Comece o dia bem informado
28/11/2024
Lula afirmou a lideranças partidárias que o pacote que prevê economia de R$ 70 bilhões “não é corte, é contenção”. Alertou a deputados com quem esteve no Palácio do Planalto, que o governo quer ver aprovadas pelo menos as 1as medidas do pacote ainda neste ano, o que exige aprovação de uma PEC e de um PL. O presidente destacou que será preciso adiar o início do recesso e pediu que políticos saiam somente no dia 25/12, após aprovação dos textos. Para totalizar R$ 70 bilhões, o governo tem a expectativa de economizar R$ 30 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026. Além da mudança na regra de valorização do salário mínimo e limites no abono salarial, os parlamentares receberam também a informação de que o governo pretende mexer no 'Fundo Constitucional', de 24 bilhões, que transfere recursos ao DF. É responsável pelo custeio de boa parte da segurança, saúde e educação em Brasília e nas regiões admini...
Lula afirmou a lideranças partidárias que o pacote que prevê economia de R$ 70 bilhões “não é corte, é contenção”. Alertou a deputados com quem esteve no Palácio do Planalto, que o governo quer ver aprovadas pelo menos as 1as medidas do pacote ainda neste ano, o que exige aprovação de uma PEC e de um PL. O presidente destacou que será preciso adiar o início do recesso e pediu que políticos saiam somente no dia 25/12, após aprovação dos textos. Para totalizar R$ 70 bilhões, o governo tem a expectativa de economizar R$ 30 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026. Além da mudança na regra de valorização do salário mínimo e limites no abono salarial, os parlamentares receberam também a informação de que o governo pretende mexer no 'Fundo Constitucional', de 24 bilhões, que transfere recursos ao DF. É responsável pelo custeio de boa parte da segurança, saúde e educação em Brasília e nas regiões administrativas da capital.

Haddad anuncia pacote de R$ 70 bilhões, isenção de IR até R$ 5 mil e taxação superior a R$ 50 mil
Em pronunciamento, na noite de ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma série de medidas para o ajuste de contas públicas, resultando numa economia de R$ 70 bilhões nos próximos 2 anos. Além de garantir que o salário mínimo continuará subindo acima da inflação, o ministro confirmou a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, e um aumento na taxação dos contribuintes que ganham acima de R$ 50 mil. Dentre as medidas, incluem: reajuste no abono salarial; adequar o crescimento dos gastos com as emendas parlamentares ao limite do arcabouço, 2,5% ao ano, sendo que 50% das emendas de passarão a ir obrigatoriamente para a saúde pública, para reforçar o SUS; mudanças na idade mínima para aposentadoria dos militares; limitação de transferência de pensões. A equipe econômica diz que as medidas preveem uma economia de R$ 70 bilhões pelos próximos 2 anos, e lembra que os valores não estão garantidos, uma vez que ainda dependem da aprovação do Legislativo. Governo detalha hoje medidas para cortar gastos públicos.

Lula sanciona lei que cria cadastro nacional de condenados por pedofilia e estupro
Lula sancionou a lei que cria o cadastro nacional de condenados por pedofilia e estupro. A medida visa aumentar a prevenção de novos crimes. Até então, os processos de crimes contra a dignidade sexual ocorriam em sigilo. Com a lei, fica estabelecido que o nome e o CPF dos condenados sejam publicados para consultas públicas. As informações das vítimas continuarão em sigilo. No caso dos condenados, o cadastro contará, inclusive, com dados da pena ou da medida de segurança imposta. Há, ainda, a previsão de o condenado ser monitorado por dispositivo eletrônico a partir da sentença. Caso o réu seja posteriormente absolvido, os dados voltam a ser sigilosos. A lei também determina a criação do 'Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais'. O sistema terá os dados constantes do Cadastro que permitirá a consulta pública do nome completo e CPF das pessoas condenadas pelo crime. A consulta será possível a partir da sentença condenatória. Os dados ficarão disponíveis por 10 anos após o cumprimento integral da pena, salvo em caso de reabilitação.

