imagem noticia

A Verdadeira História por Trás de 'The Doctor' a Pintura Vitoriana que Emocionou o Mundo.

29/03/2025

imagem noticia
(The Doctor, Sir Luke Fildes, 1891, Tate Gallery)

Por Gustavo Carvalho*, com apoio do Amigo Intelligence.

E com um silêncio, tudo começou...

Não o silêncio confortável, do repouso, mas o silêncio opressivo, de um quarto onde a vida pendia por um fio. Em 1877, Sir Luke Fildes, pintor consagrado da era vitoriana, segurava o vazio enquanto assistia seu filho Philip, de apenas 7 anos, morrer, aos olhos consternados e impotentes da medicina da época.
Mas havia ali um homem - o médico - que permaneceu. Que não salvou, mas ficou.
Sem pressa. Sem promessas. Sem milagres.
Apenas uma presença firme diante do inevitável.

Philip

Uma criança outrora normal e saudável, adoeceu subitamente e veio a falecer em poucos dias, vitimado pela febre tifóide, que na época, era uma doença fulminante, especialmente em crianças. O filho de Fields foi a óbito durante uma dessas longas vigílias noturnas,...

imagem noticia
(The Doctor, Sir Luke Fildes, 1891, Tate Gallery)

Por Gustavo Carvalho*, com apoio do Amigo Intelligence.

E com um silêncio, tudo começou...

Não o silêncio confortável, do repouso, mas o silêncio opressivo, de um quarto onde a vida pendia por um fio. Em 1877, Sir Luke Fildes, pintor consagrado da era vitoriana, segurava o vazio enquanto assistia seu filho Philip, de apenas 7 anos, morrer, aos olhos consternados e impotentes da medicina da época.
Mas havia ali um homem - o médico - que permaneceu. Que não salvou, mas ficou.
Sem pressa. Sem promessas. Sem milagres.
Apenas uma presença firme diante do inevitável.

Philip

Uma criança outrora normal e saudável, adoeceu subitamente e veio a falecer em poucos dias, vitimado pela febre tifóide, que na época, era uma doença fulminante, especialmente em crianças. O filho de Fields foi a óbito durante uma dessas longas vigílias noturnas, em que o médico permaneceu impotente ao lado da sua cama — uma imagem que se tornou a semente emocional e estética de sua mais famosa obra.
Esse curto, porém devastador episódio marcou profundamente a vida de Fildes, que nunca esqueceu a dedicação silenciosa daquele médico.

Dr. Gustavus Murray

Fildes tinha profunda admiração por ele - não necessariamente pela eficácia clínica, já que a medicina da época era bastante limitada contra febre tifóide - mas pela dedicação silenciosa, constante e humana. Em uma de suas cartas, Fildes escreveu: "Dr. Murray nunca deixou o quarto de Phillip, permanecendo ao lado do meu filho por noites inteiras, observando, vigiando, esperando, mesmo sabendo que possivelmente não poderia reverter o desfecho."
Embora o nome do Dr. Murray não apareça na obra, a figura imortalizada na pintura é, antes de tudo, uma homenagem a ele - ao cuidado que persiste, mesmo quando a cura já não é mais possível.

imagem2


A imagem

Do médico, imóvel e atento ao pequeno paciente, ficou gravada em Fildes com tamanha força emocional que, mais de uma década depois, foi a inspiração para pintar The Doctor.

Anos mais tarde

Henry Tate - industrial brilhante, visionário e filantropo - aproximou-se de Fildes com uma proposta simples e grandiosa: “Pinte para mim o que quiser.”
Tate, que havia feito fortuna com o refino de açúcar e introduzido o açúcar em cubos ao mercado britânico, agora queria adoçar o espírito do seu povo com cultura. E não hesitou em investir: pagou adiantado £1.200 libras esterlinas, uma fortuna na época, para que Fildes criasse uma obra-prima.
Mas o que Fildes decidiu pintar não era ficção. Era sua memória.

Durante quase dois anos

O artista lutou contra a própria dor ao pintar.
Cada pincelada era um reencontro com o quarto da morte do seu filho. Cada esboço, um novo funeral da criança. Em suas cartas, confessava:
“Estou afogado neste quadro. Há noites em que ouço a respiração do meu filho, e não consigo levantar o pincel.”

Ele pensou em parar

Mas continuou.
Porque sabia que, ao dar forma à presença silenciosa daquele médico, o Dr. Murray, estaria salvando algo. Se não seu filho, ao menos a essência da compaixão humana, a alma da medicina.

