Amigo e confrade em três academias José Paulo Cavalcanti faz palestra sobre Marcos Vilaça
14/04/2025
O palestrante, junto com sua esposa, a também acadêmica Maria Lecticia Monteiro foi amigo próximo da vida toda do casal Maria do Carmo (falecida em dezembro de 2015) e Marcos Vilaça. Além disso, Zé Paulinho, como é tratado pelos amigos, compartilhou com o amigo a imortalidade em três Academias: a pernambucana, a brasileira e a de Artes e Ciências de Lisboa, que corresponde à ABL lusitana.
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O palestrante, junto com sua esposa, a também acadêmica Maria Lecticia Monteiro foi amigo próximo da vida toda do casal Maria do Carmo (falecida em dezembro de 2015) e Marcos Vilaça. Além disso, Zé Paulinho, como é tratado pelos amigos, compartilhou com o amigo a imortalidade em três Academias: a pernambucana, a brasileira e a de Artes e Ciências de Lisboa, que corresponde à ABL lusitana.

Como reverenciar um homem como Marcos Vilaça?
Eis a questão. O próprio José Paulo colocou o desafio em artigo disseminado na mídia brasileira logo após o falecimento de Marcos. "Talvez não com arrogância, por exemplo indicando ter sido professor em muitos centros, com destaque para a Faculdade de Direito do Recife.
Nem ter feito conferências em numerosas universidades, no mundo inteiro, de Moçambique a Helsinque.
Nem ter sido ministro do Tribunal de Contas da União, em que foi presidente.
Nem referindo suas 182 condecorações e medalhas, incluindo todas as mais expressivas no Brasil, além de uma dezena de honrarias estrangeiras.
Nem, por fim, indicando seus 76 livros publicados. Entre os quais cito 'Em Torno da Sociologia do Caminhão', quando, pela primeira vez, se estabeleceram as implicações sociológicas das migrações no Brasil. 'Coronel, Coronéis', quando traçou perfil dos interiores de nosso País; num tempo em que a política, tão diferente de hoje, ainda se fazia com engenho e arte. E 'Itinerário da Corte', pela honra de ter escrito seu prefácio. Sem esquecer os 15 livros publicados no estrangeiro – em português (de Portugal), alemão, espanhol, francês, inglês e italiano.
Com tantos inacreditáveis títulos, e em palavras de Manuel de Barros ('O Livro sobre Nada'), “Há histórias tão verdadeiras que às vezes parecem que são inventadas”, escreveu. Bela síntese do que o público da Sessão da Saudade vai ouvir, temperado pelo reconhecido brilho expositivo do palestrante.
Expectativa
Uma tarde que vai unir cultura acadêmica e muita emoção. Um momento único. Imperdível para amigos e admiradores de Marcos Vilaça, José Paulo e a própria APL.

Serviço
Evento - Sessão da Memória em homenagem ao imortal Marcos Vinícios Rodrigues Vilaçana.
Local - Academia Pernambucana de Letras - Av. Rui Barbosa, 1596 - Graças, Recife - PE. (Entrada e estacionamento gratuito pela Avenida Malaquias, logo após a AABB).
Hora: 15h. (As sessões da Academia têm tradição de pontualidade).
NR - Imagem principal - Marcos Vilaça com Maria Lecticia e José Paulo na posse do acadêmico José Nivaldo Junior na APL (23/07/2015). Foto do jornalista Fernando Machado.
Leia outras informações
Ferrovias - CEARTT recebe hoje debate que vai transformar a integração das ferrovias brasileiras
17/06/2026
Integrantes do encontro
Com o slogan “Conectando trilhos, integrando operações”, o encontro reúne representantes da ANTT, da ANTF, concessionárias, autorizatárias, especialistas e agentes do setor ferroviário para discutir soluções que permitam uma utilização cada vez mais integrada, eficiente e segura da malha ferroviária nacional.
Workshop
O workshop teve início na manhã de hoje, quarta-feira, na Sala Mercosul do CEARTT, com a cerimônia de abertura e os primeiros pai...
As ferrovias brasileiras vivem um momento de expansão e transformação. Para acompanhar esse crescimento e preparar o setor para os desafios dos próximos anos, a ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, e a ANTF, Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, realizam, hoje, quarta-feira, 17/06, o 1º Workshop de Interoperabilidade Ferroviária, no Centro de Estudos Avançados em Regulação de Transportes Terrestres, CEARTT, em Brasília.
Integrantes do encontro
Com o slogan “Conectando trilhos, integrando operações”, o encontro reúne representantes da ANTT, da ANTF, concessionárias, autorizatárias, especialistas e agentes do setor ferroviário para discutir soluções que permitam uma utilização cada vez mais integrada, eficiente e segura da malha ferroviária nacional.
Workshop
O workshop teve início na manhã de hoje, quarta-feira, na Sala Mercosul do CEARTT, com a cerimônia de abertura e os primeiros painéis técnicos voltados aos desafios e oportunidades da interoperabilidade ferroviária. As atividades prosseguem ao longo da tarde, reunindo reguladores, operadores e especialistas em uma agenda de debates estratégicos que contribuirão para o aperfeiçoamento do ambiente regulatório e operacional do setor.
Futuro das ferrovias brasileiras
Mais do que um debate técnico, o workshop marca o início de uma construção regulatória estratégica para o futuro das ferrovias brasileiras. O objetivo é criar condições para que diferentes operadores possam compartilhar a infraestrutura ferroviária de forma harmônica, transparente e competitiva, aumentando a produtividade dos trilhos e ampliando a capacidade logística do país.
No CEARTT
Realizado no Centro de Estudos Avançados em Regulação de Transportes Terrestres (CEARTT), espaço criado pela ANTT para fomentar conhecimento, inovação e aperfeiçoamento regulatório, o evento reforça o compromisso da Agência com a construção de soluções colaborativas e modernas para os transportes terrestres.
Falou Alex Azevedo, diretor da ANTT
Na abertura do workshop, o diretor da ANTT, Alex Azevedo, destacou os vetores considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável e competitivo do setor ferroviário: interoperabilidade, sustentabilidade, intermodalidade, segurança jurídica e eficiência operacional. Segundo o diretor, esses pilares são essenciais para ampliar a integração logística do país, fortalecer a atratividade de investimentos e impulsionar o crescimento do transporte ferroviário brasileiro. “Avançar na interoperabilidade é fortalecer a integração entre as malhas ferroviárias, ampliar a eficiência das operações e proporcionar mais segurança jurídica ao setor. Esse esforço conjunto é fundamental para construirmos uma ferrovia cada vez mais conectada, competitiva e alinhada às necessidades logísticas do país”, afirmou.
De acordo com Alex Azevedo, a interoperabilidade deve atuar de forma integrada aos demais vetores estratégicos do setor, promovendo maior conexão entre modais de transporte, ganhos de produtividade, sustentabilidade ambiental e previsibilidade regulatória, fatores fundamentais para a expansão da malha ferroviária nacional.
Crescimento contínuo do transporte ferroviário
O tema ganha relevância em um cenário de crescimento contínuo do transporte ferroviário. Desde 1997, a produção ferroviária brasileira registrou expansão de 166%, alcançando a projeção de 408,1 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) em 2025. Esse avanço elevou também a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de compartilhamento da infraestrutura existente, tornando indispensável uma regulação capaz de acompanhar a evolução do setor.
Debates ao longo do dia
Ao longo do dia, os participantes debatem questões que impactam diretamente a operação ferroviária, como o direito de passagem e o tráfego mútuo entre diferentes operadores, a alocação de capacidade das vias ferroviárias, a compatibilidade técnica entre locomotivas e vagões de distintas empresas, os mecanismos de compensação financeira e o papel da autorregulação na definição de padrões técnicos para o setor.
As discussões também abordam os desafios trazidos pelo Novo Marco Legal das Ferrovias, buscando harmonizar as regras aplicáveis às concessionárias e aos novos operadores autorizados, preservando a segurança operacional, a previsibilidade regulatória e a livre concorrência.
ANTT - Aperfeiçoamento das normas
Nesse contexto, a ANTT trabalha no aperfeiçoamento das normas que disciplinam a interoperabilidade ferroviária no Sistema Ferroviário Federal. O objetivo é assegurar compatibilidade técnica, operacional e sistêmica entre as diferentes infraestruturas, materiais rodantes e sistemas utilizados no país, garantindo que os trens possam circular de forma segura, contínua e eficiente ao longo da malha nacional.
A futura regulamentação também busca fortalecer mecanismos que assegurem acesso não discriminatório à infraestrutura ferroviária, ampliem a transparência na gestão da capacidade das vias e promovam um ambiente equilibrado para o compartilhamento da rede entre diferentes operadores.
Na prática, isso significa mais eficiência no uso da infraestrutura existente, redução de gargalos operacionais, otimização da capacidade instalada, diminuição de custos logísticos e maior competitividade para a economia brasileira.
Atividades ao longo da tarde
As atividades do workshop seguem durante a tarde desta quarta-feira no CEARTT, com painéis temáticos e debates técnicos voltados à construção de propostas que contribuam para a modernização do setor ferroviário nacional. A expectativa é que as contribuições apresentadas pelos participantes sirvam de subsídio para o aprimoramento das normas regulatórias e para o fortalecimento dos mecanismos de interoperabilidade no país.
Para a ANTT, a interoperabilidade ferroviária representa um dos caminhos mais importantes para ampliar a integração nacional, fortalecer corredores logísticos estratégicos e impulsionar o desenvolvimento econômico de forma sustentável.
Nesse cenário, a Agência reafirma o papel do CEARTT como espaço permanente de produção de conhecimento, diálogo institucional e construção de soluções inovadoras para os transportes terrestres. O objetivo é reunir governo, reguladores e setor produtivo em um ambiente de diálogo técnico e construção coletiva, fortalecendo a atuação da ANTT na modernização do transporte ferroviário brasileiro e na construção de uma logística cada vez mais eficiente, segura, integrada e conectada às necessidades da sociedade. (Foto: Comunicação ANTT)
Combustível - "Vamos monitorar, mas a tendência é acabar os subsídios ", diz Ministro da Fazenda
17/06/2026
Inflação
Segundo Durigan, a inflação continua sendo um tema de preocupação global e pressionando a política monetária de diversos países, mas pode ter um alívio com o anúncio de um acordo de paz para o Irã. No Brasil, a expectativa é que alguma reversão da alta dos preços de petróleo também alivie os preços. "Espero que agora, com esse cessar-fogo que foi recentemente anunciado, a gente siga com a diminuição do preço do pe...
