Lupi viaja e Wolney Queiroz assume o Ministério da Previdência Social
21/10/2024 - Jornal O Poder
Histórico ilustre
Wolney ficará no posto até o dia 31. Ao ocupar a cadeira de ministro, ele evoca uma histórica e seleta tradição de caruaruenses que já foram nomeados ministros: Alfredo Pinto Vieira de Mello (Ministro Interino da Guerra e Ministro da Justiça e Negócios Interiores), Álvaro Lins (Casa Civil) e Fernando Lyra (Justiça).
Histórico ilustre
Wolney ficará no posto até o dia 31. Ao ocupar a cadeira de ministro, ele evoca uma histórica e seleta tradição de caruaruenses que já foram nomeados ministros: Alfredo Pinto Vieira de Mello (Ministro Interino da Guerra e Ministro da Justiça e Negócios Interiores), Álvaro Lins (Casa Civil) e Fernando Lyra (Justiça).
Leia outras informações
Bolsonaro pode voltar ao Regime Fechado se Descumprir Regras. Novidades para o seu Papo da Noite
24/03/2026
- As condições que devem ser seguidas por Bolsonaro na prisão domiciliar: Uso de tornozeleira eletrônica; Visitas permanentes dos filhos às quarta-feiras e sábados; Michelle Bolsonaro, Laura Bolsonaro, e Letícia da Silva, enteada de Bolsonaro, não precisarão de autorização já que residem na mesma casa; Autorização de visitas permanentes de seus advogados todos os dias da semana, sem...
O descumprimento das regras impostas na prisão domiciliar pode levar o ex-presidente Jair Bolsonaro de volta ao regime fechado, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O prazo começará a ser contado a partir da alta hospitalar de Bolsonaro. De acordo com a decisão, “o descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário”. Moraes ainda pede monitoramento na área externa da residência de Bolsonaro.
- As condições que devem ser seguidas por Bolsonaro na prisão domiciliar: Uso de tornozeleira eletrônica; Visitas permanentes dos filhos às quarta-feiras e sábados; Michelle Bolsonaro, Laura Bolsonaro, e Letícia da Silva, enteada de Bolsonaro, não precisarão de autorização já que residem na mesma casa; Autorização de visitas permanentes de seus advogados todos os dias da semana, sempre por 30 minutos, mediante agendamento prévio; Autorização de visita permanemente da equipe médica previamente designada; Autorização para sessões permanentes de fisioterapia; Autorização para internação urgente de Bolsonaro caso necessário; Proibição do uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa; Proibição do uso de redes sociais diretamente por Bolsonaro ou por terceiros; Proibição de gravação de vídeos ou áudios diretamente por Bolsonaro ou por terceiros.
- O ‘Filho No 02’ afirma que domiciliar do pai "não é liberdade". "Não devemos de maneira nenhuma normalizar o fim da sua liberdade e comemorar migalhas ditatoriais", diz Carlos Bolsonaro

- Lula sancionou hoje, 24/03 o 'PL Antifacção', com vetos sobre a equiparação de penas entre integrantes e não integrantes faccionados. PL aumenta penas para associados ao crime organizado, podendo chegar a 40 anos
- Lula sancionou a lei que permite que medicamentos sejam vendidos em supermercados. E determina regras específicas para a venda de remédios nos mercados
- O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, disse esperar que o STF mantenha a decisão do ministro André Mendonça que prorrogou os trabalhos do colegiado
- Comissões da Alepe rejeitam vetos de Raquel Teixeira Lyra a trechos da LOA 2026: a controvérsia é o percentual de remanejamento orçamentário. A Alepe havia reduzido de 20% para 10%, restringindo a possibilidade de o governo realocar recursos

- A Câmara Municipal do Recife realizará, no próximo dia 26/03, às 18h00, uma Sessão Solene para a entrega do Título de Cidadão do Recife ao senador Humberto Costa

