero e Mersinho Lucena trabalhem para que o prefeito não dê esse passo — movimento que já vem sendo explorado pelos opositores do candidato da oposição, mesmo antes de acontecer.
Fui convidado pela TV MDB a opinar sobre questões da campanha eleitoral em curso, entre elas a divisão na base do governo. Sobre essa questão, lembrei em um dos vídeos postados nas redes sociais, de acontecimentos que foram amplamente divulgados pela imprensa.
Portanto, não se tratou de uma mera opinião, mas da constatação de fatos que não podem ser desmentidos: a sucessão de candidatos e candidatas a vice-governador lançados ao debate público e que, um a um, foram retirados do caminho, seja pela família Ribeiro — como no caso de Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa —, seja por vetos de partidos e grupos políticos que compõem a aliança de Lucas Ribeiro.
Foi o que ocorreu com Rafaela Camaraense, apontada como a “preferida” do governador, e com os bolsonaristas Eduardo Carneiro e a tenente-coronel Viviane, ambos vetados pelo PT.
Aliás, o próprio PT também sofreu veto. Lembremos que o presidente nacional do partido afirmou, na última segunda-feira, que o acordo firmado com Aguinaldo Ribeiro, em Brasília, incluía para o PT a indicação de um nome para a vaga de vice. Por que o acordo não foi cumprido? Houve veto ao PT na chapa?
Depois dos vetos aos nomes de João Pessoa, a situação evoluiu para um grau de desarranjo tal que, sem outras opções capazes de produzir consenso, restou o nome de Lígia Feliciano, que passou a compor uma chapa pão com pão, já que Lucas Ribeiro também é de Campina Grande.
Essa composição representa um fato inédito na história das eleições para o Governo da Paraíba, pelo menos desde 1982.
Basta observar as chapas vencedoras nesse período. O vice de Wilson Braga foi de Campina Grande (José Carlos da Silva Júnior); o de Burity também (Raymundo Asfora); o de Ronaldo foi de João Pessoa (Cícero Lucena); o de Mariz, de Araruna (José Maranhão); o de Maranhão, de Guarabira (Roberto Paulino); os de Cássio Cunha Lima foram de João Pessoa (Lauremília Lucena) e da região de Cajazeiras (José Lacerda Neto); os de Ricardo Coutinho foram de Campina Grande (Rômulo Gouveia e Lígia Feliciano); e os de João Azevêdo também foram de Campina Grande (Lígia Feliciano e o próprio Lucas Ribeiro).
Ou seja, o impasse foi tão grande que a solução encontrada rompe, de maneira arriscada, uma trajetória histórica das chapas vencedoras na Paraíba. E isso não tem nada de meramente nominal: não faz sentido que uma chapa para o Governo do Estado represente essencialmente uma única cidade, seja ela qual for.
Mesmo que essa cidade tenha o peso e a tradição política de Campina Grande.
Se isso não pode ser chamado de divisão a expressão perdeu o sentido e eu não sabia.
*Flávio Lúcio é cientista político. Professor de História da UFPB. Doutor em Sociologia.
A quem Flávio Bolsonaro é filiado? Saiu nota do TSE
13/08/2026
A nota do TSE
Ipsis litteris:
O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que poss...
A resposta à pergunta confirma o materia postada há pouco por O Poder: Flávio é do Missão, para todos os efeitos legais. O partido, que já tem candidato a presidente, Renan Santos, tirou o dele da reta. Alardeou que quando apareceu Flávio como filiado, avisou, no começo do mês ao PL. Segundo o Missão, que exibiu cópias de e-mails enviados e não respondidos, o PL não tomou providências em tempo hábil. Aliás, o maior partido do País só se mexeu hoje, quando a bronca estourou. Aliás, em nota, o TSE isentou os hackers da suspeita e afastou riscos de violação do sistema. Alguem, que tinha as senhas, agiu de má fé. O que nao resolve o embróglio. Confira o pronunciamento oficial do TSE.
A nota do TSE
Ipsis litteris:
O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.
E assim
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos dessa novela pastelão.
Situação do momento: Flávio Bolsonaro se desfilou do PL, entrou no Missão e não pode ser candidato. Confira
13/08/2026
A notícia
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar hoje quinta-feira (13/08) sua candidatura à Presidência da República após aparecer filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O caso é analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o site Metrópoles
A advogada da campanha...
