Ministra Maria Elizabeth Rocha toma posse na presidência do STM
12/03/2025
O Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, será palco nesta quarta-feira (12/03) da posse da nova presidente do Superior Tribunal Militar, ministra Maria Elizabeth Teixeira Rocha, primeira e única mulher do colegiado há 18 anos. A solenidade, programada para começar às 15h, terá o hino nacional cantado em duas versões: além de português, também em língua Tikuna, pela cantora indigena Djuena Tikuna, do Alto Solimões.
Acolhedora
Ao que tudo indica, será um evento acolhedor como tem sido a magistrada durante todos esses anos: cordial com os colegas, advogados e imprensa e muito diplomática durante seus julgamentos, mesmo apresentando várias divergências sobre os votos de outros integrantes do colegiado. Gentil no trato, ela tem posições firmes em relação a questões como a Lei da Anistia, direitos humanos, separação das Forças Armadas da política e maior equidade de gênero no Judiciário.
O Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, será palco nesta quarta-feira (12/03) da posse da nova presidente do Superior Tribunal Militar, ministra Maria Elizabeth Teixeira Rocha, primeira e única mulher do colegiado há 18 anos. A solenidade, programada para começar às 15h, terá o hino nacional cantado em duas versões: além de português, também em língua Tikuna, pela cantora indigena Djuena Tikuna, do Alto Solimões.
Acolhedora
Ao que tudo indica, será um evento acolhedor como tem sido a magistrada durante todos esses anos: cordial com os colegas, advogados e imprensa e muito diplomática durante seus julgamentos, mesmo apresentando várias divergências sobre os votos de outros integrantes do colegiado. Gentil no trato, ela tem posições firmes em relação a questões como a Lei da Anistia, direitos humanos, separação das Forças Armadas da política e maior equidade de gênero no Judiciário.
Doutra e pós-doutora
Elizabeth é mineira, tem 65 anos, e é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) com mestrado em Ciências Jurídico-Políticas, doutorado em Direito Constitucional e pós-doutorado em Direito Constitucional na Universidade Clássica de Lisboa. Atuou por muitos anos como professora universitária. No STM, presidiu a Corte por nove meses no biênio 2013-2015 e coordenou a Comissão de Direito Penal Militar — responsável pela atualização da legislação específica da área, modernizando dispositivos que estavam em vigor desde 1969.
Abertura de arquivos
No curto período em que exerceu a presidência, Elizabeth se destacou por ter autorizado a abertura dos arquivos de todos os processos que tramitam e foram julgados pelo STM, o que incluiu documentos do período da ditadura militar. Com isso, abriu uma janela para pesquisadores e familiares de pessoas presas, desaparecidas e mortas durante esse período, que, finalmente, puderam ler detalhes sobre os autos.
Forças Armadas
A ministra também já declarou que é contrária à participação de representantes das Forças Armadas na política, o que chama de “desvio de função”. Diz há anos ser contra a Lei da Anistia por considerar que os crimes de tortura não deveriam prescrever. E tem se posicionado, durante os julgamentos, com um olhar mais atento para a defesa dos direitos humanos. Afirmou que na sua gestão pretende dar mais voz às minorias e ampliar o espaço de poder às mulheres, além de imprimir no tribunal valores que ampliem “a transparência, diversidade e defesa da democracia”.
Leia outras informações
Inscrições do Prouni 2026 começam nesta segunda-feira
26/01/2026
Na Paraíba
Na Paraíba, são 12.859 bolsas de estudo, sendo 5.764 são integrais, que cobrem 100% da mensalidade, e 7.095 são parciais, com desconto de 50%. Ao todo, 133 cursos participam da edição no estado.
A seleção
A seleção dos candidatos é feita a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A participação é gratuita e deve ser feita exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, mantido pelo Ministério da Educação (MEC).
Ao todo, as...
As inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni) 2026 começam hoje, segunda-feira (26/01). O processo permite que estudantes disputem bolsas de estudo em faculdades privadas de ensino superior em todo o Brasil. O prazo segue até 23h59 do dia 29 de janeiro. O cadastro deve ser feito no Portal Acesso Único, do Ministério da Educação, com login gov.br, CPF e senha.