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse hoje, quarta-feira, 17/06, que os subsídios concedidos pelo governo para baratear os combustíveis vão acabar se o fim da guerra do Irã levar a uma queda dos preços de petróleo, e, consequentemente, a um alívio nas pressões sobre a inflação. Falando com jornalistas na saída de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, Durigan se absteve de indicar se haveria algum gatilho para o fim dos benefícios. "Vamos monitorar, mas a tendência é acabar os subsídios", disse o ministro da Fazenda.
Inflação
Segundo Durigan, a inflação continua sendo um tema de preocupação global e pressionando a política monetária de diversos países, mas pode ter um alívio com o anúncio de um acordo de paz para o Irã. No Brasil, a expectativa é que alguma reversão da alta dos preços de petróleo também alivie os preços. "Espero que agora, com esse cessar-fogo que foi recentemente anunciado, a gente siga com a diminuição do preço do petróleo, fazendo com que a inflação diminua com a redução do preço dos combustíveis", disse ele.
Prisão Domiciliar de Bolsonaro - Defesa admite que ele pediu conserto em arma
17/06/2026
Moraes e a Glock, calibre de 9 mm.
Moraes, STF, havia dado 24 horas para que a defesa se explicar sobre a arma, apreendida dia 15/06 durante blitz da PM do Distrito Federal. Moraes afirmou que era necessário esclarecer "a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente" e por que, às vésperas do encerramento do período de sua prisão domiciliar, previsto para o dia 25...
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu ao STF que ele solicitou o conserto de uma pistola por ter constatado uma falha, mas que não há qualquer correlação entre o pedido e o fim do prazo da prisão domiciliar, que vence no dia 25/06. Os advogados afirmam que, devido às medicações psiquiátricas capazes de afetar a cognição de Bolsonaro, sua equipe de segurança tirou o percussor da pistola, tornando-a inoperante. Alheio a essa informação, BOlsonaro teria notado o problema e determinado que a arma fosse para a manutenção.

Moraes e a Glock, calibre de 9 mm.
Moraes, STF, havia dado 24 horas para que a defesa se explicar sobre a arma, apreendida dia 15/06 durante blitz da PM do Distrito Federal. Moraes afirmou que era necessário esclarecer "a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente" e por que, às vésperas do encerramento do período de sua prisão domiciliar, previsto para o dia 25, teria solicitado um reparo no armamento. A pistola Glock, calibre de 9 mm., estava com o militar Estácio Leite da Silva Filho, que faz parte da equipe de segurança de Bolsonaro, conforme registro feito junto ao STF. O militar se apresentou aos policiais como integrante do GSI, Gabinete de Segurança Institucional, da Presidência da República, o que o órgão nega. Moraes ordenou que o batalhão da PM responsável pelas medidas de segurança da domiciliar de Bolsonaro esclareça se estão sendo feitos os procedimentos de revista nos carros que saem do condomínio. A PM respondeu a Moraes que está cumprindo suas atribuições ao fazer a varredura em habitáculos e porta-malas dos veículos que deixam a residência de Bolsonaro, mas que os carros usados pelo GSI ficam estacionados em via pública e não adentram a garagem, "razão pela qual não são submetidos a vistorias".
Se pronunciou e GSI
O GSI afirma que Estácio Leite da Silva Filho nunca trabalhou no órgão durante o governo Lula. O GSI diz que não é responsável pela segurança de ex-presidentes da República, o que inclui Bolsonaro, e que os servidores à disposição dos ex-mandatários são escolhidos e indicados por eles.

Caso Banco Master - Hugo Motta admite carona em avião de Daniel Vorcaro
17/06/2026
Versão de Hugo Motta
“O Daniel Vorcaro ofereceu uma carona, o Ciro Nogueira estava indo com ele e me chamou para ir junto. E eu não fiquei esses dias todos que estão dizendo aí que eu fiquei, em hotel. Voltei no mesmo dia do encontro”, afirmou. Disse que a princípio, não iria ao evento, por coincidir com o período de festas juninas no Brasil. “Não vejo também problema nenhum. Ele [Vorcaro] não me pediu nada em troca. Realmente é uma carona de quem decidiu ir de última hora para o evento, já que o evento era realizado no final d...
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, admitiu que pegou carona em um jatinho do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para viajar a Portugal para participar do Fórum de Lisboa em junho de 2024. Motta justificou a carona dizendo que foi convidado para ir ao evento “de última hora”. Segundo investigação da Polícia Federal, Vorcaro solicitou reservas a Hugo Motta e ao senador Ciro Nogueira, PP, em um hotel de Lisboa, Portugal.
Versão de Hugo Motta
“O Daniel Vorcaro ofereceu uma carona, o Ciro Nogueira estava indo com ele e me chamou para ir junto. E eu não fiquei esses dias todos que estão dizendo aí que eu fiquei, em hotel. Voltei no mesmo dia do encontro”, afirmou. Disse que a princípio, não iria ao evento, por coincidir com o período de festas juninas no Brasil. “Não vejo também problema nenhum. Ele [Vorcaro] não me pediu nada em troca. Realmente é uma carona de quem decidiu ir de última hora para o evento, já que o evento era realizado no final do mês de junho e é o período das festas juninas nossas. Era por isso que eu não ia”, completou Hugo Motta.
Vorcaro, Ciro e Hugo
Segundo as investigações da PF, o antigo dono do Banco Master enviou uma mensagem para Léo Serrano, identificado como um dos intermediários das operações de Vorcaro, em 18/06 de 2024. Ele solicita um quarto para ele próprio, além de "Ciro" e "Hugo". A PF alega que os nomes mencionados se referem, de fato, aos parlamentares. Dias depois, Serrano responde a demanda e diz: “Ciro e Hugo cada um tem uma JR. Suíte”. O quarto teria sido reservado no hotel Four Seasons. Após o relato, Vorcaro encaminhou mensagem de áudio demonstrando preocupação com a privacidade do encontro, chegando a pedir que o local da frente do hotel também fosse reservado para evitar que o interior da reunião fosse visualizado. (Com a CNN)
No G7, Lula reforça defesa da regulação das 'big techs', diz: é "central para proteger direitos"
17/06/2026
Julgamento no STF hoje
Hoje, 17/06, o STF retoma o julgamento de recursos de empresas de tecnologia que questionam um entendimento da Corte que ampliou a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que publicam. Entre os recursos estão questionamentos apresentad...
Lula voltou a defender hoje, em discurso no G7, a necessidade de regulação de plataformas digitais para proteger mulheres, crianças e adolescentes contra crimes digitais. Lula está na França nesta semana, como convidado do G7, evento que reúne as maiores economias do mundo. Durante discurso no almoço de trabalho sobre o tema: "Inteligência Artifical e proteção de menores na internet", o presidente afirmou que "regular o ambiente digital é central para proteger direitos fundamentais". "Seguiremos fortalecendo um ambiente digital doméstico baseado em segurança jurídica, previsibilidade regulatória, igualdade de tratamento entre empresas e nacionais e estrangeiras", declarou.

Julgamento no STF hoje
Hoje, 17/06, o STF retoma o julgamento de recursos de empresas de tecnologia que questionam um entendimento da Corte que ampliou a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que publicam. Entre os recursos estão questionamentos apresentados pelo 'Facebook' e pelo 'Google'. Segundo entendimento da maioria da Corte, as plataformas poderão ser responsabilizadas por não retirar conteúdos criminosos publicados por usuários, mesmo sem uma decisão judicial nesse sentido. O ministro Dias Toffoli, relator do caso, vai apresentar a tese, ou seja, as regras gerais para serem seguidas pelas empresas na internet.
Trump diz que conversou com Lula, passou "bastante tempo" com ele, e confundiu ‘os Bolsonaros’
17/06/2026
Confusão sobre 'os Bolsonaros'
"Ouvi dizer que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. P...
Trump, afirmou em entrevista a jornalistas que conversou com Lula durante o G7, chamou a situação política do Brasil de perigosa e se confundiu sobre a situação do clã Bolsonaro. "E o Brasil se tornou um país um pouco complicado, certo? Politicamente. Ficou um pouco perigoso do ponto de vista político. Você está falando do Brasil, não é? Tem sido algo desagradável", afirmou. Questionado se conversou com Lula a respeito das novas tarifas propostas pelos EUA, que podem chegar a 37,5%, e a designação de PCC e CV como terroristas, Trump disse: "Eu passei bastante tempo com ele. O Brasil se tornou um país difícil politicamente".

Confusão sobre 'os Bolsonaros'
"Ouvi dizer que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam-no, ou querem prendê-lo, para ter alguma coisa contra ele", disse Trump. Para o presidente americano, as autoridades no Brasil "jogam pesado", disse ele, que rapidamente voltou a falar sobre os EUA. "Mas ninguém joga mais pesado do que os Estados Unidos. Veja, nossas eleições são totalmente manipuladas. Nós temos eleições manipuladas."
O STF condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e não o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro, pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi tomada pela 1a Turma do STF, que determinou ao ex-deputado pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime inicialmente semiaberto. Eduardo vive nos EUA desde março do ano passado. (Com Folha de S.P.)
"Socialismo/comunismo expostos, e longe da fé ideológica" - Por Jarbas Beltrão*
17/06/2026
Grupos políticos identificados como ":esquerda" e "direita" permanecem vendo o mundo dentro da velha moldura que se formou a partir do golpe bolchevique de 1917 na Rússia.
O novo cenário revolucionário foi palco onde foi sendo forjado campos ideológicos chamados: 'burgues' (liberalismo, Europa Ocidental) e do 'proletariado" (ortodoxia marxista).
Essas ideologias tornaram-se escudos onde foram abrigadas as armas de ataque e defesa, num grande conflito cultural, ideológico, diplomático, político, econômico, de dissuasão, denominado de "guerra fria" (no período de 1945-1991).
Esse confronto que continua, a partir de 1989/1991, ganhou novos contornos, novos atores e uma moldura com vários reparos.
A partir do século 21, dois blocos foram sendo conduzidos, usando as ruínas que restaram da "guerra fria":
Oriente: erguido por cima das ruínas do soci...
'Formação dos campos ideológicos opostos'
Grupos políticos identificados como ":esquerda" e "direita" permanecem vendo o mundo dentro da velha moldura que se formou a partir do golpe bolchevique de 1917 na Rússia.
