Últimos dias para inscrição no Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo da Academia Pernambucana de Letras
27/11/2024
Comissão
Integrarão a Comissão Julgadora as acadêmicas Ana Maria César e Flávia Suassuna e mais o escritor Silvio Amorim, indicado indicado pela família dos homenageados.
As inscrições estarão abertas durante todo o mês de novembro, dia 30, inclusive. Serão consideradas as obras entregues na Academia ou enviadas pelo...

Comissão
Integrarão a Comissão Julgadora as acadêmicas Ana Maria César e Flávia Suassuna e mais o escritor Silvio Amorim, indicado indicado pela família dos homenageados.
As inscrições estarão abertas durante todo o mês de novembro, dia 30, inclusive. Serão consideradas as obras entregues na Academia ou enviadas pelos correios até aquela data e a entrega do prêmio ocorrerá na premiação conjunta da APL, que acontecerá no final de janeiro por ocasião do aniversário da Academia.

Detalhes
O regulamento do prêmio, cuja íntegra está publicada a seguir, estabelece que poderão participar obras publicadas a partir de 2022. Esse item, por si só, exclui a participação de publicações digitais, que podem ser alteradas a qualquer momento, ou seja, não há comprovação absoluta da data. Ainda com relação a isso, o regulamento estabelece o envio de três exemplares em invólucro com determinadas exigências, além de outros itens que não teriam como ser cumpridos por obras exclusivamente digitais.
Ainda foi questionado se participações, mesmo discretas como prefácios, orelhas, apresentações ou comentários de membros da Academia ou familiares dos homenageados excluía a participação do livro no concurso. A resposta é que não serão aceitas as inscrições. O objetivo do item do regulamento é excluir qualquer dúvida sobre possível influência de textos de acadêmicos ou familiares na escolha dos vencedores. O regulamento descreve até o conceito de livro. Ou seja, qualquer participação de membros da Academia ou familiares dos homenageados no livro concorrente exclui a obra e a suposta inscrição não será acatada.

O regulamento
Para consulta dos interessados, segue-se o regulamento completo do prêmio indicando todos os procedimentos a serem adotados pelos concorrentes.
O Regulamento
I - Do objetivo
O objetivo do prêmio é assinalar o centenário do casal de escritores Maria Neíse Monteiro Gondim de Souza e José Nivaldo Barbosa de Souza.
II - Da abrangência
a) Poderão participar escritores com livros publicados em qualquer Estado da Federação, a partir do ano de 2022;
b) a exigência de livros publicados se deve ao reconhecimento do esforço dos autores para conseguir publicar;
c) Podem concorrer obras de qualquer gênero literário, desde que sejam livros, ou seja, tenham mais de 49 páginas, mais capas, para atender ao critério da Unesco;
III - Das inscrições
a) Cada concorrente deve enviar 03 (três) exemplares da sua obra constando no invólucro a referência: 'Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo';
b) Não serão aceitas inscrições de integrantes da Academia Pernambucana de Letras ou de integrantes das famílias dos homenageados.
b) os invólucros devem conter os endereços físico e digital do concorrente para comunicação do resultado, caso classificado;
c) Os invólucros devem ser remetidos para o seguinte endereço:
Academia Pernambucana de Letras.
Av. Rui Barbosa, 1596 - Graças, Recife - PE, 52050-000;
c) Serão considerados inscritos invólucros remetidos entre os dias 1o e 30 de novembro de 2024.
IV - Da Comissão Julgadora
A Comissão Julgadora será formada por três membros, sendo dois indicados pela Academia Pernambucana de Letras e um indicado pela família dos homenageados.
V - Dos prêmios
a) Serão escolhidos um primeiro, um segundo e um terceiro lugares, independente do gênero literário da obra;
b) A critério da Comissão Julgadora poderão ser concedidas até 05 (cinco) menções honrosas;
c) O primeiro prêmio será de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). O segundo lugar receberá R$ 3.000,00 (Três mil reais) e o terceiro R$ 2.000,00. Todas as premiações, inclusive as menções honrosas, serão acompanhadas de diploma.
VI - Da entrega
Ocorrerá juntamente com os demais prêmios da Academia durante a comemoração do aniversário da Casa, previsto para o final do mês de janeiro de 2025.
VII - Dos casos omissos
Serão resolvidos pela presidência da Academia Pernambucana de Letras.
Leia outras informações
"Crônicas do Recife Antigo" (O grafite de Renato Valle) - Crônica - Por Romero Falcão*
21/07/2026
Enquanto o povo anda apressado pelo Recife Antigo, uns a caminho do trabalho, muitos dentro de ônibus e carros, outros turistando, apontando para a Rosa dos Ventos de Cícero Dias, o premiado pintor Renato Valle — ouro da casa — caminha, caminha com olhar atento e sensível para os homens invisíveis, invisíveis diante de nós e das vitrines. Os invisíveis, sem teto nem cor, moradores de rua do Recife Velho, sob o sol corrosivo. Dessas observações nasceu a exposição Crônicas do Recife Antigo, em cartaz até 16 de agosto, na Torre Malakoff, onde fui conferir e recomendo.
Meus Olhos se Alimentam dos Quadros
Subo a escada íngreme, de madeira escura e velha. No amplo salão, por sorte, encontro o artista na sua simplicidade pungente. A simplicidade dos espíritos que dão alto sentido ao mundo. Na medida em que meus olhos se alimentam dos quadros, ele explica o processo de composição de cada tela.
Fortement...
Os Invisíveis
Enquanto o povo anda apressado pelo Recife Antigo, uns a caminho do trabalho, muitos dentro de ônibus e carros, outros turistando, apontando para a Rosa dos Ventos de Cícero Dias, o premiado pintor Renato Valle — ouro da casa — caminha, caminha com olhar atento e sensível para os homens invisíveis, invisíveis diante de nós e das vitrines. Os invisíveis, sem teto nem cor, moradores de rua do Recife Velho, sob o sol corrosivo. Dessas observações nasceu a exposição Crônicas do Recife Antigo, em cartaz até 16 de agosto, na Torre Malakoff, onde fui conferir e recomendo.
Meus Olhos se Alimentam dos Quadros
Subo a escada íngreme, de madeira escura e velha. No amplo salão, por sorte, encontro o artista na sua simplicidade pungente. A simplicidade dos espíritos que dão alto sentido ao mundo. Na medida em que meus olhos se alimentam dos quadros, ele explica o processo de composição de cada tela.
Fortemente Humano
"A câmera fotográfica em vez de um bloco de esboços." O grafite dando corpo, carne, alma, tremores e ternura expostas nas calçadas. São mulheres, homens, crianças e cães num conjunto de desenhos que revela com intensa crueza o que a sociedade evita enxergar. Tal qual Portinari, o traço de Renato Valle é mais do que social: é fortemente humano.
Portas Fechadas
Retiro o celular do bolso, fotografo as obras. Um sinal de trânsito — proibido estacionar — pintado num portão. No chão, um homem deitado de lado sobre um papelão, a grife tatuada na bermuda, a tornozeleira eletrônica abraçando o ponto baixo da perna. Quando bati os olhos, me veio o ímpeto de escrever um conto: "Portas Fechadas".
A Indiferença
Paro diante da cadeirante dando comida aos cachorros. A arte é o mais profundo grito. O berro de Renato Valle ecoa em todas as perspectivas. Admiro quem faz da arte — pintura, literatura, música, cinema, teatro — uma poderosa lâmina lacerando a indiferença dos bem-nascidos e a desigualdade como projeto dos escolhidos.
Vigor Inquietante
Apesar de retratar a rua morta, o sofrimento alheio, o Recife feio, há delicadeza no traço do artista: o pombo de pata amputada, o cão fazendo força no instante de botar merda pra fora, a senhora sentada- olhar desolado- na soleira da loja pichada e de portas cerradas — que nos atingem com vigor inquietante. Eis o processo criativo nas palavras do pintor:
"Embate Constante"
"O estudo não define propriamente o desenho. Há um embate constante entre o artista, o papel e o grafite. Muitas vezes mando no trabalho; outras vezes é ele que me pede o que fazer. O estudo é apenas uma base criada a partir dos registros e das reflexões sobre o tema e a cena escolhida. O resultado não deve ser uma simples execução de uma imagem pré-definida."

Saio da Torre Malakoff com a sensação de que Renato Valle também é um cirurgião de catarata. Da catarata que embaça a vista para os filhos mais sombrios da cidade.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Ex-deputado estadual e ex-prefeiro de Campina Grande, Félix Araújo anuncia apoio à pre-campanha de reeleição de Veneziano ao Senado
21/07/2026
“Ontem tive a alegria de reencontrar o amigo e ex-prefeito Félix Araújo. Fiquei profundamente honrado em receber sua mensagem de apoio ao nosso projeto de reeleição ao Senado”, disse Veneziano, através de mensagem de agradecimento publicada em suas redes sociais.
“Receber o reconhecimento e a confiança de quem tem uma trajetória de serviços prestados à nossa cidade fortalece ainda mais o compromisso de seguir trabalhando por Campina Grande e por toda a Paraíba”, complementou Veneziano.
Veja mais detalhes: Ler mais
O advogado campinense Félix Araújo Filho anunciou nesta segunda-feira (20) o apoio à pre-campanha de reeleição do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Félix, renomado advogado campinense, exerceu mandato de deputado estadual na atual legislatura, foi presidente da Câmara de Campina Grande por dois biênios, de 1987 a 1988 e de 1991 a 1992; e foi prefeito de Campina Grande entre 1993 e 1997.
“Ontem tive a alegria de reencontrar o amigo e ex-prefeito Félix Araújo. Fiquei profundamente honrado em receber sua mensagem de apoio ao nosso projeto de reeleição ao Senado”, disse Veneziano, através de mensagem de agradecimento publicada em suas redes sociais.
“Receber o reconhecimento e a confiança de quem tem uma trajetória de serviços prestados à nossa cidade fortalece ainda mais o compromisso de seguir trabalhando por Campina Grande e por toda a Paraíba”, complementou Veneziano.
Veja mais detalhes: https://www.instagram.com/p/DbDvnaiFsKO/?igsh=MW1zdXg1bW4zd2duMA==
Assessoria de Imprensa
Senador Veneziano Vital do Rêgo - MDB-PB
Pré-candidato à reeleição ao Senado Federal
Poema sobre a Cheia de 75 - Por Eduardo Albuquerque*
21/07/2026
Suportas tamanha comoção;
Foi surpresa tal ocasião,
Eis que chegou de supetão.
Transborda o Capibaribe,
Também o Beberibe;
Quase submerso, o Recife,
O boato então espalhou-se.
Rompeu a barragem Tapacurá,
A Margot Fonteyn vem pra cá;
O Recife inteiro inundará.
Desespero na Veneza Brasileira!
Maior tragédia, uma bagaceira:
Tristes quinta e sexta-feiras.
Poema extraído do livro POEMARANA, a ser lançado em agosto/26.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
Aquietas, sossega coração,
Suportas tamanha comoção;
Foi surpresa tal ocasião,
Eis que chegou de supetão.
Transborda o Capibaribe,
Também o Beberibe;
Quase submerso, o Recife,
O boato então espalhou-se.

Rompeu a barragem Tapacurá,
A Margot Fonteyn vem pra cá;
O Recife inteiro inundará.
Desespero na Veneza Brasileira!
Maior tragédia, uma bagaceira:
Tristes quinta e sexta-feiras.
Poema extraído do livro POEMARANA, a ser lançado em agosto/26.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

Sob a luz da nossa própria realidade, Zé da Flauta* contesta Jorge Henrique Pinho
21/07/2026
Contudo, peço licença para ajustar o foco da lente sob a luz da nossa própria realidade.
Quando você escreve, com brilhantismo, que "acolher quem caiu não exige ornamentar o precipício", concordo plenamente. O vício é uma dor real, uma sombra que desaba sobre famílias e que nenhuma retórica literária deve glamorizar. Minha divergência, portanto, não é com a medicina, mas com a engenharia desse abismo.
O proibicionismo não se limitou a sinalizar o perigo; ele cavou o precipício mais fundo, cercou-o de arame farpado, colocou uma farda na borda e empurrou para lá os mais vulneráveis. Tratar um problema de saúde pública com o Código Pen...
Meu caro Jorge Henrique, é um privilégio travar esse diálogo nas páginas do Jornal O Poder. Você entrou no debate de jaleco, com a precisão dos dados e a elegância de quem sabe discordar sem erguer muros. A sua crítica é justa no alerta: a ciência não santifica folhas, e o organismo humano tem suas fragilidades.
Contudo, peço licença para ajustar o foco da lente sob a luz da nossa própria realidade.
Quando você escreve, com brilhantismo, que "acolher quem caiu não exige ornamentar o precipício", concordo plenamente. O vício é uma dor real, uma sombra que desaba sobre famílias e que nenhuma retórica literária deve glamorizar. Minha divergência, portanto, não é com a medicina, mas com a engenharia desse abismo.
O proibicionismo não se limitou a sinalizar o perigo; ele cavou o precipício mais fundo, cercou-o de arame farpado, colocou uma farda na borda e empurrou para lá os mais vulneráveis. Tratar um problema de saúde pública com o Código Penal na mão foi a grande alucinação do último século. A fumaça da clandestinidade só serviu para financiar o crime organizado e blindar o mercado de qualquer controle real, deixando o usuário à mercê de substâncias sem qualquer controle de pureza ou potência.
A natureza, de fato, não é um salvo-conduto de inocência. A jararaca continua sendo perigosa, mas a solução histórica para o seu veneno nunca foi prender a cobra ou criminalizar quem passa perto dela, e sim criar o soro. Ao defender a maturidade de experiências internacionais como a do Canadá ou do Uruguai, não busco a panaceia de um mundo perfeito onde o mercado ilegal desapareça por encanto ou onde os riscos sumam num sopro.
