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O dia do poeta e o poço encantado da poesia, por Josué Sena*

31/10/2024 - Jornal O Poder

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Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.


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Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.

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Leia outras informações

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Gastos com o Sistema Político Brasileiro, por José Severino do Carmo*

02/02/2026

O que hoje vou dizer aqui, os dados apresentados, você, qualquer um, poderá contestar, sem constrangimento.
E, sinceramente, eu adoraria que houvesse contestação de cada um dos números a que me referirei. Digo isso, do fundo do coração.

Será que é verdade ou estarei exagerando?

Deixo pra você, e para todos os nossos queridos leitores, a palavra final, depois de terminarmos, juntos, esta leitura. Repetindo: adoraria que não fosse verdade.

Quantidade de cargos na política

A república brasileira conta com 01 presidente, 01 vice-presidente, 81 senadores, 513 deputados federais, 27 governadores, 27 vice-governadores, 1.059 deputados estaduais, 5.558 prefeitos, igual número de vice-prefeitos e 58.818 vereadores.

Número de assessores

Dos 81 senadores, cada um tem o direito de contratar até 50 assessores o que, no total, perfazem 4.050 servidores.

E os deputad...

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O que hoje vou dizer aqui, os dados apresentados, você, qualquer um, poderá contestar, sem constrangimento.
E, sinceramente, eu adoraria que houvesse contestação de cada um dos números a que me referirei. Digo isso, do fundo do coração.

Será que é verdade ou estarei exagerando?

Deixo pra você, e para todos os nossos queridos leitores, a palavra final, depois de terminarmos, juntos, esta leitura. Repetindo: adoraria que não fosse verdade.

Quantidade de cargos na política

A república brasileira conta com 01 presidente, 01 vice-presidente, 81 senadores, 513 deputados federais, 27 governadores, 27 vice-governadores, 1.059 deputados estaduais, 5.558 prefeitos, igual número de vice-prefeitos e 58.818 vereadores.

Número de assessores

Dos 81 senadores, cada um tem o direito de contratar até 50 assessores o que, no total, perfazem 4.050 servidores.

E os deputados federais?

A esses a lei faculta a prerrogativa de contratar, cada um, 25, ao todo 12.825 assessores parlamentares.

Quanto aos estaduais

é permitido a cada um dos 1.059 parlamentares colocar, no seu gabinete, 25 “aspones”, somando mais de 26.000.

Já espantado você perguntaria: E nossos dedicados vereadores?

A esses 58.818, existentes no País, cabe 11 para cada um o que totaliza, simplesmente, mais de 600 mil.

E os custos dessa farra?

Essa farra custa ao erário, ou melhor a nós, a mim e a você, 10.8 bilhões por mês ou 130 bi por ano.
Pouca coisa, não?

Agora eu lhe pergunto: Qual o país do mundo terá condições de resolver seus problemas sociais, de saúde, educação, segurança, os outros, desperdiçando tanto dinheiro?

Mas você não viu tudo ainda.

Temos também um tal de Fundo Partidário.

E o que diabo é isso?

O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos é uma verba distribuída mensalmente para manutenção dos partidos políticos. Esses recursos podem ser usados para: manutenção da sede, salários de funcionários, viagens dos dirigentes partidários, contratação de advogados e contadores, propaganda, pesquisas e diversas outras despesas.

E qual o valor dessas despesas?

Em 2025, o Congresso aprovou o valor de R$1.1 bilhão de reais e, para este ano de 2026, esse montante chegará a R$1,14 bilhões.

Só isso?

Não.

No Brasil, temos atualmente 33 partidos políticos registrados junto à Justiça Eleitoral. E, além do Fundo Partidário a que nos referimos, esses partidos possuem outra fonte de recursos públicos que podem ser usados para financiar as campanhas eleitorais de seus candidatos, de 2 em 2 anos: o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido como Fundo Eleitoral, criado pela Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995.

Mudando um pouco

Eu lhe pergunto: Por que países altamente desenvolvidos como: Alemanha, (possui apenas 8 partidos políticos), França, 12, Reino Unido, 11 e, os Estados Unidos, apenas duas legendas – o Democrata e o Republicano?

Outra pergunta:

Essa eu já fiz antes, mas a resposta não me convenceu. Qual a razão de o mandato, de vereador a presidente da república, ser de 4 anos e o de senador ser de 8?

E por que precisamos de 513 deputados federais?

Vou encerrar por que se não você vai se desesperar ao relembrar que o Governo e o Sistema Partidário brasileiros são os mais gastadores e corruptos do mundo.

Tenho dito.


*José Severino do Carmo é membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e letras – ACACCIL, da União Brasileira de Escritores – UBE Núcleo Caruaru, da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel - ACLC e ex-Governador do Distrito LA-3 (PE-AL e Sergipe), da Associação Internacional de Lions Clube.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Quatro dias de liberdade, um ano de condenação - Liberdade com prazo de validade, por Zé da Flauta

02/02/2026

Durante quatro dias, o corpo recebe uma anistia temporária. Pode dançar demais, suar demais, beber demais, desejar demais. Pode ocupar a rua, misturar-se, exagerar. O que no resto do ano é chamado de excesso, desvio ou falta de decoro, no Carnaval vira “expressão cultural”. Não porque o corpo mudou, mas porque o calendário permitiu. A moral, como sempre, é flexível quando lhe convém.

Retorno

O mesmo corpo que é policiado o ano inteiro, na roupa, no gesto, no tom de voz, na alegria, vira ativo econômico por alguns dias. Pode se mostrar, desde que gere imagem, fluxo, consumo. Pode existir com intensidade, desde que volte ao lugar depois. Passado o Carnaval, a permissão vence. O corpo retorna à condição de problema, volta a incomodar, a ser vigiado, enquadrado, condenado.

