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Análise - Como Deepseek virou o jogo do desenvolvimento da inteligência artificial por Ricardo Rodrigues*

05/02/2025

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No final do mês passado, o mundo foi tomado de surpresa pela ascensão de um novo “player” na seleta comunidade de desenvolvedores da tecnologia de inteligência artificial. Refiro-me à pequeníssima Deepseek chinesa, cujo aparecimento repentino abalou as estruturas dos investimentos em tecnologia nos Estados Unidos. Sua plataforma de IA tornou-se o aplicativo mais baixado na App Store, e a notícia de que a empresa custou apenas 6 milhões de dólares para criar um modelo de IA que rivaliza o Chatgpt levou as gigantes Nvdia e Broadcom a perder 17% de seu valor de mercado.
Mas não foram apenas os magnatas e os nerds do Vale do Silício, na Califórnia, que ficaram de cabelo em pé com a chegada do Deepseek no pedaço. O abalo transcendeu o mundo dos negócios e dos investimentos em tecnologia, para atingir, em cheio os objetivos geopolíticos da liderança dos Estados Unidos.




Projeto Stargate

Cabe lembrar que, no seu segundo dia...

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No final do mês passado, o mundo foi tomado de surpresa pela ascensão de um novo “player” na seleta comunidade de desenvolvedores da tecnologia de inteligência artificial. Refiro-me à pequeníssima Deepseek chinesa, cujo aparecimento repentino abalou as estruturas dos investimentos em tecnologia nos Estados Unidos. Sua plataforma de IA tornou-se o aplicativo mais baixado na App Store, e a notícia de que a empresa custou apenas 6 milhões de dólares para criar um modelo de IA que rivaliza o Chatgpt levou as gigantes Nvdia e Broadcom a perder 17% de seu valor de mercado.
Mas não foram apenas os magnatas e os nerds do Vale do Silício, na Califórnia, que ficaram de cabelo em pé com a chegada do Deepseek no pedaço. O abalo transcendeu o mundo dos negócios e dos investimentos em tecnologia, para atingir, em cheio os objetivos geopolíticos da liderança dos Estados Unidos.

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Projeto Stargate

Cabe lembrar que, no seu segundo dia como o 47º Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou, com toda pompa e circunstância, o estabelecimento do Projeto Stargate, uma “joint-venture” americana destinada a construir a maior infraestrutura de Inteligência Artificial do mundo. Nada menos do que meio trilhão de dólares serão investidos até 2029 na nova empresa que reúne como sócios a OpenAi, a Oracle, e o Softbank. O objetivo, como bem destacou a Bloomberg, é “fortalecer a posição dos Estados Unidos como incontestável líder global de inteligência artificial”.
A palavra “fortalecer” empregada pela Bloomberg denota o fato de que, até então, nenhum país havia conseguido sequer aproximar-se dos avanços tecnológicos que marcaram o predomínio americano no desenvolvimento de modelos de IA. À frente da disputa pelo domínio dessa tecnologia sempre estiveram apenas as grandes empresas americanas de tecnologia, tais como OpenAi, Google, Microsoft, Apple e MGX.

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Disputa internacional

Não que os demais países de reconhecida excelência em alta tecnologia não tenham investido no desenvolvimento de suas próprias plataformas de IA. Desde que o Chatgpt foi lançado com êxito nos Estados Unidos, em 2022, tudo quanto é país tem investido na criação de modelos viáveis de inteligência artificial. Na China, porém, a preocupação com os avanços da IA nos Estados Unidos data de 2017. Este foi o ano em que os líderes chineses assistiram, com espanto, ao programa de IA da Google, o AlphaGo, derrotar seu mais bem ranqueado jogador de Go, um complexo jogo de tabuleiro. A partir de então, o governo da China começou a investir maciçamente em empresas de tecnologia que tivessem o potencial de desbancar os Estados Unidos no predomínio da inteligência artificial.

Restrição ao acesso a chips avançados

Não foi por outra razão que, ciosos de permanecerem na vanguarda dessa tecnologia, os Estados Unidos restringiram a venda de chips avançados para seus maiores adversários geopolíticos. Em 2022, ou seja, ainda no governo Biden, a empresa Nvidia viu-se proibida de exportar seus chips avançados para China, Rússia e Iran, entre outros países. O objetivo era garantir que essa tecnologia estratégica fosse controlada pelos Estados Unidos. De acordo com a Casa Branca, “nas mãos erradas, poderosos sistemas de IA têm o potencial de exacerbar os riscos da segurança internacional, viabilizando o desenvolvimento de armas de destruição em massa e operações de terrorismo cibernético”.

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Deepseek como novo paradigma

O aparecimento da Deepseek veio desafiar as premissas relativas ao desenvolvimento da IA que vigoraram até recentemente. Primeiro, dinheiro deixou de ser o fator mais decisivo da corrida pela preeminência nesse setor. É importante, até certo ponto, mas não é tão decisivo quanto parecia ser. Pequeníssima, sem ter recebido grandes aportes, sequer do governo chinês, a empresa Deepseek foi criada com meros 6 milhões de dólares. Contudo, conseguiu desenvolver uma plataforma mais barata e mais acessível para os usuários, sem comprometer eficiência e eficácia. Seu sucesso já está fazendo os investidores nessa tecnologia em todo mundo repensarem seus modelos de negócio. Afinal, a falta de recursos financeiros não impediu que a equipe de Deepseek desenvolvesse um produto altamente competitivo no mercado.
Em segundo lugar, os desenvolvedores da Deepseek conseguiram esse feito a despeito das restrições de acesso aos chips mais avançados da Nvidia. Embora alguns analistas afirmem que empresas chinesas já haviam conseguido estocar grandes quantidades de chips antes das restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos, não me parece que este tenha sido um fator relevante para a equipe de Deepseek. Ao contrário, deparando-se com as dificuldades impostas pelas restrições, o pessoal da Deepseek buscou soluções heterodoxas, trabalhando com menos chips, de menor sofisticação.