E então nasceu The Doctor

A cena é simples e dilacerante: no centro repousa a criança enferma, deitada numa cama improvisada feita com duas cadeiras irregulares. Seu corpo frágil está coberto por um cobertor espesso, mas sua pele pálida denuncia a luta silenciosa que trava contra a terrível febre tifóide. Seu braço repousa inerte, a cabeça tombada para o lado — entre o sono e o limiar da morte. Talvez ainda respire, talvez não. Mas ali, suspensa no tempo, repousa toda a inocência em risco. Atrás dela, está a mãe, curvada sobre uma mesa de madeira. O rosto escondido nos braços, como se quisesse desaparecer do mundo. Ela não assiste à cena, ela sente a cena. A sua posição de desespero e oração, é o retrato da rendição total. A mulher que gerou vida agora apenas roga para que ela não se apague. Sua figura, encolhida e submersa na sombra, ecoa a dor do abandono pela esperança.

À direita da mãe

De pé, está o pai. Ele não chora. Ele vigia. Seus ombros estão tensos, seu corpo rígido, os olhos cravados na filha. Uma das mãos toca levemente o encosto da cadeira, talvez buscando equilíbrio, talvez apoio. Sua expressão é de quem deseja controlar o incontrolável. Ele é o pilar da casa, que já trinca por dentro. É o homem esmagado pelo destino de não poder salvar o que mais ama, sua pequena filha.

Entre todos

Como um eixo invisível, está o médico. Sentado à beira da cama, inclinado para frente, o cotovelo apoiado no joelho, o queixo sustentado pela mão.
Ele não tem estetoscópio, nem instrumentos cirúrgicos.
Tem apenas olhos atentos, mãos firmes e um coração acordado.
Ele não toca a criança, mas a observa com uma intensidade que toca mais do que qualquer instrumento. Seu rosto carrega cansaço, compaixão e uma silenciosa urgência. Ele não é um salvador divino, é apenas um homem. Um homem que escolheu estar ali quando ninguém mais poderia fazer nada.
A medicina do século XIX não lhe dá muitos recursos, mas ele oferece o mais raro: a sua presença.

Ao redor deles

O ambiente é pobre e austero. As paredes nuas, os móveis improvisados, a toalha gasta sobre a mesa. Um copo, um frasco de remédio, alguns papéis no chão. Cada objeto reforça a precariedade daquela vida. A cama não é cama. O quarto é cozinha, sala e hospital.

E então

Num toque quase divino, entra a luz.
Uma luz suave, dourada, fruto de um alvorecer que teima invadir o ambiente insalubre.
A luz toca o rosto da criança e avança até o médico.
É a luz da esperança, que sinaliza não apenas o início de um novo dia, mas a possibilidade de um novo desfecho.
Na medicina vitoriana, a noite era temida: era na escuridão da noite quando as febres matavam. Mas quem sobrevivia até o amanhecer, tinha alguma chance.
Por isso, essa luz não é apenas poética.
Ela é esperança real e biológica, renascimento clínico, milagre natural.
Ela diz: ainda poderá haver vida.

E nesse instante

Suspenso entre a morte e a manhã que chega, que The Doctor nos lembra, às vezes, o maior ato médico é simplesmente não ir embora.
A vigília é um gesto de amor.
E a luz, é mais que uma promessa, é esperança de vida real.
É o sol tentando dizer: “Ela resistiu.”

O rosto da criança

Ainda está abatido, mas banhado por essa luz que, ao tocar sua pele, parece reacender a centelha vital.
A noite passou. O pior passou.

E o médico

Observa atento, com os olhos firmes, mas agora com um leve traço de alívio no olhar.
Ele sabe. Ainda há esperança.

A obra

Foi exibida em 1891 e causou comoção imediata.
Mais de um milhão de cópias foram vendidas só nos Estados Unidos antes de 1900. Hospitais, escolas, lares: todos quiseram aquela imagem onde a esperança veste um terno escuro e se senta ao lado da cama de uma criança doente.
Henry Tate, com seu gesto filantrópico, doou não só The Doctor, mas toda a sua coleção para a nova galeria que ele mesmo financiou: a Tate Gallery.
Não o fez por vaidade. Mas por gratidão.
Por acreditar que a arte tem o poder de ensinar o que a ciência, às vezes, esquece: a importância de simplesmente estar presente.

Hoje

Na Tate Britain, The Doctor ainda vigia. Os visitantes se aproximam, silenciosos, e sentem.
Sentem muito.
Sentem o peso da noite. Sentem a luz da manhã.
Sentem que, mesmo diante da morte, existe um gesto maior: o de não abandonar, nunca.

E ali, naquela pintura imortal

Fildes e Tate se encontram. O pai que perdeu e o filantropo que doou, unidos pela arte que cura e pela esperança que jamais se extingue, transformando a dor em profunda beleza. Porque a luz da manhã não é só a metáfora.
É a vida que retorna.
É a fé que amanhece.
É a arte que cura.

*Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc PhD é cirurgião geral, professor adjunto de Cirurgia Geral da UPE, pós graduado em Cirurgia Digestiva pela Universidade KEIO no Japão e consultor de Inteligência Artificial da Amigo Tech.
Instagram: doutorgustavocarvalho

Leia outras informações

imagem noticia

É Findi - Recordes do País de Caruaru - Artigo, por Valéria Barbalho*

03/04/2026

Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de mol...

imagem noticia

Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



imagem 2




Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de moleque (15 metros), maior bolo de milho (250kg), maior bolo de macaxeira (160kg), maior cozido de espigas de milho (2.200 unidades), maior quentão (300 litros), maior chocolate quente (450 litros de leite e 100 quilos de chocolate), maior pipoca (12.300 saquinhos), maior festival de tareco e mariola (100kg de biscoito e 2.000 docinhos), maior arroz doce (360kg) e a maior tapioca doce (100kg). Fora essas calorias, temos a maior fogueira do Nordeste (madeira de reflorestamento) e as maiores “drilhas” (grupos de danças juninas modernas), que, juntas, somam 20 mil componentes.

Em 2011, durante o Festival de Fogueteiros, os participantes, mostrando seus trabalhos, pipocaram, durante duas horas, a maior girândola do mundo. No dia 24 de junho, a maior concentração de bacamarteiros do mundo desfila pela cidade. Cerca de 700 homens, vestidos a caráter, portando seus bacamartes, festejam o seu dia. Dispomos, ainda, do maior número de bandas de pífanos, sendo, atualmente, a de maior evidência a do Mestre João do Pife, que já se apresentou em mais de 30 países.



imagem 3




Todos esses recordes, junto com a multidão que lota nosso mega pátio de forró Luiz Gonzaga, fazem o maior São João do mundo. Além desses inusitados e divertidos recordes, lembrei de outros não juninos: a maior feira ao ar livre do mundo, a Feira de Caruaru, patrimônio imaterial do Brasil, famosa também pela música do compositor caruaruense Onildo Almeida, gravada pelo Rei do Baião. Somos a cidade do interior mais cantada do país, segundo pesquisa feita, em 2010, pelo Dr. Emanuel Leite, que identificou 1.020 músicas que citam Caruaru em suas letras. O Alto do Moura, lugar de Vitalino, o Mestre do Barro, é considerado o mais importante centro de arte figurativa do Brasil. Temos o jornal mais antigo do interior do Brasil, que circula, sem interrupção, desde 1º de maio de 1932: Vanguarda, fundado pelo jornalista caruaruense José Carlos Florêncio.



imagem 4




Sem bairrismos, mas lembrando dos inúmeros filhos talentosos da Capital do Forró, conhecidos nacional e internacionalmente, acho que, como cidade do interior, também somos recorde. Mas, isso é assunto para outro artigo. Vixe! Em se tratando de bater recordes, o País de Caruaru parece até uma Olimpíada. Inté!


*Valéria Barbalho é filha do escritor e historiador Nelson Barbalho. É médica pediatra, cronista.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 5





imagem noticia

É Findi - Viva O Meu País - Crônica, por AJ Fontes*

03/04/2026

Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pint...

imagem noticia

Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pintura que representa o meu Estado e foi a bandeira cravada no chão de uma nação.

Trouxemos o sentimento de pátria para todos, responsáveis pela formação desse povo: originários e europeus, africanos, asiáticos chegados nesse canto do novo mundo, nas mais distintas condições. Construímos uma gente nova, diferente, capaz de inventar palavras, habitações, comidas, músicas, danças e sentimentos. Há quem chame de brasilidade.

Somos brasileiros de várias estaturas, cores e sotaques. Amamos, sentimos e arengamos, cada qual com seu jeito. Somos pernambucanos: brancos, galegos, negros ou de olhos puxados, mas inseridos em nossa pátria e dispomos, aos irmãos, nossos altos coqueiros para defesa que se faça necessária ou para, tomando as palavras de um baiano famoso, o refrigério de nossas praias.

Isso tudo é nada, apenas alguns ditos de um sujeito do povo mais bairrista em linha reta do mundo.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 2





imagem noticia

É Findi - Chuvas no Sertão! - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*

03/04/2026

Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

imagem noticia

Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



imagem 2




A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



imagem 3




Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



imagem 4




A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 5





imagem noticia

É Findi - Florescer - Poema, por Maria Inês Machado*

03/04/2026

A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.

...

imagem noticia

A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 2





imagem noticia

É Findi - Ocaso - Crônica em Prosa Poética - Por, Ana Pottes*

03/04/2026

Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas segu...

imagem noticia

Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas seguem amainando: sombras despertam, se espreguiçam, resmungam em outros passos; aromas e essências envolventes emanam das janelas das casas. O belo e o encantado ocupam espaços comuns em lusco-fusco.

Um segue se esvaindo e o outro renasce em brilhos suaves, iluminando o ocaso.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 2





imagem noticia

É Findi – Casamento Matuto – Contículo, por Xico Bizerra*

03/04/2026

O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padr...

imagem noticia

O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



imagem 2




O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento. Francisquim arretou-se, levantou a venta, e de dedo em riste dentro do bucho da buchuda, cutucou o umbigo de Ceiça, a mãe menininha do Crato, e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: 'tem não, seu Pade, e se avexe, acabe logo esse babado' que eu ‘tô querendo descansar um tiquim'. Descansou por mais quatro meses, e, sonolento e preguiçoso, desembuchou. Faz quase 20 anos e hoje está aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota serena e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E até hoje Bigodim e Ceiça são felizes que só a mulesta! Seu Bené, bisavô igual nunca se viu!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 3





imagem noticia

É Findi – Lolita - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*

03/04/2026

Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, tem...

imagem noticia

Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, temos as seguintes informações:

Veio ainda adolescente para o Recife, onde passou a trabalhar como servente e cozinheiro. Por sua irreverência, e dotes, passou a participar de alguns programas de calouro na Rádio local, porém, adquiriu sua verdadeira popularidade quando caiu nas graças da estudantada.



imagem 2




Homossexual assumido, era a estrela das meretrizes

Viveu vários anos cantando e dando pequenos shows pelas ruas do Recife, aglomerando curiosos e fãs, motivo normalmente da presença de truculentos policiais que subiam as escadas das pensões que funcionavam, geralmente, nos andares superiores aos bares, chamados para contê-lo.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 3





imagem noticia

É Findi - Fui Condenado a Comprar um Terno - Crônica - Por, Romero Falcão*

03/04/2026

Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa —...

imagem noticia

Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



imagem 2




Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa — como se fôssemos alguma coisa importante. “Uma gravata bem atada é o primeiro passo sério na vida”, disse Oscar Wilde.

High Society

Fui condenado a comprar um terno e entrar numa igreja para um casamento de família high society. Não posso recusar a solene encomenda. A noiva, grande amiga, contou-me a história dos pombinhos — como se conheceram, os altos e baixos do relacionamento e, por fim, as alturas, decidiram voar juntos, felizes.



imagem 3




Sem Paletó

Daí me pediu que colocasse no papel uma síntese com doses de lirismo, romantismo e pitadas de irreverência — é aí que mora o perigo. Que Deus me ajude na empreitada e, um dia, me receba sem paletó.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 4





imagem noticia

É Findi – Colheita de Esperança - Por, Poeta Pica-Pau*

03/04/2026

Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



imagem noticia

Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



imagem 2





imagem noticia

É Findi - Malude Maciel* Em Dose Dupla

03/04/2026

Afinidades - Poema


Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só

Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração

Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver

"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar

De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.



Virar a página - Poemeto


Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É...

imagem noticia

Afinidades - Poema


Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só

Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração

Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver

"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar

De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.



imagem 2




Virar a página - Poemeto


Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É ser feliz.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



imagem 3





Confira mais

a

Telefone/Whatsapp

Brasília

(61) 99667-4410

Recife

(81) 99967-9957

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Jornal O Poder - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Jornal O Poder.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Jornal O Poder não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Jornal O Poder implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar