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2025- PSD e MDB vão governar maior população do País

29/10/2024

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Fortalecidos nas urnas. O PSD e o MDB, que fazem parte do centrão, saem das eleições municipais como os maiores partidos nacionais e vão governar cerca de 37 milhões de pessoas cada um.


PSD e MDB conquistam cidades com 74 milhões de pessoas

O PSD vai governar a maior população do país: 37 milhões de pessoas.  A soma dos habitantes das cidades onde o partido foi eleito equivale a cerca de uma de cada seis pessoas da população brasileira conforme os dados do IBGE.

Maior número

O PSD também elegeu o maior número de prefeitos.


Crescendo

O partido de Gilberto Kassab está crescendo de forma contínua desde sua fundação. Em 2012, suas primeiras eleições municipais, a sigla elegeu prefeitos em cidades que, somadas, tinham 12 milhões de pessoas. Em 2016, 14 milhões. Em 2020, 24,6 milhões. E agora, 37 milhões


PL

O PL triplicou...

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Fortalecidos nas urnas. O PSD e o MDB, que fazem parte do centrão, saem das eleições municipais como os maiores partidos nacionais e vão governar cerca de 37 milhões de pessoas cada um.


PSD e MDB conquistam cidades com 74 milhões de pessoas

O PSD vai governar a maior população do país: 37 milhões de pessoas.  A soma dos habitantes das cidades onde o partido foi eleito equivale a cerca de uma de cada seis pessoas da população brasileira conforme os dados do IBGE.

Maior número

O PSD também elegeu o maior número de prefeitos.


Crescendo

O partido de Gilberto Kassab está crescendo de forma contínua desde sua fundação. Em 2012, suas primeiras eleições municipais, a sigla elegeu prefeitos em cidades que, somadas, tinham 12 milhões de pessoas. Em 2016, 14 milhões. Em 2020, 24,6 milhões. E agora, 37 milhões


PL

O PL triplicou de tamanho, sendo eleito em cidades com uma população total de 27 milhões. Republicanos e PT também cresceram.

MDB

O MDB teve o segundo melhor resultado em número de população a ser governada: 36,6 milhões.

Venceu

 O partido venceu em São Paulo, maior cidade do país, com a reeleição de Ricardo Nunes.

Capital

Pelo menos desde 2012, o partido que elegia o prefeito da capital paulista também era o que governava o maior número de pessoas no país, o que não ocorreu este ano. O MDB também ficou em segundo lugar em número de prefeituras, independentemente do tamanho.


Elegeram

PSD e MDB elegeram prefeitos em cinco capitais cada um —o melhor desempenho entre todos os partidos. (O Poder)

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Leia outras informações

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Hugo Motta se pronuncia sobre PEC do fim da escala 6x1, após reunião com Lula

25/05/2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou hpoje, segunda-feira, 25/05, após reunião com o presidente Lula, que a proposta de fim da escala 6x1, 6 dias de trabalho para 1 de folga, deve prever a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, e um período de transição de um ano. “Começamos essa discussão com questões que são inegociáveis e chegamos ao final desse trabalho com esses pilares bastante consolidados e mantidos”, disse. Segundo Motta, o texto também deve estabelecer uma implementação escalonada em termos de horas trabalhadas, com redução inicial de duas horas após 60 dias da promulgação da PEC, Proposta de Emenda à Constituição e mais duas horas ao fim de 12 meses. Após o encontro, Motta concedeu entrevista coletiva.

Classificou três pontos como “inegociáveis”

“O primeiro ponto, tratando da redução da jornada de trabalho. Estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais. Isso...

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou hpoje, segunda-feira, 25/05, após reunião com o presidente Lula, que a proposta de fim da escala 6x1, 6 dias de trabalho para 1 de folga, deve prever a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, e um período de transição de um ano. “Começamos essa discussão com questões que são inegociáveis e chegamos ao final desse trabalho com esses pilares bastante consolidados e mantidos”, disse. Segundo Motta, o texto também deve estabelecer uma implementação escalonada em termos de horas trabalhadas, com redução inicial de duas horas após 60 dias da promulgação da PEC, Proposta de Emenda à Constituição e mais duas horas ao fim de 12 meses. Após o encontro, Motta concedeu entrevista coletiva.

Classificou três pontos como “inegociáveis”

“O primeiro ponto, tratando da redução da jornada de trabalho. Estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais. Isso estará no texto do relator”, afirmou. Motta também disse que o fim da escala 6x1 está assegurado. “Também, para nós, é inegociável a questão do fim da escala 6x1. Estamos aqui garantindo que os trabalhadores brasileiros passarão a ter, com a aprovação dessa PEC, a redução da escala. Nós acabaremos com a escala 6x1 e garantiremos dois dias de folga para os trabalhadores.” Ele acrescentou que: “Aquilo que também para nós é inegociável é fazer tanto a redução da escala quanto da jornada sem ter redução salarial. Esses 3 pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo.”



