Saúde Suplementar no Brasil. Usuários dos planos, hospitais e entidades de defesa, uni-vos. – Por Antônio Campos*
09/01/2025
Embora tenha havido alguns avanços com a entrada da Resolução Normativa 585 da ANS, que entrou em vigor, recentemente, o cenário da saúde suplementar no Brasil é preocupante.
A saúde suplementar está na UTI.
O cartel de preços dos planos de saúde e abuso de posição dominante com eliminação de concorrência precisa ser combatido.
A Rede D’Or – São Luiz S.A/Sulamerica Saúde se aliaram em joint venture ao Bradesco para criar a Atlântica D’Or, nova rede de hospitais.
É a Saúde Suplementar cada vez mais nas mãos de poucos, ante a inércia da ANS. Usuários dos planos, hospitais e entidades de defesa, uni-vos.
2. Medidas dispostas na Resolução Normativa 585 passam a valer em 31/12/2024.
Passaram a valer as novas regras que regulamentam a maneira como as operadoras de planos de saúde podem alterar sua rede credenciada — ou seja, os hospitais,...
Embora tenha havido alguns avanços com a entrada da Resolução Normativa 585 da ANS, que entrou em vigor, recentemente, o cenário da saúde suplementar no Brasil é preocupante.
A saúde suplementar está na UTI.
O cartel de preços dos planos de saúde e abuso de posição dominante com eliminação de concorrência precisa ser combatido.
A Rede D’Or – São Luiz S.A/Sulamerica Saúde se aliaram em joint venture ao Bradesco para criar a Atlântica D’Or, nova rede de hospitais.
É a Saúde Suplementar cada vez mais nas mãos de poucos, ante a inércia da ANS. Usuários dos planos, hospitais e entidades de defesa, uni-vos.
2. Medidas dispostas na Resolução Normativa 585 passam a valer em 31/12/2024.
Passaram a valer as novas regras que regulamentam a maneira como as operadoras de planos de saúde podem alterar sua rede credenciada — ou seja, os hospitais, clínicas e serviços disponíveis nos planos.
As novas normas, estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), permitem que os clientes mudem de plano antes mesmo do prazo de carência. Isso poderá ocorrer em situações em que um hospital for excluído ou substituído da rede credenciada.
Também de acordo com as novas regras, qualquer mudança da rede credenciada precisa ser comunicada pelas operadoras com antecedência — e individualmente — a cada beneficiário do plano de saúde Redução da rede hospitalar A ANS também passou a avaliar o impacto da retirada de hospitais aos beneficiários do plano.
Quando a exclusão de um determinado hospital tiver um impacto muito importante para os clientes do mesmo plano, essa decisão deverá ser avaliada pela agência.
A regra diz que se o hospital a ser excluído for responsável por até 80% das internações dos clientes do plano, ele não poderá ser simplesmente descredenciado: terá de ser substituído por outra unidade que ofereça os mesmos serviços.
Essa substituição também passa a ter regras próprias.
Estaremos analisando as alterações da Resolução Normativa da ANS e os impactos para os usuários de planos de saúde, em múltiplos aspectos.
3. Aumentos abusivos
Publiquei um texto, no ano passado, sobre os aumentos abusivos dos planos de saúde.
Em 2023, os planos tiveram reajustes em torno de 25%, bem superior a uma inflação que fechou em 4,62%.
Sete em cada dez usuários de saúde suplementar comprometem até um terço com despesas médicas da sua renda mensal, segundo recente pesquisa.
4. Concentração econômica no setor da saúde já é uma realidade e não é saudável.
A realidade atual é a oligopolização da cadeia econômica de saúde e não apenas a concentração no mercado securitário de planos de saúde, também englobando seguros e serviços de saúde privados.
A estratégia é a verticalização de clínica, laboratório, hospital e farmácia, numa cadeia societária interligada, gerando uma oligopolização do setor de saúde privado no Brasil.
Tal fenômeno, se não acompanhado pelas entidades reguladoras para coibir os excessos vai deixar o sistema complementar de saúde na UTI, mas com paciente fora dela, quando precisar.
Tal oligopolização passa também por uma combinação tácita ou combinada pelos preços, numa tabela geral para os planos no Brasil. É um cartel.
Tenho defendido que as entidades busquem o CADE e o TCU para discutir a cartelização dos planos de saúde, além de outras práticas contra a concorrência e cobrar da ANS, através do TCU, uma atuação maior da ANS.
5. A fusão da Rede D’Or e Sulamerica pelo CADE, algo emblemático. Agora, faz joint venture com o Bradesco Seguros e cria a Atlântica Hospitais.
O CADE aprovou sem restrições a fusão entre a Rede D’Or e a Sulamerica, com 5 conselheiros e o presidente a favor, contra 1 voto com pedido de imposição de remédio.
Um grande número de entidades questionaram o negócio, uma vez que a legislação não permite que operadoras de planos de saúde e administradoras de benefício façam parte de um mesmo grupo econômico. O CADE considerou que seria apenas preocupante concentrações acima de 30%, e que a união dos 2 teria um market share apenas de 20%. Ora, de 20% para 30% é um pulo. Já ultrapassou tal patamar.
A Rede D'Or São Luiz, a maior rede de hospitais privados do Brasil, pertence majoritariamente ao empresário Jorge Moll Filho e sua família. Ele é médico cardiologista e um dos fundadores da empresa. A Rede D'Or foi criada em 1977, no Rio de Janeiro, e ao longo das décadas cresceu significativamente, tornando-se líder no setor de saúde privado no país.
Além da Família Moll, tem o poderoso Fundo Carlyle e desde de 2020 a Rede D’or é uma empresa de capital aberto, listada na B3 (Bolsa de Valores do Brasil), sob o ticker RDOR3. Isso significa que parte das ações está disponível para investidores no mercado de ações.
A Rede D'Or opera mais de 70 hospitais em diversas regiões do país. Ela também possui clínicas oncológicas e laboratórios, além de investimentos em inovação e pesquisa na área da saúde.
Coube a ANS se debruçar sobre a questão societária da Rede D’Or na Qualicorp, que é algo importante.
Esse modelo de negócio tem levado a uma concentração econômica que gera oligopólio, fixação de preço, eliminação de concorrência, entre outras práticas que prejudicam a livre concorrência.
O esperado em uma fusão desta natureza com severas repercussões diretas sobre a assistência à vida seria a imposição de restrição de práticas a tal grupo econômico, o que além de não acontecer serviu de um incentivo a mais para que agora a Rede D’Or-Sulamérica criasse a Atlântica D’Or, nova rede de hospitais, juntamente com o Bradesco, ampliando a já grande concentração operada no setor.
Segundo informações do mercado financeiro, a Sulamérica, agora parte da Rede D’Or seria um grande aplicador do mercado de títulos públicos, onde estaria ganhando rios de dinheiro, daí a sua menor preocupação com o número de usuários, mas com a qualidade financeira, e força para grandes aquisições.
6. O caso Amil
A Amil tinha um passivo de mais de 20 bilhões. Tentou vender o grupo para um plano inexpressivo de São Paulo, que foi vetado, na última hora, pela ANS, ante iniciativas do Tribunal de Contas da União.
Agora, está sendo vendida ao empresário José Seripieri Filho, que fundou a Qualicorp e a Qsaúde. É um assunto que merece um acompanhamento especial, quanto a capacidade financeira do adquirente.
7. Unimed – Ferj
Oito meses depois da migração dos usuários da Unimed - Rio, que havia incorporado a Golden Cross, a Unimed – Ferj acumula dívidas com clínicas e hospitais que passam de 2 bilhões de reais.
A Rede D’or já anunciou que deixará de atender clientes da Unimed – Ferj a partir de fevereiro do corrente ano de 2025, estando o assunto no auge da crise.
É uma situação grave, que impacta vários usuários de planos de saúde, que certamente irá resvalar em várias medidas judiciais e administrativas.
8. Hapvida NotreDame Intermédica
O plano de saúde Hapvida juntou-se ao NotreDame Intermédica, aumentando a rede. Contudo, o endividamento chegou a 7 bilhões e estaria atualmente em cerca de de 4,4 bilhões.
Teria saído de um prejuízo de 342 milhões para um lucro de 83,4 milhões.
Está numa transição.
9. ANS omissa
Cabe a ANS regular e fiscalizar como os players estão se comportando no mercado. A recente Instrução Normativa tirou a ANS da inércia, evitou uma CPI, mas ainda é insuficiente.
Para a atual realidade do sistema complexo de saúde suplementar a atuação/fiscalização da ANS está extremamente deficiente, prejudicando os usuários e os hospitais independentes, que não vêm outra alternativa a não ser fechar ou ser vendidos às grandes redes.
Outro aspecto é a fiscalização contra aumentos abusivos, que tem sido deficiente.
Na realidade, o sistema estava se autorregulando, em detrimento a usuários e fornecedores, ante a inércia da ANS. Vamos ver o impacto da instrução normativa.
10. O CADE e os planos de saúde.
É preciso um CADE mais atuante e vigilante, inclusive pela cartelização da saúde, eliminação da concorrência, abuso de posição dominante, entre outras práticas vedadas.
Um grupo de juristas e de entidades de usuários estão elaborando uma representação denunciando diversas práticas que ferem a livre concorrência ao Ministério Público com assento no CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para abertura de investigação e adoção de medidas cautelares, inclusive cartel de preços.
São muitas as denúncias diárias de infrações, fruto de um sistema que está oligopolizado.
11. O TCU e a ANS.
Outras iniciativas jurídicas e políticas também estão sendo estudadas, inclusive no TCU quanto a atuação da ANS, que é insuficiente.
12. A estratégia dos planos em 2025 é continuar aumentando o valor e expurgando os usuários que não interessam.
O foco das operadoras de planos de saúde em 2025 é reajustar os planos e expurgar os usuários que não interessam. Privilegiar rentabilidade, mesmo que implique em perder segurados. Após um prejuízo de mais de 10 bilhões em 2022, por diversas razões, os planos tomaram essa decisão estratégica e vem cumprindo desde lá.
13. Relação dos planos de saúde com hospitais e fornecedores piorou.
Os planos de saúde apresentaram resultados financeiros melhores, em 2023, após várias aquisições, mas travam uma quebra de braço com os hospitais e fornecedores de materiais, que vem sofrendo muito.
