Folia - Carnaval de Salvador homenageia os 40 anos do axé
28/02/2025
“Atras do trio elétrico só não vai quem já morreu”. O trecho da música reflete a explosão de energia que acontece no Carnaval de Salvador. A Bahia de todos os Santos, todos os ritmos e todas as cores. Nos 40 anos de axé, o Carnaval de Salvador mais uma vez promete. A programação reúne os blocos de corda, blocos Afro, os trios ‘pipoca’, grupos independentes e demais entidades que participam da festa.
Artistas
Artistas como Carlinhos Brown, Daniela Mercury e Margareth Olodum e Ilê Ayê, Bel Marques, são alguns dos nomes que vão se apresentar no Carnaval de Salvador deste ano, que marca os 40 anos de Axé.
Os circuitos
Os shows acontcem nos circuitos Osmar (Campo Grande), Dodô (Barra/Ondina) e Batatinha (Pelourinho). A abertura oficial foi ontem, quinta-feira (27/03) no Campo Grande, com apresentação especial em homenagem aos 40 anos da Axé Music.
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“Atras do trio elétrico só não vai quem já morreu”. O trecho da música reflete a explosão de energia que acontece no Carnaval de Salvador. A Bahia de todos os Santos, todos os ritmos e todas as cores. Nos 40 anos de axé, o Carnaval de Salvador mais uma vez promete. A programação reúne os blocos de corda, blocos Afro, os trios ‘pipoca’, grupos independentes e demais entidades que participam da festa.

Artistas
Artistas como Carlinhos Brown, Daniela Mercury e Margareth Olodum e Ilê Ayê, Bel Marques, são alguns dos nomes que vão se apresentar no Carnaval de Salvador deste ano, que marca os 40 anos de Axé.
Os circuitos
Os shows acontcem nos circuitos Osmar (Campo Grande), Dodô (Barra/Ondina) e Batatinha (Pelourinho). A abertura oficial foi ontem, quinta-feira (27/03) no Campo Grande, com apresentação especial em homenagem aos 40 anos da Axé Music.

Atrações
Margareth Menezes, Daniela Mercury, Luiz Caldas, Olodum e Ilê Ayê são algumas das atrações do Carnaval de Salvador. A programação segue oficialmente até a próxima terça (04/03).
Os shows
Os artistas vão se apresentar a partir das 15h30, no tradicional Circuito Osmar (Campo Grande). As apresentações serão em um camarote andante.
Pelourinho
O Carnaval vai receber no Pelourinho mais de 150 atrações culturais durante os seis dias de festa. A programação contempla terá shows gratuitos nos largos, ruas e praças com artistas consagrados, como Mariene de Castro, Lazzo, Gerônimo Santana, Nelson Rufino e Teresa Cristina.

