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A briga ficção x realidade toma conta das telas das TVs, reflexão por Zé da Flauta*

31/10/2024 - Jornal O Poder

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Nos últimos anos, a audiência das novelas na TV aberta tem sofrido uma queda expressiva. Antes, elas eram a principal forma de entretenimento das famílias brasileiras, mas hoje em dia, a política assumiu esse espaço. As tramas elaboradas da ficção não conseguem mais prender o público, que prefere acompanhar o desenrolar dos acontecimentos reais que movimentam Brasília e outras esferas de poder. A imprevisibilidade dos fatos políticos, as reviravoltas e escândalos tornaram-se um novo “capítulo diário” que fascina e indigna ao mesmo tempo.

O inesperado

O envolvimento com a política se intensificou e a realidade superou a ficção. Nos dias atuais, acompanhar votações, investigações e declarações polêmicas tornou-se uma atividade muito mais interessante do que seguir histórias repetitivas da TV. As redes sociais potencializaram esse interesse, transformando cidadãos comuns em comentaristas ativos e críticos. A emoção de ver desfechos inesperados, aliança...

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Nos últimos anos, a audiência das novelas na TV aberta tem sofrido uma queda expressiva. Antes, elas eram a principal forma de entretenimento das famílias brasileiras, mas hoje em dia, a política assumiu esse espaço. As tramas elaboradas da ficção não conseguem mais prender o público, que prefere acompanhar o desenrolar dos acontecimentos reais que movimentam Brasília e outras esferas de poder. A imprevisibilidade dos fatos políticos, as reviravoltas e escândalos tornaram-se um novo “capítulo diário” que fascina e indigna ao mesmo tempo.

O inesperado

O envolvimento com a política se intensificou e a realidade superou a ficção. Nos dias atuais, acompanhar votações, investigações e declarações polêmicas tornou-se uma atividade muito mais interessante do que seguir histórias repetitivas da TV. As redes sociais potencializaram esse interesse, transformando cidadãos comuns em comentaristas ativos e críticos. A emoção de ver desfechos inesperados, alianças improváveis e personagens reais mudando de postura não encontra rival sequer nos roteiros das produções mais elaboradas.

Imprevisível

Além disso, a política brasileira oferece um espetáculo contínuo, com protagonistas e antagonistas bem definidos, diálogos tensos e tramas que se cruzam em tempo real. Diferente das séries da Netflix, que têm temporadas planejadas e finais previsíveis, o cenário político é dinâmico e imprevisível. Cada nova denúncia ou deliberação legislativa pode alterar drasticamente o rumo dos acontecimentos, mantendo o público na expectativa do próximo “capítulo”.

Epílogo

Por fim, a política desperta algo que a ficção dificilmente alcança: o senso de pertencimento e responsabilidade. O impacto das decisões políticas afeta diretamente a vida de todos, e isso torna o acompanhamento mais do que um passatempo, mas uma necessidade. Assim, o que antes era entretenimento virou envolvimento cívico, e as novelas perderam seu lugar para a emocionante realidade política, onde cada ato pode moldar o futuro do país.
Até a próxima!

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

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Leia outras informações

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Hoje, João Campos e ministro Renan Filho alinham investimentos para o Recife, em Brasília

02/02/2026

Hoje, dia 02/02, em Brasília, o prefeito do Recife, João Campos, assegurou novos investimentos do Governo Federal para a capital pernambucana. Em reunião com o ministro dos Transportes, Renan Filho, foi garantido o aporte de R$ 100 milhões em obras de contenção de encostas na BR-101 e intervenções viárias no perímetro da rodovia. O perímetro urbano da BR-101 tem cerca de 30,7 Km na Região Metropolitana, dos quais 21 cortam o Recife. Uma das tratativas envolve a contenção de encostas que ficam às margens da rodovia. A ideia é que a licitação das intervenções seja feita pelo DNIT, com projetos fornecidos pela prefeitura.



Falou o Prefeito

“A semana começa com muito trabalho e parcerias entre a Prefeitura do Recife e o Governo do Brasil. Tivemos uma reunião muito boa com o ministro dos Transportes, Renan Filho, aqui em Brasília, para alinhar e acelerar importantes investimentos para a nossa cidade. Em breve, tem anúncio massa”, afirmou o...

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Hoje, dia 02/02, em Brasília, o prefeito do Recife, João Campos, assegurou novos investimentos do Governo Federal para a capital pernambucana. Em reunião com o ministro dos Transportes, Renan Filho, foi garantido o aporte de R$ 100 milhões em obras de contenção de encostas na BR-101 e intervenções viárias no perímetro da rodovia. O perímetro urbano da BR-101 tem cerca de 30,7 Km na Região Metropolitana, dos quais 21 cortam o Recife. Uma das tratativas envolve a contenção de encostas que ficam às margens da rodovia. A ideia é que a licitação das intervenções seja feita pelo DNIT, com projetos fornecidos pela prefeitura.



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Falou o Prefeito

“A semana começa com muito trabalho e parcerias entre a Prefeitura do Recife e o Governo do Brasil. Tivemos uma reunião muito boa com o ministro dos Transportes, Renan Filho, aqui em Brasília, para alinhar e acelerar importantes investimentos para a nossa cidade. Em breve, tem anúncio massa”, afirmou o prefeito.

Ações Viárias

Já as ações viárias envolvem melhorias em diversos pontos do traçado da rodovia, entre eles, a criação do contorno do Padre Cícero. Em decorrência do fechamento do retorno que havia no local, ocorrido em 2020, 23 linhas de ônibus tiveram o itinerário prolongado em cerca de cinco quilômetros, afetando o deslocamento de 300 mil moradores do Ibura e região.




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Lula anuncia apoio à Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU

02/02/2026

O governo brasileiro vai apoiar a candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para secretária-geral da Organização das Nações Unidas, ONU. Em publicação nas redes sociais, hoje, 02/02, o presidente Lula afirmou que, em oito décadas de história, é hora de a organização “finalmente” ser comandada por uma mulher.

Lula: vida de Bachelet é marcada pelo pioneirismo

De acordo com Lula, a trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo. Na publicação, ele destacou seu currículo, como a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. Lembrou ainda que ela exerceu funções de alto nível no sistema multilateral.

Mais considerações de Lula à Bachelet

“No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade....

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O governo brasileiro vai apoiar a candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para secretária-geral da Organização das Nações Unidas, ONU. Em publicação nas redes sociais, hoje, 02/02, o presidente Lula afirmou que, em oito décadas de história, é hora de a organização “finalmente” ser comandada por uma mulher.

Lula: vida de Bachelet é marcada pelo pioneirismo

De acordo com Lula, a trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo. Na publicação, ele destacou seu currículo, como a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. Lembrou ainda que ela exerceu funções de alto nível no sistema multilateral.

Mais considerações de Lula à Bachelet

“No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido”, escreveu Lula. “Sua experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”, completou o presidente brasileiro.



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Atualmente António Guterres

Atualmente, o português António Guterres comanda o secretariado das Nações Unidas. Ele foi reeleito em 2021 para um segundo mandato de 5 anos (2022-2026), após iniciar sua gestão em janeiro de 2017. O novo secretário-geral assume o cargo em 1º de janeiro de 2027.




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E também no Congresso Nacional: inicia a cerimônia de abertura do ano legislativo

02/02/2026

O Congresso Nacional iniciou na tarde de hoje, segunda-feira, 02/02, a cerimônia de abertura do ano legislativo para a retomada das atividades parlamentares. A solenidade começa com o rito do lado externo da sede do Legislativo federal e, depois, conta com sessão no plenário da Câmara, conduzida pelo presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre.

Dinâmica da Cerimônia

A cerimônia teve início com a chegada, em carros oficiais, de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta, área próxima à rampa do Palácio do Congresso. Com a expectativa de menos atividades no segundo semestre por conta das eleições, este será o 4o e último ano da legislatura iniciada em 2023. O rito na área externa rememora a inauguração da República e inclui: a passagem da tropa em revista, a execução do Hino Nacional e uma salva de 21 tiros de canhão. O roteiro também estabelece a presença – na rampa do Congresso – do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, os Dragões da...

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O Congresso Nacional iniciou na tarde de hoje, segunda-feira, 02/02, a cerimônia de abertura do ano legislativo para a retomada das atividades parlamentares. A solenidade começa com o rito do lado externo da sede do Legislativo federal e, depois, conta com sessão no plenário da Câmara, conduzida pelo presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre.

Dinâmica da Cerimônia

A cerimônia teve início com a chegada, em carros oficiais, de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta, área próxima à rampa do Palácio do Congresso. Com a expectativa de menos atividades no segundo semestre por conta das eleições, este será o 4o e último ano da legislatura iniciada em 2023. O rito na área externa rememora a inauguração da República e inclui: a passagem da tropa em revista, a execução do Hino Nacional e uma salva de 21 tiros de canhão. O roteiro também estabelece a presença – na rampa do Congresso – do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, os Dragões da Independência, unidade militar criada por Dom João VI, em maio de 1808.



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Hino e Hasteamento da bandeira nacional

Pela tradição, há a execução do hino nacional pela banda do Batalhão da Guarda Presidencial e o hasteamento da bandeira nacional. O 32º Grupo de Artilharia de Campanha, também chamado de Bateria Caiena, executa a Salva de Gala com 21 tiros de canhão. Antes de subir a rampa, Alcolumbre faz a revista simbólica das tropas, em alusão à preparação militar para combates. Juntos, os presidentes do Senado e da Câmara deverão subir a rampa do Palácio do Congresso acompanhados dos secretários-gerais e diretores-gerais das Casas legislativas.

Salão Negro, com a leitura das prioridades do governo no Congresso

Na chegada ao Salão Negro, os presidentes cumprimentam as autoridades presentes, que incluem os representantes do Executivo e do Judiciário, além de líderes partidários. O presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, estão previstos na solenidade. A sessão no plenário contará com a leitura da mensagem do Poder Executivo com as prioridades do governo no Congresso. As pautas prioritárias já anunciadas por integrantes da base aliada envolvem o tema da segurança pública, o debate do fim da escala de trabalho 6x1, e acordo entre Mercosul e União Europeia. Em seguida, o representante do STF lerá a mensagem do Judiciário. Nas últimas semanas, o ministro Edson Fachin tem buscado defender a imagem do Supremo em meio ao desgaste provocado pela repercussão do caso do Banco Master. No rito no Congresso, os dois presidentes serão os últimos a discursar na sessão solene no plenário. O último a fazer uso da palavra será Alcolumbre, como presidente do Congresso, que discursa e, em seguida, encerra a sessão.



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Ainda hoje tem votação no Plenário

Ainda nesta segunda-feira, os deputados já devem retomar votações com sessão deliberativa a partir das 18h00 para votação de medidas provisórias perto de perder validade. É o caso da MP sobre o programa Gás do Povo e da proposta sobre crédito extraordinário para o setor rural.


Antes da cerimônia do Legislativo, também nesta segunda, 02/02, o Judiciário fez a sua própria solenidade de retomada dos trabalhos com a presença de Motta e Alcolumbre.




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STF abre ano judiciário hoje, com nove ministros, presidente Lula e mais autoridades

02/02/2026

Durante a cerimônia de abertura o ano Judiciário de 2026, o presidente do STF, Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin afirmou, hoje, segunda-feira, 02/02, que as instituições "sabem aos desafios enfrentados para se manterem íntegras e com legitimidade, oferecendo justiça com segurança jurídica". Fachin destacou ainda que "momentos de adversidade exigem mais do que discursos: pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição da República, e conferem respeito à liberdade de expressão e de imprensa que não são concessões, uma vez que estruturam o debate público e oxigenam a democracia".



A sessão solene terá a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre e Hugo Motta.



9 Ministros

Quase todos os ministros estarão presentes na solenidade, com exceção do ministro Luiz Fux, q...

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Durante a cerimônia de abertura o ano Judiciário de 2026, o presidente do STF, Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin afirmou, hoje, segunda-feira, 02/02, que as instituições "sabem aos desafios enfrentados para se manterem íntegras e com legitimidade, oferecendo justiça com segurança jurídica". Fachin destacou ainda que "momentos de adversidade exigem mais do que discursos: pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição da República, e conferem respeito à liberdade de expressão e de imprensa que não são concessões, uma vez que estruturam o debate público e oxigenam a democracia".



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A sessão solene terá a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre e Hugo Motta.



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9 Ministros

Quase todos os ministros estarão presentes na solenidade, com exceção do ministro Luiz Fux, que vai participar de forma remota para manter tratamento de saúde em casa. Fux foi diagnosticado com pneumonia dupla, causada pelo vírus influenza. O ministro tem quadro de saúde estável. A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação do STF.




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Novas regras do Pix entram em vigor e aceleram devolução de valores em casos de fraude

02/02/2026

Passou a valer, hoje, segunda-feira, 02/02, uma atualização nas regras de segurança do Pix, criada pelo Banco Central com foco no combate a golpes e fraudes. A mudança busca tornar mais rápido o bloqueio de valores transferidos de forma irregular e aumentar as chances de recuperação do dinheiro pelas vítimas. Com a nova diretriz, o prazo para devolução dos recursos tende a ser reduzido. A expectativa é que, após a contestação, o valor poderá retornar à conta do cliente em cerca de 11 dias, um avanço em relação ao tempo praticado anteriormente.

Mecanismo Especial de Devolução

O Mecanismo Especial de Devolução, MED, continua sendo a principal ferramenta do processo, mas passa a operar de forma mais rígida. A partir de agora, contas que recebam denúncias de fraude poderão ser bloqueadas automaticamente, antes mesmo da conclusão da análise, o que impede a movimentação imediata dos recursos suspeitos.



Visa reduzir de for...

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Passou a valer, hoje, segunda-feira, 02/02, uma atualização nas regras de segurança do Pix, criada pelo Banco Central com foco no combate a golpes e fraudes. A mudança busca tornar mais rápido o bloqueio de valores transferidos de forma irregular e aumentar as chances de recuperação do dinheiro pelas vítimas. Com a nova diretriz, o prazo para devolução dos recursos tende a ser reduzido. A expectativa é que, após a contestação, o valor poderá retornar à conta do cliente em cerca de 11 dias, um avanço em relação ao tempo praticado anteriormente.

Mecanismo Especial de Devolução

O Mecanismo Especial de Devolução, MED, continua sendo a principal ferramenta do processo, mas passa a operar de forma mais rígida. A partir de agora, contas que recebam denúncias de fraude poderão ser bloqueadas automaticamente, antes mesmo da conclusão da análise, o que impede a movimentação imediata dos recursos suspeitos.



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Visa reduzir de forma significativa o sucesso de fraudes com pix

De acordo com o Banco Central, o objetivo é evitar que o dinheiro seja rapidamente transferido para outras contas, prática comum em golpes e que dificultava o rastreamento. Com a integração de novos sistemas, o acompanhamento das transações passa a ser mais ágil e praticamente em tempo real. A atualização também reforça a troca de informações entre bancos e autoridades, além de exigir critérios mais rigorosos das instituições financeiras na identificação de operações suspeitas. A expectativa é que as mudanças reduzam de forma significativa o sucesso de fraudes envolvendo o Pix.




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Chanceleres de Brasil e EUA conversam por telefone sobre comércio e segurança

02/02/2026

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone, com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo nota do Itamaraty, os dois falaram sobre comércio exterior e a cooperação na área de segurança. O Itamaraty informou ainda que os dois chanceleres trataram de detalhes sobre a visita a Washington, em março, do presidente Lula, anunciada na semana passada. A data ainda não foi divulgada.

'Conselho da Paz'

O contato direto entre chanceleres ocorre também na esteira do desconforto causado pelo chamado 'Conselho da Paz', colegiado idealizado, criado e presidido pelo presidente estadunidense para gerir o futuro da Faixa de Gaza e outros territórios. Ao mesmo tempo em que busca uma aproximação com Trump, sobretudo no que diz respeito ao comércio bilateral e mundial, Lula tem sustentado a posição histórica do Brasil de defender a ONU como principal órgão de política multilateral.Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um a...

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone, com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo nota do Itamaraty, os dois falaram sobre comércio exterior e a cooperação na área de segurança. O Itamaraty informou ainda que os dois chanceleres trataram de detalhes sobre a visita a Washington, em março, do presidente Lula, anunciada na semana passada. A data ainda não foi divulgada.

'Conselho da Paz'

O contato direto entre chanceleres ocorre também na esteira do desconforto causado pelo chamado 'Conselho da Paz', colegiado idealizado, criado e presidido pelo presidente estadunidense para gerir o futuro da Faixa de Gaza e outros territórios. Ao mesmo tempo em que busca uma aproximação com Trump, sobretudo no que diz respeito ao comércio bilateral e mundial, Lula tem sustentado a posição histórica do Brasil de defender a ONU como principal órgão de política multilateral.Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um assento no conselho, mas ainda não respondeu ao convite. Na semana passada, em evento em Salvador, ele chegou a criticar a proposta de criação do 'Conselho da Paz'.

Venezuela

A ligação entre chanceleres ocorre também pouco depois de Lula e Trump terem conversado por telefone, dia 26/01. Segundo o Palácio do Planalto, o presidente defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, pauta histórica do Brasil. Outro assunto debatido pelos mandatários foi a Venezuela. De acordo com o divulgado pelo Planalto, Lula expressou a Trump a necessidade de se manter a paz na região. Os dois também desejam avançar na cooperação no combate ao crime organizado transnacional. O Brasil tem colocado na mesa a necessidade de avançar no congelamento de ativos das organizações criminosas e no intercâmbio maior de informações financeiras entre os países. A segurança na região é um tema caro a Trump, sobretudo o combate ao narcotráfico. Desde que entrou no poder, o presidente norte-americano aumentou significativamente a presença militar na região, o que culminou com o sequestro, em 03/01, do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos EUA.

Tarifaço

Apesar de outros temas terem ganhado maior notoriedade nas últimas semanas, o principal pano de fundo do encontro entre Lula e Trump continua a ser a taxação de produtos brasileiros imposta pela Casa Branca. Em agosto do ano passado, por ordem de Trump, o governo dos EUA impôs uma taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros, com exceção de cerca de 700 itens. Após encontros entre Lula e Trump em eventos internacionais, o tarifaço sobre mais 238 produtos brasileiros foi derrubado, mas outros seguem com taxação extra em relação ao que pagavam antes. Desde então, continuam sendo taxados produtos como máquinas, móveis e calçados.



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Gastos com o Sistema Político Brasileiro, por José Severino do Carmo*

02/02/2026

O que hoje vou dizer aqui, os dados apresentados, você, qualquer um, poderá contestar, sem constrangimento.
E, sinceramente, eu adoraria que houvesse contestação de cada um dos números a que me referirei. Digo isso, do fundo do coração.

Será que é verdade ou estarei exagerando?

Deixo pra você, e para todos os nossos queridos leitores, a palavra final, depois de terminarmos, juntos, esta leitura. Repetindo: adoraria que não fosse verdade.

Quantidade de cargos na política

A república brasileira conta com 01 presidente, 01 vice-presidente, 81 senadores, 513 deputados federais, 27 governadores, 27 vice-governadores, 1.059 deputados estaduais, 5.558 prefeitos, igual número de vice-prefeitos e 58.818 vereadores.

Número de assessores

Dos 81 senadores, cada um tem o direito de contratar até 50 assessores o que, no total, perfazem 4.050 servidores.

E os deputad...

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O que hoje vou dizer aqui, os dados apresentados, você, qualquer um, poderá contestar, sem constrangimento.
E, sinceramente, eu adoraria que houvesse contestação de cada um dos números a que me referirei. Digo isso, do fundo do coração.

Será que é verdade ou estarei exagerando?

Deixo pra você, e para todos os nossos queridos leitores, a palavra final, depois de terminarmos, juntos, esta leitura. Repetindo: adoraria que não fosse verdade.

Quantidade de cargos na política

A república brasileira conta com 01 presidente, 01 vice-presidente, 81 senadores, 513 deputados federais, 27 governadores, 27 vice-governadores, 1.059 deputados estaduais, 5.558 prefeitos, igual número de vice-prefeitos e 58.818 vereadores.

Número de assessores

Dos 81 senadores, cada um tem o direito de contratar até 50 assessores o que, no total, perfazem 4.050 servidores.

E os deputados federais?

A esses a lei faculta a prerrogativa de contratar, cada um, 25, ao todo 12.825 assessores parlamentares.

Quanto aos estaduais

é permitido a cada um dos 1.059 parlamentares colocar, no seu gabinete, 25 “aspones”, somando mais de 26.000.

Já espantado você perguntaria: E nossos dedicados vereadores?

A esses 58.818, existentes no País, cabe 11 para cada um o que totaliza, simplesmente, mais de 600 mil.

E os custos dessa farra?

Essa farra custa ao erário, ou melhor a nós, a mim e a você, 10.8 bilhões por mês ou 130 bi por ano.
Pouca coisa, não?

Agora eu lhe pergunto: Qual o país do mundo terá condições de resolver seus problemas sociais, de saúde, educação, segurança, os outros, desperdiçando tanto dinheiro?

Mas você não viu tudo ainda.

Temos também um tal de Fundo Partidário.

E o que diabo é isso?

O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos é uma verba distribuída mensalmente para manutenção dos partidos políticos. Esses recursos podem ser usados para: manutenção da sede, salários de funcionários, viagens dos dirigentes partidários, contratação de advogados e contadores, propaganda, pesquisas e diversas outras despesas.

E qual o valor dessas despesas?

Em 2025, o Congresso aprovou o valor de R$1.1 bilhão de reais e, para este ano de 2026, esse montante chegará a R$1,14 bilhões.

Só isso?

Não.

No Brasil, temos atualmente 33 partidos políticos registrados junto à Justiça Eleitoral. E, além do Fundo Partidário a que nos referimos, esses partidos possuem outra fonte de recursos públicos que podem ser usados para financiar as campanhas eleitorais de seus candidatos, de 2 em 2 anos: o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido como Fundo Eleitoral, criado pela Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995.

Mudando um pouco

Eu lhe pergunto: Por que países altamente desenvolvidos como: Alemanha, (possui apenas 8 partidos políticos), França, 12, Reino Unido, 11 e, os Estados Unidos, apenas duas legendas – o Democrata e o Republicano?

Outra pergunta:

Essa eu já fiz antes, mas a resposta não me convenceu. Qual a razão de o mandato, de vereador a presidente da república, ser de 4 anos e o de senador ser de 8?

E por que precisamos de 513 deputados federais?

Vou encerrar por que se não você vai se desesperar ao relembrar que o Governo e o Sistema Partidário brasileiros são os mais gastadores e corruptos do mundo.

Tenho dito.


*José Severino do Carmo é membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e letras – ACACCIL, da União Brasileira de Escritores – UBE Núcleo Caruaru, da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel - ACLC e ex-Governador do Distrito LA-3 (PE-AL e Sergipe), da Associação Internacional de Lions Clube.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Quatro dias de liberdade, um ano de condenação - Liberdade com prazo de validade, por Zé da Flauta

02/02/2026

Durante quatro dias, o corpo recebe uma anistia temporária. Pode dançar demais, suar demais, beber demais, desejar demais. Pode ocupar a rua, misturar-se, exagerar. O que no resto do ano é chamado de excesso, desvio ou falta de decoro, no Carnaval vira “expressão cultural”. Não porque o corpo mudou, mas porque o calendário permitiu. A moral, como sempre, é flexível quando lhe convém.

Retorno

O mesmo corpo que é policiado o ano inteiro, na roupa, no gesto, no tom de voz, na alegria, vira ativo econômico por alguns dias. Pode se mostrar, desde que gere imagem, fluxo, consumo. Pode existir com intensidade, desde que volte ao lugar depois. Passado o Carnaval, a permissão vence. O corpo retorna à condição de problema, volta a incomodar, a ser vigiado, enquadrado, condenado.

Exceção e repressão

Essa lógica revela mais sobre a sociedade do que sobre a festa. O Carnaval não cria a liberdade, apenas suspende a repressão....

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Durante quatro dias, o corpo recebe uma anistia temporária. Pode dançar demais, suar demais, beber demais, desejar demais. Pode ocupar a rua, misturar-se, exagerar. O que no resto do ano é chamado de excesso, desvio ou falta de decoro, no Carnaval vira “expressão cultural”. Não porque o corpo mudou, mas porque o calendário permitiu. A moral, como sempre, é flexível quando lhe convém.

Retorno

O mesmo corpo que é policiado o ano inteiro, na roupa, no gesto, no tom de voz, na alegria, vira ativo econômico por alguns dias. Pode se mostrar, desde que gere imagem, fluxo, consumo. Pode existir com intensidade, desde que volte ao lugar depois. Passado o Carnaval, a permissão vence. O corpo retorna à condição de problema, volta a incomodar, a ser vigiado, enquadrado, condenado.

Exceção e repressão

Essa lógica revela mais sobre a sociedade do que sobre a festa. O Carnaval não cria a liberdade, apenas suspende a repressão. É como se o sistema dissesse: “faça tudo agora, para não fazer depois”. A exceção funciona como válvula de escape e, ao mesmo tempo, como instrumento de controle. A liberdade vira evento, não direito. Tem data, tem hora, tem patrocínio e prazo de validade.

Álibe

O mais perverso é que muitos confundem isso com tolerância. Não é. Tolerância pressupõe reconhecimento. O que há é concessão estratégica. Permite-se o corpo livre para depois reforçar o discurso da ordem. “Viu? Já brincou, agora comporte-se.” O Carnaval vira álibi moral para o resto do ano. Uma licença que não transforma a regra, apenas a confirma.

Verdade incômoda

Talvez por isso o Carnaval seja tão necessário e tão temido. Porque, mesmo como exceção, ele revela uma verdade incômoda: o corpo só é problema porque insiste em ser vivo. E depois de experimentar, ainda que por poucos dias, a sensação de existir sem pedir desculpa, fica mais difícil aceitar a condenação cotidiana como algo natural. O Carnaval passa. A memória da liberdade, não.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista



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A morte do melhor amigo do homem, por Roberto Vieira

02/02/2026

Nesta semana, o Brasil testemunhou mais um triste episódio de violência contra animais, reacendendo o debate sobre a convivência urbana e a segurança dos pets. Esse cenário, contudo, evoca memórias de um passado onde o conflito entre homens e cães terminava invariavelmente em tragédia.



Tragédia

Na década de 1920, em Pernambuco, os jornais registravam crônicas de sangue: em Moreno, Bellarmino Silva matou o cão de José Felippe após seu filho ser mordido, resultando em uma emboscada onde o próprio Bellarmino foi ferido a tiros. No bairro da Torre, em Recife, uma tentativa de alvejar um cachorro terminou com um tiro acidental no ventre de um compadre. Já no Barro, o cão de guarda de uma família quase estraçalhou uma criança após matar cabras da vizinhança, gerando revolta e clamor por providências policiais.

Irlanda

A evolução do direito animal é um marco da civilização moderna. As primeiras restriçõ...

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Nesta semana, o Brasil testemunhou mais um triste episódio de violência contra animais, reacendendo o debate sobre a convivência urbana e a segurança dos pets. Esse cenário, contudo, evoca memórias de um passado onde o conflito entre homens e cães terminava invariavelmente em tragédia.



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Tragédia

Na década de 1920, em Pernambuco, os jornais registravam crônicas de sangue: em Moreno, Bellarmino Silva matou o cão de José Felippe após seu filho ser mordido, resultando em uma emboscada onde o próprio Bellarmino foi ferido a tiros. No bairro da Torre, em Recife, uma tentativa de alvejar um cachorro terminou com um tiro acidental no ventre de um compadre. Já no Barro, o cão de guarda de uma família quase estraçalhou uma criança após matar cabras da vizinhança, gerando revolta e clamor por providências policiais.

Irlanda

A evolução do direito animal é um marco da civilização moderna. As primeiras restrições datam de 1635, na Irlanda, proibindo práticas cruéis com ovelhas, seguidas pela Massachusetts Bay Colony em 1641. No Brasil, a proteção consolidou-se com a Constituição Federal de 1988 (Art. 225) e a Lei de Crimes Ambientais de 1998. Mais recentemente, a Lei Sansão (2020) elevou a pena para maus-tratos a cães e gatos para até cinco anos de reclusão, enquanto legislações de 2025 já proíbem o acorrentamento e o uso de tatuagens estéticas em animais.



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Lassie

O legado dessa transição da barbárie para a lei reside na mudança da percepção do animal como objeto para ser senciente. Para gerações que cresceram sob a influência de heróis caninos como Lassie e Rin-Tin-Tin, o cão deixou de ser apenas um guarda ou uma ameaça para se tornar o "melhor amigo do homem".

NOTA: Texto dedicado ao melhor amigo da minha infância: Duque.

Roberto Vieira é médico e cronista


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A tentação das correntes: quando a liberdade assusta mais que a escravidão, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

02/02/2026

A liberdade não é apenas o espaço onde podemos agir, mas o abismo onde somos obrigados a responder por aquilo que somos.


1. Prólogo: a vertigem da altura

Há uma altura que não se mede em metros, porque se mede em responsabilidade. A liberdade pertence a essa categoria de alturas que não se conquistam com músculos, mas com espírito. Ela se assemelha a um cume onde o horizonte se abre em todas as direções ao mesmo tempo em que o chão desaparece sob os pés. Muitos pedem essa altura. Poucos suportam permanecer nela.

O homem é o animal que teme o abismo da própria autonomia. Enquanto outras criaturas vivem segundo instinto, o ser humano vive sob a pressão de escolher, justificar e responder. A liberdade não lhe é apenas um dom; é uma exigência. E toda exigência profunda produz a tentação inversa: abdicar, delegar, entregar o peso do ser a outra instância, seja um líder, uma ideologia, uma instituição ou um deus secularizado.

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A liberdade não é apenas o espaço onde podemos agir, mas o abismo onde somos obrigados a responder por aquilo que somos.


1. Prólogo: a vertigem da altura

Há uma altura que não se mede em metros, porque se mede em responsabilidade. A liberdade pertence a essa categoria de alturas que não se conquistam com músculos, mas com espírito. Ela se assemelha a um cume onde o horizonte se abre em todas as direções ao mesmo tempo em que o chão desaparece sob os pés. Muitos pedem essa altura. Poucos suportam permanecer nela.

O homem é o animal que teme o abismo da própria autonomia. Enquanto outras criaturas vivem segundo instinto, o ser humano vive sob a pressão de escolher, justificar e responder. A liberdade não lhe é apenas um dom; é uma exigência. E toda exigência profunda produz a tentação inversa: abdicar, delegar, entregar o peso do ser a outra instância, seja um líder, uma ideologia, uma instituição ou um deus secularizado.

Metáfora da montanha ilumina

A metáfora da montanha ilumina esse drama. Subir é desejar ver mais longe, mas também aceitar o vento, o frio e a solidão do cume. Descer é retornar ao vale, onde o risco é menor e a vida é compartilhada. A liberdade é esse cume. A servidão é o vale confortável onde o indivíduo se dissolve na paisagem social.

A Dorsal Mesoatlântica oferece uma imagem ainda mais radical. Nas profundezas, placas tectônicas se afastam e, no atrito, geram nova crosta. Sem tensão, não há criação. A liberdade humana é uma dorsal espiritual: nasce da fricção entre o que somos e o que devemos ser. Onde não há fricção, há estagnação.

Na tradição cabalística, o Tzimtzum, a retração divina, abre espaço para a liberdade humana. Deus se retira para que o homem exista como autor. A liberdade é esse vazio sagrado onde o ser humano é chamado a criar e reparar. Não é apenas direito; é tarefa ontológica.

Este ensaio parte desse paradoxo para investigar raízes ontológicas, manifestações políticas, expressões espirituais e consequências civilizacionais. Trata-se, aqui, de seguir a liberdade até onde ela dói e de perguntar por que, em tantas épocas, o homem preferiu amortecer essa dor com uma arquitetura de tutela, sem confundir a necessidade de ordem com o culto às correntes.



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2. Introdução: o paradoxo civilizacional da liberdade temida

A liberdade é o bem mais proclamado da modernidade e o fardo mais evitado por seus filhos. Nunca se falou tanto em autonomia e raramente se observou tamanha disposição para transferir a própria vida a sistemas de tutela. A liberdade tornou-se slogan, mas deixou de ser vocação existencial.

Há diferença decisiva entre libertação exterior e liberdade interior. Libertar-se é remover grilhões visíveis. Ser livre é habitar o espaço aberto com responsabilidade e sentido. A modernidade confundiu essas dimensões e acreditou que ampliar escolhas produziria sujeitos livres. Produziu, ao contrário, indivíduos com múltiplas opções e pouco telos.

A tese central deste ensaio é simples e incômoda: a humanidade frequentemente escolhe a servidão porque a liberdade exige essência, finalidade e responsabilidade. Quando o homem não sabe o que é, para onde vai e diante de quem responde, a liberdade transforma-se em vertigem — e a vertigem clama por corrimões.

3. A servidão voluntária: o enigma eterno da obediência

Nenhuma tirania se sustenta sem um pacto íntimo com os dominados. A servidão não é apenas fruto da força, mas do consentimento. Obedecer alivia o fardo da decisão. Submeter-se reduz a angústia da escolha.

A servidão voluntária não é patologia política isolada, mas economia psíquica. Quando a liberdade é percebida como solidão, a tutela aparece como cuidado. O Estado, o líder ou a ideologia ocupam o lugar do providente.

Na contemporaneidade, a obediência assume formas suaves. Algoritmos moldam desejos. Plataformas filtram o mundo. O cidadão converte-se em administrado. A tragédia é que, ao abdicar repetidamente da autonomia, o sujeito atrofia a capacidade de exercê-la.



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4. Liberdade sem essência: o abismo existencial moderno

Quando a liberdade perde o telos, transforma-se em vertigem, não em vocação. A modernidade rompeu com a ideia de natureza humana acreditando libertar o homem, mas privou-o de eixo interno. Produziu sujeitos livres na superfície e desorientados no fundo.

A liberdade sem essência abre espaço para uma escravidão sem tirano. O indivíduo que se crê absolutamente autônomo acaba moldado por forças que não controla. A arbitrariedade psicológica travestida de liberdade é forma sofisticada de heteronomia.

A liberdade autêntica não é escolher qualquer coisa, mas escolher em função de um para quê. Sem horizonte de sentido, a liberdade torna-se peso insuportável, e o homem procura próteses ontológicas que lhe devolvam direção.

5. O medo da responsabilidade: ética, política e espiritualidade

Ser livre é ser responsável, e a responsabilidade é o preço que muitos recusam pagar. Delegar tudo ao Estado, ao líder ou ao sistema é estratégia para evitar a autoria da própria vida.

Na tradição clássica, a liberdade é virtude ativa, hábito que integra desejo e razão. A modernidade política, ao deslocar a responsabilidade para estruturas coletivas, produziu infantilismo cívico. O cidadão tornou-se beneficiário.

Ideologias funcionam como religiões seculares: oferecem sentido pronto, identidade pronta, culpa transferida. A liberdade espiritual, que exige confronto com o ser, é substituída por pertenças que anestesiam a consciência.

6. A tentação das correntes: ordem sem maturidade

As correntes seduzem porque prometem ordem sem virtude. A ordem, em si, não é o problema. O problema surge quando a ordem deixa de ser conquista interior e passa a ser imposição exterior.

Sociedades que não educam para a liberdade passam a desejar regimes que a limitem. O autoritarismo é resposta ao medo do caos interior. Ele oferece clareza onde há ambiguidade, obediência onde há responsabilidade.

A ordem sem maturidade substitui formação por regulamento e consciência por procedimento. É a máscara respeitável da servidão.



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7. O século XXI e as novas correntes: autocracias e Estados-tutores

As correntes modernas não são grilhões de ferro, mas sistemas de conforto, vigilância e tutela moral. Elas não se impõem pelo espetáculo da violência, mas pela administração cuidadosa da vida. China e Rússia exemplificam essa síntese entre prosperidade relativa, controle informacional e submissão simbólica. Nesses contextos, a liberdade é apresentada como ameaça ao tecido social, enquanto a tutela é narrada como cuidado civilizacional e garantia de ordem.

A eficácia dessas correntes reside menos na coerção explícita do que na interiorização do controle. Propaganda, censura seletiva e pedagogias do medo moldam a percepção do real, criando um ambiente em que a obediência é vivida como virtude e a crítica como desvio perigoso. O sujeito aprende a temer a própria autonomia. A liberdade passa a ser associada à instabilidade, e a submissão, à segurança.

Essa lógica não se limita às autocracias declaradas. Estados-tutores também emergem em democracias fatigadas, onde a complexidade social é administrada por tecnocracias e a cidadania é progressivamente convertida em clientela. A vida cotidiana é mapeada, regulada e corrigida. O controle não se apresenta como repressão, mas como proteção preventiva.

Nesse cenário, a liberdade passa a ser interpretada como risco sistêmico. A autonomia do sujeito é percebida como ruído na governança, e a obediência é elevada à condição de virtude cívica. As correntes tornam-se tão suaves que o indivíduo as confunde com o próprio tecido da realidade. O século XXI não aboliu a servidão; apenas a sofisticou, substituindo a formação do sujeito pela gestão de populações.

8. Fricções contemporâneas: quando a liberdade insiste em nascer

A liberdade nunca desaparece; entra em latência e retorna como fricção. Pode ser reprimida ou anestesiada, mas não extinta sem que o próprio humano seja amputado. Venezuela e Irã revelam essa dinâmica em registros distintos. Em ambos os casos, a liberdade emerge não como concessão política, mas como exigência ontológica que resiste à tutela total.

A história não avança por repouso, mas por tensão. Onde a fricção é negada em nome da estabilidade, ela retorna acumulada. A tentativa de eliminar o conflito não produz harmonia, mas pressão.

A liberdade é fenômeno tectônico da alma humana. Ela atua como força subterrânea sob estruturas políticas, culturais e religiosas. Durante longos períodos, sua presença é quase imperceptível, mas, quando comprimida por sistemas que pretendem totalizar o sentido, manifesta-se como fissura e ruptura.

Nenhuma engenharia social consegue suprimi-la indefinidamente. Sistemas podem regular comportamentos e controlar discursos, mas não eliminam o núcleo irredutível da autoria humana. As fricções não são anomalias do sistema, mas sinais de que a vida excede as estruturas que tentaram capturá-la.

9. A Europa e a sedação das massas: o conforto como anestesia

O conforto pode ser uma forma elegante de servidão. O Estado-Providência europeu nasceu como conquista ética, mas, quando se expande sem uma pedagogia da responsabilidade, corre o risco de produzir dependência espiritual, substituindo a autonomia pelo amparo permanente.

Auxílio sem horizonte transforma-se em anestesia. A proteção, quando não convoca à autoria, torna-se amortecedor da inquietação humana. O cidadão deixa de ser agente da polis para tornar-se beneficiário de um sistema que garante estabilidade material, mas enfraquece a tensão criadora que sustenta a liberdade.

Civilizações sem fricção entram em entropia lenta. A política converte-se em gestão de confortos, a educação em treinamento funcional e a cultura em administração de sensibilidades. A liberdade não é reprimida; é
adormecida. E uma liberdade adormecida é mais difícil de despertar do que uma liberdade oprimida.

O desafio europeu não é negar a proteção social, mas reinseri-la numa teleologia da liberdade. Sem fricção, não há renovação. Sem risco, não há transcendência. A sedação pode prolongar a estabilidade, mas não sustenta a vitalidade civilizacional.

10. A pedagogia da liberdade: pensar, dialogar, transcender

A liberdade não se herda; educa-se. Ela não nasce da ampliação de direitos nem da multiplicação de escolhas. Formar sujeitos livres é formar a capacidade de julgar, discernir e responder. Sem essa formação interior, a liberdade degenera em retórica e a cidadania em ritual administrativo.

Educar para a liberdade é educar para a responsabilidade. É ensinar a sustentar a ambiguidade sem recorrer à tutela e a enfrentar o conflito sem abdicar do vínculo. Uma sociedade que não forma essa capacidade substitui o juízo por regulamentação e a consciência por conformidade.

O diálogo é escola de liberdade porque exige presença e responsabilidade. O encontro autêntico obriga o sujeito a sair do automatismo e a responder. Ele educa para uma liberdade relacional, não solitária nem tutelada.

As tradições orientais aprofundam essa pedagogia ao mostrar que a liberdade não é ruptura com o dever, mas realização consciente da vocação própria. A liberdade aprende-se em microdecisões: na disciplina, na palavra dada, na responsabilidade cotidiana. Sem essa pedagogia, as correntes retornam como solução prática.

11. Conclusão: entre a cicuta e as correntes

A liberdade é cicuta para os que temem pensar e ascese para os que aceitam ser. Essa tensão atravessa a história porque é ontológica. Entre a vertigem da altura e o conforto do vale, a humanidade oscila porque ser livre exige suportar o peso da autoria, enquanto a servidão oferece abrigo contra a angústia da escolha.

A decisão não se dá apenas nas leis, mas no caráter. Uma sociedade pode proclamar a liberdade e estruturar-se para evitá-la. Um indivíduo pode exaltar a autonomia e organizar a própria vida para não decidir nada de essencial.

A maturidade é o nome político da liberdade interior. Entre o Logos sem liberdade e a liberdade sem Logos, a civilização decide se prefere o risco da autoria ou a paz da tutela. A liberdade não promete conforto, mas dignidade. Não garante segurança, mas sentido.

12. Epílogo: a sedação das massas

A sedação não elimina o sofrimento; elimina a pergunta. As migalhas mantêm o corpo, mas não fundam o espírito. O conforto torna-se valor supremo, e tudo o que o ameaça passa a ser tratado como perigo.

A história mostra que a anestesia nunca é definitiva. Onde a fricção é negada por tempo demais, ela retorna acumulada. Civilizações que evitam o desconforto não evitam a crise; apenas a adiam.

A sedação das massas é uma forma tardia de servidão. Não imposta pela força, mas aceita pelo hábito. A pergunta pelo sentido é silenciada em nome da gestão eficiente da vida. O Logos pode ser adormecido, mas não extinto.

13. Pós-escrito: o Brasil entre a caridade e a liberdade

O Brasil é laboratório ontológico entre tutela e autoria. A caridade é virtude necessária num país marcado por desigualdades profundas, mas, sem horizonte de emancipação, corre o risco de converter-se em destino administrado.

O desafio brasileiro não é escolher entre assistência e liberdade, mas transformar auxílio em ponte. Quando a proteção não convoca à autonomia, perpetua a fragilidade que pretendia aliviar.

Entre a sedação e a fricção criadora, o Brasil ainda pode escolher. Sua vitalidade cultural revela uma vocação para a liberdade madura, econômica, moral e espiritual. Aceitar a vertigem da altura como vocação não é negar a fragilidade, mas transformá-la em fundamento de responsabilidade histórica.


(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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