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A briga ficção x realidade toma conta das telas das TVs, reflexão por Zé da Flauta*

31/10/2024 - Jornal O Poder

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Nos últimos anos, a audiência das novelas na TV aberta tem sofrido uma queda expressiva. Antes, elas eram a principal forma de entretenimento das famílias brasileiras, mas hoje em dia, a política assumiu esse espaço. As tramas elaboradas da ficção não conseguem mais prender o público, que prefere acompanhar o desenrolar dos acontecimentos reais que movimentam Brasília e outras esferas de poder. A imprevisibilidade dos fatos políticos, as reviravoltas e escândalos tornaram-se um novo “capítulo diário” que fascina e indigna ao mesmo tempo.

O inesperado

O envolvimento com a política se intensificou e a realidade superou a ficção. Nos dias atuais, acompanhar votações, investigações e declarações polêmicas tornou-se uma atividade muito mais interessante do que seguir histórias repetitivas da TV. As redes sociais potencializaram esse interesse, transformando cidadãos comuns em comentaristas ativos e críticos. A emoção de ver desfechos inesperados, aliança...

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Nos últimos anos, a audiência das novelas na TV aberta tem sofrido uma queda expressiva. Antes, elas eram a principal forma de entretenimento das famílias brasileiras, mas hoje em dia, a política assumiu esse espaço. As tramas elaboradas da ficção não conseguem mais prender o público, que prefere acompanhar o desenrolar dos acontecimentos reais que movimentam Brasília e outras esferas de poder. A imprevisibilidade dos fatos políticos, as reviravoltas e escândalos tornaram-se um novo “capítulo diário” que fascina e indigna ao mesmo tempo.

O inesperado

O envolvimento com a política se intensificou e a realidade superou a ficção. Nos dias atuais, acompanhar votações, investigações e declarações polêmicas tornou-se uma atividade muito mais interessante do que seguir histórias repetitivas da TV. As redes sociais potencializaram esse interesse, transformando cidadãos comuns em comentaristas ativos e críticos. A emoção de ver desfechos inesperados, alianças improváveis e personagens reais mudando de postura não encontra rival sequer nos roteiros das produções mais elaboradas.

Imprevisível

Além disso, a política brasileira oferece um espetáculo contínuo, com protagonistas e antagonistas bem definidos, diálogos tensos e tramas que se cruzam em tempo real. Diferente das séries da Netflix, que têm temporadas planejadas e finais previsíveis, o cenário político é dinâmico e imprevisível. Cada nova denúncia ou deliberação legislativa pode alterar drasticamente o rumo dos acontecimentos, mantendo o público na expectativa do próximo “capítulo”.

Epílogo

Por fim, a política desperta algo que a ficção dificilmente alcança: o senso de pertencimento e responsabilidade. O impacto das decisões políticas afeta diretamente a vida de todos, e isso torna o acompanhamento mais do que um passatempo, mas uma necessidade. Assim, o que antes era entretenimento virou envolvimento cívico, e as novelas perderam seu lugar para a emocionante realidade política, onde cada ato pode moldar o futuro do país.
Até a próxima!

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

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Escândalo das Emendas - Hugo Motta avalizava tudo, diz procuradoria

13/07/2026

"Hugo me ligou à noite", diz a funcionária Mariângela Fialek, em mensagem apagada do seu celular e recuperada pela Polícia Federal.
Subprocurador pede ao TCU investigação sobre emendas relacionadas a Eduardo Cunha. A representação, assinada por Lucas Rocha Furtado menciona o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado e a atuação da servidora Mariângela Fialek, que agiria com aval de Hugo Motta, segundo a Polícia Federal.

Segundo a representação, a servidora Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria atuado com “pleno aval” da presidência da Câmara para operacionalizar o pagamento das emendas, em meio à tramitação do chamado orçamento secreto. As mensagens analisadas começam em 5 de setembro de 2025 e indicam que a funcionária seria a responsável por coordenar a distribuição de recursos em nome de parlamentares ou de terceiros.

A representação chama atenção para trechos apagados por Tuca logo após a troca inicial de mensagens e para referências...

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"Hugo me ligou à noite", diz a funcionária Mariângela Fialek, em mensagem apagada do seu celular e recuperada pela Polícia Federal.
Subprocurador pede ao TCU investigação sobre emendas relacionadas a Eduardo Cunha. A representação, assinada por Lucas Rocha Furtado menciona o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado e a atuação da servidora Mariângela Fialek, que agiria com aval de Hugo Motta, segundo a Polícia Federal.

Segundo a representação, a servidora Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria atuado com “pleno aval” da presidência da Câmara para operacionalizar o pagamento das emendas, em meio à tramitação do chamado orçamento secreto. As mensagens analisadas começam em 5 de setembro de 2025 e indicam que a funcionária seria a responsável por coordenar a distribuição de recursos em nome de parlamentares ou de terceiros.

A representação chama atenção para trechos apagados por Tuca logo após a troca inicial de mensagens e para referências a outros nomes, como “tive ontem com o Arthur” e “o Hugo me ligou à noite”, que seriam referências ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e a Motta, respectivamente.

Furtado destaca que parte do material seria de 2025, já sob a presidência de Hugo Motta, o que sugeriria a continuidade de canais informais de influência sobre a destinação das emendas mesmo após a mudança de comando na Câmara.

É a velha história: puxou uma pena, vem uma galinha. Puxou uma galinha, vem o galinheiro. Está acontecendo com Hugo Motta e a palavra escândalos. Supostamente




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A Saga da Erva Exilada e o Despertar da Razão, por Zé da Flauta*

13/07/2026

Quem observa a folha verde de sete pontas estampada nos debates modernos raramente imagina que sua jornada começou no silêncio milenar das estepes da Ásia Central, muito antes de virar o pivô de paixões e preconceitos globais.

