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Evento no Planalto anuncia investimentos para a 'Nova Indústria'

30/10/2024

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Autoridades do Governo Federal e empresários, anunciam investimentos da ordem de R$ 1,6 trilhão em projetos ligados à Missão 3 Nova Indústria Brasil (NIB), previstos até 2029. O ato ocorre hoje, quarta-feira, 30 de outubro, logo mais às 11h, no Palácio do Planalto.

Sustentabilidade e inovação

Lançada em janeiro deste ano, a NIB é uma política industrial que visa impulsionar o desenvolvimento nacional até 2033, baseada em elementos como sustentabilidade e inovação. Do total de R$ 1,6 trilhão a serem anunciados, 75% serão provenientes da iniciativa privada. O objetivo da Missão 3 é melhorar a qualidade de vida nas cidades, integrando mobilidade sustentável, moradia, infraestrutura e saneamento básico.

Bem-estar para os cidadãos

"Esse volume expressivo de investimentos demonstra o acerto do foco da Nova Indústria Brasil que, neste caso, fortalecerá a infraestrutura e a mobilidade no país, trazendo bem-estar para os...

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Autoridades do Governo Federal e empresários, anunciam investimentos da ordem de R$ 1,6 trilhão em projetos ligados à Missão 3 Nova Indústria Brasil (NIB), previstos até 2029. O ato ocorre hoje, quarta-feira, 30 de outubro, logo mais às 11h, no Palácio do Planalto.

Sustentabilidade e inovação

Lançada em janeiro deste ano, a NIB é uma política industrial que visa impulsionar o desenvolvimento nacional até 2033, baseada em elementos como sustentabilidade e inovação. Do total de R$ 1,6 trilhão a serem anunciados, 75% serão provenientes da iniciativa privada. O objetivo da Missão 3 é melhorar a qualidade de vida nas cidades, integrando mobilidade sustentável, moradia, infraestrutura e saneamento básico.

Bem-estar para os cidadãos

"Esse volume expressivo de investimentos demonstra o acerto do foco da Nova Indústria Brasil que, neste caso, fortalecerá a infraestrutura e a mobilidade no país, trazendo bem-estar para os cidadãos ao mesmo tempo que incentiva uma indústria inovadora", afirma Geraldo Alckmin. "A parceria entre setor público e privado é essencial para transformar nossas cidades, com projetos que trazem desenvolvimento econômico e qualidade de vida para milhões de brasileiros", prossegue.

Investimentos privados

Durante a cerimônia, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) anuncia investimentos de R$ 833 bilhões no país. Já a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aportará outros R$ 222,5 bilhões e a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, R$ 1,6 bilhão, totalizando R$ 1,05 trilhão nas áreas de moradia, infraestrutura e saneamento até 2029. A maior parte dos recursos será destinada a obras de mobilidade urbana, saneamento, aeroportos, ferrovias, rodovias e portos, entre outros.

Leia outras informações

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A Diplomacia Nuclear Russa e o Brasil - Por Amadeu Robalinho*

10/08/2026

Pequenos Reatores, Grande Estratégia e os Novos Desafios da Soberania Nacional


Em um cenário internacional marcado pela intensificação da competição geopolítica, pela fragmentação das cadeias globais de suprimentos e pela crescente disputa por recursos estratégicos, a recente visita ao Brasil de Nikolay Patrushev, assessor do presidente da Rússia e chefe do Colegiado Marítimo russo, transcende o protocolo diplomático. O encontro representa um movimento de elevada relevância estratégica, inserindo a cooperação nuclear e marítima no centro das discussões sobre o futuro da soberania energética, tecnológica e da capacidade de defesa brasileira.

Muito além de uma simples oferta comercial, a proposta russa para compartilhamento de tecnologias envolvendo pequenos reatores nucleares insere-se na lógica contemporânea da projeção de poder por meio da ciência, da engenharia e da inovação. No século XXI, a influência internacional não se estabelece apenas pelo...

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Pequenos Reatores, Grande Estratégia e os Novos Desafios da Soberania Nacional


Em um cenário internacional marcado pela intensificação da competição geopolítica, pela fragmentação das cadeias globais de suprimentos e pela crescente disputa por recursos estratégicos, a recente visita ao Brasil de Nikolay Patrushev, assessor do presidente da Rússia e chefe do Colegiado Marítimo russo, transcende o protocolo diplomático. O encontro representa um movimento de elevada relevância estratégica, inserindo a cooperação nuclear e marítima no centro das discussões sobre o futuro da soberania energética, tecnológica e da capacidade de defesa brasileira.

Muito além de uma simples oferta comercial, a proposta russa para compartilhamento de tecnologias envolvendo pequenos reatores nucleares insere-se na lógica contemporânea da projeção de poder por meio da ciência, da engenharia e da inovação. No século XXI, a influência internacional não se estabelece apenas pelo poder militar convencional, mas também pela capacidade de dominar tecnologias críticas capazes de redefinir a infraestrutura energética, industrial e estratégica de uma nação.

Durante as reuniões realizadas em Brasília, Patrushev apresentou possibilidades concretas de cooperação nas áreas de energia nuclear, pesquisa científica, monitoramento marítimo e segurança internacional. Entre os temas discutidos destacou-se o desenvolvimento de reatores nucleares de pequena potência, conhecidos internacionalmente como Small Modular Reactors (SMRs) tecnologia considerada uma das maiores transformações do setor energético mundial.