Confira a programação completa
Sexta-feira (28/02) -
Largo do Pelourinho
19h00 | 20h30 – Banda Mel
20h30 | 21h00 – Dj
21h00 | 22h30 – Projeto 03 Artistas - Samba Reggae: Passado,
Presente e Futuro - Mestre Jackson | Átila Santana | Telefunksoul
22h30 | 23h00 - Dj
23h00 | 00h00 - Mariene de Castro
Largo Pedro Archanjo
17h30 | 18h30 – Guga Meira
19h00 | 20h30 – Folia Delas: Graça Onasilê e Nina Sol
21h00 | 22h30 – Axé - Sérgio Passos
23h00 | 00h00 – Márcia Freire
Largo Tereza Batista
17h30 | 18h30 – Luana Matos
19h00 | 20h30 – Axé - Banda Loos Candelas
21h00 | 22h30 – Afro - Gab Ferruz
23h00 | 00h00 – Péricles e Leonardo
Largo Quincas Berro D'Água
17h30 | 18h30 – Sarajane
19h00 | 20h30 – Orquestra - Orquestra Popular e os Mascarados de Maragogipe
21h00 | 22h30 – Guitarra Baiana - Banda Ruy Tapajós
23h00 |00h00 – Mambolada
Praça das Artes
17h30 | 18h30 – Thathi
19h00 | 20h30 – Carla Visi
21h00 | 22h30 – Larissa Luz
23h00 | 00h00 – Magary
Campo Grande (Circuito Osmar)
13h – Saulo (trio sem cordas)
Fitdance (trio sem cordas)
J Eskine (trio sem cordas)
Trio Forró Elétrico – Cangaia De Jegue, Filomena Bagaceira e Cacau Com Leite
Fantasmão (trio sem cordas)
A Vingadora (trio sem cordas)
Bloquinho Popzen – Alexandre Leão e Targino Godin
Projeto Escola De Musical Irmãos Macedo – Armandinho, Dodõ E Osmar (trio sem cordas)
Dh8 (trio sem cordas)
Nando Borges (trio sem cordas)
É O Tchan (trio sem cordas)
Polimania (trio sem cordas)
Tony Salles (trio sem cordas)
Serginho Pimenta (trio sem cordas)
Jau (trio sem cordas)
La Fúria (trio sem cordas)
Magary Lord (trio sem cordas)
Vinny Nogueira (trio sem cordas)
Bloco Exclusiva do Samba – Mary Correia, Samba do Nêgo e Natália Magno
Solange Almeida (trio sem cordas)
Escandurras (trio sem cordas)
Bloco dos Servidores – Geff Lisboa
Bloco Alvorada – Ala de Canto, Rogério Bambeia, Roberto Mendes, Marquinho Sathan, Aloísio Menezes, Arlindinho, Grupo Movimento e Julio Sereno
Reduto do Samba – The Play e Eduardinho
Olodum (trio sem cordas)
Olodum Mirim
Cortejo Afro
Filhos de Marujo
Bloco Samba Popular – Encontro de Batuqueiros e A Grande Família
Projeto Agente Faz Saúde – Alex Max (trio sem cordas)
As Transformistas
Soweto
Diego Vieira (trio sem cordas)
Big Bloco do Gueto (Bbg)
Bloco Os Negões
Trio Projeto do Calor – Nessa e Nininha Problemática
Alinne Rosa (trio sem cordas)
Chicana (trio sem cordas)
Barra-Ondina (Circuito Dodô)
Baby-Léguas – Edu Casanova
Vumbora – Bell Marques
Nana – Léo Santana
Bloco Fissura – Tomate
Tô Ligado – Blackstyle
Blow Out – Claudia Leitte
Bloco Siri Com Tody – Bloco da Annita
Ivete Sangalo
Eu Vou – Henri Freitas
Bloco Cheiro / Yes – Banda Cheiro
Psirico (trio sem cordas)
Vina Calmon (trio sem cordas)
Parangolé (trio sem cordas)
Bloco Dos Vaqueiros – Rasga Tanga
Daniela Mercury (trio sem cordas)
Thiago Aquino (trio sem cordas)
Igor Kannário (trio sem cordas)
Pagodart (trio sem cordas)
Trio da Huanna (trio sem cordas)
Sábado (01/03)
Largo do Pelourinho
17h00 | 18h30 - Projeto 03 Artistas - CarnaGal: O Bloco do Prazer - Assucena | Márcia Castro | Michelle Abu
18h30 | 19h00 – Dj
19h00 | 20h30 – Os Garotin
20h30 | 21h00 – Dj
21h00 | 22h30 – Afrocidade
22h30 | 23h00 - Dj
23h00 | 00h00 - Gilmelândia
Largo Pedro Archanjo
15h30 | 16h30 - Larissa Marques
17h00 | 18h30 – Axé - Rama Montenegro
19h00 | 20h30 – Pagode / Pagotrap - Maya
21h00 | 22h30 – Márcio Mello
23h00 | 00h00 – Vinny Brasil
Largo Tereza Batista
15h30 | 16h30 - Berguinho
17h00 | 18h30 – Axé - Taís Nader
19h00 | 20h30 – Manuela Rodrigues
21h00 | 22h30 – Projeto 03 Artistas - Salvador de Ponta a Ponta: Alvinho | Brena Gonçalves | Indy
23h00 | 00h00 – Arrocha - Gabriel Fidelis
Largo Quincas Berro D'Água
