Fogo - Incêndio de grandes proporções atinge shopping no Brás, em São Paulo
30/10/2024
Corpo de Bombeiros
Segundo o Corpo de Bombeiros, uma equipe foi acionada por volta das 6h44 da manhã, para a Rua Barão de Ladário. O Corpo de Bombeiros informou que pelo menos 13 viaturas e 40 bombeiros foram despachados para o endereço da ocorrência, a rua Barão de Ladário.
Segundo
Este é o segundo incêndio ocorrido na região em menos de uma semana. No último domingo (27), um incêndio atingiu o último andar de um prédio comercial na Rua Doutor João Alves de Lima.
As causas
O fogo atinge o prédio do Shopping 25, tradicional na região. Não há informações de feridos até o momento nem das causas do incêndio.
Corpo de Bombeiros
Segundo o Corpo de Bombeiros, uma equipe foi acionada por volta das 6h44 da manhã, para a Rua Barão de Ladário. O Corpo de Bombeiros informou que pelo menos 13 viaturas e 40 bombeiros foram despachados para o endereço da ocorrência, a rua Barão de Ladário.
Segundo
Este é o segundo incêndio ocorrido na região em menos de uma semana. No último domingo (27), um incêndio atingiu o último andar de um prédio comercial na Rua Doutor João Alves de Lima.
As causas
O fogo atinge o prédio do Shopping 25, tradicional na região. Não há informações de feridos até o momento nem das causas do incêndio.

Leia outras informações
Se não puder votar, saiba como justificar ausência às urnas pelo celular neste domingo (4)
03/10/2026
Para realizar o procedimento, o eleitor deve abrir o e-Título, acessar a opção “Mais opções” e selecionar “Justificativa de ausência”. No dia da eleição, não será necessário anexar documentos para comprovar o motivo da ausência.
Geolocalização do celular
O aplicativo utiliza a geolocalização do celular para verificar se o eleitor está fora do município de seu domicílio eleitoral. Por isso, é necessário manter a localização do aparelho ativada e permitir que o e-Título tenha acesso ao recurso. A Justiça Eleitoral também recomenda que o aplicativo esteja atualizado antes da votação.
Quem não puder utilizar...
Eleitores que estiverem fora do município onde votam neste domingo (04/11) poderão justificar a ausência às urnas pelo celular, por meio do aplicativo e-Título. O recurso ficará disponível durante o horário de votação e permite fazer a justificativa sem a necessidade de comparecer presencialmente a uma seção eleitoral.
Para realizar o procedimento, o eleitor deve abrir o e-Título, acessar a opção “Mais opções” e selecionar “Justificativa de ausência”. No dia da eleição, não será necessário anexar documentos para comprovar o motivo da ausência.
Geolocalização do celular
O aplicativo utiliza a geolocalização do celular para verificar se o eleitor está fora do município de seu domicílio eleitoral. Por isso, é necessário manter a localização do aparelho ativada e permitir que o e-Título tenha acesso ao recurso. A Justiça Eleitoral também recomenda que o aplicativo esteja atualizado antes da votação.
Quem não puder utilizar o aplicativo também poderá justificar a ausência presencialmente no dia da eleição. Nesse caso, será necessário preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) e apresentá-lo, junto com um documento oficial com foto, em uma Mesa Receptora de Votos ou em uma Mesa
Validade só para 1º Turno
A justificativa apresentada no dia da eleição é válida somente para o turno em que o eleitor não compareceu. Caso também deixe de votar em um eventual segundo turno, será necessário fazer uma nova justificativa.
Quem não conseguir justificar a ausência no dia da votação poderá realizar o procedimento posteriormente pelo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral – Título Net ou presencialmente em um cartório eleitoral. Para o primeiro turno das Eleições 2026, realizado em 4 de outubro, o prazo para apresentar a justificativa vai até 3 de dezembro de 2026.
A Justiça Eleitoral considera cada turno uma eleição diferente para fins de justificativa. O eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas, sem justificar a ausência ou pagar as respectivas multas, poderá ter a inscrição eleitoral cancelada.
— Com informações da Justiça Eleitoral
Crimes eleitorais: Balanço da PF aponta que já foram abertos 1.224 inquéritos e apreendidos R$ 33 milhões
03/10/2026
Os tempos podem ser mais modernos, mas os crimes eleitorais continuam existindo. Muitos deles, no velho estilo de distribuição de dinheiro em cash e bens. Balanço da Polícia Federal divulgado ontem (02/10) e atualizado neste sábado (03/10) constatou que foram abertos 1.224 inquéritos relacionados a esses tipos de crime nas eleições deste ano.
O volume de bens e valores apreendidos em ações relacionadas a possíveis ilícitos eleitorais já ultrapassava R$ 33 milhões. Desse montante, aproximadamente R$ 21 milhões correspondiam especificamente a dinheiro em espécie. A PF ressalta que os números são dinâmicos e podem mudar com novas operações e atualizações dos sistemas.
