imagem noticia

O dia do poeta e o poço encantado da poesia, por Josué Sena*

31/10/2024 - Jornal O Poder

imagem noticia
Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.


imagem noticia
Sonhei-me poeta de boa tarimba,
Do que com arte e engenho vê
E colhe lirismo numa cacimba,
De água com gosto de massapê.

Isso ocorreu em Goiana, do Litoral Norte,
Há muito tempo, Quando moço,
No devaneio, fora sorver dum antigo poço
E ali batizei a minha sorte.

Era um reservatório de água pura,
Puxada a corda numa lata,
Onde me surgiu a fada da Literatura,

De vestes bordadas de ouro e prata
E disse que por beber ali naquele dia (do poeta) o mister do verso me concedia

*Josué Sena é desembargador e poeta.

imagem2

Leia outras informações

imagem noticia

Eleições 2026: o Tribunal Superior Eleitoral propõe novas regras

20/01/2026

O Tribunal Superior Eleitoral, TSE, propôs que críticas aos governos, mesmo aquelas com impulsionamento pago, não caracterizem propaganda eleitoral antecipada negativa, desde que não façam referência às eleições. A medida pode representar uma guinada no entendimento do tribunal sobre o assunto. A legislação atual em vigor proíbe impulsionamento pago de propaganda eleitoral negativa. "Não caracteriza propaganda eleitoral antecipada negativa a crítica ao desempenho da administração pública, realizada por pessoa natural, ainda que ocorra a contratação de impulsionamento, desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral", diz a minuta.



Audiências públicas para as decisões

A proposta consta numa resolução, elaborada pela presidência da Corte, composta pela ministra Cármen Lúcia e pelo vice Kassio Nunes Marques, que deve pautar as audiências públicas convocadas para decidir sobre as novas regras eleitorais de 2026. Marques, in...

imagem noticia

O Tribunal Superior Eleitoral, TSE, propôs que críticas aos governos, mesmo aquelas com impulsionamento pago, não caracterizem propaganda eleitoral antecipada negativa, desde que não façam referência às eleições. A medida pode representar uma guinada no entendimento do tribunal sobre o assunto. A legislação atual em vigor proíbe impulsionamento pago de propaganda eleitoral negativa. "Não caracteriza propaganda eleitoral antecipada negativa a crítica ao desempenho da administração pública, realizada por pessoa natural, ainda que ocorra a contratação de impulsionamento, desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral", diz a minuta.



imagem 2




Audiências públicas para as decisões

A proposta consta numa resolução, elaborada pela presidência da Corte, composta pela ministra Cármen Lúcia e pelo vice Kassio Nunes Marques, que deve pautar as audiências públicas convocadas para decidir sobre as novas regras eleitorais de 2026. Marques, indicado pelo ex-presidente Bolsonaro, presidirá o tribunal durante as eleições e orientou o processo de elaboração da nova legislação. As audiências públicas para receber sugestões da sociedade civil foram marcadas para os dias 3, 4 e 5 de fevereiro. As normas que vão orientar a atuação da Justiça Eleitoral neste ano precisam ser aprovadas até 05/03/2026.

Sobre a 'Brecha'

A nova resolução mantém a proibição de impulsionamento que promova propaganda negativa e a permissão para "promover ou beneficiar candidatura, partido político ou federação que o contrate" por meio desse método. A novidade fica por conta da brecha para conteúdo sem "elementos relacionados à disputa eleitoral".

Opiniões de especialistas e temores

Especialistas consultados pelo Estadão dizem que a medida pode representar uma espécie de retorno ao financiamento privado de campanha, embora ainda mais opaco. Isso porque não há meios de a Justiça Eleitoral fiscalizá-lo, já que as publicações de âmbito eleitoral são vedadas, mas outros tipos de críticas ou ataques pagos serão permitidos. O temor é que as novas regras permitam e incentivem redes de financiamento privado de publicações antes da campanha oficial começar. Autoridades muitas vezes têm dificuldade em fiscalizar e combater redes de ataques virtuais.




imagem noticia

Bolsonaro na Papudinha: Moraes nega parte de pedido da defesa sobre perícia médica de Bolsonaro

20/01/2026

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou parte do pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para ampliar o escopo da perícia médica determinada após sua transferência para a Papudinha, em Brasília.

Decisão de Alexandre de Moraes

O Ministro indeferiu perguntas apresentadas pelos advogados que, segundo Moraes, extrapolam o objeto técnico da avaliação médica e exigiriam análise jurídica ou subjetiva, o que não cabe à junta pericial. Foram barrados quesitos que buscavam, por exemplo, avaliar se o cumprimento da pena em ambiente prisional seria incompatível com o estado de saúde do ex-presidente ou se a prisão domiciliar seria a melhor alternativa para garantir seus direitos fundamentais. "A legislação processual penal faculta ao juiz indeferir a produção de provas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias", afirmou Moraes, ao sustentar que parte das perguntas formuladas pela defesa não se restringia à análise clínica, mas avançava sobre c...

imagem noticia

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou parte do pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para ampliar o escopo da perícia médica determinada após sua transferência para a Papudinha, em Brasília.

