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Mercado automotivo - hora e vez dos semi-novos

10/01/2025

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A aquisição de automóveis usados tem se consolidado como uma opção vantajosa para muitos consumidores brasileiros. Entre os principais benefícios estão o menor custo de aquisição, a economia em seguros e impostos e a menor depreciação do veículo. Em 2024, o Brasil registrou um recorde na venda de veículos usados, totalizando 15.777.594 unidades comercializadas, aumento de 9,2% em relação a 2023. A desvalorização quase instantânea ao momento em que os veículos novos saem das concessionárias pesa bastante a favor dos usados.

Valorização

“Tem carro zero quilômetro compacto, que não oferece nenhuma opção de conforto, custando cerca de R$ 60 mil, valor que permite ao consumidor adquirir um modelo seminovo com maior espaço interno, estabilidade e segurança. A possibilidade de adquirir um carro de categoria superior, disponível à pronta entrega, emplacado e revisado faz os clientes comprarem mais seminovos”, destaca a diretora da Auto Parvi, Carol Griz.

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A aquisição de automóveis usados tem se consolidado como uma opção vantajosa para muitos consumidores brasileiros. Entre os principais benefícios estão o menor custo de aquisição, a economia em seguros e impostos e a menor depreciação do veículo. Em 2024, o Brasil registrou um recorde na venda de veículos usados, totalizando 15.777.594 unidades comercializadas, aumento de 9,2% em relação a 2023. A desvalorização quase instantânea ao momento em que os veículos novos saem das concessionárias pesa bastante a favor dos usados.

Valorização

“Tem carro zero quilômetro compacto, que não oferece nenhuma opção de conforto, custando cerca de R$ 60 mil, valor que permite ao consumidor adquirir um modelo seminovo com maior espaço interno, estabilidade e segurança. A possibilidade de adquirir um carro de categoria superior, disponível à pronta entrega, emplacado e revisado faz os clientes comprarem mais seminovos”, destaca a diretora da Auto Parvi, Carol Griz.

Custo-benefício

Outro ponto positivo é a economia com seguros e impostos. Carros usados geralmente possuem prêmios de seguro mais baixos, devido ao seu menor valor de mercado. Da mesma forma, impostos como o IPVA tendem a ser mais baratos em veículos com mais tempo de uso, resultando em uma redução significativa nos custos anuais de manutenção do automóvel.

Garantia

Com o mercado cada vez mais aquecido, as concessionárias investem no pós-vendas para garantir a segurança e a plena satisfação dos clientes. “Na Auto Parvi, oferecemos garantia de um ano para motor e câmbio. Geralmente esses veículos não estão mais com a garantia de fábrica e o cliente necessita estar respaldado para adquirir o seu seminovo”, afirma a profissional.

Atrativo

Pelos vários aspectos favoráveis, a compra de um automóvel usado continua sendo uma alternativa atraente para quem busca economia, variedade e menor desvalorização.

Leia outras informações

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As aventuras de Cacimba 46 — O campeonato das vaidades

20/06/2026

Zé da Flauta*

A ideia de Cacimba nasceu simples como um drible de vaca: dar aos jovens de Carnaúba Seca um chão nivelado para correr atrás de uma bola de couro. O Prefeito Anselmo, de olho nos votos da juventude, correu para doar um terreno cheio de cansanção e cascalho nos arredores da cidade.

Até o Padre Teodoro apoiou, doando três pares de chuteiras velhas e abençoando as traves de madeira de jurema.

A cidade virou um fervilhar só: costureiras varavam a noite fazendo calções de saco de farinha, e os meninos limpavam o campo tirando os bodes na base do grito.

Simão, com seus óculos redondos na ponta do focinho, sentava-se em cima do travessão com sua pastinha de couro, anotando a escalação dos times como um legítimo comissário da FIFA, enquanto Sebastião corria pela lateral com uma lata d'água, fazendo as vezes de massagista irreverente da molecada.

O inesperado aconteceu quando a bola de fato ameaço...

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Zé da Flauta*

A ideia de Cacimba nasceu simples como um drible de vaca: dar aos jovens de Carnaúba Seca um chão nivelado para correr atrás de uma bola de couro. O Prefeito Anselmo, de olho nos votos da juventude, correu para doar um terreno cheio de cansanção e cascalho nos arredores da cidade.

Até o Padre Teodoro apoiou, doando três pares de chuteiras velhas e abençoando as traves de madeira de jurema.

A cidade virou um fervilhar só: costureiras varavam a noite fazendo calções de saco de farinha, e os meninos limpavam o campo tirando os bodes na base do grito.

Simão, com seus óculos redondos na ponta do focinho, sentava-se em cima do travessão com sua pastinha de couro, anotando a escalação dos times como um legítimo comissário da FIFA, enquanto Sebastião corria pela lateral com uma lata d'água, fazendo as vezes de massagista irreverente da molecada.

O inesperado aconteceu quando a bola de fato ameaçou rolar. Cacimba, observando a meninada no chão batido, montou o Juazeiro Futebol Clube, um esquadrão legítimo com os melhores jogadores da terra, meninos que jogavam descalços, mas tinham o vento nos pés e a malícia do sertão no corpo.

Vendo que o time do velho ia levar a taça e a glória, a vaidade do Prefeito Anselmo falou mais alto. Usando o dinheiro das obras da prefeitura, ele montou o Esporte Clube Municipal, trazendo de fora, a peso de ouro, jogadores profissionais de Petrolina e Recife, com direito a camisa de marca e chuteira de cravo.

