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10/01/2025
A Venezuela deverá empossar um chefe de Estado hoje, 10/01, mas ainda há 2 homens que afirmam ser o presidente. O atual presidente Nicolás Maduro deve participar de uma cerimônia de tomada de posse para iniciar o seu 3o mandato, apesar de muitos países contestarem a reivindicação dele ter vencido as eleições presidenciais de julho de 2024. Maduro e Edmundo González, o candidato da oposição, reivindicaram vitória nas eleições presidenciais realizadas em 28/07. O CNE da Venezuela, um órgão apoiado pelo chavismo, declarou formalmente Maduro o vencedor sem fornecer a contagem dos votos. A oposição contestou e divulgou resultados recolhidos em todo o país, dizendo que provavam que González venceu por uma vitória esmagadora. Observadores independentes concluíram que as contagens publicadas pela oposição são provavelmente válidas, e vários países, incluindo os EUA, reconheceram Gonzalez como pr...
A Venezuela deverá empossar um chefe de Estado hoje, 10/01, mas ainda há 2 homens que afirmam ser o presidente. O atual presidente Nicolás Maduro deve participar de uma cerimônia de tomada de posse para iniciar o seu 3o mandato, apesar de muitos países contestarem a reivindicação dele ter vencido as eleições presidenciais de julho de 2024. Maduro e Edmundo González, o candidato da oposição, reivindicaram vitória nas eleições presidenciais realizadas em 28/07. O CNE da Venezuela, um órgão apoiado pelo chavismo, declarou formalmente Maduro o vencedor sem fornecer a contagem dos votos. A oposição contestou e divulgou resultados recolhidos em todo o país, dizendo que provavam que González venceu por uma vitória esmagadora. Observadores independentes concluíram que as contagens publicadas pela oposição são provavelmente válidas, e vários países, incluindo os EUA, reconheceram Gonzalez como presidente eleito nos últimos meses. Milhares de venezuelanos protestaram contra os resultados logo após a votação, exigindo transparência. O Brasil confirmou embaixadora Glivânia Oliveira em posse, após dúvidas.

STF determina realização de mutirões para garantir prisão domiciliar de mães de crianças menores de 12 anos
O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que o Conselho Nacional de Justiça, CNJ, realize mutirões carcerários para aplicar a decisão da 2a Turma da Corte que substitui a prisão preventiva por domiciliar para mães de crianças menores de 12 anos. Os mutirões carcerários são ações organizadas pelo Poder Judiciário para fiscalizar e garantir o cumprimento da lei nas prisões. A determinação aconteceu ontem, 09/01. “O objetivo da medida proposta é a revisão das prisões, a apuração das circunstâncias de encarceramento e a promoção de ações de cidadania e de iniciativas para ressocialização dessas mulheres”, afirmou Gilmar Mendes. O objetivo de defender os direitos das crianças “que podem ser impactadas pela ausência da mãe”. “Por meio da medida, a ré permanece presa cautelarmente, mas passa a cumprir a segregação em seu domicílio, de modo a oferecer cuidados aos filhos menores”, complementa o ministro. A regra pode ser ajustada conforme cada caso.

'Saidinha de Natal': 14 estados e o DF concederam benefício. Mais de 2 mil presos não voltaram para as cadeias
Mais de 2 mil presos que tiveram direito à saidinha de Natal entre o fim de 2024 e o início de 2025 não retornaram aos presídios brasileiros. No total, 48.372 presos de 15 estados, tiveram direito ao benefício. Desses, 2.042 não retornaram, o equivalente a 4,3%. Proporcionalmente, o RJ foi o estado que registrou a maior taxa de detentos que não retornaram. Dos 1.494 beneficiados, 260, cerca de 14%, estão foragidos. Já em números absolutos, SP lidera o ranking, com 1.292 “fujões”. 6 estados, como: AC, AM, GO, MG, PE e TO, informaram que não concederam a saída temporária. Outros 4, como: AL, BA, RN e RO, não responderam e MG informou não ter compilado os dados ainda. A 'saidinha' é concedida apenas a detentos que estejam no regime semiaberto, que possuam bom comportamento e que tenham cumprido parte da pena. Também não podem ter praticado faltas graves no último ano. A decisão é tomada pela Justiça, e o direito está previsto em Lei. Quando o preso não retorna à unidade prisional após a saída temporária, ele é considerado foragido. Ao ser recapturado, portanto, volta ao regime fechado. Essa mudança de regime é determinada pela Justiça.

Revolta e decepção: 'As mães do Zika' não terão direito à pensão com veto de Lula
O presidente Lula optou por vetar integralmente o PL que previa pensão vitalícia às pessoas com deficiência permanente causada pela síndrome decorrente da infecção pelo ‘zika vírus’ na gestação. A condição mais conhecida da síndrome é a microcefalia. Mas ela é apenas a ponta do iceberg de lesões associadas à exposição ao ‘zika’ na gestação. O vírus pode causar também outras alterações neurológicas, problemas osteomusculares, auditivos e visuais. O veto, publicado no DO, foi justificado "por contrariedade ao interesse público e por inconstitucionalidade". Em agosto de 2024, o Plenário do Senado chegou a aprovar o PL. O relator ressaltou que o projeto mudaria a vida de muitas pessoas, pois poderia alcançar cerca de 1,8 mil famílias afetadas pela síndrome congênita do ‘zika’. A medida provisória autoriza o pagamento, por parte do governo federal, de indenização no valor de R$ 60 mil para as famílias dessas crianças. A vice-presidente do 'UniZika Brasil', Germana Soares, destaca que, com o veto, o governo federal traz "frustração e decepção para mães e familiares", pois dá "invisibilidade a 1.589 famílias que sobrevivem na miserabilidade".
Meta: versão em português da 'nova política' para o Brasil foi atualizada ontem
A Meta publicou ontem uma atualização em português de sua política de "Conduta de ódio". As diretrizes agora permitem, entre outros pontos, a associação de termos relacionados a doenças mentais a gênero ou orientação sexual. As regras se aplicam ao ‘Facebook’, ‘Instagram’ e ‘Threads’. Inicialmente, a atualização ocorreu para locais como EUA e Reino Unido. A nova versão abre espaço para que usuários utilizem discursos com “linguagem insultuosa no contexto de discussão de tópicos políticos ou religiosos, como ao discutir direitos transgêneros, imigração ou homossexualidade”. Ao mesmo tempo, a Meta retirou algumas restrições da política de uso das plataformas. Uma delas, por exemplo, proibia explicitamente a “autoadmissão de intolerância com base em características protegidas de discriminação, incluindo, mas não se limitando a homofóbica, islamofóbica, racista”. Em um trecho que foi mantido, as diretrizes da Meta continuam barrando conteúdos que ataquem “conceitos, instituições, ideias, práticas ou crenças associadas a características protegidas, que provavelmente contribuirão para danos físicos iminentes, intimidação ou discriminação contra as pessoas associadas a essa característica protegida”.
Agenda do Presidente:
10h00 - Reunião
15h30 - Ministro da Educação, Camilo Santana, e Sidônio Palmeira
Manchetes da manhã:
- Califórnia: sobe para 10 o número de mortos nos incêndios. Mais de 5 mil casas e prédios foram destruídos
- EUA: Trump pode ser sentenciado hoje em caso de suborno após decisão da Suprema Corte
- Meta: Governos europeus, do Canadá e da Austrália mostram preocupação após Zuckerberg eliminar checagem
- Meta: União Europeia, Austrália, Canadá e até papa Francisco reagiram à decisão anunciada por Zuckerberg
- China: autoridades detectam nova variante da 'Mpox'
- Venezuela: com aval de militares, Brasil vendeu spray de pimenta às vésperas de eleição contestada
- Venezuela: Trump, Milei e outros líderes criticam a prisão de María Corina
- Argentina quita US$ 4,3 bi em dívidas com estrangeiros, maior pagamento em 5 anos
- ‘Australian Open’: João Fonseca, 18 anos, vence e vai à chave principal de 'Grand Slam' de Tênis
- Lula se preocupa com o preço dos alimentos no supermercado. Presidente se reuniu com o ministro da Agricultura para tratar do assunto
- Hoje: Lula se reúne com ministros para discutir diretrizes da Meta
- Brasil fará o necessário para que Meta cumpra leis, diz Rui Costa
- Reforma ministerial de Lula deve abranger no mínimo 10 pastas
- Senado elege seu novo presidente em 1o de fevereiro
- Emendas: governo inicia pagamento em 2025 e libera R$ 205,8 milhões
- BC: fonte de pressão para o governo, inflação periga estourar teto da meta. Até novembro, está em 4,29%
- Haddad nega criação de impostos sobre Pix e pets: “É mentira”. “Única coisa verdadeira” é taxação de casas de apostas
- Haddad deu 40 entrevistas em 2 anos como ministro da Fazenda. Em maio de 2024 para falar sobre a taxa de juros
- Secom: TCU libera licitação de R$ 200 mi para publicidade. Concorrência havia sido suspensa em julho
- 13/01 a Caixa fará leilão com 572 imóveis e preços a partir de R$ 51 mil. Imóveis distribuídos entre 21 estados
- Anielle reage após vice-presidente do PT posar com família dos Brazão e defender inocência dos irmãos: “Repugnante”. Janja também critica
- Pesquisa mostra que brasileiros estão cada vez mais afastados da leitura. 11 milhões de pessoas tomaram distância da leitura na última década
- PR: RF apreende mais de 20 toneladas de alho contrabandeado. Carga tem indícios de origem argentina
- PE: marqueteiro de João Campos deve ajudar ‘nova Secom’ de Lula. Rafael Marroquim ajudará informalmente
- PE: Governo Federal anuncia Centro de Operações de Emergência para monitorar arboviroses. Para conter avanços
- ‘IPVA 2025’ em PE: Contribuintes com placas final 1 e 2 começam a pagar em 05/02
- ‘Lei Seca’ em PE: 19 pessoas foram flagradas por dia dirigindo sob efeito de álcool
- As calçadas e praças viram 'casa'. Crise social se agrava e mais de 5 mil vivem nas ruas de Pernambuco: O número de pessoas em situação de rua aumentou 25% em todo o Brasil. No final de 2024, o número chegou a 327.925 pessoas, que se concentram, principalmente, nas regiões Sudeste, 63% e Nordeste, 14%. Os dados são da UFMG. O estudo tem base no 'CadÚnico', que reúne os beneficiários de políticas sociais, como o 'Bolsa Família' e o 'BPC', e é um indicativo das populações em vulnerabilidade e dos repasses do governo federal aos municípios. Em Pernambuco, o número de pessoas em situação de rua supera a marca dos 5 mil. De acordo com a pesquisa, a maior parte delas está concentrada no Recife, que conta com 2.697 pessoas nessas condições. Em áreas como o Centro da cidade e o bairro de Boa Viagem, na Zona Sul, esse número fica evidente. Nas calçadas e praças, essas pessoas convivem com a falta de políticas públicas integradas, que envolvam não apenas a assistência social, como também educação, saúde, segurança, infraestrutura e lazer. As privações vivenciadas pela população em situação de rua é a de moradia, mas não é a única
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Meta tem seis horas para remover robôs que atacaram Veneziano
02/10/2026
A notícia
A Justiça Eleitoral determinou hoje, sexta-feira (02/10) que a Meta remova, em até seis horas, os comentários feitos por perfis apontados como inautênticos nas cinco publicações de Veneziano Vital do Rêgo atingidas por um ataque coordenado no Instagram. Segundo levantamento da campanha, a medida alcança cerca de 1,2 mil comentários.
A decisão
É da juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral Renata Barros de Assunção Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ao analisar as provas, a magistrada reconheceu a existência de “fortes indícios de comportamento não espontâneo e de possível amplificação artificial” contra o candidato.
O ataque
Ocorreu na manhã desta sexta-feira. A documentação...
Liminar aponta fortes indícios de ataque artificial e determina fornecimento de dados para identificar responsáveis. Grande passo no combate à pirataria digital nas eleições.
A notícia
A Justiça Eleitoral determinou hoje, sexta-feira (02/10) que a Meta remova, em até seis horas, os comentários feitos por perfis apontados como inautênticos nas cinco publicações de Veneziano Vital do Rêgo atingidas por um ataque coordenado no Instagram. Segundo levantamento da campanha, a medida alcança cerca de 1,2 mil comentários.
A decisão
É da juíza auxiliar da Propaganda Eleitoral Renata Barros de Assunção Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ao analisar as provas, a magistrada reconheceu a existência de “fortes indícios de comportamento não espontâneo e de possível amplificação artificial” contra o candidato.
O ataque
Ocorreu na manhã desta sexta-feira. A documentação apresentada à Justiça registrou centenas de comentários semelhantes disparados praticamente ao mesmo tempo, com repetição de emojis e atuação simultânea de vários perfis. Em uma das amostras, seis comentários foram publicados em apenas 13 segundos.
Estado artificial
Na decisão, a juíza afirma que os elementos indicam possível uso de engajamento inautêntico para “forjar artificialmente um estado de rejeição popular generalizada contra o candidato às vésperas do pleito”.
Rumo a identificar a origem
Além de retirar os comentários, a Meta terá de preservar os dados das contas e, em até 24 horas, fornecer informações técnicas que possam ajudar a identificar os responsáveis, incluindo endereços IP e registros de acesso. O descumprimento injustificado da decisão pode gerar multa diária de R$ 20 mil.
É Findi Eleição - O Dramalhão do Domingo de Votação - Poema Bem-humorado - Por IA*
02/10/2026
E na mente a dúvida logo se apoca.
Procura a colinha, procura a caneta,
O título digital abre em outro planeta.
Sai pela rua com passo apertado,
Encontra o vizinho de humor alterado.
É fila pra lá, falação para cá,
E o tiozinho na frente não sabe onde está.
Olho pro alto e pergunto cismado:
Quem será o presidente, meu Deus do céu?
É tanto discurso, promessa, confusão e debate, debate??? e teve???
Que a gente só torce pra não dar empate!
Chega a sua vez, encara o mesário,
Assina o livro, que é o ritual diário.
Na frente da urna, um minuto de paz,
Digita os dígitos, confirma e faz:
Piii-ri-ri! Barulhinho sagrado,
Dever cumprido, eleitor liberado!
Volta pra casa correndo pro almoço,
No domingo bem cedo o alarme já toca,
E na mente a dúvida logo se apoca.
Procura a colinha, procura a caneta,
O título digital abre em outro planeta.
Sai pela rua com passo apertado,
Encontra o vizinho de humor alterado.
É fila pra lá, falação para cá,
E o tiozinho na frente não sabe onde está.
Olho pro alto e pergunto cismado:
Quem será o presidente, meu Deus do céu?
É tanto discurso, promessa, confusão e debate, debate??? e teve???
Que a gente só torce pra não dar empate!
Chega a sua vez, encara o mesário,
Assina o livro, que é o ritual diário.
Na frente da urna, um minuto de paz,
Digita os dígitos, confirma e faz:
Piii-ri-ri! Barulhinho sagrado,
Dever cumprido, eleitor liberado!
Volta pra casa correndo pro almoço,
Pois votar com o estômago 'roncando' é um grande sufoco.
A Editoria - Criado por IA*
Abaixo: as 'colinhas'

É Findi - Série História de Pernambuco - Guararapes: quando o cerco apertou - Por Alfredo Cabral de Melo*
02/10/2026
A guerra entrava, assim, em uma fase diferente. Os homens que haviam iniciado a luta em 1645 já tinham adquirido experiência nos combates e conheciam melhor os caminhos do interior. Do outro lado, a Companhia das Índias Ocidentais precisava demonstrar que ainda tinha condições de recuperar o terreno perdido. A chegada de novos reforços vindos da Europa, no início de 1648, contribuiu com essa possibilidade.
Cerca de seis mil combatentes chegaram a Pernambuco naquele período, fortalecendo consideravelmente a posição militar...
Depois das vitórias de Tabocas e Casa Forte, a situação dos neerlandeses em Pernambuco havia mudado. O Recife continuava sob o domínio da Companhia das Índias Ocidentais, protegido por suas fortificações e ainda capaz de receber homens, armas e mantimentos. Fora da cidade, porém, o cenário era outro. As forças da restauração haviam conquistado posições importantes e mantinham pressão sobre as áreas que permaneciam sob controle neerlandês.
A guerra entrava, assim, em uma fase diferente. Os homens que haviam iniciado a luta em 1645 já tinham adquirido experiência nos combates e conheciam melhor os caminhos do interior. Do outro lado, a Companhia das Índias Ocidentais precisava demonstrar que ainda tinha condições de recuperar o terreno perdido. A chegada de novos reforços vindos da Europa, no início de 1648, contribuiu com essa possibilidade.
Cerca de seis mil combatentes chegaram a Pernambuco naquele período, fortalecendo consideravelmente a posição militar neerlandesa. A intenção era utilizar esses homens para romper o cerco que vinha sendo formado ao redor do Recife e recuperar áreas importantes para o abastecimento e para as comunicações. O conflito, que durante algum tempo parecera favorecer cada vez mais as forças da restauração, voltava a apresentar uma situação de incerteza.
Francisco Barreto de Menezes havia sido designado por D. João IV para assumir o comando geral das tropas da restauração. Ao seu lado estavam homens que já conheciam aquela guerra havia anos, entre eles João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Antônio Dias Cardoso, Henrique Dias e Filipe Camarão. Eram trajetórias diferentes e nem sempre ligadas pelos mesmos interesses, mas que naquele momento se encontravam no esforço de combater o domínio neerlandês.
No lado contrário, Sigismund Von Schkoppe recebeu a responsabilidade de conduzir a operação. O objetivo era sair do Recife, avançar pelo território e alcançar áreas que poderiam contribuir para o abastecimento das tropas. O movimento levava em direção ao sul, passando por uma região que, naquele momento, ainda não carregava o significado que receberia nos séculos seguintes.
Os Montes Guararapes ficavam no atual município de Jaboatão dos Guararapes. Para quem observa hoje a paisagem a partir da cidade que cresceu ao seu redor, pode ser difícil imaginar a importância que aquelas elevações tinham para a movimentação de um exército no século XVII. Naquele tempo, o relevo, a vegetação e as áreas alagadas interferiam diretamente na passagem de grandes contingentes.
Para os homens que já haviam lutado em Pernambuco, conhecer o terreno representava uma vantagem. Tabocas havia mostrado isso. A escolha de um lugar adequado podia reduzir a vantagem numérica do adversário e permitir que uma força menor enfrentasse um contingente mais numeroso em condições menos desfavoráveis.
Quando a movimentação neerlandesa se aproximou dos Guararapes, as forças da restauração se prepararam para enfrentá-la. Na noite de 18 de abril, os homens comandados por Barreto de Menezes marcharam em direção aos montes. No dia seguinte, os dois contingentes se encontraram.
A batalha não aconteceu em um campo aberto. O terreno obrigava os soldados a se movimentarem entre elevações, vegetação e áreas de difícil passagem. A superioridade numérica dos neerlandeses, acompanhada de artilharia e de soldados experientes, não desaparecia por causa disso, mas também não podia ser utilizada com a mesma facilidade que teria em uma área mais ampla.
O combate foi intenso. Houve disparos de armas de fogo, avanços, recuos e luta corpo a corpo. Os homens procuravam aproveitar as características do terreno enquanto os neerlandeses tentavam manter sua capacidade de combate diante de uma tropa que conhecia melhor aquelas condições.
Entre os comandantes da restauração estavam João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros, enquanto Henrique Dias e Filipe Camarão conduziam seus respectivos terços. Antônio Dias Cardoso também participou da operação. Francisco Barreto de Menezes exercia o comando geral.
Sabemos desses acontecimentos não apenas por narrativas escritas posteriormente. Existem documentos produzidos em torno da própria campanha. José Antônio Gonsalves de Mello identificou as partes oficiais dos dois comandantes adversários, Francisco Barreto de Menezes e Sigismund Von Schkoppe. Há ainda o relato de Filipe Bandeira de Melo, tenente de Barreto, dirigido ao rei e datado de 19 de maio de 1648, cujo original se encontrava anexado a uma consulta do Conselho Ultramarino. Do lado neerlandês, existe o relato de Cornelius Van Der Brande, coronel de um dos regimentos e substituto de Schkoppe.
Esses documentos não contam necessariamente a mesma história. Cada comandante tinha suas próprias razões para apresentar o combate de determinada maneira. O vencedor procurava destacar o êxito de suas armas; o derrotado precisava explicar a razão da retirada. É justamente por isso que o confronto entre os relatos é tão importante. A história não precisa escolher uma narrativa pronta quando é possível colocar as versões lado a lado.
Também existe a narrativa de Diogo Lopes Santiago, contemporâneo dos acontecimentos e autor da mais extensa descrição conhecida das batalhas dos Guararapes. Segundo a apresentação de José Antônio Gonsalves de Mello, seu manuscrito foi encontrado na Biblioteca Municipal do Porto e publicado posteriormente. Sua narrativa pode ser confrontada com as partes dos comandantes, permitindo perceber tanto as coincidências quanto as diferenças entre as versões.
Ao final do combate, os neerlandeses recuaram em direção ao Recife. A vitória das forças da restauração foi importante, mas seus limites precisam ser preservados. O Recife continuava nas mãos da Companhia das Índias Ocidentais, suas fortificações permaneciam intactas e os reforços recém-chegados ainda representavam uma ameaça.
Guararapes, portanto, não expulsou os neerlandeses de Pernambuco. Tampouco encerrou a guerra. O que ocorreu foi uma derrota importante para uma tentativa de romper o cerco e recuperar o espaço que a Companhia das Índias Ocidentais vinha perdendo desde os primeiros anos da insurreição.
A batalha também colocou novamente em evidência homens que já haviam aparecido nos episódios anteriores. Vieira, Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Filipe Camarão e Antônio Dias Cardoso não surgiram em Guararapes como personagens de uma história pronta. Suas trajetórias vinham sendo construídas ao longo de anos de conflito, com diferentes origens, interesses e experiências.
Foi somente muito depois que aquela composição passou a receber outro significado. A presença de portugueses, moradores da terra, indígenas e negros nos combates seria transformada em símbolo de uma suposta união das três raças na formação do Brasil. A participação desses grupos é um fato histórico. O significado que posteriormente lhe foi atribuído pertence, porém, a outra camada da história, sendo necessário separar essas duas coisas.
Em 1648, não havia ainda o Brasil independente que conheceríamos no século XIX. Os homens que estavam nos Guararapes viviam em uma sociedade colonial e estavam envolvidos em uma guerra que reunia interesses políticos, econômicos, religiosos, militares e pessoais. Alguns defendiam a restauração portuguesa; outros haviam escolhido permanecer ligados aos neerlandeses. As razões que levaram cada um deles ao combate não podem ser reduzidas a uma única explicação.
Talvez seja justamente essa distância entre o acontecimento e a memória posterior que torne Guararapes tão interessante. Os homens que lutaram naquele 19 de abril não poderiam saber o significado que seus atos receberiam séculos mais tarde. Para eles, a questão era bem mais imediata: vencer ou ser derrotado em uma guerra que ainda estava longe de terminar.
Naquele dia, os neerlandeses recuaram para o Recife. As forças da restauração haviam conseguido impedir o avanço e manter a pressão sobre a praça. Mas a cidade continuava de pé, e a Companhia das Índias Ocidentais ainda tinha recursos para continuar lutando.
A primeira batalha dos Guararapes havia terminado. A guerra, não e os mesmos montes ainda voltariam a receber os dois lados.
Fontes
Evaldo Cabral de Mello. Olinda Restaurada: guerra e açúcar no Nordeste, 1630–1654.
Evaldo Cabral de Mello. Rubro Veio: o imaginário da restauração pernambucana.
José Antônio Gonsalves de Mello. Fontes para a História do Brasil Holandês.
José Antônio Gonsalves de Mello. João Fernandes Vieira: mestre de campo do terço de infantaria de Pernambuco.
José Antônio Gonsalves de Mello. Fontes para a história das duas batalhas, estudo publicado em 1959, com identificação das partes e relatos relativos aos combates dos Guararapes.
Diogo Lopes Santiago. História da Guerra de Pernambuco.
Francisco Augusto Pereira da Costa. Anais Pernambucanos, vol. 3.
Documentação da primeira batalha dos Guararapes, incluindo as partes de Francisco Barreto de Menezes e Sigismund Von Schkoppe, o relato de Filipe Bandeira de Melo e o de Cornelius Van Der Brande.
*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo

O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - Véus - Poema - Por Ana Pottes*
02/10/2026
Em véus embrulhadas
Disfarçam desejos
Afagam anseios
Palavras faladas
Veladas por atos
Mascaram os fatos
Expressam prisões
Nos céus profecias
Demarcam caminhos
Definem destinos
Em nuvens pintados
E acolhem incautos
Direitos
Deveres
Favores insanos?
Por fim o que resta
De tanta bondade?
Uma réstia de vida
Numa sobrevida
Descobre a crueza
De quase morrer
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
Escolhas pesadas
Em véus embrulhadas
Disfarçam desejos
Afagam anseios
Palavras faladas
Veladas por atos
Mascaram os fatos
Expressam prisões
Nos céus profecias
Demarcam caminhos
Definem destinos
Em nuvens pintados
E acolhem incautos
Direitos
Deveres
Favores insanos?
Por fim o que resta
De tanta bondade?
Uma réstia de vida
Numa sobrevida
Descobre a crueza
De quase morrer
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes

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É Findi Eleição - Entre Capitanias e Dinastias - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
02/10/2026
O que sonhamos, varonil,
agora está andrajoso e senil,
sem perspectiva, já servil!
Quinhentos anos de história,
nada que se agregue à memória;
o tempo se esvai, célere e inglório...
Líderes? Mais parecem escória!
Piores que as capitanias hereditárias,
vejam suas vis e recorrentes trajetórias,
que se perpetuam quais sombras merencórias:
na Bahia, os Magalhães;
os Sarney, no Maranhão;
os Barbalho, no Pará;
os Ferreira Gomes, no Ceará;
os Caiado, em Goiás;
em Alagoas, os Calheiros;
em Pernambuco, os Arraes e os Campos...
Tudo, tudo ao Deus-dará!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as dem...
Que País é este, Brasil?
O que sonhamos, varonil,
agora está andrajoso e senil,
sem perspectiva, já servil!
Quinhentos anos de história,
nada que se agregue à memória;
o tempo se esvai, célere e inglório...
Líderes? Mais parecem escória!
Piores que as capitanias hereditárias,
vejam suas vis e recorrentes trajetórias,
que se perpetuam quais sombras merencórias:

na Bahia, os Magalhães;
os Sarney, no Maranhão;
os Barbalho, no Pará;
os Ferreira Gomes, no Ceará;
os Caiado, em Goiás;
em Alagoas, os Calheiros;
em Pernambuco, os Arraes e os Campos...
Tudo, tudo ao Deus-dará!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Mercado da Madalena - Antônio Tibúrcio Cavalcanti Filho*
02/10/2026
O Mercado da Madalena surgiu em 1925. Foi inaugurado mais especificamente no dia 19 de outubro daquele ano. Completou, portanto, um século de existência. No início, ele era conhecido como Mercado do Bacurau, porque fechava muito tarde. Os boxes funcionavam até às dez da noite.
Antigamente, os restaurantes viravam a madrugada, porque vinha gente do Internacional, de festas, bailes de Carnaval etc. Ali tinha um sarapatel muito famoso. O pessoal gostava muito de sarapatel, ia comer no mercado, e ia todo mundo de terno para o mercado.
Houve grandes reformas ao longo do tempo. Destaco a do período em que Gustavo Krause foi prefeito e mandou colocar azulejo em todos os boxes, porque, por mais a gente que pintasse, ficava um negócio feio. Outra foi a da gestão de Roberto Magalhães, que deu origem à praça da alimentação externa e requalificou a Praça Solange Pinto Melo, onde o mercado se encontra.
Havia muita fiscaliz...
O mercado
O Mercado da Madalena surgiu em 1925. Foi inaugurado mais especificamente no dia 19 de outubro daquele ano. Completou, portanto, um século de existência. No início, ele era conhecido como Mercado do Bacurau, porque fechava muito tarde. Os boxes funcionavam até às dez da noite.
Antigamente, os restaurantes viravam a madrugada, porque vinha gente do Internacional, de festas, bailes de Carnaval etc. Ali tinha um sarapatel muito famoso. O pessoal gostava muito de sarapatel, ia comer no mercado, e ia todo mundo de terno para o mercado.
Houve grandes reformas ao longo do tempo. Destaco a do período em que Gustavo Krause foi prefeito e mandou colocar azulejo em todos os boxes, porque, por mais a gente que pintasse, ficava um negócio feio. Outra foi a da gestão de Roberto Magalhães, que deu origem à praça da alimentação externa e requalificou a Praça Solange Pinto Melo, onde o mercado se encontra.
Havia muita fiscalização, não era bagunçado. Você não podia botar um rádio alto, ou fazer qualquer algazarra. Se tivesse uma malandragem, pegavam, prendiam e botavam ali na parte onde ficava a administração. Aí chamavam a polícia, e quando a polícia vinha ela torava no meio, o pau cantava.
Nas quartas-feiras, chegava muita mercadoria para ser vendida aos locatários. Muitas frutas e verduras, muito açougue. Era um movimento grande: o que você quisesse encontrar, achava lá. E tinha também aquelas carrocinhas. Os comerciantes de verduras compravam as coisas lá no mercado, botavam nos carrinhos e saíam buzinando pela Madalena, que sempre foi um bairro nobre.
A sapataria
A Sapataria Trovão é de 1943. Foi fundada por meu pai, Antônio Tibúrcio Cavalcanti, que nasceu em Campo Alegre, uma localidade de Lagoa do Carro. O pai dele, meu avô, era fazendeiro e tinha muitas propriedades. Mas meu pai decidiu fugir para o Recife em uma “sopa”, um daqueles ônibus improvisados em chassis de caminhão.
Ele passou um tempo em Olinda, aprendeu o ofício de sapateiro e conseguiu pagar por um box na Madalena. Casou com minha mãe e teve dois filhos: eu, o primeiro, e minha irmã. Por isso, minha infância foi toda na sapataria. Ele tinha mais de dez empregados e quis que eu trabalhasse lá com ele.
Eu relutei. Tinha vergonha. Casei pela primeira vez e fui embora morar em Boa Viagem. Queria montar uma oficina de conserto de calçados no Edifício Califórnia, mas disseram a mim que ali não era bom porque “ali não presta, não; aquilo é mesmo que um cabaré”. Voltei então para a Trovão e comecei a crescer.
Meu pai se aposentou e passou o negócio para mim e minha irmã. Nós registramos a firma no CNPJ em 1978 e fui comprar maquinário e material no Sul e no Sudeste, sem incentivo fiscal ou financeiro nenhum. O preconceito era grande: “Essas máquinas são de alta produção. Para que você comprar essas máquinas se você não tem dinheiro?”. Eu respondia: “Eu tenho”. E comprava.
Minha relação com o mercado
Completei 79 anos e estou aposentado há quatro. Consertei sapato para três gerações. Chegava menino e moça que eu vi quando crianças, filhos dos meus clientes antigos. Daqui a pouco chegavam esses filhos, já grandes, e diziam: “Toinho, o meu filho aqui”. Eram os netos dos primeiros.
Em 1981, fiz um curso de aperfeiçoamento em Novo Hamburgo (RS), com bolsa do Senai PE (passagens aéreas e ajuda de custo). Passei seis dias lá e fiquei maravilhado em conhecer uma fábrica de calçados. Me chamaram para ficar por lá, mas não quis. Quis ficar na Trovão.
Tive como clientes Dr. Ricardo Brennand; Dr. Osvaldo Coelho, ex-deputado federal; Fred Oliveira, ex-presidente da Federação Pernambucana de Futebol; Dr. João Davi de Souza Filho, juiz; Doutor Geraldo Magela Danta] Campos, desembargador; o ex-prefeito e ex-governador Gustavo Krause, e o pai dele, Bido Krause.
Eu organizava uma missa todo ano, na frente da Sapataria Trovão. Arrecadava mais 700 quilos de mercadoria e levava tudo para a Igreja do Perpétuo Socorro, ali pertinho. Quem contribuía eram os meus clientes, que eu convidava, porque no mercado o pessoal não dava quase nada, dava besteira. Sou pioneiro mesmo: passei 50 anos lá dentro. E papai também passou 50 anos, até se aposentar.
*Antônio Tibúrcio Cavalcanti Filho é sócio-proprietário da Sapataria Trovão, estabelecimento mais antigo ainda em atividade no Mercado da Madalena

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É Findi - A Velha casa dos Martírios - Por Josué Sena*
02/10/2026
Tem uma porta, tal para o Passado,
Para cruzar o acesso a que me refiro,
Um passe em rimas deve ser recitado.
Após a porta, há campos de lírios,
E nichos de mármore desgastado,
Onde cintilam brancos círios,
Indicando o rumo a ser tomado.
O caminho é o das nuvens do Poente,
Onde se sentam profetas de barbas,
Onde a luz, quase de repente,
Some, de montes, entre as abas
E numa delas Prometeu, preso a corrente,
Repete-se a dizer: "Aqui o Tempo acaba".
*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.
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Goiana. A velha casa de Luiz Gomes, nos Martírios,
Tem uma porta, tal para o Passado,
Para cruzar o acesso a que me refiro,
Um passe em rimas deve ser recitado.

Após a porta, há campos de lírios,
E nichos de mármore desgastado,
Onde cintilam brancos círios,
Indicando o rumo a ser tomado.
O caminho é o das nuvens do Poente,
Onde se sentam profetas de barbas,
Onde a luz, quase de repente,

Some, de montes, entre as abas
E numa delas Prometeu, preso a corrente,
Repete-se a dizer: "Aqui o Tempo acaba".
*Josué Sena, poeta e desembargador do TJPE.

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É Findi – Doutor dos Pneus – Ou de como viver sob pressão - Croniqueta - Por Xico Bizerra*
02/10/2026
Sua mãe queria que ele fosse médico. Até porque seu irmão não quis estudar e administrava a borracharia da família. Cuidava de pneus. Para atender à mãe e não frustrar a tradição familiar, estudou Medicina especializando-se em PNEUmologia. Sócio do irmão, vive hoje dividido entre o consultório – onde calibra a pressão das pessoas e a borracharia - onde afere a pressão de pneus.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico
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Da série Meus Breves Contos – 14
Sua mãe queria que ele fosse médico. Até porque seu irmão não quis estudar e administrava a borracharia da família. Cuidava de pneus. Para atender à mãe e não frustrar a tradição familiar, estudou Medicina especializando-se em PNEUmologia. Sócio do irmão, vive hoje dividido entre o consultório – onde calibra a pressão das pessoas e a borracharia - onde afere a pressão de pneus.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico

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É Findi – O Boi - Poema - Por Victor Sousa Júnior*
02/10/2026
De veste elegante, lá vinha o boi.
Baixando, subindo, girando e girando
No meio da rua, passava o boi.
E o seu olhar congelado parecia sorrir
Do povo descrente, de sonho carente
No meio da praça, do ponto mais alto, voava o boi
E o príncipe estrangeiro com seu humor tórrido
Com olhar complacente
Diria sorrir
É o boi na caatinga, com sede, com nada
De olhar impassível, sem nada entender
Igual fez a morte, sem hora, aviso
Por pouco me leva, sem nada temer
O enredo do fim, o cheiro do sangue
A morte na ponta da espada
Do toureiro vaidoso
A agulha, o bisturi na sala de cirurgia
Fez do azul um poço escuro
E o olho aberto parecia chorar.
*Victor Sousa Júnior, é escritor Caruaruense, hoje radicado em Coimbra, Portugal. Autor de livros infantis.
O É Findi é um...
No meio do povo, passista, brincante
De veste elegante, lá vinha o boi.
Baixando, subindo, girando e girando
No meio da rua, passava o boi.
E o seu olhar congelado parecia sorrir
Do povo descrente, de sonho carente
No meio da praça, do ponto mais alto, voava o boi
E o príncipe estrangeiro com seu humor tórrido
Com olhar complacente
Diria sorrir
É o boi na caatinga, com sede, com nada
De olhar impassível, sem nada entender
Igual fez a morte, sem hora, aviso
Por pouco me leva, sem nada temer
O enredo do fim, o cheiro do sangue
A morte na ponta da espada
Do toureiro vaidoso
A agulha, o bisturi na sala de cirurgia
Fez do azul um poço escuro
E o olho aberto parecia chorar.
*Victor Sousa Júnior, é escritor Caruaruense, hoje radicado em Coimbra, Portugal. Autor de livros infantis.

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É Findi Eleição - Hora H - Art. 37 da Constituição - Crônica - Por Malude Maciel*
02/10/2026
Apesar das desconfianças no sistema de urnas eletrônicas, precisamos de fazer a nossa parte e ter fé em Deus que as apurações do escrutínio sejam ilibadas. Mas, o que podemos fazer? Ao eleitor cabe apenas depositar seu voto e esperar o desenrolar do processo, mas não é tão fácil. Muitas vezes, entre aqueles que aparecem na televisão não está a figura que tenha o perfil para nos representar. Quando não é a pessoa que destoa é o partido que decepciona; ora o postulante é qualificado, mas não cativa o eleitorado, ora fica bem patente que se está sendo enganado, outra vez. É sério.
As campanhas
Durante o período de propaganda eleitoral é um deus nos acuda. Os candidatos prometem o céu na terra e são a...
Pois é, está chegando a hora de nós, brasileiros, cumprirmos nosso dever cívico de votar em candidatos aos postos mais importantes e significativos do país: presidente; governador; senadores e deputados. Isto é de suma importância para toda a nação.
Apesar das desconfianças no sistema de urnas eletrônicas, precisamos de fazer a nossa parte e ter fé em Deus que as apurações do escrutínio sejam ilibadas. Mas, o que podemos fazer? Ao eleitor cabe apenas depositar seu voto e esperar o desenrolar do processo, mas não é tão fácil. Muitas vezes, entre aqueles que aparecem na televisão não está a figura que tenha o perfil para nos representar. Quando não é a pessoa que destoa é o partido que decepciona; ora o postulante é qualificado, mas não cativa o eleitorado, ora fica bem patente que se está sendo enganado, outra vez. É sério.
As campanhas
Durante o período de propaganda eleitoral é um deus nos acuda. Os candidatos prometem o céu na terra e são as mais simpáticas criaturas do planeta. Há sempre uma barulheira incrível com gritaria enorme e todos eles querem se mostrar os melhores, porém os cidadãos conscientes estudam a trajetória de cada um e procura acertar. Segundo um ditado popular: "ruim por ruim, voto em mim", então, que seja o menos ruim, pois, passada a eleição a coisa sempre muda. Já vimos esse filme, antes.
O comportamento dos eleitos dificilmente será o mesmo do tempo de campanha. Nenhum conhece nem recebe ninguém e não quer perder tempo com o eleitor de outrora, muito menos suas reivindicações. Isso é público e notório, com raríssimas exceções e essas atitudes são insuportáveis. As promessas, nem conte com elas; todos esquecem e pensam que são os donos do mundo.
Mágoas
Todas esses procedimentos magoam os indivíduos, humilham, deixam o povo revoltado, com o título nas mãos e sem noção de como atingir o alvo, mudando a história.
Por outro lado, ainda existem os votantes que são: "Maria vai com as outras", infelizmente, o que atrapalha muito o processo da votação consciente e esmerada, num país continental onde a falta de educação geral ainda faz questão de atrasar as conquistas.
Decepções
A verdade é que a maioria dos cidadãos está decepcionada com os políticos em geral, pois dia menos dia, vem à tona corrupções dali e de lá e, não se aguenta mais tanta mentira daqueles que deveriam representar, justamente, quem lhes paga os honorários altíssimos e as suas mordomias.
Há tanta, mais tanta coisa pra ajeitar por aí a fora, na área da saúde, na educação, na segurança, etc. e o que o Executivo sanciona é mínimo diante das carências e do que poderia ser feito com seriedade.
Quantidade não é qualidade
Sabemos que não é preciso tantos deputados e senadores na Câmara e no Senado nacionais; com a metade seria o suficiente pra resolver todos os problemas eficazmente, se houvesse um bom trabalho e menos ganância pessoal. Sim, porque economia no erário tem que começar na base.
Cortar o número de assessores, por exemplo. E o dinheiro gasto sem regras, seria empregado em urgências maiores e necessárias.
Tem que adivinhar
Como disse e repito, não é fácil votar; entregar de mão beijada um cargo altamente significativo pra alguém que não se deixa conhecer, que não transparece suas atitudes, que não dialoga e/ou não aceita críticas construtivas nem sugestões, dói nas consequências. Essa maneira de governar ou administrar, olhando para o próprio umbigo, é vista costumeiramente até em pequenos cargos de instituições e isso demonstra o tipo de pessoa pública que deve ser descartada.
A população
O povo brasileiro precisa de mais força política: exigir, cobrar, pedir prestação de contas e não apenas reclamar em reservado, afinal estamos numa Democracia e precisamos exercê-la literalmente, dia em quem doer. Só não aprovo, de jeito nenhum, protesto com quebra-quebra e bandalheira. Mas, exigir o cumprimento de seus deveres é direito nosso, cidadãos comuns.
Está na hora
Minha gente, de votar bem e acompanhar os eleitos nos seus atos no seu mandato.
A sorte está lançada!
Valha-nos Deus!
O Artigo 37 da Constituição Federal de 1988 estabelece as regras básicas e os princípios que toda a administração pública do Brasil deve seguir.
Princípios Fundamentais
A administração pública direta e indireta (em todos os níveis de governo) deve obedecer ao mnemônico:
* Legalidade: O agente público só pode fazer o que a lei permite.
* Impessoalidade: A atuação deve ser neutra, sem favorecer ou perseguir pessoas.
* Moralidade: É obrigatório agir com ética, honestidade e boa-fé.
* Publicidade: Os atos oficiais devem ser transparentes e divulgados à população.
* Eficiência: É preciso buscar os melhores resultados com o menor desperdício de recursos.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel

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