Decisão de Alexandre de Moraes

O Ministro indeferiu perguntas apresentadas pelos advogados que, segundo Moraes, extrapolam o objeto técnico da avaliação médica e exigiriam análise jurídica ou subjetiva, o que não cabe à junta pericial. Foram barrados quesitos que buscavam, por exemplo, avaliar se o cumprimento da pena em ambiente prisional seria incompatível com o estado de saúde do ex-presidente ou se a prisão domiciliar seria a melhor alternativa para garantir seus direitos fundamentais. "A legislação processual penal faculta ao juiz indeferir a produção de provas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias", afirmou Moraes, ao sustentar que parte das perguntas formuladas pela defesa não se restringia à análise clínica, mas avançava sobre conclusões legais.



imagem 2




Perícia solicitada após deixar a PF

A perícia foi determinada depois que o ex-presidente deixou a Sala de Estado-Maior da Polícia Federal, PF, e passou a cumprir pena no 19.º Batalhão da Polícia Militar, na Papudinha. A junta médica oficial é composta por profissionais da PF e deverá avaliar o quadro clínico de Bolsonaro, suas necessidades de saúde durante o cumprimento da pena e eventual indicação de transferência para hospital penitenciário. O ministro manteve válidos os quesitos estritamente médicos e homologou o médico Cláudio Birolini indicado pela defesa como assistente técnico, mas deixou claro que a avaliação deve se limitar a aspectos objetivos da saúde do apenado, sem discutir alternativas de regime ou consequências jurídicas do encarceramento. A Procuradoria-Geral da República, PGR, informou não ter quesitos adicionais e pediu vista dos autos após a apresentação do laudo pericial. A decisão foi comunicada à PF para cumprimento imediato.




imagem noticia

Carnaval 2026: o Galo Gigante destacará arte como instrumento de cuidado e promoção da saúde mental

20/01/2026

Norteiam o tema central do Galo Gigante do Recife, no Carnaval 2026, a arte como instrumento de cuidado e promoção da saúde mental. A informação foi divulgada hoje, 20/01, pela prefeitura da cidade. A alegoria mais tradicional do Carnaval de Pernambuco, na área central do Recife, destaca o trabalho desenvolvido no atendimento a pessoas em sofrimento psíquico e/ou em uso prejudicial de substâncias. Evidencia, ainda, a atuação integrada do SUS e da Rede de Atenção Psicossocial, Raps, no Recife. Cerca de 200 usuários beneficiados pelas políticas públicas da capital, além de instituições envolvidas, participarão da cocriação artística do Galo Gigante 2026, a partir de quarta-feira, 21/01.



Serão 10 oficinas e cerca de 200 usuários beneficiados pelas políticas públicas da capital

Serão realizadas oficinas de arteterapia com o multiartista Leopoldo Nóbrega e arteterapeutas convidados, nas quais serão confeccionados mosaicos de plástico a s...

imagem noticia

Norteiam o tema central do Galo Gigante do Recife, no Carnaval 2026, a arte como instrumento de cuidado e promoção da saúde mental. A informação foi divulgada hoje, 20/01, pela prefeitura da cidade. A alegoria mais tradicional do Carnaval de Pernambuco, na área central do Recife, destaca o trabalho desenvolvido no atendimento a pessoas em sofrimento psíquico e/ou em uso prejudicial de substâncias. Evidencia, ainda, a atuação integrada do SUS e da Rede de Atenção Psicossocial, Raps, no Recife. Cerca de 200 usuários beneficiados pelas políticas públicas da capital, além de instituições envolvidas, participarão da cocriação artística do Galo Gigante 2026, a partir de quarta-feira, 21/01.



imagem 2




Serão 10 oficinas e cerca de 200 usuários beneficiados pelas políticas públicas da capital

Serão realizadas oficinas de arteterapia com o multiartista Leopoldo Nóbrega e arteterapeutas convidados, nas quais serão confeccionados mosaicos de plástico a serem utilizados em partes do revestimento do traje de luxo da alegoria. Ao todo serão 10 oficinas ministradas sob a supervisão da instituição Traços-Estudos em Arteterapia, que promove formação no segmento. A escultura do Galo Gigante é confeccionada pelo Atelier Escola Arte Plenna em parceria com o Instituto Leopoldo Nóbrega. As oficinas de arteterapia contarão com a participação da Secretaria de Saúde do Recife, por meio da Coordenação da Política de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas; da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome; e da Província Franciscana Santo Antônio do Brasil. (Com PCR)


imagem 3





imagem noticia

Tempo Confuso - Crônica, por Romero Falcão*

20/01/2026

Certa vez li nas redes sociais uma espécie de meme: “O problema do mundo não é a falta de amor, é a falta de interpretação de texto.” Achei a tirada lapidar para o tempo confuso atual, em que uma Torre de Babel se estabelece diante das redes.

Lá Vou Eu Explicar

Tempo confuso justamente por isso: o sujeito escreve algo nas redes, e o abençoado entende outra coisa, ou amplia o debate para temas que extrapolam o escrito. Por exemplo, estico algumas linhas sobre a ditadura do Chile, e o elegante pergunta nos comentários: “Por que você não falou da ditadura de Cuba?” - ou vice-versa. A questão é sobre o político A, "por que você não falou do político B"? Lá vou eu explicar, com toda paciência: mas o assunto não é Cuba... Não é o político B... E haja contra-argumento ainda mais distorcido.



