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Leitura para o carnaval - Um mergulho nas origens da folia na Zona da Mata Norte de Pernambuco, por Biu Vicente*

28/02/2025

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*Prof. Dr. Severino Vicente da Silva - Biu Vicente, da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE; do Instituto Histórico de Olinda -IHO; Instituto Antropológico, Histórico e Geográfico Pernambucano- IAHGPE.

Ao começar esse artigo, tenho em mente o ensinamento de Marc Bloch que nos lembra que a História é a ciência que estuda as realizações dos homens no tempo e no espaço. Isso diz que não é possível ter uma boa história de um grupo sem considerar o lugar onde as pessoas viveram ou vivem. E situando o seu tempo, que não é o nosso. E sabemos que jamais saberemos o que essas pessoas pensaram ao viver. Nos cabe a humildade de saber que podemos estar errados em nossa interpretação, mas que, ao interpretar, devemos lembrar, podemos imaginar, mas não podemos, enquanto historiadores, é mentir.

As pesquisas que tenho realizado

E as reflexões que lhes acompanham, me levaram a entender que formação devemos considerar a formação geo cultural da...

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*Prof. Dr. Severino Vicente da Silva - Biu Vicente, da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE; do Instituto Histórico de Olinda -IHO; Instituto Antropológico, Histórico e Geográfico Pernambucano- IAHGPE.

Ao começar esse artigo, tenho em mente o ensinamento de Marc Bloch que nos lembra que a História é a ciência que estuda as realizações dos homens no tempo e no espaço. Isso diz que não é possível ter uma boa história de um grupo sem considerar o lugar onde as pessoas viveram ou vivem. E situando o seu tempo, que não é o nosso. E sabemos que jamais saberemos o que essas pessoas pensaram ao viver. Nos cabe a humildade de saber que podemos estar errados em nossa interpretação, mas que, ao interpretar, devemos lembrar, podemos imaginar, mas não podemos, enquanto historiadores, é mentir.

As pesquisas que tenho realizado

E as reflexões que lhes acompanham, me levaram a entender que formação devemos considerar a formação geo cultural da Mata Norte de Pernambuco como específica e, também reconhecer que as brincadeiras populares que lhe dão a característica são criadas após o fim da escravidão (1888) e a proclamação da República, (1889). Apesar de alguns movimentos defensores da negritude colocarem em último plano o ato assinado pels princesa Isabel, essa data sempre foi comemorada por aqueles que, tendo experimentado as dores dos látegos, festejam alegremente a Lei que lhes possibilitava a escolha do que fazer, como é dito nesse verso cantado nas ruas de Goiana, durante o carnaval, pelas 'Pretinhas do Congo':
"Bate nagô e bate macumba/
Santo Antônio do Congo/ dançando macumba/
Senhor, sinhorzinho/que aqui está/
a corrente é pesada/não posso arrastar".
Ou este outro:
"Treze maio/ o galo cantou/
Catarina tava sambando/quando a polícia chegou.
Samba nego, que branco não vem cá/ se vier, vai apanhar".

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Inicialmente

Julgava-se que a 'Pretinhas do Congo' teria sido fundada em 1935, época que passou a ser conduzida por Prirrixiu, e que teve seguimento, após a sua morte, por sua filha, Dona Madalena, que desde os cinco anos de idade desfilava no carnaval de Goiana, Mas ela mesma contava que seu pai recebeu a 'Pretinhas do Congo' de um certo Manuel de Miguel que apareceu em Goiana e, em 1930 fez o primeiro desfile. Manuel de Miguel teria vindo da fábrica de Rio Tinto e trabalhava no escritório da Fábrica de Fiação e Tecidos de Goiana, criada durante o surto industrial promovido pela cultura do algodão. Mas em 1935, no final do ano, Manuel de Miguel entregou a 'Pretinhas do Congo' a Pirrixiu. Depois disso nunca mais se viu Manuel de Miguel. Chama atenção que ele entrega a 'Pretinhas' um mês depois do Levante dos comunista. Iinfluenciou na década de setenta, um babalorixá, Pai Heleno, que passou adiante.

