imagem noticia

Economia - A força algodão colorido para mudar conceitos e gerar novas oportunidades na indústria da moda

28/01/2025

imagem noticia
Por Severino Lopes
 
Definitivamente o algodão colorido plantado e cultivado na Paraíba, ofereceu um novo conceito à indústria da moda e impulsionou o desenvolvimento regional. O algodão produzido com o emprego de tecnologia e manejo adequado, surge da terra com fibras cada vez mais resistentes para atender a demanda do mercado.
 




Na indústria da moda
 
O produto que já nasce ecologicamente correto, e pronto para se transformar em pluma, a principal matéria usada para produzir vestuários e acessórios do mundo da moda, ganha destaque nas passarelas e vitrines de renomadas grifes do Brasil e do exterior.
 
Atraído
 
Com forte apelo ecológico, a variedade de algodão colorido desenvolvida há 24 anos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem atraído os olhares dos empreendedores e artesãos por suas vantagens do uso desse tipo de tecido, que não rec...

imagem noticia
Por Severino Lopes
 
Definitivamente o algodão colorido plantado e cultivado na Paraíba, ofereceu um novo conceito à indústria da moda e impulsionou o desenvolvimento regional. O algodão produzido com o emprego de tecnologia e manejo adequado, surge da terra com fibras cada vez mais resistentes para atender a demanda do mercado.
 
imagem2




Na indústria da moda
 
O produto que já nasce ecologicamente correto, e pronto para se transformar em pluma, a principal matéria usada para produzir vestuários e acessórios do mundo da moda, ganha destaque nas passarelas e vitrines de renomadas grifes do Brasil e do exterior.
 
Atraído
 
Com forte apelo ecológico, a variedade de algodão colorido desenvolvida há 24 anos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem atraído os olhares dos empreendedores e artesãos por suas vantagens do uso desse tipo de tecido, que não recebe qualquer corante, indicado até para as pessoas alérgicas às tintas aplicadas aos tecidos convencionais.
 
A pluma

A pluma resultante do processo de beneficiamento apresenta alto valor de comercialização. O algodão que já foi considerado como novo ouro branco da região, e que impulsionou toda uma cadeia produtiva, antes de ser dizimado pelo bicudo, já nasce colorido.
 
A indústria

O Poder percorreu parte da rota do algodão colorido orgânico na Paraíba, e viu como a indústria da moda tem sido beneficiada com essa cultura que realiza sonhos, muda realidades e gera emprego e renda.

imagem3



 
Novos negócios
 
Na Paraíba, o algodão colorido virou patrimônio imaterial, e o seu cultivo tem contribuído para incentivar o surgimento de pequenos negócios e transformar realidades locais. As sementes lançadas do solo viram uma espécie de “joia” lapidada por diversas mãos, que movimenta toda uma engrenagem, eleva o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e faz a economia girar, favorecendo principalmente as comunidades rurais dos mais longínquos lugares.
 
As empresas
 
Atualmente o estado tem pelo menos 38 empresas têxtil que trabalham com o algodão colorido orgânico, boa parte delas criadas nos últimos cinco anos. São quatro empresas grandes, quatro médias, oito pequenas e vinte e duas micros empresas, conforme os dados da Federação da Indústria do Estado da Paraíba (FIEP) e da Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego. Os pequenos negócios dominam o setor e são eles os responsáveis pelas maiores mudanças no campo.
 
Empregam

Juntas elas empregam mais de 2 mil pessoas e uma infinidade de oportunidades no interior e nos mais longínquos locais do estado.
 
Uma das maiores
 
Uma das empresas que tem contribuído para alavancar a economia estadual é a Texpar que faz parte do grupo das três empresas que em 2011, recuperaram a cadeia produtiva do algodão colorido da Paraíba.
 
Natural Cotton Color
 
A Natural Cotton Color, entrou com a articulação com os agricultores no campo, com contratos de garantia de compra,  a Rede Santa Luzia entrou com capital e a Unitextil e Texpar com a fiação, visto que na  época ainda não tinha a fiação no Senai.

“A diferença é que hoje nós temos certificado de orgânico de validade internacional, estamos juntamente com o Sebrae, Texpar e as empresas de Santa Catariana e Minas Gerais, em busca do selo GOTS- Global Organic Têxtil Standard, onde já foi investido mais de 120 mil reais e agora na reta final é a Texpar que está investindo para que possamos vencer todas as não conformidades e a Paraíba ser detentora do primeiro Selo Gots do Brasil do algodão orgânico e colorido”, destacou o empresário Roberto Soares, proprietário da Unitextil.
 
imagem4



Responsável
 
A Texpar, segundo ele, é a responsável por abastecer as empresas pequenas, os artesãos, para que ninguém seja excluído da cadeia produtiva, visto que o projeto é para fomentar a agricultura familiar. Hoje a Texpar é a maior compradora de algodão colorido, seguida de Redes Santa Luzia. O diferencial é que a empresa tem certificado internacional.
 
As cidades
 
De olho nas mudanças de atitude no consumo do mercado da moda sustentável, essas empresas ficam localizadas em Itaporanga, São Bento, Campina Grande e João Pessoa. Um trabalho sustentável com alfaiataria de luxo que supera outros setores e coloca a Paraíba numa posição de destaque em relação a outros estados.
 
80 países
 
Com certificação de produto orgânico aceito em mais de 80 países, o algodão colorido da Paraíba alavanca a economia e movimenta toda uma cadeia produtiva, tendo se tornado fonte de renda para produtores, agricultores, mulheres rendeiras, empreendedores, estilistas, desenhistas, comerciários e outros profissionais.
 
Peças de luxo
 
O produto alcançou o status de peças de luxo em feiras internacionais e se tornou uma espécie de mola propulsora do desenvolvimento regional. As coleções Made in Paraíba são exportadas para a França, Itália, Espanha, Alemanha, Japão, Estados Unidos e outros países e exibidas em desfiles de marcas conceituadas do mundo da moda.
 
Duas gigantes
 
A retomada do algodão como produção industrial se deu graças a empresas como a Natural Cotton Color e Santa Luzia Rede Decorações que tem puxado a onda do desenvolvimento e movimentando toda uma cadeia produtiva. A Natural Cotton Color, criada em 1995 pela empresária Francisca Gomes Vieira, trabalha desde 2004 exclusivamente com o algodão naturalmente colorido 100% orgânico certificado pela Ecocert. A empresa nasceu pequena, mas graças a força do algodão agroecológico se transformou em uma “gigante” do setor.
 
A conversa
 
O Poder conversou com a empresária Francisca Gomes Vieira, que deu detalhes do empreendimento e como o algodão foi essencial para a expansão da empresa e disseminação da moda sustentável.
 
Contou
 
Ela contou que quando ainda era MEI – Micro Empreendedor Individual – , chegou a plantar o produto numa área contratada de cerca de 40 hectares, nos municípios de Juarez Távora e Salgado de São Félix, e na Associação dos Produtores do Assentamento Queimadas, no município de Remígio. A desconfiança com o negócio era visível, mas a decisão foi o primeiro passo para mudar a mentalidade dos produtores e atrair outros investidores.
 
Compra
 
Atualmente a empresa compra algodão cultivado em mais de 15 municípios, via Associação Brasileira da Indústria da Moda Sustentável, direto dos produtores que se organizam em cooperativas, principalmente do Ingá, do Salgado de São Félix e do Assentamento Margarida Alves na cidade de Juarez Távora.
 
Sertaneja
 
 
Sertaneja da cidade de Itaporanga-PB, filha de plantador de algodão, a psicóloga Industrial com pós-graduação em Engenharia de Produção, Francisca Gomes Vieira explicou que o cultivo do algodão colorido orgânico é feito por contrato de compra garantida para que seja economicamente viável para o agricultor.
 
“Pagamos o melhor preço do país por um quilo de pluma”, relata ela.
 
As peças
 
Na composição das peças criadas pela Natural Cotton Color, as rendas, bordados e crochê, entre outras técnicas artesanais, são tingidas com corantes vegetais extraídas da flora local como cajueiro, urucum, açafrão da terra, barbatimão, entre outras. Os detalhes manuais são realizados por mulheres na zona rural, também na região do semiárido, onde as oportunidades de trabalho são mínimas.
 
A expansão
 
Francisca ressaltou que a Natural Cotton Color se expandiu no mercado com o propósito de oferecer moda a partir de uma cadeia produtiva baseada no tripé da sustentabilidade ambiental, econômica e social. A abordagem é garantir um produto atemporal de design global, mas com a inserção do artesanato, para a preservação da cultura local.
 
Nas passarelas de Milão
 
Na efervescente capital mundial da moda e do luxo, um toque de inovação e criatividade mostrou para o mundo a beleza e riqueza do algodão colorido da Paraíba. Desfilar em Milão, cidade italiana que é símbolo de luxo e vanguarda, pareceu um sonho. A Natural Cotton Color transpôs as fronteiras paraibanas e ousadamente colocou seus modelos e marcas nas passarelas de um dos desfiles mais concorridos do mundo.
 
A coleção
 
A empresa que nasceu pequena e cresceu graças a produção do algodão colorido orgânico da Paraíba, expôs parte da coleção “Ipês do Brasil”, idealizada por Francisca Vieira, que também é estilista. O ensaio do desfile foi feito na cidade de Ingá, visto que todas as peças foram feitas com algodão cultivado por agricultores da região.
 
Os fios de esperança que transformam sonhos
 
Os fios de esperança tecem história, mantêm a tradição, geram negócios, transformam realidades e realizam sonhos. Em torno da Santa Luzia Redes e Decoração, um mundo gira. Localizada em São Bento, no Sertão paraibano, a Santa Luzia Redes e Decoração cultiva desde 2006 o algodão colorido natural e orgânico certificado.
 
O nascimento
 
A empresa nasceu pequena, mas desde que passou a usar o algodão colorido orgânico cresceu numa velocidade impressionante e se tornou uma das gigantes da Paraíba na indústria têxtil.
 
A palavra do diretor
 
O diretor da Santa Luzia, Armando Dantas, garantiu ao O Poder, que uma das decisões mais acertadas da empresa foi investir no cultivo do produto, visto que descobriu um horizonte de oportunidades que pode impactar positivamente na vida de muitos agricultores.
 
Declarou
 
O executivo declarou que a empresa sempre procurou aliar a sustentabilidade ambiental e social com inovação por meio de suas produções baseadas em fios de algodão reciclados e na cultura do algodão colorido para abastecer o mercado nacional e internacional. A matéria-prima alimenta a fábrica que produz artigos têxteis de decoração como redes de descanso, mantas, entre outros, para abastecer o mercado nacional e internacional.
 
Fonte de renda
 
Hoje a indústria têxtil Santa Luzia Redes e Decoração gera trabalho como fonte de renda para 120 colaboradores na indústria e para 400 parceiros como artesãos e produtores da agricultura familiar, com previsão de aumento devido a expansão do plantio do algodão.
 
Fatores
 
Entre os fatores do aumento da demanda global por algodão orgânico está a adesão de empresas transnacionais ao acordo Desafio do Algodão Sustentável de 2025, proposta alinhada com a Organização das Nações Unidas e o Acordo de Paris. O pacto levou empresas transnacionais a se comprometeram a desenvolver produtos com algodão 100% sustentável.
 
A produção

A produção de algodão orgânico do grupo Santa Luzia se concentra nos municípios de Itabaiana, Brejo do Cruz, Belém do Brejo do Cruz, São Bento, Catolé do Rocha, e São José do Brejo do Cruz, cultivados em sua maioria por comunidades quilombolas, em sistema de agricultura familiar, com uma produtividade média de 1.200 quilos de algodão por hectare.
 
Exporta
 
A Santa Luzia Redes e Decoração exporta para cerca de 23 países de todos os continentes. De acordo com Armando Dantas, o Sebrae na Paraíba esteve presente na ajuda dessa evolução e até hoje proporciona esse relacionamento internacional com a participação em eventos pelo mundo todo.
 
Agregar valores
 
Armando Dantas enfatizou que a Santa Luzia tem tido toda uma preocupação em agregar valores e melhorar a vida dos produtores, gerando uma revolução no campo.
 
Uma experiência transformadora
 
Quem vê as roupas penduradas nos cabides das lojas ou expostas nas vitrines de shoppings não tem noção do trabalho que dá para produzi-las. O mercado da moda não só acompanha e dita tendências culturais e sociais, como também engloba diversos modelos de negócios, movimentando economicamente uma vasta e diversa cadeia produtiva. Que o diga a empresária e designer de moda, Gecilda Pereira de Souza.
O Poder visitou a empresária na Vila do Artesão em Campina Grande para conhecer essa receita de sucesso.
 
Lidera
 
Gecilda Pereira lidera o Grupo Via Terra Natural, de Campina Grande, que também trabalha com o algodão colorido. Faz toda a produção desde a plantação até o produto final. A empresa de pequeno porte é outro exemplo de como o algodão colorido proporcionou novas oportunidades. A Via Terra Natural surgiu há 15 anos, e há três, atraído pela moda sustentável, Gecilda Pereira resolveu apostar no cultivo do algodão colorido.
 
Movimenta
 
O projeto movimenta toda uma cadeia desde o plantio do algodão no campo, passando pela produção dos tecidos na pequena fábrica de tecelagem da empresa, até a venda de roupas e acessórios.
“Eu estou há 15 anos no mercado do algodão colorido. A gente começou com algumas peças e há três anos, sentimos a necessidade de fazer a plantação. Hoje estamos com esse trabalho de plantar, colher, fazer o tecido a malha e o produto final” explicou.
 
Famílias
 
O projeto contempla famílias agricultoras dos municípios de Gurjão, Juazeirinho, Parari, Olivedos e Santo André, no Cariri Seridó paraibano.
 
O começo
 
A empresa começou com a fabricação de sandálias ecológicas, e depois com a chegada do algodão colorido ampliou a produção, e hoje fabrica mais de 30 itens, desde camisetas, vestidos e toda linha infantil e adulto.
 
A loja
 
A loja, instalada na Vila do Artesão em Campina Grande, é referência na venda de produtos que remetem à expressão da cultura nordestina enraizada com os costumes e tradições regionais.
 
Mudou a vida
 
Com orgulho indisfarçável Gecilda Pereira de Souza disse que o algodão colorido mudou a sua vida e a de muitos agricultores do projeto, visto que ajudou a realizar sonhos. Muitos deles, segundo ela, compraram casas, móveis e eletrodomésticos com o dinheiro oriundo da venda do produto.
 
“Foi uma revolução na vida de muitas pessoas. Eu mesma vivo do algodão colorido e da moda sustentável que é a minha principal fonte de renda”, enfatizou.

O cultivo
 
O cultivo do algodão colorido começou de forma experimental na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Algodão na cidade de Campina Grande. A Embrapa desenvolveu a primeira cultivar de algodão com o objetivo de oferecer alternativas de renda para os agricultores do Semiárido, além de contribuir para a preservação ambiental e impulsionar a indústria têxtil.
 
Qualidade
 
Com a qualidade e singularidade dessa nova matéria prima, surgiu uma grande oportunidade de mercado para artesãos e trabalhadores manuais já que os resultados teriam produtos com valor agregado. Um horizonte de possibilidades se descortinou quando os empresários perceberam o forte apelo ecológico do algodão, produzido sem agrotóxicos, e que já nasce com uma cor natural, sem necessidade de acrescentar produtos químicos e tintas para seu tingimento.
 
Severino Lopes é editor regional do O Poder
 
Essa matéria faz parte da série “Algodão colorido; 25 anos gerando riquezas e impulsionando desenvolvimento sustentável”

Leia outras informações

imagem noticia

Veneziano destaca emoção ao ver avanço do VLT em Campina Grande - Uma das marcas de sua vida pública

19/06/2026

O senador Veneziano Vital do Rêgo voltou a comentar o avanço das obras do Veículo Leve sobre Trilhos , VLT, em Campina Grande e destacou o sentimento de expectativa ao ver o projeto, idealizado ainda em sua gestão como prefeito, finalmente sair do papel após mais de uma década.

Quando ainda era prefeito

Durante entrevista, Veneziano lembrou que a implantação do VLT é uma pauta que acompanha sua trajetória desde 2011, quando esteve à frente da Prefeitura de Campina Grande, e afirmou que o projeto sempre foi considerado viável, apesar dos períodos de interrupção ao longo dos anos. “Eu ainda tô aqui naquele grau de ansiedade, porque vem desde 2011. Não é brincadeira, né? A gente sustentou essa obra, sempre se mostrou viável. Aí houve esse interregno que não pôde ser sequenciado. Houve essa retomada agora”, afirmou.

Avanços importantes

O senador demonstrou otimismo com o ritmo atual dos trabalhos e projetou avanços...

imagem noticia

O senador Veneziano Vital do Rêgo voltou a comentar o avanço das obras do Veículo Leve sobre Trilhos , VLT, em Campina Grande e destacou o sentimento de expectativa ao ver o projeto, idealizado ainda em sua gestão como prefeito, finalmente sair do papel após mais de uma década.

Quando ainda era prefeito

Durante entrevista, Veneziano lembrou que a implantação do VLT é uma pauta que acompanha sua trajetória desde 2011, quando esteve à frente da Prefeitura de Campina Grande, e afirmou que o projeto sempre foi considerado viável, apesar dos períodos de interrupção ao longo dos anos. “Eu ainda tô aqui naquele grau de ansiedade, porque vem desde 2011. Não é brincadeira, né? A gente sustentou essa obra, sempre se mostrou viável. Aí houve esse interregno que não pôde ser sequenciado. Houve essa retomada agora”, afirmou.

Avanços importantes

O senador demonstrou otimismo com o ritmo atual dos trabalhos e projetou avanços importantes nos próximos meses. Segundo ele, a parte estrutural da obra pode ser concluída até o fim de novembro, enquanto outras etapas seguem em paralelo. “É muito provável que a parte estrutural seja entregue até o final do mês de novembro. Existem outras duas ações que correm paralelas: a construção das estações e a aquisição dos elementos rodantes, que são os trens”, explicou.

Antigo sonho realizado

Para Veneziano, a chegada do VLT representa a concretização de um antigo sonho para a mobilidade urbana de Campina Grande, somando-se a outras obras estruturantes em andamento na região. Ele também citou projetos como a duplicação da BR-230 e iniciativas em áreas sociais e de saúde, como o Hospital de Amor, destacando o conjunto de ações como parte de sua atuação política. “Vai ser um sonho, assim, indescritível. Junto à obra da BR-230 e sua duplicação, eu não quero esquecer das outras ações que nós desenvolvemos”, afirmou.

Marca da sua vida pública

O parlamentar ainda reforçou que o VLT simboliza uma das principais marcas de sua participação na vida pública, especialmente no que diz respeito a investimentos estruturantes para Campina Grande e o desenvolvimento regional.




imagem noticia

ABRAVA alerta para que aumento de gripes e resfriados em crianças nas férias deixe de ser tratado como “rotina”

19/06/2026

O aumento de gripes, resfriados, crises de rinite, asma e outras infecções respiratórias entre crianças no inverno costuma ser tratado como parte inevitável da rotina escolar. Não deveria. O alerta é feito por especialistas diversos em saúde, engenharia e qualidade do ar interior, principalmente os integrantes da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA).

Representantes da entidade, como o presidente, engenheiro Leonardo Cozak, alertam que ambientes educacionais fechados, mal ventilados ou com sistemas de climatização sem manutenção adequada podem favorecer a transmissão de vírus e agravar quadros respiratórios em alunos, professores e funcionários.

Ambientes sensíveis

Cozak ressaltou pesquisas nacionais e internacionais que apontam a escola como um dos ambientes mais sensíveis para a circulação de agentes respiratórios. As crianças passam horas em salas apertadas, em contato próximo e f...

imagem noticia

O aumento de gripes, resfriados, crises de rinite, asma e outras infecções respiratórias entre crianças no inverno costuma ser tratado como parte inevitável da rotina escolar. Não deveria. O alerta é feito por especialistas diversos em saúde, engenharia e qualidade do ar interior, principalmente os integrantes da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA).

Representantes da entidade, como o presidente, engenheiro Leonardo Cozak, alertam que ambientes educacionais fechados, mal ventilados ou com sistemas de climatização sem manutenção adequada podem favorecer a transmissão de vírus e agravar quadros respiratórios em alunos, professores e funcionários.

Ambientes sensíveis

Cozak ressaltou pesquisas nacionais e internacionais que apontam a escola como um dos ambientes mais sensíveis para a circulação de agentes respiratórios. As crianças passam horas em salas apertadas, em contato próximo e frequente com diferentes grupos. No frio, portas e janelas tendem a ficar fechadas, reduzindo a renovação do ar.

O engenheiro destacou que exemplo disso é a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, a PeNSE, divulgada em sua 5ª edição este ano, pelo IBGE, em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação. O trabalho mostrou que uma parcela relevante dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos avalia a própria saúde como ruim ou muito ruim.

Os maiores percentuais aparecem no Rio Grande do Norte, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Acre e Alagoas.

Qualidade do ar interior

Embora o Brasil ainda não tenha dados detalhados por estado que relacionem diretamente adoecimento escolar e qualidade do ar interior, os estudos disponíveis reforçam a necessidade de tratar o tema como política de prevenção.

Outros exemplos levantados por Cozac são estudos da Unicamp, da USP, da Fiocruz e de periódicos internacionais, segundo os quais há uma ligação entre ambiente fechado, circulação viral, poluentes, baixa ventilação e aumento de doenças respiratórias.

Para o presidente da ABRAVA não basta avaliar se a sala tem ar-condicionado, ventilador ou janelas. “É preciso observar se há renovação do ar, filtragem adequada, manutenção periódica dos equipamentos e cumprimento de normas técnicas”, frisou ele.

Sem renovação adequada

O professor Antonio Luís de Campos Mariani, da Escola Politécnica da USP, afirma que muitos ambientes climatizados, especialmente os que utilizam aparelhos do tipo split, não contam com renovação adequada do ar interior. Segundo ele, a boa qualidade do ambiente interno depende da combinação entre filtragem eficiente e entrada controlada de ar externo.

A questão tem impacto direto sobre saúde e aprendizagem. Ambientes com baixa qualidade do ar podem contribuir para mal-estar, sintomas respiratórios, crises alérgicas e maior transmissão de doenças dentro das instituições de ensino.

Falsa normalidade

Médicos também chamam a atenção para a falsa sensação de normalidade em torno da criança que volta para as aulas ainda sintomática. O uso de medicamentos pode mascarar febre e outros sinais, mas não significa que o aluno tenha deixado de transmitir vírus ou que esteja totalmente recuperado.

A prevenção passa por medidas conhecidas, mas ainda pouco sistemáticas: manter crianças sintomáticas em casa, reforçar a vacinação, higienizar mãos e superfícies, evitar salas fechadas por longos períodos e garantir ventilação adequada. Quando houver ar-condicionado, a recomendação é que o equipamento tenha manutenção regular e seja associado à renovação do ar.

No Brasil, o tema também se conecta à sazonalidade. Dados recentes do boletim InfoGripe, da Fiocruz, apontaram crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em diferentes regiões ainda nos primeiros meses de 2026. Crianças estão entre os grupos mais vulneráveis, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pela exposição prolongada em escolas e creches.



imagem 2





imagem noticia

Quem escolhe o que a gente engole? - Nossa história torrada e moída, por Zé da Flauta*

19/06/2026

Tem coisas que mexem direto no brio do trabalhador, e mexer no café da manhã é uma delas. O sujeito pode passar o dia aperreado, mas aquele cafezinho preto, quente e forte, logo cedo, é o que bota o homem de pé para encarar o batente. É o companheiro de todas as horas, testemunha de tanta conversa boa de final de tarde nas calçadas. Mas vá hoje ao supermercado para ver o susto. O quilo do pó virou artigo de luxo, daqueles de olhar para a prateleira e pensar duas vezes antes de botar no carrinho. É uma ironia danada: a gente acorda e descobre que até para manter o juízo acordado está custando os olhos da cara.

Lógica torta

O que quase ninguém para para lembrar, enquanto espreme os trocados no caixa, é a história que corre junto com essa água fervente. O café já mandou e desmandou neste país, ergueu impérios de barões, abriu ferrovias e desenhou as linhas da nossa política. O Brasil cresceu carregando esse grão nas costas. Mas a grande jogada do merca...

imagem noticia

Tem coisas que mexem direto no brio do trabalhador, e mexer no café da manhã é uma delas. O sujeito pode passar o dia aperreado, mas aquele cafezinho preto, quente e forte, logo cedo, é o que bota o homem de pé para encarar o batente. É o companheiro de todas as horas, testemunha de tanta conversa boa de final de tarde nas calçadas. Mas vá hoje ao supermercado para ver o susto. O quilo do pó virou artigo de luxo, daqueles de olhar para a prateleira e pensar duas vezes antes de botar no carrinho. É uma ironia danada: a gente acorda e descobre que até para manter o juízo acordado está custando os olhos da cara.

Lógica torta

O que quase ninguém para para lembrar, enquanto espreme os trocados no caixa, é a história que corre junto com essa água fervente. O café já mandou e desmandou neste país, ergueu impérios de barões, abriu ferrovias e desenhou as linhas da nossa política. O Brasil cresceu carregando esse grão nas costas. Mas a grande jogada do mercado, que vem desde o tempo do Império e que continua firme e forte, é uma lógica meio torta: a gente produz o melhor café do mundo, mas o grão graúdo, aquele tipo exportação, vai todo embora de navio para adoçar a boca dos europeus e americanos.

Roendo ossos

É aí que o peito aperta de verdade. Para o povo que racha o espinhaço no sol para colher, o que sobra nos pacotes das gôndolas é o resto, o grão miúdo, quebrado, misturado com impureza para render e torrado até virar carvão para disfarçar o gosto ruim. O brasileiro é induzido a acreditar que café bom é aquele preto como breu e amargo como o diabo, quando, na verdade, fomos acostumados a beber a sobra do banquete que nós mesmos servimos. Vendemos o filé e roemos o osso, com aquela pose de quem está conformado com o que dão para a gente.

Desdém

Olhar para a nossa xícara diária com lucidez é perceber que o café é o maior espelho da nossa própria gente. Ele carrega a nossa riqueza, a nossa história e a nossa capacidade de resistência, mas também escancara como o nosso próprio mercado nos trata com desdém. Proteger o juízo hoje em dia é não aceitar essa imbecilização cotidiana, é entender que o trabalhador que planta merece, sim, tomar do melhor caldo. Enquanto o bule chiar no fogo, a gente vai saboreando a nossa teimosia, sabendo que manter a mente clara e o brio de pé, mesmo com o preço azedando o bolso, é o que nos mantém livres e donos do nosso próprio destino.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



imagem 2





imagem noticia

Labanca inaugura mais um equipamento na área da saúde. João Campos foi prestigiar o amigo

19/06/2026

São Lourenço da Mata, que possui a melhor Atenção Básica do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, também se destaca pelos investimentos realizados na média complexidade. Com uma política pública voltada à descentralização dos serviços de saúde, o município inaugurou, no distrito de Matriz da Luz, uma moderna Clínica de Fisioterapia, com capacidade para atender até 800 pessoas por mês.

O evento

Também chamou atenção pela presença de João Campos, que esteve no município para acompanhar de perto a entrega do novo equipamento de saúde na zona rural.

Durante a solenidade

João Campos parabenizou o prefeito Vinícius Labanca e destacou a importância dos investimentos na área. “Saúde é prioridade máxima em qualquer gestão. Conte comigo sempre que precisar”, afirmou.

Vinícius Labanca

Relembrou o apoio recebido em um dos momentos mais difíceis enfrentados pelo municí...

imagem noticia

São Lourenço da Mata, que possui a melhor Atenção Básica do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, também se destaca pelos investimentos realizados na média complexidade. Com uma política pública voltada à descentralização dos serviços de saúde, o município inaugurou, no distrito de Matriz da Luz, uma moderna Clínica de Fisioterapia, com capacidade para atender até 800 pessoas por mês.

O evento

Também chamou atenção pela presença de João Campos, que esteve no município para acompanhar de perto a entrega do novo equipamento de saúde na zona rural.

Durante a solenidade

João Campos parabenizou o prefeito Vinícius Labanca e destacou a importância dos investimentos na área. “Saúde é prioridade máxima em qualquer gestão. Conte comigo sempre que precisar”, afirmou.

Vinícius Labanca

Relembrou o apoio recebido em um dos momentos mais difíceis enfrentados pelo município. “No ano passado, quando São Lourenço da Mata viveu um período desafiador, foi João Campos quem levou nossa demanda ao presidente Lula e ajudou a garantir mais de R$ 10 milhões para manter o custeio da saúde da cidade”, destacou.

Cobrança

Labanca também voltou a cobrar maior apoio do Governo do Estado ao Hospital e Maternidade Petronila Campos, unidade que realiza cerca de 1.400 partos por ano. Segundo o prefeito, o hospital não recebeu convênios estaduais durante o período citado.

Descaso do Estado

“Se dependesse exclusivamente do Estado para manter o funcionamento do hospital, ele estaria hoje de portas fechadas. Felizmente, conseguimos mantê-lo funcionando com muito esforço e responsabilidade”, afirmou.

Rumo ao Sertão

Após a agenda em São Lourenço da Mata, João Campos seguiu para compromissos no Sertão de Pernambuco.




imagem noticia

Especial - Fim da Escala 6X1 e o mito da baixa produtividade brasileira

19/06/2026

Por Cláudio Gurgel*

Uma proposta de redução da jornada de trabalho, nascida da situação concreta de um trabalhador, balconista de farmácia no Rio de Janeiro, Ricardo Azevedo – hoje vereador e autor da proposta original – tornou-se projeto de Emenda constitucional. Debatido, reduzido em suas pretensões iniciais (jornada 4x3), foi votado e aprovado na Câmara dos deputados. A Emenda, que institui a jornada 5x2, se encontra no Senado, passando pelos procedimentos, sempre arriscados, definidos pelo Alcolumbre, a título de seguir os trâmites normais.

Circunstâncias objetivas

É uma singular vitória dos trabalhadores, extraordinária, entre outras razões, porque venceu o “congresso inimigo do povo”, como se diz nas ruas. Isso, graças à vizinhança das eleições em que os deputados pretendem renovar, alguns apenas repetir, os seus mandatos. Provavelmente, se ocorresse essa votação em fevereiro de 2023, o projeto seria rejeitado.

imagem noticia

Por Cláudio Gurgel*

Uma proposta de redução da jornada de trabalho, nascida da situação concreta de um trabalhador, balconista de farmácia no Rio de Janeiro, Ricardo Azevedo – hoje vereador e autor da proposta original – tornou-se projeto de Emenda constitucional. Debatido, reduzido em suas pretensões iniciais (jornada 4x3), foi votado e aprovado na Câmara dos deputados. A Emenda, que institui a jornada 5x2, se encontra no Senado, passando pelos procedimentos, sempre arriscados, definidos pelo Alcolumbre, a título de seguir os trâmites normais.

Circunstâncias objetivas

É uma singular vitória dos trabalhadores, extraordinária, entre outras razões, porque venceu o “congresso inimigo do povo”, como se diz nas ruas. Isso, graças à vizinhança das eleições em que os deputados pretendem renovar, alguns apenas repetir, os seus mandatos. Provavelmente, se ocorresse essa votação em fevereiro de 2023, o projeto seria rejeitado.
Há muitos anos, desde 1988, quando a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas, na Constituição Federal, os trabalhadores não tinham motivo para celebrar, diante das relações contratuais de trabalho. Antes, o contrário. Nesses quase 40 anos, foram sucessivas perdas, desde as contrarreformas da previdência, dos cortes de direitos, até as mudanças legais do Temer, e do Bolsonaro. Nessas mudanças, a Nova CLT e a Lei da Liberdade econômica, para quem a liberdade serviu à desigualdade, deu-se a prevalência do negociado (entre patrões e empregados) sobre o legislado e a redução a quase nada da fiscalização trabalhista, dentre outros danos.

Inversão de rumo

O fim do regime 6x1 é portanto um fato que rompe a sequência de mudanças para pior, a se crer que o Senado não rejeite o projeto ou o distorça.
A despeito dos deputados o terem aprovado, evitando aparecerem no filme eleitoral como efetivamente “inimigos do povo”, há uma orquestra patronal tocando contra o projeto. Confederações e federações, da Indústria, do Comércio, da Agricultura, grande parte da mídia comercial e das redes sociais, “pobres de direita”, arquirreacionários de vários matizes, pastores, padres e rabinos de extrema-direita, enfim, a caterva histórica já conhecida, fazem discursos sucessivos, com os argumentos “técnicos” tradicionais.

O PIB e os mitos cultivados

Os mais frequentes discursos falam que o PIB cairá, que os pequenos negócios fecharão, que a produtividade do Brasil é baixa, que haverá muito desemprego, etc, etc
Bem, de uma maneira mais geral, podemos dizer que se o PIB e os pequenos negócios dependem de uma escala em que os trabalhadores não têm tempo para outra coisa, senão cumprir a jornada 6x1 e viajar nos ônibus, metrôs e trens lotados, por 2, 3, 4 horas, já é tempo de rever isto.
Para tanto, há ajustes internos, redistribuição da força de trabalho e, a bem da verdade, ganhos, oriundos relativos da redução do turnover e do absenteísmo ou do menor número de afastamentos por adoecimento. Neste último caso, muito associado às relações de trabalho, com jornadas extenuantes e assédio moral. Pode-se falar de uma epidemia de patologias no campo da saúde mental – o burnout cresceu 800% de 2021 para cá, no Brasil. Certamente isso vai ser melhor enfrentado com a redução da jornada e um mínimo de distensão no cotidiano do trabalhador e principalmente da trabalhadora, com sua dupla jornada. Sem falar, das repercussões nas vendas/compras de um público que não tem tempo para sair pelas ruas nos finais de semana e viver um pouco do lazer que hoje se oferece em praias, praças, museus, estádios e shoppings.

O mito da baixa produtividade

Pontualmente, temos um dos argumentos como central: a baixa produtividade no Brasil. Seria dessa baixa produtividade que emergem outros argumentos contra a redução da jornada 6x1. A queda do PIB, por exemplo, se daria porque, com a redução da jornada, a produção cairia vertiginosamente, dado que o trabalhador teria reduzida, na mesma proporção, a sua produção, que já é baixa, segundo esses argumentos. Na mesma linha de argumentos, os pequenos negócios não suportariam se o trabalhador, cuja produtividade é baixa, deixar de comparecer um dia a mais, além do domingo. Isso provocaria perda semelhante na produção da pequena confecção ou em empresas de construção civil.

Brasil, campeão de produtividade

Essa manchetinha acima soa estranha, certamente, a quem só tem ouvido falar e ler o contrário: a baixa produtividade do Brasil.
Mas a verdade é que o Brasil é um líder na produtividade da agricultura. Os estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, IPEA, testemunham isso. É o caso da pesquisa de Fornazier e Vieira Filho, que citando outros pesquisadores reportam taxas bem superiores de produtividade do Brasil, há décadas, vale dizer.

Vamos comparar?

Comparação de ganhos de produtividade na agricultura (Em %) -
Estados Unidos (1999-2002): 1,38
Brasil (1975-2005): 2,51
Brasil (2000-205): 3,87
Fonte: Adaptação do Quadro 1, de Gasques, Bastos e Bacchi (2008).

Brasil X EUA

Foi observando esses resultados, produto de estudos anteriores, dentre eles o estudo de Virgil Eldon Ball, sobre a agricultura dos EUA, que permitiu a Fornazier e Vieira Filho dizerem, à p. 11 do seu texto, que “a média de crescimento anual nos últimos trinta anos no Brasil foi de 2,51%, taxa superior à observada por Ball (2006) para os Estados Unidos”. Segundo Ball, a produtividade média dos EUA não passa de 1,38%, considerando o período de 1999 a 2002, época em que o Brasil registrava 3,87% de produtividade.
Portanto, há muitos anos que os pesquisadores brasileiros, os políticos e a imprensa sabem ou poderiam saber que a produtividade brasileira é superior.
O estudo recente do IPEA, 2022, realizado por Gasques, Bastos, Bacchi e Vieira Filho, confirma esse desempenho, entre os 15 países de melhor produtividade agrícola, dentre um total de 187 países, em geral. Nessa pesquisa, à p. 13, pode-se ver uma grande tabela, a Tabela 3, onde pontifica o Brasil, desde 1961 até 2019, com taxas de produtividade média superiores à taxa mundial e mais que o dobro da taxa dos EUA. Entre 1961 e 2019, o Brasil tem taxa média de 3,75%, contra 2,32% mundial e 1,48% dos estadunidenses.

China X Brasil

Só a China conseguiu nos bater, com a taxa média no período de 4,41%. Mais recentemente, 2010 a 2019, afetado pelas políticas neoliberais de precarização do trabalho, parte dos países, inclusive o Brasil, sofreu queda de produtividade. Entretanto, manteve-se o Brasil (2,30%) entre os cinco países mais produtivos, ao lado da Índia (3,22%), Canadá (3,18%), Ucrânia (2,85%) e Argentina (2,32), superando bem os EUA (1,48%) e permanecendo acima da média mundial (2,21%).

Produtividade no agro

Estamos falando da PTF da agricultura, onde se encontra o agronegócio. A PTF é a Produtividade Total dos Fatores, estando aí, obviamente, todos os materiais e as forças produtivas, homens e máquinas – a melhor forma de medir a produtividade. Porque a produtividade depende dos meios usados – a força de trabalho e os recursos técnicos e materiais, em geral.
Ao longo de muitos anos temos trabalhado no regime 6x1 e encontramos essa colossal produtividade brasileira na agricultura. Não a encontramos na indústria, onde as taxas oscilam ao sabor das condições gerais, como em todo o mundo.
Melhor dizendo, na indústria há uma variedade de resultados, que dependem dos demais meios, além da força de trabalho.
Para ter uma boa ideia disso, consultem o texto do IEDI, Instituto Econômico de Desenvolvimento Industrial, publicado em 2023, Evolução da produtividade do trabalho em 2014-2020. O IEDI é uma entidade do empresariado brasileiro, em sua maioria grandes empresas.
Ali se lê, na primeira página: “A rigor, tudo o que influencia o valor agregado influencia a produtividade, o que inclui a qualidade do ambiente de negócios, o sistema tributário, a adequação da infraestrutura, o grau de integração internacional e a qualidade da educação, bem como a renovação do estoque de capital, adoção de melhores práticas de gestão, uso de tecnologias digitais e desenvolvimento de novos produtos com maior agregação de valor etc.”.

Nem quem diz, acredita

O texto esqueceu de falar no mínimo de bem-estar do trabalhador. Mas nos deu uma suficiente visão de que nem o patronato acredita no que diz, quando anuncia a tragédia nacional da produtividade e do PIB, caso a jornada de trabalho seja reduzida.
A propósito, o citado estudo do IPEA, em sua p. 9, diz: “O índice de insumos tem crescido a taxas média de 0,45%, no período 1975-2020, bem como as produtividades da mão de obra e da terra que crescem a taxas elevadas”. E explica, no mesmo parágrafo: ”A melhoria da qualificação e a qualidade dos equipamentos têm sido decisivos para o aumento da produtividade do trabalho”.
Esse mesmo estudo, em suas Considerações finais, destaca que “há um longo tempo, o Brasil tem feito reformas no seu sistema de pesquisa e financiamento da produção [...] com ênfase no crédito de investimento, criando linhas de financiamento [...] investimentos em pesquisa e a criação de novos sistemas de produção”.

Ação do governo

Nessas últimas referências, vale lembrar o Plano Safra, do governo da União, que destinou à agricultura, no período 2025/26, R$ 516 bilhões, dos quais 87% foram destinados aos grandes produtores, especialmente ao agronegócio. Nas palavras da Agência Brasil: “O crédito vai apoiar grandes produtores rurais e cooperativas com R$ 447 bilhões, e produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) com R$ 69,1 bilhões”. Também, ao se falar em pesquisa, não é possível esquecer a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, EMBRAPA, e sua constante contribuição à agricultura brasileira.
Isso tudo coincide com o que dizem os grandes empresários da indústria brasileira, na primeira página do estudo publicado pelo IEDI: “A produtividade é resultante de uma equação complexa de fatores de diferentes naturezas, tanto cíclicos como estruturais e externa, bem como internamente às empresas”.

Conclusão

Não há, portanto, como medir melhor a produtividade senão considerando os fatores que se fazem presentes na produção. Por isso, não é justo nem verdadeiro apontar para a produtividade brasileira como baixa, atribuindo ao trabalhador a responsabilidade.
Nem é razoável tentar obstruir um avanço de humanidade, com evidentes benefícios para milhões de brasileiros - a redução da jornada de trabalho - com o argumento de que vai promover queda do PIB, devido a baixa produtividade do trabalhador. Isso não é verdade.
Se o argumento se der pelo interesse dos grupos econômicos, procurando manter seus ganhos e sua taxa de lucro, seu conforto, seus privilégios, seus automóveis, suas casas de campo, suas mansões, seus jatos particulares, seu turismo extraordinário, suas festas colossais, padrão Vorcaro, podemos entender. Tudo isso é bom, confortável e saboroso.
Mas igualmente é tempo de pensar em quem tem uma vida e atividades diárias penosas; moradia, transporte, alimentação e condições gerais de existência extremamente difíceis.

*Cláudio Gurgel é economista.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 2





imagem noticia

São João: CRO-PE orienta população sobre cuidados com a saúde bucal durante as festas juninas

19/06/2026

Com a chegada do período junino, marcado pelas tradicionais comidas típicas e pelas celebrações em todo o Nordeste, o Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE) orienta a população sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal durante as festividades. Durante essa época do ano, é comum o aumento no consumo de alimentos ricos em açúcar e de maior rigidez, como pé de moleque, milho, cocada, pipoca e maçã do amor, que podem provocar problemas como fraturas dentárias, quebra de restaurações e danos em aparelhos ortodônticos.

O presidente do CRO-PE, João Godoy, destaca que é possível aproveitar o São João sem abrir mão dos cuidados com a saúde bucal. “As festas juninas fazem parte da nossa cultura e são um momento de confraternização muito importante para os pernambucanos. Mas é fundamental que a população tenha atenção ao consumo excessivo de alimentos muito duros e açucarados, além de manter a rotina de higiene bucal mesmo durante os festejos”, afirmou.

imagem noticia

Com a chegada do período junino, marcado pelas tradicionais comidas típicas e pelas celebrações em todo o Nordeste, o Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE) orienta a população sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal durante as festividades. Durante essa época do ano, é comum o aumento no consumo de alimentos ricos em açúcar e de maior rigidez, como pé de moleque, milho, cocada, pipoca e maçã do amor, que podem provocar problemas como fraturas dentárias, quebra de restaurações e danos em aparelhos ortodônticos.

O presidente do CRO-PE, João Godoy, destaca que é possível aproveitar o São João sem abrir mão dos cuidados com a saúde bucal. “As festas juninas fazem parte da nossa cultura e são um momento de confraternização muito importante para os pernambucanos. Mas é fundamental que a população tenha atenção ao consumo excessivo de alimentos muito duros e açucarados, além de manter a rotina de higiene bucal mesmo durante os festejos”, afirmou.

O CRO-PE reforça que a escovação após as refeições, o uso diário do fio dental e a ingestão adequada de água ajudam a prevenir problemas como cáries, inflamações gengivais e mau hálito. A orientação também vale para pacientes que utilizam próteses, facetas, lentes de contato dental e aparelhos ortodônticos, já que esses casos exigem ainda mais cuidado na mastigação de alimentos mais rígidos.

O Conselho também alerta que, em situações de dor, fraturas dentárias ou qualquer outra urgência odontológica durante o período junino, a recomendação é procurar um cirurgião-dentista regularmente inscrito no CRO-PE. “A prevenção continua sendo o melhor caminho para garantir um São João tranquilo, com saúde e qualidade de vida”, completou João Godoy.




imagem noticia

Polos descentralizados do Recife têm shows de Petrúcio, Spok, Martins e Almir Rouche; confira programação

19/06/2026

Forró em toda parte da cidade. É São João. A programação dos seis primeiros polos descentralizados do São João do Recife começa no próximo domingo (21/06). Ao todo, 87 atrações se apresentam até a véspera do feriado, na terça (23/06).

Os artistas

Os artistas foram escolhidos por meio de uma votação popular na internet. A programação também conta com apresentações nomes como Petrúcio Amorim, Maestro Spok e Almir Rouch.

13 polos

A festa na capital pernambucana tem, no total, 13 polos, incluindo os do Sítio Trindade, na Zona Norte; Rio Branco, no Bairro do Recife; e Pátio de São Pedro, no Centro. Nesses três principais, a festa conta com shows de Elba Ramalho, Santanna e Capim com Mel, entre outras atrações.

Barro
Rua Manoel Salvador, s/n, Barro - esquina com a Rua Paulo Afonso
Segunda-feira (22)
17h - Quadrilha Junina Raízes do Pinho
18h - Forró do Munguzá - Zuza M...

imagem noticia

Forró em toda parte da cidade. É São João. A programação dos seis primeiros polos descentralizados do São João do Recife começa no próximo domingo (21/06). Ao todo, 87 atrações se apresentam até a véspera do feriado, na terça (23/06).

Os artistas

Os artistas foram escolhidos por meio de uma votação popular na internet. A programação também conta com apresentações nomes como Petrúcio Amorim, Maestro Spok e Almir Rouch.

13 polos

A festa na capital pernambucana tem, no total, 13 polos, incluindo os do Sítio Trindade, na Zona Norte; Rio Branco, no Bairro do Recife; e Pátio de São Pedro, no Centro. Nesses três principais, a festa conta com shows de Elba Ramalho, Santanna e Capim com Mel, entre outras atrações.

Barro
Rua Manoel Salvador, s/n, Barro - esquina com a Rua Paulo Afonso
Segunda-feira (22)
17h - Quadrilha Junina Raízes do Pinho
18h - Forró do Munguzá - Zuza Miranda e Thaís
19h10 - Maestro Danda e Orquestra Forró
20h10 - Danny Brasil - Forró das Antigas
20h40 - Vandson Novaes
22h10 - A Malvadona
23h40 - Almir Rouche
DJ Renna nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Forró Sensação
18h - César Michiles (participação Jota Michiles)
19h10 - Forró Vumbora
20h40 - Allan Dibôa
22h10 - Yuri Pressão
23h40 - Arrochados do Forró
DJ Renna nos intervalos

Campo Grande
Rua Gonçalves Dias, s/n, Campo Grande (ao lado da Praça de Campo Grande)

Segunda-feira (22)
16h - Quadrilha Junina Tradição
17h - Muniz do Arrasta-pé
18h - Jorge Silva
19h10 - Gustavo Travassos
20h40 - Henrique Brandão
22h10 - PV Calado
23h40 - MC Thayk
DJ Nadejda nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Coco de Mestre Biu
18h - Malou Marinho
19h10 - Ciel Santos
20h40 - Romero Ferro
22h10 - Chama do Brega
23h40 - Banda Forretrô
DJ Nadejda nos intervalos

Cordeiro
Rua Gregório Júnior, s/n, Cordeiro (em frente ao nº 489)

Segunda-feira (22)
16h - Quadrilha Junina Balancê
17h - Coco das Estrelas
18h - Walmir Chagas - Véio Mangada
19h10 - Andrezza Formiga
20h40 - Banda Quenga de Coco
22h10 - Gerlane Lops
23h40 - André Rio
DJ Renato L nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Mateus e Katilinda & Banda
18h - Allan Carlos
19h10 - Edilza Aires
20h40 - Lara Couto
22h10 - Banda Sanfonada
23h40 - Maestro Spok e Orquestra Forrobodó
DJ Renato L nos intervalos

Lagoa do Araçá

Rua Nova Verona, s/n, Lagoa do Araçá
Segunda-feira (22)
16h - Quadrilha Junina Traque
17h - Adiel Luna e o Coco Camará
18h - Caná Caiana
19h10 - Dudu do Acordeon
20h40 - PC Silva
22h10 - Maciel Melo
23h40 - Internacionais do Forró
DJ Ari Falcão nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Forró Culé de Xá
18h - Alex Mono
19h10 - Charles Theone
20h40 - Petrúcio Amorim
22h10 - Tribo Cordel
23h40 - Derico Alves
DJ Ari Falcão nos intervalos

Parque das Graças

Domingo (21)
15h - Quadrilha Junina Recriada Deveras
15h40 - Mestres do Coco de Pernambuco
16h40 - Tonfil
17h50 - Karol Maciel
19h10 - Cascabulho
20h30 - Natasha Falcão
DJ Incidental nos intervalos

Terça-feira (23)
17h - Dona Cila do Coco
18h - Iran Carlos
19h10 - Som da Terra
20h40 - Bia Villa Chan
22h10 - Forró Bolsa de Madame
23h40 - Forró Vumbora
DJ Chell nos intervalos

O Poder




imagem noticia

Academias e escolas cívico-militares: correias de transmissão do fascismo - Por Natanael Sarmento*

19/06/2026

O fascismo é a ditadura mais extremada dos monopólios capitalistas. Ditadura exercida pelos serviçais mais reacionários da direita e da burguesia. Não é mera contingência histórica da Itália de Mussolini. Processo histórico universalizado pelo imperialismo, a fase superior do capitalismo monopolista.

Mudança de seis para meia dúzia

O fascismo muda nomes, líderes, retóricas, mas conserva sua essência totalitária, conservadora e reacionária a serviço do capital. Inimigos do povo, que usam o patriotismo, a religião e o anticomunismo como ferramentas para oprimir a classe trabalhadora e perseguir os seus principais defensores. Foram traços comuns das ditaduras: Alemanha (Hitler), Portugal (Salazar), Espanha (Franco), Chile(Pinochet), Brasil (Médici et alli). E qualquer semelhança com os USA de Donald Trump é mera coincidência.

Nazistas Vip

Os EUA albergaram nazistas da guerra. Seletivo, “very important person”. A “Op...

imagem noticia

O fascismo é a ditadura mais extremada dos monopólios capitalistas. Ditadura exercida pelos serviçais mais reacionários da direita e da burguesia. Não é mera contingência histórica da Itália de Mussolini. Processo histórico universalizado pelo imperialismo, a fase superior do capitalismo monopolista.

Mudança de seis para meia dúzia

O fascismo muda nomes, líderes, retóricas, mas conserva sua essência totalitária, conservadora e reacionária a serviço do capital. Inimigos do povo, que usam o patriotismo, a religião e o anticomunismo como ferramentas para oprimir a classe trabalhadora e perseguir os seus principais defensores. Foram traços comuns das ditaduras: Alemanha (Hitler), Portugal (Salazar), Espanha (Franco), Chile(Pinochet), Brasil (Médici et alli). E qualquer semelhança com os USA de Donald Trump é mera coincidência.

Nazistas Vip

Os EUA albergaram nazistas da guerra. Seletivo, “very important person”. A “Operação Paperclip” registra 1.600 engenheiros, técnicos, cientistas e oficiais da SS bem recebidos nos United Stats.

NASA

Wernher Von Brau liderou o programa espacial da NASA da corrida espacial americana na contraprestação do livramento do Tribunal de Nuremberg com direito a casa, comida e bom salário. O alemão desenvolveu os mísseis americanos de longo alcance usados contra os russos na Guerra Fria.

War Scholl

O General Franz Halder do Estado Maior nazista foi o mentor pedagogo do “Foering Military Studies” -1950-60. Catedrático da doutrina do “aufstragstakitik” e redator dos manuais dos “War Collegers” e “US Army Schooll of the Americas”.

Ex-cadetedra

Expertise ex-cátedra testada e comprovada no holocausto. Sobre a organização e método dos nazistas assimilados pelos americanos sobre espionagem, informação e contrainformação, propaganda, torturas, assassinatos, sabotagens...

Da War Scholl à Escola Superior de Guerra – ESG.

Das “tratativas entre governos e militares do Brasil e USA surge a ESG, em 1949. Correia de transmissão do anticomunismo nazista reciclado nas Escolas de Guerra dos EUA. O império planejou, financiou, treinou e deslocou “conselheiros” do Pentágono e da Cia para o Brasil. Quem paga a banda, escolhe a música.

Para inglês ver

O objetivo declarado da ESG de “preparar militares e civis com funções diretivas, lideranças, em planejamento e assessoramento superior, com foco estratégico na segurança, defesa e desenvolvimento nacional” é para inglês ver. É uma corria de transmissão da ideologia do alinhamento automático aos EUA e da doutrina anticomunista. Militares e civis “intelectuais orgânicos” formados e cooptados sob a batuta do império do Norte. No plano econômico o liberalismo absoluto e abertura do mercado, leia-se o entreguísmo das riquezas nacionais. No plano político o alinhamento à geopolítica estadunidense na guerra ao comunismo e deslumbramento pelo capitalismo do “american way of life”.

A história

Soldados da URSS, USA, Reino Unido, da resistência francesa e da FEB combateram nos campos da Europa, na 2ª Guerra, contra o nazi-fascismo. Do Exército Vermelho da URSS morreram 15 milhões de soldados. Quase mil soldados brasileiros morreram nos combates em terra, mar e ar. A humanidade celebrou a queda de Berlim, a derrota do nazismo. O emblemático triunfo da bandeira vermelha da vitória erguida pelo soldado soviético sobre o Reichstag no fim da Batalha de Berlim, correu e emocionou o mundo. Segundo Ernest Hemingway: “ Todo ser humano que ama a liberdade deve ao Exército Vermelho mais do que conseguirá pagar em uma vida”.

A ironia

Os exércitos dos EUA e do Brasil receberem em suas academias militares treinamentos e base ideológica dos nazistas que combateram na guerra.

Patriotismo de fachada

É o patriotismo dos desfiles, firulas e salamaleques, sem conteúdo real. Meramente retórico. Usado por vendilhões da soberania e entregadores das riquezas nacionais, americanófilos anticomunistas. Adestrados na doutrina fascista do “inimigo interno” da ideologia de “Segurança Nacional” importada do NWC – National War College e plantada na ESG e demais academias e escolas militares.

Bizarros

Seria cômico, se não fosse trágico, o produto desta ideologia nazi-americana. Patuscadas de fazer vergonha. Do Presidente brasileiro bater continência à bandeira dos EUA; De General brasileiro em missão do governo nos EUA declarar: “o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil”. De Senador brasileiro viajar aos EUA para conspirar retaliação econômica daquele país contra o Brasil. De manifestantes “patriotas” - ou idiotas - desfilarem com bandeira dos EUA nas celebrações do dia 7 de Setembro da Independência brasileira. A alentada trilogia do “Festival de Besteira que assola o país” do Stanislaw Ponte Preta é pinto, livreto de cordel.

Escolas “cívico-militares”

A educação fascista aliena a juventude. Educação não inclusiva, destinada a jovens saudáveis, obedientes, acríticos. Para as falanges que recebem ordens, sem pensar, capazes de torturar e matar os “inimigos da pátria” definidos pelos superiores. Numa pedagogia de adestramento típico de estribarias: condicionamento acrítico. Primado da ordem, hierarquia e disciplina, e obediência sobreposta ao desenvolvimento do pensamento crítico e criativo do educando. Não por acaso as “Escolas cívico-militares” foram criadas sob o fatídico governo fascista de Bolsonaro. Custos mais elevados que das escolas tradicionais e resultados pífios. Não podia ser diferente. Educação alienante. Exclusivista. Elitista. Mais voltada à rigidez de regras sobre corte do cabelo, fardamentos e comportamentos que com a inclusão e a criatividade. Sem formação crítica e humanista, desprezo pela cultura universal da filosofia, história e sociologia. Geridas por militares aposentados e ignorantes em pedagogia e ensino. Eficientes adestradores e fracassados educadores, desqualificados, umas bestas quadradas.

Conclusão

O capitalismo da fase imperialista usa o fascismo como arma política e ideológica de combate ao comunismo e a todos os movimentos sociais de inclusão e de libertação dos trabalhadores e segmentos vulneráveis da sociedade. Essa ideologia excludente, de supremacia social, étnica, religiosa exclusivista tem conexões com correias de transmissão: escolas, igrejas, imprensa. A ESG é uma correia de transmissão estratégica do fascismo, no ensino superior, As escolas cívico-militares no ensino médio. Simples assim. O fascismo não está vencido. Como bem adverte Bertold Brechet: “a cadela fascista está sempre no cio.”


*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores. O Poder estimula e acolhe o livre debate de ideias.



imagem 2





imagem noticia

Endrick é 'escalado' para seleção de bonecos gigantes e reforça torcida pelo hexa do Brasil no Refie

19/06/2026

Vini Jr., Carlo Ancelotti e Neymar como bonecos gigantes. O melhor da Seleção Brasileira no Recife e os pernambucanos reforçando a torcida pelo hexa.


O técnico Carlo Ancelotti pode até não ter escalado ainda, mas Endrick, promessa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, já entrou em campo. Pelo menos na torcida em Pernambuco, onde está virando boneco gigante. A estreia do jovem futebolista no mundial é alvo de um verdadeiro clamor popular, e pode ocorrer no jogo hoje, sexta-feira (1/069) contra o Haiti.

O escultor

A réplica gigante do atacante foi confeccionada pelo escultor Guilherme Paz. Para isso ele, analisou fotos, modelou barro, tentando reproduzir uma das características mais marcantes do atacante que é o olhar. E, para isso, vale até pedir ajuda à inteligência artificial.

Apontado

Mesmo sem ser titular absoluto da Seleção Brasileira, Endrick, de 19 anos, é apontado por muitos torced...

imagem noticia

Vini Jr., Carlo Ancelotti e Neymar como bonecos gigantes. O melhor da Seleção Brasileira no Recife e os pernambucanos reforçando a torcida pelo hexa.


O técnico Carlo Ancelotti pode até não ter escalado ainda, mas Endrick, promessa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, já entrou em campo. Pelo menos na torcida em Pernambuco, onde está virando boneco gigante. A estreia do jovem futebolista no mundial é alvo de um verdadeiro clamor popular, e pode ocorrer no jogo hoje, sexta-feira (1/069) contra o Haiti.

O escultor

A réplica gigante do atacante foi confeccionada pelo escultor Guilherme Paz. Para isso ele, analisou fotos, modelou barro, tentando reproduzir uma das características mais marcantes do atacante que é o olhar. E, para isso, vale até pedir ajuda à inteligência artificial.

Apontado

Mesmo sem ser titular absoluto da Seleção Brasileira, Endrick, de 19 anos, é apontado por muitos torcedores como uma das principais promessas do futebol nacional, ao ponto de ser chamado de "o novo Pelé".



imagem 2




Revelado

Revelado pelo Palmeiras e atualmente no Real Madrid (mas emprestado ao Lyon), ele ganhou destaque pela personalidade em campo, pelos gols decisivos e pela identificação que criou com parte da torcida brasileira, que vê no jogador um símbolo da renovação da Seleção.

Embaixada

A responsável pela homenagem a Endrick é a Embaixada dos Bonecos Gigantes, que todos os anos leva às ladeiras de Olinda, no carnaval, um verdadeiro elenco de personalidades em suas versões gigantescas.

Quinta Copa

Esta é a quinta Copa do Mundo em que os bonecos da Embaixada são "escalados". A primeira foi a da África do Sul, em 2010. O primeiro personagem ligado a futebol foi o narrador Galvão Bueno, que, segundo Leandro Castro, se encantou pelo próprio boneco. Em seguida, veio o rei Pelé.

O sucesso

O sucesso foi tão grande que Leandro foi convidado para participar do Programa do Jô, do saudoso Jô Soares — que naquele ano também ganhou boneco gigante.
A Copa seguinte, de 2014, foi a do Brasil, e teve até jogo de futebol com bonecos na Praia de Boa Viagem

Sucesso

Na Copa de 2022, por exemplo, fez sucesso o boneco do atacante Richarlison, que não foi convocado para o campeonato deste ano. Na época, a aparência do gigante virou piada na internet e motivou até uma "harmonização facial" para ficar mais parecido com o jogador.

O Poder
Fotos: Pedro Alves



imagem 3





imagem noticia

Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta sexta-feira

19/06/2026

Brasília, 19 de junho de 2026

Brasília amanheceu sob os escombros de mais uma crise política de alta voltagem. O Caso Master já não é apenas uma investigação financeira: virou uma disputa nacional de narrativas envolvendo Congresso, governo, Polícia Federal e eleições de 2026. Nos bastidores, muitos lembram que o sucesso de Daniel Vorcaro em Brasília sempre foi associado à capacidade de construir relacionamentos, circular entre diferentes grupos de poder e compreender como funcionam os mecanismos de influência, prestígio e acesso no ambiente político. Agora, o que antes era bastidor virou manchete e as redes sociais transformaram o caso em uma das maiores tempestades digitais do ano.

O fator Jaques: a crise chega ao coração do Planalto

O senador Jaques Wagner se transformou em um dos assuntos políticos mais comentados do país após os novos desdobramentos do Caso Banco Master. Levantamento da Ativaweb DataLab identificou 28.45...

imagem noticia

Brasília, 19 de junho de 2026

Brasília amanheceu sob os escombros de mais uma crise política de alta voltagem. O Caso Master já não é apenas uma investigação financeira: virou uma disputa nacional de narrativas envolvendo Congresso, governo, Polícia Federal e eleições de 2026. Nos bastidores, muitos lembram que o sucesso de Daniel Vorcaro em Brasília sempre foi associado à capacidade de construir relacionamentos, circular entre diferentes grupos de poder e compreender como funcionam os mecanismos de influência, prestígio e acesso no ambiente político. Agora, o que antes era bastidor virou manchete e as redes sociais transformaram o caso em uma das maiores tempestades digitais do ano.

O fator Jaques: a crise chega ao coração do Planalto

O senador Jaques Wagner se transformou em um dos assuntos políticos mais comentados do país após os novos desdobramentos do Caso Banco Master. Levantamento da Ativaweb DataLab identificou 28.454.322 menções em apenas nove horas, colocando o tema entre os maiores eventos digitais de 2026. O episódio elevou a temperatura política em Brasília, ampliou a pressão sobre o núcleo de articulação do governo e abriu uma nova frente de desgaste para aliados do Planalto.

Polícia Federal é a grande vencedora das últimas 24 horas

Se existe um vencedor claro na narrativa digital do Caso Master, é a Polícia Federal. Análise da Ativaweb DataLab sobre 27,3 milhões de menções em 24 horas mostra que a PF foi o único protagonista da crise a registrar predominância de manifestações positivas, alcançando 68% de sentimento favorável. Enquanto políticos e partidos enfrentaram desgaste reputacional, a instituição recebeu apoio expressivo nos comentários, sendo associada a independência, fiscalização e combate à corrupção.

Resumo das quatro ondas:

Ciro Nogueira — 87% negativo
Flávio Bolsonaro — 73% negativo
Davi Alcolumbre — 76% negativo
Hugo Motta — 74% pressão reputacional
Jaques Wagner — 61% sentimento misto

Polícia Federal — 68% positivo
“Em crises políticas, raramente a instituição investigadora sai mais fortalecida do que os investigados.”

Governo tenta deslocar Lula da crise
A movimentação nos bastidores já mudou de tom. Lideranças governistas passaram a defender uma separação clara entre a imagem do presidente Lula e os desdobramentos envolvendo Jaques Wagner. O objetivo é evitar que o Caso Master ultrapasse a esfera policial e passe a contaminar diretamente a narrativa eleitoral de 2026.

“Na política, o primeiro movimento diante da crise é medir o tamanho do raio de contaminação.”

A Emenda Master vira nova dor de cabeça de Brasília

A chamada “Emenda Master” entrou definitivamente no radar político após aparecer nos documentos analisados pela Polícia Federal. O tema amplia o debate sobre a relação entre recursos públicos, articulação política e interesses privados. Nos corredores do Congresso, a palavra de ordem agora é acompanhar os próximos capítulos antes de fazer apostas.

“Quando uma emenda ganha apelido, Brasília sabe que a história está apenas começando.”

STF retoma julgamento sobre anistia a partidos

O Supremo Tribunal Federal retomou o julgamento envolvendo a anistia concedida a partidos que descumpriram regras de cotas eleitorais. A decisão possui potencial de impacto direto sobre o sistema partidário, financiamento de campanhas e futuras disputas eleitorais.
Lula desembarca em Minas e tenta organizar o tabuleiro
O presidente visita Minas Gerais em meio ao impasse sobre a formação dos palanques estaduais. O estado continua sendo considerado estratégico para qualquer projeto presidencial e a movimentação reforça que a pré-campanha já acontece muito antes do calendário oficial.
“Quem quer chegar ao Planalto sabe que precisa passar por Minas.”

Acordo entre EUA e Irã dá fôlego `a diplomacia

O Brasil comemorou o entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã e voltou a defender soluções negociadas para conflitos internacionais. Lula busca reforçar sua imagem internacional enquanto o cenário global continua marcado por instabilidade e tensões geopolíticas.

“No mundo da diplomacia, diálogo continua sendo a moeda mais valiosa.”

Competitividade volta ao centro do debate econômico

Mesmo com indicadores positivos de emprego, o Brasil perdeu posições em rankings internacionais de competitividade. O resultado reacende discussões sobre produtividade, ambiente regulatório, inovação, infraestrutura e capacidade de atração de investimentos.

“Emprego mostra o presente. Competitividade revela o futuro.”

Mei Maior, conta maior
A proposta de ampliação do teto do MEI avança em Brasília, mas os cálculos da equipe econômica apontam impacto fiscal próximo de R$ 50 bilhões. O tema mobiliza milhões de empreendedores e deve continuar presente na pauta econômica das próximas semanas.

“Toda renúncia fiscal tem apoio. O desafio é encontrar quem pagará a conta.”

PL e Eduardo Bolsonaro enfrentam novo desafio jurídico

A possibilidade de Eduardo Bolsonaro integrar uma chapa ao Senado como suplente já desperta debates jurídicos e eleitorais. O tema reforça que as disputas de 2026 começam muito antes das convenções partidárias.

“No Brasil, algumas eleições começam nos tribunais antes de chegarem às urnas.”




Confira mais

a

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar