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O dia do poeta e o poço encantado da poesia, por Josué Sena*

31/10/2024 - Jornal O Poder

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Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.


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Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.

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É Findi - Adeus, Orelha! - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

07/02/2026

Não mais suporto ... e choro!
Olho teus olhos, ei-los fechados
Como se agora, tu já resignado
Do ato tão vil, atroz, que apavora!



Quanta violência, só maldades
A mais cruel, das crueldades
Quão amorfa, doente, a sociedade
As feras humanas, atrocidades!



Fui massacrado, assassinado
À pauladas, findei trucidado
Pregos em meu cérebro, cravados!



A dor que senti, enfim se ausentou
Aos humanos retribuo, com amor
Que lhes sirva de legado, a minha dor!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


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Não mais suporto ... e choro!
Olho teus olhos, ei-los fechados
Como se agora, tu já resignado
Do ato tão vil, atroz, que apavora!



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Quanta violência, só maldades
A mais cruel, das crueldades
Quão amorfa, doente, a sociedade
As feras humanas, atrocidades!



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Fui massacrado, assassinado
À pauladas, findei trucidado
Pregos em meu cérebro, cravados!



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A dor que senti, enfim se ausentou
Aos humanos retribuo, com amor
Que lhes sirva de legado, a minha dor!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


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É Findi – O Pega-Pega da Felicidade - Crôniqueta - Por Xico Bizerra*

07/02/2026

Nunca é tarde para voltar a ser criança, brincar. O tempo gosta da brincadeira de pega-pega comigo e quase sempre vence a disputa. Eu nunca soube jogar direito esse jogo. Mas insisto em jogar. Quem sabe um dia eu vença a disputa e consiga perenizar o tempo feliz e fazer com que as mazelas do tempo ruim não se demorem por aqui, na ânsia de me pegar. O lado bom é quando num descuido, a gente pega a felicidade e ela se pendura no ponteiro das horas, aquele que anda mais devagarzinho, quase parando. Mas isso nem sempre acontece: ela é teimosa e, às vezes, acha de se amontar no dos segundos, aquele que corre veloz e cumpre seu ciclo rapidamente. E vai embora tão rapidamente quanto chegou. Mas bom mesmo, sem igual, é quando a felicidade se aboleta de preguiça no ponteiro do relógio sem corda e as horas param, não avançam e a felicidade, então plena, faz-se estática, duradoura e permanece marcando, por um bom tempo, um tempo bom. Ainda existem aqueles relógios em que se dá corda?


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Nunca é tarde para voltar a ser criança, brincar. O tempo gosta da brincadeira de pega-pega comigo e quase sempre vence a disputa. Eu nunca soube jogar direito esse jogo. Mas insisto em jogar. Quem sabe um dia eu vença a disputa e consiga perenizar o tempo feliz e fazer com que as mazelas do tempo ruim não se demorem por aqui, na ânsia de me pegar. O lado bom é quando num descuido, a gente pega a felicidade e ela se pendura no ponteiro das horas, aquele que anda mais devagarzinho, quase parando. Mas isso nem sempre acontece: ela é teimosa e, às vezes, acha de se amontar no dos segundos, aquele que corre veloz e cumpre seu ciclo rapidamente. E vai embora tão rapidamente quanto chegou. Mas bom mesmo, sem igual, é quando a felicidade se aboleta de preguiça no ponteiro do relógio sem corda e as horas param, não avançam e a felicidade, então plena, faz-se estática, duradoura e permanece marcando, por um bom tempo, um tempo bom. Ainda existem aqueles relógios em que se dá corda?


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi – Pensão Delmiro Gouveia - por Carlos Bezerra Cavalcanti*

07/02/2026

O Hotel Internacional do Derby, (pensão Delmiro Gouveia) representava no início do século passado, um dos mais requintados hotéis do Recife, cujos hóspedes ali chegavam conduzidos por barcos, a exemplo da pensão Landy, localizada do outro lado do rio.

Padrão Internacional

Muitos estrangeiros que chegavam ao Recife hospedavam-se nela. Para a escritora americana Marie Robinson Wright, em seu livro The New Brazil (1901): “O Hotel do Derby é perfeitamente moderno em todos os sentidos e orientado por um padrão metropolitano de serviço.”

