Últimos dias para inscrição no Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo da Academia Pernambucana de Letras
27/11/2024
Comissão
Integrarão a Comissão Julgadora as acadêmicas Ana Maria César e Flávia Suassuna e mais o escritor Silvio Amorim, indicado indicado pela família dos homenageados.
As inscrições estarão abertas durante todo o mês de novembro, dia 30, inclusive. Serão consideradas as obras entregues na Academia ou enviadas pelo...

Comissão
Integrarão a Comissão Julgadora as acadêmicas Ana Maria César e Flávia Suassuna e mais o escritor Silvio Amorim, indicado indicado pela família dos homenageados.
As inscrições estarão abertas durante todo o mês de novembro, dia 30, inclusive. Serão consideradas as obras entregues na Academia ou enviadas pelos correios até aquela data e a entrega do prêmio ocorrerá na premiação conjunta da APL, que acontecerá no final de janeiro por ocasião do aniversário da Academia.

Detalhes
O regulamento do prêmio, cuja íntegra está publicada a seguir, estabelece que poderão participar obras publicadas a partir de 2022. Esse item, por si só, exclui a participação de publicações digitais, que podem ser alteradas a qualquer momento, ou seja, não há comprovação absoluta da data. Ainda com relação a isso, o regulamento estabelece o envio de três exemplares em invólucro com determinadas exigências, além de outros itens que não teriam como ser cumpridos por obras exclusivamente digitais.
Ainda foi questionado se participações, mesmo discretas como prefácios, orelhas, apresentações ou comentários de membros da Academia ou familiares dos homenageados excluía a participação do livro no concurso. A resposta é que não serão aceitas as inscrições. O objetivo do item do regulamento é excluir qualquer dúvida sobre possível influência de textos de acadêmicos ou familiares na escolha dos vencedores. O regulamento descreve até o conceito de livro. Ou seja, qualquer participação de membros da Academia ou familiares dos homenageados no livro concorrente exclui a obra e a suposta inscrição não será acatada.

O regulamento
Para consulta dos interessados, segue-se o regulamento completo do prêmio indicando todos os procedimentos a serem adotados pelos concorrentes.
O Regulamento
I - Do objetivo
O objetivo do prêmio é assinalar o centenário do casal de escritores Maria Neíse Monteiro Gondim de Souza e José Nivaldo Barbosa de Souza.
II - Da abrangência
a) Poderão participar escritores com livros publicados em qualquer Estado da Federação, a partir do ano de 2022;
b) a exigência de livros publicados se deve ao reconhecimento do esforço dos autores para conseguir publicar;
c) Podem concorrer obras de qualquer gênero literário, desde que sejam livros, ou seja, tenham mais de 49 páginas, mais capas, para atender ao critério da Unesco;
III - Das inscrições
a) Cada concorrente deve enviar 03 (três) exemplares da sua obra constando no invólucro a referência: 'Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo';
b) Não serão aceitas inscrições de integrantes da Academia Pernambucana de Letras ou de integrantes das famílias dos homenageados.
b) os invólucros devem conter os endereços físico e digital do concorrente para comunicação do resultado, caso classificado;
c) Os invólucros devem ser remetidos para o seguinte endereço:
Academia Pernambucana de Letras.
Av. Rui Barbosa, 1596 - Graças, Recife - PE, 52050-000;
c) Serão considerados inscritos invólucros remetidos entre os dias 1o e 30 de novembro de 2024.
IV - Da Comissão Julgadora
A Comissão Julgadora será formada por três membros, sendo dois indicados pela Academia Pernambucana de Letras e um indicado pela família dos homenageados.
V - Dos prêmios
a) Serão escolhidos um primeiro, um segundo e um terceiro lugares, independente do gênero literário da obra;
b) A critério da Comissão Julgadora poderão ser concedidas até 05 (cinco) menções honrosas;
c) O primeiro prêmio será de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). O segundo lugar receberá R$ 3.000,00 (Três mil reais) e o terceiro R$ 2.000,00. Todas as premiações, inclusive as menções honrosas, serão acompanhadas de diploma.
