O dia do poeta e o poço encantado da poesia, por Josué Sena*
31/10/2024 - Jornal O Poder
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.
Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.
Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,
De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia
*Josué Sena é desembargador e poeta.
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.
Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.
Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,
De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia
*Josué Sena é desembargador e poeta.

Leia outras informações
Após retorno de astronautas à Terra ‘felizes e saudáveis’, Nasa planeja vir a construir uma base permanente na lua
11/04/2026
Missão cumprida. Na madrugada deste sábado (11/04) a tripulação da Missão Artemis 2, que fez a segunda viagem à Lua da nossa história, completou totalmente o retorno à Terra dos seus astronautas, após terem sido capturados numa cápsula que pousou no Oceano Pacífico, por equipes da Nasa. E, posteriormente, serem examinados por médicos a bordo de um navio previamente preparado para isso.
Foram nove nove dias ao redor da Lua, um trajeto que levou astronautas à maior distância já registrada em um voo tripulado."Que jornada!", afirmou o comandante Reid Wiseman logo após a descida, confirmando que a tripulação estava em boas condições.
O retorno seguro abre caminho para a próxima fase do programa Artemis, que tem como objetivo levar seres humanos à superfície lunar e, eventualmente, construir uma base permanente na Lua.
“Pouso perfeito”
Wiseman, Jeremy Hansen, Victor...
Da Redação de O Poder
Missão cumprida. Na madrugada deste sábado (11/04) a tripulação da Missão Artemis 2, que fez a segunda viagem à Lua da nossa história, completou totalmente o retorno à Terra dos seus astronautas, após terem sido capturados numa cápsula que pousou no Oceano Pacífico, por equipes da Nasa. E, posteriormente, serem examinados por médicos a bordo de um navio previamente preparado para isso.
Foram nove nove dias ao redor da Lua, um trajeto que levou astronautas à maior distância já registrada em um voo tripulado."Que jornada!", afirmou o comandante Reid Wiseman logo após a descida, confirmando que a tripulação estava em boas condições.
O retorno seguro abre caminho para a próxima fase do programa Artemis, que tem como objetivo levar seres humanos à superfície lunar e, eventualmente, construir uma base permanente na Lua.

“Pouso perfeito”
Wiseman, Jeremy Hansen, Victor Glover e Christina Koch foram retirados da cápsula em segurança cerca de 1h30 após o pouso e seguiram para avaliações médicas, afirmando que estavam “se sentindo muito bem”.
Durante a reentrada, a cápsula acionou os paraquedas para reduzir a velocidade antes do pouso. Ao todo, a descida até o oceano Pacífico levou cerca de 13 minutos. O retorno foi classificado pela Nasa como "um pouso perfeito".
"Estamos de volta à ativa, enviando astronautas à Lua", afirmou o chefe da agência, Jared Isaacman. "Este é apenas o começo”, acentuou, em tom animado.

Ansiedade e confiança
Em entrevista coletiva concedida após a avaliação médica de toda a equipe, o diretor do voo, Rick Henfling, disse que houve muita ansiedade, mas também muita confiança durante o retorno da tripulação à Terra."Todos nós demos um suspiro de alívio assim que a escotilha lateral (da cápsula) se abriu", destacou.
Os astronautas foram levados, um a um, de helicóptero até o navio de recuperação. Cada um foi examinado por médicos de voo para verificar pulso, pressão arterial, respostas cerebrais e nervosas, e equilíbrio. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump, deu boas-vindas aos tripulantes da missão e os convidou para uma visita à Casa Branca.
Disputa estratégica EUA-China
A missão ocorre em um momento politicamente sensível para Trump, e o resultado bem-sucedido pode fortalecer sua posição interna, em meio a divisões no país. Além disso, o avanço no programa Artemis reforça a disputa estratégica com a China na exploração lunar, vista como uma nova fronteira de influência, tecnologia e possíveis recursos.
Nos próximos dias, a tripulação seguirá para o principal centro de operações da Nasa em Houston, no Texas, onde dados fisiológicos e operacionais da missão serão analisados.