15h30 | 16h30 - Reggae - Alumínio e Carruagem de Fogo
16h30 | 18h00 – Afro - Dão Black
18h30 | 20h00 – Orquestra - Orquestra Afrolatina de Ska - Skanibais
20h30 | 22h00 – Guitarra Baiana - Igor Hereda
23h00 | 00h00 – Projeto 03 Artistas - Baile SóCaê - Bruna Barreto | Dimazz | Nancy Viegas
Praça das Artes
13h00 | 15h00 – Baile Infantil - Lilica
15h00 | 17h00 – Baile Infantil - Cadeiradebrin
18h00 | 19h30 – Axé - BONNECO
20h00 | 21h30 – Filhos de Jorge
22h00 | 23h30 – Axé - Na Veia da Nêga
Campo Grande (Circuito Osmar)
10h30 – Pipoca Doce – Carla Perez
Happy – Filhos de Jorge e Tio Paulinho
Teen Gatas e Gatos – Banda Pinote e Kfuné
Ibeji
Todo Menino É Um Rei – Banda Samba Comunidade, Samba R9 e Banda Samba Tororó
Pequeno Principe De Airá – Banda Unjira
Durval Lelys (trio sem cordas)
Bloco da Saudade
Didá Banda Feminina
As Muquiranas – La Fúria
Timbalada (trio sem cordas)
Pagodart (trio sem cordas)
Guig Ghetto (trio sem cordas)
Canelight
Trio Navio Pirata – Baianasystem (trio sem cordas)
Bola Cheia
Silvano Sales (trio sem cordas)
Projeto Especial das Quadrilhas Juninas de Santo Antonio de Jesus
Baby-Léguas – Edu Casanova
Targino Gondin (trio sem cordas)
As Kuviteiras – Zé Paredão
Trio Armandinho Dodô e Osmar (trio sem cordas)
Me Deixa A Vontade – Carla Cristina
Vem Sambar – Grupo Revelação e Eduardinho Fora Da Midia
Trio Demorou (trio sem cordas)
Bloco Malê Debalê (bloco afro)
Muzenza (bloco afro)
Bandana (trio sem cordas)
Ni Soares (trio sem cordas)
Bloco Do Cajá – Ah! Chapa
Edu Casanova (trio sem cordas)
Bankoma (bloco afro)
Jaké
Afinidade – Samba & Suor
Q Felicidade – Os Favoritos, Simone Rayos, Omo Obá e Convidados
Mundo Negro (bloco afro)
Four Days
Rick Ralley (trio sem cordas)
02h – Ilê Aiyê (bloco afro)
Madeirada do Arrocha (trio sem cordas)
Barra-Ondina (Circuito Dodô)
Microtrio Ivan Huol – Bolinho De Estudante
Bloco Coruja – Ivete Sangalo
Bloco Vumbora – Bell Marques
Bloco Bloco Eva – Banda Eva
Bloco Nana – Léo Santana
Bloco Fissura – Tomate
Bloco Timbalada – Carlinhos Brown
Tô Ligado – Blackstyle
Tony Salles (trio sem cordas)
Alok (trio sem cordas)
Bloco O Vale – Alinne Rosa
Margareth Menezes convida Fafá de Belém e Pongo (trio sem cordas)
Bloco Siri com Tody – Tierry
Bloco Cheiro / Yes – Papazonni
Tarrindo De Q
Bloco Alerta Prime – Nelson do Cavaco, Encontro de Batuqueiros e Davi do Samba
Ambiental e Ecossistema
23h – Baby do Brasil (trio sem cordas)
Luana Monalisa (trio sem cordas)
Domingo (02/03)
Largo do Pelourinho
17h00 | 18h30 – Projeto 03 Artistas - Trinca do Samba - Uma Homenagem a Walmir Lima
18h30 | 19h00 – Dj
19h00 | 20h30 – Nelson Rufino convida Roberta Sá
20h30 | 21h30 – Dj
21h30 | 23h00 – Teresa Cristina
23h00 | 23h30 - Dj
23h30 | 01h00 - Show de Oscar
Largo Pedro Archanjo
15h30 | 16h30 - Projeto 03 Artistas - Os Bambas do Nordeste
17h00 | 18h30 – Lazzo Matumbi
19h00 | 20h30 – Samba - Marizelya
21h00 | 22h30 – Antigos Carnavais - Claudia Cunha
23h00 | 00h00 – Jeremias Gomes
Largo Tereza Batista
15h30 | 16h30 - Júlio César
17h00 | 18h30 – Samba - Juliana Ribeiro
19h00 | 20h30 – Samba - Gal do Beco
21h00 | 22h30 – Jota Pê
23h00 | 00h00 – Pedro Libe
Largo Quincas Berro D'Água
15h30 | 16h30 - Nata do Samba
17h00 | 18h30 – Samba - As Ganhadeiras de Itapuã
19h00 | 20h30 – Orquestra - Orquestra Santo Antônio
21h00 | 22h30 – Samba - Bira Negros de Fé
23h00 | 00h00 – TK
Praça das Artes
13h00 | 15h00 – Baile Infantil - Ray Gramacho
15h00 | 17h00 – Baile Infantil - Playgrude
18h00 | 19h30 – Axé - Marcionilio Prado
20h00 | 21h30 – Axé - Suinga
22h00 | 23h30 – Márcia Short
Campo Grande (Circuito Osmar)
Pipoca Doce – Carla Perez
Juan e Ravena (Trio sem Cordas)
Ibeji – Motumbá
