O dia do poeta e o poço encantado da poesia, por Josué Sena*
31/10/2024 - Jornal O Poder
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.
Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.
Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,
De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia
*Josué Sena é desembargador e poeta.
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.
Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.
Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,
De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia
*Josué Sena é desembargador e poeta.

Leia outras informações
Eleições no Senado - PL oficializa candidatura de Rogério Marinho para a presidência do Senado
04/11/2026
Rogério Marinho
“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, declarou o líder da oposição no Senado. Ele também declarou que “oportunamente” vai estar junto com Tereza Cristina. Durante a reunião da manhã de hoje, Marinho voltou a falar da prioridade que dará a pautas consideradas caras para o bolsonarismo em sua eventual eleição como presidente do Senado Federal. Entre os temas, o senador mencionou o impeachment de ministros do STF e a anistia para condenados pelo '8 de Janeiro'. De acordo com o parlamentar, sua gestão seria “a salvaguarda da Const...
O Partido Liberal, PL, oficializou, hoje, quarta-feira, 04/11, a candidatura do senador e líder da oposição do Senado, Rogério Marinho, PL, para assumir a presidência da Casa. O lançamento foi feito após reunião da legenda ocorrida na sede do partido em Brasília. A eleição para o cargo ocorre no dia 1º de fevereiro e depende da articulação dos senadores por apoios dentro da Casa.
Rogério Marinho
“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, declarou o líder da oposição no Senado. Ele também declarou que “oportunamente” vai estar junto com Tereza Cristina. Durante a reunião da manhã de hoje, Marinho voltou a falar da prioridade que dará a pautas consideradas caras para o bolsonarismo em sua eventual eleição como presidente do Senado Federal. Entre os temas, o senador mencionou o impeachment de ministros do STF e a anistia para condenados pelo '8 de Janeiro'. De acordo com o parlamentar, sua gestão seria “a salvaguarda da Constituição”. O senador do PL criticou as articulações de Alcolumbre e acusou o atual presidente do Senado de oferecer vantagens para “cooptar” votos.

Alcolumbre, Tereza Cristina e Marinho
Marinho foi coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, PL, e conta com a confiança da família Bolsonaro. A corrida pelo comando da Casa ainda enfrenta um cenário de indefinição. Além de Marinho, disputam o cargo o senador Davi Alcolumbre, União, que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina, PP, que também disputa os votos da oposição. A decisão por alçar Marinho à disputa ocorre em meio a discussões entre partidos da oposição sobre a possibilidade de reunir esforços em torno de uma candidatura única. Nos bastidores, os partidos tentavam costurar uma candidatura que pudesse unir Marinho e Tereza Cristina, em uma tentativa de unir forças contra Alcolumbre, ao invés de dividirem votos na disputa. Alcolumbre já costurou acenos em busca de sua reeleição e recebeu o apoio formal de legendas importantes na composição da Casa. Até o momento, o senador reúne sinalizações do MDB, do PSD e do PT, além do União Brasil e PP, que também anunciaram apoio à reeleição do senador amapaense. Alcolumbre também calcula que terá votos na bancada do PL para se reeleger ao comando do Senado.
Presidência do Senado
Para se eleger presidente do Senado, são necessários, no mínimo, 41 votos. O PL terá uma bancada de 29 senadores em 2027. Dessa forma, Marinho precisaria do apoio de mais 12 parlamentares para conquistar o comando da Casa.
Amigos - Crônica, por AJ Fontes* e Ana Pottes*
04/11/2026
Vai além, ganha reforço no abraço guardado pelo tempo, na palavra antiga, mas aquecida com a presença, na risada de sonoridade ímpar, no olhar que clareia a distância.
São presentes iguais a esses que recebemos, Ana e eu, ontem, na reunião promovida para o lançamento do nosso livro: 'Contraponto'. Onde nos propomos a colecionar crônicas e poemas, em pares com pontos e contrapontos.
Foi esse livro que nos deu a oportunidade de nos aproximarmos de gente querida, as quais não víamos há tempos. Juntos exercitamos o verdadeiro sentido do viver. Poxa! Nos encontramos, estamos aqui e agora, nessa coisa que desejamos tanto conhecer, arrazoar e que chamamos de vida.
O registro de alguns lances e as possibilidades de melhorar a partir do dito nos levou a experimentar mais uma vez o que resulta de tantos acontecidos comuns a tantos de nós.
Somos gratos a todos que participaram ou que desejaram e não...
Amizade é coisa que dá e fica.
Vai além, ganha reforço no abraço guardado pelo tempo, na palavra antiga, mas aquecida com a presença, na risada de sonoridade ímpar, no olhar que clareia a distância.
São presentes iguais a esses que recebemos, Ana e eu, ontem, na reunião promovida para o lançamento do nosso livro: 'Contraponto'. Onde nos propomos a colecionar crônicas e poemas, em pares com pontos e contrapontos.
Foi esse livro que nos deu a oportunidade de nos aproximarmos de gente querida, as quais não víamos há tempos. Juntos exercitamos o verdadeiro sentido do viver. Poxa! Nos encontramos, estamos aqui e agora, nessa coisa que desejamos tanto conhecer, arrazoar e que chamamos de vida.
O registro de alguns lances e as possibilidades de melhorar a partir do dito nos levou a experimentar mais uma vez o que resulta de tantos acontecidos comuns a tantos de nós.
Somos gratos a todos que participaram ou que desejaram e não conseguiram chegar ao 'furdunço' ocorrido na cafeteria com esse nome.
Um grande, terno e eterno abraço a cada um de vocês.
Ana Pottes e AJ Fontes.
*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes

Solidariedade a Cuba - Evento cultural no Recife vai arrecadar remédios para Cuba no dia 29 de novembro – Por Natanael Sarmento*
04/11/2026
Crise humanitária em Cuba
O evento terá início às 16h00 e tem como principal objetivo arrecadar fundos para a compra de remédios que serão enviados para Cuba. O país enfrenta uma crise humanitária após o governo americano proibir a entrada de petróleo e cortar o fornecimento por parte do governo venezuelano, sobretudo após o sequestro do presidente Nicolás Maduro, em janeiro desse ano.
Atrações e livro de Marcelo M. Melo
O evento contará com apresentações musicais, poesia, dança, uma mostra de fotos e vídeos de pernambucanos que foram recentemente para Cuba e lançamento de um livro inédito do poeta e jornalista Marcelo Mário de Melo.
Renda para mostra
O ingresso vai custar um valor símbolic...
A Alvorada Latina e o Comitê Pernambucano de Solidariedade com Cuba estão promovendo um evento cultural no dia 29/11 no Empório Barrozo, na Rua da Aurora, 1225, na Boa Vista, Recife/PE.
Crise humanitária em Cuba
O evento terá início às 16h00 e tem como principal objetivo arrecadar fundos para a compra de remédios que serão enviados para Cuba. O país enfrenta uma crise humanitária após o governo americano proibir a entrada de petróleo e cortar o fornecimento por parte do governo venezuelano, sobretudo após o sequestro do presidente Nicolás Maduro, em janeiro desse ano.
Atrações e livro de Marcelo M. Melo
O evento contará com apresentações musicais, poesia, dança, uma mostra de fotos e vídeos de pernambucanos que foram recentemente para Cuba e lançamento de um livro inédito do poeta e jornalista Marcelo Mário de Melo.
Renda para mostra
O ingresso vai custar um valor símbolico de R$50,00 e toda a renda será revertida para a compra de medicamentos para Cuba.
Mais informações em nossa página no Instagram: @comitedesolidariedadeacuba.pe Ou pelo whatsapp: (81)987636927
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael

Academia Pernambucana de Letras e o Consulado Argentino no Recife Realizam o Seminário ‘Novembro com Jorge Luis Borges’
04/11/2026
A Academia Pernambucana de Letras, APL, em parceria com o Consulado Argentino no Recife promove o projeto Novembro com Jorge Luis Borges, sexta-feira, 06/11 e sábado, 07/11, celebrando o legado de um dos mais influentes escritores do século XX. O argentino Jorge Luis Borges marcou a tradição literária latinoamericana e, em 2026, se completam 40 anos de sua morte. A programação homenageia o escritor e será aberta ao público, na APL, localizada no bairro das Graças.
Falou Margarida Cantarelli, presidente da APL
O encontro reunirá palestrantes e mediadores que são estudiosos envolvidos com trabalhos sobre Borges ou com a cultura literária em maior escala. “Nossa intenção é fortalecer o vínculo entre as culturas. O evento serve como um ponto de partida para outros acontecimentos culturais envo...
Evento ‘Novembro com Jorge Luis Borges’ celebra a obra do autor argentino e marca o 40º aniversário de sua morte, ocorrida em 1986
A Academia Pernambucana de Letras, APL, em parceria com o Consulado Argentino no Recife promove o projeto Novembro com Jorge Luis Borges, sexta-feira, 06/11 e sábado, 07/11, celebrando o legado de um dos mais influentes escritores do século XX. O argentino Jorge Luis Borges marcou a tradição literária latinoamericana e, em 2026, se completam 40 anos de sua morte. A programação homenageia o escritor e será aberta ao público, na APL, localizada no bairro das Graças.
Falou Margarida Cantarelli, presidente da APL
O encontro reunirá palestrantes e mediadores que são estudiosos envolvidos com trabalhos sobre Borges ou com a cultura literária em maior escala. “Nossa intenção é fortalecer o vínculo entre as culturas. O evento serve como um ponto de partida para outros acontecimentos culturais envolvendo o Brasil e a Argentina. A vocação da APL de preservar e lançar luz à produção literária pernambucana não é um fator limitador, pelo contrário, como instituição defensora da cultura literária, nossa missão inclui debater e apresentar produções relevantes de uma forma global, como faremos nesta ocasião”, resume a presidente da APL, Margarida Cantarelli.
Falou o acadêmico e professor Peron Rios também curador
Para o acadêmico e professor Peron Rios - um dos curadores do evento juntamente com a acadêmica Jô Mazzarolo – a relação entre Borges e o Recife se dá literariamente, mais do que pelo quesito biográfico. “O escritor não visitou Pernambuco nem a sua capital, mas estabeleceu laços de afinidade estética essenciais, o que será explorado por palestrantes e mediadores. A obra de Borges permite que cidades como Recife possam repensar-se em seus marcos geográficos, símbolos e referências culturais”, explica.
Falou Julieta Grande, a Cônsul Geral da Argentina no Recife
“Esta iniciativa inédita valoriza a literatura argentina por meio de Jorge Luis Borges, um dos escritores mais influentes do século XX, e fortalece nossa parceria com a Academia Pernambucana de Letras. Queremos criar pontes entre as tradições literárias argentina e pernambucana, aproximando culturas e promovendo novos diálogos por meio da literatura”, afirma a Cônsul Geral da Argentina no Recife, Julieta Grande.
‘Novembro com Jorge Luis Borges’
O projeto Novembro com Jorge Luis Borges terá início às 09h00 da sexta-feira, 06/11 e seguirá até 16h00, com palestras e debates. No sábado, 07/11, das 13h30 até 18h00, com leitura de poema, palestras e um coquetel de encerramento. O evento terá entrada gratuita e haverá emissão de certificados.
Programação do ‘Novembro com Jorge Luis Borges’
Sexta-feira - 06/11/2026
09h30
Hino Nacional Brasileiro e Hino da Argentina
Abertura do evento – Apresentação da curadoria
10h00
Eduardo Cesar Maia – A poética da liberdade: cosmopolitismo e tradição em Jorge Luis Borges
Mediação: Peron Rios
11h00
Kilza Pascoal – Jorge Luis Borges: vida, obra e os labirintos da existência humana.
Mediação: Solange Regina da Silva
14h00
José Bublik – Jorge Luis Borges: transformar la vida em VIDA
Mediação: Wellington de Melo
15h00
Renan Apolônio de Sá Silva – Borges e o Recife: encontro entre duas cidades literárias.
Mediação: Fábio Lucas
16h00
Leitura comentada de um conto de Jorge Luis Borges (“As ruínas circulares”).
Sábado - 07/11/2026
13h30
Leitura de poema de Borges, por Cida Pedrosa.
14h00
Fábio Andrade: Projeto borgiano e o romance Avalovara, de Osman Lins
Mediação: Peron Rios
15h00
Lourival Holanda: Memória e desejo em “Funes, o memorioso”.
Mediação: Igor Bandim.
16h00
Flávia Conceição: Jorge Luis Borges na vanguarda literária da América Latina.
Mediação: Peron Rios.
17h00
Peron Rios – Borges teórico de poesia.
Mediação: Artur Ataíde.
18h00
Encerramento:
Apresentação “Borges e o cinema”, por Eloy González.
Coquetel de encerramento
SERVIÇO
'Novembro com Jorge Luis Borges'
Onde: APL - Academia Pernambucana de Letras (Av. Rui Barbosa, 1596, Graças) - apl.informa@gmail.com - Telefone: (81) 3268-2211
Quando: 06 e 07/11
Hora: Sexta – A partir das 09h30 e Sábado – A partir das 13h30
Entrada gratuita
Instagram: academiadeletras_pe
Facebook: academiadeletras.pe

Convenção de Hong Kong: Comissão da Câmara aprova projeto sobre reciclagem segura e sustentável de navios
04/11/2026
A noticia
A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou, hoje, quarta-feira (04/11), o parecer favorável do deputado AJ Albuquerque (PP/CE) ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 557/2026. A proposta aprova o texto da Convenção Internacional de Hong Kong para a Reciclagem Segura e Ambientalmente Adequada de Navios de 2009, para fins de adesão brasileira ao instrumento. O parecer foi lido na reunião pelo deputado Bebeto (PP/RJ).
A adesão à Convenção
Integra a Agenda Legislativa do Setor Energético de 2026, entregue à Frente Parlamentar Mista de Recursos Naturais e Energia (Frente de Energia) em fevereiro deste ano. Organizado em cinco eixos estratégicos, o documento consolidou as proposições legislativas prioritárias para o s...
Aprovação na Comissão de Viação e Transportes representa avanço para a agenda de descomissionamento de embarcações e reciclagem naval no Brasil
A noticia
A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou, hoje, quarta-feira (04/11), o parecer favorável do deputado AJ Albuquerque (PP/CE) ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 557/2026. A proposta aprova o texto da Convenção Internacional de Hong Kong para a Reciclagem Segura e Ambientalmente Adequada de Navios de 2009, para fins de adesão brasileira ao instrumento. O parecer foi lido na reunião pelo deputado Bebeto (PP/RJ).

A adesão à Convenção
Integra a Agenda Legislativa do Setor Energético de 2026, entregue à Frente Parlamentar Mista de Recursos Naturais e Energia (Frente de Energia) em fevereiro deste ano. Organizado em cinco eixos estratégicos, o documento consolidou as proposições legislativas prioritárias para o setor, incluindo pautas relacionadas ao descomissionamento de embarcações.
O avanço do PDL
Representa um passo relevante para essa agenda, ao abrir caminho para a adoção de requisitos internacionais de reciclagem naval. A medida contribui para o aprimoramento do marco normativo brasileiro e para a construção de condições mais claras e seguras para a destinação de embarcações ao final de sua vida útil, tema estratégico para a cadeia naval e para a indústria de petróleo e gás.

Origem, autoria e relatoria
Na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), a matéria foi relatada pelo deputado Marcel van Hattem (NOVO/RS), cujo parecer favorável foi aprovado em 27 de maio de 2026. Na CVT, o deputado AJ Albuquerque foi designado relator em 1º de julho e apresentou parecer pela aprovação em 19 de agosto.
A matéria
Tramita em regime de urgência e seguirá agora para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e, posteriormente, será apreciada pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Segurança e responsabilidade ambiental
Adotada no âmbito da Organização Marítima Internacional (IMO), a Convenção de Hong Kong estabelece requisitos para reduzir riscos à saúde humana, à segurança dos trabalhadores e ao meio ambiente durante a reciclagem de navios.
O instrumento
Prevê inventários de materiais perigosos, vistorias, certificação e planos específicos de reciclagem para cada embarcação, além de exigências para as instalações responsáveis pela atividade. Essas medidas buscam assegurar o manejo adequado de substâncias como amianto, metais pesados e hidrocarbonetos.

Integração
Ao aproximar o Brasil desses padrões internacionais, a proposta contribui para o desenvolvimento de uma cadeia de reciclagem naval ambientalmente responsável, com oportunidades de reaproveitamento de materiais, qualificação profissional e geração de valor.
De Palmares a Hong Kong - Crônica - Por Romero Falcão*
04/11/2026
Primeira Brasileira
“Adriane Mirelly da Silva, estudante de 13 anos da rede municipal de ensino de Palmares, na Mata Sul de Pernambuco, é a primeira brasileira a vencer o Concurso Internacional de Redação sobre a Paz, promovido pelo Lions Internacional.”
Diversidade
Li ainda que Adriane tem deficiência visual e foi selecionada entre estudantes de diversos países. Numa era polarizada, de ódio às diferenças, sua redação destacou a diversidade e o respeito ao pensamento contrário. A adolescente extraiu alma das palavras e mostrou que a paz começa pela empatia nas relações humanas. Uma aula de direitos humanos em tempos tão carentes de humanidade.
Eis um trecho, leitor:
“Aprendi que não se enxerga com os olhos. A gente também enxerga com o coração. A paz começa quando respeitamos as diferenças e ol...
Não, não foi a dancinha do TikTok. Desta vez, o algoritmo me levou a outras plagas.
Primeira Brasileira
“Adriane Mirelly da Silva, estudante de 13 anos da rede municipal de ensino de Palmares, na Mata Sul de Pernambuco, é a primeira brasileira a vencer o Concurso Internacional de Redação sobre a Paz, promovido pelo Lions Internacional.”
Diversidade
Li ainda que Adriane tem deficiência visual e foi selecionada entre estudantes de diversos países. Numa era polarizada, de ódio às diferenças, sua redação destacou a diversidade e o respeito ao pensamento contrário. A adolescente extraiu alma das palavras e mostrou que a paz começa pela empatia nas relações humanas. Uma aula de direitos humanos em tempos tão carentes de humanidade.
Eis um trecho, leitor:
“Aprendi que não se enxerga com os olhos. A gente também enxerga com o coração. A paz começa quando respeitamos as diferenças e olhamos para o outro com amor”.
Alimenta Esperanças
Fiquei emocionado ao descobrir Adriane. Apesar das adversidades, a menina brilha mundo afora, alimenta esperanças e soma num mundo tão dividido.
Desigualdades
Fez das letras uma receita de superação num Brasil de desigualdades profundas, escolas públicas precárias, professores mal remunerados e ensino claudicante.
Orgulho
Dizem as boas línguas que pernambucano tem vício de grandeza, orgulho exacerbado. Mas como não ter diante de uma estrela dessa grandeza? Como não sentir orgulho de uma nordestina que extrai lírios da pedra, pesca sem barco, caça num mato sem cachorro?
Hong Kong
Também li na mídia que, como reconhecimento, Adriane receberia um prêmio de US$ 5 mil e viajaria com despesas custeadas para participar da Convenção Internacional do Lions, em Hong Kong, onde seria homenageada.

De Palmares a Hong Kong.
Uma menina de 13 anos
Uma redação que roda o mundo.
A luz de Adriane. Luz do Nordeste.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.
The New York Times - sobre derrota republicana: "Os eleitores se levantaram contra Trump"
04/11/2026
NYT: "Trump tentou subverter a democracia americana(...)"
"Durante os últimos dois anos, o presidente Trump tentou subverter a democracia americana. Na terça-feira, os eleitores se levantaram contra ele", afirma o editorial, logo na abertura. Segundo o jornal, dezenas de milhões de americanos foram às urnas e rejeitaram o Partido Republicano, que, na avaliação do veículo, deu sustentação às iniciativas do presidente. O texto cita tent...
Após as eleições de meio de mandato, 'midterms', dos EUA, refletirem uma mudança brusca no Congresso, a imprensa americana repercutiu a derrota do Partido Republicano. O maior jornal do país, The New York Times, NYT, deixou claro que "na terça-feira, os eleitores se levantaram" contra Donald Trump. A opinião do NYT avalia que o resultado representa uma reação às tentativas do presidente de interferir no processo eleitoral e classifica a votação como uma demonstração de resistência das instituições democráticas dos EUA.
NYT: "Trump tentou subverter a democracia americana(...)"
"Durante os últimos dois anos, o presidente Trump tentou subverter a democracia americana. Na terça-feira, os eleitores se levantaram contra ele", afirma o editorial, logo na abertura. Segundo o jornal, dezenas de milhões de americanos foram às urnas e rejeitaram o Partido Republicano, que, na avaliação do veículo, deu sustentação às iniciativas do presidente. O texto cita tentativas de manipular as eleições por meio de mudanças nas regras dos distritos eleitorais para favorecer republicanos, alegações falsas de fraude eleitoral e esforços para restringir o voto pelo correio. O editorial destaca que a rejeição ao partido foi ampla o suficiente para superar a polarização política do país. Republicanos perderam disputas até mesmo em estados tradicionalmente conservadores, como Kansas, Kentucky, Iowa, Ohio, Carolina do Sul e Texas. Para o jornal, o resultado reflete a avaliação de eleitores independentes e até de republicanos de que o segundo mandato de Trump tem sido um fracasso.

NYT: "O país já parece diferente(...)"
Com o avanço democrata, o partido terá mais condições de investigar casos de corrupção e possíveis violações da lei envolvendo o governo, além de apresentar propostas legislativas alternativas à agenda de Trump. "O país já parece diferente e, de fato, será diferente em janeiro", diz o texto, em referência ao momento em que os novos parlamentares assumirão seus cargos. Mas, para o NYT, nem tudo são flores. Apesar da vitória democrata, o jornal pondera que os EUA ainda enfrentam problemas de longo prazo para os quais nenhum dos dois partidos apresentou soluções claras. O editorial também alerta que, nos próximos dois anos, enquanto Trump permanecer na Casa Branca, o Congresso e o Judiciário precisarão estar preparados para conter novas tentativas de enfraquecer a ordem constitucional.

NYT: "Os americanos mostraram que o poder de escolher seus líderes pertence a eles"
Apesar dos desafios que ainda permanecem, o New York Times encerra o editorial com uma avaliação positiva do resultado eleitoral. O jornal afirma que funcionários eleitorais, advogados e juízes defenderam as regras que protegem o direito ao voto, enquanto milhões de americanos exerceram sua participação política. "Os americanos mostraram que o poder de escolher seus líderes pertence a eles", afirma o texto.
Mangaratiba (P73): A Presença do Estado na Foz do Amazonas e a Importância da Construção Naval para a Soberania Marítima brasileira - Por Amadeu Robalinho*
04/11/2026
A Soberania de uma nação não se estabelece exclusivamente pela delimitação de suas fronteiras ou pela existência de dispositivos constitucionais que assegurem a integridade territorial. Ela exige capacidade efetiva de presença, vigilância, proteção e resposta. No domínio marítimo, essa realidade assume proporções ainda mais relevantes, especialmente para o Brasil, cuja dimensão territorial, posição geográfica, riqueza energética e dependência das comunicações marítimas impõem desafios permanentes à Defesa Nacional.
Nesse contexto, a incorporação do Navio-Patrulha Mangaratiba (P73), realizada em 30 de outubro de 2026, no Arsenal de Marinha do...
A Incorporação de um novo navio-patrulha à Marinha do Brasil representa mais do que o aumento da capacidade operacional da Força Naval. É um passo na direção da autonomia tecnológica, do fortalecimento da Base Industrial de Defesa e da consolidação da presença estratégica brasileira na Margem Equatorial.
A Soberania de uma nação não se estabelece exclusivamente pela delimitação de suas fronteiras ou pela existência de dispositivos constitucionais que assegurem a integridade territorial. Ela exige capacidade efetiva de presença, vigilância, proteção e resposta. No domínio marítimo, essa realidade assume proporções ainda mais relevantes, especialmente para o Brasil, cuja dimensão territorial, posição geográfica, riqueza energética e dependência das comunicações marítimas impõem desafios permanentes à Defesa Nacional.
Nesse contexto, a incorporação do Navio-Patrulha Mangaratiba (P73), realizada em 30 de outubro de 2026, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, representa um acontecimento de interesse estratégico para o Poder Naval brasileiro. A embarcação, quarta unidade da Classe Macaé, possui aproximadamente 54,2 metros de comprimento e deslocamento de 500 toneladas, tendo sido construída no Brasil e equipada com sistemas nacionais de comando, controle e comunicação.
Sua futura atuação na área de responsabilidade do 4º Distrito Naval, sediado em Belém, coloca em evidência uma região de importância crescente para os interesses nacionais: a foz do Rio Amazonas e a Margem Equatorial brasileira.
Não se trata apenas de incorporar mais um meio naval à Armada. Trata-se de ampliar a capacidade do Estado de exercer autoridade sobre espaços marítimos que concentram recursos naturais, interesses econômicos, infraestruturas estratégicas e desafios geopolíticos.
A Margem Equatorial e a geopolítica dos interesses nacionais
A Margem Equatorial brasileira vem adquirindo crescente relevância no planejamento energético, econômico e estratégico do País. Suas perspectivas de exploração de petróleo e gás natural, associadas à localização geográfica e à proximidade com importantes rotas marítimas do Atlântico, colocam essa região entre os espaços que exigem atenção permanente do Estado brasileiro.
A foz do Amazonas, por sua vez, constitui uma área de elevada complexidade geográfica, ambiental, econômica e operacional. A presença de grandes sistemas fluviais, áreas costeiras, comunidades isoladas e intensa dinâmica marítima exige capacidades específicas de fiscalização, monitoramento e resposta.
Nesse cenário, a presença da Marinha do Brasil não deve ser compreendida apenas sob a perspectiva do patrulhamento convencional. Ela integra uma arquitetura mais ampla de proteção dos interesses nacionais.
A capacidade de fiscalizar o tráfego aquaviário, combater ilícitos transnacionais, proteger recursos naturais, realizar operações de busca e salvamento e acompanhar atividades econômicas em áreas marítimas sensíveis constitui uma dimensão concreta do exercício da soberania.
É importante compreender que a soberania marítima não se materializa apenas pela existência de uma frota. Ela depende da combinação entre meios navais, recursos humanos qualificados, inteligência, consciência situacional marítima, infraestrutura logística, comunicações seguras e capacidade de sustentação operacional.
O Mangaratiba insere-se nessa equação.
Engenharia, tecnologia e autonomia: o valor estratégico do Mangaratiba
Um dos aspectos mais relevantes do P73 está na incorporação de tecnologias desenvolvidas no próprio País. Entre elas, destaca-se o Sistema de Comando e Controle Georreferenciado (SisC2Geo), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM).
O sistema permite integrar informações provenientes de radares, sensores, equipamentos de navegação e sistemas de armamento, proporcionando à tripulação uma representação mais integrada do ambiente operacional.
Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania Estratégica, esse componente merece atenção especial.
A capacidade de desenvolver, integrar, atualizar e manter sistemas de comando e controle representa um ativo estratégico. Não basta adquirir plataformas navais modernas se o conhecimento tecnológico indispensável ao seu funcionamento permanecer concentrado em fornecedores estrangeiros.
A autonomia tecnológica exige domínio progressivo sobre os sistemas embarcados, arquitetura de comunicação, integração de sensores, processamento de informações e manutenção dos equipamentos.
Outro diferencial é o sistema de comunicação por satélite em Banda X, destinado a estabelecer comunicações seguras e de maior alcance com os escalões superiores da Marinha.
Em regiões de grandes distâncias geográficas, como a Amazônia e a Margem Equatorial, a continuidade das comunicações constitui requisito operacional fundamental. A capacidade de transmitir informações, receber orientações e compartilhar dados de interesse operacional contribui diretamente para a coordenação das atividades navais.
É nesse ponto que a engenharia deixa de ser apenas uma atividade de construção e manutenção de equipamentos e passa a representar um instrumento de poder nacional.
O desenvolvimento de soluções próprias, a formação de engenheiros especializados e a preservação de competências industriais reduzem vulnerabilidades externas e ampliam a liberdade de ação do Estado brasileiro.
Uma nação que não domina as tecnologias essenciais à sua Defesa permanece condicionada às capacidades, aos interesses e às decisões de terceiros.
Construção naval: infraestrutura industrial também é Defesa Nacional
A construção do Mangaratiba no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) possui significado que ultrapassa a entrega de uma embarcação.
O Arsenal representa um patrimônio tecnológico e industrial da União, cuja capacidade de construir, reparar, modernizar e integrar sistemas navais constitui um componente relevante da autonomia estratégica brasileira.
A recuperação e a preservação dessa capacidade são fundamentais para que o Brasil não se transforme em mero comprador de plataformas militares produzidas no exterior.
Segundo informações divulgadas pela Marinha, as obras do Mangaratiba e do Navio-Patrulha Miramar (P74) mobilizam aproximadamente 250 profissionais, entre militares e trabalhadores de empresas contratadas.
Esse contingente representa conhecimento técnico, mão de obra especializada, experiência industrial e continuidade de processos produtivos.
A construção naval militar movimenta uma cadeia produtiva que envolve engenharia mecânica, engenharia naval, metalurgia, soldagem, sistemas elétricos, eletrônica, automação, sensores, integração de armamentos, logística e manutenção industrial.
Cada embarcação construída nacionalmente oferece oportunidades de retenção e desenvolvimento de competências que poderão ser empregadas em projetos posteriores, inclusive em plataformas de maior complexidade.
É necessário compreender que um estaleiro militar não é apenas uma instalação industrial. É uma infraestrutura estratégica de Defesa Nacional.
A capacidade de construir e manter navios no território nacional reduz a dependência logística externa, contribui para a continuidade das operações e fortalece a Base Industrial de Defesa (BID).
O Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (PRONAPA), que prevê 11 embarcações, representa uma iniciativa importante nesse sentido. Além da continuidade da Classe Macaé, o programa contempla o desenvolvimento e a obtenção de outros meios, incluindo o projeto NPa 500BR.
Entretanto, a dimensão estratégica desse programa dependerá da regularidade orçamentária, da continuidade contratual, da previsibilidade industrial e da preservação das equipes técnicas.
Não existe autonomia industrial sustentável sem planejamento de longo prazo.
Estratégia marítima: presença, vigilância e capacidade de resposta
A incorporação do Mangaratiba também permite uma reflexão sobre a necessidade de adequação dos meios navais às dimensões e características do território marítimo brasileiro.
O Brasil possui uma extensa área marítima sob jurisdição nacional, além de importantes sistemas fluviais e corredores de circulação econômica. Proteger esses espaços exige uma estrutura naval distribuída, com capacidade de atuação compatível com as diferentes realidades operacionais.
O Navio-Patrulha Mangaratiba foi concebido para desempenhar missões de patrulhamento, fiscalização, proteção de instalações estratégicas, busca e salvamento e apoio a populações em regiões isoladas.
Com raio de ação informado de aproximadamente 2.500 milhas náuticas, sua configuração permite operações em ambientes marítimos e fluviais, dentro dos limites de suas características técnicas e operacionais.
É importante, contudo, estabelecer uma distinção: a incorporação de um navio não significa, automaticamente, vigilância permanente de toda a região sob responsabilidade do 4º Distrito Naval.
A efetividade da presença depende da disponibilidade dos meios, da manutenção, da logística, da qualificação das tripulações, da inteligência operacional e da coordenação com outras instituições do Estado.
A estratégia marítima exige continuidade.
Um navio representa capacidade de atuação, mas uma estrutura naval integrada representa capacidade de controle e proteção.
Por essa razão, o emprego do Mangaratiba deve ser compreendido como parte de uma arquitetura mais ampla de consciência situacional marítima, integrada aos recursos de monitoramento, inteligência e comando e controle disponíveis à Marinha.
A proteção da Margem Equatorial também exige coordenação institucional com órgãos de fiscalização ambiental, autoridades portuárias, estruturas de segurança pública e demais organizações responsáveis pela proteção dos interesses nacionais.
Engenharia de Soberania Estratégica: transformar recursos em capacidade nacional
A incorporação do P73 oferece uma oportunidade concreta de aplicação dos fundamentos da Engenharia de Soberania Estratégica.
Essa perspectiva parte de uma premissa: os recursos de uma nação somente se convertem em soberania efetiva quando são organizados, desenvolvidos e empregados para produzir capacidades autônomas e sustentáveis.
Nesse entendimento, podemos identificar cinco dimensões fundamentais relacionadas ao Mangaratiba:
1. Dimensão industrial: capacidade nacional de construção naval, integração de sistemas, manutenção e modernização de plataformas militares.
2. Dimensão tecnológica: domínio de sistemas de comando e controle, sensores, comunicações, navegação e processamento de informações.
3. Dimensão operacional: disponibilidade de meios navais, tripulações qualificadas, logística e capacidade de resposta em áreas estratégicas.
4. Dimensão energética e econômica: proteção dos recursos naturais, das atividades de exploração de petróleo e gás e das infraestruturas essenciais ao desenvolvimento nacional.
5. Dimensão político-estratégica: exercício da autoridade estatal, proteção dos interesses brasileiros e preservação da liberdade de decisão diante de pressões externas.
Essas dimensões não funcionam isoladamente. Elas se complementam e produzem um resultado maior: a capacidade do Estado de proteger seus interesses sem depender integralmente de recursos, tecnologias ou decisões de outros países.
Sob essa perspectiva, o Mangaratiba não deve ser avaliado apenas pelo seu deslocamento, armamento ou alcance operacional. Seu valor estratégico também está no conhecimento incorporado, na tecnologia nacional embarcada e na capacidade industrial mobilizada para sua construção.
É a transformação da engenharia em instrumento de soberania.
O desafio: transformar incorporação em capacidade permanente
Apesar da importância da incorporação, é necessário reconhecer que o fortalecimento do Poder Naval brasileiro não pode depender de iniciativas isoladas.
O País precisa estabelecer uma política consistente de renovação e ampliação de sua frota de patrulha, com previsibilidade orçamentária, continuidade dos programas de construção e fortalecimento dos arsenais e estaleiros nacionais.
Também é necessário avançar na integração entre plataformas navais, sistemas de vigilância, inteligência, comunicações por satélite e recursos de monitoramento marítimo.
A utilização de tecnologias nacionais deve ser acompanhada de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, especialmente nas áreas de inteligência artificial, automação, sistemas autônomos, guerra eletrônica, sensores e segurança cibernética.
O desafio não consiste somente em construir navios, mas em desenvolver um ecossistema nacional de engenharia, ciência e tecnologia capaz de sustentar o Poder Naval durante todo o ciclo de vida de seus meios.
Outro aspecto fundamental é a disponibilidade operacional. Uma frota numericamente expressiva, mas com baixa disponibilidade, não representa necessariamente uma capacidade estratégica proporcional ao investimento realizado.
A Soberania exige meios disponíveis, tripulações preparadas, manutenção estruturada e capacidade logística para operar em regiões distantes dos principais centros industriais e administrativos do País.
O Mangaratiba representa um avanço, mas também evidencia a dimensão dos investimentos que ainda precisam ser realizados.
Considerações finais: o mar como dimensão do poder nacional
A Incorporação do Navio-Patrulha Mangaratiba (P73) deve ser interpretada como um acontecimento relevante para a Defesa Nacional e para a recuperação das competências industriais e tecnológicas brasileiras.
Sua futura atuação na foz do Amazonas e na Margem Equatorial reforça a necessidade de presença efetiva do Estado em uma região que reúne interesses energéticos, ambientais, econômicos, geográficos e geopolíticos.
Entretanto, a verdadeira importância desse acontecimento não está apenas nas 500 toneladas de deslocamento ou nos 54,2 metros de comprimento da embarcação.
Está na capacidade de o Brasil construir, integrar, operar e manter seus próprios meios navais, desenvolvendo conhecimento, tecnologia e competências industriais indispensáveis à autonomia nacional.
A construção naval militar precisa ser tratada como política de Estado, e não como iniciativa circunstancial de governo. A continuidade dos programas, a preservação da engenharia nacional e o fortalecimento da Base Industrial de Defesa são condições indispensáveis para a consolidação de um Poder Naval compatível com as responsabilidades geopolíticas brasileiras.
O Atlântico Sul, a Amazônia Azul e a Margem Equatorial não podem ser considerados apenas espaços geográficos ou reservas de recursos naturais. São dimensões estratégicas do território nacional, cuja proteção exige planejamento, investimentos, tecnologia e presença permanente.
A Engenharia de Soberania Estratégica propõe justamente essa compreensão: transformar recursos naturais, conhecimento científico, infraestrutura industrial e capacidade tecnológica em instrumentos concretos de autonomia e poder nacional.
O Mangaratiba é mais um passo nessa direção.
Mas é preciso avançar. O Brasil necessita de uma indústria naval militar capaz de produzir em escala, de uma cadeia tecnológica que preserve o conhecimento nacional e de uma Marinha dotada dos meios necessários para proteger seus interesses em toda a extensão de sua área marítima de responsabilidade.
A Soberania não se proclama apenas, exerce-se. E, no domínio marítimo, exercer a soberania significa possuir capacidade tecnológica, industrial, logística e militar para proteger aquilo que pertence à Nação.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Para o 'Lula 4', Presidente do PT se reúne com MDB e União Brasil para montar base
04/11/2026
Lula com os presidentes de partidos
Segundo relatos, Edinho afirmou que, para o novo mandato, Lula decidiu priorizar a negociação com os presidentes de partidos, e não com os líderes das bancadas na Câmara e no Senado, como fez anteriormente. Na conversa, o presidente do PT também indicou que Lula será mais rigoroso nas tratativas. A ideia seria condicionar a distribuição de ministérios ao total de votos que cada partido prometer entregar no Congresso.
Baleia Rossi, MDB
O chefão do MDB, respondeu que a sigla tem convergências...
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, iniciou as conversas com partidos do Centrão, com objetivo de tentar montar uma base para o governo Lula no Congresso Nacional, no 'Lula 4'. Uma das primeiras conversas aconteceu no início da tarde de hoje, quarta-feira, 04/11, quando Edinho recebeu o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. A reunião aconteceu na sede nacional do PT, em Brasília.
Lula com os presidentes de partidos
Segundo relatos, Edinho afirmou que, para o novo mandato, Lula decidiu priorizar a negociação com os presidentes de partidos, e não com os líderes das bancadas na Câmara e no Senado, como fez anteriormente. Na conversa, o presidente do PT também indicou que Lula será mais rigoroso nas tratativas. A ideia seria condicionar a distribuição de ministérios ao total de votos que cada partido prometer entregar no Congresso.
Baleia Rossi, MDB
O chefão do MDB, respondeu que a sigla tem convergências de agenda com Lula e lembrou que o partido apoiou pautas prioritárias ao governo na atual legislatura, que se encerra em dezembro. Baleia Rossi afirmou ainda que buscaria os líderes do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões, e no Senado, Eduardo Braga, para conversar sobre esse apoio. Tanto Isnaldo quanto Braga possuem boa relação com o governo Lula.

Antônio Rueda, União Brasil
Edinho conversou por telefone com Antônio Rueda, presidente nacional tanto do União Brasil quanto da federação União Progressista. A previsão é de que os dois conversem pessoalmente nos próximos dias.
Polêmica das bets: Veneziano é contra retorno. Saúde melhorou após proibição
04/11/2026
Ele alertou para “forças que não foram citadas nominalmente, mas nós sabemos que atuam de maneira muito forte no Congresso Nacional para impedir que uma decisão que, ao nosso sentir, foi muito feliz, e acima de tudo corajosa do governo do presidente Lula, simplesmente seja posta de lado”. O Senador paraibano propôs a realização de uma Audiência Pública na CAE para debater o tema.
Veneziano considerou como “algo não compreensivo” a atitude dos que desejam a volta das bets, sobretudo os dirigentes de clubes de futebol; e falou que o tema é uma questão de saúde públi...
O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) reafirmou nesta quarta-feira (04), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos – CAE do Senado, sua posição contrária ao retorno das bets. Segundo Veneziano, a defesa de que as plataformas de apostas online, que foram proibidas de atuar no Brasil por decisão do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), retomem suas atividades, não se justifica.
Ele alertou para “forças que não foram citadas nominalmente, mas nós sabemos que atuam de maneira muito forte no Congresso Nacional para impedir que uma decisão que, ao nosso sentir, foi muito feliz, e acima de tudo corajosa do governo do presidente Lula, simplesmente seja posta de lado”. O Senador paraibano propôs a realização de uma Audiência Pública na CAE para debater o tema.
Veneziano considerou como “algo não compreensivo” a atitude dos que desejam a volta das bets, sobretudo os dirigentes de clubes de futebol; e falou que o tema é uma questão de saúde pública, que é ainda mais relevante do que o aspecto econômico, segundo ele, ao lembrar pesquisa que atesta um aumento de 7% na aquisição de alimentos nos supermercados, após a proibição dos jogos online.
Veja mais detalhes no vídeo: https://www.instagram.com/reel/DfU3aj7gry7