Radiação do espaço
Um dos principais objetivos da Artemis 2 é entender melhor como o corpo humano reage à radiação do espaço profundo, além da proteção do campo magnético da Terra — conhecimento considerado essencial pela Nasa para futuras missões tripuladas.
Apesar de a missão ter sido relativamente curta, a permanência no espaço ainda representa um esforço físico significativo. Na ausência da gravidade, músculos e ossos tendem a perder massa — especialmente aqueles responsáveis pela postura, como os das costas, pescoço e panturrilhas.
Mesmo com rotinas rigorosas de exercícios, não é possível evitar completamente esse desgaste, que pode chegar a até 20% de perda muscular em apenas duas semanas. Ainda assim, os impactos na saúde dos astronautas da Artemis 2 devem ser limitados.
Tempo mais curto
Missões anteriores, como as do ônibus espacial, duravam de duas a três semanas, enquanto estadias na Estação Espacial Internacional costumam se estender por cinco a seis meses. Nesse contexto, o tempo passado pela tripulação desta missão está entre os mais curtos já registrados em voos espaciais.
A missão Artemis 2 teve início em 1º de abril, quando o foguete Orion foi lançado do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida. Diferentemente de missões anteriores, a Artemis 2 não teve como objetivo pousar na Lua, mas realizar um sobrevoo do lado oculto do satélite — um lado que nunca é visível da Terra.
Embora satélites já tenham registrado o lado oculto da Lua anteriormente, esta foi a primeira vez que humanos observaram essas partes da superfície lunar, com vastas crateras e planícies de lava. A missão bateu o recorde de maior distância já percorrida por humanos no espaço.
No dia 6 de abril, a espaçonave atingiu 406.771 km da Terra durante a passagem próxima à Lua, superando os 400 mil km alcançados pela missão Apollo 13 em 1970.
— Com informações da BBC e agências internacionais

É Findi - Código Fênetre, por Tony Antunes de Palmares*
11/04/2026
Queimando as sílabas no viscoral
[das urtigas
Alguém sussurrou:
- Fremir o nó é nada!
O espelho suga a pele em xeroxúmidos
Enquanto o céu lambeija os dentes
[de Dante.
Nenhum verbo cabe em saco de ossos,
O significante é o rei dos axiomas,
O sobejo das sobras caem por sombras,
Tudo não passa de geografia sonora,
Que desencalha o abacaxi das névoas.
*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
A língua é um caracol de fósforos,
Queimando as sílabas no viscoral
[das urtigas
Alguém sussurrou:
- Fremir o nó é nada!
O espelho suga a pele em xeroxúmidos
Enquanto o céu lambeija os dentes
[de Dante.
Nenhum verbo cabe em saco de ossos,
O significante é o rei dos axiomas,
O sobejo das sobras caem por sombras,
Tudo não passa de geografia sonora,
Que desencalha o abacaxi das névoas.
*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - O Poeta - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*
11/04/2026
Devagar o Sol declina
Cumpriu sua sina
Nos deseja boa noite
E a Lua devagarinho
Vem cumprir seu destino
Traz-nos suavemente
Sua doçura adolescente
O poeta se faz presente
Olha o horizonte contente
Sonha o sonho das gentes
Se sofre, disfarça sua dor
Transforma-a numa flor
Deveras, acredites, é ator.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Na boquinha da noite
Devagar o Sol declina
Cumpriu sua sina
Nos deseja boa noite

E a Lua devagarinho
Vem cumprir seu destino
Traz-nos suavemente
Sua doçura adolescente

O poeta se faz presente
Olha o horizonte contente
Sonha o sonho das gentes

Se sofre, disfarça sua dor
Transforma-a numa flor
Deveras, acredites, é ator.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Diana*, poema, por Felipe Bezerra*
11/04/2026
ao redor da estrela,
na órbita da Terra,
cerca d'outros planetas.
Nada se assemelha
à divina figura tua,
nem sequer a centelha
da face oculta da lua.
Muito menos o etéreo
pálido ponto azul
é minimamente páreo
ao espetáculo que és tu.
Feita da mais delicada
matéria-prima estelar,
sei que nada se iguala
à tua beleza solar.
*Diana, nome romano da deusa grega Ártemis
*Felipe Bezerra, advogado e poeta.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Décadas viajando
ao redor da estrela,
na órbita da Terra,
cerca d'outros planetas.
Nada se assemelha
à divina figura tua,
nem sequer a centelha
da face oculta da lua.
Muito menos o etéreo
pálido ponto azul
é minimamente páreo
ao espetáculo que és tu.
Feita da mais delicada
matéria-prima estelar,
sei que nada se iguala
à tua beleza solar.
*Diana, nome romano da deusa grega Ártemis
*Felipe Bezerra, advogado e poeta.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Eutrópio – Croniqueta, por Xico Bizerra*
11/04/2026
Incautos o chamavam de Poeta e Eutrópio, de peito cheio e ego lotado, dizia, num auto-elogio, ser o Poeta mais importante de sua rua. Eutrópio não mentia: na rua em que morava só havia uma casa, a sua. E ele morava só. Era, pois, não apenas o mais importante, mas opúnico na rua em que morava. Viva Eutrópio (que me desculpem os Eutrópios, mas que mau gosto dos pais ao escolher esse nome pro filho. Vôte!...
Vulgarizou-se o título, banalizou-se a expressão: todos são Poetas, todos se tratam por Poeta como se Poetas fossem. Assim como Eutrópio, que se dizia Poeta, se achava Poeta e adorava assim ser chamado. Fazia uns versinhos, de quando em vez, utilizava rimas mais que pobres e não obedecia qualquer métrica ou ritmo em seus poemas (se é que assim podemos chamá-los). Tampouco poderiam seus pretensos versos ser classificados como modernos, tão banais que eram. Eutrópio era tão Poeta quanto seu homônimo romano, um burocrata de Constantinopla, pouco afeito às rimas e aos versos.
Incautos o chamavam de Poeta e Eutrópio, de peito cheio e ego lotado, dizia, num auto-elogio, ser o Poeta mais importante de sua rua. Eutrópio não mentia: na rua em que morava só havia uma casa, a sua. E ele morava só. Era, pois, não apenas o mais importante, mas opúnico na rua em que morava. Viva Eutrópio (que me desculpem os Eutrópios, mas que mau gosto dos pais ao escolher esse nome pro filho. Vôte!).
Em Tempo: apenas para que não existam dúvidas e repetindo o que já disse em crônicas anteriores: me incluo entre os indevidamente chamados de Poeta. Não sou nem tenho a menor pretensão de sê-lo. Apenas escrevo, de quando em vez, letras de música popular, versos quaisquer, coisa de quem não tem o que fazer. Poeta é uma coisa muito maior. Salve Louro do Pajeú, Pinto do Monteiro, Manoel Bandeira, Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa ...
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Cinema São Luiz - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*
11/04/2026
De acordo com o trabalho de pesquisa realizado em 18 de fevereiro de 1999, por Kleber Mendonça Filho, a decoração desse cinema, como destaca o próprio convite da solenidade de inauguração, era a sua parte mais marcante: “ na sala de espera Lula Cardoso Ayres pintou um lindo painel. O ornamento...
Essa importante casa de espetáculos funcionou até o ano de 2007, após 55 anos ininterruptos, proporcionando alegria à sociedade recifense. Inaugurada, precisamente, em 6 de setembro de 1952, com o filme “O Falcão dos Mares”, com Gregory Peck, ocupou o térreo do edifício Duarte Coelho, no local onde anteriormente, existiu o “Templo” ou Igrejinha dos Ingleses, de que tratamos há pouco. Possuía a maior sala de projeções da cidade, com mil duzentas e sessenta poltronas, distribuídas em dois pavimentos. Mostrando a influência europeia nos costumes da época, até a década de sessenta, era obrigatório o uso de roupa formal pelos seus frequentadores, os homens não podiam entrar sem paletó.
De acordo com o trabalho de pesquisa realizado em 18 de fevereiro de 1999, por Kleber Mendonça Filho, a decoração desse cinema, como destaca o próprio convite da solenidade de inauguração, era a sua parte mais marcante: “ na sala de espera Lula Cardoso Ayres pintou um lindo painel. O ornamento da plateia representa o interior de uma tenda real; vastas tapeçarias suspensas, bordadas com três lírios de França, sobre os quais repousam dezesseis escudos de guerra em lembrança das cruzadas. O teto é como um imenso véu de rede que grossas cordas amarram.
Na frente do palco, os variados ornatos simbolizam as grandes virtudes de Dom Luiz que desceu do trono para subir a um altar; a palma (o prêmio da eterna boa aventurança); a concha (o brasão do peregrino); os besantes (os arautos do valor); a flor de lis (orgulho da Casa de França) e os dois ramos policromados, (o perfume de todas as virtudes), em cujo colorido, os nossos olhos descansam.
Finalmente, as duas colunas esguias e as marquises moldurando a tela cinematográfica indicam, na sua simplicidade técnica, a era arquitetônica moderna e constituem como que uma ligação entre o passado e o presente entre o longínquo século XIII, em que viveu o grande rei e o século XX, em que vivemos, representado, dignamente, pela imagem animada, colorida e sonora.”
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - Malude Maciel* Em Dose Dupla
11/04/2026
" A Terra, vista do espaço, não tem fronteiras". (astronauta)
Isto é um princípio universal
Não há linhas separando os povos
Há apenas um planeta azul
Somos todos habitantes da mesma casa
As diversidades existem dentro do que nos conecta
Respiramos o mesmo ar
Caminhamos no mesmo chão
Temos a mesma condição humana
Apesar de incontáveis diferenças
A Terra continua sendo uma só.
Apollo 1972
Artemis II 2026.
Viagens no tempo - Poema
Uns dizem:
"O tempo tudo destrói",
E outros:
"O tempo dá jeito pra tudo",
E nós,
Driblando o tempo,
Vamos vivendo,
Um dia de cada vez,
Porque o passado
Olha nos olhos do futuro
A cada manhã
Sabendo que o tempo
É implacável
Com tudo e com todos.
Globo Terrestre - Poema
" A Terra, vista do espaço, não tem fronteiras". (astronauta)
Isto é um princípio universal
Não há linhas separando os povos
Há apenas um planeta azul
Somos todos habitantes da mesma casa
As diversidades existem dentro do que nos conecta
Respiramos o mesmo ar
Caminhamos no mesmo chão
Temos a mesma condição humana
Apesar de incontáveis diferenças
A Terra continua sendo uma só.
Apollo 1972
Artemis II 2026.

Viagens no tempo - Poema
Uns dizem:
"O tempo tudo destrói",
E outros:
"O tempo dá jeito pra tudo",
E nós,
Driblando o tempo,
Vamos vivendo,
Um dia de cada vez,
Porque o passado
Olha nos olhos do futuro
A cada manhã
Sabendo que o tempo
É implacável
Com tudo e com todos.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Troca de Identidade - Por, Poeta Pica-Pau*
11/04/2026
Quando avistei a morena.
Mas a noite foi passando
Pra uma conversa serena
E no clarão do luar
Admirando as estrelas
Mas a beleza da morena
Me deixou louco em vê-la
Coração a palpitar
Querendo sair do peito
Testosterona em alta
O resto daquele jeito
Eu quiz dá um passo a mais
Ela me disse rapaz
Devagar e mais respeito
A noite foi se passando
E eu naquela agonia
Só beijo e pega na mão
E avanço não surgia
Lembrei perguntei seu nome
Ela disse, pela noite é Sofia
Mas pelo dia , é bastião
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Era só pra ser um boa noite
Quando avistei a morena.
Mas a noite foi passando
Pra uma conversa serena
E no clarão do luar
Admirando as estrelas
Mas a beleza da morena
Me deixou louco em vê-la
Coração a palpitar
Querendo sair do peito
Testosterona em alta
O resto daquele jeito
Eu quiz dá um passo a mais
Ela me disse rapaz
Devagar e mais respeito
A noite foi se passando
E eu naquela agonia
Só beijo e pega na mão
E avanço não surgia
Lembrei perguntei seu nome
Ela disse, pela noite é Sofia
Mas pelo dia , é bastião
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Levo, Não Levo? - Crônica - Por, Romero Falcão*
11/04/2026
Calcula o Salto
Braço estendido, peço parada. Trovão. A chuva desce com força. Num banco, uma mulher sacode a sombrinha, retira o excesso de água. Na rua, um homem, embrulhado numa capa, pende o corpo pra lá e pra cá, calcula o salto diante de uma poça imensa.
Não se Deve Vacilar
Meu destino se aproxima. Enfrentarei o temporal de peito aberto? Ora, isso é desafiar a imunidade gasta. Para completar, solto quatro espirros violentos. Embora vacinado contra a gripe, nesta idade não se deve vacilar.
Solitário. Enrolado
Foi quando olhei para o lado: um guarda-chuva solitário, enrolado, encostado no canto do banco junto à janela. Os d...
Céu escuro, pesado, triste. Mesmo assim, esqueço o guarda-chuva em casa. No ponto de ônibus, os primeiros pingos. Encolhido, tento em vão me abrigar. A cobertura é moderna, bonitinha, entretanto, mal protege do sol, muito menos da chuva.
Calcula o Salto
Braço estendido, peço parada. Trovão. A chuva desce com força. Num banco, uma mulher sacode a sombrinha, retira o excesso de água. Na rua, um homem, embrulhado numa capa, pende o corpo pra lá e pra cá, calcula o salto diante de uma poça imensa.
Não se Deve Vacilar
Meu destino se aproxima. Enfrentarei o temporal de peito aberto? Ora, isso é desafiar a imunidade gasta. Para completar, solto quatro espirros violentos. Embora vacinado contra a gripe, nesta idade não se deve vacilar.

Solitário. Enrolado
Foi quando olhei para o lado: um guarda-chuva solitário, enrolado, encostado no canto do banco junto à janela. Os dois bancos vazios. Deus socorre? Ou o diabo testa?
Flores Discretas
Levanto desconfiado e me sento ao lado dele. Examino-o. Não é qualquer um desses pendurados nas ruas do comércio. É de qualidade. Cabo de madeira, trabalhado. Tecido encorpado, flores discretas. Hastes firmes.
Meu Mesmo ?
Bato três vezes — tok, tok, tok — com a ponta no piso do ônibus. Como quem diz: agora é meu.
É meu mesmo?
Achado não é furtado?

O guarda-chuva me indaga:
— Isso vale para o silvícola, não para você, que conhece o Código Penal.
Me vem a lei dos homens:
“Apropriar-se alguém de coisa alheia, vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza.”

Já deixei as digitais no produto do crime. Um passageiro me fita. Testemunha.
Lá fora, a natureza desaba. Aqui dentro, a natureza do guarda-chuva me inquieta:
— Melhor um molhado honesto que uma consciência ensopada.
Puxo a sineta.
Chuva, chuva, chuva.
O motorista para.
Levo, não levo?
Desço apressado.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Voo Recife/Cabo Verde: Raquel Teixeira Lyra comemora como sua ação do Governo Federal
10/04/2026
Foi Silvinho
A articulação para o retorno do voo foi uma das últimas grandes marcas da gestão de Silvio Costa Filho à frente da pasta de Portos e Aeroportos, em conjunto com o atual ministro do Turismo, Gustavo Feliciano e ainda pelo atual ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.
A nova conexão é vista como estratégica para fortalecer o papel do Nordeste como principal porta de entrada para investimentos e turismo vindo do continente africano.
Mas vejam neste vídeo o que a Governadora de PE diz sobre a negociação da rota.
Em seguida, o presidente da Empetur reforça a nossa pergunta. Sobre quem ti...
O Governo Federal oficializou a retomada da rota aérea entre o Recife e a cidade de Praia, em Cabo Verde. A operação, que será realizada pela companhia Cabo Verde Airlines, marca o restabelecimento de um importante corredor aéreo entre o Nordeste brasileiro e a África Ocidental, suspenso desde o início da pandemia em 2020.
Foi Silvinho
A articulação para o retorno do voo foi uma das últimas grandes marcas da gestão de Silvio Costa Filho à frente da pasta de Portos e Aeroportos, em conjunto com o atual ministro do Turismo, Gustavo Feliciano e ainda pelo atual ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.
A nova conexão é vista como estratégica para fortalecer o papel do Nordeste como principal porta de entrada para investimentos e turismo vindo do continente africano.
Mas vejam neste vídeo o que a Governadora de PE diz sobre a negociação da rota.
Em seguida, o presidente da Empetur reforça a nossa pergunta. Sobre quem tinha negociado a rota, Recife-Cabo Verde. Em nenhum momento o Governo Federal foi citado.
Fica claro que a governadora se apropria de uma ação que não foi sua e ainda é reforçada pelo seu presidente da Empresa Pernambucana de Turismo. É mais um exemplo de tentativa da governadora de fazer limonada com a laranja alheia.