A briga ficção x realidade toma conta das telas das TVs, reflexão por Zé da Flauta*
31/10/2024 - Jornal O Poder
O inesperado
O envolvimento com a política se intensificou e a realidade superou a ficção. Nos dias atuais, acompanhar votações, investigações e declarações polêmicas tornou-se uma atividade muito mais interessante do que seguir histórias repetitivas da TV. As redes sociais potencializaram esse interesse, transformando cidadãos comuns em comentaristas ativos e críticos. A emoção de ver desfechos inesperados, aliança...
O inesperado
O envolvimento com a política se intensificou e a realidade superou a ficção. Nos dias atuais, acompanhar votações, investigações e declarações polêmicas tornou-se uma atividade muito mais interessante do que seguir histórias repetitivas da TV. As redes sociais potencializaram esse interesse, transformando cidadãos comuns em comentaristas ativos e críticos. A emoção de ver desfechos inesperados, alianças improváveis e personagens reais mudando de postura não encontra rival sequer nos roteiros das produções mais elaboradas.
Imprevisível
Além disso, a política brasileira oferece um espetáculo contínuo, com protagonistas e antagonistas bem definidos, diálogos tensos e tramas que se cruzam em tempo real. Diferente das séries da Netflix, que têm temporadas planejadas e finais previsíveis, o cenário político é dinâmico e imprevisível. Cada nova denúncia ou deliberação legislativa pode alterar drasticamente o rumo dos acontecimentos, mantendo o público na expectativa do próximo “capítulo”.
Epílogo
Por fim, a política desperta algo que a ficção dificilmente alcança: o senso de pertencimento e responsabilidade. O impacto das decisões políticas afeta diretamente a vida de todos, e isso torna o acompanhamento mais do que um passatempo, mas uma necessidade. Assim, o que antes era entretenimento virou envolvimento cívico, e as novelas perderam seu lugar para a emocionante realidade política, onde cada ato pode moldar o futuro do país.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

Leia outras informações
Incêndio atinge Feira dos Importados de Brasília nesta segunda
11/05/2026
Combate ao fogo
Vídeos compartilhados pela corporação mostram a atuação dos militares no combate ao fogo, que atingiu várias lojas do bloco C. O incêndio começou por volta das 5h31 e demandou o uso de linhas de mangueiras pressurizadas para controlar e evitar que as chamas se alastrassem para outras lojas.
Calcular
Ainda não é possível calcular quantas bancas foram atingidas e não há informações sobre a dinâmica do incidente. No momento, os bombeiros atuam no rescaldo.
Um incêndio de grandes proporções catingiu a Feira dos Importados de Brasília (FBI), no SIA, na manhã de hoje, segunda-feira (11/05). Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), não há registro de vítimas.
Combate ao fogo
Vídeos compartilhados pela corporação mostram a atuação dos militares no combate ao fogo, que atingiu várias lojas do bloco C. O incêndio começou por volta das 5h31 e demandou o uso de linhas de mangueiras pressurizadas para controlar e evitar que as chamas se alastrassem para outras lojas.
Calcular
Ainda não é possível calcular quantas bancas foram atingidas e não há informações sobre a dinâmica do incidente. No momento, os bombeiros atuam no rescaldo.
Em Surubim, João Campos critica venda da Compesa, promete encarar o problema hídrico e duplicar a PE-90
11/05/2026
O pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) cumpriu agenda neste sábado (09/05) em Surubim. A programação começou com uma caminhada pela feira da cidade, onde o pré-candidato conversou com moradores, comerciantes e toyoteiros, acompanhado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT).
Duplicação da PE-90
Durante entrevista a uma rádio local, João destacou a importância de Surubim para a região e afirmou que pretende construir soluções junto à população para demandas históricas do Agreste. Entre os temas citados, ele mencionou a falta de água, a duplicação da PE-90 e a regularização dos toyoteiros.
Água
Ao comentar a situação hídrica da região, João criticou a condução dos investimentos em abastecimento e defendeu ações permanentes para melhorar os recursos hídricos no estado. “Um err...
Com Fernando Guerra e o Correio do Agreste
O pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) cumpriu agenda neste sábado (09/05) em Surubim. A programação começou com uma caminhada pela feira da cidade, onde o pré-candidato conversou com moradores, comerciantes e toyoteiros, acompanhado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e do senador Humberto Costa (PT).
Duplicação da PE-90
Durante entrevista a uma rádio local, João destacou a importância de Surubim para a região e afirmou que pretende construir soluções junto à população para demandas históricas do Agreste. Entre os temas citados, ele mencionou a falta de água, a duplicação da PE-90 e a regularização dos toyoteiros.
Água
Ao comentar a situação hídrica da região, João criticou a condução dos investimentos em abastecimento e defendeu ações permanentes para melhorar os recursos hídricos no estado. “Um erro muito grave foi ter vendido a Compesa, colocado o recurso todo na conta do estado e não ter deixado isso amarrado para investimentos específicos”, ressaltou.
Ainda em Surubim
O socialista visitou a fábrica da Pan Cristal, onde defendeu o fortalecimento da indústria pernambucana e criticou a atual gestão estadual pela falta de execução de obras e projetos anunciados. "Não é só fazer compromisso. É saber executar”, afirmou, ao comparar ações realizadas durante sua gestão na Prefeitura do Recife com promessas do governo estadual. “O que a gente tem visto em Pernambuco são placas, tapumes e anúncios, e as coisas não acontecem”, completou.
Presenças
As agendas também contaram com a presença do deputado estadual Rodrigo Farias, do ex-deputado Danilo Cabral, da ex-prefeita Ana Célia e de lideranças políticas da região. João Campos ainda realizou contatos políticos voltados ao fortalecimento da Frente Popular no Agreste Setentrional.
Foto: Edson Holanda.
Vereador do PSB de Campina declara apoio a Veneziano para o Senado
11/05/2026
Mais uma parceria
“Com muita alegria recebi, na tarde deste sábado, o apoio à nossa recondução ao Senado do vereador de Campina Grande Pimentel Filho. Um amigo de longas datas, com quem já firmamos inúmeras parcerias em favor da cidade”, afirmou Veneziano, em postagem nas redes sociais.
Antônio Alves Pimentel Filho
É filiado ao PSB e está no seu décimo mandato como vereador em Campina Grande. Já foi presidente da Câmara Municipal e é o atual líder da oposição no legislativo campinense.
O Senador e pré-candidato à reeleição ao Senado Federal, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), recebeu neste final de semana o apoio do Vereador de Campina Grande Pimentel Filho (PSB). O apoio foi selado durante encontro entre os dois, na residência de Pimentel. Estavam presentes a esposa do vereador, Selda Pimentel, e os filhos do casal.
Mais uma parceria
“Com muita alegria recebi, na tarde deste sábado, o apoio à nossa recondução ao Senado do vereador de Campina Grande Pimentel Filho. Um amigo de longas datas, com quem já firmamos inúmeras parcerias em favor da cidade”, afirmou Veneziano, em postagem nas redes sociais.
Antônio Alves Pimentel Filho
É filiado ao PSB e está no seu décimo mandato como vereador em Campina Grande. Já foi presidente da Câmara Municipal e é o atual líder da oposição no legislativo campinense.
Para o próximo Dia das Mães - hoje, por Romero Falcão
11/05/2026
Filhos que perderam mães;
Mães que nunca tiveram filhos;
Mães que nunca foram mães;
Mãe solo, solar;
Filhos pra criar
Amor de filhos?;
Amor de cães;
A vida é veloz;
O amor não espera,
pelo dia das mães.
*Romero Falcão é cronista e poeta.
Mães que perderam filhos;
Filhos que perderam mães;
Mães que nunca tiveram filhos;
Mães que nunca foram mães;
Mãe solo, solar;
Filhos pra criar
Amor de filhos?;
Amor de cães;
A vida é veloz;
O amor não espera,
pelo dia das mães.
*Romero Falcão é cronista e poeta.
O Dia das Mães de quem já não têm as suas, por Alê Cavalcanti*
11/05/2026
Força X Fragilidades
Há uma força nelas que nos engana. E, por muito tempo, eu achei que essa força anulasse certas fragilidades. Até entender que não. Mãe também sente falta de colo. E eu vejo, nitidamente, a minha sentindo essa ausência. Não é raro ouvir a minha mãe cantar baixinho uma música que a minha avó Dapaz adorava, de Moacyr Franco: “Se eu tivesse o coração que dei…eu nunca mais vou te esquecer, meu amor”. E toda vez que isso acontece é impossível não parar por alguns segundos e meditar a respeito. Há músicas que não apenas tocam. Elas reaparecem. Trazem de volta presenças inteiras, intactas.
Minha avó
Mães também ficam órfãs. Foi preciso que a minha mãe perdesse a mãe dela para que eu pensasse neste assunto e o assimilasse melhor. Talvez porque a gente cresça olhando para as mães da mesma forma que olha para casas antigas: imaginando que estarão sempre ali, sustentando tudo, sabendo tudo, suportando tudo.
Força X Fragilidades
Há uma força nelas que nos engana. E, por muito tempo, eu achei que essa força anulasse certas fragilidades. Até entender que não. Mãe também sente falta de colo. E eu vejo, nitidamente, a minha sentindo essa ausência. Não é raro ouvir a minha mãe cantar baixinho uma música que a minha avó Dapaz adorava, de Moacyr Franco: “Se eu tivesse o coração que dei…eu nunca mais vou te esquecer, meu amor”. E toda vez que isso acontece é impossível não parar por alguns segundos e meditar a respeito. Há músicas que não apenas tocam. Elas reaparecem. Trazem de volta presenças inteiras, intactas.
Minha avó
Nos deixou em 25 de fevereiro de 2025. Este foi o segundo Dia das Mães da minha mãe sem a mãe dela. E, desde então, eu a tenho observado em pequenos instantes. Não nos grandes. E é fácil perceber que a saudade mais funda raramente faz espetáculo. Ela aparece nas coisas mínimas. Num comentário interrompido no meio. Numa receita. Numa lembrança puxada sem querer. Numa música cantada distraidamente enquanto organiza a casa.
Toda mãe é filha
É curioso compreender isso. Porque, em algum momento da vida, a gente deixa de enxergar apenas a mãe e passa a enxergar também a filha que existe nela. A filha que perdeu alguém. A filha que, mesmo adulta, mesmo forte, mesmo cercada de gente, ainda sente falta daquela pessoa específica para quem ligaria primeiro. Talvez o Dia das Mães também seja isso para muitas mulheres: um dia vivido por uma ausência silenciosa. Enquanto recebem flores, mensagens, abraços e homenagens, há uma parte delas olhando discretamente para trás. Para a própria mãe. Para a voz que não escutam mais. Para o conselho que já sabem de cor, mas gostariam de ouvir outra vez.
Amor eterno
E não há exagero nisso. Há é continuidade. Porque o amor, quando é verdadeiro, não desaparece com a ausência física. Ele muda de lugar. “Muda de frasco”, como diria a saudosa poetisa Ana Jácomo. Passa a morar na memória, nos gestos herdados, nas frases repetidas sem perceber, nos gostos que ficam. Eu vejo muito da minha avó em minha mãe. E muito da minha mãe em mim. Talvez seja esse o jeito que a vida encontrou de driblar as despedidas: fazendo com que ninguém vá completamente embora.
Mães sem mães
Pensei muito nisso antes de escrever este texto neste dia das mães, ontem, domingo 10/05. E continuei pensando enquanto escrevia. Nas mulheres que seguem sendo mães enquanto ainda aprendem a conviver com o fato de não terem mais as suas. E há algo de profundamente delicado nisso, já que, no fundo, talvez ninguém deixe de precisar de mãe completamente.
Permanência no coração
Suponho que a gente apenas aprenda a sentir saudade de formas diferentes. E siga. Às vezes, forte. Às vezes, meio torcida. Mas siga. Com amor. Com memória. E com essa estranha delicadeza de continuar ouvindo, em certas músicas antigas, a voz de quem o coração se recusa a deixar partir.
*Alê Cavalcanti é jornalista e escritora.
Oposição articula retardar avanço da PEC da escala 6x1 no Senado, confira essa e outras manchetes quentes da manhã
11/05/2026
Articula
A oposição no Senado articula retardar, na Casa, a tramitação da PEC da escala 6x1. Dois caminhos nesse sentido estão sendo debatidos. O principal é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), interceda diretamente com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para que a PEC avance ao longo do mês de junho.
Com isso, abriria espaço para que ela só chegue ao Senado entre junho e julho e comece a tramitar de fato na Casa apenas a partir de agosto.
- TSE se aproxima da eleição de 2026 com mistério sobre suspensão de perfis de 2022
Dez dias antes do segundo turno das eleições de 2022, o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), à época...
É ano eleitoral. E o que é votado no Congresso Nacional pode se refletir nas urnas. Depois de barrar a indicação do advogado Jorge Messias para a vaga no STF, o Senado ameaça atrapalhar os planos do governo em mais uma votação importante.
Articula
A oposição no Senado articula retardar, na Casa, a tramitação da PEC da escala 6x1. Dois caminhos nesse sentido estão sendo debatidos. O principal é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), interceda diretamente com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para que a PEC avance ao longo do mês de junho.
Com isso, abriria espaço para que ela só chegue ao Senado entre junho e julho e comece a tramitar de fato na Casa apenas a partir de agosto.

- TSE se aproxima da eleição de 2026 com mistério sobre suspensão de perfis de 2022
Dez dias antes do segundo turno das eleições de 2022, o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), à época sob a presidência do ministro Alexandre de Moraes, aprovou uma resolução que ampliou os poderes da própria corte para combater a desinformação no processo eleitoral, independentemente de solicitação de candidatos ou do Ministério Público.
Não há clareza
No entanto, três anos e meio depois, não há clareza sobre quantos conteúdos e perfis foram suspensos com base nessa norma, nem quais critérios justificam o sigilo de tais processos.
Negou
O TSE negou um pedido de acesso à informação sobre dados gerais das ações, alegando a inexistência de uma categorização quantitativa ou qualitativa dos conteúdos removidos.

- Trump diz que proposta do Irã para acabar com a guerra é ‘totalmente inaceitável’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou neste domingo, 10, como “totalmente inaceitáveis” as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações. “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. Totalmente inaceitável”, escreveu Trump em sua rede social.

Mais cedo no domingo, o Irã havia respondido à última proposta de paz de Washington com uma série de exigências para acabar com a guerra, segundo informações da mídia estatal e da agência iraniana semioficial Tasnim.

Investigação da PF sobre Vorcaro avança e ameaça benefícios de delação do dono do Master
Quase uma semana após o ex-banqueiro Daniel Vorcaro entregar uma proposta de acordo de delação premiada à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República), o avanço das investigações coloca os possíveis benefícios da colaboração em risco, segundo especialistas.
Expectativa
A expectativa era que o dono do Banco Master delatasse figuras importantes, como políticos e magistrados que tiveram algum tipo de envolvimento ilegal com ele, mas o que circula nos bastidores é que o documento não traz grandes novidades.
Segunda-feira, 11 de maio. Um novo dia. Uma nova semana começando. As expectativas do mundo são para o fim da guerra no Oriente Médio. Só que parece que um acordo de paz está cada vez mais distante. Os líderes têm resistido às propostas de negociação para o cessar-fogo de vez, e imposto condições difíceis de serem aceitas. A escalada da guerra segue com novos ataques em bombardeios. Por aqui, teremos mais uma semana de pautas importantes no Senado. Vamos conferir as primeiras manchetes desta segunda.
-Resposta do Irã aos EUA pede fim da guerra e garantias contra novo ataque; Trump reage
-Irã envia resposta à proposta de paz dos EUA
-Trump diz que proposta do Irã é "totalmente inaceitável"
-Passageiros começam a deixar navio onde houve surto de hantavírus
Hantavírus: já foram evacuadas do cruzeiro Hondius 94 pessoas de 19 países
-Medo da violência altera a rotina de 57% dos brasileiros e afeta mais mulheres e população de baixa renda, diz pesquisa
-Ciro Nogueira comprou triplex de R$ 22 milhões em SP 1 mês antes de “emenda Master”, diz Metrópolis

E no futebol? A Copa do Mundo está cada vez mais próxima. Esta semana sai a lista final de Carlo Ancelotti. Expectativa. Por enquanto o foco é o Brasileirão. Teve rodada completa. O Flamengo venceu mais uma e “colou” no líder Palmeiras, que tropeçou contra o Remo. Teve time campeão na Espanha diante do maior rival.

-Corinthians derrota São Paulo e vence mais um Majestoso em casa
-Neymar decide e Santos vence RB Bragantino a dias de convocação para a Copa
- Flamengo vence o Grêmio e manda time gaúcho para o Z4 do Brasileirão
-Vitória do Vasco retrata eficiência de Renato para pontuar mesmo em atuações sem brilho
-Vasco resolve no 1º tempo, vence Athletico em casa e dá salto na tabela
-Remo e Palmeiras ficam no empate em jogo marcado por grande atraso
-CBF divulga áudios do VAR de gol anulado do Palmeiras e expulsão do Remo
-Após 15 rodadas, apenas três pontos separam o sétimo colocado do Z4 do Brasileirão

Com direito a 'olé', Barcelona vence fácil o Real Madrid e é campeão de LALIGA pela 29ª vez na história
Por enquanto é isso. A segunda-feira está apenas começando. Que seja um 11 de maio de boas notícias. Aproveitem bem o dia. Continuem acompanhando O Poder. Bom dia a todos.

Severino Lopes
Não para de repercutir decisão de Moraes, do STF, que suspendeu a Lei da Dosimetria
09/05/2026
Desde que foi divulgada a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, promulgada ontem (sexta-feira, 08/05) pelo Congresso Nacional, não param de ser feitas declarações e publicações em redes sociais sobre o tema.
A decisão foi proferida no início da tarde deste sábado (09/05). Tanto bolsonaristas e integrantes de partidos da oposição como petistas e políticos de legendas da base de apoio ao Governo no Legislativo seguem fazendo comentários com críticas e elogios sobre a questão.
Ações ajuizadas
A lei reduz em muito a pena dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares das mais altas patentes das Forças Armadas. Acontece que foram ajuizadas ontem duas ações pedindo para o STF avaliar a constitucionalidade da legislação. E o relator sorteado para o caso foi Ale...
Da Redação
Desde que foi divulgada a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, promulgada ontem (sexta-feira, 08/05) pelo Congresso Nacional, não param de ser feitas declarações e publicações em redes sociais sobre o tema.
A decisão foi proferida no início da tarde deste sábado (09/05). Tanto bolsonaristas e integrantes de partidos da oposição como petistas e políticos de legendas da base de apoio ao Governo no Legislativo seguem fazendo comentários com críticas e elogios sobre a questão.
Ações ajuizadas
A lei reduz em muito a pena dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares das mais altas patentes das Forças Armadas. Acontece que foram ajuizadas ontem duas ações pedindo para o STF avaliar a constitucionalidade da legislação. E o relator sorteado para o caso foi Alexandre de Moraes.
O ministro, então, decidiu suspender a lei até que as ações de inconstitucionalidade sejam totalmente julgadas pela Corte. Depois de declaração irritada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, dizendo que “o Congresso vai reagir” em relação à decisão proferida, nas últimas horas até mesmo advogados resolveram se pronunciar.
“Não é correto”, reclama advogado
"O Congresso Nacional aprovou uma lei. A lei foi promulgada. A lei foi publicada. A lei está em vigor. E mesmo assim, ela deixa de ser aplicada por uma decisão individual baseada em uma suspensão burocrática até julgamento futuro de ações no Supremo. Isso não é corretro", afirmou em nota o advogado Helio Junior, que atua na defesa de Débora Rodrigues — manifestante que ficou conhecida como “Débora do batom” — e de outros réus.
Outro oposicionista que criticou a decisão de Moraes foi o senador e ex-juiz Sérgio Moro (PL-PR). “Os presos do 8 de Janeiro têm pressa e sede de Justiça. Toda lei tem presunção de inconstitucionalidade. Não é razoável suspender a lei 15.402, que reduziu as penas exacerbadas dos condenados do 8/1, só porque partidos e associações satélites do PT ingressaram com ações de inconstitucionalidade no STF", afirmou.
O blogueiro e ex-apresentador Paulo Figueiredo (neto do ex-presidente da República João Baptista Figueiredo), ressaltou que o ministro “acaba de escarrar na cara do povo e do Congresso mais uma vez”. E questionou, durante postagem na rede X (antigo Twitter): “Moraes suspendeu a lei da dosimetria aprovada e reiterada através da derrubada do veto por centenas de deputados e senadores eleitos pelo povo. Até quando o Congresso vai aceitar esse tipo de coisa?”
Segurança jurídica preservada, diz base do Governo
Por outro lado, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC) enfatizou que “a decisão preserva a segurança jurídica e impede que uma mudança legislativa feita sob medida produza efeitos imediatos para reduzir as penas de quem atentou contra a democracia”. “O Congresso pode legislar, mas não pode usar a lei como escudo para quem tentou dar um golpe de Estado”, escreveu, durante postagem nas redes sociais.
Uczai também afirmou que “o ministro Alexandre de Moraes cumpriu o papel de freio e contrapeso constitucional por meio do controle de constitucionalidade no sentido de fortalecer o caminho de proteção do Estado democrático de Direito”.
Lindbergh Farias(PT- RJ), ex-líder do partido na Casa, se referiu à decisão do magistrado como “uma vitória da Constituição”. “Essa lei nasceu com destinatário certo para reduzir penas de quem atacou a democracia, invadiu as instituições e tentou rasgar o resultado das urnas. O acordão entre extrema direita e centrão queria garantir impunidade via atalho legislativo”, disse o parlamentar.
A federação política formada pelos partidos Psol e Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) foram as duas entidades que acionaram o STF para barrar a lei.
— Com Agências de Notícias
Entrevista — Marcelo Tognozzi*: “Lei das Terras Raras pode vir a resgatar protagonismo brasileiro num setor em que já fomos pioneiros”
09/05/2026
“O Brasil tem apenas 30% das suas reservadas mapeadas e, mesmo assim, já é o segundo maior detentor das reservas mundiais. O potencial é gigante. As oportunidades maiores ainda”, afirma ele, na entrevista que segue abaixo:
O Poder: O senhor estudou o início da descoberta de terras raras no Brasil. O que aconteceu naquele período?
Marcelo Tognozzi - No final do século 19, o mundo era iluminado por lampiões a gás e velas. Nas praias da Bahia e do Espírito Santo, havia um min...
O jornalista e analista político Marcelo S. Tognozzi alerta que o Brasil foi pioneiro na descoberta de terras raras, mas o que parecia, no final do século 19, o início de uma liderança em inovação e tecnologia não prosperou. Agora, segundo ele, o PL referente à chamada “Lei das Terras Raras”, aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado, significa “um novo passo para o resgate do protagonismo brasileiro num setor em que fomos pioneiros há exatos 140 anos”.
“O Brasil tem apenas 30% das suas reservadas mapeadas e, mesmo assim, já é o segundo maior detentor das reservas mundiais. O potencial é gigante. As oportunidades maiores ainda”, afirma ele, na entrevista que segue abaixo:
O Poder: O senhor estudou o início da descoberta de terras raras no Brasil. O que aconteceu naquele período?
Marcelo Tognozzi - No final do século 19, o mundo era iluminado por lampiões a gás e velas. Nas praias da Bahia e do Espírito Santo, havia um mineral escuro e pesado que fez do Brasil protagonista de uma revolução tecnológica. As areias monazíticas brasileiras começaram a ser exploradas em escala comercial. O planeta nunca vira algo semelhante. O impulso veio da nascente indústria de iluminação urbana da Europa. Mas o que parecia o início da inovação e liderança tecnológica revelou-se, mais de 100 anos depois, um fiasco. O país com 25% das reservas mundiais de terras raras praticamente não produz nada refinado até hoje. Simplesmente perdeu o bonde da prosperidade.
A partir de quando tudo começou?
MT — Naquele Brasil ainda escravocrata da década de 1880, o geólogo norte-americano Orville Derby, então chefe da Comissão Geológica do Império, identificou concentrações significativas de monazita nas areias do litoral sul da Bahia, especialmente em Prado e Cumuruxatiba. Pouco depois, depósitos semelhantes foram encontrados em Guarapari, no Espírito Santo. A monazita continha um tesouro: tório e pequenas quantidades de urânio.
Por volta de 1885, o químico austríaco Carl Auer von Welsbach acabara de patentear sua invenção, nada mais nada menos que a famosa camisa ou manta incandescente para lampiões a gás. Feita de 99% de óxido de tório e 1% de óxido de cério, essa camisa aquecida pela chama produzia uma luz branca e intensa, muito superior à chama nua. Cidades europeias e norte-americanas demandavam toneladas de monazita.
Isso deve ter levado a uma corrida dos países para importar esses produtos, não?
MT — De fato. Por volta de 1886 e 1887, as exportações brasileiras deslancharam. O empresário Antero de Brito organizou a extração manual das areias pesadas, e o produto seguia para a Europa com o Brasil bombando. Entre 1888 e 1910, o país dominou o mercado global e as praias de Guarapari eram chamadas de “praias do ouro preto”. Mas a liderança durou quase nada. A partir da década de 1910, a Índia entrou no mercado com as areias monazíticas de Travancore, de teor igual ou superior.
A eletrificação das cidades reduziu a demanda por lampiões. O interesse industrial migrou lentamente para os minerais raros usados em ligas metálicas, catalisadores e, décadas depois, em eletrônicos e ímãs permanentes. Era o momento de investir em química de separação.
E o Brasil fez esse investimento?
MT — O Brasil não o fez. Como dizia Millor Fernandes, oportunidade é careca e temos de agarrá-la pelos cabelos. Índia, Estados Unidos e, mais tarde, China construíam plantas de refino. Aqui, o governo Vargas chegou a criar, nos anos 1940, estruturas de controle dos minerais estratégicos, mas o foco nunca foi a cadeia industrial de terras raras. Na década de 1960, o país perdera completamente o protagonismo sem imaginar quantos bilhões e bilhões de dólares dormiam debaixo do nosso chão. Por isso foi tão importante a recente aprovação do PL 2780/24, a chamada Lei das Terras Raras.
O senhor acha que são grandes os potenciais do país, mesmo nos dias atuais?
MT — O Senado ainda tem de referendar, mas já significa um passo para o resgate do protagonismo brasileiro num setor em que fomos pioneiros há exatos 140 anos. O Brasil tem apenas 30% das suas reservadas mapeadas e, mesmo assim, já é o segundo maior detentor das reservas mundiais. O potencial é gigante. As oportunidades maiores ainda.
Suas informações são baseadas em quais fontes?
MT — O diretor do Instituto Nacional de Terras Raras (INTR), Davi Moreira, que trabalhou como superintendente nas Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), conhece profundamente o potencial do Brasil, rico em monazita, itirio, cério, lantânio, neodímio e braseldímio, minerais estratégicos da sofisticada indústria de componentes para espaçonaves, carros elétricos, celulares, datacenters, baterias de todos os tipos, equipamentos de medicina nuclear e tanta coisa que está no nosso dia a dia e não nos damos conta.
Além disso, hoje, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil possui a 2ª maior reserva mundial de terras raras com 22 milhões de toneladas, atrás apenas da China, dona de 44 milhões. Mas nossa produção refinada é irrisória: menos de 1% do total global. Para variar, continuamos a exportar matéria-prima e comprar produto acabado.
O que é possível fazer para mudar esse cenário?
MT — Davi Moreira é um dos cérebros que trabalha para libertar o Brasil deste ciclo viciado de atraso. Estamos sentados em cima de uma montanha de minério valiosíssima, algo essencial para o mundo da tecnologia. O futuro é agora e não podemos e nem devemos abrir mão de usufruirmos desta riqueza como país, povo e civilização.
Mineiro, ele fala suave sem abrir mão da firmeza. Conhece o assunto a fundo, quer colher solução, jamais plantar problema. Explica que o INTR, fundado em 2024, trabalha para desenvolver a indústria nacional de extração e refino de terras raras, criando visão estratégica com transparência e tecnologia. Gente como Davi Moreira é o motor capaz de fazer o setor andar.
O que ele aponta que deve ser o início das atividades?
MT - Há muito trabalho pela frente. Temos de desburocratizar e ajustar para que os empregos e o dinheiro fluam. Extrair terras raras como neodímio, praseodímio e disprósio exige centenas de estágios com uso de solventes, domínio aperfeiçoado pela China ao longo de 40 anos de política industrial com subsídios, formação de mão de obra especializada e integração universidade-empresa. O Brasil precisa seguir a mesma rota. Não há que inventar nada.
Pequim, por exemplo, controla 85% do refino global e quase 90% da produção de ímãs de neodímio-ferro-boro, essenciais para veículos elétricos, turbinas eólicas, drones e sistemas de defesa. Estados Unidos, Europa e Japão correm atrás com bilhões em investimentos públicos.
E aqui? Temos alguns exemplos a serem observados?
MT — A Mineração Serra Verde, em Goiás, iniciou operações-piloto em 2024 e é hoje o projeto mais avançado do país. A CBMM, em Araxá (MG), já produziu terras raras como subproduto do nióbio, mas interrompeu a operação por falta de escala econômica. São apenas soluços, num Brasil necessitado de ação e pragmatismo. A história do pioneirismo perdido é lição dura, porque não basta ter riqueza. É preciso transformar em valor refinando, industrializando e inovando.
Quais são, então, as expectativas de especialistas do mercado em relação ao tema?
MT — Em 20 anos, a demanda por ímãs de alto desempenho triplicará e o preço por não agir no tempo e hora certos será alto demais. O ouro preto das praias de Guarapari ainda está lá, como há 140 anos. É o momento de virarmos o jogo e nos livrarmos para sempre da máxima de Roberto Campos, segundo a qual o Brasil nunca perde a oportunidade de perder uma oportunidade.
*Marcelo S. Tognozzi é uma referência na imprensa brasileira contemporânea. Jornalista, consultor e profissional de Relações Inter-Governamentais - RIG. Entrevista feita a partir de texto dele publicado no Portal Poder 360

As aventuras de Cacimba 40 — O leilão da alma no Lajedo
09/05/2026
Cacimba estava sentado no topo de um lajedo secular, observando o sol se despedir em uma explosão de ocre e roxo que parecia incendiar as pedras. Em suas mãos calejadas pelo tempo, o dilema pesava mais que o próprio granito. De um lado, a escritura amarelada de suas terras, um documento que guardava o suor de quatro gerações. Do outro, o broche de prata, única lembrança de um amor que o tempo não conseguiu apagar, mas que a saudade insistia em polir.
O silêncio do lajedo foi quebrado pelo ranger de pneus de luxo sobre o cascalho. De um sedã preto que parecia um besouro lustroso, saltou Dr. Nicanor, um advogado de sorriso excessivamente branco e terno de linho que não amassava, apesar do calor de rachar. Ele trazia nos olhos a frieza de quem negociava a alma alheia em balcão de cartório. "Cacimba, meu caro, trago a redenção em papel timbrado!", exclamou ele, abrindo uma maleta de couro que cheirava a dinheiro novo e má intenção. A...
Por Zé da Flauta*
Cacimba estava sentado no topo de um lajedo secular, observando o sol se despedir em uma explosão de ocre e roxo que parecia incendiar as pedras. Em suas mãos calejadas pelo tempo, o dilema pesava mais que o próprio granito. De um lado, a escritura amarelada de suas terras, um documento que guardava o suor de quatro gerações. Do outro, o broche de prata, única lembrança de um amor que o tempo não conseguiu apagar, mas que a saudade insistia em polir.
O silêncio do lajedo foi quebrado pelo ranger de pneus de luxo sobre o cascalho. De um sedã preto que parecia um besouro lustroso, saltou Dr. Nicanor, um advogado de sorriso excessivamente branco e terno de linho que não amassava, apesar do calor de rachar. Ele trazia nos olhos a frieza de quem negociava a alma alheia em balcão de cartório. "Cacimba, meu caro, trago a redenção em papel timbrado!", exclamou ele, abrindo uma maleta de couro que cheirava a dinheiro novo e má intenção. A proposta era indecente: uma fortuna imediata, mas com uma cláusula em letras miúdas que transformava Cacimba em um eterno inquilino da própria herança.
Dr. Nicanor abriu a maleta, revelando maços de notas que pareciam brilhar mais que o sol. "Cacimba, veja bem... a empresa não quer apenas as torres. Queremos o subsolo, o espaço aéreo e o silêncio. Assine aqui e você terá uma conta na Suíça que nem o Padre Teodoro sonha em confessar. Mas tem que ser agora, antes que a lua suba e a oferta evapore."
O Padre deu um passo à frente, balançando um terço de contas de osso. "E digo mais, meu filho. Se você assinar, a paróquia recebe a doação e eu garanto que o nome da sua família será esculpido no mármore da nova nave. Imagine o prestígio! É uma proposta de Deus, facilitada pelo Dr. Nicanor."
Cacimba deu uma tragada lenta no seu cigarro de palha, soltando a fumaça bem na direção do terno imaculado do advogado. Ele olhou para Simão, que no seu ombro direito já estava com uma calculadora imaginária fritando os miolos. Depois olhou para Sebastião, que soluçava de raiva e apontava para as sepulturas lá embaixo no vale.
— "Dr. Nicanor," — começou Cacimba, com a voz mansa de quem não tem pressa — "O senhor diz que quer o subsolo. Mas o senhor sabe o que tem lá embaixo? Além de osso de tataravô e raiz de jurema, tem uma veia de água que corre pro sertão todo. Se a sua torre furar o olho da terra, o senhor me paga em ouro ou em sangue? Porque papel eu não bebo."

O advogado gaguejou, perdendo o sorriso branco. "Ora, a tecnologia é segura..."
— "E o senhor, Padre," — Cacimba interrompeu, virando-se para o clérigo — "O senhor quer mármore na igreja, mas o povo aqui quer é milho no bucho. Se eu assinar esse papel que o doutor aqui escreveu com tinta de veneno, o senhor vai absolver a minha culpa ou vai dividir o lucro da corretagem com ele no confessionário?"
Sebastião deu uma cambalhota de alegria no ombro esquerdo, batendo o pandeiro na orelha do Padre. Simão, percebendo a manobra, parou de contar moedas e começou a ler as entrelinhas do contrato que Nicanor tentava esconder com a mão.
— "Escutem bem os dois," — Cacimba se levantou, parecendo maior que o próprio lajedo. — "O senhor quer comprar o que não tem preço, e o senhor quer vender o que não é seu. Querem me enrolar com 'progresso' e 'benção'? Pois façam o seguinte: tragam um contrato onde a terra continua sendo o corpo do meu povo, e as torres sejam apenas as joias que ela usa. E se o Padre quer reforma, que comece reformando o caráter, porque pra tirar Cacimba do seu chão, vão precisar de mais do que papel timbrado e promessa de céu."
Ele guardou o broche de prata no bolso e deu as costas. Nicanor e Teodoro ficaram ali, dois urubus sem carniça, enquanto Simão e Sebastião, pela primeira vez no dia, começaram a assobiar a mesma melodia de vitória.
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

Políticos repercutem decisão de Moraes: Flávio Bolsonaro a chama de “jogo combinado”, Lindbergh Farias comemora e diz que STF deu “resposta institucional”
09/05/2026
O senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (condenado a 27 anos de prisão em dezembro passado) e pré-candidato à Presidência da República, afirmou que foi pego de surpresa.
"Estou sabendo [disso] agora, não sei qual foi o fundamento, não sei, mas parece, mais uma vez, um jogo combinado, e a democracia fica abalada", disse, durante live no Instagram, enquanto participava de uma coletiva de imprensa no Sul do país.
Sessão travada no Congresso
Apesar da surpresa, ele afirmou que pretende continuar def...
A tarde deste sábado (09/05) está sendo de conflitos e trocas de acusações entre políticos, depois da confirmação de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), promulgada ontem pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), suspendeu a legislação até que sejam julgadas em definitivo as duas ações de inconstitucionalidade ajuizadas à corte contra o seu teor.
O senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (condenado a 27 anos de prisão em dezembro passado) e pré-candidato à Presidência da República, afirmou que foi pego de surpresa.
"Estou sabendo [disso] agora, não sei qual foi o fundamento, não sei, mas parece, mais uma vez, um jogo combinado, e a democracia fica abalada", disse, durante live no Instagram, enquanto participava de uma coletiva de imprensa no Sul do país.
Sessão travada no Congresso
Apesar da surpresa, ele afirmou que pretende continuar defendendo a pauta. "A nossa base fala sempre [desse assunto], cobrando [os poderes]. A próxima sessão do Congresso continua travada até que seja feita a leitura do requerimento da sentença”, ameaçou.
Nos momentos seguintes, Flávio aproveitou para criticar Moraes de forma direta. "Sempre ele, Alexandre de Moraes... Acho estranho [a decisão dele], porque foi o próprio Moraes que escreveu o texto, que foi aprovado no Congresso Nacional. Foi o próprio Moraes que interditou o debate no Legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, porque nós sempre quisemos anistia ampla, geral e irrestrita."
"Aí, estranhamente, o relator lá na Câmara, que tem muita proximidade com o Alexandre de Moraes, parece que recebeu ligações diretamente [de alguém] sobre o que poderia ou não poderia estar nesse texto da dosimetria. Lembrando que foi feito segundo o próprio relator, deputado Paulinho da Força (SD-SP) e autorizado pelo Alexandre de Moraes. E agora, muito estranhamente, dá essa canetada”, reclamou.
“Vitória da Constituição”, frisa Farias
Por sua vez, o ex-senador pelo Partido dos Trabalhadores e ex-líder do PT na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (RJ) foi taxativo ao comentar e comemorar a decisão do ministro. “Foi uma vitória da Constituição. Golpista não merece anistia", frisou, assim que soube da notícia.
Em publicação nas suas redes sociais, o parlamentar classificou a medida como uma resposta institucional contra tentativas de flexibilizar punições relacionadas a crimes contra a democracia. Lindbergh Farias também fez críticas à origem da proposta aprovada pelo Congresso Nacional, afirmando que haveria uma articulação política para beneficiar condenados.
Debate vai para plenário do Supremo
Ele declarou que "o acordão entre extrema-direita e Centrão queria garantir impunidade via atalho legislativo", ao comentar o conteúdo da Lei da Dosimetria, que altera regras de cálculo de penas em crimes contra o Estado Democrático de Direito. "Agora o debate vai ao plenário do Supremo. O Brasil precisa afirmar que crime contra a democracia exige resposta firme do Estado", completou o parlamentar.
A decisão de Alexandre de Moraes, proferida no início da tarde, determina a suspensão imediata da aplicação da Lei da Dosimetria até que o plenário do STF julgue as ações que questionam sua validade.
Suspensos todos os pedidos
Na prática, ficam suspensos os pedidos de revisão de pena baseados na nova legislação, inclusive os relacionados a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Com a suspensão, o tema será analisado pelo plenário do STF, que deverá definir se a Lei da Dosimetria é compatível com a Constituição. Até lá, seguem paralisados os efeitos da norma que poderiam resultar em redução de penas em casos ligados a crimes contra a democracia.
— Com Agências de Notícias