VI - Da entrega
Ocorrerá juntamente com os demais prêmios da Academia durante a comemoração do aniversário da Casa, previsto para o final do mês de janeiro de 2025.
VII - Dos casos omissos
Serão resolvidos pela presidência da Academia Pernambucana de Letras.
Leia outras informações
Fernando Moraes lança 'Lula 2', no próximo sábado (30), no Recife
23/05/2026
Destaques
Entre os principais destaques do evento está o lançamento de “Lula – Volume 2”, do jornalista e escritor Fernando Morais. O encontro será realizado às 17h30 e contará com a participação da escritora Cida Pedrosa e do senador Humberto Costa.
A programação literária
Tem início às 15h, com a apresentação do livro “Novos Engenhos — ensaios e artigos de cultura contemporânea (2003–2025)”, de Beto Azoubel. O debate terá mediação de Rodrigo Acioly e participação de Jos...
O “Além das Letras”, iniciativa da Bienal do Livro de Pernambuco, será realizado no próximo dia 30 de maio, sábado, a partir das 14h, no Auditório 3 do Centro de Convenções de Pernambuco. O evento propõe uma programação dedicada ao diálogo entre diferentes expressões artísticas, reunindo literatura, música, poesia, atividades infantis e ações voltadas à economia criativa, com foco na valorização da produção cultural pernambucana.

Destaques
Entre os principais destaques do evento está o lançamento de “Lula – Volume 2”, do jornalista e escritor Fernando Morais. O encontro será realizado às 17h30 e contará com a participação da escritora Cida Pedrosa e do senador Humberto Costa.
A programação literária
Tem início às 15h, com a apresentação do livro “Novos Engenhos — ensaios e artigos de cultura contemporânea (2003–2025)”, de Beto Azoubel. O debate terá mediação de Rodrigo Acioly e participação de Josias de Paula e Jeder Janotti. Em seguida, às 16h, os jornalistas Evaldo Costa e Ítalo Rocha Leitão lançam “Eduardo Campos em Histórias”, obra que revisita a trajetória política e pessoal do ex-governador pernambucano Eduardo Campos.
Manifestações poéticas
Também integram a agenda do “Além das Letras”, as 17h, o coletivo Afrologia, que promove uma intervenção dedicada à poesia marginal e periférica. Já às 18h30, o Clube de Leitura Floriterária realiza um sarau aberto ao público.
Crabolando
No foyer do Centro de Convenções, a Crabolando Feira Criativa acontece das 14h às 21h, reunindo artistas, artesãos e empreendedores locais ligados aos segmentos de moda, artesanato, gastronomia artesanal e decoração.
Para a criançada
A programação contempla ainda atividades voltadas ao público infantil, realizadas na área externa do evento entre 14h e 17h30, além de sessões de autógrafos com os autores convidados ao longo do dia.
Zambelli livre, comemora; mas reviravolta da Justiça italiana nesta sexta-feira (22) leva políticos e juristas a se perguntarem: até quando?
23/05/2026
A surpresa se dá porque, desde que foi iniciado o processo para julgamento do seu pedido de extradição para o Brasil, as decisões vinham sendo favoráveis à transferência dela para o presídio feminino da Colméia, localizado em Brasília.
Faltava o julgamento de um último recurso dos seus advogados argumentando que a condenação dela pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado, tinha tido motivação política. Um desses recursos, com o mesmo argumento, já tinha sido rejeitado, mas ontem, foi acolhido por outra instância, a Suprema Corte de Cassações — o que anulou a decisão anterior pela extradição.