Amazonas e Amapá
Somente no Amazonas, uma operação realizada em 1º de outubro resultou na apreensão de R$ 1,64 milhão em espécie após saques de alto valor em uma agência bancária de Manaus. Duas pessoas foram presas em flagrante, e a PF inv...
Da Redação
Os tempos podem ser mais modernos, mas os crimes eleitorais continuam existindo. Muitos deles, no velho estilo de distribuição de dinheiro em cash e bens. Balanço da Polícia Federal divulgado ontem (02/10) e atualizado neste sábado (03/10) constatou que foram abertos 1.224 inquéritos relacionados a esses tipos de crime nas eleições deste ano.
O volume de bens e valores apreendidos em ações relacionadas a possíveis ilícitos eleitorais já ultrapassava R$ 33 milhões. Desse montante, aproximadamente R$ 21 milhões correspondiam especificamente a dinheiro em espécie. A PF ressalta que os números são dinâmicos e podem mudar com novas operações e atualizações dos sistemas.
Amazonas e Amapá
Somente no Amazonas, uma operação realizada em 1º de outubro resultou na apreensão de R$ 1,64 milhão em espécie após saques de alto valor em uma agência bancária de Manaus. Duas pessoas foram presas em flagrante, e a PF investiga a origem e a destinação dos recursos.
No Amapá, outra investigação encontrou mais de R$ 1,8 milhão em espécie, além de valores em euros e dólares. O caso apura possível utilização irregular de programa social com finalidade eleitoral, suspeitas de compra de votos e coação eleitoral.

Ceará, Sergipe e Alagoas
No Ceará, a PF informou que, desde o início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto, quatro operações haviam sido deflagradas, com o cumprimento de 36 mandados de busca e apreensão. As ações resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 1,09 milhão em espécie e em uma prisão em flagrante.
Em Sergipe, policiais federais apreenderam R$ 500 mil logo após um saque realizado em uma agência bancária de Aracaju. Outros R$ 5,7 mil foram encontrados com o suspeito, e as investigações apuram eventual falsidade ideológica eleitoral e corrupção eleitoral.
Em Alagoas, mais de R$ 500 mil em espécie foram apreendidos em uma investigação sobre suspeitas de corrupção eleitoral e lavagem de capitais. Segundo a PF, movimentações financeiras atípicas de aproximadamente R$ 750 mil estão sendo investigadas por possível relação com financiamento irregular de campanha e aliciamento de eleitores.
Fiscalização mobilizada
As apreensões, por si só, não significam que todo o dinheiro encontrado tenha origem criminosa ou estivesse necessariamente destinado à compra de votos. Cabe às investigações determinar a procedência e a destinação dos recursos e identificar eventual ligação com crimes eleitorais.
Com a proximidade da votação, a fiscalização permanece mobilizada em diferentes estados. Os dados oficiais confirmam um cenário de operações intensificadas e grandes volumes de dinheiro sob investigação, enquanto a PF continua apurando individualmente cada caso para determinar eventuais responsabilidades criminais e eleitorais.
— Com informações da PF e Agências

Em Pernambuco, Lula tem 61% dos votos e Flávio 25% no primeiro turno, aponta Datafolha
03/10/2026
O levantamento mostra uma oscilação positiva dos candidatos dentro da margem de erro, que neste caso é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Na última pesquisa, divulgada no dia 25 de setembro, Lula tinha 60%, enquanto Flávio tinha 24%. As informações são do Diário de Pernambuco.
Demais presidenciáveis
Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) marcaram 3%. Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e os eleitores que não pretendem votar em nenhum candidato somam 4% (eram 5%). Indecisos se mantiveram em 2%.
Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro e o nível de confi...
Uma nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (02/10) revela a situação da disputa presidencial entre eleitores de Pernambuco no primeiro turno. No estado, o presidente Lula (PT) tem 61% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 25%.
O levantamento mostra uma oscilação positiva dos candidatos dentro da margem de erro, que neste caso é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Na última pesquisa, divulgada no dia 25 de setembro, Lula tinha 60%, enquanto Flávio tinha 24%. As informações são do Diário de Pernambuco.
Demais presidenciáveis
Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) marcaram 3%. Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e os eleitores que não pretendem votar em nenhum candidato somam 4% (eram 5%). Indecisos se mantiveram em 2%.
Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro e o nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são PE-06822/2026 e BR-02676/2026.
— Com o Blog do Magno
EUA, Austrália e Canadá fecham provisoriamente embaixadas, alegando preocupação com eleições; TSE investigará tentativa de interferência norte-americana no pleito
03/10/2026
Em um movimento liderado pelos Estados Unidos, pelo menos três países decidiram fechar suas representações diplomáticas no Brasil por temor de violência com a realização do primeiro turno das eleições. O governo norte-americano emitiu o comunicado durante a madrugada de sexta-feira (02/10), mas não citou o motivo exato, o que provocou especulações e alertas no Executivo brasileiro.
