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Mobilidade - Governo quer retomar ferrovia abandonada que cruza todo o Ceará

30/10/2024

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O governo federal anunciou que pretende retomar as negociações para reconstrução dos trilhos abandonados da malha ferroviária nacional que cruza todo o Ceará no Nordeste brasileiro. Segundo a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), no Estado, as linhas que são objeto do pedido de devolução da concessionária Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) para a União coincidem com o eixo da nova ferrovia que está sendo construída pela TLSA, a nova Transnordestina.

A retomada

A retomada dos trechos, conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres, geraria também uma indenização. Porém, o valor, ainda conforme a ANTT, está sendo apurado pelo DNIT, "responsável pelo cálculo, visto que é o proprietário dos bens herdados da antiga Rede Ferroviária Federal S/A".


A malha

Uma das formas de reutilização dessa malha que estaria subaproveitada ou completamente abandonada seria para o transporte de passageiro...

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O governo federal anunciou que pretende retomar as negociações para reconstrução dos trilhos abandonados da malha ferroviária nacional que cruza todo o Ceará no Nordeste brasileiro. Segundo a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), no Estado, as linhas que são objeto do pedido de devolução da concessionária Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) para a União coincidem com o eixo da nova ferrovia que está sendo construída pela TLSA, a nova Transnordestina.

A retomada

A retomada dos trechos, conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres, geraria também uma indenização. Porém, o valor, ainda conforme a ANTT, está sendo apurado pelo DNIT, "responsável pelo cálculo, visto que é o proprietário dos bens herdados da antiga Rede Ferroviária Federal S/A".


A malha

Uma das formas de reutilização dessa malha que estaria subaproveitada ou completamente abandonada seria para o transporte de passageiros. A ANTT afirmou que "a destinação final das linhas que vierem a ser devolvidas é uma definição de política pública a cargo do Ministério dos Transportes".


Grupo

O Ministério dos Transportes criou um grupo de trabalho, por meio da Portaria nº 386/2024, para buscar uma solução consensual para a otimização da malha outorgada à FTL e, entre as possibilidades em análise, está a devolução de parte desta infraestrutura à União.


Empresa

Paralelamente, de acordo com o ministério, o Governo Federal, via Infra S.A. (empresa pública, sob a forma de sociedade por ações, controlada pela União através do Ministério da Infraestrutura, com foco na prestação de serviços de planejamento, estruturação de projetos, engenharia e inovação para o setor de transportes) conduz uma série de estudos para avaliar o potencial da malha ferroviária existente e as novas vocações das áreas de operação. 


São Francisco

Em outra frente de trabalho, o Governo Federal deu início recentemente aos testes do primeiro trecho do Ramal do Apodi, uma obra hídrica do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


A fase

A fase de testes começou na Paraíba, com a água saindo da Barragem de Caiçara e percorrendo até o Rápido Arruído, para verificar o funcionamento das estruturas recém-construídas.

O Ramal

O Ramal do Apodi é uma obra estratégica para garantir a segurança hídrica nas regiões do semiárido, beneficiando diretamente os estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

Extensão

Com uma extensão de 115,5 km, a obra começa na Barragem Caiçara, na Paraíba, e se estende até o reservatório da Barragem Angicos, em José da Penha, no Rio Grande do Norte. Ao todo, 54 cidades serão atendidas, beneficiando aproximadamente 750 mil pessoas.

Eixo Norte

O projeto faz parte da expansão do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, com o primeiro trecho do ramal 100% concluído, entrando agora na fase de testes e com previsão de entrega para novembro. (O Poder)

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Leia outras informações

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Ferramenta amplia detecção de deepfakes: imagens falsas de candidatos e candidatas nestas eleições

29/08/2026

Está no ar uma nova campanha do Google do Brasil e da Justiça Eleitoral para estimular candidatas e candidatos das Eleições Gerais de 2026 a utilizarem a ferramenta de Detecção por Semelhanças do YouTube (Likeness ID). Desenvolvida pela plataforma, a tecnologia está disponível para usuários maiores de 18 anos e é capaz de identificar conteúdos gerados por inteligência artificial (IA) que reproduzem a imagem de uma pessoa.

A iniciativa atua de forma a ampliar a capacidade de rastreio, no YouTube, de materiais sintéticos e deepfakes que explorem indevidamente a identidade de postulantes aos cargos públicos durante o período eleitoral, reduzindo os riscos associados ao uso inadequado da tecnologia no pleito.

Direitos fundamentais

Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, a iniciativa representa um esforço conjunto para preservar direitos fundamentais no ambiente digital e fortalecer a con...

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Está no ar uma nova campanha do Google do Brasil e da Justiça Eleitoral para estimular candidatas e candidatos das Eleições Gerais de 2026 a utilizarem a ferramenta de Detecção por Semelhanças do YouTube (Likeness ID). Desenvolvida pela plataforma, a tecnologia está disponível para usuários maiores de 18 anos e é capaz de identificar conteúdos gerados por inteligência artificial (IA) que reproduzem a imagem de uma pessoa.

A iniciativa atua de forma a ampliar a capacidade de rastreio, no YouTube, de materiais sintéticos e deepfakes que explorem indevidamente a identidade de postulantes aos cargos públicos durante o período eleitoral, reduzindo os riscos associados ao uso inadequado da tecnologia no pleito.