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A notícia, divulgada no início da noite desta sexta-feira (22/05) , provocou surpresa entre representantes dos três Poderes em Brasília. A ex-deputada federal Carla Zambelli, que já tinha tido extradição autorizada pela Justiça italiana foi solta e aparece desde então em várias fotos nas redes sociais, comemorando a reviravolta da Justiça italiana.
A surpresa se dá porque, desde que foi iniciado o processo para julgamento do seu pedido de extradição para o Brasil, as decisões vinham sendo favoráveis à transferência dela para o presídio feminino da Colméia, localizado em Brasília.
Faltava o julgamento de um último recurso dos seus advogados argumentando que a condenação dela pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado, tinha tido motivação política. Um desses recursos, com o mesmo argumento, já tinha sido rejeitado, mas ontem, foi acolhido por outra instância, a Suprema Corte de Cassações — o que anulou a decisão anterior pela extradição.
Última instância da Justiça italiana
A Suprema Corte de Cassações é considerada a última instância da Justiça italiana. A decisão surpreendeu até mesmo os parentes de Carla. O deputado estadual Bruno Zambelli (PL), irmão dela, afirmou que a família considerou a decisão um "milagre". Disse também que ela continuará morando naquele país, "por saber que se vier ao Brasil pode ser presa" e “aguarda os próximos passos da Justiça brasileira para saber o que fazer".
Ainda podem ser observados novos capítulos dessa novela. A decisão dessa sexta diz respeito ao processo em que Zambelli foi condenada por invadir o sistema de tecnologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Há ainda um segundo processo de extradição correndo na Justiça italiana, referente à condenação por ela ter ameaçado um radialista correndo atrás dele pelas ruas de São Paulo e portando um revólver, na véspera das eleições de 2022.
STF enviou um único pedido
O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Itália um único pedido de extradição, referente às condenações nos dois processos, mas a Justiça italiana decidiu separar os casos. Portanto, ainda há outro pedido de extradição em análise, embora sem data para uma decisão final.
Quando forem esgotadas as vias judiciais, o processo terá de ser submetido ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que pode dar parecer favorável ou contrário à extradição. O ministro tem prazo de 45 dias para se manifestar a partir da publicação do acórdão da Justiça.
Tratado de extradição
Brasil e Itália possuem um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993 – e que já foi acionado dezenas de vezes desde então. O primeiro artigo do tratado determina, inclusive, que Brasil e Itália ficam obrigados a entregar, um ao outro, pessoas que sejam procuradas pelo outro país – seja para levar a julgamento ou para cumprir uma pena restritiva de liberdade. Mas nem todos os casos foram cumpridos.
Cesare Battisti, ex-ativista e escritor italiano, condenado à prisão perpétua em seu país de origem por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, viveu como foragido por quase quatro décadas, passando pelo México, França e Brasil. Na época, em seu segundo governo, o presidente Lula não autorizou sua extradição.
Relação internacional
Battisti terminou sendo extraditado para a Itália, mas pela Bolívia, onde foi capturado em 2019. Tinha fugido do Brasil porque o então presidente, Jair Bolsonaro, apresentou posição oposta, no sentido de autorizar a extradição dele para o governo italiano.
Mais do que um caso político relevante para o Brasil, a polêmica em torno do “extradita-não extradita” de Carla Zambelli pode marcar uma nova virada de chave na relação internacional entre os dois países.
— Com Agências de Notícias
Denúncia na educação de Raquel - Sintepe denuncia irregularidades em contrato de R$ 183 milhões
22/05/2026
Coletiva denuncia
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) realizou nesta sexta-feira (22/05) uma coletiva de imprensa, onde apresentou denúncias de suspeita de mau uso de dinheiro público nas escolas da rede estadual de ensino. Na ocasião, o sindicato lançou a campanha: “Cadê a Reforma da Minha Escola?”. Representaram o Sindicato na mesa os diretores de comunicação Magna Katariny, Alceu Domingues e Dilson Marques.
