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Últimos dias para inscrição no Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo da Academia Pernambucana de Letras

27/11/2024

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No próximo sábado 30/11, encerra-se o prazo para inscrição no prêmio de Literatura Regional em homenagem ao centenário do acadêmico José Nivaldo e sua espôsa, a médica e escritora Neíse Gondim. Academia Pernambucana de Letras, presidida pelo imortal Lourival Holanda aprovou o regulamento e indicou dois dos membros da comissão julgadora. Poderão concorrer autores de obras publicadas a partir de 2022, em território nacional, de qualquer gênero literário desde que aborde temáticas regionalistas. Haverá premiações em dinheiro para os três primeiros colocados e diplomas para até 05 menções honrosas.





Comissão

Integrarão a Comissão Julgadora as acadêmicas Ana Maria César e Flávia Suassuna e mais o escritor Silvio Amorim, indicado indicado pela família dos homenageados.
As inscrições estarão abertas durante todo o mês de novembro, dia 30, inclusive. Serão consideradas as obras entregues na Academia ou enviadas pelo...

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No próximo sábado 30/11, encerra-se o prazo para inscrição no prêmio de Literatura Regional em homenagem ao centenário do acadêmico José Nivaldo e sua espôsa, a médica e escritora Neíse Gondim. Academia Pernambucana de Letras, presidida pelo imortal Lourival Holanda aprovou o regulamento e indicou dois dos membros da comissão julgadora. Poderão concorrer autores de obras publicadas a partir de 2022, em território nacional, de qualquer gênero literário desde que aborde temáticas regionalistas. Haverá premiações em dinheiro para os três primeiros colocados e diplomas para até 05 menções honrosas.

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Comissão

Integrarão a Comissão Julgadora as acadêmicas Ana Maria César e Flávia Suassuna e mais o escritor Silvio Amorim, indicado indicado pela família dos homenageados.
As inscrições estarão abertas durante todo o mês de novembro, dia 30, inclusive. Serão consideradas as obras entregues na Academia ou enviadas pelos correios até aquela data e a entrega do prêmio ocorrerá na premiação conjunta da APL, que acontecerá no final de janeiro por ocasião do aniversário da Academia.

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Detalhes

O regulamento do prêmio, cuja íntegra está publicada a seguir, estabelece que poderão participar obras publicadas a partir de 2022. Esse item, por si só, exclui a participação de publicações digitais, que podem ser alteradas a qualquer momento, ou seja, não há comprovação absoluta da data. Ainda com relação a isso, o regulamento estabelece o envio de três exemplares em invólucro com determinadas exigências, além de outros itens que não teriam como ser cumpridos por obras exclusivamente digitais.
Ainda foi questionado se participações, mesmo discretas como prefácios, orelhas, apresentações ou comentários de membros da Academia ou familiares dos homenageados excluía a participação do livro no concurso. A resposta é que não serão aceitas as inscrições. O objetivo do item do regulamento é excluir qualquer dúvida sobre possível influência de textos de acadêmicos ou familiares na escolha dos vencedores. O regulamento descreve até o conceito de livro. Ou seja, qualquer participação de membros da Academia ou familiares dos homenageados no livro concorrente exclui a obra e a suposta inscrição não será acatada.

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O regulamento

Para consulta dos interessados, segue-se o regulamento completo do prêmio indicando todos os procedimentos a serem adotados pelos concorrentes.

O Regulamento

I - Do objetivo

O objetivo do prêmio é assinalar o centenário do casal de escritores Maria Neíse Monteiro Gondim de Souza e José Nivaldo Barbosa de Souza.

II - Da abrangência

a) Poderão participar escritores com livros publicados em qualquer Estado da Federação, a partir do ano de 2022;

b) a exigência de livros publicados se deve ao reconhecimento do esforço dos autores para conseguir publicar;

c) Podem concorrer obras de qualquer gênero literário, desde que sejam livros, ou seja, tenham mais de 49 páginas, mais capas, para atender ao critério da Unesco;

III - Das inscrições

a) Cada concorrente deve enviar 03 (três) exemplares da sua obra constando no invólucro a referência: 'Prêmio de Literatura Regional Neíse e José Nivaldo';

b) Não serão aceitas inscrições de integrantes da Academia Pernambucana de Letras ou de integrantes das famílias dos homenageados.

b) os invólucros devem conter os endereços físico e digital do concorrente para comunicação do resultado, caso classificado;

c) Os invólucros devem ser remetidos para o seguinte endereço:
Academia Pernambucana de Letras.
Av. Rui Barbosa, 1596 - Graças, Recife - PE, 52050-000;

c) Serão considerados inscritos invólucros remetidos entre os dias 1o e 30 de novembro de 2024.

IV - Da Comissão Julgadora

A Comissão Julgadora será formada por três membros, sendo dois indicados pela Academia Pernambucana de Letras e um indicado pela família dos homenageados.

V - Dos prêmios

a) Serão escolhidos um primeiro, um segundo e um terceiro lugares, independente do gênero literário da obra;

b) A critério da Comissão Julgadora poderão ser concedidas até 05 (cinco) menções honrosas;

c) O primeiro prêmio será de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). O segundo lugar receberá R$ 3.000,00 (Três mil reais) e o terceiro R$ 2.000,00. Todas as premiações, inclusive as menções honrosas, serão acompanhadas de diploma.

VI - Da entrega

Ocorrerá juntamente com os demais prêmios da Academia durante a comemoração do aniversário da Casa, previsto para o final do mês de janeiro de 2025.

VII - Dos casos omissos

Serão resolvidos pela presidência da Academia Pernambucana de Letras.

Leia outras informações

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"Ordem global (ocidental): construção e desafios" - Por Jarbas Beltrão*

20/07/2026

'Ordem global é ocidental'

A História é território que conta com a presença de muitos atores/protagonistas, povos e nações.

Entretanto, quando falamos de História vista como uma "Ordem global", temos a reunião de todos e tudo; trata-se de uma expansão da História ocidental, que faz transferência de seus traços e muito de sua cultura para o restante do Planeta socialmente visível.

Desde a expansão do Império Romano Ocidental até a Ordem global de hoje, ocorreu uma globalização do Ocidente - pode-se dizer, formou-se uma civilização ocidental - Entretanto, sob sua sombra estão "guardadas" outras "ordens" e civilizações.

A História da "Ordem Global" é formada a partir de movimentos, base da civilização, construída até então, e que encontra-se bem claro dentro do processo histórico que resultou na "Civilização global" que temos hoje.

Os movimentos constitutivos desta "Ordem" são adotados pelas nações ou são...

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'Ordem global é ocidental'

A História é território que conta com a presença de muitos atores/protagonistas, povos e nações.

Entretanto, quando falamos de História vista como uma "Ordem global", temos a reunião de todos e tudo; trata-se de uma expansão da História ocidental, que faz transferência de seus traços e muito de sua cultura para o restante do Planeta socialmente visível.

Desde a expansão do Império Romano Ocidental até a Ordem global de hoje, ocorreu uma globalização do Ocidente - pode-se dizer, formou-se uma civilização ocidental - Entretanto, sob sua sombra estão "guardadas" outras "ordens" e civilizações.

A História da "Ordem Global" é formada a partir de movimentos, base da civilização, construída até então, e que encontra-se bem claro dentro do processo histórico que resultou na "Civilização global" que temos hoje.

Os movimentos constitutivos desta "Ordem" são adotados pelas nações ou são motivos de combates contrários.

A "Ordem" formada a partir das contribuições voluntárias e/ou involuntárias, é contrariada por forças externas, que chamaríamos de:

1) invasões horizontais; visam a conquista militar e territorial.

2) invasões verticais, são ações internas que desenvolvem combate cultural (moral, tradições, valores etc).

'Construção da "Ordem"'

Esses movimentos constitutivos da 'Ordem' Ocidental, são na verdade os pilares que geraram essa civilização ("Ordem") dominante, e a mesma se apoia, nos seguintes pilares:

A cultura greco-romana, a cultura judaico-cristã e o militarismo germânico- feudal.

O mundo ocidentalizou- se, movimentou-se desde o Império Romano do Ocidente.

Outras civilizações/ culturas, fora da moldura das construções que nos referimos, desapareceram ou foram incorporadas a "Ordem ocidental/global", como também algumas das particularidades "bárbaras", passaram a fazer parte do "corpo dominante global".

Após a Queda do Império Romano Ocidental, surgiu na Europa Ocidental, os Reinos Cristãos, que foi o ordenamento do continente na Idade Média e será base dos futuros Impérios modernos.

'Expansão da "Ordem"

Na idade moderna, a Europa se expandiu, dominou terras asiáticas, americanas, africanas e daí nasceu a "Ordem global cultural cristã" e junto com ela a "Ordem econômica", aí temos com elas uma "Ordem globalizada".

A "Ordem" econômica e cultural, encontra-se na base dessa engenharia histórica, que chamamos de "Ordem global".

Com as "colonizações" modernas uma "Ordem" global, sob liderança das potências mercantilistas Européias, foi tendo sua formação.

Essa "Ordem" se expandiu, mais ainda, e ganhou novos aspectos com o industrialismio, liberalismo/"neocolonialismo" do século 18.

'A "Ordem global" a partir das duas grandes guerras'

Até às duas grandes guerras do século 20, potências imperiais e potências econômicas européias, antes dominantes, perderam suas posições.

Com o pós 2a. guerra mundial, Estados Unidos assumiram a liderança da "Ordem global".

O cenário que alavancou, mais ainda a liderança americana foi a completa destruição da Europa e a implantação do Plano Marshall na Europa Ocidental, que sobre ele apoiou-se a formação do novo mercado e nova "Ordem global".

Segundo, o historiador britânico, Erick Hobsbawn no sua obra, "A era dos extremos", a expansão dos mercados entre final dos anos 1950 até 1980, a economia mundial ,(leia-se ocidental) experimentou anos de expansão dos mercados (investimentos produção/consumo). Transformou muitas economias domésticas nacionais, trazendo-as para o mercado global.

A expansão global ocidental, reduziu índices de miséria, aumentou as classes médias, incorporou diversos territórios/ mercados e sofisticou o trabalho de produção e administração das unidades produtivas com alavancagem pela ciência, tecnologia, serviços e por aí segue.



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'A contraposição à 'Ordem' global (ocidental)

Enquanto o novo mercado global era constituído, uma proposta de contraposição aos mercados ocidentais - "capitalismo" - surgiu sob liderança da União Soviética, mas não conseguiu construir uma Ordem econômica global baseada na prosperidade dos mercados - seu Comecom foi um fracasso - das nações e dos indivíduos.

O bloco da União Soviética, financiou a prosperidade da liderança do bloco, que experimentou um desprezo/declínio do consumo civil, porém alimentou a expansão da produção bélica, espacial e das tecnologias ancoradas naqueles segmentos. Além de um espetacular crescimento das agências de informações e espionagem; destaque maior para KGB soviética e outros que seguiram seus passos: Stasi(ex-Alemanha Oriental), Stb (ex-Thecoeslovàquia), Securitate(Romênia) e outras.

A KGB teve papel importante no roubo de royalties ocidentais - exemplo maior a fórmula da bomba atômica.

'Contraposição em queda'

Sem suportar a competição com o ocidente-econômico e por outros fatores internos do bloco vermelho, o "planeta socialista", ruiu.

Porém, o recado da Escola Austríaca de Economia ficava claro, uma economia sem cálculo econômico não prospera.

A prosperidade econômica acompanhada da produção cultural (invenções, costumes, inovações, produtos) gera o que chamaríamos do soft power (poder e influência cultural).

Então, o "socialismo marxista" colapsando, morreu economicamente, mas sobreviveu como modelo político e como ideologia.

Ideologia não é ciência, mas esconde o fracasso, com a fantasia de uma retórica odiosa que, resulta em terror, violência e desinformação.

'Sobrevivência chinesa'

A China, sobreviveu, porém, ao colapso da fórmula socialista marxista, integrou-se ao mercado global.

Foi a saída encontrada pela técnico-burocracia do Partido Comunista Chinês, que manteve sua ditadura.



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Agora, abrindo-se para os investimentos ocidentais, o Estado/Partido, se abria para os mercados ocidentais, mas teria uma nova tarefa, monitorar os grandes meta-capitalistas que se hospedavam na China.

A hospedagem do "capitalismo" na China, fez da sua economia um prolongamento do mercado Ocidental, da lógica do mesmo - mercadorias, integração nas cadeias e redes de abastecimentos e produções, mercado comprador de commodites diversas, produção científica e tecnológica - que tem liderança americana - ultimamente fragilizada - entretanto, a gestão Trump tenta retomar a hegrmonia, com seu Plano "América grande outra vez".

O crescimento econômico chinês pós final de 1980, acelerado nos anos do século 21, é um crescimento por alavancagem (base de importação de capitais, ciência e tecnologia).

Essa integração ao mercado global gerou inconveniências no interior da China, um mercado interno com identificação com o Ocidente, com classes médias que almejam consumir. XiJiping, vê nisso uma ocidentalizacao perigosa e promove combate, quer a China apenas produzindo para exportação.



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O crescimento chinês tem aproximação com o vivido pelo Brasil em período do nosso chamado "milagre econômico" (governo Medici). Estado propulsor do crescimento econômico

A velha dinastia chinesa, com sua prosperidade da Dinastia Ming (a última), não está presente nesta "nova China".

A "nova China" colocou ao chão a "velha China". O PCCh, destruiu valores e tradições antigas e implantou uma nova obediência, novos valores, nova economia (e ao menos impulsionou o crescimento chinês, dentro de uma moldura de integração ao mercado ocidental/global).

O modelo chinês, assim como o vietnamita desmontou a velha lógica do marxismo estatista, inverteu o papel da tirania do Estado socialista/comunista; abriu-se para o metacapitalismo mas manteve sob seu controle

A ordem moral comunista na China é imposta pelo PCCh, que salvou-se do "tsunami" do socialismo real vivido na Europa Oriental, mas o "dragão asiático" começa a amargar, ultimamente, declínio; seu ESTADO pesadão não consegue facilmente, fazê-la superar as crises, que é questão escondida para o mundo.

A economia chinesa decolou com a importação de capitais e produção de pequeno valor agregado até chegar à produção científica e de tecnologias avançadas,

'Mudanças no mercado chinês, não trouxe mudanças na hegemonia econômica'

Rússia e China, visto por um olhar mais apurado não substituirão o mercado global, sob liderança americana, que Trump tenta trazer de volta para os Estados Unidos.

Um sistema econômico baseado numa "equidade social" não prospera - a China e o Vietnã, afastou-se dessa lógica - a lógica de permanência da liberdade individual e da livre iniciativa éo que norteia a vida humana.

O homem individualmente tem como muitos dos seus horizontes de vida a prosperidade cidadã (social, economia, consumo).

O Estado, por si só, não conseguirá contemplar os sonhos do indivíduo.

Claro, que nasceu no espírito dito capitalista no Ocidente, aqueles que negaram a liberdade econômica, que já não tem crença no mercado; são os que se lançam contra suas origens, entretanto retornarão ao "cais do porto" de onde deram partida.

Tenho dito.

Desde o buncker na Serra das Russas - Gravatá.

*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Veneziano, o municipalismo na prática, por Flávio Lúcio*

20/07/2026

Ser municipalista está na moda. Hoje, todo candidato se diz municipalista. Mas, quando expõe seu entendimento sobre o que significa ser municipalista, geralmente repete frases feitas, como “é na cidade que a vida real acontece”.

Para avaliar quem está verdadeiramente comprometido com o municipalismo, é necessário observar não apenas o discurso, mas também a prática. E, para avaliar a prática, é preciso observar a atuação de quem exerce um mandato.

Entre todos os parlamentares paraibanos no Senado Federal, nenhum foi tão fiel aos princípios do municipalismo quanto Veneziano Vital. O apoio que ele deu — e continua dando — aos municípios paraibanos, por meio da destinação de recursos e do apoio parlamentar na Paraíba e em Brasília, parte, certamente, de um compromisso com a ideia de um desenvolvimento descentralizado, no qual a melhoria das condições de vida da população deve partir de baixo para cima.

Porque, se é verdade que a vida acontece n...

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Ser municipalista está na moda. Hoje, todo candidato se diz municipalista. Mas, quando expõe seu entendimento sobre o que significa ser municipalista, geralmente repete frases feitas, como “é na cidade que a vida real acontece”.

Para avaliar quem está verdadeiramente comprometido com o municipalismo, é necessário observar não apenas o discurso, mas também a prática. E, para avaliar a prática, é preciso observar a atuação de quem exerce um mandato.

Entre todos os parlamentares paraibanos no Senado Federal, nenhum foi tão fiel aos princípios do municipalismo quanto Veneziano Vital. O apoio que ele deu — e continua dando — aos municípios paraibanos, por meio da destinação de recursos e do apoio parlamentar na Paraíba e em Brasília, parte, certamente, de um compromisso com a ideia de um desenvolvimento descentralizado, no qual a melhoria das condições de vida da população deve partir de baixo para cima.

Porque, se é verdade que a vida acontece nas cidades, as transformações também devem começar por elas.
E sem nenhum tipo de preconceito ou exclusão por razões partidárias, políticas ou ideológicas.

Afinal, o povo de um município não pode pagar a conta das diferenças entre seus representantes. A atuação do senador Veneziano Vital mostra que ele não exige a credencial partidária de qualquer prefeito para apoiar suas reivindicações — que são, na verdade, as reivindicações do povo de sua cidade, concretizadas em obras, serviços e melhoria da qualidade de vida.

Certamente, embora esteja na oposição na Paraíba, essa é uma das razões pelas quais Veneziano conta com o apoio de dezenas de prefeitos espalhados por todo o estado. Mais do que ninguém, os prefeitos sabem, na prática, o que significa contar com um senador comprometido com o municipalismo em Brasília — um compromisso que Veneziano demonstra há quase oito anos, desde que assumiu o mandato de senador.

Na eleição que se aproxima, o eleitor das cidades paraibanas vai escolher entre a certeza representada pela atuação de Veneziano e a dúvida diante de outras escolhas.

*Flávio Lúcio é cientista político. Professor de História da UFPE, doutor em Sociologia.




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A indústria dos boatos no grande debate CBN amanhã

20/07/2026

O Grande Debate CBN, na 105,7FM, comando de Geraldo Freire é uma das maiores audiências do rádio. Liderança que acompanha o grande comunicador há quase 50 anos. Amanhã, o tema é 'A indústria dos Boatos'. No amor, na história, na família, na igreja. Os boatos e suas consequências. Vai ser animado. Visões distintas e qualificadas: o historiador e comunicador político José Nivaldo Junior, da Academia Pernambucana de Letras. O psicólogo Eufrásio Araújo. E o padre Fábio Potiguar, duas sujidades nas suas áreas. Ouça a chamada e não perca amanhã, terça-feira 21/07, das 11 às 12h.

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O Grande Debate CBN, na 105,7FM, comando de Geraldo Freire é uma das maiores audiências do rádio. Liderança que acompanha o grande comunicador há quase 50 anos. Amanhã, o tema é 'A indústria dos Boatos'. No amor, na história, na família, na igreja. Os boatos e suas consequências. Vai ser animado. Visões distintas e qualificadas: o historiador e comunicador político José Nivaldo Junior, da Academia Pernambucana de Letras. O psicólogo Eufrásio Araújo. E o padre Fábio Potiguar, duas sujidades nas suas áreas. Ouça a chamada e não perca amanhã, terça-feira 21/07, das 11 às 12h.








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O Mundo Ibérico: futebol, literatura e cultura em um momento histórico - Por Antônio Campos*

20/07/2026

O mundo ibérico vive um momento de grande projeção no futebol, na literatura, nas artes e no debate cultural.
A Espanha acaba de conquistar o bicampeonato mundial de futebol, após vencer a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, em uma final na qual demonstrou superioridade técnica e coletiva. (FIFA)

Portugal, por sua vez, continua representado internacionalmente por Cristiano Ronaldo, um dos maiores jogadores portugueses e um dos nomes mais importantes da história do futebol mundial.

No campo da cultura, a Livraria Lello e a Fundação Livraria Lello vêm desenvolvendo iniciativas de grande repercussão. Em parceria com o Service95 Book Club, fundado por Dua Lipa, criaram a Manifesto Library, uma biblioteca permanente composta por cem títulos dedicados à liberdade de expressão e a obras que enfrentam o poder, a censura, a exclusão e as narrativas dominantes. (Livraria Lello). Fez também um grande evento literário recente, no Porto.

Em brev...

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O mundo ibérico vive um momento de grande projeção no futebol, na literatura, nas artes e no debate cultural.
A Espanha acaba de conquistar o bicampeonato mundial de futebol, após vencer a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, em uma final na qual demonstrou superioridade técnica e coletiva. (FIFA)

Portugal, por sua vez, continua representado internacionalmente por Cristiano Ronaldo, um dos maiores jogadores portugueses e um dos nomes mais importantes da história do futebol mundial.

No campo da cultura, a Livraria Lello e a Fundação Livraria Lello vêm desenvolvendo iniciativas de grande repercussão. Em parceria com o Service95 Book Club, fundado por Dua Lipa, criaram a Manifesto Library, uma biblioteca permanente composta por cem títulos dedicados à liberdade de expressão e a obras que enfrentam o poder, a censura, a exclusão e as narrativas dominantes. (Livraria Lello). Fez também um grande evento literário recente, no Porto.

Em breve, em outubro, a Fundação Livraria Lello também acolherá a segunda edição da Fliporto Portugal, reafirmando os vínculos culturais e literários entre Portugal e o Brasil.

Espanha, Portugal e o universo ibero-americano — formado pelas nações da Península Ibérica e pelos países que receberam suas influências linguísticas e culturais, especialmente na América Latina e no Caribe — atravessam um momento de renovada importância histórica.

Essa foi uma das razões que levaram a Fliporto 2026, em sua 21ª edição, a valorizar a literatura latino-americana e caribenha, bem como suas relações, diálogos e influências com as tradições ibéricas.

Espanha e América Latina

Muito além do futebol, a Espanha sempre manteve fortes relações históricas, culturais, linguísticas e econômicas com a América Latina. Grande parte do continente foi colonizada pela Espanha, circunstância que produziu vínculos profundos, embora também marcados pelas contradições próprias do processo colonial.

A língua, a literatura, a arquitetura, a música e as manifestações populares demonstram como esses encontros produziram uma identidade cultural múltipla. A América Latina não apenas recebeu influências espanholas e portuguesas, mas também as transformou, conferindo-lhes novos sentidos a partir de suas culturas indígenas, africanas e mestiças.

Gilberto Freyre e o brasileiro entre os outros hispanos

Em “O Brasileiro entre os Outros Hispanos”, publicado em 1975, Gilberto Freyre sustenta que a condição hispânica do brasileiro não se restringe à influência espanhola. Para ele, o conceito de hispânico deve abranger toda a Península Ibérica, reunindo as experiências históricas de Portugal e da Espanha.

Sob essa perspectiva, portugueses e espanhóis seriam expressões distintas, mas próximas, de uma mesma matriz civilizatória ibérica. Freyre combina antropologia, sociologia, história e relações internacionais para compreender como essas culturas se adaptaram aos trópicos.

Nesse contexto, formulou a ideia de uma hispanotropicologia, destinada a estudar as formas pelas quais as sociedades ibéricas se relacionaram com os ambientes tropicais e participaram da formação de novas civilizações.

O título e as ideias do livro continuam inspirando estudos e debates sobre as relações do Brasil com a Espanha, Portugal e a América Latina, inclusive em iniciativas promovidas por instituições como o Instituto Cervantes.

O Instituto Cervantes e a Fliporto

O Instituto Cervantes é uma das mais importantes instituições culturais dedicadas à difusão da língua espanhola e à promoção das culturas dos países hispânicos.

Em sua 21ª edição, a Fliporto 2026 contará novamente com o apoio do Instituto Cervantes. A programação incluirá uma roda de leitura em sua biblioteca, que será um dos espaços da Fliporto no Recife, em novembro.

Essa parceria reforça a vocação internacional do festival e o compromisso de promover o diálogo entre as literaturas brasileira, espanhola, portuguesa, latino-americana e caribenha.

O Centro de Estudos Brasileiros de Salamanca

A histórica e renomada Universidade de Salamanca mantém um importante Centro de Estudos Brasileiros, dedicado ao conhecimento e à divulgação da cultura, da história e da realidade brasileira.

Quando exerci a presidência da Fundação Joaquim Nabuco, tive a oportunidade de realizar uma palestra on-line sobre os laços históricos e culturais que unem a Espanha e o Brasil.

São vínculos que atravessam a literatura, a universidade, a diplomacia, a economia e as artes, demonstrando que o Atlântico não nos separa: ele também constitui um espaço de encontros, influências e diálogos permanentes.

Sevilha, o flamenco e João Cabral de Melo Neto

Guardo uma lembrança inesquecível de minha viagem a Sevilha, cidade de extraordinária beleza, história e intensidade cultural.

Ali tive a oportunidade de assistir a um grande espetáculo de flamenco, expressão artística que reúne música, canto, dança, sofrimento, paixão e resistência. O flamenco traduz, de maneira singular, parte da alma da Andaluzia.

Sevilha foi também uma cidade profundamente amada pelo poeta e diplomata pernambucano João Cabral de Melo Neto. Sua convivência com a Espanha, especialmente com a Andaluzia, deixou marcas relevantes em sua obra poética.

Estar em Sevilha, contemplar sua arquitetura, caminhar por suas ruas e assistir ao flamenco foi uma experiência verdadeiramente inesquecível.

García Lorca, Gaudí e as efemérides de 2026

O ano de 2026 também é marcado por importantes acontecimentos culturais na Espanha.

Celebram-se os 90 anos da morte de Federico García Lorca, assassinado em 1936, no início da Guerra Civil Espanhola. Poeta e dramaturgo universal, Lorca permanece vivo em obras como Bodas de Sangue, Yerma, A Casa de Bernarda Alba, Romancero Gitano e Poeta em Nova York. (Córdoba Buenas Noticias)

Também se celebra o centenário da morte de Antoni Gaudí, ocorrida em 1926. Em 10 de junho de 2026, a Basílica da Sagrada Família viveu um momento histórico com a bênção e a inauguração da Torre de Jesus Cristo, estrutura central do projeto e ponto mais elevado da construção. Embora a basílica ainda não esteja integralmente concluída, o acontecimento representou a culminação simbólica de uma das etapas mais importantes do sonho arquitetônico de Gaudí. (The Guardian)

Lorca e Gaudí demonstram como a Espanha conseguiu transformar poesia, teatro, arquitetura e espiritualidade em expressões universais da criatividade humana.

O sonho ibérico e latino

O sonho de Cervantes e a poesia de Camões são imortais.

De diferentes maneiras, suas palavras atravessaram o Atlântico e floresceram na América Latina e no Caribe. Encontraram novas línguas, ritmos, paisagens, experiências humanas e formas de expressão.

A literatura latino-americana e caribenha nasceu também desse encontro entre a herança ibérica, as culturas originárias, as matrizes africanas e as experiências históricas próprias de cada povo.

O mundo ibérico não deve ser compreendido apenas como uma memória do passado. Ele permanece vivo, diverso e em permanente transformação.

Da Espanha de Cervantes, Lorca, Gaudí e João Cabral à Portugal de Camões, Fernando Pessoa e da Livraria Lello; do Brasil de Gilberto Freyre às grandes vozes da América Latina e do Caribe, existe um vasto território cultural que continua produzindo beleza, reflexão e diálogo.

É esse universo plural, marcado por encontros, tensões e influências recíprocas, que a Fliporto 2026 pretende celebrar.

*Antônio Campos, Curador Geral das Fliporto Brasil, Portugal e Fliporto Arte, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv



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Municípios Pernambucanos: Nelson Barbalho - Por Luciano Carvalho Júnior*

20/07/2026

Mais um livro de Nelson Barbalho chegou à praça, para enriquecer a historiografia local. Na última reunião do Centro de Estudos de História Municipal – CEHM, vinculado a Agência CONDEPE/FIDEM, foi lançado o livro: Municípios Pernambucanos, subsídios para sua história, com apresentação de Ígor Cardoso e prefácio do professor José Aragão Bezerra Cavalcanti, dois pesquisadores da história de seus respectivos lugares natal, Garanhuns e Vitória de Santo Antão.

A publicação deste livro é mais um esforço de sua filha Valeria, que após a sua aposentadoria como médica, tem dedicado a divulgação das obras de seu pai. Neste livro Nelson traz pequenos textos com notícias de fatos, personalidades e questões administrativas dos lugares do interior de Pernambuco, no período de 1901 a 1930, em especiais os do Agreste.

Os escritos de Nelson Barbalho são resultados de suas leituras de livros, jornais, periódicos, bem como, da legislação da época. Assuntos interessantes com...

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Mais um livro de Nelson Barbalho chegou à praça, para enriquecer a historiografia local. Na última reunião do Centro de Estudos de História Municipal – CEHM, vinculado a Agência CONDEPE/FIDEM, foi lançado o livro: Municípios Pernambucanos, subsídios para sua história, com apresentação de Ígor Cardoso e prefácio do professor José Aragão Bezerra Cavalcanti, dois pesquisadores da história de seus respectivos lugares natal, Garanhuns e Vitória de Santo Antão.

A publicação deste livro é mais um esforço de sua filha Valeria, que após a sua aposentadoria como médica, tem dedicado a divulgação das obras de seu pai. Neste livro Nelson traz pequenos textos com notícias de fatos, personalidades e questões administrativas dos lugares do interior de Pernambuco, no período de 1901 a 1930, em especiais os do Agreste.

Os escritos de Nelson Barbalho são resultados de suas leituras de livros, jornais, periódicos, bem como, da legislação da época. Assuntos interessantes como leis determinando a abertura de estradas de rodagem, ligando as sedes dos vários municípios (hoje não há necessidades para isso), indicações de leis de criação, questões de limites de municípios, trocas de sede, criação e extinção de comarca, com destaque a reforma administrativa do estado criando novos municípios, liderada pelo então governador Estácio de Albuquerque Coimbra. Ficando Pernambuco com oitenta e cinco municípios, no final da década de vinte do século passado. Destaco ainda, vários verbetes sobre as intrigas políticas ocorridas em Canhotinho, quando tudo era resolvido na bala – violência. Nada de diferente do que ocorria no resto do Brasil.

Destas anotações podem sair vários estudos, inclusive, artigos científicos. Pois nada acontece isoladamente. Nelson Barbalho foi um pesquisador social, produziu diversas obras. A sua produção literária decorrente de suas constantes pesquisas é enorme. Deixou publicados cinquenta e um livros, teve mais dezesseis obras publicadas após sua morte. São textos sobre história de cidades, biografias, genealogia e folclore. Ainda tem mais ou menos trinta e cinco livros para serem publicados. Destaco os oitos volumes restantes da Coleção Cronologia Pernambucana (já tem vinte e dois volumes editado pelo CEHM – Agência CONDEPE/FIDEM). Esta é uma obra monumental, juntamente com Nobiliarquia Pernambucana de Borges da Fonseca, Anais Pernambucanos de Pereira da Costa, Dicionário Corográfico, Histórico e Estático de Pernambuco de Sebastião de Vasconcelos Galvão e História da Imprensa Pernambucana de Luiz do Nascimento. Todos importantes para os pesquisadores dos nossos municípios. Pois, constituem fontes indispensáveis aos estudos sobre o período colonial, imperial e republicano da história social, política e administrativa local.

*Luciano Caldas Pereira de Carvalho Júnior, é Advogado. @carvalhojuniorluciano



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Da Série – Os Mistérios do Aquém: o sumiço de U$S 1 bilhão da Coroa-Brastel – Por Natanael Sarmento*

20/07/2026

O General João Baptista Figueiredo, último cavalariço da estrabaria militar de 1964, ufanava-se de preferir o cheiro de cavalo ao do povo. Nada de mais, cada qual com suas preferências e identificações...

Problema

Problema foi a farra do boi da corrupção, a dilapidar o Erário no final do baile, em 1983. Escândalo conhecido como “Coroa-Brastel”, emblemático, do ciclo militar.

Cartel

O conluio criminal envolvia grandes: empresa de rede de lojas de eletrodoméstico (Brastel), agente financeiro (Coroa), corretora (Laureano) falida e favorecida pela Caixa Econômica Federal (CEF) e o empurrãozinho do alto escalão do Governo Federal.

Eles sabiam

A insolvência e as fraudes eram conhecidas. O mal cheiro do peculato contaminava o ar de Brasília desde 1979. Mas o Banco Central (BC) colocava capim seco por cima para abafar. Lobby de parentes, segundo relatório da CPI. Carlos Langoni do BC...

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O General João Baptista Figueiredo, último cavalariço da estrabaria militar de 1964, ufanava-se de preferir o cheiro de cavalo ao do povo. Nada de mais, cada qual com suas preferências e identificações...

Problema

Problema foi a farra do boi da corrupção, a dilapidar o Erário no final do baile, em 1983. Escândalo conhecido como “Coroa-Brastel”, emblemático, do ciclo militar.

Cartel

O conluio criminal envolvia grandes: empresa de rede de lojas de eletrodoméstico (Brastel), agente financeiro (Coroa), corretora (Laureano) falida e favorecida pela Caixa Econômica Federal (CEF) e o empurrãozinho do alto escalão do Governo Federal.

Eles sabiam

A insolvência e as fraudes eram conhecidas. O mal cheiro do peculato contaminava o ar de Brasília desde 1979. Mas o Banco Central (BC) colocava capim seco por cima para abafar. Lobby de parentes, segundo relatório da CPI. Carlos Langoni do BC foi acusado e obviamente, inocentado, não era o mordomo.

Liberação

Mesmo ciente das falcatruas, o Presidente da CEF Gil Gouveia Macieira liberou 2,5 milhões de dinheiro público para o grupo fraudulento, sob condições suspeitíssimas. Também foi declarado inocente, é claro.

Czares da economia

A chave do cofre ficava com o Ministro Antonio Delfim Netto Ministro do Planejamento e chefe da SEPLAN e o Ministro da Fazenda Ernane Galvêas. Se o poeta Manuel Bandeira que sabia bem o valor das amizades com os reis fosse vivo, trocaria Pasárgada por Brasília.

Acima de todos

No topo o ditador João Figueiredo. Com poderes de Cônsul romano para “prender e arrebentar”, dizia. Foi chefe do SNI. Presidente, indica esse time de honestos cidadãos de bem, Ministros e presidentes do BC e da CEF.

Sumiço de US$ 1 bilhão

Enquanto o Banco Central deixava a boiada passar o rombo chegava a US$ 1 bilhão (valores da época). O coice da mula não afastou o cavalo. “Tudo ficou como dantes, no Quartel de Abrantes”.

A engenharia do "Milagre Econômico":

O “holding” fraudulento foi liderado pelos empresários (donos)Ruy Paim Cunha e Abraham Zylbersztajn. O grupo quebra. Para salvar a lavoura, emite títulos, sem valor, com bênçãos do BC. O governo federal não apenas fecha os olhos, abre os cofres da CEF. Milhares de investidores de boa-fé são lesados. A pirâmide pipoca. A vaca vai pro brejo. O prejuízo cai nas costas dos contribuintes brasileiros. Pagarem os débitos e as ações judiciais indenizatórias. É moleza?

Pizza

O cardápio da impunidade da pizza verde oliva fez sucesso. Ernane Galvêas teve a denúncia rejeitada pelo Judiciário, é inocente. Delfim Netto comprou mandato de deputado federal e a Câmara dos Deputados representantes de “nós, o povo” disse "não" à autorização para julgamento. Muito ético. João Figueiredo deixou as baias pedindo que o esquecessem.

O Estado “neutro”?

No Brasil os ricos “condenados” cumprem prisões domiciliar, nos em condomínios de luxo, Nenê Constantino, Collor de Melo, Bolsonaro... O mentor do esquema Coroa-Brastel Assis Paim Cunha foi “condenado” a 8 anos e não cumpriu um dia. Recorreu em liberdade, os crimes prescreverem.

É o bicho

Consta que o Paim Cunha acabou seus dias sob favores da família do bicheiro Castor de Andrade. Saudosista da Oban, do Delegado Fleury, do Brilhante Ustra, Esquadrão da Morte e do Jogo do Bicho cantando e sambando na Marquês de Sapucaí.

Banalização

A ditadura empresarial militar normatizou e banalizou muita corrupção sob brutal repressão, censura e violência. Lembramos para nunca esquecer. Ditadura, nunca mais!

Natanael Sarmento é professor e escritor, integrante do diretório nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo.

*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.




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Para o Dia do Amigo – 20 de Julho - Poema - Por Romero Falcão*

20/07/2026

Amigo, vai visitar o teu amigo.
Vai de táxi, de bike, a pé.
Vai de ônibus, mas vai como puder,
sem pudor, com ardor e fé.

Amigo, amanhã é muito longe.
Pode não haver tempo nem para o cônjuge.

Amigo, a infecção, a bala, o pulmão,
o vírus, o desastre, o derrame, o coração
podem levar o nosso amigo
para o abrigo da recordação.

Amigo, larga essa amizade virtual.
Faz dos teus amigos um show ao vivo,
uma turnê nacional.

Celebra o canto, decanta o encontro,
evapora o gás da desavença,
refaz a química da presença,
como a doce cana do canavial.

Amigo é construção artesanal.

Amigo, guarda o meu poema:
uma taça trêmula,
um brinde espiritual.

*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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Amigo, vai visitar o teu amigo.
Vai de táxi, de bike, a pé.
Vai de ônibus, mas vai como puder,
sem pudor, com ardor e fé.

Amigo, amanhã é muito longe.
Pode não haver tempo nem para o cônjuge.

Amigo, a infecção, a bala, o pulmão,
o vírus, o desastre, o derrame, o coração
podem levar o nosso amigo
para o abrigo da recordação.

Amigo, larga essa amizade virtual.
Faz dos teus amigos um show ao vivo,
uma turnê nacional.

Celebra o canto, decanta o encontro,
evapora o gás da desavença,
refaz a química da presença,
como a doce cana do canavial.

Amigo é construção artesanal.

Amigo, guarda o meu poema:
uma taça trêmula,
um brinde espiritual.

*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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O Instituto Cervantes, instituição oficial do Governo da Espanha no Brasil, firma parceria com a Fliporto Brasil 2026 - Por Antônio Campos*

20/07/2026

A parceria reforça o caráter internacional da Festa Literária, promovendo o encontro entre culturas, a valorização da língua espanhola e o intercâmbio de ideias por meio da literatura.

A Fliporto Brasil segue reunindo importantes instituições, escritores e leitores em uma celebração da cultura, do conhecimento e da diversidade.

Nos encontramos na Fliporto Brasil 2026!

*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv

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A parceria reforça o caráter internacional da Festa Literária, promovendo o encontro entre culturas, a valorização da língua espanhola e o intercâmbio de ideias por meio da literatura.

A Fliporto Brasil segue reunindo importantes instituições, escritores e leitores em uma celebração da cultura, do conhecimento e da diversidade.

Nos encontramos na Fliporto Brasil 2026!

*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv




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Opinião - Sobre o andamento das obras no Cine-teatro Paulo Freire - Por Ricardo Andrade*

20/07/2026

Mais de dois anos se passaram, desde o anúncio do projeto do Complexo Multicultural Ariano Suassuna, pela Prefeitura do Paulista. O FINISA(Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento) é uma linha de crédito da Caixa Econômica Federal voltada para o setor público. Ele permite que estados e municípios realizem obras e investimentos essenciais de forma ágil. O valor dos recursos, expisto na placa das obras do Cine-teatro Paulo Freire, não expressa a verdade dos fatos, pois o FINISA é um financiamento de multiuso. A maior parte do investimento foi empregado na pavimentação e drenagem de ruas, e a menor parte foi investido na reconstrução do Cine-teatro Paulo Freire.

A obra continua andando, menos lenta que antes, mas sem cronograma de execução e sem orçamento previsto. Não ficou claro o quanto foi gasto até agora, quanto ainda restou do empréstimo, e quando a obra será entregue. As informações continuam sem a mínima transparência. Estão literalmente "empurrando com a barr...

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Mais de dois anos se passaram, desde o anúncio do projeto do Complexo Multicultural Ariano Suassuna, pela Prefeitura do Paulista. O FINISA(Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento) é uma linha de crédito da Caixa Econômica Federal voltada para o setor público. Ele permite que estados e municípios realizem obras e investimentos essenciais de forma ágil. O valor dos recursos, expisto na placa das obras do Cine-teatro Paulo Freire, não expressa a verdade dos fatos, pois o FINISA é um financiamento de multiuso. A maior parte do investimento foi empregado na pavimentação e drenagem de ruas, e a menor parte foi investido na reconstrução do Cine-teatro Paulo Freire.

A obra continua andando, menos lenta que antes, mas sem cronograma de execução e sem orçamento previsto. Não ficou claro o quanto foi gasto até agora, quanto ainda restou do empréstimo, e quando a obra será entregue. As informações continuam sem a mínima transparência. Estão literalmente "empurrando com a barriga". A empresa contratatou novos funcionários pra trabalhar na obra, pra parecer que tudo está bem, mas não confere com a realidade. Grande parte dos Blog's(do tipo "chapa-branca") continuam com suas narrativas governistas, mas o governo parece ter abandonado a essência do projeto do Complexo Multicultural Ariano Suassuna, que foi questionado por setores do MP e da magistratura.

A ideia era, a de se ressignificar o espaço da antiga Escola Dantas Barreto(tombado pela Lei dos IEP), num memorial, e fazer uma requalificação no Colégio Firmino da Veiga. Lugares de memória precisam da salvaguarda por parte do poder público, a parte de trás da Escola Dantas Barreto foi demolida, sem nenhuma segurança jurídica, em relação a continuidade do projeto. Aos poucos, a máscara vai caindo, e os fatos aparecendo, com a ausência, tanto de planejamento Urbano, quanto de uma política cultural estruturadora. Vamos continuar cobrando mais eficiência, transparência e resolutividade, na captação e aplicação dos recursos.

*Ricardo Andrade, é Historiador, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370



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Do sangue dos Guararapes à soberania de papelão, por Zé da Flauta*

20/07/2026

No dicionário de capa dura, a palavra soberania carrega uma imponência quase sagrada: significa o poder supremo de uma nação governar a si mesma, sem dar satisfações a senhores estrangeiros, mantendo o controle absoluto sobre suas fronteiras, suas leis e seu destino.

O sentido exato é a autodeterminação, o brio de um povo que é dono do próprio nariz. O problema é que, no Brasil, essa palavra foi confiscada pela retórica política e transformada em um biombo de fumaça.

Burocrata

Assistir hoje a um burocrata de Brasília encher o peito em um palanque para defender a "nossa soberania" contra ameaças externas imaginárias, enquanto o cidadão comum não pode cruzar uma rua da periferia sem pedir licença para um fuzil clandestino, é o ápice do nosso humor involuntário.

É a comédia trágica de um país que finge zelar pela coroa enquanto as traças já jantaram o manto real.

Governo de turno

Se...

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No dicionário de capa dura, a palavra soberania carrega uma imponência quase sagrada: significa o poder supremo de uma nação governar a si mesma, sem dar satisfações a senhores estrangeiros, mantendo o controle absoluto sobre suas fronteiras, suas leis e seu destino.

O sentido exato é a autodeterminação, o brio de um povo que é dono do próprio nariz. O problema é que, no Brasil, essa palavra foi confiscada pela retórica política e transformada em um biombo de fumaça.

Burocrata

Assistir hoje a um burocrata de Brasília encher o peito em um palanque para defender a "nossa soberania" contra ameaças externas imaginárias, enquanto o cidadão comum não pode cruzar uma rua da periferia sem pedir licença para um fuzil clandestino, é o ápice do nosso humor involuntário.

É a comédia trágica de um país que finge zelar pela coroa enquanto as traças já jantaram o manto real.

Governo de turno

Se formos puxar o fio da história, o divórcio entre a soberania teórica e a prática começou no exato momento em que chutamos a estabilidade da Monarquia para abraçar uma República proclamada na base do golpe militar e do arranjo de oligarquias.

Ali, a soberania deixou de ser um projeto de nação de longo prazo para virar propriedade privada do governo de turno. Nos últimos anos, sob as frentes de esquerda, o conceito foi de vez para o beleléu, mastigado por uma ideologia que confunde altivez nacional com isolacionismo econômico e alinhamento com ditaduras decadentes.

A soberania passou a ser usada como uma desculpa esfarrapada para nos enganar: serve para taxar a bugiganga que o cidadão compra na internet, sob o pretexto de "proteger a indústria nacional", e para proibir o livre pensamento nas redes sob a justificativa de salvaguardar as instituições.

É o Estado sequestrando o direito de escolha do indivíduo e colando no cativeiro uma etiqueta com as cores da bandeira.

Fronteira

A grande farsa desaba quando confrontamos o discurso oficial com o mapa da criminalidade. Um país que assiste, de braços cruzados ou com cumplicidade velada, a quase um terço do seu território ser tomado de assalto pelo crime organizado, pelas milícias e pelas facções que ditam o toque de recolher, tem moral para falar de soberania?

Onde o Estado não consegue garantir o direito de ir e vir, a cobrança de impostos legítima ou a aplicação da própria lei, a soberania nacional não passa de uma ficção jurídica de mau gosto.

Quem manda de fato na favela, na fronteira e na rota do contrabando não são as canetadas dos tribunais superiores, mas o tribunal do crime. A verdadeira soberania não se mede pelos discursos inflamados na ONU, mas pela capacidade elementar de um governo exercer o monopólio da força e da justiça dentro de sua própria casa.

Resgate

Para entender o que é soberania com todas as letras, não precisamos consultar os manuais burocráticos de Brasília, mas olhar para o chão histórico dos Guararapes.

Em 1648, quando nem exército formal tínhamos, homens negros sob o comando de Henrique Dias, indígenas liderados por Filipe Camarão e colonos brancos conduzidos por João Fernandes Vieira uniram-se, patrões e empregados, para expulsar a maior potência econômica e militar da época do solo pernambucano.

O nascimento

Aquilo foi o nascimento da nossa soberania: um ato espontâneo de brio, onde a força nasceu da disposição de um povo livre de defender o seu próprio destino e o seu território. Resgatar a soberania real significa trocar a submissão ao crime organizado e a dependência das amarras estatais pelo espírito altivo daquela união histórica.

Enquanto a pátria for governada pelo medo e pela retórica vazia, continuaremos longe da lição dos nossos próprios heróis, que provaram que o verdadeiro poder de uma nação se consolida na coragem de quem não aceita o cabresto de senhor nenhum.


Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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