O Incêndio No Derby

Na madrugada de 2 de janeiro de 1900, como é sabido, o Mercado do Derby foi, dolosamente, incendiado, um do hospedes, testemunhou o diálogo entre os incendiários:” Vamos tocar fogo também ali (na Pensão) _ não, ali tem famílias”. Infelizmente com a desativação do antigo Mercado, e por interesses políticos contrários a Delmiro Gouveia, e ao bom senso, a Pen...

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O Hotel Internacional do Derby, (pensão Delmiro Gouveia) representava no início do século passado, um dos mais requintados hotéis do Recife, cujos hóspedes ali chegavam conduzidos por barcos, a exemplo da pensão Landy, localizada do outro lado do rio.

Padrão Internacional

Muitos estrangeiros que chegavam ao Recife hospedavam-se nela. Para a escritora americana Marie Robinson Wright, em seu livro The New Brazil (1901): “O Hotel do Derby é perfeitamente moderno em todos os sentidos e orientado por um padrão metropolitano de serviço.”

O Incêndio No Derby

Na madrugada de 2 de janeiro de 1900, como é sabido, o Mercado do Derby foi, dolosamente, incendiado, um do hospedes, testemunhou o diálogo entre os incendiários:” Vamos tocar fogo também ali (na Pensão) _ não, ali tem famílias”. Infelizmente com a desativação do antigo Mercado, e por interesses políticos contrários a Delmiro Gouveia, e ao bom senso, a Pensão foi desativada, sem se construir nada em seu local, que era ao lado da cabeceira leste da atual Ponte do Derby.

A escritora americana Marie Robinson Wright em seu livro The New Brazil (1901) descreve esses tempos assim:

“Muitos estrangeiros visitam o porto de Pernambuco todo ano, e não é raro ver meia dúzia de nacionalidades representadas nos hotéis de seus atraentes subúrbios, especialmente no Derby, que é um dos mais pitorescos lugares que se pode imaginar, com bonitas casas, sombras de arvoredos, leve movimento das águas do rio, pequenas pontes artísticas semi-enterradas na vegetação das margens, e canoas alegremente pintadas deslizando na superfície da água. Este subúrbio goza da distinção de possuir um dos melhores hotéis da América do Sul; o Hotel do Derby é perfeitamente moderno em todos os sentidos e orientado por um padrão metropolitano de serviço.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


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É Findi - Foi Mexer com a Mulher dos Outros - Crônica, por Romero Falcão*

07/02/2026

Com a honra dos comentários do Poeta Pica Pau* e de Xico Bizerra*


Dirijo-me ao centro do Recife. A parada é consulta médica. Depois dos sessenta — a melhor idade — as revisões na carcaça tornam-se mais frequentes. A próstata cresce, o cabelo cai, o colesterol sobe, a paciência desce, as letras dançam na sinfonia da catarata. É um espetáculo de corpo e alma.

Vermelho Vivo

Minha ida ao médico não se fala nem para o padre, os homens evitam o assunto, mas este cronista sem vergonha não só fala, escreve, bota no jornal. Meus botões de hemorroidas têm pintado o sete setecentas vezes de vermelho vivo.



Um Gato

O proctologista examina. As bichas são grandes e temperamentais — sangram por qualquer bobagem. O especialista recomenda a técnica da “ligadura elástica”. Tive até pena delas ao saber que serão enforcadas por um elástico até murcharem feito flor no chão. O avanço da...

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Com a honra dos comentários do Poeta Pica Pau* e de Xico Bizerra*


Dirijo-me ao centro do Recife. A parada é consulta médica. Depois dos sessenta — a melhor idade — as revisões na carcaça tornam-se mais frequentes. A próstata cresce, o cabelo cai, o colesterol sobe, a paciência desce, as letras dançam na sinfonia da catarata. É um espetáculo de corpo e alma.

Vermelho Vivo

Minha ida ao médico não se fala nem para o padre, os homens evitam o assunto, mas este cronista sem vergonha não só fala, escreve, bota no jornal. Meus botões de hemorroidas têm pintado o sete setecentas vezes de vermelho vivo.



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Um Gato

O proctologista examina. As bichas são grandes e temperamentais — sangram por qualquer bobagem. O especialista recomenda a técnica da “ligadura elástica”. Tive até pena delas ao saber que serão enforcadas por um elástico até murcharem feito flor no chão. O avanço da idade tem dessas coisas, mas, para os padrões de antigamente, as boas e as más línguas dizem que, aos meus 61 anos, estou um gato. Aqui, acolá um reparo, ainda assim , um gato.