A Rússia, por meio da Rosatom e do Instituto Kurchatov, figura entre os países mais avançados no desenvolvimento desses sistemas, acumulando décadas de experiência tanto em aplicações civis quanto militares. O domínio dessa tecnologia constitui hoje um importante instrumento de projeção geopolítica, permitindo levar energia de forma contínua e segura a regiões isoladas, bases estratégicas, polos industriais e instalações críticas.

Para o Brasil, a discussão possui implicações que ultrapassam a matriz energética. Trata-se de um tema diretamente relacionado à integração territorial, à presença do Estado em áreas remotas e ao fortalecimento da infraestrutura nacional de Defesa.

Regiões como a Amazônia Legal, extensas áreas do Centro-Oeste e localidades afastadas dos grandes centros ainda enfrentam limitações estruturais no fornecimento de energia elétrica. Pequenos reatores nucleares poderiam representar uma alternativa tecnológica capaz de reduzir a dependência de sistemas baseados em combustíveis fósseis, diminuir custos logísticos e ampliar a capacidade operacional do Estado brasileiro em regiões de elevado interesse estratégico.

Sob a ótica da Defesa Nacional, a proposta assume dimensão ainda mais significativa.

O Brasil desenvolve há décadas um dos mais sofisticados programas tecnológicos do hemisfério sul: o Programa Nuclear da Marinha, cuja principal finalidade é garantir a autonomia necessária para a construção do futuro submarino de propulsão nuclear brasileiro. Esse projeto constitui um dos pilares da capacidade dissuasória nacional e representa um patrimônio científico acumulado ao longo de gerações.

Nesse contexto, qualquer cooperação internacional deve ser analisada à luz dos interesses permanentes do Estado brasileiro. A transferência de conhecimento pode acelerar processos tecnológicos, reduzir riscos e ampliar competências nacionais. Contudo, soberania tecnológica não se constrói por meio da dependência externa, mas pela absorção efetiva do conhecimento, pela nacionalização das tecnologias críticas e pelo fortalecimento da Base Industrial de Defesa.

A engenharia da soberania exige que parcerias internacionais sejam instrumentos para ampliar capacidades nacionais, jamais para substituí-las.

Outro aspecto relevante das conversas diz respeito à proposta russa de desenvolvimento de sistemas destinados ao monitoramento das águas jurisdicionais brasileiras. Considerando que a chamada Amazônia Azul abriga vastas reservas energéticas, biodiversidade marinha, rotas comerciais e ativos estratégicos, o fortalecimento das capacidades de vigilância marítima constitui prioridade permanente da Política Nacional de Defesa.

Nesse sentido, tecnologias voltadas ao monitoramento oceânico, sensoriamento remoto e integração de informações podem contribuir significativamente para ampliar a consciência situacional marítima, elemento indispensável para proteger infraestruturas críticas, combater ilícitos transnacionais e garantir a presença soberana do Estado em seu espaço marítimo.

As propostas russas também contemplam cooperação científica nas regiões do Ártico e da Antártida. Embora geograficamente distantes, esses ambientes ocupam posição central na disputa internacional por recursos naturais, rotas marítimas e pesquisas climáticas. Para o Brasil, cuja presença na Antártida integra sua estratégia de projeção científica internacional, iniciativas dessa natureza podem ampliar o intercâmbio tecnológico e fortalecer capacidades de pesquisa em ambientes extremos.

A visita ocorre em um momento particularmente sensível do sistema internacional, caracterizado pela reorganização das alianças estratégicas, pela competição tecnológica entre grandes potências e pelo crescente uso da energia como instrumento de influência geopolítica. Nesse contexto, o Brasil precisa atuar com equilíbrio, autonomia decisória e visão estratégica de longo prazo, preservando sua tradição diplomática e evitando alinhamentos automáticos que possam comprometer sua liberdade de ação.

A política externa brasileira deve continuar orientada pelo princípio da multipolaridade cooperativa, diversificando parcerias sem abrir mão da defesa intransigente dos interesses nacionais.

O verdadeiro desafio não consiste em escolher entre Oriente e Ocidente, mas em transformar oportunidades internacionais em instrumentos de fortalecimento da capacidade nacional de produzir conhecimento, desenvolver tecnologia e consolidar autonomia estratégica.

A soberania não se mede apenas pela extensão do território ou pelo tamanho das Forças Armadas. Ela é construída diariamente por meio da educação, da ciência, da engenharia, da indústria, da inovação e da capacidade do Estado de dominar tecnologias essenciais ao desenvolvimento nacional.

Se conduzida com planejamento estratégico, segurança institucional e rigor técnico, a cooperação com a Rússia poderá representar mais um capítulo na consolidação da autonomia tecnológica brasileira. Entretanto, qualquer acordo deverá preservar integralmente os interesses nacionais, fortalecer a Base Industrial de Defesa e ampliar a independência científica do País.

Hoje, as nações verdadeiramente soberanas não são aquelas que apenas consomem tecnologia, mas aquelas capazes de concebê-la, produzi-la e empregá-la em favor de seus próprios objetivos estratégicos. É nesse ponto que reside o verdadeiro significado da soberania nacional.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Da Série Mistérios do Aquém: A festa privada da democracia burguesa e a censura da UP – Por Natanael Sarmento*

10/08/2026

A democracia burguesa é uma obra-prima da engenharia de mercado. Nas comunicações sociais, o sublime ideal da liberdade de expressão com tabela de preços, espaço publicitário e contrato de exclusividade tão sólidos se desmancham no ar.