Na Paraíba
Na Paraíba, são 12.859 bolsas de estudo, sendo 5.764 são integrais, que cobrem 100% da mensalidade, e 7.095 são parciais, com desconto de 50%. Ao todo, 133 cursos participam da edição no estado.
A seleção
A seleção dos candidatos é feita a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A participação é gratuita e deve ser feita exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, mantido pelo Ministério da Educação (MEC).
Ao todo, as bolsas estão distribuídas entre cursos de bacharelado, licenciatura e tecnológicos, oferecidos por instituições privadas que participam do programa no estado.
Quem pode se inscrever no Prouni 2026
Segundo o edital, podem se inscrever estudantes que concluíram o ensino médio e participaram do Enem 2024 ou 2025. É necessário ter alcançado, no mínimo, 450 pontos na média das provas e não ter zerado a redação.
Treineiros
Não é permitida a inscrição de candidatos que fizeram o Enem como treineiros, ou seja, antes de concluir o ensino médio. Também podem participar pessoas com deficiência e professores da rede pública de ensino, neste último caso exclusivamente para cursos de licenciatura e pedagogia.
O Poder

Polícia identifica e prende quatro homens por envolvimento em briga de torcida antes do clássico entre Santa Cruz e Náutico
26/01/2026
O confronto
O confronto aconteceu ontem, domingo (25/01) e deixou ao menos três ferido. Segundo a polícia, as prisões em flagrante foram feitas horas depois. Os nomes dos presos não foram divulgados.
Torcidas organizadas
Os envolvidos foram identificados pela Secretaria de Defesa Social (SDS), que informou que eles integram torcidas organizadas do Santa Cruz e do Sport. Segundo a Polícia Militar, o confronto gerou agressões e correria no entorno do Terminal Integrado do Barro, na Zona Oeste do Recife, e dentro da estação de metrô do bairro.
Imagens
Imagens mostram torcedores brigando, pulando catracas na estação e depredand...
Muita confusão fora estádio. E pessoas feridas. A Polícia Militar identificou e prendeu quatro homens suspeitos de envolvimento na briga de torcidas organizadas que ocorreu antes do clássico entre Santa Cruz e Náutico pelo Campeonato Pernambucano.
O confronto
O confronto aconteceu ontem, domingo (25/01) e deixou ao menos três ferido. Segundo a polícia, as prisões em flagrante foram feitas horas depois. Os nomes dos presos não foram divulgados.
Torcidas organizadas
Os envolvidos foram identificados pela Secretaria de Defesa Social (SDS), que informou que eles integram torcidas organizadas do Santa Cruz e do Sport. Segundo a Polícia Militar, o confronto gerou agressões e correria no entorno do Terminal Integrado do Barro, na Zona Oeste do Recife, e dentro da estação de metrô do bairro.
Imagens
Imagens mostram torcedores brigando, pulando catracas na estação e depredando um veículo. Não foi informada a unidade de saúde para onde os feridos foram levados.
As prisões
Conforme a SDS, as prisões foram possíveis a partir da análise de imagens da briga, que foram compartilhadas com grupos operacionais do Batalhão de Choque.
O efetivo atuou no policiamento do jogo e passou a realizar abordagens preventivas nos acessos à Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife – estádio onde ocorreu a partida de futebol.
Os suspeitos
Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados, mas as idades são 19, 21, 21 e 23 anos. Eles vão passar por audiência de custódia para saber se a prisão em flagrante será convertida em preventiva. O caso segue em investigação por meio da Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva.
As brigas
As brigas foram registradas entre torcedores do Sport e Santa Cruz. Porém, a partida da quinta rodada do Campeonato Pernambucano de 2026, que começou às 18h do domingo (25/01), na Arena Pernambuco, foi feita entre os times Santa Cruz e Náutico.
Histórico de brigas de torcida
O clássico pernambucano tem sido marcado por um histórico de brigas e violência. Em 2025, 13 torcedores tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, após várias brigas, inclusive um episódio de violência sexual serem registradas no Grande Recife em um dia de clássico do Campeonato Pernambucano.