Polarização

Apesar disso, gosto de ler as considerações no rodapé dos jornais e os assuntos mais diversos nas redes...

imagem noticia

Certa vez li nas redes sociais uma espécie de meme: “O problema do mundo não é a falta de amor, é a falta de interpretação de texto.” Achei a tirada lapidar para o tempo confuso atual, em que uma Torre de Babel se estabelece diante das redes.

Lá Vou Eu Explicar

Tempo confuso justamente por isso: o sujeito escreve algo nas redes, e o abençoado entende outra coisa, ou amplia o debate para temas que extrapolam o escrito. Por exemplo, estico algumas linhas sobre a ditadura do Chile, e o elegante pergunta nos comentários: “Por que você não falou da ditadura de Cuba?” - ou vice-versa. A questão é sobre o político A, "por que você não falou do político B"? Lá vou eu explicar, com toda paciência: mas o assunto não é Cuba... Não é o político B... E haja contra-argumento ainda mais distorcido.



imagem 2




Polarização

Apesar disso, gosto de ler as considerações no rodapé dos jornais e os assuntos mais diversos nas redes, para ver até aonde vai o porão. A polarização política tem grande contribuição nesse cenário, haja vista surgir nos momentos mais inapropriados. Exemplo inverídico: um texto da internet fala de segurança pública, levanta propostas, aponta janelas, faróis. Daí vem o comentário: “Eu já sei em quem esse autor votou”. Ou seja, não saímos do porão; não discutimos a claridade, mas sim como permanecer na escuridão.

Frase Genial

Fico curioso para saber se esse tipo de embaralhamento mental das redes sociais atingiria, por tabela, a redação do fictício CAFET. Uma hipótese me veio à telha agora. Já que as eleições se aproximam, digamos que a redação do tal certame pedisse ao candidato desenvolver um texto a partir da frase genial, erroneamente atribuída a Machado de Assis — coisas de internet, mas bem que poderia ter sido do Bruxo do Cosme Velho: “Em tempos de eleição, os crentes precisam ser ateus.”

Anexar o Céu à Terra


Cá com os meus desesperançados botões, imagino um candidato com a seguinte argumentação: “Crente que vira ateu nem precisa votar”. Sim, eu sei que forcei a barra tanto no tema quanto na massa cinzenta do suposto pré-acadêmico. Mas, na real, leitor, não se iluda, é daí para pior. É mais fácil anexar o céu à Terra do que interpretar um texto. Já ouvi gente dizer: "li e detestei a "Metamorfose", de Kafka, porque tenho nojo de barata." Deveria ter tido nojo da raça humana.



imagem 3




Avançada Pedagogia

Não sei se o caso - carência de interpretação de texto - já foi estudado com o devido aprofundamento que merece. Há cinquenta e cinco anos, na minha cartilha de criança, A Mágica do Saber, era B com A = BA. Agora, B com E fica por conta da interpretação da mais avançada pedagogia.

Na atual era dos excessos. Excesso de juventude, de energético, suplemento, proteína. Cai bem o fortificante de Millôr Fernandez,: "O problema não é a falta de leitura. É o excesso de leitura mal feita"


*Romero Falcão é um cronista que se arrisca a fazer poema torto.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


imagem 4





imagem noticia

Adeus, Sr. Valentino! - Por Eduardo Albuquerque*

20/01/2026

Na Itália lamentos, Roma chora
Despede-se da vida, seu filho, foi embora
O ícone da alta-costura, da medida exata
O estilista sofisticado, de elegância nata


Cognominado de “último imperador”
À alta-moda, um legado de glamour
Como designer se esmerou, e criou
O “vermelho Valentino”, afamou



Mix de carmesim e escarlate, às cores
Adicionou sutil alaranjado, fulgores
Referência se firmou, na high society

Das mulheres emblemáticas, as famosas
Gisele Bündchen, Jacqueline Kennedy
E outras, de fama, iguais, vestiu-as, tais rosas.



*Eduardo Albuquerque poeta, cronista, escritor. Autor do “Poesiarana”.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


imagem noticia

Na Itália lamentos, Roma chora
Despede-se da vida, seu filho, foi embora
O ícone da alta-costura, da medida exata
O estilista sofisticado, de elegância nata


imagem 2




Cognominado de “último imperador”
À alta-moda, um legado de glamour
Como designer se esmerou, e criou
O “vermelho Valentino”, afamou



imagem 3




Mix de carmesim e escarlate, às cores
Adicionou sutil alaranjado, fulgores
Referência se firmou, na high society

Das mulheres emblemáticas, as famosas
Gisele Bündchen, Jacqueline Kennedy
E outras, de fama, iguais, vestiu-as, tais rosas.



imagem 4




*Eduardo Albuquerque poeta, cronista, escritor. Autor do “Poesiarana”.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


imagem 5





imagem noticia

O comunista Raul Jungmann, por Roberto Vieira

20/01/2026

Em agosto de 1990, o cenário político de Pernambuco fervilhava com a reforma administrativa do governador Carlos Wilson Campos. Em uma decisão que rompia com a hegemonia de Miguel Arraes, Wilson Campos nomeou novos secretários de Estado, entre eles, um jovem psicólogo e administrador de empresas de 44 anos: Raul Jungmann.