Busco a razão prática: transferir o controle daquilo que é perigoso das mãos do traficante de esquina para o balcão regulado do Estado. O que assusta na proibição não é o zelo pela saúde, mas a pretensão de usar a força do Estado para decidir o que o cidadão adulto pode ou não fazer com a própria consciência em sua esfera privada.
Entre a demonização paranóica e a santificação ingênua, o chão seguro que nos resta é o da autonomia responsável. A verdadeira lucidez não teme o debate aberto e nem se esconde atrás de tutelas paternalistas. Prefiro o risco de uma sociedade de homens e mulheres livres, educados para lidar com suas próprias escolhas e abismos, ao falso conforto de um Estado que finge nos proteger enquanto confisca nossa capacidade de discernir.
Que a ciência continue de jaleco, pesquisando e prescrevendo, mas que a liberdade individual possa caminhar de cabeça erguida, sem precisar pedir licença para existir.
*Zé da Flauta é compositor, escritor e gênio da raça nas horas vagas.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o debate respeitoso e o livre confronto de ideias.
O Dia em que Acreditou-se que Tapacurá Estourou - Por José Ricardo de Souza*
21/07/2026
Maior calamidade do século passado
Em 1975, para surpresa de todos, houve uma enchente que foi considerada a maior calamidade do século passado. Aconteceu entre os dias 17 e 18 de julho, quando 80% da população do Recife ficou debaixo d’água, 25 municípios da bacia do rio Capibaribe também foram atingidos, morreram 107 pessoas e outras milhares ficaram desabrigadas. Ferrovias foram destruídas, pontes desabaram, casas foram arrastadas pelas águas. Por terra, o Recife ficou isolado do rest...
Desde 1632, a história registra grandes enchentes em Pernambuco. Umas de maiores, outras de menores proporções, mas todas causando muitos danos à população. Depois das de 1970, houve pressão para que os governos estadual e federal tomassem providências no sentido de proteger o Recife das cheias. Uma das providências seria a construção de barragens. Em 1973, foi inaugurada a de Tapacurá e a população acreditava que apenas ela seria a solução para evitar as enchentes.
Maior calamidade do século passado
Em 1975, para surpresa de todos, houve uma enchente que foi considerada a maior calamidade do século passado. Aconteceu entre os dias 17 e 18 de julho, quando 80% da população do Recife ficou debaixo d’água, 25 municípios da bacia do rio Capibaribe também foram atingidos, morreram 107 pessoas e outras milhares ficaram desabrigadas. Ferrovias foram destruídas, pontes desabaram, casas foram arrastadas pelas águas. Por terra, o Recife ficou isolado do resto do País durante dois dias.
Quando as águas começaram a baixar, as pessoas, fisicamente e psicologicamente fragilizadas, foram aos poucos avaliando os prejuízos e retomando suas vidas. Foi nesse cenário que, por volta das 10 horas do dia 21 de julho, surgiu o boato de que a barragem de Tapacurá (que tem capacidade para acumular 94 milhões de metros cúbicos de água e nada sofrera com a enchente) havia estourado e que a cidade seria destruída pelas águas em poucas horas.
“Tapacurá estourou!”
O alarme anônimo provocou pânico em toda a cidade e o Recife enlouqueceu. O grito ecoou de boca em boca, começou a correria de um lado para outro em busca dos parentes e amigos para fugirem ou morrerem juntos. Motoristas gritavam para os pedestres: “Fujam! A barragem estourou!” Algumas pessoas corriam no sentido cidade-subúrbio, outros no sentido subúrbio-cidade. Uns subiam em árvores, outros subiam até os últimos andares de edifícios, grande parte simplesmente abandonava os postos de serviços em comércio, escritórios e até bancos. Lojas, colégios e repartições públicas ficaram vazias.

“Salve-se quem puder!”
Carros trafegavam em velocidade na contramão. Ônibus foram invadidos fora das paradas por aflitos fugitivos, ao mesmo tempo em que passageiros apavorados saltavam pelas janelas. Mulheres em pleno ataque de nervos gritavam de mãos estendidas para o alto. “Salve-se quem puder!”.
Pedestres alarmados
Pedestres imploravam por carona, mesmo sem saber o destino do veículo, mas apenas para sair dali. Das ruas transversais saiam multidões alarmadas, gente carregando roupas, aparelhos de televisão, bujões de gás, colchões. A loucura era tal, que até doentes internados em hospitais abandonaram ambulatórios e enfermarias, alguns vestidos com os característicos camisolões, para se juntarem à massa em fuga.
Governo decretou calamidade pública
O governador do estado, José Francisco de Moura Cavalcanti, em seu gabinete, cuidava das ações de assistência aos municípios em que ele decretara estado de calamidade pública em consequência das inundações. Quando soube da notícia, convocou o coronel Geraldo Pereira de Lima, chefe da Casa Militar, para saber o que estava havendo. Ainda sem saber que se tratava de uma mentira, o governador afirmou “Agora não é mais tragédia, agora é mortandade.”
Feita a comunicação com a administração da barragem, constatou-se que a situação era normal. O governador dirigiu-se para o meio da confusão, em frente ao Diretório Central dos Estudantes, na rua do Hospício. Os estudantes choravam, agitados. O governador disse a eles que a notícia da barragem não era verdadeira, que se Tapacurá houvesse estourado ele não estaria ali naquele momento. Os estudantes se acalmaram e tomaram as ruas gritando para o povo que a notícia sobre o estouro de Tapacurá era falsa, que era boato, que estava tudo bem.
Mas, somente após os insistentes boletins divulgados pelas emissoras de rádio e televisão, alguns feitos pelo próprio governador desmentindo o boato, a vida da cidade reordenou-se aos poucos.
35 anos depois, em 5 de maio de 2011, um novo boato sobre a barragem de Tapacurá foi disseminado. Suponha-se que tudo começou por volta das 12h, quando chegou às repartições públicas em Recife a notícia de que o expediente seria reduzido (até as 16h) porque a maré começaria a subir, e as ruas possivelmente ficariam alagadas. A partir daí, o boato começou a se espalhar e chegou aos Trending Topics do Twitter com postagens como: “As comportas de Tapacurá e da Barragem de Carpina foram abertas e a cidade vai ser toda alagada“, “Tapacurá rompeu. Fujam do Recife“, “Deus ajude os meus parentes em São Lourenço da Mata pois a barragem de Carpina transbordou“.
Shoppings
Por volta das 16h, shoppings da Grande Recife fecharam suas portas, além de Faculdades como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Católica e Faculdade Maurício de Nassau, que liberaram seus alunos das aulas noturnas. A situação estava tão crítica no meio da tarde que o Governador Eduardo Campos concedeu entrevista em diversas rádios para acalmar a população com informações verdadeiras do que estava ocorrendo nas barragens do Estado.
Cine PE interrompido
O Cine PE (Festival de Cinema de Pernambuco) teve sua exibição interrompida no meio para que a organização desse um aviso: “O Governo do Estado pedia para o festival encerrar as atividades mais cedo na noite de ontem, pois voltaria a chover forte e as ruas ficariam alagadas”. Mesmo com a produção do evento pedindo para “não haver pânico”, o contrário foi alcançado com diversas pessoas saindo correndo do Centro de Convenções de Pernambuco.

Toda barragem é projetada para sangrar
A verdade é que toda barragem é projetada para verter água (sangrar) quando chega num limite de segurança. Apenas o rio Capibaribe e seus afluentes podem subir o nível das águas nas regiões metropolitana e centro da capital pernambucana. Com a chuva causando rápida elevação do nível das barragens Goitá, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e Tapacurá, no Grande Recife, a Superintendência de Projetos de Recursos Hídricos (na época responsável pelo gerenciamento aquífero do Estado hoje feito pela APAC) alertou apenas para a possibilidade de iniciar o processo de vertimento da barragem, que transcorreu dentro das normas de segurança exigidas para este tipo de procedimento. Dentre as barragens que compõem o Sistema de Contenção de Cheias do Rio Capibaribe, a única que não verteu foi a barragem de Carpina, que estava apenas com 60% da sua capacidade.
Barragem de Tapacurá
A barragem de Tapacurá, inaugurada em 1973, atualmente é responsável por 65% do abastecimento de todo o Grande Recife. O último processo de vertimento na barragem de Tapacurá ocorreu em 07 de junho de 2022. Os reservatórios que compõem o Sistema de Contenção de Cheias do Rio Capibaribe, são monitorados diariamente pela equipe técnica da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e da Compesa. Reforça-se que os reservatórios formam o sistema, composto ainda pelas barragens de Jucazinho (Surubim), Carpina (Lagoa do Carro), Tapacurá (São Lourenço da Mata) e Goitá (Paudalho). Elas protegem os 45 municípios instalados ao longo do leito do Capibaribe e, juntas, podem reter cerca de 750 milhões de m³ de água.
Boato
Guardado as devidas proporções de tempo e espaço, podemos dizer que o boato sobre o rompimento de Tapacurá em 1975 foi nossa versão da invasão de Marte transmitida por Orson Welles em 1938. E isso numa época em que não existiam redes sociais, nem internet, apenas pela força da propagação de fakes news, termo, aliás, que nem existia quando os recifenses se apavoraram ante à ameaça da destruição completa da cidade com uma nova enchente. Fica a lição: nunca acredite em boatos, procure sempre as fontes de informação oficiais e com credibilidade para isso.
*José Ricardo de Souza, é historiador, professor da rede pública estadual de ensino, e escritor. Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP). Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01

Ensaio - Como a proibição do voto feminino afeta a democracia nos EUA? O "#RepealThe19th" como um sintoma de subversão indesejada do regime político
21/07/2026
Em 1972, o cientista político Robert Alan Dahl publicou a obra "Poliarquia: Participação e Oposição", estabelecendo de certa forma as bases do pensamento contemporâneo da democracia liberal. Entre outras coisas, o autor cria um modelo empírico para a democracia baseando-se em duas dimensões principais: a contestação pública (oposição e competição eleitoral aberta) e a participação (amplo acesso ao processo decisório). Imediatamente, entendemos que essa duas dimensões são pilares inegociáveis do processo democrático, sendo alcançadas por algumas garantias ou exigências institucionais, em especial por uma que apresenta-se como núcleo central da presente análise: o direito ao voto, caracterizado pelo sufrágio universalizado.
O voto, evidentemente, configura-se como um dos elementos centrais da democracia liberal. Isso porque, através da inclusividade, o voto deixou de ser restrito a um grupo específico e passou a ser entendido a ou...
Por Pedro de Arruda*
Em 1972, o cientista político Robert Alan Dahl publicou a obra "Poliarquia: Participação e Oposição", estabelecendo de certa forma as bases do pensamento contemporâneo da democracia liberal. Entre outras coisas, o autor cria um modelo empírico para a democracia baseando-se em duas dimensões principais: a contestação pública (oposição e competição eleitoral aberta) e a participação (amplo acesso ao processo decisório). Imediatamente, entendemos que essa duas dimensões são pilares inegociáveis do processo democrático, sendo alcançadas por algumas garantias ou exigências institucionais, em especial por uma que apresenta-se como núcleo central da presente análise: o direito ao voto, caracterizado pelo sufrágio universalizado.
O voto, evidentemente, configura-se como um dos elementos centrais da democracia liberal. Isso porque, através da inclusividade, o voto deixou de ser restrito a um grupo específico e passou a ser entendido a outros segmentos sociais, como o caso do voto feminino. A relação entre os direitos civis e políticos de minorias sociais e o desenvolvimento democrático é agridoce – e porque não contraditório – pois, já se considerou como democracia um recorte que excluía o voto feminino do processo eleitoral, como aponta a Ciencitsta Política Pamela Paxton em "Women’s Suffrage in the Measurement of Democracy". Mesmo com erros de mensuração recorrentes ao longo dos anos 90 e início dos anos 2000, a literatura especializada da Ciência Política e do Direito são categóricas: não há democracia sem ampla participação social, e , consequentemente, sem a presença das mulheres ao longo de todo o processo político.
No entando, se o voto feminino representa (a curto, médio e longo prazo) a consolidação do regime político, por quê a proibição do voto feminino ganhou tração nas agendas políticas neo-conservadoras contemporâneas? A resposta é óbvia, mas o óbvio também precisa se dito: nehum direito conquistado é garantido de forma automática. Conforme explica a teórica social francesa Simone de Beauvoir, a condição social da mulher sempre esteve associada a estruturas de poder, de forma que, direitos uma hora conquistados podem, a depender da correlação de forças de um determinado momentos serem parecial ou totalmente perdidos.
E é justamente nesse contexto que fenômenos políticos disfuncionais como o #RepealThe19th mobilizam capital político, e lentamente alteram a democracia como a conhecemos.
Esse movimento, representado pela hashtag em questão, tem como tradução "Revoguem a décima nona emenda", referente à emenda da Constituição norte-americana que permitiu o voto das mulheres em 1920. Na série temporal 2016-2026, essa ideia ganhou força entre influenciadores de extrema-direita, e tem conquistado cada vez mais espaço no debate público. De forma geral, o movimento é sustentado por argumentos superados pela produção científica majoritária, reproduzindo-se ideias usadas para combater a conquista de direitos femininos desde o início do século XX até a presente data. Partindo de fontes como o Darwinisno Social ou ao Determinismo Biológico deliberadamente deturpados, esses ideias são continuamente evocados, gerando teses desligadas da ciência como a conhecemos hoje. Como ilustração, alega-se que mulheres são biologicamente mais emocionais e, por isso, tenderiam a votar priorizando políticas de bem-estar social, enquanto homens votariam usando a razão, priorizando políticas de segurança e economia. A outra tese deles é que a família, e não o indivíduo, devia ser a base da democracia. Nessa visão, somente o homem, como chefe do lar, deveria votar, representando politicamente a mulher e os filhos. No fundo, porém, a motivação também é política. Muitos defensores afirmam que o voto feminino alterou o equilíbrio eleitoral dos Estados Unidos e passou a favorecer candidatos e pautas com as quais eles discordam. No fim, mais do que uma discussão sobre eleições, esse movimento questiona o direito constitucional garantido, e é nesse ponto que percebemos o real abismo entre tal movimento e o garantismo democrático. Com o impulso das redes sociais, esses discursos permeiam o campo das ideias e apresentam-se no campo da razão, demonstrando assim que a o regime político encontra-se em um momento de alerta quando a sua alteração, não somente formal mas, e, principalmente, substancial – quando políticas passam a agir diretamente na vida das pessoas.
Antagonismo são comuns na democracia, no entanto, testes de institucuinalidade, como no caso de tentativa de supressão de direitos de minorias, podem mostrar até que ponto as instituições suportam esses movimentos até uma ruptura total, como no caso de golpes de Estado. Para o caso norte-americano, logo, o que nos resta é saber até que ponto uma democracia aguenta ter suas bases atacadas até que o regime político se transforme em outra coisa, o que deixa a interrogação: ainda será possível classificar os EUA como uma Democracia?
Referências:
PAXTON, Pamela. Women’s Suffrage in the Measurement of Democracy: Problems of
Operationalization Studies in Comparative International Development, Fall 2000, Vol. 35.
DAHL, Robert A. Poliarquia: participação e oposição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo (Edusp), 2005.
BEAUVOIR, Simone de. O Segundo Sexo: Fatos e Mitos. Tradução de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.
RAMACCIOTTI, Barbara Lucchesi; CALGARO, Gerson Amauri. Construção do conceito de minorias e o debate teórico no campo do Direito. Sequência (Florianópolis), v. 42, p. e72871, 2021.
RABEY, Steve. Yes, there is a movement to take away women’s right to vote. Baptist News Global, 7 abr. 2026. Disponível em: https://baptistnews.com/article/yes-there-is-a-movement-to-take-away-womens-right-to-vote/. Acesso em: 20 jul. 2026.
*Pedro de Arruda é
bacharel em Direito pelo Centro Universitário FIS (2021); especialista em Direitos Humanos pela Faculdade Inove Educação (2025);
mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Campina Grande (2024).
Veneziano recebe reafirmação do apoio dos partidos progressistas em ato pro Lula em Campina Grande
21/07/2026
Lideranças
Durante o Ato, várias lideranças de partidos como PT, PCdoB, PSOL, dentre outros, se revezaram nos pronunciamentos, reafirmando a importância de reeleger Veneziano para o Senado da República. Inclusive, destacando o fato de Veneziano ser um grande defensor, em Brasília e na Paraíba, das políticas públicas desenvolvidas pelo governo do Presidente Lula, em favor do Brasil e dos brasileiros.
Outros participantes
Também participaram do ato o ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho; a deputada estadual e pre-candidata à reeleição Cida Ramos...
O senador é pré-candidato à reeleição ao Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou, na noite de ontem, segunda-feira (20/07), de um Ato Suprapartidário em apoio à reeleição do Presidente Luis Inácio Lila da Silva (PT). O movimento reuniu os partidos progressistas e foi realizado no SESC Açude Velho, em Campina Grande.
Lideranças
Durante o Ato, várias lideranças de partidos como PT, PCdoB, PSOL, dentre outros, se revezaram nos pronunciamentos, reafirmando a importância de reeleger Veneziano para o Senado da República. Inclusive, destacando o fato de Veneziano ser um grande defensor, em Brasília e na Paraíba, das políticas públicas desenvolvidas pelo governo do Presidente Lula, em favor do Brasil e dos brasileiros.
Outros participantes
Também participaram do ato o ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho; a deputada estadual e pre-candidata à reeleição Cida Ramos; a vereadora de Campina Grande e pre-candidata a deputada estadual Jô Oliveira, dentre outras lideranças políticas, sindicais, de associações e simpatizantes.
Polícia Federal intima Jaques Wagner a prestar depoimento sobre caso Master
21/07/2026
A ordem
Por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão e também de uma ordem de restrição de atividades econômicas.
Investiga
A PF investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques e suas empresas com outros nomes conectados ao liquidado Banco Master.
Segundo a PF, foram identificados elementos que indicam o "recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente" por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao Banco.
Argumenta
A PF argumenta...
A Polícia Federal (PF) intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado Federal, para prestar depoimento sobre suspeitas de recebimento de propina do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O interrogatório está previsto para ocorrer em 7 de agosto.
A ordem
Por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão e também de uma ordem de restrição de atividades econômicas.
Investiga
A PF investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques e suas empresas com outros nomes conectados ao liquidado Banco Master.
Segundo a PF, foram identificados elementos que indicam o "recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente" por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao Banco.
Argumenta
A PF argumenta que o senador mantinha contato direto com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. Ele era responsável pelas operações financeiras e envio de benefícios ao político.
Benefícios
Entre os benefícios entregues ao senador estão o suposto pagamento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador (BA). Em uma conversa interceptada pela corporação, o parlamentar encaminhou o contato do gerente da construtora a Augusto com uma mensagem informando a unidade e o valor do imóvel. "A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi."
Após ser alvo da PF, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado.
O Poder
Operação mira roubos de remédios para câncer; esquema em 4 estados e com apoio do TCP movimentou R$ 33 milhões
21/07/2026
Mandados
Os agentes saíram para cumprir, no total, 5 mandados de prisão preventiva e 97 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do RJ, em 4 estados.
No Rio e outros estados
No Rio de Janeiro, equipes foram para o Complexo da Maré, onde houve intenso tiroteio e barricadas em chamas, e para endereços na Baixada Fluminense. Também há mandados em São Paulo (capital, Santo André e São Caetano do Sul), Goiás (Goiânia) e Pará (Belém), com o apoio das unidades policiais de cada estado.
Bloqu...
Um esquema do TCP (Terceiro Comando Puro) de roubos e distribuição de remédios contra o câncer. A Polícia Civil do RJ iniciou na manhã de hoje, terça-feira (21/07) a Operação Metástase, contra um esquema interestadual de roubo de medicamentos oncológicos e imunossupressores. Até o momento, 5 pessoas haviam sido presas.

Mandados
Os agentes saíram para cumprir, no total, 5 mandados de prisão preventiva e 97 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do RJ, em 4 estados.
No Rio e outros estados
No Rio de Janeiro, equipes foram para o Complexo da Maré, onde houve intenso tiroteio e barricadas em chamas, e para endereços na Baixada Fluminense. Também há mandados em São Paulo (capital, Santo André e São Caetano do Sul), Goiás (Goiânia) e Pará (Belém), com o apoio das unidades policiais de cada estado.

Bloqueio
Foi pedido o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados pelo bando para ocultar o patrimônio.
Empresas de fachadas
Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), a quadrilha tinha apoio do Terceiro Comando Puro (TCP), movimentou R$ 33 milhões em apenas 1 ano e utilizava empresas de fachada para recolocar o material roubado no mercado.
O Poder

PF planeja rastrear emendas e apurar se houve pressão de cúpula de partidos
21/07/2026
Não descarta
A PF não descarta colher depoimentos de servidores e congressistas para esclarecer a maneira como se dá a indicação dos recursos públicos.
Enviou
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, enviou para a Polícia Federal as respostas dos presidentes nacionais do PL e do PSD.
Resposta
Em resposta a Dino, Valdemar Costa Neto (PL) afirmou que não dispõe de “cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares”.
Afirmou
Já Gilberto Kassab, do PSD, afirmou que “jamais” indicou emendas ou participou de decisões sobre a destinação d...
A Polícia Federal planeja rastrear as emendas parlamentares sobre as quais há suspeita de indicação de dirigentes partidários. O objetivo é apurar se houve pressão de dirigentes partidários a deputados federais para atender a prefeitos aliados.
Não descarta
A PF não descarta colher depoimentos de servidores e congressistas para esclarecer a maneira como se dá a indicação dos recursos públicos.
Enviou
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, enviou para a Polícia Federal as respostas dos presidentes nacionais do PL e do PSD.
Resposta
Em resposta a Dino, Valdemar Costa Neto (PL) afirmou que não dispõe de “cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares”.
Afirmou
Já Gilberto Kassab, do PSD, afirmou que “jamais” indicou emendas ou participou de decisões sobre a destinação dos recursos na condição de dirigente partidário.
O magistrado ainda aguarda o posicionamento dos demais dirigentes partidários e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Congelou
Dino congelou um montante de R$ 119 milhões do dirigente nacional do PL relativo ao que a Polícia Federal apontou como “cota parlamentar” de Valdemar sobre emendas de comissão da Câmara dos Deputados.
O Poder