República paralela

Embora um dos envolvidos no golpe que proclamou a República tenha dito que o “povo assistiu bestificado o surgimento da República”, o povo fez sua república paralela, uma república que é criada na liberdade que os negros conseguiram com a Lei Áurea, preparada pelo senhor de engenho e ministro, João Alfredo.
Também podemos entender a organização dos Caboclinhos como tendo emergido no início do período republicano, embora muitos achem que esse brinquedo tenha sido resultante dos teatros criado pelo padre Anchieta. Pode ser, mas devemos lembrar que esse brinquedo surgiu da ação de homens livres que se sentem em condições de afirmar a herança que receberam dos antepassados, e que encontrou tempo propício no alvorecer da República. Que teve no General Rondon o grande defensor dos índios, ao tempo em que cumpria missão desbravadora que lhe havia sido confiada. A dança dos Caboclinhos é uma dança de guerra, é uma tribo que se arma para defender o lugar de seus antepassados, onde vivem seus espíritos.1904 é o tempo do surgimento dos caboclinhos com os curumins, o cacique, o pajé. Após a Constituição de 1985, vem crescendo o número de tribos de caboclinhos.
No final dos anos setenta, o artesão Neilton, após um sonho, decidiu sair como índio no carnaval de Goiana; vestiu-se do índio que ele conhecia pelo cinema, um índio Comanche. Sua esposa Juscedite, que é espiritista, disse-lhe que não podia sair sozinho e falou para ele procurar crianças que o acompanha-sem. Ele saiu em busca de cinco meninos, voltou com duas dezenas. Organizando nova indumentária, seguindo a indicação de Juscedite, sua tribo saiu e, como não tenha nome, um repórter os chamou de Índios Tabajara, como é conhecido, agora reconhecido como Patrimônio da Cultura de Pernambuco, assim como a 'Pretinhas do Congo' e várias tribos de caboclinhos.

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Revivendo os antepassados

Caboclinhos e Índios realizam, antes do carnaval, a Caçada do Bode, um ritual que lembra a riqueza da fauna, fonte da riqueza, que garantia a sobrevivência da tribo, mas que foi sendo destruída com as matas, essas que desapareceram para o comércio de pau brasil, a construção de engenhos, capelas, senzalas e casas, e os canaviais. Os bodes comprado na feira, ou criados no terreiro, substituem o veado, que era a principal caça. Esses animais são entregues a um feiticeiro ou pajé, que os sacrificam e preparam para uma refeição comunitária, acompanhada com a ingestão da Jurema sagrada.

Baque Solto

Entre todos os brinquedos dos homens da Mata Norte, o mais famosos e maior definidor do carnaval da região é o Maracatu de Baque Solto, também conhecido como Maracatu de Orquestra ou Maracatu Rural. Depoimento do Mestre Batista, fundador do 'Maracatu Estrela de Ouro' de Aliança, informa que seu avô já saia de caboclo nos anos de 1890. Quando a República estava organizando-se pela primeira vez, começava a haver a descaboclização, processo que implica na retomada da identidade indígena. Como a destruição das tribos foi muito violenta, e a tomada das áreas indígenas era comum, os da terra procuraram esconder sua identidade para manter a sua vida. A República e as atitudes positivistas dos militares, favoreceu a sobrevivência de tribos remanescentes no Agreste e no Sertão.

Na Zona da Mata

Os indígenas mantiveram-se caboclos, trabalhadores livres nas casa, na roça ou no canavial. Seus sítios eram mais distantes, e de lá, saiam sozinhos inicialmente mas, em seguida formaram grupos, usando restos de tecidos e roupas, para a criação de sua fantasia, composta de chapéu de papel de seda ou celofane, um ou dois chocalhos, um pequeno avental, e uma lança. Saiam como se fossem para uma guerra, a conquistar povoados e cidades. Diferentemente do Maracatu de Baque Virado, próprio do Recife e Igarassu, eles não pediram permissão para ir às ruas.