- Festival de Jazz do Recife 2026: Praça do Arsenal será palco da programação multicultural
A Prefeitura do Recife anuncia o Festival de Jazz do Recife 2026 acontece na Praça do Arsenal da Marinha, no Recife Antigo, no sábado 28/03 e domingo, 29/03, como parte da programação comemorativa dos 489 anos da cidade. O evento será gratuito. O festival segue para sua terceira edição com uma proposta multicultural, reunindo artistas, cantores e instrumentistas nacionais e internacionais. A programação dialoga com diferentes estilos musicais, como jazz, blues, música instrumental, erudita, cultura popular de raiz e bossa nova, além de incorporar ritmos pernambucanos, como frevo e maracatu, o evento busca reafirmar o Recife como um importante polo multicultural.
- Prefeitura do Recife: anuncia a Feira da Maré Cultural, na rua do Bom Jesus, que reunirá cerca de 60 operações entre gastronomia e artesanato, a partir do sábado 28/03

- A Fundaj e o IBGE inauguraram, hoje, terça-feira, 24/03, a unidade da Casa Brasil IBGE Fundaj - Recife, no Campus Gilberto Freyre, no bairro de Casa Forte. Foi aberto ao público com a proposta de ampliar o acesso a dados estatísticos e geocientíficos
- Dólar hoje volta a subir e fecha em R$ 5,25 com tensão no Oriente Médio. Declarações de Trump fizeram ontem com que mercados aumentassem apetite ao risco

- Guerra no Irã: Trump diz que Irã deu "grande presente" aos EUA no setor de petróleo e gás
Sem dar detalhes, Trump sugeriu que o “presente” envolve o Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo, que os EUA têm dificuldade em manter aberto. Nas últimas semanas, o fluxo de navios despencou na região, impulsionando os preços da commodity. “Eles nos deram um presente e o presente chegou hoje. Foi um presente muito grande, que vale uma quantidade enorme de dinheiro”, disse Trump a repórteres no Salão Oval. “Não foi nuclear, foi relacionado a petróleo e gás, e foi algo muito bom que eles fizeram.”
- Guerra no Irã: Trump diz que Irã "não tem mais líderes" depois de ataques, e Teerã concordou em "nunca ter armas nucleares"
- A aprovação do governo de Donald Trump chegou ao menor nível do seu 2o mandato, segundo a pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada hoje, 24/03

- Guerra no Irã: Mídia revela que países do Golfo estudam entrar na guerra contra o Irã. Entre os países estão a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos
- Acidente Aéreo: As Forças Armadas da Colômbia confirmaram que 69 pessoas morreram na queda de um avião militar, segundo comunicado divulgado hoje, 24/03. O acidente deixou 57 feridos

- Rússia ataca igreja patrimônio da Unesco na Ucrânia, diz primeira-ministra. Igreja de Santo André, do século XVII
Ataques russos com mísseis e drones mataram ao menos 5 pessoas e deixaram quase 20 feridos hoje, terça-feira, 24/03, em várias regiões da Ucrânia, na ofensiva mais intensa das últimas semanas, informaram as autoridades. No total, a Rússia enviou quase 1000 drones contra o país de segunda-feira, 23/03, para terça-feira, 24/03, segundo a Força Aérea ucraniana. "Somente no período entre 9h e 18h de 24/03, o inimigo utilizou 556 drones de ataque", afirmou a entidade de defesa ucraniana no X. A igreja de Santo André, do século XVII, patrimônio mundial da Unesco, fica no centro histórico de Lviv, foi um dos locais atingidos, afirmou a primeira-ministra Yulia Svyrydenko. Ela destaca que o ataque aconteceu à luz do dia.
Novo ministro da Fazenda propõe medida para reduzir preço do diesel em R$ 1,20
24/03/2026
Falou Durigan
“Então, [será] R$ 1,20 por litro de subvenção ao diesel, sendo que R$ 0,60 fica a cargo dos Estados, R$ 0,60 fica a cargo da União”, disse Dario. O ministério da Fazenda afirmou que essa proposta substitui a diminuição das alíquotas do ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Ser...
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse hoje, terça-feira, 24/03, que o governo federal estuda com os Estados uma medida para baratear o preço do litro do diesel importado em R$ 1,20. O custo para as contas públicas será de R$ 3 bilhões, sendo dividido ao meio entre União e governos estaduais. Dario teve reunião hoje com o presidente Lula. A política terá duração de 2 meses: março e abril. O impacto será de R$ 1,5 bilhão para Estados e R$ 1,5 bilhão para governo federal.Ele declarou que, durante o fim de semana, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, tratou das medidas com os secretários de Fazenda regionais.

Falou Durigan
“Então, [será] R$ 1,20 por litro de subvenção ao diesel, sendo que R$ 0,60 fica a cargo dos Estados, R$ 0,60 fica a cargo da União”, disse Dario. O ministério da Fazenda afirmou que essa proposta substitui a diminuição das alíquotas do ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, que estava em estudo. Para o ministro, a subvenção dará uma resposta mais rápida nas bombas. Dario declarou que o presidente Lula pediu respostas céleres. A proposta foi peticionada e encaminhada ao Comsefaz, Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal. O governo federal deu um prazo de até sexta-feira, 27/03, para definição.
Segurança Energética
A medida vai beneficiar as empresas que importam diesel no país, tendo em vista as reclamações de prefeitos e governadores sobre a falta de abastecimento depois do início da guerra no Oriente Médio. O preço médio do óleo diesel atingiu R$ 7,26 na semana iniciada em 15/03, segundo dados da ANP, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. É o maior valor desde agosto de 2022. Seis entidades representativas do setor de combustíveis no Brasil divulgaram uma nota conjunta dia 20/03 com um alerta sobre a segurança energética do país.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, é apontado como provável negociador-chefe da Guerra no Irã
24/03/2026
Teerã diz que Trump não respeita pausa de 5 dias
Ontem, segunda-feira, 23/03, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanê...
Fontes diplomáticas disseram às agências de notícias internacionais que as conversações sobre um acordo de paz entre EUA, Israel e Irã podem começar na próxima semana no Paquistão, que tem tentado se posicionar como mediador. Caso as negociações avancem, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, está sendo apontado como provável negociador-chefe pelo lado norte-americano. No entanto, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, se recusou hoje a fornecer detalhes sobre uma eventual reunião dos EUA com o Irã ou os seus intermediários já esta semana. “Estas são discussões diplomáticas sensíveis, e os EUA não vão negociar através da imprensa. Esta é uma situação em evolução. A especulação sobre reuniões não deve ser considerada definitiva até ser formalmente anunciada pela Casa Branca”, acrescentou.
Teerã diz que Trump não respeita pausa de 5 dias
Ontem, segunda-feira, 23/03, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês, Hussain Andrab, declarou que se ambos os lados concordarem, o Paquistão está sempre pronto para acolher negociações. Por outro lado, Teerã voltou a negar outra vez que um canal diplomático para conversar com Washington foi aberto. O regime iraniano também acusou EUA de terem atingido infraestruturas energéticas no país na véspera, e que Trump não respeita a pausa de 5 dias que ele mesmo prometeu ontem.

Um futuro líder Iraniano?
Enquanto isso, a administração Trump estuda a possibilidade do presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, como um potencial parceiro, e até um futuro líder do país. Ghalibaf é avaliado por autoridades norte-americanas como uma opção forte, um parceiro viável que poderia liderar o Irã e negociar com Washington na próxima fase da guerra. Segundo revelaram fontes, nenhuma decisão foi tomada.
Altos funcionários iranianos e norte-americanos emitiram declarações contraditórias sobre as conversações entre os dois países nos últimos dias.
Direitos Humanos: Justiça determina interdição de pavilhão da Colônia Penal Feminina do Recife
24/03/2026
Relatório do TJPE
O TJPE informou que, durante vistoria no pavilhão, o conselho identificou uma série de problemas considerados "incompatíveis com as condições mínimas de dignidade". Entre as irregularidades encontradas estão a ausência de iluminação e ventilação adequadas, celas escuras e com circulação de ar insuficiente, e ambiente descrito como claustrofóbico. "O relatório também destaca cond...
A Justiça de Pernambuco determinou a interdição do pavilhão disciplinar da Colônia Penal Feminina Bom Pastor, localizada no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife. Segundo o TJPE, foram constatadas no local "graves irregularidades estruturais e sanitárias". A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, Seap, diz ter recebido notificação e que decisão judicial será cumprida. A decisão de interdição, atende pedido dos membros do Conselho da Comunidade, colegiado formado por entidades ligadas à defesa dos direitos humanos.

Relatório do TJPE
O TJPE informou que, durante vistoria no pavilhão, o conselho identificou uma série de problemas considerados "incompatíveis com as condições mínimas de dignidade". Entre as irregularidades encontradas estão a ausência de iluminação e ventilação adequadas, celas escuras e com circulação de ar insuficiente, e ambiente descrito como claustrofóbico. "O relatório também destaca condições de insalubridade, com relatos de presença de insetos, além de mau cheiro. Outro ponto crítico refere-se ao espaço destinado ao banho de sol, considerado reduzido, coberto por telhas transparentes e sem ventilação adequada, sendo comparado a um curral", afirma o TJPE. A decisão também aponta que a localização do pavilhão é distante do setor de segurança da unidade, o que dificulta, no entendimento do juiz, a atuação rápida em possível situação de emergência. "A decisão judicial busca assegurar condições mínimas de salubridade, segurança e respeito à dignidade das mulheres privadas de liberdade, em conformidade com os parâmetros legais e de direitos humanos", destaca o TJPE.

Eleições 2026: Última reunião ministerial está agendada para 30 de março
24/03/2026
Virada de composição do governo
O encontro deve reunir tanto quem sai quanto os nomes que vão assumir as pastas. Será no Palácio do Planalto, em Brasília. É a única ministerial prevista no calendário antes da virada de composição do governo. Até agora, Dario Durigan, empossado na Fazenda depois da saída de Fernando Haddad, é o único novo ministro confirmado.
Lula ainda tem nomes em aberto
Devem ter espaço para falar ministros do núcleo mais político da gestão, como Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social). A reunião terá tom de despedida e servirá de alinhamento político. Lula deve deixar claro o que espera dos ministros nos próxi...
O presidente Lula marcou para 30 de março de 2026 a última reunião ministerial com o atual desenho da Esplanada. Segundo fontes do Planalto, 21 ministros deixarão o governo por conta das eleições de outubro.
Virada de composição do governo
O encontro deve reunir tanto quem sai quanto os nomes que vão assumir as pastas. Será no Palácio do Planalto, em Brasília. É a única ministerial prevista no calendário antes da virada de composição do governo. Até agora, Dario Durigan, empossado na Fazenda depois da saída de Fernando Haddad, é o único novo ministro confirmado.
Lula ainda tem nomes em aberto
Devem ter espaço para falar ministros do núcleo mais político da gestão, como Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social). A reunião terá tom de despedida e servirá de alinhamento político. Lula deve deixar claro o que espera dos ministros nos próximos meses. O presidente ainda tem nomes para definir em aberto e prazo até 04/04 para fechá-los, 6 meses antes do 1º turno. Ao todo, 21 ministros devem deixar o governo para disputar as eleições. A estratégia do Planalto é substituí-los pelos secretários-executivos das próprias pastas: perfis técnicos e de menor custo político. Há, porém, 14 ministérios sem substituto definido. Além disso, 16 ministros ainda aguardam reunião com Lula para definir o futuro de suas pastas. (Com Poder360)
Última: Moraes concede a Bolsonaro Prisão Domiciliar Humanitária por 90 dias
24/03/2026
Decisão ainda não entrou no sistema
Moraes diz que prisão domiciliar vai ser inicialmente por 90 dias. A justificativa é que ele se recupere da broncopneumonia. "Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade". Segundo o site do STF, o pedido foi deferido. A íntegra da decisão em si ainda não entrou no sistema.
A PGR foi favorável ao novo regime
Ontem, segunda-feira, 23/03, a PGR, Procuradoria-Geral da República, se manifestou favorável à transferência do ex-presidente para prisão domiciliar. O estado de saúde de Bolsonaro "demanda atenção co...
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, aceitou hoje o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele vá para a prisão domiciliar, em Brasília. Ele autorizou a medida por 90 dias e depois vai reavaliar.

Decisão ainda não entrou no sistema
Moraes diz que prisão domiciliar vai ser inicialmente por 90 dias. A justificativa é que ele se recupere da broncopneumonia. "Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade". Segundo o site do STF, o pedido foi deferido. A íntegra da decisão em si ainda não entrou no sistema.

A PGR foi favorável ao novo regime
Ontem, segunda-feira, 23/03, a PGR, Procuradoria-Geral da República, se manifestou favorável à transferência do ex-presidente para prisão domiciliar. O estado de saúde de Bolsonaro "demanda atenção constante e atenta", disse Paulo Gonet. Segundo o procurador-geral, os exames demonstraram a necessidade que "o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar".
Receita anunciou hoje que Arrecadação Federal somou R$ 222 bilhões em fevereiro. Recorde desde 1995
24/03/2026
Arrecadação No Bimestre
No 1º bimestre de 2026, a arrecadação federal somou R$ 550,1 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Essa quantia é recorde na série histórica, iniciada em 1995. A receita subiu 4,4% no período em relação ao mesmo intervalo de tempo de 2025.
Receitas administradas e IOF
As receitas administradas pelo Fisco totalizaram R$ 215,2 bilhões em fevereiro, com alta de 6,17% em comparação com o mesmo mês do ano passado em termos reais. As receitas administradas por outros órgãos somaram R$ 7,19 bilhões, com queda de 7,46% ante fevereiro de 2025. A arrecadação federal foi potencializada com o IOF, Im...
A arrecadação federal somou R$ 222,1 bilhões em fevereiro, divulgou hoje, 24/03, a Receita Federal. O valor foi recorde para o mês na série histórica, iniciada em 1995. A arrecadação federal subiu 5,68% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2025, considerados os valores corrigidos pela inflação.
Arrecadação No Bimestre
No 1º bimestre de 2026, a arrecadação federal somou R$ 550,1 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Essa quantia é recorde na série histórica, iniciada em 1995. A receita subiu 4,4% no período em relação ao mesmo intervalo de tempo de 2025.
Receitas administradas e IOF
As receitas administradas pelo Fisco totalizaram R$ 215,2 bilhões em fevereiro, com alta de 6,17% em comparação com o mesmo mês do ano passado em termos reais. As receitas administradas por outros órgãos somaram R$ 7,19 bilhões, com queda de 7,46% ante fevereiro de 2025. A arrecadação federal foi potencializada com o IOF, Imposto sobre Operações Financeiras. A receita totalizou R$ 8,7 bilhões em fevereiro, com alta de 35,7% ante o mesmo mês de 2025.
IRRF
O IRRF, Imposto de Renda Retido na Fonte, com rendimentos de capital somou R$ 11,6 bilhões em fevereiro. A Receita Federal disse que houve uma alta de 19,4% em relação ao mesmo mês de 2025, principalmente por causa dos títulos de renda fixa (53,7%). O Fisco também contabilizou alta do IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados, no mês: de R$ 4,1 bilhões em 2025 para R$ 4,5 bilhões em 2026. A alta foi de 10,0%.

O que diz a Receita Federal
A Receita Federal disse que o comportamento dos principais indicadores macroeconômicos impacta a arrecadação. Além disso, o aumento das alíquotas do IOF em 2025 contribuiu para a expansão dos recursos do governo. O Fisco declarou que a atividade econômica do setor de serviços contribuiu para a maior arrecadação do PIS, Programa de Integração Social, e do Cofins, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, em fevereiro. Ambos os tributos somaram R$ 47,7 bilhões em arrecadação, uma alta de 8,45% no mês. A meta fiscal de 2026 é de um superavit primário de R$ 34 bilhões, o que equivale a 0,25% do PIB, Produto Interno Bruto. O Orçamento de 2026 prevê um saldo positivo de R$ 34,5 bilhões neste ano. A banda da meta permite resultado 0,25 ponto percentual menor, ou seja, o intervalo de tolerância é de 0% do PIB.
Quem Mela de Suor a Camisa da Seleção Brasileira? - Crônica - Por, Romero Falcão*
24/03/2026
Bola de Borracha e Trave de Tijolo
Aos dez anos, com a canhota, tentava imitar o elástico de Rivellino e as investidas de Marinho Chagas, que se assemelhavam ao carrossel holandês — o time da Holanda. No imaginário, vestia a camisa do genial Cruyff e calçava a elegante chuteira de Beckenbauer. Na rua de terra, bola de borracha e trave de tijolo, a meninada fazia a Copa do Mundo de 1974.
Rosto, Toque, Intimidade
Até a Copa de 1982, sabíamos todos os nomes dos jogadores — não só da Seleção canarinha, mas também do escrete da Itália, da Alemanha e da Argentina. Desde a formação de 70, com Zagallo, até 82, com Telê Santana, qualquer dona de casa, caixa de supermercado, moça d...
É gol de Pelé, meu filho — papai joga a cria para o alto e segura nos braços: um pedaço de carne de seis anos. Foi assim que tive o primeiro contato com a mítica Seleção brasileira na Copa de 70 e a magia das quatro letras: Pelé.

Bola de Borracha e Trave de Tijolo
Aos dez anos, com a canhota, tentava imitar o elástico de Rivellino e as investidas de Marinho Chagas, que se assemelhavam ao carrossel holandês — o time da Holanda. No imaginário, vestia a camisa do genial Cruyff e calçava a elegante chuteira de Beckenbauer. Na rua de terra, bola de borracha e trave de tijolo, a meninada fazia a Copa do Mundo de 1974.
Rosto, Toque, Intimidade
Até a Copa de 1982, sabíamos todos os nomes dos jogadores — não só da Seleção canarinha, mas também do escrete da Itália, da Alemanha e da Argentina. Desde a formação de 70, com Zagallo, até 82, com Telê Santana, qualquer dona de casa, caixa de supermercado, moça do balcão da loja decorava o nome do goleiro ao centroavante. Porque o verde e amarelo tinham rosto, toque, intimidade.
Agora, Você me Pegou
Ontem fiz um teste: perguntei a um colega que acompanha futebol que me dissesse os jogadores de ataque do técnico Ancelotti.
— Eita, agora você me pegou.
— Sabe, não estou acompanhando a Seleção brasileira.
Globalização do Futebol
Cá com as minhas bolas de borracha, o que aconteceu? A globalização do futebol contribuiu para a perda de identidade? Não há mais um jogador de estimação? A rotatividade de técnicos e de atletas alargou o fosso entre torcida e jogadores? Gramado mais internacional, menos quintal. Hoje, não há mais artista compondo canção para os ídolos da galera. Gilberto Gil fez: "Prezado amigo Afonsinho, eu continuo aqui mesmo aperfeiçoando o imperfeito". Jorge Bem foi de "Fio Maravilha nós gostamos de você, Fio Maravilha faz mais um pra gente ver"
Meta Empresarial
O futebol bonito de ver e cantar, lapidado, de alta categoria e qualidade técnica foi tomando um feitio de resultado, menos romântico, menos orgânico, mais empresarial, pragmático, cuja meta precisa ser batida — ainda que não bata na memória, por exemplo, o nome do camisa meia- dúzia do Brasil? A propósito, leitor: faltam menos de três meses para a Copa do Mundo de 2026, e você sabe quem melará de suor a camisa do hexacampeonato?

Imediatismo em Detrimento do Duradouro
Talvez o buraco seja mais embaixo — o reflexo do mundo líquido de Bauman, em que o sólido virou líquido: as relações de amizade, de amor e afeto; os esteios e as paredes desmoronaram. Um mundo em que as construções humanas se tornaram frágeis, voláteis, descartáveis. Não será o futebol também efeito dessa perspectiva que exalta o imediatismo em detrimento do duradouro?
Uma pena que Nelson Rodrigues e Armando Nogueira não atinjam mais os jornais com a pena em punho.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Adeus, Juca de Oliveira! - Por, Eduardo Albuquerque*
24/03/2026
Mais que profissão, vocação sim
Ator, autor, diretor, como se esmerou
Des’artes, logo cedo se assenhorou
Dominou-as, com humildade, enfim
Havemos de lembrar vezes mil
“Santiago”, “Dr. Albieri”, “João Gibão”
“Saramandaia”, “O Clone”, “Av. Brasil”
“Baixa Sociedade”, “Os Ossos do Barão”
Há lágrimas em nossos olhos
Arfa, sofre, dói nosso coração
O espelho, ei-lo, escureceu
O cinema, o teatro, emudeceu
Do astro-master, agora saudosos
A indesejada das gentes em ação!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
Homenageando o Grande Juca de Oliveira
Mais que profissão, vocação sim
Ator, autor, diretor, como se esmerou
Des’artes, logo cedo se assenhorou
Dominou-as, com humildade, enfim
Havemos de lembrar vezes mil
“Santiago”, “Dr. Albieri”, “João Gibão”
“Saramandaia”, “O Clone”, “Av. Brasil”
“Baixa Sociedade”, “Os Ossos do Barão”

Há lágrimas em nossos olhos
Arfa, sofre, dói nosso coração
O espelho, ei-lo, escureceu
O cinema, o teatro, emudeceu
Do astro-master, agora saudosos
A indesejada das gentes em ação!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.

Entre o tempo e o mesmo: sobre o que em nós resiste a amadurecer, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
24/03/2026
1. Preâmbulo — O reencontro com o que permanece
Recentemente, ao abrir o Facebook, deparei-me com textos escritos por alguém que conheci ainda na juventude, quando a vida se apresentava como horizonte aberto e a consciência ainda não havia sido plenamente convocada pela experiência.
Não se tratava apenas de reler palavras antigas, mas de reencontrar, através delas, o próprio tempo.
O que se revelou, contudo, não foi a marca da passagem, mas a sua ausência. Os textos permaneciam.
E, ao permanecerem, indicavam algo mais profundo que o simples estilo: uma continuidade que aparentava não haver sido verdadeiramente atravessada pela vida.
2. A inquietação — quando o tempo não atravessa
O incômodo não residia apenas na fragilidade estética, nas rimas previsíveis ou na recorrência de imagens já ga...
O tempo não transforma ninguém. Apenas revela aquilo que cada um decide não enfrentar.
1. Preâmbulo — O reencontro com o que permanece
Recentemente, ao abrir o Facebook, deparei-me com textos escritos por alguém que conheci ainda na juventude, quando a vida se apresentava como horizonte aberto e a consciência ainda não havia sido plenamente convocada pela experiência.
Não se tratava apenas de reler palavras antigas, mas de reencontrar, através delas, o próprio tempo.
O que se revelou, contudo, não foi a marca da passagem, mas a sua ausência. Os textos permaneciam.
E, ao permanecerem, indicavam algo mais profundo que o simples estilo: uma continuidade que aparentava não haver sido verdadeiramente atravessada pela vida.
2. A inquietação — quando o tempo não atravessa
O incômodo não residia apenas na fragilidade estética, nas rimas previsíveis ou na recorrência de imagens já gastas pela repetição. Esses elementos, embora evidentes, pertencem à superfície.
O que inquietava era a percepção de que o tempo, embora transcorrido, não havia operado transformação. Havia continuidade, mas não havia transfiguração.
Como se a experiência tivesse sido vivida, mas não assimilada em sua inteireza; como se os anos tivessem sido acumulados, mas não verdadeiramente integrados.
E essa distinção não é apenas descritiva. É ontológica.
3. O limite do julgamento — a recusa da simplificação
Diante de tal percepção, a tentação imediata consiste em reduzir o outro a uma fórmula, encerrando sua complexidade em um juízo rápido que alivie o desconforto da análise.
Mas esse movimento, embora sedutor, compromete a própria inteligência do olhar.
Reduzir o outro é sempre mais fácil do que compreender o fenômeno que ele encarna.
E, quando o fazemos, não esclarecemos a realidade. Apenas a tornamos menor do que ela é — e, ao fazê-lo, empobrecemos também o nosso próprio olhar.
4. O fenômeno — a permanência como forma de estagnação
O que se delineia não é um caso isolado, mas um traço recorrente da condição humana: a possibilidade de atravessar o tempo sem permitir que ele nos atravesse.
Aristóteles já advertia que possuir uma potência não equivale a realizá-la. Hegel demonstrou que a experiência só se torna verdade quando elevada à consciência. Viktor Frankl recordou que a vida não nos pergunta o que esperamos dela, mas o que ela espera de nós.
Em todos esses caminhos, há uma exigência comum: transformar experiência em consciência.
Sem essa mediação, o tempo deixa de ser formação e passa a ser apenas duração — uma sucessão de instantes que não se convertem em sentido.
5. O espelho — quando o outro revela o que em nós resiste
É neste ponto que a análise se desloca do exterior para o interior.
Na tradição cabalística, há uma intuição decisiva: aquilo que nos inquieta no outro não é apenas algo que vemos fora, mas algo que, de algum modo, encontra ressonância em nós. O outro não é apenas objeto de observação. É também espelho.
A inquietação, portanto, não é acidental. Ela é indicativa.
Aquilo que nos provoca pode revelar zonas ainda não trabalhadas, formas mais sutis de repetição, ou mesmo aspectos que, em nós, permanecem à margem da consciência.
Não se trata de equivalência entre trajetórias. Trata-se de reconhecimento estrutural: o incômodo verdadeiro raramente é puramente externo.
E, quando compreendido, ele deixa de ser acusação e se transforma em possibilidade de consciência.
6. O retorno à essência — onde a análise se torna existencial
Seria confortável manter essa reflexão no plano do outro. Mas a honestidade exige outro movimento.
Há, em cada um de nós, zonas de permanência que resistem à transformação. Estruturas que se repetem, convicções que se cristalizam, formas de ver o mundo que permanecem mesmo quando já deveriam ter sido revisitadas.
O tempo passa. Mas nem tudo em nós aceita passar com ele.
E é nesse ponto que a reflexão deixa de ser observação e se converte em responsabilidade interior.
7. A tensão ontológica — entre estabilidade e abertura
A vida humana se move na tensão permanente entre dois polos: a busca por estabilidade e a abertura ao imponderável. A estabilidade organiza, protege, confere identidade. O imponderável desinstala, desafia, exige reconstrução.
Quando a estabilidade se absolutiza, ela deixa de sustentar e passa a cristalizar. O indivíduo preserva sua forma, mas perde sua possibilidade de transformação.
Transformar-se exige consentir com o risco de rever-se. Exige permitir que a experiência não apenas nos atravesse, mas nos modifique.
Sem esse movimento, a existência se repete sob a aparência de continuidade — e, por isso mesmo, de falsa evolução.
8. Síntese — o risco silencioso da repetição
O problema, ao final, não é estético. Não é a rima, nem a forma, nem o estilo. Tudo isso é derivado.
O verdadeiro risco é mais profundo e mais silencioso: é a repetição de si.
É viver anos sucessivos sem verdadeira assimilação do vivido. É permanecer funcional, ativo, até produtivo — mas internamente inalterado.
O tempo, por si só, não eleva.
Ele apenas expõe — e, por vezes, expõe com severidade aquilo que preferimos não ver.
9. Epílogo — a pergunta que a vida faz
O que começou como uma leitura circunstancial se transforma, inevitavelmente, em interrogação.
Não mais sobre o outro.
Mas sobre todos nós.
E talvez a forma mais honesta de sustentar essa pergunta não seja acusar, mas aprender a escutar: o que a vida está tentando me ensinar com isso?
Porque amadurecer não é apenas mudar ao longo do tempo.
É aprender a ler o sentido daquilo que o tempo nos mostra — inclusive quando ele se manifesta através do outro.
No limite, não somos aquilo que o tempo fez de nós, mas aquilo que conseguimos compreender a partir dele.
10. Pós-escrito — sobre a permanência e a depuração
Ao revisitar meus próprios cadernos, escritos aos dezesseis anos, fui tomado por uma percepção que, à primeira vista, poderia parecer desconcertante: muito do que ali estava permanece em mim.
As inquietações, os temas, certas intuições fundamentais já se encontravam, de algum modo, delineados. O tempo não alterou a essência. Apenas a tornou mais visível — e, talvez, mais exigente.
Isso poderia sugerir ausência de mudança. Mas talvez a questão não esteja na essência que permanece, e sim na forma como ela é trabalhada.
Se algo se transformou, foi menos o núcleo e mais o modo de lidar com ele. Houve, ao longo do caminho, uma depuração do olhar, um refinamento do gosto, uma tentativa — ainda incompleta — de distinguir o imediato do essencial.
Como ensina Lúcia Helena Galvão, educar o olhar é também educar o juízo. E, nesse sentido, amadurecer talvez não signifique abandonar aquilo que somos, mas aprender a reconhecer, com maior precisão, aquilo que em nós deve permanecer — e aquilo que precisa ser deixado para trás.
O tempo não nos recria.
Mas nos convoca, incessantemente, a participar da própria lapidação.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.
