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28/11/2024
Lula afirmou a lideranças partidárias que o pacote que prevê economia de R$ 70 bilhões “não é corte, é contenção”. Alertou a deputados com quem esteve no Palácio do Planalto, que o governo quer ver aprovadas pelo menos as 1as medidas do pacote ainda neste ano, o que exige aprovação de uma PEC e de um PL. O presidente destacou que será preciso adiar o início do recesso e pediu que políticos saiam somente no dia 25/12, após aprovação dos textos. Para totalizar R$ 70 bilhões, o governo tem a expectativa de economizar R$ 30 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026. Além da mudança na regra de valorização do salário mínimo e limites no abono salarial, os parlamentares receberam também a informação de que o governo pretende mexer no 'Fundo Constitucional', de 24 bilhões, que transfere recursos ao DF. É responsável pelo custeio de boa parte da segurança, saúde e educação em Brasília e nas regiões admini...
Lula afirmou a lideranças partidárias que o pacote que prevê economia de R$ 70 bilhões “não é corte, é contenção”. Alertou a deputados com quem esteve no Palácio do Planalto, que o governo quer ver aprovadas pelo menos as 1as medidas do pacote ainda neste ano, o que exige aprovação de uma PEC e de um PL. O presidente destacou que será preciso adiar o início do recesso e pediu que políticos saiam somente no dia 25/12, após aprovação dos textos. Para totalizar R$ 70 bilhões, o governo tem a expectativa de economizar R$ 30 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026. Além da mudança na regra de valorização do salário mínimo e limites no abono salarial, os parlamentares receberam também a informação de que o governo pretende mexer no 'Fundo Constitucional', de 24 bilhões, que transfere recursos ao DF. É responsável pelo custeio de boa parte da segurança, saúde e educação em Brasília e nas regiões administrativas da capital.

Haddad anuncia pacote de R$ 70 bilhões, isenção de IR até R$ 5 mil e taxação superior a R$ 50 mil
Em pronunciamento, na noite de ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma série de medidas para o ajuste de contas públicas, resultando numa economia de R$ 70 bilhões nos próximos 2 anos. Além de garantir que o salário mínimo continuará subindo acima da inflação, o ministro confirmou a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, e um aumento na taxação dos contribuintes que ganham acima de R$ 50 mil. Dentre as medidas, incluem: reajuste no abono salarial; adequar o crescimento dos gastos com as emendas parlamentares ao limite do arcabouço, 2,5% ao ano, sendo que 50% das emendas de passarão a ir obrigatoriamente para a saúde pública, para reforçar o SUS; mudanças na idade mínima para aposentadoria dos militares; limitação de transferência de pensões. A equipe econômica diz que as medidas preveem uma economia de R$ 70 bilhões pelos próximos 2 anos, e lembra que os valores não estão garantidos, uma vez que ainda dependem da aprovação do Legislativo. Governo detalha hoje medidas para cortar gastos públicos.

Lula sanciona lei que cria cadastro nacional de condenados por pedofilia e estupro
Lula sancionou a lei que cria o cadastro nacional de condenados por pedofilia e estupro. A medida visa aumentar a prevenção de novos crimes. Até então, os processos de crimes contra a dignidade sexual ocorriam em sigilo. Com a lei, fica estabelecido que o nome e o CPF dos condenados sejam publicados para consultas públicas. As informações das vítimas continuarão em sigilo. No caso dos condenados, o cadastro contará, inclusive, com dados da pena ou da medida de segurança imposta. Há, ainda, a previsão de o condenado ser monitorado por dispositivo eletrônico a partir da sentença. Caso o réu seja posteriormente absolvido, os dados voltam a ser sigilosos. A lei também determina a criação do 'Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais'. O sistema terá os dados constantes do Cadastro que permitirá a consulta pública do nome completo e CPF das pessoas condenadas pelo crime. A consulta será possível a partir da sentença condenatória. Os dados ficarão disponíveis por 10 anos após o cumprimento integral da pena, salvo em caso de reabilitação.

EUA: nova lei de Ohio restringe acesso a banheiro para estudantes 'trans'
O governador do estado de Ohio, nos EUA, Mike DeWine, sancionou uma lei que proíbe alunos do jardim de infância à faculdade de usar banheiros e vestiários de escolas que não sejam de seu sexo biológico. A lei, chamada 'Lei de Proteção a Todos os Estudantes', é a mais recente contra os direitos 'trans' que têm agitado os EUA. Na semana passada, após a eleição da 1a integrante 'trans' da Câmara dos Representantes dos EUA, o presidente da Câmara emitiu uma declaração reservando todos os banheiros do Capitólio para “indivíduos desse sexo biológico”. Ohio se junta a pelo menos 1 dúzia de outros estados com leis que restringem o acesso ao banheiro para pessoas 'trans'. O gabinete do governador não quis comentar. As restrições da lei de Ohio também incluem escolas particulares e impedem que estudantes transexuais compartilhem acomodações durante a noite com estudantes do sexo biológico oposto.
Ministério da Saúde lança painel para monitorar vacinas no SUS
O Ministério da Saúde desenvolveu um painel para monitorar o estoque de vacinas no SUS, a medida foi anunciada em meio a relatos de falta de doses em diferentes Estados. A expectativa do governo é de que a plataforma digital ofereça transparência e agilidade na distribuição das vacinas. A ministra, Nísia Trindade, afirmou que as situações de falta de vacinas são pontuais. “A vacinação é a prioridade máxima do Ministério, o que reflete nos nossos números. O aumento da cobertura continua sendo uma realidade. Não se pode falar de desabastecimento de vacina no Brasil”, disse. Ela afirmou que não existe um desabastecimento generalizado no país. Citou a realização de um “dia D” de vacinação em vários municípios como evidência de que não há escassez. O país distribui anualmente cerca de 300 milhões de doses de vacinas para todos os 5.570 municípios, assegurando a continuidade das campanhas de imunização em todo o território nacional.
Agenda do Presidente:
10h00 - Governador de Roraima, Antonio Denarium
11h00 - Governador do Pará, Helder Barbalho
14h40 - Secretário Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcos Rogério de Souza
15h00 - Cerimônia de assinatura de aditivo para obras da Transnordestina
17h00 - Lançamento do Programa ‘Periferia Viva’
Manchetes da manhã:
- Última: Israel acusa Hezbollah de violar cessar-fogo no Líbano. Militares dizem que suspeitos entraram na zona que deve ser desocupada no sul do país
- Indonésia: deslizamentos de terra matam pelo menos 27. Resgate procura por desaparecidos em províncias atingidas
- Israel invade escola no norte da Faixa de Gaza. Detiveram dezenas de combatentes do Hamas
- Israel diz ter facilitado a retirada médica de 34 pacientes de Gaza. Receberão tratamento na Jordânia e nos EUA
- EUA: México alerta que taxação de produtos por Trump pode acabar com 400 mil empregos
- EUA anunciam sanções contra 21 aliados de Maduro. Alvos apoiaram e executaram ordens do presidente venezuelano
- Taiwan faz exercício de defesa aérea antes da viagem presidencial ao Pacífico, que incluirá escala nos EUA
- Ontem: dólar fechou negociado no maior patamar da história do real, em R$ 5,91, com a tensão antes do anúncio
- Pacote fiscal: medidas de Haddad não são suficientes para estabilizar dívida, dizem economistas
- Pacote fiscal: isenção de IR pode significar cerca de R$ 400 a mais por mês para trabalhadores assalariados
- Câmara aprova criação de estatal para desenvolvimento de projetos aeroespaciais. Segue para análise do Senado
- Brasil prorroga prazo para 'TikTok' cumprir exigências e bloquear acesso de crianças e adolescentes à plataforma
- RS: Senado aprova projeto para aliviar dívidas de produtores rurais afetados pelas chuvas. Segue para sanção de Lula
- 'Plano de golpe': militar suspeito de participar será ouvido pela PF hoje. O tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo
- Homem-bomba do STF: laudo da PF aponta suicídio como causa da morte. Documento indica que ato foi intencional
- Nordeste: BNDES e BNB financiam R$ 8,8 milhões em projetos para restauração da caatinga
- PE: ministro Rui Costa vistoriou obras com recursos do 'Novo PAC', Canal do Fragoso e Hospital da Criança do Recife
- Em liberdade condicional, Suzane Von Richthofen é eliminada de concurso
- Mais de 90% dos 'MEIs' operam sem funcionários, diz pesquisa. Levantamento da 'MaisMei'
- Brasil: 7 marcas de cafés são impróprias para consumo, diz ministério. Com detritos e impurezas acima da média
- O tema hoje é adoção: Pernambuco é o 5o estado brasileiro que mais devolve crianças adotadas, segundo pesquisa do CNJ. O estudo inédito revela que PE está atrás apenas do PR, RS, SC e SP. A nível nacional, foram identificadas 2.198 crianças e jovens com pelo menos 1 registro de devolução, o que representa menos de 10% do total dos 24.673 adotados desde 2019. Os dados mostram que as devoluções mais comuns ocorrem no estágio da guarda provisória, período de convivência entre a criança e o pretendente que antecede a adoção definitiva. Ao todo, 1.665 crianças e adolescentes que estavam nesta fase da adoção foram devolvidas, o que corresponde a quase 76% do total. Os dados também sugerem maior taxa de devolução na modalidade de adoção sem previsão legal, e que consiste na entrega da criança pelos pais biológicos para 3os, sem prévia intervenção judicial. O estudo mostra que a desistência no processo de adoção está relacionada a fatores como idade, comportamento e preparação das famílias. O uso de medicação, o diagnóstico de deficiência mental ou de qualquer outro problema de saúde tratável são aspectos também associados a taxas de devolução maiores. Independentemente da causa, foram relatados fortes impactos na saúde mental das crianças devolvidas. Por fim e mais importante, a investigação aponta poucas evidências de programas e projetos estruturados para oferecer suporte psicológico e emocional dirigidos a esses grupos: crianças, jovens e às famílias adotantes
Leia outras informações
Comitê de Cultura em Pernambuco promove oficina para artesãos e artistas de Lagoa do Carro
30/10/2026
A atividade
A atividade acontece durante a 17ª Feira do Tapete e Artesanato de Lagoa do Carro (Fetalc). Os interessados em participar da capacitação devem se inscrever pelo www.instagram.com/comitecultura_pe.
A iniciativa
A iniciativa é do Comitê de Cultura em Pernambuco, com incentivo do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil, por meio da Política Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).
Uma oficina gratuita de construção de portfólio artístico será oferecida no próximo domingo, (01/11), no município de Lagoa do Carro, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A formação disponibiliza 50 vagas para artesãs, artesãos, artistas, coletivos, grupos, instituições culturais, Pontos de Cultura e Patrimônios Vivos da cidade e região.
A atividade
A atividade acontece durante a 17ª Feira do Tapete e Artesanato de Lagoa do Carro (Fetalc). Os interessados em participar da capacitação devem se inscrever pelo www.instagram.com/comitecultura_pe.
A iniciativa
A iniciativa é do Comitê de Cultura em Pernambuco, com incentivo do Ministério da Cultura e do Governo do Brasil, por meio da Política Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).
A revolução musical do maior disco instrumental do Brasil, por Zé da Flauta
30/10/2026
Edison não quis ser mero acompanhante no canto da sala; com as baquetas em rasteira e o pulso cravado no prato de condução, ele transformou a bateria num instrumento orquestral, solista e soberano. Foi o instante mágico em que o ritmo do morro e da gafieira ganhou asas de colibri e peso de tempestade, mudando para sempre a forma de tocar esse instrumento na caixa e no aro.
Seleção lendária
Para consumar essa profanação sagrada, Edison convocou para o estúdio o que havia de mais genial, refinado e visceral no instrumental brasileiro. Nascia ali uma seleção lendária: a rocha firme do contrabaixo de Tião Ne...
Em 1964, o Brasil prendia a respiração nos bastidores da política, mas, dentro do estúdio da CBS no Rio de Janeiro, uma revolução silenciosa e definitiva acontecia diante dos microfones. Ali nascia Edison Machado é Samba Novo, um vinil que rasgou a compostura comportada da Bossa Nova para libertar a fúria e a elegância do samba-jazz.
Edison não quis ser mero acompanhante no canto da sala; com as baquetas em rasteira e o pulso cravado no prato de condução, ele transformou a bateria num instrumento orquestral, solista e soberano. Foi o instante mágico em que o ritmo do morro e da gafieira ganhou asas de colibri e peso de tempestade, mudando para sempre a forma de tocar esse instrumento na caixa e no aro.
Seleção lendária
Para consumar essa profanação sagrada, Edison convocou para o estúdio o que havia de mais genial, refinado e visceral no instrumental brasileiro. Nascia ali uma seleção lendária: a rocha firme do contrabaixo de Tião Neto, o toque percussivo e genial do piano de Tenório Júnior, cuja luz a ditadura argentina apagaria anos mais tarde em uma das páginas mais tristes da nossa história, e o lirismo avassalador dos sopros de Paulo Moura, J. T. Meirelles, Pedro Paulo Siqueira, Raul de Souza e Edson Maciel. Quando esse time de gigantes atacou a antológica "Nanã" (Coisa Nº 5), do nosso mestre pernambucano Moacir Santos, os metais urraram com tamanha força que o estúdio parecia pequeno demais para abrigar tanta vida.
Densidade
O repertório do álbum flutua entre a sofisticação harmônica do jazz urbano e a densidade mística das nossas raízes africanas. Sob a regência dos arranjos milimétricos de Moacir Santos e J. T. Meirelles, faixas como "Quintessência", "Coisa Nº 1" e releituras vertiginosas de Baden Powell ganharam uma pulsação inacreditável. Não era apenas música bem executada; era um descarrego de brasilidade, um diálogo em ritmo acelerado onde cada virada de caixa parecia um coração em sobressalto e cada frase de trombone soava como um grito de liberdade.
Criatividade
Aos ouvidos de quem ama a nossa cultura, Edison Machado é Samba Novo permanece como uma oração em acetato, um marco temporal que nos lembra do que fomos capazes de criar no auge da nossa inspiração. Sessenta anos depois, quando aquele prato de condução começa a soar e o naipe de metais entra rasgando o ar, é impossível conter o arrepio na pele. Edison Machado não gravou apenas um disco excelente; ele eternizou a própria alma do samba moderno, provando que enquanto houver ritmo, paixão e coragem, a música do Brasil será sempre imortal.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

As cartas do Brasil, por Roberto Vieira
30/10/2026
Caminha
Escrita em 1500 ao rei D. Manuel I de Portugal, é a "certidão de nascimento" do país. Descreve com pormenores a terra encontrada, a vegetação, a fauna e o impacto do primeiro contato com os povos indígenas. No final, Pero Vaz pede emprego para um parente.
Prestes
O Manifesto de Maio de 1930 marcou o rompimento de Luís Carlos Prestes com o tenentismo tradicional. Ao defender uma revolução agrária e anti-imperialista, alinhou-se ao pensamento comunista e selou sua trajetória na política...
A carta do ano no Brasil é a carta de Flávio Bolsonaro. Escrita a várias mãos, inclusive com o uso de inteligência artificial, o documento é um amontoado de lugares-comuns que não levam a lugar nenhum. Produzida para confirmar a liderança de Flávio na direita brasileira, serviu apenas para certificar a falta de liderança na direita nacional. A peça serve também para enriquecer o acervo de cartas marcantes da nossa história.
Caminha
Escrita em 1500 ao rei D. Manuel I de Portugal, é a "certidão de nascimento" do país. Descreve com pormenores a terra encontrada, a vegetação, a fauna e o impacto do primeiro contato com os povos indígenas. No final, Pero Vaz pede emprego para um parente.
Prestes
O Manifesto de Maio de 1930 marcou o rompimento de Luís Carlos Prestes com o tenentismo tradicional. Ao defender uma revolução agrária e anti-imperialista, alinhou-se ao pensamento comunista e selou sua trajetória na política nacional. Para muitos que leram, Prestes passou de herói a traidor da Pátria.
Getúlio
A Carta-Testamento, deixada antes do suicídio em 24 de agosto de 1954, apelou ao nacionalismo e à comoção popular ao denunciar pressões de grupos econômicos internos e externos. Imortalizou a célebre frase: "Saio da vida para entrar na História". Getúlio carregava cartas-testamento consigo desde a juventude.
Lula
A Carta ao Povo Brasileiro, lida durante a campanha de 2002, buscou acalmar o mercado financeiro e os setores empresariais ao comprometer-se com o cumprimento de contratos, a estabilidade econômica e a responsabilidade fiscal. Esqueceu apenas do mensalão.
Temer
Enviada em dezembro de 2015 à presidente Dilma Rousseff, a missiva trazia o desabafo do então vice-presidente sobre a perda de protagonismo no governo e a incômoda condição de "vice decorativo" — marco decisivo para o processo de impeachment.
Bolsonaro
As eleições presidenciais brasileiras podem ser questionadas pelo uso abusivo da máquina financeira e judiciária do governo — algo nos moldes do antigo voto de cabresto. O medo moldando o voto. A perseguição a Flávio Bolsonaro sete minutos após o resultado da eleição foi simbólica, mas ninguém em sã consciência irá discordar do resultado das urnas — nem mesmo Valdemar Costa Neto e o PL. Afinal de contas, a carta de Flávio já ganhou a alcunha de golpista. E golpista no Brasil, desde 2023, dorme na cadeia. Flávio tentou ser De Gaulle, mas passou longe da brava María Corina Machado.
Epílogo
Segundo Marx, Hegel observa em uma de suas obras que todos os grandes fatos e todos os grandes personagens da história mundial ocorrem, por assim dizer, duas vezes. As cartas no Brasil também se repetem. Não uma, não duas, mas dezenas de vezes. E agora, com IA...
Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

O homem inventou o livro para não desaparecer, por Flávio Chaves
30/10/2026
O livro
O livro é, talvez, a mais delicada forma de resistência contra a natureza passageira da existência, porque nele a palavra encontra uma morada que não depende da permanência de quem a escreveu, e a vida, mesmo submetida à inexorável passagem do tempo, consegue prolongar-se na consciência daqueles que ainda não nasceram.
Homenagem
Neste 29 de outubro, quando o Brasil celebra...
Existem invenções humanas que modificaram a maneira de viver, outras que alteraram o curso das civilizações, algumas que encurtaram as distâncias entre os povos, mas poucas conseguiram realizar uma transformação tão silenciosa e profunda quanto o livro, essa extraordinária criação que permitiu ao homem atravessar os séculos sem precisar carregar consigo o próprio corpo, deixando sobre as páginas aquilo que a morte não conseguiu recolher de sua inteligência, de suas inquietações, de seus sonhos e de sua capacidade de interrogar o mundo.
O livro
O livro é, talvez, a mais delicada forma de resistência contra a natureza passageira da existência, porque nele a palavra encontra uma morada que não depende da permanência de quem a escreveu, e a vida, mesmo submetida à inexorável passagem do tempo, consegue prolongar-se na consciência daqueles que ainda não nasceram.
Homenagem
Neste 29 de outubro, quando o Brasil celebra o Dia Nacional do Livro, a homenagem não deveria restringir-se às solenidades, às fotografias de bibliotecas ou às manifestações protocolares que costumam acompanhar as datas comemorativas, porque celebrar o livro significa, antes de tudo, reconhecer a existência de uma das mais poderosas conquistas da humanidade, responsável por oferecer ao pensamento uma liberdade que nenhuma fronteira geográfica conseguiu aprisionar completamente.
Recorda
A data recorda a fundação da Biblioteca Nacional, em 1810, quando o Brasil ainda se encontrava submetido à monarquia portuguesa e começava a organizar instituições que participariam da formação de sua identidade cultural. Mas existe algo de profundamente simbólico nessa origem, pois uma nação que ainda não havia conquistado a própria independência política começava a reunir, em um espaço destinado aos livros, parte dos instrumentos com os quais os homens poderiam aprender a pensar para além das limitações impostas pelo poder.
Singularidade
O livro possui uma singularidade que nenhuma outra criação humana conseguiu substituir inteiramente. Ele permite que um homem nascido em determinada época converse com outro separado dele por centenas de anos, que uma mulher desconhecida encontre na experiência de uma personagem a explicação de sentimentos que jamais conseguiu revelar, que um menino de uma pequena cidade descubra, entre as páginas de uma obra, a existência de universos que não cabiam nas dimensões de sua rua, de sua escola ou de sua própria imaginação.
O lugar
Quem lê não abandona necessariamente o lugar onde nasceu, mas aprende que esse lugar não representa os limites de sua existência, porque a leitura amplia a geografia interior do indivíduo e lhe oferece a possibilidade de reconhecer como humanas experiências que jamais viveu.
Descobrem
Penso, particularmente, nas crianças que descobrem os livros nas escolas públicas, muitas vezes sem dispor de uma biblioteca em casa, sem conhecer escritores, sem imaginar que a literatura possa fazer parte de seu destino.
Possibilidade
Uma criança diante de um livro encontra-se diante de uma possibilidade que ainda não sabe nomear, pois aquelas páginas podem representar o primeiro contato com uma realidade diferente daquela que lhe foi entregue pelas circunstâncias sociais, e talvez esteja justamente nessa experiência uma das mais belas manifestações da democracia, quando o conhecimento deixa de ser patrimônio dos privilegiados e começa a pertencer também àqueles que nasceram distantes dos lugares onde historicamente se concentrou o saber.
Oferece
A escola que oferece um livro a uma criança não lhe entrega apenas uma história, oferece-lhe instrumentos para que ela própria venha a escrever, com maior liberdade, a história de sua vida.
Reconhecer
Entretanto, seria insuficiente celebrar a grandeza dos livros sem reconhecer as contradições de um país que ainda não conseguiu transformar o acesso à leitura em uma experiência verdadeiramente universal.
Educação
Uma sociedade pode multiplicar discursos sobre a importância da educação e, ao mesmo tempo, permitir que bibliotecas escolares permaneçam insuficientes, que professores enfrentem dificuldades para formar leitores e que milhares de crianças cresçam sem estabelecer com a literatura aquela intimidade capaz de transformar a palavra escrita em instrumento de emancipação.
Distância social
O problema não está apenas na ausência material do livro, mas na distância social que impede tantas pessoas de reconhecê-lo como parte legítima de suas vidas. Quando a leitura se converte em privilégio, a desigualdade deixa de ocupar somente os espaços da economia e passa também a determinar os horizontes da imaginação.
Compreender
É preciso compreender, igualmente, que a literatura não existe para oferecer respostas confortáveis a todas as inquietações humanas. Os grandes livros frequentemente nos perturbam mais do que nos tranquilizam, porque colocam diante de nossos olhos as contradições que preferiríamos ignorar, revelando a complexidade moral de homens e mulheres que não cabem nas classificações simplificadoras com as quais costumamos julgar o comportamento alheio.
Experiência individual
Dostoiévski nos conduz às regiões mais atormentadas da consciência, Tolstói transforma a experiência individual em uma vasta investigação sobre a sociedade e o destino, Fernando Pessoa multiplica a identidade humana até demonstrar que nenhum indivíduo se esgota na pessoa que acredita ser, enquanto João Cabral de Melo Neto, com o rigor de sua arquitetura verbal, nos ensina que a poesia também pode nascer da resistência da linguagem à facilidade das emoções. Cada um deles, à sua maneira, demonstra que a literatura não representa uma fuga da realidade, mas uma forma extraordinariamente exigente de penetrar em suas profundezas.
Acompanharam
Também não podemos esquecer que os livros acompanharam algumas das mais dolorosas experiências da história humana, atravessando guerras, perseguições religiosas, ditaduras, exílios e períodos em que o simples exercício de pensar foi considerado uma ameaça.
Governantes
Governantes autoritários compreenderam, em diferentes épocas, que uma população capaz de interpretar criticamente a realidade se torna menos disponível à obediência cega, razão pela qual bibliotecas foram destruídas, escritores perseguidos e obras retiradas de circulação. Existe uma ironia histórica nessa tentativa de silenciar os livros, porque muitas vezes os nomes daqueles que ordenaram sua destruição desapareceram da memória coletiva, enquanto as palavras que desejavam eliminar continuaram sendo lidas por gerações que sequer conheceram os rostos de seus perseguidores.
Velocidade da informação
Vivemos agora uma época marcada pela velocidade das informações, pela multiplicação das telas e pela permanente disputa pela atenção humana, circunstâncias que modificaram profundamente a relação entre o indivíduo e a palavra escrita. A tecnologia ampliou possibilidades de acesso ao conhecimento e permitiu que obras antes restritas a determinadas instituições chegassem a leitores de diferentes regiões do planeta, conquista que não pode ser desprezada em nome de uma nostalgia incapaz de reconhecer as transformações do presente.
Formação do pensamento
Contudo, a disponibilidade de informações não corresponde necessariamente à formação do pensamento, assim como a rapidez com que uma mensagem circula não garante a profundidade de sua compreensão. Podemos receber milhares de palavras durante um único dia e terminar a noite sem que nenhuma delas tenha conseguido permanecer verdadeiramente dentro de nós.
Cenário
O livro, nesse cenário, continua oferecendo uma experiência que se tornou particularmente preciosa, a possibilidade de permanecer diante de uma ideia sem a obrigação de abandoná-la imediatamente para acompanhar a próxima novidade.
A leitura
A leitura literária exige uma disposição interior que contraria a pressa dominante, porque um romance não se entrega inteiramente ao leitor que deseja apenas conhecer seu desfecho, assim como um poema não revela sua força àquele que procura somente identificar o assunto de que trata. Existem páginas que precisam ser revisitadas, palavras que amadurecem lentamente em nossa memória e personagens que continuam vivendo dentro de nós muito depois de encerrada a narrativa, como se a última página não representasse o encerramento da obra, mas o início de uma convivência que já não depende de sua presença material.
Formação da identidade
Talvez por isso os livros participem de maneira tão profunda da formação de nossa identidade. Somos constituídos também pelas palavras que encontramos, pelas histórias que nos ensinaram a reconhecer a dor dos outros, pelos poemas que modificaram nossa percepção da beleza e pelas ideias que nos obrigaram a abandonar certezas anteriormente consideradas inabaláveis. Um leitor nunca termina um grande livro exatamente como começou, porque alguma coisa se desloca em sua maneira de compreender a existência, ainda que essa transformação não possa ser imediatamente percebida.
Trabalha
A leitura trabalha em regiões silenciosas da consciência, onde determinadas experiências permanecem guardadas até encontrarem, muitos anos depois, uma circunstância capaz de lhes devolver significado.
O escritor, por sua vez, conhece uma dimensão particularmente comovente dessa experiência, porque escreve sem saber inteiramente a quem suas palavras chegarão. Pode imaginar um leitor, desejar determinada compreensão, esperar que suas páginas encontrem acolhimento, mas nunca conhecerá todas as vidas que sua obra poderá alcançar.
Poema
Um poema escrito na solidão de uma madrugada talvez seja encontrado, décadas depois, por alguém que atravessa uma perda semelhante àquela que lhe deu origem, e nesse encontro entre duas existências separadas pelo tempo acontecerá uma forma de reconhecimento que dispensa apresentações, parentescos ou qualquer outra espécie de vínculo anterior. A literatura realiza esse milagre inteiramente humano de aproximar pessoas que jamais se viram, fazendo com que uma consciência desconhecida encontre abrigo na linguagem de outra.
Celebrar
Por isso, celebrar o Dia Nacional do Livro deveria significar também um compromisso público com a preservação das bibliotecas, a valorização dos escritores, o fortalecimento das editoras, o reconhecimento dos professores e a formação de leitores, sobretudo entre aqueles para quem o acesso à cultura ainda representa uma conquista difícil.
Política cultural
Não existe política cultural verdadeiramente democrática quando a palavra escrita permanece distante das populações socialmente vulneráveis, nem se pode falar seriamente em desenvolvimento nacional enquanto a formação intelectual de crianças e jovens não ocupar lugar central nas prioridades do país. Construir bibliotecas, distribuir livros e estimular a leitura não constituem gestos ornamentais da administração pública, mas investimentos na capacidade de uma sociedade compreender sua própria história e participar conscientemente da construção de seu futuro.
A grandeza
A grandeza de um livro, entretanto, não se mede somente pela importância de seu autor, pelo número de exemplares vendidos ou pelo reconhecimento que recebe das instituições literárias. Algumas obras modificam o pensamento de uma época, outras transformam a vida de um único leitor, e não existe razão para considerar insignificante essa segunda possibilidade, porque uma existência humana, quando recupera a esperança, encontra uma linguagem para sua dor ou descobre novos caminhos para compreender o mundo, representa por si mesma uma vitória da inteligência e da sensibilidade. Um livro pode não alterar o destino de uma nação, mas, se conseguir modificar profundamente a consciência de alguém, terá realizado uma parte essencial daquilo que justifica sua existência.
Imaginar
Neste dia dedicado ao livro, prefiro imaginar não apenas as grandes bibliotecas, com seus acervos extraordinários e sua responsabilidade na conservação do patrimônio cultural, mas também o instante em que uma criança aprende a reconhecer a primeira frase de uma história, o momento em que um trabalhador encontra na leitura uma possibilidade de compreender melhor seus direitos, a emoção de uma pessoa idosa que regressa às páginas de um romance lido na juventude e a silenciosa alegria de um escritor diante da notícia de que suas palavras alcançaram alguém que ele nunca conhecerá.
Acontecimentos
São acontecimentos aparentemente modestos, mas neles se encontra uma das expressões mais legítimas da continuidade humana, porque o conhecimento, quando verdadeiramente compartilhado, deixa de pertencer exclusivamente àquele que o possui.
Inventou
O homem inventou instrumentos para medir o tempo, máquinas para vencer distâncias e tecnologias capazes de transportar sua voz para lugares que os antigos sequer poderiam imaginar, mas foi por meio da palavra preservada que encontrou uma maneira de conversar com os ausentes e oferecer alguma continuidade à experiência de ter vivido.
Dimensão
Talvez resida aí a dimensão mais comovente do livro, nessa capacidade de guardar aquilo que não conseguimos proteger da passagem dos anos, permitindo que a inteligência sobreviva ao desaparecimento de quem pensou, que a ternura encontre novos destinatários e que determinadas perguntas continuem abertas mesmo quando já não existe ninguém capaz de recordar quem primeiro as formulou.
Páginas
Porque, no fim de tudo, um livro é mais do que aquilo que suas páginas contam. É a possibilidade de uma vida alcançar outra, de uma memória atravessar o esquecimento e de uma voz continuar encontrando ouvidos quando o mundo ao qual pertenceu já se transformou inteiramente. E talvez a humanidade tenha começado a compreender a verdadeira grandeza de sua própria existência no instante em que descobriu que não precisava morrer por completo, desde que alguma palavra sua permanecesse viva na consciência de alguém.
Flávio Chaves é Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal/MinC
Comitê de Mulheres Cooperativistas da Unimed Vale do São Francisco realiza primeiro encontro com bons resultados
30/10/2026
Palestrantes
Promovido pelo Comitê de Mulheres Cooperativistas da Unimed Vale do São Francisco, o Encontro apresentou a palestra ‘Movimento que previne’, ministrada pela médica proctologista, Bruna Spindola e a médica cardiologista, Elisandra Alves.
Conteúdo
O público, formado basicamente por mulheres cooperadas e colaboradoras, pôde conferir informações atualizadas sobre Outubro Rosa, prevenção e tratamento de câncer de mama e as recomendações da Organização Mundial de Saúde, OMS, a exemplo de atividade física que é boa para o coração, o corpo e a mente.
O ‘1º Encontro mulheres que se cuidam, mulheres que se conectam’, foi aberto pelo presidente da Unimed Vale do São Francisco, Francisco Otaviano e pelos diretores Luiz Gustavo Mendes, vice-presidente, e Rodrigo Videres, Comercial e Marketing, que enalteceram a iniciativa e reconheceram o papel de vanguarda do Comitê.

Palestrantes
Promovido pelo Comitê de Mulheres Cooperativistas da Unimed Vale do São Francisco, o Encontro apresentou a palestra ‘Movimento que previne’, ministrada pela médica proctologista, Bruna Spindola e a médica cardiologista, Elisandra Alves.
Conteúdo
O público, formado basicamente por mulheres cooperadas e colaboradoras, pôde conferir informações atualizadas sobre Outubro Rosa, prevenção e tratamento de câncer de mama e as recomendações da Organização Mundial de Saúde, OMS, a exemplo de atividade física que é boa para o coração, o corpo e a mente.

Final
No final do Encontro, a educadora física Maria Manuel, não deixou ninguém parado com uma verdadeira aula de movimento, energia e entusiasmo. O público participou ainda de um concorrido sorteio de brindes.
Tereza Virgínia, Coordenadora do Comitê de Mulheres
De acordo com a coordenadora do Comitê de Mulheres Cooperativistas da Unimed Vale do São Francisco, Tereza Virgínia, o evento superou as expectativas. “Nosso 1º Encontro mulheres que se cuidam, mulheres que se conectam’, foi um grande sucesso com resultados positivos na área de saúde, bem-estar, movimento e conexão”, concluiu.

"Fuga ou extração? Do candidato Flávio Bolsonaro" - Por Jarbas Beltrão*
30/10/2026
Polícia Federal em comumicado oficial afirma que, saída de Flávio Bolsonaro não caracteriza "fuga".
Se não foi "fuga" o que teria sido, então?
A Operação ALBA, explica o evento, ora, foi uma "extração", sim, o que seria essa "extração", e quais seus efeitos.
'A tática da extração'
"Extração" foi o ato feito em relação a captura de Maduro e Cillia, sua esposa. "Extração" também, foi a ação do "Mosad" polícia secreta israelense, depois de descobrir que Eichman, o criador dos campos de extermínio nazistas, vivia tranquilamente na Argentina. Então, preparou a operação que retirou o criminoso genocida de Buenos Aires, sem que as autoridades argentinas tivessem o conhecimento do menor sinal da "extração". Após a "extração", Eichmam foi julgado e condenado a morte por Tribunal israelense.
A "extração" do candidato de oposição a Presidência da República Federativa do Brasil, foi um...
'Operação ALBA'
Polícia Federal em comumicado oficial afirma que, saída de Flávio Bolsonaro não caracteriza "fuga".
Se não foi "fuga" o que teria sido, então?
A Operação ALBA, explica o evento, ora, foi uma "extração", sim, o que seria essa "extração", e quais seus efeitos.
'A tática da extração'
"Extração" foi o ato feito em relação a captura de Maduro e Cillia, sua esposa. "Extração" também, foi a ação do "Mosad" polícia secreta israelense, depois de descobrir que Eichman, o criador dos campos de extermínio nazistas, vivia tranquilamente na Argentina. Então, preparou a operação que retirou o criminoso genocida de Buenos Aires, sem que as autoridades argentinas tivessem o conhecimento do menor sinal da "extração". Após a "extração", Eichmam foi julgado e condenado a morte por Tribunal israelense.
A "extração" do candidato de oposição a Presidência da República Federativa do Brasil, foi um ato com intenção de "internacionalizar" o que se passa no Brasil, que é muito mais que "eleição presidencial".
A eleição presidencial é vista, pela inteligência norte-americana, apenas como um ato dentro de um cenário maior; cenário que é o território de confrontos de projetos para a construção de uma nova "Ordem Global".
'Eleição presidencial e Operação especial'
Para autoridades na ciência da Geopolítica, tratou-se de uma aula de "Operações Especiais" chamada de "Recuperação Assistida Não Convencional".
A rota de "retirada" ("extração") teria sido pela Ponte Tancredo Neves, fronteira Brasil / Argentina, através de Missões para Puerto Iguazu. Muito conhecido por brasileiros que viajaram por aquelas plagas.
Fizeram a "finta" (drible) e de lá com um jato tomaram destino para Flórida - Estados Unidos. Pasaram pelo controle da PF, induzida a olhar para o lado errado ("finta")...
A operação contou com paramilitares da divisão terrestre da CIA, o "Special Activities Center", e veteranos da Delta Force. Atuando como contratados para garantir o sucesso até o final da ação.
Operação foi um plano de contingência de longo prazo, montado alguns meses antes, aguardando ordem para acionar o gatilho.
"Sem rastros"
A "Operação" não pode deixar rastros, para nenhuma autoridade, americana, brasileira ou Argentina.
Segundo autoridades de inteligência a movimentação de "extração", ocorre com práticas baseadas em termos militares como "Doutrina do Engano", "finta tática" (drible), "sinais, ruídos e falsas pistas".
Fica o recado.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)

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Fuzis fantasmas, fábricas clandestinas e a industrialização do crime organizado - Por Amadeu Robalinho*
30/10/2026
A Capacidade de fabricação e montagem clandestina de armamentos em território brasileiro, associada ao tráfico internacional de componentes, à falsificação de identificadores e ao emprego de novas tecnologias industriais, revela uma transformação na estrutura logística das organizações criminosas. O enfrentamento dessa ameaça exige inteligência estratégica, autonomia tecnológica, integração institucional e fortalecimento da capacidade de rastreamento do Estado brasileiro.
O Brasil enfrenta uma transformação preocupante na dinâmica do crime organizado. A expansão das estruturas clandestinas de fabricação e montagem de fuzis, a circulação internacional de componentes bélicos e o emprego de tecnologias industriais para a produção ilegal de armamentos demonstram que as organizações criminosas estão desenvolvendo capacidades que ultrapassam o modelo tradicional de aquisição e contraband...
Um novo desafio à soberania, à defesa e à segurança pública.
A Capacidade de fabricação e montagem clandestina de armamentos em território brasileiro, associada ao tráfico internacional de componentes, à falsificação de identificadores e ao emprego de novas tecnologias industriais, revela uma transformação na estrutura logística das organizações criminosas. O enfrentamento dessa ameaça exige inteligência estratégica, autonomia tecnológica, integração institucional e fortalecimento da capacidade de rastreamento do Estado brasileiro.
O Brasil enfrenta uma transformação preocupante na dinâmica do crime organizado. A expansão das estruturas clandestinas de fabricação e montagem de fuzis, a circulação internacional de componentes bélicos e o emprego de tecnologias industriais para a produção ilegal de armamentos demonstram que as organizações criminosas estão desenvolvendo capacidades que ultrapassam o modelo tradicional de aquisição e contrabando de armas prontas.
O fenômeno representa uma mudança estrutural na logística do crime organizado. Em vez de depender exclusivamente da entrada de armamentos acabados no território nacional, determinadas organizações passaram a desenvolver estruturas próprias de montagem, processamento de componentes e abastecimento, articuladas a fornecedores e conexões internacionais.
Não se trata apenas de um problema policial. Trata-se de uma questão estratégica que envolve controle territorial, fiscalização de fronteiras, inteligência, engenharia, tecnologia, segurança pública e soberania nacional.
A capacidade de produzir, montar, distribuir e recompor arsenais clandestinos introduz uma nova variável no enfrentamento das organizações criminosas: a industrialização do poder de fogo ilegal.
A descoberta de estruturas industriais clandestinas e a escala do problema
Uma das evidências mais expressivas dessa transformação foi apresentada pela Polícia Federal em outubro de 2025, durante uma operação contra uma organização criminosa especializada na fabricação, montagem e comercialização ilegal de armamentos de uso restrito.
A investigação identificou uma estrutura produtiva que havia operado inicialmente em Belo Horizonte, Minas Gerais, e posteriormente transferido suas atividades para Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo.
Segundo informações divulgadas pela TV Brasil, a organização investigada apresentava capacidade estimada de produzir aproximadamente 3.500 fuzis por ano. A estrutura clandestina utilizava componentes importados dos Estados Unidos e da China, associados a atividades de montagem e fabricação realizadas em território brasileiro.
Na operação, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em diferentes estados. Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.
O dado mais importante não é somente a quantidade potencial de armamentos produzidos, mas a existência de uma estrutura capaz de sustentar uma cadeia de abastecimento relativamente independente, com conexões internacionais, instalações produtivas e distribuição direcionada às organizações criminosas.
Em agosto de 2025, outra ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar de São Paulo, em Americana e Santa Bárbara d'Oeste, identificou instalações, máquinas, ferramentas e moldes utilizados na fabricação ilegal de componentes de armamentos. Foram apreendidas peças em quantidade suficiente para a montagem de aproximadamente 40 fuzis AR-15 em fase de finalização.
Essas ocorrências demonstram que o problema não pode ser compreendido exclusivamente pela quantidade de armas apreendidas. É necessário investigar a capacidade instalada de produção, os fornecedores, os fluxos financeiros, os mecanismos de distribuição e a possibilidade de recomposição dos estoques criminosos.
Fuzis fantasmas e fuzis Frankenstein: a complexidade da identificação
A transformação da cadeia ilegal de armamentos também introduz dificuldades técnicas para a identificação de procedência.
As expressões fuzis fantasmas e fuzis Frankenstein são utilizadas para descrever fenômenos distintos, embora possam coexistir em determinadas situações.
Os chamados fuzis fantasmas estão associados à ausência de identificadores convencionais, à supressão de marcações ou à impossibilidade de estabelecer imediatamente sua trajetória industrial e comercial.
Já a expressão fuzil Frankenstein descreve, de maneira ilustrativa, um armamento composto por elementos de diferentes procedências, reunindo componentes estrangeiros, peças nacionais, partes provenientes de outras armas e materiais inseridos em circuitos de fornecimento legais ou ilegais.
Essa distinção é fundamental para a investigação criminal.
Um armamento sem identificação visível não é necessariamente produto de fabricação clandestina. Da mesma maneira, a presença de componentes estrangeiros em uma arma montada no Brasil não comprova, isoladamente, a origem integral do armamento.
O relatório Global Study on Firearms Trafficking, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), estabelece justamente a importância de diferenciar armas fabricadas ilegalmente, armas com marcações removidas ou alteradas e armas cuja origem ilícita ainda não foi conclusivamente determinada.
O organismo internacional também define o rastreamento como o acompanhamento sistemático das armas de fogo e, quando possível, de seus componentes, desde a fabricação até os registros de aquisição e circulação, para auxiliar as autoridades na identificação de desvios, fabricação ilícita e tráfico internacional.
Portanto, a investigação moderna não pode se limitar à leitura de uma inscrição ou à identificação de uma marca comercial. Precisa reconstruir a trajetória do material, identificar seus vínculos industriais e estabelecer a origem dos diferentes componentes.
A nova fronteira tecnológica: impressão 3D e manufatura clandestina
Outro aspecto que merece atenção especial é a incorporação de tecnologias de manufatura avançada às estruturas criminosas.
Em agosto de 2025, a Polícia Federal identificou, no Rio de Janeiro, um laboratório clandestino destinado à fabricação e montagem de componentes de armamentos mediante utilização de impressoras 3D.
Em agosto de 2026, a própria Polícia Federal divulgou uma nova fase de investigação sobre o tráfico internacional de componentes para fuzis, após identificar encomendas internacionais suspeitas provenientes dos Estados Unidos. A investigação deu continuidade à apuração iniciada em 2025, quando o laboratório clandestino havia sido desativado.
Esse cenário merece uma análise estratégica mais profunda.
A manufatura aditiva, popularmente conhecida como impressão 3D, representa uma transformação importante nos processos industriais contemporâneos. Seu emprego legítimo alcança setores como engenharia, medicina, indústria aeroespacial, automotiva e defesa.
Entretanto, como ocorre com outras tecnologias de uso dual, sua utilização fora dos controles legais pode introduzir novas dificuldades para a fiscalização e a investigação criminal.
A questão não é demonizar a tecnologia, mas compreender como o acesso a equipamentos industriais, materiais, projetos digitais e componentes pode ser explorado por redes criminosas.
O avanço da manufatura digital exige que as instituições de segurança desenvolvam conhecimento técnico compatível com a evolução dos meios utilizados pelas organizações criminosas.
A inteligência precisa acompanhar a transformação tecnológica do adversário.
O crime organizado como cadeia logística transnacional
A industrialização clandestina do armamento demonstra que as organizações criminosas precisam ser analisadas também como estruturas logísticas e financeiras.
O abastecimento pode envolver diferentes dimensões:
Tráfico internacional: circulação de armamentos completos, peças e componentes entre países de origem, trânsito e destino.
Desvio de cadeias legais: introdução irregular de produtos e componentes originalmente comercializados em circuitos autorizados.
Fabricação e montagem clandestinas: utilização de estruturas produtivas não autorizadas para fabricação, processamento e montagem de armamentos.
Falsificação e adulteração: comprometimento dos mecanismos de identificação e rastreabilidade dos produtos bélicos.
Financiamento e distribuição: estruturas econômicas responsáveis pela aquisição de materiais, manutenção das instalações, transporte e comercialização ilegal.
Essas dimensões podem operar de maneira integrada, permitindo que uma organização criminosa diversifique fornecedores e mantenha sua capacidade de abastecimento mesmo diante de operações policiais e apreensões.
É nesse ponto que a investigação precisa ultrapassar a identificação do indivíduo que porta o armamento.
O objetivo estratégico deve alcançar os financiadores, intermediários, fornecedores, estruturas produtivas, responsáveis pela distribuição e conexões internacionais.
A apreensão de um fuzil representa um resultado operacional. A desarticulação da cadeia que permite sua fabricação, aquisição e reposição representa um resultado estratégico.
Inteligência e rastreabilidade: o Estado precisa conhecer a origem de cada armamento
O Brasil dispõe de instrumentos legais e institucionais para o enfrentamento dessa ameaça.
O Decreto nº 5.941, de 26 de outubro de 2006, promulgou o Protocolo contra a Fabricação e o Tráfico Ilícito de Armas de Fogo, suas Peças, Componentes e Munições, complementar à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional.
O instrumento estabelece compromissos relacionados à marcação, manutenção de registros, rastreamento e cooperação internacional.
Entre seus princípios estão a identificação das armas de fogo por marcações distintivas, a conservação de informações que permitam localizar sua origem e a cooperação entre os países para investigar a fabricação e o tráfico ilícitos.
No âmbito nacional, a Polícia Federal possui atribuições específicas de rastreamento de armas de fogo, munições, acessórios, explosivos e respectivos componentes, inclusive por meio do Centro Nacional de Rastreamento de Armas.
A estrutura institucional demonstra que o rastreamento não é uma atividade acessória, mas uma ferramenta de inteligência e investigação destinada a identificar a trajetória dos materiais e os pontos de desvio para o mercado ilegal.
Em outubro de 2026, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também divulgou informações sobre a Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme), iniciativa voltada à articulação institucional e ao compartilhamento de informações e inteligência, com participação de órgãos federais e forças estaduais.
A proposta fortalece a interlocução entre instituições, a identificação de armamentos apreendidos e o cruzamento de informações sobre procedência, registros e possíveis desvios.
O desafio agora é transformar esses instrumentos em uma arquitetura nacional de inteligência efetivamente integrada, com capacidade de produzir conhecimento em tempo oportuno e subsidiar operações coordenadas.
A virada tecnológica: engenharia, ciência forense e inteligência artificial
O enfrentamento das estruturas clandestinas exige investimentos permanentes em ciência, tecnologia e inovação.
A identificação de armamentos com marcações suprimidas ou adulteradas demanda conhecimentos especializados em engenharia de materiais, metalurgia, química forense, metrologia, balística e análise laboratorial.
O Brasil precisa ampliar sua capacidade de investigação científica, desenvolvendo e incorporando tecnologias que permitam identificar características industriais, recuperar informações de identificação quando tecnicamente possível e correlacionar vestígios de diferentes ocorrências.
Nesse contexto, algumas prioridades estratégicas merecem atenção:
1. Inteligência artificial aplicada à investigação balística
Ampliação de sistemas automatizados de comparação de vestígios balísticos, correlação de ocorrências e identificação de padrões que auxiliem a investigação de conexões entre diferentes crimes.
2. Engenharia forense e caracterização de materiais
Fortalecimento dos laboratórios especializados na análise de materiais, características construtivas, processos industriais e identificadores de armamentos.
3. Rastreabilidade e identificação tecnológica
Aprimoramento dos sistemas de marcação, registros digitais e mecanismos de identificação individual, com avaliação científica de soluções de microgravação e outras tecnologias de identificação resistentes à adulteração.
4. Integração de bancos de dados
Interoperabilidade entre informações policiais, periciais, administrativas e de fiscalização, com controles de acesso, segurança da informação e respeito às competências institucionais.
5. Inteligência financeira e patrimonial
Identificação dos recursos econômicos que sustentam as instalações clandestinas, aquisição de componentes, importações fraudulentas e redes de distribuição.
6. Cooperação internacional
Ampliação do intercâmbio de informações entre autoridades brasileiras e estrangeiras, especialmente nos países de origem e trânsito de componentes utilizados no abastecimento ilegal.
A tecnologia, entretanto, precisa estar associada a protocolos periciais, capacitação profissional, investimentos em infraestrutura laboratorial e integração institucional. A inteligência artificial não substitui a perícia, assim como a aquisição de equipamentos não substitui a capacidade humana de interpretar informações e produzir conhecimento.
Soberania Nacional, Defesa e controle estratégico do território
Sob a perspectiva da Defesa Nacional, a industrialização clandestina de armamentos revela uma vulnerabilidade que precisa ser compreendida em sua dimensão territorial, tecnológica e institucional.
A soberania de um Estado não se limita à existência de fronteiras geográficas reconhecidas. Pressupõe capacidade efetiva de exercer autoridade sobre seu território, fiscalizar fluxos de materiais, proteger infraestruturas críticas e impedir que organizações paralelas estabeleçam estruturas capazes de desafiar o poder público.
O tráfico internacional de armamentos exige atenção às fronteiras terrestres, marítimas, fluviais e aéreas, aos portos, aeroportos, instalações logísticas e aos mecanismos de fiscalização de importações.
Nesse contexto, a integração entre Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, forças estaduais, órgãos de fiscalização de produtos controlados e instituições de Defesa assume importância estratégica.
Também é necessário fortalecer os mecanismos de cooperação internacional, uma vez que a investigação de cadeias transnacionais depende de informações sobre fabricantes, distribuidores, importadores, exportadores, intermediários e rotas de circulação.
O UNODC destaca que o enfrentamento da fabricação e do tráfico ilícitos de armas exige intercâmbio de informações, cooperação judicial, assistência técnica e compartilhamento de conhecimentos científicos e tecnológicos entre os Estados.
É importante estabelecer uma distinção institucional: o enfrentamento da criminalidade organizada é atribuição dos órgãos competentes de segurança pública e investigação criminal, enquanto a Defesa Nacional possui responsabilidades próprias na proteção do Estado, da soberania e dos interesses nacionais. A cooperação entre essas estruturas deve ocorrer dentro dos respectivos marcos constitucionais e legais.
Engenharia de Soberania e Estratégia: construir capacidade estatal para enfrentar ameaças complexas
Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, o fenômeno das fábricas clandestinas de armamentos deve ser interpretado como um problema de arquitetura de capacidades nacionais.
O Estado precisa transformar dados dispersos em informação qualificada, informação em inteligência, inteligência em decisão e decisão em capacidade operacional.
Essa transformação exige a articulação de cinco dimensões fundamentais:
Inteligência: identificar redes criminosas, fornecedores, financiadores, conexões transnacionais e padrões de abastecimento.
Engenharia: desenvolver competências nacionais em caracterização de materiais, identificação forense e rastreabilidade de produtos bélicos.
Tecnologia: incorporar inteligência artificial, análise de dados, sistemas de informação e tecnologias de investigação.
Defesa e Segurança: fortalecer o controle territorial, a fiscalização de produtos controlados e a cooperação entre instituições.
Soberania: ampliar a autonomia científica, tecnológica e institucional do Brasil, reduzindo vulnerabilidades estratégicas.
O objetivo não deve ser simplesmente aumentar os números de apreensões, embora elas sejam indispensáveis. O objetivo superior é reduzir a capacidade de reprodução do sistema criminoso.
Isso significa atingir suas estruturas de financiamento, aquisição, fabricação, montagem, distribuição e reposição.
É a diferença entre combater manifestações isoladas da violência e desarticular a infraestrutura que permite sua continuidade.
Considerações finais: o desafio não é apenas apreender fuzis, mas interromper a capacidade de produzi-los
O avanço das fábricas clandestinas, a circulação internacional de componentes e o emprego de tecnologias de manufatura avançada demonstram que o crime organizado está incorporando características de sistemas produtivos e logísticos cada vez mais complexos.
A resposta brasileira precisa acompanhar essa transformação.
Não basta conhecer o armamento encontrado em uma operação policial. É necessário reconstruir sua trajetória, identificar a origem de seus componentes, compreender sua cadeia de fornecimento e alcançar as estruturas responsáveis por sua produção e distribuição.
Não basta apreender o produto acabado. É necessário identificar os meios que permitem sua reposição.
Não basta reagir à violência. É necessário antecipar os movimentos das organizações criminosas, produzir inteligência e interromper suas capacidades logísticas, financeiras e industriais.
O Brasil precisa investir em inteligência, engenharia, ciência forense, tecnologia e cooperação internacional. Precisa fortalecer seus laboratórios, integrar seus bancos de dados e desenvolver capacidades próprias de investigação e rastreabilidade.
A segurança pública contemporânea não pode permanecer limitada a uma lógica exclusivamente reativa quando as organizações criminosas demonstram capacidade de adaptação tecnológica, diversificação de fornecedores e organização industrial.
A Soberania Nacional também se expressa na capacidade de o Estado conhecer, controlar e proteger os fluxos de materiais, tecnologias e recursos que atravessam seu território.
O verdadeiro desafio estratégico não está apenas em contabilizar quantos fuzis estão nas mãos do crime organizado, mas em identificar quem os fornece, quem financia sua produção, onde são montados, como são distribuídos e qual estrutura garante a recomposição desses arsenais.
É nessa cadeia que a inteligência brasileira precisa concentrar seus esforços.
É nessa capacidade que o Estado precisa investir.
E é nesse campo que Engenharia, Defesa, Estratégia, Inteligência e Soberania Nacional precisam atuar de forma integrada.
A soberania de uma nação também se mede pela sua capacidade de impedir que estruturas criminosas desenvolvam, dentro de seu território, poderes industriais, logísticos e bélicos paralelos ao Estado.
*Amadeu Robalinho, é Pesquisador independente e autor interdisciplinar, associado à Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Defesa de Jair Renan esclarece: ação penal foi encerrada e nada foi apurado contra ele
30/10/2026
A nota
Prezados, boa noite!
Nosso escritório é responsável pela defesa de Jair Renan Bolsonaro e esclarece que a matéria intitulada “A Justiça e os Bolsonaros — Jair Renan vira réu por acusação de lavagem de dinheiro”, publicada em 29/10/2026 no portal O Poder, reproduz uma notícia antiga, apresentada como atual.
Os fatos mencionados dizem respeito à suposta utilização de declaração falsa de faturamento da empresa RB Eventos e Mídia para obtenção de empréstimo bancário. A ação penal relativa a esses fatos já foi trancada, em relação a Jair Renan, pelo TJDFT e pelo STJ, com reconhecimento da atipicidade das condutas.
O Correio Braziliense já reconheceu o equívoco e publicou uma errata, esclarecendo que a notícia se referia a uma acusação de 2024, cujo processo já foi arquivad...
O jornal O Poder recebeu a seguinte comunicação, por parte da defesa de Jair Renan, reproduzida na íntegra conforme nosso padrão editorial.
A nota
Prezados, boa noite!
Nosso escritório é responsável pela defesa de Jair Renan Bolsonaro e esclarece que a matéria intitulada “A Justiça e os Bolsonaros — Jair Renan vira réu por acusação de lavagem de dinheiro”, publicada em 29/10/2026 no portal O Poder, reproduz uma notícia antiga, apresentada como atual.
Os fatos mencionados dizem respeito à suposta utilização de declaração falsa de faturamento da empresa RB Eventos e Mídia para obtenção de empréstimo bancário. A ação penal relativa a esses fatos já foi trancada, em relação a Jair Renan, pelo TJDFT e pelo STJ, com reconhecimento da atipicidade das condutas.
O Correio Braziliense já reconheceu o equívoco e publicou uma errata, esclarecendo que a notícia se referia a uma acusação de 2024, cujo processo já foi arquivado.
Solicitamos a imediata correção da reportagem, com publicação de retratação também nas redes sociais e nos canais de distribuição em que a informação tenha sido reproduzida. Caso não sejam adotadas essas providências, tomaremos as medidas judiciais cabíveis.
Aguardamos retorno com a confirmação das correções.
Cordialmente,
Maria de Viveiros Fernandes
OAB/ DF 78.765
A.Gonzaga Advogados
Lula convidará Trump e Milei para cerimônia de posse em janeiro
30/10/2026
Aceno político
O objetivo é fazer um aceno político de superação das diferenças políticas, mesmo que os dois dirigentes políticos não tenham reconhecido e parabenizado até o momento a vitória do petista.
A posse
A posse será em 5 de janeiro, uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional para aumentar as chances de que líderes estrangeiros venham ao Brasil para a solenidade oficial.
G20
Antes da posse, Lula tem chance de se encontrar com ambos em eventos mundiais. O presidente deve tanto participar da Cúpula do Mercosul como do Encontro do G20, ambos em dezembro.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidará os presidentes Donald Trump (Estados Unidos) e Javier Milei (Argentina) para a sua cerimônia de posse em janeiro.
Aceno político
O objetivo é fazer um aceno político de superação das diferenças políticas, mesmo que os dois dirigentes políticos não tenham reconhecido e parabenizado até o momento a vitória do petista.
A posse
A posse será em 5 de janeiro, uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional para aumentar as chances de que líderes estrangeiros venham ao Brasil para a solenidade oficial.
G20
Antes da posse, Lula tem chance de se encontrar com ambos em eventos mundiais. O presidente deve tanto participar da Cúpula do Mercosul como do Encontro do G20, ambos em dezembro.
Binance: notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo de US$ 6,3 bilhões
30/10/2026
Investigação
Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado.
Afirmou
Segundo a agência de notícias AFP, a empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”.
Um notebook invadido de um dos engenheiros da Binance pode ter aberto caminho para o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da corretora, a maior de criptomoedas do mundo.
Investigação
Segundo a empresa, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. O ataque é considerado por especialistas o maior roubo de moedas digitais já registrado.
Afirmou
Segundo a agência de notícias AFP, a empresa de análise de blockchain TRM Labs afirmou ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou “informações robustas dentro e fora da blockchain”.