O Padre Teodoro, para não ficar por baixo no prestígio, resolveu botar o bloco na rua e fundou o São Pedro Apóstolo, escalando os coroinhas mais parrudos e trazendo três seminaristas corpulentos da capital para garantir que a paróquia não saísse de campo humilhada.

O clima na cidade azedou antes mesmo do apito inicial. O que era para ser uma festa do povo virou uma guerra de aparências. No dia do grande triangular, o prefeito chegou de jipe, com foguetório e fotógrafo oficial, enquanto o padre entrou em campo de batina erguida, aspergindo água benta na trave do seu time para ver se o santo ajudava contra os profissionais do político.



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Cacimba assistia a tudo da beira do campo, com o pífano na cintura e os dois macaquinhos nos ombros.

"Doutor Anselmo, o senhor trouxe chuteiras que brilham, mas esqueceu que o campo aqui é de terra pura", disse o velho, com sua mansidão certeira.

"E o senhor, Padre, quer que Deus escolha um lado no jogo, quando o único milagre do futebol é fazer a gente esquecer a miséria por noventa minutos?"

Foi no primeiro toque na bola que a lição de Cacimba se fez carne, arrancando lágrimas de quem estava no barranco assistindo.

Os jogadores importados do prefeito, cheios de pose, começaram a escorregar no poeirão e a reclamar do mormaço; os seminaristas do padre cansaram na primeira subida de ladeira.

Mas os meninos de Cacimba, impulsionados pelos gritos de Dona Lurdes e do povo humilde, jogavam por amor à própria terra. Cada passe era uma resposta aos anos de esquecimento.

Quando o moleque birote, descalço e com o calção rasgado, driblou o zagueiro de Recife e estufou a rede feita de corda de sisal, a poeira subiu junto com o choro de orgulho da torcida.

Carnaúba Seca entendeu que o dinheiro compra o passe e a batina dita a regra, mas a alma do jogo pertence a quem tem o sertão correndo nas veias.


*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.



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Exposição de Luiz Gonzaga, em Campina Grande, revela detalhes sobre a vida do rei do baião

20/06/2026

Severino Lopes*

No Nordeste, Luiz Gonzaga é uma lenda. Para muitos, a obra de Gonzagão é uma enciclopédia que documentou todas as matizes culturais nordestinas. O “Rei do Baião”, como era conhecido, cantou a região como ninguém com sua sanfona inseparável, o chapéu de couro e o gibão.

Levou a identidade, a cultura e os ritmos nordestinos para todo o Brasil. Sua obra ficou imortalizada como expressão de um povo com seus costumes, raízes e tradições. Pois bem: parte do acervo do artista está em exposição em Campina Grande até o final do mês.



Acervo raro

Instalada no Parque Evaldo Cruz, a mostra “Luiz Gonzaga, 110 anos do Nascimento” apresenta um acervo raro sobre a vida e a obra do Rei do Baião. A exposição consiste em um projeto interativo realizado a partir do livro de mesmo nome, organizado pelo paraibano radicado em Fortaleza (CE) Paulo Wanderley.

Repleto de memórias afetivas, o...

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Severino Lopes*

No Nordeste, Luiz Gonzaga é uma lenda. Para muitos, a obra de Gonzagão é uma enciclopédia que documentou todas as matizes culturais nordestinas. O “Rei do Baião”, como era conhecido, cantou a região como ninguém com sua sanfona inseparável, o chapéu de couro e o gibão.

Levou a identidade, a cultura e os ritmos nordestinos para todo o Brasil. Sua obra ficou imortalizada como expressão de um povo com seus costumes, raízes e tradições. Pois bem: parte do acervo do artista está em exposição em Campina Grande até o final do mês.



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Acervo raro

Instalada no Parque Evaldo Cruz, a mostra “Luiz Gonzaga, 110 anos do Nascimento” apresenta um acervo raro sobre a vida e a obra do Rei do Baião. A exposição consiste em um projeto interativo realizado a partir do livro de mesmo nome, organizado pelo paraibano radicado em Fortaleza (CE) Paulo Wanderley.

Repleto de memórias afetivas, o trabalho transporta o visitante para o universo de Gonzaga por meio de fotografias, objetos históricos, figurinos, sanfona, microfone, álbuns, objetos pessoais, cartão de banco e outros documentos que ajudam a contar a sua trajetória.

O curador e O Poder

Esta semana O Poder conversou com o pesquisador, colecionador e curador da exposição, Paulo Vanderley. Segundo ele, o espaço foi pensado como uma forma de aproximar o público da história de Gonzaga por meio de uma experiência sensorial e acessível.

A exposição imersiva tem emocionado visitantes de diferentes idades, que destacam a importância de preservar a trajetória do artista e sua contribuição para a cultura nordestina. Tanto é que, em pouco mais de 15 dias, mais de 50 mil pessoas já a visitaram.

O vasto material foi catalogado por Wanderley durante 30 anos, desde que ele morava em Exu (PE). Muitas das peças pertenceram ao acervo de Luiz Gonzaga, como álbum de fotos e microfones. Um dos destaques é uma caixa autografada por ele no show ‘50 Anos de Chão’, realizado em Campina Grande.



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Quatro capitais

Em cartaz há anos, a exposição percorreu algumas capitais do Nordeste, como Recife, Salvador, Aracajú e Fortaleza. Campina Grande foi a primeira cidade do interior a recebê-la.

Mais que um mergulho na vida e obra de Gonzagão, a mostra também traz memórias para o jornalista, pesquisador e escritor Chico Nóbrega, autor do livro "O Reino do Baião – Personagens, Obras e o Nordeste”.

O escritor

Nóbrega passou parte de sua vida procurando aprofundar-se na carreira de Luiz Gonzaga, tendo inclusive participado da cobertura da morte do artista pernambucano, em agosto de 1989. Amigo pessoal de Wanderley, contou que a exposição servirá para mostrar às novas gerações um pouco do legado do “rei”.

“O local é bastante espaçoso, proporcionando ao visitante de todas as gerações uma viagem incrível ao universo gonzagueano e, claro, a possibilidade de ouvir o seu baião ou xote ou toada preferida, e conhecer as suas imagens mais sensacionais", destacou.



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Luiz Gonzaga

Nascido em Exu, no Sertão de Pernambuco, em 13 de dezembro de 1912, dia de Santa Luzia, Luiz Gonzaga fez história na música brasileira e se tornou um dos primeiros representantes da cultura nordestina a obter notoriedade. Ao longo de meio século de carreira deixou 44 discos de vinil e mais de 50 discos compactos, sem contar os discos gravados em 78 rotações e as coletâneas.

A expectativa dos organizadores é de que mais de 500 mil pessoas visitem a exposição ao longo do período junino na cidade. A entrada é gratuita e segue até 5 de julho, com funcionamento diário das 17h à meia-noite.

*Severino Lopes é editor regional de O Poder
Fotos: Maria Eduarda Batista e Rita Guerra/Repórter Junino



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Irã fecha de novo Estreito de Ormuz alegando suposta violação do acordo de cessar-fogo

20/06/2026

O principal comando militar conjunto do Irã, o Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, anunciou neste sábado (20/06) que o Estreito de Ormuz seria fechado ao tráfego de embarcações, citando supostas violações de um acordo de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e de Israel. A informação foi transmitida pela agência de notícias estatal iraniana Mehr e pela emissora estatal IRIB.

Conforme militares iranianos, o fechamento foi o "primeiro passo" em resposta ao que descreveu como violações de compromissos e alertou que outras medidas seriam tomadas caso o que qualificaram como “agressão” tivesse continuidade.

Nota do comando militar do Irã

“Em vista da má fé dos Estados Unidos e da clara violação de seus compromissos ao não implementar o primeiro artigo do memorando que põe fim à guerra, e em resposta à contínua e persistente violação do cessar-fogo pelo regime sionista no sul do Líbano, anuncia-se, por meio deste, o fechamento...

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O principal comando militar conjunto do Irã, o Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, anunciou neste sábado (20/06) que o Estreito de Ormuz seria fechado ao tráfego de embarcações, citando supostas violações de um acordo de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e de Israel. A informação foi transmitida pela agência de notícias estatal iraniana Mehr e pela emissora estatal IRIB.

Conforme militares iranianos, o fechamento foi o "primeiro passo" em resposta ao que descreveu como violações de compromissos e alertou que outras medidas seriam tomadas caso o que qualificaram como “agressão” tivesse continuidade.

Nota do comando militar do Irã

“Em vista da má fé dos Estados Unidos e da clara violação de seus compromissos ao não implementar o primeiro artigo do memorando que põe fim à guerra, e em resposta à contínua e persistente violação do cessar-fogo pelo regime sionista no sul do Líbano, anuncia-se, por meio deste, o fechamento do Estreito de Ormuz à passagem de embarcações”, declarou o Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, o principal comando militar conjunto do Irã, em um comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB.

Ataques israelenses atingiram várias cidades do sul do Líbano na manhã deste sábado, matando pelo menos 16 pessoas, informou a Defesa Civil libanesa — apesar de Israel e do Hezbollah terem renovado o cessar-fogo nesta sexta-feira (19/06).

— Com informações da CNN




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Uma corrida presidencial inédita e cheia de confusões, por Marcelo S. Tognozzi*

20/06/2026

O imortal Odylo Costa, filho (ele assinava assim mesmo, com vírgula) publicou durante anos a fio suas crônicas numa coluna chamada Distrito da Confusão. Odylo, sujeito genial, cérebro por trás da reforma gráfica e editorial do Jornal do Brasil nos anos 1960, marco do jornalismo brasileiro. O Distrito da Confusão renasceu pelas mãos do seu filho Pedro, amigo querido, que as republica no seu site.

Odylo iria se deleitar com as eleições deste ano. Aqui temos o distritão da confusão, cada vez mais incontrolável. Como se não bastassem os rolos internos, com as investigações do Banco Master respingando a torto e a direito em todo mundo, igualzinho nos tempos da finada Lava Jato, temos também as confusões externas. Tudo embrulhando numa mistura de mentiras, meias verdades e inverdades, a ponto de fazer qualquer campanha de desinformação virar brincadeira de criança.

O Brasil vai ficando cercado por governos de direita, conforme já previ faz tempo em artigo de 202...

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O imortal Odylo Costa, filho (ele assinava assim mesmo, com vírgula) publicou durante anos a fio suas crônicas numa coluna chamada Distrito da Confusão. Odylo, sujeito genial, cérebro por trás da reforma gráfica e editorial do Jornal do Brasil nos anos 1960, marco do jornalismo brasileiro. O Distrito da Confusão renasceu pelas mãos do seu filho Pedro, amigo querido, que as republica no seu site.

Odylo iria se deleitar com as eleições deste ano. Aqui temos o distritão da confusão, cada vez mais incontrolável. Como se não bastassem os rolos internos, com as investigações do Banco Master respingando a torto e a direito em todo mundo, igualzinho nos tempos da finada Lava Jato, temos também as confusões externas. Tudo embrulhando numa mistura de mentiras, meias verdades e inverdades, a ponto de fazer qualquer campanha de desinformação virar brincadeira de criança.

O Brasil vai ficando cercado por governos de direita, conforme já previ faz tempo em artigo de 2025. Previsões e interpretações da realidade normalmente não são bem recebidas no Brasil, porque as pessoas preferem acreditar na sua própria realidade do que na vida como ela é. Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador já mudaram de lado.

A Venezuela virou um protetorado de Trump, Cuba respira por aparelhos e a Colômbia deve eleger no domingo (21/06) Abelardo de La Espriella (Movimento de Salvação Nacional, direita), derrotando o candidato governista Ivan Cepeda (Pacto Histórico, esquerda), conforme todas as últimas pesquisas. Vai sobrar Nicarágua e México.

Foro de São Paulo

A confirmação da vitória de La Espriella será o funeral do Foro de São Paulo, movimento criado por Lula e Fidel Castro no fim do século passado, o qual atingiu seu objetivo de promover hegemonia da esquerda na América Latina, consumindo montanhas de dinheiro público, especialmente dos brasileiros pagadores de impostos com empréstimos do BNDES para metrôs, estradas, portos, hidroelétricas e otras cositas más aos países amigos.

Espirella, igualito ao presidente equatoriano Daniel Noboa, é uma espécie de Nayib Bukele de El Salvador. Todos afinados com o trumpismo, que pressiona Nicolás Maduro para uma delação ampla, geral e irrestrita. Mais dia menos dia ela virá. O ex-chefe do serviço secreto do chavismo, Pollo Carvajal, já está cantando faz tempo e entregou nomes, endereços, prefixos de aeronaves, valores e contas para os investigadores americanos.

Lula bradou em alto e bom som alertando Trump para não se meter na eleição brasileira, embora em 2024 tenha chamado o então candidato republicado de fascista e pregado o voto na democrata Kamala Harris. Se isso não é se meter. No encontro do G7 na França, Trump ofereceu a Lula seu mais absoluto desprezo.

O presidente brasileiro se agarrou com o presidente francês Emmanuel Macron, o muy amigo que tentou melar o acordo Mercosul-União Europeia, ajudou no boicote à carne brasileira a partir de setembro e, apesar de tudo, deve ganhar como prêmio a compra bilionária de equipamentos militares franceses para nossas Forças Armadas. Macron, dono de charme irresistível, encanta Lula e exibe uma costa quente de peso chamada Rothschild, o banco dos bancos.

Investigações da PF

Temos uma campanha da eleição da confusão, com a Polícia Federal investigando políticos, banqueiros, gente do mercado financeiro e do mercado de combustíveis, inquéritos desenfreados, ministros se estranhando no Supremo e ainda não tivemos convenções e nem campanha no rádio e na TV. Ao mesmo tempo, o crime organizado, as facções agora consideradas terroristas, seguem mandando e desmandando Brasil afora com fuzis, metralhadoras e drogas, mas também internet, gatonets, fintecs, imobiliárias, transportadoras e muito mais. É um balaio só? Ou serão vários balaios?

Se Lula ganhar, como até aqui indicam as pesquisas, o Brasil será uma ilha esquerdista num mar de governos de direita. Mas, pensando bem, nem tanto, porque o presidente confessou, nunca ter sido esquerdista e que se considera um político de centro, durante um bate papo na reunião do G7 com o chanceler alemão Friedrich Merz (União Democrata Cristã, direita) e a presidente do FMI, Kristalina Georgieva.

Merz achou graça. Os informes enviados da embaixada germânica em Brasília contradizem Lula. Mas como o homem se descobriu um moderado centrista aos 80 anos, isso pode ser evolução, muito mais do que conversa de ocasião.

O nó de Minas Gerais

Ainda teremos mais confusões pela frente. O nó de Minas Gerais, que o PT não consegue desatar. Lula não tem palanque no estado que costuma definir eleições desde a redemocratização. A Bahia está derretendo com ACM Neto crescendo nas pesquisas e a turma do senador Jaques Wagner e do ministro Rui Costa emparedada pelas investigações da Polícia Federal.

Quem imaginava que na Bahia o troféu de campeão da corrupção pertencia ao ex-deputado Geddel Vieira Lima, aquele dos R$ 50 milhões em dinheiro vivo guardados dentro de um apartamento, agora já tem dúvidas se ele continua reinando. Principalmente depois que Wagner contou que não ganhou de Augusto Lima, ex-sócio do Master, um apartamento de R$ 2,45 milhões. Ele apenas queria comprar o imóvel para a filha, mas antes tinha de vender outro apartamento.

Para garantir o negócio, pediu que Lima fizesse a gentileza de comprar o tal apartamento. Assim que vendesse o outro, compraria do próprio Augusto Lima o apartamento dos sonhos da filha. Depois de uma explicação destas, bateu uma saudade enorme da Velhinha de Taubaté, a única brasileira que ainda acreditava no governo, personagem do genial Luiz Fernando Veríssimo.

Desaparecimento das folhinhas

Na crônica publicada no Diário de Notícias em 10 de setembro de 1943, Odylo fala sobre um tal Distrito da Confusão, que ficava em Minas Gerais. Ali aconteceu algo incrível: o desaparecimento das folhinhas, como antigamente chamavam os calendários. Isso gerou baita desorientação.

Ao mostrar nossos tempos modernos naquela crônica de 83 anos atrás, revela estar o pecado da mentira, previsto no 8º Mandamento, habitando o cerne da confusão geral, a ponto de as pessoas deixarem de acreditar nas obviedades do dia a dia, especialmente as inscritas no calendário.

“Pois diariamente vejo gente que conheço afirmar que sexta-feira é quinta, que o dia 10 de setembro de 1943 é anterior a – como direi? – a 14 de julho de 1789...” Odylo arremata com uma prece, pedindo a Deus que o guie e acompanhe para que nunca falte com a verdade. Amém.

*Marcelo S. Tognozzi é jornalista, consultor de Relações Inter Governamentais e analista político

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.

— O Poder estimula o livre debate de ideias e acolhe pensamentos divergentes da sua linha editorial. Pessoas e instituições citadas, direta ou indiretamente, têm assegurado espaço para suas manifestações. Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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Pesquisa antes do caso Jaques Wagner dava Lula 47% e Flavio, 43%. Aguardemos a próxima para comparar

20/06/2026

Na mais recente pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha, divulgada neste sábado (20/06), o presidente Lula (PT) manteve o percentual de 47% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que preservou os 43%.

Só tem um detalhe importante: a pesquisa começou a ser realizada antes da operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e suspeitas de envolvimento dele com pessoas ligadas ao esquema de irregularidades do Banco Master, como o empresário Augusto Lima e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Primeira com Aécio e Barbosa

Essa é a primeira pesquisa Datafolha com a inclusão de novos nomes entre os pré-candidatos testados, como Aécio Neves (PSDB) e Joaquim Barbosa (DC).

O levantamento começou a ser feito na quarta-feira (17/06) um dia antes da deflagração da nona etapa da Operação Compliance Zero, da PF (que teve Wagner como um dos a...

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Na mais recente pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha, divulgada neste sábado (20/06), o presidente Lula (PT) manteve o percentual de 47% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que preservou os 43%.

Só tem um detalhe importante: a pesquisa começou a ser realizada antes da operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e suspeitas de envolvimento dele com pessoas ligadas ao esquema de irregularidades do Banco Master, como o empresário Augusto Lima e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Primeira com Aécio e Barbosa

Essa é a primeira pesquisa Datafolha com a inclusão de novos nomes entre os pré-candidatos testados, como Aécio Neves (PSDB) e Joaquim Barbosa (DC).

O levantamento começou a ser feito na quarta-feira (17/06) um dia antes da deflagração da nona etapa da Operação Compliance Zero, da PF (que teve Wagner como um dos alvos). Por isso, não prevê o impacto das informações divulgadas sobre o caso entre a população.

Cenário de 1º Turno

Conforme os dados apurados, no cenário estimulado de primeiro turno Lula tem 41% e Flávio Bolsonaro 31%.

Já os demais candidatos aparecem da seguinte forma: Ronaldo Caiado (3%), Renan Santos (3%), Aécio Neves (2%), Augusto Cury (2%), Romeu Zema (2%), Samara Martins (2%), Cabo Daciolo (1%), Joaquim Barbosa (1%) e Rui Costa Pimenta (1%).

O DataFolha entrevistou 2.004 pessoas presencialmente em 139 cidades de 17 a 19 de junho.




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Faltando poucos dias para o São João, levantamento mostra que festas juninas tendem a movimentar bilhões para o turismo do país este ano

20/06/2026

Faltando poucos dias para a véspera de São João — próxima terça-feira (23/06) — e com a tradição de as festas juninas durarem o mês inteiro, um levantamento realizado pelo Ministério do Turismo constatou que o sucesso destes eventos para o Brasil não fica apenas no Nordeste, embora a região concentre boa parte deles.

Conforme ressalta este estudo, apenas cinco das principais festas juninas do país devem movimentar cerca de R$ 2,4 bilhões no total. Juntando todas as cidades com programações tradicionais, o montante pode chegar a perto de R$ 8 bilhões. As cinco estão localizadas na região: são as das cidades de Caruaru (PE), Petrolina (PE), Campina Grande (PB), Maracanaú (CE) e Mossoró (RN).



Caruaru e Campina Grande na frente

Em Caruaru, "O Melhor e Maior São João do Mundo", se prepara para atrair 4 milhões de pessoas, com a expectativa de injetar R$ 800 milhões na economia e gerar 20 mil empregos diretos e indiretos,...

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Faltando poucos dias para a véspera de São João — próxima terça-feira (23/06) — e com a tradição de as festas juninas durarem o mês inteiro, um levantamento realizado pelo Ministério do Turismo constatou que o sucesso destes eventos para o Brasil não fica apenas no Nordeste, embora a região concentre boa parte deles.

Conforme ressalta este estudo, apenas cinco das principais festas juninas do país devem movimentar cerca de R$ 2,4 bilhões no total. Juntando todas as cidades com programações tradicionais, o montante pode chegar a perto de R$ 8 bilhões. As cinco estão localizadas na região: são as das cidades de Caruaru (PE), Petrolina (PE), Campina Grande (PB), Maracanaú (CE) e Mossoró (RN).



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Caruaru e Campina Grande na frente

Em Caruaru, "O Melhor e Maior São João do Mundo", se prepara para atrair 4 milhões de pessoas, com a expectativa de injetar R$ 800 milhões na economia e gerar 20 mil empregos diretos e indiretos, lotando a rede hoteleira. Outro município pernambucano, o de Petrolina, projeta movimentar R$ 325 milhões e atrair 50 mil passageiros pelo aeroporto local, com o tema "Aqui é Paixão".

Na Paraíba, o "Maior São João do Mundo", em Campina Grande, espera receber 3,5 milhões de visitantes e movimentar R$ 800 milhões. O evento conta com o apoio de R$ 2 milhões do Ministério do Turismo (MTur) para fortalecer sua infraestrutura. A grandiosidade se repete nos demais estados nordestinos.

Maracanaú e Aracaju

No Ceará, Maracanaú deve reunir 2,7 milhões de espectadores, movimentando R$ 100 milhões e gerando 4,5 mil empregos em torno do seu famoso quadrilhódromo. O tradicional “Mossoró Cidade Junina”, evento do Rio Grande do Norte, projeta a chegada de 1,2 milhão de visitantes e uma injeção de R$ 360 milhões, com hotéis batendo a lotação máxima nos fins de semana.

Completando o roteiro da região, em Sergipe, a combinação do Forró Caju e do Arraiá do Povo, em Aracaju, promete atrair 2,5 milhões de pessoas e gerar um impacto de R$ 400 milhões.



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Outras cidades do NE

Mas as programações não param por aí. Maceió (AL) espera 700 mil pessoas no Massayó, no Polo Jaraguá; São Luís (MA) projeta a chegada de 250 mil visitantes com a força do Bumba Meu Boi, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, e Amargosa (BA) deve receber 70 mil pessoas por dia, movimentando R$ 50 milhões na economia baiana.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, as festas juninas são o exemplo perfeito de como o setor pode transformar a tradição cultural em oportunidade. Segundo ele, para muito além da tradição, o São João brasileiro tornou-se uma potência econômica.

Fortalecimento da identidade

“São eventos que fortalecem a nossa identidade, movimentam as economias locais e levam desenvolvimento para centenas de municípios em todas as regiões. Além de preservar tradições que atravessam gerações, os festejos geram emprego, renda e consolidam o turismo como um forte instrumento de desenvolvimento regional”, avaliou.

O aquecimento do turismo e a valorização cultural também são destaque em outros pontos do país. Na região Norte, o tradicional duelo entre os bois Caprichoso e Garantido, no Festival de Parintins (AM), espera receber 120 mil turistas e movimentar R$ 220 milhões. No Pará, o Arrastão do Pavulagem vai levar mais de 140 mil pessoas às ruas de Belém, durante o período junino.



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Centro-Oeste e Sudeste

No Centro-Oeste, o Banho de São João, de Corumbá (MS), mobiliza 94 comunidades às margens do Rio Paraguai, com um investimento de R$ 4 milhões nesta edição, enquanto o Arraiá do Bem, em Goiânia (GO), consolida-se como o grande destaque junino do estado.

No Sudeste, a tradição e a economia caminham juntas. A Festa Junina Beneficente de Votorantim, em São Paulo, espera movimentar R$ 20 milhões, gerar 2,5 mil empregos e atrair meio milhão de pessoas. Em Minas Gerais, a Fenamilho une grandes shows, cultura popular e a força do agronegócio.

Sul do País

No Sul do país, o São João do Itaperiú (SC) mantém viva uma tradição centenária com a realização da 111ª Festa de São João. A expectativa é receber cerca de 20 mil visitantes, número que supera várias vezes a população do município, que tem cerca de 3,5 mil habitantes.

E a Festa Nacional do Pinhão, em Lages (SC), esquenta o turismo de inverno, elevando a ocupação hoteleira na Serra Catarinense ao misturar a gastronomia típica à cultura da região.

— Com informações de levantamento realizado pelo Ministério do Turismo



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Apesar de reuniões para acordo de paz, Israel faz forte ataque a cidades do Líbano neste sábado (20)

20/06/2026

Apesar da negociação de um cessar-fogo estar sendo discutida e ter sido objeto de reunião realizada nesta sexta-feira (19/06) entre Israel e o grupo Hezbollah, o governo israelense fez vários ataques a cidades no sul do Líbano na manhã deste sábado (20/06), matando pelo menos 16 pessoas. As informações são da Defesa Civil libanesa.

Citando “ataques em curso” na área de Nabatieh, a Defesa Civil disse, por meio de uma nota, que as suas equipes retiraram 47 cidadãos para locais seguros e transferiram 16 corpos. Além disso, removeram 12 feridos para hospitais.

Mortos e feridos

Três pessoas morreram depois que jatos israelenses atingiram a cidade de Arab Salim por volta das 6h30, no horário local, informou também a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA).

Uma pessoa morreu em um ataque na cidade de Deir al-Zahrani e outra morreu quando um drone atingiu uma motocicleta na cidade de al-Dweir por volta das 7h30, relatou...

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Apesar da negociação de um cessar-fogo estar sendo discutida e ter sido objeto de reunião realizada nesta sexta-feira (19/06) entre Israel e o grupo Hezbollah, o governo israelense fez vários ataques a cidades no sul do Líbano na manhã deste sábado (20/06), matando pelo menos 16 pessoas. As informações são da Defesa Civil libanesa.

Citando “ataques em curso” na área de Nabatieh, a Defesa Civil disse, por meio de uma nota, que as suas equipes retiraram 47 cidadãos para locais seguros e transferiram 16 corpos. Além disso, removeram 12 feridos para hospitais.

Mortos e feridos

Três pessoas morreram depois que jatos israelenses atingiram a cidade de Arab Salim por volta das 6h30, no horário local, informou também a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA).

Uma pessoa morreu em um ataque na cidade de Deir al-Zahrani e outra morreu quando um drone atingiu uma motocicleta na cidade de al-Dweir por volta das 7h30, relatou a mesma agência de notícias. Israel e o Líbano devem participar de outra rodada de reuniões diplomáticas em Washington (EUA) na próxima semana.

— Com Agências Internacionais de Notícias




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Botei Fé no Goleiro, uma crônica futebolista por Romero Falcão*

20/06/2026

Tem gente que não gosta de futebol. Nem na Copa do Mundo, apesar dos apelos emocionalmente mercadológicos, acompanha os jogos. Continua achando perda de tempo ver 22 sujeitos correndo atrás de uma bola. Graciliano Ramos e Lima Barreto também não viam graça nisso. Imagino se eles vissem um técnico de futebol vestido de terno à beira do campo. Foi aí que o futebol começou a perder ternura.

Mas ainda resta uma linha de magia, literatura inexplicável. A pelota que extrai poesia das ruínas. Na bombardeada e miserável Gaza, onde um café foi destruído, uma tenda improvisada abriga torcedores.

Um bico de energia movida por um gerador antigo leva as imagens da Copa para um telão o qual faz meninos e adultos esquecerem por 90 minutos os infernos da guerra. Eis o poder dos deuses das arenas. Mas dee repente o gerador apaga. Mesmo assim a bola continua iluminando a escuridão.

Longe das explosões do Oriente Médio e perto das bombas da vizinhan...

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Tem gente que não gosta de futebol. Nem na Copa do Mundo, apesar dos apelos emocionalmente mercadológicos, acompanha os jogos. Continua achando perda de tempo ver 22 sujeitos correndo atrás de uma bola. Graciliano Ramos e Lima Barreto também não viam graça nisso. Imagino se eles vissem um técnico de futebol vestido de terno à beira do campo. Foi aí que o futebol começou a perder ternura.

Mas ainda resta uma linha de magia, literatura inexplicável. A pelota que extrai poesia das ruínas. Na bombardeada e miserável Gaza, onde um café foi destruído, uma tenda improvisada abriga torcedores.

Um bico de energia movida por um gerador antigo leva as imagens da Copa para um telão o qual faz meninos e adultos esquecerem por 90 minutos os infernos da guerra. Eis o poder dos deuses das arenas. Mas dee repente o gerador apaga. Mesmo assim a bola continua iluminando a escuridão.

Longe das explosões do Oriente Médio e perto das bombas da vizinhança, assisto Brasil e Haiti pela veia antipatriota. Vou explicar, caro leitor. Não se trata de elemento subversivo. É o viés humanista que me faz torcer pelo time mais fraco. Não é à toa que torço pelo meu sofrido Náutico.

Pois bem, assim como Gaza, os atletas do Haiti carregam no uniforme o peso dos conflitos, das mortes, da peregrinação dos refugiados, do desastre econômico e político.

Então diante do limitadíssimo time do Haiti, botei fé no goleiro. Quem sabe não fecharia o arco como fez "Vozinha"- arqueiro do inexpressivo Cabo Verde- que pegou tudo contra a campeã Espanha. Aliás, Vozinha deu a volta por cima no depreciativo "Criado com Vó" e se tornou figura emblemática do mundial. Um eletricista que dividia os fios com as redes.

Gol do Brasil. Três vezes o couro levanta braços e bandeiras. Gritos e fogos na rua. Termina a partida, nem um gol de honra do Haiti. Cantarolei baixinho:

Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque com a pureza de meninos uniformizados

"Pense no Haiti
Reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui "
Caetano Veloso e Gilberto Gil

*Romero Falcão é cronista. Colaborador de O Poder.




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Prazo para quem teve descontos indevidos da aposentadoria pedir ressarcimento ao INSS termina à meia noite deste sábado (20)

20/06/2026

Termina neste sábado (20/06) o prazo estabelecido para que aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possam contestar descontos associativos indevidos feitos nos seus pagamentos. A medida é necessária para aderir ao acordo de ressarcimento oferecido pelo Governo Federal. O pedido pode ser registrado pelo aplicativo ‘Meu INSS’ até a meia noite ou nas agências dos Correios.

Segundo informações da instituição, depois que a contestação for aprovada, os beneficiários poderão aderir ao acordo e receber na conta os valores corrigidos em até três dias úteis. Até o momento, mais de R$3,2 bilhões foram devolvidos a 4,7 milhões de beneficiários em todo o Brasil.

Para aderir ao acordo, é preciso verificar se houve desconto irregular, entre março de 2020 e março de 2025, pelo Meu INSS, que pode ser acessado no telefone 135 ou nos Correios. Em seguida, registrar a contestação informando a cobrança não autorizada. Depois, aguardar a anális...

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Termina neste sábado (20/06) o prazo estabelecido para que aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possam contestar descontos associativos indevidos feitos nos seus pagamentos. A medida é necessária para aderir ao acordo de ressarcimento oferecido pelo Governo Federal. O pedido pode ser registrado pelo aplicativo ‘Meu INSS’ até a meia noite ou nas agências dos Correios.

Segundo informações da instituição, depois que a contestação for aprovada, os beneficiários poderão aderir ao acordo e receber na conta os valores corrigidos em até três dias úteis. Até o momento, mais de R$3,2 bilhões foram devolvidos a 4,7 milhões de beneficiários em todo o Brasil.

Para aderir ao acordo, é preciso verificar se houve desconto irregular, entre março de 2020 e março de 2025, pelo Meu INSS, que pode ser acessado no telefone 135 ou nos Correios. Em seguida, registrar a contestação informando a cobrança não autorizada. Depois, aguardar a análise.

Entenda o caso

A Operação Sem Desconto, deflagrada em conjunto pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) — cujas apurações ainda não foram encerradas — investiga um esquema bilionário de descontos associativos não autorizados nas contas de aposentados e pensionistas do INSS. Atuando em diversas fases, a ação apura desvios estimados em cerca de R$ 6,3 bilhões ocorridos entre 2019 e 2024.

O esquema era formado por descontos abusivos, por meio dos quais entidades de classe e associações de fachada usavam acordos de cooperação técnica com o INSS para aplicar mensalidades diretamente na folha de pagamento dos segurados, sem o consentimento deles.

Além disso, 97% dos beneficiários nunca haviam autorizado tais cobranças. Também ficou comprovado que o grupo responsável pelos descontos ilegais contava com a facilitação de servidores e ex-funcionários do INSS, que vazavam dados cadastrais e as margens de ganho dos segurados.

Estão sendo apurados crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção, e atos de ocultação e dilapidação patrimonial (lavagem de dinheiro) por parte dos responsáveis — muitos deles presos, afastados dos cargos e demitidos.




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Polêmica que envolve plataformas dos EUA, STF e AGU ganha novos contornos

20/06/2026

Hylda Cavalcanti*

A polêmica que envolve a justiça norte-americana, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) ganhou novos capítulos nos últimos dias. Isto porque segunda-feira (15/06), a AGU pediu a prescrição do processo contra o ministro Alexandre de Moraes que tramita em uma Corte dos EUA. E quinta-feira (18/06), advogados do grupo Trump Media e da plataforma Rumble solicitaram ao Tribunal da Flórida que Moraes seja julgado à revelia na ação que ambas movem contra o magistrado.

A questão já está sendo tratada por muitos juristas como um debate sobre soberania entre países, longe de enfoques políticos. Por meio dos seus advogados, ambas empresas ressaltaram no processo que moveram contra Moraes que a restrição e bloqueio de postagens determinada pelo ministro por meio de decisão do STF, violam garantias constitucionais dos EUA. E disseram que tiveram, até agora, “tentativas frustradas de efetivar a citação do ministr...

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Hylda Cavalcanti*

A polêmica que envolve a justiça norte-americana, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) ganhou novos capítulos nos últimos dias. Isto porque segunda-feira (15/06), a AGU pediu a prescrição do processo contra o ministro Alexandre de Moraes que tramita em uma Corte dos EUA. E quinta-feira (18/06), advogados do grupo Trump Media e da plataforma Rumble solicitaram ao Tribunal da Flórida que Moraes seja julgado à revelia na ação que ambas movem contra o magistrado.

A questão já está sendo tratada por muitos juristas como um debate sobre soberania entre países, longe de enfoques políticos. Por meio dos seus advogados, ambas empresas ressaltaram no processo que moveram contra Moraes que a restrição e bloqueio de postagens determinada pelo ministro por meio de decisão do STF, violam garantias constitucionais dos EUA. E disseram que tiveram, até agora, “tentativas frustradas de efetivar a citação do ministro, devido à evasão do réu”.

Petição protocolada pela AGU

“Moraes foi devidamente notificado por um método autorizado por um juiz federal. O prazo de 21 dias para responder expirou. Ele não compareceu, não respondeu nem pediu mais tempo. O Governo do Brasil tentou intervir na décima primeira hora, mas esclareceu que não representa Moraes”, declarou a veículos de imprensa o advogado Martin de Luca, que representa o Rumble e o Trump Media.

Ao mesmo tempo, a petição protocolada pela AGU no Tribunal da Flórida, onde tramita o processo, afirma, em sua justificativa, que o mesmo deve ser encerrado. Conforme nota publicada pela AGU, “a medida tem por objetivo promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro”.

A AGU é o órgão responsável por representar e defender juridicamente o Governo Federal e a União e funciona como a “advocacia” do Estado brasileiro. Enfatiza, na nota, que “decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte do Brasil não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros”.

Contestações a decisões do Supremo

Segundo a lei brasileira, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não podem ser processados ou responsabilizados pessoalmente por decisões tomadas no exercício de suas funções. Mas apesar disso, as duas empresas têm buscado reverter determinações de Alexandre de Moraes na Justiça dos Estados Unidos.

Como a ação foi apresentada pelas empresas apenas contra Moraes, a AGU solicitou o ingresso formal do Estado brasileiro no processo. Na petição, o governo sustenta que o Brasil é a parte efetivamente interessada no caso, não apenas o ministro, uma vez que a disputa envolve decisões tomadas pelo STF no exercício de suas atribuições constitucionais.

Sistema judicial brasileiro

A AGU também pediu que a justiça norte-americana não considere que Moraes não se manifestou nem apresentou defesa sobre o caso, uma vez que foi formalizado, antes disso, o pedido para que o órgão o represente enquanto integrante do Estado brasileiro.

Entre os pontos citados apresentados está o de que a análise de decisões judiciais brasileiras por tribunais de outro país violaria o “princípio da imunidade de jurisdição”, previsto no Direito Internacional e reconhecido pela legislação norte-americana.

De acordo com esse princípio, atos praticados por autoridades de um Estado soberano não podem ser julgados por cortes estrangeiras sem o seu consentimento. O documento afirma, ainda, que o Brasil “não consentiu e não consentirá” com a revisão de decisões de sua Suprema Corte por juízes de outros países. E ressaltou que “eventuais questionamentos a decisões do STF devem ser feitos exclusivamente dentro do sistema judicial brasileiro”.

*Do HJur, com informações da AGU e Agências de Notícias




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