Quem decide os rumos partidarios de alguém? Além da própria pessoa, a resposta deveria ser ninguém. Mas, nos tempos estranhos que estão aí, a resposta pode ser diversificada. O fato é que o senador Flávio Bolsonaro não pode registrar sua candidatura hoje, como pretendia, porque simplesmente, no sistema do TSE, ele nao é filiado ao PL. O senador teria, segundo consta do órgão que cuida da segurança dos processos eleitorais, se desfilado do seu partido esses dias e entrado no Missão. Uma maluquice que só dá discurso para os adeptos das teorias da conspiração ou adversários das urnas eletrônicas.
A notícia
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar hoje quinta-feira (13/08) sua candidatura à Presidência da República após aparecer filiado ao partido Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O caso é analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o site Metrópoles
A advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, disse que é "inequívoco que foi fraudulento". Segundo ela, a alteração foi identificada quando a equipe começou a reunir os documentos necessários para protocolar o pedido de registro da candidatura.
Olha a bronca
O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina às 19h de sábado (15/08). Todos os procedimentos seguem os protocolos do sistema. Como esse nó vai ser desatado, com a palavra o cabeça do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Indicado para o STF pelo então presidente Bolsonaro, pai de Flávio.
Oficial mas ainda não legal
O PL oficializou em convenção nacional no dia 25 de julho a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República O prazo para a realização de convenções terminou em 05 de agosto.
PL tonto
Ainda de acordo com a advogada, o partido já acionou o TSE e aguarda os trâmites que, a estas alturas, estão nas mãos do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, já qualificado acima.
Além disso
O PL já acionou a Polícia Federal. Como tudo na atual cúpula da justiça brasileira, tudo pode ser resolvido em dois minutos ou nunca.
Aguardar para ver.
Agora imagine
O tamanho da confusão se o prazo fatal chegar e Flávio Bolsonaro não conseguir registrar a candidatura. Como se já não bastassem as emoções e tensões do processo, aparece mais esta. Realmente, como se diz, o Brasil não é para amadores. E como se vê, nem para profissionais.
Centenário do Nascimento de Fidel Castro - Por José Ricardo de Souza*
13/08/2026
Fidel Castro era filho de um imigrante espanhol que fez fortuna construindo sistemas ferroviários para transportar cana-de-açúcar. Castro frequentou internatos católicos romanos em Santiago de Cuba. Ele se envolveu na política revolucionária enquanto era estudante e em 1947 participou de uma tentativa abortada por exilados dominicanos e cubanos de derrubar o ditador dominicano Rafael Trujillo. No ano seguinte, ele participou de distúrbios urbanos em Bogotá, Colômbia. A característica mais marcante de sua política durante o período foram suas crenças antiamericanas; ele ainda não era...
Num dia como hoje, 13 de agosto, há exatamente um século, na província de Oriente, no leste de Cuba, nascia um dos principais líderes revolucionários do século XX. Amado por uns, odiado por outros, mas de uma relevância ímpar no panteão das grandes personagens latino-americanas. Estamos falando de FIDEL CASTRO, revolucionário cubano, líder da primeira grande revolução socialista nas Américas.
Fidel Castro era filho de um imigrante espanhol que fez fortuna construindo sistemas ferroviários para transportar cana-de-açúcar. Castro frequentou internatos católicos romanos em Santiago de Cuba. Ele se envolveu na política revolucionária enquanto era estudante e em 1947 participou de uma tentativa abortada por exilados dominicanos e cubanos de derrubar o ditador dominicano Rafael Trujillo. No ano seguinte, ele participou de distúrbios urbanos em Bogotá, Colômbia. A característica mais marcante de sua política durante o período foram suas crenças antiamericanas; ele ainda não era um marxista declarado.
Em 1951, ele concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados de Cuba como membro do reformista Partido Ortodoxo, mas o general Fulgencio Batista tomou o poder em um golpe de Estado sem derramamento de sangue antes que a eleição pudesse ser realizada. Vários grupos se formaram para se opor à ditadura de Batista e, em 26 de julho de 1953, Castro liderou cerca de 160 rebeldes em um ataque ao quartel Moncada em Santiago de Cuba, a segunda maior base militar de Cuba. Castro esperava apreender as armas e anunciar sua revolução da estação de rádio base, mas o quartel estava fortemente defendido e mais da metade de seus homens foram capturados ou mortos na tentativa. O próprio Castro foi preso e levado a julgamento por conspirar para derrubar o governo cubano. Durante seu julgamento, ele argumentou que ele e seus rebeldes estavam lutando para restaurar a democracia em Cuba, mas mesmo assim foi considerado culpado e condenado a 15 anos de prisão.
Dois anos depois, Batista sentiu-se suficientemente confiante em seu poder para conceder anistia geral a todos os presos políticos, inclusive Castro. Fidel, então, foi com seu irmão Raúl ao México, onde organizou o revolucionário Movimento 26 de Julho, recrutando recrutas e juntando-se a Ernesto “Che” Guevara, um idealista marxista argentino.
Em 2 de dezembro de 1956, Castro e 81 homens armados desembarcaram na costa cubana. Todos eles foram mortos ou capturados, exceto Castro, Raul, Che e outros nove, que se retiraram para a cordilheira da Sierra Maestra para travar uma guerra de guerrilha contra o governo Batista. Eles se juntaram a voluntários revolucionários de toda Cuba e conquistaram uma série de vitórias sobre o desmoralizado exército de Batista. Castro foi apoiado pelo campesinato, a quem prometeu reforma agrária, enquanto Batista recebeu ajuda dos Estados Unidos, que bombardearam posições revolucionárias suspeitas.
Em meados de 1958, vários outros grupos cubanos também se opunham a Batista, e os Estados Unidos encerraram a ajuda militar ao seu regime. Em dezembro, as forças de 26 de julho sob o comando de Che Guevara atacaram a cidade de Santa Clara e as forças de Batista desmoronaram. Batista fugiu para a República Dominicana em 1º de janeiro de 1959. Castro, que tinha menos de 1.000 homens restantes na época, assumiu o controle do exército de 30.000 homens do governo cubano. Os outros líderes rebeldes careciam do apoio popular de que o jovem e carismático Fidel desfrutava, e em 16 de fevereiro ele foi empossado como primeiro-ministro do novo governo provisório do país.
Os Estados Unidos inicialmente reconheceram o novo ditador cubano, mas retiraram seu apoio depois que Castro lançou um programa de reforma agrária, nacionalizou ativos dos EUA na ilha e declarou um governo marxista. Muitos dos cidadãos mais ricos de Cuba fugiram para os Estados Unidos, onde se juntaram à CIA em seus esforços para derrubar o regime de Castro. Em abril de 1961, com algum treinamento e apoio da CIA, os exilados cubanos lançaram uma invasão desastrosamente malsucedida de Cuba conhecida como “Baía dos Porcos”. A União Soviética reagiu ao ataque aumentando seu apoio ao governo comunista de Castro e, em 1962, colocou mísseis nucleares ofensivos em Cuba. A descoberta dos mísseis pela inteligência dos EUA levou à tensa “Crise dos Mísseis Cubanos”, que terminou depois que os soviéticos concordaram em remover as armas em troca da promessa dos EUA de não invadir Cuba.
A Cuba de Castro foi o primeiro estado socialista no hemisfério ocidental, e ele manteria o controle até o século XXI, superando nove presidentes dos EUA que se opuseram a ele com embargos econômicos e retórica política. Após o colapso da União Soviética em 1991, Castro perdeu uma valiosa fonte de ajuda, mas compensou cortejando o turismo e o investimento europeu e canadense. No final de julho de 2006, o doente Fidel Castro cedeu temporariamente o poder a seu irmão mais novo, Raúl, após uma delicada cirurgia em 2006. Ele renunciou oficialmente em 18 de fevereiro de 2008. Castro morreu em 25 de novembro de 2016, aos 90 anos. Em abril de 2021, Raúl Castro renunciou; Miguel Dias-Canel foi eleito seu sucessor.
Famoso por seus longos discursos nas Assembleias Gerais da ONU, o líder cubano deixou uma frase que até hoje instiga admiradores e opositores: "Condenem-me, não importa. A História me absolverá". 100 depois de seu nascimento é impossível falar de Cuba e da política latino-americana, especialmente dos países caribenhos, sem citar o "El Comandante de La Revolucion".
*José Ricardo de Souza, é Professor da rede pública estadual de ensino, historiador, escritor e criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Os evangélicos e a sucessão em Pernambuco e no Brasil - Por Antônio Campos*
13/08/2026
Em Pernambuco, esse fenômeno ganha uma dimensão especial. São cerca de 2 milhões de evangélicos, um contingente expressivo distribuído pela Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão.
Em uma eleição apertada, poucos pontos percentuais podem fazer toda a diferença. E é justamente por isso que o eleitor evangélico passou a ocupar espaço importante nas estratégias de quem pretende disputar o Governo de Pernambuco.
A sucessão estadual terá, inevitavelmente, essa discussão.
Os diferentes grupos políticos que se preparam para a disputa sabem que será necessário ampliar suas respectivas bases eleitorais. Nenhum projeto majoritário pode se dar ao luxo de tratar o eleitor...
A força dos evangélicos na política brasileira é uma realidade consolidada. O crescimento desse segmento da população modificou o mapa eleitoral do país e colocou as comunidades evangélicas no centro das estratégias dos principais grupos políticos.
Em Pernambuco, esse fenômeno ganha uma dimensão especial. São cerca de 2 milhões de evangélicos, um contingente expressivo distribuído pela Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão.
Em uma eleição apertada, poucos pontos percentuais podem fazer toda a diferença. E é justamente por isso que o eleitor evangélico passou a ocupar espaço importante nas estratégias de quem pretende disputar o Governo de Pernambuco.
A sucessão estadual terá, inevitavelmente, essa discussão.
Os diferentes grupos políticos que se preparam para a disputa sabem que será necessário ampliar suas respectivas bases eleitorais. Nenhum projeto majoritário pode se dar ao luxo de tratar o eleitorado evangélico como um segmento secundário.
A movimentação em direção às comunidades religiosas já faz parte do calendário político. Eventos, encontros, agendas sociais e conversas com lideranças passaram a integrar a rotina de quem pretende construir uma candidatura competitiva.
Mas existe uma questão importante: o eleitor evangélico não é um bloco único.
Essa talvez seja uma das maiores mudanças da política brasileira.
Há uma tendência de identificar o eleitor evangélico exclusivamente com a direita e, principalmente, com o bolsonarismo. A história recente explica essa associação. O campo conservador construiu uma relação política muito próxima com importantes setores evangélicos e encontrou nesse segmento uma de suas principais bases eleitorais.
Mas uma religião não determina automaticamente o voto de seus seguidores.
O eleitor evangélico também é influenciado por sua condição econômica, pelo lugar onde mora, pela avaliação dos governos, pelas políticas públicas que recebe e pelas expectativas que possui para sua família.
Um trabalhador evangélico que enfrenta dificuldades para conseguir emprego pode avaliar a economia de maneira diferente de um empresário evangélico. Um jovem pode ter prioridades diferentes das de uma família mais tradicional. Um morador da periferia pode colocar a segurança pública no topo da lista, enquanto um agricultor do interior pode estar mais preocupado com crédito, estradas, água e produção.
A identidade religiosa é importante, mas não é a única identidade que esse eleitor carrega.
É justamente essa diversidade que torna o voto evangélico tão disputado.
Em Pernambuco, a questão poderá ser ainda mais relevante porque a eleição para o Governo do Estado tende a ser decidida pela capacidade de formar coalizões amplas. Não basta consolidar o eleitorado tradicional. Será necessário avançar sobre segmentos que ainda não possuem uma preferência definitiva.
E os evangélicos estarão nesse território.
A disputa presidencial reproduzirá parte dessa lógica.
O campo progressista terá o desafio de ampliar sua relação com um segmento no qual historicamente encontra mais resistência. O campo conservador, por sua vez, tentará preservar uma conexão construída ao longo dos últimos anos.
A sucessão presidencial também acrescenta uma variável importante: até que ponto a identificação política construída nos últimos anos será transferida para novas lideranças?
O campo conservador possui uma marca forte entre os evangélicos, mas nenhuma transferência eleitoral é automática. É preciso reconstruir confiança, manter proximidade e apresentar um projeto capaz de dialogar com as novas demandas desse eleitorado.
Do outro lado, as forças progressistas terão que demonstrar que suas propostas também conversam com os valores, as necessidades e as preocupações dos evangélicos.
Não será suficiente falar apenas com aqueles que já apoiam determinado projeto.
Será necessário chegar a quem ainda possui resistência.
Esse movimento explica a crescente presença de políticos de diferentes correntes em eventos religiosos. Também explica o esforço de governos e parlamentares para estabelecer canais permanentes de diálogo com lideranças de diferentes denominações.
A política brasileira está percebendo que religião e cidadania fazem parte da vida cotidiana.
As igrejas estão presentes nos bairros, nas comunidades, nas cidades pequenas e nas periferias das grandes cidades. Desenvolvem atividades sociais, acolhem famílias, promovem ações comunitárias e possuem uma presença territorial que poucos partidos conseguem reproduzir.
Essa capilaridade também possui importância política.
Não necessariamente porque uma liderança determine o voto de seus fiéis, mas porque as igrejas fazem parte da vida de milhões de brasileiros.
Em Pernambuco, essa presença é particularmente significativa.
Do Recife ao Sertão, o crescimento das comunidades evangélicas acompanha as transformações sociais do Estado. E o eleitor que participa dessas comunidades também participa da vida política, acompanha governos, avalia candidatos e decide seu voto.
Por isso, a relação entre os evangélicos e a sucessão estadual não deve ser observada apenas pela quantidade de votos que esse segmento representa.
É preciso observar também sua capacidade de organização, mobilização e formação de opinião.
Em uma eleição majoritária, esses fatores podem ser decisivos.
Uma candidatura que consiga estabelecer uma relação de confiança com esse eleitorado não necessariamente ganhará todos os votos evangélicos. Mas poderá reduzir rejeições, ampliar sua presença em determinadas regiões e conquistar votos que antes estavam fora de seu alcance.
É assim que uma eleição é vencida.
Não apenas conquistando os eleitores que já estão convencidos, mas ampliando permanentemente a base.
O cenário de 2026 torna essa disputa ainda mais interessante porque Pernambuco poderá funcionar como um retrato da transformação do eleitorado brasileiro.
De um lado, um campo político que possui uma relação histórica recente com os evangélicos e pretende preservar essa vantagem.
De outro, forças que perceberam que não podem abrir mão de uma parcela tão significativa da população.
E entre os dois campos está um eleitorado cada vez maior, mais diverso e com demandas próprias.
A pergunta, portanto, não é se os evangélicos terão influência na sucessão.
Isso já está respondido.
Terão.
A verdadeira disputa será para saber quem conseguirá compreender melhor esse eleitorado e apresentar uma proposta capaz de dialogar com suas prioridades.
Em Pernambuco, isso pode fazer diferença entre vencer e perder uma eleição.
No Brasil, pode representar a diferença entre chegar ao segundo turno em vantagem ou ter que correr atrás de votos nas últimas semanas de campanha.
O eleitor evangélico entrou definitivamente no centro do tabuleiro político brasileiro.
E, em 2026, Pernambuco estará entre os Estados onde esse movimento poderá ser observado com mais atenção.
A fé continuará sendo uma dimensão importante da vida de milhões de pernambucanos e brasileiros. A política também.
E os grupos que compreenderem que essas duas dimensões fazem parte da realidade de uma parcela cada vez maior da sociedade estarão um passo à frente na disputa pelo futuro de Pernambuco e do Brasil.
*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Autor do Hino do Paulista-PE é o aniversariante de hoje, 13 de agosto - Por Ricardo Andrade*
13/08/2026
Filho do ex-vereador Paulino Luiz e da ex-operária, Edivirges Andrade (ambos In memórias), viúvo de D. Albertina Andrade, pai de 3 filhos (Ricardo, Ronnie e Waleska), avô de 3 meninas (Anellise, Ana Clara e Amanda), tendo como irmãos, Josias, Judite, Josete e Jurandir, que também é compositor e cantor. Joel Andrade está de parabéns, nesse dia 13 de agosto. Compôs o Hino do Paulista em 1973, oficializado por um concurso municipal, que virou lei. Em sua trajetória foi Maestro de Corais(Colégio Marista e Coral da Tecanor) e compositor, participando de vários Festivais de Música (Shell, Recifrevo, Festival de Música Nordestina), sendo vencedor em alguns deles. montou o conjunto "O Canto do Sol" e a Banda "Ejakulação Precoce". Lançou e produziu o CD, "Paulista entre sustenidos e bemóis", com músicas de sua autoria, descrevendo acerca da memória e da identidade de Paulista. O saudoso cantor Augusto César, gravou uma faixa, intitulada, "Catita de Ferro". Suas canções influenciaram vários artistas da cidade e da região. Alguns de seus Frevos de Bloco, foram cantados pelo Bloco da Magnólia, Menestréis do Paulista e Flabelo Encantado. O Hino declama as belezas do Paulista em seu refrão:
"Em cima o céu é mais azul, é mais bonito, embaixo a brisa tem aroma de Eucalípto, teu povo é mais ordeiro e mais gentil, Paulista fração linda do Brasil".
*Ricardo Andrade, é Historiador, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370
Da Série Mistérios do Aquém: pedagogia do coturno e do "sim, senhor!" – Por Natanael Sarmento*
13/08/2026
Figurino da "ordem"
Para moldar a juventude, mormente da classe trabalhadora, acatando as ordens de autoridades superiores e dos patrões, sem questionar por quê, ou para quem, porque ordens são ordens, e por que superiores devem ser obedecidas, questionamentos, sem reclamações e batendo continência. Na exclusão educativa dos de baixo dos de baixo adestrados sem raciocínio crítico, científico, filosófico - virtudes reservadas aos bem nascidos nas elites burguesas -, sem atrapalhar a marcha “natural” da sociedade capitalista hierarquizada com “ideias exóticas”, reflexão crítica transformadora do mundo, por reformas ou revoluções, cruz credo,...
A nostalgia da ditadura encontra na pedagogia autoritária da escola cívico-militar sua panaceia. É a droga do laboratório do fascismo para curar os defeitos da educação crítica e pedagogia do oprimido dessa laia de comunistas que não aceitam o argumento da autoridade tipo “faça o que digo e não faça o que faço”.
Figurino da "ordem"
Para moldar a juventude, mormente da classe trabalhadora, acatando as ordens de autoridades superiores e dos patrões, sem questionar por quê, ou para quem, porque ordens são ordens, e por que superiores devem ser obedecidas, questionamentos, sem reclamações e batendo continência. Na exclusão educativa dos de baixo dos de baixo adestrados sem raciocínio crítico, científico, filosófico - virtudes reservadas aos bem nascidos nas elites burguesas -, sem atrapalhar a marcha “natural” da sociedade capitalista hierarquizada com “ideias exóticas”, reflexão crítica transformadora do mundo, por reformas ou revoluções, cruz credo, vade retro Satã!
Hipocrisia classista
Nesse mistério do aquém sociológico, filhotinhos da burguesia não são visto nas filas das escolas militarizadas. A burguesia matricula os seus em colégios bilíngues, recebem formação universal em história, arte, filosofia, literatura clássica, matemática, física, biologia, química. São preparados para liderar corporações e o poder estatal burguês, gerir patrimônios e ocupar cargos de decisão, por “meritocracia”.
Para a massa
Os apologistas do autoritarismo, históricos exploradores e opressores do povo reservam o ensino (adestramento) da escolaridade “cívico-militar”. Para formar a mão de obra ideal para o mercado: idiotizada, dócil, acostumada a cumprir ordens sem questionar a origem do comando, pronta para aceitar a precarização, agradecer pelos salários pífio, ou servir de bucha de canhão nas guerras, morrendo pelo rei que desconhece e se refastela nos banquetes palaciano. Submetidos a lavagem cerebral da direita fascista geradoras de esquizofrenias tipos “pobres de direita” , negros racistas, gays homofóbicos, mulheres machistas... essa vanguarda do reacionarismo e do atraso.
A “sublime” arte de não pensar
Nas pedagogias fardadas, o aluno ideal não é aquele que formula perguntas incômodas, mas o que mantém o corte de cabelo dentro do padrão e bate o pé no tempo certo. O pensamento crítico é visto como uma anomalia disciplinar; a dúvida, uma insubordinação. A pedagogia do quartel aplicada à escola pública transforma a sala de aula em um pátio de treinamento, em que a capacidade de contestar injustiças é substituída pela virtude da obediência cega.
Nada de novo
Os golpistas de 1964 usaram a pedagogia da tortura com choque elétrico não apenas nos porões da ditadura como também nos hospitais psiquiátricos.
O crime de alfabetizar camponeses
A jovem pernambucana Sylvia de Montarroyos com apenas 17 anos sofreu as piores torturas, em meados da década de 1960, pelo "grave crime" ou insanidade de alfabetizar camponeses, é coisa de maluco ensinar trabalhadores rurais a ler, escrever exigir direitos.
Tamarineira
O antigo manicômio Ulisses Pernambucano, popular Tamarineira do Recife, foi a casa pedagógica do sistema de segurança do Estado: internou a jovem alfabetizadora e a submeteu a sessões de choques elétricos e medicamentos de sedação e dopagem, “rolou a química” como diria o mito dos fascistas atuais.
Sobrevivente
A psicanalista Sylvia sobreviveu a torturas e exílios, perpetuou suas memórias do terrorismo de Estado no alentado livro “Réquiem por Tatiana: memórias de um tempo de guerra e de uma descida aos infernos. (Editora: CEPE, 2013). Importante registro. É preciso lembrar para não esquecer. Sem anistia para golpistas. Fim das escolas de adestramento militar. Ditadura nunca mais!
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael

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