Seguindo a decisão dos EUA, Austrália e Canadá também anunciaram a suspensão das atividades diplomáticas em Brasília. O Reino Unido adotou um tom mais moderado e alertou seus cidadãos para evitarem participação em comícios políticos.
Padrão diferente do observado
Em comunicado, os Estados Unidos disseram que a decisão de interromper os serviços diplomáticos teria validade imediata, mas não deram prazo para que as atividades normais sejam retomadas. A ordem para suspender as atividades consulares em todas as representações d...
Da Redação
Em um movimento liderado pelos Estados Unidos, pelo menos três países decidiram fechar suas representações diplomáticas no Brasil por temor de violência com a realização do primeiro turno das eleições. O governo norte-americano emitiu o comunicado durante a madrugada de sexta-feira (02/10), mas não citou o motivo exato, o que provocou especulações e alertas no Executivo brasileiro.
Seguindo a decisão dos EUA, Austrália e Canadá também anunciaram a suspensão das atividades diplomáticas em Brasília. O Reino Unido adotou um tom mais moderado e alertou seus cidadãos para evitarem participação em comícios políticos.
Padrão diferente do observado
Em comunicado, os Estados Unidos disseram que a decisão de interromper os serviços diplomáticos teria validade imediata, mas não deram prazo para que as atividades normais sejam retomadas. A ordem para suspender as atividades consulares em todas as representações diplomáticas no Brasil, às vésperas das eleições, foge do padrão adotado por Washington em episódios semelhantes nas últimas décadas.
Historicamente, paralisações dessa dimensão estiveram associadas, sobretudo, a ameaças terroristas ou a riscos concretos à segurança de instalações norte-americanas no Oriente Médio, no Norte da África e em partes da Ásia.
“Questões de segurança”
No Brasil, a interrupção alcança a Embaixada dos EUA, em Brasília, e os consulados em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Recife e em Porto Alegre. O comunicado norte-americano cita apenas "questões de segurança", sem detalhar a natureza do risco nem estabelecer prazo para a retomada dos atendimentos. Norte-americanos que necessitem de assistência emergencial foram orientados a não comparecer às instalações e procurar os oficiais consulares de plantão.
Em nota à imprensa, o Departamento de Estado norte-americano disse que a gestão do presidente Donald Trump colocou a segurança de cidadãos dos EUA como prioridade e confirmou a interlocução com o governo do Brasil. “Estamos trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”, diz um trecho da nota.

Batalhão Rio Branco destacou equipes
O Departamento de Estado norte-americano, no entanto, não detalhou quais ameaças ou informações específicas embasaram o movimento. A pasta ressaltou que embaixadas e consulados norte-americanos utilizam regularmente o Smart Traveler Enrollment Program (STEP) para comunicar cidadãos dos EUA sobre alterações no cenário dos países onde estão.
O Batalhão Rio Branco, da Polícia Militar do Distrito Federal, deslocou equipes especializadas para proteger prédios diplomáticos. A decisão ocorre por conta da eleição polarizada, com atenção global para o Brasil neste momento e preocupações com eventuais atos de violência. O reforço no policiamento não tem prazo para terminar, mas deve ser encerrado quando ficar avaliado que terminou o cenário de insegurança em razão das eleições.
Em meio à interrupção dos serviços norte-americanos em território nacional, a Polícia Federal realizou buscas no Entorno do Distrito Federal e em São Paulo por supostos riscos de investidas contra instalações diplomáticas dos EUA. No entanto, a corporação afirmou que as diligências ocorreram apenas de maneira preventiva. Conforme a corporação, nenhuma ameaça foi detectada.

Sem riscos
“As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas”, acrescentou. De acordo com a PF, “as investigações prosseguem com a análise dos equipamentos de comunicação e mídias apreendidos e eventuais outras providências necessárias”. A Embaixada da Austrália em Brasília limitou-se a dizer que a suspensão deve-se a “preocupações com a segurança”.
Na noite de ontem, a campanha do presidente Lula pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que inclua a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos nas investigações sobre interferência externa nas eleições brasileiras. A campanha destaca que a medida é tomada a dois dias do primeiro turno das eleições gerais. E afirma que tal iniciativa "projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito".
Um dos argumentos usados pela campanha é uma carta escrita por três senadores estadunidenses na qual eles demonstram preocupação com ações do governo dos EUA que "ameaçam a aliança estratégica com o Brasil e enfraquecem a segunda maior democracia do Hemisfério Ocidental". De acordo com os senadores, as ações mais recentes "apontam para um esforço de interferir — e potencialmente minar — a eleição geral do Brasil".
— Com Agências de Notícias

Brasileiros já começam a votar para presidente em outros países
03/10/2026
Começaram as eleições. Calma! Ainda não estamos falando daqui e sim, do exterior. Devido à diferença de fusos horários, a votação dos brasileiros já começou em países da Oceania e da Ásia e se estende por mais de 29 horas globais. Conforme dados da Justiça Eleitoral, mais de 918 mil brasileiros (um aumento de cerca de 32% em relação a 2022) estão aptos a votar e já começam a percorrer embaixadas e postos específicos onde foram montadas seções eleitorais, com maior concentração nos Estados Unidos, Portugal e Japão.
É importante destacar que, para quem está fora do Brasil, só é possível votar para presidente e vice-presidente da República. Os votos estão sendo feitos nos horários das 8h às 17h, respeitando o fuso horário local de cada região (começando na Nova Zelândia e encerrando na Costa Oeste dos Estados Unidos).
Nova Zelândia: os primeiros
Os primeiros brasileiros que começam a votar são...
Por Hylda Cavalcanti*
Começaram as eleições. Calma! Ainda não estamos falando daqui e sim, do exterior. Devido à diferença de fusos horários, a votação dos brasileiros já começou em países da Oceania e da Ásia e se estende por mais de 29 horas globais. Conforme dados da Justiça Eleitoral, mais de 918 mil brasileiros (um aumento de cerca de 32% em relação a 2022) estão aptos a votar e já começam a percorrer embaixadas e postos específicos onde foram montadas seções eleitorais, com maior concentração nos Estados Unidos, Portugal e Japão.
É importante destacar que, para quem está fora do Brasil, só é possível votar para presidente e vice-presidente da República. Os votos estão sendo feitos nos horários das 8h às 17h, respeitando o fuso horário local de cada região (começando na Nova Zelândia e encerrando na Costa Oeste dos Estados Unidos).
Nova Zelândia: os primeiros
Os primeiros brasileiros que começam a votar são os que moram em Wellington, na Nova Zelândia. Em 2022, a capital neozelandesa iniciou a votação às 16h do sábado, no horário de Brasília – 8h de domingo, no país da Oceania. Depois, votam brasileiros que estão na Austrália, Japão, Coreia do Sul e demais países da Ásia, seguidos de Europa, África e Américas, conforme os fusos de cada país.
Os “últimos” da fila, por sua vez, são os brasileiros que moram em cidades da Costa Oeste dos Estados Unidos, como Los Angeles e São Francisco, e também em Vancouver, no Canadá. Por lá, a votação acaba às 21h de domingo pelo horário de Brasília.

População maior que estados como RR, AP e AC
Esse ano, o número de brasileiros que estão aptos a votar no exterior é maior do que os dos eleitores de estados como Roraima, Amapá e Acre. Os brasileiros estão distribuídos por 186 cidades de todos os continentes Geralmente, as seções funcionam em consulados e embaixadas, mas também podem ser instaladas em hotéis, escolas e outros espaços.
“A votação acontece na sede das embaixadas e consulados e, por conta do aumento do eleitorado, também pode ocorrer em alguns outros locais que são disponibilizados para o Estado brasileiro”. explicou José Eduardo Virgolino, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
Segundo ele, a logística é feita com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, que faz o envio das urnas eletrônicas por avião para os países onde estão os brasileiros.
Perfil do eleitorado no exterior
Números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que o eleitorado brasileiro no exterior passou de 697,1 mil para cerca de 918,9 mil pessoas. As mulheres seguem como maioria, com 57,4% dos registros, embora o eleitorado masculino tenha apresentado o maior crescimento proporcional. A faixa etária de 40 a 44 anos é a mais numerosa, enquanto o grupo de 45 a 49 anos cresceu 44,6% e passou a ocupar a segunda posição.
A cidade com maior aumento no número de brasileiros aptos a votar em relação às eleições de 2022 é Lisboa, em Portugal. Passou de 45,3 mil para mais de 78 mil deles, um crescimento de 74,1%. Isso acontece principalmente por causa da imigração. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal, os brasileiros são a maioria entre os imigrantes regulares do país. Até o fim de 2025, eram pelo menos 574.195, conforme relatório divulgado em junho deste ano.

Maior número continua nos EUA
Ainda assim, considerando todas as cidades, os Estados Unidos continuam sendo o país com o maior número de eleitores brasileiros cadastrados. Eram 182.986 em 2022, e neste ano são 265.437. Portugal e Estados Unidos dominam a lista, refletindo os dois principais destinos históricos da emigração brasileira. Mas a presença de brasileiros em Nagóia e Tóquio chama atenção: as duas cidades japonesas, somadas a Hamamatsu (13,7 mil eleitores, 25ª colocada), reúnem quase 89 mil eleitores.
Os dez maiores locais de votação fora do país concentram 424.714 eleitores, o equivalente a 46,2% de todo o eleitorado brasileiro no exterior. Considerando os 20 maiores, a proporção sobe para 66,7%. Ao todo, os registros do TSE abrangem 186 localidades fora do país.
Pela ordem, a lista dos países com maior percentual de eleitores brasileiros é a seguinte: Estados Unidos: 265,4 mil eleitores (28,89% do total); Portugal: 134,7 mil (14,67%); Japão: 88,4 mil (9,62%); Canadá: 46,5 mil (5,06%); Alemanha: 41,5 mil (4,52%); Espanha: 40,8 mil (4,44%); Itália: 38,8 mil (4,23%); Reino Unido: 37,6 mil (4,09%); França: 29,7 mil (3,24%) e Suíça: 27 mil (2,94%).
— Com Agências de Notícias
*Hylda Cavalcanti é editora de O Poder aos sábados

Saiba como serão os últimos atos de encerramento de campanha dos presidenciáveis neste sábado (3)
03/10/2026
Lula vai finalizar a campanha com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital de São Paulo. O estado é considerado prioritário para a campanha do petista, onde iniciou sua vida política e onde morou desde que migrou de Pernambuco para o Sudeste, ainda menino. Lula tenta aumentar a votação entre a população paulista e também puxar votos para seu candidato ao governo do estado, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.
Flávio, por sua vez, passará por vários estados. Agora pela manhã, o senador participa de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista, ao lad...
Faltando pouco menos de 24 horas para a abertura dos portões das seções de votação, os presidenciáveis cumprem suas últimas agendas neste sábado (09/10), seguidas das restrições da Justiça eleitoral. Os principais candidatos, o presidente Lula (PT) e o senador Flavio Bolsonaro (PL) participam de atos em São Paulo, no encerramento da campanha para o primeiro turno.
Lula vai finalizar a campanha com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital de São Paulo. O estado é considerado prioritário para a campanha do petista, onde iniciou sua vida política e onde morou desde que migrou de Pernambuco para o Sudeste, ainda menino. Lula tenta aumentar a votação entre a população paulista e também puxar votos para seu candidato ao governo do estado, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.
Flávio, por sua vez, passará por vários estados. Agora pela manhã, o senador participa de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. À tarde, ele segue para a capital fluminense, onde participa de outro ato entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste do Rio — o último antes da votação.
Estratégias diferentes
Na reta final, os dois principais candidatos têm adotado estratégias diferentes. Lula tenta convencer os eleitores indecisos e pedido aos idosos para que não deixem de ir às urnas neste domingo.
Já Flávio, tem pedido para as pessoas optarem pelo voto útil e para que pensem bem na possibilidade de deixar de votar em outros candidatos que não têm chance de vitória no primeiro turno.
Caiado, Dias e Cury
Ronaldo Caiado (PSD) participará de caminhada e carreatas em Goiânia (GO), ao longo do dia, e segue a partir das 17h, para o município de Trindade, também em Goiás, onde encerrará oficialmente sua campanha. Augusto Cury (Avante) também participa de caminhada em São Paulo, mas apenas esta manhã, no centro da Capital.
Hertz Dias (PSTU) participa pela manhã de reunião on-line com apoiadores de todo o país e a partir das 16h, participará do Ato-festa ‘Pane no sistema”, que marcará o encerramento da sua campanha na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.
Outros candidatos
Samara Martins (UP) encerra sua campanha em Natal (RN) por meio de uma caminhada com a militância e apoiadores durante a manhã, na área próxima à Praça do Relógio, no bairro de Alecrim.
Os candidatos Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Clariana Barão (DC) não divulgaram agenda para este último dia.
PF e Fachin confirmam que rede contratada pelo governo Raquel era usada para jogo sujo contra João
03/10/2026 - Jornal O Poder
A confirmação chancelada pelo Supremo Tribunal Federal de que a própria Raquel Lyra é alvo direto de investigação da PF por associação criminosa, corrupção e desvio de verbas públicas não é apenas mais um desgaste de campanha. É a implosão de um projeto de poder que operava, nos subterrâneos, exatamente aquilo que condenava nos palanques.
O laudo técnico da perícia federal é implacável e dispensa...
Em política, nada resiste tanto tempo à realidade. Uma hora, a retórica perde espaço para a vida real. O Supremo Tribunal Federal apurou por ninguém menos que o seu próprio presidente, Edson Fachin, que analisou detalhadamente investigações da Polícia Federal. Ficou claro que perfis nas redes sociais utilizados para gerenciar os perfis da governadora Raquel Lyra também cuidavam da disseminação, dentro do Palácio do Campo das Princesas, de ataques coordenados contra adversários, a exemplo do ex-prefeito e seu adversário político na campanha deste ano, João Campos.
A confirmação chancelada pelo Supremo Tribunal Federal de que a própria Raquel Lyra é alvo direto de investigação da PF por associação criminosa, corrupção e desvio de verbas públicas não é apenas mais um desgaste de campanha. É a implosão de um projeto de poder que operava, nos subterrâneos, exatamente aquilo que condenava nos palanques.
O laudo técnico da perícia federal é implacável e dispensa meias-palavras: postagens da conta oficial de Raquel Lyra e de perfis clandestinos criados para difamar sistematicamente seus adversários partiam do primeiríssimo endereço IP, contratado e mantido pela Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI). A máquina pública pernambucana, bancada pelo dinheiro dos impostos de quem acorda cedo para trabalhar, virou provedora e escudo de uma suposta milícia virtual de ataques orquestrados.
