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PE e AL

força-tarefa segue na busca por recém-nascida sequestrada

14/04/2025

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Uma força-tarefa segue na busca da recém-nascida Ana Beatriz Silva de Oliveira, sequestrada em um trecho da BR-101, no Povoado Novo Eusébio, em Novo Lino, no interior de Alagoas, na sexta-feira, 11/04. Um homem foi preso em Vitória de Santo Antão, em PE, mas foi liberado e sua participação no sequestro foi descartada. Os delegados responsáveis pelas investigações, afirmaram que equipes da DRACCO, por meio das Seções Antissequestros e Capturas, estão mobilizadas em buscas ininterruptas, com apoio das demais forças da Segurança Pública do Estado, da Polícia de Pernambuco, além do Ministério Público. Para atuar no encontro da criança, a polícia acionou o 'Amber Alert', ferramenta de buscas começou a ser utilizada no Brasil em agosto de 2023 após a Meta e o Ministério da Justiça fecharem uma parceria. A recém-nascida Ana Beatriz foi arrancada dos braços da mãe em um ponto de ônibus em Novo Lino por 1 mulher e 3 homens que chegaram ao local em um carro modelo Classic, de cor preta.

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Uma força-tarefa segue na busca da recém-nascida Ana Beatriz Silva de Oliveira, sequestrada em um trecho da BR-101, no Povoado Novo Eusébio, em Novo Lino, no interior de Alagoas, na sexta-feira, 11/04. Um homem foi preso em Vitória de Santo Antão, em PE, mas foi liberado e sua participação no sequestro foi descartada. Os delegados responsáveis pelas investigações, afirmaram que equipes da DRACCO, por meio das Seções Antissequestros e Capturas, estão mobilizadas em buscas ininterruptas, com apoio das demais forças da Segurança Pública do Estado, da Polícia de Pernambuco, além do Ministério Público. Para atuar no encontro da criança, a polícia acionou o 'Amber Alert', ferramenta de buscas começou a ser utilizada no Brasil em agosto de 2023 após a Meta e o Ministério da Justiça fecharem uma parceria. A recém-nascida Ana Beatriz foi arrancada dos braços da mãe em um ponto de ônibus em Novo Lino por 1 mulher e 3 homens que chegaram ao local em um carro modelo Classic, de cor preta.

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Mandato de resultados - Veneziano agiu e garantiu reconstrução de ponte entre Remígio e Barra de Santa Rosa

26/06/2026

Foi liberada para tráfego de veículos na tarde de hoje, sexta-feira (26/06) a Ponte sobre o Rio Piaba, que liga os municípios de Remígio e Barra de Santa Rosa. A obra estava paralisada havia mais de 10 anos e foi concretizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes- DNIT, com recursos garantidos pelo Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões. O Deputado Estadual Anderson Monteiro também participou da entrega.

O senador que resolve

O Superintendwnre do DNIT na Paraíba, Arnaldo Monteiro, destacou a importância da participação de Veneziano para que a obra fosse concretizada. “Tive a felicidade de, ao assumir o DNIT, ter ao meu lado um Senador como Veneziano, que canalizou os recursos necessários para concretizar essa obra. Ele é um Senador que tem nos proporcionado fazer grandes obras, como a duplicação da BR 230, em Campina Grande; a triplicação da BR 230, em João Pessoa; a ponte...

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Foi liberada para tráfego de veículos na tarde de hoje, sexta-feira (26/06) a Ponte sobre o Rio Piaba, que liga os municípios de Remígio e Barra de Santa Rosa. A obra estava paralisada havia mais de 10 anos e foi concretizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes- DNIT, com recursos garantidos pelo Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões. O Deputado Estadual Anderson Monteiro também participou da entrega.

O senador que resolve

O Superintendwnre do DNIT na Paraíba, Arnaldo Monteiro, destacou a importância da participação de Veneziano para que a obra fosse concretizada. “Tive a felicidade de, ao assumir o DNIT, ter ao meu lado um Senador como Veneziano, que canalizou os recursos necessários para concretizar essa obra. Ele é um Senador que tem nos proporcionado fazer grandes obras, como a duplicação da BR 230, em Campina Grande; a triplicação da BR 230, em João Pessoa; a ponte de Piancó, dentre tantas outras”, destacou o Superintendente.

Veneziano

Afirmou que a construção da ponte foi resultado de uma ação conjunta, que contou com a participação de muitos atores. “Só temos a agradecer ao presidente Lula, ao companheiro Renan Filho, que quando estava no Ministério dos Transportes abraçou esta causa, e teve, também, a nossa modesta, mas decisiva participação, com a articulação necessária para que a ponte fosse reconstruída”.



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É Findi - São João: Memórias Acesas - Crônica - Por Maria Inês Machado*

26/06/2026

A festa de São João ocupa um lugar especial na minha caminhada terrestre.

Nasci no interior e conheci, desde cedo, o sabor da canjica, da pamonha, do milho cozido e do milho assado na fogueira. São lembranças que guardo com gratidão, aquecidas pela ternura da infância.

Uma das tradições mais bonitas do sertão era a escolha da madrinha da fogueira. Era coisa séria. Não tinha o aparato religioso do batizado, mas representava um compromisso firmado por escolha. Mandato do coração.

Ainda não tínhamos idade para os namoros quando deixamos a pequena cidade e fomos morar na cidade grande. O motivo era continuar os estudos, pois, naquela época, o interior não oferecia séries mais avançadas.

Todavia, as lembranças das moças casamenteiras permanecem viçosas na memória. Elas aguardavam, com ansiedade mal disfarçada, a chegada das festas juninas. Era tempo de quadrilhas, de olhares demorados e de corações acelerados. Muitas vezes, a dança...

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A festa de São João ocupa um lugar especial na minha caminhada terrestre.

Nasci no interior e conheci, desde cedo, o sabor da canjica, da pamonha, do milho cozido e do milho assado na fogueira. São lembranças que guardo com gratidão, aquecidas pela ternura da infância.

Uma das tradições mais bonitas do sertão era a escolha da madrinha da fogueira. Era coisa séria. Não tinha o aparato religioso do batizado, mas representava um compromisso firmado por escolha. Mandato do coração.

Ainda não tínhamos idade para os namoros quando deixamos a pequena cidade e fomos morar na cidade grande. O motivo era continuar os estudos, pois, naquela época, o interior não oferecia séries mais avançadas.

Todavia, as lembranças das moças casamenteiras permanecem viçosas na memória. Elas aguardavam, com ansiedade mal disfarçada, a chegada das festas juninas. Era tempo de quadrilhas, de olhares demorados e de corações acelerados. Muitas vezes, a dança terminava em namoro e, não raro, em casamento.

As escolhas dos pares tinham suas regras. Quando as famílias eram afins e aprovavam o romance, a festa do casório acabava acontecendo. Outros pares ficavam apenas na paquera, palavra muito usada naquele tempo para nomear o intervalo entre a amizade e o namoro.

Sempre imaginei que, no mês de junho, Santo Antônio precisasse pedir ajuda aos outros santos. Eram tantas promessas, tantas simpatias e tantos pedidos dirigidos ao santo casamenteiro, que talvez necessitasse de alguns assessores para dar conta de tantos corações esperançosos.

Hoje recordo aquele tempo com as marcas da alegria. As brincadeiras ficaram gravadas no coração e na memória. Era dia de adivinhações, de quadrilhas, de vestidos rodados e de cabelos enfeitados com fitas coloridas. Minha irmã e eu usávamos vestidos parecidos, quase iguais. Costumes daquele tempo.

As quermesses eram animadas. A radiadora local, bem-posta no Círculo Operário, era instrumento precioso. Por meio dela, o locutor atendia aos rapazes que ofereciam músicas às moças. Era delicadeza que dispensava declarações grandiosas. Bastava a canção para dizer o que o coração ainda não tinha coragem de confessar.
À noite, a praça parecia um desfile. As meninas vestiam chita, mas também havia quem surgisse com golas de organdi, tecido áspero que machucava o pescoço.

O forró pé de serra embalava a festa. Seu Francisco comandava a sanfona, o senhor Joaquim fazia o pandeiro vibrar e Zeca Matuto arrancava do triângulo um som que parecia um diálogo com as estrelas.

As comidas típicas eram capítulos representativos da festa. O aluá de Dona Maria era famoso, e ninguém conseguia reproduzir seu sabor. As canjicas e as pamonhas de Dona Marieta pareciam abençoadas pelos céus. Qualquer tentativa de imitá-las era perda de tempo. Já o bolo de batata-doce de Dona Filomena disputava, em maciez e sabor, com o de Dona Jovem. Escolher entre os dois era tarefa impossível.

E assim a cidadezinha se vestia das cores da alegria.

Até os corações machucados encontravam consolo no esplendor da noite de São João. O céu, iluminado e repleto de estrelas, parecia pintado de balões.

Momentos de simplicidade revelavam o verdadeiro sabor adocicado do São João nordestino, feito de cores, de música e de afeto.

Era o tempo em que as moças faziam os mais curiosos pedidos a Santo Antônio. Algumas diziam, anos depois, que o tempo passara, a juventude se fora e o marido não aparecera. Ainda assim, a fé no santo casamenteiro não esmorecia. Os pedidos continuavam, agora pelas sobrinhas, pelas afilhadas e por todas aquelas que ainda sonhavam.

Assim era, e continua sendo, dentro de mim, a legítima festa junina nordestina. Celebração que chega ao coração do sertão sem precisar de disfarces, porque sua grandeza mora justamente na simplicidade.
Semelhante à brasa escondida sob as cinzas da fogueira, basta um sopro da memória para que tudo volte a se acender.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'. @mariainesmachadopsi



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É Findi - Recife, O Outro - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

26/06/2026

Como está triste,
andar pelo Recife,
no centro do Recife,
na periferia do Recife.

Ruas esburacadas,
calçadas descuidadas,
o centro desabitado,
bairros abandonados.



Praças mal preservadas,
sem brinquedos pra criançada,
são abrigos dos desafortunados

João Cabral, Manuel Bandeira,
Carlos Pena, Ascenso Ferreira...
Onde a Veneza brasileira ...


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Como está triste,
andar pelo Recife,
no centro do Recife,
na periferia do Recife.

Ruas esburacadas,
calçadas descuidadas,
o centro desabitado,
bairros abandonados.



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Praças mal preservadas,
sem brinquedos pra criançada,
são abrigos dos desafortunados

João Cabral, Manuel Bandeira,
Carlos Pena, Ascenso Ferreira...
Onde a Veneza brasileira ...


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - Mais uma Copa do Mundo - Crônica - Por Malude Maciel*

26/06/2026

Nos meus tempos de solteira, na casa dos meus pais, o assunto sobre futebol era uma constante pois, meu pai apreciava muito essa modalidade esportiva, chegando a ser, por vários anos, presidente da Liga Desportista Caruaruense, a LDC e, torcia fervorosamente, pelo glorioso time: Patativa do Agreste, o Central Esporte Clube.

Copas do mundo

Os períodos das competições quadrienais das Copas do Mundo sempre foram muito participativos e vibrantes durante toda a minha vida, reunindo a família e amigos e torcendo fielmente pelo nosso amado Brasil, onde nascemos e vivemos e tendo o mesmo já conquistado cinco vezes o Campeonato Mundial, com galhardia.
Vejo essa competição futebolística como salutar torneio entre os países, onde cada um tem a chance de mostrar seu jogo e sair vitorioso, honradamente. Prefiro acreditar que tudo seja feito com lisura, constituindo uma maneira elegante de unir os povos no bom sentido de que: Vença o melhor! E o patriotism...

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Nos meus tempos de solteira, na casa dos meus pais, o assunto sobre futebol era uma constante pois, meu pai apreciava muito essa modalidade esportiva, chegando a ser, por vários anos, presidente da Liga Desportista Caruaruense, a LDC e, torcia fervorosamente, pelo glorioso time: Patativa do Agreste, o Central Esporte Clube.

Copas do mundo

Os períodos das competições quadrienais das Copas do Mundo sempre foram muito participativos e vibrantes durante toda a minha vida, reunindo a família e amigos e torcendo fielmente pelo nosso amado Brasil, onde nascemos e vivemos e tendo o mesmo já conquistado cinco vezes o Campeonato Mundial, com galhardia.
Vejo essa competição futebolística como salutar torneio entre os países, onde cada um tem a chance de mostrar seu jogo e sair vitorioso, honradamente. Prefiro acreditar que tudo seja feito com lisura, constituindo uma maneira elegante de unir os povos no bom sentido de que: Vença o melhor! E o patriotismo é imprescindível para os verdadeiros torcedores que vibram em cada partida, com toda alma, exaltando sua Bandeira e suas cores pois, o objetivo é ampliar e desenvolver o futebol em si a nível mundial, além de interagir de várias maneiras entre os participantes.

Muita emoção

A parte mais emocionante é a execução dos respectivos Hinos, no início das partidas e na entrega dos troféus e, como se sabe, o Brasil tem o Hino Nacional mais lindo do mundo, com letra de: Joaquim Osório Duque Estrada e música de: Francisco Manoel da Silva. Esse ano, inclusive, conquistou reconhecimento internacional, ficando em primeiro lugar, competindo com os outros, de quarenta e oito seleções dessa Copa do Mundo em 2026, com destaque para a emocionante melodia, a força da letra e a marcante introdução instrumental, sendo admirado entre todas as Nações. Assim, o Hino Nacional Brasileiro foi eleito o mais bonito, pelo Jornal NY Times. É um privilégio!

História

Acompanho desde 1958, ainda criança e acho muito bom e interessante recordar as músicas que foram produzidas e cantadas, marcando individualmente cada Copa. Em 1858 foi: A taça do mundo é nossa. Em 1962: Frevo do Bi. Em 1970: Pra Frente, Brasil. Em 1974: Cem Milhões de Corações. Em 1978: Corrente 78. Em 1982: Povo Feliz. Em 1990: Papa Essa, Brasil. Em 1994: Coração Verde Amarelo. Em 2002: Festa. Em 2014: País do Futebol. Em 2018: Mostra Tua Força, Brasil. Em 2022: Faz Mais, Brasil. E agora, em 2026: Brasil com S .

Excelentes profissionais

Desnecessário mencionar todos os nossos jogadores destaques ao longo dos anos, porque alguns nomes serão eternamente lembrados na sua genialidade de craques,mesmo por quem nem os viu atuar, principalmente o fabuloso Pelé, melhor do mundo em todos os tempos e recebeu a alcunha de Rei do Futebol, com todos os méritos, sendo referenciado em todos os lugares.

Administrações oficiais

Duas grandes instituições fazem as normas e regem todos os acontecimentos dos grandiosos eventos entre nós, com as siglas: FIFA - Federation Internacional do Football Association (Federação Internacional e Futebol Associado) e a CBF - Confederação Brasileira de Futebol, nacional, com sede no Rio de Janeiro, entidade máxima que rege o esporte no país, organizando campeonatos e administrando as Seleções Brasileiras, tanto masculina como feminina, que é vice-campeã mundial. A FIFA organiza tanto futebol como futsal e futebol de areia e tem sua sede em Zurique, na Suíça, e seu atual presidente é o suíço-italiano : Gianni Infantino.

Equipe de apoio

Temos visto pela televisão que alguns dos nossos ex-atletas (Roberto Carlos, Kaká, Cafú, Bebeto, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário, Taffarel, etc.), sempre famosos pelos seus desempenhos exitosos em outras Copas, estão comparecendo, dando força e apoio aos novos. Um gesto fraterno de mostrar unidade e companheirismo que devem ser outro ponto a ser desenvolvido num certame dessa categoria.

Dessa vez

Nos jogos que já aconteceram, temos visto o Brasil lutando e lembrando do que é torcer com esperança, amor e vontade de ver seu país cada vez mais enaltecido diante das confederações estrangeiras. Vale muito a pena essa união, esse desejo de vencer, sendo interessante que essa coesão não seja apenas no campo futebolístico, mas também no geral.

Penta campeão

A Seleção Brasileira já foi cinco vezes campeã do mundo: em 1958; 1962; 1970; 1994 e 2002, esperando este ano completar o hexa mas, uma pergunta não quer calar: Qual foi a melhor seleção brasileira?

Outro momento

É lógico que o momento político de eleições presidenciais no Brasil, em outubro próximo, tem outra conotação, uma dimensão maior para a qualidade de vida de todos os brasileiros, que inclusive, terão a chance de marcar seu gol de placa, com seu voto consciente depositado nas urnas porém, se tivermos à época o título de hexa campeões nessa Copa, estaremos bem mais felizes.
De uma forma ou de outra, precisamos almejar nosso melhor em todos os sentidos, porque somos um povo, uma Nação, abençoada por Deus e bonita por natureza.
Que venha o Japão!
Viva o Brasil!


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Soltas Memórias de Afetos Juninos - Crônica - Por Ana Pottes*

26/06/2026

As cidades e lugares do interior, com seus festejos ricos de tradições e de oralidade não fizeram parte da minha infância.

Sou cria da capital, de uma pequena família com parcos recursos, condição que colocava entraves a passeios para qualquer local que exigisse mais das nossas contadas finanças, sempre comprometidas com o básico dos básicos. Assim, durante anos fiquei sem acesso a essa riqueza cultural. As nossas festas dos ciclos natalino e junino eram contidas por esses controles.

Desconheço, na minha infância e adolescência, qualquer movimento festivo que envolvesse os três santos juninos.

Minto. A festa era na cozinha, com as poucas espigas de milho compradas na feira se transformando em canjica, pamonha e milho cozido. Gostava de ficar por perto, ouvindo o som do ralador nas quengas de coco e de beber um pouco daquela água, meio doce, meio salgada. Criança não podia fazer a mágica do coco ralado acontecer, por conta do risco de se fer...

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As cidades e lugares do interior, com seus festejos ricos de tradições e de oralidade não fizeram parte da minha infância.

Sou cria da capital, de uma pequena família com parcos recursos, condição que colocava entraves a passeios para qualquer local que exigisse mais das nossas contadas finanças, sempre comprometidas com o básico dos básicos. Assim, durante anos fiquei sem acesso a essa riqueza cultural. As nossas festas dos ciclos natalino e junino eram contidas por esses controles.

Desconheço, na minha infância e adolescência, qualquer movimento festivo que envolvesse os três santos juninos.

Minto. A festa era na cozinha, com as poucas espigas de milho compradas na feira se transformando em canjica, pamonha e milho cozido. Gostava de ficar por perto, ouvindo o som do ralador nas quengas de coco e de beber um pouco daquela água, meio doce, meio salgada. Criança não podia fazer a mágica do coco ralado acontecer, por conta do risco de se ferir no ralador. Lembro da máquina de moer, instalada na ponta da mesa, por onde via os grãos de milho se transformando num caldo amarelo cremoso, de aroma a atiçar o apetite. O que me cabia era brincar com as bonecas de milho e esperar, vestida em um vestido novo costurado por minha mãe, a chegada das 18h para acender a pequena fogueira, construída com poucas lascas de madeira e gravetos, apanhados e juntados para o Santo João. Era a hora de soltar estrelinhas, cobrinhas, traques de massa e, quando muito, bombinhas, presentes da minha tia Nicinha.

Mais uns anos à frente, os festejos desse período envolviam as adivinhas e ritos para descobrir o futuro marido que, segundo contavam, os santos ajudavam a conhecer. Enfiar a faca na bananeira para descobrir a primeira letra do nome dele; colocar pedaços de papel dobradinhos dentro de uma bacia d’água com nomes de meninos. Aquele que abrisse primeiro seria o pretendido príncipe; amarrar uma aliança na ponta de um fio de cabelo, como um pêndulo, contar quantas vezes ela batia nas bordas de um copo, que era a idade de casar com o adorável dono daquele nome. Essas brincadeiras eram ensinadas e capitaneadas por minha Vó Yayá, sua diversão com as quase crianças-adolescentes.

E as quadrilhas? As danças brincantes do período? Conheci quadrilhas diferentes das atuais. As meninas se produziam, cada uma do seu jeito, com laços de fita na cabeça, rendas e fitinhas coloridas nos vestidos de chitão e lindamente maquiadas; os meninos vestiam camisas de xadrez, calças com remendos e chapéus de palha nas cabeças. Em roupagens diferentes tínhamos o padre, o soldado e o casal de noivos no capricho, para encenar a cerimônia do casamento de um noivo fujão. A quadrilha tinha início, sendo marcada por chamadas dos passos que os pares deviam dar: olha a chuva, choveu, passou; olha a cobra, hora do galope, balancê, alavantu, anarriê, desfile das damas, desfile dos cavalheiros, tudo ao som dos forrós tocados numa vitrola, quase sempre na voz do Rei do Baião.

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Que lá no céu vai sumindo

Se o grupo de jovens conseguisse se cotizar, contratava um sanfoneiro, um tocador de triângulo e um zabumbeiro. Aí a festa era boa demais. Essas aconteciam quase sempre nos colégios onde se estudava ou na rua, a depender de quantos jovens morassem por lá.

Nunca dancei quadrilha. Na rua onde morava, esse reboliço não se fazia, e no colégio, também não me recordo dessas organizações. Minto novamente. Lembro de uma vez, acho que aos meus cinco anos, no grupo escolar, a professora estava organizando os pares de crianças para a dança. Recordo que o meu par, um menininho louro da minha idade, estava com umas feridas nas pernas, alergia ou sei lá o que era, só sei que eu morria de nojo daquele menino perebento perto de mim. Menininha tímida, só consegui dizer à professora que não queria dançar. Penso que a mestra atribuiu a decisão ao meu baixo nível de integração com os coleguinhas. Sem aceitar a negativa, passou a mostrar vantagens e alegrias que a brincadeira trazia e continuou investindo em minha socialização. Em um dos ensaios, creio que o último, o meu segundo cérebro resolveu se fazer ouvir e converti todo o mal-estar da proximidade com aquele garoto, centro do meu sofrimento, em desarranjo intestinal. A professora, mestra da minha socialização, se viu obrigada a suspender o ensaio para dar banho na criança, não sem antes acionar minha mãe para me trazer roupas limpas. Depois desse episódio destravei a coragem e, finalmente, verbalizei a causa de todo aquele desmantelo.

Resultado: no dia da apresentação, o meu par ficou sem par.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem! @ana_pottes


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Robôs me Abraçando - Crônica - Por Romero Falcão*

26/06/2026

Não havia academia nos meus dezoito anos. O muque avantajado era obra das marombas de lata e cimento feitas nos quintais e no primeiro andar de um sobrado centenário do Cais José Mariano, no centro do Recife, onde reinava o lendário fisioculturista Carmelo de Castro. Mas nunca me interessei por um chassi robusto. Levantar ferro não era minha praia, mesmo quando o culto ao corpo se impôs como peça de sedução.

O Franzino que Satisfaz

Continuei magricela, mas não fazia feio no meio da mulherada. Gordas e magras diziam que eu era o franzino que satisfaz.

A Geriatra Receitou Academia

Mas a idade chegou. Chegou com as carnes moles e trêmulas. Tudo despencando — que horror! A geriatra me receitou academia. Aquela história de saúde mental e física. Quem sabe puxando ferro não melhore também minha saúde literária?

Encarando o Troço

Olhei-me no espelho: até que o estrago não é tão grand...

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Não havia academia nos meus dezoito anos. O muque avantajado era obra das marombas de lata e cimento feitas nos quintais e no primeiro andar de um sobrado centenário do Cais José Mariano, no centro do Recife, onde reinava o lendário fisioculturista Carmelo de Castro. Mas nunca me interessei por um chassi robusto. Levantar ferro não era minha praia, mesmo quando o culto ao corpo se impôs como peça de sedução.

O Franzino que Satisfaz

Continuei magricela, mas não fazia feio no meio da mulherada. Gordas e magras diziam que eu era o franzino que satisfaz.

A Geriatra Receitou Academia

Mas a idade chegou. Chegou com as carnes moles e trêmulas. Tudo despencando — que horror! A geriatra me receitou academia. Aquela história de saúde mental e física. Quem sabe puxando ferro não melhore também minha saúde literária?

Encarando o Troço

Olhei-me no espelho: até que o estrago não é tão grande. O buxo ainda não virou bola de basquete; consigo mijar encarando o troço — pelo menos isso.

Refletido nos Espelhos

Aula experimental. Atravesso a porta da academia, que parece entrada de shopping. Luzes, som alto, máquinas, suor. Músculos estourando camisetas apertadas. Os rapazes se olham enquanto erguem discos pesados. O afã de virar o incrível Hulk refletido nos espelhos. Pela careta, um homem parece aguentar toneladas.

Pernas Confiantes

No universo fitness, me sinto um cisne fora da lagoa. Aviso ao educador físico que não quero ficar parrudo. Meu negócio é deixar a carcaça mais firme, as pernas confiantes, o oxigênio mais solto e, quem sabe, diminuir o diabo do cortisol. Já a musculatura emocional o treino não pode fortalecer.



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Atmosfera da Academia

O maquinário é variado. Pela primeira vez me vejo cercado de aparelhos: roldanas, barras, cadeira extensora e pequenos elevadores que sobem e descem meus braços e pernas. Robôs me abraçando. A batida das caixas de som é um tapa na preguiça do músculo. É a atmosfera da academia.

Paixão Nacional

Corpos femininos feitos a ferro e fogo. A perfeita escultura do bumbum- paixão nacional-virou o éden. Há máquinas específicas para cada palmo de saúde e vaidade. Os olhos não largam o celular nem nos exercícios. E um desfile de garrafas d’água — cada uma mais classuda — tempera o molho do cronista. Cartazes suplicam ao bom e cordial brasileiro: "por favor mantenha o ambiente organizado, coloque os pesos nos lugares". Costume de casa vai à academia.

Padrões de Beleza

Há também vitrines cujas prateleiras sustentam enormes potes de suplemento. A propósito, o Brasil é o quarto país em consumo dessas substâncias. Existe uma obsessão por proteína e por tudo aquilo que faça o corpo entrar mais rápido nos padrões de beleza e da indústria. Procedimento estético, malhação, fórmulas, a corrida pela única volta. A volta da juventude.

Tenho Atenuantes

Começo levantando placas de quinze quilos — uma humilhação comparada à moça ao meu lado, que exibe trinta e cinco. Mas tenho atenuantes: idoso e neófito.

Feito de Aço

Uma hora de reclusão nas ferragens. Depois, trinta minutos de esteira. Outra vergonha diante do vizinho, que parece feito de aço. A esteira dele dispara; a minha continua tartaruga.



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Um Pacto

Dizem que o excepcional cronista Antônio Maria e o poetinha Vinicius de Moraes, ao verem um homem se exercitando no calçadão de Copacabana, fizeram um pacto:

— Nunca fazer nenhum exercício físico que não fosse absolutamente necessário.

Talvez levantar um copo de uísque fosse absolutamente necessário.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.


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É Findi – Domingos de Sol Pleno e Alma Leve – Croniqueta, por Xico Bizerra*

26/06/2026

Não obstante sua disciplina de vida, ele abominava as burocracias da arte: não suportava ensaios, desprezava passagens de som e detestava partituras. A bem da verdade, ele estava bem acima disso tudo e não precisava dessas ‘bobagens’. Este o homem que aprendi a admirar ainda mais com a convivência próxima nos seus derradeiros anos de vida. Alguns, não sei o porquê, tentavam atribuir-lhe cores ideológicas. Perda de tempo: os bons de coração, os homens de bem, ainda que tenham preferências partidárias, suas qualidades como homem/artista se sobrepõem ao colorido dos partidos políticos, tornando-os, os partidos, menores ainda do que são.

Ele transpirava arte. Certa feita ousei perguntar-lhe quanto tempo ele, Sivuca e Oswaldinho ensaiaram para a gravação de CADA UM BELISCA UM POUCO e, ele, com um sorriso maroto do anjo que é, respondeu-me com toda a candura que só os doces anjos possuem, que não tinha havido necessidade de ensaio. Perguntei por perguntar: em se tratando d...

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Não obstante sua disciplina de vida, ele abominava as burocracias da arte: não suportava ensaios, desprezava passagens de som e detestava partituras. A bem da verdade, ele estava bem acima disso tudo e não precisava dessas ‘bobagens’. Este o homem que aprendi a admirar ainda mais com a convivência próxima nos seus derradeiros anos de vida. Alguns, não sei o porquê, tentavam atribuir-lhe cores ideológicas. Perda de tempo: os bons de coração, os homens de bem, ainda que tenham preferências partidárias, suas qualidades como homem/artista se sobrepõem ao colorido dos partidos políticos, tornando-os, os partidos, menores ainda do que são.

Ele transpirava arte. Certa feita ousei perguntar-lhe quanto tempo ele, Sivuca e Oswaldinho ensaiaram para a gravação de CADA UM BELISCA UM POUCO e, ele, com um sorriso maroto do anjo que é, respondeu-me com toda a candura que só os doces anjos possuem, que não tinha havido necessidade de ensaio. Perguntei por perguntar: em se tratando dele e de seus dois companheiros, claro está que ensaios não passavam de mera formalidade, uma perda de tempo. O talento inato substituía qualquer ensaio.

Na fila de entrada do céu, passou na frente de um monte de gente e São Pedro, ao permitir sua entrada, o aplaudiu de pé. Aquele céu era o lugar merecido de quem na vida foi um exemplo de humildade, de quem viveu espalhando bondade e fazendo o bem. Era o sinônimo perfeito de generosidade com todos os que o rodeavam, eu, inclusive. Como exemplo, relato que recebi dele 12 cantigas e um pedido dele para que colocasse letra nas suas canções: missão mais honrosa? O resultado foi o LUAR AGRESTE NO CÉU CARIRI, disponível nas plataformas virtuais. Este, o Domingos que valia por todos os domingos do calendário, o músico e homem extraordinário de todos os dias da semana, de segundas a domingos. Salve Dominguinhos, sempre.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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É Findi - Feliz Aniversário Dona Josepha! - Por Ina Melo*

26/06/2026

1896/1997

Hoje tem festa junina no céu, para Dona Josepha Serra, minha mãe, que fazia aniversário nesse dia de São João. Ela me dedicou durante 101 anos, o maior amor que recebi na vida! Quando nasceu minha primeira filha, abdicou por livre e expontânea vontade da sua vida, para viver a minha e a da minha família. Foram 42 anos de doação total a mim, ao meu marido e aos meus filhos! Uma mulher admirável, sem grandes estudos, mas com uma imensa sabedoria de vida, sabedoria essa que me norteou e me fez assimilar e aceitar os altos e baixos da vida, com fé em Deus e muito otimismo! Tudo que sou, agradeço a ela, mulher forte e guerreira. Adorava o São João e morreu nesse mesmo dia há 29 anos! Obrigada mãezinha por me ensinar a difícil arte de ser feliz.


*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contist...

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1896/1997

Hoje tem festa junina no céu, para Dona Josepha Serra, minha mãe, que fazia aniversário nesse dia de São João. Ela me dedicou durante 101 anos, o maior amor que recebi na vida! Quando nasceu minha primeira filha, abdicou por livre e expontânea vontade da sua vida, para viver a minha e a da minha família. Foram 42 anos de doação total a mim, ao meu marido e aos meus filhos! Uma mulher admirável, sem grandes estudos, mas com uma imensa sabedoria de vida, sabedoria essa que me norteou e me fez assimilar e aceitar os altos e baixos da vida, com fé em Deus e muito otimismo! Tudo que sou, agradeço a ela, mulher forte e guerreira. Adorava o São João e morreu nesse mesmo dia há 29 anos! Obrigada mãezinha por me ensinar a difícil arte de ser feliz.


*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016



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É Findi – São João - Por Poeta Pica-Pau*

26/06/2026

O céu está iluminado
Com o clarão da fogueira
As estrelas admirando
As bandeirolas
A lua aparece festejando
Sua beleza mostrando
Na noite de são João
Um sanfoneiro arretado
Já preparado para mostrar seu baião
Um palhoção improvisado
Pronto pra nós dançar
Vamos mostrar
Que não há festa mais bonita
Onde o coração palpita
O jeito é forrozar
Vai ter canjica pamonha
Vai ter buchada
Uma quadrilha animada
Roqueira e foguetão
Nem carnaval, nem natal
Nem fim de ano
Estou certo não me engano
Vai custar ganhar
Pra festa de São João


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau



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O céu está iluminado
Com o clarão da fogueira
As estrelas admirando
As bandeirolas
A lua aparece festejando
Sua beleza mostrando
Na noite de são João
Um sanfoneiro arretado
Já preparado para mostrar seu baião
Um palhoção improvisado
Pronto pra nós dançar
Vamos mostrar
Que não há festa mais bonita
Onde o coração palpita
O jeito é forrozar
Vai ter canjica pamonha
Vai ter buchada
Uma quadrilha animada
Roqueira e foguetão
Nem carnaval, nem natal
Nem fim de ano
Estou certo não me engano
Vai custar ganhar
Pra festa de São João


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau



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É Findi – Série: Boêmios que Marcaram Época no Recife Noturno - Eugênio Coimbra Júnior - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

26/06/2026

Nos próximos É FINDIs pretendo publicar considerações sobre cinco boêmios que marcaram época no Recife noturno: Ascenso Ferreira, Antônio Maria, Hugo da Peixa, Valdemar Marinheiro e Eugênio Coimbra. Hoje falaremos sobre Eugênio Coimbra Júnior.


“...Eugênio Coimbra Júnior, poeta que na sua grande imaginação, inspirado na paisagem do Capibaribe, sonhando ou mesmo acordado, tão bem contou em versos ou prosas esta nossa Veneza de quem, na verdade, já era ele mais que paisagem ...

Eugênio que não viveu somente para o trabalho, que nunca teve gana pelo dinheiro, que sempre reservou no seu cotidiano, horas para o lazer, para amar porque a boemia também é amor. É na boemia que o homem se despe e aparece como verdadeiramente é, cantando, amando a paisagem e procurando ser igual ao seu semelhante (quem já viu boêmio pobre de espirito ?).

Certa vez entra no Luso Brasileiro, bar na Rua do Imperador, pede ao garçom Expedito uma cerveja e vendo que...

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Nos próximos É FINDIs pretendo publicar considerações sobre cinco boêmios que marcaram época no Recife noturno: Ascenso Ferreira, Antônio Maria, Hugo da Peixa, Valdemar Marinheiro e Eugênio Coimbra. Hoje falaremos sobre Eugênio Coimbra Júnior.


“...Eugênio Coimbra Júnior, poeta que na sua grande imaginação, inspirado na paisagem do Capibaribe, sonhando ou mesmo acordado, tão bem contou em versos ou prosas esta nossa Veneza de quem, na verdade, já era ele mais que paisagem ...

Eugênio que não viveu somente para o trabalho, que nunca teve gana pelo dinheiro, que sempre reservou no seu cotidiano, horas para o lazer, para amar porque a boemia também é amor. É na boemia que o homem se despe e aparece como verdadeiramente é, cantando, amando a paisagem e procurando ser igual ao seu semelhante (quem já viu boêmio pobre de espirito ?).

Certa vez entra no Luso Brasileiro, bar na Rua do Imperador, pede ao garçom Expedito uma cerveja e vendo que não tinha dinheiro necessário para pagar, fica preocupado e qual não é sua surpresa, quando verifica existir dentro do copo uma mosca. Chama Expedito e pergunta: “quando eu entrei aqui trouxe alguma mosca”? e quando teve a resposta negativa disse: “Não pago a cerveja pois a mosca não é minha e sim da casa”...

Sobre Eugênio Coimbra Júnior também se conta que: “num desses mimados dias, quando, os serviços da redação se prolongavam madrugada adentro, Eugênio veio passar pela Rua Direita, já com os primitivos raios de sol se fazendo anunciar do lado do mar, o vulto de mulher, embora já bastante difuso, ainda se projetara da janela.

Com o peito a pulsar, vencendo a primeira emoção, Eugênio subiu cautelosamente a escada de madeira que dava para o primeiro andar, onde se encontravam os olhos azuis por ele sonhados.

Tal não foi a surpresa do poeta ao ingressar na sala, olhando para a janela, à procura de sua amada, deu-se conta que havia se apaixonado por uma moringa, que passara a noite equilibrada no peitoril da janela, refrescada pelos ventos alísios e projetando a sua sombra no outro lado da estreita rua...

Voltando para a redação na Rua do Imperador, o poeta, ainda apaixonado, eterniza o acontecimento em soneto que assim começava:

Abro as mãos e não tenho as
Tuas mãos.
Para juntar às minhas e afagá-las.
Abro os olhos. Sumiste. Foste
um sonho.
Cabelos loiros voando em
minha vida
Os teus olhos azuis onde é
que estão.
Procuro-os. Vejo-os. Quero-os
e não os tenho.
Foste embora sem nunca
teres vindo
Sonho ou delírio, ou doce
Alumbramento”


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.



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