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Amigo e confrade em três academias José Paulo Cavalcanti faz palestra sobre Marcos Vilaça

14/04/2025

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A Academia Pernambucana de Letras não poderia ter sido mais feliz na escolha do palestrante, na Sessão da Saudade, nesta segunda-feira, 14 de abril, em homenagem ao multiacadêmico Marcos Vilaça, falecido no Recife no último dia 29 de março. A Sessão da Saudade é uma tradição acadêmica. Repleta de simbolismos, tem o sentido de homenagear o acadêmico desaparecido e garantir o fio da imortalidade da Casa. No término da Sessão, para cumprir o ritual, o presidente declara vaga a cadeira e anuncia a abertura do prazo de inscrições para o preenchimento.
O palestrante, junto com sua esposa, a também acadêmica Maria Lecticia Monteiro foi amigo próximo da vida toda do casal Maria do Carmo (falecida em dezembro de 2015) e Marcos Vilaça. Além disso, Zé Paulinho, como é tratado pelos amigos, compartilhou com o amigo a imortalidade em três Academias: a pernambucana, a brasileira e a de Artes e Ciências de Lisboa, que corresponde à ABL lusitana.





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A Academia Pernambucana de Letras não poderia ter sido mais feliz na escolha do palestrante, na Sessão da Saudade, nesta segunda-feira, 14 de abril, em homenagem ao multiacadêmico Marcos Vilaça, falecido no Recife no último dia 29 de março. A Sessão da Saudade é uma tradição acadêmica. Repleta de simbolismos, tem o sentido de homenagear o acadêmico desaparecido e garantir o fio da imortalidade da Casa. No término da Sessão, para cumprir o ritual, o presidente declara vaga a cadeira e anuncia a abertura do prazo de inscrições para o preenchimento.
O palestrante, junto com sua esposa, a também acadêmica Maria Lecticia Monteiro foi amigo próximo da vida toda do casal Maria do Carmo (falecida em dezembro de 2015) e Marcos Vilaça. Além disso, Zé Paulinho, como é tratado pelos amigos, compartilhou com o amigo a imortalidade em três Academias: a pernambucana, a brasileira e a de Artes e Ciências de Lisboa, que corresponde à ABL lusitana.

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Como reverenciar um homem como Marcos Vilaça?

Eis a questão. O próprio José Paulo colocou o desafio em artigo disseminado na mídia brasileira logo após o falecimento de Marcos. "Talvez não com arrogância, por exemplo indicando ter sido professor em muitos centros, com destaque para a Faculdade de Direito do Recife.
Nem ter feito conferências em numerosas universidades, no mundo inteiro, de Moçambique a Helsinque.
Nem ter sido ministro do Tribunal de Contas da União, em que foi presidente.
Nem referindo suas 182 condecorações e medalhas, incluindo todas as mais expressivas no Brasil, além de uma dezena de honrarias estrangeiras.
Nem, por fim, indicando seus 76 livros publicados. Entre os quais cito 'Em Torno da Sociologia do Caminhão', quando, pela primeira vez, se estabeleceram as implicações sociológicas das migrações no Brasil. 'Coronel, Coronéis', quando traçou perfil dos interiores de nosso País; num tempo em que a política, tão diferente de hoje, ainda se fazia com engenho e arte. E 'Itinerário da Corte', pela honra de ter escrito seu prefácio. Sem esquecer os 15 livros publicados no estrangeiro – em português (de Portugal), alemão, espanhol, francês, inglês e italiano.
Com tantos inacreditáveis títulos, e em palavras de Manuel de Barros ('O Livro sobre Nada'), “Há histórias tão verdadeiras que às vezes parecem que são inventadas”, escreveu. Bela síntese do que o público da Sessão da Saudade vai ouvir, temperado pelo reconhecido brilho expositivo do palestrante.

Expectativa

Uma tarde que vai unir cultura acadêmica e muita emoção. Um momento único. Imperdível para amigos e admiradores de Marcos Vilaça, José Paulo e a própria APL.

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Serviço

Evento - Sessão da Memória em homenagem ao imortal Marcos Vinícios Rodrigues Vilaçana.

