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Saúde - Novembro Azul chegou, e Centro Médico destaca importante da prevenção do câncer de próstata

31/10/2024

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O mês de novembro é dedicado à prevenção ao câncer de próstata, segunda doença que mais mata homens no Brasil. A campanha do Ministério da Saúde chama a atenção para o cuidado com a saúde do homem e a prevenção do câncer, especialmente o de próstata. O Poder reforça a campanha que visa reduzir as estatísticas da doença.


A prevenção

A prevenção é o melhor caminho para manter o bem-estar e a qualidade de vida. Beneficiários Afrafep a partir dos 45 anos (ou dos 40 com histórico familiar) devem conversar com um médico sobre o exame de próstata. É o que indica e orienta a equipe da Clínica Dr. Wanderley e outros Centros Médicos em João Pessoa e Campina Grande.


Agenda

O Centro orienta os paraibanos a agendar sua Ultrassonografia e realizar seus exames laboratoriais.

Quem mora em João Pessoa, guias disponíveis na Recepção do Centro Médico

Centro Médico - Contato: 3533-5...

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O mês de novembro é dedicado à prevenção ao câncer de próstata, segunda doença que mais mata homens no Brasil. A campanha do Ministério da Saúde chama a atenção para o cuidado com a saúde do homem e a prevenção do câncer, especialmente o de próstata. O Poder reforça a campanha que visa reduzir as estatísticas da doença.


A prevenção

A prevenção é o melhor caminho para manter o bem-estar e a qualidade de vida. Beneficiários Afrafep a partir dos 45 anos (ou dos 40 com histórico familiar) devem conversar com um médico sobre o exame de próstata. É o que indica e orienta a equipe da Clínica Dr. Wanderley e outros Centros Médicos em João Pessoa e Campina Grande.


Agenda

O Centro orienta os paraibanos a agendar sua Ultrassonografia e realizar seus exames laboratoriais.

Quem mora em João Pessoa, guias disponíveis na Recepção do Centro Médico

Centro Médico - Contato: 3533-5310/
https://wa.me/5583999960267


Quem mora em Campina Grande guias disponíveis na sub-sede da Afrafep CG

Imago - Contato: 98753-4109


Clínica Dr. Wanderley - Contato: 3310-3000

Quem mora em outros municípios

Realizem seus exames na rede credenciada levando a guia solicitada pelo seu médico, como já é feito normalmente e não será gerada coparticipação.

O Câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais incidente na população masculina em todas as regiões do país, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. No Brasil, estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025. Atualmente, é a segunda causa de óbito por câncer na população masculina, reafirmando sua importância epidemiológica no país.



Recomenda

O Ministério recomenda que os homens estejam alertas a qualquer anormalidade no corpo e procurem o serviço de saúde o mais breve possível para realizar o diagnóstico precoce do câncer de próstata.  

Novos casos

De acordo com o Ministério da Saúde, são aproximadamente 72 mil novos casos todos os anos no país, levando a óbito, em média, 16 mil pessoas a cada ano. (O Poder)

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Leia outras informações

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TCU divulga lista de 6,1 mil gestores que tiveram contas rejeitadas e podem ser impedidos de se candidatar este ano

05/08/2026

Hylda Cavalcanti*

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, entregou formalmente no início da noite desta terça-feira (04/08) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, levantamento com 6,1 mil nomes de gestores públicos nas mais diversas esferas que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos últimos oito anos.

Conforme informações do presidente do TCU, o levantamento deste ano reúne mais de 6,1 mil responsáveis — um volume 3% menor do que o registrado em 2024, ano de eleições municipais. A maior parte dos nomes citados são de ex-prefeitos e ex-vereadores de pequenas cidades, sendo que cerca de 3,8 mil casos estão concentrados nas regiões Nordeste e Sudeste.

Julgamentos definitivos

Do total, 266 enquadram-se como pessoas expostas politicamente, incluindo 135 vereadores, 114 prefeitos, seis deputados estaduais,...

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Hylda Cavalcanti*

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, entregou formalmente no início da noite desta terça-feira (04/08) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, levantamento com 6,1 mil nomes de gestores públicos nas mais diversas esferas que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos últimos oito anos.

Conforme informações do presidente do TCU, o levantamento deste ano reúne mais de 6,1 mil responsáveis — um volume 3% menor do que o registrado em 2024, ano de eleições municipais. A maior parte dos nomes citados são de ex-prefeitos e ex-vereadores de pequenas cidades, sendo que cerca de 3,8 mil casos estão concentrados nas regiões Nordeste e Sudeste.

Julgamentos definitivos

Do total, 266 enquadram-se como pessoas expostas politicamente, incluindo 135 vereadores, 114 prefeitos, seis deputados estaduais, dois deputados federais e um senador (incluindo suplência). A relação consolida os julgamentos definitivos — contra os quais não cabem mais recursos no TCU — realizados desde 2018.

“Este gesto simboliza, mais uma vez, o compromisso das instituições brasileiras com a integridade das eleições, com a responsabilidade na gestão pública e com o fortalecimento da confiança da sociedade no nosso sistema democrático”, afirmou o presidente do TSE, Nunes Marques.

Base é o Cadirreg

De acordo com o magistrado, a cooperação institucional entre as duas Cortes ajuda a garantir um processo eleitoral seguro e transparente. A lista foi elaborada com base no Cadastro de Contas Julgadas Irregulares (Cadirreg) e consolida os julgamentos definitivos — contra os quais não cabem mais recursos no TCU — realizados pelo Tribunal de Contas desde 2018.