Exceção e repressão

Essa lógica revela mais sobre a sociedade do que sobre a festa. O Carnaval não cria a liberdade, apenas suspende a repressão....

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Durante quatro dias, o corpo recebe uma anistia temporária. Pode dançar demais, suar demais, beber demais, desejar demais. Pode ocupar a rua, misturar-se, exagerar. O que no resto do ano é chamado de excesso, desvio ou falta de decoro, no Carnaval vira “expressão cultural”. Não porque o corpo mudou, mas porque o calendário permitiu. A moral, como sempre, é flexível quando lhe convém.

Retorno

O mesmo corpo que é policiado o ano inteiro, na roupa, no gesto, no tom de voz, na alegria, vira ativo econômico por alguns dias. Pode se mostrar, desde que gere imagem, fluxo, consumo. Pode existir com intensidade, desde que volte ao lugar depois. Passado o Carnaval, a permissão vence. O corpo retorna à condição de problema, volta a incomodar, a ser vigiado, enquadrado, condenado.

Exceção e repressão

Essa lógica revela mais sobre a sociedade do que sobre a festa. O Carnaval não cria a liberdade, apenas suspende a repressão. É como se o sistema dissesse: “faça tudo agora, para não fazer depois”. A exceção funciona como válvula de escape e, ao mesmo tempo, como instrumento de controle. A liberdade vira evento, não direito. Tem data, tem hora, tem patrocínio e prazo de validade.

Álibe

O mais perverso é que muitos confundem isso com tolerância. Não é. Tolerância pressupõe reconhecimento. O que há é concessão estratégica. Permite-se o corpo livre para depois reforçar o discurso da ordem. “Viu? Já brincou, agora comporte-se.” O Carnaval vira álibi moral para o resto do ano. Uma licença que não transforma a regra, apenas a confirma.

Verdade incômoda

Talvez por isso o Carnaval seja tão necessário e tão temido. Porque, mesmo como exceção, ele revela uma verdade incômoda: o corpo só é problema porque insiste em ser vivo. E depois de experimentar, ainda que por poucos dias, a sensação de existir sem pedir desculpa, fica mais difícil aceitar a condenação cotidiana como algo natural. O Carnaval passa. A memória da liberdade, não.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista



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A morte do melhor amigo do homem, por Roberto Vieira

02/02/2026

Nesta semana, o Brasil testemunhou mais um triste episódio de violência contra animais, reacendendo o debate sobre a convivência urbana e a segurança dos pets. Esse cenário, contudo, evoca memórias de um passado onde o conflito entre homens e cães terminava invariavelmente em tragédia.



Tragédia

Na década de 1920, em Pernambuco, os jornais registravam crônicas de sangue: em Moreno, Bellarmino Silva matou o cão de José Felippe após seu filho ser mordido, resultando em uma emboscada onde o próprio Bellarmino foi ferido a tiros. No bairro da Torre, em Recife, uma tentativa de alvejar um cachorro terminou com um tiro acidental no ventre de um compadre. Já no Barro, o cão de guarda de uma família quase estraçalhou uma criança após matar cabras da vizinhança, gerando revolta e clamor por providências policiais.

Irlanda

A evolução do direito animal é um marco da civilização moderna. As primeiras restriçõ...

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Nesta semana, o Brasil testemunhou mais um triste episódio de violência contra animais, reacendendo o debate sobre a convivência urbana e a segurança dos pets. Esse cenário, contudo, evoca memórias de um passado onde o conflito entre homens e cães terminava invariavelmente em tragédia.



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Tragédia

Na década de 1920, em Pernambuco, os jornais registravam crônicas de sangue: em Moreno, Bellarmino Silva matou o cão de José Felippe após seu filho ser mordido, resultando em uma emboscada onde o próprio Bellarmino foi ferido a tiros. No bairro da Torre, em Recife, uma tentativa de alvejar um cachorro terminou com um tiro acidental no ventre de um compadre. Já no Barro, o cão de guarda de uma família quase estraçalhou uma criança após matar cabras da vizinhança, gerando revolta e clamor por providências policiais.

Irlanda

A evolução do direito animal é um marco da civilização moderna. As primeiras restrições datam de 1635, na Irlanda, proibindo práticas cruéis com ovelhas, seguidas pela Massachusetts Bay Colony em 1641. No Brasil, a proteção consolidou-se com a Constituição Federal de 1988 (Art. 225) e a Lei de Crimes Ambientais de 1998. Mais recentemente, a Lei Sansão (2020) elevou a pena para maus-tratos a cães e gatos para até cinco anos de reclusão, enquanto legislações de 2025 já proíbem o acorrentamento e o uso de tatuagens estéticas em animais.



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Lassie

O legado dessa transição da barbárie para a lei reside na mudança da percepção do animal como objeto para ser senciente. Para gerações que cresceram sob a influência de heróis caninos como Lassie e Rin-Tin-Tin, o cão deixou de ser apenas um guarda ou uma ameaça para se tornar o "melhor amigo do homem".

NOTA: Texto dedicado ao melhor amigo da minha infância: Duque.

Roberto Vieira é médico e cronista


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A tentação das correntes: quando a liberdade assusta mais que a escravidão, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

02/02/2026

A liberdade não é apenas o espaço onde podemos agir, mas o abismo onde somos obrigados a responder por aquilo que somos.


1. Prólogo: a vertigem da altura

Há uma altura que não se mede em metros, porque se mede em responsabilidade. A liberdade pertence a essa categoria de alturas que não se conquistam com músculos, mas com espírito. Ela se assemelha a um cume onde o horizonte se abre em todas as direções ao mesmo tempo em que o chão desaparece sob os pés. Muitos pedem essa altura. Poucos suportam permanecer nela.

O homem é o animal que teme o abismo da própria autonomia. Enquanto outras criaturas vivem segundo instinto, o ser humano vive sob a pressão de escolher, justificar e responder. A liberdade não lhe é apenas um dom; é uma exigência. E toda exigência profunda produz a tentação inversa: abdicar, delegar, entregar o peso do ser a outra instância, seja um líder, uma ideologia, uma instituição ou um deus secularizado.

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A liberdade não é apenas o espaço onde podemos agir, mas o abismo onde somos obrigados a responder por aquilo que somos.


1. Prólogo: a vertigem da altura

Há uma altura que não se mede em metros, porque se mede em responsabilidade. A liberdade pertence a essa categoria de alturas que não se conquistam com músculos, mas com espírito. Ela se assemelha a um cume onde o horizonte se abre em todas as direções ao mesmo tempo em que o chão desaparece sob os pés. Muitos pedem essa altura. Poucos suportam permanecer nela.

O homem é o animal que teme o abismo da própria autonomia. Enquanto outras criaturas vivem segundo instinto, o ser humano vive sob a pressão de escolher, justificar e responder. A liberdade não lhe é apenas um dom; é uma exigência. E toda exigência profunda produz a tentação inversa: abdicar, delegar, entregar o peso do ser a outra instância, seja um líder, uma ideologia, uma instituição ou um deus secularizado.

Metáfora da montanha ilumina

A metáfora da montanha ilumina esse drama. Subir é desejar ver mais longe, mas também aceitar o vento, o frio e a solidão do cume. Descer é retornar ao vale, onde o risco é menor e a vida é compartilhada. A liberdade é esse cume. A servidão é o vale confortável onde o indivíduo se dissolve na paisagem social.

A Dorsal Mesoatlântica oferece uma imagem ainda mais radical. Nas profundezas, placas tectônicas se afastam e, no atrito, geram nova crosta. Sem tensão, não há criação. A liberdade humana é uma dorsal espiritual: nasce da fricção entre o que somos e o que devemos ser. Onde não há fricção, há estagnação.

Na tradição cabalística, o Tzimtzum, a retração divina, abre espaço para a liberdade humana. Deus se retira para que o homem exista como autor. A liberdade é esse vazio sagrado onde o ser humano é chamado a criar e reparar. Não é apenas direito; é tarefa ontológica.

Este ensaio parte desse paradoxo para investigar raízes ontológicas, manifestações políticas, expressões espirituais e consequências civilizacionais. Trata-se, aqui, de seguir a liberdade até onde ela dói e de perguntar por que, em tantas épocas, o homem preferiu amortecer essa dor com uma arquitetura de tutela, sem confundir a necessidade de ordem com o culto às correntes.



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2. Introdução: o paradoxo civilizacional da liberdade temida

A liberdade é o bem mais proclamado da modernidade e o fardo mais evitado por seus filhos. Nunca se falou tanto em autonomia e raramente se observou tamanha disposição para transferir a própria vida a sistemas de tutela. A liberdade tornou-se slogan, mas deixou de ser vocação existencial.

Há diferença decisiva entre libertação exterior e liberdade interior. Libertar-se é remover grilhões visíveis. Ser livre é habitar o espaço aberto com responsabilidade e sentido. A modernidade confundiu essas dimensões e acreditou que ampliar escolhas produziria sujeitos livres. Produziu, ao contrário, indivíduos com múltiplas opções e pouco telos.

A tese central deste ensaio é simples e incômoda: a humanidade frequentemente escolhe a servidão porque a liberdade exige essência, finalidade e responsabilidade. Quando o homem não sabe o que é, para onde vai e diante de quem responde, a liberdade transforma-se em vertigem — e a vertigem clama por corrimões.

3. A servidão voluntária: o enigma eterno da obediência

Nenhuma tirania se sustenta sem um pacto íntimo com os dominados. A servidão não é apenas fruto da força, mas do consentimento. Obedecer alivia o fardo da decisão. Submeter-se reduz a angústia da escolha.

A servidão voluntária não é patologia política isolada, mas economia psíquica. Quando a liberdade é percebida como solidão, a tutela aparece como cuidado. O Estado, o líder ou a ideologia ocupam o lugar do providente.

Na contemporaneidade, a obediência assume formas suaves. Algoritmos moldam desejos. Plataformas filtram o mundo. O cidadão converte-se em administrado. A tragédia é que, ao abdicar repetidamente da autonomia, o sujeito atrofia a capacidade de exercê-la.



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4. Liberdade sem essência: o abismo existencial moderno

Quando a liberdade perde o telos, transforma-se em vertigem, não em vocação. A modernidade rompeu com a ideia de natureza humana acreditando libertar o homem, mas privou-o de eixo interno. Produziu sujeitos livres na superfície e desorientados no fundo.

A liberdade sem essência abre espaço para uma escravidão sem tirano. O indivíduo que se crê absolutamente autônomo acaba moldado por forças que não controla. A arbitrariedade psicológica travestida de liberdade é forma sofisticada de heteronomia.

A liberdade autêntica não é escolher qualquer coisa, mas escolher em função de um para quê. Sem horizonte de sentido, a liberdade torna-se peso insuportável, e o homem procura próteses ontológicas que lhe devolvam direção.

5. O medo da responsabilidade: ética, política e espiritualidade

Ser livre é ser responsável, e a responsabilidade é o preço que muitos recusam pagar. Delegar tudo ao Estado, ao líder ou ao sistema é estratégia para evitar a autoria da própria vida.

Na tradição clássica, a liberdade é virtude ativa, hábito que integra desejo e razão. A modernidade política, ao deslocar a responsabilidade para estruturas coletivas, produziu infantilismo cívico. O cidadão tornou-se beneficiário.

Ideologias funcionam como religiões seculares: oferecem sentido pronto, identidade pronta, culpa transferida. A liberdade espiritual, que exige confronto com o ser, é substituída por pertenças que anestesiam a consciência.

6. A tentação das correntes: ordem sem maturidade

As correntes seduzem porque prometem ordem sem virtude. A ordem, em si, não é o problema. O problema surge quando a ordem deixa de ser conquista interior e passa a ser imposição exterior.

Sociedades que não educam para a liberdade passam a desejar regimes que a limitem. O autoritarismo é resposta ao medo do caos interior. Ele oferece clareza onde há ambiguidade, obediência onde há responsabilidade.

A ordem sem maturidade substitui formação por regulamento e consciência por procedimento. É a máscara respeitável da servidão.



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7. O século XXI e as novas correntes: autocracias e Estados-tutores

As correntes modernas não são grilhões de ferro, mas sistemas de conforto, vigilância e tutela moral. Elas não se impõem pelo espetáculo da violência, mas pela administração cuidadosa da vida. China e Rússia exemplificam essa síntese entre prosperidade relativa, controle informacional e submissão simbólica. Nesses contextos, a liberdade é apresentada como ameaça ao tecido social, enquanto a tutela é narrada como cuidado civilizacional e garantia de ordem.

A eficácia dessas correntes reside menos na coerção explícita do que na interiorização do controle. Propaganda, censura seletiva e pedagogias do medo moldam a percepção do real, criando um ambiente em que a obediência é vivida como virtude e a crítica como desvio perigoso. O sujeito aprende a temer a própria autonomia. A liberdade passa a ser associada à instabilidade, e a submissão, à segurança.

Essa lógica não se limita às autocracias declaradas. Estados-tutores também emergem em democracias fatigadas, onde a complexidade social é administrada por tecnocracias e a cidadania é progressivamente convertida em clientela. A vida cotidiana é mapeada, regulada e corrigida. O controle não se apresenta como repressão, mas como proteção preventiva.

Nesse cenário, a liberdade passa a ser interpretada como risco sistêmico. A autonomia do sujeito é percebida como ruído na governança, e a obediência é elevada à condição de virtude cívica. As correntes tornam-se tão suaves que o indivíduo as confunde com o próprio tecido da realidade. O século XXI não aboliu a servidão; apenas a sofisticou, substituindo a formação do sujeito pela gestão de populações.

8. Fricções contemporâneas: quando a liberdade insiste em nascer

A liberdade nunca desaparece; entra em latência e retorna como fricção. Pode ser reprimida ou anestesiada, mas não extinta sem que o próprio humano seja amputado. Venezuela e Irã revelam essa dinâmica em registros distintos. Em ambos os casos, a liberdade emerge não como concessão política, mas como exigência ontológica que resiste à tutela total.

A história não avança por repouso, mas por tensão. Onde a fricção é negada em nome da estabilidade, ela retorna acumulada. A tentativa de eliminar o conflito não produz harmonia, mas pressão.

A liberdade é fenômeno tectônico da alma humana. Ela atua como força subterrânea sob estruturas políticas, culturais e religiosas. Durante longos períodos, sua presença é quase imperceptível, mas, quando comprimida por sistemas que pretendem totalizar o sentido, manifesta-se como fissura e ruptura.

Nenhuma engenharia social consegue suprimi-la indefinidamente. Sistemas podem regular comportamentos e controlar discursos, mas não eliminam o núcleo irredutível da autoria humana. As fricções não são anomalias do sistema, mas sinais de que a vida excede as estruturas que tentaram capturá-la.

9. A Europa e a sedação das massas: o conforto como anestesia

O conforto pode ser uma forma elegante de servidão. O Estado-Providência europeu nasceu como conquista ética, mas, quando se expande sem uma pedagogia da responsabilidade, corre o risco de produzir dependência espiritual, substituindo a autonomia pelo amparo permanente.

Auxílio sem horizonte transforma-se em anestesia. A proteção, quando não convoca à autoria, torna-se amortecedor da inquietação humana. O cidadão deixa de ser agente da polis para tornar-se beneficiário de um sistema que garante estabilidade material, mas enfraquece a tensão criadora que sustenta a liberdade.

Civilizações sem fricção entram em entropia lenta. A política converte-se em gestão de confortos, a educação em treinamento funcional e a cultura em administração de sensibilidades. A liberdade não é reprimida; é
adormecida. E uma liberdade adormecida é mais difícil de despertar do que uma liberdade oprimida.

O desafio europeu não é negar a proteção social, mas reinseri-la numa teleologia da liberdade. Sem fricção, não há renovação. Sem risco, não há transcendência. A sedação pode prolongar a estabilidade, mas não sustenta a vitalidade civilizacional.

10. A pedagogia da liberdade: pensar, dialogar, transcender

A liberdade não se herda; educa-se. Ela não nasce da ampliação de direitos nem da multiplicação de escolhas. Formar sujeitos livres é formar a capacidade de julgar, discernir e responder. Sem essa formação interior, a liberdade degenera em retórica e a cidadania em ritual administrativo.

Educar para a liberdade é educar para a responsabilidade. É ensinar a sustentar a ambiguidade sem recorrer à tutela e a enfrentar o conflito sem abdicar do vínculo. Uma sociedade que não forma essa capacidade substitui o juízo por regulamentação e a consciência por conformidade.

O diálogo é escola de liberdade porque exige presença e responsabilidade. O encontro autêntico obriga o sujeito a sair do automatismo e a responder. Ele educa para uma liberdade relacional, não solitária nem tutelada.

As tradições orientais aprofundam essa pedagogia ao mostrar que a liberdade não é ruptura com o dever, mas realização consciente da vocação própria. A liberdade aprende-se em microdecisões: na disciplina, na palavra dada, na responsabilidade cotidiana. Sem essa pedagogia, as correntes retornam como solução prática.

