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Últimos dias para inscrição no Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo da Academia Pernambucana de Letras

27/11/2024

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No próximo sábado 30/11, encerra-se o prazo para inscrição no prêmio de Literatura Regional em homenagem ao centenário do acadêmico José Nivaldo e sua espôsa, a médica e escritora Neíse Gondim. Academia Pernambucana de Letras, presidida pelo imortal Lourival Holanda aprovou o regulamento e indicou dois dos membros da comissão julgadora. Poderão concorrer autores de obras publicadas a partir de 2022, em território nacional, de qualquer gênero literário desde que aborde temáticas regionalistas. Haverá premiações em dinheiro para os três primeiros colocados e diplomas para até 05 menções honrosas.





Comissão

Integrarão a Comissão Julgadora as acadêmicas Ana Maria César e Flávia Suassuna e mais o escritor Silvio Amorim, indicado indicado pela família dos homenageados.
As inscrições estarão abertas durante todo o mês de novembro, dia 30, inclusive. Serão consideradas as obras entregues na Academia ou enviadas pelo...

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No próximo sábado 30/11, encerra-se o prazo para inscrição no prêmio de Literatura Regional em homenagem ao centenário do acadêmico José Nivaldo e sua espôsa, a médica e escritora Neíse Gondim. Academia Pernambucana de Letras, presidida pelo imortal Lourival Holanda aprovou o regulamento e indicou dois dos membros da comissão julgadora. Poderão concorrer autores de obras publicadas a partir de 2022, em território nacional, de qualquer gênero literário desde que aborde temáticas regionalistas. Haverá premiações em dinheiro para os três primeiros colocados e diplomas para até 05 menções honrosas.

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Comissão

Integrarão a Comissão Julgadora as acadêmicas Ana Maria César e Flávia Suassuna e mais o escritor Silvio Amorim, indicado indicado pela família dos homenageados.
As inscrições estarão abertas durante todo o mês de novembro, dia 30, inclusive. Serão consideradas as obras entregues na Academia ou enviadas pelos correios até aquela data e a entrega do prêmio ocorrerá na premiação conjunta da APL, que acontecerá no final de janeiro por ocasião do aniversário da Academia.

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Detalhes

O regulamento do prêmio, cuja íntegra está publicada a seguir, estabelece que poderão participar obras publicadas a partir de 2022. Esse item, por si só, exclui a participação de publicações digitais, que podem ser alteradas a qualquer momento, ou seja, não há comprovação absoluta da data. Ainda com relação a isso, o regulamento estabelece o envio de três exemplares em invólucro com determinadas exigências, além de outros itens que não teriam como ser cumpridos por obras exclusivamente digitais.
Ainda foi questionado se participações, mesmo discretas como prefácios, orelhas, apresentações ou comentários de membros da Academia ou familiares dos homenageados excluía a participação do livro no concurso. A resposta é que não serão aceitas as inscrições. O objetivo do item do regulamento é excluir qualquer dúvida sobre possível influência de textos de acadêmicos ou familiares na escolha dos vencedores. O regulamento descreve até o conceito de livro. Ou seja, qualquer participação de membros da Academia ou familiares dos homenageados no livro concorrente exclui a obra e a suposta inscrição não será acatada.

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O regulamento

Para consulta dos interessados, segue-se o regulamento completo do prêmio indicando todos os procedimentos a serem adotados pelos concorrentes.

O Regulamento

I - Do objetivo

O objetivo do prêmio é assinalar o centenário do casal de escritores Maria Neíse Monteiro Gondim de Souza e José Nivaldo Barbosa de Souza.

II - Da abrangência

a) Poderão participar escritores com livros publicados em qualquer Estado da Federação, a partir do ano de 2022;

b) a exigência de livros publicados se deve ao reconhecimento do esforço dos autores para conseguir publicar;

c) Podem concorrer obras de qualquer gênero literário, desde que sejam livros, ou seja, tenham mais de 49 páginas, mais capas, para atender ao critério da Unesco;

III - Das inscrições

a) Cada concorrente deve enviar 03 (três) exemplares da sua obra constando no invólucro a referência: 'Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo';

b) Não serão aceitas inscrições de integrantes da Academia Pernambucana de Letras ou de integrantes das famílias dos homenageados.

b) os invólucros devem conter os endereços físico e digital do concorrente para comunicação do resultado, caso classificado;

c) Os invólucros devem ser remetidos para o seguinte endereço:
Academia Pernambucana de Letras.
Av. Rui Barbosa, 1596 - Graças, Recife - PE, 52050-000;

c) Serão considerados inscritos invólucros remetidos entre os dias 1o e 30 de novembro de 2024.

IV - Da Comissão Julgadora

A Comissão Julgadora será formada por três membros, sendo dois indicados pela Academia Pernambucana de Letras e um indicado pela família dos homenageados.

V - Dos prêmios

a) Serão escolhidos um primeiro, um segundo e um terceiro lugares, independente do gênero literário da obra;

b) A critério da Comissão Julgadora poderão ser concedidas até 05 (cinco) menções honrosas;

c) O primeiro prêmio será de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). O segundo lugar receberá R$ 3.000,00 (Três mil reais) e o terceiro R$ 2.000,00. Todas as premiações, inclusive as menções honrosas, serão acompanhadas de diploma.

VI - Da entrega

Ocorrerá juntamente com os demais prêmios da Academia durante a comemoração do aniversário da Casa, previsto para o final do mês de janeiro de 2025.

VII - Dos casos omissos

Serão resolvidos pela presidência da Academia Pernambucana de Letras.

Leia outras informações

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Instituto Dom Hélder Câmara terá programação especial na Fliporto

30/10/2026

A 21ª Festa Literária Internacional de Pernambuco – Fliporto 2026, que acontece de 12 a 15 de novembro, no Recife, contará com a participação especial do Instituto Dom Helder Camara (IDHeC), que apresentará uma programação cultural, literária e reflexiva dedicada à vida, à obra e ao legado de um dos maiores símbolos brasileiros da defesa dos direitos humanos, da justiça social e da cultura da paz.

A iniciativa

Integra o projeto “Fliporto nas Fronteiras – Dom Helder, o Pensador e Filósofo da Paz”, ampliando os espaços de realização da festa e estabelecendo um diálogo entre literatura, espiritualidade, filosofia, memória histórica e compromisso social.

A participação do Instituto

Representa um encontro entre duas importantes expressões da cultura pernambucana: a Fliporto, que há 21 edições promove a literatura e o intercâmbio de ideias, e o legado de Dom Helder Camara, cuja trajetória ultrapassou as fronteiras naci...

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A 21ª Festa Literária Internacional de Pernambuco – Fliporto 2026, que acontece de 12 a 15 de novembro, no Recife, contará com a participação especial do Instituto Dom Helder Camara (IDHeC), que apresentará uma programação cultural, literária e reflexiva dedicada à vida, à obra e ao legado de um dos maiores símbolos brasileiros da defesa dos direitos humanos, da justiça social e da cultura da paz.

A iniciativa

Integra o projeto “Fliporto nas Fronteiras – Dom Helder, o Pensador e Filósofo da Paz”, ampliando os espaços de realização da festa e estabelecendo um diálogo entre literatura, espiritualidade, filosofia, memória histórica e compromisso social.

A participação do Instituto

Representa um encontro entre duas importantes expressões da cultura pernambucana: a Fliporto, que há 21 edições promove a literatura e o intercâmbio de ideias, e o legado de Dom Helder Camara, cuja trajetória ultrapassou as fronteiras nacionais e permanece como referência universal de humanismo, solidariedade e defesa da dignidade humana.

A programação especial

Será realizada nos dias 12 e 13 de novembro, com atividades no Memorial Dom Helder Camara, e no dia 15, com uma mesa literária no Gabinete Português de Leitura.
Literatura, com o tema pensamento e cultura da paz.
Na quinta-feira, 12 de novembro, o público poderá visitar o Memorial Dom Helder Camara, das 8h30 às 17h30. Às 16h, haverá uma acolhida cultural com Junior Aguiar, que declamará textos e poemas de Dom Helder.
Às 16h20, será realizado o minicurso “Na Marcha das Ideias: Dom Helder Camara, pensador e filósofo da paz inquieta”, conduzido por Filipe Xavier, do Centro de Documentação Dom Helder Camara (CeDoHC/IDHeC).

A atividade

Propõe uma reflexão sobre a atualidade do pensamento de Dom Helder, especialmente sua concepção de uma paz inseparável da justiça, da dignidade humana e da transformação social.
O encerramento contará com orquestra de frevo e bloco de carnaval, aproximando a reflexão humanista das expressões populares da cultura pernambucana.
Na sexta-feira, 13 de novembro, a programação prossegue com visitação ao Memorial e o sarau cultural “Andar às Voltas com o Belo é Andar às Voltas com Deus”.
A partir das 16h, Junior Aguiar realizará novas declamações de textos e poemas de Dom Helder. Às 16h30, haverá apresentação da Literatrupe e, às 17h, participação de Cylene Araújo. O encerramento está previsto para as 18h.



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Acampamento digital: estudo da Ativaweb DataLab mostra a invasão bolsonarista nos perfis de Trump

30/10/2026

Brasília, 30 de outubro de 2026.

A Ativaweb DataLab analisou 1.234.989 menções nas redes da Meta, entre comentários e curtidas, com destaque para o Instagram, e identificou uma onda de apoiadores de Flávio Bolsonaro ocupando os perfis de Donald Trump, com pedidos de socorro, intervenção e captura de Lula. O movimento começou depois da derrota no segundo turno e da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Na verdade, a conduta bolsonarists repete o roteiro de 2022, quando apoiadores de Jair Bolsonaro acamparam diante dos quartéis.

Acampamento digital

"Em 2022 o pedido de intervenção batia na porta do quartel. Em 2026 ele bate no perfil de um chefe de Estado estrangeiro. O acampamento saiu da calçada e foi para a palma da mão", afirma Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab.

O estudo

Mostra que um em cada três comentários pede que Trump "salve" o Brasil e que um terço da narrativa é escr...

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Brasília, 30 de outubro de 2026.

A Ativaweb DataLab analisou 1.234.989 menções nas redes da Meta, entre comentários e curtidas, com destaque para o Instagram, e identificou uma onda de apoiadores de Flávio Bolsonaro ocupando os perfis de Donald Trump, com pedidos de socorro, intervenção e captura de Lula. O movimento começou depois da derrota no segundo turno e da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Na verdade, a conduta bolsonarists repete o roteiro de 2022, quando apoiadores de Jair Bolsonaro acamparam diante dos quartéis.

Acampamento digital

"Em 2022 o pedido de intervenção batia na porta do quartel. Em 2026 ele bate no perfil de um chefe de Estado estrangeiro. O acampamento saiu da calçada e foi para a palma da mão", afirma Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab.

O estudo

Mostra que um em cada três comentários pede que Trump "salve" o Brasil e que um terço da narrativa é escrita em inglês, para ser lida pelo destinatário. Também identifica fórmulas replicadas, como "Lula disse que você não tem coragem de vir buscar ele", perfis rotulados pela própria plataforma como gerados por IA e uma concentração de curtidas em poucas contas. "Ninguém ali está conversando com Trump. Estão fazendo uma contagem pública de cabeças, e a curtida virou o voto que eles sentem que perderam na urna", diz Maracajá.

E mais

"A desinformação mais eficiente não inventa o fato. Ela sequestra um fato verdadeiro, como a prorrogação do horário de votação, e entrega uma conclusão que os números não autorizam", complementa.



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É Findi - Prédios Ícones de Pernambuco: Primeiro Santuário de Nossa Senhora de Fátima no Mundo - Alberto Salazar*

30/10/2026

Igreja do Colégio Nóbrega


As ordens religiosas católicas surgiram a partir do século VI, sendo considerada a primeira, a dos Beneditinos. Quase todas as ordens que foram sendo constituídas, além de formarem seus religiosos, abriram-se, depois, à formação religiosa e educacional áqueles que não se identificavam para o sacerdócio e/ou a vida monacal.

No Brasil, várias dessas ordens vieram ainda no século XVI. Em Pernambuco, foram os Carmelitas, Franciscanos, Oratorianos (recoletos de São Felipe Néri), Dominicanos, Beneditinos e Jesuítas. Essas ordens muito contribuíram para a evangelização do nativo, na formação sacerdotal e na educação de leigos.

Das ordens citadas, a dos Jesuítas, Companhia de Jesus, criada por Inácio de Loyola, um militar espanhol, foi uma das mais ativas. Eles atuavam em quase todos os rincões do Brasil. Fundaram grandes missões e aldeamentos, onde uma igreja, capela ou oratório era o centro social e religio...

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Igreja do Colégio Nóbrega


As ordens religiosas católicas surgiram a partir do século VI, sendo considerada a primeira, a dos Beneditinos. Quase todas as ordens que foram sendo constituídas, além de formarem seus religiosos, abriram-se, depois, à formação religiosa e educacional áqueles que não se identificavam para o sacerdócio e/ou a vida monacal.

No Brasil, várias dessas ordens vieram ainda no século XVI. Em Pernambuco, foram os Carmelitas, Franciscanos, Oratorianos (recoletos de São Felipe Néri), Dominicanos, Beneditinos e Jesuítas. Essas ordens muito contribuíram para a evangelização do nativo, na formação sacerdotal e na educação de leigos.

Das ordens citadas, a dos Jesuítas, Companhia de Jesus, criada por Inácio de Loyola, um militar espanhol, foi uma das mais ativas. Eles atuavam em quase todos os rincões do Brasil. Fundaram grandes missões e aldeamentos, onde uma igreja, capela ou oratório era o centro social e religioso da comunidade. Destacaram-se entre os primeiros jesuítas, Padre Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e Padre Antônio Vieira.

Em meados do século XVIII, o Marquês de Pombal expulsou a Ordem de Portugal e de suas colônias. No século XIX a ordem volta ao Brasil, mas a questão religiosa do segundo reinado fez com que os Jesuítas, mais uma vez, deixassem o Brasil. Já no século XX, com o fim da monarquia em Portugal, muitos Jesuítas migraram para o Brasil e aqui, em Pernambuco, fundaram o colégio Nóbrega.

Em 13 de maio de 1917, no povoado de Fátima, na Leiria, três crianças, Lúcia Santos, 10 anos e seus primos, Francisco Marto, 9 anos e Jacinta Marto, 6 anos, estavam pastorando seu rebanho quando viram um clarão sobre uma árvore na entrada da cova da Iria e ali avistaram um brilho intenso e se depararam com uma moça que dizia se chamar Maria, e convida-os a rezarem juntos. Antes de ir embora, pediu que as crianças transmitissem uma mensagem ao povo, pedindo orações, penitências e conversão à fé católica. Essas aparições sucederam-se por mais seis vezes, sendo a última em 13 de outubro de 1917.

A devoção à Santa atraiu milhares de pessoas para visitarem o local das aparições,a cova da Iria. Só após investigações canônicas ocorridas em 1935 foi que se permitiu, oficialmente, o culto de Nossa Senhora de Fátima.

Os Jesuítas portugueses que aqui encontravam-se deram início a construção do Santuário em 1932, e foi concluído e inaugurado em 8 de setembro de 1935.

O arquiteto francês Georges Munier projetou a obra em estilo neogótico, em formato de cruz latina, utilizando na sua volumetria arcos ogivais góticos, também conhecidos como “parábolas” canônicas. Dada a magnitude do templo, o prazo de execução foi curto, sendo possível graças ao advento da tecnologia do concreto armado, tanto para moldagem dos arcos quanto para execução das marquises que contornam o templo externamente, da metade da nave e passando por trás do altar.

Destacam-se ainda a verticalidade acentuada da fachada, com torre única e o uso de vazados em concreto, numa similitude com o cobogó, elemento construtivo criado por engenheiros pernambucanos. A imagem da santa, medindo três metros de altura, foi criação do artista português Antônio da Paz.

Quando da inauguração, muito foi a repercussão positiva ne imprensa, que destacava “merece especial registro a recente inauguração do majestoso templo de Nossa Senhora de Fátima...., julgamos ser essa a primeira igreja que se ergue no mundo sob invocação da Virgem, com o título Nossa Senhora do Rosário de Fátima como se apresentou aos pastorinhos.... seus construtores.... foram de rara perícia em modelar em cimento armado uma obra moderníssima... de cunho artístico e consoante às leis litúrgicas e aspirações da igreja. A nossa capital vê assim, enriquecido seu patrimônio com tamanho monumento religioso, erguido pelos beneméritos padres jesuítas que se podem considerar introdutores da moderna arquitetura religiosa no Brasil.”

A colônia portuguesa local muito contribuiu financeiramente para o custeio da obra. A imprensa, à época, assim exaltou: “os portugueses foram decisivos.... conseguiram levantar recursos e ajudar os Jesuítas. Levaram a ideia adiante por isso essa igreja deve muito à colônia portuguesa em relação a tudo que foi feito.”

Neste templo está sepultado o Padre José Aparício da Silva, jesuíta português confessor da Irmã Lúcia, uma das pastorinhas, nascido em Aljustrel, na Beira em Portugal, em 14 de fevereiro de 1879 e falecido nesta cidade em 21 de maio de 1966.

Em 15 de março de 2010 o governador Eduardo Campos assinou o decreto de tombamento do templo, tendo sido inscrito como bem do Patrimônio Cultural Imaterial e Material dos Pernambucanos, e em 14 de outubro de 2026 o prefeito do Recife, Vitor Marques, sancionou a lei que institui o dia de Nossa Senhora de Fátima no calendário oficial de eventos do Recife.

Minha relação com o Santuário é hereditária e devocional, pois meu pai e seus irmãos foram alunos do Nóbrega, e mais, o meu pai, já dentista, teve muitos padres ou irmãos da Ordem como pacientes, tendo, inclusive, na sua missa de 7º dia, em 14 de fevereiro de 1995, realizada na igreja, a concelebração da mesma pelo bispo e mais de vinte padres, muitos deles jesuítas e ex pacientes.

Meu pai contava lembrar-se da construção do templo e de sua inauguração. Meus irmãos mais velhos também foram alunos do Nóbrega, e eu e meu irmão mais novo fomos alunos do Colégio Padre Abranches, também da ordem Jesuíta.

No nosso lar rezava-se o mês de maio, em todas as noites o terço e a ladainha, bem como na casa da minha sogra. No dia 13 de maio dos anos 1960 e início dos anos 1970, minha mãe organizava uma pequena procissão que saía da nossa casa na rua Gervásio Pires e contornava o quadrilátero formado pela rua dos Palmares, Sossego ou 13 de maio, Suassuna e fechando novamente na Gervásio Pires. A procissão era acompanhada por vizinhos, tias e primos, que vinham de outros bairros. Com o progresso, o centro da cidade se expandiu e as casas antes residenciais passaram a receber escritórios e consultórios.

Minha devoção à Nossa Senhora de Fátima permanece até hoje, e continuamos rezando o mês de maio.


*Alberto Salazar, é Engenheiro Civil, Membro do IAHGP.



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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi - Esquinas - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

30/10/2026

Em cada esquina,
o que me fascina,
qual será a sina,
caminho, o destino.

O futuro é incerto,
sabe-se isso é certo,
sem dúvidas decerto,
é realidade concreta.



Por isso não me apresso,
meu passo tal o faço,
é assim, é assado.

Em ritmo de compasso,
a cada esquina dada,
ei-lo, o único espaço.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Em cada esquina,
o que me fascina,
qual será a sina,
caminho, o destino.

O futuro é incerto,
sabe-se isso é certo,
sem dúvidas decerto,
é realidade concreta.



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Por isso não me apresso,
meu passo tal o faço,
é assim, é assado.

Em ritmo de compasso,
a cada esquina dada,
ei-lo, o único espaço.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - A Lenda - Poema - Por Felipe Bezerra*

30/10/2026

Louvo a língua de quem diz,
cuspindo a verdade real,
que não somos mais um país,
mas apenas um esgoto moral,
após o pleito presidencial.


Recife, 29 de outubro de 2026.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


NR - Os poemas assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


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Louvo a língua de quem diz,
cuspindo a verdade real,
que não somos mais um país,
mas apenas um esgoto moral,
após o pleito presidencial.


Recife, 29 de outubro de 2026.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza


NR - Os poemas assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.


O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi - "José" - Por Josué Sena*

30/10/2026

Do poema de Drummond, "José”,
O que, em glosa, há de se dizer,
Diante da densidade com que ele é,
Ao encarar a decadência do ser?

Alguém Sentiu angústia igual?
Alguém assim, tão José, de fato existe,
Alguém assim descreveu em que consiste
A situação de perplexidade tal?

Tudo perder, o futuro, a mulher, ter chaves,
No entanto, não possuir casas?
Diante desses e outros existenciais entraves,

Que acicatam ao modo de brasas,
Como fazer poesia com longas asas,
E veementes tons agudos e graves?


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.

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Do poema de Drummond, "José”,
O que, em glosa, há de se dizer,
Diante da densidade com que ele é,
Ao encarar a decadência do ser?

Alguém Sentiu angústia igual?
Alguém assim, tão José, de fato existe,
Alguém assim descreveu em que consiste
A situação de perplexidade tal?

Tudo perder, o futuro, a mulher, ter chaves,
No entanto, não possuir casas?
Diante desses e outros existenciais entraves,

Que acicatam ao modo de brasas,
Como fazer poesia com longas asas,
E veementes tons agudos e graves?


*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.



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É Findi - Lançamento do ‘Contraponto’ - Livro dos nossos AJ Fontes* e Ana Pottes*

30/10/2026

Um diálogo entre a crônica e a poesia


Desde antes da primeira troca de olhares, a escrita já fazia parte de nossas vidas. Em algum momento passou a ser uma atividade compartilhada que preenche boa parte dos dias. Lemos, ouvimos e falamos ao outro sobre os textos produzidos.

Coluna ‘É FINDI’

O JORNAL O PODER chegou ao nosso conhecimento, há três anos em meio às conversas com amigos trazidos pelas atividades literárias que nos apresentavam. Carinhosamente acolhidos por Vida e Zé Nivaldo vimos a oportunidade de publicar periodicamente. Decidimos apresentar, um a cada semana, crônicas, contos e poemas na coluna ‘É FINDI’.

‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e ho...

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Um diálogo entre a crônica e a poesia


Desde antes da primeira troca de olhares, a escrita já fazia parte de nossas vidas. Em algum momento passou a ser uma atividade compartilhada que preenche boa parte dos dias. Lemos, ouvimos e falamos ao outro sobre os textos produzidos.

Coluna ‘É FINDI’

O JORNAL O PODER chegou ao nosso conhecimento, há três anos em meio às conversas com amigos trazidos pelas atividades literárias que nos apresentavam. Carinhosamente acolhidos por Vida e Zé Nivaldo vimos a oportunidade de publicar periodicamente. Decidimos apresentar, um a cada semana, crônicas, contos e poemas na coluna ‘É FINDI’.

‘Contraponto’

No início de 2026 nos demos conta da coleção de textos que dispúnhamos. Foi quando resolvemos selecionar alguns deles, analisamos o modo de disposição que entendemos ser o melhor, convidamos amigos queridos para nos apresentar, escolhemos uma editora, e hoje apresentamos o nosso ‘Contraponto’. Ele é a nossa visão de uma conversa entre a crônica e o poema.

Convite

Nessa terça-feira, dia 03/11, no Furdunço Café e Cultura (Rua Gildo Neto, 92 - Tamarineira), esperamos os amigos à partir das 18h00, para a chegada do nosso ‘Contraponto’.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes



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É Findi - Malude Maciel* Chegando em Dose Dupla

30/10/2026

Trovas


Viver não é só trabalhar
É saber qual é sua paixão
Sendo bom o tempo gastar
Com coisas do coração

Sabemos como é bom amar
Ter a alma leve e pura
Esquecer e perdoar
Desafetos com ternura

No mundo onde falta amor
Temos a luz da criança
Sua pureza e valor
É da paz a esperança.



Perdas e Ganhos


A palavra "perder" é verbo
Difícil de conjugar
Mesmo querendo ser forte
Custa muito assimilar
Aceitar uma derrota
Não é bom de degustar

Em qualquer competição
Sempre um perde e outro ganha
O perdedor sai chorando
Noutro há alegria tamanha

Em todo jogo há risco
Isto é muito natural
Tem que se estar preparado
Para o resultado final

Porém, existem outras perdas
De...

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Trovas


Viver não é só trabalhar
É saber qual é sua paixão
Sendo bom o tempo gastar
Com coisas do coração

Sabemos como é bom amar
Ter a alma leve e pura
Esquecer e perdoar
Desafetos com ternura

No mundo onde falta amor
Temos a luz da criança
Sua pureza e valor
É da paz a esperança.



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Perdas e Ganhos


A palavra "perder" é verbo
Difícil de conjugar
Mesmo querendo ser forte
Custa muito assimilar
Aceitar uma derrota
Não é bom de degustar

Em qualquer competição
Sempre um perde e outro ganha
O perdedor sai chorando
Noutro há alegria tamanha

Em todo jogo há risco
Isto é muito natural
Tem que se estar preparado
Para o resultado final

Porém, existem outras perdas
De cunho particular
Perdem-se: pessoas, coisas, afetos
Nem tudo dá pra guardar

Que nunca se perca a esperança
A vergonha e a coragem de viver
Com o restante a gente vence
No que tem que acontecer.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel



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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.


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É Findi – Alguns Fatos Relevantes Acontecidos no Recife - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

30/10/2026

30 Março de 1595 - O Pirata e Comerciante Inglês James de Lancaster invade o Recife e por aqui permanece por algumas semanas saqueando e cometendo outras arbitrariedades.

13 de agosto de 1636 - Criação do Primeiro Serviço de Extinção de Incêndios das Américas - Cia. dos Brandtmeester. No mesmo ano, no período holandês no Brasil, tivemos: A Primeira Assembleia Legislativa na América Latina, e o Primeiro Farol do Litoral Brasileiro.


28 de outubro de 1811 – Terremoto no Recife.

3 de março de 1895 - Assassinato do Dr. José Maria – Jornalista da Oposição.

17 de janeiro de1910 - Morte de José Maria.

8 de junho de 1912 - Morte do líder popular Dr. José Mariano.

11 de Agosto de 1913 - Assassinato do Jornalista da Oposição Trajano Chacon.



5 de junho de1922 – Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

22 de março de 193...

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30 Março de 1595 - O Pirata e Comerciante Inglês James de Lancaster invade o Recife e por aqui permanece por algumas semanas saqueando e cometendo outras arbitrariedades.

13 de agosto de 1636 - Criação do Primeiro Serviço de Extinção de Incêndios das Américas - Cia. dos Brandtmeester. No mesmo ano, no período holandês no Brasil, tivemos: A Primeira Assembleia Legislativa na América Latina, e o Primeiro Farol do Litoral Brasileiro.


28 de outubro de 1811 – Terremoto no Recife.

3 de março de 1895 - Assassinato do Dr. José Maria – Jornalista da Oposição.

17 de janeiro de1910 - Morte de José Maria.

8 de junho de 1912 - Morte do líder popular Dr. José Mariano.

11 de Agosto de 1913 - Assassinato do Jornalista da Oposição Trajano Chacon.



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5 de junho de1922 – Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

22 de março de 1930 – 1º Pouso do Dirigível Zeppelin no Continente Americano.

26 de julho de1930 – Assassinato de João Pessoa - Estopim da Revolução de Trinta.

3 de março de 1945 - Assassinato de Democrinho, líder estudantil.

17 de julho de 1956 - Desabamento do prédio da Loja 4 e 400.

25 de janeiro de 1961 – Capitão Galvão, opositor de Salazar, Sequestra o Navio Santa Maria, trazendo-o para o Recife.

20 de julho de1975 – Boato do Tapacurá.

12 de maio de 1985 – Incêndio no Navio Jatobá - Participação Heroica do Prático Nelcy da Silva Campos.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras e Sócio Benemérito do IAHGP.



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O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.




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É Findi - Quase um Poema - Por Romero Falcão*

30/10/2026

o que é um poema?
hoje, é qualquer coisa?

um esconde-esconde
entre o visível e o invisível?

em que estado
o poema alcança o poeta?
quando está despido
das vestes bestiais:
comer, beber, dormir,
transar?

o poema tem força,
faísca, fascínio?
encara a escuridão,
o raio, o rio, o riso?

o poema apodrece
na primeira esquina
ou é imperecível ao tempo?

onde habita o poema?
o que ele come?
mora no pássaro tão leve
que explode
e se alimenta do ódio do homem?

o que fica
depois de ler um poema?
ele persiste, pesa, fere
ou vira anúncio de jornal?

o que seria um poema?
a beleza do estorvo,
ternura vigarista
de paletó e gravata?

isto aqui seria quase um poema
se não fosse
uma cabeça de cobra e imaginação pequena

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o que é um poema?
hoje, é qualquer coisa?

um esconde-esconde
entre o visível e o invisível?

em que estado
o poema alcança o poeta?
quando está despido
das vestes bestiais:
comer, beber, dormir,
transar?

o poema tem força,
faísca, fascínio?
encara a escuridão,
o raio, o rio, o riso?

o poema apodrece
na primeira esquina
ou é imperecível ao tempo?

onde habita o poema?
o que ele come?
mora no pássaro tão leve
que explode
e se alimenta do ódio do homem?

o que fica
depois de ler um poema?
ele persiste, pesa, fere
ou vira anúncio de jornal?

o que seria um poema?
a beleza do estorvo,
ternura vigarista
de paletó e gravata?

isto aqui seria quase um poema
se não fosse
uma cabeça de cobra e imaginação pequena


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores.


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