Direitos fundamentais

Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, a iniciativa representa um esforço conjunto para preservar direitos fundamentais no ambiente digital e fortalecer a confiança no processo eleitoral.

“Tenho certeza de que a união dos setores público e privado, em prol dos valores democráticos, é uma das mais significativas expressões do texto constitucional”, destacou.

De acordo com o ministro, a parceria tem especial relevância diante do potencial de dano decorrente do uso inadequado da inteligência artificial generativa em períodos eleitorais.

Isto porque permitirá que os próprios candidatos acompanhem a utilização de sua imagem no ambiente digital e adotem as medidas cabíveis ao identificarem conteúdos potencialmente irregulares.

Segurança e confiabilidade

O presidente do Google Brasil e vice-presidente da Google Inc., Fábio Coelho, por sua vez, destacou que a colaboração entre instituições públicas e empresas de tecnologia é fundamental para garantir um processo eleitoral seguro e confiável.

Ele acentuou que ferramentas de proteção como a ‘Detecção por Semelhanças do YouTube’ ajudam a proteger usuários em relação ao uso indevido da tecnologia para difamar pessoas ou produzir conteúdos enganosos.

“Nós avaliamos cada denúncia com base nas políticas de privacidade do YouTube e, em caso de qualquer violação, o conteúdo é removido. Essa proteção vale para todo mundo, mas é ainda mais essencial para as mulheres, que costumam ser as maiores vítimas de ataques à imagem durante as eleições”, explicou.

Como ser usada

Para utilizar a ferramenta, a candidata ou o candidato deve ter uma conta no YouTube e acessar o YouTube Studio, na área de detecção de conteúdo por semelhança. Caso não tenha, é possível criar um registro apenas para essa finalidade.

Após aceitar os termos de uso, o usuário é direcionado para um processo de verificação de identidade, que inclui o envio de documento oficial e a realização de uma selfie por foto e vídeo. A partir desse cadastro biométrico, a plataforma cria um registro da aparência da pessoa para identificar possíveis ocorrências de uso de sua imagem no YouTube.

Ao assinar oficialmente a parceria, o ministro Kassio Nunes Marques, enfatizou que a ferramenta não substitui a análise humana nem os mecanismos de fiscalização já existentes, mas amplia a capacidade de identificação de conteúdos potencialmente prejudiciais à imagem e à honra dos participantes do processo eleitoral.

“Proteger a identidade no ambiente digital também significa preservar a autenticidade do debate público e a liberdade de escolha do eleitor. Estamos, com iniciativas desse tipo, tentando antecipar riscos e fortalecer a confiança nas eleições”, acentuou ele.




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Bruno Dantas, do TCU, confirma que renunciará ao cargo mas não decidiu a data; ele pretende atuar como advogado para a iniciativa privada

29/08/2026

Uma situação rara começa a ser observada no Tribunal de Contas da União (TCU): a renúncia de um dos integrantes do seu colegiado. Isto porque o ministro Bruno Dantas, ex-presidente da Corte, confirmou que quer deixar o Tribunal e que já comunicou sua decisão ao atual presidente, ministro Vital do Rêgo Filho, embora não tenha definido a data da renúncia ao cargo.

Com 48 anos de idade, bem quisto entre os pares, conhecido por notável conhecimento jurídico e passagem por cargos estratégicos do Senado Federal, além de já ter atuado como conselheiro dos Conselhos Nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP), Dantas anunciou que pretende passar a atuar na iniciativa privada.

Segundo interlocutores, já conversa com algumas empresas que o convidaram, mas ainda não bateu o martelo a respeito de qual delas escolherá.

Parlamentares e ex-parlamentares

Em geral, para o cargo de ministro do TCU costumam ser indicados pa...

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Uma situação rara começa a ser observada no Tribunal de Contas da União (TCU): a renúncia de um dos integrantes do seu colegiado. Isto porque o ministro Bruno Dantas, ex-presidente da Corte, confirmou que quer deixar o Tribunal e que já comunicou sua decisão ao atual presidente, ministro Vital do Rêgo Filho, embora não tenha definido a data da renúncia ao cargo.

Com 48 anos de idade, bem quisto entre os pares, conhecido por notável conhecimento jurídico e passagem por cargos estratégicos do Senado Federal, além de já ter atuado como conselheiro dos Conselhos Nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP), Dantas anunciou que pretende passar a atuar na iniciativa privada.

Segundo interlocutores, já conversa com algumas empresas que o convidaram, mas ainda não bateu o martelo a respeito de qual delas escolherá.

Parlamentares e ex-parlamentares

Em geral, para o cargo de ministro do TCU costumam ser indicados parlamentares e ex-parlamentares com expertise em controle fiscal e acompanhamento das contas públicas. E é comum os ministros permanecerem em tais cargos até o período máximo, ou seja, até completarem 75 anos, idade da aposentadoria compulsória.

Mas o ministro Dantas, que surpreendeu ao entrar na Corte pela pouca idade, agora surpreende com o seu pedido para deixar as atividades mais cedo.

12 anos de TCU

Ninguém poderá afirmar, entretanto, que ele teve uma passagem curta pelo Tribunal. Bruno Dantas entrou na Corte em 2014, ou seja, está há 12 anos. E presidiu a Casa entre 2023 e 2024.

A saída antecipada abrirá uma vaga a ser preenchida por indicação do Senado e pode pavimentar o caminho para a escolha do senador e ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que está em fim de mandato. Até agora não houve manifestação por parte de políticos a respeito, apenas a confirmação do ministro de que está resoluto em sua decisão.