EUA: nova lei de Ohio restringe acesso a banheiro para estudantes 'trans'
O governador do estado de Ohio, nos EUA, Mike DeWine, sancionou uma lei que proíbe alunos do jardim de infância à faculdade de usar banheiros e vestiários de escolas que não sejam de seu sexo biológico. A lei, chamada 'Lei de Proteção a Todos os Estudantes', é a mais recente contra os direitos 'trans' que têm agitado os EUA. Na semana passada, após a eleição da 1a integrante 'trans' da Câmara dos Representantes dos EUA, o presidente da Câmara emitiu uma declaração reservando todos os banheiros do Capitólio para “indivíduos desse sexo biológico”. Ohio se junta a pelo menos 1 dúzia de outros estados com leis que restringem o acesso ao banheiro para pessoas 'trans'. O gabinete do governador não quis comentar. As restrições da lei de Ohio também incluem escolas particulares e impedem que estudantes transexuais compartilhem acomodações durante a noite com estudantes do sexo biológico oposto.
Ministério da Saúde lança painel para monitorar vacinas no SUS
O Ministério da Saúde desenvolveu um painel para monitorar o estoque de vacinas no SUS, a medida foi anunciada em meio a relatos de falta de doses em diferentes Estados. A expectativa do governo é de que a plataforma digital ofereça transparência e agilidade na distribuição das vacinas. A ministra, Nísia Trindade, afirmou que as situações de falta de vacinas são pontuais. “A vacinação é a prioridade máxima do Ministério, o que reflete nos nossos números. O aumento da cobertura continua sendo uma realidade. Não se pode falar de desabastecimento de vacina no Brasil”, disse. Ela afirmou que não existe um desabastecimento generalizado no país. Citou a realização de um “dia D” de vacinação em vários municípios como evidência de que não há escassez. O país distribui anualmente cerca de 300 milhões de doses de vacinas para todos os 5.570 municípios, assegurando a continuidade das campanhas de imunização em todo o território nacional.
Agenda do Presidente:
10h00 - Governador de Roraima, Antonio Denarium
11h00 - Governador do Pará, Helder Barbalho
14h40 - Secretário Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério de Souza
15h00 - Cerimônia de assinatura de aditivo para obras da Transnordestina
17h00 - Lançamento do Programa ‘Periferia Viva’
Manchetes da manhã:
- Última: Israel acusa Hezbollah de violar cessar-fogo no Líbano. Militares dizem que suspeitos entraram na zona que deve ser desocupada no sul do país
- Indonésia: deslizamentos de terra matam pelo menos 27. Resgate procura por desaparecidos em províncias atingidas
- Israel invade escola no norte da Faixa de Gaza. Detiveram dezenas de combatentes do Hamas
- Israel diz ter facilitado a retirada médica de 34 pacientes de Gaza. Receberão tratamento na Jordânia e nos EUA
- EUA: México alerta que taxação de produtos por Trump pode acabar com 400 mil empregos
- EUA anunciam sanções contra 21 aliados de Maduro. Alvos apoiaram e executaram ordens do presidente venezuelano
- Taiwan faz exercício de defesa aérea antes da viagem presidencial ao Pacífico, que incluirá escala nos EUA
- Ontem: dólar fechou negociado no maior patamar da história do real, em R$ 5,91, com a tensão antes do anúncio
- Pacote fiscal: medidas de Haddad não são suficientes para estabilizar dívida, dizem economistas
- Pacote fiscal: isenção de IR pode significar cerca de R$ 400 a mais por mês para trabalhadores assalariados
- Câmara aprova criação de estatal para desenvolvimento de projetos aeroespaciais. Segue para análise do Senado
- Brasil prorroga prazo para 'TikTok' cumprir exigências e bloquear acesso de crianças e adolescentes à plataforma
- RS: Senado aprova projeto para aliviar dívidas de produtores rurais afetados pelas chuvas. Segue para sanção de Lula
- 'Plano de golpe': militar suspeito de participar será ouvido pela PF hoje. O tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo
- Homem-bomba do STF: laudo da PF aponta suicídio como causa da morte. Documento indica que ato foi intencional
- Nordeste: BNDES e BNB financiam R$ 8,8 milhões em projetos para restauração da caatinga
- PE: ministro Rui Costa vistoriou obras com recursos do 'Novo PAC', Canal do Fragoso e Hospital da Criança do Recife
- Em liberdade condicional, Suzane Von Richthofen é eliminada de concurso
- Mais de 90% dos 'MEIs' operam sem funcionários, diz pesquisa. Levantamento da 'MaisMei'
- Brasil: 7 marcas de cafés são impróprias para consumo, diz ministério. Com detritos e impurezas acima da média
- O tema hoje é adoção: Pernambuco é o 5o estado brasileiro que mais devolve crianças adotadas, segundo pesquisa do CNJ. O estudo inédito revela que PE está atrás apenas do PR, RS, SC e SP. A nível nacional, foram identificadas 2.198 crianças e jovens com pelo menos 1 registro de devolução, o que representa menos de 10% do total dos 24.673 adotados desde 2019. Os dados mostram que as devoluções mais comuns ocorrem no estágio da guarda provisória, período de convivência entre a criança e o pretendente que antecede a adoção definitiva. Ao todo, 1.665 crianças e adolescentes que estavam nesta fase da adoção foram devolvidas, o que corresponde a quase 76% do total. Os dados também sugerem maior taxa de devolução na modalidade de adoção sem previsão legal, e que consiste na entrega da criança pelos pais biológicos para 3os, sem prévia intervenção judicial. O estudo mostra que a desistência no processo de adoção está relacionada a fatores como idade, comportamento e preparação das famílias. O uso de medicação, o diagnóstico de deficiência mental ou de qualquer outro problema de saúde tratável são aspectos também associados a taxas de devolução maiores. Independentemente da causa, foram relatados fortes impactos na saúde mental das crianças devolvidas. Por fim e mais importante, a investigação aponta poucas evidências de programas e projetos estruturados para oferecer suporte psicológico e emocional dirigidos a esses grupos: crianças, jovens e às famílias adotantes
Leia outras informações
2026, o ano que pode nem terminar, por Marcelo S. Tognozzi*
14/06/2026
Ela rebentará
E no colo do vencedor, seja quem for. Não se trata de pessimismo, muito menos de catastrofismo. Basta não brigar com a realidade e ler os sinais emitidos por um Brasil cada vez mais próximo da tempestade perfeita criada por dilemas econômicos, fiscais e institucionais.
Quem olha adiante
Enxerga a crise de 2027 como os navegadores percebem as tempestades em alto mar. O tempo é de sol e brisa, porém milhas adiante está o bloco de nuvens negras, com ventos fortes e chuva. Ela virá. Será preciso sabedoria para se proteger e sobreviver. As pr...
Já vimos este filme. Como em 2018, temos um ex-presidente preso e um candidato por ele nomeado para enfrentar e derrotar tudo o que está aí. Há ainda o risco real do crescimento avassalador de Renan Santos (Missão), outsider que tudo tem a ganhar e nada a perder. Nos últimos 8 anos seguimos polarizados, mas agora temos novo ingrediente: a crise a caminho virá forte.
Ela rebentará
E no colo do vencedor, seja quem for. Não se trata de pessimismo, muito menos de catastrofismo. Basta não brigar com a realidade e ler os sinais emitidos por um Brasil cada vez mais próximo da tempestade perfeita criada por dilemas econômicos, fiscais e institucionais.
Quem olha adiante
Enxerga a crise de 2027 como os navegadores percebem as tempestades em alto mar. O tempo é de sol e brisa, porém milhas adiante está o bloco de nuvens negras, com ventos fortes e chuva. Ela virá. Será preciso sabedoria para se proteger e sobreviver. As projeções do mercado apontam crescimento em torno de 1,7% para 2027. Vamos andar de lado, sem melhorar a renda da população ou arrecadação suficiente para bancar demandas como segurança, educação e saúde. Ao mesmo tempo, as expectativas para a inflação permanecem em torno de 4%, acima da meta perseguida pelo Banco Central, enquanto a Selic projetada continua em 2 dígitos.
O mercado enxerga riscos
Se os investidores acreditassem em mudanças para melhor, os juros futuros estariam caindo ao invés de se manterem acima de 14% nos curto e médio prazos. Se assim o é, significa que o mercado enxerga riscos relevantes adiante. Basta olhar as contas do governo. O déficit público permanece próximo de 8% do PIB. A dívida bruta aproxima-se de 80% do PIB e subindo. Ao mesmo tempo, a maior parte do orçamento federal são despesas obrigatórias. Sobra pouco ou quase nada para investir. E ainda temos o saco de bondades de R$ 227 bilhões aberto pelo governo neste ano eleitoral. A conta vai chegar salgada e reluzente no ano que vem.
Falta dinheiro para o básico
O Brasil já não consegue pagar o básico. Em 2025, o MEC ficou sem dinheiro para comprar livros didáticos e teve de pedir R$ 1 bilhão a mais. A penúria das agências reguladoras é grande. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) avisou que os cortes afetaram atividades essenciais de certificação, fiscalização e supervisão. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), não tem dinheiro para fiscalizar e mandou parte do pessoal trabalhar em casa. Estão ao deus dará mais de 40 mil postos de combustíveis, além de refinarias, distribuidoras e bases de armazenamento Brasil afora.
Presente e futuro
Isso não pauta a eleição, mas revela a vida como ela é fora da campanha eleitoral. O governo bate seguidos recordes de arrecadação, mas sempre falta dinheiro. A economia segue vulnerável a riscos externos. O agronegócio tem segurado a balança comercial, mas amarga fragilidades, porque importa 85% dos fertilizantes consumidos a cada safra. Em 2025, foram 45 milhões de toneladas, recorde histórico. O preço médio dos fertilizantes importados explodiu. Alguns subiram mais de 30% em março. Aumenta o preço da comida, gera inflação e mais juros. O petróleo ficou cada vez mais caro e mesmo que a guerra no Irã acabe amanhã ainda demorará até tudo voltar ao normal. E o presidente eleito em 2026 terá de fazer das tripas coração para governar.
O sociólogo Michael Mann
Em sua obra sobre as fontes do poder social, ensina que as sociedades raramente entram em crise por falta de recursos ou por ausência de instituições. As crises surgem quando os diversos centros de poder deixam de atuar de forma coordenada e passam a responder prioritariamente às suas próprias lógicas. O olhar de Mann ajuda a entender o que vem por aí. O Brasil tem instituições fortes. Congresso influente e autônomo, o Supremo Tribunal Federal ampliou seu protagonismo político e o Executivo segue poderoso. Mas todos esses centros de poder produzem cada vez menos decisões convergentes.
Os três poderes
O Executivo perdeu capacidade de coordenação. O Congresso ampliou seu controle sobre o orçamento. O Supremo tornou-se árbitro permanente de conflitos com a judicialização da política promovida pelo Executivo com minoria parlamentar.
Alexandre de Moraes, presidente
Em setembro de 2027, teremos ator político extremamente relevante entrando em cena. O ministro Alexandre de Moraes será presidente do Supremo. Na corte existem 3 ministros com vocação e preparo para o exercício do poder. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Moraes. Cada qual ao seu estilo, todos se enquadram na definição do ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães: “o poder é só para quem tem apetite. Quem não tem, pode usufruir das mais diferentes oportunidades de mando que não vai conseguir mandar”. O ministro exercerá o poder ocupando a pista toda. Não sobrará um milímetro sequer.
O exemplo da República da Roma Antiga
No século 1 a.C., a República Romana era a maior potência do mundo conhecido. Rica, militarmente dominante e politicamente sofisticada, não enfrentava crise de pobreza. O problema era outro. Senado, tribunos, magistrados e generais acumulavam poder e influência, mas não administravam bem os conflitos entre eles. As instituições permaneciam de pé. O sistema continuava funcionando. Mas a capacidade de governar diminuía progressivamente. O Brasil não é Roma e estamos no século 21. Mas às vezes o passado ajuda a entender o presente e suas consequências. Sociedades raramente entram em dificuldades por falta de recursos, mas por falhas nos mecanismos de decisão quando as crises surgem.
Nada será como antes
O ano de 2027 tem todos os ingredientes para o fim do ciclo do Brasil na encruzilhada. Zuenir Ventura viu isso quando escreveu 1968: O Ano que Não Terminou. O livro é o testemunho de alguém com sensibilidade para entender que certos anos não terminam quando o calendário acaba. Continuam vivos na memória coletiva, influenciando gerações presentes e futuras. Já se vão quase 50 anos. Fique atento a 2027. Não porque a crise seja inevitável, muito menos a instabilidade econômica, mas porque tem tudo para ser palco de algo que nos tocará fundo, seja ruptura ou consenso. Pode ser que nada seja como antes, igual em 1968.
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista, consultor de Relações Inter Governamentais e analista político.

Vamos Lá, Brasil
14/06/2026
Também não vejo a embriaguez de antes. A Copa virou copo furado?
E lá na terra do Tio Sam,os ingressos caríssimos que a televisão não diz.
O bilhete do metrô que leva o torcedor virou "ouro de tolo."
E, se for de carro, o estacionamento é outra fortuna.
Há quem tente ir a pé, embora as autoridades não recomendem.
Um jornalista fez o percurso, exausto, descreveu o absurdo.
Marrocos levantou a bola, o Brasil perdido no meio-campo.
Graças à raça e à ginga de Vini, ainda continuamos um time.
Até quando, não sei.
Só sei que craque não há.O que há é bola maltratada, órfã do gênio, humilhada.
Mas quem tem as bets tem fé na sorte e nos deuses.
Vamos lá, Brasil.
Traz o hexa na marca do pênalti, no ventre desse pântano de glória.
...
Não vejo bandeirinhas nos carros, o verde-amarelo está envergonhado?
Também não vejo a embriaguez de antes. A Copa virou copo furado?
E lá na terra do Tio Sam,os ingressos caríssimos que a televisão não diz.
O bilhete do metrô que leva o torcedor virou "ouro de tolo."
E, se for de carro, o estacionamento é outra fortuna.
Há quem tente ir a pé, embora as autoridades não recomendem.
Um jornalista fez o percurso, exausto, descreveu o absurdo.
Marrocos levantou a bola, o Brasil perdido no meio-campo.
Graças à raça e à ginga de Vini, ainda continuamos um time.
Até quando, não sei.
Só sei que craque não há.O que há é bola maltratada, órfã do gênio, humilhada.
Mas quem tem as bets tem fé na sorte e nos deuses.
Vamos lá, Brasil.
Traz o hexa na marca do pênalti, no ventre desse pântano de glória.
Romero Falcão, cronista e poeta.

