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Internacional - Brasil defende reforma da governança global para resolver conflitos

12/11/2024

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O Brasil vai defender reforma da governança global para resolver conflitos no encontro de líderes das 19 nações na próxima semana. O encontro de líderes de 19 das nações com maior peso na economia mundial, além da União Europeia e União Africana, no Rio de Janeiro, é mais uma vez uma oportunidade de discutir a segurança e a paz globais.


Conflitos

Segundo os líderes, os conflitos internacionais geram mortes, migrações forçadas, destruição de infraestruturas, impactos econômicos e instabilidade no globo. Nos dois últimos encontros do G20, na Indonésia, em 2022, e na Índia, em 2023, a resolução sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia figurou como uma preocupação da declaração dos líderes.

Ataques

Os ataques israelenses a Gaza e os conflitos entre os militares de Israel e do partido político Hezbollah, do Líbano, que têm afetado as populações civis palestinas e libanesas, ainda não tinham se iniciado na cúpula...

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O Brasil vai defender reforma da governança global para resolver conflitos no encontro de líderes das 19 nações na próxima semana. O encontro de líderes de 19 das nações com maior peso na economia mundial, além da União Europeia e União Africana, no Rio de Janeiro, é mais uma vez uma oportunidade de discutir a segurança e a paz globais.


Conflitos

Segundo os líderes, os conflitos internacionais geram mortes, migrações forçadas, destruição de infraestruturas, impactos econômicos e instabilidade no globo. Nos dois últimos encontros do G20, na Indonésia, em 2022, e na Índia, em 2023, a resolução sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia figurou como uma preocupação da declaração dos líderes.

Ataques

Os ataques israelenses a Gaza e os conflitos entre os militares de Israel e do partido político Hezbollah, do Líbano, que têm afetado as populações civis palestinas e libanesas, ainda não tinham se iniciado na cúpula da Índia, realizada em setembro do ano passado. No encontro de líderes deste ano, no Rio de Janeiro, os conflitos internacionais devem continuar recebendo atenção do grupo.

Reforma da ONU

Uma das propostas do Brasil, como presidente do G20, é reformar o sistema de governança global, ampliando o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir mais representatividade internacional e aumentando as interações do conselho com a Assembleia Geral da ONU.


Documento

Em setembro deste ano, os ministros de Relações Exteriores do G20 divulgaram um documento em que se comprometem a ampliar o conselho e também fortalecer o papel da Assembleia Geral “inclusive em questões relativas à manutenção da paz e da segurança internacionais, através de uma interação melhorada e intensificada com o Conselho de Segurança”.


Fortalecer

Outro compromisso dos chanceleres do G20 é fortalecer a Comissão de Construção da Paz da ONU de formar a garantir que ela tenha um “papel aprimorado em lidar de forma proativa com as causas e fatores subjacentes aos conflitos e na mobilização de apoio político e financeiro para a prevenção nacional, sustentando os esforços de paz e de consolidação da paz”.


Aumento

Apesar de os chanceleres do G20 apoiarem um aumento de representatividade no Conselho de Segurança da ONU, o professor Augusto Teixeira acredita ser difícil que os cinco atuais membros (que também integram o G20) abram mão do poder que têm no conselho.

Leia outras informações

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É Findi - A Mãos-cheias - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*

28/03/2026

Novas leituras
Na literatura
Nela maturo
Derrubo muros



A aberturas
Sem agruras
Aventuras
Sem censuras



Saia da clausura
Veja a conjuntura
Espelhe cultura



Com desenvoltura
Um pouco de doçura
Curta sutis leituras!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.



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Novas leituras
Na literatura
Nela maturo
Derrubo muros



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A aberturas
Sem agruras
Aventuras
Sem censuras



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Saia da clausura
Veja a conjuntura
Espelhe cultura



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Com desenvoltura
Um pouco de doçura
Curta sutis leituras!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.



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É Findi - E Agora, Brasil! - Poema, por Maria Inês Machado*

28/03/2026

Brasil, sinto a dor invadir teu seio varonil.
Vejo a esperança de novo país esvaziar-se
em quimeras forjadas pela ambição desmedida.
Nós, teus filhos, ainda sonhamos
hastear a tua linda bandeira
e cantar o hino da liberdade tão desejada...
Mas as cores das matas, do ouro e da prata
foram manchadas pelo luto,
e vejo as lágrimas brotarem em tua face
diante da dor provocada por teus filhos.
Assisto à indiferença triunfar.
A ciência é amordaçada,
a corrupção avança,
e corpos tombam
em covas rasas de cemitérios improvisados.
Vejo tuas florestas devastadas
clamarem por socorro;
mas a ambição desenfreada
cega o bom senso, e a imoralidade persiste.
Ah, meu Brasil, meu Brasil brasileiro!
Até quando serás estrangeiro
nas mãos inescrupulosas dos teus algozes?
Percebo o poder em seu jogo subliminar:
“as crias” são blindadas,
e o vel...

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Brasil, sinto a dor invadir teu seio varonil.
Vejo a esperança de novo país esvaziar-se
em quimeras forjadas pela ambição desmedida.
Nós, teus filhos, ainda sonhamos
hastear a tua linda bandeira
e cantar o hino da liberdade tão desejada...
Mas as cores das matas, do ouro e da prata
foram manchadas pelo luto,
e vejo as lágrimas brotarem em tua face
diante da dor provocada por teus filhos.
Assisto à indiferença triunfar.
A ciência é amordaçada,
a corrupção avança,
e corpos tombam
em covas rasas de cemitérios improvisados.
Vejo tuas florestas devastadas
clamarem por socorro;
mas a ambição desenfreada
cega o bom senso, e a imoralidade persiste.
Ah, meu Brasil, meu Brasil brasileiro!
Até quando serás estrangeiro
nas mãos inescrupulosas dos teus algozes?
Percebo o poder em seu jogo subliminar:
“as crias” são blindadas,
e o velho “toma lá, dá cá” se perpetua
como marca indelével.
Já não importam os meios,
pois dizem que os fins tudo justificam.
Brasil, pátria amada,
negam-te os respiradores da esperança e da liberdade,
e te vejo, na UTI, perecer, asfixiado,
pela ausência do oxigênio da ética.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Bom dia, Crônica, por AJ Fontes*

28/03/2026

Ouço o cumprimento de meu vizinho que segue pela estrada levando um saco de capim nas costas para alimentar suas vaquinhas.

Eu fico aqui, na varanda, arrumando minhas tarefas na cabeça. O cheiro do café me arrasta para a primeira.

Na mesa, entre colheradas de mamão, rolo a telinha do celular e respondo a alguns bons dias.

A saudação marca o início de um ciclo. Só isso? O melhor é que não. Desde o primeiro bocejo na cama dizendo que começou, tenho consciência da minha presença, mas o que entendo ser o mais importante é o reconhecimento da minha participação nesse molho de acontecimentos. Eu e os amigos físicos, virtuais, físico-virtuais; meus irmãos, de sangue e de coração; minha mulher; filhos biológicos e de coração e mais tantos outros seres invisíveis para mim, mas também participantes.

Cada célula do corpo e da alma (se ela as tem) se inunda de felicidade. Não importa a grandeza da interação participativa. Pode ser um fio...

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Ouço o cumprimento de meu vizinho que segue pela estrada levando um saco de capim nas costas para alimentar suas vaquinhas.

Eu fico aqui, na varanda, arrumando minhas tarefas na cabeça. O cheiro do café me arrasta para a primeira.

Na mesa, entre colheradas de mamão, rolo a telinha do celular e respondo a alguns bons dias.

A saudação marca o início de um ciclo. Só isso? O melhor é que não. Desde o primeiro bocejo na cama dizendo que começou, tenho consciência da minha presença, mas o que entendo ser o mais importante é o reconhecimento da minha participação nesse molho de acontecimentos. Eu e os amigos físicos, virtuais, físico-virtuais; meus irmãos, de sangue e de coração; minha mulher; filhos biológicos e de coração e mais tantos outros seres invisíveis para mim, mas também participantes.

Cada célula do corpo e da alma (se ela as tem) se inunda de felicidade. Não importa a grandeza da interação participativa. Pode ser um fio de linha fiado em um único encontro, físico ou virtual, desses em que há interesse em ganhos e perdas; pode ser uma grossa corda fiada ao longo de aniversários, seguidos de agrados e desagrados quando acontecem afagos e safanões. A tecitura acontece em bons ou nem tão bons dias.

Isso é a riqueza da construção, quando reconhecemos as diferenças nas cores a evidenciar a alegria pelo nascimento e a tristeza pelo luto; nos cruzamentos distintos da trama com a urdidura nos ensinando diferentes maneiras de montar o tecido. Aqui e acolá existem nós dissonantes, falhas a nos mostrar outros encaminhamentos.

Observando os erros e acertos, continuamos tecendo em conjunto, entrelaçando as mãos, sentindo a suavidades e asperezas, fugacidades e longevidades, firmezas e fraquezas. Aquelas que estão por um fio de se irem e as que com um fio se chegam.

Já não vejo o início da empreitada, apenas tenho ciência através das marcas mostradas: multicoloridas, primaveris, festivas; monocromáticas em tons de terra, branco de neve, negro da morte e, bastante, vermelho da guerra.

Vê-se que o tecido é infindável. Somos nós que temos participação mais ou menos longa. Eu, por exemplo, conto que estarei nessa lida por mais outro tanto do tempo que tenho aqui. Pretendo estar junto com boa parte daqueles que falei: minha mulher, meus filhos, irmãos e amigos.

Tomara que lembre bem deles e desse escrito.
Então.

Bom dia!


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.



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É Findi – Colheitas do Bem – Croniqueta, por Xico Bizerra*

28/03/2026

Toda semente plantada por um Poeta há de se transformar em frondosa árvore que frutifica sabores diversos, doces e saudáveis. Nem importa o tempo da gestação pela certeza da colheita num tempo de luz e paz.

Os versos se dependurarão na sombra dos sonetos, se juntarão às rimas, enfeitando pomares da ventura e alegrando o paladar dos homens de bem. Estrofes de um vento feliz se espalharão pelos ares.



Que passe o mal, que a cura não se demore, que os ventos sejam de felicidade plena. Os abraços reclamam e o sorrir precisa libertar-se de máscaras. O bem há de prevalecer. A gente merece ser feliz.

Que o vinho amargo seja derramado e a Paz vencedora vença o canhão, como digo no meu samba Léos, Vinas e Bernardos.

Plantemos o Bem!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Toda semente plantada por um Poeta há de se transformar em frondosa árvore que frutifica sabores diversos, doces e saudáveis. Nem importa o tempo da gestação pela certeza da colheita num tempo de luz e paz.

Os versos se dependurarão na sombra dos sonetos, se juntarão às rimas, enfeitando pomares da ventura e alegrando o paladar dos homens de bem. Estrofes de um vento feliz se espalharão pelos ares.



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Que passe o mal, que a cura não se demore, que os ventos sejam de felicidade plena. Os abraços reclamam e o sorrir precisa libertar-se de máscaras. O bem há de prevalecer. A gente merece ser feliz.

Que o vinho amargo seja derramado e a Paz vencedora vença o canhão, como digo no meu samba Léos, Vinas e Bernardos.

Plantemos o Bem!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - O Bote do Tigre - Crônica - Por, Romero Falcão*

28/03/2026

Lambuzo a face de protetor solar. Dirijo-me à parada de ônibus. Encontro duas mulheres aguardando a onça dura, quente. Passo a vista. Varro o ambiente. Pressinto desgraça. Dois elementos numa moto se aproximam; a velocidade diminui. Busco abrigo, posição, como manda a boa técnica. O cronista com cara de alesado agora é sangue no olho. Felizmente, não foi dessa vez. Alarme falso.

Brutalidade e Beleza

Dentro do ônibus, com a cara na janela, torço para encontrar, nos sebos do centro do Recife, a obra do peso pesado da literatura brasileira, Raimundo Carrero — escritor potente, de personagens áridos, densos, ambivalentes. Só um artista da envergadura de Carrero é capaz de jogar o leitor no ringue da vida, no meio de tensão, contradição, brutalidade e beleza. Estilo e linguagem 'gracilianos'. Texto enxuto, econômico. Diz o que precisa ser dito. Resolve numa pancada. Não espere um Carrero linear. Os grandes escritores não escrevem com a lógica que o homem...

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Lambuzo a face de protetor solar. Dirijo-me à parada de ônibus. Encontro duas mulheres aguardando a onça dura, quente. Passo a vista. Varro o ambiente. Pressinto desgraça. Dois elementos numa moto se aproximam; a velocidade diminui. Busco abrigo, posição, como manda a boa técnica. O cronista com cara de alesado agora é sangue no olho. Felizmente, não foi dessa vez. Alarme falso.

Brutalidade e Beleza

Dentro do ônibus, com a cara na janela, torço para encontrar, nos sebos do centro do Recife, a obra do peso pesado da literatura brasileira, Raimundo Carrero — escritor potente, de personagens áridos, densos, ambivalentes. Só um artista da envergadura de Carrero é capaz de jogar o leitor no ringue da vida, no meio de tensão, contradição, brutalidade e beleza. Estilo e linguagem 'gracilianos'. Texto enxuto, econômico. Diz o que precisa ser dito. Resolve numa pancada. Não espere um Carrero linear. Os grandes escritores não escrevem com a lógica que o homem de bem pede e aprova.

Farejou o Lucro do Dia

Na primeira loja, recebo a negativa; na segunda, também um não. Persisto, de porta em porta. Até que um único exemplar me esperava. Dizem que os livros aguardam pacientemente pelo leitor. Cheguei com muita sede ao pote. O vendedor farejou o lucro do dia, cravou a dentada. Nem pechinchei, fiz o pix. Ele enfiou Carrero no saco plástico. Botei debaixo do braço.



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Fina Feito Hóstia

Dei uma pernada até a tradicional padaria Santa Cruz. Ao passar pelo Pátio de Santa Cruz, contemplo Reginaldo Rossi em pedra, sob o sol de março. Nunca apreciei o brega, mas a alegria que o “Garçom” levou ao povo merece aplausos e respeito. Na padaria, peço a torrada mais gostosa da Veneza Brasileira, fina feito hóstia. No balcão, a vitrine de doces. Um cliente comenta:



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— Não posso comer doce.
Outro diz:
— Tudo tem açúcar.
Eu arremato:
— Até mulher tem açúcar.
Os dois caem na risada.

Escreve Meu Mestre

De volta à minha toca, no sacolejo do ônibus, abro as páginas de História de Bernarda Soledade — A Tigre do Sertão. O Tigre dá o bote. Escreve meu mestre: “Na verdade, eu estava querendo escrever sobre o poder — o poder supremo, o poder absoluto. Um livro político e armorial, ao mesmo tempo. Mas não queria usar generais e coronéis, queria metáforas. Por isso fui buscar personagens femininas.” De cara, fui mordido pela Tigre do Sertão.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Iluminação Pública - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*

28/03/2026

Antes, muito antes da criação da Companhia de Eletricidade de Pernambuco (CELPE), no ano da Independência do Brasil (1822), os lampiões de azeite de carrapateira começaram a iluminar as noites recifenses, cabendo ao Inspetor de Obras Públicas a incumbência desse serviço que, até então, se limitava às freguesias centrais.

Dezessete anos depois (1839), surgiu a proposta para se implantar o novo sistema de iluminação a gás carbônico, como, de certo, já existia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Vem dessa época a figura do Acendedor do Lampião de Gás protagonizada por escravos. O poeta Jorge de Lima, vendo-o tantas e tantas vezes, na sua faina crepuscular, nele inspirou-se e fez o seu célebre Alexandrino:

Lá vai o acendedor de lampiões de rua!
Este mesmo que vem, imperturbavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua.
Quando a sombra da noite enegrece o presente.

Um, dois, três lampiões acende e continua
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Antes, muito antes da criação da Companhia de Eletricidade de Pernambuco (CELPE), no ano da Independência do Brasil (1822), os lampiões de azeite de carrapateira começaram a iluminar as noites recifenses, cabendo ao Inspetor de Obras Públicas a incumbência desse serviço que, até então, se limitava às freguesias centrais.

Dezessete anos depois (1839), surgiu a proposta para se implantar o novo sistema de iluminação a gás carbônico, como, de certo, já existia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Vem dessa época a figura do Acendedor do Lampião de Gás protagonizada por escravos. O poeta Jorge de Lima, vendo-o tantas e tantas vezes, na sua faina crepuscular, nele inspirou-se e fez o seu célebre Alexandrino:

Lá vai o acendedor de lampiões de rua!
Este mesmo que vem, imperturbavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua.
Quando a sombra da noite enegrece o presente.

Um, dois, três lampiões acende e continua
Ou mais a acender ininterruptamente
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente

Triste ironia, atroz que senso humano irrita
Ele que doira a noite e ilumina a cidade
Talvez não tenha luz na choupana em que habita

Tanta gente, também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade
Como o acendedor de lampiões de rua.

Em 26 de abril de 1858 foi finalmente inaugurada a iluminação a gás do Recife abastecida pelo Gasômetro, instalado nas proximidades da atual Casa da Cultura.

Em 1914, muitos progressos chegaram à capital de Per-nambuco, as obras de modernização do porto, e do Bairro do Recife estavam bem adiantadas. Assim, neste mesmo ano, rece-beria o Recife a sua iluminação à luz elétrica, com as lâmpadas de filamento que, posteriormente, foram substituídas pelas de vapor de mercúrio implantadas em 1965, pelo então prefeito Augusto Lucena. Nessa época, o Recife, de tão iluminado, era chamado de “Cidade Luz”, (a Paris brasileira).

A Companhia de Eletricidade de Pernambuco (CELPE) foi criada justamente nessa época, 10 de fevereiro de 1965, com se-de na esquina das ruas da Aurora e Princesa Isabel, (atual Polícia Civil) vindo ocupar o seu atual prédio na Av. João de Barros nº 111, dez anos depois.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras



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É Findi – Meu Mundo é a Roça - Por, Poeta Pica-Pau*

28/03/2026

Sou filho da roça, caboclo pacato
Conheço a terra que é do plantio
Sei da semente, do sol e do frio
Planto o roçado, limpando o mato
Meus pés calejados, nunca usaram sapato
Meu transporte, é um burro de sela
Minha TV, é a paisagem tão bela
Vivo assim ,e sou satisfeito
Meu mundo é bonito, mais que perfeito
E da vida não tenho, o que reclamar dela.



Sou filho da roça, vivo contente
No cantar do galo, começa o meu dia
O sol me acorda,trazendo alegria
Na lida da terra, eu sigo em frente
A fé em Deus, é quem guia a gente
No céu vejo, a nuvem singela
O vento balança, a rama amarela
A vida é simples , mais tem seu valor
Quem mora na roça, tem mais amor
É só alegria, pra quem mora nela


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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Sou filho da roça, caboclo pacato
Conheço a terra que é do plantio
Sei da semente, do sol e do frio
Planto o roçado, limpando o mato
Meus pés calejados, nunca usaram sapato
Meu transporte, é um burro de sela
Minha TV, é a paisagem tão bela
Vivo assim ,e sou satisfeito
Meu mundo é bonito, mais que perfeito
E da vida não tenho, o que reclamar dela.



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Sou filho da roça, vivo contente
No cantar do galo, começa o meu dia
O sol me acorda,trazendo alegria
Na lida da terra, eu sigo em frente
A fé em Deus, é quem guia a gente
No céu vejo, a nuvem singela
O vento balança, a rama amarela
A vida é simples , mais tem seu valor
Quem mora na roça, tem mais amor
É só alegria, pra quem mora nela


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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É Findi - Malude Maciel* Chegando Em Dose Tripla Mais Uma Vez

28/03/2026

Abraço - Ainda pelo Dia Internacional da Poesia


Abraço é coisa tão boa
Imensamente capaz
De destruir as arestas
Na vida, com muita paz

O abraço é poderoso
Transmite grande energia
Importante e prazeroso
Cura e dá alegria

Eleva a alma carente
Acaba com a melancolia
Dá fim às desavenças
Promove a harmonia.


Omissão - Um poemeto da Aprendiz


Não deixe o carinhoso beijo
Sem dar,
Nem a boa palavra
Sem pronunciar,
Se há um abraço
Por que não abraçar?
E que o sorriso gostoso
Pra tudo iluminar...
Venha brilhar.
A gente se omite,
Se oprime,
Se acovarda,
E o tempo passa
Sem nenhum retorno
Nem favor.
Aproveitemos, pois
Cada instante,
Fazendo de cada gesto,
Ato de amor.

<...

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Abraço - Ainda pelo Dia Internacional da Poesia


Abraço é coisa tão boa
Imensamente capaz
De destruir as arestas
Na vida, com muita paz

O abraço é poderoso
Transmite grande energia
Importante e prazeroso
Cura e dá alegria

Eleva a alma carente
Acaba com a melancolia
Dá fim às desavenças
Promove a harmonia.


Omissão - Um poemeto da Aprendiz


Não deixe o carinhoso beijo
Sem dar,
Nem a boa palavra
Sem pronunciar,
Se há um abraço
Por que não abraçar?
E que o sorriso gostoso
Pra tudo iluminar...
Venha brilhar.
A gente se omite,
Se oprime,
Se acovarda,
E o tempo passa
Sem nenhum retorno
Nem favor.
Aproveitemos, pois
Cada instante,
Fazendo de cada gesto,
Ato de amor.



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O outono da Vida - Poema


Vinte de março
Chegada do outono
Oficialmente

Como no ano
A vida tem suas estações
Passamos delicadas transições
Quase imperceptível mente
Dá primavera
Ao verão
Depois o outono
E o inverno, finalmente.

Aos poucos
Compreendemos
Que o tempo
Faz-nos amadurecer
Mudar não é fracassar,
Não é perder,
É prosseguir
E transformar

No outono da vida,
Safra colhida,
A alma recorda-se
Da partida,
Do passado bem vivido.
Com gratidão,
No silêncio,
Tudo tem novo sentido.

Um sábio coração
Entende a necessária
E intransferível
Modificação.

O mistério profundo
Dá existência
É aceitar com maturidade
O declínio da idade
E favorecer o nascimento
De outras maneiras de crescimento.

Há quatro estações
Na vida,
Semelhante às dos anos
Se em algumas há flores,
Em outras há desenganos.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Disse tá dito "Fui eleito pra resolver, não pra resmungar" alfinetou João Campos

27/03/2026

"Não fiquei resmungando, enfim, apontando problemas, terceirizando responsabilidade. Sempre busquei fazer o dever de casa. A gente foi eleito para estar aceitando ‘isso não dá para fazer’, ‘sempre foi assim’. A gente está aqui para fazer e buscar o sim”.

Prefeito do Recife, João Henrique Campos (PSB), na inauguração da Ponte Júlia Santiago, hoje sexta-feira, 27/03). A ponte é uma importante obra que, segundo o prefeito, representa o sentimento de trabalho da sua gestão no Recife. Segundo ele, era um projeto que moradores dos bairros de Areias e da Imbiribeira aguardavam há cerca de cinco décadas.

Ele disse que fez os cálculos e usou da força política para garantir a liberação de mais de R$ 500 milhões.

A Ponte Júlia Santiago tem 300 metros de extensão e foi construída com quatro faixas de rolamento. O trajeto entre Areias e a Imbiribeira, que levava cerca de uma hora, passa a ser em minutos com o novo equipamento.

Foto: Rafa...

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"Não fiquei resmungando, enfim, apontando problemas, terceirizando responsabilidade. Sempre busquei fazer o dever de casa. A gente foi eleito para estar aceitando ‘isso não dá para fazer’, ‘sempre foi assim’. A gente está aqui para fazer e buscar o sim”.

Prefeito do Recife, João Henrique Campos (PSB), na inauguração da Ponte Júlia Santiago, hoje sexta-feira, 27/03). A ponte é uma importante obra que, segundo o prefeito, representa o sentimento de trabalho da sua gestão no Recife. Segundo ele, era um projeto que moradores dos bairros de Areias e da Imbiribeira aguardavam há cerca de cinco décadas.

Ele disse que fez os cálculos e usou da força política para garantir a liberação de mais de R$ 500 milhões.

A Ponte Júlia Santiago tem 300 metros de extensão e foi construída com quatro faixas de rolamento. O trajeto entre Areias e a Imbiribeira, que levava cerca de uma hora, passa a ser em minutos com o novo equipamento.

Foto: Rafael Vieira/DP




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O relato de quem viu demais - O massacre que não cabia na República, por Zé da Flauta

27/03/2026

Ele foi com a cabeça cheia de certezas. Euclides da Cunha acreditava que estava indo ao encontro de um erro que precisava ser corrigido, um foco de atraso que ameaçava a ordem da jovem República. Foi como jornalista, mas também como homem de seu tempo, carregando ideias prontas, convicções firmes e uma confiança quase ingênua na versão oficial dos fatos. Canudos, para ele, antes da viagem, era mais um problema a ser explicado do que um povo a ser compreendido.

Encontro

Quando chegou ao sertão, o que viu começou a rachar suas certezas. Guerra de Canudos não era uma simples operação militar, era um esmagamento. Homens, mulheres e crianças vivendo com fé, miséria e resistência, enfrentando um exército muito mais forte. Aquilo não parecia uma guerra justa, parecia outra coisa, algo mais difícil de nomear. A terra seca, o sofrimento e a coragem daquele povo começaram a mexer com ele de um jeito que nenhum livro tinha preparado.

Quebra

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Ele foi com a cabeça cheia de certezas. Euclides da Cunha acreditava que estava indo ao encontro de um erro que precisava ser corrigido, um foco de atraso que ameaçava a ordem da jovem República. Foi como jornalista, mas também como homem de seu tempo, carregando ideias prontas, convicções firmes e uma confiança quase ingênua na versão oficial dos fatos. Canudos, para ele, antes da viagem, era mais um problema a ser explicado do que um povo a ser compreendido.

Encontro

Quando chegou ao sertão, o que viu começou a rachar suas certezas. Guerra de Canudos não era uma simples operação militar, era um esmagamento. Homens, mulheres e crianças vivendo com fé, miséria e resistência, enfrentando um exército muito mais forte. Aquilo não parecia uma guerra justa, parecia outra coisa, algo mais difícil de nomear. A terra seca, o sofrimento e a coragem daquele povo começaram a mexer com ele de um jeito que nenhum livro tinha preparado.

Quebra

A cada dia, a narrativa que ele carregava por dentro ia se desfazendo. O que era para ser um relato de vitória virou testemunho de brutalidade. O que era para ser progresso revelou-se violência crua. Euclides viu de perto o que acontece quando o poder decide não ouvir. E ali, no meio do sertão, talvez tenha percebido que a verdade não mora nos discursos, mora nos olhos de quem sofre.

Retorno

Ele voltou diferente. Não apenas decepcionado, mas marcado. Trouxe consigo um país que não cabia mais nas explicações simples. Em seu silêncio e depois em suas palavras, especialmente em Os Sertões, ficou o registro de um pesadelo que não era só dele, era de todos nós. Porque às vezes a maior tragédia não é a guerra em si, é descobrir tarde demais que se estava do lado errado da história.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista



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