Recados da Deepseek

O sucesso da Deepseek traz consigo alguns recados para o mundo. Do ponto de vista do setor de tecnologia, o alerta não poderia ser mais eloquente. Criatividade, ao invés de tamanho e riqueza, ainda é o elemento crucial para o desenvolvimento da IA. Às vezes, aqueles que lideram o setor parecem esquecer esse detalhe.

Um outro recado destina-se aos líderes das grandes potências mundiais. Restrições e proibições não necessariamente vão impedir o desenvolvimento da tecnologia em países adversários. Se já é difícil barrar a difusão de tecnologia, de uma forma geral, imagine restringir o avanço da IA.
No mínimo, a ascensão da startup Deepseek vem forçar uma pausa numa disputa que parecia fora do controle. Vem também forçar empreendedores de tecnologia e líderes governamentais a refletirem, e repensarem formas de se abordar as virtudes e os perigos dessa importante tecnologia.

*Ricardo Rodrigues é jornalista e cientista político. Ele escreve semanalmente sobre temas internacionais para O Poder.

Leia outras informações

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Instalação de comissão sobre escala 5x2, sabatina de Messias e análise do veto ao PL da dosimetria; saiba quais as pautas do Congresso para os próximos dias

25/04/2026

Por Hylda Cavalcanti*

Encurtada em apenas quatro dias úteis, por conta do feriado de sexta-feira (1º de maio) — Dia do Trabalhador — a próxima semana tem tudo para ser bem movimentada no Congresso Nacional e cheia de articulações políticas e embate entre integrantes da base aliada do Governo e oposicionistas. Dentre os principais destaques estão a instalação da comissão especial que vai analisar as propostas para redução da jornada de trabalho no país; a sabatina de Jorge Messias no Senado, indicado pelo presidente Lula a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF); e a votação do veto presidencial total ao chamado “projeto da dosimetria”.

O projeto, vetado integralmente por Lula, reduz penas ou até as isenta em alguns casos, para os condenados nos ataques aos prédios públicos durante os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O problema é que sua abrangência é mais ampla e pode se estender para criminosos de alta periculosidade, integrantes de qu...

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Por Hylda Cavalcanti*

Encurtada em apenas quatro dias úteis, por conta do feriado de sexta-feira (1º de maio) — Dia do Trabalhador — a próxima semana tem tudo para ser bem movimentada no Congresso Nacional e cheia de articulações políticas e embate entre integrantes da base aliada do Governo e oposicionistas. Dentre os principais destaques estão a instalação da comissão especial que vai analisar as propostas para redução da jornada de trabalho no país; a sabatina de Jorge Messias no Senado, indicado pelo presidente Lula a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF); e a votação do veto presidencial total ao chamado “projeto da dosimetria”.

O projeto, vetado integralmente por Lula, reduz penas ou até as isenta em alguns casos, para os condenados nos ataques aos prédios públicos durante os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O problema é que sua abrangência é mais ampla e pode se estender para criminosos de alta periculosidade, integrantes de quadrilhas voltadas para o crime organizado

Muitas rodadas de negociações

Nem todas as votações serão fáceis, conforme já admitem os líderes partidários. No tocante ao projeto que tira os trabalhadores da escala 6X1 para a 5X2 (cinco dias de trabalho por dois dias de folga), apesar de muitas críticas de setores empresariais, o primeiro passo foi dado na última semana, com a aprovação da admissibilidade das duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema pela Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) da Casa.

O passo seguinte foi o anúncio do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), de que já criou uma comissão especial para analisar as PECs. Apesar das polêmicas e declarações contraditórias entre os parlamentares, Motta disse que considera a escala 5X2 “a matéria mais importante a ser votada pelo Congresso neste ano de 2026”.

A expectativa é que tal comissão, cujos integrantes serão nomeados a partir da próxima terça-feira (28/04), comece a trabalhar em seguida. A composição será de 38 membros titulares e outros 38 suplentes. Sendo que uma das vagas será destinada a uma das bancadas que não atingem o coeficiente partidário para poder participar do colegiado.



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Sabatina de Messias

Na quarta-feira (29/04), está programada a sabatina do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do STF, para onde foi indicado pelo presidente Lula. A sabatina tem suscitado nervosismo e muita capacidade de articulação em função dos atritos observados nos últimos meses entre Governo Federal e representantes do Congresso, mas há boas chances de Messias vir a ser aprovado.

Ele já manteve contatos com a maior parte dos senadores e é considerado uma pessoa de bom trato nas reuniões institucionais, bem preparado juridicamente e flexível, o que agrada a boa parte dos parlamentares.

Mesmo assim, líderes da base do governo continuam trabalhando por sua indicação. Espera-se que, no mesmo dia da sua sabatina, em sendo aprovada, a indicação siga para a pauta do plenário do Senado no mesmo dia, de forma a adiantar o trâmite em torno do tema, que já aguarda há meses.



