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Comece o dia bem informado

27/11/2024

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Difusão de ataques contra a democracia alimentou radicalismo, diz PF

A PF concluiu que a disseminação de narrativas golpistas durante o governo do ex-presidente Bolsonaro propiciou o recente atentado com um homem-bomba no STF e os atos golpistas de '08/01'. A conclusão está no relatório que indiciou Bolsonaro e mais 36 acusados por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Na avaliação dos investigadores responsáveis pela conclusão do inquérito, a difusão de "forma rápida e repetitiva" de narrativas golpistas mantiveram o desejo de grupos extremistas de consumação do golpe. Esse método de ataques sistemáticos criou o ambiente propício para o florescimento de um radicalismo que culminou nos atos do '8 de janeiro', mas que ainda se encontra em estado de latência em parcela da sociedade, exemplificado no atentado bomba ocorrido na data de 13 de novembro de 2024 em Brasília", diz a PF. A PF também citou a tentativa de invasão da sede da PF,...

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Difusão de ataques contra a democracia alimentou radicalismo, diz PF

A PF concluiu que a disseminação de narrativas golpistas durante o governo do ex-presidente Bolsonaro propiciou o recente atentado com um homem-bomba no STF e os atos golpistas de '08/01'. A conclusão está no relatório que indiciou Bolsonaro e mais 36 acusados por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Na avaliação dos investigadores responsáveis pela conclusão do inquérito, a difusão de "forma rápida e repetitiva" de narrativas golpistas mantiveram o desejo de grupos extremistas de consumação do golpe. Esse método de ataques sistemáticos criou o ambiente propício para o florescimento de um radicalismo que culminou nos atos do '8 de janeiro', mas que ainda se encontra em estado de latência em parcela da sociedade, exemplificado no atentado bomba ocorrido na data de 13 de novembro de 2024 em Brasília", diz a PF. A PF também citou a tentativa de invasão da sede da PF, no dia 12 de dezembro de 2022; e a tentativa de explosão de um caminhão-tanque no aeroporto de Brasília dia 24 de dezembro de 2022.

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Valendo! Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah entra em vigor

O acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo libanês Hezbollah entrou em vigor às 23h00 de ontem. Segundo o presidente dos EUA, Joe Biden, a trégua começaria a partir das 400 no horário local. O gabinete de segurança de Israel aprovou a proposta elaborada pelos EUA, em parceria com a França. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse que estava pronto para implementar o acordo, e que Israel responderia vigorosamente se o Hezbollah violasse alguma das regras. Em um discurso Biden defendeu o direito de Israel de se defender se o Hezbollah descumprir os termos do acordo. A trégua deve durar 60 dias e foi elaborada com base na Resolução 1701 da ONU. A expectativa é que o acordo sirva de base para uma cessação das hostilidades mais duradoura. A Casa Branca também espera que o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah pressione pelo fim do conflito na Faixa de Gaza.

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'Black Friday' e '13o' no mesmo dia para impulsionar compras de final de ano, diz 'Google'

O 'Google' identificou que 70% dos consumidores que planejam utilizar o 13o para lazer, viagens, presentes de Natal e compras, e pretendem aproveitar as promoções da 'Black Friday'. Neste ano, o pagamento da 1a parcela do 13o será no mesmo dia da 'Black Friday, sexta-feira, 29/11. “Enquanto muitos brasileiros podem usar o 13o para aproveitar descontos na 'Black Friday', outros já estão de olho no Natal, que será impulsionado pela 2a parcela, prevista para 20/12”, diz a pesquisa. A expectativa é de que os eletroportáteis, eletrodomésticos, TV e vídeo tenham uma maior procura. Para isso, o 'Google' destacou pontos essenciais nas estratégias das marcas para atrair clientes: senso de oportunidade, o momento é ideal para lançar ofertas atrativas e com descontos exclusivos; ajudar o consumidor a equilibrar as necessidades de cobrir dívidas e gastos extras com o desejo de consumo; e por fim, ter uma comunicação eficiente, apresentar ofertas e promoções atrativas, com foco em inovação, diversificação e um atendimento consultivo.

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Saúde: conheça alguns dos seus direitos

Segundo o artigo 196 da Constituição, "a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação."

'Plano golpista': quem seria “Juca” apelido citado por militares?

A PF tem 3 suspeitas sobre a identidade do codinome “Juca”, citado por militares em plano golpista. No relatório da força policial, além do planejamento de assassinato de Lula, e Alckmin, é citada uma “iminência parda” sobre o presidente. O condinome “Juca”, presente nas trocas de mensagem dos militares golpistas, teria ascendência sobre a “esquerda mais radical”. A PF desconfia de 3 nomes: o ministro do STF, Flávio Dino, o chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ou o ex-ministro José Dirceu. O nome considerado mais provável, na avaliação de agentes da investigação, seria Dirceu, por ter diálogo mais direto com a militância petista.

Redação do 'Enem 2024': pontos serão descontados pelo uso de 'repertório forçado' ou modelos prontos

Os Corretores da redação do 'Enem 2024' afirmaram que foram orientados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep, a descontar nota de quem: usou repertórios socioculturais "forçados" e sem ligação com o contexto, como menções a autores ou a livros que nada tinham a ver com o tema; ou copiou ou memorizou modelos pré-prontos de texto e acabou produzindo uma dissertação com ideias desconexas. Membros da banca em SP, MG e RJ relataram que, durante treinamentos, o Inep foi categórico ao pedir que todos "fiquem de olho" nesses "truques" usados pelos alunos. O Inep não detalhou os pontos citados pelos corretores e não apontou como foi a orientação passada, mas ressaltou que "todos os fatos, informações e citações apresentados no texto devem, necessariamente, estar vinculados à discussão proposta no projeto de texto".

Agenda do Presidente:

09h30 - Abertura do Encontro Nacional da Indústria (ENAI) 2024

15h00 - Vice-Presidente do Tribunal de Contas da União, Ministro Vital do Rêgo Filho

16h30 - Sanção do Projeto de Lei n° 2750/2024, que autoriza o aumento da participação da União no Fundo Garantidor de Operações (FGO), com o objetivo de garantir as operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)

Manchetes da manhã:

- Premiê libanês acolhe o acordo de cessar-fogo durante ligação com Biden

- Hamas se diz “pronto” para paz após cessar-fogo de Israel e Hezbollah

- OTAN reafirma apoio à Ucrânia após reunião de emergência. O 'G7' também manifestou seu apoio à Kiev

- "Manifestar" é eleita a palavra do ano pelo dicionário de Cambridge. Procurado cerca de 130 mil vezes no site da instituição

- Trump traz de volta política por mensagens nas redes sociais

- O Coliseu Romano será palco de lutas de gladiadores pela primeira vez em dois milênios

- Com 131 clientes, Brasil é líder global de exportações de carne bovina

- Rio de Janeiro e Niterói se preparam para lançar candidatura em conjunto para sediar Jogos Pan-Americanos de 2031

- STF começa hoje a julgar regulamentação das redes sociais. O Supremo analisa 3 ações sobre novas regras

- Suspensão de emendas parlamentares atrasa interesses do governo no Congresso. PLP define regras para rastreio e uso dos recursos

- PL que permite porte de armas a agentes de trânsito vai ao Senado

- Carta de CEO do Carrefour é "muito fraca" para o "estrago de imagem" produzido, diz Lira

- 'Operação Carro-Pipa': na pressão, Governo Lula retoma serviço semiárido nordestino

- SP: em liminar, Gilmar Mendes libera implementação de escolas cívico-militares

- PE: STJ concede habeas corpus ao empresário Rodrigo Carvalheira, indiciado por estupro de vulnerável

- PE: Alepe assina acordo de R$ 24 milhões para restaurar Museu Palácio Joaquim Nabuco, sede da Assembleia

- Caruaru: pelo menos 43.000 pessoas ficam sem água após vândalos estourarem cano da Compesa

- MT: estudante de direito, 29 anos, é presa durante apresentação de TCC. Mulher é investigada por tráfico de drogas

- Cerca de 44.000 crianças ficam órfãs de ao menos um dos pais no Brasil por ano desde 2021, aponta levantamento

- Novas mudanças: 'TikTok' restringe filtros de beleza para adolescentes por questões de saúde mental

- Vaticano considera classificar “abuso espiritual” como novo crime católico

- O impacto na hora de comprar frutas: clima desfavorável faz preço das frutas subir bem mais que a inflação este ano, em média 16%. A dica é variar os produtos. Saiba os principais aumentos segundo o IBGE, nos últimos 12 meses. O abacate está no topo da lista dos aumentos. O produto mais que triplicou de preço desde janeiro. Também tiveram altas expressivas a maçã, a banana e o abacaxi. No caso da laranja, a explicação está nas pragas que atingiram as lavouras em vários países produtores, entre eles o Brasil, que é o maior produtor mundial da fruta. Alguns produtos chamam a atenção: o limão, por exemplo, teve alta de 144% de janeiro a novembro. Uma das explicações é o forte calor que acelerou o amadurecimento das frutas antes do previsto e prejudicou a oferta. O orçamento das famílias tem sofrido, a sugestão é variar, provar outros tipos de frutas e esperar as oportunidades

Leia outras informações

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Eleições 2026 - Campanha registra canal 'Exército do Lula' na Justiça Eleitoral

13/10/2026

A campanha do presidente Lula, candidato à reeleição, registrou hoje, terça-feira, 13/10, o endereço eletrônico do canal 'Exército do Lula', no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE. A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral. O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais. O canal 'Exército do Lula', contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones, Rede.



Publicações depois de 48 horas

Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários, NGDAP, do TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique que a camp...

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A campanha do presidente Lula, candidato à reeleição, registrou hoje, terça-feira, 13/10, o endereço eletrônico do canal 'Exército do Lula', no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE. A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral. O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais. O canal 'Exército do Lula', contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones, Rede.



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Publicações depois de 48 horas

Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários, NGDAP, do TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique que a campanha do candidato tenha assumido a administração do canal. Em sua decisão, Nunes Marques destacou que, mesmo com o registro junto ao TSE, o canal só deve voltar a publicar depois de 48 horas, prazo estipulado em norma eleitoral para canais oficiais de campanha. Hoje, o presidente do TSE determinou pela segunda vez a retirada do ar do canal, alegando a falta de registro como motivo. A decisão foi tomada em processo administrativo, que não precisa passar pelo crivo do plenário da Corte Eleitoral. Em entrevista na saída do Palácio do Planalto, após reunião com Lula, o deputado André Janones disse que todas as decisões judiciais serão cumpridas.




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IAHGP e a APL - Instituto Arqueológico Pernambucano e Academia Pernambucana de Letras promovem minicurso de História da Arte

13/10/2026

Curso mescla módulos teóricos e visitas técnicas com passagem por igrejas históricas e museus.

IAHGP e a APL

As inscrições para o Minicurso de História da Arte promovido pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, IAHGP, em parceria com a Academia Pernambucana de Letras, APL, estão abertas. Ministrado pelo arquiteto e professor Dr. Carlos Alberto Barreto Campelo, o curso apresenta uma visão sistêmica da produção artística inserida no contexto social e econômico de sua época.

Módulos e Locais

Dividido em três módulos teóricos e duas visitas técnicas, o curso será realizado nos dias 17, 19, 20 e 24 de outubro, com aulas no Instituto Ricardo Brennand, IRB, na Academia Pernambucana de Letras e no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, com visita a igrejas do centro do Recife.



Dr. Carlos Alberto Barreto Campelo

Membro do I...

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Curso mescla módulos teóricos e visitas técnicas com passagem por igrejas históricas e museus.

IAHGP e a APL

As inscrições para o Minicurso de História da Arte promovido pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, IAHGP, em parceria com a Academia Pernambucana de Letras, APL, estão abertas. Ministrado pelo arquiteto e professor Dr. Carlos Alberto Barreto Campelo, o curso apresenta uma visão sistêmica da produção artística inserida no contexto social e econômico de sua época.

Módulos e Locais

Dividido em três módulos teóricos e duas visitas técnicas, o curso será realizado nos dias 17, 19, 20 e 24 de outubro, com aulas no Instituto Ricardo Brennand, IRB, na Academia Pernambucana de Letras e no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, com visita a igrejas do centro do Recife.



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Dr. Carlos Alberto Barreto Campelo

Membro do IAHGP, Carlos Alberto Campelo acumula uma longa experiência no ensino da História da Arte e conduzirá o grupo a exercitar o reconhecimento de cada estilo artístico durante as visitas técnicas, auxiliando a turma a identificar presencialmente os diversos conceitos aprendidos durante o curso.

Objetivo do curso

“O curso pretende habilitar os participantes para uma visão com embasamentos gerais que promova uma leitura mais fácil das obras, enquadrando-as corretamente na trajetória da História das Artes”, antecipa o professor Campelo.

Inscrições e certificados

As inscrições custam R$300 e podem ser feitas na secretaria da APL (das 09h00 às 17h00) ou pelo e-mail apl.informa@gmail.com. Os participantes com 75% de frequência nas aulas teóricas receberão certificados de participação.

Módulos do Curso

Módulo 1: Fundamentos dos estilos organicistas
Modulo 2: O Barroco
Módulo 3: O Romantismo
Módulo 4: Prática com visitas guiadas


Serviço


Minicurso de História da Arte

Período:

17/10 – 14h00 às 17h00 (IRB)
19/10 – 18h50 às 20h50 (APL)
20/10 - 18h50 às 20h50 (APL)
24/10 – 09h00 às 12h00 (Centro do Recife e IAHGP)

Carga horária: 10h (aulas teóricas) e 2 visitas técnicas
Locais: Instituto Ricardo Brennand - IRB
Academia Pernambucana de Letras - APL
Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano - IAHGP

Investimento: R$300 (meia-entrada para estudantes, professores e idosos)

Inscrições: pelo e-mail apl.informa@gmail.com

Informações: (81) 3268-2211 e (81) 99995-6426 (Whatsapp).

Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano
Rua do Hospício, 130, Boa Vista.
Telefone: (81) 3222-4952.
Instagram: instituto_arqueologico


Academia Pernambucana de Letras
Av. Rui Barbosa, 1596, Graças, PE
E-mail: apl.informa@gmail.com
Telefone: (81) 3268-2211
Instagram: academiadeletras_pe
Facebook: academiadeletras.pe



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Abastecimento D’Água - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

13/10/2026

A água é um elemento primordial não apenas para a humanidade como para toda a vida em nosso planeta, a biologia e a história das civilizações aduzem essa afirmação.

A comunidade egípcia praticamente rastreou o Nilo, tornando o seu país uma faixa de terra fértil que se estende ao longo das margens daquele caminho fluvial a quem desde os primórdios de sua existência, deve o fortalecimento de sua economia, e de onde recebe a irrigação, o abastecimento e o principal meio de transporte.

A Mesopotâmia (entre rios) era irrigada pelo Tigre e o Eufrates.

A Palestina, nos tempos bíblicos, quando recebeu o nome de “Canaã”, a terra prometida, como ainda hoje, tem seu solo irrigado pelo Rio Jordão.

Como essas civilizações, poderemos citar inúmeros povos, regiões ou cidades que tiveram sua origem ligada à hidrografia, entre elas, o Recife é uma das mais marcantes.

O líquido tão abundante em nossa “Veneza Americana” não er...

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A água é um elemento primordial não apenas para a humanidade como para toda a vida em nosso planeta, a biologia e a história das civilizações aduzem essa afirmação.

A comunidade egípcia praticamente rastreou o Nilo, tornando o seu país uma faixa de terra fértil que se estende ao longo das margens daquele caminho fluvial a quem desde os primórdios de sua existência, deve o fortalecimento de sua economia, e de onde recebe a irrigação, o abastecimento e o principal meio de transporte.

A Mesopotâmia (entre rios) era irrigada pelo Tigre e o Eufrates.

A Palestina, nos tempos bíblicos, quando recebeu o nome de “Canaã”, a terra prometida, como ainda hoje, tem seu solo irrigado pelo Rio Jordão.

Como essas civilizações, poderemos citar inúmeros povos, regiões ou cidades que tiveram sua origem ligada à hidrografia, entre elas, o Recife é uma das mais marcantes.

O líquido tão abundante em nossa “Veneza Americana” não era, no entanto recomendado ao consumo. Segundo Evaldo Cabral de Mello em “Recife Quatro séculos de Sal Paisagem”, págs 211 a 214:

“O Recife sempre dependera do Beberibe para o seu fornecimento de água potável, e isto no primeiro século de colonização, pois a água de suas cacimbas era toda ela salobra, a melhor provinha de uma fonte no jardim do Convento de Jerusalém, na Rua do Hospício. No Recife, a água trazida de Olinda era vendida diretamente ao consumidor e às prestas de ganho, ou passada a tanques particulares, que a revendiam ao povo. A própria Câmara de Olinda, interessada, por motivos fiscais, na venda do produto, era, aliás, a primeira a reconhecer serem aquelas águas muito impuras devido a plantas aquáticas, bichos e mil outras imundícies na represa do Varadouro se corrompem. Com efeito, o represamento do Beberibe, feito em fins do século XVII, provocara, mediante o alagamento dos mangues circunvizinhos, um vasto processo de decomposição orgânica incompatível com a desejada pureza da água. Mas não se tratava apenas de causas naturais. Era fato notório que canoas d’água de Olinda, além de imundas e encharcadas, serviam até de banheiros àqueles que por um vintém o desejavam. Ademais, a água salgada do curso inferior do Beberibe misturava-se, por falta de cuidados, à água doce de tonéis mal fechados”.



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Com a utilização da água do Monteiro, segundo Pereira da Costa:

O habitante do Recife deixara de consumir a de Olinda desde 1833. Na verdade, a água do Monteiro, apesar de mais limpa, nunca eliminou inteiramente sua concorrente. Naquele ano, a Câmara do Recife propusera a proibição da venda de água de Olinda, em benefício da do Monteiro. Na verdade, sob pretexto de saúde pública, ela agia sob pressão dos aguadeiros do Monteiro, cuja truculência era bem conhecida, pois chegaram mesmo a ameaçar de morte o engenheiro Boyer, a serviço do Governo provincial, caso insistisse no seu projeto de aqueduto para abastecimento do Recife. O governo, porém, não cedeu diante da manobra, pois o imposto sobre canoas d’ água constituíam uma importante fonte de receita da Câmara de Olinda, embora suplantada pela concorrente, só desapareceria completamente com o funcionamento da Companhia do Beberibe. Em 1843, a Câmara de Olinda cobrava regularmente o imposto sobre canoas; e em 1844, o contrato era arrematado por dois companheiros de Vauthier, Bolitreau e Buessard, engenheiros franceses da Repartição de Obras Públicas.

Ademais da concorrência da água do Monteiro, a água de Olinda teve de enfrentar o estorvo frequente dos arrombamentos do Beberibe. Em 1838, o rio rompera o aterro contíguo a Duarte Coelho, povoado que, devido à freqüência do fenômeno, ficou finalmente conhecido por Arrombados. A cidade de Olinda ficou ela própria sem água durante pelo menos seis meses. A cheia de junho de 1842 causou novo arrombo entre a povoação e o convento de Santa Teresa: um furo de 15 braças por 2 de fundo. E informava o engenheiro Milet que despejam-se por ele as águas todas do rio, ficando seca a maior parte do pântano de Olinda. Resulta deste acontecimento que os canoeiros, que andavam a buscar água ao Varadouro para a grande parte do consumo desta cidade do Recife, são agora obrigados a demorar-se na camboa dita dos arrombados e de encher as suas canoas naquele lugar por meio de canecas. Para conseguirem este resultado, eles têm de escolher o momento em que a maré é bastante cheia para as canoas poderem subir as águas, não sendo ainda salobras, o que é quase impossível alcançar, de modo que as águas que eles trazem agora para o Recife, além de ser muito suja, é alguma coisa salobra. Os referidos inconvenientes – concluía o técnico francês – hão de ser maiores ainda no momento das marés grandes, quando as águas salgadas subirem muito por dentro do pântano.

A substituição, que não foi nunca completa, da água de Olinda pela água do Monteiro, esteve ligada à expansão suburbana do Recife. É de supor que os primeiros subúrbios, como Poço da Panela, terão descoberto, em finais do século XVIII, a superioridade da água do Monteiro sobre o líquido que se obtinha nos poços dos sítios e, inclusive, no próprio poço da panela, que deu nome ao arrabalde. Já no tempo de Koster, o Recife se abastecia no Rio Capibaribe, acima da influência da maré. Até 1830, as canoas recolhiam livremente a água do riacho ou levada do Monteiro, mas naquele ano, um certo Emídio de Souza Lobo Brandão, de acordo com o administrador do vínculo do engenho Monteiro, fez construir um paredão que represou a levada, e sobre o qual, a maneira do Varadouro, colocaram-se bicas de metal onde as canoas vinham recolher água. O conseqüente aumento do preço d’água, repercutindo na tacha cobrada pelos aguadeiros, deu azo a uma acerba disputa municipal. Os aguadeiros foram acusados de se mancomunarem para impor o novo aos consumidores e de ameaçarem os fornecedores que não se haviam com o aumento, mandando espancar canoeiros, “como é voz pública que sucedeu com o escravo de uma viúva moradora na rua do Rangel desta cidade, por ter essa viúva anunciado pelo Diário a venda do balde d´água a 19 réis, em sua canoa que costuma ancorar na rua da Praia.

Tampouco a água do Monteiro, mesmo depois da comercialização promovida por Lobo Brandão, tinha a pureza que queria incultar. É certo que as bicas eram limpas e levadas, embora servisse também à moenda do engenho Monteiro, “fora encanada por uma tubulação de pedra e cal que se acha no melhor estado de limpeza”. À sua beira, porém, via-se roupa estendida a secar ou em cestos à espera de lavagem. Quanto ao açude de Apipucos, donde o riacho procedia, suas margens estavam permanentemente coalhadas de lavadeiras fazendo barrela, cuja imundície se comunica ao cobocó e às bicas pela dita levadas, segundo se constatara durante uma vistoria feita de ordem da Câmara do Recife. Ademais, as canoas d’água do Monteiro eram comumente utilizadas para o transporte de roupa suja e lavada. De modo que, embora superior a de Olinda, do ponto de vista da pureza, a água do Monteiro não escapava aos abusos sanitários de que sua concorrente era acusada. Segundo Niemeyer, ela passa por boa porém; quer seja pelo depósito em açude de considerável área, quer por outro qualquer motivo é menos pura do que a da Prata; além dessas razões, a diferença de nível ´tão pouco considerável que as grandes cheias do Capibaribe assaltam o açude”. O fato é que em 1837 a Câmara do Recife cogitava de solicitar a médicos da cidade que examinassem as causas das erisipelas e as hidroxilas, por serem poucas as famílias que se não queixam destes flagelos, que outrora pareciam privativos do Rio de Janeiro. Havia quem as atribuísse à água do Monteiro e às torneiras de bronze por onde escorria, embora outros jogassem a culpa no uso da potassa nos engenhos de fabricar açúcar, e ainda outros às fábricas de refinações do mesmo açúcar, feitas nesta cidade em vasos de cobre.

No Recife, parte da água trazida de Olinda, ou do Monteiro era guardada em depósitos, de onde se revendia ao consumidor. Um destes “tanques’ se localizava na rua do Apolo nº 30, esquina do porto das canoas, segundo o Diário de 21.V.1845. Outro, junto à ponte da Boa Vista, segundo se lê no Diário de 28.V.183. Ainda outro, situado por trás da ribeira do Peixe, anunciava o Diário de I.III.1845, “água da bica do Monteiro, coada em dois panos antes de entrar para o tanque, a 20 réis cada caneco, os quais são pintados de4 encarnado e marcados (os pertencentes ao tanque) e com a marca seguinte – Silva Cardial -. Não apenas a cidade mas, também, os subúrbios se haviam tornado dependentes do fornecimento de água do Monteiro. Em 21.V.1831, o Diário anunciava a venda de “um estabelecimento de vender água no alinhamento da rua do Caldeireiro”, o qual dispunha de “3 boas canoas e 5 escravos, situado em 100 palmos de terra”. Isto a despeito de os sítios e chácaras de arrabaldes terem suas próprias cacimbas, de cuja água muitos vendiam o excedente para os moradores de casas. O sobrado grande da Madalena, que ainda hoje está de pé, podia gabar-se de um “poço de excelente água”, conforme o Diário de 13.VII.1830. Outro sítio da Madalena mencionava seu “muito bom poço de água de beber” no mesmo jornal de 21.X.1836. E até simples casas de subúrbio contavam com poços de “excelente água de beber”, como as casas da rua da Mangueira, no Poço da Panela, que o Diário anunciava em 3.XII.1836.”

Em 1838, por informações de Orlando Parahym, (traços do Recife Ontem e Hoje), pág.150, “era assinado um contrato entre a Companhia do Beberibe e o Governo da província e em 1847, segundo a mesma fonte, eram incluídos os serviços de captação do Açude do Prata, em Dois Irmãos. A adução era efetuada por um encanamento de doze polegadas de diâmetro, com uma descarga de 75 mil litros por hora.

A distribuição realizava-se por oito chafarizes respectivamente na Praça da Boa Vista, no Pátio do Carmo, Pátio do Paraíso, na Ribeira, no passeio público, na subida da Ponte da Boa Vista, na Trempe e na Soledade.

Para o serviço particular, prossegue Orlando Parahyn, a Companhia ligava as chamadas penas d’água na base de mil litros diários, casas menores teriam direito a um terço de pena d’água. A Santa Casa, os serviços públicos Federais, do Estado e do Município, recebiam abastecimentos especiais.



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Em 1887 ficaram prontos os novos serviços da Usina de Dois Irmãos, onde foram instalados máquinas e equipamentos modernos, à altura dos novos objetos.

Prevendo o aumento da população, a companhia empreendeu o estudo de novos projetos para a ampliação do fornecimento.

Em 1891 foram adquiridos pela Companhia do Beberibe, os mananciais de Utinga, Pitanga e Monjope”.

Em 1912, no entanto, a Companhia do Beberibe com tanto e relevantes serviços prestados à cidade por cerca de 64 anos, deixava de funcionar isoladamente para anexar-se à Diretoria de Viação e Obras Públicas e, posteriormente, à Comissão de Saneamento.

Em 1915, foi inaugurado o novo serviço esgoto planejado por Saturnino de Brito que também elaborou o novo plano de abastecimento d’água, inaugurado em 14 de abril de 1919.



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Em 29 de julho de 1971, era então criada a Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA)


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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"Brasil, e o novo ciclo economico e geopolítico global" - Por Jarbas Beltrão*

13/10/2026

'Preâmbulo'

O Brasil poderá (?) ser contemplado por um novo ciclo de prosperidade econômica global que o rearranjo geopolítico está apontando. Ou poderá perder mais uma oportunidade.

'Corrida dos investidores'

Black-rock, dentre os três maiores Fundos de investimentos do mundo é o maior, e acaba de comprar 10% da Bolsa Brasileira (B-3, Bovespa).

Elon Musk, o homem mais rico do mundo, comprou 6 bilhões de dólares em ações de empresas brasileiras, são movimentações reveladoras da crença de que, o Brasil poderá (?) se constituir no mais novo e importante alvo do ciclo de crescimento e expansão do sistema econômico global.

Na primeira semana do pós 1° turno, o índice Ibovespa fechou a sexta feira 09/10/2026, em mais de 209 mil pontos, depois de ter passado ao longo da mesma semana com mais de 205 mil pontos, superando os patamares entre 175 a 185 mil pontos dos dois últimos meses - um verdadeiro efe...

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'Preâmbulo'

O Brasil poderá (?) ser contemplado por um novo ciclo de prosperidade econômica global que o rearranjo geopolítico está apontando. Ou poderá perder mais uma oportunidade.

'Corrida dos investidores'

Black-rock, dentre os três maiores Fundos de investimentos do mundo é o maior, e acaba de comprar 10% da Bolsa Brasileira (B-3, Bovespa).

Elon Musk, o homem mais rico do mundo, comprou 6 bilhões de dólares em ações de empresas brasileiras, são movimentações reveladoras da crença de que, o Brasil poderá (?) se constituir no mais novo e importante alvo do ciclo de crescimento e expansão do sistema econômico global.

Na primeira semana do pós 1° turno, o índice Ibovespa fechou a sexta feira 09/10/2026, em mais de 209 mil pontos, depois de ter passado ao longo da mesma semana com mais de 205 mil pontos, superando os patamares entre 175 a 185 mil pontos dos dois últimos meses - um verdadeiro efeito iô iô (sobe-desce).



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'Brasil e Estados Unidos'

O Brasil e Estados Unidos da América, são as duas opções confiáveis para os investidores internacionais de todos os níveis e de todas as partes.

Europa em declínio, China se engasgando, depois de quarenta anos de crescimento ininterrupto, não são mercados sedutores, principalmente o último (China) pagando pelo modelo, misto de "novo capitalismo" e "novo estatismo" (socialismo de caracteristicas chinesas); que se resume na preservação da burocracia (agora mais técnica, menos padrão ortodoxo) que mama nas "tetas" do metacapitalismo e torna-se sócia dos investimentos corporativos.

'As gaivotas voadoras'

Observadores de grandes centros universitários dos Estados Unidos (Yale, Harvard, Stanford) dizem que a China - em vista das quedas recente de taxas de crescimento - começa a experimentar, por parte dos investidores, o que economistas chamam, "efeito das gaivotas voadoras", ou seja, buscam novas praias, a China vai deixando de ser atraente.

O "novo estatismo" praticado pela burocracia partidária comunista, que consistiu em estimular a entrada de capitais privados e mantê-los sob o mais rigoroso controle estatal-partidário, parece ter se esgotado, sobretudo na "era Trump- 2".
Tendem a enfrentar o desafio de migração dos investidores para mercados mais atraentes.


O mercado livre ocidental que gera/ gerou riquezas para fertilização dos terrenos comunistas chineses e vietnamitas, parece, pelo menos o bloco chinês, começa a ficar naquela condição de um "parafuso gasto"- não tem mais função.

'Brasil na sombra dos investimentos'

Em relação ao Brasil, o otimismo tomou conta do mercado global, repercutindo em nossa B3, e investimentos/investidores, passam a olhar o nosso país com outras lentes; o Brasil que se afasta do blico que gera prosperidade.

Por outro lado, tudo está indicando que, EUA constrói (reconstrói) sua hegemonia global.

Alguns observadores já enxergam, o retorno de uma unipolaridade, sob a egide americana. Pois é, até então este é o plano estratégico jgeopolítico de Trump-2, contido no seu "América grande outra vez".



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Marco Rúbio, o secretário de Estado faz o trabalho ideológico, sob o manto do que ele chama de "preservação da Civilização Ocidental e sua civilização burguesa; dando certo, Rubio poderá se tornar o novo comandante da América.

O Brasil poderá seguir na sombra do crescimento já verificado na economia americana. Se os governantes souberem entender este novo ciclo de crescimento econômico - como a República Popular da China soube aproveitar - estaremos, no futuro, mais alguns degraus na escadaria dos dez paises mais ricos do mundo.

Nos últimos vinte anos, o Brasil bandeou-se para o lado anti-ocidental, aprofundou esta opção no último mandato Lula 3, abraçou-se, integralmente, com o eixo russo-chinês islamoiraniano.

Do ponto de vista geopolítico o que está na mesa são as duas opões seguintes:

1. Lado do "novo estatismo comunometacapitalista", sob o comando chinês
2. Lado Ocidental, que necessita de novos mercados para expandir-se.

O primeiro caso já apresenta sinais claros de declínio:

a) Irã e islamismo fundamentalista, às voltas com derrotas no conflito do Oriente Médio; lideranças na sua maioria, ja partiram para o "encontro" com as mais de 70 virgens no paraíso. Economia em frangalhos. Estado dividido entre o que resta entre a burocracia civil e militar totalmente fragilizada, e a Guarda Revolucionária, o segundo Estado iraniano, que muito grita mais não conseguirá levar muito longe seu projeto.
b) Federação Rússa que sofre sanções internacionais, envolvida numa guerra sem fim e de propósito irrealisáveis - restauração de um prestígio internacional, nos níveis do Império Czarista ou Império Soviético.
c) República Popular da China , que já apresenta tropeços no seu modelo comunocapitalista, com fuga de "capitais produtivos" , procurando novos destinos (Índia e Estados Unidos da América).

A turma do Partido Comunista do Vietnã, tá na postura de aguardar implosões chinesas e atrair "gaivotas voadoras" para suas praias.

O segundo caso, que apresenta sinais claros de retomada de crescimento, Estados Unidos, que enfrenta problemas internos e externos.
a) internos, expansão de epidemia do consumo de drogas, fentanil, principalmente.
b) narrativas de desinformação e Contra-informação internacional, que propagam o declínio da economia e sociedade americana, que gera descréditos internos e externos

'A Historia Global e os Estados Unidos da América'

Os Estados Unidos tem a seu favor a história global pós segunda mundial.

Seu Plano Marshal tirou a Europa Ocidental das ruínas da guerra e a trouxe para o mercado ascendente, outro efeito da expansão americana foi salvar a China comunista - mesmo com resistências dos congressistas americanos - da ruina politica, porque econômica já batia à porta.



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Depois das políticas chinesas de seus líderes comunistas, como: "um passo à frente" e "revolução cultural maoista" não terem resolvido a ruina econômica do país, com a morte do ditador Mao Tse Tung, ascendeu ao poder o ex-renegado Deng Shao Ping, que fez, aquela economia arruinada, com opção comunista tomar novo rumo.

'Estatismo e Planos de assistência social'

No Brasil de hoje, estatista e dos planos assistencialistas (bolsas de todo tipo) tem à sua frente a opção de crescimento econômico, misturando investimentos das grandes corporações globais e um empreendedorismo de todos níveis como vias para saída dos níveis de pobreza e dependência dos mais pobres de eternas politicas de assistencialismo do Estado.

Pois é, me sentirei contemplado (pensamento de hoje) com Daniela Marques na direção da Economia.


Fica dito


*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)



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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.




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Liberdade e Democracia - Por Ricardo Andrade*

13/10/2026

Somos, pessoalmente contra, que instituições sociais/coletivos, formalizem apoio expresso ou manifesto à candidaturas, sejam elas quais forem, em qualquer nível dos poderes da República, pois somos uma entidade democrática, com visões distintas e posições ideológicas diferentes, que não deve ser aparelhada por grupos, candidatos ou partidos. Debatemos políticas públicas, e não política partidária ou eleitoral. No entanto, essa eleição neste 2o turno, possue características históricas muito especiais, pois está em jogo, muito mais que apenas o futuro do país, mas nossa própria democracia e a soberania. Podemos comentar e expressar nossas opiniões livremente, com cautela, respeito, empatia e de forma democrática, lembrando, que o IHGAAP não irá formalizar nem tomar nenhuma decisão em relação à isso. Mesmo sabendo que não existe neutralidade (como dizia Paulo Freire), não faremos enquete, pesquisa ou algo parecido. Cada um tem a liberdade pra fazer suas escolhas e opções. Nosso grupo já s...

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Somos, pessoalmente contra, que instituições sociais/coletivos, formalizem apoio expresso ou manifesto à candidaturas, sejam elas quais forem, em qualquer nível dos poderes da República, pois somos uma entidade democrática, com visões distintas e posições ideológicas diferentes, que não deve ser aparelhada por grupos, candidatos ou partidos. Debatemos políticas públicas, e não política partidária ou eleitoral. No entanto, essa eleição neste 2o turno, possue características históricas muito especiais, pois está em jogo, muito mais que apenas o futuro do país, mas nossa própria democracia e a soberania. Podemos comentar e expressar nossas opiniões livremente, com cautela, respeito, empatia e de forma democrática, lembrando, que o IHGAAP não irá formalizar nem tomar nenhuma decisão em relação à isso. Mesmo sabendo que não existe neutralidade (como dizia Paulo Freire), não faremos enquete, pesquisa ou algo parecido. Cada um tem a liberdade pra fazer suas escolhas e opções. Nosso grupo já sabe o risco que representa o retorno de um governo Neofascista, mas não devemos nos posicionar em nome de todos. Já com os representantes eleitos do povo deveria ser diferente, eles representam uma parcela do pensamento político-ideológico da sociedade, e não deveriam ficar "em cima do muro", numa comodidade eterna, pra não "se queimar" com um dos lados. Eles tem responsabilidade com o país e tem que ter 'Lado'. A covardia de muitos políticos gerou o grupo político mais nefasto desse país, no Congresso Nacional, conhecido como 'Centrão', que desde a redemocratização sempre ficou e fica na base de apoio de todos os Presidentes eleitos.

Tenho dito.


*Ricardo Andrade, é Historiador, Cientista Político, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370



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Veneziano reafirma luta pela aprovação do fim da escala 6x1, sem redução salarial

13/10/2026

Após um final de semana com aniversário de Campina Grande, Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, e Dia das Crianças, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) já está em Brasília, onde votará a favor da PEC 221/2019, que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1, sem redução de salários.

A votação

A votação, em 1º turno, está marcada para amanhã; quarta-feira (14/10) no Senado Federal.

Como Líder da Maioria, Veneziano atuará na articulação do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) pela aprovação da matéria. “Estou aqui em Brasília. Vim ontem à noite para cumprir essa obrigação tão desejada que é votar a escala 5x2 e acabar com a escala 6x1, trazer dignidade para os nossos trabalhadores. Nesta quarta-feira nós vamos enfrentar no voto e cada um vai mostrar, aquele e aquela que são favoráveis ao trabalhador, e aqueles e aquelas que não são favoráveis aos trabalhadores”, disse o Senador.

Elog...

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Após um final de semana com aniversário de Campina Grande, Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, e Dia das Crianças, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) já está em Brasília, onde votará a favor da PEC 221/2019, que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1, sem redução de salários.

A votação

A votação, em 1º turno, está marcada para amanhã; quarta-feira (14/10) no Senado Federal.

Como Líder da Maioria, Veneziano atuará na articulação do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) pela aprovação da matéria. “Estou aqui em Brasília. Vim ontem à noite para cumprir essa obrigação tão desejada que é votar a escala 5x2 e acabar com a escala 6x1, trazer dignidade para os nossos trabalhadores. Nesta quarta-feira nós vamos enfrentar no voto e cada um vai mostrar, aquele e aquela que são favoráveis ao trabalhador, e aqueles e aquelas que não são favoráveis aos trabalhadores”, disse o Senador.

Elogiou

Veneziano elogiou a iniciativa do presidente Lula em propor a mudança e aproveitou para reforçar o pedido aos paraibanos, para que ele seja reeleito. “Nós que defendemos o presidente Lula, que defendemos a sua iniciativa pelo fim da escala 6x1, pela implantação da escala 5x2, vamos continuar permanentemente, como assim o fizemos na semana passada, a defender a dignidade, a saúde para os nossos trabalhadores. Temos aí 12 dias para fazermos a grande diferença, elegermos mais uma vez aquele que representa o melhor projeto para o nosso país, o presidente Lula. Lula-lá”, disse Veneziano.




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Ainda Falando sobre Ontem - O Dia Das Crianças, Sempre... - Crônica Poética - Por Romero Falcão*

13/10/2026

Pensem nas crianças de antigamente,
sem shopping, sem grife,
sem tablet, sem crise.
Lembrem-se das crianças de antigamente:
como eram felizes,
descalças, leves e livres.

Vejam as crianças de hoje:
obesas, pesadas, adultas,
aprisionadas por telas
e padrões de beleza.

Eu cá pergunto aos meus botões:
o que será dessa gente pequena
quando ficar grande?

Que recordações guardarão da infância?
A flor e as estrelas cativas
de um condomínio de luxo?

O que escreverão sobre seus tenros dias?
Que comeram muito hambúrguer
e ficaram Big felizes?
Que as ruas de suas cidades
eram corredores de shopping,
e as meninas da escola
só pensavam em grifes famosas
e nos garfos de restaurantes caros?

Que passaram madrugadas
zerando jogos no videogame?
Que inventaram aplicativos
e ganhar...

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Pensem nas crianças de antigamente,
sem shopping, sem grife,
sem tablet, sem crise.
Lembrem-se das crianças de antigamente:
como eram felizes,
descalças, leves e livres.

Vejam as crianças de hoje:
obesas, pesadas, adultas,
aprisionadas por telas
e padrões de beleza.

Eu cá pergunto aos meus botões:
o que será dessa gente pequena
quando ficar grande?

Que recordações guardarão da infância?
A flor e as estrelas cativas
de um condomínio de luxo?

O que escreverão sobre seus tenros dias?
Que comeram muito hambúrguer
e ficaram Big felizes?
Que as ruas de suas cidades
eram corredores de shopping,
e as meninas da escola
só pensavam em grifes famosas
e nos garfos de restaurantes caros?

Que passaram madrugadas
zerando jogos no videogame?
Que inventaram aplicativos
e ganharam muito dinheiro?

Que tiveram diabetes tão cedo,
que envelheceram ainda crianças,
ainda de fraldas
na sala do terapeuta?

Entediados, estressados, ansiosos,
acossados pelas neuroses dos pais,
submetidos à natação,
ao inglês, ao judô, ao balé,
obrigados ainda a tocar um instrumento.

E se tornaram competitivos,
indiferentes?

Talvez um dia cheguem à conclusão
de que, apesar de tantos desejos,
o maior de todos
era ser a criança que nunca foram.

E a mangueira do meu quintal de menino...
Lá do alto, seus galhos
sonham abraçar essas crianças
que nunca terão espaço
para voar até o alto.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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A Escolha do Presidente da República e o Futuro da Defesa Nacional Brasileira - Por Amadeu Robalinho*

13/10/2026

Às vésperas das eleições gerais de 2026, o Brasil precisa compreender que a escolha do próximo Presidente da República transcende a disputa partidária, as promessas de campanha e as prioridades econômicas de curto prazo. Está em jogo a capacidade do Estado brasileiro de proteger seu território, defender seus interesses estratégicos, preservar sua autonomia decisória e assegurar que as futuras gerações não dependam da vontade de outras nações para exercer a própria soberania. A Defesa Nacional não pode continuar confinada aos quartéis, aos gabinetes militares ou aos círculos especializados. Ela precisa ocupar o centro do debate político, econômico, científico e tecnológico do País, porque constitui um dos pilares fundamentais de qualquer projeto consistente de desenvolvimento nacional.

A pergunta que se impõe é direta: estamos preparados para escolher um Presidente da República que compreenda a dimensão estratégica da soberania nacional ou continuaremos elegendo governant...

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Às vésperas das eleições gerais de 2026, o Brasil precisa compreender que a escolha do próximo Presidente da República transcende a disputa partidária, as promessas de campanha e as prioridades econômicas de curto prazo. Está em jogo a capacidade do Estado brasileiro de proteger seu território, defender seus interesses estratégicos, preservar sua autonomia decisória e assegurar que as futuras gerações não dependam da vontade de outras nações para exercer a própria soberania. A Defesa Nacional não pode continuar confinada aos quartéis, aos gabinetes militares ou aos círculos especializados. Ela precisa ocupar o centro do debate político, econômico, científico e tecnológico do País, porque constitui um dos pilares fundamentais de qualquer projeto consistente de desenvolvimento nacional.

A pergunta que se impõe é direta: estamos preparados para escolher um Presidente da República que compreenda a dimensão estratégica da soberania nacional ou continuaremos elegendo governantes sem exigir deles uma visão clara sobre a capacidade brasileira de defender os próprios interesses?

O cenário internacional oferece respostas contundentes àqueles que ainda enxergam a Defesa como uma despesa secundária. A competição entre grandes potências, as disputas por recursos naturais, a corrida tecnológica, as ameaças cibernéticas, a instrumentalização das relações comerciais e a crescente vulnerabilidade das infraestruturas críticas demonstram que o poder nacional não se sustenta apenas por declarações diplomáticas ou pelo peso econômico de um país. Sustenta-se pela capacidade de transformar recursos, conhecimento, tecnologia e organização estatal em instrumentos concretos de autonomia estratégica.

Na realidade contemporânea, a soberania não é apenas um princípio jurídico inscrito na Constituição. É uma condição material que exige capacidades econômicas, industriais, científicas, tecnológicas, energéticas, logísticas e militares. Um Estado pode ser formalmente independente e, ainda assim, encontrar-se profundamente condicionado por fornecedores estrangeiros, sistemas tecnológicos proprietários, componentes críticos importados, dependências energéticas e limitações na capacidade de produzir os meios necessários à própria defesa.

É precisamente nesse ponto que o Brasil precisa despertar.

A soberania não se compra pronta no exterior

Nenhuma nação alcança autonomia estratégica duradoura quando depende exclusivamente de terceiros para projetar, fabricar, manter e modernizar os equipamentos indispensáveis à sua segurança. A aquisição de sistemas estrangeiros pode integrar uma política de defesa racional, desde que acompanhada de transferência efetiva de tecnologia, capacitação nacional, domínio de manutenção, desenvolvimento de fornecedores brasileiros e construção progressiva de competências próprias.

Comprar equipamentos não equivale a dominar a tecnologia que os tornou possíveis. Operar um sistema não significa conhecer integralmente sua arquitetura. Possuir uma plataforma militar não assegura independência quando seus componentes essenciais, atualizações, munições, softwares ou serviços de manutenção dependem de decisões tomadas fora do território nacional.

Essa distinção precisa orientar a política brasileira de Defesa Nacional.

O País dispõe de universidades, centros de pesquisa, engenheiros, cientistas, técnicos, empresas de base tecnológica e instituições militares capazes de contribuir para a construção de capacidades estratégicas. O desafio consiste em integrar esses ativos em uma política de Estado, com continuidade orçamentária, prioridades definidas e objetivos mensuráveis.

É nesse contexto que a Engenharia de Defesa assume importância decisiva. Mais do que uma área técnica, ela representa um instrumento de conversão do conhecimento científico em capacidade operacional, industrial e estratégica. Abrange o desenvolvimento de sistemas de armas, sensores, comunicações seguras, plataformas navais, veículos terrestres, tecnologias aeroespaciais, sistemas não tripulados, inteligência artificial, guerra eletrônica, ciberdefesa, materiais avançados e soluções destinadas à proteção das infraestruturas críticas.

A capacidade de projetar, integrar, testar, produzir, manter e aperfeiçoar esses sistemas dentro do País reduz vulnerabilidades e amplia a liberdade de ação do Estado. Por isso, a Engenharia de Defesa deve ser compreendida como componente estruturante da soberania tecnológica brasileira.

Não se trata de produzir tudo internamente, independentemente dos custos ou da viabilidade econômica. Trata-se de identificar as tecnologias críticas, estabelecer prioridades nacionais e impedir que dependências externas comprometam a capacidade brasileira de decidir em momentos de crise.

A Base Industrial de Defesa como instrumento de poder nacional

A Base Industrial de Defesa não pode ser tratada como um segmento econômico periférico, acionado apenas quando surgem necessidades imediatas das Forças Armadas. Ela integra a infraestrutura estratégica do Estado e deve ser reconhecida como vetor de desenvolvimento industrial, inovação científica, geração de empregos qualificados e fortalecimento da autonomia nacional.

Uma indústria de defesa consistente produz efeitos que ultrapassam o ambiente militar. Estimula a formação de engenheiros e pesquisadores, movimenta cadeias produtivas complexas, desenvolve materiais e processos industriais, impulsiona tecnologias de uso dual e contribui para elevar a competitividade de setores civis da economia.

A indústria aeronáutica, a construção naval, a metalurgia avançada, a eletrônica, a microeletrônica, a engenharia de materiais, a energia nuclear, as telecomunicações e a inteligência artificial possuem interfaces estratégicas com a Defesa Nacional. Quando articuladas em uma política industrial de longo prazo, essas áreas podem ampliar a capacidade de inovação do Brasil e reduzir vulnerabilidades que, em circunstâncias adversas, se converteriam em limitações operacionais e políticas.

Entretanto, não existe base industrial robusta sem previsibilidade. Empresas não mantêm equipes altamente especializadas, instalações produtivas e programas de pesquisa de longa duração quando convivem com encomendas incertas, interrupções de contratos e mudanças recorrentes de prioridades governamentais.

Projetos estratégicos precisam atravessar mandatos presidenciais sem perder sua continuidade essencial. Submarinos, aeronaves, sistemas de monitoramento, satélites, comunicações militares e tecnologias críticas exigem planejamento plurianual, financiamento compatível com suas etapas de desenvolvimento e mecanismos de controle que garantam transparência, eficiência e responsabilidade fiscal.

O Presidente da República, como chefe de Estado e de governo e autoridade suprema das Forças Armadas nos termos constitucionais, exerce papel central na definição das prioridades nacionais, na coordenação da política de defesa e na articulação entre os instrumentos diplomáticos, econômicos, científicos, industriais e militares do poder brasileiro.

Por essa razão, a escolha presidencial não pode prescindir de uma avaliação criteriosa das propostas destinadas à Defesa. É necessário saber o que cada candidatura pretende fazer, como pretende financiar suas iniciativas, quais capacidades considera prioritárias e de que maneira pretende transformar investimentos públicos em resultados concretos para o País.

Engenharia de Soberania e Estratégia: integrar capacidades para garantir autonomia

O Brasil necessita superar a fragmentação entre política industrial, planejamento militar, ciência e tecnologia, infraestrutura, energia e relações exteriores. A ausência de coordenação estratégica entre esses campos reduz a eficiência dos investimentos e dificulta a transformação do potencial nacional em poder efetivo.

É nesse espaço que se insere a Engenharia de Soberania e Estratégia, entendida como um framework teórico-metodológico voltado à integração de recursos estatais, capacidades tecnológicas, infraestrutura crítica e instrumentos de defesa em favor da autonomia decisória da Nação.

Sua premissa fundamental é que soberania não resulta da existência isolada de recursos naturais, instituições ou equipamentos militares. Resulta da capacidade de articular esses elementos em sistemas nacionais funcionais, resilientes e capazes de sustentar decisões soberanas diante de pressões externas.

Sob essa perspectiva, energia, infraestrutura, tecnologia, defesa e soberania não devem ser tratadas como agendas independentes. Formam dimensões interdependentes de uma arquitetura estratégica nacional.

Um País que dispõe de recursos naturais, mas não domina tecnologias essenciais para transformá-los, permanece exposto a dependências. Um Estado que constrói infraestrutura sem proteger seus sistemas digitais e físicos cria vulnerabilidades. Uma nação que adquire equipamentos militares sem desenvolver capacidade de sustentação logística e tecnológica pode descobrir, em uma crise, que sua liberdade de ação possui limites impostos por terceiros.

A Engenharia de Soberania e Estratégia propõe, portanto, uma mudança de perspectiva: avaliar as políticas públicas também pela contribuição que oferecem à capacidade autônoma do Estado brasileiro. Isso exige identificar dependências críticas, estabelecer prioridades tecnológicas, fortalecer cadeias produtivas nacionais, formar recursos humanos especializados e medir resultados com critérios objetivos.

O próximo Presidente da República deveria ser instado a apresentar uma agenda concreta para essa integração. Não basta defender genericamente a indústria nacional ou manifestar apreço pelas Forças Armadas. É preciso demonstrar como o governo pretende converter conhecimento científico, capacidade industrial e orçamento público em autonomia estratégica efetiva.

A defesa das infraestruturas críticas e a soberania nacional.

A discussão torna-se ainda mais urgente quando se observa a crescente dependência brasileira de infraestruturas essenciais ao funcionamento do Estado e da economia.

Cabos submarinos de telecomunicações, redes elétricas, sistemas de geração e distribuição de energia, instalações portuárias, complexos industriais, redes de comunicação, centros de dados, sistemas espaciais, instalações nucleares e corredores logísticos constituem ativos cuja interrupção pode produzir consequências econômicas, sociais e estratégicas de grande magnitude.

A proteção dessas estruturas não pode depender exclusivamente de respostas emergenciais. Exige planejamento integrado, avaliação de riscos, capacidade de monitoramento, redundância tecnológica, protocolos de resposta e coordenação entre órgãos públicos, operadores privados e instituições responsáveis pela segurança nacional.

No caso dos cabos submarinos, por exemplo, a dependência das comunicações internacionais torna indispensável uma política que associe conhecimento do ambiente marítimo, proteção física, segurança cibernética, capacidade de reparação e cooperação internacional. A infraestrutura digital não está separada da soberania territorial e marítima. Ela constitui uma extensão material dos interesses estratégicos brasileiros.

O mesmo raciocínio aplica-se à energia, ao espaço exterior e às cadeias de suprimento de tecnologias críticas. A defesa contemporânea não se limita à proteção das fronteiras geográficas. Abrange os sistemas que permitem ao País funcionar, comunicar-se, produzir, transportar, governar e reagir a situações adversas.

É por isso que a Defesa Nacional deve dialogar permanentemente com a engenharia, a indústria, a academia, a diplomacia, a inteligência e a segurança pública, respeitadas as competências legais de cada instituição.

A segurança de um país não se improvisa no momento da crise. É construída antes dela, por meio de decisões políticas, investimentos consistentes e instituições preparadas.

O voto presidencial no segundo turno e a responsabilidade estratégica do eleitor

As eleições gerais de 2026 representam uma oportunidade para que a sociedade brasileira exija uma discussão mais madura sobre o destino estratégico da Nação.

A escolha do Presidente da República influencia a orientação política do Estado, as prioridades orçamentárias, a continuidade dos programas estratégicos, a política industrial, a formação de profissionais e a capacidade de coordenação entre os diferentes setores governamentais. Não determina tudo isoladamente, pois a política de defesa também depende do Congresso Nacional, do planejamento institucional, da participação da sociedade e dos mecanismos constitucionais de controle. Ainda assim, a liderança presidencial é decisiva para conferir direção, prioridade e continuidade à agenda nacional.

O eleitor precisa perguntar aos candidatos: qual é a visão de cada um para a Defesa Nacional brasileira? Como pretendem fortalecer a Base Industrial de Defesa? Que tecnologias consideram indispensáveis ao domínio nacional? Como pretendem ampliar a formação de engenheiros, cientistas e especialistas? Quais mecanismos adotarão para proteger as infraestruturas críticas? Como assegurarão previsibilidade aos projetos estratégicos sem comprometer a responsabilidade fiscal? Qual será a relação entre desenvolvimento industrial, autonomia tecnológica e capacidade militar?

É necessário, ainda, avaliar a disposição de cada candidatura para estabelecer metas verificáveis, prestar contas dos resultados e preservar programas estratégicos cuja relevância ultrapasse o calendário eleitoral.

Uma política de defesa consistente não deve pertencer a um partido, a um governo ou a uma corrente ideológica. Deve servir aos interesses permanentes do Brasil, sob a autoridade da Constituição e o controle das instituições democráticas.

O País não precisa escolher entre desenvolvimento econômico e Defesa Nacional. Precisa compreender que, em determinadas áreas, a capacidade de defender seus interesses é condição para preservar as próprias possibilidades de desenvolvimento.

Tampouco deve confundir soberania com isolamento. A cooperação internacional, o comércio e as parcerias tecnológicas são instrumentos importantes, desde que estruturados de maneira a ampliar capacidades nacionais, diversificar fornecedores e evitar dependências que possam comprometer decisões soberanas.

A questão central não é fechar as portas ao mundo, mas entrar nele com competência, capacidade de negociação e instrumentos próprios de poder.

A história demonstra que nações podem perder parcelas relevantes de sua liberdade de ação muito antes de qualquer confronto militar. Isso acontece quando negligenciam suas capacidades produtivas, deixam de investir em conhecimento, permitem a deterioração de suas estruturas estratégicas ou aceitam dependências que restringem suas escolhas.

O Brasil ainda dispõe de vantagens significativas: território extenso, recursos naturais, população qualificada em diferentes setores, capacidade agrícola e industrial, tradição diplomática, universidades, centros de pesquisa e instituições de defesa com experiência acumulada. O desafio é transformar essas vantagens em capacidades integradas, sustentáveis e compatíveis com a dimensão dos interesses nacionais.

Não há espaço para alarmismo, mas tampouco para complacência. A soberania exige lucidez, planejamento e trabalho. Exige compreender que cada decisão sobre ciência, indústria, energia, infraestrutura e defesa produz consequências para a posição do País no sistema internacional.

O próximo Presidente da República terá a responsabilidade de conduzir o Brasil em um ambiente de competição estratégica, transformação tecnológica e crescente disputa por recursos, mercados e influência. Sua capacidade de compreender a relação entre Engenharia, Defesa Nacional, Estratégia e Desenvolvimento poderá contribuir decisivamente para determinar o grau de autonomia que o País terá nas próximas décadas.

Por isso, a sociedade brasileira precisa deixar de tratar a Defesa como assunto distante, reservado a especialistas ou lembrado apenas em momentos de tensão internacional. A Defesa é uma questão de cidadania, de desenvolvimento e de responsabilidade política. É também uma questão de engenharia, porque a soberania precisa ser construída, sustentada e protegida por capacidades reais.

Na urna, o brasileiro não escolherá apenas um administrador para os próximos quatro anos. Escolherá uma liderança que influenciará as condições sob as quais o País produzirá tecnologia, protegerá suas riquezas, desenvolverá sua indústria e defenderá sua liberdade de decisão.

A pergunta que deve acompanhar o eleitor até as urnas é simples:

Qual candidato possui visão estratégica, compromisso institucional e capacidade de transformar a soberania nacional em uma política concreta de Estado?

O emissário da pressão externa não precisa necessariamente chegar acompanhado de uma esquadra. Pode apresentar-se na forma de uma dependência tecnológica, de uma vulnerabilidade digital, de uma interrupção no fornecimento de componentes críticos ou de uma restrição à liberdade de decisão do governo brasileiro.

Quando essas vulnerabilidades se revelam, muitas vezes, as escolhas fundamentais já deveriam ter sido feitas.

O Brasil ainda tem condições de escolher seu caminho. Mas precisa compreender que a independência política só se sustenta quando encontra respaldo na capacidade econômica, industrial, científica, tecnológica e militar da Nação.


A soberania não se proclama apenas. Constrói-se. E a escolha de quem governará o Brasil será uma das decisões fundamentais para determinar se essa construção avançará ou continuará à espera de uma prioridade que não pode mais ser adiada.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Adeus, Jomard! - Poema em Homenagem Póstuma ao Grande JMB - Por Eduardo Albuquerque*

13/10/2026

“O famigerado JMB”,
“O ETC do amor cortês”,
assim a si auto-intitulava,
O paladino da vanguarda!

E nosso peito arde,
de saudades, Jomard!
Irreverente a tua arte,
Ei-la viva em toda parte:



“Outros Orfeus”,
“Arrecife do Desejo”,
“O Palhaço Degolado”,
“Atentados Poéticos”...

“Terceira Aquarela do Brasil”,
“Bordel, Brasilírico Bordel”,
“Do Modernismo a Bossa Nova”,
“Inventário de um Feudalismo Cultural”...



Tua rua Imperial,
teu berço natal,
teus tempos tropicais,
Tu sempre intelectual.

Um novo portal,
a transitoriedade,
és ícone imortal,
Deus te aguarde!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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“O famigerado JMB”,
“O ETC do amor cortês”,
assim a si auto-intitulava,
O paladino da vanguarda!

E nosso peito arde,
de saudades, Jomard!
Irreverente a tua arte,
Ei-la viva em toda parte:



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“Outros Orfeus”,
“Arrecife do Desejo”,
“O Palhaço Degolado”,
“Atentados Poéticos”...

“Terceira Aquarela do Brasil”,
“Bordel, Brasilírico Bordel”,
“Do Modernismo a Bossa Nova”,
“Inventário de um Feudalismo Cultural”...



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Tua rua Imperial,
teu berço natal,
teus tempos tropicais,
Tu sempre intelectual.

Um novo portal,
a transitoriedade,
és ícone imortal,
Deus te aguarde!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Nanoempreendedor x MEI: Qual a Melhor Opção no Contexto da Reforma Tributária para o Trabalhador? - Por Rosa Freitas*

13/10/2026

A regulamentação do nanoempreendedor no contexto da Reforma Tributária (RTF) foi estruturada pela Lei Complementar nº 214/2025 e recentemente detalhada pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6, de 28 de agosto de 2026. Esta modalidade busca retirar milhões de trabalhadores autônomos da total informalidade, gerando um debate importante sobre a ausência de garantias sociais automáticas.

1. O Enquadramento do Nanoempreendedor na LC n. 214/2025

* Limite de Faturamento: Destinado a pessoas físicas com faturamento bruto anual de até R$ 40.500 (cerca de R$ 3.375 por mês), o que corresponde a 50% do teto do MEI.
* Redutor para Motoristas e Entregadores: Para categorias específicas (como motoristas de aplicativo e entregadores), aplica-se um redutor de 25% sobre o valor bruto recebido para o cálculo do teto, permitindo faturamentos brutos de até R$ 162.000 por ano sem desenquadrar da categoria. Recentemente, esses valores auferidos também passaram a ser rec...

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A regulamentação do nanoempreendedor no contexto da Reforma Tributária (RTF) foi estruturada pela Lei Complementar nº 214/2025 e recentemente detalhada pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6, de 28 de agosto de 2026. Esta modalidade busca retirar milhões de trabalhadores autônomos da total informalidade, gerando um debate importante sobre a ausência de garantias sociais automáticas.

1. O Enquadramento do Nanoempreendedor na LC n. 214/2025

* Limite de Faturamento: Destinado a pessoas físicas com faturamento bruto anual de até R$ 40.500 (cerca de R$ 3.375 por mês), o que corresponde a 50% do teto do MEI.
* Redutor para Motoristas e Entregadores: Para categorias específicas (como motoristas de aplicativo e entregadores), aplica-se um redutor de 25% sobre o valor bruto recebido para o cálculo do teto, permitindo faturamentos brutos de até R$ 162.000 por ano sem desenquadrar da categoria. Recentemente, esses valores auferidos também passaram a ser reconhecidos como renda pelo Feirão da Caixa.
Regras de Dispensa (Vigência de 2026 a 2028)
O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6/2026 unificou as diretrizes para desobrigar temporariamente o nanoempreendedor de certas exigências formais até 31 de dezembro de 2028:

Art. 2º Para o nanoempreendedor referido no art. 25, caput, inciso IV, do Decreto nº 12.955, de 29 de abril de 2026, e da Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026, fica dispensada a obrigatoriedade de:

I - inscrição no cadastro com identificação única, mediante inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ, de que trata o art. 105, § 3º, inciso VI, alínea "b", do Decreto nº 12.955, de 29 de abril de 2026, e da Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026; e
II - emissão dos documentos fiscais eletrônicos de que trata o art. 115, caput, inciso VI, alínea "b", do Decreto nº 12.955, de 29 de abril de 2026, e da Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026.
Parágrafo único. A dispensa de que trata este artigo não se aplica ao nanoempreendedor que exercer a opção pelo regime regular do IBS e da CBS, na forma do inciso II do § 1º do art. 26 da Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025.

2. Comparativo Detalhado: Nanoempreendedor vs. MEI

* Identificação e Natureza Jurídica: O Nanoempreendedor atua exclusivamente como Pessoa Física, utilizando apenas o CPF, enquanto o MEI é constituído formalmente como Pessoa Jurídica e possui CNPJ próprio.
* Teto de Faturamento Anual: O Nanoempreendedor possui teto máximo de faturamento de R$ 40.500 por ano (com exceção dos casos com aplicação do redutor), ao passo que o MEI permite faturar até R$ 81.000 por ano.
* Recolhimento Tributário: O Nanoempreendedor é totalmente isento do recolhimento de IBS e CBS, possuindo custo zero operacional relativo a esses impostos. Já o MEI realiza o recolhimento mensal fixo de tributos por meio do pagamento da guia DAS.
* Direitos Previdenciários (INSS): O enquadramento no Nanoempreendedor não garante direitos previdenciários automáticos, deixando o trabalhador sem cobertura do INSS. Por outro lado, o MEI assegura cobertura previdenciária completa, garantindo direitos como aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) e salário-maternidade.
* Contratação de Funcionários: O Nanoempreendedor destina-se exclusivamente ao trabalho individual, sem a possibilidade de contratar empregados. O MEI permite a contratação de até 1 funcionário.
* Outras Obrigações: A isenção do nanoempreendedor restringe-se ao IBS e CBS (impostos sobre o consumo). O trabalhador ainda pode se sujeitar às regras gerais do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), taxas municipais e alvarás. Além disso, nas vendas para empresas ou setor público, o nanoempreendedor depende de mecanismos de autofaturamento da tomadora, já que não emite nota fiscal própria.

3. Vantagens e Desvantagens (Prós e Contratual)

Vantagens do Nanoempreendedor

* Custo Operacional Zero: Isenção de IBS/CBS e sem pagamento de guias mensais fixas.
* Desburocratização Temporária: Atuação facilitada via CPF sem a obrigatoriedade de CNPJ ou emissão de notas fiscais eletrônicas até dezembro de 2028.
* Inclusão com Redutor: Ampla margem de enquadramento para motoristas de aplicativos e entregadores por meio do redutor de 25%.
Vantagens do MEI
* Proteção Previdenciária: Cobertura completa pelo INSS (aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária, salário-maternidade), corrigindo a lacuna social do modelo nano.
* Autonomia Comercial e Fiscal: Emissão própria de notas fiscais e facilidade para fechar contratos B2B e com órgãos públicos.
* Bancarização e Crédito: Facilidade na abertura de contas PJ e acesso a linhas de crédito corporativo com melhores condições, podendo optar por sistemas híbridos como o Simples Nacional.

4. Crítica Social e Fundamentação Teórica: Qual é a Melhor Opção?

Aprofundamento Crítico: Capitalismo Canibal e Capital Improdutivo

Para além das escolhas pragmáticas do trabalhador, a institucionalização do nanoempreendedorismo precisa ser compreendida sob a ótica da sociologia política e da economia crítica:

* O Capitalismo Canibal (Nancy Fraser):
Nancy Fraser demonstra que o sistema capitalista subsiste "canibalizando" as bases de reprodução social e a própria segurança da força de trabalho. Ao desobrigar a contribuição previdenciária automática no modelo nano sob a justificativa da simplificação tributária, o Estado legitima a expropriação da seguridade social. Transfere-se integralmente para o trabalhador precarizado o risco da velhice, da doença e da invalidez, reduzindo a reprodução social a um encargo exclusivamente individual.
* O Capital Improdutivo e a Extração Rentista (Ladislau Dowbor):
Nas formulações de Ladislau Dowbor sobre o capital improdutivo e a financeirização, explicita-se como a economia corporativa captura o valor gerado pelo trabalho real. O nanoempreendedor (como o entregador ou motorista de aplicativo) mobiliza seu próprio capital produtivo (veículo, smartphone, energia física). O redutor de 25% expõe essa assimetria: enquanto plataformas e intermediadores financeiros extraem lucros expressivos do circuito econômico, o trabalhador absorve a degradação das suas condições de vida sob o invólucro ideológico do "empreendedorismo".

Síntese e Decisão Prática

* Escolha o Nanoempreendedor se: Você está iniciando com baixo faturamento, quer testar a atividade sem custos fixos e já possui cobertura previdenciária por outra via.
* Escolha o MEI se: Você prioriza a segurança previdenciária garantida, deseja emitir notas fiscais com autonomia para negociar com o mercado corporativo ou público, e busca facilidade de acesso a crédito bancário, pois o MEI pode optar pelo sistema híbrido como o Simples Nacional.

5. Conclusão Crítica:

A Reforma Tributária serve ao regime capitalista canibal DE especulação dentro da lógica da precarização do trabalho e o nano parece lhe incluir no sistema. Nao têm patrimônio, não têm investimento produtivo, não investite em.maquinas, não têm empregados....
É mais uma ilusão útil para quem acredita em conceitos falidos, falsos e hipócritas como meritocracia e empreendedorismo. Seja como fonte principal ou complemento de renda, o nanoempreendedor sem garantia previdenciária permanece sendo um peso nas costas do trabalhador precarizado.
O mínimo de proteção seria possivel com um valor de contribuição previdenciária como MEI para aqueles que não tem essa opção como fonte unica de renda.


5. Referências


* Brasil. Lei Complementar nº 214, de 16 de janeiro de 2025. (Institui o IBS e a CBS).
* Brasil. Decreto nº 12.955, de 29 de abril de 2026. Regulamenta a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS).
* Comitê Gestor do IBS. Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026. Regulamenta o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
* Receita Federal do Brasil & Comitê Gestor do IBS. Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 6, de 28 de agosto de 2026. Dispõe sobre a dispensa de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais eletrônicos para o nanoempreendedor.
* DOWBOR, Ladislau. A Era do Capital Improdutivo: A nova arquitetura do poder sob o domínio da finança. São Paulo: Autonomia Literária, 2017.
* FRASER, Nancy. Capitalismo Canibal: Como o nosso sistema está devorando a democracia, o cuidado e o planeta e o que podemos fazer quanto a isso. São Paulo: Autonomia Literária, 2024.


*Profa. Rosa Freitas, é Doutora em Direito e pelo PPGD/UFPE, servidora pública, com 20 anos de experiência nas áreas pública e privada, Pós-Graduada em Transição Energética e novos Negócios pela PUC-PR, autora de livros e artigos jurídicos, dentre "A nova dogmáticada da tributação de serviçosno Brasil" pela Editora Ponto a Ponto. @profa.dra.rosafreitas e Advrosafreitas@gmail.com



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