A gravidade do quadro salta aos olhos não apenas pelos ataques no ambiente digital, mas pelo volume do crime desenrolado que supostamente ocorria nos bastidores da Secretaria de Comunicação. O que o envio do inquérito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolida é a suspeita material de que contratos e licitações de publicidade estatal podem ter sido canalizados para abastecer uma rede clandestina com mais de 300 perfis, cujo único objetivo era envenenar o debate público e fraudar a igualdade da disputa política.
Chegar à véspera da eleição com a chefe do Executivo formalmente enquadrada sob a supervisão do STJ por condutas que envolvem peculato e crime eleitoral é o mais duro veredito sobre uma gestão que se dizia diferente de tudo o que estava aí.
Pernambuco acorda neste 2 de outubro diante de um espelho incômodo: a governadora que prometeu transparência e modernidade instalou no coração do Estado um bunker de desinformação financiado com recursos públicos.
Não se trata de perseguição de adversários, mas de dados forenses, IPs oficiais e despachos judiciais. A governadora que debochava das investigações, dizendo que a Polícia Federal ia até a sua casa para tomar café da manhã, agora tem encontro marcado com a Justiça e não haverá mesa de café da manhã capaz de disfarçar as digitais que ficaram no Campo das Princesas.
Meta tem seis horas para remover robôs que atacaram Veneziano
02/10/2026
A notícia
A Justiça Eleitoral determinou hoje, sexta-feira (02/10) que a Meta remova, em até seis horas, os comentários feitos por perfis apontados como inautênticos nas cinco publicações de Veneziano Vital do Rêgo atingidas por um ataque coordenado no Instagram. Segundo levantamento da campanha, a medida alcança cerca de 1,2 mil comentários.
A decisão
É da juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral Renata Barros de Assunção Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ao analisar as provas, a magistrada reconheceu a existência de “fortes indícios de comportamento não espontâneo e de possível amplificação artificial” contra o candidato.
O ataque
Ocorreu na manhã desta sexta-feira. A documentação...
Liminar aponta fortes indícios de ataque artificial e determina fornecimento de dados para identificar responsáveis. Grande passo no combate à pirataria digital nas eleições.
A notícia
A Justiça Eleitoral determinou hoje, sexta-feira (02/10) que a Meta remova, em até seis horas, os comentários feitos por perfis apontados como inautênticos nas cinco publicações de Veneziano Vital do Rêgo atingidas por um ataque coordenado no Instagram. Segundo levantamento da campanha, a medida alcança cerca de 1,2 mil comentários.
A decisão
É da juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral Renata Barros de Assunção Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ao analisar as provas, a magistrada reconheceu a existência de “fortes indícios de comportamento não espontâneo e de possível amplificação artificial” contra o candidato.
O ataque
Ocorreu na manhã desta sexta-feira. A documentação apresentada à Justiça registrou centenas de comentários semelhantes disparados praticamente ao mesmo tempo, com repetição de emojis e atuação simultânea de vários perfis. Em uma das amostras, seis comentários foram publicados em apenas 13 segundos.
Estado artificial
Na decisão, a juíza afirma que os elementos indicam possível uso de engajamento inautêntico para “forjar artificialmente um estado de rejeição popular generalizada contra o candidato às vésperas do pleito”.
Rumo a identificar a origem
Além de retirar os comentários, a Meta terá de preservar os dados das contas e, em até 24 horas, fornecer informações técnicas que possam ajudar a identificar os responsáveis, incluindo endereços IP e registros de acesso. O descumprimento injustificado da decisão pode gerar multa diária de R$ 20 mil.
É Findi Eleição - O Dramalhão do Domingo de Votação - Poema Bem-humorado - Por IA*
02/10/2026
E na mente a dúvida logo se apoca.
Procura a colinha, procura a caneta,
O título digital abre em outro planeta.
Sai pela rua com passo apertado,
Encontra o vizinho de humor alterado.
É fila pra lá, falação para cá,
E o tiozinho na frente não sabe onde está.
Olho pro alto e pergunto cismado:
Quem será o presidente, meu Deus do céu?
É tanto discurso, promessa, confusão e debate, debate??? e teve???
Que a gente só torce pra não dar empate!
Chega a sua vez, encara o mesário,
Assina o livro, que é o ritual diário.
Na frente da urna, um minuto de paz,
Digita os dígitos, confirma e faz:
Piii-ri-ri! Barulhinho sagrado,
Dever cumprido, eleitor liberado!
Volta pra casa correndo pro almoço,
No domingo bem cedo o alarme já toca,
E na mente a dúvida logo se apoca.
Procura a colinha, procura a caneta,
O título digital abre em outro planeta.
Sai pela rua com passo apertado,
Encontra o vizinho de humor alterado.
É fila pra lá, falação para cá,
E o tiozinho na frente não sabe onde está.
Olho pro alto e pergunto cismado:
Quem será o presidente, meu Deus do céu?
É tanto discurso, promessa, confusão e debate, debate??? e teve???
Que a gente só torce pra não dar empate!
Chega a sua vez, encara o mesário,
Assina o livro, que é o ritual diário.
Na frente da urna, um minuto de paz,
Digita os dígitos, confirma e faz:
Piii-ri-ri! Barulhinho sagrado,
Dever cumprido, eleitor liberado!
Volta pra casa correndo pro almoço,
Pois votar com o estômago 'roncando' é um grande sufoco.
A Editoria - Criado por IA*
Abaixo: as 'colinhas'

É Findi - Série História de Pernambuco - Guararapes: quando o cerco apertou - Por Alfredo Cabral de Melo*
02/10/2026
A guerra entrava, assim, em uma fase diferente. Os homens que haviam iniciado a luta em 1645 já tinham adquirido experiência nos combates e conheciam melhor os caminhos do interior. Do outro lado, a Companhia das Índias Ocidentais precisava demonstrar que ainda tinha condições de recuperar o terreno perdido. A chegada de novos reforços vindos da Europa, no início de 1648, contribuiu com essa possibilidade.
Cerca de seis mil combatentes chegaram a Pernambuco naquele período, fortalecendo consideravelmente a posição militar...
Depois das vitórias de Tabocas e Casa Forte, a situação dos neerlandeses em Pernambuco havia mudado. O Recife continuava sob o domínio da Companhia das Índias Ocidentais, protegido por suas fortificações e ainda capaz de receber homens, armas e mantimentos. Fora da cidade, porém, o cenário era outro. As forças da restauração haviam conquistado posições importantes e mantinham pressão sobre as áreas que permaneciam sob controle neerlandês.
A guerra entrava, assim, em uma fase diferente. Os homens que haviam iniciado a luta em 1645 já tinham adquirido experiência nos combates e conheciam melhor os caminhos do interior. Do outro lado, a Companhia das Índias Ocidentais precisava demonstrar que ainda tinha condições de recuperar o terreno perdido. A chegada de novos reforços vindos da Europa, no início de 1648, contribuiu com essa possibilidade.
Cerca de seis mil combatentes chegaram a Pernambuco naquele período, fortalecendo consideravelmente a posição militar neerlandesa. A intenção era utilizar esses homens para romper o cerco que vinha sendo formado ao redor do Recife e recuperar áreas importantes para o abastecimento e para as comunicações. O conflito, que durante algum tempo parecera favorecer cada vez mais as forças da restauração, voltava a apresentar uma situação de incerteza.
Francisco Barreto de Menezes havia sido designado por D. João IV para assumir o comando geral das tropas da restauração. Ao seu lado estavam homens que já conheciam aquela guerra havia anos, entre eles João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Antônio Dias Cardoso, Henrique Dias e Filipe Camarão. Eram trajetórias diferentes e nem sempre ligadas pelos mesmos interesses, mas que naquele momento se encontravam no esforço de combater o domínio neerlandês.
No lado contrário, Sigismund Von Schkoppe recebeu a responsabilidade de conduzir a operação. O objetivo era sair do Recife, avançar pelo território e alcançar áreas que poderiam contribuir para o abastecimento das tropas. O movimento levava em direção ao sul, passando por uma região que, naquele momento, ainda não carregava o significado que receberia nos séculos seguintes.
Os Montes Guararapes ficavam no atual município de Jaboatão dos Guararapes. Para quem observa hoje a paisagem a partir da cidade que cresceu ao seu redor, pode ser difícil imaginar a importância que aquelas elevações tinham para a movimentação de um exército no século XVII. Naquele tempo, o relevo, a vegetação e as áreas alagadas interferiam diretamente na passagem de grandes contingentes.
Para os homens que já haviam lutado em Pernambuco, conhecer o terreno representava uma vantagem. Tabocas havia mostrado isso. A escolha de um lugar adequado podia reduzir a vantagem numérica do adversário e permitir que uma força menor enfrentasse um contingente mais numeroso em condições menos desfavoráveis.
Quando a movimentação neerlandesa se aproximou dos Guararapes, as forças da restauração se prepararam para enfrentá-la. Na noite de 18 de abril, os homens comandados por Barreto de Menezes marcharam em direção aos montes. No dia seguinte, os dois contingentes se encontraram.
A batalha não aconteceu em um campo aberto. O terreno obrigava os soldados a se movimentarem entre elevações, vegetação e áreas de difícil passagem. A superioridade numérica dos neerlandeses, acompanhada de artilharia e de soldados experientes, não desaparecia por causa disso, mas também não podia ser utilizada com a mesma facilidade que teria em uma área mais ampla.
O combate foi intenso. Houve disparos de armas de fogo, avanços, recuos e luta corpo a corpo. Os homens procuravam aproveitar as características do terreno enquanto os neerlandeses tentavam manter sua capacidade de combate diante de uma tropa que conhecia melhor aquelas condições.
Entre os comandantes da restauração estavam João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros, enquanto Henrique Dias e Filipe Camarão conduziam seus respectivos terços. Antônio Dias Cardoso também participou da operação. Francisco Barreto de Menezes exercia o comando geral.