11. Conclusão: entre a cicuta e as correntes

A liberdade é cicuta para os que temem pensar e ascese para os que aceitam ser. Essa tensão atravessa a história porque é ontológica. Entre a vertigem da altura e o conforto do vale, a humanidade oscila porque ser livre exige suportar o peso da autoria, enquanto a servidão oferece abrigo contra a angústia da escolha.

A decisão não se dá apenas nas leis, mas no caráter. Uma sociedade pode proclamar a liberdade e estruturar-se para evitá-la. Um indivíduo pode exaltar a autonomia e organizar a própria vida para não decidir nada de essencial.

A maturidade é o nome político da liberdade interior. Entre o Logos sem liberdade e a liberdade sem Logos, a civilização decide se prefere o risco da autoria ou a paz da tutela. A liberdade não promete conforto, mas dignidade. Não garante segurança, mas sentido.

12. Epílogo: a sedação das massas

A sedação não elimina o sofrimento; elimina a pergunta. As migalhas mantêm o corpo, mas não fundam o espírito. O conforto torna-se valor supremo, e tudo o que o ameaça passa a ser tratado como perigo.

A história mostra que a anestesia nunca é definitiva. Onde a fricção é negada por tempo demais, ela retorna acumulada. Civilizações que evitam o desconforto não evitam a crise; apenas a adiam.

A sedação das massas é uma forma tardia de servidão. Não imposta pela força, mas aceita pelo hábito. A pergunta pelo sentido é silenciada em nome da gestão eficiente da vida. O Logos pode ser adormecido, mas não extinto.

13. Pós-escrito: o Brasil entre a caridade e a liberdade

O Brasil é laboratório ontológico entre tutela e autoria. A caridade é virtude necessária num país marcado por desigualdades profundas, mas, sem horizonte de emancipação, corre o risco de converter-se em destino administrado.

O desafio brasileiro não é escolher entre assistência e liberdade, mas transformar auxílio em ponte. Quando a proteção não convoca à autonomia, perpetua a fragilidade que pretendia aliviar.

Entre a sedação e a fricção criadora, o Brasil ainda pode escolher. Sua vitalidade cultural revela uma vocação para a liberdade madura, econômica, moral e espiritual. Aceitar a vertigem da altura como vocação não é negar a fragilidade, mas transformá-la em fundamento de responsabilidade histórica.


(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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Ana Cláudia debate prioridades de ações e investimentos para comunidades rurais da região de Solânea na PB

02/02/2026

A pré-candidata a Deputada Estadual Ana Cláudia Vital (MDB) participou neste final de semana de um debate com membros de mais de 15 comunidades rurais da região de Solânea. Ela estava acompanhada do Deputado Federal e pré-candidato à reeleição Luiz Couto (PT). Segundo Ana, o debate foi bastante produtivo. “Uma oportunidade para ouvir os representantes de todas as comunidades, um a um”, disse ela. “É assim que a gente gosta de fazer, uma conversa olho no olho com as pessoas”, afirmou Luiz Couto.



A roda de conversa

Além de Ana Cláudia e Luiz Couto, participaram da ‘roda de conversa’ o Superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra na Paraíba, Antônio Barbosa Filho; e o Superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar na Paraíba, Cícero Gregório de Lacerda Legal. Na oportunidade, Ana Cláudia também representou o Senador e pré-candidato à reeleição Veneziano Vital do Rêgo (M...

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A pré-candidata a Deputada Estadual Ana Cláudia Vital (MDB) participou neste final de semana de um debate com membros de mais de 15 comunidades rurais da região de Solânea. Ela estava acompanhada do Deputado Federal e pré-candidato à reeleição Luiz Couto (PT). Segundo Ana, o debate foi bastante produtivo. “Uma oportunidade para ouvir os representantes de todas as comunidades, um a um”, disse ela. “É assim que a gente gosta de fazer, uma conversa olho no olho com as pessoas”, afirmou Luiz Couto.



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A roda de conversa

Além de Ana Cláudia e Luiz Couto, participaram da ‘roda de conversa’ o Superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra na Paraíba, Antônio Barbosa Filho; e o Superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar na Paraíba, Cícero Gregório de Lacerda Legal. Na oportunidade, Ana Cláudia também representou o Senador e pré-candidato à reeleição Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que não pôde estar presente por motivo de saúde.


Documento

Durante o encontro, os membros da comunidade detalharam as necessidades principais e entregaram uma cópia de um documento a Ana Cláudia, Luiz Couto, Antônio Barbosa e Cícero Legal contendo as reivindicações.

“Vemos que a principal reivindicação das comunidades é a água, mas também ouvimos relatos da necessidade de maquinário agrícola, melhores estradas. Informamos sobre a necessidade de as associações estarem regularizadas para que sejam contempladas com programas governamentais e, neste aspecto, o trabalho do senador Veneziano, do deputado Luiz Couto, e com os nossos esforços também, poderemos ajudar muito essas famílias” ressaltou Ana Cláudia.



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Sentidas


Segundo Ana, as dificuldades do acesso à água por ausência das ações do governo estadual são sentidas em toda a Paraíba.

“Mas é em locais como este que a gente percebe o quanto a água faz falta. Sem água tudo fica mais difícil, não tem agricultura, não tem criação de peixes, os meios de sobrevivência dessas famílias ficam cada vez mais dificultados”, observou.


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De 1926 até 2026: cem anos de reprise? - Crônica - Por, Emanuel Silva*

02/02/2026

Ou Quando o tempo avisa, mas o poder não escuta

A história não grita, simplesmente sussurra, repete sinais, oferece avisos. Voltando para os idos de 1926, é possível observar que os poderosos da ocasião acreditavam que haviam domado o tempo. Em 2026, o feito se repete e suas excelências e autoridades tendem a cometer o mesmo erro. Cem anos separam os episódios, mas a engrenagem é idêntica: quando a política e o sistema deixa de formular futuro e passa a administrar o presente unicamente pela destruição do outro, o sinal é claro: o ciclo já terminou — ainda que os mandatos continuem

Afinal, não é o calendário que define o fim de um ciclo, mas a incapacidade de enxergar algo diferente amanhã.