O Poder
Justiça da Paraíba decreta prisão preventiva do cantor João Lima por agressões a esposa
26/01/2026
Expedido
O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), com decisão assinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro. De acordo com a decisão, a medida visa garantir a ordem pública.
A decisão
Segundo o texto da decisão, consta nos autos do processo que as agressões foram no dia 18 de janeiro, quando ele "teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos". Na ocasião, ele ainda teria entregado uma faca para a víti...
A Justiça da Paraíba decretou na tarde de ontem, domingo (25/01) a prisão preventiva do cantor João Lima, investigado por violência doméstica contra a esposa. O caso repercutiu em todo o Brasil no sábado (24/01), após a divulgação de vídeos em que João Lima aparece agredindo a mulher. Uma medida protetiva também foi concedida à vítima, que denunciou as agressões à Polícia Civil.
Expedido
O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), com decisão assinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro. De acordo com a decisão, a medida visa garantir a ordem pública.
A decisão
Segundo o texto da decisão, consta nos autos do processo que as agressões foram no dia 18 de janeiro, quando ele "teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos". Na ocasião, ele ainda teria entregado uma faca para a vítima mandando que a mesma se matasse.
Três dias depois, o cantor teria ido até a casa da mãe da vítima e a ameaçado novamente, dizendo que iria "acabar com a vida dela, caso não reatasse o relacionamento e que, se ela tivesse outro relacionamento, iria matar ambos".
Prisão
Além do mandado de prisão, uma medida protetiva em favor da vítima das agressões, a esposa de João Lima, também foi expedida. O cantor está proibido de se aproximar da esposa e de frequentar a casa onde morava bem como manter contato com ela ou com familiares dela.
Determina
A medida protetiva determina uma distância mínima de 300 metros de João Lima da esposa. Ele também está proibido de frequentar determinados lugares, como shoppings e academias, a fim de preservar a integridade da vítima e evitar que a mesma o encontre.
Entenda o caso
A Polícia Civil investiga o cantor paraibano João Lima por violência doméstica contra a esposa, após vídeos divulgados em redes sociais mostrarem agressões. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa.
O raio que causou pânico e interrompeu as manifestações em favor da soltura de Bolsonaro
26/01/2026
Susto, dores e queimaduras nos braços e na barriga. Pânico. "Caiu um raio, e aí caiu todo mundo”. Ninguém podia imaginar que um raio iria cair em Brasília, na Praça do Cruzeiro, justamente no local onde estava concentrado os manifestantes que na tarde de ontem, domingo (25/01), realizaram um ato em favor da soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas caiu. E deixou feridos. Um grande susto. Espalhou os manifestantes.
A descarga elétrica
A descarga elétrica do raio interrompeu o protesto. A cena foi inusitada. Chovia muito. Alguns manifestantes ficaram feridos e tiveram de ser levados a hospitais públicos de Brasília. .Algumas das pessoas, apesar de não terem se ferido, precisaram de atendimento em razão do susto e do nervosismo.
Reunido
O grupo estava reunido próximo ao Memorial JK, no Eixo Monumental, sob uma forte chuva – eles aguardavam a chegada de uma passeata de apoiadores do ex-presidente...
Susto, dores e queimaduras nos braços e na barriga. Pânico. "Caiu um raio, e aí caiu todo mundo”. Ninguém podia imaginar que um raio iria cair em Brasília, na Praça do Cruzeiro, justamente no local onde estava concentrado os manifestantes que na tarde de ontem, domingo (25/01), realizaram um ato em favor da soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas caiu. E deixou feridos. Um grande susto. Espalhou os manifestantes.
A descarga elétrica
A descarga elétrica do raio interrompeu o protesto. A cena foi inusitada. Chovia muito. Alguns manifestantes ficaram feridos e tiveram de ser levados a hospitais públicos de Brasília. .Algumas das pessoas, apesar de não terem se ferido, precisaram de atendimento em razão do susto e do nervosismo.
Reunido
O grupo estava reunido próximo ao Memorial JK, no Eixo Monumental, sob uma forte chuva – eles aguardavam a chegada de uma passeata de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Convocado
O ato foi convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e ocorreu após uma caminhada de sete dias do parlamentar, políticos de direita e apoiadores.
Negou
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) negou, que o ato promovido por ele na capital federal tenha tido "falta de organização".
Vítimas
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, 72 vítimas foram atendidas no local, sendo que 42 estáveis, conscientes e orientadas. Ao todo, 30 pessoas foram encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). . Pelo menos oito desses pacientes estavam em estado grave.
Caminhada rumo a Brasília
Nikolas Ferreira saiu na segunda-feira (19/01) do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. O gesto do parlamentar, após grande repercussão nas redes sociais, ganhou a adesão de outros membros do Congresso, apoiadores de Bolsonaro e também de eleitores do deputado federal.
Objetivo
Segundo o deputado, o objetivo foi protestar contra decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) em relação aos condenados pelos atos criminosos de 8 de janeiro de 2023, e contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 e preso no Complexo da Papuda, em Brasília.
Já que estamos começando mais uma semana, vamos conferir o que a imprensa está noticiando nesta manhã:
- Deputados do PL visitam vítimas atingidas por raio durante manifestação em Brasília. Solidariedade é importante em um momento como esse. Imagine o susto de ser atingido por um raio?
- Nikolas nega falta de organização após raio atingir manifestantes em ato. Sem comentários”
- 30 pessoas hospitalizadas e 8 em estado grave após raio em ato de Nikolas no DF
- Megatempestade nos EUA cancela voos no Aeroporto de Guarulhos
- Trump fala em Davos em meio a ameaças tarifárias contra aliados europeus
- Canetas emagrecedoras ilegais cruzam fronteira e expõem quem usa a riscos graves
Em domingo de clássicos pelo Brasil afora, teve cada jogo. Duelos épicos. Rivalidades históricas. No Fla-Flu, o Fluminense levou a melhor. Venceu por 2 x 1. Festa na chuva para a torcida do Fluminense. Foi o esquenta para o Brasileirão que começa no meio de semana.
A manchete diz tudo: Fluminense vence e dispara no Grupo A; Flamengo quase eliminado.
Mais clássicos
No clássico mineiro, a confusão foi grande. Um jogo disputado. Terminou como a torcida do Galo queria. O Atlético venceu de virada, com direito a um golaço de Hulk, o rival Cruzeiro. E o clássico Gaúcho? Esse teve gols com força. E deu Inter. 4 x 2 sobre o rival Grêmio.
No meio de semana tem mais jogos.
Por Severino Lopes
O Poder

A indignação não cabe em mim diz vítima da arapongagem do governo Raquel Teixeira Lyra
26/01/2026
Amigos,
Fui vítima de uma perseguição ilegal da Polícia Civil de Pernambuco, sem qualquer ordem judicial ou inquérito contra minha conduta. Isso foi revelado por uma reportagem da TV Record, que detalhou uma verdadeira arapongagem política com o único objetivo de criar um fato a ser usado nas eleições deste ano. Sigo com o coração leve e a cabeça tranquila, mas com um indignação que não cabe em mim. Por isso, irei à Justiça para garantir que outras pessoas não passem por isso e que os responsáveis sejam punidos.
Gustavo Monteiro, secretário de Articulação Política da Prefeitura do Recife, espionado por agentes da polícia civil de Pernambuco, de acordo com o Domingo Espetacular da Rede Record, distribuiu nas redes sociais, na noite de ontem, domingo 25/02, a nota reproduzida a seguir.
Amigos,
Fui vítima de uma perseguição ilegal da Polícia Civil de Pernambuco, sem qualquer ordem judicial ou inquérito contra minha conduta. Isso foi revelado por uma reportagem da TV Record, que detalhou uma verdadeira arapongagem política com o único objetivo de criar um fato a ser usado nas eleições deste ano. Sigo com o coração leve e a cabeça tranquila, mas com um indignação que não cabe em mim. Por isso, irei à Justiça para garantir que outras pessoas não passem por isso e que os responsáveis sejam punidos.
O que João Lyra Filho e Fernado Lyra diriam da polícia paralela do Governo de Raquel Teixeira Lyra? Por José Nivaldo Junior*
26/01/2026
"Metida tenho a mão na consciência / e não falo senão verdades puras / que m'ensinou a viva experiência".
Luís de Camões.
As denúncias reveladas pela reportagem do Domingo Espetacular, da TV Record, colocam o Governo de Raquel Lyra diante de uma contradição histórica difícil de ignorar. Vamos dar um prudente, porém desnecessário, beneficio à duvida. No tribunal da imprensa e da política, não são necessárias tantas cautelas como nos tribunais do Poder Judiciário. Se ou quando confirmadas, as denúncias não desafiam, apenas, a legalidade e o Estado Democrático de Direito. Afrontam, também, a memória política de dois dos nomes mais emblemáticos da luta contra o autoritarismo no Brasil: o avô da governadora João Lyra Filho, e o tio, Fernando Lyra. Eles não estão mais aqui para defender o seu legado. O outro político da família, o pai de Raquel, João Lyra Neto, está aí para se manifestar, se quiser. O espaço em O Poder, por exemplo, é amp...
Epígrafe
"Metida tenho a mão na consciência / e não falo senão verdades puras / que m'ensinou a viva experiência".
Luís de Camões.
As denúncias reveladas pela reportagem do Domingo Espetacular, da TV Record, colocam o Governo de Raquel Lyra diante de uma contradição histórica difícil de ignorar. Vamos dar um prudente, porém desnecessário, beneficio à duvida. No tribunal da imprensa e da política, não são necessárias tantas cautelas como nos tribunais do Poder Judiciário. Se ou quando confirmadas, as denúncias não desafiam, apenas, a legalidade e o Estado Democrático de Direito. Afrontam, também, a memória política de dois dos nomes mais emblemáticos da luta contra o autoritarismo no Brasil: o avô da governadora João Lyra Filho, e o tio, Fernando Lyra. Eles não estão mais aqui para defender o seu legado. O outro político da família, o pai de Raquel, João Lyra Neto, está aí para se manifestar, se quiser. O espaço em O Poder, por exemplo, é amplo, geral e irrestrito.

Por que meto a colher?
Urge lembrar um pouco da trajetória de dois grandes seres humanos, animais políticos por excelência, que já não estão mais entre nós. "Seu" João Lyra Filho e Fernando Lyra. Empresário rico, atuando em diversos segmentos, inclusive o rodoviário, o velho João deixou uma lição e um exemplo que deviam inspirar e guiar. Homem conservador, quando veio o Golpe de 1964, optou pelo dificil caminho da oposição democrática. Ex-prefeito de Caruaru, entrou no MDB, unico partido consentido da oposição e em 1966 elegeu-se deputado federal. Em dobradinha com o filho Fernando, eleito deputado estadual. Foram quatro anos difíceis para o país. Pelo meio, parlamento fechado, cassações de mandatos, sequestros, torturas. E o AI5. Então, veio a eleição cheia de restrições, em 1970. Prestem atenção na grandeza do cidadão, queridos leitores. "Seu" João, homem de poucas letras porém profunda sabedoria, chamou Fernando e comandou: "Meu filho, você tem muito mais a dar ao país do que eu. Você vai para federal, eu fico como estadual". Palavras proféticas.
Fernando Lyra
Logo se destacou como um dos ícones nacionais da luta pela democracia. Foi um dos fundadores e líderes do grupo autêntico que confrontou a ditadura e ajudou a transformar a "oposição consentida" em oposição de verdade. Mais tarde, Fernando foi o grande idealizador e condutor do processo de transição para a democracia. O José Bonifácio da Nova República. Escolhido por Tancredo Neves para o ministério da Justiça, acabou com a censura e iniciou a remoção do "entulho da legislação autoritária", concluído com a sua participação na Assembleia Nacional Constituinte. João e Fernando garantiram um lugar de honra no panteão dos autênticos heróis da pátria.

Ironias da vida
Fernando Lyra foi uma das maiores vítimas da arapongagem da ditadura agonizante. Sofreu um sequestro que resultou em uma das armações mais torpes da história contemporânea. Propagada como se verdade fosse em fake-news por todos os meios. Tudo em política é tolerável. No entanto, dói ver a governadora confraternizando com os herdeiros dos métodos usados pelos algozes do tio. E pior: usando contra adversários os mesmos sistemas de perseguição deploráveis que foram utilizados contra a sua família na ditadura.

Mais ironia
Como ministro da Justiça, Fernando Lyra defendeu com firmeza a reconstrução das instituições, o fim dos métodos de exceção e a submissão das forças de segurança à lei, à Constituição e ao controle democrático. Era um crítico contundente do uso de práticas herdadas da ditadura, como a vigilância por motivos políticos, a perseguição de opositores e o uso do aparato estatal para intimidar adversários. Coisas que S. Exa. Raquel Teixeira Lyra não tem a menor cerimônia em fazer.

Justamente
Causa perplexidade o cenário descrito pela reportagem: uma assim chamada “polícia paralela”, monitoramentos sem mandado judicial, ausência de inquéritos formais, pressão interna sobre profissionais e o direcionamento de ações policiais com base em critérios eleitorais. Práticas que ressuscitam métodos típicos do regime autoritário, exatamente aquele combatidos por João Lyra Filho, Fernando Lyra e também, registre-se, João Lyra Neto, ao longo de suas trajetórias públicas.
*José Nivaldo Junior é publicitário e historiador. Prestou durante décadas serviços de marketing político à família Lyra, através da qual participou de alguns dos momentos mais marcantes da política do Brasil contemporâneo. Sim, Zé participou da luta contra a ditadura e até hoje tem ojeriza à arapongagem, ao arbítrio e ao desvio de instituições respeitáveis por interesses políticos de quem quer que seja.

Escândalo Nacional - Raquel Teixeira Lyra usa polícia para perseguir adversários ilegalmente
25/01/2026
Confira
Se você...
Quando O Poder denunciou, tempos atrás, muita gente viu exagero. Anotem: a gente não fala sem base. Nunca, em seis anos, fomos flagrados em fake-news. Correções são naturais, mas em tempo algum tivemos uma informação desmentida. Quando O Poder fala, pode cravar. Aconteceu ou vai acontecer. Há meses, denunciamos que a policial de carreira Raquel Teixeira Lyra, eleita pelos sortilégios da tragédia governadora de Pernambuco, agia para desvirtuar os elevados objetivos da Polícia Civil em benefício dos seus opacos interesses políticos. Mudou o comando, alterou posições na hierarquia. Até conseguir entricheirar em cargos estratégicos serviçais que se submetessem aos seus caprichos. O resultado dessa insanidade foi destampada hoje em rede nacional. O Domingo Espatacular da Rede Record ocupou quase 10 minutos em rede nacional para denunciar uma prática que vai além de todos os adjetivos. Algo nunca visto na política republicana brasileira.
Confira
Se você perdeu, assista na íntegra a reportagem. A matéria fala por si só.
EXCLUSIVO | ESPIONAGEM EM PE Jornal O Poder antecipou uso político da Polícia Civil em perseguições à oposição no Governo Raquel Teixeira Lyra
25/01/2026
A longa reportagem exibida pela TV Record, no programa Domingo Espetacular de hoje, domingo (25/01), confirmou, em rede nacional, denúncias que o Jornal O Poder já vinha revelando com exclusividade sobre o uso político da Polícia Civil de Pernambuco durante a gestão da governadora Raquel Teixeira Lyra.
Meses antes da exibição da matéria televisiva, O Poder publicou informações e análises que apontavam para o desvio de finalidade da estrutura policial, a atuação de núcleos informais de investigação, a pressão interna sobre servidores e o uso da máquina pública como instrumento de disputa política, especialmente no contexto pré-eleitoral.
...
O que foi revelado nacionalmente pelo Domingo Espetacular já havia sido denunciado pelo Jornal O Poder, com exclusividade, em reportagens anteriores que apontavam o aparelhamento da Polícia Civil, a instrumentalização da estrutura de inteligência e o uso político da máquina pública para perseguição de adversários.
A longa reportagem exibida pela TV Record, no programa Domingo Espetacular de hoje, domingo (25/01), confirmou, em rede nacional, denúncias que o Jornal O Poder já vinha revelando com exclusividade sobre o uso político da Polícia Civil de Pernambuco durante a gestão da governadora Raquel Teixeira Lyra.
Meses antes da exibição da matéria televisiva, O Poder publicou informações e análises que apontavam para o desvio de finalidade da estrutura policial, a atuação de núcleos informais de investigação, a pressão interna sobre servidores e o uso da máquina pública como instrumento de disputa política, especialmente no contexto pré-eleitoral.
A reportagem da TV Record trouxe documentos, mensagens internas, ofícios, prints de grupos de WhatsApp e depoimentos — públicos e sob sigilo — que reforçam o que já havia sido antecipado pelo jornal: a existência de práticas de arapongagem, perseguição institucional, interferência política em investigações e a formação de uma espécie de “polícia paralela”, voltada ao monitoramento de adversários do governo estadual. Isso ocorreu com o secretário de Governo e Articulação Social, Gustavo Monteiro.

Entre os principais alvos citados também está o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, líder isolado em todas as pesquisas eleitorais em Pernambuco. A inclusão de integrantes de sua equipe entre os alvos das ações denunciadas reforça a tese, já apontada pelo Jornal O Poder, de que operações e investigações estariam sendo orientadas não por critérios técnicos ou jurídicos, mas por interesses políticos e eleitorais.
Um dos episódios mais graves revelados pela TV Record envolve a continuidade de investigações mesmo após arquivamento formal por ausência de provas, com documentos internos da Polícia Civil mencionando explicitamente a relevância eleitoral de determinadas apurações — fato que corrobora as denúncias de desvio de finalidade e violação dos princípios da legalidade, impessoalidade e imparcialidade que regem a atuação policial. Até o clearview, um sistema de uso restrito da Polícia Civil, foi utilizado pela alta cúpula da inteligência policial.

Em sua resposta, a Polícia Civil trouxe um verdadeiro atestado de culpa. Revelou que nunca foi aberto um inquérito policial para rastrear, monitorar e espionar adversários. Com isso, o caso passa a exigir apuração rigorosa por parte dos órgãos de controle, do Ministério Público e das instâncias judiciais competentes, sob pena de institucionalização de práticas incompatíveis com o Estado Democrático de Direito.

Mais um homem detido pela polícia de imigração dos EUA foi baleado e faleceu neste sábado (24); manifestantes protestam
24/01/2026
Segundo testemunhas ouvidas pelo jornal, o homem foi cercado por pelo menos sete agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e atingido várias vezes na região do peito após ser imobilizado no chão. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Na sexta-feira (23/1), uma menina de dois anos que havia sido detida por agentes federais conseguiu se reencontrar com a mãe. Em outro caso, testemunhas contestaram a versão oficial de que um menino de cinco anos, preso pelo ICE, teria sido “abandonado” pelo pai antes de ambos serem detidos em Columbia Heights.
Declaração do governador
Um homem morreu neste sábado (24) após ser baleado por agentes federais durante uma operação de imigração no sul de Minneapolis, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo chefe de polícia da cidade, Brian O’Hara, ao jornal local The Minnesota Star Tribune.
Segundo testemunhas ouvidas pelo jornal, o homem foi cercado por pelo menos sete agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e atingido várias vezes na região do peito após ser imobilizado no chão. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Na sexta-feira (23/1), uma menina de dois anos que havia sido detida por agentes federais conseguiu se reencontrar com a mãe. Em outro caso, testemunhas contestaram a versão oficial de que um menino de cinco anos, preso pelo ICE, teria sido “abandonado” pelo pai antes de ambos serem detidos em Columbia Heights.
Declaração do governador
Além disso, duas mulheres que passaram pela custódia do ICE relataram que ajudaram um agente que sofreu uma convulsão durante o transporte para o edifício federal Whipple. Segundo o comandante da Patrulha da Fronteira, Greg Bovino, e o diretor assistente do ICE, Marcos Charles, as autoridades federais enfrentam o que classificam como uma “narrativa falsa” sobre as ações, o perfil dos agentes e das pessoas detidas.
Nas redes sociais, o governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou ter conversado com a Casa Branca após o ocorrido e classificou o episódio como "mais um ataque a tiros atroz feito por agentes federais". "Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante", escreveu.
Atividades suspensas no estado
Nesta sexta-feira (23), centenas de empresas em todo o estado fecharam as portas e moradores suspenderam atividades cotidianas como parte de uma greve geral convocada pelos organizadores do “Dia da Verdade e da Liberdade”. A mobilização incluiu um apagão econômico, momentos de oração e manifestações públicas, em resposta ao clima de medo provocado pelo aumento das ações do ICE.
Os protestos se intensificaram após a morte de Renee Good, morta a tiros por um agente federal no início do mês em Minneapolis, e a detenção de um menino de cinco anos durante uma operação contra imigrantes nesta semana.
Mesmo sob um alerta de frio extremo emitido pelo Serviço Nacional de Meteorologia, manifestantes foram às ruas na área central da cidade e também nas proximidades do Aeroporto Internacional de Minneapolis–St. Paul, com manifestantes vindos de outros estados, como Nova York.
— Com Agências Internacionais
GSI reforça segurança ao redor do Planalto por conta de evento bolsonarista programado para este domingo (25), em Brasília
24/01/2026
A determinação das grades partiu do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que afirmou, por meio de uma nota, que a medida faz parte dos protocolos de segurança e foi adotada pela possibilidade de manifestações programadas em locais próximos ao Palácio do Planalto.
Caminhada por Bolsonaro
Nikolas promove a caminhada desde a última segunda-feira (19/01) em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi transferido da s...
O entorno do Palácio do Planalto teve a segurança reforçada com grades e aumento do efetivo da guarda presidencial a partir deste sábado (24/01), como forma de reforçar a segurança da área, na véspera da chegada da caminhada promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a Brasília. A caminhada tem previsão de se transformar em uma manifestação, neste domingo (25/01), com a participação de bolsonaristas. E está sendo organizada pela deputada federal de oposição ao Governo, Bia Kicis (PL-DF)
A determinação das grades partiu do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que afirmou, por meio de uma nota, que a medida faz parte dos protocolos de segurança e foi adotada pela possibilidade de manifestações programadas em locais próximos ao Palácio do Planalto.

Caminhada por Bolsonaro
Nikolas promove a caminhada desde a última segunda-feira (19/01) em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi transferido da superintendência da Polícia Federal em Brasília para uma cela na área intitulada “Papudinha”, localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.
A unidade consiste em uma ala especial localizada dentro do Complexo, em Brasília, destinada à custódia de policiais militares e outros detentos que possuem direito a prisão especial ou sala de Estado-Maior — nela já ficaram presos vários políticos. O deputado saiu de Paracatu (MG) com destino a Brasília para protestar contra a prisão de Bolsonaro. Bia Kicis (PL-DF) declarou que está acertando os últimos detalhes sobre quem vai discursar e contou que alguns integrantes da família do ex-presidente confirmaram participação.
Moraes proíbe acampamentos
Nessa última semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou aos órgãos de segurança pública do Distrito Federal a retirada de acampamentos instalados perto da Papuda por aliados do ex-presidente. Em sua decisão, Moraes argumentou que o local ocupado pelos manifestantes fica nas proximidades de uma penitenciária federal de segurança máxima.
O ministro relembrou a instalação de acampamentos ilegais próximos aos quartéis do Exército após as eleições de 2022. E afirmou que “a tentativa de golpe do dia 8/1/2023 teve como um dos fatores principais a omissão de diversas autoridades públicas, que permitiram os ilegais acampamentos golpistas em frente aos quartéis”. A decisão do magistrado se deu após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) neste sentido. Segundo a procuradoria, após a transferência de Bolsonaro para o local, um grupo de pessoas instalou uma barraca em frente ao complexo prisional e colocou faixas em que pede “anistia” e “liberdade para o ex-presidente”.
— Com Agências de Notícias