A ferramenta serve como um dos principais insumos para que a Justiça Eleitoral analise os pedidos de registro de candidatura, avaliando o preenchimento dos requisitos de elegibilidade dos postulantes a cargos eletivos. Mas atenção: técnicos e ministros fizeram questão de deixar claro que o recebimento da lista não implica a inelegibilidade automática dos nomes citados.

Análise individual do TSE

Isto porque cabe estritamente à Justiça Eleitoral analisar cada caso individualmente e, somente depois, julgar se as irregularidades apontadas são capazes de barrar eventual candidatura eleitoral.

O presidente do TCU ressaltou que a união das instituições é um dos pilares de sustentação da confiança que o cidadão tem no sistema representativo. “Este documento é fruto de um trabalho técnico exaustivo, rigorosamente pautado pelo devido processo legal e pelo amplo direito de defesa”, frisou Vital do Rêgo.

Atualização permanente

Como a situação jurídica de um gestor pode se alterar por meio de recursos no próprio tribunal de contas ou por liminares na Justiça Comum, o banco de dados disponibilizado pelo TCU será atualizado diariamente, até o dia 18 de dezembro, data-limite para a diplomação dos eleitos nas eleições gerais de 2026.

A população e os partidos políticos, entretanto, poderão consultar a relação e emitir a certidão negativa para fins eleitorais no portal do TCU.

*Do HJur




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Quando a Realidade Estratégica Fala Mais Alto - Por Amadeu Robalinho*

05/08/2026

As Declarações do Ministro da Defesa e o Desafio da Soberania Nacional


As recentes declarações do Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, provocaram intenso debate nos meios político, militar e estratégico ao admitir que, em um hipotético cenário de invasão dos Estados Unidos ao Brasil, a alternativa mais sensata seria "abrir os portões", diante da incapacidade nacional de enfrentar uma potência militar dessa magnitude. A fala, embora desconfortável para parte da opinião pública, recoloca no centro da agenda nacional uma discussão frequentemente negligenciada: o verdadeiro estado da capacidade de defesa brasileira.

Segundo o ministro, o Brasil não dispõe de equipamentos militares suficientes nem de recursos financeiros capazes de sustentar uma guerra convencional contra uma superpotência. A manifestação ocorreu durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), dedicado à descarbonização do setor marítimo, ocasião em que José...

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As Declarações do Ministro da Defesa e o Desafio da Soberania Nacional


As recentes declarações do Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, provocaram intenso debate nos meios político, militar e estratégico ao admitir que, em um hipotético cenário de invasão dos Estados Unidos ao Brasil, a alternativa mais sensata seria "abrir os portões", diante da incapacidade nacional de enfrentar uma potência militar dessa magnitude. A fala, embora desconfortável para parte da opinião pública, recoloca no centro da agenda nacional uma discussão frequentemente negligenciada: o verdadeiro estado da capacidade de defesa brasileira.

Segundo o ministro, o Brasil não dispõe de equipamentos militares suficientes nem de recursos financeiros capazes de sustentar uma guerra convencional contra uma superpotência. A manifestação ocorreu durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), dedicado à descarbonização do setor marítimo, ocasião em que José Múcio voltou a defender maior previsibilidade orçamentária para as Forças Armadas.

Longe de representar um discurso derrotista, a declaração pode ser interpretada como um alerta estratégico. Ao afirmar que o país investe aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa, percentual inferior ao observado em diversas nações com interesses geopolíticos semelhantes, o ministro evidencia um problema estrutural: não se constrói poder militar consistente sem planejamento de longo prazo, estabilidade orçamentária e continuidade dos programas estratégicos.

A hipótese de uma invasão norte-americana é, sob todos os aspectos, extremamente improvável no atual cenário internacional. Entretanto, o exercício hipotético utilizado pelo ministro serve para ilustrar um princípio clássico da estratégia: a capacidade de dissuasão depende da credibilidade do poder nacional. Países não investem em defesa porque desejam guerrear; investem para reduzir a probabilidade de que a guerra ocorra.

Nesse contexto, torna-se indispensável compreender que a defesa nacional não se limita ao efetivo das Forças Armadas. Ela resulta da integração entre indústria de defesa, ciência, tecnologia, infraestrutura logística, capacidade energética, soberania cibernética, inteligência estratégica e uma base industrial capaz de sustentar operações prolongadas.

No caso específico do Exército Brasileiro, as limitações orçamentárias acumuladas nas últimas décadas produziram impactos significativos sobre programas de modernização, aquisição de equipamentos, renovação de meios blindados, sistemas de artilharia, defesa antiaérea e ampliação das capacidades de comando, controle e guerra eletrônica. Apesar do elevado nível de profissionalismo de seus militares e da reconhecida qualidade de seu preparo operacional, a capacidade de combate depende, inevitavelmente, de investimentos permanentes em tecnologia e material de emprego militar.

Situação semelhante alcança a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira. Projetos estratégicos, como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), a construção de meios navais, a renovação da aviação de combate e os sistemas integrados de vigilância representam investimentos indispensáveis para assegurar a proteção da chamada Amazônia Azul, das fronteiras terrestres e do espaço aéreo nacional.

