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O dia do poeta e o poço encantado da poesia, por Josué Sena*

31/10/2024 - Jornal O Poder

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Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.


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Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.

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Eduardo da Fonte derrota Raquel na escolha de sua própria chapa

01/08/2026

Agamenon Magalhães dizia que governante só se curva para agradecer. Raquel Teixeira Lyra aboliu essa regra.
Nunca se viu isso na história de Pernambuco. Alguém no exercício do cargo ter que aceitar um senador ao qual declarou guerra. Primeiro, demitiu os indicados de Dudu da Fonte no governo. Depois, demonstrou a preferência pessoal e ostensiva por Miguel Coelho. Por último, quando já estava claro que o senador da Federação seria Dudu da Fonte, resolveu confrontar o fato consumado. Hostilizou o deputado o quanto pode. Se a governadora tivesse adotado a informação que O Poder cravou no dia 9 de julho, teria evitado três semanas de desgaste e uma humilhação inédita, na política local e nacional.



Pela madrugada

O deputado federal Eduardo da Fonte chegou ao Palácio do Campo das Princesas por volta de meia noite, em companhia do filho, o tambem federal Lula da Fonte. A conversa foi dura. As paredes do Palácio, sonolentas, tapara...

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Agamenon Magalhães dizia que governante só se curva para agradecer. Raquel Teixeira Lyra aboliu essa regra.
Nunca se viu isso na história de Pernambuco. Alguém no exercício do cargo ter que aceitar um senador ao qual declarou guerra. Primeiro, demitiu os indicados de Dudu da Fonte no governo. Depois, demonstrou a preferência pessoal e ostensiva por Miguel Coelho. Por último, quando já estava claro que o senador da Federação seria Dudu da Fonte, resolveu confrontar o fato consumado. Hostilizou o deputado o quanto pode. Se a governadora tivesse adotado a informação que O Poder cravou no dia 9 de julho, teria evitado três semanas de desgaste e uma humilhação inédita, na política local e nacional.



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Pela madrugada

O deputado federal Eduardo da Fonte chegou ao Palácio do Campo das Princesas por volta de meia noite, em companhia do filho, o tambem federal Lula da Fonte. A conversa foi dura. As paredes do Palácio, sonolentas, taparam os ouvidos. Resumindo: Raquel vai ter mesmo que pedir votos e levantar o braço de Dudu, como seu senador. A derrota estava anunciada. Ela apenas agravou o processo, atirando seguidamente contra os próprios pés.




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Há distorções a corrigir mas Zona Franca não é farra fiscal

01/08/2026

Por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

Nas últimas semanas, acompanhei com crescente estupefação os ataques dirigidos à Zona Franca de Manaus.

As declarações do pré-candidato Renan Santos, somadas a vídeos e postagens nas redes sociais, voltaram a apresentar o modelo como uma espécie de “farra fiscal”: uma política artificial, cara e sustentada pelo restante do país.

Foi essa simplificação que me levou a escrever o ensaio “ZFM: Entre a Planilha e o Rio — Por que o Brasil ainda não sabe medir o valor do seu próprio território”.

Não escrevi para afirmar que a Zona Franca seja perfeita. Depois de quase sessenta anos, há distorções a corrigir, incentivos a rever e contrapartidas que devem ser cobradas com maior rigor.

Mas uma coisa é aperfeiçoar uma política pública.

Outra é condená-la por meio de slogans, números isolados e vídeos de poucos segundos.

A Zona Franca não é apenas uma...

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Por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

Nas últimas semanas, acompanhei com crescente estupefação os ataques dirigidos à Zona Franca de Manaus.

As declarações do pré-candidato Renan Santos, somadas a vídeos e postagens nas redes sociais, voltaram a apresentar o modelo como uma espécie de “farra fiscal”: uma política artificial, cara e sustentada pelo restante do país.

Foi essa simplificação que me levou a escrever o ensaio “ZFM: Entre a Planilha e o Rio — Por que o Brasil ainda não sabe medir o valor do seu próprio território”.

Não escrevi para afirmar que a Zona Franca seja perfeita. Depois de quase sessenta anos, há distorções a corrigir, incentivos a rever e contrapartidas que devem ser cobradas com maior rigor.

Mas uma coisa é aperfeiçoar uma política pública.

Outra é condená-la por meio de slogans, números isolados e vídeos de poucos segundos.

A Zona Franca não é apenas uma política industrial. É também territorial, regional, federativa e estratégica. Está fisicamente no Amazonas, mas integra cadeias produtivas, capitais, fornecedores e mercados espalhados por todo o país.

O Brasil não mantém uma Zona Franca para o Amazonas.

Mantém, no Amazonas, uma política brasileira.

Também causa perplexidade a régua escolhida. Exige-se que Manaus tenha criado tecnologia própria, multiplicado patentes, conquistado mercados externos e se transformado numa Coreia do Sul amazônica.

Seria desejável que tivesse avançado muito mais.

Mas quando foi que o Brasil realizou as transformações estruturais que permitiriam à Zona Franca — ou à própria indústria nacional — alcançar esses resultados?

Manaus pode estar atrás de São Paulo.

Mas São Paulo também não virou Seul.

Não peço que o leitor concorde previamente comigo.

Peço que leia, reflita, confronte os argumentos e compreenda o que realmente está em discussão: empregos, famílias, desigualdade regional, soberania, presença institucional e o direito de milhões de brasileiros de não apenas sobreviver na Amazônia, mas prosperar nela.

E, caso considere que este ensaio contribui para um debate mais sério e menos superficial, peço que o compartilhe.

As caricaturas circulam rapidamente.

Os argumentos precisam da ajuda dos leitores para chegar mais longe.

Um território começa a ser perdido muito antes da fronteira.

Começa quando uma nação passa a enxergá-lo apenas como custo.

*Jorge Freitas Pinho é advogado, ex-PGR do Estado do Amazonas. Colabora regularmente com O Poder.




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Silvinho e Jobson ampliam bases com oposição de Cachoeirinha

01/08/2026

O candidato à reeleição para deputado federal, Silvio Costa Filho, e o candidato a deputado estadual, Jobson Almeida, receberam, ontem, sexta-feira (31/07) um importante apoio em Cachoeirinha, no Agreste do Estado.

Os ex-prefeitos Ivaldo e Beto de Tota, os vereadores Vitor Moto, Júnior Almeida, Farinheiro, Cícero de Cabanas e Kaky, além do ex-vereador Léo de Delino, Maicon e Lula Preto, uniram-se em torno do projeto político de Silvio e Jobson.

O grupo representa a principal força política da oposição no município, reunindo, entre suas lideranças, o presidente da Câmara de Vereadores, Givanildo Jaime, mais conhecido como Farinheiro.

A oficialização do apoio da oposição a Silvio e Jobson ocorreu durante o "Escuta Cachoeirinha", evento que reuniu centenas de pessoas no município para apresentar os candidatos proporcionais.

"Recebo esse apoio com muita gratidão e senso de responsabilidade. A união de tantas lideranças de Cachoe...

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O candidato à reeleição para deputado federal, Silvio Costa Filho, e o candidato a deputado estadual, Jobson Almeida, receberam, ontem, sexta-feira (31/07) um importante apoio em Cachoeirinha, no Agreste do Estado.

Os ex-prefeitos Ivaldo e Beto de Tota, os vereadores Vitor Moto, Júnior Almeida, Farinheiro, Cícero de Cabanas e Kaky, além do ex-vereador Léo de Delino, Maicon e Lula Preto, uniram-se em torno do projeto político de Silvio e Jobson.

O grupo representa a principal força política da oposição no município, reunindo, entre suas lideranças, o presidente da Câmara de Vereadores, Givanildo Jaime, mais conhecido como Farinheiro.

A oficialização do apoio da oposição a Silvio e Jobson ocorreu durante o "Escuta Cachoeirinha", evento que reuniu centenas de pessoas no município para apresentar os candidatos proporcionais.

"Recebo esse apoio com muita gratidão e senso de responsabilidade. A união de tantas lideranças de Cachoeirinha fortalece ainda mais o nosso compromisso de seguir trabalhando por Pernambuco, levando investimentos, gerando oportunidades e melhorando a vida das pessoas. Quero agradecer a confiança de cada liderança e de toda a população que acredita no nosso projeto. Ao lado de Jobson e todo nosso time de Cachoeirinha vamos trabalhar para trazer um conjunto de investimentos para o município", disse Silvio.

"Quero agradecer, de coração, a confiança e o apoio de todos. Esse gesto nos motiva ainda mais a trabalhar por uma representação forte na Assembleia Legislativa, sempre ouvindo as demandas da população e defendendo os interesses do Agreste e de todo Pernambuco. Vamos seguir unidos, junto com Silvio, construindo um futuro melhor para o nosso Estado", agradeceu Jobson.

Foto: Wesley D'Almeida




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Datafolha: Raquel Lyra cai e João Campos cresce no 2º turno

31/07/2026

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (31/07) pela TV Tribuna/Band mostra que Raquel Teixeira Lyra (PSD) perdeu dois pontos e João Campos (PSB) ganhou um em um eventual segundo turno na disputa pelo Governo de Pernambuco. A atual governadora passou de 51% das intenções de voto, em maio, para 49%, no levantamento mais recente. Já o ex-prefeito do Recife tinha 44% e subiu para 45%.

A diferença entre os dois concorrentes é de quatro pontos, segundo o instituto, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro. Brancos e nulos seriam 4%, e não sabem, 2%.

O cenário

Também é de empate técnico no primeiro turno. Nesse caso, Raquel tem 48% das intenções de voto, e João, 42%, em um retrato praticamente estável em relação ao medido em maio. Ivan Moraes (PSOL) e Camila Falcão (UP) têm 1%, e Renan Hallais (Missão) não pontuou. Brancos e nulos foram 5%, e não souberam, 2%.

Metodologia

O Da...

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Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (31/07) pela TV Tribuna/Band mostra que Raquel Teixeira Lyra (PSD) perdeu dois pontos e João Campos (PSB) ganhou um em um eventual segundo turno na disputa pelo Governo de Pernambuco. A atual governadora passou de 51% das intenções de voto, em maio, para 49%, no levantamento mais recente. Já o ex-prefeito do Recife tinha 44% e subiu para 45%.

A diferença entre os dois concorrentes é de quatro pontos, segundo o instituto, o que configura um empate técnico dentro da margem de erro. Brancos e nulos seriam 4%, e não sabem, 2%.

O cenário

Também é de empate técnico no primeiro turno. Nesse caso, Raquel tem 48% das intenções de voto, e João, 42%, em um retrato praticamente estável em relação ao medido em maio. Ivan Moraes (PSOL) e Camila Falcão (UP) têm 1%, e Renan Hallais (Missão) não pontuou. Brancos e nulos foram 5%, e não souberam, 2%.

Metodologia

O Datafolha ouviu 1.022 eleitores entre os dias 28 e 30 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa tem validade junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o registro PE-04519/2026.




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PCB faz amanhã sua convenção estadual

31/07/2026

É muito importante a participação de cada um e cada uma camarada, além dos amigos, amigas e convidados de outras organizações, como do PSOL-REDE.

A Convenção vai definir formalmente nossa aliança com a defesa da candidatura de Ivan Moraes para Governador de PE, Paulo Rubem para senador e Jô Cavalcanti para Deputada Estadual, além do nosso candidato a Presidência da República, Edmilson Costa.

A indicação do Federal e da outra vaga de senador (a) será definida posteriormente. Venha participe, a Convenção será realizada na nossa sede. Esse é um momento de encontros, de fortalecimento de nossa centenária organização e de definição de nossas ações na campanha eleitoral que se inicia.

E na próxima semana teremos a presença do candidato a Presidência da República, Edmilson Costa. Que estará entre os dias 7 e 09/08, no Recife e interior.

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É muito importante a participação de cada um e cada uma camarada, além dos amigos, amigas e convidados de outras organizações, como do PSOL-REDE.

A Convenção vai definir formalmente nossa aliança com a defesa da candidatura de Ivan Moraes para Governador de PE, Paulo Rubem para senador e Jô Cavalcanti para Deputada Estadual, além do nosso candidato a Presidência da República, Edmilson Costa.

A indicação do Federal e da outra vaga de senador (a) será definida posteriormente. Venha participe, a Convenção será realizada na nossa sede. Esse é um momento de encontros, de fortalecimento de nossa centenária organização e de definição de nossas ações na campanha eleitoral que se inicia.

E na próxima semana teremos a presença do candidato a Presidência da República, Edmilson Costa. Que estará entre os dias 7 e 09/08, no Recife e interior.




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Durante Convenção do PV, Veneziano agradece apoio do partido à sua reeleição e reafirma compromissos

31/07/2026

O Senador e pré-candidato à reeleição Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou nesta sexta-feira (31) na Convenção Estadual do Partido Verde - PV. O evento foi realizado na Câmara Municipal da capital e serviu para homologar os candidatos e candidatas do partido para as eleições deste ano.

Veneziano foi recebido na convenção pelo ex-deputado estadual e atual presidente do PV na Paraíba, Sargento Denis. Em entrevista à imprensa que cobriu o evento, Denis reafirmou o apoio do PV à reeleição de Veneziano e destacou a importância de sua recondução ao Senado.

“Veneziano é uma pessoa que mora no nosso coração, fez um grande trabalho em parceria com o nosso presidente Lula, e a gente precisa caminhar com essas pessoas que estão na luta e que representam o melhor para a Paraíba. Veneziano é o nosso candidato e nós estamos prontos para esta campanha, junto com nossos candidatos”, afirmou o presidente estadual do PV.

Acompanhado do seu parceiro de...

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O Senador e pré-candidato à reeleição Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou nesta sexta-feira (31) na Convenção Estadual do Partido Verde - PV. O evento foi realizado na Câmara Municipal da capital e serviu para homologar os candidatos e candidatas do partido para as eleições deste ano.

Veneziano foi recebido na convenção pelo ex-deputado estadual e atual presidente do PV na Paraíba, Sargento Denis. Em entrevista à imprensa que cobriu o evento, Denis reafirmou o apoio do PV à reeleição de Veneziano e destacou a importância de sua recondução ao Senado.

“Veneziano é uma pessoa que mora no nosso coração, fez um grande trabalho em parceria com o nosso presidente Lula, e a gente precisa caminhar com essas pessoas que estão na luta e que representam o melhor para a Paraíba. Veneziano é o nosso candidato e nós estamos prontos para esta campanha, junto com nossos candidatos”, afirmou o presidente estadual do PV.

Acompanhado do seu parceiro de chapa, o pré-candidato ao Senado André Gadelha, Veneziano agradeceu o apoio e reafirmou seu compromisso com aos pautas do PV e do governo do presidente Lula.




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Paciente fica presa em elevador no Agamenon Magalhães

31/07/2026

Novo episódio, que se soma a uma série de problemas registrados em hospitais estaduais, mobilizou equipes em uma corrida contra o tempo. Atualmente, estar e hospital de Raquel é correr risco de morte.

Pressa

Mal deu tempo de repercutir o susto vivido por pacientes e profissionais no Hospital da Restauração (HR), na última quarta-feira (29/07), quando parte do teto voltou a ceder e atingiu uma paciente que se recuperava de uma cirurgia, e a rede estadual de saúde já registra um novo episódio preocupante.

Ontem

Na manhã desta quinta-feira (31/07), uma paciente ficou presa em um elevador do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), em Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, após uma pane no equipamento. O incidente provocou momentos de tensão e mobilizou médicos, enfermeiros e outros profissionais em uma operação para retirar a paciente.

As imagens impressionam

O corredor ficou completa...

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Novo episódio, que se soma a uma série de problemas registrados em hospitais estaduais, mobilizou equipes em uma corrida contra o tempo. Atualmente, estar e hospital de Raquel é correr risco de morte.

Pressa

Mal deu tempo de repercutir o susto vivido por pacientes e profissionais no Hospital da Restauração (HR), na última quarta-feira (29/07), quando parte do teto voltou a ceder e atingiu uma paciente que se recuperava de uma cirurgia, e a rede estadual de saúde já registra um novo episódio preocupante.

Ontem

Na manhã desta quinta-feira (31/07), uma paciente ficou presa em um elevador do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), em Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, após uma pane no equipamento. O incidente provocou momentos de tensão e mobilizou médicos, enfermeiros e outros profissionais em uma operação para retirar a paciente.

As imagens impressionam

O corredor ficou completamente tomado por funcionários, enquanto uma maca foi posicionada em frente ao elevador. Em um hospital, onde segundos podem definir o destino de um paciente, qualquer falha deixa de ser apenas um problema de manutenção.

O mais grave

É que o episódio não é um fato isolado. Nos últimos meses, o Hospital Agamenon Magalhães tem acumulado ocorrências que colocam em xeque a infraestrutura da unidade. Houve desabamentos de teto, infiltrações e outros problemas estruturais que atingiram até áreas utilizadas por profissionais de saúde, além da circulação de ratos na unidade de saúde.

O cenário

Também se repete em outros hospitais estaduais. Em maio, parte do teto do Hospital da Restauração desabou no sétimo andar da unidade. Pouco depois, funcionários flagraram um timbu caindo do teto do refeitório e circulando entre as mesas durante o horário das refeições. E, na última quarta-feira (30/07), parte do forro caiu novamente dentro do HR e atingiu uma paciente que havia acabado de passar por cirurgia.

Além da superlotação

Enquanto isso, fiscalizações e denúncias continuam apontando a superlotação em hospitais da rede estadual, como o próprio Hospital da Restauração, o Hospital Getúlio Vargas (HGV) e o Hospital Otávio de Freitas (HOF), onde pacientes frequentemente enfrentam corredores lotados e unidades operando acima da capacidade.

Conjunto da obra

Separadamente, cada episódio pode ser tratado como uma intercorrência. Juntos, eles desenham um retrato cada vez mais preocupante da infraestrutura da rede estadual de saúde de Pernambuco na gestão da governadora Raquel Lyra.

Assista ao vídeo

Sinta a agonia que tomou conta da unidade por conta de mais um acidente.








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A máquina de assustar cavalos, por Zé da Flauta*

31/07/2026

O Recife do início do século XX marchava no ritmo cadenciado dos cascos de burro, no rangido das carruagens elegantes e no tilintar dos bondes que cortavam as pontes com a calma de quem não tem pressa de chegar.

A cidade vivia o seu sossego tropical, conversado nas calçadas e regado ao calor da tarde, até o dia em que o mar trouxe um trambolho de ferro que mudaria a vida de todo mundo. Quando o empresário Cláudio Dubeux desembarcou do Porto, em 1903, a sua engenhoca francesa movida a motor, a reação do povo não foi de aplausos, mas de pânico generalizado. Dizem as más línguas da época que as senhoras se benziam nas janelas achando que era feitiçaria, os cavalos saíram em disparada pela Rua da Aurora e os cachorros latiam para a fumaça preta como se vissem o próprio cão no meio da rua.

Rixa

Mas no Recife, você sabe bem, vaidade pouca é bobagem. O doutor Francisco do Rego Barros, vendo o rebuliço e a banca que Dubeux estava colocando a...

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O Recife do início do século XX marchava no ritmo cadenciado dos cascos de burro, no rangido das carruagens elegantes e no tilintar dos bondes que cortavam as pontes com a calma de quem não tem pressa de chegar.

A cidade vivia o seu sossego tropical, conversado nas calçadas e regado ao calor da tarde, até o dia em que o mar trouxe um trambolho de ferro que mudaria a vida de todo mundo. Quando o empresário Cláudio Dubeux desembarcou do Porto, em 1903, a sua engenhoca francesa movida a motor, a reação do povo não foi de aplausos, mas de pânico generalizado. Dizem as más línguas da época que as senhoras se benziam nas janelas achando que era feitiçaria, os cavalos saíram em disparada pela Rua da Aurora e os cachorros latiam para a fumaça preta como se vissem o próprio cão no meio da rua.

Rixa

Mas no Recife, você sabe bem, vaidade pouca é bobagem. O doutor Francisco do Rego Barros, vendo o rebuliço e a banca que Dubeux estava colocando ao desfilar de "chauffeur", não se fez de rogado. Correu para encomendar o seu próprio automóvel, um De Dion-Bouton brilhante, instaurando no mesmo instante a primeira e mais nobre rixa automobilística das nossas terras.

Não se falava em outra coisa nas pontes e nos sobrados: de um lado, a turma do Dubeux jurando que o dele corria mais; do outro, os partidários do Dr. Rego Barros garantindo que a sua máquina europeia tinha mais garbo. A cidade inteira parava para ver a disputa daqueles dois monstros de metal tentando rodar a impressionantes quinze quilômetros por hora sobre o calçamento irregular e a lama das vias que nunca haviam sonhado com pneu de borracha.

Ousadia

Por trás do cômico duelo de cavalos de força, havia uma pulsação bonita de transformação. Aqueles dois malucos pioneiros, ao volante de suas caixas barulhentas, não estavam apenas exibindo luxo ou levantando poeira no meio da rua; estavam empurrando o Recife para o futuro na marra. De repente, a cidade dos lampiões viu que o mundo tinha mudado de marcha.

A Intendência teve que correr para inventar regras de trânsito, o povo aprendeu a olhar para os dois lados antes de atravessar a ponte e a velha capital pernambucana provou, mais uma vez, que nunca soube ficar para trás quando o assunto é pioneirismo e ousadia.

Na frente

Imaginar o centro do Recife parando para ver o primeiro carro passar é entender o valor da nossa própria gente. Uma cidade que nunca teve medo do novo, que transforma o choque da modernidade em festa, em história e em boa conversa de calçada. Aqueles primeiros motores que pipocaram há mais de um século pelas pontes da Mauritsstad não apenas assustaram os cavalos do passado: eles abriram caminho para o orgulho de uma terra que sempre soube rodar na frente do seu próprio tempo.]

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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Dívida pública, ajuste fiscal e o futuro da economia brasileira - Por Antônio Campos

31/07/2026

O debate sobre a dívida pública voltou ao centro da agenda nacional. Não se trata apenas de uma discussão restrita a economistas ou especialistas em finanças públicas. O tema influencia diretamente a vida de milhões de brasileiros, afetando os juros, o crédito, os investimentos, a geração de empregos e a capacidade do Estado de oferecer serviços públicos de qualidade.

À medida que o país se aproxima das eleições de 2026, a política fiscal tende a ocupar espaço central nas propostas dos candidatos à Presidência da República. Afinal, independentemente da orientação ideológica do próximo governo, haverá um desafio comum: construir uma trajetória sustentável para as contas públicas sem comprometer o crescimento econômico nem ampliar as desigualdades sociais.

A dívida pública, por si só, não representa um problema. Todas as grandes economias do mundo utilizam o endividamento como instrumento de financiamento. Governos recorrem à emissão de títulos públicos para...

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O debate sobre a dívida pública voltou ao centro da agenda nacional. Não se trata apenas de uma discussão restrita a economistas ou especialistas em finanças públicas. O tema influencia diretamente a vida de milhões de brasileiros, afetando os juros, o crédito, os investimentos, a geração de empregos e a capacidade do Estado de oferecer serviços públicos de qualidade.

À medida que o país se aproxima das eleições de 2026, a política fiscal tende a ocupar espaço central nas propostas dos candidatos à Presidência da República. Afinal, independentemente da orientação ideológica do próximo governo, haverá um desafio comum: construir uma trajetória sustentável para as contas públicas sem comprometer o crescimento econômico nem ampliar as desigualdades sociais.

A dívida pública, por si só, não representa um problema. Todas as grandes economias do mundo utilizam o endividamento como instrumento de financiamento. Governos recorrem à emissão de títulos públicos para custear investimentos, enfrentar crises econômicas, realizar obras de infraestrutura e manter políticas públicas essenciais.

O problema surge quando essa dívida cresce continuamente sem que existam perspectivas concretas de estabilização. Nesse cenário, investidores passam a exigir remunerações maiores para financiar o Estado, elevando o custo da própria dívida e reduzindo a confiança na economia.

Nos últimos meses, esse debate ganhou intensidade. O próprio Ministério da Fazenda reafirmou o compromisso de estabilizar a trajetória da dívida pública e reconheceu que será necessário consolidar o ajuste fiscal por meio da melhoria da qualidade dos gastos públicos, da recomposição de receitas e da contenção de despesas consideradas ineficientes.

Ao mesmo tempo, estudos produzidos pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados alertam que o próximo governo encontrará um cenário fiscal bastante desafiador. As projeções indicam que, sem reformas estruturais, a dívida poderá ultrapassar a marca de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) na próxima década, exigindo mudanças profundas na gestão das contas públicas.

Não existe solução simples.

O Brasil convive há décadas com um orçamento extremamente rígido. Previdência, folha de pagamento, benefícios assistenciais, saúde e educação absorvem parcela significativa dos recursos públicos por força da Constituição e da legislação infraconstitucional. Isso reduz drasticamente o espaço para investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica, saneamento básico, mobilidade urbana e políticas de desenvolvimento.

Essa rigidez explica por que qualquer tentativa de ajuste fiscal costuma gerar intenso debate político. Cortar despesas obrigatórias envolve reformas complexas, negociação com o Congresso Nacional e enfrentamento de interesses consolidados.

Ao mesmo tempo, aumentar impostos também encontra limites econômicos e sociais.

É justamente nesse ponto que reside o maior desafio brasileiro.

O país precisa construir um equilíbrio capaz de preservar políticas sociais, estimular investimentos públicos e privados e, simultaneamente, impedir que a dívida continue crescendo de forma acelerada.

Outro aspecto frequentemente negligenciado no debate público diz respeito aos juros.

Existe hoje uma divergência legítima entre economistas sobre as causas do aumento da dívida pública. Uma corrente sustenta que o crescimento das despesas públicas amplia a percepção de risco e mantém os juros elevados. Outra argumenta que o elevado custo da dívida decorre principalmente das próprias taxas de juros praticadas no país, que aumentam significativamente o serviço da dívida. Dados recentes do Banco Central mostram que a incorporação dos juros continua sendo um dos principais fatores de expansão do endividamento público.

Independentemente da corrente econômica adotada, há um ponto de convergência: quanto maior a incerteza fiscal, maior tende a ser o prêmio exigido pelos investidores.

Essa realidade produz efeitos concretos sobre toda a economia.

Juros elevados encarecem financiamentos imobiliários, dificultam a expansão das empresas, reduzem o consumo das famílias, desestimulam novos empreendimentos e limitam a geração de empregos. Pequenos empresários sentem diretamente esse impacto ao buscar crédito para ampliar seus negócios. Famílias enfrentam parcelas mais altas para adquirir uma casa própria ou financiar um veículo.

Os reflexos chegam também ao setor público.

À medida que cresce a despesa com juros, reduz-se a capacidade do Estado de investir em obras estruturantes. Recursos que poderiam ser destinados à construção de hospitais, escolas, rodovias, ferrovias, habitação popular e saneamento acabam comprometidos pelo pagamento dos encargos da dívida.

Esse cenário compromete a competitividade do país e reduz sua capacidade de crescimento de longo prazo.

Não por acaso, a credibilidade fiscal passou a ocupar posição estratégica nas avaliações feitas por investidores nacionais e estrangeiros. Países que demonstram estabilidade institucional, previsibilidade das regras e responsabilidade na gestão das contas públicas costumam atrair mais investimentos produtivos, obter financiamentos a custos menores e apresentar crescimento econômico mais consistente.

O debate, contudo, não deve ser reduzido à falsa dicotomia entre responsabilidade fiscal e proteção social.

Não existe desenvolvimento sustentável sem equilíbrio das contas públicas. Da mesma forma, o ajuste fiscal não pode significar abandono das políticas voltadas aos mais vulneráveis.

O verdadeiro desafio consiste em melhorar a qualidade do gasto público.

Isso envolve combater desperdícios, revisar benefícios tributários pouco eficientes, aperfeiçoar a administração pública, modernizar o Estado, ampliar a transparência orçamentária e promover reformas capazes de garantir sustentabilidade às finanças públicas sem sacrificar investimentos estratégicos.

Mais do que discutir quanto o governo arrecada ou quanto gasta, é preciso discutir como esses recursos são utilizados.

Eficiência deve caminhar ao lado da responsabilidade.

O Brasil dispõe de enorme potencial econômico, riqueza ambiental, mercado consumidor robusto e capacidade produtiva diversificada. Entretanto, continuará enfrentando dificuldades para crescer de forma consistente enquanto permanecer convivendo com elevada incerteza fiscal.

O próximo presidente da República encontrará um país diante de escolhas difíceis. Adiar novamente as reformas estruturais poderá ampliar o custo econômico para as futuras gerações. Por outro lado, decisões bem planejadas poderão abrir espaço para um ciclo mais duradouro de crescimento, geração de empregos e redução das desigualdades.

A responsabilidade fiscal não é um fim em si mesma. Ela constitui um instrumento indispensável para fortalecer a confiança, reduzir o custo do crédito, estimular investimentos, preservar políticas públicas e criar condições para que o desenvolvimento econômico beneficie toda a sociedade.

Mais do que uma exigência dos mercados, trata-se de um compromisso com o futuro do Brasil.


*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Dia Mundial do Orgasmo – 31 de Julho - Poema - Por Romero Falcão*

31/07/2026

O mistério é bem profundo
anatomia sem mapa.
Quem decifra esse mundo?
És tu, clitóris, que mata

Homenzinho sempre ereto
é lá que o enigma mora.
Os homens não sabem certo
se está perto ou se demora.

A fêmea sofre a agonia
pois o alívio não vem.
No início era "histeria";
ninguém sabia de quem

Chegou a tecnologia,
brinquedo na mão do sexo
O prazer ganhou a alforria
ela goza em livre verso

E no homem é explícito
falo que fala direto
não precisa de capricho,
num espasmo, céu aberto.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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O mistério é bem profundo
anatomia sem mapa.
Quem decifra esse mundo?
És tu, clitóris, que mata

Homenzinho sempre ereto
é lá que o enigma mora.
Os homens não sabem certo
se está perto ou se demora.

A fêmea sofre a agonia
pois o alívio não vem.
No início era "histeria";
ninguém sabia de quem

Chegou a tecnologia,
brinquedo na mão do sexo
O prazer ganhou a alforria
ela goza em livre verso

E no homem é explícito
falo que fala direto
não precisa de capricho,
num espasmo, céu aberto.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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