Maioria do STF decide ampliar alcance de foro privilegiado
12/03/2025
Com o placar de 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal decidiu ampliar o alcance do foro privilegiado de autoridades por prerrogativa de função. A maioria dos ministros votou para manter as investigações no STF nos casos de crimes cometidos no cargo e em razão dele, mesmo após a saída da função.
Favoráveis
O tema voltou a ser julgado no plenário virtual após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Seguiram o ministro Gilmar Mendes (relator), os ministros Dias Toffoli, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e Luis Roberto Barroso.
Tese
Venceu a seguinte tese: "A prerrogativa de foro para julgamento de crimes praticados no cargo e em razão das funções subsiste mesmo após o afastamento do cargo, ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados depois de cessado seu exercício".
Transição
Como re...
Com o placar de 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal decidiu ampliar o alcance do foro privilegiado de autoridades por prerrogativa de função. A maioria dos ministros votou para manter as investigações no STF nos casos de crimes cometidos no cargo e em razão dele, mesmo após a saída da função.
Favoráveis
O tema voltou a ser julgado no plenário virtual após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Seguiram o ministro Gilmar Mendes (relator), os ministros Dias Toffoli, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e Luis Roberto Barroso.
Tese
Venceu a seguinte tese: "A prerrogativa de foro para julgamento de crimes praticados no cargo e em razão das funções subsiste mesmo após o afastamento do cargo, ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados depois de cessado seu exercício".
Transição
Como regra de transição, a tese estabelece que devem ser mantidos todos os atos processuais, incluindo o recebimento da denúncia. Até o novo entendimento formado no julgamento, o foro se aplicava apenas a crimes relacionados ao mandato e durante o período em que o político estivesse no cargo.Divergiram do relator, os ministros André Mendonça, Edson Fachin, Luiz Fux e a ministra Cármen Lúcia.
Eduardo Cunha
Baseado nesse entendimento, em dezembro do ano passado, o ministro Gilmar Mendes reconheceu a competência da Corte para processar e julgar uma denúncia de corrupção apresentada pelo Ministério Público Federal contra o ex-deputado Eduardo Cunha. O ministro considerou que, como já há maioria a favor da nova tese sobre os limites do foro privilegiado, ela deveria ser aplicada ao caso do ex-parlamentar.
Validação
A decisão manteve válidos todos os atos processuais proferidos pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal. Segundo a denúncia, um grupo de parlamentares, a mando de Cunha, teria trabalhado na elaboração de requerimentos no âmbito da Câmara para constranger empresários da Construtora Schahin a pagar vantagens indevidas.
Leia outras informações
Entrevista - Antônio Campos anuncia candidatura à prefeitura de Olinda
09/10/2026
É escritor com diversas obras publicadas (como Pense S.A., O Grande Portal e Viver é Resistir). É o idealizador e curador da Fliporto (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas) e preside o Instituto Maximiano Campos (IMC). Concorreu à prefeitura em 2016 e 2024, pautando seus debates em temas voltados à segurança pública, revitalização urbana, patrimônio histórico, saúde e geração de emprego. Hoje, sexta-feira, 09/10, ele anunciou sua pré-pré candidatura a prefeito. O Poder foi conversar com ele.
O Poder -Por que o anúncio agora, em meio ao segundo turno da disputa nacional?
Antônio Campos - O meu avô, Miguel Arraes, dizia uma frase muito interessante que serve para esses momentos: "Quem é manco, parte cedo" (risos). É uma forma de mostrar também a minha indignação com o que está acontecendo em Olinda, que passa talvez pelo moment...
Antônio Campos é advogado com especialização em Direito Empresarial e Direito do Entretenimento,
É escritor com diversas obras publicadas (como Pense S.A., O Grande Portal e Viver é Resistir). É o idealizador e curador da Fliporto (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas) e preside o Instituto Maximiano Campos (IMC). Concorreu à prefeitura em 2016 e 2024, pautando seus debates em temas voltados à segurança pública, revitalização urbana, patrimônio histórico, saúde e geração de emprego. Hoje, sexta-feira, 09/10, ele anunciou sua pré-pré candidatura a prefeito. O Poder foi conversar com ele.
O Poder -Por que o anúncio agora, em meio ao segundo turno da disputa nacional?
Antônio Campos - O meu avô, Miguel Arraes, dizia uma frase muito interessante que serve para esses momentos: "Quem é manco, parte cedo" (risos). É uma forma de mostrar também a minha indignação com o que está acontecendo em Olinda, que passa talvez pelo momento mais difícil de sua existência, sem assistência, sem limpeza, sem o cuidado que o olindense merece. O tempo vai passando e nada muda, só piora. Acredito que ninguém fica satisfeito com o que está vendo na cidade. Locais importantes e polos de cultura, como a biblioteca do Carmo, estão completamente abandonados. Não há uma preocupação com a cultura, com a saúde, com o saneamento. Há obras intermináveis que atrapalham a mobilidade. A cidade, que é patrimônio histórico da humanidade, está passando por uma situação de alerta. Vamos debater e conversar para chegar a um consenso.

O Poder - O senhor tem sonhos ou propostas?
AC - Temos projetos, soluções e, principalmente, temos coragem para mudar isso. Nós vamos cuidar das pessoas".
O Poder - O senhor esta alinhado com o campo político da governadora e com Flávio. A prefeita atual é desse mesmo campo...
AC - Eu realmente anunciei e votei na governadora e em Flávio Bolsonaro. E, no segundo turno, votarei outra vez em Flávio Bolsonaro. Eu não tenho preocupação com isso. Sobre a ligação da prefeita com a governadora, vamos conversar com a governadora no momento oportuno e dialogar com as pessoas que sabem que Olinda não está bem.
O Poder - Usando quais argumentos?
Ac - Temos que ver a cidade de outra forma, e não como está. Olinda precisa ter uma política própria, que olhe para as estruturas na sua totalidade. Somos e estamos em uma zona importante do Estado e precisamos gerar emprego, levando algo diferente do que há hoje para as pessoas. Olinda precisa crescer economicamente. Minha decisão é independente da governadora, mas vamos sentar à mesa e conversar".
O Poder - Estruturalmente o que Antônio Campos pode oferecer a Olinda?
AC - Do ponto de vista estrutural, o que uma possível gestão Antônio Campos pode oferecer ao olindense é segurança, emprego, renda, cultura, lazer, saúde e assistência às pessoas. Vamos reabrir o Cine Olinda, fechado há anos, recuperar espaços culturais e promover outros locais, buscar e gerar recursos no município, programas voltados ao turismo. A segurança é um ponto forte a ser implementado e posto em prática. A valorização dos bairros,
Também será prioridade. Olinda não é só a parte histórica ou o carnaval.
O Poder - E o seu olhar social?
AC - Queremos criar uma assistência voltada às pessoas em situação de rua, dando-lhes um espaço digno para ter comida quente, uma roupa e um lugar para tomar um banho, ao preço simbólico de R$ 1,00. Por que um real? Para estabelecer o princípio de que aquilo tem valor, é apenas para dar o senso de responsabilidade e não ser banalizado. Isso com apoio psicológico e sem discriminar quem quer que seja. Sabemos que é também um caso de saúde pública e será algo que ajudará na reflexão dessas pessoas, auxiliando-as a buscar outra forma de viver".
O Poder - o mar continua avançando. O que a prefeitura pode fazer?
AC - Vamos nos voltar para o avanço do mar, que já está em um momento crítico. Hoje existem técnicas de contenção que podemos implementar para resolver esse caso de grande preocupação para os olindenses.
O Poder - E quanto à segurança, problema eternizado...
AC - A segurança é um ponto crucial que pretendemos resolver, pois todos já cansamos de ver o que está acontecendo na cidade. Vamos para o debate, principalmente com o povo, levar ideias e projetos que são muitos, para realmente solucionar os problemas de emprego, geração de renda e redução de impostos, fazendo algo verdadeiramente transformador na nossa Olinda.

Sidney Nicéas lança no Recife, livro com 52 crônicas sobre a atuação da equipe médica de Odi Veiga nas ambulâncias dos estádios pernambucanos
09/10/2026
O lançamento
O lançamento será feito a partir das 15h na AABB Recife, na avenida Dr Malaquias, 2024, Graças.
52 crônicas
A obra foi lançada recentemente no Rio e em São Paulo e vem ganhando a mídia do país. O livro traz 52 crônicas sobre a atuação da equipe médica de Odi Veiga nas ambulâncias dos estádios pernambucanos, há 26 anos.
Curiosidades
Curiosidades, fatos inusitados, os problemas sociais que se refletem no futebol, o ecossistema de saúde voltado pro maior esporte do planeta, são retratados nas crônicas.
O livro reúne episódios emo...
Uma leitura que emociona, surpreende e revela um lado do futebol que poucos conhecem e merecem ser contados, No próximo dia 24 de outubro, o escritor Sidney Nicéa, estará lançando no Recife o livro "Entre Cobras, Leões e Timbus - Narrativas de uma mulher, como uma Fênix, à frente das ambulâncias nos estádios de Futebol".
O lançamento
O lançamento será feito a partir das 15h na AABB Recife, na avenida Dr Malaquias, 2024, Graças.
52 crônicas
A obra foi lançada recentemente no Rio e em São Paulo e vem ganhando a mídia do país. O livro traz 52 crônicas sobre a atuação da equipe médica de Odi Veiga nas ambulâncias dos estádios pernambucanos, há 26 anos.
Curiosidades
Curiosidades, fatos inusitados, os problemas sociais que se refletem no futebol, o ecossistema de saúde voltado pro maior esporte do planeta, são retratados nas crônicas.
O livro reúne episódios emocionantes, trágicos e inusitados presenciados por Odi e sua equipe na beira do gramado.
O Poder
A Máquina de Pressão do Agreste: O Peso Revolucionário de Zabumba Caruaru (1972), por Zé da Flauta*
09/10/2026
Por trás da aparente simplicidade técnica dos sopros de taboca, o que aquele LP registrou para a eternidade foi uma verdadeira parede de som, onde a percussão atua com a fúria, o peso e a precisão das melhores cozinhas do rock e da música afro-diaspórica mundial.
Telepatia
A primeira grande lição do disco está no casamento perfeito entre a matemática dos intervalos e a urgência da execução. Os pífanos de taquara executam linhas harmónicas em terças e sextas paralelas com uma afinação microtonal afiada que corta o ar como uma lâmina. Temas virtuosos como "Briga do Cachorro Com a Onça" e "Dobrandinho" mostram que a melodi...
Quando o vinil de estreia da Banda de Pífanos de Caruaru, lançado sob o título Bandinha de Pífano / Zabumba Caruaru pela CBS em 1972, bateu na agulha, o Brasil urbano descobriu algo que o interior de Pernambuco já sabia há décadas: a música de pífano não é apenas contemplativa, ela é uma rocha rítmica de um impacto demolidor.
Por trás da aparente simplicidade técnica dos sopros de taboca, o que aquele LP registrou para a eternidade foi uma verdadeira parede de som, onde a percussão atua com a fúria, o peso e a precisão das melhores cozinhas do rock e da música afro-diaspórica mundial.
Telepatia
A primeira grande lição do disco está no casamento perfeito entre a matemática dos intervalos e a urgência da execução. Os pífanos de taquara executam linhas harmónicas em terças e sextas paralelas com uma afinação microtonal afiada que corta o ar como uma lâmina. Temas virtuosos como "Briga do Cachorro Com a Onça" e "Dobrandinho" mostram que a melodia nordestina não precisa de concessões ornamentais; ela avança com intervalos certeiros, frases secas e uma comunicação quase telepática entre os sopradores, antecipando o que muito arranjador moderno levaria anos para sistematizar nas pautas acadêmicas.
Rolo compressor
Contudo, é no andar de baixo da banda que reside o motor avassalador da gravação. A seção percussiva, o surdo/tarol de caixa alta, os pratos estalados de mão, o contra surdo pesado e a zabumba grave e pontuada, funcionam como uma engrenagem implacável.
Não há sobra, não há vacilo no tempo; a afinação dos couros entrega uma massa de graves que preenche a sala do estúdio e estremece os alto-falantes. É uma percussão de ataque, feita para arrebanhar multidões em feiras e procissões, transmitindo uma sensação de pancada limpa e dinâmica que impressiona até os produtores mais exigentes.