O debate suscitado pelas palavras do ministro também revela um desafio cultural. Durante décadas, consolidou-se no imaginário nacional a percepção de que o Brasil, por possuir tradição diplomática pacífica, poderia relegar a defesa a um plano secundário. Contudo, o ambiente internacional contemporâneo demonstra exatamente o contrário. A crescente competição entre grandes potências, a disputa por minerais estratégicos, energia, alimentos, recursos hídricos, rotas marítimas e tecnologias críticas torna a capacidade de defesa um componente inseparável da soberania.

Não há soberania sem capacidade de proteção. Tampouco existe autonomia estratégica sem uma base industrial robusta, universidades capazes de produzir conhecimento aplicado, centros de pesquisa, empresas nacionais inovadoras e políticas públicas que garantam continuidade aos programas de defesa.

As declarações de José Múcio, portanto, transcendem a hipótese de um confronto específico com os Estados Unidos. Elas expõem uma realidade mais ampla: o Brasil precisa decidir qual papel pretende desempenhar no sistema internacional. Permanecer como um país de dimensões continentais, rico em recursos estratégicos, porém militarmente vulnerável, ou consolidar-se como uma potência regional dotada de instrumentos capazes de proteger seus interesses nacionais.

A história demonstra que a paz não é garantida apenas pela boa vontade entre as nações. Ela é preservada quando diplomacia, desenvolvimento econômico e capacidade de defesa caminham de forma integrada. Nesse sentido, o maior legado do debate provocado pelo ministro talvez não esteja na hipótese levantada, mas na oportunidade de recolocar a defesa nacional entre as prioridades permanentes do Estado brasileiro.

Fortalecer as Forças Armadas, estimular a Base Industrial de Defesa, ampliar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação e estabelecer políticas de longo prazo não constituem gastos supérfluos. Representam, antes de tudo, investimentos na preservação da soberania, da estabilidade institucional e da capacidade do Brasil de decidir, de forma livre e independente, os rumos do seu próprio destino.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Da Série, Os Mistérios do Aquém: onde está a montanha de 50 bilhões de dólares? - Por Natanael Sarmento*

05/08/2026

Durante a ditadura militar - 1964–1985 do modelo de desenvolvimento dos megaprojetos de infraestrutura (Rodovia Transamazônica, Usina de Itaipu, Ponte Rio-Niterói) as vias da corrupção se pavimentavam em dois caminhos: “comissões” de volumosos empréstimos externos internacionais e superfaturamentos de obras. Propinas e desvios de recursos públicos.

Nada a declarar

Perguntas incômodas sobre pessoas desaparecidas, ou contratos suspeitosos, o Ministro da Justiça da Ditadura Armando Falcão repetia o bordão “Nada a declarar”. Ditadura com Ministério de Justiça como Bolívia e Paraguai com Marinha, mas sem saída para o mar.

Não vi nada

Piada recorrente da época “não vi nada, um amigo viu e nunca mais foi visto” traduzia o terror policialesco. Do regime militar. Pessoas sequestradas em casa ou vias públicas, sem ordem judicial, muitas despareciam e delas jamais se teve notícias.

“Segurança Nacional”

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Durante a ditadura militar - 1964–1985 do modelo de desenvolvimento dos megaprojetos de infraestrutura (Rodovia Transamazônica, Usina de Itaipu, Ponte Rio-Niterói) as vias da corrupção se pavimentavam em dois caminhos: “comissões” de volumosos empréstimos externos internacionais e superfaturamentos de obras. Propinas e desvios de recursos públicos.

Nada a declarar

Perguntas incômodas sobre pessoas desaparecidas, ou contratos suspeitosos, o Ministro da Justiça da Ditadura Armando Falcão repetia o bordão “Nada a declarar”. Ditadura com Ministério de Justiça como Bolívia e Paraguai com Marinha, mas sem saída para o mar.

Não vi nada

Piada recorrente da época “não vi nada, um amigo viu e nunca mais foi visto” traduzia o terror policialesco. Do regime militar. Pessoas sequestradas em casa ou vias públicas, sem ordem judicial, muitas despareciam e delas jamais se teve notícias.

“Segurança Nacional”

Em nome da “Segurança Nacional” a ditadura exacerbava na violência e na corrupção sem prestar contas à sociedade. Sem transparência ou mecanismos efetivos de controle social dos seus atos. Repressão política e tratativas bilionárias mantidas sob sigilo e rigorosa censura dos meios de comunicação. Quase nada se sabia dos porões e da dinheirama desviada para bancos suíços e de outros paraísos fiscais.

Cartel

A dinâmica financeira envolvia cartel de fato na cooperação do alto escalão da ditadura militar, grandes empreiteiras e banqueiros, na conjunção monopolista de detentores do poder econômico com o poder político. De graça nem injeção na testa, nem choques elétricos.

Eurodólares

Nos anos de 1970, bancos internacionais (sobretudo norte-americanos e europeus) inundaram o Brasil com dólares emprestados a juros. Empréstimos que financiavam contratos de megaconstruções, sem licitação pública, sem transparência e fiscalização independente. A boiada passava solta.

Superfaturamento e Overinvoicing

O mecanismo mais banalizado na trapaça dos fundos adventícios do exterior era inflar o valor dos contratos e transações de importação de maquinário pesado/serviços tecnológicos. O toco “excedente” pago pelo Estado (povo) aos fornecedores internacionais ou parceiros consorciados era redirecionado pelos bancos intermediários diretamente às contas bancárias secretas paraísos fiscais Suíça, Panamá, Caribe.