1926: a eleição que confirmou, não escolheu

A eleição de 1926 levou Washington Luís ao poder sem sobressaltos. Não porque fosse consensual, mas porque o sistema funcionava para impedir a surpresa. Não se discutiam propostas; confirmava-se...

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Ou Quando o tempo avisa, mas o poder não escuta

A história não grita, simplesmente sussurra, repete sinais, oferece avisos. Voltando para os idos de 1926, é possível observar que os poderosos da ocasião acreditavam que haviam domado o tempo. Em 2026, o feito se repete e suas excelências e autoridades tendem a cometer o mesmo erro. Cem anos separam os episódios, mas a engrenagem é idêntica: quando a política e o sistema deixa de formular futuro e passa a administrar o presente unicamente pela destruição do outro, o sinal é claro: o ciclo já terminou — ainda que os mandatos continuem

Afinal, não é o calendário que define o fim de um ciclo, mas a incapacidade de enxergar algo diferente amanhã.

1926: a eleição que confirmou, não escolheu

A eleição de 1926 levou Washington Luís ao poder sem sobressaltos. Não porque fosse consensual, mas porque o sistema funcionava para impedir a surpresa. Não se discutiam propostas; confirmava-se um arranjo. O adversário não precisava ser derrotado nas ideias — bastava ser neutralizado no processo.

O Judiciário da época, ainda sem todo arcabouço da atual Justiça Eleitoral, cumpria papel decisivo: chancelar. O Direito não era arena de disputa, mas linguagem de legitimação do pacto político. Questionamentos eram arquivados, impugnações dissolvidas, resultados validados. Tudo legal, tudo previsível, tudo frágil.

A estupidez histórica foi acreditar que legalidade formal seria equivalente a estabilidade. Washington Luís governou de 1926 a 1930 convencido de que o tempo obedeceria. Não obedeceu. Em 1930, o ciclo se fechou abruptamente e abriu-se outro com Getúlio Vargas.

O ciclo que se fecha sempre cobra

Getúlio Vargas representou uma ruptura que sucedeu ao esgotamento. Permaneceu no centro do poder por quinze anos (1930–1945), voltou pelo voto em 1951 e encerrou sua trajetória em 1954. A lição de Vargas é simples e quase sempre ignorada: nem quem chega como solução governa o tempo indefinidamente.

Os ciclos se fecham não por conspiração, mas por fadiga histórica. Quando quem está no poder não percebe isso, tenta endurecer. Quando endurece, acelera o fim. Foi assim em 1930. É assim sempre.

2026: a política contra o relógio

Ano de eleição e parece que 2026 traz um cenário reconhecível. Não se discute projeto de país; pratica-se a aniquilação do adversário. A política abandona o convencimento e adota a exclusão. E, como em todo fim de ciclo, o Judiciário é puxado para o centro do palco.

Diferente de 1926, agora o Judiciário está muito mais forte, visível, institucionalizado. Ativismo judicial pleno. Justamente por isso, torna-se o principal campo de batalha. Os atuais integrantes do poder, consciente de que o tempo acabou, lutam contra o relógio. Judicializam tudo. Buscam decisões, liminares, interpretações que retirem o outro do jogo. Não para vencer — mas para adiar o inadiável.

É o sinal mais claro de esgotamento: quando quem está no poder já não forma sucessão, não construiu herdeiro definido, a disputa pelo espólio é assustadora. Aliados viram concorrentes, a base se fragmenta e o futuro desaparece do vocabulário político.

Cem anos de reprise e a lição ignorada

Saiu o coronelismo explícito em 1926, entrou o assistencialismo estrutural em 2026.
Saiu o cabresto visível em 1926, entrou a dependência administrada em 2026.
Saiu a fraude aberta em 1926, entrou a judicialização permanente em 2026.

Mudou a forma. A lógica permaneceu.

Em 1926, acreditou-se que controlar instituições bastaria.

Em 2026, acredita-se que destruir o outro — inclusive pelo Direito — resolverá.

Não resolve.

O Judiciário pode ordenar o presente, mas não produz sucessão e não congela o tempo.

A história já mostrou:
quando a política troca propostas por destruição,
quando luta contra o relógio,
quando parte sem herdeiro e deixa apenas espólio,

o ciclo já acabou —
mesmo que o mandante ainda finja que governa.

Cem anos depois, a reprise está em cartaz.
Resta saber quem, desta vez, perceberá o fim antes da queda.


*Emanuel Silva, é Professor e Cronista


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Mudança institucional no TJPE, por Josué Sena*

02/02/2026

Organização a mostrar-se perfeita.
Método é de grande valia afinal.
Eis da transição a ótima receita
De uma agenda deveras racional.

Mudança institucional que se providencia.
Para quem assume e quem sai,
Em mover pleno de harmonia,
Todo aplauso e reconhecimento do verso vai

Ao notável colega Ricardo,
Que finaliza o tempo da presidencial cadeira
E ao que a assume, o notável colega Bandeira,

Aos demais ilustres membros da nova e anterior diretoria,
Vão Em voz rimada de bardo,
Parabéns. Hoje será um excelente dia.

*Josué Sena é desembargador do TJPE e poeta.



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Organização a mostrar-se perfeita.
Método é de grande valia afinal.
Eis da transição a ótima receita
De uma agenda deveras racional.

Mudança institucional que se providencia.
Para quem assume e quem sai,
Em mover pleno de harmonia,
Todo aplauso e reconhecimento do verso vai

Ao notável colega Ricardo,
Que finaliza o tempo da presidencial cadeira
E ao que a assume, o notável colega Bandeira,

Aos demais ilustres membros da nova e anterior diretoria,
Vão Em voz rimada de bardo,
Parabéns. Hoje será um excelente dia.

*Josué Sena é desembargador do TJPE e poeta.



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Raquel Teixeira Lyra faltou com a verdade e está atolada até o pescoço nas investigações da Polícia Federal

02/02/2026

Os conselheiros próximos da governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra, erraram gravemente, mais uma vez, ao pautar a resposta dela no escândalo do desvio de função da Polícia Civil para investigar adversários do grupo palaciano. A governadora veio a público defender e justificar a atuação ilegal dizendo que partiu de uma denúncia anônima. Mentira deslavada, já desmascarada pelo STF que identificou 22 pedidos de quebra de sigilo contra secretários do prefeito do Recife, João Henrique Andrade Lima Campos por parte da Polícia Civil. Desmoralizando de vez a desculpa esfarrapada de denúncia anônima. Pelo contrário. Segundo despacho do STF, a medida caracteriza uma tentativa condenável de pescar provas em águas turvas. Mentiu o secretário. Mentiu a governadora. Algo inédito na história de Pernambuco.

O Poder cansou de avisar

Desde o início de agosto, com absoluta exclusividade, o nosso O Poder denunciou aa práticas ilegais que a governadora tenta...

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Os conselheiros próximos da governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra, erraram gravemente, mais uma vez, ao pautar a resposta dela no escândalo do desvio de função da Polícia Civil para investigar adversários do grupo palaciano. A governadora veio a público defender e justificar a atuação ilegal dizendo que partiu de uma denúncia anônima. Mentira deslavada, já desmascarada pelo STF que identificou 22 pedidos de quebra de sigilo contra secretários do prefeito do Recife, João Henrique Andrade Lima Campos por parte da Polícia Civil. Desmoralizando de vez a desculpa esfarrapada de denúncia anônima. Pelo contrário. Segundo despacho do STF, a medida caracteriza uma tentativa condenável de pescar provas em águas turvas. Mentiu o secretário. Mentiu a governadora. Algo inédito na história de Pernambuco.

O Poder cansou de avisar

Desde o início de agosto, com absoluta exclusividade, o nosso O Poder denunciou aa práticas ilegais que a governadora tentava impor à polícia. Confira as manchetes abaixo. Ele não pode dizer que não sabia e, caso não soubesse, que não foi avisada.



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Palavra dos leitores

Recebemos de um leitor:

A polícia civil de Pernambuco foi transformada numa Milicia (a exemplo das do Rio de Janeiro) a serviço da família Teixeira Lyra e seus aliados.
Na história de Pernambuco nunca se viu isto antes; Não aconteceu durante o Estado Novo, na ditadura de Vargas, nem durante o regime de 1964. Naquela época, a polícia era utilizada para fins políticos mas estava a serviço de uma causa e não de interesses particulares, como, de forma inédita, acontece agora. Nunca se imaginou na história deste estado que uma mulher nascida em uma família de democratas históricos iria transformar a polícia numa milícia particular e colocar a serviço de seus caprichos. E agora, também de forma inédita na democracia, está sob investigação da Polícia Federal.
Raquel Teixeira Lyra demonstra que os ensinamentos democráticos não foram assimiladas na sua infância com a convivência. Com seu avô, tio e pai, democratas sem mácula.

Uma leitora pontua

"Essa resposta, publicada no blog de Ricardo Antunes, lasca ela. Ela sabia e apoiava a ilegalidade dizendo que era legal. Saiu da suposta "inocência", que alega ter havido, para o apoio à ilegalidade. Ainda diz que "Somos um Estado que respeita as leis..." Apoiou o ato ilegal quando deveria ter barrado e determinado investigação rigorosa e imediato afastamento dos envolvidos. Era dever dela comunicar ao MP. Seria o mínimo.

Mais contradições

Outra leitora observa: "A governadora em vídeo nas redes sociais, primeiro afirma que ninguém é superior a lei, diz que polícia tá certa em investigar denúncia anônima. Se não houve ordem escrita expressa do Governo houve de viva voz. A alegação de que não houve ordem do governo não convence. No mínimo a governadora deixou os delegados de calças curtas, o que pode gerar um desconforto pessoal entre eles e a governadora e mesmo assim ... a governadora sabia tinha ciência como ela mesmo declarou em vídeo e após essa ciência, se estava inocente na partida, depois disso tornou-se cúmplice, vez que sabia da ilegalidade e como tal tinha obrigação de pará-la imediatamente e abrir processo para apurar essas condutas arbitrárias. Mas muito pelo contrário foi às redes sociais incentivá-las afirmando que era dever da polícia fazer isso, ou seja, a governadora não pode se retirar da cena que criou e da qual participou. Ela inclusive é a principal responsável por todas os atos praticados em suas secretarias pois as mesmas são "mangas longas" do governo e nesse caso mesmo ilegais possuiam o conhecimento expresso e apoio da mesma. Não tem desculpa governadora. Ficou feio deixar a polícia na mão! As calças dos Delegados ficaram nas mãos de Raquel!"








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Vergonha nacional - Polícia Federal investiga polícia civil de PE e STF afasta MPE/PE do caso. Procuradoria-geral do Estado foi comunicada. Da Redação

02/02/2026

A decisão referente ao caso de investigação da atuação irregular da polícia civil de Pernambuco, proferida pelo ministro Gilmar Mendes do STF na última sexta-feira (30/01) — tema divulgado em primeira mão por O Poder e que repercutiu em todo o país — os autos da petição foram enviados oficialmente nesta segunda-feira (02/02). Foram encaminhados para o procurador-geral do Estado de Pernambuco, justamente por ser esta a data de reabertura dos trabalhos do Judiciário. Além dessa medida, o STF afastou, por conduta suspeita, o Ministério Publico de Pernambuco (MPE/PE) do caso, o maior vexame de todos os tempos na história honrada da instituição.

Andamento

Conforme o andamento do processo e das petições no sistema de informações do STF, que apesar de não ter os textos referentes a despachos e pedidos de intimação por estar sob sigilo judicial, é possível observar que o pedido foi ajuizado no Supremo no dia 10 de dezembro.

Relator...

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A decisão referente ao caso de investigação da atuação irregular da polícia civil de Pernambuco, proferida pelo ministro Gilmar Mendes do STF na última sexta-feira (30/01) — tema divulgado em primeira mão por O Poder e que repercutiu em todo o país — os autos da petição foram enviados oficialmente nesta segunda-feira (02/02). Foram encaminhados para o procurador-geral do Estado de Pernambuco, justamente por ser esta a data de reabertura dos trabalhos do Judiciário. Além dessa medida, o STF afastou, por conduta suspeita, o Ministério Publico de Pernambuco (MPE/PE) do caso, o maior vexame de todos os tempos na história honrada da instituição.

Andamento

Conforme o andamento do processo e das petições no sistema de informações do STF, que apesar de não ter os textos referentes a despachos e pedidos de intimação por estar sob sigilo judicial, é possível observar que o pedido foi ajuizado no Supremo no dia 10 de dezembro.

Relator foi designado no dia seguinte

Demorou cerca de cinco semanas até sair a decisão do ministro. Mas a Corte, no dia seguinte à data em que a ação foi protocolada no Tribunal, já designou por sorteio o ministro Gilmar Mendes como relator. E no período entre 12 e 22 dezembro, conforme consta no mesmo sistema, foram enviadas três petições para órgãos diversos com pedidos de informações, cujo conteúdo não pode ser divulgado.

As respostas aos pedidos

Foram encaminhadas ao gabinete do relator até o dia 28 de janeiro, quando houve a juntada dos documentos. Dois dias entre juntada de autos e decisão. Foram necessários somente dois dias, ou seja: a última sexta-feira, para sair a decisão quanto ao estabelecimento de investigação por parte da Polícia Federal — o que mostra que o STF reconhece a necessidade de parar imediatamente a prática vexatória e comprometedora determinada pela governadora Raquel Teixeira Lyra.

Na decisão

O ministro Gilmar Mendes determina que a Polícia Federal passe a apurar a atuação da polícia civil de Pernambuco em caso que envolve a investigação de agentes públicos da Prefeitura do Recife. Além disso, Mendes pede para o caso sair da esfera da polícia civil e do Grupo de Ações Especiais de Combate ao Crime Organizado (GAECO) existente no estado.

E ainda

Determina que as ações referentes ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em relação a esse episódio passem todas para o Ministério Público Federal (MPF), com envio de informações sobre a conduta dos procuradores do MP junto ao seu órgão de controle, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Desvio de finalidade

Gilmar Mendes afirma ainda, na peça jurídica que o caso indica fortes suspeitas de que houve “desvio de finalidade” por parte da polícia civil pernambucana, ao tentar investigar secretários municipais sem um explicação forte, com pedidos junto ao MPPE de acesso a impostos de renda e outras quebras de sigilo dessas pessoas.

O decano do STF

Afirmou, também, que não foram apenas quatro secretários investigados, conforme vinha sendo divulgado pela imprensa, mas que os documentos e pedidos solicitados, conforme o material encaminhado para o STF até agora, apontam que 23 agentes públicos foram alvo da investigação ilegal da Gestapo particular de Raquel Teixeira Lyra — sendo destes, 20 secretários municipais. Os nomes são mantidos sob segredo de Justiça.

O caso

Apesar dessas informações sobre datas e envio de documentos e retorno de respostas, continua sob sigilo judicial por parte da Corte.




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Ministro das Cidades Jader Filho comunica a Veneziano habilitação de Campina Grande para financiamento do VLT

02/02/2026

O Ministro das Cidades, Jader Filho, confirmou ao Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), a habilitação do Município de Campina Grande para o financiamento do Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT. A Portaria de habilitação, a MCID Nº 91, foi publicada na edição do Diário Oficial da União – DOU, do último dia 27 de janeiro.


A Portaria

A Portaria traz a relação de “propostas habilitadas para contratação de operações de crédito destinadas à execução de ações na modalidade Mobilidade Urbana - Grandes e Médias Cidades, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento - Novo PAC”, incluindo o VLT de Campina Grande.

Determina


Veneziano disse que a Portaria determina que “as propostas relacionadas estão habilitadas para a etapa de validação junto ao agente financeiro, observados os procedimentos e disposições relativos às operações de crédit...

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O Ministro das Cidades, Jader Filho, confirmou ao Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), a habilitação do Município de Campina Grande para o financiamento do Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT. A Portaria de habilitação, a MCID Nº 91, foi publicada na edição do Diário Oficial da União – DOU, do último dia 27 de janeiro.


A Portaria

A Portaria traz a relação de “propostas habilitadas para contratação de operações de crédito destinadas à execução de ações na modalidade Mobilidade Urbana - Grandes e Médias Cidades, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento - Novo PAC”, incluindo o VLT de Campina Grande.

Determina


Veneziano disse que a Portaria determina que “as propostas relacionadas estão habilitadas para a etapa de validação junto ao agente financeiro, observados os procedimentos e disposições relativos às operações de crédito no âmbito do Programa PRÓ-TRANSPORTE” e que, no caso de Campina Grande, haverá a “implantação de sistema VLT contemplando aquisição de material rodante, estações, oficina de manutenção e CCO”.




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