Matriz estética
Mais do que uma relíquia da cultura popular, Zabumba Caruaru tornou-se uma matriz estética incontornável. A vibração crua contida naquele vinil contaminou diretamente a MPB de vanguarda dos anos 70 e foi a faísca fundamental para a cena pernambucana dos anos 90. Décadas após o seu lançamento, ouvir essa gravação no volume máximo continua a ser uma experiência de impacto físico: uma prova viva de que a autêntica força do peso, do balanço e da porrada sonora sempre esteve enraizada no coração do Agreste.
Bandinha de Pifano - Zabumba Caruaru (Full Album)
Esta gravação histórica do álbum de 1972 permite ouvir na íntegra a pressão sonora, a precisão do pífano e o peso avassalador da percussão da Zabumba Caruaru.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

Seleção Eleições 2026, por Roberto Vieira*
09/10/2026
Defesa
Flávio Bolsonaro é o goleiro da seleção. Venceu Lula na disputa pela camisa 1. O que não é pouca coisa. Muitos diziam ser Lula o novo Lula Monstrinho, ídolo do líder petista nos anos 1960. Raquel Lyra e Sérgio Moro se impõem nas laterais, para espanto de muitos. A zaga com Tarcísio e Nikolas é a melhor dupla do país. Eleita por dezenas de milhões de torcedores.
Meio-campo
Michelle Bolsonaro é atleta de Cristo, como Baltasar e Kaká. Ela se comunica por sinais com seus companheiros de time. Superou um bate-boca com o goleiro do time, briga de boleiro. Cleitinho tem o biotipo de Carlos Drummond na adolescência e sotaque do Nerso da Capitinga, tudo com a astúcia de um Tancredo enganosamente simpl...
Ano de Copa do Mundo de futebol e de eleições brasileiras. Acontece desde 1994. Em 32 anos de coincidências, a esquerda venceu em todas as oportunidades, exceto em 2018. Agora, em 2026, a história parece repetir 2018.
Defesa
Flávio Bolsonaro é o goleiro da seleção. Venceu Lula na disputa pela camisa 1. O que não é pouca coisa. Muitos diziam ser Lula o novo Lula Monstrinho, ídolo do líder petista nos anos 1960. Raquel Lyra e Sérgio Moro se impõem nas laterais, para espanto de muitos. A zaga com Tarcísio e Nikolas é a melhor dupla do país. Eleita por dezenas de milhões de torcedores.
Meio-campo
Michelle Bolsonaro é atleta de Cristo, como Baltasar e Kaká. Ela se comunica por sinais com seus companheiros de time. Superou um bate-boca com o goleiro do time, briga de boleiro. Cleitinho tem o biotipo de Carlos Drummond na adolescência e sotaque do Nerso da Capitinga, tudo com a astúcia de um Tancredo enganosamente simplório. O camisa 10 é o PL de olho na onda azul deste continente, o novo maior partido do país.
Ataque
André Mendonça não é Lamine Yamal, nunca será. Ele é cartesiano como o antigo Julinho Botelho ou Mbappé. Mas sem ele na direita, até mesmo a convocação de Dallagnol seria impensável. Pela outra extrema, Jair Bolsonaro está preso e incomunicável. Não se sabe como aparece em campo e leva esse time à vitória. É o craque invisível. Odiado e amado por milhões, só não adianta fingir que não existe.
Final
Eleição tem um pouco de futebol. O aplauso e a consagração, muitas vezes são véspera do fracasso. Basta essa seleção perder o próximo capítulo. Então, o craque vira perna de pau. O vilão se torna herói. Até o dia 25 de outubro, os craques são esses. Mas o futuro... só quem viver, verá.
Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.
Regularização Fundiária e Usucapião Especial Urbano: Guia Estratégico e Prático - Por Rosa Freitas*
09/10/2026
1. Importância e Benefícios da Regularização
A formalização de imóveis urbanos vai muito além da obtenção de um documento; ela destrava o potencial econômico e social do patrimônio imobiliário.
• Segurança Jurídica: Proteção contra despejos, garantia da posse legal e preservação do direito à herança para as próximas gerações.
• Acesso a Crédito e Financiamentos: Com a matrícula individualizada em cartório, o imóvel torna-se garantia real para empréstimos bancários (como financiamentos para construção, reforma ou aquisição de bens).
• Valorização Imobiliária: Imóveis regulares chegam a valer 30% a 50% a mais no mercado formal, facilitando negociações de compra, venda e locação.
• Integraç...
A regularização fundiária e a usucapião urbana são instrumentos essenciais para transformar a posse informal em propriedade formal e plena, garantindo segurança jurídica, dignidade e desenvolvimento socioeconômico para cidades e famílias.
1. Importância e Benefícios da Regularização
A formalização de imóveis urbanos vai muito além da obtenção de um documento; ela destrava o potencial econômico e social do patrimônio imobiliário.
• Segurança Jurídica: Proteção contra despejos, garantia da posse legal e preservação do direito à herança para as próximas gerações.
• Acesso a Crédito e Financiamentos: Com a matrícula individualizada em cartório, o imóvel torna-se garantia real para empréstimos bancários (como financiamentos para construção, reforma ou aquisição de bens).
• Valorização Imobiliária: Imóveis regulares chegam a valer 30% a 50% a mais no mercado formal, facilitando negociações de compra, venda e locação.
• Integração Urbana e Melhorias: Facilita a chegada de investimentos públicos em infraestrutura básica (saneamento, pavimentação, iluminação, coleta de regular de lixo) e serviços postais.
2. Tipos de Usucapião Urbana e Modalidades
A usucapião é a aquisição da propriedade pela posse prolongada, mansa e pacífica. No âmbito urbano, destacam-se as seguintes modalidades:
• Especial Urbana (Individual): Requer posse mansa, pacífica e ininterrupta por 5 anos de área urbana de até 250 m^2, utilizando o imóvel para moradia própria ou da família, desde que o possuidor não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
• Especial Coletiva: Aplicada a áreas urbanas superiores a 250 m^2, ocupadas por população de baixa renda para sua moradia por mais de 5 anos, onde os autores não possam ser identificados individualmente. A fração ideal é calculada de forma igualitária para cada possuidor.
• Ordinária: Exige posse contínua por 10 anos, exercida com justo título (ex: contrato de compra e venda) e boa-fé. O prazo cai para 5 anos se houver aquisição onerosa baseada em registro cancelado e houver investimento de interesse social/econômico no local.
• Extraordinária: Não exige título nem boa-fé. O prazo de posse ininterrupta é de 15 anos, reduzindo-se para 10 anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel sua moradia habitual ou realizado obras/serviços de caráter produtivo.
• Familiar (por Abandono do Lar): Voltada para o cônjuge ou companheiro que permanece no imóvel residencial de até 250 m^2 por 2 anos ininterruptos, após o abandono voluntário do lar pelo ex-cônjuge, exercendo posse exclusiva e sem possuir outro imóvel.
• "Hereditária" (Transmissão da Posse / Accessio Possessionis): Na prática jurídica, é a possibilidade de somar o tempo de posse dos antecessores (como herdeiros ou antecessores legítimos) ao seu próprio tempo, preenchendo os requisitos temporais exigidos para qualquer modalidade de usucapião.
3. Caminhos de Regularização: Judicial vs. Extrajudicial
• Via Judicial: Processo tradicional perante o Poder Judiciário, indispensável quando há litígio (contestação de herdeiros ou confrontantes), intervenção de incapazes ou quando a via administrativa encontra barreiras intransponíveis. Costuma ser mais demorada devido à sobrecarga dos tribunais.
• Via Extrajudicial (Diretamente em Cartório): Regulamentada pelo art. 216-A da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/75), é realizada diretamente no Cartório de Registro de Imóveis competente. Vantagens: Maior agilidade e desoneração do Judiciário, exigindo a assistência de advogado ou defensor público, além de ata notarial lavrada por tabelião, planta e memorial descritivo assinados por profissional habilitado.
4. Facilitações Recentes e Instrumentos de Apoio
Nos últimos anos, o arcabouço normativo brasileiro (especialmente impulsionado pela REURB - Lei nº 13.465/2017 e atualizações subsequentes) trouxe desburocratizações significativas para acelerar a regularização:
• Registro com Contrato de Compra e Venda / Justo Título: Instrumentos particulares antigos ou compromissos de compra e venda sem formalização cartorária passaram a ser amplamente aproveitados como base documental para fundamentar pedidos de usucapião extrajudicial ou reconhecimento de direito real.
• Dispensa de "Habite-se" Rigoroso: Em muitos procedimentos de regularização fundiária urbana de interesse social (REURB-S) ou regularizações simplificadas, a ausência de habite-se municipal não impede o registro da construção consolidada, priorizando-se a segurança da edificação e a realidade fática.
• Direito de Laje (Lei nº 13.434/2017): Permite a abertura de matrícula própria e desmembramento dos pavimentos superiores (construções sobrepostas, como "puxadinhos" ou andares verticais independentes), viabilizando que o proprietário da laje superior tenha seu próprio registro imobiliário, IPTU individualizado e acesso a financiamentos para reformas e ampliações de forma autônoma.
5. Relação com Obras Públicas e Intervenções Urbanísticas
A regularização fundiária e a execução de obras públicas caminham lado a lado no planejamento e na transformação das cidades:
• Desapropriação e Implantação de Infraestrutura: A Administração Pública pode utilizar institutos de desapropriação e regularização integrada para abrir vias, implantar redes de saneamento, praças e equipamentos comunitários em áreas informais.
• Valorização do Espaço Urbano: A realização de obras públicas de saneamento e pavimentação em áreas regularizadas eleva o padrão de salubridade, reduz vulnerabilidades climáticas e impulsiona a economia local.
• Segurança para Desapropriações Justas: Áreas regularizadas garantem que, em caso de futuras intervenções públicas necessárias, os verdadeiros proprietários recebam as indenizações justas devidas por lei.
6. Conclusão: 7 Pontos fundamentais
1. Transformação Social: A regularização fundiária converte a mera posse em propriedade formal, garantindo dignidade e cidadania.
2. Segurança e Herança: Protege o cidadão contra remoções arbitrárias e assegura a transmissão legal do patrimônio familiar.
3. Desenvolvimento Econômico: Abre portas para o crédito bancário, financiamentos imobiliários e expressiva valorização comercial dos imóveis.
4. Diversidade de Caminhos: Oferece múltiplas modalidades de usucapião (urbana, coletiva, familiar, ordinária e extraordinária) adaptadas a cada realidade fática.
5. Desburocratização Cartorária: A via extrajudicial e o uso de instrumentos como contratos de compra e venda e o direito de laje tornaram os processos muito mais céleres.
6. Parceria com o Poder Público: A integração com obras públicas e programas municipais viabiliza a chegada de infraestrutura urbana de qualidade às comunidades.
7. Sustentabilidade Urbana: Promove cidades mais integradas, organizadas e juridicamente seguras para as presentes e futuras gerações.
7. Referências Normativas
• Constituição Federal de 1988: Artigos 182 e 183 (Política Urbana e Usucapião Especial Urbana).
• Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002): Artigos referentes à posse, propriedade e modalidades de usucapião (Ordinária e Extraordinária).
• Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973): Artigo 216-A (Usucapião Extrajudicial).
• Lei da REURB (Lei nº 13.465/2017): Dispõe sobre a Regularização Fundiária Urbana no Brasil.
• Marco do Direito de Laje (Lei nº 13.434/2017): Inclusão do direito real de laje no Código Civil.
Rosa Freitas é Doutora em Direito e pelo PPGD/UFPE, servidora pública, com 20 anos de experiência nas áreas pública e privada, Pós-Graduada em Transição Energética e novos Negócios pela PUC-PR, autora de livros e artigos jurídicos, dentre '"A nova dogmáticada da tributação de serviçosno Brasil" pela Editora Ponto a Ponto.
*Profa. Rosa Freitas, é Advogada – Direito Tributário e Direito de Energia - Consultoria Jurídica e Regulatória. @profa.dra.rosafreitas e Advrosafreitas@gmail.com

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.
O Mínimo como Mandato: Uma Reflexão nas Eleições Gerais de 2026 - Por Amadeu Robalinho*
09/10/2026
A frase acima pode parecer, à primeira vista, apenas uma provocação política. Mas ela encerra uma questão muito mais profunda sobre a relação entre Estado, sociedade e cidadania.
Nas eleições gerais de 4 de outubro de 2026, o Brasil escolherá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Não se trata, portanto, de uma eleição limitada à administração cotidiana das cidades. O que estará em disputa é a direção política, econômica, institucional e estratégica do País para os próximos anos.
É nesse contexto que precisamos discutir uma questão que ultrapassa governos e partidos: qual é o tamanho daquilo que o cidadão brasileiro deve exigir do Estado?
Quando o voto encolhe o horizonte.
Eleger um presidente, governador, senador ou deputado não significa si...
Enquanto a política vender sobrevivência como conquista, o povo vai agradecer pelo mínimo em vez de cobrar pelo máximo.
A frase acima pode parecer, à primeira vista, apenas uma provocação política. Mas ela encerra uma questão muito mais profunda sobre a relação entre Estado, sociedade e cidadania.
Nas eleições gerais de 4 de outubro de 2026, o Brasil escolherá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Não se trata, portanto, de uma eleição limitada à administração cotidiana das cidades. O que estará em disputa é a direção política, econômica, institucional e estratégica do País para os próximos anos.
É nesse contexto que precisamos discutir uma questão que ultrapassa governos e partidos: qual é o tamanho daquilo que o cidadão brasileiro deve exigir do Estado?
Quando o voto encolhe o horizonte.
Eleger um presidente, governador, senador ou deputado não significa simplesmente escolher quem entregará uma obra, concederá um benefício ou anunciará uma medida emergencial.
Significa escolher representantes que participarão de decisões capazes de afetar a estrutura tributária, o orçamento público, a educação, a saúde, a segurança, a infraestrutura, a política industrial, a energia, a defesa nacional, a ciência, a tecnologia e a própria capacidade estratégica do Estado brasileiro.
Quando o eleitor é levado a avaliar um governo exclusivamente pelo benefício imediato que recebeu, existe o risco de reduzir a dimensão do mandato político.
O benefício emergencial pode ser necessário. A transferência de renda pode ser necessária. A obra pública pode ser necessária. O atendimento de uma necessidade imediata pode ser indispensável.
Mas nenhuma dessas ações deveria representar o limite da ambição nacional.
O Estado não pode transformar a superação da emergência em substituto para a construção de um futuro.
Uma sociedade que passa a considerar excepcional aquilo que deveria ser básico corre o risco de inverter sua própria escala de prioridades. O cidadão deixa de perguntar quanto o Estado pode construir e passa a agradecer simplesmente porque alguma coisa foi entregue.
É nesse ponto que o mínimo pode transformar-se em mandato.
A Política da Escassez.
Existe uma dinâmica política que pode surgir quando a precariedade se torna normalizada.
Primeiro, problemas estruturais permanecem durante décadas. Depois, governos apresentam medidas pontuais para amenizar suas consequências. Em seguida, essas medidas são transformadas em símbolos de realização administrativa. Finalmente, aquilo que deveria ser apenas uma etapa da política pública passa a ser apresentado como conquista extraordinária.
O problema não está necessariamente na existência dessas políticas. Muitas delas são legítimas e indispensáveis.
O problema aparece quando a emergência passa a substituir a estratégia.
Uma nação não pode estabelecer como horizonte permanente apenas a redução da pobreza, sem discutir a geração de riqueza. Não pode limitar sua política industrial à manutenção de estruturas existentes, sem buscar autonomia tecnológica. Não pode tratar infraestrutura como simples reparação de danos, quando deveria concebê-la como instrumento de desenvolvimento e soberania.
Da mesma forma, não pode discutir segurança pública apenas depois que a violência se instala, nem discutir energia somente quando surge uma crise de abastecimento.
O Estado estratégico trabalha antes da crise.
O Brasil tem de começar a pensar grande.
As Eleições gerais de 2026 deveriam ser também uma oportunidade para discutir qual projeto de País pretendemos construir.
Que política industrial será adotada?
Qual será o papel da ciência e da tecnologia no desenvolvimento nacional?
Como o Brasil pretende ampliar sua infraestrutura crítica?
Qual será o futuro da matriz energética?
Como proteger ativos estratégicos, sistemas de comunicação, redes de energia, portos, ferrovias, sistemas de abastecimento e cabos submarinos?
Qual será o nível de investimento em defesa nacional?
Como enfrentar organizações criminosas que ultrapassam fronteiras estaduais e assumem características cada vez mais complexas?
Como transformar educação em capacidade produtiva, tecnológica e científica?
Essas perguntas não pertencem a um único governo ou a um único partido. Pertencem ao Estado brasileiro.
E é justamente por isso que o debate eleitoral não deveria se limitar à disputa entre nomes.
Soberania também é ter sabedoria e liberdade para escolher.
Não existe soberania plena quando uma nação não possui capacidade suficiente para produzir, proteger, pesquisar, inovar e decidir.
Soberania não é apenas possuir território.
É possuir capacidade energética.
É possuir infraestrutura.
É possuir indústria.
É possuir conhecimento científico.
É dominar tecnologias críticas.
É proteger suas comunicações.
É garantir segurança à população.
É possuir capacidade de defesa.
É conseguir tomar decisões estratégicas sem depender permanentemente de capacidades externas.
Por isso, a discussão sobre desenvolvimento não pode ser separada da discussão sobre soberania.
Um País que apenas administra suas carências pode sobreviver.
Um País que desenvolve capacidades estratégicas pode transformar sua realidade.
O Voto é um contrato de administação.
O voto não deveria ser entendido apenas como uma escolha de pessoas.
É também uma escolha sobre prioridades.
O Eleitor pode perguntar ao candidato quanto será destinado a determinada política pública, mas também precisa perguntar qual problema estrutural aquela política pretende resolver.
Pode perguntar quanto será investido, mas também deve perguntar qual capacidade nacional será construída.
Pode perguntar qual benefício será entregue, mas também deve perguntar qual será o resultado daqui a dez ou vinte anos.
Essa mudança de perspectiva é fundamental.
Porque uma nação não se constrói apenas com respostas para as emergências do presente. Constrói-se com planejamento, conhecimento, infraestrutura, tecnologia, educação, energia, segurança e capacidade estratégica.
Não se trata de pedir menos. Trata-se de exigir mais.
A grande questão das eleições gerais de 2026 não deveria ser apenas quem promete entregar mais benefícios.
Deveria ser também qual projeto de Estado pretende construir capacidades permanentes.
O Cidadão brasileiro não deve ser tratado apenas como beneficiário de políticas públicas. É titular de direitos e integrante de uma sociedade que financia o Estado e possui o direito de exigir resultados.
O mínimo pode ser necessário para garantir dignidade.
Mas o mínimo não pode ser transformado em teto de expectativa nacional.
Uma democracia madura não deve ensinar o cidadão a agradecer indefinidamente pela sobrevivência. Deve criar condições para que ele possa exigir desenvolvimento, segurança, educação, saúde, infraestrutura, oportunidades e prosperidade.
O Brasil possui território, população, recursos naturais, capacidade científica, indústria, universidades, forças de segurança, Forças Armadas e uma posição geopolítica singular.
A questão fundamental é transformar esses ativos em capacidade nacional.
É nesse ponto que o debate eleitoral precisa alcançar uma dimensão maior.
Não se trata apenas de escolher quem administrará o Estado.
Trata-se de decidir qual Estado queremos construir.
Porque uma nação que aceita o mínimo como destino corre o risco de transformar a exceção em regra.
E uma nação que compreende sua própria capacidade pode começar a exigir do Estado não apenas a administração da escassez, mas a construção das condições necessárias para a abundância, o desenvolvimento e a soberania.
Em outubro de 2026, o Brasil escolherá seus representantes.
Mas, muito além disso, terá a oportunidade de decidir qual será o tamanho de sua própria ambição nacional.
*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
O Ódio que Cheira a Ignorância - Crônica Poética - Por Walmir Chagas*
09/10/2026
Para essa gente, tudo que cheire a cultura é suspeito. Teatro é doutrinação. Cinema é propaganda. Universidade é ninho de comunistas. Arte é desperdício de tempo. Já ouviram dizer que “ensino de artes nas escolas é uma perda de tempo”. Já ouviram dizer que “as universidades são centros de doutrinação ideológica”. Essas frases poderiam ter saído da boca de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler. Mas saíram de boca de gente que se diz cristã, que se diz patriota.
O fascismo sempre teve ódio da cultura. Os nazistas queimaram livros. Fecharam teatros. Perseguiram artistas. O q...
Há um cheiro ruim no ar. Não é esgoto, não é lixo acumulado na esquina. É o fedor do medo. O medo que os poderosos da ultra direita têm de um povo que lê, que pensa, que questiona. Porque povo que estuda é povo que não se curva. Povo que conhece sua história não aceita ser tratado como gado. E é exatamente isso que eles querem: gado. Gado que vota, gado que trabalha, gado que cala.
Para essa gente, tudo que cheire a cultura é suspeito. Teatro é doutrinação. Cinema é propaganda. Universidade é ninho de comunistas. Arte é desperdício de tempo. Já ouviram dizer que “ensino de artes nas escolas é uma perda de tempo”. Já ouviram dizer que “as universidades são centros de doutrinação ideológica”. Essas frases poderiam ter saído da boca de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler. Mas saíram de boca de gente que se diz cristã, que se diz patriota.
O fascismo sempre teve ódio da cultura. Os nazistas queimaram livros. Fecharam teatros. Perseguiram artistas. O que vemos hoje no Brasil não é diferente. É a mesma lógica. A mesma estratégia. Manter o povo na ignorância para que ele não perceba que está sendo roubado, humilhado, explorado.
Nas últimas semanas, vimos candidatos da extrema direita invadindo universidades. Apagando murais. Ameaçando estudantes. Dizendo que vão “acabar com essa palhaçada”. Que vão “fechar essas fábricas de doutrinamento”. O alvo? As ciências humanas. Filosofia. Sociologia. História. Artes. Porque é exatamente nessas áreas que se ensina a pensar. A questionar. A não aceitar mentiras como verdade.
Um candidato a deputado federal, Wilker Leão, invadiu o Instituto de Artes da Universidade de Brasília e apagou manifestações artísticas dos estudantes. Disse que aquilo era “lixo”. Que aquilo era “doutrinação”. Os estudantes tiveram que repintar o muro. Mas o muro não é o importante. O importante é a mensagem: eles têm medo da arte. Têm medo da criatividade. Têm medo de um povo que sabe se expressar.
Enquanto atacam a cultura brasileira, esses mesmos poderosos se curvam aos Estados Unidos. Tudo que vem de lá é bom. Tudo que vem daqui é suspeito. Querem privatizar a Petrobras. Querem entregar o pré-sal. Querem transformar o Brasil em um quintal dos EUA. Enquanto isso, o povo continua pobre. Continua sem saúde. Continua sem educação. Mas eles estão felizes. Porque o importante não é o Brasil. O importante é agradar o patrão lá de cima.
Bolsonaro representa exatamente isso. As forças do atraso. Da mentira. Da subserviência. Durante seu governo, o orçamento da educação foi sangrado. Universidades foram sucateadas. Professores foram perseguidos. A cultura foi tratada como inimiga. E o resultado? Um país mais ignorante. Mais dividido. Mais fácil de manipular.
Do outro lado, temos Lula. E com ele, as forças progressistas. Que acreditam na educação como direito. Na cultura como expressão de um povo. Na universidade como espaço de pensamento crítico. Durante seu governo, os recursos para universidades e institutos federais foram recompostos. O ensino em tempo integral foi retomado. A cultura voltou a ser valorizada.
Não é perfeito. Não é o fim da história. Mas é a direção certa. Porque um país que investe em educação é um país que investe no futuro. Um país que valoriza a cultura é um país que valoriza sua alma. Um país que respeita suas universidades é um país que respeita o pensamento.
De um lado, as forças do progresso. Que querem um país soberano. Que querem um povo educado. Que querem uma cultura viva. Do outro, as forças do atraso. Que querem um país subserviente. Que querem um povo ignorante. Que querem uma cultura morta.
A escolha é clara. Ou somos um país que pensa. Ou somos um país que obedece. Ou somos um país que cria. Ou somos um país que copia. Ou somos um país que lê. Ou somos um país que cala.
No fim, tudo se resume a isso: medo. Medo de um povo que sabe. Medo de um povo que lê. Medo de um povo que pensa. Porque povo que sabe não aceita ser enganado. Povo que lê não aceita ser manipulado. Povo que pensa não aceita ser tratado como gado.
E é por isso que eles atacam a cultura. É por isso que atacam a educação. É por isso que atacam as universidades. Porque sabem que um povo que estuda é um povo que se liberta. E isso, eles não podem permitir.
Mas nós podemos permitir. Nós devemos permitir. Porque um país sem cultura é um país sem alma. Um país sem educação é um país sem futuro. Um país sem pensamento crítico é um país sem liberdade.
E é aqui que entramos nós. Os que acreditam na cultura. Os que acreditam na educação. Os que acreditam no pensamento. Somos a resistência. Somos o antídoto. Somos o futuro.
Porque enquanto houver um teatro aberto. Enquanto houver um livro sendo lido. Enquanto houver uma universidade de pé. Enquanto houver um professor ensinando. Enquanto houver um artista criando. Enquanto houver um estudante questionando. Enquanto houver um povo pensando.
Enquanto houver isso, eles não venceram. Enquanto houver isso, a liberdade respira. Enquanto houver isso, o futuro é nosso.
Há outro cheiro no ar. Não é o fedor do medo. É o aroma da esperança. É o cheiro de um país que está acordando. De um povo que está abrindo os olhos. De uma nação que está dizendo: basta.
Basta de ignorância. Basta de subserviência. Basta de medo. Queremos educação. Queremos cultura. Queremos liberdade. Queremos pensar. Queremos criar. Queremos ser.
E é por isso que lutamos. Não por um partido. Não por um candidato. Mas por um país. Um país que acredita no seu povo. Um país que investe no seu futuro. Um país que respeita sua cultura. Um país que valoriza sua educação. Um país que pensa.
No fim, tudo se resume a uma palavra: liberdade. Liberdade para pensar. Liberdade para criar. Liberdade para ser. E é isso que eles querem nos tirar. É isso que querem nos roubar. É isso que querem nos negar.
Mas nós não vamos deixar. Porque um povo que sabe sua história não aceita ser apagado. Um povo que conhece sua cultura não aceita ser silenciado. Um povo que pensa não aceita ser calado.
Somos a resistência. Somos a esperança. Somos o futuro. E enquanto houver um livro sendo lido. Enquanto houver um teatro aberto. Enquanto houver uma universidade de pé. Enquanto houver um povo pensando.
Nós venceremos. Porque a ignorância pode até tentar nos calar. Mas a liberdade sempre encontrará uma voz. E essa voz será a nossa.
*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
"Eleições e sinuca de bico para metacapitalistas e esquerdoglobalistas" - Por Jarbas Beltrão*
09/10/2026
Questionamentos "cabulosos". Os eleitores têm seus votos seguidos para a urna e posterior apuração de maneira uniforme. Deputado estadual, deputado federal, senadores, governador e presidente da República.
Diz os questionamentos, a contagem teria de seguir uniforme prá todos os cargos. Só que em certo momento, a contagem seguia a trajetória normal, porém o cargo para presidente parou.
Se a contagem seguia regular e a do cargo de presidente foi paralisada, como se explica o fenômeno. Isto teria acontecido quando a apuração alcançara dois terços e o candidato da "oposição", chamado de "direita" se aproximava dos "perigosos" cinquenta por cento.
Enquanto isso, o candidato di...
Eleições realizadas, apurações concluídas. Resultados, como em qualquer Democracia, questionados. Já são vários os questionamentos, o mais polêmico, diz respeito à escolha presidencial, ou seja, apoiadores do candidato de oposição e o candidato à reeleição.
Questionamentos "cabulosos". Os eleitores têm seus votos seguidos para a urna e posterior apuração de maneira uniforme. Deputado estadual, deputado federal, senadores, governador e presidente da República.
Diz os questionamentos, a contagem teria de seguir uniforme prá todos os cargos. Só que em certo momento, a contagem seguia a trajetória normal, porém o cargo para presidente parou.
Se a contagem seguia regular e a do cargo de presidente foi paralisada, como se explica o fenômeno. Isto teria acontecido quando a apuração alcançara dois terços e o candidato da "oposição", chamado de "direita" se aproximava dos "perigosos" cinquenta por cento.
Enquanto isso, o candidato dito da "esquerda" que tentava a reeleição ficava em quarenta e dois por cento. A '"prisão de ventre" das urnas, que não era total, mas só para o cargo de presidente, já alcançava incômodos 45 minutos. Entretanto; desengasgou, soltou o gás orgânico, que impedia a passagem de um "bolo fecal" represado.
Após a superação do impasse, as urnas passaram a funcionar plenamente. Porém para desespero dos que apoiavam o candidato da "direita", que tinha seu candidato na frente frente da corrida, observavam com muita surpresa, eventos, como: quem estava na frente apresentava, agora, uma pequena queda, quem estava na perda, apresentava uma pequena subida.
A partir, da liberação do engasgo, a coisa foi se equilibrando e o resultado apurado passou a apontar para um segundo turno. Segundo turno já visto pelos dois lados como um resultado apenas adiado.
Enquanto isso, na 2a. feira dia 05 de outubro os mercados de investimentos e o câmbio se manifestavam.
A Bolsa de Valores que havia "patinado", nos últimos meses, entre 170 mil até 185 mil pontos, acordou. Acordou de um sono que parecia que iria ficar por muito mais tempo.
Pois é, neste dia seguinte, a Bolsa foi além da casa dos 207 mil pontos, mostrando que os investidores de todos os tamanhos eram dominados pelo medo; medo de perda de investimentos aplicados. O índice Ibovespa que com muita dificuldade alcançava 1,0%, alcancançou inacreditáveis 7,5%.
Ultrapassaram a barreira e o fluxo de capitais ressurgiu com força nesta 2a.feira, e analistas de finanças já falam em fechamento anual superior a 230 mil pontos.
O "dólar" e o "euro" em queda. Começaram à entrar, a chegar. O "dólar" pressionado pra baixo, subordinado ao aumento de oferta da moeda. Diria a turma da "canhota", são uns reacionários. Nisso, foi ficando transparente que, uma certa turma da Faria Lima, passou a desacreditar no atual governo, mas metacapitalistas e globalistas tão ainda se segurando no barco, mas com salva-vidas no corpo.
De repente, o país Brasil, poderá se afastar do globalismo metacapitalista da "Turma de Davos" e do "Clube de Bildeberg" e o Bloco russo-chines-iraniano, pensando como sair, se for o caso, de uma provável "sinuca de bico".
Fica o recado.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)

NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
Repense! - Por Ubirajara Ramos*
09/10/2026
‘Rachadinhas’ e Chocolates
Estudante e residente no Rio de Janeiro, Flávio iniciou sua vida profissional como funcionário fantasma da Câmara dos Deputados na liderança do PPB, em Brasília. Alguns anos depois, deputado estadual, levou essa prática para o seu gabinete na Alerj, contratando assessores fantasmas e ficando com parte dos seus salários, as famosas ‘rachadinhas’. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a lavagem do dinheiro era operada por Fabrício Queiroz, que fez 1.512 depósitos na loja de chocolates de Flávio, totalizando cerca de R$ 1,6 milhão!
Vorcaro, Brazão & Cia
O deput...
Se você faz parte dos 33,4 milhões de brasileiros que não votaram; dos 9,3 milhões que votaram nos candidatos da ‘terceira via’; dos 3,6 milhões que anularam o voto; dos 2,2 milhões que votaram em branco; ou dos que, simplesmente, votaram em Flávio por ódio a Lula ou ao PT; abaixo, alguns tópicos para sua reflexão.
‘Rachadinhas’ e Chocolates
Estudante e residente no Rio de Janeiro, Flávio iniciou sua vida profissional como funcionário fantasma da Câmara dos Deputados na liderança do PPB, em Brasília. Alguns anos depois, deputado estadual, levou essa prática para o seu gabinete na Alerj, contratando assessores fantasmas e ficando com parte dos seus salários, as famosas ‘rachadinhas’. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a lavagem do dinheiro era operada por Fabrício Queiroz, que fez 1.512 depósitos na loja de chocolates de Flávio, totalizando cerca de R$ 1,6 milhão!
Vorcaro, Brazão & Cia
O deputado Rodrigo Bacellar e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, estão presos por crimes ligados ao Comando Vermelho; o miliciano Ronnie Lessa e os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão estão presos, respectivamente, como executor e mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes; e Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel estão presos por fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master num rombo de mais de R$ 86 bilhões!
O que têm em Comum?
Assim como Adriano da Nóbrega, o miliciano chefe do ‘Escritório do Crime’, morto em confronto com policiais na Bahia, que Flávio homenageou na prisão e empregou a esposa e a mãe dele no seu gabinete na Alerj, todos integram o grupo político bolsonarista. Então, se Flávio chegar ao poder, essas facções criminosas chegarão ao poder junto com ele, mormente no Rio de Janeiro.
Mentiroso Contumaz
Flávio negou qualquer relação ou contato com Vorcaro, negou que tivesse pedido dinheiro e negou que tivesse laços e encontros com ele. Contudo, investigado pela Polícia Federal por suspeitas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no escândalo do Banco Master, descobriu-se registros de dezenas de mensagens, ligações telefônicas e encontros presenciais com Vorcaro, que transferiu R$ 61 milhões para o fundo Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Flávio diz que foi pro filme Dark Horse... Nele, não dá pra confiar!
O ‘Tesouraço’
Se nada disso te incomoda, saiba que as propostas de Flávio são inspiradas no corte radical dos gastos públicos e no desmonte da estrutura estatal da ‘Motosserra’ do presidente Javier Milei, que levou a economia da Argentina a uma forte recessão econômica, com 31.342 empresas fechadas e a perda de mais de 245.000 empregos formais, deixando 32,3% da população na pobreza e 7,5% na miséria! Flávio prevê um corte de até R$ 300 bilhões, com a desvinculação das aposentadorias, pensões e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) do salário mínimo; a redução de Direitos Trabalhistas; das Políticas Sociais e do Orçamento da Saúde e da Educação.
Neocolônia ou Soberania
Como se tudo isso fosse pouco, nossa economia, nosso petróleo e nossas terras raras serão explorados contra nossa soberania segundo os interesses econômicos dos Estados Unidos, transformando o Brasil numa neocolônia desindustrializada e extrativista. Não foi pra isso que, há mais de 200 anos, heróis como Tiradentes e Frei Caneca foram enforcados e fuzilados.
Repense!
*Ubirajara Ramos, é Auditor fiscal aposentado, pesquisador independente, ativista pró-legalização da Cannabis, autor do livro 'Tá Todo O Mundo Enganado!' - Sobre a Maconha e a Política de Guerra às Drogas Mundial, ex-diretor das associações Aliança e AMME Medicinal, é membro da Comissão Especial de Políticas sobre Drogas da OAB-PE e palestrante internacional.

NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
(Foto Flávio: Reprodução Instagram/PLATÔBR)
Baralho Embaralhado - Crônica Poética - Por Romero Falcão*
09/10/2026
a bala votou contra a pistola
A barata votou na sandália
A árvore votou na motosserra
O burocrata votou em Kafka
O algoritmo pirou
tadinho, não sabe qual
rebanho alimentar
A polarização, sua meta
fez o baralho se embaralhar
Mas o padre que votou no ateu prometeu a Deus mudar o voto
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
Um general votou no poeta
a bala votou contra a pistola
A barata votou na sandália
A árvore votou na motosserra
O burocrata votou em Kafka
O algoritmo pirou
tadinho, não sabe qual
rebanho alimentar
A polarização, sua meta
fez o baralho se embaralhar
Mas o padre que votou no ateu prometeu a Deus mudar o voto
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

NR - Os textos assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.