O Sintepe
Coletou informações no Portal da Transparência do Governo do Estado de um contrato de manutenção das escolas, no valor total de R$ 182.784.905,05. Após coletados centenas de Boletins de Medição de Obra, o Sindicato analisou parte destes documentos e constatou 'in loco' a situação de uma pequena amostragem de 10 escolas, na última segunda-feira (18/05). O contrato abarcou reforma...
O valor, pago pelo Governo do Estado, foi destinado para reformas em escolas. Só que...
Coletiva denuncia
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) realizou nesta sexta-feira (22/05) uma coletiva de imprensa, onde apresentou denúncias de suspeita de mau uso de dinheiro público nas escolas da rede estadual de ensino. Na ocasião, o sindicato lançou a campanha: “Cadê a Reforma da Minha Escola?”. Representaram o Sindicato na mesa os diretores de comunicação Magna Katariny, Alceu Domingues e Dilson Marques.
O Sintepe
Coletou informações no Portal da Transparência do Governo do Estado de um contrato de manutenção das escolas, no valor total de R$ 182.784.905,05. Após coletados centenas de Boletins de Medição de Obra, o Sindicato analisou parte destes documentos e constatou 'in loco' a situação de uma pequena amostragem de 10 escolas, na última segunda-feira (18/05). O contrato abarcou reformas em 798 unidades de ensino em todo o Estado. Estes dados estão disponíveis no site do Sintepe.
Problemas não sanados
Nas 10 escolas, todas localizadas na Região Metropolitana do Recife, o Sindicato constatou diversos problemas que deveriam ter sido sanados pelas reformas milionárias. Entre os principais problemas estão: estruturas comprometidas com infiltrações, rachaduras, salas inadequadas para atividades pedagógicas, problemas elétricos com fiações expostas e risco de choque elétrico, banheiros sem condições adequadas de uso, mato alto na área externa das unidades, quadras em situações degradantes, além de ambientes quentes e sem climatização adequada.
Precariedade
A Escola de Referência em Ensino Fundamental Creusa Barreto Dornelas Câmara, localizada no bairro da Torre, foi uma das unidades com a pior situação encontrada. Um cenário de precariedade que contrasta com o volume de intervenções e recursos empregados na escola do montante de R$ 1.717.583,22 - um valor que, em tese, deveria garantir condições adequadas de funcionamento e resolver os principais problemas estruturais da escola por um longo período.
Diante desses diversos problemas encontrados, o Sintepe elaborou um hotsite (anexado no final desta matéria) denunciando esse provavel "escândalo da educação". Nele, é possível conferir os boletins de medição de obras nas 798 escolas abarcadas por este contrato de quase R$ 183 milhões.
O Sintepe
Denunciou estas possíveis irregularidades encontradas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), para que estas cortes de fiscalização possam tomar as providências cabíveis e o governo estadual explique: “Cadê a Reforma das Escolas?” e onde foram investidos os quase R$ 183 milhões.
Confira no site
https://bit.ly/denuncia_escola
É Findi – Poesia Pura - Por Poeta Pica-Pau*
22/05/2026
filho da literatura
Sou quarteto sou sextilha
Sou bisneto da cultura
Sou o verso e a leitura
Sou decassílabo entoado
Sou martelo agalopado
sou a poesia pura
Sou repente e embolada
Sou lírica e absoluta
Abstrata e inspiração
Da poesia matuta
Quando a áurea se mistura
Um fenômeno acontece
Inspiração aparece
sou a poesia pura
Sou o forró e xaxado
Maracatu e baião
O xote do rei Gonzaga
Nas noites de são João
Sou foguetão nas alturas
Sou barro de Vitalino
Sou um luar nordestino
Sou a poesia pura
Sou o eco numa gruta
Sou o sonoro da mata
Sinfonias de pardais
Sou barulho da cascata
Sou vento em embocadura
Sou crepúsculo vespertino
Sou oxente nordestino
Sou a poesia pura
Sou vento rodopiando
F...
Sou cria da rima viva
filho da literatura
Sou quarteto sou sextilha
Sou bisneto da cultura
Sou o verso e a leitura
Sou decassílabo entoado
Sou martelo agalopado
sou a poesia pura
Sou repente e embolada
Sou lírica e absoluta
Abstrata e inspiração
Da poesia matuta
Quando a áurea se mistura
Um fenômeno acontece
Inspiração aparece
sou a poesia pura
Sou o forró e xaxado
Maracatu e baião
O xote do rei Gonzaga
Nas noites de são João
Sou foguetão nas alturas
Sou barro de Vitalino
Sou um luar nordestino
Sou a poesia pura
Sou o eco numa gruta
Sou o sonoro da mata
Sinfonias de pardais
Sou barulho da cascata
Sou vento em embocadura
Sou crepúsculo vespertino
Sou oxente nordestino
Sou a poesia pura
Sou vento rodopiando
Folha seca pelo ar
Sou sol, estrela e lua
Sou terra e sol e o mar
Com fortaleza e candura
Sou um casal se amando
E o cupido flechando
Sou a poesia pura
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - A Casa da Minha Avó - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
22/05/2026
não se sabia o maior xodó,
os lindos móveis de jacarandá,
as cadeiras de palhinhas, o sofá.
Oratório de nobre madeira,
santos de todos os jeitos.
Resta ainda a linda compoteira,
guardo-a como relíquia, afeito.
Vivíamos em pleno encanto,
por dez anos sob o manto,
da “Mãezinha”, nosso anjo.
Oh! saudoso, ainda me relembro!
Por que se desfez o quebranto?
O que sei: resta o desencanto!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
No ancestral lar da minha avó,
não se sabia o maior xodó,
os lindos móveis de jacarandá,
as cadeiras de palhinhas, o sofá.

Oratório de nobre madeira,
santos de todos os jeitos.
Resta ainda a linda compoteira,
guardo-a como relíquia, afeito.
Vivíamos em pleno encanto,
por dez anos sob o manto,
da “Mãezinha”, nosso anjo.

Oh! saudoso, ainda me relembro!
Por que se desfez o quebranto?
O que sei: resta o desencanto!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

É Findi - Havemos Pão - Crônica - Por AJ Fontes*
22/05/2026
Enquanto o féretro não me cabe, vou gerundiando meus tempos. Acerto umas palavras em pedaços de papel; o sal no ovo do café de algumas manhãs. Claro, errei muito antes.
Assim também no aprendizado, sendo o primeiro a escuta, sem o que nada seria. Iniciei no instante em que percebi algo novo. Digo isso por me reconhecer nos modos iniciáticos dos filhos. Nesse adiantado, continuo, embora em menor monta, pois já não há tantas mais coisas a descobrir.
Sorte, eu ter sido lançado em meio a novos e diferentes inventos, sem esquecer as situações adversas que, embora tenham sido repetições, trouxeram outras necessidades. O mais importante: foram, ambos, responsáveis por questionamento...
Vim, vi e venço, cada instante vivido. Diferente de Júlio, o César, estou na batalha que findará um dia. Findar não é coisa certa visto ser possível manter os acumulados no célebre cérebro, chamados de consciência, para além do finado conjunto biológico por ora metida.
Enquanto o féretro não me cabe, vou gerundiando meus tempos. Acerto umas palavras em pedaços de papel; o sal no ovo do café de algumas manhãs. Claro, errei muito antes.
Assim também no aprendizado, sendo o primeiro a escuta, sem o que nada seria. Iniciei no instante em que percebi algo novo. Digo isso por me reconhecer nos modos iniciáticos dos filhos. Nesse adiantado, continuo, embora em menor monta, pois já não há tantas mais coisas a descobrir.
Sorte, eu ter sido lançado em meio a novos e diferentes inventos, sem esquecer as situações adversas que, embora tenham sido repetições, trouxeram outras necessidades. O mais importante: foram, ambos, responsáveis por questionamentos excepcionais, até então. Esses fatores levaram à busca de novos caminhos neuronais na continuidade da pretensa celebridade do cérebro.
Viva! Ganhei mais vida.
Refiro-me à vitalidade e não a um joguinho do smartphone.
Persistiram questões cujas respostas perambulavam ora para um, ora para outro lado e me faziam montar em perguntas derivadas e galopar tais cavalos bravios, impossíveis da doma, trazendo desassossego. Por cansaço ou compreensão, hoje eu ando devagar e trago esse sorriso.
A bem da verdade, chego a esse tempo vindo nem sei de onde, tampouco de quando, pelejando comigo, com a boca escancarada, cheia de dentes, em nome da sanidade. Isso me guarda entre pares e díspares a comungar dias, seguindo o regrado por uns, acolhido no espaço que me cabe no infinito. Tão infinito quanto o cérebro, não tão célebre, a expor o não limite do pensar aos convivas que se alimentam de pão e graça, por aceite às regras dos eternos vencedores.
*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Meu Sol Continua Rei – Croniqueta, por Xico Bizerra*
22/05/2026
Agora vem um fela-da-puta de um cientista maluco, por falta de coisa melhor a fazer, dizer que não, que o Sol nosso de cada dia é apenas uma estrelinha qualquer, menor que a maioria delas e que em algumas das quais caberia até duzentos sóis. Que mania mais besta a desse estudioso de bobagem de querer destruir sonhos infantis. Para mim, ele continua a reinar absoluto no meu céu de criança. Fosse assim tão inexpressivo, como justificar a luz e o calor que dele emana ...
Não entendi a razão de querer tornar república besta a monarquia sol...
Desde pequeno, tempos do Externato Santa Izabel, dona Silvina Diretora e Dona Luíza professora (naquele tempo não chamávamos de tia) me ensinaram que o sol era uma bola enorme de fogo a brilhar no céu e a iluminar nossos dias. E assim eu o desenhava, soberano, pairando sobre a paisagem, com traços amarelos que nem labaredas arrodeando-o. Igual fazia um cronista que admiro e que andou abordando o tema, recentemente.
Agora vem um fela-da-puta de um cientista maluco, por falta de coisa melhor a fazer, dizer que não, que o Sol nosso de cada dia é apenas uma estrelinha qualquer, menor que a maioria delas e que em algumas das quais caberia até duzentos sóis. Que mania mais besta a desse estudioso de bobagem de querer destruir sonhos infantis. Para mim, ele continua a reinar absoluto no meu céu de criança. Fosse assim tão inexpressivo, como justificar a luz e o calor que dele emana ...
Não entendi a razão de querer tornar república besta a monarquia solar tão decantada. Ou não seria o sol o rei do firmamento, como tão bem decantou Wilson Batista, para Nelson cantar: ‘ô, Sol, tu que és o rei dos astros’? Não vou ligar pras baboseiras desse cientista desocupado. Vai ver ele descobre, qualquer dia desses, que o céu é vermelho e que as nuvens são verde cor de capim, antes de querer comê-las. E se ele achar que a lua não é dos namorados?
Apenas por ferir meus princípios morais mais elementares não vou desejar que esse doido e sua absurda tese apodreçam sob o sol quente e cáustico de um deserto árido e inclemente. Mas que ele não invente nada contra dona lua ... Aí ele vai ter que se ver comigo!
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico

É Findi - A Pena do Galináceo - Crônica - Por Romero Falcão*
22/05/2026
Um Processo pela Proa
Cuidado com as palavras — não tem medo de tomar um processo pela proa? Zoofobia, bullying contra os animais? Sim, eu sei, eu sei.
Escrever, hoje em dia, é pisar em ovos dentro da galinha. Ô, elemento, se orienta: é melhor no sapatinho do que na fricção.
Ideias raras e Frases Fortes
Por falar em atrito, o ônibus é minha salvação. Bote fé, leitor, é lá que encontro um manancial de ideias raras e frases fortes. Nunca entendi o mistério: arejar os miolos dentro de um troço apertado e quente. Na prime...
Ah! Semana ingrata, não arranjo nada. Nem sequer uma linha para amarrar o primeiro parágrafo. Pelo menos uma ponta de inspiração obscura... nada. Ué, e se diz escritor? Escritor com bloqueio criativo para escrever mamão com açúcar — crônica — ? Não, não, não acredito. Pois é, acredite. É a idade. É a idade. Mas tem dias que é assim, assim, cabeça de jumento. Cabeça de jumento?
Um Processo pela Proa
Cuidado com as palavras — não tem medo de tomar um processo pela proa? Zoofobia, bullying contra os animais? Sim, eu sei, eu sei.
Escrever, hoje em dia, é pisar em ovos dentro da galinha. Ô, elemento, se orienta: é melhor no sapatinho do que na fricção.

Ideias raras e Frases Fortes
Por falar em atrito, o ônibus é minha salvação. Bote fé, leitor, é lá que encontro um manancial de ideias raras e frases fortes. Nunca entendi o mistério: arejar os miolos dentro de um troço apertado e quente. Na primeira oportunidade, pego um.
Escrevo sobre esse Homem?
Um homem cochila no banco ao meu lado. A cada freio, a cada solavanco, a barba trisca o meu ombro. Escrevo sobre esse homem? Ora, ora — isso não dá em nada. E ainda por cima, alguém pode te acusar de apropriação indébita de sonho. Tem calma, aguarda, vai aparecer coisa melhor.
Santa Crônica
Pronto: entra um passageiro, livro preto na mão, prega alto. Grita, gesticula, ameaça com fogo do inferno. Daria uma santa crônica. Daria? Cuidado — o tema é espinhoso. Já bastam as encrencas com os pais dos pets. Quer arrumar mais?
Diga seu CPF
Desço de mãos vazias, nada na tela. Ando a esmo pela rua — pelo menos aqui tem remédio: é farmácia pra tudo que é lado. Olha aí, aproveita — cibalena, nostalgia... dá crônica. Não, não, sem chance. O povo não aguenta mais: diga seu CPF, vou te dar um desconto. Chega!
Costurada na Carne
Quando menos espero, uma moça me olhando. Ela me fita com olho comprido, daquele jeito, leitor. Aparenta uns cinquenta, o rosto ainda jovem, corpo bem talhado, colado na calça. Tão colada, costurada na carne duríssima. E o sorriso, os dentes, a barra branca quase fluorescente? E as unhas? Punhais a atravessar meu pescoço numa noite de fúria? Basta de especulação, babaca. No duro, no duro, ela é Galega, cabelo esvoaçante. É de farmácia, né? Sim, e daí?

A Mulher Nua no Asfalto
O importante é a simplicidade dela — aquela simplicidade de interior. Sim, tô entendendo, tenha vergonha, me engana que eu gosto. Será que faço seu tipo? Estou desacostumado. Perdi o faro. Faz tempo, muito tempo, que as mulheres não me fitam desse jeito. Sou um sessentão sensual invisível. Penso em pintar o cabelo, comprar umas roupas de boy. Jovem, jovem, jovem. Que ridículo. E me vem a cena rodriguiana: a mulher nua no asfalto. Seria o título da crônica?
Pouso Por Aproximação
Mas ela é diferente: continua andando sem perder o foco e o rebolado. Virou o pescoço duas vezes. É pra mim? É claro que é, boca aberta. Me senti grande, poderoso, um pinto na... aumentei o passo, tento um pouso por aproximação. Hesito...
Obsessão Por Academia e Proteína
Vai, chega junto, faz alguma coisa, mané. Ao menos o cadastro. Cadastro? É, seu idiota. Nome, celular, quantos remédios toma por dia, obsessão por academia e proteína, número de gatos no apartamento, o pet dorme na cama?
E se tudo acabar no "Não é Não"?
Fica peixe — você tem uma carta na manga: o cadastro de boas cuidadoras.
Ah, que alegria. A pena do galináceo volta a cantar.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Felipe Bezerra* Hoje Chega em Duas Doses
22/05/2026
A alma inquieta,
ciente do absurdo,
sabe que nada no mundo
acalma ou conforta.
Apenas o confronto,
com o irremediável, inútil,
cada dia mais próximo,
faz vibrar a aorta.
Nem toda pedra
no meio do caminho
configura infortúnio.
Somos Sísifos sem volta.
ANALfaBETos - Poema
O país dominado
pelo crime organizado.
O pasto bem tratado,
nos dois extremos lados.
A ilusão alimenta o gado,
que se acha puro e iluminado.
Das tesouras novo teatro,
mulas e otários mirando o palco.
Eterno futuro no passado,
do povo que segue fadado
a ser novamente enganado,
pelo velho Lula ou Bolsonaros".
*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza
NR - Os textos assinados expres...
Aberto Caminho - Poema
A alma inquieta,
ciente do absurdo,
sabe que nada no mundo
acalma ou conforta.
Apenas o confronto,
com o irremediável, inútil,
cada dia mais próximo,
faz vibrar a aorta.
Nem toda pedra
no meio do caminho
configura infortúnio.
Somos Sísifos sem volta.
ANALfaBETos - Poema
O país dominado
pelo crime organizado.
O pasto bem tratado,
nos dois extremos lados.
A ilusão alimenta o gado,
que se acha puro e iluminado.
Das tesouras novo teatro,
mulas e otários mirando o palco.
Eterno futuro no passado,
do povo que segue fadado
a ser novamente enganado,
pelo velho Lula ou Bolsonaros".
*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – O Palácio de Friburgo - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*
22/05/2026
Muitos Pioneirismos
Esse palácio nassoviano foi palco de grandes pioneirismos ocorridos em Pernambuco, tanto no Brasil, como em todo o continente americano, assim tivemos: A Primeira Assembleia Legislativa da América Latina, O Primeiro Farol (em uma de suas torres), O Primeiro Jardim Zoobotânico, e O Primeiro Observatório Astronômico. Foi nele que aconteceu o episódio do Boi Voador.
Continuou mesmo depois do Período Holandês
Quando Nassau foi embora, em 1644, ele continuou servindo aos Governos da Companhia, e serviu, também, a alguns Governadores Pernambucanos, até que, um século depois, já em ruínas e total abandono, foi demolido. O Palácio dos Governadores, então, passou para o antigo Colégio dos Jesuítas, onde, em 1939, se edificou...
Chamado pelo povo de Palácio das Torres, construído a mando de Nassau e ocupado, partir de 1640, ficava no local da atual Praça da República, com a frente voltada para o nascente.
Muitos Pioneirismos
Esse palácio nassoviano foi palco de grandes pioneirismos ocorridos em Pernambuco, tanto no Brasil, como em todo o continente americano, assim tivemos: A Primeira Assembleia Legislativa da América Latina, O Primeiro Farol (em uma de suas torres), O Primeiro Jardim Zoobotânico, e O Primeiro Observatório Astronômico. Foi nele que aconteceu o episódio do Boi Voador.
Continuou mesmo depois do Período Holandês
Quando Nassau foi embora, em 1644, ele continuou servindo aos Governos da Companhia, e serviu, também, a alguns Governadores Pernambucanos, até que, um século depois, já em ruínas e total abandono, foi demolido. O Palácio dos Governadores, então, passou para o antigo Colégio dos Jesuítas, onde, em 1939, se edificou o Grande Hotel. Só em 1822 é que se construiu o atual Palácio do Campo das Princesas.
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.
