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2025- PSD e MDB vão governar maior população do País

29/10/2024

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Fortalecidos nas urnas. O PSD e o MDB, que fazem parte do centrão, saem das eleições municipais como os maiores partidos nacionais e vão governar cerca de 37 milhões de pessoas cada um.


PSD e MDB conquistam cidades com 74 milhões de pessoas

O PSD vai governar a maior população do país: 37 milhões de pessoas.  A soma dos habitantes das cidades onde o partido foi eleito equivale a cerca de uma de cada seis pessoas da população brasileira conforme os dados do IBGE.

Maior número

O PSD também elegeu o maior número de prefeitos.


Crescendo

O partido de Gilberto Kassab está crescendo de forma contínua desde sua fundação. Em 2012, suas primeiras eleições municipais, a sigla elegeu prefeitos em cidades que, somadas, tinham 12 milhões de pessoas. Em 2016, 14 milhões. Em 2020, 24,6 milhões. E agora, 37 milhões


PL

O PL triplicou...

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Fortalecidos nas urnas. O PSD e o MDB, que fazem parte do centrão, saem das eleições municipais como os maiores partidos nacionais e vão governar cerca de 37 milhões de pessoas cada um.


PSD e MDB conquistam cidades com 74 milhões de pessoas

O PSD vai governar a maior população do país: 37 milhões de pessoas.  A soma dos habitantes das cidades onde o partido foi eleito equivale a cerca de uma de cada seis pessoas da população brasileira conforme os dados do IBGE.

Maior número

O PSD também elegeu o maior número de prefeitos.


Crescendo

O partido de Gilberto Kassab está crescendo de forma contínua desde sua fundação. Em 2012, suas primeiras eleições municipais, a sigla elegeu prefeitos em cidades que, somadas, tinham 12 milhões de pessoas. Em 2016, 14 milhões. Em 2020, 24,6 milhões. E agora, 37 milhões


PL

O PL triplicou de tamanho, sendo eleito em cidades com uma população total de 27 milhões. Republicanos e PT também cresceram.

MDB

O MDB teve o segundo melhor resultado em número de população a ser governada: 36,6 milhões.

Venceu

 O partido venceu em São Paulo, maior cidade do país, com a reeleição de Ricardo Nunes.

Capital

Pelo menos desde 2012, o partido que elegia o prefeito da capital paulista também era o que governava o maior número de pessoas no país, o que não ocorreu este ano. O MDB também ficou em segundo lugar em número de prefeituras, independentemente do tamanho.


Elegeram

PSD e MDB elegeram prefeitos em cinco capitais cada um —o melhor desempenho entre todos os partidos. (O Poder)

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Leia outras informações

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Após rompimento, Lula e Alcolumbre se encontram. Senador fala em "segredo"

05/08/2026

O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se encontraram depois de uma fase de rompimento. O encontro ocorreu na noite de ontem, na casa do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Também estava presente o ministro do STF, Cristiano Zanin. Os dois foram os responsáveis pela articulação para que Lula e Alcolumbre se reunissem. A informação foi publicada pelo “O Globo”, e confirmada por interlocutores dos presentes. Na manhã de hoje, ao chegar ao Senado e ser questionado sobre como foi o encontro, Alcolumbre se limitou a dizer: “Segredo”.

Momento de distensionamento

Foi um encontro para quebrar o 'gelo' entre os dois, que estavam rompidos desde abril, quando o Senado, num movimento articulado por Alcolumbre, rejeitou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. A conversa durou entre duas e três horas, mas não teriam sido discutidos temas específicos, mas, sim, as “mágoas do passado”. Nesse sentido, as pendências devem...

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O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se encontraram depois de uma fase de rompimento. O encontro ocorreu na noite de ontem, na casa do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Também estava presente o ministro do STF, Cristiano Zanin. Os dois foram os responsáveis pela articulação para que Lula e Alcolumbre se reunissem. A informação foi publicada pelo “O Globo”, e confirmada por interlocutores dos presentes. Na manhã de hoje, ao chegar ao Senado e ser questionado sobre como foi o encontro, Alcolumbre se limitou a dizer: “Segredo”.

Momento de distensionamento

Foi um encontro para quebrar o 'gelo' entre os dois, que estavam rompidos desde abril, quando o Senado, num movimento articulado por Alcolumbre, rejeitou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. A conversa durou entre duas e três horas, mas não teriam sido discutidos temas específicos, mas, sim, as “mágoas do passado”. Nesse sentido, as pendências devem ficar para depois das eleições. Segundo assessores dos dois lados, foi um momento mais de distensionamento para garantir a volta da normalidade no relacionamento entre Alcolumbre e Lula. A avalição é de que o encontro foi positivo.



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Lula

O presidente Lula vinha resistindo a se encontrar com Alcolumbre, que estava enviando mensagens por meio de amigos de que desejava se encontrar para refazer as pontes. Além da rejeição à indicação de Jorge Messias, o presidente Lula estava insatisfeito com outros movimentos de Alcolumbre com relação às pautas prioritárias do governo, como não colocar para tramitar a PEC do fim da escala 6 x 1, uma das bandeiras da campanha de reeleição do petista.




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Ex-chefe de Gabinete de Lula, Marcola pede para deixar campanha

05/08/2026

Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, deixou hoje, quarta-feira, 05/08, a campanha petista. Marcola, como é conhecido, pediu para sair após a PF descobrir uma transferência financeira feita a ele pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista em negócios do Careca do INSS. Braço direito de Lula, Marcola alegou que fez um empréstimo em caráter privado e o quitou com um repasse de R$ 249 mil. Roberta é amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Saída

Pressionado após a revelação do pagamento feito por Roberta, o assessor conversou com o presidente e solicitou a saída da equipe para que o caso não contaminasse a campanha. Ele contratou o advogado Georges Abboud e disse que concentrará os próximos dias na sua defesa. Na noite de ontem, 04/08, ministros já diziam, em conversas reservadas, que Marcola deveria sair do comitê. Em 2 notas divulgadas na noite de ontem, Marcola disse que sua atuação pú...

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Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, deixou hoje, quarta-feira, 05/08, a campanha petista. Marcola, como é conhecido, pediu para sair após a PF descobrir uma transferência financeira feita a ele pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista em negócios do Careca do INSS. Braço direito de Lula, Marcola alegou que fez um empréstimo em caráter privado e o quitou com um repasse de R$ 249 mil. Roberta é amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Saída

Pressionado após a revelação do pagamento feito por Roberta, o assessor conversou com o presidente e solicitou a saída da equipe para que o caso não contaminasse a campanha. Ele contratou o advogado Georges Abboud e disse que concentrará os próximos dias na sua defesa. Na noite de ontem, 04/08, ministros já diziam, em conversas reservadas, que Marcola deveria sair do comitê. Em 2 notas divulgadas na noite de ontem, Marcola disse que sua atuação pública sempre foi pautada pela ética. “Em primeiro lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça”, escreveu ele. “Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela (Roberta Luchsinger), pago com a transferência bancária de R$ 249 mil, uma movimentação estritamente privada”, completou. Integrantes do governo registram que Marcola é discreto e quer se manter assim, não quer prejudicar a campanha do presidente e tomou a decisão para preservar Lula.

“Um erro”

Marcola já havia deixado a chefia de gabinete de Lula desde o dia 21/07, no Palácio do Planalto, para integrar o comando da campanha à reeleição. No QG petista, o cientista político atuava ao lado de Gilberto Carvalho, que também foi chefe de gabinete de Lula nos 2 primeiros mandatos. A dupla cuidava da agenda de compromissos do presidente, como fez na campanha de 2022. Na avaliação de interlocutores do presidente, o ex-chefe de gabinete cometeu “um erro” ao ter pedido recursos para Roberta Luchsinger.




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Veneziano recebe apoio à sua reeleição do presidente da Câmara e vereadores de São Bento

05/08/2026

Preste a ter o seu nome homologado como candidato à reeleição, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) recebeu hoje, quarta-feira (05/08) o apoio de um grupo de vereadores da cidade de São Bento, no sertão do estado.

Os nomes

Manifestaram o apoio à reeleição de Veneziano, o presidente da Câmara Municipal, vereador Fabrício Beserra; e os vereadores Rogaciano Araújo e Alex Dantas.

“Agradeço a demonstração de apoio e reafirmo nossos compromissos com São Bento e seu povo”, disse Veneziano, em agradecimento.

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Preste a ter o seu nome homologado como candidato à reeleição, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) recebeu hoje, quarta-feira (05/08) o apoio de um grupo de vereadores da cidade de São Bento, no sertão do estado.

Os nomes

Manifestaram o apoio à reeleição de Veneziano, o presidente da Câmara Municipal, vereador Fabrício Beserra; e os vereadores Rogaciano Araújo e Alex Dantas.

“Agradeço a demonstração de apoio e reafirmo nossos compromissos com São Bento e seu povo”, disse Veneziano, em agradecimento.




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Crise Diplomática - Após novas ofensas de Milei, Itamaraty rebaixa relação diplomática com Argentina

05/08/2026

O Itamaraty rebaixou a relação diplomática com a Argentina para nível de encarregado de negócios. Segundo fontes do Itamaraty, Julio Bitelli, embaixador brasileiro em Buenos Aires, não voltará ao país vizinho. A medida deve durar enquanto Milei mantiver as ofensas contra seu homólogo, Lula. A embaixada continuará funcionando gerida por um encarregado de negócios, sem a presença do chefe do posto. A decisão foi comunicada ao embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, por meio de uma nota de protesto. Até sexta-feira, 31/07, a ordem no Itamaraty era aguardar sinais de eventual normalização e monitorar a situação política na capital argentina à distância, por meio de contatos diversos do corpo diplomático.



Novos ataques

O anúncio ocorre após uma nova sequência de ataques de Milei ao presidente Lula, em entrevista ao canal LN+. As ofensas deveriam complicar o cenário de normalização diplomática e retardar o retorno de...

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O Itamaraty rebaixou a relação diplomática com a Argentina para nível de encarregado de negócios. Segundo fontes do Itamaraty, Julio Bitelli, embaixador brasileiro em Buenos Aires, não voltará ao país vizinho. A medida deve durar enquanto Milei mantiver as ofensas contra seu homólogo, Lula. A embaixada continuará funcionando gerida por um encarregado de negócios, sem a presença do chefe do posto. A decisão foi comunicada ao embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, por meio de uma nota de protesto. Até sexta-feira, 31/07, a ordem no Itamaraty era aguardar sinais de eventual normalização e monitorar a situação política na capital argentina à distância, por meio de contatos diversos do corpo diplomático.



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Novos ataques

O anúncio ocorre após uma nova sequência de ataques de Milei ao presidente Lula, em entrevista ao canal LN+. As ofensas deveriam complicar o cenário de normalização diplomática e retardar o retorno de Bitelli à capital argentina. Gestos de distensão eram uma condição para a volta do diplomata. No domingo, 02/08, Milei reiterou na entrevista o teor das declarações que havia feito no Brasil, ao participar da convenção que lançou a candidatura do senador e aliado Flávio Bolsonaro, PL, a presidente da República. O presidente argentino afirmou que agiu de forma correta ao chamar o petista de “presidiário”, “ladrão” e “corrupto”.

Embaixador brasileiro em Buenos Aires

Bitelli foi chamado a consultas em Brasília como gesto grave de desaprovação ao ato de Milei na convenção bolsonarista, uma praxe diplomática. Após conversas com Lula e com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi orientado a permanecer no País por tempo indeterminado, até que houvesse uma avaliação política indicando degelo.




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MDB da Paraíba oficializa daqui a pouco, candidaturas de Cícero para Governo e Veneziano e André para Senado; caravanas começam a chegar

05/08/2026

O MDB da Paraíba vai oficializar, hoje, quarta-feira (05/08), a candidatura de Cícero Lucena para o Governo do Estado e Veneziano Vital do Rêgo e André Gadelha para o Senado. A convenção do partido está agendada para iniciar às 15h15, na casa de eventos Domus Hall, em João Pessoa.

Já tem gente

As primeiras caravanas começam a chegar em João Pessoa. Lideranças políticas de todo Estado, prometem marcar presença no evento. O clima é de festa.

Expectativas

Embora a composição da chapa majoritária já esteja definida, a principal expectativa para a convenção gira em torno do anúncio dos nomes que ocuparão as suplências de Veneziano e André Gadelha.
O senador Veneziano Vital do Rêgo tem como primeira suplente Janine Lucena. Já o candidato André Gadelha anunciou a vereadora Ivonete Ludgério (PSD) como sua primeira suplente na disputa ao Senado Federal.

O vice

Diogo Cunha Lim...

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O MDB da Paraíba vai oficializar, hoje, quarta-feira (05/08), a candidatura de Cícero Lucena para o Governo do Estado e Veneziano Vital do Rêgo e André Gadelha para o Senado. A convenção do partido está agendada para iniciar às 15h15, na casa de eventos Domus Hall, em João Pessoa.

Já tem gente

As primeiras caravanas começam a chegar em João Pessoa. Lideranças políticas de todo Estado, prometem marcar presença no evento. O clima é de festa.

Expectativas

Embora a composição da chapa majoritária já esteja definida, a principal expectativa para a convenção gira em torno do anúncio dos nomes que ocuparão as suplências de Veneziano e André Gadelha.
O senador Veneziano Vital do Rêgo tem como primeira suplente Janine Lucena. Já o candidato André Gadelha anunciou a vereadora Ivonete Ludgério (PSD) como sua primeira suplente na disputa ao Senado Federal.

O vice

Diogo Cunha Lima, filho do ex-governador Cássio Cunha Lima, será o candidato a vice-governador na chapa.
“Estou pronto”, disse Cícero ao convidar militância para o evento.

Na proporcional

Na proporcional, o partido este ano não terá candidato à Câmara Federal e disputará vagas apenas para a Assembleia Legislativa.

Severino Lopes
O Poder




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TCU divulga lista de 6,1 mil gestores que tiveram contas rejeitadas e podem ser impedidos de se candidatar este ano

05/08/2026

Hylda Cavalcanti*

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, entregou formalmente no início da noite desta terça-feira (04/08) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, levantamento com 6,1 mil nomes de gestores públicos nas mais diversas esferas que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos últimos oito anos.

Conforme informações do presidente do TCU, o levantamento deste ano reúne mais de 6,1 mil responsáveis — um volume 3% menor do que o registrado em 2024, ano de eleições municipais. A maior parte dos nomes citados são de ex-prefeitos e ex-vereadores de pequenas cidades, sendo que cerca de 3,8 mil casos estão concentrados nas regiões Nordeste e Sudeste.

Julgamentos definitivos

Do total, 266 enquadram-se como pessoas expostas politicamente, incluindo 135 vereadores, 114 prefeitos, seis deputados estaduais,...

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Hylda Cavalcanti*

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, entregou formalmente no início da noite desta terça-feira (04/08) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, levantamento com 6,1 mil nomes de gestores públicos nas mais diversas esferas que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos últimos oito anos.

Conforme informações do presidente do TCU, o levantamento deste ano reúne mais de 6,1 mil responsáveis — um volume 3% menor do que o registrado em 2024, ano de eleições municipais. A maior parte dos nomes citados são de ex-prefeitos e ex-vereadores de pequenas cidades, sendo que cerca de 3,8 mil casos estão concentrados nas regiões Nordeste e Sudeste.

Julgamentos definitivos

Do total, 266 enquadram-se como pessoas expostas politicamente, incluindo 135 vereadores, 114 prefeitos, seis deputados estaduais, dois deputados federais e um senador (incluindo suplência). A relação consolida os julgamentos definitivos — contra os quais não cabem mais recursos no TCU — realizados desde 2018.

“Este gesto simboliza, mais uma vez, o compromisso das instituições brasileiras com a integridade das eleições, com a responsabilidade na gestão pública e com o fortalecimento da confiança da sociedade no nosso sistema democrático”, afirmou o presidente do TSE, Nunes Marques.

Base é o Cadirreg

De acordo com o magistrado, a cooperação institucional entre as duas Cortes ajuda a garantir um processo eleitoral seguro e transparente. A lista foi elaborada com base no Cadastro de Contas Julgadas Irregulares (Cadirreg) e consolida os julgamentos definitivos — contra os quais não cabem mais recursos no TCU — realizados pelo Tribunal de Contas desde 2018.

A ferramenta serve como um dos principais insumos para que a Justiça Eleitoral analise os pedidos de registro de candidatura, avaliando o preenchimento dos requisitos de elegibilidade dos postulantes a cargos eletivos. Mas atenção: técnicos e ministros fizeram questão de deixar claro que o recebimento da lista não implica a inelegibilidade automática dos nomes citados.

Análise individual do TSE

Isto porque cabe estritamente à Justiça Eleitoral analisar cada caso individualmente e, somente depois, julgar se as irregularidades apontadas são capazes de barrar eventual candidatura eleitoral.

O presidente do TCU ressaltou que a união das instituições é um dos pilares de sustentação da confiança que o cidadão tem no sistema representativo. “Este documento é fruto de um trabalho técnico exaustivo, rigorosamente pautado pelo devido processo legal e pelo amplo direito de defesa”, frisou Vital do Rêgo.

Atualização permanente

Como a situação jurídica de um gestor pode se alterar por meio de recursos no próprio tribunal de contas ou por liminares na Justiça Comum, o banco de dados disponibilizado pelo TCU será atualizado diariamente, até o dia 18 de dezembro, data-limite para a diplomação dos eleitos nas eleições gerais de 2026.

A população e os partidos políticos, entretanto, poderão consultar a relação e emitir a certidão negativa para fins eleitorais no portal do TCU.

*Do HJur




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Quando a Realidade Estratégica Fala Mais Alto - Por Amadeu Robalinho*

05/08/2026

As Declarações do Ministro da Defesa e o Desafio da Soberania Nacional


As recentes declarações do Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, provocaram intenso debate nos meios político, militar e estratégico ao admitir que, em um hipotético cenário de invasão dos Estados Unidos ao Brasil, a alternativa mais sensata seria "abrir os portões", diante da incapacidade nacional de enfrentar uma potência militar dessa magnitude. A fala, embora desconfortável para parte da opinião pública, recoloca no centro da agenda nacional uma discussão frequentemente negligenciada: o verdadeiro estado da capacidade de defesa brasileira.

Segundo o ministro, o Brasil não dispõe de equipamentos militares suficientes nem de recursos financeiros capazes de sustentar uma guerra convencional contra uma superpotência. A manifestação ocorreu durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), dedicado à descarbonização do setor marítimo, ocasião em que José...

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As Declarações do Ministro da Defesa e o Desafio da Soberania Nacional


As recentes declarações do Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, provocaram intenso debate nos meios político, militar e estratégico ao admitir que, em um hipotético cenário de invasão dos Estados Unidos ao Brasil, a alternativa mais sensata seria "abrir os portões", diante da incapacidade nacional de enfrentar uma potência militar dessa magnitude. A fala, embora desconfortável para parte da opinião pública, recoloca no centro da agenda nacional uma discussão frequentemente negligenciada: o verdadeiro estado da capacidade de defesa brasileira.

Segundo o ministro, o Brasil não dispõe de equipamentos militares suficientes nem de recursos financeiros capazes de sustentar uma guerra convencional contra uma superpotência. A manifestação ocorreu durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), dedicado à descarbonização do setor marítimo, ocasião em que José Múcio voltou a defender maior previsibilidade orçamentária para as Forças Armadas.

Longe de representar um discurso derrotista, a declaração pode ser interpretada como um alerta estratégico. Ao afirmar que o país investe aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa, percentual inferior ao observado em diversas nações com interesses geopolíticos semelhantes, o ministro evidencia um problema estrutural: não se constrói poder militar consistente sem planejamento de longo prazo, estabilidade orçamentária e continuidade dos programas estratégicos.

A hipótese de uma invasão norte-americana é, sob todos os aspectos, extremamente improvável no atual cenário internacional. Entretanto, o exercício hipotético utilizado pelo ministro serve para ilustrar um princípio clássico da estratégia: a capacidade de dissuasão depende da credibilidade do poder nacional. Países não investem em defesa porque desejam guerrear; investem para reduzir a probabilidade de que a guerra ocorra.

Nesse contexto, torna-se indispensável compreender que a defesa nacional não se limita ao efetivo das Forças Armadas. Ela resulta da integração entre indústria de defesa, ciência, tecnologia, infraestrutura logística, capacidade energética, soberania cibernética, inteligência estratégica e uma base industrial capaz de sustentar operações prolongadas.

No caso específico do Exército Brasileiro, as limitações orçamentárias acumuladas nas últimas décadas produziram impactos significativos sobre programas de modernização, aquisição de equipamentos, renovação de meios blindados, sistemas de artilharia, defesa antiaérea e ampliação das capacidades de comando, controle e guerra eletrônica. Apesar do elevado nível de profissionalismo de seus militares e da reconhecida qualidade de seu preparo operacional, a capacidade de combate depende, inevitavelmente, de investimentos permanentes em tecnologia e material de emprego militar.

Situação semelhante alcança a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira. Projetos estratégicos, como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), a construção de meios navais, a renovação da aviação de combate e os sistemas integrados de vigilância representam investimentos indispensáveis para assegurar a proteção da chamada Amazônia Azul, das fronteiras terrestres e do espaço aéreo nacional.

O debate suscitado pelas palavras do ministro também revela um desafio cultural. Durante décadas, consolidou-se no imaginário nacional a percepção de que o Brasil, por possuir tradição diplomática pacífica, poderia relegar a defesa a um plano secundário. Contudo, o ambiente internacional contemporâneo demonstra exatamente o contrário. A crescente competição entre grandes potências, a disputa por minerais estratégicos, energia, alimentos, recursos hídricos, rotas marítimas e tecnologias críticas torna a capacidade de defesa um componente inseparável da soberania.

Não há soberania sem capacidade de proteção. Tampouco existe autonomia estratégica sem uma base industrial robusta, universidades capazes de produzir conhecimento aplicado, centros de pesquisa, empresas nacionais inovadoras e políticas públicas que garantam continuidade aos programas de defesa.

As declarações de José Múcio, portanto, transcendem a hipótese de um confronto específico com os Estados Unidos. Elas expõem uma realidade mais ampla: o Brasil precisa decidir qual papel pretende desempenhar no sistema internacional. Permanecer como um país de dimensões continentais, rico em recursos estratégicos, porém militarmente vulnerável, ou consolidar-se como uma potência regional dotada de instrumentos capazes de proteger seus interesses nacionais.

A história demonstra que a paz não é garantida apenas pela boa vontade entre as nações. Ela é preservada quando diplomacia, desenvolvimento econômico e capacidade de defesa caminham de forma integrada. Nesse sentido, o maior legado do debate provocado pelo ministro talvez não esteja na hipótese levantada, mas na oportunidade de recolocar a defesa nacional entre as prioridades permanentes do Estado brasileiro.

Fortalecer as Forças Armadas, estimular a Base Industrial de Defesa, ampliar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação e estabelecer políticas de longo prazo não constituem gastos supérfluos. Representam, antes de tudo, investimentos na preservação da soberania, da estabilidade institucional e da capacidade do Brasil de decidir, de forma livre e independente, os rumos do seu próprio destino.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Da Série, Os Mistérios do Aquém: onde está a montanha de 50 bilhões de dólares? - Por Natanael Sarmento*

05/08/2026

Durante a ditadura militar - 1964–1985 do modelo de desenvolvimento dos megaprojetos de infraestrutura (Rodovia Transamazônica, Usina de Itaipu, Ponte Rio-Niterói) as vias da corrupção se pavimentavam em dois caminhos: “comissões” de volumosos empréstimos externos internacionais e superfaturamentos de obras. Propinas e desvios de recursos públicos.

Nada a declarar

Perguntas incômodas sobre pessoas desaparecidas, ou contratos suspeitosos, o Ministro da Justiça da Ditadura Armando Falcão repetia o bordão “Nada a declarar”. Ditadura com Ministério de Justiça como Bolívia e Paraguai com Marinha, mas sem saída para o mar.

Não vi nada

Piada recorrente da época “não vi nada, um amigo viu e nunca mais foi visto” traduzia o terror policialesco. Do regime militar. Pessoas sequestradas em casa ou vias públicas, sem ordem judicial, muitas despareciam e delas jamais se teve notícias.

“Segurança Nacional”

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Durante a ditadura militar - 1964–1985 do modelo de desenvolvimento dos megaprojetos de infraestrutura (Rodovia Transamazônica, Usina de Itaipu, Ponte Rio-Niterói) as vias da corrupção se pavimentavam em dois caminhos: “comissões” de volumosos empréstimos externos internacionais e superfaturamentos de obras. Propinas e desvios de recursos públicos.

Nada a declarar

Perguntas incômodas sobre pessoas desaparecidas, ou contratos suspeitosos, o Ministro da Justiça da Ditadura Armando Falcão repetia o bordão “Nada a declarar”. Ditadura com Ministério de Justiça como Bolívia e Paraguai com Marinha, mas sem saída para o mar.

Não vi nada

Piada recorrente da época “não vi nada, um amigo viu e nunca mais foi visto” traduzia o terror policialesco. Do regime militar. Pessoas sequestradas em casa ou vias públicas, sem ordem judicial, muitas despareciam e delas jamais se teve notícias.

“Segurança Nacional”

Em nome da “Segurança Nacional” a ditadura exacerbava na violência e na corrupção sem prestar contas à sociedade. Sem transparência ou mecanismos efetivos de controle social dos seus atos. Repressão política e tratativas bilionárias mantidas sob sigilo e rigorosa censura dos meios de comunicação. Quase nada se sabia dos porões e da dinheirama desviada para bancos suíços e de outros paraísos fiscais.

Cartel

A dinâmica financeira envolvia cartel de fato na cooperação do alto escalão da ditadura militar, grandes empreiteiras e banqueiros, na conjunção monopolista de detentores do poder econômico com o poder político. De graça nem injeção na testa, nem choques elétricos.

Eurodólares

Nos anos de 1970, bancos internacionais (sobretudo norte-americanos e europeus) inundaram o Brasil com dólares emprestados a juros. Empréstimos que financiavam contratos de megaconstruções, sem licitação pública, sem transparência e fiscalização independente. A boiada passava solta.

Superfaturamento e Overinvoicing

O mecanismo mais banalizado na trapaça dos fundos adventícios do exterior era inflar o valor dos contratos e transações de importação de maquinário pesado/serviços tecnológicos. O toco “excedente” pago pelo Estado (povo) aos fornecedores internacionais ou parceiros consorciados era redirecionado pelos bancos intermediários diretamente às contas bancárias secretas paraísos fiscais Suíça, Panamá, Caribe.

Emblemáticos

Escândalos faraônicos vieram à tona. Foi icônico o desfalque do caso Delfin, no BNH, dos desvios imobiliários, mordida de cachorro grande. No bombástico caso Lutfalla do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha e da usina de Itaipu, maior ainda. Expuseram a existência de comissões pagas no exterior a intermediários do governo e generais, nas negociações.

Missão quase impossível

Quantificar com exatidão o valor dos desvios dessa corrupção do período militar é desafio quase impossível para economistas e historiadores. Porque a contabilidade da ditadura e os arquivos do Conselho de Segurança Nacional são sigilosos. E o sigilo bancário suíço vigorou de forma inexpugnável até os anos 2000. Tudo prescrito ou esquecido pela amnésia nacional.

Estimativas

Sobre fuga de capitais nos anos 1970 e 1980 instituições como o Banco Mundial, FMI e a Tax Justice Network estimam centenas de bilhões de dólares em saídas não registradas de capital no boom de endividamento da década, na América Latina. Relativamente ao Brasil varonil o cálculo da fuga de capitais de meados dos anos 1970 ao final dos anos 1980 gira em torno de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões, em valores nominais da época. Uma montanha de dinheiro público.

O Bolo do Milagre

O fermento do bolo do milagre econômico das megalômanas obras foi inflar a dívida externa: antes do golpe de 1964 a dívida externa do país era de US$ 3,2 bilhões. No término da ditadura militar, 1985 chegava a US$ 105 bilhões.

Ralo

Analistas econômicos atestam que parte significativa desse montante emprestado não se converteu em ativos produtivos. Além de muitas obras acabadas, empilhadeiras de dinheiro público se perderam nos labirintos da corrupção, com superfaturamento, sobre preço e pagamento de juros escorchantes, em renegociações nebulosas com bancos internacionais. Tim Maia celebrizou a frase chistosa “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúmes, traficante se vicia e pobre é de direita”. Calhava completar com: corruto é cidadão de bem, golpista defende a ordem e entreguista é patriota.

Destino

Na engenharia financeira dos desvios “off-shore” da época os bancos Suíços são preferenciais, globalmente. Fundos ilícitos e oriundos de governos autoritários protegidos totalmente sob códigos numéricos e segredo bancário. Além de outros “paraísos fiscais” Caribenhos e Europeus - Panamá, Bahamas, Ilhas Cayman, Liechtenstein e Luxemburgo, nas aberturas de empresas de fachada - shell companies - que mascaram os beneficiários finais das operações.

Back-to-back

Dinheiro lavado no exterior retorna ao Brasil anos depois sob forma de "investimento estrangeiro simulado" no back-to-back loan ou reingresso de capital privado. Aplicado na aquisição de latifúndios rurais e imóveis urbanos de alto padrão, nas participações acionárias do mercado empresarial e financeiro interno, “limpinho”, sem levantar suspeitas do Fisco. No coroamento da “meritocracia” do sistema burguês capitalista.

Jurisprudência

O cartel da corrupção consolidou as conexões das empreiteiras nacionais, agentes estatais e financeiros bancários. O ciclo das megaconstruções do regime militar elevou o padrão. O uso do cachimbo entortou a boca e se tornou prática operacional dos contratos e negócios envolvendo a administração pública brasileira, em todos os níveis, federal, estadual e municipal.

Moralismo uma ova

A retórica moralista é refúgio banal de muitos canalhas. Estamos falando de política e desvio de verba pública, de corrupção, de verbas desviadas de educação, saúde, moradia, segurança, dinheiro de toda sociedade embolsado por meia dúzia de larápios. Corrupção é corrupção. A fanfarra das propinas e desvios permanecem tocando samba na vida pública brasileira. Corrupção é corrupção. A diferença da roubalheira da burguesia na democracia para as falcatruas da sua ditadura é sutil mas relevante. Fazenda pública sempre saqueada, é verdade. Mas na democracia além de menos sigilos se pode denunciar os corrutos. Sem medo de desaparecer. E com mobilização popular nas ruas, até se corre o risco de colocar corruptos no xilindró. Ditadura nunca mais!


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.




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O rascunho da pátria nas noites do Recife - A primeira constituição nasceu em Pernambuco, por Zé da Flauta*

05/08/2026

A história oficial adora tintas dramáticas, mas a vida real prefere a engenharia do possível. Em 1808, a Família Real não desembarcou no Rio de Janeiro para viver em berço de ouro, mas para escapar de Napoleão e erguer a sede da Corte em solo americano.

D. João VI penou para achar teto decente, improvisou a estrutura onde deu e teve que lançar mão de impostos pesados, não por capricho de gabinete, mas pela necessidade imperiosa de construir a burocracia, a defesa e o Tesouro de um vasto território que logo seria elevado a Reino Unido. O problema é que, enquanto o Rio de Janeiro se consolidava como a cabeça do Reino, a conta dessa fatura pesada chegou com juros e correção ao Nordeste. E Pernambuco, que nunca foi de aceitar cabresto sem chiar, resolveu que era hora de desenhar o seu próprio destino.

Fervura de ideias

Foi assim que, em março de 1817, o Leão do Norte deu um salto no escuro. Enquanto a administração central tentava equili...

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A história oficial adora tintas dramáticas, mas a vida real prefere a engenharia do possível. Em 1808, a Família Real não desembarcou no Rio de Janeiro para viver em berço de ouro, mas para escapar de Napoleão e erguer a sede da Corte em solo americano.

D. João VI penou para achar teto decente, improvisou a estrutura onde deu e teve que lançar mão de impostos pesados, não por capricho de gabinete, mas pela necessidade imperiosa de construir a burocracia, a defesa e o Tesouro de um vasto território que logo seria elevado a Reino Unido. O problema é que, enquanto o Rio de Janeiro se consolidava como a cabeça do Reino, a conta dessa fatura pesada chegou com juros e correção ao Nordeste. E Pernambuco, que nunca foi de aceitar cabresto sem chiar, resolveu que era hora de desenhar o seu próprio destino.

Fervura de ideias

Foi assim que, em março de 1817, o Leão do Norte deu um salto no escuro. Enquanto a administração central tentava equilibrar as finanças no Sudeste, os pernambucanos declararam a república, hastearam bandeira própria e inventaram um país de três meses.
No meio dessa fervura de ideias liberais e maçonaria, entrou em cena o paulista Antônio Carlos de Andrada, irmão do futuro Patriarca da Independência, então Ouvidor em Olinda. Com a urgência de quem sabe que o tempo é o maior inimigo de um levante, ele e o Conselho Provisório colocaram a cabeça para funcionar e redigiram a Lei Orgânica de 1817. Três poderes separados, liberdade de imprensa e garantias individuais: o primeiro documento constitucional nascido e escrito em solo brasileiro surgia ali, no calor da audácia recifense.

Rascunho

A reação do Governo Central foi a marreta inevitável da ordem: o movimento foi sufocado, a experiência republicana interrompida e seus líderes pagaram o preço mais alto. Antônio Carlos escapou do enforcador por um fio, mas mofou anos nas masmorras baianas.

Contudo, o destino é mestre em ironias poéticas. Anos mais tarde, solto e eleito deputado na Constituinte de 1823, adivinha quem foi o encarregado de rascunhar o primeiro projeto de Constituição do Império do Brasil independente? O mesmo Antônio Carlos, que levou na bagagem o esqueleto das ideias costuradas nas noites insones do Recife. A semente plantada em solo pernambucano recusou-se a morrer sob a poeira do esquecimento.

Desafio

Esse episódio revela que a nossa tradição jurídica e a busca por direitos não nasceram de um decreto importado ou de uma concessão benevolente. Foram gestadas no choque amargo entre a necessidade de centralização do Estado e a exigência de autonomia das províncias.
Pernambuco não apenas desafiou o poder central; deixou para a posteridade a prova impressa de que a cidadania brasileira começou a ser escrita com a coragem, a tinta e o pioneirismo do seu próprio povo.


Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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Flávio anuncia Alfredo Gaspar como vice em chapa pura à Presidência

05/08/2026

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou hoje, quarta-feira (05/08) a escolha do deputado Alfredo (PL-AL) para o cargo de vice em sua chapa para a disputa eleitoral deste ano.

A decisão

A decisão foi anunciada em coletiva de imprensa nesta manhã, último dia de prazo para a realização de convenções partidárias. Antes, Flávio afirmou que divulgaria o nome do vice até 15 de março, mas antecipou a escolha para evitar risco de judicialização sobre o cumprimento do prazo.

Relator

Alfredo Gaspar foi relator da CPMI do INSS, uma das maiores fontes de desgaste do governo Lula. O parlamentar atuou no Ministério Público. Em sua primeira fala, o agora candidato lamentou a ausência do pai, já falecido, e de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.

Primeira fala

Em sua primeira fala como candidato a vice, Alfredo disse que a escolha é uma grande honra e enalteceu s...

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou hoje, quarta-feira (05/08) a escolha do deputado Alfredo (PL-AL) para o cargo de vice em sua chapa para a disputa eleitoral deste ano.

A decisão

A decisão foi anunciada em coletiva de imprensa nesta manhã, último dia de prazo para a realização de convenções partidárias. Antes, Flávio afirmou que divulgaria o nome do vice até 15 de março, mas antecipou a escolha para evitar risco de judicialização sobre o cumprimento do prazo.

Relator

Alfredo Gaspar foi relator da CPMI do INSS, uma das maiores fontes de desgaste do governo Lula. O parlamentar atuou no Ministério Público. Em sua primeira fala, o agora candidato lamentou a ausência do pai, já falecido, e de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.

Primeira fala

Em sua primeira fala como candidato a vice, Alfredo disse que a escolha é uma grande honra e enalteceu sua origem nordestina. Por fim, se comprometeu a ser parceiro de Flávio. "Ao seu lado marcharei para a gente transformar esse Brasil num lugar justo e decente".

Agradeceu

Ele também agradeceu a mãe e a esposa. O aceno ao voto feminino é uma tática da campanha do PL por causa da rejeição existente com esta faixa do eleitorado.

Chapa pura sem centrão
A definição de chapa pura, formada por integrantes do mesmo partido, ocorre após o PL não conseguir fazer coligações com outras legendas. Siglas do centrão optaram pela neutralidade na corrida presidencial.

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