O novo cenário revolucionário foi palco onde foi sendo forjado campos ideológicos chamados: 'burgues' (liberalismo, Europa Ocidental) e do 'proletariado" (ortodoxia marxista).
Essas ideologias tornaram-se escudos onde foram abrigadas as armas de ataque e defesa, num grande conflito cultural, ideológico, diplomático, político, econômico, de dissuasão, denominado de "guerra fria" (no período de 1945-1991).
Esse confronto que continua, a partir de 1989/1991, ganhou novos contornos, novos atores e uma moldura com vários reparos.
A partir do século 21, dois blocos foram sendo conduzidos, usando as ruínas que restaram da "guerra fria":
Oriente: erguido por cima das ruínas do socialismo real (leste europeu e União Soviética) nele foi agregado o bloco islâmico (até agora com dominância Xiita - Iran e grupos terroristas como Hezbolah (Xiita) e grupos menores. Aí, teremos grupos como Hamas, Jihad Islâmica ("palestinos") e iemenitas (Houthis).
Esse bloco tem, uma liderança que aparece de forma bem transparente (República Islâmica do Iran) e outra na "sombra" (República Popular da China). o bloco não herdou o propósito anti-capitalista, mas sim, de destruição da hegemonia Ocidental/norte-americana.
Ocidente: que tenta resgatar aspectos de sua hegemonia, tendo á frente, Estados Unidos e Israel. Esse bloco tem como parte a Europa Ocidental.
A Europa Ocidental, sempre sem fidelidade e constância em relação a agenda ocidental (livre mercado, "capitalismo" , liberdade politico-eleitoral). Historicamente, essa Europa nunca foi tão fiel, aos propósitos ocidentais. Diríamos que antes da 2a. guerra, apenas a Inglaterra mostrou uma certa fidelidade, a partir de Churchill.
Vem ocorrendo na Europa Ocidental uma invasão físico-territorial, além de uma invasão vertical (cultural) que vai destruindo os alicerces do chamado liberalismo surgido com a revolução industrial do Século 18.
'A crítica Austríaca'
A dissolução do " planeta socialista" - queda do Leste europeu e União Soviética (1989/1991) - ficou confirmada a "crítica" ao socialismo marxista, que se propunha/propõe a ser a superação para o que chamam "decadência" do "capitalismo".
A "crítica", qual me refiro, foi elaborada pela Escola Austríaca de Economia (Mises, Hayeck, Mengele).
A "crítica" austríaca ao socialismo marxista expôs a inviabilidade de seu projeto socialista; daí teremos o seguinte resumo daquela Escola : "O socialismo científico é um grande equívoco histórico (materialismo histórico e o seu evolucionismo histórico- social), econômico ( um sistema com ausência de lucro, mercado, propriedade individual, liberdade de empreendimento), sem os quais a economia não funciona/funcionará.
Mises identificou essa inviabilidade, principalmente, e, já nos anos 1930, pela "ausência do cálculo econômico no "socialismo praticado" como um macro-sistema. Ele centrou sua crítica na proposta econômica do "socialismo científico", diferente dos outros socialismos, então reformistas.
O cálculo econômico é o fundamento de importantes itens econômicos: preço, salário, lucros, propriedade, riqueza, pobreza, enfim valores.
Mises ao avaliar a inviabilidade do socialismo marxista, fez a seguinte revelação: quando ocorriam transações econômicas do socialismo real (ele usou como parâmetro, a primeira experiência de economia socialista no mundo): caso da União Soviética.
A economia soviética, vendia, comprava, pagava salários, usava que referências? "Resposta, a referência" eram os valores do mercado ocidental - o mercado "capitalista". Sim mais que valores ditos "capitalistas" são valores econômicos, portanto além de "capitalistas".
A crítica pura do marxismo original ao que chamou de "capitalismo", era uma critica a engrenagem interna do sistema; centrou, portanto, na relação capital x trabalho.
'O capitalismo e os austríacos"
'O "capitalismo" é para Escola austríaca, a própria economia'.
"Capitalismo" é uma engrenagem que não foi formada por caprichos ideológicos, mas, sim, fruto de descobertas e práticas, geradas no próprio processo de formação de uma ordem histórico/econômico/cultural.

O "socialismo marxista" tem sido a mais duradoura das críticas estruturais ao "capitalismo". Mas, o enxerga como uma estrutura de exploração formada por modos de produção que o antecederam. Uma estrutura que pode ser implodida/explodida (por ações internas e externas) e no terreno que fica vazio com a "revolução" se levantará uma "nova economia".
O socialismo marxista derrotou (?)outras tendências socialistas (reformistas e outras "escolas econômicas"), procurou nublar a Escola Austríaca de Megele/Mises/Hayeck, porém Mises, desferiu-lhe um golpe fatal, enquanto crítica estrutural.
'A insistência da ideologia socialista revolucionária'
Todos os fracassos socialistas marxistas contabilizados ao longo da História, não tem sido suficiente para remover de uma vez por todas essa "engenharia de engrenagem" que leva/levou/sempre levará, ao fracasso.
Também, o marxismo, não respondeu ao questionamento posto por Mises: ("E o cálculo econômico socialista"?)
Ao invés da "remoção" dos seus erros, teremos a reinvenção do marxismo e partir para o campo da conquista do Estado, não mais pela Revolução/ditadura do proetariado, mas pela "hegemonia cultural" - Escola de Frankfurt - e até por uma adoção de métodos de uma economia de mercado - caso da China e posteriormente Vietnã.
A sobrevivência do socialismo científico se dá na esfera ideológica, esfera que facilita sua reinvenção/permanência. E construção de "fantasias".
Da teoria crítica da Escola de Frankfurt, dentro do seu ventre saiu a "Cultura Woke", a maior das excrescências filosóficas do mundo moderno.
A cultura Woke trouxe à tona - o que já estava presente no marxismo original - a ideologia da destruição; racismo, feminismo, abortismo, ateísmo moderno, discriminações sexuais, sociais e por aí vai, tudo entendido, pelo marxismo, como fruto da estrutura de classes vigente - o capitalismo.
Ainda tem mentalidade que acredita naquilo surgido com o pensamento originário marxista. A classe operária, sairá de dentro da luta entre capital x trabalho, derrotará o capital e irá sobrepor a economia/sociedade dos oprimidos.
'Desmonte do socialismo real'
Quando desabou em 1989/1991, o Planeta socialista, - leste europeu e União Soviética - com confirmação da "tese austríaca": " O Socialismo é inviável". O que restou do modelo ortodoxo, anacrônico foi, Cuba, Coreia do Norte e outros, que continuaram na insistência do modelo coletivista, estatista, autocrático, controlador, uma espécie de neofascismo terceiro mundista.
'Desvios da China e Vietnã'
China, Vietnã, fizeram radical deslocamento de seus modelos, abandonaram aspectos da estatização e aquele coletivismo ortodoxo.
Coletivismo baseado nas fazendas coletivas, cooperativas de consumo, homogenizacão social anti-mercado, o mesmo que igualdade do consumo, a partir de uma renda igualitária para os cidadãos.
No modelo chinês, até chamado "socialismo de características chinesas", também vietnamita.

A vitória coube as elites partidárias dos PCs, seus Exércitos de Libertação do Povo, tornaram-se quase "multinacionais", comandam a economia e suas corporações de grupos privados.
'Derrota Soviética'
A União Soviética perdeu a oportunidade de trilhar por uma economia de mercado, seus dois maiores organismos burocráticos, como, KGB e PCUS, disputavam os benefícios, abriram pouco espaços para as corporações privadas, resultando na queda do regime.
Gorbachev, com sua Glasnost (política) e sua Perestroika (economia) não impediu o "desastre'.
A Fala de alguns geopolíticos ocidentais,:é de que, na verdade, o desmanche socialista foi algo planejado pela KGB, prá afrouxar a vigilância da Otan e do Ocidente; aquelas burocracias aliadas a uma "cleptocracia" que controlava as estatais
'Elites do comunismo e o modelo comunocapitalista'
As elites marxistas
Como a elite chinesa, principalmente, não queria amargar o fracasso da ortodoxia dos marxistas. A China fez um deslocamento econômico que mergulhou aquela economia em outro cenário.
O Vietnã seguiu os mesmos passos. "Correram para o abraço" da economia de mercado

A República Popular da China, principalmente e de forma agressiva, integrou- se ao mercado capitalista global; seu crescimento passou a depender deste mercado, adotou regras da OCDE, ao mesmo tempo fez o mercado Ocidental depender da sua produção, consumo e de seu lugar nas cadeias de abastecimentos.
A República comunista chinesa, trouxe seus seiscentos milhões de novos consumidores, claro, mais poupadores do que consumidores a se relacionarem com a "ordem global". Enfim, a China, chegou, chegando, integrou-se.
A República popular chinesa a partir do século 21, tornou-se produtor de tecnologia, se alimentando de pirataria extraída do ocidente e tornou-se competidor da maior economia do mundo - Estados Unidos.
O dragão asiático, continuou comunista na política, mudou muitos aspectos da engrenagem econômica, integrou-se ao mercado; indicadores recentes apontam para um crescimento econômico mais tímido, não aquela exuberância de mais de 12% de crescimento an
'Reduzir a velocidade chinesa'
Trump, e sua equipe projeta para China, a 2a. maior economia do mundo, o seguinte: "celar o animal puxar-lhe o cabresto e assim reduzir a velocidade do mesmo".
A China está integrada ao mercado global, não tem mais volta, criou-se dependência de produção, consumo, ciência e tecnologia. Mas, a administração Trump não quer a velocidade que o "animal" estava tendo.
O "animal" apresenta sinais de cansaço. Não tem tanta autonomia que parecia, o "anabolizante energético" vem de fora. O desmonte interno chinês já começa a ser verificado.
Se o setor da construção civil, agora em declínio (85 milhões de imóveis sem ter compradores) foi o filho pródigo do processo de acumulação de capital, agora estamos vendo, o setor automobilístico como a nova estrela. Dez a doze montadoras se espalhando pelo mundo, o Brasil seu grande mercado.
'NEP e a tentativa de superar crise do socialismo soviético'
Com a NEP (Nova política Econômica), o bolchevique Lenin, abriu a guarda para os economia capitalista, mas foi só no plano doméstico.
Já a China, a partir de Deng Shao Ping, o "socialismo" (?) abriga uma economia exportadora industrial, com os grupos econômicos ocidentais mudando domicílio para a terra de Mão TseTubg...
Fica dito.
Partir de degustação de vinho branco Pinot Grigio, casta italiana que está se adaptando em solo chileno.
*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História. MBA em Política Estratégia em Defesa e Segurança Nacional. Especialista em Geopolítica Novas Fronteiras Cibernética e IA.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

A Ditadura dos Gráficos: pesquisas moldam escolhas em redes de pescadores de águas turvas – Por Natanael Sarmento*
17/06/2026
Engodo “científico”
Construtoras de cenários políticos divulgam pesquisas favoráveis sob a áurea da infalibilidade científica. Só que nem sempre a ciência é a convidada de honra. E sim quem banca a pesquisa.
Pílula dourada
Gráficos coloridos e erros, milimetricamente, calculadas, até podem ser verazes. Como "fotografia do momento". Não raro a abertura das urnas desfaz a caricatura e o curto-circuito obriga os “cientistas políticos” a esgarçar a dialética com justificativas e explicações de “engenheiros de obras feitas”.
Influencia
Mais do que prever o futuro, os dados de pesquisas eleitoeiras exercem força de atração gravitacional invisível sobre espaços de buracos negros eleitor...
Não tem volta. Pode ter correção de rotas, como toda realidade histórica e social. Na era digital das informações instantâneas, pesquisas eleitorais não são meros termômetros de intenções de votos.
Engodo “científico”
Construtoras de cenários políticos divulgam pesquisas favoráveis sob a áurea da infalibilidade científica. Só que nem sempre a ciência é a convidada de honra. E sim quem banca a pesquisa.
Pílula dourada
Gráficos coloridos e erros, milimetricamente, calculadas, até podem ser verazes. Como "fotografia do momento". Não raro a abertura das urnas desfaz a caricatura e o curto-circuito obriga os “cientistas políticos” a esgarçar a dialética com justificativas e explicações de “engenheiros de obras feitas”.
Influencia
Mais do que prever o futuro, os dados de pesquisas eleitoeiras exercem força de atração gravitacional invisível sobre espaços de buracos negros eleitorais. Sobre os indecisos e os sem candidato. O gráfico não é apenas um dado é um mapa da mina do vencedor e isso, efetivamente, influi na hora do voto.
Entre a Precisão e o Fiasco
Sem mitificações e sem negações, é preciso analisar o impacto das projeções das pesquisas eleitorais. Porque as pesquisas acertam, mas também erram. E neste caso o tombo estatístico pode mudar o resultado do jogo político.
Acertos
Nas retas finais de disputas polarizadas os indicadores das pesquisas relevam mais ainda. Há acertos memoráveis dentro da margem de erro. Vide a acirrada disputa presidencial brasileira de 2022, na precisão cirúrgica da vitória do Lula sobre o inominável, na apertada margem de 1,80% ponto percentual. A demografia da intenção de votos ratificou o modelo matemático.
Erros
O Rio de Janeiro continua lindo, mas as disputas legislativas em 2018 jogaram por terra as projeções estatísticas. Os principais institutos apontavam o candidato Wilson Witzel em terceiro lugar, com 17% dos votos válidos. Ganhou o pleito com 41,28%. Fora da curva de erro, quase 25 pontos.
O voto do “armário” de São Paulo
Em 2022 as projeções de reputados institutos de pesquisa subestimaram a votação do Tarcísio de Freitas do primeiro turno e de senadores, em todo o país. As pesquisas não capturam os “votos envergonhados” ou de “armário” que aparecem somente na parada do dia da votação, no abri das urnas.
Voto útil ou Maria Vai com as outras?
Eleitores despolitizados, sem partidos ou indecisos não votam por escolhas programáticas racionais ou ideologia. Esses formam uma parcela considerável do eleitorado. Os chamados gatilhos comportamentais suscitados por Anthony Downs na teoria da escolha pública do voto, pelo cálculo da utilidade. É nesse terreno nebuloso que as pesquisas deixam de registrar a opinião e passam a moldá-la. O voto útil no mais das vezes, tem sido tiro no pé do eleitor, de trabalhadores que elegem políticos que votam contra seus interesses como fim da escala 6/1, contra a Reforma Agrária, contra aumento de salário-mínimo, liberais privatistas que tornam ricos mais ricos e sucateiam serviços públicos utilizados pela maioria da população.
A derrota é órfã
Por tendência natural seres humanos querem estar do lado vencedor, daí o popular a “se a derrota é órfã, a vitória tem muitos pais e muitas mães”. O prejuízo é maior quando o eleitor desiste do seu voto preferencial por que as pesquisas indicam que o (melhor) candidato não tem chance.
Areia movediça
Maior perigo os pescadores dos pântanos das amostragens de redes sociais. É razoável supor alguma rejeição de eleitores declarem seu voto nos questionários da pesquisas olho no olho, porta à porta. Nas areias movediças das redes digitais – sem falar na banalização de –fake News - a “opinião” se forma e também se liquefaz com a mesma rapidez. A pesquisa da segunda-feira pode dar com burros n’água no dia seguinte.
Voto consciente
Neste sentido, voto e faço campanha de peito aberto e cabeça erguida nos candidatos que representam a minha visão da política sem ser levado como “marinheiro” pelas águas na correnteza dos “vencedores”. Nem seis, nem meia dúzia. Defendemos o poder popular e o socialismo e votamos Samara Martins para Presidente da República e Camila Falcão para governadora de Pernambuco, pela UP.