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Plataforma da Câmara e do TSE aponta gastos de campanha de candidatos a cada cargo nestas eleições; confira aqui todos eles

29/08/2026

Dados divulgados pela Câmara dos Deputados no final do desta sexta-feira (28/08) constataram que as receitas dos candidatos a deputado federal para gastos de campanha já chegam a R$ 982,8 milhões nas eleições deste ano, superando os valores de todos os outros cargos em disputa. A constatação é resultado de levantamento feito pela plataforma de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a ressalva de que os números ainda podem mudar ao longo da campanha.

Conforme o levantamento, desses recursos, R$ 932 milhões ou 95% vêm de financiamento público, como o Fundo Partidário e o fundo eleitoral. Outros R$ 50,6 milhões são recursos privados, dividindo-se entre doações de pessoas físicas (R$ 27,8 milhões), recursos próprios (R$ 13,2 milhões) e financiamento coletivo (R$ 3,9 milhões).

Por sua vez, os candidatos às assembleias legislativas têm previsão de custos de R$ 406,7 milhões no pleito deste ano. O mesmo levantamento aponta que, os candidato...

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Dados divulgados pela Câmara dos Deputados no final do desta sexta-feira (28/08) constataram que as receitas dos candidatos a deputado federal para gastos de campanha já chegam a R$ 982,8 milhões nas eleições deste ano, superando os valores de todos os outros cargos em disputa. A constatação é resultado de levantamento feito pela plataforma de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a ressalva de que os números ainda podem mudar ao longo da campanha.

Conforme o levantamento, desses recursos, R$ 932 milhões ou 95% vêm de financiamento público, como o Fundo Partidário e o fundo eleitoral. Outros R$ 50,6 milhões são recursos privados, dividindo-se entre doações de pessoas físicas (R$ 27,8 milhões), recursos próprios (R$ 13,2 milhões) e financiamento coletivo (R$ 3,9 milhões).

Por sua vez, os candidatos às assembleias legislativas têm previsão de custos de R$ 406,7 milhões no pleito deste ano. O mesmo levantamento aponta que, os candidatos ao Senado, devem gastar cerca de R$ 174,9 milhões. Enquanto as campanhas para os governos estaduais terão custo médio previsto de R$ 196,6 milhões e para presidente da República, custo médio de R$ 83 milhões.



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Gastos por regiões

Conforme o trabalho, que consta nos portais da Câmara dos Deputados e também do TSE, o Sudeste é a região com mais recursos para campanha de deputado federal: R$ 397 milhões. Deste valor, R$ 188 milhões se destinam a São Paulo, o estado que elege o maior número de deputados — 70 deles.

Depois vêm os gastos com o Nordeste, de R$ 264 milhões. O Sul tem R$ 151 milhões; o Norte, R$ 100 milhões; e o Centro-Oeste R$ 71 milhões.
Já no tocante aos partidos, os que possuem maiores recursos para campanha de deputado federal são o PL, com R$ 253,8 milhões, e o PT, com R$ 172,1 milhões. Em seguida vêm o PP (R$ 98,2 milhões), o PSD (R$ 76 milhões) e o União Brasil (R$ 64,2 milhões). As legendas que mais receberam recursos privados são o PL (R$ 8 milhões), o Novo (R$ 7 milhões), o PT (R$ 5,7 milhões) e o PSD (R$ 5,1 milhões).

Limites legais previstos

O limite de gastos de campanha e de contratação de pessoal para cada candidato a deputado federal é de R$ 3.176.572,53, mesmo valor das eleições de 2022. Em 2018, esse limite era de R$ 2,5 milhões.

Já o cargo de senador tem limites diferentes, variando de R$ 3.176.572,53, nos estados menos populosos, até R$ 7.115.522,46, em São Paulo. Cada candidato a deputado estadual ou distrital pode gastar até R$ 1.270.629,01.

Os candidatos a deputado federal também têm limites para contratar pessoal na campanha. Os números variam de acordo com o estado - sendo o menor, de 342 funcionários, em Tocantins, até o maior, de 6.584 pessoas, em São Paulo.

— Com Agência Câmara de Notícias




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Fim de semana tem atos com mulheres, presenças em exposições, carreatas e barqueatas nas agendas dos presidenciáveis

29/08/2026

O fim de semana é de movimentação para os candidatos à presidência da República em todo o país, cada um com um foco diferente de atuação e mobilizações que passam desde por atos públicos, a motocarreatas, barqueatas visitas a municípios diversos e abertura de eventos.

No caso do presidente Lula (PT), ele participa neste sábado (29/08) de um ato intitulado “Mulheres com Lula”. A atividade é voltada à mobilização de lideranças femininas e militantes.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, concentra os compromissos de sábado (29/08) em Angra dos Reis (RJ). Às 13h, ele participa da concentração de uma motocarreata na Rodovia Governador Mário Covas, nº 493, no bairro Pontal. Às 15h, estará em uma barqueata com saída do Cais Santa Luzia, no Centro. O ato deve terminar às 16h30, com retorno ao Pontal. A campanha não divulgou a agenda de Flávio para este domingo (30/8).

Ponte da FelizCidade

Romeu Zema (Novo) estará no...

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O fim de semana é de movimentação para os candidatos à presidência da República em todo o país, cada um com um foco diferente de atuação e mobilizações que passam desde por atos públicos, a motocarreatas, barqueatas visitas a municípios diversos e abertura de eventos.

No caso do presidente Lula (PT), ele participa neste sábado (29/08) de um ato intitulado “Mulheres com Lula”. A atividade é voltada à mobilização de lideranças femininas e militantes.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, concentra os compromissos de sábado (29/08) em Angra dos Reis (RJ). Às 13h, ele participa da concentração de uma motocarreata na Rodovia Governador Mário Covas, nº 493, no bairro Pontal. Às 15h, estará em uma barqueata com saída do Cais Santa Luzia, no Centro. O ato deve terminar às 16h30, com retorno ao Pontal. A campanha não divulgou a agenda de Flávio para este domingo (30/8).

Ponte da FelizCidade

Romeu Zema (Novo) estará no Rio Grande do Sul hoje e amanhã. Neste sábado, ele visita, no município de Feliz, a Ponte da FelizCidade. Segundo a agenda divulgada pela campanha, o candidato apresentará propostas para infraestrutura e para a contenção de danos causados por eventos climáticos relacionados ao El Niño.

No período da tarde, Zema parte para Canoas, onde ocorrerá um encontro, previsto para às 16h, com mulheres, na Câmara de Indústria e Comércio e Serviços. No domingo, ele vai a Esteio, onde participará da abertura e de atividades da Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil.

Festa do Peão

Ronaldo Caiado (PSD) cumprirá agenda no interior de São Paulo. O ex-governador de Goiás fará uma visita no sábado à 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, onde se encontra desde ontem. Não foi divulgada sua agenda de campanha do candidato para domingo.

Está previsto na agenda de Renan Santos (Missão) um encontro, neste sábado, com apoiadores e uma carreata na praça Charles Miller, em São Paulo, a partir de 13h. Não foram divulgados compromissos da agenda de domingo.

— Com Agências de Notícias




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Para PF e Receita, irregularidades na exploração de bets podem ter levado a evasão de recursos bem maior que o esperado

29/08/2026

A operação que investiga crimes de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, entre outros, por parte das empresas de apostas, as bets — que tem como alvo os estados de Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Espírito Santo e Paraná — está bem distantes de acabar. Isto porque, conforme confirmaram em reservado neste sábado (29/08) agentes da Polícia Federal e técnicos da Receita Federal que apuram o caso, o material apreendido até agora aponta para que o valor movimentado pode ser bem maior do que o que se suspeitava.

Dentre uma breve análise dos dados apurados por meio de mandados de busca e apreensão cumpridos ontem no Recife (PE) e João Pessoa (PB), esses agentes públicos relataram que os elementos arrecadados já levaram órgãos de persecução penal e fiscalização tributária a acreditarem que são bem mais profundos os fluxos financeiros nacionais e internacionais, da origem dos recursos.

A equipe pretende focar, na próxima semana, no detalhamento sobre omissão de re...

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A operação que investiga crimes de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, entre outros, por parte das empresas de apostas, as bets — que tem como alvo os estados de Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Espírito Santo e Paraná — está bem distantes de acabar. Isto porque, conforme confirmaram em reservado neste sábado (29/08) agentes da Polícia Federal e técnicos da Receita Federal que apuram o caso, o material apreendido até agora aponta para que o valor movimentado pode ser bem maior do que o que se suspeitava.

Dentre uma breve análise dos dados apurados por meio de mandados de busca e apreensão cumpridos ontem no Recife (PE) e João Pessoa (PB), esses agentes públicos relataram que os elementos arrecadados já levaram órgãos de persecução penal e fiscalização tributária a acreditarem que são bem mais profundos os fluxos financeiros nacionais e internacionais, da origem dos recursos.

A equipe pretende focar, na próxima semana, no detalhamento sobre omissão de receitas e a identificação dos beneficiários efetivos das operações investigadas, visando à adoção das medidas tributárias e penais cabíveis.



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‘Jogo de sombras’

Na prática, a operação de ontem, intitulada ‘Jogo de Sombras’, consistiu em um desdobramento da Operação ‘Arena’, deflagrada no último dia 13 de agosto, que também teve como alvos vários estados, incluindo Pernambuco e Paraíba.

Ambas investigam crimes e modus operandi parecidos, embora não relacionados entre si. E despertaram forte preocupação no mercado de bets legais, uma vez que quase todas as 85 empresas de apostas autorizadas no país, com autorização para ofertar mais de 180 sites, já funcionaram de forma similar, com parte das operações no Brasil e parte fora.

Por enquanto, os alvos são empresas destes cinco estados e o objetivo é apurar evidências de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro relacionados à exploração de bets. A iniciativa é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF.

Grupo empresarial

A investigação tem como foco um grupo empresarial responsável pela exploração de plataforma de apostas esportivas que teria movimentado mais de R$ 5 bilhões apenas no ano de 2025.

As diligências contam com a participação de 10 procuradores da República, acompanhados por policiais do MPF e peritos da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea), além de 28 servidores da Receita Federal, entre auditores-fiscais e analistas-tributários. As apurações apontam que as supostas irregularidades tributárias e financeiras teriam ocorrido tanto antes quanto após a regulamentação do setor de apostas de quota fixa no Brasil.

De acordo com os elementos reunidos até o momento, os investigados teriam constituído uma empresa de fachada em Curaçao com o objetivo de simular que a operação da plataforma ocorria fora do país em período anterior à regulamentação do segmento. As investigações indicam, contudo, que empresas nacionais vinculadas ao grupo seriam as verdadeiras responsáveis pela operacionalização das atividades no Brasil.



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Operações financeiras estruturadas

Também foram identificados indícios da utilização de instituições de pagamento e de operações financeiras estruturadas para movimentar recursos entre o Brasil e o exterior. Parte desses valores teria retornado posteriormente ao país sob a forma de pagamentos por prestação de serviços, em possível mecanismo destinado a justificar a repatriação de recursos anteriormente enviados ao exterior.

As apurações iniciais revelaram ainda a possível utilização de contas bolsão mantidas em fintechs para dificultar o rastreamento da circulação dos recursos e a identificação. Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (28/08), o secretário da Receita Federal, Robson Barreirinhas, apontou como causa o fato de as bets terem sido legalizadas em 2018 e ficado muitos anos sem regulamentação, o que permitiu que elas se expandissem.

“As bets se apresentavam, como regra, domiciliadas no exterior, mas com fortes elementos de que estavam de fato presentes no Brasil. Isso era feito, na compreensão da Receita, para não pagar tributos no Brasil”, afirmou.

— Com informações da PF, da Receita Federal e do MPF




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Exclusivo - Nas cordas após revelações de Amisadai, Raquel tenta acionar Polícia Civil para criar fato novo político

28/08/2026

O Poder é sempre bem informado, nessa área. Nossas fontes principais, as paredes do Palácio das Princesas, não falham. Informações apontam para possível ofensiva da Polícia Civil, que estariam sendo organizadas na correria contra páginas e influenciadores críticos à governadora. A operação esta encontrando fortes resistências no interior da própria corporação. E eventual investigação de crimes eleitorais está sujeita às competências definidas pela legislação e à atuação da Polícia Federal. Nenhuma policia estadual pode se meter nisso.

A notícia exclusiva

Pressionada pelas sucessivas revelações atribuídas a Amisadai Andrade sobre a existência e o funcionamento de uma suposta estrutura de ataques a adversários políticos, a governadora Raquel Lyra estaria buscando uma reação capaz de mudar o centro do debate público. A informação que circula nos bastidores é de que setores da Polícia Civil de Pernambuco estariam se movimentando para realizar buscas e...

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O Poder é sempre bem informado, nessa área. Nossas fontes principais, as paredes do Palácio das Princesas, não falham. Informações apontam para possível ofensiva da Polícia Civil, que estariam sendo organizadas na correria contra páginas e influenciadores críticos à governadora. A operação esta encontrando fortes resistências no interior da própria corporação. E eventual investigação de crimes eleitorais está sujeita às competências definidas pela legislação e à atuação da Polícia Federal. Nenhuma policia estadual pode se meter nisso.

A notícia exclusiva

Pressionada pelas sucessivas revelações atribuídas a Amisadai Andrade sobre a existência e o funcionamento de uma suposta estrutura de ataques a adversários políticos, a governadora Raquel Lyra estaria buscando uma reação capaz de mudar o centro do debate público. A informação que circula nos bastidores é de que setores da Polícia Civil de Pernambuco estariam se movimentando para realizar buscas e apreensões envolvendo páginas e influenciadores conhecidos por fazer críticas à gestão estadual.

A eventual ofensiva

Chama atenção não apenas pelo momento político em que ocorreria, mas principalmente pela necessidade de observar os limites legais de competência de cada instituição. Caso as diligências estejam relacionadas diretamente à disputa eleitoral ou à apuração de crimes eleitorais, a atuação investigativa deve respeitar as atribuições da Polícia Federal e o controle da Justiça Eleitoral. Qualquer medida de busca e apreensão, além disso, depende de fundamentação e autorização judicial.

O movimento

Caso confirmado, ocorreria justamente quando Raquel enfrenta uma das situações politicamente mais delicadas de sua campanha. As declarações atribuídas a Amisadai passaram a alimentar questionamentos sobre sua relação com uma suposta rede digital dedicada a atacar adversários. Reportagens recentes também trouxeram novos elementos sobre encontros e circulação do personagem em ambientes ligados ao Governo do Estado.

Nesse contexto

Uma operação contra vozes críticas ao governo inevitavelmente seria submetida a forte escrutínio público. Mais do que o conteúdo das investigações, entrariam em discussão a origem das apurações, sua fundamentação jurídica, a autoridade responsável e, sobretudo, se existe alguma interferência política sobre a atuação da Polícia Civil.

A questão central

É simples: investigação policial não pode funcionar como instrumento de reação a uma crise política nem como mecanismo para produzir uma nova agenda eleitoral. Se houver indícios concretos de crimes, eles devem ser apurados pelas autoridades competentes, dentro da lei, com independência e controle judicial. Se não houver, qualquer tentativa de mobilizar a estrutura estatal contra críticos da governadora poderá abrir uma crise ainda maior do que aquela que se pretendia superar.








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É Findi - O que é o amor sem a cólera? - Crônica - Por AJ Fontes*

28/08/2026

Pela manhã, um comentarista de rádio falou sobre o amor e comecei a pensar na atenção que reservamos a esse assunto. Passei o dia ouvindo, lendo e vendo notícias, mas apenas aquela com o mote do amor.

Mergulhei nessa onda de malfeitos contra a sociedade. Trocas de bombas tecnológicas, dores no ciático e pensei na condição do amigo que não vejo faz tempo e o que acontece com o filho que mora longe.

Emerjo desse mar de aflições e pelejas mais ou menos próximas arfando em busca de alívio para a mente e para o enrijecer dos músculos. O desafogo se apresenta no sorriso da companheira ao falar de um momento nosso; no abraço suado daquele filho no meio de uma brincadeira; na conversa sobre livros com o amigo desaparecido.

Assim, alimentado pela endorfina e outras “inas”, participo das conversas com o vizinho sobre o amigo de quatro patas que resolveu aliviar a bexiga no vaso da nossa plantinha predileta na porta do apartamento; também ouço os comen...

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Pela manhã, um comentarista de rádio falou sobre o amor e comecei a pensar na atenção que reservamos a esse assunto. Passei o dia ouvindo, lendo e vendo notícias, mas apenas aquela com o mote do amor.

Mergulhei nessa onda de malfeitos contra a sociedade. Trocas de bombas tecnológicas, dores no ciático e pensei na condição do amigo que não vejo faz tempo e o que acontece com o filho que mora longe.

Emerjo desse mar de aflições e pelejas mais ou menos próximas arfando em busca de alívio para a mente e para o enrijecer dos músculos. O desafogo se apresenta no sorriso da companheira ao falar de um momento nosso; no abraço suado daquele filho no meio de uma brincadeira; na conversa sobre livros com o amigo desaparecido.

Assim, alimentado pela endorfina e outras “inas”, participo das conversas com o vizinho sobre o amigo de quatro patas que resolveu aliviar a bexiga no vaso da nossa plantinha predileta na porta do apartamento; também ouço os comentários sobre a invasão de um país do outro lado do mundo onde ocorrem mortes sem conta.

Como seriam os meus dias sem essas contrariedades? Será que teria um excesso de “inas” no organismo? Nem sei da necessidade de tantas e o que faria com tanta coisa boa em mim. Talvez ocorram para contrariarem os aborrecimentos.

Com o excedente poderia sair por aí, espalhando frases como: o amor é lindo ou fazendo o bem sem olhar a quem. Mas aparece uma muriçoca e me pica, ou recebo a notícia da morte de um amigo ou parente querido, e aí, fico aborrecido, triste.

A danada da muriçoca e as más notícias, ou os sentimentos que trazem, me levam à busca de novas doses que me façam, como diz Gonzaguinha: não ter a vergonha de ser feliz.

O reabastecimento desses químicos valiosos me torna capaz de passar por atribulações futuras e me faz prosseguir na busca da eterna felicidade – se é que ela existe!


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes



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É Findi - Meiguices - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

28/08/2026

Voos de beija-flores,
céleres viagens,
de flor em flor:
paisagens!

No azul celestial,
são cintilantes,
quais cristais,
diamantes.



Circulares rodopios,
paradas marginais,
volteios.

São vivas romarias,
devaneios jamais,
enleios!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

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Voos de beija-flores,
céleres viagens,
de flor em flor:
paisagens!

No azul celestial,
são cintilantes,
quais cristais,
diamantes.



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Circulares rodopios,
paradas marginais,
volteios.

São vivas romarias,
devaneios jamais,
enleios!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Colégio Diocesano de Garanhuns - Por Silvio Amorim*

28/08/2026

O Colégio Diocesano de Garanhuns faz parte de um remanescente e seleto grupo de instituições de ensino que visa ao conhecimento aliado à formação integral do aluno: humana, cívica e, por sua origem, religiosa.
Foi nesse Colégio em que tive uma das grandes experiências da minha vida. Interno ao longo de três anos, onde fiz o "admissão", primeiro e segundo ano ginasial.
Fundado em 1915, sob a responsabilidade da Diocese de Garanhuns, fez história através dos seus sete diretores, centenas de professores, colaboradores e milhares de alunos e ex-alunos.

Referências

Entre esses, um destaque especial ao Monsenhor Adelmar da Mota Valença, o mais longevo diretor, que marcou época pelo seu carisma e compromisso social, autoridade moral e ética perante sua comunidade e, principalmente, diante dos alunos internos e externos.
Referências do magistério que são lembrados até hoje: Levino Epaminondas de França, Almira Valença, Maria José Ferrei...

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O Colégio Diocesano de Garanhuns faz parte de um remanescente e seleto grupo de instituições de ensino que visa ao conhecimento aliado à formação integral do aluno: humana, cívica e, por sua origem, religiosa.
Foi nesse Colégio em que tive uma das grandes experiências da minha vida. Interno ao longo de três anos, onde fiz o "admissão", primeiro e segundo ano ginasial.
Fundado em 1915, sob a responsabilidade da Diocese de Garanhuns, fez história através dos seus sete diretores, centenas de professores, colaboradores e milhares de alunos e ex-alunos.

Referências

Entre esses, um destaque especial ao Monsenhor Adelmar da Mota Valença, o mais longevo diretor, que marcou época pelo seu carisma e compromisso social, autoridade moral e ética perante sua comunidade e, principalmente, diante dos alunos internos e externos.
Referências do magistério que são lembrados até hoje: Levino Epaminondas de França, Almira Valença, Maria José Ferreira, Luzinete Laporte. Instrutores:
Carlos Lins, Fernando Berenguer e João de Barros, dentre tantos outros marcados pela dedicação.

Centenário

O Colégio Diocesano de Garanhuns pontifica durante mais de 100 anos em uma das cidades mais agradáveis de Pernambuco, não só pelo excelente clima, como também pelo seu povo acolhedor, que recebeu milhares de estudantes de outras localidades. Poderíamos, assim, dizer que Garanhuns não é só a "Suíça Pernambucana", mas também a nossa "Coimbra". Durante mais de cinquenta anos, o Colégio Diocesano de Garanhuns, chamado carinhosamente de Diocesano, manteve o sistema de internato. Ora, alunos para quem os pais buscavam um melhor ensino para os filhos.

Ora, alunos cujos pais já tinham esgotado as possibilidades da boa convivência com os livros e a disciplina (até hoje não sei onde me classificaram).

Solidários

Vinham estudantes de várias partes de Pernambuco e estados vizinhos e de diversas camadas sociais e econômicas.
Conviviam diuturnamente, dormindo em três grandes dormitórios, tomando café da manhã com mungunzá, assistindo às aulas, almoçando, fazendo bancas de estudos, jantando, eventualmente em pé, pagando castigo ou recreando na área e na quadra. Eram, aproximadamente, duzentos filhos de comerciantes, comerciários, industriais, operários, governador e outros servidores públicos, índios, profissionais liberais, parlamentares, trabalhadores rurais, agricultores, jornalistas, promotores, juízes e apenados, esses os de que me lembro.

Diferença

Era uma vivência e convivência educadora para a vida, de que tive a oportunidade de usufruir durante três anos, depois de haver passado quase um ano interno no Colégio Cristo Rei, em Pesqueira. Muitas histórias, parcerias e amizades foram consolidadas por aqueles que tiveram a oportunidade de participar dessa grande "aventura" de crescimento para tornarem-se pessoas melhores.
Por se tratar o Diocesano de Garanhuns de uma das poucas instituições culturais centenárias do estado de Pernambuco e com grandes serviços prestados à educação, ser seu ex-aluno faz a diferença.

Reencontro

A repercussão do Diocesano em nossa Região foi exponencial. Durante esses mais de 100 anos, considerando que a educação, como política pública, não foi prioridade no país, a participação das ordens religiosas assumiu dimensões gigantescas, minimizando a ausência estatal.
Essas escolas mantiveram o ideal da educação e da formação integral de parte da juventude, formando uma bela salada social, cultural e econômica. Por tudo isso, vida longa ao nosso "Gynásio" de Garanhuns. E aos que por lá passaram, lembramos que 12 de outubro será sempre uma data memorável, será o dia do nosso grande reencontro, sempre lá, na antiga Praça da Bandeira, hoje Praça
Monsenhor Adelmar da Mota Valença.


*Silvio Amorim é advogado e orgulhoso ex-aluno interno do Colégio Diocesano de Garanhuns. Faz parte da associação Teatro de Amadores de Pernambuco.



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É Findi - Série História de Pernambuco - Depois de Nassau: quando o equilíbrio começou a se romper - Por Alfredo Cabral de Melo*

28/08/2026

A saída de Nassau não criou os problemas do domínio neerlandês, mas marcou uma nova etapa para uma administração que já enfrentava dificuldades econômicas e políticas.

Quando Maurício de Nassau deixou Pernambuco, em maio de 1644, não terminou apenas um período de governo. Encerrava-se também uma experiência administrativa que havia procurado conciliar interesses bastante diferentes dentro da conquista neerlandesa.

Como vimos no artigo anterior, Pernambuco ocupava posição central em uma estrutura que ultrapassava seus limites. A Companhia das Índias Ocidentais dependia da produção açucareira, dos engenhos e do comércio para sustentar sua presença no Brasil, enquanto os proprietários precisavam de crédito, de trabalhadores escravizados e de condições que lhes permitissem manter a produção. Entre esses interesses estavam comerciantes, credores, administradores e outros grupos ligados, de diferentes maneiras, à economia açucareira.

Nassau govern...

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A saída de Nassau não criou os problemas do domínio neerlandês, mas marcou uma nova etapa para uma administração que já enfrentava dificuldades econômicas e políticas.

Quando Maurício de Nassau deixou Pernambuco, em maio de 1644, não terminou apenas um período de governo. Encerrava-se também uma experiência administrativa que havia procurado conciliar interesses bastante diferentes dentro da conquista neerlandesa.

Como vimos no artigo anterior, Pernambuco ocupava posição central em uma estrutura que ultrapassava seus limites. A Companhia das Índias Ocidentais dependia da produção açucareira, dos engenhos e do comércio para sustentar sua presença no Brasil, enquanto os proprietários precisavam de crédito, de trabalhadores escravizados e de condições que lhes permitissem manter a produção. Entre esses interesses estavam comerciantes, credores, administradores e outros grupos ligados, de diferentes maneiras, à economia açucareira.

Nassau governou dentro dessa realidade. Sua administração procurou organizar a conquista e estabelecer relações com os moradores, mas não eliminou as dificuldades que já existiam. Por isso, sua saída não deve ser vista como o momento em que todos os problemas começaram. Ela marcou, antes, uma mudança na maneira como essas dificuldades seriam enfrentadas.

Uma economia que já carregava problemas

O açúcar continuava sendo uma das principais fontes de riqueza da região, mas sua produção exigia muito mais do que terras adequadas ao cultivo da cana. Um engenho dependia de equipamentos, animais, trabalhadores escravizados, abastecimento e, sobretudo, recursos para manter toda essa estrutura funcionando.