O Maracatu urbano

É uma festa de homens escravizados, surge no tempo da escravidão e saem com a permissão das autoridades, O Maracatu de Baque Solto é criado e vivido por homens livres e, por não pedirem permissão, até recentemente eram temidos, tinham fama de valentões e criadores de problemas. Contudo, o Maracatu de Baque Solto, essa Festa de Caboclo, sempre negociou com a sociedade. Esta é função da Catita e seu companheiro, Bastião, personagem vindo do teatro do Cavalo Marinho. E foram agregados personagens do cotidiano dos trabalhadores rurais: o caçador, vendedor de queijo, vendedor do jogo de bicho, e muitos outros. Sua orquestra é o Terno (Tarol, Bombo, Ganzá e Mineiro) além dos músicos contratados para os metais ( trombone, Piston). A negociação foi tão forte, que o Maracatu de Caboclo foi obrigado a colocar uma corte europeia, como o Maracatu de Baque Virado, como condição de receber apoio da Comissão Organizadora do Carnaval.

O Maracatu Rural

Ou de Baque Solto, criou uma associação de direito civil para defender seus interesses.
O que mais chama atenção no Maracatu de Caboclo, é que o seu desfile conta a sua história, que é a do Brasil: Primeiro vem o Índio de Plumas e com machado na mão a nos lembrar sua participação no ciclo econômico do pau brasil, depois vem a tribo, a bandeira que os faz conhecidos, seguidos pelo Terno, E caminhando na proteção da tribo, estão os caboclos, os guerreiros com suas grandes lanças, prontos para a guerra.
Os caboclos colocam-se na proteção dos espíritos da floresta, e muitos são seguidores da Jurema Sagrada. Os Maractus só saem para o carnaval após rituais em homenagem aos Caboclos a Jurema Sagrada.

Neste a pequeno artigo

Pretendi apresentar a beleza da criatividade da Mata Norte, que escapa dos que não enxergam o Brasil.

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Leia outras informações

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É Findi - Recordes do País de Caruaru - Artigo, por Valéria Barbalho*

03/04/2026

Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de mol...

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Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



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Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de moleque (15 metros), maior bolo de milho (250kg), maior bolo de macaxeira (160kg), maior cozido de espigas de milho (2.200 unidades), maior quentão (300 litros), maior chocolate quente (450 litros de leite e 100 quilos de chocolate), maior pipoca (12.300 saquinhos), maior festival de tareco e mariola (100kg de biscoito e 2.000 docinhos), maior arroz doce (360kg) e a maior tapioca doce (100kg). Fora essas calorias, temos a maior fogueira do Nordeste (madeira de reflorestamento) e as maiores “drilhas” (grupos de danças juninas modernas), que, juntas, somam 20 mil componentes.

Em 2011, durante o Festival de Fogueteiros, os participantes, mostrando seus trabalhos, pipocaram, durante duas horas, a maior girândola do mundo. No dia 24 de junho, a maior concentração de bacamarteiros do mundo desfila pela cidade. Cerca de 700 homens, vestidos a caráter, portando seus bacamartes, festejam o seu dia. Dispomos, ainda, do maior número de bandas de pífanos, sendo, atualmente, a de maior evidência a do Mestre João do Pife, que já se apresentou em mais de 30 países.



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Todos esses recordes, junto com a multidão que lota nosso mega pátio de forró Luiz Gonzaga, fazem o maior São João do mundo. Além desses inusitados e divertidos recordes, lembrei de outros não juninos: a maior feira ao ar livre do mundo, a Feira de Caruaru, patrimônio imaterial do Brasil, famosa também pela música do compositor caruaruense Onildo Almeida, gravada pelo Rei do Baião. Somos a cidade do interior mais cantada do país, segundo pesquisa feita, em 2010, pelo Dr. Emanuel Leite, que identificou 1.020 músicas que citam Caruaru em suas letras. O Alto do Moura, lugar de Vitalino, o Mestre do Barro, é considerado o mais importante centro de arte figurativa do Brasil. Temos o jornal mais antigo do interior do Brasil, que circula, sem interrupção, desde 1º de maio de 1932: Vanguarda, fundado pelo jornalista caruaruense José Carlos Florêncio.



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Sem bairrismos, mas lembrando dos inúmeros filhos talentosos da Capital do Forró, conhecidos nacional e internacionalmente, acho que, como cidade do interior, também somos recorde. Mas, isso é assunto para outro artigo. Vixe! Em se tratando de bater recordes, o País de Caruaru parece até uma Olimpíada. Inté!


*Valéria Barbalho é filha do escritor e historiador Nelson Barbalho. É médica pediatra, cronista.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Viva O Meu País - Crônica, por AJ Fontes*

03/04/2026

Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pint...

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Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pintura que representa o meu Estado e foi a bandeira cravada no chão de uma nação.

Trouxemos o sentimento de pátria para todos, responsáveis pela formação desse povo: originários e europeus, africanos, asiáticos chegados nesse canto do novo mundo, nas mais distintas condições. Construímos uma gente nova, diferente, capaz de inventar palavras, habitações, comidas, músicas, danças e sentimentos. Há quem chame de brasilidade.

Somos brasileiros de várias estaturas, cores e sotaques. Amamos, sentimos e arengamos, cada qual com seu jeito. Somos pernambucanos: brancos, galegos, negros ou de olhos puxados, mas inseridos em nossa pátria e dispomos, aos irmãos, nossos altos coqueiros para defesa que se faça necessária ou para, tomando as palavras de um baiano famoso, o refrigério de nossas praias.

Isso tudo é nada, apenas alguns ditos de um sujeito do povo mais bairrista em linha reta do mundo.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Chuvas no Sertão! - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*

03/04/2026

Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



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A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



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Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



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A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Florescer - Poema, por Maria Inês Machado*

03/04/2026

A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.

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A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Ocaso - Crônica em Prosa Poética - Por, Ana Pottes*

03/04/2026

Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas segu...

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Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas seguem amainando: sombras despertam, se espreguiçam, resmungam em outros passos; aromas e essências envolventes emanam das janelas das casas. O belo e o encantado ocupam espaços comuns em lusco-fusco.

Um segue se esvaindo e o outro renasce em brilhos suaves, iluminando o ocaso.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


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É Findi – Casamento Matuto – Contículo, por Xico Bizerra*

03/04/2026

O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padr...

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O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



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O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento. Francisquim arretou-se, levantou a venta, e de dedo em riste dentro do bucho da buchuda, cutucou o umbigo de Ceiça, a mãe menininha do Crato, e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: 'tem não, seu Pade, e se avexe, acabe logo esse babado' que eu ‘tô querendo descansar um tiquim'. Descansou por mais quatro meses, e, sonolento e preguiçoso, desembuchou. Faz quase 20 anos e hoje está aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota serena e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E até hoje Bigodim e Ceiça são felizes que só a mulesta! Seu Bené, bisavô igual nunca se viu!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Lolita - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*

03/04/2026

Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, tem...

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Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, temos as seguintes informações:

Veio ainda adolescente para o Recife, onde passou a trabalhar como servente e cozinheiro. Por sua irreverência, e dotes, passou a participar de alguns programas de calouro na Rádio local, porém, adquiriu sua verdadeira popularidade quando caiu nas graças da estudantada.



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Homossexual assumido, era a estrela das meretrizes

Viveu vários anos cantando e dando pequenos shows pelas ruas do Recife, aglomerando curiosos e fãs, motivo normalmente da presença de truculentos policiais que subiam as escadas das pensões que funcionavam, geralmente, nos andares superiores aos bares, chamados para contê-lo.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


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É Findi - Fui Condenado a Comprar um Terno - Crônica - Por, Romero Falcão*

03/04/2026

Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa —...

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Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



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Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa — como se fôssemos alguma coisa importante. “Uma gravata bem atada é o primeiro passo sério na vida”, disse Oscar Wilde.

High Society

Fui condenado a comprar um terno e entrar numa igreja para um casamento de família high society. Não posso recusar a solene encomenda. A noiva, grande amiga, contou-me a história dos pombinhos — como se conheceram, os altos e baixos do relacionamento e, por fim, as alturas, decidiram voar juntos, felizes.



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Sem Paletó

Daí me pediu que colocasse no papel uma síntese com doses de lirismo, romantismo e pitadas de irreverência — é aí que mora o perigo. Que Deus me ajude na empreitada e, um dia, me receba sem paletó.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Colheita de Esperança - Por, Poeta Pica-Pau*

03/04/2026

Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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É Findi - Malude Maciel* Em Dose Dupla

03/04/2026

Afinidades - Poema


Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só

Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração

Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver

"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar

De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.



Virar a página - Poemeto


Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É...

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Afinidades - Poema


Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só

Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração

Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver

"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar

De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.



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Virar a página - Poemeto


Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É ser feliz.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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