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Lula e a Transição

Apesar do consenso sobre o conteúdo, Hugo Motta indicou que o texto deve prever um período de transição para a redução das horas trabalhadas. Segundo ele, a proposta será implementada de forma escalonada ao longo de um ano. “O relator trará o texto logo mais já fazendo, após 60 dias da promulgação da PEC, a redução de duas horas imediatamente. Após 12 meses, mais duas horas. A transição se dará em um ano.” Em várias ocasiões, Lula se manifestou contra a adoção de uma transição longa. Na sexta-feira, 22/05, o presidente disse que a redução deveria ser feita de forma imediata. “Nós defendemos que a redução seja de uma vez. De 44 para 40 e fim de papo, sem reduzir salário. Não dá para aceitar ficar 4 anos para fazer meia hora por ano. Aí é brincar de fazer redução”, afirmou o presidente na ocasião.




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Lula inicia radioterapia para tratar câncer de pele

25/05/2026

O presidente Lula fez hoje, segunda-feira, 25/05, uma sessão de radioterapia como parte do tratamento de uma lesão de câncer de pele retirada de sua cabeça no final de abril. O boletim médico afirma que se trata de um procedimento preventivo.

Procedimento

Lula retirou uma lesão do couro cabeludo em 24/04. Tratava-se de câncer basocelular, tipo menos grave e mais comum de câncer de pele. O procedimento de hoje foi realizado na unidade do hospital Sírio-Libanês de Brasília. Devem ser realizadas outras 14 sessões nas próximas 3 semanas, aproximadamente. Nenhum dos dois boletins médicos anteriores relativos a essa lesão no couro cabeludo mencionavam a necessidade de radioterapia.



Boletim

O documento divulgado hoje afirma que "optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo". Também diz que Lula poderá manter suas atividades diárias sem restrições.
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O presidente Lula fez hoje, segunda-feira, 25/05, uma sessão de radioterapia como parte do tratamento de uma lesão de câncer de pele retirada de sua cabeça no final de abril. O boletim médico afirma que se trata de um procedimento preventivo.

Procedimento

Lula retirou uma lesão do couro cabeludo em 24/04. Tratava-se de câncer basocelular, tipo menos grave e mais comum de câncer de pele. O procedimento de hoje foi realizado na unidade do hospital Sírio-Libanês de Brasília. Devem ser realizadas outras 14 sessões nas próximas 3 semanas, aproximadamente. Nenhum dos dois boletins médicos anteriores relativos a essa lesão no couro cabeludo mencionavam a necessidade de radioterapia.



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Boletim

O documento divulgado hoje afirma que "optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo". Também diz que Lula poderá manter suas atividades diárias sem restrições.

Queda e cirurgia

Em dezembro de 2024, Lula passou por uma cirurgia de emergência na cabeça para tratar uma hemorragia intracraniana. Ele viajou de Brasília para São Paulo às pressas para ser submetido à operação, depois de passar mal durante o trabalho no Palácio do Planalto. A hemorragia havia sido motivada por uma pancada na cabeça sofrida pelo presidente cerca de dois meses antes. Ele contou, mais tarde, ter se desequilibrado em um banquinho enquanto cortava as unhas no banheiro. "Foi uma batida muito forte, saiu muito sangue. Achei que tinha rachado o cérebro, rachado o casco", disse à época o presidente. (Com a Folha de S.Paulo)




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Presidente da Frente Parlamentar de Energia leva temas estratégicos do setor para debates no Senado

25/05/2026

O presidente da Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), apresentou no final da semana passada, cinco requerimentos para realização de audiências públicas sobre temas considerados estratégicos para o futuro do setor energético brasileiro. As proposições foram apresentadas durante reunião da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal.

Os requerimentos

Foram elaborados a partir de sugestões do Instituto Brasileiro de Transição Energética (INTÉ) e contemplam os principais eixos de atuação da entidade, incluindo indústria, regulação, meio ambiente, combustíveis e infraestrutura energética.

A iniciativa

Busca ampliar o diálogo entre Parlamento, governo, especialistas, setor produtivo e sociedade civil sobre temas considerados centrais para a segurança energética, a competitividade econômica e a transição energética brasileira.

Te...

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O presidente da Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), apresentou no final da semana passada, cinco requerimentos para realização de audiências públicas sobre temas considerados estratégicos para o futuro do setor energético brasileiro. As proposições foram apresentadas durante reunião da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal.

Os requerimentos

Foram elaborados a partir de sugestões do Instituto Brasileiro de Transição Energética (INTÉ) e contemplam os principais eixos de atuação da entidade, incluindo indústria, regulação, meio ambiente, combustíveis e infraestrutura energética.

A iniciativa

Busca ampliar o diálogo entre Parlamento, governo, especialistas, setor produtivo e sociedade civil sobre temas considerados centrais para a segurança energética, a competitividade econômica e a transição energética brasileira.

Temas fundamentais

Entre os temas que deverão ser discutidos nas audiências estão a segurança energética nacional e os investimentos em infraestrutura; o fortalecimento da ética concorrencial e da conformidade no mercado de combustíveis; a transição energética justa e o papel da matriz brasileira na agenda climática global; a autonomia das agências reguladoras; e o fortalecimento da política industrial voltada à cadeia produtiva de energia.

A iniciativa

Também reforça o movimento de aproximação entre o Congresso Nacional e os diversos segmentos do setor energético em torno de discussões estruturantes para o país, especialmente em um momento de transformação da matriz energética e de ampliação dos investimentos em infraestrutura e inovação.

Atuação propositiva

A Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia tem atuado de forma ativa na articulação de propostas legislativas e debates voltados ao aprimoramento do ambiente regulatório e ao fortalecimento do setor energético brasileiro.

Confira abaixo a relação de requerimentos apresentados:

https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/174265


https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/174266

https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/174267

https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/174268

https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/174269




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Território Truká recebe equipamentos para modernizar produção na Caatinga

25/05/2026

O ministro dos Povos Indígenas do Brasil, Eloy Terrena e a presidente da Funai Brasília, Luciana Baré, estiveram na Ilha de Assunção, em Cabrobó-PE, ontem, domingo (24/05). A comitiva ministerial, que contou também com representantes do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão PE), entregou equipamentos como tratores, carroças, drone, câmera, caixas de som e diversos outros materiais à comunidade do Território Truká.

Aldeias produtivas

Durante a visita, o ministro Eloy Terena, ressaltou que a ação faz parte do projeto Aldeias Produtivas, que visa beneficiar e fortalecer os agricultores, à educação e ao desenvolvimento dos jovens indígenas. “O projeto tem como objetivo central o desenvolvimento de pesquisas e estudos técnico-científicos para apoiar atividades produtivas indígenas através da educação profissional e tecnológica integrada à bioeconomia”, frisou. Eloy Terena, acrescentou ainda o caráter pioneiro do projeto que foca especifica...

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O ministro dos Povos Indígenas do Brasil, Eloy Terrena e a presidente da Funai Brasília, Luciana Baré, estiveram na Ilha de Assunção, em Cabrobó-PE, ontem, domingo (24/05). A comitiva ministerial, que contou também com representantes do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão PE), entregou equipamentos como tratores, carroças, drone, câmera, caixas de som e diversos outros materiais à comunidade do Território Truká.

Aldeias produtivas

Durante a visita, o ministro Eloy Terena, ressaltou que a ação faz parte do projeto Aldeias Produtivas, que visa beneficiar e fortalecer os agricultores, à educação e ao desenvolvimento dos jovens indígenas. “O projeto tem como objetivo central o desenvolvimento de pesquisas e estudos técnico-científicos para apoiar atividades produtivas indígenas através da educação profissional e tecnológica integrada à bioeconomia”, frisou. Eloy Terena, acrescentou ainda o caráter pioneiro do projeto que foca especificamente os biomas da Caatinga e do Agreste.

Negrinho Truká

O representante e um dos caciques do Território, Neguinho Truká, agradeceu a visita e a entrega dos equipamentos, destacando a alegria, a conquista e a celebração de todos. “Isto vem reafirmar a nossa força, a união e o avanço do povo Truká na luta por mais oportunidades, fortalecimento cultural e desenvolvimento para o nosso território”, concluiu.

População

O povo indígena Truká tem uma população de aproximadamente 7. 240 pessoas.




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Sem confirmação de agenda com Trump, Flávio chega aos EUA

25/05/2026

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, PL-RJ, desembarcou hoje, segunda-feira, 25/05, em Washington em busca de uma agenda com o presidente dos EUA, Donald Trump. O encontro, no entanto, ainda não foi confirmado pela Casa Branca. Segundo interlocutores, a reunião, prevista para terça-feira, 26/05, teria sido articulada a partir de um convite do governo americano. A viagem ocorre no momento mais delicado da pré-campanha de Flávio, após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de áudios nos quais ele pede ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, dinheiro para o filme "Dark Horse", produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.



Flávio e Eduardo

No site do Senado, não há ofícios de Flávio solicitando licença nos dias de ausência do país. Em outras ocasiões, antes de realizar viagens ao exterior, o senador pediu licença à Casa e informou a agenda a ser cumprida. Desta vez, ele apenas comunicou que estaria no exterio...

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, PL-RJ, desembarcou hoje, segunda-feira, 25/05, em Washington em busca de uma agenda com o presidente dos EUA, Donald Trump. O encontro, no entanto, ainda não foi confirmado pela Casa Branca. Segundo interlocutores, a reunião, prevista para terça-feira, 26/05, teria sido articulada a partir de um convite do governo americano. A viagem ocorre no momento mais delicado da pré-campanha de Flávio, após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de áudios nos quais ele pede ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, dinheiro para o filme "Dark Horse", produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.



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Flávio e Eduardo

No site do Senado, não há ofícios de Flávio solicitando licença nos dias de ausência do país. Em outras ocasiões, antes de realizar viagens ao exterior, o senador pediu licença à Casa e informou a agenda a ser cumprida. Desta vez, ele apenas comunicou que estaria no exterior entre os dias 24 e 28/05, sem detalhar seus compromissos. Segundo pessoas próximas ao senador, Flávio deve estar acompanhado em Washington do irmão Eduardo Bolsonaro e do empresário Paulo Figueiredo. Ambos atuam nos EUA em articulações junto a setores conservadores americanos e, no ano passado, pressionaram por sanções contra integrantes do governo brasileiro e ministros do STF.

Nas redes sociais, Figueiredo afirmou que o encontro com Trump é tratado como especulação pela imprensa e que nem a campanha nem a Casa Branca confirmaram ou negaram a reunião. "De fato, Flávio Bolsonaro está em Washington para uma série de reuniões de alto nível. O resto saberão em breve", escreveu.



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Impactos da crise

Embora interlocutores do senador minimizem os impactos da crise, a primeira pesquisa Datafolha divulgada após o episódio aponta piora no cenário eleitoral para o parlamentar. Lula ampliou de três para nove pontos percentuais a vantagem sobre Flávio em uma simulação de 1o turno: agora aparece com 40% das intenções de voto, ante 31% do senador. Anteriormente, os dois estavam em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, com 38% para o petista e 35% para Flávio. No 2o turno, o empate em 45% deu lugar a uma vantagem de 47% a 43% para Lula.




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Edição 2026 - Mano Medeiros, ressaltou a importância da Feira de Imóveis de Jaboatão para o desenvolvimento do município

25/05/2026

A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes encerrou, ontem, domingo, 24/05, mais uma edição da Feira de Imóveis de Jaboatão dos Guararapes com resultados expressivos e recorde de movimentação financeira. Realizado entre os dias 21 e 24 de maio, na área externa do Shopping Guararapes, o evento consolidou-se como uma das principais iniciativas de incentivo ao acesso à moradia digna e fortalecimento do setor imobiliário em Pernambuco.

Promovida pelo Prefeitura

Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Ambiental, a feira reuniu importantes representantes do segmento habitacional, como a Caixa Econômica Federal, construtoras, imobiliárias, a Ademi-PE (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco), além do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da CEHAB, com o programa Morar Bem – Entrada Garantida.

Números

Durante os quatro dias de evento, foram comercializadas 134 unidades habitacionais, tota...

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A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes encerrou, ontem, domingo, 24/05, mais uma edição da Feira de Imóveis de Jaboatão dos Guararapes com resultados expressivos e recorde de movimentação financeira. Realizado entre os dias 21 e 24 de maio, na área externa do Shopping Guararapes, o evento consolidou-se como uma das principais iniciativas de incentivo ao acesso à moradia digna e fortalecimento do setor imobiliário em Pernambuco.

Promovida pelo Prefeitura

Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Ambiental, a feira reuniu importantes representantes do segmento habitacional, como a Caixa Econômica Federal, construtoras, imobiliárias, a Ademi-PE (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco), além do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da CEHAB, com o programa Morar Bem – Entrada Garantida.

Números

Durante os quatro dias de evento, foram comercializadas 134 unidades habitacionais, totalizando R$ 35.395.700,00 em vendas efetivadas. Além disso, aproximadamente 629 negociações foram iniciadas ou seguem em andamento, demonstrando o forte interesse da população e o potencial de continuidade das contratações imobiliárias após a feira.



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Falou o Jaboatão, Mano Medeiros

O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, ressaltou a importância da feira para o desenvolvimento do município. “Essa feira representa muito mais do que números e vendas. Ela simboliza oportunidade, dignidade e desenvolvimento para Jaboatão dos Guararapes. Estamos fortalecendo a política habitacional do município, incentivando a economia local, gerando empregos e, principalmente, ajudando muitas famílias a conquistarem a casa própria. Promover o desenvolvimento urbano e ampliar o acesso à moradia digna”, destacou o prefeito.

Compras, Orientação e atendimento

Além das oportunidades de compra, o evento também funcionou como espaço de orientação e atendimento especializado, oferecendo simulações de financiamento, esclarecimento de dúvidas e condições facilitadas de negociação para os interessados na aquisição do imóvel próprio.

Presenças

A feira contou com a presença de representantes da gestão municipal, equipes técnicas da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Ambiental, reforçando o compromisso da administração municipal com a ampliação das políticas públicas habitacionais e a redução do déficit habitacional no município.

2026 superou o ano anterior

Os resultados da edição 2026 superaram os números registrados no ano anterior, ampliando tanto o volume financeiro movimentado quanto a quantidade de unidades comercializadas. O desempenho reforça a Feira de Imóveis de Jaboatão dos Guararapes como uma estratégia eficiente de estímulo ao mercado imobiliário e de promoção do acesso à moradia digna.

O evento também evidenciou a importância da integração entre poder público, instituições financeiras, setor imobiliário e iniciativa privada na construção de soluções concretas para ampliar as oportunidades de acesso à casa própria para a população jaboatonense.




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"A Revolução Islâmica iraniana (1979) e a morte à América" - Por Jarbas Beltrão*

25/05/2026

'Revolução Islâmica'

Com a Revolução Islâmica iraniana em 1979, a dinastia Pahlevi foge de Teerã para Paris, passa a substituir aquele lugar nos subúrbios parisienses, que antes fora ocupado pelos conspiradores da Teocracia islâmica, que esteve sob o comando do Aiatolá Komeine.

O Irã, tornou-se, progressivamente, centro irradiador do terrorismo islâmico xiita, movimentando então diversos grupos proxy ligados ao fanatismo fundamentalista, que recrutou tropas de fanáticos, principalmente jovens das camadas de classe média e dos pobres, que migraram do campo para as cidades.

O Estado teocrático estimulador dessa turba juvenil, passou a ser responsabilizado por uma série de ataques terroristas, principalmente contra cidadãos e militares americanos.

'Os casos de terrorismo'

Os principais casos de terrorismo documentados por fontes do governo dos EUA, através de suas agências de informações, foram:

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'Revolução Islâmica'

Com a Revolução Islâmica iraniana em 1979, a dinastia Pahlevi foge de Teerã para Paris, passa a substituir aquele lugar nos subúrbios parisienses, que antes fora ocupado pelos conspiradores da Teocracia islâmica, que esteve sob o comando do Aiatolá Komeine.

O Irã, tornou-se, progressivamente, centro irradiador do terrorismo islâmico xiita, movimentando então diversos grupos proxy ligados ao fanatismo fundamentalista, que recrutou tropas de fanáticos, principalmente jovens das camadas de classe média e dos pobres, que migraram do campo para as cidades.

O Estado teocrático estimulador dessa turba juvenil, passou a ser responsabilizado por uma série de ataques terroristas, principalmente contra cidadãos e militares americanos.

'Os casos de terrorismo'

Os principais casos de terrorismo documentados por fontes do governo dos EUA, através de suas agências de informações, foram:

'1979: fase inicial'

Militantes tomam a embaixada dos EUA em Teerã, sequestram cento e uma pessoas incluindo o embaixador William H. Sullivan.

Jan/79 - Jan/81

Sessenta e seis americanos, foram mantidos reféns na embaixada de Teerã por quatrocentos e quarenta e quatro dias, com apoio do regime iraniano.

Jul/80: Ali Akbar
Tabatabai, dissidente iraniano exilado, é assassinado em Bethesda, Estado de Maryland. O atirador Dawud Salahuddin foi pago por agentes iranianos.

Abr/83: Atentado suicida com carro-bomba na embaixada dos EUA em Beirute. Sessenta e três mortos, sendo dezessete americanos.

Out/83: Caminhão-bomba explode no quartel dos Marines americanos em Beirute. Duzentos e quarenta e um militares americanos mortos, vinte e um outros de nacionalidades diversas.

Mar/84mil: Sequestro do chefe da CIA em Beirute, William Buckley. Torturado e morto no ano seguinte.

Dez/84: Sequestro dos vôos 204 e 21 da Kuwait Airways. Dois funcionários da USAID mortos em Teerã.

Jun/85: Sequestro do voo TWA, oitocentos e quarenta e sete. . No mesmo ano, o mergulhador da Marinha dos EUA Robert Stethem é morto.

Jul/89: Coronel dos Marines William Higgins sequestrado e morto pelo Hezbollah no Líbano.

1992... atentado ao Khobar Towers e outros

Jun/1996. Atentado com caminhão-bomba nas Torres Khobar, na Arábia Saudita. Dezenove aviadores americanos mortos, quase quinhentos feridos. FBI após investigações concluiu responsabilidade direta do Irã via Hezbollah, al-Hejaz.

2003/2011: Guerra do Iraque

2003/201. Milícias xiitas apoiadas pelo Irã mataram cerca de seiscentos e três militares americanos no Iraque usando EFPs - explosivos perfurantes fornecidos pelo IRGC. Mais de mil e quinhentos feridos só por EFPs.

2011/2025: Tentativas e ataques recentes

2011: Tentativa de assassinato do embaixador saudita Adel al-Jubeir em Washington D.C. Planejamento feito pela Força Quds do IRGC, frustrada pelo FBI.

2020: Ataque com mísseis balísticos à base aérea de Al-Asad no Iraque, após a morte de Qasem Soleimani. São mortos, mais de cento e nove soldados americanos com TCE.

2021/2023. Série de ataques com foguetes e drones por grupos proxy no Iraque, Síria e Jordânia.

Jan/2024. Ataque em Tower vinte e dois, Jordânia, mata três soldados americanos.

Mar/2023: Ataque de drone em Hasakah, Síria, mata um americano.
Plano para sequestrar a jornalista Masih Alinejad em Nova York, frustrado pelo FBI.

Total estimado

Segundo dados do Pentágono e investigações abertas, o número total de americanos mortos em ataques ligados ao Irã de 1979/2025, é mais de novecentos, com mais de dois mil e quatrocentos feridos. A maior parte ocorreu no Líbano nos anos oitenta e no Iraque entre dois mil e três e dois mil e onze.



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'Irã nega '

O Irã nega envolvimento direto na maioria dos casos, mas tribunais dos EUA, FBI e relatórios de inteligência identificam responsabilidade ao regime e à Força Quds do IRGC.

'Casos fora do quadrante'

Desafio à humanidade, Golfo Pérsico além de fechado pela Guarda revolucionária iraniana e minado com explosivos para impedir passagens de embarcações, com cargas indispensáveis para o funcionamento da economia mundial.

Cobrança de pedágios pela passagem de embarcações no Golfo Pérsico de mais de dois milhões de dólares por embarcação.

Declaração de que o Golfo Pérsico é território de águas iranianas.

Pois é, a lista é muitas vezes maior.

Tenho dito


*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História. MBA em Política Estratégia em Defesa e Segurança Nacional. Especialista em Geopolítica Novas Fronteiras Cibernética e IA.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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A Bola Biônica - Crônica - Por Romero Falcão*

25/05/2026

Ainda hoje ecoa o vozeirão de Cid Moreira: Jabulaaaaani. Jabulani foi a bola da Copa de 2010. Sim, cada Mundial batiza sua cria. Agora nasceu a Trionda — referência aos três países-sede: EUA, México e Canadá.

É a Copa da Inteligência Artificial. A nova bola vem carregada de tecnologia. Traz a marca da Adidas e os símbolos nacionais dos anfitriões: a águia mexicana, as estrelas americanas e a folha de bordo canadense.

Mas o que impressiona é a capacidade cerebral da pelota. A Trionda conversa com o VAR. Um sensor interno registra toque, rotação, velocidade, trajetória. Detecta mão na bola, identifica o instante exato do chute.



Não sei como se comporta no quique. Feito um GPS, prevê o efeito, muda de direção antes da patada? A gorducha também é à prova d'água. Nem a tempestade faz dela bola de chuva.

Quem sabe, Trionda anteveja as jogadas e ensine aos “craques”- com muitas aspas- de Ancelotti a folha seca de Didi...

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Ainda hoje ecoa o vozeirão de Cid Moreira: Jabulaaaaani. Jabulani foi a bola da Copa de 2010. Sim, cada Mundial batiza sua cria. Agora nasceu a Trionda — referência aos três países-sede: EUA, México e Canadá.

É a Copa da Inteligência Artificial. A nova bola vem carregada de tecnologia. Traz a marca da Adidas e os símbolos nacionais dos anfitriões: a águia mexicana, as estrelas americanas e a folha de bordo canadense.

Mas o que impressiona é a capacidade cerebral da pelota. A Trionda conversa com o VAR. Um sensor interno registra toque, rotação, velocidade, trajetória. Detecta mão na bola, identifica o instante exato do chute.



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Não sei como se comporta no quique. Feito um GPS, prevê o efeito, muda de direção antes da patada? A gorducha também é à prova d'água. Nem a tempestade faz dela bola de chuva.

Quem sabe, Trionda anteveja as jogadas e ensine aos “craques”- com muitas aspas- de Ancelotti a folha seca de Didi — aquele torpedo que dava um nó na coluna dos goleiros diante da curva do couro bruto que desafiava as leis da física, na Copa de 58.

Em 58, a bola pesava horrores. Encharcada, virava um maciço de chumbo. Era bola raiz, artesanal, costurada à mão. Um dinossauro perto da máquina que rolará em 2026. Mesmo assim, Pelé encantou o mundo aos 17 anos. Garrincha continuou entortando os “João”. O couro primitivo flutuava na chuteira do gênio.

Às vezes me pergunto se tanta tecnologia não transforma o futebol num videogame. Uma partida milimetricamente correta, previsível, burocrática. O computador deletando o improviso humano.

O gol de Maradona em 86 — a célebre “mão de Deus” — não driblaria a bola biônica. E talvez aí morra a arte do futebol. O erro do árbitro, a malícia do jogador, a dúvida: tudo fazia parte da poesia do futebol.

Agora quem decide é a frieza do algoritmo.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Os Fantasmas do Açúcar - Os Mortos que dão Votos, por Zé da Flauta*

25/05/2026

O boato correu as feiras de gado feito rastro de pólvora: “Os holandeses estão subindo o Capibaribe!”. Nos alpendres das usinas, velhos coronéis de farda mofada decidiram reviver as glórias coloniais e a praça virou o quartel-general do absurdo. Jagunços de chapéu de couro trocavam a enxada por bacamartes amarrados com arame, enquanto o vigário benzendo cartucheiras vazias jurava que Nassau era o cão em figura de gente. Moços que nunca tinham visto uma gota de água salgada vigiavam o canavial, prontos para atirar no primeiro sujeito loiro que aparecesse vendendo espelhos ou cobrando imposto em nome de Amsterdã. A província inteira parecia uma ópera bufa encenada debaixo de um sol de estalar mamona.

Milagre

O boato político não é fruto da ignorância, é engenharia fina de quem sabe que o medo é o cabo eleitoral mais barato do mundo. Para manter o povo de joelhos, o poder não precisa de propostas de governo, precisa de fantasmas de estimação. Ressuscit...

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O boato correu as feiras de gado feito rastro de pólvora: “Os holandeses estão subindo o Capibaribe!”. Nos alpendres das usinas, velhos coronéis de farda mofada decidiram reviver as glórias coloniais e a praça virou o quartel-general do absurdo. Jagunços de chapéu de couro trocavam a enxada por bacamartes amarrados com arame, enquanto o vigário benzendo cartucheiras vazias jurava que Nassau era o cão em figura de gente. Moços que nunca tinham visto uma gota de água salgada vigiavam o canavial, prontos para atirar no primeiro sujeito loiro que aparecesse vendendo espelhos ou cobrando imposto em nome de Amsterdã. A província inteira parecia uma ópera bufa encenada debaixo de um sol de estalar mamona.

Milagre

O boato político não é fruto da ignorância, é engenharia fina de quem sabe que o medo é o cabo eleitoral mais barato do mundo. Para manter o povo de joelhos, o poder não precisa de propostas de governo, precisa de fantasmas de estimação. Ressuscitam-se os mortos do século XVII para que os vivos esqueçam de cobrar o preço do feijão no presente. Diante de uma ameaça invisível, o homem abre mão da própria lucidez e corre para os braços do primeiro tirano que lhe prometa salvação. É a velha farsa palaciana que se repete a cada eleição: inventa-se o monstro na véspera para vender o milagre no dia do voto.

Choro

O que os donos do poder ignoram é o tamanho da dor que essa mentira planta no peito de quem só tem a pele e o osso. Naquela noite de vigília, o velho Cassiano não pensava em geopolítica, olhava para as mãos calejadas e para o roçado que separava seus filhos da fome. Com um nó na garganta, ele abraçou a esposa na porta do casebre e pediu que ela escondesse os meninos no jirau se o canhão cantasse. O choro silencioso daquela mulher na escuridão tinha o peso de uma tragédia real e comovente. Há um heroísmo trágico no homem do nosso interior, que se dispõe a morrer de peito aberto por uma presepada de palanque, simplesmente porque ama a santidade da sua pátria-chão.

A invasão

No dia seguinte, as urnas fecharam, a poeira assentou e os holandeses, obviamente, não vieram. Os mesmos de sempre subiram no coreto entre foguetes, celebrando a "vitória da ordem" enquanto dividiam os cargos da prefeitura. Cassiano voltou para a roça a pé, guardou o bacamarte mudo e olhou para a terra rachada que pedia chuva. Percebeu, no silêncio do seu desamparo, que os verdadeiros invasores nunca falaram língua estrangeira. A invasão que lhe arrancava o couro todos os dias era a da miséria e da usura dos que governam, deixando Pernambuco igual: sangrando e amando na mesma intensidade.


Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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Como o PIB das Nações Desenhou as Fronteiras do Nosso Futebol, por Roberto Vieira

25/05/2026

Olhar para os números frios da economia global e cruzá-los com as listas de convocação da Seleção Brasileira é decifrar a crônica de um êxodo anunciado. Da Copa de 1930 até o final da década de 1970, o futebol brasileiro viveu em uma redoma de autossuficiência técnica e financeira. Enquanto a Europa Ocidental lambia as feridas de duas grandes guerras e se reconstruía lentamente, o Brasil consolidava o seu profissionalismo.

Pib

Havia uma distância econômica, claro, mas ela não era suficiente para romper o cordão umbilical que prendia nossos craques aos clubes locais. Com o PIB nacional saltando de modestos US$ 2,5 bilhões em 1930 para US$ 201,2 bilhões em 1978, os gramados brasileiros eram ricos, autônomos e capazes de reter 100% dos talentos que encantavam o planeta.

1980

O ponto de inflexão, contudo, ganha contornos dramáticos nos anos 1980. O início do descolamento econômico coincide com o mergulho do Brasil n...

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Olhar para os números frios da economia global e cruzá-los com as listas de convocação da Seleção Brasileira é decifrar a crônica de um êxodo anunciado. Da Copa de 1930 até o final da década de 1970, o futebol brasileiro viveu em uma redoma de autossuficiência técnica e financeira. Enquanto a Europa Ocidental lambia as feridas de duas grandes guerras e se reconstruía lentamente, o Brasil consolidava o seu profissionalismo.

Pib

Havia uma distância econômica, claro, mas ela não era suficiente para romper o cordão umbilical que prendia nossos craques aos clubes locais. Com o PIB nacional saltando de modestos US$ 2,5 bilhões em 1930 para US$ 201,2 bilhões em 1978, os gramados brasileiros eram ricos, autônomos e capazes de reter 100% dos talentos que encantavam o planeta.

1980

O ponto de inflexão, contudo, ganha contornos dramáticos nos anos 1980. O início do descolamento econômico coincide com o mergulho do Brasil na hiperinflação e na chamada "década perdida", enquanto as potências europeias consolidavam blocos de riqueza sem precedentes. Em 1980, as primeiras frestas na soberania nacional se abriram com as saídas de Falcão e Dirceu. Era o aviso do destino. Em 1990, com a Europa Ocidental batendo a impressionante marca de US$ 3,4 trilhões de PIB enquanto o Brasil amargava recessões profundas e planos econômicos frustrados, a porteira se abriu definitivamente: a Seleção perdia, pela primeira vez na história, a maioria absoluta de atletas que atuavam em solo nacional.

11

Durante 11 Copas do Mundo consecutivas, o PIB das potências europeias cresceu, mas o mercado do futebol permaneceu local. Resultado: virtualmente 100% dos convocados jogavam no Brasil. Em 1984, ano em que o PIB brasileiro atingiu US$ 543 bilhões contra US$ 3,9 trilhões do bloco europeu, a balança do futebol encontrou sua simetria exata no tetracampeonato: metade do elenco atuava em solo nacional, metade já brilhava no exterior.

2002

O pentacampeonato de 2002 marcou o último suspiro de uma Seleção com maioria de atletas baseados no Brasil (13 de 23). A partir dali, a disparidade explodiu: nas Copas de 2006 a 2026, com o PIB do bloco europeu rompendo a barreira dos US$ 11 trilhões, o número de atletas "caseiros" desabou para uma média isolada de apenas 3 por edição.

Globalização

O legado desse choque estatístico é a transformação definitiva da Seleção Brasileira em um produto da globalização e do abismo cambial. A histórica janela de 2014 marcou o ápice nominal do PIB brasileiro (US$ 2,45 trilhões), mas a indústria do futebol europeu já havia se tornado uma máquina corporativa intransponível, alimentada por moedas fortes e direitos de transmissão bilionários.

Várzea

O esporte que outrora dependia apenas do talento moldado nas várzeas e nos grandes clubes cariocas e paulistas curvou-se, inevitavelmente, à matemática das nações. A desvalorização crônica do Real frente ao Dólar e ao Euro nas últimas décadas sacramentou o isolamento financeiro do futebol nacional. Hoje, o gráfico de convocações não deixa margem para dúvidas: o Brasil consolidou-se como o maior celeiro exportador do mundo, restando aos clubes locais o papel de formar os gênios para que as economias de mais de 11 trilhões de dólares desfrutem do espetáculo.

Flamengo

A organização financeira de Flamengo e Palmeiras no Brasil, assim como do River Plate na Argentina, clube com maior média de público no mundo são uma boa notícia. Mas o futebol sul-americano só poderá fazer frente ao europeu novamente sob duas circunstâncias. Ou abraçamos o capitalismo com unhas e dentes ou quem sabe a Europa e Oriente Médio mergulhando de vez noutra de suas guerras intermináveis. Qual deles vem primeiro?

NOTA: Para quem curte futebol, Copas e história está no ar pelo Instagram o @tresdecopas.podcast com este seu amigo e os historiadores José Renato Sátiro Santiago e Bruno Balacó. Estaremos conversando em episódios antes da Copa 2026, com programas diários durante o torneio.

Roberto Vieira é médico e cronista



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