Local - Academia Pernambucana de Letras - Av. Rui Barbosa, 1596 - Graças, Recife - PE. (Entrada e estacionamento gratuito pela Avenida Malaquias, logo após a AABB).

Hora: 15h. (As sessões da Academia têm tradição de pontualidade).

NR - Imagem principal - Marcos Vilaça com Maria Lecticia e José Paulo na posse do acadêmico José Nivaldo Junior na APL (23/07/2015). Foto do jornalista Fernando Machado.

Leia outras informações

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É Findi - Crônicas de Paris! - Por Ina Melo*

03/07/2026

Lembras amiga? dos nossos encontros nos velhos Cafés parisienses? Éramos jovens e como tal, inconsequentes, vivendo o hoje como se não houvesse amanhã! Estávamos no alvorecer dos anos setenta, quando uma maluca inglesa resolveu subir as saias das mulheres até as nuvens! O mundo começava a virar de cabeça pra cima, mostrando a força de uma juventude livre da opressão social, dona do seu corpo e querendo ter voz entre os poderosos machões! É verdade que essa “Revolução” das saias, acontecia gradativamente desde o princípio do Século XIX, mas só ousou enfrentar o mundo, quando surgiu um grupo de jovens, com cabelos compridos e uma música alucinante, para mostrar que também poderiam ter o seu lugar ao sol! Nós, sempre fomos rebeldes, corajosas e livres de corpo e alma, desde que nos apaixonamos pela “belle epoque”. Fumávamos, dançávamos e bebíamos junto com eles, mesmo sabendo que as “escolhidas” seriam as puras e comportadas do lar! Quanta hipocrisia! Quantas mentiras, caso fôssemos procu...

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Lembras amiga? dos nossos encontros nos velhos Cafés parisienses? Éramos jovens e como tal, inconsequentes, vivendo o hoje como se não houvesse amanhã! Estávamos no alvorecer dos anos setenta, quando uma maluca inglesa resolveu subir as saias das mulheres até as nuvens! O mundo começava a virar de cabeça pra cima, mostrando a força de uma juventude livre da opressão social, dona do seu corpo e querendo ter voz entre os poderosos machões! É verdade que essa “Revolução” das saias, acontecia gradativamente desde o princípio do Século XIX, mas só ousou enfrentar o mundo, quando surgiu um grupo de jovens, com cabelos compridos e uma música alucinante, para mostrar que também poderiam ter o seu lugar ao sol! Nós, sempre fomos rebeldes, corajosas e livres de corpo e alma, desde que nos apaixonamos pela “belle epoque”. Fumávamos, dançávamos e bebíamos junto com eles, mesmo sabendo que as “escolhidas” seriam as puras e comportadas do lar! Quanta hipocrisia! Quantas mentiras, caso fôssemos procurar entre os finos lençóis, o quanto eles eram enganados. Agora não. Estávamos num pé de igualdade, mesmo banidas da burguesia encoberta pelas dogmas da religião e da moral! Mas voltemos aos nossos mundos, onde a irreverência prevalecia e homens e mulheres se misturavam sem distinção de cor e classe social.

A década de setenta foi “os anos loucos “ do século vinte. Lembro da nossa primeira viagem, saindo de uma pequena aldeia para abraçarmos a revolução estudantil de 1968, justamente em Paris, onde tudo acontecia em pré estreia. As duas meninas, quase mulher, não ousaram enfrentar o seu “mundinho” hermético e hipocrita e voaram nas asas do pássaro de ferro para o centro do mundo. Para ter essa coragem, estudamos e fomos muito bem comportadas. Para duas mulheres no auge da juventude, nada melhor do que Paris, cidade luz e apaixonante!

Bem que poderíamos ter ido para onde tudo começou, a vizinha Londres. Não. Preferimos viver a nossa era de liberdade, ali no fervilhante Quartier Latin, junto com os rebeldes remanescentes dos existencialistas! Ali uma mulher que pensasse, não vivia à margem dos intelectuais, mas sim, junto com eles. E lá fomos nós, usando saias curtas, podendo sentar e beber, sem precisar do aval masculino. Claro que para nós, tudo era novidade. Ah! Amiga querida, como seria bom um retorno no tempo, que para mim nunca foi perdido, mas o melhor que vivi! Quando a juventude vai embora, mas os sonhos permanecem, é através das lembranças que conservamos a alegria de viver! Um dia, quem sabe, antes que a luz ou a escuridão desçam sobre nós, não nos encontraremos para uma taça borbulhante de champanhe!

*Ina Melo, é jornalista. Publicou poemas, contos e crônicas na Revista de Cultura do Estado do Ceará e em diversas antologias como "Crônicas e contos inesquecíveis" e "Contistas do Terceiro Milênio". Graduada pela UFPE, com especialização em Antropologia Cultural, faz parte da Academia Internacional de Literatura e Artes. É autora dos livros: "Simone de Beauvoir - Mulher lúcida e livre", "Sonhos em dueto" e, pela Confraria do Vento, "Cartas de Paris". @inamelo2016



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É Findi - Campeões Mundiais - Por Felipe Bezerra*

03/07/2026

A taça do mundo é nossa!

Da crescente ignorância,
da corrupção que grassa,
da criminalidade que avança.

Dos intocáveis em segurança,
da Constituição em desgraça,
da liberdade que dança.

A taça do mundo é nossa!

Do INSS sem governança,
do roubo que não se disfarça,
do aposentado sem esperança.

Da mentira que a todos cansa,
da picanha cara e escassa,
do desgoverno, da vingança!

Mas nada disso importa,
pois se a taça vem para a massa,
a reeleição tem mais segurança!

A taça do mundo será nossa,
até que seja roubada,
como nosso futuro e nossa herança!

*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza

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A taça do mundo é nossa!

Da crescente ignorância,
da corrupção que grassa,
da criminalidade que avança.

Dos intocáveis em segurança,
da Constituição em desgraça,
da liberdade que dança.

A taça do mundo é nossa!

Do INSS sem governança,
do roubo que não se disfarça,
do aposentado sem esperança.

Da mentira que a todos cansa,
da picanha cara e escassa,
do desgoverno, da vingança!

Mas nada disso importa,
pois se a taça vem para a massa,
a reeleição tem mais segurança!

A taça do mundo será nossa,
até que seja roubada,
como nosso futuro e nossa herança!

*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza




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É Findi - A Raia - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

03/07/2026

Cada doce lar,
tem seu mar,
o rio que ali,
se diz ‘do lugar’;
dos sonhos,
acalentados ao luar.

Mesmo se sabendo,
que não é o ‘Mar’;
mas, deveras,
há-de se enamorar:
Guadiana, Minho,
Douro, Tejo,
“A Raia”...



La vieja España,
Cervantes!
A Terrinha,
Camões!

*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Cada doce lar,
tem seu mar,
o rio que ali,
se diz ‘do lugar’;
dos sonhos,
acalentados ao luar.

Mesmo se sabendo,
que não é o ‘Mar’;
mas, deveras,
há-de se enamorar:
Guadiana, Minho,
Douro, Tejo,
“A Raia”...



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La vieja España,
Cervantes!
A Terrinha,
Camões!

*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - Amigo - Crônica - Por AJ Fontes*

03/07/2026

No sítio, o fim do dia invernoso, quando até os passarinhos se recolhem, deixando aos sapos e grilos o trabalho prazeroso de pontilhar os sons da escuridão, os pensamentos se clareiam; as lembranças se abrem feito uma flor noturna. Nisso desabrocham coisas passadas, escondidas nas dobras da mente e surgem os amigos das brincadeiras nos quintais, nos colégios; aqueles das primeiras confidências; das farras; dos bem e mal feitos, no início da juventude.

Desde os tempos aristotélicos, chegando aos momentos sartreanos, segundo páginas de um atlas virtual, o qual passei uma vista rápida, amizade coexiste no espaço onde uma palavra é dita em momentos distintos e distantes ou em longas conversas que tomam parte de dias seguidos.

Da minha parte conto com Antônios, Joãos, e mais letras do alfabeto. Daqueles, um tal João arribou para o Sul Maravilha faz uns anos. Lembro de noitadas caruaruenses quando nos sentávamos em uma mesa do – Brasileirinho - bar de nossa pref...