*Natanael Sarmento é professor e escritor, e integrante do Diretório Nacional da UP. @sarmentonatanael
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.

Raimundo Salgueiro - Crônica - Por Romero Falcão*
17/06/2026
O que escrever numa hora dessas? Raimundo Carrero nos deixa assim, assim, sem saber o que dizer e com um medo danado da orfandade. Escritor da envergadura dele, só daqui a dois séculos. Não se faz alta literatura em céu de brigadeiro, e sim no trovão e no raio das páginas de seus romances, cujos títulos já riscam fogo: "O Amor Não Tem Bons Sentimentos", "Somos Pedras que se Consomem"."Sombra Severa". Vai encarar?
Na Academia Pernambucana de Letras, caminho sob as imponentes árvores e um céu com cara de despedida. Ouço o canto dos pássaros e o trote do cavalo Imperador, que mete as patas onde quer. De súbito, vou parar em "Bernarda Soledade, a Tigre do Sertão". Imperador no telhado da Academia, coiceando o vento e meu peito agoniado.
Aproximo-me do caixão. O prateado da b...
Chego ao Campo Santo. Há cinquenta anos vi mamãe entrar na parede da sepultura. Hoje é a magnífica literatura que cruza o portão do Cemitério de Santo Amaro.
O que escrever numa hora dessas? Raimundo Carrero nos deixa assim, assim, sem saber o que dizer e com um medo danado da orfandade. Escritor da envergadura dele, só daqui a dois séculos. Não se faz alta literatura em céu de brigadeiro, e sim no trovão e no raio das páginas de seus romances, cujos títulos já riscam fogo: "O Amor Não Tem Bons Sentimentos", "Somos Pedras que se Consomem"."Sombra Severa". Vai encarar?

Na Academia Pernambucana de Letras, caminho sob as imponentes árvores e um céu com cara de despedida. Ouço o canto dos pássaros e o trote do cavalo Imperador, que mete as patas onde quer. De súbito, vou parar em "Bernarda Soledade, a Tigre do Sertão". Imperador no telhado da Academia, coiceando o vento e meu peito agoniado.
Aproximo-me do caixão. O prateado da barba percorre o semblante tranquilo. Carrero dorme com a força e a fé de seus personagens tremendamente humanos e complexos. O terço nas mãos. O corpo trancado na madeira. Intelectuais, acadêmicos, parentes, amigos e anônimos.
Cada qual espia para o homem de Salgueiro que salgou a vida com o tempero da arte e levantou Pernambuco e o Brasil ao patamar mais elevado da escrita. O olhar de respeito e admiração em cada palmo do esquife; a tristeza do papel que sonhava virar livro de Raimundo Carrero. As Oficinas que burilaram aprendizes de escritor, que forjaram a palavra em fogo alto, continuarão flamejantes.

Imperador salta do telhado, baila na "Sinfonia para Vagabundos". Dispara por entre os galhos de Raimundo Salgueiro.
Salgueiro risonho.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda

Soldado No Sonho - Poema - Por Felipe Bezerra*
17/06/2026
rapidamente, abro os olhos e os vejo,
conversando, no imenso terraço suspenso,
sobre as tragédias gregas,
tão humanas, tão helênicas,
ao mesmo tempo pernambucanas,
mesmo depois de séculos,
com suas sutilezas
e semelhanças se avolumando.
Sim, sem dúvidas, são eles mesmos,
estão de mim muito perto,
eu claramente os reconheço,
eles seguem dialogando,
sobre os sabores árduos
dos sertões que cultivamos por dentro,
sobre as belezas femininas das praias,
especialmente quando sentimos
suas cálidas águas nos dedos,
à beira do mar ou dos panos.
Infelizmente, entretanto,
ao tentar chamá-los,
para falar sobre os acontecimentos
mais recentes do cotidiano,
sobre quaisquer amenidades,
ou sobre a guerra na Pérsia,
sobre o futebol cinzento,
a miséria perpétua nos becos,
a con...
Eu me levanto do tempo,
rapidamente, abro os olhos e os vejo,
conversando, no imenso terraço suspenso,
sobre as tragédias gregas,
tão humanas, tão helênicas,
ao mesmo tempo pernambucanas,
mesmo depois de séculos,
com suas sutilezas
e semelhanças se avolumando.
Sim, sem dúvidas, são eles mesmos,
estão de mim muito perto,
eu claramente os reconheço,
eles seguem dialogando,
sobre os sabores árduos
dos sertões que cultivamos por dentro,
sobre as belezas femininas das praias,
especialmente quando sentimos
suas cálidas águas nos dedos,
à beira do mar ou dos panos.
Infelizmente, entretanto,
ao tentar chamá-los,
para falar sobre os acontecimentos
mais recentes do cotidiano,
sobre quaisquer amenidades,
ou sobre a guerra na Pérsia,
sobre o futebol cinzento,
a miséria perpétua nos becos,
a continuidade do preconceito
contra nordestinos e negros,
eu subitamente desperto,
agradeço e me despeço,
já estou de olhos abertos,
ao som do alarme insistente,
este feitor de mensagens.
Adeus, e muito obrigado,
mestres, Carrero e Ariano.
*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza
