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10/01/2025
A Venezuela deverá empossar um chefe de Estado hoje, 10/01, mas ainda há 2 homens que afirmam ser o presidente. O atual presidente Nicolás Maduro deve participar de uma cerimônia de tomada de posse para iniciar o seu 3o mandato, apesar de muitos países contestarem a reivindicação dele ter vencido as eleições presidenciais de julho de 2024. Maduro e Edmundo González, o candidato da oposição, reivindicaram vitória nas eleições presidenciais realizadas em 28/07. O CNE da Venezuela, um órgão apoiado pelo chavismo, declarou formalmente Maduro o vencedor sem fornecer a contagem dos votos. A oposição contestou e divulgou resultados recolhidos em todo o país, dizendo que provavam que González venceu por uma vitória esmagadora. Observadores independentes concluíram que as contagens publicadas pela oposição são provavelmente válidas, e vários países, incluindo os EUA, reconheceram Gonzalez como pr...
A Venezuela deverá empossar um chefe de Estado hoje, 10/01, mas ainda há 2 homens que afirmam ser o presidente. O atual presidente Nicolás Maduro deve participar de uma cerimônia de tomada de posse para iniciar o seu 3o mandato, apesar de muitos países contestarem a reivindicação dele ter vencido as eleições presidenciais de julho de 2024. Maduro e Edmundo González, o candidato da oposição, reivindicaram vitória nas eleições presidenciais realizadas em 28/07. O CNE da Venezuela, um órgão apoiado pelo chavismo, declarou formalmente Maduro o vencedor sem fornecer a contagem dos votos. A oposição contestou e divulgou resultados recolhidos em todo o país, dizendo que provavam que González venceu por uma vitória esmagadora. Observadores independentes concluíram que as contagens publicadas pela oposição são provavelmente válidas, e vários países, incluindo os EUA, reconheceram Gonzalez como presidente eleito nos últimos meses. Milhares de venezuelanos protestaram contra os resultados logo após a votação, exigindo transparência. O Brasil confirmou embaixadora Glivânia Oliveira em posse, após dúvidas.

STF determina realização de mutirões para garantir prisão domiciliar de mães de crianças menores de 12 anos
O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que o Conselho Nacional de Justiça, CNJ, realize mutirões carcerários para aplicar a decisão da 2a Turma da Corte que substitui a prisão preventiva por domiciliar para mães de crianças menores de 12 anos. Os mutirões carcerários são ações organizadas pelo Poder Judiciário para fiscalizar e garantir o cumprimento da lei nas prisões. A determinação aconteceu ontem, 09/01. “O objetivo da medida proposta é a revisão das prisões, a apuração das circunstâncias de encarceramento e a promoção de ações de cidadania e de iniciativas para ressocialização dessas mulheres”, afirmou Gilmar Mendes. O objetivo de defender os direitos das crianças “que podem ser impactadas pela ausência da mãe”. “Por meio da medida, a ré permanece presa cautelarmente, mas passa a cumprir a segregação em seu domicílio, de modo a oferecer cuidados aos filhos menores”, complementa o ministro. A regra pode ser ajustada conforme cada caso.

'Saidinha de Natal': 14 estados e o DF concederam benefício. Mais de 2 mil presos não voltaram para as cadeias
Mais de 2 mil presos que tiveram direito à saidinha de Natal entre o fim de 2024 e o início de 2025 não retornaram aos presídios brasileiros. No total, 48.372 presos de 15 estados, tiveram direito ao benefício. Desses, 2.042 não retornaram, o equivalente a 4,3%. Proporcionalmente, o RJ foi o estado que registrou a maior taxa de detentos que não retornaram. Dos 1.494 beneficiados, 260, cerca de 14%, estão foragidos. Já em números absolutos, SP lidera o ranking, com 1.292 “fujões”. 6 estados, como: AC, AM, GO, MG, PE e TO, informaram que não concederam a saída temporária. Outros 4, como: AL, BA, RN e RO, não responderam e MG informou não ter compilado os dados ainda. A 'saidinha' é concedida apenas a detentos que estejam no regime semiaberto, que possuam bom comportamento e que tenham cumprido parte da pena. Também não podem ter praticado faltas graves no último ano. A decisão é tomada pela Justiça, e o direito está previsto em Lei. Quando o preso não retorna à unidade prisional após a saída temporária, ele é considerado foragido. Ao ser recapturado, portanto, volta ao regime fechado. Essa mudança de regime é determinada pela Justiça.

Revolta e decepção: 'As mães do Zika' não terão direito à pensão com veto de Lula
O presidente Lula optou por vetar integralmente o PL que previa pensão vitalícia às pessoas com deficiência permanente causada pela síndrome decorrente da infecção pelo ‘zika vírus’ na gestação. A condição mais conhecida da síndrome é a microcefalia. Mas ela é apenas a ponta do iceberg de lesões associadas à exposição ao ‘zika’ na gestação. O vírus pode causar também outras alterações neurológicas, problemas osteomusculares, auditivos e visuais. O veto, publicado no DO, foi justificado "por contrariedade ao interesse público e por inconstitucionalidade". Em agosto de 2024, o Plenário do Senado chegou a aprovar o PL. O relator ressaltou que o projeto mudaria a vida de muitas pessoas, pois poderia alcançar cerca de 1,8 mil famílias afetadas pela síndrome congênita do ‘zika’. A medida provisória autoriza o pagamento, por parte do governo federal, de indenização no valor de R$ 60 mil para as famílias dessas crianças. A vice-presidente do 'UniZika Brasil', Germana Soares, destaca que, com o veto, o governo federal traz "frustração e decepção para mães e familiares", pois dá "invisibilidade a 1.589 famílias que sobrevivem na miserabilidade".
Meta: versão em português da 'nova política' para o Brasil foi atualizada ontem
A Meta publicou ontem uma atualização em português de sua política de "Conduta de ódio". As diretrizes agora permitem, entre outros pontos, a associação de termos relacionados a doenças mentais a gênero ou orientação sexual. As regras se aplicam ao ‘Facebook’, ‘Instagram’ e ‘Threads’. Inicialmente, a atualização ocorreu para locais como EUA e Reino Unido. A nova versão abre espaço para que usuários utilizem discursos com “linguagem insultuosa no contexto de discussão de tópicos políticos ou religiosos, como ao discutir direitos transgêneros, imigração ou homossexualidade”. Ao mesmo tempo, a Meta retirou algumas restrições da política de uso das plataformas. Uma delas, por exemplo, proibia explicitamente a “autoadmissão de intolerância com base em características protegidas de discriminação, incluindo, mas não se limitando a homofóbica, islamofóbica, racista”. Em um trecho que foi mantido, as diretrizes da Meta continuam barrando conteúdos que ataquem “conceitos, instituições, ideias, práticas ou crenças associadas a características protegidas, que provavelmente contribuirão para danos físicos iminentes, intimidação ou discriminação contra as pessoas associadas a essa característica protegida”.
Agenda do Presidente:
10h00 - Reunião
15h30 - Ministro da Educação, Camilo Santana, e Sidônio Palmeira
Manchetes da manhã:
- Califórnia: sobe para 10 o número de mortos nos incêndios. Mais de 5 mil casas e prédios foram destruídos
- EUA: Trump pode ser sentenciado hoje em caso de suborno após decisão da Suprema Corte
- Meta: Governos europeus, do Canadá e da Austrália mostram preocupação após Zuckerberg eliminar checagem
- Meta: União Europeia, Austrália, Canadá e até papa Francisco reagiram à decisão anunciada por Zuckerberg
- China: autoridades detectam nova variante da 'Mpox'
- Venezuela: com aval de militares, Brasil vendeu spray de pimenta às vésperas de eleição contestada
- Venezuela: Trump, Milei e outros líderes criticam a prisão de María Corina
- Argentina quita US$ 4,3 bi em dívidas com estrangeiros, maior pagamento em 5 anos
- ‘Australian Open’: João Fonseca, 18 anos, vence e vai à chave principal de 'Grand Slam' de Tênis
- Lula se preocupa com o preço dos alimentos no supermercado. Presidente se reuniu com o ministro da Agricultura para tratar do assunto
- Hoje: Lula se reúne com ministros para discutir diretrizes da Meta
- Brasil fará o necessário para que Meta cumpra leis, diz Rui Costa
- Reforma ministerial de Lula deve abranger no mínimo 10 pastas
- Senado elege seu novo presidente em 1o de fevereiro
- Emendas: governo inicia pagamento em 2025 e libera R$ 205,8 milhões
- BC: fonte de pressão para o governo, inflação periga estourar teto da meta. Até novembro, está em 4,29%
- Haddad nega criação de impostos sobre Pix e pets: “É mentira”. “Única coisa verdadeira” é taxação de casas de apostas
- Haddad deu 40 entrevistas em 2 anos como ministro da Fazenda. Em maio de 2024 para falar sobre a taxa de juros
- Secom: TCU libera licitação de R$ 200 mi para publicidade. Concorrência havia sido suspensa em julho
- 13/01 a Caixa fará leilão com 572 imóveis e preços a partir de R$ 51 mil. Imóveis distribuídos entre 21 estados
- Anielle reage após vice-presidente do PT posar com família dos Brazão e defender inocência dos irmãos: “Repugnante”. Janja também critica
- Pesquisa mostra que brasileiros estão cada vez mais afastados da leitura. 11 milhões de pessoas tomaram distância da leitura na última década
- PR: RF apreende mais de 20 toneladas de alho contrabandeado. Carga tem indícios de origem argentina
- PE: marqueteiro de João Campos deve ajudar ‘nova Secom’ de Lula. Rafael Marroquim ajudará informalmente
- PE: Governo Federal anuncia Centro de Operações de Emergência para monitorar arboviroses. Para conter avanços
- ‘IPVA 2025’ em PE: Contribuintes com placas final 1 e 2 começam a pagar em 05/02
- ‘Lei Seca’ em PE: 19 pessoas foram flagradas por dia dirigindo sob efeito de álcool
- As calçadas e praças viram 'casa'. Crise social se agrava e mais de 5 mil vivem nas ruas de Pernambuco: O número de pessoas em situação de rua aumentou 25% em todo o Brasil. No final de 2024, o número chegou a 327.925 pessoas, que se concentram, principalmente, nas regiões Sudeste, 63% e Nordeste, 14%. Os dados são da UFMG. O estudo tem base no 'CadÚnico', que reúne os beneficiários de políticas sociais, como o 'Bolsa Família' e o 'BPC', e é um indicativo das populações em vulnerabilidade e dos repasses do governo federal aos municípios. Em Pernambuco, o número de pessoas em situação de rua supera a marca dos 5 mil. De acordo com a pesquisa, a maior parte delas está concentrada no Recife, que conta com 2.697 pessoas nessas condições. Em áreas como o Centro da cidade e o bairro de Boa Viagem, na Zona Sul, esse número fica evidente. Nas calçadas e praças, essas pessoas convivem com a falta de políticas públicas integradas, que envolvam não apenas a assistência social, como também educação, saúde, segurança, infraestrutura e lazer. As privações vivenciadas pela população em situação de rua é a de moradia, mas não é a única
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É Findi - Sintonia de Valores - Conto - Por Maria Inês Machado*
29/05/2026
Na manhã da partida, a terra rachada parecia prolongar a dor dos que ficavam. O açude reduzira-se a espelho de lama, os mandacarus resistiam em silêncio, e o vento quente carregava a poeira das estradas. Antes de subir no caminhão que a levaria para longe, Laura voltou os olhos para a casa simples onde crescera. Viu a mãe à porta, contendo as lágrima, e o pai com o olhar perdido no horizonte. Não houve promessas grandiosas. Apenas aceno demorado, desses que permanecem na memória por toda a vida.
A cidade que a recebeu não lhe ofereceu acolhimento. Os primeiros anos foram marcados por salários insuficientes, jornadas intermináveis e pela indiferença de quem enxergava no trabalhador apenas uma peça substituível. Muitas vezes retornava ao quarto alugado com os pés doloridos e as mãos marcadas pelo esforço. Ainda assim, recusava-se a alimentar ressentimentos. Aprendera cedo que a adversidade podia endurecer o coração ou fortalec...
Ainda jovem, Laura deixou o sertão.
Na manhã da partida, a terra rachada parecia prolongar a dor dos que ficavam. O açude reduzira-se a espelho de lama, os mandacarus resistiam em silêncio, e o vento quente carregava a poeira das estradas. Antes de subir no caminhão que a levaria para longe, Laura voltou os olhos para a casa simples onde crescera. Viu a mãe à porta, contendo as lágrima, e o pai com o olhar perdido no horizonte. Não houve promessas grandiosas. Apenas aceno demorado, desses que permanecem na memória por toda a vida.
A cidade que a recebeu não lhe ofereceu acolhimento. Os primeiros anos foram marcados por salários insuficientes, jornadas intermináveis e pela indiferença de quem enxergava no trabalhador apenas uma peça substituível. Muitas vezes retornava ao quarto alugado com os pés doloridos e as mãos marcadas pelo esforço. Ainda assim, recusava-se a alimentar ressentimentos. Aprendera cedo que a adversidade podia endurecer o coração ou fortalecer o espírito. Escolheu o segundo caminho.
Nas horas roubadas ao descanso, estudava.
Enquanto a cidade adormecia sob o brilho dos postes, Laura permanecia inclinada sobre livros gastos, fazendo anotações à luz de uma luminária modesta. O cansaço era um adversário constante, mas havia dentro dela uma determinação silenciosa que não se deixava vencer. Cada página lida parecia aproximá-la de um futuro que, durante a infância, lhe parecera inalcançável.
Os anos passaram.
Vieram as renúncias, os sacrifícios e as incertezas. Chegaram também as pequenas conquistas, aquelas que quase ninguém percebe, mas que sustentam os grandes sonhos. Quando recebeu o diploma de Direito, recordou a paisagem seca que deixara para trás. Não enxergou naquele momento apenas vitória pessoal. Viu o rosto dos pais, o esforço acumulado de tantas madrugadas e a dignidade de quem jamais desistira.
Tornou-se advogada.
No exercício da profissão, adquiriu reputação pela firmeza e pela honestidade. Não cultivava discursos inflamados nem buscava aplausos fáceis. Preferia a discrição dos resultados. Em seu escritório chegavam homens e mulheres carregando histórias de injustiça, exaustão e desalento. Laura os recebia com atenção genuína, pois reconhecia em muitos deles fragmentos da própria trajetória.
Nas audiências, mantinha a serenidade mesmo diante de adversários influentes. Argumentava com firmeza, sem agressividade. Recusava atalhos, favores obscuros ou vantagens incompatíveis com sua consciência. Em tempos de convicções frágeis e interesses mutáveis, a integridade tornara-se sua marca mais valiosa.
Paralelamente à advocacia, escrevia.
Crônicas, artigos e reflexões encontravam espaço em jornais de diversas regiões do país. Seus textos não buscavam agradar grupos ou correntes ideológicas. Procuravam compreender a condição humana em suas contradições, virtudes e fragilidades. Acreditava que a verdadeira transformação social nascia menos dos slogans e mais da responsabilidade individual associada ao respeito mútuo.
Alguns anos depois, Mariana, sua irmã mais nova, percorreu caminho semelhante. Trabalhou durante o dia, estudou à noite e concluiu a graduação em Física. Tornou-se professora da rede particular de ensino. Encontrou na educação uma forma de contribuir para a construção de um futuro melhor.
Naquele ano, o ambiente escolar vivia dias de tensão.
Uma assembleia definiria a adesão a greve que prometia paralisar as atividades. Nos corredores, os debates multiplicavam-se. Alguns professores defendiam a paralisação como instrumento legítimo de reivindicação; outros manifestavam dúvidas quanto à sua eficácia. Mariana acompanhava as discussões com atenção e respeito.
Desde a infância, aprendera com os pais que a dignidade humana floresce onde existem responsabilidade e liberdade. Também observara, ao longo dos anos, a atuação da irmã, sempre pautada pela defesa dos direitos sem renunciar ao respeito pelas diferenças.
Após longa reflexão, decidiu não aderir ao movimento.
A escolha, entretanto, não foi recebida com a mesma tolerância que ela dedicava aos colegas. Comentários irônicos surgiram nos corredores. Houve críticas, insinuações e palavras ditas com o propósito de constranger. Mariana ouviu tudo sem alterar o tom de voz ou o comportamento.
Não se considerava melhor nem pior do que aqueles que pensavam de forma diferente. Apenas compreendia que a consciência não pode ser terceirizada. Permanecer fiel às próprias convicções era, para ela, uma questão de coerência.
As duas irmãs seguiam caminhos distintos, mas guiados pelos mesmos princípios.
Sabiam que os direitos dos trabalhadores representam conquistas valiosas, construídas ao longo de gerações de esforço e sacrifício. Sabiam também que nenhuma causa se fortalece quando o respeito desaparece.
A convivência humana torna-se mais difícil quando as pessoas deixam de enxergar indivíduos e passam a enxergar rótulos. Quando isso acontece, o diálogo cede lugar à hostilidade, e a liberdade transforma-se em mera palavra.
Talvez o verdadeiro progresso não esteja apenas nas leis, nos discursos ou nas instituições.
É possível que comece no instante em que alguém reconhece, no pensamento divergente, não um inimigo a ser combatido, mas um ser humano digno de respeito.
*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'. @mariainesmachadopsi
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Dom e Tom - Por Marcelo Mário de Melo*
29/05/2026
É tom de todos.
Em alguns tom alargado
em outros tom aflorado
no geral tom desmatado.
Serra de deseducação
ceifando a criação.
Mas no campo de batalha
com rebeldia e alegria
os tons da vida podem plantar
sementes de poesia.
*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm
A poesia não é dom de donos.
É tom de todos.
Em alguns tom alargado
em outros tom aflorado
no geral tom desmatado.
Serra de deseducação
ceifando a criação.
Mas no campo de batalha
com rebeldia e alegria
os tons da vida podem plantar
sementes de poesia.
*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm
É Findi - Mantra - Poema - Por Ana Pottes*
29/05/2026
Na pele, no pelo,
a história se mostra.
Liberta.
Não trava.
Respira.
Ajusta.
Anda sem pressa.
Se quiser...acelera.
Mas não esquece:
Destrava,
Respira.
Vê,
há poesia:
no olhar,
no suspiro.
Sorve e absorve o lirismo.
Arrepia.
Toma fôlego.
Vive.
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes
Escuta.
Na pele, no pelo,
a história se mostra.
Liberta.
Não trava.
Respira.
Ajusta.
Anda sem pressa.
Se quiser...acelera.
Mas não esquece:
Destrava,
Respira.
Vê,
há poesia:
no olhar,
no suspiro.
Sorve e absorve o lirismo.
Arrepia.
Toma fôlego.
Vive.
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes

É Findi - O Poeta, Universo - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
29/05/2026
devagar o Sol declina;
sim, cumpriu sua sina,
e nos deseja boa-noite!
E a Lua, bem devagarinho,
vem cumprir seu destino:
traz-nos, suavemente,
sua doçura, adolescente.
E o poeta se faz presente,
olha o horizonte, contente:
sonha o sonho da gente;
E, se sofre, disfarça a dor,
transforma-a numa flor...
deveras, acredite, é ator!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
Na boquinha da noite,
devagar o Sol declina;
sim, cumpriu sua sina,
e nos deseja boa-noite!
E a Lua, bem devagarinho,
vem cumprir seu destino:
traz-nos, suavemente,
sua doçura, adolescente.

E o poeta se faz presente,
olha o horizonte, contente:
sonha o sonho da gente;
E, se sofre, disfarça a dor,
transforma-a numa flor...
deveras, acredite, é ator!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

É Findi – Pra Complicar - Por Poeta Pica-Pau*
29/05/2026
Escutei um zum zum zum
Que 22 deputados
Votaram para manter
A jornada 6 por 1
Isso todo o mundo viu
E quem tava lá assistiu
É muita coincidência
22 sem consciência
Que no voto insistiu
E o 22 tá aí
Pra complicar e destruir
As benesses pro Brasil
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Se o espírito não me engana
Escutei um zum zum zum
Que 22 deputados
Votaram para manter
A jornada 6 por 1
Isso todo o mundo viu
E quem tava lá assistiu
É muita coincidência
22 sem consciência
Que no voto insistiu
E o 22 tá aí
Pra complicar e destruir
As benesses pro Brasil
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Misteriosa Geometria - Crônica - Por Romero Falcão*
29/05/2026
A escritora Clarice Lispector ia fundo: “Eu não humanizo os bichos, acho que é uma ofensa, há de respeitar-lhes a natureza. Eu é que me animalizo”. Clarice subiu aos céus em 1977. Se estivesse viva na terceira década do século 21, talvez escrevesse: A Hora da Estrela de um Cão.
Chega de filosofia chinfrim. Irei seduzir meus cinco seguidores com esse blá-blá-blá?
Mas quero continuar nessa toada — sei que não é bom. E por acaso você escreve para agradar? Não, não, claro que não. Ah, sim.
Por esses dias, pintaram, perto do meu muquifo, uma faixa de pedestr...
O filósofo Arthur Schopenhauer — batizado de pessimista — tinha fascínio pelos cães: “Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães”. Também os reverenciava pela companhia verdadeira e pela ausência de vaidade. Ausência de vaidade? É porque não conheceu o guarda-roupa de Antônio Lúcio, o pet da minha amiga. Com todo respeito ao demasiadamente humano animal.

A escritora Clarice Lispector ia fundo: “Eu não humanizo os bichos, acho que é uma ofensa, há de respeitar-lhes a natureza. Eu é que me animalizo”. Clarice subiu aos céus em 1977. Se estivesse viva na terceira década do século 21, talvez escrevesse: A Hora da Estrela de um Cão.
Chega de filosofia chinfrim. Irei seduzir meus cinco seguidores com esse blá-blá-blá?
Mas quero continuar nessa toada — sei que não é bom. E por acaso você escreve para agradar? Não, não, claro que não. Ah, sim.
Por esses dias, pintaram, perto do meu muquifo, uma faixa de pedestre. Até o capim que cobre a calçada sabe que quase ninguém respeita tal sinalização. Se o pedestre confiar naquelas tiras do chão para atravessar a avenida, acaba na pedra do necrotério.
Pois bem. Fiquei esperando na beira do caminho, com um pé na faixa. Carro pra lá, carro pra cá e nada. Ninguém parava. Eu apontava para as linhas brancas, erguia os braços, fazia mugangas. Os motoristas ignoravam a misteriosa geometria do asfalto. Todas as vezes que eu tentava atravessar era assim.

Passeando com minha cadela vira-lata, Frida — da qual sou curador, já que é maior de idade —, bastou a cachorra tocar a faixa de pedestre para os carros frearem obedientemente. Foi incrível o súbito cumprimento da lei de trânsito quando se tratou de um pet.
Um amigo dará entrada na aposentadoria. Vou recomendar a companhia de Frida. Quem sabe o processo corra na velocidade de um galgo.
Viva os pets!
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Vaqueiro, Leão Do Norte - Poema - Por Poeta Tony Antunes de Palmares
29/05/2026
Vaqueiro risca o destino com a espora e o coração.
Sob o couro castigado pelo sol do meio-dia,
Leva a raça pernambucana como estrela e valentia.
Tem poeira nos seus passos, mas no peito há claridão,
É guerreiro das estradas, filho do sertão chão.
Quando a sanfona soluça nos alpendres do luar,
O baião chama o xaxado pra poeira levantar.
Tem maracatu na veia, frevo aceso no olhar,
Ciranda rodando o povo feito onda sobre o mar.
Caboclinho abre caminho com seu canto ancestral,
E o coco bate forte como um grito tribal.
Lampião virou legenda nas veredas do sertão,
Fez da luta um clarim vivo ecoando na amplidão.
Ascenso fez da palavra um aboio de emoção,
Manuel bordou estrelas nos cadernos da canção.
Capina trouxe a beleza das imagens do luar,
E Alceu fez o Nordeste pelo mundo caminhar.
O cavalo c...
No terreiro da caatinga nasce o canto do trovão,
Vaqueiro risca o destino com a espora e o coração.
Sob o couro castigado pelo sol do meio-dia,
Leva a raça pernambucana como estrela e valentia.
Tem poeira nos seus passos, mas no peito há claridão,
É guerreiro das estradas, filho do sertão chão.
Quando a sanfona soluça nos alpendres do luar,
O baião chama o xaxado pra poeira levantar.
Tem maracatu na veia, frevo aceso no olhar,
Ciranda rodando o povo feito onda sobre o mar.
Caboclinho abre caminho com seu canto ancestral,
E o coco bate forte como um grito tribal.
Lampião virou legenda nas veredas do sertão,
Fez da luta um clarim vivo ecoando na amplidão.
Ascenso fez da palavra um aboio de emoção,
Manuel bordou estrelas nos cadernos da canção.
Capina trouxe a beleza das imagens do luar,
E Alceu fez o Nordeste pelo mundo caminhar.
O cavalo corta a mata como flecha do destino,
Cada vaqueiro carrega Deus no peito nordestino.
Tem suor virando rio sobre a pele castigada,
Mas jamais se curva o homem dessa terra abençoada.
Porque o povo de Pernambuco nasce forte por raiz,
Feito pedra no caminho que o tempo nunca desfiz.
Quando a festa da vaquejada ilumina o tabuleiro,
A sanfona vira chama no compasso do pandeiro.
O sertão inteiro canta numa voz de resistência,
Misturando fé e luta, tradição e permanência.
E o Brasil escuta ao longe esse brado varonil:
— Pernambuco é poesia galopando no Brasil!
Ôôô… Pernambuco é chão valente!
Leão do Norte ruge forte no coração da gente!
Êêê… segura o boi ligeiro!
Que o povo canta a glória do vaqueiro brasileiro!
Ôôô… bate o couro e a zabumba!
No galope da coragem ninguém nunca nos derruba!
*Poeta Tony Antunes, é natural de Recife, mas palmarino há quarenta anos. É Professor de Teoria da Literatura na Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul, no Curso de Letras. É membro da Academia Palmarense de Letras.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – O Pet e Seu Tutor – Croniqueta, por Xico Bizerra*
29/05/2026
A propósito, me disseram - e só soube porque me contaram, não vou atrás dessa praga hoje existente - que um 'influencer' publicou em suas redes que ações como a minha, interpretada como desrespeito aos animais, pode vir a se constituir crime se delatadas ao Gabinete de Defesa e Proteção dos Animais. Ser processado por desrespeito a um inofensivo cachorro é minha última aspiração. Ante o risco, pedi desculpas ao vizinho, alisei carinhosamente a ‘cabecinha’ de seu dog e passei a ter mais cuidado com as calçadas em que piso.
Por falar em 'influencers', são tantos hoje em dia, tratando de banalid...
O 'tutor' do Pet que mora no 23° Andar do meu prédio se indispôs comigo apenas por que reclamei que o seu animalzinho - um Pitbull de corpanzil aproximado ao de um jumento, fez seu 'cocozinho' bem na calçada em frente à entrada do Edifício e ele, seu guardião, o tal vizinho, deixou lá a titica produzida por seu tutorado, grave ameaça aos sapatos de algum desprevenido.
A propósito, me disseram - e só soube porque me contaram, não vou atrás dessa praga hoje existente - que um 'influencer' publicou em suas redes que ações como a minha, interpretada como desrespeito aos animais, pode vir a se constituir crime se delatadas ao Gabinete de Defesa e Proteção dos Animais. Ser processado por desrespeito a um inofensivo cachorro é minha última aspiração. Ante o risco, pedi desculpas ao vizinho, alisei carinhosamente a ‘cabecinha’ de seu dog e passei a ter mais cuidado com as calçadas em que piso.
Por falar em 'influencers', são tantos hoje em dia, tratando de banalidades diversas e com milhões de seguidores, que fico tonto. Eles influenciam o quê? No meu tempo, meu pai e meu avô eram meus fiéis influenciadores, estes sim, me ensinando o caminho do bem, de ser bom, do respeito e outras virtudes que guardo até hoje. Os atuais vão de propaganda de cosméticos à venda de imóveis ou automóveis. Alguns até ‘trabalham’ em lavanderias financeiras para ‘masterizar’ suas riquezas.
Pois é: eu sou do tempo em que professoras eram mestras e não simplesmente 'tias'; do tempo em que treinadores de futebol eram técnicos e não 'professores' ou, vejam só, 'mister'. Do tempo em que cachorros e gatos eram apenas cachorros e gatos. Triste ter que reconhecer que meu tempo passou... Melhor cuidar da publicação do livro que estou pensando. Acho que um e-book. Os influenciadores, certamente, não o lerão. E não me farão nenhuma falta.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico

É Findi - Vida de Cão - Crônica - Por Malude Maciel*
29/05/2026
Uma moda que pegou
Em minha cidade tem aumentado, a olho nu, esse costume de se ter um animal querido para o passeio matinal, ao qual se dá o máximo de atenção e conforto, excelente tratamento, afeição invejável, cuidados veterinários, boa alimentação e bastante ba...
Como resultado de muitas pesquisas realizadas e mesmo pela simples observação do que vem se processando nas últimas décadas, constatamos o crescimento do costume de adoção de animais de criação, os atualmente chamados de "pets". Cachorros e gatos são os favoritos para serem o xodó de muita gente, especialmente: idosos, madames, crianças, pessoas carentes de companhia, etc. embora outras espécies também constem na lista dos mais aceitos e quase toda casa e até mesmo apartamento tem seu bichinho de estimação: canários, papagaios, coelhos, galinhas, no entanto, cachorros e gatos ganham em disparada na preferência geral. Com o perdão do IBAMA, todo mundo está fazendo seu zoológico particular.
Uma moda que pegou
Em minha cidade tem aumentado, a olho nu, esse costume de se ter um animal querido para o passeio matinal, ao qual se dá o máximo de atenção e conforto, excelente tratamento, afeição invejável, cuidados veterinários, boa alimentação e bastante banha; nunca se viu igual. Resumindo, esses privilegiados têm, de graça, casa, comida e tudo o necessário, do bom e do melhor, pra não dizer, roupa lavada também. As vezes até mesmo festas de aniversário estão na programação dos fofos.
Antes
Até bem pouco tempo, sabia-se que ao mudar de casa para apartamento não se podia levar nenhum animal. Foi o nosso caso. Era uma norma estabelecida e respeitada, uma regra de todos os condomínios e, estamos conversados. Por isso, muita gente deixou pra trás seus bichos quando optou em residir em prédios, a fim de cumprir o regulamento e não atrapalhar a vida dos outros que não gostam desse tipo de companhia, mesmo porque viver em comunidade é sempre um exercício de cidadania, quando se deve respeitar, renunciando a umas tantas coisas pelo bem comum. Afinal é necessário abrir mão de alguns caprichos justamente pra não incomodar a vizinhança e se inserir no contexto, ou seja, fazer parte de um grupo seleto é ajustar-se às regras do jogo. Porém, ultimamente, não se observa essas determinações e, cada um de acha no direito de fazer o que lhe dá na telha, mesmo indo de encontro à grande maioria. Assim, temos visto as calçadas sujas de excrementos e os donos, humildemente limpando merda de cachorro ou então, não estão nem aí, fazendo caras de pau.
Limites
Não sou contra animais, até gosto de cãezinhos limpinhos, ponho no colo e brinco com eles. Também reconheço que eles são úteis e amigos, sendo companhia e terapia a quem se sente solitário e precisa de ocupação, mas há algumas considerações a fazer. É muito estranho quando pessoas se preocupam e se compadecem mais de cachorros, dando nomes, roupas, perfumes e tudo o mais, dizendo que são da família, e não ajudam e fecham os olhos às crianças carentes, sujas, pobres, doentes e esfomeadas que perambulam por toda parte em nosso país. Sempre nos separamos com elas, todos os dias. Seus olhos pedintes, sua pele mal tratada, seus dentes cariados, uma magreza de fazer dó, e a fome, muita fome e falta de toda e qualquer assistência...por isso vemos uma inversão de valores. Verificamos que aqueles cuidados poderiam ser extensivos ao ser humano e estão sendo transferidos aos animais, com os quais se gasta uma nota que seria bem melhor empregada saciando as carências de nossas crianças que continuam nas ruas (apesar dos Conselhos Tutelares), sem rumo, caminhando apenas para a marginalidade, talvez por omissão daqueles que choram por um animalzinho manhoso, levando-o a passear de carro, pagando mordomias, mas virando o rosto aos órfãos de pais vivos ou não, valorizando mais os irracionais e tendo nojo das inocentes crianças às quais já foi dito: "delas é o reino dos céus".
Que tipo de sensibilidade é essa que prefere não se envolver com os semelhantes (adotando um filho) por mera covardia e conveniência?
Como se pode dormir tranquilamente quando animais têm melhor qualidade de vida do que meninos(as) sem lar e sem pão? Urge pensar nisso.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Origem da Polícia Militar de Pernambuco - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*
29/05/2026
Já em 1634, era criada, no Recife, uma companhia de “vrijluiden”, cidadãos livres que haviam cumprido o compromisso com a Companhia das Índias Ocidentais e que queriam permanecer no Brasil. Essa companhia tinha a missão de executar o policiamento ostensivo e ajudar na defesa territorial.
Na primeira Assembleia Legislativa da América Latina, ocorrida no Recife em 1640 e presidida pelo próprio Maurício de Nassau, tratou-se de artigos sobre a POLÍCIA.
Por volta do século XVIII, os capitães e sargentos-mores se encarregavam do serviço de polícia, como podemos ver no caso da prisão do cangaceiro “Cabeleira”, pelo capitão-mor de Goiana.
Posteriorme...
A existência de um serviço de policiamento ostensivo fardado em Pernambuco é bem remota, ocorreu antes mesmo do decreto de D. Pedro I que criou um corpo de polícia no Recife, em 11 de junho de 1825, tido como a origem da atual Polícia Militar de Pernambuco, assim chamada a partir de 1947.
Já em 1634, era criada, no Recife, uma companhia de “vrijluiden”, cidadãos livres que haviam cumprido o compromisso com a Companhia das Índias Ocidentais e que queriam permanecer no Brasil. Essa companhia tinha a missão de executar o policiamento ostensivo e ajudar na defesa territorial.
Na primeira Assembleia Legislativa da América Latina, ocorrida no Recife em 1640 e presidida pelo próprio Maurício de Nassau, tratou-se de artigos sobre a POLÍCIA.
Por volta do século XVIII, os capitães e sargentos-mores se encarregavam do serviço de polícia, como podemos ver no caso da prisão do cangaceiro “Cabeleira”, pelo capitão-mor de Goiana.
Posteriormente, ou seja, em 1787, foi criado pelo capitão-mor de Pernambuco José Cesar de Menezes o cargo de Encarregado de Polícia da Vila e Termo do Recife, confiando o serviço a um enérgico e competente militar, o capitão de linha José Correia da Silva a quem o povo apelidara de “onça”. Fazia ele próprio as rondas usando um capote e um “arcabuz”. Podia-se dormir de portas abertas, dizem os cronistas da época.
Em 1817, com a vinda de Luiz do Rego Barreto, logo depois da Revolução Republicana, trouxe ele o major João Merme, com o cargo de sargento-mor de polícia.
A partir de 1820, vemos nos documentos da época, várias referências ao Comandante Geral de Polícia da Polícia.

Assim, temos num documento existente no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, datado de 24 de agosto de 1822, em que consta a passagem do Comando Geral da Polícia da Província do Capitão José de Barros Falcão de Lacerda, futuro “Herói de Pirajá” e comandante das tropas pernambucanas na Confederação do Equador, ao também capitão Manoel José Martins.
Só em 11 de junho de 1825, é que surge o decreto Imperial que criou um Corpo de Polícia na cidade do Recife, tido como a gênese da nossa corporação.
CEL. RR/PM Carlos Bezerra Cavalcanti
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.
