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Fugindo da guerra - Cerca de 3 mil brasileiros querem sair do Líbano, diz Itamaraty

02/10/2024

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) contabiliza cerca de 3 mil brasileiros que desejam deixar o Líbano, em meio à escalada das operações militares das Forças Armadas de Israel.

Procuraram

Este é o número de pessoas que procuraram a Embaixada em Beirute com pedido de repatriação. A maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio atualmente está justamente no Líbano. Ao todo, 21 mil brasileiros vivem no país.  

Os ataques

Os ataques aéreos israelenses a várias regiões do Líbano provocaram, desde o último dia 17, a morte de mais de 1 mil pessoas, incluindo dois adolescentes brasileiros e seus pais, assim como um saldo de milhares de feridos. A situação em Beirute, a capital do país, é descrita como "tensa e terrível" por brasileiros que estão na região, com risco de guerra total.

O processo

O processo de repatriação dos brasileiros começará nesta quarta-feira (2). Na a...

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) contabiliza cerca de 3 mil brasileiros que desejam deixar o Líbano, em meio à escalada das operações militares das Forças Armadas de Israel.

Procuraram

Este é o número de pessoas que procuraram a Embaixada em Beirute com pedido de repatriação. A maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio atualmente está justamente no Líbano. Ao todo, 21 mil brasileiros vivem no país.  

Os ataques

Os ataques aéreos israelenses a várias regiões do Líbano provocaram, desde o último dia 17, a morte de mais de 1 mil pessoas, incluindo dois adolescentes brasileiros e seus pais, assim como um saldo de milhares de feridos. A situação em Beirute, a capital do país, é descrita como "tensa e terrível" por brasileiros que estão na região, com risco de guerra total.

O processo

O processo de repatriação dos brasileiros começará nesta quarta-feira (2). Na ação batizada de Operação Raízes do Cedro, a Força Aérea Brasileira (FAB) utilizará uma aeronave KC-30, com a previsão inicial de repatriar 220 brasileiros que estão em solo libanês, a partir do aeroporto de Beirute, que ainda permanece aberto.

O voo

O voo fará escala para reabastecimento em Lisboa, tanto na ida quanto na volta. Outros voos ainda não foram confirmados, mas devem ocorrer ao longo dos próximos dias.

Autorização

A autorização para a operação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o Brasil fará a repatriação de brasileiros do exterior “em todo lugar que for preciso” e lamentou o comportamento do governo de Israel ao atacar o Líbano.

Leia outras informações

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Temos Um Problema - Crônica, por AJ Fontes*

06/04/2026

Um cilindro marrom, pequeno, vagueia meio ao nada, entre as paredes metálicas repletas de artefatos desenhados e construídos exclusivamente para esse lugar a um custo perto de duzentos milhões de reais.

De passagem, um dos quatro viajantes flutua surpreso. Isso não deveria estar aqui. Alô Houston. Algo não está funcionando. Pessoal, a gente precisa botar a mão na massa.

Uma mulher e três homens devidamente paramentados iniciaram a operação “conserto do vaso sanitário”.
A essa altura da viagem, estão tranquilos por terem suas privacidades orgânicas preservadas. Enquanto escrevo se aproximam do destino: lua.

É impressionante a quantidade de dinheiro utilizado para poucos usufruirem de hábitos higiênicos em um ambiente que, na usualidade de nossos dias terráqueos, é considerado anormal. Não me imagino sentado em uma privada a suspirar enquanto relaxo, cuidando para não sair boiando, sendo perseguido por um corpo não tão estranho.
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Um cilindro marrom, pequeno, vagueia meio ao nada, entre as paredes metálicas repletas de artefatos desenhados e construídos exclusivamente para esse lugar a um custo perto de duzentos milhões de reais.

De passagem, um dos quatro viajantes flutua surpreso. Isso não deveria estar aqui. Alô Houston. Algo não está funcionando. Pessoal, a gente precisa botar a mão na massa.

Uma mulher e três homens devidamente paramentados iniciaram a operação “conserto do vaso sanitário”.
A essa altura da viagem, estão tranquilos por terem suas privacidades orgânicas preservadas. Enquanto escrevo se aproximam do destino: lua.

É impressionante a quantidade de dinheiro utilizado para poucos usufruirem de hábitos higiênicos em um ambiente que, na usualidade de nossos dias terráqueos, é considerado anormal. Não me imagino sentado em uma privada a suspirar enquanto relaxo, cuidando para não sair boiando, sendo perseguido por um corpo não tão estranho.

Sinto-me assombrado com a naturalidade na utilização de tanto dinheiro em algo tão inusitado, enquanto milhares de humanos, na terra, não usam o buraco nos fundos do quintal por não terem por quê. Não é cômico; antes, é trágico. Essas pessoas morrem por falta de alimento.

Isso ocorre em paralelo a uma guerra. Milhares de bombas detonadas matam um tanto de pessoas além das famintas.

Fazendo uma conta simples, pode-se verificar a possibilidade de matar a fome de todos e sobrar comida desviando o gasto na confecção e manutenção desses banheiros espaciais e bombas teleguiadas.

Óbvio. Esse pensamento passa na cabeça de muitos e eles relatam diariamente, de alguma forma, em alguma língua. É evidente a necessidade de agir para, ao menos, reduzir, o morticínio a se normalizar dia a dia. É normal analisar o número de crianças mortas por desnutrição, analisar o número de vítimas de doenças; a quantidade de corpos sem vida por acidentes ou contados sob escombros de moradias, escolas e hospitais, atingidos por bombas tecnologicamente avançadas e ensinadas a matar apenas o chefe adversário do outro chefe.

Somo aqui palavras aos que sentem e se contrapõem a esse estado — imposto por poucos, suportados por tantos.

Terra, temos um problema.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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PERNAMBUCANO JOSÉ DELANO ESTRÉIA COM VITÓRIA NO UFC

06/04/2026

O intrépido recifense de 29 anos iniciou sua trajetória no maior evento de MMA do mundo com uma vitória unânime por pontos, com 29x27, 30x26 e 29x27.

PRIMEIRO ROUND

Delano escorregou um pouco na lona do octógono, e não conseguiu conectar muitos golpes, mas mesmo assim manteve alguma superioridade, já machucando o polonês no rosto com socos precisos, e não sofreu nenhum perigo.

SEGUNDO ROUND

José começou golpeando mais forte, obrigando o polonês a tentar derrubar para controlar a luta, mas sua excelente defesa de quedas frustrou o europeu, obtendo a vitória neste assalto também, com total superioridade.

TERCEIRO ROUND

Ruchala sentia-se perdido sem conseguir conectar golpes em pé nem colocar o brasileiro para baixo, e, visivelmente frustrado, acabou perdendo 1 ponto por falta ao evitar ser derrubado por Delano agarrando-se com as duas mãos na grade. Na frente nos pontos, esta fa...

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O intrépido recifense de 29 anos iniciou sua trajetória no maior evento de MMA do mundo com uma vitória unânime por pontos, com 29x27, 30x26 e 29x27.

PRIMEIRO ROUND

Delano escorregou um pouco na lona do octógono, e não conseguiu conectar muitos golpes, mas mesmo assim manteve alguma superioridade, já machucando o polonês no rosto com socos precisos, e não sofreu nenhum perigo.

SEGUNDO ROUND

José começou golpeando mais forte, obrigando o polonês a tentar derrubar para controlar a luta, mas sua excelente defesa de quedas frustrou o europeu, obtendo a vitória neste assalto também, com total superioridade.

TERCEIRO ROUND

Ruchala sentia-se perdido sem conseguir conectar golpes em pé nem colocar o brasileiro para baixo, e, visivelmente frustrado, acabou perdendo 1 ponto por falta ao evitar ser derrubado por Delano agarrando-se com as duas mãos na grade. Na frente nos pontos, esta falta selou a vitória pernambucana no UFC Fight Night,em Las Vegas.

REPERCUSSÃO

Sua excelente vitória foi comemorada pelos narradores e comentaristas, e celebrada por veículos especializados no EUA e Brasil. O resultado do aplicativo Verdict, usado globalmente como parâmetro para o desempenho dos competidores, deu também vitória unânime para o brasileiro, que agora tem 17 vitórias e 3 derrotas no MMA profissional.

PERNAMBUCO DE VOLTA AO UFC

A última luta de um pernambucano no UFC foi em 2023, com a derrota de Raphael Assunção frente a Davey Grant, marcando sua aposentadoria após várias cirurgias corretivas para lesões ao longo da carreira, na sua saga no bilionário evento norte-americano.

PERNAMBUCANA TAMBÉM VENCE

Dione Barbosa, radicada nos EUA, venceu a também brasileira Melissa Gatto por pontos, e avança na categoria peso mosca, com um cartel agora de 9 vitórias e 4 derrotas no MMA profissional.



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Memória impressa do mangue - O avô teimoso que ainda conta a história de Recife, por Zé da Flauta

06/04/2026

Imagine um tipógrafo pernambucano chamado Antonino José de Miranda Falcão, em novembro de 1825, suando a camisa numa prensa manual na Rua da Praia, no Recife, que ainda nem sonhava em ser capital oficial. Ele lança o primeiro número do Diário de Pernambuco, um folhetinho miúdo, 24,5 por 19 cm, cheio de anúncios de leilões, achados e perdidos, e, sim, até de “escravos fugidos” (porque a história não vem com filtro de Instagram). O Brasil tinha só três anos de Império, o mangue ainda invadia as ruas, e ali estava o cara imprimindo o que viria a ser o jornal mais antigo em circulação da América Latina. Humor à parte, dá pra rir da ironia: o “primeiro” jornal que resistiu até hoje nasceu como um caderno de classificados, enquanto o resto do país mal sabia soletrar . Antonino deve ter rido sozinho ao pensar que aquele papelzinho ia sobreviver a tudo.

Grito

O Diário de Pernambuco não foi só tinta e papel: foi o grito da razão num mundo de boatos de boca e...

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Imagine um tipógrafo pernambucano chamado Antonino José de Miranda Falcão, em novembro de 1825, suando a camisa numa prensa manual na Rua da Praia, no Recife, que ainda nem sonhava em ser capital oficial. Ele lança o primeiro número do Diário de Pernambuco, um folhetinho miúdo, 24,5 por 19 cm, cheio de anúncios de leilões, achados e perdidos, e, sim, até de “escravos fugidos” (porque a história não vem com filtro de Instagram). O Brasil tinha só três anos de Império, o mangue ainda invadia as ruas, e ali estava o cara imprimindo o que viria a ser o jornal mais antigo em circulação da América Latina. Humor à parte, dá pra rir da ironia: o “primeiro” jornal que resistiu até hoje nasceu como um caderno de classificados, enquanto o resto do país mal sabia soletrar . Antonino deve ter rido sozinho ao pensar que aquele papelzinho ia sobreviver a tudo.

Grito

O Diário de Pernambuco não foi só tinta e papel: foi o grito da razão num mundo de boatos de boca em boca. Na era das revoluções, Praieira, abolição, República, ele se tornou o espelho torto da alma pernambucana, onde ideias iluministas se misturavam com o cheiro de cachaça e mangue. Mas o que ele realmente fez foi provar que a palavra impressa, mesmo frágil, é mais forte que baionetas e decretos. Nasceu para informar, mas acabou filosofando sem querer: o que é a verdade senão uma edição diária que se corrige a cada amanhecer?

Avô teimoso

Quantos pernambucanos já acordaram com o Diário debaixo do braço, sentindo o coração apertar ao ler sobre enchentes que afogam o Recife ou sobre vitórias que fazem o sangue ferver de orgulho? Eu me emociono só de imaginar os tipógrafos de 1888 dando cinco dias de folga para celebrar a Lei Áurea. É como se o jornal fosse um avô teimoso que viu netos nascerem, guerras passarem e ainda insiste em contar a história com o mesmo tom rouco de quem sobreviveu a tudo.

Eternidade

Num mundo onde algoritmos engolem notícias e o amanhã parece impresso em pixels, o Diário de Pernambuco nos lembra que circular não é só sobreviver, é resistir com dignidade. Vamos deixar a imprensa virar relíquia ou vamos reinventá-la com o mesmo fogo que Antonino acendeu naquela prensa? Em Recife, onde o mangue e o asfalto se abraçam, o jornal nos ensina que a verdadeira eternidade não está na duração, mas na capacidade de continuar contando a história, com humor, com dor, com esperança. Porque, no fim das contas, todo grande jornal é um ato de amor teimoso pela cidade que o pariu.


Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista



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Júpiter e Artemis: O Salto de Cinquenta Anos, por Roberto Vieira

06/04/2026

Na palma da mão, o smartphone de última geração processa dados com uma velocidade que os engenheiros da NASA em 1969 sequer ousariam sonhar. Mas, para um menino crescendo com os olhos voltados para o céu, a verdadeira janela para o universo não tinha pixels em 1969. Ela cheirava a papel e tinta. Era a Enciclopédia Conhecer.

Conhecer

Folhear as páginas sobre o Saturno V, o gigantesco "ônibus espacial" daquela época, era uma viagem sem volta. As imagens, muitas vezes com o granulado charmoso da fotografia analógica, narravam o projeto Saturno-Apolo como uma vitória política e técnica, o "salto direto Terra-Lua" que parecia o início de uma colonização iminente.

Saturno

O colosso que habitava o imaginário da minha geração era uma maravilha de engenharia bruta. O Saturno V carregava o equivalente a 125 carros-tanque de combustível. Se algo desse errado, a explosão seria comparável à de uma pequena bomba atômica. Para...

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Na palma da mão, o smartphone de última geração processa dados com uma velocidade que os engenheiros da NASA em 1969 sequer ousariam sonhar. Mas, para um menino crescendo com os olhos voltados para o céu, a verdadeira janela para o universo não tinha pixels em 1969. Ela cheirava a papel e tinta. Era a Enciclopédia Conhecer.

Conhecer

Folhear as páginas sobre o Saturno V, o gigantesco "ônibus espacial" daquela época, era uma viagem sem volta. As imagens, muitas vezes com o granulado charmoso da fotografia analógica, narravam o projeto Saturno-Apolo como uma vitória política e técnica, o "salto direto Terra-Lua" que parecia o início de uma colonização iminente.

Saturno

O colosso que habitava o imaginário da minha geração era uma maravilha de engenharia bruta. O Saturno V carregava o equivalente a 125 carros-tanque de combustível. Se algo desse errado, a explosão seria comparável à de uma pequena bomba atômica. Para sustentar milhares de toneladas com paredes de poucos milímetros, os tanques eram "inchados" com hélio, mantendo a estrutura rígida como um balão metálico indestrutível.

Artemis

Hoje, em 2026, a missão Artemis retoma esse fôlego. O objetivo não é apenas o "toque e foge" de 1969, mas o estabelecimento de uma base sustentável, utilizando tecnologias de propulsão e ligas metálicas que fazem o velho Saturno parecer, como dizia a enciclopédia, um precursor heróico, mas limitado.

Astronauta

Minha geração lia e via a chegada do homem à Lua como um evento sagrado, registrado em papel que hoje repousa em estantes nostálgicas. Olhando para trás, percebo que, antes de sonhar com o gramado dos Aflitos ou do Maracanã, eu quis ser astronauta. A imensidão do VAB (Vehicle Assembly Building) e a força dos motores F-1 eram mais fascinantes que qualquer drible.

Geração

Fica a questão para a geração atual, que assiste ao lançamento da Artemis em 4K na tela do celular: onde habita o sonho agora? Entre o clique de um aplicativo e a realidade de Marte, o encanto pelo desconhecido continua sendo o combustível mais potente da humanidade? Se ontem o papel nos levou à Lua, hoje os dados nos guiam ao infinito? ?Como diriam os mestres Rivelino ou Armstrong, a perfeição está no detalhe — seja na curva de um chute ou na trajetória de uma órbita. Mas onde será mesmo que reside o sonho jovem em 2026? Onde?

NOTA: a foto que ilustra o texto é da minha velha Enciclopédia Conhecer nesse final de semana de chuvas em Aldeia

Roberto Vieira é médico e cronista



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A polêmica continua - Natanael Sarmento* provoca: Imagino se Jarbas Beltrão não tivesse sido torturado

06/04/2026

O título “Fui torturado pela ditadura mas abomino a ortodoxia marxista” (O Poder 01/04), atribuído pela editoria ao artigo do Prof. Jarbas Beltrão, já resume tudo. A confusão do professor afigura-se muito grave. Dando crédito a ele foi torturado na ditadura mas se junta aos apologistas dos torturadores dele para destilar seu ódio contra os marxistas comunistas. Jarbas começa dizendo que leu com “satisfação e acolhimento” minhas notas publicadas (O Poder 31/03): “Natanael Sarmento contesta Jarbas Beltrão...". No texto, contesto a narrativa historiográfica dele sobre o golpe de 1964. Reafirmo que foi golpe, retrocesso, repressão e terror.

Segue

Que sentiu a “necessidade” de revelar que foi torturado no DOI-CODI e preso da Ilha das Flores (RJ) em 1971, nos tempos da juventude estudantil: “Na Tijuca sofri torturas psicológicas e físicas”. Diz que tinha tudo para ser seguidor do marxismo – que nunca foi – mas estudou economia e história e hoje segue h...

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O título “Fui torturado pela ditadura mas abomino a ortodoxia marxista” (O Poder 01/04), atribuído pela editoria ao artigo do Prof. Jarbas Beltrão, já resume tudo. A confusão do professor afigura-se muito grave. Dando crédito a ele foi torturado na ditadura mas se junta aos apologistas dos torturadores dele para destilar seu ódio contra os marxistas comunistas. Jarbas começa dizendo que leu com “satisfação e acolhimento” minhas notas publicadas (O Poder 31/03): “Natanael Sarmento contesta Jarbas Beltrão...". No texto, contesto a narrativa historiográfica dele sobre o golpe de 1964. Reafirmo que foi golpe, retrocesso, repressão e terror.

Segue

Que sentiu a “necessidade” de revelar que foi torturado no DOI-CODI e preso da Ilha das Flores (RJ) em 1971, nos tempos da juventude estudantil: “Na Tijuca sofri torturas psicológicas e físicas”. Diz que tinha tudo para ser seguidor do marxismo – que nunca foi – mas estudou economia e história e hoje segue historiadores e escritores “ex-esquerda”
(cita vários deles). No seu estranho acolhimento o professor passa a desclassificar a minhas crítica como “partidárias” e ideológicas” – como se alguma narrativa histórica não tivesse ideologia. Em socorro a sua cantilena anticomunista traz personagens como Aldo Rabelo (ex-PC do B) e o escritor George Orwell ex-filiado do Partido Operário inglês, que avançaram pela mudança da esquerda para a direita. Dois renegados – no sentido exato de negação do passado e de mudança de lado, exemplos para ele. Cada um faz suas escolhas.



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Não surpreende

Não surpreende revelações de torturas e prisões do jovens estudantes nos anos 1970 do terror doutrina de Estado. A ditadura causou muita dor e sofrimento para milhares de brasileiros. O hoje idoso Jarbas Beltrão confessa o seu experimento de prisão e torturas passados na juventude, registro insuspeito.

Surpreende

Surpreende-nos a sua narrativa apologética da ditadura. Travestida de “neutralidade acadêmica”. Do professor experiente que estudou economia e a história brasileira. Ora, desde primeiro quartel do século passado a Escola de Frankfurt colocou abaixo a Torre de Babel enganadora da “neutralidade” declarada pelos intelectuais tradicionais, conservadores, liberais e fascistas, da estratégia da “legitimação” do sistema dominante.

Anticomunismo

A narrativa de direita do professor Jarbas segue a doutrina de Segurança Nacional da Esg – Escola Superior de Guerra. Doutrina anticomunista forjada na Escola de Guerra dos Estados Unidos e continuada pelos vassalos entreguistas do Brasil.

Agitação

Sobre a conjuntura instável pré 1964 ele se refere ao ambiente conturbado, a indecisão, a agitação, fala quase tudo. Mas oculta o papel dos EUA na criação/fermentação/ampliação dessa instabilidade visando condições propícias para promover o golpe militar e destituir Jango Presidente não confiável para os interesses do Império Norte-Americano. O historiador esqueceu as maletas de dólares que financiaram a conspiração abertamente articulada na Embaixada estadunidense. Esquece os agentes da CIA, financiamentos dos Ipês, - Institutos de Pesquisa Social, Ibad. Não menciona a Operação Brother Sam – deslocamento da frota naval norte-americana à costa brasileira para assegurar vitória dos golpistas. Amnésia completa sobre os instrutores de tortura da Cia e financiamentos dos empresários para grupos terroristas como a Oban liderada pelo sicário Delegado Fleury. Esquece de registrar os centros de torturas como a “Casa da Vovó” de onde o aprisionado só saía morto ou “cachorro” colaborador.



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Saída institucional ou golpe?

Nos subterfúgios ideológicos do professor o golpe da deposição de João Goulart ante os tanques nas ruas ele denomina de saída institucional em virtude da “declaração de vacância” do cargo Presidencial no Congresso. Será o Benedito?

Desenvolvimento?

Jarbas que “odeia a ortodoxia marxista” e como pensador que se diz além dos partidos afirma que os anos do regime militar levaram o país ao desenvolvimento - “5ª economia global”. Esquece de dizer como e para quem. Para ocultar o mar de lama da corrupção e da concentração de riqueza na burguesia. Das contas secretas na suíça. Da entrega das riquezas minerais e estratégicas às companhias estrangeiras. Da alienação da soberania nacional. Do endividamento e submissão ao Banco Mundial e FMI. Sem dizer que de 1964 a 1985 a Dívida Externa aumentou mais de 30 vezes, saltando de 3,2 bilhões de dólares para 100 bilhões, dos 15% do PIB para 54% .

Corrupção

Na fábula de 1964 “Prá Frente Brasil” não se menciona o “Caixa 2” e a corrupção dos empresários e militares. Nem a brutal repressão a quem denunciava, enfrentado os perigos. Das roubalheiras faraônicas quais obras do porte de Itaipu, Transamazônica, Ponte Rio Niterói. De falcatruas da Paulipetro, Capemi, Grupo Delfim, Coroa-Brastel, Light, entre outras. Quem sabe, nada disso houve, nem a Ditadura no Brasil, tudo é produto da odiada ideologia marxista-ortodoxa?

Mortos e desaparecidos

No longo artigo seletivo exaltar os feitos do regime “potência global” esqueceu de mencionar 434 mortos e desparecidos vítimas.

Nada de novo

Mudanças de lados, voluntárias, coagidas, ou compradas existiram e existirão na luta de classes da história humana e do Brasil. Cooptações e infiltrações abundam na história do Brasil. Cabo Anselmo foi agente da Cia infiltrado na esquerda e causou muitas mortes, na chacina da Granja de São Bento, em Pernambuco, inclusive. O agente “Vinícius” da cúpula do PCB foi preso e passou a colaborar com o Exército, 10 dirigentes do CC do PCB foram assassinados. A ditadura usou em propaganda em rádios e televisões várias declarações de Arrependidos” e publicou “cartas” dos “arrependidos”, traidores e renegados. Os exemplos escolhidos pelos comunistas são outros, daqueles que derrotaram os torturadores e o Estado, morreram sem delatar seus companheiros e não renegaram suas convicções. Dos que sobreviveram, resistiram às torturas, permanecem na luta. Cada um escolhe as suas referências.

Ilustração?

Fica clara a tentativa de legitimar o argumento de suposto amadurecimento intelectual decorrente de “evolução” na troca do campo da esquerda marxista pelo campo conservador ou fascista no artigo do Prof. Jarbas. Ele ilustra com seus exemplos, destacamos dois: Aldo Rabelo, ex-dirigente do PC do B, hoje bolsonarista e o escritor George Orwell, ex-filiado do Partido Operário Marxista inglês. Dois intelectuais que ao seu ver amadureceram e cresceram na mudança da esquerda para a direita.

Vejamos

Aldo Rabelo foi destacado dirigente do PC do B. Atualmente é alinhado com a direita e o bolsonarismo. Para a direita avançou e cresceu. Para a esquerda, apequenou-se e corrompeu-se.
George Orwell não ficou famoso nem rico pela militância no POUM – Partido Operário de Unificação Marxista. Ganhou fama mundial na mudança, no coro do anticomunismo. Sua viúva daria ainda notoriedade ao livro e ganharia mais dinheiro, inclusive do caixa da CIA na filmagem de “animação” da obra “Revolução dos Bichos”. O Programa da Guerra Cultural da CIA financiou mundo afora edições de livros, revistas e jornais, exposições de arte, congressos, cooptou intelectuais. É preciso desenhar?

Sem ocultações

Os comunistas não ocultam o que pensam, não usam cortinas de fumaças ou ciladas ideológicas de manipulações. Temos convicção da superioridade material e moral do socialismo e da defesa dos trabalhadores os verdadeiros produtores de todas as riquezas e explorados pelos capitalistas burgueses.

Engano

O professor Jarbas diz que a esquerda na bolha domina a narrativa da “versão única” de 1964. Predomina nas universidades brasileiras. Desde quando a ideologia dos explorados e oprimidos do Brasil predomina nos templos acadêmicos brasileiros? Será que o ilustre professor considera a classe operária dominante dos meios econômicos, do mercado, da política estatal, mídias e aparatos ideológicos da burguesia? Predomina a alienação acrítica. O pensamento crítico é minoritário. Cada vez mais raro, sobretudo, o marxismo-leninismo. Esse “espectro do comunismo” é fantasma dos fascistas e saudosistas do golpismo de 1964.

Passando a régua

1964 foi golpe empresarial-militar de natureza entreguista, antinacional e antipopular. Representou enorme retrocesso ao país na construção de desigualdades sociais e regionais, da concentração de capital. Uma das mais distorcidas distribuições de riqueza em escala global. 1964 ampliou a dependência, banalizou o terror de Estado e a cultura do anticomunismo de “combate ao inimigo interno” Made in Usa.
É fácil defender a ditadura e os fascistas, na democracia é fácil debater às claras. Difícil é ser comunista e/ou humanista nas ditaduras. A de 1964 infernizou-nos por 21 anos, vade-retro, Satanás! Ditadura nunca mais.

*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do diretório nacional da Unidade Popular Pelo Socialismo -UP.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o contraditório e acolhe o livre e respeitoso debate de ideias.



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Em busca do Jesus Histórico, por José Ricardo de Souza*

06/04/2026

Às sextas-feiras da chamada Semana Santa para os cristãos, principalmente aqueles que seguem o Catolicismo, enquanto ex-religioso e agora adepto (se é que podemos chamar assim) do ateísmo, me pergunto: afinal, quem é Jesus Cristo? Não me refiro ao deus que virou homem e morreu crucificado, ressuscitando ao terceiro dia, ao qual os dogmas religiosos não deixam quaisquer margens para dúvidas ou contestações; mas sim ao personagem histórico, ao Jesus que existiu na Galileia, àquele líder religioso que inspirou a maior das religiões abraâmicas, deixou um legado cultural, artístico, político para a humanidade, e está na pauta de debates que vão da Teologia à Ciência Política, passando, é claro, pela História.

Ao crente, ao fiel, ao adepto do Cristianismo, nada do que for escrito aqui terá validade. Eles já tem a sua verdade, e esta cita um Messias que foi recebido como um rei, ceou com seus discípulos, foi preso pelos sacerdotes e fariseus, flagelado, condenado à morte por cr...

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Às sextas-feiras da chamada Semana Santa para os cristãos, principalmente aqueles que seguem o Catolicismo, enquanto ex-religioso e agora adepto (se é que podemos chamar assim) do ateísmo, me pergunto: afinal, quem é Jesus Cristo? Não me refiro ao deus que virou homem e morreu crucificado, ressuscitando ao terceiro dia, ao qual os dogmas religiosos não deixam quaisquer margens para dúvidas ou contestações; mas sim ao personagem histórico, ao Jesus que existiu na Galileia, àquele líder religioso que inspirou a maior das religiões abraâmicas, deixou um legado cultural, artístico, político para a humanidade, e está na pauta de debates que vão da Teologia à Ciência Política, passando, é claro, pela História.

Ao crente, ao fiel, ao adepto do Cristianismo, nada do que for escrito aqui terá validade. Eles já tem a sua verdade, e esta cita um Messias que foi recebido como um rei, ceou com seus discípulos, foi preso pelos sacerdotes e fariseus, flagelado, condenado à morte por crucificação, e ressuscitou aparecendo primeiro às mulheres, depois aos apóstolos e finalmente voltou para os céus de onde prometeu um dia retornar. Enquanto esteve na terra, fez milagres, curou doentes, ressuscitou mortos, seguiu o Judaísmo, e teve embates com os poderosos. Andou com pecadores, prostitutas, cobradores de impostos, e todo tipo de gente proscrita na sua época.

Os evangelhos (mais de vinte ao todo, embora apenas quatro foram incorporados ao cânon sagrado) foram escritos após a sua morte a partir de depoimentos, de tradições orais, do famoso “ouvi dizer”. Nenhum deles foi testemunha ocular dos fatos enquanto eles ocorreram, o que já abre uma brecha para futuras contestações. A religião resolveu isso a partir do critério de que estes livros foram escritos por pessoas “inspiradas” por Deus, o que é um adjetivo bem subjetivo. Aliás, a fé é subjetiva, a crença é subjetiva, e tudo isso só torna forma quando a religião institui o rito que cria o significado e a presença do sagrado.

O único relato histórico da existência de Jesus Cristo aparece na obra História dos Judeus, do historiador romano Flávio Josefo, o qual cita um certo Yeshua (nome aramaico de Jesus) descrevendo-o como um homem sábio, realizador de feitos notáveis, que foi crucificado por Pilatos a pedido de líderes judeus e cujos seguidores relataram sua ressurreição (Livro 18, capítulo 3, seção 3 de Antiguidades Judaicas). Bingo então para quem quer uma prova histórica da existência de Cristo? Ainda não meus caros. Há quem defenda a tese de que o trecho tenha sido acrescentado apocrificamente nos escritos de Josefo durante a Idade Média.

Jesus Cristo não existiu então? Nenhum historiador sério vai assegurar isso! Não por medo, ou por receio da repercussão, mas por honestidade intelectual mesmo. Ninguém em sã consciência nega que um homem chamado Jesus realmente viveu na Galileia, mas existe uma diferença entre o Jesus dos religiosos e o Jesus histórico. Se para os religiosos os maiores milagres de Jesus foram curar cegos e doentes, fora ressuscitar mortos; para nós historiadores o maior feito dele foi falar de amor numa sociedade que privilegiava a guerra, foi se colocar do lado dos oprimidos numa terra ocupada e invadida por uma nação estrangeira, foi deixar uma mensagem que atravessou os séculos e foi capaz de dividir até mesmo o calendário.

Esqueça os estereótipos caucasianos do Jesus Cristo de longos cabelos e olhos azuis (isso tudo é uma convenção que vem da Idade Média, mais precisamente da iconoclastia bizântina). O Jesus real tinha muito mais melanina na pele do que imaginamos. A Arqueologia forense já cantou esta pedra. Jesus talvez se parecesse mais com o pedreiro da casa de dona Maria do que com aquela imagem que todo ano as pessoas carregam nas procissões. E o que isso muda em sua mensagem? Em nada! Absolutamente nada.

Sexta-feira santa podia ser um dia como outro qualquer para quem não acredita, ou para quem não segue o Cristianismo como religião. Entretanto, é impossível não parar para pensar no Jesus crucificado. Seja no Messias esperado por Israel ou no homem simples da carpintaria de José que sacudiu o mundo com uma filosofia que ia além da crença: falava de empatia, tolerância, justiça, solidariedade e sobretudo de amor ao próximo. Impossível não se deixar seduzir por Jesus Cristo, independente de acreditar na sua divindade ou não. A sua mensagem é mais forte do que a dúvida que todo ateu carrega em seu coração.

*O autor é professor da rede pública estadual de ensino; historiador e escritor. Sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (Iahgp) e da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP). Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01 nas principais redes sociais.

NR - Os artigos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Guerreiro a vida inteira Zé Queiroz volta ao MDB para disputar Assembleia

06/04/2026

Por José Nivaldo Junior*

Emblematicamente, ele volta às origens, sem nunca ter se afastado dos compromissos essenciais ou aberto mão da coerência. O ex-prefeito de Caruaru por dois mandatos, deputado estadual várias vezes, Zé Queiroz oficializou, na última sexta-feira (03/04), sua filiação ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e lançou pré-candidatura a deputado estadual. A ficha de filiação foi assinada ao lado do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos e do presidente estadual do partido Raul Henry. O filho Wolney, atual ministro da Previdência e a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, também compareceram.