PCB

Naquela solenidade no Palácio das Princesas, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) passava a ocupar espaços estratégicos no controle de pastas como Planejamento, Agricultura e Meio Ambiente. Jungmann assumiu a Secretaria do Planejamento carregando consigo uma bagagem de militância estudantil na Universidade Católica e a experiência de ter coordenado mobilizações nas campanhas de Jarbas Vasconcelos em 1978 e Marcos Freire em 1982.



Byron

Sua trajetória era umbilicalmente ligada ao "Partidão", mantendo fortes relações com figuras centrais como Roberto Freire e Byron Sarinho, est...

imagem noticia

Em agosto de 1990, o cenário político de Pernambuco fervilhava com a reforma administrativa do governador Carlos Wilson Campos. Em uma decisão que rompia com a hegemonia de Miguel Arraes, Wilson Campos nomeou novos secretários de Estado, entre eles, um jovem psicólogo e administrador de empresas de 44 anos: Raul Jungmann.

PCB

Naquela solenidade no Palácio das Princesas, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) passava a ocupar espaços estratégicos no controle de pastas como Planejamento, Agricultura e Meio Ambiente. Jungmann assumiu a Secretaria do Planejamento carregando consigo uma bagagem de militância estudantil na Universidade Católica e a experiência de ter coordenado mobilizações nas campanhas de Jarbas Vasconcelos em 1978 e Marcos Freire em 1982.



imagem 2




Byron

Sua trajetória era umbilicalmente ligada ao "Partidão", mantendo fortes relações com figuras centrais como Roberto Freire e Byron Sarinho, este último seu sócio em uma firma de consultoria.

Frente

A ascensão de Jungmann em 1990 marcou um ponto de inflexão na governabilidade local. Ao lado de nomes como Wilson Campos Júnior (Fazenda) e Luciano Melo Mota (Infraestrutura), ele representava a "Frente Popular de Pernambuco", garantindo a continuidade de projetos em andamento, mas sob uma nova batuta política.

Cultura

Jungmann, identificado como um dos homens mais cultos de sua geração, presidia o Movimento Avança Recife e o Fórum de Entidades, provando que sua capacidade de articulação técnica era tão robusta quanto seu idealismo político. A presença de comunistas no primeiro escalão era um dado estatístico e social relevante para a época, sinalizando uma abertura que anos mais tarde o levaria a esferas ainda mais altas do poder nacional.



imagem 3




Câncer

O adeus de um comunista que não comia criancinhas deixa uma lacuna intelectual na política pernambucana. Raul Jungmann foi derrotado pelo câncer no pâncreas, mas sua trajetória permanece curiosa e emblemática para a democracia brasileira. O fato de ele e Aldo Rebelo, dois quadros originários do comunismo, terem assumido o comando das Forças Armadas brasileiras em diferentes momentos da história recente, é a prova máxima de sua habilidade em transitar por instituições conservadoras mantendo a integridade do diálogo.

Estratégia

Jungmann não foi apenas um secretário ou ministro; foi um estrategista que entendeu que a política se faz com propostas e não apenas com pessoas, consolidando um legado de respeito e competência que atravessou décadas de vida pública.

NOTA: Sempre fui fã das entrevistas de Jungmann
Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores


imagem 4





imagem noticia

Hoje é o dia de Dom Quixote, o terno cavaleiro da loucura invencível, por Flávio Chaves

20/01/2026

Num tempo em que os gestos heroicos parecem ridículos e os ridículos são aplaudidos como sensatos, é bom lembrar que houve um homem que saiu pelo mundo para endireitar o que estava torto. Era apenas um fidalgo envelhecido, de carne frágil e mente exaltada, mas com uma alma que já não cabia dentro do corpo.

Renasceu

Chamava-se Alonso Quijano, e renasceu Dom Quixote de la Mancha. Foi em 6 de janeiro de 1605 que a Espanha, e com ela o mundo, conheceu aquele que viria a ser mais do que personagem: um arquétipo. Um cavaleiro andante surgido não das batalhas, mas dos livros. Tomado por um furor sagrado, ele deixou sua vida de anonimato para vestir a armadura da fantasia e tornar-se defensor dos fracos, restaurador da honra, servo da dignidade perdida.

Montado

Montado em Rocinante, sua égua tão magra quanto a esperança dos justos, Quixote cruzava os campos da Mancha como quem atravessa o tempo: de frente, com lança em...

imagem noticia

Num tempo em que os gestos heroicos parecem ridículos e os ridículos são aplaudidos como sensatos, é bom lembrar que houve um homem que saiu pelo mundo para endireitar o que estava torto. Era apenas um fidalgo envelhecido, de carne frágil e mente exaltada, mas com uma alma que já não cabia dentro do corpo.

