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O dia do poeta e o poço encantado da poesia, por Josué Sena*

31/10/2024 - Jornal O Poder

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Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.


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Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.

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Leia outras informações

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Hugo Motta negociou emendas para beneficiar o Master, diz celular de Vorcaro

26/09/2026

É um poço sem fundo. Novas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro sugerem que Hugo Motta negociou com o banqueiro a apresentação de emenda ao PL do Carbono para beneficiar o Master.

Os diálogos

Reforçam a denúncia feita por Renan Calheiros em maio deste ano, durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Detalhes

Em 19 de novembro de 2024, Vorcaro pediu para encontrar-se pessoalmente com Motta, que encaminhou a ele o substitutivo do PL do Carbono, com emenda ao artigo 56, obrigando seguradoras, previdência complementar, capitalização e resseguradores a destinar 0,5% de suas reservas técnicas para a compra de créditos de carbono.



Claro, como não, irmão?

“Consegue encontrar mais tarde hoje”, escreveu Vorcaro. “Sim”, respondeu Motta. “Pegando o texto aqui para te mandar.” O presidente da Câmara, então, encaminha ao banqueiro mensagens da...

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É um poço sem fundo. Novas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro sugerem que Hugo Motta negociou com o banqueiro a apresentação de emenda ao PL do Carbono para beneficiar o Master.

Os diálogos

Reforçam a denúncia feita por Renan Calheiros em maio deste ano, durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Detalhes

Em 19 de novembro de 2024, Vorcaro pediu para encontrar-se pessoalmente com Motta, que encaminhou a ele o substitutivo do PL do Carbono, com emenda ao artigo 56, obrigando seguradoras, previdência complementar, capitalização e resseguradores a destinar 0,5% de suas reservas técnicas para a compra de créditos de carbono.



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Claro, como não, irmão?

“Consegue encontrar mais tarde hoje”, escreveu Vorcaro. “Sim”, respondeu Motta. “Pegando o texto aqui para te mandar.” O presidente da Câmara, então, encaminha ao banqueiro mensagens da assessoria e o texto do substitutivo, aprovado naquele mesmo dia.

É pouco?

Para aqueles que têm o banditismo na alma, nada pega.
Para as pessoas de bem, é mais uma face desse escândalo hediondo. Os efeitos dessas negociatas master são claros hoje na campanha eleitoral paraibana.

Os diálogos

Evidenciam o interesse direto do banqueiro no tema e o tratamento diferenciado por parte de Motta.
A aprovação do texto impactou os balanços do Master, inflando artificialmente o patrimônio de fundos ligados a projetos de carbono — fundo Jade (Golden Green) e New Jade 2 (Global Carbon), administrados pela Reag.

O negócio, porém

Sofreu um revés após as investigações sobre o banqueiro. O STF decidiu, em maio, tornar o artigo inconstitucional, a partir de uma ADI protocolada pela CNSeg e sob relatoria de Flávio Dino.

Negócios em família

As novas mensagens do celular de Vorcaro também enfraquecem a versão de Motta no episódio do empréstimo de R$ 22 milhões do Master para uma empresa de sua cunhada. As conversas são de março de 2024, quando o deputado era líder do Republicanos – ele seria eleito presidente da Câmara no ano seguinte.

Em 9 de março

Ele envia ao banqueiro uma longa mensagem sobre o negócio envolvendo a compra de um terreno de uma fábrica de cimento em João Pessoa (PB).



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Conversa de amigos

“Boa noite, amigo! Td bem? Desculpa incomodar no sábado, estou aqui reunido com o pessoal para finalizar a negociação de compra da área aqui de JP. Conforme falamos, já temos os documentos assinados passando a empresa para minha cunhada. Ela iniciou a negociação com a Adriana, mas acredito que ela não tá sabendo do formato da sociedade que ficou combinado. Quando puder me orienta como devemos proceder pq o prazo é curto para saldar com a Intercement. Abs!”

E segue

Puxou uma pena, vem o galinheiro.




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Raquel Teixeira Lyra estava presente e fez que não viu agressão de aliado contra Roberta Arraes

26/09/2026

A deputada estadual de Pernambuco pelo partido PP (Progressistas), Roberta Arraes, é candidata à reeleição. O partido é aliadíssimo de Raquel. Mas nem isso, sensibilizou a governadora, que tem o dom de ter uma posição diferente para cada circunstância. Essa: o suposto agressor, o ex-prefeito Raimundo Pimentel, vota e faz campanha para Raquel. A agredida, também. Raquel assistiu a tudo. E, ficou calada, ou seja...calada.

Raimundo

Classifica a denúncia da deputada de fake-news. Diz que ela provocou uma situação durante a visita eleitoral a um equipamento público, o que, aliás, é vedado por lei. As contradições na declaração do próprio Raimundo depõem contra ele. O Poder assegura ao ex-prefeito o mais amplo espaço para sua versão.

O Diário de Pernambuco

Soltou um vídeo, hoje, mostrando que a governadora Raquel Teixeira Lyra ignorou um relato de agressão feito a uma deputada no exercício do mandato e candidata à r...

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A deputada estadual de Pernambuco pelo partido PP (Progressistas), Roberta Arraes, é candidata à reeleição. O partido é aliadíssimo de Raquel. Mas nem isso, sensibilizou a governadora, que tem o dom de ter uma posição diferente para cada circunstância. Essa: o suposto agressor, o ex-prefeito Raimundo Pimentel, vota e faz campanha para Raquel. A agredida, também. Raquel assistiu a tudo. E, ficou calada, ou seja...calada.

Raimundo

Classifica a denúncia da deputada de fake-news. Diz que ela provocou uma situação durante a visita eleitoral a um equipamento público, o que, aliás, é vedado por lei. As contradições na declaração do próprio Raimundo depõem contra ele. O Poder assegura ao ex-prefeito o mais amplo espaço para sua versão.

O Diário de Pernambuco

Soltou um vídeo, hoje, mostrando que a governadora Raquel Teixeira Lyra ignorou um relato de agressão feito a uma deputada no exercício do mandato e candidata à reeleição. O mais grave é que ela presenciou. O agressor seria o principal aliado político dela na região. Se Raimundo tem razão, por uma questão de justiça, devia ser defendido por Raquel. Se não tem, devia ser acusado. Ficar em cima do muro em mais uma questão envolvendo uma mulher agredida, bom, os leitores julguem.

A governadora

Sempre tão pronta a se proclamar a 'Defensora das Mulheres' calou o bico. Parece até que não foi testemunha. Atitude muito conveniente mas que só depõe contra ela.

E João Campos?

Independente do partido de Roberta ser aliado e ter um senador na chapa da governadora, João Campos declarou apoio incondicional à deputada agredida.








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Lula diz que tomou “atitude drástica” com proibição de bets porque tais apostas vivaram “desgraça na vida das pessoas”

26/09/2026

Um dia depois de anunciar uma Medida Provisória (MP) proibindo apostas de quota fixa no país, as chamadas bets, e o chamado "Jogo do Tigrinho", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste sábado (26/09), que admite ter tomado uma “atitude muito drástica”, mas assim fez porque as apostas viraram “desgraça na vida das pessoas pobres”.

Lula participou de caminhada de campanha na Zona Leste de São Paulo hoje pela manhã, e justificou a iniciativa contando histórias de pessoas que tiraram a vida por causa de endividamentos provocados por causa do jogo.

Histórias de endividados

“Ontem tomei uma atitude muito drástica. Sei que aqui no meio tem gente endividada com bets. Porque as bets virou uma desgraça na vida das pessoas pobres. As pessoas se endividam. Filho joga escondido da mãe. Pai gasta às vezes dinheiro da alimentação das crianças pra tentar ganhar mais e perde. E vai tomando dinheiro emprestado, vai devendo e devendo. Conheci...

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Um dia depois de anunciar uma Medida Provisória (MP) proibindo apostas de quota fixa no país, as chamadas bets, e o chamado "Jogo do Tigrinho", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste sábado (26/09), que admite ter tomado uma “atitude muito drástica”, mas assim fez porque as apostas viraram “desgraça na vida das pessoas pobres”.

Lula participou de caminhada de campanha na Zona Leste de São Paulo hoje pela manhã, e justificou a iniciativa contando histórias de pessoas que tiraram a vida por causa de endividamentos provocados por causa do jogo.

Histórias de endividados

“Ontem tomei uma atitude muito drástica. Sei que aqui no meio tem gente endividada com bets. Porque as bets virou uma desgraça na vida das pessoas pobres. As pessoas se endividam. Filho joga escondido da mãe. Pai gasta às vezes dinheiro da alimentação das crianças pra tentar ganhar mais e perde. E vai tomando dinheiro emprestado, vai devendo e devendo. Conheci gente de 26 anos que se enforcou. Mulher que se matou”, afirmou.

“Por isso fiz uma Medida Provisória acabando com as bets no Brasil. Quem quiser ganhar dinheiro, que arrume um jeito honesto de ganhar. Não matando o povo pobre e endividando o povo pobre. Ninguém fica rico apostando em bet. Quem fica rico é o dono da bet, o povo fica cada vez mais pobre” , destacou.

PL estabelece penas para quem explorar ou divulgar bets

A MP que formalizou a proibição foi assinada por Lula na noite de ontem, faltando nove dias das eleições. O presidente também enviou ao Congresso um Projeto de Lei (PL) que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets.

"Foi uma decisão necessária. As bets são como o câncer, ou a gente tira o tumor ou o tumor vai matar a gente. [...] Foi muita briga, foi muita discussão, foi muito vamos fazer aquilo, faz tudo, faz nada, faz pela metade. Não, já que tem que fazer, vamos fazer o que tem que ser feito”, disse o presidente.

Resgate de saldos remanescentes

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a partir desta sexta, "não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro". "A partir da publicação dessa MP, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não podem admitir mais nenhum novo aporte”. explicou.

Segundo o ministro, os apostadores terão até às 23:59 do dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nessas plataformas. Caso não consigam retirar, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro. As bets, por sua vez, terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas.

De advertências a multas

Conforme estabelece a MP, as sanções aos que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso de pessoas jurídicas. A Medida Provisória prevê a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, tanto em meios físicos como digitais, até às 23:59 do dia 5 de outubro. O mesmo prazo será dado para a retirada de marcas oriundas de contratos de patrocínio.

Além disso, o Governo Federal anunciou que haverá um reforço na estrutura do Ministério da Justiça. Será criada uma nova coordenação na Polícia Federal dedicada à recuperação de ativos e lavagem de dinheiro e uma estrutura com o mesmo propósito na Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi).

— Com Agências de Notícias




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Flávio Bolsonaro critica MP que acaba com bets e promete, se eleito, fazer mudanças em creches, na saúde e na educação

26/09/2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL), presidenciável considerado principal adversário do presidente Lula nas eleições, afirmou neste sábado (26/09, durante evento de campanha em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, que considerou a Medida Provisória assinada na noite de ontem por Lula um gesto de quem está “desesperado com o resultado das urnas”.

Já nesta sexta-feira, Flávio havia criticado a decisão do presidente de acabar com as bets no país. Ele chamou a medida provisória de “estelionato eleitoral" e "solução fajuta" para a resolução do problema de endividamento dos brasileiros.

Padrão de referência

Na área da saúde, Flávio afirmou que pretende levar ao Sistema Único de Saúde (SUS) um padrão semelhante ao de hospitais privados de referência. “A saúde vai ser padrão Einstein. Eu to trazendo para ser ministro da saúde o diretor do melhor hospital do Brasil, que é o Albert Einstein. Vamos ter padrão Einstein no SUS porque você merece...

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), presidenciável considerado principal adversário do presidente Lula nas eleições, afirmou neste sábado (26/09, durante evento de campanha em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, que considerou a Medida Provisória assinada na noite de ontem por Lula um gesto de quem está “desesperado com o resultado das urnas”.

Já nesta sexta-feira, Flávio havia criticado a decisão do presidente de acabar com as bets no país. Ele chamou a medida provisória de “estelionato eleitoral" e "solução fajuta" para a resolução do problema de endividamento dos brasileiros.

Padrão de referência

Na área da saúde, Flávio afirmou que pretende levar ao Sistema Único de Saúde (SUS) um padrão semelhante ao de hospitais privados de referência. “A saúde vai ser padrão Einstein. Eu to trazendo para ser ministro da saúde o diretor do melhor hospital do Brasil, que é o Albert Einstein. Vamos ter padrão Einstein no SUS porque você merece quando precisar", enfatizou.

Ao lado do candidato ao governo do Rio pelo PL, Douglas Ruas, Flávio também prometeu adotar medidas de endurecimento na segurança pública. Você vão ver o presidente Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa no filho dele. E nos próximos 4 anos, eu e o Douglas vamos declarar guerra aos narcoterroristas do Comando Vermelho, PCC e milícias”. frisou.

O senador prometeu, ainda, reduzir a maioridade penal para 16 anos e criar programas voltados à proteção e à autonomia financeira das mulheres. “A gente vai proteger as mulheres de verdade. Vamos fazer o maior programa de proteção as mulheres e o maior programa de autonomia financeira.", destacou.

Sistema de voucher

Em relação a creches, ele afirmou que pretende criar um sistema de voucher para famílias que não conseguirem vaga na rede pública terem como colocar os filhos na rede particular. E reduzir impostos sobre a folha de pagamento, de modo a criar um programa voltado à entrada de jovens no mercado de trabalho. Na sequência, afirmou que pretende reduzir a carga tributária sobre os salários.

"E vou falar mais, trabalhadores e comerciantes que estão aqui me ouvindo, eu vou meter tesouraço nos impostos. Ninguém aguenta pagar tanto imposto mais. Vou reduzir o imposto sobre a folha de pagamento, porque o seu salário vai ficar mais com você do que com o governo porque você merece", acentuou.




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Novidade: E-Título agora poderá ser baixado até final do 2º Turno e emitir várias certidões para os usuários

26/09/2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma novidade que vai ajudar muitos brasileiros durante as eleições deste ano. A partir de agora, o aplicativo e-Título poderá ser baixado no dia da votação, tanto no 1º quanto no 2º turno. Além disso, haverá concentração de esforços de técnicos da área de Tecnologia da Informação (TI) para garantir o funcionamento estável do aplicativo.

Segundo o ministro presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, a infraestrutura aprimorada permitirá a emissão, pelo e-Título, do título de eleitor, certidões eleitorais, justificativa da ausência às urnas e inscrição como mesário voluntário.

Mais serviços em um único ambiente

A nova versão do aplicativo também reúne mais serviços em um único ambiente, como a quitação de débitos por pix ou cartão. A inovação permite que a Justiça Eleitoral se comunique diretamente com o eleitorado por meio de notificações no celular.

“Quanto mais serviços di...

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma novidade que vai ajudar muitos brasileiros durante as eleições deste ano. A partir de agora, o aplicativo e-Título poderá ser baixado no dia da votação, tanto no 1º quanto no 2º turno. Além disso, haverá concentração de esforços de técnicos da área de Tecnologia da Informação (TI) para garantir o funcionamento estável do aplicativo.

Segundo o ministro presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, a infraestrutura aprimorada permitirá a emissão, pelo e-Título, do título de eleitor, certidões eleitorais, justificativa da ausência às urnas e inscrição como mesário voluntário.

Mais serviços em um único ambiente

A nova versão do aplicativo também reúne mais serviços em um único ambiente, como a quitação de débitos por pix ou cartão. A inovação permite que a Justiça Eleitoral se comunique diretamente com o eleitorado por meio de notificações no celular.

“Quanto mais serviços digitais oferecemos, maior é a nossa responsabilidade de garantir que eles estejam disponíveis quando o eleitorado deles precisar. Nossa equipe manterá uma sala de prontidão até que se ultimem as eleições no dia 25 de outubro, para que possamos acompanhar de perto o funcionamento do e-Título”, frisou o ministro presidente.

Identificação rápida

“A ideia é concentrar as equipes técnicas e permitir uma rápida identificação de algum eventual problema, uma responsividade maior, tudo no sentido de prover serviço cada vez melhor para a eleitora e para o eleitor brasileiros”, explicou o secretário de Tecnologia da Informação (STI) do TSE, Júlio Valente.

O espaço também contará com profissionais das áreas técnica, de negócio, de suporte, banco de dados e segurança. “Hoje o aplicativo é utilizado por mais de 60 milhões de pessoas, então ele demanda uma equipe que precisa ser rápida e que permita que tenhamos respostas eficientes para conseguir atender o eleitorado”, pontuou a assessora-chefe de Gestão de Identificação (AGI) da Corte, Marília Loyola.




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As aventuras de Cacimba 60 — O mistério do apito da meia-noite e o cofrinho da capela, por Zé da Flauta*

26/09/2026

A capela de Carnaúba Seca andava sob uma nuvem pesada de desconfiança. Toda semana, a arrecadação de moedas destinada às obras do asilo dos velhinhos desaparecia sem deixar rastro. O mistério deixava o povo de cabelo em pé: a porta de maçaranduba continuava trancada por dentro com tranca de ferro, as janelas de sucupira intocadas e o sacrário sem um único arranhão.

Sem saber para onde correr, o delegado apontou o dedo para o alvo mais fácil: o jovem sacristão, um rapaz simples e de boa índole, que passou a ser olhado de lado pela cidade. A injustiça já estava engatilhada quando Mestre Cacimba resolveu intervir.

— Deixem o menino em paz, disse Cacimba na porta da igreja.

— A verdade não costuma gritar na praça, ela se esconde nas frestas. E para achar o que tá escondido, eu tenho dois ajudantes que não deixam passar nada.



Naquela mesma tarde, Simão entrou na capela silenciosa. Ajeitou os óculos redondos no foci...

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A capela de Carnaúba Seca andava sob uma nuvem pesada de desconfiança. Toda semana, a arrecadação de moedas destinada às obras do asilo dos velhinhos desaparecia sem deixar rastro. O mistério deixava o povo de cabelo em pé: a porta de maçaranduba continuava trancada por dentro com tranca de ferro, as janelas de sucupira intocadas e o sacrário sem um único arranhão.

Sem saber para onde correr, o delegado apontou o dedo para o alvo mais fácil: o jovem sacristão, um rapaz simples e de boa índole, que passou a ser olhado de lado pela cidade. A injustiça já estava engatilhada quando Mestre Cacimba resolveu intervir.

— Deixem o menino em paz, disse Cacimba na porta da igreja.

— A verdade não costuma gritar na praça, ela se esconde nas frestas. E para achar o que tá escondido, eu tenho dois ajudantes que não deixam passar nada.



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Naquela mesma tarde, Simão entrou na capela silenciosa. Ajeitou os óculos redondos no focinho e sacou a caderneta. Inspecionou o chão de tijolo queimado polegada por polegada até parar perto do altar. Com a ponta do lápis, apontou para uma mancha quase imperceptível de graxa e fuligem no parapeito da janela do alto. Anotou a altura, o diâmetro da marca e fez um desenho minucioso.

Ao lado dele, Sebastião não usava os olhos, mas os ouvidos. Com a cabeça inclinada, o macaquinho escutava o ranger das madeiras e o vento soprar pelas paredes de taipa.

Na calada da noite, a equipe ficou de tocaia. Perto da meia-noite, o apito do trem de carga ecoou ao longe, fazendo a estrutura de madeira da igreja tremer de leve. Foi nesse exato momento que Sebastião deu um pulo. Com seu ouvido apurado de tocador de triângulo, ele percebeu um som diferente: um arranhar abafado vindo de uma pequena falha na alvenaria, bem acima do altar.

Com a agilidade de um raio, Sebastião escalou os caibros do telhado e descobriu o truque: alguém do lado de fora havia introduzido um furão adestrado por um buraco secreto na parede. O bicho descia com um pequeno ímã de alto-falante preso ao pescoço, "pescando" as moedas metálicas de dentro da caixa sem precisar arrombar nada!

Do lado de fora, no escuro do beco, o feitor da obra do asilo recolhia o bicho e o saco cheinho de moedas. Antes que o vigarista desse o primeiro passo para fugir, Sebastião deu uma batida seca e retumbante no triângulo! O som ecoou na noite feito um trovão, fazendo o sujeito dar um pulo de susto e deixar cair a lanterna.

Simão saltou do telhado direto no ombro do feitor, agarrando a linha de seda usada para guiar o animal, enquanto Mestre Cacimba e o delegado saíam da penumbra.

— A conta não bate para o seu lado, doutor — disse Cacimba, enquanto Simão mostrava a caderneta aberta. As anotações de data, hora e o tipo de graxa encontrado na janela batiam perfeitamente com a oficina do feitor.

O sacristão foi inocentado sob os aplausos emocionado do povo. Como punição e lição de vida, o feitor foi condenado a trabalhar de graça na reforma do asilo até o último tijolo ser assentado.

No fim da tarde, o povo celebrou na praça. Simão ganhou um lápis novo de presente para continuar suas anotações, e Sebastião fez a festa acompanhando o pífano de Mestre Cacimba no seu triângulo bem afinado, garantindo que em Carnaúba Seca a justiça sempre encontra o seu tom.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.



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Executivos das três esferas de poder, PF e Justiça eleitoral concluem últimas etapas de plano estratégico para as Eleições 2026

26/09/2026

Representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de instituições da sociedade civil empenhadas no fortalecimento da democracia, de governos estaduais e municipais e da Polícia Federal realizaram, nesta sexta-feira (25/09) a última reunião para concluir, nos próximos dias, toda a estrutura de segurança dentro da atuação conjunta com vistas às eleições.

Por óbvio, muitas ações programas podem passar por alterações, a depender dos acontecimentos observados nos próximos dias, mas o plano geral, segundo os coordenadores, já está totalmente estruturado. O objetivo é garantir votações tranquilas tanto no próximo dia 4 de outubro, como no dia 25, quando será realizado o segundo turno do pleito.

Na reunião, que contou com cerca de 253 integrantes (realizada de forma remota), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que “a democracia se fortalece quando a cidadã e o cidadão têm assegurado o dire...

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Representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de instituições da sociedade civil empenhadas no fortalecimento da democracia, de governos estaduais e municipais e da Polícia Federal realizaram, nesta sexta-feira (25/09) a última reunião para concluir, nos próximos dias, toda a estrutura de segurança dentro da atuação conjunta com vistas às eleições.

Por óbvio, muitas ações programas podem passar por alterações, a depender dos acontecimentos observados nos próximos dias, mas o plano geral, segundo os coordenadores, já está totalmente estruturado. O objetivo é garantir votações tranquilas tanto no próximo dia 4 de outubro, como no dia 25, quando será realizado o segundo turno do pleito.