Sabemos desses acontecimentos não apenas por narrativas escritas posteriormente. Existem documentos produzidos em torno da própria campanha. José Antônio Gonsalves de Mello identificou as partes oficiais dos dois comandantes adversários, Francisco Barreto de Menezes e Sigismund Von Schkoppe. Há ainda o relato de Filipe Bandeira de Melo, tenente de Barreto, dirigido ao rei e datado de 19 de maio de 1648, cujo original se encontrava anexado a uma consulta do Conselho Ultramarino. Do lado neerlandês, existe o relato de Cornelius Van Der Brande, coronel de um dos regimentos e substituto de Schkoppe.
Esses documentos não contam necessariamente a mesma história. Cada comandante tinha suas próprias razões para apresentar o combate de determinada maneira. O vencedor procurava destacar o êxito de suas armas; o derrotado precisava explicar a razão da retirada. É justamente por isso que o confronto entre os relatos é tão importante. A história não precisa escolher uma narrativa pronta quando é possível colocar as versões lado a lado.
Também existe a narrativa de Diogo Lopes Santiago, contemporâneo dos acontecimentos e autor da mais extensa descrição conhecida das batalhas dos Guararapes. Segundo a apresentação de José Antônio Gonsalves de Mello, seu manuscrito foi encontrado na Biblioteca Municipal do Porto e publicado posteriormente. Sua narrativa pode ser confrontada com as partes dos comandantes, permitindo perceber tanto as coincidências quanto as diferenças entre as versões.
Ao final do combate, os neerlandeses recuaram em direção ao Recife. A vitória das forças da restauração foi importante, mas seus limites precisam ser preservados. O Recife continuava nas mãos da Companhia das Índias Ocidentais, suas fortificações permaneciam intactas e os reforços recém-chegados ainda representavam uma ameaça.
Guararapes, portanto, não expulsou os neerlandeses de Pernambuco. Tampouco encerrou a guerra. O que ocorreu foi uma derrota importante para uma tentativa de romper o cerco e recuperar o espaço que a Companhia das Índias Ocidentais vinha perdendo desde os primeiros anos da insurreição.
A batalha também colocou novamente em evidência homens que já haviam aparecido nos episódios anteriores. Vieira, Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Filipe Camarão e Antônio Dias Cardoso não surgiram em Guararapes como personagens de uma história pronta. Suas trajetórias vinham sendo construídas ao longo de anos de conflito, com diferentes origens, interesses e experiências.
Foi somente muito depois que aquela composição passou a receber outro significado. A presença de portugueses, moradores da terra, indígenas e negros nos combates seria transformada em símbolo de uma suposta união das três raças na formação do Brasil. A participação desses grupos é um fato histórico. O significado que posteriormente lhe foi atribuído pertence, porém, a outra camada da história, sendo necessário separar essas duas coisas.
Em 1648, não havia ainda o Brasil independente que conheceríamos no século XIX. Os homens que estavam nos Guararapes viviam em uma sociedade colonial e estavam envolvidos em uma guerra que reunia interesses políticos, econômicos, religiosos, militares e pessoais. Alguns defendiam a restauração portuguesa; outros haviam escolhido permanecer ligados aos neerlandeses. As razões que levaram cada um deles ao combate não podem ser reduzidas a uma única explicação.
Talvez seja justamente essa distância entre o acontecimento e a memória posterior que torne Guararapes tão interessante. Os homens que lutaram naquele 19 de abril não poderiam saber o significado que seus atos receberiam séculos mais tarde. Para eles, a questão era bem mais imediata: vencer ou ser derrotado em uma guerra que ainda estava longe de terminar.
Naquele dia, os neerlandeses recuaram para o Recife. As forças da restauração haviam conseguido impedir o avanço e manter a pressão sobre a praça. Mas a cidade continuava de pé, e a Companhia das Índias Ocidentais ainda tinha recursos para continuar lutando.
A primeira batalha dos Guararapes havia terminado. A guerra, não e os mesmos montes ainda voltariam a receber os dois lados.
Fontes
Evaldo Cabral de Mello. Olinda Restaurada: guerra e açúcar no Nordeste, 1630–1654.
Evaldo Cabral de Mello. Rubro Veio: o imaginário da restauração pernambucana.
José Antônio Gonsalves de Mello. Fontes para a História do Brasil Holandês.
José Antônio Gonsalves de Mello. João Fernandes Vieira: mestre de campo do terço de infantaria de Pernambuco.
José Antônio Gonsalves de Mello. Fontes para a história das duas batalhas, estudo publicado em 1959, com identificação das partes e relatos relativos aos combates dos Guararapes.
Diogo Lopes Santiago. História da Guerra de Pernambuco.
Francisco Augusto Pereira da Costa. Anais Pernambucanos, vol. 3.
Documentação da primeira batalha dos Guararapes, incluindo as partes de Francisco Barreto de Menezes e Sigismund Von Schkoppe, o relato de Filipe Bandeira de Melo e o de Cornelius Van Der Brande.
*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo

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