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Eleições - Abstenção fica perto do total de eleitores ausentes na pandemia

29/10/2024

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A abstenção dos eleitores no segundo turno das eleições municipais ficou próxima do patamar registrado durante as restrições provocadas pela pandemia de covid-19.

A ausência

A Justiça Eleitoral registrou no último domingo (27/10), em todo o país, a ausência de 29,26% do eleitorado.


O percentual

O percentual equivale a 9,9 milhões de eleitores que não compareceram às urnas. O número de ausentes foi consolidado nesta segunda-feira (28) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


A pandemia

Em 2020, durante a pandemia de covid, a abstenção no segundo turno foi de 29,53%. Nas eleições presidenciais de 2022, abstenção no segundo turno foi de 20,57%. 


Capitais

O alto índice de abstenção no segundo turno foi registrado principalmente em capitais das regiões Sul e Sudeste do país.

A maior abstenção entre as capi...

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A abstenção dos eleitores no segundo turno das eleições municipais ficou próxima do patamar registrado durante as restrições provocadas pela pandemia de covid-19.

A ausência

A Justiça Eleitoral registrou no último domingo (27/10), em todo o país, a ausência de 29,26% do eleitorado.


O percentual

O percentual equivale a 9,9 milhões de eleitores que não compareceram às urnas. O número de ausentes foi consolidado nesta segunda-feira (28) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


A pandemia

Em 2020, durante a pandemia de covid, a abstenção no segundo turno foi de 29,53%. Nas eleições presidenciais de 2022, abstenção no segundo turno foi de 20,57%. 


Capitais

O alto índice de abstenção no segundo turno foi registrado principalmente em capitais das regiões Sul e Sudeste do país.

A maior abstenção entre as capitais foi registrada em Porto Alegre, onde o índice chegou a 34,83%, ou seja, 381.965 eleitores não foram votar na capital gaúcha.

Ranking

Em seguida, aparecem no ranking as seguintes capitais: Goiânia (34,20%); Belo Horizonte  (31,95%); São Paulo (31,54%) e Curitiba (30,37%). Somente na capital paulista, a abstenção significou a ausência de 2,9 milhões de eleitores.


Enchentes

No Rio Grande do Sul, a alto índice de abstenções também afetou os municípios que foram atingidos pelas enchentes que inundaram grande parte do estado em maio deste ano.

Leia outras informações

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Padre Romeu da Fonte morre aos 96 anos; era o mais antigo em atividade na Arquidiocese de Olinda e Recife

23/03/2026

O padre Romeu da Fonte, o mais antigo em atividade na Arquidiocese de Olinda e Recife, morreu aos 96 anos, na tarde de ontem, domingo (22/03).

Internado

Ele estava internado no Hospital Jayme da Fonte, no bairro das Graças, na Zona Norte da capital pernambucana, mas a causa da morte não foi divulgada.


O Monsenhor

Monsenhor desde 2005, quando recebeu esse título honorífico concedido pelo Papa Bento XVI, o Padre Romeu atuou como pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário e Santa Luzia, no bairro da Torre, na Zona Oeste do Recife, por 67 anos (veja vídeo mais abaixo). A morte dele foi comunicada aos fiéis numa postagem do perfil da paróquia no Instagram.

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O padre Romeu da Fonte, o mais antigo em atividade na Arquidiocese de Olinda e Recife, morreu aos 96 anos, na tarde de ontem, domingo (22/03).

Internado

Ele estava internado no Hospital Jayme da Fonte, no bairro das Graças, na Zona Norte da capital pernambucana, mas a causa da morte não foi divulgada.


O Monsenhor

Monsenhor desde 2005, quando recebeu esse título honorífico concedido pelo Papa Bento XVI, o Padre Romeu atuou como pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário e Santa Luzia, no bairro da Torre, na Zona Oeste do Recife, por 67 anos (veja vídeo mais abaixo). A morte dele foi comunicada aos fiéis numa postagem do perfil da paróquia no Instagram.




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Paraíba tem 219 vagas abertas em concursos com salários de mais de R$ 12 mil

23/03/2026

A semana começa com novas oportunidades de emprego e bons salários. A Paraíba tem três ditais de concurso público e processos seletivos com vagas abertas neste mês de março. São 219 oportunidades em diferentes áreas.

Concurso da prefeitura de Monteiro
Vagas: 10 vagas
Nível: médio
Salários: R$ 3.242,00
Incrições: até 25 de março
Provas objetivas: 26 de abril
Resultado final: 30 de junho

Concurso da prefeitura de Itatuba
Vagas: 83 vagas
Nível: fundamental, médio, técnico e superior
Salário: de R$ 1.621,00 a R$ 12.500,00
Inscrições: até 29 de março de 2026
Provas objetivas: 24 de maio de 2026
Resultado final: 24 de julho de 2026

Concurso da Prefeitura de Itabaiana
Vagas: 126
Nível: Médio, técnico, superior e superior com magistério completo.
Salários: R$ 1.621,00 a R$ 3.650,83
Inscrições: 25 de março a 26 de abril
Prova objetiv...

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A semana começa com novas oportunidades de emprego e bons salários. A Paraíba tem três ditais de concurso público e processos seletivos com vagas abertas neste mês de março. São 219 oportunidades em diferentes áreas.

Concurso da prefeitura de Monteiro
Vagas: 10 vagas
Nível: médio
Salários: R$ 3.242,00
Incrições: até 25 de março
Provas objetivas: 26 de abril
Resultado final: 30 de junho

Concurso da prefeitura de Itatuba
Vagas: 83 vagas
Nível: fundamental, médio, técnico e superior
Salário: de R$ 1.621,00 a R$ 12.500,00
Inscrições: até 29 de março de 2026
Provas objetivas: 24 de maio de 2026
Resultado final: 24 de julho de 2026

Concurso da Prefeitura de Itabaiana
Vagas: 126
Nível: Médio, técnico, superior e superior com magistério completo.
Salários: R$ 1.621,00 a R$ 3.650,83
Inscrições: 25 de março a 26 de abril
Prova objetiva: 24 de maio
Resultado final: 17 de julho

O Poder




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Efraim Filho oficializa filiação ao PL em evento com Flávio Bolsonaro

23/03/2026

O Senador Efraim Filho oficializou, ontem, domingo (22/03), a saída do União Brasil e filiação ao Partido Liberal (PL), em evento realizado em João Pessoa, com a presença do pré-candidato à Presidência do Brasil Flávio Bolsonaro. A cerimônia também marcou a pré-candidatura de Efraim ao Governo da Paraíba nas Eleições em 2026.



As presenças

O evento reuniu nomes centrais do PL no estado e no cenário nacional, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, o ex-ministro da saúde e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o senador Rogério Marinho, o deputado federal Cabo Gilberto Silva, o deputado federal Sóstenes Cavalcante e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima.


Desafios

Em seu discurso, o senador Efraim destacou os desafios na jornada como pré-candidato. “É o primeiro passo de uma...

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O Senador Efraim Filho oficializou, ontem, domingo (22/03), a saída do União Brasil e filiação ao Partido Liberal (PL), em evento realizado em João Pessoa, com a presença do pré-candidato à Presidência do Brasil Flávio Bolsonaro. A cerimônia também marcou a pré-candidatura de Efraim ao Governo da Paraíba nas Eleições em 2026.



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As presenças

O evento reuniu nomes centrais do PL no estado e no cenário nacional, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, o ex-ministro da saúde e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o senador Rogério Marinho, o deputado federal Cabo Gilberto Silva, o deputado federal Sóstenes Cavalcante e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima.


Desafios

Em seu discurso, o senador Efraim destacou os desafios na jornada como pré-candidato. “É o primeiro passo de uma jornada que será árdua, que será desafiadora, que requer de cada um de nós coragem de lutar contra a máquina do Governo. Mas quem tem em primeiro lugar as bençãos de Deus e depois a vontade do povo paraibano não teme, não irá se afastar dos seus propósitos”, falou.



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Trajetória

Durante o evento, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que acompanha a trajetória política de Efraim Filho há anos. Segundo ele, a filiação representa uma oportunidade para o projeto político do partido na Paraíba.

Outro deputado

Além de Efraim, o deputado estadual George Morais também deixou o União Brasil para se filiar ao PL, com o objetivo de disputar uma vaga na Câmara Federal.

O Poder








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Academia vive grande tarde hoje, segunda-feira, com posse, palestra, lançamento e exposição de Marly Mota

23/03/2026

Ela é um doce de pessoa, que flutua pela vida com leveza e graça. Basta olhar para Maly, acompanhar uma fala, que ninguém tem dúvida: ela é um ser iluminado, musa do grande poeta Mauro Mota e que inspirou dezenas, centenas de amigos que tiveram a ventura de compartilhar capítulos da sua vida. Escritora e pintora, da Academia Pernambucana de Letras, alcança o centenário reverenciada por todos. Hoje, a partir das 15h, na Academia Pernambucana de Letras, como parte de uma, digamos, grande tarde Gilbertiana, será aberta uma exposição de quadros da escritora e pintora em homenagem ao seu centenário.

Tarde de gala

Em fase de grande ebulição, com um intenso calendário de eventos de alto nivel, a APL, sob a gestão de Margarida Cantarelli e Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, ocupa o protagonismo como farol cultural do estado e centro de grandes debates e eventos. Hoje, a tarde será especial. O diplomata é historiador André Heráclio do Rego faz palestra...

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Ela é um doce de pessoa, que flutua pela vida com leveza e graça. Basta olhar para Maly, acompanhar uma fala, que ninguém tem dúvida: ela é um ser iluminado, musa do grande poeta Mauro Mota e que inspirou dezenas, centenas de amigos que tiveram a ventura de compartilhar capítulos da sua vida. Escritora e pintora, da Academia Pernambucana de Letras, alcança o centenário reverenciada por todos. Hoje, a partir das 15h, na Academia Pernambucana de Letras, como parte de uma, digamos, grande tarde Gilbertiana, será aberta uma exposição de quadros da escritora e pintora em homenagem ao seu centenário.

Tarde de gala

Em fase de grande ebulição, com um intenso calendário de eventos de alto nivel, a APL, sob a gestão de Margarida Cantarelli e Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, ocupa o protagonismo como farol cultural do estado e centro de grandes debates e eventos. Hoje, a tarde será especial. O diplomata é historiador André Heráclio do Rego faz palestra e lança livro sobre 'O Século XIX na obra de Gilberto Freire', título do seu livro mais recente. Em seguida haverá sessão de autógrafos nos jardins da APL. Também, como dito acima, exposição de quadros de Marly Mota, intitulada "Cenas Freyrianas".

Marly, artista plural

A carreira de Marly Mota como escritora e artista plástica começou oficialmente no mesmo dia,no distante ano de 1957. Na mesma ocasião, no Hotel São Domingos, na Praça Maciel Pinheiro, no Recife, um marco da hotelaria de então sob a batuta dos irmãos Dias. Na ocasião, Marly lançou o seu primeiro livro, "O Pátio da Matriz" e abriu sua primeira exposição de quadros. Em entrevista ao Diario de Pernambuco a escritora e artista plástica declarou:
"Com fidelidade não posso esquecer o mundo que me inspirou e me embalou na infância vivida em Bom Jardim. Guardei os meus sonhos de menina e adolescente provinciana, continuando provinciana. De lá, com a ajuda da natureza, a mais bela das artes, gravei na memória e nas telas os compactos ipês amarelos, margeando as encostas das serras; a igreja barroca oitocentista de Nossa Senhora Santana, padroeira da cidade; as ruas, gente das redondezas, subindo e descendo ladeiras; sobrados cobertos de azulejos portugueses; procissões com as meninas vestidas de anjos (fui uma delas) e as manifestações populares: do pastoril às brigas de galo.

Cultura, literatura, arte

A programação de hoje, na APL, une talentos e gerações. Um momento especial. Começa às 15h, na sede da Academia, no bairro das Graças, no Recife. A entrada e o estacionamento gratuito são pela Avenida Malaquias, logo após a AABB. A programação é aberta ao público.



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Anderson Ferreira demarca espaço: é o senador de Flávio Bolsonaro e deve apoiar Raquel. Assista ao vídeo

23/03/2026

Primeiro, ele anunciou que o seu partido, o PL de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, alinhado no Estado com a governadora Raquel Teixeira Lyra, não teria candidato a governador de Pernambuco. Ele próprio, Anderson, é pré-candidato ao Senado, carregando a bandeira e defendendo as propostas do bolsonarismo. A família Ferreira tem raízes sólidas no cenário político, com destaque para o deputado federal André Ferreira, campeão de votos em 2022. Além da força meramente eleitoral, a família tem forte afinidade com o eleitorado evangélico, que vem dos tempos do seu pai, Manoel, outrora referência eleitoral eleitoral e hoje, nos bastidores, um apoiador dos filhos.

Dissidência

Com a saída do "best-friend" de Bolsonaro, o ex-ministro Gilson Machado, do PL, os Ferreira ficaram desembaraçados para fazer o seu jogo. A opção é clara e transparente: Flavio Bolsonaro presidente e, tudo indica, Raquel governadora. A não ser que, sem espaço na chapa de Raquel, o...

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Primeiro, ele anunciou que o seu partido, o PL de Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, alinhado no Estado com a governadora Raquel Teixeira Lyra, não teria candidato a governador de Pernambuco. Ele próprio, Anderson, é pré-candidato ao Senado, carregando a bandeira e defendendo as propostas do bolsonarismo. A família Ferreira tem raízes sólidas no cenário político, com destaque para o deputado federal André Ferreira, campeão de votos em 2022. Além da força meramente eleitoral, a família tem forte afinidade com o eleitorado evangélico, que vem dos tempos do seu pai, Manoel, outrora referência eleitoral eleitoral e hoje, nos bastidores, um apoiador dos filhos.

Dissidência

Com a saída do "best-friend" de Bolsonaro, o ex-ministro Gilson Machado, do PL, os Ferreira ficaram desembaraçados para fazer o seu jogo. A opção é clara e transparente: Flavio Bolsonaro presidente e, tudo indica, Raquel governadora. A não ser que, sem espaço na chapa de Raquel, opte por uma candidatura independente, alinhada basicamente com o projeto nacional. A conferir nos próximos capítulos.

O dissidente

Gilson, como se sabe, mantém fidelidade total e laços de amizade pessoal com a família Bolsonaro. Saiu do PL para o Podemos, partido comandado pelos irmãos Marcelo e Gustavo Gouveia, e que conta ainda com a presença forte do ex-deputado Ricardo Teobaldo que ainda não anunciou se volta ou não a disputar o mandato, que já exerceu com destaque, mas não alcançou, eleição passada, o quociente necessário. O Podemos é claramente alinhado com Raquel Teixeira Lyra e apoia o seu projeto de reeleição. Ou seja, Raquel, se quiser, une o que nem Jair Bolsonaro conseguiu: manter todos os bolsonaristas pernambucanos na mesma canoa eleitoral no estado.

Anderson

Tem um curriculo e tanto. Foi eleito deputado federal em 2011 sendo reeleito em 2014. , Exerceu apenas dois anos de mandato (2015-2016). Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Elegeu-se prefeito de Jaboatão dos Guararapes em 2017 pelo Partido Liberal no segundo turno, com 58,50% dos votos válidos. Deixou o cargo em 31 de março de 2022 para disputar o Governo de Pernambuco pelo PL. Anderson terminou a disputa em 3º lugar com 18,15% dos votos válidos e não avançou ao 2º turno, por pouco.

Sintonia

O vídeo a seguir, divulgado pelo próprio Anderson Ferreira nas suas redes sociais, não deixa dúvidas sobre a clareza do projeto e o apoio a Flávio Bolsonaro. E a recíproca é verdadeira. Confira.








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À espera do STF sobre prorrogação, CPMI entra em reta final de trabalhos, essa e outras manchetes quentes da manhã

23/03/2026

Começou a semana. E com expectativas e incertezas em Brasília. Com prorrogação incerta, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem prevista para esta semana a reta final dos trabalhos.

O prazo

Se o prazo de funcionamento do colegiado não for estendido, a previsão do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), é iniciar a análise do relatório final na quarta-feira (25) e votar o parecer na quinta-feira (26).

Instalada em agosto, a comissão tem prazo final de funcionamento até domingo (28). A cúpula da CPMI apresentou no STF (Supremo Tribunal Federal) um mandado de segurança para prorrogar as atividades por até 120 dias.



- Colisão em aeroporto de Nova York mata piloto e copiloto

Tragédia no aeroporto. Um avião da Air Canada Express colidiu com um caminhão de bombeiros da autoridade portuária no Aeroporto LaGu...

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Começou a semana. E com expectativas e incertezas em Brasília. Com prorrogação incerta, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem prevista para esta semana a reta final dos trabalhos.

O prazo

Se o prazo de funcionamento do colegiado não for estendido, a previsão do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), é iniciar a análise do relatório final na quarta-feira (25) e votar o parecer na quinta-feira (26).

Instalada em agosto, a comissão tem prazo final de funcionamento até domingo (28). A cúpula da CPMI apresentou no STF (Supremo Tribunal Federal) um mandado de segurança para prorrogar as atividades por até 120 dias.



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- Colisão em aeroporto de Nova York mata piloto e copiloto

Tragédia no aeroporto. Um avião da Air Canada Express colidiu com um caminhão de bombeiros da autoridade portuária no Aeroporto LaGuardia, em Nova York, por volta das 23h40 deste domingo (22), causando o fechamento do aeroporto . Duas pessoas morreram, informaram fontes da rede de televisão NBC e Associated Press. Outras duas pessoas estão feridas.



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-Prazo para a entrega da declaração começa hoje

Chegou a hora de acertar as contas com o “leão”. Dessa fera, ninguém escapa. Se correr “o bolso pega”. A Receita Federal abre nesta segunda-feira (23), às 8h (horário de Brasília), o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, referente aos ganhos de 2025 (ano-calendário). Até 29 de maio, último dia do prazo, o fisco espera receber 44 milhões de declarações.



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- Castro renuncia nesta segunda-feira e inicia semana decisiva para sucessão e sobrevivência política


O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), marcou para esta segunda-feira um evento em que anunciará sua renúncia do mandato, na véspera de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar um julgamento que pode cassá-lo e deixá-lo inelegível.



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- Irã ameaça atacar infraestruturas energéticas após ultimato de Trump

O Irã ameaçou destruir infraestruturas-chave no Oriente Médio após o ultimato do presidente americano Donald Trump, que advertiu que atacaria usinas de energia iranianas se o estreito de Ormuz não for reaberto em 48 horas.



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- Israel aumenta ofensiva em Teerã e Irã ameaça instalações de energia do Golfo

Israel lançou nesta segunda-feira, 23, uma nova onda de ataques contra o Irã, que ameaçou adotar medidas de retaliação contra infraestruturas de energia no Oriente Médio, em uma guerra que levou o mundo a pior crise energética do planeta em décadas.

Primeiras horas da segunda. Vamos conferir o que a imprensa noticia nesta manhã de segunda-feira. Tem muita cosa quente. A guerra no Oriente Médio avança com novos bombardeios e ameaças. E o caso Master, segue chamando atenção. Na política, alguns governadores começam a renunciar para disputar as eleições.



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-Caso Master: Mendonça quer saber de Vorcaro onde o dinheiro foi parar
- Zema renuncia ao governo de MG para pré-campanha à Presidência da República; vice, Mateus Simões, assume cargo


-Lula cria unidades de conservação e anuncia prioridades para COP15

-Haddad não queria, mas vai ‘mergulhar’ na campanha por governo de SP, diz aliado

-Deputado que tenta barrar uso de satélite em multa ambiental recebeu doações de fazendeiro punido pelo Ibama

CPMI do INSS agoniza sem uma conclusão a caminho
- País perde 37% das agências em 10 anos com cortes e mudanças de perfil
- Falta de diesel e fertilizantes mais caro: o agro brasileiro encara os efeitos da guerra no Irã



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E no futebol? Teve rodada completa pelo Brasileirão. O Palmeiras venceu mais uma e segue na liderança. O Flamengo com um homem a menos, empatou em 1 x 1 com o Corinthians. E o Vasco? O time do “professor” Renato Gaúcho tá com tudo. Venceu outra, desta vez, o Grêmio. Tá deixando a torcida sonhar. Na Paraíba, o Botafogo-PB empatou com o Sousa e conquistou o título Estadual depois de 9 anos.
Vamos conferir o que diz algumas das manchetes:


Corinthians não aproveita expulsão e empata com o Flamengo pelo Brasileirão
Santos empata sem gols com o lanterna Cruzeiro na estreia de Cuca
Internacional bate a Chapecoense e deixa o Z4 do Brasileirão
Botafogo demite técnico Martín Anselmi após vitória sobre o Bragantino no Brasileirão

Por enquanto tá bom. Temos uma longa caminhada pela frente. E muitos fatos para serem registrados. Olhos atentos para a Capital federal. Continuem acompanhando O Poder. Bom dia a todos.

Severino Lopes




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Linhas, entrelinhas e imagens do discurso de João Campos

21/03/2026

Linha mestra de João Campos: “Pernambuco voltará a ser protagonista do Brasil”.
Entrelinha mestra: A esperança está de volta.



O fato

Você já sabe: ontem, 20/03/26, o prefeito do Recife, João Henrique Campos, assumiu sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Um ato corajoso, pois não é fácil abrir mão da gestão de um município como o Recife. Principalmente para enfrentar uma governadora sentada na cadeira, com caneta e máquina nas mãos e disposta a tudo para tentar se manter, como já foi sobejamente demonstrado. João definiu sua decisão como fruto de um desejo coletivo da Frente Popular e de um chamado da população.



Tem lado

João Campos reafirmou o projeto liderado por ele como o palanque local do presidente Lula (PT). Nas entrelinhas, estabeleceu uma diferença com a tentativa de Raquel Teixeira Lyra de repetir a estratégia de acender uma vela a Deus outra ao diabo.
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Linha mestra de João Campos: “Pernambuco voltará a ser protagonista do Brasil”.
Entrelinha mestra: A esperança está de volta.



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O fato

Você já sabe: ontem, 20/03/26, o prefeito do Recife, João Henrique Campos, assumiu sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Um ato corajoso, pois não é fácil abrir mão da gestão de um município como o Recife. Principalmente para enfrentar uma governadora sentada na cadeira, com caneta e máquina nas mãos e disposta a tudo para tentar se manter, como já foi sobejamente demonstrado. João definiu sua decisão como fruto de um desejo coletivo da Frente Popular e de um chamado da população.



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Tem lado

João Campos reafirmou o projeto liderado por ele como o palanque local do presidente Lula (PT). Nas entrelinhas, estabeleceu uma diferença com a tentativa de Raquel Teixeira Lyra de repetir a estratégia de acender uma vela a Deus outra ao diabo.



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Uma caminhada propositiva

Foi o que João prometeu fazer rumo ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.

“Vocês vão me ver com paz no coração, para fazer uma campanha limpa, bonita, propositiva, altiva, e a Frente Popular vai vencer as eleições. Pernambuco voltará a ser protagonista do Brasil. Nós seremos os campeões do Nordeste, nós teremos a melhor educação pública do país, vamos ter investimento em saúde, e esse time vai representar a esperança, o sonho, o desejo de um estado melhor. Para tudo isso, vamos pedir a proteção de Deus. Que Deus nos abençoe nessa caminhada. Eu só paro no dia 4 de outubro, com a vitória do povo de Pernambuco”, declarou.



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Contraste

O trecho acima contém muitas entrelinhas. Raquel Teixeira Lyra aparenta ser uma flor mas é rancorosa e não hesita em jogar, como se diz no futebol, abaixo da linha da cintura. Exemplo maior foi a reiterada tentativa de uso da polícia civil como polícia política, processo que interrompeu a contragosto graças à providencial intervenção do ministro Gilmar Mendes. João tocou sem atacar nos pontos mais vulneráveis do governo. Educação, saúde, violência, apesar da propaganda, tudo piorou. Em termos absolutos ou relativos. O Pernambuco de Raquel não tem um projeto de futuro, uma perspectiva de recuperar o protagonismo perdido pelo Estado. Sem falar nas promessas não cumpridas, na lentidão do governo como um todo e na dificuldade endêmica de tocar os projetos, mesmo com dinheiro sobrando. Tudo isso está nas entrelinhas.



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Palavra é para se cumprir

João Campos disse que sempre afirmou que a Frente Popular teria candidato a governador e que é chegado o momento de uma nova etapa nesse processo. “Estou aqui para afirmar que aceito esse convite e serei candidato a governador. Serei governador para fazer com que Pernambuco volte a crescer. Vocês vão ver um candidato que vai andar em todas as cidades de Pernambuco. Vou estar na feira, na porta da escola, vou andar esse estado todo”, afirmou. Nas entrelinhas, assumiu o legado mítico do bisavô, Miguel Arraes. Breve, vamos ver se João Campos também será um acaba-feira, expressão que se usava na época para a correria que a presença de Arraes provocava nas feiras do interior.



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Comparação

O prefeito elencou feitos de sua gestão no Recife para demonstrar que, na condução do estado, terá projetos para levar Pernambuco de volta ao protagonismo. Citou a duplicação de vagas de creche na capital, número que já está próximo de ser triplicado, e criticou o fato de o estado ter saído do pódio das melhores redes públicas de educação. João Campos disse ainda que, enquanto requalificou mais de 70 unidades de saúde e está prestes a inaugurar o Hospital da Criança do Recife, o atual governo não fez entregas nessa área ao longo de quatro anos. Política é contraste. Neste trecho João antecipou uma estratégia que tira a adversária do sério. Comparar as gestões e mostrar que, por ano governado, fez muito mais pelo Recife do que Raquel em todo o Estado. Aguardem para conferir.



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Pernambuco onde o pernambucano merece

“A gente não pode se contentar com pouco. Pernambuco quer muito mais. Pernambuco pode muito mais. A vida nos cobra a capacidade de agir. Nesses cinco anos e três meses, dediquei minha vida a trabalhar pela cidade, a fazer as coisas com zelo. Então, aqui a gente toma uma decisão coletiva, depois de ter ouvido muita gente dos quatro cantos de Pernambuco. O que nos une é poder construir por Pernambuco um projeto que atenda a expectativa do povo mais sofrido, mais pobre, que nunca teve uma oportunidade de sonhar com a esperança de que amanhã vai ser melhor”.



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Pronto e preparado

Fazendo referências aos exemplos de seu bisavô, Miguel Arraes (1916-2005), e seu pai, Eduardo Campos (1965-2014), o pré-candidato disse que foi testado por perdas precoces e pela necessidade de tomar decisões sobre o futuro de uma cidade no momento mais desafiador da história recente, durante a pandemia de Covid-19. “Passei a vida me preparando para este momento. Meu sentimento é de que tudo isso faz sentido e de que eu estou pronto para ser governador de Pernambuco”. Nas entrelinhas, Raquel Teixeira Lyra governa Pernambuco com uma equipe medíocre, travada, sem autonomia, usando os mesmos métodos e estratégias de quando governava Caruaru, com todo o respeito pela cidade, berço de grandes gestores. Mas não dá para governar Pernambuco agindo como prefeita do interior. Repetindo: com equipe, métodos e atitudes longe da dimensão que Pernambuco merece.

E

Essa é a leitura antecipada do que vai ser tratado na campanha. Com o discurso, João repetiu o que tinha feito durante a semana: assumiu o protagonismo da campanha e passou a ditar o ritmo e a temática do debate. É o jogo sendo jogado, com muita bola ainda para rolar.



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Governo do Estado inaugura terceira creche das 250 prometidas

21/03/2026

Igarassu, em dezembro de 2025, foi a primeira. Depois, Caruaru, em fevereiro de 2026. Ontem (sexta-feira, 21/03), foi a vez de Itamaracá, cidade localizada na ilha com o mesmo nome, na Região Metropolitana do Recife.

A governadora Raquel Teixeira Lyra se comprometeu a entregar 250 creches até o final de 2026, em etapas. Significaria gerar 60 mil novas vagas. A creche de Itamaracá representa 330 vagas. As creches são construídas em parcerias com os municípios e seguem dois modelos, com 5 ou 10 salas de aula.



