A briga ficção x realidade toma conta das telas das TVs, reflexão por Zé da Flauta*
31/10/2024 - Jornal O Poder
O inesperado
O envolvimento com a política se intensificou e a realidade superou a ficção. Nos dias atuais, acompanhar votações, investigações e declarações polêmicas tornou-se uma atividade muito mais interessante do que seguir histórias repetitivas da TV. As redes sociais potencializaram esse interesse, transformando cidadãos comuns em comentaristas ativos e críticos. A emoção de ver desfechos inesperados, aliança...
O inesperado
O envolvimento com a política se intensificou e a realidade superou a ficção. Nos dias atuais, acompanhar votações, investigações e declarações polêmicas tornou-se uma atividade muito mais interessante do que seguir histórias repetitivas da TV. As redes sociais potencializaram esse interesse, transformando cidadãos comuns em comentaristas ativos e críticos. A emoção de ver desfechos inesperados, alianças improváveis e personagens reais mudando de postura não encontra rival sequer nos roteiros das produções mais elaboradas.
Imprevisível
Além disso, a política brasileira oferece um espetáculo contínuo, com protagonistas e antagonistas bem definidos, diálogos tensos e tramas que se cruzam em tempo real. Diferente das séries da Netflix, que têm temporadas planejadas e finais previsíveis, o cenário político é dinâmico e imprevisível. Cada nova denúncia ou deliberação legislativa pode alterar drasticamente o rumo dos acontecimentos, mantendo o público na expectativa do próximo “capítulo”.
Epílogo
Por fim, a política desperta algo que a ficção dificilmente alcança: o senso de pertencimento e responsabilidade. O impacto das decisões políticas afeta diretamente a vida de todos, e isso torna o acompanhamento mais do que um passatempo, mas uma necessidade. Assim, o que antes era entretenimento virou envolvimento cívico, e as novelas perderam seu lugar para a emocionante realidade política, onde cada ato pode moldar o futuro do país.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

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Medo - Poema - Por Romero Falcão*
29/10/2026
tenho medo
da escrita comportada
sem aço, sem espada.
Tenho medo do pássaro
voando na página
voando feito avião.
Tenho medo das rosas
que nunca rosnam
e dos espinhos extraviados.
Tenho medo dos bichos
dos deuses
que perderam o uivo primitivo.
Tenho medo
da fé que não se abala,
da luz que não se curva
Tenho medo
da felicidade de tela
cauda de pavão.
Tenho medo do ferro da ponte
que já não pesa sobre os poetas
e da lama que lambe
a voz do rio
Tenho medo de que o medo
já não se espante
diante das crostas do meu espírito
Tenho medo
do meu homem de bem
sem contradição
nem sombra
Tenho medo
Tenho medo deste poeminha
que se veste de indomável.
*Romero Falcã...
Tenho medo
tenho medo
da escrita comportada
sem aço, sem espada.
Tenho medo do pássaro
voando na página
voando feito avião.
Tenho medo das rosas
que nunca rosnam
e dos espinhos extraviados.
Tenho medo dos bichos
dos deuses
que perderam o uivo primitivo.
Tenho medo
da fé que não se abala,
da luz que não se curva
Tenho medo
da felicidade de tela
cauda de pavão.
Tenho medo do ferro da ponte
que já não pesa sobre os poetas
e da lama que lambe
a voz do rio
Tenho medo de que o medo
já não se espante
diante das crostas do meu espírito
Tenho medo
do meu homem de bem
sem contradição
nem sombra
Tenho medo
Tenho medo deste poeminha
que se veste de indomável.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.
Da Série Mistérios do Aquém: Fascistas Machos Alfa Borra-botas – Por Natanael Sarmento*
29/10/2026
Acto I: A fraquejada
O Patriarca chefe do clã posava de homem de fibra, com "histórico de atleta", vendia imagem de machão das armas. No Planalto era o macho alfa, dos gestos das “armazinhas”, das grosserias com jornalistas e repórteres, das exibições no Jet-Sky e nas motociatas, com bazófias: "Daqui só saio preso, morto ou com a vitória!", bradava, infl...
A extrema direita fascista dos últimos tempos consagrou-se como o império das bravatas e da corrupção. Machões do tipo que dizem filhas mulheres é “fraquejada” ou “não estupro porque é feia”, exibem aparente virilidade nas vitrines do patriarcalismo retrógado herdados do colonialismo, na hora de mostrar um mínimo de dignidade, nem falamos de coragem, se borram nas calças, uns soluçam, outros fogem da raia. Atores bufões, vilões de terceira, fracassados covardes diante das adversidades, tremem mais que vara verde diante das barras da lei, valentões e patriotas de fachada, entreguistas pusilânimes.
Acto I: A fraquejada
O Patriarca chefe do clã posava de homem de fibra, com "histórico de atleta", vendia imagem de machão das armas. No Planalto era o macho alfa, dos gestos das “armazinhas”, das grosserias com jornalistas e repórteres, das exibições no Jet-Sky e nas motociatas, com bazófias: "Daqui só saio preso, morto ou com a vitória!", bradava, inflando o peito. Saiu pelo voto e foi preso, depois de julgado e condenado a 27 anos pelos crimes cometidos. Pianinho.
Galo de briga ou galinha chocadeira?
O galo que ameaçava com seu esporão, diante da força das instituições democráticas e da legalidade, se metamorfoseou numa galinha choca, doente, coitadinho, toda semana um mi mi mi, tão débil e aveludado, foi-lhe revogada a prisão em regime fechado e concedido o benefício dado aos ricos do Brasil de cumprir prisão domiciliar em condomínios de luxo, com direito a bar, piscina, academia de ginástica, visitas...O direito sagrado de cumprir a pena na moleza do luxo dessa pátria amada de mitos borra-botas, com complexo de vira-latas dos EUA.
Acto II: Napoleão de Hospício do traque de Véia
O filho 01 levou o melodrama ao nível da pantomima mais rebaixada da vergonha internacional. O playboy senador já desfilava como o novo presidente da república, nomeava ministros, encomendava os acepipes da festa, armava o palanque, escolhia a gravata da posse, contava com o ovo no deixa para lá da galinha, antes do 2º turno. O gabola soberbo achava que menos de 2 milhões de votos num eleitorado de 158,7 milhões de votantes, ele já podia comemorar vitória. Lascou-se. O povo foi às ruas, Lula conquistou dez milhões de votos a mais, virou o jogo, deu uma surra histórica e jogou areia na sopa dos fascistas.
Balde de gelo
A virada foi um balde de gelo e a Torre de Babel caiu como castelo de cartas. Que atitude toma o novo líder dessa direita extrema e fascista, que obteve uma estrondosa votação de quase 60 milhões de sufrágios? Mostrou-se um estadista digno de tamanha votação, pronunciou-se diante de seus correligionários e prometeu continua a luta pelas ideias nas regras democráticas, reconheceu a derrota como um democrata? Não! Primeiro falou sem prova ou evidência alguma em fraude (coisa que ele entende com propriedade), não reconheceu a vitória do adversário e enfiou a viola no saco e vazou como um pilantra vulgar. Fugiu na calada da noite, de fininho. Com o rabo entre as pernas rumo à Flórida —o retiro de verão dos ricaços e dos mafiosos, asilo dos foragidos da Interpol.
Napoleão de hospício
O foragido resolveu se autoproclamar o "Presidente Legítimo", um autêntico Napoleão de hospício. Lê uma carta ridícula denunciando "fraude", sem apresentar um argumento, prova ou indício desta fraude aludida.
Tragicomédia
O detalhe tragicômico que a estupidez do fracassado caluniador se esqueceu é que a eleição "fraudada" elegeu senadores, deputados e governadores do próprio partido, o PL. O próprio presidente da Corte Eleitoral — vejam só, indicado por ele e nomeado pelo pai nos tempos de glória — atestou a total lisura do pleito. A campanha do Lula chiava com a ajuda do Ministro bolsonarista no comando do processo eleitoral. Mas o Napoleão fascista borra-botas, mesmo com ajuda do apito, perdeu a partida, pela vontade esmagadora do povo brasileiro, nas urnas. A montanha de denúncias contra ele será apurada. E o rato fujão terá por destino o isolamento, da própria direita que buscará caminhos diferente das ligações perigosas com o fascismo miliciano e o bolsonarismo, questão de tempo, lembrará traque junino peido-de véia, molhado.
Trajetória
A trajetória do clã nunca foi mistério. Construída na vida pendurada nos orçamentos, rachadinhas, investimentos e bens cujas origens até hoje ninguém conseguiu explicar e que eles preferem não detalhar, pois se negam a abrir o sigilo fiscal e telefônico, avocam direitos constitucionais e humanos.
Picadeiro
Nas redes digitais dos conspiradores de golpes, os fanáticos acéfalos continua a marchar em círculos, batendo palma para pneus, na Terra Plana, apelam para Trump jogar um míssil no Brasil, ou para ETs salvarem os mitos "perseguidos políticos".
Na real
Um senador com mandato foi derrotado numa eleição presidencial limpa com mais de cem milhões de votos apurados. Perdeu a eleição e perderá ao fim do mandato, o fórum privilegiado. E é investigado dentro do devido processo legal, com direito a advogados caros, ampla defesa e contraditório por diversos crimes previstos no Código Penal – crimes comuns. Fugiu como um covarde, ou bandido vulgar e isso é questão de polícia.
Final da pantomima
A comédia termina com heróis no exterior gastando o dinheiro das fraudes e das mamatas. A torcida fanática bate palma e diz que é perseguição e qualquer um faria o mesmo. Mente. Lula perdeu eleição, sofreu perseguição – este sim - foi preso e ficou com sua dignidade para provar a sua inocência e o crime dos seus perseguidores e julgadores. Terminamos com a frase da combatente antifascista Dolores Ibarruri: “ Fascistas, não passarão!”.
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael

NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
"Operação ALBA": A Engenharia de uma extração, a guerra da informação e os limites da soberania nacional - Por Amadeu Robalinho*
29/10/2026
1. Quando uma saída do território se transforma em questão estratégica
Os acontecimentos de 27 e 28 de outubro de 2026 colocaram no centro do debate público brasileiro a denominada Operação Alba, expressão divulgada pelo empresário mexicano Simón Levy ao se referir à suposta articulação para levar o senador Flávio Bolsonaro e seus familiares aos Estados Unidos. Em suas publicações, Levy atribuiu ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, papel central no planejamento da ação. Essa atribuição, entretanto, não equivale à comprovação de que o governo dos Estados Unidos ou algum serviço de inteligência tenha organizado uma operação clandestina.
O episódio ganhou consistência factual quando as autoridades migratórias argentinas confirmaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e suas duas filhas ingressaram na Argentina pela Ponte In...
Inteligência Estratégica, Defesa Nacional, Geopolítica e Engenharia de Soberania e Estratégia
1. Quando uma saída do território se transforma em questão estratégica
Os acontecimentos de 27 e 28 de outubro de 2026 colocaram no centro do debate público brasileiro a denominada Operação Alba, expressão divulgada pelo empresário mexicano Simón Levy ao se referir à suposta articulação para levar o senador Flávio Bolsonaro e seus familiares aos Estados Unidos. Em suas publicações, Levy atribuiu ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, papel central no planejamento da ação. Essa atribuição, entretanto, não equivale à comprovação de que o governo dos Estados Unidos ou algum serviço de inteligência tenha organizado uma operação clandestina.
O episódio ganhou consistência factual quando as autoridades migratórias argentinas confirmaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e suas duas filhas ingressaram na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às 22h50 de 27 de outubro. Segundo o comunicado oficial, o grupo embarcou, às 23h30, em uma aeronave privada operada pela empresa Baires Fly S.A., com destino a Guayaquil, no Equador. Informações posteriores da imprensa indicaram a continuidade do deslocamento para Miami.
A sequência foi noticiada pela Agência Brasil e pela Reuters. O Departamento de Estado norte-americano também informou que concederia vistos ao senador e aos familiares. Esses elementos confirmam partes importantes da movimentação internacional, mas não demonstram, por si sós, a existência de uma operação conduzida pela CIA, por militares norte-americanos ou por outra estrutura estatal de inteligência.
Fontes: "Agência Brasil, 27 de outubro de 2026" (https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/aliado-de-trump-diz-que-flavio-bolsonaro-chegou-aos-eua) e "Agência Brasil, 28 de outubro de 2026" (https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-10/flavio-bolsonaro-cruza-fronteira-argentina-e-segue-para-o-equador).
A diferença entre o fato e sua interpretação é decisiva. Uma viagem internacional pode envolver apoio político, assessoria privada, facilitação diplomática, planejamento logístico ou uma operação de inteligência propriamente dita. São categorias distintas, com implicações jurídicas e estratégicas igualmente diferentes.
A questão central, portanto, não se limita a saber por onde o passageiro atravessou uma fronteira. Consiste em compreender como diferentes componentes de transporte, informação, proteção, documentação e coordenação podem ter funcionado em uma sequência de acontecimentos cuja organização integral ainda não foi publicamente demonstrada.
2. A arquitetura operacional: mobilidade, discrição e sincronização
As imagens que acompanham esta análise apresentam mapas, instalações aeroportuárias, aeronaves executivas, documentos de viagem e representações de centros de monitoramento. Também destacam conceitos como dissimulação, emprego de aviação não padronizada e controle da percepção pública.
Esses elementos são compatíveis com uma discussão sobre planejamento operacional, mas devem ser tratados como ilustrações analíticas, não como registros comprobatórios de cada etapa da Operação Alba.
Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, uma movimentação internacional de alta sensibilidade pode ser examinada como um sistema composto por cinco dimensões interdependentes.
A primeira é a mobilidade. O deslocamento de pessoas entre diferentes jurisdições depende de infraestrutura terrestre, aeroportos, aeronaves, disponibilidade de transporte e coordenação temporal. A segunda é a documentação, que envolve identificação, requisitos migratórios, vistos e eventuais restrições judiciais. A terceira é a segurança, relacionada à proteção dos envolvidos e à gestão dos riscos. A quarta é a informação, que compreende a circulação de notícias, a preservação de sigilo e a disputa pela interpretação dos acontecimentos. A quinta é a coordenação institucional, que pode envolver agentes privados, autoridades migratórias e estruturas governamentais.
A eficiência de um sistema dessa natureza depende da compatibilidade entre seus componentes. Um transporte disponível, por exemplo, não resolve automaticamente impedimentos jurídicos. Da mesma forma, a obtenção de um visto não comprova que um governo tenha participado do planejamento de uma saída anterior.
Essa distinção permite compreender um princípio fundamental: a existência de uma logística sofisticada não demonstra, isoladamente, a existência de uma operação clandestina estatal.
O uso de aeronaves executivas tampouco constitui, por si só, indício de atividade de inteligência. Jatos privados integram normalmente a aviação civil e podem ser empregados em deslocamentos empresariais, diplomáticos, familiares ou políticos. A relevância estratégica depende do contexto, dos registros, dos participantes e das circunstâncias concretas.
No caso em análise, a sequência internacional de deslocamentos está parcialmente documentada por autoridades e fontes jornalísticas. A atribuição de comando, a eventual participação de serviços secretos e a natureza exata da coordenação permanecem questões que exigem evidências adicionais.
3. A guerra da informação: o tempo também é um recurso estratégico
Uma das dimensões mais relevantes do episódio está na velocidade com que a narrativa pública se desenvolveu.
Antes da confirmação oficial da entrada na Argentina, circularam informações divergentes sobre o paradeiro do senador. A expressão Operação Alba apareceu nesse ambiente informacional e passou a ser utilizada para caracterizar uma suposta ação coordenada.
A dinâmica evidencia a importância da distinção entre informação, indício, hipótese e confirmação.
Na atividade de inteligência, uma informação isolada não deve ser automaticamente convertida em conclusão. Sua confiabilidade precisa ser avaliada, sua origem identificada e seu conteúdo confrontado com fontes independentes. A convergência entre registros migratórios, informações aeronáuticas, documentos oficiais e testemunhos verificáveis pode elevar o grau de confiança de uma avaliação, embora nem sempre esclareça todos os aspectos de uma operação.
A guerra da informação não se limita à divulgação deliberada de notícias falsas. Ela também envolve a disputa pela definição dos acontecimentos, a seleção de fatos, a exploração de ambiguidades e a tentativa de estabelecer uma interpretação antes que as evidências estejam disponíveis.
É nesse ambiente que a dissimulação merece análise técnica. Informações incompletas, declarações contraditórias e rumores podem produzir incerteza e dificultar a reconstrução cronológica dos fatos. Entretanto, demonstrar que houve confusão informacional não basta para provar que ela foi planejada por determinado agente.
Atribuir intenção exige evidências próprias.
Para o Estado brasileiro, essa questão possui implicações diretas para a inteligência estratégica. A capacidade de acompanhar acontecimentos relevantes depende não apenas da obtenção de dados, mas também da capacidade institucional de verificar sua procedência, estabelecer cronologias e produzir avaliações confiáveis sob pressão política e midiática.
A rapidez da notícia não deve substituir a qualidade da análise.
4. Carlos Ghosn: um precedente real, mas não uma equivalência automática
A comparação com a fuga de Carlos Ghosn do Japão, em dezembro de 2019, é pertinente para compreender os riscos de uma extração internacional, desde que se respeitem as diferenças entre os casos.
Ghosn, ex-presidente da Nissan e da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, deixou o Japão enquanto aguardava julgamento por acusações financeiras que contestava. A investigação posterior identificou a participação de Michael Taylor, ex-integrante das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos, e de seu filho Peter Taylor na organização da fuga. A operação envolveu o transporte de Ghosn em uma caixa utilizada para ocultá-lo durante o deslocamento até um voo privado, que seguiu para Istambul e, posteriormente, para o Líbano.
O caso produziu consequências judiciais concretas. Michael Taylor e Peter Taylor foram condenados no Japão em 2021 por sua participação na fuga. A investigação também expôs falhas de segurança aeroportuária e problemas relacionados ao controle de passageiros e bagagens.
Fontes: "Fortune, 6 de janeiro de 2020" (https://fortune.com/2020/01/06/green-beret-nissan-carlos-ghosn-japan-escape/) e "Reuters, 11 de fevereiro de 2021" (https://www.reuters.com/business/finance/us-court-clears-way-extradition-japan-ghosns-accused-escape-plotters-2021-02-11/).
O paralelo relevante está na articulação entre mobilidade, segurança privada, transporte internacional e vulnerabilidades institucionais. Em ambos os contextos, a investigação estratégica precisa considerar a possibilidade de que diferentes atores e recursos logísticos sejam coordenados para alcançar determinado resultado.
A diferença fundamental é probatória. No caso Ghosn, investigações policiais e processos judiciais documentaram a participação de indivíduos específicos. No episódio denominado Operação Alba, até o momento considerado nesta análise, não há comprovação pública equivalente de que serviços de inteligência estrangeiros tenham comandado a movimentação.
Portanto, utilizar o caso japonês como referência metodológica é legítimo. Apresentá-lo como prova de que a Operação Alba seguiu a mesma estrutura seria extrapolar as evidências disponíveis.
5. Soberania nacional e o controle das fronteiras
A soberania não significa apenas a existência formal de território delimitado por fronteiras. Ela compreende a capacidade efetiva de o Estado exercer suas competências, aplicar suas leis, proteger suas instituições e controlar os fluxos que estão sujeitos à sua jurisdição.
No ambiente contemporâneo, esse exercício depende de sistemas integrados de identificação, fiscalização migratória, inteligência, cooperação internacional e monitoramento de transportes.
A circulação de pessoas por vias terrestres e aéreas demonstra que o controle territorial precisa ser compreendido como uma atividade contínua, sustentada por informações oportunas e coordenação institucional. Uma fronteira não se torna necessariamente vulnerável porque uma pessoa conseguiu atravessá-la. A avaliação depende da existência de restrições aplicáveis, dos registros realizados, das competências das autoridades envolvidas e da observância das normas pertinentes.
No caso brasileiro, há uma questão jurídica que precisa ser delimitada com rigor. Segundo a Agência Brasil, o senador não entregou seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo estabelecido em decisão judicial, e os documentos brasileiros foram cancelados. Posteriormente, as autoridades argentinas informaram que ele e seus familiares ingressaram em seu território apresentando documentação de viagem considerada válida pelas autoridades migratórias argentinas.
Essas informações não permitem, isoladamente, concluir quais documentos foram apresentados em cada etapa, qual era o alcance jurídico de todas as determinações aplicáveis ou se houve participação operacional de autoridades estrangeiras. Tais conclusões dependem da análise dos documentos, das decisões judiciais e das investigações competentes.
É necessário distinguir, portanto, três questões: o cumprimento de uma ordem judicial brasileira, a regularidade do ingresso em território estrangeiro e a eventual participação de agentes públicos de outros países na organização do deslocamento.
Uma questão não resolve automaticamente as demais.
Do ponto de vista diplomático, a eventual comprovação de uma operação clandestina estrangeira realizada em território brasileiro, sem autorização e em desacordo com as normas aplicáveis, seria substancialmente diferente da concessão de vistos ou do recebimento de um viajante por outro Estado. A primeira hipótese poderia suscitar questões graves de soberania e responsabilidade internacional; a segunda integra, em princípio, as competências ordinárias dos Estados em matéria migratória e diplomática.
A análise estratégica exige que essas hipóteses permaneçam separadas até que existam evidências suficientes para estabelecer o que efetivamente ocorreu.
6. Inteligência estratégica: detectar, verificar e compreender
A principal lição institucional não está na especulação sobre a participação de uma agência específica, mas na necessidade de capacidade nacional para reconstruir acontecimentos transnacionais.
Uma arquitetura moderna de inteligência deve integrar informações provenientes de fontes abertas, registros migratórios legalmente acessíveis, dados aeronáuticos, cooperação policial internacional e avaliações diplomáticas. O valor estratégico surge da correlação entre essas fontes, e não da dependência de uma única narrativa.
Essa capacidade deve ser acompanhada por mecanismos de auditoria, proteção de dados, supervisão jurídica e responsabilização institucional. Inteligência eficiente não é sinônimo de atuação sem limites. Sua legitimidade depende tanto da qualidade da informação quanto da observância da Constituição e das leis.
A Engenharia de Soberania e Estratégia oferece uma perspectiva sistêmica para essa discussão: recursos humanos, infraestrutura, tecnologia, informação e capacidade decisória precisam funcionar de maneira integrada para sustentar a autonomia do Estado.
Não basta possuir radares, sistemas de identificação ou aeronaves. É necessário integrar dados, estabelecer responsabilidades, reduzir lacunas entre instituições e transformar informação em conhecimento útil à decisão.
O mesmo princípio se aplica à comunicação estratégica. Quando o Estado não consegue apresentar uma cronologia verificável, explicar as competências das autoridades envolvidas e esclarecer os limites do que sabe, abre espaço para interpretações concorrentes. Esse espaço pode ser explorado por interesses políticos, campanhas de influência ou agentes que procuram orientar a percepção pública.
A resposta adequada não é produzir uma narrativa oficial antes da apuração. É construir uma avaliação fundamentada, transparente quanto às incertezas e suficientemente robusta para resistir à contestação.
7. O que ainda precisa ser esclarecido sobre a Operação Alba
Uma avaliação responsável deve identificar as principais lacunas informacionais que permanecem abertas.
Primeiro, é necessário esclarecer a origem e a cadeia de coordenação da movimentação internacional, distinguindo a contratação de serviços privados de uma eventual participação governamental.
Segundo, é preciso determinar quais documentos foram utilizados nas diferentes etapas da viagem e qual era a situação jurídica de cada um deles.
Terceiro, a atribuição da operação a Marco Rubio precisa ser sustentada por evidências independentes. A declaração de Simón Levy constitui uma alegação pública, não uma comprovação de comando ou participação operacional.
Quarto, a eventual participação de órgãos de inteligência norte-americanos ou argentinos deve ser demonstrada por documentação, depoimentos verificáveis ou outras evidências confiáveis. A presença de apoio logístico ou de agentes públicos em determinado momento, caso confirmada, não demonstra automaticamente que toda a operação tenha sido planejada por um serviço secreto.
Quinto, eventuais responsabilidades relacionadas ao cumprimento de decisões judiciais brasileiras devem ser examinadas pelas autoridades competentes, respeitando o devido processo legal e o direito de defesa.
Esses pontos são fundamentais para evitar que a análise estratégica seja substituída por conjecturas. Uma hipótese pode ser plausível sem estar comprovada. Um indício pode justificar investigação sem autorizar uma conclusão definitiva.
Essa é uma das diferenças essenciais entre inteligência profissional e especulação.
8. Conclusão: a soberania exige capacidade, evidência e autonomia decisória
A denominada Operação Alba tornou-se um caso relevante para discutir as relações entre mobilidade internacional, informação, influência política, jurisdição e soberania nacional. A confirmação da passagem de Flávio Bolsonaro e de seus familiares pela Argentina, seguida de um voo privado para o Equador e da continuidade do deslocamento para os Estados Unidos, estabeleceu uma sequência factual importante. A atribuição de planejamento a Marco Rubio e a hipótese de envolvimento de serviços de inteligência, entretanto, precisam ser avaliadas separadamente, porque não decorrem automaticamente dos registros de viagem.
O caso Carlos Ghosn demonstra que operações de extração podem explorar vulnerabilidades logísticas e institucionais e produzir consequências jurídicas internacionais. Demonstra também que a reconstrução dos fatos exige investigação, documentação e responsabilização, não apenas semelhanças visuais ou narrativas.
Para o Brasil, a questão estratégica é mais ampla. Um Estado soberano precisa conhecer seu território, integrar seus sistemas de informação, fiscalizar o cumprimento de suas normas e manter capacidade própria de avaliar acontecimentos que envolvam interesses nacionais. Essa capacidade não pode depender exclusivamente de informações produzidas por governos estrangeiros, atores privados ou narrativas que circulam nas redes sociais.
A autonomia estratégica nasce da combinação entre conhecimento, infraestrutura, tecnologia, instituições e capacidade decisória. Sem esses componentes, a soberania corre o risco de permanecer uma declaração formal, sem correspondência suficiente na capacidade operacional do Estado.
Na perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, a lição é objetiva: a proteção dos interesses nacionais depende de sistemas integrados, inteligência verificável e instituições capazes de transformar dados dispersos em decisões fundamentadas.
As nações não preservam sua soberania apenas pela extensão de seu território ou pela força de suas declarações. Preservam-na pela capacidade de compreender o ambiente estratégico, proteger suas instituições, verificar os fatos e decidir com autonomia.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho

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Customização de Led - Bandeirantes Mídia OOH inovando mais uma vez com projeto para o Assaí Atacadista em João Pessoa PB
29/10/2026
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Paraíba - Senador Veneziano elogia pacote de medidas que beneficia produtores de cana-de-açúcar prejudicados por 'tarifaço' de Trump
29/10/2026
Fala o Senador Veneziano
Veneziano disse que parte da economia da Paraíba depende do setor sucroalcooleiro. “As consequências e as repercussões são as mais variadas. A principal é a manutenção de milhares de empregos que o setor, notadamente no Nordeste, em São Paulo, precisa”. Ele lembrou que o tarifaço de Trump, com incentivo da família Bolsonaro, prejudicou o país, especialmente, o Nordeste. Mas graças ao governo do presidente Lula os empresários tiveram o apoio que precisavam para manter os empregos.
Ressaltou ainda o Senador
“Isso aconteceu porque nós tivemos uma atitude nefasta...
O Senador Veneziano Vital do Rêgo, MDB-PB, elogiou a aprovação, no Plenário do Senado, em regime de urgência, de um pacote de medidas financeiras para incentivar a agricultura, o transporte e a aviação. A proposta beneficia produtores de cana-de-açúcar do Nordeste atingidos pelo tarifaço americano ou por eventos climáticos extremos.
Fala o Senador Veneziano
Veneziano disse que parte da economia da Paraíba depende do setor sucroalcooleiro. “As consequências e as repercussões são as mais variadas. A principal é a manutenção de milhares de empregos que o setor, notadamente no Nordeste, em São Paulo, precisa”. Ele lembrou que o tarifaço de Trump, com incentivo da família Bolsonaro, prejudicou o país, especialmente, o Nordeste. Mas graças ao governo do presidente Lula os empresários tiveram o apoio que precisavam para manter os empregos.
Ressaltou ainda o Senador
“Isso aconteceu porque nós tivemos uma atitude nefasta do presidente dos EUA, que aplicou sanções desmedidas contra o Basil. É importante essa discussão para mostrar a postura de um governo que, sensibilizado e com o alcance que tem o governo do presidente Lula, socorreu emergencialmente a cada um desses setores”, disse Veneziano. O pacote prevê ainda financiamento para renovação de frota de transporte, crédito para tecnologia no campo, seguro de crédito para aviação civil e capital de giro para infraestrutura.
Lula e a nova República Velha, por Roberto Vieira
29/10/2026
Impostos
A nova República Velha, vamos chamá-la assim, estuda aplicar imposto IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures. Todos são investimentos livres de imposto de renda. Tudo para aumentar a arrecadação e cobrir o rombo do tesouro. Além disso, concedeu garantia de R$ 7 bilhões para empréstimo dos bancos aos Correios. A massa falida dos Correios ganha sobrevida com o dinheiro do contribuinte, como na época dos barões do café sobrevivendo dos incentivos da República Velha. Enquanto isso, o TCU aponta a alíquota federal de 11,3% para o futuro imposto de consumo. A proposta eleva ainda mais o nosso...
Os vinte e poucos primeiros anos do século XXI no Brasil lembram os vinte e poucos primeiros anos do século XX no Brasil. Não se preocupe, você leu corretamente. Não houve erro na grafia do texto. Afinal, estamos vivendo uma nova República Velha no Brasil. Flávio não é Getúlio, nem Lula é Washington Luís, porém muitas histórias se repetem cem anos depois.
Impostos
A nova República Velha, vamos chamá-la assim, estuda aplicar imposto IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures. Todos são investimentos livres de imposto de renda. Tudo para aumentar a arrecadação e cobrir o rombo do tesouro. Além disso, concedeu garantia de R$ 7 bilhões para empréstimo dos bancos aos Correios. A massa falida dos Correios ganha sobrevida com o dinheiro do contribuinte, como na época dos barões do café sobrevivendo dos incentivos da República Velha. Enquanto isso, o TCU aponta a alíquota federal de 11,3% para o futuro imposto de consumo. A proposta eleva ainda mais o nosso IVA (imposto de valor agregado) total, que já se projeta como o maior do planeta.
Treze
A República Velha teve 13 presidentes que assumiram o cargo, além de dois eleitos que não chegaram a tomar posse (Rodrigues Alves morreu e Júlio Prestes dançou na Revolução de 30). Apesar do poder dos oligarcas, a corrupção eleitoral sistêmica e a dívida pública crescente foram destruindo o sistema internamente. Na mídia dos anos 1920, também havia uma oposição ruidosa percorrendo o país — guardadas as devidas proporções de época, era a Coluna Prestes.
1930
A polarização no Brasil de 1930 era palpável. A eleição presidencial caiu em pleno carnaval, sendo disputada em clima de guerra. A vitória de Júlio Prestes, o candidato oficial, foi vista com maus olhos por metade do eleitorado; afinal de contas, a campanha de Getúlio e João Pessoa levantou as massas e dividiu o país. O resultado oficial criticado foi aceito – fazer o quê? Até que veio o assassinato de João Pessoa, em Recife. A República Velha caiu. O assassinato de João Pessoa tinha sido um crime passional, mas ninguém ligou para esse detalhe. Pois ninguém aguentava mais 41 anos de promessas.
Getúlio
Getúlio Vargas foi o candidato derrotado nas eleições de 1930. Não saiu do país, como Flávio Bolsonaro. Ficou no Rio Grande do Sul conspirando. Nesse intervalo, Luís Carlos Prestes lançou seu manifesto comunista. Júlio Prestes foi passear nos EUA. E a Bolsa de Valores, que já estava de joelhos após a quebra de 1929, deixou nossa economia em frangalhos. Getúlio não sabia, mas estava prestes a governar o Brasil. A República já era Velha, mas, tal como Getúlio, ela própria ainda não sabia.
Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

Relatório da Polícia Federal indicia 15 pessoas por fraudes no Banco Master
29/10/2026
No mesmo documento, os delegados da Polícia Federal pedem prazo adicional de 60 dias para seguir com as investigações, concluir perícias e apresentar um relatório complementar. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro centralizava as decisões
Conforme ressalta trecho do relatório, “na condição de líder da organização, Daniel Bueno Vorcaro centralizava as decisões relacionadas à produção, aquisição, cessão das carteiras de crédito utilizadas para captação de recursos,...
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatório parcial do principal inquérito que apura esquemas relacionados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). No documento, de mais de 700 páginas, a PF indicia 15 suspeitos de participação nas condutas ilegais, incluindo o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro; o seu ex-sócio Augusto Lima; e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
No mesmo documento, os delegados da Polícia Federal pedem prazo adicional de 60 dias para seguir com as investigações, concluir perícias e apresentar um relatório complementar. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro centralizava as decisões
Conforme ressalta trecho do relatório, “na condição de líder da organização, Daniel Bueno Vorcaro centralizava as decisões relacionadas à produção, aquisição, cessão das carteiras de crédito utilizadas para captação de recursos, além de dirigir a atuação dos demais integrantes vinculados ao Banco Master e às estruturas empresariais associadas ao esquema".
O BRB – que tem como acionista majoritário o governo do Distrito Federal – enfrenta uma crise marcada por perdas bilionárias ligadas a operações com o extinto Banco Master. Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro e Augusto Lima foram alvo de diferentes fases da Operação Compliance Zero, que investiga os negócios irregulares do Master. Costa e Vorcaro estão presos.
O BRB tentou comprar o Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no banco de Vorcaro. A compra, no entanto, foi barrada pelo Banco Central. Logo depois, o BRB descobriu que parte das carteiras compradas era fraudulenta e sem lastro.
Lista de indiciados
A lista de indiciados envolve seis ex-sócios ou ex-gestores do Banco Master; dois sócios da Tirreno, firma de consultoria apontada pela PF como empresa de fachada para o esquema; e sete ex-gestores do BRB. Além de Vorcaro, Costa e Lima, também constam Angelo Antônio Ribeiro da Silva; Luiz Antônio Bull; Alberto Félix de Oliveira Neto; e Allan da Silva Machado — todos ex-executivos do Master.
Assim como Henrique Souza e Silva Peretto, sócio da Tirreno; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, sócio da Tirreno; Daniel Lopes Monteiro, ex-advogado do Master; Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor de Finanças e Controladoria do BRB; Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora executiva de Controle e Riscos do BRB; e Cristiane Maria Lima Bukowitz, ex-diretora executiva de gestão de pessoas do BRB.
Outros nomes são Diogo Ilário de Araújo Oliveira, ex-diretor executivo de Atacado e Governo do BRB; José Maria Correa Dias Junior, ex-diretor executivo de Tecnologia do BRB.
Resposta das defesas
A defesa de Vorcaro afirmou que contestará vários dos itens apresentados. A defesa de Paulo Henrique Costa destacou que recebeu com surpresa o indiciamento deles por crime de gestão fraudulenta e organização criminosa.E que existem provas de que foi Costa quem detectou as irregularidades nas carteiras.
Já a defesa de Augusto Lima afirmou rechaçar “integralmente” a conclusão do relatório e que seu cliente não participou “nem direta nem indiretamente”, da fraude mencionada.
— Com Agências de Notícias
Flávio e família receberam autorização para permanecer nos EUA por um ano
29/10/2026
Os registros
De acordo com os registros disponíveis no site da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), a agência americana responsável pelo controle de fronteiras, Flávio, sua esposa e ao menos uma de suas filhas receberam uma autorização na categoria "DT" ao passar pelos trâmites burocráticos na chegada a Miami.
Autorizados
Eles estão autorizados a permanecer nos Estados Unidos por pelo menos um ano, com vencimento previsto para outubro de 2027.
Entrado
Flávio Bolsonaro (PL) e sua família teriam entrado nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 28, com uma autorização de permanência temporária por...
O senador e ex-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e sua família receberam do governo Trump uma autorização condicional para permanecer nos Estados Unidos por até um ano. A permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.
Os registros
De acordo com os registros disponíveis no site da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA), a agência americana responsável pelo controle de fronteiras, Flávio, sua esposa e ao menos uma de suas filhas receberam uma autorização na categoria "DT" ao passar pelos trâmites burocráticos na chegada a Miami.
Autorizados
Eles estão autorizados a permanecer nos Estados Unidos por pelo menos um ano, com vencimento previsto para outubro de 2027.
Entrado
Flávio Bolsonaro (PL) e sua família teriam entrado nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 28, com uma autorização de permanência temporária por razões “humanitárias”, de acordo com registros da alfândega. Em registros obtidos pelo jornal O Globo, consta a admissão “DT”.
Indica
A sigla indica que a permissão para entrada foi concedida no próprio local de entrada e representa uma autorização temporária para permanência no país. O registro, emitido em 28 de outubro de 2026, autoriza Flávio a ficar nos EUA durante um ano, até 27 de outubro de 2027.
Israel: Netanyahu deve permanecer como interino após eleição inconclusiva
29/10/2026
Projetaram
Com mais de 90% das urnas apuradas, as três principais emissoras de Israel projetaram que o bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, conquistaria 53 cadeiras no Knesset, de 120 cadeiras, bem à frente das 48 do bloco de oposição do rival Gadi Eisenkot.
Representam
Os partidos que representam os árabes israelenses deveriam conquistar 19 cadeiras — um número sem precedentes —, deixando a Eisenkot poucas chances realistas de chegar ao poder sem o amplo apoio desses grupos, o que muitos líderes políticos judeus rejeitam.
Benjamin Netanyahu parecia destinado a permanecer como primeiro-ministro interino de Israel depois que um apoio inesperadamente forte entre os eleitores judeus deixou seus oponentes com poucas perspectivas aparentes de destituí-lo, apesar de seu bloco de direita ter perdido a maioria parlamentar.
Projetaram
Com mais de 90% das urnas apuradas, as três principais emissoras de Israel projetaram que o bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, conquistaria 53 cadeiras no Knesset, de 120 cadeiras, bem à frente das 48 do bloco de oposição do rival Gadi Eisenkot.
Representam
Os partidos que representam os árabes israelenses deveriam conquistar 19 cadeiras — um número sem precedentes —, deixando a Eisenkot poucas chances realistas de chegar ao poder sem o amplo apoio desses grupos, o que muitos líderes políticos judeus rejeitam.
OEA reconhece legitimidade do resultado das eleições brasileiras
29/10/2026
Ao todo, 88 observadores da OEA estiveram no Brasil na última semana para acompanhar o segundo turno das eleições. Muitos deles também acompanharam o pleito do exterior. No total, conforme esse relatório preliminar, a OEA mobilizou para as eleições brasileiras 179 observadoras e observadores, o que fez dessa a maior missão de observação eleitoral internacional já realizada no Brasil.
Integridade dos sistemas
A missão também parabenizou o trabalho feito pela Justiça Eleitoral. Os observadores acompanharam a verificação pública da autenticidade e inte...
A Organização dos Estados Americanos (OEA) reconheceu oficialmente a legitimidade do resultado das eleições brasileiras no relatório preliminar sobre o pleito, concluído essa semana. No documento, a instituição destaca que “não tem dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais” e parabenizar o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) pela reeleição.
Ao todo, 88 observadores da OEA estiveram no Brasil na última semana para acompanhar o segundo turno das eleições. Muitos deles também acompanharam o pleito do exterior. No total, conforme esse relatório preliminar, a OEA mobilizou para as eleições brasileiras 179 observadoras e observadores, o que fez dessa a maior missão de observação eleitoral internacional já realizada no Brasil.

Integridade dos sistemas
A missão também parabenizou o trabalho feito pela Justiça Eleitoral. Os observadores acompanharam a verificação pública da autenticidade e integridade dos sistemas e também as etapas de carregamento e lacração das urnas eletrônicas nas seções eleitorais. Além disso, a equipe da OEA esteve presente no teste de integridade das urnas eletrônicas.
No dia da eleição, os observadores passaram por 977 seções eleitorais, acompanhando todo o processo de votação. Sobre o processo eleitoral, o relatório destaca o recorde de judicialização, com mais de mil ações judiciais e pedidos de direito de resposta apresentados entre as campanhas presidenciais.

Incerteza jurídica de decisões
O documento também afirma que o alto número de decisões individuais por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou incerteza jurídica e conflitos de competência, como a decisão de estender por duas horas o período de votação, proferida pelo ministro Cristiano Zanin Martins.
Outros desafios citados foram os relatos de falta de transporte público em algumas localidades e dificuldades de acesso e logística para o transporte de eleitores em comunidades indígenas.
Além disso, o relatório cita os conflitos com a empresa Meta — que opera o Facebook, o Instagram, e o WhatsApp —registrados durante o pleito. A campanha de Lula acusou a empresa de beneficiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em suas plataformas.