Esbelto, Malhado e Ferido

Por falar em gato, ao sair do consultório, procurando arrumar alguma coisa para escrever, eis que dorme tranquilamente um bichano bonito pra cachorro — cinza e branco, esbelto, malhado e ferido. Relaxa sob a sombra de uma árvore, dentro de um estacionamento.

Pergunto ao funcionário:

— E esse gato, é daqui?
— É daqui e da rua. A gente bota ração, água. Ele come, descansa, ganha o mundo e depois volta — explica o rapaz.

— E esses ferimentos?
— Foi briga. Foi mexer com a mulher dos outros. Uma gata lá pro lado daquela rua — aponta com o dedo. Levou um pau de outro gato.



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Deixa Pra Lá

“Foi mexer com a mulher dos outros… foi mexer com a mulher dos outros”, repito em voz alta.
O rapaz, com o olhar atravessado, pergunta:
— O que é que o senhor está dizendo?
— Nada. Nada, não. Esse vai ser o título da crônica que já está pronta: Foi mexer com a mulher dos outros.

— Que crônica?
— Deixa pra lá. É coisa de gato velho, meu filho.


*Romero Falcão é um cronista que se arrisca a fazer poema torto.


Quem comenta é o Poeta Pica Pau*


Gato velho não pula mais
Até o miado é fraco
O pelo já tá caindo
Tá ficando um cavaco
Se ver a gata com queijo
Fica desejando um taco
Não tem dente pra comer
Começa se maldizer
Somente enchendo o saco
O que já fez já não faz
Gato velho não presta mais
Pra fazer baracubaco


E também o Nosso Xico Bizerra* dá seu Pitaco


Coisa de gato velho, feito eu, que não mais mexe com a gata alheia. Ou mexe? Eu me conformo em adentrar à farmácia e ser reconhecido pelas funcionárias, que me saúdam efusivas. Aliás, na Drogasil da esquina a balconista é uma gata. Mas eu não mexo mais com outras gatas que não minha mulher. É mais seguro assim ...


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi – Só Saudade - Por Poeta Pica-Pau*

07/02/2026

Minha É Findi – Só Saudade
Pra enfeitar na frente um pé de cajueiro
No quintal havia um chiqueiro
E nos lados os vizinhos da esquina
Não tinha chuveiro nem piscina
Mas tinha rio d'água corrente
A meninada se sentia tão contente
Corria pramode se banhar
E sem querer mal comparar
Era a praia que alegrava todo gente


Felicidades reinava toda hora
Sem TV, sem esse tal celular
A vida que a gente levava lá
Era sem presa, tranquila sem demora
Recordando só me resta agora
Dizer quanto é grande a saudade
Do tempo que eu tinha liberdade
E Quem pensa igual, lembra lamenta e chora


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.


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Minha É Findi – Só Saudade
Pra enfeitar na frente um pé de cajueiro
No quintal havia um chiqueiro
E nos lados os vizinhos da esquina
Não tinha chuveiro nem piscina
Mas tinha rio d'água corrente
A meninada se sentia tão contente
Corria pramode se banhar
E sem querer mal comparar
Era a praia que alegrava todo gente


Felicidades reinava toda hora
Sem TV, sem esse tal celular
A vida que a gente levava lá
Era sem presa, tranquila sem demora
Recordando só me resta agora
Dizer quanto é grande a saudade
Do tempo que eu tinha liberdade
E Quem pensa igual, lembra lamenta e chora


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.


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É Findi - Malude Maciel* em Dose Tripla Esta Semana

07/02/2026

Itamaracá - Crônica


No idioma tupi guarani, a palavra "ita" quer dizer: pedra; e "maracá", algo que produz som, consequentemente, a junção das duas palavras: Itamaracá, significa "pedra que canta".
"Itamaracá é uma ilha encantada, ilha de sonho, de luz, de cor. Pedra que canta o amor..."
Com esses belos versos, na canção de 1987, denominada: "Férias em Itamaracá", o cantor e compositor Reginaldo Rossi, saudou sua terra natal com muito carinho e veracidade, pois a beleza daquele lugar é realmente encantadora.
A Ilha de Itamaracá é um município brasileiro do Estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife com área de 67 Km2 separada do continente pelo canal de Santa Cruz, que deu origem ao nome: Pernambuco.