Criação ilegal de javali e javaporco ameaça a produção rural e o equilíbrio ecológico
14/06/2026
Questionário
Essa preocupação levou o Ministério da Agricultura e Pecuária a realizar, recentemente, no país, um levantamento – por meio de questionário disponibilizado para produtores rurais (https://bit.ly/4elHiOH )-, para saber detalhes dessa população. As respostas ao questionário foram prorrogadas até o dia 30/06/2026.
Perigo quando soltos
A coordenadora do Programa de Sanidade Suídea da Adagro, Verônica Fabre, relata que quando escapam de propriedades ou são soltos irregularmente n...
A criação, reprodução e soltura de javalis e javaporcos no Brasil são proibidas pelo Ibama devido aos riscos que esses animais representam para a agropecuária, a sanidade animal e o meio ambiente. O alerta é da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), que reforça a importância da colaboração dos produtores rurais para evitar a disseminação dessas espécies invasoras no estado.
Questionário
Essa preocupação levou o Ministério da Agricultura e Pecuária a realizar, recentemente, no país, um levantamento – por meio de questionário disponibilizado para produtores rurais (https://bit.ly/4elHiOH )-, para saber detalhes dessa população. As respostas ao questionário foram prorrogadas até o dia 30/06/2026.

Perigo quando soltos
A coordenadora do Programa de Sanidade Suídea da Adagro, Verônica Fabre, relata que quando escapam de propriedades ou são soltos irregularmente na natureza, javalis e javaporcos passam a viver em estado asselvajado, formando populações de difícil controle. “Esses animais têm grande capacidade de adaptação e sobrevivência quando se encontram em condições favoráveis para se reproduzir rapidamente e ocupar diferentes áreas do território”, reforça Verônica Fabre.

Risco sanitário
Um dos principais problemas associados à presença de javalis e javaporcos é o risco sanitário. Os animais podem atuar como transmissores de doenças que afetam rebanhos comerciais, especialmente a suinocultura, comprometendo a sanidade animal e gerando prejuízos para os produtores rurais.
Além disso
A circulação dessas espécies aumenta os desafios relacionados à biosseguridade das propriedades, exigindo maior atenção dos criadores para proteger seus rebanhos e evitar perdas econômicas.

Danos
Outro impacto significativo está relacionado aos prejuízos causados nas áreas agrícolas. Em busca de alimento, javalis e javaporcos reviram o solo, danificando plantações, pastagens, cercas e outras estruturas rurais. Isso provoca perdas na produção, compromete a produtividade das propriedades e gera custos adicionais para recuperação das áreas afetadas.
Ameaça à fauna silvestre
A presença dessas espécies também representa uma ameaça direta à biodiversidade brasileira. Na natureza, os animais competem com espécies nativas por alimento e espaço, alterando o equilíbrio dos ecossistemas.

Além da competição
Javalis e javaporcos podem predar ninhos, ovos e filhotes de diversas espécies silvestres, contribuindo para a redução de populações da fauna local. O hábito de escavar e revolver o solo favorece processos de erosão, degrada áreas de vegetação e pode provocar o assoreamento de rios, córregos e nascentes. Esses impactos comprometem a conservação dos recursos naturais e afetam diretamente a qualidade ambiental das regiões onde os animais se estabelecem.

Reprodução acelerada
A rápida capacidade reprodutiva dos javalis e javaporcos é um dos fatores que mais preocupam os órgãos de defesa agropecuária e ambiental. Uma única fêmea pode gerar várias crias ao longo do ano, favorecendo o crescimento acelerado das populações e tornando o controle cada vez mais complexo.
Alerta aos produtores
Diante desse cenário, a Adagro reforça que a participação dos produtores rurais é fundamental para prevenir a expansão dessas espécies invasoras e proteger a agropecuária, os rebanhos, a biodiversidade e a economia do estado.

A orientação
É clara: não criar, não reproduzir e não soltar javalis ou javaporcos na natureza. A prevenção continua sendo a medida mais eficaz para evitar danos ao campo e ao meio ambiente.
Serviço
Orientações sobre sanidade animal, biosseguridade e espécies invasoras podem ser obtidas junto às unidades regionais da Adagro ou pelos canais oficiais de atendimento da instituição, a exemplo da Ouvidoria por meio do 0800 081 1020.
Centenário de Ariano Suassuna - espetáculo nesta terça dá a largada
14/06/2026
O legado de uma das maiores personalidades do mundo das letras e artes, contado por seu neto nas vésperas do centenário de nascimento. Uma apresentação que reúne música, dança armorial, vídeos históricos e imagens raras do acervo particular da família. Algo histórico e emocionante.
A aula-espetáculo
Intitulada 'Na Trilha do Mestre' abre a contagem para o centenário de nascimento de Ariano Suassuna nesta próxima terça-feira, dia 16 de junho. Neste diz, o escritor completaria 99 anos. Conduzida pelo historiador João Suassuna, neto mais velho do autor, a apresentação acontece às 18h30 no Teatro Hermilo Borba Filho, bairro do Pona, no Recife. Com entrada gratuita.
Vida e obra
O público percorre a vida e a obra do mestre através da música, dança armorial e imagens do ace...
Um gênio. Um centenário à vista. Um espetáculo para marcar a contagem regressiva, com imagens raras do acervo da família.
O legado de uma das maiores personalidades do mundo das letras e artes, contado por seu neto nas vésperas do centenário de nascimento. Uma apresentação que reúne música, dança armorial, vídeos históricos e imagens raras do acervo particular da família. Algo histórico e emocionante.
A aula-espetáculo
Intitulada 'Na Trilha do Mestre' abre a contagem para o centenário de nascimento de Ariano Suassuna nesta próxima terça-feira, dia 16 de junho. Neste diz, o escritor completaria 99 anos. Conduzida pelo historiador João Suassuna, neto mais velho do autor, a apresentação acontece às 18h30 no Teatro Hermilo Borba Filho, bairro do Pona, no Recife. Com entrada gratuita.

Vida e obra
O público percorre a vida e a obra do mestre através da música, dança armorial e imagens do acervo particular da família.
Imagens inéditas e memórias familiares
Um dos grandes diferenciais da apresentação será a exibição de registros pouco conhecidos do público, preservados ao longo dos anos pela família Suassuna. As imagens ajudam a revelar momentos pessoais do escritor e contextualizam episódios importantes de sua trajetória intelectual e artística.
A proposta
Leva a plateia do riso à reflexão, num encontro entre gerações que revisita o Brasil do sertão, da oralidade e da cultura popular defendido por Ariano. O humor, uma das marcas do escritor, aparece como caminho para pensar a identidade brasileira.
Em nome do avô
“É um diálogo entre mim e meu avô, e da gente com a plateia. O público vai conhecer o contexto e os bastidores de vídeos, muitos já conhecidos, além de imagens do meu acervo particular, numa vivência que vai do riso à reflexão”, afirma João Suassuna.
Relatos pessoais
A apresentação combina relatos pessoais, vídeos históricos e elementos cênicos para mostrar diferentes facetas de Ariano, desde sua atuação como escritor e dramaturgo até sua defesa da cultura popular brasileira.
Viagem pela cultura armorial
A aula-espetáculo também mergulha no universo do Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna na década de 1970. Música e dança fazem parte da narrativa construída no palco, valorizando expressões artísticas inspiradas nas tradições populares do Nordeste.
Jornada
Ao longo da apresentação, o público será conduzido por uma jornada que revisita temas centrais da obra do escritor, como a identidade nacional, o sertão, a oralidade e a riqueza cultural do povo brasileiro.