Eleições 2026

Os estúdios da Rede Bandeirantes batem o cento das “eleições democráticas” de 2026 e inauguram a temporada de debates. Assistimos ao triunfo da "liberdade seletiva": No banquete cívico onde o cardápio de ideias é rigidamente harmonizado com o interesse dos patrocinadores e o peso das bancadas dominantes.

Seletivo

O formato dos debates é uma verdadeira aula de elasticidade estatística e seletividade. A depender do estado, o telespectador testemunha palanques com dois, três, quatro ou até seis candidatos.

Pluralista, nem tanto

Muda a matemática conforme o estado, ajusta-se o tempo de cronômetro, rearranjam-se os púlpitos para acomod...

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A democracia burguesa é uma obra-prima da engenharia de mercado. Nas comunicações sociais, o sublime ideal da liberdade de expressão com tabela de preços, espaço publicitário e contrato de exclusividade tão sólidos se desmancham no ar.

Eleições 2026

Os estúdios da Rede Bandeirantes batem o cento das “eleições democráticas” de 2026 e inauguram a temporada de debates. Assistimos ao triunfo da "liberdade seletiva": No banquete cívico onde o cardápio de ideias é rigidamente harmonizado com o interesse dos patrocinadores e o peso das bancadas dominantes.

Seletivo

O formato dos debates é uma verdadeira aula de elasticidade estatística e seletividade. A depender do estado, o telespectador testemunha palanques com dois, três, quatro ou até seis candidatos.

Pluralista, nem tanto

Muda a matemática conforme o estado, ajusta-se o tempo de cronômetro, rearranjam-se os púlpitos para acomodar a pluralidade que o mercado tolera e aprova.

Invariável

Nessa aparente variedade metodológica, existe uma constante universal, uma lei da física editorial que se aplica inflexivelmente de Roraima ao Rio Grande do Sul: a exclusão sistemática da Unidade Popular (UP).

UP

Nessa censura mascarada, a UP partido com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), legalmente constituído e cujos nomes figuram e pontuam nas pesquisas oficiais de intenção de voto, para presidente da República, governos estaduais, não são “convidados” aos debates da TV Bandeirante (que presta relevante serviços da informação seletiva). A censura da ditadura era mais honesta que essa marmelada da conveniência empresarial da Band.

Anedota histórica

É a versão atualizada e sofisticada da célebre anedota atribuída ao magnata das comunicações Assis Chateaubriand. Diante da reclamação de um jornalista que protestava contra matérias alteradas e cortes arbitrários na redação, Chatô respondeu com o pragmatismo brutal do capital: "Se você quiser publicar o que pensa, compre um jornal."

Quebra da isonomia

O riso satírico, porém, esbarra na gravidade da trágica posição reacionária e lesiva ao interesse republicano da emissora. Sob a maquiagem da "legalidade" — amparada na cláusula da Lei das Eleições que obriga o convite apenas aos partidos com representação mínima no Congresso, viola princípios constitucionais pétreos da pluralidade política e da isonomia.

Esse mundo público é meu?

Emissoras de rádio e televisão não são propriedades privadas isoladas no espaço sideral. Operam como concessões públicas outorgadas pelo Estado brasileiro. O ar por onde trafega o sinal pertence à sociedade. Transformar o debate eleitoral em feudo privado onde o poder econômico e os arranjos partidários tradicionais dão as cartas é desvio de função. A imprensa corporativa descumpre a própria função social do jornalismo e usurpa o direito do eleitor de conhecer a totalidade do espectro político registrável.

Silêncio dos indecentes

O silêncio obsequioso de instituições de controle e garantidoras de “democracia” espanta. O Ministério Público Eleitoral deveria atuar como guardião da higidez democrática e do equilíbrio da disputa, mas se comporta como espectador passivo. Mais que conivente, chancela a tese estapafúrdia e injusta da participação ser facultativa a critérios e "acordos" prévios entre emissoras e partidos da campanha (alguns, é claro).

Veto e Censura da UP

Veto e censura cabem às ditaduras. Enquanto a liberdade de imprensa for tratada como mero direito de propriedade do concessionário, e a informação for filtrada pelo crivo do patrocínio, o debate eleitoral continuará a ser o que é: uma peça publicitária de duas horas, interrompida por comerciais, onde a verdadeira diversidade política é barrada na portaria. Contra vetos e censuras, pela isonomia dos concorrentes na disputa eleitoral. Ditadura, nunca mais!


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.




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CEHM – Condepe/FIDEM: 50 anos dedicados à preservação das histórias dos municípios de Pernambuco - Por Bruno Melo*

10/08/2026

Uma ocasião especial marcará o mês de agosto de 2026: são comemorados os cinquenta anos da fundação de uma das mais respeitadas instituições de pesquisa, produção e divulgação de conhecimentos sobre as histórias dos municípios de Pernambuco – o Centro de Estudos de História Municipal (CEHM), da Agência Condepe/FIDEM.