Tempos antigos

Na Feitoria de Itamaracá, o administrador Pero Capico, primeiro Governador das Partes do Brasil, construiu em 1516, o primeiro engenho de açúcar da América portuguesa, além d...

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Itamaracá - Crônica


No idioma tupi guarani, a palavra "ita" quer dizer: pedra; e "maracá", algo que produz som, consequentemente, a junção das duas palavras: Itamaracá, significa "pedra que canta".
"Itamaracá é uma ilha encantada, ilha de sonho, de luz, de cor. Pedra que canta o amor..."
Com esses belos versos, na canção de 1987, denominada: "Férias em Itamaracá", o cantor e compositor Reginaldo Rossi, saudou sua terra natal com muito carinho e veracidade, pois a beleza daquele lugar é realmente encantadora.
A Ilha de Itamaracá é um município brasileiro do Estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife com área de 67 Km2 separada do continente pelo canal de Santa Cruz, que deu origem ao nome: Pernambuco.

Tempos antigos

Na Feitoria de Itamaracá, o administrador Pero Capico, primeiro Governador das Partes do Brasil, construiu em 1516, o primeiro engenho de açúcar da América portuguesa, além de ser o local mais antigo, continuadamente habitado do Brasil. Itamaracá foi uma das Capitanias originais, posteriormente incorporada à Capitania de Pernambuco.
Os primeiros habitantes seriam náufragos; havendo registros da passagem dos portugueses João Coelho da Porta da Cruz e Duarte Pacheco Pereira, em 1493 e 1498. Em 1526 já havia uma capela dedicada à N.Sra. da Conceição na Vila Velha, localizada à margem esquerda do Canal da Cruz.
A Fortaleza da Santa Cruz de Itamaracá, mais conhecida como Forte Orange, é uma fortificação muito bonita, localizada na Ilha e, atrai muitos visitantes, tendo sua parte parte em pedra do Nordeste do país. Foi edificado em 1631 pelas forças neerlandesas, quando da ocupação dos holandeses; tendo recebido esse nome em homenagem à Casa de Orange Nassau, referente ao Conde João Maurício de Nassau. Após a capitulação holandesa no Recife, em 1654, o forte foi abandonado e ocupado pelas forças portuguesas que ergueram o atual forte.

Belas paisagens

Do alto da Bela Vista, Jaguaribe, tem-se a mais sensacional paisagem da Ilha de Itamaracá. Imagino a admiração dos colonizadores europeus com tão deslumbrante panoramas. Realmente é de tirar o fôlego, pois se tem uma visão da Coroa do Avião, dos braços de mar contornando a área e do colorido da vegetação nativa com variadas nuances de verde, entre coqueiros, cajueiros, bananeiras e diversas outras fruteiras. Belíssimo!

História

Em matéria de História nacional, Itamaracá prima com inúmeros fatos de real relevância, como se pode constatar em Vila Velha, uma das mais antigas do Brasil, datada de 1516, que já foi sede da Antiga Capitania Hereditária e tem uma das igrejas mais antigas do país (1526), possuindo um acervo de histórias e belezas ecológicas. Ali ainda existe a trilha dos holandeses e vestígios arquitetônicos daquela época da colonização.

Outros projetos

Com toda riqueza cultural da Ilha ainda se encontra o Projeto Peixe Boi Marinho, numa luta para preservá-lo e retirá-lo da lista de animais em extinção. Muito interessante uma visita ao local. Outro atrativo é o Espaço Lia de Itamaracá com o circuito da Ciranda, com atividades para os turistas e para o pessoal das vizinhanças (marisqueiras, pescadores, etc.); como também o engenho São João, de 1747 com características arquitetônicas da época. No Pontal da Ilha de Itamaracá ver-se um lindo por do sol, numa bela praia paradisíaca, situada na Praia do Sossego.

Patrimônio Histórico

Tudo isso é um patrimônio histórico pouco conhecido, mas de suma importância, que precisa ser divulgado aos pernambucanos e brasileiros em geral, pois muita gente nem sabe que existe tamanha beleza natural que deve ser mais valorizada.
Deve haver uma preparação para um turismo ordeiro e responsável, tanto nacional como internacional. Essas divisas trazem desenvolvimento e expandem a economia local.

Novidades

Li uma matéria atualizada de que nossa Governadora está investindo nesse setor da Ilha de Itamaracá e acreditamos na sua preocupação em alavancar novos rumos de desenvolvimento ao patrimônio incomparável que merece ser valorizado.



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Manhãs de Sol - Crônica


Apesar de ter nascido em 17 de fevereiro, em dias de Carnaval, mais exatamente num sábado de Zé Pereira, como dizia mamãe, nunca fiz jus ao título de foliã, nem apreciava as brincadeiras de rua, com mela-mela, banho de talco, irreverências e doideiras mil. Isso em plena juventude, apenas gostava de apreciar os desfiles das escolas de samba, carros alegóricos e as disputas entre os clubes da cidade: Motoristas em folia, Vassourinhas e Sapateiros, além dos Blocos como o : "Sou eu teu amor", do carnavalesco Cacho de Côco, que passava rapidamente pela rua da Matriz. Também ficava observando o corso, aqueles carros e jeeps enfeitados, passeando na av. principal conduzindo montões de foliões.
Atualmente, porém , só vejo pela televisão e olhe lá.

Em Caruaru

O carnaval quase não existe mais por aqui. Foi transferido pra semana pré carnavalesca, apenas uns grupos isolados, na rua José Condé concentram-se com o nome de: Sucata. Há muita animação, mas em pequena dose. Mesmo porque
criou-se um costume de passar esse período no litoral ou mesmo nas chácaras e sítios.

Recordação

Meu pai era sócio do Comércio Futebol Clube, onde havia bailes carnavalescos com as cores do time, como também as manhãs de sol, tudo com o título: "Vermelho e Branco" e só participava quem usasse as cores: vermelha e branca. O Clube do Comércio, que não existe mais, rivalizava com o Clube Intermunicipal pra saber quem tinha mais frequentadores no Carnaval e, na última manhã de sol, quando era a despedida, saía a turma de cada clube pra se encontrar no centro da cidade, cada qual com sua bandeira e a orquestra tocando e arrastando os foliões eufóricos, demonstrando raça e querendo ser o melhor. Desse cortejo, quase um duelo, eu nunca participei, pois papai não consentia.
Mas, numa dessas festas matinais, fui com meu noivo e minha irmãzinha nos seus dez anos de idade, servindo do que se chamava de: "vela". E, no meio da multidão, eis que a menina escapa e desaparece entre as pessoas no salão. Nós não nos perturbamos por instantes, dançando animadamente, porém ela se apavorou e não teve dúvidas, foi ao palco e falou para o locutor que estava perdida e ele fez aquele anúncio no microfone.
De repente nossos nomes estavam no ar em alto e bom som, o que corremos pra resgatar a maninha.
Acho que foi das poucas vezes que brinquei num Carnaval.
Estou entre aqueles que preferem uma praia tranquila, de preferência, Peroba, com aquele lindo mar.



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Minhas Galinhas


Lá no sítio criamos algumas galinhas. Não são muitas mas, nos divertimos com elas e também as netas menores fazem a festa, gostam do movimento entre galo, galinhas e pintinhos, além dos ovos pra pegar. Até guinés, ou seja, galinhas D'Angola, fazem parte do galinhaço.
Embora, geralmente, não se dê muita importância àqueles bichinhos, acho-os simpáticos e interessantes, basta um pouco de observação e começamos a admirá-los.
Meu esposo é apaixonado pelo sítio e sempre está inventando alguma coisa pra fazer naquela pequena faixa de terra; ora faz um açude e dedica-se a peixes, incluindo pescarias nos finais de semanas, ora planta fruteiras e fica esperando os frutos tão almejados e assim vai passando o tempo.
Ele achou por bem manter uma galinhada, ciscando por ali, naquele alvoroço próprio das aves, cantando, cacarejando após a postura do ovo e até nas brigas entre si, emitindo seus característicos sons.

Chocadeiras

Há galinhas que são poedeiras, outras não, mas temos encontrado ninhos com vários ovos que escondem nos buracos do terreno, a fim de chocarem, porém muitas vezes nós colhemos para saborear no café da manhã, pois ovo de capoeira, como é chamado, tem valor nutritivo maior.
No entanto, já tivemos ninhadas de pintinhos lindos e, vale a pena prestar atenção aos cuidados daquelas "mães"com seus filhotes.
Outro dia, nós, humanos, tentamos ajudar um pintinho no galinheiro e a reação da galinha foi impressionante em defesa da cria. Nem imaginava que galinhas voassem tão alto e fossem tão defensivas.

O umbuzeiro

No centro da propriedade, existe um umbuzeiro grande e bonito. Na safra ele fica coberto de umbus.
Qual não foi minha surpresa ver que, à noitinha, as galinhas, seguindo o galo, sobem bem alto, pra dormir apoiadas nos galhos e folhas daquela árvore. Foi colocada uma escada ali, e elas vão pelos degraus com a maior naturalidade.

Galinhas D'Angola

Em menor número nessa comunidade galinácea, as galinhas d'angola são totalmente diferentes das demais, outro tipo, outra raça, outra maneira de viver.
Primeiramente, chamam a atenção devido às suas penas, pintadas com bolinhas brancas em fundo preto, seguindo a moda francesa de "poás", o que por si só é singular e até elegante. Todas iguais e sempre juntas, não se misturam com as demais, até o "corococó" é característico das aves especiais. Apenas o clã permanece unido.
Diz a História que na corte brasileira, apreciavam ter nos cardápios as galinhas d'angola que eram trazidas para abastecer as cozinhas reais. Nunca comi tal iguaria, pois tenho pena de sacrificar as penosas.
Também sabemos que a famosa praia pernambucana de Porto de Galinhas, tem esse nome porque, ao ser abolida a escravidão os portugueses ainda traziam navios negreiros, clandestinamente, atracando na praia, davam um sinal dizendo que chegou galinha d'angola.

História pessoal

Sobre guinés, merece um capítulo a parte, pois no meu tempo de criança, ganhei uma guiné, do meu avô paterno, mas mamãe não me deixou criar em casa e quase morri de chorar.

Novatas

Certa vez, soltamos galinhas novas no sítio e, houve um tumulto incrível e quase as novatas foram rejeitadas, mas depois do maior "bate-bicos", o atrito passou e cada grupinho foi se formando e se firmando pra seu lado.

O galo

Não é o da madrugada, mas era o único no terreiro. Grande, bonitão, cantava que era um primor. Mantinha uma pose de rei e dono do pedaço. Fazia questão de demonstrar sua autonomia.
Depois, cresceu um franguinho e já estava competindo com o todo poderoso, causando muita briga entre os dois, até que mandamos o figurão para a panela.

Conclusão: ninguém é insubstituível



*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Idosos de diversos grupos e instituições do município brincaram e dançaram muito frevo num clube em Candeias

06/02/2026

Ontem, quinta-feira (05/02), a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes realizou o 15° Baile da Pessoa Idosa. A celebração, antecipando o Carnaval de uma turma muito animada, reuniu aproximadamente 600 foliões, entre pessoas da melhor idade e acompanhantes.

O evento

Realizado no Clube APSE, em Candeias, o evento contou com a presença da gestora do Programa de Políticas Públicas Sociais (PPS) do município, Andréa Medeiros, que levou o abraço do prefeito Mano Medeiros aos 17 grupos de convivência e cinco instituições de longa permanência para idosos do Jaboatão presentes na festa.

O espaço

O espaço do salão, devidamente decorado para o baile, ficou lotado de foliões que brincaram e curtiram muito frevo e outros ritmos com as atrações. Na programação, o cantor Cesar Pakerinha e o bloco lírico homenageado do Carnaval 2026 do Jaboatão dos Guararapes, Flabelo do Amor.

Reforçou

A ges...

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Ontem, quinta-feira (05/02), a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes realizou o 15° Baile da Pessoa Idosa. A celebração, antecipando o Carnaval de uma turma muito animada, reuniu aproximadamente 600 foliões, entre pessoas da melhor idade e acompanhantes.

O evento

Realizado no Clube APSE, em Candeias, o evento contou com a presença da gestora do Programa de Políticas Públicas Sociais (PPS) do município, Andréa Medeiros, que levou o abraço do prefeito Mano Medeiros aos 17 grupos de convivência e cinco instituições de longa permanência para idosos do Jaboatão presentes na festa.

O espaço

O espaço do salão, devidamente decorado para o baile, ficou lotado de foliões que brincaram e curtiram muito frevo e outros ritmos com as atrações. Na programação, o cantor Cesar Pakerinha e o bloco lírico homenageado do Carnaval 2026 do Jaboatão dos Guararapes, Flabelo do Amor.

Reforçou

A gestora do PPS, Andréa Medeiros, reforçou o compromisso social que a Prefeitura tem com a realização do baile. "É uma festa que promove essa política de inclusão e de abraçar os nossos idosos dos grupos e instituições parceiras, reforçando que eles têm todo o direito de se divertir e brincar o Carnaval, e a gestão do prefeito Mano busca valorizar e fortalecer essas ações. A cada ano, esse baile cresce mais e essas meninas e meninos dão um show na animação e nas fantasias", falou.

Participações

Entre as participantes do Baile da Pessoa Idosa do Jaboatão estava Antônia Luzia dos Santos, de apenas 90 anos, e que foi uma das primeiras a abrir a pista do salão, mostrando muito frevo no pé. "Sou do sertão e minha mãe detestava brincar Carnaval, mas quando vim para o Recife, nos anos 50 para trabalhar, eu amei. Não posso dizer que não sinto uma coisa ou outra, mas as pernas não doem", disse com orgulho a idosa que mora no Curado IV e pertence ao grupo Movimento e Saúde.

Fotos Edilson Júnior




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Humberto Costa: Lula estará no palanque de João Campos

06/02/2026

Uma das principais lideranças do PT em Pernambuco, o senador Humberto Costa afastou a possibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subir no palanque à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), que tem feito gestos ao governo.
“Temos uma boa relação com a Raquel Lyra, que é boa gestora, mas também temos uma relação histórica com o PSB. A tendência é estarmos com João Campos”, afirmou.

Travam disputa

Aliados de Lula, a governadora e o prefeito de Recife já travam uma disputa acirrada no estado.

Pressionado

O PSB tem pressionado o presidente a selar o apoio exclusivo a Campos no estado, mas uma ala do PT defende Raquel.

Deve apoiar

Ainda segundo Humberto Costa, apesar do apoio a Campos, o PSD deve apoiar “majoritariamente” à reeleição de Lula no Nordeste.
“O PSD no Nordeste vai estar majoritariamente com Lula”, disse.
Com blog Edmar Lyra

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Uma das principais lideranças do PT em Pernambuco, o senador Humberto Costa afastou a possibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subir no palanque à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), que tem feito gestos ao governo.
“Temos uma boa relação com a Raquel Lyra, que é boa gestora, mas também temos uma relação histórica com o PSB. A tendência é estarmos com João Campos”, afirmou.

Travam disputa

Aliados de Lula, a governadora e o prefeito de Recife já travam uma disputa acirrada no estado.

Pressionado

O PSB tem pressionado o presidente a selar o apoio exclusivo a Campos no estado, mas uma ala do PT defende Raquel.

Deve apoiar

Ainda segundo Humberto Costa, apesar do apoio a Campos, o PSD deve apoiar “majoritariamente” à reeleição de Lula no Nordeste.
“O PSD no Nordeste vai estar majoritariamente com Lula”, disse.
Com blog Edmar Lyra




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Mano Medeiros antecipa o inverno e reforça proteção à população do Jaboatão

06/02/2026

 
Mesmo com o Carnaval batendo à porta, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes se antecipa ao período chuvoso com ações iniciadas ainda no Verão. Já foram feitas mais de 1.400 interdições preventivas, 27 pluviômetros em operação, monitoramento climático 24 horas por dia e investimentos expressivos em prevenção. Jaboatão dos Guararapes entra no período chuvoso com uma das estratégias mais robustas do Nordeste.
 
O planejamento
 
À frente desse planejamento está o prefeito Mano Medeiros, que segundo a gestão, tem se destacado pela antecipação aos riscos, presença constante nas comunidades e profundo conhecimento do território, construído longe do gabinete e perto da população.
 
Preparação
 
A preparação para o inverno no Jaboatão não se limita aos meses de chuva. O trabalho da Defesa Civil acontece ao longo de todo o ano e é intensificado no período que antecede o inverno, com ações de prevenção, monitoramento...

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Mesmo com o Carnaval batendo à porta, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes se antecipa ao período chuvoso com ações iniciadas ainda no Verão. Já foram feitas mais de 1.400 interdições preventivas, 27 pluviômetros em operação, monitoramento climático 24 horas por dia e investimentos expressivos em prevenção. Jaboatão dos Guararapes entra no período chuvoso com uma das estratégias mais robustas do Nordeste.
 
O planejamento
 
À frente desse planejamento está o prefeito Mano Medeiros, que segundo a gestão, tem se destacado pela antecipação aos riscos, presença constante nas comunidades e profundo conhecimento do território, construído longe do gabinete e perto da população.
 
Preparação
 
A preparação para o inverno no Jaboatão não se limita aos meses de chuva. O trabalho da Defesa Civil acontece ao longo de todo o ano e é intensificado no período que antecede o inverno, com ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida. Desde janeiro, as equipes técnicas ampliaram as visitas às áreas de risco, avaliando encostas, imóveis e regiões ribeirinhas, o que resultou em mais de 1.400 interdições preventivas. Ao mesmo tempo, cerca de 130 desinterdições permitiram que famílias retornassem às suas casas após intervenções que garantiram segurança estrutural.
 
Decisão
 
Para Mano Medeiros, cada decisão técnica carrega um impacto direto na vida das pessoas. “Quando a Defesa Civil interdita um imóvel, é uma medida dura, mas necessária. E quando a família pode voltar para casa com segurança, é uma vitória de todo esse trabalho preventivo”, ressalta.
 
Oito eixos

Outro eixo importante da estratégia municipal é a redução de riscos estruturais. A Prefeitura mantém ações contínuas de erradicação e poda de árvores em áreas críticas, com investimento previsto de aproximadamente R$ 3,9 milhões. O trabalho é realizado de forma integrada entre Defesa Civil, Meio Ambiente e serviços urbanos, garantindo avaliações técnicas antes de qualquer intervenção. “Tudo é feito com critério. A prioridade é proteger vidas sem causar impactos desnecessários”, reforça o prefeito.
 
15 Núcleos
 
Jaboatão conta com 15 Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), formados por lideranças locais capacitadas para atuar na prevenção e no apoio em emergências. Esses núcleos funcionam como uma ponte entre o poder público e as comunidades, facilitando orientações e retiradas preventivas quando necessário. Como inovação, o município vai implantar o NUPDEC Itinerante, que levará a Defesa Civil diretamente para áreas ribeirinhas e comunidades vulneráveis, com uso de drones e tecnologia de mapeamento para criação de novos núcleos e realização de simulados de inundação.
 


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Capacitação
 
A preparação também envolve a capacitação de servidores. Entre março e maio, cerca de 600 servidores municipais de diferentes secretarias estão sendo treinados para atuar como apoio à Defesa Civil durante o período chuvoso. A iniciativa garante reforço às equipes sem comprometer o funcionamento dos serviços públicos. “É uma Prefeitura inteira preparada para cuidar de gente, no momento certo”, destaca o prefeito.
 
Monitoramento
 
No monitoramento climático, Jaboatão se diferencia por contar com um sistema próprio, que complementa as previsões da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). As informações podem ser atualizadas ao longo do dia, chegando a intervalos de uma hora, se necessário. O município possui a maior rede de pluviômetros de Pernambuco, com 27 equipamentos instalados em áreas estratégicas, permitindo acompanhamento em tempo real do volume de chuvas.
 
Sensor
 
Outro avanço é a utilização de um sensor de distúrbios atmosféricos, único em Pernambuco, capaz de detectar descargas elétricas e antecipar chuvas intensas com até duas horas de antecedência. O equipamento cobre um raio de 35 quilômetros e fortalece a tomada de decisões do Centro de Operações, que funciona 24 horas por dia.
 
Sistema
 
Todas essas informações são integradas ao sistema Alerta Jaboatão, que reúne dados de chuva, rios, maré, vento e áreas de risco, utilizando níveis de alerta que orientam as ações da gestão municipal. Em situações mais críticas, o município ativa o Gabinete Integrado de Emergência, coordenado diretamente pelo prefeito.
 
“Mesmo nos momentos mais difíceis, a Prefeitura não para. Nosso compromisso é manter a cidade funcionando e proteger a população, com organização, planejamento e responsabilidade”, enfatiza Mano Medeiros.


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Academia Pernambucana de Letras realiza sessão em homenagem ao maestro Duda

06/02/2026

A Academia Pernambucana de Letras realiza na próxima segunda-feira (09/02), às 15h uma sessão especial, aberta ao público, em homenagem ao maestro Duda.

Palestras

A sessão contará com palestras do acadêmico Roberto Pereira e do professor Carlos Eduardo Amaral. O evento, simbolizando o início do ciclo carnavalesco pernambucano, contará com a participação do estandarte e da orquestra do bloco Galo da Madrugada.

O Poder

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