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No sítio, o fim do dia invernoso, quando até os passarinhos se recolhem, deixando aos sapos e grilos o trabalho prazeroso de pontilhar os sons da escuridão, os pensamentos se clareiam; as lembranças se abrem feito uma flor noturna. Nisso desabrocham coisas passadas, escondidas nas dobras da mente e surgem os amigos das brincadeiras nos quintais, nos colégios; aqueles das primeiras confidências; das farras; dos bem e mal feitos, no início da juventude.

Desde os tempos aristotélicos, chegando aos momentos sartreanos, segundo páginas de um atlas virtual, o qual passei uma vista rápida, amizade coexiste no espaço onde uma palavra é dita em momentos distintos e distantes ou em longas conversas que tomam parte de dias seguidos.

Da minha parte conto com Antônios, Joãos, e mais letras do alfabeto. Daqueles, um tal João arribou para o Sul Maravilha faz uns anos. Lembro de noitadas caruaruenses quando nos sentávamos em uma mesa do – Brasileirinho - bar de nossa preferência. O garçom, nosso amigo, dispunha uma grade, de madeira, sob a mesa para colecionar as garrafas vazias de cerveja.

Raro não preenchermos os vinte e quatro cubículos com Brahmas da Antártica, ou o contrário.

Dias de muita conversa. Recém chegados das casas das respectivas namoradas da vez, havia sempre comentários sobre as nossas queridas para depois iniciarmos a levantar as questões caseiras e suas possíveis soluções. Não eram as melhores, visto que revisitávamos os subitens na busca de novas soluções ou só para reclamar de pai, mãe, irmão, irmã. Não estávamos certos se eles deveriam existir.

Antes de chegar na décima garrafa já o colégio e a cidade eram assunto. Era comum, nessa hora, aparecer outro amigo que tomava um ou dois copos e trazia uma novidade.

Entre uma tragada no cigarro, uma gargalhada e um gole, eclodia o trecho de uma nova música de Chico e a questão política não entendida pela censura burra que deixou passar; os caracóis dos cabelos de Caetano, resultado de uma visita do Rei ao amigo na London Town, se derramavam, desafinados na mesa.

Falando da arte dos menestréis, lembro que nos apropriamos de uma música de Roberto Carlos, cuja letra esquecemos de propósito e compusemos outra. De verdade, eu só dei uns palpites. Peço desculpas por nosso arroubo infanto-juvenil, embora não creia que o Rei tenha percebido o feito. Além da dupla, nem a namorada-musa da vez ouviu a versão.

Perdi a conta. Talvez seja o efeito retardado do álcool, mas a conversa seguia até a enésima garrafa, quando, guiados por algum anjo de plantão, ziguezaguiávamos pelas calçadas orvalhadas para, na manhã seguinte, ao despertar, confirmar que estávamos, cada um na respectiva casa.

São coisas de meninos do interior, nos fins dos anos 1960, que mostram o valor guardado desde então e que fez parte da demorada construção do indivíduo que escreve. O mesmo que compôs com outros, em encontros mais ou menos frequentes uma ligação de amizade. Peças da mesma construção que, bem ou mal, permite meu caminhar, com alegrias e tristezas, por calçadas e veredas.

Bem dito que é coisa que a gente guarda, cuida e se alegra ao reconhecer um novo.

*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’. @aj.fontes



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É Findi - Vermelho e Verde - Por Marcelo Mário de Melo*

03/07/2026

Vestir o manto vermelho
em festa espera e clamor
semáforo e bandeira
ante os sinais do opressor
na travessia da trilha
ao verde libertador.

O vermelho da bandeira
o verde da esperança
enleados em um fio
como um casal numa dança
alavanca envolvente
por onde a vida avança.

Vamos entrar nessa onda
encher o nosso salão
divulgar a nossa festa
do grupo à multidão
porta a porta um a um
poesia humor atração.

O poeta está inscrito
antes durante e depois
poemAndando nas trilhas
que a história compôs
por livre escolha vibrante
pois isto ninguém lhe impôs.

É opção militante
contra a dor e o capital
tudo que amesquinha a vida
nega o bem promove o mal
Ego Id Superego
em assembleia geral.

Sons dos anseios gerais
e pulsaçõe...

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Vestir o manto vermelho
em festa espera e clamor
semáforo e bandeira
ante os sinais do opressor
na travessia da trilha
ao verde libertador.

O vermelho da bandeira
o verde da esperança
enleados em um fio
como um casal numa dança
alavanca envolvente
por onde a vida avança.

Vamos entrar nessa onda
encher o nosso salão
divulgar a nossa festa
do grupo à multidão
porta a porta um a um
poesia humor atração.

O poeta está inscrito
antes durante e depois
poemAndando nas trilhas
que a história compôs
por livre escolha vibrante
pois isto ninguém lhe impôs.

É opção militante
contra a dor e o capital
tudo que amesquinha a vida
nega o bem promove o mal
Ego Id Superego
em assembleia geral.

Sons dos anseios gerais
e pulsações do umbigo
sintonia e mixagem
na consciência em abrigo
por tristezas e alegrias
em vermelho e verde eu sigo

*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm




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É Findi - Domingo Iluminado - Crônica - Por Malude Maciel*

03/07/2026

Após mais de uma semana inteira de chuvas e muito frio, nessa época junina na Capital do Agreste, o domingo 28/6/26, chegou cheio de brilho e luz do astro Rei. Algo bonito estava para acontecer pois, havia um convite para a cerimônia de posse de dois novos acadêmicos na Academia Caruaruense de Artes e Filosofia - ACAFIL, promovendo a Cultura, a Literatura, as Artes e o pensamento filosófico, fortalecendo o patrimônio intelectual de Caruaru, Pernambuco e do Brasil.

Realmente um lindo dia

Quando duas Academias locais e distintas entre si mas, com objetivos comuns, uniram-se numa solenidade importante, acrescendo ao quadro de associados dois novos acadêmicos, demonstrando o amor, o respeito e os cuidados que ambas nutrem pela terra que as acolheu e mantém seus nomes na História Contemporânea.

Local

O evento ocorreu na sede da ACACCIL-Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, à rua XV de Novembro, 215 no c...

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Após mais de uma semana inteira de chuvas e muito frio, nessa época junina na Capital do Agreste, o domingo 28/6/26, chegou cheio de brilho e luz do astro Rei. Algo bonito estava para acontecer pois, havia um convite para a cerimônia de posse de dois novos acadêmicos na Academia Caruaruense de Artes e Filosofia - ACAFIL, promovendo a Cultura, a Literatura, as Artes e o pensamento filosófico, fortalecendo o patrimônio intelectual de Caruaru, Pernambuco e do Brasil.

Realmente um lindo dia

Quando duas Academias locais e distintas entre si mas, com objetivos comuns, uniram-se numa solenidade importante, acrescendo ao quadro de associados dois novos acadêmicos, demonstrando o amor, o respeito e os cuidados que ambas nutrem pela terra que as acolheu e mantém seus nomes na História Contemporânea.

Local

O evento ocorreu na sede da ACACCIL-Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, à rua XV de Novembro, 215 no centro de nossa cidade, no qual a acadêmica Edivalda Miranda atuou como presidente da Casa, desde que o Prof. Paulo Muniz Lopes não se fez presente, por motivo de viagem. A presidente da ACAFIL, Profa. Amélia Campello, fez a abertura dos trabalhos tendo o acadêmico Robson Santos como mestre de cerimônias, anunciando e agradecendo as presenças.

Oficialmente

Foi chamado à frente, para sua posse oficial, o novo acadêmico, Fábio Mirom, que recebeu seu colar (distintivo da instituição) e também diploma, das mãos da acadêmica Cláudia Pinto que também representou o Instituto Histórico de Caruaru; da mesma forma aconteceucom a nova acadêmica, Mabel Cavalcanti, que foi contemplada com seu colar e o diploma, entregues pela Presidente Amélia Campello. Ambos fizeram seus discursos de posse com muita galhardia, sob muitos aplausos, sendo que que a cordelista Mabel, teve sua fala em forma de cordel e foi muito interessante.

Palestra magnífica

O palestrante, escritor Melchiades Montenegro, ex-presidente da Academia Recifense de Letras, foi apresentado pelo acadêmico emérito e ex-presidente da ACAFIL, Caesar Sobreira e proferiu excelente aula sobre o tema: A Origem das Academias e Sua Proliferação no Brasil, tendo distribuído cópias da mesma com a plateia ávida por acrescer conhecimentos a respeito. Foi algo realmente gratificante saborear as informações e presenciar a maneira peculiar e elegante como o professor desempenhou sua função na mais alta competência e simplicidade.

Confraternização

No mais, houve muita interação, abraços, fotografias registrando o grande momento, seguindo-se dos comes e bebes, costumeiros nessas ocasiões de entrelaçamentos culturais, artísticos e literários, quando se tem oportunidade de conversar mais aproximadamente, trocar endereços e ideias, enfim, ficar mais próximo de figuras admiráveis. Coisa bem salutar.

Lisonjas

Tanto Caruaru como a ACACCIL ficaram lisonjeados em sediar tamanho acontecimento pois, é raro reunir tantas cabeças pensantes, num convívio harmonioso e feliz como o que ora tivemos o privilégio de participar.

Parabéns

Congratulações aos organizadores e protagonistas e, muitos votos de prosseguimento nesse afã de desenvolver essa gama de novos estudiosos e precursores do progresso cívico, cultural, intelectual e histórico que tanto precisamos no mundo atual e deixando um legado às gerações do futuro.

Presenças

Foram inúmeras as lustres presenças, porém anotamos os seguintes acadêmicos da ACACCIL: Edivalda Leite Miranda; Maria de Lourdes Sousa Maciel (Malude); Araray Marrocos Pascoal; Robson Santos Oliveira; Maria Alves; Francisco de Assis Claudino; Maria do Socorro Maciel; Caesar Sobreira; Valéria Barbalho e Lucimary Passos.

*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina. @malude.maciel




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É Findi – Neblinas e Tempestades – Croniqueta - Por Xico Bizerra*

03/07/2026

Antes de tornar-me chuva, lentamente neblinei-me em meio às nuvens cinzentas que flutuavam acima do meu chapéu. Ao primeiro pingo mais grosso, pressenti o brotar de um pé de verso, carregado de poesia, rimas e amor, no jardim de minha casa, bem ao lado do meu pé de manacá. Tratei de regar. A semente do bem-querer virou flor.

Já quase tempestade, deixei-me envolver no lençol das lembranças boas e dormi o sono dos que acreditam que pode haver um mundo feliz. E sonhei. E ainda sonho. E sonharei até quando for possível sonhar. Até onde a Poesia permita e os versos embalem. Ainda que venham tempestades, permanecerei neblina. No máximo, chuva fina a molhar o chão de minh’alma. Ver menos

*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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Antes de tornar-me chuva, lentamente neblinei-me em meio às nuvens cinzentas que flutuavam acima do meu chapéu. Ao primeiro pingo mais grosso, pressenti o brotar de um pé de verso, carregado de poesia, rimas e amor, no jardim de minha casa, bem ao lado do meu pé de manacá. Tratei de regar. A semente do bem-querer virou flor.

Já quase tempestade, deixei-me envolver no lençol das lembranças boas e dormi o sono dos que acreditam que pode haver um mundo feliz. E sonhei. E ainda sonho. E sonharei até quando for possível sonhar. Até onde a Poesia permita e os versos embalem. Ainda que venham tempestades, permanecerei neblina. No máximo, chuva fina a molhar o chão de minh’alma. Ver menos

*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor. @bizerraxico



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É Findi – Projeto, No Resgate da Criança - Por Poeta Pica-Pau*

03/07/2026

Tem cuidado e proteção,
Pra garantir ao aluno
Estudo e educação,
Pois a escola é o caminho
Para boa formação.

A criança tem direito
De brincar e aprender,
De sonhar com o futuro,
De crescer para vencer;
na escola ela descobre
O que pode vir a ser.

E o lugar da criança
É na escola estudando,
Descobrindo novos mundos,
Com a mente trabalhando;
E vai se desenvolvendo,
a família incentivando.

Não bote sua criança
Para o mundo do trabalho,
Nem permita que ela seja
Vista como um quebra-galho;
Se tirá-la da escola,
Só lhe virá atrapalho.

Se o aluno está faltando
Sem motivo ou explicação,
O projeto fica atento
E entra logo em ação;
Vai à casa da família
Levando orientação.

Não é para castigar,
Nem levar preocupação;
É um gesto de cuidado,

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Tem cuidado e proteção,
Pra garantir ao aluno
Estudo e educação,
Pois a escola é o caminho
Para boa formação.

A criança tem direito
De brincar e aprender,
De sonhar com o futuro,
De crescer para vencer;
na escola ela descobre
O que pode vir a ser.

E o lugar da criança
É na escola estudando,
Descobrindo novos mundos,
Com a mente trabalhando;
E vai se desenvolvendo,
a família incentivando.

Não bote sua criança
Para o mundo do trabalho,
Nem permita que ela seja
Vista como um quebra-galho;
Se tirá-la da escola,
Só lhe virá atrapalho.

Se o aluno está faltando
Sem motivo ou explicação,
O projeto fica atento
E entra logo em ação;
Vai à casa da família
Levando orientação.

Não é para castigar,
Nem levar preocupação;
É um gesto de cuidado,
De carinho e proteção.
A criança na escola
É o futuro da nação.

Pois aí fica o recado
Que surgi do coração
Toda criança merece
Respeito e proteção,
Para vê-la florescer
Com direito à inclusão.

E Se você tem criança
Que está sem estudar
Tome a iniciativa
De bom estudo lhe dá
Tome esse direção
Pegue a documentação
corra pra matricular.

*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE. @poeta.picapau



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É Findi – Série: Boêmios que Marcaram Época no Recife Noturno - Valdemar Marinheiro - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

03/07/2026

Nos próximos É FINDIs pretendo publicar considerações sobre cinco boêmios que marcaram época no Recife noturno: Ascenso Ferreira, Antônio Maria, Hugo da Peixa, Valdemar Marinheiro e Eugênio Coimbra. Hoje falaremos sobre Valdemar Marinheiro.

Outra figura típica da boemia recifense é Valdemar Tavares de Araújo, o Valdemar Marinheiro, nascido no município de Nazaré da Mata, em 4 de Setembro de 1919. Torcedor fanático do Sport, ingeria, aos 70 anos de idade, cerca de 22 doses de uísque legítimo num dia e tem traços sintomáticos de um genuíno boêmio: contador de história, brigão, alegre, mulherengo, explosivo, freqüentador de bares e extremamente honesto com os amigos, conhece alguns países da Europa, graças ao longo período servindo na Marinha, dos 13 aos 25 anos.

Desse tempo vem o folclórico de que, ao contrário do objetivo inicial de se corrigir, ele ficou mais rebelde ainda a ponto de fugir do navio a nado para farrear, quando estava em algum porto.
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Nos próximos É FINDIs pretendo publicar considerações sobre cinco boêmios que marcaram época no Recife noturno: Ascenso Ferreira, Antônio Maria, Hugo da Peixa, Valdemar Marinheiro e Eugênio Coimbra. Hoje falaremos sobre Valdemar Marinheiro.

Outra figura típica da boemia recifense é Valdemar Tavares de Araújo, o Valdemar Marinheiro, nascido no município de Nazaré da Mata, em 4 de Setembro de 1919. Torcedor fanático do Sport, ingeria, aos 70 anos de idade, cerca de 22 doses de uísque legítimo num dia e tem traços sintomáticos de um genuíno boêmio: contador de história, brigão, alegre, mulherengo, explosivo, freqüentador de bares e extremamente honesto com os amigos, conhece alguns países da Europa, graças ao longo período servindo na Marinha, dos 13 aos 25 anos.

Desse tempo vem o folclórico de que, ao contrário do objetivo inicial de se corrigir, ele ficou mais rebelde ainda a ponto de fugir do navio a nado para farrear, quando estava em algum porto.

Como esta, várias outras histórias são contadas sobre o velho Valdemar, umas publicáveis, outras não, umas com brigas outras, com sorrisos, a maioria, porém, com espírito boêmio.

*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.



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É Findi - A Copa do Mundo e a Rua - Crônica - Por Romero Falcão*

03/07/2026

Na minha meninice e adolescência não havia campo society, muito menos escolinha de futebol. O futebol nascia na rua enladeirada, pedregosa, esburacada. Era intuitivo — mal deixava de mijar na cama e a bola já não largava mais os pés. Uns meninos levavam jeito no domínio e no controle; outros, bastava o chute, o jeito de bater na bola, para denunciar a falta de intimidade com a redonda. Modéstia à parte, entre mim e a pelota surgiu uma química imediata.

Brinquedo Prazeroso

Ninguém pagava para aprender a jogar futebol. Bastavam a rua, quatro bandas de tijolos, um terreno baldio, a beira da praia ou uma rua cercada de mato e uma bola de plástico. O capitalismo ainda não havia introjetado nos pequenos a ambição pelas marcas. Para mim e para tantos do bairro, jogar bola era o brinquedo mais prazeroso.

Havia um Muro

Em tempo de Copa do Mundo, eu era Cruyff, Beckenbauer, Passarella, Antognoni, Rivelino e Marinho Chagas...

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Na minha meninice e adolescência não havia campo society, muito menos escolinha de futebol. O futebol nascia na rua enladeirada, pedregosa, esburacada. Era intuitivo — mal deixava de mijar na cama e a bola já não largava mais os pés. Uns meninos levavam jeito no domínio e no controle; outros, bastava o chute, o jeito de bater na bola, para denunciar a falta de intimidade com a redonda. Modéstia à parte, entre mim e a pelota surgiu uma química imediata.

Brinquedo Prazeroso

Ninguém pagava para aprender a jogar futebol. Bastavam a rua, quatro bandas de tijolos, um terreno baldio, a beira da praia ou uma rua cercada de mato e uma bola de plástico. O capitalismo ainda não havia introjetado nos pequenos a ambição pelas marcas. Para mim e para tantos do bairro, jogar bola era o brinquedo mais prazeroso.

Havia um Muro

Em tempo de Copa do Mundo, eu era Cruyff, Beckenbauer, Passarella, Antognoni, Rivelino e Marinho Chagas — a Bruxa. Passava horas treinando o famoso elástico de Rivelino. Havia um muro na rua — o muro da casa de seu Ari, pai de um amigo que também jogava. O muro fazia parte das jogadas, das tabelas. À noite, emprestava sua cara de cimento para a contagem do esconde-esconde e recebia as palmadas da "Batida Salve Todos".

A Bola Cansou

Quando fizemos quatorze anos, a bola cansou da rua e pediu um campo. Fizemos tudo com as próprias mãos: capinamos um terreno baldio tomado pelo mato alto. Foram semanas de trabalho, calos, ferpas nas mãos. Depois, demarcamos com cal as linhas do campo.

Forjada em Fogo Alto

Não faltou nada, nem a marca do pênalti. As traves brotaram de restos de madeira das construções que se levantavam. Compramos nylon e confeccionamos as redes. Tudo dava muito , muito trabalho: construir o campo, a fogueira de São João, a árvore de Natal. Não se comprava pronto. Quer? Então vá lá e faça. Éramos uma geração forjada em fogo alto.

O Progresso Engolindo a Infância

Mas a base — o dente de leite — foi a rua. Ela nos viu crescer, viu a terra ceder lugar ao asfalto e a inocência dar lugar ao adulto. O matagal desapareceu junto com as cobras e os sapos, que também assistiam às nossas peladas. A cobra engolindo a jia, a gente engolindo a bola. O progresso engolindo a infância.

Chão de Terra Batida

O capitão da seleção, Cafu, ao levantar a taça do Mundial de 2002, vestia uma camisa com a frase: "100% Jardim Irene" — a comunidade da periferia onde floresceu seu futebol, nos campos de várzea.

Nunca levantei uma taça, mas reverencio minha saudosa rua e todas as ruas deste país onde as crianças tiveram espaço para viver a infância. Um chão de terra batida, amigo, mítico e mágico.

*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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