Renasceu

Chamava-se Alonso Quijano, e renasceu Dom Quixote de la Mancha. Foi em 6 de janeiro de 1605 que a Espanha, e com ela o mundo, conheceu aquele que viria a ser mais do que personagem: um arquétipo. Um cavaleiro andante surgido não das batalhas, mas dos livros. Tomado por um furor sagrado, ele deixou sua vida de anonimato para vestir a armadura da fantasia e tornar-se defensor dos fracos, restaurador da honra, servo da dignidade perdida.

Montado

Montado em Rocinante, sua égua tão magra quanto a esperança dos justos, Quixote cruzava os campos da Mancha como quem atravessa o tempo: de frente, com lança em riste, desafiando o grotesco com a nobreza. À sua sombra caminhava Sancho Pança, seu fiel escudeiro de barriga redonda e olhos desconfiados, companheiro de todas as quedas e testemunha de todos os absurdos. Sancho era a terra que sustentava o céu de Quixote. O pão que acompanhava o vinho da loucura.

Louco


Diriam que era louco. Que confundia moinhos com gigantes. Estalagens com castelos. Camponesas com princesas. E estavam certos. Mas sua loucura era uma rebelião contra a indiferença do mundo. Uma forma de dizer que é possível amar sem possuir, lutar sem vencer, morrer sem se render.

Amava

Dom Quixote amava Dulcineia del Toboso como quem ama um milagre. Nunca a viu, nunca a tocou, nunca soube dela senão pela imagem que criou. Mas essa imagem bastava. Dulcineia era seu norte invisível, sua fé encarnada, sua flor inalcançável.

Sonho

Era o sonho vestido de mulher. Uma mulher que ele inventou, e que o mundo tentou destruir chamando-a de ficção. Mas o que é mais real, a mulher sonhada por um louco ou a realidade estéril de um mundo que não sonha mais? Nos momentos finais, vencido pelo cansaço das ilusões e pela doença que o consumia, Quixote jaz num leito humilde. Seu corpo queima em febre e seu espírito vacila entre o delírio e a lucidez. Ali, naquele instante em que a morte se aproxima como uma névoa sem rosto, ele vê Dulcineia.

Sopro

Ela entra como um sopro doce, talvez imaginada, talvez real, e repousa os olhos sobre ele. E ele sorri. E a chama. Não por seu nome, mas pelo sentimento que ela sempre representou. Ela é sua redenção. Seu lençol de luz. Sua última batalha vencida. E ao seu lado, Sancho Pança chora. Não compreende tudo, mas sente. A amizade deles é feita do barro humano e do ouro invisível. Um cavaleiro e um camponês. Um idealista e um realista. Um que vê o que não existe, o outro que vê o que todos veem. E, ainda assim, caminham juntos.

Ser completo

Porque juntos formam o ser completo que a vida exige: o que sonha e o que sustenta o sonho. Há algo de profundamente místico em Dom Quixote. Ele não busca glória, mas sentido. Sua luta é contra a banalidade do mundo. Sua arma não é a lança, mas a pureza da intenção. Seu campo de batalha não é a planície, mas o coração humano.

Filosofia em armadura

Quixote é filosofia em armadura. É poesia em carne. É política da alma. Sua figura nos obriga a perguntar: quantos de nós ainda têm coragem de crer no improvável? Quantos aceitam o risco de parecer loucos por defender o que é certo? Seus gestos, sim, eram patéticos. Mas havia neles uma beleza que falta às virtudes calculadas de hoje. Ele caiu muitas vezes, mas sempre se levantava.

Vela

Como uma vela ao vento que se apaga e acende no mesmo sopro. Como uma lágrima que não se envergonha de cair. Dom Quixote morreu no papel. Mas vive em cada um que se recusa a ajoelhar diante do cinismo. Vive em cada mulher que enfrenta o mundo por dignidade. Em cada homem que levanta uma causa maior do que o próprio nome. Em cada alma que, ao ver um moinho girar, ainda tem coragem de acreditar que ali se esconde um gigante.

Ele segue cavalgando. Sempre. Por dentro dos que amam o impossível.

Flávio Chaves é jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras


imagem 2





imagem noticia

O despudorado Nobel da Paz, por Natanael Sarmento*

20/01/2026

 
 
Na semana passada, causou constrangimento o gesto de vassalagem grotesca da sub-rogação do prêmio do Nobel da Paz de 2025 da venezuelana Corina Machado para o presidente estadunidense Donald Trump, preterido na disputa.  
 
Apenas vaidade?
 
O presidente dos EUA sem pudor algum colocou no mesmo saco as veleidades imperialistas da geopolítica estadunidenses na Groenlândia e as pessoais do recebimento do Nobel da Paz. Enviou carta ao 1º Ministro Norueguês e distribuiu cópias com vários funcionários do Conselho de Segurança Nacional e embaixadores, em Washington, segundo noticiou Nick Schifrin do PBS Newshour.
 
 
Moeda política
 
A vassalagem da Corina Machado rebaixa outorgante (Academia Norueguesa), o sub-rogado (Trump) e a sub-rogadora (Corina). E a nota de repúdio da Academia Norueguesa lembra a anedota política do eleitor arrependido que vendeu o voto. Prejudicado pelo comprador, ousou tom...

imagem noticia

 
 
Na semana passada, causou constrangimento o gesto de vassalagem grotesca da sub-rogação do prêmio do Nobel da Paz de 2025 da venezuelana Corina Machado para o presidente estadunidense Donald Trump, preterido na disputa.  
 
Apenas vaidade?
 
O presidente dos EUA sem pudor algum colocou no mesmo saco as veleidades imperialistas da geopolítica estadunidenses na Groenlândia e as pessoais do recebimento do Nobel da Paz. Enviou carta ao 1º Ministro Norueguês e distribuiu cópias com vários funcionários do Conselho de Segurança Nacional e embaixadores, em Washington, segundo noticiou Nick Schifrin do PBS Newshour.
 
 
Moeda política
 
A vassalagem da Corina Machado rebaixa outorgante (Academia Norueguesa), o sub-rogado (Trump) e a sub-rogadora (Corina). E a nota de repúdio da Academia Norueguesa lembra a anedota política do eleitor arrependido que vendeu o voto. Prejudicado pelo comprador, ousou tomar satisfação e ouviu: “Se comprei os votos do meu mandato, o mandato é meu e faço dele o que quiser”. Tem razão o Barão de Itararé: “o homem que se vende sempre recebe mais do que merece”. Registre-se, porém, que no crime de corrupção do qual a compra e venda de votos é uma espécie, há o concurso de pessoas, são crimes plurilaterais.      
  
Guerra de narrativas
 
Desde o final da 2ª Guerra e início da Guerra Fria dos países capitalistas contra os avanços socialistas no mundo os Eua armaram o campo da batalha cultural ideológica anticomunista cientes de que guerras não são vencidas apenas com os mísseis da Otan.     
 
O Nobel
 
Na premiação da literatura até que existem nomes ligados à esquerda que receberam o Nobel, o colombiano Gabriel Garcia Márquez, o chileno Pablo Neruda, Albert Camus, Saramago e até quem recusaram como Sartre. Afinal de contas, a mulher de César não basta ser séria, precisa parecer séria.
 
Na batida da laje 
 
A premiação virou instrumento de propaganda política. Vitrine de disputas, mormente na geopolítica dos Eua “defensores dos direitos humanos”. Desde então os premiados são os mais notáveis “dissidentes”, os “opositores” de regimes socialistas, os contrários aos interesses neocoloniais dos impérios capitalistas. Numa palavra, anticomunistas e contrarrevolucionários. Essa lista é incompleta, mas ilustra bem: Alexandre Soljenitsyn, Andrei Sakhavov, Lech Walessa, Joseph Brodosky, Alis Bialiatki, Mikhail Gorbachov e a Maria Corina Machado como cereja do bolo da contra revolução bolivariana na Venezuela.    
 
 
"Operação Mockingbird" da Cia
 
 Operativo da Cia que consistia em cooptar jornalistas e grandes veículos de comunicação. Com obvio objetivo de moldar opiniões, sedimentar uma cultura anticomunista hegemônica. Normatizar o anticomunismo como ideologia da cultura, da opinião pública. Na estratégia da "Guerra Fria Cultural" a “Operação Mockinbird” da Cia financiava intelectuais, artistas, jornalistas e escritores. Com desiderato de combater a influência da União Soviética e dos comunistas no mundo. Numa palavra. A Cia comprava a elite intelectual, artística e jornalística ocidental.
 
 
Congressos
 
Não faltavam dólares de contas secretas da Cia, dinheiro lavado em fundações e institutos culturais.  Usou fundos secretos em grandes encontros qual o CCF –Congresso pela Liberdade da Cultura. Aglutinou intelectuais, artistas e periodistas anticomunistas e também trotskistas, “livre pensadores”, os “antistalinistas” de todos os matizes da “esquerda democrática”, renegados do marxismo, derrotados, historicamente, ganhavam às luzes das ribaltas, a notoriedade dos palcos.
 
Publicações
 
Dezenas de edições de livros, revistas e jornais com versões em vários idiomas trazem as “novas ideias” da intelectualidade “progressista” da folha da Cia. A influente revista “Encouter” editada na Europa, na América Latina, a Mundo Nuevo abrigava a "esquerda moderada" que combatia a “sedução da intelectualidade” pela influência da Revolução Cubana.
 
Exposições e produções
  
A Cia também financiou exposições de Arte Abstrata Expressionista, concertos da Orquestra Sinfônica de Boston, patrocinou o filme – animação - A Revolução dos Bichos – baseado no “best-seller” de George Orwell. Receitas atraentes: dinheiro, fama e sucesso, bastando carregar nas tintas do anticomunismo, do antistalinismo, servir às narrativas imperialistas estadunidenses.  
 
Sabiam?   
 
Da folha secreta da Cia, da origem do patrocínio oculto, talvez nem todos os cooptados sabiam. Tampouco invalida o papel reacionário que exerceram. Homem de boa fé, acredito até mesmo no Papai Noel das geleiras petrolíferas da Groelândia.
 
Intelectuais
 
Dando nomes aos bois, começamos pelos editores da “Encouter”, Irving Kristol, Stephen Spender, Melvin Lasky. Prosseguimos com o escritor italiano Ignacio Silone, Arthur Koestier de “O Zero e o Infinito”, Sidney Hook, filósofo estadunidense, Daniel Bell, sociólogo do “Fim das ideologias”, Isiah Berlin, Raymond Aron do anticomunismo de guarda roupa em “Guerra e Paz entre as Nações” e “Democracia e Totalitarismo”, com a Hannah Arendt a “Viajante Companheira” dos liberais anticomunistas estadunidenses na Guerra Fria.    
 
Detalhes e respostas
 
Mais detalhes sobre as ações da Cia confiram no calhamaço de mais de 500 páginas de documentação extraída de arquivos, obra da historiadora Frances Stonor. Saundrs:  “Quem Pagou a Conta: A Cia na Guerra Fria da Cultura”. Pode também, simplesmente ficar com a opinião popular do Zé do Bolo, ambulante da Praça do Derby: “Quem paga a banda, escolhe a música”.  
 
Natanael Sarmento, professor e escritor. Do Diretório Nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo – UP.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


imagem 2





imagem noticia

Baile Popular do Jaboatão abre o Carnaval 2026 com cultura, solidaridade e inclusão social

20/01/2026

O Carnaval do Jaboatão dos Guararapes começa em clima de alegria, cultura e solidariedade com a realização do Baile Popular Municipal do Jaboatão 2026. Com o tema “Jaboatão em ritmo de alegria!”, o evento acontece no dia 24 de janeiro, a partir das 18h, no antigo SENAI, em Jaboatão Centro, marcando a abertura oficial do ciclo carnavalesco do município.

Realização


Realizado pela Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, o baile valoriza a cultura local e promove um grande encontro entre tradição e participação popular. O evento tem caráter social e solidário: o acesso será realizado por meio da doação de alimentos não perecíveis, que serão destinados a projetos sociais acompanhados pelo programa Amor por Jaboatão, iniciativa voltada ao cuidado com as pessoas, ao estímulo ao voluntariado e à responsabilidade social.

Novidade

Uma novidade em 2026, é o Bailinho Popular Municipal, voltado para o público infantil....

imagem noticia

O Carnaval do Jaboatão dos Guararapes começa em clima de alegria, cultura e solidariedade com a realização do Baile Popular Municipal do Jaboatão 2026. Com o tema “Jaboatão em ritmo de alegria!”, o evento acontece no dia 24 de janeiro, a partir das 18h, no antigo SENAI, em Jaboatão Centro, marcando a abertura oficial do ciclo carnavalesco do município.

Realização


Realizado pela Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, o baile valoriza a cultura local e promove um grande encontro entre tradição e participação popular. O evento tem caráter social e solidário: o acesso será realizado por meio da doação de alimentos não perecíveis, que serão destinados a projetos sociais acompanhados pelo programa Amor por Jaboatão, iniciativa voltada ao cuidado com as pessoas, ao estímulo ao voluntariado e à responsabilidade social.

Novidade

Uma novidade em 2026, é o Bailinho Popular Municipal, voltado para o público infantil.

A programação

A programação acontece no dia 25 de janeiro, das 15h às 20h, no mesmo local do baile. A entrada é livre, com incentivo à doação voluntária de alimentos e material de higiene pessoal. A proposta é aproximar as crianças da cultura carnavalesca desde cedo, em um ambiente familiar, seguro e inclusivo.

Homenagens

O Carnaval do Jaboatão prestará homenagem a três importantes expressões da cultura jaboatonense: o Grupo Cultural Boi Sorrizo, o Bloco Lírico Flabelo do Amor e a dupla Mateus e Katilinda. Os homenageados representam a força da cultura popular, a resistência das manifestações tradicionais e o papel social da arte na construção da identidade cultural do município.

Atrações


As atrações musicais para o evento já estão confirmadas. O Baile Popular Municipal será aberto com o cortejo dos homenageados, contando ainda com a recepção do Maracatu Encanto do Dendê. No palco, se apresentam a Orquestra 90 Graus e convidados, Cíntia Barros, Nena Queiroga; Banda Ara Ketu e, encerrando a noite, o grupo Patusco com participação de Nonô Germano. No domingo (25), durante o Bailinho Popular Municipal, a programação infantil inclui brinquedos, recreação, além de apresentações de Mateus e Katilinda e da Barca Maluka.

Compromisso

Para o prefeito Mano Medeiros, o evento simboliza o compromisso da gestão com a cultura e com a população. “O Baile Municipal é muito mais do que uma festa. Ele representa cuidado, valorização da nossa cultura e respeito ao nosso povo. O Carnaval do Jaboatão começa celebrando quem faz a cidade pulsar todos os dias”, afirmou.


Destaca


A gestora do Programa de Políticas Públicas Sociais (PPS), Andréa Medeiros, destaca o caráter humano da iniciativa.

“O Amor por Jaboatão se materializa em ações como o Baile Municipal, que unem cultura, solidariedade e cuidado com as pessoas. É uma festa pensada para acolher, fortalecer vínculos e promover o bem a quem mais precisa”, ressalta.

Ingresso solidário

Além do aspecto cultural, o Baile Popular Municipal se destaca pelo ingresso solidário. A mesa para quatro pessoas poderá ser adquirida mediante a doação de uma cesta básica no valor equivalente a R$ 150. Já o ingresso individual será trocado por 1 kg de alimento não perecível.

Pontos de troca


Os pontos de troca são a Casa da Cultura, em Jaboatão Centro; no Palácio da Batalha, em Prazeres; no Complexo Administrativo da Prefeitura, no Jardim Jordão; e na Regional 3, no Curado IV. A troca dos alimentos por ingressos terá início a partir desta terça-feira (20), das 9h às 16h. Os alimentos arrecadados serão destinados a ações sociais do município.


Ambientação

A ambientação do Baile Municipal contará com decoração temática inspirada nos homenageados, utilizando painéis, estandartes, cores vibrantes, iluminação especial e espaços instagramáveis, proporcionando uma experiência visual e sensorial que celebra a riqueza da cultura popular pernambucana.

Reafirma



Segundo a gestão, com o Baile Popular Municipal e o Bailinho, Jaboatão reafirma o Carnaval como espaço de celebração e pertencimento, abrindo 2026 em ritmo de alegria, amor e cultura.


imagem 2





imagem noticia

O novo mundo: controlar dados é controlar decisões, por Antônio Campos*

20/01/2026

Peter Thiel é um dos personagens mais influentes — e ao mesmo tempo menos visíveis — do mundo contemporâneo. Cofundador do PayPal, empresa que também teve Elon Musk entre seus sócios, Thiel tornou-se uma figura-chave da economia digital e da arquitetura de poder do século XXI.

Sua trajetória

Revela como tecnologia, segurança, finanças e política passaram a operar de forma profundamente integrada.
Atualmente, Thiel é sócio e um dos principais nomes por trás da Palantir Technologies, empresa especializada em análise de dados, inteligência artificial e cibersegurança. A Palantir atua diretamente em serviços estratégicos do governo dos Estados Unidos, especialmente nas áreas de defesa, inteligência e segurança nacional.

Antecipar é o desafio

Trata-se de uma empresa que não apenas interpreta dados, mas antecipa comportamentos, riscos e cenários — um poder silencioso, porém decisivo, no mundo digital.
Ne...

imagem noticia

Peter Thiel é um dos personagens mais influentes — e ao mesmo tempo menos visíveis — do mundo contemporâneo. Cofundador do PayPal, empresa que também teve Elon Musk entre seus sócios, Thiel tornou-se uma figura-chave da economia digital e da arquitetura de poder do século XXI.

Sua trajetória

Revela como tecnologia, segurança, finanças e política passaram a operar de forma profundamente integrada.
Atualmente, Thiel é sócio e um dos principais nomes por trás da Palantir Technologies, empresa especializada em análise de dados, inteligência artificial e cibersegurança. A Palantir atua diretamente em serviços estratégicos do governo dos Estados Unidos, especialmente nas áreas de defesa, inteligência e segurança nacional.

Antecipar é o desafio

Trata-se de uma empresa que não apenas interpreta dados, mas antecipa comportamentos, riscos e cenários — um poder silencioso, porém decisivo, no mundo digital.
Nesse contexto, o poder deixou de ser apenas territorial ou militar. Ele passou a ser algorítmico, preditivo e informacional. Controlar dados é controlar decisões. E é nesse ponto que figuras como Peter Thiel se tornam centrais: não pelo espetáculo, mas pela infraestrutura invisível que sustenta o funcionamento do mundo contemporâneo.

Redes sociais, desejo e dopamina

Muito se afirma que as redes sociais dominam os indivíduos pelo medo. No entanto, o mecanismo mais eficiente não é o medo, mas o prazer. As plataformas digitais foram desenhadas para estimular desejo, recompensa imediata e liberação constante de dopamina. Likes, notificações, vídeos curtos e feeds infinitos criam sistemas de consumo emocional que capturam atenção e moldam comportamentos.
Esse modelo não apenas vende produtos; ele vende estados mentais. O usuário torna-se simultaneamente consumidor e mercadoria.
A economia da atenção é, na verdade, uma economia do desejo.
Do petrodólar ao IAdólar
Assim como o século XX foi marcado pelo petrodólar, o século XXI caminha para a era do IAdólar.



imagem 2




Os grandes investimentos estratégicos globais

Já não se concentram apenas em petróleo, energia ou indústria pesada, mas em inteligência artificial, dados e capacidade computacional.
Países, empresas e fundos que lideram o desenvolvimento de IA passam a deter vantagem econômica, militar e cultural. A moeda de poder não é mais apenas o barril de petróleo, mas o algoritmo capaz de aprender, prever e decidir.

O novo mundo

É a solidão conectada
Vivemos, paradoxalmente, o século da solidão conectada. Nunca estivemos tão interligados digitalmente e, ao mesmo tempo, tão fragmentados nas relações reais. O desafio contemporâneo não é apenas tecnológico, mas humano: restabelecer vínculos autênticos em um mundo mediado por telas, dados e estímulos artificiais.

A grande questão que se impõe

Não é se a tecnologia continuará avançando — isso é inevitável , mas quem controla suas estruturas, com quais valores e a serviço de quais finalidades. Figuras controversas como Peter Thiel simbolizam essa encruzilhada histórica: entre inovação, poder e o futuro da própria existência humana.

Antônio Campos é advogado e escritor.


imagem 3





Confira mais

a

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar