O dia do poeta e o poço encantado da poesia, por Josué Sena*
31/10/2024 - Jornal O Poder
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.
Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.
Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,
De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia
*Josué Sena é desembargador e poeta.
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.
Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.
Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,
De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia
*Josué Sena é desembargador e poeta.

Leia outras informações
Brasil 247: Testemunha detalha pagamentos para atacar João Campos e elogiar Raquel Teixeira Lyra
15/09/2026
O esquema
Havia sido revelado no dia 9 pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, com base em mensagens e comprovantes de Pix. Agora, o novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinadormaster do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram e...
O Gabinete que "não existe" continua acumulando evidências bem existentes. Uma testemunha que participou de um grupo de WhatsApp voltado a ações de engajamento político nas redes sociais detalhou como funcionaria o pagamento por pix a jovens recrutados para publicar comentários favoráveis à governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra (PSD), e críticos ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
O esquema
Havia sido revelado no dia 9 pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, com base em mensagens e comprovantes de Pix. Agora, o novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinadormaster do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram em defesa da governadora e para desgastar João Campos com antecedência em relação à disputa estadual de 2026. O ex-prefeito foi reeleito no Recife em 2024 com 78% dos votos, a maior vitória da história da capital pernambucana.
Depoimento
“Era um grupo específico para a campanha de Raquel – em 2024 isso. Quer dizer, não era campanha, (porque) ela já tinha ganho (a eleição de 2022 para o governo). Porém ela estava sem engajamento no Instagram. A gente tinha que comentar as postagens dela e as postagens que tinham o nome dela no meio – tanto para falar bem, positivamente, como para falar mal de alguém”, afirmou a mulher.
Relato aponta ataques a João Campos
A testemunha disse que os integrantes recebiam links de postagens e instruções sobre o tipo de comentário a ser feito. As mensagens deveriam ser longas, com elogios a Raquel Teixeira Lyra, críticas a João Campos e uso recorrente do coração roxo, símbolo associado à militância da governadora.
Fala a fonte
“Se fosse o comentário de um jornal detonando ela, a gente tinha que comentar o que ela estava fazendo. Se fosse uma postagem de João Campos, a gente tinha que falar também, detonando. Por exemplo: enquanto a minha governadora trabalha, o prefeito Tik Tok só faz festa. As postagens eram sempre longas, os comentários eram sempre longos, falando bem, o emoji roxo do coração. Eles mandavam o link no grupo com a postagem para a gente comentar, a gente colocava o visto e o pagamento era feito”, relatou.
De acordo com a mulher
Os pagamentos eram feitos “na hora”, por Pix, após a confirmação de que os comentários haviam sido publicados. O valor padrão era de R$ 75 por pacote de comentários em perfis do Instagram.
Pagamento por produtividade
“Sim, era por quantidade de postagens. Era sempre R$ 75 o valor. Porém, tinha mês que eu recebia quatro pix de R$ 75 e tinha mês que eu recebia dois ou um. Dependia da quantidade de postagens que ela mandasse a gente comentar. Se fosse uma semana que tinha muitas postagens, a gente recebia uns quatro pix por semana. Se fosse um mês que tinha pouca postagens, a gente recebia dois pix de quinze em quinze dias”, disse.
Advogada administrava grupo, segundo testemunha
A testemunha apontou Maria Eduarda Lucena Freire, conhecida como Duda Lucena, como administradora do “Grupo Engajamento”. Duda se apresenta no LinkedIn como advogada da Aposta Ganha. Segundo o relato, era ela quem enviava os links de matérias e postagens, definia o tom dos comentários, cobrava a participação dos integrantes e fazia os pagamentos por Pix.
A coluna do Metrópoles
Já havia mostrado que Duda trabalhou para a Aposta Ganha de janeiro de 2024 a junho deste ano. Ela negou ter estimulado ataques a João Campos. “Eu nunca pedi para ninguém falar nada contra ninguém”, afirmou à coluna.
As mensagens
Indicam cobranças explícitas por comentários positivos à governadora. Em 9 de julho de 2024, antes da campanha municipal, Duda orientou o grupo a defender Raquel em publicações críticas à gestora. “Reforcem a questão da fake news, que não é de hoje que o governo de Raquel sofre ataques como este. Que mesmo assim ela segue firme sempre buscando o melhor”, escreveu.
Após a orientação
Uma integrante publicou: “Raquel vem fazendo melhorias constantes para Pernambuco, acredito muito que fizemos a escolha certa e ela só vem confirmando isso! ”. Segundo o Metrópoles, em duas publicações de blogueiros analisadas, 30 dos 86 comentários terminavam com coração lilás, o equivalente a 35%.
Prints
Também mostram cobranças no grupo. Em uma das mensagens, Duda escreveu: “Gente, tá muito fraco. Se vocês não quiserem ficar, é só sair”. Em outra, pediu que integrantes comentassem: “Enquanto Raquel trabalha, o prefeito quer mídia”. Também há registros em que ela diz que faria os Pix e menciona sorteios de pagamentos de R$ 50.
Vínculos com a Aposta Ganha
Para recrutar participantes, segundo a testemunha, Duda não informava vínculo com a Aposta Ganha, mas com a Prosp3cct, empresa de eventos que atua em Caruaru, Gravatá e no Litoral Sul de Pernambuco. As pessoas eram chamadas a partir de grupos de divulgação de festas e shows.
Alex Galindo
Apontado como um dos administradores da Aposta Ganha, também estava no grupo de WhatsApp destinado ao engajamento político. Ele aparece nos registros como sócio-proprietário da Prosp3cct e se apresenta como diretor de operações da bet.
Um indicativo
Da relação entre as empresas é que a Prosp3cct aparece registrada na Receita Federal com domínio “@apostaganha.bet”. Duda também consta como funcionária da RWR Tecnologia em Sistemas de Dados LTDA, cujo único sócio, Ramon Raul de Lima, é sócio-administrador da Aposta Ganha. O endereço eletrônico registrado para a RWR na Receita é “fiscal@apostaganha.bet”, o mesmo informado pela Aposta Ganha.
A rede de conexões
Inclui ainda David Antony Neves, um dos administradores da bet, que foi assessor jurídico da Secretaria de Desenvolvimento Agrário no governo Raquel Teixeira Lyra. Ele deixou a gestão estadual em agosto de 2024 para assumir cargo na Aposta Ganha.
Tem mais
Outra funcionária atual da casa de apostas citada no caso é Ana Carolina Amorim, que passou pela Fundação de Cultura de Caruaru entre 2023 e 2024, período em que a bet investiu R$ 2 milhões no São João do município. Seu ingresso na Aposta Ganha ocorreu no mesmo mês em que estava previsto o último pagamento para garantir a marca no São João de Caruaru em 2024.
Patrocínio no reduto eleitoral de Raquel
A Aposta Ganha é a maior patrocinadora do São João de Caruaru há cinco anos, período que inclui a segunda gestão de Raquel Teixeira Lyra à frente da prefeitura e sua chegada ao governo estadual. Nos últimos dias antes de se afastar para disputar o governo, em 2022, Raquel organizou um chamamento público para cotas de patrocínio do evento.
Muita grana
Por meio da RR Produções, a Aposta Ganha aportou mais de R$ 2,4 milhões entre 2022 e 2024 no São João de Caruaru. A cidade é a principal base política da governadora e foi administrada por ela antes da eleição estadual.
A ligação política
Também aparece nas redes. Alex Galindo surge em foto ao lado de André Teixeira Filho, primo, braço-direito e ex-secretário de Raquel Teixeira Lyra. Na publicação, André Teixeira menciona a organização da festa privada Gonzagão, em Caruaru. “Mais um ano fazendo o que a gente ama”, escreveu.
Raquel Lyra nega irregularidade
Após a publicação da reportagem do Metrópoles, a assessoria de Raquel Teixeira Lyra afirmou que a campanha da governadora “atua dentro da lei e das regras eleitorais”. A equipe também sustentou que o apoio recebido por ela nas redes seria espontâneo.
Versão de Raquel
“O apoio que ela recebe nas redes é espontâneo e nasce do trabalho entregue em Pernambuco, como qualquer pernambucano pode constatar”, disse a assessoria. A campanha também afirmou existir uma “estrutura organizada de ataques que opera contra a governadora” e que o caso estaria em apuração no Judiciário.
A Aposta Ganha
Negou financiar ações políticas. “A companhia esclarece que não apoia nem financia campanhas políticas, partidos ou candidatos”, afirmou. A empresa também disse que “jamais financiou ou contratou pessoas para realizar comentários, publicações ou manifestações de natureza político-eleitoral em favor ou contra qualquer candidato ou partido”.
As novas informações
Reforçam a suspeita de uma operação organizada para remunerar engajamento político nas redes sociais em Pernambuco. O relato da testemunha, somado aos prints, comprovantes de Pix e vínculos empresariais citados, amplia a pressão sobre a pré-campanha de Raquel Teixeira Lyra e coloca sob escrutínio a atuação de funcionários e empresas ligadas ao ecossistema da Aposta Ganha.
Ministros do STF adiam retorno da sessão em uma hora e devem avaliar sugestão de Dino de que casos de Moraes e Mendonça sejam julgados juntos no próximo dia 23
15/09/2026
Os ministros do Supremo Tribunal Federal, STF, adiaram em uma hora o retorno da sessão desta terça-feira, 15/09, que tem como objetivo decidir se a Corte vai investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes — apontado em meio a troca de mensagens capturadas no celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Depois de uma manhã tensa e marcada por alguns bate-bocas entre os integrantes do colegiado, a sessão ficou de ser iniciada somente às 15h00 e tende a priorizar a análise de uma apresentada sugestão pelo ministro Flávio Dino.
Cumprimento da Constituição
Na prática, Dino encaminhou ofício ao decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, para que na condição de substituto legal do presidente e do vice-presidente, adote o que chamou de “providências cabíveis para restabelecer o cumprimento da Constituição, da lei e do Regimento Interno do STF”.
Dessa forma, conforme a sugestão...
Hylda Cavalcanti / Por HJur
Os ministros do Supremo Tribunal Federal, STF, adiaram em uma hora o retorno da sessão desta terça-feira, 15/09, que tem como objetivo decidir se a Corte vai investigar ou não o ministro Alexandre de Moraes — apontado em meio a troca de mensagens capturadas no celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Depois de uma manhã tensa e marcada por alguns bate-bocas entre os integrantes do colegiado, a sessão ficou de ser iniciada somente às 15h00 e tende a priorizar a análise de uma apresentada sugestão pelo ministro Flávio Dino.
Cumprimento da Constituição
Na prática, Dino encaminhou ofício ao decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, para que na condição de substituto legal do presidente e do vice-presidente, adote o que chamou de “providências cabíveis para restabelecer o cumprimento da Constituição, da lei e do Regimento Interno do STF”.
Dessa forma, conforme a sugestão do magistrado, os julgamentos, de todos os citados no caso Master ficarão para a próxima semana, no dia 23. Esse pedido foi feito anteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes na última sexta-feira, 11/09, e foi negado pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
Ações sem a devida redistribuição
Em seu ofício, porém, Flávio Dino identificou o que qualificou como “irregularidades na condução do processo pela presidência do ministro Fachin, avocando várias ações sem a devida redistribuição, infringindo a Constituição e o Regimento Interno, já que não existe essa avocatoria”.
O ofício foi encaminhado por Dino a Gilmar Mendes cerca de uma hora antes do início da sessão. Isto porque, conforme ele enfatizou no documento, o ministro Fachin “não poderia analisar os próprios atos que estão sendo questionados”. E como o vice-presidente do STF é Alexandre de Moraes, ele também estaria impedido, por ser parte em um dos processos.

Artigo 37 do Regimento
Por isso, Flávio Dino recorreu ao artigo 37 do Regimento Interno do STF e pediu que Gilmar, como decano, assuma a análise na condição de substituto legal, adotando as providências necessárias para restabelecer, segundo sua avaliação, o cumprimento da Constituição, das leis e das regras internas da Corte.
Entre os episódios apontados por Dino estão decisões de Fachin que levaram para a Presidência processos que estavam sob a relatoria de André Mendonça. Ele citou como exemplo o fato de, no sábado (12/09), Fachin ter determinado a remessa à presidência das PETs 15.041, que trata de descontos indevidos no INSS, e 15.556, relacionada às investigações sobre o Banco Master.
Evitar decisões contraditórias
Na mesma decisão, o presidente do Tribunal também alterou a relatoria da PET 16.662, justamente o processo que está sendo analisado pelo plenário Dino enfatiza que os processos precisam ser julgados conjuntamente porque possuem conexão “a análise conjunta evitaria decisões contraditórias”.
“Em momentos de elevadas tensões, testam-se as principais virtudes republicanas que devem marcar um Tribunal cujos membros não se deixam levar por vetores inadequados, a exemplo de interesses puramente políticos ou paixões pessoais (inveja, ódio, vingança, etc)”, frisou Dino na peça jurídica.
“As togas são pretas, sem adereços pessoais, para simbolicamente remarcar as mencionadas virtudes republicanas em um Tribunal de juízes iguais”, destacou ele [Dino] no seu ofício.
O Homem Artificial - Crônica - Por Romero Falcão*
15/09/2026
Por que afirmava tal desalento?
Porque ele foi de um tempo em que o médico fazia um exame clínico apurado, sem pressa: olho no olho, ausculta e escuta atentas, humanas.
Meu velho também comentava que a percepção do paciente em relação ao médico começou a mudar quando o jaleco ganhou uma gravata. Surgiu uma atmosfera empresarial: o médico passou a parecer um executivo que precisa bater a meta.
Caro leitor, estimada leitora, quantas vezes você não entrou num consultório e se deparou com um profissional que mal olha nos seus olhos? A anamnese se resume a poucas palavras. Não se interessa pela sua forma de ganhar a vida, pelos seus hábitos, pela sua história.
Em vez disso, saca a caneta, pede exames:
— Quando estiver pronto, marque a volta.
A fila anda. Ou melhor: a doença segue eufórica, protegida pela obscur...
Meu saudoso pai dizia que não tinha medo da doença; tinha medo era do médico.
Por que afirmava tal desalento?
Porque ele foi de um tempo em que o médico fazia um exame clínico apurado, sem pressa: olho no olho, ausculta e escuta atentas, humanas.
Meu velho também comentava que a percepção do paciente em relação ao médico começou a mudar quando o jaleco ganhou uma gravata. Surgiu uma atmosfera empresarial: o médico passou a parecer um executivo que precisa bater a meta.
Caro leitor, estimada leitora, quantas vezes você não entrou num consultório e se deparou com um profissional que mal olha nos seus olhos? A anamnese se resume a poucas palavras. Não se interessa pela sua forma de ganhar a vida, pelos seus hábitos, pela sua história.
Em vez disso, saca a caneta, pede exames:
— Quando estiver pronto, marque a volta.
A fila anda. Ou melhor: a doença segue eufórica, protegida pela obscura causa.
Mas, contudo, todavia — graças a Deus existem as conjunções adversativas — há médicos que fazem meu velho dobrar a língua.
Por exemplo, semana passada tive uma experiência quase transcendental.

Uma médica genuinamente vocacionada olhou para mim diferente. Falou diferente. Calma, interessada nas minhas queixas. Antes de tocar no meu corpo, revirou minha vida, meus hábitos. Atenta, perspicaz, focada — palavra da moda —, tão nova, mandou que eu deitasse e me examinou feito os médicos de antigamente. Até perguntou se algum dia eu teria tomado banho de rio. Banho de rio, há zilh?es de anos que um médico não me faz essa pergunta.
Só no final vieram os exames, a tecnologia.
E a letra, Jesus, tão bonita e legível! Um milagre. Um paraíso para os balconistas das farmácias.
E, como se não bastasse, no final ela me levou até a porta.
Abraçou-me.
Um abraço com demasiada humanidade. Não como quem encerra o atendimento de uma máquina.
Nesse instante, veio o pai falando pelo filho:
Não tenho receio da inteligência artificial.
Tenho medo, muito medo, do homem artificial.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Sessão do STF tem bate-bocas entre Mendonça e Moraes, e Mendonça e Gilmar Mendes
15/09/2026
A sessão do Supremo Tribunal Federal, STF, está sendo marcada por bate-bocas. O primeiro, foi dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que subiram o tom durante um breve momento. Minutos depois, foi a vez de Gilmar Mendes também trocar acusações com Mendonça.
O decano do colegiado criticou o processo sobre irregularidades cometidas no caso do Banco Master, que têm como relator André Mendonça. Gilmar Mendes disse que há uma condução política e eleitoral no processo sobre o Master e que fica nítido que o objetivo é “estimular o caos e constranger os integrantes do Tribunal”.
Uso de policiais nos gabinetes
Na confusão entre Mendonça e Moraes, tudo aconteceu no período em que o ministro Luiz Fux falou sobre a atuação da Polícia Federal dentro da Corte. Fux ressaltou que nunca teve delegado da PF no seu gabinete, complementando a fala do decano do Tribunal, ministro Gilmar Mendes, que c...
Hylda Cavalcanti / Por HJur
A sessão do Supremo Tribunal Federal, STF, está sendo marcada por bate-bocas. O primeiro, foi dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que subiram o tom durante um breve momento. Minutos depois, foi a vez de Gilmar Mendes também trocar acusações com Mendonça.
O decano do colegiado criticou o processo sobre irregularidades cometidas no caso do Banco Master, que têm como relator André Mendonça. Gilmar Mendes disse que há uma condução política e eleitoral no processo sobre o Master e que fica nítido que o objetivo é “estimular o caos e constranger os integrantes do Tribunal”.
Uso de policiais nos gabinetes
Na confusão entre Mendonça e Moraes, tudo aconteceu no período em que o ministro Luiz Fux falou sobre a atuação da Polícia Federal dentro da Corte. Fux ressaltou que nunca teve delegado da PF no seu gabinete, complementando a fala do decano do Tribunal, ministro Gilmar Mendes, que considerou “errado” levar delegados para atuarem dentro dos gabinetes de magistrados.
"Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que colocasse um colega na colaboração premiada?", questionou Moraes. "Eu tenho testemunhas que o ministro André”, disse Moraes. "É mentira", repudiou Mendonça.

Acusação de assimetria no julgamento
Com relação a Gilmar Mendes, quando o decano salientou que está sendo produzida uma assimetria no julgamento do caso Master e falou que submeter os ministros a certos “vexames” consiste em “atitude covarde e vil”, Mendonça prontamente respondeu.
“Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar Mendes. O senhor não está falando com qualquer um, respeite esta Casa”.
No que Mendes replicou “para exigir respeito o senhor tenha respeito”. Gilmar Mendes reiterou que considera o que está acontecendo “submeter a uma instituição que já vive todos os problemas que tem a este tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade, que eu jamais vi”.
Gilmar Mendes e Luiz Fux discutem sobre afastamento de diretor da PF: 'Vexame' e 'PF paralela'
15/09/2026
Criticou
Gilmar criticou o fato de ter pedido vista do processo às 10h01 do dia em que a sessão virtual foi aberta e que, em menos de cinco minutos depois, os ministros Fux e Kassio Nunes Marques já haviam postos seus votos a favor do afastamento. O ministro frisou que havia um documento.
Declarou
Em meio à sessão extraordinária desta terça-feira, 15, o decano do STF declarou que houve 'evidente condução político-eleitoral' de André Mendonça ao determinar a investigação de Alexandre de Moraes, e associou a ação ao feriado da Independência, em 7 de setembro. Mendonça rebateu, exigindo que Gilmar Mendes não lhe apontasse o dedo e dizendo que 'não é qualquer um', cobrando r...
Os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, ambos da Segunda Turma do STF, discutiram calorosamente ao defenderem seus pontos de vista sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a pedido do ministro André Mendonça.
Criticou
Gilmar criticou o fato de ter pedido vista do processo às 10h01 do dia em que a sessão virtual foi aberta e que, em menos de cinco minutos depois, os ministros Fux e Kassio Nunes Marques já haviam postos seus votos a favor do afastamento. O ministro frisou que havia um documento.
Declarou
Em meio à sessão extraordinária desta terça-feira, 15, o decano do STF declarou que houve 'evidente condução político-eleitoral' de André Mendonça ao determinar a investigação de Alexandre de Moraes, e associou a ação ao feriado da Independência, em 7 de setembro. Mendonça rebateu, exigindo que Gilmar Mendes não lhe apontasse o dedo e dizendo que 'não é qualquer um', cobrando respeito.
Moraes diz ter provas de pressão por delação; Mendonça rebate
15/09/2026
Alexandre de Moraes: "Não há como julgar hoje, sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal?
Abertura
Fachin abre sessão lembrando que momento é histórico no STF e pede aos ministros ‘serenidade e responsabilidade institucional’
Em meio a um clima de seriedade e expectativa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu a sessão da Corte desta terça-feira (15/09) passando vários recados para os integrantes do colegiado pedindo a todos “serenidade e responsabilidade institucional”.
Fachin lembrou que os ministros têm diante de si “o...
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou hoje, terça-feira (15/09) ter provas e testemunhas de que o ministro André Mendonça tentou influenciar colaborações premiadas para incluir o nome de Moraes entre os delatados. Em resposta, Mendonça disse se tratar de uma "mentira".
Alexandre de Moraes: "Não há como julgar hoje, sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal?
Abertura
Fachin abre sessão lembrando que momento é histórico no STF e pede aos ministros ‘serenidade e responsabilidade institucional’
Em meio a um clima de seriedade e expectativa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu a sessão da Corte desta terça-feira (15/09) passando vários recados para os integrantes do colegiado pedindo a todos “serenidade e responsabilidade institucional”.
Fachin lembrou que os ministros têm diante de si “o dever de conduzir este Tribunal por um período difícil de sua história, preservando aquilo que lhe é essencial: sua independência, sua colegialidade, sua autoridade e sua fidelidade à Constituição”. E, dentro desse espírito, pediu que não se julguem pessoas, mas fatos e questões jurídicas, não se antecipe o mérito antes de resolvida a validade processual.
“A divergência é legítima; o confronto pessoal não. E precisamos lembrar que a decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente”, destacou o magistrado.
Lembrança à trajetória dos ministros
Fachin também ressaltou que apesar destas serem premissas simples, em momentos de tensão institucional, é necessário serem lembradas para que orientem a atuação do Tribunal. O presidente do STF aproveitou para elogiar e citar a trajetória de cada um dos ministros e os magistrados a quem eles substituíram na Corte.
Acentuou também que todos são seres humanos. “Podemos errar. Podemos divergir. Podemos mudar de entendimento.
Podemos ter percepções distintas sobre os mesmos fatos e sobre o Direito”, afirmou.
“O momento exige de nós aquilo que se espera de quem exerce a jurisdição constitucional: sensatez, decoro e serenidade. A divergência faz parte da jurisdição. O que não pode fazer parte dela é a perda da medida institucional”, acrescentou.
Lugar de me memória
O presidente do STF fez questão de destacar que o plenário do STF deve ser também um lugar de memória, pelo fato de nas cadeiras ocupadas pelo atual colegiado terem passado ministros que conheceram a violência do arbítrio e conseguiram superar muitos percalços.
“Por estas cadeiras passaram ministros que conheceram a violência do arbítrio, durante alguns períodos da história do país. Recebemos um Tribunal que atravessou crises, autoritarismos, ameaças e incompreensões. Em determinados momentos, esta instituição pagou um preço por permanecer fiel à sua missão constitucional”, enfatizou.
Por fim, Fachin disse que o colegiado do STF “não tem o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebeu. E isso não significa ausência de divergência”.
“Ao contrário. O Supremo existe para que posições jurídicas diferentes possam ser apresentadas, debatidas e submetidas ao julgamento do colegiado. Há respeito institucional mesmo quando há discordância. Há consideração pelo colega mesmo quando não há convergência. Há limites que não decorrem da amizade ou da afinidade pessoal, mas da própria função que exercemos.
“História olhará para este momento”
E concluiu destacando que, por esses motivos, a presidência da Corte não pode escolher o caminho mais fácil, uma vez que tem a missão de assegurar o funcionamento da Corte e fazer com que o Supremo permaneça sendo um tribunal.
“A História olhará para este momento. Hoje, não prestamos contas apenas aos nossos contemporâneos, prestamos contas àqueles que nos antecederam e às gerações que nos sucederão.Esta instituição não nos pertence. Nós a recebemos do passado, temos o dever de preservá-la no presente e haveremos de entregá-la ao futuro. A instituição permanecerá se soubermos, nesse momento, estar à altura da responsabilidade que recebemos”, acentuou.
Candidatos ao governo de Pernambuco gastam mais de R$ 12,7 milhões na campanha
15/09/2026
Os gastos
No período mencionado, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra declarou R$ 7,6 milhões em gastos de campanha. O ex-prefeito do Recife João Campos registrou gastos de R$ 4,5 milhões. As informações estão disponíveis na plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outros candidatos
Os gastos dos candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), Professora Camila (UP) e Renan Hallais (Missão) somam, juntos, cerca de R$ 600 mil. Victor Assis (PCO) não declarou nenh...
O custo da campanha eleitoral. Os sete candidatos ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026 gastaram mais de R$ 12,7 milhões desde o início da campanha, em 16 de agosto. Os dados fazem parte da primeira prestação de contas oficial enviada até o dia 13 de setembro à Justiça Eleitoral. Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) foram os que mais declararam gastos, concentrando 96% do total.
Os gastos
No período mencionado, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra declarou R$ 7,6 milhões em gastos de campanha. O ex-prefeito do Recife João Campos registrou gastos de R$ 4,5 milhões. As informações estão disponíveis na plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outros candidatos
Os gastos dos candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), Professora Camila (UP) e Renan Hallais (Missão) somam, juntos, cerca de R$ 600 mil. Victor Assis (PCO) não declarou nenhum gasto e nenhuma receita, como mostra a tabela a seguir.
Inapta
Professor Jeremias do Banco (Democrata) também não registrou nenhum gasto no período, mas não aparece na lista a seguir porque teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral e não concorre mais ao pleito deste ano. Como a defesa do candidato não se manifestou no prazo de cinco dias, foi declarado trânsito em julgado, e a candidatura dele passou a constar como inapta.
Maior parte
A maior parte dos gastos é relacionada à contratação de agências de publicidade e de produtoras de audiovisual, à produção de jingles e vinhetas, à impressão de materiais em gráficas e ao pagamento de serviços advocatícios.
As informações
As informações sobre receitas e despesas da campanha eleitoral são enviadas pelo Conta+JE, sistema da Justiça Eleitoral que centraliza a prestação de contas e é uma novidade do TSE no pleito deste ano.
O teto
A cada eleição, o TSE fixa um teto de gastos para cada cargo em disputa. Para os candidatos ao governo de Pernambuco, no pleito de 2026, o limite máximo de gastos definido é de R$ 11,5 milhões no primeiro turno e de mais R$ 5,7 milhões no caso de segundo turno. Ou seja, o político que participar dos dois turnos da eleição para o governo do estado pode gastar até R$ 17,3 milhões.
Entrevistas, reuniões, comícios e panfletagens movimentam agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira
15/09/2026
Confira:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Brasília (DF)
11h: Sanção do PL nº 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata)
Local: Palácio do Planalto
Flávio Bolsonaro (PL)
Fortaleza (CE)
19h: Bloco do 22 com candidatos da região
Local: Praça da Caixa Econômica (cruzamento da Avenida A com a Avenida H), bairro Conjunto Ceará)
Romeu Zema (Novo)
Brasília (DF)
8h30: Manifestação para pressionar julgamento de Alexandre de Moraes
Local: Alameda dos Estados, em f...
A busca pelo voto a menos de 20 dias para as eleições. Os candidatos à Presidência da República têm compromissos eleitorais previstos para hoje, terça-feira (15/09). As atividades ocorrem em diferentes pontos do país e incluem entrevistas, reuniões políticas, encontros com apoiadores e participação em eventos.
Confira:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Brasília (DF)
11h: Sanção do PL nº 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata)
Local: Palácio do Planalto
Flávio Bolsonaro (PL)
Fortaleza (CE)
19h: Bloco do 22 com candidatos da região
Local: Praça da Caixa Econômica (cruzamento da Avenida A com a Avenida H), bairro Conjunto Ceará)
Romeu Zema (Novo)
Brasília (DF)
8h30: Manifestação para pressionar julgamento de Alexandre de Moraes
Local: Alameda dos Estados, em frente ao Congresso Nacional
Renan Santos (Missão)
O candidato não divulgou agenda para esta terça-feira (15/9).
Ronaldo Caiado (PSD)
Goiânia (GO)
17h: Coletiva de Imprensa
Local: Av. Barão do Rio Branco esquina com a Av. São João, Jardim Nova Era abaixo do CAIS Nova Era – APARECIDA DE GOIÂNIA/GO
17h30: Grande Encontro do “Dia 15”
Local: Av. Barão do Rio Branco esquina com a Av. São João, Jardim Nova Era abaixo do CAIS Nova Era – APARECIDA DE GOIÂNIA/GO
Augusto Cury (Avante)
São Paulo (SP)
10h – 19h: Ação “Cury Fala, Brasil Escuta”
Local: Avenida Paulista – em frente ao MASP
Wilson Grassi (Democrata)
9h: Reunião com equipe de comunicação da campanha.
16h: Reunião com a equipe de marketing da campanha.
Hertz Dias (PSTU)
São Luís (MA)
10h: Visita à greve dos bancários da Caixa Econômica Federal
16h30: Reunião com apoiadores no Rio dos Cachorros, comunidade localizada na zona rural de São Luís
Edmilson Costa (PCB)
Não há previsão de agenda pública.
Samara Martins (UP)
Porto Alegre e Gravataí (RS)
10h – Café da manhã na Ocupação Sepé Tiaraju
Local: Av. Farrapos, 285
12h – Panfletagem no RU UFRGS Centro
Local: Av. João Pessoa, 60
14h – Participação no ato Justiça por Herick Vargas, em frente ao Ministério Público
Local: Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80
17h – Comício no Centro de Gravataí
Rui Costa Pimenta (PCO)
Não há previsão de agenda pública.
Clariana Barão (DC)
Não há previsão de agenda pública.
O Poder
Vira vira na Pesqisa Real Time Big Data: João Campo, 44% X Raquel Teixeira Lyra 43
15/09/2026
A notícia
Uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, publicada hoje, 15/09, aponta uma mudança na dianteira da disputa pelo Governo de Pernambuco. No cenário estimulado, João Campos (PSB) aparece com 44% das intenções de voto, contra 43% da governadora Raquel Lyra (PSD). Apesar da vantagem numérica de um ponto percentual, os dois permanecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, os dois postulantes apareceram empatados, 43%.
Na sequência
Aparecem Renan Hallais (Missão), com 4%, e Ivan Moraes (PSOL), com 1%. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 4%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Já na pesquisa espontâ...
Fato novo no ar: João Campos numericamente na frente, embora persista o empate técnico. O resultado reafirma a recuperação de João Campos, que vinha crescendo em todas as pesquisas que merecem credibilidade.
A notícia
Uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, publicada hoje, 15/09, aponta uma mudança na dianteira da disputa pelo Governo de Pernambuco. No cenário estimulado, João Campos (PSB) aparece com 44% das intenções de voto, contra 43% da governadora Raquel Lyra (PSD). Apesar da vantagem numérica de um ponto percentual, os dois permanecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, os dois postulantes apareceram empatados, 43%.
Na sequência
Aparecem Renan Hallais (Missão), com 4%, e Ivan Moraes (PSOL), com 1%. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 4%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Já na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, João e Raquel aparecem empatados, com 25% cada.
Os recortes da pesquisa
Revelam uma vantagem expressiva de João entre os eleitores mais jovens. Na faixa de 16 a 34 anos, o candidato do PSB chega a 50%, contra 37% de Raquel, uma diferença de 13 pontos. Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, que representam 66% da amostra, João também lidera: 49% a 39%, vantagem de dez pontos.
Rejeição
Outro dado do levantamento é a rejeição. Raquel aparece como a candidata com maior índice no quesito: 40% afirmam que não votariam nela, enquanto João registra 38%.
Metodologia
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores de Pernambuco entre os dias 10 e 14 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob o número PE-07953/2026.
Cármen, Kassio e Toffoli serão "fiéis da balança" em sessão sobre Moraes
15/09/2026
Analisar
Hoje, terça-feira (15/09), o Supremo vai analisar um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A sessão
A sessão foi marcada após dias de tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações, até então sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A guerra de ofícios teve continuidade no fim de semana, quando o presidente do STF, Edson Fachin, tomou...
Julgamento histórico. Com a percepção de que se formaram duas alas opostas no STF (Supremo Tribunal Federal), os ministros Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli são vistos como determinantes para o desfecho de uma sessão histórica que expõe a divisão entre os integrantes da mais alta Corte do país
Analisar
Hoje, terça-feira (15/09), o Supremo vai analisar um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A sessão
A sessão foi marcada após dias de tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações, até então sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A guerra de ofícios teve continuidade no fim de semana, quando o presidente do STF, Edson Fachin, tomou para si a relatoria do caso envolvendo Moraes.
Expectativa
A expectativa é que os ministros decidam sobre uma possível abertura de investigação contra Moraes. Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de um processo contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.
Determinou
A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.
Avaliam
Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.
Tende
Segundo apuração de bastidores, Fachin também tende a propor que, caso o pedido de abertura de investigação seja aprovado, Moraes seja afastado da Corte enquanto durarem as investigações sobre as relações do ministro com Daniel Vorcaro.
A dúvida
A dúvida recai sobre os votos de Cármen Lúcia, Nunes Marques e Toffoli – este último pode se declarar suspeito e deixar de participar do julgamento, a exemplo do que fez em decisões envolvendo o caso Master.
O próximo
Já Nunes Marques, que é próximo de Mendonça e acompanhou o ministro na decisão que afastou o diretor-geral da PF, tem um perfil mais garantista, o que torna incerto seu posicionamento durante a sessão.
No último fim de semana, a ministra Cármen Lúcia se dedicou a conversar com assessores de seu gabinete para preparar o voto desta terça. A interlocutores, ela tem ressaltado seu histórico de independência e afirmado que não se submeterá a pressões dos colegas.
Com CNN