O crédito fazia parte dessa engrenagem. Os proprietários assumiam compromissos para produzir, enquanto comerciantes e credores esperavam receber de volta os valores emprestados ou adiantados. Quando a produção não correspondia às expectativas ou as condições do comércio se tornavam desfavoráveis, o endividamento podia se agravar.

Essa situação já era conhecida durante o governo de Nassau. Documentos reunidos por José Antônio Gonsalves de Mello registram negociações envolvendo dívidas de senhores de engenho e acordos destinados a preservar propriedades e sua capacidade produtiva. A questão, portanto, não era simplesmente cobrar ou deixar de cobrar. A Companhia precisava recuperar seus recursos sem comprometer uma estrutura econômica da qual ela própria dependia.

Esse equilíbrio era difícil e não desapareceu com a saída de Nassau.

O que mudou depois de 1644?

A administração que sucedeu a Nassau encontrou uma situação que exigia respostas. A Companhia das Índias Ocidentais havia realizado uma conquista dispendiosa e precisava recuperar seus investimentos, enquanto muitos moradores estavam profundamente envolvidos em relações de crédito e endividamento.

O problema estava justamente nessa dependência mútua. Para a Companhia, era necessário obter receitas e recuperar créditos. Para os proprietários, qualquer cobrança que comprometesse suas terras, seus equipamentos ou sua capacidade de produzir poderia tornar ainda mais difícil o pagamento das próprias dívidas.

Não se tratava, portanto, de uma simples oposição entre holandeses e portugueses. As relações econômicas haviam aproximado pessoas de origens e interesses diferentes, e alguns moradores haviam permanecido em Pernambuco durante o domínio neerlandês, negociando com a nova administração. Outros, entretanto, continuavam ligados à ordem política portuguesa ou mantinham razões para se opor ao domínio da Companhia.

Essa diversidade é importante porque ajuda a compreender por que a Restauração Pernambucana não pode ser explicada por uma única causa.

João Fernandes Vieira e a complexidade das relações

A trajetória de João Fernandes Vieira é particularmente reveladora desse ambiente. Sua relação com o domínio neerlandês não pode ser compreendida apenas pela posição que assumiria posteriormente na Insurreição.

Antes de se tornar uma das principais figuras da Restauração, Vieira esteve inserido na vida econômica do Pernambuco neerlandês e manteve relações de negócios e de crédito. A documentação reunida por Gonsalves de Mello permite acompanhar parte dessas relações e perceber como interesses econômicos e posições políticas podiam mudar ao longo do tempo.

Sua trajetória ajuda também a evitar uma interpretação simplificada, segundo a qual os moradores teriam permanecido, desde o início da ocupação, divididos em dois grupos perfeitamente definidos. A realidade era mais móvel. Havia aproximações, negócios, conflitos e mudanças de posição, determinadas pelas circunstâncias e pelos interesses envolvidos.

A futura revolta, portanto, não nasceu de uma sociedade que estivesse simplesmente esperando o momento de expulsar os neerlandeses.

Nassau não era a solução para tudo

É nesse ponto que a imagem de Nassau precisa ser observada com algum cuidado.

Seu governo foi marcado por iniciativas importantes na administração do território, na organização do Recife e nas relações com diferentes setores da sociedade. Isso, porém, não significa que tenha resolvido os problemas econômicos e políticos que estavam na base da presença neerlandesa.

As próprias negociações relacionadas às dívidas dos engenhos demonstram que essas dificuldades permaneciam. Nassau podia administrar conflitos, negociar interesses e procurar preservar a produção, mas governava dentro das limitações impostas pela Companhia das Índias Ocidentais e pelas circunstâncias da própria conquista.

Sua saída, portanto, não criou a crise. Retirou do cenário uma forma de administrá-la que, apesar de suas limitações, havia procurado conciliar interesses diferentes.

É justamente por isso que 1644 merece atenção. O ano não representa uma ruptura absoluta entre duas histórias diferentes, mas uma mudança de etapa dentro de um processo que já vinha se desenvolvendo.

Da dificuldade econômica à tensão política

Nos meses que antecederam a Insurreição, questões econômicas passaram a se encontrar cada vez mais com questões políticas. A cobrança de dívidas, a situação dos engenhos e os interesses da Companhia não estavam separados das disputas pelo controle do território e das lealdades políticas.

Ainda assim, seria precipitado afirmar que o endividamento dos senhores de engenho provocou, sozinho, a Restauração. A guerra que começaria em 1645 envolveu outros fatores e outros grupos, e sua duração demonstra que não se tratava apenas de uma reação de devedores contra credores.

O que podemos perceber é que a economia ajudou a formar o ambiente no qual a crise política se desenvolveu. Quando relações que dependiam de negociação começaram a se tornar mais difíceis, diminuiu também o espaço para acomodar interesses divergentes.

É nesse ambiente que Pernambuco se aproximou de 1645.

A questão já não era somente como manter os engenhos funcionando, recuperar dívidas ou administrar uma conquista. Aos poucos, tornou-se necessário discutir quem teria autoridade para continuar governando aquele território e em que condições essa autoridade seria aceita pelos seus moradores.

É a partir dessa mudança que podemos compreender melhor o que aconteceria.


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo



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