O Ato

Acompanhado da esposa, a ex-primeira dama Carminha Queiroz, filhos, netos e noras, Zé Queiroz definiu o momento com um retorno às as origens. “Meu primeiro mandato de deputado estadual, em 1978, foi no MDB, quando a ditadura deixou o brasileiro sem opções pa...

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Por José Nivaldo Junior*

Emblematicamente, ele volta às origens, sem nunca ter se afastado dos compromissos essenciais ou aberto mão da coerência. O ex-prefeito de Caruaru por dois mandatos, deputado estadual várias vezes, Zé Queiroz oficializou, na última sexta-feira (03/04), sua filiação ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e lançou pré-candidatura a deputado estadual. A ficha de filiação foi assinada ao lado do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos e do presidente estadual do partido Raul Henry. O filho Wolney, atual ministro da Previdência e a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, também compareceram.



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O Ato

Acompanhado da esposa, a ex-primeira dama Carminha Queiroz, filhos, netos e noras, Zé Queiroz definiu o momento com um retorno às as origens. “Meu primeiro mandato de deputado estadual, em 1978, foi no MDB, quando a ditadura deixou o brasileiro sem opções partidárias. Também fui eleito prefeito de Caruaru pela primeira vez, em 1982, pelo MDB. Agora, retorno sob a presidência de um político sério e competente como Raul Henry e com aval do presidente nacional do partido, Baleia Rossi”, destacou.

Brizolismo

Queiroz citou que passou os últimos 38 anos no Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas as circunstâncias foram determinantes para que buscasse o seu partido de origem. “Nosso objetivo é a conquista de um mandato para Caruaru. Com a confiança do povo de Caruaru e pelo MDB pretendo voltar à Assembleia Legislativa. Passado o período de filiação, vamos manter diálogos com foco no que a gente pensa para Caruaru. Eu quero o melhor para Caruaru”, enfatizou.

Destaque

Raul Henry destacou a trajetória política de Zé Queiroz e disse que é um orgulho recebê-lo no partido. “Para mim é uma enorme honra receber Zé Queiroz de volta no MDB, um partido onde ele já militou durante 22 anos. Eu conheço Zé Queiroz de muito tempo. Eu era criança aqui em Catende, vizinho de Caruaru, e vinha para os comícios dele aqui na campanha de 1976, quando ele foi candidato a prefeito pela primeira vez. Zé Queiroz é uma legenda da política de Pernambuco, uma reserva moral, um exemplo de decência e de compromisso com o povo de Pernambuco”, afirmou.

Meu depoimento

Assinei o texto porque queria acrescentar um depoimento pessoal. Conheci Zé Queiroz rapidamente na campanha de 1978, quando ganhei meus primeiros tostões trabalhando no marketing eleitoral. Fiz o marketing de Fernando Lyra e Cristina Tavares para deputados federais, além de uma mãozinha 'pro bono' na campanha de Jarbas Vasconcelos Senador. Todos do MDB. Fernando Lyra dobrava com Zé Queiroz e naturalmente as propagandas se misturavam, mas uma aproximação maior só veio em 1982, quando Fernando disputou a reeleição e Zé Queiroz a prefeitura de Caruaru. E ganhou. Passei a atender a conta e durante seis anos fizemos uma parceria maravilhosa, da qual resultou, apenas como exemplo maior, a primeira campanha nacional de um evento popular. Foi a visão de Zé Queiroz que provocou a passagem das festas populares para os grandes eventos de hoje. Criamos, Luiz Montenegro e eu, na MMS, a campanha 'Venha brincar o melhor São João do Brasil', tendo como roteiro musical 'Capital do Forró' com Jorge de Altinho. Foi um estrondo. No ano seguinte, Campina entrou na briga e deu no que está aí hoje. O 'Caruaru da Gente', nosso slogan, virou domínio público, ainda hoje é copiado. Trabalhei com Queiroz até 1994, ja na Makplan, quando ele resolveu lançar Wolney para Federal e nos procurou: " Não vou querer que vocês tenham que decidir entre Fernando e nós. A ligação com ele é anterior e maior. Vou procurar outra agência". E assim foi. Tudo que é feito com clareza e dignidade, só deixa bons resultados. Nunca mais trabalhamos juntos mas o respeito, a admiração, o reconhecimento persistem inabalaveis até hoje.

Outro ponto

Uma historinha que diz tudo. Depois de seis anos de mandato, como prefeito de Caruaru, Zé Queiroz teve uma emergência médica na família. Os amigos fizeram uma quota para custear o tratamento, pois ele mesmo não tinha reservas. Um atestado de honestidade que honra a categoria tão enxovalhada dos políticos. Queiroz se enquadra na condição dos melhores, de Bertold Brecht, aqueles que lutam a vida inteira. Longa vida e muitas vitórias, amigo. Torcendo sempre pelo seu sucesso, que é o sucesso da sua gente.

*José Nivaldo Junior é consultor em comunicação, historiador, integrante da APL. Diretor de O Poder.



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Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil participantes

06/04/2026

Indígenas de todo o país começaram a chegar a Brasília para participar da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no centro da capital federal.

O evento


Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o evento vai até sábado (11/04) e é considerado a maior e mais importante mobilização do movimento no país. Segundo os organizadores, entre 7 mil e 8 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, devem participar este ano.

Povos originários

O ATL costuma reunir representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas. Nos últimos anos, a pauta se ampliou e o evento passou a acolher também a discussões sobre a participação político-eleitoral indígena, a crise climática e a defesa da democracia. Con...

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Indígenas de todo o país começaram a chegar a Brasília para participar da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no centro da capital federal.

O evento


Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o evento vai até sábado (11/04) e é considerado a maior e mais importante mobilização do movimento no país. Segundo os organizadores, entre 7 mil e 8 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, devem participar este ano.

Povos originários

O ATL costuma reunir representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas. Nos últimos anos, a pauta se ampliou e o evento passou a acolher também a discussões sobre a participação político-eleitoral indígena, a crise climática e a defesa da democracia. Contudo, o eixo central das discussões segue sendo a necessidade de o Estado brasileiro reconhecer o direito dos povos originários à terra.

Mobilização

O ATL também marca o início do chamado Abril Indígena, mês de mobilização nacional em que o movimento busca chamar a atenção para outras pautas, como a necessidade de mais investimentos em saúde e educação indígena. O tema da atual edição do acampamento é “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”.




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Irã diz que ataques à infraestrutura terão consequências globais

06/04/2026

A escalada da guerra no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse hoje, segunda-feira (06/04) ao seu colega francês Jean-Noël Barrot, que os ataques à infraestrutura iraniana terão consequências que vão além do país e da região.

“Essa ameaça equivale à normalização de crimes de guerra e genocídio”, afirmou Araghchi ao ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, durante conversa por telefone, referindo-se às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar usinas de energia e outras instalações civis iranianas.


Retaliação

Ele ainda afirmou que, caso algum ataque aconteça, será respondido com “uma retaliação decisiva e abrangente” das forças armadas iranianas.

Novo patamar

A guerra entre Estados Unidos e Irã pode atingir um novo patamar de escalada após o presidente americano, Donald Trump, reiterar suas ameaças de destruir usin...

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A escalada da guerra no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse hoje, segunda-feira (06/04) ao seu colega francês Jean-Noël Barrot, que os ataques à infraestrutura iraniana terão consequências que vão além do país e da região.

“Essa ameaça equivale à normalização de crimes de guerra e genocídio”, afirmou Araghchi ao ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, durante conversa por telefone, referindo-se às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de atacar usinas de energia e outras instalações civis iranianas.


Retaliação

Ele ainda afirmou que, caso algum ataque aconteça, será respondido com “uma retaliação decisiva e abrangente” das forças armadas iranianas.

Novo patamar

A guerra entre Estados Unidos e Irã pode atingir um novo patamar de escalada após o presidente americano, Donald Trump, reiterar suas ameaças de destruir usinas de energia iranianas. Tais ataques podem configurar crimes de guerra, segundo ONGs e especialistas.

O Poder




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Saiba quem ganhou, quem perdeu no troca-troca da janela partidária

06/04/2026

A janela partidária 2026 terminou na sexta-feira santa, dia 03/04. A janela para a Camara Federal e o Senado é o único período em que deputados e senadores podem mudar de legenda sem risco de perder o mandato. Esta ano, na Câmara, nada menos de 120 parlamentares pularam para outra sigla, motivando alterações substanciais nas bancadas.

Sobe e desce

O PL, do pré-presidenciável Flávio Bolsonaro, foi a legenda que mais cresceu, em números absolutos. Ganhou 15 deputados, passando de 86 para 101 parlamentares, consolidando a posição como a maior legenda na Câmara. O PT, do presidente Lula, manteve a posição de segunda maior bancada, com 66 deputados, mas perdeu um integrante. Em termos proporcionais, quem mais ganhou foi o Podemos, que passou de 16 para 24 deputados, crescendo em 8 parlamentares. Aumentou a bancada em 50%.
Quem também cresceu foi o PSDB, que ganhou 5 deputados, passando de 14 para 19; o PSB passou de 16 para 20, crescendo em 4...

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A janela partidária 2026 terminou na sexta-feira santa, dia 03/04. A janela para a Camara Federal e o Senado é o único período em que deputados e senadores podem mudar de legenda sem risco de perder o mandato. Esta ano, na Câmara, nada menos de 120 parlamentares pularam para outra sigla, motivando alterações substanciais nas bancadas.

Sobe e desce

O PL, do pré-presidenciável Flávio Bolsonaro, foi a legenda que mais cresceu, em números absolutos. Ganhou 15 deputados, passando de 86 para 101 parlamentares, consolidando a posição como a maior legenda na Câmara. O PT, do presidente Lula, manteve a posição de segunda maior bancada, com 66 deputados, mas perdeu um integrante. Em termos proporcionais, quem mais ganhou foi o Podemos, que passou de 16 para 24 deputados, crescendo em 8 parlamentares. Aumentou a bancada em 50%.
Quem também cresceu foi o PSDB, que ganhou 5 deputados, passando de 14 para 19; o PSB passou de 16 para 20, crescendo em 4 deputados. O PP também cresceu em quatro deputados, passando de 50 para 54. Conquistaram um parlamentar o PSOL, o PCdoB, o Solidariedade, o PV e o Rede. Já o PSD é o Novo ficaram onde já estavam, sem ganhar nem perder ninguém.

Quem perdeu

O União Brasil registrou a maior perda, com 15 defecções e encolheu de 59 para 44 parlamentares. O PDT teve a 2a maior sangria absoluta. Perdeu 10 dos seus 16 deputados e ficou com apenas seis representantes. Em termos relativos o PDT foi, disparado o maior perdedor, com sua bancada minguando cerca de 60%. O Avante perdeu quatro deputados, o cidadania dois e o PRD três.

Confira

Nas tabelas a seguir, o perde e ganha e o quadro atual de todas as bancadas na Câmara dos Deputados.



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