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PL da dosimetria

Na quinta-feira (30/04), está programada a sessão conjunta do Congresso para analisar o projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados por tentativa de golpe de Estado, por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão é politicamente importante, tanto para a base do governo como a oposição, porque pode mudar o tempo de prisão e as regras de progressão de regime para esses casos.

E, dependendo do que ficar definido, terá impacto grandioso nas eleições deste ano. A chamada dosimetria define como o juiz calcula o tamanho da pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso.

O projeto, aprovado pelo Congresso no fim de 2025, fixa regras para esse cálculo e prevê a possibilidade de redução das penas dos envolvidos na depredação das sedes dos Três Poderes. As novas regras poderiam alcançar condenados por esses crimes, inclusive investigados e réus em processos relacionados.

Preocupações com ordenamento jurídico

Ao vetar integralmente a proposta, o presidente argumentou que "a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República, violando o fundamento disposto no artigo 1º da Constituição".

Ainda segundo a mensagem de veto, o texto aprovado poderia "comprometer o ordenamento jurídico e o sistema de garantias fundamentais, ao contrariar princípios como proporcionalidade, isonomia e impessoalidade". O veto aponta que o projeto não teria seguido o rito previsto na Constituição. Segundo a justificativa, como foram feitas mudanças de mérito pela Câmara dos Deputados, o texto deveria ter retornado ao Senado.

A sessão do Congresso que vai analisar o veto foi convocada pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-PB), que também é presidente do Senado. Para a derrubada, é necessária a maioria absoluta de votos de deputados e senadores, em votação separada nas duas Casas.



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Principais itens do texto

Dentre vários itens, o PL estabelece: que cada condenado cumpra pelo menos 1/6 da pena; que nos casos de crime violento primário o cumprimento mínimo seja de 25% da pena; e de crime violento reincidente, de 30% da pena.

Além disso, que nos casos de crime reincidente não violento, seja estabelecido o cumprimento de 20% da pena; nos de crime hediondo primário, 40% da pena; e hediondo com morte, 50% da pena.

Outros pontos do texto estabelecem para casos de milícia/organização criminosa o cumprimento de 50% da pena; de crime hediondo reincidente: cumprimento de 60% da pena; de hediondo reincidente com morte: cumprimento de 70% da pena; e de feminicídio primário, 55% da pena.

Preocupações com generalização

Se por um lado há uma preocupação com o tratamento dado aos presos de 8 de janeiro com penas consideradas extensas por muitos bolsonaristas, existem entre juristas e criminalistas preocupações com as mudanças que a legislação trará.

Uma vez que reduzirá as penas para autores de crimes hediondos e de integrantes de milícias e organizações criminosas, por exemplo.

Uma questão que o Congresso terá de resolver, mesmo se rejeitar o veto integral de Lula — seja por meio de um novo projeto de lei ou da manutenção de alguns dos itens vetados.

*Hylda Cavalcanti é jornalista, editora de O Poder aos sábados




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Santa Cruz X FPF: Diretoria tricolor reclama e Evandro Carvalho rebate

25/04/2026

Tudo começou com uma visita de um grupo de conselheiros, à frente Antônio Luiz Neto, ao presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho. Mote levado pelo grupo: ações para agilizar a liberação do Estádio José do Rego Maciel, que se encontra interditado. A diretoria do "mais querido" sentiu-se ofendida. Os presidentes dos poderes do clube, Bruno Rodrigues (Executivo), Victor Tavares Pessoa de Melo (Conselho) e Adriano Lucena (Patrimonial) emitiram nota oficial conjunta reclamando da interferência de pessoas "não autorizadas" e que "não representam o clube". Concluiu afirmando que "é estranho e inaceitável que o Presidente Evandro Carvalho, sem qualquer comunicado do Santa Cruz FC, trate de assuntos de um filiado com pessoas estranhas à administração do clube.
Confira abaixo a íntegra da nota.



Resposta de Evandro

Também através de nota oficial, o presidente da FPF deu uma resposta ao mesmo tempo elegante e d...

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Tudo começou com uma visita de um grupo de conselheiros, à frente Antônio Luiz Neto, ao presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho. Mote levado pelo grupo: ações para agilizar a liberação do Estádio José do Rego Maciel, que se encontra interditado. A diretoria do "mais querido" sentiu-se ofendida. Os presidentes dos poderes do clube, Bruno Rodrigues (Executivo), Victor Tavares Pessoa de Melo (Conselho) e Adriano Lucena (Patrimonial) emitiram nota oficial conjunta reclamando da interferência de pessoas "não autorizadas" e que "não representam o clube". Concluiu afirmando que "é estranho e inaceitável que o Presidente Evandro Carvalho, sem qualquer comunicado do Santa Cruz FC, trate de assuntos de um filiado com pessoas estranhas à administração do clube.
Confira abaixo a íntegra da nota.



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Resposta de Evandro

Também através de nota oficial, o presidente da FPF deu uma resposta ao mesmo tempo elegante e dura. Manifestou surpresa com a nota do Santa Cruz, reiterou que a atuação da entidade é pautada pelo respeito aos filiados e não se envolve nas disputas internas dos clubes. Deixou claro que age acima de grupos e correntes e que "recebe de forma democrática e respeitosa todos aqueles que buscam diálogo institucional, seja na condição de dirigentes, ex-dirigentes, conselheiros ou torcedores". Ressaltando que tal conduta é parte do papel institucional da entidade. Registra, ainda, que não cabe à entidade fazer triagem ou promover discriminação no atendimento institucional.
A seguir, o texto integral da nota da FPF.