Há vários relatos de dificuldade em receber por parte de serviços prestados por hospitais e pelos produtos de saúde vendidos por fornecedores, que atingem cifras bilionárias, colocando a saúde do sistema em risco.
Uma das técnicas utilizadas pelos planos são fazer glosas e demorar nesse procedimento burocrático, fazendo caixa.
Há denúncias de que os planos de saúde estariam utilizando Inteligência Artificial na autorização dos exames e procedimentos, criando critérios restritivos e ilegais.
14. Autismo e Planos de Saúde
Ante o aumento das demandas judiciais e clínicas de tratamento de autismo, TDHA, TOC e outros transtornos mentais, com alto custo para os planos de saúde, estes estão começando a colocar ou adquirir clínicas para a criação de uma rede própria, para credenciar essas e ir descredenciando as demais.
Em cada 36 brasileiros, 1 tem transtorno do espectro autista, o que demonstra a relevância do tema.
15. A Judicialização da saúde
A realidade da Judicialização da saúde, em razão de várias práticas abusivas dos planos de saúde é uma realidade, infelizmente.
Os planos tem tentado criar mecanismos de desjudicializar as contendas do mercado securitário e criar precedentes contra os usuários.
O que é necessário é ter o justo equilíbrio e evitar os excessos, que devem ser coibidos, seja de usuários ou dos planos, mas nunca tentar defender o não acesso à Justiça.
16. O maior plano de saúde do Brasil é o SUS, se souber buscar os direitos que se tem judicialmente.
Na realidade, o maior plano de saúde do Brasil, maior que qualquer plano privado, é saber utilizar corretamente o SUS, buscar os direitos assegurados pela Constituição, pela via judicial ou não.
17. Usuários dos planos e entidades de defesa, uni-vos.
Para 2025, estimativas preliminares indicam um possível reajuste de 6,5% a 6,8% para os planos individuais, conforme análises de mercado.
Recomenda-se que os beneficiários fiquem atentos às comunicações de suas operadoras sobre os reajustes aplicados e verifiquem se estão em conformidade com os percentuais autorizados.
Mais do que nunca os usuários de planos de saúde e as entidades de defesa dos usuários devem se unir e fazer uma reflexão sobre o momento porque passa o sistema suplementar de saúde buscando saídas que preservem o direito dos usuários e que também permita que os planos sobrevivam, buscando o justo equilíbrio dos direitos, especialmente os valores dos planos que estão insuportáveis.
Contudo, é preciso compreender que estamos em uma nova realidade ainda mais complexa e que precisa a atuação enérgica e inteligente para a defesa dos usuários e cidadãos. Ou se age logo, extirpando casuísmos, ou o paciente vai morrer e com ele também o sistema suplementar de saúde, porque a dose do remédio do tamanho dos reajustes pode virar veneno e matar o seu cliente, reduzindo a carteira de clientes, a gerar grande desequilíbrio, numa crise sistêmica.
Estou nessa luta em favor dos usuários e da vida, mas sempre na busca do equilíbrio dos direitos dos planos e dos usuários. Contudo, nessa relação de consumo, a parte mais fraca é o usuário do plano de saúde, inclusive por disposição legal.
Recife/Olinda, 09 de janeiro de 2025.
*Antônio Campos, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa.
Leia outras informações
Vaias, aplausos e celular na cabine: Como foi a votação dos candidatos à Presidência no 1º turno
04/10/2026
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Os candidatos à Presidência da República foram às urnas hoje, domingo (04/10), primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil. O primeiro a votar foi Flávio Bolsonaro (PL), que confirmou o voto em uma seção localizada em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, por volta das 8h15.

Flávio
Flávio votou na Escola Municipal Barão Homem de Mello, chegou logo após a abertuda dos portões, sob forte esquema de segurança e acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro. Houve tumulto com a chegada do candidato, inclusive entre jornalistas. Eleitores comemoraram a presença de Flávio com gritos de apoio e aplausos. Ele afirmou ter a expectativa de vencer a eleição no primeiro turno e pediu o voto útil de eleitores.

Lula
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual presidente e candidato à reeleição, chegou para votar em uma escola estadual em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, por volta das 9h15. Ele estava acompanhado de Geraldo Alckmin, Marina Silva, Simone Tebet, Fernando Haddad, Alexandre Padilha e da esposa, Janja da Silva.
Lula afirmou que irá propor uma reforma no poder judiciário, limitando o tempo de ministros indicados ao Supremo Tribunal Federal.

Zema
Romeu Zema (Novo) também votou em Minas Gerais nesta manhã. Ele entrou na cabine eleitoral com o aparelho celular na mão, o que é proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Justiça Eleitoral reforça que a medida serve para garantir o sigilo do voto e evitar que a escolha na urna seja fotografada ou filmada.

Caiado
Ronaldo Caiado (PSD) votou em Goiás por volta das 10h20 desta manhã. O candidato Augusto Cury (Avante) votou por volta das 11h desta manhã, em São Paulo.
Renan Santos (Missão) também votou nesta manhã na capital paulista.
Santa Cruz está de volta à Série B do Brasileiro, 10 anos depois
04/10/2026
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A última vez que o Santa Cruz havia disputado a Série B foi em 2017, quando acabou rebaixado no mesmo ano. O clube permaneceu na Série C até 2021, ano em que caiu mais uma vez. Em 2024, sequer chegou a disputar a quarta divisão nacional. Mas, em 2025, as coisas começaram a mudar, pois o clube se tornou uma SAF, em um negócio com investimento previsto de R$ 1 bilhão ao longo de 15 anos.
Vice-campeão
No mesmo ano, a Cobra Coral foi vice-campeã da Série D. Já neste ano, classificou-se para o quadrangular do acesso na última rodada, quando empatou com o Anápolis e garantiu a vaga pelo sal...
Sonho realizado. Após o empate em 1 a 1 com o Maringá na noite de ontem, sábado (04/10), o Santa Cruz está de volta a segunda divisão do Campeonato Brasileiro uma década depois. O gol de Pedro Favela, aos 6 minutos do segundo tempo, foi o responsável pela catarse de 45 mil pessoas na Arena Pernambuco, garantindo o acesso.
Última vez
A última vez que o Santa Cruz havia disputado a Série B foi em 2017, quando acabou rebaixado no mesmo ano. O clube permaneceu na Série C até 2021, ano em que caiu mais uma vez. Em 2024, sequer chegou a disputar a quarta divisão nacional. Mas, em 2025, as coisas começaram a mudar, pois o clube se tornou uma SAF, em um negócio com investimento previsto de R$ 1 bilhão ao longo de 15 anos.
Vice-campeão
No mesmo ano, a Cobra Coral foi vice-campeã da Série D. Já neste ano, classificou-se para o quadrangular do acesso na última rodada, quando empatou com o Anápolis e garantiu a vaga pelo saldo de gols.
Os pontos do acesso
Já na fase final, o Santa soma 11 pontos em cinco partidas e joga a última rodada no dia 10 de outubro contra o já eliminado Botafogo-PB, em João Pessoa, para confirmar a liderança. Os dois primeiros colocados de cada grupo decidem a final da Série C.
(Rafael Vieira/DP Foto)
O Poder
Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Malásia dão vitória a Lula; Flávio Bolsonaro vence nas Filipinas e Tailândia
04/10/2026
Os brasileiros fora
Ao todo, quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar no exterior. Há urnas em 186 cidades de 134 países. A maior parte dos eleitores está concentrada em países como Estados Unidos, Portugal e Japão.
O resultado oficial da apuração no exterior, assim como no Brasil, será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente após as 17h, no horário de Brasília.
A Austrália, China, Coreia do Sul, Filipinas, Japão, Coreia do Norte, Timor-Leste, Malásia, Nova Zelândia, Singapura, Tailândia e Taiwan já encerraram a votação da eleição presidencial hoje, domingo (04/10).
Os brasileiros fora
Ao todo, quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar no exterior. Há urnas em 186 cidades de 134 países. A maior parte dos eleitores está concentrada em países como Estados Unidos, Portugal e Japão.
O resultado oficial da apuração no exterior, assim como no Brasil, será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente após as 17h, no horário de Brasília.
Brasil nas urnas: Mais de 158 milhões de brasileiros elegem novo Presidente, governadores, senadores e deputados neste domingo
04/10/2026
Acréscimo
O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior. Desse total, mais de 136 milhões são obrigados a votar e pouco mais de 22 milhões podem votar se assim desejarem.
O Brasil terá 13 candidatos na disputa pela Presidência da República nas eleições deste domingo.
Os presidenciáveis
Concorrem ao Planalto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca o seu quarto mandato de presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o at...
O Brasil nas urnas. Mais de158 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votarem elegem hoje, domingo (04/10), o novo Presidente da República, governadores, senadores e deputados estaduais e federais. A votação ocorre das 8h às 17h pelo horário de Brasília. O Brasil chega às Eleições 2026 com 158,7 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar em todo o país, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Acréscimo
O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior. Desse total, mais de 136 milhões são obrigados a votar e pouco mais de 22 milhões podem votar se assim desejarem.
O Brasil terá 13 candidatos na disputa pela Presidência da República nas eleições deste domingo.

Os presidenciáveis
Concorrem ao Planalto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca o seu quarto mandato de presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ativista Renan Santos (Missão), o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o escritor Augusto Cury (Avante), o ex-governador Romeu Zema (Novo), o professor Edmilson Dias (PCB), o também professor Hertz Dias (PSTU), o empresário Leonardo Avalanche (PTRB), a dentista Samara Martins (UP), o veterinário Wilson Grassi (Democrata), a advogada Clariana Barão (DC) e o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO).
Os cargos
Nas eleições deste ano, brasileiras e brasileiros vão às urnas para escolher presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. A taxa de abstenção, contudo, só será conhecida após o fechamento de todas as urnas e a consolidação dos resultados.
Maiores colégios eleitorais
Entre as unidades da federação, São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 16.377.659; Rio de Janeiro, com 12.857.000; Bahia, com 11.321.005; e Paraná, com 8.609.026. Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais reúnem 83.268.916 eleitores, o equivalente a 52,45% do eleitorado brasileiro.

Concentrados
Apesar disso, três dos quatro maiores colégios eleitorais do Brasil estão concentrados nessa região. Em contrapartida, todas as demais regiões do país apresentaram crescimento no eleitorado. A região Norte foi a que registrou o maior aumento proporcional entre todas as regiões brasileiras.
Brasil tem quatro fuso horários diferentes
O Brasil tem quatro fusos diferentes. Em dezembro de 2021, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a unificação do horário de votação em todo o País, tendo o horário de Brasília como referência para a abertura e o fechamento das seções eleitorais e para a divulgação dos resultados.
Maior parte
A maior parte do País segue o horário de Brasília e poderá votar a partir das 8h. As seções eleitorais serão fechadas às 17h, mas os eleitores que ainda estiverem na fila nesse horário poderão votar.
Nos Estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima, a votação ocorrerá das 7h às 16h, no horário local. No Acre, será das 6h às 15h.
Na maior parte do Amazonas, a votação ocorrerá das 7h às 16h, no horário local. No entanto, em 11 cidades que seguem o fuso do Acre, as seções funcionarão das 6h às 15h.
Já em Fernando de Noronha, a votação ocorrerá das 9h às 18h, no horário local.
Apuração e divulgação
Com a mudança, a apuração e a divulgação dos resultados têm como referência o horário de Brasília e poderão começar a partir das 17h, simultaneamente em todo o País.
O Poder
7º maior colégio eleitoral do Brasil, Pernambuco elege neste domingo, o novo governador, dois senadores, deputados e o Presidente da República
04/10/2026
Candidatos ao Governo
Disputam o Palácio do Campo das Princesas, a atual governadora Raquel Teixeira Lyra (PSD), o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), Ivan Morais (PSOL), Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Renan Hallais (MISSÃO) e Victor Assis (PCO).
Senado
Para o Senado, os mais de 7 milhões de eleitores pernambucanos vão escolher seus dois representantes dentre 12 concorrentes.
Disputam as duas vagas para o Senado, Carlos Sant'Anna (Partido Novo), Eduard...
O 7º maior colégio eleitoral do Brasil na festa da democracia. Os mais de 7 milhões de eleitores de Pernambuco vão às urnas hoje, domingo (04/10), para eleger o novo governador, ou governadora, dois senadores, 25 deputados federais, os deputados estaduais e o Presidente da República. A votação ocorre das 8h às 17h pelo horário de Brasília. Já em Fernando de Noronha, a votação ocorrerá das 9h às 18h, no horário local.

Candidatos ao Governo
Disputam o Palácio do Campo das Princesas, a atual governadora Raquel Teixeira Lyra (PSD), o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), Ivan Morais (PSOL), Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Renan Hallais (MISSÃO) e Victor Assis (PCO).
Senado
Para o Senado, os mais de 7 milhões de eleitores pernambucanos vão escolher seus dois representantes dentre 12 concorrentes.
Disputam as duas vagas para o Senado, Carlos Sant'Anna (Partido Novo), Eduardo da Fonte (PP), Gorett Bitu (UP), Humberto Costa (PT), Mailson da Silva Neto (PCO), Mariano Macedo (PSTU) , Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Pastor Gilvan Costa (Democrata) Paulo Rubem Santiago (Rede), Samuel Timoteo (UP) e Túlio Gadêlha (PSD)
Os eleitores
Pernambuco contará com 7.225.744 eleitoras e eleitores aptos a participar das Eleições Gerais de 2026. O Estado é o 7º maior colégio eleitoral do Brasil. Do total de eleitoras e eleitores aptos a votar em Pernambuco, 3.876.071 (53,64%) são mulheres e 3.349.351 (46,35%) são homens. As mulheres representam a maioria do eleitorado do Estado, com uma diferença de 526.720 eleitoras em relação aos homens.
Apuração
A perspectiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE0, é que a apuração ocorra de forma rápida, e antes das 20h os pernambucanos já tenham conhecimento dos candidatos eleitos e se haverá segundo turno.
Severino Lopes
O Poder
Mais de 3 milhões paraibanos vão às urnas neste domingo para eleger novo governador, dois senadores, 12 deputados federais e 36 deputados estaduais
04/10/2026
A votação
A votação começa pontualmente às 8h e vai se encerrar às 17h. A perspectiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é que a apuração aconteça de forma rápida, e por volta das 20h os paraibanos já tenham conhecimento dos eleitos.
Os candidatos
No total, o a Paraíba vai eleger 52 candidatos nas Eleições deste domingo, entre governador, senadores e deputados. Segundo o TSE, a Paraíba tem 450 candidaturas registradas em 2026.
A disputa pelo governo
Disputam o Palácio da Redenção, o...
Festa da democracia. O dia do eleitor exercer a sua cidadania e eleger os seus futuros representantes. Mais de 3 milhões de paraibanos aptos a votar, vão comparecer às urnas hoje, domingo (04/10), para eleger o novo governador, o Presidente da República, dois senadores, 12 deputados estaduais e 36 deputados estaduais. O pleito promete ocorrer de forma tranquila nos 223 municípios do Estado.
A votação
A votação começa pontualmente às 8h e vai se encerrar às 17h. A perspectiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é que a apuração aconteça de forma rápida, e por volta das 20h os paraibanos já tenham conhecimento dos eleitos.
Os candidatos
No total, o a Paraíba vai eleger 52 candidatos nas Eleições deste domingo, entre governador, senadores e deputados. Segundo o TSE, a Paraíba tem 450 candidaturas registradas em 2026.
A disputa pelo governo
Disputam o Palácio da Redenção, o atual governador Lucas Ribeiro (PP), o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), o senador Efraim Filho (PL), Camilo Duarte (PCO), Yuri Ezequiel (UP).

Corrida pelo Senado
Já na corrida para o Senado, disputam as duas vagas disponíveis para à Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), João Azevedo (PSB), Nabor Wanderley (Republicanos), Marcelo Queiroga (PL), André Gadelha (MDB), Adriano Trajano (PCO), João Batista (UP), Major Fábio (Partido Novo, Rinaldo Júnior (DC), Rosilene Santana (UP)
O total
Ao todo a Paraíba tem 3.247.397 eleitores aptos a votar nas Eleições 2026. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que mais da metade desse eleitorado é formada por mulheres, que somam 1.718.209 eleitoras, o equivalente a 53% do total. Os homens representam 1.529.188 eleitores, ou 47%.
O número representa um crescimento de 155.713 pessoas (5,036%) em comparação com o pleito de 2022, quando o eleitorado era de 3.091.684 pessoas.

Cinco maiores colégios eleitorais
Os cinco maiores colégios eleitorais da Paraíba estão concentrados nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Bayeux e Patos. A capital lidera a lista, com 585.279 eleitores, dos quais 95,88% possuem identificação biométrica. Em seguida aparece Campina Grande, com 304.181 eleitores e 95,66% dos registros com biometria.
Santa Rita ocupa a terceira posição, com 103.411 eleitores e índice de identificação biométrica de 95,60%. Bayeux é o quarto maior colégio eleitoral do estado, com 74.486 eleitores, sendo 96,23% com cadastro biométrico. Já Patos, na quinta posição, reúne 67.982 eleitores, dos quais 95,51% estão identificados biometricamente.
Locais de votação
Na Paraíba foram disponibilizados 1.851 locais de votação, distribuídos em 10.846 seções. Deste total, 5.079 são seções com acessibilidade. João Pessoa possui 220 locais de votação na cidade; em Campina Grande o quantitativo é de 128, já Santa Rita foram 58 locais disponibilizados.
O eventual 2º turno, nos estados e para a Presidência da República onde for necessário, está marcado para 25 de outubro.
Severino Lopes
O Poder
Morre Márcio Chaer, fundador do site Conjur, considerado uma das maiores referências em jornalismo jurídico do Brasil
03/10/2026
O jornalista Márcio Chaer, diretor do Portal Consultor Jurídico, Conjur, morreu no início da tarde deste sábado (02/10), em São Paulo, aos 71 anos. Ele sofreu um mal súbito durante um assalto no centro da cidade e não resistiu.
Chaer fez carreira em grandes veículos de imprensa até fundar o ConJur, em 1997. O site, pioneiro na cobertura especializada do Judiciário no Brasil, fez do jornalista uma das grandes referências nacionais na área.
Ao longo de quase três décadas, o ConJur tornou-se referência para advogados, magistrados, integrantes do Ministério Público, estudantes, professores e jornalistas.
Equipe integrada e bem preparada
Chaer formou uma importante redação, reuniu articulistas de diferentes correntes de pensamento, acompanhou de perto as grandes transformações do Judiciário brasileiro e construiu, ainda, um extraordinário acervo de notícias, análises e artigos jurídic...
Hylda Cavalcanti
O jornalista Márcio Chaer, diretor do Portal Consultor Jurídico, Conjur, morreu no início da tarde deste sábado (02/10), em São Paulo, aos 71 anos. Ele sofreu um mal súbito durante um assalto no centro da cidade e não resistiu.
Chaer fez carreira em grandes veículos de imprensa até fundar o ConJur, em 1997. O site, pioneiro na cobertura especializada do Judiciário no Brasil, fez do jornalista uma das grandes referências nacionais na área.
Ao longo de quase três décadas, o ConJur tornou-se referência para advogados, magistrados, integrantes do Ministério Público, estudantes, professores e jornalistas.
Equipe integrada e bem preparada
Chaer formou uma importante redação, reuniu articulistas de diferentes correntes de pensamento, acompanhou de perto as grandes transformações do Judiciário brasileiro e construiu, ainda, um extraordinário acervo de notícias, análises e artigos jurídicos.
Com a produção dos Anuários da Justiça, revistas que trazem retrospectivas amplas sobre processos julgados e interpretação nos tribunais brasileiros, o Conjur passou a dar outra contribuição relevante à memória e à compreensão das instituições judiciais do país.
O jornalista e empresário deixa uma legião de amigos entre profissionais da comunicação, magistrados, advogados e demais operadores do Direito.
O que aconteceu
Chaer estava na companhia de outras pessoas, inclusive do filho, dentro de um veículo, quando ocorreu o assalto. Em seguida, ele teria corrido atrás do ladrão, na tentativa de retomar um celular que havia sido levado.
No entanto, começou a se sentir mal durante a perseguição e desmaiou. As equipes de resgate foram chamadas, mas não conseguiram restabelecer os sinais vitais do comunicador.
Em publicações feitas nas redes sociais, vários magistrados, advogados e jornalistas lamentaram a perda. Dentre eles, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin e o advogado Alberto Zacharias Toron.
O caso aconteceu por volta das 14h e os procedimentos de perícia ainda estão sendo realizados.
— Com Agências de Notícias
Lula fala em defesa da soberania, força da democracia e expectativa de ganhar no 1º turno
03/10/2026
Lula voltou a falar em defesa da democracia e da soberania e ressaltou, sem citar nomes, que o lado de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), significa a "barbárie".
“Acabaram com tudo e reconstruímos”
"Eles acabaram com tudo, e nós reconstruímos. Vamos à urna amanhã com muita tranquilidade, sabendo o que está em jogo. De um lado, a democracia e a soberania. Do outro lado, a barbárie e a corrupção. Estamos trabalhando contra chefes de quadrilha”, disse.
O presidente voltou a afirmar que foi em seu governo que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi preso.Também voltou a mencionar orgias, ao citar o caso. "Eles [adversários] estão...
“Estamos trabalhando contra crime organizado. Por isso, nós vamos precisar da força de vocês. Nós precisamos definir essa parada amanhã”, afirmou o presidente Lula (PT) neste sábado (093/10), durante ato realizado na avenida Paulista, que marca o encerramento da campanha.
Lula voltou a falar em defesa da democracia e da soberania e ressaltou, sem citar nomes, que o lado de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), significa a "barbárie".
“Acabaram com tudo e reconstruímos”
"Eles acabaram com tudo, e nós reconstruímos. Vamos à urna amanhã com muita tranquilidade, sabendo o que está em jogo. De um lado, a democracia e a soberania. Do outro lado, a barbárie e a corrupção. Estamos trabalhando contra chefes de quadrilha”, disse.
O presidente voltou a afirmar que foi em seu governo que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi preso.Também voltou a mencionar orgias, ao citar o caso. "Eles [adversários] estão com medo porque cada dia aparece uma coisa nova. Só falta aparecerem os participantes da orgia”.
Expectativa de ganhar no 1º turno
Lula também destacou que vai vencer a disputa no primeiro turno e convocou os apoiadores a voltarem à avenida Paulista neste domingo (04/10), após o resultado das eleições.
“Não podemos permitir que eles transformem a Avenida a Paulista num palanque da extrema direita. A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro”, acrescentou.
O ato final da campanha de reeleição de Lula teve tensão com a polícia ainda antes de seu início, por causa de uma obstrução provocada pela Polícia Militar, que terminou sendo desfeita.
Problema inicial com a PM
A concentração da passeata ocorreu na esquina da Paulista com a rua Augusta, onde Lula realizou ato semelhante em 2022. Por volta das 10h30, homens da Polícia Militar se aproximaram dos trios elétricos para cobrar a desobstrução da Paulista. Houve uma discussão entre o comandante da operação e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula no estado. Os trios elétricos, então, foram movidos por cerca de cem metros na Augusta, aumentando o espaço para apoiadores na rua.
O presidente participa do ato (que ainda está acontecendo), ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e seu vice, Márcio França (PSB); as candidatas ao Senado da chapa, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede); e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
— Com Agências de Notícias
Flávio ergue fotos do pai, diz que espera “grande resposta das urnas” e que ajustará “muitas coisas que precisam de arrumação no Brasil”
03/10/2026
A jornalistas, Flávio voltou a afirmar que, caso eleito, não vai tentar a reeleição. “Eu sou o único candidato que está abrindo mão de tentar uma reeleição porque quero, em um mandato só, me concentrar nos problemas da população brasileira e ajudar de verdade a resolvê-los da forma mais rápida possível”, afirmou o candidato.
Sobre vitória no 1º Turno
Ele ainda falou sobre a possibilidade de vencer no primeiro turno e prometeu fazer um governo de pacificação, ao mesmo tempo em que criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atrelando-os a Lula.
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Durante os atos que marcaram o encerramento de sua campanha, neste sábado (03/10), o senador Flávio Bolsonaro ergueu fotos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em cumprimento de prisão em regime domiciliar, disse que espera “grande resposta das urnas” neste domingo (04/10) e que tentará “ajustar muitas coisas que estão precisando de arrumação no Brasil”.
A jornalistas, Flávio voltou a afirmar que, caso eleito, não vai tentar a reeleição. “Eu sou o único candidato que está abrindo mão de tentar uma reeleição porque quero, em um mandato só, me concentrar nos problemas da população brasileira e ajudar de verdade a resolvê-los da forma mais rápida possível”, afirmou o candidato.
Sobre vitória no 1º Turno
Ele ainda falou sobre a possibilidade de vencer no primeiro turno e prometeu fazer um governo de pacificação, ao mesmo tempo em que criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atrelando-os a Lula.
“Quero fazer um governo de pacificação. Temos que ajustar muitas coisas no Brasil, o poder está completamente desequilibrado (…) Ministros não podem ser assessores. Ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula e nem de um movimento que é ideológico. Está tudo depravado nesse país, é por isso que eu peço que o eleitor vá pra rua e dê o seu voto de protesto”, frisou.
“Montamos um time”, diz Tarcísio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também é candidato à reeleição, também falou da possibilidade de encerrar a eleição estadual em primeiro turno. “Conseguimos trazer mais gente, ter mais prefeitos do nosso lado. Montamos realmente um time que vai continuar colocando São Paulo na direção certa. Esse estado aqui é extraordinário, e vai continuar nos orgulhando muito”, afirmou;
A princípio, o evento ocorreria na capital, e seria uma motociata. O ato chegou a ser anunciado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) na semana passada, mas aliados analisaram os percursos e encontraram problemas logísticos e de segurança. Segundo a Lei Eleitoral, os candidatos podem promover eventos até as 22h de hoje, véspera da eleição.
Gratidão e reforço de apoio
“Estou muito grato dessa caminhada até aqui, com a convicção de que, a gente tem tudo para ganhar essa eleição já no primeiro turno”, acentuou, ainda, Flávio.
Além do governador, Flávio participou de motocarreata no interior paulista acompanhado do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e dos candidatos ao Senado pelo estado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).
— Com Agências de Notícias
Lei seca funcionará de acordo com regra estabelecida por cada estado
03/10/2026
Contam com lei seca em todo o território os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Roraima, Piauí e Maranhão. Por outro lado, terão lei seca apenas em regiões específicas os estados da Bahia, Tocantins, Sergipe, Mato Grosso e Goiás.
Enquanto estão livres de lei seca os estados de Alagoas, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e o Distrito Federal. Ainda estão com situação indefinida os estados do Rio Grande do Sul, Rondônia, Ceará e Rio Grande do Norte.
Regras locais
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Pelo menos 12 estados terão restrição de venda de bebida alcoólica no primeiro turno das eleições gerais, que ocorrem neste domingo (04/10). Alguns também já estenderam a proibição a um possível segundo turno. Em sete deles, a decisão vale para todo o território do estado, enquanto em outros cinco, a proibição vale apenas para algumas zonas eleitorais, por decisão dos juízos locais.
Contam com lei seca em todo o território os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Roraima, Piauí e Maranhão. Por outro lado, terão lei seca apenas em regiões específicas os estados da Bahia, Tocantins, Sergipe, Mato Grosso e Goiás.
Enquanto estão livres de lei seca os estados de Alagoas, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e o Distrito Federal. Ainda estão com situação indefinida os estados do Rio Grande do Sul, Rondônia, Ceará e Rio Grande do Norte.
Regras locais
No Pará, a Polícia Civil decidiu que a partir do primeiro minuto dos dias de votação (primeiro turno e eventual segundo turno) até as 18h do mesmo dia, estão proibidas a venda, distribuição e fornecimento, ainda que gratuito, de bebidas.
No Amazonas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a Secretaria de Segurança Pública do estado estabeleceram, de forma conjunta, a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos e locais abertos ao público, das 2h às 17h, nos dias de votação.
Também por meio de portaria conjunta, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública decidiram proibir venda, fornecimento, entrega e consumo de bebidas alcoólicas em áreas públicas e estabelecimentos desde as 22h de sábado (3) até as 18h de domingo (4). A restrição se aplica também ao segundo turno, se houver.
Acre e Roraima
O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) proibiu a venda, fornecimento gratuito e consumo em estabelecimentos ou locais públicos desse tipo de produto, a partir dos primeiros minutos do dia de votação até as 16h do mesmo dia. Entregas de bebidas em domicílio também estão proibidas.
Em Roraima, a Secretaria de Segurança Pública proibiu venda, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas das 23h de sábado às 17h de domingo.
Região Nordeste
No Nordeste, as secretarias de Segurança do Piauí e Maranhão publicaram portarias decretando Lei Seca. No Maranhão, a proibição da venda, fornecimento e consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica ou de substâncias de efeitos semelhantes, em locais públicos ou de acesso público, vale da 0h até as 22h de domingo.
No Piauí, a compra e venda de bebidas alcoólicas está proibida das 18h de sábado até as 18h de domingo.
Já no Mato Grosso, Goiás, Bahia, Sergipe e Tocantins não há uma regra válida para todo o estado. Nesses locais, a proibição ficou a cargo dos juízes de algumas seções eleitorais.
Revogação em Alagoas
A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas chegou a proibir a venda de bebidas alcoólicas no dia da votação, em uma portaria do dia 25 de setembro, mas na última quinta-feira (1º) revogou o documento, suspendendo a Lei Seca no estado.
Situações indefinidas
Em Rondônia, onde a decisão cabe aos juízes eleitorais, não há nenhuma decisão de proibição até o momento. Em São Paulo e no Paraná, as secretarias de Segurança pediram à reportagem para entrar em contato com a Justiça Eleitoral. Já os TREs de ambos estados informaram que a responsabilidade pela restrição de venda de bebidas alcoólicas cabe às secretarias de Segurança.
O TRE do Rio Grande do Sul informou que não há nenhuma decisão expressa da Justiça Eleitoral para decretar Lei Seca no estado, mas que eventualmente juízes podem definir restrições em suas zonas eleitorais. Estão indefinidas as situações no Ceará e no Rio Grande do Norte, até o fim do dia.
— Com Agência Brasil