Na reunião, que contou com cerca de 253 integrantes (realizada de forma remota), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que “a democracia se fortalece quando a cidadã e o cidadão têm assegurado o direito de participar da vida pública em um ambiente de liberdade, respeito e segurança”.

Enfrentamento dos crimes eleitorais

Ao reconhecer e agradecer a atuação da Polícia Federal nas Eleições 2026, Nunes Marques destacou a relevância desse trabalho de planejamento para o país.

Especialmente na definição das ações de segurança, no enfrentamento dos crimes eleitorais, no combate às diversas formas de violência e na preservação das condições necessárias para que o processo eleitoral “transcorra com normalidade, segurança e pleno respeito à Constituição e às leis da República”.

Como de praxe, a reunião é realizada sempre uma semana antes das eleições, como parte da preparação para o pleito. E como aconteceu em eleições anteriores, contou com a participação de profissionais que atuam em diferentes etapas.

Planejamento operacional

Desde o planejamento operacional de segurança para o dia da votação até a apuração de crimes eleitorais, cibernéticos e de ódio, além de ações de análise, inteligência e enfrentamento do crime organizado no contexto eleitoral.

O encontro contou com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues; o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali; superintendentes regionais da PF; bem como delegadas e delegados Regionais de Polícia Judiciária (DRPJs), responsáveis pela coordenação do Planejamento Operacional nos estados.

Delegados e delegadas de todo o país

Participaram, também, delegadas e delegados Federais que atuam na apuração dos crimes eleitorais, a cargo das Delegacias de Defesa Institucional (DELINSTs), nas Superintendências Regionais da PF, e das Delegacias Descentralizadas; delegadas e delegados das Delegacias de Repressão a Crimes Cibernéticos (DELECIBERs).

Além de coordenadores das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), forças-tarefas permanentes criadas pelo MJSP, em cooperação com órgãos estaduais e federais, para atuar de forma coordenada contra o crime organizado; e chefes de Inteligência da Polícia Federal.

Desafios próprios a cada eleição

Segundo o presidente do TSE, cada eleição apresenta desafios próprios e o próximo pleito não será diferente. “Todos estamos vivendo em um período de profundas transformações tecnológicas, marcado pela crescente popularização da inteligência artificial e por novas dinâmicas de produção e circulação da informação”, frisou.

“São avanços que trazem benefícios inegáveis à sociedade, mas que também impõem às instituições públicas o permanente desafio de acompanhar as mudanças e atuar de forma coordenada para proteger a integridade do processo eleitoral”, afirmou o ministro.

— Por HJur




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Números do exterior surpreendem nestas eleições: 1 milhão de brasileiros vão votar de 134 países

26/09/2026

Da redação

De todos os números que surpreendem nestas eleições, um dos que mais chama a atenção é referente à quantidade de brasileiros que estão no exterior e se cadastraram para votar para presidente. São quase 1 milhão de pessoas ou, mais precisamente, 918.876 eleitores distribuídos por 134 países.

Apesar de, percentualmente, esse número corresponder a pouco mais de 0,5% do total de cerca de 158,7 milhões de eleitores do país, avaliadores políticos internacionais apontam para uma reafirmação do sentimento de brasilidade dessas pessoas. E, também, a vontade de participarem do destino do Brasil, onde nasceram.

Número que só aumenta

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Justiça eleitoral, o eleitorado no exterior vem crescendo ano a ano. Entre 2010 e 2026, o aumento foi de 358%. Em 2010, eram cerca de 210 mil os eleitores habilitados residentes fora do Brasil. Eem 2014, e...

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Da redação

De todos os números que surpreendem nestas eleições, um dos que mais chama a atenção é referente à quantidade de brasileiros que estão no exterior e se cadastraram para votar para presidente. São quase 1 milhão de pessoas ou, mais precisamente, 918.876 eleitores distribuídos por 134 países.

Apesar de, percentualmente, esse número corresponder a pouco mais de 0,5% do total de cerca de 158,7 milhões de eleitores do país, avaliadores políticos internacionais apontam para uma reafirmação do sentimento de brasilidade dessas pessoas. E, também, a vontade de participarem do destino do Brasil, onde nasceram.

Número que só aumenta

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Justiça eleitoral, o eleitorado no exterior vem crescendo ano a ano. Entre 2010 e 2026, o aumento foi de 358%. Em 2010, eram cerca de 210 mil os eleitores habilitados residentes fora do Brasil. Eem 2014, esse contingente subiu para 354 mil; em 2018, chegou a 500 mil; e, em 2022, a quase 700 mil, subindo a cerca de mais 300 mil pessoas este ano.

Para a eleição de 2026, o Itamaraty, em conjunto com organizações internacionais e o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se mobilizaram para a instalação de seções eleitorais em 186 cidades no exterior. Tais locais funcionarão, principalmente, em consulados e embaixadas brasileiras, mas também poderão ser montados em escolas, hotéis e outros espaços.

Mulheres e solteiros são prioridade

Segundo apontam as estatísticas, as mulheres representam 57% do eleitorado brasileiro no exterior, enquanto os homens somam 43%. Entre o estado civil, os solteiros são maioria, com 52%, seguidos pelos casados, com 42%; divorciados, 6%; e viúvos, 1%. O cadastro eleitoral registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% desse eleitorado.

Quanto à escolaridade, 38% dos eleitores residentes no exterior têm ensino superior completo, o maior percentual entre os níveis de instrução. Os que concluíram o ensino médio são 29%, enquanto os com ensino superior incompleto somam 13%. Na sequência aparecem os que têm ensino médio incompleto, com 10%; ensino fundamental completo, com 5%; ensino fundamental incompleto, com 3%; e os que apenas sabem ler e escrever, com 1%.