CEHM

Criado em 1976, por um grupo de intelectuais preocupados na preservação das memórias dos municípios, desde então o CEHM vem reunindo pesquisadores das mais diversas áreas, que possuem o interesse e a paixão comum pelo estudo dos aspectos históricos e culturais dos municípios pernambucanos. Assim, as pesquisas e estudos desenvolvidos pelos associados do CEHM acabam promovendo o resgate e a preservação das memórias dos municípios, que não só servirão de fonte para outros pesquisadores, como também servirão para que os habitantes daqueles municípios possam ter acesso ao conhecimento de suas origens, despertando, deste modo, um sentime...

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Uma ocasião especial marcará o mês de agosto de 2026: são comemorados os cinquenta anos da fundação de uma das mais respeitadas instituições de pesquisa, produção e divulgação de conhecimentos sobre as histórias dos municípios de Pernambuco – o Centro de Estudos de História Municipal (CEHM), da Agência Condepe/FIDEM.

CEHM

Criado em 1976, por um grupo de intelectuais preocupados na preservação das memórias dos municípios, desde então o CEHM vem reunindo pesquisadores das mais diversas áreas, que possuem o interesse e a paixão comum pelo estudo dos aspectos históricos e culturais dos municípios pernambucanos. Assim, as pesquisas e estudos desenvolvidos pelos associados do CEHM acabam promovendo o resgate e a preservação das memórias dos municípios, que não só servirão de fonte para outros pesquisadores, como também servirão para que os habitantes daqueles municípios possam ter acesso ao conhecimento de suas origens, despertando, deste modo, um sentimento de pertencimento àquele lugar.

Publicações editadas pelo CEHM

Todo o conhecimento produzido ao longo desse meio século de vida, encontra-se disponibilizado para a sociedade através das publicações editadas pelo CEHM. As primeiras foram lançadas logo em junho de 1977, pouco antes do primeiro aniversário de fundação do Centro: a Revista de História Municipal, e o primeiro volume da História da Vitória de Santo Antão (1626-1843), escrito por José Aragão, que fazia parte da Coleção Biblioteca Pernambucana de História Municipal.

Seis coleções

Atualmente são seis as coleções editadas pelo CEHM, cada uma com sua especificidade nos temas que abrangem: Coleção Biblioteca Pernambucana de História Municipal - história sistemática dos municípios pernambucanos (43 volumes); Coleção Tempo Municipal (45 volumes); Coleção Documentos Históricos Municipais (13 volumes); Coleção Cronologia Pernambucana – subsídios para a história do Agreste e do Sertão (até agora foram publicados 22 volumes da monumental obra de Nelson Barbalho); Coleção História da Imprensa de Pernambuco (outra obra monumental de pesquisa, em 15 volumes, dedicada à história dos jornais e revistas de Pernambuco, de autoria de Luiz do Nascimento); e a Revista de História Municipal (13 volumes).

Total de 151 volumes

Somadas as coleções, temos um total de 151 volumes, o que corresponde a uma média de 3 obras publicadas por ano, ao longo da existência do CEHM. Esses números poderiam ser maiores, considerando que a última obra editada foi lançada em 2022 – o 45° volume da Coleção Tempo Municipal, que teve como título Álvaro Lins, o gênio de Caruaru, de autoria de Nelson Barbalho.

Criação

A criação do CEHM foi uma iniciativa pioneira, e a sua longevidade – apesar de todos os percalços decorrentes por estar inserido na estrutura governamental, o que significa estar sujeito às “variações de humor” dos gestores, que ora simpatizam com o CEHM, ora simplesmente o ignoram – merece ser muito comemorada, diante do tanto o que foi produzido nos últimos cinquenta anos, em prol da nossa história municipal.


Viva o CEHM! Longa vida ao CEHM!


*Bruno Melo é membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Centro de Estudos de História Municipal (CEHM). Para a Cepe Editora, organizou a edição e reedição de obras de Francisco Augusto Pereira da Costa, e é autor do livro Do Arrabalde à freguesia. A história da Paróquia de Nossa Senhora das Graças.



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O Marechal, o Imperador e o Banqueiro - A República Hipotecada, por Zé da Flauta

10/08/2026

Há um charme perigoso na ilusão do poder absoluto. No Brasil de fins do século XIX, a política nacional parecia um grande teatro de gabinete, onde homens de casaca e cartola acreditavam piamente que o destino da nação era decidido no gogó, na ponta da pena ou no estalo de uma baioneta.

Ledo engano. Enquanto os generais positivistas marchavam cheios de pose no Campo de Santana e a fidalguia agrária espumava de raiva por ter perdido a mão de obra escravizada, a verdadeira chave do cofre brasileiro ficava do outro lado do Atlântico, num escritório discreto em Londres, sob o olhar atento e gélido da família Rothschild. O verdadeiro trono do Império não era de pau-brasil; era lastreado em libra esterlina.

O silêncio

O espetáculo do 15 de Novembro beirou o vaudeville. Um marechal idoso e doente, alimentado por intrigas de bastidor e boatos de pé de ouvido, montou a cavalo para derrubar um gabinete, sem sequer saber que estava fundando um n...

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Há um charme perigoso na ilusão do poder absoluto. No Brasil de fins do século XIX, a política nacional parecia um grande teatro de gabinete, onde homens de casaca e cartola acreditavam piamente que o destino da nação era decidido no gogó, na ponta da pena ou no estalo de uma baioneta.