Emblemáticos

Escândalos faraônicos vieram à tona. Foi icônico o desfalque do caso Delfin, no BNH, dos desvios imobiliários, mordida de cachorro grande. No bombástico caso Lutfalla do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha e da usina de Itaipu, maior ainda. Expuseram a existência de comissões pagas no exterior a intermediários do governo e generais, nas negociações.

Missão quase impossível

Quantificar com exatidão o valor dos desvios dessa corrupção do período militar é desafio quase impossível para economistas e historiadores. Porque a contabilidade da ditadura e os arquivos do Conselho de Segurança Nacional são sigilosos. E o sigilo bancário suíço vigorou de forma inexpugnável até os anos 2000. Tudo prescrito ou esquecido pela amnésia nacional.

Estimativas

Sobre fuga de capitais nos anos 1970 e 1980 instituições como o Banco Mundial, FMI e a Tax Justice Network estimam centenas de bilhões de dólares em saídas não registradas de capital no boom de endividamento da década, na América Latina. Relativamente ao Brasil varonil o cálculo da fuga de capitais de meados dos anos 1970 ao final dos anos 1980 gira em torno de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões, em valores nominais da época. Uma montanha de dinheiro público.

O Bolo do Milagre

O fermento do bolo do milagre econômico das megalômanas obras foi inflar a dívida externa: antes do golpe de 1964 a dívida externa do país era de US$ 3,2 bilhões. No término da ditadura militar, 1985 chegava a US$ 105 bilhões.

Ralo

Analistas econômicos atestam que parte significativa desse montante emprestado não se converteu em ativos produtivos. Além de muitas obras acabadas, empilhadeiras de dinheiro público se perderam nos labirintos da corrupção, com superfaturamento, sobre preço e pagamento de juros escorchantes, em renegociações nebulosas com bancos internacionais. Tim Maia celebrizou a frase chistosa “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúmes, traficante se vicia e pobre é de direita”. Calhava completar com: corruto é cidadão de bem, golpista defende a ordem e entreguista é patriota.

Destino

Na engenharia financeira dos desvios “off-shore” da época os bancos Suíços são preferenciais, globalmente. Fundos ilícitos e oriundos de governos autoritários protegidos totalmente sob códigos numéricos e segredo bancário. Além de outros “paraísos fiscais” Caribenhos e Europeus - Panamá, Bahamas, Ilhas Cayman, Liechtenstein e Luxemburgo, nas aberturas de empresas de fachada - shell companies - que mascaram os beneficiários finais das operações.

Back-to-back

Dinheiro lavado no exterior retorna ao Brasil anos depois sob forma de "investimento estrangeiro simulado" no back-to-back loan ou reingresso de capital privado. Aplicado na aquisição de latifúndios rurais e imóveis urbanos de alto padrão, nas participações acionárias do mercado empresarial e financeiro interno, “limpinho”, sem levantar suspeitas do Fisco. No coroamento da “meritocracia” do sistema burguês capitalista.

Jurisprudência

O cartel da corrupção consolidou as conexões das empreiteiras nacionais, agentes estatais e financeiros bancários. O ciclo das megaconstruções do regime militar elevou o padrão. O uso do cachimbo entortou a boca e se tornou prática operacional dos contratos e negócios envolvendo a administração pública brasileira, em todos os níveis, federal, estadual e municipal.

Moralismo uma ova

A retórica moralista é refúgio banal de muitos canalhas. Estamos falando de política e desvio de verba pública, de corrupção, de verbas desviadas de educação, saúde, moradia, segurança, dinheiro de toda sociedade embolsado por meia dúzia de larápios. Corrupção é corrupção. A fanfarra das propinas e desvios permanecem tocando samba na vida pública brasileira. Corrupção é corrupção. A diferença da roubalheira da burguesia na democracia para as falcatruas da sua ditadura é sutil mas relevante. Fazenda pública sempre saqueada, é verdade. Mas na democracia além de menos sigilos se pode denunciar os corrutos. Sem medo de desaparecer. E com mobilização popular nas ruas, até se corre o risco de colocar corruptos no xilindró. Ditadura nunca mais!


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.




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O rascunho da pátria nas noites do Recife - A primeira constituição nasceu em Pernambuco, por Zé da Flauta*

05/08/2026

A história oficial adora tintas dramáticas, mas a vida real prefere a engenharia do possível. Em 1808, a Família Real não desembarcou no Rio de Janeiro para viver em berço de ouro, mas para escapar de Napoleão e erguer a sede da Corte em solo americano.

D. João VI penou para achar teto decente, improvisou a estrutura onde deu e teve que lançar mão de impostos pesados, não por capricho de gabinete, mas pela necessidade imperiosa de construir a burocracia, a defesa e o Tesouro de um vasto território que logo seria elevado a Reino Unido. O problema é que, enquanto o Rio de Janeiro se consolidava como a cabeça do Reino, a conta dessa fatura pesada chegou com juros e correção ao Nordeste. E Pernambuco, que nunca foi de aceitar cabresto sem chiar, resolveu que era hora de desenhar o seu próprio destino.

Fervura de ideias

Foi assim que, em março de 1817, o Leão do Norte deu um salto no escuro. Enquanto a administração central tentava equili...

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A história oficial adora tintas dramáticas, mas a vida real prefere a engenharia do possível. Em 1808, a Família Real não desembarcou no Rio de Janeiro para viver em berço de ouro, mas para escapar de Napoleão e erguer a sede da Corte em solo americano.

D. João VI penou para achar teto decente, improvisou a estrutura onde deu e teve que lançar mão de impostos pesados, não por capricho de gabinete, mas pela necessidade imperiosa de construir a burocracia, a defesa e o Tesouro de um vasto território que logo seria elevado a Reino Unido. O problema é que, enquanto o Rio de Janeiro se consolidava como a cabeça do Reino, a conta dessa fatura pesada chegou com juros e correção ao Nordeste. E Pernambuco, que nunca foi de aceitar cabresto sem chiar, resolveu que era hora de desenhar o seu próprio destino.

Fervura de ideias

Foi assim que, em março de 1817, o Leão do Norte deu um salto no escuro. Enquanto a administração central tentava equilibrar as finanças no Sudeste, os pernambucanos declararam a república, hastearam bandeira própria e inventaram um país de três meses.
No meio dessa fervura de ideias liberais e maçonaria, entrou em cena o paulista Antônio Carlos de Andrada, irmão do futuro Patriarca da Independência, então Ouvidor em Olinda. Com a urgência de quem sabe que o tempo é o maior inimigo de um levante, ele e o Conselho Provisório colocaram a cabeça para funcionar e redigiram a Lei Orgânica de 1817. Três poderes separados, liberdade de imprensa e garantias individuais: o primeiro documento constitucional nascido e escrito em solo brasileiro surgia ali, no calor da audácia recifense.

Rascunho

A reação do Governo Central foi a marreta inevitável da ordem: o movimento foi sufocado, a experiência republicana interrompida e seus líderes pagaram o preço mais alto. Antônio Carlos escapou do enforcador por um fio, mas mofou anos nas masmorras baianas.

Contudo, o destino é mestre em ironias poéticas. Anos mais tarde, solto e eleito deputado na Constituinte de 1823, adivinha quem foi o encarregado de rascunhar o primeiro projeto de Constituição do Império do Brasil independente? O mesmo Antônio Carlos, que levou na bagagem o esqueleto das ideias costuradas nas noites insones do Recife. A semente plantada em solo pernambucano recusou-se a morrer sob a poeira do esquecimento.

Desafio

Esse episódio revela que a nossa tradição jurídica e a busca por direitos não nasceram de um decreto importado ou de uma concessão benevolente. Foram gestadas no choque amargo entre a necessidade de centralização do Estado e a exigência de autonomia das províncias.
Pernambuco não apenas desafiou o poder central; deixou para a posteridade a prova impressa de que a cidadania brasileira começou a ser escrita com a coragem, a tinta e o pioneirismo do seu próprio povo.


Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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Flávio anuncia Alfredo Gaspar como vice em chapa pura à Presidência

05/08/2026

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou hoje, quarta-feira (05/08) a escolha do deputado Alfredo (PL-AL) para o cargo de vice em sua chapa para a disputa eleitoral deste ano.

A decisão

A decisão foi anunciada em coletiva de imprensa nesta manhã, último dia de prazo para a realização de convenções partidárias. Antes, Flávio afirmou que divulgaria o nome do vice até 15 de março, mas antecipou a escolha para evitar risco de judicialização sobre o cumprimento do prazo.

Relator

Alfredo Gaspar foi relator da CPMI do INSS, uma das maiores fontes de desgaste do governo Lula. O parlamentar atuou no Ministério Público. Em sua primeira fala, o agora candidato lamentou a ausência do pai, já falecido, e de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.

Primeira fala

Em sua primeira fala como candidato a vice, Alfredo disse que a escolha é uma grande honra e enalteceu s...

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou hoje, quarta-feira (05/08) a escolha do deputado Alfredo (PL-AL) para o cargo de vice em sua chapa para a disputa eleitoral deste ano.

A decisão

A decisão foi anunciada em coletiva de imprensa nesta manhã, último dia de prazo para a realização de convenções partidárias. Antes, Flávio afirmou que divulgaria o nome do vice até 15 de março, mas antecipou a escolha para evitar risco de judicialização sobre o cumprimento do prazo.

Relator

Alfredo Gaspar foi relator da CPMI do INSS, uma das maiores fontes de desgaste do governo Lula. O parlamentar atuou no Ministério Público. Em sua primeira fala, o agora candidato lamentou a ausência do pai, já falecido, e de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.

Primeira fala

Em sua primeira fala como candidato a vice, Alfredo disse que a escolha é uma grande honra e enalteceu sua origem nordestina. Por fim, se comprometeu a ser parceiro de Flávio. "Ao seu lado marcharei para a gente transformar esse Brasil num lugar justo e decente".

Agradeceu

Ele também agradeceu a mãe e a esposa. O aceno ao voto feminino é uma tática da campanha do PL por causa da rejeição existente com esta faixa do eleitorado.

Chapa pura sem centrão
A definição de chapa pura, formada por integrantes do mesmo partido, ocorre após o PL não conseguir fazer coligações com outras legendas. Siglas do centrão optaram pela neutralidade na corrida presidencial.

O Poder




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MDB e PSB da Paraíba oficializam nesta quarta-feira, candidaturas ao governo do Estado e ao senado

05/08/2026

No último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para as convenções partidárias, período em que legendas homologam candidaturas ou oficializam formação de coligações, dois projetos de grande expressão na Paraíba realizam ato hoje, quarta-feira (05/08), em João Pessoa.

O PSB

Os partidos Progressistas, PSB e Republicanos, promovem a partir das 16h, no Centro de Convenções de João Pessoa, convenção conjunta para homologar as candidaturas de Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba, e, de João Azevêdo e Nabor Wanderley ao Senado Federal.

Reunirá

A convenção reunirá lideranças políticas, parlamentares, prefeitos, vereadores e militantes de todos os partidos que compõem a base de sustentação política liderada pelo governador Lucas Ribeiro. Além também do anúncio da formação das chapas proporcionais, também há a expectativa para o anúncio do vice de Lucas no pleito de outubro.

O MDB

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No último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para as convenções partidárias, período em que legendas homologam candidaturas ou oficializam formação de coligações, dois projetos de grande expressão na Paraíba realizam ato hoje, quarta-feira (05/08), em João Pessoa.

O PSB

Os partidos Progressistas, PSB e Republicanos, promovem a partir das 16h, no Centro de Convenções de João Pessoa, convenção conjunta para homologar as candidaturas de Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba, e, de João Azevêdo e Nabor Wanderley ao Senado Federal.

Reunirá

A convenção reunirá lideranças políticas, parlamentares, prefeitos, vereadores e militantes de todos os partidos que compõem a base de sustentação política liderada pelo governador Lucas Ribeiro. Além também do anúncio da formação das chapas proporcionais, também há a expectativa para o anúncio do vice de Lucas no pleito de outubro.

O MDB

Já o MDB, partido que tem como presidente no Estado o senador Veneziano Vital do Rêgo, realiza a convenção a partir das 15h, na Domus Hall, também em João Pessoa. Na oportunidade será homologada a chapa que conta com a candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo do Estado, além do próprio Veneziano à reeleição e André Gadelha como segundo nome ao Senado Federal.

Anunciará

Durante o evento, a legenda também deverá anunciar os nomes dos suplentes das candidaturas ao Senado. O senador Veneziano Vital do Rêgo tem como primeira suplente Janine Lucena. Já o candidato André Gadelha anunciou a vereadora Ivonete Ludgério (PSD) como sua primeira suplente na disputa ao Senado Federal.


Primeiro partido a homologar

O Partido Liberal (PL) foi o primeiro partido a homologar candidatura ao governo do Estado na Paraíba. O senador Efraim Filho foi confirmado na convenção do último domingo como governo da Paraíba. Efraim Filho é senador pela Paraíba e foi deputado federal por quatro mandatos antes de chegar ao Senado, em 2023.

Severino Lopes
O Poder



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Na pré-campanha, presidenciáveis usam IA em jingles, sátiras, cenas fictícias e ataques

05/08/2026

A caça ao voto já começou. Embora a propaganda eleitoral comece oficialmente em 16 de agosto, as exigências relativas à IA já alcançam conteúdos político-eleitorais veiculados na pré-campanha.

Na pré-campanha eleitoral, a inteligência artificial já apareca em jingles, clipes, sátiras, reconstruções históricas e ataques, publicados tanto pelos próprios políticos quanto por partidos, aliados e apoiadores.

Os vídeos

Os vídeos e imagens colocam os pré-candidatos em situações que nunca ocorreram: Romeu Zema (Novo) canta sobre Minas Gerais; Flávio Bolsonaro (PL) pilota um caça e captura um ladrão de celular; e Renan Santos (Missão) usa IA em um vídeo sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Aparece

A tecnologia também aparece no entorno e no perfil oficial de Lula (PT): parlamentares usaram cenas com a tecnologia para recontar a trajetória do presidente, enquanto ele compartilhou um vídeo embalado por uma m...

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A caça ao voto já começou. Embora a propaganda eleitoral comece oficialmente em 16 de agosto, as exigências relativas à IA já alcançam conteúdos político-eleitorais veiculados na pré-campanha.

Na pré-campanha eleitoral, a inteligência artificial já apareca em jingles, clipes, sátiras, reconstruções históricas e ataques, publicados tanto pelos próprios políticos quanto por partidos, aliados e apoiadores.

Os vídeos

Os vídeos e imagens colocam os pré-candidatos em situações que nunca ocorreram: Romeu Zema (Novo) canta sobre Minas Gerais; Flávio Bolsonaro (PL) pilota um caça e captura um ladrão de celular; e Renan Santos (Missão) usa IA em um vídeo sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Aparece

A tecnologia também aparece no entorno e no perfil oficial de Lula (PT): parlamentares usaram cenas com a tecnologia para recontar a trajetória do presidente, enquanto ele compartilhou um vídeo embalado por uma música escrita por uma apoiadora e com voz produzida com IA.


Acordo

Na segunda-feira (03/08), o TSE e a Advocacia-Geral da União (AGU) firmaram um acordo de cooperação e disponibilizaram uma cartilha de boas práticas sobre o uso de IA nas eleições, como recomendações para identificar a propaganda gerada por IA, revisar as peças antes da divulgação, verificar fontes, datas e contextos e evitar conteúdos enganosos ou manipuladores.

A cartilha

A cartilha também orienta a denúncia de usos indevidos por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), do aplicativo Pardal, do Ministério Público e da SaferNet, organização não governamental que atua no enfrentamento a crimes e violações de direitos na internet.

Prevê

O acordo prevê ainda a elaboração de um guia mais detalhado para reduzir riscos relacionados a deepfakes, automação ilícita e microdirecionamento de conteúdos manipulados. A versão final deverá passar por consulta pública antes de ser publicada.

Uso de deepfakes

Já as deepfakes são proibidas quando usadas para favorecer ou prejudicar uma candidatura, mesmo com autorização da pessoa representada.