EUA, Portugal e Japão

Entre os países com mais eleitores brasileiros no cadastro estão Estados Unidos, com 265,4 mil; Portugal, com 134,7 mil; Japão, com 88,3 mil; Canadá, com 46,4 mil; e Alemanha, com 41,5 mil. O maior grupo etário é formado por eleitores de 40 a 44 anos, seguido pelas faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.

Eleitores que estiverem no exterior no dia da votação e não comparecerem às urnas poderão justificar a ausência em uma das mesas receptoras de votos instaladas fora do país ou pelo aplicativo e-Título. Segundo o TSE, não haverá mesas exclusivas para justificativa, e o procedimento presencial poderá ser feito apenas nas mesas que funcionarem com urna eletrônica.

— Com Agência Brasil




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TV Record desmascara - Raquel Teixeira Lyra diz que é contra bets. Mentira - Tem patrocínio e parceria para operar "Gabinete do Ódio

26/09/2026

Confira: Em novo vídeo, suposto operador do “gabinete do ódio” de Raquel Teixeira Lyra relata como funcionam pagamentos do esquema: “a gente já recebeu até em caixa de charuto”. Incrível. E nos últimos dias, a governadora jurou de pés juntos que "sempre" foi contra bets e "nunca aceitaria patrocínio de bets". Mentira. Supostamente, tinha parceria com a Aposta Ganha, que pagava o assim denominado 'Gabinete do Ódio". E sem supostamente, porque essa está mais do que provada, os ônibus do Grande Recife tráfego com propagandas autorizadas pelo primo André Teixeira. Além do patrocínio do São João de Caruaru. Haja paciência com tanta mentira.

Amanhã

Amisadai Andrade dá novos detalhes sobre esquema de ataques a João Campos e diz que, além dos pagamentos por meio de verbas de publicidade do governo do Estado, também recebe sem registro legal, em dinheiro vivo, pelos serviços. Outro braço da estrutura envolve pagamentos por pix, feitos pela advogada de uma...

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Confira: Em novo vídeo, suposto operador do “gabinete do ódio” de Raquel Teixeira Lyra relata como funcionam pagamentos do esquema: “a gente já recebeu até em caixa de charuto”. Incrível. E nos últimos dias, a governadora jurou de pés juntos que "sempre" foi contra bets e "nunca aceitaria patrocínio de bets". Mentira. Supostamente, tinha parceria com a Aposta Ganha, que pagava o assim denominado 'Gabinete do Ódio". E sem supostamente, porque essa está mais do que provada, os ônibus do Grande Recife tráfego com propagandas autorizadas pelo primo André Teixeira. Além do patrocínio do São João de Caruaru. Haja paciência com tanta mentira.

Amanhã

Amisadai Andrade dá novos detalhes sobre esquema de ataques a João Campos e diz que, além dos pagamentos por meio de verbas de publicidade do governo do Estado, também recebe sem registro legal, em dinheiro vivo, pelos serviços. Outro braço da estrutura envolve pagamentos por pix, feitos pela advogada de uma bet, para comentários contra Campos na internet.

A notícia

Em reportagem a ser exibida em rede nacional neste domingo (27/09) pela TV Record, Amisadai Andrade da Silva - tido como operador de um esquema de ataques na internet, e que seria financiado com dinheiro público do governo de Pernambuco na gestão Raquel Lyra (PSD) - relata detalhes de como funciona a estrutura dedicada a, na palavras dele, “desidratar” o ex-prefeito do Recife e candidato ao governo João Campos (PSB). Nomeado pela própria governadora em 2025, e exonerado no último dia 26 de agosto, em caráter de urgência, menos de 12 horas após a denúncia da Rede Record sobre o “gabinete do ódio” dentro do Palácio, Amisadai confessa receber pagamentos sem nota fiscal por serviços. “A gente já recebeu até em caixa de charuto”, diz.

Olha só

“A gente tem os parceiros que batem em João (Campos). Tem uma estrutura de jornalistas, uma equipe que constrói conteúdo.”, relata ele. No vídeo, Amisadai está na companhia dos dois sócios da Portal Comunicação e Marketing, José Roberto Júnior e Rodolfo Costa. Apesar de se dizer desligado da empresa (que é dona do site Portal de Prefeitura, dedicado à difusão de ataques a adversários de Raquel Lyra), o servidor da Caixa Econômica Federal, e que estava cedido ao governo, se apresenta como um integrante da Portal Comunicação.

No vídeo

Rodolfo Costa relata que “tem relação” com dezenas de parceiros e perfis para “colabs” (post em parceria entre perfis do Instagram).

Amisadai

Também relata como se dá o esquema de distribuição dos conteúdos de ataque entre os perfis “parceiros” dos sócios da Portal Comunicação. “Dependendo do tipo de conteúdo que você coloque, se é um conteúdo que é viral, você tem parceria com uns oito perfis”.

Repercussão

O caso do “gabinete do ódio” de Raquel Lyra ganhou destaque nacional após matéria publicada no último dia 25 de agosto, também pela Rede Record. Nela, Amisadai revela ter sido chamado para o Palácio do Campo das Princesas pela governadora Raquel Teixeira Lyra para, nas palavras dele, comandar uma estrutura digital dedicada a “desidratar” João Campos na internet. O esquema teria sido “encomendado” ainda em 2024, quando Campos foi reeleito prefeito do Recife com votação histórica de 78% - a maior vitória já registrada na capital.

Pra fora de mentirinha

Tentando esconder o gato mas deixando o rato de fora,
Amisadai foi exonerado por Raquel Teixeira Lyra na manhã do dia 26 de agosto, menos de 12 horas após a exibição da matéria pela Record. Nesse mesmo dia, após a governadora negar qualquer contato com o servidor, o portal Metrópoles divulgou documentos oficiais do Palácio do Campo das Princesas que mostram entradas de Amisadai para reuniões no local.

Bet financia Raquel

Na reportagem a ser exibida pela Record neste domingo, uma testemunha relata que uma bet do município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, realizava os pagamentos e cobrava “engajamento” contra Campos e a favor da governadora Raquel Lyra (PSD). Funcionários da Aposta Ganha, casa de apostas sediada no reduto eleitoral de Raquel e que tem vínculos estreitos com a Prefeitura de Caruaru há pelo menos cinco anos, recrutavam as pessoas e comandavam os grupos - um esquema que começou em 2024.

Tudo falso

“Raquel não estava tendo muito engajamento nas redes sociais e aí o grupo era meio que pra isso, para a gente estar engajando. Ela chegou a fazer sorteios de um valor de R$ 50 para os comentários melhores, para incentivar as meninas a estarem comentando”, diz a jovem.

Ela conta que

Pagamentos eram feitos por meio de pix, de R$ 75 por pacote de comentários em perfis do Instagram. Os links das postagens eram distribuídos para que as pessoas comentassem. E, tão logo era dado o “visto”, uma das administradoras do grupo, Maria Eduarda Lucena - que no Linkedin se apresenta como advogada da bet Aposta Ganha - fazia o pagamento. Um dos administradores da bet, Alex Galindo, também estava no grupo de Whatsapp destinado aos ataques. O esquema começou a funcionar em 2024, pouco antes da eleição para prefeito do Recife, quando João Campos despontava com robusta vantagem - tendo sido eleito com 78% dos votos, a maior vitória da história da capital.

O objetivo

Era “desidratar”, com dois anos de antecedência, o provável adversário de Raquel no pleito de 2026. A operação segue ativa até os dias de hoje.

Quem pagava

"Era Eduarda Lucena, ela fazia via pix. E numa data certa para o pessoal que tava no grupo. Era R$ 75 e era só por comentários. Tipo assim, se você não comentasse em todas as publicações, ou em quase todas, não recebia”, continua. “O grupo é de Eduarda Lucena e era ela quem mandava as postagens, o que era pra comentar, o que era pra se basear no comentário que ela dizia, e ela é de Caruaru. Ela trabalha com a agência Prospect. Ela se apresentou através desse grupo da agência Prospect. No começo ela fez o convite para entrar no grupo de eventos. E depois, através do grupo de eventos, foi que veio o convite para o outro grupo relacionado a política”.

O braço das bets

No esquema de manipulação digital contra João Campos foi revelado pelo Portal Metrópoles, no último dia 9. Segundo a testemunha ouvida pela reportagem, Maria Eduarda Lucena Freire, conhecida como Duda Lucena, administrava o “Grupo Engajamento”. Para a tarefa de recrutar pessoas para os grupos de Whatsapp, Duda Lucena não informava o vínculo com a Aposta Ganha, e sim com a empresa Prosp3cct, que realiza eventos como festas e shows na área de Caruaru, Gravatá e no Litoral Sul.

Os ratos de internet

É como se chamam as pessoas “contratadas” para comentar em favor de Raquel Lyra e contra João Campos. Elas eram recrutadas em grupos de divulgação destes eventos. Alex Galindo, um dos administradores da Aposta Ganha, também é sócio-proprietário da Prosp3cct. Em seus perfis do Linkedin, ambos são, respectivamente, Diretor de Operações (COO, de Chief Operating Officer), e advogada da “bet” caruaruense.

Amiguinhos?

Galindo também aparece em uma foto ao lado do primo, braço-direito e ex-secretário de Raquel Teixeira Lyra, de nkme André Teixeira Filho, no Instagram deste último. No post, Teixeira refere-se à organização da festa privada Gonzagão, que acontece em Caruaru. “Mais um ano fazendo o que a gente ama”, diz o primo de Raquel, hoje coordenador da sua campanha.

Investigação

No dia 27 de agosto, os advogados da Frente Popular de Pernambuco entraram, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o que consideram abusos políticos e econômicos por parte da atual gestão do governo do Estado. Entre eles, o uso da estrutura digital para atacar João Campos. Além disso, o corpo jurídico da coligação também realizou denúncias ao Ministério Público Estadual (MPPE), Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público Eleitoral (MPE).








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“Brasileiros, na santa ignorância eleitoral, continuam votando sem entender quem ganha, quanto ganha e como ganha”, afirma o analista Marcelo Tognozzi*

26/09/2026

Era quarta-feira, 2 de março de 1988 em Brasília. O senador Afonso Arinos (1905-1990), 82 anos, sobe na tribuna e defende a emenda do voto aos 16 anos. “Sou o constituinte mais idoso defendendo o direito dos mais jovens”, iniciou Arinos, argumentando a favor da emenda proposta pelo deputado gaúcho Hermes Zaneti e os mineiros Paulo Delgado e Aécio Neves. Arinos convenceu o plenário a aprovar o voto facultativo para os maiores de 16 anos e os menores de 18.

Foi o canto do cisne daquele político que vivera intensamente o Brasil desde os anos 1920. Apoiara a revolução de 1930 e rompera com Getúlio Vargas em 1943, signatário do Manifesto do Mineiros, expondo dura contradição: o Brasil lutava na 2ª Guerra contra a ditadura nazista e não poderia seguir no regime ditatorial do Estado Novo, instaurado em 1937. Pouco mais de 20 anos depois, romperia com o regime militar, por ele apoiado em 1964. Ficou anos a fio longe da política, voltando ao Congresso octogenário, eleito em 1986...

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Era quarta-feira, 2 de março de 1988 em Brasília. O senador Afonso Arinos (1905-1990), 82 anos, sobe na tribuna e defende a emenda do voto aos 16 anos. “Sou o constituinte mais idoso defendendo o direito dos mais jovens”, iniciou Arinos, argumentando a favor da emenda proposta pelo deputado gaúcho Hermes Zaneti e os mineiros Paulo Delgado e Aécio Neves. Arinos convenceu o plenário a aprovar o voto facultativo para os maiores de 16 anos e os menores de 18.

Foi o canto do cisne daquele político que vivera intensamente o Brasil desde os anos 1920. Apoiara a revolução de 1930 e rompera com Getúlio Vargas em 1943, signatário do Manifesto do Mineiros, expondo dura contradição: o Brasil lutava na 2ª Guerra contra a ditadura nazista e não poderia seguir no regime ditatorial do Estado Novo, instaurado em 1937. Pouco mais de 20 anos depois, romperia com o regime militar, por ele apoiado em 1964. Ficou anos a fio longe da política, voltando ao Congresso octogenário, eleito em 1986 pelo PFL do Rio de Janeiro.

Lei antirracismo

Arinos já entrara para a História com sua lei antirracismo. Agora, não fora autor, mas condutor da aprovação do direito de voto aos 16 anos. Passadas quase 4 décadas da promulgação da Constituição, os eleitores mais jovens – e também os mais velhos – desconhecem as regras da eleição e como funciona de fato nosso sistema eleitoral.

Se alguém vai votar aos 16 anos, deveria aprender aos 14, 15 as regras da lei eleitoral, como os votos são contados e qual o papel dos vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e do presidente da República. Nada disso acontece. Ninguém aprende a votar na escola. E ainda dizem que o brasileiro não sabe votar e esquece em quem votou.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), gasta fortunas em propaganda incentivando o eleitor ir às urnas, minorias a se candidatarem ou defendendo a importância do voto para a democracia. Mas tem sido incapaz de incentivar que se ensine ao eleitor como nosso sistema eleitoral funciona de verdade.

Diferença entre quociente eleitoral e partidário

Não existe voto consciente se a grande maioria dos eleitores não sabe o que é quociente eleitoral, quociente partidário, médias, sobras ou para onde vão os votos brancos e nulos.

Quando o eleitor for encarar a urna semana que vem, dia 4 de outubro, estará votando em 5 eleições diferentes: deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente. Dessas, 3 são eleições majoritárias e outras 2 proporcionais. A diferença é que na majoritária vence quem conseguir mais votos e nas proporcionais a contagem é um pouco diferente. Cada eleição é apurada separadamente e, por isso, quando votamos para presidente e deixamos de votar para deputado, a abstenção será maior ou menor de um cargo para outro.

É justamente na eleição proporcional que mora a bilionária economia da política brasileira, cuja principal moeda é a cadeira de deputado federal. A lei atual prevê que os partidos com maior bancada de deputados federais terão mais dinheiro do fundo eleitoral e do fundo partidário. Depois que a eleição passou a ser financiada com dinheiro público, a disputa eleitoral mira estes fundos.

Valor dos fundos partidários

Neste ano, o fundo partidário, dinheiro para o dia a dia dos partidos, chegou a R$ 1,43 bilhão. O fundo eleitoral distribuiu para esta eleição nada menos que R$ 4.9 bilhões, divididos entre 30 legendas. O PL recebeu a maior fatia (R$ 881,7 milhões), seguido do PT (R$ 615,4 milhões) e do União Brasil (R$ 526,2 milhões), somando 40% do total.

Como o PL conseguiu quase R$ 1 bilhão? A resposta está na contagem de votos da eleição proporcional. Ficou com a maior bancada na Câmara nas eleições de 2022. A maioria absoluta do eleitorado nunca aprendeu na escola o que é e como se calcula os quocientes eleitoral e partidário, justamente onde começa a distribuição dos votos e do dinheiro. A primeira conta a fazer é essa.

Quociente eleitoral: divide-se o total de votos válidos (sem brancos e nulos) pelo número de cadeiras. Por exemplo: 20.000 ÷ 5 = 4.000. O resultado mostra quantos votos são necessários para conseguir uma vaga. Quociente partidário: divide-se a votação de cada partido pelo quociente eleitoral, desprezando a fração. Resultado: vamos saber quantas vagas terá cada partido.

Primeiro, sabemos quantos votos são necessários para o partido conquistar uma vaga de deputado. Depois, o quociente partidário revela quantas vagas caberá a cada partido. É uma regra antiga, de 150 anos, criada pelo jurista belga Victor D’Hondt. Em pleno século 21 o Brasil segue contando votos como no século 19.

Com a IA ficou mais fácil

Antigamente a gente fazia as contas na munheca mesmo, mas com ajuda da inteligência artificial ficou fácil. Se o eleitor colocar na IA do Google o número de votos válidos e pedir para calcular os quocientes, o resultado aparecerá rápido, incluindo as famosas médias e sobras. Uma vez que a regra do jogo fica transparente para o eleitor, ele começa a entender por que votou no Zezinho para deputado, mas quem acabou eleito foi o Chiquinho. E qual partido sairá da eleição com mais dinheiro.

Este sistema favorece partidos com puxadores de votos. Depois que eles atingem a votação necessária para a eleição de deputado, os votos restantes são distribuídos pelos demais candidatos do partido. Foi assim que Enéas Carneiro, do Prona, conquistou sua cadeira de deputado por São Paulo, em 2002, com 1,57 milhão de votos. Trouxe com ele mais 5 deputados, incluindo Vanderlei Assis com seus 275 votos.

Afonso Arinos garantiu aos brasileiros mais jovens o direito ao voto, mas quem veio depois dele pecou por omissão ao deixar a cidadania de lado e não incluir o voto no currículo escolar. Não adianta ter direito e não saber exercê-lo. Os brasileiros, na sua santa ignorância eleitoral, continuam votando sem entender quem ganha, quanto ganha e como ganha. É o voto veneno e precisa acabar.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista e consultor. Uma das principais referências da imprensa brasileira contemporânea.
NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.




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