Durante séculos, a planta caminhou pelo mundo com a naturalidade de quem serve à sobrevivência humana, tecendo as cordas que amarravam o comércio da Rota da Seda e curando as dores dos antigos impérios do Oriente. Nas terras da Índia, ganhou contornos de divindade, sendo celebrada como um bálsamo capaz de clarear a mente e aliviar os fardos do corpo. A ironia da história ocidental foi transformar uma cultura botânica que nasceu livre e utilitária em um monstro de sete cabeças, provando que a ignorância humana, quando ganha força de lei, é capaz de condenar a própria natureza ao banco dos réus.

Alma e resistência

A chegada da planta ao solo brasileiro desenhou o retrato perfeito das contradições que fundaram a c...

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Quem observa a folha verde de sete pontas estampada nos debates modernos raramente imagina que sua jornada começou no silêncio milenar das estepes da Ásia Central, muito antes de virar o pivô de paixões e preconceitos globais.

Durante séculos, a planta caminhou pelo mundo com a naturalidade de quem serve à sobrevivência humana, tecendo as cordas que amarravam o comércio da Rota da Seda e curando as dores dos antigos impérios do Oriente. Nas terras da Índia, ganhou contornos de divindade, sendo celebrada como um bálsamo capaz de clarear a mente e aliviar os fardos do corpo. A ironia da história ocidental foi transformar uma cultura botânica que nasceu livre e utilitária em um monstro de sete cabeças, provando que a ignorância humana, quando ganha força de lei, é capaz de condenar a própria natureza ao banco dos réus.

Alma e resistência

A chegada da planta ao solo brasileiro desenhou o retrato perfeito das contradições que fundaram a colônia. Por um lado, ela desembarcou com pompa e circunstância oficial na forma das velas e cordames de cânhamo das caravelas portuguesas, essenciais para a expansão do império ultramarino.

Por outro, ganhou alma e resistência nas mãos dos africanos escravizados, que traziam as sementes camufladas nos tecidos e a batizaram de diamba, encontrando no seu fumo o único refúgio espiritual contra a brutalidade do cativeiro. Essa dupla identidade criou uma fratura que dura até hoje: enquanto o uso industrial da metrópole recebia as bênçãos dos governantes, o uso cultural e medicinal dos terreiros foi empurrado para a criminalidade, inaugurando uma perseguição que sempre teve mais a ver com a cor de quem consumia do que com as propriedades da planta em si.

Puritanismo

O século vinte, no entanto, operou o ápice dessa comédia dramática ao transformar a botânica em uma cruzada moral de escala planetária. Liderado pelo mercado americano na década de trinta, o mundo assistiu a uma campanha feroz de demonização da cannabis, movida por interesses econômicos de indústrias concorrentes e alimentada por um discurso racista que precisava de um bode expiatório para justificar o controle social.

Bilhões de dólares foram queimados em uma guerra declarada que lotou prisões, destruiu comunidades periféricas e privou a medicina de investigar um dos laboratórios naturais mais ricos do planeta. O peito aperta ao notar que, sob o pretexto de proteger a saúde pública, o puritanismo estatal preferiu o blindado e o fuzil à pesquisa científica, trancando em copas o potencial de alívio para o sofrimento de milhões de pessoas.

Lucidez

A virada para este século vem impondo um retorno inevitável à racionalidade, forçando o mundo a despir a cannabis do uniforme de vilã para vesti-la com o jaleco da ciência e o terno de uma nova economia global. Do Canadá ao Uruguai, a regulamentação avança não como uma concessão ao capricho, mas como um ato de maturidade de sociedades que cansaram de financiar a violência e escolheram, finalmente, colher os frutos do conhecimento.
Percebe-se, no fim desse longo labirinto, que a proibição foi apenas um parêntese ruidoso e violento na história da humanidade. Olhar para a folha de sete pontas hoje, longe dos fantasmas do passado, é compreender que o bom senso não se decreta por força de lei, e que o futuro pertence aos que sabem substituir o blindado pela pesquisa e o preconceito pela pura lucidez da realidade.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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Malvinas, Maradona, Margareth e Messi, por Roberto Vieira*

13/07/2026

Argentina e Inglaterra se encontram mais uma vez em Copas do Mundo esta semana. Dos amistosos pacíficos nos anos 1950, as partidas evoluíram para a histórica expulsão do capitão Rattín em 1966, nas barbas de uma indignada Rainha Elizabeth.

Geografia

O arquipélago das Malvinas, situado no Atlântico Sul, compreende duas ilhas principais, Soledade e Gran Malvina, separadas pelo Estreito de San Carlos. O terreno é predominantemente montanhoso e rochoso, marcado por planícies onduladas cobertas por vegetação rasteira e turfeiras.

O clima é oceânico, frio e extremamente ventoso durante todo o ano, com temperaturas que variam pouco entre as estações. A costa é recortada por fiordes profundos e enseadas que abrigam uma fauna marinha rica e diversificada. A localização estratégica e o isolamento geográfico conferem ao território um papel determinante na geopolítica regional. Mas é muito próximo do que chamamos de Fim do Mundo.

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Argentina e Inglaterra se encontram mais uma vez em Copas do Mundo esta semana. Dos amistosos pacíficos nos anos 1950, as partidas evoluíram para a histórica expulsão do capitão Rattín em 1966, nas barbas de uma indignada Rainha Elizabeth.

Geografia

O arquipélago das Malvinas, situado no Atlântico Sul, compreende duas ilhas principais, Soledade e Gran Malvina, separadas pelo Estreito de San Carlos. O terreno é predominantemente montanhoso e rochoso, marcado por planícies onduladas cobertas por vegetação rasteira e turfeiras.

O clima é oceânico, frio e extremamente ventoso durante todo o ano, com temperaturas que variam pouco entre as estações. A costa é recortada por fiordes profundos e enseadas que abrigam uma fauna marinha rica e diversificada. A localização estratégica e o isolamento geográfico conferem ao território um papel determinante na geopolítica regional. Mas é muito próximo do que chamamos de Fim do Mundo.

1982

Em 2 de abril de 1982, as forças argentinas desembarcaram nas Ilhas Malvinas em uma operação anfíbia rápida que forçou a rendição da guarnição britânica local. O movimento militar buscava recuperar a soberania sobre o arquipélago, capitalizando o sentimento nacionalista em um momento de crise interna da ditadura argentina. Em resposta, o governo de Margaret Thatcher enviou uma poderosa força-tarefa naval para retomar o controle das ilhas através de um intenso conflito bélico. A guerra ressuscitou Thatcher e enterrou a ditadura portenha. Menos mal.

Deus

Em 22 de junho de 1986, no Estádio Azteca, Diego Maradona protagonizou um dos lances mais emblemáticos da história das Copas do Mundo contra a Inglaterra. Ao disputar uma bola alta com o goleiro Peter Shilton, o camisa 10 argentino saltou e utilizou sutilmente a mão esquerda para desviar a bola para as redes.

O árbitro tunisiano não percebeu a infração e validou o lance, gerando intensos protestos dos jogadores britânicos no gramado. Após a partida, Maradona declarou que o gol havia sido marcado "um pouco com a cabeça e um pouco com a mão de Deus".

2026

Semana passada, o capitão Antonio Rattín morreu. Maradona e Thatcher também estão mortos. O técnico argentino Scaloni afirmou em entrevista que o duelo desta semana é 'apenas um jogo'. Messi ficou calado. A história é madrasta. Caso Messi perca da Inglaterra, o mito de Maradona vai ressuscitar como o fantasma de Thatcher. Mas quem sabe, né? Uma vitória de Messi pode devolver às Malvinas o que elas sempre foram: uma ilha gelada com milhares de ovelhas no meio do mar.

*Roberto Vieira é médico e cronista



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A imortalidade dos anônimos, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

13/07/2026

Entre o desejo de preservar o próprio nome e o dever de transmitir o que recebemos, há duas maneiras profundamente diferentes de enfrentar a morte.

O faraó deseja que ninguém esqueça seu nome; o homem da tradição deseja que aquilo que recebeu não termine nele.

Aos sessenta e dois anos, recebi o diagnóstico de uma gastrite autoimune. Não foi sentença, nem anúncio de morte próxima. Foi algo mais discreto e, justamente por isso, mais profundo: tornou menos abstrata a minha finitude. Há diagnósticos que não nos colocam diante da morte, mas nos retiram a comodidade de esquecê-la.

Desde então, uma pergunta ocupa lugar central. Não quanto tempo ainda me resta, mas o que farei com o tempo que me foi entregue, e o que não deve desaparecer comigo.

Filosofia

Muito antes de a filosofia formulá-lo racionalmente, a poesia já havia encarnado esse drama na figura de Ulisses.

Entre suas inúmeras aventuras, dois e...

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Entre o desejo de preservar o próprio nome e o dever de transmitir o que recebemos, há duas maneiras profundamente diferentes de enfrentar a morte.

O faraó deseja que ninguém esqueça seu nome; o homem da tradição deseja que aquilo que recebeu não termine nele.

Aos sessenta e dois anos, recebi o diagnóstico de uma gastrite autoimune. Não foi sentença, nem anúncio de morte próxima. Foi algo mais discreto e, justamente por isso, mais profundo: tornou menos abstrata a minha finitude. Há diagnósticos que não nos colocam diante da morte, mas nos retiram a comodidade de esquecê-la.

Desde então, uma pergunta ocupa lugar central. Não quanto tempo ainda me resta, mas o que farei com o tempo que me foi entregue, e o que não deve desaparecer comigo.

Filosofia

Muito antes de a filosofia formulá-lo racionalmente, a poesia já havia encarnado esse drama na figura de Ulisses.

Entre suas inúmeras aventuras, dois episódios condensam, por movimentos opostos, as tentações permanentes da alma humana: descer abaixo da própria condição, entregando-se ao governo dos impulsos, ou pretender elevar-se artificialmente acima dela, recusando os limites que a constituem.

Circe reduz os homens à animalidade: sob seu encanto, os companheiros de Ulisses perdem a forma humana e se tornam porcos, e nessa metamorfose manifesta-se o domínio dos apetites soltos de qualquer governo.

Calipso oferece o movimento inverso, e é dela que quero falar aqui. Não pretende rebaixar Ulisses, mas elevá-lo acima da própria condição: oferece-lhe juventude permanente, prazer, segurança, imortalidade, tudo aquilo que a carne mortal jamais poderia sustentar por si mesma.

Circe ameaça o homem com a animalização. Calipso o seduz com a divinização. Depois de atravessar guerras, monstros e naufrágios, Ulisses chega à ilha dessa deusa, onde recebe a oferta que tantos homens desejariam. Pode deixar de morrer.

Mas, para isso, precisaria deixar de ser quem é, abandonar Penélope, Telêmaco, Laertes, sua casa, seu povo, sua história. Preservaria o corpo e perderia a biografia.

Ele escolhe regressar. Não porque Ítaca prometa felicidade sem sofrimento, pois ali o aguardam envelhecimento, deveres, conflitos e, ao fim, a morte, mas porque compreende algo que nenhuma eternidade poderia oferecer: a duração conserva a existência; o pertencimento é que lhe confere sentido.

Eternidade

Calipso oferece uma eternidade fora da sucessão. Ítaca oferece uma mortalidade fecunda.

Esse mesmo drama atravessa a história humana sob formas diversas. Os faraós tentaram vencer a morte pela pedra.

As pirâmides não são apenas túmulos grandiosos; são declarações contra o desaparecimento, e nelas se manifesta, em escala incomparável, o desejo humano de impedir que a morte tenha a última palavra.

Mas há aqui uma ironia amarga: as pirâmides preservaram o nome de poucos faraós, e não conservaram os nomes dos milhares de homens que efetivamente as construíram. A glória concentrou-se num único nome; o esforço dissolveu-se numa multidão sem rosto.

Alexandre tentou vencer a morte pelo território, ampliando o espaço ocupado pelo próprio nome a cada conquista, e seu império se fragmentou nas disputas entre seus sucessores assim que ele desapareceu.

O conquistador pode ampliar o espaço de seu poder, mas não consegue ampliar por decreto o tempo de sua existência.

Os filósofos tentaram vencer a morte pela ideia, e aqui há uma diferença decisiva entre aquele que usa a verdade para eternizar o próprio nome e aquele que aceita que seu nome seja apenas instrumento para que a verdade prossiga.

Sócrates não deixou obra escrita nem monumento; sua permanência decorre de ter vivido, até o fim, de maneira coerente com aquilo que buscava.

Há uma diferença entre desejar que o mundo se lembre de mim e entregar ao mundo algo digno de ser lembrado.

O mundo moderno

O mundo moderno, sob a lógica das redes sociais, apenas democratizou essa antiga vaidade faraônica. Cada indivíduo pode hoje levantar diariamente uma pequena pirâmide de imagens em homenagem a si mesmo.

Por trás disso existe, com frequência, algo mais fundo que vaidade: uma súplica silenciosa, a de que alguém testemunhe que eu estive aqui.

A sociedade contemporânea privilegia o que aparece. A civilização, porém, depende do que permanece mesmo sem aparecer.

Também o escritor precisa fazer essa pergunta a si mesmo, e não apenas aos outros. Uma obra pode representar uma vitória sobre a dispersão do tempo, mas pode igualmente converter-se em nova Calipso, quando o autor deixa de escrever para comunicar uma verdade e passa a escrever para impedir que seu nome desapareça.

A obra deixa de ser ponte e transforma-se em espelho. Não há nisso pecado em querer ser lido e lembrado; a deformação começa quando a verdade, o leitor e a própria obra passam a existir apenas como instrumentos de glorificação pessoal.

Nesse diapasão, a obra verdadeira não é simplesmente aquela que impede o autor de morrer, mas aquela que continua servindo quando o autor já não está.

Entretanto, impõe-se indagar: o que permanece do homem comum, daquele que não ergueu monumentos, não escreveu sistemas nem conquistou territórios?

Há duas formas de grandeza. Uma é vertical, visível, excepcional: a pirâmide, o império, o livro, o nome registrado pela História.

A outra é horizontal, e distribui-se silenciosamente ao longo das gerações: a família mantida, a palavra cumprida, a casa preservada, o filho educado, o trabalho honesto, o sacrifício que ninguém registrou.

A primeira impressiona. A segunda sustenta. A palavra "mediano" merece ser questionada aqui, porque uma vida pode ser estatisticamente comum e moralmente extraordinária.

Criar um filho, cumprir uma palavra, preservar uma casa, cuidar de um enfermo, ensinar um ofício são atos comuns porque ocorrem diariamente.

Mas não são pequenos. O cotidiano não é o contrário da grandeza. É o lugar em que a maior parte da grandeza humana acontece.

Os anônimos não são imortais porque seus nomes tenham sido preservados. São imortais porque suas vidas foram incorporadas à continuidade humana. O agricultor permanece na terra cultivada. O artesão, no ofício transmitido. A mãe, na segurança emocional dos filhos. O professor, nas perguntas que ensinou seus alunos a fazer.

Essa permanência não é absoluta, pois tudo o que é humano continua sujeito ao esquecimento, mas mesmo quando o nome desaparece, os efeitos de uma vida podem continuar integrados ao mundo.

Virtudes

Carregamos virtudes cuja origem já não conseguimos identificar. Repetimos gestos aprendidos de pessoas que, por sua vez, os receberam de outras. O anônimo permanece justamente porque aceitou não ser o centro daquilo que transmitiu.

Penso, ao escrever isso, em meus próprios ancestrais. Não aparecem nas páginas da história oficial. Foram homens e mulheres cuja caminhada atravessou gerações até chegar a mim: deixaram uma terra, cruzaram o oceano, trabalharam, formaram famílias, preservaram nomes, adquiriram casas, empreenderam negócios e transmitiram valores sem imaginar que um descendente, muitas décadas depois, procuraria compreender sua trajetória.

Recordá-los é realizar uma forma de justiça contra o esquecimento. A casa herdada não é somente um bem econômico; é matéria impregnada de tempo, e suas paredes testemunharam vidas, escolhas, ausências e retornos.

A tradição, aliás, não é repetição mecânica do passado. Cada geração recebe um patrimônio material, moral e espiritual que precisa examinar, purificar e transmitir. Receber não significa conservar tudo. Transmitir não significa repetir tudo.

A tradição começa quando o homem deixa de considerar-se proprietário absoluto daquilo que, na verdade, recebeu sob a forma de custódia. O homem não é apenas herdeiro: é também antepassado em formação.

Um dia, nós também seremos os mortos de alguém.

Agora, quando o corpo começa a recordar ao espírito aquilo que a juventude permitia esquecer, também eu olho para minha própria Ítaca: minha esposa, meus filhos, os nomes que recebi, as casas que preservo, os livros que escrevo.

Não sei se alguma dessas coisas conservará meu nome, nem por quanto tempo. Nem sei se deveria desejá-lo excessivamente.

Não construí pirâmides, não conquistei impérios e não imagino que meus livros possam vencer o tempo. Sou um homem que recebeu um nome, uma família, uma casa interior, algumas memórias e a possibilidade de acrescentar palavras à longa conversa humana.

Se alguma coisa do que recebi alcançar meus filhos, meus leitores e aqueles que ainda não nasceram, minha passagem não terá sido inútil.

Esse retorno guarda afinidade com o antigo preceito délfico: conhece-te a ti mesmo. Não para adorar o próprio eu, mas para reconhecer que ele não é sua própria origem, não constitui sua própria medida e não pode conceder a si mesmo o sentido último da existência.

Descobrir

Conhecer-se é descobrir, sob a multiplicidade dos desejos e das máscaras, o centro a partir do qual a consciência volta a orientar-se para algo maior do que ela.

O faraó ergue uma pirâmide e ordena ao futuro: não esqueças meu nome. O homem da tradição contempla os que vieram antes dele, volta-se para os que virão depois e formula um pedido mais humilde e mais profundo: que aquilo que recebi não termine em mim.

(*) O Autor é advogado e ensaísta.



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Cícero, político leal, reafirma estar fechado com Veneziano e André Gadelha. Sem nenhuma dúvida.

13/07/2026

Por Flávio Lúcio *

O candidato do MDB ao governo da Paraíba, Cícero Lucena, reafirmou pela enésima vez nesse fim de semana apoio André Gadelha para o senado— engraçado é que ninguém repete a mesma pergunta a Lucas Ribeiro. As reiteradas perguntas, entretanto, oferecem a Cícero Lucena a oportunidade de lembrar uma de suas principais qualidades como político, que é seu histórico de lealdade.

Se eu fosse obrigado a apontar uma única qualidade no candidato do MDB ao governo da Paraíba, Cícero Lucena, eu escolheria a lealdade. Quem acompanha a política paraibana há décadas lembra da eleição de 2002, quando o então governador, José Maranhão, defendeu a candidatura do então prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao governo, para unir o PMDB, rachado desde as convenções que escolheram o candidato do partido para a eleição de 1998. Apenas para citar um único episódio.

Claro que em 2002 Cícero tinha o desejo de ser governador, principalmente...

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Por Flávio Lúcio *

O candidato do MDB ao governo da Paraíba, Cícero Lucena, reafirmou pela enésima vez nesse fim de semana apoio André Gadelha para o senado— engraçado é que ninguém repete a mesma pergunta a Lucas Ribeiro. As reiteradas perguntas, entretanto, oferecem a Cícero Lucena a oportunidade de lembrar uma de suas principais qualidades como político, que é seu histórico de lealdade.

Se eu fosse obrigado a apontar uma única qualidade no candidato do MDB ao governo da Paraíba, Cícero Lucena, eu escolheria a lealdade. Quem acompanha a política paraibana há décadas lembra da eleição de 2002, quando o então governador, José Maranhão, defendeu a candidatura do então prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao governo, para unir o PMDB, rachado desde as convenções que escolheram o candidato do partido para a eleição de 1998. Apenas para citar um único episódio.

Claro que em 2002 Cícero tinha o desejo de ser governador, principalmente depois de ser prefeito de João Pessoa por dois mandatos. Porém, a lealdade ao seu partido, sobretudo a Ronaldo Cunha Lima, o fez declinar do convite de Maranhão para manter o apoio à candidatura de Cássio. Alguém duvida que Cícero teria sido eleito governador em 2002 caso tivesse sido o apoiado por José Maranhão?

24 anos depois, Cícero Lucena finalmente se lançou candidato a governador para realizar seu maior sonho: governar a Paraíba, e como candidato de oposição. Nessa condição, ele é obrigado a administrar todos os dias conflitos em sua base de apoio, sobretudo assédio dos seus adversários do governo, sempre prontos a oferecer vantagens em troca de apoio, de eleitores de Cícero.

O canto da sereia da vez é a candidatura do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta. A intenção é dupla: colher votos no campo da oposição, mas plantando divisão e discórdia no agrupamento que mais precisa de unidade, já que enfrenta a poderosa máquina do governo estadual e a influência do Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Ora, Nabor Wanderley trabalha não apenas para derrotar Veneziano Vital, mas o próprio Cícero, porque não me consta que, quando Nabor pede apoio, ele ofereça como reciprocidade o apoio a Cícero. Pelo contrário. Nabor-Hugo trabalham hora sim, outra também, para derrotar Cícero e Veneziano.

*Flávio Lúcio é professor de História da UFPE e doutor em Sociologia.



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Da série: Mistérios do Aquém: Fraudes “legais” nas Recuperações Judiciais – Por Natanael Sarmento*

13/07/2026

“Recuperação Judicial” é a forma legal de salvar empresas à beira da insolvência, da falência. É a chave de ouro da lei às empresas devedoras. Para abrirem renegociações com credores, reduzirem dívidas, dilatarem prazos, parcelarem, tudo sopesado e aprovado na assembleia dos credores, sob supervisão do Judiciário, que homologa o acordo. Bonito no papel, feio na prática.

Gazua

Na prática, “recuperações Judiciais”, ordinariamente, são gazuas de fraudes bilionárias contra credores. Empresários desonestos passam a perna nos credores, Erário, fornecedores e trabalhadores. No frigir dos ovos, o povo paga a conta do banquete dos defraudadores.

Fraudes corporativas

Fraudes corporativas escandalosas e bilionárias rompem a bolha de proteção conferida pelo dinheiro e o poder. As fraudes de RJs bilionárias chamuscam reputações de juízes, desembargadores e Ministros do alto escalão judiciário. O dinheiro é tanto que faz mud...

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“Recuperação Judicial” é a forma legal de salvar empresas à beira da insolvência, da falência. É a chave de ouro da lei às empresas devedoras. Para abrirem renegociações com credores, reduzirem dívidas, dilatarem prazos, parcelarem, tudo sopesado e aprovado na assembleia dos credores, sob supervisão do Judiciário, que homologa o acordo. Bonito no papel, feio na prática.

Gazua

Na prática, “recuperações Judiciais”, ordinariamente, são gazuas de fraudes bilionárias contra credores. Empresários desonestos passam a perna nos credores, Erário, fornecedores e trabalhadores. No frigir dos ovos, o povo paga a conta do banquete dos defraudadores.

Fraudes corporativas

Fraudes corporativas escandalosas e bilionárias rompem a bolha de proteção conferida pelo dinheiro e o poder. As fraudes de RJs bilionárias chamuscam reputações de juízes, desembargadores e Ministros do alto escalão judiciário. O dinheiro é tanto que faz mudar entendimentos e a honorável Torre de Babel de decisões díspares do Judiciário não só gera insegurança jurídica como suscita suspeições de conluio criminoso.

Lojas Americanas

Nessa fraude contábil desaparecem 25 bilhões. Metade, praticamente, do valor envolvido de 50,8 bilhões. Balanços maquiados. Todavia, “homologados na forma da lei”, pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – TJRJ.

Celeridade

A celeridade da homologação dos desembargadores do TJRJ no jabá das Americanas causa inveja aos juízes do tribunais das pequenas causas que levam meses para decidir uma querela de vizinhos. Existe almoço de graça?

Bandido bom

“Bandido bom é bandido morto” frase à gosto de fascistas só vale para pobres periféricos, de preferência, pretos. Bandidos ricos quando condenados (raramente) cumprem penas em “prisão domiciliar” nos condomínios de luxo. Bandido bom investe e frauda na Lama Lima. Esses, com ou sem delação, acabam premiados.

STJ

Os coleguinhas advogados promovem memoráveis batalhas de competência - um juízo para chamar de seu - e pedidos liminares na 3ª Turma do STJ. O processo das Americanas nas mãos dos Ministros Raul Araújo (Relator), Nancy Andrighi, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro. Mantiveram o bloqueio dos bens das Americanas.

Grandes empresários

No litigio das Americanas, de um lado os acionistas, investidores e empresários ricos, no outro lado, os credores, agentes do sistema financeiro e bancário, qual o BGT –Pactual. Briga de cachorro grande”.

Cem anos de perdão

Não tem mocinhos nesse bangue -bangue. O BTG aparece nas fraudes dos “hackers” do desvio de 100 milhões no “Pix, em 2026, no escândalo do fundo de fachada (Itaipava) usado para adquirir a massa falida da MMX, do Eike Batista em 2025; nas diatribes do principal acionista, André Esteves enrolado como cabeça de freira no processo da “Lava a Jato”, por sinal, monumento da excrescência policial-judicial-midiática do Brasil.

Faroeste baiano

Bilhões de reais de ativos agrícolas de disputas de terras, no oeste baiano foram rastreados na “Operação Faroeste” da PF. Investigavam vendas de decisões judiciais em grilagens de terras. Pinto. Descobrem corrupção maior nos acordos bilionários de recuperações judiciais. Magistrados recebiam propinas milionárias.

Honradez

Honradez e coragem, atributos raros, aqui e alhures, ainda existem, queremos acreditar. O Ministro Og Fernandes, Ministro do STJ (Relator) e a Corte Especial rompem o afastam e pendeu os corrutos com toga da magistratura no TJBA.

Celular do morto

Mensagens de celular do advogado assassinado em 2023 foi o mapa da mina. Milhões de reais nos litígios empresariais e falências fraudadas homologadas com vendas de decisões judiciais nos Tribunais de Justiça do Mato Grosso –TJMT- e do Mato Grosso do Sul-TJMS. Esquema pesado. A corrupção protegia empresas em processos de recuperação judicial e com desfalques patrimoniais.

Até tu, Brutus?

A investigação criminal do lobby reverberou em assessores de 4 gabinetes do STJ. A bomba subiu ao STF, aos “semideuses togados” do “Pretório Excelso” e corre em “sigilo” para os mortais comuns.

Grupo João Santos

O conglomerado nordestino de dezenas de empresas - Cimento Nassau, Tvs Tribuna e Gazeta, entre outras - cimentou a riqueza familiar durante a ditadura, haja cimento na construção de Itaipu. Alvo da PF acusados de lavagem de dinheiro, fraudes na gestão uso de laranjas, ocultação de patrimônio, sonegação fiscal, débitos de direitos e obrigações trabalhistas. Jabazinho em torno de 13 bilhões...

Recuperação

A recuperação judicial do Grupo João santos foi homologada pelo juiz de primeiro grau Marcus Vinicius Barbosa de Alencar Luz, da 15ª Vara Cível do Recife. Sucederam recursos nas Câmaras Cíveis do TJPE e chegaram ao STJ.

Jurisprudência

O STJ criou jurisprudência a partir do caso João Santos. Limitar o poder homologatório do “Plano da recuperação” com indícios de crime falimentar, fraude contra credores e/ou dissipação patrimonial. Parece óbvio, mas gera controvérsias.

“Conluio fraudulento”

Sobre a recuperação do grupo João Santos pairam acusações de blindagem dos herdeiros para se livrarem de execuções. Segundo a decisão inovadora do STJ a anulação de decisões da AGC – Assembleia Geral de Credores é possível por que o Judiciário não pode avalizar fraudes comprovadas. Os votos dos Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva e Nancy Andrighi foram determinantes para a jurisprudência de anulação de assembleias e/ou afastamento de gestores em casos de "conluio fraudulento" ou abuso de direito.

Brasil vai à falência

Pois essa malta de empresários defraudadores que enriquecem às expensas das riquezas nacionais e da exploração dos trabalhadores, das fraudes fiscais, sonegadores contumazes, golpistas do sistema, fazem lobby contra aumento de salário-mínimo, o fim da escala de trabalho 6/1, a bolsa família e qualquer investimento em políticas públicas sob alegação que leva o Brasil à falência.

Na moral

Nessa moralidade capitalista 20 bilhões de dívidas de banqueiros (Proer de FHC) devem ser pagos pela Fazenda Pública, pelo povo, que isso salva o Brasil. Um dia de descanso para o trabalhador cuidar da sua vida e ficar com a família na escala de semiescravidão 6/1 leva o Brasil à falência, como diziam os Senhores de escravos, sobre o fim da escravidão.

*Natanael Sarmento é professor e escritor. Integrante da direção nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo - UP

NR - Os artigos assinados expressam a opinião dos seus autores. Todos os citados têm espaço para suas manifestações.




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Fliportos: resistência, pausa e reflexão, em um mundo conectado

13/07/2026

Por Antônio Campos*

Em 2025, a Fliporto fez sua 1º edição portuguesa em parceria com a Fundação Livraria Lello, que é a fundação cultural da Livraria Lello, no Porto, Portugal, em outubro de 2025. Foi um evento exitoso, onde foram plantadas sementes.

A Fliporto Portugal terá sua 2ª edição em outubro de *2026,* novamente em parceria com Fundação Livraria Lello, devendo, em breve, anunciar sua programação.

A Fliporto também fará sua 21ª edição brasileira, juntamente com a 2º edição da FliportoArte, em novamente de 2026.

Recentemente, a Fundação Livraria Lello, no Mosteiro de Leça do Balio, inaugurou o Jardim do Pensamento, exaltando uma sociedade mais desacelerada, mais reflexiva e mais leitora.

Tivemos também a iniciativa da cantora e artista Dua Lipa, que colocou 100 livros censurados ou discriminamos em uma biblioteca dentro da Livraria Lello, como um ato de resistência nesses tempos tão desafiadores, q...

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Por Antônio Campos*

Em 2025, a Fliporto fez sua 1º edição portuguesa em parceria com a Fundação Livraria Lello, que é a fundação cultural da Livraria Lello, no Porto, Portugal, em outubro de 2025. Foi um evento exitoso, onde foram plantadas sementes.

A Fliporto Portugal terá sua 2ª edição em outubro de *2026,* novamente em parceria com Fundação Livraria Lello, devendo, em breve, anunciar sua programação.

A Fliporto também fará sua 21ª edição brasileira, juntamente com a 2º edição da FliportoArte, em novamente de 2026.

Recentemente, a Fundação Livraria Lello, no Mosteiro de Leça do Balio, inaugurou o Jardim do Pensamento, exaltando uma sociedade mais desacelerada, mais reflexiva e mais leitora.

Tivemos também a iniciativa da cantora e artista Dua Lipa, que colocou 100 livros censurados ou discriminamos em uma biblioteca dentro da Livraria Lello, como um ato de resistência nesses tempos tão desafiadores, que merecem os nossos aplausos. O livro escolhido foi
Olhos d’Água, de Conceição Evaristo essa tão importante escritora brasileira que nos orgulha.

Essas temáticas são muito sensíveis e preciosas para a Fliporto Brasil e Portugal, que fará a edição brasileira durante o período da Recplay do Porto Digital no Centro do Recife e no Parque Dona Lindu, com o tema: “Raízes em papel, sonhos em bytes”, que será o tema central da Fliporto Brasil 2026.

Não é sobre escolher entre papel ou digital, mas sobre abraçar ambos: o livro físico como nosso chão e a tecnologia como o vento que leva essas histórias para todos os cantos.

A Fliporto Portugal trará o livro, a leitura e a biblioteca como um lugar para se fazer uma pausa, de reflexão e de experiência, para preservar o humano em nós em um mundo acelerado, que tem diminuído o humano.
Como dizia o grande Jorge Luis Borges: “Uma biblioteca é uma espécie de paraíso.”
Voltar ao paraíso, ao jardim do pensamento e do Éden, à reflexão e à pausa proporcionada pela leitura é um dos motivos que nos inspiram a fazer as Fliportos Brasil e Portugal como um ato de resistência e reflexão em um mundo acelerado, em que temos de combater a violência, intolerâncias e defender as liberdades.

*Antônio Campos, advogado e empreendedor cultural.
Criador da Fliporto Brasil e Portugal.




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Na reta final da Copa do Mundo, semifinalistas se preparam para confrontos da semana

13/07/2026

O sonho do título do maior esporte do planeta. Após a definição dos quatro semifinalistas, a Copa do Mundo de 2026 não terá jogos hoje, segunda-feira (13/07). O dia será de descanso antes do início da reta final da competição.

Volta

O Mundial volta amanhã, terça-feira (14/07), quando França e Espanha disputam a primeira vaga na decisão. A partida será às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas.

A outra semifinal

Na quarta-feira (15/07), também às 16h, Inglaterra e Argentina entram em campo no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, para definir o segundo finalista.

Reta final da Copa do Mundo

A disputa pelo terceiro lugar será realizada no sábado (18), às 18h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, entre os dois derrotados das semifinais.

A grande final

Já a grande final da Copa do Mundo acontece no domingo (19), às 16h (de Brasília...

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O sonho do título do maior esporte do planeta. Após a definição dos quatro semifinalistas, a Copa do Mundo de 2026 não terá jogos hoje, segunda-feira (13/07). O dia será de descanso antes do início da reta final da competição.

Volta

O Mundial volta amanhã, terça-feira (14/07), quando França e Espanha disputam a primeira vaga na decisão. A partida será às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas.

A outra semifinal

Na quarta-feira (15/07), também às 16h, Inglaterra e Argentina entram em campo no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, para definir o segundo finalista.

Reta final da Copa do Mundo

A disputa pelo terceiro lugar será realizada no sábado (18), às 18h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, entre os dois derrotados das semifinais.

A grande final

Já a grande final da Copa do Mundo acontece no domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, quando será conhecido o campeão mundial de 2026.


100 partidas

Na maior Copa de todos os tempos, que iniciou com 58 seleções, já foram disputadas até o momento, 100 partidas na Copa do Mundo de 2026. Como o torneio conta com um total inédito de 104 jogos, faltam apenas quatro confrontos para o encerramento da competição: as duas semifinais, a disputa de terceiro lugar e a grande final.

Recorde de gols


A Copa do Mundo de 2026 também já bateu o recorde histórico de gols em uma única edição, contabilizando 215 gols marcados ao fim da fase de grupos. O impressionante volume de bolas na rede - que também igualou o recorde de gols contra em mundiais - resultou em uma excelente média de 2,99 gols por partida.

Os artilheiros

Lionel Messi (Argentina) e Kylian Mbappé (França) dividem a liderança da artilharia da Copa do Mundo 2026, com 8 gols cada. Na sequência, aparecem Erling Haaland (Noruega) com 7 gols, e a dupla inglesa Harry Kane e Jude Bellingham, ambos com 6 gols na competição.

SL
O Poder




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PP, União Brasil e PL lideram ranking de emendas “sem digital” na Câmara

13/07/2026

Os partidos PP (Partido Progressistas), União Brasil e PL (Partido Liberal) são as siglas que mais enviaram emendas da Câmara dos Deputados em 2025 com autoria associada à liderança partidária. Isso ocultaria os reais autores da indicação dos recursos. As informações constam em relatório da organização Transparência Brasil.

Constam

O Republicanos, Avante, Solidariedade e Podemos também constam na lista relativa às emendas de liderança da Câmara referente a 2025. A Transparência Brasil acrescenta que a maior parte desses repasses concentra recursos em um ou dois estados. O restante é pulverizado em outros entes.

"A prática sugere que a escolha do beneficiário final é feita por diversos deputados da legenda, de diferentes regiões do país, com caciques partidários se apropriando de maiores volumes para seus estados de interesse. Nenhum desses parlamentares é identificado", aponta o relatório.

Os dados

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Os partidos PP (Partido Progressistas), União Brasil e PL (Partido Liberal) são as siglas que mais enviaram emendas da Câmara dos Deputados em 2025 com autoria associada à liderança partidária. Isso ocultaria os reais autores da indicação dos recursos. As informações constam em relatório da organização Transparência Brasil.

Constam

O Republicanos, Avante, Solidariedade e Podemos também constam na lista relativa às emendas de liderança da Câmara referente a 2025. A Transparência Brasil acrescenta que a maior parte desses repasses concentra recursos em um ou dois estados. O restante é pulverizado em outros entes.

"A prática sugere que a escolha do beneficiário final é feita por diversos deputados da legenda, de diferentes regiões do país, com caciques partidários se apropriando de maiores volumes para seus estados de interesse. Nenhum desses parlamentares é identificado", aponta o relatório.

Os dados

Os dados foram reunidos a partir de documentos disponibilizados da CMO (Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização) do Congresso Nacional. Havia R$ 11,7 bilhões em indicações para as emendas de comissão em 2025.

O montante

Deste montante, R$ 3,8 bilhões são originários do Senado e R$ 7,9 bilhões da Câmara. Elas são referentes a 4.415 indicações de senadores e de 12.231 indicações de deputados. A Transparência Brasil indica que todas as indicações das comissões do Senado estavam associadas a um senador.

Emendas de liderança da Câmara por UF

O relatório atesta que os líderes da bancada de seis dos sete partidos indicaram emendas sem apontar o responsável. "Esses seis líderes partidários fizeram indicações que somam R$ 143,2 milhões em 2025. A totalidade desses recursos foi para beneficiários dos estados em que foram eleitos".

O Poder




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Lideranças do Congresso acionam ministros do STF contra decisão de Dino

13/07/2026

Lideranças do Congresso acionaram pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal para contestar a decisão do ministro Flávio Dino de bloquear os bens do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.

Avaliação

A avaliação feita pelos políticos foi a de que a real intenção de Dino é julgar inconstitucionais as emendas parlamentares impositivas e devolver o controle delas ao Executivo, ainda mais se o presidente Lula for reeleito.

Busca

Também há a leitura de que Dino busca criminalizar a direita para favorecer a reeleição de Lula e intimidar parlamentares que têm como bandeira um discurso contra o STF.

Controversa

Na Corte, a decisão de Dino é considerada controversa. Um ministro da Corte avaliou ser difícil voltar a um modelo pré-2015, quando a primeira emenda constitucional determinando a impositividade das emendas foi aprovada.

Difícil imaginar
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Lideranças do Congresso acionaram pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal para contestar a decisão do ministro Flávio Dino de bloquear os bens do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.

Avaliação

A avaliação feita pelos políticos foi a de que a real intenção de Dino é julgar inconstitucionais as emendas parlamentares impositivas e devolver o controle delas ao Executivo, ainda mais se o presidente Lula for reeleito.

Busca

Também há a leitura de que Dino busca criminalizar a direita para favorecer a reeleição de Lula e intimidar parlamentares que têm como bandeira um discurso contra o STF.

Controversa

Na Corte, a decisão de Dino é considerada controversa. Um ministro da Corte avaliou ser difícil voltar a um modelo pré-2015, quando a primeira emenda constitucional determinando a impositividade das emendas foi aprovada.

Difícil imaginar

Além disso, para uma parte do STF, é difícil imaginar que um dirigente partidário como Valdemar não tenha influência sobre emendas, mesmo porque, no limite, cúpulas partidárias indiretamente têm responsabilidade pela eleição de parlamentares e por estratégias eleitorais em seus mandatos.

Nota

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), divulgou uma nota em que sai em defesa dos servidores da Casa e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Motta chamou a decisão de Dino de "inaceitável".

Falsamente

De acordo com a investigação, deputados federais eram falsamente apontados como “solicitantes” das indicações, a fim de conferir ares de legalidade. As indicações de Valdemar eram planilhadas e encaminhadas aos ministérios responsáveis por programas.

As emendas

Segundo o presidente da Câmara, "a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional".

O Poder



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