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Fiscalização resgata 14 trabalhadores em situação análoga à escravidão em obra no Recife

05/08/2026

Dormitórios superlotados, moveis deteriorados e improvisados, colchões em más condições, infiltrações; cobertura sem forro; ventilação insuficiente e instalações elétricas com fiação exposta. Trabalhando de forma precária, catorze trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão no Recife, numa operação da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A fiscalização

A fiscalização foi realizada em um alojamento de uma empresa do setor da construção civil no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul da cidade.

Condições degradantes

Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os trabalhadores viviam em condições degradantes, com violações aos padrões mínimos de dignidade, saúde, segurança e conforto previstos na legislação trabalhista

Não foi divulgado

O nome da empresa para a qual os funcionários trabalhavam não foi divulgado....

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Dormitórios superlotados, moveis deteriorados e improvisados, colchões em más condições, infiltrações; cobertura sem forro; ventilação insuficiente e instalações elétricas com fiação exposta. Trabalhando de forma precária, catorze trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão no Recife, numa operação da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A fiscalização

A fiscalização foi realizada em um alojamento de uma empresa do setor da construção civil no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul da cidade.

Condições degradantes

Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os trabalhadores viviam em condições degradantes, com violações aos padrões mínimos de dignidade, saúde, segurança e conforto previstos na legislação trabalhista

Não foi divulgado

O nome da empresa para a qual os funcionários trabalhavam não foi divulgado. Durante a inspeção, os auditores encontraram as irregularidades.

Bom Jardim

De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, a maioria dos trabalhadores é do município de Bom Jardim, no Agreste. Eles permaneciam no Recife durante a semana para trabalhar nas obras da empresa e voltavam às suas casas apenas nos fins de semana,u em parte deles.
Em um dos quartos, destinado a seis trabalhadores, havia um beliche improvisado apoiado sobre tijolos, deteriorado por cupins e sem condições adequadas de uso.


Área externa

Na área externa do imóvel, os auditores encontraram entulho, vegetação alta, acúmulo de lixo e pontos de alagamento, condições que favoreciam a proliferação de pragas.
O alojamento, segundo os trabalhadores, era frequentemente invadido por ratos, baratas, cupins, formigas e insetos, além de um cachorro que circulava livremente pelo terreno e defecava nas áreas comuns.

Fotos: Auditoria-Fiscal do Trabalho/Divulgação



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Governo Lula avalia medida de reciprocidade sobre vistos americanos

05/08/2026

Crise diplomática. O Palácio do Planalto estuda adotar medidas de reciprocidade contra vistos americanos após o governo Trump revogar a autorização da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti.

O argumento

O argumento é de que os EUA reclamam de dois casos, quando nas contas do governo Lula há pelo menos 16 vistos cancelados de autoridades brasileiras dos poderes executivo e judiciário.

Negou

No último dia 24, o Ministério das Relações Exteriores negou pedidos de visto a dois funcionários ligados ao Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio.

Fontes afirmam que os dois visitariam o Brasil com o intuito de fazer ataque à confiabilidade das urnas e do sistema eleitoral.
Em julho de 2025, ao anunciar a revogação de vistos contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, e outros integrantes da corte, a gestão Trump publicou que a política de re...

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Crise diplomática. O Palácio do Planalto estuda adotar medidas de reciprocidade contra vistos americanos após o governo Trump revogar a autorização da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti.

O argumento

O argumento é de que os EUA reclamam de dois casos, quando nas contas do governo Lula há pelo menos 16 vistos cancelados de autoridades brasileiras dos poderes executivo e judiciário.

Negou

No último dia 24, o Ministério das Relações Exteriores negou pedidos de visto a dois funcionários ligados ao Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio.

Fontes afirmam que os dois visitariam o Brasil com o intuito de fazer ataque à confiabilidade das urnas e do sistema eleitoral.
Em julho de 2025, ao anunciar a revogação de vistos contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, e outros integrantes da corte, a gestão Trump publicou que a política de restrição de visto estava de acordo a Lei de Imigração e Nacionalidade, que autoriza o Secretário de Estado, Marco Rubio, a tornar inadmissível qualquer estrangeiro cuja entrada no país "teria consequências adversas potencialmente graves para a política externa".

Esfriar

De lá para cá, a situação chegou a esfriar após uma aproximação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e voltou a escalar com a aplicação de novos tarifaços contra o Brasil e um contexto apontado por fontes do governo brasileiro como de interferência eleitoral do governo Trump no Brasil.

O comunicado

O comunicado, aprovado previamente pelo presidente Lula, teve o objetivo de dar a direção do governo diante dos fatos e mostrar, nas palavras de fontes do Palácio do Planalto, que os argumentos do lado americano são falsos.

Fechou as portas

Diante da escalada do governo Trump, o Brasil fechou a porta para a possibilidade de conceder um agrément a Daniel Perez, que foi anunciado em julho para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil.




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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta quarta-feira

05/08/2026

Brasília, 5 de agosto de 2026

Café duplo por favor

Brasília resolveu transformar a primeira quarta-feira de agosto em uma maratona política. amanheceu naquele modo “ninguém solta a pauta de ninguém”. O governo tenta controlar o incêndio do caso “Marcola”, Trump resolveu aumentar a temperatura com o Brasil, Milei segue fazendo Milei, a Quaest colocou mais lenha na disputa presidencial, o Banco Central cortou os juros pela quarta vez seguida e as convenções dão o pontapé oficial na campanha. Em Brasília, a única coisa que continua em baixa não são os juros… é a possibilidade de um dia sem crise. Nas redes sociais, o algoritmo já escolheu seus protagonistas antes mesmo do café esfriar.


O empréstimo virou manchete. E a crise ganhou CPF

O caso envolvendo o ex-chefe de gabinete conhecido como “Marcola” domina praticamente todas as capas dos jornais nacionais. A revelação do repasse de R$ 249 mil feito p...

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Brasília, 5 de agosto de 2026

Café duplo por favor

Brasília resolveu transformar a primeira quarta-feira de agosto em uma maratona política. amanheceu naquele modo “ninguém solta a pauta de ninguém”. O governo tenta controlar o incêndio do caso “Marcola”, Trump resolveu aumentar a temperatura com o Brasil, Milei segue fazendo Milei, a Quaest colocou mais lenha na disputa presidencial, o Banco Central cortou os juros pela quarta vez seguida e as convenções dão o pontapé oficial na campanha. Em Brasília, a única coisa que continua em baixa não são os juros… é a possibilidade de um dia sem crise. Nas redes sociais, o algoritmo já escolheu seus protagonistas antes mesmo do café esfriar.


O empréstimo virou manchete. E a crise ganhou CPF

O caso envolvendo o ex-chefe de gabinete conhecido como “Marcola” domina praticamente todas as capas dos jornais nacionais. A revelação do repasse de R$ 249 mil feito pela empresária Roberta Luchsinger amplia o desgaste do governo em pleno início da campanha eleitoral. A defesa afirma tratar-se de um empréstimo privado, mas a narrativa política já migrou para o campo da transparência, da proximidade com o poder e da responsabilidade institucional.

Na política, às vezes o problema não é o depósito. É onde ele cai na narrativa.


Washington cancelou o visto. Brasília perdeu a paciência.

A decisão do governo Trump de revogar o visto da embaixadora brasileira elevou mais um degrau da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O Itamaraty endureceu o discurso, enquanto o Planalto praticamente descarta qualquer avanço imediato na indicação do novo embaixador americano. O episódio amplia a tensão internacional justamente quando política externa passa a influenciar diretamente o debate eleitoral interno.

Diplomacia costuma falar baixo. Hoje resolveu aumentar o volume.


Quest apertou a corrida: vantagem diminui e a disputa esquenta

A nova pesquisa Quaest mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno contra 30% de Flávio Bolsonaro, reduzindo a diferença observada no levantamento anterior. No segundo turno, Lula aparece com 44% contra 39% de Flávio. O levantamento indica uma eleição competitiva e reforça que a disputa digital tende a ganhar ainda mais importância nas próximas semanas.

Pesquisa fotografa o momento. A campanha tenta filmar o futuro.


Aprovação empatou. A narrativa também

Outro dado relevante da Quaest mostra 48% de aprovação contra 47% de desaprovação ao governo Lula. O resultado configura um empate técnico e reforça um cenário de estabilidade com forte polarização. Para a comunicação política, isso significa que pequenas crises ou boas agendas podem alterar rapidamente o humor do eleitorado.

Quando aprovação e desaprovação andam lado a lado, cada notícia pesa o dobro.


Juro caiu de novo. O bolso agradece, o mercado observa

O Banco Central deve promover o quarto corte consecutivo da Selic, reduzindo a taxa para 14% ao ano. Embora continue elevada em termos internacionais, a sequência de cortes sinaliza maior confiança no controle da inflação e tende a fortalecer o discurso econômico do governo nos próximos meses.

Quando os juros descem, a expectativa sobe.


Brasil, EUA e Argentina: a diplomacia resolveu fazer triangulação

Além da crise com Washington, a Argentina acusou o Brasil de agir por razões ideológicas após o rebaixamento das relações diplomáticas. O episódio amplia o isolamento regional em um momento delicado para a política externa brasileira e oferece novos argumentos para governo e oposição disputarem espaço nas redes.

O mapa da América do Sul continua igual. O clima diplomático nem tanto.


Convenções encerram hoje. Agora começa o jogo de verdade

O calendário eleitoral entra em uma nova fase. Com o encerramento das convenções partidárias, os partidos terão até o dia 15 para registrar oficialmente seus candidatos. A partir daqui, estratégias digitais, alianças e narrativas passam a ganhar ainda mais relevância.

Até ontem era pré-campanha. Agora ninguém quer mais ser chamado de pré.


Publicidade oficial entra na mira da Justiça

O ministro André Mendonça determinou que o governo apresente informações detalhadas sobre gastos com publicidade institucional entre 2023 e 2026. O tema deve alimentar debates sobre transparência, comunicação pública e uso de recursos durante o período eleitoral.

Em ano eleitoral, até a propaganda ganha fiscalização.


Operação policial lembra que segurança pública nunca sai da pauta

A operação contra integrantes do Comando Vermelho, com quase cem mandados de prisão no Rio de Janeiro, recoloca o combate ao crime organizado entre os principais assuntos do dia. Segurança continua sendo um dos temas com maior potencial de mobilização política e digital.

Enquanto Brasília debate narrativa, a polícia tenta mudar a realidade.


Brasil e EUA caminham para um confronto que vai além da diplomacia

Analistas já classificam o atual momento como um confronto predominantemente ideológico entre Brasília e Washington. Apesar do endurecimento político, permanecem preservados importantes canais militares e comerciais, o que reduz o risco de ruptura institucional, mas mantém elevada a tensão política.

As bandeiras continuam hasteadas. As relações, nem tanto.




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