Quabales (Trio sem Cordas)
Fitdance (Trio sem Cordas)
Exclusiva / Baby – Banda Trem Da Alegria
Rhataplan (Trio sem Cordas)
Zum Zum Mel Kids – Jorge Dragão
Projeto Animou Geral – Sindmusico / Comcar
Margareth Menezes (trio sem cordas)
Bloco Dos Pierrot’s
Inter – Tio Elétrico
Trio Larissa Marques
Tatau (Trio sem Cordas)
Alinne Rosa (Trio sem Cordas)
Thiago Aquino (Trio sem Cordas)
Commanche do Pelô
Apaxes do Tororó
Muquisamba – Vou Pro Sereno e Thiago Soares
Toque 10 (trio sem cordas)
Pedro Pondé (trio sem cordas)
Trio Luana Monalisa (trio sem cordas)
As Suburbanas
100 Censura
Trio Tonho Matéria
Banana Reggae – Thomé Viana & Banda Ragga
Afrocidade (trio sem cordas)
Bloco dos Servidores – Edu Casanova
Blocão da Liberdade
Ambiental e Ecossistema
Isqueminha (Trio sem Cordas)
Bloco Os Negões
Rick Ralley (Trio sem Cordas)
Trio Da Diversidade – Frevança Elétrica, Samba de Farofa e Ari Peruano
Barra-Ondina (Circuito Dodô)
Microtrio Putito – Putito Rex
Bloco Olodum
Bloco Camaleão – Bell Marques
Bloco Largadinho – Claudia Leitte
Bloco Me Abraça – Durval Lelys
Xanddy Harmonia (trio sem cordas)
Trio Armandinho Dodô e Osmar (trio sem cordas)
Crocodilo – Daniela Mercury
Psirico (trio sem cordas)
Guga Meyra (trio sem cordas)
Luiz Caldas (trio sem cordas)
Wilsinho Kraychet (trio sem cordas)
Pagodart (trio sem cordas)
Cortejo Afro
Ecológico Meio Ambiente
A Mulherada
Universitário – Capitão Gancho Marinho
La Fúria (trio sem cordas)
Projeto Novo Trio – Bailinho de Quinta (trio sem cordas)
Segunda-feira (03/03)
Largo do Pelourinho
17h00 | 18h30 – Projeto 03 Artistas - RAULTS - Irmão Carlos Psicofunk | Prince Áddamo | Rafa Luz
18h30 | 19h00 – Dj
19h00 | 20h30 – Vandal convida Livia Nery, BAGUM e Triêtu
20h30 | 21h00 – Dj
21h00 | 22h30 – Adão Negro
22h30 | 23h00 - Dj
23h00 | 00h00 - Rael
Largo Pedro Archanjo
15h30 | 16h30 – Dois Amores
17h00 | 18h30 – Reggae - Mavi
19h00 | 20h30 – Reggae - Dionorina
21h00 | 22h30 – Reggae - Sine Calmon e Morrão Fumegante
23h00 | 00h00 – Paulinho Boca de Cantor
Largo Tereza Batista
15h30 | 16h30 - Projeto 03 Artistas - Igor Gnomo | Jotaerre | Chibatinha
17h00 | 18h30 – Praça do Frevo Elétrico Tributo a Carlos Pitta
19h00 | 20h30 – Reggae - Danzi
21h00 | 22h30 – Afro - IFÁ
23h00 | 00h00 – Gabriel Mercury
Largo Quincas Berro D'Água
15h30 | 16h30 – Tonho Matéria
17h00 | 18h30 – Orquestra - Orquestra Fred Dantas
19h00 | 20h30 – Karen Mendes
21h00 | 22h30 – Lukas Miranda
23h00 | 00h00 – Adriano Rezende
Praça das Artes
13h00 | 15h00 – Baile Infantil - Pé de Lata
15h00 | 17h00 – Baile Infantil - Gatos Multicores
18h00 | 19h30 – Axé - Performáticos Quilombos
20h00 | 21h30 – Ana Mametto
22h00 | 23h30 – Axé - Igor Serravalle
Campo Grande (Circuito Osmar)
Tio Paulinho (trio sem cordas)
Projeto Animou Geral – Sindmusico / Comcar
Igor Kannário (trio sem cordas)
Alexandre Leão (trio sem cordas)
Banda Mel (trio sem cordas)
Claudia Leitte (trio sem cordas)
Carlinhos Brown (trio sem cordas)
Escandurras (trio sem cordas)
Commanche Infantil
Zum Zum Mel Kids – Banda Release
Bloco da Saudade
Thiago Aquino (trio sem cordas)
Pagodart (trio sem cordas)
Didá Banda Feminina
As Muquiranas – Psirico
Parangolé (trio sem cordas)
Kart Love (trio sem cordas)
Timbalada (trio sem cordas)
Inter
17h – Trio Pipoca das Pretas – Ludmillah Anjos convida Larissa Luz, Majur, Yayá Muxima e Savannah Lima
Mudança do Garcia – Microtrio de Ivan Huol, Juliana Ribeiro, Claudya Costta
17h30 – Baby do Brasil (trio sem cordas)
Alobêned (trio sem cordas)
Seuilson (trio sem cordas)
As Kuviteiras – Robyssão
Ta na Fita (trio sem cordas)
Projeto Especial Nelson Rufino – 60 Anos De Samba – Nelson Rufino e Convidados
Bloco 2 Da Gira
19h – Ilê Aiyê (bloco afro)
Dan Valente (trio sem cordas)
Millenar
Zé Paredão (trio sem cordas)
Bloco do Cajá – Banda O Petty
Bloco Malê Debalê (bloco afro)
Celebração na Palma da Mão
Afro Reggae Bahia
Mr Armeng
Barra-Ondina (Circuito Dodô)
Bloco Coruja – Ivete Sangalo
Bloco Camaleão – Bell Marques
Afoxé Filhos de Gandhy
Afoxé Filhas de Gandhy
Bloco Me Abraça – Durval Lelys
Trio Armandinho Dodô e Osmar (trio sem cordas)
Bloco Crocodilo / Vem Comigo – Carla Cristina
Tony Salles (trio sem cordas)
Trio do Arrocha (trio sem cordas)
Guga Meyra (trio sem cordas)
Daniela Mercury (trio sem cordas)
Cortejo Afro (bloco afro)
Vem Sambar – Samba do Pretinho
Guig Ghetto (trio sem cordas)
Ecológico Meio Ambiente
Bloco Jaké – Banda Jaké, Neivaldo do Tchaco e Coisa de Acender
Muzenza (bloco afro)
Projeto Novo Trio – Pedro Chamusca
Larissa Marques (trio sem cordas)
Terça-feira (04/03)
Largo do Pelourinho
17h00 | 18h30 - Projeto 03 Artistas - Pagode Por Elas - Rai Ferreira | A Menina | Jady Girl
18h30 | 19h00 – Dj
19h00 | 20h30 – Rachel Reis
20h30 | 21h00 – Dj
21h00 | 22h30 – ÀTTOOXXÁ
22h30 | 23h00 - Dj
Largo Pedro Archanjo
15h30 | 16h30 – Legião do Samba
17h00 | 18h30 – Axé - Banda Carnavallis
19h00 | 20h30 – Arrocha - Levi Barbosa
21h00 | 22h30 – Samba - Quixabeira da Matinha
23h00 | 00h00 – Filomena Bagaceira
Largo Tereza Batista
15h30 | 16h30 – Dom Chicla
17h00 | 18h30 – Rap - Udi
19h00 | 20h30 – Rap - Aspri RBF - Rapaziada da Baixa Fria
21h00 | 22h30 - Axé - Nadjane Souza
23h00 | 00h00 – Motumbá
Largo Quincas Berro D'Água
15h00 | 16h00 - As Nandas
17h00 | 18h30 – Orquestra – Orquestra Juvenil Itinerante da EMUC
19h00 | 20h30 – Rap - Cangaço Preto
21h00 | 22h30 – Pagode/Pagotrap - Dai
23h00 | 00h00 – Seu Maxixe
Praça das Artes
13h00 | 15h00 – Baile Infantil - Sambalelê
15h00 | 17h00 – Baile Infantil - Musiclauns
18h00 | 19h30 – Axé - Paulo Marcos
20h00 | 21h30 – Sarajane
22h00 | 23h30 – Axé - Estylo Candeal
Campo Grande (Circuito Osmar)
Tio Paulinho (trio sem cordas)
Rhataplan (trio sem cordas)
Vamos Nessa
Bloco dos Pierrot’s
Mudei de Nome (trio sem cordas)
Guig Ghetto (trio sem cordas)
Ivete Sangalo (trio sem cordas)
Banda Olodum (trio sem cordas)
13h15 – Trio Pipoca de Saulo (trio sem cordas)
Daniela Mercury (trio sem cordas)
Inter
As Muquiranas – Tony Salles
Trio Rose
Léo Santana (trio sem cordas)
Dan Miranda
Commanche do Pelô (bloco afro)
Banda Yayá Moxima
Muzenza (bloco afro)
Four Days
Filhos do Congo (bloco afro)
19h – Ilê Aiyê (bloco afro)
Matheus Emis (trio sem cordas)
100 Censura
Alane Lopes e Forró Nº1 (trio sem cordas)
Projeto Especial Pipoca do Samba
Zé Paredão (trio sem cordas)
Vitera (trio sem cordas)
Barra-Ondina (Circuito Dodô)
Bloco Camaleão – Bell Marques
Bloco Largadinho – Claudia Leitte
Bloco Jaké – Banda Jaké, Neivaldo do Tchaco e Coisa de Acender
Bloco Praieiro – Jammil
Psirico (trio sem cordas)
Timbalada (trio sem cordas)
Thiago Aquino (trio sem cordas)
Trio Armandinho Dodô e Osmar (trio sem cordas)
Banda Mel (trio sem cordas)
Luiz Caldas (trio sem cordas)
Bloco Malê Debalê (Bloco Afro)
A Mulherada
Bloco Banana Reggae – Thomé Viana & Banda Ragga
Léo Santana (trio sem cordas)
Tê Tê Tê – Sebah Vieira e Convidados
Guig Ghetto (trio sem cordas)
Parangolé (trio sem cordas)
As Exclusivas – Aline Souza e Banda
Universitário – Capitão Gancho Marinho
A Dama (trio sem cordas)
Juan e Ravena (trio sem cordas)
Projeto Novo Trio – Vinny Nogueira (trio sem cordas)
O Poeta (trio sem cordas)
Leia outras informações
É Findi - Recordes do País de Caruaru - Artigo, por Valéria Barbalho*
03/04/2026
Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de mol...
Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.

Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de moleque (15 metros), maior bolo de milho (250kg), maior bolo de macaxeira (160kg), maior cozido de espigas de milho (2.200 unidades), maior quentão (300 litros), maior chocolate quente (450 litros de leite e 100 quilos de chocolate), maior pipoca (12.300 saquinhos), maior festival de tareco e mariola (100kg de biscoito e 2.000 docinhos), maior arroz doce (360kg) e a maior tapioca doce (100kg). Fora essas calorias, temos a maior fogueira do Nordeste (madeira de reflorestamento) e as maiores “drilhas” (grupos de danças juninas modernas), que, juntas, somam 20 mil componentes.
Em 2011, durante o Festival de Fogueteiros, os participantes, mostrando seus trabalhos, pipocaram, durante duas horas, a maior girândola do mundo. No dia 24 de junho, a maior concentração de bacamarteiros do mundo desfila pela cidade. Cerca de 700 homens, vestidos a caráter, portando seus bacamartes, festejam o seu dia. Dispomos, ainda, do maior número de bandas de pífanos, sendo, atualmente, a de maior evidência a do Mestre João do Pife, que já se apresentou em mais de 30 países.

Todos esses recordes, junto com a multidão que lota nosso mega pátio de forró Luiz Gonzaga, fazem o maior São João do mundo. Além desses inusitados e divertidos recordes, lembrei de outros não juninos: a maior feira ao ar livre do mundo, a Feira de Caruaru, patrimônio imaterial do Brasil, famosa também pela música do compositor caruaruense Onildo Almeida, gravada pelo Rei do Baião. Somos a cidade do interior mais cantada do país, segundo pesquisa feita, em 2010, pelo Dr. Emanuel Leite, que identificou 1.020 músicas que citam Caruaru em suas letras. O Alto do Moura, lugar de Vitalino, o Mestre do Barro, é considerado o mais importante centro de arte figurativa do Brasil. Temos o jornal mais antigo do interior do Brasil, que circula, sem interrupção, desde 1º de maio de 1932: Vanguarda, fundado pelo jornalista caruaruense José Carlos Florêncio.

Sem bairrismos, mas lembrando dos inúmeros filhos talentosos da Capital do Forró, conhecidos nacional e internacionalmente, acho que, como cidade do interior, também somos recorde. Mas, isso é assunto para outro artigo. Vixe! Em se tratando de bater recordes, o País de Caruaru parece até uma Olimpíada. Inté!
*Valéria Barbalho é filha do escritor e historiador Nelson Barbalho. É médica pediatra, cronista.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Viva O Meu País - Crônica, por AJ Fontes*
03/04/2026
Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.
Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.
É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pint...
Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.
Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.
Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.
É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pintura que representa o meu Estado e foi a bandeira cravada no chão de uma nação.
Trouxemos o sentimento de pátria para todos, responsáveis pela formação desse povo: originários e europeus, africanos, asiáticos chegados nesse canto do novo mundo, nas mais distintas condições. Construímos uma gente nova, diferente, capaz de inventar palavras, habitações, comidas, músicas, danças e sentimentos. Há quem chame de brasilidade.
Somos brasileiros de várias estaturas, cores e sotaques. Amamos, sentimos e arengamos, cada qual com seu jeito. Somos pernambucanos: brancos, galegos, negros ou de olhos puxados, mas inseridos em nossa pátria e dispomos, aos irmãos, nossos altos coqueiros para defesa que se faça necessária ou para, tomando as palavras de um baiano famoso, o refrigério de nossas praias.
Isso tudo é nada, apenas alguns ditos de um sujeito do povo mais bairrista em linha reta do mundo.
*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Chuvas no Sertão! - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*
03/04/2026
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.
A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!
Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!
A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.

A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!

Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!

A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Florescer - Poema, por Maria Inês Machado*
03/04/2026
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.
Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.
Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.
*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.
...
A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.
Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.
Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.
*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Ocaso - Crônica em Prosa Poética - Por, Ana Pottes*
03/04/2026
Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.
Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.
Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas segu...
Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.
Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.
Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.
Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas seguem amainando: sombras despertam, se espreguiçam, resmungam em outros passos; aromas e essências envolventes emanam das janelas das casas. O belo e o encantado ocupam espaços comuns em lusco-fusco.
Um segue se esvaindo e o outro renasce em brilhos suaves, iluminando o ocaso.
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Casamento Matuto – Contículo, por Xico Bizerra*
03/04/2026
O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padr...
O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.

O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento. Francisquim arretou-se, levantou a venta, e de dedo em riste dentro do bucho da buchuda, cutucou o umbigo de Ceiça, a mãe menininha do Crato, e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: 'tem não, seu Pade, e se avexe, acabe logo esse babado' que eu ‘tô querendo descansar um tiquim'. Descansou por mais quatro meses, e, sonolento e preguiçoso, desembuchou. Faz quase 20 anos e hoje está aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota serena e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E até hoje Bigodim e Ceiça são felizes que só a mulesta! Seu Bené, bisavô igual nunca se viu!
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Lolita - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*
03/04/2026
Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, tem...
Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...
Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, temos as seguintes informações:
Veio ainda adolescente para o Recife, onde passou a trabalhar como servente e cozinheiro. Por sua irreverência, e dotes, passou a participar de alguns programas de calouro na Rádio local, porém, adquiriu sua verdadeira popularidade quando caiu nas graças da estudantada.

Homossexual assumido, era a estrela das meretrizes
Viveu vários anos cantando e dando pequenos shows pelas ruas do Recife, aglomerando curiosos e fãs, motivo normalmente da presença de truculentos policiais que subiam as escadas das pensões que funcionavam, geralmente, nos andares superiores aos bares, chamados para contê-lo.
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Fui Condenado a Comprar um Terno - Crônica - Por, Romero Falcão*
03/04/2026
Subiu de Paletó
Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.
Cheio de Pompa
Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa —...
Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.
Subiu de Paletó
Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.

Cheio de Pompa
Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa — como se fôssemos alguma coisa importante. “Uma gravata bem atada é o primeiro passo sério na vida”, disse Oscar Wilde.
High Society
Fui condenado a comprar um terno e entrar numa igreja para um casamento de família high society. Não posso recusar a solene encomenda. A noiva, grande amiga, contou-me a história dos pombinhos — como se conheceram, os altos e baixos do relacionamento e, por fim, as alturas, decidiram voar juntos, felizes.

Sem Paletó
Daí me pediu que colocasse no papel uma síntese com doses de lirismo, romantismo e pitadas de irreverência — é aí que mora o perigo. Que Deus me ajude na empreitada e, um dia, me receba sem paletó.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Colheita de Esperança - Por, Poeta Pica-Pau*
03/04/2026
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado
Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço
Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado
Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço
Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.

É Findi - Malude Maciel* Em Dose Dupla
03/04/2026
Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só
Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração
Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver
"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar
De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.
Virar a página - Poemeto
Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É...
Afinidades - Poema
Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só
Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração
Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver
"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar
De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.

Virar a página - Poemeto
Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É ser feliz.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