Humor
O humor, uma das características mais marcantes de Ariano Suassuna, também estará presente, servindo como ponte entre diferentes gerações e estimulando reflexões sobre a formação cultural do país.
Centenário
A celebração acontece um ano antes do centenário, marcado para 2027, e reafirma a permanência de uma obra que continua dialogando com diferentes gerações.
Ariano Suassuna
Ariano Suassuna nasceu no dia 16 de junho de 1927, portanto, completaria 99 nos nesta semana. Ariano Suassuna morreu em 2014, no Recife. Apesar de ter nascido na Paraíba, e ter sua obra inspirada nas memórias da infancia em Taperoá, o escritor também se considerava pernambucano. Foi no estado, para onde se mudou com a família por questoes de seguranca apos o assassinato do pai, no contexto politico da Revolução de 1930, que se tornou advogado, poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo e idealizador do Movimento Armorial, em 1970.
O movimento
Esse movimento foi criado para realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares. O folclore nordestino sempre esteve presente na obra de Ariano. Mais do que um movimento, o armorial buscava ser um preceito estético, que partia das ideias de que é preciso criar a partir de elementos realmente originais da cultura popular do país, como os folhetos de cordel, os cantadores, as festas populares, entre outros aspectos.

Obras
Sua obra mais popular é a peça 'O Auto da Compadecida' escrita em 1955. O texto foi adaptado para a televisão e para o cinema. Sua grande obra, no entanto, que o eleva ao patamar dos grandes nomes da literatura universal, é menos conhecida
'Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta'. A obra-prima do escritor brasileiro foi escrita entre 1958 e 1970 e publicada no ano seguinte. Em 1989, Suassuna foi eleito para a cadeira n.º 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi eleito para a cadeira n.º 18 da Academia Pernambucana de Letras e em 2000, ocupou a cadeira n.º 35 da Academia Paraibana de Letras.
Severino Lopes, editor regional de
O Poder.

Antes da bola rolar - Por quem torço pelo Brasil
13/06/2026
Nasci gostando de futebol. De assistir, ouvir no rádio, jogar peladas, mesmo sendo ruim de dar pena. Nessa trajetória ao longo da vida fui de torcedor apaixonado, atleta medíocre a dirigente vitorioso - bi-campeão pelo Santa, em 1987, como diretor de futebol de Zé Neves. Abandonei a cartolagem porque me convenci que não conseguiria desafiar o modelo estabelecido e ele conduziria à inviabilidade. O resultado, infelizmente, está aí. Nunca sofri tanto por estar certo. Continuei torcendo e indo aos jogos. Um dos orgulhos da minha vida: todos os filhos e netos gostam de futebol e torcem pelo Santa Cruz.
O episódio Gael
Gael é o neto caçula. Nasceu em São Paulo e mora lá até hoje. Tem 6 anos. Dia desses, desceu com o pai no elevador, usando a camisa do Santa Cruz. Entrou um homem e quis ser gentil: " Ah, você torce pelo São Paulo". Gael indignado: "Não, Santa Cruz" ai o cidadão argumentou: "S...
Por José Nivaldo Junior*
Nasci gostando de futebol. De assistir, ouvir no rádio, jogar peladas, mesmo sendo ruim de dar pena. Nessa trajetória ao longo da vida fui de torcedor apaixonado, atleta medíocre a dirigente vitorioso - bi-campeão pelo Santa, em 1987, como diretor de futebol de Zé Neves. Abandonei a cartolagem porque me convenci que não conseguiria desafiar o modelo estabelecido e ele conduziria à inviabilidade. O resultado, infelizmente, está aí. Nunca sofri tanto por estar certo. Continuei torcendo e indo aos jogos. Um dos orgulhos da minha vida: todos os filhos e netos gostam de futebol e torcem pelo Santa Cruz.

O episódio Gael
Gael é o neto caçula. Nasceu em São Paulo e mora lá até hoje. Tem 6 anos. Dia desses, desceu com o pai no elevador, usando a camisa do Santa Cruz. Entrou um homem e quis ser gentil: " Ah, você torce pelo São Paulo". Gael indignado: "Não, Santa Cruz" ai o cidadão argumentou: "Santa Cruz lá, mas aqui?" Gael, mais indignado ainda: " Santa Cruz, aqui e em qualquer lugar". E quando o cidadão se afastou, ele ainda falou alto:"Ei, para sempre, viu".

Minhas torcidas nas copas
Em 58, 62, 66, 70, acompanhei tudo torcendo muito. Em 70, comemorei o tri sem limites. Porém, a utilização do título pela ditadura como estratégia para alienar o povo dos seus problemas reais, foi um banho de água fria na minha fervura. Em 74, gostei que a seleção tivesse chegado nas semifinais e ficado em quarto lugar. 78 era ditadura X ditadura, fiquei neutro. Na verdade, só voltei a torcer mesmo pela seleção brasileira em 1986. Não apenas pelo timaço da época, uma das melhors seleções de todos os tempos. Só perde para 70. É páreo para 2002. O motivo da reconversão: a volta da democracia e os meus filhos.

O pênalti de Baggio
Corre Bagio para decidir nos pênaltis a copa de 94. Baixei a cabeça, só pensava nos meus filhos. Amavam futebol e nunca tinham comemorado uma copa. Foi o mais perto de rezar que estive nos últimos 55 anos. Deu certo. Repetimos a torcida em 98, aquilo não foi normal. 2002, uma maravilha de time, uma beleza de comemoração.

De la para cá
A seleção perdeu o rumo. Nao é hora de diagnósticos, assunto esgotado. O escrete tropeçou descendo a escada, nunca mais se arrumou.

Este ano
Estou dividido, não igualitariamente, entre entre razão (10%) e emoção (90%). A razão diz que não temos chance. Uma seleção sem ídolos e sem craques, nunca foi campeã. Ancelotti pode fazer acontecer, mas ainda não mostrou a que veio. Técnico de clube nem sempre tem perfil para seleção. A conferir.

Por quem torço
Desejo ardentemente o título, com uma intensidade muito maior que nos últimos 20 anos. Os netos gostam de futebol, nenhum comemorou a copa. Além dos sobrinhos-netos, todos muito queridos. Os sinos do meu coração dobram por eles nesta Copa do Mundo.
<'img8’>
Oito paraibanos já disputaram Copa do Mundo pela seleção, mas apenas Mazinho levantou a taça
13/06/2026
Cunha e Douglas Santos
Mateus Cunha e Douglas Santos não são os únicos paraibanos a disputar uma Copa do Mundo vestindo a camisa verde e amarela. Ao longo das Copas, oito paraibanos já foram convocados e disputaram o mundial. Além de Cunha e Douglas Santos, integram o seleto grupo Índio, Júnior, Mazinho, Hulk e Otávio.
Mazinho
Destes, Mazinho é o único paraibano a levantar a taça, sendo peça importante do elenco tetracampeão no inesquecível ano de 1994. Naquele ano, o Brasil conquistou o tetra ao bater a Itália na final e Mazinho foi um dos destaques da Seleção. Ele começou a C...
Quando a Seleção Brasileira entrar em campo hoje, sábado (13/06), para enfrentar o Marrocos no início da caminhada rumo ao hexa, na 23ª edição do mundial, os olhares de muitos paraibanos estarão atentos para o lateral esquerdo Douglas Santos e o atacante Matheus Cunha. Eles devem começar como titulares no time do técnico Carlo Ancelotti.
Cunha e Douglas Santos
Mateus Cunha e Douglas Santos não são os únicos paraibanos a disputar uma Copa do Mundo vestindo a camisa verde e amarela. Ao longo das Copas, oito paraibanos já foram convocados e disputaram o mundial. Além de Cunha e Douglas Santos, integram o seleto grupo Índio, Júnior, Mazinho, Hulk e Otávio.
Mazinho
Destes, Mazinho é o único paraibano a levantar a taça, sendo peça importante do elenco tetracampeão no inesquecível ano de 1994. Naquele ano, o Brasil conquistou o tetra ao bater a Itália na final e Mazinho foi um dos destaques da Seleção. Ele começou a Copa de 1994 na reserva, mas ao longo da competição ganhou a titularidade de Raí, que chegou ao mundial com status de camisa 10, mas apresentou baixo rendimento nos primeiros jogos e acabou perdendo a vaga.
Trajetória
Mazinho já tinha uma trajetória importante no futebol brasileiro, havia sido campeão brasileiro pelo Vasco e atuava no Palmeiras. O lateral-direito, natural de Santa Rita, também se destacou no meio de campo. E foi graças à versatilidade que o paraibano foi um dos destaques do Brasil na Copa do Mundo.
Após um empate em 0 a 0 com a Itália no tempo normal e na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis e a seleção brasileira ficou com tetra, com o paraibano de Santa Rita entrando para história.

Aluísio Luz
O primeiro paraibano a disputar uma Copa do Mundo, foi Aluísio Francisco da Luz. Conhecido como Índio, ele é natural de Cabedelo e fez história no Flamengo. Pelo clube carioca, o atacante fez mais de 200 jogos e 134 gols, sendo um dos principais goleadores da história rubro-negra. Ele também jogou pelo Corinthians, onde ultrapassou mais de 100 partidas.
Junior
Outro paraibano que também vestiu a camisa da Seleção e do Flamengo foi Leovegildo Lins Gama Júnior, mais conhecido como o Maestro Júnior. Natural de João Pessoa, o lateral-esquerdo é um dos principais jogadores da história do Flamengo e fez parte da geração brilhante comandada por Telê Santana na Amarelinha.
Na Espanha, em 1982, o Brasil chegou como o grande favorito e apresentou um futebol que marcou gerações. Júnior era titular daquele elenco. Mas como o favoritismo não ganha jogo, a Seleção foi eliminada na segunda fase, para a Itália, em Sarriá
Hulk - Copa de 2014
A Copa do Mundo do Brasil, em 2014, foi frustrante para a Seleção, mas marcante para Hulk. O atacante Givanildo Vieira de Sousa, o Hulk foi titular da Seleção de Felipão. Natural de Campina Grande, Hulk construiu a sua trajetória no futebol do exterior, primeiramente na Ásia. Mas foi no Porto que ele ganhou o mundo, foi campeão nacional e venceu também a Liga Europa. Com o alto rendimento, o jogador acabou sendo convocado para a Seleção Brasileira.
No time comandado por Felipão, Hulk participou ativamente da campanha de título da Copa das Confederações 2013. Depois de se consolidar na equipe titular, dificilmente perderia a vaga na Copa do Mundo.
Otávio
Em 2022, a Paraíba contou com o meia Otávio, que defendia o Porto na época, defendeu a seleção de Portugal. Paraibano de João Pessoa, Otávio atuou pelo Internacional antes de seguir para o futebol português. E foi pelo Dragão que ele marcou época, foi multicampeão e se tornou um dos líderes da equipe. Nesse período, ele também se naturalizou português.
Douglas Santos e Matheus Cunha
Na Copa de 2026, considerada a maior de todas com 48 seleções sendo disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, o Brasil terá em campo mais dois paraibano: Douglas Santos e Mateus Cunha.
Nome experiente do futebol brasileiro, Douglas Santos esteve no elenco campeão olímpico no Rio de Janeiro em 2016. Na época, o paraibano de João Pessoa defendia o Atlético-MG. Anos depois, ele rumou para a Europa, atuou por Hamburgo e Zenit, clube que defende até hoje.
Depois de longos anos longe da Seleção Brasileira, o paraibano de João Pessoa foi convocado pelo técnico Carlo Ancelotti. E com o italiano no comando, a adaptação foi imediata, inclusive, no time titular. Douglas participou da reta final da campanha nas Eliminatórias e seguiu firme nos amistosos. Aos 32 anos, esta é sua primeira Copa do Mundo.

Mateus Cunha
O outro paraibano na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá é o atacante Matheus Cunha, do Manchester United. Assim como Douglas, o jogador é de João Pessoa e foi campeão olímpico com a Seleção Brasileira, só que em Tóquio.
Na atual temporada, Cunha, foi um dos protagonistas da campanha de recuperação que classificou os Diabos Vermelhos para a próxima edição da Liga dos Campeões.
Outros jogadores
Além destes jogadores, paraibanos que também foram convocados mas não chegaram a disputar Copa do Mundo, a exemplo do zagueiro Fábio Bilica e do atacante Marcelinho Paraíba.

AS AVENTURAS DE CACIMBA 45 — O prefeito, o Vaticano e o preço do saber, por Zé da Flauta*
13/06/2026
Não voltou de mãos vazias. Sob a sombra do mesmo juazeiro e estendendo-se por um galpão abandonado, ele fundou a Escola de Artes e Ofícios.
Em poucas semanas, o milagre se fez carne: o barro virava cerâmica fina, o couro cru se transformava em sandálias impecáveis, e jovens que antes vagavam sem rumo agora desenhavam o próprio destino com ferramentas nas mãos.
Simão, imperturbável com seus óculos redondos, organizava as turmas com sua pastinha, enquanto Sebastião ajudava a distribuir os formões e as goivas para os novos artesãos.
O povo, esquecido pelo poder público, descobria que suas mãos podiam produzir riqueza. E o mais assustador para os poderosos: estavam aprendendo rápido demais.
A notícia daquela gente orgulhosa e indepe...
O sol de Carnaúba Seca parecia testemunhar um milagre. Após meses de sumiço, Cacimba pisou novamente na poeira da cidade trazendo nos olhos um brilho que nem a seca conseguia apagar.
Não voltou de mãos vazias. Sob a sombra do mesmo juazeiro e estendendo-se por um galpão abandonado, ele fundou a Escola de Artes e Ofícios.
Em poucas semanas, o milagre se fez carne: o barro virava cerâmica fina, o couro cru se transformava em sandálias impecáveis, e jovens que antes vagavam sem rumo agora desenhavam o próprio destino com ferramentas nas mãos.
Simão, imperturbável com seus óculos redondos, organizava as turmas com sua pastinha, enquanto Sebastião ajudava a distribuir os formões e as goivas para os novos artesãos.
O povo, esquecido pelo poder público, descobria que suas mãos podiam produzir riqueza. E o mais assustador para os poderosos: estavam aprendendo rápido demais.
A notícia daquela gente orgulhosa e independente subiu as escadarias da prefeitura como uma afronta. Não demorou para que o Delegado Alceu batesse à porta do galpão com um recado curto: "O Prefeito Anselmo quer uma conversa com você, Cacimba. E é para já."
No gabinete refrigerado, que cheirava a charuto caro e burocracia, o prefeito não usou rodeios. Olhou para o velho por cima do ombro e disparou, sem um pingo de pudor:
"Cacimba, você precisa parar com essa escola imediatamente. O povo está aprendendo ligeiro demais, homem! Isso é um perigo sem tamanho.
Gente que aprende a pensar e a produzir por conta própria não aceita cabresto, começa a questionar imposto, começa a querer escolher o próprio destino. Você está bagunçando a ordem das coisas!"
Cacimba, segurando o chapéu de palha contra o peito, não se abalou. Olhou fixamente para o homem de terno e respondeu com aquela mansidão que desarmava qualquer arrogância:
"Doutor, eu passei esse tempo fora bebendo direto da fonte. Não trouxe esses métodos de qualquer lugar. São ensinamentos da própria escola do Vaticano, entregues a mim com a missão sagrada de desenvolver a capacidade de trabalho e a dignidade do nosso povo.
O que o senhor chama de perigo, a fé chama de libertação." O prefeito, sentindo o chão político tremer sob seus pés de argila, bateu a mão na mesa e apelou para a única linguagem que conhecia:

"Deixe de conversa bonita, velho! Todo homem tem um preço neste sertão. Diga logo: quanto você quer em dinheiro para fechar as portas desse galpão e sumir daqui rápido?"
Foi aí que o silêncio no gabinete pesou mais que uma lápide. Uma lágrima solitária, carregada da dor de ver a alma do seu povo ser tratada como mercadoria, correu pelo rosto enrugado de Cacimba.
Ele deu um passo à frente, olhou bem no fundo dos olhos gananciosos do prefeito e deu o nó mais profundo que aquela prefeitura já testemunhou:
"O senhor passa a vida botando preço em tudo, Dr. Anselmo... Bota preço no voto, bota preço na terra, bota preço na dignidade alheia.
Mas o saber de um homem não tem preço, doutor. Tem valor. E é um valor inestimável: o valor de provar para cada um desses filhos que eles existem, que eles são gente de verdade e que a vida deles tem importância!
O dinheiro do senhor compra o silêncio dos covardes, mas não compra o orgulho de um pai que hoje consegue dar o pão ao filho com o suor do seu próprio ofício.
Guarde seus trocados, porque o povo descobriu que é livre, e a liberdade não cabe no seu cofre."
Cacimba virou as costas, deixando o prefeito empalidecido, estático e engolindo o próprio veneno na solidão do seu gabinete climatizado, enquanto lá fora, o som das ferramentas dos artesãos continuava a moldar o futuro de Carnaúba Seca.
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

Fim de semana repleto de festividades juninas no Recife:desde concurso de quadrilhas a shows e cortejo de bandeiras
13/06/2026
Um dos destaques do fim de semana é o concurso de quadrilhas juninas do Recife, que reúne 57 quadrilhas, de grupos de diferentes regiões de Pernambuco e tem apresentações tanto no sábado como no domingo. A disputa será realizada nas categorias adulta e Infantojuvenil e distribuirá cerca de R$ 200 mil em prêmios. O concurso acontece no Sítio da Trindade, em Casa Amarela.
Sala de Reboco
No domingo (14/06), a Avenida Rio Branco, no bairro do Recife, se transforma numa sala de reboco para dançar e ouvir forró. A programação começa a partir das 12h com apresentação...
O primeiro fim de semana da programação junina do Recife tem, neste sábado (13/06), além de vários pólos com shows gratuitos de artistas do estado, quadrilhas juninas,e programações especiais. Já neste domingo (14/06), a Avenida Rio Branco recebe shows gratuitos na sala de reboco e o Desfile das Bandeiras com 14 grupos culturais celebrando tradições e padroeiros.
Um dos destaques do fim de semana é o concurso de quadrilhas juninas do Recife, que reúne 57 quadrilhas, de grupos de diferentes regiões de Pernambuco e tem apresentações tanto no sábado como no domingo. A disputa será realizada nas categorias adulta e Infantojuvenil e distribuirá cerca de R$ 200 mil em prêmios. O concurso acontece no Sítio da Trindade, em Casa Amarela.

Sala de Reboco
No domingo (14/06), a Avenida Rio Branco, no bairro do Recife, se transforma numa sala de reboco para dançar e ouvir forró. A programação começa a partir das 12h com apresentação volante do Trio Magia do Sol.
A partir das 16h, Lucas dos Prazeres apresenta seu projeto infantil Zé Tamanquinho. Até as 22h30, subirão ainda ao palco da sala de reboco: Família Salustiano, Salatiel de Camarão, Roberto Cruz e Azulinho.

Cortejo das Bandeiras
Domingo também é dia do chamado Cortejo das Bandeiras, considerado uma celebração às tradições e aos padroeiros juninos pelas ruas do Bairro do Recife. O cortejo reunirá 14 bandeiras e grupos culturais, acompanhados pelas bandinhas Mix e Som Brasil e uma orquestra.
A concentração está marcada no Cais da Alfândega. Os participantes seguirão pelas ruas Marquês de Olinda, Moeda e Mariz e Barros até a Avenida Rio Branco. Entre as atrações estão bandeiras dedicadas a São João e Santo Antônio, representando diferentes comunidades e agremiações culturais da cidade.
— Com informações da PCR e do G1

Semana promete reuniões tensas no Congresso em torno de propostas de mudança na escala de trabalho
13/06/2026
Já no Palácio do Planalto, informações de bastidores são de que a área de articulação institucional está avançando em negociações com o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP) — que tem atrasado ao máximo a votação da proposta sobre mudanças na escala de trabalho dos brasileiros, que está naquela Casa legislativa.
Complementações sobre o tema
Para explicar melhor: a matéria que está no Senado é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, da forma como foi aprovada pela Câmara, estabelece a redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas com dois dias de...
O período é de Copa do Mundo, preparação para início das eleições e festas juninas em todo o país, mas a próxima semana promete ser de articulações, embates e muita votação tensa no Congresso Nacional. O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu na pauta do plenário de terça-feira (16/06) projeto do governo sobre o fim da escala 6x1.
Já no Palácio do Planalto, informações de bastidores são de que a área de articulação institucional está avançando em negociações com o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP) — que tem atrasado ao máximo a votação da proposta sobre mudanças na escala de trabalho dos brasileiros, que está naquela Casa legislativa.
Complementações sobre o tema
Para explicar melhor: a matéria que está no Senado é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, da forma como foi aprovada pela Câmara, estabelece a redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas com dois dias de descanso. Ficou definido que um dos textos sobre o tema abordará mudanças específicas nas jornadas de diferentes categorias. O outro, tratará do detalhamento dos regimes diferenciados de determinados profissionais.
O texto que está no Senado propõe uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho atual de 44 horas para 40 horas semanais em duas etapas — com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários. A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda.
Já o projeto encaminhado no fim de maio pelo Executivo Federal ao Congresso, que está na Câmara, tramita em regime de urgência e, por isso, está travando a pauta da Casa, o que impede a análise de determinadas matérias no plenário.
Mesmo relator foi designado
Motta, interessado em ver dois outros projetos serem destravados antes do recesso do meio do ano do Legislativo, na última semana designou como relator da proposta o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) — mesmo parlamentar a relatar a PEC que está agora no Senado.
Leo Prates disse que já iniciou conversas com a equipe técnica para tratar da redação do projeto de lei que está na Câmara. Acrescentou que quer atuar com “celeridade” para elaboração do relatório e inclusão na pauta do plenário da Câmara ainda esse semestre.
Prazo de 45 dias
Se aprovado pelos deputados, o texto seguirá para o Senado ainda em regime de urgência, ou seja, com prazo de 45 dias para ser analisado pelos senadores antes de passar a trancar a pauta da Casa.
A intenção de Motta é, ao resolver a questão sobre o fim da escala 6x1, conseguir votar dois outros temas do seu interesse e conteúdos considerados emblemáticos. O primeiro, a a proposta que regulamenta a IA (Inteligência Artificial) no Brasil.
O segundo, projeto sobre um reajuste no teto de faturamento para os Microempreendedores Individuais (MEIs). O tempo, portanto, tende a esquentar nas reuniões de lideranças e bancadas parlamentares, nos próximos dias.
Mensagens de fechamento do Nubank: pegadinha de empregado ou ação industrial para prejudicar a fintech?
13/06/2026
A informação, que causou apreensão entre usuários nas redes sociais, foi rapidamente desmentida pelo Banco Central e pelo próprio Nubank. Mas, em reservado, está sendo investigada pela empresa.
Suspeitas internas
A principal suspeita é de que a falsa mensagem tenha sido enviada por alguém que atue dentro do sistema, de forma proposital. A Nubank, entretanto, divulgou em nota que o que aconteceu foi resultado de um “erro operacional”.
Logo depois, o próprio Banco Central divulgou nota em tom lacônico afirmando que "não procede a informação que d...
Uma pegadinha nada engraçada colocou de olhos abertos equipes do Banco Central e a fiscalização de empresas do mercado financeiro do país. Isto porque correntistas do Nubank receberam, nesta sexta-feira (12/06), mensagens suspeitas enviadas pelo próprio aplicativo e também por e-mail da conta verificada do banco, com menções a uma suposta liquidação extrajudicial da instituição.
A informação, que causou apreensão entre usuários nas redes sociais, foi rapidamente desmentida pelo Banco Central e pelo próprio Nubank. Mas, em reservado, está sendo investigada pela empresa.
Suspeitas internas
A principal suspeita é de que a falsa mensagem tenha sido enviada por alguém que atue dentro do sistema, de forma proposital. A Nubank, entretanto, divulgou em nota que o que aconteceu foi resultado de um “erro operacional”.
Logo depois, o próprio Banco Central divulgou nota em tom lacônico afirmando que "não procede a informação que decretou a liquidação extrajudicial do Nubank". A manifestação do regulador foi importante para afastar a hipótese de qualquer medida oficial contra a instituição financeira. Mas levou à ampliação das apurações sobre o que houve, de fato.
112 milhões de clientes
Afinal, conforme balanço técnico divulgado em janeiro, a Nubank possui 112 milhões de clientes no Brasil, e se consolidou como a segunda maior instituição financeira do país em número de usuários, ficando atrás apenas da Caixa Econômica Federal. Chegou a superar instituições tradicionais, como o Bradesco.
Uma liquidação extrajudicial é considerada intervenção grave, que só pode ser decretada e comunicada oficialmente pelo Banco Central. Motivo pelo qual muitas pessoas, empresas e até o Ministério da Fazenda estão empenhados em apurar o que aconteceu.
— Com agências de notícias