Ledo engano. Enquanto os generais positivistas marchavam cheios de pose no Campo de Santana e a fidalguia agrária espumava de raiva por ter perdido a mão de obra escravizada, a verdadeira chave do cofre brasileiro ficava do outro lado do Atlântico, num escritório discreto em Londres, sob o olhar atento e gélido da família Rothschild. O verdadeiro trono do Império não era de pau-brasil; era lastreado em libra esterlina.

O silêncio

O espetáculo do 15 de Novembro beirou o vaudeville. Um marechal idoso e doente, alimentado por intrigas de bastidor e boatos de pé de ouvido, montou a cavalo para derrubar um gabinete, sem sequer saber que estava fundando um novo regime. Do outro lado, um imperador calejado, cansado de quase meio século de coroa e amargando as dores da diabetes, olhou para a baioneta do amigo e preferiu o silêncio.

Pedro II, que lia os filósofos iluministas e admirava o modelo americano, deu um suspiro de resignação. Recusou os canhões do Almirante Tamandaré e evitou a guerra civil, preferindo botar o chapéu, juntar um bocado de terra do país num saquinho de veludo e sair de cena pela porta dos fundos.

Pires na mão

A fragilidade dessa "revolução de gabinete" ficou escancarada logo na primeira segunda-feira de trabalho do novo regime. Os republicanos, eufóricos com a vitória sem sangue, descobriram que a independência de fachada cobrava juros altos. A euforia do poder durou até a primeira fatura chegar do banco inglês.

Os mesmos banqueiros que viam no velho imperador a única garantia de juízo e pagamento pontual olharam para a farda dos marechais e fecharam a torneira do crédito. A piada histórica é inevitável: para não ver o país ir a leilão, a jovem e orgulhosa República teve que correr de pires na mão até Londres para hipotecar as próprias alfândegas e pedir bênção aos banqueiros de Pedro II.

A coroa pelo quepe

O fim dessa história nos deixa uma lição amarga e irônica sobre a maturidade dos povos. Mudar a cor da bandeira, trocar o brasão da farda ou rasgar a constituição em um golpe de madrugada é fácil; o difícil é pagar a conta da própria soberania. A história do Brasil costuma ser contada pelo heroísmo das estátuas e pelos grandes manifestos de papel, mas a vida real acontece no livro de caixa. Quando trocamos a coroa pelo quepe sem consultar o dono da casa, o próprio povo, descobrimos que o verdadeiro dono do espetáculo não estava no Paço Imperial e nem no quartel, mas cobrando os juros da nossa ingenuidade lá fora.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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O Futebol dos Governadores (1905/1926) • Série Especial • Jornal O Poder, por Roberto Vieira*

10/08/2026

A Gestão de José Rufino Bezerra Cavalcanti e a Montanha Mágica (1919–1922)

José Rufino Bezerra Cavalcanti governou Pernambuco entre 1919 e 1922, enfrentando uma severa crise econômica pós-Primeira Guerra Mundial devido à desvalorização do açúcar e do algodão. Apoiado pelas oligarquias tradicionais da época, sua gestão buscou modernizar o setor agrícola com a transição de engenhos antigos para usinas centralizadas, além de dar continuidade às obras de saneamento básico e reforma urbana na capital, Recife.

Sport

O primeiro campeão do governo José Rufino foi o Sport. O clube se aproveitou da saída do América da Liga após confusão no jogo contra o Santa Cruz deixando caminho livre para o título rubro-negro.

Ingleses

O esquadrão do Sport era metade brasileiro e metade inglês. Como nos primeiros anos do nosso futebol, nomes como Chalmers, Jack, Griffith, Hardy e Backer davam um requinte bretão ao clube.<...

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A Gestão de José Rufino Bezerra Cavalcanti e a Montanha Mágica (1919–1922)

José Rufino Bezerra Cavalcanti governou Pernambuco entre 1919 e 1922, enfrentando uma severa crise econômica pós-Primeira Guerra Mundial devido à desvalorização do açúcar e do algodão. Apoiado pelas oligarquias tradicionais da época, sua gestão buscou modernizar o setor agrícola com a transição de engenhos antigos para usinas centralizadas, além de dar continuidade às obras de saneamento básico e reforma urbana na capital, Recife.

Sport

O primeiro campeão do governo José Rufino foi o Sport. O clube se aproveitou da saída do América da Liga após confusão no jogo contra o Santa Cruz deixando caminho livre para o título rubro-negro.

Ingleses

O esquadrão do Sport era metade brasileiro e metade inglês. Como nos primeiros anos do nosso futebol, nomes como Chalmers, Jack, Griffith, Hardy e Backer davam um requinte bretão ao clube.

América

O América do genial Zetasso voltou em 1921 e provou ser imbatível naquele pós-guerra. A campanha foi difícil, mas o ataque de Juju, Zetasso e Lapa era melhor do que qualquer inglês em Pernambuco.

Doença

O governo de Rufino foi marcado por fortes tensões urbanas, como greves operárias e protestos motivados pela alta inflação e pelo custo de vida elevado, no meio do caminho ocorreu a enfermidade do governador que viajou para tratamento na Europa no final de 1920. Naqueles tempos de montanha mágica, o diagnóstico mais provável era tuberculose. Menos para os jornais.

Morte

Enquanto Arthur Bernardes bate Nilo Peçanha nas eleições presidenciais, Estácio Coimbra fustiga a Paz e Concórdia, lema histórico do desafortunado José Rufino em sua casa de Tejipió. Rufino volta da Europa nas últimas e a política do estado o mata de vez no dia 27 de março de 1922.

Igreja

Rufino morre após os últimos sacramentos ministrados pelo monsenhor Pereira Alves. Deu a Extrema Unção ao moribundo o revmo. vigário de Afogados, padre Euclides Landim. Pelas 20 horas, ele abençoa os filhos. Os médicos lhe deram uma injeção de óleo canforado. O futebol pernambucano estava de férias. 1922 seria o ano do Título do Centenário da Independência.

*Roberto Viera é médico e cronista



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Terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia causa desabamentos e deixa feridos

10/08/2026

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia 5 km ao leste de San José del Palmar, a aproximadamente 284 km de Bogotá, capital do país, hoje, segunda-feira (10/08), segundo a USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos).

O tremor

Segundo a agência, o tremor ocorreu a uma profundidade de 107 quilômetros.
O terremoto deixou feridos e causou danos na província de Chocó, no Pacífico, segundo uma publicação da A IDIGER (Instituto Distrital de Gestão de Riscos e Mudança Climática) afirmou em publicação na rede social X que após o tremor, foram ativados protocolos de verificação nas 20 localidades de Bogotá, e que mantém o monitoramento da situação.

Orientam

Segundo a IDIGER, as autoridades orientam a população a manter-se informada pelos canais oficiais e caso tenha sentido o terremoto, relatar a localidade que o percebeu.

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Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia 5 km ao leste de San José del Palmar, a aproximadamente 284 km de Bogotá, capital do país, hoje, segunda-feira (10/08), segundo a USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos).

O tremor

Segundo a agência, o tremor ocorreu a uma profundidade de 107 quilômetros.
O terremoto deixou feridos e causou danos na província de Chocó, no Pacífico, segundo uma publicação da A IDIGER (Instituto Distrital de Gestão de Riscos e Mudança Climática) afirmou em publicação na rede social X que após o tremor, foram ativados protocolos de verificação nas 20 localidades de Bogotá, e que mantém o monitoramento da situação.

Orientam

Segundo a IDIGER, as autoridades orientam a população a manter-se informada pelos canais oficiais e caso tenha sentido o terremoto, relatar a localidade que o percebeu.




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Na disputa ao Senado, André Gadelha garante que ele e Veneziano seguem recebendo apoio à candidatura 'todo dia' na Paraíba

10/08/2026

Pré-candidato ao Senado da Paraíba na chapa encabeçada por Cícero Lucena, André Gadelha, garantiu em entrevista, que segue recebendo apoio à sua candidatura todos os dias.


Ampliando apoio

O emedebista afirmou que vem ampliando o apoio ao seu projeto e disse receber novas adesões diariamente durante a pré-campanha.


Percorrendo

Segundo André, o MDB seguirá percorrendo todas as regiões da Paraíba apresentando suas propostas e destacando a experiência do grupo para administrar o estado.


A candidatura

André Gadelha teve a candidatura ao Senado Federal homologada pelo MDB durante a convenção realizada na semana passada , em João Pessoa.


Veneziano

A chapa do MDB conta com o senador e pré-candidato à reeleição, Veneziano Vital do Rêgo, que também segue percorrendo toda Paraíba e a cada dia recebendo novos apoios de...

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Pré-candidato ao Senado da Paraíba na chapa encabeçada por Cícero Lucena, André Gadelha, garantiu em entrevista, que segue recebendo apoio à sua candidatura todos os dias.


Ampliando apoio

O emedebista afirmou que vem ampliando o apoio ao seu projeto e disse receber novas adesões diariamente durante a pré-campanha.


Percorrendo

Segundo André, o MDB seguirá percorrendo todas as regiões da Paraíba apresentando suas propostas e destacando a experiência do grupo para administrar o estado.


A candidatura

André Gadelha teve a candidatura ao Senado Federal homologada pelo MDB durante a convenção realizada na semana passada , em João Pessoa.


Veneziano

A chapa do MDB conta com o senador e pré-candidato à reeleição, Veneziano Vital do Rêgo, que também segue percorrendo toda Paraíba e a cada dia recebendo novos apoios de lideranças políticas de todo Estado.


O Poder




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Presidente do TRE-PB Marcio Murilo promete empenho para coibir abusos nas eleições da Paraíba

10/08/2026

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, garantiu hoje, segunda-feira (10/08), empenho para evitar abusos de autoridade e uso da máquina pública nas eleições 2026.

Combate a irregularidades

Em entrevista, o desembargador disse que será feito o necessário para que a lei seja cumprida e agir caso haja comprovação, dentro dos autos do processo, de irregularidades cometidas por gestores durante o pleito.

“A gente não promete nem faz ameaças mas  vamos cumprir a lei sem parcimônia quando for o caso ou firme para garantir a equidade do voto, doa em quem doer”, destacou.

O Poder

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, garantiu hoje, segunda-feira (10/08), empenho para evitar abusos de autoridade e uso da máquina pública nas eleições 2026.

Combate a irregularidades

Em entrevista, o desembargador disse que será feito o necessário para que a lei seja cumprida e agir caso haja comprovação, dentro dos autos do processo, de irregularidades cometidas por gestores durante o pleito.

“A gente não promete nem faz ameaças mas  vamos cumprir a lei sem parcimônia quando for o caso ou firme para garantir a equidade do voto, doa em quem doer”, destacou.

O Poder




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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta segunda-feira

10/08/2026

Brasília, 10 de agosto de 2026 — Segunda-feira

Vamos lá

Brasília acordou olhando para o Congresso, mas a política já está com um pé nos estados e outro no algoritmo. O primeiro grande debate de São Paulo acabou na televisão, mas continua sendo disputado nas redes e os dados da AtivaWeb DataLab mostram que Tarcísio e Haddad entraram numa segunda batalha: decidir qual versão do confronto ficará na memória digital. Enquanto isso, o mercado abre a semana de olho na inflação no Brasil e nos Estados Unidos, o Congresso tenta votar alguma coisa antes que todo mundo desapareça para as bases e as urnas eletrônicas voltam ao centro da discussão política.

“A segunda-feira começou daquele jeito: candidato disputando algoritmo, mercado disputando décimo de inflação e Congresso disputando quórum.”


Exclusivo AtivaWeb Datalab: o debate acabou na TV. No algoritmo, ele está começando



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Brasília, 10 de agosto de 2026 — Segunda-feira

Vamos lá

Brasília acordou olhando para o Congresso, mas a política já está com um pé nos estados e outro no algoritmo. O primeiro grande debate de São Paulo acabou na televisão, mas continua sendo disputado nas redes e os dados da AtivaWeb DataLab mostram que Tarcísio e Haddad entraram numa segunda batalha: decidir qual versão do confronto ficará na memória digital. Enquanto isso, o mercado abre a semana de olho na inflação no Brasil e nos Estados Unidos, o Congresso tenta votar alguma coisa antes que todo mundo desapareça para as bases e as urnas eletrônicas voltam ao centro da discussão política.

“A segunda-feira começou daquele jeito: candidato disputando algoritmo, mercado disputando décimo de inflação e Congresso disputando quórum.”


Exclusivo AtivaWeb Datalab: o debate acabou na TV. No algoritmo, ele está começando



O primeiro grande confronto entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad ultrapassou as fronteiras de São Paulo. Segurança pública, PCC, educação, privatizações e a relação do estado com a política nacional transformaram a disputa estadual em um confronto com linguagem e repercussão nacionais.

Mas o principal movimento observado pela AtivaWeb DataLab acontece depois que as câmeras são desligadas: as campanhas começam a disputar qual versão do debate será entregue, repetida e lembrada pelas redes sociais.

Os primeiros dados analisados pelo laboratório apontam estratégias digitais diferentes. Mais importante do que simplesmente contabilizar publicações é observar alcance, velocidade de distribuição, capacidade de mobilização e transformação das falas do debate em conteúdo algorítmico.

É a mudança de lógica da campanha: o candidato não precisa apenas ir bem durante duas horas diante das câmeras. Precisa conseguir fazer seus melhores 30 segundos circularem por milhões de telas no dia seguinte.

“Na televisão se disputa quem venceu o debate. No algoritmo se disputa quem será lembrado como vencedor.”

LEITURA ATIVAWEB: o pós-debate já se tornou tão estratégico quanto o próprio debate. O grande campo de batalha das próximas horas será a distribuição de cortes, respostas, memes e conteúdos produzidos pelas duas campanhas.



Mercado começa a semana fazendo conta e desta vez a calculadora está no Brasil e nos EUA


A abertura dos mercados nesta segunda-feira ocorre sob expectativa dos novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Os indicadores são relevantes porque ajudam a orientar expectativas sobre juros, atividade econômica, câmbio e decisões futuras dos bancos centrais.

No Brasil, qualquer alteração na trajetória inflacionária rapidamente entra também no debate político: inflação não permanece apenas na planilha dos economistas chega ao supermercado, aos combustíveis, ao crédito e, em ano eleitoral, ao discurso das campanhas.

Nos Estados Unidos, o comportamento dos preços influencia expectativas sobre política monetária e pode provocar reflexos sobre dólar, fluxo de capital e mercados emergentes.

“Inflação começa como número na planilha, passa pelo mercado e termina inevitavelmente no bolso e na eleição.”


Tarcísio X Haddad: São Paulo fez um debate estadual com audiência política nacional


O confronto paulista reforçou um fenômeno que tende a crescer durante a campanha de 2026: a nacionalização das disputas estaduais. Segurança, Cracolândia, privatizações e referências aos grandes campos políticos nacionais deram ao debate uma dimensão muito superior à agenda exclusivamente paulista.

A partir de agora, porém, o jogo muda. Cada campanha selecionará seus melhores momentos e tentará impor sua interpretação sobre o que aconteceu.

“O debate dura algumas horas. A guerra pela interpretação pode durar uma semana.”


BTG/Nexus: Lula lidera o primeiro turno e a oposição continha disputando quem chega ao segundo


A pesquisa BTG/Nexus destacada pelo noticiário coloca Lula na liderança do primeiro turno e aponta empate em cenários de segundo turno envolvendo Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.

Além dos percentuais, há uma leitura política importante: cada rodada de pesquisas passa a funcionar também como instrumento de viabilidade eleitoral, influenciando alianças, mobilização partidária, doadores, militância e narrativa.

“Pesquisa mede intenção de voto, mas em ano eleitoral também produz percepção de força.”


Urnas voltam ao debate e o TSE decide entrar na conversa


O ministro Kássio Nunes Marques defendeu publicamente a credibilidade das urnas eletrônicas após questionamentos feitos pelo senador Flávio Bolsonaro sobre o sistema de votação.

Segundo o ministro, desacreditar o sistema eleitoral significaria “desconvidar o eleitor brasileiro” da participação democrática.

Estratégicamente, é um assunto de atenção máxima. Poucos temas possuem comunidades digitais tão prontas para reagir quanto a discussão sobre urnas eletrônicas.

“Quando a urna vira pauta política, o algoritmo dificilmente fica neutro.”


Congresso volta do recesso, a campanha eleitoral, porém, já voltou metade da atenção


O Congresso inicia uma semana de esforço concentrado para tentar votar pautas de maior consenso antes do aprofundamento da campanha eleitoral.

Apesar do grande volume de matérias, a expectativa é de menor circulação de parlamentares em Brasília, porque muitos já ampliam a presença em seus estados.

É o início de uma transformação previsível: o calendário legislativo começa a obedecer cada vez mais ao calendário eleitoral.

“Quanto mais outubro se aproxima, mais difícil fica separar o parlamentar do candidato.”


Pauta emperrada: em ato eleitoral, consenso virou artigo de luxo


Projetos com forte carga ideológica enfrentam dificuldades adicionais para avançar. Deputados e senadores evitam votações capazes de gerar desgaste eleitoral e as principais disputas tendem a ser empurradas para depois de outubro.

Para o governo, isso significa uma janela legislativa progressivamente menor.

“Perto da eleição, voto parlamentar também entra em campanha.”



Vorcaro volta ao radar e Brasília já aprendeu a prestar atenção



A chegada de Daniel Bialski à defesa de Vorcaro e o pedido de audiência com o ministro André Mendonça recolocam o caso no radar.

A possível discussão sobre novas estratégias da defesa e eventual delação merece acompanhamento porque qualquer fato novo envolvendo documentos, personagens políticos ou instituições pode produzir rápida repercussão.

“Em Brasília, às vezes a possibilidade de uma delação já produz mais movimento que a própria delação.”


Penduricalho no judiciário: quando o assunto chega a 91%, a internet faz as contas


Reportagem aponta que, após decisão do STF, o TJPR ampliou o pagamento de verba por exercício cumulativo, alcançando 91% dos magistrados, segundo dados enviados ao CNJ.

É um tema com grande potencial digital porque combina três elementos que historicamente mobilizam audiência: Judiciário, dinheiro público e benefícios.

? “Quando o assunto é penduricalho, a internet costuma abrir a calculadora antes de abrir a decisão judicial.”


Foto na piscina: a política descobre novamente que o celular não esquece


O senador Angelo Coronel reagiu à divulgação de uma fotografia em que aparece ao lado de outros políticos em um encontro na residência do advogado Willer Tomaz. Segundo a reportagem, a imagem foi encontrada pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha.

Coronel afirmou estar tranquilo e disse que o encontro reuniu amigos de diferentes partidos.

Institucionalmente, pode ser apenas uma fotografia. Digitalmente, porém, imagem + política + contexto incompleto costuma ser receita para circulação acelerada.

“Na política de 2026, todo mundo leva um fotógrafo no bolso inclusive quem preferia não levar.”




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Grupo planejava explodir o Palácio do Planalto e mirava o debate do 2º turno

10/08/2026

Atentados a prédios e a homens públicos. Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um grupo que planejava, pela internet, atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília.


As investigações

Segundo as investigações, eram homens que nunca tinham se encontrado pessoalmente. Nas conversas, monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, eles falavam em fabricar explosivos e disseminavam discursos de ódio pela rede.

As comunicações


As comunicações ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram, sendo que um deles utilizava a foto de Hitler como imagem de perfil. Entre os planos discutidos, estava o de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater".

O monitoramento


O monitoramento das autoridades revelou que as condutas não eram inofensivas. "Não eram práticas inocentes. O que estava ali send...

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Atentados a prédios e a homens públicos. Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um grupo que planejava, pela internet, atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília.


As investigações

Segundo as investigações, eram homens que nunca tinham se encontrado pessoalmente. Nas conversas, monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, eles falavam em fabricar explosivos e disseminavam discursos de ódio pela rede.

As comunicações


As comunicações ocorriam em dois grupos do aplicativo Telegram, sendo que um deles utilizava a foto de Hitler como imagem de perfil. Entre os planos discutidos, estava o de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater".

O monitoramento


O monitoramento das autoridades revelou que as condutas não eram inofensivas. "Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios", disse Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.
O ministro ressaltou a relevância do caso, afirmando que a sociedade deve atentar para o fato de que tais comportamentos não podem ser minimizados ou normalizados.

O grupo

O grupo maior tinha mais de 600 integrantes. E quem se radicalizava era convidado para um grupo mais restrito, com 46, em que não trocavam apenas ideias, e sim instruções.
Para o ataque, eles estavam difundindo manuais de como construir explosivos, coquetéis Molotov e desenvolvimento de artefatos explosivos. Eles também calculavam quantidades de explosivos e custos dos ataques.


Com O Globo




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