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Representantes dos governos do Irã e dos EUA realizam, no Paquistão, nova rodada de negociações com vistas ao fim da guerra

25/04/2026

O chanceler do Irã, Abbas Aragchi, entregou neste sábado (25/04) as exigências impostas pelo seu país aos Estados Unidos para um acordo com vistas ao fim da guerra no Oriente Médio, segundo informou a agência de notícias Reuters — com base em fontes do governo paquistanês.

As tratativas para negociar o fim do conflito foram retomadas em Islamabad, capital do Paquistão. Conforme as informações da agência internacional de notícias, dentre os documentos entregues por Aragchi há também ressalvas de Teerã às propostas dos Estados Unidos.

Expectativa em torno de nova proposta

O conteúdo dos documentos não havia sido revelado até a última atualização desta reportagem. Ontem (24/04), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que era grande a expectativa de que a nova proposta do Irã atenderia às exigências do seu país para o fim da guerra e falou em “avanços” e “progressos”.

Apesar disso, as tratativas deste sábado...

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O chanceler do Irã, Abbas Aragchi, entregou neste sábado (25/04) as exigências impostas pelo seu país aos Estados Unidos para um acordo com vistas ao fim da guerra no Oriente Médio, segundo informou a agência de notícias Reuters — com base em fontes do governo paquistanês.

As tratativas para negociar o fim do conflito foram retomadas em Islamabad, capital do Paquistão. Conforme as informações da agência internacional de notícias, dentre os documentos entregues por Aragchi há também ressalvas de Teerã às propostas dos Estados Unidos.

Expectativa em torno de nova proposta

O conteúdo dos documentos não havia sido revelado até a última atualização desta reportagem. Ontem (24/04), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que era grande a expectativa de que a nova proposta do Irã atenderia às exigências do seu país para o fim da guerra e falou em “avanços” e “progressos”.

Apesar disso, as tratativas deste sábado acontecem em um clima mais hostil que a primeira rodada de negociações, há três semanas, quando representantes das duas partes ficaram de fato frente a frente, entre eles o vice-presidente dos EUA, JD Vance.

Negociações por interlocutores

A Casa Branca havia informado que os enviados especiais dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, que viajaram para Islamabad, teriam conversas diretas com Araghchi, mas o chaceler iraniano disse que só tinha planos de tratar com negociadores iranianos.

Uma das principais preocupações em relação ao confronto é a situação do Estreito de Ormuz, importante passagem para navegações do mundo inteiro. O tráfego marítimo segue paralisado na área —, por onde passava cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo. A região está sob um duplo bloqueio, de Irã e Estados Unidos.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse na sexta-feira que a reabertura de Ormuz é “vital para o mundo”. Enquanto isso, o mercado de petróleo fechou em alta, com otimismo sobre a retomada das conversas de paz.


— Com o G1 e agências internacionais Reuters e AFP.




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Este sábado (25) tem debate sobre poesia do Sertão do Pajeú e apresentação musical na APL

25/04/2026

A Academia Pernambucana de Letras (APL) convida o público para participar de um debate sobre a poesia do Sertão do Pajeú, seguida de sessão de autógrafos do livro “A vida cheia de graça do Cantador de Viola”, de autoria de Marcos Passos, Zelito Nunes e Ésio Rafael.



Antologia

“A Vida Cheia de Graça do Cantador de Viola" é uma antologia organizada pelo trio, que reúne poesias cômicas, rimas e anedotas do repente nordestino. Lançado em janeiro de 2026, o livro celebra o humor, a presença de espírito e a tradição oral do Sertão, apresentando versos de poetas renomados, improvisadores e anônimos.



Orquestra dos Médicos

Logo após esse debate, às 17h, a entidade apresentará o projeto intitulado ‘Música na APL’, com apresentação da Orquestra dos Médicos, interpretando clássicos nacionais e internacionais.

Entrada gratuita

A entrada é gratuita. A program...

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A Academia Pernambucana de Letras (APL) convida o público para participar de um debate sobre a poesia do Sertão do Pajeú, seguida de sessão de autógrafos do livro “A vida cheia de graça do Cantador de Viola”, de autoria de Marcos Passos, Zelito Nunes e Ésio Rafael.



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Antologia

“A Vida Cheia de Graça do Cantador de Viola" é uma antologia organizada pelo trio, que reúne poesias cômicas, rimas e anedotas do repente nordestino. Lançado em janeiro de 2026, o livro celebra o humor, a presença de espírito e a tradição oral do Sertão, apresentando versos de poetas renomados, improvisadores e anônimos.



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Orquestra dos Médicos

Logo após esse debate, às 17h, a entidade apresentará o projeto intitulado ‘Música na APL’, com apresentação da Orquestra dos Médicos, interpretando clássicos nacionais e internacionais.

Entrada gratuita

A entrada é gratuita. A programação será iniciada a partir das 15h, deste sábado (25/04).
A APL fica localizada na Avenida Rui Barbosa, bairro das Graças, no Recife.



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Governo proíbe plataformas de fazerem apostas sobre previsão de temas eleitorais e bloqueia 27 empresas desse mercado

25/04/2026

O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (24/04), por meio do Ministério da Fazenda, que estão proibidas plataformas de jogos online que oferecem apostas de previsão em temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. Ao mesmo tempo, representantes da pasta afirmaram que estão ampliando o monitoramento e as regras de regulação desse mercado no país.

No total, foram ordenados bloqueios de 27 sites de empresas do chamado mercado preditivo brasileiro. Na prática, a regra impede no Brasil plataformas como Kalshi e Polymarket de oferecer apostas sobre eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos que não sejam ligados a esportes e jogos online. Ou seja, não impacta no, mercado de apostas esportivas.

Mercado tem fugido das regras

"Nós temos hoje uma lei do mercado de apostas, que tem sido executada de maneira rigorosa pela Secretaria de Prêmios e Apostas. Os mercados de predição não estão aderentes a ess...

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O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (24/04), por meio do Ministério da Fazenda, que estão proibidas plataformas de jogos online que oferecem apostas de previsão em temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento. Ao mesmo tempo, representantes da pasta afirmaram que estão ampliando o monitoramento e as regras de regulação desse mercado no país.

No total, foram ordenados bloqueios de 27 sites de empresas do chamado mercado preditivo brasileiro. Na prática, a regra impede no Brasil plataformas como Kalshi e Polymarket de oferecer apostas sobre eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos que não sejam ligados a esportes e jogos online. Ou seja, não impacta no, mercado de apostas esportivas.

Mercado tem fugido das regras

"Nós temos hoje uma lei do mercado de apostas, que tem sido executada de maneira rigorosa pela Secretaria de Prêmios e Apostas. Os mercados de predição não estão aderentes a essa regulação do Congresso Nacional, portanto, violam a lei que o Congresso aprovou, referente a apostas", explicou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao externar o motivo da preocupação do Executivo.

Segundo o ministro, há por outro lado, “um outro campo de preocupação, que é o campo dos derivativos do sistema financeiro”. “O Conselho Monetário Nacional (CMN) ontem, depois de uma grande deliberação, esclareceu quais são os ativos subjacentes que podem ser objetos de derivativos”, acrescentou.

Mais segurança para o CMN

“De modo que a gente não vá ter aqui a previsão de chuva, a morte de uma determinada seguridade, com possibilidade de ser encarado como derivativo regular no Brasil, para que a comissão de valores imobiliários passe a partir de agora a ter segurança de política para também proibir esse tipo de mercado", continuou o ministro.
Durigan ressaltou que a legislação brasileira que regula as chamadas “Bets” permite apenas apostas esportivas e em jogos online. "Tudo que não for isso, está fora e é proibido", pontuou.

Outros representantes da pasta, como o secretário de Reformas Econômicas da Fazenda, Regis Dudena, em coletiva no Palácio do Planalto, destacaram que o mercado se apresentava na venda de valores imobiliários, chamados de derivativos, para contornar a legislação.

Uma vez que, embora muitas vezes sejam comercializadas como modalidades de investimento ou acordos entre usuários, essas plataformas operavam na margem do sistema financeiro.

Sem espaço para irregularidades

“O Brasil estabeleceu regras claras para o funcionamento das apostas de quota fixa, e não haverá espaço para quem tentar operar à margem desse sistema ou criar estruturas para contornar a legislação”, afirmou Dario Durigan.

Na mesma linha, o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, alertou para os riscos dessas operações. “Plataformas não autorizadas não oferecem garantias mínimas e expõem os usuários a riscos elevados. A atuação do Estado é fundamental para prevenir danos e assegurar direitos”, disse.

Mais de 39 mil bloqueios

O Governo Federal informou, ainda, resultado de balanço segundo o qual, em ações de combate ao mercado ilegal, já foram bloqueados mais de 39 mil sites irregulares, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e removidos 203 aplicativos que operavam fora da regulação federal.

A atuação integrada do Executivo com instituições financeiras e de pagamento resultou em 1.665 notificações e no encerramento de 697 contas ligadas a operações suspeitas com apostas ilegais, evidenciando a efetividade da estratégia de asfixia financeira desses operadores.

No mercado regulado, a Secretaria de Prêmios e Apostas mantém atuação contínua de monitoramento e fiscalização. Até o momento, conforme destacaram os técnicos, foram instaurados 172 processos envolvendo 73 operadores e 145 marcas, sendo 100 deles processos sancionadores em andamento.
As ações incluem a verificação de apostas irregulares, o cumprimento das regras de jogo responsável, a certificação das plataformas e a regularidade na oferta de bônus.

Confira abaixo os sites bloqueados:
Predictlt
Palpita
Cravei
Previsao
Véspera
Palpitano
PRÉVIAS - Plataforma de Mercado Preditivo
Predict
ProphetX Prediction Market
Robinhood
OG | Prediction Markets & Real-Time Odds
Fanatics Markets



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Muito diferente da propaganda, saúde de Raquel Teixeira Lyra é o caos

25/04/2026

A governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra, costuma propagar que recebeu a saúde um caos e está entregando um verdadeiro paraíso à população. Na verdade, ela não acrescentou nenhum hospital, nem sequer uma UPA. Concluiu um hospital em Caruaru e fechou outro, noves fora, nada. Como é da sua estratégia, dá uma mão de tinta em algumas unidades, representa alguns equipamentos, coloca uma placa bonita e inaugura a manutenção como se fosse uma grande obra. Essa é a prática corriqueira, nao só na saúde, como na educação e outras áreas de um governo de eventos.



A realidade

Agora, rumo ao mundo real.
O povo que frequenta as unidades de saúde, sabe que as condições para o atendimento são, na maioria esmagadora das vezes, péssimas. Mas quem não usa o serviço público vai engolindo os delírios de Raquel. O deputado estadual Gilmar Junior, enfermeiro, eleito em primeiro mandato com quase 70 mil votos, resolveu mostrar o quadro...

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A governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra, costuma propagar que recebeu a saúde um caos e está entregando um verdadeiro paraíso à população. Na verdade, ela não acrescentou nenhum hospital, nem sequer uma UPA. Concluiu um hospital em Caruaru e fechou outro, noves fora, nada. Como é da sua estratégia, dá uma mão de tinta em algumas unidades, representa alguns equipamentos, coloca uma placa bonita e inaugura a manutenção como se fosse uma grande obra. Essa é a prática corriqueira, nao só na saúde, como na educação e outras áreas de um governo de eventos.



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A realidade

Agora, rumo ao mundo real.
O povo que frequenta as unidades de saúde, sabe que as condições para o atendimento são, na maioria esmagadora das vezes, péssimas. Mas quem não usa o serviço público vai engolindo os delírios de Raquel. O deputado estadual Gilmar Junior, enfermeiro, eleito em primeiro mandato com quase 70 mil votos, resolveu mostrar o quadro real das unidades de saúde do Estado. Começou pelo Agamenon Magalhães, no Recife, que já foi um hospital de referência, que servia de exemplo para o Nordeste e o País. O resultado você mesmo confere abaixo.








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Gilmar Mendes surpreende, recua e pede desculpas a Romeu Zema, mas não retira pedido para inclusão dele no inquérito das fake news

25/04/2026

Por Hylda Cavalcanti*

Apesar da separação entre os Poderes, todo mundo sabe da intricada relação entre políticos e ministros do Judiciário, nem sempre pacífica. Mas chamou a atenção, na última semana, um inusitado pedido de desculpas. Inusitado por conta do temperamento bravo e desbocado do protagonista, mas ao mesmo tempo pertinente ao seu estilo. Tratou-se do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), que se desculpou publicamente com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com quem não se dá.

No começo, pouca gente acreditou, achou que era factóide, até a divulgação de duas entrevistas de Mendes abordando o tema e de uma postagem feita por ele em sua página na rede social X reforçando o pedido de desculpas. O magistrado afirmou que “errou ao relacionar homossexualidade” em um documento que se referia ao ex-governador mineiro. Ele ainda disse que “não tem problemas de reconhecer” quando erra.

Como a h...

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Por Hylda Cavalcanti*

Apesar da separação entre os Poderes, todo mundo sabe da intricada relação entre políticos e ministros do Judiciário, nem sempre pacífica. Mas chamou a atenção, na última semana, um inusitado pedido de desculpas. Inusitado por conta do temperamento bravo e desbocado do protagonista, mas ao mesmo tempo pertinente ao seu estilo. Tratou-se do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), que se desculpou publicamente com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com quem não se dá.

No começo, pouca gente acreditou, achou que era factóide, até a divulgação de duas entrevistas de Mendes abordando o tema e de uma postagem feita por ele em sua página na rede social X reforçando o pedido de desculpas. O magistrado afirmou que “errou ao relacionar homossexualidade” em um documento que se referia ao ex-governador mineiro. Ele ainda disse que “não tem problemas de reconhecer” quando erra.

Como a história começou

Tudo se deu porque, ao explicar o motivo pelo qual pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news, recentemente, o ministro usou um exemplo de algo que ele avalia que o ex-governador não aceitaria ser relacionado.

“Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como se fosse homossexual. Será que não é ofensivo?”, enfatizou o ministro. O contexto da fala foi porque, dias antes, num vídeo, Romeu Zema — que renunciou ao cargo de governador em março passado para ser pré candidato à presidência da República pelo partido Novo, nas eleições deste ano — retratou Mendes e outros ministros do STF como fantoches.

A emenda saiu pior que o soneto e o decano do STF recebeu nos últimos dias uma avalanche de críticas de ativistas de movimentos de Direitos Humanos, entidades voladas para a promoção da diversidade e do público LGBTQIA+.

“Reitero o que está certo”, diz ministro

“Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema”, disse o ministro. “Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, acrescentou, na sua postagem.

No vídeo publicado por Zema, nas redes sociais, o governador mineiro fez críticas ao STF, com referências ao decano da Corte e ao também ministro Dias Toffoli. Todas, relacionadas ao escândalo do Banco Master. Foi quando Gilmar Mendes pediu ao relator do inquérito das fake news no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, a inclusão de Zema na investigação.

"Vilipêndio à imagem do STF"

No pedido, ele argumentou ter tomado conhecimento do vídeo em 5 de março. E disse que o conteúdo “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo”, assim como a dele. Moraes encaminhou o pedido para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em tempo: Gilmar Mendes pediu desculpas pela forma como se referiu ao desafeto mas não retirou o pedido para que ele seja incluído no inquérito.

Já Zema, não se manifestou nem sobre o pedido para inclusão do seu nome no inquérito nem sobre o pedido de desculpas, mas continua mantendo as críticas ao STF como um todo.

Durante entrevista concedida ao jornal Correio Braziliense, publicada neste sábado (25/04), afirmou que o Tribunal tem “extrapolado as balizas constitucionais e precisa de uma correção de rota”. E acrescentou que “os ministros [do STF] não são falíveis”. Sinais de que a briga continua? A se aguardar!

*Com Portal HJur




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Idas e vindas de liminares agita Judiciário em torno do plano de recuperação do BRB

25/04/2026

A recuperação do Banco Regional de Brasília (BRB) — que passa por situação complicada em função da emissão de papéis falsos e participação direta nas fraudes cometidas pelo Banco Master, — sofre uma onda de idas e vindas de decisões judiciais que têm esquentado os nervos de políticos, empresários e integrantes do Judiciário.

A mais recente, foi concedida na noite desta sexta-feira (24/04) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, derrubando a decisão do dia anterior que tinha suspendido um trecho da lei distrital criada para autorizar várias medidas — incluindo o uso de terras públicas — para socorro à instituição financeira.

O desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), tinha suspendido trechos da legislação na quinta-feira (23/04).

Retrocesso ambiental

Araújo Mendes usou como argumento o fato de que alguns desses terrenos...

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A recuperação do Banco Regional de Brasília (BRB) — que passa por situação complicada em função da emissão de papéis falsos e participação direta nas fraudes cometidas pelo Banco Master, — sofre uma onda de idas e vindas de decisões judiciais que têm esquentado os nervos de políticos, empresários e integrantes do Judiciário.

A mais recente, foi concedida na noite desta sexta-feira (24/04) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, derrubando a decisão do dia anterior que tinha suspendido um trecho da lei distrital criada para autorizar várias medidas — incluindo o uso de terras públicas — para socorro à instituição financeira.

O desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), tinha suspendido trechos da legislação na quinta-feira (23/04).

Retrocesso ambiental

Araújo Mendes usou como argumento o fato de que alguns desses terrenos estão localizados em área de preservação permanente (APA) e seu uso representaria retrocesso ambiental grande, tanto para o DF como também para toda a região centro-oeste. Sobretudo, por ser área de concentração de nascentes.

Não foi a primeira decisão no mesmo sentido. A Vara de Meio Ambiente do DF já tinha pedido a suspensão da legislação em decisão de primeira instância pelo mesmo motivo. Decisão essa que foi derrubada por um outro desembargador do TJDFT. Agora, veio a nova decisão do desembargador Rômulo, derrubada pelo STF.

Decisões são provisórias

Na prática, todas essas decisões são provisórias, até que o Tribunal julgue em caráter definitivo processo que pede para ser avaliada a constitucionalidade da lei distrital.

Mas a paralisação das medidas impede o governo do DF de avançar nas ações para socorro do banco, que se quebrar pode causar problemas para vários servidores públicos, pensionistas e aposentados do Distrito Federal e outros estados do Centro-Oeste, cujas contas e vencimentos salariais e de pensão são operados pela instituição.

Evitar danos de maior gravidade

Na decisão de ontem, Fachin ressaltou que a suspensão de liminar não tem como objetivo discutir o mérito da constitucionalidade da norma, e sim “evitar danos imediatos de maior gravidade”.

O ministro disse considerar plausíveis os argumentos apresentados pelo governo do Distrito Federal, especialmente no que se refere à existência de risco à ordem administrativa, uma vez que a decisão judicial anterior interferia na execução de políticas públicas definidas pelos Poderes Executivo e Legislativo locais.

Ele também apontou a possibilidade de impactos negativos à ordem econômica, destacando o papel central do BRB no pagamento de servidores públicos, na gestão de depósitos e na concessão de crédito.




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Caso Master: Esquenta nervosismo entre autoridades com decisão do STF por manter PHC preso e proximidade da temporada de delações

25/04/2026

O Supremo Tribunal Federal (STF), acreditem, encerrou por volta das 22h desta sexta-feira (24/04), o julgamento que decidiu pela manutenção da prisão provisória do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, conhecido por PHC, e de um dos principais assessores de Daniel Vorcaro, o advogado Daniel Monteiro.

Os dois estão envolvidos no escândalo de irregularidades e fraudes cometidas no âmbito do Banco Master, considerado o maior escândalo do mercado financeiro do País.

Tensão no STF

Apesar do julgamento ter acontecido de forma virtual, a correria para que fosse encerrado ontem mostra bem o ambiente de tensão observado entre os ministros do STF sobre o tema. Principalmente, diante de menções feitas pelo dono do Master, o empresário Daniel Vorcaro (preso na sede da Polícia Federal, em Brasília) de que mantinha contatos com os integrantes da Corte Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Os dois mi...

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O Supremo Tribunal Federal (STF), acreditem, encerrou por volta das 22h desta sexta-feira (24/04), o julgamento que decidiu pela manutenção da prisão provisória do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, conhecido por PHC, e de um dos principais assessores de Daniel Vorcaro, o advogado Daniel Monteiro.

Os dois estão envolvidos no escândalo de irregularidades e fraudes cometidas no âmbito do Banco Master, considerado o maior escândalo do mercado financeiro do País.

Tensão no STF

Apesar do julgamento ter acontecido de forma virtual, a correria para que fosse encerrado ontem mostra bem o ambiente de tensão observado entre os ministros do STF sobre o tema. Principalmente, diante de menções feitas pelo dono do Master, o empresário Daniel Vorcaro (preso na sede da Polícia Federal, em Brasília) de que mantinha contatos com os integrantes da Corte Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Os dois ministros negam, mas o fato é que Toffoli foi sócio em um resort que recebeu parceria do Banco Master. E a mulher de Moraes teve seu escritório de advocacia contratado pelo Master. Os dois casos e o real envolvimento dos magistrados com o empresário ainda estão sendo apurados.

Toffoli impedido

O resultado do julgamento de ontem se deu por meio da 2ª Turma do Tribunal, com a inserção do último voto que faltava, do decano do STF, ministro Gilmar Mendes.

Todos votaram conforme o voto do relator, ministro André Mendonça, para manter tanto Costa quanto Monteiro presos. Fazem parte da turma que analisou o processo os ministros Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes.

O outro integrante da Turma, ministro Dias Toffoli, declarou-se impedido de votar no caso.

A única divergência foi a sugestão feita no voto de Gilmar Mendes para que, no caso do advogado Daniel Monteiro, a prisão preventiva dele fosse transformada em prisão domiciliar, mas prevaleceu a prisão dos dois em complexo penitenciário.

Delações premiadas

Advogados de Paulo Henrique Costa já deixaram claro que vão solicitar, a qualquer momento, a transferência dele para a Superintendência da PF como uma das condições do acordo de colaboração premiada que ele já deixou claro querer fazer. Vorcaro também já aceitou fazer delação.

Medo geral

A expectativa de delações de PHC e Vorcaro têm fragilizado e colocado medo em autoridades diversas do cenário empresarial e político do Distrito Federal e do Brasil como um todo. Isto, em função das pessoas que podem ser citadas por eles em meio aos subornos e envolvimento em operações ilegais.

A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, apontou a existência de um esquema estruturado para viabilizar a cessão de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito fictícias do Master ao BRB.

Linha de produção

De acordo com as investigações da PF, o sistema consistia em uma verdadeira "linha de produção" de ativos sem lastro, em que os documentos eram produzidos em larga escala, com o uso de planilhas, contratos antedatados e procurações assinadas por funcionários do banco em vez dos supostos tomadores de crédito.

Apesar de alertas internos emitidos por pareceres jurídicos e pela Diretoria de Riscos do Banco Central desde abril de 2025, Costa teria acelerado as aquisições desses ativos para garantir liquidez ao Master, ignorando os controles prudenciais da instituição pública que presidia, de acordo com as apurações.

Operador jurídico

Já o papel do advogado Daniel Monteiro é descrito "como central e estruturante", sendo o operador jurídico do esquema. Ele teria montado uma malha societária composta por empresas de fachada e fundos de investimento geridos pela Reag para blindar a titularidade real dos bens de Costa.

A defesa nega que ele seja líder do esquema, mas também avalia um acordo de delação premiada.

— Com informações do STF e agências de notícias




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Mesmo com prorrogação de cessar-fogo, Israel ataca o sul do Líbano

25/04/2026

O governo de Israel retomou ataques militares no sul do Líbano nesta sexta-feira (24/04) — ao longo do dia e também à noite — poucas horas após o anúncio da prorrogação do cessar-fogo por mais três semanas. O governo israelense afirmou que a operação foi uma resposta a ataques realizados pelo Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã, e que não tem relação com o conflito entre Israel e EUA contra o Irã.

Foram confirmadas a morte de seis combatentes israelenses e ao menos dois libaneses. Os ataques ocorreram na cidade de Nabatieh, localizada no sul do Líbano, que concentra um dos cenários mais críticos de destruição.

Profissionais de saúde mortos

A localidade tem sido alvo de bombardeios contínuos, mesmo durante o período de trégua. A infraestrutura urbana foi severamente comprometida, atingindo estabelecimentos comerciais históricos e unidades de resgate.

Um dos pontos de maior tensão dos conflitos entre Israel e Líbano...

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O governo de Israel retomou ataques militares no sul do Líbano nesta sexta-feira (24/04) — ao longo do dia e também à noite — poucas horas após o anúncio da prorrogação do cessar-fogo por mais três semanas. O governo israelense afirmou que a operação foi uma resposta a ataques realizados pelo Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã, e que não tem relação com o conflito entre Israel e EUA contra o Irã.

Foram confirmadas a morte de seis combatentes israelenses e ao menos dois libaneses. Os ataques ocorreram na cidade de Nabatieh, localizada no sul do Líbano, que concentra um dos cenários mais críticos de destruição.

Profissionais de saúde mortos

A localidade tem sido alvo de bombardeios contínuos, mesmo durante o período de trégua. A infraestrutura urbana foi severamente comprometida, atingindo estabelecimentos comerciais históricos e unidades de resgate.

Um dos pontos de maior tensão dos conflitos entre Israel e Líbano envolve o ataque a equipes de emergência. Dados locais indicam que mais de 100 profissionais de saúde, entre médicos e paramédicos, morreram desde o início das hostilidades.

Impacto forte na economia

Mohamed Suleiman, chefe do departamento de emergência de Nabatieh, ressaltou que esta é a primeira vez que a equipe perde membros em serviço, reforçando que o trabalho do grupo é restrito ao socorro e resgate de vítimas.

Além das perdas humanas, a economia local tenta resistir em meio aos escombros. Comerciantes relatam prejuízos em lojas que operavam há décadas na região. Muitos moradores aproveitam os breves intervalos nos bombardeios para limpar destroços e tentar retomar atividades básicas, apesar da precariedade das condições de segurança.

2.500 óbitos até agora

Conforme informações de entidades de Direitos Humanos, o conflito no Líbano, intensificado desde março, já deixou um saldo de 2.500 mortos. O cenário diplomático permanece travado por exigências opostas entre as partes envolvidas.

Israel condiciona a interrupção definitiva das operações ao desarmamento total do Hezbollah. Em contrapartida, o governo libanês exige a retirada imediata das tropas israelenses que ocupam porções do território no sul do país.

— Com agências internacionais de notícias




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