2025- PSD e MDB vão governar maior população do País
29/10/2024
PSD e MDB conquistam cidades com 74 milhões de pessoas
O PSD vai governar a maior população do país: 37 milhões de pessoas. A soma dos habitantes das cidades onde o partido foi eleito equivale a cerca de uma de cada seis pessoas da população brasileira conforme os dados do IBGE.
Maior número
O PSD também elegeu o maior número de prefeitos.
Crescendo
O partido de Gilberto Kassab está crescendo de forma contínua desde sua fundação. Em 2012, suas primeiras eleições municipais, a sigla elegeu prefeitos em cidades que, somadas, tinham 12 milhões de pessoas. Em 2016, 14 milhões. Em 2020, 24,6 milhões. E agora, 37 milhões
PL
O PL triplicou...
PSD e MDB conquistam cidades com 74 milhões de pessoas
O PSD vai governar a maior população do país: 37 milhões de pessoas. A soma dos habitantes das cidades onde o partido foi eleito equivale a cerca de uma de cada seis pessoas da população brasileira conforme os dados do IBGE.
Maior número
O PSD também elegeu o maior número de prefeitos.
Crescendo
O partido de Gilberto Kassab está crescendo de forma contínua desde sua fundação. Em 2012, suas primeiras eleições municipais, a sigla elegeu prefeitos em cidades que, somadas, tinham 12 milhões de pessoas. Em 2016, 14 milhões. Em 2020, 24,6 milhões. E agora, 37 milhões
PL
O PL triplicou de tamanho, sendo eleito em cidades com uma população total de 27 milhões. Republicanos e PT também cresceram.
MDB
O MDB teve o segundo melhor resultado em número de população a ser governada: 36,6 milhões.
Venceu
O partido venceu em São Paulo, maior cidade do país, com a reeleição de Ricardo Nunes.
Capital
Pelo menos desde 2012, o partido que elegia o prefeito da capital paulista também era o que governava o maior número de pessoas no país, o que não ocorreu este ano. O MDB também ficou em segundo lugar em número de prefeituras, independentemente do tamanho.
Elegeram
PSD e MDB elegeram prefeitos em cinco capitais cada um —o melhor desempenho entre todos os partidos. (O Poder)

Leia outras informações
INSS anuncia mutirão de perícia médica no país via telemedicina, neste fim de semana
11/07/2026
Durante a perícia será avaliado se o segurado tem direito ao benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) ou à aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez).
Agendamento
Conforme informações do Ministério da Previdência Social, todos os segurados convocados para realização da perícia médica federal foram informados por mensagem de SMS no celular cadastrado, no momento em que o novo pedido de benefício foi iniciado pela internet.
A pessoa que está doente e incapaz para o trabalho também pode conferir a data agendada par...
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realiza neste sábado (11/07) e domingo (12/07) um mutirão de perícia médica no país. O objetivo é atender 17,8 mil pessoas, em 47 localidades de 18 estados, mais o Distrito Federal. As vagas do atendimento extra serão preenchidas por segurados do INSS que já haviam agendado a perícia, mas aguardavam atendimento.
Durante a perícia será avaliado se o segurado tem direito ao benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) ou à aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez).
Agendamento
Conforme informações do Ministério da Previdência Social, todos os segurados convocados para realização da perícia médica federal foram informados por mensagem de SMS no celular cadastrado, no momento em que o novo pedido de benefício foi iniciado pela internet.
A pessoa que está doente e incapaz para o trabalho também pode conferir a data agendada para a perícia médica federal diretamente no site ou no aplicativo Meu INSS, com acesso via login da conta do portal Gov br. No Meu INSS, o interessado deve clicar em "Benefício por Incapacidade" para verificar a data, local e horário da avaliação. Caso o sistema não esteja disponível, há ainda o telefone com ligação gratuita, o 'Ligue 135'.
Perícia remota
O Ministério da Previdência esclarece que a maior parte dos atendimentos deste sábado e domingo será feita por meio de telemedicina, via internet. A modalidade remota se destina à população que vive em locais onde não há peritos ou em que o tempo de espera é elevado.
As perícias conectadas serão adotadas em perícias iniciais para benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), além de avaliações médicas de requerimentos de Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência (PCD) e nas revisões desses benefícios assistenciais (REVBPC).
Fila nacional
Atualmente, a fila de requerimentos da perícia médica federal para acesso aos benefícios do INSS está em 391 mil pedidos. Em relação a novembro do ano passado, quando a fila atingiu 1,2 milhão de requerimentos, houve redução de 68% na demanda. Em julho, o tempo médio de espera dos segurados entre o agendamento e a realização da perícia é de 20 dias, diz o INSS.
— Com Agência Brasil
Aumentam preocupações de países com acirramento do conflito EUA x Irã
11/07/2026
Logo após o período de funeral do seu pai, Ali Khamenei, morto em função de um ataque por parte dos Estados Unidos ao prédio onde ele se encontrava, Mojtaba Khamenei afirmou por meio de uma rede social que a vingança contra os EUA consiste em uma “exigência da população iraniana que deve acontecer”.
Novas ameaças de Trump
Para completar, antes mesmo desta declaração, o presidente dos EUA, Donald Trump, se manifestou ameaçando destruir o Irã se as forças daquele país tentarem assassiná-lo. E afirmou, também por meio de redes sociais, que um esquema especial de mísseis está pronto para ser acionado a qualquer momento caso seja observada qualquer iniciativa neste sentido.
A mani...
O ambiente de preocupação entre populações, entidades internacionais e governos de países do mundo inteiro foi ampliado depois da troca de farpas públicas entre o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e o presidente norte-americano, Donald Trump.
Logo após o período de funeral do seu pai, Ali Khamenei, morto em função de um ataque por parte dos Estados Unidos ao prédio onde ele se encontrava, Mojtaba Khamenei afirmou por meio de uma rede social que a vingança contra os EUA consiste em uma “exigência da população iraniana que deve acontecer”.
Novas ameaças de Trump
Para completar, antes mesmo desta declaração, o presidente dos EUA, Donald Trump, se manifestou ameaçando destruir o Irã se as forças daquele país tentarem assassiná-lo. E afirmou, também por meio de redes sociais, que um esquema especial de mísseis está pronto para ser acionado a qualquer momento caso seja observada qualquer iniciativa neste sentido.
A manifestação de Trump foi vista como uma resposta às milhares de pessoas apoiadoras do governo iraniano que durante as últimas horas do funeral de Khamenei entoaram palavras de ordem pedindo a morte do presidente dos EUA.
Exigência do povo, diz aiatolá
Ali Khamenei foi morto durante um ataque aéreo em 28 de fevereiro. "A vingança pelo mártir do Irã é a exigência do nosso povo e, com toda a certeza, deve ser realizada. Esses criminosos, cuja lista completa — do primeiro ao último — está em nossas mãos, levarão para o túmulo o desejo de ter uma morte tranquila, em sua própria cama", escreveu o hoje líder supremo do país
O novo aiatolá ainda não fez nenhuma aparição pública desde o início dos ataques promovido pelos EUA e por Israel contra o Irã. Sua presença era aguardada durante as homenagens a seu pai ao longo da semana, mas mesmo assim ele não se apresentou.
Segundo informações de fontes de agências de notícias internacionais, o motivo disso é que ainda se recupera dos ferimentos que sofreu durante o ataque, pois estava no mesmo prédio em que se encontrava seu pai e familiares e teria ficado com o rosto desfigurado.
No aguardo de acordos
Neste sábado, uma fonte próxima à equipe de negociação do Irã afirmou que o país descarta iniciar negociações sobre a guerra enquanto os Estados Unidos não cumprirem acordos previamente estabelecidos. A informação é da agência de notícias iraniana Fars.
A fonte ouvida apontou que isso significa implementar a criação de um grupo de trabalho especial para o Líbano, a resolução da passagem pelo Estreito de Ormuz, e o retorno à normalidade das exportações de petróleo. Segundo a agência, o Irã não apresentou nenhum pedido para negociar e descarta a possibilidade de discussão enquanto Washington não "recuar de suas posições".
— Com Agências Internacionais de Notícias
Anúncio de novas regras do Governo para publicidade de bets é tema de ação popular de Antônio Campos que pede, também, restrições a cigarros e bebidas
11/07/2026
A ação foi proposta pelo advogado Antônio Campos, perante a Justiça Federal da 1ª Região — cuja jurisdição abrange o Distrito Federal e mais 13 estados — contra a União, ante omissão.
O advogado pernambucano defende a adoção de medidas mais rígidas para a publicidade das casas de apostas, incluindo advertências obrigatórias sobre os riscos do jogo e limitações à veiculação de anúncios, especialmente durante grandes eventos esportivos.
Alertas e proibições
As novas regras anunciadas pelo Governo Federal determinam que toda publicidade de bets passe a exibir alertas como "Apostar pode causar dependência", "Apostar faz você perder dinhe...
O anúncio do Governo Federal de novas restrições à publicidade das plataformas de apostas esportivas ("bets") atende um dos pedidos da ação popular que tramita na Justiça Federal e pede que a propaganda do setor receba tratamento semelhante ao aplicado aos cigarros e às bebidas alcoólicas.
A ação foi proposta pelo advogado Antônio Campos, perante a Justiça Federal da 1ª Região — cuja jurisdição abrange o Distrito Federal e mais 13 estados — contra a União, ante omissão.
O advogado pernambucano defende a adoção de medidas mais rígidas para a publicidade das casas de apostas, incluindo advertências obrigatórias sobre os riscos do jogo e limitações à veiculação de anúncios, especialmente durante grandes eventos esportivos.
Alertas e proibições
As novas regras anunciadas pelo Governo Federal determinam que toda publicidade de bets passe a exibir alertas como "Apostar pode causar dependência", "Apostar faz você perder dinheiro" e "Aposta não é investimento".
A regulamentação também proíbe peças publicitárias que apresentem as apostas como forma de enriquecimento, utilizem expressões que estimulem apostas por impulso ou transmitam sensação de urgência. Além disso, comentaristas esportivos não poderão incentivar apostas durante transmissões e campanhas não poderão associar o jogo ao sucesso financeiro ou à solução de problemas econômicos.
Fortalecimento de tese
Após o anúncio das medidas, Antônio Campos protocolou uma petição na 5ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal informando fato superveniente no processo. Segundo ele, a iniciativa do Executivo fortalece a tese apresentada na ação ao evidenciar que a própria União passou a reconhecer a necessidade de ampliar o controle sobre a publicidade das apostas esportivas.
Na manifestação encaminhada à Justiça, o advogado sustenta que a regulamentação administrativa não afasta a necessidade de uma decisão judicial. Entre os argumentos apresentados está o de que as medidas anunciadas pelo governo podem ser contestadas por empresas do setor ou sofrer alterações futuras.
Segurança jurídica
Por esse motivo, a petição defende que uma decisão judicial consolidando essas restrições proporcionaria maior estabilidade e segurança jurídica, reduzindo o risco de retrocessos. O pedido também busca que as limitações sejam preservadas durante a Copa do Mundo e outros eventos esportivos de grande audiência, períodos em que a publicidade das plataformas de apostas costuma ser intensificada.
Na petição, Antônio Campos requer a juntada da notícia sobre as novas regras aos autos, a intimação da União para apresentar os detalhes da regulamentação e o reconhecimento de que o fato superveniente reforça os fundamentos da ação popular e a sua procedência.
Crônica — Carta de Zeus para Bisa!, por Ina Melo*
11/07/2026
As vezes sonho em ir visitar essa casa dos gatos e gente feliz, que até Luna já foi e me disse que é uma mansão e tem até piscina, mas por lá vivem nove gatos e três cadelas enormes, ai o que é que eu tão pequeno vou fazer, se a patrulha felina/canina, não for com a minha cara? Ainda assim não perdi a esperança! Soube também que, de 15 em 15 dias, Nina e Bem, (que eu não conheço, mas são também bisnetos/primos) vão pra lá e a farra é grande.
T...
Apesar das saudades que são muitas, passamos agora uma fase muito feliz. Luna, a minha irmã humana, ficou um tempão por aqui com a gente. Ah! Só faltou você querida Bisa. A casa virou de pernas pro ar, pois tinha sempre as crianças (Luísa e um menino levado) falando, brincando e correndo e eu no meu canto preferido, a sua cadeira, pois só meu pai senta nela. Apesar de todos os dias esperar a sua volta, ouço a conversa de que ainda vai demorar um pouco, por conta de um tal vírus que desarrumou a vida de todo mundo.
As vezes sonho em ir visitar essa casa dos gatos e gente feliz, que até Luna já foi e me disse que é uma mansão e tem até piscina, mas por lá vivem nove gatos e três cadelas enormes, ai o que é que eu tão pequeno vou fazer, se a patrulha felina/canina, não for com a minha cara? Ainda assim não perdi a esperança! Soube também que, de 15 em 15 dias, Nina e Bem, (que eu não conheço, mas são também bisnetos/primos) vão pra lá e a farra é grande.
Tenho certeza minha Bisa que, se dependesse de você eu estaria aí nesse paraíso verde. Nessa brincadeira, são mais de 240 dias que você está longe de nós. A sua cama está vazia e eu não durmo lá, porque só gosto se for com você! O bom dessa tal de pandemia é que ninguém sai mais de casa e eu não fico sozinho. Meu pai só vai pra um tal de Fórum, sei que é trabalho, pois sai todo elegante, como você gosta, mas volta logo, e não à noite, como era antes.
Mas já estou feliz, por antecipação, pois ouvi falar que vamos todos passar as festas de fim de ano na casa de tia Paula! Não sei o que será de mim quando chegar lá e o gigante Nero me olhar com aquele ar de desprezo, que os grandes fazem quando veem um pequeno!
Imagina, um Imperador incendiário e Zeus o poderoso Deus do Olimpo! Será que vamos nos entender? Pois é. Antes, porém quero ir nessa Mansão dos gatos! Volta Bisa, estamos morrendo de saudades! Zeus Marinho.
*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016

Crônica — O fim está próximo: Não se assuste, por Emanuel Silva*
11/07/2026
O cabelo cai. Os passos ficam mais lentos. As mãos tremem e perdem firmeza. A memória começa a falhar. Na moda, aquilo que um dia foi chique vira motivo de vergonha em foto antiga: “Meu Deus, como a gente usava isso?”. Na vida social, o grupo que parecia eterno desaparece quando alguém casa, muda de cidade, enriquece, empobrece ou simplesmente descobre que fulano sempre foi chato.
Na política, então, isso é quase lei da física: tudo se transforma, inclusive o que jurava ser eterno.
Mas há líderes picados pela mosca azul, essa criatura traiçoeira que pousa no ouvido e sussurra: “Você é indispensável. Você é histórico. Você é insubstituível”. A partir daí, o cidadão passa a confundir mandato com escritura de imóvel. Age como se o poder fosse apartamento comprado à vista: “Vou morar aqui para sempre”.
A natureza só observa. A história olha de modo impassivo. E o Brasil, como sempre, ass...
Na vida, tudo tem fim, ou vira outra coisa.
O cabelo cai. Os passos ficam mais lentos. As mãos tremem e perdem firmeza. A memória começa a falhar. Na moda, aquilo que um dia foi chique vira motivo de vergonha em foto antiga: “Meu Deus, como a gente usava isso?”. Na vida social, o grupo que parecia eterno desaparece quando alguém casa, muda de cidade, enriquece, empobrece ou simplesmente descobre que fulano sempre foi chato.
Na política, então, isso é quase lei da física: tudo se transforma, inclusive o que jurava ser eterno.
Mas há líderes picados pela mosca azul, essa criatura traiçoeira que pousa no ouvido e sussurra: “Você é indispensável. Você é histórico. Você é insubstituível”. A partir daí, o cidadão passa a confundir mandato com escritura de imóvel. Age como se o poder fosse apartamento comprado à vista: “Vou morar aqui para sempre”.
A natureza só observa. A história olha de modo impassivo. E o Brasil, como sempre, assiste a mais um capítulo dessa velha novela: tudo que sobe, um dia desce; tudo que parece sólido, trinca; tudo que se proclama eterno, cedo ou tarde vira nota de rodapé, estátua pichada ou nome de avenida esquecida.
O presidente, o decano e a data de validade
O atual mandatário entrou em contagem regressiva acelerada. Seja pela idade, seja pelo calendário eleitoral, seja pelo desgaste natural de qualquer ciclo de poder, o fato é que o relógio não pede licença.
Pode ser agora. Pode ser mais adiante. Pode até tentar empurrar o prazo até 2030. Mas, mesmo que consiga, o governo já nasceria com data de validade impressa na testa, igual iogurte no fundo da geladeira. No primeiro dia do novo mandato, os herdeiros já estariam medindo as cortinas, disputando os talheres e calculando quem fica com a sala principal.
Uma parte da tropa tentaria herdar o espólio. A outra se prepararia para dizer que a herança já veio envenenada desde o berço. E, como sempre, não faltariam os fiéis de última hora, os traidores preventivos e os bajuladores em processo de reciclagem.
No Supremo, o calendário também trabalha em silêncio. Em 2030, Gilmar Mendes, o decano que já viu de tudo e quase tudo comenta, também terá de ceder espaço. E, quando uma cadeira poderosa fica à vista, o país descobre que a disputa por herança familiar é brincadeira de criança perto da disputa por vaga de poder.
Cadeira vaga em Brasília é como mel derramado: as abelhas aparecem rapidinho.
A imprensa sabe. Os aliados sabem. Os adversários sabem ainda mais — embora finjam surpresa, indignação ou respeito institucional, conforme a conveniência do dia. Todo mundo fala em democracia, estabilidade, legado, transição e responsabilidade. Mas, por baixo da mesa, cada um faz sua conta.
Um chora a “ameaça à democracia”. Outro promete “continuidade com renovação”. Um terceiro já ensaia o discurso de ruptura responsável. E o povo, esse personagem sempre convocado para a plateia e raramente chamado para a mesa, assiste ao seriado sabendo que a novela política tem data para acabar.
A feira, a carestia e o boleto, infelizmente, não têm.
O fim de um ciclo é o começo da próxima disputa
No final do ciclo Vargas, surgiu Juscelino, e o país viveu aquele surto desenvolvimentista dos “cinquenta anos em cinco”. Depois vieram outros ciclos: uns prometeram quatro anos em quarenta; outros entregaram quarenta problemas em quatro.
Nada fica como está.
O varguismo não se sustentou como força eterna. A ARENA virou PDS. O PDS virou PFL. O PFL virou DEM. O DEM virou outra coisa. E, nesse cemitério de siglas, cada enterro veio acompanhado de discurso solene, fotografia oficial e promessa de refundação nacional.
Surgiu o PT, cresceu, venceu, governou, perdeu, voltou e também envelheceu. E a pergunta, que muitos fingem não ouvir, já está posta: quando seu principal líder sair de cena, o partido será movimento, máquina, memória ou saudade organizada?
Quem se julga inesquecível deveria ler mais biografia e menos pesquisa de intenção de voto.
A história é cruel com quem se acha indispensável. Ela tolera vaidade por algum tempo, mas cobra aluguel. Até estátua de bronze leva pichação. Até nome de rua muda. Até mito vira meme.
A mosca azul mente
Por isso, não se assuste quando ouvir que “o fim está próximo”.
Isso não é profecia de agouro. Não é catastrofismo. Não é torcida contra ou a favor. É apenas a constatação simples de que ciclos acabam. Uns terminam em silêncio. Outros terminam em vaia. Alguns terminam em aplauso protocolar. E há aqueles que acabam sem perceber que já acabaram.
O Brasil, apesar de tudo, é especialista em sobreviver aos seus próprios protagonistas. Quebra, chora, xinga, improvisa, tropeça, levanta, inventa um jeitinho e segue. Às vezes dá um salto. Às vezes dá uma cabeçada. Mas, de algum modo, continua.
Aos que hoje se acham eternos, fica um recado quase carinhoso: relaxem.
A mosca azul mente. O palco é de rodízio. Ninguém fica para sempre no centro da cena. Amanhã outros atores ocuparão o espaço, com novas falas, novos vícios, novos defeitos e, quem sabe, alguma surpresa boa.
O importante é entender que, depois do fim, sempre vem alguma coisa. Pode ser recomeço. Pode ser rearranjo. Pode ser confusão com nome bonito. Mas vem.
E o Brasil, teimoso, contraditório e maravilhoso como é, nunca deixa de virar a página, mesmo que antes amasse o livro, derrame café em cima e discuta com o autor.
Fim?
Que nada.
É só troca de capítulo.
A história continua, inclusive sem aqueles que se julgam protagonistas eternos.
O fim realmente está próximo.
Que venha um novo ciclo.
*Emanuel Silva, é Professor e Cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores

Lula com Veneziano. Hugo Motta e Nabor contra Lula, por Flávio Lúcio*
10/07/2026
E o motivo para essa mudança de atitude é revelador: como Lula não se rendeu à pressão para abandonar o aliado de todas as horas, Veneziano Vital, para apoiar o pai de Hugo Motta, Nabor Wanderley, ao Senado, o presidente da Câmara começou a usar suas prerrogativas com o objetivo de prejudicar Lula e seu governo.
A disposição de Hugo Motta de ajudar o governo, como eu disse, durou pouco. Durou até o presidente confirmar seu apoio à candidatura de Veneziano Vital, do MDB, ao Senado. Para não deixar dúvida sobre qual é seu candidato a senador na Paraíba, Lula divulgou um vídeo aos eleitores em que destacou a lealdade e a relação honesta do parlamentar com o governo, af...
Segundo o jornalista Cláudio Humberto, o governo estranhou a mudança no humor de Hugo Motta nos últimos dias. Ao invés de ajudar o país pautando projetos de interesse geral, Motta quer agora levar ao debate temas que dividem o país, como é o caso da PEC que propõe a redução da maioridade penal.
E o motivo para essa mudança de atitude é revelador: como Lula não se rendeu à pressão para abandonar o aliado de todas as horas, Veneziano Vital, para apoiar o pai de Hugo Motta, Nabor Wanderley, ao Senado, o presidente da Câmara começou a usar suas prerrogativas com o objetivo de prejudicar Lula e seu governo.
A disposição de Hugo Motta de ajudar o governo, como eu disse, durou pouco. Durou até o presidente confirmar seu apoio à candidatura de Veneziano Vital, do MDB, ao Senado. Para não deixar dúvida sobre qual é seu candidato a senador na Paraíba, Lula divulgou um vídeo aos eleitores em que destacou a lealdade e a relação honesta do parlamentar com o governo, afirmando que a reeleição de Veneziano dará mais tranquilidade para governar o país.
A atitude de Hugo Motta demonstra o quanto Lula estava certo na sua escolha.
*Flávio Lúcio é professor do Departamento de História da UFPB. Doutor em Sociologia.
Romerinho Jatobá: depois de ótimo trabalho na Câmara vai disputar a Assembleia
10/07/2026
Liderança Firme
À frente da Câmara Municipal do Recife, ele demonstrou que a boa gestão pública se faz com pontes. Sua experiência legislativa e sua sensibilidade para entender as demandas reais das ruas o consolidaram como uma figura de maturidade ímpar, capaz de dialogar com os mais diversos setores da sociedade. Romerinho traz consigo a força de sua articulação e respeito aos seus pares,...
Enquanto trabalha para aglutinar forças em torno do nome de João Campos para o Governo de Pernambuco, o presidente da Câmara consolida sua própria musculatura eleitoral, apresentando o trabalho realizado na capital como sua principal credencial. Como presidente da Câmara Municipal do Recife, Jatobá consolidou-se como o grande fiador legislativo da gestão de João Campos. Sua atuação garantiu a estabilidade e o trânsito livre necessários para que o prefeito executasse seus projetos na capital, transformando uma aliança administrativa em um alicerce político sólido.
Liderança Firme
À frente da Câmara Municipal do Recife, ele demonstrou que a boa gestão pública se faz com pontes. Sua experiência legislativa e sua sensibilidade para entender as demandas reais das ruas o consolidaram como uma figura de maturidade ímpar, capaz de dialogar com os mais diversos setores da sociedade. Romerinho traz consigo a força de sua articulação e respeito aos seus pares, mostrando que que a boa comunicação e simpatia são muito importantes para comandar as demandas importantes de uma capital onde a política ferve e desafia a toda hora.
Construção
Esse alinhamento construído na gestão tornou-se um companheirismo estratégico no atual cenário eleitoral. Na pré-campanha, Romerinho Jatobá atua lado a lado com João Campos, levando a capacidade de articulação que demonstrou no Recife para novas frentes. O movimento inclui a construção de parcerias e o diálogo direto com cidades importantes do interior do estado. Essa interiorização não é apenas uma busca por votos pulverizados; trata-se de uma construção política meticulosa, desenhada para criar bases de apoio em redutos onde o PSB precisa de mais capilaridade.
Direto ao ponto
Chegar à Alepe, é parte importante do projeto de Romerinho para se tornar uma peça estratégica na máquina do PSB. Carregando a experiência e o forte respaldo político de seus mandatos na capital, sua presença no legislativo estadual é vista como um ponto de equilíbrio crucial para os próximos anos. Para ele, será a consolidação de sua liderança; para o candidato ao governo e para o partido, é a garantia de ter um aliado experiente e altamente articulado no xadrez estadual.
Zé Limeira - O compasso sagrado da loucura sertaneja, por Zé da Flauta*
10/07/2026
Para ele, os poetas de cartilha, preocupados em relatar a história do mundo de forma certinha e cronológica, não passavam de escrivães de cartório que usavam a viola como caneta. Limeira achava uma pobreza de espírito sem tamanho prender a imensidão do improviso nas amarras do que as pessoas chamavam de sentido. Se a rima vinha limpa e a métrica batia no prumo exato do coração, misturar o imperador Napoleão com o Rio de Janeiro era apenas devolver à poesia a liberdade que os homens letrados tentaram roubar dela.
Desafio
Por outro lado, o tribunal dos cantadores ortodoxos assistia àquela ava...
Quando o som da viola estalava nas feiras do Teixeira ou nos pátios do Sertão profundo, o público já sabia que a realidade estava prestes a pedir demissão. Zé Limeira subia ao patamar com o peito carregado de correntes e o chapéu de couro pesado de medalhas, olhando para os cantadores tradicionais com o desdém de quem enxerga pássaros engaiolados.
Para ele, os poetas de cartilha, preocupados em relatar a história do mundo de forma certinha e cronológica, não passavam de escrivães de cartório que usavam a viola como caneta. Limeira achava uma pobreza de espírito sem tamanho prender a imensidão do improviso nas amarras do que as pessoas chamavam de sentido. Se a rima vinha limpa e a métrica batia no prumo exato do coração, misturar o imperador Napoleão com o Rio de Janeiro era apenas devolver à poesia a liberdade que os homens letrados tentaram roubar dela.
Desafio
Por outro lado, o tribunal dos cantadores ortodoxos assistia àquela avalanche de nonsense com o queixo caído e o juízo em polvorosa. Para os puristas do repente, aquele homem alto e imponente era um "desmantelado", um subversivo que ameaçava a própria sobrevivência da tradição com seus sapos peludos e eclipses de morte.
Eles viam Zé Limeira como um perigo público para a arte da cantoria, alguém que trocava a crônica social e os ensinamentos da Bíblia por delírios que desafiavam a geografia e a biologia. Havia quem saísse do pátio dizendo que aquilo era loucura pura e simples, incapacidade de governar o pensamento. Mal sabiam os doutores da rima que estavam diante de um revolucionário invisível, cujo único crime era preferir a perfeição matemática da métrica ao tédio de uma história com começo, meio e fim.
Contracultura
A beleza desse choque estético residia no fato de que, enquanto os outros tentavam explicar o Nordeste, Limeira preferia inventar um novo. A emoção da sua poesia não vinha da lição de moral ou do relato do sofrimento da seca, mas do susto provocado pelo inesperado, que fazia a plateia rir e se arrepiar na mesma estrofe.
Seus versos eram como flechas disparadas no escuro: ninguém sabia onde iam bater, mas o som do impacto era perfeito. O tempo acabou operando a maior das reviravoltas naquelas estradas de poeira, transformando o cantador rejeitado pelos colegas de profissão no herói definitivo da contracultura e do realismo mágico, provando que o povo guarda no peito uma fome ancestral pelo mistério que a lógica racional jamais conseguiu saciar.
Rebeldia
A persistência do mito de Zé Limeira nas cordas da nossa cultura deixa evidente o valor de se manter o brio da própria voz, mesmo quando o mundo ao redor exige conformidade. A história desse mestre do absurdo mostra que a verdadeira arte não precisa pedir licença às regras do mercado ou ao bom comportamento dos críticos para se fazer eterna.
Num tempo em que a vida parece cada vez mais programada por algoritmos quadrados e explicações mastigadas, a liberdade de cantar o impossível surge como o maior ato de rebeldia disponível ao espírito humano. O poeta do Teixeira não consertou o mundo, mas ensinou que, quando a realidade se torna pesada ou sem graça demais, a saída mais inteligente é subir no lombo de um jumento mudo e deixar que a música guie os passos para além do horizonte da razão.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

Veneziano vai a São Bento e prefeito agradece parceria: “Senador que trabalha pela cidade e destina recursos”
10/07/2026
O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou, na noite desta quinta-feira (09), do Arraiá Balançando a Rede, em São Bento. Ele foi recebido por diversas lideranças e pelo prefeito Gerfeson Carnaúba, que aproveitou para agradecer ao Senador obras e ações importantes para a cidade e região, em diversas áreas, como os recursos viabilizados junto ao Ministério dos Transportes para a pavimentação da BR-110, que interliga Paraíba e Rio Grande do Norte; e a emenda de R$ 7 milhões para a construção de uma grande ponte que liga mais de dez municípios do Sertão paraibano
“Todo o crescimento e desenvolvimento de nossa cidade é graças a Deus, a muito trabalho e a muitas mãos, ao time que a gente tem, que se esforça e trabalha muito pra dar o melhor e fazer o melhor. Mas isso só pode ser feito se tivermos parceiras de verdade, com políticos que apostam na política pública de verdade. E nós podemos dizer que temos representantes hoje que fazem a diferença junto ao P...
O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou, na noite desta quinta-feira (09), do Arraiá Balançando a Rede, em São Bento. Ele foi recebido por diversas lideranças e pelo prefeito Gerfeson Carnaúba, que aproveitou para agradecer ao Senador obras e ações importantes para a cidade e região, em diversas áreas, como os recursos viabilizados junto ao Ministério dos Transportes para a pavimentação da BR-110, que interliga Paraíba e Rio Grande do Norte; e a emenda de R$ 7 milhões para a construção de uma grande ponte que liga mais de dez municípios do Sertão paraibano
“Todo o crescimento e desenvolvimento de nossa cidade é graças a Deus, a muito trabalho e a muitas mãos, ao time que a gente tem, que se esforça e trabalha muito pra dar o melhor e fazer o melhor. Mas isso só pode ser feito se tivermos parceiras de verdade, com políticos que apostam na política pública de verdade. E nós podemos dizer que temos representantes hoje que fazem a diferença junto ao Poder Público Municipal. Aqui está o Senador Veneziano, um cara que sempre nos recebeu muito bem, sempre que batemos à porta dele ele esteve lá, estendendo a mão, trabalhando por São Bento e destinando recursos. É um cara que, realmente, desde a gestão passada, e também na nossa gestão, nos ajuda bastante”, destacou o Prefeito.
Veneziano agradeceu o reconhecimento e elogiou a grandiosidade e organização do Arraiá. “Muito agradecido pela generosa, sempre prestativa, atenciosa, simpática forma diferenciada e de atenções que nos dispensam os cidadãos e as cidadãs de São Bento, em reconhecimento ao nosso trabalho, pois todos sabem muito bem o que nós desenvolvemos em prol e em defesa de São Bento e da região”, destacou o Senador. Também estavam presentes os prefeitos Galego da Gavel, de Pombal; e Leomar Maia, de Belém do Brejo do Cruz; além dos ex-prefeitos de Paulista, Valmar Arruda; de Patos, Nabor Wanderley; e de São Bento, Dr. Jarques.
Inflação sobe 0,16% em junho com alívio em alimentos e combustíveis
10/07/2026
Perdeu força
Os números mostras que a inflação perdeu força pelo quarto mês seguido. Em maio, o índice era de 0,58%. Em 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima da meta do governo de até 4,5%, mas abaixo do acumulado até maio, quando era 4,72%. Em junho de 2025, o IPCA foi de 0,24%.
Expectativa
A expectativa de analistas consultados pela Reuters para junho, era de alta de 0,31%. Com esse resultado, essa é a leitura mensal mais baixa desde outubro, quando o IPCA apresentou avanço de 0,09%.
Levou
O resultado levou a taxa em 12...
Os preços dos alimentos tiveram a primeira queda desde novembro de 2025 e ajudaram a inflação oficial fechar o mês de junho em 0,16%. O resultado mensal do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o menor desde outubro de 2025. Os dados foram divulgados hoje, sexta-feira (10/07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Perdeu força
Os números mostras que a inflação perdeu força pelo quarto mês seguido. Em maio, o índice era de 0,58%. Em 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima da meta do governo de até 4,5%, mas abaixo do acumulado até maio, quando era 4,72%. Em junho de 2025, o IPCA foi de 0,24%.
Expectativa
A expectativa de analistas consultados pela Reuters para junho, era de alta de 0,31%. Com esse resultado, essa é a leitura mensal mais baixa desde outubro, quando o IPCA apresentou avanço de 0,09%.
Levou
O resultado levou a taxa em 12 meses a 4,64%, de 4,72% no mês anterior. A meta contínua para a inflação é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
O Poder