O dia do poeta e o poço encantado da poesia, por Josué Sena*
31/10/2024 - Jornal O Poder
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.
Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.
Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,
De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia
*Josué Sena é desembargador e poeta.
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.
Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.
Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,
De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia
*Josué Sena é desembargador e poeta.

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Parabéns Ranilson Ramos, por essa data querida
21/07/2026
O pernambucano de todos nós, Ranilson Ramos, completa nesta terça-feira (21), 69 anos de uma vida dedicada ao sertão do São Francisco e ao estado de Pernambuco.
De uma atuação marcante na Câmara de Vereadores de Petrolina até a presidência da Tribunal de Contas de Pernambuco, muitos foram os caminhos, as lutas e as conquistas de Ranilson Ramos nas terras dos altos coqueiros. Considerado homem público de contribuição social, econômica e política, este filho de Orocó, nascido do amor de Gregório e Luiza Ramos, foi eleito em 1982, vereador de Petrolina, com uma expressiva votação para um combativo mandato, que entre outras bandeiras, se dedicou à defesa dos pequenos agricultores do Sertão do São Francisco. Compromisso que sempre encarou com ternura nos olhos e coragem no coração.
Não demorou muito e a liderança de Ranilson Ramos se expandiu para os quatro cantos do sertão pernambucano, se elegendo deputado estadual por três...
*Marcilio Cavalcanti
O pernambucano de todos nós, Ranilson Ramos, completa nesta terça-feira (21), 69 anos de uma vida dedicada ao sertão do São Francisco e ao estado de Pernambuco.
De uma atuação marcante na Câmara de Vereadores de Petrolina até a presidência da Tribunal de Contas de Pernambuco, muitos foram os caminhos, as lutas e as conquistas de Ranilson Ramos nas terras dos altos coqueiros. Considerado homem público de contribuição social, econômica e política, este filho de Orocó, nascido do amor de Gregório e Luiza Ramos, foi eleito em 1982, vereador de Petrolina, com uma expressiva votação para um combativo mandato, que entre outras bandeiras, se dedicou à defesa dos pequenos agricultores do Sertão do São Francisco. Compromisso que sempre encarou com ternura nos olhos e coragem no coração.
Não demorou muito e a liderança de Ranilson Ramos se expandiu para os quatro cantos do sertão pernambucano, se elegendo deputado estadual por três mandatos. Em 1989, Ranilson Ramos, foi relator do capítulo sobre Tributação na Assembleia Legislativa de Pernambuco para a Constituição deste Estado. Sua relatoria até hoje tem sido reconhecida entre seus pares daquele ciclo político, como fundamental na condução econômica de Pernambuco quanto a condução tributária em contextos aos encargos sociais e racionalidade econômica nas atividades de pequenas e grandes empresas nos 184 municípios pernambucanos.
Eleito Conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco, onde foi presidente no biênio 2022/2023, Ranilson Ramos colocou em prática também os conhecimentos adquiridos como economista e estudioso da política. Com força e determinação pela luta dos interesses dos municípios pernambucanos, Ranilson Ramos, marcou também seu mandato à frente da presidência do Tribunal de Contas pelo olhar social e econômico e das vocações de cada uma das unidades pernambucanas. A renovação do Tribunal de Contas, com novas vozes, novas ideias e mentes criativas, como sempre quis as lideranças, Miguel Arraes e Eduardo Campos, amigos de todas as horas. Felicidades Ranilson e muitos anos de vida.
*Marcilio Cavalcanti é administrador de empresas e ex-prefeito de Cabrobó
Tensão no Irã - Trump diz que EUA vão atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe
21/07/2026
Trump
Questionado se acredita que o Irã tenha transferido centrífugas nucleares para o local, Trump respondeu que “não temos isso registrado”. “Isso não significa nada a menos que eles tenham o material. Eles não têm, nós monitoramos o material, é aí que está a ação”, disse o presidente. “Nós provavelmente vamos atingir aquela área em breve. E não há nada que eles possam fazer a respeito. Sabe, normalmente eu não diria isso. Se eu achasse que eles poderiam fazer algo contra isso, eu jamais diria. M...
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje, terça-feira, 21/07, que os EUA vão “atingir” a Montanha Pickaxe, no Irã, “em breve”. A instalação subterrânea fortificada fica localizada a cerca de 1,6 km ao sul de Natanz, no centro do Irã, e foi declarada à AIEA, Agência Internacional de Energia Atômica, órgão ligado à ONU, em 2020, como uma futura instalação destinada à montagem das centrífugas usadas na produção de combustível nuclear.

Trump
Questionado se acredita que o Irã tenha transferido centrífugas nucleares para o local, Trump respondeu que “não temos isso registrado”. “Isso não significa nada a menos que eles tenham o material. Eles não têm, nós monitoramos o material, é aí que está a ação”, disse o presidente. “Nós provavelmente vamos atingir aquela área em breve. E não há nada que eles possam fazer a respeito. Sabe, normalmente eu não diria isso. Se eu achasse que eles poderiam fazer algo contra isso, eu jamais diria. Mas vamos atingir aquela área muito em breve, e com muita intensidade”, continuou Trump.
Israel
Israel acredita que o Irã tenha transferido centrífugas avançadas e parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para o local após a guerra de 12 dias em junho, segundo uma fonte israelense familiarizada com o assunto. (Com a CNN)
PF decide demitir Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
21/07/2026
Mandato de Deputado cassado
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e passou a se definir como exilado político. Pelo acúmulo de faltas sem justificativa, teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro do ano passado.
Sem mandato, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão da PF no Rio de Janeiro, no qual ele ingressou por meio de concurso público em 2010. Como ele não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso em fevereiro deste ano. Desde então, o ex-deputado está afastado do cargo. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no RJ determinou que ele entregasse a sua carteira funciona...
A PF concluiu o Processo Administrativo Disciplinar, PAD, contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, PL, e decidiu pela demissão dele por abandono de cargo. Agora, o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, deve assinar o ato para a expulsão do filho de Jair Bolsonaro, PL, da corporação.
Mandato de Deputado cassado
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e passou a se definir como exilado político. Pelo acúmulo de faltas sem justificativa, teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro do ano passado.
Sem mandato, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão da PF no Rio de Janeiro, no qual ele ingressou por meio de concurso público em 2010. Como ele não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso em fevereiro deste ano. Desde então, o ex-deputado está afastado do cargo. Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no RJ determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.
STF
Eduardo foi condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos EUA para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe.
Apesar dos reflexos do Caso Vorcaro, Flávio conversa com Ciro Nogueira na tentativa de aliança
21/07/2026
Conversa presencial
Flávio e Ciro acertaram uma conversa presencial em Brasília, a princípio para esta quarta-feira, 22/07. O senador do PL deve fazer um derradeiro apelo para que haja uma aliança com a federação, o que daria a ele mais tempo de TV e estrutura de campanha. Também deve oferecer o posto de vice na chapa.
Se Flávio Bolsonaro concorrer apenas pelo PL, sem aliados, terá 20% menos tempo de TV do que Lula, PT.
Difícil apoio
Apesar disso, interlocutores de Ciro consideram difícil o apoio formal ao PL, especialmente por causa dos reflexos do caso Vorcaro. O cacique do PP e Flávio se...
O senador Flávio Bolsonaro, PL, pré-candidato a presidente, decidiu fazer uma última tentativa de contar com o apoio formal da federação União Brasil-PP à sua campanha. Hoje, segunda-feira, 20/07, Flávio ligou para o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, pouco antes da convenção estadual da federação em SP.
Conversa presencial
Flávio e Ciro acertaram uma conversa presencial em Brasília, a princípio para esta quarta-feira, 22/07. O senador do PL deve fazer um derradeiro apelo para que haja uma aliança com a federação, o que daria a ele mais tempo de TV e estrutura de campanha. Também deve oferecer o posto de vice na chapa.
Se Flávio Bolsonaro concorrer apenas pelo PL, sem aliados, terá 20% menos tempo de TV do que Lula, PT.
Difícil apoio
Apesar disso, interlocutores de Ciro consideram difícil o apoio formal ao PL, especialmente por causa dos reflexos do caso Vorcaro. O cacique do PP e Flávio se distanciaram, mas não chegaram a romper. Um trunfo de Flávio para tentar convencer Ciro é o cenário no PI, estado do senador do PP. Lá, o PL retirou sua candidatura ao governo e apoiará a chapa do PP, que tem Ciro como candidato à reeleição. Na convenção na Alesp, a deferência de Flávio ao PP chamou a atenção de vários dos presentes. Ele fez elogios públicos à deputada federal Simone Marquetto, PP, citada como sua possível vice, e ao próprio Ciro Nogueira. (Com a Folha de S.Paulo)
O prefeito de Jaboatão Mano Medeiros debate Reforma Tributária e desenvolvimento regional em reunião na Sudene
21/07/2026
Participantes
O encontro reuniu representantes da gestão municipal e da autarquia federal para discutir os reflexos da reforma sobre a arrecadação, a distribuição das receitas públicas e a necessidade de preparação dos municípios para a transição ao novo modelo tributário. Também foram debatidas estratégias para impulsionar o desenvolvimento regional por meio de investimentos em infraestrutura e logística.
Falou o prefeito Mano Medeiros...
Os impactos da Reforma Tributária sobre os municípios e os desafios da implantação do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) estiveram no centro da agenda institucional do prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, nesta segunda-feira (20). O gestor visitou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), no Recife, acompanhado do secretário municipal da Fazenda, César Barbosa. A comitiva foi recebida pelo superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre.
Participantes
O encontro reuniu representantes da gestão municipal e da autarquia federal para discutir os reflexos da reforma sobre a arrecadação, a distribuição das receitas públicas e a necessidade de preparação dos municípios para a transição ao novo modelo tributário. Também foram debatidas estratégias para impulsionar o desenvolvimento regional por meio de investimentos em infraestrutura e logística.

Falou o prefeito Mano Medeiros
O prefeito Mano Medeiros destacou que o momento exige diálogo entre os entes federativos e planejamento para que os municípios preservem sua capacidade de investimento. “É fundamental que os municípios acompanhem esse processo de forma técnica e responsável, participando das discussões e construindo soluções que assegurem equilíbrio fiscal, segurança jurídica e desenvolvimento”, argumentou. Ele também defendeu o diálogo institucional como o melhor caminho para garantir benefícios à sociedade.
Falou o secretário da Fazenda do Jaboatão
César Barbosa, secretário da Fazenda do Jaboatão dos Guararapes e integrante do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), ressaltou que o período de transição exigirá preparação das administrações municipais. “A implantação do novo sistema tributário demanda planejamento, modernização da gestão fiscal e capacitação permanente das equipes técnicas. Os municípios precisam estar preparados para essa transição”, destacou.
Temas abordados
Além da Reforma Tributária, a reunião abordou iniciativas da Sudene voltadas ao desenvolvimento econômico do Nordeste, com destaque para projetos estruturadores de infraestrutura e logística, como a Ferrovia Transnordestina. A avaliação é de que empreendimentos dessa natureza ampliam a competitividade da região, atraem investimentos, fortalecem a atividade produtiva e contribuem para a geração de emprego e renda.
Outros participantes
A reunião também contou com a participação do diretor de Planejamento da Sudene, Álvaro Ribeiro; do diretor de Desenvolvimento Sustentável, José Farias; dos coordenadores Danilo Campelo, Renato Oliveira e Beatriz Lyra; e do gerente de Inteligência Fiscal da Secretaria da Fazenda do Jaboatão dos Guararapes, Bruno Salvetti.
Articulação entre municípios
A agenda institucional reforçou a importância da articulação entre municípios, Governo de Pernambuco, Governo Federal, Sudene e setor produtivo para promover o desenvolvimento regional, reduzir desigualdades e criar um ambiente favorável ao crescimento econômico sustentável.
Da Série – Os Mistérios do Aquém: As Pontes Fantasmas – Por Natanael Sarmento*
21/07/2026
Engenharias
A construção da Ponte Rio Niterói não simboliza apenas monumento da nossa engenharia civil digna de louvor. Merece igualmente a láurea máxima pela engenharia financeira dos militares moralistas.
Orçamento
O projeto aprovado foi orçado em Cr$ 114 milhões de cruzeiros como se chamava nosso dinheiro na época. Mas aí ocorrem os “imprevisíveis” percalços da “força maior” e do “caso fortuito” - inexoráveis nos contratos com a administração brasileira.
...
Os militares “salvadores da pátria” defensores da moralidade da Ditadura exacerbavam na repressão e na censura. Tudo para encobrir as falcatruas mantidas debaixo do tapete. O mar de lama da corrupção do "Milagre Econômico": endividamento do país com banqueiros estrangeiros e dinheiro público esmerilado em obras faraônicas e superfaturadas. A ditadura fazia a mágica do sumiço de cadáveres de opositores do regime e também do dinheiro público.
Engenharias
A construção da Ponte Rio Niterói não simboliza apenas monumento da nossa engenharia civil digna de louvor. Merece igualmente a láurea máxima pela engenharia financeira dos militares moralistas.
Orçamento
O projeto aprovado foi orçado em Cr$ 114 milhões de cruzeiros como se chamava nosso dinheiro na época. Mas aí ocorrem os “imprevisíveis” percalços da “força maior” e do “caso fortuito” - inexoráveis nos contratos com a administração brasileira.
O bolo cresce
No final a Rio-Niterói custou Cr$ 594 milhões, superfaturada em 5 vezes o valor inicial já superfaturado como sói acontecer com o dinheiro da Viúva Fazenda Pública.
Rir para não chorar
Aos brasileiros, amordaçados, restava fazer piada com a roubalheira correndo risco de serem denunciados pelos arapongas e acabarem torturados nos porões do DOPS. Lembramos uma recorrente: “Estou atrás de 4 pontes, você podia dar uma olhada no guarda roupa e debaixo da cama?”
Bois gordos
A obra bilionária envolvia bois gordo do alto escalão do governo e da burguesia empresarial contratada. Do "clube das empreiteiras" que se tornou maios rico ainda e consolidou impérios justamente com a Ditadura Militar.
Boi voador
Pegadinhas com ponte os Pernambucanos conhecem desde os tempos dos holandeses de Maurício de Nassau. Mas a jogada de mestre de servir de gazua para arrombar a porta da Fazenda não foi tão engraçada. A Companhia Construtora Brasileira de Estradas - CCBE do Consórcio Construtor Rio-Niterói composto pela Construtora Ferraz Cavalcanti, Servix Engenharia, EMEC - Empresa de Melhoramentos e Construção, não mais que de repente, entra em colapso financeiro e vai à falência. Suspeita-se de negócio simulado para abrir a porteira e deixar a boiada passar. A boiada gorda que de fato assumiu a construção.
Nome aos bois
Durante a “construção” , os capos poderosos chefões da Ditadura foram Generais Arthur da Costa e Silva e Emílio Grrastazu Médici. O “condotiero foi o” Ministro dos Transportes coronel Mário (10% Andreazza, na zombaria popular) foi o "padrinho". O consórcio envolveu as Construtoras Camargo Correia, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior.
O bolo que cresceu
O ministro da Fazenda Delfim Netto congelava salários e pedia paciência ao trabalhador explorador e povo com fome que esperasse " o bolo crescer para depois dividi-lo". Cresceu a bolada da dívida externa brasileira de US$ 3 bilhões em 1964 para estrondosos US$ 100 bilhões em 1984. Bolo devorado nos banquetes privados das empreiteiras e guardado a sete chaves sob o segredo bancário dos Alpes suíços.
Viúvas
Da ditadura e dessas falcatruas de crimes sem castigo pedem a volta do AI-5 e conspiram contra o Brasil nos EUA com discursos de “patriotas” Mas mentira tem pernas curtas e um dia as máscaras caem. Ditadura, nunca mais!
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.
"Crônicas do Recife Antigo" (O grafite de Renato Valle) - Crônica - Por Romero Falcão*
21/07/2026
Enquanto o povo anda apressado pelo Recife Antigo, uns a caminho do trabalho, muitos dentro de ônibus e carros, outros turistando, apontando para a Rosa dos Ventos de Cícero Dias, o premiado pintor Renato Valle — ouro da casa — caminha, caminha com olhar atento e sensível para os homens invisíveis, invisíveis diante de nós e das vitrines. Os invisíveis, sem teto nem cor, moradores de rua do Recife Velho, sob o sol corrosivo. Dessas observações nasceu a exposição Crônicas do Recife Antigo, em cartaz até 16 de agosto, na Torre Malakoff, onde fui conferir e recomendo.
Meus Olhos se Alimentam dos Quadros
Subo a escada íngreme, de madeira escura e velha. No amplo salão, por sorte, encontro o artista na sua simplicidade pungente. A simplicidade dos espíritos que dão alto sentido ao mundo. Na medida em que meus olhos se alimentam dos quadros, ele explica o processo de composição de cada tela.
Fortement...
Os Invisíveis
Enquanto o povo anda apressado pelo Recife Antigo, uns a caminho do trabalho, muitos dentro de ônibus e carros, outros turistando, apontando para a Rosa dos Ventos de Cícero Dias, o premiado pintor Renato Valle — ouro da casa — caminha, caminha com olhar atento e sensível para os homens invisíveis, invisíveis diante de nós e das vitrines. Os invisíveis, sem teto nem cor, moradores de rua do Recife Velho, sob o sol corrosivo. Dessas observações nasceu a exposição Crônicas do Recife Antigo, em cartaz até 16 de agosto, na Torre Malakoff, onde fui conferir e recomendo.
Meus Olhos se Alimentam dos Quadros
Subo a escada íngreme, de madeira escura e velha. No amplo salão, por sorte, encontro o artista na sua simplicidade pungente. A simplicidade dos espíritos que dão alto sentido ao mundo. Na medida em que meus olhos se alimentam dos quadros, ele explica o processo de composição de cada tela.
Fortemente Humano
"A câmera fotográfica em vez de um bloco de esboços." O grafite dando corpo, carne, alma, tremores e ternura expostas nas calçadas. São mulheres, homens, crianças e cães num conjunto de desenhos que revela com intensa crueza o que a sociedade evita enxergar. Tal qual Portinari, o traço de Renato Valle é mais do que social: é fortemente humano.
Portas Fechadas
Retiro o celular do bolso, fotografo as obras. Um sinal de trânsito — proibido estacionar — pintado num portão. No chão, um homem deitado de lado sobre um papelão, a grife tatuada na bermuda, a tornozeleira eletrônica abraçando o ponto baixo da perna. Quando bati os olhos, me veio o ímpeto de escrever um conto: "Portas Fechadas".
A Indiferença
Paro diante da cadeirante dando comida aos cachorros. A arte é o mais profundo grito. O berro de Renato Valle ecoa em todas as perspectivas. Admiro quem faz da arte — pintura, literatura, música, cinema, teatro — uma poderosa lâmina lacerando a indiferença dos bem-nascidos e a desigualdade como projeto dos escolhidos.
Vigor Inquietante
Apesar de retratar a rua morta, o sofrimento alheio, o Recife feio, há delicadeza no traço do artista: o pombo de pata amputada, o cão fazendo força no instante de botar merda pra fora, a senhora sentada- olhar desolado- na soleira da loja pichada e de portas cerradas — que nos atingem com vigor inquietante. Eis o processo criativo nas palavras do pintor:
"Embate Constante"
"O estudo não define propriamente o desenho. Há um embate constante entre o artista, o papel e o grafite. Muitas vezes mando no trabalho; outras vezes é ele que me pede o que fazer. O estudo é apenas uma base criada a partir dos registros e das reflexões sobre o tema e a cena escolhida. O resultado não deve ser uma simples execução de uma imagem pré-definida."

Saio da Torre Malakoff com a sensação de que Renato Valle também é um cirurgião de catarata. Da catarata que embaça a vista para os filhos mais sombrios da cidade.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Ex-deputado estadual e ex-prefeiro de Campina Grande, Félix Araújo anuncia apoio à pre-campanha de reeleição de Veneziano ao Senado
21/07/2026
“Ontem tive a alegria de reencontrar o amigo e ex-prefeito Félix Araújo. Fiquei profundamente honrado em receber sua mensagem de apoio ao nosso projeto de reeleição ao Senado”, disse Veneziano, através de mensagem de agradecimento publicada em suas redes sociais.
“Receber o reconhecimento e a confiança de quem tem uma trajetória de serviços prestados à nossa cidade fortalece ainda mais o compromisso de seguir trabalhando por Campina Grande e por toda a Paraíba”, complementou Veneziano.
Veja mais detalhes: Ler mais
O advogado campinense Félix Araújo Filho anunciou nesta segunda-feira (20) o apoio à pre-campanha de reeleição do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Félix, renomado advogado campinense, exerceu mandato de deputado estadual na atual legislatura, foi presidente da Câmara de Campina Grande por dois biênios, de 1987 a 1988 e de 1991 a 1992; e foi prefeito de Campina Grande entre 1993 e 1997.
“Ontem tive a alegria de reencontrar o amigo e ex-prefeito Félix Araújo. Fiquei profundamente honrado em receber sua mensagem de apoio ao nosso projeto de reeleição ao Senado”, disse Veneziano, através de mensagem de agradecimento publicada em suas redes sociais.
“Receber o reconhecimento e a confiança de quem tem uma trajetória de serviços prestados à nossa cidade fortalece ainda mais o compromisso de seguir trabalhando por Campina Grande e por toda a Paraíba”, complementou Veneziano.
Veja mais detalhes: https://www.instagram.com/p/DbDvnaiFsKO/?igsh=MW1zdXg1bW4zd2duMA==
Assessoria de Imprensa
Senador Veneziano Vital do Rêgo - MDB-PB
Pré-candidato à reeleição ao Senado Federal
Poema sobre a Cheia de 75 - Por Eduardo Albuquerque*
21/07/2026
Suportas tamanha comoção;
Foi surpresa tal ocasião,
Eis que chegou de supetão.
Transborda o Capibaribe,
Também o Beberibe;
Quase submerso, o Recife,
O boato então espalhou-se.
Rompeu a barragem Tapacurá,
A Margot Fonteyn vem pra cá;
O Recife inteiro inundará.
Desespero na Veneza Brasileira!
Maior tragédia, uma bagaceira:
Tristes quinta e sexta-feiras.
Poema extraído do livro POEMARANA, a ser lançado em agosto/26.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
Aquietas, sossega coração,
Suportas tamanha comoção;
Foi surpresa tal ocasião,
Eis que chegou de supetão.
Transborda o Capibaribe,
Também o Beberibe;
Quase submerso, o Recife,
O boato então espalhou-se.

Rompeu a barragem Tapacurá,
A Margot Fonteyn vem pra cá;
O Recife inteiro inundará.
Desespero na Veneza Brasileira!
Maior tragédia, uma bagaceira:
Tristes quinta e sexta-feiras.
Poema extraído do livro POEMARANA, a ser lançado em agosto/26.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

Sob a luz da nossa própria realidade, Zé da Flauta* contesta Jorge Henrique Pinho
21/07/2026
Contudo, peço licença para ajustar o foco da lente sob a luz da nossa própria realidade.
Quando você escreve, com brilhantismo, que "acolher quem caiu não exige ornamentar o precipício", concordo plenamente. O vício é uma dor real, uma sombra que desaba sobre famílias e que nenhuma retórica literária deve glamorizar. Minha divergência, portanto, não é com a medicina, mas com a engenharia desse abismo.
O proibicionismo não se limitou a sinalizar o perigo; ele cavou o precipício mais fundo, cercou-o de arame farpado, colocou uma farda na borda e empurrou para lá os mais vulneráveis. Tratar um problema de saúde pública com o Código Pen...
Meu caro Jorge Henrique, é um privilégio travar esse diálogo nas páginas do Jornal O Poder. Você entrou no debate de jaleco, com a precisão dos dados e a elegância de quem sabe discordar sem erguer muros. A sua crítica é justa no alerta: a ciência não santifica folhas, e o organismo humano tem suas fragilidades.
Contudo, peço licença para ajustar o foco da lente sob a luz da nossa própria realidade.
Quando você escreve, com brilhantismo, que "acolher quem caiu não exige ornamentar o precipício", concordo plenamente. O vício é uma dor real, uma sombra que desaba sobre famílias e que nenhuma retórica literária deve glamorizar. Minha divergência, portanto, não é com a medicina, mas com a engenharia desse abismo.
O proibicionismo não se limitou a sinalizar o perigo; ele cavou o precipício mais fundo, cercou-o de arame farpado, colocou uma farda na borda e empurrou para lá os mais vulneráveis. Tratar um problema de saúde pública com o Código Penal na mão foi a grande alucinação do último século. A fumaça da clandestinidade só serviu para financiar o crime organizado e blindar o mercado de qualquer controle real, deixando o usuário à mercê de substâncias sem qualquer controle de pureza ou potência.
A natureza, de fato, não é um salvo-conduto de inocência. A jararaca continua sendo perigosa, mas a solução histórica para o seu veneno nunca foi prender a cobra ou criminalizar quem passa perto dela, e sim criar o soro. Ao defender a maturidade de experiências internacionais como a do Canadá ou do Uruguai, não busco a panaceia de um mundo perfeito onde o mercado ilegal desapareça por encanto ou onde os riscos sumam num sopro.
Busco a razão prática: transferir o controle daquilo que é perigoso das mãos do traficante de esquina para o balcão regulado do Estado. O que assusta na proibição não é o zelo pela saúde, mas a pretensão de usar a força do Estado para decidir o que o cidadão adulto pode ou não fazer com a própria consciência em sua esfera privada.
Entre a demonização paranóica e a santificação ingênua, o chão seguro que nos resta é o da autonomia responsável. A verdadeira lucidez não teme o debate aberto e nem se esconde atrás de tutelas paternalistas. Prefiro o risco de uma sociedade de homens e mulheres livres, educados para lidar com suas próprias escolhas e abismos, ao falso conforto de um Estado que finge nos proteger enquanto confisca nossa capacidade de discernir.
Que a ciência continue de jaleco, pesquisando e prescrevendo, mas que a liberdade individual possa caminhar de cabeça erguida, sem precisar pedir licença para existir.
*Zé da Flauta é compositor, escritor e gênio da raça nas horas vagas.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o debate respeitoso e o livre confronto de ideias.