Ato

A cerimônia de entrega foi comandada pela governadora Raquel Teixeira Lyra. que declarou estar feliz por entregar mais uma creche, "São 250 creches que estão sendo construídas ou licitadas. A gente entrega o equipamento mobiliado, paga pelo funcionamento por um ano e garante a todas as mães de Itamaracá que não tinham onde deixar seus filhos, o direito de trabalhar”, disse ela.

“Aqui, a crianç...

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Igarassu, em dezembro de 2025, foi a primeira. Depois, Caruaru, em fevereiro de 2026. Ontem (sexta-feira, 21/03), foi a vez de Itamaracá, cidade localizada na ilha com o mesmo nome, na Região Metropolitana do Recife.

A governadora Raquel Teixeira Lyra se comprometeu a entregar 250 creches até o final de 2026, em etapas. Significaria gerar 60 mil novas vagas. A creche de Itamaracá representa 330 vagas. As creches são construídas em parcerias com os municípios e seguem dois modelos, com 5 ou 10 salas de aula.



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Ato

A cerimônia de entrega foi comandada pela governadora Raquel Teixeira Lyra. que declarou estar feliz por entregar mais uma creche, "São 250 creches que estão sendo construídas ou licitadas. A gente entrega o equipamento mobiliado, paga pelo funcionamento por um ano e garante a todas as mães de Itamaracá que não tinham onde deixar seus filhos, o direito de trabalhar”, disse ela.

“Aqui, a criança tem cinco refeições por dia, aprendendo a ler e escrever na idade certa, tornando-se um adolescente que consegue ter uma vida escolar e uma autonomia muito melhor", acrescentou. O equipamento recebeu o nome de José Mário Medeiros Bezerra Neto. A vice-governadora Priscilla Krause Branco e o senador Fernando Dueire estavam presentes, bem como deputados da base governista e integrantes da administração estadual.



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Recapeou

Ainda em Itamaracá a governadora inaugurou um recapeamento de cerca de 4,7 km na PE 001, que dá acesso ao forte Orange. A agenda da governadora prosseguiu por outras duas cidades na Mata Norte do Estado. Em Goiana, a governadora inaugurou uma nova sede para a Gerência Regionaç de Saúde (Geres), anunciou uma futura escola técnica e uma nova rodovia a ser implantada.

Em Vicência, entregou 12 casas, quatro ônibus escolares e visitou uma creche com a construção iniciada.

Fotos: Miva Filho



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As aventuras de Cacimba 33 —Cacimba e o homem que nunca errava, por Zé da Flauta*

21/03/2026

Naquela cidade, todo mundo conhecia Seu Evaristo. Era o homem que nunca errava.
Nunca.

Se dizia que ia chover, chovia. Se dizia que não prestava, não prestava. Se opinava, virava sentença. Ninguém discutia com ele, não porque ele estivesse sempre certo…
mas porque ele nunca admitia estar errado.
— Eu não erro, dizia, com a calma de quem acredita no próprio eco.

E o povo, com o tempo, foi deixando. Evitar confronto é mais fácil que enfrentar convicção endurecida.

Foi nesse cenário que Cacimba chegou. Chapéu de couro, camisa lavada no rio, os dois macaquinhos atentos.

Um cochichou:
— Esse aí não escuta nem vento.
O outro respondeu:
— Quem não escuta, um dia fala sozinho.



Cacimba sentou ao lado de Evaristo na praça.

— Me disseram que tu nunca erra.

Evaristo respondeu seco:
— Disseram certo.

— E como sa...

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Naquela cidade, todo mundo conhecia Seu Evaristo. Era o homem que nunca errava.
Nunca.

Se dizia que ia chover, chovia. Se dizia que não prestava, não prestava. Se opinava, virava sentença. Ninguém discutia com ele, não porque ele estivesse sempre certo…
mas porque ele nunca admitia estar errado.
— Eu não erro, dizia, com a calma de quem acredita no próprio eco.

E o povo, com o tempo, foi deixando. Evitar confronto é mais fácil que enfrentar convicção endurecida.

Foi nesse cenário que Cacimba chegou. Chapéu de couro, camisa lavada no rio, os dois macaquinhos atentos.

Um cochichou:
— Esse aí não escuta nem vento.
O outro respondeu:
— Quem não escuta, um dia fala sozinho.



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Cacimba sentou ao lado de Evaristo na praça.

— Me disseram que tu nunca erra.

Evaristo respondeu seco:
— Disseram certo.

— E como sabe?
— Porque nunca estive errado.

Cacimba sorriu leve.
— E quem confirmou isso?
— Eu mesmo.
Os macaquinhos trocaram olhares.

— Autorização própria…
— Perigo grande.

Naquela tarde, o sol bateu torto na parede da igreja, e foi aí que começou. A sombra de Evaristo, projetada no chão, se mexeu… mas não como ele.

Quando ele cruzou os braços, a sombra descruzou. Quando ele virou à direita, a sombra hesitou. E quando ele disse:

— Eu estou certo.
A sombra balançou a cabeça negativamente. O povo começou a perceber. Um menino apontou: — Olha!

Evaristo virou rápido.

— Que é isso?
Cacimba respondeu:
— Tua sombra resolveu conversar.

O homem riu nervoso.
— Sombra não fala.
A sombra respondeu.
Não com voz… mas com gesto.

Ela ergueu o dedo como quem corrige. Evaristo tentou ignorar.
— Isso é ilusão.

A sombra cruzou os braços.
Contrariando.

O macaquinho Simão cochichou:
— Primeira discordância da vida dele.
E o sebastião completou:
— E veio de dentro.

Nos dias seguintes, a coisa piorou. A sombra discordava de tudo.
Ele dizia “sim”, ela dizia “não”. Ele apontava, ela recuava. Ele afirmava, ela negava.
O homem começou a se irritar.

— Eu estou certo! A sombra, firme, negava. Até que, numa tarde quente, ele gritou:

— Então diga onde eu errei!
A sombra parou. E apontou… para ele mesmo.

Silêncio pesado. O povo ficou quieto.

Cacimba falou baixo:
— Quem nunca erra… nunca aprende.

Evaristo respirou fundo. Pela primeira vez, hesitou.
— E se eu tiver errado?

A sombra… concordou.

O macaquinho Simão disse:
— Olha aí…
O outro macaquinho sorriu:
— Começou.

Cacimba completou:
— Errar não diminui ninguém. Só quebra a ilusão de grandeza.

Evaristo sentou. O corpo parecia mais leve.
— Então eu passei a vida toda…

Cacimba interrompeu:
— Defendendo uma ideia de si mesmo.

A sombra voltou ao lugar. Agora alinhada, sem conflito, mas não porque concordava sempre… e sim porque agora… era escutada. E dizem que, desde aquele dia, Seu Evaristo mudou. Não virou sábio, mas aprendiz. E quando alguém hoje na cidade diz:

— Eu nunca erro.

Sempre aparece alguém sorrindo e respondendo:
— Cuidado…
até tua sombra pode discordar.

*José da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.



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Homenagem dupla: ‘Livro do Nordeste II’, a ser lançado quinta-feira (26), homenageia 200 anos do Diário de Pernambuco e os 100 anos da publicação de Gilberto Freyre

21/03/2026

Os pernambucanos e recifenses serão contemplados no próximo dia 26 com o lançamento do ‘Livro do Nordeste II’. A publicação, já considerada histórica, tanto pelo tema como pela relevância dos seus autores, comemora e homenageia ao mesmo tempo os 200 anos do jornal Diário de Pernambuco e o ‘Livro do Nordeste I’, de Gilberto Freyre. Foi organizada pelo diplomata e historiador André Heráclio do Rêgo e pelo jornalista e arqueólogo Múcio Aguiar

Legado permanente

Em 1925, por ocasião do primeiro centenário do Diário de Pernambuco, decidiu-se que as respectivas comemorações não se limitassem a festas, banquetes e exposições, mas que deixassem um legado permanente. Um livro que, como notou Edson Nery da Fonseca, foi a primeira obra pluridisciplinar e transregional publicada no Brasil. Tratava-se do ‘Livro do Nordeste’, coletânea de artigos de alguns dos mais representativos intelectuais da época, não somente de Pernambuco, reunidos sob a batuta do jovem Gil...

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Os pernambucanos e recifenses serão contemplados no próximo dia 26 com o lançamento do ‘Livro do Nordeste II’. A publicação, já considerada histórica, tanto pelo tema como pela relevância dos seus autores, comemora e homenageia ao mesmo tempo os 200 anos do jornal Diário de Pernambuco e o ‘Livro do Nordeste I’, de Gilberto Freyre. Foi organizada pelo diplomata e historiador André Heráclio do Rêgo e pelo jornalista e arqueólogo Múcio Aguiar

Legado permanente

Em 1925, por ocasião do primeiro centenário do Diário de Pernambuco, decidiu-se que as respectivas comemorações não se limitassem a festas, banquetes e exposições, mas que deixassem um legado permanente. Um livro que, como notou Edson Nery da Fonseca, foi a primeira obra pluridisciplinar e transregional publicada no Brasil. Tratava-se do ‘Livro do Nordeste’, coletânea de artigos de alguns dos mais representativos intelectuais da época, não somente de Pernambuco, reunidos sob a batuta do jovem Gilberto Freyre.

Mauro Mota observou, anos depois, que esse livro teria sido o “manifesto a priori” do movimento regionalista. Para Oliveira Lima, um dos seus ilustres colaboradores, era o Livro do Nordeste “um repositório suculento de informações de todo o gênero acerca do século abrangido pela atividade” do Diário de Pernambuco, no qual se encontrava “o perfume da tradição de que soube impregná-lo o seu organizador, o senhor Gilberto Freyre”.

Reconstituição

Essas são apreciações relativas ao Livro do Nordeste de 1925, mas que se podem aplicar à maravilha à presente edição do Livro do Nordeste II, de 2025. E isso porque o presente volume nada mais é do que uma tentativa de reconstituição da trajetória do Diário de Pernambuco nos seus 200 anos – nos 100 anos tratados pelo primeiro Livro do Nordeste, mas sobretudo nos 100 anos que vão de 1925 a 2025.

E para tanto buscou-se, a exemplo e em emulação do próprio Gilberto Freyre, textos de intelectuais renomados e representativos, não somente de Pernambuco, mas também do Brasil e inclusive de Portugal, que propiciassem o aggiornamento daquela edição histórica de 1925.

Três entidades

O Livro do Nordeste II também é uma homenagem ao primeiro Livro do Nordeste, ao seu organizador e aos seus autores. Nesse sentido, o presente volume gira em torno de três “entidades”, que o perpassam em quase todos os seus textos, e a quem ele é dedicado.

Em primeiro lugar, o Diário de Pernambuco, órgão de imprensa mais antigo em circulação no hemisfério sul e nos países de língua portuguesa, que este ano comemora o seu bicentenário. Em segundo lugar, Gilberto Freyre, o mestre de Apipucos, que dispensa apresentações, e que comemora os seus 125 anos. E em terceiro, last but not least, o Nordeste, conceito cuja primeira consagração talvez tenha sido a provocada pelo livro que leva seu nome, e que hoje em dia é a expressão dos anseios de uma das regiões mais essencialmente brasileiras, aquela na qual a própria brasilidade nasceu.

É em torno dessas três entidades, e desses três eixos, que o nosso livro gira, com umas poucas incursões internacionalistas, ao longo de vinte ensaios — um para cada dez anos da trajetória do Diário — escritos por gente que entende dos respectivos temas. E, por isso mesmo, o livro se inicia com o artigo “O centenário de um diário americano”, de Manuel de Oliveira Lima, o único que não foi originalmente escrito para a presente ocasião, pois foi publicado no jornal argentino La Prensa, em 28 de fevereiro de 1926.

Como se trata de artigo com um profundo perfume de ineditismo, pois que aparentemente jazia esquecido nas hemerotecas há quase cem anos, pode ser considerado um quase original. Trata-se do resumo e comentário do próprio Livro do Nordeste, publicado na forma de artigo laudatório de Oliveira Lima ao centenário do Diário de Pernambuco, em que ele destaca os artigos do mestre português Fidelino de Figueiredo, seu grande amigo, sobre a língua portuguesa e sobre a cooperação entre Brasil e Portugal, e o de Gilberto Freyre, seu “quase” discípulo, sobre a vida social no Nordeste, em que o futuro mestre de Apipucos avança algumas das ideias seminais de sua obra.

Espaço de liberdade

Outro segredo da juventude centenária, agora bicentenária, do Diário de Pernambuco é revelado por Margarida Cantarelli no segundo ensaio desta coletânea, intitulado “Diário de Pernambuco: um jornal como espaço de liberdade”.

O tema da liberdade é enfatizado também no terceiro artigo da coletânea, de autoria de Marcos Galindo, intitulado “O Diário de Pernambuco: um legado e sua relevância histórica”. Com efeito, o Diário, embora nascido como simples jornal de anúncios, cedo passou a se preocupar com os ideais de liberdade; foi assim que realizou cobertura ampla da Revolução Praieira, em 1848 e 1849, e, desde a década de 1850 declarou-se antiescravista.

O quarto ensaio, é intitulado “Um século de jornalismo em Pernambuco”, de autoria de Múcio Aguiar. Trata-se de texto que retoma o artigo “Um século de jornalismo em Pernambuco”, de Manuel Caetano, publicado no Livro do Nordeste de 1925, e que defende a salvaguarda do legado cultural e histórico de periódicos com mais de cem anos de circulação impressa em Portugal e no Brasil, do qual a joia da coroa é o Diário de Pernambuco, mais antigo em circulação contínua, voltamos a afirmar, no hemisfério sul e em países de língua portuguesa. Ele se soma a 54 outros jornais de Portugal e do Brasil com essa característica.

Patrimônio nacional

Outra singularidade relativa ao Diário é a de que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o acervo de um órgão de imprensa, o próprio, como patrimônio nacional, estadual e municipal. Essa entidade tão múltipla é, desse modo, o jornal que mais representa a identidade pernambucana, mas sem deixar de pôr em relevo o Nordeste e destacar o Brasil. Não se trata apenas de um periódico, mas de um conjunto de obras literárias e sociais que contam a História e a evolução de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil, constituindo, para alguns — como de resto o jornalismo como um todo —, a maior escola literária do Brasil.

O quinto artigo da coletânea, de autoria de Mario Helio Gomes, é intitulado “Um século de vida literária em Pernambuco”, que retoma, em alguma medida, o artigo da edição de 1925, com o mesmo título, de autoria de França Pereira. Em interessante ensaio que se propõe a fazer uma História literária sem mencionar os seus personagens, o autor comenta que, em 1925, ano do primeiro Livro do Nordeste, a vida literária em Pernambuco girava em torno de um debate entre os velhos e os novos; e que os mais modernos e inovadores poderiam então ser taxados de reacionários e passadistas, porque fixavam-se com gosto nos valores clássicos, tradicionais e regionais.

Suplemento literário

O tema da importância do Diário na divulgação da vida literária pernambucana tem continuidade no sexto ensaio da coletânea, dedicado ao “Suplemento literário do Diário de Pernambuco”, de autoria de Marcus Prado. Nele se trata do Suplemento Literário, também chamado Panorama Literário, que foi a primeira iniciativa, na imprensa diária do Brasil, de suplemento dedicado à literatura, por iniciativa de Assis Chateaubriand e a cargo inicialmente de Aníbal Fernandes, no início da década de 1940.

Neste suplemento concentravam-se, em um só caderno, contribuições que apareciam dispersas em outros jornais do grupo de Chateaubriand, de gente como Tristão de Ataíde, Sérgio Milliet, Lúcia Miguel Pereira, Otto Maria Carpeaux, Gilberto Amado e Gilberto Freyre. A segunda fase do suplemento, que durou de 1947 a 1959, esteve a cargo de Mauro Mota, Tadeu Rocha e Édson Régis, e se concentrou na valorização da gente local e no incentivo aos novos talentos, contando com artigos de João Cabral de Melo Neto, Jorge de Lima, Ariano Suassuna, Joaquim Cardozo, Aloísio Magalhães, Evaldo Cabral de Mello, Barbosa Lima Sobrinho, Lêdo Ivo, Austregésilo de Athayde e Raquel de Queiroz, entre outros. E a terceira e última fase iniciou-se em 1962, sob a liderança de César Leal, e com foco em notícias de livros e em questões culturais da atualidade.

“Mãos gigantes”

O sétimo ensaio, de autoria de Marcelo Arruda Firmo da Silva, e que se intitula “Memórias de mãos gigantes”. O autor trata na verdade de dois personagens: de Gilberto Freyre visto por um seu grande intérprete, Edson Nery da Fonseca, ligados os dois à cultura universal, mas absolutamente integrados e radicados no Brasil. No olhar de Nery, Freyre possuía todo um conhecimento e uma amplitude de visão capazes de influenciar e de exercer carisma e sedução sobre vários artistas e intelectuais, a começar pelo próprio Edson Nery. Influência, diga-se de passagem, salutar, exercida por meio do dom da amizade, nos seus contemporâneos, entre os quais, além de Freyre, destacam-se José Lins do Rêgo e Jorge Amado, entre outros.

O mestre de Apipucos, em suas relações com o jornalismo e sobretudo com o Diário de Pernambuco, é também o tema do oitavo ensaio, de autoria de André Heráclio do Rêgo e intitulado “Gilberto Freyre e o Diário de Pernambuco”.

Nesse sentido, ele sempre fez o elogio da leitura de jornais, não só os do dia, mas também os antigos, no que era uma declaração de afeto, mas sobretudo a expressão dos seus sentimentos a respeito do jornalismo sob uma dupla perspectiva, a de produtor de material jornalístico e a de pesquisador desse mesmo material.

Relação intensa

O relacionamento do mestre de Apipucos com o Diário de Pernambuco era tão intenso quanto a sua relação com a sua cidade natal, o Recife, e com a sua vizinha, Olinda, tema do nono ensaio da coletânea, também de autoria de André Heráclio do Rêgo e intitulado “Gilberto Freyre, o Recife e Olinda nas páginas do Diário de Pernambuco”. Com efeito, o escritor e poeta pernambucano Mauro Mota certa feita comentou que não haveria “uma relação mais íntima entre um homem e uma cidade como esta, entre Gilberto Freyre e o Recife”.

O décimo ensaio tem por tema também Gilberto Freyre, desta feita na companhia de outro ícone da cultura brasileira, e se intitula “Dois personagens na cultura brasileira: Gilberto Freyre e Ariano Suassuna”. Seu autor, ademais dos méritos próprios, credencia-se para a tarefa por questões genealógicas.

Trata-se de Gilberto Freyre Neto, neto do outro Gilberto, como é óbvio, mas também sobrinho, e não é todo mundo que o sabe, de Ariano Suassuna. O neto e sobrinho escreve sobre dois dos maiores personagens que o Nordeste já ofereceu ao Brasil: o avô dedicado à civilização do açúcar, o tio à civilização do couro e à pecuária. Cada um deles criou seu próprio imaginário e sua própria mitologia. Gilberto Freyre e Ariano Suassuna são opostos complementares que nos explicam, dois cavaleiros andantes que tornam o Recife a mais cervantina das cidades brasileiras.

Valores nacionais

O décimo primeiro artigo, de autoria de Lincoln de Abreu Penna, trata de outro grande personagem, também jornalista, Barbosa Lima Sobrinho, e se intitula “O vigor das convicções: Barbosa Lima Sobrinho, um nacionalista”. Trata deste ardoroso nacionalista, entusiasta da defesa dos recursos e valores nacionais e do regime republicano; um “repúblico”, aquele que só deseja o bem público, cuja trincheira jornalística de décadas foi o Jornal do Brasil.

“Um século de relações internacionais”, sob a responsabilidade do historiador e diplomata Manuel de Oliveira Lima. Com esse mesmo título, a que se acresceu a expressão “1925–2025”, a presente edição apresenta o artigo do também diplomata e cientista social Paulo Roberto de Almeida.

Com efeito, cem anos depois da avaliação positiva de Oliveira Lima sobre a diplomacia do Império e a do início da República, as fronteiras já não constituem um problema diplomático: os problemas atuais são outros, sobretudo no que concerne ao recuo do multilateralismo instaurado pela ONU em 1945. Sob o aspecto regional, a diplomacia brasileira da atualidade não pretende sustentar qualquer hegemonia no Prata, mas promover e liderar a formação de um espaço econômico integrado na América do Sul. Entre 1925 e 2025 o Brasil venceu o atraso agrícola e se industrializou, mas recentemente voltou à condição primordial de produtor de commodities, ainda que com grande modernização.

Cooperação para o desenvolvimento

O ensaio seguinte, de autoria de João Palmeiro, e intitulado “Memória do mundo”, retoma de certa forma o artigo de 1925 do também português Fidelino de Figueiredo sobre “Um século de relações luso-brasileiras”; mas coloca uma certa ênfase na questão do Nordeste como plataforma maior da cooperação para o desenvolvimento, sustentado numa língua única e flexível.

Nesse sentido, a cooperação cultural entre Portugal e Brasil no século XX girou em torno da língua portuguesa, que Camões contribuiu para que se tornasse uma estrutura global, promotora do desenvolvimento e do bem-estar econômico, e cujo papel digital revela-se uma ferramenta eficaz na promoção de negócios, no desenvolvimento científico e na inovação.

Só a cooperação cultural pode sustentar a continuidade e o crescimento da língua portuguesa, que se expande não somente pelo crescimento demográfico, mas também pelo aperfeiçoamento contínuo de dispositivos tecnológicos e de conteúdos virtuais. Tem assim a possibilidade de evoluir para uma efetiva língua de comunicação global, o que constitui uma grande oportunidade para a cooperação luso-brasileira nos seus vários setores.

Dom Pedro II

O décimo quarto ensaio, de autoria de Paulo Henrique Fontes Cadena e intitulado “O Nordeste de Dom Pedro II” retoma um dos três eixos fundamentais desta coletânea e soma, aos dois primeiros, o Diário de Pernambuco e Gilberto Freyre, o terceiro, relativo ao Nordeste.

O tema do Nordeste continua no ensaio seguinte, o décimo quinto, de autoria de José Nivaldo Junior e intitulado “1925–2025 — um século de política no Nordeste”, que narra circunstanciadamente a evolução política nordestina desde o fim da República Velha até a atualidade, bem como faz prognósticos para o futuro.

Santos do Nordeste

O décimo sexto ensaio, de autoria de Carlos André Silva de Moura, trata de outro aspecto da nordestinidade: o dos santos do Nordeste, tais como descritos nas páginas do Diário de Pernambuco. Nesse sentido, Gilberto Freyre demonstrou a importância da aproximação entre as religiões e a cultura na sociedade brasileira, especialmente no caso do catolicismo, que foi o cimento de nossa unidade. A proposta do artigo é analisar a presença de “santos” no Diário de Pernambuco, não só os oficialmente reconhecidos pela Igreja Católica, mas também aqueles legitimados pela voz popular.

Os santos do Nordeste, escolhidos pela legitimidade dos fiéis, com a bênção ou não da Igreja Católica, são os seguintes: padre Inácio da Silva Rolim, padre José Antônio Maria Ibiapina, frei Caetano de Messina, dom Vital Maria Gonçalves de Oliveira, padre Cícero Romão Batista, Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, frei Damião de Bozzano, Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes — a santa Dulce dos Pobres —, irmã Adélia Teixeira de Carvalho, Benigna Cândida da Silva e dom Hélder Câmara.

Todos eles são personagens que foram sacralizados pelos fiéis sem os procedimentos formais ou antes da conclusão de um processo de beatificação e canonização conduzido pela hierarquia da Igreja Católica, por representarem um modelo de catolicismo adequado ao espaço em que viviam.

Além desses, foram sacralizados e adquiriram fama de santidade indivíduos que sofreram mortes trágicas, ou seja, mártires, como Alfredinho, Helena, a moça do quilômetro setenta, a Menina Sem Nome etc.

Uma das explicações para esse fenômeno indica que o Brasil, por não ter tido por muito tempo um santo para chamar de seu, estabelecido pela Igreja Católica, viu essa função ser preenchida por devoções oriundas do povo, como explica o Diário de 5 de novembro de 1973. Tais devoções devem ser compreendidas a partir dos aspectos históricos, sociais, econômicos e de representação da cultura.

Secas e desertificação

O décimo sétimo ensaio, de autoria de Gustavo Maia Gomes e intitulado “Secas e desertificação”, também tem o Nordeste como pano de fundo e retoma, de certa forma, o artigo de 1925 intitulado “As secas do Nordeste (1825–1925)”, de autoria de Tomás Pompeu Sobrinho. Num texto irônico e interessante, o autor se propõe a analisar a seca e, em menor medida, a desertificação do Nordeste a partir das páginas do Diário de Pernambuco. Nesse contexto, a 17 primeira menção à seca como substantivo ocorreu em 1845, na condição de estiagem prolongada causando fome e morte de gente e de gado e destruição de lavouras.

Sabores nordestinos

O ensaio seguinte, denominado “Sabores do Nordeste” e de autoria de Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, propicia-nos uma viagem pelo Nordeste e seus sabores. Mas, antes disso, a autora nos informa que, para Gilberto Freyre, a arte da cozinha é a mais brasileira das nossas artes, aquela que mais revela o gênio da raça, como dizia Eça de Queirós. E que Lévi-Strauss definiu o grau de civilização dos povos a partir dos hábitos alimentares — do cru para o cozido.

Segundo ela, o alimento se converte em linguagem e ganha um valor próprio, como parte da memória social. É nesse contexto que se inserem os sabores do Agreste, do Sertão e da Zona da Mata. Os dois primeiros, semelhantes. O terceiro, diferente, tendo por base o açúcar. Observe--se, sobre esta última macrorregião, que nas casas-grandes dos engenhos surgiu uma das mais importantes doçarias do mundo, pela comunicação entre o cristal do açúcar, o sabor selvagem das frutas tropicais e o alimento básico dos índios, a mandioca.

Novos mascates

O décimo nono artigo, de autoria de Bernardo Peixoto e intitulado “Os novos mascates”, retoma em certa medida o artigo de Samuel Hardman para o Livro do Nordeste de 1925, com o título “Cem anos de agricultura e pecuária no Nordeste”. Trata-se de amplo estudo sobre a evolução econômica nordestina entre 1925 e 2025, com ênfase no setor terciário, que é o constituído pelos “novos mascates”.

Com efeito, os comerciantes do Nordeste sempre foram protagonistas, desde a Guerra dos Mascates e a Sabinada, mas o setor terciário somente assumiu o papel preponderante no Nordeste como resposta à decadência da indústria e da agropecuária. E isso porque o Nordeste sempre soube reinventar-se, principalmente neste setor terciário, o do comércio e serviços, que adquiriram no correr dos anos um peso cada vez maior.

Hub logístico

A coletânea se encerra com o vigésimo ensaio, de autoria de Thales Cavalcanti Castro e Maria Vitoria Claudino e dedicado ao “Complexo Industrial Portuário de Suape: o hub logístico do Nordeste brasileiro”. Esse complexo é o porto público mais estratégico do Nordeste, e está 18 entre os dez portos públicos do Brasil com melhores opções de comércio marítimo e maior representatividade comercial.

É o sexto atracadouro que mais movimenta carga no Brasil e possui uma infraestrutura diferenciada, moderna e diversificada. Contribui para o crescimento econômico de Pernambuco, mas também da região e do Brasil.

Tema importante nesse sentido é o da internacionalização dos negócios, fundamental para o fortalecimento da economia pernambucana, para a promoção de benefícios sociais e comerciais para a população, para a modernização da infraestrutura e para a garantia do desenvolvimento sustentável da região.

SERVIÇO:

Livro do Nordeste II
Lançamento dia 26/03/2026 – às 19 horas
Local: Associação da Imprensa de Pernambuco
Av. Conde da Boa Vista 1424 – Boa Vista, Recife
Valor R$ 150,00
Informações: 3090-3431
E-mail: aip@aip.org.br



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